Issuu on Google+

H.T.P.C. CULTURA AFRICANA

ACOLHIMENTO –

IMPORTÂNCIA DA DATA Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. HOMENAGEM A ZUMBI A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo. A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.

ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão. Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.


RITMOS AFRICANOS Explorando a habilidade dos pequenos para tocar instrumentos e dançar, leve-os a descobrir como as manifestações artísticas expressam a cultura Dançar, batucar e cantar são formas de manifestação que fascinam desde que o homem é homem. Ao longo de pelo menos 130 mil anos da trajetória humana no planeta, combinações de gestos, ritmos e sons foram capazes de exprimir, a um só tempo, costumes, tradições e visões de mundo de incontáveis povos e grupos sociais. Em poucas palavras, tanto a música como a dança transmitem cultura. É papel do professor mostrar essa ligação - sem deixar de lado, claro, o aspecto lúdico que só não encanta "quem é ruim da cabeça ou doente do pé", como diz o histórico Samba de Minha Terra, de Dorival Caymmi. As crianças, você sabe, encontram na brincadeira uma poderosa ferramenta de experimentação e conhecimento. Em geral, adoram música e dança. Era assim com os pequenos da pré-escola do CEI Santa Escolástica, na capital paulista. Atenta a essa empolgação, a professora Luciana do Nascimento Santos fez o óbvio: pôs a meninada para tocar, cantar e dançar. Mas foi além. Primeiro, estabeleceu um foco para sua atuação, explorando influências da cultura africana com o aprendizado de instrumentos como agogô, caxixi e alfaia e de danças como jongo, maracatu e coco. Em segundo lugar, encarou essas práticas como meios de pesquisa cultural, conduzindo a turma na descoberta da história da África e suas ligações com o Brasil. O resultado desse trabalho rendeu à professora o troféu de Educadora Nota 10 do Prêmio Victor Civita de 2008. "O que me entusiasmou foi o fato de os pequenos terem aprendido muito sobre a África ao fim do projeto", afirma Karina Rizek, coordenadora de projetos da Escola de Educadores, em São Paulo, e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10. "Além disso, Luciana colheu os frutos de ter apostado na capacidade artística da meninada. Nunca vi crianças daquela idade dançando e tocando tão bem." CONSTRUINDO A PONTE BRASIL-ÁFRICA PASSO A PASSO


A influência cultural africana na cultura brasileira. Ao investigar e aprender manifestações culturais - especialmente a dança e a música -, elas aumentaram seu repertório e passaram a valorizar essas contribuições. A sequência didática de ampliação cultural é de tirar o fôlego: incluiu o uso do globo terrestre (para localizar o Brasil, a África e a distância geográfica que os separa), a leitura de reportagens, textos e de um dicionário de palavras africanas, rodas de conversa e de contos africanos, visita de especialistas, idas ao museu e a confecção de um painel fotográfico com as informações aprendidas. Para ensinar música, Luciana ofereceu inicialmente instrumentos caseiros feitos com embalagens descartáveis e sucata. Assim que os pequenos perceberam os sons e aprenderam a usar cuidadosamente os objetos, eles puderam explorar os instrumentos profissionais. Depois que cada um escolheu o seu, a professora sugeriu que todos acompanhassem músicas gravadas para aprimorar o ritmo e a visão de conjunto. No caso da dança, as marcações serviram de base para o ensino dos passos, apoiado posteriormente em DVDs específicos. A pluralidade cultural deve fazer parte do currículo escolar desde o Ensino Infantil. E que tal trabalhar o Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado no Brasil em 20 de novembro, trazendo um pouco da cultura africana para os pequenos? A data é uma homenagem à morte de Zumbi dos Palmares, último líder do Quilombo dos Palmares, o mais importante refúgio de escravos no Brasil no século XVII. Mas a cultura africana vai muito além do tema da escravidão, como vemos no conto sobre animais a seguir.


