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Harry Carr

Tradução: Carlos Raposo, M.R.A.


ÍNDICE Apresentação da Edição Brasileira ............................................................................... 12 Prefácio ............................................................................................................................. 15 M. V. Ir∴ sir Lionel Brett, P∴G∴M∴ Distr., Nigéria .............................................. 15 Introdução ....................................................................................................................... 19 As Questões e Seus Tratamentos ................................................................................ 21 O Índice ............................................................................................................................ 22 Direitos Autorais ............................................................................................................ 23 Agradecimentos .............................................................................................................. 23 Nota da Edição Inglesa .................................................................................................. 25 Abreviações ..................................................................................................................... 27 1. Os Quatuor Coronati ....................................................................................... 29 2. A Radiante Estrela da Manhã ............................................................................ 30 3. O Compasso e o Grão-Mestre .......................................................................... 31 4. Isto Comprova a Queda ..................................................................................... 34 5. Por que Duas Palavras para o M∴M∴? ......................................................... 36 6. Aprendiz e Aprendiz Iniciado ............................................................................. 38 7. Os Títulos da Grande Loja Unida da Inglaterra ............................................. 39 8. Todo Irmão tem sua Obrigação ........................................................................ 40 9. As Armas da Grande Loja .................................................................................. 42 A Companhia dos Maçons de Londres ........................................................... 42 As Armas da Primeira Grande Loja, 1717-1813 ............................................. 44 As Armas da Grande Loja dos Antigos, 1751-1813 ........................................ 44 As Armas da Grande Loja Unida ...................................................................... 46 10. Pé Esquerdo Transversalmente à Loja ............................................................. 47 11. Erguendo e Abaixando as Colunas dos VVig∴ ......................................... 48 12. Orientação a Respeito da Bíblia, do Esquadro e do Compasso ................... 51 13. Os Pontos de Fraternidade ................................................................................ 53 14. A Segunda Parte do Triplo Sinal ........................................................................ 57 15. Lealdades Divididas? O Soberano – Local de Residência – Terra Ativa ............................................................................................................ 60 16. Andando em 90° pela Loja ................................................................................. 62 17. Escada em Espiral ................................................................................................ 64 5


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18. Penalidades nas Obrigações ............................................................................... 66 19. Confirmando as Atas e Votando ....................................................................... 71 O Modo Observado Entre os Maçons ............................................................. 71 20. O Cartão de São João .......................................................................................... 72 21. O Ritual Maçônico na Inglaterra e nos Estados Unidos ................................ 73 22. A Bíblia na Literatura Maçônica e em Loja - Quando as Lojas se Tornaram Local Formal? ............................................................................... 77 23. Constituída Devidamente, Regularmente Reunida e Justamente Dedicada ................................................................................................................ 80 Constituída Devidamente .................................................................................. 80 Regularmente Reunida ....................................................................................... 81 Justamente Dedicada .......................................................................................... 81 24. Subscrição Anual do Secretário ......................................................................... 81 25. Há Quanto Tempo Existe o Terceiro Grau? .................................................... 83 26. Carteiras Pagas – Os Certificados da Grande Loja e os Certificados de Liberação ................................................................................... 88 Certificados da Grande Loja .............................................................................. 88 Certificados de Liberação ................................................................................... 89 27. Arquitetura na Maçonaria .................................................................................. 89 28. Questões Após a Elevação .................................................................................. 92 As Questões Como Teste para Visitantes ........................................................ 94 Como um preliminar ao Arco Real .................................................................. 94 Antes da Entrega do Certificado da Grande Loja .......................................... 95 Nos Estados Unidos ............................................................................................ 96 29. Grandes Honrarias Públicas .............................................................................. 98 30. Peito, Mão, Insígnia ............................................................................................. 99 A Sequência Correta do Peito, Mão, Insígnia ............................................... 100 Saud: 5 Pe: Ma: In: ............................................................................................. 101 31. Manopla .............................................................................................................. 101 32. Lewis .................................................................................................................... 103 33. Visível Escuridão ................................................................................................ 104 34. Os Pontos de Minha Admissão ....................................................................... 105 Origem ................................................................................................................. 105 O Significado dos Pontos de Admissão .......................................................... 106 Desenvolvimentos Posteriores ........................................................................ 108 Por que os Pontos Aparecem no Exame do Aprendiz Antes de sua Passagem? ............................................................................................... 111 Cowans ................................................................................................................ 112 Cowans e Intrusos ............................................................................................. 114 36. Declarando Desocupados Todos os Ofícios .................................................. 116 37. Substituição de Oficiais Falecidos .................................................................... 117 38. Diáconos como “Oficiais de Chão” ................................................................. 118 39. Os Três Passos e o Primeiro Passo Regular .................................................. 120 O Primeiro Passo Regular ................................................................................ 122 40. Santa Bárbara como Padroeira dos Maçons ................................................. 123 41. Apadrinhando uma Nova Loja ........................................................................ 123 42. A Colmeia ........................................................................................................... 127 43. Companheiros e a Câmara do Meio .............................................................. 129


