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Revista do

Ano 3 - n o 1 - SAFERJ - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

A revista oficial do Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio de Janeiro

J R E F A S O ESPAÇ

o d a r p m co

XE EI A D R ÃO LE 30 N E D ÁG. P

O sonho cada vez mais próximo

Saferj compra terreno em Guaratiba e começa as obras. Prazo para conclusão é agosto de 2018. Presidentes Alfredo Sampaio, Zé Mário e Gaúcho apresentam a escritura


EDITORIAL

É importante levar ao conhecimento dos atletas que suas contribuições são utilizadas de forma responsável e visando sempre aumentar os benefícios à categoria, aos atletas de futebol do Rio. ALFREDO SAMPAIO É PRESIDENTE DO SAFERJ

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A Regra Número 1

diretoria do Saferj instituiu tempos atrás o que chamamos de “Regra Número 1” do Sindicato. Ela tem, internamente, a força de uma lei. Essa regra é simples, mas extremamente importante, por isso resolvemos nesse editorial falar sobre ela. Todo recurso proveniente dos atletas que entra no Sindicato, e que faz parte da receita mensal – basicamente 90% do total –, tem obrigatoriamente que voltar aos atletas em forma de benefícios. Essa é a Regra Número 1, a mais sagrada entre as demais que compõem as obrigações institucionais e morais da entidade. Porque falamos sobre isso? Porque é importante levar ao conhecimento dos atletas que suas contribuições são utilizadas de forma responsável e visando sempre aumentar os benefícios à categoria, aos atletas de futebol do Rio. Hoje, ao iniciarmos a construção do nosso centro de treinamento, vemos o quão importante é saber gerir o patrimônio da entidade, de forma segura e equilibrada, já que os recursos destinados a este projeto são oriundos das contribuições e de uma economia/poupança de quase 12 anos feita pelo Saferj. Após a construção da Casa do Atleta constatamos que nossa “ousadia” estava certa. Vimos que ser responsável por administrar altas quantias não é um bi-

cho de sete cabeças, ainda mais quando se faz com responsabilidade, ideologia, e com a certeza que gerar benefícios para os atletas é infinitamente mais importante do que termos uma entidade com saldo financeiro alto. Não é admissível em nosso entendimento que tenhamos uma entidade rica, com seus associados em dificuldades. Assim criamos a Regra Número 1, com o objetivo de viabilizar novos caminhos. Hoje o Saferj atende um número infinito de atletas e ex-atletas por meio dos diversos departamentos na Casa do Atleta. É extremamente prazeroso entrar diariamente no Sindicato e ver o movimento de entra e sai dos mais variados associados, desde do garoto que está começando até os craques consagrados, que vão em busca dos serviços oferecidos de forma gratuita a todos eles. Ver que após a inauguração do departamento odontológico, em dezembro passado, tivemos no final de 2016 e início de 2017 mais de cem atendimentos nessa área, nos dá a certeza que vale a coragem de agir, vale cada centavo aplicado e cada minuto trabalhado, pois os sorrisos e os agradecimentos que recebemos mostram que estamos fazendo o certo. Que venha o CT, e que ele nos traga mais sorrisos e inúmeros agradecimentos dos atletas, que irão usufruir muito de mais um benefício gerado pelo Saferj. Salve a Regra 1!!!

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SUMÁRIO

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DIRETORIA

PRESIDENTE Alfredo Sampaio da Silva Junior

1º VICE-PRESIDENTE Delson Celço Costa Melo

2º VICE-PRESIDENTE William César de Oliveira

DIRETOR TESOUREIRO Roberto Teixeira

RAIO X DO SAFERJ Conheça como andam os serviços prestados aos atletas de futebol

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campanha: olho no futuro

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projeto ct

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lei caio júnior

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carta aos atletas

Craque é aquele que também estuda!

Saferj compra espaço que se transformará no centro de treinamento dos atletas

Projeto de Lei está perto de regulamentar o trabalho dos treinadores de futebol. Mancini e Zé Mário opinam sobre o assunto

Presidente Alfredo Sampaio publica carta que trata do repasse de cotas e de projeto que pode mudar a vida dos atletas

VEJA TAMBÉM 11 SAFERJ Informa DIRETOR SECRETÁRIO Josimar de Carvalho Teixeira

DEPTO JURÍDICO Yara Macedo

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13 Saferjbook 26 Treinador e o Diploma de Educação Física 28 Carnaval do SAFERJ

Ana Beatriz Macedo DIRETOR TESOUREIRO SUPLENTE Luís Carlos Rebouças de

Santana DIRETOR SECRETÁRIO SUPLENTE Leonardo da Silva Moura CONSELHO FISCAL EFETIVO Mauro Resende de Oliveira l Jefferson de Oliveira Galvão l Ruy Carlos Gama Silva CONSELHO FISCAL SUPLENTE Paulo Victor Mileo Vidotti l

Nilson Severino Dias l David da Silva Batista

EXPEDIENTE: REPÓRTER E JORNALISTA RESPONSÁVEL - Camilo Sepúlveda | PRODUÇÃO E CAMPANHAS - Thaynara Botelho | DIAGRAMAÇÃO - Claudio Albuquerque | PRODUÇÃO GRÁFICA - Leandro Becker | GRÁFICA - Cia Duarte | TIRAGEM - 1750 exemplares

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RAIO X SAFERJ

Na primeira edição, a Revista do Saferj apresentou a Casa do Atleta. Nesta, os leitores terão uma atualização dos serviços prestados aos atletas de futebol do estado do Rio

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Safit Club dos, a academia agora conta com o SafitSense, que tem o massagista Thiago Thomeny no comando das massagens. Nesses oito anos, 318 atletas fizeram treinos na Safit Club, mais 400 funcionários passaram pela academia e cerca de cinco mil alunos ativos e inativos treinaram. Foto: Alex Marcos

omo sempre, a academia Safit Club, ligada ao complexo da Casa do Atleta, vem se preparando cada vez mais para atender os atletas e público em geral na Tijuca. Ao comemorar oito anos no último mês de março, a academia chega a números expressivos. Além do equipamento, professores de primeira linha, treinos específicos e programas diferencia-

“Nos tornamos uma academia bem profissional, com metas alcançadas e profissionais especializados. Crescemos juntos e individualmente também. Hoje a Safit dá resultados muito bons. Treinamento Funcional, Mat Pilates, Bike Indoor estão sempre cheias e fazem sucesso. Continuamos atendendo as pessoas da região (Tijuca), atletas, ex-atletas e mantendo nossa excelente aparelhagem de musculação e sala de cárdio, com esteiras de última geração”, explica Alfredo Neto.

