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aprender melhor BOLETIM INFORMATIVO DO PROJETO FAZER MELHOR, APRENDER MAIS

ano V número 17 abril 2018

A Semana da Ciência e Tecnologia (SCT) da ESAS tem sido um momento importante da escola secundária e das diferentes atividades do Lugar da Ciência, pela mobilização conseguida, pelas atividades e pela qualidade das conferências já realizadas. Todos os anos, durante a semana que inclui o dia 24 de novembro, o Dia Nacional da Cultura Científica, têm sido apresentadas não só atividades laboratoriais, orientadas por alunos do Ensino Secundário e dirigidas a alunos do Ensino Básico, mas também conferências realizadas por professores e investigadores convidados. Este ano letivo organizamos mais uma Semana da Ciência e Tecnologia, a décima terceira, em que quisemos que os intervenientes fossem antigos alunos da ESAS,

hoje

espalhados

pelo

Ensino

Superior,

a

estudarem

nos

vários

departamentos das universidades, e também os que já se encontram integrados no mundo do trabalho. Na semana de 20 a 24 de novembro de 2017, tivemos connosco alguns desses ex-alunos ESAS que, através de comunicações no auditório, divulgaram a sua experiência pós ESAS aos atuais alunos do ensino secundário da escola.

13ª Semana da Ciência e Tecnologia 2017 De volta à ESAS Testemunhos de ex-alunos

Conhecer as diferenças encontradas na transição do ensino secundário para o ensino superior, as eventuais experiências de estudo em universidade estrangeira ou de trabalho em Portugal e//ou fora de Portugal. Tal como vem sendo habitual, estas atividades têm sido precedidas por uma Conferência de Abertura da Semana, que este ano esteve a cargo do Eng. Eduardo Silva, um antigo aluno da escola, hoje professor e investigador no ISEP— Porto. Depois, de segunda a sexta-feira foram apresentadas nove conferências, nove testemunhos que divulgamos neste Boletim, preparados com os textos enviados

pelos

intervenientes

antes

das

comunicações

ou

posteriormente

completados pelos próprios. A Semana foi encerrada no dia 29 de novembro pela investigadora em Microbiologia do i3S, Joana Moscoso, única convidada que não foi aluna na ESAS, Para conhecer melhor o projeto Fazer Melhor, Aprender Mais:

que abordou o tema Atrás de um sonho: ciência para mim e para todos.

aprender melhor


SCT 2017 Revolução para sempre

Contou-nos ainda o seu percurso es-

Eduardo Silva, Professor no ISEP— Porto , Coordenador do Laboratório de Sistemas Autónomos (LSA) no ISEP, Coordenador do Centro de Robótica e de Sistemas Autónomos no INESC-

colar e académico na universidade, apresentando de seguida várias situações a que associou o estudo e o desenvolvimento da robótica como, por exemplo, a “visão na robótica”. Lugar da Ciência

TEC—Porto (CRAS)

A

conferência de abertura da

Que opção? Nutrição!”

Semana da Ciência e Tec-

Beatriz Teixeira, Ciências da Nutrição

nologia foi realizada a 17 de

e Alimentação 4º ano, Faculdade de

novembro pelo Eng. Eduardo Silva. Pro-

Ciências da Nutrição e Alimentação da

fessor e investigador no ISEP, que realiza

Universidade do Porto.

atividades de investigação e desenvolvi-

A

mento de sistemas robóticos autónomos, robótica móvel e sistemas móveis multirobôs para inspeção, monitorização

e

Nutrição!” terá como principal objetivo a partilha das

mapeamento, com aplicações em segu-

minhas experiências académicas, desde o

rança, energia, ambiente, aquacultura,

secundário, frequentado na ESAS, até ao

oceanografia, biologia marinha, extração

momento presente. Falarei sobre as ra-

de recursos, entre outros seto-

zões que me leva-

res – atividades suportadas pela

ram a decidir tirar

investigação em perceção, nave-

o curso de Nutri-

gação, controlo, localização, co-

ção, como funciona

ordenação, e aquisição e proces-

a

samento automático de dados.

unidades curricula-

Em 1975 frequentou a ESAS, um

res e as diversas

ano depois do 25 de Abril de 1974. Nesse

áreas onde um nu-

ano, de profundas mudanças na socieda-

tricionista pode atuar. Uma parte relevan-

de portuguesa, foi transferido do antigo

te da apresentação será a partilha da mi-

Liceu Alexandre Herculano, que tinha um

nha experiência de Erasmus no Reino Uni-

número excessivo de alunos, para a então

do, incluindo o porquê de realizar esta

Escola Industrial Aurélia de Sousa, atual

aventura, principais dificuldades, o que

Escola Secundária Aurélia de Sousa, até

gostei mais, se aconselho os estudantes a

então uma escola reservada à frequência

fazerem este género de intercâmbio e

de alunas que recebiam cursos de for-

outras considerações.

mação feminina e de preparação para indústria têxtil.

faculdade,

as

Também estará incluído um ponto sobre alimentação equilibrada e prática

Durante a sessão revelou-nos o que

de atividade física, com dicas essenciais,

foi para ele estudar numa época em que

simples e pouco dispendiosas para se ter

as coisas mudavam com grande rapidez,

um estilo de vida saudável e evitar uma

em que a abertura às novas realidades

vasta gama de doenças (nomeadamente

sociais, ambientais e políticas eram cons-

doenças crónicas como DCV, diabetes ou

tantes, sempre necessárias e urgentes.

obesidade).

