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Especial CCQ

RENOVANDO A SEGURANÇA

Projeto desenvolvido pelo 'Renovação' aumenta a segurança dos colegas de trabalho

'Risco de acidente ao manusear o cilindro de apoio do satélite da Socadora de Linha 09-16'. Esse é o título do trabalho do grupo CCQ 'Renovação', da Gerência de Manutenção de Máquinas de Via. Apesar do nome complicado o trabalho tem um efeito bastante prático. A Socadora de Linha é uma máquina que trabalha na manutenção da via. Através de golpes, ela aplaina a superfície de brita por baixo dos trilhos, corrigindo lombadas e outras imperfeições. Para entrar em operação, a Socadora é montada na via. Entre seus componentes há o cilindro de apoio do satélite, que precisa ser carregado pelos empregados durante a montagem. Devido a seu peso e desenho – partes móveis, como uma dobradiça – há o risco de acidentes no manuseio do cilindro. O que o 'Renovação' fez foi acabar com esse problema criando uma trava. “O mais importante do trabalho não foi sua execução, mas todo o processo, em que a gente dominou e colocou em prática uma metodologia eficiente de trabalho”, conta o líder do grupo, Ademir Alves.

Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) – setembro de 2008 41ª Edição

ISSO É QUE É ECONOMIA DE TEMPO! O carregamento de minério fica descoberto na parte de cima do vagão, exposto ao vento, que pode varrer o pó. Para que isso não aconteça, um produto químico, o 'polímero aglomerante', é aspergido sobre o minério, criando uma película protetora na superfície do carregamento. A unidade de aspersão de Resplendor (MG) gasta todo mês um tanque (que pesa uma tonelada vazio) de 6 mil litros de polímero. Antigamente, um caminhão recolhia o tanque vazio e deixava outro carregado, num processo de quase 12 horas. E não seria mais fácil se o polímero fosse conduzido de um tanque para o outro? Essa foi a conclusão do grupo CCQ 'Poeira Zero' da Gerência de área de Meio Ambiente. Seus integrantes criaram o 'facilitador de transbordo de polímero aglomerante', dispositivo que bombeia o polímero, reduzindo o tempo de carregamento para 3 horas.“Além do ganho de tempo, tivemos o ergonômico, porque a equipe ficava esgotada no dia seguinte”, conta Alan Costa, líder do grupo.

Integrantes do 'Poeira Zero' inventaram uma bomba de polímero aglomerante


COMANDO CLARO E SEGURO

Com o projeto do 'Reversão', agora, ficou melhor tracionar

De março a agosto deste ano, quatro pessoas se reuniram com uma idéia fixa na cabeça. Izaque Dorico, Everton Eller, Josué Santos e Luiz Eduardo Dias, decidiram montar um grupo de CCQ, o 'Reversão'. O que tanto os inquietava era o seguinte problema: quando um trabalho requer mais potência, as locomotivas se engatam e trabalham juntas, de modo que uma se torna a 'comandante' e as outras viram as 'comandadas', e passam a acelerar e frear de acordo com a primeira. Para isso, em cada locomotiva há um mecanismo que reconhece a posição 'comandante' ou 'comandada', com conseqüências em seu funcionamento. Antigamente, se um maquinista esquecia a locomotiva na posição 'comandada', ele conseguiria fazer o trem andar, mas teria uma perigosa surpresa: o veículo estaria sem freios! A conquista do 'Reversão', da Gerência de área de Operação I, foi projetar uma alteração nas locomotivas de tal modo que, na posição 'comandada' (e sem freios), ela não entra em movimento sozinha. Como observa o Everton, foi “uma idéia de maquinista para maquinista”, afinal todos do grupo


SAINDO DO 'APERTO’

Facilidade no uso do freio manual de vagões: obra do 'Relâmpago’

Há nove anos, o grupo CCQ 'Relâmpago' da Gerência de Operação Ferroviária III, em João Monlevade (MG), desenvolve trabalhos que se destacam em seminários e convenções. Este ano não foi diferente. 'O dispositivo de destravamento do freio manual', criado por seus integrantes, atua num problema que já era antigo na ferrovia. Muitas vezes, o freio manual dos vagões ficava como que emperrado, atrasando a viagem dos trens. A perda de tempo representava um prejuízo mensal de quase R$ 7 mil. Os doze integrantes do 'Relâmpago' uniram-se para solucionar a situação. O resultado foi uma espécie de alavanca que reduz a força que o empregado tem de exercer para liberar o freio do vagão.“Com isso, beneficiamos a circulação das composições e a vida do empregado, que todo dia lida com esse tipo de operação”, assinala Arildo Silva, há oito anos fazendo parte do 'Relâmpago'.

