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A união faz a força!

Nova sede SAJAPE e SABABV estão de casa nova desde dezembro. A nova sede está localizada na rua das Sempre-Vivas, 77, próximo às avenidas Santo Amaro e Roque Petroni Jr.

Este é um novo jornal. Para todos nós, moradores do Alto da Boa Vista, do Jardim dos Estados e do Jardim Petrópolis, esta nova publicação é histórica. Reflete a união de forças de duas associações irmãs e laboriosas, que enfrentam cotidianamente problemas semelhantes no esforço pela proteção de nossos bairros residenciais. Mas não é só: marca também esta união o empenho comum às duas entidades na preservação da qualidade ambiental e habitacional das regiões que nos cercam, com a consciência de que a responsabilidade de cada um de nós vai muito além dos limites de nossos próprios bairros. Por meio deste jornal conjunto, a SABABV — Sociedade Amigos do Bairro Alto da Boa Vista — e a SAJAPE — Associação de Moradores dos Jardins Petrópolis e dos Estados — poderão garantir aos moradores desses bairros melhor qualidade de informação e maior presteza na divulgação das ações empreendidas. E principalmente, este novo jornal dará maior visibilidade às realizações dessas duas entidades que, por atender a anseios comuns, caracterizam estes nossos bairros como um território uno, indivisível e especial dentro da cidade.

Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.

Procura-se um nome!

Telefones de contato:

Você tem boas idéias? Gosta de dar palpites?

O logotipo adotado receberá um prêmio.

SAJAPE: (11) 3854-7372

Então ajude sua associação a criar um nome para este novo jornal. E se ainda por cima tiver veia artística, arrisque uma sugestão de logotipo...

Envie sua sugestão para o e-mail de sua associação e não se esqueça de colocar seu nome completo e telefone para contato. Mas não demore, pois nossa próxima edição sairá em dois meses, e não podemos ficar anônimos e sem identidade por mais tempo!

SABABV: (11) 5532-1367 As reuniões da SAJAPE são realizadas sempre na segunda segunda-feira do mês, das 20h às 22h.

Se sua proposta de nome for escolhida, você será o próximo entrevistado do Espaço do Morador.

É sempre bom reconhecer... Depois de sete anos à frente da diretoria administrativofinanceira da SAJAPE, nossa colaboradora Lourdinha deixou o cargo para dedicar-se integralmente a essa mesma atividade na CIRANDA e no Movimento Defenda São Paulo. Na SAJAPE, além de organizar a administração da sede, Lourdinha estruturou o sistema de cobrança e trabalhou intensamente para ampliar a arrecadação — uma atividade fundamental para uma associação que conta apenas com contribuições voluntárias. Embora já não faça parte de nossa diretoria, Lourdinha é presença constante nas reuniões e em todos os eventos da SAJAPE.

Evento especial O espaço destinado às artes no Parque do Cordeiro será inaugurado oficialmente no sábado 26 de abril, a partir das 9h30 com a apresentação da orquestra da escola Waldorf. Você é o convidado especial. (mais informações na p. 7)


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Expediente Sociedade Amigos dos Jardins Petrópolis e dos Estados – SAJAPE Sociedade Amigos do Bairro Alto da Boa Vista – SABABV Redação Conselho editorial: Cristina Antunes, Cecília Carneiro de Oliveira, Olga Saias, Cida Teixeira e Mônica Hamada. Tiragem: 4.000 exemplares Jornalista responsável Cida Teixeira (MTb 12.571) Tel.: (11) 8465.6295 e-mail: cida.teixeira@uol.com.br Redatora Carol Monterisi Projeto gráfico e diagramação Ampel Produções Editoriais Tel.: (11) 5535.2589 e-mail: ampel@ampel.com.br Endereço para correspondência R. das Sempre-vivas, 77 – 04704-030 – São Paulo – SP Contato SAJAPE: Fone/Fax: (11) 5681.7372 Endereço eletrônico: www.sajape.org.br e-mail: sajape@sajape.org.br SABABV Fone/Fax: (11) 5532.1367 Endereço eletrônico: www.altodaboavista.org.br e-mail: sababv@altodaboavista.org.br

