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Um dia no Paleolítico Superior No passado, fui um rapazinho Homo Sapiens Sapiens, Sapiens que vivia com a sua tribo, tribo na actual Europa, numa cabana ca coberta de peles de animais. animais

Logo pelo nascer do Sol, todo o grupo se levantava e dividia tarefas. As mulheres e as crianças partiam à procura de alimentos que recolhiam da Natureza, e alguns dos homens iam à caça (em grupo) e outros à pesca.

Eu ia com o resto das crianças, porque ainda não era crescido o suficiente para ir com os homens. Como estava calor, apenas vestia uma “tanga” de pele, tal como todos os outros rapazes.

Nesse dia, resolvi escapar-me e ir ver a caçada. Foi espectacular! Os nossos homens cercaram um mamute e atacaram-no com lanças!

O problema é que depois o resto da família do mamute quis atacar o nosso acampamento… Apanhámos um grande susto!

A nossa sorte foi que estávamos bem equipados com armas de defesa: arco e flecha, propulsor propulsores, lanças… … e sem esquecer a mais importante de todas: s: o fogo! Prático e fácil de produzir; basta friccionar dois paus de madeira e já está! Claro que alguns de nós preferiam bater duas pedras uma na outra, ra, mas ambas as formas resultavam. Dessa vez deixaram deixaram-me participar na luta; afastar a mamute fêmea não foi tarefa fácil, embora no fim tenhamos conseguido!

Depois, fui ver a pintura do nosso feiticeiro, feita para dar sorte na caçada.

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Um dia no Paleolítico Superior Outubro/Novembro de 2009

A seguir, aproveitei para comer um pouco de carne assada do mamute, aquele que os homens tinham caçado ainda há pouco tempo. Finalmente chegou a hora do divertimento; as mulheres iriam cozer e os homens iriam fazer esculturas e pinturas… pinturas

…Mas, infelizmente, ente, receberam uma triste notícia logo após a refeição. Um dos mais velhos do grupo tinha morrido afogado, enquanto se ban banhava no rio. Solidários, cavaram uma cova, pintaram o seu corpo de ocre (uma vez que já tinha sido ido resgatado do rio), enterraram enterraram-no na posição fetal e puseram junto dele flores e alguns obje objectos pessoais. Por fim, taparam-no no com pedras e continuaram com o que iriam fazer.

Acompanhei alguns dos homens e percebi que todas as esculturas tinham a ver com mulheres e com o culto da fertilidade. Achei algumas muito bonitas, e prometi a mim mesmo fazer algumas quando fosse grande.

Segui então para as grutas, onde outros homens pintavam à sorte da caçada do dia seguinte. Estavam à espera de apanhar um animal de grande porte, pois tinham escavado um grande fosso e coberto com ramos e redes feitas de tendões.

Fim!

Para provar que ali tinha estado, deixei a marca da minha mão na parede, após a ter mergulhado em tinta feita de sangue dos animais, de carvão, de minerais e de plantas, tudo misturado com gordura e água.

E se lá forem hoje, à gruta de Pech Merle, em França, irão ver como toda esta história, realmente aconteceu.

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Um dia no Paleolítico Superior