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Mahalo Press | Ano 2 | #6 | Distribuição gratuita

Atleta da MAHALO, Bino Lopes

Rolé no

Hawaii

Veja o que rolou na temporada 2012 e viaje com os nossos atletas na cultura mais surf do planeta

Anjo tricolor Atacante Júnior também é craque nas ondas

Paisagens indonésias MAHALO patrocina exposição de Bruno Veiga

www.mahalo.com.br


Rolé no Hawaii

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Editorial

08

De olho na série

10

Conceito Mahalo

12

Editorial MAHALO

14

Bino na pororoca

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Musa Mahalo

24

Editorial MAHALO Infantil

26

Você tem fome de quê?

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Palavras salgadas

38

Taiwan Chan

39

Skate

40

Artes plásticas

42

Editorial EDYE

44

Meio ambiente

50

Editorial MAHALO II

52

Editorial ASA

60

Sons, filmes e afins

64

No trilho

66

Foto: Bruno Veiga

Foto: Bruno Lemos

Fomos até o meio do Pacífico e trouxemos para você as ondas, a vibe e o modo de vida havaianos

Indonésia em foco

Exposição do fotógrafo Bruno Veiga sobre o povo, as ondas e a cultura do país agitou o Verão de Noronha

Foto: Zecops

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Futebol e surf

Ídolo da torcida do Bahia, o atacante Júnior gosta de trocar o gramado pelas ondas

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Foto de capa: Bino Lopes dribla o cround e se encaixa nessa montanha em Himalaia, no Hawaii (Foto: Bruno Lemos)

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O ‘algo mais’ MAHALO Estar à frente, ser referência e buscar incessantemente a excelência sempre foi o principal desafio do grupo MAHALO. Desde a primeira lojinha no Shopping Piedade, em Salvador, lá no início dos anos 80, até os dias atuais (com 25 lojas e mais de 800 pontos de venda em todo o país), nosso foco é surpreender os clientes e parceiros e não apenas deixá-los satisfeitos. E para alcançar o status de uma das mais importantes e inovadoras grifes de surf e estar entre as três maiores redes de lojas do ramo no Brasil tivemos que buscar por ‘algo mais’. Nas diversas fases da MAHALO ao longo dos anos, a ousadia e a visão futurista estiveram presentes no que fizemos e tudo que leva a nossa assinatura tem que ser obrigatoriamente diferenciado. É assim nas roupas e nos acessórios, nas nossas lojas, na relação com os atletas da equipe, nos eventos, nas peças e nas ações publicitárias. A Mahalo Press, por exemplo, é uma ferramenta única entre as empresas do segmento no país. Nenhuma outra corporação possui uma revista com conteúdo editorial tão consistente e com material gráfico com a qualidade da nossa publicação. Sem falar da relação de identificação e fidelidade que construímos com o nosso público, em um ano de existência. E foi seguindo essa tendência natural de buscar por inovação e perfeição que a MAHALO apresenta, nesta edição, a Coleção Inverno 2012, intitulada Equilibrium. Para confeccionar os produtos que compõe o conjunto, poderíamos apenas ter realizado uma pesquisa de tendência e caprichar nas modelagens e nas estampas. Mas isso é o que todas as marcas fazem. Para nós, não basta.

A revista MAHALO PRESS é uma publicação do grupo Mahalo, Wave Beach, Edye RADICAL CO. e Asa Classic WEAR. Produzida por: Tel.: (71) 3414-9834

www.4linhascomunicacao.com.br

Edição e produção: Yordan Bosco - MTB/BA 2992 yordanbosco@4linhascomunicacao.com.br Projeto gráfico, editoração e tratamento de imagens: Alexandre Karr alexandrekarr@4linhascomunicacao.com.br

Fomos muito mais fundo nos estudos e criamos um conjunto de vestimentas que carrega, além da qualidade, uma infinidade de valores e conceitos agregados. Mais uma vez, os resultados superaram nossas expectativas e lançamos uma coleção ímpar, diferente de tudo que o mercado já viu até agora. São casacos, calças, camisas, bermudas, sapatos e acessórios que valorizam momentos únicos e vestem com muito estilo e conforto. Você pode conferir tudo nos editoriais de moda, nas páginas a seguir. Sonho havaiano Entre os meses de janeiro e fevereiro, a MAHALO mandou seus atletas Bino Lopes e Bruno Galini para o Hawaii. Acompanhados pelo jornalista e videomaker Tato Sales, eles se juntaram ao colega de equipe Yuri Soledade, que mora na ilha há quase 20 anos. Além de curtir o estilo de vida havaiano, o time treinou nas ondas grandes e perfeitas, interagiu com os principais surfistas do planeta e produziu material para veículos especializados, para as ações de marketing e, claro, para a matéria principal desta Mahalo Press. Apresentamos também nesta edição um perfil muito interessante de um surfista fissurado, que, ‘nas horas vagas’, é ídolo de uma dos principais times do futebol brasileiro, o Bahia. Júnior Sanabio, ou simplesmente Júnior, é um artilheiro nato e goleador de todos os times por onde passou. Mas, durante toda adolescência, alimentou o sonho de ser surfista profissional e participou de diversas competições da modalidade. Só aos 17 anos de idade decidiu entrar para o mundo da bola e começar a carreira de sucesso como jogador.

Colaboraram nesta edição: Revisão: Socorro Araújo; Assessoria comercial: Fabiano Gonçalves; Colunistas: Fábio Tihara, Juliano Bório, Lucius Gaudenzi e Marcos Pellegrino; Textos: Adriele Santos, Bernardo Mussi, Gabriel Almeida, Tato Sales e Zeca Cruz; Fotos: Alexandre Akiwas, Bruno Veiga, Diego Freire, Eduardo Escariz, Fábio Medeiros, Fabriciano Júnior, Felipe Oliveira, Jorge Sá, Kelly Cestari, Lucius Gaudenzi, Márcia do Carmo, Tato Sales, Zeca Cruz e Zecops; Ilustração: Rafael Brasileiro; Impressão: Vox Editora.

Os textos assinados reproduzem as opiniões dos seus autores e não necessariamente do veículo e do grupo. Contatos Comercial: contatosmahalo@mahalo.com.br Contatos com a Redação: redacaomahalo@mahalo.com.br Correspondência: Rua Morada da Lagoa, 452, Condomínio Morada da Lagoa, Galpão 6, Fazenda Coutos, Salvador/BA CEP: 40.750-120


Mahalo Press disponível em biblioteca virtual

Foto: Fabriciano Júnior

As versões digitais da Mahalo Press podem ser conferidas na livraria digital Grioti (www.grioti.com.br). As edições da publicação estão disponíveis gratuitamente no espaço virtual, que é uma das primeiras livrarias digitais do Brasil e atua no mercado desde 2010. A Grioti tem mais de 6 mil ebooks no catálogo. Além de variedade, os clientes têm liberdade para ler o livro, comprado em qualquer computador ou dispositivo eletrônico capaz de ler um arquivo ePub ou PDF. A Mahalo Press pode ser lida no imenso universo de gadgets, a exemplo de iPad, tablets Android, Kindle, além dos demais eBook readers, tais como iPhone, iPod Touch, iPad, Smartphone e tablet.