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44. O Chapéu do Mestre ........................................................................................ 132 45. Sobre as Visitas Maçônicas ............................................................................... 134 46. Visita de Lojas por Irmãos “Independentes” ................................................. 137 47. A Rede sobre os Pilares .................................................................................... 137 48. “Tu Estás Vindo ou Indo?” ............................................................................... 139 49. A Grande Classe de Londres ........................................................................... 141 50. Rosetas ................................................................................................................. 143 51. O Botão do Colar do Past Master ................................................................. 143 52. A Escada e seu Simbolismo no Primeiro Painel ........................................... 144 53. Simbolismo e Retirada das Luvas ................................................................... 147 54. Franqueamento da Palavra .............................................................................. 148 O Propósito dos Franqueamentos ................................................................. 149 Os Franqueamentos na Prática Moderna ..................................................... 149 55. O Rito de Emulação ........................................................................................... 150 56. “Fogo” Maçônico ................................................................................................ 151 As Batidas no “Fogo” do Ofício ....................................................................... 153 “Fogo Silencioso” – Quando e por que é Usado? ......................................... 153 Quando o “Fogo” é omitido? ........................................................................... 154 57. Santidade ao Senhor .......................................................................................... 154 58. Usando dois Colares ......................................................................................... 156 59. Recrutamento Impróprio ................................................................................. 156 Minha petição é inteiramente voluntária. ..................................................... 157 60. Abertura da Bíblia ............................................................................................. 161 61. A Pata do Leão ou a Garra da Águia .............................................................. 163 62. Um Ritual Modernizado? ................................................................................. 164 63. A Coluna da Esquerda ...................................................................................... 165 64. O Vale de Josafá ................................................................................................. 166 65. Aventais: Aba para Cima, Canto Inferior para Cima, etc. .......................... 167 66. Sinais Dados Sentado ........................................................................................ 170 67. O que Colocamos Sobre o L∴L∴? ................................................................ 172 68. Três, Cinco e Sete Anos de Idade .................................................................... 173 69. Origem da Palavra Skirret. – Por que ela não Está Retratada no Certificado da Grande Loja? ............................................................................ 175 70. A Rainha e o Ofício ............................................................................................ 177 71. Descanso – Em Qual Grau? ............................................................................. 178 72. Sir Winston Spencer Churchill ........................................................................ 178 73. William Preston e as “Lições Prestonianas” ................................................... 179 74. A Lenda Hirâmica como um Drama .............................................................. 181 Aspectos Ilógicos no Terceiro Grau ................................................................ 183 75. Orientação sobre a Letra G .............................................................................. 184 76. Palavras de Passe ............................................................................................... 185 77. “Com Gratidão ao Nosso Mestre” .................................................................. 189 78. Origem do Colar ................................................................................................ 190 79. As “Ferramentas de Trabalho” ........................................................................ 191 80. Tubal-Cain .......................................................................................................... 196 81. Cruzando os Pés ................................................................................................ 197 82. A Luz do Mestre ................................................................................................ 199 83. Pós-Procedimentos Maçônicos ....................................................................... 200


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A Prática do Brinde na Região de Londres ................................................... 200 Tomando seus Assentos ................................................................................... 201 Recebendo o V∴M∴ ........................................................................................ 202 As Saudações ...................................................................................................... 203 O Malhete ........................................................................................................... 203 “Tomando vinho” ............................................................................................... 204 Saudação após o Banquete ............................................................................... 205 O Brinde Leal, a Lista de Brindes e o Fogo ................................................... 205 Brinde ao V∴M∴ ............................................................................................. 208 Brinde ao Iniciado .............................................................................................. 209 Aos “Nossos Convidados” ou aos “Irmãos Visitantes” ................................ 209 Aos Irmãos Ausentes ........................................................................................ 210 O Brinde do Cobridor ...................................................................................... 210 84. Sepulcro ou Sepultura? ..................................................................................... 210 85. O Sinal do V∴M∴ durante as Obrigações ................................................... 212 86. Diáconos como Mensageiros .......................................................................... 213 87. As Publicações Espúrias – Como Podemos Aceitar tal Evidência? ................... 215 As Publicações Espúrias Francesas ................................................................. 220 88. Títulos Durante a Iniciação .............................................................................. 224 89. Cruzando os Bastões ......................................................................................... 225 90. Abrindo e Fechando “em nome do G∴A∴D∴U∴” .................................. 228 91. As Odes de Abertura e Encerramento ........................................................... 230 92. Cerimônias “Mais Elevadas” ............................................................................ 231 93. “Esse Fraco Raio de Luz” .................................................................................. 232 94. O Brinde Leal ..................................................................................................... 233 95. O Altar do Incenso – um Cubo-Duplo .......................................................... 233 96. Soletrando e Silabando as Palavras ................................................................. 233 97. A Luz de um Mestre Maçom ........................................................................... 235 98. Cronologia, Datas Maçônicas e Bíblicas ........................................................ 236 99. Quem Inventou o A.C. e A.D.? ....................................................................... 238 100. O “Exame Devido” de Visitantes ..................................................................... 238 101. O Nome “Hiram Abiff ” .................................................................................... 239 102. Lojas de “Tempos Imemoráveis” .................................................................... 241 103. As Grandes Luzes e as Luzes Menores .......................................................... 242 104. As Luzes Menores, Sol, Lua e Mestre ............................................................ 245 Qual é a Correspondência de Cada uma Delas? .......................................... 245 105. “Instrução e Aprimoramento de Artesãos”. – Por que Apenas Artesãos? 248 106. Que Assim Seja! ................................................................................................. 250 107. Suas Respectivas Colunas ................................................................................. 250 Verificação na Loja ............................................................................................. 251 No Refeitório ...................................................................................................... 251 108. O Sistema “Meia Letra” ou “Letra Dividida” ................................................. 252 109. Uso do L∴L∴ na Loja de Instrução ............................................................... 252 110. A Loja em Terreno Sagrado ............................................................................. 254 111. Significado da Palavra “Passagem” .................................................................. 256 112. Grandes Lojas Não Reconhecidas ................................................................... 257 113. Pilares de Latão ou Bronze? ............................................................................. 258


