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Por t f 贸l i o Lui zaBor ges


Lui zaBor gesFer r azBar bosa Br asi l ei r a,21anos RuaGust avoSampai o,576-1102 Leme-Ri odej anei r o-RJ ( 21)92225327 l ui zabor gesf b@gmai l . com

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CasaVar anda,Car l aJuaçaba-Anál i se

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CasaS,ToyoI t o-Anรกl i se

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Pr oj et oResi denci alI-Vi l anoHor t o

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Pr oj et odoespaรงocol et i vo-Escol anaLapa

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Pr oj et oder evi t al i zação-Teat r oem Sant aTer esa

Sant aTer esaéum bai r r oconheci doport ermui t osat el i êseserr esi dênci ademui t osar t i st asdedi f er ent esár eas. Achamosqueobai r r odever i aganharmai sespaçosquepr opor ci onassem cul t ur ael azerpar aosmor ador eset ur i st as. Pori sso,opt amosport r ansf or maroedi f í ci oem um t eat r o.Escol hemosopr édi odar uaApr azí vel ,númer o8, por queel eseencont r aem umadasbi f ur caçõesmai smovi ment adasdobai r r o,ondeháamai orconcent r açãodebar es, r est aur ant eseoci nema,al ém doHot elSant aTer esal ogoem f r ent e. O edi f í ci of i caem umal adei r a,f azendocom quequem est ej anoLar godosGui mar ãespossavêl o. O obj et i vodopr oj et oéabr i garum l ocalondepudessem ocor r erper f or mancesi novador as enãoot r adi ci onalt eat r odepal coi t al i ano. Achamosqueopal cot r adi ci onalr est r i ngeaper f or manceeopt amosporsegui rum cami nho quebuscasseum t eat r oqueul t r apassasseosl i mi t esdoedi f í ci oenãof i cassemai scont i doent r equat r opar edes. Pesqui samost eat r osquesegui r am essemesmocami nho,denegaropal coi t al i anoebuscar am novasal t er nat i vas.

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Pr oj et oder evi t al i zação-Cl í ni cavet er i nár i a,Ti j uca

Umacl í ni cadogover nocom at endi ment oseexamesgr at ui t os pr i nci pal ment evol t adapar aosmor ador esdomor r odoTur ano Nãoexi st em mui t ascl i ni casvet er i nár i asnar egi ãoeasqueexi st em são basi cament epar at r at ament osest ét i cos,debanhoet osaenenhumaé24hor as É mui t ocomum em ár easdecomuni dade,porf al t adei nf or mação,pessoasquenãot em condi çõesdear carcom asdespesasecui dadoscom ani mai s,osabandonar em nasr uas. O abandono,acabaaument andoat axadenat al i dadeeal t osí ndi cesdedoenças. A cl i ni caaj udar i anãosónost r at ament osenaadoçãodeani mai sabandonados,mast ambém em pr ogr amasder eeducaçãopar aqual querpessoaquequei r aadot arum ani maldeest i mação. Desenvol vemosum model oquepodeser epet i rem di ver sosl ugar es. Vi sandoaut i l i zaçãodecasar i osant i gos.I nt egr andoacl í ni cacom umaedi f i caçãoant i ga. A cl í ni caocupat odaaár eaconst r uí da,cr i amosambi ent esdent r odospadr ões devet er i nár i as,por ém adapt adosàest r ut ur aet amanhodacasa. Pr i vi l egi amosár easext er naspar aosani mai s,comoogr amadoeumapi sci na.

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Pr oj et our bano-Regi 達odeVar gens

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Text ot eór i co-Teor i aehi st ór i adaar qui t et ur aI I I

Compar açãodot ext o“ Of enômenodol ugar ”deChr i st i anNor ber g –Schul z com asTer masdeVal sdoar qui t et oPet erZumt hor

