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VI Jornada Científica Faculdades Integradas de Bauru - FIB ISSN 1980-5543 2011 A INFLUÊNCIA DA CRIATIVIDADE NA PUBLICIDADE Luiz Felipe Braga¹; Rafael Cardoso²; 1

Aluno de Publicidade e Propaganda – Faculdades Integradas de Bauru – FIB – braga.luizf@gmail.com; 2 Aluno de Publicidade e Propaganda– Faculdades Integradas de Bauru – FIB Orientador – Prof. Ms. Claudio Coração – Faculdades Integradas de Bauru – FIB

Grupo de trabalho: Comunicação social Palavras-chave: aprendizado, criatividade, processo de criação Introdução: Ao decorrer dessa pesquisa iremos confrontar as possibilidades e as chances de como obter uma mente criativa, sem elaborar nenhum tipo de passo a passo de como ser criativo, apenas delimitaremos as idéias e os pensamentos de algumas das maiores mentes criativas que se pode consultar para obter a eficácia na comunicação da propaganda. Objetivos: Identificar através da criatividade a sua função na propaganda e como usa-la para persuadir o consumidor final obtendo a eficiência na comunicação. Relevância do Estudo: A criatividade na propaganda é um elemento que sempre busca a excelência para diferenciar o melhor meio de se comunicar com o consumidor. Portanto, nessa direção é razoável afirmar que o aprofundamento nos estudos sobre a criatividade visa o aproveitamento de como saber trabalhar da melhor maneira para obter a eficácia na propaganda. Materiais e métodos: Quanto à metodologia, optou-se pelo método bibliográfico. Esta escolha se justifica porque o método escolhido permite a arrecadação de diversas posições sobre o método de criação publicitária, e a comparação das obras que nos possibilita enxergar com maior amplitude a criação publicitária, e as técnicas utilizadas para que tenha eficácia. Resultados e discussões: A criatividade é um elemento crucial quando nos deparamos com alguns problemas que nos é delimitado em nossos serviços ou em nossas vidas particulares. Para muitos ter criatividade pode ser uma questão de dom, mas para poucos é apenas um exercício que é necessário ser feito frequentemente no decorrer do aprendizado, assim fica claro dizer que a criatividade não é uma divindade de poucos e sim uma ferramenta que poucos sabem utilizá-la ao seu favor. É difícil de imaginar o quanto nós somos barrados de nos comunicarmos criativamente quando passamos pelo processo de aprendizado nas escolas, quando nossas idéias estão afloradas e são abaladas pelas características maléficas que influenciam na inibição da criatividade do indivíduo que tenta conquistar um espaço que é novo para o seu subconsciente e inconsciente além do seu consciente é claro. O próprio sistema educacional fortalece essa idéia quando somos obrigados a responder um problema onde só existe uma única alternativa correta, tornando assim uma dicotomia certo-errado (ALENCAR, 2002, p.44). Por outro lado aprendemos a lidar frequentemente com esses bloqueios através do processo de criação, cada indivíduo adota uma forma de romper essas fronteiras adotando alguns costumes para justamente driblar essa idéia de mente pouco criativa. Para Russel (apud BARRETO, 2004, p. ) o processo de criação pode ser divido em quatro fatores: preparação, incubação, iluminação e verificação. No fator preparação temos uma análise, uma coleta de dados do produto para justamente conhece-lo, para se familiarizar com o que nós iremos trabalhar. A incubação seria o processo de esgotamento do cérebro onde não se consegue chegar ao objetivo e


VI Jornada Científica Faculdades Integradas de Bauru - FIB ISSN 1980-5543 2011 para combater esse processo focamos em algo que nos distraia que nos deixe confortável para consequentemente saciar a mente criativa. Marchioni (2005, p. 68) exemplifica isso em seu livro citando alguns experientes da criatividade, por exemplo, David Ogilvy fazia longas caminhadas. Na iluminação temos um insight onde se irá resultar na idéia principal que se quer chegar de acordo com o briefing elaborado pelo profissional de atendimento (muito das vezes só se consegue chegar à iluminação passando pela incubação, mas nem sempre isso acontece). Por final a verificação está no feedback obtido em alguns testes, críticas, avaliações sobre a campanha que se criara, e é justamente nessa etapa que a criatividade publicitária será útil ou não. Para Vieira (2004, p.48) o processo de criação é facilitado quando se pensa ao contrário com o que o briefing se passa, mas isso varia de criativo para criativo. Tendo em vista o processo de criação, as campanhas criativas são aquelas que fazem mexer com o raciocínio do consumidor, por mais complexa que seja ela consegue despertar a curiosidade destes e estimulando cada vez mais a criatividade através da criatividade. Saber trabalhar com os efeitos da criatividade na comunicação é crucial para uma campanha bem sucedida, de nada adianta uma campanha bem elaborada se o meio não corresponde com a realidade do consumidor. Neste caso as campanhas que não atingem o seu objetivo é necessário reavaliar os pontos fracos e os pontos fortes, entender o porquê de não ter conseguido surgir o efeito necessário, e verificar se o meio realmente se adéqua ao consumidor final, coisa que muitas vezes não ocorre. Na esteira desse pensamento que citamos uma definição simplista de publicidade e propaganda que Bigal (1999, p.19) menciona no começo de seu livro, onde a publicidade segundo a autora é uma publicação, divulga produtos, marcas e serviços que leva à ação e a propaganda é apenas uma propagação, divulga idéias e preposições de caráter ideológico. Se o raciocínio criativo do publicitário não se encachar com essa definição quando for produzir uma peça publicitária, dificilmente obterá sucesso com campanha, por isso, a importância da criatividade na comunicação com o consumidor final. Conclusão: De modo sumário, a criatividade é um resultado que se adquiri com muito esforço e exercício para a mente, conseguindo assim corresponder as idéias tanto almejadas pelo briefing, para isso os processos de criação facilitam na conquista do objetivo, mas varia de indivíduo para indivíduo, pois não há uma formula exata que concretize essa idéia de pessoa criativa, aparentemente o sistema educacional prejudica e inibi a criatividade, mas esse fator é factível há uma adequação da realidade. Referências – ALENCAR, Eunice Soriano de. A Gerência da Criatividade. São Paulo: Makron Books, 2002. BARRETO, Roberto Menna. Criatividade em Propaganda. 13 ed. São Paulo: Summus Editorial, 2004. BIGAL, Solange. O que é Criação Publicitária ou (O Estético na Publicidade). 2 ed. São Paulo: Nobel, 1999. MARCHIONI, Rubens. Criatividade e Redação. 4 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2005. VIEIRA, Stalimir. Raciocínio Criativo Na Publicidade. 4 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2004.

A Influência da Criatividade na Publicidade  

Este é um resume estendido publicado na 6ª Jornada Científica da FIB onde aborda alguns dos aspectos que influênciam a criativade desde os p...

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