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114. O Tamanho da Minha Corda e o Comprimento de um Cabo de Distância da Costa ............................................................................................. 259 115. Compasso ou Compassos ................................................................................ 261 116. “Rito de York” ..................................................................................................... 262 117. Gutural, Peitoral, Manual, Pedestal ................................................................ 264 118. A Régua de 24 Polegadas .................................................................................. 265 No Sistema Decimal: Como uma “Ferramenta de Trabalho” .................... 265 A Régua de 24 Polegadas Como “Ferramenta de Trabalho” ...................... 265 119. Lugares Corretos na Loja para se Sentar ....................................................... 266 120. A Obrigação do Iniciado ................................................................................... 267 121. “Os Próprios Monarcas foram Promotores da Arte” .................................. 269 122. O Ponto Dentro do Círculo ............................................................................. 272 123. Os Cinco Sólidos Platônicos e o Arco Real .................................................... 273 124. A Composição da Comissão de Propósitos Gerais ..................................... 276 Representação Provincial .................................................................................. 276 125. Nomeando as Lojas ........................................................................................... 277 126. Trigo, Vinho, Óleo e Sal na Cerimônia de Consagração ............................. 279 127. “Progresso” no Posicionamento dos Candidatos ......................................... 281 Conduzindo o Candidato no Terceiro Grau ................................................. 281 128. Fidelidade, Fidelidade, Fidelidade ................................................................... 282 O Sinal de Fidelidade ......................................................................................... 282 O Sinal de Reverência ........................................................................................ 284 Usos do Sinal de Fidelidade ............................................................................. 284 129. Sequência Correta do Brinde Leal .................................................................. 286 130. Testes dos VVig∴ no Segundo Grau e na Escada em Espiral ..................... 286 131. Landmarks: Doutrinas e Princípios ................................................................. 287 Doutrinas e Princípios ....................................................................................... 289 132. O Simbolismo é um Landmark? ...................................................................... 290 133. O Consentimento e Cooperação dos Outros Dois ..................................... 291 134. Dinheiro e Substâncias Metálicas .................................................................... 292 135. O Livro de Presença (Assinatura) ................................................................... 294 136. O Brinde do Cobridor ...................................................................................... 295 137. Globos nas Colunas – Mapas Celestial e Terrestre ..................................... 297 138. O Sacerdote que Auxiliou na Dedicação do Templo? .................................. 299 139. A Maçonaria e a Igreja Católica Romana ...................................................... 300 140. Por que Cobridores (Telhadores)? ................................................................. 305 141. Quando Apresentar o Certificado .................................................................. 306 142. A Evolução da Cerimônia e Ritual de Instalação .......................................... 307 A Cerimônia de Instalação de Wharton ........................................................ 308 Three Distinct Knocks, de 1760 ......................................................................... 309 A Cerimônia de Instalação de Preston ........................................................... 311 Uma Sala Adjacente ........................................................................................... 312 Instalações na Loja de Promulgação ............................................................... 314 Desenvolvimentos Apresentados pelo Turk MS., de 1816 .......................... 316 Diversidades de Prática: o Conselho de Mestres Instalados de 1827 ................................................................................................................. 319 Minutas da “Loja ou Conselho” – 24 de fevereiro de 1827 ......................... 321 Evidências Posteriores ....................................................................................... 326


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143. Saudações após a Instalação ............................................................................ 330 No Trabalho Interno ......................................................................................... 330 Nos Graus ........................................................................................................... 331 As Saudações – Audíveis ou Não? .................................................................. 332 144. O Encerramento Longo .................................................................................... 333 145. O Esquadro, os Compassos e as Pontas ........................................................ 335 146. Brindes Maçônicos ............................................................................................ 336 147. Apresentação de Luvas ..................................................................................... 342 148. O Tapete Xadrez e as Orlas Dentadas ........................................................... 344 149. Franjas no Tapete .............................................................................................. 346 150. Inscrições em Hebraico nos Painéis do Terceiro Grau ................................ 347 151. Esconder (Hele), Ocultar .................................................................................. 348 152. O 47º Teorema na Joia do Past Master ......................................................... 351 153. Eclesiastes 12 e o Terceiro Grau ...................................................................... 353 154. Abertura de uma Loja – Simbolismo, caso haja algum ............................... 354 155. Simbolismo do Guarda Interno ...................................................................... 355 156. Simbolismo – Interpretação e Limitações ..................................................... 356 157. O Grande Arauto ............................................................................................... 358 Primeiros Registros do Cargo e dos Seus Deveres ...................................... 358 A Insígnia ou Timbre do Grande Arauto ...................................................... 360 158. O Livro da Lei em nossas Cerimônias ........................................................... 360 159. Oradores na Maçonaria .................................................................................... 361 160. Todas as Três Cadeiras Devem ser Ocupadas o Tempo Todo nas Cerimônias do Ofício? ...................................................................................... 364 161. Perguntas Antes da Passagem e da Elevação ................................................ 364 162. Candidatos Não Conformistas ....................................................................... 365 163. Lojas nos Estados Unidos Trabalhando no Terceiro Grau ......................... 367 164. As Colunas dos VVig∴ ..................................................................................... 369 Um Par ou Parte de um Conjunto de Três? .................................................. 369 165. Admissão de Candidatos ao Segundo Grau .................................................. 370 166. “O Auxílio do Esquadro” ................................................................................... 371 167. O Sinal de Saudação – Quando ele Surgiu? ................................................... 372 168. No Centro, Sobre o Centro ou Com o Centro? .......................................... 373 169. Saudando os Grandes Oficiais e Outros ........................................................ 375 170. Posição das Pedras Bruta e Polida .................................................................. 375 171. A Cadeira do Past Master .............................................................................. 378 172. O Dossel Estrelado na Maçonaria .................................................................. 378 173. “... Por Meio Deste e Sobre Este...” .................................................................. 380 174. O Túmulo – Suas Dimensões e Localização .................................................. 381 175. Quarenta e Dois Mil .......................................................................................... 382 176. A Guarda Devida ............................................................................................... 383 177. Testes de “Mérito e Habilidade” ...................................................................... 387 178. Imprecisões no Ritual ........................................................................................ 389 179. Por que Deixar o Oriente e ir ao Ocidente? .................................................. 391 180. “Voraz” ou “Rapina” .......................................................................................... 393 181. Os Mais Antigos Registros da Concessão dos Graus de A∴, C∴M∴ e M∴M∴ ............................................................................................................ 394 182. Quando Virar o Painel ...................................................................................... 396


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No Encerramento da Loja ................................................................................ 396 183. Sua Alteza Real, o Finado Duque de Windsor (1894-1972) .......................... 396 184. Amarrando os Aventais – Os Cordões Ficam na Frente ou Atrás? ............... 398 185. O Segundo Vigilante como Mordomo Ostensivo ........................................ 398 186. O Hino Nacional e a Ode de Encerramento ................................................. 399 187. Saudação Durante a Passagem ........................................................................ 400 188. Investidura Formal de Oficiais ........................................................................ 400 Oficiais Adicionais .............................................................................................. 403 189. O Cinzel e seu Simbolismo .............................................................................. 404 190. Irmãos Ausentes: o Brinde das 21 horas ........................................................ 407 Os Mais Antigos Registros do Brinde ............................................................ 407 191. Salomão e o seu Templo no Sistema Maçônico ........................................... 408 192. Apresentação ao Conselho de Mestres Instalados ...................................... 409 193. Grandes Honras ................................................................................................. 412 194. Saudações dos Visitantes ao Mestre ............................................................... 414 195. Sobrecarregar as Cerimônias? ......................................................................... 415 196. A Árvore Genealógica do Ofício, o Arco Real e a Marca ............................ 415 197. Batidas Chamando o Cobridor ....................................................................... 417 198. O Passo Preliminar à “Investidura” e “Comunicação” ................................. 418 199. As Saudações do Past Master no Encerramento de Cada Grau ................... 418 200. Estatísticas Maçônicas ....................................................................................... 419 Grandes Lojas ..................................................................................................... 420 Lojas ..................................................................................................................... 421 Irmãos .................................................................................................................. 421 201. A Origem dos Pontos de Fraternidade ............................................................. 422