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“O fenômeno do lugar” e as Termas de Vals Introdução No texto “O fenômeno do lugar”, o autor demonstra, principalmente através das análises de Martin Heidegger, sua concepção de genius loci, o espírito do lugar. Pode-se ver claramente em muitos aspectos das Termas de Vals, de Peter Zumthor, os conceitos explicitados no texto. Christian Norberg – Schulz, autor do texto “O fenômeno do lugar”, foi um arquiteto, teórico e historiador. Nasceu em Oslo, Noruega em 1926, e morreu no ano de 2000. Foi muito mais conhecido por seus trabalhos teóricos e livros do que por sua arquitetura de fato. Um dos primeiros arquitetos a trazer o pensamento do filósofo Martin Heidegger para a análise arquitetônica. Dentre suas obras pode-se destacar: “Architecture: Meaning and place” de 1988, e “Genius Loci, Towards a Phenomenology of Architecture” de 1980. Em sua teoria de genius loci, ele tenta compreender a arquitetura em termos concretos e existenciais, seguindo a orientação de Heidegger. Peter Zumthor nasceu em 1943, em Basiléia na Suiça. Seu pai era um mestre marceneiro, com ele obteve seu aprendizado nessa área. Estudou design e arquitetura. Trabalhou no Departamento de manutenção e preservação de monumentos do Cantão de Graubüngen, na Suíça. Zumthor é bastante recluso, vive e trabalha em Haldenstein, Suiça, uma vila com menos de mil habitantes, onde tem seu próprio escritório com uma pequena equipe. É conhecido por ser avesso a entrevistas e recusar projetos. Também é professor visitante em diversas universidades. Desde 1999, ganhou diversos prêmios, dentre os quais em 2009 o Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura. O texto Christian Norberg – Schulz escreveu o texto “O fenônemo do lugar” em 1976. A questão principal ao qual o texto remete, seria a busca do autor por uma definição de lugar que o satisfizesse. Para isso, o autor utiliza-se principalmente da filosofia de Martin Heidegger e Edmund Husserl.


Os conceitos fundamentais do texto seriam o Genius loci e a fenomenologia. Schulz aplica a fenomenologia de forma a compreender o Genius loci. Se baseando nos pensamentos desses dois filósofos, o autor faz uma trajetória de seu pensamento até a conclusão final de um conceito sobre o que é a essência do lugar. “A conclusão geral é que o lugar é o ponto de partida e o objetivo de nossa investigação estrutural; no inicio, o lugar se apresenta como um dado, espontaneamente vivido como uma totalidade e, ao fim e ao cabo, ele surge como um mundo estruturado, iluminado pela análise dos aspectos do espaço e do caráter.”1 Para ele, essa questão vinha sendo tratada com muita abstração até o momento. Lugar não pode ser definido apenas como uma localização, nem por conceitos científicos, porque dessa forma se perderia a essência do mesmo, se perderia o “mundo-da-vida cotidiana” que deveria ser a principal preocupação dos homens. A saída seria a fenomenologia. O autor define a fenomenologia como “um retorno as coisas”. Edmund Husserl (1859-1938), foi seu precursor, definiu-a como uma investigação sistemática da consciência e seus objetos. Não era comum, porém, esse conceito ser aplicado à arquitetura, portanto, Schulz utiliza os pensamentos de Heidegger de forma a pautar sua idéia. Os chamados fenômenos intangíveis, aqueles que escapam a ciência, somente poderiam ser definidos e compreendidos através da poesia. Para isso, utiliza o poema “Uma noite de inverno” de Georg Trakl, também retirado das análises de Heidegger: Uma noite de inverno Quando a neve cai na janela E os sinos noturnos repicam longamente, A mesa, posta para muitos,

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Fragmento retirado do texto “O fenômeno do lugar”


E a casa está bem preparada. Há quem, na peregrinação, Chegue ao portal da senda misteriosa, Florescência dourada da árvore da misericórdia, Da força fria que emana da terra. O peregrino entra, silenciosamente, Na soleira, a dor petrifica-se, Então, resplandecem, na luz incondicional, Pão e vinho sobre a mesa. Para Norberg, o aspecto de lugar, pode ser claramente sentido neste poema. Ao contrario da ciência, a poesia tenta desvendar os sentidos que pertencem ao mundo em que vivemos. A partir disso, ele ressalta diversas propriedades retiradas disso. As principais seriam a distinção entre os elementos naturais e os elementos feitos pelo homem, as categorias terra-céu (vertical-horizontal) e dentro-fora, e o conceito de “caráter”, determinado por como as coisas são. Com essas propriedades é possível compreender o genius loci. A soleira da porta, no poema, seria para o autor onde o problema do habitar começa. Para o autor: “Visualização, simbolização e reunião são aspectos do processo geral de fixar-se num determinado lugar; e habitar, no sentido existencial da palavra, depende dessas funções.” A palavra “habitar” é utilizada pelo autor para definir a relação que o homem possui com o lugar. Para isso é necessário entender duas funções psicológicas: “orientação” e “identificação”. Ou seja, o homem tem que ser capaz de orientar-se e identificar-se com o ambiente. A “identificação” é o que baseia o sentimento de pertencimento a m lugar. Embora essas duas funções sejam independentes uma da outra, somente quando ambas estão plenamente desenvolvidas o sentimento profundo de ser do lugar se torna presente.


