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Revista Buckman Verão 2012 edição 01

Buckman ano 1 | edição 1

Descubra a África do Sul Surfe, paisagens exuberantes e ótimos vinhos revelam um país muito além dos safáris

Gadgets

Os produtos que vão entrar para sua wish list de 2012

Estilo

Casual e elegante: o que o homem bem vestido vai usar nesta estação

Golfe

O esporte está mais democrático e não precisa de muito para praticá-lo


SUMário 6 TASTE

• Alemãs, belgas e escocesas: a seleção de cervejas que domina o Melograno • Com jeito despojado o Skye surpreende com seu cardápio contemporâneo e cheio de sabores • Carnes suculentas e cortes de origem argentina somados ao refinado ambiente do Pobre Juan

10 GOODS

• Clássico modelo 328, da BMW, ganha versão moderna em homenagem aos seus 75 anos • Planilhas, entretenimento, tecnologia... Suas tarefas em um único aparelho e com mais agilidade • A sofisticação e a exclusividade do conhaque Louis XIII

14 TURISMO

Não só de safári vive a magnífica África do Sul

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MODA

• Resort - O estilo para as altas temperaturas • Casual - Ternos mais leves e acessórios estilosos • Street - Looks modernos e sob medida para usar no dia a dia

56 talkshow

O tino para os negócios e o paladar aguçado para as boas escolhas de Otávio Piva

60 lifestyle

Com roteiro à la Diário de Motocicletas você também pode se tornar um estradeiro

62 esporte

Entre para o time de Tiger Woods e comece a praticar golfe, esporte que se democratizou no Brasil

4 A revista do homem Buckman

Buckman Coordenação Geral:

Roney Tadeu Di Nardo e Fernanda Di Nardo Marketing: Bruno Coimbra e Lucas Turquete Estilo: Roney Tadeu Di Nardo, Araci Furquim de Almeida, Paula Amaral e Rafaele Mendes

Diretora Editorial Walquiria Botaro Direção de Arte Douglas Marques Designer Lygia Lyra Repórteres Andréia Bittencourt, Fábio Fujita, Flavio Perez, Gabriella de Lucca e Julio Simões Assistente Executiva Beatriz dos Santos Silva Projeto Gráfico Editora Se7e

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Colaboradores Morgade (Fotógrafo), Erika Santos - Agência Gloss (Stylist), Gloria Mello Silva (Produção Executiva), Carlos P. Junior (Assistente de Fotografia), Werner Maurer Rabello -  Agência Monica Monteiro e Daniel Deracco – Agência L’EQUIPE (Modelos), Paulo Porto (Make e Hair), Júlio Yamamoto (Revisão), wmfusion.com.br (Tratamento de Imagens) Agradecimentos: Villa Fiore / Full Power A revista Buckman é uma publicação da marca de moda masculina Buckman Alameda Rio Negro, 911, 9º andar, Conj. 902, CEP 06454-000 / São Paulo / SP. É proibida a reprodução, total ou parcial, de textos e fotografias, sem autorização da Editora Se7e.

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TASTE por gabriella de lucca

JEITO

FRANCÊs o robalo no vapor com creme de champanhe, pastel de ovas e purê de inhame, é uma das especialidades do chef francês emmanuel bassoleil,do restaurante skye. à noite, música alta e um dj invadem o ambiente do deck

/ skye, Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 4700, Jardim Paulista, tel. (11) 3055-4702

6 A revista do homem Buckman


Colarinho Branco

O forte do boteco-chique Astor é o chope geladíssimo com espesso colarinho, tirado de uma grande chopeira de metal que se apoia sobre o longo balcão com mais de 120 anos, feito de madeira escura e mármore, garimpado pelos donos na Filadélfia, Estados Unidos. O segredo do ótimo chope (servido nas versões black e original), ensinam os sócios, é estar em baixa temperatura, com o líquido sem espuma e de dois a três dedos de creme. Os bolinhos, empadinhas e coxinhas da casa são ótimos petiscos para acompanhar a bebida. O local aposta em uma ambientação no estilo anos dourados. / Astor, Rua Delfina, 163, Vila Madalena, tel. (11) 3815-1364

Requinte Italiano

cozinha mistura culinária clássica com sabores modernos Versões sofisticadas de risoto são o destaque do italiano Zucco. Uma das novidades criadas pelo chef Jurandir Meirelles – formado nos restaurantes do grupo Fasano – é o baccalá, prato preparado com lombo de bacalhau e vinho Barolo. O cardápio contempla ainda pães e sobremesas típicos da Itália. Uma carta de vinhos com 280 rótulos, nacionais e importados, também está à disposição dos frequentadores. / Zucco, Rua Haddock Lobo, 1416, Jardins, tel. (11) 3897-0666

Fotos: Divulgação

Pregão de bebidas

Inspirado na Bolsa de Valores de Nova York, o Wall Street Bar oferece um pregão de bebidas. O preço dos drinques pode ser operado em tempo real, em um modelo baseado nas negociações de títulos do pregão. Uma tecnologia desenvolvida pelos sócios da casa, Fabio Alguim, Christian Montgomery, Thiago Armentano e Thomaz Rothmann, faz com que o preço das bebidas oscilem de acordo com o volume de vendas, obedecendo à lei da oferta e da procura. Com um simples toque, pode-se consultar o cardápio, fazer o pedido ou acompanhar a cotação das bebidas. Experimente a exótica caipirinha de uva Itália preparada com vodca nacional. Para se divertir, uma mesa de sinuca. / Wall Street Bar, Rua Jerônimo da Veiga, 149, Itaim Bibi, tel. (11) 3873-6922

