Issuu on Google+


Disp. e Tradução: Rachael Revisoras Iniciais: Tatiane, Isabela, Maria, Martina e July Revisora Final: Rachael Formatação: Rachael Logo/Arte: Dyllan

As faíscas estão voando... e o jogo começou. Trevor Shay tem tudo — uma carreira de sucesso no esporte e qualquer mulher que ele quiser. Mas quando ele descobre que a filha de seu mentor da faculdade está em apuros, ele joga tudo para os ares para ajudá-la. Haven Briscoe conseguiu o emprego dos sonhos como repórter esportiva. Mas ela não está conseguindo prosseguir após a recente morte de seu amado pai, e isso está afetando sua carreira. A tarefa de seguir a vida diária da superestrela Trevor Shay poderia ser justamente a inspiração que ela precisava... À medida que ficam mais próximos, Haven tropeça no segredo mais bem guardado de Trevor. Será que ele pode confiar a ela a revelação que pode explodir em pedaços o mundo pessoal e profissional dele?

Para o meu pai, que me ensinou o amor pelos esportes bem cedo na vida, e para a minha mãe, que estava sempre lá quando eu precisava dela, e me ensinou do que o amor incondicional se tratava.

~2~


Eu sinto falta de vocês dois. Revisoras Comentam... Tatiane: Não lembro de já ter lido algum livro da Jaci, mas gostei muito da ideia da série, juntar paixão e esportes. A protagonista tem problemas emocionais, o protagonista também. Nem preciso falar nada, né? Ao longo do livro eles vão se ajudando e criando um laço que, quando eles perceberem, será forte demais para quebrar. Rachael: Após tantos livros de uma mesma série normalmente se espera que a autora perca a mão, mas isso não aconteceu aqui. A Jaci conseguiu construir outra história que nos prende do início ao fim. Na verdade já tínhamos visto no livro anterior que a relação do Trevor com a Haven era diferente, mas o porquê ainda não tinha sido bem claro. A Haven sempre foi apaixonada pelo Trevor, mas sempre soube que ele não ia se envolver com ela, afinal seu pai era o Bill. Mas no momento mais frágil da sua vida, ainda vivendo o luto e a dor de perder seu pai ela recebe uma “mão estendida” de Trevor: a oportunidade de fazer a entrevista da sua vida, abordando quem ele realmente é. O que Trevor não esperava é que ao ajudar Haven ele se apaixonaria, ela se envolve na sua vida de uma forma que ele não consegue se distanciar e a cada dia ele vê o seu segredo sendo descoberto. Após anos escondendo tudo de todos ele não suportaria a vergonha de ser desmascarado. Mas se ele imaginou que Haven iria abandoná-lo e deixa-lo enfrentar isso sozinho ele estava enganado. Ela é filha do seu salvador e ela está obstinada a lhe salvar também.

Capítulo Um “HAVEN ESTÁ EM APUROS.”

~3~


Essas eram as palavras que Trevor Shay nunca queria ouvir, especialmente não menos de um ano após a morte do pai de Haven, Bill. Bill Briscoe tinha sido mais do que apenas um dos supervisores de dormitório 1 nos tempos de faculdade de Trevor. Ele e a esposa, Ginger, tinham sido como pais substitutos, especialmente para Trevor, que precisava de orientação mais do que os outros. E agora ele estava sentado na sala de estar de Ginger, em uma casa que uma vez viu como sendo sua segunda casa. Trevor sempre contava com a o jeito confiante de Ginger, aquele sorriso e otimismo que lhe garantia que tudo ia ficar bem. Agora ela só parecia preocupada. Ele pegou a mão dela. “O que está errado?” “Ela não é ela mesma desde que Bill morreu. Você conhece Haven. Ela sempre foi otimista, e teve que enfrentar a eventualidade da morte de Bill.” Ginger respirou fundo. “Como todos nós tivemos.” Trevor apertou a mão dela. “Não foi como se nós não soubéssemos o que estava por vir. Bill preparou todos nós para isso, certificou-se de que todos estivessem prontos. Nunca pensou em si mesmo.” Ele viu as lágrimas nos olhos dela e desejou que ele pudesse fazê-las ir embora. “Eu sei, senhorita Ginger. Eu sei. Sinto falta dele, também.” Ela pegou um lenço de papel. “Ele ia chutar a minha bunda se me visse chorando por ele. Mas Haven, ela tem uma vida maravilhosa e um futuro incrível. Ela começou um trabalho na rede como jornalista esportiva.” Trevor sorriu. “Ouvi falar sobre isso.” “É uma oportunidade incrível para ela. Uma que ela devia estar almejando. Eu disse a ela que o pai ficaria tão orgulhoso dela.” “Ele ficaria.” “Em vez disso, o que ela está fazendo? Ela está pensando em abandonar o trabalho e voltar para cá para morar comigo.” Trevor recostou-se e franziu a testa. “Vir para cá? Por quê?” 1

Dorm parente, em inglês, são adultos que moram nos dormitórios da faculdade para supervisionar e orientar os alunos.

~4~


“Eu não sei. Ela disse algo sobre conseguir um emprego na estação de TV local em vez disso.” “É isso o que ela realmente quer?” “Eu não acho que seja.” Ginger se inclinou para frente. “Trevor, eu não sei o que fazer. Ela nem mesmo deu uma chance a este novo trabalho. Eu acho que ela está com medo, e sem o pai, ela se sente sozinha pela primeira vez na vida.” “Ela não está sozinha, senhorita Ginger. Ela tem você.” “Eu sei disso. E acredite em mim, eu não me sinto menosprezada. Eu sei que Haven me ama. Eu também sei que ela está preocupada comigo por eu estar aqui sozinha. Eu não quero que ela cometa um erro e estrague o melhor trabalho que ela poderia ter por minha causa, e por causa do medo dela.” Ela fez uma pausa, respirou. “Eu estava esperando que você pudesse me oferecer alguns conselhos, me dizer o que eu poderia falar a ela para fazê-la ficar no trabalho.” Trevor pensou nisso um minuto. “Deixe-me ver o que posso fazer sobre isso.” “Obrigada. Eu sei que você é grande no mundo dos esportes, e eu não sei se há alguma coisa que você possa fazer por ela, mas Deus, eu com certeza apreciaria qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo.” Uma ideia se formou em sua cabeça. Ele tinha como. Ele poderia conseguiria fazer isto. E ele faria qualquer coisa por Ginger, e para honrar a memória de Bill. Haven precisava de ajuda, e ele com certeza estava em posição de ajudá-la. Ele passou o dia com Ginger, e honestamente, foi ótimo vê-la novamente, passar o tempo falando de Bill, rememorando a vida universitária. Além disso, ela preparou-lhe um almoço, e ele amava refeições caseiras. Horas mais tarde, quando ele estava sentado no avião, de volta a St. Louis para um jogo, Trevor já tinha o plano formulado. Os meios de comunicação estavam constantemente insistindo para fazer uma reportagem especial sobre sua vida e carreira. Afinal de contas, não eram tantos os atletas que estavam em vários esportes. Pelo menos não tantos que jogassem todos bem. Ele tinha se fechado para a ideia por uma série de razões. Ele se recostou na cadeira e sorriu. Agora era a vez de Haven brilhar. E ele era a pessoa que ia fazer isso acontecer.

~5~


HAVEN TENTOU REUNIR SALIVA O SUFICIENTE PARA ENGOLIR enquanto apertava o botão para retornar o telefonema de seu chefe que ela tinha perdido. Ela sabia o que estava na outra extremidade desse telefonema. Ela ia ser chutada de lá, menos de seis semanas depois de ter começado no trabalho dos sonhos. Teria sido muito melhor se ela pudesse ter renunciado. Ficaria melhor em seu currículo, mas, novamente, por que ela se importava? Sua carreira no jornalismo estava acabada de qualquer maneira, certo? Nunca desista. Faça o que fizer, Haven, nunca desista de nada até que você tenha certeza de que deu tudo o que tem. As palavras do pai soaram em seus ouvidos, a culpa apertando seu estômago até a náusea fazer seus dedos pairarem sobre o botão de chamada do seu telefone. Era tarde demais para implorar para manter seu emprego. Ela já tinha negado várias atribuições de viagem, satisfeita em cobrir as atribuições locais, em seguida, se sentava em seu apartamento em Nova York, pensando no quanto ela sentia falta de casa, de sua mãe. De seu pai. Esta não era a carreira certa para ela. Ela tinha cometido um erro ao aceitar este trabalho. Ela não era talhada para os rigores de notícias esportivas — as viagens, o cronograma insano, os atletas arrogantes. O que ela estava pensando? Seu pai não tinha morrido nem há um ano ainda. Ela não podia fazer isso. Seja corajosa, Haven. Você pode fazer qualquer coisa, ser qualquer coisa que você quiser. Basta ser feliz. Lágrimas inundaram seus olhos e ela afastou-as conforme todas as conversas que eles tiveram naquelas últimas semanas se repetiam mais e mais em sua cabeça. Seja feliz. Ela não sabia como ser feliz sem ouvir a risada de seu pai, sem ver o rosto sorridente dele, sem poder pegar o telefone e falar com ele todos os dias. Quem ela procuraria quando precisasse de conselhos?

~6~


Ela amava sua mãe, e com respeito a relacionamentos, homens e coisas assim, ela sempre tinha procurado sua mãe. Mas seu pai — ele era seu parceiro. Ela aprendeu sobre esportes com seu pai, tinha sentado ao lado dele e assistido futebol, beisebol, hóquei, e cada esporte imaginável. Ele ensinou-lhe sobre bolas e strikes no beisebol e a diferença entre um post pattern e um shovel pass2 no futebol. Eles tinham dirigido até St. Louis juntos e aprenderam sobre todos os esportes profissionais. Ela nunca tinha estado mais contente do que quando sentava-se ao lado de seu pai e assistia a jogos com ele. Ela aprendeu a amar esportes por causa de seu pai. Ela tinha ido atrás deste trabalho por causa dele. E agora ela ia ser demitida porque ela não tinha tido energia após a morte dele para realizar este trabalho que ela queria há anos. Quanto a isso, ela só tinha a si mesma para culpar. “Sinto muito, meu pai,” disse ela, em seguida, discou o botão de chamada em seu telefone. Ele tocou. Ela estava esperando pelo correio de voz. “Haven. Eu estive esperando você me ligar.” Ela encolheu-se quando a voz alta e muito direta de seu chefe, Chandler Adams, entrou na linha. “Oi, Chandler. Desculpe. Eu estava amarrada.” “Bem, desamarre-se. Eu tenho um trabalho para você.” “Um... trabalho?” Ele não iria demiti-la? “Sim? Você conhece Trevor Shay, certo?” “Trevor... sim, eu o conheço.” “Ótimo. Nós vamos fazer a biografia dele. Uma cobertura sobre toda a vida de Trevor Shay. Pessoal e profissional. Estivemos atrás dele há anos para fazer isso, e ele sempre nos colocava pra correr, até agora. Ele finalmente concordou em nos deixar fazer a cobertura, e ele pediu por você.” “Eu?” “Sim. Diz que você dois se conhecem desde a faculdade.” “Uh... sim. Eu o conheci na faculdade.” 2

Tipos de passe no futebol americano.

~7~


“Então é uma coisa extremamente boa que a tenhamos contratado, Haven. Empacote suas coisas. Você vai encontrá-lo na casa dele em St. Louis para configurar as coisas. Narrativa e pesquisa sobre o passado em primeiro lugar, e vamos começar o trabalho de câmera mais tarde.” Ela estava em algum universo alternativo? Ela não tinha sido demitida. Na verdade, ela tinha acabado de ser designada para entrevistar uma das maiores estrelas do mundo do esporte de hoje. “Ok. Claro. Obrigada, Chandler.” “Sem problemas. Eu vou te enviar um e-mail com as especificações sobre o que estamos esperando de você quanto a isso, Haven. Esta atribuição vai levar um tempo, então limpe o seu calendário.” “Considere-o feito.” Quando desligou, ela sentou-se e olhou para fora da janela de seu apartamento muito pequeno, surpresa por não ter sido demitida. Ela tinha estado mentalmente preparada, e quando ela olhou para as caixas em seu apartamento, já meio embaladas, ela percebeu que tinha definido em sua mente que ela voltaria para Oklahoma para ficar perto de sua mãe, suas raízes. Onde as memórias de seu pai estavam. Agora, ela tinha que mudar seu foco. Por que ela concordou em fazer esta entrevista? Este trabalho não era o que ela queria fazer mais. Era? Sentou-se na cama. Siga seus sonhos, Haven. Ela ainda ouvia a voz de seu pai de forma tão clara em sua cabeça. Talvez ele estivesse tentando lhe dizer alguma coisa. Ela não sabia mais se isso era o seu sonho, mas ela concordou em assumir este trabalho. Com Trevor Shay, dentre todas as pessoas. Ela não tinha visto Trevor desde o funeral de seu pai. Ela se perguntou como ele reagiria sabendo que era ela quem faria essa matéria. Ele provavelmente a ignoraria, assim como ele tinha ignorado na faculdade. Não, espere. Ele pediu especificamente por ela. Ele concordou com as entrevistas, por isso desta vez, ela não permitiria que ele fingisse que ela não existia.

~8~


Ela se levantou e foi até o armário para pegar sua mala. Ela e Trevor Shay. Deus, ela tinha uma paixão por ele na faculdade, enquanto seus pais eram tutores dele. Todas aquelas noites que passaram ombro a ombro, quando ela tinha feito o seu melhor para tentar convencê-lo a se concentrar em seus livros, quando tudo o que ela realmente queria era que ele a visse como uma mulher. Ele tinha estado mais interessado em achar uma maneira de levá-la a fazer sua lição de casa. Agora, ela estaria no controle. Ela olhou por cima das caixas, debatendo se deveria desempacotar as coisas. Ela iria deixá-las, ver como essa tarefa seria. Se não desse certo, se não acendesse o fogo sob ela depois de alguns dias, ela ligaria para Chandler e diria-lhe que estava fora. Mas ela iria fazer uma tentativa. Pelo pai dela.

Capítulo Dois DEPOIS DE SEU VOO, HAVEN SENTOU NA PARTE TRASEIRA DE UM TÁXI com destino a casa de Trevor fora de St. Louis, nervosa e animada em partes iguais. As regras que Trevor tinha estabelecido para esta matéria eram um pouco não ortodoxas, mas que fosse. Se a rede tinha concordado, ela poderia viver com isso. Para qualquer outro atleta, ela teria dito não.

~9~


Mas ela conhecia Trevor há um longo tempo. Ela sabia como ele se sentia em relação a sua vida privada, e ela sabia que ele gostava de dar as cartas. Ela ficaria hospedada próximo à casa dele aqui em St. Louis, pelo menos enquanto eles estivessem aqui. Mas, quando as equipes de filmagem chegassem, eles teriam que ficar em um hotel. Trevor teve de aprovar os segmentos de filmagem, e ele queria algum tempo à sós com Haven para discutir os parâmetros, especialmente no que se relacionava com o seu passado. Ela sorriu quando avistou o St. Louis Gateway Arch 3 enquanto o carro passeava ao longo da rodovia. Ela avistou o estádio do avião, e lembrou-lhe de seu pai trazendo-a para ver um jogo de beisebol do Rivers. Ela e sua mãe tinham estado tão animadas naquele verão por eles estarem tendo um fim de semana de passeios e baseball. Ela tinha doze anos, e eles tinham ido para Forest Park para visitar o zoológico, e depois naquela noite tinham ido ver o Rivers jogar beisebol. Eles se hospedaram em um hotel no centro perto do estádio e sequer tinham saído para jantar. Para uma menina de doze anos de idade, tinha sido um momento emocionante. A cidade estava iluminada, e eles até mesmo caminharam ao longo do rio antes do jogo. Tinha sido um fim de semana de verão perfeito, seu primeiro de muitos aqui. Haven tinha amado St. Louis. Ela estava feliz por estar de volta, e surpresa com o quão animada ela estava para começar esta missão. Agora, o carro levava-os para fora da cidade, longe do estádio e para o condado. Não era mesmo o que ela esperava. Por alguma razão, ela achou que Trevor vivesse em um condomínio na cidade perto do estádio, não em um condomínio fechado com ruas arborizadas. Seu queixo caiu quando o carro parou a longa viagem perto do que devia ser a casa de Trevor.

