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Série

The Coincidence 1 - The Coincidence of Callie & Kayden 2- The Redemption of Callie & Kayden 3- The Destiny of Violet & Luke 4 - The Probability of Violet & Luke 5 - The Certainty of Violet & Luke 6 - The Resolution of Callie & Kayden 7 - Seth & Greyson


Seth & Greyson (The Coincidence #7) Depois de ser traído por alguém que ele achava que o amava, Seth vai para a faculdade na esperança de obter um novo começo. Mas deixar seu passado para trás é mais complicado do que ele esperava, e debaixo da sua atitude otimista, Seth luta para deixar as pessoas entrarem. Então ele conhece Greyson. Seth é imediatamente atraído por Greyson e sua personalidade doce e encantadora. Mas mesmo que ele sinta uma forte ligação com Greyson, Seth ainda hesita em abrir seu coração para o amor. Com ajuda da sua melhor amiga Callie, Seth percebe que precisa superar seu medo de compromisso. Mas ele vai ser capaz de finalmente admitir como realmente se sente sobre Greyson?


01 SETH Eu nunca fui um fã do colegial, ainda estou tentando chegar cedo ao meu primeiro ano na Universidade de Wyoming. É o início do semestre de verão ou ficar em casa até o outono. Vivendo sob o teto da minha mãe e suas regras, como nenhum namoro ao olho público, fez a escolha ser realmente fácil. Minha mãe acredita que as opiniões dos residentes de Mapleville realmente importam, e eu nunca entendi por que completamente. Mapleville é uma pequena cidade no meio do nada, com uma população de talvez mil pessoas. É um pontinho no mapa que a maioria das pessoas não sabe que existe, e um lugar que eu espero esquecer, principalmente porque é onde eu consegui meu braço quebrado. O braço quebrado. Outra razão pela qual minha mãe não queria que eu namorasse, e por que ela ficou aliviada que eu escolhi começar a faculdade no início do verão. Mas o gesso no meu braço não foi a única razão que eu escolhi fugir de um verão chato em Mapleville. Eu nunca senti que pertencia a um lugar onde usar roupas elegantes o suficiente para estar em revistas de moda leva as pessoas a se embasbacarem com você, como se você estivesse saindo de cueca.


Apesar de estar mais do que pronto para escapar do meu passado e dar um salto em frente, que fica na entrada principal do campus, observando os alunos entrarem e saírem com pressa, como se soubessem exatamente onde estão indo... Eu estou completamente sobrecarregado e me sinto tão perdido.... Lembrando-me que este é o meu novo começo e de dar um passo de cada vez, eu jogo a alça da minha mochila sobre meu ombro e começo a subir as escadas em direção às portas de vidro. O sol brilhando no céu azul claro e a temperatura alta me faz questionar se foi uma boa ideia usar jeans, botas e uma camisa de botão com as mangas arregaçadas, mas eu pareço tão fantástico que não consigo me arrepender completamente. Eu acabo no corredor, olhando os números das salas até encontrar a porta da minha classe de Pré-Cálculo. Eu sorrio para mim mesmo enquanto ando, tentando ser a pessoa que eu era antes do incidente, esperando talvez que uma aparência alegre irá atrair amizades rápidas. Imediatamente, eu posso dizer que as aulas de verão têm um comparecimento baixo porque já estou atrasado e há um total de dez pessoas sentadas na classe. Vejo minhas opções, eu escolho um local na parte de trás ao lado de uma garota que parece tímida com o cabelo castanho curto e os olhos mais tristes que já vi. Depois do que passei na minha antiga escola, eu sou cuidadoso sobre as pessoas que me cercam. Se eu não for, posso acabar na mesma situação que me deu esse gesso maldito no braço. Eu só tenho o braço esquerdo em bom estado e acho que não posso mais quebrar nenhum. Enquanto o professor dá uma volta na sala de aula, eu uso minha mão boa para abrir minha mochila e pegar meu livro


didático. Eu relaxo na carteira e olho para fora da janela enquanto o professor começa divagar através da introdução, em seguida, passa para o currículo. Eventualmente, eu noto o olhar da garota em minha direção, e ofereço-lhe um sorriso. Seus olhos se arregalam e sua atenção se volta para o papel que ela está rabiscando. Eu não consigo descobrir o porquê, mas sinto uma vontade de fazer amizade com ela. Há algo nela que me faz lembrar de mim mesmo, como se ela estivesse tentando esconder-se atrás das roupas largas e um corte de cabelo horrível. Certo, eu nunca, nunca vou usar qualquer coisa horripilante, mas tenho feito toda a parte de tentar-esconder-quem-você-realmenteé. Eu fiz isso por anos antes de mandar tudo para o inferno. Poucos meses depois, fui agredido, mas não voltaria atrás e mudaria minha decisão. Viver em uma mentira não seria mais fácil. Eu me inclino para o lado e sussurro para a garota, — Está tudo bem. Eu não mordo. — Eu estendo a minha mão para ela. — Meu nome é Seth. — Eu-eu sou Callie, — ela gagueja, indo apertar minha mão. Mas ela fica tensa no último segundo e rapidamente muda de ideia, colocando as mãos no colo. — É bom conhecer você, Callie. — Eu estudo-a com curiosidade, tentando descobrir se é apenas de mim que ela tem medo ou das pessoas em geral. Quando entrei na sala de aula, ela estava sentada tão longe quanto possível de todos e me pergunto se talvez esse movimento foi de propósito. — Pode me emprestar um lápis? Balançando a cabeça, ela procura em sua bolsa e meio que atira-o em mim antes de limpar as mãos em suas calças e fixa sua atenção em suas anotações.


Eu aprendo um total de nada durante o dia, e quando leio o cronograma, pergunto-me se vou sobreviver ao torturante Pré-Calculo. Os números e fórmulas já estão girando em minha cabeça e minha atenção à deriva em que roupa que vou usar amanhã, em vez do dever. Eu estou em transe e fazendo meu caminho para fora da sala de aula, mas saio do meu torpor quando vejo a garota lutando para conseguir sair da sala. Na porta, ela quase se choca contra um cara, e apenas parece deslocada. Tremendo de medo, ela gagueja um pedido de desculpas e corre pelo corredor, surpreendentemente rápido por ser tão pequena. Interessante. Eu definitivamente quero descobrir qual é o seu problema. Tenho mais uma aula no dia, o que não parece ser uma enorme carga de trabalho, mas estou exausto pelo tempo que volto para o meu dormitório. Meu companheiro de quarto não está lá, o que não é um grande choque. Eu acho que o deixei desconfortável no dia em que nos conhecemos quando elogiei seu cabelo. Ele está praticamente desaparecido desde então. Eu começo a fazer algumas lições, em seguida, caio no sono por volta das nove. Nos próximos sete dias, eu estou preso no padrão zumbi, ir à escola, fazer a lição de casa, à procura de um emprego, então cochilar cedo. Dezoito anos de idade, e eu me sinto tão antigo quanto meus avós, que acreditam que o dia termina quando o sol se põe. Sério, com a forma como eles agiam, você pensaria que eles acreditavam em vampiros. Em oito dias, eu fico inquieto e entediado. Preciso ter alguma diversão enquanto estou na faculdade, e fiz uma promessa a mim mesmo que faria, então vou ter que fazer


alguns amigos. Que eu possa ter um bom tempo. Aqueles que vão me aceitar do jeito que sou. Que eu vou poder confiar. Aqueles que talvez vão precisar de mim tanto quanto eu irei precisar deles, então não vou sentir-me tão necessitado. O problema é que, fora a garota tímida que se senta ao meu lado no Pré-Calculo, eu não falei com ninguém desde que me mudei para Laramie, e a maioria das nossas conversas consistem em eu perguntar e ela balançar a cabeça. Durante a aula de hoje, eu vibro meus dedos contra a mesa enquanto penso em como fazer a garota arisca se abrir comigo. Eu não sei por que estou tão disposto a fazer amizade com ela, ela é provavelmente a pessoa mais difícil de exercer uma conversa. Talvez essa seja a razão. Talvez eu esteja tão entediado que estou atrás de um desafio. — Então, você entendeu alguma coisa do que professor disse? — Eu pergunto perto do final da aula. Ela olha para o livro com um lápis agarrado em sua mão. — Na verdade, não. — Eu também não. Matemática é tão chato, não é? Ela balança a cabeça, mas permanece quieta. Eu procuro em minha mente algo para dizer. — Então, você é uma caloura certo? — Pergunto depois que a aula termina. Ela coloca seu livro em sua bolsa, acena com a cabeça e, em seguida caminha para a porta. — Espere, — eu chamo, correndo atrás dela. — Você tem uma outra classe para ir hoje?


Ela faz uma pausa na porta e balança a cabeça sem olhar para mim. — Não, eu-eu vou voltar para o meu dormitório. Eu paro ao seu lado. — E fazer o quê? Ela espreita para mim, e eu posso dizer que pelos seus olhos arregalados, ela está apavorada. — Estudar. Eu passo meus dedos pelo meu cabelo loiro mel. — Isso soa... Bem, extremamente chato. Você não quer fazer alguma coisa, eu não sei, algo mais aventureiro? — Na verdade, não. E a lição de casa é bem adequada desde que eu sou uma pessoa bem chata. — Por um momento vacilante, flashes de diversões brilham em seus olhos. Hmmm... sob seu jeans largos e camisetas, acho que ela realmente pode ter um sentido de humor. — Bem, eu não sou uma pessoa chata. Confie em mim. — Eu pressiono a mão no meu peito. — Eu sou realmente muito fabuloso e divertido, mas tenho sido uma espécie de fracasso na última semana. Acho que pode ser a combinação da universidade e o verão. Os dois são como meias e sandálias nunca deveriam usá-las juntas. Seu olhar passa através do meu jeans preto e camiseta cinza coberta por uma camisa de botão antes que ela envolva seus braços em volta de si, como se estivesse de repente envergonhada por suas roupas. — Bem, foi bom falar com você, mas eu tenho que ir. — Ela começa a ir em direção da porta. — Ei, você quer ir tomar um café? — Eu caminho pelo corredor ao seu lado. — Eu estava morrendo de vontade de ir naquele pequeno café na esquina.


Ela balança a cabeça rapidamente. — Eu não posso. — Por que não? — Porque eu estou ocupada. — Com sua lição de casa? — Pergunto com uma pitada de diversão. — Sim, com a minha lição de casa. — Ela não soa irritada, apenas nervosa. Quando chegarmos ao fim do corredor, ela abre as portas de saída e caminhamos para o sol e o campus bastante maduro. Ela imediatamente vira à esquerda e faz um caminho mais curto para a área de árvores ao lado da entrada principal. — Vamos. Apenas uma xícara de café. — Eu sigo atrás dela. — Estou super aborrecido e realmente não quero voltar para o meu dormitório ainda. Meu companheiro de quarto gosta de deixar embalagem pela metade de batatas chip e latas de refrigerante em todos os lugares, junto com suas roupas sujas. Além disso, o quarto cheira a queijo. Ela torce o nariz. — Por que o queijo? Eu dou de ombros. — Eu não tenho nenhuma ideia de onde vem esse cheiro, e isso é parte do problema. Seu rosto se torce em nojo, mas uma faísca de um sorriso toca seus lábios. — Então, o que você acha? — Eu sorrio. — Você vai me ajudar a escapar do quarto com cheiro misterioso por uma hora?


Ela para na calçada e me olha pela primeira vez desde que começamos a conversar. — Apenas para o café, certo? Eu dou de ombros. — Pode ser. Embora, eu tenha que te avisar que quando eu fico entediado, posso ficar muito entusiasmado. E eu estive inquieto por cerca de uma semana. Ela muda seu peso. — Tudo bem... — Ela morde o lábio nervosamente. — Mas não é como um encontro... Certo? Eu deixo escapar uma gargalhada e rapidamente cubro minha boca com a mão. Quando sua expressão cai e suas bochechas ficam rosadas, percebo o quão ruim deve ter parecido. — Eu não quis dizer isso, — eu digo rapidamente. — Sob todas essas roupas terríveis, eu posso dizer que você é uma garota bonita. — Eu me pergunto o quão longe eu deveria ir com isso. Eu realmente não tenho sido aberto a qualquer pessoa desde o incidente, mas vai sair mais cedo ou mais tarde, se vamos ser amigos. — Mas você não é realmente o meu tipo, vendo que você não é um cara. Leva-lhe um momento para me acompanhar. — Oh. — Sua postura rígida de repente relaxa. — Isso é bom. Quero dizer, que você gosta de caras. — Ela tropeça em suas palavras, em seguida, revira os olhos para si mesma. — Desculpe, eu estou realmente feliz por você não estar dando em cima de mim. — Ela sorri para mim. — Podemos ir tomar um café. — Fantástico. — Eu sorrio, na esperança de descobrir mais do que o inferno está por trás do seu comportamento estranho. — Posso perguntar, porém, por que você estava pirando quando pensou que eu estava dando em cima de você?


Ela levanta seu ombro e dá um pequeno encolher de ombros, seu lábio permanecendo preso. Okaaaay. Esta amizade pode ser mais difícil do que eu pensava. Bom, porque eu adoro um desafio. — Então Callie, que foge de encontros, o que você gosta de fazer para se divertir? — Eu pergunto enquanto nós caminhamos pela calçada em direção ao café na esquina. — Nada, realmente. — Ela ajusta a alça da sua bolsa em seu ombro. — Algo como escrever. E você? — Bem, eu amo um monte de coisas, como dançar, festas, ir ao cinema. Mas a minha verdadeira paixão é a moda, o que é bastante óbvio. Ela lança um olhar constrangido para suas roupas. — Parece que somos praticamente opostos. — O que pode tornar uma amizade fabulosa, — eu digo. Quando ela me dá um olhar cauteloso, acrescento, — Já ouviu o ditado que os opostos se atraem? — Eu paro na esquina da rua e martelo meu polegar contra o botão de faixa de pedestres. — Mas porque eu sou, bem, eu, tenho que perguntar. Qual o motivo dessas roupas largas? Ela olha para o café do outro lado da rua. — Eu só não gosto de chamar atenção. — Tudo bem... Eu não quero ser rude nem nada, mas sua aparência teria totalmente balançado a década de noventa, nós passamos a moda calças grunge largas e, por isso, algo que faz você se destacar como uma bola de discoteca em um clube gótico.


Ela enfia uma mecha do seu cabelo atrás da orelha e olha para mim. — Eu tenho usado essa mesma aparência desde sempre... por minhas próprias razões. — Ela envolve seus braços em torno de si. — É o que me faz sentir confortável por dentro, e estou com muito medo que, se eu começar a usar outras coisas, vou me sentir insegura. A palavra insegurança envia sinos de alerta para minha cabeça. Eu me lembro como me sentia seguro com o meu exnamorado Braiden até que ele provou o contrário. Eu tenho tentado o meu melhor para continuar, continuar sendo eu, e lutar para obter a sensação de conforto e segurança, mas às vezes torna-se difícil, especialmente à noite, quando eu tenho que fechar meus olhos e sonhar. — Por que você se sente insegura? — Eu pergunto, inclinando-me contra o poste da rua. Sua mandíbula se aperta. — Por uma série de razões. Eu me pergunto se essas razões que lhe causaram pânico quando ela pensou que eu estava convidando-lhe para sair. Eu olho para o gesso azul brilhante no meu braço. — Às vezes, eu não me sinto bem em torno da minha própria pele também, mas então penso sobre o quão injusto é para mim fingir ser outra pessoa e, honestamente, como é fodidamente chato não ser eu. — Eu dou-lhe um sorriso. Um riso suave escapa dos seus lábios. Ela está tão chocada com o som que eu me questiono quanto tempo tem sido desde que ela riu. — Quer saber de uma coisa? — Ela pergunta enquanto nós começamos a atravessar para o outro lado da rua. — Eu acho que você estava certo sobre os opostos se atraírem. Eu acho


que... — Ela considera suas palavras. — Eu acho que você poderia ser um bom amigo para mim. — Oh, querida, eu vou ser o amigo mais incrível que você já teve, — eu digo, subindo no meio-fio. — Eu tenho que avisá-lo, eu não tenho muitos amigos. — Ela dá um passo para o meio-fio comigo. — Então, ser o amigo mais incrível é um título muito fácil de ganhar. — Honestamente, eu não tive muitos, também, — eu digo a ela enquanto nós cruzamos o estacionamento. — E eu praticamente perdi todos eles, quando... — Eu olho para o meu braço com meus pensamentos voltando ao meu passado. — O que aconteceu? — Ela pergunta, abrindo a porta para entrar no café. — É uma história longa e dolorosa, — eu respondo, dando um passo para dentro. O cheiro de café fresco e produtos assados enchem minhas narinas e eu respiro fundo. — A minha também, — ela diz à medida que avançamos até o caixa. — Quero dizer, a história do por que eu uso essas roupas. Olho para o cardápio para descobrir o que pedir, mas rapidamente olho de volta para ela quando uma ideia vem à minha mente. — Sobre isso, — eu digo. — Eu vou te dizer o meu se você me disser o seu. Sua cabeça se vira para o lado enquanto ela considera a minha oferta. — Pode levar algum tempo para mim dizer-lhe


tudo, mas se você estiver disposto a ser paciente, então temos um trato. Paciência nunca foi o meu forte, mas gosto da ideia de ter alguém para compartilhar minha história. Só espero poder confiar nela. Eu estendo a minha mão e ela aperta hesitante. — Tudo bem, Callie. Temos um trato. E você tem um novo melhor amigo de marca.


02 Três meses depois...

SETH — Deus, é como o Spazzville por aqui hoje, — comento com Callie enquanto enrugo meu nariz para os calouros lutando em torno do campus. Eu espero ela se juntar à diversão e zombar, mas, como de costume, Callie está atordoada. — Você está perdida em seus pensamentos de novo? Ela pisca sua atenção para mim e divertidamente cutuca meu ombro. — Agora, não seja arrogante. Só porque nós dois decidimos fazer o semestre de verão e sabemos onde fica tudo, não nos torna melhores do que eles. — Uh, sim, meio que torna. — Eu rolo meus olhos para sua lógica absurda. — Nós somos como calouros de classe alta. Ela bebe seu café para esconder seu sorriso, algo que só eu pareço ser capaz de trazer à tona. — Você sabe que não há tal coisa como um calouro de classe alta. Eu suspiro, correndo os dedos pelo meu cabelo levemente despenteado. — Sim, eu sei, especialmente para pessoas como você e eu. Nós somos como duas ovelhas negras.


Que pode ser a afirmação mais verdadeira que eu já disse. Ao longo dos últimos três meses, eu conheci muito sobre Callie e o quão traumático o passado dela foi. Ela foi estuprada por um amigo do seu irmão mais velho aos doze anos, Callie passou os anos desde então, escondendo o que aconteceu e construindo um escudo em torno de si, ocultando-se na feiúra, roupas largas e isolando-se dos seus amigos, até que não tinha nenhum. Eu já fiz a minha missão nos últimos meses para empurrá-la para fora da sua concha. Sim, ela ainda é um trabalho em andamento. Eu ainda tenho que fazê-la usar um vestido, shorts ou qualquer coisa apertada o suficiente para mostrar os seus bens. Eu estou trabalhando nisso, no entanto. — Há muito mais ovelhas negras lá fora do que apenas você e eu, — ela discorda de mim, como normalmente faz. — E eu já enfraqueci um pouco. Até mesmo estou usando uma blusa vermelha, como a lista mandou fazer. Meus lábios se torcem. — Que ficaria ainda melhor se você deixasse essas lindas mechas soltas, em vez de escondê-las em um rabo de cavalo o tempo todo. — Um passo de cada vez, — ela diz. — Foi duro o suficiente apenas deixar meu cabelo crescer. Faz-me sentir estranha. Além disso, ainda tem de ser adicionado à lista. Aw, a lista infame, um dos meus planos de bêbado mais brilhante. Após uma noite de doses demais de vodka, nós confessamos nossos segredos mais sombrios e então eu decidi que deveríamos fazer uma lista das coisas que mais temos medo de fazer. Ao longo do último par de meses, temos trabalhado para riscar cada item. — Bem, isso precisa estar. Na verdade, eu vou fazer isso quando voltar para o meu quarto. Além disso, você ainda está


usando esse moletom horrível, — eu digo, puxando a parte inferior da sua jaqueta cinza. — Eu pensei que nós tínhamos conversado sobre essa coisa horrorosa. Que você é linda e não precisa se cobrir. Além disso, está uma temperatura realmente alta. Ela envolve o moletom em torno de si mesma. — Mudança de assunto, por favor. Eu coloco o braço ao seu redor e suspiro, mas dou-lhe exatamente o que ela pede. — Tudo bem, mas um dia vamos falar sobre uma reforma completa, que eu vou supervisionar. Ela suspira pesadamente. — Nós veremos. Sua atitude para baixo está arruinando o meu humor. Como seu melhor amigo, é o meu trabalho animá-la. Eu faço uma pausa e viro na sua frente. — Eu só tenho mais uma coisa a dizer. — Coloco um dedo no canto do olho. — Eu gosto do delineador marrom, é muito melhor do que o preto excessivo. — Eu tive a sua aprovação sobre isso. — Ela aperta a mão dramaticamente em seu coração, um gesto que ela pegou de mim. — Estou tão aliviada. Tenho sido pesando nisso desde esta manhã. Eu rolo meus olhos enquanto sorrio. — Você está indo o bem em cada departamento, eu só queria que você usasse um vestido ou uma bermuda ou algo para mostrar as suas pernas. A sua expressão afunda imediatamente. — Seth, você sabe por que... Eu quero dizer, você sabe... Eu não posso... — Eu sei. Só estou tentando ser encorajador.


— Eu sei que você está e é por isso que eu te amo. Eu quero abraçá-la por dizer isso. Tem sido um longo tempo desde que alguém disse que me amava. Até a minha mãe se tornou tão formal, "estou feliz que você esteja bem. Falo com você mais tarde. Tchau," sempre que falamos no telefone. — Você é muito mais feliz do que quando eu te conheci. — Eu coloco uma mecha do seu cabelo atrás da orelha. — Eu gostaria que você pudesse ser dessa maneira em torno de todos, Callie. Que você parasse de se esconder de todos. É triste que ninguém consiga ver o quão brilhante você é. — E vice-versa, — ela diz, compreendendo-me mais do que alguém já fez. Na tentativa de aliviar o clima, eu sorrio e pergunto: — O que você acha? Devemos nos inscrever em um dos passeios e zombar do guia turístico? — Você sabe o caminho para o meu coração. Nós caminhamos pela calçada sob a sombra das árvores e fazemos o nosso caminho para a entrada. Todo mundo está em um estado de pânico, tentando descobrir para onde ir. Eu observo as pessoas desmioladas, totalmente entretido enquanto elas tropeçam em seus próprios pés e ficam frustradas quando tomam o caminho errado. Através do meu riso interno, um cara em particular chama a minha atenção. Ele está em pé na escada com uma mulher de meia-idade e um homem que estou supondo que são seus pais. Um pouco sobre o lado alto, ele está usando calça jeans preta e uma camisa de manga comprida cinza, uma roupa que grita sombrio e nervoso, o que contrasta com o meu lado


franco e corajoso. Ainda assim, ele é quente como o inferno com os olhos mais lindos que já vi e cabelo loiro areia que parece absolutamente palpável. Uma onda de emoção aterrorizante passa através do meu corpo. Tem sido um tempo desde que me senti atraído assim por alguém. Esse cara fez a minha adrenalina subir até o ponto onde estou realmente começando a suar. Callie diz algo ao meu lado e eu aceno, mesmo que eu não tenha ideia do que ela disse. Meus olhos estão fixos no cara enquanto ele se inclina e dá a sua mãe um abraço antes de ir para seu pai. Quando ele se vira, seus olhos encontram o meu na multidão. Eu provavelmente deveria desviar o olhar. Eu não o conheço e não tenho nenhuma pista sobre a sua orientação sexual, e agir desse jeito tão abertamente definitivamente não estou me tomando cuidado. Mas seus lábios se curvam em um meio sorriso e eu estou sendo puxado. Somente. Com. Isso. — Santa sensualidade, — murmuro sob a minha respiração. — Cuidado, — alguém grita de perto. Eu empurro minha atenção para Callie bem a tempo de ver um cara sólido com cabelo marrom colidir diretamente com ela. — Puta merda. — Eu coloco minha mão sobre a boca enquanto a minha pequena Callie cai de costas no chão. Ela não só parece machucada, mas posso dizer que o contato está deixando-a em pânico. — Fique longe de mim, — ela grita enquanto se mexe para sair de debaixo dele. — Saia de cima de mim agora!


Curvo-me para ajudá-la, mas o cara se empurra rapidamente para longe dela e Callie luta para se levantar. — Eu sinto muito, — o cara diz, parecendo realmente arrependido. — Eu não vi você. Callie pisca, claramente em um estado de choque. — Kayden? Meus olhos se alargam. — Puta merda. O infame Kayden Owens, um cara da cidade natal de Callie. Callie entrou em cena para ajudar Kayden uma noite antes de vir para Laramie, fazendo seu pai parar de bater a merda fora dele. Essa história me fez amá-la ainda mais, e eu desejei secretamente que ela vivesse em Mapleville para que pudesse ter feito a mesma coisa por mim. Ela puxa abruptamente minha mão, me arrastando em direção à entrada, e de repente eu me lembro do Sr. Olhos Sexy. Meu olhar se lança para as escadas, mas meu humor cai quando não consigo encontrá-lo em qualquer lugar. Callie se agarra em mim enquanto nos conduz para dentro, me soltando quando se inclina contra a parede, lutando para recuperar a compostura. — Aquele era o Kayden Owens, — ela diz entre respirações profundas. Meus olhos vagueiam de volta para o gramado, onde Kayden está conversando com um cara quente com um olhar que faz muitas calcinhas caírem. — O Kayden Owens. O que você salvou, certo? — Eu não o salvei. — Ela morde a unha do polegar. — Eu só interrompi algo.


— Algo que estava prestes a ficar feio. — Qualquer um teria feito o mesmo. — Ela tenta ir embora, mas eu agarro seu cotovelo e puxo-a de volta. Ela não está fugindo assim tão fácil. Ela precisa entender exatamente como é incrível. — Não, muita gente teria fugido, — digo a ela. — É um fato comum que um monte de gente viraria a cabeça em outra direção. Sei disso por experiência. Meu coração aperta no meu peito e por um momento vacilante, eu estou de volta no chão com os punhos e pés voando em minha direção. O ar cheira a ódio e no centro da violência, o meu corpo dói. — Sinto muito que você teve que passar por isso, — ela diz suavemente. — Não se desculpe, Callie. Você tem sua própria história triste. Oferecendo-me um sorriso simpático, começamos a andar pelo corredor em direção a uma fila formando na frente de uma mesa empilhada com panfletos rosa néon e pratos cheios de coisas assadas. — Ele nem sequer te reconheceu. — Eu faço meu caminho através da multidão para frente da fila e abocanho um panfleto rosa, junto com dois cookies. Bolinhos de açúcar. Meu favorito. — Ele mal me reconheceu desde sempre. — Ela balança a cabeça quando eu ofereço-lhe um cookie.


— Bem, ele deve te reconhecer agora. — Eu dou uma mordida no cookie. — Você salvou a bunda dele de ser chutada. — Não é um grande negócio, — ela diz, dando de ombros. — Agora, será que podemos mudar de assunto? É a segunda vez que ela me pede isso, e eu decido que provavelmente devo dar-lhe uma pausa. Acabo com o resto do biscoito, depois entrelaço meu braço com o dela e giro ao redor, parando abruptamente quando bato em alguém tão forte que tira meu fôlego. — Jesus. — Eu dou um passo para trás, franzindo o cenho dramaticamente. Quando vejo em quem esbarrei, porém, o aborrecimento se transforma em minha pele pegando fogo. Porque o Sr. Olhos Sexy em toda a sua gostosura está de pé em minha frente, esfregando a testa. — Desculpe por isso, — Eu peço desculpas rapidamente, verificando-o de cima abaixo. — Eu não estava olhando para onde estava indo. — Está tudo bem. Foi meio que minha culpa... Eu não estava olhando para onde estava indo, também. — Ele abaixa a mão para o seu lado e seu olhar se movimenta entre Callie e eu, calculando lentamente algo antes de oferecer um sorriso torto. Devolvo seu sorriso, mas não consigo pensar em nada para dizer. Faz tanto tempo desde que flertei, até mesmo pensar nisso me envia de volta para aquela noite. Eu quase sinto a areia suja na minha boca, quase consigo provar o sangue.


Escolho um curso que é completamente fora do personagem para mim, eu selo meus lábios e caminho ao redor dele. — Cara, acho que nós fomos amaldiçoados hoje, — Callie diz enquanto nós empurramos nosso caminho através da multidão. — Amaldiçoados? — Eu pergunto, ainda um pouco distraído com o que aconteceu com o estranho sexy. Eu já desejo poder voltar e dizer alguma coisa. Tem sido assim, um caminho muito longo desde que flertei com alguém e realmente senti falta disso. — Sim, esbarrar nas pessoas. — Oh, sim, certo. — Eu mal compreendo o que ela disse, meus pensamentos rodando sobre o cara quente, quem é ele, se ele é um calouro, se ele está pensando em mim como estou completamente obcecado por ele. Eu penso sobre ele um monte através da orientação do calouro, mas, infelizmente, não vejo-o novamente. Talvez seja melhor assim. Eu ainda estou um pouco em duvida sobre se estou pronto para tentar namorar novamente. Além disso, eu não sei se esse cara está disponível ou mesmo interessado. Parecia que ele estava interessado, mas não sei ao certo. Além disso, tirei o gesso do meu braço semanas atrás e os machucados e cicatrizes ainda estão tão frescos como a memória por trás deles.


03 GREYSON Eu sempre me considerei com bastante sorte. Eu tive uma boa vida, cheia de lembranças em sua maioria felizes, e tenho pais que me apóiam. Ainda assim, eu luto para sair da minha concha. Eu não sou tímido ou qualquer coisa, mas não sou a pessoa mais falante. Isso torna mais difícil começar o primeiro ano em uma faculdade longe do país onde eu cresci, mas depois de receber uma bolsa de estudos de fotografia na Universidade de Wyoming, decidi dar uma chance a esse novo local, embarcar em uma nova aventura. Depois de passar o meu primeiro fim de semana enfiado no apartamento que meus pais me ajudaram a alugar, eu começo a me questionar se fiz a escolha certa. — Você parece com saudades de casa, querido, — minha mãe diz pelo telefone. — Maldito seja. Eu não tenho certeza se posso pensar em qualquer coisa que você possa tomar para curar isso. Eu seguro uma risada. Meus pais são muito hippie e minha mãe é uma grande adepta de remédios fitoterápicos. Ela é uma leitora de cartas de tarô e meu pai é um Fitoterapeuta. Suas peculiares personalidades excêntricas tem tornado a minha vida interessante, para dizer o mínimo.


