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BIA HETZEL

a pesquisadora de homens

fotos

bia hetzel I L US T R A Ç õ E S

GRAÇA LIMA

Prêmio jabuti 1995, CBL (autor revelação de literatura infantil) Prêmio FNLIJ 1995 (Revelação de autor)


© do texto e das fotografias, 2004 by Bia Hetzel © das ilustrações, 2004 by Graça Lima Direitos de edição adquiridos por Manati Produções Editoriais Ltda. Rua da Quitanda, 30, sala 711, Centro, CEP 20011-030, Rio de Janeiro, RJ Telefax: (21) 2512-4810, 2274-2942 manati.editora@gmail.com / www.manati.com.br É terminantemente proibida a reprodução do texto e/ou das ilustrações desta obra, em parte ou no todo, para qualquer fim, sem autorização expressa e por escrito da editora Consultoria científica: Liliane Lodi Revisão de originais: Sonia Regina Cardoso Revisão tipográfica: Luzia Ferreira de Souza e Sheila Til Projeto gráfico: Silvia Negreiros Editoração eletrônica: Andreia Dias Manes e Jaqueline Gomes Obra atualizada conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

CIP–Brasil. Catalogação-na-fonte Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ

H519r Hetzel, Bia, 1968 Rosalina: a pesquisadora de homens / Bia Hetzel ; fotos Bia Hetzel ; ilustrações Graça Lima. - 2. ed. - Rio de Janeiro : Manati, 2013. 40p. : il.

ISBN 978-85-8251-000-1

1. Baleia-jubarte - Literatura infantojuvenil. 2. Literatu­ra infantojuvenil brasileira. I. Lima, Graça, 1958-. II. Título. 12-8912

CDD 028.5 CDU 087.5


Para minha av贸 Graziella, in memoriam, e para o pequeno Gustavo Silveira


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Ela nunca foi uma baleia-jubarte comum.

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Desde pequena, Rosalina sempre gostou de fazer perguntas e falar pelas

nadadeiras. Além disso, ela é muito sensível. Vive socorrendo quem precisa, e por isso já se meteu em várias situações complicadas. Foi assim que, quando já era adolescente, ela viveu uma das maiores aventuras de sua vida. Um dia... — Calma! Calma, Rosalina! Eu não disse que essa baleia era uma tagarela? Ela mesma quer contar a história. — Está bem, Rosalina, fique à vontade.

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Oi, pessoal! Tive que interromper, me desculpem, mas é que o assun­to,

além de ser importante, é urgente. Como a Bia estava contando, foi durante a minha adolescência, quando eu tinha sete anos, que encontrei pela primeira vez “a maior fera da natureza”. É, gente, foi assim que aprendi a chamar os homens. Não sei se vocês sabem como é que os seus antepassados nos tratavam. Já ouviram falar das maldades que os homens de antigamente faziam com as baleias? Então eu vou contar. Nós, as jubartes, temos o costume de cantar toda a nossa his­­tória para os filhotes. Contamos tudo o que já aconteceu conosco em uma bonita canção. Cada baleia que vai passando por novas expe­riên­cias acrescenta mais um trecho à música. Dessa maneira, os filhotes têm a chance de não repetir os mesmos erros dos adultos.

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Rosalina: a pesquisadora de homens