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TOPOFMIND REVISTA DO CORREIO DE UBERLÂNDIA

É NO TOPO QUE SUA MARCA APARECE

PS MARKETING

NOVEMBRO DE 2010

PESQUISA REVELA AS MARCAS QUE ESTÃO NA CABEÇA DOS CONSUMIDORES DE UBERLÂNDIA EM 2010


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MARCAS

CORREIO | MODA PRIMAVERA VERÃO

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M

arcas internacionalmente conhecidas, exclusividade, refinamento, conforto. No comércio voltado para quem não tem pudor de gastar, tudo isso se traduz em cifras que extrapolam os quatro dígitos em artigos básicos e podem chegar aos milhões de reais, dependendo do produto. A boa notícia para quem vende para este público é que ele tem crescido. De acordo com uma pesquisa publicada pela revista Veja em maio deste ano, a cada hora são 10 novos milionários no país. Segundo a empresa de pesquisas GfK Brasil, 2010 se encerra como o melhor ano para o luxo no país, com aumento de até 50% nas vendas. Ainda que timidamente, Uberlândia segue a tendência nacional. Pequenas iniciativas que se consolidaram ao longo dos anos começam a abrir caminho para novos investimentos. Mais de 10 novas lojas voltadas a quem tem muito dinheiro na cidade foram inauguradas neste ano, com a expansão do Center Shopping e na Zona Sul (avenidas Francisco Galassi e Nicomedes Alves dos Santos), que se somaram às tradicionais boutiques de luxo do Fundinho. No ano que vem, com a inauguração do Uberlândia Shopping, a tendência deverá se confirmar, com a chegada de mais marcas internacionais.

CORREIO | TOP OF MIND 2010

MERCADO

VEÍCULOS

“HÁ CLIENTES QUE LEVAM UM CARRO A CADA SEIS MESES”

CRESCE O CONSUMO DE

LUXO LYGIA CALIL | ESPECIAL PARA O CORREIO

Cléia Ribeiro: “Só falta colocar o cliente no colo” DECORAÇÃO

“NESTES SETE ANOS O PÚBLICO NÃO PARA DE CRESCER”

EM 2010, O MERCADO DE LUXO CRESCEU

50% NAS VENDAS EM TODO O PAÍS

Confirmando a tendência, a loja de decoração Dany Home, que desde 2003 funcionava no Fundinho, mudou-se no mês passado para um amplo espaço na avenida Nicomedes Alves dos Santos. “Precisávamos de mais espaço para atender o nosso público, que não parou de crescer nestes sete anos”, disse a gerente comercial da loja, Cléia Ribeiro. O atendimento para quem tem muito dinheiro, de acordo com Cléia, não pode ser nada menos do que exclusivo. “Sabemos que lidamos com clientes muito especiais, que estão acostumados com o que

há de melhor. Por isso, oferecemos os melhores serviços, além de mimos no atendimento. Todas as nossas vendedoras são formadas em decoração, para ajudar os clientes que tenham dúvidas. Elas chegam a ir até a casa do cliente para opinar sobre uma peça de decoração. Só falta colocar no colo”, afirmou. O perfil dos consumidores mudou, segundo ela. Se antes praticamente todos os clientes fieis eram mulheres, hoje o público masculino também é presente. O estilo de decoração também está diferente. “Antes, o contemporâneo era a preferência. Hoje, as peças mais clássicas estão tomando conta”, disse ela. Outra mudança percebida foi a disposição em gastar mais. “Vejo que muitos clientes estão percebendo que investir em qualidade vale a pena. Eles perderam o medo de gastar.”

Uma das novatas na cidade, a concessionária EuroBike indica estes novos caminhos. A loja vende veículos de marcas desejadas como BMW e Porsche. “O potencial desta cidade é incrível, mas parece que muitos empresários locais não enxergam isso. Tivemos de vir de fora para atender a este público”, afirma o executivo de vendas da concessionária, Paulo Roberto de Carvalho. O público a que Carvalho se refere são empresários, fazendeiros e herdeiros que já eram clientes da loja na sede, em Ribeirão Preto (SP). “Antes, eles tinham que viajar. Agora, não pre-

cisam mais”, disse ele, que emenda que Uberlândia funciona como um pólo de atração para os endinheirados da região. “Vamos atender clientes de muitas cidades do entorno do Triangulo Mineiro e Goiás. Temos clientes que compram um carro desses a cada seis meses.” A rede, que tem 15 lojas no país, inaugurou um show room em Uberlândia e já começa a fechar negócios, antes mesmo da conclusão das obras da nova loja, que terá 3,9 mil metros quadrados na Zona Sul, ao lado de onde está sendo construído o novo shopping da cidade. “Nossa perspectiva é começar com 230 carros por ano, crescer e vender até 500 unidades, além dos serviços de vendas de acessórios e manutenção para diversas marcas”, disse Carvalho. O preço dos primeiros carros vendidos varia entre R$ 90 e R$ 550 mil.

