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PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 20 de julho de 2012

#

e níveis de amizades

YOUPIX

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OS TIPOS

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53 em Porto Alegre

REMA, REMA

no Stand Up Paddle

Amizade

sem mitos

Hoje é um dos dias em que as redes sociais mais lotam de gifs e frases prontas. Dia em que muita gente perde a esperança de ficar com aquela paixonite secreta porque ela diz “feliz Dia do Amigo”. Mas nem só de mensagens animadas e desilusões se vive a vida. Falando sério, hoje também é (mais um) dia de estar com aquelas pessoas que a gente a-m-a, muitas vezes, sem nem saber por quê. Sim; estamos falando do Dia do Amigo e, em pleno 2012, não há espaço para preconceito, ainda mais quando o assunto é amizade. Por isso, a gente conversou com uma galera e separou para vocês vários “quebra-mitos”. Sabe aquele tipo de relação que todo mundo se acostumou a dizer que é impossível, sem condições? Resolvemos provar que é tudo balela e que amizade pode rolar fácil, dependendo só da sintonia, e nunca da circunstância. Olha aí!

Ex

Imagine você: duas pessoas se conhecem na faculdade, viram amigos, se tornam namorados, ficam “namoridos” e voltam a ser apenas melhores amigos. Foi exatamente esse o caminho que a relação dos estudantes Jeni Severo e Rodrigo Oliveira, ambos de 24 anos, tomou. Depois de namorarem seis meses e até morarem juntos, eles resolveram se separar. Mas

Idades diferentes

Quando a jornalista Cristiana Teixeira, de 37 anos, escolheu a Fernanda Ribeiro, de 21, para ser a sua estagiária, jamais imaginou que, nesse hiato de 16 anos de diferença, pudesse nascer uma grande amizade. “Passamos por problemas pessoais, choramos e rimos juntas, e isso é incrível em se tratando de uma guria tão jovem e que era minha estagiária”, conta a jornalista, que acredita em “amizade à primeira vista”. “Logo quando olhei para a Fê, vi que se tratava de uma pessoa especial. Nossa empatia foi instantânea”, lembra. Entre as duas, é tudo sempre alto-astral na amizade, que já dura dois anos. #drible – Nem tudo são flores. Fernanda conta que outros amigos não conseguem entender a amizade entre ela e a Cris. “Alguns amigos da Cris não acreditam que eu tenha condições de acompanhar os assuntos, as ideias e tudo o que envolve o momento em que ela vive”, confessa.

As ilustrações lindonas desta matéria são do Renan Lima Teixeira. Você pode conferir todo o trabalho dele aqui ó: renanteixeira.carbonmade.com

a parceria e o carinho eram tão grandes que não conseguiram se desgrudar, permanecendo, inclusive, morando juntos por quase dois anos. “Curto tanto ele que, quando fui morar sozinha, me mudei para um apartamento há duas quadras do dele para ficar perto”, conta Jeni, que continuou almoçando, indo para a faculdade e saindo com o Rodrigo direto, somente como amigos.

#drible – E como seria namorar sendo melhor amiga do ex? A Jeni encontrou uma solução: incentivou a amizade entre o namorado atual e o anterior. “A gente passa as noites na casa do Rodrigo jogando videogame e tudo ok, porque meu namorado sabe que somos só amigos mesmo”, conta ela, que transformou os dois em quase “baita amigos”.

Mãe e filha Será que dá para encarar ser tipo best da própria mãe? A Stéphanie Bitencourt, 21 anos, tem certeza que sim. Ela passa o dia inteiro conectada com a mãe e, quando chega em casa, faz o que mais ama: pedir pizza,

olhar um filme e colocar as fofocas em dia. “Não adianta, ela é a minha melhor amiga, minha melhor companhia. Sempre que penso em sair, conhecer algum lugar, fazer algum programa, penso logo em convidar ela”, conta.

#drible – Uma questão a ser driblada é o fato de a mãe, de vez em quando, querer controlar a vida dela. “Como eu conto tudo, quando minha mãe não concorda com algo, me dá umas lições de moral. Eu poderia me magoar, mas não dou bola. A gente briga e até se xinga de vez em quando, mas que outra pessoa vai perdoar tão fácil como a mãe da gente?”, brinca Stéphanie.

