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‘Consórcios se omitem’, diz sociólogo Pesquisador da Universidade Federal de Rondônia diz que as construtoras de Jirau não combatem a prostituição na região Porto Velho (RO), 23 de Fevereiro de 2010 Jornal A Crítica Depois de mentir durante anos para sua filha, Zenaide, 34, revelou à menina sua verdadeira profissão: garota de programa (Foto: Antônio Lima) “Os consórcios que constroem as usinas se omitem. Todos sabem que as obras iriam aumentar a prostituição em Jaci Paraná, mas ninguém fez nada para prevenir isso”. A afirmação cáustica é do sociólogo Luiz Fernando Novoa, professor e pesquisador da Universidade Federal de Rondônia. Ele é uma das vozes mais atuantes da comunidade acadêmica quando o assunto são as polêmicas usinas de Santo Antônio e Jirau. “Os estudos feitos pelas usinas subestimaram os impactos sociais que Jaci Paraná iria sofrer. Hoje, a situação está fora de controle e os consórcios se limitam a fazer ações pontuais de mitigação. Não é suficiente”, destaca Novoa. A suposta “cumplicidade” das empreiteiras com a prostituição, investigada pelo delegado da Polícia Civil de Rondônia, Sandro Alves, também é apontada pelo sociólogo. “A gente sabe de casas em que os operários pagam os programas com cartões dados pela própria empreiteira”, disse. E a proximidade entre os prostíbulos e o canteiro de obras da empreiteira Camargo Corrêa, a maior a atuar na construção da usina de Jirau, é impressionante. Da portaria do alojamento até os primeiros prostíbulos, a distância não chega a 1,2 mil metros. Um deles ganhou o apelido de “Usina do Amor”.


‘Consórcios se omitem’, diz sociólogo