Um conto africano: a tartaruga e o elefante Reconto de Robson A. Santos* Lá pelas terras distantes da África, na região do Benin, as mães contam esta história para seus filhos. Esta história chegou ao Brasil no colo de uma boneca africana (não me perguntem como, só sei que foi assim que aconteceu). Prestem atenção na história que eu vou contar! Certa vez, a tartaruga, que era muito astuta e arteira, resolveu pregar uma peça no elefante. Espalhou para todos da cidade que ela chegaria ao povoado montado nas costas do elefante, como se ele fosse o seu cavalo. Todos riram e acharam que desta vez a tartaruga levaria a pior. Com um plano na cabeça, a tartaruga foi até a floresta procurar o elefante que se encontrava calmamente tomando seu banho matinal. — Olá, compadre elefante! Muito bom dia! Sabe o que andam dizendo de você lá no povoado? — Bom dia, comadre tartaruga. Não sei! O que andam dizendo? — Que você não entra lá porque e muito grande e desajeitado e tem medo de estragar alguma coisa. — Ora, mas que desaforo. Não entro lá porque nem sei como chegar ao povoado. — Pois vamos resolver isso agora! Eu te mostro o caminho. Assim quando você chegar lá todos ficarão com a cara no chão. O elefante aceitou a oferta e se pôs a seguir a tartaruga até o povoado. Andaram bastante até que a malandra disse: — Ai, compadre, estou muito cansada. Bem que você podia me dar uma carona em suas costas, né? Pelo seu tamanho nem vai sentir meu peso. E o elefante colocou a tartaruga em suas costas e chegou à entrada do povoado. — Olha, compadre, vamos fazer uma brincadeira com a gente do povoado. Quando eu coçar suas costas você corre e quando eu colocar minhas unhas em suas costas, você empina e com isso todos ficarão deslumbrados. E o elefante aceitou o combinado e assim fizeram entre corridas e pulos pelas ruas do povoado. Tudo ia bem, com os dois rindo à vontade, até que a tartaruga deixou escapar: — Não falei que entraria no povoado montado em meu cavalinho? - e ria para todos que a olhavam espantados. — Ei! - disse o elefante - Por acaso eu sou o seu cavalinho? Você me enganou! E pegou a tartaruga com sua tromba e começou a ameaçá-la:


— Pois agora eu vou te jogar naquela pedreira e você vai ver só! — Pode me jogar que eu tenho a casca dura e nada vai me acontecer. — Ah é! Pois então vou te jogar naquele lodaçal, no meio da lama... — Na lama não, por favor. Na lama não, que tenho medo de me afogar. — Pois é para lá que você vai! E jogou a tartaruga na lama. Na mesma hora em que ela afundou, já subiu rindo da cara do elefante. — Aqui é o lugar onde eu gosto de ficar. E ria da cara do elefante. Ele bem que tentou pisar nela, mas só conseguiu sujar suas patas. Ele pisava de um lado, ela aparecia do outro. Ele pisava do outro lado e ela aparecia em outro lugar. Fez isso um tempão até que se cansou e voltou para a floresta, de cabeça baixa. Quando chegou à floresta contou para os outros elefantes o que havia acontecido e eles ainda riram dele, dizendo que ele não devia ter confiado na tartaruga. E desde então elefantes e tartarugas não são lá muito amigos e depois dessa presepada os elefantes quase nem aparecem no povoado, pois ficaram com vergonha.