— Tudo bem. — Eu puxo a fita isolante de uma caixa, ainda estou trabalhando sobre como desembalar. — Acho que eu preciso curar isso tudo por minha conta. — Bem, só não se esqueça de sorrir, — ela diz. — Um sorriso pode corrigir tudo. Eu desdobro o topo da caixa. — Eu estou sorrindo agora. Eu juro. — Bom. E se você precisar de alguma coisa, você sabe que pode me ligar. Dia ou noite. Eu não quero que você se sinta só. — Estou bem. Na verdade, estou me preparando para ir a minha primeira aula e tenho um sentimento que vou fazer alguns novos amigos lá. — Isso é tão estranho, porque eu tive um sonho ontem à noite que você fez três novos amigos. Um deles foi na aula de Inglês, de modo que mantenha os olhos abertos. Eu balanço minha cabeça enquanto ando para o meu quarto para me vestir. — Tudo bem, mãe, eu vou ter certeza de manter meus olhos abertos. — Bom. Ligue-me esta noite e deixe-me saber se eu estava certa. — Parece bom. — E me prometa que não vai entrar em sua colcha. Eu sei que você não se importa em estar sozinho, mas eu não quero que você perca a oportunidade de fazer novos amigos e talvez namorar um pouco. Você nem sequer mencionou um garoto desde Carter. Espero que ele não tenha quebrado seu coração.


— Ele não quebrou meu coração, — eu asseguro-lhe, o que é verdade. Meu coração nunca foi quebrado, porque eu nunca estive apaixonado. Quando se trata de namoro, eu estive em uma espécie de aventura casual com um cara, algo que eu nunca pensei muito sobre até que Carter terminou tudo, porque ele disse que eu era muito fechado. E meio que abriu meus olhos, mas quebrar o hábito não foi fácil e eu ainda estou tentando. Mas tem sido assim por muito tempo desde que eu tenha obtido qualquer coisa ou até mesmo saído com alguém que estou começando a ficar um pouco frustrado sexualmente. — E eu prometo que não vou entrar em minha concha ou seja lá como você chama. — Diga isso de novo, — ela insiste. — Eu quero ouvir a emoção em sua voz. Eu abro a gaveta da cômoda e procuro através das minhas roupas por uma camisa. — OK! Eu prometo! — Eu digo com alegria forçada enquanto rolo meus olhos. — Pronto. Melhor? — Bem melhor. Eu te amo, docinho. — Eu também te amo. — Eu desligo e solto um suspiro. Enquanto minha mãe tem plena fé que seu sonho vai se tornar realidade, eu sou cético que ela viu meu futuro como ela tantas vezes propõe fazer. Além disso, estou muito nervoso, o que geralmente significa que vou agir um pouco estranho e inacessível, o silêncio torturante que paira no fundo da classe. Depois que visto uma camisa cinza escuro e um par de jeans, coloco minhas botas pretas, pego minha mochila, e caminho para fora da porta. O apartamento que eu vivo não é perto do campus. Estou esperando que no próximo semestre eu possa encontrar um lugar mais perto, mas por agora, não posso fazer nada e usar as cincos milhas a pé como uma desculpa para o exercício. No meu caminho, eu pego minha câmera da minha mochila e tiro fotos de uma casa vitoriana


de vista impressionante e, em seguida, algumas ruas onde as árvores cobrem o asfalto. Na Flórida, nós realmente não temos quatro estações e acho que é fascinante observar as folhas caírem das árvores. Eu passo por algumas pessoas que chamam a minha atenção, principalmente porque parecem intensas, tristes, ou extremamente felizes, e eu secretamente tiro fotos delas enquanto passo. Eu tenho uma obsessão em capturar emoção nas minhas fotos e procuro-as onde quer que eu vá. Até o momento que eu chego ao campus, eu provavelmente já tirei centenas de fotos. Olhando através da lente, eu dou zoom em torno da área do gramado apenas para o lado do prédio principal da universidade, procurando o cenário perfeito. Aponto a câmera em um dos bancos, onde duas pessoas estão sentadas, e paro. O indivíduo e a garota estão amontoados, como se estivessem em seu próprio mundo privado. O cara diz alguma coisa, balançando as mãos em volta animadamente, e garota rir, jogando a cabeça para trás. O cara sorri para isso, parecendo feliz que esteja fazendo-a rir. Ele salta para os seus pés, agarra seu braço, e gira em torno dela e ao redor até que ela quase caia. Há tanta liberdade na sua maneira de falar e rir, felicidade avassaladora a tal ponto que eu realmente começo a sentir-me feliz apenas observando-os. Eu penso em ir até lá e me apresentar. Por que diabos não? Não vai doer e não é como se eu não tivesse me apresentado para completos estranhos antes. Além disso, o cara parece familiar. Enquanto eles vagueiam pelo caminho, o cara me encara diretamente. Eu obtenho uma visão completa do seu cabelo louro dourado e lindos olhos castanhos, percebendo que eu definitivamente já tinha visto-o antes. Ele é o cara que estava olhando para mim no início desta semana.


Tudo sobre ele, o seu gosto excêntrico na roupa, a maneira como ele entreter sua amiga, a confiança em sua caminhada que grita observe-me! E eu fodidamente noto-o, tanto que persigo-o todo o caminho e tiro pelo menos vinte fotos dele. Eu só abaixo minha câmera quando ele e a garota desaparecerem no interior do edifício principal. Colocando a câmera de volta na minha bolsa, eu me apresso para a aula de Inglês. Quando caminho até uma mesa em direção ao fundo da sala, eu tento não pensar sobre o que minha mãe disse esta manhã, mas encontro-me avaliando cada pessoa enquanto eles entram. Não é até o objeto da minha perseguição passar através da porta que eu considero que talvez a minha mãe louca tinha razão. Eu rapidamente percebo o quão louco que me faria acreditar nela e me forço a parar de pensar como minha mãe. Eu sempre fui mais equilibrado do que os meus pais, e quero agarrar a essa característica. Tirando minha atenção dele, eu me inclino para pegar meu livro e uma caneta da minha mochila. Quando me sento, estou surpreso ao descobrir que ele tomou a mesa junto à mina. De perto, ele é ainda mais bonito, mas há uma pitada de nervosismo em seus olhos que eu não notei ao olhar através da lente, que é meio estranho. Normalmente, eu vejo mais quando estou tirando fotos. Ou talvez ele era apenas mais feliz quando estava em torno da sua amiga. — Ei, — ele me cumprimenta com um sorriso um pouco nervoso. — Ei. — Eu forço meu cérebro a dizer alguma coisa que não vá me fazer soar estranho, mas bate-me como um soco. — Eu sou Seth, — ele diz, estendendo a mão para mim.


— Greyson. — Eu aperto sua mão, observando que treme um pouco na minha. — É a sua primeira aula? — No segundo semestre, sim. — Você não é um calouro? — Não, eu sou, — ele responde. — Eu só comecei o ano neste verão. Eu sorrio, e decido flertar um pouco, ver até onde vai. — Então você já deve ser um profissional em aulas. — Se você pensa assim, — ele brinca. — Mas eu não sou um fã de aulas e ser um estudante fantástico está na parte inferior da minha lista, certo entre obter uma boa noite de descanso e me tornar amigo do meu companheiro de quarto. — Você mora no dormitório? — Eu pergunto e ele concorda. — Na verdade, eu pensei em fazer isso, mas meus pais insistiram que eu precisava de um lugar próprio. Isso seria bom para a minha aura. Sua testa se franze. — Aura? — Sim, eles são um pouco loucos com isso, mas em um bom caminho. — Eu tento pegar a vibe que ele está dando. Ele está apenas sendo simpático? Ou está interessado em mim? Eu vejo quando seus olhos trilham para baixo ao longo do meu pescoço e peito, de repente percebendo que ainda estamos de mãos dadas. Definitivamente um pouco estranho, mas em um bom caminho. E isso significa que ele está interessado, certo?


Quando seu olhar alcança nossas mãos unidas, ele se assusta e rapidamente se afasta. Eu pego um flash de alarme em seus olhos enquanto ele olha em torno da sala antes de olhar para mim. Ele limpa a garganta. — Então, você acabou de se mudar para cá? Eu me pergunto por que ele está agindo de modo estranho de repente. Talvez eu errei em seu interesse. Duvidoso, porém, então o que é? — Sim, da Flórida. Seus olhos se alargam. — Puta merda. Como diabos você acabou vindo do estado do sol para o cowboy central? — Wyoming é cowboy central? Eu pensei que fosse o Texas? — Claramente, você não andou em torno do centro. É como o rodeio central. Nada além de chapéus de cowboy, botas e calças ridiculamente apertadas, tanto quanto os olhos podem ver. — Soa... interessante, eu acho. — Tente horrível. Algumas das coisas que eu vi através desses jeans apertados, — ele estremece, — ainda assombra, meus pesadelos. Eu rio para ele e ele sorri, obviamente, satisfeito consigo mesmo. Como ele estava com a garota antes, ele parece gostar de fazer as pessoas rirem. Eu considero o que a minha mãe disse sobre encontrar amigos e ir a encontros. Ele é quente, agradável, e engraçado. Contanto que eu possa manter a conversa e encontrar o momento certo, eu poderia convidar-lhe para sair. Tirar-me dessa rotina maldita em que estive.


— Então, eu estava pensando... — Eu paro quando um cara usando uma camiseta grande senta-se na mesa à minha frente e Seth rapidamente se afasta da conversa. Ele se concentra em pegar uma caneta e um livro da sua bolsa, em seguida, passa os próximos dois minutos olhando para o braço com as costas viradas em minha direção. Eu passo o resto da aula tomando notas e mentalmente repetindo minha conversa com Seth, me perguntando o que eu disse que o assustou. Quando a aula termina, ele se apressa para sair pela porta tão rapidamente que você pensaria que a sala estava em chamas. Eu tento o meu melhor para parar de insistir sobre o que deu errado com Seth e me concentrar na escola e conhecer novas pessoas. Eu tenho uma das duas aulas de fotografia hoje e acabo conversando com Jenna e Ari, um casal em peculiar que compartilham a minha mesma paixão por fotografia. Jenna meio que me lembra da minha mãe no sentido de que ela parece oscilar entre a realidade e a terra dos sonhos. — Oh, meu Deus, — ela diz enquanto nós saímos da sala de aula juntos. — Você sabe o que isso significa certo? Eu troco um olhar com Ari, que encolhe os ombros. — Nós não sabemos o que diabos o seu entusiasmo pode significar, — ele diz, envolvendo um braço em torno do ombro de Jenna. — Mas, por favor, diga porque estamos morrendo de vontade de saber. Seus olhos brilham com entusiasmo enquanto ela enfia uma mecha do seu cabelo roxo atrás da orelha. — Isso significa que o meu sonho se tornou realidade, o que significa que o meu desejo de ser vidente se tornou realidade.


— Sonho? — Eu pergunto, intrigado. — Me fale sobre esse sonho. — Foi sobre encontrar você, — ela explica enquanto nos movemos lentamente pelo corredor lotado. — Antes de começarmos a faculdade, eu tive um sonho que nós estávamos indo encontrar alguém que se tornaria o nosso amigo. — Jenna quer ser uma vidente, — Ari explica enquanto dirige-a para as portas. — É tudo o que ela fala desde que tinha doze anos. — Você parece minha mãe, — eu digo a ela enquanto empurramos as portas e saímos. — Ela está realmente nessas coisas. E cartas de tarô. — Oh, eu amo cartas de tarô, — Jenna diz e Ari ri, balançando a cabeça. Claramente, ele ouviu esse discurso antes. — Sabe o que devemos fazer hoje à noite? — Estudar? — Ari sugere esperançoso. Jenna balança a cabeça e faz uma parada no meio de uma multidão de estudantes. — Devemos ir para o centro e conferir a loja de tarô da Madame Sarine. Ari enruga seu nariz. — Nós temos? Eu estou meio cansado de ler o meu futuro nas cartas. — Isso é porque você sempre tira a carta da morte. — O que prova o quão imprecisa a leitura de tarô é. Ela aponta um dedo para ele. — Não insulte as cartas.


Ele tenta manter seu cenho franzido, mas eventualmente solta um suspiro e se rende. — Tudo bem, eu vou, mas apenas se Greyson vier, também. — Ele me olha com suplica, como se estivesse cruzando os dedos para que eu rejeitasse a oferta para que ele não tivesse que ir. — Desculpe, — digo a ele. — Mas eu realmente gostaria de sair do meu apartamento. Estou começando a ficar louco. Jenna bate palmas, pulando para cima e para baixo e mostrando a língua para Ari, que suspira novamente e rir. — Tudo bem, eu vou, — ele admite. — Mas só se nós podemos ir para casa e trabalhar um pouco antes de ir. Jenna concorda e nós nos despedimos, os dois acenam enquanto seguem em direção ao estacionamento, deixandome fazer a caminhada de cinco milhas para meu apartamento. Não me importo de estar sozinho, porém. Dá-me algum tempo para limpar a minha cabeça. Meus pensamentos se dirigem sobre os acontecimentos do dia, sentindo-me muito contente com a forma como foi. Bem, fora a parte que Seth fugiu de mim. Eu não consigo parar de insistir sobre o que eu poderia ter feito de errado. *** Antes de sair com Ari e Jenna, decido comprar algo para comer porque estou cansado de pizza. Eu faço uma reserva antes de começar uma curta caminhada até o restaurante, fechando o zíper da minha jaqueta e puxando o capuz sobre a minha cabeça quando o ar frio da noite me bate. Olhando para a lua cheia, eu penso sobre como seria uma imagem impressionante e xingo a mim mesmo por não ter trazido a minha câmera.


Estou quase no restaurante quando meu celular toca. Pegoo do meu bolso, sorrio quando vejo o nome de Jenna na tela. — O que foi? — Eu respondo, colocando o celular na minha orelha. — Nada, — ela diz alegremente. — Nós estávamos nos preparando para ir ao seu apartamento, mas então percebi que não tenho seu endereço. — Na verdade, estou caminhando agora para pegar alguma comida para viagem. — Qual restaurante? Nós podemos te encontrar lá. — Eu acho que é chamado de Moonlight Diner. — Eu olho para a placa na rua quando me aproximo da esquina. — Fica no Cereja e Pêssego. — Soa como um nome lamacento, — ela comenta. — Oh! Devemos parar no Snow Cone Palace no nosso caminho para o centro da cidade. Ouço Ari gritar algo sobre estar cansado de cones de neve e Jenna grita: — Você nunca pode se cansar de cones de neve. — Há uma pausa e, em seguida, ela diz: — Espere no restaurante por nós. Nós estaremos aí em dez minutos. — OK. Vejo vocês em breve. — Eu desligo e aumento o ritmo, notando o quanto me sinto melhor que fiz apenas alguns amigos. Não sei por que eu estava tão preocupado em fazer amigos. Eu estou indo bem, pelo menos com Ari e Jenna.


Quando me viro para o estacionamento do Moonlight Diner, porém, sou lembrado que nem todos os meus esforços amigáveis foram um sucesso. Perto das portas de entrada abaixo dos sinais de néon e as luzes cintilantes está Seth. Ele está perto dos cinzeiros, fumando um cigarro e conversando com um cara com cabelo castanho curto que eu acho que está na minha aula de Biologia. Seth está conversando animadamente, com as mãos balançando no ar enquanto fala. — Eu sei. É tão louco... — Ele faz uma pausa quando me vê. Mesmo que esteja muito escuro, eu posso vê-lo endurecer. Ele parece tão desconfortável com a perspectiva de falar comigo que eu considero mudar de caminho, mas estou morrendo de fome e não estou prestes a desistir do meu jantar. Eu cruze o estacionamento, colocando minhas mãos em meus bolsos traseiros enquanto me aproximo deles. — Ei, como vai? — Oh, ei, — Seth responde tensamente. Ele olha para o cara, em seguida, coça a cabeça e dá uma tragada no cigarro. — O que você está fazendo aqui? Aponto para a placa. — Jantar para viagem. — Ah, certo. — Ele ri nervosamente. — Eu quase me esqueci que estávamos em um restaurante. Eu não o conheço muito bem, mas seu comportamento parece estranho e cheio de tiques. Mais uma vez, eu me pergunto se confundi seus sinais mais cedo quando pensei que ele poderia estar a fim de mim. Mas nós demos as mãos


por um logo maldito tempo e eu sei que o vi me verificando uma ou duas vezes. Talvez ele esteja nervoso porque ainda está tentando encontrar a si mesmo? Ou talvez ele está em um encontro com esse cara? Eu não acho que o último, no entanto. Eu realmente não estou pegando uma vibe de encontro entre eles. Quando uma garota que está usando um vestido vermelho apertado caminha para fora do restaurante, o cara que está com Seth praticamente quebra o pescoço para verificá-la, fortalecendo o fato de que eles definitivamente não estão em um encontro. Então qual é o problema de Seth? Por que ir de cordial a distante em um estalar de dedos? Quando Seth me percebe olhando para trás e para frente entre ele e o cara, ele solta outra risada nervosa. — Oh, sim, apresentações certo? — Ele faz um gesto para o cara. — Luke, este é Greyson. Greyson, Luke. Eu dou um pequeno aceno para Luke. — Sim, eu acho que nós temos biologia juntos. Ele balança a cabeça, ainda um pouco distraído com a garota no vestido vermelho. — É bom conhecer você, cara. Um silêncio constrangedor se instala entre nós, e eu decido que é hora de ir atrás da minha comida antes que Jenna e Ari cheguem aqui. Eu começo a ir para a porta ao mesmo tempo que Seth dá um passo em frente e nós batemos um no outro. Eu agarro seus braços enquanto começo a tropeçar para trás e nossos olhares se encontram. Seu olhar cai para meus lábios e seus dedos escavam em meus braços. Um batimento cardíaco passa antes que ele se afaste de mim, mas tempo o suficiente para mim ver a falta em seus olhos sob o medo avassalador. Eu percebo que Seth tem medo de ser visto comigo. Enquanto eu tive a sorte de nascer em uma família que me


aceitou e nunca tive muito problemas em ser eu mesmo, entendo que nem todos têm a mesma sorte. Infelizmente, eu estou supondo que Seth é um dos azarados. Eu gostaria de poder fazer alguma coisa para ajudálo. Abraçá-lo ou algo assim, dizer-lhe que está tudo bem, que tudo o que aconteceu com ele vai ficar bem. Mas ao contrário da minha mãe, não acredito que eu possa ver o futuro. Enquanto entro no restaurante, eu decido que vou fazer um esforço para conhecê-lo. Sem esperar nada mais do que apenas ser seu amigo.


04 SETH Eu odeio o quão perturbado e confuso me sinto depois de assistir Greyson se afastar de mim. Parte de mim quer se desculpar por meu comportamento ridículo, mas parte de mim está aliviada. Luke não parece ser uma pessoa de julgamento, mas não consigo parar a minha reação. A mesma coisa aconteceu quando estávamos de mãos dadas na sala de aula mais cedo e um jogador de futebol se sentou à minha frente, me enviando direto para um flashback. Eu sei que cada indivíduo não é Braiden, mas ainda me encontro me afogando nas memórias do meu ex, o quarterback estrela do colegial e cem por cento lindo. Eu nunca pensei que ele estaria interessado em mim, mas durante um projeto que fizemos juntos, acabamos ficando no meu quarto. Uma sessão de amassos quentes e pesados que levou a conexões de fim de semana secretos. No fundo, eu acho que sempre soube que as coisas iriam acabar mal. Braiden não era abertamente gay e se recusou a me ver fora de quatro paredes da minha garagem. O que eu não esperava era a nossa relação acabar de uma forma tão feia e brutal. Eu vacilo com a memória e volto para a cabine com Luke para me juntar a Callie e Kayden, que estão envolvidos em uma conversa intensa. Enquanto estou curioso sobre o que


eles estão discutindo, meus pensamentos ainda estão em Greyson e o olhar em seu rosto quando ele se afastou. Ele viu o medo dentro de mim, a fachada que sempre coloco quando estou querendo parecer feliz, cheio de sorrisos, sol e fodidos unicórnios. No meio do caminho do restaurante, eu penso em falar com Callie sobre Greyson, mas ela ainda está muito frustrada comigo por convidar Kayden e Luke para jantar. — Eu estou indo me vingar de você por isso, — ela sussurra baixinho enquanto entramos no carro. — Por quê? — Eu sussurro inocentemente. — Eu achei que foi tudo bem. — E foi, exceto... — Ela morde o lábio e olha para suas mãos. — Exceto o quê? — Exceto que quando você saiu, Kayden tentou me agradecer e então tocou minha mão. — Ela torce suas mãos na sua frente com a cabeça inclinada para baixo. — Eu me assustei e ele provavelmente pensa que eu sou ainda mais estranha do que já pensava antes. Com o canto do meu olho, eu dou uma espiada em Kayden. Sua atenção está focada exclusivamente em Callie, o olhar preocupado em seu rosto prova o quão exatamente ele está preocupado com ela. — Eu realmente acho que não é isso o que ele está pensando, — eu digo a ela, em voz baixa. Ela olha para mim. — Por que não?


Deslizando meu braço em torno dela, eu atiro-lhe um sorriso ao invés de responder a sua pergunta, percebendo que ela não está pronta para ouvir minhas previsões relativas à Callie/Kayden. Às vezes, você pode apenas dizer que as pessoas pertencem uma a outra. Às vezes você apenas sabe. Saber é a parte mais fácil. É aceitar e se abrir que é complicado. *** As semanas se derivam em um mar entorpecente de aulas. Eu passo muito do meu tempo livre com Callie, e durante a aula, eu tento não observar Greyson. Sua presença quentecomo-inferno me atormenta, mas não tento falar com ele. Estou muito envergonhado sobre o meu comportamento no restaurante e frustrado comigo mesmo por perder meu controle. Desde que a vida não oferece segundas chances, eu faço a única coisa que posso. Eu só vou com o fluxo. Eu tenho apenas que me convencer a esquecer a minha paixão por Greyson quando ele se inclina em minha direção mesmo no meio da palestra do professor. Só assim, eu estou de volta onde comecei. Completamente obcecado. — Então, você está entendendo qualquer coisa que ele está dizendo? — Ele sussurra baixinho. Meu instinto inicial é olhar ao redor e ver se alguém está nos observando, mas sou pego pelo delicioso aroma da sua colônia e me distraio. — Sim, um pouco. Sua testa se franze. — Você disse que não era um fã da escola.


— Sim, eu não sou. Mas isso não significa que eu me dou mal em todas as minhas aulas, no entanto. Eu só prefiro não ter a minha cabeça repleta de conhecimento na maior parte inútil. Seu olhar cai para seu livro aberto, em seguida, de volta para mim. — Talvez você possa me ensinar, então. Inglês não é realmente o meu forte. Eu questiono se ele está falando sério ou apenas usando isso como uma desculpa para me convidar para sair. — E qual é o seu forte? Porque estou muito curioso. — Meu tom sedutor sai e me choca um pouco. — Fotografia. — Ele dá um tapinha em sua bolsa, onde a alça da câmera está pendurada. — Eu realmente tenho uma bolsa de estudos. Isso é parte da razão pela qual acabei aqui. O professor libera a classe e começamos a recolher nossas coisas. — Sério? Isso é fodidamente legal. — Eu olho para sua mochila enquanto fico de pé e estico meus braços. — Posso ver algumas das suas fotos ou isso é muito pessoal, como as pessoas com seus diários? — Não, está tudo bem. — Ele fica de pé, abre sua mochila, e pega sua câmera. — Você tem certeza? Às vezes eu tenho problemas em cruzar as fronteiras do espaço pessoal. Ou então por algo que digo. Pessoalmente, eu não vejo isso. Ele ri enquanto aperta um botão, a tela se ilumina, e ele entrega a câmera para mim. — Não, eu prometo que está tudo bem. Um monte das minhas fotos foram inseridas em concursos, por isso milhares de pessoas já viram.


— Incrível. — Eu seguro a câmera em minhas mãos e tento descobrir como chegar a galeria. Ele se inclina, pressionando um botão na tela, e seus dedos escovam os meus antes dele se afasta. Meu estômago gira como uma bola de disco, mas me concentro em folhear as fotografias. Depois de percorrer cada uma, noto algumas paisagens, mas a maioria é de pessoas. Em cada foto, ele consegue captar um sentimento de emoção. — Uau, estas são surpreendentes. Estou um pouco surpreso quando reconheço as pessoas na próxima imagem. Eu paro, olhando para uma foto minha rindo com Callie em um banco. Eu passo para a próxima e, em seguida, a próxima, sendo que ambas são minhas. Na verdade, as próximas vinte são todas minha. Algumas eu pareço feliz, mas em outras, vejo a dor que sempre carrego comigo. Olho para Greyson. — Quando você tirou essas? Com as sobrancelhas franzidas, ele se inclina para ver o que estou olhando. Então seus olhos se arregalam. — Porra, eu esqueci que essas estavam aí. — Ele pega a câmera de mim, fecha-a, e coloca em sua mochila. — Eu juro que não sou um perseguidor. Eu só vi você no primeiro dia de aula e... — Ele segura sua mochila, e depois brinca com uma pulseira de couro em seu pulso. — Eu não sei, eu só queria tirar fotos sua. Ele está tão envergonhado que, na verdade, está corando, que é possivelmente a coisa mais adorável que já vi. — Está tudo bem, — eu brinco, caindo no glamour de novo, por um momento sendo o velho Seth. — Eu sei como posso ser irresistível.


Um pequeno sorriso se forma em seus lábios enquanto nós caminhamos para fora da sala de aula. — Então, você não está completamente assustado? Eu balanço minha cabeça. — Estranhamente, eu estou meio que lisonjeado, mas isso é provavelmente o lado da meretriz de atenção falando por mim. Ele olha ao redor da sala vazia e, em seguida, olha para mim. — O quê? — Faço uma pausa na soleira da porta, de repente sentindo auto-consciente. — Não é nada. Eu só percebi que você nunca respondeu sobre a coisa da tutoria. — Você realmente precisa de um tutor? — Porque estou altamente suspeitando que esta é a sua maneira de me convidar para sair. — Um pouco. — A mentira está escrita por todo o seu rosto, mas ele não parece está tentando encobri-la. — Talvez você pudesse vir ao meu apartamento hoje à noite e me ajudar com esse ensaio estúpido que é suposto para ser escrito. Nós poderíamos obter algumas pizzas ou comida para viagem. À medida que entramos no corredor, eu abro minha boca para responder, ainda não tenho certeza se vou rejeitar ou aceitar a sua oferta. Eu nunca chego a descobrir o quão corajoso estou me sentindo hoje, porque meu celular apita loucamente dentro do meu bolso. — Espere um instante. — Eu ergo meu dedo enquanto pego meu celular do bolso.


Callie: Ei, você quer ir a um parque de diversões hoje à noite? Luke e eu estamos indo para um. Eu: Você e Luke? O quê?!?!? Eu pensei que você estivesse com Kayden? Callie: Não é assim. Nós somos apenas amigos. Eu o ajudei com algo hoje. E só para você saber, Kayden e eu somos apenas amigos, também. Eu: Claro ;) Callie: ~Suspiro~. Eu: não suspire, babe. Callie: Então, você vai vir? Deve ser divertido. Além disso, eu realmente preciso de você. Eu sei que Luke é legal e tudo mais, mas ainda fico nervosa às vezes e Kayden vai estar aqui, também. Eu vou ser a única garota. Eu: Você sabe que eu sempre vou estar lá para você. Callie: Obrigado :) Você é o melhor. Eu: Bem, duh. Isso é uma espécie de fato. Eu acho que vou mandar uma mensagem para Kayden e ver se ele quer uma carona. Eu sei que ele não tem um carro. Callie: Parece bom. Mande uma mensagem quando você chegar. Eu envio uma mensagem para Kayden e fazemos planos para irmos juntos. Coloco celular no meu bolso, oferecendo a Greyson um olhar de desculpas enquanto passo pelas pessoas aglomerando o corredor. — Desculpe, mas eu não posso fazer isso esta noite. — Quando seu sorriso vacila, me sinto a pior


pessoa no universo. Bem, além da namorada de Kayden, Daisy. Essa cadela é seriamente do mal. — Eu adoraria te ajudar, mas era uma amiga no telefone. Ela precisa da minha ajuda com algo, — eu tropeço em minhas palavras enquanto seu cenho se aprofunda. — Coisas de parque de diversão. — Assim que eu digo isso, percebo o quão estúpido soou. — Eu juro por Deus, eu não estou mentindo. Eu só tenho uma amiga que tem um problema em ficar em torno de caras e precisa de mim lá, porque vai sair com o cara que ela gosta. — É aquela garota que estava com você nas fotos? — Pergunta, relaxando um pouco. — Sim, ela passou por muita coisa e está sempre lá para mim. Se fosse qualquer outra pessoa, eu teria dito não. Eu prometo. — Não, isso é legal. Eu entendo. — Ele faz uma pausa, parando perto das portas de saída. — Eu realmente prometi aos meus amigos que vou ao parque de diversão com eles ainda esta semana, talvez eu vá hoje à noite e podemos nos encontrar. Talvez podemos ir na roda-gigante ou algo assim. — Roda gigante? — Eu arqueio minha sobrancelha. — Não é ela que leva uma eternidade para fazer um círculo completo? Como, o brinquedo de diversão mais entediante de sempre? — O quê? Eu acho relaxante, — ele diz com um meio sorriso sexy. — Além disso, é provavelmente um dos melhores brinquedos de diversão para um encontro, porque dá para gastar todo o tempo conversando durante o círculo lento. Ele espera que eu concorde que devemos encontrar-nos. Eu sei o que significa concordar, que eu estou decidindo me abrir de novo, amar, a mágoa, a dor.


Meu coração se debate no meu peito enquanto eu me surpreendo e aceno. — Ok, eu vou ver você lá. Ele sorri enquanto pega seu celular. — Qual é o seu número? Vou te mandar uma mensagem quando eu chegar lá. Eu dou-lhe o meu número e ele adiciona-o em seus contatos. Momentos depois, meu celular vibra dentro do meu bolso e eu o pego. Desconhecido: Ei, é Greyson. Pensei que você devesse ter o meu número também. Eu luto contra um sorriso, sentindo-me estupidamente feliz, mas não posso ignorar completamente as cicatrizes em minha mão quando envio-lhe uma resposta.