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Taste

Dos nuestros Hermanos

irlandês de respeito o popular cafezinho EM versÃo INCREMENTADA

O tradicionalíssimo irish coffee tem uma combinação perfeita de café com uísque. O preparado pelo Vanilla Caffè, cafeteria que funciona 24 horas, vem com uma porção generosa de chantilly e açúcar mascavo polvilhado por cima. Especialista em cafés especiais, a cafeteria tem blend 100% arábico, originário do sul de Minas Gerais. / Vanilla Caffé, Rua Leopoldo Couto de Magalhães Jr., 482, Itaim Bibi, tel. (11) 3073-0173

8 A revista do homem Buckman

O restaurante com sotaque portenho Pobre Juan tem entre as sugestões o bife ancho, que vem da ponta do contrafilé, retirado das cinco primeiras vértebras do boi. Esse corte, de origem argentina, pode ser pedido em peça de 280 gramas ou de 380 gramas. A carne é preparada na grelha e servida em porções generosas, no ponto solicitado pelo cliente. A batata suflê, inflada, sequinha e crocante, é uma ótima guarnição. A decoração mistura o rústico e o moderno, com móveis de madeira e muita vegetação em ambiente refinado. Há mais três filiais da casa de parrilla (espécie de churrascaria argentina e uruguaia) na cidade. / Pobre Juan, SHIN CA4 Lote A Lago Norte L20 St., Brasília, tel. (61) 3577-5800


GOODS por ANDRÉia bittencourt

em GRANDE

ESTILO

Em homenagem ao aniversário de 75 anos do clássico modelo 328, a BMW revelou uma interpretação moderna desse veículo, criando o 328 Hommage, um carro-conceito composto de fibra de carbono, QUE traz em seu design referências VINTAGEs / www.bmw.com


DOCK RETRÔ

Estilizado, com design contemporâneo, porém com jeitão retrô, o Dock TSX-70, da Yamaha, é compatível com iPod ou iPhone e combinado o que há de melhor em tecnologia LED com os clássicos botões de toca-discos de décadas passadas. Além da função relógio e alarme, o aparelho reproduz som de qualidade, uma vez que o sistema é composto de três alto-falantes, DSP realce de música e extensão estéreo e subwoofer. O TSX-70 vem com controle remoto, funciona ainda como rádio AM/FM e tem memória para cinco emissoras. / $ 199,95, Yamaha, www.usa.yamaha.com

MÁQUINA LENDÁRIA

O modelo fat boy é Considerado um mito sobre rodas

Verdadeiro ícone do motociclismo mundial, a Harley-Davidson Fat Boy foi projetada com traços simples e tradicionais. Desenhada pelo próprio Willie G. Davidson, essa motocicleta conta com freios ABS de série, é equipada com motor Twin Cam 96™ de 1.600 cm³ fixado diretamente ao chassi, transmissão de seis velocidades e painel de instrumentos fixado no centro do tanque de combustível. Os microdetalhes estão no largo guidão cromado, clássico tanque de óleo em forma de ferradura, escapamento duplo no estilo shot gun e farol cromado com lente de 178 mm. / R$ 44.900, Harley-Davidson, www.harley-davidson.com

Fotos: Divulgação

TURBINE SUAS TASKS

Se você é daqueles caras que precisam de agilidade para resolver suas tarefas pelo celular, o Milestone 3TM , da Motorola, pode ser seu mais novo amigo inseparável. Ultrafino, este aparelho possui processador Dual-core, que promete executar de maneira mais efetiva múltiplas tarefas, navegação e carregamento rápido de vídeos e jogos. O aparelho permite baixar, ler e editar documentos, apresentações e planilhas. Quando o assunto é entretenimento, o Milestone 3TM também não deixa a desejar, pois oferece câmera de 8MP, com flash e zoom digital, câmera frontal para videochamadas, além do social location, tecnologia que permite ao usuário compilar e personalizar informações de interesse pessoal, como lojas, restaurantes, e fazer reservas ou comprar ingressos com o simples toque de um botão. O display touchscreen tem 4 polegadas e oferece visualização de fotos, páginas de web e conteúdo de vídeo mais nítida e clara. / R$ 1.549, Motorola, 0800-773 12 44

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goods

Classe EXECUTIVA Com abertura superior, a Business Trolley, da Rimowa, possibilita que o executivo tenha uma visão clara de todo o conteúdo da mala. O espaço interno é grande, e as divisórias garantem que pastas, cadernos, notebook, canetas e celulares fiquem organizados. Tem alça telescópica e rodinhas, para facilitar a locomoção. / R$ 3.200, Rimowa, (11) 3062-0226

PALADAR EXCLUSIVO

produzido em barris centenários, o conhaque Louis Xiii promete uma experiência única Se você é um grande apreciador de digestivos, a pedida é o Louis XIII, de Rémy Martin, uma referência em sofisticação quando o assunto é conhaque. Seu processo de envelhecimento varia de 40 a 100 anos, o que confere o gosto e a complexidade do produto. O aroma é apimentado, e seu sabor é uma harmonia sutil de figos, gengibre e sândalo que toma conta do paladar por horas. A cada ano, são apresentadas 800 amostras do conhaque, das quais pouco mais de 12 são aprovadas. A bebida vem em um decanter feito com precioso cristal francês, que precisou de 11 artistas especializados. / R$ 9.500, Empório Santa Maria, (11) 3706-5211

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Direto ao PONTO

Bon-vivants e sommeliers concordam que a temperatura do vinho faz toda a diferença para que o aroma e o sabor da bebida não sejam alterados. Pensando nisso, o designer Jakob Wagner criou este prático termômetro, que é colocado como um cinto ao redor da garrafa para ter, dentro de pouco tempo, a temperatura exata na qual o vinho se encontra. / R$ 189, Scandinavia Designs, (11) 3081-5158


A escolha do aparelho

A melhor opção para quem tem barba cerrada, barba cheia e cavanhaque é a dupla aparador de pelos e aparelho com cinco lâminas. O ideal é começar com o aparador e finalizar com o aparelho, já que os retoques ajudam a não deixar uma aparência desleixada.

