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s o s r e v i un veis i s i v n i i

1ª edição agosto/2017


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1ª edição agosto/2017

Cara de um, focinho do outro. Cara ou coroa. Quem vê cara não vê coração. Tantas caras passam por nossas vidas e nem nos damos conta! Essa revista foi concebida para falar sobre todos esses caras que nos vêm através da literatura! Aperte seu cinto e embarque nessa jornada para novos universos. Nós vamos estar lá com você. O projeto Universos Invisíveis surgiu na matéria de literatura infatil-juvenil, do segundo ano de letras da Univille. Suas colaboradoras são Barbara, Débora, Denise, Larissa, Mariana e Naara.


ÍNDICE TAL PAI, TAL FILHO PÁGINA 03

CARA DE UM, FOCINHO DE UM CONTO PÁGINA 05

EU ME PAREÇO COM QUEM? PÁGINA 10

TEMPESTADE NUM COPO D’ÁGUA PÁGINA 13

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Tal pai, por Mariana Coutinho e Denise Kniess

Tal filho!

“A partir da palavra “cara”, que assume múltiplos significados de acordo com os diversos contextos, a história é desenvolvida, página a página.” (Livraria Cultura)

Cara de um, focinho do outro, escrito por Guto Lins, publicado no ano de 1994 pela editora FTD, é um livro que consegue, com simplicidade de vocabulário e jogos de palavras, tratar de um assunto complexo e cada vez mais comum: relacionamento entre pais e filhos. O escritor e ilustrador Guto Lins demonstra simplicidade para contar uma história cujo tema central tem uma certa carga pesada,

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principalmente quado se trata de um assunto comum na vida de muitas crianças. A obra de Guto Lins se propõe a ser humana, pois dá espaço a sensações em todos os leitores, seja nas crianças ou nos adultos. Além disso, desafia-nos a pensar que ainda existe o perdão e a oportunidade de recomeço, revelando que as relações entre pais e filhos podem se descomplicar. O jogo da palavra


“A obra de Guto Lins desafia-nos a pensar que ainda existe o perdão e a oportunidade de recomeço, revelando que as relações entre pais e filhos podem se descomplicar.”

Reprodução: site da Livraria Cultura. Acesso em 22. Ago. de 2017

“cara” e seus diversos significados, as rimas, os ditados populares e a leveza na construção de uma mensagem tão complexa fazem com que a obra não tenha público alvo específico (apenas as crianças), pois mexe com o imaginário e sentimentos de todas as faixas etárias. O bom resultado do livro não se dá pela quantidade de recursos, pois a proposta de dar espaço para sensações e memórias afetivas é maior que os recursos visuais. O texto vem acompanhado de uma narrativa visual que nos instiga a acompanhar mais uma história, sendo assim, temos, no livro, uma dupla leitura, com imagens que transcendem palavras. Imperdível, engraçado e criativo, “Cara de um, focinho do outro” é um livro indicado para crianças, podendo, contudo, ser adorado por todos que gostam de viajar e refletir com uma leitura simples e divertida. i

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Cara de um, focinho de um conto

por Larissa Chaves e Naara Éldany

Os tempos mudam. É notável que conforme as

décadas – e às vezes até menos – passam, mais novidades bombardeiam o nosso meio social. O computador, a internet discada, os celulares, a internet sem fio, os smartphones com aplicativos nos quais melhoram a nossa vida de uma maneira sem igual. Todos, de certa maneira, facilitam e melhoram nossa rotina e comunicação. Não diferente do mundo digital, o mundo da literatura também sofre alterações com o passar do tempo. Reflexo da era digital, os leitores estão se tornando pessoas mais críticas, pensadoras e autônomas, inclusive as crianças. Já se sabe o poder da literatura infantil-juvenil, evidentemente mais utilizado numa era onde logo já apresentava resultados: os “filhos de Lobato”. A partir de então, os livros infantis vem se repaginando. Fazendo uma análise entre os contos de fadas com o livro “cara de um, focinho de outro” de Guto Lins, é possível observar muitas diferenças e algumas semelhanças. A começar pelas diferenças, a principal delas é que contos de fadas apresentam grande finalidade moralística. Reprodução da imagem: frreepik. Acesso 22 ago. 2017

