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LUÍS MANUEL MARTINS

JORNAL “O FIGUEIRENSE” RETRATOS DE UMA VIDA VIVIDA A QUATRO TEMPOS

Figueira da Foz


LUÍS MANUEL MARTINS

JORNAL “O FIGUEIRENSE” RETRATOS DE UMA VIDA VIVIDA A QUATRO TEMPOS :: (1863 - 1864) (1900 - 1902) (1918) (1919 – 2004) Investigação Histórica

Figueira da Foz, Abril de 2004


TÍTULO JORNAL “O FIGUEIRENSE” - RETRATOS DE UMA VIDA VIVIDA A QUATRO TEMPOS AUTOR | EDITOR © 2012, LUÍS MANUEL MARTINS 1.ª EDIÇÃO ONLINE DA OBRA (LIVRO ELECTRÓNICO) ABRIL DE 2012 ISBN 978-989-20-3070-8 OBRA CIENTÍFICA REGISTADA NA IGAC | INSPECÇÃO-GERAL DAS ACTIVIDADES CULTURAIS N.º 2151/2009 Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor.


INTRODUÇÃO

A História do Jornal “O Figueirense” constante desta obra científica de investigação histórica baseia-se nas quatro séries editoriais do periódico, nos anos de 1863 a 1864, 1900 a 1902, 1918 e de 1919 a 2004. O artigo aqui publicado resulta de um trabalho académico de campo realizado enquanto estudante do 2.º Ano do Curso de Comunicação Social (2003/2004) da Escola Superior de Educação de Coimbra, no âmbito da cadeira de História dos Media, sob orientação da docente, a Mestre Dina Cristo. Desafiado a reunir informação valiosa que se encontrava dispersa, não raras vezes intangível e polarizada, julgo, humildemente, ter conseguido cumprir a missão proposta de narrar com um fio condutor a História deste jornal, o mais antigo da Figueira da Foz e um dos mais antigos de Portugal. Luís Manuel Martins


JORNAL “O FIGUEIRENSE” RETRATOS DE UMA VIDA VIVIDA A QUATRO TEMPOS

O Jornal “O Figueirense” é uma publicação com uma longa história. Fundado em 9 de Agosto de 1863 por Augusto Silvério de Oliveira (18271902), um abastado industrial regressado há poucos anos do Brasil, era então um jornal semanário impresso na Tipografia Figueirense que marcara o alvorecer da imprensa jornalística na Figueira da Foz. A Tipografia Figueirense foi criada em 1862 pelo mesmo proprietário de “O Figueirense” e situava-se na Rua da Oliveira, junto ao Largo do Carvão, em pleno centro da então Vila da Figueira da Foz, que só viria a ser elevada a Cidade por ocasião da visita real de D. Luiz I, em 1882. O equipamento de impressão era, porém, muito rudimentar e os recursos humanos escasseavam. AS PRIMEIRAS PÁGINAS O Jornal tinha o formato in-fólio com quatro páginas e três colunas. O primeiro número do jornal foi impresso em papel de várias cores, nomeadamente em branco, verde, azul e cor-de-rosa, de forma a captar a atenção do público. O preço de assinatura era, à data da primeira edição, de 2.000 réis por ano, 1.200 réis por semestre e 700 réis por trimestre. Os anúncios custavam 20 réis por linha, enquanto que os comunicados e as correspondências de carácter particular tinham o custo de 10 réis.

progressiva dos seus diversos melhoramentos e na satisfação das suas variadas e multiplices necessidades, é o fim a que se dirige o «Figueirense»”. (…). O «Figueirense» é um jornal escripto para a Figueira, quasi em família; não faz portanto programma politico, nem cura por emquanto de politica. No programa editorial é dado igualmente grande destaque às condições geográficas da Figueira e à necessidade de modernizar o porto comercial, o único das Beiras e detentor da terceira maior fatia de tráfego portuário de Portugal Continental, segundo dados de 1862. Em plena época da Regeneração, que remontava a 1850, os jornais de âmbito local e regional, onde está incluído o Jornal "O Figueirense", tiveram condições para crescer em quantidade e qualidade, a que muito se deve o desenvolvimento progressivo dos transportes e dos meios de comunicação. AS DIFERENTES QUATRO SÉRIES DO JORNAL O Jornal "O Figueirense" que ainda hoje se publica, conta ao longo da sua existência com quatro séries interpoladas do mesmo nome, a que correspondem os períodos entre 1863 e 1864, 1900 e 1902, 1918 e entre 1919 e 2004.

