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A morte de um líder Jesus de Nazaré era judeu, tinha 33 anos e morreu nessa sexta-feira dia 3 de abril, do ano 33. Ele e, seus seguidores, os apóstolos defendiam um caminho novo para o judaísmo e para todas as ideologias


Aos 33 anos morre o homem que liderava multidões Manifestantes do movimento #crucifica pedem o fim do filho de Deus Passava de meio-dia quando sob as pedras escaldantes da Gólgota, colina distante 40 km de Jerusalém, Jesus Cristo chegou ao calvário. Milhares de pessoas acompanharam a via-crúcis do homem condenado à morte que carregava nas costas chicoteadas uma cruz três vezes maior que seu corpo. Jesus de Nazaré foi acusado pelo movimento #crucifica, de convencer os seus adeptos a não pagarem os impostos e de se autopromover como o “verdadeiro Líder dos Judeus”. Com ajuda dos dois grupos que são inimigos declarados de Jesus (Escribas e Fariseus), os intelectuais e conservadores, respectiva-

mente, a multidão o prendeu e o levou para a prefeitura, para que Pilatos o julgasse. O prefeito romano considerou as acusações infundadas, e por Jesus ser Galileu, acabou passando o julgamento para Herodes, que era ferrenho inimigo de Pilatos, mas que ficaram amigos após esse ter aceitado cuidar do caso. Herodes disse que daria uma advertência ao réu e logo lhe liberaria. Enquanto isso, o movimento #crucifica gritava pela morte de Jesus. Em forma de protesto, o movimento exigiu que soltassem um dos piores assassinos da cidade, que estava no presídio de segurança máxima de Jerusalém, o homem conhecido como

Da prisão à morte

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Barrabás. Com medo de represálias, os adeptos de Jesus, ficaram longe da manifestação. Para a surpresa deles, a sentença foi dada: Barrabás foi solto e Jesus condenado. O Galileu recebeu pena de morte. A partir desse momento co-

meçou o massacre diante dos olhos de todos, pelas ruas de Jerusalém. Para o movimento #crucifica, um espetáculo e uma vitória. De acordo com o médico legista Nicácio de Almeida, a principal causa-morte de Jesus foram as incontáveis chico-

tadas resvaladas em seu corpo. “Primeiro, Jesus foi submetido a um açoitamento, apenas um dos vários castigos que o enfraqueceriam mortalmente. Preso a uma coluna, Jesus teria sido golpeado nas costas com o flagrum, um chicote com várias

tiras de couro e com bolinhas de metal ou lascas de ossos nas pontas. Essas pontas penetraram e esfolaram a pele, causando grande hemorragia e atingindo músculos e ossos”, explica o especialista.

Após a prisão à noite, Jesus foi levado ao Sinédrio e Caifás o sumo sacerdote, onde sofreu o primeiro traumatismo físico. Jesus foi esbofeteado na face por um soldado, por manter-se em silêncio ao ser interrogado pelo sarcedote. Os soldados do palácio taparam seus olhos e zombaram dele, pedindo para que identificasse quem o estava batendo, e esbofeteavam seu rosto. De manhã

cedo, Jesus, surrado e com hematomas, desidratado, e exausto por não dormir, é levado ao Pretório da Fortaleza Antônia, o centro de governo do Procurador da Judéia, Pôncio Pilatos. Aparentemente, Jesus não sofreu maus tratos nas mãos de Herodes e foi devolvido a Pilatos. Há muita diferença de opinião entre autoridades sobre o fato incomum de Jesus ser açoitado como uma

previa à crucificação. A maioria dos intelectuais e peritos romanos, entrevistados, acredita que Pilatos originalmente mandou que Jesus fosse, apenas, açoitado como o castigo. E que a pena de morte através de crucificação só aconteceu em resposta à acusação da multidão de que o Procurador da Judéia não estava defendendo César corretamente contra este pretendente que supostamente

reivindicou ser o Rei dos judeus. Os preparativos para as chicotadas foram realizados quando o prisioneiro era despido de suas roupas, e suas mãos amarradas a um poste, acima de sua cabeça. É duvidoso se os Romanos teriam seguido as leis judaicas quanto às chicotadas. Os judeus tinham uma lei antiga (Lei Mosaica) que proibia mais de trinta e nove chicotadas.


Muitos afirmaram que foram mais de cinquenta. A caminhada até ao local da crucificação foi conduzida por um corpo completo da guarda militar romana, encabeçado por um centurião. De acordo com as crucificações da época, o mais comum seria Jesus ter sido pregado no

patibulum (cruz em forma de T) por três soldados. Um ficava sentado sobre o peito do condenado para imobilizá-lo; outro segurava as pernas e o terceiro era responsável por pregar as mãos. Alguns defendem que Jesus foi pregado pelos pulsos. Mas, legistas afirmam que fizeram testes provando que da-

ria para sustentar o peso do corpo com pregos fixados na palma das mãos. A imagem clássica da cruz - com ela não na forma de um T - teria surgido por causa de uma placa pregada no alto da estaca horizontal. Nela estava escrito, em hebraico, grego e latim, “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus” - ou INRI,

na abreviação em latim. Muitos populares que acompanhavam a execução, também apoiavam e ate comemoram a sangrenta e torturante agonia de Jesus. Com exceção da sua mãe Maria, dos seus familiares, amigos e seguidores, que aos prantos rezavam e imploravam pela

vida do Filho de Deus.