Num tempo em que o número de alunos a

Para finalizar, serão projetadas al-

frequentar as escolas cresceu exponenci-

gumas frases para os alunos dizerem se

almente e em que as escolas passaram a

as consideram verdade ou mito, apresen-

ser frequentadas conjuntamente

tando uma breve explicação científica.

pazes e raparigas. 2

apresentação “Que opção?

por ra-

Beatriz Teixeira

aprender melhor


SCT 2017 Da ESAS para o Mundo - uma ex-

Referi o aspeto curioso de ter fre-

periência universitária fora de

quentado o Infantário Aurélia de Sousa (5

Portugal

anos), a Escola Primária da Fontinha (4

Catarina Carvalho Bastos, Médica, Hospital Pedro Hispano.

A

anos) e a Escola Augusto Gil (2 anos) que vieram, mais tarde, a integrar o Agrupamento de Escolas Aurélia de Sousa.

vida académica pode ir mui-

Um dos focos principais da minha

to além dos livros e do por-

intervenção foi a importância dos 6 anos

tátil, pode também A vida

que passei na Escola Secundária Aurélia

académica pode ir muito além dos livros e

de Sousa, não só nas escolhas que fiz

do portátil. Pode também incluir malas e

ao longo do meu percurso estudantil

passaporte! Todos os anos milhares de

como na aquisição de competências e

alunos partem numa aventura ao troca-

formação pessoal que me prepararam

rem o ensino no seu país pelo estrangeiro

para esta aventura internacional. Falei

e as experiências são, para além do enri-

dos professores, das disciplinas, dos

quecimento académico, de enriquecimen-

livros que me aconselharam a ler, do

to pessoal. E se fosses estudar para o

Clube de Teatro, da viagem a Nova Ior-

estrangeiro?

que e à Casa do Homem, na Corunha.

Foi este o tema que desenvolvi, com

Abordei ainda o facto de ter acolhido

base na minha experiência pessoal, ao

em minha casa durante o ano letivo 2003

longo da palestra que realizei no âmbito

-2004, uma estudante alemã, Simona,

da Semana da Ciência e Tecnologia.

que ao abrigo do programa AFS frequen-

Procurei abordar alguns aspetos rele-

tou esta Escola. Quem sabe se terá sido

vantes da permanência durante 3 anos na

essa experiência que me mostrou que

República Checa, para frequentar o curso

estudar num país estrangeiro não era al-

de Medicina. Desde logo a forma como

go assim tão extraordinário?!...

me fui adaptando ao afastamento da fa-

Quem me ouviu deve ter notado que

mília, ao clima, aos incidentes de viagem

continuo a ser uma ‘aureliana’ de alma e

e a uma realidade social e cultural com

coração!...

algumas diferenças significativas em relação àquilo a que estava habituada, apesar de o meu novo ‘habitat’ ser num país da União Europeia. Falei um pouco da cidade de Brno, do património e vida cultural, do rigor do inverno, da gastronomia e da excelência dos transportes públicos. Como é natural, dediquei especial atenção à descrição da minha vida na Universidade Masaryk – o acolhimento, as

Catarina Bastos

Atrás de um sonho: ciência para mim e para todos Joana Moscoso, investigadora, i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto .

E

studa como as bactérias causam infeções no ser humano e tenta perceber como é que

elas sentem o meio ambiente

instalações, as aulas faladas em inglês

onde estão e adaptam o seu

(com exceção das de checo e de latim), o

comportamento. Fala 3 línguas

modo de funcionamento das aulas e dos

diferentes e já viveu em 4 países.

exames, o relacionamento com os colegas

Fundou a Native Scientist, em-

oriundos de vários países, e da forte co-

presa que leva a ciência a crian-

munidade portuguesa composta maiorita-

ças portuguesas lá fora. Adora

riamente por estudantes de Medicina. Es-

estar à mesa e um dia, quando

tabeleci algumas comparações com a mi-

for mais velha, sonha ter um restaurante.

nha experiência universitária em Portugal. aprender melhor

Conferência de encerramento

Joana Moscoso

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SCT 2017

Catapulta ESAS Henrique Vasconcelos, Medicina, 4ºano, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Repara, contudo, que ser aluno já não é coisa pouca: não só implica saber receber, relacionar e aplicar o que se aprende, como também procurar activamente o conhecimento. Apesar de tudo isso, achei que a representação estudantil era uma

Notas, notas, notas!