A espuma

Existem três tipos de espuma de barbear disponíveis no mercado: mousse, gel e creme, e a escolha deve ser feita levando em consideração o tipo de pele. O mousse, por exemplo, é ideal para quem tem pele oleosa, já o gel e o creme, são mais eficientes para aqueles com pele normal ou seca. A espuma também evita os indesejáveis pelos encravados, por isso é um item indispensável.

A hora certa

O melhor horário para fazer a barba é após o banho, quando os poros estão abertos, mas atenção: quem tem pele seca deve evitar a água muito quente, pois isso aumenta o ressecamento.  

Movimentos

É importante saber o sentido em que os pelos nascem para cortar a barba nessa direção e evitar que encravem. Você pode começar pelas costeletas, depois pelo rosto e pescoço, e na sequência pelas áreas ao redor da boca. O queixo pode ficar por último, pois é a região em que os pelos demoram mais para amolecer.

salve a sua pele

morgade

PREPARE SEU KIT

Gillette Fusion Power

O barbeador vem com uma lâmina na parte de trás para aparar costeletas ou debaixo do nariz. / R$ 99,90, Gillette, 08000- 1 150 51

cuidados simples e bons produtos tornam o barbear menos traumático O barbear é um dos rituais mais antigos de beleza masculina e, para boa parte dos homens, considerado simples. Apesar disso, a tarefa requer cuidados para evitar alguns incômodos, como ressecamento e pelos encravados. Tome nota das dicas de Eduardo Alves, barbeiro e cabeleireiro do Amica Cabeleireiros, para conquistar uma aparência renovada.

Nivea Gel Easy Cross Shave

Garante menos irritação e deixa os pelos mais macios e flexíveis. / R$ 16,90, nivea, 0800- 77 64 832

Vichy Mousse de Barbear anti-irritações Voltada para homens com pele oleosa, sensível ou com vermelhidão. / R$ 42,90, Vichy, 0800- 701 15 52

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TURISMO

Divina ÁFRICA

Geografia privilegiada e bons vinhos são as atrações no roteiro turístico da África do Sul contemporânea

por Fábio Fujita

A Cidade do Cabo reserva praias estonteantes e que atraem centenas de surfistas

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Embora o safári seja o que mais atrai turistas à África do Sul, esse histórico país reserva dezenas de outras atrações que merecem ser descobertas

Fotos 123RF

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epois da visibilidade obtida por ter organizado, no ano passado, a mais exótica das edições da Copa do Mu ndo de Futebol, a África do Sul parece ter sido (re)descoberta como destino turístico. Se há um quê de verdade na imagem de terra selvagem consolidada no inconsciente coletivo, ela talvez remeta a Eastern Cape, a província do Cabo Leste (a segunda maior do país), com os safáris que mostram aos pasmados olhos turistas feras como rinocerontes, elefantes, leões e leopardos. Mas deixe-se surpreender, porque os encantos de um dos países berço da humanidade vão muito além dos lugares-comuns. Na própria Eastern Cape, por exemplo, há um extenso e paradisíaco litoral banhado pelo oceano Índico, muito propício à prática do surfe e de outros esportes aquáticos. Se ir à praia soa destoante num roteiro turístico sul-africano, então que tal tomar banho de mar na companhia de pinguins? É o que oferece a Boulders Coastal Park, já na Cidade do Cabo, em que cerca de 3 mil exemplares desses adoráveis animais divertem os turistas. A imperdível visão panorâmica da Cidade do Cabo é garantida pelo bondinho que leva a Table Mountain, de mais de mil metros de altura, que integra o Table Mountain National Park – patrimônio natural da humanidade. Aliás, há muito que desbravar na geografia sul-africana. O terceiro maior cânion do planeta fica ali, no caso, em Nelspruit: trata-se do Blyde River Canyon, que, diferentemente do seu par mais famoso do Arizona, é um acidente

geográfico verde, decorrente da generosa vegetação que brota às margens do rio Blyde. Caminhadas, rafting e trekking no local são boas pedidas aos viajantes de espírito mais aventureiro. Seja qual for o tipo de passeio escolhido, certo é que ninguém passará impune pela descoberta da nação como ascendente escola vinícola. Se é verdade que certos países europeus, notadamente França e Itália, ainda assinam a melhor tradição dos vinhos, a terra natal de Charlize Theron também vem conseguindo, nos últimos anos, marcar posição nesse terreno. Historicamente, a África do Sul produz vinhos desde meados do século 17 e muitos produtores buscam o estilo de vinificação de Bordeaux. “A região do Stellenbosch, cujos Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc apresentam o corte bordalês. A qualidade desses vinhos já se compara com a de um grand cru francês”, explica Renato Pujol, sommelier da Adega Expand. Com uma colheita anual de excelente qualidade, a produção vinícola sul-africana se concentra nas áreas costeiras, em busca das brisas marítimas que amenizam as altas temperaturas. Outra importante região vinícola é o Vale da Constantia, que produz vinho no estilo sobremesa (favorito de Napoleão Bonaparte) e o Sauvignon Blanc (de uvas brancas), entre outros. A África do Sul também faz a sua versão de vinho do Porto, o Morgenhof. Entre as peculiaridades dos vinhos sul-africanos está a (supostamente exclusiva) uva pinotage, clone das uvas cinsault e pinot noir, base da Shiraz. “É uma uva diferenciada, que se adaptou muito bem ao solo local, de corpo médio, mas com aromas bem complexos”, explica o sommelier. Bem-vindos à África do Sul!