Carvalho: “O potencial de Uberlândia é incrível”


MARCAS

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MERCADO

CORREIO | MODA PRIMAVERA VERÃO

A GIGANTE CLASSE C

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NO BRASIL, A CLASSE C MOVIMENTA UM MERCADO DE

620 MILHÕES

R$

QUE REPRESENTA METADE DA POPULAÇÃO DO PAÍS

esde 2003, enquanto o salário mínimo apresentou ganhos reais acima da inflação de mais de 50%, e sobretudo nos últimos três anos, com a expansão do crédito, um segmento da sociedade historicamente deixada de lado no mercado vem chamando a atenção do mundo corporativo. É a classe C, faixa de trabalhadores com renda familiar mensal de R$ 1.064 a R$ 4.561, segundo classificação da Fundação Getúlio Vargas (FGV). As empresas que se voltaram para esta classe se depararam com um gigantesco mercado que movimenta R$ 620 bilhões anuais e representa mais da metade da população do país, com quase 100 milhões de consumidores, segundo o instituto Data Popular. Vender para a “nova classe média”, como ela tem sido chamada por economistas, nem sempre é tarefa fácil. “A primeira coisa que este consumidor observa é o custo-benefício. Já não é mais uma classe que se contenta com o produto básico, baratinho. E está cada vez mais interessado em fazer uma boa compra, ainda que gaste um pouco mais”, afirma o gerente da loja Savan Calçados, Idelverson de Oliveira Batista. A rede tem 15 lojas e atua há 25 anos com a classe C como público-alvo preferencial. Em Uberlândia, são três lojas e um planejamento para lançar mais duas. A decisão da compra é feita, na maioria, com base no valor das parcelas. “Mais de 80% dos nossos clientes prefere pagar cinco vezes de R$ 20 a desembolsar R$ 100 de uma vez”, afirma Batista. É por isso que lojas voltadas para esse público investem no crediário próprio.

Muitas vezes, esta estratégia serve, também, para fazê-lo gastar um pouco mais. “O cliente vem para pagar a parcela e acaba levando mais algum produto”, diz o gerente. Para manter o consumidor fiel, a rede de calçados aposta em duas estratégias: comunicação direta com o cliente e vendedores preparados para atendêlos. “Gostamos de tratar nossos clientes como amigos, mas indo além do clichê. Ligamos no aniversário, ou se faz tempo que ele não vem à loja. É um tratamento mais próximo. Por exemplo, para fugir da inadimplência, a gente conversa com o cliente e entende quando ele está apertado. Damos um prazo a mais, negociamos. Priorizamos este consumidor, que se fideliza, mais do que o que compra uma vez só” afirma.

Comunicação direta e treinamento


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MARCAS SUSTENTABILIDADE

FALTA O PRIMEIR0

PASSO LYGIA CALIL | ESPECIAL PARA O CORREIO

MOSTRAR AO CONSUMIDOR UM VALOR ADICIONAL PODE LEVAR À CONQUISTA DE PONTOS POSITIVOS NA HORA DA DECISÃO DE COMPRA

E

30%

DOS BRASILEIROS BUSCAM COMPRAR PRODUTOS DE EMPRESAS RECONHECIDAMENTE ECOLÓGICAS

m um mercado em que as empresas ofertam cada vez mais produtos e preços similares, ter um diferencial competitivo não é tarefa fácil. Um desses diferenciais pode ser a sustentabilidade, em ações simples com investimento muito baixo. Um estudo realizado pelo Instituto Akatu detectou que 30% dos brasileiros buscam comprar produtos de empresas reconhecidamente ecológicas. A mesma pesquisa apontou que 51% dos consumidores acreditam que as empresas têm como obrigação contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Outro levantamento, realizado pela consultoria internacional Management & Excellence, mostra que a adoção de critérios e projetos socioambientais pelas empresas aumenta em até 4% o seu valor de mercado. Se está comprovado que o consumidor prefere as marcas que têm a sustentabilidade entre os seus valores, por que é difícil encontrar iniciativas no mercado varejista que apoiam esta ideia?


