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292-5000 332-1677 489-9000 5) 3292-5000 359-9400 2) 3332-1677 122-8000 1) 3489-9000 1) 3359-9400 388-2020 1) 2122-8000 522-1144 1) 3388-2020 321-4311 7) 3522-1144 341-3200 3) 3321-4311 761-6000 5) 3341-3200 215-5000 1) 3761-6000

7) 3215-5000

• Formiga • Gov. Valadares • Guanhães • Formiga • Ipatinga • Gov. Valadares • Itabira • Guanhães • Ipatinga • Itaúna • Itabira • Juiz de Fora • Itaúna • Juiz de Fora • Juiz • Lavrasde Fora • Juiz de Fora • Leopoldina • Lavras • Manhuaçu • Leopoldina • Manhuaçu

AutoOeste Pomal Vesp AutoOeste Brasauto Pomal Gomes Pereira Vesp Brasauto Ímpar Gomes Pereira Embrauto Ímpar Original Embrauto Viva Original Level Viva Diga Level Diga

FordCredit

(37) 3322-2000 • Mantena • Montes Claros (33) 3279-6300 • Muriaé (33) 3421-1713 (37) 3322-2000 • Mantena • Pará de Minas (31) 2109-3003 • Montes Claros (33) 3279-6300 • Muriaé• Ponte Nova (31) 3831-6221 (33) 3421-1713 Pouso Alegre • Pará de•Minas (31) 2109-3003 (37) 3241-7000 • São João Del Rey • Ponte Nova (31) 3831-6221 (32) 3690-3300 • Sete Lagoas • Pouso Alegre (37) 3241-7000 (32) 3236-5000 • São João Del Rey Otoni • Teófilo (32) 3690-3300 • Sete Lagoas (35) 3821-6588 • Texeira de Freitas (32) 3236-5000 • Teófilo • Otoni (32) 3441-4068 Ubá (35) 3821-6588 • Texeira de Freitas • Varginha (33) 3331-1085 (32) 3441-4068 • Ubá (33) 3331-1085

Consórcio Nacional Ford

• Varginha

Pomal Crevac Santos Carvalho Pomal Ímpar Crevac Sanvel Santos Carvalho Trevauto Ímpar Delfor Sanvel Motorsete Trevauto Delfor Martins Pereira Motorsete Pomal Martins Pereira Sanvel Pomal Supra Sanvel Supra

(33) 3241-2242 (38) 3690-7900 (32) 3729-2400 (37) 3231-7000 (31) 3881-3600 (35) 3449-3000 (32) 3373-2000 (31) 3779-8888 (33) 3522-2092 (73) 3292-7000 (32) 3531-2066 (35) 3223-6060

(33) 3241-2242 (38) 3690-7900 (32) 3729-2400 (37) 3231-7000 (31) 3881-3600 (35) 3449-3000 (32) 3373-2000 (31) 3779-8888 (33) 3522-2092 (73) 3292-7000 (32) 3531-2066 (35) 3223-6060


editorial

Noemi Luz

Nossa Gente

A

Editor Chefe Adriano Rocha Redação Tâmara Lis Thiago Stephan Diretor de Arte Adriano Rocha Fotografia Coletivo Fotografias Noemi Luz Consultor Histórico Roberto Dilly

A primeira edição da Revista Mais JF superou nossas expectativas. A qualidade gráfica e editorial, o jornalismo independente e o conteúdo inteligente e isento caíram no gosto do leitor juiz-forano. Alcançamos nosso objetivo, que é fazer uma revista genuinamente de Juiz de Fora, focada em seu povo, sua história, sua cultura, seus personagens inusitados, seus filhos ilustres, todos importantes dentro de sua forma e história de vida.

Colaboradores: Antonio Lucinda, Flávio Rocha, Humberto Mainenti PUBLICIDADE Diretor Comercial Celso Eveling celso@revistamaisjf.com.br (32) 9143 8660 Consultora de Vendas Lilian Matta lilianmatta@revistamaisjf.com.br (32) 9197 1101 Gerente de Operações Comerciais Mariane Siqueira

Nesta edição, continuamos nossa viagem pela história de Juiz de Fora, mostrando o Museu Mariano Procópio, que foi palco de nossa infância e continua encantando nossos filhos e netos.

Revisão Vicente de Paulo Ferreira

A história de superação e exemplo de vida do mesatenista Alexandre Ank e a dedicação e solidariedade da equipe da Casa Bethânia nos faz sentir orgulho da garra do nosso povo, que não desiste de lutar, e que certamente já é vitorioso.

INTERNET Jornalismo Thiago Stephan

Embarcamos no sonho da noiva, em seu grande dia e, de quebra, presenteamos o casal com uma excelente matéria sobre as tendências do mercado imobiliário na cidade. Mostramos os encantos de Santa Rita de Jacutinga/ MG, onde fomos agraciados com sua deliciosa culinária e calorosa hospitalidade. Mergulhe já na leitura desta segunda edição, que reserva outras grandes surpresas para você!

Noemi Luz 4

Conselho Editorial Adriano Rocha Celso Eveling Noemi Luz Tâmara Lis Thiago Stephan

Impressão Rona Editora

Webmaster Celito Olivetti Av. Barão do Rio Branco, 2679 sala 104 Juiz de Fora/MG - 36026-500 contato@revistamaisjf.com.br (32) 3217-7583 www.revistamaisjf.com.br www.twitter.com/revistamaisjf

A revista Mais JF é uma publicação da Dotzi Ltda. As opiniões dos artigos e das matérias assinadas não são obrigatoriamente as mesmas da revista. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo da revista sem a prévia autorização por escrito da Dotzi. A revista Mais JF não se responsabiliza pelo conteúdo publicitário veiculado, nem pelas transações comerciais que envolvem os anunciantes.


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cultura

Museu Mariano Procópio A obra em estilo renascentista completa 150 anos e será todo restaurada

E mais

turismo

Santa Rita

Santa Rita de Jacutinga, já famosa por suas cachoeiras, encanta também pela culinária e hospitalidade

20

arquitetura

Imóveis de luxo

Intercâmbio

10

Antônio

12

Flávio

Lucinda Rocha

Luare Fashion Show

13 14

Garagem

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Esporte

18

Meio

Ambiente

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Saúde

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Gente do Bem

40

Mesa de Minas

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Mercado imobiliário de Juiz de Fora aposta em projetos sofisticados para atrair público cada vez mais exigente

26

moda

Noivas

Sonho de grande parte das mulheres, a escolha do vestido de noiva é só um dos passos para um casamento perfeito

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Nossa Capa

Museu Mariano Procópio com busto em destaque. Foto: Coletivo Fotografia

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Noemi Luz

cultura

Villa Ferreira Lage

A 6

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Verba do Ministério do Turismo R$1,52 milhão - possibilita o reinício da restauração do prédio histórico

Villa Ferreira Lage completa 150 anos de muita história

A

A Villa Ferreira Lage, um dos prédios históricos do Museu Mariano Procópio, está completando 150 anos de muita história. A obra em estilo renascentista foi projetada pelo arquiteto alemão Carlos Augusto Gambs a pedido de Mariano Procópio. O palacete foi concebido para receber a família imperial em Juiz de Fora durante a inauguração da Estrada União e Indústria, em 1861. O prédio não ficou pronto a tempo da visita, vindo a hospedar a família imperial em outras ocasiões, e acabou tendo outra finalidade. Através do esforço de Alfredo Ferreira Lage, filho de Mariano, passou a abrigar o primeiro museu de Minas Gerais e um dos mais importantes do país: o Museu Mariano Procópio, referência do período imperial. A inauguração oficial aconteceu em 23 de junho de 1921, data do centenário de nascimento de Mariano Procópio. Antes disso, desde 1915, o acervo particular do colecionador Alfredo Ferreira Lage já podia ser visitado no palacete. Em 1936, Lage efetivou a doação ao município do conjunto do Parque e do Museu Mariano Procópio, conforme havia anunciado durante a visita, em 1921, do Conde D’Eu e da Princesa Isabel às dependências do museu. Desde a criação do espaço, o sonho de Alfredo alimentou coração e mente de inúmeros visitantes. Mas o tempo não costuma dar trégua. No início de 2008, o estado de conservação do prédio merecia tantos cuidados que

por Thiago Stephan fotos Noemi Luz / Coletivo Fotografia

levou a direção do Museu Mariano Procópio a fechar suas portas para a visitação. Desde então, os juiz-foranos ficaram carentes de seu principal acervo histórico. Para os amantes do Museu, restou a satisfação de ver a parte baixa do seu parque – área de 78 mil m² – revitalizada nesse período. Entretanto, para quem cresceu visitando a Villa Ferreira Lage, contemplar o lago sem subir a estrada de pedra por entre árvores seculares deixa um clima de nostalgia no ar. Todavia, o sesquicentenário da Villa Ferreira Lage trouxe bons ventos ao primeiro museu de Minas Gerais. Através de recursos do Ministério do Turismo e contrapartida da Prefeitura – R$ 1,52 milhão -, começará a ser realizada a primeira fase da restauração do prédio. Ainda é cedo para saber quando o Museu Mariano Procópio estará novamente aberto ao público, mas o início das obras traz novo fôlego para quem tem se empenhado em recuperar parte da história da cidade e do país. “Os trabalhos serão retomados no ano em que se comemora os 150 anos de construção da União e Indústria, que é uma obra importante para o município. Será a primeira das três etapas de restauração da Villa Ferreira Lage. As obras começaram em 10 de janeiro que, coincidentemente, é a data de aniversário de Alfredo Ferreira Lage”, afirmou o diretor-superintendente da Fundação Museu Mariano Procópio (Mapro), Douglas Fasolato.

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cultura

Villa Ferreira Lage

Nesta primeira fase, o investimento será feito para restaurar pisos, forros, telhados e canaletas. O prazo para a conclusão da etapa é de seis meses. “A Villa é um bem tombado e protegido. O próprio prédio é considerado uma obra de arte. A restauração será realizada por uma empresa altamente especializada, a Concrejato, que também é responsável pela restauração do Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, e do Teatro Municipal de São Paulo”, comentou Fasolato. OUTRAS ETAPAS A segunda etapa da restauração da Villa Ferreira Lage ainda não tem prazo para ser iniciada. Ela contemplará o decorativismo e reforço estrutural, com a restauração das fachadas. Os recursos estão sendo pleiteados através da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, proposta que está em análise desde setembro de 2009. Existem ainda dois outros projetos que foram apresentados ao Ministério da Cultura, um relacionado à restauração do mobiliário e outro à restauração das porcelanas e pinturas do acervo. A terceira etapa, também sem prazo para ser iniciada, abrange a museografia, que é a forma de expor o acervo. A ideia é recuperar a originalidade da Villa. “A meta é agilizar para reabrir pelo menos uma parte do museu o quanto antes. Mas dependemos dos órgãos que aprovam a liberação dos recursos para concluir as obras”, expôs o superintendente. DOCE FRANÇA Enquanto isso não acontece, a direção do Mapro não tem medido esforços para levar o acervo do museu ao público. Exemplo disso é a exposição “Doce França – Recortes da Vida Privada na coleção do Museu Mariano Procópio”, que, em 2010, levou ao Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM) 253 itens, sendo que destes 29,8% estavam longe dos olhos do público, guardados na reserva técnica da Mapro. Foi a primeira exposição temporária extramuros realizada.