Comunicar é preciso Um ano sem notícias é tempo demais para uma associação que tem, entre outras tarefas, a de manter a comunidade informada das inúmeras ações realizadas e em andamento nos bairros. Pois é precisamente por ter muitas atividades que nossa equipe de alguns poucos colaboradores não conseguiu produzir, desde abril de 2007, o SAJAPE em Ação, nosso jornal que deveria ser trimestral. Diante da realidade de poucos colaboradores e premidos pela demanda sempre crescente de providências, que nos impõem incontáveis reuniões com órgãos públicos e outras entidades, além de nossas próprias reuniões internas, a SAJAPE decidiu reestruturar o setor de comunicação, otimizando os parcos recursos humanos de que dispõe. O primeiro resultado é a produção deste jornal em conjunto com a SABABV, já apresentado na capa desta edição. Na verdade,

trata-se de uma intenção antiga, que agora colocamos em prática. Além desse “casamento” no jornal, nosso site passa a ser alimentado por um jovem voluntário, o que certamente há de favorecer a atualidade das informações. Os boletins continuam a ser produzidos mensalmente, e emitiremos quinzenalmente um resumo das atividades para atualização de informações para diretores e colaboradores. Nossa assessoria de imprensa continua a cargo da jornalista Cida Teixeira, que já colabora conosco há muitos anos e que passa a integrar o Conselho Editorial deste jornal. Pois é, o crescimento demanda constantes adequações e muito, muito trabalho. Se você também puder ajudar nas atividades de sua associação, procure a secretaria da SAJAPE. Novos colaboradores e novas idéias são sempre muito bem-vindos. A comunidade precisa de sua ajuda e agradece sua colaboração.

Balancete — SAJAPE Demonstração do Resultado do Exercício 2007 De acordo com o estatuto da Associação e mantendo sempre a transparência com nossos associados, reproduzimos, a seguir, o Demonstrativo de Resultados referente ao ano de 2007. Associação dos Moradores dos Jardins Petrópolis e dos Estados Rua das Sempre-vivas, 77, Jd. das Acácias São Paulo-SP CNPJ 03.325.855/0001-80 Janeiro a dezembro de 2007 Conta AnalÍtica Saldo Atual RECEITAS Receitas operacionais Receitas financeiras Receitas financeiras gerais Rend aplic finac - itaú Receitas financeiras gerais Receitas financeiras Outras receitas Doações e subvenções Outras receitas Outras receitas Receitas operacionais Resultados não operacionais Receita de aluguéis Aluguéis de bens móveis

215,32 215,32 215,32 26.038,46 26.038,46 26.038,46 26.253,78 29.986,50

Receita de aluguéis

29.986,50

Receitas não operacionais Resultados não operacionais

29.986,50 29.986,50

RECEITAS

56.240,28

CUSTOS/DESPESAS Despesas operacionais Despesas adm., com. e técnicas Serviços de terceiros Serviços prestados - PJ 3.040,00 Serviços de terceiros 3.040,00 Despesas adm. gerais Despesas c/condução 2.257,00 Aluguéis 29.870,85 Assistência contábil/empr 2.265,00 Combustíveis e lubrificantes 425,00 Contribuições e doações 1.340,00 Despesas de depreciação 47,92 Despesas de correios e malotes 2.019,22 Lanches e refeições 1.338,09 Man. conserv. de bens e imóveis 140,00 Man. conserv. de instalações 1.743,15 Materiais de cons. escritório 25,00 Materiais de limpeza 0,50 Material de escritório 1.182,90 Outras despesas 1.883,31 Telefone, fax, internet 3.946,38 Xerox e autenticações 121,55 Multas dedutíveis 11,50

Despesas adm. gerais 48.617,37 Despesas adm., com. e técnicas 51.657,37 Despesas financeiras gerais Despesas financeiras gerais Desp. bancárias, corretagem e comissões 2.102,44 Jrs passivo s/ outras obrigações 3,66 Despesas financeiras gerais Despesas financeiras gerais Despesas tributárias Despesas tributárias gerais Imposto predial Cpmf Irrf terceiros

2.106,10 2.106,10 2.514,29 230,11 2.555,46

Despesas tributárias gerais Despesas tributárias Despesas operacionais

5.299,86 5.299,86 59.063,33

CUSTOS/DESPESAS

59.063,33

Resultado do Exercício Data de Emissão: 31/12/2007

(2.823,05)


Contribuição

Como e para quê contribuir com as associações

Série

A SAJAPE foi criada para defender os direitos dos moradores dos Jardins Petrópolis e dos Estados. A associação não possui fins lucrativos e todos os envolvidos são voluntários. A participação dos moradores é, portanto, muito importante para que nós possamos continuar atuando. Das 1.256 residências existentes na área de atuação da SAJAPE, apenas 113 1 contribuem com a associação. Além 2 delas, existem outras três residên3 cias que, mesmo não pertencendo 4 a estes bairros, também possuem 5

6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 0%

contribuintes. Ao todo, são 116 moradores que colaboram com nossos trabalhos. O gráfico abaixo representa as faixas percentuais com que essas ruas colaboram com a SAJAPE. A contribuição, no valor de R$ 45,00, é feita a cada três meses por meio de boleto bancário. Para tornar-se um colaborador, você pode preencher o cadastro online, disponível no site da SAJAPE (www.sajape.org.br), entrar em contato conosco por telefone ou pessoalmente. O horário de atendimento é das 10h às 16h, com a Nazareth.  