Recomendados

Renato Pujol, sommelier da Expand, sugere quatros rótulos que personificam os vinhos sul-africanos:

Vergelegen 2003 Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc Vinho top, considerado um grand cru, oriundo da região de Somerset West, cuja vinícola tem vinhos entre os 100 melhores do mundo. / R$548

Vin de Constance 2004 Vinho de acidez moderada e acabamento de noz, com ondas de pêssego branco e de pera, e coloração verde fresco. / R$298

Neil Ellis Shiraz Selection Jonkershoek 2006 Vinho de vermelho intenso com tons violáceos, aromas de especiarias, pimentabranca e preta, amora e notas de violetas que se estendem no palato. / R$128

Morgenhof Cape Vintage LBV 2001 Vinho fortificado com notas de cerejas pretas, alcaçuz, uvas-passas e nozes que persistem no palato. / R$115

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ENSAIO

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Entre no clima Neste verรฃo, deixe as peรงas confortรกveis invadirem o guarda-roupa Fotos morgade


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Styling: Erika Santos (Agência Gloss) Beauty: Paulo Porto Produção Executiva: Gloria Mello Silva Assistente de Fotografia: Carlos P. Junior Modelo: Werner Rabello (Agência Monica Monteiro) Agradecimentos: Villa Fiore / Full Power

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Business Man Os ternos ganham tecidos mais leves e elegantes, e os acess贸rios tornam o estilo mais despojado fotos Morgade

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ENSAIO

Urban WEAR Com visuais modernos, feitos sob medida para usar na cidade, a moda pede tons mais leves e suaves, alĂŠm da camisaria que chega em xadrez de cores azul, branco e vermelho

Fotos morgade

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talkshow

O mundo em

taças

O

távio Piva de Albuquerque

sempre teve faro para os negócios e paladar para vinhos. O gosto pela bebida veio ainda jovem, quando compartilhava com o avô o conteúdo das garrafas importadas pela loja da família. Mais tarde, já trabalhando para uma multinacional, fechou seu primeiro negócio relacionado à bebida: a importação de um rótulo chileno. Era o primeiro passo da história que resultaria na criação de uma das maiores importadoras de vinho do Brasil. Apostando na intuição de que o país tinha potencial para consumir vinho, mesmo quando os números indicavam o contrário, Piva usou sua boa relação com os produtores para trazer alguns dos mais famosos

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Um dos responsáveis por popularizar o vinho no país, Otávio Piva segue buscando maneiras de mostrar aos brasileiros o prazer da bebida que importa há 33 anos por Julio simões foto gustavo scatena

rótulos para sua recém-criada Expand. E não parou mais: idealizou o lançamento de um vinho alemão na garrafa azul, ajudou a popularizar vinícolas sul-americanas e criou um braço da empresa voltado para a educação de novos adeptos da bebida. Nem mesmo a crise provocada pela saída de rótulos importantes, a partir de 2008, desanimou Piva – muito pelo contrário. Contagiado pelos bons ventos da mudança, o empresário alterou o foco e agora valoriza também marcas promissoras que ainda não foram reconhecidas pela imprensa especializada. Tudo para proporcionar aos clientes e amigos o mesmo prazer que sentia quando dividia a taça com o avô.


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talkshow

Quando o senhor se deu conta de que importar vinhos era um bom negócio? Meus pais tiveram seis filhos e sempre trabalharam muito, então a gente aprendeu que tinha de trabalhar desde cedo. Então fui estudar na Fundação Getulio Vargas, à noite, para poder trabalhar durante o dia. Era uma empresa multinacional que fazia vários negócios, e um deles foi a importação do Cousiño Macul, o primeiro vinho chileno premium a ser vendido no país, e logo se tornou líder de mercado, vendendo até três vezes mais que o Concha y Toro. Só que eu me casei e, dois anos depois, quando minha esposa ficou grávida, eu fui pedir um aumento e eles não me deram. Foi quando eu decidi sair para montar a Expand, em 2 de fevereiro de 1978. Como foi trabalhar com um produto que não era do gosto popular brasileiro? A Expand foi uma empresa que sempre achou que o Brasil, um dia, teria a cultura do vinho.

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Por isso, criamos uma divisão de negócios dentro da empresa que se chama Wine Education, onde sommeliers profissionais dão cursos para garçons, empresas, jovens e quem mais se interessar. Se um grupo de amigos quiser uma degustação, a Expand oferece por uma pequena taxa. Além disso, a gente traz produtores para palestras e paga viagens e cursos para sommeliers aprenderem mais sobre o assunto. Tudo para despertar o gosto do brasileiro pelo vinho. E a história do Liebfraumilch, o da garrafa azul? Como foi lançá-lo no Brasil? A ideia da garrafa azul vem da tradição alemã de vender os vinhos de cada uma das regiões vinícolas em torno de seus onze rios em garrafas coloridas. A do Reno tem a garrafa marrom, a do Mosel é verde e a do rio Nahe, no século XIX, era azul. Aí eu achei interessante e resgatamos a tradição. Não era apenas o Liebfraumilch que era vendido naquela garrafa, mas o cara não sabia falar o nome de nenhum e dizia que era “o da garrafinha