APRESENTAÇÃO DA EDIÇÃO BRASILEIRA Como o mundo dá voltas! É um clichê, mas inevitável nas circunstâncias. Eu explico. Iniciado em 1987, durante os primeiros anos minha visão da Ordem não ia além das paredes da minha Loja-mãe. Em 1990, porém, mesmo sendo Maçom das Grandes Lojas (não reconhecidas pela United Grand Lodge of England à época), consegui entrar para o Quatuor Coronati Correspondence Circle. Era o próprio Ali Babá diante do tesouro dos 40 ladrões. Com a fome do iniciado, mergulhei nos livros, entre eles The Freemason at Work, de um Irmão chamado Harry Carr... Santa pretensão, porque as coisas não se encaixavam de todo com o que eu me habituara a assistir e trabalhar. Eram parecidas, mas não iguais. Ainda assim, persistindo e sempre tropeçando na ignorância, comecei a vislumbrar uma Maçonaria infinitamente maior do que jamais sequer imaginara até então. Em 1992, fundamos uma Loja, a primeira daquela Grande Loja a trabalhar, no município do Rio de Janeiro, naquele que supúnhamos ser o “Rito de York”. O único ritual disponível era da Loja Liberdade, Igualdade e Fraternidade nº5, bom para os habituados à ritualística, mas frustrante para os neófitos como nós. Tremi na base, porque, mesmo tentando driblar o convite, acabei escalado como voluntário para ser o terceiro Venerável da Loja. Mas como, se não conhecia direito o trabalho? Temendo o vexame e já mais atrevido, recorri novamente ao QCCC e adquiri todos os rituais da Grande Loja Unida da Inglaterra. Dispus-me, por falta de alternativas, a traduzir, ou melhor, a retraduzir o mais popular deles, o ritual da Emulation Lodge of Improvement, o mais popular dos rituais do Rito Inglês Moderno, em seus três Graus. O texto, propriamente dito, não representou tanto esforço assim; mas o floorwork, quer dizer, as indicações de 12


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como proceder em Loja, que vinham sempre cifradas, ah, essas se ocultavam em um quebra-cabeças infernal! Foi aí, então, que o livrinho (404 páginas!) do Ir. Carr desabrochou em toda sua utilidade. Raras, raríssimas, foram as vezes em que as respostas não foram encontradas, tal a abrangência do livro. Sem a providencial ajuda de The Freemasons at Work, a Loja York, então nº 117 e hoje nº 3355, no GOB, tão teria seu ritual. Esse ritual é usado até hoje e, creio, o único no Brasil traduzido da versão atualizada de 1986. Pensando bem, é possível até que a Loja York não tivesse sobrevivido ou simplesmente tivesse mudado de Rito (ironicamente, talvez até tenha que fazê-lo, se quiser adequar corretamente o nome da Loja ao do Rito em que trabalha!). Mesmo para quem não trabalha no Rito Inglês Moderno, as informações são preciosas. Mesmo para nós, latinos e acostumados aos Ritos de procedência francesa, The Freemasons at Work tem utilidade ímpar, pelo muito que esclarece. Hoje, o livro fundamental do Ir. Carr, graças à coragem do Irm. Wagner Veneziani Costa, MRA, está disponível em português como O Ofício do Maçom – uma bênção para os maçons estudiosos – na minuciosa tradução de Carlos Raposo, MRA, e nesta preciosa edição da Madras Editora. É reconfortante a extrema fidelidade ao original com que a Madras tratou sua edição. Como eu disse no início, o mundo dá voltas. Falei na importância do livro do Ir. Carr, o brilhante Secretário do Quatuor Coronati Correspondence Circle de 1961 a 1973, para a história de uma Loja brasileira. Mas não foi tudo. Curiosamente, consequências imprevisíveis surgiram dessa intimidade com o ritual Emulação e com a vertente saxônica da Maçonaria. Paradoxalmente, uma delas foi a implantação do Real Arco no Brasil em sua versão original do Rito Inglês Antigo, tal como preservada na Maçonaria americana desde 1797. Sem estender muito, tendo em vista a proximidade das Grandes Lojas brasileiras com as Potências americanas, com quem estavam em amizade, nós, da Loja York, fundamos um Capítulo de Maçons do Real Arco americano no Rio de Janeiro, no mesmo condomínio maçônico da Loja York. Embora o segundo no Brasil, o Capítulo José Guimarães Gonçalves foi o primeiro a receber a Carta Constitutiva definitiva, uma vez que o primeiro, o Capítulo Jerusalém, do Paraná, adormecera em 1993. Desse Capítulo embrionário, a despeito de muitos desafios e dificuldades, surgiria o Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil, em 2001. Hoje, no segundo trimestre de 2007, com 40 orgulhosos Capítulos no país, entre os quais o Capítulo Mount Moriah nº 19, MRA, de São Paulo, cujo presidente – ou Sumo Sacerdote – é nada mais, nada menos que o agent provocateur dessa explosão de cultura maçônica, o Ir. Wagner Veneziani Costa, MRA.


