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2009


ÍNDICE NOVIDADES

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Os Direitos de Autor e os Novos Média, António Machuco Rosa Fantasia Vermelha, Iván de La Nuez Para que Servem os Direitos Humanos?, Pádua Fernandes Outubro, Rui Bebiano O Dharma e o Espírito, Juan Masiá e Kotaró Suzuki Monogamia, Adam Phillips A Vocação do Lume, Isabel Cristina Rodrigues O Trágico em Graciliano Ramos e Carlos de Oliveira, Gonçalo Duarte

4 5 6 7 8 9 10 11

Extra-colecção

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Microcosmos

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Biblioteca Lusitana

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Fronteiras

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Fronteiras da Cultura

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Fronteiras da História

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BAÚ Política dos Autores Marfim Destaque - Jacques Derrida Ensaio Literatura Destaque - Antonio Candido ReVisões Documenta Ensaio/Filosofia Ensaio/Estética Ensaio/Teatro Ensaio/Didáctica Introdução a Ensaio/Geral Série Negra Letras Portuguesas / Série Menor Letras Portuguesas / Série Maior Letras Africanas Clássicos IPLB Zentralpark Co-edições

18 19 20 21 23 24 25 26 27 28 29 29 30 31 32 32 32 33 34 35

Índice de Autores

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Estes são tempos maus. Os filhos deixaram de obedecer aos pais e toda a gente escreve livros. Cícero


Angelus Novus: Livros para descobrir, passo a passo.

Na Angelus Novus, não desistimos, à partida, de nenhum leitor, dos 7 aos 77 anos, dos mais integrados aos mais alternativos. Nesse sentido, não somos nem pretendemos ser uma editora marginal mas sim uma editora disponível para acompanhar e estimular os debates que movem os nossos contemporâneos. Como sempre, o novo pode estar mais à frente ou mais atrás, pode passar pela encomenda de textos cuja falta sentimos ou pela recuperação de textos «clássicos» ou simplesmente esquecidos. Como pode passar por grafismos arrojados ou por soluções antigas e ainda válidas, porque muito testadas e com sucesso. Não há aliás razões para não se considerar um livro um objecto coleccionável, porque belo. Desligue pois a TV, ponha o computador em modo de poupança e espere pelo carteiro da Angelus Novus.

Angelus Novus. A imaginação em obras. 1


A E D I TOR A

Fundada em 1993 e agora com sede em Coimbra, a Angelus Novus, publicou até ao momento perto de 130 títulos, tendo criado uma imagem de prestígio sobretudo na área do ensaio e da edição de clássicos da literatura portuguesa. A Angelus Novus divulgou uma nova geração de autores portugueses e editou uma série muito seleccionada de autores estrangeiros, quer na poesia – Durs Grünbein, Luis Javier Moreno – quer no ensaio: Antonio Candido, João Cabral de Melo Neto, Jacques Derrida, Theodor W. Adorno, Ortega y Gasset, Bill Readings ou Eve Kosofsky.

A Angelus Novus que regressou ao mercado em Janeiro de 2008 prolongou o essencial dessa herança – o rigor e exigência na escolha de títulos e autores – mas era já, na verdade, uma nova Angelus, na medida em que surgia com uma imagem totalmente renovada e com um catálogo mais variado, destinado a públicos muito mais diversos, pondo em prática um novo conceito de editora, do ponto de vista do design gráfico, da comunicação com os leitores (apostando fortemente na comunicação digital) ou da visibilidade no mercado.

Neste ano de 2009, a Angelus Novus dará ainda um passo mais em frente, apostando em áreas e formatos novos na sua tradição: a literatura infantil, o livro de bolso, a iniciação às ciências sociais e humanas, o «livro útil» e, cada vez mais, a literatura nos seus géneros mais breves: novela, conto, microconto.

Fique por perto, pois vai valer a pena. 2


NOVIDADES

Os Direitos de Autor e os Novos Média, António Machuco Rosa Fantasia Vermelha, Ivan de La Nuez

Para que servem os Direitos Humanos? Pádua Fernandes

Outubro, Rui Bebiano

O Dharma e o Espírito, Juan Masiá e Kotaró Suzuki

Monogamia, Adam Phillips

O Trágico em Graciliano Ramos e em Carlos de Oliveira, Gonçalo Duarte A Vocação do Lume, Isabel Cristina Rodrigues

Alguns livros devem ser provados, outros engolidos e muito poucos devem ser mastigados e digeridos. Francis Bacon 3


OS DIREITOS DE AUTOR E OS NOVOS MÉDIA António Machuco Rosa nasceu em Beja, doutorou-se na École des Hautes Études en Sciences Sociales – Paris e é actualmente professor na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Tem investigado nas áreas das novas tecnologias da informação e história dos média e as suas publicações incluem, nomeadamente: Dos Sistemas Centrados aos Sistemas Acentrados (2002), Internet – uma história (2003), Cinco Lições sobre Comunicação, Redes e Tecnologias da Informação (2006) e A Comunicação e o Fim das Instituições: das origens da imprensa aos novos média (2008).

O advento dos meios digitais em rede provocou uma revolução profunda nas formas tradicionais de produção, distribuição e consumo dos mais diversos conteúdos culturais, tornando claro como as leis dos direitos de autor são absolutamente centrais na nova ecologia mediática. Este livro constitui uma das primeiras obras que expõe rigorosamente os actuais conflitos existentes em torno desse tipo de direitos, tornando compreensível a sua importância e fundamento junto de um público vasto que não esteja especializado na área do Direito. Com esse objectivo, o livro descreve também os principais momentos históricos que levaram à elaboração das leis do copyright e direito de autor.

Biblioteca Mínima Tudo o que importa cabe num bolso

Livro brochado Concepção: Francisco Romão/Olhar-te 12 x 18 cm, 128 pp., 7.00  ISBN 978-972-8827-54-0 Local e data de edição: Coimbra, Junho de 2009

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FANTASIA VERMELHA Iván de La Nuez nasceu em Havana em 1964 e trabalha e vive em Barcelona. Ensaísta e crítico de arte, é actualmente director de exposições do Palacio de la Virreina. É ou foi colunista em publicações como El País, El Periódico de Catalunya, La Vanguardia, Der Tagesspiegel, Ajoblanco, Lápiz, Exit, Postmodern Notes, La Gaceta de Cuba, Plural e Nouvelle Revue Française. Entre os livros que publicou, destacam-se La balsa perpetua. Soledad y conexiones de la cultura cubana (1998), El mapa de sal. Un postcomunista en el paisaje global (2001), e as antologias Cuba: la isla posible (1995), Paisajes después del Muro (1999) e Cuba y el día después (2002).

O que têm em comum Jean-Paul Sartre e Oliver Stone, Régis Debray e Sydney Pollack, o músico Ry Cooder, que deu a conhecer Buena Vista Social Club, e o realizador Richard Lester, que fez filmes com os Beatles, Giangiacomo Feltrinelli e Max Aub, Graham Greene e David Byrne? Para lá de terem sido reconhecidos, cada um à sua maneira e condição, como ícones intelectuais da esquerda ocidental, estas ilustres personagens comungaram de uma paixão pela Revolução cubana. Fantasia Vermelha dedica-se ao estudo das causas, profundas e banais, dessa paixão, fazendo-o ao mesmo tempo com exigência conceptual e sentido de humor.

Fronteiras: Livros que derrubam muros

Livro brochado Concepção: Francisco Romão/Olhar-te Tradução: Ana Bela Almeida 15 x 23 cm, 139 pp., 12.25  ISBN 978-972-8827-53-3 Local e data de edição: Coimbra, Fevereiro de 2009

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PARA QUE SERVEM OS DIREITOS HUMANOS? Pádua Fernandes nasceu no Rio de Janeiro em 1971. É doutor em Direito pela Universidade de São Paulo. Escritor e professor, em Portugal publicou O Palco e o Mundo (& etc, 2002) e colaborou com a revista electrónica Ciberkiosk.

