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Sumário “Em fevereiro, tem carnaval...” Não há como negar: o brasileiro é o povo que mais festeja a chegada do verão. Uma alegria tão contagiante que faz com que qualquer um perca a cabeça e sucumba de corpo e alma aos prazeres da estação mais quente do ano. Como por aqui ninguém é de ferro, resolvemos antecipar a entrada da temporada em ritmo de temperatura máxima. Esticamos até o paradisíaco litoral norte de São Paulo, para produzir um editorial de moda hypersensual. Como destino turístico, nossa sugestão é a internacional Armação de Búzios, litoral carioca, balneário predileto de veranistas daqui e de fora do país, depois que a deusa do cinema francês Brigitte Bardot eternizou o reduto para o mundo. Como refresco de verão, garimpamos a história do sorvete, uma delícia que veio do frio e que agrada crianças, adultos e os gulosos de plantão. Além da entrevista animada com Lílian Pacce, jornalista, apresentadora de tevê e bastante paparicada no reservado mundo fashion, pesquisamos os melhores produtos entre bronzeadores e protetores, para que todo mundo conquiste aquele bronze desejado sem maltratar a pele exposta ao sol, sob o olhar atento do nosso consultor dermatológico. Tudo isto arrematado com dicas e sugestões de nossa editoria de estética & beleza, para deixar o verão de qualquer uma ainda mais bonito e animado. Como novos parceiros empresariais, destacamos as marcas Tattoo Age e Everlast, com suas novas linhas de cuecas e meias masculinas. Como sempre, nossos estilistas conferem as melhores dicas de lançamentos para a temporada, uma orientação precisa para quem está prestes a preparar os modelitos para a estação. Aliás, estamos em contagem regressiva, e já que o ano novo está por vir, aproveitamos o ensejo para agradecer e retribuir os votos de felicitações recebidos, desejando a todos um próspero 2008. Em tempo: o carnaval vai ser mais cedo, logo na primeira semana de fevereiro. Prepare a fantasia... Os Editores

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Nossa redação: Gui Corrêa, Neide Perez, Luiz França e Tati Perez

capa Sara Oliveira (Ag. L´Equipe) e Leonardo Vulpi (Ag. Mega). Foto Carlo Locatelli. Edição de moda Neide Perez. Beleza Rony Teixeira. Ela veste body Slim Lupo.



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Folias paulistanas

MAURÍCIO COUTINHO

Com valores que variam entre R$ 20 e R$ 3 mil, os ingressos para o carnaval paulistano de 2008, que será realizado nos dias 1, 2 e 3 de fevereiro ( grupos especiais e de acesso), já estão à venda nas bilheterias do Estádio do Morumbi e do Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista; no Estádio Bruno José Daniel, em Santo André; e no próprio Sambódromo de São Paulo. As entradas mais baratas, na arquibancada, custam R$ 40 (desfile do grupo especial) e R$ 20 (grupo de acesso). Já o camarote, sai por R$ 3 mil por pessoa. Para os foliões que residem fora da capital paulista, são duas as opções de compra: pelo site do Ingresso Fácil (www.ingressofacil.com.br) ou pelo telefone 11 2162 7250. Para quem pretende chegar ao Sambódromo com o samba na ponta da língua, já está à venda o CD duplo com os sambas-enredo de cada escola. Os CDs podem ser adquiridos nas bancas de jornal ou nas quadras das escolas, em São Paulo, ao preço de 10 reais a unidade (foto Acadêmicos do Tucuruvi, Carnaval 2007.).

A origem do carnaval brasileiro Segundo historiadores, por duas maneiras chegou o Carnaval ao Brasil. A primeira, partindo da África, de onde os negros, junto com seus cantos e danças, contrabandearam inconscientemente a semente do Carnaval. A outra veio da Europa, através das festas tradicionais de Portugal, como o Entrudo (festa um tanto grosseira, em que as pessoas jogavam de tudo, até urina, umas nas outras). A união dessas duas culturas nos deu, além da mulata, o Carnaval como o conhecemos hoje.

