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Rio das Ostras não para de crescer. E para acompanhar este crescimento resolvemos investir em um novo veículo, capaz de atender os anseios daqueles que apreciam bons textos, com uma linguagem leve e dinâmica. A Revista Mais+ chega com este propósito, com variedades, charme, inteligência e o principal: qualidade. Seja na elaboração de pautas ou artigos, como também no projeto gráfico e na ousadia de suas fotografias, todo material é feito por profissionais especializados e dedicados em fazer sempre o melhor para você. Nesta primeira edição contamos inúmeros artigos. Falamos de educação, saúde, estética, gastronomia e esporte. Além de matérias curiosas como a prática do futebol de botão aqui na região. A valorização da arte da tatuagem e o eterno dilema entre ficar ou namorar também estão presentes em nossas páginas. A Mais+ apresenta também uma entrevista com o atleta olímpico Luiz Lima que fala sobre sua mudança das águas para a piscina, o projeto Natação no Mar, que saiu de Rio das Ostras e chegou no Posto 6, em Copacabana, e outras questões esportivas. Aproveite, curta e conheça um pouco Mais+ do que acontece bem perto de você. Até a próxima edição em Janeiro.

E X P E D I E N T E Jornalista responsável, edição e redação: Alexandre Trápaga (Reg. Prof.:21.684-MTB) Fotografia: Cezar Fernandes e Jorge Ronald / ArtPhoto Redação: Tiago Alves Estagiária: Jemima Tojal Projeto Gráfico: Gustavo Henrique Vieira Di Calafiori Tiragem: 5 mil exemplares REVISTA MAIS+ é uma publicação da GHAT Comunicação & Publicidade LTDA Site: www.maisrevista.com Fale Conosco: Se você deseja fazer comentários, sugestões, críticas tirar dúvidas ou até mesmo trabalhar conosco. contato@maisrevista.com anuncios@maisrevista.com querosermais@maisrevista.com

Capa

Comportamento

Educação Alfabatezição

Gastronomia

Saúde

Comportamento Namorar ou ficar? essa é a questão que não sai da cabeça de muitos jovens

Geral

Estética


u ? Ficamroroa r Na

H

á tempos, essa dúvida ronda a cabeça de muitos homens e mulheres. Há quem diga que ficar é melhor porque assim é possível manter a individualidade e a liberdade. Do outro lado está quem defende que namorar e ter alguém pra ligar todos os dias é muito bom. Ficar é, no mundo dos solteiros, sinônimo de liberdade. É a permissão absoluta de fazer e ser o que bem entender! Ficar não implica em precisar dar satisfações à ninguém. Nada de responder perguntas como com quem, onde, porquê, que horas irá voltar. Quem fica, é ‘dono’ de si e ainda tem a seu dispor, a possibilidade infinita de conhecer pessoas, gostar delas ou não, se enrolar, amassar, brincar ou não, e principalmente, investir ou não em algo mais sério. “Ficar é uma maneira de conhecer, como se fosse um pré-namoro” diz Carolina Tardivo, 20 anos. “Assim dá pra descobrir se o cara é pegajoso, ciumento.” Claro que, algumas vezes, mesmo com todo esforço, todas as investidas e inúmeras ficadas, o namoro, simplesmente, não acontece. Para Dayse Fortini, 28 anos, o que acontece é que, às vezes, não rola identificação, afinidade e ainda tem muita gente que prefere só ficar e não assumir compromisso. Aparentemente, a vida está recheada até as bordas de pessoas e desencontros. Mas não, o mundo não está perdido! Afrodite ainda balança o coração e o mundo dos pobres mortais. E deve ser por isso, que existem tantos casais apaixonados por aí!

