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ano 1 · número 1 · 1 trimestre 2012

crédito

O crÉdito bancário pode ser a resposta ideal para impulsionar o seu negócio ou antecipar uma compra

empreender

destaque

Empreendedorismo no feminino, conheça algumas das nossas melhores clientes

Saiba Como elaborar um bom Plano de Negócios


FINCAFÉ BMF Porque somos um país com a cultura do café...

O BMF criou a conta Depósito a Prazo FINCAFÈ, destinado ao financiamento da produção de café proporcionando aos agricultores angolanos: Recuperação das lavouras Replantio do café nas zonas de maior produção cafeícola do País

Com o FINCAFÈ, o seu dinheiro ajudará Angola a voltar a ser o grande produtor de café que um dia já foi.

CRIAMOS OPORTUNIDADES www.bancobmf.ao

Rua Ndunduma, nº 257 | tel: 222-430184 | email: comercial@bancobmf.ao


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editorial POR ARI DE CARVALHO

Gente empreendedora Angola é uma terra de oportunidades, de riquezas naturais e de enormes potencialidades de desenvolvimento. Mas o nosso melhor recurso são mesmo os angolanos. Desde sempre, a inventividade, o espírito inovador e a capacidade de trabalho do nosso povo têm sido capazes de criar riqueza, de lançar novos negócios e de criar as bases para uma nova prosperidade. É para isso que trabalhamos todos os dias, no BMF. Dedicados às micro e pequenas empresas, a nossa missão é apoiar a capacidade criadora dos angolanos, dar asas a quem se quer lançar na criação de pequenos negócios, dando o melhor dos seus talentos e das suas forças na luta contra a pobreza, pela criação de emprego. É por isso que, no BMF, com muito orgulho, criamos oportunidades. Com o lançamento desta revista, queremos dar voz àqueles que se esforçam para criar uma vida melhor para si e para as suas comunidades. A Macuta era uma das mais antigas moedas da História de Angola, sinal da prosperidade do nosso povo. A partir de agora, Macuta é também a revista dos empreendedores angolanos. Aqui encontrarão sempre conselhos úteis, informações importantes e soluções à altura dos seus sonhos e das suas ambições. Queremos que esta revista seja um amigo, um apoio presente do seu Banco no trabalho de todos os dias. Nesta primeira edição, fazemos justiça às mulheres empreendedoras de Angola. Por todo o país, milhares de pequenas empresárias estão a liderar a criação de novos negócios, aplicando o melhor dos seus esforços em empresas que, mesmo de pequena dimensão, são enormes casos de sucesso. Porque temos orgulho no apoio que damos a estas empresárias e na forma como as ajudamos a fazer a diferença, nesta edição damos voz à sua experiência, ao seu trabalho. Com o exemplo destas mulheres extraordinárias, queremos mostrar que é possível vencer as adversidades e criar negócios de sucesso. Basta ter ambição e vontade de trabalhar para criar uma vida melhor para nós e para as nossas famílias. Estas mulheres conseguiram, graças à ajuda do BMF, sempre presente com as melhores opções de financiamento, poupança e apoio aos empreendedores. Esperamos que estas histórias de sucesso sejam uma inspiração para quem procura também criar o seu próprio negócio. No BMF, estaremos sempre prontos a ajudá-lo neste caminho!

Dr. Ari de Carvalho Presidente da Comissão Executiva

SUMÁRIO Editorial Buzz A Actualidade que se faz ouvir Destaque Micro, Pequenas e Médias Empresas Crédito Tudo sobre Crédito no Consumo e Negócios Antevisão Leasing e Factoring Conhecer Transferências para o Exterior Regras Central de Risco Perfil Quem, Onde e Quando Empreender Como fazer um Plano de Negócios Produtos Agências BMF Onde Estamos

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Propriedade: Banco BAI Micro Finanças Coordenação e Gestão de Projecto: Magda Oliveira Santos (magdaosantos@sapo.pt) Redacção: Story Makers Design: Blink Ideas Impressão: Ondagrafe Tiragem: 5.000 exemplares Contactos: Rua Ndunduma, 257 Luanda – Angola Telefone 222 430 105 Fax 222 430 074 Email macuta@bancobmf.ao

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A ACTUALIDADE QUE SE FAZ OUVIR BMF com nova sede em Julho Está praticamente concluída a nova sede do BMF. Integradas no edifício da Academia BAI, as novas instalações do Banco deverão abrir em Julho, na zona de Talatona, em Luanda, mais propriamente na Rua Manuel Van Dúnem Loy.

GOVERNO IMPULSIONA MPME’S O Governo de Angola está a promover pelas várias províncias do país o Programa de Desenvolvimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas (PDMPME). O Programa, que inclui benefícios especiais para os pequenos empresários, tem como objectivo diversificar a economia angolana, desenvolvendo novos sectores de actividade e aumentando a produção nacional, por forma a diminuir as importações. O apoio aos pequenos empresários é também uma forma de combater a pobreza através da criação de emprego e auto-emprego, diminuir a economia informal e melhorar a taxa de bancarização da população. Só para este ano, o PDMPME conta com mais de 1.500 milhões de dólares americanos para apoios de crédito a empresas certificadas pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas. Com a certificação, as micro, pequenas e médias empresas ganham acesso a financiamentos de médio prazo com uma taxa de juro bonificada, de 5%. “Com o programa, pretendemos potenciar a inclusão social e a criação de auto-emprego em estreita colaboração com as entidades locais, para ajudarem a promover os empreendedores locais na formação específica, acesso ao mercado e o apoio social”, explicou o ministro da Economia, Abraão Gourgel, citado pela Angop.

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bmf relança cultura do café O BMF criou uma conta de Depósito a Prazo dedicada à recuperação da cultura do café em Angola. O país tem uma história de quase 200 anos no cultivo de café e chegou a ser o maior produtor africano. É para aproveitar este enorme potencial que o BMF lançou o FINCAFÉ, que vai ajudar os lavradores angolanos a recuperar as lavouras e replantar as zonas de maior potencial para esta cultura. O FINCAFÉ traduz-se numa conta de Depósito a Prazo aberta quer a investidores individuais quer a empresas interessadas no relançamento da produção de café. Com um montante mínimo de um milhão de Kwanzas, esta aplicação oferece taxas de juro de 9% (para depósitos a seis meses), 10% (para depósitos a um ano) ou 12% (para aplicações a 18 meses). O FINCAFÉ é uma grande oportunidade para o relançamento de uma cultura de enorme valor para a economia angolana, à disposição dos investidores interessados num negócio de futuro.


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A ACTUALIDADE QUE SE FAZ OUVIR

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“Nosso Centro” abre em Luanda

Aberto novo SIAC no Huambo O Ministro da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, Dr. Pitra Neto, inaugurou no final de Março passado o novo Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão (SIAC) na cidade do Huambo, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da Comissão Executiva do BMF, Dr. Ari de Carvalho. O SIAC integra num único balcão vários serviços e empresas de utilidade para o cidadão, tais como o cartório notarial, o Instituto de Segurança Social, a conservatória dos registos Civil, Comercial, Predial, Propriedade de Automóvel, Identificação Civil e Criminal, além de outros serviços habitualmente procurados pelo cidadão. A nova unidade vai permitir aproximar a população dos principais serviços públicos. No SIAC, os cidadãos do Huambo encontrarão todos os dias um conjunto alargado de facilidades que os ajudarão a beneficiar dos serviços do Estado e lutar por uma oportunidade de emprego.

O BMF abriu no final de Março, em Luanda, no “Nosso Centro”, uma superfície comercial inovadora que integra um conjunto de serviços públicos de interesse para os cidadãos. O “Nosso Centro” faz parte de um novo sistema de proximidade no acesso a serviços essenciais por parte da população. Aqui, os luandenses têm acesso facilitado a um Guiché Único da Empresa, ao cartório do Registo Automóvel e a uma agência de viagens, entre outros. O BMF está também presente, com uma forma inovadora de colocar os seus produtos e soluções ao dispor dos Micro e Pequenos empresários.

FAZER UM BANCO MELHOR Para melhor satisfazer as necessidades dos seus clientes e dar resposta às ideias de melhoria dos seus colaboradores, o BMF instalou em todas as suas agências caixas de sugestões aber tas à participação de todos. Esta iniciativa, intitulada “Fale com o Presidente do BMF… e ajude-nos a ser um Banco melhor!”, cria um canal de comunicação directo entre os clientes e o Presidente da Comissão Executiva do Banco, que será a única entidade a ter acesso às sugestões de melhoria. As sugestões deixadas pelos clientes, nas caixas localizadas nas agências ou através do e-mail sugestões@bancobmf.ao, serão encaminhadas directamente ao Presidente da Comissão Executiva, que as analisará e tomará as decisões necessárias para responder às ideias, sugestões, opiniões e críticas. O objectivo é manter a proximidade com os clientes e criar dinâmicas de melhoria constante do serviço prestado.