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Segundo Fasolato, a exposição foi a primeira parceria estabelecida entre o Mapro e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), sem a qual “Doce França – Recortes da Vida Privada na coleção do Museu Mariano Procópio” não aconteceria. Ainda segundo o diretor-superintendente, “em 2011 ela se repetirá com a celebração dos 150 anos de construção da União e Indústria”. A cultura francesa aparece em diversas peças do acervo do museu, seja em pinturas, esculturas ou mesmo em documentos, como uma carta manuscrita por Napoleão Bonaparte. Litografias do filósofo e matemático René Descartes e do ator e dramaturgo Moliére confirmam ainda mais a presença francesa no acervo. Acredita-se que Alfredo Ferreira Lage tenha começado a montar seu acervo em Paris, no final do século XIX, cidade onde foi morar após a morte do pai. Até na parte decorativa da Villa Ferreira Lage tem o dedo francês, já que o projeto do parque-jardim que envolve a construção é atribuído a Auguste François Marie Glaziou, francês tido como o “Paisagista do Império”. DUAS ÁREAS, UM JARDIM Será que é possível dividir uma obra de arte em duas partes? Pois foi justamente o que aconteceu com o projeto paisagístico elaborado por Glaziou. A chácara de Mariano Procópio foi dividida entre os dois herdeiros: Alfredo ficou com a Villa e parte do parque, enquanto que o outro terreno ficou com seu irmão mais velho, Frederico Ferreira Lage. Praticante de hipismo, Frederico fez do jardim de Glaziou seu local de treino. Mais tarde, o local abrigaria o Quartel General da 4ª Região Militar, o que oficializou a divisão do projeto inicial. Em 2010, durante o 1º Encontro Nacional de Gestores de Jardins Históricos, realizado em Juiz de Fora, os participantes assinaram uma moção sugerindo a unificação do projeto de Glaziou, hoje divididos por um muro. Ainda não há nenhum projeto para a reunificação do jardim.

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Noemi Luz

Divulgação / Alexandre Dornelas

Coletivo Fotografia


comportamento

Intercâmbios

Intercâmbios para todos os gostos

A

Destinado inicialmente para adolescentes, experiência

Divulgação

no exterior já pode ser vivida por toda família

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Aprofundar os conhecimentos em línguas estrangeiras e conhecer culturas diferentes. Esses são os principais motivos que levam muitos jovens a arrumarem as mochilas e colocarem o pé na estrada para fazer intercâmbio. Destinos como Canadá, Nova Zelândia, Inglaterra, Estados Unidos e Austrália estão entre os mais procurados para quem quer aprender inglês. Mas, mais do que aprender a língua e a cultura de outro país, quem viaja em busca de conhecimento acaba voltando para casa com mais bagagem para enfrentar a vida em qualquer parte do mundo. Nascidos há cerca de 40 anos, os programas de intercâmbio evoluíram e, hoje em dia, as agências especializadas oferecem diferentes tipos de pacotes. Para alunos entre 14 e 17 anos, existe a possibilidade de cursar um ou dois semestres da High School – o nosso ensino médio – morando em casa de família ou na própria escola. Nesse caso, o destino mais barato, os Estados Unidos, não sai por menos de R$ 13 mil reais. Mas existem outras opções para quem tem menos recursos, como por exemplo, os pacotes em que o estudo vem junto com o trabalho. São programas com duração de até um ano com ganhos de R$ 25 mil reais em 12 meses.

O investimento inicial é de R$1 mil e 100 reais. Há ainda opções de estágio com até um ano e meio de duração. As atividades são na área de formação do pretendente. As diferentes possibilidades levaram a uma mudança gradual no perfil dos interessados em fazer intercâmbio e, atualmente, é comum ver famílias viajando juntas para a experiência em outro país. “Nosso público-alvo varia de 14 a 30 anos. Mas nossos clientes têm mudado. Temos muitas famílias fazendo intercâmbio juntas. Inicialmente, há 40 anos, eram estudantes de 15 a 18 anos que faziam o 2º grau lá fora. Naquela época, para mandar o filho estudar no exterior a família tinha que receber algum estudante. Atualmente, existem intercâmbios de até 15 dias. É adequado ao que o cliente procura. Existem intercâmbios voltados para a área médica, para quem faz Direito e até para quem quer aprender a dançar tango na Argentina ao mesmo tempo em que aprende espanhol”, comentou a proprietária da Central de Intercâmbios, Juliana Viana. Mas, para evitar surpresas desagradáveis, é preciso tomar algumas precauções, já que neste tipo de viagem é melhor evitar as “aventuras”. “O principal cuidado a ser tomado é procurar uma agência de intercâmbio, que vai estar atenta a detalhes que só uma agência especializada nesse tipo de serviço costuma ter. Por exemplo, na Central de Intercâmbios fazemos orientação pré-embarque, para a retirada de documentos, sobre quem vai buscar no aeroporto, sobre a família que vai hospedar... Além disso, há um longo período de preparação para o intercâmbio. E, enquanto os jovens viajam, também é prestado suporte aos pais”, explicou Juliana. OUTROS TATAMES O jovem Matheus Castelo, de 17 anos, viajou em dezembro para San Diego, na Califórnia, local onde permanecerá por três meses. Ele já esteve na Califórnia e em outras cidades estadunidenses anteriormente, mas essa foi a primeira vez

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por Thiago Stephan foto Coletivo Fotografia

Na Central de Intercâmbios, os jovens e seus pais recebem orientação por um longo tempo antes do embarque para o exterior

que ele viajou sozinho. Na bagagem, além da vontade de desenvolver o inglês aprendido em Juiz de Fora, Matheus levou os ensinamentos do jiu-jitsu, esporte que foi decisivo na hora de escolher o seu destino. Durante sua permanência na América do Norte, ele vai aprimorar suas técnicas nas academias de San Diego, enquanto aprende inglês. Pensando em uma melhor adaptação, estabeleceu contatos com pessoas de sua nova cidade através da internet. Ansioso antes da viagem, o estudante dava conselhos para aqueles que pretendiam seguir seus passos: “A dica é ir mesmo. Se pensar muito acaba ficando no Brasil.” Atenta a todos os detalhes, Regina Castelo, mãe de Matheus, não abre mão de ser bastante presente, principalmente às vésperas da viagem de seu filho para o exterior. “Neste caso exige uma responsabilidade muito grande. É meu filho, menor de idade, indo para a casa

de uma família estranha. Temos que estar por dentro dos mínimos detalhes do que pode acontecer”, disse. A data escolhida para a viagem de Matheus não foi aleatória. Sua permanência nos Estados Unidos será durante as férias escolares, sem nenhum prejuízo maior para a sua vida acadêmica. “Ele vai viajar no período de férias e perderá um pouco do início do período letivo. Ele tem 17 anos e esta fazendo o Pism (Programa de Ingresso Seletivo Misto). A data da viagem foi escolhida porque é após as provas do Pism e bem antes do vestibular”, comentou Regina. Apesar de ficar com o coração apertado, ela acredita que o esforço vai ser importante na formação de Matheus. “Se pudermos propiciar esta experiência aos filhos, a formação deles fica mais rica. É difícil, emocional e financeiramente, mas acredito que vale a pena”, comentou, para depois acrescentar: “A gente não cria filho para nós, mas para o mundo.”

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coluna

Dr. Antônio Lucinda

ARMADILHAS DA CULTURA DA BELEZA

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Dr. Antônio Lucinda

Os padrões de beleza são mutáveis, variam no tempo e sofrem a influência das culturas e sociedades dominantes. Se na Renascença as madonas rechonchudas, portadoras de curvas e dobrinhas generosas eram o modelo preferido, chegamos, nos dias atuais, ao culto das silhuetas esquálidas e anoréxicas. Adicione-se a isso a instantaneidade da mídia que, em tempo real, transmite para os vilarejos andinos o que há de mais moderno na moda japonesa, por exemplo. Assim sendo, a quantidade a e multiplicidade de informações que chegam às pessoas são massacrantes. O grande problema está em filtrá-las de maneira correta e utilizá-las com bom senso. Esta facilidade de divulgação de conceitos criou uma espécie de ditadura da beleza, baseada em arquétipos quase sempre inatingíveis, o que coloca em polvorosa, notadamente, o universo feminino, embora a cultura metrossexual venha ganhando espaço entre os homens. É nesse momento que surgem os perigos e as armadilhas. A busca por um padrão pretensamente ideal leva a exageros e abre espaço para oportunistas, charlatões e apologistas do inviável. Vão surgindo as dietas miraculosas, as clínicas onde se conseguem facilmente receitas com a explosiva combinação de anoréxicos, anfetaminas, ansiolíticos e outras drogas, academias de ginástica onde prolifera o escuso comércio dos anabolizantes, clínicas de estética que apregoam procedimentos invasivos com a maximização de resultados, que acabam por realizar em suas dependências procedimentos cirúrgicos sem o menor suporte para qualquer evolução desfavorável. Estas e outras impropriedades colocam em risco não só os sonhos de quem busca a perfeição corporal mas também a sua própria vida. As consequências desses extremos são, dentre muitas outras, a anorexia, a bulimia, os comprometimentos renais e hepáticos pelo uso indiscriminado e sem supervisão médica das drogas, abscessos cutâneos de grande extensão pelo uso de anabolizantes veterinários, deformidades por cirurgias mal