“Ficar é uma maneira de conhecer, como se fosse um pré-namoro” diz Carolina Tardivo

comportamento

“Passei a pensar a vida de forma diferente. Saí de uma fase infantil e ele acompanhou esse desenvolvimento.” diz Gabriella Motta

Namorar é, acima de tudo, estar apaixonado, encantado, abobado, entre tantos outros “ados”. É ter em quem pensar, pra quem ligar, companhia pra comer, dormir, conversar e caminhar. Sim, é piegas, mas no namoro, há cumplicidade, sintonia. E os defensores do namoro votam e assinam embaixo afirmando que namorar tem suas (inúmeras) vantagens. Para os apaixonados, o melhor do namoro é poder ter quem se quer ali pra compartilhar todos os momentos, ter sempre alguém pra alegria e para tristeza. Gabriella da Motta, 16 anos, conta que o namoro de um ano e três meses fez com

que amadurecesse. “Passei a pensar a vida de forma diferente. Saí de uma fase infantil e ele acompanhou esse desenvolvimento.” O namoro é um combo de dois em um mas, ainda assim é possível manter a individualidade e encarar numa boa quando o namorado sai para o futebol com os amigos ou a namorada vai para o clube da Luluzinha. A verdade é: existe defesa para quem vai continuar ficando e para quem acha que o caminho certo é um namoro sério. Sem receitas ou regras, ficando ou namorando, cada um escolhe como ser feliz.


o começo de tudo

A

escola precisa da escrita para funcionar e a instrução escolar é o pré requisito necessário para que o indivíduo tenha sucesso. A primeira coisa que o aluno aprende na escola é escrever e, em seguida, a ler e este é o enfoque dado a criança nos primeiros anos de vida escolar, para que se desenvolva no ambiente da unidade educacional, a criança necessita dominar o código escrito. A criança começa o aprendizado formal com 3 ou 4 anos e esse processo segue até aproximadamente 10 anos. Para a pedagoga especialista em alfabetização, Emília Ferrero, “o que acontece no primeiro ano da escola tem reflexos não apenas na Alfabetização, mas na confiança básica que cerca toda

a escolaridade posterior” O ato de saber ler não é o suficiente para o sucesso do aluno. É preciso que ele consiga construir conhecimento, gerar reflexões e desenvolver uma consciência crítica sobre o que é lido. É necessário também que a escola prepare o aluno para a vida em sociedade e isso só acontece se ele tiver consciência da importância da leitura na sua vida. A escola deve incentivar o aluno a compreender textos; interpretá-los e a levantar hipóteses sobre eles. É fundamental que se incentive o aluno a usar a sua criatividade para desenvolver seus próprios textos. A aprendizagem do aluno só será completa e só terá sucesso se o processo na alfabetização for uma etapa prazerosa na vida do aluno.

gastronomia

Alfabetização:

A gastronomia é um ramo que abrange a culinária, as bebidas, os materiais usados na alimentação e, em geral, todos os aspectos culturais a ela associados. Um gastrônomo (gourmet, em francês) pode ser um(a) cozinheiro(a), mas pode igualmente ser uma pessoa que se preocupa com o refinamento da alimentação, incluindo não só a forma como os alimentos são preparados, mas também como são apresentados, por exemplo, o vestuário e a música ou dança que acompanham as refeições.

Sugestão do Chef

Por essas razões, a gastronomia tem um foro mais alargado que a culinária, que se ocupa mais especificamente das técnicas de confecção dos alimentos. O prazer proporcionado pela comida é um dos fatores mais importantes da vida depois da alimentação de sobrevivência. A gastronomia nasceu desse prazer e constituiu-se como a arte de cozinhar e associar os alimentos para deles retirar o máximo benefício. Por esta razão, apresentamos uma receita que é um primor que vai deixar a todos comágua na boca. Aproveitem e Bom Apetite!

Francisco Alcivan

Costeleta de Cordeiro com Risoto Siciliano Ingredientes: 6 costeletas médias de cordeiro 200g de arroz arbóreo 200 ml de caldo de legumes Sal Alecrim Azeite Raspas de um limão siciliano Uma cebola média picada Queijo parmesão Um cálice de vinho branco

Como fazer: Primeiro tempere a costeleta com sal a gosto e alecrim. Esquente o azeite em uma frigideira em temperatura moderada. Em seguida grelhe a costeleta de acordo com sua preferência Em outra panela coloque o azeite e a cebola para dourar. Logo após jogue o arroz, o vinho branco e o caldo de legumes aos poucos. Mexa bem até ficar Al dente. Em seguida coloque a raspa de limão e o parmesão. Mexa bem e sirva. A porção serve duas pessoas. Para acompanhar, uma taça de vinho tinto.