azul”. Depois ele até saiu de linha porque as pessoas começaram a achá-lo muito doce e migraram para o tinto, mas sem dúvida isso transformou o consumo de vinho no Brasil. Foi a porta de entrada. Quais outros vinhos marcaram a ascensão da Expand no Brasil? Até o governo Collor, sempre houve controle de importação. E uma das coisas boas que ele fez foi ter acabado com isso, o que nos permitiu crescer. Era como um passarinho em uma gaiola: quando a abriram, ele pôde voar. A primeira grande marca que a gente trouxe foi a Romanée Conti em 1990, que foi nosso grande “embaixador”. Depois trouxemos o champanhe Taittinger, os grandes vinhos da Itália, da Espanha e também os da França, do Chile e da Argentina. A estratégia de vendas da Expand não continua a mesma, é claro. Como é atualmente? A diferença é que hoje o consumidor entende


de vinho, e naquela época não entendia. Estamos caminhando para um mercado mais maduro, mas mesmo assim sempre existirão os newcomers (novos adeptos). O Brasil teve 25 milhões de pessoas migrando de classes baixas para a nova classe média, o que reflete no varejo. E o próximo passo vai ser justamente o do consumo de vinho, que é algo que depende dessa cultura que tanto investimos para criar no país. Os rótulos também mudaram muito? A Expand foca em quais tipos? A mudança de rótulo é uma coisa natural. Às vezes, o produtor tem a ambição de vender muito e acha que, mudando para outro importador, consegue vender mais. De fato, os que saíram da Expand (os argentinos Zuccardi e Achaval Ferrer, os italianos Marchesi di Altinori e Allegrini e o chileno Concha y Toro) tiveram queda de 80% nas vendas e já pensam em voltar. Só que nesse período a Expand passou a trabalhar com empresas menores, focadas na relação familiar, na fidelidade e na qualidade. Mudamos o foco para produtores que têm mais custo-benefício. quais são os CRITérios utilizados para avaliar qual rótulo virá ao Brasil? A gente se guia muito lendo a imprensa internacional, mas também degustando e conhecendo as pessoas. Quando decidimos pelo argentino Mendel, por exemplo, tínhamos boas referências, mas ele ainda não havia sido reconhecido. Só que as listas valorizam demais o vinho, e preferimos procurar o rótulo antes que ele seja reconhecido. É o caso da Fabre Montmayou, com a qual já trabalhamos faz 10 anos, e no ano passado sua vinícola foi eleita pelos ingleses como a melhor da Argentina. Sem contar os novos parceiros, mais família e menos business, como a chilena Dos Andes, com a qual fizemos até um reservado, e a espanhola Ribera Del Duero, cujo Felix Callejo, outra aposta nossa, é uma delícia. Sua ideia sempre foi popularizar a bebida no país? A intenção sempre foi essa. O nosso slogan é inclusive sobre isso: “o melhor vinho do mundo

é aquele que você gosta”, - porque as pessoas têm medo de tomar vinho. O brasileiro recebe a carta de um sommelier e, em vez de responder a ele qual vinho quer, acaba dizendo: “Me vê uma cerveja ou um refrigerante”. As pessoas têm medo de fazer feio, de ficar mal com a namorada, de passar vergonha, mas é preciso ensiná-las para que essa percepção termine. Alguns restaurantes têm dicas de harmonização nos cardápios. Vocês fazem um trabalho específico com donos de restaurantes? Sim. Quando o restaurante não tem sommelier, nós treinamos os garçons. Porque, se você servir um vinho certo para a comida certa, os dois melhoram. Quando você harmoniza um prato de forma plena, a soma 2 mais 2 não dá 4, dá 8! Da mesma forma, se for feito errado, dá menos. Se você pegar um vinho tinto forte e comer com peixe, por exemplo, mata o vinho e mata o peixe. É preciso ter conhecimento! E o que o senhor imagina para o futuro dos vinhos no Brasil? Creio que o futuro do vinho no país esteja no custo-benefício. O brasileiro tem bom paladar, então é preciso vender vinho bom por um preço justo. Por isso, vamos atrás de produtores com talento que pensem da mesma forma. Outra tendência são os vinhos orgânicos e os biodinâmicos, que seguem regras de preparo ligadas à natureza, ao período da lua e das estrelas. Em sua opinião, em quais momentos se abre um vinho caríssimo? Em ocasiões raras: no seu aniversário de 50 anos, na comemoração de 30 anos de casamento, quando um filho nasce ou faz 21 anos, quando se fecha um grande negócio. Se houver mais recursos, aí vale fazer isso sempre que possível. Faço muito isso: reúno a família e os amigos para degustarmos aquele momento que ficará marcado. Quais são seus rótulos favoritos e com quais presenteia amigos próximos?

As pessoas têm de aprender que o melhor vinho do mundo é aquele que você está tomando hoje." Sempre indico um champanhe. Se quiser marcar, é só dar aquela garrafa enorme, a Magnum, que custa menos de R$ 500. Quanto a mim, gosto de muitos vinhos, mas vou citar o Petrus e o Romaneé Conti, que são experiências fantásticas. Mas não deixo de tomar outros vinhos, como o Morandé, que é um chileno Pinot Noir de R$ 30. As pessoas têm de aprender que o melhor vinho do mundo é aquele que você está tomando hoje. Até porque você encontra bons vinhos por menos de R$ 500, como o Seña, que custa R$ 385 e é melhor que muitos de R$ 5 mil. quais são as regras básicas para harmonizar um jantar para amigos? Para não errar, tem duas infalíveis. Uma é servir champanhe do começo ao fim, do aperitivo à sobremesa, passando pelo prato principal, seja qual for. Outra dica é pegar um Pinot Noir, que é polivalente e vai bem com massas, carne ou peixe e também com todo o tipo de molho. Apenas na sobremesa, talvez, seja preciso mudar para um Moscato D’Asti, se for fruta, um Sauterne, se for algo doce, ou um Porto se for chocolate. para terminar, Com tantos anos de profissão, o que o senhor ainda deseja alcançar nesse segmento? Em 37 anos de trabalho com o vinho, eu sempre tive a mesma meta: fazer o cliente feliz. Ele é o rei, e o objetivo é que nossos parceiros internos atendam como se fosse eu atendendo. A educação e o treinamento são contínuos, todos em busca de um mesmo ideal, e é isso que eu ainda desejo.