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A

conduzidas e, em casos mais graves, a morte em decorrência de complicações advindas de tais práticas. Não pretendo ser alarmista e nem tampouco arrefecer os sonhos de ninguém. Objetivo apenas alertar, como médico e cirurgião plástico, para que utilizem sempre a parcimônia nesta busca. Inicie pela escolha certa do profissional. Verifique se o mesmo é credenciado pelas entidades de classe e pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), pois existem entidades criadas à revelia e sem o respaldo desse órgão. Desconfie de quem não lhe apresente as possíveis complicações e as limitações dos tratamentos disponíveis, seja cético quanto às promessas de resultados espetaculares, e então você estará no caminho certo. Tenha sempre em mente a mutabilidade dos conceitos de beleza. Pessoas com tendência natural a serem mais cheinhas também têm o direito de se embelezarem, de procurar um bom tratamento clínico ou cirúrgico que melhore seu contorno corporal; respeitando-se os limites de segurança e do bom senso, consegue-se bons resultados. A proporcionalidade nas formas e contornos, ainda que em um todo com um pouco mais de volume, também é harmônica e agradável aos olhos, sem a necessidade de se perseguir índices de massa gordurosa similares aos de uma modelo escrava da balança e da profissão. Também é bom lembrar que, como ensina a mitologia, Narciso, a primeira vítima do culto desenfreado à beleza, foi levado à morte por perseguir uma imagem perfeita e inatingível, refletida na água e que se esmaecia sempre que tocada. Não só a perfeição do corpo faz a beleza do ser humano: outros valores existem que, no conjunto, minimizam possíveis e perfeitamente normais e aceitáveis pequenas imperfeições; descubra os seus e seja feliz! ----------------------Antônio Fonseca Lucinda Médico, cirurgiăo plástico

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coluna

Flávio Rocha

REÚSO DE ÁGUA

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Flávio Rocha

Apesar de menos divulgada pela mídia do que a poluição atmosférica, a questão da conservação dos recursos hídricos é de importância vital para a nossa permanência no planeta. Isso se dá pela falsa impressão de que a Terra, através do ciclo hidrológico, purifica e abastece perenemente a humanidade. Esse fato seria verdade se a ocupação urbana e os múltiplos usos que damos às águas não fossem tão conflituosos, como, por exemplo, a captação de água para uso humano e a diluição de poluentes, que normalmente são feitas em cursos d’água superficiais, como rios. Pelo fato de Minas Gerais ser um estado onde a escassez de água não é um fator determinante à ocupação urbana na maioria de sua extensão, a cultura intrínseca do desperdício é muito comum em nosso meio. Normalmente utiliza-se água tratada para fins de potabilidade para usos menos nobres, como na lavagem de pisos. Porém a consciência que se deve ter é que a água, apesar de não se alterar em quantidade desde o aparecimento da vida no planeta, a sua qualidade pode ser fortemente influenciada. Isso significa que, mesmo tendo uma abundância relativamente alta, a qualidade e a localização dessa água não serão as mesmas, se não tomarmos os devidos cuidados com esse insumo, tanto como cidadãos ou como os gestores públicos de meio ambiente. Nesse contexto, a possibilidade de reúso de água para fins menos nobres tem cada vez mais se tornado uma alternativa viável técnica e financeiramente de modo a contribuir com a minimização da exploração de mananciais, e assim disponibilizar água para o consumo humano e para a dessedentação de animais, o que, por lei, é prioritário. No meio industrial, o reúso de água em algum processo pode ser determinante para a sua permanência no mercado, podendo-se citar as metalúrgicas, que consomem quantidades gigantescas de água no processo de resfriamento do aço. Sem reutilizar água através do tratamento adequado, os custos de sua obtenção poderiam onerar demais o preço do produto final,

bem como encontrar dificuldades na outorga para a sua captação, devido ao volume de água necessário para o processo. No ambiente urbano, o reúso das águas cinzas e o aproveitamento das águas pluviais aparecem como uma grande possibilidade nas edificações modernas. As águas cinzas são esgotos provenientes dos chuveiros e lavagem de roupas. Essas águas dispõem de qualidade considerável, em que pequenos ajustes físico-químicos podem ser necessários para seu uso em fins menos nobres tais como lavagem de pisos de áreas comuns e veículos. O aproveitamento de águas pluviais também é uma alternativa promissora e já é amplamente aplicado em edificações modernas, seja domiciliar ou comercial, devido à pluviosidade da Zona da Mata, à relativa facilidade de captação, dimensionamento e à amplitude dos usos dessa água. Normalmente podem ser necessários pequenos ajustes, tais como, por exemplo, correção de pH, filtração e cloração para adequar aos mais diversos usos menos nobres, como lavagem de pisos, irrigação de áreas verdes e em bacias sanitárias. É extremamente positivo à conservação dos recursos hídricos a aplicação de sistemas de reúso e reaproveitamento de água de forma voluntária, o que repassa à sociedade a consciência da harmonização homem/ambiente. Porém, é muito provável que em um futuro próximo, o reúso de água seja um requisito legal, tendo em vista a conservação das águas para suprir as necessidades da sociedade moderna. ----------------------Flávio Rocha Azevedo Professor - Analista Ambiental flaviorochaazevedo@yahoo.com.br

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acontecendo

Luare Fashion Show

Luare Fashion Show Com o pé direito na passarela

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Brenda Dias é a vencedora, entre mais de 70 inscritas, do concurso de modelos do Luare Fashion Show, que

reuniu moda e lazer em duas noites para lá de especiais

Quando tinha quatro anos de idade, Brenda Dias pisou pela primeira vez em uma passarela, para uma seleção de modelos mirins. Onze anos depois, aos 15, ela viu um sonho, que carregava desde então, realizado. Brenda ficou em primeiro lugar no concurso da segunda edição do Luare Fashion Show, que, durante os dias 27 e 28 de novembro, reuniu moda, música e diversão no Multiplace Villa. De quebra, ela faturou R$ 5 mil reais em prêmios e, com a vitória, passou a enxergar mais de perto a possibilidade de transformar a brincadeira de criança em ofício. “Não esperava ficar entre as 20 finalistas. Desejo que, daqui para frente, tenha uma carreira brilhante”, disse Brenda, logo após saber do resultado. Ela desbancou cerca de 70 meninas inscritas no concurso, que teve três eliminatórias até chegar à vencedora. Com a vitória, a adolescente, que pretende fazer faculdade de serviço social, também quer investir na profissão de modelo, a qual “também é coisa séria”. Durante as eliminatórias da seleção, Brenda e as demais candidatas tiveram seus passos observados pelo caça-talentos por trás da agência de modelos carioca 40 Graus, Sérgio Mattos. Integrante do corpo de jurados, ele elogiou a qualidade das garotas: “levaria pelo menos cinco delas para trabalharem em minha agência”. Como critério, ele valorizou os rostos mais harmoniosos, mas também levou em consideração “a personalidade e a presença delas na passarela”. Descobridor de famosos nomes da moda – a top internacional Ana Beatriz Barros faz parte do casting de sua agência – Mattos foi assediado o tempo todo pelas meninas. Em meio a tantos pedidos e perguntas, deixou uma dica que considera fundamental para quem sonha com a vida de modelo. “Além de ser bonita, tem que ter muita atitude”. Ainda, como completou, as interessadas não devem se esquecer de que um bom sorriso também cativa olhares.

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RESPIRANDO MODA Além de servir de plataforma para aspirantes ao trabalho de modelo, o evento mostrou a criatividade de estilistas e estudantes de moda da cidade. Foram 20 desfiles, apresentando coleções de marcas adultas e infantis. Coordenador do curso de tecnologia em design de moda do Centro de Ensino Superior, Marcelo Mostaro participou do evento ao lado de seus alunos, que desfilaram peças produzidas a partir de sacolas plásticas. Conforme avaliou, a moda juiz-forana ainda está em um estado embrionário, embora a cidade tenha potencial para criar coisas novas. Isso vai acontecer com mais intensidade, na opinião de Mostaro, com a qualificação da mão-de-obra ligada ao setor, aliada ao interesse do setor empresarial. Com isso, haverá também um comércio aquecido. A estudante de moda Simone Gouvêa levou para o desfile um vestido inspirado no trabalho do estilista inglês Alexander McQueen, feito com outras duas colegas de curso. Para ela, exibir a peça foi uma ótima oportunidade. “É importante para divulgarmos nosso trabalho. Estamos construindo nossas carreiras, expondo o que sabemos fazer”, comentou, ressaltando como foi preciso criatividade na hora de trabalhar com sacolas. “É um material complicado de ser drapeado. Fizemos vários testes em busca da melhor textura, para que aparentasse pano.” Ao final de um intenso corre-corre nos bastidores, a responsável pelo evento, Denise Saltarelli, ficou satisfeita com a segunda edição do Luare Fashion Show. “Foi suficiente para mostrar que o mercado teve confiança na proposta e mostrou seu potencial”. Também, como fez questão de frisar, as meninas que participaram do concurso não deixaram a desejar. “São todas lindas. Tiveram um nível muito bom, que superou expectativas”. www.revistamaisjf.com.br


por Eduardo Vanini foto Coletivo Fotografia

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garagem

Kia Sportage

Cordeiro emde pele lobo

A

O jeitão de jipe e o visual esportivo escondem uma

“pegada” urbana, recheada de recursos high-tech e itens de conforto capazes de causar inveja a muito sedã

O Sportage chega a sua terceira geração com apelo visual novo, bem mais esportivo que seus antecessores

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A terceira geração do Kia Sportage chega ao mercado causando frisson. A primeira coisa que chama a atenção é a nova carroceria, desenvolvida pela equipe de Peter Schreyer, chefe de design da montadora. Mais longo, mais largo e mais baixo que o modelo anterior (90 mm, 15 mm e 60 mm, respectivamente), o novo Sportage atrai o olhar por suas linhas harmoniosas e seu visual esportivo, que o fazem muito mais interessante que seus irmãos mais velhos. Mas você, consumidor urbano, que avalia conforto e desempenho quando vai escolher seu carro, não se assuste com a cara de ‘lobo mau’ desse novo Kia, pois é justamente quando deixamos a ‘pele’ e passamos à análise do interior que nos surpreendemos mais ainda com o Sportage. É o próprio Schreyer quem explica essa nova tendência: “O Sportage encarna o novo dinamismo visual da Kia ao associar, com sucesso, as principais características de um veículo off-road – a altura elevada, a posição de condução e a sensação de segurança – a um design elegante e urbano, com um apelo global”. “Design elegante e urbano”. Eis a pista para começarmos a entender por que esse novo SUV tem tudo para ser sucesso. O novo Kia Sportage está disponível com motorização 2.0 litros, DOHC, 16 válvulas com dual CVVT, de 166 cavalos a 6.200 rpm, e torque máximo de 20,1 kgm a 4.600 rpm, a

gasolina, com transmissão manual de cinco velocidades ou automática de seis velocidades, esta última com opção de troca sequencial. Os consumidores poderão escolher entre quatro modelos com tração 4x2 e um com 4x4 fulltime – com um sistema semelhante ao utilizado no Sorento, modelo de categoria superior, da mesma montadora. Mas a ‘pegada’ urbana manifesta-se mesmo quando começamos a enumerar os itens de conforto e conveniência, que fazem desse SUV compacto uma excelente opção para o uso na cidade, a despeito de seu visual off-road. A tecnologia embarcada no novo Sportage surpreende e certamente tem força para transformar o pequeno utilitário em referência no seu segmento. As características de conforto e conveniência disponíveis incluem acendimento automático dos faróis (sensível à luminosidade), equipamento de som com quatro alto-falantes e dois tweeters, espelhos retrovisores externos com regulagem elétrica, além de setas e rádio CD/MP3 com controle no volante – rádio este dotado de entrada auxiliar, USB e extensão para iPod. Para algumas versões, estão disponíveis arcondicionado digital com controle independente frontal dual zone, banco do motorista com ajuste elétrico e oito opções de variação, chave smart key com botão start, piloto automático com controles no volante e câmera de marcha