Rosto mais jovem sem cirurgia

U

ma pele bonita e jovem é o desejo da maioria das pessoas nos dias atuais, mas nem todo mundo está disposto a se submeter a uma cirurgia plástica. Nesse caso, procedimentos como peeling, aplicações de botox e ácido hialurônico podem ser a saída ideal para disfarçar os sinais do tempo, sem anestesia e sem o incômodo do pós-operatório.

A toxina botulínica, mais conhecida pelo nome comercial de “Botox”, tornou-se um dos procedimentos mais realizados nos consultórios dermatológicos ou clínicas de estética especializadas. Isso porque além de ser um método rápido, sem cortes e pouco doloroso, propicia um rejuvenescimento do rosto de forma natural, sem acarretar flacidez, e ainda previne a formação de novas rugas, já que relaxa a musculatura da face. Assim, pessoas cada vez mais jovens vêm se tornando adeptas, tendo em vista que a aplicação continuada (a cada quatro ou seis meses) promove uma menor movimentação da musculatura tratada e, com isso, evita que as rugas se formem ou que as existentes se aprofundem. Os avanços na utilização do “Botox” nos permitem dizer que é possível rejuvenescer sem ficar com a musculatura do rosto paralisada. “Cara de

Botox” virou coisa do passado. Atualmente, a aplicação é mais natural e personalizada, ou seja, de acordo com a musculatura de cada paciente. Porém, é muito importante que o procedimento seja realizado por um médico dermatologista ou cirurgião plástico qualificado e bem familiarizado com a musculatura da face, pois há relatos de efeitos indesejáveis se a toxina botulínica não for corretamente aplicada. Além das aplicações tradicionais para a correção de rugas horizontais da testa, entre as sobrancelhas e os famosos “pés de galinha”, existem outros benefícios que o procedimento pode trazer: elevação da ponta do nariz, melhora do sorriso gengival (sorriso no qual aparece uma parte considerável da gengiva superior) e diminuição da hiper-hidrose (suor excessivo nas axilas, mãos e pés) – resultados que fazem do “Botox” uma segura opção

para melhorar a autoestima de homens e mulheres de todas as idades. O rejuvenescimento facial pode ser ainda potencializado, conferindo mais harmonia a face, quando associamos a aplicação de botox ao preenchimento com ácido hialurônico para amenizar a aparência dos vincos e depressões da pele que não se alteram com o movimento. Já o peeling, que consiste na descamação da pele a partir da aplicação de uma substância química, é muito útil para remover manchas e melhorar a textura, mas diferentemente do botox e do preenchimento, há necessidade de um preparo prévio da pele e preferencialmente não devem ser realizados no verão.


Geral Futebol Clube

O

futebol de botão atravessou gerações, resistiu aos games de computador e consoles ultramodernos para se firmar como um esporte reconhecido e uma prática divertida entre crianças e marmanjos

federação Nacional de Desportos) que o regulamenta e faz muitas pessoas sonharem em profissionalização. Reconhecido e disputado, com ligas e campeonatos organizados principalmente pela Confederação Brasileira de Futebol de Mesa – CBFM, o status de profissionalismo atual não ofuscou

“Eu desenhava as linhas do campo com riscos de giz no chão e jogava a tarde inteira muitas vezes sozinho” o caráter lúdico e democrático da brincadeira de criança. O estudante Rodrigo Flores de 32 anos diz que joga por pura diversão. “Ganhei meus primeiros times de botão aos dez anos de idade. O engraçado da história foi perceber que meu pai não havia comprado a mesa. Então eu desenhava as linhas do campo com riscos de giz no chão da casa e jogava a tarde inteira muitas vezes sozinho” Confessa em meio a sorrisos. Torcedor do Vasco, Rodrigo revela que seu time preferido no botão é o Bahia. Bahia? Antes que insistisse já tratou de explicar: “Esse presente dos meus pais foi em 1988, ano em que o Bahia foi campeão brasileiro. A paixão vem daí, mas é só no botão”, garante. Nem mesmo a modernidade de consoles para games que reproduzem quase que fielmente a realidade reduziu a paixão dos botonistas. Prova disso que a Confederação Brasileira realiza sistematicamente campeonatos nas categorias sub-14 e sub-17 com adesão de clubes de todo o país.

