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LABORATÓRIO P&B


Caderno

de

relatórios

produzido

pela

ALUNA

MARIANA MACHADO a partir das atividades desenvolvidas na disciplina “LABORATÓRIO PRETO & BRANCO” ministrada pela PROFª NIEDJA DIAS no primeiro semestre do ano de 2011.


“Nunca esquecerei o cheiro de biscoito e químicos ao som de los hermanos...”


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO PINHOLE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pág.07-18 A CAMERA PINHOLE / FOTOGRAFIA PINHOLE / FOTOGRAFANDO COM PINHOLE / O PROCESSO DE REVELAÇÃO / NEGATIVOS PRODUZIDOS / CÓPIA POR CONTATO, O PROCESSO NEGATIVO/POSITIVO / REVELAÇÃO DO POSITIVO / POSITIVOS PRODUZIDOS

35MM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pág.19-34 A PELÍCULA / O PROCESSO DE REVELAÇÃO / FEIXES DE FILMES REVELADOS EM AULA / COPIA DE CONTATO / CARACTERISTICAS DE UM NEGATIVO / AMPLIAÇÃO / RECURSOS PARA SE DETERMINAR O TEMPO DE EXPOSIÇÃO: ESCALA TONAL E TIRAS DE TESTE / FILTROS & MÁSCARAS


PINHOLE


35MM

CÂMERA PINHOLE A câmera Pinhole é, basicamente, uma caixa escura, onde a passagem de luz se dá através de um único orifício, de dimensões inferiores a um milímetro, e é controlada manualmente. Assim como as câmeras todas as câmeras fotográficas, é baseada na nos conceitos ópticos, relacionados à câmera escura, de propagação da luz numa trajetória linear. Por não utilizar lentes de qualquer espécie, as imagens produzidas em pinhole retratam uma perspectiva ideal e graças ao minúsculo diafragma as imagens também possuem profundidade de campo praticamente, infinita. Comum também às imagens produzidas com pinhole aberrações cromáticas, como a luz demora mais para atingir as extremidades é comum a formação de vinhetas. FOTOGRAFANDO COM PINHOLE Conhecendo os detalhes da estrutura da câmera, e tendo um fotômetro em mãos, é possível calcular os ajustes adequados para se obter uma boa foto com uma pinhole. Há até mesmo um software que ajuda construir uma tabela de exposições de acordo com as configurações físicas da sua pinhole (http://www.pinhole.cz/en/pinholedesigner/). Entretanto, mesmo com softwares e cálculos, fotografia pinhole sempre será um processo experimental. E melhor do calcular na hora de fotografar, é simplesmente fixar a câmera e fotografar. Para que isso seja possível é necessário passar por um processo de tentativa e erro até que se desenvolva intimidade com o equipamento. A série de negativos que serão apresentados em seguida (N_01 a N_05) foi produzida com uma pinhole cilíndrica do laboratório da universidade, num trabalho de caráter experimental, com as seguintes orientações: Distancia para Enquadramento Objetos de pequena dimensão (ursos de pelúcia): 0,5M Objetos de média dimensão (pessoas): 1,0 M Objetos de grande dimensão (carros): 3,0 M Tempo de Exposição Objetos ao sol: 2 segundos Objetos a sombra: 5 segundos Objetos em ambientes fechados (dentro de casa): 10-15 minutos