Número 12 meses meses Número de de treinos treinos nos nos últimos últimos 12 (março/2016 a fev/2017) – 5726 treinos março / 2016 a feveveiro / 2017 – 5736 treinos S AFERJ | Ano 3 - n o 1

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RAIO X SAFERJ

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Fisiologia

Laboratório de Fisiologia do Saferj foi criado em junho de 2016. De lá pra cá, diversos atletas do futebol já passaram pelos aparelhos do professor Paulo Figueiredo, como o meia Radamés, o atacante Souza, e elencos de clubes como o Madureira e o Friburguense. “Também estamos fazendo avaliações de atletas de outros esportes também, como o jiu-jitsu e a canoa havaiana. Pessoas em geral, se recuperando de lesões, enfim todos que queiram uma segurança maior ao praticar esportes”, diz Figueiredo, lembrando que o Madureira, que chegou nas semifinais da Taça GB deste ano, realizou os testes no Saferj. Figueiredo também ressalta o que é desenvolvido no laboratório do Sindicato do Rio. “Analisamos força, trabalho e potência, fazemos o planejamento do treinamento e damos a orientação individual para cada atleta poder desenvolver sua atividade com maior eficiência. Fazendo com que seu treino seja efetivo e ele não se desgaste sem necessidade”. Atualmente, o Saferj está oferecendo, de forma gratuita, a avaliação completa no seu laboratório aos clubes da 2ª e 3ª Divisões do Rio. E apenas 100 reais, por atleta, aos clubes da 1ª Divisão.

O jogador Mayaro Moreth, do América, realizando os testes no Laboratório de Fisiologia do Saferj

Número de atendimentos: entre janeiro de 2016 e março de 2017 - 107 atletas de futebol e 10 atletas de outros esportes - Total - 117 atletas atendidos

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Foto: Thaynara Botelho

O atleta Tássio Maia, ex-Botafogo, sendo atendido por Jean Carvalho, fisioterapeuta do Saferj

Fisioterapia

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Fisioterapia do Saferj continua tendo enorme procura entre atletas que estão jogando e aqueles que já deixaram as quatro linhas. Os fisioterapeutas continuam sendo Alexandre Abrantes e Jean Carvalho, que utilizam os tratamentos mais modernos e conceituados. A novidade para lesões musculoesqueléticas e recuperação de pós-cirurgias é o aparelho Game Ready, adquirido pelo Sindicato. Por meio dele o fisioterapeuta obtém mais sucesso ao unir compressão ativa à crioterapia. “Com esses aparelhos a recuperação é mais rápida, temos o de tornozelo e o de joelho”, explica Jean Carvalho.

Números da Fisioterapia dos últimos 12 meses abril / 2016 a março / 2017 – 1743 sessões S AFERJ | Ano 3 - n o 1

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Foto: Antonio Marcos

RAIO X SAFERJ

O dentista Patrick Cobério atendendo um atleta no consultório da sede do Saferj

Odontologia

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Odontologia do Saferj vem tratando da saúde bucal dos atletas desde novembro de 2016, quando obteve a autorização da Anvisa. Conta com dois consultórios, onde podem ser realizados praticamente todos os tratamentos dentários. O dentista Patrick Cobério e a técnica de saúde bucal, Elaine Naizer, são os responsáveis por cuidar dos dentes dos jogadores. Cobério explica essa nova especialidade na Odontologia, que é exercida no Saferj, a Odontologia do Esporte. “Estamos inseridos numa nova especialidade da Odontologia, a do Esporte. Lembrando que todas as especialidades que o atleta precisar fazemos aqui. Apenas alguns materiais que não podem ser feitos internamente, são produzidos fora, mas o procedimento para colocação desse material é todo realizado no Saferj, sem custo algum para o atleta”.

A coordenação continua sendo do dentista Gustavo Ferreira, que acredita ter firmado excelente parceria entre a Odontofitness e o Sindicato do Rio. “Nós da Odontofitness estamos muito satisfeitos com o resultado e os números do Departamento Odontológico do Saferj. A preocupação da diretoria de selecionar equipamentos de última geração e dentistas especializados em Odontologia do Esporte para realizar os atendimentos aos atletas de alta performance é o diferencial do projeto. Pretendemos divulgar e promover esses serviços nos clubes com palestras educativas, informando e esclarecendo os benefícios de uma saúde bucal adequada, quais são as suas relações com a saúde e performance dos atletas e, principalmente, quais os riscos do descuido com a saúde bucal”, diz Ferreira.

HORÁRIOS DE ATENDIMENTO | Segundas, quartas e sextas das 9h às 18h

Número de atendimentos nos meses set, out e nov/2016 - 83 atendimentos nos meses jan, fev e mar/2017 - 80 atendimentos

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PROJETO TREINAMENTO DIÁRIO

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Atleta em Forma

á três anos o Saferj promove um projeto de muito sucesso e valor: o Projeto Treinamento Diário (PTD) – Atleta em Forma, que já beneficiou centenas de atletas sem contrato de trabalho e que estão, obviamente, à procura de um clube, uma nova chance no mercado. “Continuamos dando a esses atletas todas as condições de treinamento, jogos, academia, uniformes, alimentação etc. Com a chegada do CT, o projeto irá fornecer ainda mais estrutura para eles”, explica o coordenador geral do Projeto, William César, 2º vice do Saferj. O PTD segue desenvolvendo um trabalho com um grupo de 25, 27 atletas, como um time de futebol normal. Treinos na Casa do Atleta, na praia, e jogos no CT (que está sendo construído, mas já possui um

campo oficial) fazem parte da rotina deste projeto, que tem como principal objetivo recolocar os jogadores de volta ao mercado de trabalho. O antigo treinador, Sérgio Cosme, é agora o coordenador técnico. Desde dezembro, o novo treinador é Robson Gabriel, que como jogador atuou por Náutico, Madureira e muitos outros. Como técnico, começou no Tricolor Suburbano, esteve na Arábia e em diversos clubes. “Venho dando continuidade ao trabalho, colocando em prática a minha metodologia”, diz Robson. O preparador físico é Márcio Camacho, o auxiliar técnico, Perivaldo, e o treinador de goleiros, Adriano Silva. No apoio, o projeto conta com Nélson Henrique e Denílson Nogueira, o Dedé.