O CONCEITO A estratégia comercial do Jornal "O Figueirense" passou por um interessante e ambicioso desafio de defesa dos recursos da Figueira da Foz e uma proximidade do público, preconizando ainda uma importante meta para a objectividade – o distanciamento político, tal como deixam entrever as linhas do programa editorial saído no primeiro número do Jornal: “Advogar os interesses da terra que o vio nascer; empregar toda a actividade, todos os esforços da sua intelligencia na consecução

A PRIMEIRA SÉRIE (1863-1864) O MOTE ESTAVA DADO... O Jornal "O Figueirense" permaneceu no seu formato original até ao dia 3 de Janeiro de 1864, onde na ficha técnica passa a aparecer para além do nome do proprietário, Augusto Silvério de Oliveira, também o nome de A. J. da Silva Pereira, responsável da redacção. Em 31 de Julho de 1864 termina a primeira série com o n.º 52, ao fim de quase um ano de existência. Apesar do seu carácter efémero, convém não esquecer que a assunção do risco, valeu ao 1


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Jornal “O Figueirense”, na sua Primeira Série editorial, o estatuto de um dos mais antigos periódicos portugueses. Ao ser o primeiro jornal da Figueira da Foz, o mote estava dado para que outras publicações lhe seguissem o exemplo, num futuro próximo. Existe na Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Thomaz (Figueira da Foz), uma colecção encadernada com todas os números da Primeira Série do Jornal, que tem na capa a inscrição “O Figueirense 1863-1864” e o nome do seu fundador, Augusto Silvério de Oliveira, doada por António Fernandes da Silva. A Biblioteca Nacional de Portugal possui igualmente na sua colecção patrimonial de periódicos, exemplares dos primeiros números do Jornal "O Figueirense". O SALTO PARA A QUALIDADE Em finais do Século XIX verifica-se que o desenvolvimento das artes gráficas e da imprensa figueirense, deve muito ao contributo de tipógrafos, impressores, editores e encadernadores, provenientes de Coimbra. Estes profissionais eram profundos conhecedores dos métodos e técnicas de impressão, pelo que representaram para a Figueira da Foz, um efectivo crescimento - qualitativo e quantitativo -, do volume de publicações impressas. A SEGUNDA SÉRIE (1900-1902) EM NOME DA INDEPENDÊNCIA A História da Segunda Série do Jornal “O Figueirense”, começa a ser contada em 23 de Dezembro de 1899, quando a “Gazeta da Figueira” noticia superficialmente e com o título de “Novo Jornal” o seguinte: «A typographia onde se imprimia o nosso collega local “O Povo da Figueira” foi pelo seu proprietario [Amadeu Sanches Barreto] vendida ao sr. Prazilio Augusto Martins. Segundo ouvimos, em substituição do “Povo da

Figueira”, que suspendeu a publicação, sairá um outro - “Echo da Figueira” - que parece ficará sendo o órgão do partido progressista da localidade, e que encetará a sua publicação nos começos do proximo ano [1900]». O “Echo da Figueira” nunca chega a sair. Em seu lugar, no dia 21 de Janeiro de 1900, inicia-se a publicação da Segunda Série do Jornal com o nome de "O Figueirense", que assume doravante a nova característica de bi-semanário, mantendo uma linha conceptual independente. Esta série foi liderada pelo editor José Maria Roque dos Reis, oficial de encadernador, e pelo redactor Joaquim da Assunção Martinho, que vivia em Coimbra e cujo nome não constava da ficha técnica do Jornal. Nesta época o Jornal era publicado na Tipografia Popular de Prazílio Augusto Martins (1870-1911), sede da administração e redacção, situada no Passeio Infante D. Henrique e cujas origens remontam ao ano de 1897. O Jornal adquirira agora um formato fólio de 4 páginas de cinco colunas. O Jornal "O Figueirense" no número 1 da sua Segunda Série, ao verificar que a Gazeta da Figueira, tinha sido mal informada acerca da sua orientação política, enuncia no seu primeiro artigo, com o título de “A Nossa Atitude”: O Figueirense não é, como muitos poderão supôr, um jornal politico. Apresenta-se com caracter independente, sem sympathias por este ou por aquelle partido, e sem preferencias politicas por este ou por aquelle homem publico. Propõe-se a defender desinteressadamente os interesses da Figueira, a auxiliar o fraco contra o forte, quando a razão e a justiça estejam do seu lado, e sem atender a odios e inimizades politicas. ... A nossa divisa será a Justiça e a Verdade. Escudados pela Justiça, fustigaremos sem piedade os que o merecerem; se nos atacarem com as calumnias e com o insulto, responde2