05 GREYSON — Ah, cara. — Jenna coloca o lábio no saco vazio de algodão doce que ela está segurando. — Eu estou mal. Estamos no parque de diversões, vagando pelas cabines. O ar cheira a maçã do amor e bolos de funil, luzes de néon piscam contra o céu noturno, e fluxo de risos em torno de nós. — Tudo bem, — Ari diz, arrastando os dedos pelo seu longo cabelo negro. Ele está em uma jaqueta de couro, mesmo que a temperatura esteja quente, e parece um pouco esgotado. — Você já tem um elevado teor de açúcar. Jenna balança a cabeça e sua voz se aprofunda. — Eu poderia comer, pelo menos, mais dois sacos. — Tudo bem, você pode comer mais dois sacos, mas apenas se eu puder parar no caminho de casa e comprar um pacote de bebidas energéticas, — ele cruza os braços e me pergunto se a energia sem pausa de Jenna causou sua exaustão. Jenna enruga seu nariz. — De jeito nenhum. Você age como um yo-yo quando bebe muitos energéticos. — Um yo-yo? — Eu pergunto, rindo. — O que isso quer dizer?


Ela atira a Ari um sorriso conivente então diz: — Isso significa que ele está em todo o lugar, como um louco que não pode ficar parado. Para cima e para baixo e para cima e para baixo. Isso me deixa absolutamente louca. — Bem, eu me sinto exatamente da mesma forma quando você come muito açúcar, — ele retruca com um sorriso. Eu rio. Os dois estão indo e voltando a noite inteira. Estou começando a perceber que é uma coisa deles. Eles são muito bons juntos, embora, encontro-me desejando ter alguém assim. Os caras que eu namorei no passado, nunca me senti conectado o suficiente. — Você parece bem esta noite, — Jenna me diz enquanto embola o saco e atira em uma lixeira próxima. — Você tem um encontro quente ou algo assim? — Quando eu hesito, seus olhos se iluminam. — Você tem, não é? — Não é um encontro, — Eu esclareço enquanto nos dirigimos para os brinquedos de diversão, passando por um grupo de pessoas que estão ou elevadas de açúcar ou apenas realmente muito felizes por estarem aqui. — Eu apenas disse a alguém que iria encontrá-lo aqui. — É aquele cara que você tirou todas aquelas fotos? — Ela pergunta, entrelaçando seus dedos com Ari. Eu dou de ombros, esquivando-me em torno de um casal na frente de um jogo de balão. — Pode ser. Seus lábios se curvam em um sorriso. — Eu sabia. — Ela troca um olhar compreensivo com Ari. — Eu não disse-lhe no outro dia? Que ele ia acabar com o cara que ele tirou todas as aquelas fotos?


Ari solta um suspira lá-vamos-nós-novamente. — Sim, você me disse, mas isso não significa que você é uma vidente. — E pode significar, também. — Ela mostra sua língua, em seguida, empurra seu braço. — Vamos. Você me prometeu que não seria um bebê neste momento e iria comigo no Zipper. A pele de Ari empalidece. — Você sabe que eu odeio brinquedos de diversão super rápidos. — Ele engole em seco enquanto seu olhar encontra o brinquedo de diversão girando no canto distante. — E que vão tão alto. — Você me prometeu, — ela lembra-o. Ele solta um suspiro pesado. — Tudo bem. — Ele olha para mim. — Greyson, você vem? Querendo esperar até que Seth me envie uma mensagem, eu balanço minha cabeça. — Eu acho que estou indo relaxar aqui por um tempo. — E esperar o cara! — Jenna cantarola enquanto pula em direção ao Zipper, rebocando um Ari relutante atrás dela. Eu me inclino contra o lado de uma cabine e assisto as pessoas passarem para matar o tempo. Quando dez minutos se passam, eu começo a ficar inquieto e desejo ter trago minha câmera. Há tantas pessoas ao redor e com a iluminação louca, iria deixar as fotos incríveis. À medida que mais tempo se passa, eu coloco na câmera do meu celular e tão discretamente quanto posso, tiro uma foto de um rapaz e uma garota se beijando em uma cabine perto de onde estou de pé. Acho incrível vê-los, completamente se perdendo em um mar de pessoas, totalmente alheios a tudo que está acontecendo ao redor.


Depois que eu obtenho a foto certa, guardo meu celular, começando a me arrepender da minha decisão de não ir em um brinquedo de diversão. Seth e eu não definimos um horário específico para nos encontrar, está ficando tarde. Com o quão quente e frio que ele tem sido, eu não ficaria surpreso se ele não aparecesse. Como se pudesse ler meus pensamentos duvidosos, o celular de repente vibra. Eu pego-o e o nome de Seth brilha na tela. Seth: Onde você está? Eu olho para o brinquedo de diversão girando ao meu lado, então mando uma mensagem de volta. Eu: Perto do Tilt-A-Whirl. Seth: Um brinquedo rápido. Interessante. Eu pensei que você fosse lento, do tipo que prefere roda-gigante. Eu: Ha, ha. Eu nunca disse que era do tipo lento que prefere roda-gigante. Eu gosto de passeios rápidos também. — Então, o Tilt-A-Whirl, hein? — Seth aparece de repente ao meu lado. Ele está bem em jeans e botas, coberto com um casaco por cima de uma camisa de botão, fazendo minha camisa cinza e jeans que Jenna chamou de "vestido acima do olhar", parecerem simples e comuns. Eu descaradamente checo-o por um tempo ou dois antes de enfiar meu celular no bolso e olhar em torna da multidão.


— Onde está a sua amiga? Eu pensei que você tinha que ficar com ela. — Callie? Ela está no Zipper com o cara por quem ela tem uma queda. — Ele considera algo pensativo, enquanto arregaça as mangas. — Ela está começando a lidar em estar em torno de caras melhor do que pensa. Eu sou mais um cobertor de segurança do que qualquer coisa. Nós começamos a caminhar pelos jogos e barracas de alimentos, indo a nenhum lugar em particular. — Posso perguntar por que ela tem tanto medo de caras? — Pergunto. — Ou isso é muito pessoal? Ele oscila. — Eu não posso entrar em detalhes, mas vou dizer que é por algo realmente ruim que aconteceu quando ela era jovem. — Pobre garota. Você deve realmente se importa com ela, no entanto. Para cuidar dela assim. — Eu sinto que ela é a irmã que nunca tive. — Ele oscila em torno de um casal se beijando no banco e, em seguida, retorna para o meu lado. — Você tem irmãs? Eu balanço minha cabeça. — Eu sou filho único. — Eu também. — Ele franze a testa, parecendo infeliz sobre o fato. — Não é uma droga ter toda a atenção em você vinte e quatro horas por dia? Eu dou de ombros, chutando uma pedra. — Eu realmente não me importo. Meus pais são realmente muito legais, embora um pouco estranhos e excêntricos.


Ele vira a cabeça para o lado. — O que você quer dizer com estranhos e excêntricos? — Bem, minha mãe é uma leitora de cartas de tarô cujos hobbie inclui fazer brownies de maconha no fim de semana para seu clube de yoga. E meu pai é um fitoterapeuta que gasta muito tempo com a minha mãe, seus brownies de maconha, e o clube de ioga. Ele solta uma risada, seus olhos enrugando em torno dos cantos. — Eles realmente soam muito divertidos. Eu aposto que você teve uma explosão enquanto crescia. — Foi definitivamente interessante. Quero dizer, eu tinha acesso a brownies de maconha e poderia até mesmo fazê-los. Eu sei como limpar minha aura e quais ervas são as melhores para tomar quando você está doente. Mas não sei, — faço uma pausa, colocando minhas mãos em meus bolsos traseiros. — Às vezes, parecia que eu era mais responsável do que eles. Ele olha para o céu, como se estivesse contemplando suas próximas palavras. Quando ele encontra o meu olhar de novo, parece nervoso. — Será que ela... Será que seus pais sabem que você é... — Que eu sou gay? — Eu termino por ele. Alívio inunda seu rosto enquanto ele concorda. — Sim. — Sim, eu disse a eles quando tinha quatorze anos. Foi uma das coisas mais difíceis que eu já tive que fazer. — Pisando em torno de um banco, eu viro à esquerda em direção a uma cabine de bilhete. — E você? — Minha mãe sabe, — ele diz com firmeza, olhando para a rua tranquila ao lado das barracas.


— E o seu pai? — Eu pergunto enquanto pego minha carteira do meu bolso. — Ele tem estado fora de cena por um tempo. — Porra. Desculpe, cara. — Eu me sinto como um idiota por perguntar isso. Ele dá de ombros. — Está tudo bem. Ele era uma espécie de idiota, de qualquer maneira, então eu realmente não me importo. Eu puxo uma nota de dez da minha carteira e deslizo-a através da abertura na parte inferior da janela da bilheteria. — Então, sua mãe. Como reagiu? Ele coça o rosto, parecendo desconfortável. — Ela é uma mulher muito antiquada então... — Ele dá de ombros. Eu quero me bater por abrir minha boca. — Porra, eu sinto muito por trazer esse assunto. — Você não tem que continuar se desculpando. Você não sabia. E, além disso, está no passado. Eu segui em frente... — Ele olha para seu braço e franze sua testa. — Mais ou menos. — Ele solta um suspiro e sorri para mim, indo da noite para o dia no estalar de dedos. — Mas de qualquer maneira, vamos falar sobre outra coisa. — Seu olhar desliza em direção as cabines. — Como por que diabos uma garota usando uma saia poodle está sacudindo os braços para nós. Eu pego os bilhetes a partir do caixa, ponho a minha carteira de volta no bolso, e depois acompanho seu olhar, encontrando Jenna acenando as mãos para nós com um sorriso estampado no rosto. — Oh, essa é a Jenna.


— Os amigos que vieram com você? — Ele pergunta e eu aceno. — Ela parece... super feliz. — Sua cabeça se inclina para o lado enquanto pensa sobre algo antes de um sorriso lento se espalhar por seu rosto. — Eu acho que já gosto dela. Jenna vem correndo em nossa direção e sem aviso, joga seus braços em volta de Seth. — Oh meu Deus! É tão bom finalmente conhecer o cara quente da fotografia. Seth arqueia uma sobrancelha para mim por cima do ombro e murmura, o cara quente da fotografia? Em seguida, ele ri quando eu fico um pouco desconfortável. Eu estava tão fodidamente envergonhado quando ele viu essas fotos na minha câmera e ainda me deixa desconfortável, mesmo que Seth pareça mais lisonjeado do que assustado. Seth dá um enorme abraço em Jenna e até mesmo salta para cima e para baixo com ela. — Eu amo, amo a sua roupa, — ele diz, quando eles se soltam. — É muito retro dos anos cinquenta. Jenna mexe com a bainha da sua saia. — Obrigado. Eu adoro fazer compras em lojas vintage. Você pode encontrar tantas coisas incríveis lá. — Você gosta de fazer compras? — Seth pergunta animadamente. — Duh. Totalmente. — Eu também. Talvez eu vá com você algum dia. Jenna olha para mim, como se pedisse a minha permissão.


Eu aceno para ela. — Eu não me importo. Vocês podem fazer o que quiserem. Ela bate palmas e grita. — Incrível. — Ela começa a se afastar. — Eu estou indo verificar Ari. Eu só queria ver como as coisas estavam indo. — Onde está o Ari? — Eu pergunto a ela, procurando na multidão por ele. — Oh, ele passou mal, — ela diz solenemente. — Ele não conseguiu lidar com o brinquedo de diversão. Ela gira sobre os calcanhares e corre em direção ao banheiro em frente a nós. — Ela é divertida, — Seth comenta enquanto se vira para mim. — Sim, ela definitivamente é. — Com os bilhetes na minha mão, eu aceno com a cabeça em direção da roda-gigante e Seth se movimenta a seguir. — Eu só a conheci algumas semanas atrás, mas ela e seu namorado têm sido bem legais. Eles tornaram mais fácil começar de novo, também. — Por que você decidiu sair da Flórida? — Ele pergunta. À medida que passamos por um grande grupo de rapazes em torno da nossa idade, ele parece ficar muito nervoso e coloca pelo menos dez pés de distância entre nós. Seu nervosismo parece amplificar quando um dos rapazes se vira e olha em nossa direção. Seth parece que está a um passo de entrar em pânico. Eu quero sair e pegar sua mão, dizer-lhe para relaxar, mas me preocupo que isso vá fazê-lo surtar ainda mais.


— Quero dizer, eu sei que você tem uma bolsa de estudos, mas ainda é uma grande jogada apenas para a faculdade, — ele continua depois que os rapazes desapareceram da nossa vista. Eu tento não ficar incomodado por seu movimento, mas dói um pouco. — Meus pais não têm muito dinheiro, portanto, foi uma parte da razão. — Eu massageio a parte de trás do meu pescoço enquanto entro na fila. — Eu não sei, no entanto. Eu também meio que queria começar de novo e tomar decisões por mim mesmo. Meus pais são legais, mas eles confiam muito em mim. Além disso, eu tenho uma personalidade de ser... — Paro antes que eu me faça parecer como um babaca. — De ser o quê? — Seth pergunta, claramente intrigado. Eu considero isso, mas nunca fui um grande mentiroso. — Isso vai me fazer parecer um babaca, então prometa que não vai me julgar. — Confie em mim, eu nunca iria julgá-lo. — Ok, bem, eu tenho uma personalidade de ser fechado. — Eu avanço com a fila. — Não é verdade. Bem, na verdade não. Eu sou apenas... — Tímido? — Ele tenta. — Porque não parece dessa maneira. Em tudo, realmente. — Não, não é isso. — Faço uma pausa, olhando para o brinquedo de diversão enquanto os carrinhos giram no céu escuro. — Às vezes, tenho a sensação de que fico fora de lugar, solitário, se isso faz sentido.


— Isso faz todo o sentido. — Ele dá um passo para frente quando a fila se move. — Então, você era um daqueles adolescentes angustiados que escrevia poesias torturantes? Eu rio, arqueando minhas sobrancelhas. — A minha versão de quinze anos era mais ou menos assim, mas eu superei essa fase quando eu tinha dezesseis anos. Isto ocorreu principalmente porque minha mãe tirou todos meus CDs, meu computador, até mesmo a minha câmera e ameaçou nunca mais me devolver se eu não saísse de casa e vivesse mais um pouco. — Mesmo que você possa me odiar por dizer isso, acho que sua mãe parece fabulosa. — Ela pode ser, em sua própria maneira. Mas viver com ela pode ser intenso. Nós damos um passo para frente com a fila e, finalmente, chegamos a rampa. Eu entrego ao funcionário seis bilhetes em seguida, nós pulamos para o banco e ele bloqueia a trava. Com um empurrão, a roda gira, levando-nos para cima. Alguma música dos anos 80 toca a partir do som e o silêncio se preenche entre nós. Seth agarra a barra, franzindo a testa para chão. — Eu não sou um fã de altura. Sentindo-me ousado, eu deslizo os dedos ao longo da barra e coloco a minha mão sobre a dele. Sua pele é quente sob a minha e eu traço círculos sobre ela com meu polegar, ficando completamente excitado. Foda-se, já faz um tempo. Na verdade, tem sido um longo tempo. — Eu prometo que não vou deixar nada acontecer com você. — Eu olho para seus lábios e penso em beijá-lo ali mesmo na fodida lenta RodaGigante, talvez até mesmo tocá-lo um pouco.


Ele olha para as nossas mãos entrelaçadas, em seguida, olha tenso para um jovem casal no carrinho acima de nós e para as garotas rindo no carrinho abaixo de nós antes de mover nossas mãos para o assento entre nós. Ele está preocupado que alguém vai nos ver, e de novo, eu não tenho a mínima ideia de como reagir. Toda a minha vida, eu fui ensinado a ter orgulho de quem eu sou. Com a exceção de alguns poucos anos de adolescência angustiante que passei procurando por mim mesmo, eu fiz exatamente isso. Sim, eu tive momentos em que estava aterrorizado fora da minha mente maldita. A primeira vez que andei de mãos dadas com outro cara em público. Durante o meu primeiro beijo. Quando contei aos meus pais que eu era gay, eu tremia tanto que mal conseguia respirar, mas com o tempo, comecei a me sentir como se eu estivesse fixando em quem eu sou. Ele me oferece um sorriso nervoso. — Desculpa. — Está tudo bem, — eu digo, mas acho que eu não quero realmente dizer isso. — Ok, então, eu tenho que perguntar, — ele diz, mudando de assunto. — De onde veio a personalidade fechada? Eu faço uma careta. — Isso não foi minha culpa. — Ah, é? — Sua testa se franze com ceticismo. — Porque meio que soa como uma linha. — Eu juro que não é, no entanto. Há uma enorme, longa história por trás disso. Quando o carrinho balança, Seth aperta minha mão. — Então diga, por favor. Eu suspiro. — Você não vai deixar isso ir, não é?


Ele balança a cabeça. — A primeira coisa que você deve saber sobre mim é que eu nunca deixo nada que me intriga ir. — Bem. Vou te dar a versão curta... Quando eu comecei a namorar, namorei muito, mas principalmente porque tive um momento difícil em falar com eles. Toda vez que eu saía, eu congelava e as coisas ficavam muito estranhas. — Você continua dizendo o quão estranho era e como era difícil falar com as pessoas, mas isso não faz sentido para mim. Você parece bem agora. — Eu estou ficando melhor, — eu digo com um encolher de ombros. — Além disso, é fácil falar com você. Sorrindo, ele aponta um dedo para mim. — Isso é definitivamente verdade. — Às vezes eu tenho um tempo difícil para descobrir o que dizer, porém, e acabo encarando a pessoa em silêncio, o que me faz parecer com raiva ou simplesmente estranho. Nós rimos enquanto o carrinho chega ao fundo e começa a girar em direção ao topo novamente. — Ok, então agora você tem que me dizer algumas coisas sobre você, — eu digo, relaxando de volta no assento. A boca de Seth se afunda com o cenho franzido. — Não há realmente muito a dizer. — Eu duvido disso. — Ok, você está certo, mas a minha história é... — Seu olhar recai sobre seu braço novamente.


É quando eu noto as cicatrizes leves cruzando seu braço, mão e dedos. — O que aconteceu? — Eu estendo a minha mão livre, traçando meu dedo através de uma das mais longas cicatrizes em seu antebraço. Ele treme sob meu toque, mas rapidamente se afasta e enfia o braço para o seu lado. — É uma longa historia. Eu pressiono meus lábios para me impedir de pressioná-lo para obter mais detalhes. É claramente um assunto delicado para ele, e eu tenho que saber se suas cicatrizes tem algo a ver com o porquê dele está tão nervoso. — Espere um segundo. — Ele pega seu celular do bolso e, em seguida, franze a testa para a tela. — Merda. Eu tenho que ir me encontrar com Callie. Eu não posso dizer se ele está mentindo, mas do meu ângulo, parece que ele está olhando para uma tela em branco. — Isso é legal. Quer continuar mais tarde? — Talvez. — Ele guarda seu celular, em seguida, se vira para mim. — Mas só se você prometer que iremos em algo que se move mais rápido que um caracol. — Tudo bem. Eu prometo, — eu digo, sorrindo. Nós damos as mãos e falamos um pouco mais enquanto fazemos o giro final, mas Seth se empurra rapidamente para longe quando o funcionário se aproxima de nós e deixa-nos sair. Ele se despede e eu vou encontrar Jenna e Ari. Passo o resto da noite com os dois e mandando mensagens de texto para Seth. Por volta da meia-noite, ele diz que está


arrependido, mas que não será capaz de encontrar-me hoje à noite, que Callie precisa dele. Estou um pouco confuso se ele está sendo sincero ou fugindo novamente. Ainda assim, até o final da noite, eu mando mensagens para ele tanto que poderia ser um recorde para mim. Todas as conversas parecem se concentrar em mim, embora, e encontro-me desejando conhecê-lo melhor. Talvez então eu pudesse entender o que está acontecendo em sua cabeça. Começando com o que diabos deixou essas cicatrizes em seu braço.


06 SETH Eu me sinto como a pessoa mais trágica que jamais existiu. Não só por agir como um idiota quando Greyson tentou segurar a minha mão, mas então estraguei tudo. Não era inteiramente minha culpa, no entanto. Eu estava pensando em me encontrar com ele mais tarde, como eu disse, mas então algo aconteceu entre Kayden e Callie enquanto eles estavam no playground infantil. O que quer que seja deixou a aparência deles alternadamente alta como uma pipa e malhumorado como uma garota gótica. — Então, você vai compartilhar o que significa esse olhar estranho em seu rosto? — Pergunto depois que nós voltamos para o meu dormitório. Callie está passando a noite aqui, algo que ela tem feito bastante ultimamente porque sua colega-de-quarto-puta fez uma regra que Callie não podia entrar quando um lenço vermelho estava pendurado na maçaneta da porta. A maldita coisa está pendurada praticamente vinte e quatro horas, tanto que me pergunto como a garota pode até mesmo andar. Callie permanece quieta enquanto eu começo tirar minhas botas e subo na minha cama desfeita. Em seguida, ela se deita ao meu lado e repousa seu rosto sobre o travesseiro. — Você realmente quer saber?


— Claro que sim. Você parece como se estivesse chapada. — Eu rolo para o meu lado e me escoro no meu cotovelo. — Espere um minuto. É isso o que você estava fazendo lá em cima? Você estava se drogando? Ela bate em meu braço. — Não... Nós... se beijamos. O olhar aterrorizado em seus olhos me faz rir. — Você diz isso como se fosse tão errado. Ela encolhe os ombros, olhando para as mãos. — Parece que deve ser errado... A última vez que alguém me beijou, foi assim que eu me sentir. Eu suspiro. — Isso porque a última vez foi. Mas não desta vez. Desta vez foi certo. Ambos queriam. Certo? Ela sorri. — Foi um beijo muito bom. Por um breve momento, eu sinto ciúmes dela. Faz tanto tempo desde que fui beijado e depois do que aconteceu, as memórias daqueles beijos me fazem sentir contaminado. Com a forma como Greyson estava olhando para mim esta noite, sabia que se eu o beijasse, ele teria me beijado de volta. Mas mais uma vez, eu pirei e deixei meu passado me controlar. Sabendo que eu preciso ser feliz para Callie, porém, eu me sento e salto sobre o colchão. — Ok, me diga como foi. O que você fez? E como é que isso aconteceu? Ela se senta e reclina contra a cabeceira. — Ele disse que tudo foi armado para me ter lá em cima. Eu rolo meus olhos. Quando Kayden nos falou sobre esse desafio de quem poderia chegar em primeiro lugar, eu sabia que era uma armadilha. — Bem, duh. Eu sabia que era algo.


— Realmente? — Ela franze a testa. — Eu pensei que eles estavam apenas sendo caras. — Oh, eles foram, — eu asseguro-a. — Relaxe, foi tudo parte da diversão e ele conseguiu te beijar exatamente como estava tentando fazer a noite inteira. Ela abraça um travesseiro contra o peito. — Sim, mas ele parecia um pouco distante quando saímos, não é? — Ele parecia cansado, mas não distante. Ela prende os cabelos em um coque bagunçado. — Então, como foi as coisas com aquele cara que você estava falando? Meu pulso acelera só de pensar em Greyson. Como foi fácil falar com ele. Quão incrível que me sentir quando ele tocou minha mão. Mesmo que eu agi como um esquisitão no fim, ainda assim foi uma grande noite. — Nós ficamos por um tempo na roda-gigante. — Eu pego o meu celular. — Eu consegui número dele mais cedo e estávamos mandando mensagens pela metade da noite. Foi bastante surpreendente. — Eu estou tão feliz por você. Você vai sair com ele? — Talvez. — Decido não ser negativo, eu relaxo na cama e sorriso. — Deus, foi uma grande noite. Ela olha para o teto com um olhar satisfeito em seu rosto. — Realmente foi. Poucos minutos depois, eu cochilo, sonhando com a rodagigante, círculos suaves, e a maneira como Greyson ficou olhando para os meus lábios.


De repente, o sonho muda, no entanto. Eu já não estou no parque de diversões, mas no chão. Pés e punhos estão batendo contra mim enquanto pessoas gritam palavras de ódio. Elas nem sequer me conhecem; elas me odeiam só porque eu sou diferente. Tanto ódio polui o ar que eu mal consigo respirar. Eu uso o meu braço para proteger minha cabeça dos golpes e sinto os ossos estalarem quando alguém pisa neles. Quando uma onda ofuscante de dor passa através do meu corpo, eu pisco através do sangue e sujeira e vejo um rosto familiar olhando para mim, só que não posso estar certo. Braiden nunca olhou para mim desse jeito, como se ele me odiasse tanto que não conseguia suportar. O olhar machuca mais do que os punhos e chutes.


07 SETH No dia seguinte eu acordo com uma dor de cabeça latejante e um impulso irresistível de faltar aula, então eu faço. Passo a manhã passando e dobrando minhas roupas, fazendo o dever de casa, e evitando as mensagens de Greyson. No fundo, eu sei que ele não é Braiden. Ele já está comprovado isso simplesmente sendo visto em público comigo, mas os pesadelos fazem as cicatrizes em meu braço aparecerem recentes. Por volta das onze, eu estou esperando do lado de fora do dormitório de Callie enquanto ela se arruma para que possamos ir tomar café. O meu celular vibra dentro do meu bolso e eu fico tenso quando visualizo a mensagem. #Greyson: Ei, eu não soube mais de você. Espero que esteja tudo bem com Callie. De qualquer forma, me ligue quando tiver uma chance. Jenna está me fazendo ir a um show de arte na próxima sexta e sugeriu que eu levasse você para que possamos ter um encontro duplo. Assim que eu termino de ler a mensagem, outra chega através de um zumbido. #Greyson: Ok, eu totalmente acabei de reler minha mensagem e percebi o quão clichê um encontro duplo provavelmente soa. Eu prometo, no entanto, vai ser divertido.


Há vinho e comida e nós podemos sair no momento em que ficar chato. Meu dedo paira sobre a tela enquanto eu penso em como responder. Ele está me convidando para sair. Como em um encontro real. — Ei, cara. — Luke chega até mim, fechando o zíper da sua jaqueta. — Eu estava realmente indo até o seu dormitório. — Por quê? — Eu pergunto, deixando meu celular de lado sem responder. — Eu realmente preciso de um favor. — Já estamos na fase de favores? — Eu brinco enquanto passo a mão em meu cabelo. Ele ri, em seguida, sacode a cabeça de um lado para o outro. — Eu estava esperando isso. — Ok. — Eu espero que ele explique. Ele bufa uma respiração. — Eu preciso do seu carro emprestado. Minhas sobrancelhas se arqueiam. — Onde está a sua caminhonete? — Kayden emprestou para que ele pudesse voltar para casa e ir para o baile. — Sua mandíbula se aperta em aborrecimento. — Baile? — Eu franzo a testa. — Que diabos? Ele levanta e encolhe os ombros. — A namorada dele é uma veterana e ele prometeu que a levaria ao baile.


Meu lábio instintivamente se aperta. — Sério? Ele ainda está saindo com aquela Barbie Vadia que eu conheci um par de semanas atrás? Luke solta uma risada. — Eu realmente gostei dessa descrição. Eu não acho engraçado em tudo. — Eu pensei que Kayden tinha terminado com ela. — Eu olho por cima do meu ombro para a porta de Callie, esperando que ela não possa me ouvir. — Ele fez, mas prometeu a Daisy que iria com ela no baile antes deles se separarem, — ele diz com outro encolher de ombros. — Honestamente, eu não entendi, mas por alguma razão, Kayden não consegue apenas dizer-lhe não. Ele sempre foi assim, apesar de tudo. De repente, a porta atrás de mim se abre, e Callie sai, deslizando em um moletom. Eu tento bloquear minha expressão, mas meu sorriso vacila quando ela sorri para mim. Ela imediatamente enrijece. — O que há de errado? Luke tem um olhar culpado em seu rosto enquanto acena para ela. — Ei, Callie, como vai? Ela conscientemente passa as mãos pelos cabelos. — Nada de mais. Seth e eu estamos indo tomar o café da manhã. — Sim, nós estávamos falando sobre isso. — Luke caminha pelo corredor, totalmente constrangido sobre a situação. — Eu estava perguntando a Seth se ele poderia me emprestar seu carro, mas vou encontrar outra pessoa. Eu olho para ele por me deixar dar a notícia para ela, e ele acelera o passo.


— Por quê? Onde está a sua caminhonete? — Callie pergunta. — Kayden emprestou para ir a um lugar. — Ele acena para nós, em seguida, gira sobre os calcanhares e corre pelo corredor como um covarde. — Falo com vocês mais tarde, — ele grita por cima do ombro. Os olhos de Callie estão cheios de confusão. — Sobre o que foi tudo isso? Eu entrelaço meu braço com o dela, decidindo apenas puxar o band-aid. — Nós precisamos conversar. *** Nós saímos pelas portas no fim do corredor e damos um passo para fora sob o céu cinza. Folhas secas voam pelo gramado e as árvores se movem com o vento. — Você vai me dizer por que está me olhando como se estivesse prestes a dizer que o meu cão morreu? — Ela pergunta enquanto caminhamos para o estacionamento. Eu prolongo o silêncio tanto quanto possível, vasculhando as minhas chaves do bolso. — Eu tenho algo para lhe dizer e não sei como você está indo reagir a isso. — Eu solto seu braço, destravo as portas e entro. Eu ligo o motor, aumento o aquecedor, em seguida, percorro minhas listas de reprodução no meu iPod. — Kayden emprestou a caminhonete de Luke. — Eu defino o iPod para baixo e internamente encolho-me quando digo. — Para voltar para casa por alguns dias... para ir ao baile.