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Para quem não estiver familiarizado com a nomenclatura Rito Inglês Antigo e Rito Inglês Moderno, é necessário dar uma explicação. Duas Grandes Lojas inglesas rivais, denominadas dos Antigos (criada em 1751) e dos Modernos (a primeira Grande Loja, criada em 1717), uniram-se em 1813, sob a égide da Família Real inglesa. Como tinham posições conflitantes quanto aos Graus e sérias diferenças ritualísticas, foi necessário aparar as arestas para chegar a um ritual comum. Com isso, os Graus Simbólicos e o Real Arco sofreram modificações substanciais, daí denominarmos Rito Inglês Moderno àquele resultante da União, cujos primeiros rituais impressos surgiram após 1825 (vide neste livro: 21. Ritual Maçônico na Inglaterra e nos Estados Unidos). Porém, nos Estados Unidos, o ritual da Grande Loja dos Antigos prevaleceu e manteve-se intocado em sua essência e prática, tal como o fora desde meados do século XVIII, sendo assim denominado Rito Inglês Antigo, na verdade o legítimo Rito de York. Os rituais americanos (Graus Simbólicos e Real Arco) foram patenteados em 1797, por Thomas Smith Webb (vide 42. A Colmeia) Um pouco desta história pode ser subentendido em O Ofício do Maçom. Entretanto, outras publicações da Madras, particularmente O Templo e a Loja, de Michael Baigent e Richard Leigh, e As Origens da Maçonaria, de David Stevenson, podem ajudar a compreender melhor a evolução da Maçonaria. Seja como for, qualquer que seja seu Rito, O Ofício do Maçom, de Harry Carr, é fundamental para o entendimento da Ordem e, principalmente, para a compreensão das pequenas tradições que agigantam e eternizam a Maçonaria. Sua publicação engrandece sobremaneira o acervo cultural maçônico brasileiro. Sem favor, O Ofício do Maçom mais do que preenche uma lacuna: ele cria um espaço novo e consistente. Parabéns, Wagner e equipe, pela primorosa edição! João Guilherme C, Ribeiro, MC, MRA, MI Past Grande Sumo Sacerdote (Supremo Grande Capítulo MRA do Brasil) Past Sumo Sacerdote (Capítulo José Guimarães Gonçalves nº 1, MRA) Deputy General Grand High Priest Latin America (General Grand Chapter RAM International) Ambassador Latin America (General Grand Council Cryptic Masons International) Past Master Loja York nº 3355 (Rito Inglês Moderno) Ex-Venerável Loja Luiz de Camões nº 3354 (Rito Escocês Antigo e Aceito)


PREFÁCIO M∴ V∴ Ir∴ sir Lionel Brett, P∴G∴M∴ Distr., Nigéria Aqueles que sustentam que um bom vinho não necessita de propaganda podem sentir que um prefácio para este livro seja supérfluo. Existe alguma força nesta opinião, principalmente para a geração de leitores que conheceram o Ir∴ Harry Carr em pessoa ou em reputação e que cresceram acostumados à regular fluência de seus artigos, entretanto livros maçônicos têm sobrevida nas estantes das Lojas, mesmo bem depois de eles estarem esgotados e parece certo que este será lido, citado e discutido por gerações, que não tiveram aquelas vantagens. Um prefácio justificar-se-á caso ajude futuras gerações a colocar o Ir∴ Carr em seu apropriado lugar como um confiável orientador, e este Prefácio pode ser considerado como endereçado a elas. A Grande Loja Unida da Inglaterra faz pouco para prover instrução maçônica organizada. Cada membro recebe uma cópia do Livro das Constituições, mas à parte as Lições Prestonianas anuais, o resto é deixado aos esforços das Lojas ou dos IIr∴ individualmente. Qualquer noviço com mente inquiridora não se contentará muito tempo apenas com um ritual impresso, passando a exigir maiores informações, quer na prática da Loja ou na forma de procedimentos posteriores, ou em algum aspecto da história da Maçonaria operativa ou especulativa. Se ele consultar alguém, poderá ser afortunado em encontrar um preceptor ou outro informante tão bem preparado quanto o Ir∴ Carr. Caso o novato se dirija a um livro, existe uma boa quantidade publicada mediante a qual poderá estudar de forma bem proveitosa, mas nem sempre saberá onde procurar a resposta a sua particular questão. A característica diferenciada deste livro é que ele se ocupa com questões que instruíram IIr∴ por um período de cerca de 12 anos. O Ir∴ Carr descreve a gênese do livro em sua Introdução. Muito temos a lhe agradecer pelo material aqui contido, material esse incluído nos Chamados e nas Transactions de uma Loja formada tanto por eruditos quanto por estudiosos, onde sua variada experiência maçônica o tornou 15


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Harry Carr Serviços à Maçonaria: Past Segundo Grande Diácono P.M. (Secretário e Editor, 1961-1973) da Quatuor Coronati Lodge, Nº 2076, Londres P.M., 2265, 2429, 6226, 7464 Membro Honorário da 236, 2429, 2911, 3931, 7998, 8227 Membro da America Lodge of Research, N.Y., Membro Honorário da: Ohio Lodge of Research, Masonic Research Lodge of Connecticut, Loge Villard d’Honnecourt, Nº 81, Paris (França), Mizpah Lodge, Cambridge, Mass., Ars and Crafts Lodge, Nº 1017, Illinois Walter F. Muer Lodge of Rescaroh nº 281, Seatle, Washington, Research Lodge of Oregon, Nº 198, Portland, Victoria Lodge of Education and Research, Victoria, B.C. Honorário Past Grande Mestre de Cerimônias Adjunto da Grande Loja do Irã