Neste ensaio, interroga-se a noção de Direitos Humanos, em perspectiva histórica e filosófica, e o seu lugar problemático na ordem jurídica, uma vez que muitas vezes parecem desafiá-la e mesmo pô-la em causa.

Jacto Mil ideias por segundo

Livro brochado Concepção: Francisco Romão/Olhar-te 12 x 16,5 cm, 74 pp., 7.50  ISBN 978-972-8827-59-5 Local e data de edição: Coimbra, Junho de 2009

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OUTUBRO Rui Bebiano é professor de história contemporânea da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e investigador do Centro de Estudos Sociais. Colaborador regular de diversas publicações periódicas, é também autor do blogue A Terceira Noite, onde este Outubro foi inicialmente publicado.

Neste ensaio procura-se contribuir para a superação de algumas das perspectivas acríticas da Revolução de Outubro e da sua pesada mitologia. O autor reporta-se, por isso, a factos mas integra também, recolocando-as sem qualquer dogmatismo, memórias e crenças que continuam a moldar algumas das preocupações contemporâneas. E isso porque afinal, para umas quantas pessoas – talvez não muitas, mas umas quantas que se não conformam com o mundo tal qual ele é –, haverá sempre um Palácio de Inverno a tomar.

Jacto Mil ideias por segundo

Livro brochado Concepção: Francisco Romão/Olhar-te 12 x 16,5 cm, 106 pp., 8.50  ISBN 978-972-8827-58-8 Local e data de edição: Coimbra, Junho de 2009

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O DHARMA E O ESPÍRITO Juan Masiá Clavel é jesuíta, viveu mais de vinte e cinco anos no Japão, onde foi Director do Departamento de Bioética no Instituto de Ciências da Vida da Universidade Sophia, em Tóquio. Membro do Instituto de Estudos sobre a Paz na secção japonesa do Conselho Mundial das Religiões pela Paz e da Comissão de Justiça e Paz da Conferência Episcopal do Japão. Tem obra vasta sobre questões de ética e bioética e diálogo inter-religioso. Kotaró Suzuki é japonês e estudou Filosofia Oriental na Universidade de Waseda. Desempenhou cargos directivos nas secções de Secretariado e Difusão do Instituto de Estudos da Associação budista Risshô Kôsei Kai. Actualmente, desempenha o cargo de Director da Secção Internacional de Kôsei Kai. Promoveu encontros inter-religiosos, centrando-se no estudo do sentido budista da iluminação e da relação das religiões entre si para a promoção da paz. Este livro consiste numa conversa entre um cristão e um budista, na qual não está em causa que o primeiro converta o segundo à fé em Jesus, nem que o budista consiga que o cristão se torne um seguidor do Buda, mas sim que ambos se transformem e ajudem mutuamente para converterem-se ao mistério do Espírito, que se manifesta em todo o lado.

Fronteiras: Livros que derrubam muros

Livro brochado Concepção: Francisco Romão/Olhar-te Tradução: Anselmo Borges 15 x 23 cm, 168 pp., 15.00  ISBN 978-972-8827-52-6 Local e data de edição: Coimbra, Fevereiro de 2009

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MONOGAMIA

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Adam Phillips dirigiu o Serviço de Psicoterapia Infantil no Hospital de Charing Cross, em Londres. Psicanalista e ensaísta de renome, publicou vários livros, de entre os quais se destacam Winnicott, On Kissing, Tickling and Being Bored, On Flirtation, Terrors and Experts, Promises, Promises (que inclui um ensaio sobre Fernando Pessoa, «Pessoa’s Appearances»), e Going Sane. Escreve regularmente na London Review of Books, no Observer e no The New York Times. É o coordenador da nova edição de Freud na colecção Modern Classics da Penguin.

«Notável. Como Tcheckhov, Phillips escreve tão bem como diagnostica, e o seu fascínio pelas subtilezas do comportamento humano fazem dele um bom contador de histórias. Possui uma abertura, muito bem-vinda, à estranheza essencial de cada pessoa; isso bastaria como razão para o ler». O.P., The Guardian As actuais controvérsias acerca dos valores da família, do casamento e do divórcio são na verdade discussões sobre a monogamia. Sobre o que faz as pessoas viverem juntas e as razões por que devem permanecer juntas. O psicanalista inglês Adam Phillips, autor de uma vasta série de livros e ensaios, analisa neste livro, em 121 brilhantes aforismos, as questões e os paradoxos por trás da nossa pulsão de acasalamento e revela a centralidade da monogamia para as nossas noções de casamento, família e sujeito.

Fronteiras: Livros que derrubam muros

Livro brochado Concepção: Francisco Romão/Olhar-te Tradução: Abel Barros Baptista 15 x 23 cm, 138 pp., 12.80  ISBN: 978-972-8827-49-6 Local e data de edição: Coimbra, Outubro 2008

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A VOCAÇÃO DO LUME Ensaios sobre Vergílio Ferreira Isabel Cristina Rodrigues é Professora Auxiliar do Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro, tendo apresentado em 2006 uma dissertação de doutoramento sobre a obra de Vergílio Ferreira intitulada A Palavra Submersa. Silêncio e Produção de Sentido em Vergílio Ferreira. Tem ainda outro volume dedicado ao escritor (A Poética do Romance em Vergílio Ferreira), publicado em 2000, e integra a Equipa Vergílio Ferreira, que se destina ao estudo do espólio do autor e à edição crítica dos seus textos.

A obra de Vergílio Ferreira foi-se consolidando sob o signo do lume, que o mesmo é dizer, sob o signo dessa matéria incandescente de que é feito o homem, com as suas inquietações e os seus sonhos, buscando sempre na ambivalente experiência do fogo (que destrói, mas que ilumina e purifica também) uma implícita via de acesso ao sentido. Os seus textos são, assim, tributários de uma ética e de uma estética do fogo (na sua dupla condição de iluminação e incandescência), de que o reiterado conceito de aparição, essa zona limite da racionalidade para além da qual a evidência é um ferro em brasa, é talvez a mais alta chama.

Fronteiras da Literatura A gramática do mundo

Livro brochado Concepção: Francisco Romão/Olhar-te Edição apoiada pela FCT e CLP: Universidade de Aveiro 15 x 23 cm, 164 pp., 18.00  ISBN 978-972-8827-61-8 Local e data de edição: Coimbra, Junho de 2009

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O TRÁGICO EM GRACILIANO RAMOS E EM CARLOS DE OLIVEIRA Gonçalo Duarte é licenciado em Estudos Portugueses (Universidade de Coimbra) e mestre em Literatura Comparada (Universidade Nova de Lisboa). Nos últimos anos tem sido leitor de português no estrangeiro, em Paris, na Universidade Paris X – Nanterre e no Centro Cultural Português do Instituto Camões. É neste momento leitor do Instituto Camões na Bélgica, nas Universidades Livre de Bruxelas e Católica de Lovaina.

Ao longo do século XX, assiste-se a um «regresso do trágico», embora a sua actualização tenda a ser feita já não pela tragédia mas sobretudo através do romance. Este livro pretende estudar, de forma comparativa, a manifestação do elemento trágico na obra narrativa dos escritores Graciliano Ramos e Carlos de Oliveira, centrando-se para isso nos romances São Bernardo e Casa na Duna. Superando os princípios estritos do neo-realismo, estes romances caracterizam-se por uma estética comum e pela irrupção de traços que os posicionam já nos alvores do pós-modernismo.

Fronteiras da Literatura: A gramática do mundo

Livro brochado Concepção: Francisco Romão/Olhar-te Edição patrocinada pela Câmara Municipal de Cantanhede 15 x 23 cm, 232 pp., 15.00  ISBN: 978-972-8827-50-2 Local e data de edição: Coimbra, Dezembro 2008

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CON T R A S A L A Z A R Quando em 25 de Abril de 1974 a Revolução dos Cravos pôs termo ao regime totalitário de Marcello Caetano, não era previsível que a escalpelização do espólio de Fernando Pessoa viesse revelar um anti-salazarista inesperado: o próprio Fernando Pessoa. Os textos reunidos em Contra Salazar revelam como foi profunda a aversão do autor da Mensagem ao ditador santacombadense, e, sobretudo, que o rancor que estes textos manifestam tinha na sua base motivações tão nobres como o repúdio do autoritarismo do Estado corporativo e a defesa da liberdade de expressão.

