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análise arquitetônica

Terminal Rodoviário Rita Maria Florianópolis, SC uma experiência fenomenológica


Disciplina Teoria e EstĂŠtica, professor Rodrigo Almeida Bastos. Universidade Federal de Santa Catarina, curso Arquitetura & Urbanismo. Graduandos Arthur Stofella e Maria Paula Reschke. Dezembro de 2014.


a obra A obra arquitetônica cuja estética será analisada no presente trabalho localiza-se no aterro da baía sul, em Florianópolis, Santa Catarina. Em meio a uma rede viária complexa, na porta de entrada e saída da ilha de Santa Catarina, o Terminal Rodoviário Rita Maria vive o movimento dos ônibus que chegam e partem a todo instante ao mesmo tempo em que compõe solidamente a paisagem natural e citadina do lugar. Projetada pelos arquitetos uruguaios Enrique Hugo Brena e Yamandu Carlevaro em 1976 e inaugurada em 1981, a obra em questão possui características peculiares que possibilitam um apuro no sentir, devido ao imaginários das partidas e chegadas e à agudeza com que abriga as funções internas e externas a ela. Desse modo, e devido à vivência que os autores possuem do lugar, optou-se por revelar a arquitetura através de experiências fenomenológicas que buscam ser uma aproximação sensível do lugar, dos materiais e das pessoas que vivem as esperas, as partidas e os acolhimentos.

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o lugar O Terminal Rodoviário Rita Maria volta-se, em sua fachada norte, à cidade; ao sul, ao mar. A arquitetura é, imageticamente, a transição entre o natural e o construído, tal qual o é entre o que o viajante deixa para trás e o que está no por vir. A extensa cobertura-abrigo que se estende para além da edificação, abriga os opostos e os funde no momento em que ambos adentram-na.

No seu interior, porém, o que se sente é um desligamento do mundo que a rodeia. Do nível térreo quase não é possível avistar o mar, devido ao viaduto que em sua frente passa, e às numerosas pistas destinadas ao transporte; voltando-se à cidade, novamente os automóveis, juntamente da vegetação e dos longos corredores que conduzem às portas de saída, não permitem que se contemple a paisagem. Do mezanino, mar e cidade são avistados, sem atingir o nível da percepção, mantendo-se afastados do interior da arquitetura. 2


o material O concreto, material predominante na construção realizada pelos arquitetos realizadores do projeto, Enrique Brena e Yamandu Carlevaro, referências neste tipo de estrutura, com outro destaque para a Escola de Arquitetura da UFSC, confere ao local uma força rija e presença marcante tanto internamente quanto em seu exterior, na paisagem da cidade. No terminal rodoviário, o que se pode colocar em evidência é a grande cobertura em argamassa armada, de formato que se destaca principalmente quando observada pelo passeio exterior à edificação, sobre o qual se eleva, conferindo ainda mais peso à todo o projeto e reforçando a ideia de que é uma arquitetura que resistirá ao tempo e às intempéries. A forma distinta do projeto, em conjunto com o material que a faz se tornar uma grande massa sólida e rígida, acaba por induzir a visão do observador externo a se manter sobre a construção, impermeável, que difere da cidade e da natureza que acontece em seu redor.

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a experiência corpórea O terminal rodoviário, destaque na paisagem devido à solidez de seu material e fechamento, não se impõe, no entanto, sobre ela. A escala monumental do edifício atualmente se encontra diluída na também imensa escala dos prédios em seu plano de fundo voltado ao norte. A sua imensidão é percebida com a aproximação corpórea ao terminal, através de uma experiência fenomenológica na qual a materialidade arquitetônica pode se desnudar.

