Issuu on Google+

comportamento

música

cultura

internet

carreira

cinema

moda

agito

PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 27 de janeiro de 2012

#

28 Cristiano Estrela

Eles ralam muito!!! Susi Borges

sborges@correiodopovo.com.br

Francisco Menna Barreto, João Laitano e Pedro Lima: trabalho duro na empresa dos pais, sem regalia

Antes de começar a ler esta matéria, esqueça aquela velha história de quem tem pai dono de empresa é o típico guri de apartamento, playboy, que só sabe gastar dinheiro. É possível que esse estereótipo ainda exista perdido por aí, mas pode crer, está em extinção. Ralar muito no negócio da família e servir de exemplo para os outros funcionários, hoje virou a rotina de uma gurizada que já está formando a identidade de outra época, a do mercado de trabalho competitivo. Sem frescura, e muito menos regalia, essa galera, na maioria das vezes, trabalha mais, muito mais, e desde cedo. Esse foi o caso do João Laitano, que hoje, com apenas 21 anos, já soma quatro de experiência profissional. O início, logo depois do Ensino Médio, foi estimulado pelo pai, “eu precisava trabalhar em alguma coisa, meu pai não obrigou que fosse na empresa dele, mas deixou claro que eu tinha que estar fazendo algo logo depois que me formasse”, explica. A opção por acompanhar o trabalho na empresa da família, uma concessionária de carros, foi dele mesmo que, desde cedo, queria ganhar seu próprio dinheiro. Mas não foi fácil, pelo contrário, a exigência e a

Palavra de mestre Se você acha que as histórias desta matéria são alguns “achados” em Porto Alegre, está enganado. Essa nada mais é do que a sintonia da nova geração com o mercado competitivo atual, conforme explica o empresário, consultor e coaching na área de desenvolvimento Paulo Gerhardt. “A competição só vai aumentar. Hoje em dia não existe mais espaço para os jovens se darem ao luxo de só gastar o dinheiro do pai, senão a empresa não se mantém viva, ela

precisa estar em constante evolução.” Em outras palavras: reúna uma pitada de mercado aquecido lá fora com o perfil da geração proativa, que não sabe esperar, que vai atrás, e você enxerga o cenário do que estamos falando. “Essa tomada de consciência logo cedo é muito benéfica para ambos os lados, no jovem cria uma visão sistêmica, características essenciais para um líder, e a empresa tem seu sistema produtivo alimentado e renovado”,

afirma Paulo. Se você é pai e já tá querendo colocar a gurizada na lida, saiba que não existe uma idade perfeita para começar, a escolha é muito pessoal, apesar de Paulo já conhecer casos de jovens iniciando a atividade profissional com 14, 15 anos. Quando questionado se existe alguma desvantagem para o adolescente começar tão cedo, ele frisa “tudo na vida tem seus prós e contras, mas, nesse caso, os prós são muito maiores”.

responsabilidade aumentam, acabam se tornando um sentimento de não “decepcionar” e dar o exemplo. Situação que os amigos Francisco Menna Barreto e Pedro Lima conhecem bem. Ambos, também envolvidos com negócios dos pais, compartilham do mesmo sentimento: o trabalho em família exige mais empenho e dedicação no ambiente profissional. “Eu ainda estava na facul e entrei como estagiário do financeiro na empresa do meu pai. Depois fui para a área de compras e manutenção, onde senti a responsabilidade pesando mesmo, qualquer erro afetaria todo o faturamento”, conta Francisco, 26. Com Pedro, não foi diferente. Formado em Relações Públicas, ele entrou na empresa do pai como trainee, fez carteirinha de convênio, passou pelo 0800 do call center, vendeu convênio... ou seja, executou todas as funções da empresa sem privilégio algum. “Tu acaba se cobrando mais, até pra justificar tuas ações dentro da empresa com teu próprio conhecimento e experiência”, explica Pedro, que hoje tem 24 anos. Todos ainda muito novos e com uma carga considerável nas costas. Atualmente, cada um assumiu cargos compatíveis com os conhecimentos que adquiriram nestes anos de experiência. Talvez você esteja pensando, “mas eles não fazem festa? NÃO SAEM DE CASA?”. Lógico que sim! Aliás, todos foram muito tranquilos em afirmar que o trabalho e a faculdade juntos nunca os impediram de fazer nada. E João ainda completa, “fazer faculdade e trabalhar ao mesmo tempo até ajuda a se formar mais rápido, pois tu aplica muita coisa que aprendeu na prática, na rotina do trabalho, com a teoria”. Viu?


Sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Além do

Carnaval

Pedro Kirilos/Riotur/Divulgação/CP

Desde o final do ano passado a prefeitura criou um sistema muito legal de aluguel de bicicletas. São cerca de 50 estações espalhadas pela Zona Sul, cada uma com mais ou menos dez bikes. E o mais legal: não existe um responsável por cuidar das estações, todo o processo de retirada da bicicleta é feito pela Internet ou por telefone. Você se cadastra no site, paga uma taxa de R$ 10 por mês ou R$ 5 por dia e recebe por telefone ou pelo aplicativo um código para destravar os pinos de fixação. Depois disso, pode pedalar por até 60 minutos e deixar a bicicleta em qualquer estação que tenha uma vaga livre.

O Instituto (rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea), fundado pelo banqueiro Walther Moreira Salles em 1992 e hoje dirigido pelos seus quatro filhos (entre eles o cineasta Walther Salles), tem sua sede carioca na antiga casa da família. Até o fim de fevereiro, seguem abertas duas exposições fotográficas complementares: a do mexicano Manuel Álvarez Bravo, que retratou a realidade do seu país entre as décadas de 1950 e 1970; e a do húngaro Thomaz Farkas, que se mudou para o Brasil aos seis anos e fotografou alguns dos nossos grandes acontecimentos ao longo do século XX, como a inauguração de Brasília (foto). Além das exposições, o Instituto também é sede de palestras e possui sala de cinema (a programação completa está no site ims. com.br).

Arquivo Pessoal/CP

Fundado em 1956, o Jobi (rua Ataulfo de Paiva, 1166, Leblon) se não é um dos bares mais antigos do Rio de Janeiro, é bem antigo. Tanto é antigo que a clássica toalha de mesa quadriculada, parte da decoração de qualquer boteco que se preze, já é vista em três versões diferentes: o tecido original não deve mais ser fabricado há pelo menos umas três décadas. Fato é que o bar é conhecido por ficar aberto até tarde, bem tarde, pelo menos até as 5h30 min (isso porque reabre às 10h). E vale a pena confiar nos palpites dos garçons, que chegam a sugerir que o cliente “não gaste tanto”. Um clássico do Leblon.

Assista a um musical

Divulgação/CP

Visite o Instituto Moreira Salles

Vá ao Jobi

A vantagem de estar em uma cidade cheia de atores é o grande número de opções de peças de teatro. Nesse verão, dois musicais são os grandes destaques: “Xanadu” e “Tim Maia – O Musical”. O primeiro é uma versão nacional da peça que fez sucesso na Broadway há cinco anos. Com direção de Miguel Falabella e tendo Daniele Winits, Thiago Fragoso e Sidney Magal (aquele mesmo do “Sandra Rosa Madalena”) como protagonistas, a peça conta a história de uma deusa da dança que tenta ajudar um artista incompreendido e está em cartaz no Teatro Oi Casagrande (rua Afrânio de Melo Franco, 290). Já o musical sobre a trajetória de Tim Maia, estrelado por Tiago Abravanel, neto de Sílvio Santos, é sucesso de crítica e desde o ano passado leva multidões ao Teatro João Caetano (praça Tiradentes, sem número). Caio Galucci/Divulgação/CP

Alugue uma bicicleta

Carnaval é sinônimo de folga, desfile de escola de samba, baile no Interior e migração em massa dos jovens gaúchos para o Rio de Janeiro. E pensando nos leitores que fazem parte desse último grupo, preparamos algumas dicas que vão além do tradicional circuito Copacabana-CristoBondinho. Confere aí!

Curti a biografia de David Bowie, escrita por Marc Spitz. Gostei, porque conta toda a história do cantor, desde sua infância, e através do livro conseguimos entender mais o jeito do Bowie e compreender o porquê de tantas fases, além de admirar ele mais ainda! (: Recomendo! Rafaela D’Ávila, 23 anos, publicitária

O que eu

curti

Gostei muito do álbum novo do Bon Iver, que se chama justamente “Bon Iver”. O disco foi lançado no ano passado e é o segundo da carreira dele. É bem diferente do primeiro trabalho, que é bem mais acústico. As músicas são muito bonitas e até seguem a linha deprê do CD anterior, mas possuem mais instrumentos, são mais elaboradas e com letras bastante enigmáticas. Por causa desse disco, o artista foi indicado a quatro Grammys esse ano. Pra quem não conhece vale a pena conhecer e ouvir o primeiro álbum também, For Emma: Forever Ago. João Veppo, 21 anos, universitário