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Sexta-feira, 20 de julho de 2012

No trabalho A lenda que rola pelos corredores do ambiente corporativo costuma ser a mesma: é bem difícil ser amigo de colega de trabalho. Tem aquela história de que tem sempre um querendo puxar o tapete do outro, meio competitivo.... Papinho que a publicitária Laura Costa, 27 anos, tirou de letra. Ela e a Roberta Alvim se conheceram na agência que trabalham

até hoje. Papo vai, papo vem, mesinhas uma ao lado da outra e pimba, foi o suficiente para identificarem que tinham muito em comum. “Somos superparecidas em muitas coisas, inclusive na forma de trabalhar! Passamos os dias compartilhando questões profissionais e pessoais também”, conta Laura. A sintonia rendeu tanto (não só com a Roberta) que hoje elas mantêm uma confraria com amigas que se conheceram todas no mesmo local de trabalho.

Fã e artista

Era 2003, a banda Reação em Cadeia estava bem no início da carreira, mas já tinha um grande fã: o empresário Ricardo Avlis. Por assuntos profissionais e por querer estar perto dos ídolos, Ricardo conseguiu a oportunidade de levar a Reação para tocar em Santa Catarina pela primeira vez. “Naquela época, quando estava muito no começo da carreira, ele já chegou para mim e se declarou um grande fã. Fizemos amizade na hora”, conta Jonathan

Corrêa, vocalista da banda, que, mais de 10 anos depois, continua superamigo do cara e dividindo o palco sempre que pode.

É A SUA NOVA CARONA SUA NOVA CARONA AÍDA DA FACUL. NA SAÍDA DA FACUL. #drible – Para a publicitária, devido à convivência excessiva ou até a alguma questão profissional, as duas costumam se desentender, mas logo já se esforçam para voltar tudo ao normal. “Tenho certeza de que a nossa amizade vai durar para o resto da vida porque o enorme carinho que temos uma pela outra sempre supera as adversidades”, aposta Laura.

, às 22h.

#drible – Uma admiração sem limites por um amigo poderia ser um empecilho na relação dos dois, mas, para o Jonathan, a ligação entre eles é tão forte que a amizade supera a relação fã/artista. “A confiança dessa amizade deixou isso de lado e o que fica é uma baita parceria na música, nas churrascadas e até nos negócios”, conta ele, que se tornou sócio de Ricardo até na criação de cavalos.

De segunda a sexta, às 22h.

Amizade é uma coisa bonita, todo mundo tem que ter amigos. Sejam aqueles para a vida inteira (que se conta nos dedos) ou os da semana, para dividir um xis no fim da noite. Pensando nisso, a gente listou alguns tipos clássicos de amigos que existem por aí nesse mundão. Quais desses estão no seu círculo de amizades?

x

Amigo Créditos Complementares é o que sempre está à frente nos trabalhos da faculdade e lembra a gente de ler as 200 páginas de um livro pra aula do outro dia.

Amigo Assistência Técnica/ Especializada – é aquele que a gente liga pra pedir dicas de imóveis, como usar o Torrent ou explicar aquela dor de barriga que você tem faz uma semana.

Amigo A Casa É Sua – é o que tem a casa mais legal, todo mundo sempre quer ir lá pra jogar Nintendo Wii na TV gigante dele e conversar com os seus pais, que são engraçadíssimos.

Amigo Caderno de Variedades – tá sempre por dentro das novidades do cinema, da música e se a gente perguntar resume o capítulo da novela de ontem.

Amigo Plano 3G – ele sempre curte seus posts no Face, tá on line o tempo inteiro, e vocês já trocaram uns 500 tweets (mesmo sem nunca terem se visto).

Amigo Em 5 Minutos Tô Aí aquele que é só a gente dar um grito que já tá na nossa casa pra ouvir nosso desabafo do dia ou tomar um café às 3h da tarde.

