Issuu on Google+

1


Ryan tem sido um policial dos narcóticos a paisana por tanto tempo que não consegue lembrar como é não saltar nas sombras. Mas quando uma beleza de cabelo escuro aparece alegando que foi contratada por seu irmão para rastreá-lo, ela compromete seu disfarce e coloca a vida de ambos em perigo. Agora eles precisam de um lugar tranquilo para se esconder de um poderoso traficante de drogas mexicano e a fazenda de sua prima seria apenas o lugar mais seguro do Texas.

2


3


Prólogo Ryan pulou, enquanto observava uma dúzia de figuras escuras inundarem o cemitério. Ele bateu no chão com um gemido ao ser abordado por trás e suas mãos foram puxadas atrás de sua cabeça. Ele ouviu gritos e berros quando sentiu o toque do metal frio em torno de seus pulsos. — Você está em um monte de problemas, filho — alguém disse para ele. Quando tentou virar a cabeça para ver quem falava, seu rosto foi empurrado de volta para a terra. — Não se mexa até eu dizer que sim. — Ele foi rapidamente revistado, então, puxado para cima. Ele limpou a sujeira de seu rosto e olhou em volta do velho cemitério. Viera para cá para beber por seus problemas, mas agora foi algemado e sua cerveja estava derramada no chão. — Eu não fiz nada — ele exigiu no segundo que se levantou. O forte policial riu. — O inferno que você não fez. — Ele deu um passo e foi direto em sua face. — Onde está Roberts? — Quem? — Ryan olhou para o homem mais velho. Ele aprendeu a respeitar qualquer pessoa mais velha que ele. Seu pai ensinara a ele. — Não brinque comigo, filho. Nós sabemos que você marcou uma reunião hoje à noite para encontrá-lo. Então, onde está ele? — Escute, senhor, você tem o cara errado — Ryan começou a dizer, apenas para ser puxado de volta pelo policial, segurando-o mais perto. — É melhor você pensar muito sobre sua resposta. Isso pode significar a diferença entre a vida na prisão e prisão perpétua. — Ele riu. — Eu vim aqui apenas para beber e esquecer meu velho batendo em mim. — Ele acenou para as garrafas quebradas que o policial agora esmagava sob seus pés. O homem olhou para baixo e balançou a cabeça. — Eu acho que nós teremos que levá-lo e ver se conseguimos obter algumas respostas de você, então.

4


Ryan foi empurrado na parte de trás de um carro de polícia sem identificação e conduzido para fora de sua pequena cidade. Enquanto observava as luzes desaparecer, ele se perguntou se era o destino o responsável por estar sempre em apuros.

5


01 Sete anos mais tarde... Nikki aplicou outra camada de batom vermelho nos lábios e se certificou de que os seios estavam expostos apenas o suficiente para obter a atenção que esperava. Ela olhou através da sala para o seu alvo e respirou fundo para acalmar seus nervos. Ele era mais sexy do que o último homem que caçara. Inferno, ele era mais sexy do que a maioria dos homens que caçou. Se não fosse por seu longo cabelo escuro, a barba áspera que tinha em seu rosto, e as roupas espalhafatosas que usava, ele seria apenas o tipo dela. Ele foi mais difícil de encontrar do que a maioria dos outros. Ela o observava por quase três dias e em certa altura o perdeu. Isso foi até que conseguiu uma pista de um de seus informantes regulares em um bar local. O clube não era seu estilo. A música era muito alta, as roupas muito pequenas, e as drogas que entravam e saíam do local assustava a maioria das pessoas. Ela colocou sua pequena bolsa carteira debaixo do braço. Ela sabia como se proteger. Seu melhor sorriso sacana estava estampado no rosto quando ela andou em direção ao seu homem. Ela viu o segundo em que os olhos dele se concentraram nela, o momento que o desejo brilhou em seus olhos verdes, e sabia que atingiu seu alvo. — Bem, olá — ela ronronou e esperou até ele pedir a ela para se sentar. Ele olhou ao redor e disse rapidamente. — Agora não, princesa. Volte daqui a dez minutos. Mesmo sua voz era mais sexy do que ela imaginava. Ela fez beicinho e se sentou ao lado dele de qualquer maneira. — E se eu não quiser esperar? Há um monte de outros peixes neste bar. — Ela riu, balançou o braço sobre os ombros e

6


começou a brincar com o seu longo cabelo escuro, envolvendo-o em torno de seus dedos divertidamente. Sentiu-o tenso, mas ele relaxou um pouco enquanto ela esfregava o peito contra seu ombro. Ela sabia como trabalhar, especialmente quando tanto estava em jogo. — Escute, eu adoraria... entretê-la, mas tenho uma reunião, eu tenho que... — ele parou quando três homens vestidos com ternos agradáveis atravessaram a sala. Eles pararam em frente a eles e ficaram ali, olhando para eles. — O que é isso? — Disse um deles, olhando para ela. — Dispensse a puta — o outro disse, sentando-se em frente a eles. Ela fez beicinho e olhou para o seu alvo. — Vamos, baby, vamos sair daqui. — Ela começou a dar um puxão em seu braço, mas ele a impediu. — Ela só sentou e agora vai embora. — Ele a empurrou para longe dele. Ela levantou, colocou as mãos nos quadris e olhou para ele. — Idiota. — Ela se virou sobre os calcanhares e voltou para o bar, fingindo estar chateada. Sentou do lado do bar onde eles não eram capazes de vê-la e observou os quatro homens ao mesmo tempo que pensava em seu próximo passo. Vários homens se aproximaram dela, pedindo para comprar suas bebidas. Ela dispensou todos e tomou um gole de água com uma fatia de limão. Ela observou os homens discutindo e quando se levantaram e caminharam em direção à saída dos fundos, ela os seguiu. Ela não ia perdê-lo novamente. Ela atravessou a pista de dança lotada, esbarrando em várias pessoas em seu caminho. Quando saiu da pista com sua bolsa na mão, ela balançou um pouco e propositadamente caiu em um dos homens. Olhando para cima, ela congelou quando percebeu o que estava acontecendo. Seu alvo estava na sua frente, sustentado por dois dos outros homens. Sangue fresco escorria pelo rosto, e ela podia ver os lábios e os olhos inchando. — Ei — disse, colocando um pouco de arrastar bêbado, — isto é um assalto? — Ela inclinou-se contra o homem em quem esbarrou. Quando sentiu a arma dentro do bolso, ela tentou não demonstrar sua irritação. Droga, isso ficaria complicado.

7


— Cadela. — O homem a empurrou. — Esta é a sua puta? — Ele puxou o braço dela para cima e longe de sua jaqueta. Seu alvo balançou a cabeça e resmungou quando foi atingido nas costelas de forma rápida e liberado pelos dois homens. — Livre-se deles — disse o líder, empurrando-a através do pequeno beco para os braços de seu alvo. Em seguida, o homem virou e voltou para a casa noturna sem outro olhar. Quando os dois homens começaram a caminhar em direção a eles, Nikki puxou a arma de sua bolsa e apontou-a para os homens. — Parem — disse ela, apontando a arma para o peito. Ambos pararam, olharam a arma e, em seguida, para ela. Então, os dois começaram a rir. — Olha, a senhora tem uma pequena arma — o homem maior disse assim que ambos puxaram armas maiores de seus bolsos no interior do casaco. — Tem alguma coisa maior nessa sua bolsa? — Perguntou o seu alvo. Quando ela balançou a cabeça, ele sussurrou. — Parece que teremos que correr. — Ele pegou a arma de seus dedos, lançando dois tiros na direção dos homens, em seguida, agarrou-lhe o braço em um aperto de morte e saiu correndo pelo beco. Ela

tentou

acompanhar,

mas

os

saltos

sensuais

que

usava

a

retardavam. Ela podia ouvir os homens se aproximarem deles. Ela olhou em volta e puxou seu braço até que o homem parou de puxá-la nas ruas secundárias. — Aqui. — Ela entrou em um beco ao lado e abriu a porta que de onde planejava ser sua rota de escape. Eles correram para dentro e ela fechou a porta rapidamente. Ela se inclinou contra o metal frio da porta de aço e fechou os olhos, ouvindo para ver se eles escaparam da perseguição. — Como sabia que isto estava aqui? — Ele sussurrou após ouvirem os homens passando correndo pelo seu esconderijo. — Eu usei este lugar algumas vezes. — Ela se abaixou e tirou os sapatos. Seus pés estavam a matando e muito provavelmente estariam inchados nos próximos dias. Ela odiava usar saltos. Quando olhou para cima, ela sorriu. — Posso ter minha arma de volta, querido?

8


Ele olhou para ela e balançou a cabeça negativamente. — Não até que você me diga por que está me seguindo. — Ele segurou a arma perto. Ela fez beicinho. — Não se iluda. Eu vi você no bar e achei que parecia um bom tempo. Ele balançou a cabeça. — Tente uma história diferente. Eu notei você fora de meu hotel há três dias. Ela olhou para ele fixamente. Droga. — Então, no ponto de ônibus ontem. Você usava um longo casaco bronze e botas pretas altas. — Ele encostou-se à parede e limpou o sangue de seu lábio. — Eu acho que você está me confundido com outra pessoa. — Ela deu um passo mais perto e viu-o levantar a arma em sua direção. Ela suspirou e recostou-se contra a porta. — Acho que eu apenas gostei de sua aparência. Ele riu. — É Carlton? Para quem você trabalha? Ela piscou algumas vezes e suspirou. — Eu não sei quem é Carlton. — Então, quem a contratou? — Ele segurou a arma e deu um passo mais perto dela. — Seu irmão, Reece. Fui contratada para encontrá-lo e levá-lo de volta ao seu irmão.

— Reece? — Ryan inclinou-se ainda mais para trás na parede e balançou a cabeça em descrença. Lembrou-se da última vez em que viu seu irmão gêmeo e a dor passou por ele. — Reece contratou você? Ela assentiu com a cabeça e estendeu a mão para a arma. — Posso ter a minha arma de volta? Ele balançou a cabeça novamente. — Você acabou de estragar três anos de trabalho duro em menos de cinco minutos. — Ele pensou sobre tudo o que aconteceu e amaldiçoou em voz baixa. Devido a esta mulher, seus contatos não mais confiariam nele. Não só isso, eles provavelmente procurariam por ele e talvez até mesmo dessem um tiro

9


nele. Porra, ele teria que apresentar um relatório ao chefe. Pode até precisar encontrar um lugar para ficar quieto por um tempo, pelo menos até que finalmente encontrassem Hijo del Diablo, o homem que passara os últimos três anos procurando. Ele esteve tão perto. O encontro de hoje à noite com Dante, segundo no comando de del Diablo, foi o último de uma longa série de reuniões para chegar mais perto do chefão das drogas que a polícia passou anos tentando parar. Disseram que o levariam ao homem naquela noite. Essa foi a única razão pela qual saiu na parte de trás do clube com Dante e seus capangas em primeiro lugar. Ele sentiu o estômago revirar. Droga. Isso não ficaria bem em seu registro. Ele se virou para ela. — Você disse que meu irmão te mandou? Ela assentiu com a cabeça e cruzou os braços sobre o peito. Ele só percebeu que ela estivera seguindo-o da primeira vez por causa de sua aparência. Ela era alta, com cabelos escuros, assassinos olhos azuis e sensuais lábios em brasa. Mesmo na roupa de puta que ela usava esta noite, ele não podia deixar de admirar quão elegante ela parecia. Sofisticada, ele pensou na primeira vez que a viu. Ela não pertencia aquele lixo de bairro no centro de Houston. Nem pertencia ao clube barulhento hoje à noite. Ela pertencia a um restaurante fino, enrolada em diamantes, com uma taça de champanhe nas mãos. — Quem é você? — Ele deu um passo em direção a ela. Ela suspirou e olhou para ele. — Eu já disse a você. Seu irmão... — Seu nome, princesa — ele interrompeu. — Eu não vejo como isso é da sua... Ele acenou com a arma. — É quando estou segurando isso. — Ele sorriu. — Nikki. — Nikki? — Ele esperou. Ela suspirou novamente. — Nikki Dawson. — Por que meu irmão a contratou? Ela olhou para a arma e fechou os lábios muito vermelhos. — Eu não responderei mais nada até que eu tenha a minha arma de volta. Ele riu. — Então, estamos em uma noite muito longa e tranquila. — Ele pegou a mão dela e começou a caminhar para dentro do quarto escuro. — Pelo menos me diga se há uma porta nos fundos neste lugar.

10


— Ali. — Ela apontou para o lado. — Meu carro está... — Bom, me dê as chaves — ele interrompeu novamente. Eles não tinham tempo para histórias, não agora. Ela puxou sua mão para longe dele. — Você pode ter minha arma, mas o que faz você pensar que eu darei as chaves do meu carro para você? — Porque, princesa, você acabou de deixar puto um dos maiores e piores barões do tráfico existente e se você acha que ele deixará o nosso pequeno ato de desaparecimento passar por ele, você está redondamente enganada. — Ele estendeu a mão e pegou o braço dela novamente. — Barão do tráfico? — Uma bonitinha linha apareceu entre as sobrancelhas. — O que você fazia com esse tipo de homem? — Ela olhou por cima do ombro em direção à porta, e ele observou-a tremer. — Eu estava trabalhando — disse ele, abrindo uma fresta na pesada porta de trás e olhando ao redor. — Qual o seu carro? — O Honda prata — disse ela, apontando para um dos últimos carros em uma longa fila de carros estacionados no meio-fio. — Bom. Agora as chaves? — Ele estendeu a mão e esperou. Ela olhou para ele por um momento e, então, puxou as chaves de sua bolsa. — Bom. Agora, quando eu falar, corremos para o carro o mais rápido que podemos. Entendeu? Ela assentiu com a cabeça e segurou seus sapatos e bolsa mais perto de seu peito. Ele estendeu a mão e pegou a mão dela. Quando estavam a menos de três metros do carro dela, ele sentiu o primeiro zumbido de bala por sua orelha esquerda. Ele empurrou-a para baixo quando se esconderam atrás de um carro. — Maldição. — Ele olhou em volta para uma rota melhor. — Nós teremos que engatinhar. — Ele olhou para seu vestido curto e franziu a testa para os novos arranhões que ela tinha sobre os joelhos encantadores. — Mostre o caminho. — Ela fez sinal para ele se mover. Ele teve que admirar sua coragem e o fato de que ela não reclamava de rastejar no chão duro. Ou gritava porque eram alvos de tiros. Ele teve que admitir, ela era fria. Ele pegou a mão dela e começou abaixando-se atrás dos carros. Quando finalmente chegou ao carro dela, abriu a porta e saltou, certificando-se de que ela permaneceu abaixada quando se abaixou atrás dele.

11


Ele colocou as chaves na ignição rapidamente e acelerou. Quando saiu, pegou o carro estacionado na frente deles e a ouviu xingar baixinho. Ele observava no espelho retrovisor enquanto os homens os perseguiam a pé e, então, sorriu quando acelerou e os deixou na rua escura. — Desculpe, princesa. Espero que o seu seguro esteja pago. — Ele pegou a esquina rapidamente e se dirigiu para a estrada, olhando no espelho para se certificar de que não eram seguidos. — Então, me diga onde meu irmão está pendurando o chapéu hoje em dia. Ela olhou para ele e cruzou os braços sobre o peito. — Eu sei que você pode não ter pensado nisso, mas agora você tem um traficante muito chateado atrás de você, também. Ela se virou e olhou para ele. — Eu? Eu não fiz nada? — Ah, é? — Disse ele, sorrindo. — Você acha que eles não pegaram as placas deste carro? — Ele riu. — Na verdade, eles provavelmente possuem o clube em que estávamos esta noite. Se você já esteve lá antes, ou usou seu cartão de crédito para comprar bebidas, eles saberão quem você é dentro das próximas horas. Ele poderia dizer que ela pensava sobre isso. — O que nós fazemos? Vamos para a polícia? Ele olhou no espelho retrovisor de novo e balançou a cabeça. — Onde está meu irmão? Ela olhou para ele e franziu a testa. — Fairplay. Ele olhou para ela e pensou por um momento. Fairplay. Rancho de suas primas. Poderia funcionar. Ele teria que fazer algumas ligações primeiro, mas, até agora, achava que os homens de Hijo del Diablo não conheciam sua verdadeira identidade. O chefe ficaria puto por ele estragar tudo, mas pelo menos eles já tinham outro homem trabalhando dentro que não teve o seu disfarce estragado por uma mulher alta, de cabelos escuros e com longas pernas sexy. Quando ouviu uma buzina de carro, voltou os olhos para a estrada e fechou mentalmente sua libido.

12


02 Nikki tentou não parecer muito nervosa. Ela sabia, sem dúvida que precisaria ficar longe do homem que estava sentado ao lado dela. Ela ouviu-o contar seu conto sobre barões da droga que estavam atrás deles, mas até agora tudo o que viu foram dois homens que os perseguiram por um beco e atiraram contra eles. Sua pesquisa não mostrou muito sobre o que Ryan fazia para viver, apenas que ele não tinha uma casa, apartamento, carro, ou mesmo cartão de crédito que ela poderia encontrar no registro. Sabia que ele era solteiro, vinte e seis anos, e sexy. Ela balançou a cabeça, tentando desalojar esse pensamento de sua mente. Ela precisava se concentrar. Se escaparia dele, precisava manter toda a sua genialidade sobre ela. Ela nunca teve uma missão em que tudo deu tão errado antes. Fazia dois anos desde que seu pai a trouxe para trabalhar como Investigadora Particular. Seu pai era um dos melhores detetives particulares no estado do Texas. Claro, a maioria das tarefas envolvia espionagem de cônjuges e tirar fotos deles no ato de traição. Ocasionalmente, eles eram contratados para um trabalho onde precisavam conseguir provas de fraude de seguros; esses eram sempre divertidos. Mas este era o primeiro caso de pessoas desaparecidas em que foi encarregada. Ela implorou o caso para o seu pai no segundo que ele desligou o telefone com um velho amigo seu. Finalmente, depois de discutir com o pai dela que estava pronta, ele concordara e entregara o caso para ela. Levara quase um mês para descobrir qualquer coisa sobre Ryan West. Seu irmão tinha pouca informação sobre ele além de que desapareceu pouco depois de completarem o ensino médio. Ryan deixou tudo o que possuía, não levou nem mesmo uma muda de roupa.

13


A melhor pista veio da noiva de Reece, Melissa. Ela trabalhava em um dos hospitais de Houston há alguns anos, quando um homem, que ela jurou ser Ryan, entrou com algumas balas em seu estômago. O homem estava inconsciente, e eles não foram capazes de obter um nome antes de o levarem para a cirurgia. Ele desapareceu no meio da noite, sem a menor ideia de para onde foi. Os registros do hospital confirmaram a teoria de Melissa. Felizmente, eles tinham uma política de fotografar John e Jane Does1 quando entravam. Ela conseguiu uma cópia da foto e até puxou os registros policiais. Seu registro voltara limpo – completamente limpo. A foto era sua melhor pista, e ela ainda a tinha escondida em sua bolsa. Ryan West foi baleado há três anos. Então desapareceu, assim como fizera há sete anos. Havia alguma informação sobre ele logo depois que deixou sua pequena cidade natal, mas ela não conseguiu nada além de uma cópia de alguns velhos registros fiscais. Naquela época, ele trabalhara para uma empresa privada que, para a má sorte dela, já não existia. Foi outro decepcionante beco sem saída. Ela olhou em volta e tentou pensar em um plano. Vendo as placas de sinalização, ela sorriu um pouco. — Podemos parar na minha casa antes de sairmos da cidade? — Ela olhou para ele, esperando que parecesse patética o suficiente. Ele olhou por cima e balançou a cabeça negativamente. — Eu adoraria uma muda de roupa. Além disso, você disse que levaria um tempo para descobrirem quem eu sou. — Ela tentou pensar rapidamente. — Se teremos que ficar fora por muito tempo, eu gostaria de parar e ter certeza que meu gato está seguro. Minha casa é no caminho para sair da cidade. Ele olhou para ela e franziu a testa. — Onde você mora? Ela deu o endereço dela e o viu pensando sobre isso. Ele realmente tinha um perfil sexy, apesar do cabelo comprido e barba desalinhada. Ela gostou de observá-lo quando ele não sabia dela.

1. Pessoa com identidade desconhecida.

14


— Tudo bem, uma parada rápida. Você pode embalar uma bolsa enquanto eu faço algumas ligações. — Ele olhou para ela. — Tem um telefone celular nessa pequena bolsa sua? Ela assentiu com a cabeça e tentou não sorrir demais. Sabia que esta seria sua única chance de escapar. Assim que entrasse na sua casa na cidade, planejava retomar o controle da situação. Ele parou em sua garagem, e enquanto esperavam o portão automático abrir, ele fez um barulho e ela olhou para ele. — O quê? — Perguntou ela. — Nada. — Ele olhou para ela. Ela sabia o que ele viu. Sua casa na cidade ficava na parte mais atraente da cidade. Era maior e mais bonita do que a maioria das pessoas de sua idade tinha, tudo graças ao seu pai e seu negócio. Ela poderia pagar algumas das coisas mais agradáveis na vida, e ela trabalhou duro para isso, para que não se sentisse culpada. — Eu demorarei apenas um momento. — Ela foi entregar-lhe o seu telefone celular, mas, em vez disso, ele pegou a mão dela. — Eu vou entrar. — Ele a deixou ir, então pulou para fora e deu a volta para o lado dela antes que ela tivesse a chance de abrir a porta. Ele tomou-lhe o pulso na mão dele. Quando ela tentou se afastar, ele riu e balançou a cabeça. — Desculpe, princesa. — Ele usou as chaves para abrir a porta e entrou logo atrás dela. Ela ouviu o clique da porta atrás deles e, em seguida, entrou em ação. Ela podia ouvir seu aviso sonoro de alarme, esperando que ela digitasse o código. Soltando

os

sapatos

e

bolsa,

ela

balançou

a

mão

e

pegou-o

desprevenido. Quando a cabeça dele bateu na porta, ela correu em direção ao armário na entrada para pegar a arma que estava escondida em sua gaveta. Assim que puxava a gaveta, ela foi arrancada para trás e bateu forte no chão. Ela empurrou e balançou como foi treinada, mas desta vez ele prendeu seus pulsos. Ela tentou chutar, mas suas pernas estavam rapidamente debaixo do seu corpo mais pesado. — Pare com isso — ele rosnou ao tentar segurá-la ainda sob ele.

15


Ela gritou e usou todas as partes do seu corpo para lutar com ele. Finalmente, após perceber que ele não lutava mais contra ela, mas apenas a segurava até que ela perdia força, ela olhou para ele. — Saia de cima de mim. — Ela se manteve perfeitamente imóvel. — Não até que você pare com tudo isso. — Ele olhou para cima quando o telefone dela começou a tocar. — Droga. Ela olhou para ele através do cabelo que caíra em seu rosto. Ele segurou as duas mãos em uma das suas e estendeu a mão para empurrar os fios de cabelo da frente dos olhos. — Você terminou? — Ele perguntou, sorrindo ligeiramente. Ela gemeu e desejou mais do que qualquer coisa nunca ter pegado este trabalho. Seu pai nunca deixaria alguém deixá-lo nesta situação. — Fique longe de mim — ela exigiu novamente. — Atenda ao telefone e os diga que está tudo bem. — Não. — Ela sorriu para ele. Ele franziu a testa e, em seguida, olhou para cima quando o celular começou a tocar. — Faça. — Ele rosnou para ela e ela podia ver a sua ira deixar seus olhos verdes escuros. Ela assentiu com a cabeça, sabendo que poderia ser sua única chance. Ele afrouxou o aperto em suas mãos, e ela sentiu o sangue correr de volta para seus dedos. Seus quadris e pernas seguraram-na para baixo, e ela podia sentir o coração dele batendo onde o corpo dele tocou o dela. Ela tentou ignorar o sentimento de desejo que o corpo forte dele ao lado dela causava. Mas, quando percebeu que ele acalmara, ela olhou para cima e percebeu o erro dela. Ela pensou que poderia facilmente dominá-lo, mas olhando em seus olhos, percebeu que nunca houve uma chance dela levá-lo sob custódia. Precisava desesperadamente mudar suas táticas. Ele estendeu a mão e pegou seu celular, o qual estava derrubado ao lado da porta. Mas em vez de entregá-lo a ela, ele atendeu e saiu de cima dela rapidamente. Ela sentou-se no chão frio, realmente não o ouvindo falar com a empresa de segurança. Não adiantava; tudo o que ele dizia, eles não acreditariam. Ela era a

16


única que poderia cancelar a polícia. Eles eram obrigados a estar lá em apenas alguns minutos. Então, ela poderia explicar tudo e finalizar o trabalho. Pelo menos ela poderia dar informações a Reece, como em que prisão seu irmão estava agora. Ele ficou ao lado da porta da frente e desligou o telefone com um sorriso. — Escuta, por que não podemos simplesmente chamar isto de um trabalho malfeito. Eu direi ao seu irmão que não pude localizá-lo e você pode seguir seu caminho. — Ela tentou retardar sua respiração. Ele sorriu. — Quem disse que eu não queria que meu irmão me encontrasse? Ela olhou para ele. — Eu suponho que você não queria... Ele riu. — Você acha que tudo isso é algum tipo de artifício para fugir da minha família? Ela encolheu os ombros. — Além disso, a polícia estará aqui em breve. Ele riu e, em seguida, chocou, segurando a mão para ajudá-la a se levantar. Ela notou como seus olhos correram sobre seu corpo antes que ela tivesse a chance de se levantar e empurrar o vestido de volta no lugar. A saia foi rasgada um pouco com a queda no cimento do lado de fora do clube. Ela escolhera o vestido porque parecia o tipo que todas as mulheres do clube usavam. Ela precisava se encaixar e parecer pertencer ali, mas para ser honesta, era muito apertado, muito curto, e muito decotado para o seu gosto. Ela puxou-o para cima e para baixo nos lugares certos, para garantir que tudo estava coberto. — Eu só vou me trocar. — Ela começou a entrar na sala dos fundos, mas ele a seguiu. Ela se virou e olhou para ele. — Eu posso fazer isso sozinha. — Ela contou os segundos até a polícia estourar. Ele sorriu. — Eu tenho certeza que você pode. — Seus olhos corriam para cima e para baixo dela. — Mas depois daquele pequeno truque, eu acho que gosto mais quando posso ficar de olho em você. — Ele se sentou ao lado de sua cama. — Onde está o seu gato? — Ele olhou em volta. Ela encolheu os ombros. — Eu não tenho um. Ouviu-o rir, então olhou para ela. — Eles não estão vindo, sabe. Os olhos dela se moveram para aos dele. — Quem?

17


— A polícia. — Ele riu. — Eu posso ler em seu rosto. — Ele acenou para ela. — Como você sabe? — Ela cruzou os braços sobre o peito. Ele estava mentindo. Ele tinha que estar. Ela disse a si mesma. — Eu tenho as minhas formas. — Ele sorriu e, então, puxou o celular do bolso e começou a discar como se tivesse todo o tempo do mundo. Ela sentia vontade de jogar algo nele. Ela desejava ter escutado mais de perto a sua conversa com a empresa de segurança. Virando-se, entrou em seu closet e tirou um par de jeans e uma camiseta. Quando se moveu para fechar a porta do closet, as sobrancelhas dele se ergueram enquanto falava no telefone, em seguida, ele balançou a cabeça negativamente. Sorrindo amplamente para ele, ela fechou a porta com um movimento rápido e trancou. Ouviu-o rir enquanto ele falava, e prendeu a respiração para ver se ele derrubaria a porta. Quando ele apenas continuou a falar, ela se trocou rapidamente, puxando um par de tênis e pegando sua mochila bug-out2, que estava cheia de roupas, dinheiro e outros itens, incluindo outra arma. Seu pai lhe ensinou como lidar com uma longa lista de armas com a tenra idade de onze anos, quando ela participou de um dos seus cursos de formação. Ela pegou um celular de reposição do bolso do lado de fora e mandou uma mensagem para seu pai, deixando-o saber da situação. Quando não obteve uma resposta imediata, ela colocou o telefone no bolso da jaqueta e tentou pensar em seu próximo passo. —Ok, princesa, o tempo acabou. Abra — disse Ryan do outro lado da porta. Ela agarrou a maçaneta da porta e abriu-a. — Pare de me chamar assim. — Ela jogou a bolsa no chão e entrou em seu banheiro. — Nós temos que ir. — Ele pegou a bolsa e a seguiu até o banheiro. — Por quê? — Ela se virou e olhou para ele. — Eles encontraram Rick na baía. Ela olhou para ele. — Quem é Rick? — O outro secreto que trabalhava neste caso. — Ele se virou para sair. — Espere! — Ela correu atrás dele. Quando ele se virou, ela esbarrou nele. — Secreto? 2. Mochila com kit de 72 horas de sobrevivência.

