Issuu on Google+

Anais do II Seminário de Atualização Florestal e XI Semana de Estudos Florestais

FITOSSOCIOLOGIA DA REGENERAÇÃO NATURAL EM UM FRAGMENTO FLORESTAL EM SISTEMA FAXINAL NO MUNICIPIO DE REBOUÇAS-PR Alexandre Maceno de Lima*, Jey Marinho de Albuquerque, Luciano Farinha Watzlawick, Anderson Janinski * Mestrado em Ciências Florestais – Universidade Estadual do Centro-Oeste Rodovia PR 153, km 7- Bairro Riozinho,84500-000, Irati/Parana, alexandremdelima@hotmail.com

RESUMO

Atualmente a Floresta Ombrófila Mista encontra-se extremamente reduzida e fragmentada, sendo uma das formações mais ameaçadas do Bioma Mata Atlântica. O conhecimento das diversas espécies arbóreas e sua posição em ralação à comunidade vegetal é de grande importância para comparações com outros locais estudados e futuras inferências. Assim, o objetivo do trabalho foi um levantamento fitossociológico da regeneração de um fragmento de Floresta Ombrófila Mista, em Sistema Faxinal na localidade Faxinal Marmeleiro de Cima no município de Rebouças-PR. Foram registrados na área 1271 indivíduos, pertencentes a 15 famílias de 19 gêneros, distribuídas em 23 espécies, referente a regeneração natural. Analisando a fisionomia deste fragmento nota-se claros indícios de interferência antrópica. Entretanto, ainda apresenta características da composição florística e estrutura original devido à presença de indivíduos de grande porte. Palavras-chave: regeneração, Floresta Ombrófila Mista, Sistema Faxinal Fitossociologia

Introdução A Floresta Ombrófila Mista (FOM), também chamada Floresta com Araucária, integra o domínio do Bioma Mata Atlântica, constituindo um ecossistema regional complexo e variável que acolhe uma grande variedade de espécies, algumas das quais endêmicas (Medeiros et al., 2004). A vegetação é caracterizada por dois estratos, um superior dominado por Araucárias e outro inferior composto por espécies de Ocotea e Nectandra. A Floresta Ombrófila Mista já revestiu grande parte do território paranaense, representando uma das mais ricas formações florestais do Estado. Atualmente, resta menos de 1% deste ecossistema em boas condições de conservação (Liebsch e Acra, 2007). Muito embora a intensa ação antrópica registrada em anos passados, tenha descaracterizado profundamente a paisagem natural da região, os remanescentes florestais ainda constituem locais ideais para estudos (Seger et al., 2005). A análise fitossociológica de uma floresta permite verificar a participação das diversas espécies da comunidade vegetal e suas relações espaciais (Scolforo e Melo, 1997). Conhecer a sua composição florística permite fazer inferências sobre o estágio sucessional em que as espécies se encontram (Hosokawa et al., 1998). Este trabalho teve como objetivo realizar uma amostragem fitossociológica da regeneração natural em um fragmento de Floresta Ombrófila Mista, em Sistema Faxinal.