Quem era o “Messias” do povo judeu

Segundo familiares e amigos próximos, Jesus sempre foi autodidata, e não demonstrava fazer parte de nenhuma doutrina ou escola filosófica. Ele não gostava de seguir opiniões alheias. Era de fácil convivência e respeitava a opinião de todos com que conversava. Adquiriu grande conhecimento em comércio e agriculta, conforme seus ditos e

parábolas demonstram. Ocupou vários ofícios. Além de aprendiz de carpinteiro, profissão de José, seu pai, ele se envolveu com plantio e criação de ovelhas. Muitas vezes Jesus se referia a seus fiéis como “rebanho”. Daí ser chamado de “O Bom Pastor” não é apenas uma metáfora, mas um indício de que conhecia a atividade de guardador de re-

banhos. E, como tal, conduziu hordas de devotos. Ele era um homem de estatura regular, em cuja fisionomia se reflete tal doçura e tal dignidade que fazia com que s pessoas o amasse e o temesse ao mesmo tempo. A sua cabeleira seguia até as orelhas, da cor das nozes maduras e, tingindo os ombros de um louro claro e brilhante; dividia-se uma risca ao meio, à moda nazarena. A sua barba, da mesma cor da cabeleira, e encaracolada, não era longa e também era repartida ao meio. Os seus olhos severos tinham o brilho de um raio de sol. Di-

z-se que nunca ninguém o viu sorrir, mas muitas vezes foi visto chorando. As suas mãos eram belas como seus braços, toda gente achava sua conversação agradável e sedutora. O seu porte era muito distinto. O cotidiano dos judeus e de Jesus sempre foi penoso, controlado por uma hierarquia rígida e egoísta. Ele agiu para transformar o culto monoteísta em uma prática popular, desprovida de classes e voltada para todos os tipos de pessoas. Por isso, afrontou o poder dos sumo-sacerdotes judeus, que colaboravam com

o governador romano Pôncio Pilatos. Assumiu-se talvez presunçosamente como filho de Deus. Mas seu propósito era humilde, embora difícil: Jesus desejava que os seres humanos renunciassem à vida material em nome da espiritual. Quando se fala de Jesus como um homem, as opiniões dos judeus variam muito. Alguns o respeitavam como um professor ético que aceitava a Lei judaica, como uma pessoa que sequer se via como um messias, que jamais quis iniciar uma nova religião. Em vez disso, Jesus é visto por esse

povo como uma pessoa que desafiou as práticas das autoridades religiosas judaicas de seu tempo. Segundo essa visão, ele queria aperfeiçoar o judaísmo de acordo com o seu próprio entendimento, sem jamais querer romper com o povo Judeu. Para outros, Cristo distorceu as leis judaicas e semeou a discórdia entre os judeus de seu tempo. Seja qual for a resposta judaica, há um consenso fundamental e incontestável: nenhum judeu, seja nascido judeu ou convertido ao judaísmo, acredita que Jesus seja o Deus Filho ou o messias.

O significado da Coroa de Espinhos Como provocação dos soldados romanos ao “Rei dos Judeus”, foi colocada em Jesus uma coroa de espinhos – o que aumentou a hemorragia. Jesus teria

sofrido uma parada cardiorrespiratória, em função de choques causados por diversas hemorragias internas, dores agonizantes e desidratação. Um soldado enfiou uma

lança no peito de Jesus para confirmar sua morte. Do corte teria escorrido água e sangue. A água pode ter saído da pleura, membrana em volta do pulmão, que teria

acumulado durante o mento. O viria do perfurado.

fluidos açoitasangue coração

3 Info


Ressurreição de Jesus Os guardas romanos que tomavam conta do túmulo de Jesus procuraram os sacerdotes para contar que a pedra do sepulcro fora removida e que o corpo desaparecera. Os chefes dos sacerdotes se reuniram com os anciãos e deram uma grande soma de dinheiro aos soldados, dizendo-lhes: “Digam que os discípulos dele foram durante a noite e roubaram o corpo, enquanto vocês dormiam. Se

o governador ficar sabendo disso, nós o convenceremos e vocês não precisam ficar preocupados”. Os soldados pegaram o dinheiro e fizeram como estavam instruídos. E assim, tal boato espalhou-se entre os judeus. Teriam mesmo os discípulos roubado o corpo de Jesus? Muito dificilmente, pois não eram vândalos, mas homens bons e honestos e havia uma escolta guardando

o sepulcro. Caso realmente tivesse sido roubado, o dever dos guardas era comunicar não aos sacerdotes, mas aos seus superiores militares (os romanos) para a tomada de providências. Nem os líderes judeus nem os líderes romanos, que guardavam o túmulo poderiam ter levado o corpo. Ao contrário, ambos tinham motivos de sobra para exibir o corpo em público humilhando assim

os discípulos e destruindo seu iniciante movimento. Seria loucura esconder o corpo e engendrar uma ressurreição. As consequências da lealdade dos

discípulos a Jesus incluíram espancamentos, aprisionamento e mesmo morte. Nenhuma pessoa, em sua sã consciência escolhe passar por isso

para manter algo que sabem ser falso. E para a frustração dos mesmos, nenhum corpo jamais foi encontrado.

Como ficam seus seguidores Um milhão de seguidores em apenas três anos. Como estão se sentindo os “fãs” do líder judeu? Irão desistir de tudo e abandonar as ideologias? Ou eleger novos representantes? Em entrevista ao Quotidie Locus, aliados de Jesus esclareceram algumas dúvidas.

Agora ficaremos mais fortes, vamos representar bem o nosso líder morto e lutar contra tudo o que consideramos corrupto e impróprio na sociedade de Jerusalém. Diz Pedro Simão, 36, pescador, discípulo de Jesus.

Vamos revolucionar o mundo com as ideias de Jesus, e depois de séculos ele ainda arrastará as multidões, e estará sempre vivo na memória das pessoas de todos os ângulos do planeta”. Tiago, 37, pescador, irmão de Jesus. Info 4


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