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por Humberto Mainenti fotos Divulgação

à ré com visor LCD de 3,5” no espelho retrovisor interno. Para a versão top, teto solar elétrico duplo panorâmico one touch, com sistema antiesmagamento, e espelho retrovisor interno com antiofuscamento automático eletrocrômico. O conforto dos ocupantes do Sportage também foi beneficiado pelo aumento nas dimensões do veículo. A nova carroceria proporciona aos passageiros uma cabine mais espaçosa que a da versão anterior. O espaço para bagagem no novo Kia também se beneficia do aumento de 70 mm na traseira do veículo. A capacidade de carga está entre as melhores da categoria e varia de 740 litros a 1.547 litros, com os assentos traseiros rebatidos. A segurança também não ficou fora do projeto desse novo Kia. A montadora vem destinando pesados investimentos ao reforço da segurança ativa e passiva de seus veículos, e os resultados já podem ser vistos no pequeno O novo Sportage SUV da marca. O Sportage oferece ganhou o prêmio “Top Safety Pick”, do sistemas de segurança de última Insurance Institute for geração e equipamentos de série, Highway Safety (IIHS), como barras de proteção contra dos Estados Unidos, impactos laterais nas quatro portas na categoria SUV de e encostos de cabeça dianteiros pequeno porte, com ativos – sistema Active Front data de fabricação Headrest. Em algumas versões, o após março de 2010. modelo traz dez air bags – frontais, laterais e de cortina –, além de controle eletrônico de estabilidade (ESP) e sensores de aproximação no para-choque traseiro. Diante de tantas novidades, quando for trocar seu sedã, que tal avaliar esse ‘cordeiro em pele de lobo’? Temos motivos para acreditar que você se surpreenderá.

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esporte

Alexandre Ank

MatchPoint

A

Mesa-tenista Alexandre Ank já está de

olho nos Jogos Paraolímpicos de 2012

A vida do mesa-tenista Alexandre Ank tem sido marcada por superação. A maior delas aconteceu quando ele tinha 17 anos. Após um acidente automobilístico, Ank ficou paraplégico. Aos 24 anos, através do esporte, especificamente do tênis de mesa adaptado, ele reencontrou a alegria de viver. Descobriu que poderia dar novo sentido para a sua vida. Já se passaram sete anos desde que raquete e bolinha viraram suas companheiras inseparáveis. Nesse período, Ank acumulou medalhas de ouro e bronze nos Jogos Parapan-americanos do Rio de Janeiro, em 2007, participação nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008, além de inúmeros títulos. Em 2009, o mesa-tenista passou por outro momento que lhe exigiu determinação. Fortes dores no ombro o levaram a parar de competir. Como se não bastasse, ele perdeu apoios importantes que ajudavam a custear as despesas com treinamentos e viagens. Seu poder de superação foi posto a prova novamente. Entretanto, após quatro meses de fisioterapia e pilates, Ank voltava a competir no Aberto Brasil 2009. “Ganhei uma partida. Mas o mais importante foi que não senti dores. A partir daquele

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por Thiago Stephan fotos Arquivo pessoal / Coletivo Fotografia

momento, voltei a treinar forte”, relatou o mesa-tenista. A volta aos treinamentos foi com força total. Os resultados logo apareceram, que fizeram de 2010, segundo Ank, “um ano incrível”. Foram inúmeras conquistas na Classe 4. Em março, ele conquistou o título da etapa da Copa Brasil de Campo Grande (RJ). O resultado se repetiu nas outras etapas do Rio de Janeiro, em junho e em agosto. Ficou com a medalha de prata no Campeonato Brasileiro, realizado em outubro. Para finalizar a temporada, duas


competições internacionais, ambas em novembro. A primeira foi a Copa Tango, na Argentina, na qual foi bronze em sua categoria. Pouco depois, conquistou o título por equipe do Brazilian Open for Disable. SONHO DOURADO Os bons resultados vieram na hora certa, já que 2011 será um ano importante para o mesa-tenista, que no início deste ano passou a defender a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), clube que está oferecendo toda sua infraestrutura ao atleta. De casa nova e muito motivado, ele pretende participar dos Jogos Parapanamericanos de Guadalajara. “O projeto para 2011 é me classificar para os Jogos Parapan-americanos do México. Caso eu jogue e consiga ser campeão, estarei automaticamente classificado para Londres. Se eu ficar entre os três primeiros, poderei assegurar a vaga pelo ranking internacional”, explicou Ank. A participação nos Jogos Paraolímpicos de 2012 passou a ser sua meta desde a experiência nos Jogos

de Pequim, em 2008. Ainda inexperiente em competições internacionais naquele momento, Ank foi eliminado nas oitavas de final da competição internacional. Mesmo assim, a viagem para a China foi inesquecível para o juiz-forano. “É um momento ímpar na vida de um atleta. É o sonho de muitos e é alcançado por poucos. Viver o clima olímpico e conviver com culturas diferentes é muito enriquecedor. E o mais incrível: estar representando o seu país com honra e respeito, apresentando nossa cultura para o mundo”, comentou o mesa-tenista. Na primeira participação, ele voltou para casa sem premiação. Entretanto, o brilho da medalha olímpica não sai dos seus planos. “Meu foco atual é a participação em Londres para ganhar mais experiência internacional. E, em 2016, no Rio de Janeiro, estar brigando por medalhas”, disse. E alguém duvida que Alexandre Ank tenha forças para alcançar o seu objetivo?

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turismo

Santa Rita de Jacutinga

Santa Rita de

Jacutinga espera por você

C

por Thiago Stephan

fotos Noemi Luz

A “Cidade das Cachoeiras” tem muito mais do que ecoturismo para oferecer aos visitantes

Conhecida como “A Cidade das Cachoeiras”, Santa Rita de Jacutinga é um presente para quem tem disposição para andar e descobrir as mais belas paisagens. Situado na face sul da Serra da Mantiqueira, o município possui 72 quedasd´água catalogadas, uma mais bela que a outra: convites irrecusáveis ao mergulho. Mas engana-se quem pensa que a pequena cidade de cerca de 5 mil habitantes oferece apenas o ecoturismo como atração. Cultura, religiosidade e a história de Santa Rita de Jacutinga são outros atrativos que fazem desse destino um local que precisa ser visitado. Afinal, não é em qualquer lugar que se pode encontrar o Boqueirão da Mira, a Fazenda Santa Clara ou subir o Monte Calvário para conhecer a Igreja Nossa Senhora Aparecida. Acrescente a isso o melhor da culinária mineira, a hospitalidade das pessoas do interior e um violão bem tocado à luz do luar. Para conhecer os principais pontos turísticos da cidade é preciso reservar, pelo menos, um final de semana. Melhor ainda se a data da visita for no início de maio. No dia 1º, uma procissão sai da Igreja Matriz Santa Rita de Cássia em direção à Igreja Nossa Senhora Aparecida, situada no

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topo do Monte Calvário, a 766 metros de altitude. No difícil percurso, os fieis percorrem estrada de terra em ziguezague que tenta amenizar os efeitos da árdua caminhada. As paradas nas 13 capelas que simbolizam as estações da Via Sacra servem para aqueles que cumprem promessa ou buscam alguma graça retomarem o fôlego enquanto fazem suas orações. No final do percurso, Santa Rita de Jacutinga fica pequena quando olhada do topo do monte, 226 metros mais alto que o centro da cidade. A imagem de Nossa Senhora Aparecida desce no andor até a Matriz, onde permanece até o final de mês, quando nova procissão retorna com a imagem para o Monte Calvário. São eventos imperdíveis para os mais religiosos. Quando o assunto é cachoeira, a região é imbatível. Dentre as várias opções, destaca-se a Cachoeira do Boqueirão da Mira, que fica a 18 quilômetros do centro da cidade. Após trecho de estrada de chão, é preciso encarar 2 quilômetros de trilhas que margeiam o Rio Pirapetinga. A caminhada é tranquila, principalmente pela paisagem. Logo em seu início, uma pausa para conhecer a Cachoeira

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turismo

Santa Rita de Jacutinga

do Meireles é obrigatória. Corredeira, um poço para nadar e tranquilidade do contato direto com a natureza podem fazer o visitante perder a hora. Mas, o melhor ainda está por vir. É hora de colocar a mochila nas costas e seguir para a Área de Proteção Ambiental (APA) do Boqueirão da Mira. A beleza do local compensa a caminhada de cerca de uma hora. O Rio Pirapetinga passa por uma fenda aberta em paredão de 40 metros de altura. São quase 50 metros de corredeira em não mais que cinco metros de largura. Acredita-se que a rocha tenha se partido durante algum terremoto acontecido no passado. Uma paisagem para deixar qualquer um de boca aberta.