Ela coloca o cinto de segurança. — Ok, por que você está agindo de forma estranha? Enfio o câmbio para marcha ré e olho por cima do meu ombro enquanto saio do estacionamento. — Bem, porque ele não disse nada para você. Espere um minuto. Ele disse algo a você? Ela balança a cabeça. — Não, mas por que ele diria? Nós mal nos conhecemos. Eu não gosto da sua reação. Mostra quão pouca auto-estima ela tem, e me faz odiar o cara que a machucou ainda mais. Também me faz meio que odiar Kayden por adicionar mais dor. — Callie, você ficou com ele ontem à noite e o deixou sentir seu seio. — Ei, — ela protesta, cruzando os braços sobre o peito. — Eu disse para você manter segredo. Eu dirijo o carro para a estrada. — Relaxe, eu só estou apontando o grande passo que você deu. Um passo importante. Você não faz isso com qualquer cara. — Eu gosto de Kayden, mas isso não significa que ele tem que me dizer tudo o que faz. Eu não sou a namorada dele. — Então, o quê? — Eu abaixo o volume do som. — Ele deveria ter dito algo ao invés de apenas decolar. Ele sabia que você provavelmente gostaria de vê-lo. E você sabe o seu segredo mais escuro, Callie, que é a parte mais difícil de conhecer alguém. Olho para as cicatrizes em meu braço e penso sobre os segredos ligados a elas. A única pessoa que eu já disse sobre isso foi Callie e minha mãe. Minha mãe se recusou a reconhecer o que aconteceu. Ela não me deixou relatar o


ataque, disse que ninguém se importaria. De certa forma, eu a odeio por isso, por não estar lá para mim quando eu precisei dela, por me fazer sentir tão envergonhado.


08 SETH Eu ainda estou evitando Greyson ao ponto que faltei a aula de Inglês novamente. Eu nunca respondi a sua oferta de ir ver o show de arte na próxima sexta e não ouvi nada dele desde então. Estou começando a pensar que ele desistiu de mim e até me convencer de que estou grato por isso. Claramente, eu não estou pronto para outro relacionamento ainda. Mas se isso é verdade, por que me sinto como um depressivo ambulante o tempo todo? Quero ser o antigo eu de novo, aquele que age selvagemente, ri todo o maldito tempo, e se sente confortável em sua própria pele. Estou seriamente a um passo de virar um emo, me trancar no meu quarto, e ouvir músicas angustiantes onde posso colocar no modo de repetição. Felizmente, tenho Callie e seus problemas para manter-me ocupado. — Por que você continua fazendo aspas no ar? — Ela pergunta durante a aula. Mesmo que ela tem sido relutante em falar sobre como está se sentindo, eu continuo pressionando-a para se abrir. Eu posso dizer que ela está chateada com a coisa com Daisy, mesmo que não vá admitir.


Inclino-me na mesa e sussurro. — Porque eu estou citando o que o meu livro de psicologia disse. — Seu livro de psicologia falou sobre o meu problema? — Ela pergunta, abrindo sua bolsa. — Não especificamente, mas está perto. — Eu mastigo extremidade da minha caneta enquanto sento-me de frente na minha cadeira. Ela guarda seus livros em sua bolsa e eu faço algumas anotações antes da aula acabar. Esperamos até que a sala fique vazia para descemos as escadas. Professor Jennerly, um homem esguio que gosta de usar casacos desportivos com cotoveleiras e óculos estilo dos anos oitenta, está nos esperando na porta. — Minha sala de aula não é lugar de bate papo, — ele repreende. — Se vocês querem conversar, então sugiro que fiquem fora da minha classe. — Lamentamos. — Eu olho para Callie e reviro os olhos. — Isso não vai acontecer de novo. Ele fecha a cara para nós sairmos da sala. — É melhor. Eu rolo meus olhos novamente. — Que rainha do drama. Callie ri. — Bem, nós estávamos conversando durante a metade da aula. — Isso é porque dá vontade de conversar ou dormir. — Eu forço um bocejo em seguida, entrelaço o meu braço com o dela. — Essa aula é tão chata.


Ela ri novamente enquanto caminhamos pelo corredor em direção às portas de saída. Ela começa a olhar pela janela, para o estádio de futebol à distância, aquele em que a maioria dos jogos de Kayden são. — Você está pensando nele? — Eu pergunto, empurrando-a de brincadeira. Ela tira sua atenção do estádio e se concentra em mim. — Pensando em quem? Eu balanço minha cabeça. — Callie, você precisa esquecê-lo ou falar com ele. Você não pode simplesmente continuar evitando-o, mas querendo ele. — Eu não quero ele, — ela diz. Quando eu franzo a testa, ela suspira. — Tudo bem, tudo bem. Sim, eu penso nele. Muito. Mas vou superar isso. Deus, eu mal o conheço. — No entanto, vocês dois compartilharam um monte de coisas, — eu espalmo a palma da mão na porta e abro-a. — Você o salvou. Ele foi o primeiro cara que você confiou. Ele lhe deu seu primeiro beijo de verdade. — Eu confiei em você primeiro. — Ela escava através da sua bolsa, retirando um pacote de chicletes. — Isso não é o mesmo. — Eu seguro a porta e saímos. — Eu sou um amigo. Kayden foi mais do que um amigo. — Eu não sei se isso é verdade. — Ela enfia um pedaço de goma em sua boca e me oferece uma. — Eu não sei o que sinto por ele ou se foi bom ou ruim. Na verdade, às vezes ainda me sinto como aquela garotinha assustada que não sabe o que fazer com qualquer coisa.


Eu pego um pedaço de goma, desembrulhando-a antes de mascar, pensativo. — Bem, talvez você deva fazer o que diabos quer em vez daquilo que você acha que deve fazer. — Faço uma pausa, logo que digo isso, processando o pleno significado das minhas palavras. Callie não é a única que poderia se beneficiar com os conselhos que eu vim dando a ela nas últimas semanas. Eu estive palestrando mais e mais sobre sai da sua concha e ir atrás do que ela quer. Eu a convenci incontáveis vezes para parar de permiti que seu passado e seu medo a controlem, mas estou fazendo a mesma coisa com Greyson. Foda-se. Porque eu fui tão cego? A questão é, o que é que eu vou fazer sobre isso? Continuar me escondendo ou parar de ser tão malditamente medroso? Ela aponta um dedo acusador para mim. — Você acabou de citar o que está na lista. Deixo escapar uma risada, jogando a cabeça para trás. — Isso é porque é dia de citação. Você não recebeu o memorando? Uma risada escapa dos seus lábios. — Maldito seja. Eu esqueci de checar minhas mensagens hoje. Eu devo ter perdido. Eu envolvo meu braço em torno do seu ombro e puxo-a para perto. — A questão é, o que você quer fazer? E eu quero dizer realmente, realmente o que quer fazer? Sei o que eu quero. O que eu realmente, realmente quero fazer. Eu só preciso encontrar coragem de ir atrás dele.


Ela para perto de um banco e olha para o estádio. — Eu quero me divertir. — A diversão é definitivamente algo que eu possa te ajudar. — Eu pressiono meu dedo contra meu lábio. — Eu só preciso saber o quão longe você quer ir. Ela considera a minha pergunta. — Eu quero ir longe. Porque você vai longe ou volta para casa, certo? E a última coisa que eu quero fazer é voltar para casa. — Eu também. — Um sorriso malicioso se espalha pelo meu rosto. — Tudo bem, minha menina Callie. Vamos nos divertir. *** Cinco horas mais tarde, o sol se pôs, a noite chegou, e Callie e eu estamos bem no meio disso. Tem sido um longo tempo desde que eu saí e tive uma boa diversão bêbada e com cinco bebidas, eu estou me sentindo muito bem. Tão bem, na verdade, que estou bem em estar na festa da fraternidade onde acabamos de alguma forma. Callie e eu estamos dançando e deixando nosso cabelo para baixo, festejando como Estrelas do Rock. — Estou tão feliz que decidimos fazer isso! — Callie grita sobre a música, abanando a mão na frente do rosto. Eu olho para as pessoas ao redor da sala, dançando, rindo, bebendo, em seus próprios mundos. — Eu também! Ela sorri e eu sorrio. — Eu realmente não tenho ideia o que é tão engraçado, — eu digo através do meu riso. — Mas Deus, é tão bom rir!


Eu deixo a música assumir e realmente chego a isso, mas desacelero a energia quando vejo Greyson no canto com Jenna e seu namorado. Greyson está bebendo em um copo de plástico e eles estão rindo de alguma coisa. Eu me pergunto se ele sabe que estou aqui e em caso afirmativo, por que não veio falar comigo. Então me lembro o quão idiota eu fui recentemente. Mesmo se ele percebe que estou aqui, eu não o culpo por não se aproximar. Tirando minha atenção de Greyson e seus amigos, eu procuro na sala por álcool, mas acabo tropeçando em algo muito mais interessante do que vodka. Luke e Kayden estão de pé na porta da frente com duas garotas, nem uma delas é Daisy. Que babaca. Eu seriamente quero machucá-lo por fazer isso a Callie. — O que você está olhando? — Callie pergunta com um leve insulto em seu discurso. Eu olho para seus grandes olhos confusos, decidindo que talvez seja hora de cortá-la. — Nada. — Quando ela começa a olhar para a porta, eu agarro seus ombros. — Ok, não é nada. — Eu suspiro. — Kayden está aqui... e ele não está sozinho. Seus olhos se arregalam. — Ele está com uma garota? — Sim... Talvez nós devêssemos apenas ir. Você pode sair daqui com a cabeça erguida e mandar-lhe se foder. Isso não seria divertido? Ela esmaga os lábios, balançando a cabeça, e se vira. — Eu quero falar com ele, — ela murmura antes de tropeçar no meio da multidão em direção a Kayden. Ela tece em torno das pessoas e eu sigo-a, tentando avaliar a reação de Kayden. Ele parece surpreso ao vê-la e,


estranhamente, aliviado. Eu cruzo meus dedos das mãos e dos pés para que ambas as garotas estejam com Luke e Kayden veio aqui na esperança de encontrar Callie. Por favor, por favor, não deixei-o ser um idiota. Quando Callie chega a ele, ela arremessa seus braços em volta do seu pescoço. — Kayden, você está aqui, — ela diz, abraçando-o como se ele fosse um urso de pelúcia gigante. Ele põe a mão nas costas dela, um gesto de proteção que me acalma um pouco. — Você está bêbada? Ela se inclina para trás, balançando a cabeça para cima e para baixo. — Um pouco. — Não, ela está bêbada. — Eu arregaço as mangas do meu casaco e limpo o suor da minha testa. — E eu quero dizer malditamente bêbada. Callie descansa a cabeça no peito de Kayden e ele endurece. — Eu pensei que ela não bebesse tanto assim? — Ele me pergunta. Eu dou de ombros, meu foco vagando para o canto da sala. Greyson ainda está lá e um grupo se formou em torno dele, algo que eu acho profundamente divertido. Ele diz que é tão estranho, mas as pessoas obviamente gostam e são atraídas em direção a ele. Eu realmente não entendo as suas reservas sobre sua personalidade. Até eu me senti confortável em torno dele. Bem, tão confortável quanto se pode esperar em torno de alguém que faz meu coração disparar e as minhas mãos suarem. Eu quero ir lá e provocá-lo sobre isso, e acho que eu poderia ter o suficiente de álcool no meu sistema para fazer isso.


— Ela não faz, mas esta noite ela fez. — Eu olho para Kayden. — Olha, você pode observá-la um pouco? Há alguém que eu preciso falar. Ele balança a cabeça, traçando os dedos para baixo da sua coluna vertebral. — Claro, — ele diz, tão absorvido com Callie que nem sequer olhar em minha direção. Ele quase parece um cachorrinho doente de amor. Concedido, um aterrorizado-e-fora-da-mente cachorrinho doente de amor. Isso não significa que eu confie nele totalmente, no entanto. Ele cometeu um monte de erros, e precisa muito para ele provar que é bom o suficiente para merecer a minha Callie. — E certifique-se de manter suas mãos para si mesmo. — Eu recuo com o dedo apontado para ele. — Ela está bêbada o suficiente para não se lembrar de muita coisa, o que torna qualquer toque da sua parte errado. Seu queixo cai em algum lugar perto dos seus joelhos. — Que tipo de cara você acha que eu sou? Encaro-o incisivamente, levantando uma sobrancelha. — Eu não faço ideia. Dirijo-me no meu calcanhar e empurro o meu caminho através da multidão até Greyson. Seus olhos se arregalam quando ele me vê chegando. — Ei, o que você está fazendo aqui? — Ele pergunta, apertando o copo em sua mão. Com o olhar fixo nele, eu tento ignorar as pessoas ao nosso redor e aponto o meu polegar sobre meu ombro na direção de Callie. — Callie queria se divertir, então eu a trouxe para cá e a deixei bêbada.


Seus olhos brilham quando ele ri. — Então essa é a sua ideia de diversão? Eu inclino minha cabeça de lado a lado, considerando. — Uma das muitas, eu acho. Ele olha para Jenna, que lhe dá um olhar compreensivo e me oferece um aceno. — Ei, Seth. Como está indo? — Em seu vestido prata com brilhos em seu cabelo, parece que ela jogou um saco de brilho sobre ela. — Bem. Eu sinto muito por não ter ligado para que pudéssemos ir às compras. — Eu totalmente deveria ter ligado no outro dia quando eu estava fora, mas... — Ela faz uma pausa quando Greyson dá-lhe um olhar pressionador. — Sabe, eu acho que estou indo pegar uma bebida. — Ela agarro o braço de Ari e puxa-o para a área da cozinha. Eu olho para Greyson. — Eu disse algo errado? Ele balança a cabeça, parecendo desconfortável, e levanta o copo aos lábios para acabar com a bebida. Eu uso a oportunidade para verificá-lo. Ele está usando uma camisa preta com um logotipo vermelho nela, seus jeans são o ajuste perfeito, não muito apertado ou muito largo e seu cabelo tem uma aparência sexy. Ele abaixa o copo, triturando-o em sua mão, e atira-o em uma lata de lixo próxima. Quando ele fixa os olhos em mim novamente, eu sei o que está vindo e me preparo para o impacto.


— Então, eu não vi ou ouvi você praticamente desde o parque de diversões. — Ele enfia as mãos nos bolsos de trás da calça jeans e muda de posição. — No começo eu pensei que talvez fosse porque você estava me evitando, mas então percebi o quão egoísta seria acreditar que você realmente faltaria aula por mim. — Ele me estuda de perto e eu tento não ficar todo constrangido. — Está tudo bem? Eu não sei como responder a isso. Meu primeiro pensamento é ser um pouco sensacionalistas, inventar uma desculpa dramática porque eu sou bom nisso. Mas então me lembro da minha revelação no campus sobre como preciso começar a tomar o meu próprio conselho. — Na verdade, eu estava evitando você, — Eu admito vergonhosamente. Seus lábios se abrem em estado de choque. — Uau, eu não esperava que você fosse tão franco. — Normalmente, eu sou uma pessoa franca. Até demais às vezes. Mas eu sei onde você está indo. Eu realmente não tenho sido eu mesmo em torno de você. Não completamente, de qualquer maneira. Ele engole em seco. — É algo que eu fiz ou disse? Porque eu sei que posso ficar um pouco... — Não, não é você em tudo, — eu o interrompo, sentindome como o maior idiota. — Sou eu. — Ele parece confuso, então acrescento: — Algumas coisas que aconteceram comigo no passado me fizeram ficar... — As cicatrizes na minha mão latejam. Eu me sinto tão vulnerável aqui de pé na frente dele, tentando explicar o segredo que eu mantive trancado dentro de mim. — Hesitante.


Seu olhar fixa na cicatriz no meu braço. — Você quer falar sobre isso? — Talvez no futuro. — Uma vez que digo isso, percebo o quanto quero dizer isso. Um dia, espero que eu possa dizer a ele o que aconteceu sem ficar aterrorizado fora da minha mente. — Mas esta noite era para ser sobre a diversão. — Então, você quer se divertir? — Ele pergunta com um desafio em seus olhos. Eu sinto que eu poderia acabar hesitando, mas estou bêbado demais para recuar. — Isso depende. O que você tem em mente? Desejo enche seus olhos e o olhar preenche instantaneamente meus pensamentos com lotes e lotes de imagens sujas de coisas divertidas que poderíamos fazer. Ele se levanta em linha reta e acena para mim segui-lo no meio da multidão dançando. Eu paro em seus calcanhares e observo cada pessoa que têm olhares em nossa direção, perguntandome o que elas estão pensando ou se não estão pensando em nada. Eu realmente gostaria que minha mente estivesse calma, mas está correndo um zilhão de milhas por minuto. Minha adrenalina sobe à mil quando Greyson vira em um corredor forrado com algumas portas abertas, todas as quais levam a quartos. Eu começo a ficar tão em êxtase apenas por pensar em entrar em um deles. Mas a última vez que estive com alguém intimamente foi com Braiden. Desde que não posso nem mesmo falar sobre o que aconteceu ainda, acho que não estou pronto para ir por esse caminho, apesar do quanto o meu corpo queira.


Eu abro minha boca para dizer a Greyson que preciso ir, mas fecho quando ele entra em um quarto com um jogo pesado de pôquer acontecendo. — Você joga cartas? — Eu questiono, olhando para a mesa coberta com fichas de poker e cartas. — Está tudo bem. Pode ser muito divertido quando se está bêbado. — Você está bêbado? — Você está? Eu tento mentalmente calcular um problema usando a fórmula que aprendi no Pré-Cálculo, mas, em seguida, percebo que nem mesmo consigo descobrir a resposta. — O que você está pensando? — O olhar de Greyson fixa em meus lábios e desejo enche seus olhos. — Você realmente quer saber? — Eu pergunto e ele concorda. — Na fórmula de Pré-Cálculo. O desejo se esvazia como um balão. — O quê? — Não importa. — Eu aceno a cabeça para a mesa onde cinco rapazes e três garotas estão sentados. — Então, estamos indo jogar? — Você sabe como? — Claro. Um olhar pensativo cruza seu rosto. — Ok, bom, porque eu quero fazer uma aposta.


— Uma aposta? — Sim, se eu ganhar mais que você, você tem que ir à mostra de arte comigo. Eu hesito. — E se eu ganhar? Ele dá de ombros. — Você pode ter o que quiser. Minha pele se aquece enquanto milhares de imagens vívidas enchem minha mente. — Tudo bem, temos um trato. — Eu estendo a minha mão para apertar a dele. Ele envolve a mão ao redor da minha, aperta firmemente e desliza o dedo ao longo do interior do meu pulso enquanto se afasta. — Posso apenas dizer novamente que eu não entendo por que você acha que é estranho, — digo a ele. — Você é exatamente o oposto. — Bem, eu estou um pouco bêbado agora, então o álcool coloca o esquisitão dentro de mim para dormir. Eu balanço minha cabeça, rindo baixinho. — Ok, vamos acabar com isso. — Espere, você não vai me dizer o que vai querer se ganhar? — Pergunta ele, rolando sua língua ao longo do interior da sua boca para se impedir de sorrir. Eu balanço minha cabeça. — Não. Você vai ter que esperar até depois que eu ganhar.


Seus olhos brilham com diversão enquanto eu passo em torno dele e sento à mesa. Ele se senta ao meu lado, nós dois compramos uma boa quantidade de batatas chips, e o jogo começa. Nós não estamos realmente jogando contra todos os outros, de modo que Greyson e eu mantemos nosso próprio pequeno registro mão após mão. Eu sou um jogador bastante decente, mas Greyson parece ser um pouco melhor. Ele continua sorrindo em minha direção, como se tivesse a certeza que vai chutar a minha bunda. Duas horas mais tarde, eu perdi no jogo e a preocupação com todos me observando se dissipou. A desvantagem, eu perdi todas as minhas fichas e aposta que fizemos. Meu estômago se agita enquanto saímos da mesa, sabendo que eu não tenho nenhuma desculpa para não ir com ele para a mostra de arte. Se estou com medo ou não, eu tenho que ir a um encontro com ele. — Um centavo pelos seus pensamentos. — Ele diz enquanto passeamos pela calçada em direção ao campus que fica a poucos quarteirões de distância. — Eu estava pensando sobre o quanto eu odeio perder. — Eu finjo um beicinho. — Eu sou um péssimo perdedor. — E eu sou um vencedor do tipo arrogante. — Ele força um sorriso, mas depois rebenta-se de rir. — Ok, na verdade, eu não sou. Na verdade, eu meio que me sinto mal por você ter perdido. — O suficiente para me deixar ganhar, talvez? — De jeito nenhum. Eu estou segurando o nosso trato. Além disso, eu odeio ir a essas mostras de arte sozinho. O lugar é sempre tão abafado e assim como a maioria das pessoas.


— Mas você é um artista. — Sim, mas isso não significa que eu me encaixe no molde de galeria de arte. Fazemos uma pausa na esquina, verificando o tráfego antes de pisar para fora da calçada e atravessar a rua. Minha cabeça ainda está girando um pouco, e eu não tenho certeza se é o álcool ou Greyson. As ruas estão quase desertas a esta hora e é tão tranquilo que quase posso fingir que Greyson e eu somos as duas únicas pessoas que existem. Queria poder me sentir assim o tempo todo. A vida seria muito mais fácil. — Eu vou te dizer uma coisa. — Greyson anda para trás, então ele está de frente para mim. — Que tal considerarmos que nós dois vencemos? Você vai para a mostra de arte comigo e depois pode escolher uma coisa da sua escolha. — Sabe, você está colocando muita confiança em mim agora, — eu digo enquanto pulo para a calçada. — Dando-me o direito livre para fazer o que eu quiser, especialmente quando tenho uma imaginação tão selvagem. Ele para de andar e eu quase esbarro nele. — Ok, agora você me deixou curioso com o que diabos você está indo escolher. Eu dou-lhe um sorriso perverso. — Ah não. Eu não estou indo dizer qualquer coisa imediatamente. Eu vou esperar até o momento perfeito. Ele restringe um sorriso quando começamos a andar novamente. — Bem. Mas você ainda tem que ir para a mostra de arte comigo. Esse é o trato. Concordo com a cabeça, agitando o medo. — É na próxima sexta à noite, certo?


Ele balança a cabeça, desacelerando à medida que chegamos à frente do meu prédio de dormitório. A maioria das luzes estão apagadas e o ar carregado com uma quietude. — Então, é aqui que eu fico, — eu digo a ele, pegando meu cartão do bolso. Eu não tenho certeza do que exatamente eu tenho que fazer. Convidá-lo para entrar? Sim, eu tenho certeza que meu companheiro de quarto adoraria isso. Então, novamente, ele nunca está lá. Eu pressiono minha mão na cabeça. Deus, eu estou ficando com uma dor de cabeça do stress. — Eu preciso ir para casa, — Greyson diz, e se eu não soubesse melhor, acho que ele estava me salvando do meu conflito interior. — Mas vou te ligar amanhã e dar-lhe todos os detalhes sobre o show. O horário, lugar e outras coisas. Jenna e Ari vão dirigir. Espero que esteja tudo bem. — Claro. — Eu me viro para deslizar o cartão-chave através do painel, sentindo-me perturbado por algum motivo. — Seth, — ele diz timidamente enquanto eu abro a porta. Faço uma pausa sem me virar. — Sim? — Minha voz treme um pouco, o que é ridículo. Eu nunca fui do tipo nervoso, nem mesmo na primeira vez em que Braiden e eu nos beijamos. Simplesmente aconteceu e eu me sentir animado, mas nunca nervoso. Sua mão toca o meu braço e ele me dá um pequeno puxão. Eu me viro sem pensar e ele se inclina e escova os


lábios contra os meus. Ele beija mais hesitante do que estou acostumado, como se ele estivesse nervoso também, o que me faz sentir um pouco melhor, mas ainda estou um pouco hesitante. Quando minhas mãos encontram seus braços e aperto-os com força, ele me pressiona contra a parede e aprofunda o beijo. De repente, minhas reservas são jogadas para fora da janela e eu estou completamente e totalmente em êxtase. Faz tanto tempo desde que eu quis um cara assim. Eu gostaria de poder dizer que toda a dor dentro de mim se apaga, que as cicatrizes e as memórias de repente desaparecem e são esquecidas em um instante. Mas essa é a coisa sobre as cicatrizes.Elas sempre ficam com a gente, seja visíveis ou invisíveis. Isso não significa que eu tenho que deixá-las me controlar, porém, assim deixo-as de lado e beijoo de volta com tudo o que tenho em mim, permitindo-me esquecer momentaneamente sobre as coisas terríveis que me aconteceram. Ele tem um gosto de menta e eu não consigo descobrir o porquê. Tudo o que eu o vi beber foi um Bacardi esta noite, e me pergunto se ele tinha uma hortelã em antecipação a este momento. Acho a ideia divertida e sorriso nos seus lábios. Ele se afasta um pouco. — O que é tão engraçado? — Nada. — Eu rio de novo, deslizando uma das minhas mãos em torno do seu pescoço e beijo-o menos timidamente. Nossos corpos se pressionam juntos e eu posso sentir o quanto ele me quer quando ele mói suavemente seus quadris contra os meus. Deus, esqueci o quanto eu gostava de beijar e tocar. Eu fico tão em êxtase que quase me esqueço de onde estamos. Quando alguém buzina, eu me afasto imediatamente, recuperando o fôlego e tentando processar o que aconteceu.


Greyson parece que está oscilando em algum lugar entre estar chapado e excitado enquanto se afasta, com um sorriso torto se formando em sua boca. — Obrigado por isso e eu vou te mandar uma mensagem amanhã com os detalhes. — Ele passa os dedos pelo cabelo e meio que tropeça em seus pés enquanto se vira para o gramado. Eu sorrio com a sua expressão estranha saindo. — E aí está ele. Ele me dá um aceno por cima do ombro antes de desaparecer pela calçada. Dirijo-me para a porta, tomando algumas respirações profundas para me acalmar antes de passar meu cartão no painel novamente e caminhar para o interior. Eu imediatamente congelo quando vejo Luke relaxado em uma das cadeiras dentro da entrada. — Ei, cara, — ele diz com um aceno de cabeça. Meu coração bate no meu peito e o sangue ruge em meus tímpanos. Ele acabou de ver-nos se beijar? O gosto da sujeira inunda minha boca. Pare de pensar sobre isso, Seth, e relaxe. Apenas Respire. Tudo ficará bem. — Ei... — Eu olho ao redor da sala vazia. — O que você está fazendo aqui? Ele dá de ombros, sentando-se reto na cadeira. — Bem, eu estava indo para o meu quarto, mas depois Kayden me mandou uma mensagem dizendo que Callie estava passando a noite lá e que eu deveria ir para outro lugar. — Que porra é essa? — Eu acelero para o elevador. — Eu disse a ele para manter as mãos longe dela.


Luke desajeitadamente fica de pé. — Será que você pode relaxar? — Ele agarra meu braço, me parando. — Ele não está dormindo com ela. Ele está deixando ela ficar lá por causa de algum lenço vermelho na maçaneta da porta ou algo assim. — Como o inferno eu sei que isso é verdade? Eu realmente não o conheço. Ou você, para esse assunto. Luke pega o celular, liga a tela, e entrega-o para mim. — Aqui, leia a mensagem. Deve dar-lhe alguma paz de espírito. Olho para a mensagem. Kayden: Ei, eu estou levando Callie para o nosso quarto, porque havia um lenço vermelho em sua maçaneta. Você poderia encontrar um lugar para dormir? Ela fica um pouco nervosa em torno de pessoas que não conhece e não quero que ela se preocupe com nada. — Tudo bem, isso é realmente doce. — Eu lhe entrego seu celular, relaxando um pouco. — Onde você está indo, embora? Luke aponta para a porta da frente. — Na verdade, estou esperando alguém para me levar para uma festa. — Você não acabou de vir de uma? — Sim, e daí? Quero manter a diversão. Além disso, eu não estou nenhum pouco cansado. — Tudo bem, entendi. — Eu pego meu celular e envio a Callie uma mensagem dizendo para ela me ligar no momento em que acordar. — Na verdade, eu não estou tão cansado também.


Na verdade, eu estou extremamente em êxtase. Minha mente está correndo com os pensamentos do beijo de Greyson e o quão suave seus lábios são, o quão incrível foi ser beijado novamente. A ideia de ir dormir parece absurdamente improvável. — Você quer ir com a gente? — Ele olha para o estacionamento do lado de fora da janela. — Estamos pensando em ir a um lugar chamado Red Ink que é suposto para ter bebidas baratas e música assassina. Eu guardo meu celular. — Com quem você vai? — Com uma garota que conheci na festa, — ele diz, olhando de volta para mim. — Se você quiser, podemos ir atrás de Greyson e ver se ele quer ir, também. Eu tento manter o meu choque sob controle. Luke obviamente testemunhou o nosso beijo. Meu primeiro beijo em aberto. Meu primeiro beijo desde o incidente. — Você ficaria bem com isso? — Por que diabos eu não ficaria? Greyson é bacana. Você é legal. Estamos todos apenas vivendo uma vida cheia de diversão. Eu estudo-o atentamente, imaginando se é real. Ele parece muito sério e meio confuso sobre por que eu estou olhando-o. Eu decido fazer isso. Eu já dei alguns grandes passos essa noite, então porque não continuar? Nada de ruim aconteceu ainda. Eu posso fazer isso. — Ok, eu estou sempre pronto para uma boate. — Eu pego meu celular novamente. — Eu vou mandar uma mensagem


para Greyson, porque não estou prestes a correr pela calçada atrás dele. Vai contra a minha vida sem exercícios. Ele ri, sentando-se na cadeira novamente. — Parece bom. Faço uma pausa, pensando sobre o que eu deveria dizer na mensagem. #Eu: Ei, Luke Price e uma garota desconhecida convidaramme para ir ao Red Ink. Ele convidou você também. Eu clico em enviar e rapidamente digito outra mensagem. #Eu: Oh sim! Eu realmente gostaria que fosse o retorno. — Como você conheceu Greyson? — Pergunto a Luke enquanto espero por Greyson responder. — Temos biologia juntos. Ele na verdade é o meu parceiro de laboratório. Ele parece muito legal. — Sua atenção chicoteia para o os faróis brilhando através da janela. — É a nossa carona. — Ele fica de pé e caminha para a porta comigo seguindo-o. No momento em que chegamos ao estacionamento, Greyson não me respondeu. Totalmente merecido, eu penso comigo mesmo, por evitá-lo tantas vezes. Estou prestes a entrar no carro quando meu celular vibra. Eu sorrio quando pego-o. #Greyson: Claro. Estou a quatro quadras abaixo, mas vou voltar. #Eu: Não, é só esperar aí. Nós vamos te buscar.


Entro no carro, sentindo-me nervoso, mas vertiginoso. A vertigem permanece mesmo quando olho para as minhas cicatrizes. Talvez, eu vou ser capaz de conquistar meus medos e meu passado depois de tudo.