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ECONOMIA DE PAPEL LEVA A NATUREZA EM CONTA

Bevilaqua: iniciativas tímidas O consultor ambiental Eduardo Bevilaqua acredita que o que falta é o primeiro passo a ser dado. “Vejo algumas iniciativas muito tímidas e isoladas, como em datas especiais. Falta uma continuidade destas ações, que ainda são incipientes. Muitos empresários estão perdendo a oportunidade de fazer algo consistente e duradouro, que ao mesmo tempo pode ser revertido em um marketing fantástico”, disse. Por meio de atitudes sistemáticas, é possível fazer muito. Estimular o uso de sacolas reutilizáveis, buscar eficiência enérgica, dar um destino correto aos resíduos gerados pela empresa. “Falta a percepção de que ser sustentável significa economia para a própria empresa. Quando as empresas são responsáveis no uso dos recursos, os custos, na maioria das vezes, diminuem”, afirmou Bevilaqua.

No mercado de serviços, a CTBC dá um exemplo de economia de papel. Em julho, a empresa implantou o projeto “Natureza em Conta”, que estimula o consumidor a trocar a conta de papel pela versão eletrônica, enviada por e-mail, uma economia estimada em 24 toneladas de papel por ano. Após ativar a conta, os clientes passarão a receber, mensalmente, um aviso alertando-os de que a conta está disponível no site. Basta digitar o nome do usuário e senha de acesso e selecionar o número de telefone desejado. “É uma forma do cliente contribuir com o planeta”, diz Marineide Peres, diretora de Talentos Humanos da Algar Telecom.

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CLIENTES APOIAM E ELOGIAM SACOLA ECOLÓGICA Os supermercados D’Ville, substituiram, há dois anos, as sacolinhas de plástico tradicionais por outras biodegradáveis. “Percebemos que o cliente gosta deste tipo de ação. Muita gente comenta e elogia, acha que é um diferencial do supermercado ter se antecipado à lei, que entra em vigor em 2011. Alguns nem as sacolinhas levam, preferem caixas de papelão ou trazem sacolas retornáveis”, afirmou o gerente Cleivon Guerra. “Temos nos esforçado para conscientizar os colaboradores, sempre falamos muito e demonstramos essa preocupação. Também temos projetos para a redução de resíduos e implantar a coleta seletiva”, disse Guerra.

Biodegradáveis substituem as sacolas plásticas tradicionais


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MARCAS

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CENTRO ATACADISTA, CIDADE DA LOGÍSTICA, CENTRO DE AGRONEGÓCIOS, NÚCLEO DE TURISMO DE NEGÓCIOS. UBERLÂNDIA POSSUI UM DIFERENCIAL EM RELAÇÃO A OUTROS MUNICÍPIOS DO MESMO PORTE: NÃO DEPENDE DE APENAS UM SETOR DE ATIVIDADES PARA FAZER A ECONOMIA CRESCER

INVESTIMENTOS

UMA APOSTA NA

DIVERSIDADE LYGIA CALIL ESPECIAL PARA O CORREIO

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nquanto os números da economia surpreendem – Uberlândia é o sétimo maior produto interno bruto entre todo o interior do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) – os investimentos na cidade estão divididos em segmentos diversificados, o que contribue para o dinamismo da economia. Segundo maior mercado consumidor de Minas Gerais, hoje a cidade chama a atenção pelo vigor econômico. Entre tantos caminhos e vetores de crescimento da economia da cidade, quais irão demandar mais investimentos nos próximos anos? Que oportunidades os empresários da região não poderão perder?

UBERLÂNDIA É O

MAIOR PRODUTO INTERNO BRUTO DO INTERIOR DO BRASIL O CORREIO de Uberlândia convidou o economista Leonardo Baldez para responder essas perguntas e fazer uma análise sobre o panorama econômico da cidade. “Uberlândia está com um tamanho ótimo. Tem tudo o que uma grande cidade pode oferecer, mas ainda tem a qualidade de vida do interior. É um grande chamariz para novos investimentos”, afirmou ele. Leia, ao lado, as análises feitas pelo especialista.