Outro ponto turístico do município é a Cachoeira do Pacau, onde o Rio Jacutinga despenca em uma queda de 90 metros. Suas águas formam um véu que é possível avistar da estrada recentemente pavimentada que liga Santa Rita de Jacutinga a Bom Jardim de Minas e à BR267. No mesmo rio, a Cachoeira Vargem do Sobrado é uma excelente opção para quem não quer muito esforço para cair na água. Uma estrada de terra passa bem pertinho do lago da cachoeira. Com tantos rios, cachoeiras e paredões de pedra, Santa Rita de Jacutinga também é uma excelente opção para quem gosta de sentir a adrenalina correndo

Laudelina Marinho Nogueira, a “Dona Lina”, imortalizou a história de Santa Rita de Jacutinga ao escrever o livro “A Cidade das Cachoeiras”

De braços abertos De que adianta todo esse patrimônio se a cidade não estiver preparada para receber os visitantes? Pensando na estruturação da atividade turística, foi apresentado à Câmara Municipal de Santa Rita de Jacutinga, no final de 2010, o Plano de Desenvolvimento Turístico do Município, que tem como objetivo ordenar a atividade e preparar a cidade para receber os visitantes e atrair investidores. Segundo o consultor de turismo, Luís Fernando de Paiva, a população e o empresariado têm papel de destaque nessa nova fase que se inicia. “Além de acreditar que o Plano de Desenvolvimento Turístico do Município seja um marco na história da cidade, já que não houve outra iniciativa como essa no passado, ele vem com vários programas, como a sinalização turística oficial, capacitação da população e sensibilização do empresariado para a questão turística, que é a vocação natural do município. Queremos que a própria comunidade volte a valorizar esse patrimônio riquíssimo que ela tem”, comentou. A ideia de ordenar o turismo na cidade partiu do Secretário de Turismo e Cultura, Paulo Vinícius Vieira (foto), que percebeu que já estava na hora de dar novo fôlego à atividade turística. Para isso, ele pretende oferecer aos

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São quase 50 metros de corredeira em não mais que cinco metros de largura visitantes o que a cidade tem de melhor, que vai muito além do ecoturismo. “Temos a parte cultural que é muito rica. Existem outros potenciais além das cachoeiras. O turismo religioso, por exemplo, é outro ponto que merece destaque. Temos muitos aspectos para trabalhar dentro dessa nova frente de trabalho que pretende reorganizar o turismo na cidade, oferecendo outras atividades existentes no município para as pessoas que quiserem conhecer ou investir na cidade”, comentou o secretário. A declaração de Vieira é mais uma prova de que Santa Rita de Jacutinga está de braços abertos tanto para os turistas como para empresários. “A Prefeitura está aberta às parcerias com a iniciativa privada, prestando não só consultoria profissional a qualquer investidor que chegar, como oferecendo incentivos legais e fiscais”, acrescentou o consultor de turismo, Luís Fernando de Paiva.

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turismo

Santa Rita de Jacutinga

Fazenda centenária na tela da TV

Na segunda metade do século XVIII foi construída a sede da Fazenda Santa Clara, uma imensa propriedade rural com centenas de janelas que prosperou durante o ciclo do café. Outra atividade amplamente explorada por seus proprietários era a reprodução de escravos para a comercialização. A edificação rural foi construída entre 1760 e 1780 pela família Fortes Bustamante. Seu valor arquitetônico é evidente, tanto pela imponência como pelas técnicas de construção utilizadas. A propriedade, que fica localizada na divisa de Minas Gerais e Rio de Janeiro, no Caminho Imperial, chegou a contar com cerca de 2.800 escravos. “O casarão é coberto por telhas moldadas nas coxas das escravas – daí vem o termo ‘feito nas coxas’. Conta com 365 janelas referentes aos dias do ano, 52 quartos que representam as semanas e 12 salões, referentes aos meses do ano. O andar térreo da fazenda possui 6 mil m² e é recoberto com pedras que vieram de Portugal para serem trocadas por ouro no porto de Parati”, explicou o historiador e guia Victor Emmanuel, representante da 4ª geração da família proprietária do imóvel. É bem provável que você conheça essa propriedade rural, mesmo que seja pela televisão. Em 1999, a Fazenda Santa Clara foi usada na gravação da novela Terra Nostra, da TV Globo. Era a fazenda do barão do café Gumercindo, interpretado por Antônio Fagundes, e onde trabalhava o imigrante italiano Matteo (Thiago Lacerda). O local também já serviu como cenário para gravação de filmes nacionais. A Fazenda Santa Clara está aberta à visitação pública, que pode ser agendada em qualquer data pelos telefones (32) 3291-1400 ou (32) 8425-3376.

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no sangue. Os amantes dos esportes radicais podem se divertir praticando rafting e boiacross nas corredeiras locais. Outra opção é o rapel, que costuma levar muitos visitantes para a cidade. Há ainda oportunidade de pedalar pelas estradas da região, fazer passeios a cavalo ou desfrutar de trilhas especiais para enduro e motocross. Ou seja, o que não falta são opções tanto para quem busca tranquilidade como para quem está atrás de agitação. As belas pousadas da região revigoram as forças para outro dia de atrações.

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O progresso do município por Vicente de Paula Vieira

A atual Administração Municipal tem realizado seu trabalho com muito esforço, determinação e respeito aos cidadãos de Santa Rita de Jacutinga, dando prioridade às necessidades básicas da população e também buscando cada vez mais o progresso do Município. No início encontramos muitos desafios: falta de pavimentação nas ruas, estradas em mau estado de conservação, deficiências na saúde e educação, além de funcionários desestimulados; condições que foram corrigidas, tornando-se indispensáveis para a qualidade de vida da população. Esse trabalho resultou em muitas realizações. Restabeleceu a confiança no quadro funcional, promoveu a revitalização da cidade com muitas obras, reformas e ampliações, atingindo vários setores; pavimentou ruas, construiu o Terminal Rodoviário e, ainda, realizou inúmeras obras para o desenvolvimento da nossa cidade. A saúde se reestruturou: temos uma moderna UBS, fisioterapia, transporte gratuito a Juiz de Fora, e está em fase de construção a Farmácia de Minas. Várias ações de prevenção e promoção à saúde são realizadas. Hoje o cidadão é atendido com mais carinho e respeito. A educação ganhou qualidade e a infra-estrutura que todo aluno necessita para um bom desempenho escolar, investimos cada vez mais na área educacional, hoje todos podem ter acesso às escolas com educação de qualidade. A ação social resgatou a cidadania com projetos sociais e serviços à comunidade. Temos o CRAS, que oferece cursos e atende de forma humana a comunidade, oferecendo maior qualidade de vida aos cidadãos e dando total apoio aos idosos. As nossas estradas vicinais estão bem cuidadas com manutenção, mas não é fácil atender a todos, devido a nossa grande extensão territorial. Temos que estar sempre atentos. Temos também o Transporte Cidadão Gratuito, que traz o homem do campo para a cidade. A Eletrificação Rural também é um grande avanço para tantos produtores rurais que estão sendo beneficiados com este progresso. O total apoio às ações do esporte - como as Olimpíadas de Bairro, Campeonato Municipal de Futebol de Campo, Olimpíadas de Inverno, amistosos nas categorias de base com os principais times como Botafogo, Fluminense e Vasco, além de apoio aos times de hand ball e futsal, tem feito nossas equipes brilharem no cenário nacional. Santa Rita está no caminho certo para transformar o turismo em uma das atividades mais importantes para geração de trabalho e

renda. Esperamos firmar nossa cidade no conceito de turismo com apoio e resgate da nossa cultura. Hoje nossa cidade é destaque também em toda região pelos grandes eventos que realiza, com festa o ano inteiro. No setor da agricultura, consciente da grande importância deste setor no cenário das principais atividades econômicas do município, temos várias ações e parcerias para o seu desenvolvimento integral. A preocupação com o meio ambiente é constante. Vale ressaltar o nosso empenho na reforma e construção de escolas, postos de saúde, terminal rodoviário, prédio da Polícia Militar e secretarias, urbanização da cidade com a revitalização de praças, ponte de ferro, ampliação do cemitério, Padaria Velha, praça da estação e vários outros. Contamos com o apoio em conjunto de todos os funcionários dedicados e principalmente com o apoio da nossa população que tem a oportunidade de ver nossa cidade se transformar. Com certeza avançamos em grandes passos, e daqui para frente é só continuar para que Santa Rita permaneça assim, renovando sua estrutura e sua imagem. É Santa Rita de Jacutinga, cada vez melhor, sempre pensando no futuro.

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arquitetura

Apartamentos de Luxo

Mercado imobiliário aposta em projetos sofisticados para atrair

Morar Bem público cada vez mais exigente

Q

Quem não quer morar bem? Esse é o desejo da maioria da população. Mas para um seleto grupo de pessoas, os planos de moradia vão além: elas querem morar muito bem. Buscam imóveis com diferenciais que justifiquem o alto investimento. Locais onde seus filhos possam crescer em segurança, aproveitando o bem-estar proporcionado por projetos cuidadosamente pensados. Existem diferentes tipos de produtos no mercado imobiliário de Juiz de Fora que contemplam famílias com poder aquisitivo mais alto. Os atrativos oferecidos vão desde excelente localização até ampla área para lazer. Caberá ao comprador definir qual projeto escolher de acordo com o perfil dos moradores e valor do investimento. São apartamentos sofisticados voltados para empresários, profissionais liberais, funcionários públicos... Alguns trazem conceitos inovadores ao mercado imobiliário de Juiz de Fora. É o caso do Personale Residences, que está sendo construído no bairro Estrela Sul pela Incorporadora e Construtora Rossi. São três torres com apartamentos de dois e três quartos que oferecem ampla área de lazer aos proprietários: trata-se de um condomínio-clube, conceito

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por Thiago Stephan

fotos Coletivo Fotografia

inovador no mercado imobiliário de Juiz de Fora. “Ele possui quadra poliesportiva, quadra de tênis, sauna seca e a vapor, brinquedoteca, fitness center e salão de jogos. Conta ainda, no primeiro andar, com cozinha gourmet anexa ao salão de festa, onde o próprio morador pode convidar os amigos para um churrasco ou algum tipo de prato que ele queira fazer. Esse é o serviço amplo que é oferecido”, explicou o corretor de imóveis da empresa, Ronaldo Tomaz. Para Tomaz o conceito de luxo está intimamente ligado ao gosto do cliente. Respeitando as preferências do comprador, o mercado imobiliário já oferece a possibilidade de se adquirir imóveis sem o acabamento. “Hoje, uma dica que sempre damos e que já está sendo muito utilizada em Juiz de Fora, é a pos-sibilidade de o cliente adquirir um imóvel sem o acabamento interno para que ele coloque a sua característica. Basta contratar um bom arquiteto, que vai trabalhar o projeto com a cara do proprietário. Pode ser um proprietário que goste do acabamento de imóveis antigos. Têm aqueles que querem tudo muito clean. Ou seja, o alto padrão está ligado necessariamente ao gosto da pessoa e não a um conceito já pré-definido”, expôs o corretor.