18


Ele assentiu com a cabeça. — O que você acha que interrompeu esta noite? Ela encolheu os ombros. — Uma transação de drogas que deu errado? Ele balançou a cabeça. — Eu pensei que você estava contratada para me encontrar, como um Investigadora Particular. Ela cruzou os braços sobre o peito e franziu o cenho. — Eu sou uma Investigadora Particular. Suas sobrancelhas se ergueram. — Licenciada? Ela deixou o insulto mostrar em seu rosto. Ele balançou a cabeça em desgosto simulado. — O que você acha que eu faço para viver? Ela deu de ombros novamente. — Eu não pude encontrar muita informação. Ele balançou a cabeça novamente e deu uma risadinha. — Como na terra de Deus você acabou me encontrando de qualquer maneira? Ela olhou para ele. — Eu tenho as minhas formas. Ele esperou, e quando ela deixou claro que não tinha vontade de responder a sua pergunta, ele suspirou. — Eu tenho trabalhado secretamente em narcóticos nos últimos quatro anos. Rick trabalhava nisso nos últimos dez anos e se eles o descobriram, e eu suponho que eles fizeram desde que ele está flutuando na baía, então, eles sabem que eu sou um policial e não pararão até que eu os acompanhe. — Ele olhou para ela e ela viu algo girar em seus olhos. — E, agora que nos viram juntos... — ele deixou o resto no ar. Ela baixou os braços e olhou para ele. — Você é um policial? Ele riu. — Princesa, eu não sou nada. Nem sequer existo. Não recebo um salário ou pago impostos. — Ele a pegou pelo braço e, em seguida, pegou sua bolsa novamente. — Agora, se acabamos com isso, precisamos ir. — Para onde vamos? — Ela pensou sobre sacudir o braço livre, mas seu aperto era muito forte. Além disso, o que ele acabou de lhe dizer estava afundando. Ele estava do lado certo da lei. Ela nunca contou com essa curva. — Bem, você tem um trabalho para terminar — disse ele, olhando para ela. Ela parou e quando ele olhou para ela novamente, ela perguntou. — O que?

19


Ele riu. — Eu deixarei você me levar para o meu irmão.

Ryan segurou o volante mais apertado e tentou ignorar a mulher dormindo ao lado dele. Eles estavam a mais de uma hora fora de Houston, e ele tentava desesperadamente relaxar. Ele sabia que ela viveria em uma maldita mansão. A entrada era maior do que o seu último quarto de hotel. Para não falar de todos os itens caros com os quais ela enchia o lugar. Provavelmente tinha uma empregada que vinha e limpava uma vez por semana, também. Ele balançou a cabeça e tentou não pensar sobre as diferenças entre eles. Em seguida, sua mente mudou de rumo. Rick estava morto e ele estava ferrado. Será que torturaram Rick antes? O que sabiam sobre ele? Seu chefe Zane garantiu que a família de Rick foi transferida com segurança. Ele olhou para Nikki e franziu a testa ao vê-la olhando para fora da janela. Quanto tempo eles tinham? Quanto tempo levaria para eles a localizarem e descobrir o que ela faz? Ele se arrastou e tentou ficar mais confortável no pequeno carro dela. Fazia anos desde que conduzira. Na verdade, passou um longo tempo desde que levara qualquer tipo de vida real. Namoro incluído. Ele olhou para Nikki novamente. Houve um momento em que saberia as palavras certas para varrê-la fora de seus pés. Reece e ele costumavam apostar um com o outro quem poderia obter a atenção de uma garota em particular. Ele sorriu. Reece sempre foi mais suave com os animais e Ryan era melhor com as mulheres. É claro que ele não foi um santo durante os últimos sete anos, mas na maior parte, seu trabalho vinha em primeiro lugar; era difícil explicar a uma namorada porque precisava desaparecer constantemente. Quando saiu da estrada em um posto de gasolina, Nikki se sentou e olhou em volta. — Já chegamos? — Ele olhou para ela esticar as pernas e os braços. Ela se trocou em um par de jeans apertados que abraçou sua bunda linda e um grande

20


suéter que escondeu os seios perfeitos que ele gostou de olhar quando ela usava o vestido apertado. — Não. Parada rápida. Você tem dinheiro? Ela assentiu com a cabeça e cruzou os braços sobre o peito. — Você não? Ele riu. — É claro, mas já que é o seu carro... — ela olhou para ele. — Compre a gasolina e pegue uma Coca-Cola para mim. — Ele saiu do carro. — Use um daqueles cartões de crédito extravagantes que você tem guardado nesta bolsa cara. Ela saiu do carro e olhou para ele. — Eu não sou idiota. Se eles estão nos procurando... — Eu sei, mas por agora nós queremos deixar um rastro para eles. Ela olhou para ele interrogativamente, mas quando ele não explicou, ela balançou a cabeça e entrou na pequena loja. Ele podia vê-la andando no lugar bem iluminado. Ela agarrou sua Coca juntamente com uma garrafa de água e um saco de batatas fritas. Quando caminhou até o funcionário para pagar, ele começou a bombear a gasolina. Quando se virou para ela, parecia que ela olhava para um telefone. Ele tocou em seu bolso e confirmou que o telefone celular dela ainda estava com ele. Ela saiu, e ele a observava de perto. O jeito que ela deslizou em frente ao estacionamento sujo disse-lhe que ela era ainda mais princesa do que ele havia imaginado antes. Ela pertencia a uma passarela, em vez de um posto de gasolina às três da manhã em alguma rodovia no meio-do-nada no Texas. Ela olhou para ele enquanto voltava para o carro. Ele terminou de abastecer e entrou. — Nós precisamos deixar esse carro em algum lugar. Ela virou a cabeça em direção a ele. — O quê? Deixar o meu carro? Ele riu. — Sim, não tenho certeza de quão alta tecnologia Hijo del Diablo tem, mas precisamos ter cuidado. — Então estendeu a mão e esperou. Quando ela lhe entregou a Coca-Cola, ele balançou a cabeça e colocou para baixo, segurando a mão de novo. — O quê? — Ela olhou para a mão dele. — Você quer algumas batatas? — Ela levantou um grande saco de batatas fritas. Ele riu. — Ouça, princesa, é hora de parar de jogar. Entregue o telefone.

21


Ela franziu a testa. — O telefone? Você ainda tem o meu. Ele sorriu um pouco e olhou para ela, esperando.

22


03 Nikki tentou não jogar seu telefone de emergência nele, mas quando o entregou, bateu no peito dele e ela teve um pouco de satisfação quando ele resmungou. Ele abriu e silenciosamente leu as mensagens de texto entre ela e seu pai. — Seu pai é um Investigador Particular também? Ela assentiu com a cabeça e cruzou os braços sobre o peito. — Bom. — Ele pegou o telefone e para seu horror, ligou para o seu pai. — Olá, Sr. Dawson? — Ryan olhou para ela. — Aqui é o detetive Ryan West. — Ele fez uma pausa. — Sim, eu tenho certeza que ela tem. Infelizmente, não é assim tão fácil. — Ele esperou novamente. — Sim. — Ele olhou para ela. — Não posso entrar em muitos detalhes, mas prometo mantê-la segura até essa coisa toda se acertar. — Ele bateu os dedos no volante, ouvindo seu pai. — Sim, nós vamos para lá agora. — Ela desejava desesperadamente poder ouvir toda a conversa. — Tudo bem, eu deixarei você saber quando eu puder. — Ele desligou e guardou o telefone, então colocou a mão no bolso e tirou seu telefone pessoal de outro bolso. Quando começou a sair do posto de gasolina, ele chocou-a, jogando-o para fora da janela. — O que você está fazendo? — Ela olhou para fora da janela traseira. — Esse era o meu iPhone novo. Ele balançou a cabeça. — O que foi registrado para você. Este — ele bateu no bolso, — o seu pai me garantiu que não foi. Ela franziu a testa. — Você poderia ter me perguntado e eu teria dito. Ele riu. — Seu velho é mais cooperativo do que você. — O que ele disse? — Ela se abaixou e abriu o saco de batatas fritas que comprou. Ela estava morrendo de fome por algum motivo. — Ele concordou comigo. Você será minha convidada até que as coisas se acalmem.

23


Ela empurrou algumas batatas em sua boca e saboreou a riqueza delas. — O que você quer dizer? Aonde vamos? — Como eu disse antes, ver meu irmão. E até eu ouvir que voltar é seguro, ficaremos lá. — Não posso ficar em Fairplay. — Ela pensou em um milhão de coisas que precisava fazer. Da pilha de casos que seu pai lhe dera, todos os seus amigos, as suas contas. Ela não podia simplesmente sair sem aviso prévio. — Eu tenho um emprego. Ele olhou para ela. — Não de acordo com o seu pai. Não por agora de qualquer maneira. Eles seguiram em silêncio por mais uma hora. Ela tentou se concentrar em onde eles iam, mas seus olhos não paravam de fechar. — Bem, estamos aqui — disse ele, parando em um estacionamento escuro. Ela olhou em volta e riu. — Isto não é Fairplay. — Ela olhou mais duro. — Onde estamos? — Ela estava tão cansada que cochilou e não viu para onde iam. — Austin. — Ela o viu pegar sua bolsa e sair do carro. — Austin! — Ela pegou sua água e batatas fritas. — Isso está longe de Fairplay. Ele assentiu com a cabeça. — Eu sei. — Ele começou a caminhar para longe do carro. — Mas o que estamos fazendo aqui? — Ela o seguiu. — Pegando um ônibus. — Ele olhou por cima do ombro para ela. — Um ônibus? — Ela parou de andar. — Eu não estou pegando um ônibus. Ele se virou para ela e lhe deu um de seus sorrisos sensuais. — Ouça, princesa, eu sei que é muito abaixo de você, mas, neste momento, temos pouca escolha. Ela ficou lá. — Que tal um aluguel? Ele balançou a cabeça. — Pouco dinheiro. — Ele se virou e começou a andar. — Eu tenho o suficiente para duas passagens de ônibus. — Ele olhou por cima do ombro para ela. — A menos que você queira viajar de carona?

24


Ela olhou feio para ele quando se encontrou com ele. — Não podemos simplesmente deixar o meu carro lá. — Ela olhou de volta para o Honda. Só faltava mais um ano para pagar e, então, era todo dela. — Seu pai está acompanhando. — Ele continuou andando e ela teve que praticamente correr para acompanhá-lo. Ela não gostava dele não dar a ela toda a informação, mas confiou em seu pai. Se ele fez planos com Ryan, então ela só precisava seguir adiante. Ela desejou poder ouvir diretamente do seu pai, mas duvidava que Ryan desistisse do celular a qualquer momento. Eles caminharam em silêncio por quase meia hora. No momento em que entrou na estação de ônibus, ela estava completamente esgotada e seus pés doíam. Ela estava, pelo menos, grata por calçar os tênis. Ela ficou do lado de Ryan quando ele comprou as passagens e pagou com o último de seu dinheiro. Ela não mencionou que havia um par de centenas na bolsa que carregava; pensou em manter essa informação para si mesma, pelo menos por um tempo. Ele se aproximou e sentou em um dos bancos junto à porta, cruzou os tornozelos, e inclinou-se para trás. O ônibus não sairia em uma hora, pelo menos, então ela se sentou ao lado dele no banco desconfortável. — Você vai compartilhar? — Ele olhou para ela. Ela olhou para ele, perplexa. Ele acenou para o saco de batatas fritas que ela segurou ao lado dela. — Claro. — Ela entregou o saco inteiro enquanto olhava ao redor da estação de ônibus. Ele sentou-se ao lado dela e comeu metade do que foi deixado na pacote. Quando ela reclamou, ele lhe entregou o pacote e bebeu o resto de sua Coca-Cola. — Então, me diga sobre esse caso. — Ela tomou um gole de água e acabou com as batatas. Ele olhou para ela. — Por quê? Ela encolheu os ombros. — Desde que eu estou envolvida em tudo isso agora. — Ela fez um gesto em direção à estação de ônibus quase vazia.

25


Ele assentiu com a cabeça. — Parece justo. Eu comecei a trabalhar um pouco menos de três anos atrás, quando eu precisei ser tirado do meu primeiro caso. — Ele fez uma pausa. — Foi quando você foi baleado? — Perguntou ela. Ele olhou para ela, parecendo surpreso, e depois assentiu. — Levou um tempo para me recuperar, mas uma vez que eu estava de volta à ativa e liberado para a ação, assumi tentando acabar com Hijo del Diablo. Rick já estava no caso há um tempo. — Ele franziu a testa e ela poderia dizer que ele pensava sobre o seu colega. Em seguida, ele balançou a cabeça e continuou. — Hijo del Diablo – é assim que nós o chamamos, de qualquer maneira – é um dos maiores barões da droga mexicana escondido nos EUA. Ele iludiu o departamento há mais de dez anos. — Ele balançou a cabeça. — Há quanto tempo você vem trabalhando com o departamento? — Quase sete anos. — Ele inclinou a cabeça para trás e fechou os olhos. — Quando você saiu de casa? — Ela ficou chocada. Ele saiu de casa e imediatamente entrou na polícia. Ele olhou para ela e acenou com a cabeça. — Eu comecei a treinar primeiro, então — ele deu de ombros, — eu fui colocado no meu primeiro caso. — Ele sorriu. — Eu era jovem o suficiente para trabalhar disfarçado em alguns casos em algumas escolas. Ela franziu o cenho. — Por que você saiu de casa sem uma palavra? — Ela perguntou, mas foi interrompida no momento em que o embarque para o ônibus foi anunciado. Ele a seguiu de perto enquanto ela entrava no ônibus. Ela tomou o assento ao lado da janela e ele se sentou ao lado dela, arrumando sua bolsa bugout sob seu assento. Depois que o ônibus estava a caminho, ela inclinou a cabeça para trás e olhou para ele. Era realmente muito ruim ele não ser o tipo dela. Seu pai sempre quis que ela se casasse com um policial. Sua família teve policiais até quando qualquer um podia se lembrar. Seu pai até trabalhara na batida antes de ser ferido e se aposentar. Então, ele começou seu próprio negócio de Investigador Particular e ela se juntou a ele alguns anos mais tarde.

26


Ela olhou para Ryan novamente. Sua cabeça estava inclinada para trás contra seu assento e seus olhos estavam fechados. Ele realmente era bonito, apenas um pouco rústico nas extremidades. Ela namorou alguns homens, mas nenhum deles durou muito tempo, especialmente depois que ela começou a trabalhar com o pai dela. Algo sobre uma mulher que carregava mais armas do que a maioria dos policiais assustou a maioria deles. Ela pensou sobre a arma na bolsa debaixo dos pés de Ryan. Mesmo na escola, foi difícil namorar. A maioria dos homens a via como intocável. Ela não sabia o que fez para merecer esse rótulo, mas sempre a incomodara. O fato de Ryan chamá-la de princesa acabou adicionando a tudo isso. Ela descansou a cabeça para trás e deixou o cansaço a vencer. Quando acordou várias horas depois, quase gritou quando viu Ryan olhando para ela. Lá se foi a barba desalinhada e seu longo cabelo. Seu cabelo foi cortado muito curto. Ele fez a barba e mudou a camisa e jeans. Ela não sabia como ele fez isso. Até mesmo seus sapatos eram diferentes. Ela não saberia que era ele, exceto por aqueles olhos verdes olhando para baixo e quase rindo dela. — Como...? — ela olhou em volta. Ela não podia ter adormecido por muito tempo. Poderia? — Como você conseguiu essa roupa? Ele sorriu e balançou a cabeça. — Você tem seus segredos, eu tenho os meus. — Então ele se levantou e pegou sua bolsa debaixo do seu assento. — Hora de ir. Ela olhou pela janela e viu que o sol nascia ao longo de um campo de trigo muito grande. — Isto é Fairplay? Ele olhou para fora da janela e balançou a cabeça negativamente. Ela olhou para ele. — Então por que descemos daqui? — Ela levantou-se e seguiu-o para frente do ônibus. Ele não a respondeu, em vez disso, pediu ao motorista para parar e deixá-los lá. No meio do nada. Pelo que ela podia dizer, não havia sequer um posto de gasolina nas proximidades. Quando estavam na estrada, observando o ônibus desaparecer no nascer do sol, ela cruzou os braços sobre o peito e franziu o cenho. — Agora você me dirá por que descemos do ônibus no meio do nada?

27


Ele sorriu. — Porque isto — ele acenou com a cabeça em direção a propriedade, — é o começo das terras das minhas primas.

Ele tentou não deixar sua excitação aparecer. Mas Saddleback Ranch foi um dos únicos lugares que Reece e ele foram alguma vez verdadeiramente felizes. Jogando sua bolsa por cima do ombro, ele começou a caminhar pelo campo. Ele sabia o caminho da fazenda e estavam a cerca de uma hora de caminhada da casa principal. Do outro lado deste campo e ao longo de algumas colinas, a grande casa branca viria à vista. Ele olhou para o relógio e sorriu. — Chegaremos a tempo para o café da manhã. — Você quer dizer que caminharemos todo o caminho para a cidade? Ele riu. — Não, Saddleback está a poucos quilômetros fora da cidade. — Oh. — Ela correu para alcançá-lo. — Como você se trocou? Ele sorriu e balançou a cabeça. — Segredo. Ela franziu a testa. — Eu sei o que está nesse saco, e essas roupas não estavam lá. — Não, tudo o que tem aqui são roupas de menina, uma 9mm, e trezentos em dinheiro. — Ele olhou para ela enquanto a carranca dela aumentava. — Então como? — Ela puxou a manga da camisa dele até ele parar. — Se eu te contar, você andará mais rápido? Estou morrendo de fome e sei que a minha prima fará com prazer alguns waffles caseiros e ovos para mim. Ele ouviu o estômago dela roncar e sorriu. Então, olhou para ele e balançou a cabeça. — Concordo. — Bem. Eu encontrei alguém no ônibus do meu tamanho e paguei-lhe para trocar as roupa por navalha, e um par de tesouras muito sem graça. — Ele se virou e começou a andar novamente. — Por que não pensei nisso antes? — Disse ela, seguindo-o enquanto balançava a cabeça. — Eu devo estar mais cansada do que pensava.

28


Ele riu. — Agora... — ele se virou para ela. — Diga-me como você me encontrou. Ele olhou para ela corar, em seguida, começar a andar novamente. — Oh, não, você não vai. Eu respondi a sua pergunta, você tem que responder a minha. Ela parou e colocou as mãos nos quadris. — Eu corri atrás de você. Ele assentiu com a cabeça. — E? — Literalmente. — Ela observou-o franzir o cenho. Ele olhou para ela, não compreendendo. — Eu não entendo. — Eu rodei todo o Houston. Hospitais, casas noturnas, em todos os lugares. Ninguém sabia nada sobre você. Eu não tinha nenhuma pista. Então, saía de um posto de gasolina e lá estava você. — Ela se virou e começou a andar novamente. — Espere. — Ele puxou seu braço novamente, rindo. — Você me viu na rua e sabia quem eu era? — Ela assentiu com a cabeça. — Como? Ela riu. — Bem, para começar eu tinha uma foto sua de quando você estava no hospital. — E? — Eu conheci o seu irmão. — Ela encolheu os ombros e corou um pouco. — Vocês são gêmeos idênticos. Eu não precisava de muito mais do que vê-lo na rua para saber quem você era. — Ela começou a andar novamente. Após um momento de silêncio, ele encontrou-se com ela. — Como Reece está? — Esta é a primeira vez que você me perguntou sobre ele. Era a sua vez de corar. — Nós estivemos ocupados. Quando ela apenas olhou para ele, ele deu de ombros. — Acho que me sinto mal da forma como as coisas aconteceram. — Você o deixou. — Ela cruzou os braços sobre o peito e olhou para baixo. — Não foi como se eu tivesse muita escolha. A princípio, não. — O que...? — Ela perguntou. Ele balançou a cabeça. — Um segredo por dia, princesa. — Ele começou a andar novamente. Seu estômago o levava através dos montes; ele quase podia sentir o cheiro dos waffles.

29


— Ele vai se casar — disse ela atrás dele. Ele olhou por cima do ombro e assentiu. — Eu ouvi falar. — O quê? — Ela falou com ele. — Como você soube? Ele sorriu. — Eu tenho as minhas maneiras.

30


04 Ryan não sabia o que esperar quando caminhou até a varanda da frente da grande casa branca. Quando bateu, ele percebeu que sua mão tremia, e amaldiçoou em voz baixa. Esta era a sua família. Suas primas sempre estiveram lá, de braços abertos para seu irmão e ele. Não sabia porque havia um fio de dúvida correndo através de sua mente. Ele podia sentir Nikki em pé atrás dele e por um momento desejou que estivessem em outro lugar. Em qualquer outro lugar. Então a porta se abriu, e viu os olhos verdes iguais de sua prima acender. A porta de tela foi aberta e Lauren estava em seus braços abraçando-o mais apertado do que nunca. — Ryan. — Ela não parava de dizer seu nome uma e outra vez. Ele sentiu que o corpo dela tremia enquanto chorava. — Lauren, está tudo bem? — Ele ouviu uma voz masculina e olhou para cima para ver um homem de pé na porta, uma menina com cabelo escuro e encaracolado e olhos verdes em seus braços. — Chase, é Ryan — disse Lauren contra seu peito. Ryan acenou para Chase. Ele ouviu que ela se casara, mas não ouviu os detalhes. Na verdade, todas as suas três primas estavam casadas agora e eram mães. — Olá. — Chase acenou para ele. — Bem, por que você não para de chorar sobre ele e o deixa entrar? — Chase sorriu. — Além disso, ele tem uma amiga com ele, e ela parece cansada e com fome. — Sim. — Lauren deu um passo para trás e, em seguida, olhou para ele e fechou o punho e golpeou-o no ombro. — Isso é por não ligar. — Ela usou o mesmo punho para enxugar as lágrimas que vazavam pelo seu rosto. — Agora, entre. Eu estava prestes a fazer waffles. — Ela sorriu e estendeu a mão para Nikki. — Sou Lauren, prima dele. — Nikki Dawson.

31


— Prazer em conhecê-la. Este é o meu marido, Chase, nossa filha, Abbi, e em algum lugar por aqui... — só então um menino de cerca de quatro anos veio correndo para a sala, pelado. — Mãe, eu não consigo encontrar minha cueca. Lauren riu e pegou o menino. — Este é o nosso filho, Ricky. — Ei, Reece — Ricky disse, então franziu a testa e olhou para Ryan novamente. — Você não é Reece. — Não. Eu sou irmão dele. Ricky sorriu. — Eu tenho primos gêmeos, Conner e Cooper. Eles se parecem muito mais, no entanto. — Ele sorriu. — Eu vou trocar você — disse Chase, entregando Abbi a Lauren. — Vamos apenas encontrar a nossa cueca e descer. Lauren riu e entregou o menino nu. — Entrem. Eles seguiram-na de volta para a cozinha, e ele notou que o local foi reformado desde a última vez que esteve lá. A cozinha tinha novos armários e piso novo. Ele notou quando passou que todo o lugar tinha novos revestimentos, pintura e janelas. — O lugar parece ótimo — disse ele, sentando em uma cadeira que Lauren acenou. Ela colocava a menina em uma cadeira alta, mas sorriu e acenou com a cabeça. — Sim, Chase esteve trabalhando na reforma de tudo. Temos até mesmo remodelado todas as casas de fazenda. — Ela parou e olhou para ele. — Onde você ficará? Ele deu de ombros e esperou. — Eu pegarei com você as chaves de uma das casas de fazenda. — Ela sorriu. — Nikki, você é bem-vinda... — Ela fica comigo — Ryan interrompeu. Apenas o comando de sua voz disse-lhes que não havia nada mais para discutir. Lauren assentiu. — Isso é bom. — Ela sorriu e olhou para Nikki. — Agora, quantos waffles você quer? — Posso ajudar? — Disse Nikki de sua cadeira.

32


— Claro que não. — Lauren sorriu para ela. — Mas se você quiser garantir que Abbi coma todos os Cheerios, seria útil. Ela assentiu com a cabeça e puxou sua cadeira mais perto da menina que estava feliz batendo as mãos na cadeira alta e comendo o que ela podia. — Seu irmão sabe que você está aqui? — Disse Lauren, virando-se com uma espátula em suas mãos. Ele balançou a cabeça. — Nós apenas descemos do ônibus e caminhamos até aqui há menos de uma hora. Ela suspirou e colocou a espátula para baixo. — Eu só vou... — Já está feito — disse Chase, andando com um Ricky completamente vestido em seus braços. — Reece e Missy estão vindo. Ryan se sentiu pulando para cima e fugindo. Ele olhou para Lauren para obter ajuda. — Talvez você devesse levar as crianças para algum lugar? — No começo Chase pareceu não entender, mas em seguida, o entendimento surgiu sobre o seu rosto. Ele olhou para Ricky. — Que tal você e sua irmã me ajudarem a alimentar os animais? Ricky gritou e acenou com a cabeça. — Hurra. — Chase colocou Ricky no chão e pegou Abbi da cadeira. — Obrigado — ele disse a Lauren quando Chase e as crianças foram embora. — Eu sei que ele está vindo. Só não quero que as crianças... Lauren caminhou até ele, balançando a cabeça. — Ryan, eu tenho certeza que o seu irmão ficará feliz em vê-lo novamente. Ainda assim, não tirou o medo e a ansiedade que corria por ele, esperando. Ele acabara de comer o seu segundo waffle quando ouviu o carro chegar. Ryan levantou. — Eu vou encontrá-lo. Fique. — Ele olhou para Nikki com o cenho franzido, esperando ela ouvir. Ele sabia que não havia como impedir Lauren de segui-lo, mas ele esperava. Quando saiu para a varanda, viu seu irmão do lado de uma caminhonete com uma linda loira em um vestido e botas. Eles se abraçavam, mas quando ouviram a porta de tela se fechar atrás dele, eles olharam para cima.

33


Reece estava do outro lado do espaço rapidamente, e Ryan encontrou-o na parte inferior da escada. Ryan se firmou e se preparou para o golpe que sabia que estava por vir. Mas, em vez de um punho no rosto ou no intestino, ele estava envolto em um abraço que quase quebrou algumas de suas costelas machucadas. Ryan piscou algumas vezes e, então, abraçou seu irmão. E, pela primeira vez em anos, sentiu-se perdoado e amado.

Nikki observava por trás da porta de tela, atrás de Lauren. Ela ouviu Lauren fungar em seu avental e abrir a porta. — Se vocês dois terminaram, o café da manhã está ficando frio. Vamos, Missy, você pode me ajudar a fazer mais alguns ovos. Os homens se separaram e sorriram um para o outro com sorrisos correspondentes. Melissa se aproximou e ficou ao lado de Reece. — É bom ter você de volta. — Ela abraçou Ryan, que assentiu e abraçou-a. Quando Lauren passou por Nikki, ela disse. — Como ela pode ajudar, mas não eu? Lauren riu. — Missy é da família. Você é uma convidada. Mas se você quiser, pode pegar mais alguns talheres. — Ela a pegou pelo braço e levou-a de volta para a cozinha. No momento em que colocara mais dois conjuntos de pratos, eles ouviram outro carro chegar. — Isso será Alex ou Haley. — Ela secou as mãos e começou a caminhar em direção à porta. Nikki se sentou enquanto a grande cozinha preenchia com pessoas. Ela conheceu Melissa e Reece antes, quando os entrevistou em Houston sobre Ryan. Ela foi rapidamente apresentada a todos os outros quando chegaram. Ela conheceu as irmãs de Lauren, Alex e Haley e seus maridos, Grant e Wes. A filha de Alex e Grant, Laura, também estava lá, e ela podia dizer que havia um irmãozinho ou irmãzinha no caminho também. Haley e Wes tinham meninos gêmeos, Conner e Cooper, que eram uma cópia menor de Ryan e Reece, e ainda assim conseguiram

34


se parecer com seu pai. Wes apareceu em seu uniforme da polícia, mas depois precisou voltar para atender uma chamada logo depois de chegar. Depois que todos terminaram de comer o enorme café da manhã de waffles, ovos e bacon, sentaram-se ao redor e conversaram um pouco. Ela notou como Ryan evitava a história de como eles vieram para Fairplay. Ou como se conheceram. Ele manteve se esquivando de perguntas. Ela tentou o seu melhor para fazer o mesmo. Por enquanto, ela não queria que ninguém soubesse que eles podiam ser caçados ou mesmo que estavam se escondendo. Na maior parte, todos evitaram perguntar a Ryan onde ele esteve nos últimos sete anos. Pelo menos por enquanto. A cabeça de Nikki começou a se sentir pesada, e ela pegou-se caindo ainda mais para baixo na cadeira. Seus olhos sentiam-se vermelhos e inchados, e desejava desesperadamente uma cama. Qualquer cama. — Eu acho que vamos encerrar o dia. Viajamos toda a noite. — Ele olhou para ela, e ela estava grata por ele notar como estava cansada. — Deixe-me pegar as chaves para a casa. — Lauren levantou-se e pegou do porta-chaves nos ganchos pela porta dos fundos. — Você é bem-vindo para usar a caminhonete extra. — A velha Betty? — Perguntou Ryan. Lauren balançou a cabeça. — Não, o tornado matou Betty. Nós tivemos que substituí-la por Bertha. — Ela riu e apontou para a irmã, Alex. — Assim é como ela a chama. Alex deu de ombros. — Ela é uma grande velha garota. — Ryan riu. — A casa mais próxima da fazenda está disponível pelo menos até o próximo mês. Então, podemos movê-lo para outra por tempo indeterminado. Estamos a algumas semanas do tempo de venda. — Ela olhou para ele. — Poderíamos precisar de uma mão extra. Ele assentiu com a cabeça. — Eu não sei quanto tempo estaremos aqui, mas se eu estiver aqui, você poderá contar comigo. Ela assentiu com a cabeça, em seguida, caminhou até ele e abraçou-o. — É bom ter você de volta. Nikki assistiu quando Ryan a abraçou de volta. Em seguida, virou-se e apertou a mão de seu irmão. — Quando é o casamento de vocês?