É bem provável que seu avô tenha jogado botão no tempo que a brincadeira ainda se chamava Football Celotex. Esse nome curioso vinha do material que fabricava os botões das camisas do vovô, daí o nome Jogo de botões. Há ainda os mais saudosistas e apaixonados que jogavam com cascas de coco lixadas e com camada de verniz. O improviso e o prazer davam a tônica de um jogo que conquistava gente de todas as idades e abria espaço para atravessar gerações.

Desde os anos trinta, quando o esporte foi introduzido no Brasil, décadas se passaram para que o jogo ganhasse ares quase profissionais e fosse reconhecido oficialmente. Hoje, embora muita gente não saiba, o esporte, que ganhou o nome de Futebol de Mesa, conta com a resolução nº 14 de 29 de Setembro de 1988 da então CND (Con-

Escuderias

Um pouco de criatividade e irreverência faz muita gente criar times personalizados. Mas a maioria ainda prefere botões dos times do coração. Blogs na internet turbinam essa paixão com escuderias atualizadas e prontas para download. De Real Madrid a Macaé Esporte, você encontra qualquer escuderia. É só entrar, baixar e... bom jogo!

Sites de escuderias grátis para download: escuderias.blogspot.com jogodebotao.blogspot.com

O tempo passou, mas, o sentimento pelo jogo permaneceu o mesmo. “Jogamos com gente muito mais velha que nós. Nosso grupo tem gente de 50 e 60 anos. Não tem idade pra se jogar”, diz o amigo Gladistone Silva que explicava as “manhas” do botão enquanto acompanhava a entrevista e dava dicas nas poses para fotografia. Velhos ou novos, crianças ou adultos, homens ou mulheres, o botão é o futebol mais democrático do mundo. Pra quem quer, gosta e ainda é capaz de ganhar tardes de sábado inteiras pelo simples prazer de gritar gol sem ter que suar camisa ou ralar a canela nos gramados e quadras da cidade.

Um pouco de história

O Precursor do esporte no Brasil foi Geraldo Decourt por volta de 1930. Na época o joga era disputado com botões de palitó. Botões grandes eram os zagueirões e os pequenos os velozes atacantes.


ProLidel: a solução para seu evento está aqui

S

e você tem uma idéia para aquela festa de aniversário ou aquele evento de sua empresa, mas não sabe como organizar e produzir para que dê tudo certo, não precisa mais se preocupar. A Prolidel Soluções Artísticas está chegando a região, dos empresários Del Menezes e Li Fernandes, com uma experiência de quatro anos de serviços de qualidade prestados a grandes empresas como Vivo, Claro, Coca-Cola, Aliança Francesa, Ibeu, Petrobras e Schlumberger. De acordo com Del Menezes, a empresa foi criada para suprir toda e qualquer necessidade na realização de evento. “O nosso objetivo é transformar as idéias dos clientes para os seus eventos em realidade. Isso porque, em muitos casos, as pessoas têm uma idéia, mas não sabem como executá-las. Preparamos ações para resolver essas demandas com um foco específico para cada um dos clientes e seus objetivos. Mais do que trabalhar com eventos, trabalhamos com soluções”, afirmou. A Prolidel está se estabelecendo na região com o objetivo de ampliar suas ações. Contando com um casting variado de mais de 500 pessoas, entre modelos, recepcionistas, promoters, locutores, recreadores, músicos, DJS e artistas em geral. “Estamos preparados para realizar qualquer tipo de evento. De festas de fim de ano a performances, passando por 15 anos, bodas de casamento, family days, arraiás e animações em geral. Também realizamos esquetes teatrais para empresas quando há necessidade de abordar um assunto específico. Nestes casos, fazemos de forma lúdica e divertida para que os funcionários assimilem melhor a informação”, explicou


Ca rp e Di e m

Tattoo

o preconceito que se transformou em arte

N

, ascida como forma de expressão da personalidade a mais de 3500 anos atrás, a tatuagem já passou por várias fases.