Arquivo Pessoal/CP

“Eu curti “The Amazing Spider Man”. Um dos filmes mais esperados do ano, pelo menos pra mim, não deixou a desejar na estreia. O novo filme, primeiro depois da “trilogia” que acabou perdendo qualidade com o terceiro e último longa, voltou com um Peter Parker demais! Andrew Garfield justificou a presença e afastou as sombras de Tobey Maguire, trazendo para as telonas um Homem Aranha bem mais divertido e sarcástico como nos bons e velhos quadrinhos.” Lui Felippe, 20 anos, produtor audiovisual

O que eu

Arquivo Pessoal/CP

Amigo da Balada – aquele que a gente só troca SMS na sexta pra ver onde vai ser a noite e sábado de manhã pra comentar os bafos.

curti

Curti a nova música do The Killers, “Runaways”, lançada na semana passada. Primeiro single do quarto álbum da banda, intitulado Battle Born (com lançamento previsto pra setembro) ela, felizmente, parece resgatar um pouco das origens do grupo – lembra a fase solo do Brandon Flowers, com uma pitadinha de U2. Apesar de ser mais baladinha, dá pra cantar o refrão empolgadamente nas pistas ou simplesmente tê-la como uma bela companheira no iPod. Por esse aperitivo, acho que o álbum tem grande potencial pra suprir de modo satisfatório o “silêncio” de quatro anos. Fiquei curiosa e ansiosa. Fernanda Amaral, 27 anos, publicitária

Guilherme Alf

galf@correiodopovo.com.br

Tudo tem jeito Dizem que a vida é feita de oportunidades. Tá aí uma frase que se encaixa a quase todo mundo. Sim, existe uma (no Brasil, grande) parcela da população que não vai ter muita chance na vida. Não vai mesmo? Nenhuma? Talvez seja um tanto cômodo eu dizer isso, já que tive a oportunidade de estudar, fazer uma faculdade e ter uma família me mostrando o que é certo e o que é errado. Pelo que já vi, li e ouvi, sei (embora não tenha sentido na pele) que, pra muita gente, a oportunidade pouco aparece. Mas, me permitam dizer uma coisa: ela hora ou outra surge. O que pode – e deve – acontecer é aquela pessoa não estar preparada para agarrar a chance. Por ser um cara inquieto eu sou um fuçador. Vou atrás do que não sei, encontro quem sabe, pergunto como faz, como é, tento aprender, faço errado, tento de novo. Às vezes (muitas vezes) realmente não tenho sucesso, mas eu tento. Já escrevi aqui dia desses que: preguiça > burrice. Não acho que podemos alcançar tudo o que queremos, mas todos, sim, todos, podemos tentar. Sabe-se lá por que algum de nós tem um caminho curto e sem obstáculos (e sim, têm muitos que não valorizam e jogam fora). Há um mês um guri veio me pedir umas moedas na frente de um supermercado. Papo vai, papo vem, resolvi entrar e comprar comida para ele (acho sempre melhor do que dar dinheiro). Fui comprando um sanduíche, suco, chocolates e conversando com o piá que devia ter uns 15 anos. Ele morava na rua, fumava “só” maconha, a namorada estava grávida e ele cuidava os carros da rua pra tentar comer. A história dele ia me deixando cada vez mais triste, mas eu pensei: preciso dizer algo para esse guri. Olhei no olho e dele e falei:“cara, tu realmente tem uma vida difícil, eu não sei como faria no teu lugar, mesmo que eu imagine, eu nunca vou saber como é morar na rua, não ter família e tal, mas, seguinte, vai atrás de um documento e vai numa escola. Lá eles vão te dizer o que fazer para estudar, essa é a tua única chance. Não tô dizendo que é fácil, não tô dizendo que vai se resolver agora, mas tua chance é estudar, tentar te qualificar e conseguir um emprego. Todo o resto é roubada”. Ele ficou quieto, baixou a cabeça e disse: “tô ligado, eu vou tentar, tem uma tia que tá me ajudando a fazer uma identidade, daí eu acho que vou conseguir entrar na escola”. Me despedi dele e repeti: “dá um jeito de estudar cara, não desiste, vai atrás, tem um jeito, vai ser difícil, mas isso vai mudar tua vida. É a tua chance!”. Foram só dez minutos de papo com o garoto, mas eu fiquei dias e dias pensando se ele vai ter mesmo a chance e mais, se ele tiver ele vai conseguir aproveitá-la? Discordo daquele papo: posso conseguir tudo o que quero. Mas sou muito a favor do: posso tentar conseguir tudo o que quero. Os níveis de dificuldades e obstáculos são muito variáveis, mas também existe um caminho que não é o de desistir, mesmo que às vezes pareça impossível. E, por fim, se você (como eu) teve uma chance, já pensou em ajudar quem não está enxergando a sua? Talvez a gente deva deixar de lado os políticos e o seu sistema e começar uma mudança silenciosa, passo a passo, ajudando um a um. Se é a metade do mundo que está mal, tem uma outra metade que pode ajudar. Um para um. Deve ter um jeito. Falamos! Esse texto foi originalmente publicado no blog de Guilherme Alf (guilhermealf.com.br) e o seu conteúdo é de responsabilidade do autor.