Geraldo Vandré A Marcha traduz a manifestação da vontade de uma coletividade emd e f e s a d e p r i n c í p i o s q u e e n v o l v e m o d e s t i n o d a v i d a h u m a n a . A p a r t i r d e l a expressamos nossos ideais e nosso potencial de luta, tendo em vista a libertaçãopolítica e social do indivíduo , na constante caminhada de sua existência.Ao trabalhara marcha como meio de expressar a resistência e combate atoda e qualquer forma de opressão ao ser humano e destruição das estruturasfísicas e sociais necessárias à vida, volta-se para a construção do processo deconscientização frente às relações que se estabelece com o meio. Tal propostaapresenta caráter educativo, pois serve de alerta à comunidade em relação aos prejuízos que podem ser deixados como legado negativo para geração futuras.A E M E I M a r i a C l a r a M a c h a d o u t i l i z a - s e d a M a r c h a c o mo r e c u r s o pedagógico, para socializar os resultados da produção interna e p l a n e j a r interferências mais coordenadas na comunidade que visam consolidar nossosobjetivos centrais, que é o desafio de transformar a escola um espaço do plenoexercício da cidadania. 2 - Justificativa O projeto intitulado “Marcha da Consciência Negra” consiste n u m a proposta de sensibilização, conscientização e chamada à ação de todos aquelesco-responsáveis pelas decisões que dizem respeito ao coletivo.T e m - s e como alvo, a priori, o alunado de Educação Infantil da EscolaM a r i a C l a r a M a c h a d o , o s p a i s q u e a c o m p a n h a m d i r e t a e i n d i r e t a m e n t e o desenvolvimento dos trabalhos, estendendo-


se a alunos de outras escolas e à comunidade em geral.N o desenvolvimento dos projetos propostos a marcha tem sido u m a prática constante. a partir do que é pensado para a execução d o t r a b a l h o d o discente e docente , com participação dos diversos segmentos da escola, levandoa e d u c a ç ã o p a r a a l é m d a f r o n t e i r a d a s a l a d e a u l a , a ç ã o m e t o d o l ó g i c a q u e proporciona o engajamento de outras escolas, como: EMEF Letícia Soares, Olga Benário e Ministro Geraldo Barreto, Manoel Bonfim, M a n u e l E u g ê n i o , representantes do Movimento Negro e SINDICATO .P a r t i n d o d o p r i n c i p i o d e q u e o p r o c e s s o d e t r a n s f o r m a ç ã o s o c i a l n ã o acontece de forma passiva, nem é resultado de uma vontade individual e sim detoda uma conjuntura, a marcha representa o espírito de luta daqueles que fazem cada um sua história, articulada às idéias e interesses comuns. 3 - Objetivos Sensibilizar, conscientizar acerca da importância de se fortalecer o espírito de Cidadania. 4 - Objetivos Específicos • Desenvolver atitudes positivas em relação às práticas sociais. • Mobilizar a escola e comunidade em geral para a participação nas lutas por causa sociais. • Perceber a importância da luta como manifestação de vontade comum a um coletivo. • Manifestar resistência e combate às formas de opressão. • Diferenciar lutar por interesses individuais de luta por interesses coletivos. • Explorar o conceito de cidadania • Abrir debate sobre princípios de dignidade humana. • Discutir acerca das políticas afirmativas (saúde, cotas, educação, trabalho,moradia, etc). Construção da Marcha A Marcha da Consciência Negra*Linguagem oral / escrita (sala de rotina) • Leitura de texto: “A Marcha da EMEI” • Complementação de palavras do texto • Roda de conversa enfocando: O que é uma Marcha; Qual o sentido dela;explicar quando e como vai ser a II Marcha da Consciência Negra. • Construção de panfletos e faixas. * Expressão corporal / Atividades físicas (sala da fantasia, sala do brincar).


• Releitura do texto • Criação de slogans para a marcha • Simulação da Marcha pelas dependências da escola * Artes plásticas • Confecção de materiais que serão levados pelas crianças: cartazes, painéis,flâmulas, faixas etc... * Linguagem Oral/ Escrita • Complementação de palavras do texto “A Marcha da EMEI”; • Listagem oral e escrita de alguns direitos do cidadão. * Música • Confecção de instrumentos que produzam sons para a Marcha: Latas compequenas pedras também de lata, garrafas de plástico com sementes. • Negra Na Educação Infantil

Jogos e brincadeiras africanas II • Compartilhar por E-mail • • •

Compartailhar no Orkut

24/08/2010 Autor e Coautor(es) Autor Luciano Silveira Coelho BELO HORIZONTE - MG ESCOLA DE EDUCACAO BASICA E PROFISSIONAL DA UFMG - CENTRO PEDAGOGICO