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arquitetura

Apartamentos de Luxo

Para o engenheiro Rogério Araujo, a localização do imóvel é fundamental LOCALIZAÇÃO A primeira empresa a construir apartamentos luxuosos em Juiz de Fora foi a Construtora Pantaleone Arcuri, na década de 1950. Entre as suas obras, destaca-se o Edifício Clube Juiz de Fora, situado na esquina da Rua Halfeld com a Avenida Rio Branco. Desde então, apesar dos altos e baixos da construção civil, edifícios de alto padrão passaram a ser erguidos em pontos nobres da cidade. Segundo o diretor da Vieira Araujo Engenheiros – empresa que está construindo os edifícios Plaza Athénée, Manhattan e Bellagio -, Rogério Araujo, para um edifício de apartamentos ser considerado de luxo, ele deve atender a pelo menos três quesitos. “Localização, o projeto arquitetônico sem defeitos e acabamento, que deve ser primoroso, tanto na qualidade do material, como na mão de obra. Na realidade, o produto final de um prédio está na razão direta do bom gosto ou não de quem o concebe. E bom gosto é algo relativo”, avaliou. Visão semelhante tem o proprietário da Lourenço/ Sarmento Arquitetos, Paulo César Lourenço. Todavia, ele

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prefere substituir a palavra luxo por outra: sofisticação. “No meu entendimento, o principal diferencial está na personalização do empreendimento, que passa pela qualidade do projeto de arquitetura. O cliente tem que se ver no apartamento. Por isso, uma das coisas que acho fundamental é dar ao imóvel certa flexibilidade para que as pessoas possam adequar suas necessidades ao projeto. Outros elementos como localização e qualidade do imóvel vão contribuir para o primeiro item”, comentou o arquiteto. Em relação às novas tendências de mercado, Lourenço acredita que os projetos atuais devam atender às demandas da sociedade contemporânea: “O modo de vida contemporâneo deve estar previsto no projeto através de sua flexibilidade.” Segundo Araujo, assim como outros setores da economia, o ramo imobiliário também está sujeito às novas exigências de mercado. “Nos últimos anos, as tendências passaram a exigir maiores áreas para varanda. Todos querem as varandas gourmet, onde as famílias podem fazer as refeições. Há a necessidade de mais vagas na garagem


e quartos de vestir imensos (closet), tanto para a mulher como para o homem. Além disso, a todos os quartos devem corresponder um banheiro”, comentou o engenheiro. MEIO AMBIENTE Outra exigência do mercado imobiliário contemporâneo é que os projetos tenham preocupação com o meio ambiente. Seus idealizadores devem estar atentos a conceitos como o de sustentabilidade, que é capacidade de promover o desenvolvimento econômico paralelamente com a conservação ambiental. Dessa forma, o desenvolvimento sustentável é aquele capaz de suprir as necessidades da geração atual e garantir as necessidades das gerações futuras. Essa definição foi elaborada na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU). “Hoje em dia, existe uma exigência nos condomínios de luxo de reutilização de água, banheiros com descarga dupla de sólido e líquido, captação da água da chuva para sua utilização nas áreas comuns do prédio e aparatos para

aproveitar a luz do dia e a energia solar”, disse o corretor de imóveis Ronaldo Tomaz. O arquiteto Paulo César Lourenço também pensa dessa maneira. Para ele “os empreendimentos imobiliários devem estar atentos à temática da sustentabilidade, que se coloca como imperativa nesse século XXI.” FINANCIAMENTO Adquirir um apartamento é um projeto de vida que pode levar muitos anos. Por isso, segundo Tomaz, o melhor para quem quer realizar esse sonho é se planejar. “Você pode pegar um imóvel que foi lançado recentemente no mercado, ainda em obra. Durante a construção, o cliente paga um pequeno parcelamento com a construtora e, após a entrega do imóvel, entra com o parcelamento junto ao sistema financeiro. Atualmente, é bem ampla a rede de bancos que fazem o financiamento. Então, é interessante que o cliente possa fazer esse planejamento. A não ser que ele já tenha recursos disponíveis e queira buscar no mercado um imóvel pronto.”

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Divulgação Bem Casada (San Patrick-Pronovias)

moda

Noivas

Pronta para o

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Casamento Planejamento e organização são fundamentais para garantir a cerimônia perfeita

Durante o jantar, o clima romântico pode ser sentido no ar. De repente, ele tira do bolso uma aliança e faz o pedido: quer casar comigo? Se a resposta for positiva, bem antes do “foram felizes para sempre”, é preciso preparar a cerimônia e a festa de casamento. Para fazer desse momento uma data inesquecível, fizemos um guia de planejamento com alguns passos que podem ajudar muito nesta hora. O primeiro deles é marcar a data do casamento. A antecedência é importante porque existem igrejas que, pela beleza ou carisma do celebrante, são as preferidas pelas noivas. Ao visitar igrejas e locais para recepção, reúna todas as informações e contatos em um caderninho. Assim, você se organiza e não perde tempo

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por Tâmara Lis

para encontrar telefones, datas, nomes... Antes de começar a escolher buffet, decoração e destino da viagem de lua-de-mel é preciso saber qual é o orçamento disponível. Assim, você pode se planejar para fazer o casamento mais bonito possível e que caiba no seu bolso. Se os noivos têm condições de contar com o serviço de cerimonial e organização de eventos, a hora é esta. Esses profissionais estão preparados para encurtar caminhos e facilitar a tomada de decisões. Ao longo dos meses, não se esqueça de fazer a lista de convidados. Se os nomes não forem anotados assim que vierem à cabeça, muita gente pode ser esquecida. O próximo passo é o preferido de dez entre dez noivas:


Studio Photo Aluizio

Ornamentação e iluminação corretas garantem a beleza da cerimônia e o bem estar dos convidados

a escolha do vestido. A relação da noiva com o vestido costuma ser de fidelidade. A partir do momento em que a escolha é feita, não é comum haver trocas, mas revistas e lançamentos de empresas especializadas costumam influenciar na escolha. No entanto, segundo a proprietária do Ateliê Bem Casada, Tatiane Lucena, o que conta mesmo é o perfil da noiva. “Na verdade, elas não seguem uma tendência tão a fundo como na moda cotidiana. Ela vai se apaixonar por um vestido, e aquele para o qual o olhinho brilhar e fizer o coração bater mais forte será o escolhido. Mas claro que a indústria tem um gancho todo ano como tendência. Em 2010 foram os vestidos mais justos, estilo sereia, agora em 2011 vem um pouco mais volume nas saias, no estilo princesa”, ressalta Tatiane. O vestido deve ter a cara do seu casamento. Existem dicas específicas para cada tipo de noiva, mas, no Brasil, uma coisa não muda: as mulheres ainda querem se casar de branco. Definida a cor do vestido, é hora de encontrar o modelo ideal. “O estilo ‘baladinha’, no qual a noiva pode tirar a cauda e a saia longa ficando com o vestido curto para a festa é uma tendência. É uma ótima opção para o verão. Os babados também estão de volta. Além disso, os vestidos estão vindo com flores”, comenta a proprietária da Elegance Noivas, Daniela Valadares. E peso, altura ou algum detalhe no corpo que não agrade as mulheres não serão motivos para deixar a noiva menos bela. Tatiane confidencia que existem muitos segredos

escondidos por baixo de um vestido de noiva. Todos eles criados para deixar a noiva mais bonita e segura no dia do casamento. São espartilhos para afinar a silhueta, alças invisíveis... Isso porque, segundo Tatiane, “há defeitinhos que todas as mulheres têm, mas há solução para todos eles”, afirma. O importante é que a noiva fique linda, afinal “a amiga da noiva é a próxima noiva”, lembra Tatiane. Em relação aos acessórios, o segredo é tomar muito cuidado com o excesso de informação. Por isso, a escolha das joias que serão usadas também é outro ponto que merece toda a atenção da noiva. “Às vezes, o vestido já tem muito brilho e a noiva carrega nos acessórios. Isso acaba tirando a atenção do vestido. É um cuidado que deve ser tomado”, aconselhou Daniela. PARA A ETERNIDADE A produção de um casamento é um fato que precisa ficar registrado na história. Tanto trabalho merece ser valorizado. A filmagem é uma opção. Outra que não pode faltar é o registro fotográfico. E no que se refere às fotografias, as noivas estão cada vez mais ousadas. Atualmente, elas estão deixando de lado os conselhos de mães e avós e optando por fotos mais espontâneas. “As noivas querem se sentir únicas. Não é linha de montagem”, explica o fotógrafo Aluizio Barbosa, que há 40 anos se relaciona com os mais diferentes tipos de noiva. Por isso, segundo Aluizio, “a tendência é contar a história do casal de um jeito mais agradável”.

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Studio Photo Aluizio

Noivas

Coletivo Fotografia

moda

Aluizio fotografa noivas há mais de 30 anos e diz que cada casamento ainda o emociona “começo novamente com cada noiva”

Para que o fotógrafo consiga tirar as melhores fotografias é preciso que a noiva sinta-se à vontade Para que o fotógrafo consiga tirar as melhores fotografias é preciso que a noiva sinta-se à vontade com ele, mas, para chegar nesse ponto, é preciso ganhar a confiança da noiva. “Temos que ‘conquistar’ a noiva. Se ela gostar de mim, o trabalho vai fluir. Indicações de profissionais do meio são bons termômetros do trabalho de outros profissionais. Se a Tatiane faz um bom vestido de noiva, ela quer uma boa foto. Se faço uma boa foto, seria melhor fazer de uma noiva bem vestida em uma decoração bem feita, com iluminação que crie um clima mágico para o evento. Os trabalhos se completam. Tudo influencia no astral da noiva que influencia na foto”, acrescenta o fotógrafo. Na hora de escolher um profissional, Aluizio recomenda que os noivos tenham o “máximo de informação da competência, idoneidade e estrutura do profissional que irão contratar.” As noivas não

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podem ter medo de conhecer o trabalho de determinados profissionais pela boa fama que eles têm. “Ah, não vou em tal lugar porque é caro, pensam algumas, muitas vezes sem ter entrado na loja”, comenta Aluizio. Se realmente é importante para você, você deve ir conhecer. Alem do fotógrafo, é preciso se preocupar também com a escolha da música (que deve encantar seus convidados), do buffet – elemento imprescindível para o sucesso de uma festa e que deve estar em acordo com o horário da recepção, orçamento dos noivos e número de convidados. A ornamentação da igreja e do local da recepção também é parte importante do evento e, claro, ganha riqueza e vida com a escolha das flores adequadas e arranjos bem elaborados. O decorador Toninho Aleixo destaca que o recomendável, por causa da demanda de outros eventos, como festas e formaturas, é a


Studio Photo Aluizio

A disponibilidade e espontaneidade dos noivos deixa os ensaios fotográficos cada vez mais naturais e personalizados noiva começar a pensar na decoração com um ano de antecedência. E para quem tem dúvidas sobre o que escolher, ele destaca que “para a decoração da igreja, a sugestão são flores brancas. É sempre elegante e não tem como errar. Em relação à festa, temos que respeitar o local e o gosto pessoal da noiva. Festa, hoje em dia, pode tudo”, tranquiliza. Ele ressalta que atenção especial deve ser dedicada ao buquê da noiva: “Pode valorizar ou acabar com uma roupa. Às vezes o vestido é muito bonito, mas o buquê não faz jus a ele”, aconselha. E para deixar a festa com um clima mais especial, os noivos não podem esquecer da iluminação. O proprietário da Ilume & Cor, Wanderson Atalaia, explica que a iluminação é a “maquiagem do evento” e acrescenta que atualmente não existe festa sem iluminação. “Tem a luz decorativa, que é a luz do ambiente. E tem também os efeitos para

pista de dança. Valorizam muito a festa” explica. Com relação às novidades, ele lembra que “está em alta o move read, que são os robôs de luz, que giram em 360%”. Laser e o estrobo são outras opções, assim como a máquina de fumaça, as bolinhas de sabão e o globo espelhado. Quando começar a pensar na iluminação? “No mínimo com oito meses de antecedência. Geralmente trabalhamos em parceria com buffet e ornamentação para criar uma unidade. Mas sempre respeitando o gosto da noiva. É ela quem manda”, lembra. Depois do sucesso do casamento é só curtir uma bela lua-de-mel que pode, inclusive, fazer parte da lista de presentes dos noivos que já contam com uma casa montada e querem fazer uma viagem especial. É só procurar as agências de viagem e obter informações sobre os pacotes de lua-de-mel.