Arquivo Pessoal/CP

2

Guilherme Alf

galf@correiodopovo.com.br

Mas que saco! Se eu fosse listar as cinco coisas que mais gosto de fazer no dia a dia, uma delas seria reclamar. Eu nasci, moro e vou passar (provavelmente) o resto da minha vida em um país que me proporciona exercitar diariamente essa atividade tão bacana. Especialmente aqui no Rio Grande do Sul, então, que é um prato cheio para quem é chegado em colocar suas amarguras e irritações para fora. Existem as reclamações pontuais e, neste exato momento, estamos passando por uma delas. Sério, que saco esse calor, o cara já acorda suado. A maioria das pessoas passa o dia de calça, boa parte de camisa, enfim, roupas que não combinam com esse calor senegalês que faz no Estado nos últimos dias. Dentro do ônibus, no carro, na rua, para se locomover é difícil, para falar é difícil, para ser feliz é difícil. E quando decidimos ir à praia? Vento, mar gelado e aí já dá vontade de voltar para casa. Tô louco que chegue o inverno. Se bem que daí é aquela coisa, um monte de casacos, um vento frio soprando de manhã, usar cuecão e passar o final de semana trancado em casa porque a chuvarada misturada com o frio não nos permite nada. Aliás, frio é muito chato. Já estou preferindo que seja verão o ano todo, se bem que com esse calor não dá nem para respirar, tem que tomar três banhos por dia...é, prefiro o inverno. Mas... Tem também as reclamações fixas, que passa ano, sai ano e elas seguem firmes. Brasília e seus políticos são uma grande usina de motivos para reclamar. Eles são especialistas em nos dar motivos para exercer a “rabungentisse”. E o melhor, segundo o IPGA (Instituto de Pesquisa Guilherme Alf) 87,7% das pessoas que reclamam deles, votam neles, afinal, se boas pessoas tomarem conta do país de quem vamos reclamar? De quem eu sou muito fã é dos agentes de trânsito, esses só me dão motivo para reclamar! Acho que eles foram treinados (e criados, pois lembro que formam uma corporação recente) para nos irritar. Se eu falo no celular enquanto dirijo sempre tem uma para me multar, que raiva! E quando eu estaciono no lugar proibido e na volta tem a multa ali no para-brisas? Que absurdo, eles só servem para nos multar (!). Um monte de bandidos nas ruas e eles ali, multando os carros que cometem infrações. Por isso que esse país não vai para frente. Calor, frio, políticos, fiscais de trânsito, tanta coisa para me irritar que no fim do dia eu só quero ligar a TV e ficar de bobeira. Se bem que vou te contar, né, essa programação da televisão brasileira é dose. As novelas só passam coisas de um mundo que não existe, as mesmas ladainhas de sempre, vilão, gente pobre que fica rica, gente rica (e má) que fica pobre (e boa). Nessa época então começa o tal do BBB, e lá quero eu ficar parado vendo um monte de gente dentro de uma casa? Se passa futebol, prefiro nem ver. É cada comentarista que não entende nada de bola e cada narrador que prefiro assistir no mudo. Pensei em assinar TV a cabo, mas os caras querem cobrar o olho da cara e ainda por cima um amigo me contou que o serviço é ruim, dá problema na conta, às vezes, cobram a mais. É difícil amigo, complicado viver por aqui, a única coisa boa é poder RECLAMAR DE TUDO! Mas que saco mesmo! Falamos! Esse texto foi originalmente publicado no blog de Guilherme Alf (guilhermealf.com.br) e o seu conteúdo é de responsabilidade do autor.


3

Cabelo + arte + música... Em Porto Alegre...

O Bairrista O melhor colunista do Rio Grande. E do mundo também! Divulgação/CP

Daniel Sasso/Divulgação/CP

por Susi Borges @susiborges

um salão de beleza que ao invés de água e cafezinho te recepciona com drinques e DJs tocando ao vivo, enquanto você corta o cabelo. Sim, existe por aqui! Quem dá conta da novidade é o hair stylist Leo Zamper (foto), que agora assina um espaço modernoso na Thippos Hair. O Thippos Leo Zamper vai reunir arte, moda e música, num casarão megaestiloso, ali na Cidade Baixa, na rua Otávio Corrêa, 84. É com essa cara diferente que Leo pretende colocar em prática toda sua experiência, inspirando os gaúchos a ousarem um pouco mais no visual. A casa é toda grafitada pelo Jotapê, do Núcleo Urbanóide, e também vão rolar exposições por lá. Que tal conferir? É só chegar, porque o espaço inaugurou ontem e tá tinindo de novo.

No M/E/C/A...