O Gateway Aech é um monumento localizado em St. Louis (Missouri), projetado pelo arquiteto finlandês Eero Saarinen em 1947. Tem 192 metros de altura e é o monumento mais alto do EUA. 3

~ 10 ~


Isso tinha que estar errado. Era como uma mansão, não onde ela esperava que ele vivesse. Não mesmo. Toda a entrada era cheia de árvores, a casa era colonial, enorme, linda, com dois andares. O carro parou na frente da casa e o motorista abriu a porta para ela. Trevor saiu pela porta da frente vestindo um moletom casual e uma camisa sem mangas, um grande sorriso no rosto. “Ei, você chegou,” disse ele para Haven antes de virar em direção ao motorista. “Você pode colocar as malas no interior da porta da frente. Vou levá-las de lá.” “Sim, senhor,” disse o motorista, levando as malas de Haven pelas portas brancas duplas da frente. Haven encontrou-se incapaz de se mover. Em vez disso, ela ficou boquiaberta com a casa, absorvendo tudo, tentando conciliar essa realidade com as suas expectativas. “Eu pensei que você vivesse em um condomínio.” Ele riu e colocou a mão na parte baixa de suas costas, empurrando-a para dentro. “Nah. Eu preciso do meu espaço. Além disso, eu não quero ouvir os meus vizinhos que discutem a noite toda. Eu gosto da minha privacidade. Vamos lá, eu vou lhe mostrar.” Piscando para limpar a névoa, ela deixou-o levá-la. Por dentro, ela foi recebida por um incrível mármore italiano no chão, e uma escadaria que levava ao segundo andar. “Quer um tour primeiro, ou você prefere que eu leve suas coisas para o seu quarto? Há uma ala separada deste lugar, então você vai ter muita privacidade. Você não precisa se preocupar comigo invadindo seu espaço.” “Oh, um tour, definitivamente.” Ela não podia esperar para ver tudo que essa propriedade tinha para oferecer. “Claro.” Ele a levou para uma sala de estar formal. “Eu não passo muito tempo aqui. É muito abafado. Há um espaço mais relaxado, mais informal que eu gosto mais do outro lado da casa.” Próximo estava uma bela sala de jantar. “Onde você conseguiu todos esses móveis?” perguntou ela, porque havia belas mesas antigas e aparadores na sala de jantar. “Eu não sei. Tem uma pessoa que ajudou a mobiliar alguns dos quartos. Eu acho que ela compra algumas dessas coisas em leilões. Eu não uso esta sala, também,” disse ele.

~ 11 ~


Haven relutantemente deixou a sala de jantar, de boca aberta com algumas das obras de arte nas paredes. “Aqui eu passo tempo.” Ela parou e olhou para a cozinha incrível com armários de madeira escura e impressionantes bancadas em granito. A ilha era o sonho de um cozinheiro se tornando realidade, e fogão de chef de seis bocas a fez querer largar tudo e cozinhar por cerca de uma semana. “Isso é incrível.” Ele sorriu. “Sim, eu gosto de uma boa cozinha, também.” Ele se virou para ela. “Enquanto estamos aqui, você está com sede? Gostaria de algo para beber?” “Eu estou bem por agora. Que tal terminar o tour primeiro?” “Claro. Há uma área de alimentação na sala ao lado, muito mais informal do que a sala de jantar.” “Oh, sim. Entendo o que você quer dizer.” Havia uma grande mesa e uma lareira e janelas com moldura de persianas brancas nesta sala. Haven instantaneamente se sentiu relaxada nesta sala, muito mais do que se ela tivesse que vestir-se para comer lá. “É confortável aqui.” “Exatamente. E a marquise é próximo a esta sala.” “Oh... uau.” A marquise era enorme, com janelas do chão ao teto e piso de madeira branco. A luz era incrível nesta sala, e os móveis eram casuais e brilhantes, com muitas almofadas para o conforto. “Eu amei esta sala.” Ela poderia escrever aqui, ou apenas relaxar com uma xícara de café da manhã. Ela caminhou até a ponta da marquise, que dava para um quintal incrível e piscina. Ela olhou para além da piscina e tudo o que podia ver eram árvores frondosas, altas. A área arborizada era incrível. “Quantos hectares4 você tem?” “Quatro hectares. Como eu disse, eu não gosto de ter vizinhos a quem possa ouvir.” “Eu diria que você está bem, então.” Dirigiu-a para a parte de trás da casa. “Há uma sala de exercícios aqui atrás, junto com um spa e uma sauna. E esta porta dá para o deck da piscina.” Haven ficou impressionada com todo o equipamento. “Você tem uma academia inteira aqui dentro.” 4

Um hectare equivale a 10.000 metros quadrados.

~ 12 ~


“Sim. É útil, especialmente durante o off-season 5, se eu precisar que o meu treinador venha para treinar.” Ela virou-se para encará-lo. “Você tem um off-season?” Ele riu. “Algumas semanas aqui e ali. Vamos lá, vamos em direção a outra ala.” Ao passarem pela escadaria, ela parou. “O que tem lá em cima?” “O meu quarto.” Ele deu-lhe um sorriso. “Quer ver?” “Na verdade, eu quero.” Ele pareceu hesitar. “Eu acho que a equipe de limpeza está lá agora. Então, talvez outra vez?” “Oh. Claro.” “Venha.” Ele caminhou com ela através de um longo corredor para outra parte da casa. “Esta é a sua ala. Como eu disse, você vai ter muita privacidade aqui. Há quatro quartos aqui, e um escritório. Você pode usar o escritório sempre que você precisar, e escolher o quarto que você quiser. Cada um tem seu próprio banheiro.” Ela passeou por cada um dos quartos, todos eles maiores do que seu apartamento em Nova York. Ela escolheu um com paredes mocha e uma bela cama, além de um banheiro de grandes dimensões que parecia perfeito para ela. Além disso, seu quarto tinha vista para a piscina e para a área arborizada lá atrás. “Este vai certamente servir.” “Ótimo. Vou pegar suas malas e trazê-las para cima.” “Eu vou ajudá-lo.” Eles trouxeram tudo em uma única viagem. “Eu só vou desfazer as malas e mudar de roupa,” disse ela depois de Trevor pousar as malas. “Ok. Está com fome? Eu vou pedir um jantar pra gente.” “Pedir?” “Eu tenho alguém da equipe aqui que cozinha. Salmão ou bife hoje à noite? A menos que você seja vegetariana. Hammond faz um tofu frito que é show, também.” “Eu não sou vegetariana, e os dois soam bons para mim.” 5

Off-season é o nome dado ao período de inatividade de alguns esportistas.

~ 13 ~


“Ok. Vejo você lá embaixo.” Depois que ele fechou a porta, ela balançou a cabeça. Ela não só estava morando em uma casa enorme, ele tinha pessoas para ajudá-lo a cuidar dela. Será que ele morava sozinho, ou havia outras pessoas aqui? A namorada, talvez? Ela ainda não tinha perguntado. Ele tinha sido tão educado também. Não com sua maneira típica de provocar. Ele não parecia ele mesmo, o que era... estranho. Haven deu de ombros, e chegou à conclusão de que Trevor estava tratando-a de forma diferente porque ele estava fazendo uma entrevista com ela. Não era como antes, quando era apenas a filha de Bill Briscoe, e ele podia rir e provocá-la. Embora ela certamente não se importasse de qualquer maneira. Ela sabia quando entrar no modo profissional, e agora ela estava sendo apenas... Haven. Ela esperava que ele se sentisse desconfortável em torno dela. Essa era a última coisa que ela precisava. Sentia-se desconfortável o suficiente em sua própria pele nestes dias. Ela deu uma olhada ao redor, bastante impressionada com o que viu. A casa era enorme, os móveis caros, mas de bom gosto. Ele, obviamente, cuidou e se esforçou neste lugar, ao contrário de um monte de caras que apenas compravam um apartamento e arrumavam um sofá e uma televisão e não se importavam. Ficou claro que ele se importava, que este lugar significava algo para ele. Trevor tinha certamente percorrido um longo caminho. Muito mais do que ela esperava. Ele tinha um chef, e pessoas para limpar a casa. Ele tinha a tinha surpreendido demais certamente. Ela não tinha ideia de que ele estava indo tão bem. Ele sempre pareceu tão relaxado. Um cara do tipo jeans-e-T-shirt. Ela nunca tinha pensado muito sobre o salário dele, embora soubesse que ele ganhava um monte de dinheiro jogando basebol e futebol. E ele tinha todos aqueles contratos publicitários, também. Ele era um atleta popular, tanto no campo quanto fora dele. Ela foi até a cama onde Trevor tinha colocado as malas e pegou o notebook para anotar algumas coisas. Ela conhecia Trevor desde o primeiro ano de faculdade dele, assim como todos os caras que tinham passado pela universidade e ficado no dormitório gerido por sua mãe e seu

~ 14 ~


pai. Ela gostaria de pensar que ela sabia mais sobre ele do que sobre qualquer outro que já tinha entrevistado. Mas ela ainda tinha dúvidas, e precisava desenvolver um ângulo interessante para abordar as entrevistas. Eram muito poucos os atletas que jogavam dois esportes, pelo menos, poucos que faziam isso com sucesso. Trevor tinha conseguido ser rápido como um relâmpago no final apertado para Tampa, e também criou algumas estatísticas impressionantes para o time de beisebol St. Louis Rivers. Como ele fez isso? E como as equipes se sentiam quanto a um jogador que não poderia realmente dar o máximo para uma ou para outra equipe? Será que o agente negociava a capacidade de ele se mover entre os dois? Como seus companheiros de equipe se sentiam sobre um jogador figurão como Trevor dividindo seu tempo entre os dois esportes? Ela estava ansiosa para fazer essas perguntas. Ela tinha um monte de perguntas sobre a vida pessoal dele, também. Como esta casa, e o estilo de vida. Será que ele responderia a isso? Pela primeira vez desde que seu pai morreu, ela sentia-se agitada de entusiasmo por causa de seu trabalho. Ela desempacotou suas coisas e vestiu capris e uma camisa de manga curta. Mesmo que fosse final de setembro, era um dia muito quente. Talvez Trevor lhe levasse em um passeio na propriedade. Ela levou um tempo caminhando pelo longo corredor que ligava sua ala a seção principal da casa. Amplas janelas davam uma visão abrangente da área arborizada que tinha visto ao vir até a casa. Era uma bela vista, e havia tantas janelas neste lugar, ela entendeu o apelo. Ela fez o seu caminho através da miríade de quartos, encontrando um homem magro, alto e grisalho na cozinha. “Você deve ser Hammond.” Ele sorriu. “E você deve ser Haven.” Ele passou a mão no avental. “Muito prazer em conhecê-lo.” Eles apertaram as mãos. “Eu também. Eu não queria me intrometer.”

~ 15 ~


“Você não vai se intrometer. Eu estava apenas cozinhando alguns bifes para o jantar. E agora que você está aqui, você pode me dizer como você gosta do seu, já que Trevor não sabia.” “Ao ponto, por favor.” “Ok, então, Haven. Eu vou voltar para o jantar.” “Você não saberia me dizer onde Trevor está, saberia?” “Eu o vi indo em direção a marquise há pouco tempo.” “Ok, obrigado, Hammond.” Ela fez seu caminho em direção a marquise. Pelo menos cada quarto levava para outro através do corredor, então ela não poderia se perder. Trevor estava no telefone, então ela ficou parada, observando-o. A luz do sol brilhava em seu cabelo escuro. Suas longas pernas estavam esticadas e ele parecia... completamente relaxado, à vontade, de modo casual, incongruente com esta casa gigante. Ele estava morando em Wayne Manor 6. Ele era o Batman? Ela sorriu com o pensamento de Trevor sendo um super-herói. No campo, definitivamente. Mas fora do campo? Na verdade não. Ele não era o tipo de atleta que fazia um espetáculo de si mesmo. Ele era muito discreto, descontraído, apenas um homem comum, não um superstar. Sempre que ele tinha estado em torno dela, ele sempre parecia tão à vontade com todos. Ao passo que Haven... bem, ela nunca ficou à vontade em torno dele, não é? Seus pensamentos se voltaram para as aulas de reforço que ela tinha dado a Trevor na faculdade. O seu pai tinha sugerido, e ela relutou. Ela adorou a ideia de ganhar experiência em um de seus campos escolhidos, uma vez que naquela época ela ainda não tinha decidido entre uma carreira no jornalismo ou no ensino. Então ela tinha dado um monte de aulas de reforço. Mas gastar um tempo mano a mano com Trevor a fez congelar. Ele a intimidava, provavelmente porque estava loucamente apaixonada por ele — pelo menos uma espécie paixão que uma menina indefinida poderia ter tido pelo tipo inatingível de atleta que Trevor era. Ele pouco tinha prestado atenção a ela, porque ela era a filha de Bill Briscoe, e todos os rapazes tinham adorado o pai dela. E quando seu pai a tinha oferecido como tutora, Trevor sabia que não devia dizer não. Além disso, ele tinha que passar nas matérias, ou arriscar perder sua bolsa de estudos, então ele concordou. Wayne Manor refere-se à residência de Bruce Wayne, o Batmam. Ela é descrita como enorme, no meio de um terreno maior ainda. 6

~ 16 ~


Lembrou-se de seu coração batendo sem parar, as palmas das mãos suando quando ela se sentou ao lado dele em seu quarto na casa enquanto ela trabalhava com ele. Ela tinha estado tão preocupada com os músculos dele, o aroma limpo e fresco dele, com onde as grandes mãos dele estavam, e com o jeito que ele sempre ria e implicava com ela. Esse era Trevor, mesmo naquela época. Sempre à vontade, capaz de rir. Enquanto ela tinha sido uma gigantesca bola de tensão. Ela ficava uma bagunça tão grande em torno dele, não calma e auto confiante como de costume. No meio acadêmico ela tinha sido uma estrela do rock. Ele até provocou sobre ela ser inteligente, a pior coisa possível que ele poderia ter dito a uma jovem mulher, com uma queda monstro por um atleta sexy. Ela queria ser sexy e bonita, não inteligente, naquela época. Pelo menos em torno dele. E tudo o que ele tinha notado a respeito dela era que ela era inteligente para ajudá-lo a passar nas matérias. Ele não facilitou para ela, também. Deus, ele tinha sido um preguiçoso. Pelo menos academicamente. Nos esportes ele tinha sido um maldito superstar. O que a intrigava, porque ele tinha carregado aquela perseverança na carreira profissional dele. E olhe para o sucesso dele agora. Ele terminou o telefonema, então ela entrou na marquise. Quando ele a viu, ele ficou de pé. “Oh, ei, você conseguiu arrumar as coisas?” “Sim.” “Seu quarto está bom?” “Meu quarto é fantástico, obrigado.” “Ótimo. Sente-se.” Ela sentou-se em frente a ele em uma das cadeiras almofadadas. “Há um pouco de chá gelado e água nas jarras,” disse ele, apontando para duas jarras de vidro sobre a mesa próxima. “Gostaria de algo?” “Chá seria maravilhoso.” Ela começou a se levantar, mas ele a impediu. “Eu cuido disso.” “O que? Não há funcionários que pairam por perto para fazer isso por você?” “Uh, não. Eu tenho certeza que eu posso cuidar desta parte por mim mesmo.”

