Page 1

25deAbril25deAbril25deAbril25deA bril25deAbril25deAbril25deAbril25d eAbril25deAbril25deAbril25deAbril2 25 de Abril de 1974 5deAbril25deAbril25deAbril25deAbr Histรณria e Geografia de Portugal il25deAbril25deAbril25deAbril25de Abril25deAbril25deAbril25deAbril25 deAbril25deAbril25deAbril25deAbril 25deAbril25deAbril25deAbril25deA bril25deAbril25deAbril25deAbril25d eAbril25deAbril25deAbril25deAbril2 5deAbril25deAbril25deAbril25deAbr il25deAbril25deAbril25deAbril25de Abril25deAbril25deAbril25deAbril25 deAbril25deAbril25deAbril25deAbril 25deAbril25deAbril25deAbril25deA bril25deAbril25deAbril25deAbril25d eAbril25deAbril25deAbril25deAbril2 Abril de 2009

Madalena Faustino, nยบ14, 6ยบA


25 de Abril de 1974

Índice 25 de Abril de 1974 ........................................................................ 3 A Revolução ............................................................................................................ 3 Consequências Principais...................................................................................... 4 Destacadas personalidades opositoras ao Antigo Regime ................................. 4 Novas Leis ............................................................................................................... 5 Barra Cronológica ................................................................................................... 7

Bibliografia..................................................................................... 8

Madalena Faustino, nº14, 6ºA

2


25 de Abril de 1974

25 de Abril de 1974 A Revolução

Foi no dia 24 de Abril que tudo começou. Otelo Saraiva de Carvalho, um dos Capitães de Abril, instalou um grupo de militares no Quartel da Pontinha, em Lisboa, onde montou um Posto de Controlo. Perto das 22 horas e 55 minutos foi transmitida a canção “E Depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, que simbolizou o sinal para a tomada de posições na primeira fase do Golpe de Estado. O segundo sinal foi dado à meia-noite e 20 minutos, quando foi transmitida a canção “Grândola Vila Morena”, de José Afonso, na Rádio Renascença, que confirmava o golpe que iria ser dado. Já no dia 25 de Abril, as tropas comandadas pelo Capitão Salgueiro Maia ocuparam o Terreiro do Paço e deslocaram-se para o Quartel do Carmo, onde se encontrava Marcelo Caetano, o sucessor de Salazar no governo do país. Finalmente, após algumas horas de negociações, demitiu-se perto do final do dia, apresentando como condição entregar o poder ao General Spínola, tendo de seguida partido para a Madeira, e mais tarde para o exílio no Brasil. Os principais homens de Abril foram:

Curiosidade: O cravo tornou-se o símbolo da Revolução de Abril porque uma florista ofereceu uma destas plantas a um soldado e este colocou-a na ponta da sua espingarda, gesto que outros militares imitaram, tornando esta Revolução a mais pacífica do Mundo, onde só 4 mortes se verificaram, todas pela PIDE, a polícia política que se mantinha fiel ao antigo regime. Madalena Faustino, nº14, 6ºA

3


25 de Abril de 1974

Embora a Revolução tenha sido feita pela calada do dia 24 e tenha terminado no final do dia 25, só no dia 26 é que a Imprensa (os jornais, a rádio e a televisão), deram a notícia.

Consequências principais Após o 25 de Abril de 1974 sucederam algumas mudanças importantes. Primeiro foi abolido o regime de ditadura em que o país se encontrava e foi imposta uma democracia, tendo sido nomeado para Presidente da República pela Junta de Salvação Nacional e pela condição imposta por Marcelo Caetano, o General António de Spínola até às eleições presidenciais.

     

As principais medidas foram: Destituição do Presidente da República e do Governo; Dissolução da Assembleia Nacional; Extinção imediata da DGS (Direcção-Geral de Segurança), ex-PIDE; Libertação de todos os presos políticos e regresso imediato de políticos vindos do exílio; Abolição da censura; Lançamento de uma política ultramarina que conduzisse à paz nas colónias.