Jafé Britto lança série de vídeos de surf O videomaker e design do setor de criação da MAHALO, Jafé Britto, reconhecido na Bahia por suas produções sobre surf, acaba de lançar uma série que está sendo publicada semanalmente no site Surf Bahia (www.surfbahia.com.br). O projeto, intitulado Evolution, mostra importantes surfistas baianos, a exemplo de Wheslen Christian, Flávio Costa, Gabriel Macedo, André Teixeira, Roberto Vieira e Guto Boni. Com imagens capturadas por Jafé e outras pessoas, a série apresenta vídeos do litoral baiano e de outras localidades como Austrália, Indonésia e Sul do Brasil. “Após a publicação dos oito episódios da série, disponibilizaremos uma versão para download”, promete Jafé. Até lá, vale muito a pena conferir os vídeos que também serão disponibilizados nas redes sociais da MAHALO.

Mahalo Petrolândia Adventure 2012

Evento agita Velho Chico mais uma vez A cidade pernambucana de Petrolândia, localizada na margem do Rio São Francisco e a 500 quilômetros de Recife, recebe mais uma vez o Mahalo Petrolândia Adventure 2012. A prova será realizada de 25 a 27 de maio e contará com disputas de stand up paddle race, vôlei de praia, futevôlei, Jet ski, remo e futebol de areia. Além da presença de novas modalidades, a grande novidade da edição atual é que a competição de stand up valerá pela abertura do circuito brasileiro da modalidade. O evento tem caráter inovador, pois no ano passado proporcionou uma grande festa do esporte e conseguiu reunir, pela primeira vez, uma legião de surfistas nas águas do Velho Chico. Entre os participantes, marcaram presença o legendário Picuruta Salazar e seu filho Leco, o campeão mundial de longboard de 2007 Phil Rajzman, entre muitos outros praticantes de longboard e de stand up de todo o Brasil.

Os baianos Bruno Galini e Bino Lopes e o paraibano Ulisses Meira continuam firmes e fortes defendendo a MAHALO em competições nacionais e internacionais em 2012. O trio, integrante da elite do surf brasileiro, teve destaque em provas do circuito nacional e do mundial de acesso no ano passado. Para esta temporada, tanto a empresa quanto os atletas alimentam excelentes expectativas. “A MAHALO acertou em cheio na contratação desses surfistas e estamos muito felizes em contar com eles por mais uma temporada. Além de talentosos, são excelentes pessoas e atletas”, explica o gerente de marketing da empresa, Sandro Sanper.

Sob um sol forte e clima de festa, praticantes de stand up padle (SUP) da Bahia e de outros estados participaram, no dia 21 de abril, do 1º desafio Quintas Private, etapa de abertura do circuito baiano de SUP Race (livre). A prova rolou na lagoa do condomínio Quintas Private, próximo ao Complexo Hoteleiro Costa do Sauipe, no Litoral Norte baiano, e teve como destaques os campeões brasileiros Luiz Carlos Guido (SP) e Bárbara Brasil (BA). Quem também levou troféu para casa foi Pedro Valadares, Genalto Carvalho, André Freitas, Gustavo Kombi e Luciano Carvalho. Foto: Fabriciano Júnior

MAHALO renova com a equipe de surf

Moçada do SUP agita Sauipe


Foto: Diego Freire

Coleção Inverno 2012 - Equilibrium O Inverno é uma estação em que passamos momentos perto de uma lareira, em um cantinho confortável, quente, procurando sempre estar aquecidos com roupas ou em ambientes mais aconchegantes. Nos faz olhar mais pela janela, pensar na própria vida, sentir novas sensações e se autoafirmar, pois é a época que temos mais tempo com nós mesmos e nos estabilizar no espaço com equilíbrio. Considerando esse aspecto, a MAHALO criou uma coleção que valoriza esses momentos, nos deixando vestidos com muito estilo dentro do que há de mais confortável no meio de composição de malhas, tecidos e modelagens. Novas tecnologias de tecidos especializados para a prática de surf de alta performance são considerados um dos pontos fortes dessa coleção.

Falando de estampas, criamos uma variedade de imagens conceituais que expressam bem o significado do equilíbrio entre corpo e mente no nosso dia a dia. São desde ilustrações a frases únicas que contextualizam momentos marcantes vividos nesse período, como, por exemplo, a felicidade de viver a vida, o sonho realizado, as conquistas, os novos prazeres a cada dia, a satisfação das vitórias cotidianas e o constante bem-estar. A alegria de viver essas, entre várias outras sensações positivas nasce a partir dos nossos pensamentos, decisões, atitudes, ações de várias intensidades, porém juntas se tornam estáveis em harmonia, mente e corpo em sintonia, em perfeito equilíbrio. Gabriel Almeida Gerente de Desenvolvimento e Criação


Bruno Veiga

Fotos: Bruno Veiga

Olhar sobre a Indonésia

A cultura e as ondas da Indonésia são os principais temas da segunda exposição do fotógrafo Bruno Veiga. A mostra, patrocinada pela MAHALO, aconteceu em Fernando de Noronha

Indonésia Terra e Mar, Inspiração em Constante Interação é o nome da exposição fotográfica que o baiano Bruno Veiga apresentou aos moradores e aos muitos visitantes que estiveram em Fernando de Noronha no último Verão. A mostra, que foi aberta no dia 9 de fevereiro, no restaurante Cacimba Bistrô, contou com o patrocínio da MAHALO. Com um acervo montado em quatro temporadas de Veiga na Indonésia, as imagens revelam, através do entusiasmo e da percepção do fotógrafo, o surf, as paisagens e a rica cultura do país, que encanta não só pelos belos cenários, mas também por um povo simples e sorridente que vive em contato com a natureza exuberante. Este é o segundo ano consecutivo que o surfista e fotógrafo expõe em Noronha. No

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mesmo período do ano passado, ele apresentou a mostra Cores de Noronha, também patrocinada pela MAHALO, que contou com 20 imagens sobre a beleza da ilha e o surf local. Todos os anos, Bruno Veiga fica na Indonésia de abril a novembro. Ele trabalha documentando expedições de surf em ilhas desertas e exuberantes. “As imagens foram produzidas entre Bali e Sumatra, em lugares inóspitos e paradisíacos. As fotos mostram não só as perfeitas ondas desse país, mas também a sua rica cultura, através de fotos de paisagens e de pessoas”, explica Veiga. Formado em Educação Física, Bruno Veiga trabalhou nessa área por oito anos. “Mas, depois, chutei o balde. Estudei fotografia e ganhei o mundo. Comecei fotografando em Noronha e depois na Indonésia e no Chile”, conta o fotógrafo, que hoje colabora com as principais revistas especializadas em surf do país.