~ 17 ~


“Mas você tem um chef.” “Sim.” Ele tomou um gole do copo dele, em seguida, abaixou-o. “Hammond costumava trabalhar para a organização Rivers em concessões. Ele sempre foi um grande fã, e todos os jogadores gostavam muito dele. Uns anos atrás, ele atingiu a idade da aposentadoria, mas ele e sua esposa Lyla ainda tinham uma hipoteca para pagar. Além disso, eles estão criando dois de seus netos porque... bem, por causa de algumas circunstâncias particulares. Quando soube disso, eu o contratei para ajudar aqui na casa. Ele é um baita de um cozinheiro. Espere até você saborear os filés” Que história, e que surpresa. “Você é muito humanitário, Trevor.” Trevor deu-lhe um sorriso enigmático. “Eu gosto de boa comida, e como eu disse, Hammond pode cozinhar qualquer coisa. Eu acho que fiquei com a melhor parte no fim da história.” Ele era modesto também. Ele não quer parecer o herói. Ela não sabia o que fazer com isso. “Isso foi muito gentil da sua parte.” Trevor apenas deu de ombros, e ela se sentiu mal por pensar nele vivendo uma vida rica e privilegiada, quando ele tinha acabado de dar a um homem idoso e sua família uma ajuda decente. Ela tinha muito a aprender sobre Trevor. E ela precisava parar de prejulgá-lo e começar a usar suas habilidades de investigação da maneira que ela tinha sido ensinada. Ela desejou que tivesse trazido seu laptop para baixo com ela para que ela pudesse fazer algumas anotações. Era hora de entrar no jogo e começar a trabalhar.

~ 18 ~


Capítulo Três “ENTÃO ME DIGA, TREVOR... POR QUE ESTA CASA?” Trevor estava percebendo que Haven queria fazer disto uma entrevista, que queria começar a trabalhar de imediato. Talvez fosse uma boa coisa — pelo menos para ela. Ela parecia à vontade, o que ele estava feliz em ver. “Por que a pergunta? E é uma questão profissional, ou uma questão pessoal?” Perguntou Trevor. Seus lábios se curvaram. “Talvez um pouco de ambos.” “Justo.” Ele recostou-se na cadeira. “Eu gostei de todas as árvores. E de todo o espaço. Além da piscina. Havia muito espaço para fazer tudo o que eu queria. Eu não cresci com um monte de espaço, de modo que ter essa liberdade para passear me faz feliz.” Ela se levantou, foi até a janela e olhou para a parte de trás do imóvel, antes de se virar para encará-lo com um sorriso. “Eu posso ver isso.” Como ele não a tinha notado na faculdade? Ela era linda. Ela sempre parecia chateada com ele quando eles estavam na escola juntos. No entanto, ela tinha sido forçada a dar aulas para ele, e ele sabia muito bem que não tinha sido um aluno fácil. Ele estava muito preocupado com o futebol, e com a tentativa de passar raspando nas suas matérias para que ele não perdesse sua bolsa de estudos. Haven era nada além de um

~ 19 ~


meio para chegar a um fim. Ele não tinha pensado nela como uma jovem mulher desejável. Ela tinha sido a sua salvação, e ele a usou dessa forma. Além disso, ela era filha de Bill, e aquilo a tinha colocado estritamente fora dos limites. Mas agora? Agora... ah, inferno. Ela ainda estava fora dos limites. Ele tinha uma dívida com Ginger — e com Bill — e era seu dever animar Haven. E não de uma forma sexual. Mas, caramba, enquanto ela estava lá, a postura perfeita, as pernas delineadas nessas calças apertadas que ela usava, ele percebeu quanto tempo ele deixou passar sem realmente conhecê-la melhor. E agora — agora eles estavam trabalhando juntos, o que significava que ele não poderia cruzar aquela linha. Ou ele não deveria, de qualquer maneira. Não era para isso que ela estava aqui, e ela com certeza não estava interessada nele dessa forma. Ela deixou isso bem claro na faculdade, e os dois tinham bate-bocas desde então. Ele ficou surpreso por ela ter concordado com esta matéria, mas ele viu isso como um bom sinal. Ginger também, quando ele disse a ela. Mas quando seu corpo havia cooperado com sua mente? Ele a achava atraente, especialmente agora. Ela tinha deixado o cabelo crescer um pouco. Ela sempre costumava usá-lo muito curto. Agora ele emoldurava o rosto, a brisa que entrava pelas janelas soprando alguns fios contra a bochecha dela. Ela havia tirado os óculos de sol, dando-lhe um olhar com aqueles belos olhos azuis. Mas eles não eram de um azul normal. Eles eram... qual era a cor mesmo? Ele não conseguia se lembrar. “Você está me encarando, Trevor.” “Eu estava? Desculpe. Quer dar um passeio lá fora antes do jantar?” “Claro.” Sem hesitações. Ele gostava disso. Ele se levantou e levou-a para fora pela porta lateral e desceu os degraus em direção à piscina. “É aquecida, no caso de você querer dar um mergulho.” “Tudo bem, obrigada. Ainda está bem quente aqui fora. Pode ser bom.” “Sim. Especialmente após um jogo quente.” Ela parou, virou-se para ele. “O seu próximo é amanhã? Um jogo em casa neste fim de semana?” “Sim. Contra Chicago. Você vai estar lá?”

~ 20 ~


“Eu vou.” Eles caminharam ao longo do caminho entre o quintal e as árvores. Gostava da tranquilidade, os sons da brisa farfalhando as folhas das árvores. Ele deu-lhe tempo para pensar. “Então você teve um dia de folga hoje,” disse ela enquanto caminhavam lado a lado. “Sim?” “O que você faz em seus raros dias de folga?” “Eu passei algum tempo no telefone com meus advogados, tratando de alguns negócios. Conversei com meu time de futebol em Tampa.” “Eles estão em curso agora,” disse ela. “Eu sei.” “Isso mexe com você, saber que você está perdendo o início da temporada?” Ele deu de ombros. “Não há muito que eu possa fazer sobre isso. Há apenas um de mim e eu não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo.” Ela fez uma pausa e inclinou a cabeça para olhar para ele. “Você tem certeza? Quero dizer, você é uma estrela mundial e tudo mais.” Ele riu. “Sim, esse sou eu.” Gostava de o senso de humor dela ter permanecido intacto. Quando eles fizeram a volta no caminho, ele disse: “Vamos lá, vamos lá ver se Hammond aprontou aqueles bifes.” “Ok.” “Oh, eu tenho mais um telefonema para fazer. Te encontro na cozinha?” “Claro. Eu vou levar nossas bebidas lá para dentro.” Ela parou na marquise, pegou a bandeja, e saiu da sala. Trevor levou um minuto para pegar o telefone e dar à mãe dela uma chamada rápida. “Olá, Trevor.” “Oi, senhorita Ginger. Eu não tenho muito tempo, mas queria que você soubesse que Haven está aqui.” “Como ela está?” “Ela parece bem. Ela não está aqui há muito tempo, mas tivemos uma breve conversa. Ela parece de bom humor e não parece pra baixo ou qualquer coisa.” “Oh, isso é um bom sinal.”

~ 21 ~


“Eu vou te manter informada, mas tenho a intenção de mantê-la ocupada.” “Ótimo. Ela precisa disso. E obrigada novamente.” “Eu vou fazer o que puder, senhorita Ginger.” “Eu sei que você vai, querido. Falo com você em breve.” Ele desligou, em seguida foi até a cozinha para encontrar Haven em uma conversa profunda com Hammond sobre como temperar o bife perfeito. “Agora, senhorita Haven, se eu entregar todos os meus segredos para os hóspedes do Sr. Trevor, para que ele precisaria de mim?” Haven riu. “Em outras palavras, você não vai me dizer o que é esse cheiro incrível? Se eu tivesse que adivinhar, diria que é alho.” Hammond sorriu. “Não estou dizendo uma palavra. Levarei essa receita para a minha sepultura.” Quando Hammond o viu, ele perguntou: “Onde você gostaria de comer hoje à noite, Sr. Trevor?” “Na área de alimentação está ótimo, Hammond.” “Vocês dois vão em frente e sentem-se. Eu vou estar servindo a refeição em apenas alguns minutos.” Eles foram para a sala seguinte. Trevor segurou a cadeira para ela. Ela deslizou nela e levantou o olhar para ele, e ela não parecia feliz. “Isso não é um encontro, você sabe.” “Não, mas você é uma convidada.” Ele a sentiu na defensiva, embora ele não soubesse por quê. “Existe alguma razão pela qual eu não devesse ser respeitoso?” “Acho que não. Obrigada.” “De nada.” Ele estava prestes a perguntar se ela estava chateada com alguma coisa, mas Hammond chegou carregando uma bandeja com as saladas deles. “Senhorita Haven já me disse que ela prefere temperar,” disse ele, colocando os temperos ao lado. “Quando vocês terminarem com elas, eu vou trazer os bifes.” “Obrigado, Hammond. Eu suponho que você tenha feito alguns extras para levar para casa para você, Lyla, e os netos?” Hammond sorriu. “Você sabe o que eu fiz.” “Por que você não vai pra casa antes que esses bifes fiquem frios? Posso servi-los.”

~ 22 ~


“Tem certeza que você não se importa? Fico satisfeito em servir o jantar e limpar depois.” “Vá em frente e jante com sua família. Tenho certeza que Haven e eu podemos assumir a partir daqui.” Haven assentiu. “Podemos. E obrigado por ter preparado o jantar. Eu já sei que vai estar fantástico.” “Espero um relatório completo amanhã sobre o que você achou do seu bife,” ele disse enquanto se encaminhava para a cozinha. “Vocês dois tenham uma grande noite.” “Boa noite, Hammond,” Trevor disse, então mexeu na salada. “Eu não sei quanto a você, mas eu estou morrendo de fome.” “O que você fez foi muito bom,” disse Haven. Trevor olhou para ela e franziu a testa. “O que foi? Oh... Hammond? Ele gosta de passar tempo com Lyla e as crianças.” “Qual a idade das crianças?” “Quatro e seis.” “Extraoficialmente? O que aconteceu com a mãe deles?” Ele hesitou. “Sério, Trevor. Isso é extraoficial.” Ele assentiu com a cabeça. “A filha de Hammond, Jasmine, tem um problema com drogas. Um grande problema com o qual ela vem lutando durante anos. Ela esteve dentro e fora da cadeia algumas vezes por posse. Mas foi de mal a pior, e, dois anos atrás, ela começou a vender, foi pega, e agora ela tem uma longa sentença a cumprir.” Haven pousou o garfo. “Oh, não.” “Sim. Então, Hammond e Lyla têm a custódia total de Amelia e Jacob.” “E quanto ao pai das crianças?” “Dois pais diferentes, nenhum dos dois responsáveis o suficiente para estarem presentes. Eles eram ainda piores do que Jasmine. Um está na cadeia por assalto à mão armada.” Haven suspirou. “Pobres crianças. Graças a Deus eles têm avós como Hammond e sua esposa para cuidar deles.” “Sim. Hammond fez muitos sacrifícios para tentar fazer a filha ficar limpa, mas, finalmente, lavou as mãos e se dedicou a cuidar dos netos.”

~ 23 ~


“Algumas pessoas você não pode ajudar.” “Se eles não querem a ajuda, não.” Ela colocou a mão sobre a dele. “Obrigado por ajudar Hammond e a família dele.” “Hammond está fazendo todo o trabalho. Eu só estou pagando o salário dele.” “Você está certo. Ele está. Mas ele tem você ao lado dele, e isso é ótimo.” “Eu gosto dele. E eu saio ganhando com isso, também, você sabe. Você não provou esses bifes ainda.” Ela riu. “Bem, vamos ao que interessa.” Trevor estava contente que o tópico não era sobre ele e sim sobre os alimentos, o que naturalmente tinha um gosto muito bom. “Oh, meu Deus,” disse Haven, depois que ela tinha comido uns pedaços da carne dela. “Não é à toa que você contratou Hammond. Este bife é fantástico.” Trevor engoliu e tomou um gole de chá gelado. “Eu disse que eu levo a melhor neste acordo.” “Então o que você está dizendo é que você não sabe cozinhar.” “Claro que sei. Mas eu fico muito na estrada, e enquanto eu estou aqui em St. Louis, eu tenho um cozinheiro fantástico.” “E quando você vai para Tampa para jogar futebol? O que acontece com Hammond, então?” “Ele vem aqui todos os dias para ver a casa para mim.” Ela recostou-se na cadeira. “Em outras palavras, você continua a pagar-lhe anualmente.” “Sim.” “Porque você pode se dar ao luxo de fazer isso e porque você é um cara legal.” “Ah, vamos lá, não vá dizer isso às pessoas, Haven. Eu tenho a reputação de fodão a manter. E, além disso, ainda estamos no extraoficialmente” Ela riu. “Seu segredo está seguro comigo.” Depois que terminou de comer, eles limparam a mesa e levaramos os pratos para a cozinha. Haven ligou a água e começou a enxaguá-los. Trevor colocou sua mão sobre a dela. “Hammond vai acabar com você, se você começar a lavar os pratos.”

~ 24 ~


“Eu não posso simplesmente deixar esses pratos sujos na pia.” “E se você tirar o trabalho dele, você vai tirar o orgulho dele.” Agora aquilo, ela compreendeu. Ela desligou a água. “Ótimo.” Ela pegou uma toalha para secar as mãos. Ele a levou de volta para a marquise. Mas, primeiro, ele pegou uma cerveja na geladeira. Ele apontou uma para ela, mas ela balançou a cabeça. Quando eles se estabeleceram, ela percebeu que tinha ficado escuro enquanto comiam. E mais frio no exterior. “Frio?” ele perguntou. “Eu estou bem.” Ele pegou o cobertor que estava sobre uma das cadeiras e entregou a ela. “Obrigada.” “Então, sobre o seu novo trabalho na rede?” ele perguntou depois que ela se estabeleceu. “Meu trabalho? Não há muito a dizer.” “Você está animada em ser uma repórter esportiva?” “É... novo. Então, eu ainda estou meio nervosa.” “Quem você entrevistou?” Trevor iria perguntar isso a ela. Em essência, ele estava fazendo uma entrevista de emprego com ela. E ela estava prestes a falhar miseravelmente. “Oh, uh. Ninguém grande ainda. Como eu disse, tudo isto é novo para mim.” Ele se recostou na cadeira e tomou um gole de sua cerveja, então sorriu para ela. “Sim, mas agora você pegou a mim.” “Então, eu peguei. E por que isso?” “Por que o quê?” “Por que eu? Você poderia ter conseguido um dos comentaristas esportivos mais experientes para fazer esta reportagem especial sobre sua carreira. Você com certeza sabia que eu estava apenas começando na rede.” “Porque você me conhece. E porque eu confio em você para não foder com isso.” Ela riu. “Você tem certeza disso? Você ouviu a parte em que eu disse que era nova nisso, certo? “