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os acessos Na fachada norte do terminal, os altos pilares que sustentam a cobertura se impõem sobre o pedestre, que agora se encontra sob uma escala quase opressora, devido à altura imponente e à predominante horizontalidade da arquitetura. É por essa fachada que o acesso ao terminal por quem chega a pé ou de automóvel acontece. Para quem chega a pé, a aproximação acontece em um ângulo oblíquo à fachada, por uma de suas laterais. Deste ponto de vista a intensidade da cobertura se mostra, auxiliada pelo longínquo ponto de fuga da perspectiva, o qual aumenta o sentimento de imensidão da arquitetura perante as pessoas. A entrada ao interior do terminal se localiza bastante próxima a essa primeira aproximação. Os pedestres são acolhidos pela cobertura que se prolonga à calçada e logo adentram a edificação, sem vivenciar a sua longitude pelo passeio externo. Quem chega de carro possui maior oportunidade de experenciar a longitude da arquitetura, uma vez que o estacionamento acontece ao longo de todo o seu eixo externo. De toda forma, pela fachada norte, não há um espaço em que as pessoas se sintam convidadas a contemplar longe e longamente essa grande construção feita em concreto.

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Na fachada sul os ônibus são recebidos sob os brises que pouco a pouco são desmontados de modo a se adaptar aos novos ônibus, mais altos. A cobertura se prolonga sob o passeio externo, tal qual na sua face norte. Apesar de a arquitetura ser vista amplamente através dos ônibus que nela chegam, o desembarque de passageiros acontece rapidamente e estes, ao pegarem suas bagagens, se dirigem à porta de saída, coincidente com a de entrada, e logo se vêem fora da rodoviária. O passeio externo, dessa forma, não é utilizado amplamente por uma mesma pessoa, mas trecho a trecho, baia a baia, por diversas pessoas que saem e chegam ao terminal. A vivência dos pontos de chegada e saída do terminal rodoviário através de suas fachadas norte e sul, permite perceber que o eixo longitudinal externo não é amplamente utilizado, sendo palco dos passantes que apenas dançam o outro sentido - curto e rápido em direção às portas de entrada e saída -, o transversal. Externamente não há atrativos nos extremos leste e oeste da edificação, resultado, talvez, do enfoque na separação dos fluxos de embarque e desembarque, que cortam a horizontalidade da edificação.

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o embarque e o desembarque Pensados funcionalmente, os fluxos de embarque e desembarque do terminal ocorrem no sentido traversal da edificação, em lados opostos da mesma, de modo a não haver cruzamento de funções distintas. Na porção leste se localiza a área de embarque, com as cabines de venda das passagens e salas VIP (pertencentes a cada empresa) de espera. Além das salas particulares, há bancos azuis distribuídos em quatro áreas ao longo do saguão. Os ambientes gerados em cada um desses espaços são quase opostos: enquanto nas particulares salas, fechadas em vidro prendendo o ar condicionado, as pessoas ficam quietas sob o barulho da televisão, nas azuis cadeiras do saguão as crianças correm e gritam; grupos passam falando alto em espanhol; há os mendigos cansados dormindo o pouco que lhes é concedido nos duros bancos. O azul cria um lugar muito mais vivo do que o estofado.

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Para chegar nos locais de espera, as pessoas adentram o terminal por uma de suas entradas, distribuídas em seis pontos ao longo do eixo longitudinal sul. Quando o passageiro adentra a rodoviária pelas portas localizadas no ponto extremo oeste, ele é conduzido ao longo do eixo longitudinal interno da edificação e talvez seja este um dos poucos momentos em que este eixo é de fato percorrido. Até alcançar a área de embarque, passa-se por lojas de conveniências, caixas automáticos de bancos, bancas de revistas etc. Caso continue até o extremo leste, encontrará um restaurante e banca de jornal; resta aguardar a chamada para o ônibus e sair pela fachada sul.

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No extremo oeste passam aqueles que regressam de longas ou curtas viagens e anseiam pelos seus pertences materiais e imateriais; passam aqueles que estão na capital a negócios, a turismo ou a visita. As malas são retiradas pelos viajantes no próprio ônibus e dele, adentram o terminal nas mãos de passageiros que, certas vezes, parecem sentir o peso físico dos pertences aflorar qualquer peso existente dentro de seus corpos; outros atestam, mesmo sem perceber, a fragilidade dos seus corpos pesados que mal se sustentam sobre duas pernas; talvez o cansaço da viagem, talvez a grande quantidade de pensamentos gerados enquando se esperava que o ônibus regressasse logo. Do clarão da rua adentram a rodoviária, passando por entre as azuis cadeiras das duas áreas de espera localizadas em meio ao fluxo de desembarque, onde, cheias de olhares esperanços, pessoas aguardam outros olhares, conhecidos, passarem pela porta. A transição entre desembarque e saída da rodoviária acontece rapidamente, basta que se percorra uma linha reta em direção às outras portas.