Os atletas do Projeto agora já têm mais uma opção de treinos: o campo do CT de Guaratiba

Números do Projeto Treinamento Diário: entre novembro 2016 e agosto 2017 (período anual do projeto) - 48 atletas no total até o momento - 6 amistosos realizados 9 atletas já saíram para clubes. Felipe Américo e Fabio Noronha saíram para Bakito Puteka (Indonésia) e América- RJ

Jurídico

O Saferj conta com duas advogadas, Yara Macedo e Ana Beatriz Macedo, que desenvolvem uma rotina de aconselhamentos jurídicos, promovem ações trabalhistas e esclarecimentos a cerca de contratos, abandono do clube junto ao atleta e toda a parte de leis que envolvem o mundo do futebol e do profissional.

No Atendimentos nos últimos 12 meses abril/2016 a março/2017 – 74 n

n Também

no período de abril/2016 a março/2017 o Saferj realizou a doação de 164 cestas básicas e realizou 99 homologações.

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OLHO NO FUTURO

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Craque é aquele que também estuda!

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Saferj está lançando uma campanha para conscientizar os atletas de futebol para que não larguem os estudos, ou retome-os no caso de terem abandonado. Cartazes da campanha serão distribuídos, palestras e visitas serão realizadas nos clubes com o intuito de não deixar que principalmente os mais jovens foquem exclusivamente no futebol. O presidente Alfredo Sampaio acredita que o mundo do futebol é difícil e se o atleta não edifica um plano B paralelamente ao sonho do futebol, pode ficar em sérios perigos lá na frente em sua vida. Revista do Saferj - Por que o Saferj está preocupado com o estudo dos atletas de futebol? Alfredo Sampaio - A carreira do atleta de futebol é encantadora e por isso chega ser inebriante, ao ponto de “cegar” os postulantes a jogador profissional de futebol. A profissão de atleta de futebol é a única que pode proporcionar da noite para o dia mudanças financeiras significativas. É a única que permite que uma pessoa simples e, muitas vezes, até sem formação, se torne milionária num curtíssimo espaço de tempo. Por isso, e motivado pela riqueza, glamour e sucesso (que a mídia mostra diariamente sobre os bem sucedidos no futebol) é que jogar futebol tornou-se quase uma obsessão para muitos. Nossa preocupação é motivada pelos fatos reais que acompanhamos há anos no mundo do futebol. Sempre falamos que o mundo do futebol é igual a um cone ao contrario, em que muitos entram, mas poucos saem. Sabemos que a grande maioria não conseguirá êxito e, consequentemente, independência financeira. O futebol tem uma característica diferente de outros seguimentos: o sucesso muitas vezes não chega por falta de capacidade e, sim, por diversas outras razões, diversas e surpreendentes.

Saferj vai pra cima e quer que atleta não largue ou retome os estudos. O presidente Alfredo Sampaio explica as razões e como será a campanha RS - O que vocês pensam em fazer nessa campanha? AS - Queremos chamar a atenção dos atletas para a necessidade de se preparar para o futuro. Só se dedicar ao futebol pode trazer-lhes um risco que só será sentido e até admitido quando eles já estiverem no meio de suas vidas. Queremos estimular a conscientização deles, que conheçam o universo que estão entrando; que saibam que há um lado bom e um ruim; que não se deixem “cegar” pelo glamour da profissão. É importante que entendam a necessidade de estudar. É sacrificante, sabemos. Não é fácil treinar o dia todo e depois ainda ter que participar de aulas de três, quatro horas. Mas para o bem deles, tem que ser feito. RS – Quais serão as ações? AS - Vamos distribuir cartazes por todos os clubes, campanhas nas redes sociais, criar grupos no WhatsApp, realizar palestras e tudo que for necessário para levar essa mensagem. Vamos alertá-los para a necessidade de ver essa profissão com mais cuidado e assim estimulá-los a se prepararem para uma vida mais segura ao parar de jogar. O Saferj crê que as carreiras a seguir podem ser das mais variadas e não somente às ligadas ao futebol. Curso técnico, tecnólogo, faculdade, bacharelado, licenciatura, enfim, tudo que possa preparar melhor o atleta para o mercado de trabalho e, assim, deixá-lo com uma segunda (quem sabe a primeira) opção, caso ele não vença no futebol. Existem entidades que ajudam o atleta de futebol nessa área educacional, proporcionando a realização de cursos por meio de custeio parcial das mensalidades, são elas: Fugap - Fundação Garantia do Atleta Profissional – e Agap – Associação de Garantia ao Atleta Profissional –, que recebe verbas através da Lei Pelé para esses fins.

Agap – Tel: (21) 2215-9855 Fugap – Tel: (21) 3185-3899

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SAFERJ INFORMA

Seguem aqui as últimas notícias relacionadas ao futebol Clube dos Capitães

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Composto, inicialmente, por 75 capitães de times brasileiros de diversas divisões, a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) criou o “Clube dos Capitães”. O grupo visa debater os problemas da categoria e ouvir os jogadores.

Clube dos Treinadores Já a Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol (FBTF), por meio do técnico Vagner Mancini, criou seu clube de treinadores. Eles já são mais de cem e se comunicam pelo WhatsApp há algum tempo.

Técnicos registrados

Curso Fisiologia do Futebol

No dia 29 de abril, entre 8h e 18h, o Saferj sediará o curso de Fisiologia do Futebol, com o professor Paulo Figueiredo. Fontes de Fornecimento de Energia; Testes, Medidas e Avaliação; Análise de Resultados e Planejamento e Organização do Treinamento são os temas abordados no curso, que tem preço a R$150. O Saferj fica na Rua Professor Gabizo, 237, Tijuca.

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A partir de agora, os treinadores de futebol terão seus contratos de trabalho registrados na CBF. Isso já existia na lei de 1993, que trata dos treinadores de futebol, mas não era cumprido. Essa já era uma das solicitações feita pela FBTF que a CBF passa a realizar por meio do seu regulamento.


Aquecimento no campo Após pedido do “Clube dos Capitães”, a Fenapaf, por meio do presidente Felipe Augusto Leite, sugeriu à CBF permissão para que os times façam o aquecimento dentro do campo antes das partidas. A CBF liberou.