Estrutura Curricular Modalidade / Nível de Ensino

Componente Curricular

Tema

Ensino Fundamental Inicial

Educação Física

Atividades rítmicas e expressivas

Educação Infantil

Movimento

Coordenação

Ensino Fundamental Inicial

Educação Física

Esportes, jogos, lutas e ginásticas

Educação Infantil

Movimento

Expressividade

Ensino Fundamental Inicial

Educação Física

Conhecimentos sobre o corpo

Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula - Ampliar os conhecimentos trabalhados na primeira aula sobre jogos e brincadeiras africanas. - Aprender as regras e a dinâmica dos jogos e brincadeiras africanas que não foram completados na primeira aula. - Aprender a contextualizar a prática desses jogos com seus países de origem, reconhecendo a cultura e das peculiaridades de algumas regiões do Continente Africano. Duração das atividades Cada atividade terá duração de 25 minutos compreendendo um total de 100 minutos. Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Esta aula dará continuidade ao tema de Jogos e brincadeiras africanas abordados no mês de maio de 2010. No entanto, a realização desta não necessita de conhecimentos prévios sobre o assunto.


Estratégias e recursos da aula

Foto (acessada em 09/08/2010) Atividade 1 – Contextualizando Duração: 25 minutos Material: computadores Local: sala de informática Para dar continuidade ao tema abordado na aula de Jogos e brincadeiras africanas o(a) professor(a) poderá fazer uma breve contextualização sobre a diversidade cultural e natural dos países africanos que deram origem aos jogos que serão trabalhados nesta segunda aula. Esta contextualização poderá ser feita através de vídeos da internet. Sugestões de vídeos: http://www.youtube.com/watch?v=NuLI09R7VY0 (acessado em 09/08/2010) http://www.youtube.com/watch?v=BXvKJKUtPKI&feature=related (acessado em 09/08/2010) http://www.youtube.com/watch?v=IhtNcmXPg3w&feature=related (acessado em 09/08/2010) http://www.youtube.com/watch?v=vrmiAj955-s&feature=related (acessado em 09/08/2010) http://www.youtube.com/watch?v=nduIeazGj1I&feature=related (acessado em 09/08/2010) http://www.youtube.com/watch?v=1Fa-HloZ0II&feature=related (acessado em 09/08/2010)


Atividade 2 – Shisima (Quênia) Duração: 25 minutos Material: tesoura, emborrachado (Eva), canetinha e tapinha de garrafa pet Local: quadra ou pátio Para dar início às atividades, o(a) professor(a) poderá trabalhar com o jogo Shisima, um jogo de tabuleiro originário do Qu��nia. Para confeccionar o tabuleiro do jogo será preciso utilizar um retalho de emborrachado (EVA) de aproximadamente 20cmx20cm e desenhar um octógono de 15 cm de diâmetro (Figura 1). As peças podem ser feitas de tampinhas de garrafa pet e cada jogador terá 3 peças de mesma cor. Para começar, os jogadores tiram par ou ímpar. Na disposição inicial, as peças ficam no tabuleiro como indicado na figura 1 / peças. O jogador que iniciar a partida poderá movimentar sua peça pelo tabuleiro até a aresta mais próxima que estiver vazia, sem pular qualquer outra peça. O objetivo do jogo é posicionar as três peças alinhadas como se pode ver nas situações (a,b,c,d) onde o jogador de vermelho venceu as partidas.

Atividade 3 – Labirinto (Moçambique) Duração: 25 minutos Material: giz Local: quadra ou pátio A brincadeira do Labirinto (Figura 2) é originária de Moçambique e possui uma dinâmica simples e interessante. Para começar é preciso que se faça um desenho do labirinto no chão (a). Os jogadores iniciam o jogo na primeira extremidade do desenho (b). Para seguir em frente tira-se par ou ímpar repetidas vezes. Toda vez que um jogador ganhar ele segue para a extremidade à frente. O jogador que chegar na última extremidade primeiro (d), vence a partida. Sugestões de variação: - Ao invés de tirar par ou ímpar para seguir em frente os jogadores poderão utilizar o pedra, papel e tesoura. - Pode-se jogador com mais de duas crianças, mas para isso é preciso mudar a disputa de par ou ímpar para adedanha.