Neste livro, organizado, prefaciado e anotado por António Apolinário Lourenço, reúnem-se pela primeira vez todos os textos, em verso e prosa, escritos por Fernando Pessoa contra Salazar, o que configura um verdadeiro acontecimento literário e político.

Capa dura Concepção: Sandra Rolão Ilustrações: Francisco Costa Organização, introdução e notas: A. Apolinário Lourenço 15 x 23 cm, 141 pp., 17.00  ISBN: 978-972-8827-48-9 Local e data de edição: Coimbra, Outubro 2008

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MICROCOSMOS

PORQUE O TAMANHO CONTA Rui Manuel Amaral nasceu no Porto, em 1973, cidade onde vive. É coordenador literário da revista aguasfurtadas. Caravana é o seu primeiro livro e uma das grandes revelações da microficção portuguesa.

Capa dura Concepção: Sandra Rolão Ilustrações de Francisco Costa 13 x 21 cm, 170 pp., 12.30  ISBN: 978-972-8827-40-3 Data de edição: Outubro 2007

Augusto Monterroso (Tegucigalpa, Honduras, 1921) exilou-se em 1944 no México, país onde viveria desde então e onde se viria a afirmar como escritor singular. Estreou-se com o volume de contos Obras completas (y otros cuentos), em 1959, que inclui o «clássico» da microficção «El dinosaurio», a que se seguiria, em 1969, A Ovelha Negra e outras Fábulas, obra da sua plena consagração literária. Publicou outros volumes de contos, como Movimiento perpetuo (1972), um extraordinário e único romance, Lo demás es silencio (1978), e obras autobiográficas, La letra e (1987) e Los buscadores de oro (1993), entre outras. Além de prémios de relevo no México, recebeu em 1996 o Prémio de Literatura Latino-americana e do Caribe Juan Rulfo. De 2000 data o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras. Faleceu a 8 de Fevereiro de 2003 na Cidade do México.

Capa dura Concepção: Sandra Rolão Tradução: Ana Bela Almeida 13 x 21 cm, 104 pp., 9.00  ISBN: 978-972-8827-41-0 Data de edição: Setembro 2007

Os maiores autores com os textos mais curtos em edições graficamente cuidadas. 13


BIBLIOTECA LUSITANA

A COLECÇÃO DOS GRANDES PORTUGUESES Mensagem foi o único livro de poesia em língua portuguesa publicado em vida por Fernando Pessoa. Poema profético e utópico, onde se fundem a história e o esoterismo cristão, tem motivado interpretações contraditórias. Sem iludir a polivalência semântica, a complexidade e a ambiguidade da obra, mas também acreditando na sua coerência última, esta nova edição não prescinde da procura dos sentidos ocultos da palavra pessoana. António Apolinário Lourenço Lourenço, responsável por esta edição de Mensagem, é professor da Universidade de Coimbra, com vários estudos dedicados ao modernismo português e a Fernando Pessoa. Capa mole, badanas completas Concepção: Francisco Romão/Olhar-te Edição: António Apolinário Lourenço 13 x 21 cm, 96 pp., 12.00  ISBN: 978-972-8827-45-8 Data de edição: Outubro 2007

Da poesia trovadoresca ao período contemporâneo, os clássicos da literatura portuguesa em edições rigorosamente fixadas e anotadas pelos melhores especialistas.

Com uma composição extremamente original e um estilo ímpar (não se voltaria a escrever prosa igual em português depois de Bernardim Ribeiro), a Menina e Moça ou Saudades trouxe para Portugal diversas novidades da literatura europeia do seu tempo, tendo conseguido ultrapassar as fronteiras do país, ao servir de modelo a obras como Los amores de Clareo y Florisea de Núñez de Reinoso ou La Diana de Jorge de Montemor. Apesar de inacabada e editada postumamente, não teve equivalente na literatura clássica portuguesa. Juan M. Carrasco González é Professor Titular de Filologia Portuguesa na Universidade de Estremadura, em Cáceres (Espanha), sendo hoje o maior especialista na obra de Bernardim Ribeiro.

Capa mole, badanas completas Concepção: Francisco Romão/Olhar-te Edição: Juan M. Carrasco González 13 x 21 cm, 384 pp., 18.25  ISBN: ISBN: 978-972-8827-46-5 Data de edição: Outubro 2007 14


FRONTEIRAS

LIVROS QUE DERRUBAM MUROS S. Zabala, G. Vattimo e R. Rorty Provenientes de orientações filosóficas divergentes – a tradição hermenêutica, para Gianni Vattimo, o pragmatismo, para Richard Rorty –, Vattimo e Rorty partilham contudo algumas posições comuns, a ponto de sentirem a necessidade de um confronto directo sobre um dos temas centrais das suas reflexões mais recentes: o papel e o significado da religião.

Gianni Vattimo

Numa conversa conduzida por Santiago Zabala, Rorty e Vattimo expõem as suas posições, num encontro que percorre a reflexão filosófica e a experiência pessoal, a tradição hermenêutica e a actualidade política. Trata-se de um diálogo aberto e apaixonante, no qual o futuro da religião é articulado com a possibilidade de a solidariedade, a caridade e a ironia substituírem o conhecimento objectivo.

Richard Rorty

Santiago Zabala

Capa mole, badanas completas Concepção: Francisco Romão/Olhar-te Tradução: Lino Mioni 15 x 23 cm, 104 pp., 8.30  ISBN: 978-972-8827-34-2 Data de edição: Outubro 2007

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FRONTEIRAS DA CULTURA Peter Sloterdijk (1947) estudou Filosofia, Germanística e História nas universidades de Munique e Hamburgo. É actualmente catedrático de Filosofia na Hochschule für Gestaltung de Karlsruhe e professor de filosofia e estética em Viena. A publicação da Crítica da Razão Cínica (1983), que se tornou o livro mais lido e discutido da Alemanha, e traduzido depois para inúmeras línguas, catapultou-o para a fama. Além de uma vasta obra, cujos últimos títulos são O Imperativo Estético (2006) e Derrida – Um Egípcio (2006), Sloterdijk anima ainda, na cadeia de televisão alemã ZDF, um programa intitulado «Quatuor Filosófico».

© Isolde Ohlbaum

PORQUE HÁ MAIS MUNDOS

Lido como conferência no castelo de Elmau, na Baviera, a 17 de Julho de 1999, Regras para o Parque Humano viria a suscitar uma virulenta polémica na Alemanha. O escândalo partiu da sua melancólica declaração do falhanço do humanismo como utopia da domesticação humana por meio da leitura, face às novas técnicas de desinibição das massas; mas também do seu suposto flirt com o léxico nazi e as perigosas fantasias nietzschianas do super-homem, assim como com as ideias de Platão sobre o Estado como parque zoológico humano gerido e planificado por uma elite de sábios. Este ensaio enfrenta de forma corajosa a nova realidade biotecnológica e propõe à filosofia a urgente tarefa de repensar a essência do humano, para lá dos coletes-de-forças impostos pela caduca cultura do humanismo. Capa mole, badanas completas Concepção: Francisco Romão/Olhar-te Tradução: Manuel Resende Prefácio: Luís Quintais 15 x 23 cm, 96 pp., 7.40  ISBN: 978-972-8827-39-7 Data de edição: Outubro 2007

Filipe Verde é Professor no Departamento de Antropologia do ISCTE e investigador do CRIA-CEAS. A sua pesquisa mais recente centrou-se num contexto clássico da etnografia ameríndia, os Bororo (Brasil), e na teoria e epistemologia da Antropologia. © Maria José Lobo Antunes