O sorriso das crianças de Mentawaii revela um grande entusiasmo com a vida

Todos os anos, Veiga fotografa o surf em Mentawaii de abril a novembro

Bruno Veiga recebe o surfista da MAHALO Bino Lopes no coquetel de lançamento da exposição Assim como a paz de Mentawaii, o agito do comércio de Bali também encanta o olhar de Bruno Veiga

Sumatra

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Fotos: Márcia do Carmo / Divulgação

Bino e Adilton Mariano em ritual das comunidades do Rio Araguari

O Campeonato Brasileiro de Surf na Pororoca rola com um grande aparato de segurança

Para Bino Lopes, surfar na pororoca foi a realização de um sonho antigo

Campeonat o Br asilei r o d e Po ro roca

Bino experimenta o surf na Amazônia O surfista Bino Lopes vivenciou pela primeira vez uma experiência única para quem pratica o esporte. Do dia 19 a 24 de abril, ele, o amigo Denis Tihara e mais um grupo de surfistas desbravaram o Rio Araguari, no Amapá (AP), durante a 12ª edição do Campeonato Brasileiro de Surf na Pororoca. O atleta da MAHALO foi o quinto colocado na prova, vencida por Rogério Barros. Mas, para ele, o resultado foi o que menos importou, diante de “uma emoção única e maravilhosa de surfar em um lugar lindo, porém inóspito e perigoso”. Com todo o aparato de segurança, composto por quatro jet skis, dois banana boats, cinco lanchas, além da presença do Corpo de Bombeiros do Estado do Amapá, da Capitania dos Portos e da Polícia Militar Ambiental, a competição foi organizada pela Associação Brasileira de Surf na Pororoca (Abraspo). Marcaram presença ainda o surfista maranhense Alvaro Bacana, o cearense Adilton Mariano, o ex-top da elite mundial Rodrigo Dornelles (RS), o cearense Ícaro Lopes, o paraense Rogério Barros e o local Stanley Gomes.

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“No lugar é só você, a selva e o rio, além de alguns vilarejos isolados. É uma sensação incrível, pois não tinha surfado uma onda tão longa. Teve um dia que andei por quase 30 minutos. Alternei entre ficar em pé e deitado na prancha, pois as pernas cansam”, conta Bino Lopes. “Dá pra curtir bastante, com vários amigos na mesma onda, inclusive. No primeiro dia, fui o primeiro a saltar do barco e pegar uma onda”, complementa. O surfista profissional explica que a leitura é totalmente diferente do mar. “Quando você cai, o jet ski faz o resgate e te recoloca na mesma onda. Fiquei cabreiro no início, pois me vi só, no meio do rio”, explica. Quero agradecer muito a Adilton Mariano, que me convidou, e à organização que proporcionou minha participação nisso tudo.

Resultados 1) Rogério Barros (PA) 2) Adilton Mariano (CE) 3) Dennis Tihara (BA) 3) Ícaro Lopes (CE) 5) Bino Lopes (BA) 5) Rodrigo Dornelles (RS) 5) Alvaro Bacana (MA) 5) Stanley Gomes (AP)


Denise Almeida Fotos: Diego Freire

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om um sorriso lindo e largo, cabelos pretos e curvas muito bem definidas,

a modelo Denise Almeida é a Musa Mahalo da edição. Apaixonada por praia, por música eletrônica e pela vida, esta baianinha de 1,6 metro de altura já andou de jet sky e faz academia todos os dias para manter a bela forma. “Estou feliz por ser a escolhida para esta seção. Principalmente porque adoro esportes e a MAHALO tem tudo a ver”, celebra. Uma not��cia boa para os marmanjos é que a nossa Musa está solteira!

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Quer ser uma Musa MAHALO? Envie fotos para o e-mail: redacaomahalo@mahalo.com.br

Confira mais fotos no www.mahalo.com.br


Bino Lopes na onda de Himalaia, em sua terceira temporada havaiana

Temporada dos sonhos Por Tato Sales | Fotos Bruno Lemos

Nenhum lugar do planeta respira mais a cultura surf do que o Hawaii. Local de encerramento das duas principais competições internacionais e reduto de praticantes de diversos lugares do globo, a ilha bomba ondas grandes e perfeitas por todos os cantos durante a temporada que vai de novembro a março. Nesse período, o pedaço de paraíso, que fica encravado no meio do Oceano Pacífico, recebe também uma legião de jornalistas e fotógrafos especializados, em busca de informações e imagens das performances dos principais surfistas do planeta. Os atletas da MAHALO Bino Lopes e Bruno Galini estiveram por lá, acompanhados pelo jornalista Tato Sales. A equipe se juntou ao também surfista da MAHALO e big rider Yuri Soledade, que mora nas ilhas há quase duas décadas

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Bruno Galini foi da China direto para sua estreia nas ondas mais cobiçadas pelos surfistas de todo o planeta

Foto: Tato Sales

No dia 6 de janeiro, Yuri Soledade fez mais uma sessĂŁo histĂłrica em Jaws, a maior e mais perigosa onda do planeta


S

urfar no Hawaii está no imaginário de muita gente. Quem nunca desenhou no cantinho do caderno, nos momentos em que a aula estava meio devagar, ondas perfeitas e surfistas fazendo manobras radicais? Pois é, é disso que estou falando. Quase todo mundo já imaginou como seria dropar picos consagrados por Kelly Slater, Joel Parkison, Andy Irons, Adriano Mineirinho, Gabriel Medina, entre outros que ainda estão no anonimato, mas esperando um lugar ao sol. Falo isso porque o Hawaii é o lugar! Não é à toa que toda a mídia especializada em surf está aqui e as capas das principais revistas, nos primeiros meses do ano, são feitas durante a temporada. Se a mídia está, com certeza, vamos encontrar os melhores surfistas do mundo remando ao seu lado. Quer dizer, eles estarão mais à frente, no pico e, dependendo do seu surf, vamos torcer pra que sobre uma da série. Se isso acontecer, será a onda da sua vida!

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Cheguei no dia 10 de janeiro no aeroporto da capital, Honolulu, com a missão de produzir vídeo e fotos com os surfistas da MAHALO Yuri Soledade, Bino Lopes e Bruno Galini. No aeroporto, liguei para o baiano radicado em Maui (a 40 minutos de voo dali) Yuri Soledade, que falou com certa dificuldade, pois tinha sofrido um acidente surfando em Jaws e fraturou a mandíbula. Com isso, minha ida para Maui e nossa entrevista não rolaram. O acidente com Yuri ocorreu dias depois em que o surfista pegou uma onda gigante na remada, no swell do dia 4 de janeiro, e que acabou colocando o baiano no páreo do Billabong XXL Global Big Wave Awards 2012, na categoria Monster Paddle, vencida por Shane Dorian ano passado. Resgate Sem que eu pudesse ir para Maui, Yuri, por telefone, disse que tinha entrado em contato com um amigo e que ele estaria no aeroporto para fazer o meu resgate e que iria me levar e hospedar no North Shore. Foi só desligar o telefone que parou no estacionamento uma caminho-


Foto: Bruno Lemos Foto: Kirstin / ASP

Bruno e Bino A ideia inicial era viajar todos juntos e produzir imagens desde a saída do Brasil. Mas um convite para o surfista Bruno Galini participar do ISA Games, na China, começou a modificar nossos planos, que logo depois foram por água abaixo quando Bino resolveu participar da primeira etapa do nordestino. Com o término da competição na China, Bruno partiu para a sua primeira temporada em terras havaianas. Com a companhia do amigo Dennis Tihara, as imagens começaram a ser feitas. Em suas primeiras quedas em Rocky Point e Pipeline, Bruno sentiu o peso das ondas e viu que pra encarar tudo aquilo que ele sonhou por anos precisava de muito treino. A diferença e a força em comparação às ondas que ele foi acostumado a surfar a vida toda eram muito grandes. Em entrevista para o programa Planeta EXPN, dos canais ESPN Brasil, Galini disse que quando surfa no Brasil todo mundo elogia. Tá surfando bem, mas quando chegou na Ilha percebeu que precisa melhorar muito e que está começando do zero. Mas, com o tempo, vai pegar as manhas e, principalmente, con-