“[...] a verdadeira liberdade pressupõe um sentimento de pertencer e que ‘habitar’ significa pertencer a um lugar concreto.”2 O conceito de Genius loci, surgiu na Roma antiga. Genius será o espírito de guardião que todo ser independente possuía. Esse espírito da vida não só a pessoas, mas a lugares também, acompanhando-os durante toda sua existência. Em sua definição seria o que uma coisa é e o que ela quer ser. Em sua conclusão, Schulz afirma que somente a poesia dá sentido a nossa vida: “A arquitetura pertence à poesia, e seu propósito é ajudar o homem a habitar”. A grande questão da arquitetura seria concretizar o genius loci, compreendendo a vocação do lugar. O pertencimento e a orientação criam a união do homem com o ambiente, essa seria a essência do lugar, que para o autor, até então, não havia sido feito na arquitetura. “Quando Deus disse a Adão: ‘Serás um fugitivo e um peregrino na Terra’, pôs o homem frente a frente com seu problema fundamental: atravessar a soleira e reconquistar o lugar perdido.”3 A fonte A fonte termal fica ao lado esquerdo do vale, no terreno do Hotel e do Spa. Em 1980 foi perfurada, e hoje é protegida por uma moderna estrutura. As águas pertencem à comunidade da Vila e são utilizadas por eles e pelo Hotel. Essa fonte é a única da região, e é alimentada por um lençol freático que fica a 90 metros abaixo da terra. As termas O território do município de Vals, em Graubünden na Suiça, começa e se estende até Rheinwaldhorn, o ponto mais alto dos Alpes suíços. A Vila em si, fica a aproximadamente 1250 metros acima do nível do mar, e é cercada em três lados por montanhas. O vale principal se estende de norte a sul, e compreende ainda ramificações de outros vales menores.

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Fragmento retirado do texto “O fenômeno do lugar” Fragmento retirado do texto “O fenômeno do lugar”


Nos anos 60, Karl Kurt Vorlop, empresário alemão, aproveitando-se da fonte termal que ali brotava, construiu seu complexo hoteleiro composto de cinco edifícios. Nos anos 80, depois que o empresário foi a falência, a Vila formou uma comissão e comprou o hotel. Decidiram, então, construir um Centro de Hidroterapia para atrair novos clientes. Apesar de ter um histórico limitado na época, Peter Zumthor foi o arquiteto chamado para fazer o projeto. A única exigência até o momento era que o prédio se localizasse entre os cinco prédios que compunham o Hotel, logo acima das fontes termais. Também foi exigido, que de forma a não estragar a vista dos hóspedes, a construção não crescesse verticalmente. As termas foram inauguradas em 1996. Zumthor respondeu a essas exigências afundando a construção na montanha. O telhado reto, com grama, faz com que o edifício se confunda com a paisagem, só o padrão geométrico da grama que evidencia sua presença ali. Segundo o arquiteto, ele reconsiderou a idéia do banho. A idéia do projeto veio a ele como um banho nascido da montanha, como se as termas nascessem da montanha. Ele quis criar uma atmosfera que parecesse que seu edifício fosse anterior ao Hotel. A fonte esta ali há séculos, portanto, a construção poderia estar lá há muito tempo também. O material utilizado no projeto é a pedra Gnaisse, das pedreiras locais. Essa pedra é utilizada na construção das casas da Vila há séculos, além de tolerar muito bem mudanças de temperatura, sendo altamente resistente ao frio. A entrada é feita através do prédio principal do Hotel, por uma passagem no subterrâneo, atravessando a montanha, não há portas nas fachadas. A fachada que encara a paisagem tem grandes janelas intercaladas com terraços. A área do spa possui duas grandes piscinas irregulares, uma no centro do prédio e a outra no terraço descoberto. A estrutura do prédio é composta de quinze paralelepípedos de pedra, cada um diferente do outro e possuindo uma seção do telhado. Juntos eles se completam como um quebra-cabeça, porém, não preenchem totalmente a superfície do telhado. Essas unidades também formam a fachada, porém, são distantes uma das outras oito centímetros, que