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remos com a verdade, que «muitas vezes doe mais que a mentira». A Gazeta da Figueira veio porém a rectificar o seu lapso, na edição de 24 de Janeiro de 1900, pelo que o Jornal "O Figueirense", agradecendo as boas referências que foram dadas nessa edição, vai afirmando: Como a Gazeta regista a nossa declaração de não querermos ser um jornal politico, é conveniente aclarar. Não seremos um jornal politico na accepção estreita, vulgar do termo, que na accepção geral não podemos deixar de o ser. Se algum dia quizessemos ser jornal “partidario”, declara-lo-hiamos préviamente e com a maior lealdade. Não nos prestaremos a servir encapotadamente baixos interesses pessoaes ou de partidos. A verdadeira orientação editorial do Jornal “O Figueirense” viria a ler-se nas entre linhas do artigo Explicando, escrito por Amadeu Sanches Barreto, que acompanhava o editorial do primeiro número da Segunda Série. Este artigo, datado de Alhadas [Concelho da Figueira da Foz] 14-1-1900, uma semana antes de a Segunda Série começar a ser publicada, é complementar às ideias patentes na apresentação. Reveste-se de grande importância, porque fornece informações que muito interessam ao extinto jornal Povo da Figueira e prova, em primeiro lugar, que o Jornal "O Figueirense" surgira de novo nesta Segunda Série, para o vir substituir. Ainda que seguisse uma linha independente, o artigo Explicando, continua a delinear meticulosamente o “retrato” do fundador, como é possível verificar no seu conteúdo: Prazilio Augusto Martins é um daquelles caracteres que para se compreenderem é necessario tratá-los na intimidade. Trabalhador indefeso, intelligente, extremamente meticuloso em todos os pontos que possam tocar a sua dignidade, póde e deve fazer carreira com o “Figueirense”, se tiver quem o coadjuve efficazmente e o guie no escabroso mister de

lançar um jornal à publicidade. Dotado de ideias amplamente liberaes, democraticas mesmo, não se achando filiado em nenhum partido politico, é de esperar que imprima a este jornal uma orientação justa, imparcial, fundada nos principios dos direitos e regalias populares. Se não se póde dizer que o “Povo da Figueira” foi substituído por um jornal genuinamente republicano, é grande erro afirmar-se que as hostes monarchicas contarão mais um soldado na imprensa. E para o demonstrar basta dizer que muitos dos colaboradores do jornal que elle vem substituir, continuarão a escrever para o “Figueirense”. O novo Jornal "O Figueirense" defendeu, durante a sua existência, a causa democrática, ainda que não de forma tão directa como o jornal Povo da Figueira havia feito. "O Figueirense" foi em todos os aspectos, um Jornal que quis primar pela diferença, em busca de uma independência e meios de acção eficazes para a recepção e difusão da informação. Deste modo abriu as portas ao regime de correspondentes, que estavam espalhados em quase todas as freguesias do Concelho da Figueira da Foz, em toda a Região Centro, Centro-Norte e CentroSul (Distritos de Coimbra, Aveiro e Leiria), em localidades estratégicas do País, como Lisboa, Porto, Braga, Santarém, Almada e ainda na África Ocidental, onde residiam comunidades portuguesas. Nesta época, foram colaboradores do Jornal “O Figueirense” as seguintes personalidades: Amadeu de Sanches Barreto, João Barreto, Manuel Barreto, José da Silva Fonseca, Manuel Gaspar de Lemos, José Alves Miranda, Fortunato Correia Pinto, Joaquim de Assunção Martinho, Bernardo Teles Leitão, Henrique de Barros, Aníbal Taborda, R. Paganel, António Júlio Vale e Sousa, António Mira de Miranda e Brito, João Jacques, Arménio Monteiro, entre outros. O editor José M. Roque dos Reis deixou de 3


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exercer a sua função a partir da edição n.º 180, de Domingo dia 20 de Outubro de 1901, como prova a declaração publicada nesse número do Jornal "O Figueirense". Foi assim substituído pelo proprietário, que tomaria o controlo absoluto do Jornal até ao fim da Segunda Série. Em resultado de uma crítica insensata que o redactor do Jornal dirigiu a um papel desempenhado pelo actor Ferreira da Silva, no Teatro Príncipe, na Figueira da Foz, Fernando Augusto Soares, impôs-se à liderança de Prazílio Augusto Martins, o que vai levar à suspensão da Segunda Série. Em 24 de Abril de 1902, quinta-feira, termina a segunda série, com o n.º 225, ao fim do terceiro ano de edição. A TERCEIRA SÉRIE (1918) UM JORNAL NOVO A Terceira Série inicia-se em 15 de Fevereiro de 1918, com carácter bi-semanário, durante uma das suspensões do jornal Voz da Justiça, conforme consignado numa circular assinada por Manuel J. Cruz, de 15 de Janeiro de 1918, distribuída aos seus assinantes, que diz o seguinte: “Venho comunicar a V. Ex.ª que, tendo o meu jornal sido suspenso hoje, 15 do corrente, por ordem do delegado do atual governo neste concelho, fica a remessa para V. Ex.ª interrompida até que se normalize a atual situação”. Tendo como director e editor Raimundo Esteves, o Jornal "O Figueirense" era propriedade da Empreza. A redacção, a administração e a impressão funcionavam na Tipografia Popular, de Manoel J. Cruz., publicando-se às terças-feiras e às sextas-feiras. O novo formato era do tipo fólio de 4 páginas, a 6 colunas cada.