Caros associados, os boletos relativos ao 1º trimestre de 2008 já foram enviados pelo Banco Itaú e poderão ser pagos até o dia 12 de maio em qualquer banco. Caso haja algum problema com o recebimento, entre em contato com a nossa secretaria.

As barras do gráfico representam as ruas com o mesmo percentual de contribuintes.

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A SABABV atua há 17 anos em favor dos interesses dos moradores do Alto da Boa Vista. Todo o trabalho desempenhado pela associação é feito por moradores que, voluntariamente, levam os projetos e ações adiante, garantindo a presença da Sociedade Amigos do Alto da Boa Vista nos mais diferentes órgãos públicos. Para que a associação continue atuando, a colaboração dos moradores é essencial. Nosso bairro possui mais de 1.200 domicílios e, hoje, apenas 45 associados contribuem bimestralmente conosco. O valor sugerido é de R$  35,00 a cada dois meses e o depósito pode ser feito diretamente na conta da associação. Se preferir, entre em contato com a SABABV e nós lhe enviaremos um boleto para a contribuição. A sua participação é muito importante.

Sociedade Amigos de Bairro Alto da Boa Vista Banco Santander Agência: 0438 C/C: 13002349-1

10%

20%

30%

40%

50%

60%

70%

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90%

100%

Legenda: contr./nº casas

Compareça às reuniões

contr./nº casas

2%

1/53

Bolivar

13%

1/8

Aziz Nader

4%

1/25

Alabarda

13%

1/8

José Schmidt

4%

1/25

Ana Catarina Randi

13%

3/24

Santos Dumont

4%

1/24

João Felipe Silva

14%

13/90

Miranda Guerra

5%

4/83

Job Lane

15%

3/20

Capitão Felisbino de Morais

5%

1/20

Landgraft

16%

3/19

Dr. Francisco Malta Cardoso

5%

1/19

Menotti Sainati

20%

3/15

Carlo Rainaldi

6%

1/18

Duarte Moniz Barreto

21%

4/19

Farrapos

6%

3/51

Barcas

21%

3/14

Evangelina T. Pizza Wodianer

6%

2/32

Péricles

25%

4/16

Acanga

6%

2/31

José Geraldo Alckmin

29%

8/28

Visconde de Porto Seguro

7%

1/14

São Sebastião

29%

11/38

7%

2/27

Aurélia Perez Alvarez

50%

1/2

Heron Domingues

8%

1/12

José Antonio de Morais

50%

4/8

Maria Luisa Andrade M. Roque

8%

2/24

Philipp Lohbauer

100%

3/3

Agostinho Corona

9%

1/11

Desiré Contier

0%

CNPJ: 45.220.225/0001-91

Se você deseja ser avisado das reuniões da SABABV, envie um e-mail para sababv@altodaboavista.org.br para fazer parte de nosso mailing.

Professor Rubens Gomes Souza

Alberto Hodge, Alfredo Bonini, Ânfora, Baru, Changai, Des. Sylos

9%

6/65

Regina Badra

Cintra, Dr. Adhemar Queiroz de Moraes, Dr. Antonio Gontijo de

10%

1/10

Vicente Rao

Carvalho, Dr. Hermann J. de Revoredo, Gabriel S. Teixeira Carvalho,

10%

7/68

Canumã

11%

4/35

Cassiano Ricardo

12%

2/17

Luiz Martins de Araújo

12%

3/25

Dona Catarina

José Gambarini, José Morales Lopes, Mangabal, Maria Maturano Batista, Marinau, Paratinga, Porto do Sapé, Prata, Raul Polilo, Urias de Figueiredo, Ver. José Diniz, Vinhedos.

As ruas Estilo Barroco, José Marques da Cruz e Vieira de Morais, embora fora do perímetro da SAJAPE, têm um morador que contribui para a SAJAPE.