P

rovavelmente são uma das tuas principais aflições: porque delas dependem escolhas

e percursos a seguir; porque sentes pressão da família, professores… e até da tua turma?; porque, porque, porque! Felizmente, não vai ser assim para sempre. Não que as notas - enquanto reflexo supostamente certo do conhecimento e da capacidade de aplicares o que aprendes nas várias disciplinas - não sejam importantes: são-no, e muito! São-no, e são elementos

fulcrais

área importante, não só para mim, como para todos os colegas do meu ano, e assim, no primeiro ano de Faculdade, fiz parte da Associação de Estudantes. Isso fez-me contactar com modos de pensar diferentes. E passei a trabalhar melhor em equipa. Fez-me sair do Porto, visitar outras cidades e países. E isso alargoume os horizontes e mostrou-me novas realidades. Fez-me, se calhar, não ter a boa nota a que aspirava. Mas com isso, tornei-me um estudante mais completo. Pouco mais tarde, depois de me ter saído bem a uma cadeira da área da Bioestatística,

no percurso que estás

a

fazer.

convidado

Mas,

para ajudar na

cada vez mais, as

docência des-

notas não são tudo.

sa cadeira aos

Permite-me que me

meus colegas

use como exemplo…

do

Chamo-me Henrique e, não há muito tempo, estive no teu lugar, na ESAS, onde estudei de 2008 a 2014. Da ESAS, vim para o curso de Medicina, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Hoje, gosto daquilo que estou a aprender e mantenho o interesse que tinha pela área da Saúde. Estou, portanto, onde queria estar. Verdade seja dita: as minhas notas não são, de longe, as melhores. A grande novidade que veio com a entrada para a Universidade é o facto de notas não tão boas não implicarem que esteja a aprender menos. Sem querer fazer disto uma justificação de um estudante “baldas”, acabo por não ser apenas estudante de Medicina. Tal como muitos outros colegas, considerei, a certa altura, que ser apenas um aluno, no sentido restrito com que se classifica os alunos, não era suficiente.

4

fui

primeiro

ano. Não será preciso dizer: desapareceu muito do tempo livre, vieram obrigações para com outros, e baixaram as notas de novo. Subiu, contudo, a satisfação com o que fazia, e com isto sinto que estou a contribuir, do modo que conheço, para que algo melhore à minha volta. Mais adiante, e escasso o meu tempo, descobri áreas de investigação que me interessavam bastante. Estou agora num projecto de investigação clínica em Cardiologia, a tentar, com pequenos contributos, fazer a avançar a Ciência e os cuidados de saúde, coisa que me dá uma incrível satisfação. Fez-me ter ainda menos tempo, fez-me estudar temas que não iam ser os dos exames que estava a ter naquela altura e, mais uma vez, fezme tirar piores notas. Mas tornou-me, sem dúvida, num futuro profissional mais competente. aprender melhor


SCT 2017 Em suma, as notas, essas, estão piores. Mas, se me permites o veredito – ainda bem! Valeu a pena. Tenho agora em vista desenvolver

Terminei o secundário. E agora? Sofia Conde, Economia, 4º ano,

investigação no campo da Inteligência

Faculdade de Economia da

Artificial aplicada à Saúde. Gostava, tam-

Universidade do Porto.

bém, de aprender mais sobre Saúde Pú-

Q

blica. No meio disto tudo, não deixar de ser um estudante competente, que, afinal de contas, ainda é a minha “ocupação” principal.

uando entrei para a Aurélia tinha uma certeza, queria algo na área das Ciências e Tecno-

logias. Porém, ao longo do tempo, com o

Chegados aqui, poderás estar a

contacto que fui tendo com os vários cur-

pensar que este é um relato “de barriga

sos, testemunhos que fui

cheia”, de um rapaz que teve sorte, que

ouvindo a indecisão sur-

descobriu todo um novo mundo na Facul-

giu na pior altura, no final

dade e já não tem o mínimo contacto com

do secundário. As dúvidas

a realidade do 3.º ciclo ou do Ensino Se-

foram muitas e a decisão

cundário…

acabou por ser algo total-

Quando escrevi estas linhas, come-

mente

inesperado,

mas

cei a fazê-lo para te dizer precisamente o

apesar de tudo, revelou

contrário! Que, apesar de já terem passa-

ter sido a melhor escolha.

