Page 1

COMEMORAR O DIA 1º DE MAIO Contra as injustiças mudar de políticas A governação do país tem vindo a retirar direitos aos trabalhadores reduzindo salários e aumentando impostos, o número desempregados e de situações de precariedade aumentaram de forma preocupante, assim como estão a ser retirados direitos no acesso à saúde, reduzidas as pensões de reforma e os apoios a quem está desempregado ou em situação de carência social. A par disto constatamos diariamente que os mais ricos e poderosos não são afectados pela crise, cada vez estão mais ricos e têm no Governo do PS, com a cumplicidade do PSD e do CDS, quem tome medidas para que sejam os que trabalham e têm menos recursos a pagar uma crise que não provocaram. A crise que vivemos não é uma questão inevitável. Por estas razões a Comemoração do 1.º de Maio tem este ano uma importância acrescida dado que é necessário que venhamos todos para a rua afirmar que já basta de sacrifícios e que queremos mais justiça

POLÍTICAS ERRADAS, SACRIFÍCIOS INÚTEIS! Exige-se mudança de políticas para garantir o futuro e a dignidade dos portugueses!

É TEMPO DE PROTESTO, UNIDADE E DETERMINAÇÃO social. O FMI está no nosso país não para nos ajudar, mas para intervir com o objectivo de penalizar ainda mais aqueles que vivem do seu trabalho. O amplo consenso de que o país necessita de mudanças políticas que ponham a economia ao serviços das pessoas e não subordinada aos interesses dos grandes países e grupos económicos e financeiros exige uma resposta firme dos trabalhadores de que não vão ceder mais ao saque dos seus direitos.

FORÇA AOS

A saída da crise só será possível com a dinamização do sector produtivo, a distribuição mais igualitária da riqueza, o aumento do poder de compra, o combate à fraude e à evasão fiscal, a melhoria das funções sociais do Estado na saúde, na educação, na segurança social, na justiça e nos serviços públicos, assim como na protecção social, para que possamos viver de uma forma justa e digna.

SINDICATOS

União dos Sindicatos do Distrito de Évora

A TUA PARTICIPAÇÃO É INDISPENSÁVEL PARA DAR MAIS

PARTICIPA NO 1º DE MAIO!

JUNTA A TUA FORÇA À LUTA POR UM FUTURO MELHOR!


1º de Maio

Defesa de direitos conquistados

Comemorar o 1º de Maio

Foi com várias lutas de muitos trabalhadores, Homens e Mulheres, que conquistámos os direitos que hoje ainda temos e que todos os dias nos debatemos com ofensivas vindas de todos os lados para que esses direitos que tanto custaram a conquistar sejam retirados a quem trabalha. Por isso, este ano, pelo JOSÉ SERRA que o país está a passar é imPRESIDENTE DA JUNTA DE portante que neste 1º de Maio, FREGUESIA DA MALAGUEIRA que todos os que trabalham e os que querem trabalho e não o têm, se manifestem para mostrar o seu descontentamento. É tempo de dizermos basta a estes governos que durante mais de três décadas nos têm (des)Governado. Viva o 1.º de Maio, Vivam os trabalhadores.

Este ano o Primeiro de Maio vai ser comemorado em condições muito particulares. Em clima eleitoral, perante a expectativa de uma intervenção estrangeira em nome da acalmia dos agiotas do grande capital financeiro. Com um governo de gestão em exercício há quem ache que as lutas sociais e de massas não fazem sentido. Há quem entenda que não existe contra quem lutar, apenas porque os actuais governantes estão a arrumar os gabinetes e que será melhor esperar pelo próximo governo. Na minha modesta opinião, estão enganados. É preciso manter sob a pressão da luta dos trabalhadores esEDUARDO LUCIANO VEREADOR DA CÂMARA tes governantes e os que se vão seguir em defesa de diMUNICIPAL DE ÉVORA reitos duramente conquistados. É nas ruas que se constroem os entendimentos e as convergências que irão desembocar, quando o povo quiser, num governo patriótico e de esquerda. É nas ruas que se constrói o caminho da ruptura com a política do PS/PSD e CDS que nos trouxe até aqui. Se todos os “Primeiro de Maio” são dias de festa e de luta, o deste ano tem razões acrescidas para ser ainda mais mobilizador. Lá estarei. Como sempre.