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lifestyle

Estilo sobre

duas rodas

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o início do século 20, quando dois jovens americanos, Arthur Davidson e William S. Harley, experimentaram instalar um motor em suas bicicletas como solução para a preguiça de pedalar, ainda não poderiam supor a dimensão daquele invento. Era a semente do que viria a se tornar a Harley Davidson, que, mais do que uma mera montadora de motos, passaria a denotar um verdadeiro estilo de vida. Principalmente, após Peter Fonda e Dennis Hooper acelerarem protótipos da marca no road movie Easy Rider, num tempo – a transição dos anos 1960 para os 1970 – em que os jovens ianques temiam ser despachados às trincheiras do Vietnã, para lutar por causas que não eram as deles. Acelerar uma moto sem destino, tal como Fonda e Hooper, virou metáfora de uma utópica liberdade pessoal – e global. E o que poderia ter se mostrado um estilo de vida datado, a partir do fim da guerra e da natural transformação de costumes e valores, não se verificou. Independentemente de

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qual geração se pertença, até hoje ninguém passa impune ao contato com uma Harley Davidson. Foi o caso do advogado Marcos Pinto Nieto que, depois de ter tido uma mobilete na adolescência, passou mais de três décadas sem contato com moto. Até entrar numa loja da marca e visualizar de imediato as aventuras potenciais que uma máquina daquelas poderia lhe proporcionar. Depois que comprou a sua, a vida mudou. “A monotonia que a gente sentia deu uma guinada de 180 graus”, define, referindo-se também à esposa, com quem sofria com o “abandono” dos filhos nos fins de semana. Roteiros à la Diários de Motocicleta parecem ser os que mais fazem a cabeça dos aventureiros sobre duas rodas. As paisagens chilenas em especial: seja em sua porção norte, pegando o Deserto do Atacama, seja a região sul, curtindo as floridas estradas da Ilha de Chiloé – percursos já ticados por Marcos. Na Argentina, San Carlos de Bariloche, na Patagônia de colinas nevadas, é sempre referência, assim como o trajeto peruano Valle Sagrado-Machu Picchu. Se o objetivo for mais ambicioso, dá até para percorrer a mítica Route 66 americana, de Chicago a Los Angeles, cenário de tantos filmes como Thelma & Louise

Fotos: Divulgação

Viajar de moto, inclusive para outros países, só é insanidade para quem nunca experimentou. Que tal ticar mais essa em seu currículo de aventuras? por Fábio Fujita


Estradeiros de carteirinha: Marcos Nieto (acima) e Reinaldo Ruggero

e o próprio Easy Rider. Não sabe como? Há serviço de aluguel de motos na região. A fruição de uma viagem dessas em cima de uma estradeira é incomparável. “De carro, você olha a paisagem por uma janela, como se estivesse vendo um quadro. Na moto, você está na paisagem, se insere naquela natureza”, explica Marcos. “Sentimos cada sutileza dos caminhos percorridos, como o cheiro, a temperatura, a umidade, os sons. Uma viagem de carro tem

como objetivo o destino; de moto, o objetivo é o caminho, o destino é só a consequência”, concorda o engenheiro Reinaldo Ruggero, que já desbravou lugares como Chile e Uruguai pilotando uma V-Strom. “É uma pena que os cachorros não possam explicar a sensação de colocar a cabeça para fora da janela quando levado para passear pelo dono em seu carro.” Se você até gostaria de se integrar a esse novo mundo, mas não sabe por onde começar, uma possibilidade é aderir aos motoclubes, que têm um calendário intenso de atividades voltadas para os amantes desse estilo de vida. Os passeios de tiro curto, no esquema “bate e volta”, podem ser uma boa iniciação. Os motoclubes também organizam encontros de motociclistas, exposições, lançamentos de novos modelos etc. Outra possibilidade é frequentar bares que têm como target esse perfil específico. No Gas Motorcycle Wash (R. Joaquim Távora, 1256, Vila Mariana, em São Paulo), é possível deixar a moto para reparos ou lavagem, enquanto o dono toma uma cerveja e prova os burritos servidos no bar. Já no Bar do Pedrão (Estrada da Roseira, km 6, na Serra da Cantareira, em Mairiporã), os motociclistas podem aproveitar a conexão com a natureza – no caso, a Serra da Cantareira – e se esbaldar de cerveja, porções e planos de viagens até as 5 da manhã, nos quiosques de sapê com mesinhas no chão de terra batida. Proprietários de estradeiras, mesmo desconhecidos – ou justamente por isso – sempre terão conversa a gastar, enquanto donos de carrões tendem a se ver como concorrentes. A paixão comum transforma os motociclistas como membros de uma espécie de “confraria universal”. E você, vai ficar de fora?

Estradeiras de respeito V-Rod Muscle Esse modelo da Harley Davidson foi o primeiro da marca a ter motor com injeção eletrônica de combustível, comando de válvulas no cabeçote e refrigeração líquida. Apresenta o tanque de combustível sob o banco, para rebaixar o centro de gravidade, e freios Brembo de alto desempenho. R$ 25 mil.