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Os rumos tão bem definidos da estação rodoviária, quando quebrados por caminhos não planejados, abrem novas oportunidades às pessoas: depois do desembarque, caso necessitem adentrar o eixo longitudinal, as pessoas podem alcançar o exterior da edificação pelas outras portas além da localizada na linha reta do portão de desembarque, e ainda percorrer o calçamento externo da edificação sob a ondulada cobertura; além disso, podem encontrar conhecidos e desconhecidos, em inesperados encontros que de outra forma talvez não acontecessem, visto que a separação dos fluxos, por mais funcional que seja, resulta em potenciais desencontros daqueles que estão embarcando com os que estão de regresso, diminuindo o contato humano que poderia ocasionar grandes histórias.

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a imensidão interna Ao se adentrar o terminal rodoviário pelos seus extremos leste e oeste, sente-se uma mudança repentina de escala: da imponente cobertura exterior os corpos retornam às suas dimensões com o pé-direito mais baixo gerado pelo mezanino interno. O mezanino se estende por toda a fachada norte, alargando-se no espaço entre os eixos de circulação transversais, quando abrange toda a largura do terminal; percorre o espaço acima dos pontos de compra de passagens e das lojas de conveniências e bancas de revista, adequando a sua escala à altura das pessoas.

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Ao se permitir caminhar fora desses lugares, mergulha-se na grandiosidade da ondulada cobertura que repousa, plena, sob a linha de robustas colunas tendente ao infinito, protegendo a vida que embaixo dela acontece. A esta escala são adequadas as vozes que anunciam partidas amplificadas pelos autos falantes e a imensidão das pessoas. O sublime aparece através da materialidade arquitetônica, visualmente perceptível, porém tangivelmente muito aquém do toque humano. A infinitude do lugar, por onde as vozes levitam livremente e se demoram no ar, trás à tona a solidão interna em meio à presença corpórea. É legítimo à arquitetura transmitir a seus usuários a sensação de solidão, de estar rodeada de pessoas e nunca ser o suficiente para ter preenchido o seu lugar e o lugar interno às pessoas; talvez justamente por sua plenitude, a rodoviária consiga arrebatar e tornar-se, em suma, uma arquitetura-abrigo das chegadas e partidas do ser.

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a contenção interna Em meio à amplitude das extremidades, no espaço central uma inversão de escala novamente ocorre. Ao se deparar com este corredor, independente do lado em que se inicia, é bastante difícil se perceber como é de fato o ambiente no qual irá se chegar. Por ser um deslocamento que não é realizado pela maioria dos usuários do terminal rodoviário, pode vir a causar certo grau de insegurança, principalmente no período noturno, quando o lugar é tomado pelo vazio, já que se trata de uma distância visual considerável entre funções distintas.

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O posicionamento dos longos pilares que se prolongam de forma a criar uma perspectiva, as lojas de conveniência e a redução abrupta do pé-direito geram uma redução do espaço de passagem e os corpos podem sentir a sensação de opressão substituir a imensidão anterior. Há certa inquietação neste percurso, causada pela união de diversos elementos como pilares hexagonais, piso de borracha texturizada, aproximação do mezanino de ambos os lados, reflexo das vitrines das lojas, ondas das telhas de concreto, que se fundem e inquietam o olhar mais atento.