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Divulgação/CP

R e p r o d u ç ã o / Yo u P I X

Pra quem nunca ouviu falar, o YouPIX Festival é um dos maiores – e mais legais – eventos que reúnem tudo que você vê, escreve e ouve na Internet, só que fora dela. É como se todos os assuntos que estamos acostumados a discutir nos Twitters, Facebooks e blogs da vida ganhassem corpo e pudessem ser desvendados e debatidos cara a cara. O festival já rola em São Paulo há 11 edições e, para a nossa alegria (ihih), reservou dois dias no mês de agosto (17 e 18) para passar por Porto Alegre e ter sua estreia nos pampas. O evento vai rolar lá na ESPM-Sul com direito a participação de blogueiros, vlogueiros, tumbleiros, twitteiros e tudo mais que preenche nossa vidinha internética de cada dia. Aliás, a galera do YouPIX tá contando com a nossa ajuda pra fazer a edição gaúcha ser tão épica quanto a paulista. Lá no site (youpix.com. br), dá pra sugerir quem você acha que deveria ser palestrante do evento. Bacana, né? Então aproveita e já reserva a data no calendário e o melhor, sem mexer no bolso, já que o YouPIX é tão preza que é DE GRAÇA.

Como fazer parte

do rolê popular

Quando a gente tá na escola sempre tem aquele rolê dos mais populares. Depois que a gente cresce, eles continuam existindo, mas agora numa versão muito mais descolada. Hoje, Dia do Amigo, o #Verdades investiga o rolê popular da boate:

Brechó virtual Se você é daquelas que curte incrementar o look com o que já foi moda no passado, ta aí uma loja virtual que, garanto, será a sua nova paixão. A Urban Vintagers trabalha com o conceito de vintage urbano, oferecendo uma curadoria de estilo e venda de roupas e acessórios usados, garimpados ao redor do mundo, customizados, já restaurados e dentro das últimas tendências. Os modelitos são escolhidos a dedo pelas proprietárias, que são aqui de Porto Alegre, com peças únicas e que pertenceram a diversas décadas da história. Bacana, né!? Passa lá no site e dá uma conferida: urbanvintagers.com.

Sandy, Lulu e Bethânia

Já imaginou ver a Sandy cantando Michael Jackson, o Lulu Santos interpretando a fase roqueira de Erasmo Carlos e Maria Bethânia relembrando Chico Buarque? Pois isso é o que vai rolar em Porto Alegre no Circuito Cultural Banco do Brasil, no Teatro do Sesi (av. Assis Brasil, 8787). No dia 14 de agosto, Lulu Santos estreia o projeto. Dia 15 é a vez de Bethânia e, dia 16, Sandy encerra a temporada. Os shows começam às 21h e os ingressos custam R$ 140 (plateia baixa, poltronas opcionais e cadeirantes), R$ 100 (plateia alta e cadeirantes) e R$ 60 (mezanino), à venda no ingressorapido.com.br, pelo telefone 4003-1212 e na bilheteria do Teatro do Bourbon Country (av. Túlio de Rose, 80).