35


— Há algumas semanas a partir de agora, dezesseis de Novembro. Ryan assentiu. — Eu ficarei por aqui. — Ele se aproximou e abraçou Missy. — Nós teremos que jantar. Ela assentiu com a cabeça. — Em breve. — Ele sorriu e, em seguida, virouse para Nikki. — Pronta? Ela assentiu com a cabeça. — Foi um prazer conhecer todos. Lá fora, Ryan abriu a porta da velha caminhonete verde e entregou-lhe a bolsa. Ela colocou no colo e encostou-se à cadeira macia. A caminhonete tinha cheiro de feno, e por algum motivo foi reconfortante para ela. — Você tem uma boa família — disse ela assim que ele começou a dirigir. Ele olhou para ela e acenou com a cabeça. — Sim. Eu não posso acreditar o quanto senti falta deles. Eu nem sequer sei. — Ele balançou a cabeça. Ela sorriu. — Por que você foi embora? — Quando ele olhou para ela, ela continuou. — Eu percebi que todos evitaram perguntar, mas eu suponho que tinha algo a ver com o seu pai. Ele franziu a testa enquanto virava a caminhonete para uma estrada poeirenta. — Tipo. Ela esperou e quando ele não continuou, ela perguntou, — O que significa isso? Ele olhou para ela. — Foi por causa dele que eu estava em um cemitério uma noite, quando o esquadrão da polícia assumiu que eu estava lá para me encontrar para uma entrega de drogas. Eles me arrastaram para a prisão. Meu pai se recusou a pagar minha fiança ou enviar dinheiro para que eu pudesse pegar um ônibus de volta a Houston. Na verdade, ele me disse para não me incomodar em voltar. Ele, aparentemente, não disse a meu irmão antes de morrer que eu me juntara à força policial e estava vivo em Houston. Ela observou as emoções em seu rosto e sentiu raiva em relação a um homem que ela não conhecia. — Depois que ouvi dizer que o velho morreu, eu hesitei em procurar Reece. Quando decidi que era o momento e que eu tinha coragem suficiente, ele se foi.

36


— Ele viajou com o rodeio por alguns anos — disse ela. Ela soube do passado de seu irmão, como parte de sua pesquisa sobre a família. — Sim — ele acenou com a cabeça. — Ele mencionou isso para mim no café da manhã. — Ele olhou para os nós dos dedos. — Por que você acha que o seu pai não disse a ele sobre você? Ele deu de ombros. — Por que o velho fez um monte de coisas? Ele era louco e desprezível. — Ele balançou a cabeça. — Ele estava sempre batendo em nós, xingando a gente. — Ele balançou a cabeça e tentou bloquear as memórias. — Para Reece era pior do que para mim. Fiquei surpreso ao saber que ele ficou por tanto tempo. — Seu pai morreu logo depois que você foi embora? Ele assentiu com a cabeça. — Eu não ouvi sobre isso até quase um ano mais tarde. — Ele balançou a cabeça. — Até então Reece havia desaparecido. Ela estendeu a mão e pegou a mão dele na sua menor, uma muito mais suave e disse. — Eu sinto muito.

37


05 Nikki se enrolou apertada em uma bola e tentou desligar sua mente. Ryan dormia do lado de fora da porta do quarto no menor sofá que ela já viu. Ela pensava nele lá fora, tentando ficar confortável como ela. Podia ouvi-lo se movendo ao redor e pensar em seu corpo longo tentando dobrar-se no sofá. — Se você prometer manter suas mãos para si mesmo, você pode vir deitar na cama — ela gritou e então, esperou, à espera de uma resposta. Ryan abriu a porta e sorriu para ela. — Obrigado. Eu pensei que teria que mastigar minhas pernas para caber nessa coisa. Ela riu e depois ficou séria quando viu que ele tirou a camisa e vestia apenas calça jeans folgada. Ela mudou para os shorts de moletom e camiseta que foram armazenados em sua bolsa bug-out. Ela observou-o andar ao redor da cama, com os olhos nos dela. Ele era impressionante. Ela notou várias grandes cicatrizes em seu estômago e peito. Sua mente se recusou a parar de pensar sobre o quão impressionante era o peito dele. Era grande e os músculos de seus braços eram magros e tonificados. Ele tinha um peitoral sexy, o qual era maior do que qualquer um que viu antes. Tinha uma leve camada de cabelo escuro sexy, que ela imaginou que se sentiria suave contra seu corpo. — Continue olhando para mim desse jeito, princesa, e não posso garantir manter minhas mãos para mim. — Ele sorriu para ela. Ela olhou feio para ele, em seguida, virou-se e deu um soco no travesseiro até que finalmente se sentiu confortável. Sentiu-o rastejar no lado dela e estava grata que ele parou o assunto. — Por que não posso ficar em outro lugar? Há provavelmente muito lugar... — Pare — ele alertou, mas ela se sentou e olhou para ele. — Não é como se nós fôssemos um casal. Você está tentando convencer sua família de alguma coisa?

38


Ele se inclinou e olhou para ela. — Você esqueceu que existe um louco com acesso a um pequeno exército atrás de nós? Ela encolheu os ombros. — Então, dê-me uma das minhas armas de volta. Eu posso me proteger. Ele encostou-se na cabeceira da cama e cruzou os braços sobre o peito. — Até que eu saiba que Hijo del Diablo e seus homens estão trancados atrás das grades ou mortos, você fica onde eu possa vê-la. Ela se inclinou para trás e cruzou os braços sobre o peito. — Então, você ficará como minha babá? Ele riu surpreendendo-a completamente ao estender a mão e empurrar uma mecha de cabelo do rosto dela. Seus dedos eram tão gentis, e seus olhos verdes eram tão hipnotizantes que ela quase se esqueceu de que estava chateada com ele. — Ouça, princesa, existem algumas coisas que eu gostaria de fazer com você, mas babá não tem nada a ver com elas. Ela rosnou e empurrou a mão dele de lado enquanto ele ria. — Você é tão fácil de irritar. Agora, durma um pouco. Você se parece com o inferno. — Ele riu e então se inclinou para trás e fechou os olhos. Ela desejava jogar algo nele, mas virou e tentou fazer seu corpo relaxar centímetro por centímetro. Quando abriu os olhos de novo, estava mais escuro. Ela esticou os braços sobre a cabeça e, em seguida, notou que estava sozinha na cama. Ela dormiu como os mortos. Ela sempre fez isso. Seu pai sempre brincou dizendo que ele precisava soprar uma corneta apenas para acordá-la a tempo para a escola. Ela se sentou e acendeu a luz ao lado da cama. O quarto era pequeno, mas grande o suficiente para uma pessoa. Havia um pequeno banheiro na parte traseira. Ela entrou, carregando sua bolsa. Ela estava surpreendentemente feliz que havia xampu e condicionador no chuveiro. Grandes toalhas brancas penduradas em ganchos. Felizmente, havia uma caixa de novas escovas de dente e creme dental nas gavetas. Quando entrou no chuveiro, não podia deixar de gemer. A água quente ofuscou as dores de dormir no carro, no ônibus e em uma cama estranha. Ela

39


deixou a água quente correr sobre sua cabeça enquanto se inclinava contra o azulejo frio do chuveiro. Quando finalmente saiu do banheiro vestida com um limpo par de calças de ioga e uma camisa grande, viu a nota de Ryan sobre a bancada. Saí por um tempo. Alex deixou o jantar. Volto em breve. Ryan Ela caminhou até a pequena cozinha e pegou um prato de frango, batatas e feijão verde da geladeira. Havia uma jarra de chá gelado, e ela se serviu enquanto esquentava no micro-ondas os alimentos. Ela entrou na sala ao lado com seu prato, ligou a televisão, e sentou para assistir a um filme. Menos de uma hora depois, Ryan entrou com algumas sacolas de supermercado. Ela levantou e ajudou-o antes que derrubasse tudo no chão. — Eu teria ido fazer compras com você — disse ela, levando um saco. Ele balançou a cabeça. — Eu tentei acordá-la. — Ele riu. — Você dorme como os mortos. Ela assentiu com a cabeça e colocou a bolsa para baixo. — Sim, já me disseram isso. Ele olhou para ela, suas sobrancelhas para cima quando sorriu. — Você comeu? Ela assentiu com a cabeça e tirou um saco de batatas fritas. Ela sorriu quando viu que eram os mesmos de churrasco que comprara na noite passada. Então tirou uma caixa de Coca-Cola e sorriu. — Tem uma coisa para refrigerante? Ele assentiu com a cabeça. — Mantém-me acordado. Você não pode ter sempre uma xícara de café, mas pode ter um desses. — Ele balançou a lata que abriu e tomou outro gole. — Você compra como um adolescente — disse ela, puxando uma caixa de biscoitos. Ele riu. — Eu não tive um lugar com uma cozinha em anos. — Ele puxou uma pilha de refeições congeladas e ela balançou a cabeça. — Da próxima vez, eu vou para o mercado. — Ela colocou uma caixa de FruityPebbles3 no balcão e sorriu. — Eu não tive esses em anos.

3. Marca de cereal.

40


— Bem, então, você tem uma surpresa. — Ele pegou mais duas caixas do material e as colocou uma do lado da outra. Ela riu. — Existe alguma coisa aqui para cozinhar? Ele balançou a cabeça e bateu nos jantares de micro-ondas, e ela balançou a cabeça. — Se eu sei alguma coisa sobre a minha família, eles não nos deixarão cozinhar. Basta ver... — ele encostou-se à bancada e cruzou os braços sobre o peito. — A primeira coisa na parte da manhã, nós teremos uma festa entregue à nossa porta. Ela se virou e olhou para ele. Ele vestia outra camisa nova. Assim como os jeans pareciam novos, e ele tinha um par de botas que ela não viu antes. — Fez um pouco de compras de roupa? — Ela acenou para suas roupas. Ele sorriu. — Eu passei pela casa do meu irmão e peguei algumas coisas dele emprestado. Eu tenho um saco de coisas na caminhonete. — Ele pegou sua Coca e saiu. Ela se virou e terminou de guardar tudo o que ele comprou. Havia até mesmo barras de fudgebars que estavam semi-derretidos. Ela não podia se impedir de pegar um e estourá-lo em sua boca. Mesmo meio derretido, ele tinha um gosto bom. Se Ryan continuasse a comer como um adolescente, ela ganharia peso enquanto se escondiam. Ela teria apenas que balancear toda a comida sem nutrientes com corridas pela manhã. Afinal de contas, ela trouxe seus tênis de corrida e roupas. Além disso, ela queria ver o interior. Ela nunca esteve nesta parte do Texas antes e tinha certeza que havia muito para ver. Talvez pudesse até mesmo sair para um passeio. Ela não montou em um cavalo em anos. Ela entrou na sala de estar, assim que Ryan entrou com uma enorme mala de roupas. — Uau, está cheia de coisas que o seu irmão te deu? Ele assentiu com a cabeça. — Há algumas coisas aqui para você, também. — Ele colocou a sacola no chão. — Missy e minhas primas ouviram que precisamos sair da cidade de forma rápida e estavam preocupadas que você não tenha o suficiente. — Como são doces. — Ela se aproximou e sentou-se.

41


— O que você está assistindo? — Ele se sentou ao lado dela no pequeno sofá, que imediatamente parecia menor. Sua perna e braço foram empurrados contra o dela. Quando ela tentou se mover de lado para dar espaço suficiente, ele se arrastou e levou o pouco espaço que desocupara. — Há outra cadeira lá. — Ela apontou para a cadeira de balanço no canto. Ele riu. — Eu não sento nessa coisa dura para assistir TV. Ela olhou para ele. — Bem, você está tomando muito espaço. — Ela tentou afastá-lo, mas ele apenas riu. Quando tentou com mais firmeza, ele tomou-lhe os pulsos em suas mãos e puxou-a para mais perto. — Você cheira bem. — Ele puxou até que ela estava na metade do caminho para seu colo. Suas mãos foram para seu peito e quando tentou afastá-lo novamente, ele apenas riu. — Você com certeza é mal-humorada. — Solte-me. — Ela o empurrou novamente. Desta vez as mãos caíram, e ela percebeu que estava quase cima dele. Suas coxas duras estavam sob a dela, as mãos dela estavam abertas no peito dele, e podia sentir seus músculos saltar sob os dedos. Ela não tinha a intenção de ficar lá no colo dele, mas então olhou para os lábios dele, os olhos, e congelou. Como não percebeu como ele era perfeito? Os olhos dela corriam de seus belos olhos verdes para seus cílios escuros, sobre as sobrancelhas perfeitas, e se concentrou em uma pequena cicatriz que ia de sua sobrancelha esquerda para o canto da linha de cabelo. Estendendo a mão, ela passou o dedo sobre a cicatriz clara. — Como você conseguiu isso? As mãos dele estavam em seus quadris, e ela não podia imaginar nada parecendo melhor. — Reece — ele sussurrou. — Ou foi o que me disseram. Ela se moveu um pouco e o sentiu reagir à proximidade. Os dedos dela se voltaram para o cabelo dele. — Por que você o cortou? Seus olhos riram um pouco para ela. — Para despistá-los. Eu tive o cabelo comprido e barba cada vez que se encontraram comigo. Não sabem realmente como eu pareço sem eles.

42


Os dedos dela rasparam seu couro cabeludo, e ela viu seus olhos esquentarem. — Eu sabia que era você instantaneamente. Ele assentiu com a cabeça. — Você viu Reece... — ele parou quando ela passou a mão pelo rosto dele. Ela não sabia por que não conseguia parar de tocar seu rosto suave. Seu cabelo curto. Talvez fosse por ver os olhos dele irem de gelados verde esmeralda para ardentes de desejo. Talvez fosse o fato de que ela esteve sem a sensação de um homem ao lado dela durante os últimos quatro meses. As mãos dele se moveram para cima nas costas dela, e ela arqueou para elas. — Isso pode complicar as coisas — disse ele, olhando em seus olhos. — Já não está muito complicado? Ele a puxou para mais perto e acenou com a cabeça pouco antes de seus lábios se tocarem.

Ele não queria parar. Ela tinha gosto de céu e sentia ainda melhor. Ela se esfregava em cima dele, com as mãos em seu cabelo, segurando-o perto quando usou a boca para enviar cada gota do seu sangue para fora de sua cabeça. Fazia muito tempo, anos, desde que sentiu um desejo tão forte. Quando abriu sua camisa, ele se inclinou para que ela pudesse empurrá-la de seus ombros. — Mmmm — ela gemeu quando olhou para ele, correndo os dedos levemente sobre ele. — Impressionante. Ele sorriu e, em seguida, começou a levantar a camisa dela, observando seus olhos para qualquer sinal de rejeição. Quando ela se afastou e estendeu a mão para ajudar, ele prendeu a respiração. Ela era a perfeição. O pequeno sutiã preto que usava cobrindo aqueles seios perfeitos que teve um vislumbre no vestido sexy que ela usara na outra noite. Quando ele estendeu a mão e passou levemente o dedo sobre ela, ela inclinou a cabeça para trás e fechou os olhos em outro gemido. — Toque-me — disse ela, segurando seus ombros.

43


Ele se inclinou e colocou os lábios dele no ombro dela, deixando suas mãos vaguearem sobre cada centímetro de sua pele macia. Ele empurrou a seda macia de lado e passou a língua sobre sua pele exposta até que ela o segurou tão apertado, ele pensou que explodiria. Quando se inclinou para trás, ela empurrou os ombros dele até que ele se deitou no pequeno sofá. Seus pés ainda no chão, ela começou a desafivelar o cinto e calça jeans. Ele a olhou lutar para abaixar os jeans em seus quadris e tentou ajudar, mas ela bateu nas mãos dele. Assim, ele sentou-se, descansando a cabeça ao longo do braço do sofá, e a assistiu. Os olhos dela estavam focados em seu corpo, tornando-o mais impaciente do que ela. Finalmente, após tirar suas botas, ela arrancou a calça jeans e, com uma pequena ajuda dele, caíram no chão. Ele ouviu seu gemido e viu a língua dela lamber o cheio lábio inferior. Em seguida, foi a vez dele de gemer. Ela tocou-o suavemente, e os olhos dele fecharam sobre o prazer que ela lhe dava. — Princesa... — ela olhou para ele e agarrou-lhe um pouco mais apertado. Ele riu e pegou a mão dela afastando dele. — É melhor você diminuir o ritmo. Seus olhos se estreitaram. — Por quê? — Ela olhou de volta para ele. — Parece que você pode lidar com isso. Ele riu novamente. — A menos que você tenha um saco mágico com algumas camisinhas nele... Ela sorriu. — Bolso lateral da minha mochila bug-out. Meu pai não criou uma idiota.

44


06 Ryan sorriu, e então se levantou rapidamente e pegou-a, jogando-a por cima do ombro. — Ryan! — Ela lutou em seus braços enquanto ria. — Bem, de verdade! — Ela bufou depois relaxou quando ele começou a caminhar em direção ao quarto. Quando ele jogou-a sobre a cama, ela parou de rir e observou-o andar para a bolsa e recuperar a caixa de preservativos. — Eu gosto de uma mulher preparada. — Ele jogou a caixa na mesa de cabeceira e, em seguida, mudou-se para ficar em cima dela. — Querida, você tem muitas roupas. — Ele sorriu e depois gemeu quando ela passou as mãos pelo lado dela e puxou até que as calças de yoga saíram dos quadris. — Linda. — Ele se ajoelhou na cama ao lado dela. Quando passou as mãos sobre ela, os olhos dele fecharam com prazer. Em seguida, ela se perdeu no sentimento dele satisfazê-la. Suas mãos estavam calejadas, mas se sentiam tão bem contra sua pele. Quando ele a tocou por cima da calcinha de seda, ela gritou e levantou-se da cama. Muito tempo, passou muito tempo desde que se deixou desfrutar de um homem. Quando a boca quente dele subiu pelas suas costelas, ela agarrou seu cabelo. As mãos dele se moveram do lado de sua calcinha, e então seus dedos empurraram dentro dela, fazendo os ombros saltarem para fora do colchão. Ela disse o seu nome uma e outra vez até que cobriu os lábios dela com a boca e continuou a agradá-la com os dedos. Quando se estabeleceu sobre ela, ela enrolou as pernas em torno de seus quadris estreitos e agarrou seus ombros. Ela olhou em seus olhos quando ele deslizou lentamente nela. Quando não se

conteve

mais,

ela

arqueou

as

costas

e

deixou

prazer

consumi-la

totalmente. Suas unhas cravaram em sua pele quando se sentiu chegando ao ápice.

45


— Deixe ir — ele disse contra seus lábios, e ela não teve outra opção a não ser obedecer.

Deixou-o maluco vê-la cair sobre seu lado. Seu cabelo estava espalhado sobre o travesseiro, toda aquela rica seda escura. Seus cílios escuros descansaram em suas bochechas e os lábios pareciam rosa e inchados. Quando puxou a perna dela para mais perto do peito dele, os olhos dela se abriram novamente e suas mãos se moveram para os seus braços. Ela tinha um leve sorriso nos lábios e quando se inclinou para beijá-la, ela tinha um gosto tão doce que ele esqueceu todo o resto. Ele se sentiu chegando ao ápice muito rápido, mas quando tentou se afastar, os dedos dela cavaram nele e abraçou-o. Os quadris dela bombeando com o dele e logo se perdeu. Ryan sentiu os dedos dela correndo para cima e para baixo em suas costas e segurou um gemido de prazer. — Vou me mover em um instante — disse ele em seu cabelo, apreciando o cheiro dela e a sensação em sua bochecha. — Está tudo bem. — Ela suspirou. — Não me importo. Ele se afastou e olhou para ela. Ela tinha um sorriso nos lábios e parecia ainda mais sexy do que antes. — Eu espero que isso não complique demais as coisas. Ela franziu a testa um pouco. — Não estou procurando por complicações. Ele rolou e sentou-se enquanto ela empurrava de volta para inclinar-se contra a cabeceira. — Acho que deveríamos ter pensado nisso. Ela balançou a cabeça. — Estava prestes a acontecer. Quero dizer... — ela corou um pouco e ele sorriu. — Não conseguiu manter suas mãos longe de mim, hein? Os olhos dela voaram para os dele. Então sorriu quando percebeu que ele estava brincando.

46


— Eu só quero dizer que somos jovens, e estaremos enfiados juntos por um tempo. — Ela encolheu os ombros. — Além disso, eu nunca fui de me negar. Ele sorriu e disse baixinho, — Graças a Deus por isso. Ela riu. — Eu não vi você se segurar também. Ele riu e balançou a cabeça. — Tem um tempo. — Oh? — Suas sobrancelhas arquearam e ela puxou os lençóis até cobrirse. Ele quase riu de sua tentativa. Em vez disso, puxou o lençol e puxou-a para mais perto dele. — Sim, estar disfarçado não é todo glamour e festas. Eu nem me lembro da última vez que fui a um encontro. Ela se afastou e olhou para ele. — Sério? Ele assentiu com a cabeça. — Provavelmente há três anos. Ela balançou a cabeça e descansou novamente em seu ombro. — Bem, então, teremos que ter um em breve. Sabe, para atualizá-lo sobre suas habilidades. Ele sorriu. — Estou pronto para o desafio. — Estas são de quando você foi baleado? — Perguntou ela, correndo os dedos sobre as cicatrizes em seu estômago. Ele olhou para baixo e lembrou-se da dor. — Sim. — Ele inclinou a cabeça para trás e fechou os olhos. — O que aconteceu? — Ele podia senti-la olhando para ele. — Apreensão de drogas que deu errado. Meu informante me levou para o hospital mais próximo e me largou. — Eu li os relatórios do hospital. Foi entrar e sair rapidamente. Ele olhou para ela interrogativamente. — Melissa foi a enfermeira que ajudou você. Ela fazia internato no prontosocorro no momento. Ele pensou sobre isso. — Eu pensei que ela parecia familiar. — Acho que você a conheceu quando era mais jovem também. Ela é uma amiga próxima de Haley. — Cidade pequena. — Ele balançou a cabeça. — Antes da próxima semana estará em toda a cidade que nós somos um casal e vivemos aqui. — Você se importa? — Ela olhou para ele.

47


Ele franziu a testa. — Rumores podem ser ruins. — Ele pensou em todas as apreensões que deram errado por causa de um rumor. Ele estava muito ocupado lembrando para vê-la franzir a testa. — Bem, estou muito ligada para dormir. Especialmente desde que dormi o dia inteiro. O que você diz de um filme? Eu farei a pipoca. Ele balançou a cabeça e a viu saltar da cama e puxar as calças de ioga e a camisa. Então se levantou, caminhou até a sala e colocou um par de shorts e uma camisa que seu irmão lhe dera. Assistiram a dois filmes e durante o segundo, ela adormeceu em seu ombro. Quando a levou de volta para o quarto, ela nem sequer pestanejou quando a deitou na cama e a cobriu. Em seguida, voltou para a sala e tirou o telefone seguro. Ligou para seu capitão primeiro e conseguiu seu correio de voz. Ele não sabia o número do telefone celular e neste momento não queria que ninguém soubesse, então desligou antes de deixar uma mensagem. Então ligou para o pai de Nikki. — Nikki? — Ele respondeu ao primeiro toque. — Não, ela está dormindo. — Ela está bem? — Sim, nós chegamos bem aqui. — Apenas onde é aqui? Ele balançou a cabeça. — Se você já leu o meu arquivo, você saberá. Houve um silêncio, e então ouviu o homem vasculhar papéis. — Certo. Eu reboquei o carro dela. Disseram que havia danos na frente. — Sim, me mande a conta. — Ele sorriu. — Eles também disseram que havia buracos de bala no porta-malas. — Sim, fature para o departamento. — Existe uma razão para você ligar? — Eu passei na casa do Sr. Holton esta noite e tive uma conversa com ele sobre você. — E?

48


— Ele me contou um pouco sobre o que você costumava fazer. Sobre quem você é. Sr. Holton, pai de Grant e Melissa, foi o melhor amigo do pai de Nikki, que foi o homem que retirara os antecessores de Hijo del Diablo. — E? Ele riu. — Eu pensei que você pudesse ser capaz de me ajudar. — Filho, estou aposentado. — Certo, eu apenas pensei que desde que um dos barões das drogas mais perigosos do país está agora atrás de sua filha, você poderia sair da aposentadoria por um tempo. Houve um silêncio, e então ele suspirou. — Sim, eu trabalhei nisso desde que você ligou ontem. Precisarei de algumas informações de você primeiro. Ele pensou sobre isso. — Ok, nós podemos nos encontrar? — Não, não agora. Estou no exterior no momento. — Ele ouviu algo cair. — Droga. Hum, vamos fazer assim. Eu farei mais algumas pesquisas e te retorno quando estiver nos Estados Unidos. A sua posição é segura? Ele pensou sobre isso. — Sim, quase todos na minha família carregam armas e atiram primeiro e fazem perguntas depois. Enquanto ficarmos na fazenda, estaremos bem. — Bom. Ei, West? — Sim? — Mantenha a minha filha segura. — Sim, senhor.

49


07 Nikki segurava apertado as rédeas e desejava gritar, mas Lauren estava ao lado dela em outro cavalo, e não queria parecer uma idiota. Então, em vez disso, prendeu a respiração e tentou não cair do cavalo saltitante. Não era como se não tivesse montado um cavalo antes. Mas passou quase dez anos desde que foi para o acampamento e subiu nas costas de um animal. Ela usava roupas emprestadas que se encaixavam perfeitamente nela. As botas eram um pouco grandes, mas o par de meias grossas encheram as lacunas. Seus longos cabelos escuros foram amarrados e empurrados sob um grande chapéu que a protegia do sol quente. — Você tem certeza que está bem? — Lauren olhou para ela. Ela sorriu e acenou com a cabeça. —Foi somente um tempo. — Podemos diminuir o ritmo. — Lauren puxou as rédeas de seu cavalo. — Não, eu amo a velocidade. Só preciso pegar meu ritmo novamente. — Ela segurou as rédeas mais apertadas enquanto sua bunda saltava para cima e para baixo na sela. — Use seus joelhos. Não se sente, fique de pé. — Lauren mostrou a ela. — Assim. Ela assistiu Lauren andar ao lado dela sem problemas. A mulher parecia ter nascido na sela. Ela estava de costas retas, os joelhos levemente dobrados. Ela moveu-se ligeiramente com o movimento suave do cavalo. Nikki a imitou e sentiu o alívio imediato quando a sela parou de empurrar o osso da bunda em seu estômago. — Pronto. — Lauren sorriu. — Agora segure as rédeas assim. — Ela mostrou a ela. Nikki deixou cair as rédeas um pouco e tentou relaxar os braços e cotovelos. — Perfeito. Deixe o cavalo fazer todo o trabalho. — Lauren se movia suavemente ao lado dela.

50


Nikki riu. Em poucos minutos, as coxas dela estariam a matando se não se sentasse em breve. — Você pode relaxar um pouco mais. Não se levante nos estribos. Nikki seguiu suas instruções e sentiu o ardor em suas coxas se dissiparem. — Agora você está montando. — Lauren sorriu e Nikki sorriu para ela. Após cavalgarem metade do campo, ela começou a apreciar a vista e parou de se concentrar tanto na logística de equitação. — Eu esqueci o quanto gostei disso. — Ela suspirou quando elas pararam embaixo de uma grande árvore. Ela tinha certeza de que Ryan colocara Lauren para montar como uma maneira de ter alguém tomando conta dela, mas Nikki não se importava, especialmente depois de ver o belo cavalo vermelho escuro que Lauren trouxe para ela. — Eu embalei o almoço. Se quiser, podemos ir ao encontro dos homens. — Lauren assentiu em direção às colinas. — Eles devem estar apenas cerca de uma hora de viagem para cima. Ela pensou em quão dolorida estaria hoje, mas não se importava. Fazia anos desde que esteve fora da cidade. O ar fresco e o sol quente foram acalmando sua mente. Ela sorriu e acenou com a cabeça. — Lidere o caminho. Elas cavalgaram em silêncio por um tempo, apreciando a paisagem. Os campos já tornaram marrons. A maior parte do trigo foi cortada e estava em grandes fardos de feno, pronto para ser pego. Algumas das árvores ainda estavam verdes, mas outras já mudaram de cor e as folhas flutuavam para baixo com a brisa. Aqui havia colinas, cobertas de pinheiros e magnólias. Era um completo contraste com onde ela estava acostumada a viver. Nascera em Houston e raramente saía de lá. Seu pai a levou para o interior em várias férias logo que sua mãe os deixou, escolhendo seu segundo marido sobre sua primogênita e seu ex-marido. Lauren parecia ficar confortável com Nikki e disse a ela sobre como perderam a mãe em um tornado quando Lauren tinha oito anos, e a seu pai em um ataque cardíaco, dez anos depois. Em seguida, balançou a cabeça com tristeza e começou a falar sobre como conheceu seu marido.

51


Lauren contou a história de como se conheciam por toda a vida. De como casaram no dia depois que seu pai foi enterrado para que ela pudesse manter o rancho e ficar no comando. Então disse a ela como Chase deixou a cidade por anos e voltou alguns anos atrás. Eles se apaixonaram e se casaram de novo de verdade. — Parece ser uma coisa boa ele voltar. — Ela sorriu. — Sim, embora ele fosse muito chato no início. — Lauren sorriu. — Eu acho que foi porque eu estava com medo dele entrar e assumir Saddleback. Nikki sorriu. — Ele não faz isso agora? Lauren riu. — Ele alegará que faz. — Ela riu.

Ryan estava suado e tinha uma camada de sujeira cobrindo cada centímetro dele, e ele nunca foi tão feliz como estava no momento. Ele sabia que teria algumas novas bolhas em suas mãos, mas não se importou. Havia cinco outros homens lá fora com ele juntando o gado. Até agora, eles tinham uma vida fácil. Cavalgaram até as colinas e encontraram o rebanho em um dos campos altos. Havia mais de mil deles e reuni-los foi bastante fácil. Mas pouco antes do almoço, um grupo de cerca de uma dúzia parou e começou a ir à direção errada. Ele gritou para Chase e disse que recolheria os animais abandonados. Levara um pouco menos de uma hora para ter as dezoito vacas de volta com o rebanho. Os outros homens pararam para almoçar e estavam todos sentados sob uma grande árvore perto de um riacho. Quando parou seu cavalo ao lado dos outros, ele ouviu Nikki rindo e olhou para ver a cabeça dela jogada para trás numa gargalhada. A riqueza de sua risada fez sua virilha apertar, e amaldiçoou-se para a resposta imediata. Só porque dormiram juntos não queria dizer nada, ele continuou dizendo a si mesmo. Sabia que apenas usavam um ao outro. Havia atração. Atração instantânea. Um inferno de um monte de atração. Ele balançou a cabeça limpando-a e amarrou as rédeas em um ramo baixo para que o cavalo pudesse pastar e se refrescar.