Divulgação/CP

que rola amanhã no litoral gaúcho, os cabeleireiros do Roho Hair Butique, responsáveis pelos cortes mais descolados de Buenos Aires, estarão com um lounge por lá dando sopa. Além disso, seus “hairhunters” irão clicar os cabelos mais estilosos do público. Desse garimpo, os melhores cabelos irão pra uma votação no Face, que irá eleger uma pessoa pra ir a Buenos Aires conhecer a sede do salão hermano e o melhor: voltar pra casa de cabelo novo. Se puxem no visual, #seuslindos.

Vai ficar em

Porto Alegre? Na semana a gente deu dicas de onde se divertir no litoral, fora o eixo Atlântida/Capão! Hoje, o Te Programa te dá as barbadas do findi em Porto Alegre, confira:

Hoje: No Segredo (Lima e Silva, 560), rola a Sexta de Verão com atrações para todos os gostos. Os shows ficam por conta da Godiva (pop rock) e Rodeio Drive (sertanejo) e as pick ups a cargo de Alexandre Mota, tudo isso no pub. Já na pista house, quem manda ver são os DJs Massami Sato e Mari Brino. Hoje: No Beco 203 (Independência, 936), o som anos 50 e 60 toma conta da pista. O show fica por conta da Old Stuf e Billy Joe e convidados prometem só os clássicos, de Elvis a Chuck Berry!

Amanhã: A Farm’s (Shopping Total) segue com seu sertanejo universitário bombando, mas para em fevereiro, por isso te joga por lá amanhã e aproveita! O show fica por conta da Gang do Arrastapé. Amanhã: Se você não estiver a fim de agito, a nossa dica é ir jantar e curtir boa música no Faro Bar (Padre Chagas, 32). Quem comanda a noite por lá é o DJ João Wurth.

Ode ao crepe O verão mais quente do universo, o calor mais calor da face da terra chegou ao RS. Não é à toa que a sensação térmica nos deixa quase como sheiks árabes, e não deve demorar para termos mulheres de burka e camelos no lugar de cavalos. E com o progresso, Porto Alegre será a nova Dubai. Todo esse calor não justifica os viventes lavando calçada com a mangueira aberta. Também não justifica os peões fazendo barba com a torneira aberta. Esse não é comportamento de gaúcho. Mas a parte mais importante do verão tem origem suíça, perfeitamente adaptada para os costumes baguais. Uma palavra simples, quase um coacho, mas que sintetiza o que representa o verão para um gaudério: o crepe. Triplo, duplo, doce, salgado. O que degustar um crepe representa para uma família gaúcha nem Freud explica. O crepe significa união, paz, redenção e amizade. Não se trata apenas de trocar alguns pilas por uma massa

pendurada num palito, não, isso seria simplificar demais o que talvez não tenha explicação plausível. Somente um gaúcho poderá entender. Queijo, chocolate branco, Romeu e Julieta. Como escolher? Dá a sensação de ser jurado do Miss Universo. Tudo muito gostoso, mas só um será escolhido. Ao redor, o centrinho da praia ferve de gente ávida por uma diversão, por gente que também saiu de casa pensando em devorar um crepe e que não se importa com a fila, com o tempo de preparo. O crepe é a união da família gaúcha no Litoral. Talvez algum dia alguém consiga explicar os costumes do gaúcho. O crepe é só mais um exemplo do quanto somos tradicionais (o que não significa sermos arcaicos), e que cultivar uma ou mais tradições só faz bem. Com um pé no passado e outro no futuro. Por enquanto continuamos sonhando com a invenção do crepe de churrasco. Dá pra imaginar um crepe sabor picanha mal passada?

O Bairrista é uma coluna de humor com conteúdo do portal “obairrista.com”, que é uma enganação, um portal de mentira, totalmente fictício. Se tu, tua empresa, ou teu CTG se sentirem ofendidos ou difamados por qualquer conteúdo inventado pelos nossos gênios gaudérios, entre em contato imediatamente pelo e-mail editor@obairrista.com.


4

Arthur Puls

N

o dia 18 de janeiro, a Livraria Cultura do Bourbon Shopping recepcionou um público pra lá de bagual, no lançamento do primeiro livro d’O Bairrista. A edição é uma coletânea das principais “notícias” publicadas pelo “melhor jornal do Rio Grande e do mundo” em 2011. O criador da ideia (e também colunista do Mais Preza), Junior Maicá, autografou vários exemplares da edição e recebeu muitos amigos que foram prestigiar a iniciativa. E a gente, claro, esteve por lá conferindo quem deu o ar da graça. Confira!

Arthur Puls

Sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Arthur Puls

Gabriele Barboza e Jéssica Verlindo

Arthur Puls

Junior Maicá

Rodrigo Allende e Mariana Pares

Arthur Puls

Arthur Puls

Letícia Monteiro

Pâmela Oliveira

Roberta Zettel e Pablo Dias


Mais Preza - 26-01