Gabriel Medina compete no Pipe Master sob os olhares atentos do público

nete com várias pranchas e um stand up. Na direção, o sergipano Cesar Oliveira, mais conhecido por Cesinha. Se você pretende conhecer o Hawaii e não tem nenhuma informação, além das ondas que pretende conhecer, fica a dica da Mahalo Press: Cesinha é o cara para te dar todo o apoio necessário em Oahu. Com raízes firmadas na ilha há anos, ele, a esposa, Kátia, e seus dois filhos montaram uma pousada no andar de baixo da casa onde moram, que fica de cara para V-Land. Na hospedaria, não faltam brasileiros com sorrisos largos depois de várias quedas, contando que pegaram as ondas de suas vidas. De quebra, essas histórias podem ser compartilhadas com surfistas como Rodrigo Resende, Estephan Figueiredo (Fun), Danilo Couto, entre outros, que estão sempre na casa. Cesinha é dono da loja Go Nuts, que fica em Waikiki, e tem em sua casa várias pranchas e stand ups para alugar, além de bicicletas, que são fundamentais pra quem está sem carro e precisa dar uma checada no mar.

Foto: Tato Sales

Pipeline

Galini analisa a condição do mar

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Foto: Alexandre Akiwas

Bino Lopes apura a técnica nos tubos havaianos

fiança pra encarar as maiores da série. A ESPN estava realizando matérias com brasileiros, sobre a importância de um surfista profissional conhecer as potentes ondas havaianas para melhorar seu desempenho durante o ano O surfista baiano passou dois meses na ilha, o que lhe rendeu experiência para deixar algumas dicas para quem pretende conhecer o paraíso, “Podem vir tranquilos, sem pressão. Aqui vocês irão encontrar todo tipo de onda. Venham com pranchas grossas, por causa da remada, e com bom preparo físico pra não passar nenhum sufoco e aproveitar melhor as ondas. Saber o básico em inglês é fundamental”, recomenda o baiano. Depois da primeira etapa do nordestino de surf, que aconteceu na Praia do Futuro, em Fortaleza, Bino se juntou à equipe, na sua terceira temporada. “É sempre bom e muito importante retornar ao Hawaii. Além de ser um lugar maravilhoso, com uma cultura bacana e um clima muito parecido com o do Nordeste, a questão técnica é muito importante”, explica Lopes. “Todo surfista profissional tem de estar aqui na temporada. É um lugar de ondas perfeitas, grandes e pesadas, e onde você treina ao lado dos principais surfistas do mundo, o que te deixa na obrigação de melhorar sua performance”, avalia o surfista. “Além do mais, aqui você se sente desafiado quando o mar sobe. As ondas são grandes e exigem muita técnica e coragem”, detalha. Outras atrações Entre uma filmagem e outra, quando o mar dava aquela acalmada, para desespero dos surfistas, o negócio era aproveitar para fazer o que a ilha tem de bom, sem ser as ondas. Conhecer Waikiki é sagrado. O lugar é muito bonito e organizado. No North Shore, nós mergulhamos no

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Lapinho Coutinho, baiano de 19 anos, foi um dos destaques da temporada em Jaws


Para Galini, os dois meses que passou na ilha foram de extrema importância para o resto do ano

Bino, Galini e Tihara Foto: Tato Sales

Presença certa em todas as temporadas, Denis Tihara é íntimo das ondas havaianas

Contusão deixou Yuri de molho por mais de um mês

Fotos: Bruno Lemos

Quatro dias depois da sessão do dia 4 de janeiro nas cabulosas ondas de Jaws, o big rider Yuri Soledade se machucou e teve de ficar de molho por pouco mais de um mês. Ele perdeu o controle no drop de uma onda de cinco metros, no dia 8 de janeiro, e teve como saldo nove pontos no queixo, duas fraturas no maxilar e um dente extraído. “Nesse dia, as ondas estavam perfeitas para a remada, com séries entre 4 e 5 metros e algumas até maiores. Quando chegamos ao pico, só havia a galera local de Maui. Entraram comigo os brasileiros Lapo Coutinho e Tiago Candelot”, comentou Soledade, em entrevista concedida a Bruno Lemos, para o site Waves. “Depois de cair num drop, dei uma pancada na prancha. Posso dizer que foi Deus que me ajudou, pois os médicos não acreditaram como não apaguei na hora. Poderia ter sido muito pior”, conta.

Sharks Cove, uma enseada que fica em frente ao Foodland (principal supermercado do North Shore). O lugar é muito bonito, mas o mergulho não rendeu muito. Conhecer a famosa baía de Waimea Bay sem onda também é muito interessante. Os saltos de aproximadamente 5 metros de uma pedra que fica na beira da praia, e que entra por uns 10 metros dentro d’água, são bem emocionantes. Foi num dia sem ondas que a equipe MAHALO passou a manhã fazendo treinos de apneia em Waimea. Carregar uma pedra debaixo d’água é um bom treino, principalmente quando você precisa de fôlego numa das vacas que provavelmente vai tomar. Pois é, o lugar é perfeito, mesmo sem onda. Tanto para quem vai pela primeira vez quanto quem é ‘reincidente’, com certeza, a vontade de voltar nas próximas temporadas começa no exato momento em que você entra no avião de volta pra casa.

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“No Hawaii tem que ter dendê no sangue”

Lucius Gaudenzi Chefe e surfista, mora na Austrália e viaja pelo mundo em busca de ondas e de novos sabores

A Bahia vem sendo representada muito bem nas ilhas havaianas há algumas gerações. Nos anos 80, Pipeline foi fechada para um evento apenas de brasileiros, liderado pelo baiano Lapo Coutinho. Os anos se passaram e hoje somos os ‘locais’ do pico com as maiores ondas do mundo. No outside de Jaws, na ilha de Maui, o pico é totalmente dominado pelos Mad Dogs. Yuri Soledade, Marcio Freire e Danilo Couto formam o bloco dos que romperam todas as barreiras e mostraram para o mundo que são capazes de surfar ondas imensas na remada. Desbancando nomes do big surf mundial, eles insistiram e surfaram essas ondas por anos, até que dia 4 de janeiro último provaram que no Hawaii tem que ter dendê no sangue para dropar as maiores da série. E não para por aí. Vieram mais dois swells gigantes e em um deles Yuri Soledade sofreu uma fratura no maxilar, pegando ondas até então tidas como impossíveis de serem surfadas sem o auxílio do jet sky. No dia 31 de janeiro, com Yuri e Marcio machucados e Danilo ausente por compromissos particulares, os gringos pensaram que iriam dominar... Mero engano. Lapinho Coutinho e Heloy Júnior pegaram o avião e desembarcaram na ilha com suas gunzeiras. Recepcionei os dois, tomamos um belo café da manhã e lá foram eles pra o outside de Jaws. No início, fiquei apreensivo, pois pela primeira vez não tinha nenhum dos Mad Dogs no mar e os meninos estavam sozinhos com os gringos. Bastaram algumas ondas para a brincadeira começar. Lapo e Heloy droparam as maiores da série. Destemidos, não mediam consequência e fizeram uma sessão irada, de mais de seis horas de surf, só saindo do mar porque o último jet sky pediu para eles irem embora, pois não poderia mais acompanhá-los.