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A ACTUALIDADE QUE SE FAZ OUVIR

BMF e LNG investem um milhão no Soyo

Balcão Único fomenta empreendedorismo Para facilitar e desburocratizar a criação de novas micro-empresas, cooperativas e associações, vai ser criada uma rede de balcões únicos de apoio ao empreendedorismo (BUE) por todo o país. Segundo avança a agência Angop, os BUE estarão presentes nas sedes das administrações municipais e distritais, para melhorar o acesso dos cidadãos aos serviços públicos e estimular a criação de novas empresas e actividades produtivas. A medida, integrada no Programa Integrado de Combate à Fome e à Pobreza, vai reunir num único balcão os ser viços da Direcção Nacional dos Registos e do Notariado, da Identificação Civil e Criminal, da Segurança Social e dos Impostos. Também integrados nos BUE estarão os Serviços Veterinários, do Comércio, Administrações Municipais, Instituto Nacional de Estatística, Imprensa Nacional e Ficheiro Central de Denominações Sociais.

Está no terreno desde o passado mês de Fevereiro um projecto conjunto do BMF e da Angola LNG para apoiar as ideias de negócio das comunidades do município do Soyo. Ao todo, será investido um milhão de dólares para apoiar a luta contra a pobreza e o combate ao desemprego nesta zona, onde está instalada a sede operacional da Angola LNG. Os primeiros beneficiários do financiamento serão os funcionários desmobilizados pela LNG, mas numa segunda fase os apoios serão alargados a toda a população do Soyo. Segundo o acordo celebrado entre o BMF e a Angola LNG, o investimento tem a forma de um fundo de garantia de um milhão de dólares americanos, participado em 50% pelo BMF e nos restantes 50% pela Angola LNG.

Oportunidades em movimento O BMF iniciou em Abril uma campanha publicitária para divulgar a sua marca e soluções. Com o slogan “Criamos oportunidades” bem presente, a campanha está a decorar carruagens dos caminhos de ferro angolanos e autocarros no aeroporto. É uma forma de aumentar a visibilidade do BMF e comunicar ao grande público a oferta do Banco no financiamento de micro e pequenas empresas. A campanha serve também para inspirar os empreendedores angolanos a apostar nos seus próprios projectos, com o apoio sempre presente do BMF.

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COMECE CERTO, COM O BMF!

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Financiamento de kits ao negócio dirigido

a micro e pequenos empreendedores.

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destaque MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

Ser empreendedor é fazer o seu momento! O primeiro passo de um longo caminho é ter uma ideia de negócio e trabalhar na prossecução desse ideal. Por isso, o empreendedor, além da criatividade, deve confiar na sua capacidade de tomar decisões, ter iniciativa e ser persistente. No seu relatório anual, World Economic Outlook, o FMI indica que, em 2012, Angola está na lista dos países que vai crescer acima da média estimada da economia mundial, cerca de 10,5% do PIB. Ou seja, segundo a fonte, a balança corrente angolana vai registar 9,5% do PIB em 2012. Estima-se que a inflação no próximo ano rondará os 12,4%. Desta forma, o país terá uma imagem positiva em termos de crescimento mundial e na balança comercial nacional, apesar da evolução negativa dos preços dos produtos alimentares, será compensado pelo preço do petróleo. Recorde-se que o sector petrolífero representa mais de 75% das receitas fiscais e 98% das exportações totais, contribuindo em 50% do PIB. Segundo o director do Centro de Apoio Empresarial (CAE) da Câmara de Comércio e Indústria de Angola (CCIA), Caetano Capitão, em recentes declarações à comunicação social, “as pequenas e médias empresas angolanas já têm tido uma actuação de alto nível no sector petrolífero, na prestação de ser viços básicos e intermédios, mas que ainda não satisfaz as expectativas do Executivo”. Para o governante, há, por exemplo, necessidade de as empresas angolanas, por si só, ou em parcerias liderarem a área de recrutamento de pessoal técnico para a indústria petrolífera, um sector que é quase dominado pelas estrangeiras. Relativamente ao contributo do empresariado nacional no desenvolvimento socioeconómico do país, Caetano Capitão referiu que as empresas angolanas têm criado empregos. Mas além do sector petrolífero, outros podem criar opor tunidades para quem queira empreender. O Programa de Desenvolvimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas (PDM/ PME) está orçamentado em 220 milhões de dólares, avançou o ministro da Economia de Angola, Abrão Gourgel, em Abril. Em

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declarações à agência noticiosa angolana Angop, o responsável assegurou que o financiamento necessário está inscrito no Orçamento de Estado e irá ser colocado à disposição dos dois bancos estatais para apoiar os pequenos negócios. O programa Apoio ao Pequeno Negócio, recentemente anunciado, arranca em Maio. Recorde-se que foi criado em Setembro de 2011 com o objetivo de promover o fomento do empresariado nacional, diversificar a economia, aumentar a produção nacional, reduzir as impor tações e criar novos empregos de forma sustentável.

“Angola está na lista dos países que vai crescer acima da média estimada da economia mundial.” Ser empreendedor é fundamental Em Angola, o espírito empreendedor é já considerado um dos caminhos possíveis para o auto-emprego e a realização profissional dos jovens, e até mesmo para a criação de postos de trabalho para terceiros. Para que a capacidade e a visão dos empreendedores angolanos triunfem, é necessário ultrapassar a mortalidade inicial das empresas. Segundo a revista E xame Angola,


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“os números dizem que 85% dos novos negócios não ultrapassam sequer os três meses de vida. Mesmo em economias mais avançadas, cerca de metade dos novos negócios não completará um ano de existência e uns avassaladores 90% não chegarão ao quinto aniversário. Adicionalmente, mesmo as empresas que conseguem ultrapassar os primeiros anos de vida não atingirão necessariamente uma dimensão nacional ou multinacional.” Assim, impor ta perceber que qualquer empreendedor prestes a embarcar num novo projecto não vai cer tamente criar o novo Google ou a nova Sony. Ainda assim, o empreendedorismo de pequena escala é vital em qualquer país. Iniciativas como o “Balcão BUE” são fundamentais para promover o empreendedorismo. Trata-se de um balcão do empreendedor que está a ser construído na comuna do Cassequel, distrito urbano da Maianga, pela Comissão Administrativa de Luanda, para incentivar e incrementar micros e médios negócios a nível da zona. A obra está a ser erguida junto ao mercado do Katintom, e vai ter ser viços da Direcção Nacional de Impostos, de Identificação Civil e Criminal, Registo Civil e do Notariado, de Segurança Social, de Estatística, dos ser viços de Veterinário e da Direcção Provincial do Comércio, entre outros. O “Balcão BUE” prevê apoiar empreendedores mediante facilidades na aquisição de micro-créditos, para o fomento dos negócios de pequenos empresários. Da mesma forma, o Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social (MAPESS) tem um programa de formação denominado “Auto Emprego” que visa fundamentalmente promover jovens com capacidade e potencialidade para o exercício de actividades empreendedoras, para o melhoramento da sua renda. Em declarações à Angop, sobre as profissões liberais no país, o director do Gabinete Jurídico do MAPESS, Jesus Maiato, frisou que a nível do Ministério viu-se a necessidade de criação de um programa que incentivasse o exercício da actividade liberal. O responsável referiu que, por via deste, lhes é passado o estímulo a par tir da formação profissional de como gerir esta empresa, num curso básico de gestão, e logo depois disso lhes é atribuído os meios de trabalho. Acrescentou ainda que os cursos fundamentais são alfaiate, pastelaria, cabeleireiro, mecânica, electricidade, com direito ao “kit de ferramenta”, para que trabalhe sem precisar ter um empregador.

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O empreendedor e a banca Os bancos são instituições indispensáveis ao funcionamento eficiente de uma sociedade capitalista. Em Angola, onde o sector financeiro está na fase de implantação e incompleto, os bancos têm uma relevância mais acentuada. Ou seja, têm como função principal a transferência de fundos dos agentes económicos excedentários para os agentes económicos deficitários. Deste modo, o crescimento e desenvolvimento de um país está intimamente ligado aos bancos, na medida em que estes ser vem de meio de condução do capital de agentes não produtivos (com fundos) para os agentes produtivos ( sem fundos), levando ao crescimento da produção, o aumento do emprego, do consumo e à melhoria de vida de toda a sociedade, e da classe empreendedora em par ticular.

Quando recorrer à banca? Para isso é necessário ter noção de dois aspectos básicos:

1º Rendibilidade dos fundos O empreendedor só deve recorrer à banca caso a taxa de retorno da aplicação dos fundos solicitados for superior à taxa de juros efectiva paga ao banco. Ou seja, deve ter a cer teza que o montante recebido será aplicado numa actividade cujo retorno será suficiente para pagar os custos operacionais, o banco e outros custos não desembolsáveis, caso existam (ex. amor tização) e ainda sobrar algum para remunerar a sua iniciativa.

2º Prazo da aplicação dos fundos O empreendedor deve ter a cer teza, se os fundos que necessita são para financiar activos correntes (ou seja activos de cur to prazo, como stock) ou se são para financiar ac tivos fixos (ex. máquinas) e adequar o empréstimo a tais necessidades. Se necessita de financiar activos correntes então contrai um empréstimo de cur to prazo (inferior a 365 dias), se precisa financiar activos fixos contrai um empréstimo de longo prazo (superior a 365 dias). E nunca se deve esquecer que, para além da banca, tem à disposição outros mecanismos de financiamento, nomeadamente os fornecedores, clientes e o estado.