Associação Pedagógica Rudolf Steiner Rua Job Lane, 900 CEP 04639-001 Alto da Boa Vista – São Paulo Tel.: 11 5523.6655 Fax: 5686.9861 e-mail: escola@ewrudolfsteiner.com.br


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Inauguração de corredor de ônibus preocupa moradores

arquivo sababv

Moradores entregam a Kassab uma lista de antigas reivindicações ainda não atendidas e pedem que as promessas da Prefeitura sejam cumpridas

No dia 24 de fevereiro foi inaugurado o corredor de ônibus da avenida Vereador José Diniz, no trecho entre a avenida Professor Vicente Rao e a rua Marechal Deodoro. Representantes da Ciranda entregaram ao

prefeito Kassab um documento com a lista de reivindicações dos moradores que ainda não foram atendidas (para detalhes, acesse www.sajape.org.br). “Não há dúvida de que tivemos muitos ganhos, mas há questões sérias ainda por resolver. Mais uma vez estamos dando um voto de confiança à Prefeitura”, diz Cristina Antunes, diretora de projetos da Ciranda. Entre as pendências estão a liberação do acesso pela rua da Paz à avenida Adolfo Pinheiro e a instalação de duas lombadas eletrônicas em pontos críticos. Esses e outros pontos já haviam sido discutidos em uma reunião com o secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes, no fim de janeiro. “Queríamos

arquivo sababv

Prefeito Kassab visita a sede das associações No dia 28 de janeiro, o Prefeito Gilberto Kassab visitou a sede da SAJAPE e da SABABV, após inspecionar as obras do corredor de ônibus da av. Vereador José Diniz. Acompanhado do Subprefeito de Santo Amaro, Geraldo Mantovani Filho; do Secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes; do Presidente da CET, Roberto Scaringella; e de representantes do GET-5 e da SPTrans, Kassab conversou com os membros das associações sobre suas reivindicações em relação à obra, que seria entregue no mês seguinte à visita.

que o prefeito tivesse conhecimento dos compromissos assumidos pelo secretário”, completa Cristina. A Prefeitura prometeu entregar em maio o projeto Comunidade Protegida, proposto pelas associações em 2006, que procura reduzir o tráfego de passagem pelos bairros. Entre outras medidas, prevê a implantação de rotatórias e o alargamento de calçadas.

Reivindicação de moradores dá impulso inicial à obra As primeiras obras do corredor começaram em março de 2006, com a construção da alça de acesso da av. Vereador José Diniz para a Prof. Vicente Rao, resolvendo assim uma antiga reivindicação dos moradores da rua Ana Catarina Randi. Em 2002, descontentes com o tráfego intenso na rua Ana Catarina, causado por um farol, os moradores se mobilizaram e, por meio da SAJAPE, propuseram alternativas de soluções. Ainda assim, cinco anos depois do início desse processo, alguns pedidos desses moradores ainda não foram atendidos, como a construção de uma rotatória nessa via para ajudar a conter o trânsito.

Pavimentar não é a solução As associações têm recebido consultas e solicitações de moradores que desejam o asfaltamento de ruas. Para alguns, as vias de paralelepípedos parecem desconfortáveis, mas elas têm um importante papel na drenagem da água da região. Sem elas, a impermeabilização dos bairros ficaria comprometida e o número de enchentes e pontos de alagamento seria ainda maior.

A inauguração do corredor e o caos dos primeiros dias foram tema de reportagens no Globo Online e na Folha de São Paulo, que também destacou o trabalho realizado pela Ciranda. As duas matérias estão disponíveis nos sites da SAJAPE e da SABABV .

arquivo sababv

Na mídia


5 Nos primeiros dias, trânsito caótico arquivo sababv

Os primeiros dias após a entrega do corredor foram de muita confusão no trânsito, especialmente na região próxima à rua Marechal Deodoro, no sentido bairro. Neste ponto, os ônibus — que trafegam exclusivamente pela faixa da esquerda — são obrigados a entrar à direita, em direção à avenida Santo Amaro. Enquanto isso, muitos automóveis fazem o movimento contrário: querem converter à esquerda vindos da pista da direita. No dia seguinte à inauguração, uma grande fileira de ônibus tornava quase impossível fazer essa conversão. A Prefeitura enviou agentes da CET ao local, o que ajudou a organizar o trânsito. Agora, o problema é outro: o tráfego nas ruas próximas ao corredor foi intensificado e a velocidade com que os carros circulam também é maior, tornando o trânsito da área mais perigoso. Pelo menos dois acidentes já foram registrados na região. Para aqueles que dependem dos ônibus, a inauguração do corredor tornou as viagens mais rápidas. No entanto, o serviço está longe de ser perfeito. “O que precisa é regularizar o tempo entre os ônibus”, diz João Ferreira, de 29 anos, que é morador do M’Boi Mirim e usa o novo corredor pelo menos três vezes por semana. Ferreira é deficiente físico e conta que poucos ônibus realmente são adaptados. “Eu dependo muito da ajuda das pessoas”. Ele também destaca que pouco mudou nos horários de pico. “Os ônibus não dão conta do tanto de gente e ficam muito cheios”. De acordo com a Prefeitura, 29 linhas de ônibus circulam nos 2,2 km entregues e transportam cerca de 350 mil pessoas por dia.