Sem duvida, um dia histórico para o big surf mundial, provando mais uma vez que no Havaii, definitivamente, tem que ter dendê no sangue para dropar as maiores da série. E, para se refazer dessa sessão, nada como uma bela moqueca de peixe. Aí vai a receita, muito simples, para toda galera preparar, após um dia mágico de surf:

SE LIGUE:

Ingredientes: 1 pimentão verde; 2 tomates; 1 cebola grande; 1 quilo de peixe fresco em postas; 3 dentes de alho; 1 molho de coentro; 2 limões; 1/2 molho de salsinha; 300 ml de leite de coco; 30 ml de azeite de dendê; e sal e pimenta a gosto. Limpe o peixe e esprema um limão inteiro com sal e um pouco de pimenta e deixe marinando enquanto corta os temperos. Em uma panela de barro (ou de ferro), acrescente um fio de azeite. Use meia cebola cortada em cubinhos e os dentes de alho bem amassados. Deixe fritar um pouco no azeite e coloque as postas de peixe. Vá arrumando sobre a outra metade da cebola os tomates e o pimentão. Tudo cortado em rodelas. Pique bem o coentro e a cebolinha, coloque em cima. Esprema o limão, um pouco mais de sal e deixe levantar fervura em fogo médio. Não use água, pois o peixe e os temperos irão liberar líquido suficiente para o cozimento. Quando ferver, acrescente o leite de coco, aumente o fogo, tampe e deixe ferver novamente. Pronto, leve à mesa com ela borbulhando e acompanhe com arroz branco e farofa de dendê.

Foto: Lucius Gaudenzi

Lapinho Coutinho, baiano de 19 anos, manteve a tradição baiana e dominou as ondas gigantes de Jaws


A grama do vizinho Por Juliano Bório*

Ilustração: Rafael Brasileiro

Minha vizinha era piriguete. Isso mesmo. Não piriguete de sair dando por aí pra todo mundo. Piriguete de profissão. No dicionário: prostituta. Tinha um belo par de coxas, carnudas, robustas, tratadas naturalmente pelos raios do sol. Mas o que chamava mesmo a atenção era a comissão de frente. Nossa, que seios! Duas obras-primas desenhadas pelas mãos dos melhores especialistas. Todas as noites quando saía de casa dirigindo sua Parati preta, placa do Rio de Janeiro e vidros escuros, despertava a imaginação dos que sabiam o que estava indo fazer. Seria ela diferente das outras na hora do sexo? Meu vizinho filosofava sobre isso a todo instante. Sonhava em realizar suas fantasias com aquela mulher, que chamava de “meu docinho”. Pode? Ele era louco por ela. Mais do que isso, tão apaixonado a ponto de esquecer o passado para viver esse grande amor. Meu vizinho era surfista. Isso mesmo. Não surfista de sair por aí pegando qualquer tipo de onda. Surfista profissional mesmo. No dicionário: pessoa paga para rodar o mundo atrás de ondas. É mole? Tinha um surf como nunca vi igual, um surf de linha, limpo, que veio da inspiração natural de Curren e Gouvêa. Dançava sobre as ondas. Fazia parecer fácil. Mas o que chamava a atenção era sua facilidade para entu-

bar. Um mestre nessa arte. Se fosse de backside, então, dava gosto de assistir de camarote. Todas as manhãs, quando saía de casa bem cedo dirigindo sua Saveiro prata, placa de Vitória e vidros verdes, despertava a imaginação daquelas que sabiam sua profissão. Como seria a vida de um cara que viaja pelo mundo atrás das ondas? Sua vizinha pensava nisso a todo instante. Sonhava em fazer uma trip com aquele garoto, que chamava de “meu herói”, pode? Ela era louca por ele. Mais do que isso, tão apaixonada que seria capaz de mudar de profissão, abdicando do conforto e vida boa para viver esse grande amor. Por anos, nunca souberam disso. Tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe. Mas a crueldade do destino tinha que ter fim. Naquela noite, ela não foi trabalhar. E ele, na falta das ondas, também não foi dormir cedo. O primeiro encontro foi no mercado, por volta das 9h. Um olá tímido, nada mais. Mais tarde, por volta das 10h, o destino deu uma nova chance aos dois. Ele estava à procura de gelo, ela, de chocolates. Foi então que se encontraram novamente no posto de gasolina. Dessa vez o clima foi diferente. Saíram dali juntos, no maior papo, e acabaram bêbados num boteco da cidade. Nada aconteceu. Ele tinha uma trip marcada para o Peru nos próximos dias. Sessões de fotos para seu novo patrocinador. Resolveu convidá-la, que aceitou sem titubear. Agora faltava pouco para viverem aquela história que ambos desejavam nunca ter fim. Foram 10 dias numa casinha próximo a Chicama, norte do Peru. O lugar não oferecia grandes atrativos, a não ser as ondas. Sem condução própria, caíram na rotina: surf e sexo, sexo e surf. Voltaram. Ela de saco cheio de não fazer nada e preocupada com as contas a pagar. Ele decepcionado com o sexo, que, de longe, fora um dos piores da sua vida. Nunca mais se falaram. E todo dia quando saíam para trabalhar, fosse de noite ou de dia, lembravam que a grama do vizinho nem sempre é a mais verde.

*Juliano Bório é gaúcho, publicitário, mora na Austrália e está preparando um livro de contos


Fotos: Jorge Sá

Filho do veterano surfista Jabes ‘Local’, o pequeno Chan foca na careira com muita determinação e disciplina

MAHALO aposta em jovem promessa ilheense Taiwan Chan, de 11 anos, já tem título ilheense e sul-baiano, conquistados em disputas com garotos dois anos mais velhos. Além do talento, a dedicação é uma das principais características do atleta Celeiro de grandes nomes do surf brasileiro, a cidade baiana de Ilhéus tem mais uma jovem promessa para revelar ao cenário do esporte. Trata-se do pequeno Taiwan Chan, de 11 anos. Sempre atenta às novas promessas do esporte, a MAHALO não perdeu tempo e já colocou o moleque no seu time. Ousado, determinado e talentoso, Chan já mostrou serviço no ano passado e foi campeão sul-baiano, ilheense e da Costa do Dendê, além de vice-campeão estadual, na categoria infantil (para garotos de até 13 anos). Filho de um dos pioneiros do surf da região do cacau, Jabes ‘Local’, Taiwan Chan começou a surfar aos 3 anos de idade e segue disciplina para conciliar treinamento e estudo. “Ele adora estudar, é muito dedicado e cursa o 7º ano. Como ele estuda à tarde, treina das 8h30 às 10h e faz as atividades da escola entre 10h30 e 11h30, diariamente”, explica o pai do garoto. Chan ainda pratica kickbox e jiu-jítsu. Determinado, o pequeno surfista comenta sobre os maiores sonhos da sua vida: “Estudar muito e chegar à elite do surf mundial. Quero também viajar para o Hawaii”, conta o garoto, que revela ainda gostar de surfar em ondas “buraco”, como as da Engenhoca, em Itacaré, a sua praia preferida.

