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Quadro 15 – Estrutura comparativa do emprego por profissões dos imigrantes da Europa de Leste, no país de origem e em Portugal Profissão Quadros Superiores e Especialistas de Profissões Intelectuais e Científicas Pessoal dos Serviços e Vendedores Operadores de máquinas e trabalhadores de montagem Operários, artífices e similares Técnicos e Profissionais de Nível Intermédio Estudantes Desempregados Total

No país de origem

Em Portugal

N

%

N

%

46

52,9%

5

6%

24

27,6%

42

50%

4

4,6%

2

2,4%

7 3 3 87

8% 3,4% 3,4% 100%

27 3 4 1 84

32,1% 3,6% 4,8% 1,2% 100%

Fonte: Vilaça, 2008

Constata-se que no país de origem o grau de literacia tinha uma equivalência com as qualificações profissionais que se desvanece com a emigração. Comparando os grupos profissionais de pertença no país de origem e em Portugal é notável o grau de desqualificação no mercado de emprego com evidente desperdício de capital humano. Já no que respeita a imigrantes dos PALOP cerca de metade tem o equivalente ao 1º ciclo do ensino básico ou menos do que isso (9%). Apenas 3% tem educação superior. Os imigrantes que vieram do Brasil são genericamente instruídos. Cerca de metade (46%) ou têm o 3º ciclo do ensino básico (22%) ou o ensino secundário (24%). Os que têm instrução superior limitam-se a 4%. III.4.2. Actividade e distribuição geográfica Para a globalidade da população activa em Portugal, o contributo dos estrangeiros (que representa 5,9% da população activa) ao nível das NUT II é mais relevante na Região de Lisboa e Vale do Tejo (11,4%) e na região do Algarve (17,5%). No Norte eles têm uma incidência de 2,1%, no Centro de 3,5%, no Alentejo 4,5%, nos Açores 2,5%, e na Madeira 1,6%.

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Necessidades de mão-de-obra imigrante em Portugal  

Relatório Final

Necessidades de mão-de-obra imigrante em Portugal  

Relatório Final

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