Comemorar o 1º de Maio continua a fazer todo o sentido num contexto em que direitos fundamentais como o direito ao trabalho e a consagração de um horário de 8 horas, conquistados ao longo de 37 anos de democracia, estão a ser postos em causa. Com efeito, o desemprego, a perda de poder de compra e ELIA MIRA as injustiças sociais têm-se avoPRESIDENTE DA JUNTA lumado pelo que comemorar o DE FREGUESIA DO BACELO 1º de Maio é a prova de que os trabalhadores prosseguem a luta pela defesa dos seus direitos.

Nunca como hoje é importante recordar o Dia do Trabalhador As razões para comemorar o 1º de Maio mantêm-se actuais, porque tal como no passado se mantêm condições de exploração do trabalho, particularmente em relação às mulheres trabalhadoras. É inegável a presença actuante e produtiva das mulheres no mundo do trabalho nas últimas décadas, JESUINA PEDREIRA e o seu contributo relevante para a criação da riqueza naVEREADORA DA CÂMARA MUNICIPAL DE ÉVORA cional, embora sejam as mais discriminadas no trabalho, as mais mal pagas e as primeiras a perder o emprego. Razões de sobra para que as trabalhadoras portuguesas se façam ouvir neste 1º de Maio!

Todos ao 1º de Maio! Participa no dia de luta do 1º de Maio – basta de precariedade, desemprego e baixos salários! No dia 1 de Maio não baixaremos os braços em defesa do trabalho com direitos, pela valorização da contratação colectiva, do valor real dos salários, pelo direito ao horário de trabalho justo que concilie a VALTER LOIOS vida familiar com a profissioDIRECÇÃO NACIONAL nal, pela produção nacional e defesa do aparelho produtivo! DA INTER JOVEM Tomemos nas nossas mãos os destinos das nossas vidas – queremos trabalho, exigimos direitos! Por outro rumo, uma nova política: Todos ao 1º de Maio!

O dia em que lutamos pela Terra sem Amos Porque é o nosso dia! O dia de quem com computadores, enxadas, telefones, plainas, esferográficas, bigornas ou outras ferramentas produz toda a riqueza do mundo. Um dia que evoca lutas antigas, dos operários de Chicago pelas 8 horas, ao assalto ao céu da Comuna de Paris e à revolução bolchevique de 1917. RUI SALGADO Um dia que lembra as lutas PROFESSOR NA UNIVERSIDADE DE ÉVORA dos trabalhadores rurais do Alentejo, pelas 8 horas de trabalho no campo, pelo pão e contra o fascismo. E o dia que fez do 25 de Abril uma revolução popular. Um dia com classe e de classe, que acompanha as lutas que vamos travando em todo o mundo. O dia em que em 2011 vamos lutar contra as troikas e o FMI. O dia em que lutamos pela Terra sem Amos.

Viva o 1º de Maio Vivi a festa da liberdade no meio do povo que saiu às ruas para soltar as amarras de 48 anos de fascismo. Aprendi com a revolução de Abril o significado do 1º de Maio. Percebi rapidamente que o dia do trabalhador era também um dia de luta, um dia JOSÉ RUSSO para afirmar a defesa dos seus ACTOR E ENCENADOR legítimos direitos. Vivemos hoje num sistema político que afronta deliberadamente os direitos adquiridos ao longo de anos, por muitas gerações de homens e mulheres. Também os trabalhadores da cultura têm sido vítimas dessas políticas discriminatórias que nos impõem cada vez mais restrições para servir os interesses dos senhores do dinheiro (os ditos mercados). Sabemos como são difíceis os dias que correm, agora comandados pelo FMI e os seus subordinados, mas também sabemos que a força da razão animará a luta dos trabalhadores para podermos construir uma sociedade mais solidária e humanizada.