No início, servia para os guerreiros marcarem o corpo antes da batalha pedindo proteção aos deuses. Depois, por um bom período, virou símbolo de marginalidade, sendo discriminada pela sociedade. Atualmente, a tatuagem se transformou numa forma de expressão individual de arte e estética de corpo, sendo feita por inúmeros profissionais liberais, como médicos, dentistas, advogados e artistas de forma geral. Nos últimos anos, a tatuagem sofreu inúmeras mudanças, além de deixar de ser vista com preconceito. Uma delas foi relativa ao próprio tatuador que deixou o amadorismo de lado e passou a investir em técnicas e aprimoramento, saindo da clandestinidade dos estúdios para empresas estabelecidas. Outra questão diz respeito a higienização com tintas melhores, a introdução da autoclave (máquina para esterilizar as agulhas) e a troca de agulhas que antes eram de aço e hoje em dia são feitas de aço cirúrgico, mais leve e que deixa o cliente numa posição mais confortável. Um dos mais conceituados tatuadores da região, Zoca Tatoo, acredita que as técnicas acompanharam as mudanças ocorridas neste segmento. “Trabalho com tatuagem desde o final dos anos 90 e hoje vejo que tudo é mais fácil. Além das novas técnicas, os pigmentos que trabalhamos ficaram mais finos e eficazes. Mas, o melhor foi mesmo o fim da marginalização e a profissionalização”, explica. De acordo com Zoca, devido as mais variadas técnicas, tatuagem é como música, com um estilo próprio. Sua especialidade é a 3D, considerada como o que há de mais moderno no mercado porque relata a dimensão, textura, fluxo e profundi-

dade da arte. O diferencial desta técnica é que o tatuador aproveita as linhas do próprio corpo para poder fazer o desenho. Com a socialização da tatuagem, o perfil do tatuador também mudou e o trabalho passou a ser visto com arte. “Como atualmente as pessoas com um grau de escolaridade estão valorizando a tatuagem como uma arte, os tatuadores estão tendo que investir mais na sua empresa e na sua técnica porque há uma visão mais crítica e apurada por parte do cliente. Hoje analiso como o mercado de veículos. Existem muitas marcas e modelos e o cliente vai querer analisar o que há de melhor no mercado, qual o melhor profissional para poder fazer uma arte no seu próprio corpo”, destacou Zoca.


Luiz Lima: campeão na piscina,

C

no mar e na vida

arioca, nascido no dia 10 de Dezembro de 1977, Luiz Lima começou cedo o seu amor pela natação. Seu primeiro contato foi no Colégio Afonsinho, ainda no jardim de infância, em Campo Grande. Em seguida, foi para a Grajaú Tênis Clube, mas o destino de atleta começou mesmo a se formar mesmo quando foi para as piscinas do América Futebol Clube e conheceu o treinador Luiz Raphael, responsável por ensiná-lo a nadar os quatro estilos e fazer de um menino magrelo um campeão carioca, brasileiro, sul-americano, pan-americano e mundial universitário, além de um dos conceituados atletas olímpicos da natação brasileira. Além da glória no esporte, a natação deu outros presentes para Luiz Lima. Um deles foi conhecer sua esposa Milene Comini da Silva na Sicília, Itália, durante a realização do Campeonato Mundial Universitário de Natação, em 1997. Depois de participar de duas Olimpíadas e diversos campeonatos internacionais, Luiz participou pela primeira vez da Travessia dos Fortes, em 2002, e conquistou o primeiro título em águas abertas. A adaptação das piscinas para a praia foi tão boa que nas quatro edições seguintes da Travessia, Luiz Lima também ficou com o primeiro lugar e se transformou no supercampeão do evento. Em 2007, o atleta se transformou no padrinho do Projeto Natação no Mar em Rio das Ostras, uma escola de natação pioneira de natação em águas abertas. O encanto por essa iniciativa foi tanto que Luiz, em parceria com a coordenadora e idealizadora do Projeto, professora Izabel Thomaz, implantou um núcleo da Natação no Mar na praia mais conhecida do mundo: Copacabana. A seguir, conheça um pouco mais da trajetória deste verdadeiro campeão no esporte e na vida.

mais+: Qual a importância da natação na sua vida?