E as linhas de ônibus? A eficiência dos corredores de ônibus depende, em grande medida, da reestruturação de todo o conjunto de linhas que percorrem a cidade. Ao invés de reduzir de 32 para oito o número de

linhas da Av. Ver. José Diniz, como prometeu, a SPTrans aumentou esse total para 35, e até este momento ainda há ônibus fazendo conversão nas ruas Américo Brasiliense e São Sebastião.


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Depois de oito anos de reuniões, projetos e luta, o Parque do Cordeiro é inaugurado, dando aos moradores uma nova opção de lazer. Fotos: Arquivo SAJAPE

Foram muitas idas e vindas, mas o Parque do Cordeiro saiu do papel e foi inaugurado em setembro. “Ele foi criado para ser uma extensão dos nossos quintais”, explica Ana Beatriz Gosuen, que administra o espaço. Ana sabe bem do que está falando: moradora da região há mais de 30 anos e associada da SAJAPE, ela participou de todo o processo de construção do parque. Por enquanto, apenas 11 mil dos 34 mil m2 do terreno estão abertos ao público. A área fechada está recebendo o plantio de mais de 500 árvores para recuperar parte da área verde que a região perdeu nos últimos anos. Ana define o espaço inaugurado com a palavra “movimento”, pois é lá que estão a quadra poliesportiva, a cancha de bocha, o playground, a ciclovia, a pista de cooper, o teatro de arena e a pista de skate. Tudo o que o Parque oferece foi instalado de acordo com os desejos da comunidade. “Perguntamos às pessoas o que elas queriam que esse espaço trouxesse e fizemos tudo seguindo as sugestões dos moradores”, diz Ana. A pista de skate é um exemplo: ela foi solicitada por um grupo de jovens que não tinham no bairro um local seguro para a prática dessa atividade. Embora o Parque tenha sido idealizado a partir do desejo dos moradores, Ana Beatriz destaca que nem todos estão acostumados a lidar com o espaço público. “Muita gente não respeita, acha que pode fazer o que quiser”, diz. Ela, que é educadora ambiental, acredita que a melhor forma de mudar a relação das pessoas com a cidade está na prática. “Infelizmente, esse é um trabalho de longo prazo”, diz.

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Parque do Cordeiro: uma história de conquistas

Ana Beatriz conta que o terreno do parque passou por muitas mãos até tornar-se área pública. Em 1995, o prefeito Paulo Maluf doou a área para o Conselho Superior para Assuntos Islâmicos no Brasil (Consaib). A partir de 1999, por meio da ação da SAJAPE, os moradores da região começaram a se organizar e a pedir a devolução do território. Em 2002, a área voltou a ser pública, mas isso não significou o fim da luta pelo Parque. No ano seguinte, uma invasão pelo Movimento dos Sem-tetos da Zona Sul foi interrompida. Em outro episódio, um pretenso proprietário entrou na justiça para retomar a área que alegava ser sua. A primeira inauguração do Parque ocorreu em dezembro de 2004. Na época, o local contava apenas com um playground e um espaço para caminhada. Nos três anos seguintes, o processo de reforma e construção do parque continuou e ele assumiu a forma atual. A comunidade espera, agora, a execução do restante do projeto, que ocupará a área de 23 mil m2 do outro lado da rua Breves, em frente à área já em uso.

Conselho Gestor terá eleição em maio

Na mídia

Os usuários do Parque do Cordeiro podem candidatar-se às vagas no Conselho Gestor, criado pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente para garantir a participação da sociedade na administração dos parques municipais. Os conselheiros participam, entre outras coisas, da elaboração do regulamento de uso do Parque. Os candidatos devem ser maiores de 18 anos e morar na área da Subprefeitura de Santo Amaro. Podem se inscrever na própria administração do Parque do Cordeiro e devem apresentar documento de identidade, comprovante de residência e uma carta com suas intenções. Mais informações podem ser obtidas no Parque do Cordeiro ou na Prefeitura, pelo e-mail: conselhosgestoresparques@prefeitura.sp.gov.br.

O Parque do Cordeiro foi destaque na edição de 30 de novembro de 2007 do jornal O Estado de S. Paulo. A reportagem “O depósito de entulho que virou área de lazer”, publicada no caderno especial Viver em São Paulo, destacou o trabalho feito pela SAJAPE em defesa da criação do Parque e contou sobre os anos de luta em defesa da área. A reportagem completa pode ser encontrada no site da SAJAPE (www.sajape.org.br).