Reunião

Em reunião entre os presidentes da CBF, Marcopolo Del Nero, da Fenapaf, Felipe Augusto Leite, e do Saferj, Alfredo Sampaio, algumas propostas foram encaminhadas à Confederação Brasileira de Futebol:

n Que seja reavaliada a forma de disputa da Série D do Campeonato Brasileiro. O número de participantes aumentou de 40 para 64 clubes. Com isso, um time que for eliminado na primeira fase, terá apenas cerca de um mês e uma semana de atividades, enquanto na fórmula antiga, o clube jogava, no mínimo, cerca de três meses. Mais atletas ficarão desempregados por um tempo maior. n Saferj sugeriu a criação de cotas para treinadores com menor condição financeira que queiram realizar o curso de treinador da CBF, tendo em vista que o curso da entidade não é barato.

CBF e Fenapaf abrem discussão sobre intervalo das partidas A CBF tem no seu regulamento que o limite mínimo é de 60 horas, há uma decisão judicial que exige 72, e a Fenapaf entende que o descanso entre os jogos passe a ser de 66 horas, como antigamente. O acordo sai em algumas semanas.

n Os jogos pela manhã e que entram pelo início da tarde (entre 11h e 14h) deverão ter as suas temperaturas monitoradas. A partir de 25 graus haverá uma parada técnica em cada tempo; mais do que 28, interrupção do jogo. Se a temperatura não cair, suspensão da partida. Um representante do sindicato dos atletas estará presente para fiscalizar.

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SAFERJBOOK

PERSONAGENS

Acompanhe aqui, as visitas, o direito de arena, campanhas etc

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1. O vice-presidente do Saferj Delson Celço com Gustavo Scarpa do Fluminense | 2. Marcio Araújo, do Flamengo, com o vice Denson Celço recebendo o direito de arena | 3. Atletas do Flamengo recebendo o direito de arena | 4. Comissão técnica do Bangu, exibe o exemplar da Revista do Saferj | 5. Atletas do E.C. Rio São Paulo com exemplares da Revista do Saferj | 6. Richarlison, atacante do Fluminense | 7. Atletas da Portuguesa com a Revista do Saferj | 8. Zé Mário na campanha Lei Caio Junior | 9. Carlos Alberto Parreira dando aula em curso no Saferj | 10. Camilo, meia do Botafogo | 11. Alfredo Sampaio com o presidente da Ferj, Rubens Lopes, na Federação do Rio | 12. O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, com a Revista do Saferj | 13. Pintado e Rogério Ceni na campanha Lei Caio Junior | 14. Sassá, Jefferson e Renan Fonseca do Botafogo | 15. Julio dos Santos com a Revista do Saferj | 16. Integrantes da FIFPro em reunião com Alfredo Sampaio no Saferj | 17. Atletas do América com a Revista do Saferj

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PROJETO CT

O Sonho est Após quase uma década de Casa do Atleta, Sindicato compra terreno de 25 mil metros quadrados, obtém a escritura e começa a construção do CT de Guaratiba

Alfredo Sampaio, Zé Mário e Gaúcho: o presidente atual e os antigos juntos no projeto do CT

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tá próximo!

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O atleta sem estar jogando sofre de diversos males: a falta de remuneração (óbvia, por não estar trabalhando), na parte física, por não estar jogando, e também na parte psicológica, em sua autoestima, inclusive, acarretar problemas em sua vida familiar, em sua casa”, enumera o presidente. O Saferj, por meio do Projeto criado há cerca de três anos, vem desenvolvendo esse trabalho junto a jogadores que estão sem contrato com clube. Treinos no Cheirinho do Gol, no Recreio, no São Cristóvão, na Casa do Atleta, na Quinta da Boa Vista, na praia do Leme, além de amistosos em diversas cidades são a rotina do projeto, que têm como coordenador de campo, o técnico Sérgio Cosme, o coordenador geral e 2º vice-presidente, William César, e a comissão técnica comandada pelo treinador Robson Gabriel, e seus assistentes Perivaldo, Fábio Noronha e Márcio Camacho. Alfredo diz que o CT virá para coroar esse projeto Fotos: Antonio Marcos

sonho de ter seu centro de treinamento já tem data para ser concretizado: no máximo em agosto de 2018. Até lá, muitos estudos sobre o terreno, execução das obras e a certeza de que o melhor está sendo feito para o profissional de futebol do estado do Rio. O projeto do CT veio complementar a necessidade do atleta, que já tinha todo o suporte da Casa do Atleta, na Tijuca, onde há oito anos ele encontra fisioterapia, academia, fisiologia, odontologia, aconselhamento jurídico, entre outros, mas não tinha um lugar específico para treinar, descansar, disputar jogos etc. O presidente Alfredo Sampaio ressalta a importância da continuidade do Projeto Treinamento Diário – Atleta em Forma. “O atleta tinha todas as condições dadas pelo Saferj, mas faltava colocá-lo no campo, especificamente, e consequentemente, deixá-lo pronto para voltar ao mercado de trabalho. E não só pra isso.

Elias Duba, Nílson Dias, Zé Mário, Alfredo Sampaio, Gaúcho, Felipe Augusto e Wilson Gottardo

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PROJETO CT

O Alfredo sempre colocou meu sonho para a prática. A sede nas redondezas do Maracanã, e que pudesse amparar os jogadores na parte física, médica etc. Agora o CT, que é sonho dele e mais um bem para o atleta e ex-atleta. Espero que possamos colaborar, que tudo dê certo e depois de pronto zelem para que seja um bem para todos. ZÉ MÁRIO É TREINADOR E PRESIDENTE DA FBTF

de apoio ao profissional sem clube. “Hoje temos uma turma com 25, 27 atletas. Com o CT, poderemos ter duas ou três turmas com 27, caso haja necessidade. Com a Casa do Atleta e o CT, o atleta do Rio estará amparado de todos os lados”.

O CENTRO DE TREINAMENTO

Alfredo Sampaio com o gerente Mário Richa, o diretor Josimar Ferreira e o 2º vice William César no terreno do CT

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O lugar era um sítio. Situado em Guaratiba, Zona Oeste do Rio, com 25 mil metros quadrados, lá ainda se pode encontrar silêncio, ar puro, fundamentais para que os atletas consigam concentração e boas condições de treino. E, assim, praticar seu futebol e dar sequência na sua carreira. Após a escolha do terreno e da realização de assembleia para autorizar o projeto, no fim do ano passado a diretoria efetuou (veja a foto) a compra. Mais um sonho, como foi a Casa do Atleta na Tijuca, está se realizando. Estiveram na assinatura três dos cinco presidentes que contribuíram para a história da entidade: Zé Mário, Gaúcho e Alfredo Sampaio. Outros atletas como Wilson Gottardo, Nilson Dias, além do presidente da Ferj, Rubens Lopes, e o presidente da Fenapaf, Felipe Augusto Leite, também compareceram. O craque Zico, também ex-presidente, não pôde comparecer, pois estava com compromissos na Índia, e Paulo Sérgio por compromissos no Espírito Santo, também não esteve presente. Zé Mario comenta sobre o CT.


