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Ano I - n° 1 – 2016 – MaRÇO/ABRIL

Revista Digital do Centro de Estudos e Biblioteca Escolar Professor Américo de Oliveira Costa CEBE - ZN


Expediente Cláudia Sueli Rodrigues Santa Rosa Secretária de Educação e Cultura do RN Lúcia de Fátima Palhano de Oliveira Barbosa Coordenadora de Desenvolvimento Escolar (CODESE) Márcio Manoel Lemos de Sousa Diretor do Centro de Estudos e Biblioteca Escolar Prof. Américo de Oliveira Costa Lindeneide Andrade de Lima Lira Coordenadora Luiz Élson Dantas Arte-educador/Gibiteca Paulo Ricardo de Oliveira Jornalista responsável


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Apresentação Apresento aqui a Revista Eletrônica do Centro de Estudos e Biblioteca Escolar Professor Américo de Oliveira Costa, que tem por objetivo difundir as atividades de nossa instituição, no sentido de ampliar assim o nosso universo de informações, numa interação maior com a comunidade em geral. A Revista Eletrônica proporcionará o acesso às nossas ações, enquanto instituição educativa, dando visibilidade ao nosso trabalho de incentivo e apoio à leitura, além das atividades artísticas e culturais que realizamos e tem a proposta de ser editada mensalmente. Desejamos assim, que esta iniciativa possa contribuir consideravelmente para a melhoria do nosso trabalho, tornando-o mais efetivo e eficaz. Márcio Lemos – Diretor.

Nosso patrono Américo de Oliveira Costa nasceu em Macau (RN), foi educador, jornalista, escritor e crítico literário, tendo colaborado com diversos jornais como O Mossoroense, O Festeiro, A Notícia, Diário da Manhã e Diário de Pernambuco. Membro da Academia Norte-riograndense de Letras; do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte; do Conselho de Cultura do Estado do Rio Grande do Norte e Um dos fundadores da Aliança Francesa em Natal. Escreveu várias obras, com destaque para A Biblioteca e seus Habitantes, Viagem ao Universo de Câmara Cascudo “Tentativa de Ensaio Bibliográfico”, e colaborou em Seleta e o Comércio das Palavras, ambos com Cascudo.

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Acervo

O Centro de Estudos e Biblioteca Escolar Prof. Américo de Oliveira Costa (CEBE/ZN), conhecido como Biblioteca da Zona Norte ou Biblioteca do Santarém, ocupa um área de 4.500 m², sendo 1650m² de área construída . Constitui-se e em um espaço privilegiado de acesso à leitura, promoção de atividades educativas, sócios culturais e de apoio no processo de ensino aprendizagem, com um acervo de mais de 50 mil volumes, distribuídos no salão infanto-juvenil, centro de pesquisa e leitura, obras de referencia e do RN, gibiteca, cordelteca e outros.

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Centro de Pesquisa e Leitura Quase 20 mil volumes entre literatura brasileira, estrangeira, livros didáticos do ensino fundamental, médio e livros do ensino superior de diversas áreas, como psicologia, filosofia, sociologia, direito, pedagogia e outros.

Obras de referência e do RN Acervo composto por obras enciclopédicas, dicionários, coleções especiais e da literatura, história, economia e cultura do Estado do Rio Grande do Norte.

Salão infanto-juvenil Composto por mais de dois mil e quinhentos autores como Monteiro Lobato, Ziraldo, Ruth Rocha, Bia Bedran, entre outros. Com mais de 16 mil volumes.

Cordelteca José Saldanha Composta por literatura de cordel com quase mil volumes, é um espaço que reúne obras de grandes cordelistas brasileiros e em especial do nosso estado, entre eles José Saldanha que dá nome ao espaço e Antônio Francisco, grande cordelista mossoroense.

