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Projeto Gugu é um sucesso, e isso ninguém pode negar. Trazendo de volta saúde e bem-estar para a vida de quase 5 mil pessoas, a iniciativa é reconhecida e respeitada em qualquer lugar de Niterói. Seus núcleos, bem como seus participantes, vêm se multiplicando diariamente. Porém, não é difícil ouvir perguntas do tipo: mas somente mulheres participam das atividades? Onde estão os homens do Projeto Gugu? Pois bem, leitoras. Não há mais motivo para lamentos. Atendendo a pedidos, apresentamos alguns dos mais importantes representantes da classe masculina do Projeto Gugu. São eles Adir de Almeida, o Didi - núcleo de São Francisco (6 anos no Projeto Gugu); Antonio Galdino - núcleo de Piratininga (6 anos “de casa”); Antonio Julio Dias - núcleo de Dança de Salão (10 anos); Gilberto Cabral núcleo da Engenhoca (9 anos); Pedro Alves Pina - núcleo do Preventório (10 anos); Astor Alves Pina - núcleo do Preventório (10 anos); Necy Batista - núcleo do Largo da Batalha (10 anos); Roberto Ricardo Figueiredo - núcleo do Morro do Castro (3 anos); Eupides Gonçalves núcleo do Caramujo (4 anos); Agostinho Guedes - núcleo de Santa Bárbara (participante do Projeto Gugu desde o começo, em 72); Silvio Teixeira - núcleo de Santa Rosa (8 anos); Aflaudízio dos Santos - núcleo do Caramujo (12 anos). “Nós estamos todos em busca de qualidade de vida. Quem se movimenta vive mais e melhor. Nas atividades, não só o corpo está sendo trabalhado. A cabeça também é estimulada. No final, todos os núcleos são grandes famílias, e acaba importando pouco se há mais mulheres que homens”, comenta Antonio Dias.

a classe masculina do Projeto Gugu “Realmente, há mais mulheres que homens, mas essa diferença não altera em nada o bom andamento das aulas, o entrosamento de todos os alunos e muito menos os benefícios que os exercícios e o companheirismo nos trazem. Quem não faz ginástica conosco está perdendo”, diz Antonio Galdino, que sofria de depressão, até que descobriu o projeto. Tristeza nunca mais. “Acho que sou o único homem do meu núcleo, e isso nunca foi um problema. Muito pelo contrario. As meninas sempre me tratam muito bem”, se diverte Gilberto Cabral. “Todos ajudamos nas atividades, dando todo o suporte para as aulas acontecerem sem problemas. Pensando assim, nem é tão ruim quanto parece”, brinca Necy Batista. Eupides Gonçalves, de 87 anos, fraturou o fêmur em um acidente, mas não demorou muito para retornar às aulas, o que fez dois meses depois, mas recebeu uma bronca da professora, o que não o intimidou: “Não consigo ficar sem vir às aulas, aqui eu encontro meus amigos”, assegura. Aflaudízio também é outro tão encantado com o Projeto Gugu, que não esperou muito tempo, depois de que se submeteu a uma cirurgia de catarata. “Não gosto de ficar em casa, o meu núcleo (Caramujo) é muito animado, a gente faz festas, se diverte”, dá a dica. Silvio Teixeira garante que o relacionamento de amizade entre os integrantes do projeto é forte: “A gente se reúne nas casas uns dos outros para bater papo, lanchar, é muito bom fazer amigos. Frente ao benefício que nós temos, importa muito pouco se há mais mulheres do que homens. O fato de criarmos laços dentro e fora das aulas é algo que não tem preço”, conclui.

“Quem não faz ginástica conosco está perdendo”, diz Antonio Galdino, que sofria de depressão, até que descobriu o Projeto Gugu. Tristeza nunca mais

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JORNAL NOV.IDADE Nº 3  

Publicação mensal, criada e editada pela Mago Ideias para a cliente Funcab, com notícias sobre a chamada terceira idade. A Funcab é gestora,...

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