~ 25 ~


“Sim. Mas você não é boa em seu trabalho? Não é para isso que você está treinada, pondo-se a trabalhar naquela estação de notícias de Dallas, esperando por sua grande chance?” Ele deu um sorriso para ela. “Baby, eu sou sua grande chance.” E ali estava um vislumbre daquele ego gigante que carregava, ainda na faculdade. “Você está cheio de autoconfiança, não é, Trevor?” “Eu não estaria onde estou hoje sem um ego saudável.” Ela não poderia culpá-lo por isso. A autoconfiança era fundamental no esporte profissional. Você não podia ser introvertido, pensar que era de segunda categoria e ainda ter sucesso, especialmente em dois esportes. “Bom ponto. E eu suponho que seja o que me traz aqui.” “Verdade. Então, o que está na programação para você e para mim, além de fazermos maravilhosas refeições juntos?” “Eu vou falar sobre sua história familiar, você quando criança, e, em seguida, sobre o ensino médio e a faculdade. Vamos falar sobre como você leva a sua vida hoje —” Ela olhou em volta. “As pessoas gostam de saber sobre o estilo de vida de um jogador. Então nós vamos entrar em sua carreira profissional e como você consegue conciliar o basebol e o futebol. Vamos entrevistar sua família —” “Não.” Haven fez uma pausa. “Não? Para qual parte?” “Minha família.” “Por que não?” “Eu não quero que meus pais sejam entrevistados.” “Mais uma vez. Por que não?” “Porque eu não quero. Eles não são parte da minha carreira.” “Discordo. Eles tiveram uma grande participação em você chegar aqui, em formar a pessoa que você é agora.” “Não, Haven.” Havia algo que ele não estava dizendo a ela. Ela nunca conheceu os pais dele. Ela estava certa de que eles o tinham visitado na faculdade, mas ela nunca tinha estado por perto naquelas ocasiões. Talvez ele não se desse bem com eles. Ou talvez eles tivessem vergonha de aparecer

~ 26 ~


na mídia. Ela teria que respeitar isso. Ou, pelo menos, colocar isso de lado para mais tarde, quando ela tentaria novamente. “Ok. Pais fora dos limites. Mas eu ainda vou perguntar-lhe sobre o seu histórico.” “Você pode fazer qualquer pergunta que você quiser. Isso não significa que eu vá responder.” “Devidamente anotado.” Como era típico de Trevor, ele apresentou um desafio. Quando não tinha apresentado? Mesmo na faculdade, ele não tinha facilitado para ela fazer o seu trabalho. Mas isso não impediu a impediu na época. E não iria impedi-la agora. “Como está sua mãe?” ele perguntou. “Ela está indo... bem. Eu falei com ela ontem, na verdade. Na verdade eu estava indo para — bem, não importa.” “Indo para onde?” Não seria bom ele saber que ela estava prestes a abandonar o seu emprego dos sonhos e fugir de Nova York para correr de volta para Oklahoma. “Eu estava indo visitá-la, mas este trabalho surgiu então eu tive que avisá-la que eu teria que colocar isso em espera.” “Talvez nós dois tenhamos a chance de visitá-la, enquanto estamos fazendo a entrevista. Eu suponho que você vá querer fazer parte da matéria na faculdade.” “Eu adoraria se você tiver tempo.” “Eu vou criar tempo.” Ele com certeza estava sendo complacente. “Então, sim, nós provavelmente vamos.” Ela realmente tinha que organizar seus pensamentos — e suas anotações. “Então, vamos começar de manhã?” ela perguntou. “Por que não agora?” “Eu não estou... pronta ainda.” “Ok. O que você quer fazer hoje à noite? Você quer ver St. Louis?” Apenas o pensamento de sair a fez sentir náuseas. “Não, eu acho que vou para o meu quarto e rever minhas anotações para que possamos começar amanhã.” “Você tem certeza? Você pode querer relaxar e ter algum divertimento hoje à noite. Deixeme mostrar-lhe a cidade. Nós vamos sair.”

~ 27 ~


“Primeiro, eu já estive aqui antes.” “Você já esteve? Quando?” “Com o meu... com o meu pai. Mas foi há muito tempo. Eu era uma criança.” Ele deu-lhe um olhar que lhe disse que tinha entendido. “St. Louis mudou muito desde que você era uma criança. Há muita coisa que eu posso mostrar-lhe sobre a cidade.” “Eu não estou aqui para me divertir, Trevor. Estou aqui para trabalhar.” Ele inclinou-se, dando-lhe uma visão de olhos incríveis dele. “Você não pode trabalhar o tempo todo, Haven. A vida é para ser vivida. Um dos meus companheiros de equipe faz aniversário hoje. Ele convidou um grupo de pessoas para um clube para comemorar.” Ela não estava com vontade de comemorar. “Você vai. Eu vou ficar aqui e trabalhar.” “Sério?” “Sério. Eu preciso para me preparar para nós começarmos amanhã.” “Se você tem certeza.” “Tenho certeza.” “Ok. Mas se você mudar de ideia...” “Eu não vou. Vejo você na parte da manhã.” Ela foi para o quarto, ficou de calcinha e top e subiu na cama, envolvendo-se com as notas e seu laptop. Ela passou algumas horas fazendo anotações e organizando seu plano de ataque, em seguida, pegou o controle remoto para assistir um pouco de televisão. Ela despertou algum tempo mais tarde, desorientada, suas notas em cima dela. Ela pegou seu laptop e ligou para recarregá-lo, em seguida, pegou o telefone dela para olhar a hora, percebendo que já era depois das duas da manhã. Uau. Ela trabalhou mais tempo do que pensava. Embora ela não tivesse ideia de quanto tempo ela tivesse dormido. Ela olhou suas anotações e gostou de sua abordagem. Ela vestiu um par de shorts e desceu as escadas até a ala principal para pegar um copo de água gelada. Estava escuro lá em baixo. Ela se perguntou se Trevor já tinha voltado para casa. Ela não sabia se ele tinha voltado, já que sua ala era longe da dele. Não era de sua conta, de qualquer maneira. Ela foi até o armário e encontrou um copo, encheu-o com água e gelo, e se dirigiu para o deck da piscina para desfrutar da brisa leve e para

~ 28 ~


olhar o céu. Estava agradável aqui fora agora. Ela poderia se sentar aqui o resto da noite e desfrutar da brisa suave e olhar para as estrelas. Ela ouviu um carro e viu os faróis na garagem. Ela se levantou, pensando que era Trevor. Ela voltou para dentro e levou o copo para a pia, com a intenção de cumprimentá-lo, em seguida, voltar para a cama. Mas Trevor entrou na cozinha e acendeu as luzes. Ele não estava sozinho, também. Havia um cara com ele. E duas mulheres muito atraentes, ambas loiras. Uma delas estava envolta em Trevor. “Oh,” Trevor disse, seus lábios se curvando em um sorriso. “Eu pensei que você tivesse ido para a cama algumas horas atrás.” “Eu fui. Eu estava trabalhando, e fiquei com sede. Então eu fui sentar lá fora por um tempo. Eu não estava realmente cansada, então eu assisti as estrelas. Está muito agradável aqui fora esta noite.” E ele não precisa de um detalhamento de todos os seus movimentos, idiota. “Sim, está. Haven, este é o meu companheiro de equipe, Tennessee. Nós o chamamos de Ten-Spot. E estas são Audrey e Petra.” Ela assentiu. “Prazer em conhecê-los.” “Quem é ela?” Petra, a agarrada a Trevor, perguntou. “Haven é uma amiga minha. Ela vai ficar aqui por um tempo, viajando comigo. Nossa história é antiga. Eu conheci o pai dela há muito tempo, quando estava na faculdade.” Petra deu-lhe uma olhada de cima a baixo. “Então... é como uma coisa de caridade, né?” Haven prendeu a respiração, mas não mordeu a isca. “Não, não gosto disso. Por que você não vão para o deck? Nós já vamos para a piscina.” “Vamos,” Ten-Spot disse às mulheres. “Prazer em conhecê-la, Haven.” “Você também, Ten-Spot,” disse ela. “Hoje é o seu aniversário?” “Bem, tecnicamente ontem. Mas sim.” “Feliz aniversário.” Ten-Spot sorriu. “Obrigado.” “Eu quero ficar aqui com você, Trevor,” disse Petra, fazendo um bico muito óbvio para que seus lábios carnudos brilhantes parecessem ainda mais cheios. Trevor apertou a mão dela. “Vá lá para fora, Petra. Eu estarei lá.”

~ 29 ~


“Ok.” Petra fez um pouco mais de beicinho, então pegou seu rosto e beijou-o. Meio descuidada. Trevor foi quem quebrou o beijo. Eca. Que fosse. Depois que eles fecharam a porta que dava para o deck, Trevor virou-se para ela. “Desculpe. Achei que você estaria na cama.” “Não há nada para se desculpar. Esta é a sua casa. E eu estava na cama.” Ele não disse mais nada, por isso que ela fez. “Olha, eu não quero arruinar o seu... momento de lazer, Trevor. Então, talvez nós precisamos conversar sobre a coisa toda de hospedagem. Eu posso ficar em um hotel. A rede vai pagar por isso.” “Não há nada a falar. Eu quero você aqui comigo. Há muito espaço aqui.” Mas ela não tinha certeza de que ia funcionar para ela. “Vamos falar sobre isso amanhã. Você se divirta com seus amigos. Vou subir para a cama agora.” “Você é bem-vinda para se juntar a nós, você sabe.” Os sons de gritos e risadas chamou sua atenção para a piscina. Ela pegou um flash de seios nus, então balançou a cabeça. “Não, está tudo bem. Estou cansada. Além disso, temos um acordo de negócios, lembra?” Ele deu-lhe um olhar. “Claro. O que você disser, Haven.” Ele foi até a geladeira e pegou várias cervejas. “Vejo você na parte da manhã então, certo?” “Certo.” Seu estômago apertou, embora ela não tivesse ideia de por que ela se importava onde ele e com quem ele tivesse ido. Ela não devia se preocupar. Ela não se importava. Ela subiu as escadas e foi para seu quarto, fechando a porta atrás dela. Ela não poderia silenciar os sons de risos de baixo, no entanto. E as lembranças de cada menina com quem Trevor tinha estado na faculdade vieram à tona. Todas as belas líderes de torcida com quem tinha saído, e como ela ansiava que ele a visse como algo além de tutora dele. Ele nunca tinha visto porque ele só estava interessado em como ela poderia ajudá-lo a passar naquelas matérias. Ela pegou seu iPod e enfiou os fones em seus ouvidos para abafar os sons de fora. TREVOR SENTOU-SE À BEIRA DA PISCINA ENQUANTO TEN-SPOT brincava com as meninas.

~ 30 ~


Isso tinha sido um erro. Ele sabia disso, mas Ten tinha ficado com Audrey no clube, e Petra tinha vindo junto para o passeio. Petra não era mesmo o tipo dele. Ele não ligava para loiras peitudas, especialmente as que estavam interessadas apenas em dormir com um atleta. A menina era óbvia. Ela estava moendo contra ele toda a noite, praticamente dando-lhe um boquete na seção VIP do clube. Trevor gostava de sexo tanto quanto qualquer cara, mas ele gostaria de pensar que ele tinha crescido um pouco e gostava de ser o que se aproximava. Além disso, algumas dessas mulheres eram um pouco agressivas demais. O que diabos havia acontecido com a sutileza e a sedução e deixar as coisas acontecer em seu próprio tempo? Talvez ele estivesse ficando velho, ou apenas extremamente cansado desse jogo. Ou talvez ele estivesse cansado de mulheres como Petra que estavam interessadas apenas na exposição. Ele não queria uma namorada, de qualquer maneira. Ele só queria se concentrar em sua carreira. E ele deveria estar se concentrando em Haven, em fazê-la se sentir melhor. Isso não estava dando certo. Ele devia ter se esforçado mais, deveria ter tentado convencê-la a sair com ele hoje à noite. Em vez disso, ele acabou com a loira bêbada em sua piscina que não poderia se importar menos com que atleta ela estava, desde que ela chegasse a dizer que ela dormiu com alguém da equipe. Parece que Ten-Spot ia ter sorte com as duas, porque depois que Trevor deixou claro a Petra que ele não estava interessado, ela fez beicinho por cerca de três segundos antes de se juntar a Audrey em fazer a noite de Ten. O que era muito bom para Trevor. Ele estava cansado, e ele precisava descobrir a melhor forma de ajudar Haven. Ele faria melhor amanhã.

~ 31 ~


Capítulo Quatro QUANDO TREVOR ACORDOU NA MANHÃ SEGUINTE, ELE ENCONTROU Haven na marquise, o cheiro do café levando-o para lá. Ele pegou o bule e se serviu de um copo. “Ei, você já está de pé.” “Sim.” Ela sentou-se à mesa, o laptop e o bloco de notas ao lado dela. “Hammond estava aqui cedo, limpando a cozinha. Ele faz um ótimo café, também.” Ela olhou em volta. “Onde estão os seus... amigos?” “Eles se foram não muito tempo depois de você ter ido para a cama.” “Todos eles?” Ele entortou um sorriso. “Sim. Todos eles. Petra não é minha namorada. Nem mesmo um caso de uma noite, Haven.” Ela desviou sua atenção para seu laptop. “Não é da minha conta com quem você dorme.” Sim, claro. Exceto que ela parecia irritada ontem à noite. E ele teve que admitir que isso o deixou curioso. Ela estava com ciúmes? Por que ela estaria? Ela estava interessada nele? Ele olhou para ela, tão focada no que quer que fosse que ela estava fazendo no laptop dela. “Pronta para trabalhar tão cedo?” “Quando você estiver pronto.” “O café em primeiro lugar. E então o café-da-manhã. Você já comeu?” “Eu tomei um pouco de iogurte.” Ele derramou café numa xícara. “Iogurte? Só isso?” “É o suficiente para mim.”

~ 32 ~


Ele riu. “Não, não é. Que tal um pouco de bacon, ovos e panquecas? Talvez alguns biscoitos e molho?” Ela finalmente desviou a atenção do laptop e olhou para ele. “Hammond não está aqui. Ele disse que tinha coisas para fazer.” “Eu disse a você que eu sei cozinhar “ Ela o olhou de cima a baixo. “Talvez eu devesse cozinhar.” Ele riu. “Eu acho que você vai ter que confiar em mim.” “Realmente. Eu estou bem. O iogurte foi o suficiente.” “Não é o suficiente. E eu preciso comer de qualquer maneira. Eu preciso de combustível para o dia, e o café da manhã deveria ser a sua maior refeição.” “Uh, não, obrigado, de verdade. Eu estou bem.” “Venha comigo. Você pode sentar-se comigo e beber o seu café enquanto estou cozinhando.” Ela pareceu concordar com aquilo, seguindo-o até a cozinha e tomado um lugar na ilha. Ele tirou várias frigideiras. “Eu vou fazer algum extra, apenas no caso de você mudar de ideia.” Ela parecia precisar de algumas calorias, como se tivesse perdido um pouco de peso desde a última vez que a tinha visto. “No que você estava trabalhando lá?” Ele perguntou enquanto colocava o bacon na panela, em seguida, quebrou os ovos em uma tigela. “Apenas um guia para o nosso programa juntos.” Decidindo não fazer panquecas, ele tomou o pão e colocou alguns na torradeira. “Ok. Então, qual é o plano?” “Isso pode esperar até depois do café da manhã.” “Você gosta de suco de laranja?” “O que? “Suco de laranja. Você gosta?” “Oh. Sim, eu gosto. Por que?” Ele abriu a geladeira e visualizou o conteúdo. “Eu também tenho suco de cenoura, suco de maçã e suco de cranberry. O que você prefere?” “Um... suco de laranja está bom.”