Comemorar o 1º de Maio fazendo da festa luta pelos ideais de Abril Durante mais de 30 anos, os actores que foram surgindo da troika que nos foi desgovernando, PS, PSD e CDS, destruíram o aparelho produtivo Nacional, a contratação colectiva como instrumento de salvaguarda do trabalho na relação com o capital, o direito duramente conquistado à jornada de LUÍS GARCIA trabalho de 8 horas, à saúde, ANIMADOR CULTURAL à educação! Compraram-nos a dignidade intoxicando-nos com desejos artificiais de consumo insustentável. Isolaram-nos para melhor nos espoliarem. Submeteram a soberania nacional aos interesses dessa outra troika que há dias aterrou na Portela. Na bagagem traz a cartilha do domínio, da subjugação de Portugal aos especuladores transnacionais. São os representantes do imperialismo financeiro Norte-americano e Europeu do FMI e BCE e dos eurocratas da UE. Este percurso de mais de 3 décadas chegou ao fim! O país está na situação do indivíduo que paga empréstimos com empréstimos e cada vez se endivida mais. São estas razões de sobra para comemorar o 1º de Maio fazendo da Festa Luta pelos ideais de Abril.

Em Portugal acentuam-se as implicações das políticas neoliberais prosseguidas por sucessivos governos, face aos atrasos estruturais e às fragilidades da economia. A situação actual tem causas e responsáveis. Fruto das políticas erradas do Governo de José Sócrates, Portugal é neste momento, o país da União Europeia: onde o desemprego mais cresce onde é mais acentuado o aumento da precariedade onde mais se acentua a exclusão, a pobreza e os riscos de pobreza entre os que estão empregados onde as desigualdades na distribuição de rendimento e da carga fiscal são mais elevadas onde mais cresce a fragilização dos direitos, liberdades e garantias e o ataque ao papel do Estado Social onde mais cresce a instabilidade nas relações de trabalho e na organização da vida das pessoas

Tal como em Chicago naquele tempo é necessário fazer valer os direitos conquistados com “sangue” Todos os dias tem historia, uns mais pessoais outras mais colectivas, a historia do 1º de Maio é uma historia colectiva que marcou o mundo a 1 de Maio de 1886, quando em Chicago 500 mil trabalhadores marcharam pacificamente pelas ruas exigindo um limite de 8 horas de trabalho. Nesse dia foram feLURDES NOBRE ridos muitos dos manifestanEMPRESARIA tes e dezenas foram mortos. Mas quando o desespero é muito a porrada não nos trava, e os operários voltaram a sair à rua e voltaram a levar porrada. Todas as conquistas se fizeram pagar caras: jornadas de 17 horas, salários baixos, precárias condições de vida, a inexistência de descanso semanal e de ferias levaram aqueles 500 mil e vir para as ruas. Porque já nada lhes restava se não o direito à indignação. No tempo áureo da Revolução industrial os operários tinham de produzir muito a baixos preços e sem direitos, nesse tempo não se respeitava a idade ou o género apenas o lucro. Nesse tempo, os jornais escreviam que era preciso reprimi-los com brutalidade.... Nesta manifestação foram 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados, 3 condenados a prisão perpétua... mas mesmo assim aqueles operários não pararam estavam decididos a lutar pelas suas vidas.... A história conta-nos outras histórias ligadas a esse dia em vários cantos do mundo, mas o 1º de Maio ficará para sempre ligado aqueles 500 mil e aos mártires do 1º de Maio, que pereceram por uma luta colectiva. Em 1890 o congresso americano votou a lei das 8 horas semanais e alguns países civilizados seguiram-no. Por cá ainda demorámos algum tempo e à excepção do tempo da 1ª Republica as comemorações do 1º de Maio só voltaram a ter força depois de Abril de 74. Esse primeiro 1º de Maio foi memorável, contam os meus pais. O País saiu à rua e as suas reivindicações foram escutadas na Assembleia. Eu não me lembro de outro horário laboral...Mas pelo andar da carruagem preparam-se para nos retirar os direitos exigidos em 1886 e a minha filha corre o risco de entrar no mercado de trabalho já como “escrava”! Porque? De novo o produzir muito, a baixo custo! A ganância! A Estúpida ganância de meia dúzia sobre todos os outros! Por isso hoje, tal como em Chicago naquele tempo é necessário fazer valer os direitos conquistados com “sangue”, é preciso não deixar de reivindicar em nome de uma crise que os ricos provocaram e que nos vai sair cara! Pensarão o que tenho eu a ver com isto, se trabalho por conta própria 12 e 14 horas? Temos tudo a ver com isto! Porque não fazemos parte do clube dos ricos e porque estão a atacar todos os direitos dos trabalhadores…