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meio ambiente

Vianna Júnior

por Thiago Stephan fotos Noemi Luz / Divulgação

Em busca de um mundo mais

A

consciente Seminário em Juiz de Fora discute

desenvolvimento sustentável e gestão

As mudanças climáticas pelas quais o planeta vem passando têm obrigado a sociedade a repensar a forma como ela se relaciona com o meio ambiente. Exemplo disso é uma mudança gradativa que pode ser observada na gestão de um número crescente de empresas, incentivadas por clientes cada vez mais exigentes. Elas continuam em busca do lucro, mas já tentam alcançá-lo de forma sustentável. Dentro desse novo cenário, surge um profissional que está intrinsecamente relacionado com o futuro do planeta e com a qualidade de vida da população: o gestor ambiental. Trata-se de uma profissão nova e que já nasce com uma responsabilidade enorme. Com o objetivo de discutir os desafios impostos pela sociedade contemporânea, o Instituto Vianna Júnior (IVJ) realizou, no último dia 4 de dezembro, o IV Seminário de Gestão Ambiental e o I Encontro de Ex-alunos e Alunos do curso de Gestão Ambiental do IVJ, que completou cinco anos em 2010. “O evento teve como foco principal discutir a contribuição da gestão ambiental e do profissional gestor ambiental na construção de uma sociedade sustentável”, explicou a coordenadora do curso de Gestão Ambiental e organizadora do seminário, Rachel Zacarias. Durante a programação, estudantes, gestores ambientais e pessoas ligadas à área do meio ambiente tiveram contato com profissionais renomados em palestras, mesas redondas e mini-cursos. A responsabilidade de abrir as atividades ficou com o coordenador do Sistema de Gestão Ambiental de TV Globo Rio, Jadiel Guerra. Ele apontou as dificuldades encontradas pelo gestor ambiental dentro das empresas e mostrou os resultados que podem

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ambiental ser alcançados quando todos se comprometem com as propostas ambientais. Otimista, acredita que o campo de trabalho para os gestores ambientais está em crescimento. “Sustentabilidade e negócios têm que ser compatíveis em função dos problemas que o mundo vem enfrentando. Por isso, o mercado valoriza quem tem preocupações sócioambientais”, analisou Guerra. Foi justamente essa perspectiva profissional o tema da mesa redonda que encerrou o seminário. A discussão acerca do assunto contou com a participação do vicepresidente da Associação Nacional de Gestores Ambientais (Anagea), Alexandre Robim, e do presidente do Conselho Regional de Química de Minas Gerais (CRQ-MG), Wagner Pedersoli, dentre outras autoridades. Segundo Robim, os alunos dos cursos de Gestão Ambiental no Brasil já passaram de 50 mil. Apesar disso, ainda estão em busca de identidade e de consolidação no mercado de trabalho. Por isso, destacou a realização do seminário já que, em sua visão, as instituições de ensino superior, por serem formadoras de conhecimento, podem desempenhar papel fundamental nesse processo de formação de identidade. Para Pedersoli, os profissionais da área precisam ter formação ampla, já que as questões ambientais permeiam diversas áreas do conhecimento. Além disso, devem estar preparados para as situações que podem ser encontradas no mercado de trabalho. “Existem empresas que assumiram o compromisso com a responsabilidade ambiental. Mas também têm aquelas que tentam postergar ao máximo as soluções dos problemas relacionados ao meio ambiente. O profissional tem que estar preparado para enfrentar as duas


Rachel Zacarias: foco na discussão sobre o papel do gestor ambiental para a construção de uma sociedade sustentável

Wagner Pedersoli: os gestores Paulo Valverde: a cobrança pelo uso ambientais devem estar preparados para da água é um passo em direção ao uso os desafios do mercado de trabalho racional dos recursos hídricos

situações. Se ele cair em uma empresa que é consciente ecologicamente falando, muito melhor. Se ele cair em uma empresa não-consciente, terá que realizar o trabalho de conscientização primeiro. Esse processo de conscientização é lento, mas o número de empresas conscientes hoje em dia é muito maior que no passado.” Por fim, Robim acrescentou um comentário que desperta o interesse de todos os empresários que visam apenas o lucro. “É preciso mostrar que uma empresa que contrata um gestor ambiental vai ter ganhos, como por exemplo, através de atitudes como a utilização de resíduos para gerar lucro e redução do consumo de água e energia”, afirmou. COBRANÇA PELO USO DA ÁGUA Entre os mini-cursos oferecidos, o que abordou o tema “Cobrança pelo uso da água: a experiência da bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul”, ministrado pelo assessor de Gestão Ambiental da Companhia de Saneamento Municipal (Cesama), Paulo Valverde, foi um dos mais disputados pelo público presente. Na oportunidade, Valverde, que é funcionário da Cesama há 12

anos, comentou sobre a tarifa cobrada desde 2003, a qual estava prevista na Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), instituída através da Lei federal 9433/97. A cobrança pelo uso da água tem como objetivo incentivar a racionalização da utilização dos recursos hídricos e combater a sua contaminação. Dessa forma, quem usa menos água paga menos, assim como quem trata os efluentes antes de devolvê-los à natureza também tem preço público – nome dado à cobrança - reduzido. Os recursos captados são utilizados, por exemplo, na construção de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Em nossa região, a destinação dos investimentos é definida pelo Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap), que escolhe os projetos através de edital. A cobrança pelo uso da água leva em consideração três parâmetros: captação, consumo e lançamento. E, mesmo mexendo no bolso de empresários, Valverde afirma que houve uma compreensão generalizada. “O pessoal entendeu que a cobrança era um indutor para o processo de uso racional da água, bem como para o tratamento dos efluentes”, finalizou o gestor ambiental.

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meio ambiente

Vianna Júnior

Os 70 anos do Vianna Júnior O ano de 2010 foi marcante para o Instituto Vianna Júnior. Afinal, não é todo dia que uma instituição de ensino pode comemorar 70 anos de serviços, o que fez da Instituição referência na área educacional. A história do instituto está diretamente relacionada a uma família, tendo como precursores os irmãos Joaquim, Antônio, Romeu e Walbet Vianna. Com o olhar sob a terceira geração e com a proteção de seu pai, Romeu de Mattos Vianna, a diretora presidente do Instituto Vianna Júnior, Jacqueline Pires Vianna, afirma que “a Educação é a única maneira de sermos verdadeiramente livres, em uma sociedade cada vez mais marcada pelas desigualdades”. Desde a aquisição, na década de 40, da Escola Primária Alvina de Paula, passando pela Escola Comercial, Curso Técnico de Contabilidade, Escola Para Jacqueline Vianna, a Educação é a única maneira de sermos verdadeiramente livres

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Técnica de Comércio, Colégio São José e Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, o Vianna Júnior construiu, nestas sete décadas, um grande complexo educacional que agrega desde a Educação Infantil até a Pós Graduação. Além disso, o instituto possui importantes parcerias com a Rede Salesiana de Ensino e a Fundação Getulio Vargas. Como não faltavam motivos para comemorar, foi realizada, no último dia 17 de dezembro, uma celebração pelos 70 anos do Instituto Vianna Júnior, momento em que foi entregue o Mérito Vianna Júnior à pessoas ligadas com trajetória da Instituição. O evento foi marcado pelo encontro de gerações da família Vianna. Na oportunidade, a diretora presidente agradeceu a todos os colaboradores pela dedicação ao Instituto Vianna Júnior.


saúde

Cuidados com a pele

Pele

A

por Thiago Stephan foto Coletivo Fotografia

bonita e saudável Durante o verão, os cuidados com o sol

A combinação de sol, sal e falta de cuidado com a pele pode trazer consequências que serão lembradas mesmo quando a viagem de férias acabar. Manchas, queimaduras e até câncer de pele são alguns exemplos de quão maléfica pode ser a exposição à radiação solar se não forem tomados os devidos cuidados. Por isso, nesse e nos outros verões, a dica é não dar sopa para o azar e abusar do protetor solar, beber bastante água e fazer uma dieta à base de frutas, legumes e verduras. Esses ingredientes podem ser decisivos para que os dias na praia, cachoeira ou piscina sejam marcados apenas por boas recordações. Segundo a dermatologista Neide Tavares, o principal cuidado que deve ser tomado é passar o protetor solar, companheiro inseparável dos banhistas. Para que sua utilização tenha eficácia, é preciso seguir algumas regras. “No verão, a incidência da radiação solar é mais intensa e as pessoas se expõem mais. Então, o protetor solar é imprescindível. Ele deve ser usado de três em três horas

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devem ser redobrados e não pode ser passada uma camada fina. Tem que ser em quantidade que cubra a pele. Se a pessoa vai ficar sob o sol, o filtro deve ser renovado a cada hora, assim como todas as vezes que molhar ou transpirar muito”, explicou Neide, acrescentando que após o banho de sol a pele deve ser hidratada para compensar o ressecamento. A ingestão de água também é muito bem vinda. A escolha do protetor solar deve ser cuidadosa. Ainda segundo Neide, os tipos de pele podem ser divididos em três categorias, com indicação específica para cada uma delas. “Nunca deve ser usado um fator de proteção abaixo de 15. Este fator é indicado apenas para pessoas com tons de pele mais escuros. Pessoas com pele muito clara devem usar protetor solar com fator acima de 30, enquanto que protetores com fatores de 15 a 30 são indicados para aqueles que têm a pele nem muito clara, nem mais escura”, comentou.