~ 33 ~


Ele serviu dois copos, em seguida, virou o bacon e pegou dois pratos. “Realmente, Trevor, eu não estou com fome. “ Ele deslizou um sorriso na direção dela. “Ninguém disse que você tem que comer.” Ele terminou o bacon, em seguida, colocou os ovos na panela. Em um par de minutos, eles foram mexidos perfeitamente. Ele dividi-os em dois pratos e deslizou um em sua direção. Não prestando atenção a ela, ele puxou uma cadeira no bar e começou a comer. Não demorou muito tempo para empurrar o laptop para o lado, pegar o garfo que ele pousou sobre o prato, e mergulhar na comida. Nunca subestime o poder do cheiro de bacon. Ela comeu pelo menos metade do que ele havia colocado no prato, o que ele chamaria de um sucesso. Quando ela terminou, ela empurrou o prato para o lado. “Isso estava muito bom. Obrigada.” “De nada.” “Você é um bom cozinheiro, Trevor.” Ele recostou-se na cadeira. “Isso te surpreende?” “Eu não sei por que deveria. Você é bom em muitas coisas.” Ele atirou-lhe um sorriso. “Querida, você não sabe da missa a metade.” Ela revirou os olhos e saiu do banco do bar. “Eu vou lavar os pratos.” “Você não tem que fazer isso. Você é uma convidada.” Ele se levantou e levou o prato dela, o dele, até a pia, lavou-os e colocou-os na máquina de lavar. Em seguida, ele lavou a frigideira. “Você só está no seu melhor comportamento porque eu estou aqui, certo?” Ela perguntou enquanto ela mais uma vez tomou um lugar no bar. “Eu não sei o que você quer dizer.” “Primeiro você cozinha, e agora você lava pratos também?” Ele empilhou a frigideira no escorredor de pratos, em seguida, pegou a toalha para secar as mãos. “Bem, sim. Por que eu não faria isso?” “Este não é o Trevor que eu conheço.” “Talvez você não me conheça tão bem quanto você pensa.” Ela estudou-o. “Talvez eu não conheça.”

~ 34 ~


“Ótimo. Então você vai ter um monte de perguntas a fazer para a sua super história sobre mim, não vai?” Ela riu. “Eu acho que eu vou. O que, agora que o café da manhã acabou, nós devemos começar a fazer.” “Claro. Vamos espalhar-nos um pouco. O balcão de café-da-manhã não é confortável. Onde você gostaria de ir?” Haven olhou em volta, tentando decidir onde se estabelecer. “Uh, sala de estar.” Trevor ficaria provavelmente mais à vontade, mais em casa lá, e mais propício a responder suas perguntas iniciais. Além disso, a sala de estar parecia um pouco mais formal do que a marquise. “Isso vai funcionar.” Ele se sentou em uma das cadeiras de couro, enquanto Haven se espalhou no sofá, as notas e o laptop na frente dela. “Então, como é que isto vai funcionar?” ele perguntou. “Eu vou começar fazendo algumas perguntas de fundo, apenas algumas coisas que vamos preencher junto com a narrativa. Depois que nós terminarmos com toda a história de fundo, vamos começar a filmar.” “Que será composto de...?” “Você no trabalho. E em casa. Onde você cresceu, onde você estudou no ensino médio e na faculdade, além de alguma coisa com você em atividades de lazer. As pessoas querem saber sobre você, quem Trevor Shay é como pessoa, bem como atleta. Eu procurei por algumas das instituições de caridade que você patrocina. Eu gostaria de mostrá-las.” “Eu gostaria disso, também.” “Então, estamos prontos.” “Eu vou poder entrevistá-la também?” ele perguntou. “Ha-ha. E não. Você já sabe tudo o que há para saber sobre mim.” “Eu sei?” “Claro. Nós nos conhecemos desde a faculdade.” “Nós estivemos por perto, Haven. Mas será que nós nos conhecemos tão bem?” Ela franziu a testa. “Eu não entendi a pergunta.”

~ 35 ~


“Olhe. Se você soubesse tudo o que havia para saber sobre mim, você poderia escrever o fundo sem a necessidade de me entrevistar, certo? Mas você não pode, porque apesar de nós termos ido para a faculdade juntos, nós não convivemos realmente, não é?” “Não, nós definitivamente não convivemos.” “E não é como se tivéssemos passado muito tempo perto um do outro. Nós nos conhecemos por causa de sua mãe e seu pai. Nós saímos algumas vezes, mas você realmente não me conhece tão bem assim. E eu não conheço você, de qualquer maneira.” “Você conhece todo mundo que te entrevista?” “Não. Mas você é a filha de alguém que eu admirava. Alguém que eu tinha como um mentor. Você não é apenas um entrevistador aleatório. Você é alguém que eu gostaria de conhecer melhor.” Ela não entendia por que ele estava interessado. Ou ainda por que isso importava. “Você certamente está em outro ritmo agora, diferente do ritmo da época da faculdade. Você mal podia esperar para ficar longe de mim, naquela época.” Ele abaixou a cabeça, em seguida, deu-lhe um sorriso muito sexy. “Na faculdade era diferente. Eu não estava muito a fim de aprender naquela época. A única coisa que interessava era a bola — a de futebol americano e a de baseball. Eu queria estar lá fora em campo jogando. As matérias ficavam no meu caminho. E você representava as matérias.” “Eu entendo.” Não exatamente da mesma maneira que ela tinha visto isso na época. “Então você me viu como uma forma de ajudá-lo a passar em suas matérias para que você pudesse permanecer na faculdade.” “Algo assim. Por quê? Eu fui cruel com você?” “Não. De jeito nenhum. Você apenas fez tudo que pôde para evitar estudar.” Ele riu. “Sim. Isso realmente não era a minha praia.” “Então, eu notei. Infelizmente, o charme só poderia levá-lo até um ponto, Trevor. Em algum momento você tinha que conseguir uma nota para ser aprovado.” “E você ajudou com isso. Então, obrigado mais uma vez.” “De nada. Embora eu não saiba se eu realmente ajudei, já que você conseguiu escapar da maioria de nossas sessões de estudo, ou raramente prestava atenção ao que eu estava tentando dizer.”

~ 36 ~


“Hey, eu passei, então isso ajudou. Confie em mim, você ajudou.” A maneira sincera que ele olhou para ela, o sorriso fácil no rosto, e, oh, Deus, ela poderia ficar tão perdida no mar verde de seus olhos, por causa daqueles escuros e longos cílios que ele tinha, e a boca dele — “Então... onde vamos começar?” Haven piscou, e percebeu que estava encarando-o. Ele tinha feito isso com ela na faculdade, também, fazendo-a perder o foco. Maldito homem, de qualquer maneira. E agora ele estava sorrindo para ela, como se soubesse exatamente o tipo de efeito que ele tinha sobre ela. “Vamos começar com a sua infância.” Em seu olhar desconfiado, ela disse: “Nós vamos caminhar suavemente por aqui, e se alguma coisa fizer você se sentir desconfortável, vamos parar.” Ela virou-se em seu gravador. Trevor olhou para ele. “Não.” Ela desligou-o. “Não?” “Não para esta parte.” Ela não sabia por que, mas ela não iria perguntar, pelo menos não ainda. “Ok. Vou apenas fazer anotações no meu laptop. Se ficar desconfortável com qualquer coisa, vamos discutir.” “Certo.” Ela podia ser nova nisso, mas ela ainda era uma jornalista. Seu trabalho era cavar e cavar fundo, mesmo em território desconfortável, para tornar o assunto fácil o suficiente para que ele divulgasse segredos que de outra forma não quisesse se aprofundar. Ela faria isso com Trevor se ela precisasse, mas ela esperava que ele se sentisse confortável o suficiente com ela de modo a nem perceber as perguntas de sondagem. “Qual foi o primeiro esporte organizado você lembra ter jogado, e quantos anos você tinha?” “Isso é fácil. Futebol. Eu tinha cinco anos. Embora eu não saiba se você poderia chamar aquilo de organizado.” Ela riu. “Sim, eu me lembro. Joguei também. Meus pais se referem a ele como bola de bando, porque nos reuníamos em torno da bola em um bando e corríamos atrás dela.”

~ 37 ~


“Sim, T-ball7 foi um pouco melhor. Joguei isso também. Em seguida, na liga de futebol americano Pee Wee8.” Ela começou a digitar notas. “Você gostava muito de esportes quando criança.” “Eu era um diabinho com excesso de energia. Minha mãe tinha que me manter ocupado, então eu praticava esportes durante todo o ano.” “Era isso que você queria fazer?” “Eu gostava de jogar. E a minha mãe estava certa. Eu não gostava de sentar e ficar quieto. Eu não era muito de ficar em silêncio, assistindo a um filme ou lendo um livro. Eu queria estar lá fora correndo e fazendo as coisas.” “Você tem irmãos ou irmãs?” “Eu tenho um irmão. Ele é mais jovem do que eu.” Quando ela não disse nada, ele acrescentou, “O nome dele é Zane. Ele ainda está na faculdade.” “Então, um pouco mais jovem do que você.” “Sim. Ele é o meu meio-irmão, na verdade. Meus pais se divorciaram quando eu tinha sete anos de idade. Minha mãe se casou novamente e teve Zane.” Ela não sabia que os pais dele tinham se divorciado. Tanta coisa que ela não sabia. Ela estava fazendo anotações. “Você e Zane são próximos?” Trevor sorriu. “Sim. Ele é ótimo. Tão inteligente. Ele é pré-médico, então vai ser um médico. Ele se forma na próxima primavera e, em seguida, ele vai começar a faculdade de medicina. Minha mãe e padrasto estão tão orgulhosos dele. Inferno, todos nós estamos.” “Eu tenho certeza que ela está. Assim como ela está muito orgulhosa de você.” “Oh, sim, com certeza ela está. Mas você sabe, esporte não é medicina. Eu não vou salvar a vida de alguém pegando uma bola de futebol ou fazendo um home run.” “Eu não acho que é muito justo comparar-se a escolha de carreira do seu irmão. Você está fazendo o que você ama, seguindo seus talentos. Assim como seu irmão.” Ele deu de ombros. “É verdade. Próxima pergunta.” E ele estava obviamente disfarçando o fato de que o irmão ter escolhido um caminho importante como carreira o incomodava e ele, por algum motivo, sentiu que sua escolha não era. 7 8

T-Ball ou tee-ball é um esporte de equipe baseado num beisebol e softball simplificado. Liga infantil de futebol americano.

~ 38 ~


“Quantas vezes você vê o seu irmão?” “Todas as vezes que nós podemos ficar juntos.” “Onde ele vai estudar?” “Ele está tirando a licenciatura de pré-médico na Universidade de Washington aqui em St. Louis, onde ele também gostaria de cursar a faculdade de medicina. Eu acho que, dadas as notas dele, é certo que ele vá ficar lá.” Haven sorriu. “Maravilha para ele.” “Sim. Como eu disse, ele é muito inteligente.” “Eu gostaria de conhecê-lo e entrevistá-lo.” “Vou ver como está a agenda dele e talvez arranjar isso.” “Obrigada.” Ela olhou suas anotações. “Conte-me sobre o seu pai. O que aconteceu depois do divórcio?” “Não.” “Não, o quê?” “Eu não quero falar sobre o meu pai.” “Você e seu pai não são próximos?” “Eu amo a minha mãe. Meu padrasto é um cara incrível e entrou em cena quando meu pai não estava por perto, o que representa a maior parte da minha infância. Ele é o verdadeiro pai na minha vida. Vamos apenas deixar o meu pai fora de todo este processo.” Ela colocou o laptop para o lado. “Ok. Extraoficialmente, me fale sobre o seu pai.” Ele ficou de pé. “Não agora. Vamos fazer uma pausa. Que tal um mergulho antes que fique muito quente e antes que eu tenha que ir para o estádio?” Ela olhou para ele. “Trevor, a gente acabou de começar e há uma grande quantidade de material para encobrir.” Ele veio até ela, agarrou a mão dela e puxou-a para cima. “E muito tempo para fazer isso. Vamos lá, um mergulho rápido e vamos voltar ao trabalho. A vida é para ser vivida, Haven. Vamos nos divertir um pouco.”

~ 39 ~


Ela hesitou, então, finalmente, concordou, imaginando que se ela o mantivesse feliz, ele seria mais favorável a responder suas perguntas, mesmo as mais difíceis. “Ok, mas apenas uma pequena pausa.” UMA HORA MAIS TARDE, TREVOR CAMINHAVA PELO FUNDO, enquanto observava Haven sentada nos degraus da piscina em águas rasas. Os cotovelos dela descansavam na beira da piscina e o rosto estava inclinado para cima, em direção ao sol. Ela parecia... relaxada, o que era exatamente o que ele queria. Esta manhã estava indo bem. Ela mergulhou nas perguntas, aparentemente aprofundada no trabalho, o que era o objetivo. Infelizmente, foi ele quem colocou um fim a tudo, quando ela mencionou o seu pai. Ele não podia falar disso. Não agora, e nunca oficialmente. Esta pausa foi exatamente o que ele precisava para colocar a mente de Haven em uma direção diferente. Além disso, ela parecia estar se divertindo. Ou, pelo menos, ela não parecia pra baixo. “Como você consegue ir para o trabalho quando você tem um quintal como este?” ela perguntou, inclinando o rosto para enfrentar o sol. “Se eu morasse aqui, eu acho que eu iria viver na piscina. Além disso, é aquecida, de modo que você pode nadar aqui pelo menos até o final de outubro, dependendo do clima.” “Sim, é muito bom. É por isso que eu comprei o lugar. Vou ficar aqui durante o campeonato, desde que chegamos tão longe.” “E o que você acha das chances do Rivers este ano?” ela perguntou. “Muito boas. Afinal, eles têm a mim.” Ela riu. Ele nadou em direção a ela e parou na borda ao lado dela. “Então você acha que poderia se acostumar com esse estilo de vida, hein?” Ela deslizou seus óculos de sol pra cima da cabeça. “O que posso dizer? Eu sou facilmente influenciável.” “Eu não acredito nisso. Você sempre foi tão focada na época da faculdade. Você se formou com um diploma duplo e tudo.” O olhar de surpresa em seu rosto o fez sorrir. “Como você sabe disso? Você mal me deu atenção.” “Talvez eu saiba mais sobre você do que você sabe sobre mim.”

~ 40 ~


“Sério. Como você sabia disso?” “Seu pai e eu tivemos algumas conversas. Ele se orgulhava muito de você. Ele disse que você poderia ter feito qualquer coisa que você quisesse com a sua vida — você se formou em educação especial e em jornalismo.” “E eu escolhi o jornalismo.” Ela olhou por cima da água. “Eu não sei se isso foi muito nobre.” “É o que você queria fazer, não é?” Ela encolheu os ombros. “Eu não sei. Suponho que na época sim. Parecia mais emocionante para mim. Eu tive a oportunidade de viajar e eu queria muito sair de Oklahoma. Além disso, eu adoro esportes. É por isso que eu escolhi o jornalismo ao invés de ensinar.” “O esporte é emocionante para mim. Eu nunca poderia sonhar fazer qualquer outra coisa. Você acha que o que eu faço é nobre?” Ela abriu a boca, então a fechou. “Ok. Então, nenhum de nós é nobre. Supere-se, Haven.” Ela balançou a cabeça. “Você não entende. No começo eu queria ensinar. Eu amava dar aulas na faculdade, amei as aulas, mas a atração de jornalismo também estava lá. Daí o duplo diploma. Eu não conseguia decidir o que queria mais. E é por isso que levei mais tempo para me formar, também.” “Então você está martirizando-se porque está fazendo o que faz você feliz?” “Quem disse que eu estou martirizando-me?” E ele se perguntou se ela estava realmente feliz. “Eu disse. O jornalismo é uma carreira emocionante.” “O ensino pode ser, também.” “Ensinar é uma carreira cansativa, ingrata e você sabe disso. Tenho certeza de que foi uma difícil escolha de carreira.” “Mas eu amava. Eu amava as aulas, amava meus alunos quando eu era tutora e dava aula pros estudantes. Por que eu não escolhi isso em vez de jornalismo?” “Porque você não amava aquilo o suficiente?”