1º de Maio de 2011: O primeiro dia do resto da nossa luta Este é o 1º de Maio mais importante das últimas décadas. Através da aliança entre alta finança, políticos medíocres e oportunistas sem escrúpulos, os trabalhadores foram postos numa encruzilhada em que ou retrocederemos a épocas de servidão ou avançaremos para uma sociedade mais justa. É uma quesJOSÉ MANUEL tão civilizacional! Está nas nosCANDEIAS sas mãos ganhar ou perder, SOCIÓLOGO porque somos nós que decidiremos, por acção ou inacção. Há quem queira fazer crer que a luta de classes é coisa do passado, mas ela nunca esteve tão presente como agora. Os trabalhadores, em Portugal e no resto do mundo, estão a sofrer o maior ataque de sempre à sua dignidade, aos seus direitos e ao seu bem-estar. Enfrentamos uma crise encomendada para nos reduzir a passivos serviçais dos poderosos. O “tem que ser” é uma falsa ideia. Quem provocou a crise e com ela beneficia, que a pague! Vem aí a eufemística “ajuda externa” que banqueiros, políticos liberais, especuladores e bem instalados tanto queriam. Sabemos o que isso implica. Lutemos com todas as forças e de todas as maneiras contra tal “ajuda” e contra os seus agentes políticos e financeiros! Sejamos dignos de quem fez do 1º de Maio o Dia do Trabalhador, tornando este o primeiro dia do resto de uma luta contínua, solidária e eficaz por um futuro digno! Sem esquecer NUNCA que “o povo é quem mais ordena”!…

PARTICIPA DISCUTE INTERVÉM Participar no 1º de Maio, porquê? Participar no 1º de Maio este ano reveste-se de particular importância porque ele tem lugar num tempo muito complexo e difícil em que são anunciadas, e dadas com inevitáveis, medidas violentíssimas para os Trabalhadores Portugueses, nomeadamente novos roubos nos salários e pensões, desANTÓNIA FIALHO pedimentos na administração PROFESSORA pública, aumento de impostos, reduções em prestações e comparticipações sociais, entre outras. Também as questões específicas dos professores – a avaliação, os horários de trabalho, a precariedade, a não realização de concursos, entre outras – continuam sem solução, arrastam-se e constituem factores de acrescida perturbação nas escolas. Para que tudo isto seja imposto sem a contestação e a luta que merece, tem sido desencadeada uma tremenda campanha de propaganda, que intoxica e manipula, sendo abafadas vozes incómodas, porque diferentes, que apresentam alternativas que não sacrificam quem trabalha e implicam quem, nesta situação crítica, tem sido poupado: os grandes interesses económicos e financeiros. Vamos fazer um 1º de Maio que será de encontro, de convergência, de luta e de construção. Marcamos, então, encontro para o 1º de Maio. Todos pelo futuro!

Sim, é possível!

O mundo está a viver um processo de globalização marcadamente capitalista e de cariz neoliberal, comandado pelos interesses hegemónicos do capital financeiro, que procura impor-se como solução única para o futuro da humanidade, provocando: graves desequilíbrios e contradições no desenvolvimento entre países, um clima generalizado de inseguranças, um forte agravamento das injustiças, desigualdades sociais e da pobreza, o aumento das ameaças à paz em diversas regiões do mundo.

Tenho 35 anos, uma caderneta de recibos verdes e uma guitarra. Tenho um carro muito usado e uma casa que é menos minha que do banco. Quero ser feliz. E todos os meses tenho de pensar como pagar as despesas inerentes ao facto de estar vivo. E todos os dias me dizem que estou lixado: Vivo num país assimétrico, desigual. Um país sem ANTÓNIO BEXIGA justiça social, com uma eduMÚSICO, AGITADOR CULTURAL cação deficiente e um sistema de saúde que padece de doença crónica. Um país que pensa a cultura com os calcanhares (que, como sabemos, não foram feitos para essa nobre actividade) e se entrega a lobbies mais-ou-menos-(des)conhecidos. Um país que destruiu qualquer réstia de aparelho produtivo e vende ao desbarato tudo o que é recurso natural. Sempre para o bem de uns e, lamentavelmente, mal de outros. Esta é a minha casa e não gosto dela assim. Que se dane o fmi, o pib e os ratings. Eu sou pela FIB [felicidade interna bruta] e digo que, mais do que nunca, é hora de pensarmos na felicidade e (re)abrirmos a porta ao sonho e à utopia. É tempo de sair para a rua, lembrar Abril e visitar Maio com saudades do futuro. Sim, é possível!