com todas as suas caracteristicas. Aqui não se depende de ninguem, não se continua a vida de ninguém, não se obedece a quem quer que seja! Isto não está aforado. E quem aqui vive dentro, tem a mesma liberdade de ação que um pardal na larguesa vasta das asas... Uma única coisa temos assente e firme: - não fazer politica partidaria! O resto será como Deus quizer e for servido!... Defender os interesses da nossa terra, lutar pelo bom nome, pelo engrandecimento da Figueira, é tão natural e tão intuitivo, tão claro, que até a gente escusa de dizê-lo, visto que o proprio nome do jornal é o mais bairrista possivel. Afirmar nesta hora grave para a nossa nacionalidade o nosso patriotismo, a admiração pelos que se batem na França e na Africa por Portugal, a fé ardente na vitória dos aliados, que é a nossa vitória, é escusado repeti-lo, tão naturalmente, tão firmemente tudo isto deve estar ligado à alma de todos os portugueses! Acentuar o espírito de liberdade que sempre fulgirá em todas as nossas palavras é, então, perfeitamente desnecessário: - neste jornal, - de quem o escreve ao ambiente que se move, - toda a gente abomina o luar, porque só gosta do sol! ... E temos dito! Os colaboradores da Terceira Série foram, entre outros, Manuel Cruz, Ernesto Tomé, que escrevia as “Crónicas Perversas”, Manuel Gaspar de Lemos e o autor destas linhas, autor de um único artigo, que assinava pelo pseudónimo de Eça de Queiroz. O Jornal "O Figueirense" viria a terminar a publicação da Terceira Série em 29 de Março de 1918, com o n.º 13, após o término da suspensão ao jornal A Voz da Justiça, informação esta que foi dada por uma folha volante onde se podia ler:

O artigo de apresentação refere o seguinte: Saibam, pois, as gentes, que "O Figueirense", é autenticamente, genuinamente um jornal novo,

"O Figueirense" interrompe a sua publicação. Saindo das oficinas d' “A Voz da Justiça”, e devendo reaparacer amanhã, terça-feira, 2 [de 4


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Abril], este jornal, impossível é continuar agora a publicidade do nosso bi-semanário. 1 de Abril de 1918. Pela redáção do «Figueirense» - Raimundo Esteves. A QUARTA SÉRIE (1919-2004) UM PASSO PARA O FUTURO O primeiro número da Quarta Série do Jornal "O Figueirense" publicou-se em 19 de Junho de 1919. Os seus fundadores foram o Dr. José Maria Cardoso, antigo advogado na Figueira da Foz e José da Silva Fonseca, que assumiram os cargos de directores, juntamente com Joaquim Gomes de Almeida, o editor. Foi composto na Tipografia Peninsular de J. Gomes de Almeida e impresso na Tipografia Popular de Manuel Jorge Cruz, entre o período inaugural desta última série e o mês de Janeiro de 1920. A partir desta data passaria a ser publicado em exclusivo pela Tipografia Peninsular. O Jornal "O Figueirense", que adoptara um formato in-fólio, com quatro páginas de seis colunas cada, manteve a sua periodicidade semanal até ao número 40, de 18 de Março de 1920. A partir do número 41 passou a ser bisemanário, publicando-se às quintas-feiras e domingos e mantendo as mesmas características. Porém, chegaram a ser publicadas algumas edições de duas páginas apenas, devido à carestia do papel de impressão. A ideologia dos seus fundadores era de tendência republicana. Por sua influência o Jornal “O Figueirense” seguiu a nova orientação política, subjacente à fusão do Partido Evolucionista, chefiado pelo ex-Presidente da República - Dr. António José de Almeida, com a União Republicana, que viria a dar origem ao Partido Liberal. Uma vez fundidos os Liberais com os Reconstituintes, o Jornal foi acompanhando o Partido Nacionalista, no flanco direito da política republicana.

Em 25 de Março de 1920, o Jornal passa a ter um novo proprietário e editor - o Dr. José Maria Cardoso. Na véspera do São João desse ano, dia 23 de Junho, foi impressa uma edição especial do Jornal com seis páginas, o número 67, de carácter noticioso e literário, que foi ilustrado por António Piedade. O dia 3 de Fevereiro de 1921, marcou a chegada de um novo director ao Jornal "O Figueirense" o Dr. Pedro António de Almeida, notário na Freguesia do Paião (Figueira da Foz) e o regresso de Joaquim Gomes de Almeida, desta vez aos cargos de redactor e administrador. O Dr. José Maria Cardoso mantinha-se como proprietário, embora deixasse de ter influência na sua linha editorial e deixando o cargo, em 23 de Fevereiro de 1922. Desta forma, Joaquim Gomes de Almeida, concentrou em si os cargos de proprietário, redactor e administrador, ao passo que o Dr. Pedro António de Almeida, continuaria a assumir a direcção deste periódico figueirense. O Dr. Pedro António de Almeida viria a abandonar a direcção do Jornal "O Figueirense", em 1 de Fevereiro de 1923, quando já se havia publicado o número 314. Joaquim Gomes de Almeida reunira agora todos os cargos do Jornal. Ao longo dos anos de publicação, dando continuidade à ideologia patente no espírito de fundação desta Quarta Série, o Jornal “O Figueirense” mostrou nas suas páginas os retratos de figuras proeminentes da vida política nacional, apoiantes da causa republicana, tais como Guerra Junqueiro, António José de Almeida, Canavarro de Valadares, José Cardoso, Raimundo Esteves, Manuel Teixeira Gomes, Ginestal Machado e Francisco Martins Cardoso, entre outros. No período histórico que decorre entre o ano de 1919, aquando da fundação da quarta série e o ano de 1926, no que é possível observar no livro Jornalismo Figueirense, de Cardoso Martha, o 5