~ 41 ~


Ela suspirou. “Pode ser. Eu não sei. Não é que eu não goste disto—” Ela olhou para ele. “Isso costumava me abastecer. E a oportunidade que tive de fazer jornalismo esportivo para uma rede. Deus, um ano atrás, eu teria matado por um lugar como esse.” “Mas?” “Mas, então, você sabe, as coisas com meu pai aconteceram.” “E isso te derrubou. Diminuiu um pouco o entusiasmo.” “Eu acho que sim. Ultimamente tenho estado em algum tipo de fossa e eu não consigo me arrastar para fora dela.” “Porque você perdeu o seu pai, e é compreensível você estar assim.” “Já se passou tempo suficiente. Eu não deveria estar me sentindo desse jeito ainda.” “Eu não acho que você possa colocar uma linha de tempo no luto. Você sente isso e isso te consome até que não tenha mais esse efeito.” Ela olhou para ele. “Você fala como se você conhecesse isso.” “Eu perdi algumas pessoas com quem eu me importava, então sim. Eu sei como é o sentimento. E eu me importava com o seu pai, também. Perdê-lo foi difícil para mim. Eu ainda sinto que há um buraco, como se algo estivesse faltando em minha vida.” Ela colocou a mão no braço dele. “Eu sei que você se importava profundamente com o meu pai. Ele amava você, também. Ele amava todos vocês como se fossem filhos dele.” “Não tanto quanto ele amava você. Ele falava sobre você o tempo todo. Ele tinha tanto orgulho de você, Haven. E não importa as escolhas que você faça, ele ainda estaria orgulhoso de você.” Ela assentiu com a cabeça, e ele viu as lágrimas encherem-lhe os olhos. “É.” Ela se levantou e começou a subir os degraus. “Eu acho que já descansamos o suficiente. Que tal voltar a trabalhar?” Ele começou esta com conversa sobre o pai dela. Ela tinha estado relaxada e se divertindo, e agora ela estava triste novamente. Hora de mudar o humor. “Eu não sei. Parece que você pode precisar de um mergulho.” Antes que ela pudesse protestar, ele se levantou, pegou-a em seus braços, e mergulhou na água.

~ 42 ~


Ela subiu borrifando água com a boca, separando o cabelo que tinha caído na frente de seu rosto. “Maldição, Trevor. Mas que ponto cego.” Ele riu e balançou a cabeça para frente e para trás e para tirar a água de seus olhos e o cabelo de seu rosto. Haven afastou-se, empurrando a palma da mão sobre a superfície da água para espirrar nele. Ela nadou até as escadas e saiu. “Oh, vamos lá, Haven.” “Não importa. Você precisa encontrar meus óculos de sol, que estão, sem dúvida, no fundo da piscina em algum lugar, graças a você ter me afundado.” “Sim, senhora.” Ele mergulhou e procurou, encontrou os óculos dela pousando no fundo da piscina. Quando ele se aproximou, ele só teve um segundo para piscar antes de Haven se jogar numa bola-de-canhão9 na piscina ao lado dele. A água catapultou sobre sua cabeça como um tsunami. Agora era a dele vez de borrifar com a boca. Ele tirou a água o rosto e virou-se para vê-la sorrindo para ele. Ela pegou os óculos escuros dele e colocou-os. “Só dando o troco,” disse ela, antes de nadar para longe. “Oh, eu não penso assim.” Ele voou atrás dela. Ela riu, em seguida, gritou quando ele agarrou o tornozelo dela e puxou-a para trás. Ele puxou-a contra ele, embalando-a em seus braços para que ela não pudesse escapar, embora ela tivesse tentado. “Ei, você começou isso,” disse ela. “E você revidou. Isso significa que estamos em guerra.” O corpo dela ficava bem contra o seu. Ele gostava de abraçá-la, gostava de ver os seios de perto. E tudo bem, talvez ele fosse um pouco voyeur. Quem poderia culpá-lo, uma vez que Haven era bonita, tinha um corpo maravilhoso, e ele gostava de ouvi-la rir? Bola-de-canhão é o mergulho dado depois de correr até a beira da piscina, dar impulso para cima e segurar os joelhos junto ao peito. 9

~ 43 ~


“Guerra, hein? Eu gosto de um desafio.” “Não há muito que você possa fazer sobre isso em sua atual posição.” “Você acha que não, não é?” Até que ela puxou a alguns de seus cabelos no peito, fazendo-o gritar e soltá-la Em seguida, ela mergulhou na água e fez o impensável. Ela empurrou seus calções para baixo, então nadou para longe muito rápido. No momento em que ele puxou-os de volta, ela já estava fora da piscina, oferecendo um sorriso de satisfação quando ela pegou a toalha. “Oh, agora é sério,” disse ele, saindo da piscina e saindo atrás dela com a intenção deliberada. Ela se afastou. “Hey. Era um meio para um fim, Trevor. Eu estava tentando me libertar.” Ele chegou mais perto, e ela correu. Mas ele era muito mais rápido, e alcançou-a, puxando-a contra ele e arremessando-os bem no fundo. Ele ouviu seu grito de riso quando ambos afundaram, e, desta vez, ele desamarrou o top do biquíni, segurando-o quando eles subiram. Caminhando pela água, ele pegou o top sem alças e puxou-o, segurando-o acima da água como um troféu. “Trevor,” disse ela, com os olhos arregalados enquanto ela olhava para o top nas mãos dele. “Eu vou pegar isso de volta.” “Ei, eu disse que era sério. E eu sempre ganho.” Ele não podia ver nada, porque ela estava sob a água, mas pelo menos ela não estava louca. Na verdade, ela deu de ombros. “Você é quem sabe.” Ela nadou até a parte rasa e calmamente subiu os degraus, os seios nus exuberantes, amplamente visíveis. Ela foi até a chaise e pegou sua toalha. “Aproveite o seu troféu. Eu vou tomar um banho, então nós dois vamos voltar a trabalhar.” Ele não podia deixar de admirar a linha elegante das costas dela enquanto se afastava. Ela tinha seios incríveis também. Seus mamilos escuros tinham enrugado no frio no ar, fazendo-o querer colocar a boca neles e aquecê-los. Ela o deixou duro de observar a forma como seus quadris balançavam enquanto se afastava. Haven foi uma revelação, uma surpresa muito agradável que ele não esperava.

~ 44 ~


Ela não estava aqui para que ele pudesse seduzi-la, no entanto. Que pena, porque ele gostaria de colocar suas mãos sobre ela novamente, desta vez para fazer mais do que brincar na piscina. Mas ele tinha feito uma promessa, e tinha a intenção de cumpri-la. E quando ele saiu da piscina, ele olhou para o top do biquíni apertado na mão e sorriu. Mas nada foi dito sobre não poder haver um pouco de diversão para ambos, certo?

Capítulo Cinco DEPOIS DO BANHO, HAVEN SE VESTIU E FOI DE VOLTA PARA BAIXO. Trevor não estava lá. Ela procurou por ele no deck da piscina, mas ele não estava lá também. Ele provavelmente ainda estava no andar de cima, então ela foi até a cozinha e pegou um copo de água, precisando de algo para esfriar seu corpo após o interlúdio deles. Ela encontrou o top do biquíni pendurado na torneira da cozinha. Ela balançou a cabeça, e levou o top para o andar de cima, jogando-o na pia do banheiro, antes de voltar lá para baixo. A última coisa que ela precisava era que Hammond encontrasse partes variadas de sua roupa na cozinha. Ela deveria estar aqui por motivos profissionais, não por diversão e jogos. Maldito Trevor por encontrar novas formas de excitá-la. Mas, ele estava certo — ela tinha começado. Ela só não sabia que ele era um jogador tão duro, e quanta natureza competitiva que ele tinha. Agora ela sabia, e ela manteria a distância. Ela o ouviu descer as escadas, então ela se virou e se apoiou no balcão, desejando que pudesse colocar algo — qualquer coisa — entre eles. Ela sentiu como se precisasse de um escudo para afastar toda a testosterona que parecia sair dele. Ou talvez fosse apenas sua imaginação. “Aí está você,” ele disse, sorrindo enquanto caminhava e olhando para a pia, onde o top do biquíni estava. “A natação foi divertida. Deveríamos fazer isso de novo.” “Não, nós definitivamente não deveríamos. Eu gostaria de não desnudar meus seios para quem possa estar assistindo.”

~ 45 ~


Ele riu e se apoiou no balcão ao lado dela. “Eu não tenho nenhum vizinho dentro do campo de visão do meu quintal. É por isso que eu comprei essa propriedade. É muito privado.” “Tem o Hammond.” “As tarefas dele vão mantê-lo longe de casa pelo resto do dia. Assim, ninguém viu seus peitos, além de mim.” “Ótimo.” “Sim, eles eram.” Ela revirou os olhos para ele e desencostou do balcão, indo em direção à sala de estar. “Pronto para continuar?” “Não. Eu tenho que ir ao estádio e me preparar para o jogo. Mas você pode ir junto.” Ela parou e se virou. “Tudo bem.” Agora ela poderia vê-lo em ação. Ela estava ansiosa para vê-lo trabalhar, e poder assistir do campo animou-a. Ela recolheu suas coisas e enfiou em sua bolsa. Enquanto isso, ele pegou a bolsa da equipe e as chaves do carro. “Pronta?” ele perguntou. “Claro.” Ele a levou para o carro. Levou apenas cerca de meia hora para chegar ao estádio, mas ela apreciou a vista, apesar disso. Trevor estava certo. Tinha muito tempo desde que ela tinha estado em St. Louis e ela tinha tido uma visão de criança na época. Agora tudo parecia diferente. A cidade tinha crescido tanto, mas ela ainda tinha ficado impressionada com o Arco e o Rio Mississippi conforme eles fizeram seu caminho em direção ao centro da cidade e ao estádio. “Então, você vai continuar a jogar beisebol até o final da temporada, depois você vai para Tampa se juntar ao time de futebol lá?” “Sim. Pelo menos nesta temporada, uma vez que o Rivers tem uma chance de jogar os playoffs10. Assim fica mais fácil para ambas as equipes, em vez de tentar me fazer saltar para lá e para cá.” “Mais fácil para você, também, eu imagino.”

Conjunto de jogos, geralmente disputados após a época normal de competição para desempatar, determinar um vencedor ou para apurar para outra fase ou para outra competição. 10

~ 46 ~


Ele assentiu com a cabeça. “Eu viajo bastante com o Rivers. Eu não preciso ficar para lá e para cá com as equipes de beisebol e futebol. Quando o beisebol acaba, eu vou para Tampa e jogo a temporada de futebol com eles.” Ela balançou a cabeça. “Eu não sei como você consegue, Trevor. Tentar conciliar dois esportes profissionais parece loucura.” Ele parou numa vaga do estacionamento e desligou o motor, em seguida, virou-se para ela. “Sou eu, Haven. Louco pra caralho.” Ela riu e saiu do carro com ele. “Eu vou acomodar você nos camarotes onde é mais confortável,” disse ele enquanto se dirigiam para o estádio. “Se você não se importa, eu gostaria de me sentar tão perto do campo quanto possível, a menos que não haja lugares disponíveis.” “Você tem certeza? Os camarotes são muito mais confortáveis. Além disso, há bebidas e ótimo atendimento.” “Eu tenho certeza que eu posso lidar com isso.” “Como você preferir.” Ele a levou para dentro e parou na segurança, onde foi dado a ela um passe. Ela o pegou e olhou para ele. “Este não é um passe de imprensa,” disse ela enquanto corria para acompanhar os passos largos dele. “Sim, eu sei. Um passe de imprensa limita você. Este não vai limitar. Ele vai lhe dar acesso a qualquer lugar do estádio que você quiser ir.” “Realmente. Por que você faria isso?” Ele parou e virou-se para encará-la, e como eles estavam no sol, ela foi atingida novamente por quão lindo ele era. “Então, você tem todo o acesso. Mas não vá a qualquer lugar que você não deveria.” Ela riu. “Onde é que eu não deveria ir?” “O vestiário seria uma má ideia. Você não sabe quem você pode encontrar nu lá em baixo.” “Ok. Eu vou evitar o vestiário. Em qualquer outro lugar?” “Escritórios de gerenciamento podem ser uma má ideia. Você não quer se expulsa antes de ter a chance de entrevistar alguém.”

~ 47 ~


Ela suspirou. “Apenas me diga onde eu deveria ir.” “Você deve ficar segura no nível do campo ou nos camarotes.” “Obrigada.” “Eu vou encontrar com você na saída quando o jogo acabar. Se você ficar com calor, é só ir para os camarotes. Eles têm ar-condicionado.” Ele direcionou-a para o campo e apontou os camarotes. “Ok.” “Você precisa de mim para andar com você?” “Obrigada, mas não. Eu vou me achar por aqui. Você vá arrumar-se para o jogo, e chute alguns traseiros.” Ele sorriu. “Obrigado. Te vejo mais tarde.” Ele desapareceu no túnel, e Haven fez seu caminho para o campo. Havia um pessoal da imprensa nos bancos mais acima. Como ela tinha o passe de acesso, ela foi para a entrada do campo onde o segurança a deixou passar. Impressionante. Ela ficou de pé no campo, e seu primeiro pensamento foi quanto ao seu pai, do quanto isto lhe teria emocionado, estar aqui no campo com ela, avaliando os jogadores quando eles entrassem em campo para o aquecimento. Ela teria trazido ele também, apenas para que ele pudesse ter a oportunidade de conhecer e cumprimentar todos os jogadores. Ele tinha sido um grande fã do Rivers. Ao longo dos anos, quando a equipe tinha jogado muito mal e terminou a temporada lá embaixo, ele sempre se manteve um fã devotado. E ela também, por causa de seu pai. Ela virou-se, examinando o estádio. O Rivers tinha construído um novo, há alguns anos, então ele não era o mesmo de quando ela tinha visitado com o pai todos aqueles anos atrás. Mas, ainda assim, era o Rivers Baseball, e ela daria tudo para estar compartilhando isso com ele agora. Deus, ela sentia tanta falta do pai agora que doía fisicamente. Ela colocou a mão sobre a barriga, massageando a dor da perda que pareceu inchar e crescer dentro dela. Parte dela queria

~ 48 ~


virar as costas e correr como o inferno, deixar o estádio e todas as lembranças que giravam em torno dela como uma nuvem espessa. Parte dela ainda era aquela menina, comendo pipoca e um cachorro-quente e aplaudindo o Rivers com o pai dela. A outra parte dela era uma mulher adulta, morrendo de medo de não poder lidar com as responsabilidades de seu novo trabalho. E neste lugar, naquele cenário, estava a conversa que ela tanto precisava ter com seu pai agora. Mas seu amor pelo beisebol — pelo esporte — era por causa de seu pai. Ela devia a ele ficar e fazer uma tentativa. Ele ficaria bravo com ela se ela não o fizesse, então ela afastou as lágrimas que estavam inundando os olhos, empurrando a dor da perda e o medo do fracasso que brotou dentro dela, em seguida, respirou fundo para centrar-se. Ela subiu para os assentos no nível do campo e um dos funcionários apontou uma cadeira vazia onde ela poderia assistir ao jogo. Ela pegou seu laptop e começou a fazer algumas anotações. As pessoas começaram a chegar. Um monte de mulheres, também. Esposas e talvez namoradas dos jogadores, sem dúvida. Ela queria conversar com elas, também, mas não esta noite. Ela faria isso outra hora. Quando Trevor entrou em campo, seu coração disparou. Ela o tinha visto jogar na TV, é claro, mas nunca pessoalmente. Ele era tão alto, e Deus, ele parecia deliciosamente bom no uniforme enquanto trotava para o campo para se aquecer. Ela pensou que tivesse superado a paixão que ela tinha por ele na faculdade. Enquanto ela observava-o correr, ela percebeu que o que ela sentia era nada mais do que a vibração pela proximidade, o fato de que ela tinha um tempo com ele. Ele estava prestando atenção nela, dando-lhe do seu tempo. Se havia uma coisa que Trevor tinha, era charme, e ele sabia como usá-lo. Ele sempre teve uma reputação com as mulheres, e apesar da conversa dele sobre focar em nada a não ser esportes na faculdade, esse não tinha sido o caso. Ele teve muitas namoradas — ou pelo menos ele tinha passado por um monte de mulheres. Baseada da pesquisa inicial que tinha feito sobre a vida adulta dele, parecia que ainda estava passando por elas. Aproximando-se dos trinta anos, ele permaneceu solto e não tinha tido