Cronologia do Projeto CT

2015 – Escolha do lugar 2016

– Compra do terreno, elaboração dos projetos conceituais, e, no final do ano, a escritura

2017

– Até maio, fechamento dos projetos executivos - Depois de maio - Obras AGOSTO

2018 – Conclusão do empreendimento “O Alfredo sempre colocou meu sonho para a prática. A sede nas redondezas do Maracanã, e que pudesse amparar os jogadores na parte física, médica etc. Agora o CT, que é sonho dele e mais um bem para o atleta e ex-atleta. Espero que possamos colaborar, que tudo dê certo e depois de pronto zelem para que seja um bem para todos. Estou feliz em ter criado essa instituição e mais feliz ainda por ver o Alfredo à frente dela fazendo o bem para todos. Parabéns Alfredo!”, diz Zé Mário. O CT terá 30 quartos duplos (60 pessoas), cozinha industrial, dois campos de futebol oficiais, academia, restaurante, consultórios, auditório, além de áreas para deixar os atletas bem à vontade para treinar e render. Outra ideia, que não está contemplada nesse projeto inicial, mas que está sendo viabilizada pelo Saferj, é a de ter cursos no CT. Assim, o atleta poderá treinar, descansar e estudar, ficando em tempo integral nas dependências do centro de treinamento. “Estamos estudando a possibilidade de colocarmos cursos profissionalizantes lá também. Será importante para a sequência de suas vidas após o término de suas carreiras. Essa ideia, que já foi tema de diversas matérias em publicações nossas, virou agora uma campanha de conscientização para que o atleta não largue, ou retome o estudo. Nós, lá no CT, tentaremos dar mais essa condição a eles, mais uma opção além do futebol”, projeta o presidente. A parte técnica está sendo comandada pelo gerente de empreendimento, Mário Richa, que explica sobre o andamento do projeto: “Nós estamos na fase da legalização e do projeto executivo. No fim de março teremos a conclusão do projeto. Em abril, avaliaremos as empresas, com o que chamamos de nivelamento das propostas. E a seguir, a execução da obra, que deve durar algo em torno de 360 dias. Colocamos três meses,

Atletas, ex-atletas e convidados no lançamento do projeto CT

em que podem haver eventualidades e, então, no máximo em agosto de 2018, finalizaremos a obra”, explica o gerente, que acrescenta que a mudança na gestão da Prefeitura do Rio mudou os profissionais que tratavam do assunto, fazendo com que se perdesse mais tempo. O Saferj utilizará um tipo de construção dos mais modernos. “Iremos produzir a estrutura metálica e as fundações ao mesmo tempo. A estrutura será montada sobre as fundações fazendo com que ganhemos tempo, sobrepondo tarefas e diminuindo custos”, conclui Richa. Enquanto não fica pronto, o Saferj já vem utilizando o terreno para jogos treinos do Projeto. O 2º vice, William César, ressalta que o trabalho continua sendo feito com jogos, atividades na academia Safit Club, treinos na praia, porém agora já podem ter mais um ambiente: o CT de Guaratiba, que apesar da pouca estrutura atual, já conta com um campo oficial para a realização da prática do futebol. Alfredo Sampaio conclui que com o CT, o Saferj continua sua regra número um criada pela diretoria. “Toda receita do Saferj deverá sempre ser revertida em benefício da categoria. O CT é mais um desses benefícios”.

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LEI CAIO JR

Caio Jr. recebe homenagem em nova lei dos treinadores Projeto de Lei já passou por várias fases. Texto irá regulamentar a profissão de treinador de futebol. Vagner Mancini e Zé Mário discutem sobre o tema

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s treinadores estão próximos de novas regras de trabalho. Como foi mostrado na última edição da Revista do Saferj, problemas com indenizações, duração dos contratos, curso de formação, férias e outras questões estão no Projeto de Lei do deputado federal José Rocha (PSD-PR). O projeto já passou pela Comissão do Trabalho, do Esporte, de Constituição e Justiça, e está muito próxima de virar lei.


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Encontrei o Caio em Orlando, nos EUA, e lá conversamos sobre os problemas que nós, treinadores, enfrentamos. Combinamos de fazer algo a respeito, e em agosto de 2013, com a ajuda de vários outros treinadores, fundamos, em São Paulo, a FBTF. Portanto, essa federação nasceu de uma conversa entre eu e o Caio Jr. VAGNER MANCINI É TÉCNICO DA CHAPECOENSE

Um dos idealizadores e defensores dessas regras que serviriam para proteger esses profissionais se foi na madrugada do dia 29 de novembro do ano passado: o técnico Caio Júnior, de 51 anos, estava no voo da Chapecoense rumo à Medellín, em que 71 pessoas morreram antes de disputar a final da Sul-Americana 2016, contra o Nacional-COL. Porém, os que ficaram estão unidos e confiantes de que injustiças cometidas com os técnicos de futebol no Brasil possam acabar, ou pelo menos diminuir, com a aprovação dessa nova lei, que terá um novo nome: Lei Caio Júnior. Vagner Mancini, também um dos idealizadores dessa lei, é hoje, coincidentemente, técnico da Chapecoense. Ao lado de técnicos como Felipão, Zé Mário, Dorival Júnior, Alfredo Sampaio, Falcão e ou-

tros, inclusive Caio Jr., fundaram, em 2013, a FBTF – Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol. A entidade tem como principal objetivo trazer novas e melhores condições aos treinadores de futebol do Brasil. “Encontrei o Caio em Orlando, nos EUA, e lá conversamos sobre os problemas que nós, treinadores, enfrentamos. Combinamos de fazer algo a respeito, e em agosto de 2013, com a ajuda de vários outros treinadores, fundamos, em São Paulo, a FBTF. Portanto, essa federação nasceu de uma conversa entre eu e o Caio Jr.”, lembra Mancini. O técnico explica também que já existe uma lei, de 1993, que trata do tema dos treinadores de futebol, mas que a Lei Caio Jr. virá para fazer com que os treinadores tenham seus direitos adequados ao tempo atual. “Nós, com apoio do deputado José