Anais do II Seminário de Atualização Florestal e XI Semana de Estudos Florestais Materiais e Métodos A área de estudo localiza-se no município de Rebouças, na localidade do Faxinal Marmeleiro de Cima, localizado a uma Latitude Sul 25°37'13", e Long. Oeste 50°41'29", com uma altitude de 894 m a cima do nível do mar. A referida área é constituída por propriedades pertencentes a colonos que convivem em um sistema denominado “Sistema Faxinal”. Este trabalho foi realizado a partir do levantamento fitossociológico, em uma unidade amostral permanente de 1 ha (100 m x 100 m), sub-divididas em 100 subunidades contíguas de 100 m² (10 m x 10 m), instaladas no ano de 2007, em um fragmento de Floresta Ombrófila Mista em Sistema Faxinal. Na unidade amostral foi distribuída sistematicamente 16 das 100 subunidades para o levantamento fitossociológico, onde todos os indivíduos pertencentes a regeneração natural foram medidos com um paquímetro digital, obtendo-se o Diâmetro a Altura do Colo (DAC). Foram identificados todos os indivíduos com DAP < 10 cm e com altura superior a 30 cm. Os diâmetros a altura do colo DAC encontrados na área foram divididos em classes com amplitudes de 2 cm, sendo estimadas as Classes de DAC: de (0 – 1,99), (2 – 3,99 ), (4 – 5,99), (6 – 7,99 ),(8 – 9,99) Os indivíduos da regeneração foram identificados, demarcados e catalogados pelo seu nome popular e científico com a utilização de bibliografias específicas. Das espécies que não foram identificadas in loco foi coletado material botânico, e levado para posterior identificação junto ao Herbário do Departamento de Engenharia Florestal da UNICENTRO - Campus de Irati. O sistema de classificação utilizado foi o APG II (Angiosperm Phylogeny Group 2003), segundo Souza e Lorenzi (2008). Foi realizada a avaliação da estrutura horizontal da regeneração natural através dos parâmetros fitossociológicos de Mueller-Dombois e Ellemberg (1974) citados por Soares et al. (2006), os quais são: densidade absoluta e relativa; dominância absoluta e relativa; frequência absoluta e relativa; valor de importância e valor de cobertura. Foram estimados também os índices de Diversidade de Shannon-Weaver (H'), Índice de dominância de Simpson (C), os quais possibilitam inclusive comparação entre os diferentes tipos de vegetação. Os cálculos dos índices de diversidade e dos parâmetros que descrevem a estrutura horizontal foram realizados por meio do suplemento para o Microsoft Excel, denominado FlorExel, versão 1.0.4, desenvolvido pelo Prof. Dr. Julio Eduardo Arce do Departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal do Paraná. Resultados e Discuções Inventariou-se ao todo 1271 indivíduos, de 23 espécies, 19 gêneros, pertencentes a 15 famílias, em 16 subunidades de uma unidade amostral. A análise dos parâmetros fitossociológicos da regeneração natural, demonstra o predomínio da Blepharocalyx salicifolius (Humboldt, Bonpland; Kunth), que corresponde a 28,30% do VI da comunidade total analisada, seguida da Casearia sylvestris Sw. 21,42% do VI, Casearia obliqua Spreng.14,48% do VI, que juntas correspondem a 64,20% do VI, da comunidade arbórea, conforme a tabela 01. Tabela 01 – Relação das espécies regeneração natural ocorrentes em FOM, na área do FMdeC no município de Rebouças, PR Espécie Blepharocalyx salicifolius (Humboldt, Bonpland; Kunth)

Dens N Abs Indiv Ind/ha

Dom Abs m²/ha

Freq Abs %

Dens Rel %

Dom Rel %

Freq Rel %

VC % 0-100

VI % 0-100

372

2,03

100,0

29,27

44,88

10,74

37,07

28,30

2325


Anais do II Seminário de Atualização Florestal e XI Semana de Estudos Florestais Casearia sylvestris Sw. Rollinia sylvatica (St. Hil.) Mart. Casearia obliqua Spreng. Eugenia uniflora L. Pricamnia parvifolia Engler ex. Chart. Banara tomentosa Clos Campomanesia xanthocarpa O. Berg. Campomanesia guazumifolia (Cambess.) O. Berg Luehea divaricata Mart. Zanthoxylum rhoifolium Lam. Casearia lasiophylla Eichler Allophylus edulis (A. St.-Hil., Cambess. & A. Juss.) Radlk. Capsicodendron dinisii (Schwacke) Occhioni Maytenus ilicifolia mart. ex Reiss. Ocotea puberula (Rich.) Nees Ilex paraguariensis A. St.-Hil. Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze Randia armata (Sw.) DC. Cupania vernalis Cambess. Sebastiania commersoniana (Baill.) L.B. Sm. & Downs Machaerium stipitatum (DC.) Vogel Ilex theazans Mart.