Shadow 750 Voltado para os motociclistas viajantes, o modelo 2011 desta moto da Honda valoriza o conforto graças ao guidão alto e ao assento com 650 mm de altura do solo, além de ter o centro de gravidade um pouco mais baixo, para maior estabilidade. Traz injeção eletrônica de combustível PGM-FI e freios CombinedABS. R$ 29 mil.

V-Strom 650 Agilidade e leveza são as marcas deste modelo da Suzuki, cujo motor chega a 200 km/h, projetado para proporcionar uma resposta sensível à operação do punho do acelerador. O sistema de injeção de ar na saída de escape reduz emissões de monóxido de carbono. R$ 34,5 mil.

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esporte

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Era do

Golfe Os campos de golfe se espalham por São Paulo, que concentra 60% dos estabelecimentos voltados para a modalidade por Flávio Perez

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ncontrar um praticante de golfe na capital paulista para dividir as tacadas e ficar mais próximo da natureza não é tão difícil como na década passada. Arrumar os equipamentos necessários, então, é mais fácil ainda. Atualmente, em um raio de 100 km na região metropolitana de São Paulo, existem 25 espaços dedicados ao golfe (veja os locais em Primeiras Tacadas), nada mal para um esporte que só atendia à classe A paulistana. Se você já sabe que o tal jogo virou moda e que está entre os possíveis adeptos, prepare-se para esse esporte. Comece pela escolha do melhor equipamento. Você não vai precisar de muitos acessórios para praticar o golfe – uma caixa de bolinhas, uma luva, tacos (pode alugar também), protetor solar, uma roupa confortável (antigamente era obrigatório usar camisa polo, agora não mais), um sapato que não escorrega, e pronto. Diversos sites comercializam os produtos e há também as lojas de material esportivo que não perdem tempo e reservam um bom espaço nas gôndolas para o setor golfe. Mas não se preocupe, é possível também alugar os acessórios nos próprios campos ou nas áreas de treino. Normalmente, o jogador compra um pacote de bolas (a caixa com 12 custa em média R$ 60) e já pode praticar. Fique atento apenas à famosa taxa green fee, que é como o aluguel de uma quadra de futebol. O valor é individual e a média de preço varia de acordo com o estabelecimento (de R$ 50 a R$ 200). Daqui para a frente, o negócio é dentro do campo. Dá para jogar golfe sozinho ou em grupos de até quatro amigos. A competição, no entanto, é com você mesmo. Não há nada a fazer contra nenhum adversário, além de “secar” os outros jogadores. O resultado depende de seu esforço individual e da sorte. “A tribo dos golfistas é receptiva, queremos novos adeptos e mostrar quanto o esporte é fantástico. No jogo, você se desafia a cada tacada”, salientou o técnico e vice-presidente do PGA Brasil, Eliecer Antolinez. Nos eventos oficiais do calendário, por exemplo, o lema é concentração total. É proibido conversas entre os profissionais durante a competição. Entretanto, nas brincadeiras entre amigos, o mais viciado dá dicas aos marinheiros de primeira viagem. Mas, se você quer principiar para valer, comece a competir no Centro Paulista de Golfe. Lá, existe um campeonato para iniciantes todas as terças-feiras. Depois disso, já como jogador menor “verde”, a opção é preencher a ficha de inscrição e se filiar a uma federação ou a um clube para poder participar de campeonatos maiores.

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esporte

en a s e a p s ado e T O ser u a p o d e a b o la n o u b so i c ia l s da in e taca condiçõ as em rdinári ao e x t r e jo g o d

PRIMEIRAS TACADAS

Pelas cifras apresentadas, deu para ver que não é necessário ser um magnata para jogar golfe, certo? O custo das tacadas também está longe de ser o mais salgado nos campos. Por isso, uma dica é escolher um professor particular para ensinar o bê-á-bá ou, se você já conhece um pouco da brincadeira, pedir orientações para melhorar a maneira de usar os equipamentos e o movimento do corpo durante as jogadas. A média de preço em São Paulo é de R$ 80. “O importante é conhecer os fundamentos do golfe, já que o praticante joga contra o campo. Na primeira aula é ensinada a postura do corpo, como usar os tacos e, principalmente, o código de ética da modalidade”, resume o professor Roberto Pádua Soares. Um dos princípios desse esporte, por exemplo, é ser cordial e nunca burlar as regras. O FPG Golf Center (Rua Dep. João Caldeira, 273, em Congonhas) é o destino mais procurado pelos golfistas na cidade. O local recebe em média 200 pessoas diariamente que usam a estrutura para aprimorar as tacadas ou aproveitar uma happy hour nos bares. A área do bate-bola é a parte preferida da maioria, porque dá para treinar as jogadas de longa distância. Há também o golfe virtual na capital paulista (Rua Newton Prado, 77, Bom Retiro), uma sala não muito grande (40m²) com

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todas as imagens de um campo oficial em uma tela projetora. O jogador dá a tacada normalmente, como se estivesse ao ar livre, e vários sensores captam o movimento da bola, que atinge a parede. Na tela, uma imagem detalha o percurso que a bola faria e calcula velocidade, distância e quanto falta para atingir o hole. O ambiente é tão similar ao real que tem até canto de passarinhos. Áreas como essa são bastante comuns na Ásia, com edifícios que abrigam 100 pequenas salas de golfe virtual. Nos campos semipúblicos, os driving ranges são os grandes responsáveis pela popularização do golfe no Brasil. São academias de golfe que estão surgindo nos grandes centros urbanos – já há cerca de 12 no Brasil todo, metade na Grande São Paulo. Funcionam assim: em um local de grama sintética, o praticante aluga baldes de bolinhas e faz o movimento em direção a uma área protegida por redes. O golfista não faz longas caminhadas, mas também pode exercitar mais os movimentos, e isso serve tanto para treinar quanto para aprender a jogar. O preço de um baldinho de 50 bolas varia de R$ 10 a R$ 20. A parte boa é que não precisa levar os tacos, já que os equipamentos são emprestados pelos estabelecimentos. Uma boa opção é o Golf & Gym Drive Range (Avenida Marquês de São Vicente, 1700, Bom Retiro).