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Jornal "O Figueirense" teve ao seu serviço alguns dos melhores colaboradores figueirenses. Dando alguns exemplos, dentro das várias áreas, temos D. Amélia Brás, D. Maria Feio, Raimundo Esteves, Ernesto Tomé, António Ruas, Tenente Fernandes de Carvalho, José Brandão, que publicou uma admirável bibliografia portuguesa da I Grande Guerra Mundial, Mário Reis, Edmundo Santos, Cardoso Sant'Iago, Luiz Carrisso, Santos Júnior, António Amargo, Canavarro de Valadares, Alberto Borges, Artur Bivar, Nicolau da Fonseca, João Gaspar Simões, Francisco Martins Cardoso, Joaquim Leite, o próprio Cardoso Martha, autor da obra citada, entre muitos outros. O colaborador artístico permanente era António Piedade. OS CORTES DA CENSURA A partir de 1926, com a instauração da Ditadura Militar, a partir da Revolução triunfante do Marechal Gomes da Costa, no 28 de Maio, verificase um recuo da liberdade de imprensa, que se reflecte em todos os periódicos nacionais e regionais. O Jornal "O Figueirense" não foi excepção e, pelo que foi possível apurar junto do que viria a ser o futuro Director, Aníbal Correia de Matos, a vida deste Jornal não foi fácil. Houve números que nunca chegaram a sair, por falta de conteúdo relevante, já que eram completamente truncados pelas comissões de censura. A estratégia passava então por adoptar notícias de âmbito nacional, de feição ao regime político vigente, fazendo o paralelismo para a realidade local. Aí residiu o segredo de o jornal ter escapado muitas vezes à mão atroz dos censores. Temos como exemplo a elaboração de um suplemento ao n.º 657 do Jornal “O Figueirense”, dedicado à Revolução Militar de Gomes da Costa de 28 de Maio de 1926 e datado de 1 de Junho de 1926, ou o artigo de primeira página do dia 1 de Junho de 1940, do n.º 2076, com o título “A Festa de Portugal”, dedicado às comemorações dos Centenários, que pressupunha um ambiente de grande entusiasmo, em todo o País. A Censura atravessou transversalmente a Dita-

dura Militar desencadeada por Gomes da Costa (1926-1933), o «Estado Novo» e a 2.ª República Corporativa, legitimados pela Constituição de 1933, pelo que se pode falar, claramente, de 48 Anos de repressão à Imprensa, que só terminou com a Revolução do 25 de Abril de 1974. A liberdade estava ganha! A CAMINHO DAS BODAS DE OURO Na época balnear de 1936, o Jornal “O Figueirense” tomou temporariamente o nome de Diário da Praia, o segundo deste nome, já que no ano anterior tinha existido um jornal com esta mesma designação, com orientação editorial diferente. Manteve-se com estes dois títulos e em formato pequeno a partir de 28 de Agosto de 1936, entre os seus números 1731 e 1768. Em 19 de Dezembro de 1950, devido à morte de Joaquim Gomes de Almeida quem ocupou o cargo de direcção, interinamente, foi Aníbal Correia de Matos. Viria a ser substituído pelo Dr. Alberto Borges, até ao número 3302 de 4 de Fevereiro de 1961. No número seguinte, o 3303, Aníbal Correia de Matos regressa definitivamente como director. Em 1969, na comemoração dos 50 Anos da Quarta Série, o Jornal "O Figueirense" tem o prazer de noticiar a atribuição da Medalha de Mérito de Ouro da Cidade da Figueira da Foz, na sua edição de Sábado, dia 19 de Julho de 1969 (edição n.º 3739), num artigo de primeira página, que diz: A Câmara Municipal deliberou atribuir a Medalha de Mérito de Ouro e dar o nome deste Jornal à antiga Rua do Curro. Assinado pelo sr. Eng. José Coelho Jordão, ilustre presidente da Câmara Municipal deste Concelho, recebemos com data de 11 do corrente [Julho de 1969], o ofício que a seguir transcrevemos: Sr. Director de «O Figueirense» Figueira da Foz 6


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Tenho a honra de levar ao conhecimento de V. ... que esta Câmara, em reunião de 1 do corrente mês, congratulou-se pela elevação como decorreu o «II Encontro da Imprensa Regional das Beiras» e agradece todas as referências amáveis à nossa cidade e sente-se profundamente reconhecida pela defesa que, nas colunas dos jornais das Beiras, frequentemente se fez dos legítimos interesses da Figueira. Levo ainda ao conhecimento de V. ... que, na mesma reunião, foi deliberado dar o nome de Rua de «O Figueirense. à actual Rua do Curro e atribuir ao Semanário a Medalha de Mérito de Ouro. Apresento a V. cumprimentos.

