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Editora: Susi Borges

Show da Tess no Complex

Curumin em Porto Alegre

Amanhã, no Complex (av. Protásio Alves, 3839), cedinho, às 17h, rola um show esperto – e de graça! – da banda Tess. O grupo vai apresentar as 12 músicas de seu novo disco. Lembrando que no Complex tem pista de skate e ainda dá pra emendar um happy no maior estilo mexicano, contemplando um baita pôr do sol.

Ele é a mais bombada revelação da nova geração da MPB. O músico, cantor e compositor Curumin vem a Porto Alegre para mostrar aos gaúchos o que fez tanto sucesso na gringa. O show rola no Opinião, dia 4/10, com a abertura da banda Wannabe Jalva. Passa lá no opiniao.com.br e já descola teu ingresso!

Quero a facul,

não desisto nunca Pa u l o N u n e s

 Nesta semana, vários universitácursinho. “Existem casos em que o rios (re)começaram a vida acadêmica, aluno acaba cometendo os mesmos no segundo semestre. Mas, ao mesmo erros, como faltar aulas, não estudar tempo em que muita gente está saltiem casa, não fazer exercícios e simutante de felicidade por dar esse passo lados, e não entende que compromerumo à vida profissional, outra parte timento com os estudos é o que leva não conseguiu a vaguinha preza que à aprovação”, avalia ele, que convive tanto queria para entrar na facul. com essa gurizada há quase dez anos. Nessas idas e vindas (da bendiFoi exatamente assim que aconta prova), quase todos voltam para o teceu com Iann Müller, 18 anos, que mesmo lugar: o cursinho pré-vestipretende cursar Ciências da Compubular pela primeira, segunda ou até tação e que demorou a tratar essa histerceira vez, como é o caso de Daniele tória com responsabilidade. Depois Kern, 18 anos. Ela já se prepara para de dois anos levando os estudos meio passar há três anos e está na mesma que na brincadeira, ele finalmente se situação que grande parte da gurizafocou e abriu mão de algumas coisas da que almeja um curso tão concorpara levar o vestibular a sério. “Antes, rido como o que ela sonha: Medicina. eu matava muita aula. Tive que deiE não é nada fácil a tensão de xar de sair com os amigos, abri mão estar anos seguidos persistindo, afirde ir a festas”, conta o garoto, que hoje mam os vestibulandos. “Ao mesmo também é monitor de atendimentempo em que você vai ficando mais to no curso. Realista e mais maduro, cansado, mais estressado e a pressão Iann representa o típico aluno que vai aumentando, a sua dedicação é já está familiarizado com o cursinho, maior também, porque você percebe como caracteriza o professor Lucas. que o esforço do ano anterior não foi “O comportamento de quem esta há suficiente”, conta Daniele, que conanos estudando é bem diferente dafessa que sempre se dedicou, mas só queles que estão se preparando pela com o tempo foi aprendendo a se orprimeira vez. Para eles, cada aula e ganizar melhor. A cada “rodada”, ela cada explicação tem um valor enorsentia ganhar uma dose a mais de me. Os veteranos são visivelmente Livros e mais livros: essa é a rotina do Iann Müller, que vai encarar seu foco. diferentes dos novatos”, comenta ele, terceiro vestibular ano que vem, para Ciências da Computação Mas não é assim com todo mundo. Para lembrando que, em geral, percebe quando há o professor de Biologia do Curso Pré-Universitário, Lucas Klassmann, ex-alunos em sala de aula, quando já respondem às questões e às brintudo depende da maneira como o pessoal encara esse “novo ano” de cadeiras antes de todos os outros.

1 2 3 Se mais um ano de cursinho se passou, quer dizer que você está cada vez mais perto da aprovação.

Você já construiu uma base no ano anterior e o que o cérebro aprende, não esquece!

Como você já conhece o processo, vai saber lidar melhor emocionalmente com a situação da prova.