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Foto: Alex Marcos

LEI CAIO JR

O que precisamos é de uma lei digna, que nos preserve, nos dê o direito de fazermos um trabalho de evolução do jogador, tanto técnica e taticamente, e do clube de uma maneira geral. ZÉ MÁRIO É TREINADOR E PRESIDENTE DA FBTF

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Rocha, gostaríamos que essa lei fosse adequada ao momento atual do Brasil. Hoje temos um grupo de trabalho através do WhatsApp, com mais de cem treinadores, e estamos conseguindo ter uma voz mais forte, fazendo com que as federações e a CBF comecem a perceber sobre os nossos direitos. Os jogadores têm, as instituições têm e os treinadores também devem ter. Não queremos levar vantagem sobre nada, apenas andar em conformidade com todos aqueles que fazem parte do futebol”. Mancini conta que em São Paulo, os técnicos já conseguiram, junto à Federação Paulista, uma vitória significativa no regulamento da competição atual: o clube não pode demitir o treinador sem que acerte toda a parte financeira com esse profissional. Já o presidente da FBTF, Zé Mário, também crê que com a nova lei, deformidades possam ser ajustadas. “Estamos há mais de dois anos lutando para a melhoria nas condições de trabalho dos treinadores. Os profissionais de futebol brasileiro são os melhores do mundo. Somos criativos, respeitamos as características de cada jogador e de cada país que trabalhamos. A reciclagem é sempre feita naturalmente e não precisamos ir para a Europa fazer isso. Com a internet sabemos tudo que se passa no mundo do futebol. Qual a diferença de ver pela Internet ou ir num clube europeu e ficar sentado vendo um treino na arquibancada? Ou vocês pensam que os clubes e treinadores escancaram as portas para nós treinadores? Quero saber qual o treinador foi à Europa e presenciou uma preleção antes ou no intervalo de um jogo ou durante a semana? Reciclagem é trabalhando, por isso acho que somos os melhores do mundo”, diz Zé Mário. E completa: “O que precisamos é de uma lei digna, que nos preserve, nos dê o direito de fazermos um trabalho de evolução do jogador, tanto técnica e taticamente, e do clube de uma maneira geral. Hoje no Brasil se trabalha para não perder. Não podemos trabalhar por três resultados negativos e ainda colocam outro no nosso lugar, e nos “empurram com a barriga” para nos pagar. Precisamos aprovar essa lei para que possamos ter a condição de evoluirmos os jogadores e os clubes”, aponta Zé Mário.


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MERCADO DE TRABALHO

Oportunidades para os ex-atletas Vereador e ex-atleta, Felipe Michel está com um Projeto de Lei que une atletas que já deixaram os campos aos profissionais de Educação Física. Saferj deve ministrar os cursos

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Felipe Michel é presidente da Comissão Permanente de Esportes e Lazer da Câmara. O vereador já iniciou conversas com o Cref (Conselho Regional de Educação Física) e o Saferj para debater o assunto. “É muito difícil não ter um futuro, uma perspectiva. Existem inúmeras escolinhas de futebol em projetos sociais e clubes, um enorme campo de trabalho para eles. Esses profissionais podem compartilhar suas experiências, ensinar o que melhor sabem

O vereador Felipe Michel entregando um exemplar da Revista do Saferj ao prefeito Crivella

Alfredo Sampaio e o vereador Felipe Michel posam em frente ao painel do Centro de Treinamento do Saferj

Fotos Thaynara Botelho

vereador e ex-atleta de futebol Felipe Michel (PSDB-RJ) está formatando um Projeto de Lei em que os ex-jogadores atuariam junto de profissionais de Educação Física para dar aulas do esporte. Eles passariam a ter o cargo dentro de um programa do município habilitando-os ao exercício da função. Para participar, eles precisarão comprovar a condição de ex-atleta profissional.

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A diretoria do Saferj aproveitou a reunião e levou três solicitações de apoio n Que seja viabilizada sinalização indicando o caminho para o Centro de Treinamento do Saferj que está sendo construído em Guaratiba, na altura da Estação do BRT de Mato Alto. “Como ele está localizado em uma rua pouco conhecida da região, se faz necessária a indicação para que as pessoas possam chegar com tranquilidade ao CT”, alerta Josimar Ferreira, secretário geral do Saferj; n Que seja avaliado a possibilidade de sessão de algumas autonomias de táxi ou autorização de Uber em nome do Saferj para a utilização como forma de trabalho pelos ex-atletas. “Seria mais uma maneira de proporcionarmos trabalho aos atletas. Como a maioria tem carteira de motorista, passaria a ser uma alternativa no mercado de trabalho. O Saferj compraria os carros (seriam todos do Saferj que disponibilizaria aos atletas selecionados) e criaria turnos de trabalho, assim muitos poderiam ser contemplados”, explica Josimar Ferreira; n Que nos orientasse na busca de apoiadores ou parceiros que possam ajudar na compra de equipamentos para os diversos setores do CT. “O Saferj tem os recursos totais para a construção física do CT, mas teremos que buscar outros para equipar setores como academia, dormitórios, cozinha industrial, restaurante, lavanderia etc. A ideia é termos apoio para essas áreas especificas” completa Alfredo Sampaio.

O presidente Alfredo Sampaio em reunião com Felipe Michel (ao centro) e o advogado Douglas Moreno, na sede do Saferj

fazer. Isso sem contar com o brilho nos olhos das crianças, que vão poder aprender com seus ídolos”, explica Felipe. O presidente do Saferj, Alfredo Sampaio, recebeu Felipe nesse mês de março na sede do Saferj e debateu com o vereador sobre o projeto e o papel que o Sindicato do Rio vai exercer. “Independentemente de ser vereador, o Felipe Michel é um amigo, uma pessoa que batalhou muito para estar nesse lugar. Tivemos muito prazer em recebê-lo. Seu projeto, visando a geração de trabalho para os ex-atletas, demonstra bem que ele não esqueceu suas origens. Hoje temos muitos deles buscando espaço no mercado de trabalho, mas, como a maioria do povo brasileiro, encontram dificuldades. Estaremos apoiando no que for necessário. O projeto prevê, entre outras coisas, que o atleta para exercer a função de instrutor ou monitor de futebol tenha que passar por um curso de aprendizagem e aperfeiçoamento. O Saferj será responsável pela realização desses cursos, que serão ministrados por especialistas e oferecido de forma gratuita aos atletas. Esperamos que o plenário da Câmara apoie e vote favorável à aprovação desse projeto”, diz Alfredo.