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Empreendedorismo no feminino

Joana Feliciano Adão Cristovão

intervir a nível nacional, regional e internacional em todas as iniciativas que promovam o desenvolvimento económico e social da mulher empreendedora; conferir visibilidade à mulher de negócios e ao seu papel vital para o desenvolvimento sustentável; potenciar e incentivar a opção da mulher pelos negócios; conferir especial relevo a criação de emprego através do desenvolvimento de PME´S; promover a formação profissional através do estabelecimento de parcerias. Estes são os objectivos da FMEA - Federação de Mulheres Empreendedoras de Angola criada em 2001, com duas mil e quinhentas associadas em todo o país. O empreendedorismo é um motor de inovação, competitividade e crescimento para qualquer nação. E se estivermos a falar de mulheres empreendedoras, por exemplo, na União Europeia, elas constituem, em média, 30% dos empreendedores. E é claro que, por vezes, encontram maiores dificuldades do que os homens em iniciar os seus projectos de negócios e em aceder a formação e a linhas de financiamento. Participar activamente na resolução de todas as questões relacionadas com as mulheres empreendedoras na esfera económica; 10

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Adelaide Feliciano, 52 anos, Joana Feliciano Adão Cristovão, 43 anos, Branca Feliciano Adão Cristovão, 39 anos, iniciaram a sua actividade,como peixeiras, no Mercado do Cajueiro, no Cazenga; na Praça do Imbondeiro, no Cazenga, e depois no Roque Santeiro. Actualmente vendem no Mercado do Asa Branca. Mantêm os seus clientes. Dizem que para onde elas vão os seus clientes seguem-nas.


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MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

Adelaide Feliciano Adão Cristovão

Joana começou com 4 funcionários e hoje tem 8 funcionários; Adelaide começou com 3 e hoje tem 6 funcionários e um gerente num total de sete funcionários; Branca começou com 3 funcionários e, actualmente, tem 6 funcionárias e 3 gerentes. Adelaide é cliente do BMF há cerca de 8 anos e recebeu 3 créditos individuais. Há cerca de 2 anos aderiam ao crédito solidário e receberam até à presente data 3 créditos. O primeiro crédito no valor de 200.000 USD (repartido por 4, cada uma recebeu 50.000 USD para investir), o segundo crédito no valor 300.000 USD (75.000 USD cada) e o terceiro crédito no valor de 405.000 (101.250 USD cada). A próxima solicitação de crédito que as empresárias farão ao BMF estará na ordem de 1.000.000 USD. Adelaide começou no antigo cais a vender peixe nas banheiras. A sua mentora foi a sua mãe. Passaram da venda do peixe fresco para peixe congelado. Mudaram-se para o Porto pesqueiro onde faziam a compra directa aos barcos de pesca e vendiam no Mercado da Asa Branca. Passaram a vender no Mercado do Roque Santeiro desde inicio dos anos de 90 e foram as primeiras vendedoras desse spot.

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Branca Feliciano Adão Cristovão

Joana, no seu testemunho, diz que foi a sua irmã Adelaide que a ensinou a arte do negócio. Em 1988, começou a trabalhar com a irmã na venda do peixe no mercado da Asa Branca. Um ano a seguir levaram também consigo a sua irmã Branca. Joana e Branca passaram a ser clientes do BMF há cerca de 2 anos, com o crédito solidário BMF. “Graças a deus o BMF está a ajudar-nos muito bem, mas o segredo é o cumprimento com as regras do Banco para podermos tem uma boa relação” explica Joana. Do valor adquirido por via do negócio, estas três irmãs têm uma peixaria na província do Uige e estão, neste momento, a construir um complexo habitacional denominado “As três Irmãs”, no município de Viana. Adquiriam 3 camiões, cada uma tem um camião para apoio ao negócio, são proprietárias de 3 câmaras frigoríficas, e cada uma tem 2 casas próprias. Estão muito gratas ao BMF porque conseguiram melhorar as suas condições de vida.

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crédito TUDO SOBRE CRÉDITO NO CONSUMO E NEGÓCIO

Bons créditos, bons negócios O crédito bancário pode ser a resposta ideal para impulsionar o seu negócio ou antecipar uma compra. Fale com o seu banco para conhecer as melhores soluções. Tem um sonho, um objectivo ou uma ideia de negócio que não consegue concretizar por falta de dinheiro? O crédito pode ser a melhor solução. Os contratos de crédito são das operações mais rotineiras na actividade de qualquer banco – afinal, os bancos ser vem exactamente para aplicar com sabedoria o dinheiro que os clientes neles depositam, emprestando esse dinheiro às famílias, empresários e empreendedores que querem aplicar-se na criação de um negócio, no desenvolvimento de uma ideia ou numa compra especial para a família. Mas há algumas preocupações a ter em conta na hora de contratar um crédito. Em primeiro lugar, esta é uma decisão que tem de ser bem ponderada. Ao pedir um empréstimo terá de se comprometer com o pagamento do dinheiro emprestado, nas condições acordadas com o banco. É preciso cumprir prazos bem definidos e supor tar os encargos do empréstimo. Por isso mesmo, é muito impor tante garantir que as suas poupanças, ou os rendimentos que espera ter com o dinheiro emprestado, são suficientes para dar resposta aos compromissos assumidos. E, claro, nestas coisas é melhor ter alguma folga para fazer face a imprevistos que sempre acontecem. Ou seja, se ao fazer as contas verificar que os encargos com o crédito contratado estão demasiado à justa em relação aos seus rendimentos, o melhor é rever os montantes do empréstimo, ou as condições de pagamento. Quer isto dizer que, antes de pedir um empréstimo, deve fazer uma avaliação das suas finanças e ponderar bem. Como explica Pedro Eduardo, Director Comercial do BMF, “na hora da procura ao crédito, as pessoas devem estar atentas em responder por si só às seguintes questões: o que farei com os fundos que estou a solicitar? Terei a capacidade e condições de pagar as prestações que me serão cobradas mensal-

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mente ou trimestralmente e restar-me-á algo que ser virá de reforço à minha actividade?” Para Pedro Eduardo, “estas são as questões básicas que devem ser respondidas porque a solicitação de um crédito pressupõe a existência de dificuldade financeira pela empresa ou unidade familiar para tornar exequível um determinado projecto ou plano. Logo, a capacidade de reembolso deve ser acautelada de modo a não comprometer o pouco de renda já existente e ser vir de causa de infelicidade na unidade familiar”. Um empréstimo deve ser vir para melhorar a nossa vida, mas para isso é preciso não nos precipitarmos – porque um risco mal calculado pode ser causa de muitos problemas.

“O comité de crédito BMF não dá demasiada ênfase no valor das garantias oferecidas pelos solicitantes de crédito pelo facto de focalizar-se num nicho de mercado em que possuem poucas ou nenhuma garantia”, explica o Director Comercial. No Banco das Micro-Finanças, mesmo quem não tenha bens nem garantias pode ter acesso a um crédito e prosperar. “Acreditamos na capacidade de empreender dos angolanos”, diz Pedro Eduardo.


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TUDO SOBRE CRÉDITO NO CONSUMO E NEGÓCIO

crédito

Vantagens sólidas Há vários tipos de crédito, para vários destinatários e finalidades diferentes. Seja para empresas, Instituições Públicas ou cidadãos particulares, o crédito ser ve essencialmente para financiar operações de investimento ou de consumo. No primeiro caso, um empréstimo pode ser decisivo para montar um pequeno negócio, por exemplo, ou para uma empresa comprar novos equipamentos que lhe permitirão aumentar a sua actividade e conquistar novos clientes. No que toca ao crédito ao consumo, um empréstimo pode servir, por exemplo, para comprar um novo electrodoméstico ou para mobilar a casa. Geralmente, o crédito ao consumo tem taxas de juro mais elevadas (precisamente porque não se espera que o dinheiro seja aplicado em actividades que possam gerar receita ou criar riqueza, o que torna mais alto o risco de o cliente não conseguir pagar a dívida). Mais uma vez, é preciso pensar bem antes de solicitar o empréstimo. É sempre boa ideia calcular os encargos que terá de assumir com o reembolso do empréstimo e medir qual o peso desses encargos no seu rendimento mensal ou trimestral. Só assim saberá se vai conseguir cumprir os compromissos. Mas o melhor mesmo é aconselhar-se com o seu banco. A oferta de crédito é hoje muito vasta e diversificada. O melhor ponto de partida é escolher a solução que mais se aplica aos seus objectivos. No caso do BMF, “a nossa carteira de soluções é bastante vasta, quer na vertente de consumo bem

como na vertente de investimento e vai de acordo às diversas necessidades de consumo e investimento dos nossos clientes e não só”, explica o Director Comercial. Na hora de contratar, é preciso saber mostrar ao seu banco que o dinheiro emprestado será bem empregue. “Vários são os factores que o banco valoriza na contratação de um crédito. Dentro destes destacam-se o risco, a idoneidade do cliente, a responsabilidade, a capacidade de reembolso”, conta. Na maior parte das instituições de crédito, as garantias que o cliente possa oferecer são fundamentais, tal como o plano de investimento, que deve ser sólido e credível. No caso do BMF, no entanto, não é forçoso que os clientes tenham muitos bens que possam dar como garantia do pagamento. “O Comité de Crédito BMF não dá demasiado ênfase no valor das garantias oferecidas pelos solicitantes de crédito pelo facto de nos focalizarmos num nicho de mercado em que possuem poucas ou nenhuma garantia”. No Banco das Micro-Finanças, mesmo quem não tenha bens nem garantias pode ter acesso a um crédito e prosperar. “Acreditamos na capacidade de empreender dos angolanos. E este é o facto que nos leva a apoiá-los financeiramente com o objectivo de tor narem os seus sonhos em re alidade e contribuírem para o desenvolvimento socioeconómico do país”, conclui Pedro Eduardo.