52


Ele começou a caminhar em direção ao grupo e ouviu Nikki falando sobre um de seus casos. Ela não falou muito com ele sobre o que fez como um PI. Para ser honesto, ele ainda não pensara nisso desde que sua mente esteve consumida em mantê-los seguros até então. Mesmo agora, ele sabia que não podia baixar a guarda. Mesmo que se sentisse completamente seguro na propriedade de suas primas, ele sabia que a qualquer minuto, poderiam ser cercados por membros do cartel de drogas tentando matá-los. Mas enquanto observava Nikki rir com a sua prima, não conseguia parar de pensar em estar com ela novamente. Seu cabelo escuro estava sobre seus ombros em duas longas tranças. O chapéu em sua cabeça era um pouco grande demais, mas o resto da roupa que usava ajustava perfeitamente. Ela parecia muito boa com jeans desgastados de equitação e uma camisa de botão de colarinho. Na verdade, ela parecia tão sexy nesta roupa como estava no pequeno vestido vermelho que usara na outra noite no clube. Ela estava sentada em uma longa tora com os tornozelos cruzados e havia um grão de poeira em seu queixo; ela parecia pertencer ali. Foi-se a princesa frágil, substituída por uma cowgirl resistente e, por algum motivo, só o excitava mais. Quando entrou no círculo, seus olhos se encontraram e ele sentiu o impacto total da atração. Os lábios dela se separaram e sua respiração engatou quando viu o desejo cru que sentia por ela. As palavras dela caíram de seus lábios por um momento. Em seguida, ela lambeu aqueles lábios rosados, olhou para suas mãos e terminou a frase. Todos sentados ao redor viram a troca e notaram a atração. Ele não pôde deixar de sorrir quando se sentou. Chase pigarreou e entregou-lhe uma garrafa de água, um sanduíche e um saco de batatas fritas. — Você conseguiu as vagantes, ok? Ele balançou a cabeça e tomou um gole de água. — Um dos pequenos ficou preso em um pouco de lama. Levou um tempo para eu laçá-lo. — Ele balançou a cabeça.

53


— Você está fora de prática. — Lauren sorriu. — Pegará o jeito de novo. Se bem me lembro — seu sorriso ficou um pouco malicioso, — você era melhor em laçar que Reece. Ele riu. Era uma velha discussão. — Eu aposto que ainda poderia vencê-lo. — Bem — Chase entrou na conversa, — não estou muito certo sobre isso. — Seu irmão dirige o próprio negócio de adestração agora. Ele é muito bem sucedido também. Ele sorriu. Reece dissera tudo a ele sobre seu novo empreendimento e como se envolveu com adestração e equitação de cavalos após seu pai morrer. Ouvir a história causou muita dor a ele, sabendo que seu irmão sofreu financeiramente por causa de seu velho. Mas ele estava feliz que Reece finalmente encontrou algo e alguém para amar. Seus olhos pegaram Nikki do outro lado do espaço pequeno, e ele assistiu a língua dela sair e lamber aquele saboroso lábio inferior dela. Ele terminou seu sanduíche e batatas fritas. Ainda morria de fome, mas comida não era o que queria agora. — Bem... — Lauren se levantou, espanou a calça jeans e pegou o saco de lixo que trouxeram. — É melhor deixar que vocês, homens, voltem ao trabalho. Essas vacas não vão dirigir-se para casa. — Ela sorriu e abraçou o marido. — Você cavalgará de volta com a gente? — Perguntou Chase, puxando-a para perto. Ela sorriu e olhou para Nikki. — O que você diz? Está pronta para guiar gado? Nikki olhou para Ryan e quando ele continuou a olhar para ela, ela balançou a cabeça lentamente. — Claro, eu nunca estive em uma movimentação de gado antes. — Tenho certeza que o meu primo pode mostrar-lhe como é — disse Lauren, tomando a mão de seu marido e seguindo o resto dos homens para os cavalos. Então parou e olhou por cima do ombro. — Ryan, ela ainda está se acostumando a montar um cavalo. Leve o seu tempo para voltar. — Ela sorriu e puxou o marido para os cavalos.

54


Ele ouviu Nikki tossir um pouco e olhou para ela enquanto ela fingia estar ocupada limpando seus jeans. Ele caminhou para mais perto dela. — Você quer colocar o seu sono em dia? — Ele tirou uma mecha de seu cabelo de seus olhos. Ela assentiu com a cabeça e enfiou as mãos nos bolsos. — Quer descansar um pouco mais antes de voltar? Ela virou e viu o resto do grupo começar a apressar o gado para o rancho. Olhando para trás, para ele, ela balançou a cabeça. — Eu sei que é porque não estive em uma sela durante anos, mas as minhas coxas e bumbum já estão me matando. Ele sorriu. — O meu também. Já faz mais de sete anos desde que sentei em uma sela. — Ela sentou-se na grama macia, e ele sorriu quando ela suspirou. Ele se sentou ao lado dela e encostou-se a tora. — Lembro-me de vir aqui quando criança e nadar sem roupa naquela lagoa. — Ele acenou para a água atrás deles. Suas sobrancelhas se ergueram. — Sério? — Ela sorriu. — Alguma vez você trouxe meninas aqui? Ele riu. — Você está brincando. Com as minhas primas ao redor, eu nunca tive um momento a sós com uma garota bonita. — Ele balançou a cabeça e olhou em direção ao grupo. Na verdade, a pequena Haley sempre foi a maior intrometida. Haley sempre se imaginou como uma casamenteira. Ela até o seguiu ao redor quando ele foi a encontros para se certificar que tudo funcionava como ela planejou. Nikki riu. — Sim, eu imaginei que elas poderiam ser assim. — Ela assentiu com a cabeça em direção a Lauren e ele sorriu. — Ela não quis dizer isso. — Oh? — Ela se inclinou para perto dele. — Contanto que me atrase a subir de volta naquela sela, eu estou bem com isso. — Ela tirou o chapéu enorme e o colocou ao seu lado. — Nós teremos que te dar um chapéu que caiba melhor. — Ele empurrou um longo fio de cabelo que se soltou das tranças.

55


Ela moveu os joelhos mais perto dela. — Estamos pensando em ficar tanto tempo? Os olhos dele trancaram com o dela. — Quem se importa? Você fica bem em um chapéu e tranças. — Ele puxou levemente uma de suas tranças quando ela sorriu. Ele se inclinou para mais perto dela. — Na verdade, eu acho que gosto mais desta roupa do que aquele vestido vermelho que você usava a outra noite. Ele observou a respiração dela ficar difícil e viu seu peito subir e descer. Seus olhos estavam fixos nela quando se inclinou para mais perto e colocou seus lábios nos lábios quentes. Ela tinha gosto de primavera e sentia como céu, enquanto as mãos dele mergulhavam em seus cabelos, liberando as tranças. As mãos dela enrolaram ao redor de seus ombros, puxando-o para mais perto.

56


08 Nikki não conseguia parar de tremer. Seus dedos afundando na pele de Ryan, e desejava mais do que qualquer coisa poder parar de desejá-lo tanto. Mesmo eles só se conhecendo oficialmente há alguns dias, ela sentiu como se o conhecesse há muito mais tempo. Talvez fosse porque o seguiu de perto por quase uma semana. Talvez fosse porque o procurava há mais de três meses. Seja qual for a razão, agora que ela teve um gosto dele, não poderia ter o suficiente. Ele parecia tão malditamente sexy em seus apertados jeans desgastados e camisa de botão. As botas gastas e chapéu só finalizaram o look que virou o policial disfarçado para o cowboy sexy que ela desejava. — Coloque suas mãos em mim. — Ela se afastou e balançou a cabeça. — Eu preciso de suas mãos em mim. — Quando ele sorriu, ela o puxou de volta, tirando o chapéu quando ele inclinou a cabeça para um ângulo melhor. Ele a puxou ainda mais para baixo sobre a grama macia. Os dedos dele se moveram para os botões da camisa dela e quando finalmente abriu, ele suspirou quando viu que ela usava um top por baixo. — Camadas demais. — Ele balançou a cabeça. Ela estendeu a mão e começou a abrir os botões, um de cada vez. — Às vezes é bom ir devagar. — Ela sorriu para ele. Os olhos dele se fecharam quando seus dedos roçaram sua pele nua. Empurrando a camisa de seus ombros, ela absorveu a beleza dele. Seus ombros eram largos e os braços eram tonificados e um pouco mais bronzeados do que ontem. — Você está me matando, princesa. — Os olhos dela voaram para o dele, pronta para repreendê-lo por chamá-la disso, até que viu o desejo em seus olhos. No mesmo instante, seu corpo respondeu. Ela queria lentidão? Ela puxou a calça jeans quando ele deu um puxão terminando de descê-la. Então, a surpreendeu por içar as pernas dela sobre os

57


ombros, calça jeans ainda enrolada em torno de suas botas. Ele se posicionou entre as pernas, jogando as calças de brim sobre os ombros de modo que foi encapsulado entre elas. Em seguida, a cabeça mergulhou e sua boca estava sobre ela, e se esqueceu do tempo e lugar. A grama macia debaixo dela, o céu azul e as folhas verdes acima dela foram todos embora, substituídos pelo calor de sua boca contra sua pele privada. Os dedos dele cravaram em seus quadris macios, mantendo-a imóvel para que pudesse se esbaldar nela. Os dedos dela cavaram no chão macio quando jogou a cabeça para trás e fechou os olhos com força. Quando sentiu o dedo tocar o ponto mais sensível, ela arremessou debaixo dele com sua libertação. — Mmmm, você tem gosto de mel. — Ele arrastou beijos até seu estômago, tomando um momento para mergulhar sua língua em seu umbigo por um momento. Então beijou seu caminho para cima, certificando-se que as pernas dela ficaram envolvidas em torno de seus quadris. — Ainda bem que eu coloquei isso aqui. — Ele puxou um preservativo do bolso de trás. Ela sorriu e puxou-o de volta para ela quando ele terminou de colocar a proteção. — Eu nunca transei em um campo antes. — Ela olhou e sorriu. — Com dois cavalos assistindo. — Ela corou um pouco. Ele olhou por cima do ombro e sorriu. — Tenho certeza que eles viram tudo isso antes. — Ele deslizou lentamente para dentro dela. Ela viu os olhos dele se fecharem e não conseguia impedir os dela de fazer o mesmo. Sentia-se bem. Bom demais. Suas pernas estavam sendo mantidas prisioneiras em seu jeans desde que ela ainda tinha suas botas, de modo que usou para segurá-lo mais perto de seu calor. Ela não queria que ele se movesse. Não queria respirar, no caso dela perder o sentimento dele dentro dela. Quando os quadris dele começaram a flexionar, um gemido escapou de seus lábios que combinavam com o próprio gemido de prazer dele.

58


Então, seus lábios estavam nos dela, e ela puxava seu cabelo para de alguma forma trazê-lo para mais perto. — Mais — ela demandou e ele não parecia importar-se em obedecer à ordem. Ele a excitou até que ela se sentia cada vez mais perto do clímax, então, ele estendeu a mão e quando a tocou, ela explodiu em torno dele. Ele a seguiu e agora eles estavam deitados na sombra da grande árvore, respirando com dificuldade juntos.

Ryan se sentiu como um ladrão. Ele espiou através dos olhos e estava contente que ainda estava ensolarado. Ele rolou e, depois de se certificar que suas roupas estavam de volta no lugar, puxou Nikki perto e fechou os olhos por um momento. Ou assim ele pensava. Foi, provavelmente, uma hora mais tarde, talvez até mais. Ele não percebeu quão cansativo era guiar gado. Talvez o seu trabalho lhe permitiu ficar um pouco mole. Talvez ele ficara velho. — Pronta para montar novamente? Se ficarmos aqui por muito mais tempo, minha prima enviará alguém procurando por nós. — Ele riu e observou Nikki sentar e abotoar sua blusa. Quando ela tentou prender o cabelo atrás, ele entregou-lhe o chapéu que estava no chão ao lado deles. — Eu suponho. — Ela olhou para os cavalos e sorriu. — A vontade de montar novamente atingiu. Ele riu. — Bom saber disso. — Ele a ajudou a se levantar. — Você se acostumará com isso. — Ele a puxou para perto e deu um beijo em seus lábios, saboreando o sentimento e gosto dela. — Mmm — disse ela contra seus lábios. — Eu nunca fiz isso fora antes. — Ela olhou em volta e sorriu. — Foi bem legal. Ele riu. — Nós teremos que fazer isso de novo, então. Ela o olhou perguntando se a sutileza da sua sugestão chegaria até ela. Ele a queria. De novo e de novo. E ele não pararia de desejá-la em breve.

59


Pareceu durar uma eternidade, mas finalmente ela sorriu e acenou com a cabeça. Quando se aproximou e pegou a mão dela, ela suspirou e começou a andar ao lado dele. — Espero que esteja tudo bem, mas concordei em jantar com o meu irmão e Melissa nesta sexta-feira. Ela assentiu com a cabeça. — Eles são um casal bonito. Quando chegaram a Houston, desfrutei do meu tempo com eles. Ele a ajudou a subir em seu cavalo e rapidamente montou em seu próprio. Quando começaram cavalgar com os cavalos de volta para o celeiro grande a poucos quilômetros de distância, ele percebeu que queria saber mais sobre ela. — Diga-me, como você entrou no negócio de Investigadora Particular — Ele olhou para ela. — Eu quero dizer. Sei que seu pai é um, mas como você se tornou uma? Ela se virou e olhou para frente. — Meu pai teve muito a ver com isso, é claro, mas na verdade foi tudo culpa de David. — David? — Ele tentou parecer relaxado sobre a questão. Ela olhou para ele e balançou a cabeça. — Eu o namorei por um tempo após a faculdade. — Ela olhou para frente novamente e suspirou. — Eu era jovem e ingênua. Ele pensou em dizer que ela ainda era, mas decidiu manter a boca fechada. — Tudo começou pequeno. — Ela manteve os olhos para frente. — Ele ficava com ciúmes da maneira que seus amigos olhavam para mim. Ou pensava que eu passava muito tempo falando com alguém. Então, um dia, em vez de gritar, ele começou a bater. Suas mãos apertaram as rédeas, e seu cavalo instantaneamente sentiu a reação dele e começou a empinar. Tentou relaxar a si mesmo, mas muitas lembranças pisaram em sua cabeça: o punho de seu pai voando em direção ao seu rosto, seu irmão deitado na cama ao lado dele, chorando depois de uma surra. O pensamento de algo assim acontecer com Nikki simplesmente o irritou. — Um dia eu decidi que tive o suficiente. Eu liguei para o papai e disse o que acontecia. — Ela olhou para ele e fez uma pausa. Ele imaginou que ela viu o seu olhar assassino, e piscou os olhos desviando o olhar rapidamente.

60


Após um momento de silêncio, ele perguntou. — O que aconteceu depois? Ela evitou olhar para ele. — Meu pai veio e me ajudou a mudar para um apartamento. Ele me fez iniciar passar seu treinamento de autodefesa de Investigadora Particular. Ele poderia dizer que ela deixava alguma coisa de fora. — E? Ela olhou para ele de novo, e ele podia ver a preocupação em seus olhos. — Poucos meses depois, eu encontrei David. Ele me seguiu em um restaurante e decidiu que era seu direito continuar o comportamento abusivo. — O que aconteceu? Ela sorriu para ele. — Eu quebrei o nariz dele. Ele riu. — Boa garota. — Eu disse a você, eu posso cuidar de mim mesma. Ele não estava com vontade de dizer-lhe que havia uma grande diferença entre um imbecil que gostava de bater em mulheres e um grupo de homens responsáveis por mais de mil, possivelmente ainda mais, mortes. — E você? — Ela perguntou depois de um momento de silêncio. — Você já ouviu a minha história. Ela balançou a cabeça. — Eu sei o que aconteceu com você, mas não por que escolheu se tornar um oficial de narcóticos. — Acho que foi por causa de Brock Olson, o homem que me prendeu naquela primeira noite. Depois de me liberarem e meu pai se recusar a me pegar ou enviar dinheiro, eu estava sentado no átrio da estação sem saber o que fazer. Aqui estava eu, sozinho em uma cidade grande pela primeira vez. Acho que tinha uns vinte dólares. — Ele balançou a cabeça. — Eu não tinha nenhuma habilidade real desde que acabara de me formar no colegial algumas semanas antes. Reece e eu tínhamos um estoque de dinheiro que guardamos, mas estava em casa, quase oitenta quilômetros de distância. Sargento Olson, Big Brock como todos o chamavam, me viu sentado lá e teve pena. Desde que se sentia responsável, ele me deixou ficar em sua casa por algumas semanas. Devo ter andado em todos os lugares a poucos quilômetros de seu apartamento tentando encontrar trabalho. Então, um dia, ele sugeriu que eu me inscrevesse em um programa especial secreto. — Ele deu de ombros. — Eu pensei, por que não?

61


— Só isso? — Ela parecia chocada. Ele riu. — Sim. Desde que eu não tinha outras opções, a polícia parecia muito bom. Eu tinha espaço livre e alimentação, e realmente era pago por isso. — Ele balançou a cabeça, lembrando-se das primeiras semanas. — Fiz amigos rápidos

e

quando

me

perguntaram

o

que

eu

queria

fazer,

pulei

em

narcóticos. Pensei que uma vez que uma suposta apreensão de drogas foi o que me levou a bagunça... Ela riu e balançou a cabeça quando eles guiaram os cavalos para o último campo. — Incrível. Ele olhou para cima e podia ver a casa. Ele parou seu cavalo. — Sabe, eu consigo me lembrar de quando vi este lugar pela primeira vez. Acho que eu tinha uns cinco anos. O pai de Lauren, Alex e Haley, Rick, era irmão da minha mãe. Tanto a minha mãe, Rebecca, e a mãe delas, Laura, ainda estavam vivas na época. — Ele fechou os olhos e lembrou. — Lembro-me de estar no deck no fundo, enquanto Laura fazia sorvete caseiro. Ela tinha uma dessas máquinas de sorvete que você precisava virar, e ela prometeu que, se Ryan e eu fôssemos bons, poderíamos nos revezar em virá-lo. — Ele abriu os olhos e sorriu. — Depois daquele dia, nós sempre quisemos voltar. Mesmo não sendo o mesmo após nossas mães morrerem, a delas em um tornado, a nossa de câncer — ele franziu a testa tentando bloquear as memórias horríveis, — nós sempre amamos vir aqui. Ela suspirou. — É um local encantador. Eu posso ver porque você valoriza as memórias. Andar a cavalo, suas primas, todo este espaço aberto. Ele riu. — É melhor a gente voltar. Será perto da hora de jantar. Ela gemeu. — Por alguma razão, estou morrendo de fome. Ele sorriu para ela. — Ei, acha que está afim de uma pequena corrida? — Ele acenou com a cabeça para o celeiro. — O primeiro lá faz o jantar? Ela olhou para o celeiro, e ele poderia dizer que ela avaliava a dor em seu traseiro. — Claro. — Ela começou antes que ele tivesse a chance de fazer a contagem regressiva.

62


Só levou um momento para alcançá-la. Firmou seu cavalo para combinar com o ritmo fácil dela e, então, a poucos metros do celeiro, ele deixou o cavalo correr, feliz que não precisava cozinhar naquela noite.

63


09 Com sorte, ela não precisou cozinhar naquela noite também. Quando finalmente conseguiu entrar no celeiro, Lauren estava lá e a ajudou a pendurar sua sela e escovar seu cavalo. Ela os convidou para um churrasco no deck traseiro, prometendo que haveria uma abundância de alimentos, incluindo bolo e sorvete. Eles decidiram voltar, tomar banho e se trocar primeiro. Depois de tomar banho, ela encontrou um vestido de algodão adorável e algumas sandálias e as colocou. Ryan já tomara banho, se trocara e estava sentado no deck traseiro, bebendo uma cerveja. Quando ela saiu, seus olhos se arregalaram. — É errado da minha parte dizer que você parece melhor com esse vestido simples do que em qualquer coisa que eu já vi até agora? Ela riu. — Qualquer coisa? Ele assentiu com a cabeça e então percebeu o que admitia. Caminhando até ela, ele segurou os quadris dela em suas mãos e puxou-a para perto. — Bem, quase qualquer coisa. Quando dirigiram Big Bertha até a casa principal, eles notaram todos os outros carros e caminhonetes. — Parece que ela convidou algumas outras pessoas também. Ela olhou para ele. — Você está pronto para isso? Ele assentiu com a cabeça. — Eu tive um cochilo hoje, lembra-se. — Ele sorriu e piscou para ela. Em seguida, pegou sua mão e ajudou-a a sair de seu lado da caminhonete. — Nós teremos que te dar um par de botas. Você não quer calçar sandálias por aqui. Não com cavalos, galinhas, e — ele olhou para trás quando alguns cães correram até eles, — tudo aquilo que está correndo por aí. Ela riu. — Eu acho que preciso de algumas coisas, se vamos ficar muito tempo.

64


— Há uma pequena loja na cidade que tem roupas. Talvez uma das minhas primas leve você lá esta semana. Ela colocou os braços ao redor de seus ombros. — Com medo de um pouco de compras de menina? Ele balançou a cabeça, mas ela podia ver que ele estava. Então Haley andou ao redor da casa e os chamou. — Aí estão vocês, vamos lá. Nós estamos começando. — Ela virou e caminhou até a parte de trás da casa quando um par de cães a seguiu. — Quantos cães que eles têm? — Perguntou ela quando viu mais alguns correndo ao redor. Ele riu. — Não tenho certeza. Acho que todo mundo trouxe o seu. — Ele olhou para ela. — Não gosta de cães? Ela balançou a cabeça. — Eu os amo. — Ela segurou a mão dele enquanto caminhavam ao redor para parte de trás da casa. Todos estavam lá, incluindo algumas pessoas que ela não conhecia. Ela conheceu um casal simpático que, aparentemente, acabaram de ficar noivos há algumas semanas. — Travis e Alex eram noivos, mas, então a mãe dele tentou matar Grant e ele deixou a cidade — Holly, a dona de uma livraria local dizia sobre seu noivo. Ao ouvir esta notícia, Nikki olhou para o homem de quem Holly estava noiva. Ele parecia bom o suficiente, mas ultimamente ela estava por fora quanto a dimensionar as pessoas. — De qualquer forma, ele deixou a cidade e só voltou há alguns meses. — Holly suspirou e olhou para o homem com suas emoções, mostrando em seus olhos. — Tudo mais se encaixou. — Não é estranho? — Nikki inclinou-se e sussurrou. — Você diz que é a melhor amiga de Haley. Ela assentiu com a cabeça. — Nós sempre conhecemos uns aos outros. Mas, não, não é estranho. Não com as irmãs West ou com Travis. Todo mundo sabe que Travis e Alex não foram feitos para durar. — Ela riu. — Na verdade, eles eram terríveis juntos. — Quem era? — Disse Alex, caminhando até onde estavam sentadas perto da fogueira.

65


— Você e Travis — Holly informou. Alex riu. — Horríveis. — Ela olhou para Travis e assentiu. Então seus olhos se concentraram em seu marido Grant, e Nikki viu seus olhos ficarem macios. — Mas, então, encontrei o meu homem. — Ela se virou para ela. — Todo mundo é obrigado a ter um lá fora. — Ela piscou e, então, foi ficar com o seu marido. — Ela está certa, sabe — disse Holly, sorrindo para ela. — Não pense que todo mundo não sabe o que acontece entre você e Ryan. Mesmo que a maioria das pessoas não tenha dado uma boa olhada em você ainda, eles ouviram o suficiente sobre você através do Sr. Holton. Ela olhou para Holly com uma pergunta. — Sr. Holton, pai de Grant e Melissa. Ela assentiu com a cabeça. — Sim, ele e meu pai eram melhores amigos. Holly riu. — Ouvindo o Sr. Holton falar, você pode andar sobre a água. Nikki se sentiu chocada e honrada. Ela encontrou o Sr. Holton em várias ocasiões. Glenn e Carolyn Holton fizeram muitas visitas a Houston quando ela era mais jovem. Ela podia se lembrar deles visitando e reuniões, até se lembrou de Grant e Melissa algumas vezes. Seu pai tinha muitos amigos, mas nenhum nunca visitou a casa por longos períodos de tempo como os Holtons fizeram. Nikki sempre pensou que era porque o Sr. Holton representou o pai após ele ser ferido no trabalho. Seu pai sempre disse a ela que eles cresceram juntos, mas realmente não disse mais nada. Ela foi criada com um homem que não era apenas muito particular, mas era

extremamente

secreto. Ela

olhou

por

cima

do

convés

em

Ryan

e

suspirou. Talvez fosse isso o que a conduzia para ele.

Ryan não conseguia tirar os olhos de Nikki. Era difícil concentrar-se na conversa de seu irmão quando ela continuou roubando olhares para ele. Seus olhos azuis sensuais focaram nele e, em várias ocasiões, a língua dela saiu e lambeu os lábios como se estivesse antecipando algo. Ele sentiu seu sangue ferver com o pensamento de tocá-la.

66


— Você não está realmente prestando atenção, não é? — Disse Reece, rindo. — Hmm? — Ele olhou para o irmão e balançou a cabeça. Reece riu ainda mais. — Você está mal, mano. — Ele balançou a cabeça. — Eu deveria saber. Estou no mesmo barco. — Ele acenou para onde Melissa estava contra a grade do convés, rindo de alguma coisa que Haley dizia. Cada uma delas tinha um menino em seus braços. — Crianças. — Ryan balançou a cabeça. — Haley e crianças. — Ele riu. — Eu sei o que quer dizer. É um choque vê-las com suas famílias. Parece que foi ontem que elas perseguiam a gente nos campos com tranças e jeans rasgado. — Reece sorriu. — Eu sinto falta daqueles dias — disse Ryan, suspirando e tomando outro gole de cerveja. — A maternidade lhes convém, no entanto. — Sim. — Reece riu. — O engraçado é que eu posso até imaginar isso para mim mesmo. As sobrancelhas de Ryan subiram. — Em breve? — Ele olhou para Melissa quando Reece riu. — Não dentro dos próximos nove meses, mas talvez comecemos a trabalhar nisso após o casamento. — Reece sorriu. Ryan balançou a cabeça. — Eu poderia ser um tio a esta altura no próximo ano. Reece lhe deu um tapa nas costas e riu. — Não fique tão chocado. Ryan ficou sério. — Te preocupa que poderíamos acabar como ele? Ele sabia que Reece entendeu sobre o que falava. — Não. — Reece balançou a cabeça e franziu a testa. — Nunca. Nós temos a escolha. Ele poderia ter feito essa escolha também. — Ele acenou com a cabeça em direção Travis. — Olhe Travis, ali. Sua mãe quase matou alguém e é simplesmente louca, mas Travis é um dos homens mais estáveis que conheço. Todos na cidade o aplaudem de pé. — Ele riu e balançou a cabeça. — Todo mundo diz que se ele se candidatar para prefeito, ele ganharia com uma grande diferença. Afinal de contas, seu velho fez algumas grandes coisas para a cidade, e Travis está seguindo os passos dele.

67


Ryan assentiu, mas o pensamento de seu pai ainda pairava no fundo de sua mente. — Então... — Reece interrompeu seus pensamentos, — vamos alguma vez falar sobre isso? Ryan olhou para seu irmão e imediatamente sabia sobre o que ele falava. — O que você quer saber? — Por quê? — Ele podia ver a tristeza nos olhos verdes idênticos. Ryan olhou para sua cerveja e sentiu seu estômago rolando. — Que tal uma caminhada? Reece assentiu e, então, seguiu-o para fora da varanda. Quando as botas de Ryan atingiram a calçada, ele se virou para o campo distante e sabia que seu irmão manteria o ritmo com ele. Eles caminharam em silêncio por um tempo com os grilos e sapos piando em torno deles. Quando chegaram à cerca de madeira, ele se virou e encostou-se a ela. Seu irmão estava ao lado dele, com as mãos enterradas nos bolsos. — Você se lembra de quando o pai me enviou para a cidade para pegar os suprimentos? — Reece acenou com a cabeça, e Ryan olhou para a casa. As luzes e os sons vindos da varanda dos fundos foram reconfortantes. — Bem, antes de eu sair, ele me encurralou no celeiro. Ele encontrou o nosso estoque de dinheiro e, de alguma forma, descobriu sobre o nosso plano de ir embora. — Ryan olhou para o irmão. — Eu pensei que você levara o dinheiro. — Não, ele fez. O filho da puta me bateu de novo algumas vezes antes de eu sair. Ele me disse que se eu falava sério sobre ir embora, era melhor eu fazer isso rápido e se o arrastasse em tudo isso, ele me caçaria e ele mesmo me mataria. — Ryan suspirou e lembrou-se do medo que surgiu dentro dele aquele dia. Mesmo que Reece e ele fossem altos naquela época, nenhum deles era forte como seu velho era na época. Ele olhou para o irmão e percebeu que ambos eram fortes agora, um pouco tarde demais. — O que aconteceu? — Perguntou Reece, caminhando e inclinando-se em cima do muro ao lado dele. — Eu dirigi para a cidade e descartei a ideia de ir embora.