Gibiteca A gibiteca potiguar conta com um acervo de quase 5 mil revistas em quadrinhos de diferentes temas e gêneros de autores estrangeiros, nacionais e artistas potiguares. 5


Quadrinhos

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Gibiteca

Os personagens das histórias em quadrinhos caíram no gosto popular nos últimos anos, em especial, graças à massiva apresentação destes no cinema e na televisão. Porém as histórias em quadrinhos já possuem mais de um século de história e uma enorme variedade de títulos. Um excelente espaço para quem deseja conhecer mais dessas narrativas gráficas em suas mais diversas manifestações é a Gibiteca Potiguar. Situada dentro da biblioteca Américo de Oliveira Costa, a Gi

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biteca proporciona aos visitantes, a leitura de um vasto acervo de histórias em quadrinhos dos mais variados gêneros, desde revistas infantis, de super-heróis, mangás, históricos e biográficos, até exemplares raros e clássicos, e produções de artistas potiguares. O espaço é uma excelente opção para quem gosta de ler, pesquisar sobre o tema ou passar um tempo agradável. Inaugurado em 2008, conta com um acervo de quase cinco mil exemplares, em sua maioria, obtidos por meio de doações.


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Notícias

Exposição

Em comemoração ao dia do índio, a biblioteca recebe a exposição A Representação indígena nos Quadrinhos Brasileiros. A exposição está aberta no local desde o dia 7 de abril e permanece até 10 de maio. A mostra tem a curadoria do Cartunista e Historiador, Beto Potyguara, e pertence ao acervo do Núcleo de

Museologia Social da Rede Potiguar de Televisão Educativa e Cultural – RPTV. A Representação indígena nos Quadrinhos Brasileiros integra o circuito cultural iniciado pela parceria entre a Biblioteca da Zona Norte de Natal e o Museu Nísia Floresta que estarão promovendo o intercâmbio de suas exposições durante todo o ano de 2016. A exposição itinerante já passou pelos municípios de Assú e de Currais Novos no ano passado e agora vai dar um passeio pela Grande Natal - inicialmente na Zona Norte e em seguida, em Nísia Floresta. Esta exposição tem por objetivo de despertar o olhar critico do público sobre o tema e propiciar a discussão a respeito das diversas possibilidades narrativas à identidade indígena brasileira dentro do universo das Histórias em Quadrinhos. A mostra contempla tiras e quadrinhos (impressos e virtuais) produzidas desde o final do Século XX até o momento atual. 7


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Aconteceu no CEBE - ZN

No mês de março, a biblioteca abriu a exposição Cores de Nilson com Naif, mostra que conta com pinturas do artista plástico Francisco Nilson. O artista foi um dos participantes do primeiro salão de desenho da biblioteca realizado em 2005. A exposição esteve aberta ao público entre os dias 10 e 23 de março. A arte Naif é uma modalidade artística que não tem compromisso com o realismo nem com a técnica artística formal, sendo caracterizada pela espontaneidade e por obras menos planejadas e mais intuitivas.

Curso de desenho O CEBE oferece aulas gratuitas, onde são ensinados os principios básicos do desenho como anatomia, perspectiva, luz e sombra, desenhos de observação e etc. Ideal para quem está dando os primeiros passos na arte ou quer aperfeiçoar suas habilidades. Este ano, o curso já conta com cerca de 60 alunos e as aulas estão sendo realizadas todas as terças e quintas (manhã e tarde), tendo como publico alvo alunos a partir dos 10 anos de idade.

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Autor do mês

Jorge Amado

Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado. Publicou seu primeiro romance, O país do carnaval, em 1931. Casou-se em 1933, com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila. Nesse ano publicou seu segundo romance, Cacau. Foi eleito, em 6 de abril de 1961, para a cadeira de número 23, da Academia Brasileira de Letras, que tem por patrono José de Alencar e por primeiro ocupante Machado de Assis. A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de

samba em várias partes do Brasil. Seus livros foram traduzidos para 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e em formato de audiolivro. Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Foi cremado conforme seu desejo, e suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência na Rua Alagoinhas, no dia em que completaria 89 anos. Entre suas principais obras estão: O País do Carnaval (1931), Cacau (1933), Jubiabá (1935), Capitães da areia (1937), Gabriela, cravo e canela (1958), A morte e a morte de Quincas Berro d’Água (1959), Dona Flor e Seus Dois Maridos (1966), Tenda dos milagres (1969), Teresa Batista cansada de guerra (1972), Tieta do Agreste (1977). 9


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Perfil

A Biblioteca e seus habitantes

Um perfil da Biblioteca América de Oliveira Costa

Por: Paulo Ricardo de Oliveira - Formado em jornalismo pela UFRN e editor desta revista.