do quase quatro anos desde que estive no

Na

minha

apresentação

pretendo

teu lugar, uma coisa trouxe comigo: és

falar da indecisão que enfrentei no final

tu, agora, na ESAS, que consegues deci-

do meu secundário e que culminou numa

dir o teu percurso. Porque, em bom rigor,

escolha fora da minha área (na altura Ci-

o meu interesse pela investigação, por

ências e Tecnologias) mas que se revelou

conhecer o mundo, pela representação

ter sido a melhor escolha que podia ter

estudantil, etc., nada disto surgiu por um

feito. Irei ainda falar um pouco do que se

maravilhoso acaso. Foi, estou certo, por-

sente ao chegar a um curso de que não

que participei no Clube de Robótica, por-

temos quase bases nenhumas, do esforço

que viajei com o Clube Europeu, porque

extra que foi necessá-

participei na Associação de Estudantes,

rio, da desilusão inicial

porque aproveitei as palestras, as activi-

com alguns dos resulta-

dades, as inúmeras oportunidades que a

dos, mas também do

ESAS oferece.

momento em que essas

A ti, que estás desse lado, e ainda

dificuldades se dissipa-

podes aproveitar tudo isso, aconselho-te

ram e comecei a sentir

vivamente a que o faças. Que participes,

que

que metas mãos à obra, seja num robot,

escolhido o curso certo. Por fim, quero

num microscópio, num coração de porco,

também falar um pouco da minha experi-

ou no que mais te atrair. E que o faças

ência extracurricular, como foi estar na

com a grande vantagem de teres tempo

direção de uma organização estudantil,

para cuidar das notas, porque rapidamen-

das oportunidades que existem nas facul-

te verás que o “Notas, Notas, Notas”, afli-

dades, da importância de estar integrado

tivo e assustador, deixa de ser uma preo-

na comunidade académica não só a nível

cupação quando, para o resto do tempo,

de estudo mas também a nível de desen-

te deixas levar por algo que te motiva.

volvimento de soft skills (comunicação,

Henrique Vasconcelos

realmente

tinha

organização,…). Sofia Conde

aprender melhor

5


SCT 2017 Engenharia Química, porque não? Sofia Paixão, Engenharia Química, 4º ano, processos e produtos, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

O

mais variados cenários e numa panóplia de cargos. Assim, podemos encontrar um Engenheiro Químico na indústria têxtil, alimentar, farmacêutica, petrolífera, cosmética, dos plásticos, entre muitas outras.

curso de Engenharia Quími-

Cargos como líder de equipas, gestor de

ca, tal como todas as outras

produção, responsável de processos, po-

engenharias, apresenta uma

dem ser exercidos após esta formação.

forte componente de matemática e física.

Ainda assim, como se trata de uma área

Na FEUP, onde é possível tirar o mestrado

científica, a investigação e o ensino são

integrado, durante os três primeiros anos

também possibilidades de futuro.

são essencialmente lecionadas as bases

A escolha de um curso superior de-

que nos vão permitir entender todos os

pende de inúmeros fatores tais como aqui-

outros conceitos abordados nas restantes

lo de que gostamos, aquilo de que, defini-

cadeiras. Por bases entende-se a ma-

tivamente, não gostamos, as perspetivas e

temática (análise matemática, álgebra,

ambições para o futuro, o tempo que esta-

estatística) e as cadeiras de física. Ou-

mos dispostos a dispender para alcançar o

tras cadeiras tais como química, trans-

objetivo e os resultados do nosso trabalho.

ferência de calor e de massa, termodi-

O mais importante é sermos realistas, dar

nâmica, engenharia de reações e pro-

sempre o nosso melhor, definir um objeti-

cessos de separação são também caracte-

vo e focar nele.

rísticas deste curso. Embora uma enge-

A matemática foi uma área de que

nharia direcionada para os fenómenos quí-

sempre gostei e que me impulsionou para

micos reacionais, está também presente

a área das engenharias. A par com a fisico

uma componente de programação, dese-

-quimica, permitiu-me aplicar o cálculo à

nho técnico e biologia, que nos permitem

vida real, à ciência. Sabendo que era disso

um conhecimento mais abrangente. Aulas

que gostava e me daria um futuro próximo

práticas-laboratoriais são também muito

do que desejava, que não queria sair da

frequentes, permitindo uma aproximação

cidade do Porto, e que não estava disposta

da teoria à aplicação prática que ajuda

a repetir cadeiras para subir as médias,

não só na compreensão dos fenómenos

tornou-se a opção mais aliciante.

como no desenvolvimento de outras capacidades.