Os homens são o que são pela sua natureza. Dir-se-ia que esta é uma fórmula demasiado vaga, mas tem afinal um sentido preciso, cru e verdadeiro. A natureza é, como o diz a expressão inglesa, drive, impulso, a compulsão e omnipotência do desejo, o que radica no que está antes da reflexão e do julgamento, o que é, e é como necessidade – de respirar, de comer, de fazer sexo, por vezes de agredir. Tudo isso é necessário, é a condição da vida sempre e em todos os lugares, e tudo isso é desejado e é desejado porque é bom, porque sacia a necessidade e saciar a necessidade dá prazer. E o que os Bororo nos ensinam neste livro é que o homem é tanto mais capaz de superar a natureza quanto mais é capaz de se reconhecer como parte dela. Livro brochado Concepção: Francisco Romão/Olhar-te 15 x 23 cm, 224 pp., 16.00  ISBN: 978-972-8827-51-9 Local e data de edição: Coimbra, Dezembro 2008 16


FRONTEIRAS DA HISTÓRIA PARA VER MAIS LONGE

Miguel Cardina (1978) Licenciado em Filosofia e mestre em História das Ideologias e Utopias Contemporâneas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Investigador-Associado do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, onde desenvolve uma tese de doutoramento sobre a construção da esquerda radical durante o Estado Novo. Decorridas mais de três décadas sobre a queda do Estado Novo, as lutas estudantis travadas contra o regime de Salazar e Marcello Caetano continuam a dispor de um lugar relevante na memória colectiva. Partindo do caso concreto de Coimbra, A Tradição da Contestação aborda a dissidência política e cultural que atravessa as universidades entre 1956 e 1974, focalizando a análise no período marcelista. Durante estes anos, um vasto processo de politização acentua-se nas práticas e nos discursos estudantis, contribuindo de forma decisiva para a quebra de legitimidade que a ditadura experimenta no seu troço final.

Capa mole, badanas completas Concepção: Francisco Romão/Olhar-te 15 x 23 cm, 256 pp., 14.25  ISBN: 978-972-8827-36-6 Data de edição: Outubro 2007

Viviane Ramond é professora na Universidade de Toulouse. As suas pesquisas sobre a sociedade portuguesa contemporânea levaram-na a interessar-se pelo Neo-Realismo nas suas manifestações sócio-culturais. Os dez primeiros anos da revista Vértice revelam até que ponto este órgão, considerado como porta-voz do movimento neo-realista, era simultaneamente um laboratório de ideias progressistas e garante de uma ortodoxia. Ao apostar no homem, os redactores transmitem uma mensagem de optimismo numa época sombria.

Capa mole, badanas completas Concepção: Francisco Romão/Olhar-te Prefácio: Eduardo Lourenço Edição patrocinada pelo Museu do Neo-Realismo 13 x 21 cm, 440 pp., 19.89  ISBN: 978-972-8827-38-0 Data de edição: Outubro 2007 17


BAÚ

POLÍTICA DOS AUTORES

Cristina Victória Absoluto e Discrição

Veronica Stigger O Trágico e Outras Comédias

2000, 152 pp., 11.50 

2003, 80 pp., 10.50 

Eduardo Pitta Persona

Jaime Freire Any Time Is Tee Time e Outras Histórias

2000, 62 pp., 8.40 

2003, 144 pp., 13.60 

Fernando Guerreiro Teoria da Revolução

Durs Grünbein Aos Queridos Mortos Tradução e posfácio: Fernando M. Oliveira

2000, 40 pp., 7.90 

2004, 72 pp., 10.50 

Pedro Barbosa PortoImaginárioLento

Manuel Resende O Mundo Clamoroso, Ainda

2001, 112 pp., 9.80 

2004, 72 pp., 13.60 

Vítor Moura SaloméLenineDada 2001, 48 pp., 8.40 

Abel Barros Baptista A Infelicidade pela Bibliografia e outros Textos

Luis Javier Moreno Rápida Prata Tradução: Pedro Serra Prefácio: Fernando R. de la Flor 2004, 224 pp., 15.75 

2001, 128 pp., 10.50 

hélio T. textos de execração

Rui Bebiano Folhas Voláteis

2004, 72 pp., 12.60 

2001, 128 pp., 10.50 

Laura Ferreira dos Santos Diário de uma Mulher Católica a Caminho da Descrença - II

Rui Sousa História de Um Assassino Vulgar e outras peças

2007, 200 pp., 11.00 

2002, 80 pp., 10.50 

L. Miranda Relato de um Homem Quântico 2003 (esgotado)

Laura Ferreira dos Santos Diário de uma Mulher Católica a Caminho da Descrença - I 2003, 128 pp., 11.50 

Instalação de Christo: cobrir por completo o chão da praça de Tiananmen com ketchup. Ketchup é um molho chinês e uma palavra chinesa.

Adília Lopes Irmã Barata, Irmã Batata 2000, 40 pp., 7.30  18


BAÚ

MARFIM Theodor W. Adorno Poesia Lírica e Sociedade Tradução: Maria Antónia Amarante Versos e poemas trad. por João Barrento 2003, 32 pp., 7.70 

João Cabral de Melo Neto Poesia e Composição. A Inspiração e o Trabalho de Arte 2003, 32 pp., 6.90 

Eduardo Pitta Fractura. A Condição Homossexual na Literatura Portuguesa Contemporânea 2003, 40 pp., 8.40 

Eve Kosofsky Sedgwick Epistemologia do Armário Tradução: Ana R. Luís e Fernando M. Oliveira 2003, 40 pp., 8.40 

DIÁRIO DE HANNAH ARENDT

© Carlos Albernaz

A filósofa Hannah Arendt Está a descascar cebolas na cozinha. Pergunta: “Sabes dizer-me O horário dos correios?” E a amiga: “Tu estás apaixonada…” Manuel Resende, O mundo clamoroso, ainda

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BAÚ

Marfim | Destaque | Jacques Derrida

Jacques Derrida (1930-2004). Autor de obra vasta, e pai da «desconstrução», cujo impacto no pensamento contemporâneo é manifesto em áreas tão díspares como, além da filosofia, os estudos literários, a arquitectura, o direito, o feminismo, etc. Datam de 1967 as suas duas primeiras obras marcantes – De la grammatologie e L’Écriture et la différence – a que se seguiriam, num ritmo sem pausas, algumas dezenas de títulos, de que se destacam La Dissémination (1972), Marges – de la philosophie (1972), La carte postale. De Socrate à Freud et au-delà (1980), Signéponge (1983), Schibboleth – pour Paul Celan (1986), Limited Inc. (1988), Mémoires – pour Paul de Man (1988), Spectres de Marx (1993), Force de loi (1994), Le monolinguisme de l’autre (1996), De l’hospitalité (1997), L’université sans condition (2001), Papier machine (2001). Nos seus últimos anos, dedicou-se a uma série de temas tempestivos – a cidadania, a soberania, a hospitalidade, o cosmopolitismo –, lançando ou relançando temas centrais na agenda social e política contemporânea. Publicado inicialmente na revista italiana Poesia, em Novembro de 1988, e tendo preservado dessa publicação inicial o título em italiano, Che cos’è la poesia? é uma das mais idiossincráticas reflexões sobre poesia na obra de Derrida, uma obra na qual a poesia e, mais latamente, essa «estranha instituição chamada literatura», ocupou um lugar crescente a partir de final dos anos 70. A partir de agora, chamarás poema a uma certa paixão da marca singular, a asssinatura que repete a sua dispersão, de cada vez além do logos, a humana, escassamente doméstica, nem reapropriável na família do sujeito: um animal convertido, enrolado em bola, voltado para o outro e para si, uma coisa em suma, e modesta, discreta, próxima da terra, a humildade que sobrenomeias, assim te transportando para o nome além do nome, um ouriço catacrético, todas as flechas eriçadas, quando este cego sem idade ouve mas não vê chegar a morte. Jacques Derrida Che cós’è la poesia? Tradução: Osvaldo Manuel Silvestre 2003, 12 pp., 4.50 