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ma biblioteca é composta por muito mais do que estantes e livros. É composta por histórias. As histórias impressas nos livros, as das pessoas que os leem, as que são criadas na imaginação de quem os lê e as ideias para novas histórias que uma boa leitura pode proporcionar.Pode ser um lugar de chegadas e partidas, de encontros e despedidas, de ficar sozinho ou conhecer pessoas e encontrar velhos amigos, seja por meio dos livros, seja por contato pessoal. Se uma biblioteca falasse, quantas histórias e estórias ela não teria para contar? Talvez em maior número do que aquelas que ocupam suas prateleiras. Quantas primeiras leituras aconteceram ali, quanto conhecimento foi adquirido, pesquisas realizadas, o quanto as leituras feitas naquele lugar mudaram pensamentos, quebraram preconceitos e abriram novos horizontes. A história que vou contar é a história de uma biblioteca. Uma biblioteca “nascida” há 15 anos, na Avenida Itapetinga, na Zona Norte da cidade do sol. Uma instituição que tem sido, desde então, um oásis de conhecimento e cultura para quem conhece o prazer da boa leitura, pra quem está tendo os primeiros contatos com essa prática, quem busca pesquisa, ou quer passar momentos agradáveis em um 10

ambiente tranquilo. Esse lugar é o Centro de Estudos e Biblioteca Escolar Prof. Américo de Oliveira Costa. A biblioteca possui um acervo de mais de cinquenta mil volumes, composto por clássicos da literatura brasileira e internacional, obras de autores potiguares e enciclopédias, crônicas, poesias e livros didáticos destinados as diferentes áreas do conhecimento como direito, artes, ciências em seus vários setores. Habitada por figuras como o homem que foi eternizado jovem na obra de Oscar Wilde, o gênio da investigação da Baker Street, o pessoal de um certo Sítio do pica pau que não tem o topete vermelho, personagens de comédias da vida privada e pública, um tal de Brás que conta suas memórias póstumas, os animais falantes das fábulas de Esopo e os mitos das diversas mitologias. No salão infanto-juvenil, crianças e aqueles que já saíram da infância, mas ainda mantém a capacidade de se deixar levar pela imaginação, podem ser recompensados com aventuras como Peter Pan, Alice no País das Maravilhas e os famosos contos dos irmãos Grimm, entre tantos outros títulos dos mais de dezesseis mil disponíveis na seção. A literatura de cordel também tem seu lugar especial, onde entre versos e rimas, os


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visitantes podem conhecer mais da cultura teatrais, musicais e folclóricas. visitantes podem conhecer mais da cultura da região. Assim como as histórias em quadrinhos, que tem na Gibiteca Potiguar, disponibilizadas mais de cinco mil exemplares de quadrinhos de diversos estilos: Mangás, super-heróis, quadrinhos infantis, adultos e obras raras que podem ser encontradas no setor dedicado a nona arte, que funciona como local para aulas de desenho, ponto de encontro de fãs de histórias em quadrinhos de diferentes épocas, gêneros e nacionalidades. O espaço também possui uma galeria de artes, que já recebeu exposições de réplicas de invenções de Leonardo da Vinci, de ilustrações em homenagem aos 50 anos da Turma da Mônica, pinturas de Newton Navarro e de alunos de aulas de artes, além de lançamentos de livros, concursos, eventos, exposições de artistas locais (jovens e consagrados). O local também promove atividades culturais em datas comemorativas durante todo o ano com palestras, exibições de filmes, apresentações

Em 2006, ano em que teve o auge de seu funcionamento, a biblioteca recebeu mais de cem mil visitas, e assim como seu patrono, prestou valoroso serviço à cultura do estado e recebeu durante sua existência, três vezes consecutivas, certificados de honra ao mérito. Nos últimos anos o número de visitantes a biblioteca caiu significativamente devido ao crescimento de acessos à internet, que possibilitam acessos a bancos de dados de todo o mundo e pesquisas na velocidade de suas conexões. Apesar disso, a equioe do CEBE tem se empenhado no desenvolvimento de ações voltadas à formação de novos usuários e leitores e a biblioteca segue mantendo admiradores. Pois, para aqueles que conhecem esse prazer, nada substitui o contato com os livros e a experiência de fazer uma boa leitura. Pois esse é um prazer que só se pode ter numa boa e “velha” biblioteca.