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Aprendemos que devemos obedecer aos pais na grande maioria deles; aprendemos a não andar sozinhos na floresta, não falar com estranhos para não acabarmos na prisão da bruxa; a não mentir, se não o nariz cresce; a não ser preguiçoso, se não o lobo assopra nossa casa para longe, etc. Em contra partida, os livros infantis pós-modernos buscam atingir o divertimento da criança, para que ela sinta prazer na leitura e não para que reflita sobre a vida e acabe, possivelmente, desgostando de ler mais tarde. Um exemplo de tal divertimento, e já apontando a próxima diferença, é a própria linguagem utilizada no livro. A utilização do significante “cara” para diferentes

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“LIVROS INFANTIS PÓSMODERNOS BUSCAM ATINGIR O DIVERTIMENTO DA CRIANÇA” aspectos e situações, com diferentes significados, causa um jogo de palavras engraçado e sutil, enquanto o conto utiliza de símbolos que representam coisas específicas, como a rosa representando o amor, o lobo representando o mal. Outro ponto de distância entre um e outro, é a realidade apresentada nos contos. É necessário que a criança tenha contato com a realidade dela. Com os contos de fadas onde o mágico é sempre presente, a moral já é explícita, e que situações


que dificilmente ela será apresentada são mais exaltadas, a criança fica sem parâmetros para como interagir no “mundo real”. Através da realidade apresentada nos livros contemporâneos as crianças se tornam cada vez mais cidadãs, traçando um paralelo entre elas mesmas, e a história contada/lida, trazendo as experiências literárias para o cotidiano. Por último, mas não menos importante, dá-se pela construção palavra + imagem. O que antes era apenas palavras, hoje nota-se que as imagens falam tanto quanto as letras.

“as imagens falam tanto quanto as letras”

Em muitos livros infantis pós-modernos, as imagens são mais importantes quanto o próprio texto, sem contar que existem “textos-imagens”, onde a própria criança conta a história de sua maneira, utilizando apenas ilustrações. No caso de “cara de um, focinho de outro”, a imagem dialoga com o texto, como se observa na página 14 e 15, mostrando um abismo entre o “cara” e o “coroa” complementando o texto “e os dois nunca ficaram cara a cara”. Fazendo a ponte, agora em relação às semelhanças, nota-se que ambos são criados para passar de geração em geração. Enquanto os contos de fadas têm essa característica para “amedrontar” e ensinar i

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as crianças, o referido livro tem essa ideia mais voltada para a circularidade. Na última página, por exemplo, o autor aborda a mesma temática inicial do livro: o filho ser parecido com o pai. Com isso, pode-se notar que a história estará sempre “atualizada”, pois a comparação entre pais e filhos é algo que sempre acontece entre as famílias. Outra semelhança é a presença de conflito em ambas as histórias, entretanto, nos contos de fadas, ele é apresentado como bom ou ruim, e dependendo de como o problema é transcorrido pelo texto, há um “castigo” (Chapéuzinho Vermelho pegou o caminho mais longo da floresta, e foi comida pelo Lobo Mau). Enquanto que, em “cara de um, focinho de outro”, a criança pode ver seus conflitos e temores internos (distanciamento do pai, comparações com outras pessoas) de uma forma mais leve, pois através o livro, o autor consegue mostrar certa naturalidade nos conflitos propostos. É importante considerar que ambas as histórias são importantes para o crescimento e aprendizagem das crianças, já que, até nos livros contemporâneos, há traços dos contos tradicionais. Só é imprescindível que os pais guiem os filhos na literatura, não deixando apenas para as escolas e professores.


Eu me pareço com quem?

Por Barbara Correa e Débora Schoenhals

Hoje, a nossa entrevistada da semana é a nos-

sa queridíssima Débora, editora aqui do Universos Invisíveis. Ela conta sobre como toda a família por parte de mãe é parecida assim como na obra de Guto Lins! Universos Invisíveis: Débora, você nos contou que a maioria dos membros da sua família são parecidos. Como é isso para você? Débora Schoenhals: Para mim, não vejo nada de mal. Na verdade, eu até gosto. Admiro a minha mãe, meus tios e toda a família. Mas é bem comum eu chamar pelo tio errado em reuniões de família. UI: O que isso influencia na sua vida? DS: Ah, é bom saber que você tem pessoas que você ama do seu lado, e sendo parecidos, é como se algo além do sangue nos ligasse, sabe? UI: Você já chegou a ser confundida por alguém da família em algum episódio? DS: Não pessoalmente, mas em fotos que não sabemos a data demoramos para descobrir quem é quem! i