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excepcionalmente bem qualificado para produzir tal material. Como Preceptor Adjunto e, mais tarde, Preceptor da Loja de Instrução por muitos anos, esteve em estrito contato com as necessidades dos IIr∴ desde o início da carreira maçônica deles. Como membro da Comissão de Propósitos Gerais da Grande Loja, tem estado diretamente envolvido com a experiência da administração de assuntos relacionados ao corpo de dirigentes da Maçonaria inglesa. Sua primeira demonstração de interesse em pesquisa maçônica remonta a 1936 e sua eleição como membro da Loja Quatuor Coronati de Londres, em 1953, é prova da posição que sempre desfrutou como maçom erudito. Por anos, o Ir∴ Carr muito contribuiu à literatura maçônica. Durante o período em que foi Secretário da Loja Quatuor Coronati e editor das Transactions deste corpo maçônico, suas publicações nas AQC incluíram grande quantidade de documentos confiados à Loja e artigos com imensa variação em Miscellanea Latomorum, além de “Documentos e Ensaios”, bem como resposta a perguntas diversas. Tudo apresenta o mesmo padrão: primeiro, os fatos; depois, as conclusões. E nenhuma concessão àqueles que preferem mito à história. As questões feitas a ele lidam com grande variedade de temas e complexidades. Quando concernem à simples menção de fatos, as respostas podem ser aceitas como amplamente confiáveis. Quando alguém expõe uma questão insolúvel, por exemplo, do porquê de uma particular expressão ser usada nas cerimônias, a exposição histórica providenciada pelo Ir∴ Carr, na medida admitida pelo caso, sempre é a mais satisfatória possível, podendo levá-lo a citar Justice Holmes, que certa feita disse, em um caso análogo, “o espírito da lei não é lógico, é a experiência”. Quando a questão envolve a preferência pessoal entre uma ou outra possibilidade, não teme seguir o que determina os fatos relevantes, expressando sua própria opinião, embora não o faça dogmaticamente, nem reivindique ter proferido a palavra final sobre o assunto. A opinião de nosso Ir∴ Carr sobre qualquer questão maçônica tem grande peso, porém ele certamente jamais desejou que quem quer que seja a adote meramente em virtude da autoridade de seu nome, e o mais importante é o material que ele fornece para prover discussões bem informadas. Por conseguinte, mesmo um leitor experiente poderá seguramente considerar que os temas tratados neste livro mostram a expressão do conhecimento maçônico, e como as opiniões de um maçom extraordinariamente bem informado podem ser razoavelmente mantidas, na época de sua publicação, e é um grande privilégio poder estar associado ao livro, ainda que por meio da capacidade ancilar de escritor do Prefácio. Lionel Brett


Detalhe de uma gravura francesa de 1745.


INTRODUÇÃO As origens deste livro são, de fato, uma parte da história da Loja Quatuor Coronati e é apropriado que comece por prestar um tributo ricamente merecido ao meu predecessor nesse serviço, o falecido Ir∴ John Dashwood. Ele foi indicado Secretário da Loja e Editor de suas Transactions, em 1952, em uma época em que os associados do Círculo de Correspondência alcançaram seu suposto ápice, cerca de 3 mil, e a produção dos volumes anuais estivera vários anos em atraso. Diminuindo drasticamente o tamanho dos volumes, em poucos anos, ele controlou os atrasos da publicação. Em 1960, a Comissão da Loja foi compelida a lidar com seu problema mais urgente, i.e., um substancial crescimento de despesas, necessitando de uma rápida expansão do número de sócios do Círculo de Correspondência, que era praticamente sua única fonte de renda. Como o mais novo Past Master da Loja, sustentei por algum tempo que estávamos nos concentrando demais em material erudito nas Transactions, que apenas seria apreciado por uns poucos seletos leitores e frisei que devíamos trazer para nossa publicação algumas lições mais simples, Perguntas e Respostas, etc., adequados aos “garotos da Loja de Instrução”. Inicialmente, essa sugestão causou alguma consternação e provocou murmúrios sobre “diminuição dos padrões”. Disse que o novo material deveria ser acrescentado ao nosso principal trabalho, assim não afetaria de qualquer modo a qualidade das Transactions, mas simplesmente as fariam atrativas para um campo completamente novo de leitores. John Dashwood simpatizava com minhas ideias e a oposição foi finalmente vencida. Para o acréscimo proposto aos volumes, resolveu-se ressuscitar a Miscellanea Latomorum, uma revista maçônica que teve sua publicação interrompida em 1950. Os direitos autorais pertenciam à Loja Quatuor Coronati. Na sua nova forma, como um panfleto de oito páginas, ela seria enviada anualmente para todos os membros, sem custo adicional. O primeiro número continha um pequeno ensaio escrito pelo Ir∴ John 19


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Rylands sobre “Os Antigos Landmarks”, seguido por quinze questões, incluindo algumas que eram de difícil compreensão. Apenas oito foram respondidas, deixando sete necessariamente no limbo até o volume do ano seguinte! A respeito de “padrões diminuídos”, é divertido notar que o primeiro número foi inserido solto dentro das Transactions como um panfleto separado, para garantir que seu conteúdo não contaminasse o volume principal dentro do qual ele foi postado! Os resultados foram melhores do que ousáramos esperar e ao final de um ano apresentou um crescimento satisfatório tanto em associados quanto em capital. Desafortunadamente, o Ir∴ Dashwood não viveu para aproveitar os frutos de seu trabalho. Foi internado em maio de 1961 e morreu depois de breve enfermidade. Não havia sucessor à altura para substituí-lo e após um período de poucos meses de experiência (fazendo o trabalho editorial em casa, de noite e nos fins de semana), aposentei-me dos negócios em setembro de 1961 para me tornar secretário e editor, iniciando os mais felizes e produtivos 12 anos de uma vida inteira, longa e atarefada. Preocupado e sem confiança porque não tinha treinamento preliminar para o trabalho, foi um incidente na primeira semana do período de experiência que me determinou a aceitar o serviço e fazer dele um sucesso. Em um dia dedicado às correspondências, havia duas cartas, uma do Alasca pedindo orientação sobre o procedimento correto de se votar em uma Loja e outra da Austrália, requerendo um veredicto sobre uma parte do “trabalho de chão” da Loja. Sabia, é claro, que havia membros do Círculo de Correspondência em muitas partes do mundo, mas duas questões em um único dia, vindas de locais tão distantes quanto era possível, fizeram-me perceber subitamente o quão importante nosso programa educacional poderia se tornar, caso fosse tratado de modo apropriado. Desse dia em diante, aventurar-me nas Perguntas e Respostas tornou-se meu interesse principal. No entanto, no futuro, os itens selecionados para publicação seriam do mais alto interesse popular, sobre assuntos que estimulariam a discussão e se mostrariam tanto instrutivos quanto interessantes, especialmente àqueles Irmãos que, além daquilo que é visto ou escutado em Loja, pouco ou nada conhecem da experiência maçônica. Como parte do mesmo programa, os Chamados da Loja foram aumentados de duas para quatro páginas, sendo o espaço adicional usado para Perguntas e Respostas menores. Como os Chamados eram postados seis vezes por ano, era esperado que pudessem ajudar a manter um contato próximo com os Irmãos para os quais foram projetados. A primeira versão da Misc. Lat., produzida sob minha supervisão, foi encadernada dentro da AQC, Vol. 74 e continha quatro pequenas Lições projetadas para uso em Loja, com um bloco de Questões, Respostas e Notas, totalizando 28 páginas, sob um novo título “O Suplemento”. Claramente, tínhamos aberto uma mina de ouro maçônica! Logo, estávamos com mais de mil novos membros por ano, em média. Em 1973, os associados do Círculo de Correspondência eram 12.440.