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apêndice - experiências fenomenológicas “Ao se deparar com a edificação do terminal, quando se chega ao local vindo da direção do

Durante o período diurno há uma maior possibilidade de encontros, já

Terminal de Integração do Centro, há um sentimento quase de opressão, devido a sua grande

que existe uma quantidade de pessoas muito maior adentrando e

altura em relação ao pedestre além de sua também predominante horizontalidade. À frente do

saindo do edifício. Contudo, durante a noite dois tipos de sentimentos

edifício localiza-se apenas um grande estacionamento destinado aos usuários, mas tirando

pairam sobre o local, o da insegurança e o do conforto. O primeiro por

qualquer possibilidade de uma integração com o lado de fora por parte das pessoas. Onde

parte daqueles que estão lá para realizar alguma viagem, já que a

também ficam diversos andarilhos e sem-tetos, podendo causar alguma insegurança, o que

quantidade de pessoas que lá trafegam diminui de forma drástica, os

induz ao cidadão que adentre diretamente ao terminal, sem que faça qualquer tipo de interação

poucos sons que se ouvem se resumem a passos solitários, conversas

com o espaço externo.

ao longe, carregamento de materiais, o silêncio é quebrado de forma mais perceptível nas poucas vezes em que chegam ônibus durante a

Entretanto, chegando no interior da construção, um sentimento familiar vem à tona, sente-se

madrugada. O segundo por aqueles que não possuem um teto para se

pequeno perto de toda a dimensão e grandiosidade do terminal. Com um pé direito bastante

abrigar, que utilizam do terminal como fuga das ruas e intempéries do

elevado, quase perde-se a noção de que se está em um espaço voltado para os usuários. Isto

tempo, deixando que todos possam ter essa chance de se proteger.

pode acarretar também em uma sensação agonizante, sentir-se pequeno, incapaz. A infraestrutura interna também não parece condizer com esta aparente vastidão, lanchonetes, serviços,

Dentre os diversos espaços de Florianópolis, um que com certeza é

ponto de venda de passagens, comércio e até as ditas “salas VIP” para a espera do ônibus são

palco de inúmeras histórias é o Terminal Rodoviário Rita Maria.

muito pequenas se comparadas à edificação. Estas últimas ainda trazem um teto mais próximo

Quantos abraços, despedidas, amores perdidos, reencontros, sonhos e

do usuário, diminuindo a escala do local.

planos? Uns com tantas bagagens, outros com quase nada, a diversidade de pessoas e artefatos trazem vida para o local, transformando

Grandes colunas ajudam a sustentar a cobertura ainda maior do terminal rodoviário, estas

toda essa movimentação em trivial e cotidiana. Tantas são as histórias

ficam posicionadas ainda de forma a criar um ponto de fuga que é facilmente notado quando

que por ali passaram e continuam por acontecer, enquanto, ao mesmo

se anda de uma ponta para a outra da edificação. Em uma delas situa-se o local de compra de

tempo, sua arquitetura aparenta um ar estéril, rígido, que apenas

passagens e os portões de embarque, enquanto na outra localiza-se o portão de chegada das

observa. As pessoas vão e voltam, os caminhos se abrem e fecham,

viagens. Isto resulta em um potencial desencontro daqueles que estão embarcando com os que

sonhos são realizados ou continuam à espera, os sentimentos brotam,

estão regressando ou vindo da primeira vez, diminuindo o contato humano que poderia ser

borbulham, explodem, apaziguam, mas a arquitetura fica.”

realizado e que poderia vir a ocasionar mais histórias. Arthur Stofella

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“A rodoviária só me faz bem, pois a felicidade é partir, pois parto sempre em direção à cidade

o alaranjado é um local muito mais vivo do que o estofado que sob o

que sou e que me é. A tristeza que é voltar, nunca dura demais, visto que morar em Florianópo-

barulho da televisão nos faz ficar quietos... Não, prefiro ficar em meio

lis para estudar em uma universidade pública jamais deve ser motivo de desmotivação; visto

às crianças que correm e sorriem; em meio aos moços de terno; em

que a passagem de volta da rodoviária é curta – às vezes se prolonga um tanto mais em direção

meio aos chilenos coloridos; em meio aos mendigos cansados; porque

ao banheiro, longe, quase esquecido e coberto pela escada – saio do ônibus, piso na solidez do

em verdade é nesse entremeio que meus pensamentos pulsam de

chão e respiro o ar puro novamente provido a mim. O momento de pegar a mala é o menos

pessoa a pessoa e ganham a leveza de não pertencerem só a mim.