Os primeiros tempos na faculdade foram, de facto, uma aventura. O ritmo

Na fase da escolha de um dos ramos

com que os conhecimentos são transmiti-

a aprofundar durante o mestrado, temos

dos foi algo que me abalou nos primeiros

disponíveis 3 opções: processo e produto

tempos. É difícil acompanhar, ainda para

– uma aproximação à indústria, incluindo

mais uma matéria que é nitidamente mais

cadeiras de gestão e de sustentabilidade

difícil e que nos exige mais trabalho e em-

ambiental; biotecnologia – a par com o

penho para a compreender. No entanto,

curso de Bioengenharia, traz-nos conheci-

desistir ou mudar de curso nunca foi uma

mento acerca dos fenómenos biológicos

opção. Foi na ESAS que aprendi a ter um

tais como a fermentação, engenharia enzi-

espírito de trabalho, gestão de tempo, tra-

mática, entre outras; energia e ambiente

balhar sob pressão, que me ajudou a su-

– com grande enfoque nas energias reno-

perar todas estas dificuldades e permitir

váveis, tratamento de águas e sustentabil-

que ao fim de 1 ou 2 anos me encontrasse

dade, permite-nos aproximar ao curso de

totalmente adaptada a esta nova realida-

Engenharia do Ambiente.

de. Estabelecer prioridades, pedir ajuda,

Com uma formação em Engenharia

6

Química, podemos exercer funções nos

organização, são os príncipios essenciais

aprender melhor


SCT 2017 para ingressar na faculdade. E depois da

rá sempre presente no ambiente universi-

“poeira assentar” tudo voltará ao normal.

tário. Queima das fitas, arraial de Enge-

O método de estudo foi algo que também

nharia, FEUP caffé são algumas das opor-

teve de se alterar, não só porque o tempo

tunidades que um estudante tem para se

é reduzido como também cada cadeira

distrair e repôr forças para que, no final,

exige uma tática de aprendizagem dife-

possa ser conhecido como o Sr.(ª) Enge-

rente. O dia-a-dia passa a ser um desafio,

nheiro(a).

Sofia Paixão

que progressivamente dá mais vontade de enfrentar. Saber trabalhar em grupo

Da FCUP para a Universidade de

torna-se também uma ferramenta indis-

Estocolmo à boleia da Bioquímica

pensável, fundamental tanto no estudo

e seus isómeros

diário, como na realização de projetos. Comentários como “às teóricas não se vai” ou “os professores não querem saber dos alunos” devem ser alvo de opinião própria. Há aulas que definitivamente são úteis e que, sem elas, obter aprovação torna-se difícil, já outras, com o tempo nos apercebemos que não estamos a retirar o suficiente delas e que o estudo autónomo poderá ser mais vantajoso. Relativamente à relação com os professores, a verdade é que se irá notar uma diferença entre o apoio que no secundário nos dão, quando comparados com os professores universitários. No entanto, vão estar sempre disponíveis para nos ajudar e para promover o nosso sucesso. Mas a faculdade não é apenas trabalho, são também proporcionadas muitas outras atividades de carácter educativo mas

também

lúdico!!

Os

concursos,

workshops, palestras, entre outros, são eventos onde podemos desenvolver capacidades como a comunicação, raciocínio, trabalho em equipa. A oferta é imensa, e por vezes torna-se difícil responder a tudo. É nestes momentos que temos a oportunidade de participar em algo diferente, sair da rotina, aprender coisas novas, pôr em prática os conhecimentos, conhecer novas pessoas e, acima de tudo, divertirmo-nos. É também alvo de grande interesse o ingresso em grupos tais como teatro, organizações com diversos fins, voluntariado, orquestras, tunas, equipas desportivas, entre muitas outras. E, como não poderia faltar, a componente festiva estaaprender melhor

Rita Prata Magalhães, Bioquímica, 4º ano, Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

D

esde pequenina que me convenci de que iria ser médica – dizia-o a toda a hora e

com uma certeza tal que não dava espaço a ninguém para questionar se havia mais alguma hipótese, porque, para mim, não havia. A partir do nono ano tornei-me tão obcecada com as notas e com a ideia de entrar em Medicina que parei de questionar-me sobre o porquê de o querer fazer – simplesmente queria. E quando as notas não eram tão perfeitas como as médias de Medicina em Portugal exigiam, ficava perdida. Felizmente, através do Lugar da Ciência e do Projecto Ciência Viva, descobri que talvez estivesse errada, que haveria áreas mais adequadas para mim do que Medicina alguma vez o seria. Decidi então ir para Bioquímica, na FCUP, o que se revelou a melhor decisão que alguma vez tomei. Entretanto fiz Erasmus na Universidade de Estocolmo, concluí a licenciatura e decidi fazer Mestrado em Química, também na FCUP. Tenho a certeza de que a Aurélia de Sousa, ou seus professores, actividades e ambiente em geral moldaram a pessoa, estudante e cientista que sou hoje, e nunca vou deixar de sentir que, ao regressar a esta escola, estou a regressar a “casa”. Rita Prata Magalhães 7


SCT 2017

Um indeciso até ao fim

que a informação estava lá. A minha ape-

Miguel Ramalho, Engenharia Informática, 3º ano, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

P

tência para programação já vinha do secundário, a minha prestação nas cadeiras provou precisamente que era a programar que eu me sentia mais motivado e, como consequência, que tinha os melhores re-

retendo falar um pouco sobre

sultados.