Para esta temporada, Taiwan Chan já se prepara para as inúmeras competições que vai participar. Uma das mais importantes é o circuito brasileiro amador, que tem início em março, em Pernambuco. “Ele vai participar também dos circuitos baiano, ilheense, sul-baiano, da Costa do Dendê, além de outros que acontecem no litoral baiano”, explica o pai e técnico Jabes Local.

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Profissionalismo e talento sobre as rodinhas Texto e fotos: Zeca Cruz

Personagem da seção Mini Session do blog cearense Difusor Art e Skatboard (http://www.blogdifusor.com), o baiano Alex Cardoso deu um rolé pelas ruas de Fortaleza com o fotógrafo Zeca Cruz. O atleta da EDYE RADICAL CO. não só fez bonito para o ‘retrato’ com suas performances, ele chamou a atenção de todos que circulavam pelos ambientes por onde passou Já se foi o tempo em que ser skatista profissional significava apenas andar muito de skate e correr campeonatos. Hoje a profissionalização exige muito mais do que técnica. Mais do que nunca, o skatista precisa ter uma postura de profissional e boa parte dessa tal ‘postura’ se adquire durante a correria intensa das categorias amadoras. O baiano Alex Cardoso está no caminho certo da profissionalização. Isso fica claro quando se está perto dele. Mais do que o excelen-

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te nível de suas manobras, a postura do atleta em relação aos corres e deveres de um skatista é o que realmente chama atenção. Depois de um ano repleto de viagens, perrengues e muito skate, Alex Cardoso é o nome perfeito para a primeira Mini Session do ano no blog Difusor Art e Skateboard (http://www.blogdifusor.com). Ao longo de 2011, Cardoso esteve muitas vezes por Fortaleza para correr o circuito cearense e, de quebra, fazer algumas sessões para a sua Mini Session.


Ufa! Uma pausa para o descanso e para espantar o calor

A cidade não para? Cardoso prova o contrário

Ninguém segura Alex Cardoso

Não importa o espaço, mesmo na rampa apertada, o skatista da EDYE RADICAL CO. manobra com estilo, força e equilíbrio

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Fotos: Arquivo pessoal

Com 32 anos de surf, André Nunes começou a rabiscar suas primeiras telas há 20 anos

Ivete Sangalo, uma das estrelas pop desenhadas pelo artista

Artes plásticas

Surfando nas telas Destaque emergente no cenário das artes de Salvador, o surfista e artista plástico André ‘Dragão’ Nunes tem como diferencial o talento para pintar retratos no estilo pop art Com um trabalho diferenciado no estilo pop art, no qual retrata pessoas comuns e celebridades através de traços bastante particulares, André ‘Dragão’ Nunes vem conquistando espaço no cenário baiano das artes plásticas. Surfista e amante da natureza e do mar, Nunes também continua alimentando suas inspirações do início de carreira, ilustrando esses temas. O dom do desenho foi descoberto desde criança, mas o artista plástico começou a rabiscar suas primeiras telas há 20 anos. Há cinco, começou a colocar em prática uma paixão antiga pelo estilo pop art, movimento dos anos 60 que teve como símbolo máximo o mestre Andy Warhol. Em agosto do ano passado, ele teve oportunidade de colocar todo o seu talento à prova, com a exposição Celebrity, realizada em um shopping de Salvador. Na mostra, ele presenteou o público com 30 retratos, trabalhados com pinturas acrílicas de astros na-

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cionais e internacionais do cinema e da música. Com mais de 500 telas pintadas na carreira, Dragão, que nasceu em Salvador, tem uma versatilidade incomum e a prova disso é a frequência com que vem produzindo telas com retratos no estilo pop art e pinturas de ondas, surf e natureza. O artista explica que não são muitos os pintores que trabalham com técnica de pintura acrílica em painéis. Os resultados obtidos são marcantes, assim como a quantidade de pessoas famosas que têm um retrato assinado pelo artista em casa. Ivete Sangalo, o deputado federal ACM Neto, os cantores Tuca Fernandes e Alex Góes e a empresária Michelle Marie são algumas delas. “Procuro imprimir nos retratos traços diferentes e bem particulares, para dar tons mais artísticos às ilustrações. Gosto muito de trabalhar em preto e branco”, explica. “Tenho retratado também diversas personalidades do mundo pop, a exemplo de Johnny Deep, Bono Vox e Madona”, conta Nunes, que é surfista há 32 anos.


O Farol da Barra fica na entrada da Baía de Todos os Santos, uma das mais belas do mundo

Patrimônio Cultural do Surf Por Bernardo Mussi*

O surfista e ambientalista Bernardo Mussi, o Bonga, comenta sobre a estreita relação do Farol da Barra com o surf e alerta que a carnavalização da cidade não pode ofuscar a importância cultural e ambiental do patrimônio

Não resisti. Tive que postar um vídeo na internet para mostrar a estreita relação do surf com um dos mais belos patrimônios culturais do Brasil, o Forte de Santo Antonio da Barra, mais conhecido como Farol da Barra, em Salvador. Eu era um garoto de 11 anos quando iniciei minhas primeiras remadas do surf neste lugar. Era o ano de 1977 e, desde aquela época, jamais deixei de sentir uma grande paixão pela energia que existe por ali A curiosidade natural por sua história me levou a conhecer ainda mais a própria história do nosso país, da nossa cidade e da

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complexa mistura que se deu entre as raças de várias origens para a construção de uma identidade cultural belíssima. Apenas no trecho que vai do Farol da Barra ao Forte São Diogo, este na praia do Porto da Barra, é possível viajar por fatos que nos fazem refletir sobre a importância da conservação dessa área, não só por sua história, mas também por suas riquezas naturais. Ter o Farol da Barra na entrada de uma das mais belas baías do mundo, com suas águas mornas, cristalinas, repletas de naufrágios (verdadeiros sítios arqueológicos),


É esta concepção equivocada, que coloca a folia acima de qualquer lei para justificar tantos desmandos, que acaba por agravar os grandes problemas já existentes na saúde, educação e cultura de Salvador. Mas o Farol resiste, como sempre resistiu, a tantos ataques, desde a época em que os invasores tentaram tomar estas terras de Portugal. Então, nobre leitor, venho compartilhar esta percepção bem pessoal sobre o valor que tem um Patrimônio Histórico Brasileiro como o Farol da Barra para a cultura e a educação da nossa gente, através de singelas imagens do surf. Um Patrimônio com “P” maiúsculo que merece muito mais carinho e atenção antes que queiram transformá-lo em mais um camarote na próxima folia. Alguém duvida? * Bernardo Mussi é ambientalista e surfista desde 1977

Bonga (em primeiro plano) e a galera do surf do Barravento em ação

Foto: Arquivo Pessoal / Fábio Medeiros

Bonga surfa as ondas do Barravento, próximo ao Farol da Barra, desde 1977

Foto: Arquivo Pessoal / Eduardo Escariz

Foto: Bernardo Mussi

de saveiros, de pescadores artesanais, de uma linda fauna e flora marinhas, além de ser um dos poucos lugares do planeta onde é possível ver o sol nascer e se pôr no mar, é um privilégio sem igual. Agregar o surf a uma riqueza desse tamanho é tornar a vida muito mais prazerosa! Por este motivo, gosto de compartilhar minhas emoções neste lugar. Penso que é um patrimônio malcuidado e carente por ações que divulguem seu valor para nossa cultura e a educação da nossa gente. Não é possível que a carnavalização de Salvador continue ofuscando seu brilho. Não consigo digerir a ideia de que a cultura da nossa terra é totalmente dependente da festa momesca e de toda a degradação que ela fomenta. Isso é um crime ideológico!