68


— Então? — Reece começou a quebrar. — Eu comprei um pacote com seis cervejas e fui para o nosso local de beber. — O velho cemitério na Birch? Ryan acenou com a cabeça. — Bom lugar. — Reece sorriu. — Sim, bem, ele acabou não sendo tão bom naquela noite. Eu acho que houve uma grande apreensão acontecendo. Mais de duas dúzias de policiais vestidos de preto me prenderam e me levaram para a estação em Houston. Passei a noite tentando explicar que eu não estava nos negócios de drogas. Finalmente, cerca de três horas da manhã, eles começaram a acreditar em mim. Na manhã seguinte, quando liguei para o papai e expliquei, ele optou por me deixar apodrecer na cidade sem dinheiro e sem ter como voltar. Na verdade, ele me disse que se eu pisasse na terra dele de novo, ele me mataria. — Ele balançou a cabeça, lembrandose da traição. — Acho que ele acreditava na polícia. Ele reclamou sobre ter que tirar a caminhonete da custódia. — Ele nunca disse nada. — Reece olhava em direção a casa, e ele viu raiva nos olhos de seu irmão. — Imaginei. Quando ouvi falar que ele morreu, eu já era secreto. Então, quando fui encontrá-lo, você estava fora do radar. Reece assentiu. — Eu odeio o velho ainda mais, agora. Ryan acenou com a cabeça em concordância. — Sabe, ele sempre disse em sua frente que eu era o favorito dele, mas atrás de suas costas, ele me xingaria e diria que eu deveria ser mais como você. Ele estava sempre nos colocando um contra o outro. — Isso nunca funcionou. — Reece se virou para ele e sorriu. — Não importa o que ele fez, no final, ele nunca poderia colocar essa lacuna entre nós. — Nunca. — Ryan sorriu.

69


10 Nikki viu os dois irmãos retornarem de sua caminhada e sorriu quando viu que riam e sorriam um para o outro. Ela estava contente que nenhum deles parecia ter levado um golpe do outro. Ela ficou preocupada quando os viu atravessando o quintal juntos. Lauren, Alex e Haley, todas pararam de falar e observaram o par desaparecer também. As irmãs se entreolharam e sorriram um pouco, o que já a tranquilizara que tudo ficaria bem. Mas ela ainda não era capaz de prestar atenção na conversa que estava tendo com o grupo. Ela basicamente prendeu a respiração, tentando ouvir algo deles através dos campos. Quando entraram no convés, ela olhou nos olhos de Ryan para ver se podia adivinhar o que aconteceu, mas tudo o que podia ver era a felicidade. Quando ele se aproximou e ficou ao lado dela, ele pegou sua mão. — Bem, não sei sobre todos os outros, mas estou acabado. Eu não tive um dia inteiro sobre um cavalo em anos. Acho que encerraremos a noite. — Ele olhou para ela e ela balançou a cabeça. — Obrigada pelo jantar. Foi muito apreciado. — Ela sorriu para Lauren. — De nada. Fico feliz que tenha gostado. — Lauren se aproximou e beijoua na bochecha. Depois de dizerem adeus, ele pegou a mão dela novamente e caminhou lentamente em direção a caminhonete. Estava matando-a para saber o que aconteceu entre ele e seu irmão. Quando ele abriu a porta, ela colocou a mão em seu braço para impedi-lo de caminhar ao redor da caminhonete. — Está tudo bem entre Reece e você? Ele sorriu e acenou com a cabeça. — Sim. — Ele balançou a cabeça e olhou para trás em direção a casa. Ela ainda podia ouvir o riso e as vozes que viam da parte de trás do grande lugar. — Espanta-me. — O quê? — Ela se aproximou dele quando ele olhou de volta para ela.

70


— Elas. — Ele acenou com a cabeça em direção a casa. — Como todas elas são tão indulgentes. Sabia que até agora ninguém exigiu uma explicação de mim. Elas não foram rudes ou mesmo me mostraram que ficaram chateadas. — Ele riu. — Exceto Lauren me socar. — Ele esfregou o braço que sua prima bateu no dia em que chegara. Ela sabia que não havia qualquer poder atrás dele, e que provavelmente nem sequer o incomodou. — Elas te amam. — Ela sorriu e estendeu a mão para envolver os braços ao redor de seus ombros. Ela observou os olhos dele amolecerem. — Sim. Nossas vidas inteiras nós sonhávamos em ter um amor como aquele. — Ele balançou a cabeça e ela viu quando um pequeno vinco formou entre as sobrancelhas dele. — É meio que esmagador tê-lo agora. Ela sorriu. — Você é sortudo. Ele assentiu com a cabeça e sorriu para ela. Quando se inclinou e colocou seus lábios nos dela, ela sentiu-se começar a derreter. Quando ele se afastou, ela podia ver o calor em seus olhos e seu coração deu um salto. —

Nikki

disse

ele

antes

de

esmagar

seus

lábios

nos

dela

novamente. Desta vez, a suavidade foi substituída com uma urgência que ela sentiu derramar dos lábios dele. As mãos dele em volta de seus quadris, puxandoa para mais perto dele. Cada centímetro dele era duro e sentia como céu contra seu corpo suave, esperando. Quando ouviram uma tosse, eles se separaram. Haley e Wes estavam a poucos metros de distância, cada um segurando um menino sonolento em seus braços. — Desculpe. — Haley riu. — Nós não esperávamos o jantar e um show. Nikki assistiu Ryan olhar feio para sua prima, então, sem uma palavra, ele a ajudou a entrar na caminhonete enquanto ela tentava não rir.

Ryan segurou o volante mais forte e tentou não pensar sobre o que queria fazer com Nikki quando voltassem para a casa. Foi uma tortura sentar-se em frente

71


a ela toda a noite. Ela parecia tão suave no vestido de algodão. Seu cabelo estava solto e fluía ao redor de seus ombros. Mas eram os lábios que ele ficou olhando e desejando. Os olhos dela procuraram os dele toda a noite, e ele podia ver o desejo igual que ela sentia. Em vários momentos durante a conversa, ele teve que se impedir de sonhar com

o

que

queria

fazer

com

ela. Ele

nunca

se

sentiu

tão

distraído

antes. Nunca. Uma parte dele gritou para si mesmo para fugir, enquanto a outra parte, a parte mais predominante, disse a ele para agarrar e nunca deixar ir. Ele dirigiu a velha caminhonete para frente da pequena casa, pulverizando cascalho sob os pneus quando parou. Ele pensou ouvir a risada dela, mas então a puxou pelo assento e cobriu a boca dela com a dele. O gosto dela. Apenas o gosto dela era o que ele sonhou. A sensação dela foi um bônus quando ela colocou os braços ao redor dele, enterrando os dedos em seu cabelo. Os dentes dela rasparam seu lábio inferior, fazendo um calafrio correr por todo o seu corpo. As mãos dele vagaram nas pernas dela, sentindo a maciez da sua sob seus dedos grossos. Quando ele agarrou sua bunda suave em suas mãos, ela gemeu e moveu-se ligeiramente contra ele, fazendo com que a excitação dele empurrasse para cima contra a sua suavidade. A cabeça dele rolou para trás quando ela começou a chover beijos ao longo de sua mandíbula. — Nikki, meu Deus. — Ele pensou em lhe dizer para abrandar, mas depois que ela mordiscou sua orelha, ele perdeu toda a força de vontade. As mãos dela empurraram a camisa dele sobre a cabeça e, em seguida, passou as mãos em seu peito e braços. Ele queria senti-la contra ele, movendose. Ele puxou as mangas curtas para baixo dos ombros dela até que seus seios macios foram libertados. Inclinando-se, ele colocou a boca nela e provou a riqueza de sua pele nua. Os dedos dela agarraram seu cabelo ainda mais quando ele usou a sua boca e língua sobre ela. Quando mordiscou levemente no botão apertado, ele ouviu-a gritar seu nome. As mãos dele se moveram mais sob o vestido até que sentiu a seda macia que cobria o sexo dela. Ela já estava molhada e quente, esperando por ele.

72


Gentilmente, ele empurrou o material de lado e passou os dedos sobre seu calor liso, em seguida, empurrou lentamente e sentiu o convulsionar dela em torno dele. Então, ela o empurrava de volta contra o assento e estendia a mão para os seus jeans. Ele riu, percebendo que ela tentava abrir a fivela e sabendo que eles estavam sentados na frente da casa, na caminhonete, mas depois ela libertou-o e colocou os dedos em torno dele e ele perdeu toda a capacidade de pensar. — Eu preciso de você agora — ela sussurrou ao lado de sua orelha. — Agora. — Ela moveu-se novamente e montou seus quadris até que ele a manteve imóvel. — Espere. — Ele olhou para ela. — Bolso traseiro. — Ele segurou seus quadris acima dele. Ela franziu a testa, então, esticou para puxar o pequeno pacote do bolso. Ela sorriu e rasgou o papel alumínio. Quando seus dedos empurraram a borracha sobre ele, seus olhos fecharam com prazer. Em seguida, ela se moveu de volta para ele e deslizou lentamente para baixo em seu comprimento total. Ele se inclinou para trás e a viu jogar a cabeça para trás enquanto começava a se mover sobre ele. Seu lábio inferior estava entre seus dentes, e ela gemeu de prazer quando seus quadris se moveram para trás e para frente. Suas mãos a guiaram, a segurou e empurrou-a para baixo com a batida que ela desfrutava. As pernas dela enrolaram apertado em torno de seus quadris quando ele se inclinou para frente e levou-a em sua boca novamente. Sua pele macia foi aquecida e o sabor tão doce em seus lábios. Quando ele se sentiu começando a escorregar, ele estendeu a mão e tocou-lhe, sabendo que a lançaria ao prazer ao mesmo tempo. Assistindo seu rosto enquanto ela explodiu em torno dele, ele a seguiu até o céu, e sabia sem dúvida que já não queria correr do que ele sentia por ela.

Os próximos dias, Nikki não ficou sozinha tempo suficiente para pensar sobre o que aconteceu entre Ryan e ela. Ela queria mais do que qualquer coisa apenas se trancar e fazer uma lista mental de itens que precisava considerar. O primeiro e único relacionamento em que se comprometeu foi um desastre, e o pai dela precisou resgatá-la.

73


Mas toda vez que não estava com Ryan, ela encontrou-se na companhia de Lauren, Alex ou Haley. Elas continuaram negando, mas ela sabia que era Ryan garantindo que sempre houvesse alguém com ela. Ela foi a passeios diários com uma das primas dele ou elas a levariam para a cidade. Ela até visitou o café e livraria de Holly. Era um lugar maravilhoso e Nikki se derreteu instantaneamente por ele. Ela poderia passar horas lá lendo ou tomando uma xícara de café. Ela gostava de ir com Lauren e seus filhos para a hora de leitura das crianças. Holly contratara duas irmãs, April e Karlene, para ajudar a administrar o negócio. Nikki gostou de conhecê-las e ouvir como se mudaram para a cidade há alguns anos, separadamente. Ambas falaram sobre se apaixonar pela cidade pequena

e

nunca

querer

sair. Ambas

encontraram

homens

locais

para

estabelecerem-se e estavam muito bem casadas agora. Entre Holly e as irmãs, Holly’s corria tão bem que pensavam em estender suas horas. Nikki gostou tanto de seu tempo lá que voltaram alguns dias mais tarde. Então, foi a vez de Alex tomar conta dela, e ela levou Nikki a várias outras pequenas lojas para que ela pudesse comprar alguns itens pessoais. Ela se sentiu mal por gastar dinheiro em gloss, maquiagem e roupas novas, mas Ryan insistiu que ela comprasse o que quisesse com o dinheiro que ele deu a ela. Para o almoço naquele dia, pararam na mais singular lanchonete que ela já comeu, chamada de Mama’s. Quando a campainha tocou ao entrarem, cada cabeça virou em direção a elas. — Não se preocupe com todos. — Alex sorriu e mudou a sua filha em seus braços em torno de sua barriga crescendo. — Eles estão apenas curiosos sobre você. — Ela sorriu, em seguida, chocou-a dizendo em voz alta. — Todo mundo, esta é Nikki. Nikki — ela balançou a cabeça em direção ao aglomerado, — todos. Várias pessoas riram, outros concordaram e acenaram para elas. — O que você faz parada em minha porta? — Uma grande mulher negra veio da sala dos fundos. Seu sotaque do sul espesso era emocionante. As mãos dela foi para os quadris, em seguida, ela sorriu e correu pela sala e tirou a menina de Alex, Laura, dela. Laura imediatamente levantou os braços, esperando a mulher

74


levá-la. Nikki tentara fazer a pequena Laura deixá-la segurá-la durante a viagem de compras, mas a menina se agarrara a mãe em vez disso. — Mama, esta é Nikki. — Alex sorriu e esfregou a parte inferior das costas dela, quando o peso da menina foi embora. — Claro que é. — A mulher sorriu e acenou para ela. — Agora vamos entrar. Você deve estar com fome. Nikki assentiu e seguiu em direção a um estande no fundo. Ela não pôde deixar de notar que várias pessoas ainda as observavam, mas tentou não deixar que isso a incomodasse. Ela morou em uma grande cidade toda a sua vida. Viver em uma pequena cidade era algo novo para ela, e depois de conversar com as irmãs West e Ryan, ela sabia que nestas partes, todo mundo estava sempre no negócio de todo mundo. Na verdade, toda vez que ela estava com outra mulher, elas pareciam falar sobre as outras pessoas na cidade e o que acontecia. Ela ouviu todas as histórias de como vários dos casais ficaram juntos. Ela ouviu como Grant, o marido de Alex, foi baleado. E ela ouviu como Travis voltou a Fairplay e conquistou o coração de Holly e todos os outros aqui quando trabalhou duro para renovar a cidade e reparar os danos de um furacão que a rasgara há vários anos. Enquanto dirigia pela cidade, ela viu a construção que ainda ocorria em um antigo teatro. A maior parte do edifício estava coberta com plástico branco, mas a placa antiga do teatro já foi substituída por uma mais nova. Quando se sentaram, Alex falou com Mama, cujo nome real era Jamella. Ela ouviu que o xerife e Jamella esconderam seu relacionamento da cidade por anos. Nikki não podia acreditar. Aqui estava ela, sendo introduzida na cidade pela primeira vez, e todo mundo já sabia sobre Ryan e ela. Ela queria um momento a sós com Jamella para perguntar como eles fizeram, mas a mulher estava muito ocupada pegando os pedidos e conversando com os clientes. Quando a comida delas chegou, uma meia dúzia de pessoas havia parado por sua mesa e falado com elas. Ela respondeu tantas perguntas quanto pôde, deixando de fora as partes que Ryan e ela concordaram em omitir da sua história.

75


Jamella, o xerife, e a família de Ryan sabiam tudo para manter seus olhos em algum estranho na cidade, mas, além disso, Nikki deixou que Ryan transmitisse o problema em que estavam para os habitantes da cidade. — Grant me contou um pouco sobre você — disse Alex, tomando um gole de chá de frente a ela. — Ah, é? — Disse ela, dando outra mordida no maravilhoso sanduíche de peru que pedira. Alex assentiu com a cabeça e entregou a sua filha outra batata-frita. Ela viu quando ela mergulhou no catchup e lambeu cada pedaço novamente. — Ela herdou do pai dela. Nikki sorriu. — Grant me contou sobre visitar você e seu pai em Houston quando era criança, o que seu pai fazia para viver. — Alex franziu a testa e olhou para o seu prato. Ela balançou a cabeça. — Nós nunca pensamos que Ryan fazia a mesma coisa. As

sobrancelhas dela

subiram. —

Ele

não

faz. Meu pai

era

um

detetive. Ryan é... — ela soltou e olhou para o seu alimento. Alex se inclinou para frente e sussurrou, — Um detetive. De acordo com Grant, seu pai estava nos narcóticos disfarçado, como Ryan — ela sussurrou e olhou em volta. Nikki balançou a cabeça. — Não, meu pai não trabalhou em narcóticos. Alex se endireitou, e suas sobrancelhas se ergueram. — Hmm, talvez o Sr. Holton disse errado a Grant. Toda a viagem de volta para o rancho, Nikki pensou na conversa. De como ela foi criada. Do que seu pai lhe disse que fez para viver até que ele foi ferido. Tudo dentro dela disse que o que Alex disse era verdade, seu pai mentiu para ela por toda a sua vida. Como ela não viu isso? Ela fez Alex a deixar em casa, afirmando que tinha uma dor de cabeça e queria se deitar por um tempo, o que não era uma mentira completa. Desde que Ryan ainda tinha seu telefone celular não registrado e a pequena casa não tinha uma linha telefônica, ela caminhou e esperou por Ryan voltar dos campos.

76


Poucas horas depois, ela ouviu o primeiro estrondo do trovão quando os céus se abriram e inundaram o solo típico do sul. Houston tinha várias tempestades como esta todo ano, mas de alguma forma, olhando sobre os campos e vendo o céu se abrir, era um pouco mais enervante. Com cada estrondo, ela ficou mais no limite, sabendo que Ryan e os homens estavam lá fora na bagunça. Quando observou a caminhonete velha surgir na estrada em direção à casa várias horas mais tarde, ela já roera todas as unhas. Ela correu para abrir a porta enquanto ele corria através do aguaceiro e sacudia fora da porta na varanda coberta. Ele olhou para cima e sorriu depois de agitar a chuva de seu cabelo. — O dia de trabalho foi cancelado devido ao tempo. — Ele sorriu, saiu das botas e as jogou pela porta da frente. Então tirou o casaco encharcado e pendurouo no gancho perto da porta. Quando olhou para o rosto dela, ele franziu a testa. — O que há de errado? — Ele correu em direção a ela. — Eu quero usar o meu celular. — Ela estendeu as mãos, esperando. Ele olhou para ela e sem dizer uma palavra, foi até a pequena mesa, abriu a gaveta e entregou-lhe o telefone. Se ela não estivesse tão chateada, poderia ter pensado em procurar o telefone na casa, mas ela só conseguia pensar na traição de seu pai. Ela pegou o telefone, entrou no quarto e fechou a porta atrás dela. Tomando algumas respirações profundas, ela digitou o número de seu pai e esperou ele atender ao telefone e todas as suas perguntas.

77


11 Ryan estava do outro lado da porta e ouviu a conversa dela. Ele só podia ouvir o lado dela, mas compreendeu imediatamente porque ela estava irritada. Ela não sabia que o seu pai era um oficial infiltrado de narcóticos. Como ele era. Ele sentiu como se fosse acertado no intestino. Ele deu alguns passos para trás e quando seus joelhos bateram no sofá, ele se sentou e olhou para a porta fechada. Parecia que seus olhos estavam abertos pela primeira vez desde que a conheceu mais de uma semana atrás. Ele deveria saber que ela era muito perfeita, pelo menos para alguém como ele. Ele a ouviu falar com seu pai sobre seu tipo de trabalho e ficou decepcionado quando ela disse que era a pior coisa que ele poderia ter escondido dela. Ela era orgulhosa de seu pai ser um Investigador Particular e ainda se gabou por ele se aposentar sendo um detetive, mas o fato dele trabalhar nos narcóticos a jogou para o canto. Como ela se sentia sobre o trabalho dele? Ele não pensou que era um problema, mas talvez fosse? Ele foi um tolo e estava agradecido por descobrir agora, antes que permitisse que seus sentimentos por ela ficassem mais fortes. Levantando-se rapidamente, voltou para a porta e calçou as botas encharcadas e jaqueta, pegou as chaves da caminhonete, e fechou a porta atrás de si. Ele dirigia pela estrada enlameada, sem saber para onde ia, mas sabendo que precisava de algum tempo para pensar e reajustar. Mais cedo naquela manhã, ele passou quase uma hora no telefone não registrado com seus superiores. Por enquanto, eles queriam que Nikki e ele ficassem parados. Queriam mandar um par da unidade para ajudá-los, mas ele finalmente convenceu seu chefe de que não eram necessários. Ele sabia que o trabalho era perigoso. Inferno, ele ainda tinha alguns buracos em sua pele para

78


provar isso. Mas nunca parou para pensar sobre o que Nikki poderia pensar sobre isso. Ele nunca se preocupou com o que alguém pensou antes. Agora importava e não conseguia parar de pensar nisso. Ele estacionou do lado de fora do RustyRail, o único bar em um raio de oitenta quilômetros de Fairplay. Ele só esteve lá uma vez antes, quando Reece e ele tinham dezesseis anos e vieram visitar suas primas. Eles tentaram infiltrar-se no bar, imaginando que não conheciam ninguém na cidade então ninguém notaria. Ele ainda se lembrava de ser repreendido pelo proprietário por tentar isso. Agora ele ficou sentado na caminhonete e seu estômago revirou com o pensamento de entrar e beber os seus problemas. Seu pai sempre fez isso. Então ele chegava em casa e lamentava em seus filhos por um tempo. Ele jurou que nunca seria como o seu pai, então por que veio aqui no primeiro sinal de problema? Ele inclinou a cabeça contra o volante e suspirou. Ligando a caminhonete velha, se virou para a casa de seu irmão, ao invés. Quando virou para a rua, notou que todas as luzes estavam acesas. Ele reduziu e estacionou atrás da nova caminhonete de seu irmão. Ele correu na chuva e ficou surpreso ao encontrar Melissa em pé ao lado da porta, sorrindo para ele. — Esperávamos que você aparecesse, mais cedo ou mais tarde. — O sorriso dela caiu quando notou seu rosto. — O que há de errado? — Ela deu um passo a frente e olhou em direção a caminhonete. — Nikki? Ele balançou a cabeça. — Em casa, conversando com seu pai. — Oh? Bem, entre. — Ela acenou para ele entrar, e, em seguida, pegou o casaco molhado, sacudiu-o e pendurou em um cabide. — Venha, sente-se e me diga o que o incomoda. Ele franziu a testa. — Não tente se fazer de inocente. Eu estou apaixonada por um homem que tem essa mesma carranca toda vez que está preocupado com alguma coisa. — Ela sorriu. Ele se sentou no sofá e olhou em volta. — Reece não está aqui?

79


Ela balançou a cabeça negativamente. — Ele precisou ir para Tyler hoje entregar um cavalo. Ela saltou quando um grande estrondo de um trovão caiu. Ela balançou a cabeça e riu. — É claro que aconteceria isso quando ele estivesse fora. — Eu posso voltar. — Ele começou a se levantar. — Não se atreva. — Ela fez uma careta para ele. — Se eu não posso ter Reece aqui durante a tempestade, o mínimo que você pode fazer é sentar-se comigo até ele voltar. — Ela olhou para o relógio. — O que deve ser a qualquer minuto. — Ela sorriu para ele novamente. — Agora, coloque para fora. Ele suspirou. Ele poderia dizer que não sairia sem dizer a ela o que estava em sua mente. — Você acha que incomoda as pessoas, o que eu faço? — Ele olhou para seus dedos e esperou. — Você está brincando? — Ela esperou até ele olhar para ela novamente. — Você tem um dos trabalhos mais honrados que existe. Você mantém este país seguro, você protege cada um de nós. — Ela se inclinou para frente. — Eu trabalhei em vários hospitais em Houston, lembre-se. Ele balançou a cabeça, lembrando-se de seu rosto enquanto tentava caminhar em direção a ela, dor percorrendo todo o seu corpo devido as balas que rasgaram as suas entranhas. — Bom, então você sabe os tipos de horrores que testemunhei enquanto estava lá. Não só com você — ela balançou a cabeça e olhou para o estômago dele, — mas com milhares de outros. Vendo crianças tão jovens que não poderiam evitar receber tiros porque usavam a cor errada ou não ajudaram a vender drogas. — Ela balançou a cabeça. — Só Deus sabe quais eram as razões, mas quase sempre voltava a narcóticos, de uma forma ou de outra. Especialmente nos últimos anos. Quer dizer, tudo o que você tem a fazer é pegar um jornal e ver o que está acontecendo na fronteira. — Ela se inclinou para trás. — Não, o que você faz não nos incomoda. Estamos extremamente orgulhosos. — Ela sorriu para ele. — Preocupados com a sua segurança, mas orgulhosos.

80


Ele balançou a cabeça e recostou-se respirando profundamente. Talvez ele estivesse inventando tudo isso? Talvez não fosse sobre o trabalho, mas sobre o pai dela? — Agora, você me dirá o que é isso tudo? Ele olhou para sua futura cunhada novamente e franziu a testa. — Como você sabe se está apaixonado por alguém? — Você se sente como se estivesse doente e morrendo — disse alguém atrás dele, e então houve uma gargalhada quando seu irmão entrou e sorriu para ele. — Bem, obrigada. — Missy se levantou e caminhou até beijar seu irmão direto nos lábios, e então lhe deu um tapa de brincadeira no braço. — É assim que você se sente ao meu redor? Doente? Reece pendurou o casaco molhado e apertou a mão de Ryan. — Agora, será que Nikki sabe que você está apaixonado por ela? Ele deve ter empalidecido um pouco, porque Missy falou. — Não o assuste. Acho que ele não tem certeza disso ainda. — Ela se aproximou e tomoulhe o braço e obrigou-o a sentar-se. — Que tal eu fazer o jantar para gente enquanto vocês dois conversam? — Ela desapareceu rapidamente depois de acenar para seu marido. Reece riu. — Eu sei o que você está passando, mano. — Ele balançou a cabeça e cruzou a perna. Ryan observou quando seu irmão esfregou um ponto sensível na coxa por um tempo. — Problemas? — Ele acenou com a cabeça para a perna. — Hmm? — Seu irmão olhou para baixo e riu. — Apenas uma lesão antiga que me dá dor de vez em quando. Ouvi dizer que você mesmo teve umas. Ryan olhou para o seu estômago e acenou com a cabeça. — Essa foi por pouco. — Então, quer comparar cicatrizes ou falar sobre as mulheres? Ele riu. — Você sempre teve um jeito de me fazer rir. Talvez fosse porque você é tão feio. — Era uma velha piada entre eles, e os homens sorriram sorrisos idênticos. Ryan se inclinou para trás e balançou a cabeça. — Acho que estraguei tudo isso. — Ele fechou os olhos e descansou a cabeça contra a cadeira.

81


— Você não bateu nela? — Quando Ryan olhou para seu irmão, ele ergueu as mãos em derrota. — Você não mentiu para ela? — Mais uma vez, ele olhou para o irmão. — Você já disse a ela como se sente? Ryan olhou para seus dedos e balançou a cabeça negativamente. — Bem, então — seu irmão inclinou-se e lhe deu um tapa nas costas, — qual é o seu problema? As mulheres gostam de ouvir essas coisas. Ryan balançou a cabeça. — Como posso me sentir assim tão cedo? Quero dizer, eu a conheço há... — ele olhou para o relógio, riu e balançou a cabeça. — Isso importa? — Perguntou Reece, interrompendo seus cálculos. — Inferno, sim, importa. — Ryan se levantou e caminhou em direção à lareira. — Como pode acontecer tão cedo? Reece riu. — Tudo com você sempre aconteceu rápido. Ou você se esqueceu? — Seu irmão se aproximou e ficou ao seu lado. — Hmm? — Ele virou para ele. — Você não se lembra? — Reece balançou a cabeça. — Eu acho que você tem estado secreto durante tanto tempo que se esqueceu de si mesmo. — Ele riu e encostou-se à lareira. — Quinta série, Kristy Collins. — Kissy Kristy4? — Ele riu com o apelido que dera para a menina que foi sua primeira conquista. Reece riu. — Sim, nós apostamos cinco dólares sobre quem poderia fazer Kristy beijar-nos primeiro. — Ele balançou a cabeça. — Você ganhou por 10 minutos. Foi assim com tudo na vida. Você entrou em primeiro, falou primeiro, beijou primeiro — ele se inclinou para frente e sussurrou, — transou primeiro. — Ele balançou a cabeça e olhou em direção à cozinha, onde Missy cozinhava. — Se você decide algo, você chega lá primeiro. — Então Reece riu. — É justo que eu a encontrei primeiro. — Ele acenou com a cabeça em direção à cozinha e Ryan viu os olhos de seu irmão ficar suaves quando pensava em sua futura esposa. — Você encontrou uma boa lá. — Sim, foi ela quem me encontrou, realmente. — Ele balançou a cabeça. — Sem ela, eu não tinha fundamento. — Ele virou-se para ele. — É assim que você sabe. Você sentirá isso, não aqui — disse ele, batendo no peito sobre o coração, — 4. Apelido de Kristy Collins.

82


mas aqui. — Ele bateu em sua barriga. — Você não vai querer ficar sem ela por um momento, porque se sentirá mal sem ela. Ryan pensou nas palavras de seu irmão durante todo o tempo em que comia a pizza caseira e a torta que Missy pegara no Mama’s. Até o momento em que foi para a caminhonete e voltou para a pequena casa que dividia com Nikki, era quase meia-noite. A tempestade finalmente passou, deixando as estradas enlameadas e escorregadias, e levou quase o dobro do tempo normal para voltar para o rancho. Quando passou perto da casa grande, notou que todas as luzes estavam apagadas e até mesmo o celeiro foi fechado para a noite. Ele se sentiu mal por ficar tanto tempo na casa de seu irmão, mas ele gostava de falar com ele e Missy. Fazia anos desde que podia ser ele mesmo, e Reece só tinha ele. Ele ainda estava preocupado que estivesse criando algo do nada com Nikki. Afinal, ele só ouviu um lado de sua história. Talvez não fosse o trabalho que a chateara, mas outra coisa. Quando parou a caminhonete na frente da casa, a preocupação piscou rapidamente. Cada luz no pequeno lugar estava acesa. Nem mesmo fechou a porta da caminhonete, correu para a porta da frente e invadiu o local. Nikki pulou do sofá, o cobertor que estava sobre as pernas caindo no chão enquanto ela gritava um dos gritos mais altos que ele já ouviu. — Desculpe — disse ele, levantando as mãos para ela e olhando ao redor da sala. Com certeza, cada luz estava acesa, mesmo a pequena acima do fogão. Quando ele olhou de volta para Nikki, seus olhos estavam fechados e sua mão estava sobre o coração dela enquanto ela tentava acalmar sua respiração. Quando a viu finalmente abrir os olhos, ele perguntou. — Por que todas as luzes estão acesas? Ela pegou o travesseiro do sofá e jogou na cabeça dele. Ele pegou e tentou não rir. — Porque estou vendo isso. — Ela assentiu com a cabeça em direção à televisão. Ele podia ver uma mulher correndo pela floresta com, sem dúvida, um assassino em seus calcanhares. Ele riu e balançou a cabeça. — Você está assistindo a um filme de terror, e liga todas as luzes da casa, mas se esquece de trancar a porta da frente? — Ele riu ainda mais quando ela jogou o outro travesseiro nele e bateu o pé.