VETORES DO FUTURO LEONARDO BALDEZ 1. AGRONEGÓCIO “Com o aumento do valor das commodities (matérias-primas) no mercado internacional, em grande parte por culpa da China, o Triangulo Mineiro, assim como boa parte do Centro-Oeste brasileiro, continuará a desenvolver a vocação agropecuária, cada vez com mais profissionalização. É notório o desenvolvimento da indústria de fertilizantes na região, que deverá ser pauta de inúmeros projetos em breve. Já há um projeto de se estabelecer na cidade uma indústria, que deverá ter foco na exportação de fertilizantes”

2. EDUCAÇÃO “Em grande parte por seu porte, Uberlândia atrai pessoas de todas as partes. Essa característica configurou a cidade como um pólo educacional da região. Além de ter uma rede robusta de faculdades e universidade, que oferecem cursos superiores em diversas áreas do conhecimento, ainda há espaço para crescimento de cursos de capacitação, principalmente cursos técnicos e tecnológicos”

3. LOGÍSTICA “A cidade é reconhecida como um pólo pioneiro no setor e o entreposto da Zona Franca de Manaus tende a fortalecer esta área econômica nos próximos anos. Para isso, haverá demanda para investimentos em transporte, armazenagem e outros serviços ligados à cadeia produtiva da atividade - como manutenção e revenda de peças de caminhão, entre outras”

4. TECNOLOGIA “É um dos clusters que deverão crescer muito nos próximos anos. Uberlândia tem tamanho e estrutura suficiente para um parque industrial tecnológico e os primeiros investimentos começam a ser feitos, em indústria de softwares. Outras áreas, como de pesquisa aplicada em biotecnologia e química também terão espaço neste parque, como foco em desenvolvimento de novos produtos”


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a tentativa de se aproximar do consumidor e interagir com ele, as empresas estão buscando um aliado nas redes sociais. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado (Ibramerc) aponta que 65% das empresas brasileiras estão presentes em alguma rede, sendo que o Twitter é o preferido de 84% delas. Antes de se aventurar por elas, porém, para o fortalecimento da marca é preciso investimento. É o que afirma o diretor do Núcleo Digital da Associação dos Profissionais de Propaganda de Uberlândia (APP), Felipe Garcia. “Para que o uso das redes sociais tenha o retorno esperado, são necessários estudos e planejamento. E isso tem custo. Abrir um perfil na rede social é de graça. Mas simplesmente isso, não é fazer uma ação em mídia social”. Perfis que fazem discurso unilateral, têm pouca alimentação e conteúdo repetido, por exemplo, representam mais um desserviço à marca do que um benefício. “Nem todas as empresas precisam estar nas redes. Se não sabe quais os seus objetivos, se não conhece seu público-alvo, se não tem tempo para se relacionar e gerar conteúdo e, principalmente, se não sabe lidar com crises que são comuns em redes sociais, é melhor ficar de fora”, afirmou Garcia. Mas, uma vez online, as ações podem ser bem aproveitadas para fidelizar os consumidores

65%

DAS EMPRESAS BRASILEIRAS ESTÃO PRESENTES EM ALGUMA REDE SOCIAL

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e conquistar novos clientes. O perigo que as críticas recebidas nas redes sociais também não deve ser ignorado. Um consumidor insatisfeito pode desencadear uma crise. A ação da empresa deve ser instantânea para minimizar estes efeitos. “Ao responder, é preciso se posicionar em relação ao problema. É importante identificar a origem da crítica, se ela procede ou não”, afirmou Garcia. Mas assim como existem os “trollers”, internautas dispostos a detonar a reputação da marca, há também os “advogados da marca”, pessoas que falam bem dela ela e podem influenciar positivamente outros usuários. “É sempre importante saber quem são eles, porque podem ajudar e reverter alguma situação negativa”, disse o publicitário.

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NO TWITTER ANTES DA INAUGURAÇÃO

Meses antes de inaugurar uma loja de equipamentos eletrônicos no Center Shopping, o publicitário Paulo Júnior resolveu se comunicar com seu público potencial: protegendo o ponto em obras, no tapume da iDream lia-se o nome da loja e o endereço do seu perfil no Twitter. Bastou isso para que mais de mil pessoas passassem a seguir a marca. “Um dia, resolvi fazer um teste. Postei que faria uma promoção. Foi incrível. Em menos de três minutos 50 pessoas se manifestaram. E-mail se tornou uma coisa antiga, em que as pessoas tem que esperar o outro responder. Agora, 140 caracteres resolvem”, disse o empresário. Os planos para aproveitar o Twitter são muitos. “O interessante é sempre colocar algo útil e manter o contato com o cliente”, afirmou Paulo Júnior.