Luiz Lima: Bem, a natação na minha vida não é apenas uma atividade esportiva, é o esporte que eu amo, que me proporcionou as maiores alegrias da minha vida. Viajei por mais de trinta países defendendo a seleção brasileira, aprendi a vencer e a perder, vivi experiências de superação fantásticas e conheci a minha mulher Milene Comini na seleção brasileira de natação. A natação me influenciou a fazer a universidade de Educação Física. O esporte é presente na minha vida e da minha família.

+: Depois da maratona aquática se transformar em

esporte olímpico, como você analisa a iniciativa da Natação no Mar? Luiz Lima: O projeto Natação no Mar é muito mais que um projeto esportivo. O que ele tem de mais importante é a valorização da humanidade do indivíduo, a integração social, elevação da auto estima e finalmente o ensinamento da natação em águas abertas. O projeto Natação no Mar é pioneiro, anterior a estréia da modalidade nos jogos olímpicos. Contribuímos para o aumento de praticantes da modalidade e, consequentemente, na melhoria da qualidade do desporto.

+: Em 2007 você se transformou padrinho do Projeto Escola de Natação do Mar de Rio das Ostras. Como foi esse começo e o que representou para você?

Luiz Lima: Foi um convite maravilhoso da professora Izabel Thomas. Lembro do meu primeiro contato com o projeto na cidade de Rio das Ostras, não consegui disfarçar todo o meu deslumbramento. Conhecer e passar a vivenciar o projeto nos anos seguintes, representou conhecer um lado lindo e puro do esporte.

+: O fato de você ter ganho a Travessia dos Fortes cinco vezes seguidas, ajudou na decisão de trocar a piscina pela praia?

Luiz Lima: Representei o Brasil durante 11 anos na seleção brasileira de natação em piscina e cinco anos na seleção brasileira de águas abertas. Participei de Jogos Panamericanos, campeonatos mundiais e duas Olimpíadas. Meu início em águas abertas foi na Travessia dos Fortes de 2002, onde tive uma adaptação bem tranqüila. Minha decisão aconteceu bem naturalmente, pois percebia que tinha facilidade para nadar no mar e a minha técnica de nado se adequava perfeitamente as novas exigências de nadar em águas abertas.

+: Porque montar um núcleo do Projeto Natação no Mar em Copacabana?

Luiz Lima: Primeiramente pela minha amizade com a professora Izabel Thomas. Em segundo lugar por se

tratar de um projeto de enorme sucesso e que não tinha duvida nenhuma do seu sucesso também na praia mais famosa do Brasil. Quando tive a oportunidade de realizar o projeto aqui no Rio de Janeiro, não pensei duas vezes. Além de fazer o bem para centenas de pessoas, estava realizando um sonho de atleta e professor de educação física em levar conhecimento e algo mais as pessoas da minha cidade. Na verdade, me sinto agraciado em me sentir útil como cidadão.

+: Qual a importância deste projeto hoje para você? Luiz Lima: Significa estar cercado de pessoas maravilhosas, onde o amor e alegria estão presentes todos os dias. Professores e alunos são verdadeiras fontes de inspiração para a minha vida.

+: Atualmente você se dedica apenas ao Projeto Natação no Mar?

Luiz Lima: Atualmente me dedico ao projeto Natação no Mar, a minha equipe de Águas Abertas onde o foco é o treinamento e a clínicas teóricas e práticas sobre natação, águas abertas e histórias de superação.

+: O que é mais difícil: competir ou ensinar as pessoas a nadar?

Luiz Lima: São desafios diferentes. Existem competições como os jogos olímpicos que praticamente você não pode errar, pois só há apenas uma chance na vida. Além de muito cruel é também um momento especial. Ensinar as pessoas a nadar, requer uma grande responsabilidade, paciência, conhecimento e uma grande sensibilidade, sempre valorizando mais os acertos!! Ambas são tarefas difíceis, mas que sempre conseguimos superá-las.

