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Picnic Solidário ■ Amanhã tem mais uma edição do Picnic Soli-

dário, no pátio do Museu Joaquim José Felizardo (João Alfredo, 582), em Porto Alegre. É só levar um quilo de alimento não perecível, sua canga e curtir: a banda Flesh and Blood homenageia Johnny Cash e June Carter e também terá feirinha de vinil, tudo a partir das 16h!

H

annah tem 24 anos e é escritora — ou vai ser. Por enquanto, está tentando arranjar um emprego que pague o suficiente para se sustentar sem a ajuda dos pais. Ray é gerente de uma cafeteria e, sem lugar para morar, divide as noites entre o apartamento da namorada e o banco traseiro do seu carro. Esses são personagens fictícios, mas bem que poderiam fazer parte do seu grupo de amigos. É que todos estão na faixa dos 20 e poucos anos e têm ganhado cada vez mais espaço na literatura, onde são chamados de “Novos Adultos”. Em tese, a categoria reúne histórias sobre jovens de 18 a 25 anos, que estão nessa passagem entre a faculdade e o mercado de trabalho e querem ser independentes, mas ainda precisam daquela mãozinha dos pais. “Os protagonistas estão no meio universitário e, embora a ambientação ainda seja juvenil, os assuntos são mais maduros, num universo mais adulto”, explica Raíssa Castro, da Verus Editora, uma das primeiras a publicar títulos do gênero no Brasil. Só que esse movimento não começou nos livros. Bem pelo contrário: enquanto a literatura do Novo Adulto está recém-começando a ganhar força no mercado editorial, essa turma já conquistou o seu espaço no cinema, na TV, na moda e até na música. Tudo originário do famoso bairro alternativo americano, o Brooklyn. Como qualquer produção focada em um grupo etário, são discutidos os “grandes assuntos” que perpassam as conversas entre as pessoas que vivem aquela realidade. A novidade aqui é que quem escreve sobre eles, normalmente tem a mesma idade e passa pelos mesmos problemas que os protagonistas de sua narrativa. E o resultado é que... “você se identifica 100% com a Hannah, de Girls, muito mais do que com a Carrie [de ‘Sex and The City’]”, comenta a analista de tendências Carol Althaller, que também tem 20 e poucos anos: “A nossa geração quer isso. É a geração que acredita no herói real”. Isso explica, por exemplo, a simpatia que a estudante de Publicidade Kellen Xavier, 21 anos, tem pelo seriado bombado “Girls”. Na opinião dela, as séries teen, como “The O.C” e “One Three Hill”, a que assistia na adolescência, não conseguiram gerar uma identificação tão forte nos

Author:SBORGES

CLAUDINHA PALMA / DIVULGAÇÃO / CP

[CPOVO: CORREIO_DO_POVO-MAIS_PREZA-MATERIAS <MAISPREZA> [EDITORIAL] ... 13/09/13]

Date:13/09/13

Time:14

Garage Sale SSPOA ■ Mais ou menos o que aparece aí na foto da nossa

matéria principal é o que vai rolar amanhã, em Porto Alegre. As gurias do blog Street Style POA abriram os armários e organizaram mais um Garage Sale. A ideia você já sabe: vender peças legais e que não são mais usadas por um precinho camarada. A função será na Sofia Veloso, 185, das 15h às 19h.

A hora dos 20 e poucos anos

REPRODUÇÃO / CP

Da esquerda para a direita: Hannah, Shoshanna, Jessa e Marnie, as protagonistas de ‘Girls’, tentando sobreviver aos 20 e poucos anos

seus espectadores: “‘Girls’ é bem diferente, é mais próxima da realidade. Mostra essa juventude onde nem tudo são flores, mas que, nem por isso, deixa de ser divertida e com muitas coisas interessantes para se viver e conhecer”.

Os esquecidos A ideia de retratar a vida dos novos adultos vem de uma certa falta da produção cultural mainstream para esse nicho, que sempre pulou da época do colégio para a maturidade. Raíssa explica que o mercado editorial se apropriou do movimento a partir de um concurso de uma editora norte-americana em 2009, que pediu a jovens de 20 e poucos anos para escreverem histórias mais específicas para

Te programa FERNANDA CHEMALE / DIVULGAÇÃO / CP

@maispreza

a sua faixa etária, já que sentia que era um público esquecido no meio literário. Porém, o grupo acabou desistindo dos manuscritos e os escritores foram atrás de formas de publicação independentes, que acabaram gerando interesse nas suas histórias. As editoras, percebendo a venda dos e-books, começaram a procurar os autores para fazer edições apropriadas, criando essa nova vertente literária. Ana Lima, editora executiva do selo Galera Record, declara que ainda não é possível definir o “Novo Adulto” no Brasil, mas as chances são grandes: “Nos Estados Unidos, com certeza, é um novo gênero e, aparentemente, estamos seguindo o mesmo caminho”. Ela conta que alguns livros lançados em português já passaram de 10 mil exemplares vendidos: “A catego-

/maispreza

■ Todos nós estamos acostumados a ver a Ivete Sangalo sempre toda louca, pulando e correndo de um lado pro outro nos shows. Pois o próximo espetáculo que ela traz a Porto Alegre é beeem diferente. É a face da “Ivete Intimista”, só com musiquinhas românticas e versões mais relax. Põe na agenda: a apresentação será no Araújo Vianna, dia 27 de setembro. RAFA MATTEI / DIVULGAÇÃO / CP

■ O DeFalla tá na área. Edu K, Castor Daudt, Flávio Santos e Biba Meira estarão no palco do Opinião, em Porto Alegre, para comemorar os 14 anos da Segunda Maluca, dia 7 de outubro. Para quem tem memória curta, a banda se reuniu com a formação original em 2011 em um baita show no Beco e desde então não parou mais...

#drops

ria tem conquistado o público, e as editoras estão apostando alto em novidades para o leitor brasileiro”. Para Carol, essa tendência é um retrato claro do nosso cotidiano e ainda vai dar muito o que falar: “Chega de romancear e viver coisas impossíveis, vamos mostrar que a gente sofre, sim. A gente não tem mais vergonha de compartilhar coisas que exemplificam nosso processo de #fail natural”. Ainda não conseguiu visualizar bem o que a gente tá falando? No blog, demos vários exemplos de filmes, séries e livros para quem quer entender um pouco mais sobre esse gênero! Tá lá, é só acessar maispreza.com.br.

REPRODUÇÃO / CP

■ A pegação não tem limites e se o assunto vai para um aplicativo de celular... Talvez você já esteja usando há dias ou ainda não tenha ouvido falar do Tinder, app com foco em paquera. A princípio não é nenhuma novidade, afinal, conhecer possíveis pretendentes pela Internet deixou de ser algo fora do comum há muito tempo. Diferente de outras redes sociais criadas para esse mesmo fim e que são consideradas “cafonas”, o Tinder parece ter atravessado a barreira do “medo de ser considerada solteirona” e caiu no gosto da galera. A ideia teve origem nos Estados Unidos e há boatos que até a miss EUA usava os serviços do aplicativo. Ficou curioso? É só baixar no smartphone, logar com o Facebook, aguardar o match (que é quando a sua foto foi curtida pela mesma pessoa que você curtiu) e arrasar no papo! ;)

Mais Preza - 13-09-13  

A hora dos 20 e poucos anos: Novo Adulto

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