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CAPÍTULO IV – PRINCIPAIS TENDÊNCIAS EVOLUTIVAS PARA 2009 E 2010 – perspectivas quantitativas e qualitativas IV.1. Contextualização Os sinais de desregulação e crise no funcionamento dos mercados financeiros, e a contracção das economias a partir de 2007, agravou-se significativamente no último trimestre de 2008, como evidencia a degradação da generalidade dos indicadores de conjuntura e do crescimento económico. A crise económica não passou ao largo de Portugal, sendo que a recessão na economia portuguesa só no início do ano de 2009 viria a ser reconhecida e assumida pelo Governo nas propostas de OE suplementar para 2009 e de actualização do Programa de Estabilização e Crescimento (PEC 2008-2011) apresentados à Assembleia da República para aprovação. A tendência recessiva entretanto fora já antecipada pela revisão em baixa da generalidade dos indicadores, por parte do Banco de Portugal e de instituições multilaterais relevantes, como a Comissão Europeia, a OCDE e o FMI. A deterioração acelerada das condições económicas registada no final do ano de 2008, e que se perspectiva poder vir a prolongar-se por 2009, está também na origem da volatilidade dos dados que vão sendo difundidos e, consequentemente questiona a relevância das análises previsionais e de tendências formuladas e sustentadas em indicadores de efémera actualidade. Estas considerações têm sentido no quadro da abordagem desenvolvida no período critico dos meses de Dezembro e Janeiro, tempos particularmente cruciais e marcantes da evolução recente da economia portuguesa, centrada na área do mercado de trabalho, para a qual só a partir de meados de Fevereiro será possível dispor de dados objectivos que permitam precisar com mais rigor o impacto da recessão neste mercado. Como é sabido só em 17 de Fevereiro serão publicados pelo INE os resultados do Inquérito ao Emprego relativos ao ultimo trimestre e à média do ano de 2008. Para um melhor esclarecimento do desenvolvimento do estudo, no que respeita a dados e fontes de dados, apresentam-se no Quadro 22 séries cronológicas de alguns agregados e indicadores-chave da conjuntura e crescimento económico, apurados para a evolução recente e estimados para o horizonte 2010-2011. Pelas razões já aduzidas, para 2008 utilizaram-se os dados de emprego correspondentes à variação homologa dos terceiros trimestres (2007-2008). Para os anos já decorridos, os dados relativos aos diversos agregados populacionais foram recolhidos a partir de publicações do Instituto Nacional de Estatística: Estatísticas Demográficas, no caso da população residente, e Inquérito ao Emprego, no que se refere ao mercado de emprego. Para os anos 2009-2010, no que se refere a fontes nacionais, os dados apresentados correspondem ou foram apurados com base nas estimativas e 46

Necessidades de mão-de-obra imigrante em Portugal  

Relatório Final

Necessidades de mão-de-obra imigrante em Portugal  

Relatório Final

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