Destacadas personalidades opositoras ao Antigo Regime

Fig. 1 – Álvaro Cunhal Madalena Faustino, nº14, 6ºA

Fig. 2 – Mário Soares

Fig. 3 – Sá Carneiro 4


25 de Abril de 1974

Novas Leis Estes são alguns exemplos de novas leis promulgadas em Portugal:

Doc. 1

ACESSO FEMININO A CARGOS JUDICIÁRIOS ARTIGO 1.º

O acesso aos cargos judiciários ou do Ministério Público e aos quadros dos funcionários de justiça é facultado a todos os cidadãos portugueses, independentemente do seu sexo. (…) ARTIGO 2.º Até final do ano de 1977 poderão ser admitidos aos concursos para juiz de direito e para delegados do procurador da República e nomeados interinamente delegados do procurador da República os cidadãos do sexo feminino que não tenham mais de 45 anos de idade. O Presidente da República, António de Spínola. Decreto-Lei Nº251/74

Doc. 2

LEI DA GREVE ARTIGO 1.º

(…) Considera-se greve a recusa colectiva e concertada do trabalho tendente à defesa e promoção dos interesses colectivos profissionais dos trabalhadores. ARTIGO 3.º (…) Não é permitida a greve: a) Às forças militares e militarizadas; b) Aos magistrados judiciais; c) Às forças policiais e guardas prisionais; d) Aos bombeiros. Artigo 9.º (…) 1. A competência para desencadear a greve pertence às associações sindicais dos trabalhadores quando, isolada ou conjuntamente, representem a maioria do pessoal da empresa. (…) O Presidente da República, António de Spínola. Decreto-Lei Nº392/74

Madalena Faustino, nº14, 6ºA

5


25 de Abril de 1974

LEI DOS PARTIDOS POLÍTICOS

Doc. 3

ARTIGO 5.º (…) 1. Não carece de autorização a constituição de qualquer partido político. (…) (…) 3. A inscrição de um partido terá de ser requerida, pelo menos, por cinco mil cidadãos, maiores de 18 anos, sem distinção de sexo, raça ou cor, residentes no continente ou ilhas adjacentes, no pleno gozo dos seus direitos políticos e civis. (…) ARTIGO 7.º A organização interna de cada partido deve satisfazer as seguintes condições: a) Não poder ser negada a admissão ou fazer-se exclusão por motivo de raça ou de sexo; b) Serem os estatutos e programas aprovados por todos os filiados ou por assembleia deles representativa; c) Serem os titulares dos órgãos centrais eleitos por todos os filiados ou por assembleia deles representativa. (…) O Presidente da República, Francisco da Costa Gomes. Decreto-Lei Nº595/74

25 DE ABRIL – DIA DE PORTUGAL

Doc. 4

ARTIGO 1.º 1.

É instituído como feriado nacional obrigatório o dia 25 de Abril, considerado o «Dia de Portugal». (…) O Presidente da República, Francisco da Costa Gomes. Decreto-Lei Nº210-A/75

Como certamente reparaste, nos documentos 3 e 4, o Presidente da República já é o General Costa Gomes, uma vez que o General Spínola se demitiu no dia 30 de Setembro de 1974, tendo sido substituído. Só no dia 25 de Abril de 1976 é que se realizaram as primeiras eleições presidenciais após a Revolução dos Cravos, tendo sido eleito o General Ramalho Eanes. Madalena Faustino, nº14, 6ºA

6


25 de Abril de 1974

Barra Cronolรณgica

Madalena Faustino, nยบ14, 6ยบA

7


25 de Abril de 1974

Bibliografia Oliveira, Ana Rodrigues: «História e Geografia de Portugal», Vol. 2, Texto Editores Wikipédia, A Enciclopédia Online: «http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolução_dos_Cravos» Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra: «http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=HomePage» Site Júnior, Bairro - Portugal: «http://www.junior.te.pt/servlets/Bairro?P=Portugal&ID=101» Edigital, História e Geografia de Portugal, 6ºAno: «http://edigital.homeip.net/materiais/sexto/index.html»

Madalena Faustino, nº14, 6ºA

8

25 de Abril de 1974  

Trabalho sobre a Revolução do 25 de Abril, vulgarmente conhecida como Revolução dos Cravos. Feito no ano lectivo de 2008/2009, para a disci...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you