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Obs.: As instruções quanto ao tempo de exposição não foram de grande ajuda devido à natureza experimental da atividade e às particularidades da câmera utilizada. O PROCESSO DE REVELAÇÃO O negativo das imagens, produzidas através de câmeras pinhole, por serem produzidos diretamente em papel fotossensível, são revelados da mesma maneira que cópias são reveladas: através de três banhos químicos que ao serem concluídos, devem resultar um negativo duradouro. Preparação de Químicos Para a revelação do negativo a partir do papel sensibilizado, é o mesmo utilizado na revelação de cópias. Revelador de Papel Responsável pela revelação da imagem latente. Concentração de 1/10 Temperatura ambiente Fixador Responsável por interromper o processo de sensibilização do papel. Concentração de 2/10 Temperatura ambiente Marcas de Químicos: Ilford, Kodak, Tetunal Utensílios Uso pessoal: luvas e avental. Na Revelação: bandejas e pinças. Cada bandeja deve ter sua pinça exclusiva, para que não se contamine os químicos. Revelação do Negativo Deve ser realizado no escuro, com o auxílio de luzes de segurança providas de filtro, geralmente, vermelho.


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1ª Bandeja: Banho Revelador Utilizando a pinça, submergir o papel com a parte sensibilizada para cima. Balance a bandeja para que os químicos reajam uniformemente sobre todo o papel com maior velocidade e eficiência Quando a imagem revelar-se por completo, e isso só a experiência pode ensinar a discernir, pegue o negativo com a pinça e mova-o para o banho seguinte. 2ª Bandeja: Banho Interruptor Esta etapa consiste numa breve lavagem do papel para que possa seguir para a próxima bandeja. Ao ser mergulhado na água, o papel tende a revelar um pouco mais da imagem latente. 30 segundos são mais do que o necessário, neste banho, para que se possa transferir o papel para o banho fixador. 3ª Bandeja: Banho Fixador Utilizando a pinça, submergir o papel com a parte sensibilizada para cima. Deixe o químico reagindo sobre o papel por aproximadamente 3 minutos. 4ª Bandeja: Água e Sal (opcional)

  

Para terminar Lave com as mãos o negativo em água corrente, frente e verso. Seque o negativo um pano que não solte pelos Ponha-o na secadora. Caso não disponibilize de uma, pendure a foto num varal até que esteja totalmente seca.

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NEGATIVOS PRODUZIDOS

N_01

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Subexposto - À sombra num dia ensolarado. Tempo de Exposição: 12 segundos É possível perceber à direita no negativo uma mancha preta, provavelmente causada por vazamento de luz.


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Os Negativos N_02, N_03 e N_04 correspondem ao mesmo quadro. N_02

Subexposto - À sombra num dia nublado. Tempo de Exposição: 18 segundos Totalmente branco, não revelou nenhuma informação.

N_03

Subexposto - À sombra num dia nublado. Tempo de Exposição: 50 segundos Silhuetas de folhas começam a aparecer.

N_04

Subexposto - À sombra num dia nublado. Observa-se claramente o prédio ao fundo e as plantas que estão mais bem definidas. Tempo de Exposição: 110 segundos

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35MM

N_05

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Exposição Correta - Ambiente interno, iluminação artificial Tempo de Exposição: 7 minutos e 30 segundos

N_06

Exposição Correta - Iluminação irregular, luz solar incidindo na parte superior Tempo de Exposição: 25 segundos


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CÓPIA POR CONTATO, O PROCESSO NEGATIVO/POSITIVO

É o processo de criação de uma imagem positiva através do negativo. Trata-se basicamente de fazer uma cópia invertida do negativo, quando a luz do ampliador ilumina o negativo a luz passa pelas partes claras com maior facilidade, queimando-as rapidamente, e por conseqüência, deixando-as escurecidas, já as áreas em tons de cinza recebem menos luz e se revelam menos queimadas.

Equipamento Ampliador. Material Papeis fotossensíveis e os negativos.

Em cima de ambos coloque a chapa de vidro, que deve ser pesada o suficiente para que a pressão exercida por ela não deixe espaços entre os papéis. A existência de espaço entre eles causará desfoque no positivo produzido. Ative o ampliador e ao termino da exposição a emulsão haverá sido sensibilizado e no papel estará contida uma imagem latente positiva.

REVELAÇÃO DO POSITIVO O processo de revelação do positivo é o mesmo que o do negativo, pois em ambos os casos trata-se da revelação de imagens latentes existentes em papel fotográfico.