visitantes podem conhecer mais da cultura da região. Assim como as histórias em quadrinhos, que tem na Gibiteca Potiguar, disponibilizadas mais de cinco mil exemplares de quadrinhos de diversos estilos: Mangás, super-heróis, quadrinhos infantis, adultos e obras raras que podem ser encontradas no setor dedicado a nona arte, que funciona como local para aulas de desenho, ponto de encontro de fãs de histórias em quadrinhos de diferentes épocas, gêneros e nacionalidades. O espaço também possui uma galeria de artes, que já recebeu exposições de réplicas de invenções de Leonardo da Vinci, de ilustrações em homenagem aos 50 anos da Turma da Mônica, pinturas de Newton Navarro e de alunos de aulas de artes, além de lançamentos de livros, concursos, eventos, exposições de artistas locais (jovens e consagrados). O local também promove atividades culturais em datas comemorativas durante todo o ano com palestras, exibições de filmes, apresentações teatrais, musicais e folclóricas. 11


Poesia

Qualquer Coisa

Acho que de nada sei, mas tudo sou Creio que nasci rei e me fiz ator No nascer de cada manhã eu vivo a dor No final de todo dia faço amor Vivo solto em aérea esperança Suave e doce bonança Sou o bem e o mal de mãos dadas Lutando sobre água e sal Sou rato, sou bicho, sou homem Sou trapo, sou cão, lobisomem Fui paixão de muitas mulheres Sou razão de alguns homens Trago marcas profundas no ser Tenho lembranças amargas a esquecer Mas, sou dono de mim, estou sempre afim Do prazer, do querer viver Sou viçoso, sou matéria cara Sou de seda, qualquer coisa rara.

Por Márcio Lemos

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CEBE Memória

8 anos da Gibiteca Potiguar A gibiteca foi inaugurada no dia 15 de abril de 2008, contando, na época, com cerca de 800 exemplares de Revistas em Quadrinhos. Na data, foi realizada uma palestra do cartunista Ivan Cabral e uma exposição com desenhos de Edmar Viana e Evaldo Oliveira. A seguir leia o anúncio da inauguração do espaço da época:

No dia 15 de Abril, Dia do Desenhista, será inaugurada na Biblioteca Prof. Américo de Oliveira Costa (CEBE/ ZN) a Gibiteca Potiguar. Um local destinado à leitura, pesquisa e ponto de encontro dos amantes da nona arte - os quadrinhos. Estimular o gosto pela leitura e contribuir com o aprendizado das crianças no desenvolvimento da interpretação das imagens e de textos, fomentar a curiosidade, a imaginação e a difusão de novos conhecimentos é objetivo da nossa iniciativa de criação do espaço da Gibiteca. A Gibiteca abre com um acervo de 600 revistas, fruto de doações de usuários, artistas e pesquisadores das histórias em quadrinhos, e, consta de títulos infantis, mangás, aventuras, ficção, faroeste, quadrinhos brasileiros e potiguares. O evento ocorrerá a partir das 15:30 horas, com a entrega de Certificado de Agradecimento aos

primeiros doadores da Campanha para a Implantação da Gibiteca, palestra sobre a importância dos quadrinhos no desenvolvimento da leitura pelo Prof. Ivan Cabral (UFRN) e uma exposição de desenhos em homenagem aos desenhistas Potiguares Evaldo de Oliveira (Jornal de Hoje) e Edmar Viana (Diário de Natal/ Tribuna). O CEBE/ ZN continua com sua campanha de doações para a Gibiteca. A nossa Instituição agradece, antecipadamente, a quem doar seus gibis antigos, possibilitando que outros jovens tenham acesso à leitura e ao prazer por ela proporcionado. Os gibis deverão ser entregues na recepção de nossa entidade. A Gibiteca foi idealizada por Luiz Élson Dantas, professor, artista plástico, desenhista e roteirista de Quadrinhos e membro do e Grupo de Pesquisas e Estudo de Histórias em Quadrinhos (GRUPEHQ). 13


Revista biblioteca 1ª edição  

Revista digital da Biblioteca Prof. Américo de Oliveira Costa

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