”Me achei no cursinho” Arquivo Pessoal/CP

3 motivos para não desistir

Juliana Pereira Barsante, 22 anos, prestou vestibular quatro vezes. Para ela, a experiência de estudo intensivo, mesmo que em alguns momentos tenha sido tensa, serviu, principalmente, para ajudá-la a “se achar” “Ao mesmo tempo em que é triste e complicado rodar tantas vezes, depois que a gente passa, vê que todo o estudo serve como um baita complemento para a faculdade. Estudando como uma louca, acabei entrando em contato com assuntos que eu nunca havia visto nem na escola. Além de tudo isso, um dos melhores presentes que o cursinho me deu foi a maturidade para descobrir a profissão que eu realmente queria para a minha vida. A cada ano que voltava para as salas de aula, estava mais madura e avaliava minhas escolhas. Foi nessas idas e vindas que troquei de opção de curso três vezes até escolher o que eu realmente queria: fazer faculdade de Física. Hoje, não me vejo estudando outra coisa. Óbvio que, muitas vezes, eu me desesperava e chorava, mas a gente tem que entender que tudo são fases e, principalmente, aprender a não se preocupar com o que as pessoas falam e pensam.”  

Tá sentindo falta de alguma coisa aqui? Então voa lá pro blog, porque, a partir de agora, tudo o que não está no impresso, vai ganhar espaço no on-line. Nossas promoções preza e colunas com a galera da redação continuam, além de muito mais conteúdo por lá: maispreza. com.br

Guilherme Alf

galf@correiodopovo.com.br

Carta aos atletas Amigo atleta que está nos Jogos Olímpicos de Londres, vou ser breve e direto: eu quero é ouro. Não me venha com desculpas. Até já sei o que você vai me dizer, fiz inclusive uma lista, quer ver? Lá vai: primeiro, você vai dizer que ninguém dá bola pro esporte, só pro futebol, e que quando chega nas Olimpíadas, todo mundo quer medalha. Depois, você vai vir com o papo do investimento, do apoio das empresas privadas e do governo, que, no Brasil, muito pouca gente coloca dinheiro para que você possa competir e se preparar. Talvez você até venha com uma volta ao passado (e presente) falando mal das escolas públicas do nosso país, que não estão bem equipadas e não recebem atenção para o esporte. Chego a imaginar, caro atleta, você reclamando que os ministros e políticos do esporte não estão com o foco totalmente correto. Ah, já sei, logo você deve também se queixar da cobrança nas redes sociais, que o povo todo tá exigindo medalha de ouro sempre e tal. Já estou careca de saber tudo isso, mas eu quero é ouro. Gosto tanto quando você ganha ouro na sua modalidade (nem importa qual, tá?). Todo mundo vai pro Twitter comemorar, os dirigentes dos clubes aparecem para colher sua parte dos louros e o mais genial: os políticos de grandes cargos recebem você em Brasília ou na sua capital, lhe abraçam, dão beijo, falam da importância do esporte e de o quanto você é importante para o nosso país. Eu mesmo, assistindo na televisão, dou pulos e chego a abrir a janela para gritar: BRASIL! Bem, não querendo cortar o clima, mas me permita lhe avisar: aproveite bem esse dia. Alguns dias depois, provavelmente, sua vida voltará ao normal e todas aquelas reclamações ali de cima serão sua rotina novamente. Então é isso, preciso voltar ao meu trabalho, já perdi tempo demais parando na frente da televisão para ver uns colegas seus que passam quatro anos ralando e agora não ganham. Faça-me o favor. Você tem obrigação de ganhar o ouro, afinal, tudo que escrevi nessa carta é mentira, e você tem todo o suporte da nação para ser campeão. Um abraço, O Brasileiro. Esse texto foi originalmente publicado no blog de Guilherme Alf (guilhermealf.com.br) e o seu conteúdo é de responsabilidade do autor.


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