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Foto: Fabriciano Júnior

Surfista na área Por Yordan Bosco

Um dos principais ídolos da fanática torcida do Bahia, o atacante Júnior Sanabio também carrega água salgada nas veias. Apaixonado pelas ondas, ele confessa que seu maior sonho de adolescência era ser surfista profissional. Chegou a participar de alguns campeonatos e levar troféus para casa, e sua ligação com o surf fez, inclusive, com que a carreira de jogador começasse um pouco tarde. Só aos 17 anos ingressou nas divisões de base do Fortaleza, onde rapidamente se profissionalizou. Após ter conhecido mais de 20 países e jogado na França, na Dinamarca, no Chile, na Bélgica, entre outros lugares, ele não abandonou o esporte que praticava nas praias cearenses quando moleque. Pelo contrário, mora em frente para o mar e, sempre que pode, está dentro d’água

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uem ouve as histórias da adolescência do entrevistado desta edição, certamente vai apostar que se trata de um surfista profissional. O jeitão de se vestir, a fala com algumas gírias características de quem pega onda e o entusiasmo com o mar são facilmente percebidos em nosso personagem. Na verdade, a história do jogador de futebol Júnior Sanabio, conhecido também no mundo da bola como Diabo Loiro ou Anjo Tricolor, foi toda passada na areia da praia. O ídolo da torcida do Bahia, um dos maiores clubes de massa do Brasil, sempre foi ligado aos esportes. Júnior Pipoca (apelido dado pela galera do surf de Fortaleza) jogava basquete, pegava onda e batia uma bola. O moleque não parava. Ganhou sua primeira prancha aos 10 anos de idade, depois de muito encher o saco do pai. A partir dali, foram muitas idas e vindas do bairro Cidade dos Funcionários, onde morava, para as praias do Cofeco (ou Abreulândia) e do Beach Park. Ia com a molecada de ônibus, de carona, às vezes os pais levavam, enfim, o meio não importava se o destino eram as ondas. Júnior também começou a competir, fez várias amizades no meio e chegou a ganhar alguns troféus. E o futebol? Por incrível que pareça, veio por acaso. Certo que ele era fominha de bola e não dispensava uma pelada. “Mas bola era só diversão, meu objetivo mesmo, meu sonho, era ser surfista profissional”, revela. Com 17 anos, depois de tantos conselhos para fazer um teste em algum clube, lá estava ele nas divisões de base do Fortaleza. Bastaram três meses de experiência para assinar o primeiro contrato profissional.

gou em países como França, Bélgica, Inglaterra, Dinamarca e Chile. Graças ao esporte, chegou a conhecer mais de 20 países. Mesmo com todas as conquistas e experiências que o futebol proporcionou, a exemplo de ter jogado a 15 graus negativos na Europa, a paixão de Júnior pelo surf não diminuiu. Do seu apartamento, em Salvador, vê o mar todos os dias. Quando vai treinar, ele segue pelo caminho da orla marítima, para ver o mar e saber das condições das ondas. “Sempre que posso, estou dentro d’água. Surfar é muito importante para meu bem-estar”, confessa. “É como as pessoas que precisam ir à academia ou jogar uma pelada com os amigos. Sempre que vou para Fortaleza, reúno os camaradas para pegar umas ondas do Beach Park”. Carinho da galera A popularidade que o atleta adquiriu na Bahia, por ter jogado nos dois principais clubes do estado, sempre gera surpresas para os surfistas que estão no outside. “O carinho que a galera tem quando me encontra no mar é muito legal. Converso com muitos surfistas e alguns deles se dizem surpresos por me veem dentro d’água. São muitas vibrações positivas, principalmente dos torcedores do Bahia, que são incríveis”, elogia. “Uma vez, um cara falou que esperava me encontrar em qualquer lugar, menos no mar”, conta o artilheiro tricolor, sorrindo. Foto: Felipe Oliveira / Divulgação

Caminho da bola “Só quando me vi pela primeira vez dando entrevista na TV foi que a ficha caiu e percebi que era aquilo que tinha que buscar”, explica. E hoje ele não se arrepende da decisão. Aos 35, Júnior tem uma carreira sólida e obteve sucesso nos diversos clubes por onde passou. Além de ter sido ídolo da torcida do Vitória e de ser adorado pela nação do tricolor, ele tem no currículo passagem pelos dois grandes do Ceará (Fortaleza e Ceará) e jo-

Ídolo do Bahia, Júnior se diz extremamente feliz com o respeito e o carinho da torcida tricolor

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Com o surfista tricolor Bino Lopes, em Stella Maris, Salvador

Foto: Fabriciano Júnior

Surfista desde os 10 anos de Idade, o jogador nutre uma paixão muito grande pelo esporte

Se um jogador de futebol famoso chama a atenção e desperta a curiosidade dos surfistas dentro d’água, um surfista no meio dos boleiros também não passa despercebido. Júnior conta que no início da carreira seu jeitão também despertava curiosidades no meio futebolístico. “Acho, inclusive, que ajudei a introduzir os bermudões de surf entre os jogadores”, diz. “Lembro que no início andava com o carro da minha mãe e, diferente dos colegas do Fortaleza, eu só ouvia Black Sabbath, Sepultura, Bad Religion, Pantera, entre outros. Aquilo soava muito estranho pra todos”. Realmente, conquistar o respeito da torcida do Bahia e do Vitória não é para qualquer um. Após ser artilheiro do Vitória em 2010, conquistar o título baiano e levar o time à decisão da Copa do Brasil com o Santos de Neymar e Robinho, Júnior passou a vestir a camisa do Bahia em 2011. Ajudou o time a conquistar uma vaga para a Copa Sul-Americana e, nesta temporada, é um dos principais goleadores do time. É xodó da torcida e isso fica evidente quando sai às ruas.

