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Universidade do Vale do Itajaí Centro de Ciências Sociais Aplicadas Comunicação, Turismo e Lazer Curso de Comunicação Social habilitação em Jornalismo

Filhos da desigualdade Contrastes sociais de Balneário Camboriú

Daiane da Silva Filhos da desigualdade contrastes sociais de Balneário Camboriú/ Daiane da Silva - Itajaí-Univali/SC: Digipix, 2009.

Fotografia e Produção - Daiane da Silva Edição - Wagner Dias Orientação - MSc Robson Souza dos Santos Coordenadora de projetos - MSc Vera Sommer Arte e Capa - Wagner Dias Diagramação - Wagner Dias Impressão e Acabamento - Digipix


Filhos da desigualdade Contrastes sociais de Balneário Camboriú

Prefácio/Introdução

Durante toda a graduação nos preparamos para o Trabalho de Conclusão de Curso. Temos a responsabilidade de produzir algo novo e de qualidade, que possa contribuir com a sociedade em que nos inserimos e com a formação dos demais acadêmicos. Esta é a intenção desta grande reportagem fotográfica, que ela possa inspirar outros alunos a abordarem temáticas sociais tão importantes para o desenvolvimento de nosso país. Localizada no litoral norte catarinense, a bela cidade de Balneário Camboriú serve de pano de fundo para demonstrar a desigualdade social existente em todo o mundo. Com um espaço territorial de 46,4km², e uma população de aproximadamente 94.344, a cidade fica à 80 km de distância da capital do Estado, Florianópolis. O município foi fundado em 20 de julho de 1964. Tem como principal fonte de renda o turismo, a cada nova temporada, a cidade recebe milhares turistas de todo País e da América do Sul. Sempre lembrada por suas belezas naturais, luxo e infraestrutura invejável, Balneário Camboriú também sofre com a pobreza. Esse trabalho propõe mostrar a realidade maquiada pela mídia e esquecida pelas autoridades. A situação de desigualdade social existente nessa cidade foi em parte fotografada e resumida neste trabalho. São famílias, comunidades, moradores de rua, que vivem em condições subumanas.


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Vista parcial do Morro da Cruz, conhecido como "Morro do Cristo Luz". 6


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Turistas levam pra casa todas as belezas de nossa cidade em imagens e postais...

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Praia Central de Balneário Camboriú

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A praia Central de Balneário Camboriú possui 6,8km de extensão. Recentemente teve sua faixa de areia alargada na região da Barra Sul. Existe um projeto na Câmara para a conclusão de toda a faixa de areia, mas não existe data prevista.


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Paisagens que admiramos e registramos pra sempre em nossas mem贸rias.

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HĂĄ tambĂŠm imagens que passam despercebidas pelas lentes mesmo cercadas de belezas...


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O Bairro das Naçþes foi um dos primeiros bairros a ser habitado. Hoje ele Ê um dos mais populosos, tendo como maioria moradores das classes C e D.


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Existe também um lado que os turistas não veêm e muitas vezes nós mesmos esquecemos de olhar. Imagens que desaparecem quando é chegada a temporada, pessoas que deixam de existir para que a cidade fique apresentável(limpa) para os olhos dos turistas. Pessoas que retiram dos recicláveis sua sobrevivência,ás que não tem teto e outras que nem mesmo o que comer, dependentes de ajuda e caridade dos mesmos órgãos públicos que os escondem. Vergonha? Não! Realidade.

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Casa da Passagem A Prefeitura de Balneário Camboriú oferece um espaço para atendimento às pessoas encaminhadas pelo Setor de Migração Municipal. A casa fica aberta 24h, e recebe moradores de rua, andarilhos e outros abordados pelo setor de Migração. Seu principal objetivo é prover um tratamento digno a estas pessoas, com assistência integral. 34


Morador da Casa de Passagem, ĂŠ mais um de tantos que encontraram nesta casa um abrigo, um lar. Este jovem foi renegado por sua famĂ­lia, devido a todos os problemas que ele causou pelo uso excessivo de drogas. Foi encaminhado para tratamento em FlorianĂłpolis.


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Seu Orides Nunes com 67 anos sobrevive através da coleta de matérias recicláveis. Residente na rua Peru (Bairro das Nações) com sua família. Seu dia começa cedo, com a reciclagem e termina muitas vezes tarde da noite. Senhor simpático, com a expressão de cansado, mas que mesmo assim sorri.


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Dentre tantos moradores de rua de Balneário, tive a oportunidade de conhecer Anísio Fernandes da Silva, morador de rua há mais de 30 anos. Possui família, mas vive na companhia de outros que se encontram na mesma situação, talvez para evitar a solidão, ou simplesmente para dividir o pesado fardo que é sua vida.

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No centro de Balneário Camboriú (fora da temporada), encontramos trabalhadores em atividade até altas horas da madrugada. Retiram dos recicláveis sua sobrevivência, como Vanderlei dos Santos, morador do Bairro dos Municípios. Ele sustenta sua família com a venda dos recicláveis. Salienta que seus filhos tem vergonha da atividade que exerce. Apesar dessa situação, ele segue sua rotina em busca de uma vida melhor.


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No Bairro Jardim Denise, mas conhecido como "Barranco" existem várias famílias vivendo em condições subumanas. Em uma dessas realidades encontra-se a família de Maurélia, seu marido trabalha com reciclagem e faz pequenos serviços de pedreiro. Com cinco filhos, vivendo numa casa em situações precárias, ela recebe ajuda de custo do governo, que apesar de pouco é essencial para sobrevivência de seus filhos.


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Ruas sem asfalto e sem sistema de esgoto...


...Onde mesmo assim as crianรงas brincam junto a terra.

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A pobreza é um fenômeno complexo e multidimensional, razão pela qual existem várias definições e maneiras de medila. Geralmente, ela é definida como privação material, mensurada através da renda ou do consumo, do indivíduo ou da família. Neste caso, a pobreza extrema (ou a pobreza absoluta, ou a indigência) é a falta de renda necessária para fazer frente às necessidades básica de alimentação expressas em termos de requerimentos calóricos mínimos. (André Uriani.In: Políticas Públicas Sociais e os desafios para o jornalismo) 81


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"O problema estrutural, a grande ferida brasileira, é a desigualdade social. Falar de miséria no Brasil sem tocar na desigualdade é o mesmo que falar de violência na Colômbia sem citar o tráfico de drogas. Ou falar de discriminação racial na África do Sul sem falar do apartheid. Colômbia e África do Sul, segundo as notícias mais recentes, estão obtendo algum sucesso no enfrentamento dessas chagas. Será que o Brasil realmente está disposto a combater sua ferida particular?" (Ricardo Mendonça. In: Políticas Públicas Sociais e os desafios para o jornalismo)


Como Balneรกrio Camboriu vai combater essa ferida?...

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