...

os

meus

melhores

A Bem da Nação, O Presidente da Câmara José Coelho Jordão Eng. À data do seu quinquagésimo aniversário o Jornal "O Figueirense" era propriedade de Matos & Irmão. A redacção, administração e oficinas funcionavam no número 212 da Rua da República, que hoje continua a ter esse nome e se estende desde a Estação de Caminhos de Ferro, até à Praça 8 de Maio e à zona adjacente da antiga doca. Em 15 de Maio de 1981, no seu número 4296, o Jornal "O Figueirense" anuncia uma interrupção temporária, vindo a aparecer posteriormente de forma interpolada, com o número 4297 em 20 de Janeiro de 1982 e com o número 4298 de 15 de Dezembro de 1982. O Jornal vai retomar a sua publicação regular, a partir do número 4299, Julho de 1983, até aos dias de hoje. EVOLUÇÃO DO JORNAL OS ÚLTIMOS 16 ANOS (1988-2004) Em 1988 o Jornal “O Figueirense” é adquirido

pela Sociedade Figueira Praia S.A.. O grande dinamizador desta aquisição é Fernando Alves do Vale. A empresa Ralma Lda, (da qual fazia antes parte também o Dr. António Ramos), essa, continua com a mesma designação. Aníbal Correia de Matos continua por algum tempo a dirigir o Jornal, sendo nomeado para director-adjunto o Dr. Jorge Babo, professor da Escola Secundária Bernardino Machado. Jorge Babo viria depois a abandonar o cargo. Ainda em 1988 surge então uma nova equipa: o Dr. Carlos Albarino Maia é convidado para director do Jornal “O Figueirense”, em simultâneo com António Jorge Lé (Chefe de Redacção) e Jorge Reis (editor desportivo). Para gerente executivo é nomeado Jorge Galamba Marques. Em 1990, o Grupo Amorim chega à Figueira da Foz, ao adquirir as participações da Sociedade Figueira Praia. No entanto, o Grupo Amorim acarinha a existência do Jornal "O Figueirense" e, mais tarde, em 2002, cria a empresa Fozcom Produção e Comunicação Multimédia, S.A., que sucede desta forma à Ralma, Lda.. As antigas instalações do Jornal funcionavam na Rua de "O Figueirense", uma perpendicular à Praça General Freire de Andrade (Praça Velha), tendo-se mudando-se para a Praça 8 de Maio (Praça Nova), em 1 de Abril de 2001, onde está em modernas instalações. Durante os últimos anos foram colocados inúmeros desafios ao Jornal "O Figueirense", que passaram pela renovação do aspecto gráfico e pela criação de uma edição on-line actualizada permanentemente, projectos estes que pretendem captar novos públicos e assegurar o contacto permanente com os figueirenses que estão no estrangeiro, ou não têm acesso directo à edição escrita deste jornal semanário. O projecto de design gráfico foi elaborado por Pedro Pessoa, da empresa Pandemia, enquanto que a edição on-line é gerida pela empresa Octágono Comunicação Digital, Lda.. O actual director do Jornal "O Figueirense", António Jorge Lé, foi o principal impulsionador de todas estas transformações que considera 7


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essenciais para a actualidade. O lema é apostar na modernidade, respeitando a linha editorial existente - servir a Figueira da Foz. O actual administrador executivo é João Leal Barreto e o director Comercial Ângelo Bragança Coelho. Houve também uma preocupação em preservar a memória colectiva do Jornal "O Figueirense", ao longo dos seus quase 85 Anos de História. A imagem do fundador da Quarta Série do Jornal foi perpetuada em fotografia e à Redacção foi atribuído simbolicamente o nome de Aníbal Correia de Matos, o jornalista mais antigo da Cidade da Figueira da Foz. Foi para esse efeito descerrada uma placa, ainda nas antigas instalações, por iniciativa do actual Director, António Jorge Lé, em 12 de Junho de 2000. Este acto foi realizado em virtude de Aníbal de Matos, à data, escrever assiduamente desde 1926. Nas instalações do Jornal "O Figueirense" estão igualmente presentes fotografias de Albarino Maia e de Jorge Reis, já falecidos e documentação preciosa para o estudo do Jornal, como seja exemplares antigos e gravuras. "O Figueirense" é hoje um jornal semanário que sai à sexta-feira. Tem um formato fixo de 32 páginas, com vários planos a cor, alternados com planos a preto e branco. A rotina produtiva do Jornal realiza-se nas suas instalações, onde é efectuada a paginação e a maquete final, que de seguida é enviada através de uma linha telefónica dedicada, da Figueira da Foz para as instalações da Mirandela - Artes Gráficas, S.A., em Lisboa, onde é feita a impressão e o acabamento das edições. Uma vez concluído este processo, as encomendas com os jornais impressos são remetidas directamente para os assinantes, por via postal. A tiragem média mensal ronda os 18.000 exemplares. A assinatura anual tem o custo de 15 €. Existem muitos assinantes quer em Portugal, na Cidade da Figueira da Foz e na região de Coimbra, quer no Estrangeiro, especialmente em Espanha e nas

