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plano simbiotico

2016


Plano Simbiótico Natureza é uma palavra proveniente da palavra latina natura, que significa o curso de tudo que permeia o nosso universo. De onde viemos, onde estamos e para onde vamos são questionamentos diários de uma sociedade em desenvolvimento constante, como a nossa. Como Lavoisier descreveu, no século XVIII, “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Essa frase descreve a evolução de uma sociedade que partiu de um habitat onde os fatores externos não foram criados especificamente em função do Homem e de sua subsistência. Com isso, gera-se a necessidade do Homem de se transformar para se adaptar ao seu entorno. Existem diversos tipo de adaptações, desde as fisiológicas, onde o indivíduo está condicionado ao funcionamento do organismo, em resposta às variáveis ambientais; as adaptações anatômicas, que garantem diferentes estruturas morfológicas aos seres vivos; como também as adaptações comportamentais, que como o próprio nome sugere, são as que se relacionam com o comportamento dos seres vivos, seja para escapar de situações desfavoráveis como o frio ou a seca, seja para garantir maior sucesso reprodutivo, seja para garantir fonte de alimento, ou proteção contra predadores, dentre outros. Ao mesmo tempo em que o Homem modifica a Natureza, ele cria um espaço ou lugar para viver com o objetivo de garantir a sua existência. Além de construir campos, cidades, estradas


e indústrias, extrai da natureza minerais com os quais fabrica vários produtos de que necessita, e muitas outras coisas. Um objetivo não menos importante é a necessidade dos seres vivos criarem espaços onde relacionam-se entre si. Esses espaços são conhecidos como espaços de convívio ou espaços vivenciais. Porém, hoje, na sociedade atual que o Homem criou, durante o ato de produção ou reconstrução do seu espaço vivencial, ainda se predominam os interesses individuais e não os coletivos. Isso significa que durante uma ação gerada a partir de uma necessidade individual não estão sendo julgados os impactos que essa ação está causando no seu entorno. Quem nunca ouviu falar na expressão: - “A sua liberdade acaba quando começa a minha”? Aqui afirma-se que existe uma linha que divide dois indivíduos, liberdades ou estruturas. Nosso estudo começa nessa linha chamada linha limite. Nossa avaliação resulta na afirmação que essa linha não é estática, mas sim, um plano que se molda através do equilíbrio entre as necessidades de dois indivíduos.


A proposta que apresentamos tem o objetivo de fazer as pessoas repensarem o espaço a partir das necessidades de adaptações de cada sociedade e seu entorno. Lê-se adaptação como sendo qualquer característica que torna algum organismo capacitado a sobreviver e a se reproduzir em um respectivo habitat.


O espaço que propomos é um espaço que parte do vazio, onde a busca da sua adequação permeia no limiar entre a necessidade, funcionalidade ou simplesmente desejo, realizando a construção do espaço de cada indivíduo. Nele, cria-se a responsabilidade do ato. O ato é o momento que alteramos nosso espaço. A partir do ato, também modificamos o espaço do outro. Com isso, percebemos que invariavelmente a todo momento, estamos em comunicação com o mundo e a sociedade em que vivemos. Com isso, criamos um plano de interseção que ‘separa’ e ‘une’ espaços individuais, reproduzindo o espaço vivencial de uma nova sociedade onde objetiva o coletivo, onde o estímulo da ação e reação transforma o pensamento do ato. Para esse espaço, demos o nome de Plano Simbiótico.

300 X 200 X 350 cm alumínio | aço carbono | maderias: cedro marinheiro | jequitibá rosa


A definição da palavra simbiose significa a relação mutuamente vantajosa entre dois seres vivos. O plano simbiótico é representado por uma parede de três metros de comprimento por dois de altura preenchido com sarrafos de madeira medindo 7 x 7 cm. Essa parede divide dois espaços individuais onde cada pessoa cria seu espaço de acordo com suas necessidades puxando e empurrando os sarrafos no seu espaço funcional atendendo às suas necessidades individuais. Sendo que, ao mesmo tempo, a pessoa que se encontra no outro espaço vivencial poderá simultaneamente alterar as funcionalidades do seu lado do Plano. Nesse momento, cria-se uma tensão no plano que é resolvido com o equilíbrio produzido, no momento onde as necessidades mútuas são atingidas sem interferirem negativamente nas necessidades do outro.

A partir do conceito apresentado, criamos uma série de objetos que chamamos de “Objetos Simbióticos”.


O primeiro objeto simbiótico criado foi a Estante Simbiótica. Ela adapta a organização dos objetos às necessidades do seu momento, criando uma tensão do próprio objeto em relação ao espaço que ocupa. Os cinco tipos de madeira formam um espaço cromático que além de refletir essa integração, cria um espaço onde um objeto não interfere visualmente no outro e mantendo-os com sua beleza singular.

40 X 200 X 100 cm alumínio | aço inox | maderias: cedro marinheiro | jequitibá rosa | vinhático | roxinho \ braúna.


O Aparador Simbiótico, cria um diálogo constante entre o espaço que ocupa e sua necessidade, alterando sua dimensão, e a posição das madeiras conforme a necessidade do espaço ou do indivíduo.

160 X 40 X 80 cm min 280 X 40 X 80 cm max alumínio | aço inox | maderias: cedro marinheiro


Quando pensamos no ar, apesar de sabermos que ele é matéria, sempre nos referimos ao espaço que ele ocupa como espaço vazio. Para criar um diálogo entre o indivíduo e o ar que nos permeia, criamos a banqueta simbiótica. As madeiras representam o ar. A medida que nos apoiamos nelas, as madeiras descem, da mesma maneira que o ar é expulso quando nós ocupamos esse espaço ‘vazio’.


60 X 60 X 60 cm alumínio | aço inox | maderias: cedro marinheiro | jequitibá rosa | roxinho | braúna


Já com o objeto simbiótico de luz, buscamos o seu diálogo com a luz. As peças deslizam criando uma harmonia entre o indivíduo e a intensidade de luz.

50X 16 X 12 cm min 80 x 16 x 12 cm max alumínio | aço inox | maderias:

muirapiranga


jacarandá

braúna


Com esse ensaio, buscamos o resultado de um novo modelo social, modelo no qual poderemos viver em harmonia nĂŁo apenas entre os Homens, mas tambĂŠm com a natureza.


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Catalogo Simbiotico - PT  

Coleção 2016

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