arquivo SAJAPE

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desde a década de 1940, e sempre atenta às mazelas e virtudes da urbanidade, Mary Ann emprestou à SAJAPE seu conhecimento da região, seu espírito crítico e a objetividade que sempre marcou seus comentários e suas propostas. Durante mais de cinco anos, Mary Ann foi nossa diretora de projetos, respaldada em sua experiência como arquiteta e em uma agenda de contatos invejável. Discreta e sempre pronta a colaborar, tinha a habilidade de estimular a reflexão em qualquer área de atuação da SAJAPE. Presença garantida em todos os eventos

promovidos pela SAJAPE, Mary Ann não deixou de comparecer e prestar seu apoio mesmo quando a saúde já dava claros sinais de debilidade. Mary Ann foi nossa grande e inestimável colaboradora até o final. Todos nós, os privilegiados que convivemos com essa incansável companheira de trabalho, essa mulher forte, doce e linda, vamos nos ressentir imensamente de sua falta. Mas o carinho que ela nos deu é para sempre, está gravado no coração e no espírito de cada um de nós.

Zeca e Mary Ann, uma doce saudade Em dezembro de 2005, o primeiro susto: de repente, lá se foi o Zeca, nosso conselheiro em tantas investidas, referência de prestígio que nos abriu tantas portas. Mais dois anos e foi a Mary Ann, sempre tão presente, tão disponível, que precisou nos deixar. A SAJAPE, que a Mary Ann e o Zeca ajudaram a criar e fazer crescer, deve a eles a obrigação de progredir sempre mais. Mas ah, que falta nos fazem esses dois!

Uma homenagem da comunidade No evento do dia 26/04, a marca desse casal de colaboradores especiais ficará gravada em um espaço de todos nós, que foi criado com sua participação e que será inaugurado no Parque do Cordeiro:

O Ponto de Encontro Mary Ann e Zeca

arquivo SAJAPE

Desde sua criação, em 1998, a SAJAPE vem crescendo graças à participação de moradores que, voluntariamente, dispõem de seu tempo e de sua competência para discutir os problemas de nossos bairros e propor soluções. Entre esses colaboradores, alguns se destacam por atributos pessoais e pelo envolvimento direto em ações específicas. Sem dúvida, o sucesso e o prestígio de nossa entidade dependem crucialmente desses vizinhos dedicados. Mary Ann foi uma dessas pessoas especiais em nosso grupo. Uma das pioneiras no Jardim Petrópolis, onde sua família mora

Uma colaboradora pra lá de especial


Alfomares Parque

fotos: arquivo sababv

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Associações questionam derrubada de árvores No dia 29 de fevereiro, representantes da SABABV e da SAJAPE reuniram-se com representantes da Secretaria do Verde e Meio Ambiente para discutir a derrubada de árvores no terreno da rua Visconde de Porto Seguro, conhecido como Chácara Alfomares. O corte faz parte de um projeto para a construção de quatro condomínios horizontais com 59 residências. A execução do projeto exige a remoção de mais de mil árvores e provocará a impermeabilização de cerca de 48 mil metros quadrados, o que agravará o seríssimo problema de enchentes na região.

A comunidade reage Alarmados com o início do abate de árvores adultas e saudáveis, muitos moradores aderiram às ações já empreendidas pela SABABV e pela SAJAPE. Além das reuniões na Secretaria de Meio Ambiente e na Subprefeitura; ofícios foram encaminhados ao Prefeito, aos Secretários Eduardo Jorge e Andrea Matarazzo; a pedido de representates das associações, o Secretário Orlando de Almeida foi pessoalmente ao local e prometeu analisar a legalidade do projeto; uma comissão foi ao gabinete do Corregedor-geral do município, engenheiro Benedito Nicotero Filho. Apesar de todos esses esforços e da cobertura dada por várias mídias, o massacre de nossa vegetação continua. Diante da ausência de respostas que justificassem um empreendimento tão agressivo e indesejado pela comunidade, sem sequer um estudo de impacto de vizinhança, as entidades recorreram ao Ministério Público e aguardam providências que atendam ao interesse coletivo.

Histórico A Chácara Alfomares é uma das poucas áreas com Mata Atlântica que restaram no Alto da Boa Vista. Depois da morte de seu proprietário, o espanhol Alfonso Escudero, a propriedade ficou abandonada por mais de dez anos. Em 1997, a SABABV solicitou que fosse aberto um processo de tombamento do terreno, com o objetivo de preservar a vegetação, a casa projetada por Oswaldo Bratke, os jardins projetados por Burle Marx e os espelhos d’água existentes no terreno. Antes que houvesse algum tipo de decisão, a INPAR deu entrada em um projeto de condomínio. Em 2002, parte da vegetação fora suprimida, motivando denúncia das associações à Polícia Ambiental e à Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

O empreendimento prossegue, a despeito da preocupação das entidades com relação a diversos indícios de irregularidade — por exemplo, a existência de uma única área de lazer (clube) para atender os quatro condomínios —, à omissão dos órgão públicos com relação às aves e a outros animais que habitam a área, e à demora da Secretaria do Verde e Meio Ambiente em delimitar a área contígua de 25 mil metros quadrados doada ao município como condição para o desdobro do terreno.