Utensílios Fita crepe e chapa de vidro. É indicado que a chapa em questão tenha a espessura > 0,4mm, para que tenha peso suficiente para pressionar uniformemente o negativo sobre a película, evitando problemas de focalização da imagem positiva. Preparação do equipamento Esta etapa pode ser realizada com a luz acesa.   

Definir a abertura do ampliador, o que determinará a quantidade de luz. Ajustar o temporizador, determinando tempo de exposição desejado. Ligar o ampliador e com a fita crepe marcar a área iluminada. Ao terminar a demarcação desligar o ampliador.

Produção de cópia positiva Esse processo se da por contato e projeção do negativo sobre um papel fotossensível, como aquele no qual se produziu o negativo, ainda não sensibilizado, portanto, deverá ser realizado no escuro, com o auxílio de luzes de segurança.  

Posicione o papel fotossensível virgem, com a emulsão voltada para cima, dentro das demarcações feitas com a fita crepe. Coloque o negativo, voltado para baixo, em cima do papel virgem.

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POSITIVOS PRODUZIDOS

N_01

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Subexposto C_01 Exposição Correta – Apresenta desfoque, por mau contato entre o papel fotossensível virgem e o negativo durante a produção do positivo. Abertura do Ampliador: f/5.6 Tempo de Exposição: 5 segundos Durante o banho revelador percebi que se tivesse tirado o papel um pouco antes do químico poderia ter conseguido um tom de cinza menos intenso que permitisse visualizar melhor os detalhes da foto.

C_02

Exposição Correta – Desfoque, reduzido. Devido à qualidade do negativo, que não é ideal, não é possível determinar se o desfoque existente ocorreu durante a produção do positivo ou do negativo. Abertura do Ampliador: f/5.6 Tempo de Exposição: 5 segundos Diminuindo o tempo dentro do banho revelador do positivo foi possível alcançar uma menor densidade, entretanto, fui advertida pela Profª Niedja que este processo poderia resultar em manchas na cópia produzida.


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00

N_02

Subexposto C_01 Exposição Correta – Devido a exposição irrisória o que deveria ser uma imagem latente não passa de uma mancha cinzenta. Abertura do Ampliador: f/5.6 Tempo de Exposição: 5 segundo

N_03

Subexposto C_01 Exposição Correta – Mais uma vez devido a subexposição no ato de produção da imagem ela não apresenta muitas informações. Abertura do Ampliador: f/5.6 Tempo de Exposição: 5 segundo

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N_04

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Subexposto C_01 Exposição Correta – Devido a exposição irrisória o que deveria ser uma imagem latente não passa de uma mancha cinzenta. Abertura do Ampliador: f/5.6 Tempo de Exposição: 5 segundo

N_05

Exposição Correta C_01 Exposição Correta – Estouro de branco nas fontes de luz e variados tons de cinza. Abertura do Ampliador: f/5.6 Tempo de Exposição: 6 segundo


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N_06

Exposição Correta C_01 Subexposto – Por isso sofre perda de detalhes. Percebe-se, que a cópia inteira apresenta desfoque devido ao mau contato. Abertura do Ampliador: f/5.6 Tempo de Exposição: 5 segundos C_02

Subexposto – Não resulta em alterações significativas na exposição e ainda apresenta desfoque por mau contato. Abertura do Ampliador: f/5.6 Tempo de Exposição: 6 segundos

C_03

Exposição Satisfatória – Apesar de conseguir maior fidelidade nos tons de cinza, acredito que com maior tempo de exposição seria possível revelar mais detalhes. Abertura do Ampliador: f/5.6 Tempo de Exposição: 7 segundos

C_03

Exposição Satisfatória – Consegui aproximar às áreas de sombra a um tom de preto satisfatório. Abertura do Ampliador: f/5.6 Tempo de Exposição: 8 segundos

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35MM

Curioso que, na produção de positivos a subexposição resulta no “estouro” de branco, quando a palavra “subexposição é geralmente relacionada à falta de luz. No canto direito do positivo há uma mancha que ocorreu durante a secagem. O atrito do pano de secagem e o contato com as mãos foram suficientes para causála, devido à permanência de duração insuficiente no banho fixador da revelação do positivo.