~ 49 ~


uma namorada séria. Ela se perguntou o porquê. Ela fez uma nota para perguntar-lhe, em seguida, focou no treino. Eles entraram em posição enquanto o arremessador aquecia. Trevor ficou no campo da esquerda. Ela conhecia muitos desses jogadores, embora a equipe tivesse feito algumas mudanças nos últimos anos. Gavin Riley ainda estava na primeira base, ancorado por Dedrick Coleman na terceira, os veteranos que remanesciam eram a cola que segurava esta equipe. Eles haviam contratado um shortstop11 figurão, Chase Henderson, que parecia ser uma promessa no time. Ela tinha grandes esperanças para a equipe este ano. O Rivers estava atualmente em segundo lugar, faltando duas semanas para o final da temporada regular. Eles estavam três jogos atrás do primeiro e em busca de pelo menos uma vaga no wild card12. Ela amava esportes, e sempre amou. Talvez tivesse sido um resultado de ter crescido em torno de jogadores de esportes, ter estado ao redor deles o tempo todo por causa de seus pais. Os dormitórios esportivos abrigavam jogadores tantos esportes diferentes — futebol, beisebol, lacrosse, tênis — de qualquer esporte que se possa imaginar. E seus pais haviam tratado cada menino que tinha ido para a faculdade como se fossem filhos deles. Eles tinham ido muitas vezes para os jogos, e se havia uma coisa na qual seu pai tinha sido bom era em detectar um menino com problemas — alguém que precisava de um pouco de atenção e carinho extra. Haven lembrou de seu pai passando muito tempo com Trevor, embora ela não soubesse por que, naquela época não prestava muita atenção em Trevor porque ela estava na faculdade, com foco em seus próprios estudos, sua própria vida social. Qualquer que tenha sido a vida social lamentável que ela teve, de qualquer maneira. Alguém poderia pensar que ela tinha sido incrivelmente popular já que conhecia todos os atletas. Nem tanto. Nenhum dos rapazes queria ter alguma coisa a ver com ela. Ela poderia muito bem ter tido fora dos limites tatuado em sua testa. Ser a filha dos pais do dormitório era tão ruim quanto ser a filha de um dos treinadores. Ninguém a havia tocado. Não que ela quisesse nenhum deles.

Shortstop ou interbases é o jogador que ocupa a posição entre a primeira e terceira bases. É considerada por muitos uma das mais difíceis e dinâmicas, devido a localização em que joga. 12 Repescagem. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Playoff_desempate 11

~ 50 ~


Exceto Trevor, que continuou a impressioná-la com a distância de seus lançamentos. Ele tinha um inferno de um braço. Ele era simplesmente muito bom nisso. O que, ela supunha, ser responsável por sua popularidade, e a razão de as equipes fazerem concessões para ele jogar dois esportes. Os assentos a sua volta foram sendo preenchidos, mas ela mal prestou atenção, porque as equipes estavam tomando o campo. Ela focou em Trevor no campo externo, quando o Rivers tomou o campo de defesa primeiro e Chicago estava rebatendo. Garrett Scott estava lançando hoje. A mãe dela disse que Garrett tinha ido até lá há algumas semanas para visitar, junto com a noiva, Alicia, que também trabalhava para o Rivers como fisioterapeuta. Mamãe tinha amado essa visita.Tinha iluminado o espírito dela. Haven viu Alicia em campo trabalhando com um dos jogadores. Uma mulher muito bonita, e, como se viu, prima de Gavin Riley. Alicia e Garrett iam se casar no final da temporada de beisebol. Ela mal podia esperar para ir ao casamento. Fechando seu laptop, ela se concentrou em Garrett. Seu ombro parecia completamente curado porque ele estava fazendo uns arremessos lá fora, todos eles alcançando a marca. A primeira batida chegou a segunda base. Garrett bateu para fora o segundo arremesso, e a terceira batida fez um pop que voou e Trevor correu e pegou. Fácil na primeira. Agora, o Rivers estava bem. Trevor bateria em quinto lugar na escalação, então ela não tinha certeza se iria conseguir vê-lo em ação neste inning13. A primeira rebatida foi para fora. Mas quando a segunda rebatida alcançou a primeira base, e a próxima alcançou a segunda, a menos que Gavin Riley rebatesse na segunda, ela veria Trevor jogar. Gavin deu duas rebatidas baixas e longe das bolas, a terceira bem na zona de ataque. Ele rebateu o próximo no campo à esquerda, que marcou os dois corredores e enviou Gavin para a primeira base. O estádio irrompeu em aplausos selvagens. O Rivers completou duas voltas, Trevor foi até o bastão, e só restava uma.

13

Divisão de tempo no baseball, com um total de nove innings.

~ 51 ~


Ela podia ver o quão sério ele estava quando pisou no lugar do rebatedor. Seu estômago torcido em nós enquanto ela esperava o arremessador do Chicago lançar a bola. Trevor tomou uma bola fora no primeiro arremesso, em seguida, duas bolas. Ele errou o próximo arremesso. Duas bolas, dois strikes14. Ela juntou as mãos e inclinou-se para frente. O próximo lançamento do arremessador era a bola três. Contagem completa agora; ela esperou pelo próximo arremesso. Ele veio certo, e Trevor rebateu a bola. Infelizmente, foi falta. O mesmo aconteceu com a próxima bola, e com a outra depois disso. Ele estava pendurado lá, embora, e ela esperava que ele pegasse um desses arremessos. Ele pegou, no arremesso seguinte, enviou a bola navegando para o canto esquerdo do campo. Ela se lançou para fora do seu assento, gritando junto com o resto do estádio enquanto Gavin percorria as bases e se dirigia para a inicial. Trevor parou na segunda base. Excelente. O próximo rebatedor estava fora em uma bola alta, e o rebatedor seguinte bateu para fora, prendendo Trevor, mas ele tinha conseguido avançar uma base e o Rivers estava com três a zero após o primeiro inning. O resto do jogo foi igualmente cheio de emoção, com o Chicago fazendo duas voltas completas no quinto, e o Rivers voltaram a marcar mais quatro antes que estivesse tudo acabado. Que jogo emocionante, e um dos que o Rivers precisava para permanecer na disputa. Cada jogador tinha dado o seu tudo. Haven tinha estado tensa todo o tempo. Ela se dirigiu para o vestiário após o jogo. “Oi, Haven.” Ela virou-se e viu Alicia parada lá. Elas não tinham tido muita interação, mas passaram algum tempo juntos no hospital e se conheceram após o funeral. “Olá, Alicia. Como você está?” “Eu estou bem. Como vai você?” “Ótima. Foi um bom jogo hoje. Garrett arremessou muito bem.”

14

Quando o rebatedor não consegue acertar a bola.

~ 52 ~


“Ele arremessou, sim. Aquelas três voltas foram uma droga, no entanto. Ele vai ficar chateado com isso.” Alicia fez uma pausa. “Oh, eu provavelmente não deveria ter dito isso. Você está cobrindo o jogo de hoje para a sua estação de notícias?” “Não. Na verdade, estou fazendo uma matéria sobre a vida Trevor Shay.” “É interessante. E deve ser divertido. Nós amamos Trevor por aqui. Ele é ótimo e tem sido um ativo incrível para a equipe. Todos os caras adoram trabalhar com ele.” Haven não tinha certeza se isso era verdade ou apenas a linha da empresa. “Fico feliz em ouvir isso. E você trabalha para a equipe também. Isso deve ter sido tão complicado para o seu relacionamento.” “Será que estamos no registro aqui?” Haven riu. “De modo nenhum. Eu não estou escrevendo sobre você e Garrett.” “Então, sim. Foi complicado como o inferno por um tempo. Mas nós trabalhamos a respeito. E a equipe tem sido ótima quanto a isso. Eu simplesmente não trabalho com Garrett em qualquer competência oficial.” “Você faz medicina esportiva, certo?” “Sim. Então, se ele está ferido ou precisa de qualquer tipo de fisioterapia, um dos outros terapeutas trabalha com ele. A única interação que temos juntos agora é em casa.” “Eu acho que faz sentido. Não há conflito de interesses dessa maneira.” “Exatamente.” “Você já trabalhou com Trevor antes em terapia?” “Trabalhei, embora na maior parte para o condicionamento geral. Ele é tipo... biônico ou algo assim. O cara nunca se lesionou. Ele conhece bem o corpo e sabe como cuidar dele. E considerando que ele joga dois esportes, eu estou surpresa que ele não teve quaisquer problemas. Fazer tanto quanto ele faz é difícil para um corpo. Mas não para o dele.” Sim, ele tinha um inferno de um corpo, com certeza. “Eu acho que é uma coisa boa, certo? Para as duas equipes.” “Isso é o que o treinador diz, apesar de Manny— que é o treinador do Rivers —resmungar muito sobre Trevor jogar futebol para Tampa. Ele o quer dedicado ao beisebol.” Os lábios de Haven curvaram-se. “Eu imagino que Trevor ouça a mesma coisa do treinador em Tampa.”

~ 53 ~


Alicia riu. “Você provavelmente está certa.” As portas se abriram e os jogadores começaram a aparecer. Garrett se aproximou e colocou os braços em torno de Alicia, dando-lhe um beijo, que fez as bochechas de Haven aquecerem. “Bom jogo, querido,” disse Alicia. “Eh. Perdi três voltas. Mas eu me recuperei e acabei com eles depois disso.” “É mesmo?” Garrett virou e sorriu quando viu Haven, em seguida, aproximou-se e envolveu-a num abraço. “Haven. Eu não sabia que você estava aqui hoje.” Ela colocou os braços em torno de Garrett e abraçou-o de volta. “Eu estou aqui em missão. É tão bom ver você. Você fez um jogo incrível.” “Perdi algumas voltas, mas pelo menos nós ganhamos. Então, está tudo bem. E que tipo de trabalho?” “Com Trevor. Eu estou fazendo uma reportagem sobre ele para a rede.” As sobrancelhas de Garrett dispararam. “Não diga. Tem certeza que o resto de nós será capaz de lidar com a explosão de ego dele por estar recebendo toda a atenção da mídia?” “Oh, engole essa, Scott. É hora de alguém além de você, arremessador bonito, ser o foco por aqui.” Trevor veio para ficar ao lado Haven. “Por favor. Eu não sou o que tem todos os contratos publicitários como você, Shay ,” disse Garrett. “Toda vez que eu ligo num dos canais de esportes, eu vejo sua cara feia.” “Se eu fosse feio, você não veria meu rosto tantas vezes, né?” “Aww, ele acha que é bonito. Tem certeza que você aguenta passar tanto tempo com esse cara?” Haven quase engoliu a língua enquanto Gavin Riley se juntou à multidão. Ele beijou sua prima na bochecha e cutucou Garrett nas costelas. “Haven, este é Gavin Riley. Que está com inveja porque ele acha que é mais bonito do que qualquer outra pessoa na equipe. Esta é Haven Briscoe. Ela trabalha para a rede e estará fazendo uma reportagem sobre mim.” Ela riu. “Prazer em conhecê-lo, Gavin.”

~ 54 ~


“Você, também, Haven. Lamento que você tenha que gastar tanto tempo com Trevor.” “A rede está me pagando para fazê-lo. Caso contrário, de jeito nenhum.” Gavin riu e olhou para Trevor. “Eu gosto dela.” “Haven e eu nos conhecemos desde a faculdade. É por isso que a escolhi para fazer toda essa coisa de A-Vida-E-A-Carreira-De-Trevor-Shay. Ela vai fazer justiça e me retratar de uma forma correta.” “É o que você pensa,” Haven disse com uma piscadela para os outros. “Como você sabe que eu não vou revelar todos os seus segredos profundos e obscuros?” “Principalmente porque você não sabe qualquer um deles.” Gavin riu. “Ok, eu tenho que ir. Liz e minha princesinha estão esperando por mim em casa.” “Eu li sobre o nascimento do seu bebê, Genevieve, Gavin. Parabéns.” “Obrigado. Eu estou muito feliz por ser pai. E, surpreendentemente, até mesmo minha esposa obcecada por trabalho está super animada sobre ser mãe. A licença de maternidade está prestes a acabar e ela está temendo ter que voltar ao trabalho.” “Eu posso imaginar.” “Ei, antes de ir, nós estamos fazendo um chá-de-panela de casal após o jogo no domingo,” disse Alicia. “Você e Liz vão estar lá?” “Não perderia isso,” disse Gavin. “Eu vou pedir para Liz ligar e confirmar.” “Ok. Te vejo lá.” Depois que Gavin se foi, Alicia se virou para Trevor e Haven. “Várias pessoas da equipe vão estar presentes. É muito informal. Apenas uma confraternização comemorando nosso casamento iminente. Trevor está convidado. Você vem, Haven?” Haven olhou para Trevor. “Nós estaremos lá. Vai dar a Haven uma oportunidade de conhecer todo mundo.” Trevor virou-se para Haven. “Você não acha?” Haven apenas balançou a cabeça. “Claro. Eu adoraria. Obrigada pelo convite, Alicia.” “De nada. Você tem o endereço, Trevor?” “É claro que eu... provavelmente não.”

~ 55 ~


Alicia revirou os olhos. “Isto é o que acontece quando eu deixo para Garrett a tarefa de convidar as pessoas.” Alicia pegou o telefone. “Você está pronto?” “Por que você não coloca tudo isso em seu telefone?” Trevor disse a Haven. “Eu acho que o meu está no fundo da minha bolsa em algum lugar.” “Oh, com certeza.” Ela cavou o telefone em sua bolsa e digitou a data, hora e as informações. “Peguei.” “Ótimo. Vejo vocês depois.” Trevor levou-a para seu carro. Havia várias pessoas penduradas do lado de fora, perto das cercas. “Você se importa de esperar?” ele perguntou. “De modo nenhum.” Ele aproximou-se e passou 15 minutos dando autógrafos e tirando fotos. Ela gostou que tivesse tirado esse tempo. Muitos atletas não o faziam. Muitos dos novatos faziam porque eles queriam estabelecer-se. Mas uma vez que alcançavam a fama, muitos achavam que não precisavam mais de seus fãs. Garrett e Gavin ficaram também. Ela gostava disso nesses atletas. Isso mostrava que eles se importavam com seus fãs. Quando Trevor acabou, ele pegou a bolsa dele e levou-a para o carro. “Está com fome?” “Na verdade, sim. Eu pensei em comer um cachorro-quente e cerveja no estádio, mas o jogo foi tão intenso que eu não tive tempo.” Ele sorriu enquanto se dirigiu para fora do estacionamento. “Foi um jogo muito intenso, não foi?” “Sim... Um bom jogo, também. Você jogou muito bem.” “Eu joguei, não foi?” Ela olhou para ele, e então ele piscou para ela. Ela riu. “Eu nunca sei quando você está me zoando.” “Bom saber.” Ele deu uma guinada e se dirigiu para a estrada. Estava escuro. Muitos dos restaurantes deviam estar fechados agora, uma vez que era quase onze.