Erótica Ocidental A tão conhecida Dança do Ventre adquiriu caráter erótico somente após sua difusão no Ocidente. A famosa dança, que tem sido explorada com apelos sexuais em filmes e espetáculos teatrais, nasceu no Egito três mil anos antes de Cristo. Originariamente, era praticada pelas sacerdotisas como forma de meditação e conhecimento do corpo. Quando se difundiu pelo Ocidente, é que adquiriu o caráter erótico.

Saúde nunca é demais! – Por séculos, a limpeza íntima foi feita por folhas, sabugos de milho ou com a mão. A primeira fábrica de papel higiênico surgiu nos Estados Unidos, em 1857. – Os romanos tinham casas de banho, que caíram em desuso na Europa Medieval. Em 1867, o francês Merry Delabost (qualquer pronúncia similar, é mera coincidência) inventou o chuveiro. Pois é, um chuveiro... – A primeira privada, ainda muito rudimentar, foi inventada para uso da Rainha Elizabeth I, da Inglaterra, no Século XVI. O modelo moderno, com descarga, foi criado em 1884 pelo inglês George Jennings. – As primeira escovas de dentes foram criadas no Século XV, provavelmente pelos chineses. Entretanto, os dentifrícios feitos com vegetais já eram usados entre os antigos egipcios e indianos. As pastas modernas e alcalinas surgiram nos Estados Unidos no início do Século XX.

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Moda

e a

por Juan Seringo (*)

Jovens do mundo todo, fascinados com o cinema, sonhavam em transformar-se numa daquelas figuras de extraordinária beleza, envoltas numa aura de mistério, glamour e romance. Para isso, chegavam à Meca do cinema com suas malas carregadas de muitos sonhos e poucas possibilidades. Já naquela época, a Broadway era a grande fonte de talentos que os produtores garimpavam. Partindo dos palcos novaiorquinos, o caminho para o estrelato era quase uma garantia. Mas, o cinema também agitava os sonhos dos esportistas, malabaristas, contorcionistas, aviadores e muitos desempregados. Sem esquecer os imigrantes que chegavam à procura de uma América maior do que seu próprio imaginário. Produtores como Louis Mayer, William Fox ou Charles Chaplin manipulavam cifras milionárias. A revista Photoplay divulgava toda a atividade cinematográfica. As mulheres do após guerra se emancipavam. O Star System endeusava. A máquina estava montada e a todo vapor... Entretanto, nem todo mundo queria ser ator. Hollywood também precisava de escritores, roteiristas, cabeleireiros, maquiadores, iluminadores e, logicamente, figurinistas. O teatro e a ópera forneceram o modelo a ser copiado. As fitas da época encontraram nos palcos dos teatros a fonte e a inspiração necessárias para recriar esse universo de forma exuberante. Equipes foram mobilizadas para transformar seres humanos em deuses. A vida em Hollywood era mundana e efervescente. Pequenos ou grandes escândalos promoviam ou afundavam carreiras. A moral da época permitia certas ousadias. Droga, sexo e muito álcool embalavam as noites e muitos dias. Todas as sementes tinham sido plantadas. Nos próximos 100 anos não seria necessário mudar muita coisa. Nessas noites de embalos ou em aparições nas telas, os artistas usavam tudo que ajudasse a promover suas carreiras. Roupas luxuosas, jóias emprestadas. Na época, não existiam estilistas. Essa denominação é recente. Figurinista era o termo empregado para denominar aqueles profissionais que desenhariam ou selecionariam as roupas a serem usadas pelos atores. Esse excelente trabalho desenvolvido por costureiros, alfaiates e alguns aventureiros, aumentava o magnetismo dos astros e, sem querer, se fazia moda. Junto com algumas revistas, conhecidas como figurinos, a divulgação e a promoção da moda em âmbito internacional tinha nascido. Durante muitos anos o figurino não ocupou um lugar de destaque na apresentação dos filmes. Apenas em 1948 foi instituído o Oscar para essa categoria. Dorothy Geakins, com o filme Joanna D’Arc, foi a primeira ganhadora da estatueta para filme colorido, enquanto que Roger K. Furse foi o ganhador para filme em preto e branco. Antes e depois desse reconhecimento da Academia, grandes estilistas passaram pelo cinema, como Edith Head, Irene Sharaff e o grande fotógrafo Cecil Beaton, Oscar de 1958, pelo figurino do filme Gigi; além Saint Laurent, Giorgio Armani, Jean Paul Gaultier e muitos outros. Milena Canonero é atualmente a grande vedete do estilismo. Desde o início, os figurinistas fizeram muito por seus astros, tanto ou mais do que a extraordinária luz que os iluminou...