NOVAS MÍDIAS

NÃO BASTA ESTAR

ONLINE LYGIA CALIL | ESPECIAL PARA O CORREIO

Paulo Júnior: “O interessante é sempre colocar algo útil no Twitter”

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PROPAGANDA TEM ESPAÇO NO @UBERLANDIA Quem está no Twitter e mora em Uberlândia certamente conhece o @uberlandia. O perfil está na rede desde 2008 e posta conteúdo relacionado à cidade, como alguns comentários ácidos, irônicos e outros bem-humorados sobre fatos, empresas e pessoas. Até o fechamento desta edição, mais de 7,8 mil pessoas seguiam o perfil, que aproveita tamanho público para ganhar dinheiro, fazendo propaganda disfarçada em comentários elogiosos às marcas que o contratam para as campanhas publicitárias. Entrevistamos o responsável pelo perfil através de mensagens eletrônicas instantâneas, porque a identidade por trás do @uberlandia é mantida em sigilo. Segundo @ uberlandia, as campanhas publicitárias começaram há cerca de um ano e meio. Hoje, o @uberlandia “já perdeu as contas de quantas campanhas fez”. “Nunca fui atrás das agências. O primeiro contrato foi feito assim que comecei a tuitar e perdura até hoje. Realmente é um contrato, com cláusulas de sigilo da minha identidade e tudo mais”, disse. Os textos publicitários postados no Twitter seguem um roteiro pré-estabelecido com as agências, mas @uberlandia diz participar da concepção. “Meus seguidores não correm atrás de propaganda. Ninguém quer consumir propaganda nas redes sociais. Querem consumir conveniência.” Para ilustrar quanto recebe por campanha, cita um contrato mensal de R$1,2 mil. “Mas também faço campanhas sem cobrar, só porque gosto da marca”, afirmou.


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ideia de pegar uma empresa pronta para tocar, com nome estabelecido na praça, baixo investimento e know-how na administração parece atrair cada vez mais empresários para o mundo das franquias. Em 2010, o mercado dessas empresas deve faturar 18% a mais que o ano passado, o equivalente a mais de 10% de crescimento no número de unidades no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Franchising. Neste setor, Uberlândia foi considerada, no ano passado, a segunda cidade de Minas Gerais e a 28ª do País mais atraente para se abrir uma franquia, segundo ranking dos 100 melhores municípios do Brasil com potencial para este tipo de negócio, divulgado pela consultoria especializada Rizzo. Segundo a presidente da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub), Rosalina Vilela, a cidade reúne condições ideais para o desenvolvimento de empresas franqueadas. “Hoje, Uberlândia é a segunda maior cidade do país, excluindo as regiões metropolitanas”, afirmou. Nem todo administrador consegue se adaptar ao negócio. “O primeiro passo é conhecer bem o negócio, o segundo é sabermos se realmente estamos dispostos a assumirmos o desafio. Por fim, uma pesquisa é essencial”, disse Rosalina Vilela.

FRANQUIAS

UM MERCADO

IDEAL LYGIA CALIL | ESPECIAL PARA O CORREIO

Regal: novos hábitos

“QUANDO TUDO CORRE BEM, O RETORNO VEM EM 36 MESES” Franqueado há pouco mais de um ano, o empresário Leandro Carneiro Regal já começou a pesquisar o mercado em Uberlândia para abrir a segunda loja. Vindo do mundo do agronegócio, encontrou alguma dificuldade para se adaptar ao estilo de administração. “A mudança de hábitos foi um pouco difícil. Mas com o suporte da franqueadora, foi uma questão de tempo”, disse Regal, que mantém uma loja da rede Salad Creations no Center Shopping. “Analisei o comportamento dos consumidores na praça de alimentação e descobri a carência de alternativas de qualidade para alimentação saudável”, afirmou. Segundo Regal, o retorno do investimento depende de cada franqueado. “Tudo depende do mercado, da aceitação do público. Se tudo correr bem, o retorno vem, em média, em 36 meses”, disse.

Revista Top of Mind  

Reportagens da revista CORREIO Top of Mind. Novembro/2010

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