Do mesmo Autor: A Universidade sem Condição Tradução: Américo A. Lindeza Diogo Posfácio: Fernanda Bernardo 2003, 100 pp., 10.50  20


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E N SAI O/ L I TER AT UR A Américo António Lindeza Diogo Da Vida das Baratas. Uma leitura d’A Paixão segundo G.H. de Clarice Lispector

Américo A. Lindeza Diogo e Osvaldo Manuel Silvestre Rumo ao Português Legítimo. Língua e Literatura (1750-1850)

1993, 100 pp. (esgotado)

1996, 152 pp. (esgotado)

Maria Cristina Álvares e Américo A. Lindeza Diogo Gravitações. Sobre Literatura Medieval Portuguesa e Francesa

Maria Paula Lago Naceo e Amperidónia. Estatuto da Novela Sentimental do Século XVI 1997, 136 pp. (esgotado)

1994, 236 pp. (esgotado)

Osvaldo Manuel Silvestre Slow Motion. Carlos de Oliveira e a Pós-Modernidade

Rosa Maria Goulart Artes Poéticas 1997, 136 pp. (esgotado)

1995, 152 pp. (esgotado)

Rosa Maria Goulart O Trabalho da Prosa

António Apolinário Lourenço Identidade e Alteridade em Fernando Pessoa e António Machado

1997, 134 pp. (esgotado)

1995, 160 pp. (esgotado)

Américo A. Lindeza Diogo e Rosa Sil Monteiro Um Medo por demais Inteligente. Autobiografias Pessoanas 1995, 100 pp. (esgotado)

Paulo Meneses Menina e Moça: os Mecanismos (Dissimulados) da Narração 1998, 196 pp. (esgotado)

José Paulo Pereira Uma Cartografia Transtornada. A Guernica de Carlos de Oliveira 2000, 216 pp., 12.50 

Américo António Lindeza Diogo As Lágrimas de Miranda. Sobre a Poesia de Sá de Miranda 1995, 110 pp., 10.00 

Américo António Lindeza Diogo Política & Polidez. Estética em as Viagens na minha Terra 2000, 144 pp., 13.10 

Maria Manuela Carvalho de Almeida A Literatura entre o Sacerdócio e o Mercado. Balzac e Fialho de Almeida 1996, 152 pp., 10.00 

Rosa Maria Goulart Literatura e Teoria da Literatura em Tempo de Crise 2001, 96 pp., 8.40 

Rui Estrada A Leitura da Teoria. A Construção da Teoria da Literatura num Contexto Antifundacionalista

F. J. Vieira Pimentel Literatura Portuguesa e Modernidade 2001, 224 pp., 12.50 

1996, 90 pp. (esgotado)

Luís Mourão Um Romance de Impoder. A Paragem da História na Ficção Portuguesa Contemporânea 1996, 392 pp., 20.00 

Rosa Oliveira Tragédias Sobrepostas. Sobre O Indesejado de Jorge de Sena 2001, 128 pp. (esgotado)

Marcia Arruda Franco Sá de Miranda, um Poeta no Século XX 2001, 153 pp., 11.00 

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E NSAIO/LITER ATUR A

Rui Estrada O Céu Aberto do Senso Comum. Um Mapa dos Conflitos entre a Estética e a Retórica

Jorge Fernandes da Silveira Verso com verso

2002, 148 pp., 13.00 

Carlos Machado Entre a Utopia e o Apocalipse. Augusto Abelaira e o Fim da História

José Ricardo Nunes 9 Poetas para o Século XXI

2003, 440 pp., 29.60 

2003, 192 pp., 16.70 

2002, 124 pp., 11.80 

F. J. Vieira Pimentel Presença: Labor e Destino de uma Geração (1927-1940)

Luís Mourão Sei que já não, e todavia ainda 2003, 152 pp., 17.60 

2003, 224 pp., 12.60 

Pedro Serra Um Nome para Isto

Sérgio Paulo Guimarães de Sousa Literatura & Cinema. Ensaios, Entrevistas, Bibliografia

2003, 156 pp., 15.75 

2003, 96 pp., 11.50 

João R. Figueiredo A Autocomplacência da Mimese. Uma Defesa da Poesia, Os Lusíadas e a Vida de Frei Bartolomeu dos Mártires 2003, 148 pp., 14.70 

Helena C. Langrouva De Homero a Sophia. Viagens e Poéticas 2004, 216 pp., 19.00 

Maria de Lurdes Sampaio Aventuras Literárias de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão 2005, 217 pp., 19.95 

Gustavo Rubim Arte de Sublinhar. Ensaios 2003, 200 pp., 14.90 

Marcia Arruda Franco Sá de Miranda, Poeta do Século de Ouro 2005, 183 pp., 19.95 

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Ensaio Literatura | Destaque | Antonio Candido

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Antonio Candido (1918, Rio de Janeiro). Estudou em São Paulo, licenciando-se em Ciências Sociais em 1941 e vindo depois a ser docente de Sociologia, primeiro, e de Teoria da Literatura e de Literatura Comparada, depois, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. Autor de uma bibliografia imensa, nas áreas da Literatura Brasileira e da Literatura Comparada, Antonio Candido propôs em 1959, na sua obra capital Formação da Literatura Brasileira, a mais influente teoria da Literatura Brasileira. Mestre e exemplo de firmeza política e cívica, o trabalho e a figura de Antonio Candido inspiraram toda a nova geração de críticos e professores de São Paulo, persistindo uma referência na cultura brasileira contemporânea. Em 1998, recebeu o Prémio Camões.

O Direito à Literatura e outros ensaios é o primeiro livro de Antonio Candido editado em Portugal. Trata-se de uma compilação original em atenção ao leitor português, que reúne sobretudo ensaios dedicados a vários escritores decisivos da Literatura Brasileira do século XX — Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Graciliano Ramos, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade —, enquadrados por uma visão geral do lugar da literatura nas sociedades modernas — uma reivindicação do direito à literatura — e por uma interpretação do sentido da evolução das letras brasileiras no século XX.

Portanto, a luta pelos direitos humanos abrange a luta por um estado de coisas em que todos possam ter acesso aos diferentes níveis da cultura. A distinção entre cultura popular e cultura erudita não deve servir para justificar e manter uma separação iníqua, como se do ponto de vista cultural a sociedade fosse dividida em esferas incomunicáveis, dando lugar a dois tipos incomunicáveis de fruidores. Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos humanos, e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um direito inalienável. Antonio Candido, O Direito à Literatura

Antonio Candido O Direito à Literatura e outros ensaios Org. e Posfácio: Abel Barros Baptista 2004, 288 pp., 18.30 

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RE VISÕES

Com A Cidade e as Serras Eça defende mesmo um regresso ao campo? A oposição da cidade às serras resiste a uma leitura do romance? E onde situar a tão famosa ironia? Como foi lido e como tem sido ensinado o último romance de Eça? Os ensaios publicados neste volume retomam estas questões e propõem outras, submetendo tanto o romance como os dados legados pela tradição crítica a um exame orientado por novas perspectivas de leitura. Colaboram neste primeiro volume da colecção ReVisões: Abel Barros Baptista (org.), António Feijó, Gustavo Rubim, Luís Adriano Carlos, Luís Mourão, Luís Prista, Miguel Tamen, Pedro Serra, Roberto Vecchi. A Cidade e as Serras. Uma Revisão Org.: Abel Barros Baptista 2001, 170 pp., 12.50 

Com Uma Abelha na Chuva, cuja primeira edição celebrou em 2003 meio século, Carlos de Oliveira soma novo romance ao progressivo «encofrar» do mundo nomeado Gândara. Os ensaios publicados neste volume, avançando por lugares fundamentais da recepção «histórica» do romance e apostando em novas perspectivas de leitura, mostram como a instigação da obra de Carlos de Oliveira, cinquenta anos volvidos, não deu mostras de desfalecer. Colaboram nesta revisão: Abel Barros Baptista, Américo António Lindeza Diogo, Maria Manuel Lisboa, Pedro Schachtt Pereira, Pedro Serra (org.), Osvaldo Manuel Silvestre, Sérgio Paulo Guimarães de Sousa. Uma Abelha na Chuva. Uma Revisão Org.: Pedro Serra 2003, 170 pp., 12.50 