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Outro cuidado que deve ser tomado é em relação ao horário. Os melhores períodos para tomar sol, no horário de verão, são antes das 11h e após as 17h. Mas isso não significa que a radiação solar nesses horários não traga prejuízos para a pele. Ainda assim é necessário tomar todos os cuidados. Por outro lado, o sol nessas horas é aquele que bronzeia, não mancha e não deixa a pele vermelha. CUIDADO COM A BARRACA Um equívoco comum que as pessoas costumam cometer é acreditar que debaixo de uma sombrinha ou barraca de praia se está protegido do sol. Esse erro pode trazer consequências perigosas. “A sombrinha de praia deixa passar 65% da radiação. Por isso, mesmo debaixo da sombrinha o protetor solar deve ser passado. Além disso, a radiação também é refletida pela areia da praia. Quanto mais branca a areia – como a de Cabo Frio –, mais radiação ela reflete”, afirmou a dermatologista. Ainda segundo Neide, já existem tecidos que aumentam a proteção. Esse fato deve ser levado em consideração na hora de comprar a sombrinha. O último cuidado que deve ser tomado é após a viagem. Se aparecer alguma mancha na pele no retorno para casa, procure o dermatologista. “Pode ser uma micose ou alguma outra mancha que mereça tratamento”, concluiu Neide. SEM ESSA DE SE BRONZEAR Mesmo conhecendo os riscos para a pele que a exposição à radiação proporciona, ainda tem muita gente que não abre mão de ficar com a pele bronzeada. Com isso, acaba fazendo uso de bronzeadores, procedimento que, segundo a dermatologista Lúcia Lana, aumenta ainda mais a possibilidade de problemas na pele. “Temos que

A dermatologista Neide Tavares lembra que o protetor solar deve ser o companheiro inseparável dos banhistas

orientar a população a não usar bronzeador. O que deve ser usado é o protetor solar. A radiação solar está cada vez mais forte em função da diminuição da camada de ozônio, aumentando os casos de queimaduras e câncer de pele. Quem passa o bronzeador corre um risco ainda maior”, aconselhou Lúcia. Se o uso de bronzeadores industrializados é desaconselhado, a dica da dermatologista é fugir daqueles fabricados em casa. “Bronzeadores caseiros feitos à base de plantas, como folha de figo, não devem ser usados em hipótese nenhuma. Podem levar a graves queimaduras e até a morte”. Outro cuidado importante é com os olhos. A compra de óculos de sol deve ser feita em ótica, tendo a certeza de que a lente protege contra os raios UVA e UVB. O uso de materiais com procedência duvidosa pode ocasionar lesões nos olhos.

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gente do bem

Casa Bethânia

Casa Bethânia

B

Lugar de acolhimento e carinho aos pacientes em tratamento do câncer em Juiz de Fora

Banho quente, prato cheio, cama cheirosa e um abraço afetuoso. Estas são apenas algumas das bênçãos que os pacientes em tratamento de câncer, com baixo poder aquisitivo, vão encontrar ao cruzar os portões da Casa Bethânia, uma residência de passagem onde podem descansar, fazer uma refeição e, caso necessário, ficar hospedados ao longo da semana. Um esforço realizado pela Paróquia Nossa Senhora do Rosário, situada no Bairro Granbery, para que os pacientes possam se preocupar apenas com a recuperação das sessões de quimioterapia e radioterapia. A casa é pequena - possui quartos separados para homens e mulheres, sala, cozinha, um pequeno escritório, banheiros e uma sala de convivência -, mas foi concebida para um grande propósito. O atendimento teve início nas dependências da Igreja do Rosário, através da procura voluntária de pacientes que se tratavam do câncer no Instituto Oncológico, situado nas proximidades. Tendo em vista a urgência de garantir esse atendimento, em outubro de 2008, o Padre David José Reis, pároco da Igreja do Rosário, teve a iniciativa de alugar um imóvel exclusivamente para abrigar os pacientes em tratamento. Nascia a Casa Bethânia. O nome da casa de passagem foi cuidadosamente escolhido para que os visitantes se sentissem no seu próprio lar. “Bethânia é uma cidadezinha de Israel onde Jesus tinha uma família: Marta, Lázaro e Maria. Era um local de acolhimento, onde Jesus desfrutava da amizade de uma família”, explica Padre David. No centro da casa, a imagem de Madre Tereza de Calcutá também dá as boas vindas aos que chegam. Desde a criação da Casa Bethânia, 3.070 pessoas passaram pelos seus cômodos, enquanto que 130 delas ficaram hospedadas. Todos são bem-vindos na Rua Santos Dumont, 117, no Bairro Granbery, independentemente da religião que professem. “Não há restrição religiosa. Fazemos

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questão de dizer que é uma casa de expressão católica, mas não há restrição para pessoas das mais diversas religiões. Por exemplo, quando temos um paciente evangélico, facilitamos para que o pastor evangélico o visite. Antes do almoço não rezamos a Ave Maria e sim o Pai Nosso, que é uma oração universal”, esclarece Padre David. Durante o período em que ficam na casa, os passantes participam de atividades de lazer, oficinas de artesanato, música e até fazem passeios por pontos turísticos da cidade. Tudo para que aqueles que enfrentam o difícil tratamento possam sentir-se melhor. Com essa missão, cerca de 50 voluntários se esforçam para prestar o melhor atendimento possível. “Há voluntários em todas as áreas, da limpeza ao acompanhamento de doentes no hospital, na tesouraria, na cozinha. Temos um professor universitário que é telefonista. Uma médica que é cozinheira. Uma estudante que só tem as duas horas de almoço, mas vem ajudar. Outro jovem que vem conversar com os passantes”, comentou a fundadora e vice-presidente da Casa Bethânia, Elizabeth Nassif. O INÍCIO Padre David é o capelão do Instituto Oncológico, também situado na Rua Santos Dumont, especializado no tratamento de pessoas com câncer. Nesse contato com os pacientes, o sacerdote percebeu a demanda de acolhimento que se apresentava. As pessoas que vinham a Juiz de Fora em busca de tratamento chegavam muito cedo, aguardando na rua o horário das aplicações. Após o atendimento, nova espera pelas conduções. Era comum ver pessoas passando mal nas calçadas em função das reações provocadas pelos medicamentos. O trabalho na Casa Bethânia virou referência e o atendimento é prestado também a pacientes que estão em tratamento em outros hospitais da cidade. “Há um trabalho de abordagem junto ao hospital. Às vezes, a assistente social os recomenda para cá. Hoje, todos os hospitais de

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por Tâmara Lis fotos Coletivo Fotografia

A instituição é mantida por uma associação formada de voluntários, além das doações. O projeto para 2011 é ampliar o espaço de atendimento

Juiz de Fora já sabem que desenvolvemos este trabalho, principalmente os hospitais que atendem pacientes com câncer. A grande divulgação é feita mesmo pelos próprios pacientes. Motoristas que vêm trazer os pacientes também os informam sobre nosso trabalho”, comentou Padre David. Para que a Casa Bethânia continue atendendo pessoas que vivem um momento tão difícil da vida, é necessária a ajuda de muita gente. “A casa sobrevive de doações. Há um quadro de contribuintes mensais que colaboram com doações espontâneas. Mas não há uma parceria oficial com empresas da cidade, o que seria muito bom para o trabalho da casa”, disse Padre David. Quem agradece o gesto são pessoas como o aposentado Bonifácio Domingos, de 62 anos, que frequenta a casa de passagem há dois meses. “Aqui é uma casa abençoada por

Deus. Se ela não existisse, eu não teria como me tratar. Sou pobre, aposentado... Tenho gastos com a diabetes, para comprar insulina. Faz dois meses que estou na casa. Venho na segunda-feira e volto na sexta. Durante o dia fico batendo papo com a turma. Os colegas são muito bons. Durante o tratamento, tenho me sentido melhor aqui do que em casa”, comentou, agradecendo aos voluntários que ajudam na hora das medicações e da alimentação. Aqueles que quiserem contribuir com o projeto devem entrar em contato com a Casa Bethânia através do telefone (32) 3213-5268 ou enviar e-mail para bethaniacasadepassagemjf@bol.com.br. As doações podem ser feitas através do Banco do Brasil: agência 0024-8; conta corrente 95.000-9. Vale lembrar que a casa não pede doações por telemarketing.

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mesa de minas

Empadão de Queijo Minas

Conheça o Empadão de Queijo Minas que vai tornar seu lanche ainda mais gostoso

Delícia Cremosa por Tâmara Lis foto Noemi Luz

Ingredientes: Para a massa 1 ovo 200 ml de leite 1 colher (sobremesa) de fermento em pó 500 g de manteiga 1 pitada de sal 500 g de farinha de trigo Para o recheio 500 g de queijo minas 500 ml de leite Modo de Preparo: Fazendo a massa: Em uma vasilha, junte o ovo, o leite, o fermento em pó, a manteiga e o sal. Acrescente a farinha de trigo aos poucos, até obter uma massa consistente. Se ficar mole, acrescente mais farinha. Molde a massa num refratário médio, cobrindo o fundo e as laterais. Para fazer o recheio, bata no liquidificador o queijo e o leite até obter um creme consistente. Coloque o creme sobre a massa, em um refratário, e leve ao forno quente durante cerca de 40 minutos até o empadão ficar bem corado. Você pode servir quentinho ou deixar esfriar e tomar com um bom café. É sucesso garantido!

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As delícias culinárias de Minas já são conhecidas por todo o país, basta lembrar do frango com quiabo, do pão de queijo, das compotas e biscoitos de polvilho. Mas, certamente o primeiro lugar da lista dos prazeres gastronômicos do estado é ocupado pelo bom e velho “queijim” mineiro. Pode ser na broa, acompanhando o café preparado no fogão à lenha, fazendo as vezes de Romeu com a goiabada ou em tantos outros pratos. Um deles, que vem encantando o paladar de mineiros e forasteiros é o Empadão de Queijo Minas, receita testada e aprovada por Luis Eduardo Novaes, conhecido como Ratão, e sua esposa Joana, proprietários de um restaurante especializado em comida caseira e aberto para o almoço, situado em Santa Rita de Jacutinga, cidade a 150 km de Juiz de Fora, coladinha em Volta Redonda (RJ). Na cozinha do restaurante, os dois garantem que o empadão é sucesso garantido e está entre as receitas mais pedidas pelos clientes. Tire a prova e faça na sua cozinha também esta receita que esconde, por baixo de uma casquinha firme e gratinada, um recheio macio e com o delicioso sabor do queijo mineiro.

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