Prefeitura ainda não tomou posse da área doada O espaço público situado entre o Parque Alfomares e a Escola Suíço-Brasileira continua abandonado, apesar da insistência das associações. Se demarcada e cercada, a área poderia ser utilizada e preservada pelos moradores.

Nossa fauna ameaçada Desde a retomada dos cortes, os moradores lindeiros à área vêm recebendo a visita de sagüis e saruês que perderam seu hábitat. Sem abrigo e sem alimento, esses animais correm perigo e, além disso, sem controle dos setores responsáveis pela saúde e pelo manejo da fauna silvestre, representam um risco para a comunidade e para os animais domésticos.


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Encontro discute Comunidades Protegidas

arquivo sababv

versos setores administrativos, impacto do rodoanel etc. Foi consenso entre os presentes que existe urgência na implementação de medidas de proteção que, democraticamente, atendam aos anseios de todas as comunidades por melhores condições de habitabilidade e circulação, sempre levando em conta as peculiaridades de cada bairro. No dia 9 de abril, o CIESP Santo Amaro abriu seu auditório para mais um evento em parceria com a SAJAPE, desta vez promovido pelo Movimento Defenda São Paulo. Com a presença do Promotor de Habitação, Dr. José Carlos de Freitas; do presidente da CET, Dr. Roberto Scaringella; do urbanista e professor Dr. Cândido Malta Campos; e do arquiteto Ayrton Camargo e Silva, representando a Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), o debate abordou os diversos aspectos do programa Comunidade Protegida, criado para inibir o tráfego de passagem que compromete a qualidade habitacional e ambiental em inúmeras regiões da cidade.

A comunidade opina O debate percorreu aspectos diversos e relevantes e contou com a participação da platéia, que levantou questões como: dificuldades para a implantação do projeto, aspectos jurídicos envolvidos, resistência por parte de grupos de moradores e usuários, demandas de bairros de periferia, interferência do transporte de carga e de passageiros, problemas gerados pela voracidade do setor imobiliário, ineficácia da fiscalização em geral, políticas públicas contraditórias, desarticulação entre os di-

O que precisa ser feito O engenheiro Tadeu Brás explicou os instrumentos utilizados em diversos países na implementação de medidas de proteção contra o impacto do trânsito. No encontro, novos temas foram propostos, entre eles a regulamentação do Impacto de Vizinhança previsto no Estatuto das Cidades, porém ainda ignorado em nossas políticas urbanas; e a necessidade de organização da sociedade civil em torno de uma pauta de políticas públicas que atendam aos interesses da maioria dos cidadãos. Somente uma mobilização bem orquestrada, reunindo entidades atuantes e conscientes de seu papel na determinação dos destinos da cidade, será capaz de “sensibilizar” os candidatos, neutralizando dessa forma a prática nefasta de atendimento a setores econômicos poderosos, cuja atividade imediatista contribui para o agravamento das quase insuportáveis condições de vida impostas a todos os paulistanos.

Agradecemos a colaboração: A SAJAPE agradece à Padaria Gêmel e à Fonte Petrópolis pelo apoio recebido para a realização do evento sobre Comunidades Protegidas. Destaca ainda a generosa contribuição de um casal de associados que, embora insistam em manter-se anônimos, constituem um exemplo de consciência e solidariedade. A SAJAPE registra um agradecimento especial ao Dr. Álvaro Stefani, Diretor de Meio Ambiente do CIESP–Sul, cujo apoio vem há anos contribuindo para a realização de atividades de interesse de toda a comunidade.

Mara Gabrilli visita associações A vereadora Mara Gabrilli (PSDB) veio conhecer a nova sede da SAJAPE e da SABABV no dia 13 de março. Mara, que foi a primeira titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida e que possui propostas para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiências, elogiou a abrangência do trabalho realizado pelas associações. Uma dessas propostas pode ser implementada pelo próprio morador, sem nenhuma dependência de órgãos públicos: o passeio livre.

Arrume a sua calçada Cada morador é responsável pela sua calçada. Para deixá-la bem cuidada, você precisa colocar um piso contínuo e antiderrapante, que permita a circulação livre, sem obstáculos que possam atrapalhar os pedestres. Você também pode construir canteiros nas laterais para auxiliar na drenagem da água. Cuidar da calçada é um ato de respeito e de cidadania.

Usos irregulares fechados Depois de muito trabalho da diretoria de Uso e Ocupação do Solo da SAJAPE, finalmente muitos dos usos irregulares de nossos bairros foram fechados pela Subprefeitura. Para ver a relação completa dos locais fechados, acesse www.sajape.org.br.