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DIPLOMA

Treinador de futebol tem que ser formado em Educação Física? Saferj acredita que seria bom, mas com as dificuldades de se fazer uma faculdade, com despesas e tempo gasto, um curso menor deveria ser criado para que não se perca o potencial do atleta que queira seguir na carreira de técnico

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á muitos anos uma discussão envolve o mundo do futebol no Brasil: treinadores devem ser formados em Educação Física? Para alguns, como os Conselhos Regionais de Educação Física (Crefs), sim, mas no entendimento do ministro Humberto Martins, do Saferj e de muitos outros seguimentos, não. Para o ministro relator da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que tratou do caso em 2015, a lei sugere que o treinador seja formado em Educação Física, porém não exige tal formação. Segundo ele, a competência que a Lei 9.696 atribui ao profissional de Educação Física não se confunde com as atividades desempenhadas por treinadores e monitores de futebol. A Lei 8.650/93 é que define que o treinador profissional de futebol deve ser preferencialmente portador de diploma de Educação Física ou pessoa que, até o início da vigência da lei (22/4/1993), tivesse comprovado o exercício da profissão por, no mínimo, seis meses. A exigência, considerada ilegal, foi estabelecida por resoluções do Conselho Federal de Educação Física (Confef). O presidente Alfredo Sampaio explica sua visão sobre o assunto: “Os Crefs entendem que todo treinador de futebol deve ter diploma de Educação Física. Nós também entendemos que isso seria o ideal (todos serem formados nessa carreira), porém o que as pessoas

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devem entender é que um atleta que joga por 20 anos e para de jogar aos 38, por exemplo, se não conseguiu ao longo da carreira fazer sua independência financeira, o que acontece com 80% na categoria, terá enormes dificuldades para a sequência de sua vida, para manter o sustento familiar. Se ele para se manter no seguimento que esteve ao longo dos 20 anos como atleta tiver que cursar uma faculdade por três ou quatro anos, sua vida pessoal entrará em colapso, pois, para esse grupo, ao encerrar a carreira de atleta num dia, obrigatoriamente no dia seguinte já deverá estar trabalhando, para manter seu sustento, e o mais natural é que siga no meio futebolístico”, diz o presidente. E continua: “O Saferj defende que todos aqueles que possam fazer Educação Física que o façam porque, sem dúvida, irá contribuir como um todo em sua nova função. Dará uma visão mais macro das atividades inerentes aos atletas. Agora, o fato de não fazer o curso superior não significa que ele não terá condi-


ções de executar suas funções como treinador, que se atem a trabalhos técnicos e táticos. Todo o trabalho físico e fisiológico estará sempre sob a orientação e responsabilidade dos professores de Educação Física. Tanto o Saferj, quanto o Sindicato dos Treinadores do Rio de Janeiro e a FBTF, são contrários à forma como a transição de funções (quando o atleta para e torna-se treinador) vem sendo feita. Não é concebível que uma pessoa pare de jogar num dia e no dia seguinte já esteja dentro do campo como treinador. Apesar de toda sua experiência, entendemos que, mesmo assim, ele tenha que se qualificar um pouco mais para começar a exercer sua nova função. O curso de Educação Física em três ou quatro anos é excessivo em seu tempo, por isso defendemos a criação de um curso específico para treinador de futebol, baseado na aplicação de treinamentos

técnicos e táticos, mas que tenha uma duração menor, talvez de seis meses a um ano. Se considerarmos que no curso de Educação Física a carga horária específica para a cadeira Futebol é de 35 horas, seis meses ou um ano será mais que suficiente para qualificar de forma adequada o novo profissional. Lembrando que seu potencial e a experiência adquirida irão completar sua formação”, acrescenta Sampaio. Os treinadores do Rio Janeiro e de São Paulo já ganharam na Justiça e não podem ser mais excluídos das suas funções por conta de não possuírem diploma. Grandes treinadores são formados em outras áreas e exercem a carreira de treinador de futebol, como é o caso de Fernando Diniz, hoje no Audax-SP, formado em Psicologia. Ele, e outros, então não poderiam exercer suas funções de treinador?

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CARNAVAL SAFERJ

Fotos: Antonio Marcos

Amizade, União e

CARNAVAL

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bloco Vou Treinar e Volto Já, que saiu pelo 8º ano seguido, vai muito além de um bloco de carnaval. Nele, companheiros de futebol se reencontram, atletas da nova geração, da antiga, além de familiares, frequentadores da academia Safit Club e funcionários do Saferj, conseguem trazer para as ruas da praça Afonso Pena, na Tijuca, um clima saudável e de união. O sábado é marcado para os foliões do futebol brincarem. Atletas vem de longe, marcam com os amigos de se encontrarem e o clima vai por aí, regado à alegria típica do povo carioca. “Percebo a cada ano que os atletas fazem questão de estar aqui. Ligam pra gente durante a semana, trazem as famílias, marcam com outros companheiros. Além dos homenageados, estiveram presentes muitos atletas, antigos, novos”, diz o presidente Alfredo Sampaio. Alfredo ressalta que o blocofoi criado inspirado no Bloco das Piranhas do ex-zagueiro Moisés, em que diversos atletas do futebol da época (anos 70 e 80) desfilavam vestidos de mulher pelas ruas de Madureira. O bloco do Saferj busca trazer essa animação, com uma nova roupagem, com para que o jogador de futebol tenha um dia de folia, de confraternização.

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Vou Treinar e Volto Já reúne amigos de profissão, familiares e busca reviver de maneira saudável o bloco das Piranhas, do ex-zagueiro Moisés. Saferj também se fez presente em camarote na Sapucaí Arrastando sempre mais foliões a cada passagem, o bloco este ano contou com quase três mil pessoas e teve novamente a bateria da Estácio de Sá e o intérprete Wantuir. “Como já é uma marca registrada, passou sem confusão, com horários respeitados, sempre em harmonia com a RioTur, trânsito e comerciantes da região da Tijuca. O tempo mais uma vez ajudou, sem chuva e sem calor excessivo”, curte o vice-presidente Denson Celço, o Deninho.