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crédito

TUDO SOBRE CRÉDITO NO CONSUMO E NEGÓCIO

OUTRAS PARCERIAS Acasa, LDA (Lobito) | Benguela Mobiliario Escritorio de Lar Africa Taxi, LDA (Lobito) | Benguela Mobiliario Escritorio de Lar Aisha Traiding, LDA | Luanda Material e equipamento de apoi agricula

PARCERIA DE SUCESSO

Sistef | Luanda Materia escolar (Carteiras e Montagem de bibilioteca) Triangular, LDA | Benguela Mobiliario de Escritorio e lar Tutiangola | Benguela Equipamento para padarias

APACP | Luanda Borloword | Luanda Geradores e Material Casa Inahara | Luanda Mobiliario Escritorio de Lar

ZPA, LDA | Luanda Mobiliario Escritorio de Lar e electrodomestico, material de construção e geradores; etc.

Casacon LDA | Luanda Mobiliario Escritorio de Lar e electrodomestico, material de construçao e geradores, etc.

Bricomat | Benguela Material de Construção

Duarte, Bastos & Castendo, LDA | Benguela Electrodomesticos, Tratores,Viaturas e Pesados

Nova Sotecma | Luanda Materia de Construção, Moinhos

Esco Corp, LDA | Luanda Geradores e Construçoes de Pré-fabricados

Aquastar | Luanda Equipamento de tratamento de agua

Ferpinta | Luanda Material e equipamento de apoi agricula

Fermat | Luanda Material de Construção

Importangola | Luanda Importadora de bebidas Crevejas e Outros

Agrinsul | Luanda Material e equipamento de apoi agricula

Infrasat | Luanda Kit TV UAU

Ferneto | Luanda Equipamento para padarias

Lobinet, Comércio Geral, LDA (Lobito) | Benguela Equipamento e materia de informático

Finicia | Luanda Electrodomesticos

MD-Comércio, LDA | Benguela Mobilario Escritorio e lar Medtech, LDA | Luanda Equipamento e material informatico; material Hospitalar e electrodomesticos Nubri | Luanda Viagens Organizaçoes Wassamba | Luanda Mobiliario de Escritorio e lar Romeu Vidal Flora | Benguela Material de Construção Barateiro do Prenda | Luanda Mobiliário

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Tutiangola | Benguela Equipamento para padarias

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Palmgarm | Luanda Equipamento e Uniforme escolar Rei dos Moveis | Luanda Mobiliario de escritorio e lar Chateau d’Ax | Luanda Mobiliário para o Lar Impormaquinas | Luanda Geradores e Material Agricola Teixeira Duarte | Luanda Viaturas Sistec, SA | Luanda Equipamento e material informático; Equipamento electrónico; Electrodomestico; Mobiliário; outros

Muitas vezes, as parcerias entre bancos e outras casas comerciais são o melhor caminho para oferecer vantagens exclusivas aos clientes. Foi exactamente isso que fez o Banco BAI Micro Finanças (BMF), que tem em curso um acordo de parceria com a rede de lojas CASACON, para a comercialização de produtos financeiros a todos os clientes da CASACON em Luanda, Benguela e Huila. A parceria com a CASACON vem fortalecer a posição do BMF nesse importante segmento de mercado, além de ser uma excelente oportunidade para ampliar a base de clientes e potenciar novos negócios. Para as lojas CASACON, a associação com o BMF será um instrumento de financiamento de vendas e de relacionamento com os clientes, proporcionando maior conforto do recebimento dos serviços financeiros na aquisição de todos os materiais disponíveis na sua rede de lojas. A CASACON foi fundada em 2003 pelo grupo Urbanova e ocupa uma área de 1.500 metros quadrados de showroom, com uma variedade de mais de 6.000 itens. Os vários sectores das lojas incluem desde materiais básicos e de acabamento para construção até bricolage, máquinas, ferramentas, mobiliário em geral e sob medida, electrodomésticos e electrónicos, decoração e outros bens para o lar. O objectivo é atender o mercado em tudo o que os seus clientes necessitam para a casa, proporcionando desta forma comodidade para todos os que recorrem aos seus estabelecimentos.


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antevisão LEASING E FACTORING

soluções inovadoras As operações de leasing e factoring podem ser alternativas inteligentes para financiar projectos de investimento. Em Angola, serão uma opção no futuro próximo. Os custos com equipamentos e as demoras no recebimento de verbas devidas pelos clientes são duas dificuldades naturais que muitas vezes se colocam aos negócios. Sobretudo para pequenas empresas ou empresários que trabalham por conta própria, suportar os custos de máquinas, veículos ou outros equipamentos são muitas vezes uma dor de cabeça. Quando se trata de equipamentos necessários para o arranque do negócio, mas não há dinheiro à partida para os comprar, como é possível encontrar meios para adquirir o que é preciso? E depois, já com o negócio em andamento, como se pode fazer face às demoras nos pagamentos por parte dos clientes?

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antevisão

LEASING E FACTORING

soluções inovadoras O leasing e o factoring são duas soluções inovadoras para estes problemas. Através deste tipo de instrumentos, os bancos conseguem oferecer aos seus clientes uma resposta à altura das necessidades, facilitando-lhes o acesso aos equipamentos de que precisam e antecipando os pagamentos dos clientes. Tudo isto de forma simples é o que permite aos empresários ter acesso a meios indispensáveis para o seu negócio sem precisarem de adiantar muito dinheiro. São mecanismos complexos, e por isso mesmo ainda não entraram no quotidiano dos angolanos. Mas as autoridades estão agora a completar uma nova lei e instrumentos de regulação para que o leasing e o factoring possam a breve trecho começar a ser oferecidos em Angola. A regulação deste tipo de operações é uma prioridade do Banco Nacional de Angola e do Governo. Com as normas aprovadas, será possível abrir o Mercado angolano a novos operadores de leasing e factoring que virão facilitar muito a vida aos empreendedores em todo o país. A instalação das empresas de locação financeira vai permitir oferecer alternativas ao velho hábito da compra de equipamentos a pronto pagamento, o que libertará dinheiro para realizar outros investimentos e viabilizar ainda mais projectos de negócio. Para as Instituições Financeiras, será uma forma de alargar a sua oferta com produtos mais sofisticados, capazes de dar resposta às muitas solicitações de apoio à economia – solicitações que, aliás, continuam a crescer de dia para dia.

Como funcionam Mas o que são afinal o leasing e o factoring? O leasing é um contrato de locação financeira celebrado entre uma pessoa ou empresa e o seu banco ou outro prestador do serviço autorizado. A locação financeira é um mecanismo que permite ao cliente, em vez de comprar um equipamento, alugá-lo. O melhor é que tem todas as vantagens de uma compra, já que o cliente pode escolher exactamente qual é o equipamento que quer, com todas as especificações à sua medida. O banco ou instituição locadora assume depois a responsabilidade de comprar esse equipamento e arrenda-o ao cliente, durante o tempo que ficar combinado. Por esse arrendamento, o cliente paga uma mensalidade ao banco. No final do contrato, há três opções: a renovação do leasing, continuando o cliente a usufruir do equipamento; a devolução do equipamento ao banco ou locadora; ou a compra desse equipamento por parte do cliente, geralmente por um valor residual, que tem em conta o valor de mercado do bem em causa e o cálculo das mensalidades já pagas. Por sua vez, o factoring é uma solução ideal para aliviar problemas de tesouraria das empresas. Muitas vezes, entre a prestação de um serviço e o pagamento desse serviço por parte do cliente

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A regulamentação destas áreas de negócio, que faz parte da reforma do sistema económico e financeiro que está em curso em Angola, vai abrir um mar de oportunidades para os empresários angolanos.


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LEASING E FACTORING

antevisão

passa muito tempo. Considerando que muitas empresas têm de fazer um investimento à cabeça (em materiais, por exemplo, ou na contratação de especialistas) para prestar um serviço ou fabricar um produto, as demoras nos pagamentos criam facilmente problemas de liquidez – o que cria situações de empresas que têm trabalho e encomendas, mas pouco dinheiro em caixa porque demoram a receber dos clientes. Com o factoring, esse problema fica resolvido. É que o trabalho das Sociedades de Factoring é precisamente fazer a cobrança de dívidas, como intermediárias entre o vendedor e o comprador. Nesse papel, estas prestadoras adiantam o pagamento de um produto ou serviço à pessoa que o fez, encarregando-se depois de cobrar ao comprador. Para as empresas é uma excelente solução, já que lhes permite terem um fluxo de dinheiro regular e organizado, sem perderem tempo à espera de pagamentos. É uma solução engenhosa para que as empresas não parem de trabalhar por falta de verbas e, por isso mesmo, espera-se que tenha um enorme sucesso em Angola, onde as soluções actuais de crédito são poucas para dar resposta às muitas solicitações dos clientes.