são protegidos com juntas de vidro. Essas juntas são perceptíveis no interior do prédio, onde o teto pareceria muito pesado, mas, com a luz que o contorna através desses vidros, ele parece flutuar. As paredes são revestidas por 60 mil seções de pedras de um metro cada, elas possuem três larguras diferentes, porém, sempre totalizam quinze centímetros, e seguem de certa forma uma ordem na construção. Essas paredes também são elementos estruturais. Em seu interior Zumthor criou várias salas, cada uma com uma surpresa para o usuário. Ele trabalhou com as cores e com a relação única que o usuário poderia ter com a água em cada uma dessas salas. A circulação foi pensada de forma a levar o usuário a pontos pré-determinados, porém, cada um circula livremente criando seu percurso. Nas próprias palavras de Zumthor: “Moving around this space means making discoveries. You are walking as if in the woods. Everyone there is looking for a path of their own” Análise através do texto Há uma clara conexão entre o trabalho de Peter Zumthor nas Termas de Vals e o texto de Schulz. Zumthor conseguiu poeticamente transformar o conceito de lugar, criado pelo autor, e materializá-lo em uma construção. As Termas criam uma experiência íntima e sensorial aos usuários. As luzes, as pedras e a água criam um ambiente que se consegue sentir. Zumthor procurou a essência da experiência do banho, conectou-a com a montanha do local, e utilizou as pedras da região na construção, ele descobriu a vocação do lugar, a qual Schulz se referia. Além de criar um pertencimento muito claro a ele. Essa obra pode ser vista como uma Ode a essência do lugar. Ele cria uma clara conexão com o local no qual esta inserida sem deixar, porém, de se relacionar com os elementos concretos em seu entorno (Hotel), criando também uma sensação de identificação e bem estar do usuário. A textura, o cheiro, a iluminação, a paisagem e os detalhes da construção que foram milimetricamente orquestrados por Zumthor, revelam sua tentativa de remeter as pessoas à suas memórias, através da invocação dos cinco


sentidos, o que visivelmente pode ser ligado à fenomenologia. Os conceitos de dentro/fora, céu/terra e de “caráter” do lugar, extraídos pelo autor da poesia de Georg Trakl e baseado na filosofia de Heidegger, estão representados no projeto. O que leva a percepção de orientação e identificação aos seus usuários, atingindo o fim proposto do genius loci. Zumthor concluiu seu projeto, as Termas, aproximando o homem das propriedades do lugar, integrando um com o outro, concretizando o sentimento de pertencimento. O problema da soleira, explicitado por Schulz, que seria onde a dor “petrificase”, a nosso ver, no caso das Termas, se torna imperceptível. O arquiteto conseguiu criar um todo, em que se passa do dentro para fora sem uma fronteira específica. O spa se confunde com a paisagem, incrustado na montanha, com sua entrada pelo subterrâneo e sua passagem do terraço para as salas através da própria piscina, isso tudo evidencia a harmonia que Zumthor criou com o ambiente, eliminando as fronteiras óbvias. “A fronteira não é aquilo em que uma coisa termina, mas, como já sabem os gregos, a fronteira é aquilo de onde algo começa a se fazer presente”4

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Frase de Martin Heidegger, extraída do texto “O fenômeno do lugar”


Bibliografia: WWW.archdaily.com WWW.vitruvius.com.br http://www.stylepark.com http://www.therme-vals.ch WWW.wikipedia.org Documentário: “Thermae Of Stone – Peter Zumthor”, assistido através do site http://www.youtube.com/watch?v=6uGcQAC0VUw

Portfolio Luiza Borges  

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