TOTAL

452 161 113 41 20 14 17

2825 1006 706 256 125 88 106

0,81 0,94 0,33 0,05 0,08 0,01 0,00

100,0 93,75 100,0 62,50 62,50 62,50 50,00

35,56 12,67 8,89 3,23 1,57 1,10 1,34

17,95 20,70 7,31 1,14 1,69 0,13 0,10

10,74 10,07 10,74 6,71 6,71 6,71 5,37

26,75 16,68 8,10 2,18 1,63 0,61 0,72

21,42 14,48 8,98 3,69 3,33 2,65 2,27

17 13 8 9

106 81 50 56

0,01 0,02 0,01 0,12

43,75 43,75 43,75 18,75

1,34 1,02 0,63 0,71

0,19 0,34 0,30 2,65

4,70 4,70 4,70 2,01

0,76 0,68 0,47 1,68

2,07 2,02 1,88 1,79

7

44

0,00

31,25

0,55

0,06

3,36

0,30

1,32

7 5 4 1 3 2 2

44 31 25 6 19 13 13

0,06 0,00 0,00 0,05 0,00 0,00 0,00

18,75 18,75 18,75 6,25 12,50 12,50 12,50

0,55 0,39 0,31 0,08 0,24 0,16 0,16

1,26 0,09 0,03 1,03 0,09 0,04 0,00

2,01 2,01 2,01 0,67 1,34 1,34 1,34

0,91 0,24 0,17 0,55 0,16 0,10 0,08

1,28 0,83 0,78 0,59 0,56 0,51 0,50

1 1 1 1271

6 6 6 7944

0,00 0,00 0,00 4,53

6,25 6,25 6,25 931,2

0,08 0,08 0,08 100,0

0,01 0,01 0,00 100,0

0,67 0,67 0,67 100,0

0,05 0,04 0,04 100,0

0,25 0,25 0,25 100,0

As espécies tradicionais do Sistema Faxinal, apareceram em uma proporção bastante reduzida de indivíduos, como é o caso da Araucária angustifólia (Bertol.) Kuntze com 3 indivíduos, Ilex paraguariensis A. St.-Hil. com 1 indivíduos e a Ocotea porosa (Nees & C. Mart.) Barroso que não apresentaram indivíduos catalogados, o que demonstra que a vegetação típica dos faxinais encontra-se descaracterizada e de certa forma degradada, com pouca possibilidade de recuperação de suas características a partir da regeneração natural. Os DACs obtidos estão apresentados na figura 01. Distribuição Diamétrica da regeneração natural no Faxinal Marmeleiro de Cima Número de indivíduos /ha

6.000 5.000 4.000 3.000 2.000 1.000 -

0-1,99

2-3,99

4-5,99

6-7,99

8-9,99

Classes de DAC (cm)

Figura 01 - Distribuição dos DACs da regeneração natural, em um fragmento de Floresta Ombrófila Mista no Faxinal Marmeleiro de Cima no município de Rebouças – PR


Anais do II Seminário de Atualização Florestal e XI Semana de Estudos Florestais A área apresenta distribuição normal em forma de “jota invertido”, o que caracteriza regeneração típica de floresta multietânea, com número acentuado nos centros de classes menores regredindo em número de indivíduos com o aumento do diâmetro daas classe. Para Longhi e Faehser (1980), nas florestas tropicais multietâneas o maior número de indivíduos concentra-se nas menores classes e vai decaindo nas classes de maior diâmetro, o que revela uma distribuição em "jota invertido", igualmente encontrado por Oliveira e Rotta (1982) e Silva (2003). Dos DACs encontrados na área do FMdeC, estima-se que 75,45% do número de indivíduos por hectare pertencem a Classe de DAC (0 – 1,99 cm), com predomínio da espécie Casearia sylvestris Sw com 2.519 indivíduos/há, seguida da Blepharocalyx salicifolius (Humboldt, Bonpland; Kunth) com 1.413 indivíduos/há, Rollinia sylvatica (St. Hil.) Mart com 613 indivíduos/há; 13,38% pertencem a Classe de DAC (2,0 – 3,99 cm), com predomínio das espécies Blepharocalyx salicifolius (Humboldt, Bonpland; Kunth) com 481 indivíduos/há, seguida da Casearia sylvestris Sw com 206 indivíduos/há, Rollinia sylvatica (St. Hil.) Mart com 188 indivíduos/há; 5,27% pertencem ao Classe de DAC (4,0 – 5,99 cm), com predomínio das espécies Blepharocalyx salicifolius (Humboldt, Bonpland; Kunth) com 206 indivíduos/há, seguida da Rollinia sylvatica (St. Hil.) Mart com 106 indivíduos/há, Casearia obliqua Spreng., com 44 indivíduos/há; 3,30% pertencem a Classe de DAC (6,0 – 7,99 cm), com predomínio das espécies Blepharocalyx salicifolius (Humboldt, Bonpland; Kunth) com 138 indivíduos/há, seguida da Rollinia sylvatica (St. Hil.) Mart com 50 indivíduos/há, Casearia sylvestris Sw, com 38 indivíduos/ há; 2,59% pertence a Classe de DAC (8,0 – 9,99 cm), com predomínio das espécies Blepharocalyx salicifolius (Humboldt, Bonpland; Kunth) com 88 indivíduos/há, seguida da Rollinia sylvatica (St. Hil.) Mart com 50 indivíduos/há, Casearia sylvestris Sw, com 37 indivíduos/há. As espécies de maior destaque foram: cafezeiro-do-mato Casearia sylvestris Sw.; murta Blepharocalyx salicifolius (Humboldt, Bonpland; Kunth); ariticum Rollinia sylvatica (St. Hil.) Mart.; guaçatunga-vermelha Casearia obliqua Spreng.; Pitanga Eugenia uniflora L.. O cafezeiro-do-mato Casearia sylvestris Sw, foi a espécie predominante em relação ao número total de indivíduos/há, com cerca de 2.825 indivíduos/há, apresentando o maior número de indivíduos/ha na classe 0 – 1,99 cm, como apresenta a figura 07, porém a murta Blepharocalyx salicifolius (Humboldt, Bonpland; Kunth) apresentou maior número de indivíduos/há nos demais centros de classe de DAC. A Murta Blepharocalyx salicifolius (Humboldt, Bonpland; Kunth) tem uma grade dispersão sendo a predominante na área com o maior VI que foi de 28,30%. O cafezeiro-do-mato Casearia sylvestris Sw.foi a segunda espécie com o maior VI 21,42%. Ambas as espécies apresentarm maior número de indivíduos em todas as classes. As espécies frutíferas surgem no terceiro lugar, como o ariticum Rollinia sylvatica (St. Hil.) Mart.e em quinto a Pitanga Eugenia uniflora L., o que demonstra que as espécies frutíferas silvestre, que por muito tempo serviram como base alimentar para os animais que vivem soltos na floresta, encontra-se bastante reduzida em termos de regeneração natural, tanto pela falta de semente, quanto pela dificuldade de germinação como pela dificuldade que a plântula tem de se estabelecer, sendo pisoteada ou devorada pelos animais que transitam pela área. Índices de Diversidade Shannon-Weaver (H') obtido foi de 1,81, inferiores ao obtido em trabalhos similares analisados para a região de abrangência da Floresta Ombrófila Mista, como os de Narvaes (2004) em Araucária – PR (2,21), Pimentel et al. (2008) em Irati (2,68); Silva (2003) em Guarapuava – PR (3,36), Durigan (1999) em São João do Triunfo (3,51) O Índice de Dominância de Simpson (C) foi de (0,24), considerado baixo para, pois o mesmo mede a probabilidade de dois indivíduos pertencer à mesma espécie, com valores variando de 0 a 1, sendo que para valores próximos de um, a diversidade é considerada maior.


