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BICHOS DA SEDA Quando nascem do ovo, as larvas do bichoda-seda medem apenas pouco mais de 1mm, tendo de ser alimentadas em tabuleiros de madeira onde se colocam as folhas de amoreira, que são o seu exclusivo alimento. À medida que vai crescendo, a lagarta passa por quatro mudas ou fases de crescimento e consideram-se cinco idades, que duram normalmente 5 dias cada As condições ambientais, tais como a temperatura, a humidade, o local onde se encontram colocados os tabuleiros e o arejamento, bem como cuidados de higiene e alimentação em abundância, são factores fundamentais para que a criação se faça sem surpresas e se torne produtiva. As lagartas necessitam de comer três vezes por dia, todos os dias. As folhas de amoreira devem ser substituídas por outras novas, não podendo estar molhadas quando se distribuem pelos tabuleiros. A camada de folhas deve ser substituída com regularidade durante as mudas e a limpeza dos tabuleiros deve ser feita com frequência de forma a retirar os excrementos e outra sujidade que pode pôr em perigo a criação do bicho-da-seda. A temperatura e a humidade são importantíssimas e na 4.ª e 5.ª idade deve variar entre o 22º e 24º C a primeira e os 70% a 75% a segunda, dado que as lagartas nesta fase são sensíveis a variações superiores. Ao atingir a fase adulta, a lagarta, que era até à

5.ª idade uma voraz devoradora de folha, passa a comer menos até deixar de se alimentar. Nesta fase necessita de ser apoiada para que possa construir o seu casulo. Para isso colocam-se estrategicamente ramos irregulares onde a larva encontra suporte para se instalar. Antes de se iniciar a sua clausura, a lagarta esvazia as entranhas de líquidos e impurezas e então, segregando uma baba (substância filamentosa e brilhante) faz o fabrico do casulo. Ao finalizar este trabalho, a lagarta

fica encerrada dentro desse invólucro, que tem paredes isotérmicas e é muito resistente. No seu interior, a lagarta desenvolve metamorfoses transformando-se num insecto perfeito, depois numa borboleta (insecto na fase completa). A borboleta segrega um líquido que lhe permitirá a saída do casulo. Já no exterior, a borboleta macho e a borboleta fêmea acasalam durante um período que pode demorar dias. A fêmea faz em seguida a postura dos ovos, que servirão para o ano seguinte, assegurando assim a preservação da espécie. Durante a sua vida curta, a borboleta não se alimenta, procurando apenas reproduzir-se pondo 400 a 500 ovos. Retirado de informações C. M. B.

EB1/JI de Areias de S. Vicente

Vamos PLANTAR uma AMOREIRA na nossa escola, para DAR VIDA aos NOSSOS SONHOS

22-03-2010


Vamos dar vida aos nossos Sonhos

Eis que um pouco cedo demais surge o Milagre da Vida…

Árvore do Centenário Com este projecto, pretende-se assinalar o

Tudo começou…

Bichinhos pretos a mexer…

Numa tarde ensolarada, quando uns avós A primavera ainda não tinha chegado, nem as folhas das concretizadores de sonhos nos trouxeram uma caixa amoreiras mas os aquecedores da sala enganaram os ovinhos e estes começaram a eclodir. A caixa foi levada para um lugar fresco e escuro para atrasar o ciclo das larvas e logo pensamos em comprar uma amoreira e planta-la no nosso jardim. Como coincidiu com o dia Mundial da Floresta e com o projecto “A Árvore do Centenário” aproveitámos para dar vida aos nossos sonhos e para” assinalar o Centenário da República de sapatos com bichos-da-seda e um monte de folhas para os alimentar. As larvas que estavam a começar a fazer os casulo passados dias deixaram de comer e encasularam por

vários dias e começaram a sair as tão esperadas borboletas que não voavam mas que puseram… centenas de ovos morreram em seguida cumprindo o seu ciclo de vida. As crianças do Jardim de Infância que tanto gostavam de alimentar os “bichinhos”nunca deixaram deitar a caixa de sapatos fora e permaneceu até a alguns dias atrás no cantinho da natureza .

«Fazer da aprendizagem uma experiência feliz, atractiva e divertida é o nosso objectivo.» Origem desconhecida

Centenário da República “Numa perspectiva integrada, articulando os ideais da República com os princípios da conservação da natureza e da biodiversidade. Na realidade, os pilares da nossa República, a liberdade, a igualdade, a fraternidade, a cidadania, a instrução, entre outros, não devem ser vistos como valores imutáveis, mas sim como valores que evoluem em função das mudanças ocorridas na sociedade. Estes devem ser mobilizados para as problemáticas do mundo actual, contribuindo para a sua resolução. Assim, constituindo as questões ambientais uma das problemáticas de maior premência na actualidade, faz todo o sentido que valores tão intemporais como esses possam agora ser colocados ao serviço de novas causas. É neste contexto que surge este projecto, como um exercício de cidadania activa, em que se integram os ideais da República em prol do Ambiente, promovendo a participação das crianças e dos jovens em processos de decisão à escala local e regional” Retirado de www.arvore.centenariorepublica.pt


A Amoreira