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35MM

A PELÍCULA Trinta e cinco milímetros é o nome que se da à película fotossensível, criada por George Eastman, devido a sua largura. É constituída por uma base plástica flexível e transparente sobre a qual se deposita uma emulsão de sais de prata que é sensibilizada pela luz durante a exposição. A principal característica dessa película é a sensibilidade, cujo valor é referenciado pelo padrão internacional ISO. ISOs baixos como, por exemplo, 50 remetem a um negativo pouco sensível, mas de grande qualidade de produção de detalhes permitindo grandes ampliações. Em contrapartida, os filmes de ISO 1600 são ideais para situações de baixa luminosidade devido a sua grande sensibilidade, produzindo imagens granuladas. O PROCESSO DE REVELAÇÃO O processo de revelação da imagem latente negativa contida na película após sua exposição se da em quatro etapas principais: banho revelador, interruptor, fixador e lavagem. É fundamental para que se seja bem sucedido na revelação preparar-se para todas as etapas, pois muitas têm de ser realizadas no escuro absoluto, antes de iniciar o processo. Os fatores que interferem influenciam na revelação são principalmente: E Tempo, temperatura, agitação. Alterando qualquer uma dessas condições do processo se obtêm resultados diferentes os quais podem engrandecer ou arruinar um filme.

A temperatura pode variar entre 18 e 24 graus sendo 20 a temperatura padrão. Durante o processo de revelação elas não devem variar mais que um grau e a variação térmica entre os dois químicos não pode ser maior do que 3 graus. Colocar filme na espiral O início dessa etapa pode ser realizado no claro: a fixação da ponta do filme no centro da espiral. Então, apagam-se as luzes e, sem tencionar a película, percorre-se todo o perímetro da espiral. Sem pular ou, repetir nenhuma volta. Pode-se par facilitar o processo tatear com o dedo indicador, preferencialmente com luva, a parte superior da película para verificar se esta seguindo o trilho. Os Banhos A maneira como se procede nessa etapa depende do resultado que desejado. Caso o objetivo seja um filme balanceado, normal deve-se seguir as instruções de tempo e intervalos de agitação próprios de cada filme. Banho Revelador: ainda no escuro coloca-se o espiral dentro do tanque de revelação que deve ser bem vedado para que se possa ascender a luz. No início dessa etapa deve-se agitar o tanque por alguns segundos e depois, pelo tempo necessário, entre os intervalos necessários, continuar a agitação. Banho Interruptor: deve-se encher o tanque com água, agitar e trocá-la 3x. Banho Fixador: coloca-se o fixador no tanque e assim como no banho revelador há uma agitação inicial mais longa que as demais que ocorrem no decorrer do processo de ação do químico, em intervalos de tempo regulares. Lavagem

O PROCESSO DE REVELAÇÃO Utensílios Tesoura, espiral, tanque de revelação, termômetro, pinça-rodo, pregador. Preparação de Químicos A porcentagem de químico diluído em água, na solução, depende do tipo de químico utilizado. Durante a experiência no laboratório foram utilizados químicos Ilford nas seguintes proporções: Revelador: 1u químico / 9u água Fixador: 2u químico / 8u água

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A partir dessa etapa pode-se abrir o tanque e com a espiral ainda dentro dele lavar o filme por 5 minutos em água corrente. Então coloque a solução FotoFlo da Kokak dentro do tanque, feche-o novamente e agite até espumar bastante então deixe por dois minutos reagindo na solução. Não se lava mais o filme após essa etapa, simplesmente remove-se o excesso da espuma que deve permitir que o filme seque com maior uniformidade, protege e evita marcações.