A biblioteca de um homem é uma espécie de harém. Ralph W. Emerson

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DOC U M E N TA Reúnem-se neste volume as principais resenhas críticas e textos de polémica suscitados, na época, pela publicação de Os Maias. Pretende-se, deste modo, reconstituir para o leitor contemporâneo o contexto sócio-literário em que ocorreu a recepção do mais valorizado romance queirosiano. Naquelas 900 páginas, coisa singular!, não há lugar para uma só mulher honesta, e o amor, mesmo nas que se dão sem pagamento de tarifa, o amor é uma coisa exclusivamente física e bestial, sem idealidade, sem ternura, sem preparo — como entre animais de espécie imunda. Fialho de Almeida

O Grande Maia. A Recepção Imediata de Os Maias de Eça de Queirós Edição: António Apolinário Lourenço 2000, 120 pp., 12.50 

- Sou um trágico! – gritou ao dar com a bunda no chão duro. – O que terei de fazer para prová-lo? Furar meus olhos? Trucidar os filhos que não tive? Enterrar minha irmã contra as ordens do meu tio diabético e proxeneta? Stigger, Verónica, O trágico e outras comédias, pag.33

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ENSA IO/FI LOSOF IA

Manuel Sumares Quando Ser Sujeito não é Sujeitar-se e outros ensaios

Desidério Murcho Essencialismo Naturalizado. Aspectos da Metafísica da Modalidade

1993, 80 pp. (esgotado)

2002, 104 pp., 10.00 

Rui Magalhães Post Scriptum. Escritos sobre o Sentido

Manuel Sanches Donald Davidson. Acerca da Correspondência, Coerência e Cepticismo

1996, 152 pp., 10.00 

Vítor Moura A Autonomia dos Mundos. Traços Gestaltistas na Obra de Ludwig Wittgenstein 1997, 240 pp. (esgotado)

Eugénia Vilela Do Corpo Equívoco. Reflexões Sobre a Verdade e a Educação nas Narrativas Epistemológicas da Modernidade 1998, 200 pp., 10.50 

Rui Magalhães Paixões e Singularidades

2002, 96 pp., 10.00 

Maria João Cantinho O Anjo Melancólico. Ensaio sobre o Conceito de Alegoria na Obra de Walter Benjamin 2002, 180 pp., 19.00 

Laura Ferreira dos Santos Alteridades Feridas. Algumas Leituras Feministas do Cristianismo e da Filosofia 2003, 216 pp., 16.70 

1999, 168 pp., 12.50 

O mundo já hoje não recebe algum benefício por um livro mais que nele haja, nem perda de que o não haja. É necessário que advirtam os que hoje escrevem livros e, com mais especialidade, os que compõem para os Reis, se lhes oferecem matérias graves, que nenhum merece algu˜a aceitação ou reverência, por só lhe dizer a um Príncipe que castigue, que dê prémio, que ame a clemência, a liberalidade, a fortaleza, que seja igual, humano, prudente, forte, sábio, inteiro, calado, advertido, diligente, horrível aos maus, agradável aos bons, pai da pátria e dos vassalos, amor e medo, que, com mais ou menos palavras, menos ou mais lugares das letras humanas, tais falsos, tais verdadeiros, vem a montar todos os livros de política do mundo. D. Francisco Manuel de Melo, O Hospital das Letras

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ENSA I O / E S T É T I C A

Edmundo Cordeiro nasceu a 16 de Dezembro de 1964 em D. Belida, perto de Santarém. Fez os seus estudos em Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa e começou como professor na Universidade do Minho, passando depois pela Universidade da Beira Interior. É actualmente professor de cinema na Universidade Lusófona. Tratar-se-á verdadeiramente de imagens no cinema? Não sabemos. Um grande crítico de cinema, Serge Daney, dizia que aquilo a que pomposamente se chama «essência» do cinema é o que faz com que haja filmes idiotas quando os contamos e emocionantes quando os vemos. Pode inverter-se a proposição: os mais interessantes filmes contados podem tornar-se nada interessantes ou mesmo idiotas ou nulos quando os vemos. Qualquer coisa se passa quando os vemos, qualquer coisa se passa onde os vemos. Isso tem tudo que ver com aquilo que o cinema é, com aquilo que o cinema faz. O que é que nos toca num filme? O que é que um filme faz connosco? O que é que pedimos aos filmes? É a partir daí que podemos perceber os actos de cinema: o que vamos fazer ao cinema e o que o cinema faz. Edmundo Cordeiro Actos de Cinema, Crónica de um Espectador Prefácio: Maria Filomena Molder 2004, 224 pp., 20.00 

Fernando Guerreiro (n. 1950): docente de Literatura (Cultura) Francesa na Faculdade de Letras de Lisboa, com vários volumes de ensaio publicados, poeta com obra vasta, e editor com obra mais vasta ainda. Seja por vontade de sublimação, seja por esquecimento de si na engrenagem dos seus dispositivos de reciclagem, dir-se-ia que as “artes” tendem a iludir ou a recalcar a dimensão de sujidade que, com os seus rudimentares poderes de simbolização, elas se forjaram no início. Face a este impasse da representação do real, vários autores se têm referido à necessidade de um novo sacrifício. Trata-se talvez de, como Madonna fazia num dos seus clips, espatifar de encontro a um poste o modelo já cansado de uma desacelerada concepção de cultura. Fernando Guerreiro O Canto de Mársias. Por uma Poética do Sacrifício 2001, 160 pp., 11.00 

Do mesmo Autor: O Caminho da Montanha 2000, 154 pp., 6.40 

Teoria da Revolução 2000, 40 pp., 7.90  27


BAÚ Fernando Matos Oliveira O Destino da Mimese e a Voz do Palco. O Teatro Português Moderno: Pessoa, Almada, Cortez

ENSAIO/TEATRO João Nuno Alçada Por Ser Cousa Nova em Portugal. 8 Ensaios Vicentinos 2003, 570 pp., 18.90 

1997, 208 pp., 17.30 

José Augusto Cardoso Bernardes Revisões de Gil Vicente 2003, 200 pp., 13.65 

José Alberto Ferreira Uma Discreta Invençam. Estudos sobre Gil Vicente e a Cultura Teatral de Quinhentos 2004, 96 pp., 10.40 

Fernando Matos Oliveira é docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Na Angelus Novus editou ainda O Destino da Mimese e a Voz do Palco: O Teatro Português Moderno (1997), a Antologia Poética de António Pedro (1998) e o volume Teatro: Ódio de Raça /O Cedro Vermelho, de Gomes de Amorim (2000, em col. com Maria Aparecida Ribeiro). Organizou os Escritos sobre Teatro de António Pedro (2001) e, como membro do Conselho Redactorial, o n.º 4 da Revista Sinais de Cena. Teatralidades reúne um conjunto de doze ensaios nos quais o teatro se vai enunciando em diversas interacções discursivas, de acordo com um programa de contiguidades entre o drama social e o drama estético. A argumentação tende a juntar em sede crítica razões históricas e teóricas: compete a ambas a reconstituição daquele passado que nas manifestações performativas poucas vezes ascende ao estatuto de coisa tangível. Os seus contextos de ocorrência são, entre outros, os do jogo, do cinema, da marioneta, da ópera, da encenação, da imitação, da escola, da textualidade dramática e do ‘festivo’ que medeia entre a celebração de Avignon e o protesto das ruas de Maio de 68. Fernando Matos Oliveira Teatralidades. 12 Percursos pelo Território do Espectáculo 2003, 184 pp., 12.60 

