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LUÍZA COQUEIRO ALVES


2014.1 Projeto Arquitetônico III Equipamento Público Aluna: Luíza Coqueiro Alves Professor: Ayrton Bueno Local: Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis O projeto consiste em um equipamento público para o bairro; a escolha do programa almeja oferecer um ponto de reunião e apoio aos moradores e usuários de Santo Antônio, no qual foi possível identificar uma comunidade atuante e organizada. O bairro é palco de festividades tradicionais, como o carnaval de rua, e de uma vida urbana intensificada aos finais de semana, momento em que artesãos expõem seus produtos na praça e pescadores vendem frutos do mar. Ainda, Santo Antônio de Lisboa conta com um conjunto colonial parcialmente preservado, além de apresentar atrativos turísticos como a gastronomia, bem como as já citadas arquiteturas. Também foram identificadas nas proximidades do terreno uma creche e uma escola, cujos usuários também foram contemplados no programa. O terreno se situa entre duas ruas e possui um desnível que possibilita a construção de dois pavimentos, acessados de níveis diferentes. Assim, para o pavimento térreo (acesso pela Rua XV de Novembro, fachada para o mar) foi proposto um amplo pátio para eventos, feiras e exposições, além de um café. Depósito e área administrativa dão apoio a essas atividades. Já para o 2º pavimento, acessado pela rua de cota mais alta (Rua Cônego Serpa), foram propostos um ateliê e uma pequena biblioteca, como atividades de apoio aos alunos da escola e da creche.


Vista da Rua XV de Novembro

biblioteca depósito +4,00

+0,70

ateliê

+0,35

café

0,00

1º Pavimento

2º Pavimento


Vista da Rua Cônego Serpa O partido proposto busca permeabilidade e fluidez entre espaços; o térreo, pela natureza de suas atividades é mais aberto, onde se percebe a expressão das lajes e dos pilares. Já no 2º pavimento os volumes se tornam a expressão arquitetônica

Corte Aa

Corte Bb

Corte Cc


Rua Cônego Serpa


ESQUEMA DE APOIO DAS LAJES DE COBERTURA O projeto se estrutura majoritariamente em concreto, com alguns pilares mais esbeltos em aço. As lajes também se apoiam nas paredes laterais (estruturais)

ESQUEMA DE PLANOS VERTICAIS Os planos de fechamento são bastante permeáveis, com o uso de vidro e cobogó, deixando em destaque os pilares e a caixa de concreto, que abriga circulação vertical e caixa d’água. Esquadrias em madeira permitem amplas aberturas ao café, ateliê e biblioteca, que se integram aos pátios

ESQUEMA DE PLANOS HORIZONTAIS Os planos de chão gradualmente deslocam entre si, de modo a se adequarem ao desnível do terreno. Da mesma forma, as lajes de cobertura se dispõem em diferentes alturas

Rua XV de Novembro


2014.2 Projeto Arquitetônico IV Habitação de Interesse Social Alun@s: Bruno Rodrigues, Iara Schmitt e Luíza Coqueiro Alves Professores: José Ripper Kós e Themis Fagundes Local: Serrinha, Florianópolis A Serrinha é um conjunto de comunidades localizadas no maciço central de Florianópolis. Algumas dessas comunidades estão assentadas há muitos anos, outras têm ocupação mais recente. São nos pontos de ocupação mais novos que se percebem moradias em situação muito frágil, assentadas nos locais mais críticos do morro: nos percursos d’água e nas áreas de maior declividade. Considerando a grande quantidade de famílias que ocupam áreas de risco, é necessário prover a essas pessoas habitação segura e de qualidade, mantendo-as na comunidade e garantido acesso a cidade: a Serrinha, pela sua localização central, permite o acesso de seus moradores à cidade formal circundante, ainda que com todas as dificuldades que a topografia apresenta. A proposta conta com 36 moradias destinadas a famílias e estudantes, considerando a proximidade do terreno eleito para intervenção com a moradia estudantil existente e a UFSC. Há uma variedade de tipologias, incluindo habitações acessíveis e habitações com espaço para autoconstrução. O partido arquitetônico busca respeitar a escala das habitações do morro e foi bastante determinado pelas limitações do terreno. No fim, essas limitações impulsionaram um desenho dinâmico ao conjunto, bem como permitiram a configuração de espaços de permanência e convívio entre moradores.


Implantação

N

Tipo S

Corte esquemático

Tipo L

Tipo E


ESQUEMA DE IMPLANTAÇÃO Vista superior

Corte e vista frontal

Deslocamento horizontal das unidades para adequação ao terreno

Deslocamento vertical das unidades para adequação ao terreno e às condições de ventilação e iluminação

Circulação + comércio/serviços

Tipo E Tipo S Tipo L

Praça coberta

Autoconstrução

Caixa d’água

Tipologia acesível

Praça coberta

0,00

-2,5

-5,00

-5,00 -6,25

-7,50

-7,50

-7,50 -8,75 -10,00

N


TIPOLOGIAS

Tipo E (1)

Espaço para autoconstrução

Tipo S

Tipo L

0,00 -1,25

0,00 -1,25

0,00

As habitações foram organizadas com o auxílio de uma malha, que corresponde a modulação da estrutura em steel frame, de 1,20m x 1,20m

-1,25

1º Pavimento

N

+1,25

2º Pavimento

N

Cobertura

N

VARIAÇÕES DE TIPOLOGIA

Tipo E (2)