Secagem & Armazenamento A secagem pode ser realizada tanto na estufa quanto ao ar livre contanto que a película não seja a exposta a poeira. Devem ser armazenados em embalagens de PH neutro para sua melhor conservação.


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AS CARACTERISTICAS DE UM NEGATIVO Produção, armazenamento, exposição, revelação, manuseio e arquivamento. Todos esses momentos, processos, possuem em si condições que podem alterar as características do negativo. Nesse caso irei me ater a exposição e revelação, as mudanças que derivam da forma como essas etapas se processam. Densidade, contraste e exposição foram as características que a Profª Niedja nos ensinou a identificar num negativo. Entretanto devido a sutileza das nuances que diferenciam tais características a percepção delas é muito complicada para os inexperientes em laboratório. Basicamente, o que pude entender a partir do exercício realizado em sala e de uma leitura posterior é que a densidade esta ligada a uniformidade e forte intensidade dos tons de cinza, um negativo que apresente essas características seriam um denso. O contraste trata da intensidade com que os tons se opõem, quando um fotograma apresenta tons bruscamente distintos ele seria contrastado. Essas duas características podem ser devido ao objeto fotografado, mas também podem ser manipuladas durante o processo de revelação, alterando o tempo dos banhos, a intensidade da agitação e/ou a temperatura, podemos obter negativos mais ou menos contrastados/densos. No caso da sobrexposição e subexposição são características que o negativo adquire no momento da captura da imagem, podendo ser contornados até certo ponto, a depender da latitude do filme e da consciência das características da exposição na hora da revelação. FEIXES DE FILME REVELADOS EM AULA

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35MM

CÓPIA DE CONTATO Da mesma maneira que se produzem os positivos de pinhole (pg. 12), se reproduzem os negativos em sua escala original numa única folha conhecida como copião, por contato. A partir de um bom copião se é possível identificar o que há no negativo e obter algumas informações sobre suas características, como densidade e exposição.

T_01

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Subexposta Abertura do Ampliador: f/5.6 Tempo de Exposição: 5 segundos O primeiro, cuja exposição foi feita na qual seria a padrão, resultou num copia que não revelava preto algum. Isso especificamente para o ampliador que eu utilizava, pois colegas conseguiram produzir copiões perfeitos com essas mesmas configurações, por estarem utilizando ampliadores “mais claros”

T_02

Exposição Satisfatória Abertura do Ampliador: f/2.8 Tempo de Exposição: 7 segundos Foi necessária a compensação de 3 “pontos de luz” aproximar a tonalidade das baixas luzes do preto.


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AMPLIAÇÃO A partir do negativo podemos fazer inúmeras cópias de tamanhos e características diversas, através de um processo de ampliação relativamente simples. Com o auxilio de instrumentos e técnicas adequadas, é possível se chegar a cópias de qualidade impressionantes, de foco preciso e exposição ideal. Os negativos utilizados nas aulas de ampliação foram produzidos na primeira saída fotográfica da cadeira de Anatomia da Câmera fotográfica.

O PROCESSO DE AMPLIAÇÃO Tivemos a nossa disposição no laboratório da universidade, para a produção das cópias, os seguintes equipamentos: O Ampliador Existem vários tipos de ampliadores. Neles se define o tamanho da cópia, o foco dela e a intensidade de luz a qual a película será exposta. Composto, basicamente, pela a cabeça (com a fonte luminosa e o condensador) que converge os raios de luz para o magazine onde se coloca o filme, e a lente que controla a intensidade da luz. Há também abaixo da lente um filtro segurança vermelho para que se possa expor o papel a luz, caso necessário, sem sensibilizá-lo O ampliador com o qual trabalhamos possui duas “roscas”, uma que controla a distancia entre a película e a base na qual é projetada sua imagem, definindo o tamanho da copia a ser produzida, e outra que ajusta o foco, que depende diretamente da distancia. Claro que existem ampliadores de foco automático, mas ha maneiras de se conseguir um foco preciso com um ampliador manual. Utilizando-se um pequeno aparelho chamado “focoscópio” é possível focar não o negativo, mas sim o grão, resultando num foco perfeito. O Marginador & Temporizador Marginador é a base onde se coloca o papel fotossensível, no qual será feita a copia, e define-se as margens. O temporizador controla o tempo de exposição. Há diversas maneiras de configurá-lo. Utiliza-se tanto a luz cronometrada quanto a continua, no caso de ajuste do foco.