a minha experiência na ESAS,

A inevitável epifania de que havia

maioritariamente sobre o que

(até na mesma faculdade) um curso onde

julgo que tenha contribuído para a minha

potencialmente eu conseguiria estar num

experiência uma vez chegado à faculdade.

estado de interesse acima de zero, já era

Resumir o meu percurso académico,

suficiente. Informática. Qual não foi o

falando da mudança de curso (Gestão

meu espanto quando, desde as primeiras

Industrial para Informática), das viagens

semanas, não zero, mas sim um valor de

que fiz, da integração de núcleos estu-

motivação nunca antes sentido “abateu-

dantis,

se” sobre o meu ser.

da

experiência

de

trabalho

Não afirmo isto injustificadamente.

(investigação em dois laboratórios da FEUP, do projeto WavesO-

Tal foi o caso, que me vi a

fDrawings), da organiza-

adorar o que aprendia e a

ção de eventos, da parti-

comparecer, ao contrário do

cipação em eventos tec-

que acontecia anteriormente,

nológicos (competições de

às aulas teóricas (para pré-

programação,

univesitários estas são aulas

WebSummit, Pixelscamp,

opcionais e a assistência às

...), da minha perspetiva

mesmas segue uma distri-

sobre o que a praxe representa e ainda

buição 1x, mas para mim foi constante!). No verão seguinte, estive a trabalhar

sobre a questão da motivação na faculda-

numa bolsa de verão como consequência

de. Por fim, gostaria de levar algum

do interesse que demonstrei no curso.

exemplo de um trabalho que tenha feito

Entretanto, já publiquei artigos científicos,

que suscite o interesse dos alunos para a

construí aplicações Android, extensões

área de informática e computação.

para Browsers, como projetos paralelos à

Um indeciso até ao fim

8

universidade mas que usaram os conhecimentos que fui aprendendo. Já trabalhei

No dia 23 de novembro de 2017, por

para algumas empresas e já desenrasquei

consequência da decisão de um grupo de

amigos com necessidade de um informáti-

professores da ESAS, um indeciso expôs-

co.

se aos alunos da mesma. Esse indeciso fui

Mas permitam-me dedicar um pará-

eu. Um pouco por consequência da minha

grafo a quebrar a noção tradicional do

impulsividade em aceitar desafios, vi-me

que a informática é, pelo menos aquela a

perante uma plateia de aurelianos com

que me dedico. Não se trata de entender

aparente esperança na minha prestação.

porque é que o router não funciona, por-

Apresentei aquilo que me pareceu

que é que o browser mostra uma mensa-

sensato. Uma reflexão-autópsia que fiz às

gem de erro ou porque é que o Windows

minhas decisões de escolha de curso. Que

fica com um ecrã azul de vez em quan-

começou por ser Gestão Industrial na

do). Trata-se de pensar. Pensar em como

FEUP, boa média diz o leitor… má decisão,

descodificar as mensagens dos Nazi em

digo eu… O que me demorou dois anos a

plena segunda guerra mundial. Pensar na

entender. Reitero, dois anos! A questão é

melhor forma de construir uma rede de aprender melhor


SCT 2017 computadores que chega a todos, a qual-

ler este texto faça e que, não tarda, este-

quer lado e que nunca desaparece. Pensar

ja numa posição de aconselhar os restan-

na melhor forma de distribuir filmes do

tes.

youtube por servidores para que estes sejam carregados mais rapidamente. Tra-

Miguel Ramalho

ta-se de planear a melhor rota para um

Da Aurélia às escolas médicas:

carteiro que tenha de dar a volta ao Porto

pronto para embarcar nesta

tentando ser rápido e gastar o mínimo

jornada?

combustível possível, Trata-se de pegar em leituras de um telescópio e classificar

Carolina Lobato, Medicina, 4º ano,

a imagem que ele vê como um pulsar ou

Instituto Ciências Biomédicas Abel Sa-

simplesmente poeira espacial. Trata-se de

lazar

H

ensinar um carro automático a não atropelar humanos ou, no limite, a atropelar um idoso a favor de uma fila de crianças (por mais cruéis que algumas decisões possam parecer). É claro que muitos de nós (informáticos) gostam de desenhar interfaces, desenvolver sites e aplicações, desenvolver jogos, desenhar computadores de raiz, ou de ser Mr. Robot em parttime. Isto é informática, é quebrar a barreira do que os seres humanos fazem, melhorar a vida de muitos e garantir que o mundo tem formas de não se autodestruir nos anos subsequentes. Reservei para o fim, o parágrafo que considero mais importante - aquele em que dou alguns conselhos que gostava de ter recebido aquando da decisão de entrar na faculdade.

na no seu 12º ano, com um

mas com o outro já a querer fugir para o desconhecido, assustador e nem por isso menos aliciante Ensino Superior! Venho agora falar-vos do que me trouxe esta aventura... Carolina