09 SETH — Luke, Luke, Luke, — Eu chamo-o do outro lado da cabine. — Onde diabos você encontrou essa garota? Na esquina da rua? Luke olha por cima do ombro para a morena que nos trouxe até aqui, que sorri para ele e desliza as mãos pelo seu corpo, ali mesmo para todos no bar verem. — Ela não é tão ruim, não é? — Ele pergunta, olhando para mim. — Bem, eu não sou o melhor juiz, mas estou indo com um não. — Eu viro minha cabeça para Greyson, que está sentado na cabine ao meu lado. — O que você acha? Greyson bufa uma risada enquanto mexe com o gelo em seu uísque. — Você acha que eu sou um juiz melhor que você? — Verdade. — Dirijo minha atenção de volta para Luke. — Tudo o que sei é que o vestido de estampa de leopardo que ela está usando é brega e nem me fale sobre essas meias arrastão. Eu diria que os sapatos estão bem, mas todo o equipamento em conjunto, — eu faço uma cara engasgo. — É tão bruto. — Então, você está se baseando em quem ela é sobre como ela se parece? — Pergunta Luke em surpresa. — Isso é duro.


— Não, eu estou me baseando em quem ela é no fato de que ela acha que a, — Faço aspas no ar, — "pessoa" no sistema do GPS faz sons super quentes e pergunta se ele é solteiro. — Ok, ela pode não ser a garota mais brilhante, mas ela ainda é quente. — Luke pega sua bebida e engole uma dose. — Isso é discutível, — eu argumento, pegando a bebida na minha frente. Greyson ri enquanto desliza o braço ao longo do assento, de modo que a dobra do seu cotovelo está descansando atrás da minha cabeça. Mesmo que ele não esteja me tocando, eu posso sentir sua proximidade em cima de mim. Pânico passa através de mim e eu solto algumas respirações enquanto olho em volta do clube lotado. As pessoas estão transando em seco entre si na pista de dança, paquerando no bar, e nas cabines. Todos se divertindo, totalmente relaxados, como eu deveria estar. — Ela é apenas parte da diversão, — explica Luke, pousando o copo vazio na mesa. — Não é como se eu estivesse tentando sair com ela ou qualquer coisa. — Você nunca esteve em um encontro com alguém? — Pergunto com a dúvida. Ele revira os olhos como se eu tivesse acabado de dizer a coisa mais absurda que ele já ouviu. — Ok, certo. — Nem uma vez? — Eu questiono. — Nem mesmo no colegial? Com sua mandíbula definida apertada, ele olha para a pista de dança. — Não é minha praia, ok?


Abro a boca para pressionar mais, mas Greyson escova seu dedo em toda a volta do meu pescoço e balança a cabeça, sinalizando para eu deixá-lo em paz. O toque faz com que minha mente volte imediatamente para o beijo que nós compartilhamos mais cedo e eu começo a ficar tenso de novo. Deixa-me um pouco nervoso, no entanto, estar em público. Luke se levanta abruptamente. — Eu acho que estou indo pegar uma bebida. — Ele caminha em direção ao bar, empurrando as pessoas para fora do seu caminho. — Você é a minha voz da razão agora? — Pergunto, em voz baixa, inclinando-me em direção a Greyson. — Ei, você é o único que disse que cruza limites pessoais às vezes. — Seu sorriso ilumina os olhos. — Eu pensei que iria ajudá-lo. Ele parecia um pouco chateado. — Por que será? — Tenho certeza que ele tem uma razão, mas não acho que ele queria falar sobre isso. Eu rodo o gelo em torno do copo. — E você? Ele franze a testa. — O que tem eu? Eu arregaço as mangas e descanso os braços sobre a mesa. — Quantos caras você namorou no colegial? Ele leva a borda do copo à boca e bebe um gole antes de defini-lo de volta na mesa. — Você realmente precisa de um número? Eu aceno, mesmo que eu não esteja realmente certo se quero.


Ele bufa um suspiro, em seguida, faz a contagem regressiva em seus dedos. — Total de cinco. Eu tento decidir se isso é muito. Desde que ele começou a namorar quando tinha quatorze anos e seus pais estavam bem com ele namorando, isso não parece tão ruim. Mas me faz parecer muito patético e inexperiente. Fios do seu cabelo caem em frente dos seus olhos quando ele inclina a cabeça para frente e olha para o copo. — E você? — Ele levanta o olhar para mim e meu coração bate contra o meu peito, mais forte do que as batidas graves da canção tocando a partir do sistema de som. — Eu realmente não quero te dizer. — Por que não? — Seu lábio se forma um beicinho sexy. Eu acho que ele nem sequer percebe que está fazendo isso, o que o torna ainda mais sexy. — Porque vai fazer você pensar que eu sou brega. — Eu nunca iria pensar que você é brega. — Sim, vamos ver. — Eu suspiro, colocando a mão sobre minhas cicatrizes. — Um. Sua cabeça se inclina para o lado. — Um? Eu aceno, envergonhados. — Sim, apenas um. Ele afasta o cabelo dos seus olhos. — Eu não sei por que, mas pensei que seria mais. — Sim, eu cresci em uma cidade pequena, por isso não havia um monte de opções, — eu explico com a voz tensa. — Além disso, a cidade que eu cresci não tornou fácil. Todo


mundo conhece todo mundo, então eu não poderia esgueirarme para um encontro, e depois voltar para casa da minha mãe. — Eu suspiro novamente. — Isso provavelmente me faz soar patético por eu não ter mandado todo mundo para o inferno. — Não é patético. — Ele cobre a minha mão com a sua. — Nem sempre foi fácil para mim, também, e eu tenho pais que me apóiam. Eu não posso nem imaginar o quão difícil deve ter sido para você. Será que você tinha amigos ou qualquer coisa para apoiá-lo? Meus dedos flexionam abaixo dele e mesmo que seja quase instinto neste momento se afastar, eu me forço a manter a minha mão onde quero que ela esteja. — Eu tinha alguns, mas ninguém muito próximo. — E o cara com quem você estava saindo? Eu aperto meus lábios com tanta força que sinto que vou machucá-los. — Seth. — Seus olhos suavizam e eu juro que ele pode ler através de mim, ver as cicatrizes escondidas no meu interior, debaixo da minha pele, ao longo do meu coração, em toda a minha alma. Lágrimas começam a queimar em meus olhos, mas eu chupo-as de volta. — Podemos falar sobre outra coisa? Eu não acho que estou pronto para esta conversa ainda. — Ok. — Ele facilmente permite e eu gosto dele ainda mais por causa disso. Nós passamos as próximas horas conversando e bebendo. Quando ele me convida para dançar, eu me sinto mal quando digo que não.


— Eu não acho que estou pronto para isso, — explico em tom de desculpa. — Sinto muito. — Tudo bem. — Seus lábios se curvam em um pequeno sorriso, encobrindo sua decepção. Ele olha para o relógio e seus olhos se arregalam. — Merda, é depois das três horas. O que você acha de voltarmos para o campus? — Eu realmente gosto muito dessa ideia. Estou começando a alcançar a minha fase bêbado com sono. — Meu olhar procura na pista de dança, bar, e a entrada. — Mas onde diabos está Luke? — Ele saiu cerca de uma hora atrás com aquela garota, — diz Greyson. Eu tremo. — Ela era muito nojenta. Ele poderia fazer muito melhor. Greyson sorri para si mesmo enquanto fica de pé. — Eu estou indo ao banheiro e, em seguida, podemos ir. É uma bela noite, de qualquer maneira. Ótimo para uma caminhada. Até o momento que eu tomo o resto da minha bebida, ele volta para a cabine. — Está pronto? — Sim. — Eu levanto-me e começo a empurrar o meu caminho até a porta. Ele move-se atrás de mim, tão perto que seu peito sólido escova em minhas costas. O calor do seu corpo me inunda e encontro-me queimando e tomando meu tempo. A canção de repente muda para uma mais popular e a multidão em torno de nós fica selvagem. Todo mundo começa a pular para cima e para baixo e o chão vibra. Greyson ri e junta-se, dançando atrás de mim enquanto continua a se


mover em direção à porta. Toda vez que ele se move, ele mói contra mim. No momento em que chegamos as portas de saída, eu estou a ponto de perder meu controle, de modo que tudo o que posso pensar é em rasga suas roupas. Eu quase acolho a ideia, pensar e agir como o meu corpo quer, mesmo cercado por pessoas. Felizmente, o ar fresco da noite age como uma espécie de balde de água fria e me ajuda a relaxar um pouco. Eu consigo me manter sob controle à medida que saímos do edifício e caminhamos para a calçada em direção ao campus algumas milhas de distância. É tarde o suficiente para que quase ninguém esteja nas ruas e quando Greyson se estica e pega a minha mão, eu não me afasto. — Você nunca me disse qual é o seu curso, — Greyson diz enquanto passamos em frente das lojas fechadas. — Isso é porque eu não tenho um. — Entre o álcool no meu sistema e seus dedos ao redor dos meus, eu me sinto em êxtase, como se eu estivesse tendo uma experiência louca fora-do-corpo. — Acho que há apenas muitas coisas que eu sou bom para escolher apenas um talento, — Eu brinco com um sorriso. Rindo baixinho, seu olhar se levanta para as estrelas no céu, em seguida, volta para mim. — Se você tivesse que escolher um agora, qual seria? Eu vibro meu dedo contra o meu lábio. — Como cerca de festas de fim de semana? — Eu provoco. — Não, se eu realmente tivesse que escolher um agora, eu provavelmente escolheria psicologia. — Realmente?


— Sim. Há algo sobre a mente humana que eu acho fascinante, — digo a ele. — Mas eu também gosto de Inglês e teatro e, é claro, roupas, mas que não pode realmente ser grande. O único assunto que eu odeio é matemática. Cursa matemática nunca, jamais aconteceria. — Você prática algum esporte? Eu engasgo com uma risada. — Você está brincando comigo? Greyson dá de ombros inocentemente. — Eu só estou tentando entender você, e nunca se sabe. Eu olho para as minhas roupas fashion. — Eu pareço como se praticasse esportes? — Eu não sei. — Ele dá de ombros novamente. — Talvez você esteja escondendo um corpo musculoso sob as roupas. Eu rolo meus olhos. — Oh, seja o que for. Você está totalmente alimentando um ponto no momento. — Eu não estou, — ele protesta, reprimindo um sorriso. Reviro os olhos com tanta força que quase ficam presos na minha cabeça. — E você? — Eu me inclino para trás e olho para seu corpo magro, quente e tonificado. — Você poderia é um cara de esportes? — A única coisa atlética que eu faço é ir ao ginásio. — Ah, então você malha? — Medito sobre algo. — Eu acho que você e eu poderíamos ser opostos. — Isso é uma coisa ruim?


— Não. Eu não penso assim, de qualquer maneira. Na verdade, eu disse a minha amiga Callie no dia em que eu a conheci que os opostos se atraem e se tornam o melhor tipo de amigos. — Vocês dois parecem muito próximos, — ele diz. — Nós somos... Ela é minha melhor amiga, — digo a ele. — Eu gosto de ajudá-la, também. Ele estuda-me momentaneamente, seu olhar me fazendo sentir inquieto. — Quem te ajuda, embora? Eu dou de ombros, ficando apreensivo sobre onde a conversa está indo. — Eu sempre fui bom em cuidar de mim mesmo. Além disso, ela me deixa ajudá-la a me ajudar, se isso faz sentido. — Eu rio, olhando atordoado para os postes altos de iluminação em toda a rua. — Temos uma lista de coisas que ela tem medo de fazer. Eu tenho ajudado-a lentamente a risca e até mesmo fazer algumas das coisas com ela. É divertido, mas ainda me preocupo com ela. — Aquele cara que ela estava na festa, — ele diz, olhando para um carro quando passamos por ele. — Esse é o cara que ela gosta, né? Eu concordo. — Sim, há uma longa história por trás de como eles se conheceram, também... Eu acho que eles seriam bons um para o outro, se eles pudessem estar na mesma página. Mas Callie tem medo e não confia em muitas pessoas. E Kayden... Bem, eu não o conheço muito bem, mas pelo que Callie me disse, ele tem todo o direito de ser cuidadoso. Ele fica em silêncio, olhando para o cruzamento à frente de nós. — Eu realmente gostaria de conhecê-la. Callie... quero dizer... Eu sei que ela é importante para você. — Ele me


oferece um sorriso. — Talvez algum dia no futuro nós três podemos sair juntos? — Ok. — Parece um pedido tão simples, mas é muito mais. Ele está falando sobre o futuro. Encontrar minha melhor amiga. O que quer que esteja acontecendo entre nós, ele vê como uma coisa a longo prazo, o que provavelmente significa namoro, exploração de mão, beijos, intimidade, emoções. Eu não vou ser capaz de me esconder atrás do meu sorriso mais. Eu não tenho certeza se estou pronto para isso. Tudo o que sei é que eu quero ele, mais do que acho que percebi.


10 GREYSON Sexta à noite, eu estou estupidamente nervoso por algum motivo. Não é como se Seth e eu não tivéssemos saído antes. Nós passamos muito tempo juntos desde o jogo de poker. Nós saímos naquela noite no Red Ink, bebemos até as primeiras horas da manhã e almoçamos juntos, vimos um filme e mandamos mensagens um para o outro à cada dia da semana desde então. O encontro é hoje à noite, e eu oscilo entre estar animado e nervoso com Seth e eu entre as telas pintadas e fotografias penduradas nas paredes. Talvez seja porque eu realmente não tenha namorado muito, e me sinto um pouco fora da minha zona de conforto, a minha estranheza cheia que brilha. — Então, isso é o que você faz, hein? — Seth olha para a fotografia de uma flor tirada em um ângulo que borra os arredores. — De certa forma, mais ou menos. — Tomo um gole do meu vinho enquanto estudo a fotografia. — Eu realmente prefiro tirar fotos de pessoas, no entanto. — Oh, sim, eu me lembro. — Seth me olha do canto dos olhos, os lábios se contraindo. — Quando elas não estão olhando, certo?


Eu balanço minha cabeça, revivendo o constrangimento novamente. — Na verdade sim. E não é só com você, — eu digo à medida que avançamos para a próxima exposição, uma lona salpicada de cores neon. — Eu acho que as melhores fotos são tiradas quando as pessoas não estão prestando atenção. Elas estão completamente perdidas em si mesmas e não tão autoconscientes. — Sim, eu posso ver isso. — Ele examina a pintura à nossa frente. — Sem ofensa, mas eu realmente não entendo como respingos de tinta através de uma tela pode ser arte. — Sem ofensa feita, desde que eu concordo completamente com você. — Eu sorri para ele, agarrando seu braço, e vagando em direção do canto de trás, onde algumas das minhas fotos estão sendo exibidas. — E essas? O que você acha? Seth acaba o resto do seu vinho, em seguida, vira sua cabeça para o lado. — Eu não tenho certeza... Elas parecem meio escuras e foram tiradas de um ângulo muito estranho. Eu sinto como se tivesse levado um soco no estômago. — Sim, eu acho que posso ver isso. Seth vira a cabeça para mim com um sorriso malicioso no rosto. — Eu estou brincando com você. Eu sei que elas são suas. Eu balanço minha cabeça, mas percebo o quanto valorizo sua opinião. — Esse foi um movimento idiota, — eu digo em um tom leve para que ele saiba que estou brincando. — Desculpa. Eu prometo que não quis dizer isso, no entanto. Eu só tenho um senso de humor sombrio. — Ele se concentra na fotografia que tirei de Jenna e Ari em uma ponte com o rio no fundo.


— Eles não sabiam que eu estava os fotografando, — eu explico, movendo-me atrás dele. Ele fica tenso com a minha proximidade, mas não se move. Eu não tenho sido capaz de parar de pensar sobre a maneira como ele me beijou naquela noite. Eu estava meio chocado quando ele permitiu-me beijá-lo, e estava completamente chocado quando ele assumiu o comando do jeito que fez. Eu não posso esperar para beijá-lo novamente. Hoje. Amanha a noite. Beijar e beijar e beijar. — Eles parecem tão felizes e apaixonados, — ele observa calmamente. — E livres. — Livres? — Em ser eles mesmos. — Ele segura seu braço cheio de cicatrizes, olhando para a foto. — Eu meio que invejo-os de alguma forma. — Seth. — Eu coloco delicadamente a mão em seu braço. — Me conte o que aconteceu. Ele balança a cabeça. — Eu não posso. — Por que não? Eu prometo, eu sou um bom ouvinte. Eu posso estar lá para você. Ele balança a cabeça novamente. — É muito cedo e, honestamente, eu acho que a história é um pouco escura demais para você. Eu amo como você não vê toda a feiúra no mundo... Eu não quero tirar isso de você. — Convocando uma respiração profunda, ele se vira e me enfrenta. — Então, você tem que me dizer o que há com essa estátua gigante na porta da frente que totalmente se parece com um pênis. — Sua


mudança de assunto me choca um pouco, e leva um momento para mim entrar na conversa novamente. — Estátua que parece um pênis? — Eu coço a cabeça. — Eu não tenho certeza, qual delas você está falando? Ele aponta um dedo em direção à porta da frente, para uma escultura matizada azul alta. Eu balanço minha cabeça. — Foda-se, ela realmente se parece com um pênis, não é? Ele ri. — Sim, mas eu não acho que isso é o que é suposto a ser. A placa diz "para inspirá-lo". E totalmente fez, mas não da maneira que eu acho que é destinado a ser. — Oh, sim. — Eu tomo o resto do meu vinho em um gole só. — Como é que te inspira, então? — Me inspirou a nunca, jamais, tentar entender a arte. — Ele espreita sobre seu ombro para minhas fotos. — Eu gosto da sua, no entanto. Elas são as únicas que eu realmente entendi. — Espere até você ver as de Jenna. — Quando intriga cruza seu rosto, eu pego sua mão e puxo-o para a parte traseira do edifício. No meu caminho, eu pego mais dois copos de vinho a partir da mesa de serviço, em seguida, afasto uma cortina que leva para a sala onde fica a exposição de Jenna. A escuridão nos rodeia, e eu sorrio para mim mesmo quando a mão de Seth aperta a minha. Quando Jenna me disse o que iria fazer, eu inicialmente pensei que era assustador. Agora, porém... Bem, eu acho que ela pode ser fodidamente brilhante.


— Que diabos é isso? — Ele sussurra baixinho. — Eu não consigo ver nenhuma coisa maldita. — Eu acho que pode ser parte do ponto, — eu sussurro, deslizando minha mão pelo seu braço. Eu sinto-o tremer ao meu toque e meu pau começa a ficar duro. Incapaz de ver qualquer reserva, apenas sentir, eu me sinto tão... vivo. — Venha aqui, — eu sussurro, puxando-o para mais perto. Nossos corpos se pressionam, mas nossos lábios não chegam a se conectar, e acabamos colidindo nossas testas. Nós rimos, entrelaçando nossas mãos, meu coração acelerado. — Ok, esse foi o pior beijo. — De jeito nenhum, — ele diz enquanto trabalha para recuperar o fôlego. — Eu acho que poderia ser possivelmente o melhor beijo que já tive. Antes que eu possa responder, seus lábios encontram os meus. Através da escuridão, minhas mãos vagueiam sobre seu corpo, os braços, os ombros enquanto puxo-o para mais perto. Minha pulsação acelera e eu solto um gemido silencioso e aprofundo o beijo, agarrando-o com força. Eu já beijei muita gente, mas este beijo é tão diferente. Eu me sinto tão confortável, nada desajeitado, tão na minha zona de conforto. Agora, neste momento, é exatamente onde eu pertenço. Levei um tempo para encontrá-lo, e não estou prestes a fodidamente deixá-lo ir. De repente, uma brilhante luz pisca através da sala, iluminando as paredes e cortinas em torno de nós. Seth se empurra para trás, os olhos arregalados como as luzes acesas. — O que diabos foi isso?


— Essa era a perfeição. — Jenna salta através da cortina com uma câmera Polaroid antiga em sua mão. — Oh, meu Deus, este seriamente foi o beijo mais perfeito que eu já vi. A mandíbula de Seth está praticamente pendurada no chão. — Você estava nos observando? — Ele pergunta, tentando recuperar o fôlego. — Somente no final. — Ela levanta a foto à sua frente. — Então, eu tirei isso. É parte da minha exposição. Você ficaria espantado com a quantidade de liberdade que as pessoas sentem quando estão em uma sala escura e acham que ninguém está assistindo. — Mas alguém estava assistindo. — Ele puxa a fotografia da sua mão e encara-a enquanto o branco ganhar cor. — Uma garota assustadora com cabelo roxo. — Me desculpe se eu fiz você se sentir desconfortável, — diz Jenna, mas não parece particularmente arrependida. — Se faz você se sentir melhor, eu fiz isso com dez outros casais. E um casal estava a um passo de fazer sexo no chão. O nariz de Seth se enruga enquanto ele olha para o tapete, mas se solta quando olha para a foto novamente. — Eu vou te perdoar, — ele diz. — Mas eu estou mantendo a foto. — Você tem que me deixar, pelo menos, vê-la em primeiro lugar. — Jenna se inclina para pegar a foto. Seth enfia atrás das costas. — De jeito nenhum. Jenna faz um beicinho e junta as mãos na sua frente. — Por favor.


Seth olha para ela. — Você sabe que a aparência fofa, inocente não vai funcionar comigo, certo? Jenna faz uma carranca para ele, mas depois sorri. — Eu aposto que posso te fazer mostrá-la para mim. — Ok, certo. Você não sabe com quem está mexendo, doçura. Eu sempre obtenho o meu caminho. Jenna me cutuca. — Greyson, diga que você quer que ele me mostre a foto. Eu levanto minhas mãos à minha frente. — Eu não estou entrando no meio disso. Ela me cutuca novamente. — Você é a pessoa que instigou o beijo, portanto, isso é tudo culpa sua. — Isso meio que é verdade, — Seth diz, divertido. — Então, ela tem um ponto válido. Eu me surpreendo com os dois. — Que tipo de lógica é essa? E por que diabos você dois vão jogar isso em mim? — Nós não estamos jogando nada em você. — Ela se inclina e segura meu rosto entre as mãos. — Nós apenas queremos ver essa sua expressão bonitinha. Eu não sei qual é o grande problema. Você faz isso o tempo todo, de qualquer maneira. Eu mudo de posição e movo a cabeça para fora do seu aperto. — Eu não faço. — Eu olho para Seth. — Eu faço? Jenna sorrir brilhantemente. — Vê? Está fazendo de novo.


Eu rolo meus olhos, mas encaro-os e faço beicinho. Seth cobre sua boca para esconder o riso, enquanto Jenna bate palmas como se tivesse ganhado um prêmio. — Vê? Adorável, — ela cantarola, ainda batendo palmas. Eu balanço minha cabeça, pegando a foto de Seth, e dando a ela. — Pronto. — Eu caminho para a cortina. — Eu vou sair antes que vocês tentem tirar minha roupa ou algo assim. — Eu estou totalmente indo atrás disso, — Seth grita para Jenna e tem um ataque de risos. Eu não estou realmente chateado, especialmente porque Seth parecia bem com a nossa fotografia. Mais cedo, quando Jenna sugeriu que eu levasse Seth até lá durante o nosso encontro, eu estava um pouco hesitante sobre como ele reagiria. Eu acabo esperando por Seth, do outro lado da cortina. Ele sai momentos depois, enfiando a foto em seu bolso. — Nem eu, pelo menos, posso vê-la? — Eu cruzo meus braços e aperto meu lábio. — Talvez, — ele responde em tom de brincadeira, rapidamente passando o dedo pelo meu lábio. — Agora, vamos lá. Vamos estupidamente beber vinho e tirar sarro da grande e ligeiramente curvada estátua pênis na porta da frente. Rindo, eu sigo-o até a mesa onde está o vinho, onde nós dois obtemos uma recarga. Nós gastamos o próximo par de horas andando, olhando para as artes, admirando algumas, mas zombando da maioria. Provavelmente é o encontro mais divertido que já tive, e pelo


tempo que estamos a caminho dos dormitórios, eu não quero que a noite termine. — Se você quiser, podemos ir para o meu apartamento por um tempo, — eu sugiro para Seth no banco de trás do carro de Ari. Ari está dirigindo e está um pouco mal-humorado sobre isso, já que ele foi eleito o motorista da vez e agora está levando Jenna, Seth, e eu ao redor. Seth não responde de imediato e eu posso quase sentir sua ansiedade, mesmo sentado um pouco longe dele. Gostaria de saber exatamente o que ele pensa que eu estou propondo. — Tudo bem... Sim, mas apenas com uma condição. — As luzes da rua do lado de fora refletem em seus olhos quando ele sorri para mim. — E qual é a condição? — Que nós podemos fazer uma parada e obter um pouco de sorvete. Eu fico faminto quando estou bêbado. — Faminto quando está bêbado? Eu não sabia que existia esse tipo de coisa. — É o meu tipo de coisa. — Ele se empurra para mais perto de mim. — Toda vez que eu fico bêbado, sinto que estou morrendo de fome. — Oh! Eu entendo totalmente isso! — Exclama Jenna do banco da frente e bombeia o punho no ar, mas acaba batendo no seu rosto. — Ari, para a loja de sorvete!


Os três de nós entramos em uma erupção de risos e até mesmo Ari que parece ter levado um pontapé. — Eu vou deixar você tomar o sorvete, — ele diz, dirigindo o carro para o estacionamento da loja. — Mas não há mais bebidas para você. Ela acena e pula para fora do carro antes que ele faça uma parada completa. O resto de nós saímos e a seguimos para loja, todo o caminho até a seção de alimentos congelados. Nós fazemos nossas escolhas e eu aprendo o quão viciado em sorvete Seth é quando ele escolhe três sabores - hortelã, massa de biscoito e chocolate. — Por favor, me diga que você não está indo misturar todos os três, — eu digo quando nós voltamos para o carro depois de pagarmos. — Claro que eu vou. — Ele sorri para mim quando fecha a porta do carro. — Qual outra forma que existe para comer sorvete? — A maneira normal. — Eu coloco meu cinto de segurança. — Um sabor de cada vez. — Desta forma, dá-lhe um pontapé. — Como um chute no estômago, eu aposto. Reprimindo um sorriso, ele me olha. — Por essa pequena observação, estou indo fazer você experimentar. — De jeito nenhum. — Quer apostar?


— Acho que a última vez que apostamos, você perdeu. — Não desta vez, — ele diz. — Além disso, a última vez eu deixei você ganhar. Eu engasgo com uma risada. — Isso não é verdade e você sabe disso. — Não, eu sei que estou certo. — Huh? Trocamos um olhar confuso, embriagado e depois começamos a rir. Continuamos a brincadeira durante a viagem para casa. O clima entre nós muda, porém, depois de dizer adeus a Jenna e Ari e subirmos a escada em direção ao meu apartamento. — Eu aposto que é bom morar aqui, — Seth observa enquanto olha ao redor do calmo complexo de apartamentos. — É bom. — Eu enfio a chave na fechadura. — Eu me sinto um pouco fora do circuito, no entanto. — Depois de destravar a porta, eu abro-a e acendo as luzes. — Como todas as coisas boas que acontecem nos dormitórios, eu ouço sobre isso quando estou em sala de aula. — Confie em mim, os dormitórios são chatos, — ele diz, entrando no meu apartamento. Ele olha em volta para o sofá, a televisão de tela plana, e uma pilha de fotografias na mesa de café. — Essa coisa de fotografia não é apenas sobre a bolsa de estudos ou universidade, não é? Você gosta, realmente, realmente aprecia isso. — Ele pega uma foto que tirei de um jardim durante minha caminhada para a universidade.


— É uma espécie da minha versão de escrita para um poeta torturado. — Eu fecho a porta e tiro minha jaqueta. — Isso me ajuda a expressar quando não consigo verbalizar como me sinto. Seth estabelece a fotografia no lugar e enfia a mão no bolso, pegando a foto que Jenna tirou de nós. Ele avalia brevemente antes de colocá-la em cima da mesa. — Posso vê-la agora? — Eu pergunto, chegando ao lado dele. Ele dá de ombros, dando um passo para trás. — Fique a vontade. Enquanto eu dou um passo em frente para olhar para a foto, ele dá a volta na minha pequena sala de estar, verificando minha coleção de copos de shot, inúmeras fotos e DVDs. Eu me inclino para olhar a foto e sorriso. Nós parecemos concentrados no beijo e toda a tensão que Seth carrega se foi. Amanhã, eu vou ter certeza de dizer a Jenna o quão brilhante ela é. Quando eu fico de pé, noto que Seth está olhando para uma fotografia emoldurada dos meus pais e eu perto da praia. Ela foi tirada com um temporizador, mas acabou por ser uma foto incrível. — Estes são os seus pais? — Ele pergunta baixinho. — Sim, foi tirada na praia não muito longe de onde eu cresci. — É muito... E todos vocês parecem tão felizes. — Ele dá um passo para trás a partir da imagem e me encara. — Então, agora o que vamos fazer?


Eu dou de ombros, fingindo que não tenho nenhuma ideia, quando na verdade eu tenho. Tenho toneladas e toneladas de ideias fodidas do que nós dois poderíamos fazer juntos. — Nós poderíamos assistir a um filme ou algo assim. Seth contempla a minha oferta. — Eu estou para baixo para um filme tão longo como é uma comédia e, — um sorriso conivente se espalha por seu rosto, — Você tem que comer a mistura do meu sorvete. Eu faço uma careta. — Eu realmente não sei se posso fazer isso. Ele revira os olhos para mim. — Pare de ser um bebê. — Ele oscila em torno de mim, pegando o sorvete da mesa de café, em seguida, vai para a cozinha. Eu sigo-o e quando entro na cozinha, ele está abrindo e fechando os armários. — Onde diabos estão as suas taças? — Ele pergunta através de um acesso de raiva. Abro a máquina de lavar louça, pego uma tigela grande vermelha e uma colher, e coloco-as no balcão. Sorrindo, ele abre a tampa do sorvete e coloca uma colherada de cada sabor na tigela. Uma vez que termina, ele mexe ao redor, misturando tudo, e então empurra a tigela em minha direção. — Prove. — Ele sorri. Eu franzo a testa para a tigela. — Acho que é meio torcido você está gostando tanto disso. — Eu pensei que nós esclarecemos na galeria de arte que foi divertido ver você fazendo beicinho.