Tipologia acessível

0,00 0,00

-1,25

1º Pavimento


Telha metálica sanduíche

Acabamento lateral metálico

+1,25

Placa solar 0,00

Placa cimentícia

Gesso

- 1,25

Cantoneira (vedação)

Gesso acartonado

Corte Aa

Isolamento termoacústico Cantoneira (estrutura)

0,00

- 1,25

0,00

Corte Bb

Gesso acartonado +1,25

Montante Piso de placa cimentícia

-1,25

Chumbador

- 1,25

Corte Cc

ESQUEMA DE CONSTRUTIBILIDADE

Detalhamento corte Bb


Fachada nordeste


Fachada sudoeste

ENSAIO: TRANSFORMAÇÃO E APROPRIAÇÃO


2015.2 | 2016.1 Projeto Arquitetônico V e VI Edificação em altura Alun@s: Jonathan Daniel Valentini, Luíza Coqueiro Alves e Maria Cristina Kreutz Professor: Rodrigo Gonçalves Local: Canasvieiras, Florianópolis As disciplinas de projeto 5 e 6 consistem em um ateliê de um ano, no qual os alunos trabalham em grupo e depois partem para uma proposta individual. O projeto contempla usos públicos, semipúblicos e privados distribuídos em um térreo polivalente e em blocos de habitação e escritórios. A área da intervenção localizada no bairro de Canasvieiras é bastante plana e de uso predominantemente residencial, sendo que os usos de comércios e serviços se distribuem na avenida principal e na beira do mar. Assim, a escolha do terreno visa criar uma pequena centralidade deslocada dos eixos principais, buscando dinamizar os usos do bairro. O partido se configura a partir linhas que rompem com a malha ortogonal; os blocos são distribuídos em 2 grandes terrenos em lados opostos da rua, criando um único e amplo térreo compartilhado e um marco espacial para o bairro. A pesar dos blocos e lajes serem descontínuos, a expressão arquitetônica ganha sentido com o todo. O térreo abriga vários usos; sob o bloco A foram propostos um ateliê infantil, já que há uma escola na proximidade e esse espaço serviria de contraturno, uma sala de danças e práticas corporais e uma papelaria. O espaço sob os blocos B e C funciona como uma grande praça de alimentação, na qual se distribuem lanchonetes, café, restaurante e padaria. Além disso, há um teatro e uma pista de skate.


ESQUEMA BLOCOS A primeira etapa do projeto foi realizada em grupo. Cada aluno ficou responsável pelo anteprojeto de cada um dos blocos. Os blocos A1, B e C são de habitação e salas comerciais e o bloco A2 é um hostel

Bloco A1

Bloco A2

Bloco B

Bloco C


O anteprojeto apresentado corresponde ao bloco B

ESQUEMA TÉRREO O térreo não fica restrito aos blocos, sendo um todo permeável. A quebra do eixo ortogonal do passeio convida o pedestre a entrar. As principais atividades são um restaurante, um teatro e, no mezanino, um ateliê infantil Ateliê infantil (mezanino)

Restaurante Teatro


Térreo

O térreo e o segundo pavimento possuem um programa de atividades públicas e semipúblicas. Os recortes das lajes deixam a separação dessas atividades menos rígida e estabelecem uma gradação entre elas Na fachada, a pele de madeira envolve o segundo pavimento, de caráter semipúblico, ressaltando a transição entre o térreo - público, e as habitações, que ocupam os pavimentos superiores - privado

2º Pavimento

3º Pavimento

O quarto pavimento acessa as tipologias habitacionais duplex e triplex. As habitações tipo se repetem nos três pavimentos e são acessíveis para cadeirante

4º Pavimento

5º Pavimento

O barrilete abriga a reserva de água dos dois primeiros pavimentos, bem como a reserva de incêndio do edifício. As caixas d’água de cada moradia foram dispostas acima das habitações diminuindo o percurso d’água e a perda de pressão

Barrilete


PROGRAMA Lanchonetes Padaria Restaurante

Padaria - cozinha Escritórios

Habitação Triplex Habitação Tipo Habitação Duplex 1 Habitação Duplex 2

Corte Barrilete

Corte Longitudinal


Alvenaria Divisórias leves

Garagem

Térreo

2º Pavimento


3ยบ Pavimento

4ยบ Pavimento

5ยบ Pavimento


Corte transversal

Fachada nordeste

Fachada sudeste


No interior das habitações as divisórias leves e os painéis móveis de madeira permitem flexibilidade para o layout. Além disso, foi proposto o uso de laje metálica combinada com a estrutura de concreto, seja a estrutura metálica diretamente fixada às vigas em concreto (em detalhe, duplex 1) ou sustentada por tirantes (duplex 2)

Esses elementos permitem novos arranjos internos ao usuário, sendo o layout projetado apenas uma proposta possível

Divisória leve

Painel móvel

Duplex 1

Laje metálica

Duplex 2

Viga de borda

Painel ripado móvel

As fachadas ficam protegidas por painéis ripados de madeira, que permitem o controle de iluminação. A fachada nordeste conta com paredes em cobogó, como um elemento que esconde banheiros e lavanderias

Fachada sudoeste

Fachada noroeste


Portfolio luíza coqueiro  

Portfólio acadêmico de Arquitetura e Urbanismo

Portfolio luíza coqueiro  

Portfólio acadêmico de Arquitetura e Urbanismo

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