Um mar de oportunidades A regulamentação destas áreas de negócio, que faz parte da reforma do Sistema Económico e Financeiro que está em curso em Angola, vai abrir um mar de oportunidades para os empresários angolanos. Ao diversificar as fontes de financiamento à economia, a instalação de Sociedades de Leasing e Factoring virá aliviar as actividades tradicionais de crédito, permitindo dar uma resposta mais completa às necessidades dos investidores. Para quem quer arrancar com o seu negócio, vai permitir concretizar o sonho de forma mais fácil e rápida, sem ser preciso aplicar as poupanças de uma vida e ainda pedir a ajuda de familiares ou amigos. Nos países em que são aplicadas, as soluções de leasing e factoring tornaram-se recursos importantes no apoio a novos projectos. Para funcionarem, no entanto, estes produtos complexos

precisam de regulação clara e transparente, já que está em causa uma relação de longa duração entre o cliente e o prestador deste tipo de serviço. A capacidade de a lei definir com rigor as responsabilidades das várias partes e resolver conflitos que possam surgir, será determinante no sucesso da implementação destes sistemas, para que todos os envolvidos sintam a sua posição protegida pela legislação, com o recurso às autoridades assegurado em caso de incumprimento. Para os empresários angolanos, ou para aqueles que desejam lançar-se por conta própria, é uma opção a considerar. O enquadramento legal está a ser concluído. Quando tudo estiver pronto, haverá rédea solta para novos negócios de sucesso em Angola.

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TRANSFERÊNCIAS PARA O EXTERIOR

TRAnsferências seguras As transferências de dinheiro, dentro ou para fora do país, seguem regras apertadas, estabelecidas pelo Banco Nacional de Angola. Saiba como fazer estas operações em segurança. Se quiser enviar dinheiro para familiares, ou simplesmente pagar algum produto ou serviço, é importante saber que as operações de pagamentos e transferências para fora do território nacional têm regras especiais que têm de ser cumpridas. Alvo de especial atenção são as transacções feitas por residentes, empresas ou instituições com sede no país, para não residentes cambiais, isto é, pessoas, empresas ou instituições instaladas fora de Angola.

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TRANSFERÊNCIAS PARA O EXTERIOR

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TRAnsferências seguras As novas regulações entraram em vigor este ano e estão inscritas nos Avisos nº 1/2012 e nº 2/2012, publicado recentemente pelo Banco Nacional de Angola. O objectivo é harmonizar os prazos e condições para transferências feitas dentro do território nacional e, no caso de transacções para o estrangeiro, impedir a fuga de capitais. Ao apertar o controlo, o Banco Central pretende assegurar que a riqueza produzida pelas empresas angolanas fique no país, de modo a ser reinvestida no desenvolvimento económico e social de Angola. Mesmo no caso de empresas com sócios estrangeiros, esta regulação cambial ajuda a garantir que os lucros gerados em Angola não saiam do país, para os bolsos de investidores estrangeiros. Além de ajudar a manter recursos preciosos no país, as regras de controlo das transferências internacionais servem também para estimular bons investimentos, incentivando os empresários estrangeiros a apostarem em Angola numa perspectiva de longo prazo, criando mais emprego e riqueza, em vez de virem apenas fazer negócios com o objectivo de realizar ganhos rápidos. Para além disso, ao uniformizar o sistema, o Banco Nacional de Angola cria procedimentos mais claros e transparentes, que por sua vez garantem aos utilizadores do sistema financeiro maior confiança nos seus Bancos e no sistema de pagamentos em geral.

Novas regras O que muda então com as novas regras? TRANSFERÊNCIAS NACIONAIS

TRANSFERÊNCIAS PARA O EXTERIOR

No que toca a transferências nacionais, é simples. O Aviso Nº 2/2012 do Banco Nacional de Angola, emitido em Março, obriga os bancos a cumprirem prazos rigorosos nas transferências entre contas bancárias de instituições angolanas:

No caso de transferências para o exterior, as regras são um pouco mais complexas:

no caso de transferências entre duas contas do mesmo banco, o dinheiro deve ficar imediatamente disponível na conta de destino

Aqui, há regras diferentes para residentes cambiais em Angola (cidadãos residentes no país) e para não residentes cambiais.

No caso de transferências entre bancos diferentes, o dinheiro deve ficar disponível no dia útil seguinte ao da ordem de transferência, ou no próprio dia, se a ordem for dada antes das 15h00

No âmbito dos esforços internacionais para combater crimes como o branqueamento de capitais ou o financiamento do terrorismo, a lei cambial, em vigor desde 1997, determina que as transferências para o exterior devem ser feitas obrigatoriamente por bancos autorizados a operar em Angola, com a supervisão do Banco Nacional de Angola.

Os bancos ficam também proibidos de cobrar juros por estas operações, o que é uma vantagem acrescida para os clientes.

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TRANSFERÊNCIAS PARA O EXTERIOR

O transporte de dinheiro está também limitado. Em viagens para o exterior, um não residente cambial só pode levar consigo um máximo de 50 mil kwanzas em dinheiro. Em moeda estrangeira, o limite é o equivalente a 10 mil dólares americanos (os residentes cambiais podem levar consigo um total até 15 mil dólares). No que toca a transacções através do sistema bancário, elas estão sujeitas a aprovação por parte do Banco Nacional de Angola sempre que o destinatário do dinheiro for uma pessoa ou instituição estrangeira. Os pedidos são feitos através do seu banco, que os encaminha para o BNA. Segundo o normativo do Banco Central, as transacções de mais baixo valor (até 300 mil dólares) não precisam de autorização prévia do BNA, sendo avaliadas caso a caso por cada banco.

Mais segurança Além de ajudar a manter recursos preciosos no país, as regras de controlo das transferências internacionais servem também para estimular bons investimentos, incentivando os empresários estrangeiros a apostarem em Angola numa perspectiva de longo prazo, criando mais emprego e riqueza, em vez de virem apenas fazer negócios com o objectivo de realizar ganhos rápidos.

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As novas regras permitem um maior controlo por parte do Banco Nacional de Angola e garantem aos clientes maior segurança e tranquilidade nas operações. A existência de normas claras e transparentes é uma arma de combate ao crime económico e financeiro, mas permite também dar mais confiança aos utilizadores. “O BMF tem capacidade de realizar todo o tipo de transferências dentro e fora do País oferecendo total segurança e confiança aos seus clientes, desincentivando-os a recorrerem até mesmo a mecanismos mais informais”, explica Emília Makiesse, chefe de departamento da Direcção Comercial do BMF. Sem riscos nem problemas, o recurso ao banco é sempre a melhor forma de realizar estas operações e esclarecer quaisquer dúvidas que possam aparecer. “O BMF como uma Instituição Financeira credenciada e credível assegura e garante todos os pagamentos (internos e externos) que sejam efectuados num curto espaço de tempo por intermédio dos nossos correspondentes”, explica Emília Makiesse. “Com os nossos clientes, temos vindo a trabalhar em colaboração no sentido de instruí-los sobre normas legais e políticas vigentes do Banco Nacional de Angola para todo e qualquer tipo de operações nacionais ou internacionais”. Para que todos os clientes saibam gerir da melhor forma o seu dinheiro.


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ACABARAM-SE OS EMBARAÇOS, O BMF TEM A SOLUÇÃO...

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Rua Ndunduma, nº 257 | tel: 222-430184 | email: comercial@bancobmf.ao


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ReGras CENTRAL DE RISCO

Mais sucesso com menos risco A Central de Informação e Risco de Crédito, gerida pelo Banco Nacional de Angola, permite aos bancos defenderem-se do risco de incumprimento por parte dos clientes. E isso, por sua vez, dá mais segurança a quem beneficia de crédito bancário.

À primeira vista pode parecer um mecanismo complicado. Afinal, estamos a falar de uma base de dados que recolhe informação regular de todos os bancos e casas comerciais que trabalham no país, cruzando essa informação de forma centralizada no Banco Nacional de Angola (BNA). Mas, na verdade, a Central de Informação e Risco de Crédito funciona de forma simples. E ainda bem que existe! Não só para os bancos, que assim se protegem de incumprimentos por parte dos clientes, mas para os próprios cidadãos e empresas. Porque, no fim de contas, se os bancos não sofrerem prejuízos por causa de quem não cumpre, podem emprestar mais facilmente, e em condições mais vantajosas, a quem precisa. Como funciona então esta central de risco? É simples: todos os bancos, cooperativas de crédito ou quaisquer instituições que façam empréstimos em Angola são obrigadas a manter um registo dos contratos feitos, anotando os montantes emprestados e as condições do empréstimo, ou seja, os compromissos que o cliente (seja um cidadão ou uma empresa) assumiu no que

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toca ao pagamento do empréstimo, à prestação de garantias ou outras obrigações que tenha assumido. O registo desses contratos é depois enviado em formato electrónico para o Banco Nacional de Angola, que centraliza na Central de Informação e Risco de Crédito a informação vinda dos vários agentes do sistema. Se um cliente ou um fiador não conseguir pagar o seu empréstimo, falhar uma garantia ou passar um cheque sem fundos, por exemplo, essa informação é também enviada para a Central. Como todos os bancos têm acesso a estes dados, isto significa que conseguem identificar mais facilmente clientes problemáticos. Sempre que alguém não cumpre as suas obrigações, o incumprimento fica registado e os outros bancos a operar em Angola ficam a saber do problema. Ou seja, a Central de Informação e Risco de Crédito é uma ferramenta que impede que um cliente de um banco não cumpra os seus compromissos e depois mude para outro banco, para voltar a fazer o mesmo.