GOLFE TURÍSTICO

Com paisagismo deslumbrante e estrutura de nível internacional, o campo de golfe do Dahma Golf Club está entre os melhores da América Latina

O turismo de golfe movimenta por ano US$ 30 bilhões no mundo, de acordo com a International Association of Golf Tour Operators (Iagto). O Brasil está, aos poucos, se preparando para o crescimento dessa demanda, e você já pode viajar para praticar a modalidade. Um exemplo é o Village Trancoso, do Club Med, localizado no Terravista. O projeto de Primeiro Mundo conta com ampla infraestrutura de esportes e lazer em pleno litoral baiano. Na Paraíba, o Águas da Serra Golf Club chega para brigar com outros oito campos do Nordeste. Por lá, hotel e restaurantes contribuem para a comodidade do “exigente” jogador. Se a ideia não é ir tão longe assim, um pouquinho mais perto da capital paulista está o Damha Golf Club, que fica em São Carlos. A brincadeira por lá é séria: o clube oferece até sistema computadorizado de irrigação e central meteorológica.

Localizado no litoral sul da Bahia, o Terravista Golf ocupa 70 hectares e é de nível profissional

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esporte BRASIL NO MAPA

O estado de São Paulo concentra 60% dos campos de golfe do país e 40% dos jogadores “amadores”. O número de aspirantes a golfistas no Brasil já superou a casa dos 25 mil, por isso, o mercado se preparou para atender à demanda, que deve crescer ainda mais com o golfe nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. A Confederação Brasileira da modalidade fala em R$ 100 milhões em negócios por ano. O golfe tem uma das maiores taxas de crescimento no esporte – de 10% a 12% ao ano em todos os países. No total, são 80 milhões de praticantes no mundo, e os Estados Unidos são os mais fanáticos.

TIPOS DE TACOS

A taqueira carregada pelos golfistas possui 14 tacos, mas, na prática, são apenas três tipos: madeira, ferro e putter. Cada um é utilizado para funções distintas durante uma partida, por isso é necessário contar com todos durante o game. O mercado oferece opções de compra de equipamentos usados por menos de R$ 1.000. Um bom conjunto novo para iniciantes está na faixa de R$ 2 mil. Se você gostou da brincadeira e quer levar a sério, prepare-se para comprar um conjunto destinado aos atletas de ponta. Você não vai gastar menos do que R$ 5 mil. A parte ruim disso é que a taxa de importação deixa o produto mais caro que o dos países desenvolvidos. Fazendo bom uso, os tacos podem durar mais de uma década. 1

1. O madeira (que não é feito da matéria-prima) serve para as primeiras tacadas de longa distância. O ângulo menor na cabeça faz com que o voo da bola seja mais baixo e mais longo.

2. O outro tipo é o ferro, que é utilizado para direções mais curtas e com ângulo maior.

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3. Já o putter é o preferido dos campeões, uma vez que é com ele que é aplicada a jogada mais próxima ao buraco, com precisão milimétrica.

4. E, por fim, o tee, acessório de madeira de 8 cm empregado para suspender a bola apenas na primeira tacada de cada buraco.

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DICIONÁRIO DE GOLFISTA ALBATROZ acertar o buraco com três tacadas abaixo do par estabelecido. APPROACH tacada que leva ao green. AIR SHOT errar completamente a bola ao fazer o swing. BIRDIE acertar o buraco com uma tacada abaixo do par. BOGEY acertar o buraco com uma tacada acima do par. BUNKER bancos de areia que servem como obstáculo. CADDIE carregador de tacos. CHIP SHOT tacada curta, perto do green. DRIVE primeira tacada a partir do tee. DRIVER taco usado para tacadas de longa distância. DIVOT pedaço de grama arrancada com a cabeça do taco ao bater na bola. EAGLE acertar o buraco com duas tacadas abaixo do par. FAIRWAY região de grama baixa onde é fácil para o jogador dar a próxima tacada; pode ser entrecortado por rios, lagos, bancas de areia (bunkers) e outros obstáculos (hazards) para dificultar o progresso do jogador. GREEN local de grama rasteira e muita aparada, com altura média de 2 milímetros, onde fica o buraco. HOLE buraco sinalizado por uma bandeira colorida.

HOLE-IN-ONE acertar o buraco com uma só tacada. IRON taco de ferro, usado para jogadas curtas. MACHT-PLAY modalidade em que a equipe vencedora é a que acerta o maior número de buracos. OUT OF BOUNDS terreno considerado fora de campo. O jogador é obrigado a repetir a tacada, do local onde bateu, perdendo uma tacada. PAR referência da média de tacadas para embocar a bola em cada buraco. A soma dos pares dos 18 buracos é o par do campo. PUTT tacada no green para atingir o buraco. O taco para esse tipo de jogada chama-se putter. ROUGH região de grama alta, onde é difícil bater a bola. SCRATCH partida em que não há desconto de handicap. STANCE posição do jogador na hora da tacada. SWING balanço do corpo para dar a tacada. TEE suporte para colocar a bola, na primeira tacada de cada buraco do campo. WOOD taco usado para jogadas de longa distância. Tem esse nome pois sua cabeça costuma ser de madeira. YARDS jardas. No golfe, as distâncias são medidas em jardas. Cada jarda equivale a 91,4 centímetros.


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