Como Ampliar Primeiramente deve-se colocar o fotograma com a parte fosca voltada para baixo no magazine (uma espécie de gaveta de negativo), com cuidado para não arranhar a película. Quando devidamente colocado, apagam-se as luzes para que se possa determinar o tamanho da cópia e o foco utilizando o temporizador no modo de luz contínua (com as duas chaves para baixo). A utilização do focoscopio nessa etapa é recomendada para a obtenção de um foco preciso. Apoiando o pequeno aparelho no marginador onde a luz é projetada pode-se ver no visor um hexágono, que quando a imagem esta verdadeiramente focada, apresentara uns pontinhos que mais parecem areia, que na verdade são os grãos do filme. Desliga-se a chave de foco e configura-se a abertura do ampliador e o tempo de exposição, cuja determinação num primeiro momento é algo difícil, praticamente impossível, de se obter simplesmente olhando o negativo. Felizmente existem testes que nos ajudam a nos aproximarmos do resultado desejado. Até o momento em que se passa a manipular o papel para ser exposto, as luzes podem permanecer acesas. Desse momento em diante laboratório, mais uma vez, deve estar com as luzes apagadas para que sejam produzidas as copias, podendo-se utilizar apenas as luzes de segurança. Posiciona-se o papel no marginador, caso queira conferir a área exposta, foco, etc, pode-se se ligar novamente o ampliador no modo de luz continua, mas lembrando de utilizar o filtro de segurança do ampliador e ainda assim evitar que seja por muito tempo se não eventualmente o papel ficara velado, prejudicando a cópia. Revelação Trata-se da mesma revelação de papel que descrevi no capitulo de Pinhole. RECURSOS PARA SE DETERMIANAR O TEMPO DE EXPOSIÇÃO: ESCALA TONAL E TIRAS DE TESTE Como foi dito anteriormente, a determinação do tempo de exposição, num primeiro momento, é algo difícil, praticamente impossível, de se obter simplesmente olhando o negativo. Existem alguns recursos que podem nos ajudar a determinar o tempo sem que dependamos somente dos nossos olhos. Nessa disciplina conhecemos duas técnicas. Uma delas é a da escala tonal e a outra é a tira de teste.

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A escala tonal Nada mais é do que uma mascara translúcida com diferentes intensidades de filtros de luminosidade que pomos em cima do papel fotográfico no qual faremos a copia. Ao expor o papel a luz do ampliador por um minuto com uma determinada abertura e distancia, poderemos ter idéia do tempo alguns tempos de exposições padrões da escala tonal e dos resultados que cada um desses tempos propiciarão. As instruções da Profª Niedja foram claras quanto a escolha da área na qual seria projetada a escala. Deveria ser uma área onde fosse possível perceber todas as luzes importantes. Logo tive a idéia de aumentar a área que gostaria de saber a exposição. Só que não lembrei que isso implicaria numa mudança na distancia, logo: uma mudança na exposição. Nos exemplos do fotograma 39, que são feitos em distancias diferentes, não houve uma brusca mudança nos tons porque a distancia utilizada não foi alterada tanto quanto no exemplo seguinte (fotograma 40), onde finalmente percebi meu erro.