Madrid no Beco

Fito Paez em Porto Alegre

Esta edição da Indierokkers no Beco (Independência, 936) traz a Porto alegre o Madrid: duo formado por Adriano Cintra (ex-Cansei de Ser Sexy) e Marina Gasolina (ex-Bonde do Rolê). Da amizade entre os dois nasceu o projeto, que, ao contrário das bandas em que eles faziam parte, é música de pianinho e violão. Depois do show os DJs residentes do Beco comandam a festa. O ingresso é R$ 30 na hora e R$ 25 com o nome na lista do site beco203.com.br. O show começa às 23h.

No próximo dia 29, Fito Paez retorna à Capital para o show que comemora os 20 anos do disco “El Amor Después Del Amor”. A apresentação do argentino acontece às 22h, no Pepsi on Stage (av. Severo Dullius, 1995). E dá tempo de comprar o teu ingresso: até o fechamento desta edição ainda estavam disponíveis o terceiro lote da Pista VIP, a R$ 160; mezanino, R$ 140; e o quarto lote de pista, a R$ 100. Locais de venda: Lojas Trópico (Iguatemi, Praia de Belas, Moinhos Shopping, Total, BarraShoppingSul, Bourbon Ipiranga, Bourbon São Leopoldo, Canoas Shopping e Bourbon NH) ou pelos sites opiniaoingressos.com.br e ticketbrasil.com.br. A abertura fica por conta da cantora gaúcha Laura Finochiaro.

Eles estão sempre na festa mais legal do final de semana, exercendo alguma função social. Sabe os sneakers? As meninas desse grupo já usam faz cinco anos, e os meninos se vestem de Jonas Brothers muito antes dos próprios Jonas Brothers. As fotos deles nas redes sociais são sempre as melhores (pois todos são proprietários de uma Nikon irada) e são as mais engraçadas, sempre com uma piada interna, que na verdade nem sabemos se é engraçada mesmo, já que é interna. Eles se reúnem no fim da tarde

em algum parque da zona nobre da cidade e não fazem churras do rolê, já que consideram meio cafona. Todos se referem uns aos outros pelo nome e sobrenome, o que é muito mais chique. Chegam só depois da 1h30min na balada, pois estão ocupadíssimos fazendo alguma outra coisa mais importante. Só bebem drinks exóticos que não dão ressaca e estão sempre com pele ótima e cabelo arrumado. Cantam juntos na boate aquela música que foi lançada hoje e todos compartilharam no hypemachine.

Reprodução/CP

Eba! YouPIX Festival aqui

Divulgação/Urban Vintagers

por Susi Borges @susiborges

“Por que a vida é uma panela e o importante é estar dentro dela né?” É óbvio que o nosso objetivo de vida vai ser fazer parte dessa turma maravilhosa. Você já se imagina andando com eles, dividindo um táxi com a Bru e rindo das piadas do Betinho. Mas depois de 5 segundos ouvindo como quem não quer nada a conversa deles na fila do banheiro, surgirão todas as verdades: a Laurinha e a Paulinha namoraram o mesmo cara por dois anos e hoje em dia são inimigas. O Bruno, que é o galã do grupo, na verdade pega guris escondido. Que a Rafinha era do surf faz nem duas semanas e que o Thiaguinho deve de R$ 5 a R$ 40 pra todos eles. Sem os efeitos de uma Nikon, as gírias deles nem vão ser assim tão legais mais, o cabelo nem

vai ser tão bem hidratado e os drinks vão ter gosto de xarope. O rolê popular na verdade é muito chato. Tu vai ficar mal por uns 30 segundos, e aí vai pensar num novo plano: ter seu próprio rolê. Juntos, vocês vão chegar na hora que der na balada, depois de beber no bar que vende a bebida mais barata. Terão suas próprias gírias, que serão engraçadas. As meninas nem vão saber o que é sneaker e os meninos vão ficar reclamando do novo filme do Homem-Aranha. Talvez vocês até marquem um churras, já que vocês vão ser assumidamente cafonas. E o rolê popular vai continuar lá, e ainda vai existir gente que irá achar eles o máximo.