(*) Juan Seringo é estilista responsável pela linha de meias masculinas da Lupo

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Praia Toque-Toque Grande, litoral norte-SP Ela usa Cale莽on Lupo, brincos e pulseiras Minha Av贸 Tinha (11 3801-4124), Eles vestem Cueca Refinata Lupo.


“As estrelas do Mar” Uma alegria tão contagiante que faz com que qualquer um perca a cabeça e sucumba de corpo e alma aos prazeres da estação mais quente do ano. edição de moda Neide Perez

Modelos: Henrique Ferrari (Ag. Ford Models), Jonas Sulzback (Ag. Mega Model), Leonardo Vulpi (Ag. Mega Model), Rodrigo Lacerda (Ag. L’Equipe), Sara Oliveira (Ag. L’Equipe).

foto Carlo Locatelli

assistente de fotografia Nick beleza Rony Teixeira assistente de moda Tatiana Perez


Praia de Santiago-SP Ela usa Body Slim Lupo, colar e ocúlos Minha Avó Tinha (11 3801-4124), Eles vestem Cueca Samba-canção Lupo.


Praia de Toque-Toque Pequeno-SP Ela usa Body Liso Lupo Meia 7/8 tradicional Lupo e sapatos Jorge Alex (11 6827-7000), Eles vestem Pijama de manga comprida Lupo.


Piscina do hotel Maison Joly em Ilha Bela, litoral Norte-SP. Ela usa Sutiâ tomara que caia Loba Perfect e Calcinha Tanga String Lupo, chapéu Daisy & Ruth (11 3812-4115), pulseira Minha Avó tinha (11 3801-4124), sandalias Jorge Alex (11 6827-7000), Eles vestem Cueca Boxer ou Slip de micromodal Lupo.


Franquia

Franquias em Santa Catarina Fazer parte do clã da Lupo não facilita a vida de Marcelo Arruda Stella Filho, muito pelo contrário: difundindo a imagem da empresa com franquias pelo sul do País, as cobranças são maiores e a responsabilidade ainda mais dobrada.

por Marilda de Carvalho Martins

Marcelo Arruda Stella Filho faz parte da quarta geração da família Lupo e, mesmo sendo membro do Conselho de Administração, nunca atuou diretamente na companhia. Engenheiro Agrônomo por formação, sempre trabalhou na área comercial, tendo passado por empresas como a Pfizer e Citrosema. De dois anos para cá, no entanto, Marcelo tornou-se um franqueado Lupo e está ajudando a espalhar a imagem da empresa no Estado de Santa Catarina. Sim, porque ele mudou-se de Araraquara para Joinville, onde mora hoje, e abriu a primeira loja da franquia, seguindo-se uma segunda em Blumenau e a terceira em Tubarão. As próximas lojas serão em Florianópolis e no Balneário de Camboriú. Marcelo conta que nos últimos 10 anos vinha passando férias em Florianópolis, onde a família da esposa tem uma casa de veraneio. “Santa Catarina é um Estado muito agradável, com excelente qualidade de vida. Dois anos atrás, com apoio da minha mulher, manifestei à Lupo interesse em abrir uma loja em Joinville, que é a maior cidade do Estado de Santa Catarina, bem industrial. Tem mais de 500 mil habitantes e vem crescendo de forma impressionante, sendo