Brito

Lobato,

21 anos, Aureliana de coração, ICBASiana de espírito, estudante do 4º ano do Mestrado Integrado em Medicina do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (ICBAS-UP). Se fiz a escolha "certa"? Cada vez mais, estou convicta que sim! Encontrei o que estava à es-

Regra número 1: considerem tudo.

pera? Não, e ainda bem! A Aurélia foi de-

Olha para o que gostas de fazer e

terminante do percurso que tracei até

vê se isso se pode tornar num futu-

agora? Sem dúvida!

mento.

lado... Uma jovem Aurelia-

pé bem assente no Ensino Secundário,

ro, em princípio que tenha rendi-

á 5 anos, estava aí desse

Regra número 2: considera a opi-

O que se passa afinal em aulas com 180 alunos, exames, festas, aulas de anatomia,

investigação

xe,

lhos (quanto mais próximos da tua

gios...? Tentarei dizer-vos aquilo que gos-

faixa etária, melhor)

tava de ter ouvido, acalmar as vossas

estás indeciso, não te deixes guiar pela empregabilidade, porque essa não serve de nada se o teu emprego não te satisfizer. Nas palavras de Confúcio: Faz o que amas e não trabalharás um dia na tua

viagens,

pra-

nião dos teus familiares mais ve-

Regra número 3: se ainda assim

congressos,

científica,

está-

ânsias e desdramatizar a "decisão"! Acima de tudo, comprometo-me a responder a todas as vossas questões e, mais importante, a ajudar-vos a encontrarem as vossas próprias respostas! Aceitam o desafio? Venham, vamos juntos espreitar o que vos aguarda no vosso futuro! Carolina Lobato

vida é isto que espero que o aureliano a 9

aprender melhor


SCT 2017

Empreendedorismo, Mudança

quanto criança, o “Clube dos Correspon-

e Educação - lições da ESAS

dentes”. Dessa forma, abordando de forma informal e descontraída uma experi-

Artur Vieira, Economista, Empresá-

ência muito pessoal, foi possível apresen-

rio. Estudante da ESAS entre 2002 e

tar aos estudantes questões centrais da

2005 (ensino secundário). Licenciatura

relação entre o empreendedorismo e a

em Economia pela Faculdade de Eco-

mudança, bem como sobre o papel da

nomia da Universidade do Porto. Curso

Educação na construção de cidadãos ati-

de Mestrado em Gestão de Serviços

vos e preparados para os desafios do fu-

pela Faculdade de Economia da Uni-

turo. Ainda nesse âmbito, procurei apre-

versidade do Porto. Local de trabalho:

sentar alguma literatura acerca da impor-

ALA Viagens.

tância da participação cívica e associativa

F

na criação de competências de liderança e oi com muito gosto que recebi

de empreendedorismo, cujo âmbito ultra-

o convite do Lugar da Ciência

passa em larga medida o da mera criação

para participar na Semana da

e desenvolvimento de negócios.

Ciência e Tecnologia 2017. Para mim, re-

Da minha parte, avalio de forma

gressar à Aurélia de Sousa é sempre re-

muito positiva a iniciativa do Prof. Carlos

gressar a casa, e foi sob essa premissa

Morais e da Prof.ª Marina Gonçalves em

que preparei a minha intervenção.

fazerem do Lugar da Ciência um lugar de

A minha apresentação, com o título

partilha e de conhecimento. A generosida-

“Empreendedorismo, Mudança e Educação

de do convite e do acolhimento, bem co-

– lições da ESAS”, teve como objetivo ir

mo a atenção de todos os alunos partici-

ao encontro do desafio do Lugar da Ciên-

pantes, recordou-me aquilo que fez sem-

cia de haver uma partilha entre alunos e

pre da Aurélia de Sousa um lugar diferen-

ex-alunos sobre os seus percursos educa-

te. Artur Vieira

tivos e profissionais, baseandome na minha experiência pessoal. Tive, assim, oportunidade de falar das atividades que desenvolvi

enquanto

estudante

da Aurélia de Sousa, dos clubes e iniciativas em que participei, nomeadamente da Associação Mais Aurélia, relacionando as lições que retirei dessa experiência com o meu percurso académico no ensino superior e as

10

ESAS - 3 anos depois. Onde estou? Inês Frutuoso, Engenharia Electrotécnica e Computadores, 3º ano, Instituto Superior Técnico (Lisboa). O último ano na ESAS foi em 2015.

A

minha intervenção enquadrada na Semana da Ciência e Tecnologia foi sobretudo

opções profissionais que, en-

útil para alunos ainda indecisos sobre o

tretanto, tomei.

próximo passo no seu percurso escolar.