O Falando Umas Verdades é a reunião de um pouco de tudo que a galera da redação do Mais Preza pensa, abordado de um jeito divertido e bem humorado. Até porque a gente acredita que bom humor não faz mal a ninguém. Aproveita e passa lá no blog que todo dia tem um post novinho pra você se divertir e ficar bem informado, de um jeito preza! (maispreza.com.br)


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Sexta-feira, 20 de julho de 2012

Encontrando

o equilíbrio

Ficou interessado? # O esporte é praticado em pé, em cima de uma prancha, com a utilização de remos que auxiliam no deslocamento, em qualquer condição que tenha água, seja no mar, no lago, no rio, em uma barragem...

# Se você quiser testar sua habilidade antes de pensar em praticar, uma aula avulsa custa em torno de R$ 50, em Porto Alegre. Na escola de Torelly, por exemplo, um pacote de quatro aulas sai por R$ 190. Mas ele garante que, depois de umas duas aulas, o aluno já está apto a alugar o equipamento e dar suas remadas sozinho, onde o custo fica em torno de R$ 30 a hora.

Carolina Ferronato/Divulgação/CP

Carolina Ferronato/Divulgação/CP

# Nada de achar que, porque é feito na água, o SUP não combina com o frio. Uma legging para as mulheres é suficiente para praticar o esporte.

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o último final de semana, rolou no BANX a exposição “Red Bull 3 Músicas Sem Flash”, que reuniu os melhores cliques de shows feitos por alguns dos fotógrafos mais tops do país. Teve imagens para todos os gostos, de Stevie Wonder a Cachorro Grande, de Arctic Monkeys a Cansei de Ser Sexy, além de workshops e muita música. Pra encerrar, no domingo, os mais sortudos ainda levaram pra casa as fotos expostas, que foram sorteadas entre os presentes. Massa, né? O #MaisPreza esteve por lá e, óbvio, registrou tudo! Confere aí!

Rafael Rocha, da Revista Noize Carolina Ferronato/Divulgação/CP

Marina Alba Zinn sortuda, levou o quadro de Chico Buarque

Gustavo Guterres Caverna

Olha o que mais a gente catou sobre o esporte:

Carolina Ferronato/Divulgação/CP

A gente aqui do Mais Preza não vai cansar de te pilhar em fazer esporte neste inverno. E a bola da vez agora é o Stand Up Paddle (SUP). Já ouviu falar? O SUP é, digamos, o primo-irmão do surf, porém, exige bem menos habilidades e não necessita de mar e ondas para que você pratique. Em Porto Alegre, no Guaíba mesmo, já tem uma galera que ocupa algumas horinhas da sua semana se equilibrando em cima da prancha. O deslocamento é feito com o auxílio dos remos, responsáveis por dar aquela canseira e tonificada no corpo. Mas não é só da bela forma física que os praticantes do SUP se beneficiam. Por movimentar todos os músculos, o esporte é muito recomendado por médicos e fisioterapeutas. “Além de trabalhar bastante a parte física, o stand up exige o equilíbrio do corpo e da mente. Sem falar que o esporte está sendo uma ótima opção para quem quer trocar a caminhada ou a academia, desde que seja feito com continuidade”, explica o professor de SUP e proprietário da Torelly’s Escola de Stand Up Paddle, localizada na Capital, André Torelly. São benefícios que aparecem rápido e que fizeram a Mariana Temperani, 33 anos, trocar rapidinho o banho de sol clássico na areia para o esporte na água. “Eu sempre ficava vendo os meninos praticando surf e kitesurf na praia, e morria de vontade de fazer algum esporte aquático”, conta. Até que um belo dia, Mariana foi apresentada ao SUP. Desde então, já são quase dois anos de puro amor pelo esporte. “O stand up trabalha muito abdômen, te dá resistência muscular, porque você tá sempre contraída em cima da prancha, e ajuda a emagrecer, é uma hora remando!”, conta empolgada a esportista, que rema só aos finais de semana e, mesmo assim, já nota diferença no corpo.

Luis Reis/Divulgação/CP

no SUP

Isadora Cidade Mariano

# Não existe contraindicação. Pessoas de qualquer idade podem praticar. # Baixinhos: existem remos e pranchas para todos os biotipos.

MAIS PREZA - 20-07  

Edição #53 do Mais Preza

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