F_41 ET_01

Abertura do Ampliador: f/8 Tempo de Exposição: 60 segundos

C_01-03 Exposição correta Abertura do Ampliador: f/8 Tempo de Exposição: 7 segundos

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F_40 ET_01

C_01

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Abertura do Ampliador: f/8 Tempo de Exposição: 60 segundos Subexposta Abertura do Ampliador: f/8 Tempo de Exposição: 16 segundos

C_02

Exposição Correta Abertura do Ampliador: f/8 Tempo de Exposição: 08 segundos


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F_36 ET_01

C_01

Abertura do Ampliador: f/8 Tempo de Exposição: 60 segundos Exposição Correta Abertura do Ampliador: f/8 Tempo de Exposição: 17 segundos

Ao perceber meu erro na ampliação do fotograma 41 e 40 não o repito quando faço a cópia do fotograma 36 que tem, finalmente, sua ampliação condizente com sua escala tonal.

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Tira de Teste Trata-se de expor feixes paralelos do papel fotográfico a intervalos de tempos iguais e consecutivos, cobrindo nesses intervalos as áreas que não serão expostas com uma mascara opaca, produzindo um degradê de exposições que permitirão a determinação do tempo de exposição desejado.

MÁSCARAS & FILTROS Esses dois recursos tratam basicamente da manipulação da exposição. Potencializando, permitindo, suavizando, impedindo, filtrando. Tudo isso para alcançar uma cópia cujo efeito visual se aproxime idealizamos, que muitas vezes uma exposição crua e uniforme simplesmente não pode dar. Máscaras Envolvem dois processos, o de expor (burning) e o de proteger (dodging) áreas de exposição. Eles coexistem e a denominação será escolhida a partir da intenção. Podem ser utilizadas como máscaras as próprias mãos, podem-se criar máscaras. Existem também kits de máscaras pré-fabricados (dodging and burning kit) que nos foi apresentado no laboratório.

Filtros São supressores/intensificadores de tons, no caso da fotografia P&B. E alteram o contraste das ampliações. A nomenclatura desses filtros é geralmente em números e varia aproximadamente entre 0 e 5, podendo haver diferenças entre marcas. O 0 é o de tom menos intenso (tende ao amarelo) e portanto de menor contraste e o 5 de tom mais intenso (tende ao magenta) é de maior contraste . No laboratório Utilizamos filtros Ilford Multigrade.

As tiras de teste apresentadas acima foram produzidas com f/ 5.6. Os números nos feixes são referentes ao tempo de exposição em segundos com qual foram feitos. E a ampliação resultante da exposição obtida nessas tiras foi utilizada na produção de uma cópia sépia e será apresentada na página

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F39 C_01

Exposição Correta Abertura do Ampliador: f/2.8 Tempo de Exposição: 12 segundos

C_02

Exposição Correta Abertura do Ampliador: f/2.8 Tempo de Exposição: 4 x 6 segundos Burning o pouco que há de informação ao redor e dodging com minha mão a cara do gatinho. A exposição foi dobrada, mas nem mesmo assim foi possível revelar maiores detalhes da paisagem atrás do gato.

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T_01 + FILTRO 3 Abertura do Ampliador: f/2.8 Tempo de Exposição: 7 x 3 segundos Mesmo sabendo qual a exposição ideal para se fazer uma outra copia do fotograma 39 ao se aplicar o filtro é necessária um maior tempo de exposição, por isso a necessidade de uma nova tira de teste, agora com filtro.

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C_03

Exposição Correta (Filtro 3) Abertura do Ampliador: f/2.8 Tempo de Exposição: 21 segundos


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C_04

Exposição Correta (Filtro 3.5) Abertura do Ampliador: f/2.8 Tempo de Exposição: 36 segundos Para se chegar a esta exposição foi feita uma segunda tira de teste a qual foi destruída pela água da chuva que infiltrada na minha pasta e os vários pequenos testes realizados focando os olhos do gato aqui expostos.

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