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Finalmente, cartas começaram a chegar, encorajando-nos a publicar a coleção inteira das Perguntas e Respostas na forma de um livro. Como autor de quase todas as respostas, estava ansioso em tornar o livro realidade, mas isso não podia ser feito imediatamente. Em razão da nossa rápida expansão e limitada equipe, muito do material foi escrito sob pressão, com os tipógrafos esperando por cada página. As Respostas, especialmente nos Chamados da Loja, foram frequentemente restringidas por causa do limite de espaço e, depois da publicação, muitos dos itens trouxeram comentários dos leitores, levantando novos pontos de alto interesse que mereciam ser incluídos em uma “edição reunida”. Embora o material original estivesse impresso, era claro que grande esforço de trabalho editorial deveria ser feito para prepará-lo à nova publicação, mas isso tinha que esperar até minha saída deste serviço. Aqui estão os resultados, os frutos de um trabalho de doze anos.

As Questões e seus Tratamentos Na Q∴C∴, as questões vindas a nós tratavam, quase invariavelmente, de matérias sobre as quais não há direcionamento definido pela Grande Loja, ou sobre os rituais publicados em que suas instruções davam pouca ou nenhuma explanação. Elas aparecem em duas classes principais: Aquelas que perguntam pelo significado ou propósito de um item específico do ritual ou procedimento, ou como e por que ele aparece. Aquelas que descrevem duas diferentes versões do ritual ou procedimento e perguntam “qual é a correta?”. Em geral, acredito que uma abordagem histórica é a mais compensatória, i.e., investigando o item em questão, desde o aparecimento mais antigo, seguindo seu desenvolvimento e mudanças, até quando nosso ritual e procedimentos foram mais ou menos padronizados no início dos anos de 1800. Quando nenhuma definição é possível, como frequentemente acontece, esse método apresenta a informação que pode conduzir a uma provável resposta, de alguma forma, dando a quem pergunta conhecimento mais amplo e melhor entendimento dos problemas envolvidos. Como a intenção do material impresso era de ser de ampla circulação mundial, minhas respostas sempre tentaram fornecer um pouco mais do que fora questionado. Não me desculpo por isso, na medida em que tivemos forte incentivo de nossos leitores, e o crescimento anual regular do número de membros foi a grande evidência do constante progresso da demanda pelo nosso trabalho. Entre as questões não respondidas facilmente estão aquelas sobre explanações a respeito de incidentes e detalhes das lendas e alegorias do Ofício. Os que perguntam tratam cada item como um fato comprovado,


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suportado pelas Santas Escrituras. Lembro-me do dia, há mais de quatorze anos, quando um Grande Oficial – olhando-me diretamente nos olhos – assegurou que Moisés era um Grão-Mestre! Meu estudo básico do Velho Testamento refutou-o totalmente, mas na ocasião era um jovem Mestre Maçom, e não devemos negligentemente destruir a ilusão de um homem. No tratamento de questões desse tipo, é imperativo separar a lenda do fato; a dificuldade está apenas em dispor as respostas de modo que não firam ou causem dano. Inevitavelmente, existem questões em assuntos esotéricos do ritual e do procedimento que não podem ser discutidos em publicações e que são frequentemente do mais alto interesse. Em tais casos, o único curso viável é voltar à versão mais antiga do item em questão, investigando seu desenvolvimento através dos séculos, porém parando na padronização final e nas mudanças que foram feitas no século XIX, quando a maioria das formas hoje em uso foi estabelecida. Isso não responde à questão, apenas aponta o caminho a quem pergunta, de modo a deixá-lo apto a encontrar a resposta por si mesmo. Portanto, devo repetir uma advertência dada em muitas ocasiões similares: Em relação a certos aspectos do ritual e do procedimento, a atenção do leitor é particularmente dirigida pelo fato de que os artigos neste volume citam documentos dos séculos XIV a XVIII, e que os detalhes descritos pertencem apenas às épocas a eles designados. Eles não levam em consideração as mudanças e a padronização ocorridas no século XIX e é enfatizado que, exceto em poucos casos inócuos, não descrevem – ou tentam descrever – práticas atuais. Finalmente, os artigos neste volume jamais pretenderam ser a palavra final a respeito daqueles assuntos. Eles são simplesmente uma coleção de respostas cuidadosas, em um nível elementar (frequentemente apenas minha própria opinião), sobre as dúvidas e problemas surgidos nas dependências da Loja, vindos de Irmãos ávidos por uma melhor compreensão das coisas vistas no curso de seus deveres maçônicos. Isso explica o título O Ofício do Maçom. Espera-se que toda a coleção forneça ampla variedade de assuntos para discussão em Lojas e em Grupos de Estudos, trazendo nova satisfação aos Irmãos que apreciam a Maçonaria.

O Índice Em toda obra desse tipo, o Índice é tão importante quanto o próprio livro. Será inestimável para cada leitor em busca de um tema em particular. Todas as Perguntas são numeradas para uma fácil referência, pois para o leitor à procura de um tema ou assunto específico, o Índice será o guia mais rápido.


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Direitos Autorais Por motivo de direitos autorais, o presente volume contém apenas meu próprio trabalho, suplementado em muitas instâncias por citações de outros escritores, com suas permissões e com devido agradecimento. Lojas reconhecidas, Grupos de estudo e Irmãos individualmente têm completa permissão de fazer uso do conteúdo, porém nenhum dos artigos poderá ser reproduzido ou publicado sem a permissão por escrito do editor.