Não ao desemprego e às más condições de vida Enquanto jovem, estudante, prestes a entrar no mercado de trabalho, acredito e sei que é imprescindível participar activamente nas lutas que se avizinham por melhores condições de trabalho e por menos injustiças. Nos dias que correm, e apesar das pressões e do medo que espalham por ciJOANA VIANA ma das nossas cabeças (medo dos patrões, medo do deESTUDANTE semprego, medo do FMI…), tenho a certeza que não é ficando em casa, encolhidos de medo que mudaremos a nossa situação. Há que dizer NÃO ao medo, NÃO às pressões, NÃO ao desemprego e às más condições de vida. É na rua que podemos, todos juntos e unidos, reclamar pelos nossos direitos, sem medo nem vergonha de lutar pelo que é nosso. O 1º de Maio é o dia, por excelência, para a justa luta dos trabalhadores e de todos os cidadãos. No próximo dia 1 de Maio eu não vou perder a oportunidade e vou sair à rua para exigir os meus direitos. E tu?

Necessitamos de uma política diferente Portugal chegou a uma situação desastrosa sob o ponto de vista social e económico que compromete a nossa soberania e o futuro. Passados mais de 30 anos de governos PS, PSD e CDS o país tem um endividamento que não consegue pagar, um desemprego elevadíssimo, pensionistas empobrecidos, as desigualdades são gritanJOSÉ CORREIA DIRIGENTE DA USDE /CGTP-IN tes, os direitos constitucionais destruídos, a precariedade e a flexibilidade tornam insegura a vida de muitos trabalhadores. O FMI não é a solução, porque vai liquidar a economia e degradar ainda mais a vida das pessoas. Na Greve Geral de Novembro de 2010, nas grandes manifestações e muitas outras lutas dos últimos anos, os trabalhadores condenaram esta política. Necessitamos de uma política diferente, geradora de emprego, de valorização dos salários e das pensões, que recoloque a economia do País a produzir, que defenda os serviços públicos, por isso, vamos comemorar intensamente o Dia Mundial do Trabalhador no dia 1 de Maio.

Num país de memória curta, o 1º de Maio não pode apenas resultar num dia de encontros e celebrações. Este é um dia que celebra a resistência e a luta de milhares de trabalhadores, do qual beneficiaram milhões, que com a persistência nas lutas de rua defenderam direitos conquistados com a própria vida. O direito ao trabalho continua na ordem do dia, apesar de passado mais de um século das lutas que deram oriNUNO GASPAR LICENCIADO gem às comemorações do 1º de Maio. Os direitos dos EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS trabalhadores, que consiDIRIGENTE STAL ÉVORA deramos justos numa sociedade que se quer moderna, desenvolvida, solidária, são violados actualmente de forma constante promovendo um retrocesso de décadas na legislação laboral. O 1º de Maio não pode ser apenas de celebração. Tem que ser de reunião, de manifestação, pública e política na rua, um despertar de consciências pelo muito que há a fazer, e transmitir uma mensagem de que queremos outro caminho, que há alternativas, e que não nos resignamos face a um processo em que a parte mais frágil, a que menos retorno e garantias tem, é o trabalhador. Portugal é um país ainda relativamente jovem na sua democracia. Durante décadas não nos foi permitido o direito à opinião, em que o governo ditador decidia. O 1º de Maio não pode ser só mais um feriado. Que ele funcione como um despertar, o acreditar que temos direito à nossa opinião, que a devemos expressar, recusando a abstenção não permitindo que outros decidam por nós. Hoje o cenário macroeconómico que nos é apresentado não é positivo. Não explicam o porquê das suas razões, responsabilidades. A sua resolução, com ou sem FMI-BCE-CE, já nos foi transmitida. Mais desemprego, mais precariedade, menos apoios sociais, alterações à legislação laboral. O sistema financeiro, que continua a acrescentar valor ao muito que já acumulava e a distribuir dividendos cada vez mais significativos, passa ao lado das medidas anunciadas. A distribuição da riqueza apenas aumenta o fosso entre os mais ricos e os mais pobres. Não desenvolve a economia, não cria empregos, não dá segurança e exclui os mais frágeis. Não podemos ter memória curta. O 1º de Maio lembra-nos as vitórias, mas também nos transmite o alerta para as lutas que se aproximam. E as vitórias só se alcançam com a participação popular.