83


— Não é minha culpa. — Ela cruzou os braços sobre o peito e desligou a televisão. — Você sumiu por tanto tempo, eu tive que manter minha mente fora da tempestade. Ele voltou para fora, fechou e trancou a caminhonete e, em seguida, bateu as botas enlameadas e as colocou na porta da frente. Ele pendurou o casaco molhado e sorriu quando viu que ela ainda estava de pé no mesmo lugar, olhando para a TV enquanto o vilão pulava para fora e a perseguia. — Por que assistir a um filme de terror? — Ele sentou-se no pequeno sofá e a puxou para baixo ao lado dele. — Quero dizer, deve haver algo mais. — Ele folheou os canais. — É menos de uma semana até o Halloween. O que você espera? — Sério? — Ele balançou a cabeça. Ele se esqueceu do Halloween. Inferno, ele esqueceu quanto tempo eles estavam escondidos. Era realmente apenas uma ou duas semanas? — O quê? Você não gosta de Halloween? — Ela se virou para ele. — Claro, eu acho. — Ele deu de ombros e colocou a televisão no mudo. — Você foi pedir doce quando criança? Ele balançou a cabeça negativamente. — O nosso vizinho mais próximo estava a seis quilômetros de distância. Além disso, papai não nos deixaria comer doce de qualquer maneira. — Você deve ter sentido falta de passar tempo com outras crianças da sua idade, pois, sendo tão longe e vivendo em uma cidade pequena. Ele balançou a cabeça novamente. — Nós não conhecíamos nada diferente. Quero dizer, quando chegamos aqui, é claro, sempre desfrutei muito mais. Mas tínhamos um ao outro. — É onde você estava hoje à noite? — Ela puxou as pernas até o peito e abraçou os joelhos. — Sim, eu pensei que você gostaria de um pouco de privacidade. — Ele olhou para suas mãos. Enquanto ela estava em silêncio, ele olhou para ela e viu as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. — Oh, princesa, não faça isso. — Ele a puxou para perto

84


e usou o polegar para limpar cuidadosamente as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. — Ele mentiu para mim. Minha vida inteira ele mentiu para mim. — Ela deitou a cabeça no ombro dele. — Quem? — Ele esfregou a mão sobre seu cabelo e a sentiu fungando quando mais lágrimas embeberam sua camisa. — Meu pai. Toda a minha vida, ele me disse que era um detetive. — Ele não é? — Medo e preocupação saltaram em sua mente. — Eu acho, mas ele trabalhou secretamente em narcóticos. — E? Eu sou um detetive trabalhando secretamente para narcóticos. Ela se afastou e olhou para ele. — Ele nunca me disse. Ele balançou a cabeça. — Acho que não entendo. — Ele olhou para ela se levantar e limpar os olhos com as costas das mãos. — Ele nunca realmente me disse o que fez, só que ele era um detetive. Acho que eu sempre achei que era como os programas de TV. Sabe... — ela fungou e enxugou os olhos novamente. Ele tentou não rir, mas não podia evitar. — Você acha que o que fazemos é suposto ser glamouroso. Como você vê na TV ou no cinema. — Ele se levantou e colocou as mãos nos ombros dela. Quando ela olhou para ele, ele sorriu. — Princesa, você vive em seu próprio conto de fadas. — Ele puxou o queixo dela para cima, até que ela olhou para ele. — O que eu faço, e o que seu pai costumava fazer, não é glamouroso. Havia meses em um momento que eu nem sequer tomava banho. Meses que eu passei a viver nas ruas até que pudesse provar a alguém que eu não era um informante da polícia. — Ele a puxou de volta para o sofá. — Você mentiria para alguém que você ama, no entanto? Ele a puxou para perto. — Mentir? Eu acho que o que seu pai fez foi como encobri-la dos fatos brutos. — Se ele tivesse uma filha durante tudo isso, será que ele viria para casa do trabalho e diria os detalhes corajosos? A resposta era um não definitivo. Nem mesmo se ela fosse uma adulta ele iria querer que ela soubesse dos fatos de como viveu ao longo dos últimos anos. — Nikki, eu sei que é difícil entender. — Ele balançou a cabeça e fechou os olhos por um momento, — Mas há algumas coisas que eu não iria sequer querer

85


que meu irmão soubesse sobre este trabalho. — Ele olhou para ela, implorando para ela entender.

O coração de Nikki quebrou um pouco, vendo a preocupação nos olhos de Ryan. O que este homem atravessou nos últimos anos? Então, seu coração parou. O que seu pai viveu? Ela estava tão focada em sentir a traição, ela nunca considerou que o seu pai tentava protegê-la da verdade nua e crua sobre o seu trabalho. Ela suspirou e descansou a cabeça no ombro de Ryan. — Sinto muito. Eu acho que nunca pensei nisso dessa forma. Ele esfregou o cabelo dela, quase a fazendo ronronar de prazer. — Eu espero que você não tenha sido muito dura com ele. Ela sentou e suspirou. — Eu tenho que ligar novamente. — Ela ia se levantar, mas ele a manteve imóvel. — Isso pode esperar até de manhã. — Ele sorriu para ela. — Além disso, eu tenho certeza que ele já sabe o que realmente sente. Ela fechou os olhos e tentou se lembrar de tudo o que ela disse a seu pai horas atrás. Ela balançou a cabeça negativamente. — Acho que deixei muito claro como me sentia, e definitivamente devo a ele um pedido de desculpas. Mas você está certo. Terá que esperar até de manhã. — Ela se inclinou para trás enquanto ele folheava os canais. Ela acabou adormecendo contra seu peito, enquanto observava as notícias, a única coisa não assustadora na época. Ela acordou brevemente enquanto ele a levava para a cama e se arrastou ao lado dela. Ela suspirou quando os braços dele foram em volta dela e, em seguida, caiu no sono.

86


12 Ainda estava escuro demais para ver claramente quando abriu os olhos. Mas de alguma forma, sabia que não estava mais na pequena casa na fazenda no leste do Texas. O chão debaixo dela era duro e frio. A dor atirou nos braços, como se houvesse um milhão de agulhas a picando. Seus olhos estavam pesados e quando tentou se concentrar, ela teve um momento difícil, enquanto as lágrimas escorriam de seus olhos. Finalmente, uma luz brilhou em seu rosto, e ela piscou algumas vezes antes que pudesse ver a forma na frente dela. Seu pai estava sentado do outro lado da pequena sala. Sua cabeça estava para baixo, o cabelo grisalho estava molhado, e ela podia ver sangue escorrendo de sua face. Quando tentou chamar por ele, sua língua não funcionava e só saiu como um gemido. Então a luz mudou e viu Ryan andando em sua direção. Ele tinha um sorriso no rosto, e ela notou que seu cabelo e barba estavam de volta. Mas agora eles eram duas vezes mais grossos. Suas roupas estavam escorregadias e brilhantes, quase ferindo os olhos. Ela tentou chamá-lo, mas, novamente, sua boca não funcionava. Olhando para baixo, percebeu que estava amarrada a uma cadeira também. Em seguida, provou o pano sujo que foi empurrado em sua boca e percebeu que foi amordaçada. — Oh, princesa. Não lute contra — disse Ryan, rindo. — Você acredita que tive todo esse trabalho apenas para ter as minhas mãos sobre ele? — Ele puxou o cabelo de seu pai e levantou o rosto para que ela pudesse ver o sangue escorrendo de seu nariz e boca. Seus olhos estavam fechados e quando ela tentou chamá-lo de novo, Ryan baixou a cabeça para que ela não pudesse mais ver seu rosto. Ryan riu, mas em vez do som quente com o qual se acostumara, saiu mais como uma gargalhada profunda. — Anos. — Ele caminhou em sua direção. — Anos. Eu desperdicei anos procurando por ele. Para dar o troco pelo o que ele fez para mim.

87


Nada fazia sentido. Ela não parava de olhar para qualquer sinal de que seu pai ainda estava vivo, mas ele não se moveu. Então Ryan ficou na frente dela e agachou-se até que seu rosto estava bem na frente dela. Sua mão coberta de sangue correu para cima e para baixo do seu rosto suavemente. — Eu acho que ficar para jogar com você foi apenas o bônus de que eu precisava. — Ele sorriu e ela percebeu quão realmente espessa era a barba. Ela mal podia ver os dentes através do grosso cabelo escuro. Quando ele se inclinou para dar um beijo em seus lábios, ela gritou. — Nikki? — Ryan a balançou para sair do pesadelo. Ao ouvir a voz dele, ela balançou e o acertou, pegando-o desprevenido. Sua mente ainda estava no pesadelo, por isso ela continuou batendo até que ele finalmente prendeu seus braços acima de sua cabeça quando se sentou sobre suas pernas. — Nikki? — Ele disse de novo. — Você está bem? — Ele segurou as duas mãos com uma mão e inclinou-se para ligar a luz. Quando a luz atingiu seu rosto, ela percebeu que seu rosto estava barbeado, e seu cabelo estava curto. Ela fechou os olhos e imediatamente odiava sua mente. Ela sabia tudo sobre a interpretação de sonhos. Anos depois que terminou o abuso de David, ela participou de aconselhamentos para ajudá-la a superar os efeitos. — Você está bem? — Perguntou Ryan, liberando as mãos dela. Ela assentiu com a cabeça, mantendo os olhos bem fechados e tentando esconder o embaraço. — Você quer falar sobre isso? — Ele perguntou, pairando acima dela. Quando abriu os olhos, ela suspirou e se sentou. — Você está sangrando! — Ela saiu correndo do quarto e pegou um pano limpo e embebeu em água fria. Ela voltou para o seu lado da cama e assistiu com horror quando ele limpou o sangue com as costas da mão. Ela tirou a mão e tocou de leve o lábio, que rapidamente inchava. Ela se sentou ao lado dele na cama, limpando a boca dele, e sentiu vontade de chorar.

88


— Eu sinto muito — disse ela quando o lábio dele estava limpo. Ela tentou evitar olhar para ele, mas quando seus dedos puxaram o queixo para cima, ela não podia negar os desejos dele. — Você quer me dizer por que apenas tentou me matar? — Ele sorriu levemente, abrindo o corte em seu lábio novamente. Ela começou a limpá-lo, mas ele balançou a cabeça e tomou a toalha. — Venha aqui. — Ele puxou-a até se sentarem contra a cabeceira da cama, seus braços em volta dela. — Era um sonho estúpido. — Ela fechou os olhos e descansou a cabeça contra seu ombro. Ele dormia sem camisa, e ela adorou o calor de sua pele contra as bochechas frias. — E neste sonho, eu prejudicava o seu pai? Ela olhou para ele, chocada. Ele riu. — Você fala em seu sono, bem como dá um bom soco certeiro. — Ele segurou seu queixo e ela sentiu o rosto ficar vermelho. — Eu sinto muito. — Ela descansou novamente, não queria que ele visse seu embaraço. — Não sinta. — Ele riu. — É bom saber que você pode dar um soco. Ela assentiu com a cabeça. — Sim, meu pai garantiu isso. — Eu aposto. Há essa proteção novamente. Ela assentiu com a cabeça e fechou os olhos. — Você me usava para chegar até ele. — Ela suspirou. — Foi apenas um sonho estúpido. — Oh? — Ela poderia dizer que ele pensava sobre isso. — Eu acho que faz sentido. — O que? — Não é nada. — Ele começou a deitar, mas ela o impediu. — Seu pai foi quem pegou o pai do homem que estou tentando pegar. Ela sentou-se e olhou para ele. — Você sabe sobre o meu pai? Ele assentiu com a cabeça. — Todo mundo com quem trabalho sabe. Ele é um pouco de uma lenda. — Meu pai? Ele sorriu. — Uma das primeiras histórias que ouvi no treinamento foi sobre o Puma. Esse era o seu nome na rua. Enfim, eu não sabia que era seu velho até

89


que falei com o Sr. Holton. — Ele balançou a cabeça. — Puma derrubou o velho de Hijo del Diablo há quase vinte anos. Mas foi como ele fez isso que foi tão engenhoso. — Como? — Perguntou ela, levantando e cruzando as pernas na frente dela. — Ele usou o garoto. — Ele franziu a testa um pouco. — Todo mundo sabia que Diablo – assim é que chamamos o pai dele – contrabandeou drogas para os EUA por quase sete anos. Ele, sozinho, foi responsável por mais de três centenas de mortes nos EUA. Dizia-se que uma cidade inteira no México foi assassinada para proteger sua identidade. — O que aconteceu? — Ela foi pega na história. — Bem, de acordo com o que eu ouvi, o Puma apareceu e fez amizade com o garoto, que era adolescente, em sua festa de aniversário. Ao longo dos próximos anos, ele convenceu-o a trair o seu velho. Quando eles vieram para levar o pai dele, o garoto desistiu. — Ele balançou a cabeça. — Acho que ele decidiu que não queria ser responsável por prender seu velho. De qualquer forma, ele agarrou uma das armas do agente e disparou na perna de Puma. Nikki engasgou. — Desculpe. — Ele a segurou. — Não, está tudo bem. Vá em frente. — Ela se inclinou para mais perto dele. — Bem, depois que ele atirou no seu pai, o garoto fugiu durante a agitação. Especula-se que ele fugiu para os EUA, onde entrou em contato com todos os amigos de seu pai e assumiu a chefia dos negócios sob o nome, Hijo del Diablo. Filho do Diabo. Ela estremeceu e ele a puxou para mais perto. — Obrigada por me dizer tudo isso. Eu não poderia ter qualquer coisa do meu pai. Tudo o que ele fez foi não negar que trabalhou para narcóticos. Ele assentiu com a cabeça. — Nós nos protegemos tanto na mentira, que por vezes, é difícil sair dela. — Ele afastou o cabelo dela do rosto. Ela olhou para ele. — Você fez. Para a sua família. Ele assentiu com a cabeça. — Às vezes você precisa sair e pedir ajuda. Ela franziu o cenho, se perguntando por que seu pai não falara com ela. — Ele tinha suas razões para não dizer a você. Tenho certeza.

90


Ela assentiu com a cabeça, mas não conseguia pensar em nada que teria impedido seu pai de falar com ela.

Ao longo dos próximos dias, Ryan ficou ocupado ajudando suas primas separar o gado e marcar aqueles que ficariam. O tempo mudou para o inverno mais cedo do que todos previram, e ele passou metade de seu tempo, lutando para manter-se aquecido. Nikki deixou uma mensagem para seu pai na manhã seguinte, mas não ouviu falar dele. Ele poderia dizer que ela estava preocupada que o tivesse ofendido, mas Ryan estava certo de que ele estava apenas ocupado tentando ajudá-los a sair da situação em que se meteram. A última vez que falou com o pai dela, ele estava de volta aos EUA e rastreando Hijo del Diablo. Mesmo o pai dela não dizendo, ele poderia dizer que ele se sentia um pouco responsável por liberar o garoto no mundo. Ninguém no departamento o culpava-o – Puma era lendário. Mas ainda assim, ele fez o seu trabalho. Uma coisa que ele aprendeu desde cedo foi que você faz o que precisa fazer neste

trabalho. Não

importa

o

quê. Especialmente

quando

você

estava

profundamente secreto. Ryan aprendeu essa lição em um de seus primeiros empregos secreto quando foi iniciado em uma quadrilha que distribuía meth5 em uma escola secundária. Ele cruzou algumas linhas legais, mas no final, fechou a gangue e a escola era um lugar mais seguro pelas ações dele. Ele realmente gostava do trabalho duro que fazia ao longo das últimas semanas no rancho. Ele sempre amou trabalhar sobre um cavalo. Seu laçar foi melhorando, e ele sabia que poderia recuperar o seu título de melhor Laçador. Ele praticava a cada chance que podia. Nikki o ajudava e parecia se divertir, especialmente quando a usou como isca.

5. Droga Metanfetamina.

91


Eles concordaram em ir com todos na cidade para a grande festa de Halloween no RustyRail naquela noite, e ele ainda não tivera tempo para montar uma fantasia. Quando foi para casa, faltava apenas uma hora para saírem. Ele planejava um banho rápido para que pudessem ir, mas quando entrou na casa e viu Nikki sentada no sofá esperando por ele em sua pequena roupa, sabia que acabaria sendo muito mais tarde do que planejara. Ele não registrou de que ela estava vestida. Tudo o que sabia era que a saia era curta e o top era decotado. Seu cabelo estava amarrado em duas longas tranças que caíram perfeitamente em seus peitos, os quais foram magicamente içados até o queixo. Quando começou a caminhar em direção a ela, ela balançou a cabeça e estendeu as mãos. — Não! Você não fará o que eu acho que você está pensando. — Ela se levantou e correu em volta do sofá. Ele a seguiu, ela riu e gritou para ele parar. Mas quando ele finalmente pôs as mãos sobre ela, todos os argumentos caíram fora. Em vez disso, ela começou a puxá-lo para mais perto enquanto sua boca se movia sobre a dela. Não foi até ele a puxar para o quarto que ela começou a contestar novamente. — Ryan, pare. Você sabe quanto tempo me levou para fazer o meu cabelo? — Você pode fazer isso de novo. — Não, eu não posso. — Ela colocou as mãos em seu peito e empurrou-o. — Além disso, já estamos atrasados. Agora, vá lá e tome banho, em seguida, coloque sua fantasia. — Eu não tenho uma fantasia. — Ele sorriu e tentou puxá-la para mais perto. — Você tem agora. — Ela sorriu e apontou para o quarto.

92


13 — Eu não estou usando isso — ouviu-o dizer do outro quarto e ela sorriu. Em seguida, ela entrou e encostou-se ao batente da porta, cruzando os braços sobre o peito. — Se não usar isso, então nós não iremos combinar, e terei que colocar outra coisa. — Ela viu seus olhos correrem para cima e para baixo na fantasia sexy dela e seus olhos esquentaram. Ela podia ver a guerra interna que lutava, e, finalmente, sem dizer uma palavra, ele agarrou a roupa que Haley forneceu para ele e marchou para o banheiro para tomar banho e se trocar. Quando saiu de novo, ela se esforçou para não rir. — Ótimo. — Ele ficou lá franzindo o cenho para a fantasia preto-ebranco. — Por que você é a oficial, e eu tenho que ser o criminoso? Ela sorriu e caminhou até ele. — Porque, Haley só tinha essas fantasias que caberiam em nós. — Ela mentiu só um pouco. — E, além disso, eu pensei que você gostaria da minha roupa. Ela veio com estas. — Ela ergueu um par de algemas brilhantes. Os olhos dele se estreitaram e as mãos dele puxaram-na para mais perto. — Você está em apuros. — Ele se inclinou em sua direção. — Mais tarde. Estamos atrasados. — Ele gemeu quando ela se afastou, e ela riu enquanto ele a seguia de perto. Ela poderia dizer que ele estava tendo um momento difícil com foco na curta viagem para a cidade. Ele manteve roubando olhares para ela. Não ajudava que ela ficasse recruzando as pernas para se sentir confortável. A saia era realmente curta e ela foi ficando cada vez mais preocupada que ela dividiria o pequeno top. Ela não planejou usar uma fantasia, mas quando Alex e Haley apareceram mais cedo, com alguns itens, ela não pode recusar estes. Olhando para Ryan, ela sorriu. Ele propositadamente escolheu não se barbear para completar o look de vilão. Seu cabelo cresceu um pouco mais e ele o

93


deixou espetado, fazendo com que parecesse confuso. Ela perguntou por que tivera um problema com ele quando ele estava com a barba e cabelos longos, em primeiro lugar. Não importa o que ele usava, ou como parecia, ele sempre era bonito para ela agora. Ela olhou pela janela enquanto se dirigiam para a cidade. Parecia que todos os carros na cidade estavam estacionados em RustyRail. Fazia anos desde que ela esteve em um lugar como este para se divertir. Normalmente, ela estava ali para seguir alguém e focada apenas em pegar seu homem em flagrante. — Quando foi a última vez que esteve em um lugar como este para se divertir? — Ela perguntou Ryan. — Suponho que quando estive aqui pela última vez. Quase nove anos atrás. — Ele riu. — Eu nem me lembro da última vez em que eu estive fora em um encontro. Ela olhou para ele. — Por que você não namorava? Ele deu de ombros. — É difícil explicar o que você faz para uma mulher que está tentando encontrar um homem com uma carreira respeitável. Ela assentiu com a cabeça. — Nem me fale. O último homem com quem namorei realmente me culpou por destruir casamentos. Como eu era a única forçando o povo a trair seus cônjuges. Ele balançou a cabeça em desgosto enquanto parava em para uma vaga de estacionamento. — Quando eu trabalhava no colégio, vários pais acusaram a polícia de aprisionar seus filhos. Eles até tentaram processar o departamento. — Ele desligou a caminhonete e olhou para ela. — Tem certeza que não quer apenas ir para casa e me deixar mostrar-lhe como usar essas? — Ele acenou para as algemas que ela girou seu cinto. Ela riu. — Não, eu não fui a uma festa em anos. Quero dançar e me divertir. Ele a puxou para perto através do assento da caminhonete. — Você pode dançar para mim. — O sorriso dele era rápido. Então a beijou rapidamente e ajudou-a a sair da caminhonete. — Lembre-me de agradecer a minha prima. — Por quê? — Ela olhou para ele. — Encontrar a menor fantasia conhecida pelo homem.

94


Ela riu enquanto atravessavam o estacionamento de mãos dadas. Quando entraram no prédio, examinaram o quarto escuro e tentaram encontrar alguém que conheciam entre todas as pessoas mascaradas e fantasiadas. Finalmente, Ryan riu e apontou para um casal vestido com roupas combinando de piratas. Quando ela olhou, imediatamente soube que era Reece e Melissa. Um grande grupo de pessoas se aproximou, e ela reconheceu todos em suas fantasias. — Estávamos prestes a enviar uma equipe de busca — disse Alex. Ela estava vestida como Tinker Bell e Grant era um muito infeliz Peter Pan. Ela não tentou rir para ele ou os outros homens que obviamente vestiram com seus cônjuges desejaram. É incrível o que um homem faz por amor, ela pensou com uma risada. Ela olhou para Ryan e seu sorriso vacilou. Por que ele concordou em vestir a fantasia de prisioneiro? Era verdade que ela não dera muita escolha, mas talvez houvesse mais do que isso. Será que ele estava apaixonado por ela? Poderiam ter chegado a esse ponto tão rapidamente? Quando todo mundo riu e falaram sobre suas roupas, ela ficou ao lado e se perguntou sobre seus sentimentos em relação a Ryan. Ela observou-o interagir com sua família e sabia que com ele era diferente do que qualquer homem que viera antes. Ela não sabia o que seu pai e sua mãe realmente passaram. Agora que sabia exatamente o que seu pai fez para ganhar a vida, se perguntava se o seu trabalho desempenhara um papel na sua separação. Sua mãe optara por não permanecer em contato com ela também, mas ela se perguntava se era por causa do trabalho. Ela se importa com o que Ryan faz para viver? Cada grama dela disse que não, mas não podia negar que o perigo era real. Ela lembrou aquela noite no beco e estremeceu. — Está com frio? Nós poderíamos ir — disse Ryan ansiosamente em seu ouvido, fazendo-a rir. — Não, não até você dançar comigo. — Ela puxou sua mão e eles foram até o antigo piso de madeira, onde outros casais se moviam próximo à banda.

95


Quando ele passou os braços em volta dela, todos os outros casais derreteram em segundo plano. Eles dançaram lentamente, e ela sentiu o coração dele bater contra o dela enquanto ela prendia a respiração e olhava em seus olhos. Não, ela nunca se sentiu assim com ninguém antes e, por alguma razão isso a assustou. Seus passos vacilaram um pouco e ele segurou-lhe com um pouco mais de força.

Ryan tentou se concentrar. Realmente, tentou. Ele estava tão preocupado que se atrapalharia e pisaria nos dedos do pé dela naquelas botas de fantasia que ela usava. Mas seus olhos continuavam voltando para o leve material da roupa, uma vez que se estendia sobre sua pele. Suas mãos vagaram para cima e para baixo das suas costas, e ele a sentiu se mover em prazer quando a tocou. Ele sabia que fazia papel de bobo na frente de sua família, mas não se importava com isso. Ele achou difícil se concentrar na conversa enquanto eles ficaram conversando com todo mundo. Não foi até ela o puxar para a pista de dança, e a segurar em seus braços que finalmente se sentiu centrado. Quando ela o tocou, sua frequência cardíaca aumentou e por uma fração de segundo pensou que poderia ter um derrame e ser definitivamente completo. Ele olhou e percebeu que seu irmão e Melissa deslizavam ao redor do chão ao lado deles. Então notou suas primas e seus maridos, e de repente o ambiente era demasiado cheio para o seu gosto. Vendo as portas duplas que levaram para fora, girou em torno de Nikki e lentamente se dirigiu para elas. Eles saíram, e ele sorriu quando viu o grande deck com vista para um campo com um pequeno lago. Havia apenas alguns fumantes de pé nas janelas. Ele pegou a mão de Nikki e levou-a até a borda do convés onde estariam praticamente sozinhos. — É maravilhoso aqui. — Ela suspirou e inclinou-se no parapeito. Ele balançou a cabeça, não tendo certeza se confiava em sua voz. O clima do Texas estava quente o suficiente durante o dia, mas à noite começou a esfriar, então se aproximou dela e colocou o braço em volta dos ombros dela.

96


— Eu não posso acreditar o quanto tem acontecido em tão pouco tempo. — Ela se virou e colocou os braços ao redor da cintura dele. —

Como?

Ele

percebeu

que

poderia

se

perder

em

seus

olhos. Especialmente com a luz da lua que brilhava em cima deles e em seu cabelo. — Como nós. — Saiu como um sussurro. — É bom, no entanto? — Ele a puxou para mais perto e sorriu quando ela balançou a cabeça. — Uma parte de mim não quer ir embora. — Ir embora? — Ele franziu a testa. — Bem, sim. Quero dizer... — ela se mexeu e ele sentiu um arrepio de preocupação congelar seu sangue. — Nós teremos que voltar para nossas vidas regulares algum dia em breve. Não podemos nos esconder aqui para sempre. — Ela franziu a testa e olhou para sua camisa. — Eu suponho. — Ele tentou não franzir demais a testa. Ele sabia que acabaria um dia; afinal de contas, não poderiam passar o resto de suas vidas se escondendo de Hijo del Diablo e seus homens. Mas aqui em Fairplay, era difícil pensar em sua antiga vida. Especialmente desde que Nikki estava aqui. Ela suspirou e virou para o campo novamente. — Eu nunca pensei que gostaria tanto do interior. — Ela riu. — Quero dizer, talvez quando criança, eu sonhei sobre cavalos, cães e vida no interior. Ele sorriu. — Eu era exatamente o oposto. — Ele descansou o pé no degrau e olhou para a lagoa. Ele podia ver as libélulas e vaga-lumes zumbindo em torno da borda da água. — Eu sempre sonhei em fugir para a cidade, onde poderia dirigir carros velozes e viver em uma casa como a sua. — Oh? — Ela sorriu e balançou a cabeça. — De alguma forma não posso imaginar. Ele olhou para ela e acenou com a cabeça. — Sim, acho que não. — Você é feito para isso. — Ela assentiu com a cabeça em direção ao campo. — Está em seu sangue. Uma imagem de seu pai entrou em sua mente, e ele balançou a cabeça para limpá-la.

97


— Sua família está aqui. — Ela se virou para ele de novo. — Você já pensou em ficar? Ele inclinou a cabeça e olhou para ela. Uma imagem surgiu em sua cabeça dela de pé em um campo em um vestido de algodão leve. Seu cabelo amarrado, um chapéu de palha cobrindo os olhos, e alguns cães correndo ao redor de seus pés. Ele sorriu para a imagem. — E você? — Ele a puxou para perto novamente. Ela assentiu com a cabeça e ele a observou engolir. — Depois disso, como posso voltar para a cidade? Há tanta coisa aqui. Tanto que eu gosto. — Como andar de cavalo? — Ele sorriu. Ela assentiu com a cabeça e sorriu. — Eu já me acostumei. — Ele sabia que ela fez passeios diários com uma de suas primas. Ele, também, foi se acostumando a selar todo dia e dirigir-se para os campos. — Você ficaria? — Ele perguntou, sabendo que havia mais atrás da pergunta. Ela piscou algumas vezes e inclinou a cabeça. — Não tenho certeza. Eu tenho algumas pontas soltas para amarrar primeiro. — Ela suspirou e deu um passo para trás quando um casal saiu no deck, rindo. O momento foi perdido e ele se sentiu triste sabendo que ela ainda não tinha certeza de como se sentia a respeito dele. Ele pode estar fora de forma, mas ele tinha certeza de que ela entendeu a pergunta. Eles voltaram para o bar lotado e sentaram-se com sua família. Os olhos dele continuavam a digitalizar o clube, como se ainda estivesse de plantão. Ele supôs que estava tão embutido nele agora que nunca poderia realmente ter uma noite de folga. Nikki notou seu mal-estar e tentou levá-lo a relaxar um pouco, mas algo lhe dizia que a paz e tranquilidade não duraria muito mais tempo. Alguma coisa precisava ser feita para acabar com isso e ele sabia que era hora de chegar a um plano.