Eu esfrego a mão no meu rosto e suspiro. — Tudo bem, você ganhou. — E eu pensei que nós também tínhamos esclarecido que eu sempre ganho, — ele diz, totalmente entretido. Balançando a cabeça, eu dou uma colherada no sorvete. Então, seguro minha respiração, e provo. — Então? — Seth aguarda ansiosamente por mim responder. — É tão nojento quanto eu pensava. — Eu pego o papel toalha e cuspo. Seth ri em estado de choque antes de olhar para o conteúdo na tigela. — Eu não posso acreditar que você comeu isso. Parece tão nojento. Eu abaixo o papel toalha do meu rosto e arqueio uma sobrancelha. — Por que você está agindo como se nunca tivesse comido isso? — Porque eu nunca comi. Quero dizer, eu coloco tudo em uma tigela e como-os separadamente, mas não misturo-os assim. — Ele cobre sua boca, enquanto tenta silenciar seu riso. — Sinto muito. Eu honestamente achei que você não iria comê-lo. — Agora você me deve. — Eu deslizo a tigela sobre o balcão em direção a ele. — Prove. Seu nariz se enruga. — Eu prefiro não fazer.


Eu cruzo meus braços sobre o peito e me inclino contra o balcão, fingindo estar mais chateado do que realmente estou. — Então eu não vou te perdoar. — Ok, certo. Você é muito mau. — Mas ele pega a tigela, mergulha a colher no sorvete, e engole uma colherada. Ele oscila enquanto engole. — Não é realmente tão ruim assim. Dá totalmente para diminuir uma larica. Ele come metade da tigela enquanto eu como o meu próprio sorvete, então, voltamos para sala e sentamos em frente à prateleira que fica meus DVDs. — Então, uma comédia, não é? — Eu procuro nos títulos, em busca de um que seja bom. — Eu gosto de filmes engraçados. A vida é deprimente o suficiente para gastar o tempo assistindo filmes que sugam a vida da sua alma. Eu olho para ele e encontro-o olhando para suas cicatrizes novamente. — Seth... Eu sei que você não quer falar sobre isso, mas eu queria que você fizesse. Eu posso lidar com o lado sombrio... Eu sei que existe. — Saber que existe e vive-lo são duas coisas diferentes... Isso muda você, sabe? — Quando eu não digo nada, ele define sua tigela para baixo e suspira. — Eu ainda não estou pronto para dizer-lhe de onde as cicatrizes vieram, mas se você quiser, eu posso te dizer um pouco sobre mim. Eu aceno, me aproximando dele. — Você sabe que eu quero ouvir.


Ele solta um suspiro estressado enquanto descansa para trás em suas mãos. — Eu costumava ser uma pessoa realmente engraçada. — O que quer dizer com costumava ser? Você ainda é. — Não, eu sou diferente agora. Quero dizer, eu ainda sou engraçado e tudo, mas metade do tempo parece que eu estou no piloto automático. Piadas vêm naturalmente e é mais fácil apenas rir sobre isso. — Ele se inclina para frente e esfrega o braço. — Eu não disse a minha mãe que eu era gay. Ela meio que descobri depois... que aconteceu algo. Ela não ficou nada feliz. Me disse que eu merecia o que tinha acontecido comigo. Ela quase me jogou para fora de casa, mas depois de algumas súplicas patéticas da minha parte, ela me deixou ficar. Honestamente, eu desejei poder ter saído mais cedo, mas não tinha para onde ir. — Ele dá de ombros. — E é muito bonito a essência disso. Meu coração dói por ele até o ponto que meu peito realmente dói. — Essa coisa que aconteceu... tem a ver com as cicatrizes em seu braço? — Ele balança a cabeça, engolindo em seco. — Você... — Mudo meu peso para que eu esteja de frente para ele. — Será que sua mãe te machucou? — Não, não foi nada disso. Eu penso em pergunta-lhe se foi o cara com quem ele estava saindo. Quando ele falou brevemente sobre isso enquanto estávamos no Red Ink, eu tive a sensação de que algo ruim aconteceu entre os dois.


Antes que eu possa dizer qualquer coisa, ele senta-se ereto e diz: — Podemos mudar de assunto, por favor? Eu prefiro fazer outra coisa do que falar sobre minha vida deprimente. Eu não quero mudar de assunto. Eu quero descobrir quem o machucou. Descobrir o que está causando toda essa dor em seus olhos agora. Mas acho que pressioná-lo não vai ajudar. — Que filme você quer assistir? — Eu defino meu sorvete para baixo. — Qualquer um que você queira, eu vou assistir. — Eu realmente não estou com vontade de assistir a um filme mais, — ele murmura, olhando para a janela sobre o meu ombro. Imaginando que isso signifique que ele quer voltar para seu dormitório, eu começo a ficar de pé, mesmo que eu não esteja pronto para deixá-lo ir. — Ok, eu vou te levar. — Greyson, não é isso que eu quis dizer. — Sem aviso, seus dedos envolvem em torno do meu braço e ele me puxa para a sua boca. Eu me preocupo que o beijo pode ser uma distração para o que ele está fugindo, mas fico muito perdido na sensação dos seus lábios para impedi-lo. Eu beijo-o de volta, nossas línguas se emaranhando enquanto ele aperta meus braços. Meus músculos flexionando sob suas mãos e ele contrai seu alcance. Nós nos beijamos e beijamos e beijamos, assim como eu imaginei fazer toneladas de vezes. De alguma forma, acabamos deitados no chão, uma confusão de braços e pernas entrelaçadas. Eu só me afasto para puxar minha camisa sobre a minha cabeça. Ele segue a minha liderança e tira a sua também.


Meus dedos percorrem seus músculos magros enquanto ele desliza a mão pelo meu abdômen. Eles se contraem quando seus dedos começam a ir para baixo, para o botão da minha calça jeans. Eu percebo onde isto está indo, mas não tenho certeza se quero ir até lá ainda. No passado, eu correria para os aspectos físicos de um relacionamento sem realmente tomar o tempo para conhecer alguém. Eu provavelmente conheço Seth melhor do que já conheci qualquer um, mas ainda quero conhecer muito mais para descobrir. — Eu acho que... — Eu estou tão tenso que mal consigo terminar as palavras. — Eu acho que talvez nós devêssemos... — Sim, nós deveríamos... — Seth respira entre os beijos, agarrando-me com mais força. No início, eu acho que ele está me entendendo mal, mas depois ele se afasta. Ele rola sobre suas costas e olha para o teto, com falta de ar. Seus olhos estão enormes e cheios de pânico quando ele coloca a mão em sua testa. Eu giro de lado e me sustento em meu cotovelo. — Você está bem? Seu olhar desliza para mim. — Eu estou bem, eu só... Eu preciso levar as coisas um pouco mais devagar. — Ele se senta, pega sua camisa, e veste-a. — Podemos ver um filme agora... ou eu posso ir para casa, se você quiser. Eu não quero ficar sentado aqui, incomodando você com a minha falta de jeito. Pego minha camisa. — Seth, eu acho que nós já tínhamos estabelecido que eu sou o único estranho aqui. — Quando ele encontra o meu olhar, eu pisco para ele, tentando aliviar a tensão no ar.


Seus ombros relaxam enquanto uma risada escapa dos seus lábios. — Oh sim, eu esqueci completamente sobre isso. Acho que vou ter de me contentar com o segundo lugar, então. — Acho que sim. — Eu coloco minha camisa, pego um filme da prateleira, e puxo-o para seus pés. — Eu sei que você disse que não estava de bom humor, mas eu prometo que este é bom. Quando ele chega a seus pés, ele estatela-se no sofá. — Eu vou ficar por um, mas então provavelmente deveria voltar. — Parece bom. — Eu ligo o aparelho de DVD e sento-me no sofá ao lado dele enquanto o filme começa. No meio do filme, Seth cochila no meu ombro. Em vez de acordá-lo, eu pego um cobertor no chão, deito-me com ele, e meus braços em sua volta, simplesmente segurando-o. Eu nunca estive apaixonado antes, mas quando o sentimento mais calmante cai sobre mim enquanto eu começo a cair no sono, acho que talvez seja assim.


11 SETH As próximas semanas derivam em atordoadas cores de outono e novas roupas de outono. Greyson e eu passamos muito tempo juntos, estudando e saindo para alguns lugares, mas eu ainda não o apresentei a Callie, nem fizemos nada mais do que beijar. Cruzar essa ponte significa ter um compromisso com Greyson, que caminha lado a lado com a abertura do meu coração para ele. Eu acho que não estou pronto para isso, especialmente quando não consigo nem segurar sua mão em público, sem entrar em um ataque de ansiedade. Mesmo que Greyson insista que está tudo bem com a forma como as coisas estão indo, posso dizer que lhe incomoda cada vez que eu solto sua mão, me afasto a partir de um beijo, ou deslizo para longe dele no banco. — Você parece triste... O que há de errado? Será que é porque você tem que ir para casa amanhã? — Callie pergunta, enquanto nós estamos estudando na biblioteca. Ação de Graças é esta semana, então a maior parte do campus está vazia. Todo mundo está animado para voltar para


casa para as férias. Eu, não tanto. Na verdade, eu ficaria aqui, mas minha mãe me forçou a voltar e sofrer com uma semana de fofocas em Mapleville e o drama familiar entorpecente. Eu forço um sorriso alegre. — Estou bem. Eu só estava pensando. Ela mastiga a ponta da sua caneta enquanto me olha com perspicácia. — Seth, eu sei que você ama me ajudar, mas eu quero estar lá para você, às vezes também. É uma sensação boa quando eu sou capaz de ajudá-lo e me faz sentir menos como um tomador. — Tomador? — Sim, o tipo de pessoa que está sempre tomando e nunca dando nada em troca. Você está sempre dando, dando, dando, e eu estou sempre tomando, tomando, tomando. — Eu gosto de dar coisas para você. — Meus olhos fixam sobre as prateleiras e a recepção da biblioteca tranquila antes de fechar meu livro e descansar meus braços em cima dele. — Mas se você realmente quer saber o que está me incomodando... É Greyson. Ela coloca sua caneta na mesa e enfia uma mecha do seu cabelo marrom atrás da orelha. — Você está bravo com ele ou algo assim? — Não, não é nada disso. — Eu mexo com a pulseira de couro fino ao redor do meu pulso. — É... o que aconteceu com


Braiden. Está afetando como eu reajo com Greyson. Eu sei que posso confiar nele, mas não consigo ficar confortável quando estamos em torno de outras pessoas. Ela empurra seus livros de lado e descansa os cotovelos sobre a mesa. — Você falou com ele sobre isso? Eu sigo as cicatrizes finas que cruzam meu braço e mão. — Não... eu nem mesmo disse a ele sobre Braiden. — Seth, eu sei que é realmente difícil se abrir com alguém, mas... — Ela desliza o braço por cima da mesa, pega a minha mão, e dá-lhe um aperto. — É como você sempre me diz. Você não pode deixar o passado possuir você. Se você deseja seguir em frente, especialmente com Greyson, você vai ter que começar dizendo-lhe o que aconteceu com você. — Eu sei que tenho. — Eu libero uma respiração presa. — Mas estou com medo. — De quê? — De... me abrir novamente e acabar quebrado. Além disso, Greyson é tão bom, sabe. Ele tem pais realmente incríveis que sempre estiveram lá por ele e tem uma vida muito boa. Eu não quero manchar isso para ele, com a minha vida de merda. — Seth, olhe para mim. — Ela puxa meu braço até que eu finalmente encontre o seu olhar. O que eu vejo me assusta. Minha pequena, tímida Callie se transformou em um foguete intenso. — Você não tem uma vida de merda mais. Sim, coisas


de merda aconteceram com você e sim, sua mãe é uma puta... — Ela parece culpada por xingar, o que me faz sorrir. — Mas você tem a mim, Greyson, Luke, e até mesmo Kayden, e todos nós se preocupamos com você, porque você é uma pessoa boa que vale a pena se preocupar. — No momento em que ela termina, ela fez tanto esforço que está ofegando por ar. Eu levanto minha mão livre à minha frente. — Calma aí, minha menina brilhante, antes de explodir. — Eu só quero que você seja feliz, — ela diz, segurando a minha mão. — E eu odeio Braiden e todos esses caras estúpidos que fizeram isso com você. Você não merece ter medo o tempo todo. Você merece ser o Seth que eu amo. — Eu também te amo, garota. — Eu sorrio para ela e ela retorna meu sorriso. — Como você consegue ser tão sábia? — Hmmm... — Ela bate seu dedo contra seus lábios. — Eu devo ter tido realmente um grande professor, eu acho. — Deve ter tido. — Ele é realmente o melhor que existe. — Soa como um grande cara, — eu respondo com uma pitada de diversão. — Qual é o seu número? Talvez eu deva fazer-lhe uma chamada. Nós rimos em seguida, sentamos em nossas cadeiras. Fora da janela, o sol pinta o céu com rosa e ouro.


— Que horas são? — Eu verifico o relógio no meu celular, em seguida, me empurro para trás da mesa. — Merda, eu deveria encontrar Greyson quinze minutos atrás. Callie se levanta e reúne os seus livros em seus braços. — É melhor você falar com ele hoje à noite; caso contrário, eu vou adicionar isso à lista. — Eu vou ver o que posso fazer. — Mas só de pensar nisso faz meu estômago dançar, e não o tipo bom de dança. Os braços batendo, cabeça balançando, tipo inusitado de dança. — E você? Tem planos para hoje à noite? — Eu movo minhas sobrancelhas sugestivamente enquanto saímos da biblioteca para o ar fresco. Ela encolhe os ombros casualmente, colocando seus livros debaixo do braço. — Eu poderia encontrar-me com Kayden mais tarde. Em jeito de brincadeira eu bato meu ombro no seu. — Vocês dois têm passado muito tempo juntos. Ela luta contra um sorriso bobo. — Nós somos apenas amigos. — Amigos com benefícios. Suas bochechas coram enquanto ela evita meu olhar. — Nós não fizemos sexo... ainda.


Eu faço uma parada no meio do gramado. — Ainda? Isso significa que você esteve pensando sobre isso. Seu rubor se espalha por seu rosto enquanto ela de mim para a rua. — Eu não quis dizer isso. — Mas você já pensou sobre isso? — Eu tento esconder minha emoção, mas o fato de que ela pensou sobre o assunto significa que ela está fazendo progresso. — Às vezes... mas parece tão... Eu não sei. Eu nunca planejei me sentir assim sobre um cara. — Kayden é um cara bom. — E eu quero dizer isso. Não muito tempo atrás, Callie disse a Kayden que foi estuprada, e ele tem sido nada além de gentil, atencioso e compreensivo com ela. Isso o torna o cara legal na minha lista, que é uma lista muito fabulosa e meio difícil de ganhar um lugar. Ela afasta mechas do seu cabelo da sua boca antes de olhar para mim de novo. — Eu nem sei o que estou fazendo... Quero dizer, ele é tão experiente e eu sou... — Ela aponta para si mesma e encolhe os ombros. — O quê? Linda? Inteligente? Engraçada? — Eu deslizo meu braço em torno dela e começo a guiá-la em direção ao estacionamento. — Qualquer cara teria sorte de ter você.


Ela desliza seu braço em volta de mim e me dá um abraço. — Você também. — Nos separamos em frente do meu carro e ela dá um passo para os dormitórios, apontando seu dedo com firmeza para mim. — Agora diga a Greyson. Eu sei que isso vai fazer você se sentir melhor. Eu aceno para ela e entro no carro, cruzando os dedos para que ela esteja certa. *** — Eu não posso acreditar que nós não vamos ver um ao outro por uma semana inteira, — eu estou de mau humor enquanto vasculho o frigorífico de Greyson. Estamos gastando a nossa última noite juntos, antes de voltarmos para nossas casas. Eu pego uma cerveja, fecho a porta da geladeira com meu quadril, e tiro a tampa da garrafa. Tomando um gole, eu tremo com o gosto amargo. — Você realmente precisa obter algo além de cerveja. — O quê? Como aquelas bebidas frutados repugnantes que você estava bebendo no outro dia? — Ele brinca a partir do sofá. Ele tem seus braços cruzados e está usando uma camisa de manga curta que faz seus bíceps surpreendentes aparecerem. — Ei, essas não são tão ruins. — Eu sento no sofá ao seu lado e me inclino para olhar para a pilha de DVDs na mesa de café. — Qual deles vamos assistir hoje à noite?


Seus olhos estão fixos em mim, observando cada movimento meu tão intensamente que estou quase com medo de olhar para ele. — Sua escolha. — Hmmm... — Eu roço o dedo sobre os títulos. — Eu não estou realmente certo se estou no clima. Definitivamente não para ação, mas isso é um dado. Não para um romance... Não para uma comédia. Greyson solta uma risada baixa. — Parece que você não está no humor para um filme. Eu penso sobre o que Callie pediu-me para fazer e sua promessa de colocar na lista se eu não dissesse a Greyson esta noite. Eu sei que uma vez que estiver na lista, ela vai me incomodar até que eu faça, porque isso é o que eu faço com ela. Tomando uma respiração profunda, trêmula, eu mudo de posição e viro no sofá, colocando minha perna na almofada. — Na verdade, eu pensei que nós poderíamos conversar um pouco. — Conversa sobre algo específico? — Ele questiona. — Ou apenas conversar? Eu me inclino contra o braço do sofá, tentando ficar confortável. — conversar sobre algo específico. Algo no meu tom deve avisá-lo que estamos prestes a ter uma conversa séria, porque ele gira em minha direção e me dá


a sua atenção. — Tudo bem, eu sou todo seu para a noite. Comece. Meu estômago faz a má dança novamente, e eu desejo seriamente ter tomado um antiácido ou algo assim, porque eu sinto que estou perto de vomitar com o gosto ruim da cerveja. Meu olhar cai para as cicatrizes em meu braço. As pequenas marcas brancas parecem tão insignificantes, mas sinto que elas são uma marca, em chamas para o mundo inteiro ver. — É sobre minhas cicatrizes... — Eu passo meu dedo ao longo da mais longa, uma que Braiden deixou quando pisou no meu braço, esmagando-o na sujeira junto ao meu coração. — E sobre Braiden. — Posso perguntar... Quem é Braiden? — Greyson pergunta com cautela. Eu convoco outro fôlego e, em seguida, forço-me a olhar para ele. — Ele é o cara com quem eu saía. Ele engole em seco, seu olhar certo no meu braço antes de voltar para o meu, os olhos cheios de simpatia. Um momento de silêncio se passa, e meu coração dança como um louco dentro do meu peito. — Eu não tenho certeza de qual parte da história você quer ouvir, — murmuro. — Eu posso lhe dar a versão curta, se você quiser. Pode ser mais fácil de ouvir.


— Mais fácil de ouvir? — Ele se empurrar do outro lado do sofá até que nossos joelhos estejam se tocando. — Seth, eu não tenho medo do seu passado... Só dói imaginar que você experimentou esse tipo de dor, que um cara que você se preocupava causou essas cicatrizes. — Braiden não agiu sozinho, — eu explico. — Seus amigos estavam lá, também. Eles nunca realmente gostaram de mim, de qualquer maneira. — Isso não torna melhor. — Eu não estou dizendo que é... Eu só estou dizendo que havia outras pessoas lá e eu não me preocupava com qualquer um deles, exceto... — Eu forço para baixo nó na minha garganta e abaixo a cabeça, olhando para as minhas mãos. — Exceto Braiden. Greyson segura meu rosto entre suas mãos e me obriga a olhar para ele. — O que ele fez com você? A compaixão em seus olhos faz com que seja mais fácil de abrir minha boca e derramar minha alma. Se eu olhar muito profundamente, porém, vejo outra coisa. Amor, talvez. E isso... Bem, isso me deixa com medo. Cegamente, sem fôlego com medo, mas, ao mesmo tempo, sinto-me completamente seguro. — Nós estávamos saindo juntos por alguns meses, usando a desculpa de que eu era o seu tutor enquanto deveríamos estar estudando. Braiden era... Bem, ele era o atleta popular, amado


por todos e completamente heterossexual para todos, menos para mim. Mesmo que eu não tivesse dito a minha mãe, no entanto, havia algumas pessoas na escola que perceberam que eu era gay. A notícia que eu e Braiden estávamos vendo um ao outro se espalhou. — Eu rolo meus olhos. — Porque é isso que acontece em Mapleville. Quando os amigos de Braiden descobriram, eles o confrontaram e ele, é claro, negou. Disseram-lhe para provar isso e a prova que eles queriam era o meu sangue em suas mãos. — Eu dou de ombros, porque não consigo pensar em mais nada a dizer. — E você pode entender o que aconteceu. — Seth. — Sua voz é carregada de gentileza, como se ele estivesse com medo que eu estou prestes a quebrar. Eu percebo que estou chorando. — Oh, meu Deus, isso é tão embaraçoso. — Eu tento me afastar para enxugar minhas lágrimas, mas ele segura meu rosto firmemente em suas mãos. — Você nunca deveria estar envergonhado por ser quem você é. — Suas palavras atacam meu coração, mas eu quase desmorono quando ele enxuga minhas lágrimas com as pontas dos dedos. — Eu só quero esquecer o que aconteceu... Mas eu tenho todas essas cicatrizes em meu braço que não vai permitir isso... É por isso que tenho tanto medo de estar com você. Como estar com você, ficar com você. — Deus, eu odeio que eles fizeram isso com você, — ele diz enquanto termina de secar minhas lágrimas. — Eu gostaria de


poder fazer isso ir embora de alguma forma. Diga-me o que fazer. Por favor. — Eu gostaria que você pudesse fazer isso ir embora também, mas, infelizmente, você não pode... Você pode tornálo melhor, no entanto. — Como? Sem dar uma resposta verbal, me inclino para frente e esmago meus lábios nos dele. Com um suspiro, ele passa os dedos pelo meu rosto e abre a boca, aprofundando o beijo. No começo eu tomo meu tempo, beijando-o devagar, saboreando cada movimento da sua língua, o calor da sua pele quando eu levo minhas mãos até seus braços. A melhor parte sobre isso tudo é a sensação de segurança que sinto. Eu nunca me senti seguro com Braiden. Era sempre, "Feche e tranque a porta. Eu não quero que ninguém descubra sobre nós". Enquanto me deito no sofá, Greyson se move sobre mim, cobrindo meu corpo com o seu. Corro meus dedos pelo seu cabelo, puxando-o, e mordo seu lábio. Ele geme, moendo contra mim, e meu pulso acelera tanto com medo e excitação com a sensação. A lenta, provocativa queimadura muda repentinamente para a falta incontrolável e eu fico duro como uma rocha dentro do meu jeans. Tirando sua camisa e puxando-o para mais perto, sem querer deixá-lo ir. — Seth, — ele sussurra através de uma respiração irregular quando eu arrasto minha mão em seu estômago sexy-comoinferno.


— Sabe, parece que você vai ao ginásio de vez em quando. — Eu toco em seus músculos com os dedos. — Mas eu estou pensando que você deve ser uma daquelas pessoas que fazem treinos psicóticos. — Talvez... só... um... pouco... — Ele parece severamente distraído enquanto eu mexo com o botão da sua calça jeans. Eu mexo o botão um pouco mais antes de desfazê-lo, arrasto o zíper para baixo, e escorrego minha mão para sua cueca. Ele geme quando eu agarro-o, balançando para mim. Eu me perco com sensação enquanto movo minha mão para cima e para baixo, ficando mais excitado a cada segundo. Eu levanto minha cabeça para beijá-lo, mas ele se empurra para trás, agarrando a parte inferior da minha camisa e puxando-a sobre a minha cabeça. Ele rola ao meu lado e eu me movo com ele, confuso sobre sua intenção até que ele desfaz o botão da minha calça jeans e me dá exatamente o que estou lhe dando. Eu não sei como reagir. Braiden nunca foi assim comigo. Ele sempre foi o tomador e eu o doador. Eu penso sobre o que dizer a Greyson, que ele é o único cara que me tocou assim, mas meus lábios não conseguem funcionar. Eu não sei como fui de ter medo de beijá-lo e contar meus segredos, derramar meu coração para fora e estar com ele assim. Minha mente está correndo tão rápido que não consigo manter-me, e ao invés de ficar perdido na minha própria


cabeça, me agarro a Greyson, segurando firmemente todo o caminho até o fim. Depois das coisas se acalmarem, descansamos no sofá com nossas testas pressionadas. — Você está bem? — Ele pergunta enquanto se esforça para recuperar o fôlego. Meu coração está tentando bater o seu caminho para fora do meu peito enquanto eu aceno. — Estou mais do que bem... Estou perfeitamente bem. Quando digo isso, percebo quanta verdade essas palavras transportam e quanto tempo tem sido desde que me senti assim com alguém. Na verdade, eu acho que nunca me sentir assim. Tudo o que estou sentindo é completamente novo, cru e aterrorizante, mas da melhor maneira possível. Só espero que eu possa me agarrar a isso.


12 SETH Voltar para casa. Suspiro. O que posso dizer sobre isso sem que não seja absolutamente, cem por cento fodido? Minha mãe está fingindo que eu sou o filho que ela deseja que tivesse, dizendo a cada parente que veio para o jantar que eu me apaixonei por uma garota na faculdade e que estou me formando em matemática, de todas as coisas. É chato e degradante e estou a um passo de gritar com toda a força dos meus pulmões do que realmente estou vendo. Eu juro por Deus, vou fazer isso aqui mesmo no meio do jantar de Ação de Graças. — Seth, você ouviu o que a sua avó disse? — Minha mãe pergunta do outro lado da mesa coberta com tortas, pratos laterais, e um peru. Eu olho para cima do meu prato e balanço a cabeça. — Mas isso não importa, já que ela não consegue sequer ouvir sem seu aparelho auditivo. Minha avó sorri para mim, confusão enchendo seus olhos, enquanto minha mãe parece que está pensando em me esfaquear com o garfo. — Cuidado, garoto, — ela adverte, cortando um pedaço do peru. — Eu não vou tolerar essa sua atitude.


— Então acho que é melhor eu não falar. — Eu enfio meu garfo em minha salada, enchendo minha boca de comida, e sarcasticamente sorrio para ela. Ela olha para mim, mas não querendo causar uma cena, deixa a conversa de lado e se concentra em minha tia, que está se preparando para casar com o marido de número cinco. Depois do jantar, a família se reúne na sala para relembrar. Metade das histórias são igualmente embelezadas, uma besteira completa, ou simplesmente entediantes.. Entediado e fora da minha mente, eu decido mandar mensagem para Callie e ver se sua viagem está melhor. Eu: Ei, querida. Como está indo? Bem, eu espero. Você comeu algumas guloseimas deliciosas? Callie: Talvez... Mas que tipo de guloseimas estamos falando? Eu: OMG!!! Você fez? Porque eu tenho esse sentimento realmente estranho que você fez. Callie: fez o quê? Eu: Você sabe o quê. Quando ela não me responde, não posso deixar de sorrir. Ela já foi tão longe da garota que conheci no verão e desejo poder estar lá para abraçá-la ou algo assim. Honestamente, o que eu desejo é poder ser tão corajoso como ela é, mandar o meu medo ir se foder, me libertar, e me colocar para fora, para o mundo ver. Aconteça o que acontecer, e eu seria capaz de lidar com isso. Em vez disso, eu estou sentado em uma sala cheia de pessoas que acreditam que estou cursando matemática, namorando uma garota chamada Sally.


Passando o dedo sobre a tela, eu começo uma nova mensagem. Eu: Ei! Como está indo a férias? Greyson: A minha vai bem. Na verdade, estou na praia no momento. Eu: Isso não é tão injusto. Estou com inveja :( Greyson: Se isso faz você se sentir melhor, eu estou pensando em você. Desde que eu cheguei aqui. Eu: Ha, ha, você é tão brega. Eu estive pensando em você também. Greyson: O que você está fazendo agora? Eu: Sentado na sala, ouvindo minha mãe contar histórias falsas sobre a minha vida universitária. Greyson: Seth... Eu sinto muito. Eu: Não é culpa sua. É minha própria maldita culpa por deixá-la fazer isso. Eu só quero me levantar e gritar a verdade. Greyson: Tem que ser difícil quando é a sua própria mãe. Eu não posso nem imaginar. Eu não posso imaginar um monte de coisas que você passou. Você é tão forte. Eu: Sim, certo. Se eu fosse forte, então eu diria a todos a verdade. Greyson: Não há problema em ter medo, Seth... Eu ainda tenho às vezes.


Eu: Realmente??? Você não demonstra isso. Greyson: Não é sempre, mas às vezes, quando ouço alguém dizer algo estúpido, eu fico um pouco apreensivo. Eu: Como você lida com isso tão bem? Porque eu estou morrendo de vontade de saber. Greyson: Honestamente, eu apenas dou de ombros. Mesmo que seja difícil, no final, realmente não importa o que as outras pessoas pensam de você, desde que você seja feliz. A vida é muito curta, sabe, para que outras pessoas te arrastem para baixo. Eu: Uau, você é como um super sábio. Sério. Talvez você devesse cursa psicologia. Greyson. Sim, isso seria bom. Eu posso ser capaz de falar com você, mas quando se trata de completos estranhos, eu não sou tão bom. Eu: Então você está usado toda a sua suavidade em mim, hein? Greyson: Obviamente. Eu simplesmente não posso parar. Você é muito adorável. Um sorriso ridiculamente pateta assume meu rosto enquanto eu movo meus dedos para digitar de volta. — Seth, para quem você está mandando mensagens? — Minha mãe pergunta, me interrompendo. — Oh. É Sally? Eu mordo meu lábio e aperto meu celular em minha mão enquanto algo se encaixa dentro de mim. Eu penso sobre o que Greyson disse. Ele está tão certo. Que a vida é curta demais para continuar vivendo assim.


Eu olho para as cicatrizes leves, aquelas que a minha mãe me fez encobrir, e isso me dá raiva o suficiente para levantarme e confrontá-la em uma sala cheia de pessoas. — Na verdade, é Greyson, — digo a ela. — Sabe, meu namorado que conheci na faculdade. A cor some do seu rosto enquanto seus dedos estrangulam o copo que está segurando. — Ele está brincando, — ela diz a todos com uma risada. — Não, eu não estou. — Minha voz treme, mas consigo manter-me firme. — E você sabe disso. Você o conheceu há um tempo. — Cala a boca, — ela grita, batendo o copo em cima da mesa à sua frente. — Não, eu não vou ficar em silêncio mais, — eu respondo, minha voz cada vez mais firme. — Isso é quem eu sou e você vai ter que aceitar ou parar de me forçar a voltar para casa. Ela fica tão tranquila que você pode ouvir um alfinete cair. Um dos meus tios engasga com uma tosse e minha tia começa a chorar. Minha mãe treme de raiva enquanto se levanta da sua cadeira e aponta para a porta. — Saia da minha casa. — Com prazer. — Minhas pernas tremem enquanto eu pego meu casaco e saio apressado pela porta. — Foda-se, — Eu xingo quando percebo que meu carro está bloqueado. Tendo nenhum outro lugar para ir, eu coloco meu casaco e começo a andar pela calçada gelada. O ar tem um estreitamento nele e uma camada de neve cobre o gramado.