1º de Maio de 2011 O poder das multinacionais: impõe contornos novos e perigosos na divisão social e internacional do trabalho, desregula os mercados de trabalho, aumenta o desemprego, aprofunda as condições de exploração dos trabalhadores.

Cento e vinte e cinco anos depois da jornada de oito horas de trabalho ser o objecto central da luta reivindicativa dos trabalhadores, dificilmente se imaginaria que teríamos de voltar à rua, erguendo a bandeira da abolição do trabalho escravo. À sombra da promiscuidade de governantes e interesJOSÉ ELISEU PINTO ses, floresceu uma espécie SOCIÓLOGO mutante de capitalismo que soube furtar-se à tutela política, imprimindo, de forma selvática e contranatura, uma dinâmica de retrocesso civilizacional que repugnam à memória e ao sentido da história. Para que a soberania do Povo, que delegamos pelo voto, seja resgatada das mãos de quem mostrou não merecer exercê-la em seu nome, mais do que voltar à rua, há que ficar na rua, exigindo a reposição de uma legitimidade que supõe a submissão da economia à política, e não o contrário, como vem acontecendo, impunemente, em benefício exclusivo do capital.


Os grandes avanços científicos, o intenso desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação, a par da riquíssima diversidade cultural existente e de uma boa utilização dos recursos e capacidades específicas dos países e dos seus povos, se postos ao serviço do ser humano, podiam propiciar extraordinárias possibilidades de desenvolvimento harmonioso e sustentado das sociedades. Não é isso que se verifica! Antes pelo contrário, assiste-se:

19 de Abril

1º de Maio

21h00 • SOIR Joquim António de Aguiar

9h00 • Praça do Giraldo

Debate “REGRESSO À ESCRAVATURA! NÃO” com Fátima Messias e Rui Paixão da CGTP-IN

Caminhada por locais com história 8h30 • Praceta Zeca Afonso (frente à sede da Junta de Freguesia da Malagueira)

Passeio de Cicloturismo pelo concelho com chegada à Praça do Giraldo às 11h45. 10h00 > 12h00 • Praça do Giraldo

Animação: Pintura para Crianças; Associação Filarmónica 24 de Junho; Grupo Coral da AHRIE – Évora; Grupo Coral da ARPIF – Horta das Figueiras; Grupo Coral da ARPIF – Malagueira; Grupo Coral de S. Brás do Regedouro; Gigabombos do Imaginário. Intervenções sindicais O debate “Regresso à Escravatura! NÃO” realizado no dia 19 de Abril, na SOIR Joaquim António de Aguiar, no âmbito do programa das Comemorações do 1.º de Maio, teve a participação de mais de quatro dezenas de pessoas. As várias intervenções de denúncia de atropelos aos direitos dos trabalhadores realizadas por algumas empresas de Évora e da região e a crise provocada pelo grande capital levaram a que muitos dos presentes afirmassem a importância de sair à rua no dia 1º de Maio contra as injustiças e pela exigência da mudança de políticas para que o país se desenvolva.

26 de Abril 21h00 • Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende

Debate “PARA QUANDO UM ENQUADRAMENTO LEGAL “A SÉRIO” DAS RELAÇÕES LABORAIS DOS SECTORES DAS ARTES DO ESPECTÁCULO, IMPRENSA E AUDIOVISUAL? O QUE FALTA FAZER, COMO O CONSEGUIR?” Participação de Bruno Cabral (membro da Plataforma dos Intermitentes do Espectáculo e Audiovisual), João Gargaté (intermitente do sector cultural – artista plástico do cinema de animação), João Oliveira (deputado do Partido Comunista Português), Catarina Martins (deputada do Bloco de Esquerda), João Vidigal e Nuno Góis (dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos – STE), Victor Tomás (presidente do Conselho Distrital de Évora da Ordem dos Advogados), João Cunha (membro da direcção distrital de Évora do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos – STI), José Correia (dirigente da União dos Sindicatos do distrito de Évora/CGTP-IN) e Hugo Barros (membro da Comissão Promotora das Comemorações do Dia 1º de Maio).