Com o objetivo de enquadrar essa

Para melhor compreender o meu enqua-

experiência na literatura científica da área

dramento académico actual, recuei até ao

do empreendedorismo, e procurando cati-

ano 2012, no qual entrei no ensino secun-

var os estudantes da minha área de estu-

dário e na ESAS.

dos (Economia), abordei brevemente o

Sem muitas perspectivas concretas

ciclo da inovação (segundo Schumpeter, o

para o que se avizinhava, sabia que que-

pai da chamada Economia evolucionista),

ria aprofundar conhecimentos na área da

partindo daquilo que designo como o meu

Ciência. Assim, procurei aproveitar esses

primeiro negócio, que iniciei ainda en-

três anos para me interessar por temas aprender melhor


SCT 2017 diversos, tanto por Biologia como Física,

perfeita noção de que ao fim de um ano

até porque seria uma mais-valia na futura

poderia proceder à mudança de curso,

tomada de decisão para o ensino superi-

regressando ao plano inicial. Na verdade,

or. Não me centrei apenas nas disciplinas

ao longo desse primeiro ano universitário,

propriamente

interessei-me

fui ficando cada vez mais interessada por

também pelas humanísticas (línguas, Filo-

temas alheios à engenharia mecânica,

sofia) e pelo desporto, dentro e fora de

tais como programação, telecomunica-

aulas, o que considero essencial para

ções, electrónica, talvez por se revelarem

qualquer cidadão. O mundo é demasiado

um grande mistério para mim até então.

vasto e a vida efémera para ficarmos

Além disso, envolvi-me em actividades de

alheios a qualquer fonte de informação ou

voluntariado, sempre com perspectiva de

de conhecimento que chame por nós.

conhecer a realidade e de poder intervir

Neste sentido, em palestra recomendei

sobre ela. Todas estas circunstâncias cul-

em exemplo a visualização da série docu-

minaram num novo plano (já vamos no

mental Cosmos - a spacetime odyssey,

C): a engenharia electrotécnica. Uma no-

que constitui um verdadeiro elogio à com-

va mudança, é certo, mas um curso onde

plexidade do Universo.

me encaixo perfeitamente, cheio de diver-

científicas,

sidade

Com o passar do tempo, a

palavra

“Engenharia”

complexidade,

intimamente

foi

relacionado

ficando mais sonante no meu

com inovação tecnológica,

dia-a-dia, muito por conta da

sendo

minha participação no clube

para mim.

de robótica e no projecto do

Após a intervenção, pude

balão estratosférico - BEE -,

conversar de maneira mais

com cápsula instrumentada.

próxima

Assim, a única incógnita que

presentes, esclarecer deta-

ainda estava por identificar

lhes sobre o curso e a vida

era o ramo específico de En-

universitária,

genharia

bastante

com

cativante

as

bem

turmas

como

de

deixar uma mensagem es-

aprender. Após alguma inves-

sencial: estudar aquilo que

tigação sobre os cursos exis-

realmente nos cativa. Hoje

tentes, deparei-me com um

em dia não me arrependo

que

gostaria

que conciliava duas áreas essenciais: fa-

das decisões que tomei, todas elas me

zendo uma analogia com o projecto BEE,

mostraram diferentes caminhos e, acima

esse curso aliava conhecimentos mecâni-

de tudo, deram a oportunidade de conhe-

cos (úteis para a construção da cápsula)

cer pessoas muito distintas e próprias.

aos

electrotécnicos

Além disso, pude apurar o meu sentido

(necessários para toda a instrumentação

crítico e revelar outras perspectivas sobre

e concepção de circuitos electrónicos).

a realidade. Descobri que nem sempre

Esta combinação chamava-se engenharia

precisamos de seguir um plano, porque,

aeroespacial, e apenas era leccionada nu-

como se pôde verificar, a qualquer mo-

ma escola de Engenharia em Lisboa, o

mento algo pode despertar a nossa men-

Instituto Superior Técnico.

te.

conhecimentos

Assim, já em 2015, arrisquei a mu-

Sem mais, gostaria de felicitar a or-

dança brusca de cidade e de rotina e,

ganização por toda a iniciativa e agrade-

após a candidatura ao ensino superior,

cer novamente ao Lugar da Ciência, em

acabei por não conseguir entrar na opção

nome dos professores Marina Gonçalves e

escolhida, tendo ficado colocada em en-

Carlos Morais.

genharia mecânica. Era o plano B. Tinha

11

e

Maria Inês Frutuoso

aprender melhor


SCT 2017

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aprender melhor

aprender melhor 17  

Boletim do projeto "Fazer melhor, Aprender mais" desenvolvido no Agrupamento de Escolas Aurélia de Sousa (Porto), apoiado pela Fundação Calo...

aprender melhor 17  

Boletim do projeto "Fazer melhor, Aprender mais" desenvolvido no Agrupamento de Escolas Aurélia de Sousa (Porto), apoiado pela Fundação Calo...

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