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Foto: Zecops

Foto: Zecops

Por causa do surf, Júnior começou a carreira no futebol aos 17 anos


Dilemas de ano novo Nosso colunista anda esperançoso com os guerreiros brazucas no WT, ansioso pela promessa de bons shows no Brasil e preocupado com o futuro da internet

Fábio Tihara Jornalista, especializado em sons e vídeos

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O ano de 2012 chegou e com ele as expectativas de um ano marcado por profecias catastróficas. Profetas, cientistas e até roteiristas de Hollywood já deram seu parecer sobre o emblemático 2012. Tenho certeza que a única certeza deste ano é que o mundo não vai acabar, como dizem muitas pessoas. Todos os anos é a mesma coisa. Depois da retrospectiva, vêm as previsões para o ano que chega. E este ano me parece muito favorável para nós brasileiros, especialmente no surf e na música. O World Tour traz novidades boas, como a volta de Fiji para o calendário, e o surf competição deve acontecer em ondas de calibre para decidir o campeão do mundo. E, antes que perguntem, digo de pronto que 2012 ainda não será o ano de um brasileiro campeão mundial, mas tenho certeza que vamos incomodar. Creio também que Slater deve desacelerar e, com isso, outros surfistas terão mais destaque como Parko, Mineiro, Mick e Medina. Falando em Medina, o moleque vai ter o ano todo para provar que não é apenas uma sensação e sim uma realidade. Vale

lembrar que vida de estreante não é fácil e que a pressão é grande em cima dele. Vimos em 2011 que a pressão e o medo não são empecilhos para o furacão Medina, mas com cada vez menos beach breaks no circuito é preciso muito mais do que aéreos para se tornar um campeão. Dos brasileiros, aposto minhas fichas em Mineiro, que depois de seis anos no circuito é praticamente um veterano aos 25 anos de idade. Na música, a promessa de um ano recheado de boas atrações e expectativas de bons discos para serem lançados. Em maio, teremos em São Paulo a edição brasileira do badalado festival Sónar, que acontece todos os anos em Barcelona. O festival é famoso por trazer o melhor da música eletrônica mundial. E, pelo line up divulgado, parece que finalmente teremos um festival decente aqui na terrinha. Já confirmados Björk, Justice, James Blake, Four Tet, Gui Boratto, Little Dragon, entre outros. Ainda na música, aguardamos discos novos de Nação Zumbi, Black Alien e Otto. De ruim mesmo só o desenrolar dos fatos envolvendo as questões dos direitos au-


para ouvir The Internet - Purple Naked Ladies The Internet é formado por Syd the Kyd e Matt Martian, ambos membros do coletivo Odd Future. O coletivo, que conta com o polêmico Tyler the Creator e o talentoso Frank Ocean, não para de revelar bons músicos na cena alternativa. Misturando hip hop com soul music, elementos eletrônicos e a bela voz de Syd, The Internet já é uma grata revelação neste ano. Como é característico do Odd Future, o grupo pode chocar com letras fortes e temas nada apropriados, um estilo intitulado pelo coletivo como ‘horrorcore’. Assista o clipe da música Fastlane e entenda um pouco o que quer dizer o termo.

torais na internet. Os americanos propõem o fim de ferramentas de pesquisas e limitam seus poderes para impedir o compartilhamento de informações e conteúdos na rede. A pergunta é: quem é o dono do que está na rede? Vemos também um movimento de censura, por parte do governo de alguns países, para as redes sociais como Facebook e Twitter. Parece que a máxima “começo, meio e fim” está valendo para os tempos digitais. Será o fim do download gratuito? Muitas perguntas e informações para uma coluna só? Se preparem, porque o ano está apenas começando.

ção) s na reda is ouvida a m s (a a edição Podcast d lame fi - The B sufi” 1 Gonjasu uru Gonja g e ta fe ro p , ta e o “P ) Left Brain ine (feat. ca o C t rne 2 The Inte odeie” “Ame ou orn to Die el Rey - B 3 Lana D omento” inha do m d ri e u q “A n ual Unio gon - Rit ra D e tl it 4L uécia” “Amo a S rs r - Yonke he Creato T r, le ” Ty o 5 tiv sujo e cria “Pesado,

Lana Del Rey - Born to Die Quem já ouviu Lana Del Rey provavelmente está encantado com essa americana que canta músicas que falam do amor nos tempos modernos. Ou, quem sabe, está encantado não só com sua voz, mas com seus atributos físicos. Não importa, o importante é que, em pouco tempo, todos vão estar falando dela. Seu talento é notório e a sua beleza é apenas um detalhe. Tem uma voz rouca e sensual, é talentosa e sua música tende para o lado mais pop. Não é uma Amy Winehouse, mas pode surpreender com o amadurecimento de sua música. Adele que se cuide, porque Lana Del Rey está chegando.

AraabMuzik - Electronic Dream Abraham Orellana é o cara por trás do pseudônimo AraabMuzik. O DJ e produtor americano foi o responsável pelo disco mais intrigante de 2011. Electronic Dream é um apanhado de ritmos formando uma avalanche sonora. Impossível ficar indiferente diante do experimentalismo e versatilidade do DJ que comanda uma MPC com a maestria que lhe rendeu o título de O DJ mais Rápido do Mundo. O som é um hip hop instrumental, com vocais tirados de sucessos da dance music dos anos 80, originando um som inusitado e curioso.

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“Precisamos mudar a nossa mente, rever nossos valores, deixar de querer ganhar sempre e aprender que ceder também é atitude de um vitorioso.”

Foto: Bruno Lemos

Disputa no pico Marcos Pellegrino Pastor e coordenador da Missão Surfistas de Cristo no Nordeste Pellegrino.marcoantonio@gmail.com

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Esses dias, me peguei refletindo sobre uma situação no mínimo interessante. Estava com um amigo em Jaguaribe e tinha meio metro de onda. Aquela ondinha característica daquele pico. Fácil e gostosa de ser surfada. A única coisa que não é muito agradável é aquele crownd. Na maioria das vezes, tem mais gente do que onda. Quando me veio esta reflexão, perguntei a ele por que tanta gente gosta de surfar aqui se tem lugares melhores por perto? A resposta foi simples: “Por se tratar de uma onda perto da minha casa”. Aí eu argumentei que muitas pessoas vinham de longe. Enfim, ficamos tentando chegar a uma conclusão e chegamos à seguinte: Ao longo do tempo, alguns fatores contribuíram para transformar aquele pico em um lugar favorável a um bom relacionamento. Não existe localismo em Jaguaribe, afinal tem gente de vários picos diferentes. Hoje impera a galera do Long e a galera das antigas e nesses meios sempre existe assunto para um bom e saudável

papo. Se não for dentro d’água, com certeza você verá uma galera no calçadão trocando aquela ideia e dando boas risadas. Não há lugar nenhum que tenha conseguido durante sua história gerar um ambiente tão favorável para isso. O surf é um esporte egoísta, é raro você ver alguém remando na da série e, quando outro surfista ao lado rema, ele para e diz, ‘vai lá, a onda é sua’. É raro alguém rabear sua onda e quando vocês se encontram no outside você diz com um lindo sorriso no rosto: “E aí, como foi a onda?” Enfim, o surfista gosta de descer em todas, nas melhores, e ser elogiado. Por isso creio ser um esporte egoísta e, quem sabe, por isso tenha me chamado a atenção uma situação dessas no mar. Tudo isso nasce dentro de cada um de nós e precisamos mudar a nossa mente, rever nossos valores, deixar de querer ganhar sempre e aprender que ceder também é atitude de um vitorioso. Fica aí, galera, a reflexão, forte abraço e boas ondas.



Mahalo Press 6ª Edição