Berzebu: Esta é boa experiência! Dinato, escreve isto bem. Dinato: Que escreverei, companheiro? Berzebu: Que Ninguém busca consciência, e Todo o Mundo dinheiro. Gil Vicente, Auto da Lusitânia

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ENSA I O / D I D Á C T I C A

Rui Vieira de Castro e Maria de Lourdes Dionísio de Sousa Entre Linhas Paralelas. Estudos sobre o Português nas Escolas 1998, 256 pp., 7.50 

INTRO D U Ç Ã O A

Rui Magalhães Introdução à Hermenêutica

© Maria José Palla

2003, 168 pp., 15.75 

Ao invés do candeeiro, um livro não ilumina quando se quer, pode ficar inactivo, mesmo para sempre, sem que tal deva conduzir à impugnação da decisão que levou a comprá-lo. Barros Baptista, Abel, A Infelicidade pela Bibliografia

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ENSAIO/GER AL

José Ortega y Gasset Missão da Universidade e outros Textos Tradução: Filipe Nogueira Introdução de Iñaki Gabaráin

Rui Bebiano O Poder da Imaginação. Juventude, Rebeldia e Resistência nos Anos 60 2003, 208 pp., 18.90 

2003, 144 pp., 10.50 

Jacques Derrida A Universidade sem Condição Tradução: Américo A. Lindeza Diogo Posfácio de Fernanda Bernardo

Pedro Serra Um Intelectual na Fobolândia Estudos sobre o Ensaísmo de Fidelino de Figueiredo 2004, 216 pp., 19.00 

2003, 100 pp., 10.50 

Bill Readings A Universidade em Ruínas Tradução: Joana Frazão 2003, 248 pp., 21.00 

Theodor W. Adorno (1903 – 1969) foi membro destacado da Escola de Frankfurt, responsável pela renovação da crítica marxista. O contacto precoce com S. Kracauer e os estudos de composição com Alban Berg despertam a confluência social e artística do seu pensamento, traduzido num percurso singular como musicólogo (Filosofia da Música Moderna, 1949 e Introdução à Sociologia Musical, 1962). O Nazismo obriga-o ao exílio em Inglaterra e nos EUA, onde escreve Dialéctica do Iluminismo (1944, em co-autoria com Max Horkheimer), volume que fundamenta a crítica frankfurtiana ao totalitarismo da razão moderna. Em 1949 regressa, juntamente com o Instituto de Investigação Social, a Frankfurt e vive um período de intenso labor intelectual: Minima Moralia (1951); Prismas (1955); Notas sobre Literatura (1958-1965); Dialéctica Negativa (1966); Teoria Estética (1970). Os dez ensaios que compõem o volume Sobre a Indústria da Cultura constituem uma oportunidade para revisitar o pensamento frankfurtiano mais empenhado na análise da situação das artes na contemporaneidade. O quadro desenhado nas páginas deste livro tem como ponto central a relação entre o trajecto da cultura e a bondade das promessas do iluminismo setecentista. Perante uma cultura a caminho da renúncia, o confronto com a imposição do mercado e a sua hegemonia é para Adorno um imperativo crítico. Por esta razão, a sua escrita permanece hoje como incitamento à dissonância e alerta contra a (falsa) reconciliação que a cada momento atravessa a cultura pós-moderna. Theodor W. Adorno Sobre a Indústria da Cultura Tradução: Manuel Resende; Maria Antónia Amarante; José Miranda Justo; Aires Graça; Claudina Coelho Org. e Prefácio: António Sousa Ribeiro 2003, 200 pp., 18.90  30

Do mesmo Autor: Poesia Lírica e Sociedade Tradução: Maria Antónia Amarante Versos e poemas trad. por João Barrento 2003, 32 pp., 7.70 


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SÉRI E N E G R A Laura Ferreira dos Santos Variações sobre o entre-dois

Fernando Guerreiro O Caminho da Montanha

1999, 130 pp., 7.50 

2000, 154 pp., 6.40 

Rui Magalhães O Labirinto do Medo: Ana Teresa Pereira

Luís Mourão Vergílio Ferreira: Excesso, Escassez, Resto

1999, 144 pp., 12.50 

2001, 120 pp., 12.60 

Manuel Sumares Being-Just-in-Time: Theological Incursions 2000, 112 pp., 10.00 

A utilização negligente de um secador Provocou no caso da Sra. Helga M. um acidente Com consequências mortais. Por motivo ainda não esclarecido A mulher não saiu do banho para secar o cabelo, Contrariamente ao que era habitual. Pior ainda, Com pouca luz e a banheira a meio

© Julia Scheiermann

Utilizou, ainda dentro de água, apressadamente E sem cuidar no perigo, o secador ligado à corrente. Aconteceu o que se esperava. Já estava morta, quando o marido a encontrou. Dizia ele à polícia, ainda em estado de choque: «Os treze anos de casamento foram-se num ápice». Aos Queridos Mortos, Durs Grünbein

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LETRAS PORTUGUESAS - Série Menor Mensagem, Fernando Pessoa Edição: António Apolinário Lourenço 1994, 116 pp. (esgotado)

Trabalho Poético (Antologia), Carlos de Oliveira Edição: Osvaldo Manuel Silvestre 1996, 216 pp. (esgotado)

Carta de Guia de Casados, D. Francisco Manuel de Melo Edição: Pedro Serra 1996, 192 pp., 15.00 

O Poeta de Pondichéry seguido de Maria Cristina Martins, Adília Lopes Posfácio: Américo A. Lindeza Diogo 1998, 94 pp., 6.50 

LETRAS PORTUGUESAS - Série Maior A Carta de Caminha e seus Ecos Maria Aparecida Ribeiro (Estudo e Antologia) 2004, 404 pp., 25.00 

Antologia da Poesia Experimental Portuguesa. Anos 60-80 Org.: Carlos Mendes de Sousa e Eunice Ribeiro 2004, 356 pp., 23.20 

LETRAS AFRICANAS António de Névada Esteira Cheia ou o Abismo das Coisas 2000, 84 pp., 10.00 

Pires Laranjeira (org.) Negritude Africana de Língua Portuguesa. Textos de Apoio (1947-1963) 2000, 134 pp., 13.10 

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Obras Clássicas da Literatura Portuguesa (Patrocínio do IPLB)

Apólogos Dialogais, vol. I («Os Relógios Falantes», «A Visita das Fontes»), D. Francisco Manuel de Melo Edição: Pedro Serra

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A Vida em Lisboa. Romance Contemporâneo, Júlio César Machado Edição: Américo António Lindeza Diogo 1999, 230 pp., 10.50 

1998, 198 pp., 10.50 

Poesia, Jerónimo Corte-Real Edição: Hélio J. S. Alves 1998, 132 pp., 10.50 

Teatro (Ódio de Raça - O Cedro Vermelho), Francisco Gomes de Amorim Edição: Maria Aparecida Ribeiro e Fernando Matos Oliveira

Antologia Poética, António Pedro Edição: Fernando Matos Oliveira

2000, 474 pp., 27.50 

1998, 166 pp., 9.00 

Tempo de Orfeu, de Alfredo Guisado Edição: António Apolinário Lourenço

Lírica Galego-Portuguesa (Antologia) Edição: Américo António Lindeza Diogo

2003, 198 pp., 11.60 

1998, 286 pp. (esgotado)

O Hissope, de António Dinis da Cruz e Silva Edição Crítica: Ana María García Martín e Pedro Serra

Apólogos Dialogais, vol. II («O Escritório Avarento», «O Hospital das Letras»), D. Francisco Manuel de Melo Edição: Pedro Serra

2007, 480 pp., 20.00 

1999, 200 pp., 10.50 

Os livros têm os mesmos inimigos que os homens: o fogo, a humidade, os animais, o tempo e o próprio conteúdo. Paul Valéry