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CENTRAL DE RISCO

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Mais sucesso com menos risco

A CIRC A Central de Informação e Risco de Crédito foi criada através do Aviso nº 02/2010, de 20 de Outubro, do Banco Nacional de Angola (BNA). O Aviso, que pode ser consultado na Internet, no site do BNA, explica como funciona a Central e quais são as obrigações dos bancos e casas comerciais a operar no país. Confira em www.bna.ao.

Segurança e privacidade Para os bancos, a partilha de informação ajuda-os a gerir o risco, ou seja, a evitar a concessão de empréstimos a clientes mais problemáticos. Mas as vantagens também se fazem sentir junto dos cidadãos e das empresas. É que, como se perde menos dinheiro nas mãos de incumpridores, sobra mais dinheiro para emprestar aos clientes cumpridores, em condições mais vantajosas, já que os bancos não precisam de compensar os custos provocados pelos clientes que não falharam nos seus compromissos. É importante sublinhar que a Central de Informação não serve para perseguir pessoas que tenham tido problemas com um empréstimo ou um pagamento. Esta base de dados é acima de tudo um mecanismo para troca de informação. O uso diário da Central acaba por revelar tendências e ajuda a identificar situações mais arriscadas. Cruzando informação, os bancos conseguem perceber melhor quais as operações que apresentam risco de incumprimento; e com isso podem planear de forma mais eficaz as

suas operações. Também com base nesta informação, podem criar preçários diferentes para operações diferentes, associando estas condições ao respectivo nível de risco. Os clientes estão também sempre protegidos pelo sistema. Ao criar a Central de Informação e Risco de Crédito, o Banco Nacional de Angola deixou claro que a base de dados é gerida de forma centralizada. A informação está protegida pelo sigilo bancário, e nenhuma Entidade exterior ao Sistema Financeiro consegue aceder. Para além disso, o próprio cidadão ou empresa tem o direito de consultar e verificar a sua informação na base de dados. No fundo, é uma forma de dar mais segurança a todo o sistema e proteger melhor não só os bancos mas os cidadãos e as empresas cumpridores. Com melhor informação ganha toda a gente, e ganham sobretudo os clientes!

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perfil QUEM, ONDE E QUANDO Idade: 55 anos Começou o seu negócio há 14 anos Tipo de Actividade: Restauração e Projecto Agrícola Localidade onde realiza o seu negócio: Luanda (S. Paulo e Funda) Nº de Funcionários: 18 Fundo Salarial: 7.500 USD

A sua vida mudou completamente desde que deu início ao seu negócio e pode beneficiar dos créditos que lhe foram concedidos pelo BMF.

Maria Júlia Catumbela de Lucas Começou o seu negócio, há 14 anos, em Luanda, no ramo da Restauração e Projecto Agrícola. Era funcionária pública e decidiu vender sopas, na garagem de sua casa, para poder cobrir com as necessidades financeiras do seu lar. Com 100 USD comprou bordão para decorar a área em que serviria as refeições aos seus clientes e um fogão para poder confeccionar as refeições. Eram 3 funcionários: Maria Lucas como cozinheira chefe e duas auxiliares (as suas filhas). O salário mensal de cada um dos seus auxiliares era de 12 USD. O negócio cresceu, tendo sido necessário admitir mais dois auxiliares de cozinha, os seus irmãos. Por realizar a sua actividade nas proximidades do antigo NOVOBANCO, hoje BMF, a empresária foi contactada por analistas do referido banco para ter a possibilidade, mediante a sua capacidade de reembolso, a ter acesso a um financiamento. Desta forma, Maria Júlia Lucas teve acesso ao seu primeiro crédito, em 2004, no valor de 3.500 USD, durante 6 meses. Com esse financiamento, pode começar um serviço de buffet, adquirindo um expositor de buffet, um fogão industrial, uma geleira e panelas. O segundo financiamento foi no valor de 6.000 USD, investindo com este valor no reforço da estrutura de trabalho. Com os resultados deste investimento, a empresária comprou um terreno na Funda

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de 15 hectares, onde iniciou a plantação de hortícolas. Neste momento, Maria Lucas já beneficiou de 6 créditos do BMF, na seguinte ordem crescente: um terceiro crédito de 10.000 USD, um quarto crédito: 15.000 USD, o quinto crédito de 20.000 USD e um sexto crédito de 40.000 USD (ainda a pagar actualmente). Com o reinvestimento dos ganhos e com os créditos de que foi beneficiando, Maria Lucas transformou a sua casa numa hospedaria. Actualmente tem quatro quartos ao serviço dos clientes e está já a trabalhar num projecto de extensão para mais 12 a 16 quartos. Os seus clientes continuam a recorrer à casa e aos seus serviços desde o início do negócio e a estes também deve o seu sucesso. A sua vida mudou completamente desde que deu início ao seu negócio e pode beneficiar dos créditos que lhe foram concedidos pelo BMF. Hoje, não sente necessidade de ter que trabalhar por conta de outrém e está a organizar o seu negócio e por todos esses factores sente que é uma empresária de sucesso. Mãe de cinco filhos, Maria Júlia, por via do negócio, conseguiu investir na educação dos seus filhos, tendo todos terminado sua formação superior com o nível de mestrado. Dos 5 filhos três já casaram.


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QUEM, ONDE E QUANDO

perfil

Idade: 44 anos Começou o seu negócio há 24 anos Tipo de Actividade: Venda de frescos (carne e peixe) Localidade onde realiza o seu negócio: Luanda (Km30, Mercado do Bairro Popular; Mercado do Asa Branca) Nº de Funcionários: 3 Fundo Salarial: dados não fornecidos

Agradece muito ao BMF por ter acreditado na sua iniciativa e ao seu marido que a aconselhou a trabalhar com os bancos em vez de fazer compras a crédito.

TERESA JOAQUIM PEDRO Começou o seu negócio há 24 anos, na venda de frescos (carne e Peixe), em Luanda, no Mercado do Bairro Popular e no Mercado do Asa Branca). A sua actividade sempre foi voltada para a venda de frescos, tendo começado por efectuar a compra dos produtos em talhos para a posteriori vender no mercado do “Cala Boca”. O negócio foi crescendo e para conservação dos frescos teve que alugar câmaras frigoríficas. O seu 1º crédito com o BMF, foi no valor de 10.000 USD para a compra de uma câmara frigorífica. Após amortização deste primeiro crédito, beneficiou de um 2º crédito no valor de 18.000 USD, para compra de uma câmara frigorífica e mercadorias. Como efectuava compras avultadas, conseguiu negociar boas margens de desconto que permitiram impulsionar o seu negócio. Durante esse período a sua margem de lucros rondou os 600 USD. O seu 3º crédito com o BMF foi no valor de 33.000 USD. À semelhança dos outros empréstimos, este valor também foi para aquisição de mais uma câmara frigorífica. Com parte deste valor, e pela relação que a mesma tinha com os seus fornecedores, conseguiu comprar um camião em segunda mão no valor de 15.000 USD. Com câmaras disponíveis e um camião para a distribuição da

sua mercadoria, Teresa chegou a margens de lucro de cerca de 20.000 USD mês. O 4º crédito com o BMF, foi no valor de 125.000 USD, para a compra de um gerador de 100 Kva e para reinvestimento. Beneficiou de um 5º crédito no valor de 125.000 USD com o qual passou a ter 13 câmaras frigoríficas. Com o seu 6º crédito, no valor de 150.000 USD, comprou mais um gerador, adquiriu um terreno no Km 30, efectuou a terraplanagem do mesmo e construiu três escritórios. Neste momento, a empresária possui 16 câmaras, onde também presta o serviço de aluguer a outras vendedoras ambulantes. Agradece muito ao BMF por ter acreditado na sua iniciativa e ao seu marido que a aconselhou a trabalhar com os bancos em vez de fazer compras a crédito. Tem clientes fiéis e, por via do crédito a 30 dias, ajuda pequenas e médias vendedoras a começarem o seu negócio. As três funcionárias da empresa são suas irmãs e ajudou a que cada uma delas pudesse ter a sua casa própria. Reconstruiu a sua casa, tendo feito a extensão da mesma para um primeiro andar. Tem os seus filhos formados por via do seu negócio e da ajuda do BMF. Um dos filhos é Engenheiro Civil, o segundo filho está a terminar direito e tem dois que ainda estão no ensino.