o terceiro PIB do sul do País, só perdendo para Curitiba e Porto Alegre. Como não tinha nenhum franqueado na região, a Lupo concordou”, explica. Depois do sucesso da primeira loja, na seqüência veio a chance de ingressar em Blumenau e Tubarão. “Estamos nas principais cidades de Santa Catarina”, orgulha-se. A esposa, Ana Lúcia Barbieri do Amaral Stella, trabalha com ele. É seu braço-direito e toca toda a parte de relacionamento com as vendedoras, desde o treinamento, até a reposição dos estoques e organização geral. Marcelo cuida da parte administrativa e ambos atuam nas vendas da empresa. Ao todo, trabalham 15 pessoas nas três lojas em funcionamento. “Com exceção de um homem, que trabalha no escritório comigo, todos os demais funcionários são mulheres. Ainda bem que é minha mulher quem manda nelas”, brinca Marcelo. Profissionalismo à toda prova, diz que o fato de fazer parte do clã da Lupo só aumenta sua responsabilidade. “Sou franqueado, não tenho nenhum benefício extra. Muito pelo contrário, a família cobra ainda mais resultados. Afinal, não podemos comprometer uma história de quase 87 anos”, justifica.

O casal Ana Lúcia e Marcelo Arruda Stella Filho 38 caderno 3.indd 38

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10 Da esquerda para direita, a fachada e dois ângulos internos do estande (1-2-3); a Lupo recebeu compradores de todas as partes do País (4); o diretor comercial Valquirio Cabral Jr. sendo entrevistado para TV (5); visitantes assistindo ao desfile do lado de fora do estande (6); os lançamentos foram apresentados diariamente em dois horários (7); a imprensa prestigiou o evento (8); na passarela, destaque para a nova linha de lingerie feminina (9); aplausos no final da apresentação (10); o DJ Fernando Veloso e equipe de produção do desfile (11); sessão de tatuagem com Henna no lançamento da coleção Tattoo Age (12); e todo o staff da Lupo reunido (13).

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Parceiros Lupo

A Era da

Tattoo

Publicitário e experiente no segmento de licenciamento de marcas, Cláudio Rodrigues faz da Tattoo Age, uma marca de produtos diversos que comanda ao lado do irmão Celso Rodrigues, o mais festejado lançamento do momento, agradando a gregos e troianos de todas as faixas etárias. Aqui, num rápido bate-papo ele conta sua feliz parceria com a Lupo, que desenvolve toda a linha de Underwear masculino, com planos para atingir também o público feminino. Texto e foto Luiz França

Como aconteceu a criação da marca Tattoo Age? Cláudio Rodrigues A marca está no mercado há um ano. Eu sou publicitário e sempre trabalhei com licenciamento de produtos. O acúmulo de experiência através dos anos fez com que a gente pensasse em lançar no mercado uma marca que tivesse a ver com a atitude do momento. Depois de sofrer discriminações, a tatuagem se incorporou definitivamente nos hábitos e costumes modernos. Então, nada mais justo do que lançar um produto que vá a encontro das reais necessidades de um consumidor contemporâneo. A Tattoo Age é para quem procura identificação e, por isso, atinge a todas as tribos, quer pela qualidade, quer pela exclusividade. A idéia é boa e parece que a Tattoo Age está com uma linha bastante diversificada, não é mesmo? Sim, estamos lançando uma linha de artigos de papelaria, entre cadernos e agendas; linha de acessórios, entre bonés e mochilas; e agora também no segmento de vestuários, com uma coleção Underwear voltada para o público masculino. Esta parceria da Tattoo Age com a Lupo, para desenvolver a linha de cuecas, promete expandir-se também com uma coleção voltada para o público feminino? Por enquanto estamos trabalhando no segmento masculino e já temos alguns reflexos do mercado quanto à aceitação do nosso produto junto ao nosso público alvo. Por incrível que pareça, nossa coleção está atingindo consumidores de várias faixas etárias, despertando uma procura de gerações das mais diversas. Afinal, a tatuagem é um hábito milenar e sofreu ramificações através dos tempos, da tribal até a oriental. Como funciona o processo de desenvolvimento dos produtos feitos pela Lupo para a marca Tattoo Age? Nós desenvolvemos, em conjunto, as estamparias e os tecidos que vão fazer parte da coleção que pretendemos lançar. A Lupo, com a experiência e know-how que detém no mercado, entra com sua qualidade incomparável. O casamento está dando certo, porque está sendo uma feliz combinação entre o tradicional e o moderno, dentro de um contexto que privilegia de várias maneiras o consumidor final. Os produtos são comercializados somente nas lojas da Lupo? Além das lojas da Lupo, espalhadas por todo o Brasil, as cuecas com a marca Tattoo Age podem ser encontradas também nas cadeias de lojas multimarcas.