27 de Abril 18h00 e 21h30, Auditório Soror Mariana

Filme “48” de Ana Sousa Dias

> à institucionalização de um individualismo que isola as pessoas, para depois as responsabilizar pelos problemas com que se debatem; > à agudização de problemas como a fome e a pobreza: > ao aumento dos riscos e das catástrofes ambientais e de epidemias mundiais; > à ameaça de escassez de recursos básicos. Mas será a vontade e a acção dos trabalhadores e dos povos que, abrindo caminhos de mudança de políticas, conduzirão também à resolução destes problemas. Impõe-se uma nova estratégia para a UE, assente em políticas económicas e sociais que promovam o desenvolvimento sustentável e que salvaguardem as várias componentes do modelo social europeu.

12h00 • Praça do Giraldo

Manifestação / Desfile para o Jardim Público

Organização

12h30 > 19h00 • Jardim Público

Feira do Livro (Livraria “Na Sombra dos Livros”; Livraria “Livros da Ria Formosa”; Editorial Avante; CGTP Edições); Música Ambiente; Poesia; Serviço de bar com petiscos variados e bebidas; Intervenções sindicais; Cantar Abril em Maio (vozes: Daniel Catarino, Luís Pucarinho, Nuno do Ó, Pedro Pinto, Susana Russo, Ulisses Couvinha e ainda com a fantástica banda: Bruno Cintra: percussões, flauta tamboril e vozes; Daniel Meliço: bateria e percussões; Eddy Slap: baixo eléctrico; Paulo Pereira: flautas, rausch e vozes; Tó-Zé: guitarra electro-acústica, viola campaniça; Zé Peps: guitarra electro-acústica)

7 de Maio Cantigas da Liberdade Sede da Junta de Freguesia do Bacelo 19h00 • Inauguração da Exposição de Vinis Alu-

sivos ao 25 de abril 19h30 • Cantigas e Poesias da Revolução 21h30 • Música de intervenção com o Grupo UZA ORGANIZAÇÃO: ASSOCIAÇÃO DE JOVENS DO BAIRRO DO BACELO APOIO: JUNTA DE FREGUESIA DO BACELO

A situação actual tem causas e responsáveis. A CGTP-IN considera ser necessário e urgente uma mudança de rumo nas políticas seguidas.

Comissão Promotora das Comemorações do Dia 1º de Maio STAL – Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local; Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Ilhas; SEP – Sindicato dos Enfermeiros Portugueses; SIESI – Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas; Sindicato dos Trabalhadores da Construção; CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Escritórios e Serviços de Portugal; Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul; Sindicato dos Trabalhadores na Hotelaria, Turismo Restaurantes e Similares do Sul; STRUP – Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal; SNTCT – Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações; SINTAB – Sindicato Trabalhadores da Agricultura, Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal; SITE – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul; Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário; SITE – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul; STEFFA´S – Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos Fabris das Forças Armadas; Sindicato dos Trabalhadores na Hotelaria, Turismo Restaurantes e Similares do Sul; SPZS – Sindicato dos Professores da Zona Sul; SITE – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul; Sindicato dos Trabalhadores Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares do Sul e Regiões Autónomas. Junta de Freguesia do Bacelo; Junta de Freguesia da Boa-Fé; Junta de Freguesia da Graça do Divor; Junta de Freguesia da Malagueira; Junta de Freguesia da Torre de Coelheiros. SOIR – Joaquim António de Aguiar; Associação de Humanidade e Respeito pelos Idosos de Évora (AHRIE); Associação de Reformados e Idosos da Freguesia da Malagueira (ARIFM); Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia da Horta das Figueiras (ARPIFHF); Federação das Associações e Organizações de Reformados, Pensionistas e Idosos do Distrito de Évora (FARPIE-MURPI).

Apoios Câmara Municipal de Évora; INATEL; Café Delta; Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central; IEFP – Centro Regional de Formação de Artesãos (Reguengos de Monsaraz); Governo Civil do Distrito de Évora; Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia do Distrito; MURPI e Inter-Reformados; Associações de Reformados do Distrito.

Primeiro de Maio  

Publicação da USDE. 1º de Maio de 2011

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you