comunidades portuguesas espalhadas pelo Mundo. A nível institucional, o Jornal “O Figueirense” está inscrito no Instituto da Comunicação Social com o número 100543, é membro da Associação Portuguesa da Imprensa (AIND), da Associação Portuguesa da Imprensa Regional (APIR) e da União Portuguesa da Imprensa Regional (UNIR). O Jornal "O Figueirense" conta ao longo da sua existência com inúmeras distinções e é Sócio Honorário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz e da Sociedade Filarmónica 10 de Agosto, uma das mais antigas e prestigiadas colectividades da Figueira da Foz. Ao fim de 85 Anos de História da Quarta Série, o Jornal "O Figueirense" é o jornal mais antigo da Cidade da Figueira da Foz. AS EDIÇÕES ESPECIAIS E OS SUPLEMENTOS TEMÁTICOS Ao longo dos anos o Jornal "O Figueirense" tem publicado inúmeras edições especiais e suplementos temáticos, que são fruto da vontade de dar a conhecer as personalidades históricas, os lugares e os recursos da Figueira da Foz e da Região onde se insere. Tudo isto com um único ideal - o da aproximação do Jornal aos seus leitores. Em 6 de Abril de 1922, o Jornal "O Figueirense" publicou uma edição especial de seis páginas, no seu número 228, dedicada ao lampadário da Batalha, onde devia estar bem presente a Chama da Pátria. Recorreu-se à utilização de uma gravura sugestiva deste símbolo e à colaboração especializada de diversos oficiais do Exército Português. Catorze dias depois, no dia 20 de Abril de 1922, a “saga” dos aviadores Gago Coutinho e 8


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Sacadura Cabral, que empreenderam fazer a travessia do Atlântico Sul, desde Lisboa até ao Rio de Janeiro, a bordo de um pequeno hidroavião - o «Lusitânia», motivou a publicação de um número especial do Jornal "O Figueirense" (número 232). A chegada dos dois aviadores aos Penedos de São Pedro e São Paulo, ao largo da costa brasileira, foi notícia de primeira página, onde sobressaía uma grande cruz de Cristo vermelha e as fotografias dos dois aviadores.

primeiro número do suplemento “Filmagem”, dedicado à propaganda cinematográfica, edição esta que viria a não circular por falta de autorização dos Serviços de Censura. O projecto manteve-se e no dia 11 de Março foi distribuído um novo número inaugural deste suplemento, o primeiro de dez edições, publicadas sob a direcção de J. Oliveira Santos.

Em 22 de Junho de 1924, após ter completado o seu quinto ano de vida e em plena época balnear, o Jornal "O Figueirense" dedicou a sua primeira edição especial, totalmente a cores, à Figueira da Foz. Neste número foram incluídas 40 imagens da praia, da cidade e arredores, modelo que obteve grande sucesso. Apostando na sua continuidade, foram publicados vários exemplares bi-semanais, até dia 22 de Julho de 1924, data em que sairia a última edição, com o número 455, de uma série de números comemorativos, impressos a cores, brilhantemente ilustrados e acompanhados de textos inéditos.

Também em 1939, é criado um novo suplemento, designado por “Tribuna Literária”. Teve como seus mentores Belarmino Pedro e Manuel Guimarães. Este suplemento publicou 296 números, que saíram semanalmente com o Jornal, ao longo de 11 anos, entre 10 de Abril de 1940 e 24 de Novembro de 1951. Belarmino Pedro (1909-1990) nasceu em Almalaguês (Coimbra) e morreu em Tavarede (Figueira da Foz). Fez a sua formação escolar na Figueira da Foz e foi funcionário da Câmara Municipal desta cidade. Quando aposentado, dedicou-se de alma e coração ao jornalismo, tendo colaborado para além do Jornal “O Figueirense”, em inúmeros periódicos do País, dos quais se podem citar como mais conhecidos os jornais “A Voz”, o “Diário da Manhã”, o “Jornal de Notícias”, o “Diário de Lisboa”, o “Comércio do Porto”, “O Século”, o “Diário de Coimbra”, o “Diário de Notícias” e “O Dia” e a revista “Renascença”. Foi redactor do Jornal “O Dever”, ainda hoje em publicação, propriedade da Paróquia de São Julião da Figueira da Foz. Viria a ser, em 1953, um dos fundadores do Jornal “A Voz da Figueira”, ainda existente, permanecendo aí como Director a partir de Julho de 1969, até à sua morte. Belarmino Pedro, foi também escritor, tendo-nos deixado obras de grande valor crítico. Ingressou na Conferência Religiosa de São Vicente de Paulo, na qual foi um dos grandes mentores da construção do Bairro Padre Américo da Figueira da Foz, para alojamento de famílias pobres, projecto este que foi concretizado graças ao apoio do Jornal “A Voz da Figueira”, que então dirigia.