leve, talvez pelo peso físico dos pertences relembrar qualquer peso existente cá dentro de mim; talvez também relembre a própria fragilidade de meu corpo, pesado, que mal se sustenta sob

A rodoviária é grande, enorme, gigantesca: exteriormente eu não

duas pernas... Há tempos tenho notado que cada ônibus de volta que pego em Araranguá me

tenho percepção suficiente, visto que não há um espaço onde me sinta

leva a Florianópolis e me leva aos pensamentos mais profundos acerca da vida, durante as

convidada a admirá-la longe e longamente; internamente, nada além

quatro – muitas vezes enlouquecedoras – horas de viagem. Desço do ônibus eu, meus pesados

das vozes que anunciam partidas amplificadas pelos autos falantes a

pensamentos, minha pesada rotina novamente de volta para juntos pegamos o peso da baga-

conseguem fazer ter a nossa escala. A rodoviária é adequada à imen-

gem. Assim sigo, saindo do clarão da rua para penetrar a escura rodoviária – cheia de olhares

sidão das pessoas, talvez. As salas onde as passagens são vendidas

esperançosos sentados nas laranjas cadeiras esperando outros olhares, conhecidos, passarem

parecem pequenas demais, não correspondendo a sua importante

pela porta – e logo saindo da rodoviária para novamente adentrar a liberdade do ar puro e da

função de vender meios para chegadas e partidas (e, além: vendem

luz do sol, terminando, aqui, a rápida vivência da “arquitetura-abrigo do retorno”.

companhias, vendem visuais, mas acredito que isso não esteja embutido no valor da passagem). Isso se deve um tanto ao fato de que no

Na rodoviária, enquanto espero o ônibus de partida para Araranguá, vivo momentos que com-

espaço central-corredor da rodoviária não há divisórias: ao mesmo

binam perfeitamente com a aparente frieza e lonjura da “arquitetura concreta” ao pagar a

tempo em que interliga todas as funções, as afasta. Os cem bancos

pesada conta de qualquer pequeno doce comprado nas menores ainda lojinhas; ao ver pais

alaranjados parecem dez. Essa sensação muitas vezes reforça o “sentir

brigando com crianças por conta do mau comportamento delas. É lógico que as crianças

estar sozinho” logo anterior ao embarque: rodeada de pessoas, nunca

correrão de um lado ao outro, ignorando a suposta estaticidade do concreto, e subirão nas

me parece ser o suficiente para preencher o espaço. Chego na enorme

laranjas cadeiras e sentarão no chão: são crianças, a felicidade corpórea, em um ambiente que

rodoviária e a rua me parece pequena; no saguão de espera, pareço

nada as ajuda a se aquietar: se a arquitetura não mexe com elas, elas mexerão com a arquitetu-

sozinha; na sala de espera, pareço grande; da sala de espera para a

ra. Com a presença das crianças, o aparente silêncio arquitetônico da rodoviária é quebrado e

entrada no ônibus, este parece ser enorme, para abrigar a quantidade

é possível enxergar olhares fixos em meio a tantos outros móveis – em busca do amor, do

de pessoas que se apertavam na sala, ansiosas pela chamada do

amigo, da vida – e é possível se encher de ternura na espera que sempre parece mais longa do

funcionário.”

que é. Sentada nas laranjas cadeiras enquanto a confortável sala de espera não abre, penso que Maria Paula Reschke

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Informações e planta-baixa adquiridas em MATTOS, Melissa Laus. Arquitetura institucional em concreto aparente e suas repercussões no espaço urbano de Florianópolis entre 1970 e 1985. 2009.

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Terminal Rodoviário Rita Maria: análise arquitetônica  

Análise arquitetônica realizada na disciplina Teoria e Estética, sob orientação do professor Rodrigo Almeida Bastos. Realizada conjuntamente...

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