98


14 — É um plano maluco. Eu não acho que funcionará — disse o pai de Nikki. A recepção do telefone era ruim e ele se perguntou onde o velho estava agora. Ele disse a ele durante a sua última ligação que estava de volta aos Estados Unidos, mas não lhe dera muitos detalhes. — Bem, é por isso que estou contando primeiro para você, em vez de meus superiores. Você tem outras sugestões? O telefone ficou em silêncio. — Dê-me uma semana. Talvez duas. Vou ligar com alguma coisa. — Eu não acho que temos uma semana. — Por quê? Aconteceu alguma coisa? Nikki está... — Não, nada aconteceu. Sua filha está segura. — Ele se afastou mais da casa nova para qual se mudaram naquela manhã. Ficava a três portas do lugar em que estavam e tinha um quarto e um sofá muito maior. Ele estava ansioso para se aconchegar com Nikki e assistir filmes sobre ele naquela noite. Mas, por enquanto, não queria que ela ouvisse sua conversa com o pai dela. — Então, por que a pressa? Ele deu de ombros e suspirou. — É apenas um sentimento. Ele podia ouvir o outro homem grunhindo. — Dê-me uma semana, pelo menos. Mantenha os olhos abertos e retornarei a você. Ele acenou com a cabeça, então, concordou e desligou o telefone. Desejava jogá-lo, mas sabia que não faria nenhum bem. O plano que veio a ele na noite anterior pareceu, pelo menos em sua mente, sólido o suficiente. Talvez devesse apresentá-lo ao seu chefe? Ficar sentado à espera que algo aconteça começava a incomodá-lo. — Algum problema? — Nikki chamou do enorme deck traseiro. Ele colocou o telefone no bolso, se virou e colou um sorriso. — Não, apenas apreciando a vista.

99


— Bem, vamos lá. Eu ainda lhe devo um jantar. — Ela acenou e voltou para dentro. Ele não esperava a indiferença do pai de Nikki. Ele não podia ver que sua filha era mais importante do que qualquer outro caso em que estivesse trabalhando? Ele não quis mencionar a conversa para Nikki, então rapidamente guardou o telefone no novo esconderijo e entrou na cozinha. — Algo cheira bem aqui. — Ele pegou seus quadris e puxou-a para um beijo. — Mmm, algo tem um gosto bom aqui, também. Ela riu e tentou se afastar. Ele deixou-a ir, uma vez que via algo fervendo no fogão. — Vá se sentar. Vou levá-lo. Ele entrou na pequena sala de jantar. A mesa estava posta com pratos sofisticados e havia flores frescas em um grande vaso no meio. Ele deveria ter pensado em trazer-lhe flores. Inferno, eles saíram quase um mês inteiro e ele ainda não tinha realmente a levado em um encontro de verdade. Namoro. Ele parou em suas trilhas. Ele supôs que isso é o que eles estavam fazendo. Mais como viver juntos. Ele balançou a cabeça. Foi necessário. Para mantê-la segura. Ele nunca viveu com uma mulher antes e sempre imaginou que teria problemas. Ou elas não se limpariam depois ou se queixariam de que ele não fez um bom trabalho de limpeza. Mas com Nikki, não houve queixa de nenhum lado. Mesmo na casa pequena, eles nunca realmente estiveram em cima um do outro ou no caminho do outro. Ele olhou para suas mãos sujas e franziu a testa. Ele correu para o banheiro e se limpou, em seguida, mudou sua camisa e penteou os cabelos. Era hora de cortar o cabelo. Não estava acostumado a mantê-lo curto, e cresceu até um pouco abaixo do colarinho novamente. Precisava

se

barbear

novamente,

também. Tanta

manutenção

que

negligenciara durante seu tempo à paisana. Mas agora queria ter certeza de que parecia bom para ela. Quando voltou para a sala de jantar, ela estava sentada lá esperando por ele.

100


— Desculpe — ele sentou-se. — Eu precisava me limpar. Ela sorriu. — Não há problema. — Ela começou a colocar o prato dele. — Você teve uma boa conversa com o meu pai? — Ela perguntou enquanto entregava a sua comida. Ele remexeu o prato um pouco, mas se recuperou rapidamente. — Sim. — Ele olhou para o prato. Ele deveria saber que não poderia manter qualquer coisa longe dela. — Ele vem para cá em breve? — Ela perguntou enquanto colocava uma porção de batatas para ela. — Cerca de uma semana ou assim — disse ele e enfiou uma colher de feijão em sua boca. Ela franziu a testa para ele e, então, se focou em comer. Um silêncio constrangedor encheu a sala. Ele sabia que deveria dizer mais alguma coisa, mas não sabia o quê. Finalmente, quando terminou com a sua segunda porção, ele colocou o garfo sobre o prato e sorriu para ela. — Essas foram as melhores costeletas de porco que tive em anos. Ela sorriu e acenou com a cabeça. Ainda assim, ele podia ver a preocupação em seus olhos. — Ele ficará aqui. Tenho certeza que está trabalhando em um plano enquanto conversamos. — Ele se levantou e caminhou até ela, puxando-a de sua cadeira. — Ele ainda está com raiva de mim — disse ela, evitando olhar para os olhos dele. Ele colocou os dedos sob o queixo e puxou seu rosto para o dele. — Ele não está chateado com você. Confie em mim. — Ele esperou até ela concordar. — O que você acha de deixar essa bagunça para mais tarde e dar um passeio? — Ele a puxou para perto. — Ouvi dizer que estamos a alguns dias de mau tempo, e uma vez que essa pode ser a última noite quente o suficiente, vamos apreciá-la. Ela assentiu com a cabeça. — Eu só vou pegar um casaco. — Ela inclinouse e deu um beijo em seus lábios. — Obrigada. — Ela virou e saiu da sala rapidamente, antes que ele tivesse a chance de dizer algo mais.

101


Nikki enxugou uma lágrima de seu rosto enquanto caçava sua jaqueta leve. Fazia mais de um mês. Um mês! E seu pai não podia se afastar de seu trabalho. Olhou-se no espelho e suspirou. Ryan saberia que ela chorou. Caminhando para o banheiro, ela jogou água fria em seu rosto e tentou acalmar sua respiração. Ryan disse que o pai dela não estava chateado com ela mais, mas o fato era que ela não falou com ele desde que gritara com ele por mentir para ela. Ela sabia que em seu coração ele ainda estava chateado com ela. Afinal, não era comum ele se manter em silêncio por tanto tempo. Ela mal conseguia se lembrar de uma semana que ela não falou com ele por uma hora. E aqui estava, quase duas semanas desde que gritou com ele. O que ele fazia? Ela pegou o casaco pendurado na parte de trás da porta do banheiro e deu uma última olhada no espelho. Seus olhos ainda estavam um pouco vermelhos, mas esperançosamente ela poderia culpar o frio. Ela saiu da casa e suspirou quando viu Ryan encostado no deck, olhando em direção ao pôr do sol. O céu começava a ter cores mais claras quando o sol caiu abaixo da linha das árvores. Ela suspirou e encostou-se à grade ao lado dele. — É muito bonito aqui. Ele esfregou o local sob a bochecha dela e acenou com a cabeça. Em seguida, pegou a mão dela e puxou-a para baixo nos degraus para o campo. Ele tinha um cobertor debaixo do outro braço. — Eu pensei que deitaríamos e contaríamos as estrelas — disse ele, quando notou seu olhar para o cobertor. — Parece bom. — Ela sorriu e se esqueceu de seus problemas. — Eu nunca deitei em um campo e olhei para as estrelas antes. Ele sorriu para ela. — Então você está perdendo. — Ele a puxou para mais perto. — Talvez a gente até se beije.

102


Ela riu. — Eu espero. — Ela colocou os braços ao redor da cintura dele enquanto caminhavam nos campos. Era uma noite tranquila e enquanto caminhavam em direção ao pôr do sol, o céu explodiu com as cores. — Eu estive pensando em ficar por aqui. Sabe, depois dessa bagunça acabar — disse ele, olhando para ela. — Lauren disse que poderia usar alguma ajuda na fazenda e meu irmão mencionou que ele poderia usar outra mão com o seu negócio. Ela olhou para ele. — E o seu trabalho? Ele deu de ombros e a puxou para parar. Em seguida, ele espalhou o grande cobertor na grama macia. Quando a puxou para baixo ao lado dele, ela foi de bom grado. — Eu conversei com Wes sobre a possibilidade de pegar algumas horas na delegacia. — Ele se inclinou para trás e puxou-a com ele. — Não seria tão intenso como o que eu estou acostumado, mas pensei que é hora de abrandar. Ela descansou a cabeça em seu ombro e viu o último raio de luz deixar o céu. — Se isso é o que você quer — ela sussurrou. Ele virou e se inclinou sobre o cotovelo, pairando sobre ela. — O que eu quero é que isso continue. A maneira como estamos agora. Olhando em seus olhos verdes, ela podia imaginar como seria a vida com ele. Ela puxou-o para baixo até que seus lábios se encontraram. Por alguma razão, ela queria essa ternura que ele dava a ela agora. Talvez fossem todas as emoções que estiveram borbulhando dentro dela, mas ela queria a lentidão, a gentileza, o cuidado. As mãos dele se moveram sobre ela suavemente, fazendo sua pele quase formigar quando ela arqueou-se em seus dedos à espera. As mãos dela tremiam quando o puxou para mais perto. Parte dela queria dizer a ele que queria ficar com ele aqui, para sempre. Mas a boca dele estava ocupada sobre a dela e ela não queria se afastar ainda. Então, ele abria sua jaqueta, e ela não poderia se concentrar em nada mais do que a sensação de suas mãos e boca nela. Seus dedos agarraram seus ombros, querendo segurar. Ela os correu suavemente sobre cada músculo, apreciando as

103


veias que corriam para baixo de cada braço. Quando puxou a camisa dele, ele se inclinou e puxou-a sobre a cabeça, em seguida, olhou para ela. — Você é tão bonita à luz da lua — ele sussurrou ao lado de seus lábios. Ela sentiu como se estivesse girando, e a única maneira de ficar enraizada era ficando com ele. As mãos dele se moveram sobre a pele exposta lentamente, fazendo sua pele despertar e ficar em chamas. Quando ele levantou a camisa dela, ela gemeu com a sensação de sua pele contra a dela. Antes que pudesse pensar, ela estava deitada nua sob um manto de estrelas. Ele se aproximou e o luar refletia na maciez de sua pele. Então, ele estava ao lado dela e ela sentiu como se não pudesse chegar perto o suficiente. — Por favor — ela implorou uma e outra vez. — O quê? — Ele se afastou e olhou para ela. — Diga-me o que você quer, Nikki. — Seus olhos verdes pareciam brilhar na escuridão. — Você. Só você. — Ela estendeu a mão e puxou-o de volta para ela até que sentiu ele se mover entre as pernas. Então, ele estava dentro dela, e ela gritou. Sua voz ecoou enquanto ele se movia dentro dela. Sua boca cobriu a dela, roubando seus gemidos de prazer enquanto seus quadris balançaram sobre os dela. Ela cravou as unhas em seus quadris, tentando puxá-lo em um ritmo mais rápido, mas ele riu e se afastou. Seus olhos procuraram os dela. — Eu quero ir devagar — disse ele entre beijos. — Eu quero que você saiba como pode ser... comigo — disse ele, e seu sorriso mostrou-lhe que ele sabia exatamente o que fazia com ela. Ela poderia apenas acenar e rezar para que ele pegasse o ritmo para combinar o seu desejo. Ele descansou em um dos cotovelos e começou a correr os dedos sobre o peito dela, e ela fechou os olhos e desfrutou da ternura. Sua boca substituiu os dedos e ela sentiu o calor se espalhando novamente. Ela moveu-se debaixo dele, com ele. Quando colocou as pernas em torno dos quadris dele, foi Ryan quem começou a implorar. Seus olhos procuraram os dela e ela sentiu toda a respiração deixar seus pulmões. Por que questionou seus sentimentos por ele? Os sentimentos dela eram tão claros quanto os sentimentos escritos no rosto de Ryan.

104


Ela caiu duro e rápido. Ela só o conhecia há pouco tempo, mas ela sabia, sem dúvida, que era com ele que ela queria estar o resto de sua vida. Quando o luar bateu em seus corpos nus, ela se deixou cair pela primeira vez em sua vida, enquanto segurava o único homem que poderia fazê-la sentir-se completa.

105


15 Ryan achou difícil se concentrar nos próximos dias. Ele nunca imaginou que estaria com tanto medo de admitir seus sentimentos a alguém. Ele não tinha nenhum problema em dizer as três palavras em sua cabeça, mas toda vez que abria a boca perto de Nikki, outra coisa saía. Ele sabia que precisava estar em guarda, especialmente desde que o sentimento de desgraça iminente crescia nele todos os dias. Ele não ouviu falar do pai dela e o fim da semana estava cada vez mais perto. Ela evitou falar sobre o assunto, mas ele poderia dizer que ela estava machucada por seu pai não aparecer mais cedo. Ele tentou distrair a mente dela, mantendo-a ocupada. Eles passearam à noite ou fizeram longos passeios para ver o pôr do sol nos campos. Sua família poderia dizer que algo acontecia, e eles estavam de guarda extra. Chase começou a levar sua espingarda enquanto cavalgavam para fora todos os dias. Ryan exigiu que Nikki ficasse mais perto de casa durante o dia e que alguém permanecesse sempre com ela. Ele fez questão de trabalhar nos campos mais próximos da casa e manteve o telefone de Nikki com ele em todos os momentos. Ele empurrou a arma dela no bolso do paletó todos os dias e a fez carregar sua outra arma com ela em todos os momentos. Eles conversaram sobre seguir em frente, mas algo lhe disse para ficar parado, pelo menos até que ouvisse algo do velho dela. Além disso, realmente acreditava que não havia nenhum lugar tão seguro quanto Fairplay. Ele contou a Wes e o xerife toda a história e pediu a eles para manter os seus olhos e ouvidos abertos em torno da cidade. O xerife fez com que todos trabalhassem em turnos dobrados para que tivessem olhos suficientes na cidade. Quando chegaram em casa naquela noite, ele decidiu grelhar alguns bifes no deck do fundo. Sentaram-se do lado de fora e comeram na velha mesa de

106


piquenique sob um dos grandes carvalhos. As folhas foram embora, mas desde que o clima era mais frio, não se importavam com o calor do sol sobre eles. — Quando você acha que ele vai ligar? — Perguntou ela, de repente. Ele olhou para ela e balançou a cabeça. — O que você acha que ele está fazendo? — Ela empurrou o prato e franziu a testa para ele. — Eu não poderia dizer. Eu nunca conheci o seu pai antes. Ela olhou para ele rapidamente e, em seguida, acenou com a cabeça. — Eu esqueci. Quero dizer, você conversou mais com ele no último mês do que eu. — Ela balançou a cabeça e olhou para baixo novamente. Ele estendeu a mão e pegou a mão dela. — Tenho certeza que ele está trabalhando em um plano para mantê-la segura. — Ele sorriu para ela e quando ela balançou a cabeça e sorriu de volta, ele sentiu um pouco de alívio. Naquela noite, enquanto estavam deitados na cama, ele escutou a respiração estável dela e sabia que se sua filha estivesse em uma situação como esta, ele faria qualquer coisa que pudesse para garantir a sua segurança. Qualquer coisa.

Nikki acordou cedo na manhã seguinte. Sua cabeça estava um pouco lenta; se preocupar com seu pai a manteve acordada a metade da noite. Por que ele não estava lá ainda? Ela passou os últimos dias na casa grande ajudando Missy se preparar para seu casamento. Todas as mulheres trabalhavam horas extras fazendo as decorações para o grande evento. Ela foi à cidade, com Holly e escolheu um vestido de cor creme simples para o evento. Ela até comprou uma nova bolsa e sapatos. Ryan provou seu smoking e seria o padrinho de seu irmão. Mas era difícil se concentrar na ocasião feliz quando algo tão grande pairava sobre eles.

107


Ela saía do banho quando ouviu um telefone tocando. Levou um tempo para encontrar o telefone que foi escondido no bolso da jaqueta de Ryan. — Olá? — Ela finalmente respondeu um pouco sem fôlego. — Bem, Olá, Nikki — disse uma voz estranha. Ela olhou para o número, e parou. Esta era a linha segura de seu pai. Quem poderia ligar para ela do telefone do seu pai? — Quem é? — Ela perguntou, apertando mais a toalha ao redor dela. — Eu acho que você sabe quem é. Se quiser ver o seu pai, tudo o que tem a fazer é ir para casa. E Nikki? Venha sozinha. — A linha ficou muda e todo o sangue foi drenado de seu rosto. Ela olhou para o telefone mais uma vez, então, imediatamente discou o número de seu pai. Quando caiu no correio de voz, ela deixou uma mensagem urgente e tentou mais algumas vezes. Em todas às vezes tocou até cair no correio de voz. O que ela deveria fazer? Deveria dizer a Ryan? Não havia nada que ele pudesse fazer. Ele a deixaria ir? Ela deveria ir? Claro. Era o seu pai. Como Ryan disse, ele provavelmente viria com um plano para protegê-la e foi capturado. Era tudo culpa dela que ele estava em perigo agora. Se ela não tivesse tentado ser uma maioral, ela teria apenas informado a Reece sobre seu irmão, em vez de tentar entregá-lo. Não só ferrou com seu pai, mas colocou Ryan em perigo também. Foi culpa dela eles o atacarem naquela noite. Ela estragara seu disfarce. Ela fechou os olhos e gemeu. Isso tudo foi culpa dela. Ela precisava consertar. Levou algumas mentiras, mas finalmente conseguiu que Ryan saísse uma hora mais tarde, sob a desculpa de que ficaria em casa durante todo o dia devido a uma dor de cabeça. No segundo que ele partiu, ela arrumou a bolsa bug-out com tudo que precisava. Ela notou que um dos seus vinte e dois foi embora, mas ainda havia abundância de balas deixadas. Pegando a bolsa, ela caminhou até o final da calçada e esperou o táxi que chamara. Toda a viagem até Houston, ela se preocupou se fazia a coisa certa. Ela deixou uma nota para Ryan explicando o que aconteceu e esperava que ele

108


entendesse porque não poderia arriscar pedir sua ajuda. Não quando a vida de seu pai estava em jogo. Quando finalmente chegou na casa dela, pagou o taxista com seu cartão de crédito e suspirou. Era bom usar seu próprio dinheiro novamente. Mesmo que fosse apenas por um curto tempo. Ela olhou em volta e orou para que seu plano funcionasse. Ele precisava funcionar. Quando abriu a porta da frente, colocou os dedos em torno de sua arma e esperava ter coragem para seguir adiante.

Ryan mancou na casa e se sentou no sofá. Ele saiu a menos de 30 minutos, mas não planejou ser expulso de seu cavalo. O animal se assustou com uma cobra, e ele desembarcou com força suficiente que acabou encerrando o dia. Nikki não saiu do quarto, então ele voltou para ver como ela estava. Encontrou a nota dela e, instantaneamente, estava na caminhonete e em direção a Houston na velocidade mais rápida que poderia viajar, rezando durante a condução para chegar lá a tempo. A viagem pareceu durar uma eternidade, sua mente continuamente evocando imagens do problema que Nikki poderia estar, mas, finalmente, ele parou na frente da casa dela. Ele podia vê-la de pé em sua sala de estar com dois homens que ele conhecia muito bem e seu coração parou. Ele correu para a porta e voou através dela rapidamente com a arma em suas mãos. Ele parou friamente quando viu qual era a situação real. Ela ficou ali de frente para os homens com sua arma segurada fortemente em ambas as mãos e apontou para os peitos dos homens. — Ryan? — Ela virou a cabeça em direção a ele, e ele assistiu com horror quando sua arma vacilou. Pablo, o maior dos dois homens para quem ela apontava, estendeu a mão, agarrou seu pulso e torceu até puxá-la na frente dele. — Solte — ele gritou com Ryan. Ele não teve escolha a não ser obedecer.

109


— Onde está o meu pai? — Ela tentou sair do alcance do homem. — Ryan, eles têm o meu pai. — Os olhos dela suplicaram com o seu quando ele jogou a arma no chão. Ele olhou entre os homens. — Sou eu quem você quer. Ela não tem nada a ver com isso. — Ele viu os homens olharem um para o outro e zombar. — Ela é quem o chefe quer. Você é apenas um bom extra. — O homem magro que ele conhecia como Julian se aproximou, pegou a arma e apontou-a para ele. — Nós levaremos ambos para o chefe e talvez tenhamos um bônus. — Ele sorriu e Ryan desejou chutar seus dentes. — Você quer dizer Dante? — Ryan riu. — Dante não saberá o que fazer comigo novamente. Julian sacudiu a cabeça, e Ryan notou que ele sempre foi o cérebro do par. O homem que ele conhecia como Dante era responsável por eles, mas nunca quis sujar as mãos. — Não, cuidaram de Dante depois que o chefe descobriu que ele deixou você ir embora da última vez. Ryan riu. — Foi de vocês dois capangas que conseguimos fugir. — Sim, mas era responsabilidade de Dante se certificar de que fizemos o trabalho direito. Então, quando o patrão descobriu que você era um dedo-duro... — ele assobiou. — Chefe atirou bem entre os olhos. — Pablo riu. Os dois homens sorriram e acenaram com a cabeça para o outro. — Agora nós respondemos ao grande homem. — Sim — Pablo disse, segurando Nikki mais perto dele. Ryan observou-a se encolher e seus olhos procuraram os dele. Ele queria repreendê-la por sair por conta própria, mas tudo o que poderia focar foi pensar em um plano para deixá-la segura. Pablo amarrou as mãos de Nikki atrás das costas e, em seguida, fez o mesmo com Ryan. A corda era grossa e forte e quando testou os nós, ele percebeu que Pablo sabia como amarrar um homem. — Como vocês entraram aqui? — Perguntou Nikki, olhando ao redor e franzindo a testa para o seu sistema de segurança de alta tecnologia.

110


— A coisa engraçada — disse Pablo. — A porta da frente estava aberta e o sistema de segurança estava desligado. — Ele riu. — Parece que você esqueceu-se de trancar depois que saiu. Ryan fez uma careta. Eles trancaram quando saíram. Ele se lembrou dela colocando o código, e ele usou as chaves para trancar as portas. Ele esperava que o sistema de segurança salvasse a sua casa de ser arrombada, como foi agora. Pablo empurrou Nikki na parte traseira de um sedan escuro, que estava estacionado em sua garagem como se pertencesse ali. Quando o homem empurrou Ryan no carro ao lado dela, Ryan chutou e pegou os joelhos do homem e observouo cair ao chão. Então sentiu a arma cutucando-o em suas costelas e congelou. — Tente fazer isso de novo e começarei a atirar primeiro — disse Julian atrás das costas. Nikki olhou para ele, com os olhos arregalados, enquanto pedia a Julian para não machucá-lo. Ryan entrou no carro empurrado, então Pablo lhe deu um soco e tudo ficou escuro.

111


16 Nikki segurou a mão de Ryan com força e rezou para ele acordar logo. Ele saberia o que fazer. Ela tentou ver aonde iam, mas várias vezes o grande homem veio e empurrou a cabeça dela para baixo. Ryan tinha um corte na testa, onde o grande homem bateu nele. Quando ela olhou para seus cílios escuros descansando em seu rosto, percebeu que o amava além das palavras. Ela sabia sem dúvida que o seguiria, não importa onde ele fosse. Não importa o trabalho que ele fez, ela ficaria com ele. Mas primeiro ela precisava dizer a ele como se sentia, e esperava que ele acordasse logo. Ela sentiu o carro reduzir e, por algum milagre, os olhos de Ryan abriram. — Ryan — ela sussurrou, não querendo alertar os homens na frente que ele estava acordado. Ele balançou a cabeça e fechou os olhos quando o homem olhou para ela. Ela esfregou a cabeça de Ryan e fingiu tentar acordá-lo novamente. Quando o homem se virou novamente, ela balançou Ryan e ele abriu os olhos de novo. Ele olhou em volta e depois olhou para ela e ela murmurou. — Eu sinto muito. As mãos dele subiram e afastou o cabelo de seu rosto enquanto assentia. — Eu te amo. — Uma lágrima caiu pelo seu rosto e caiu sobre o cabelo dele. Ele sorriu para ela e acenou com a cabeça ligeiramente. Ela observou-o trabalhar as cordas em seus pulsos. Tentando desfazê-las. — Nós sairemos dessa — ele murmurou para ela, assim que o carro parou. Ele fechou os olhos e acalmou as mãos, fingiu estar desmaiado novamente. Ela arriscou uma espiada sobre a parte traseira do carro e sentiu seu coração pular. Eles estavam em uma casa grande e pelo menos uma dúzia de homens andavam com armas muito grandes.

112


Eles estavam tão ferrados. Seu braço foi puxado à medida que a ajudaram a sair do carro. Em seguida, ela foi empurrada para dentro de casa, enquanto arrastavam Ryan pelos braços atrás dela. Ela sabia que chorar não adiantaria nada, mas não conseguia evitar que as lágrimas caíssem pelo rosto quando olhou com horror eles derrubarem Ryan no chão. — Então, você me trouxe um presente. — Ela olhou para cima e viu um homem nos seus trinta anos andando na direção deles. Estavam em uma grande sala que parecia uma selva. Havia animais empalhados, cobrindo todas as paredes. Grandes palmeiras estavam em grandes vasos ao redor da sala. Havia até mesmo uma pequena fonte com uma estátua de um menino nu fazendo xixi nas águas claras. O homem deu mais alguns passos em direção a eles e tirou o pó de suas mãos. A sujeira do vaso no qual trabalhava caiu no chão. — Sim, patrão. Ele apareceu pouco depois que ela. Ela empurrou os ombros para trás e exigiu em voz clara, — Onde está o meu pai? O homem olhou para ela e depois riu. — Oh, eu gosto desta. — Ele andou até ela e correu um dedo sobre o queixo. Ela podia sentir o cheiro de sujeira e fertilizantes em suas mãos. Ela se afastou e repetiu a pergunta. Sua mão levantou rapidamente e ela não teve tempo para se preparar para o golpe que a derrubou de joelhos. Desde que as mãos ainda estavam amarradas, ela caiu com força sobre o piso de cerâmica e gritou quando a dor subiu nas pernas. Então Ryan estava no homem. As cordas em suas mãos foram soltas de alguma forma, e ele acertava o homem tão rapidamente que até mesmo os capangas que estavam de pé ao redor não tiveram tempo para responder. Quando responderam, ele já tinha o baixo homem magro que atingira Nikki em um estrangulamento no chão. — Afaste seus homens — avisou, olhando em volta quando várias armas foram apontadas em sua direção.

113


Nikki não sabia o que fazer, então ela ficou muito quieta e tentou não ser notada.

— Você acha que pode vir na minha casa e fazer isso? — Hijo del Diablo riu para ele. — Afaste-os ou estalo seu pescoço magro. — Ryan apertou um pouco mais, cortando o fluxo de ar do homem por apenas um momento. — Afastem-se — o homem gritou. Seus homens obedeceram e deram um passo para trás, mas suas armas ainda estavam levantadas em direção a ele. — Diga-lhes para soltar suas armas e desatar Nikki. — Ele sabia que abusava de sua sorte, mas precisava tentar. Hijo del Diablo riu dele enquanto um fio de sangue escorria de seu lábio. — Eu não sou estúpido, Kevin. Se eu lhe der tudo, o que eu ganho em troca? A utilização de seu nome falso disse a ele o que precisava saber. No último um mês e meio, eles ainda não descobriram sua verdadeira identidade. — Sim, eu sei quem você é. — O homem zombou para ele. — Fiquei muito impressionado com você até o seu parceiro cometer o erro estúpido de ser reconhecido por um dos meus homens. Aparentemente, ele prendeu um garoto antes. — Ele riu. — O garoto se lembrou dele e antes do seu parceiro morrer, ele mencionou que havia outro nark. Nós não sabíamos quem era no início, mas uma vez que você pediu para me encontrar... — ele deu de ombros. — Ela era apenas um bônus até que eu vi uma foto dela com seu velho e querido pai na casa dela. Eu não podia acreditar o quão sortudo eu fui. Ele é o homem que me fez, o que arruinou a minha vida! — Ele gritou. Ryan olhou para Nikki e franziu a testa. — Onde está o pai dela? — Ele perguntou, inclinando-se um pouco mais forte no pescoço do homem. Hijo del Diablo riu de novo. — É melhor você rezar para que ele ainda esteja vivo — Ryan grunhiu ao lado de sua orelha. — E se você colocar outro dedo sobre ela...