UMA IDÉIA DE R$ 90 MIL (POR ANO) A cada 90 dias, em média, cada locomotiva troca seus quatro ou cinco filtros de óleo. Depois de recolhido, os filtros usados são desmontados, e a parte metálica é vendida como sucata. O miolo, o elemento filtrante, é recolhido em tambores para ser eliminado num forno de cimenteira. Até recentemente, o desmonte do filtro era feito manualmente, na base do 'martelinho'. Além de demorar mais, havia o risco de acidentes e não era possível retirar e reutilizar o óleo impregnado. No Complexo de Oficinas de Locomotiva e Componentes, em Tubarão (ES), um grupo de empregados repensou o processo e encontrou uma saída mais eficiente. O grupo CCQ 'Caça Fantasma', da Gerência de área de Componentes, desenvolveu uma máquina – o 'segregador de filtro de óleo de locomotivas’ – que realiza o desmonte completo do filtro mais rapidamente e ainda submete seu elemento filtrante a uma pressão de 50 toneladas, retirando o óleo restante. Líder do grupo, Fredson Miranda conta que a novidade foi tão bem recebida que houve até uma festa de 'inauguração' do equipamento.“Só o ganho financeiro está sendo de 90 mil por ano”, justifica o líder.

Os membros do 'Caça Fantasma' revolucionaram o tratamento de filtros usados


SEM RISCO DE 'APAGÃO’ O grupo gerador é um carro que alimenta toda a demanda por energia do trem de passageiros. Na composição, ele fica logo após a locomotiva, e toda vez que chega de viagem é recolhido para manutenção de rotina, que inclui o reabastecimento de seu tanque de óleo diesel. A tarefa fica a cargo de uma bomba elétrica, porém, no caso de um 'apagão' de energia, entrava em cena uma bomba de manivela manual. Enquanto a elétrica

gasta menos de 15 minutos para reabastecer o tanque do carro, a manual levava quatro horas e meia “Era um pesadelo!”, lembra Samuel Falcão, líder do grupo 'Reagir', da Gerência de área de Trem de Passageiros. Para solucionar o problema, eles confeccionaram um painel elétrico que faz a conexão da bomba elétrica com o próprio grupo gerador. “Assim, o processo fica imune a 'apagões'”, conclui o líder do 'Reagir'.

Integrantes levaram a sério o nome do grupo, ‘Reagir', para mudar uma situação problemática

MANUTENÇÃO PRECISA

Lapidar é preciso... mas com qualidade, como permite o invento do 'Perspectiva'

O bom funcionamento do sistema de controle de freios da locomotiva depende do estado de seu conjunto de válvulas componentes. A 'lapidação' é um dos processos de manutenção desse conjunto. Ela acontece numa mesa giratória, em que um gabarito fixa as sedes para ser lapidada pela superfície móvel. Havia um problema, porque, no conjunto do maquinário de lapidação, o gabarito ficava disposto de modo que também entrava em contato com superfície da mesa de lapidação. A

conseqüência natural era o desgaste indesejável dos calços do gabarito, requerendo constantes ajustes, além da má qualidade da lapidação. Jovany Reis, líder do 'Perspectiva', conta que o grupo CCQ da Gerência de Vagões, Vitória (ES), foi colocado diante do desafio de repensar o conjunto da máquina.“O que fizemos foi apoiar o gabarito sobre o anel central da mesa, de modo que ele fica 'flutuando' sobre o conjunto, a uma altura regulável de acordo com o tamanho da peça a ser lapidada”, explica o Jovany.

Expediente: O Nos Trilhos é uma publicação quinzenal para os empregados das ferrovias da Vale. Você pode contribuir sugerindo pautas à Gerência de Comunicação Regional para Logística e Portos pelos telefones 836-4440 ou 837-4489. Participe!


Nos Trilhos - Edição Especial  

Edição mais extensa do informativo quinzenal da Vale para a equipe operacional da Estrada de Ferro Vitória-Minas, produzido com o objetivo d...

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