Meus braços e meus dentes batem, mas eu continuo me movendo até que finalmente chego ao posto de gasolina cerca de uma milha de distância. No interior, o lugar está praticamente vazio. Mesmo a pequena lanchonete na parte de trás tem um total de zero clientes. Tomando um assento em uma das mesas, eu puxo o meu celular para mandar uma mensagem a Greyson, mas percebo o quanto preciso ouvir a voz dele, eu acabo discando seu número em vez disso. — Ei, — ele diz quando atende. — Eu estava pensando em você. Eu caio de volta no assento. — Isso é porque eu sou difícil de esquecer. — O que há de errado? — Ele pergunta imediatamente. — E não diga nada. Eu posso dizer pela sua voz que há algo errado. Eu solto uma respiração. — Então, se lembra quando estávamos mandando mensagens de texto, eu disse que queria gritar a verdade para todo mundo? — Oh, meu Deus, você fez? — Ele parece preocupado. — Bem, não de forma tão dramática, mas sim, eu meio que declarei a todos que eu estava namorando você. Ele hesita antes de perguntar: — E o que aconteceu? — O que eu pensei que iria acontecer. — Eu sigo as rachaduras na mesa. — Minha mãe me expulsou de casa. — Seth, eu sinto muito. Eu queria estar lá com você... Mas estou realmente orgulhoso de você.


— Obrigado. — Eu olho para fora da janela enquanto a neve começa a cair. — Eu acho que vou dirigir de volta para a universidade esta noite. — Eu não gosto da ideia de você na estrada tão tarde. Ou passar o fim sozinho, — ele diz. — Não há um lugar que você possa ficar até domingo? — O meu carro. — Eu suspiro cansado. — É melhor eu voltar. Estar aqui... Traz muitas lembranças dolorosas. — Bem, se você fizer isso, me ligue quando estiver na estrada e eu vou falar com você durante a viagem. — Você sabe que é uma viagem de três horas, certo? — O quê? Eu posso falar por três horas seguidas, — ele diz e eu rio com ceticismo. — Ok, bem, você pode, então. — Parece bom... Deus, eu não posso esperar até segunda quando tudo voltar ao normal. — Eu espreito por cima do meu ombro quando o sino na porta apita e alguém entra. Quando eu vejo quem é, meu mau humor afunda ainda mais. — E o dia fica cada vez pior. — O que você quer dizer? — Quero dizer, Braiden acabou de entrar. — Eu não sei por que estou tão surpreso. Mapleville é uma cidade pequena. Eu deveria saber que havia uma chance de cruzar com ele. — Huh? Onde diabos você está? — Em um posto de gasolina. — Eu levanto-se da cadeira quando Braiden me vê.


Ele congela na frente da caixa registradora como um cervo nos faróis. — Não desligue, — Greyson implora ansiosamente. — Basta sair daí, ok? Seth, você está me ouvindo? — Sim, eu estou ouvindo. — Eu mantenho meus olhos em Braiden. Ele tem a mesma aparência; alto, musculoso, com cabelos castanhos que coincide com os olhos. Tenho certeza de que ainda é gostoso, mas agora tudo que posso ver é a raiva que ele tinha em seus olhos quando tentou me quebrar. Minha pulsação está correndo tão rápido que sinto que estou a um passo de cair morto. De alguma forma eu consigo colocar um pé em frente do outro e me mover em direção à porta. Braiden olha por cima do ombro para o caixa, que está lendo uma revista e mascando seu chiclete. Ele relaxa um pouco quando ele se vira e me dá um sorriso tenso. — Ei. Minhas cicatrizes pulsam enquanto eu forço as palavras saírem da minha boca. — Você está falando sério? A expressão dele cai. — Huh? — Você seriamente pensa que pode falar comigo? — Eu envolvo meus dedos ao redor da maçaneta da porta. — Você não tem o direito de falar comigo. Você tomou essa decisão seis meses atrás. — Seth, se você pudesse falar comigo, eu poderia explicar. O que aconteceu... Eu não tive escolha.


— Todo mundo tem uma escolha, — eu digo. — Você fez a sua no momento em que apareceu naquela caminhonete com seus supostos amigos. E confie em mim, lamento a minha escolha de não relatar o que vocês fizeram comigo para a polícia. — O que diabos você espera que eu faça? Dizer-lhes a verdade? — Ele sibila, dando um passo em minha direção. Eu levanto minha mão à minha frente. — Eu não vou entrar nessa com você. Eu não quero falar com você, ver você, ou ter qualquer coisa a ver com você nunca mais. Estou muito à frente disso. — Seth, — ele começa, mas eu não quero ouvir. Virando as costas para ele, eu abro a porta e entro na chuva de neve à deriva do céu. — Você ainda está aí? — Greyson pergunta enquanto eu caminho em frente ao estacionamento. — Sim, eu ainda estou aqui. — Minha respiração sopra em frente ao meu rosto. — Estou voltando para casa para pegar minhas coisas e pegar a estrada. Fique no telefone comigo por um tempo, embora, ok? — É claro, — ele diz como se fosse a coisa mais fácil de se fazer. — Você sabe que eu estou sempre aqui para você. Eu caminho através da neve em direção ao bairro onde cresci. — Eu sei que você está. Mesmo depois de todo o drama do dia, eu consigo sorrir quando a verdade aquece todo o frio em torno de mim. Pode parecer como se eu estivesse completamente sozinho agora,


mas nĂŁo estou. Callie estava certa. Eu tenho pessoas em minha vida que me amam pelo que eu sou.


13 GREYSON — O que há com esse cenho franzido, meu lindo garotinho? — Minha mãe está derretendo a manteiga em uma panela no fogão quando entro na cozinha, se preparando para cozinhar seus brownies favoritos. Cada quarto da casa tem o seu próprio estilo único, e a cozinha não é exceção. Pintado na parede oposta é um mural de praia. O resto das paredes é azul para combinar e os armários são amarelos como o sol. É um pouco estranho, mas de alguma forma funciona. — Nada. — Eu paro ao seu lado e olho para a manteiga escaldante. — Precisa de ajuda? Ela olha para cima da panela com preocupação em seu rosto. — Greyson, não minta para mim. Posso dizer quando há algo incomodando o meu menino. — Eu gostaria que você parasse de me chamar assim. — Eu me inclino contra o balcão. — Eu tenho quase dezenove anos. — Oh, que grande coisa. — Ela levanta as mãos na sua frente, zombando de mim. Quando uma risada me escapa, ela abaixa as mãos, satisfeita. — Só para você saber, você sempre será meu menino, mesmo quando tiver noventa.


Eu não aponto o fato que provavelmente ela não estará por perto quando eu tiver noventa, uma vez que isso levaria a uma longa história sobre como ela vai me encontrar em sua próxima vida. Ela pega uma colher e mexe com a manteiga borbulhante. — Me diga o que está errado. Eu abro o armário, pego um copo, e encho-o com água. — É Seth. Sabe aquele cara que te falei? Algumas coisas aconteceram enquanto ele estava em casa e ele acabou voltando para a universidade mais cedo. Tomo um gole de água, tentando não pensar sobre Seth suportar o resto do feriado sozinho no campus, tentando trabalhar com o que aconteceu por si mesmo. Dói pensar sobre ele estar sozinho após toda essa merda horrível que aconteceu enquanto ele estava em sua casa. — Eu espero que esteja tudo bem. Em tudo, — Ela abaixa a temperatura do forno. — Eu não tenho tanta certeza de que ele está, embora ele diz que está bem. — Posso perguntar o que aconteceu? — Ela pergunta, enxugando as mãos em uma toalha. Eu solto minha respiração e conto todos os detalhes que sei. Até o momento que termino, me sinto mal do estômago, pensando sobre o que ele deve está passando agora e quanto desejo estar lá ao seu lado. — Aquele pobre menino. Por passar por tudo isso... E a sua mãe é uma vergonha. As mães devem amar seus filhos incondicionalmente e sempre estar lá para eles. — Minha mãe move a panela do fogão e toma minhas mãos. — Se você está


realmente sério sobre esse garoto, você deve trazê-lo para casa com você durante as suas próximas férias. Eu não quero que ele passe o Natal sozinho ou, pior, em sua casa, onde ele não pode se sentir seguro. — Ela reage da exata maneira que eu sabia que ela faria. Embora ela pode ser um pouco louca, eu tenho sorte em têla como mãe. — Eu acho... Ou eu estive pensando que talvez eu pudesse voltar mais cedo. Ela não diz nada. Em vez disso, ela abre a minha mão e estuda as linhas da minha palma. — Tanto quanto odeio o pensamento de cortar o nosso tempo juntos, eu acho que você deveria voltar também, e estar lá para Seth. — É isso que as linhas dizem? — Eu brinco. — Elas fazem, — ela responde, muito séria. — Assim como o meu sonho disse que você estava indo encontrar alguém novo quando fosse para a universidade. Você já deveria saber que minhas previsões estão sempre certas. — Ela fecha a minha mão. — Vá arrumar suas coisas e eu vou ver se consigo marcar um vôo para você. — Obrigado, mãe. — Eu envolvo meus braços em torno dela. — E eu quero dizer por tudo. Por não me chutar para fora de casa. Por me apoiar através de tudo. Por me fazer sentir bem sobre ser quem eu sou. — Por nada, querido. — Ela beija minha bochecha. — Eu te amo. — Eu também te amo. — Eu me inclino para trás e caminho para o meu quarto, ansioso para arrumar minhas coisas e ir encontrar Seth.


*** Dez horas depois, eu estou andando até edifício dormitório de Seth. Eu não fui capaz de entrar em contato com ele, então logo que deixei minhas coisas no meu apartamento, vim direto para os dormitórios. Eu tento o seu número outra vez, mas vai direto para a caixa postal. Corro pelo gramado fosco. Os flocos de neve estão levemente caindo do céu cinzento e polvilhando os galhos das árvores. A cena faria uma grande fotografia, mas não tenho a minha câmera comigo. Além disso, tenho essa vontade terrível de chegar ao quarto de Seth e certificar-me que ele está bem. Quando chego à porta de entrada, eu coloco minhas mãos ao redor dos meus olhos e olho através do vidro. Eu localizo algumas pessoas na área do salão e bato na porta. Uma garota olha na minha direção, se levanta e me deixa entrar. Eu escovo a neve fora do meu cabelo enquanto entro e caminho em direção ao seu quarto no final do corredor. Parando em frente à sua porta, eu bato com força uma vez que alguém está escutando uma música alta. Momentos depois, a música para e Seth abre a porta. Ele dá uma olhada para mim e seu queixo cai. — O que você está fazendo aqui? Eu pensei que você não fosse voltar até domingo. — Sim, eu voltei mais cedo. — Eu corro meus dedos pelo meu cabelo úmido. — Eu pensei que você poderia precisar de alguma ajuda depois do que aconteceu.


Ele esfrega os lábios enquanto seu olhar corre para cima e para baixo do meu corpo. — Você não tinha que fazer isso. Eu sei o quão animada sua mãe estava para te ver. — Ela está bem por eu ter voltado, — eu tranquilizo-lhe. — Na verdade, foi ideia dela. Ele olha para mim por um segundo ou dois, então pega a minha mão e me puxa para o seu quarto desordenado. Latas de energéticos no chão e embalagens de doces cobrem sua cama. — Será que você teve uma farra de açúcar ou algo assim? — Dirijo-me em um círculo no pequeno espaço entre as duas camas de solteiro, examinando seu quarto bagunçado. — Eu não sentir vontade de sair e comer sozinho, — ele diz, fechando a porta. — Eu honestamente planejava me trancar aqui toda a semana e me encher de açúcar e vodka, mas eu não tinha nenhuma vodka, então, — ele encolhe os ombros, — eu tomei bebidas energéticas. Eu observo o quão abatido ele está e como seus olhos estão avermelhados. Eu acho que ele estava chorando e isso rasga meu coração. Antes mesmo de perceber o que estou fazendo, eu envolvo-o em meus braços e puxo-o contra mim. — Eu sinto muito, eu não estava lá por você, — eu digo, abraçando-o com força. — Eu estou aqui agora, no entanto. Ele apóia o rosto na curva do meu pescoço enquanto agarra a parte inferior da minha camisa. — Não é sua culpa não estar lá. E não é como se eu soubesse que a merda iria bater no ventilador. Além disso, eu fiz a escolha de abrir minha boca e dizer o que eu disse. — Nunca se arrependa disso.


— Eu não estou. Nos abraçamos um pouco mais antes de recuar. Ele limpa os olhos com a manga da sua camisa, em seguida, sopra uma respiração. — Então, agora que você está aqui, você quer ir comer alguma coisa? — Ele faz uma careta para todas as embalagens de doces em todo o quarto. — Eu comi muita besteira, juro por Deus que posso literalmente sentir meus dentes apodrecendo. — Tudo o que você quiser fazer, o dia é seu, — digo-lhe, fechando o zíper da minha jaqueta. Ele pega seu casaco da cama desfeita. — Você pode querer ter cuidado me dando esse tipo de liberdade. Só Deus sabe onde diabos vamos acabar. — Ele desliza seus braços nas mangas, pega sua carteira e as chaves do armário, e então abre a porta. — Espere, como você conseguiu entrar aqui sem um cartão de acesso? — Havia algumas pessoas no térreo e me deixaram entrar, — eu explico enquanto ele tranca seu quarto antes de irmos para o corredor. — Eu tentei ligar para você tipo umas mil vezes, mas você não atendeu. — Oh sim. Eu esqueci que meu celular estava desligado. — Ele acena para uma das meninas no salão antes de empurrar a porta para sairmos. Flocos de neve grossos caem do céu, tornando-se difícil de ver algo. — Por que você o desligou? — Eu pergunto, enfiando as mãos nos bolsos da minha jaqueta.


— Porque minha mãe se manteve enviando mensagens de textos para mim. — Desculpas, eu espero. Ele solta uma gargalhada oca enquanto chuta a ponta da bota na neve no chão. — Ok, certo. Mais como ameaças. Eu paro sob o abrigo de uma árvore e agarro-lhe o braço, forçando-o a olhar para mim. — Ela está ameaçando você? Ele dá de ombros. — Não é nada que eu não tenha ouvido falar antes. Eu não posso voltar para casa novamente. Blá, blá, blá. — Ele revira os olhos, fingindo não estar afetados. — Me desculpe, mas sua mãe é uma vadia. — Oh, ela é. — Ele puxa o capuz da sua jaqueta sobre sua cabeça. — Podemos falar sobre outra coisa, embora? Eu prometo que não vou fugir do problema. Eu só preciso de uma pausa desse assunto. — Você está bem, embora, certo? — Eu questiono, sabendo que eu não estaria nada bem se eu tivesse passado por tudo o que ele passou. — Curiosamente, eu meio que estou. Entre enfrentar a minha mãe e confrontar Braiden, eu tenho esse estranho sentimento de encerramento. Como se eu tivesse feito as pazes com o que eu não podia mudar e sinto que estou pronto para seguir em frente. Eu dou um aperto em sua mão. — Você sabe que eu estou aqui se você precisar conversar, desabafar, perfurar alguma coisa, qualquer coisa.


Ele ri, com os olhos brilhando pela primeira vez desde que entrei em seu quarto. — Perfurar alguma coisa? — Sim, como uma maneira de tirar o peso dos seus ombros. Você ficaria surpreso com o quão terapêutico pode ser. — Obrigado pela oferta, mas exercícios físicos não parecem muito divertidos para mim. No entanto, adoro dançar. Eu não tenho feito isso há algum tempo. — Ok, — eu respondo, inseguro quanto se ele quer que eu lhe acompanhe desde que ele foi tão hesitante sobre isso no passado. — Eu definitivamente preciso comer algo primeiro. — Ele dá um tapinha em seu estômago. — Estou faminto. Eu aceno minha cabeça em direção ao estacionamento. — Então vamos. Como eu disse, o dia é seu. Nós caminhamos através da neve até o carro, os nossos sapatos esmagando contra o gramado congelado. A queda de neve está ficando mais fina, tornando mais fácil de ver. Quando noto um casal de rapazes que se dirigem pela calçada, estou preparado para Seth puxar sua mão para fora da minha, como ele sempre faz quando estamos perto de outras pessoas, mas enquanto os caras se aproximam ainda mais, ele apenas aperta com força. Eu posso sentir sua ansiedade quando a palma da sua mão começa a suar e seu pulso começa a martelar contra meus dedos, e, embora seu olhar permanece bloqueado em seu carro coberto de neve, ele continua olhando para os indivíduos pelo canto do olho. Alguns deles olham em nossa direção e abertamente nos encaram, mas, felizmente, ninguém abre a boca e nós chegamos até o carro sem problemas. A última coisa que Seth


precisa é de drama durante a sua primeira tentativa de colocar-se para fora. — Onde devemos comer? — Os dedos de Seth tremem enquanto ele se atrapalha para colocar as chaves na ignição. — Ei, apenas respire. — Eu coloco minha mão em seu braço para firmá-lo. — Você foi bem. Quando seu olhar encontra o meu, ele acena com a cabeça instável, e eu não posso me parar. Eu me inclino e beijo-o e ele me beija de volta, quase em desespero, deslizando sua língua em minha boca. Ele não tirou sua barba em poucos dias e posso senti-la sob a minha mão enquanto seguro seu rosto e puxo-o para mais perto. — Eu senti sua falta, — eu digo quando me afasto, um pouco sem fôlego. — Eu senti sua falta, também, — ele admite, dirigindo para fora da garagem. — Minha mãe disse que você deveria vir para a Flórida comigo no Natal, — digo a ele. — Mas eu tenho que avisá-lo, você provavelmente vai passar a maior parte da visita com ela lendo a palma da sua mão, lendo cartas e interpretando seus sonhos. — Isso soa engraçado. — Então, você vai vir? Ele coça a testa, em seguida, liga os limpadores em alta velocidade. — Sim, isso soa realmente bom. — Sua voz treme nervosamente. — Espero que eles gostem de mim, no entanto.


— Claro que sim. — Eu coloco meu cinto de segurança e relaxo de volta no assento. — Na verdade, eu tenho certeza que minha mãe já gosta. — Como? Ela nem sequer me conhece. — Ela disse que eu pareço feliz e deu-lhe o crédito por isso. Ele sorri para isso, parecendo um pouco perplexo. Nós passamos as próximas duas horas comendo o jantar e à procura de um clube que está aberto em um fim de semana nas férias, o que acaba por ser um esforço malsucedido. Todos os clubes bons estão fechados, por isso, acabamos indo para o meu apartamento e jogando um jogo de beber. Cinco ou seis doses depois, minhas veias estão zumbindo com álcool apenas o suficiente para que eu decida que é uma boa ideia aumentar um pouco a música e transformar minha sala de estar em um clube. Nós começamos a dançar, rir e esfregar nossos quadris, sentindo o corpo do outro, e o riso rapidamente se transforma em uma sessão de amassos. Camisas e calças fora e de alguma forma acabamos no quarto. As coisas começam a ficar extremamente quentes, e eu não tenho nenhuma intenção de parar até que eu detecto o medo no rosto de Seth. — Devo parar? — Pergunto através de uma respiração irregular. Seu peito bate no meu enquanto ele luta para respirar. — Eu só preciso de um momento. Balançando a cabeça, eu me afasto e sento-me na borda da cama. Agarro o colchão, me esforçando para conseguir ar em meus pulmões, tentando fodidamente acalmar-me.


— Eu sinto muito, — Seth murmura por trás de mim. — Não, você está tudo bem. — Eu chupo outra respiração antes de girar ao redor, e me arrependo de imediato de olhar para ele. Ele ainda está apenas de cueca, seu cabelo loiro está todo bagunçado, e eu instantaneamente fico duro. — Eu só preciso me acalmar, — eu digo com a voz tensa. — Você me deixou todo incomodado. Um traço de diversões aparece nos cantos dos seus lábios, mas o sorriso vacila prontamente. — Eu não tenho sido totalmente honesto com você sobre certas coisas. Eu não estava realmente pensando em lhe dizer e nem tenho certeza se preciso... Mas desde que esta semana tem sido tudo sobre a verdade, eu acho que estou indo em frente sobre o meu passado. — Ele cruza suas pernas e fica situado na cama, ficando tranquilo enquanto eu espero por ele continuar. Quanto mais tempo ele fica em silêncio, mais inquieto eu me sinto sobre o que diabos ele vai dizer. — Na semana passada, quando estávamos brincando no seu sofá... Isso é o mais distante que eu já fui, — ele olha para suas mãos em seu colo. — Quero dizer, eu fiz coisas para Braiden, mas ele se recusou a fazer qualquer coisa para mim. Ele dizia que não era a coisa dele, mas eu poderia dizer que às vezes ele queria. Olhando para trás, estou supondo que era porque ele estava com medo de ir até o fim... Eu gostaria de ter dito alguma coisa, mas eu era estúpido naquela época. — Você não era estúpido. Você simplesmente não teve uma chance real para ver que havia uma opção diferente além de se esconder atrás de portas fechadas. Ele olha a cima do meu ombro. — Eu pensei que estava apaixonada por ele. — Quando seus olhos fixam em mim, ele


balança a cabeça. — Claramente, eu entendo agora que não estava, mas naquela época... Eu não sei... Isto vai soar tão clichê, mas acho que eu estava procurando o amor em todos os lugares errados. — Suas sobrancelhas se arqueiam. — E você? Eu sei que você já namorou muito mais do que eu, mas você já se apaixonou? Eu balanço minha cabeça. — Não, eu nunca cheguei perto o suficiente de alguém para sentir algo mais profundo. — Até agora. Eu percebo que tenho certeza que estou apaixonado por Seth. Eu deveria ter sabido no momento em que larguei tudo e voltei mais cedo só para me certificar de que ele estava bem. Isso me assusta, mas em uma boa maneira. Eu abro minha boca para dizer isso a ele, mas meu celular toca em algum lugar do apartamento. — Onde diabos eu o deixei? — Eu murmuro para mim mesmo enquanto saio da cama. Eu tropeço através do quarto e acompanho o toque até o corredor, onde o meu celular está no chão. Eu pego-o e vejo um número desconhecido na tela. — Olá? — Eu atendo, colocando o celular na minha orelha enquanto faço o meu caminho de volta para o quarto. Seth está descansando na minha cama com os braços dobrados atrás da cabeça, sorrindo para mim satisfeito. Eu tenho esse impulso irresistível de jogar o celular para o canto e gritar que eu o amo. — Ei, Greyson... É Callie. Desculpe incomodá-lo... Seth usou meu celular uma vez para ligar para você e acabei encontrando seu número. — Ela engasga, como se estivesse chorado. — Eu não quero incomodá-lo, mas Seth não atende o


seu celular e eu realmente preciso falar com ele. — Um soluço de cortar o coração enche a linha. — Sim, ele está aqui. Espere um pouco. — Eu rapidamente entrego-lhe o celular e murmuro, Callie. Com a testa franzida, Seth se senta e toma o telefone de mim. Ele fala com Callie por cerca de dez minutos e pelo tempo que ele desliga o celular, parece que está a ponto de vomitar. — O que há de errado? — Pergunto enquanto ele define o meu celular na mesa de cabeceira. — É Kayden... — Choque está congelado no seu rosto. — Ele foi esfaqueado neste fim de semana. Ele está bem, mas foi parar no hospital. — O quê? — Eu realmente não conheço Kayden, mas a partir de conversas com Seth sei que Callie realmente se preocupa com ele. — Quem diabos o esfaqueou? — Eu não sei ainda, mas Callie acha que pode ter sido seu próprio pai, — ele sussurra. — Deus, Callie disse-me que o pai de Kayden era abusivo, mas eu nunca pensei... — Seus dedos tremem enquanto ele aperta suas mãos em punhos. — Por que os pais têm de ser tão fodidos às vezes? — Nem todos os pais são. — Eu me aproximo e puxo-o para um abraço. — Vai ficar tudo bem. — Eu só me preocupo com Callie. Ela nunca rompe, sabe. Ela só enfia suas emoções até que se perde completamente. — Ele inspira e expira contra o meu peito, tentando se acalmar. — Eu acho que preciso ir para lá... Ela não deve ficar sozinha. — Nós podemos ir se você quiser... Eu posso ir com você, também.


— Obrigado. — A pressão dos últimos dias torna-se muito, fazendo-o rachar, e lágrimas caem dos seus olhos, pingando no meu ombro. Sentindo-me impotente, eu faço a única coisa que posso, que é ficar com ele e com tudo o que tenho em mim.


14 GREYSON Nós dirigimos até Callie para tentar ver Kayden, mas sua família não deixou ninguém entrar e acabamos voltando para o campus. Ainda assim, passar o tempo na estrada com Seth foi bom, mesmo se a viagem foi por uma razão realmente deprimente. Algumas semanas se passam e tudo parece estar indo bem, pelo menos com Seth e eu. Ele até mesmo está confortável o suficiente para segurar a minha mão de vez em quando em público. Eu não compreendo plenamente o quanto isso me incomodou que não podíamos mostrar que estamos juntos até que ele finalmente decidiu que queria. Chegamos a esta zona agradável, confortável de ir à universidade e sair. Eu até cheguei a conhecer Callie e passei muito tempo com ela e Seth. A pobre menina está completamente desolada sobre Kayden. Ele não só está em sua cidade natal, mas está trancado em uma clínica, porque seu pai disse à polícia que a facada em sua lateral foi autoinfligida. Aparentemente, Kayden esteve lutando com corte por um tempo, para que a polícia acreditasse em seu pai. — Então, quais são os seus planos para o Natal? — Jenna pergunta à medida que caminhamos para fora da sala de aula.


É a minha última aula antes das férias de inverno começar, e mesmo que eu não odeie as aulas, estou precisando de uma pausa. Seth e eu vamos passar a noite embalando nossas coisas desde que o nosso vôo é amanhã de manhã. Estou animado que ele está vindo comigo. Eu espero que os meus pais não o assustem. Eu jogo a alça da minha bolsa por cima do meu ombro. — Na verdade, estou voltando para casa com Seth. — Uau, vocês estão ficando sério, não é? — Diz Jenna, colocando seu cabelo roxo em uma trança lateral. — Sim, eu acho que nós estamos. — Eu achato a palma da mão contra a porta de saída, empurro-a, e observo a tempestade de inverno assumir a maior parte do campus. — Na verdade... eu... Não importa. Ela gira na minha frente, agarrando meu braço para se apoiar quando quase desliza no gelo. — De jeito nenhum! Você tem que terminar o que estava dizendo. — Não é grande coisa. — Sim é. Eu posso dizer pelo olhar em seu rosto. Eu suspiro, puxando o capuz sobre a minha cabeça. — Eu estava indo dizer que acho que vou dizer a Seth que eu o amo enquanto nós estivermos na Flórida. Na praia, talvez ao pôr do sol. — Ah, meu Greyson é tão brega. — Ela sorri para mim enquanto aperta a mão ao peito. — Mas é doce... Deus, eu sinto falta disso. — Falta do quê?


— O ato de se apaixonar. — Seus olhos se iluminam. — Isso deve ser totalmente o nome da minha próxima exposição. — Mas você já está apaixonada por Ari. — Eu caminho em direção ao estacionamento, onde eu devo encontrar Seth em seu carro. Ela me segue, fazendo um caminho em torno de uma árvore. — Eu sei, mas acho que vou fazer um objetivo neste feriado de voltar a me apaixonar por ele. — Ari está perto de um dos bancos, ela me dá um beijo rápido na bochecha e pula em direção a ele. — Me deseje sorte! — Boa sorte! — Eu grito, em seguida, aumento o ritmo quando vejo Seth em seu carro inclinando-se contra o capô, esperando por mim. Minha frequência cardíaca acelera enquanto me aproximo dele, mas quanto mais perto eu chego, mais consciente estou que Seth que não aparece nada feliz. — Eu tenho algumas más notícias, — ele diz quando eu alcanço-lhe. — Eu não posso ir para casa com você nas férias. Meu bom humor falha. — Por que não? Ele faz um gesto para eu entrar no carro. — Eu vou explicar depois que sairmos desta tempestade de neve horrível. — Ele faz uma carranca para o céu, em seguida, entra no carro. Eu entro, e ele acelera o motor antes de pôr em marcha ré e ligar o aquecedor. — Eu preciso ir para casa com Callie, — ele diz, enquanto dirige o carro na estrada de gelo em direção ao meu apartamento. — Kayden não falou com ela ainda, mas ele está finalmente em condições de receber visitas. — Ele vira para


outra rua. — Estou preocupado com ela ter que lidar com isso e sua família e Caleb, tudo ao mesmo tempo. Eu coloco o cinto de segurança sobre o meu ombro. — Espera... Quem é Caleb? — O cara que a estuprou. — Ele vira o volante e faz uma direita na estrada principal. — Espere. Eu estou tão perdido. Ele ainda está lá? — Callie nunca disse a sua família o que aconteceu e, infelizmente, eles não são bons em pistas sobre o fato de que sua filha fica extremamente desconfortável toda vez que o amigo de seu filho aparece. — Isso é tão fodido. — Eu balanço minha cabeça em descrença. — Isso realmente é, — ele concorda, agarrando o volante. — É por isso que eu realmente preciso ir para casa com ela. Entre o drama com sua familiar e o fato de que Kayden não quer nem mesmo falar com ela, ela realmente precisa de alguém lá. — Ele me dá um olhar de soslaio. — Eu espero que você não esteja muito chateado que eu tenha que cancelar a viagem para Florida. — Claro que não. — Eu deslizo minha mão através do console e coloco em sua coxa. — Você é um bom amigo, Seth, e eu não posso ficar bravo com isso. — Eu vou sentir sua falta, no entanto. Como um monte, um monte. Como por em um diário meu-coração-e-alma que sinto sua falta.