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U.I: Existe alguém que é realmente muito parecido com você assim, nesse ponto de confundir? DS: Sim! Tem uma priminha minha que é a minha cara. Todos dizem que ela é minha filha (risos). Mas é bem engraçado, a minha mãe e a mãe dela sempre são confundidas por gêmeas, mesmo tendo cinco anos de diferença! Eu e minha prima não podíamos ser muito diferentes mesmo. UI: Sua mãe, ou alguém, lidou com você de uma forma diferente para explicar a situação? DS: Minha mãe sempre mostrou nossas fotos e fotos dela. Ela dizia que isso nos tornava especiais. Mas alguns amigos meus já acharam que eu tinha tido uma filha escondida! UI: E a semelhança é só física? DS: Sabe que não? Ela ainda é muito criança, mas ela gosta muito de ler, tanto quanto eu gostava! Eu sei que vou dar meus livros pra ela quando ela tiver idade, assim como muitos dos meus livros eram da minha mãe ou dos meus tios. O legal de sermos uma família tão semelhante é que temos muitas histórias, muitas mesmo! Acho que um pouco disso vem do meu avô, que adora contar histórias. Todos os meus primos gostam muito de ler, sempre tivemos isso conosco. E eu acho que a literatura é assim mesmo, ela pode ser passada de geração em geração, como uma herança genética (risos).

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Débora, 1995 3 anos de idade

Ana júlia, 2014 4 anos de idade

Reprodução das imagens: acervo pessoal de Sueli Reginatto Schoenhals. Acesso em 22 de ago. de 2017

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Tempestade num copo d’água Por Débora Schoenhals e Larissa Chaves

A infância e a adolescência não são fáceis nem para os pais, muito menos para quem passa na pele. Pela teimosia, desobediência, e irritabilidade. O primeiro momento dessa tão temível fase, aparece nos 2 anos de idade, a chamada terrible two, no qual a criança começa a se perceber no mundo, e notar que suas atitudes geram consequências. A partir daí, pode ser difícil “domar” essas ferinhas. Hoje, a revista Universos Invisíveis vai dar dicas para ajudar você e o seu “adolescente” em casa.

Reprodução da imagem: All Free Vector. Acesso em 22 de ago. de 2017

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É fato que o contato demasiado com TV, amigos

de má-influência, brinquedos, barulho e etc, altera consideravelmente o comportamento das crianças. Tanto para melhor, quanto para pior. É necessário que os pais selecionem o ambiente para que os pequenos cresçam calmos e moderados. O ambiente familiar também é um grande modificador na identidade de todos. Conversar, expor sentimentos, pensamentos, ser ouvido e ouvir, pode ajudar e muito no crescimento das crianças. Assim também como ler. Ler amplia os horizontes, faz você conhecer novos mundos sem sair de casa, e torna o pensamento mais crítico. Trazendo essas questões para o “terrible two”, podemos considerar que selecionar as leituras que você faz para o seu filho, pode contribuir para a passagem dessa fase . Contos de fadas por mais que sejam considerados fundamentais (e podem até ser, afinal de contas, quem não conhece a história da chapeuzinho vermelho e do lobo mau?), pode não ser o mais apropriado para essa idade. Livros infantis contemporâneos apresentam conflitos mais simples e leves, mais adequados e realísticos para a faixa etária. Os contos de fadas, por sua vez, apresentam realidades que não são vividas por nossos pequenos, e mesmo com um final feliz, apresentam um castigo um tanto quanto “duro”. Então, mamães leitoras da nossa revista, fica a dica para a melhor construção literária dos seus pequerruchos, ainda contribuindo para a fase na qual eles se encontram. i

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Profile for Debora Schoenhals

Universos invisíveis  

Uma revista de literatura infantil-juvenil feita para o curso de Letras na Univille. Alunas: Barbara Fernandes Correa, Débora Schoenhals, De...

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Uma revista de literatura infantil-juvenil feita para o curso de Letras na Univille. Alunas: Barbara Fernandes Correa, Débora Schoenhals, De...

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