Atividade 4 – Mankala Duração: 25 minutos Material: caixa de ovos, tesoura e feijões Local: quadra ou pátio

Jogo da Mancala é um milenar jogo africano que pode ser encontrado em diferentes países do continente. Seu nome, bem como suas regras, podem variar de um local para o outro, mas a dinâmica é sempre a mesma. Inspirado nas tarefas agrícolas de semeadura e colheita o jogo da Mancala se revela como um jogo estratégico e inteligente. Para


confeccionar seu tabuleiro com materiais simples (Figura 3), basta utilizar um caixa de ovos e recortar duas fileiras com 6 cavas cada. As regras básicas são as seguintes (Figura 4): cada jogador iniciará a partida com 24 feijões distribuídos igualmente pelas suas 6 cavas (A). Para decidir quem iniciará a partida os jogadores deverão tirar par ou ímpar. O jogador que iniciar deverá tirar os 4 feijões de sua cava e distribuir (semear) no sentido anti-horário nas cavas ao lado. No entanto, é preciso que pelo menos um de seus feijões seja semeado em uma cava do adversário. Sendo assim, para dar início à partida o jogador obrigatoriamente terá que optar por semear os feijões das cavas IV, V ou VI. No exemplo da Figura 4 o jogador 1 optou por começar com os feijões da cava IV e semeou 1 feijão em suas cavas V e VI e nas cavas I e II do adversário. Todas as vezes que um jogador distribui suas sementes e termina a semeadura completando 2 ou 3 feijões ele pega (colhe) estes feijões pra si. Se houver pares ou trios de feijões nas cavas imediatamente atrás daquela, também terá o direito de colhê-los. Na jogada (E) o jogador 2 distribuiu os 5 feijões de sua cava V e terminou a semeadura na cava IV do adversário com 2 feijões. Com isso, ele teve o direito de colher estes 2 feijões. Um jogador pode colher feijões tanto nas suas cavas quanto na cava do adversário. No entanto, toda vez que for fazer a semeadura deve começar utilizando feijões de sua própria cava. O jogo termina quando um jogador não tiver feijões suficientes para semear até a cava do adversário. Nesse momento, contam-se os feijões que cada um colheu e aquele que tiver colhido o maior número de feijões ganhou o jogo.

Recursos Complementares No começo de cada atividade o(a) professor(a) poderá fazer algumas considerações sobre as regras dos jogos, bem como sua origens e histórias. Para isso, o(a) professor(a) poderá consultar sites na internet que o(a) ajudarão a embasar sua fala.


SUGESTOES DE LIVROS

Menina bonita do laço de fita Ana Maria Machado, (Cortez editora) Este livro narra a história de um coelhinho apaixonado que deseja descobrir como uma linda garotinha ficou pretinha. Ótima opção para ajudar as crianças a refletirem sobre diferenças étnicas e sobre família.

Bruna e a galinha D'angola Gercilga de Almeida


A semente que veio da Ă frica Heloisa Pires

A menina e o tambor Sonia Junqueira


Para sempre no meu coração Annete Aubrey

Como é bonito o pé do Igor Sonia Rosa

O amigo do rei Ruth Rocha, (Ática) Esta obra realmente me surpreendeu. Ruth Rocha consegue abordar com maestria o tema escravidão sem necessariamente permanecer focada na visão eurocêntrica da história. O garoto Matias e seu amigo Ioio partem em uma aventura até chegarem a um quilombo, onde a surpresa acontece. Uma aula de história e sensibilidade!


O menino Nito - Sonia Rosa – Pallas Homem não chora?!? Este é um problema que se coloca diante do menino Nito. "Prato cheio" para pensarmos a respeito dos gêneros e dos diferentes estereótipos que vivenciamos e ajudamos a fortalecer em nosso dia a dia.

