Page 33

31 14 OUT/NOV 2015

Quem dá a um atelier de arquitectura o nome de ‘Opera’ tem necessariamente que ser diferente. E podem estar certos disso. Os nossos convidados desta edição são especiais. Whoever gives an architects’ office the name ‘Opera’ necessarily has to be different. And that you can be sure of. This issue’s invited guests are special. Texto Text: Joaquim Pereira de Almeida

José Soalheiro e Teresa Castro – que hoje têm mais quatro sócios – estão na génese do Gabinete, cuja actividade remonta a 1987, na altura com outra designação. Durante vários anos os seus projectos partiam sempre de concursos, na maior parte dos casos para obra pública. Fizeram um pouco de tudo. Como diz Soalheiro “tocámos todos os violinos”. Só em 2001 se viraram mais para o sector privado tendo o crescimento da estrutura e o volume da encomenda crescido sempre. Com o novo século veio a actual marca ‘Opera’ e um gigantesco salto para a internacionalização. Portugal começava a ficar cada vez mais pequeno e as oportunidades em diversas partes do mundo eram muitas. Desde logo, Angola onde trabalham desde 2005 e onde têm um curriculum muito importante. Mas não só. Moçambique, Marrocos, Dubai, Brasil e Panamá foram também destino dos arquitectos, cujo trabalho e profissionalismo foram sempre muito apreciados. No seu percurso há, neste momento, um problema muito sério: Angola. A crise naquele país, que eles conhecem profundamente, veio a afectar

imenso o atelier. José Soalheiro frisa que a sua equipa “não é paraquedista” e que jamais pretendem “impor os nossos valores culturais”. Na terra de Agostinho Neto a questão mais grave foi outra. A maioria dos projectos em que estavam envolvidos eram encomendas de empresas do Grupo Espírito Santo. Não será preciso dizer muito mais porque é conhecido o que sucedeu a essa entidade. Isto afectou naturalmente o gabinete mas ninguém baixou os braços. Habituados a fazer pequenos e grandes projectos, gostam de desafios complexos. Hospitais, hotéis, escritórios, já fizeram um pouco de tudo. Este ano houve um caso particular que lhes “encheu o ego”. O ‘Opera’ recebeu uma Menção Honrosa, entre mil ateliers de 40 países pelo projecto de dois lotes no Parque das Cidades, em Ruichang, na China. Tratou-se naturalmente de um concurso internacional, o que valorizou imenso o projecto português. Os responsáveis do atelier - que emprega 18 pessoas e que tem, também, uma componente de design - estão conscientes de que os tempos

Magazine Imobiliário 014  

Construção Ambiente Turismo

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you