+: Quais são seus projetos futuros?

Luiz Lima: Ampliar o Projeto Natação no Mar aqui em Copacabana, aumentando a freqüência para atender as 1500 pessoas da lista de espera. Levar o projeto a outras localidades da cidade do Rio de Janeiro e contribuir para o desenvolvimento esportivo do nosso país, aproveitando o momento olímpico que iremos viver intensamente até 2016.

+: Sua considerações finais...

Luiz Lima: Estou muito feliz em ter a honra de fazer parte desse movimento que é o Projeto Natação no Mar. Nesses felizes cinco anos de projeto, tenho certeza que fizemos centenas de pessoas enxergarem o mundo diferente, com mais amor ao próximo, amor ao meio ambiente e é claro nadando cada vez melhor no mar!! Parabéns a nossa querida professora Izabel Thomas pela iluminada iniciativa, a todos os incansáveis professores pelo carinho e dedicação, aos patrocinadores e amigos do projeto que colaboram com a realização desse sonho e principalmente ao carinho dos alunos.


Exame oftalmológico na infância. Quando realizar o primeiro?

M

uitos pais se deparam com a dúvida de quando seria a data ideal para fazer a primeira avaliação oftalmológica em seus “pequenos”. Na realidade, ela deve ser realizada logo ao nascimento, através do “teste do olhinho” ou teste do reflexo vermelho, que possibilita avaliar se há alguma alteração ou diferença entre os olhos e, com isso, encaminhar a criança para uma consulta oftalmológica mais detalhada. O objetivo é identificar e tratar patologias que possam afetá-la de forma definitiva. No Rio de Janeiro, o teste passou a ser obrigatório desde 2006 em todas as maternidades públicas do Estado. O exame realizado ainda na maternidade tem a finalidade de identificar doenças como a Catarata Congênita e o Glaucoma Congênito, propiciando o tratamento precoce e assim prevenindo uma baixa visual capaz de impactar de forma significativa o desenvolvimento da visão da criança. Além do teste do olhinho, que deve ser realizado pelo pediatra ou neonatologista, outro exame, específico para prematuros, e que vem salvando a visão de várias crianças é o Mapeamento de Retina. Este procedimento detecta precocemente a doença (Retinopatia da Prematuridade) e permite que o tratamento seja aplicado impedindo a perda visual. Dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica dão conta de que das cerca de 100 mil crianças cegas na América Latina, 24 mil chegaram a esta condição em conseqüência dessa doença. No Brasil,

o número de prematuros que sobrevivem anualmente com risco de desenvolver a Retinopatia da Prematuridade está em torno de 15 mil. Devido a estes números, o Mapeamento de Retina já está incluído como um dos exames solicitados rotineiramente em bebês nascidos antes do tempo. A ideia de que a criança deve ir ao oftalmologista fazer o exame de grau somente quando está aprendendo a ler, por volta dos seis ou sete anos, trata-se de um grande equívoco e a conseqüência não rara é encontrar numa consulta, crianças em idade escolar com problemas visuais de difícil solução, simplesmente porque não foram detectados e tratados em tempo ideal. É o que chamamos de Ambliopia ou, traduzindo do Grego, “olho bobo ou olho preguiçoso”. A explicação para o fato é que estímulos visuais dos dois olhos são levados ao cérebro, resultando em imagem única e nítida. Este processo desenvolve-se lentamente desde o nascimento e, por volta dos cinco ou seis anos já está na fase final do desenvolvimento. Ao ver mal com um dos olhos, ocorre uma espécie de concorrência entre a imagem ruim de um dos olhos com a imagem boa do outro e o cérebro acaba por não considerar essa imagem ruim, fazendo com que o olho afetado não se desenvolva. Esta situação, entre dois e três anos de idade pode ser facilmente detectada e tratada promovendo o desenvolvimento visual normal em ambos os olhos. Portanto, mesmo que não se note nenhuma anormalidade na visão da criança, o exame oftalmológico ao nascimento, aos seis meses e anual, a partir de um ano de idade, pode mudar a forma de uma criança ver o mundo.



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