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ZENTRALPARK

Revista de Teoria & Crítica

Direcção: Américo A. Lindeza Diogo, Luís Mourão, Osvaldo Manuel Silvestre «Zentralpark deseja-se à imagem da condição contemporânea da nossa cultura alheia. Zentralpark não se propõe, pois, concluir nenhum projecto inacabado; julga não sofrer nem de excesso nem de carência de Luzes; e guiada por um módico delas irá contando histórias de um mundo afinal (e pensamos que felizmente) desprovido hoje de um Parque Central.» Do Editorial Colaboradores: Alfonso Berardinelli, Américo Diogo, Bruce Baugh, Cristina Álvares, Fernando Matos Oliveira, Laura Santos, Luís Mourão, Manuel Sumares, Oscar Wilde, Osvaldo Manuel Silvestre, Patrícia Amaral, Rosário Mariano, Rui Magalhães. N.º 1: 1999 124 pp., 9.00 

No seu n.º 2, Zentralpark propõe um dossiê, organizado por Luís Mourão, sobre um tema sempre anacrónico e (ou porque) sempre intempestivo: os intelectuais. N.º 2: 2000 170 pp., 14.80 

O n.º 2 de Zentralpark inclui entrevistas com Augusto Abelaira, Eduardo Lourenço, Manuel António Pina, Mário de Carvalho e Ofélia Paiva Monteiro; ensaios de Américo António Lindeza Diogo e Gunvald Wahlöö, Fernando Castro Flórez, Fernando Guerreiro, Luís Mourão, Osvaldo Manuel Silvestre, Pedro Serra, Rafael Argullol, Rui Magalhães; e um poema de Adília Lopes. Ei-lo: Hans Magnus Enzensberger Hans Magnus Enzensberger na Casa Pessoa mostrou-se muito pessimista em relação ao mundo mas muito contente consigo mesmo 34


Co-edições Angelus Novus/Cotovia (comercializadas em livraria por Livros Cotovia) Paul de Man O Ponto de Vista da Cegueira Tradução: Miguel Tamen 2000, 320 pp., 23.60 

Século de Ouro. Antologia Crítica da Poesia Portuguesa do Século XX, Org.: Osvaldo Manuel Silvestre e Pedro Serra Com o patrocínio de Coimbra Capital Nacional da Cultura 2003 2003, 666 pp., 50.00 

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Inimigo Rumor. Revista de Poesia de Brasil e Portugal Co-edição Sette Letras (Rio de Janeiro), Cosac & Naify (São Paulo), Angelus Novus e Livros Cotovia (Lisboa) N.º 11, 12, 13, 14 200 pp., 12.50 

N.º 15 e 16 200 pp., 17.50 

António Pedro Escritos de Teatro, Edição: Fernando Matos Oliveira Co-edição Angelus Novus/Livros Cotovia/ TNSJ 2001, 316 pp., 29.90 

Colecção de Poesia Inimigo Rumor Fernando Assis Pacheco Variações em Sousa Posfácio: Gustavo Rubim

Bénédicte Houart Reconhecimento 2005, 96 pp., 10.00 

2004, 64 pp., 10.00 

Francisco Alvim Elefante Posfácio: Vilma Arêas

Dora Ribeiro O Poeta Não Existe Posfácio: Luiz Costa Lima 2005, 134 pp., 12.00 

2004, 88 pp., 10.00 

UBI SUNT: Exposição de Fotografia em Chicago Essa rapariga, que na fotografia teria vinte anos, deve ter morrido sem dar o seu nome nem à sua própria imagem. Retrato numa rua de Chicago, diz o título antigo da foto. A luz do seu olhar sobrevive aos quase cem anos da placa, e o gesto de trânsito que lhe entreabre a boca e o cabelo ondulado à altura dos ombros… Mas não a rua húmida por cima, nem os ramos nus de umas árvores claras. Creio que o sítio florestal de outrora é, agora, o Board of Trade, com as torres de Mies dando sombra ao triste bico afundado de um pelicano cor-de-rosa, que fatigou as suas asas tentando mover-se. Luis Javier Moreno, Rápida Prata

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ÍNDICE DE AUTORES

Adorno, Theodor W.: 19, 30 Alçada, João Nuno: 28 Almeida, Maria Manuela C. de: 21 Álvares, Maria Cristina: 21 Alvim, Francisco: 35 Amaral, Rui Manuel: 13 Amorim, Francisco Gomes de: 33 Baptista, Abel Barros: 18, 24 Barbosa, Pedro: 18 Bebiano, Rui: 7, 18, 30 Bernardes, José A. Cardoso: 28 Candido, Antonio: 23 Cantinho, Maria João: 26 Cardina, Miguel: 17 Castro, Rui Vieira de: 29 Cordeiro, Edmundo: 27 Corte-Real, Jerónimo: 33 De Man, Paul: 35 Derrida, Jacques: 20, 30 Diogo, Américo A. Lindeza: 21, 33, 34 Duarte, Gonçalo: 11 Estrada, Rui: 21, 22 Ferreira, José Alberto: 28 Figueiredo, João R.: 22 Franco, Marcia Arruda: 21, 22 Freire, Jaime: 18 Goulart, Rosa Maria: 21 Grünbein, Durs: 18 Guerreiro, Fernando: 18, 27, 31 Guisado, Alfredo: 33 Houart, Bénédicte: 35 Javier Moreno, Luis: Lago, Maria Paula: 21 Langrouva, Helena C: 22 Laranjeira, Pires: 32 Lopes, Adília: 18, 32 Lourenço, A. Apolinário: 21, 25 Machado, Carlos: 22 Machado, Júlio César: 33 Magalhães, Rui: 26, 29, 31 Masiá, Juan: 8 Melo, D. Francisco Manuel de: 32, 33 Meneses, Paulo: 21 Miranda, L.: 18 Monteiro, Rosa Sil: 21 Monterroso, Augusto: 13 Moreno, Luis Javier: 18 Moura, Vítor: 26, 22 Mourão, Luís: 21, 22, 31, 34 Murcho, Desidério: 26

Neto, João Cabral de Melo: 19 Névada, António de: 32 Nuez, Iván de la: 5 Nunes, José Ricardo: 22 Oliveira, Carlos de: 32 Oliveira, Fernando Matos: 28, 35 Oliveira, Rosa: 21 Ortega y Gasset, José: 30 Pacheco, Fernando Assis: 35 Pádua Fernandes: 6 Pedro, António: 33 Pereira, José Paulo: 21 Pessoa, Fernando: 12, 14, 32 Phillips, Adam: 9 Pimentel, F. J. Vieira: 21, 22 Pitta, Eduardo: 18, 19 Ramond, Viviane: 17 Readings, Bill: 30 Resende, Manuel: 18 Ribeiro, Bernardim: 14 Ribeiro, Dora: 35 Ribeiro, Eunice: 32 Ribeiro, Maria Aparecida: 32 Rodrigues, Isabel Cristina: 10 Rorty, Richard: 15 Rosa, António Machuco: 4 Rubim, Gustavo: 22 Sampaio, Maria de Lurdes: 22 Sanches, Manuel: 26 Santos, Laura Ferreira dos: 18, 26, 31 Sedgwick, Eve Kosofsky: 19 Serra, Pedro: 22, 24, 30, 35 Silva, António Dinis da Cruz e: 33 Silveira, Jorge Fernandes da: 22 Silvestre, Osvaldo Manuel: 21, 34, 35 Sloterdijk, Peter: 16 Sousa, Carlos A. Mendes de: 32 Sousa, M. de Lourdes Dionísio de: 29 Sousa, Rui: 18 Sousa, Sérgio P. Guimarães de: 22 Stigger, Veronica: 14 Sumares, Manuel: 26, 31 Suzuki, Kotaró: 8 t., hélio: 18 Vattimo, Gianni: 15 Verde, Filipe: 16 Victoria, Cristina: 18 Vilela, Eugénia: 26 Zabala, Santiago: 15

A Angelus Novus não publica obras que façam propaganda política ou religiosa ou obras que defendam expressamente posições racistas, fascistas ou discriminatórias no que respeita a questões de «género» e identidade sexual. 36


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Devemos ler para oferecer Ă  nossa alma a oportunidade da luxĂşria. Henry Miller


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