Sundjata o leão do Mali – Will Eisner (Cia das letrinhas) Lenda da região do Mali muito conhecida no continente africano. História com direito a super-herói, vilãos, guerras e muita aventura. Narrada em forma de gibi e com uma ilustração riquíssima, esta lenda vai agitar a galerinha do Ens. Fund. Há uma versão antiga da Saraiva (narrada em prosa), ideal para o Ensino Fundamental II e E. M.; nesta versão as imagens devem ser alvo de observação e discussão, pois trazem uma representação caricatural das personagens.

Chuva de manga - James Rumford (Brinque Book) Esta história acontece em um país africano chamado Chade. Lá há épocas de seca e outras de chuva e fertilidade. Tomás nos mostra seu dia a dia, seus brinquedos artesanais, a importância da chuva para seu povo e principalmente, sua cultura e a


valorização do fruto que vem da terra. Conhece alguma realidade semelhante ? Pura poesia... Ideal para Educação Infantil e Ensino Fundamental.

O menino marrom –Ziraldo , (ed. Melhoramentos) Esta história como o próprio nome diz, fala de um menino marrom e de um menino cor de rosa, que são grandes amigos e juntos vão descobrindo e aprendendo sobre a vida. Aborda em alguns pontos a questão do preconceito e incentiva a valorização da diversidade humana. Ideal para ser contado na Educação Infantil (em capítulos ou trechos) e no Ensino Fundamental, certamente irá fomentar instigantes discussões e levantamentos de hipóteses durantes as rodas de conversa.

As tranças de Bintou - Sylvanie Diouf – (Cosac Naify) Bintou é uma garotinha que vive em um vilarejo africano, seu grande sonho é poder ter lindas tranças nos cabelos assim como sua irmã mais velha, a quem acha linda e admira muito. Como ainda é criança a protagonista tem que se contentar com alguns birotes na cabeça; certo dia no entanto, Bintou realiza uma façanha salvando alguns meninos de se afogarem e com isso recebe um prêmio. Serão as lindas tranças? Vale ressaltar a qualidade do texto e da ilustração desta obra. Também é possível através dela perceber algumas características comuns ao continente africano: vestimentas, arte, cultura, valorização dos idosos como fonte de saber e informação, entre outros detalhes.


Tanto, tanto - Trish Cooke (Ática) Uma família negra americana se prepara para uma festa uma especial. Entre os preparativos e a chegadas dos convidados todos se divertem brincando com o nenem. A obra não aborda especificamente a questão étnica, sendo esse o seu grande diferencial. A idéia é abordar a presença desta família negra com todas suas especificidades de modo natural, assim como é frequente a presença de famílias brancas em livros infantis.

Adamastor, o Pangaré , Mariana Massarani (Melhoramentos) O menino Joaquim está muito bravo, pois a mamãe dele vai ter um bebê. Uma menina! E ele queria ter um irmãozinho para brincar com ele... Emburrado, Joaquim se tranca no quarto e inventa o cavalo Adamastor para lhe fazer companhia. É muito divertido. O melhor é quando a irmãzinha nasce e Joaquim descobre que também pode brincar com ela!


Que mundo maravilhoso - Joe Cepeda Julius Lester - (BRINQUE BOOK) Deus negro? Sim, este é o Deus representado por Julis Lester que reconta a seu modo a criação do mundo. Livro repleto de bom humor, ginga e poesia!

A menina que bordava bilhetes – Lenice Gomes, (Editora Cortez) A autora também explorou (e enfatiza este aspecto no texto) a cor da pele da personagem principal, Margarida. Além da cor, estão presentes no texto diversos aspectos relativos à ética, como idade, classe social e gênero. Portanto, a matéria literária, cuja base se fundamenta nos valores ideológicos (Filosofia de vida, padrões ideais de comportamento, consciência de mundo, aspirações, desejos, metas a serem alcançadas, etc.), está presente na obra e deve ser trabalhada com os leitores. Ainda é exaltado o artesanato, quando a autora pontua as ações de Margarida bordando seus bilhetes. A obra vem acompanhada por um suporte de exercícios para depois da leitura, o Desvendando a leitura. fonte deste trecho de resenha: http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp? id=1458


Quando eu digo, digo - Lenice Gomes – Paulinas Nesta obra Lenice Gomes brinca transformando brincadeiras, ditos, advinhas e parlendas infantis em poesia .