114


Ele sorriu e acenou com a cabeça em direção a seus homens. Quando Ryan olhou por cima, ele balançou horrorizado quando um dos homens de Hijo del Diablo apontou uma arma para a cabeça de Nikki. — Você acha que eu a deixaria apenas sair daqui? — O homem tirou as mãos de Ryan de sua garganta. — Eu estou no comando aqui. Você entra em minha casa e quer me dar ordens? — Ele riu quando empurrou Ryan de lado e levantou-se do chão sujo. — Eu estive no comando desde que o velho dela me traiu — ele gritou e apontou para Nikki. — É tudo culpa dele e ele pagará pelo que fez. Nikki balançou a cabeça e tentou se livrar do homem grande segurandoa. — Onde está o meu pai? — Ela implorou suavemente. Hijo del Diablo nem sequer olhou para ela. — Agora, você pagará por quebrar a minha confiança. — Ele andou até Ryan com os punhos fechados e o acertou no intestino, fazendo-lhe dobrar. Ele acenou com as mãos. — Leve-os para fora da minha vista. — Ele se virou para voltar ao seu vaso. — Espere — Nikki gritou. — Onde está o meu pai? Só então houve um estrondo quando uma caixinha foi atirada para o quarto. Ryan saltou pelo chão e se chocou com o homem que segurou Nikki. Ele ouviu algo quebrar quando caíram no chão. — Cubra seus olhos e respire superficialmente — ele alertou Nikki enquanto rolava com ela em direção à pequena fonte. Ela gritou quando uma luz brilhante saiu e fumaça encheu o espaço. Havia gritos e tiros. Ele apenas rezou para que não houvesse balas perdidas para atingi-los enquanto buscavam abrigo atrás da estátua de pedra de menino. Ele jogou um pouco de água da fonte nos olhos de Nikki quando ela começou a tossir. — Respirações superficiais — alertou a ela, mas, então, ele começou a tossir. Homens correram para o quarto e quando um deles puxou Ryan, ele girou tentando proteger Nikki com o seu corpo. O homem em quem bateria no intestino agarrou seu pulso, e Ryan parou de lutar quando percebeu como o homem estava vestido.

115


Ele vestia preto e tinha uma máscara de gás. Ele apontou para Nikki e acenou para eles o seguirem. Ryan pegou Nikki e jogou-a sobre seu ombro e, em seguida, seguiram o homem por uma porta lateral. Sua respiração era difícil, pois saiu correndo da sala. Seus pulmões gritaram por mais oxigênio e sua garganta queimava do gás. Seus olhos estavam tão aguados que mal podia ver o homem a quem seguia. Até o momento em que eles passaram por um longo corredor, o tiroteio havia parado. Ainda havia um monte de gritos e ele podia ouvir sirenes da polícia no fundo. Ele podia ouvir as pessoas correndo no andar superior quando saíram da casa, mas seus olhos estavam muito aguados para ver claramente. — Filho, a coloque no chão — disse o homem, e então deu um tapinha nas costas dele. — Papai? — Nikki tossiu. Ryan a colocou no chão e pegou o pano molhado que foi entregue a ele para limpar seus olhos. Alguém puxou o braço e empurrou-o para uma cadeira. Ele estendeu a mão e pegou a mão de Nikki para se certificar de que não a perderia de vista. — Papai? — Ela gritou de novo, assim que seus olhos começaram a funcionar novamente. — Bem aqui, baby — alguém disse, e Nikki saltou da cadeira ao lado dele e atirou-se nos braços do homem de preto que os conduziu para fora – o pai dela.

116


17 Nikki segurou seu pai e deixou as lágrimas virem. Seus joelhos machucados e ela tinha certeza que seu rosto estava o dobro do seu tamanho habitual graças a Hijo del Diablo. Ela estremeceu, lembrando o olhar nos olhos negros do homem. Finalmente, o pai dela a afastou. — Vamos levar você para ser checada. — Ele acenou de volta para a estação de paramédico, onde Ryan estava sentado olhando para eles. Seu rosto estava coberto de fuligem e sangue, e ele segurava o braço esquerdo de maneira engraçada. Quando ela começou a andar até ele, as pernas dela quase cederam. Ele deu um pulo da cadeira e a segurou. — Eu sinto muito — ela gritou uma e outra vez. — Shhh. — Ele passou as mãos em seus cabelos e ela percebeu que provavelmente estava horrível. Ela sentia como se tivesse uma camada de sujeira sobre cada centímetro dela, e havia sangue seco em sua boca e queixo. — Como você nos encontrou? — Ryan perguntou a seu pai enquanto a segurava firmemente. — Eu não estava realmente procurando por vocês. Ela se afastou e olhou para o pai. — O que você quer dizer? — Ela franziu a testa e Ryan a ajudou a se sentar em um banco. Um paramédico foi até ela, mas ela mandou-o embora. — Pai? Ele aproximou-se dela. — Bem, desde que Ryan me ligou, eu estive trabalhando em localizar Hijo del Diablo. Eu não pensei na criança em anos. — Ele balançou a cabeça e fechou os olhos. — Mas depois de falar com você — ele olhou para Ryan, — algo veio em minha memória. Lembrei-me que enquanto me aproximava dele, também fiz amizade com sua mãe. Maria falara sobre uma fazenda que seu marido dera ao seu filho, Franco. Esse é o verdadeiro nome de Hijo del Diablo. De qualquer forma, o menino falou sobre os seus cavalos e ovelhas,

117


e Maria falou sobre estar perto do oceano. Era apenas uma questão de encontrar o lugar certo. — Como você encontrou? — Perguntou Nikki. Ele riu. — Nós não sabíamos o que tínhamos até que os vimos descarregando vocês do carro. — Ele balançou a cabeça. — Na verdade, nós estávamos prestes a desistir. O infravermelho não mostrava muito. — Ele balançou a cabeça. Em seguida, seu pai se virou para um homem de preto que saía do prédio. — Eu verei como vão as coisas. Nikki olhou para Ryan e percebeu que ele estava se limpando enquanto seu pai falava. O sangue em seu rosto desapareceu, mas seus olhos estavam vermelhos por causa da fumaça. Tinha certeza que os dela pareciam similares. Ele ainda segurava o braço esquerdo de maneira engraçada. — Está quebrado? — Ela se moveu para mais perto dele. Ele olhou para o braço e balançou a cabeça. — Esperemos que não. — Ele usou a mão boa para escovar o cabelo de lado. — Deixe-os limpar você. — Ele acenou para um paramédico, que rapidamente foi até ela e entregou-lhe um pano e começou a olhar os cortes e contusões. No momento em que seu pai voltou para o lugar onde eles se sentaram, ela se sentia um pouco melhor. — Bem? — Disse Ryan, puxando-a para mais perto. Seu pai balançou a cabeça. — Hijo del Diablo está morto. Também estão a maioria de seus homens. Eles encontraram três pessoas desaparecidas amarradas no porão. Uma delas já estava morta. — Ele balançou a cabeça e sentou ao lado dela, então, olhou para Ryan. — Da última vez que falei com você, você me prometeu que a manteria segura em Fairplay. Ele assentiu com a cabeça. — Tentei. — Papai, não é culpa dele — ela explodiu. — Eu recebi um telefonema do seu celular. Eles me disseram que tinham você e o matariam, se eu não voltasse para casa. Seu pai franziu a testa. — Eu vigiava a sua casa quando

fui

interrompido. Devo ter deixado cair meu telefone. — Ele franziu a testa. — Esse é

118


um dos motivos de ter me aposentado. — Ele balançou a cabeça. — Isso nunca aconteceria quando eu era mais jovem. — Então, foi assim que entraram na sua casa — disse Ryan, esticando e tomando-lhe a mão. Ele foi aconchegante e era como o céu, e sabia que uma vez que as coisas se acalmassem, ela teria de falar com ele sobre o que aconteceu. — Vamos levar vocês a algum lugar onde possam se limpar e se trocar. — Seu pai se levantou. — Nós teremos horas de limpeza e papelada para tratar em breve. Ryan assentiu e ajudou Nikki se levantar. Seus joelhos realmente doíam, e ela se inclinou sobre Ryan. — Devemos levá-la para o hospital e fazer uma radiografia — Ryan sugeriu depois de darem alguns passos. — Não. — Ela parou. — Por favor, eu só quero ir para casa. — Em seguida, se lembrou de como sua casa parecia e estremeceu. — Que tal um hotel em vez disso? — Ryan sugeriu. Ela assentiu com a cabeça e sorriu levemente. — Eu enviarei algumas roupas — disse o pai dela, acenando para um oficial. — Você levaria minha filha e o Detective West para o hotel mais próximo? O oficial balançou a cabeça e caminhou até seu carro patrulha esperando. — Eu passarei na parte da manhã. Ainda tenho algum trabalho a fazer aqui. — Ele acenou com a cabeça em direção a casa. — Eu deveria — Ryan começou a dizer. — Não, Chefe Zane deixou claro que falará com você na parte da manhã. — Ele acenou com a cabeça em direção a um homem que gritava com alguns oficiais no quintal. Ryan riu. — Não sei se eu posso aguentar gritos no momento. — Ele olhou para ela e sorriu. — Além disso, seu pai parece ter tudo sob controle. Ela assentiu com a cabeça e seguiu até o carro de patrulha. Eles sentaram no banco de trás, em silêncio, segurando um ao outro enquanto eram levados de volta para a cidade e direto para o hotel mais próximo. Ryan fez o check-in deles, e ela o seguiu cegamente quando a ajudou a entrar no pequeno quarto. Havia uma cama grande e um aparelho de televisão em

119


um carrinho, nada mais, mas o chuveiro era grande o suficiente para ambos. Sem dizer uma palavra, o puxou para dentro do quarto e ajudou-o a retirar as roupas arruinadas. Quando ele puxou a calça jeans dela, ela assobiou quando o ar frio bateu em seus joelhos. — Oh, princesa. — Ele suspirou. — Parece que vamos precisar limpá-los. — Mais tarde — ela disse e saiu do jeans. Então, o puxou de volta para ela. — Neste momento, tudo que eu quero é a água quente e você. Quando entraram na água quente, ambos gemeram. Ele usou o pano e sabão para esfregar suavemente a pele dela e limpá-la. Ela tentou fazer o mesmo para ele, mas ele balançou a cabeça e fez ele mesmo. — Eu não consigo parar de tremer — disse ela e olhou em seus olhos. — Você passou por tanta coisa nas últimas horas. — Ele a puxou para perto e ela o ouviu suspirar. Ela queria mais do que tudo esquecer o que aconteceu, e sabia exatamente como fazer acontecer. Estendendo a mão, ela pegou o rosto dele em suas mãos e puxou-o para mais perto dela. Quando seus lábios se encontraram, ela se derreteu e começou a tremer por um motivo diferente.

— Nikki — ele sussurrou contra seus lábios. Sua cabeça e braço doíam loucamente, mas o momento em que a pele dela tocou-lhe, a dor desapareceu. — Por favor, Ryan. Eu preciso de você — ela sussurrou contra sua pele quando sua boca se moveu sobre ele. Não havia como negar o fato de que ela era boa para ele. Ele moveu o braço em torno dela e segurou-a contra a parede lisa do chuveiro. Quando ela agarrou seu cabelo, ele estremeceu um pouco de dor. — Desculpe. — Ela riu um pouco. — Eu sinto muito. — Ela se afastou e gentilmente passou os dedos sobre o inchaço que tinha lá. Ele balançou a cabeça. — Talvez devêssemos fazer isso na horizontal. Eu acho que já fomos batidos o suficiente hoje.

120


Ela riu e acenou com a cabeça. Ele a ajudou a sair do banho e franziu a testa para baixo em seus joelhos ralados. Ele sabia que precisavam ser limpos, mas ela balançou a cabeça e sorriu para ele. — Mais tarde. Ele envolveu-a em uma das grandes toalhas de hotel e começou a secar seu longo cabelo com outra. — Eu gostaria de ter um pente. — Ela sorriu para ele. — Nós pegaremos algumas coisas amanhã. — Ryan... — os olhos dela lhe contaram sobre sua impaciência. Ele sorriu e caminhou com ela para trás em direção a grande cama. — Sim, princesa? Ela sorriu para ele. — Sabe, eu acho que estou me acostumando com você me chamar assim. — Oh? Eu acho que precisarei mudar de vez em quando. — Não, não. — Ela o puxou para perto e quando se beijaram, eles caíram de volta na cama juntos. Ele queria mostrar a ela ternura, especialmente desde que ela estava machucada e cortada. Mas as mãos dela se moviam sobre ele com urgência, aumentando as próprias necessidades dele rapidamente. Quando ela colocou as pernas em torno dele, ele não conseguiu evitar empurrar dentro da suavidade dela, e apreciar o cheiro e a sensação dela enrolada nele em todos os sentidos. Os gemidos dela eram mais sexy do que qualquer coisa que ele alguma vez ouviu. Quando a sentiu convulsionar em torno dele, ele a seguiu enquanto dizia exatamente como se sentia em relação a ela. Eles deitaram na cama pelo o que pareceram horas. Quando sua pele esfriou e sua frequência cardíaca voltou ao normal, ela se virou e se inclinou sobre ele. — Você quis dizer isso? — Seus olhos azuis brilhavam e seus lábios estavam inchados de seus beijos. — O quê? — Ele estendeu a mão e tirou uma mecha de seu cabelo molhado de seus olhos.

121


— O que você disse. — Ela sorriu. Ele riu. — Você quis? Ela assentiu com a cabeça. — Sim. Ele assentiu com a cabeça e sorriu. — Sim. Ela riu. — E agora? Seu sorriso combinou com o dela. — O que você quer fazer? — Hmm, bem, não quero voltar para a minha casa. Pelo menos não até queimar tudo lá dentro. — Ela sentou e cruzou os braços sobre o peito. — Você viu que eles reviraram minha gaveta de roupa íntima? — Ela estremeceu quando ele balançou a cabeça. — E quanto a Fairplay? — Ele sugeriu. Ela se virou para ele e sorriu. — Sim, eu gostaria de voltar para lá. — Ela suspirou. — O que você diria de conseguir o nosso próprio lugar lá? — Ele se inclinou lentamente e sentou ao lado dela. Quando se mudou para colocar o braço em torno dela, se encolheu um pouco e sabia que tinha uma costela machucada, com certeza. Ela franziu a testa para ele, mas ele balançou a cabeça. Se ela podia ignorar seus ferimentos essa noite, ele também podia. — Eu adoraria encontrar um lugar nosso. Eu pensei em procurar um emprego diferente lá. Talvez ajudando o departamento de alguma forma. — Sim, eu falei com o Xerife Miller sobre um trabalho, recentemente. — E? — Ela olhou para ele, esperando. Ele deu de ombros e se conteve antes de se encolher neste momento de dor. — Ele disse que havia um emprego pronto, quando eu estiver pronto. — Em uma cidade tão pequena? Ele sorriu. — Seria um trabalho de policial estadual. É onde Wes trabalha, também. — Oh — ela sorriu. — Isso soa perfeito. — Ele podia ver sua mente trabalhando e segurou as mãos dela. — Não. — Ele balançou a cabeça. — O quê? — Ela olhou para ele, mordendo o lábio inferior.

122


— Eu acho que não quero que você consiga um emprego lá — disse ele, franzindo a testa. Ela sorriu para ele. — Eu não tenho certeza de que posso lidar com a emoção depois de hoje — disse ela e recostou-se contra o seu ombro. — Além disso, falta apenas algumas aulas para o meu certificado de professora. Lidar com um bando de crianças soa muito mais seguro do que rastrear maridos traidores. Ele sorriu e esfregou seu cabelo entre os dedos e sonhava com quem seus filhos pareceriam. — Isso soa divertido.

123


18 Demorou alguns dias para limpar a bagunça antes que fossem autorizados a voltar para Fairplay. Um saco de roupas limpas foi entregue no quarto de hotel, graças ao seu pai. Os

joelhos

de

Nikki

foram

arranhados

e

machucados,

nada

quebrados. Eles cresceram até duas vezes o seu tamanho na manhã seguinte, deixando Ryan um pouco alarmado quando viu. Mas após colocar pacotes de gelo neles, o inchaço diminuiu e ele parou de ameaçar levá-la a um médico. Eles foram levados até a delegacia onde passaram várias horas explicando tudo. Então ele preencheu toda a documentação necessária e avisou que estava deixando a força. Ele ligou para Reece e suas primas e as atualizaram em tudo. Reece queria vir e ajudar, mas Ryan conversou com ele sobre isso desde que faltavam apenas alguns dias para o casamento dele. Ele assegurou a ele e Melissa que voltariam à cidade a tempo para a cerimônia. Agora, enquanto dirigiam o Honda até a estrada para Fairplay, ele não conseguia parar de sorrir. Ele largou o emprego e, graças a quase cinco anos de contracheques mal tocados, ele tinha um banco cheio de recursos que planejava investir em uma casa. Ele já tinha uma perspectiva de trabalho esperando por ele e Nikki falara sobre terminar seu curso de ensino online. Quando pensou nela em uma sala cheia de crianças, ele sorriu. — O quê? — Perguntou ela. Ela estava sentada no banco do passageiro, com os pés para cima no painel, enquanto ele dirigia através da chuva. — Eu pensava em você em uma sala cheia de crianças. — Ele riu. — Acho que eu prefiro estar em uma sala cheia de viciados em drogas do que em uma sala cheia de crianças de dez anos. — Ele sorriu para ela.

124


Ela deu uma risadinha. — Não sei, eu sempre pensei que seria algo muito divertido trabalhar com crianças. — Ela olhou para ele. Quando voltavam para Fairplay, ele sentiu um zip de emoção correr por ele. Quando olhou para Nikki, ele podia ver nela também. — É tipo que engraçado, quase parece que estamos voltando para casa. — Ela sorriu para ele e ele concordou. — Fairplay sempre me deu essa sensação, mas agora ainda mais. — Ele parou na frente do Mama’s e parou. — Que tal um pouco de comida antes de voltar? Ela sorriu. — Você leu minha mente. Quando entraram para jantar, toda a conversa parou e todos os olhos voltaram em direção a eles. Em seguida, houve aplausos e as pessoas pularam e apertaram sua mão e abraçaram Nikki. Jamella veio correndo da sala dos fundos, e quando os viu, um enorme sorriso atravessou seu rosto. — Bem, queridos são os nossos dois heróis locais. Venham aqui e sentemse. — Ela se aproximou e os guiou para uma mesa limpa. — O almoço é por conta da casa. Todos aplaudiram novamente, e Ryan não pode deixar de sorrir. Apenas em Fairplay que eles teriam uma recepção de herói por fazer a sua parte na queda de um dos mais poderosos senhores da droga no Texas. No momento em que saíram da lanchonete, eles tinham respondido mais perguntas do que na delegacia. Mesmo seu irmão e primas aparecendo, levandoos a permanecer na lanchonete muito tempo depois da hora do almoço. — É quase hora do jantar — Nikki riu quando entrou no carro. — Sim. — Ele sorriu. — Talvez quando chegarmos em casa, podemos ter estes — ele acenou para os enormes pratos de comida que Jamella embalou para eles, — e assistir a um filme. Ela sorriu para ele. — Parece perfeito. Eles saíram da cidade e se dirigiram para a casa da fazenda. Realmente parecia que iam para casa. Ele precisava começar a procurar um lugar próprio, e ainda tinha um monte de perguntas sobre o seu futuro, mas uma coisa era certa: ele queria Nikki ao seu lado para sempre.

125


Ele olhou para ela e sorriu quando a pegou olhando para ele. — O quê? — Ele perguntou, olhando a estrada novamente. — Eu só pensava em quão diferente você está desde a primeira vez que te vi. Ele riu. — É a falta de cabelo e da barba. — Não. — Ela balançou a cabeça. — É você. Você mudou. — Oh? — Sim, quando te vi pela primeira vez, você era um homem solitário. Você aparentava essa atitude que queria ficar sozinho o tempo todo. — E agora? — Ele olhou para ela. — Eu nunca vi você mais feliz quando fomos cercados por todos lá atrás. Você pertence a essas pessoas. Eles te amam. Ele pensou sobre isso e balançou a cabeça lentamente. — Acho que me acostumei a ficar sozinho. Eu tinha Reece enquanto crescia e quando me mudei para a cidade, eu tive alguns parceiros em quem confiar. Mas, depois de começar a trabalhar no caso de Hijo del Diablo, eu só tinha a mim mesmo. Então você apareceu. — Ele sorriu para ela. — E agora temos uma família. Ela assentiu com a cabeça e descansou a cabeça para trás. — É uma sensação boa, não é? — Sim. — Ele parou o carro na frente da pequena casa e, em seguida, puxou-a por todo o console central do carro dela. — Tudo está bem agora. — Ele se inclinou e beijou-a.

Nikki estava na cozinha e franziu a testa. Era um dia antes do casamento de Reece e Melissa, e todo mundo corria ao redor como loucos. Lauren, Alex, Haley, e Holly, todas esbarravam umas nas outras. Melissa estava sentada à mesa bebendo uma xícara de chá gelado. Os homens estavam no outro quarto com todas as crianças. Podia ouvi-los assistindo a um jogo de bola e brincando com as crianças.

126


O lugar era mais barulhento do que já ouvira antes. Toda a casa cheirava a comida caseira, era o céu, e o estômago de Nikki rosnou quando entrou na cozinha onde as mulheres conversavam e riam enquanto preparavam a comida. Quando entrou, todo mundo olhou para cima e sorriu para ela. — Ah, que bom que você está aqui — disse Lauren, puxando um enorme pote de frango do fogão. — Você pode ajudar Haley a descascar as batatas. Ainda temos três sacos delas. — Ela acenou para onde Haley sentou-se com um enorme saco de batatas entre suas pernas e um balde de descascadas ao lado dela. — Claro. — Ela se aproximou e sentou ao lado de Haley. — Uau, está ocupado por aqui. — Isso não é nada. Basta esperar até amanhã de manhã. — Eu pensei que o casamento seria na igreja. — Ela olhou ao redor, algumas das decorações estavam penduradas em torno da casa. — É, mas Reece queria que a recepção fosse aqui. Há espaço suficiente para toda a cidade comer. Estamos recebendo um par de castelos de ar e alguns escorregadores para entreter as crianças. Nós teremos até mesmo passeios de pônei e um zoológico, graças a Grant. — Aonde você vai na sua lua de mel? — Nikki perguntou a Melissa. — Reece não me dirá. — Ela sorriu. — Ele planejou a coisa toda sozinho. — Eu sei. — Haley sorriu para eles. — Mas tive que jurar segredo. Melissa e Nikki riram. — A sensação é boa de estar de volta? — Haley perguntou enquanto continuaram a descascar as batatas. — Sim — ela suspirou. Eles se acomodaram na casa e ela estava grata de ter uma mala de roupas novas que trouxera de Houston. — É bom ter algumas de minhas coisas neste momento. — Ela sorriu. — Então, você realmente venderá a sua casa na cidade? — Perguntou Melissa. — Sim, eu nem quero dormir lá. Não depois do arrombamento. — Eu já ouvi isso, pode ser difícil recuperar-se desse tipo de invasão. Ela encolheu os ombros. — Acho que é mais por querer apenas que essa parte da minha vida acabe. Ajudar o meu pai com o seu negócio funcionou por um

127


tempo, mas eu começava a ficar amarga. Sabe. A maioria do que fiz foi encontrar uma prova de traição entre cônjuges. — Ela olhou para a batata em suas mãos. — Eu posso ver como isso afastaria alguém de um relacionamento. Ela deu de ombros novamente. — Sim. — Os West são diferentes — Melissa entrou na conversa. Ela estendeu a mão sobre a mesa e pegou o braço de Nikki até que ela olhou para ela. — Nenhum deles são construídos dessa forma, assim como não são as pessoas que eles encontraram. — Está em nossos genes. — Haley sorriu. — Nós estamos destinados a ser felizes com nossos cônjuges para a vida. — Oh? — Ela sorriu para as mulheres. — Sim, na história dos casamentos West nunca houve um infeliz. Nunca — disse Lauren do outro lado da sala. — Meu pai sempre dizia, Há algumas coisas que você pode contar na vida: Impostos, morte e o amor de um West. — Todo mundo na sala riu. No momento em que elas terminaram na cozinha, o sol já tinha se posto. Quando saiu na varanda da frente, ela sorriu para Ryan que segurava um menino dormindo em seus braços enquanto se balançava no balanço da varanda da frente. Ele parecia bom com uma criança em seus braços. Ela moveu-se e sentou ao lado dele. — Qual é esse? — Perguntou ela, passando o dedo sobre o cabelo macio do menino. — Conner. — Ele levantou os pés do menino. — Meias do Dallas Cowboy. — Ele riu. — Reece jura que pode distingui-los, mas eu tenho um tempo duro, a menos que usem estas. Cooper sempre usa cores de Houston. — Bom saber. — Ela sorriu. — Então, eu acho que você está oficialmente admitida na família. — Ele sorriu para ela. Ela olhou para ele e ele riu. — Você apenas passou a maior parte do dia ajudando as minhas primas na cozinha, certo? Ela assentiu com a cabeça e continuou a olhar para ele.

128


Ele balançou a cabeça. — Sabe, para uma ex-Investigadora Particular com certeza você não vê as coisas óbvias. — O que você está falando? Ele riu e deslocou o bebê dormindo para que pudesse colocar um braço em volta dos ombros dela. — Nikki, pediram que você ajudasse na cozinha. Não alimentar um bebê, ou cuidar das crianças, ou colocar pratos, mas realmente ajudar. Minhas primas só pedem a ajuda de familiares. E... agora você é da família. — Ele sorriu. Lembrou-se de quando chegou pela primeira vez há quase dois meses e quis ajudar, mas Lauren disse a ela que só família ajudava. Pensou no dia na cozinha com uma luz totalmente nova e recostou-se contra o ombro de Ryan e sorriu. — Eu gosto da nossa família — disse ela e depois riu. — Elas gostam de você, também. — Ele se inclinou e beijou sua testa.

129


Epílogo Ryan viu seu irmão no espelho e teve vontade de rir. Ele nunca viu Reece parecer mais nervoso em sua vida. — Relaxe, mano, é apenas o fim de sua vida como você conhece. — Ele deu um tapinha nas costas dele. — Engraçado. — Ele sorriu para ele no espelho. — Realmente engraçado. — Então se voltou contra ele. — Então, quando você perguntará a Nikki? Ele riu. — Perguntar a ela o quê? Seu irmão sacudiu a cabeça. — Realmente, você é tão ignorante? — Ele voltou para seu reflexo. — Casamento? Tão cedo? — Perguntou Ryan, mas então pensou sobre isso e começou a fazer sentido. Por que não? Ele sabia que queria estar com ela, e, além disso, eles já moravam juntos. Quando era certo, era certo, não importa quanto tempo se passou. Reece riu. — Pensando, hein? — Talvez. — Ele sorriu para seu irmão, enquanto saíam do vestiário e desciam as escadas. Quando Ryan ficou na frente da pequena igreja ao lado de seu irmão, ele não conseguia parar de olhar na direção de Nikki, a qual estava sentada em uma das filas da frente com a pequena Laura no colo. Ela tentava impedir a menina de puxar os brincos, mas falhava miseravelmente. Ele sorriu para ela. Em seguida, a música começou e observou com grande alegria Reece se casando com a mulher dos seus sonhos. No momento em que finalmente conseguiu falar com Nikki, estavam todos de volta em Saddleback Ranch, e ele mudou seu smoking para algo mais confortável. Nikki ainda usava o vestido de cor creme que aderia às suas curvas sensuais.

130


Ele estava ansioso para falar com ela, mas ela esteve ocupada ajudando as mulheres a arrumarem tudo. Vendo a sua oportunidade, ele agarrou a mão dela e começou a puxá-la para o lado da casa. — Ryan. — Ela tentou se libertar e riu. — Ainda há muito para eu fazer. — Isso pode esperar. — Ele parou no canto da casa e puxou-a para beijála. — Eu quero um momento. Ela sorriu e colocou os braços ao redor dele. — Acho que posso dar-lhe um momento. — Ela inclinou-se e beijou-o novamente. Ele deu alguns passos para trás e colocou os ombros dela contra a parede. Ela se sentiu tão bem em seus braços. — Eu fiz algumas reflexões. — Ele se afastou enquanto passava as mãos sobre seus lados. — Hmmm? — Ela apoiou a testa contra a dele. — Sobre o nosso futuro. — Ele se afastou o suficiente para olhá-la nos olhos. — E? — Ela sorriu e esfregou as mãos sobre o cabelo dela. — Sobre crianças. — Crianças? — Ela franziu a testa e ele podia ver que ela não o seguia. — Eu sei que este não é o lugar certo. — Ele olhou ao redor e franziu a testa. — É provavelmente a hora errada. — Ele se afastou e passou as mãos pelo cabelo. O que havia de errado com ele? Isto não era romântico, mas ele sabia que queria colocar tudo para fora. Virando, ele olhou para ela novamente. Ela sorria e se inclinava contra a parede. — Ryan West, está tentando me pedir em casamento? Ele acenou com a cabeça e sentiu vontade de xingar. — Bem, então. — Ela fez sinal para que ele continuasse. Ele suspirou. — Você não me deixará escapar disso, não é? Ela balançou a cabeça e riu. Pelo menos ele podia fazer uma coisa certa. Ficando de joelhos, ele pegou a mão dela.

131


— Nikki Dawson, você é a única mulher com quem eu quero estar. A pessoa que eu amo mais do que a própria vida. Quer se casar comigo? — Sim — ela disse simplesmente, e, em seguida, o puxou para cima e beijou-o novamente. Eles ouviram palmas e quando se separaram, toda a sua família estava no canto da casa, sorrindo para eles. — Nós não podemos ter qualquer privacidade por aqui? — Ele perguntou quando apertou a mão de seu irmão e todos se aproximaram e começaram a abraçá-los. — Não em Saddleback. Se quer privacidade, obtenha o seu próprio rancho. — Haley sorriu e abraçou Nikki. — Eu poderia simplesmente ter que fazer isso. — Disse Ryan, puxando Nikki em seus braços novamente e a beijando ali mesmo, na frente de sua família.

132


Roping Ryan vol. 6 (revisado) - Jill Sanders