O empresário Cláudio Rodrigues (acima), comanda a marca Tattoo Age ao lado do irmão Celso Rodrigues.

Está nos planos da Tattoo Age montar futuramente uma cadeia de lojas próprias? Tudo ainda é bem começo e, para cada investida, a gente analisa a reação do mercado. O que posso adiantar é que a procura e a aceitação estão acima de nossas expectativas. A Tattoo Age deverá acertar alguns eventos promocionais para 2008, entre eles, participar com um espaço exclusivo no Mercado Mundo Mix. A idéia é expor todos os nossos produtos em um único local, onde o público visitante poderá conhecer mais atentamente o nosso trabalho.

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Everlast

Luiz Maurício S. Prado e Cristina Soares Pereira, respectivamente, diretor e gerente de licenciamento da Everlast no Brasil

Primeiro round

Diretor Geral da marca Everlast no Brasil, o empresário Luiz Maurício S. Prado está apostando na parceria com a Lupo para desenvolver uma ampla linha de artigos no segmento Underwear, além de meias voltadas para um público jovem e de alto poder aquisitivo, que curte praticar esportes em todas as suas vertentes. Texto e foto Luiz França

Fiquei sabendo que a Everlast é bastante rigorosa quanto ao controle de qualidade dos seus produtos desenvolvidos pelos licenciados. É verdade. Quando procuramos parceiros comerciais, nossa maior preocupação é acompanhar o espírito e as exigências da marca Everlast perante o mercado internacional. Tudo é feito de uma forma bastante racional e plena. Isto significa que nossos licenciados têm que estar em sintonia com tudo aquilo que a marca Everlast espera do mercado brasileiro.

acabamento – é feito com nossa equipe se entrosando com o pessoal da Lupo para produzir o que há de melhor no segmento Underwear e meias, acompanhando o padrão de qualidade e conceito de mercado sobre a marca Everlast.

O interessante é que a Lupo é uma empresa com sólida base tradicional, atingindo um público conversador, ao passo que a Everlast é uma marca forte voltada para um público estritamente jovem. Sem dúvida. Nosso público alvo é um consumidor na faixa etária dos 15 aos 30 anos, classe A/B de alto poder aquisitivo.

Podemos falar em quantidades? Claro que sim. Na linha de cuecas, serão cinco modelos em várias cores, modelagem Modal e sem costura, nas variações sleep, boxer e sunga. Quanto às meias, estaremos lançando no mercado nove modelos com variações de cores, tendo neste mix modelos mais esportivos, do tipo Speedo, cano baixo, com tecido que absorve mais o suor.

Quais são os critérios adotados entre a Lupo e a Everlast, no que diz respeito à criação e desenvolvimentos dos produtos? Bom, nesta primeira fase do trabalho entre a Lupo e a Everlast estamos apostando numa coleção de cuecas e meias estimadas em, aproximadamente, 100 mil peças, atingindo tanto o público masculino quanto o feminino. O desenvolvimento da coleção – produto, estilo e

Para quando está previsto o lançamento da coleção Everlast? Tudo está sendo programado para janeiro de 2008. Nós pretendemos movimentar com um lançamento bastante agressivo.