— Eu vou sentir sua falta, também. — De repente, percebo que meus grandes planos para revelar que eu o amo foram pro buraco. — Quando você vai sair? — Essa é a parte realmente fodida. Estamos pegando uma carona com Luke, por isso temos que sair hoje à noite. — Ele para o carro no complexo de apartamentos, em frente do meu prédio, e se vira em seu assento para mim. — Você tem que prometer que não vai ficar com raiva quando eu enviar mensagens vinte e quatro por dia para você. Eu sou super carente desse jeito. — Eu gosto que você esteja super carente. — Eu olho em volta, sabendo que não é a cena da praia que eu estava planejando, mas tenho guardado meus sentimentos por muito tempo já. Ele precisa saber como eu me sinto, antes de nos separarmos por três semanas. — Eu tenho que te dizer uma coisa. Eu estava realmente indo dizer-lhe enquanto estávamos na Flórida, mas realmente só preciso tirar isso do meu peito. — Eu tomo um fôlego antes de deslizar os dedos pelos seus. — Eu te amo. E eu quero dizer, que realmente amo, muito. Na verdade, já faz um tempo. — Eu corro meu dedo ao longo de uma cicatriz na parte de trás da sua mão. — Eu nunca me senti assim antes. — Eu espero que ele diga alguma coisa, qualquer coisa, mas ele permanece em silêncio. — Sinto muito. Esse não foi o momento certo? Ele balança a cabeça, um pouco atordoado. — Eu não sei o que dizer... Estou me sentindo um pouco sobrecarregado. — Você não precisa dizer nada. — Eu alcanço a maçaneta da porta, sentindo-me mais envergonhado do que já sentir em toda a minha vida. — Esqueça que eu disse isso. — Eu não posso simplesmente esquecer, — ele diz, parecendo como se sua cabeça estivesse girando. — Só parece


que as coisas estão se movendo rápido demais... Eu não sei... Eu acho que preciso de um tempo para me recuperar. Eu engulo o caroço na minha garganta. — Bem, pelo menos me ligue quando você pegar a estrada, está bem? E quando você chegar na casa de Callie. Eu quero saber se você chegou em segurança. — Sentindo-me como se eu tivesse levado um soco no estômago, eu empurro a porta e saio do carro. Não sei por que, mas eu meio que esperava que ele viesse atrás de mim. Em vez disso, ele se afasta, deixando-me sentir como se meu coração fosse arrancado do meu peito.


15 SETH Eu fodi tudo. Tipo realmente, realmente fodi tudo, pior do que nunca. Quando Greyson disse que me amava, eu entrei em pânico e pirei, minha voz ficou presa na minha garganta enquanto eu me lembrei da última vez que pronunciei essas palavras para um cara. Eu amo Greyson. No fundo, acho que sei disso já faz um tempo, assim como sei agora que nunca amei Braiden de verdade. Eu me enganei em acreditar que era amor, porque ele foi meu primeiro namorado. Mas ele não foi nem mesmo isso, na verdade. Braiden era apenas um cara que eu beijei porque achava que ele era quente. Sim, Greyson é super gostoso, mas ele é muito mais que isso. Muito mais. Deus, o que diabos há de errado comigo? Eu lhe disse que precisa de um tempo quando isso é a última coisa maldita que eu quero. O que eu preciso é estar com ele completamente. Estou tão assustado de me abrir assim novamente. Tudo está se movendo tão rápido que mal posso manter-me. Primeiro chegamos tão perto de ter relações sexuais, algo que eu nunca tinha feito antes. Em seguida, ele diz que me ama... Eu me sinto tonto só de pensar nisso, mas um bom tipo de tontura. O tipo de tontura que significa que, no fundo, eu quero o que ele está me oferecendo.


— Seth, por favor me diga o que está te incomodando, — Callie diz, gritando sobre a música estridente através do clube. Nós estamos em San Diego, de todos os lugares. Acabei aqui quando Luke, Kayden, Callie, e eu decidimos fugir da sua cidade natal e fazer uma pausa de... Bem, da vida. No fundo, porém, eu sei que estou aqui porque estou fugindo dos meus problemas. — Eu estou bem, — eu asseguro-lhe, verificando minhas mensagens pela centésima vez. Greyson mal me mandou uma mensagem desde que nos separamos, e não o culpo. O olhar em seu rosto... Deus, aquele olhar. É o que assombra meus sonhos à noite. Eu coloco meu celular no bolso enquanto Luke sai da mesa para ir buscar as bebidas. Eu estou precisando de um cigarro, mas o lugar é exclusivamente para não fumantes. Callie torce as mãos no colo, em seguida, começa a roer suas unhas. — Seth, você não está bem. Eu pego meu celular novamente, secretamente desejando que Greyson tenha respondido minhas mensagens, mas o celular permanece em silêncio. — Eu não falei com Greyson desde ontem, — eu finalmente cedo e divulgo. — Eu acho que ele poderia estar com raiva de mim. Ela descansa os braços no topo da mesa. — Por quê? Eu dou de ombros. — Porque eu poderia ter dito algo sobre o nosso relacionamento. — Como o quê?


— Como que eu queria um tempo. — Eu suspiro quando ela franze a testa para mim em decepção. — Não olhe assim para mim. Eu não quis dizer isso. Eu estava cansado e cismando de algumas coisas e... Eu não quis dizer isso. Ela mantém a testa franzida para mim da mesma maneira. — Você disse isso a ele? — Ainda não, — eu digo a ela, decepcionado comigo mesmo. Tudo estava indo tão bem e eu tive que ir e acabar com isso. Tudo o que eu tive que fazer foi abrir a boca e falar a verdade, algo que eu geralmente sou bom. Mas nãooo, eu tive que escolher aquele momento exato para me tornar o Seth falante. — Mas estou trabalhando em um pedido de desculpas. — Seth. — Ela coloca a mão no meu braço. — Desde quando você mantém essas coisas guardadas? Você nunca deve fazer isso... não é saudável. Ela está soando tão como eu, que acho ao mesmo tempo divertido e trágico. Como posso dar todos estes conselhos fantásticos e me recusar a tomá-los eu mesmo? Eu olho para Kayden, que está nos observando, antes de agarrar a manga de Callie e puxá-la para seus pés. — Venha comigo por um minuto, — eu digo, arrastando-a para o banheiro, não querendo uma platéia quando eu admitir o que realmente está acontecendo. Eu empurro através da multidão de pessoas e faço o meu caminho de volta para o banheiro das mulheres. — Ok, acho que eu posso ter fodido tudo, — eu derramo minhas tripas para Callie no momento que fecho a porta.


Algumas mulheres estão se enfeitando como divas em frente ao espelho, mas todas elas estão muito bêbadas para se preocupar que eu estou aqui — O que aconteceu? — Callie pergunta, se encostando contra a pia. — Algo com Greyson, eu estou supondo. Concordo com a cabeça, esfregando a minha mão pelo meu rosto. — Eu entrei em pânico. — Eu estou familiarizada com o termo, — ela diz secamente. — Mas por que você entrou em pânico? — Sobre... — Eu abaixo a minha voz e me afasto quando a porta se abre e algumas mulheres entram tropeçando. Uma me lança um olhar sujo e eu devolvo antes de fixar a minha atenção em Callie novamente. — Sobre a nossa relação. — Sua e de Greyson? — Sim, eu acho que estou tendo flashbacks. As mulheres ao nosso redor estão sendo pequenas vadias fofoqueiras, assim eu pego a mão de Callie e puxo-a para a cabine de deficientes. Trancando a porta, eu solto seu braço e corro meus dedos pelo meu cabelo, decidindo exatamente o quanto eu deveria dizer a ela. — Seth, o que quer que seja, por favor, diga-me, — ela implora. — Você sabe que pode me dizer qualquer coisa. Eu faço uma careta cautelosa, sabendo que estou a ponto de deixá-la desconfortável. — É sobre a intimidade. Ela se contorce, assim como eu sabia que ela faria. — Eu dou conta.


— Você tem certeza? Ela dá um passo em frente, com os ombros levantados. — Sim, eu sou a sua melhor amiga e você pode me dizer qualquer coisa. Suspirando, eu ando pelo comprimento da cabine, inquieto. — Eu não posso continuar com isso... e não porque eu estou preocupado com o quão longe ir. É porque eu continuo tendo flashbacks. — Sobre o quê? Eu paro de andar. — Sobre Braiden. — Você ainda tem sentimentos por ele? — Ela pergunta, segurando a trava da cabine. — Não, não é isso... — Eu balanço minha cabeça, tentando fazer com que meus pensamentos e emoções se acalmem. — É... é sobre não deixar meu coração ser partido. — Vai ficar tudo bem. — Ela se aproxima de mim e toca meu braço. — Greyson não é Braiden. — Eu sei disso. — Eu coloco minha mão sobre a dela. — Mas às vezes, encontro-me voltando para o lugar onde estou deitado no chão e eles estão chutando a merda fora de mim. Ela me puxa para um dos seus abraços de urso. — Eu sei, mas às vezes avançar é a única maneira que nós podemos escapar do nosso passado, certo? Pelo menos é o que você está sempre me dizendo. — Eu sei, — eu sussurro, puxando-a para mais perto. — E eu sei que nada de ruim vai acontecer. Greyson não é Braiden e ele... me ama, mas eu continuo pensando sobre aquele


fodido dia. Eu estava feliz para caramba, pensando que a vida era perfeita, e depois eles apareceram, todos empilhados na parte traseira de uma fodida caminhonete como um bando de robôs seguindo o que o outro fazia. E... — Lágrimas escapam dos meus olhos. — E eu não consigo parar de imaginar seu rosto, o ódio em seus olhos, como se estivesse me culpando por ser parte disso. Eu pensei que era sobre isso depois de vêlo na ação de graças, mas às vezes tudo cai em cima de mim durante os piores momentos de merda. — Como quando Greyson decidiu dizer-me que me ama. Eu dou um passo para trás, secando as lágrimas com as costas da minha mão. — De qualquer forma, o que eu ia dizer antes de começar a chorar como um bebê foi que eu estava sentindo um pouco de medo sobre avançar e eu poderia ter dito algumas coisas para Greyson que não foram muito boas. — Você poderia tentar pedir desculpas. — Ela pega um pedaço de papel do rolo e entrega para mim. — Às vezes, é fácil pedir. Eu limpo meus olhos, em seguida, atiro o papel no lixo. — Sim, mas às vezes não é. Eu tentei pedir desde que nos separamos, mas nunca dá certo. — Mas às vezes é, — ela diz com determinação, sendo a pequena menina brilhante. Eu não posso deixar de sorrir. — Olhe para você, sendo toda sábia. — Eu deslizo meu braço em torno do seu ombro. — Eu acho que deve ser por todo o tempo que você gastou em torno de mim. Ela me dá um sorriso enquanto destranca a porta da cabine. — Deve ser.


Deixamos o banheiro e voltamos à mesa para beber, mas quase não presto atenção a qualquer coisa acontecendo ao meu redor. Meus pensamentos estão presos em Greyson e o que eu preciso dizer a ele para fazer a coisa certa. Eu acho que sei. Eu só espero que ele vá me dar uma chance de dizer isso.


16 SETH Depois de um fim de semana muito dramático em que Kayden fugiu com nós para consertar sua vida, Luke, Callie e eu voltamos para a sua cidade natal e alugamos um quarto de hotel. Callie está fingindo que a saída de Kayden não está lhe incomodando, mas eu posso dizer que está. Eu tentei falar com ela algumas vezes, mas ela está se recusando a admitir o quão preocupada está. Depois de colocar meu pijama, eu verifico meu celular à procura de uma mensagem de Greyson. Eu não ouvi um pio dele em mais de dois dias, e estou começando a ficar realmente preocupado que ele poderia ter desistido de mim. A ideia quebra meu coração, e a dor é pior do que qualquer coisa que já senti. Eu preciso que isso vá embora, tipo agora. Antes que eu possa voltar atrás, eu me tranco no banheiro e disco o número dele. — Por favor, atenda. Por favor, atenda, — eu peço enquanto me abaixo no chão. Quando ele não atende, eu decido deixar uma breve mensagem de voz esperando que ele me ligue de volta. — Ei, é Seth. — Eu rolo os olhos para mim mesmo e suspiro. — Olha, eu sei que você está com raiva de mim e eu entendi. Você tem todo o direito de estar, mas eu realmente preciso falar com você, tipo muito mesmo. E eu… sei que não


mereço isso, mas ainda não recolhi meus ganhos naquele jogo de poker, e isso é a única coisa que eu quero. Que você me ligue. Então, por favor, por favor, só me ligue de volta. Eu desligo e agarro o celular na minha mão. Um minuto depois, o toque The Living Daylights assusta a merda fora de mim. — Ei, — eu me apresso e respondo, parecendo um pouco sem fôlego. — Olá. — Mesmo que ele soe um pouco chateado, eu imediatamente relaxo ao som da sua voz. — Eu amo você, — eu deixo escapar antes de acabar amarelando. Todo o peso que eu transporto em meus ombros de repente parecem muito mais leves. — Oh, aqui é Seth. Há uma pausa e, em seguida, ele ri. É o som mais maravilhoso no fodido mundo. Sério, música para os meus ouvidos. — Eu sei quem é, — ele diz, parecendo menos tenso do que quando atendeu. — Você disse isso em sua mensagem. Eu não sei por que, apesar de tudo. Não é como se eu tivesse deletado seu número do meu celular ou algo assim. — Mas você pensou sobre isso. — Eu fiz um par de vezes, mas não consegui coragem para fazer isso... Para te apagar da minha vida assim. — Ele faz uma pausa novamente. — Você realmente quis dizer isso? — Que eu te amo... — Eu mordo minha unha. — Eu realmente quis muito dizer isso. Mais do que eu já quis dizer qualquer coisa.


— Eu também te amo. — Obviamente. Eu sou eu, não sou? — Brinco, mas não há nada engraçado sobre a situação. De modo nenhum. — Me desculpe por eu não ter dito isso quando te deixei em seu apartamento... Eu só entrei em pânico e não sei... Eu só precisava de algum tempo para resolver todas as más porcarias para chegar às boas. — Deus, eu senti sua falta, — ele diz. — Eu queria que você estivesse aqui comigo para que eu pudesse te beijar ou algo assim. Eu me inclino contra a porta e estico as pernas. — Eu queria que você estivesse aqui, também. A boa notícia é que nós vamos estar de volta em quatro dias. Então você pode me beijar o quanto quiser. — Oh, eu planejo isso, — ele diz com naturalidade. Meu estômago faz essa dança ridícula novamente enquanto eu penso sobre estar com ele. Sim, eu tenho medo, mas a única maneira de superar o medo é o enfrentando. E não há nada que eu queira mais do que estar com Greyson. No momento em que terminamos de falar, é bem depois da meia-noite. Quando eu saio do banheiro, ainda escovando meus dentes, Callie está na cama e Luke fumando lá fora. Callie me dá um olhar estranho. — Algo aconteceu. Eu puxo a escova de dente da minha boca, incapaz de conter meu sorriso. — Eu liguei para Greyson. — Eu declaro com a boca cheia de pasta de dente. — Você resolveu tudo? — Ela pergunta, afofando o travesseiro.


Balançando a cabeça, eu vou ao banheiro, cuspo na pia e guardo minha escova de dente antes de voltar para o quarto e subir na cama com ela. — Eu disse a ele que o amava, — eu digo depois de puxar as cobertas sobre mim. — Você o ama? — Callie se empurra em seu cotovelo e olha para mim. — Você nunca me disse isso. — Eu sei... Mas eu amo. Tipo um monte, um monte. — E o que foi que ele disse? — "Eu também te amo", — eu sorrio como um bobo. — Seth, eu estou realmente feliz por você. — Estou muito feliz por mim, também. Ainda sorrindo, eu rolo e fecho os olhos. Eu percebo que ainda há um monte de coisas que eu tenho que lidar, mas saber que tenho Greyson lá para me ajudar torna tudo mais fácil de enfrentar.


17 GREYSON Eu acho que nunca estive tão fodidamente animado para ver alguém como estou agora. Seth e eu fizemos planos para ele me pegar no aeroporto. Até o momento que eu saio pela porta, arrastando minha mala atrás de mim, já passa das dez horas. O ar do inverno instantaneamente pica minha pele levemente beijada-do-sol. Tremendo, eu procuro na área por Seth e encontro-o encostado em seu carro apenas a minha direita. Um sorriso se espalha por seu rosto assim que ele me vê e leva todo o meu esforço para não jogar minha mochila e beijálo aqui mesmo no meio de centenas de viajantes pós-feriado. A única coisa que me para é a cautela em seus olhos. Nós ainda não estamos na mesma página, no entanto, o que está tudo bem. Ele tem um monte de coisas para lidar, mas pelo menos ele está a trabalhando nisso em vez de fugir. — Ei, — eu digo, parando na frente dele. Ele sorri para mim, pegando minha mochila, e jogando-a no banco de trás. Sem dizer uma palavra, ele anda ao redor do carro, abre a porta do motorista, e entra. Eu sigo sua liderança e deslizo no banco do passageiro. No momento em que fecho a porta, ele se aproxima, segura a parte de trás do meu pescoço, e puxa minha boca para a sua.


— Deus, eu senti sua falta, — murmuro com o gosto dos seus lábios. — Eu também, — ele concorda, seus dedos me tateando enquanto ele agarra meus braços. — Apenas para você saber, nós estamos passando as férias de primavera juntos. — Funciona para mim. Eu odiei ter que ficarmos separados. — Eu me inclino para trás e coloco meu cinto de segurança enquanto ele desce a rampa em direção à estrada. — Como foi a sua viagem? Ele faz uma parada em um semáforo. — Bem, havia um monte de drama, nenhum dos quais eu fazia parte, surpreendentemente. — Com Callie e Kayden, eu estou supondo? Ele balança a cabeça. — Mas eu acho, — ele levanta as mãos com os dedos cruzados, — que eles podem finalmente estar na mesma página. Ela até contou aos seus pais o que Caleb fez com ela. — Uau, isso foi muito corajoso da parte dela. — Realmente foi. — Ele dirige para frente quando o sinal fica verde. — Eu acho que eles a trataram muito bem, também, o que restaura minha fé um pouco nos pais. — Nem todos os pais são ruins. E por falar em pais. — Eu enfio minha mão no bolso e pego uma pulseira que minha mãe enviou a Seth. — Minha mãe queria que eu desse isso a você. — Eu entrego-lhe a pulseira e ele olha para ela, com a testa franzida. — Eu sei que é brega e definitivamente não é o seu estilo, mas há trevos de quatro folhas tecidos nas conchas que são supostamente para lhe trazer sorte ou força. — Eu dou de ombros. — Eu realmente não estou certo, porque às vezes eu


fujo quando ela começa a divagar sobre ervas e karma e auras, mas ela disse algo sobre que irar dar-lhe um pouco de sorte, porque você merece. E que cada vez que você olhar para a pulseira, ela quer que você se lembre o quão forte é. Ele sorri de orelha a orelha quando aperta a pulseira em sua mão. — Eu realmente não posso esperar para conhecer sua mãe. — Você não tem que usar se não quiser. — Não, eu quero. — Para provar isso, ele desliza-a em seu pulso. Nós fazemos o resto do caminho de mãos dadas e não nos soltamos a medida que subimos as escadas para o meu apartamento. Eu abro a porta com uma mão, e no momento que entro e fecho a porta, a boca de Seth está devorando a minha. Eu largo minha mochila em algum lugar no chão, sem me preocupar em acender as luzes enquanto nós tropeçamos para o meu quarto. Nós só quebramos o beijo para tirar nossas camisas e calças jeans, nos reconectando assim que caímos na cama. O beijo é lento, minha língua inspeciona cada polegada da sua boca enquanto ele faz o mesmo com a minha. Eu apoio o meu peso em meus braços enquanto rolo em cima dele, respirando pesadamente. — Podemos ir devagar... — Eu paro quando ele desliza a mão na frente da minha cueca, me segurando com firmeza. Meu pau contrai com necessidade e estou seriamente quase perdendo meu fodido controle antes mesmo de começar.


Ele engole nervosamente e balança a cabeça. — Não. Sem mais roda-gigante. Eu não posso me parar. O riso irrompe do meu peito. Ele sorri com orgulho. — Isso realmente foi bom, não foi? E eu nem sequer planejei. Eu balanço minha cabeça, ainda rindo um pouco, mas o riso rapidamente desaparece quando ele começa a mover sua mão para cima e para baixo. Eu me esforço para respirar, com a necessidade de saber. — Você tem certeza? Eu prometo que não temos de fazer isso agora... Eu sei que você já teve que lidar com muita coisa ultimamente. Eu não quero te pressionar em qualquer coisa. — Greyson, eu tenho certeza. Confie em mim. Eu estou mais do que certo sobre isso do que qualquer outra coisa. — Então ele se empurra para cima em seu cotovelo e sela seus lábios nos meus.


18 SETH Eu odeio que ainda estou com medo. Por um momento, eu coloquei minhas paredes e cai direto no meu mecanismo de defesa de costume, fazendo alguma piada inapropriada e absurda sobre roda-gigante. Ainda assim, Greyson rio e me ajudou a respirar um pouco mais fácil. Nós começamos devagar, permitindo que nossas mãos e bocas percorram o corpo um do outro. Sua pele é tão macia, seu corpo tão incrível, e ele tem gosto de menta e chocolate, completamente delicioso. Eu me perco nele. Ele. Tudo o que ele é. Nada sobre a situação é engraçado, e eu não quero que seja. Meus nervos começam a obter o melhor de mim quando ele rola o preservativo em seu comprimento, mas então ele me beija e está tudo bem. Somente. Assim. — Você tem certeza? — Greyson pergunta pela milionésima vez, simplesmente porque esse é o tipo de cara que ele é. Ele é o cara que sempre garante que eu estou bem, que é de longe a pessoa mais paciente que eu já conheci, que me faz sentir seguro, e que coloca as minhas necessidades antes das suas. Claro, porque eu sou o vão mais baixo, eu tenho que adicionar o quão incrivelmente sexy que ele é para a lista.


Desde que estou nervoso além da crença, eu abro minha boca para provocá-lo sobre me perguntar novamente, mas não querendo estragar o momento, eu decido apenas acenar com a cabeça. — Eu te amo. Seus lábios de curvam em um sorriso torto. — Eu também te amo. Greyson passou um longo tempo me preparando e uma vez que ele está dentro de mim, me pergunto por que eu estava com tanto medo para começar. É melhor do que eu imaginava, completamente oposto do desastrado unilateral que eu experimentei antes. É um perfeito equilíbrio de dar e receber e dar e receber enquanto ele me agarra, balançando dentro mim enquanto eu beijo-o com todo o desejo reprimido que tenho em mim. Nos perdemos completamente juntos, beijando todo o caminho até o fim. Greyson se levanta de cima de mim, limpando ambos de nós, antes de deitarmos na cama envolvidos nos braços um do outro. Ele permanece em silêncio por um tempo, a luz da lua iluminando através da janela e em seu rosto. — O que você está pensando? — Eu pergunto enquanto deslizo meu joelho entre suas pernas. — Algo que minha mãe disse. — Ele vira a cabeça, desliza a mão ao redor da parte de trás do meu pescoço, e brinca com o cabelo na minha nuca. — Ela fez uma previsão de que eu estava indo encontrar alguém enquanto estava aqui. — Então, você acredita agora nessa coisa de vidente? — Pergunto enquanto ele desliza seu outro braço debaixo da minha cabeça. — Não, eu acho que nós estarmos juntos... Foi tudo por nós. Sim, não foi fácil, mas valeu a pena.


— Sim, é. — Eu fico olhando para a pulseira que ele me deu. A coisa é horrorosa, mas o que ela representa é a coisa mais linda do mundo. Toda vez que eu olho para ela, eu vou lembrar que nem todo mundo é feio e cheio de ódio. Que existem pessoas lá fora que acreditam firmemente que ninguém deve ter medo de amar. Que o amor é simplesmente amar, e que, independentemente da forma em que ele chegue, que há beleza em tudo. — Eu vou tentar fazer meu melhor. Eu sei que pode levar algum tempo para ser eu mesmo completamente na frente de todos, mas prometo que vou chegar lá. — Eu sei que você vai. E quer saber por quê? — Ele roça seus dedos ao longo das cicatrizes em meu braço— Porque você é seriamente a pessoa mais forte que eu já conheci. — Eu não iria tão longe. Basta esperar até que você tente me fazer ir ao ginásio, então você vai perceber o quão fraco eu sou. — Ele balança a cabeça e eu sorrio. — Eu estou brincando. Sério, obrigado por dizer isso. Significa muito. Nós nos beijamos até adormecermos nos braços um do outro, e eu derivo para os sonhos mais pacíficos que tive em um longo tempo.


19 Três semanas mais tarde...

SETH Pela primeira vez na minha vida, eu realmente sinto que estou sendo eu mesmo. Agora que não tenho tanto medo, eu comecei a me abrir mais. Claro, ainda faço piadas às vezes para encobrir meus sentimentos, assim como dou minhas opiniões extravagantes onde quer que eu ache melhor. Greyson e eu estamos oficialmente juntos e um monte de pessoas sabem sobre isso. Sim, é assustador quando alguém faz algum comentário malicioso ou olha para nós quando nós estamos de mãos dadas, mas eu sinto o amor na sua maioria, mais do que eu pensei que faria. E não importa o que aconteça, Greyson, Callie, e, sim, até mesmo Luke e Kayden tem sido super solidários. Eu até mesmo decidi começar mergulhando meu dedo do pé no mundo dos esportes. Concedido, acho que é um pouco chato, mas Greyson parece gostar, o que é suficiente para que eu vá sentar na arquibancada e fingir não sentir o cheiro de suor que parece permear o ar sempre que algo atlético está envolvido. Agora, estou em um jogo de basquete com Greyson, Luke e Callie. A multidão está enlouquecendo, assobiando e gritando e é quase tão selvagem e fora de controle quanto Jenna é quando come muito algodão doce.


— Onde estão Greyson e Luke? — Callie pergunta quando se senta no banco ao meu lado. Aponto para Luke e Greyson na linha inferior em nossa seção. Greyson continua agitando os braços ao redor, com os olhos brilhando do jeito que sempre faz quando está falando de algo que o excita. Luke está balançando a cabeça em desacordo e levantando as mãos para o lado. Mais do que provável que eles estão discutindo sobre fotografia ou o ginásio, ambos eu acho um pouco chato, mas adoro assistir Greyson debater sobre coisas que ele é apaixonado. Eu enfio a mão no balde de pipoca e encho um punhado em minha boca. — O que há com esse sorriso bobo, minha querida Callie? Ela coloca sua mão no balde. — Kayden acabou de dizer que me ama. Eu quase lanço o balde de pipoca na cabeça do careca em nossa frente. — Estou tão feliz por você, — eu digo, agarrando-a e puxando-a para um abraço. Ela envolve os braços em volta de mim. — Estou muito feliz por mim, também. Eu me afasto e defino o balde de pipoca no chão. — Eu sei que você está, o que é bom. Eu realmente não queria ter que chutar o traseiro de Kayden. Ela ri disso. — Tenho certeza que Kayden está grato também. Um grandalhão atrás de nós começa a gritar com Luke e Greyson "sentem-se, porra!".


Sentindo-me como o namorado protetor, eu me viro e grito: — Cale a boca, — enquanto Luke mostra-lhe o dedo do meio. Sério, fãs de esportes são insanos. Agarrando o balde de pipoca, eu volto a minha atenção de volta para Callie, apenas para encontrá-la olhando para Luke. — Às vezes... Eu me pergunto se Luke... — Ela se inclina e sussurra: — Se Luke... gosta de... caras. Eu quase engasgo com minha pipoca. — Luke não é gay, Callie. — Você tem certeza? Talvez ele tenha medo de sair do armário, como Braiden. — Sim, eu tenho certeza. — Olho para Greyson e Luke, balançando a cabeça. — Você quer saber o que eu acho? Ela balança a cabeça, roubando um punhado de pipoca. — Sim, por favor, compartilhe o seu conhecimento, oh sábio. Eu me aproximo mais dela. — Eu acho que Luke já passou por algo que o fez compreender e aceitar as pessoas como elas são. E acho que às vezes as pessoas interpretam mal essa compreensão e aceitação e tornam-lhe algo que ele não é. — Você está certo e eu sinto muito, — ela diz com um traço de embaraço. — Eu nunca devo assumir coisas sobre as pessoas. — Você não precisa se desculpar. — Em jeito de brincadeira dou-lhe um empurrão. — Além disso, você é uma dessas pessoas.


— O quê? Compreender e aceitar? — O tipo de pessoa que vê as coisas sob uma luz diferente porque esteve ao inferno e voltou. O tipo que tem dado e recebido redenção. Trocamos um sorriso, enquanto a multidão enlouquece, gritando e batendo palmas e pulando das suas cadeiras. Eu começo a bater palmas também, embora não tenho a mínima ideia do que está acontecendo. Seu celular toca e ela grita. — É meu irmão! — Ela salta para seus pés com o celular em sua mão. — Eu estarei de volta. Ele está tentando me ligar a noite toda. Ela desce as escadas apressadamente e eu viro minha atenção para Greyson e Luke, pensando em ir até lá e me juntar a eles, mas eles já estão subindo as escadas em minha direção. Luke toma um assento no final do banco onde Callie está sentada, e Greyson se senta ao meu lado. — Se divertindo? — Ele pergunta, agarrando um punhado de pipoca do balde. — Oh, sim, é uma explosão. — Eu sorrio. — Você me deve por isso futuramente. Ele sorri enquanto enche a boca de pipoca. — Parece bom para mim. — Enquanto as pessoas nas arquibancadas continuam saltando e gritando para o jogo, ele se inclina e sussurra: — Obrigado por ter vindo comigo. Eu deslizo minha mão em direção a sua e entrelaço nossos dedos. Meu coração bombeia dentro do meu peito, mas eu me recuso a me afastar. Ele sorri para mim e eu tomo uma


respiração profunda, sentindo minhas cicatrizes se tornarem menos visíveis. Claro, as sobre meu braço ainda estão lá, e sempre estarão. Mas as que estão no meu interior, essas são as que eu tenho controle. E sei que enquanto eu me manter forte, elas vão continuar desaparecendo.


Olá! Meu nome é Edieny Williams e esse e-book tem a tradução e revisão efetivada por mim, sem qualquer forma de obtenção de lucro, direto ou indireto. O leitor fica ciente de que o download destina-se somente ao uso pessoal e privado, e que deverá abster-se de postagens ou hospedagens em qualquer rede social. Email para contato: edienywilliams@outlook.com Faça download das minhas traduções pelo: MinhaTeca/edienywilliams


Seth & Greyson vol. 7 (revisado) - Jessica Sorensen