Anais do II Seminário de Atualização Florestal e XI Semana de Estudos Florestais Conclusões Analisando a fisionomia do fragmento percebemos indícios de interferências antrópicas, representadas pelo corte ilegal de algumas espécies. Entretanto, ainda apresenta características da composição florística original devido à presença de indivíduos de grande porte, como é o caso da Araucaria angustifolia (pinheiro-brasileiro) e Capsicodendron dinisii (pimenteira). Referências DURIGAN, G. Técnicas silviculturais á restauração. In: SIMPÓSIO SOBRE RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA DE ECOSSISTEMAS NATURAIS, 1999. Piracicaba. Anais..., Piracicaba: IPEF, 1999. HOSOKAWA, R.T.; MOURA, J.B.; CUNHA, U.S. Introdução ao Manejo e Economia de Florestas. Curitiba: UFPR, 1998. LIEBSCH, D.; ACRA, L.A. Síndromes de dispersão de diásporos de um fragmento de Floresta Ombrófila Mista em Tijucas do Sul , PR. Revista Acadêmica, Curitiba, v.5, n. 2, p. 167-175, 2007. NARVAES, I. da S. Classificação e caracterização da regeneração natural em Floresta Ombrófila Mista na Floresta Nacional de São Francisco de Paula. 2004. 141f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Florestal) - Setor de Ciências Agrárias, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria – RS, 2004. OLIVEIRA, Y. M. M.; ROTTA, E. Levantamento da estrutura horizontal de uma mata de Araucária do primeiro planalto paranaense. Boletim de Pesquisa Florestal, Colombo, n. 4, p. 1-45, 1982. PIMENTEL, A.; PUTTON, V.; WATZLAWICK, L. F.; VALÉRIO, A. F.; SAUERESSIG, D. Fitossociologia do sub-bosque do Parque Ambiental Rubens Dallegrave, Irati, PR. Revista Floresta, Curitiba, v. 38, n. 3, jul./set. 2008. SCOLFORO, J.R.S.; MELLO, J.M. Inventário florestal. Lavras: UFLA/FAEPE, 1997. 344p. MEDEIROS, J.D.; GONÇALVES, M.A.; PROCHNOW, M.; SCHAFFER, W.B. Floresta com Araucárias. Rio do Sul: APREMAVI, 2004. SEGER, C.D.; DLUGOSZ, F.L.; KURASZ, G.; MARTINEZ, D.T.; RONCONI, E.; MELO, L.A.N.; BITTENCUORT, S.M.; BRAND, M.A.; CARNIATTO, I.; GALVÃO, F.; RODERJAN, C.V.Levantamento Florístico e Analise fitossociológica de um remanescente de Floresta Ombrófila Mista Localizada no Município de Pinhais, Parana-Brasil. Revista Floresta, Curitiba, v. 35, n. 2, 2005. SILVA, D. W. Florística e Fitossociologia de dois remanescentes de Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucária) e Análise de duas populações de Araucaria angustifólia (Bertol.) O. Kuntze na região de Guarapuava, Pr. 2003. 160f. Tese (Doutorado em Ecologia) – Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de São Carlos. São Carlos, 2003. SOARES, C. P. B.; NETO, F. P.; SOUZA, A. L.; Dendrometria e inventário florestal. Viçosa: Ed. UFV, 2006. SOUZA, V.C.; LORENZI, H. Botânica Sistemática. Nova Odessa, São Paulo: Instituto Plantarum, 2008.


resumo_15