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empreender COMO FAZER UM PLANO DE NEGÓCIOS

Aprenda a elaborar o documento e testar a viabilidade da empresa O documento escrito no qual o empresário descreve em detalhe qual o negócio, como funciona e quais os objectivos a atingir na empresa, é um planeamento fundamental para o bom desenvolvimento do seu projecto. Existem vários modelos de planos prontos que podem servir como guia, mas alguns pontos são essenciais em todos eles. O nível de detalhe pode depender de qual será a sua utilização. Um documento muito bem delineado pode ser aproveitado na hora da implantação da empresa, por exemplo. O planeamento é responsável por mais de 70% do desenvolvimento de uma empresa e o plano de negócios colabora para que isso aconteça. Estudos feitos em todo o mundo mostram que a principal causa de falências nos novos

negócios se encontra em problemas de gestão, que poderiam ter sido previstos e solucionados com planeamento adequado. Antes de começar a colocar as informações no papel é importante fazer uma auto-avaliação para ter certeza de que se tem jeito para ser um pequeno empresário. Esta avaliação também ajuda a compor um perfil dos sócios na apresentação da empresa. Um Plano de Negócios deverá incluir um sumário, um objectivo, a identificação dos factores-chave para o projecto ser bem sucedido e análises de mercado e análises financeiras que sustentem devidamente a ideia que se pretende desenvolver. O fundamental é tirar a ideia da cabeça e colocar no papel para testar a viabilidade no mercado antes de executar.

Pista para avaliar Existem elementos que tornam mais provável que o plano seja bem sucedido. Algumas pistas essenciais para a construção de um bom plano incluem: O plano é simples? É de fácil entendimento e eXecução? Transmite os seus conteúdos de forma rápida e eficaz? De forma fácil e prática? O plano é objectivo? Os seus objectivos são concretos e mensuráveis? Inclui acções específicas e actividades, cada uma delas com datas limite, pessoas responsáveis e orçamentos detalhados? Inclui um modelo financeiro sólido e bem fundamentado? O plano é realista? Inclui todos os elementos necessários?

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O Plano de Negócios é o principal documento de estruturação de um projecto empresarial, permite analisar a sua viabilidade e constitui a base de apresentação do projecto a terceiros.


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COMO FAZER UM PLANO DE NEGÓCIOS

empreender

Estudos feitos em todo o mundo mostram que a principal causa de falências nos novos negócios se encontra em problemas de gestão, que poderiam ter sido previstos e solucionados com planeamento adequado.

ERROS A EVITAR Os nossos clientes vão comprar o nosso produto / serviço, porque nós pensamos que é um bom produto;

O distribuidor ficará orgulhoso por ter o nosso produto em stock;

Os nossos clientes vão comprar o nosso produto / serviço porque ele é tecnicamente superior;

Seremos capazes de desenvolver o nosso produto / serviço dentro do prazo e orçamento estabelecido;

Os nossos clientes concordam connosco acerca da excelência do nosso produto / serviço; Os nossos clientes não correm qualquer risco quando compram o nosso produto / serviço, o que não acontece quando o compram a outro fornecedor;

Não teremos qualquer dificuldade em contratar o pessoal que precisamos; Os concorrentes irão responder de forma racional à entrada do nosso produto.

O produto / serviço vende-se por ele mesmo;

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COMO FAZER UM PLANO DE NEGÓCIOS

Estrutura base de um Plano de Negócios

1. Sumário

Deve sumarizar em não mais de 500 palavras toda a apresentação, que será mais detalhada nos capítulos seguintes. O sumário executivo é a primeira coisa a ser lida pelos potenciais investidores.

3. O mercado subjacente

O mercado é a “arena” onde os planos da empresa irão ser levados a cabo. É muito impor tante definir o mercado para o novo produto/ser viço em termos de dimensão, estádio de desenvolvimento, tipos de clientes e de competidores. Quantos clientes existem e qual a sua influência no mercado?

5. O Projecto/ Produto/ Ideia

Esta secção deve descrever de uma forma curta mas completa o estádio de desenvolvimento do projecto, sobretudo dos principais objetivos já atingidos.

7. Projecções Financeiras;

As projecções financeiras básicas: Vendas, Projecções de Cash-flow e Rentabilidade serão o último elemento vital para a determinação da viabilidade e atractividade da sua ideia para parceiros e potenciais investidores. Recomendamos que nesta parte, se possível, recorra ao apoio de alguém com formação nesta área.

8. Gestão e controlo do negócio;

Um dos papéis essenciais do Plano de Negócios é também demonstrar aos potenciais financiadores que o negócio será devidamente controlado a partir do momento que seja iniciado. Será necessário produzir relatórios regulares, que são úteis tanto para a gestão da empresa como para entidades terceiras como auditores, inspecção fiscal e bancos.

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2. O histórico da Companhia e/ou dos promotores

Deve conter desde os conceitos que justifiquem a criação da empresa até o modo como ela será estruturada. Nesta fase deve estudar-se o histórico da empresa, o seu planeamento estratégico e o plano de operações, a sua descrição legal, a estrutura organizacional e a direcção. Além disso, este ponto deve trazer uma descrição do produto ou serviço que será oferecido e o seu diferencial.

4. A nova ideia e o seu posicionamento no mercado

Esta é uma apresentação sumária do negócio proposto e dos executivos que estão a fazer a candidatura ao financiamento. O objectivo é dar confiança aos potenciais financiadores, fazendo-os crer que este é um negócio financeiramente sustentável e que os executivos possuem as necessárias qualificações empresariais e de gestão.

6. Estratégia Comercial

Depois de definido claramente nas secções anteriores a Proposta Única de Valor do projecto, dever-se-á demonstrar como a empresa pensa apresentá-la ao mercado. O primeiro passo essencial e óbvio é estabelecer um preço para o produto/ serviço. Se este é completamente novo, isto poderá causar algumas dificuldades. No entanto, é normalmente possível determinar um preço com base no valor acrescentado que o produto/serviço irá oferecer ao seu consumidor. Agregando todos os custos associados à produção, marketing e distribuição do produto/serviço numa base unitária criamos o valor mínimo para o produto/serviço. Este é o valor a partir do qual devemos depois estabelecer o valor final com base em margens típicas de mercado ou análises de valor acrescentado percebido pelo Cliente. O desenho do processo de vendas (Marketing) deve ser iniciado assim que o desenho das componentes operacionais estiver completo e o preço definido.

9. Investimento necessário

Os passos anteriormente dados conduzem, normalmente, a que haja informação suficiente para permitir aos potenciais investidores uma tomada de decisão. É, no entanto, comum recorrer também a um aconselhamento sobre quais as potenciais estruturas de financiamento.


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produtos Sabemos aonde quer chegar… Nós temos a solução! Este produto consiste na concessão de crédito para pagamento de propinas, compra de material, cursos de capacitação, trabalhos de investigação e monografias e outros custos associados a Educação / Formação.

CRÉDITO À FORMAÇÃO Mercado Alvo: Público em geral Montante de Crédito: Equivalente em Kwanzas no valor máximo de 3.500 USD. O Banco financiará até 90% do bem a adquirir sendo 10% comparticipado pelo cliente. Moeda: A moeda Nacional (Kwanzas) Prazo de Reembolso O prazo de reembolso do capital e dos juros poderá ser até 6 meses. Prestações Mensais O Banco procederá ao débito automático das prestações mensais de capital e juros no dia

de vencimento da prestação directamente da sua conta, de acordo com autorização no respectivo contrato mútuo. Garantias obrigatórias Um avalista, pois caso o beneficiário seja casado ou viva maritalmente o cônjuge deve assinar em conjunto; penhor sobre os bens de casa, as garantias devem cobrir até 100% do valor financiado; atestado de residência; agregado familiar; factura Pró-Forma do bem a adquirir. Condições de acesso: Possuir rendimentos mensais; Mostrar capacidade de pagamento; Nacionalidade angolana; Abertura da conta e domiciliação de rendimentos. Canal de atendimento: Balcão das Agências BMF.

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produtos

Indicado para pequenos negócios ligados à agricultura! É um produto da carteira do BMF em parceria com o Ministério das Finanças, enquadrado no âmbito social de apoio ao desenvolvimento das actividades agrícolas.

CRÉDITO CAMPANHA AGRÍCOLA

Quem pode solicitar? Grupos solidários organizados em associações e cooperativas. Qual o montante do crédito? Montante equivalente em Kwanzas até 5.000 USD. Qual o prazo do crédito? O prazo de reembolso do capital e pagamento dos juros poderá ser no máximo de 12 meses e até 3 meses de carência.

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Garantias obrigatórias Aval solidário; Penhora de bens por adquirir; Aval do Estado

VALOR DO CRÉDITO (em USD)

REEMBOLSO MENSAL COM PRAZO DE... 6 meses

9 meses

12 meses

1.000

169

113

86

2.000

338

227

171

3.000

507

340

257

5.000

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567

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produtos

VIAGENS BMF O Crédito “Viagens BMF” é um produto da carteira no segmento crédito ao consumo.