Homenageados As personalidades home­nageadas este ano foram o técnico Edu Coimbra, ex-jogador do América, o ex-ponta-esquerda Julio César “Uri Geller”, o ex-zagueiro Rondinelli, o diretor de harmonia, Chopp, além do músico, Mestre Odilon. O presidente da Estácio de Sá, Leziário Nascimento, também foi agraciado com um troféu, por conta da sua escola representar o “berço do samba”, como a primeira escola da história: a Deixa Falar. Além do intérprete Wantuir, com 30 anos de Sapucaí e quatro anos de bloco. A porta-bandeira Cristiane Crissan e o mestre-sala Paulo Roberto estiveram mais uma vez presentes, além de atletas como Piá, Wallace, o goleiro Max, Osmar Guarnelli, entre muitos outros. Já na Passarela do Samba, o Saferj contou com a presença de diversos atletas em seu camarote. Assis, ex-meia e irmão de Ronaldinho Gaúcho, Arthurzinho, Josicler, o goleiro Max, Dudu Cearence, Wallace, Valtinho, o ex-presidente Zé Mário, personalidades como o cantor Xande de Pilares, entre outros. “Tanto o bloco, como o camarote são iniciativas que temos para manter e estreitar o relacionamento das pessoas ligadas ao Saferj. Tentamos valorizar e aproximar jogadores de times pequenos, grandes e pessoas ligadas ao futebol”, diz Alfredo Sampaio.

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CARTA DO PRESIDENTE

Carta aos Atletas

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ncerramos nossa revista com essa carta para chamar a atenção dos nossos atletas e associados para algumas questões de interesse da classe e que vimos a necessidade de esclarecimento.

1 - Diferenças de repasse das cotas de televisão.

Há algum tempo tomamos conhecimento por meio de outros sindicatos que poderia estar havendo um repasse menor nas cotas do Direito de Arena que os sindicatos recebem, por meio da Fenapaf, da Rede Globo de Televisão e dos clubes que fazem parte do contrato de televisionamento do Campeonato Brasileiro. Os sindicatos de São Paulo, Bahia, Goiás e Santa Catarina tomaram a decisão de contratar um advogado particular para mover uma ação de cobrança. Baseado em informações sigilosas que o advogado contratado dizia possuir, os sindicatos assinaram um contrato pelos serviços, contemplando naturalmente os honorários advocatícios do profissional. O Saferj não seguiu nessa linha e aqui vai a explicação para os atletas que atuam ou que já atuaram no futebol carioca: n O Saferj tem seu próprio corpo jurídico e, portanto, não iria contratar um terceiro advogado e acarretar essa despesa aos atletas, já que os honorários seriam abatidos dos valores a serem recebidos; n O Saferj entende que, em havendo tais diferenças, que esta situação deveria ser primeiro conversada com os clubes antes de impetração de ação judicial; n O Saferj solicitou ao presidente da Ferj, Dr. Rubens Lopes, após explicarmos os fatos, que convocasse os quatro grandes clubes para uma reunião, visando expor as informações recebidas, debatê-las e buscar as soluções. Duas reuniões já foram realizadas com os departamentos jurídicos de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama.

É importante que vocês, atletas, saibam que o Saferj irá buscar seus diretos, se comprovado o erro ou o dolo, não tenham dúvidas sobre isso. É obrigação do Sindicato do Rio trabalhar pelos diretos dos atletas, mas entendemos que, havendo necessidade, devemos também trabalhar em prol do esporte como um todo, e do futebol. Isso, muitas vezes, nos leva, quando necessário, a trabalharmos em conjunto com os clubes, ouvi-los e buscarmos soluções pacíficas, pois precisamos pensar no bem maior. Por termos essa visão, procuramos primeiros os clubes no caso citado acima. Muitos clubes estão mudando suas administrações, melhorando sua gestão, ficando financeiramente mais equilibrados, e quem lucra com isso são os atletas, que passam a trabalhar com mais segurança e tranquilidade. Por isso estamos seguindo esse caminho. Não seria razoável num momento em que todos estão buscando melhorar, aparecermos com uma ação milionária de uma hora pra outra sem dar-lhes a chance de uma solução menos traumática.

2 - Propostas de mudança de lei – “Temos que estar atentos”

Tramitam no Congresso Nacional dois Anteprojetos de Lei que visam mudança na Lei Pelé e que irão acarretar prejuízos aos atletas. Na última edição da Revista do Saferj, o advogado Décio Neuhaus, da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf ), já havia externado todos os pontos negativos para os atletas. Repetimos abaixo os pontos mais conflitantes para que vocês, mais uma vez, tomem conhecimento e que estejam preparados para lutarmos contra esse retrocesso. No Clube dos Capitães, criado pela Fenapaf, muitos já se manifestaram contrários. Esse tipo de participação será importante, temos que ouvir e alertar todos os atletas no Brasil.

LEIAM COM ATENÇÃO CLÁUSULAS

COMO É

PROJETO

Repouso Semanal

Temos um dia de descanso

Quer dividir o descanso em dois períodos de 12 horas

Cláusula Compensatória

O atleta demitido sem justa causa tem direito de receber 100% do seu contrato de trabalho até o final como indenização.

A indenização passa a ser 10% do que resta cumprir do contrato de trabalho.

Férias 1

As férias coincidem com o recesso do calendário, ao final do ano após a última rodada do Brasileiro.

Prevê que as férias sejam concedidas em qualquer período do ano.

Férias 2

Férias ininterruptas de 30 dias

Férias fracionadas em dois períodos, de 10 / 20 dias.

Contrato de Trabalho

Os contratos são regidos pela CLT.

Propõem que o atleta possa ser contratado como prestador de serviços, casos em que não teria direito às férias, 13º salário e FGTS.

Direito de Arena

5% dos contratos são retidos pela fonte pagadora (TVs) e repassados aos sindicatos através da Fenapaf, para posterior repasse aos atletas.

Prevê o fim do direito de arena e/ou que os pagamentos voltem a ser feitos, como era antigamente, pelos clubes.

Leiam com atenção e nos enviem suas opiniões pelos e-mails criados especialmente para isso: opiniaodoatleta.saferj@gmail.com | opiniaodoatleta.fenapaf@gmail.com

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saferj 2017  

A REVISTA OFICIAL DO SINDICATO DOS ATLETAS DE FUTEBOL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO