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Mandril Editor-chefe Capa: Martin Dasnoy (flickr.com/photos/ martindasnoy) Man.Dril [men-dril], s. m. Peça cilíndrica com que, em artilharia, se alisa o olhal dos projéteis; Macaco cinocéfalo (Mandrillus sphinx), da África ocidental e Costa da Guiné, com grandes calosidades isquiais vermelhas e, no macho adulto, pregas azuis em cada lado do focinho vermelho.

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Editora-executiva

Patrick Cassimiro Moema Miranda

Diretor de arte

Patrick Cassimiro

Editores

Juliana Espanhol Ludmila Toledo Nádia Mendes

Repórter

Mariana Pizarro

Fotografia Colaboradores

Eduarda Liu Augusto Kneipp Kaio Araújo Leda Barbosa Mariana Barbosa Maurício Campos


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Entrevista

Tati Bernardi por Patrick Cassimiro e Nádia Mendes Cansada da vida de publicitária, Tati Bernardi decidiu se render à sua grande paixão: escrever. Com quatro livros lançados e com um site que recebe mais de 50000 visitas por mês, Tati foi contratada pela Rede Globo e trabalhou como roteirista do seriado Aline. Ela falou à Mandril sobre Manoel Carlos, amor, chick lit e quão chato é o jornalismo O estilo de livros “mulherzinha” é bastante criticado por muitos intelectuais por representarem as mulheres modernas como seres incompletos emocionalmente. O que você acha disso? Os intelectuais são assexuados? Não precisam de amor? Não dói neles a falta ou a presença do amor? Então eles não sabem nada. Chick Lit é um estilo de livros que está em bastante ascensão e, querendo ou não, você acaba entrando

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nessa categoria, não é resumir demais que escritoras do gênero (como Marian Keyes e Candace Bushnell) são apenas “escritoras de chick lit”? Na verdade eu não leio nada disso e sei que ainda tenho que melhorar muito, então entendo quem não me lê. Mas também me assumo popular e muitas vezes mulherzinha. E gosto. De onde vêm suas referências? Eu leio Cortazar, Clarice, Raduan Nassar, Philip Roth, Nelson Rodrigues, David Sedaris,

Hemingway... Não são bem referências para o que eu escrevo, mas o fato é que não consumo chick lit. Você faz parte da legião de fãs de Carrie Bradshaw? Sou fã do seriado. O livro é muito besta. Depois dos 30 anos o relógio biológico começa a forçar a mulher dizendo que é hora de ter filhos e casar. Não é desespero colocar planos para uma época já determinada da vida? É mais forte do que eu.


A gente lê isso em todos os cantos, desde porta de banheiro público até o Best-seller menos clichê... Todo tipo de amor é mesmo válido? Nem a pau. Amor inventado pra sofrer é uma merda. A gente precisa aprender a dizer não.

sa”: quatro livros publicados, sendo roteirista da Globo e com um currículo publicitário invejável não são fatores para uma vida completa, não? Não, ainda falta muito pra eu conquistar.

sistindo na TV? Sou fã de seriados: Roma, House, The Tudors, 30 Rock, Aline ^^ e tudo do núcleo Guel Arraes.

Você já se assumiu fã de novelas também. Manoel Carlos virou Você acredita que ter um pé no saco, né? começado pela publi- Essa última dele foi verE sexo sem compro- cidade tenha sido o gonhosa. Tinha uma cena inteira só pra mermisso? Ele preenche chandising. alguma necessidade afetiva das pessoas ou acontece por medo de Tenho nojo de uma Tem ideia de qual é vida onde você só seu texto mais famoficarmos sozinhos? Eu já fiz e pouquíssimas espera, deitado no so? (aqui na Mandril a vezes foi bom. Aliás, sofá, a hora de ver gente ainda tá na dúvo Faustão ida entre “eu odeio a acho que nunca. Faz Mariúsca Cristina” e parte da vida, mas nada “o homem mais bonito tão intimo sem amor é do mundo”) saudável. melhor caminho? Por Acho que é “O último”. Quando as coisas es- que não foi direto tão f luindo muito para o jornalismo, já Falando em Mariúsca bem na sua vida, não que gosta tanto de es- Cristina. Como lidar com as pessoas que é mais difícil ter pau- crever? Jornalismo é chato, né? se contentam com ta para escrever? Nunca tá tudo bem. Eu lá to preocupada com tão pouco? Não bate com a verdade. Publi- aquela aflição ver Pensa bem. Nunca. cidade também é chato, que tem gente, que Em certa entrevista, mas tem homem rico e mesmo a vida não estando fácil ainda sorvocê disse que é “uma bonito [risos]. ri por tudo enquanto mulher bacana em busca de alguma coi- O que você anda as- enumeramos dramas

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para nos empacar de alcançar essa tal felicidade? Dizem que a ignorância é uma benção e de fato é. Abrir a cabeça, entrar em contato com coisas de todo tipo e conviver com gente interessante, pode ser fatal. Mas a vida faz mais sentido com esse sofrimento, caso contrário, você só espera da vida a hora de ver o Faustão deitado no sofá. Tenho nojo dessa vida. Mas algo podemos aprender com quem vive de forma mais simples: a estar no meio das coisas mais incríveis da vida e respirar como se tudo fosse simples. Porque no fundo, é. Ou pode ser. Meio Caetano isso [risos]. Você já conseguiu muito e chegou a um lugar que vários de nós almejamos; o que vem daqui pra frente? Quero ganhar dinheiro, comprar uma casa com muitos cachorros e escrever um romance ou série de sucesso real.

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O Último

Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre? Eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa. E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam. Eu te engoli e você é tão grande pra mim que eu dedico cada segundo do meu dia em te digerir. Você me transformou no eufemismo de mim mesma, me fez sentir a menina com uma flor daquele poema, suavizou meu soco, amoleceu minha marcha e transformou minha dureza em dança. Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas, eu te quero como meu ponto final.


por Patrick Cassimiro*

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uem não aprecia um bom churrasco? Uma carne de primeira? Há quem ache que a carne propriamente dita – aquela que você mastiga, sirva apenas para ingestão de proteínas. Vegetarianos já veem nela algo mais sagrado, algo impossível de digerir. De acordo com o dicionário Michaelis, carne seria o tecido muscular do homem e dos animais, a parte vermelha dos músculos, que serve para alimentação. Do ponto de vista das emoções: A carne é fraca. Não resistimos quando vemos alguém bonito. Por instinto atacaríamos; por educação, nos guardamos – nem sempre. Seria o nosso apetite sexual, o desejo carnal que sempre fala mais alto. A vontade e a excitação ao ter dois corpos juntos é inenarrável. O dicionário Aurélio nos diz da parte mole,

comestível dos frutos. Eva pagou caro por querer a carne da maçã. Foi expulsa do paraíso, e ainda levou Adão junto. No imaginário popular, quando falamos de carne, uma das imagens que sempre vem a nossa mente é aquela de desenhos animados, com um toucinho no meio ou uma vaca toda dividida. Em Carne Trêmula, de Almodóvar, um entregador de pizza se apaixona por uma jovem que o despreza. Até que, numa tentativa desesperada, entra clandestinamente no apartamento da moça e causa um acidente que ocasiona sua prisão. Como já citado: o desejo carnal está sempre presente. No caso do filme, o jovem se arrisca pra viver o desejo de seu corpo. Elza Soares canta: “A carne mais barata do mercado é a carne negra, vai direto pro pre-

sídio e para debaixo do plástico.” Os negros, desde sempre lutando por igualdade, raramente conseguindo. A música Supernova do Skank fala de outro lado: “No universo das paixões, amor assim é supernova. Certeiro na veia da carne da alma, na carne d’alma. Um amor ardente, que nunca apaga as chamas.” O desejo de estar sempre juntos é o de um amor decidido pelo destino. Como diz o Fábio Jr.: “carne e unha, alma gêmea, bate coração...” Seja desejo do corpo, da mente, da alma, de matar a fome, a carne é sempre bem vinda e é impossível que não nos encontremos em algum de seus sinônimos.• *Patrick Cassimiro, 20 anos, acha que uma pitada de orégano combina com tudo, até carne. MANDRIL 1717 MANDRIL


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MULTI COLOR Obturador aberto. Fechado. Tempo de exposição longo. Curto. Cores primárias. Secundárias. Análogas. Complementares. fotos EDUARDA LIU 22 MANDRIL


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Modelos:Suzana (à direita); Rachel (centro); Larissa (à esquerda) Acessórios: Acervo Pessoal Locação: Instituto de artes, UnB 30 MANDRIL


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Não Perturbe por Leda Barbosa* ilustração Maurício Campos 32 MANDRIL


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m recado de “Não perturbe” na porta de um quarto de hotel. Ela estava recostada em vários travesseiros (oito deles espalhados pela cama, única exigência feita ao hospedar-se). Folheava uma revista. Um cartão de créditos gold sobre a mesa de vidro levemente opaca, que parecia não ter sido protegida quando pintaram o móvel a seu lado. O telefone ao lado da cama tocava incessantemente há dois minutos. Ela, com os fones do celular nos ouvidos: acordada há 10 horas, ouvindo música há 10 horas, deitada há mais horas ainda, folheava um editorial de moda. A camareira batia na porta ignorando o aviso de “Não perturbe”, enquanto uma senhora de oitenta e quatro anos, no corredor, especulava com ela se se tratava de um óbito. O gerente, com as mãos nos bolsos do terno, parecia apático. A ambulância lá embaixo não berrava sua sirene, mas os outros, todos os outros hóspedes, sabiam da sua existência. Uma gota de sangue caiu sobre uma modelo anoréxica metida num vestido amarelo berrante da coleção de verão de Alexandre Herchcovitch. Na folha escorregadia, a gota descia desenhando uma linha arredondada de um vermelho úmido redondo sobre o vestido que Ela achou bem mais bonito com o toque vermelho vivo. Era um bom vestido para ir à praia. Os paramédicos batiam na porta. Outra camareira arrumava uma mecha de cabelo que lhe escapava de seu coque benfeito enquanto enumerava as contas do mês, dava baixa e subtraia do seu salário os valores absurdos. Mentalmente. Ignorando a presença d’Ela no quarto.

O gerente tirou o celular do bolso e, mesmo já tendo notado, de repente, que aquele poderia ser um meio de se comunicar com a hóspede do 342, correu até o elevador sem se lembrar de que ele não era um subordinado qualquer: poderia ter ligado pra recepção e pedido para algum funcionário baixar a conta daquele quarto. Porém, não agiu de acordo com sua função, já subia para o terceiro andar. A cada página que Ela virava, gotas de vermelho úmido caíam, democraticamente, sobre roupas caríssimas, it girls, o in e o out. Algumas páginas eram presenteadas por mais cor e vida que outras. Ela estava intrigada, em outro campo da consciência, não ligado ao da visão, confabulava se aquilo era mesmo uma revista ou um catálogo de moda. Pensava também que as peças não eram nada originais com essas gotas de vermelho redondo idiotas. O sangue lhe escorria pelo nariz, se juntava no queixo, pesava e pingava, pesava e pingava, pesava e pingava... A música foi interrompida por outra nos fones, o atendimento automático do celular foi ativado e uma voz masculina chamava. Cansada da revista, livrou-se dela e levantou-se da cama, desconectando os fones do celular que continuava chamando seu nome com a voz masculina. Seria possível, se Ela estivesse prestando atenção, ouvir as batidas na porta. Não ouviu, entrou no banheiro. A camareira retirou um cartão do bolso do seu avental branquinho para abrir a porta para que ela, o gerente e os paramédicos entrassem. O celular voltou a tocar os velhos arquivos de MP3. Os paramédicos revistavam o ambiente MANDRIL 33


com os olhos. A camareira ainda triste substituía uma conta que considerava mais importante, transportando a última para o próximo mês; no piloto automático, esborrifou desinfetante sobre a mesa sem olhar do que estava suja, passou a flanela seca sobre o vidro seco que urrou baixinho com o choque da secura imediata do pano, recolocando o cartão de crédito, ainda sujo de poeira branca, da noite anterior. Ela enxugava o rosto na toalha enquanto olhava os dois homens de branco na sua frente. Ninguém disse nada, nem Ela, nem eles. Ela saiu do banheiro, passou pelo quarto, pegou sua bolsa Chanel, o cartão em cima da mesa e o celular que ainda tocava, jogando tudo dentro da bolsa, sem nem desligar os Strokes que ainda berravam nos fones. Ela abriu o frigobar e tirou uma garrafa de água mineral, bateu a porta e foi buscar sua mala que ainda não havia sido aberta desde que chegara. Escolheu um vestido roxo.

Uma das camareiras foi até o banheiro checar os mini-produtos: shampoo, sabonetes, creme dental; todos intactos, tudo certo, nada fôra usado. Ela se livrou do roupão revelando uma lingerie preta de corpete tomara que caia valorizando seus seios fartos, e se meteu dentro do vestido. Nenhuma palavra foi proferida: a camareira porque estava absorta em suas contas; a outra porque estava de mau humor – e nesses dias se dava ao luxo de escolher os quartos que iria limpar – e, devido aos últimos acontecimentos, esperava-se que a hóspede do 342 estivesse, na melhor das hipóteses, desmaiada; os paramédicos, porque aparentemente a paciente em questão gozava de boa saúde, o que foi mais que constatado por eles depois que Ela tirou o roupão; o gerente porque não se colocava em seu lugar de direito, não tinha coragem de falar com os hóspedes, sobretudo após ignorar um pedido de “não perturbe” na porta do 342; Ela porque era autista, sem remédios a três dias e sem entender bem o porquê de invadirem seu quarto. Soltou os cabelos, calçou seus sapatos DG altíssimos, pintou o rosto com suas maquiagens YSL e desceu para fechar a conta.• *Leda Barbosa, 21 anos, brincava de velório na infância e tinha uma inimiga imaginária

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Top 10

Matou alguém e não sabe aonde esconder o corpo? Quer conquistar uma cidade inteira apenas com um perfume? Encontrou um zumbi e não sabe como domesticá-lo? Aprenda as lições mais bizarras que só o cinema pode te ensinar por Patrick Cassimiro e Leda Barbosa

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Como esconder um cadáver Já diriam os sábios populares que o número de mortes por assassinato seriam bem maiores se não restasse a dúvida: o que fazer com o corpo? Para a Idgie e Ruth Jamison, de Tomates Verdes e Fritos, esse não foi um grande problema. Bastou dividir o defunto em pequenas partes e servi-lo em um churrasco que ninguém percebeu nada diferente. Tomates Verde e Fritos

Edukators

Perfume: a história de um assassino

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Como ser um jovem engajado Sem utilizar de violência e com intuito único de “fazer justiça”, os Edukators deixam avisos nas casas de milionários dizendo que os dias de fartura acabaram, como forma de lutar contra as injustiças sociais. Nada de fazer alarde ou sair às ruas esperando que a polícia prenda seu grupo de “arruaceiros”. O filme mostra que é mais fácil atingir a elite da sociedade sozinho a esperar pelo governo.

Como dominar uma cidade Jean Baptiste Grenouille poderia ser considerado um gênio como Da Vinci, não fosse o único detalhe de que ele não existiu. Conhecedor de todos os tipos de aromas encontrados em um raio de alguns kms de onde ele estivesse, o personagem criado por Patrick Süskind, em sua obra Perfume, conseguiu criar uma fragância matando 15 adolescentes virgens e retirando o odor delas, que com apenas uma gota conseguiria dominar a população de uma cidade inteira.


Da Magia à Sedução Meninamá.com

‌ omo trazer alguém de volta C Nada de procurar aquelas casas de simpatias e amarrações para ressucitar seu(sua) amado(a). Quando o assunto é bruxaria, o filme Da Magia à Sedução ensina que é só procurar aquela tia que manja muito de macumbas e pedir para que ela te ajude. Mas cuidado, nem sempre seu desejo se realiza de forma correta e a pessoa volta em forma de algum animal, daí o trabalho é redobrado pra fazer com que ela vá embora.

Como retirar testículos Se você acha que o youtube serve apenas para ver hits da web, experimente digitar “retirar + testículos” e veja se consegue aprender da mesma forma que Hayley, de meninamá. com, a fazer uma cirurgia caseira.

Como domesticar um zumbi Quando toda a população começar a se tornar zumbis será necessário aprender a tirar proveito disso. Em Fido, eles colocaram uma coleira nos benditos seres e transformaram-os em empregados domésticos.

Fido - o mascote

Austrália

Como fugir de uma boiada Quando você estiver na beirada de um penhasco tendo de salvar não só a sua vida como a de várias vacas que não sabem que a morte está logo ali na frente delas, use seus ensinamentos indígenas e faça como a criança aborígine de Austrália: comece a cantar na língua dos animais. MANDRIL 37


Olhar do Desejo

Como se tornar um voyeur Ser voyeur pode lhe ser útil não apenas para observar a mulher que é seu sonho de consumo, ou sua madrasta com o amante, como pode te ajudar a desvendar o crime que matou sua mãe. Sem técnicas muito avançadas, Hallam Foe, de Olhar do Desejo, ensina muito da arte de acompanhar a vida alheia apenas com seu binóculos e subindo no telhado dos outros.

Mary & Max

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Party Monster

Como ser alguém na noite Caso você tenha sido um loser pobre por toda sua vida, arquitete sua volta por cima aprendendo com Party Monster a receita para fama. Sem fazer absolutamente nada de muito relevante você será famoso, desejado, invejado e odiado por todos. É simples: arrume um cara pra dizer que você o ama, dê festas sobre tema nenhum e faça com que todos idolatrem suas bizarrices.

Como arranjar um BFF* Quando você tem oito anos de idade, sua mãe é uma alcoólatra e seu animal de estimação é uma galinha, tudo que você quer arrumar é um amigo para chamar de seu. A Mary, de Mary & Max, escolheu um endereço na lista telefônica de forma aleatória e acabou encontrando Max, um velho que não sabia fazer expressões faciais e que já havia se acostumado com a solidão. Se você se identificou, jogue um nome no google e tente a sorte.• *Best Friend Forever


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