CRÉDITO VIAGENS Até 5.000 USD

Prestações Mensais O banco procederá ao débito automático das prestações mensais de capital e juros no dia do vencimento da prestaçao, directamente da sua conta, de acordo com autorização respectiva. Cessação do contrato de Mútuo O contrato de mútuo celebrado entre o banco e o mutúario manter-se-á válido durante a vigência do crédito.

Beneficio do Produto: Usufruir de um crédito tendo como finalidade a obtenção de um bilhete de passagem, acomodação e até 100kg de excesso de bagagem. MERCADO-ALVO: Funcionários púlicos e privados por conta de empresas idóneas com acordo de domiciliação de salário, empreendedores que já trabalhem com o Banco, pessoas que queiram viajar (lua de mel, passagem de férias e negócios). Montante de Crédito: Montante equivalente em Kwanzas até 5.000 USD. O banco financiará até 90%, sendo 10% comparticipado pelo cliente. Moeda: A moeda Nacional (Kwanzas) Prazo de Reembolso O prazo de reembolso do capital e dos dos juros poderá ser até 12 meses.

Garantias obrigatórias Um avalista, pois caso o beneficiário seja casado ou viva maritalmente o cônjuge deve assinar em conjunto; penhor sobre os bens de casa, as garantias devem cobrir até 100% do valor financiado; atestado de residência; agregado familiar; factura Pró-Forma do bem a adquirir. Garantias devem cobrir até 100% do valor financiado. Penhor sobre bens de casa. Convénio com a agência de viagens. Domiciliação de rendimentos no BMF Banco BAI Micro Finanças. Custos Associados: Custos e taxas legalmente previstas. Condições de acesso: Possuir rendimentos | Mostrar capacidade de pagamento; Nacionalidade Angolana; Abertura de conta e domiciliação de rendimentos; Declaração da agência de viagens que tenha convénio com o Banco. Canal de atendimento: Balcão da agência ou balcão móvel. 31

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Realize o seu sonho… Nós criamos a oportunidade para si! Este produto consiste na concessão de crédito para Pagamento do espaço onde será realizada a comemoração, buffet e decoração, não estando para o caso incluídos outros custos como por exemplo viagens de lua de mel, brindes, roupa dos noivos, etc.

CRÉDITO CASAMENTO Mercado Alvo: Público em geral. Montante de Crédito: Equivalente em Kwanzas no valor máximo até 40.000 USD. O Banco financiará até 90% da festa de casamento, sendo 10% comparticipado pelo cliente. O valor a ser solicitado deverá ser comparticipado (reembolso) por um grupo mínimo de 2 casais — noivos e pais (de um dos noivos) ou pais do noivo e pais da noiva. Moeda: A moeda Nacional (Kwanzas). Prazo de Reembolso O prazo de reembolso do capital e dos juros poderá ser até 6 meses.

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Prestações Mensais O Banco, procederá ao débito automático das prestações mensais de capital e juros no dia de vencimento da prestação directamente da sua conta, de acordo com autorização no respectivo contrato mútuo. Garantias obrigatórias Ambas as partes deverão apresentar um avalista; documento comprovativo da entrada dos documentos na conservatória incluindo número do processo; atestado de residência; agregado familiar; factura Pró-Forma do espaço onde será realizada a comemoração, buffet e decoração. Condições de acesso: Possuir rendimentos mensais; Mostrar capacidade de pagamento; Nacionalidade angolana; Abertura da conta e domiciliação de rendimentos. Canal de atendimento: Balcão das Agências BMF.


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SONHOS BMF O “Sonho Realizado” é um produto da carteira enquadrado no âmbito do crédito ao consumo.

SONHO REALIZADO Até 5.000 USD.

MERCADO-ALVO: Grupo de Jovens casados, pessoas idóneas que queiram adquirir electrodomésticos e mobiliário. Montante de Crédito: Montante equivalente em Kwanzas até 5.000 USD. O Banco financiará até 90% do bem a adquirir, sendo 10% comparticipado pelo cliente. Moeda: A moeda Nacional (Kwanzas). Prazo de Reembolso O prazo de reembolso do capital e dos juros poderá ser até 12 meses. Prestações Mensais O Banco procederá ao débito automático das prestações mensais de capital e juros no dia do vencimento da prestação, directamente da sua conta, de acordo com autorização no respectivo contrato de mútuo.

Cessação do contrato de Mútuo O contrato de mútuo celebrado entre o banco e o mutúario manter-se-á válido durante a vigência do crédito. Garantias obrigatórias Um avalista, caso o beneficiário seja casado ou viva maritalmente o cônjugue deve assinar em conjunto. Penhor sobre bens de casa e bens adquiridos com o crédito. Garantias devem cobrir até 100% do valor financiado. Atestado de residência. Agregado familiar. Factura pró-forma do bem a adquirir. Custos Associados: Custos e taxas legalmente previstas. Condições de acesso: Possuir rendimentos; Mostrar capacidade de pagamento; Nacionalidade Angolana; Abertura de conta e domiciliação de rendimentos. Canal de atendimento: Balcão da agência ou balcão móvel. 33

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agências BMF ONDE ESTAMOS

CARTA DE AGRADECIMENTO PARA BMF LOBITO Eu, Justino Sachilombo, Nj. Júlio agradeço pela opor tunidade que a direcção do BMF criou. Este trabalho é muito importante na vida dos comerciantes, porque está a mudar a vida dos comerciantes, porque está a mudar a vida de muita gente principalmente a minha vida e a vida da minha família. Eu, agora só o que só, graça à oportunidade do BMF, porque eu agora mim sinto filho de casa, obrigado pela oportunidade e a gentileza vossa. Quero desejar bom trabalho a partir da direcção até todos os trabalhadores, que continuem assim, com este trabalho muito valido para todos os angolanos. Eu agora sou o Senhor Justino, antes era Justino. Porquê que o nome de pré pra mão o nome mudou? Graça à chance, o tempo, a gentilieza, a compreensão, ajuda, a oportunidade a ideia valida do BMF. Por favor não parem, continuem assim, porque convosco aprendi a trabalhar directamente. Espero que o ano 2012 seja um ano de muita batalha, muita coragem, muito trabalho e muita paciência para alcançarmos outros objectivos, o mais importante na vida dos comerciantes. Porque Deus estará presente.(...). Eu sou do BMF, sei que serei um vencedor do que vier. Subscrevo-me, Justino Nj. Júlio Lobito, 24 de Fevereiro de 2012

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Agência Ndunduma Rua Ndumduma Nº257 Luanda-Angola Tel.: 222-430105 Agência do Inter Rua 22 de Junho Campo do Inter Luanda-Angola Tel.: 244-92233475 Agência da Sapu Rua José Eduardo dos Santos Lgo dos Imbomdeiros Projecto Ondjo-Yeto Luanda Tel.: 222 014 420 Agência do Zango Zango 2 Rua - direita de Calumbo Viana Luanda Tel.: 923 506 976 Balcão Kicolo Bairro Boa Esperança, Rua da Conduta ou Rua do IBA Cacuaco-Luanda Tel.: 923 694 508 Agência da Funda Vila da Funda, junto ao posto policial da Funda, Cacuaco-Luanda. Tel.: 222 014 418 / 924 677 387 Agência Panguila Estrada direita de Cacuaco dentro do Mercado do Panguila-Luanda Tel.: 222 014 417/ 924 671 496 SIAC Zango Zango 4 Estrada direita de CalumboLuanda Tel.: 926279382 SIAC Cazenga Estrada da FILDA-Luanda Por Inaugurar

Agência de Benguela Largo 1º de Maio Benguela – Angola Tel.: 931-848-761 Agência Cabinda Rua do Comercio, B. Deolinda Rodrigues Cabinda- Angola Tel.: 937683304 Agência Siac Caxito Estrada Principal do Caxito Bengo-Angola Tel.: 924796988 Agência Siac Uige Estrada Nacional 220, Rua Principal do Quitexe-Uige Tel.: 923283752 / 924796988 Agência Siac Malange Rua Comandante Dangerux – Estrada Nacional 230 Bº -Vila Matilde-Malange Tel.: 251 20 47 68/ 932 282 763 / 928 248 695 Agência Siac Benguela Rua do Aeroporto Benguela - Angola Por Inaugurar Agencia Lobito Rua 15 de Agosto, Bairro 28 Zona Comercial-Lobito Benguela-Angola Tel.: 272235881/35882/924068527 Agência Quissala São Pedro Suburbano área da PiavaQuissala Huambo-Angola Tel.: 931848761 Agência Nosso Centro Rua 21 de Janeiro Rocha pinto Agência SIAC Huambo Rua Teixeira de Sousa


CONTA POUPANÇA “MEU PORQUINHO” É DESDE PEQUENO QUE SE CONSTRÓI O FUTURO...

O meu porquinho chegou para ensinar como é divertido fazer o seu dinheiro crescer.

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Rua Ndunduma, nº 257 | tel: 222-430184 | email: comercial@bancobmf.ao


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Dispomos de solulções de financiamento para Micro, Pequenas e Médias Empresas, que pretendem: Expandir o seu negócio Modernizar suas operações Melhorar seu espaço físico Diversificar seu sector de actuação

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Macuta BMF N1  

Revista Macuta BMF Nº1

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