Ana e Ana – Célia Cristina & FE ed. DCL Gêmeas idênticas são pessoas iguais? Ana Beatriz e Ana Carolina demonstram que isso não é verdade. Cada uma tem um jeito de ser, gostam de coisas diferentes e quando crescem seguem profissões distintas. Somos iguais, mas ao mesmo tempo diferentes... Este bem que poderia ser o lema desta obra, e de toda humanidade....

Meus Contos Africanos- Nelson Mandela (Org.), Martins Fontes Diversos contos orais africanos selecionados por Nelson Mandela formam esta obra. Com diversos contos independentes e mais de 150 páginas, este livro poderá fazer parte das rodas de leitura de sua turma durante o ano inteiro. Lançado no ano passado


no Brasil este livro traz contos riquíssimos herdados dos povos san e khoi; contos que são tão antigos quanto a própria África. Vale a pena conferir!

Por que o Sol e a Lua Vivem no Céu: um Conto Popular Africano – Andre Koogan Breiman, Ed. Nacional

A mbira da beira do rio Zambeze: canções do povo xona inspiram crianças brasileiras. Heloisa Pires, Ed. Salamandra O Zambeze é um rio do Zimbábue, um país africano cujo nome significa “morada das pedras”. Lá vive Chaka, um menino do povo Xona que gosta de tocar mbira, um instrumento que soa como as águas do rio e que agrada os vadzimu, espíritos protetores de seu povo. Com este livro, os leitores vão conhecer a história da mbira e ouvir seu delicado som, no CD que acompanha o livro.


Krokô e galinhola- um conto africano Brinque Book Este livro conto super interessante nos faz pensar o quanto mesmo sendo diferentes fisicamente, temos a mesma origem e o quanto somos iguais! Leitura instigante e interessante, ideal desde a Educaçaõ Infantil!

Histórias da preta, Heloisa Pires, Cia das Letrinhas

Outros Contos Africanos Para Crianças Brasileiras, Rogerio Andrade Barbosa - Ed. Paulinas


Os tesouros de Monifa- Sonia Rosa (Brinque Book) Ainda não tive o prazer de ler esta obra, por isso lhes deixo a sinopse da própria editora. Acredito, no entanto, que deva ser de excelente qualidade literária! Indicado para crianças de 6 a 13 anos. Como raríssimas vezes se viu na literatura infantil e juvenil brasileira, 'Os Tesouros de Monifa' fala do encontro de uma brasileirinha afrodescendente com sua tataravó, Monifa, que chegou aqui de lá do outro lado do oceano, em um navio negreiro. Mesmo escrava, aprendeu a escrever e, por meio das letras que aprendeu, deixou "Para os meus filhos e os filhos dos meus filhos!!!" o maior de todos os tesouros que alguém pode herdar. Passado de geração em geração, chega o dia desse tesouro ir para asmãos da garotinha, que se encanta e emociona muito ao receber tamanha preciosidade e, com ela, descobrir a vida da sua tataravó e as suas próprias raízes.

"A proposta de Três Contos Africanos de Adivinhação - além de recontar três narrativas recolhidas da literatura oral nigeriana - é de interagir com o leitor,


desafiando-o a solucionar os enigmas apresentados às personagens, antes do desfecho das histórias. Em Os Três Gravetos e As Três Moedas de Ouro, as personagens têm que desmascarar malfeitores e ladrões; em Três Mercadorias Muito Estranhas, um ancião precisar fazer a travessia do Rio Níger, em um pequeno barco, para levar um leopardo, uma cabra e um saco de inhame, driblando a cadeia alimentar. Os textos são resgates de narrativas africanas - marca registrada do autor que trabalhou como voluntário da ONU na Guiné-Bissau -, cuja literatura tem como um dos propósitos transmitir ensinamentos de ética para uma boa convivência".*



cultura afro