No dia 4 de Março de 1939, foi publicado o

Em 1947 foi criada uma separata com o nome

Em 18 de Junho de 1922, um dia depois da chegada de Gago Coutinho e Sacadura Cabral ao Brasil, ao fim de se cumprirem 8000 quilómetros e 60 horas e 14 minutos de voo, o Jornal "O Figueirense" prestou a devida homenagem aos dois aviadores, no seu número 249. A primeira página desta edição, totalmente a cores, incluía uma silhueta do hidroavião, as fotografias dos aviadores e o escudo nacional. Nas dez páginas de texto interiores dedicadas ao acontecimento, podiam observar-se pormenores diversos do hidroavião “Lusitânia II” (nos Penedos de São Pedro e São Paulo) que, após o acidente com a aeronave original, permitiu que os dois pilotos portugueses chegassem a Terras de Vera Cruz. O número 286 do Jornal "O Figueirense", de 26 de Outubro de 1922, relatava o regresso a Lisboa de Gago Coutinho e Sacadura Cabral, recorrendo a muitas ilustrações.

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de “As Novas Indústrias do Cabo Mondego”, com o intuito de divulgar os recursos industriais existentes na faixa noroeste do Concelho da Figueira da Foz, nomeadamente as minas de carvão e as fábricas de cimento e de cal hidráulica, das quais hoje ainda se mantém esta última em funcionamento. Em 1956, Alberto de Monsaraz publica uma separata de homenagem a Joaquim António Simões (1817-1905). O homenageado, a título de curiosidade, nasceu na Abrunheira (Verride) e veio muito novo para a Figueira da Foz. Herdou uma vasta fortuna de seus pais e foi ao longo da sua vida um excelente investidor, tendo-se estabelecido nesta cidade com armazéns de vinhos, que ocupavam um lugar de destaque no panorama nacional de distribuidores. Ministro do Reino de D. Maria II, foi grande impulsionador da construção do Teatro Circo Saraiva de Carvalho, actual Casino da Figueira, constituindo-se como o principal accionista deste importante empreendimento cultural e artístico. Foi ainda responsável pela instalação da Linha Ferroviária da Beira Alta e pela construção da velha ponte sobre o Rio Mondego, entre outros equipamentos, na Figueira da Foz, que ainda hoje subsistem. Por curiosidade, pode referir-se ainda que foi graças a familiares de Joaquim António Simões, que Ramalho Ortigão, começou a frequentar a Figueira da Foz.

Estaleiros Navais da Figueira da Foz (edição n.º 5331 de 21 de Novembro de 2003); Sporting Clube Figueirense – 85.º Aniversário - Dezembro de 2003 - 1918-2003. (edição n.º 5332 de 28 de Novembro de 2003); Natal 2003 (edição n.º 5335 de 19 de Dezembro de 2003); Dia de São Julião da Figueira da Foz [9 de Janeiro] (edição n.º 5337 de 9 de Janeiro de 2004); O Casino da Figueira apresenta... Regresso ao futuro (edição n.º 5339 de 23 de Janeiro de 2004); Fez-se história no Palácio Sotto Maior Recordando a Cimeira Ibérica (edição n.º 5340 de 30 de Janeiro de 2004); 3.º Festival de Peixes Tradicionais é na Figueira da Foz (edição n.º 5350 de 8 de Abril de 2004).

Recentemente, o Jornal "O Figueirense" lançou um conjunto de onze revistas que, constituindo suplemento integrante das edições, abordaram temas de carácter económico, histórico e patrimonial, desportivo e de lazer, técnico, religioso e cultural. As revistas tiveram os seguintes títulos: 1.000.000.000 € - Mil Milhões de Euros – 50 Maiores Empresas do Concelho da Figueira da Foz (edição n.º 5309 de 30 de Maio de 2003; (Re)cantos e memórias da Figueira (edição n.º 5312 de 20 de Junho de 2003); Em forma depois do Verão (edição n.º 5323 de 26 de Setembro de 2003); Sobre Rodas (edição n.º 5329 de 7 de Novembro de 2003); NAVALFOZ 10


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BIBLIOGRAFIA CASCÃO, Rui de Ascensão Ferreira (1998). Figueira da Foz e Buarcos entre 1861 e 1910Permanência e Mudança em Duas Comunidades do Litoral. Coimbra: Livraria Minerva. COSTA, Fausto Caniceiro da (1995). Figueirenses de Ontem e de Hoje. Figueira da Foz: Edição de Autor. MARTHA, Cardoso Figueirense. Figueira Popular.

(1926). Jornalismo da Foz: Tipografia

SOUSA, Joaquim & CALDEIRA, António Reis (1986). Jornais e Revistas do Concelho da Figueira da Foz 1863-1865. Figueira da Foz: Impressora Económica.

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