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Espaço do morador

Estresse em crianças e adolescentes: os benefícios da acupuntura

Maria & Margot Amigas e artistas, elas encontraram no Alto da Boa Vista um espaço para criar e viver.

Os sintomas de estresse, antes exclusivos dos adultos, passaram a fazer parte do universo das crianças e dos adolescentes. As manifestações podem se dar na forma de dores de cabeça e de estômago, alteração de humor, insônia, falta de concentração e perda ou excesso de apetite. Crises de rinite, bronquite ou outras manifestações alérgicas podem ser agravadas na presença de estresse. arquivo SAJAPE

Margot Delgado mudou-se para o Alto da Boa Vista em 1980. Maria Villares, em 1992. As duas já eram artistas plásticas, já haviam participado de exposições e já até haviam ouvido falar uma da outra. “Nós nos conhecemos a vida inteira de artistas. Só não tínhamos sido apresentadas”, explica Margot. Há sete anos, elas se cruzaram em uma padaria da região. Começaram a conversar e não pararam mais. Desse encontro, surgiu a amizade e a parceria na arte. Maria Villares começou a se envolver com as artes plásticas em 1954, quando começou a estudar desenho e pintura. Tinha 14 anos e, desde então, experimentou diferentes tipos de expressões artísticas. Por cerca de dez anos, Maria criou peças utilitárias em cerâmica. “Esse trabalho foi importante para criar uma disciplina de trabalho”, diz. Quando voltou a pintar, expôs seus trabalhos em papel em uma antiga galeria do bairro, que ficava na rua São Benedito. “Vendi uma barbaridade, eu não esperava”. As gravuras de Margot Delgado são mais figurativas do que as de sua amiga. Seu ateliê transparece a sua versatilidade: os desenhos na parede, as flores desidratadas na mesa e os muitos livros na estante convivem em harmonia. Formada em psicologia, Margot ficou por muitos anos sem atuar como terapeuta. “A arte havia me tomado completamente. Agora, consegui juntar os dois caminhos”, conta. A palavra é muito presente no trabalho da artista, que também escreve poemas e reflexões. As duas amigas registram as coisas em pequenos cadernos, que carregam consigo para todos os lugares. “É uma forma de manter viva a relação entre o olho e a mão”, explica Margot. Elas mostram as anotações: são desenhos, esboços, versos e palavras. As matérias-primas para as

Dra. Mara S. Metzner*

suas obras. “Os registros são importantes para manter contato com o fazer artístico”, completa Maria. Desde aquele encontro na padaria, as artistas já participaram juntas de várias exposições coletivas (ou “individuais simultâneas”, como Margot gosta de chamá-las). Seus trabalhos foram apresentados em países como Estados Unidos, México e Argentina. Além disso, elas usam a amizade que construíram como uma forma de estimular suas criações. “Temos uma liberdade incrível para falar do trabalho”, diz Margot. “É uma troca muito rica”. Dessa troca, muitas vezes, sai a arte. No ano passado, Maria lançou um livro com dezenas de suas gravuras, e quem escreveu o texto de apresentação para a obra foi a amiga. Atualmente, Margot está envolvida em um projeto que reúne arte e literatura: depois de passar quinze dias no sertão brasileiro com a escritora Cristina Mira, elas vão montar um livro em homenagem à obra de Guimarães Rosa. No começo deste ano, Maria organizou uma exposição de suas gravuras e peças em porcelana plástica em São Paulo.

A acupuntura vê o paciente como um todo, considerando o corpo, a mente e suas relações, sendo uma poderosa aliada no tratamento de quadros de estresse e ansiedade. As técnicas de acupuntura, limitadas anteriormente à aplicação de agulhas, contam hoje com alternativas indolores, que podem ser aplicadas também em crianças pequenas. *Médica formada há 23 anos pela Universidade de São Paulo, com especialização em pediatria e acupuntura.

Consultório de acupuntura para crianças, adolescentes e adultos Av. Adolfo Pinheiro, 2464 cj. 33 Tel. 5548-0807

CIRANDA, quatro anos de atuação A Ciranda — Cidadania e Comunidade — é uma entidade sem fins lucrativos que congrega 16 associações de moradores atuantes na área da Subprefeitura de Santo Amaro. Tendo como missão o fortalecimento de suas associadas e a representação em matérias de interesse comum ao conjunto das entidades, a Ciranda contribui para consolidar o alto conceito de que desfruta a comunidade de Santo Amaro como sociedade organizada, consciente e atuante. Sede: R. das Sempre-vivas, 77 Jd.das Acácias Tel: (11) 3854-7372 e-mail: ciranda@cirandasantoamaro.org.br

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