Seria este um lançamento em especial? Toda linha tem sua importância, não importa o item que seja, mas estamos apostando nas meias voltadas para quem pratica esporte, cujos produtos estão mais próximos do espírito de trabalho da marca Everlast em todo o mundo . 43

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História e curiosidades sobre a origem do sorvete no mundo por Luiz França / fotos divilgação

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Vitrine gelada de sorvetes de massa: sabores para todos os gostos e paladares

A Arte de se Fazer Sobremesas Geladas (Paris – França), foi a primeira publicação que revelou explicações para o fenômeno do congelamento da água e receitas para a fabricação de sorvete. De fato, a partir dessa data o famoso “creme gelado” passou a ser comumente chamado de sorvete. Neste marco da sua história, foi descoberto que misturando os ingredientes antes do congelamento, o sorvete ficava muito mais leve e saboroso. A sobremesa chegou à América com os colonizadores, sendo implantado industrialmente nas cidades de Baltimore e Maryland (EUA). Atualmente, os maiores fabricantes de sorvetes no mundo são os americanos. Durante a Segunda Guerra, o sorvete era oferecido como prêmio para os soldados. A fabricação para civis foi reduzida com o intuito de economizar leite e açúcar. Em 1943, Nancy Johnson inventou um freezer a

manivela, cujo design é até hoje utilizado. Sua engenhoca simplificou o processo de fabricação de sorvete e motivou qualquer um a se aventura na fabricação desta delícia gelada. Os italianos, com toda a justiça, têm fama de sorveteiros incomparáveis e quase vinte séculos depois do incendiário Nero, que misturava neve dos Alpes com sucos de frutas e mel, vem da Itália uma utilização surpreendente para o sorvete. Trata-se de uma recomendação precisa para a utilização do delicioso “remédio”: Quando o excesso de acidez queima o estômago (que acaba com o bom humor de qualquer um), nada melhor do que uma taça de sorvete de creme para apagar o incêndio. Tem mais: O geladinho acalma espasmo e dores do aparelho digestivo. A descoberta é de um renomado chefe do departamento de clínica geral do Hospital de Como, Itália.

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Chocolate, chantilly e casquinha de waflles: trio irresistível

Para incentivar o consumo de sorvete o ano todo, a ABIS instituiu o dia 23 de setembro como o Dia Nacional de Sorvete.

O sorvete no Brasil Os cariocas foram os primeiros a experimentar a delícia gelada que vinha ganhando o mundo. Em 1834, o navio americano Madagascar, vindo de Boston, aportou na cidade do Rio de Janeiro com aproximadamente 217 toneladas de gelo em blocos. O objetivo: fazer sorvete com frutas brasileiras. Os blocos foram armazenados com serragem em depósitos subterrâneos e conservados por aproximadamente cinco meses. Como naquela época não havia como conservar o sorvete depois de pronto, as sorveterias anunciavam a hora certa de consumí-lo, causando alvoroço na cidade. Até as mulheres, que até então eram proibidas de entrar em bares, cafés e confeitarias, resolveram quebrar o protocolo e faziam filas para experimentar a novidade. O primeiro anúncio oficial apareceu em São Paulo, contendo a seguinte mensagem: “Sorvete – Todos os dias às 15 horas, na rua Esquerda, nº: 14”. Em 1941, o sorvete começou a ser distribuído em escala industrial, quando nos galpões alugados da falida fábrica de Sorvetes Gato Preto, no Rio de Janeiro, instalou-se a U.S. Harkson do Brasil, a primeira indústria brasileira de sorvete. Seu primeiro lançamento, em 1942, foi o Eski-bon, seguido pelo Chicabon. Dezoito anos depois, a Harkson mudou o seu nome para Kibon. Os anos se passaram e o sorvete caiu mesmo no gosto do brasileiro. A Associação Brasileira de Indústrias de Sorvete (ABIS), confirma que, em 2006, tivemos um consumo de 507 milhões de litros. A taxa em torno de 2,7 litros por pessoa ao ano ainda é baixa, se comparada com outros países de clima frio ou com a Nova Zelândia, campeã da lista. Por lá a média ultrapassa 26 litros por habitante! 53

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http://media.lupo.com.br/lupo_magazine_revista/numero7_reorder2.pdf

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