Agradecimentos Uso essa oportunidade para expressar minha gratidão aos bibliotecários da Grande Loja e seus assistentes por sua generosidade e inestimável auxílio durante todo o tempo nesses doze últimos anos, especialmente ao atual Bibliotecário, Ir∴ T. O. Haunch. Meus agradecimentos também ao Ir∴ Roy A∴ Wells, meu sucessor no Ofício, e ao Ir∴ Colin F. W. Dyer,* que forneceu um valioso acréscimo a várias das respostas, as quais são agradecidas aqui e no texto. Particularmente, sou grato ao Ir∴ Frederick Smyth pelo bem compreensível Índice e ao V. Ir∴ sir Lionel Brett, por sua gentileza em escrever o Prefácio para o livro e por sua pronta ajuda, durante anos, no Latim e em outros problemas editoriais. Finalmente, meus agradecimentos à Comissão de Propósitos Gerais da Grande Loja Unida da Inglaterra por sua gentil permissão para citar as Constituições, outros documentos oficiais e manuscritos raros que se encontram na Biblioteca da Grande Loja. H.C.

* N.E.: Sugerimos a leitura de O Simbolismo na Maçonaria, de Colin Dyer, Madras Editora.


NOTA DA EDIÇÃO INGLESA Certamente, é um tributo ao falecido Irmão Harry Carr o fato de este livro hoje contar com não menos do que seis edições, a última possuindo três reimpressões. Isso também sinaliza um prolongado interesse – algo tão importante para ele – em por qual motivo, tanto quanto podemos, fazemos as coisas. Tendo trabalhado com ele na primeira edição de 1976, para mim é particularmente uma satisfação ter sido chamado para atualizar a obra. Não posso usar a palavra “corrigido”, pois os anos que se passaram apenas tornam necessárias adaptações. O inimitável estilo de Harry Carr permanece inalterado e, para mim, seria errado sobrepor minhas próprias opiniões aqui, mesmo em raras instâncias, pois elas variam, ainda que em pequenos detalhes, das opiniões dele. Quaisquer intervenções maiores, como essencialmente feitas pelo passar do tempo, serão claramente identificadas no próprio texto. É triste ter de reportar que três dos IIr∴ mencionados por Harry Carr em seus “agradecimentos” já não mais estão entre nós: Colin Dyer, sir Lionel Brett e Roy Wells, todos eles contribuíram muito para o patrimônio literário maçônico, do qual a atual geração de estudantes tem compromisso de cuidar para a posteridade. Espera-se que a grande diversidade de temas aqui tratados de modo tão efetivo pelo Ir∴ Harry Carr inspire mais IIr∴, particularmente, aqueles que contam com juventude suficiente para colocar o lápis no papel e produzir as bases para as novas gerações que deverão tomá-las no futuro, no incessante estudo do nosso ofício. Frederick Smith

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ABREVIAÇÕES A∴ – Aprendiz A∴Ι∴ – Aprendiz Iniciado A∴M∴ – Aprendiz Maçom A∴Q∴C∴ – Ars Quatuor Coronatorum (Transactions) AA∴ – Aprendizes B. of C. – Livro das Constituições C∴D∴ – Calcanhar direito C∴M∴ – Companheiro Maçom C∴P∴D∴F∴ – Cinco Pontos de Fraternidade CC∴M∴ – Companheiros Maçons DiáC∴ – Diácono E.F.E. – The Early French Exposures E.M.C – The Early Masonic Catechisms E.R.H. – Edinburgh Register House FF∴TT∴ – Ferramentas de Trabalho G∴I∴ – Guarda Interno G∴M∴P∴ – Grão-Mestre Provincial G∴R∴ – Grande ou Real Ir∴ – Irmão IIr∴ – Irmãos L∴L∴ – Livro da Lei M∴C∴ – Mestre de Cerimônias M∴E∴ Mui Excelente M∴E∴Z∴ Mui Excelente Zorobabel M∴M∴ – Mestre Maçom M∴Μ∴ – Mestres Maçons O.E.D. – Oxford English Dictionary P∴E∴ – Pé Esquerdo P∴E∴D∴ – Peito Esquerdo Desnudo P∴G∴M∴ – Past Grand Master 27


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P∴M∴ – Past Master P∴M∴I∴ – Peito, Mão, Insígnia P∴P∴ – Palavra de Passe Q∴C∴ – Loja Quatuor Coronati Sau∴ – Saudação Sn∴ – Sinal Sn∴ de F∴ – Sinal de Fidelidade Sn∴ P∴ – Sinal Penal SSn∴ – Sinais T∴P∴ – Toque de Passe Tq∴ – Toque V∴M∴ – Venerável Mestre V∴T∴ – Velho Testamento Vig∴ – Vigilante VVig∴ – Vigilantes

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Os Quatuor Coronati de Isabella Missal, c. 1500. Mus. Bri. Add. Mss. 18.851

1. Os Quatuor Coronati P. O que significa o mote ‘Quatuor Coronati’? R. O texto latino significa “Os Quatro Coroados” e alude ao Festival dos Quatro Mártires Coroados da Igreja Cristã, celebrado anualmente em 8 de novembro. Existem várias versões para a lenda dos Sancti Quatuor Coronati, todas bastante parecidas, embora difiram consideravelmente em detalhes importantes, tais como suas nacionalidades, o número e mesmo em relação aos nomes. Em breves linhas gerais, a história diz que, em 302 d.C., quatro escultores e seu aprendiz foram ordenados pelo imperador Diocleciano no sentido de esculpir uma estátua de Esculápio, mas a tarefa foi negada, visto serem secretamente cristãos. Por desobediência à ordem do imperador, todos foram condenados à morte em 8 de novembro. Durante o ano de 304, quando Diocleciano determinou que os soldados romanos queimassem incenso diante da estátua do mesmo deus, quatro deles, também cristãos, recusaram-se a fazê-lo e, por tal ato, foram espancados até a morte. Diz-se que isso também aconteceu em 8 de novembro, embora dois anos depois do ocorrido com os escultores. Melquíades, papa de 310 a 314 A.D., decretou que esses dois grupos de quatro e cinco mártires fossem celebrados sob o título único de Quatuor Coronati, em 8 de novembro. O Sacramentário do papa Gregório, duzentos anos mais tarde, confirmou a data e o papa Honório no século VII construiu uma igreja em honra deles. Desde essa época, os mártires são 29


Ofício do Maçom, O - O Guia definitivo para o trabalho maçônico