~ 56 ~


“Onde é que vamos comer? Em casa?” “Provavelmente. Eu não estou a fim de multidões hoje à noite. Mas eu pensei em pegarmos uma pizza.” “Oh, pizza parece bom.” “Que tipo de pizza você gosta?” ele perguntou. “Qualquer tipo. A minha favorita é salsicha, no entanto.” “Salsicha será.” Ele apertou um botão em seu carro. O display ligou para um lugar chamado Imo’s. Ele fez o pedido da pizza e desligou. “Estará pronto quando chegarmos lá.” “Conveniente.” Em 20 minutos, eles passaram lá, pegaram a pizza e voltaram para a casa de Trevor. Haven estava morrendo de fome no momento em que chegaram no interior, especialmente depois de sentir o cheiro da pizza. “Você vai amar esta,” disse ele enquanto colocava a caixa sobre o balcão e pagava pratos. “O que você gostaria de beber?” ela perguntou. “Água está bom para mim.” “Para mim, também.” Ela serviu dois copos de água gelada, então eles se sentaram ao balcão. Ele abriu a caixa e a pizza parecia gloriosa. Ele a ajudou a colocar a dela no prato. “Melhor pizza por aqui. Confie em mim,” disse ele. “Agora eu estou com tanta fome que comeria a caixa de papelão. Mas a pizza cheira muito bem.” Ela deu a primeira mordida, e teve que admitir que Trevor estava certo. A pizza era excelente. Ela comeu um monte dela também, até que ela não conseguia colocar outra mordida na boca. Ela se afastou do balcão com um grunhido. “Eu comi muito.” Ele riu. “Eu comi muito mais do que você.” “Você é maior do que eu. Você queima muito mais calorias do que eu também. Eu vou me arrepender muito disso.” “Você estava com fome.”

~ 57 ~


“Eu estava, mas isso não é desculpa para comer muito a essa hora. Agora eu vou ficar acordada a noite toda.” “Vamos lá,” disse ele, pegando a caixa de pizza agora vazia para levar para o lixo. “Vamos caminhar pra eliminar isso.” “Ótima ideia.” Ela colocou seus tênis e se dirigiram para fora. A noite estava clara, um pouco fria, mas ela não se importava com nada disso. O tempo apropriado para exercícios iria ajudar a limpar a cabeça, e talvez ajudá-la a digerir. Eles andaram pelo caminho longo e do lado de fora do portão. Ela viu a privacidade, o fascínio do bairro. Havia apenas seis casas no lado da rua da casa dele, todas tão grandes e tão protegidas quanto a de Trevor. Ninguém estava do lado de fora a esta hora, então era como se os dois estivessem totalmente sozinhos enquanto caminhavam. Ela não tinha certeza se sairia desacompanhada, mas o bairro era resguardado por um guarda e um portão. “Você sai e caminha bastante por aqui?” “Na verdade não. Tenho a academia dentro de casa para exercícios. Mas o tempo está melhor agora, por isso é bom pegar um pouco de ar fresco.” Eles fizeram uma longa caminhada, também, enquanto ela via mais casas na vizinhança do que ela tinha originalmente visto quando eles entraram. A área fazia uma curva depois da quadra. Ela desejou agora que não estivesse escuro, que ela pudesse ver além das árvores grossas que guardavam as entradas de todas as propriedades de milhões de dólares situadas além das cercas e portões que mantinham a privacidade. “Esta área é incrível. Tão privado, e cada propriedade tem muito espaço.” “Sim. É o que me atraiu aqui, e não é abafado ou pretensioso. Durante o dia, você pode ver as pessoas com seus filhos. É um bairro para se crescer.” “Então você pretende ficar aqui em St. Louis?” “Eu gosto daqui. E não é muito longe de onde eu cresci em Springfield, Missouri, por isso é perto o suficiente para eu ainda poder visitar minha cidade. Além disso, Zane vai cursar a faculdade aqui. E ele gosta daqui, também, então eu posso ver se ele fica aqui depois que terminar a faculdade de medicina.”

~ 58 ~


Ela gostava que ele pensasse na família — ou pelo menos, no irmão dele — e que queria ficar nas proximidades. “E se você for negociado com outra equipe?” Ele riu. “Isso não é provável que aconteça.” “Você assinou com St. Louis há alguns anos.” “Sim. Esse foi um movimento que meu agente e eu fizemos a meu pedido. O Rivers é uma boa opção para mim. Eu gosto de organização deles, da comissão técnica, e da filosofia. Além disso, como eu disse, Zane está aqui. Eu vou ficar aqui até eu decidir parar de jogar beisebol.” Ela virou a cabeça em direção a ele, enquanto caminhavam. “E quando será isso?” Ele ofereceu um sorriso enigmático. “Quando eu parar de jogar beisebol.” “Uma resposta muito vaga, Shay.” “É a única que eu tenho agora, Briscoe.” Ela riu. “Dita por alguém acostumado a lidar com perguntas da mídia.” Tinham caminhado até o portão principal de segurança. Trevor acenou para o guarda de plantão, em seguida eles se viraram. “Cansada?” ele perguntou. “De modo nenhum. Revigorada.” Eles começaram a caminhada de volta. Ela estava agradecida por eles já terem acelerado o ritmo, porque o vento tinha aumentado, tornado-se mais frio, e ela podia sentir o cheiro de chuva no ar. E quando ela ouviu um trovão e sentiu algumas gotas baterem em sua pele, ela olhou para Trevor; ele olhou para ela e disse: “Talvez fiquemos molhados.” As palavras nem bem deixaram os lábios dele quando começou a chover. Forte. Ele pegou a mão dela e eles fizeram uma corrida. Ela sabia que ele poderia correr muito mais rápido do que ela. As pernas dele eram mais longas, mas se conteve, segurando forte sua mão enquanto corria de volta para a casa. No momento em que chegaram à entrada lateral e ele digitou o código de segurança para a porta da garagem abrir, Haven estava completamente encharcada. Ela tirou os tênis encharcados na garagem, feliz por estar fora da chuva.

~ 59 ~


Trevor tirou os sapatos, então usou os dedos para pentear o cabelo para trás. “Deixe-me pegar algumas toalhas para nós. Eu já volto.” “Claro.” Ela queria muito tirar a roupa agora, mas de jeito nenhum ela andaria pelo piso de madeira caro dele usando roupas encharcadas. Esperaria pela toalha. TREVOR ENTROU E PEGOU DUAS TOALHAS do armário na lavanderia no corredor, em seguida, voltou para a garagem, retardando o suficiente sua caminhada para dar uma boa e longa olhada em Haven lá de pé toda molhada. O cabelo dela estava grudado contra o rosto, cachos de cabelo escuro contra a bochecha. A camiseta branca estava pressionada contra a pele dela, delineando um sutiã rosa que quase deixava ver tudo. E como ele acendeu a luz da garagem, ele podia ver muito bem, incluindo o fato de que ela estava com frio. Ele não era mais um adolescente. Ele tinha visto seios e mamilos — muitos deles. Mas ele teve que admitir, ele gostou de espiar Haven, e gostaria de ver ainda mais. “Eu deveria retirar essas roupas molhadas antes de ir para a minha ala. Eu não quero sair pingando por todo o chão.” Francamente, ele não poderia se importar menos com o chão. Mas como ele poderia deixar passar a oportunidade de ver um striptease de improviso? Ele não era idiota. “Sim, provavelmente uma boa ideia.” Ele achou que ela ia fazer algum tipo de segredo enrolando a toalha ao redor de si mesma tentando ser modesta. Não... Tirou a blusa, então abriu as calças e deixou-as cair, ficando apenas com sua roupa de baixo. Ela secou-se o melhor que pôde, então envolveu a toalha em volta dela e pegou as roupas molhadas. Ele teve apenas uma breve vista dela em roupas íntimas molhada, mas foi o suficiente para fazê-lo querer ver muito mais da pele dela. Ela tinha um corpo maravilhoso. Agradáveis curvas, pernas longas e uma bunda linda. “Você vai ficar aí pingando e me admirando, ou você vai tirar suas roupas molhadas?” ela finalmente perguntou. “Desculpe. Minhas células cerebrais despencaram para o meu pau quando você começou a tirar a roupa.”

~ 60 ~


Ela riu. “Vou tomar isso como um elogio. Nesse meio tempo, eu estou indo para o meu quarto e vou tomar um banho quente.” “Você não quer esperar enquanto eu vou me despir?” Ela parou antes para olhá-lo, em seguida, disse: “Provavelmente não é uma boa ideia. Vejo você mais tarde, Trevor.” Ele gostou de ela ter ponderado a ideia. “Sim. Mais tarde, Haven.”

Capítulo Seis “EU CONVERSEI COM ZANE,” TREVOR DISSE ANTES DO JOGO DE SÁBADO. “Ele está vindo para o jogo de hoje, então vamos nos encontrar depois.” “Realmente. Isso é incrível. Eu não posso esperar para encontrá-lo. Será que ele precisa de alguém com quem sentar-se?”

~ 61 ~


Trevor riu. “Eu tenho ingressos para ele e alguns de seus amigos da escola. Eu acho que ele vai ficar bem.” “Ok. Eu só não queria que ele se sentasse sozinho.” “Confie em mim, meu irmão muito raramente está sozinho. Ele é muito social.” Ela inclinou-se para trás na cadeira e tomou um gole de café, estudando Trevor. “Em outras palavras, ele é muito parecido com você.” “De certa forma, sim. Em outros aspectos, nós somos diferentes.” “Como assim?” “Você vai ver.” Agora Haven estava muito curiosa sobre Zane. “Estou ansiosa por isso. Mas, primeiro, o jogo, certo?” Ele deu um sorriso confiante. “Sim” Ela acenou para Alicia, que estava na equipe de uniforme colorido perto do banco. Haven tirou algumas fotos da equipe no aquecimento, em seguida, fez seu caminho para seu assento. Chicago começou com dois runs no primeiro, e os Rivers não responderam com qualquer ataque pelos três primeiros innings15. Haven estava preocupada, porque parecia que os bastões dos Rivers estavam apáticos esta noite. Mas no sexto, Henderson conseguiu uma rebatida simples, e Sanchez conseguiu uma rebatida dupla no seu home, conseguindo um run no sexto. Os Rivers empataram o jogo no sétimo em um único home run de Coleman. Mas Chicago conseguiu um home run no oitavo, e os Rivers não conseguiram mais runs, então eles perderam um jogo acirrado. Ela se sentiu mal por Trevor, que foi um-para-quatro 16 no dia. A perda não foi totalmente culpa dele, no entanto, uma vez que parecia como se todos os jogadores tivessem um ataque medíocre. “Dura derrota,” disse ela após o jogo.

Uma entrada (inning) no beisebol consiste em dois turnos: um time ataca no primeiro turno e defende no segundo, e viceversa. Em cada metade, uma equipe rebate até três eliminações serem feitas, com a outra equipe jogando na defesa. Um inning completo é composto de seis eliminações, três para cada time; e um jogo de acordo com o regulamento é formado por nove entradas. 16 Se o batedor no jogo está 1-4 (“one for four”- one “hit” in four “at bats”) significa que das quatro vezes que se apresentou para bater, o batedor apenas numa vez conseguiu chegar com sucesso a pelo menos a primeira base. 15

~ 62 ~


“Foi por pouco. Se qualquer um de nós tivesse conseguido apenas um run, poderíamos ter empatado o jogo. Acho que poderíamos ter ganhado esse.” Ela queria inclinar-se para ele, para lhe oferecer conforto. Mas isso seria muito pessoal, e ela já tinha cruzado a fronteira. “Sinto muito. Vocês todos deram o seu melhor.” Um clichê ruim, mas era tudo o que ela poderia oferecer sem imediatamente abraça-lo. Eles entraram no carro de Trevor. “Onde está o seu irmão?” “Ele tem que deixar os outros rapazes de volta em suas casas. Ele está encontrando-nos em um bar.” “Soa bem.” Eles acabaram no Vodka Bar ao que Trevor referia-se como o Central West End 17. Era uma grande área, perfeito para o público mais jovem, especialmente o pessoal da universidade. Trevor encontrou um local de estacionamento e andaram a curta distância até o bar. Dentro, o bar estava com uma atmosfera carregada — e carregado de pessoas. O lugar tinha uma vasta extensão de janelas, por isso os que estavam sentados perto podiam ver as pessoas caminhando. De perto era um bar incrível que anunciava que servia mais de quinhentos tipos diferentes de vodka. Havia também um restaurante anexo que servia hambúrgueres, frango e peixe. Trevor pegou sua mão e disse: “Está lotado aqui. Eu não quero que ninguém agarre você.” Ela sorriu para isso, e não ligou para ele segurando a mão dela enquanto ziguezagueava em seu caminho através da multidão de pessoas circulando. Ele acenou para um cara sentado em uma mesa, um jovem muito atraente em seus vinte e poucos anos, que parecia uma versão mais jovem de Trevor. Alto, com o cabelo escuro cortado mais curto do que Trevor, ele se levantou quando eles se aproximaram. Definitivamente nenhuma dúvida que este era o irmão de Trevor. E eles se abraçaram. Por alguma razão, Haven gostou do sinal de afeto entre os dois. Isso mostrava que eles eram próximos. E também a fez desejar que ela tivesse um irmão. Ou uma irmã. Isso teria sido bom. Especialmente agora, quando ela precisava de alguém para se apoiar. 17

Bairro de St. Louis.

~ 63 ~


“Se você vai me convidar para um jogo, você poderia, pelo menos, ganhar.” Trevor abriu um sorriso. “Espertinho. Talvez você estivesse com azar.” “Eu não. Estou sempre com sorte. Você apenas estava ruim hoje à noite.” “Isso nós fizemos.” Ele se virou para Haven. “Haven, este é Zane Mellon, meu irmão. Zane, esta é Haven Briscoe.” Com um largo sorriso, Zane apertou a mão dela. “Prazer em conhecê-la, Haven.” “Você também, Zane.” Eles puxaram as cadeiras, e Zane sinalizou para uma garçonete que parecia estar se movimentando no lugar a mil quilômetros por hora. “O que há, Zane?” Zane ergueu a cerveja. “Hey, Rachel. Eu preciso de uma recarga.” Ele olhou para Trevor e Haven. “Eu vou querer algo divertido e uma vodka sugerida” Haven disse a Rachel. “O que você recomenda?” “Que tal um martini vodka18?” Rachel sugeriu. “Escolha um país e vamos trazer-lhe uma bebida fantástica.” Haven olhou para o menu, admirada com as variedades. Ela fechou os olhos e caiu sobre a Islândia. Rachel sorriu. “Perfeito.” Ela olhou para Trevor. “Eu vou ter o mesmo que meu irmão,” disse Trevor. “Duas cervejas e um martini vodka, chegando.” “Obrigado, Rach,” disse Zane. “Eu suponho que você já namorou ela,” disse Trevor. Zane tomou um gole de sua cerveja. “Nah, ela é uma amiga. Ela tem aulas em Wash U 19.” “Eu não sei. Vocês dois pareciam muito amáveis.” “Ela tem um namorado, e ao contrário de você, eu não durmo com todas as mulheres que conheço.” Zane olhou para Haven. “Sem intensão de insultar.” “Nenhum insulto tomado. E não estamos dormindo juntos.” Zane olhou para Haven como se ele não acreditasse nela. “Então você está fazendo uma entrevista, hein?” 18 19

O Martini vodka uma variação do antigo Martini, onde é substituído o gin pela vodka. Washington University, em St Louis.

~ 64 ~


“Sim. E você está cursando pre-med20? Eu tinha pensado em cursar, mas oh, todas as aulas de ciências e matemática.” Zane riu. “Sim, eles são muito brutal. Mas eu comecei com ele e há quase uma luz no fim do túnel. Pelo menos até a faculdade de medicina começar.” “Você vai ser um grande médico,” disse Trevor. “Falou como um verdadeiro irmão. Mas obrigado pelo voto de confiança. E ei, você tem falado com minha mãe ultimamente?” “Semana passada. Por quê?” “Ela tem um novo emprego naquele salão que ela sempre quis trabalhar.” Trevor virou-se para Haven. “Minha mãe é uma hairstylist.” “E uma muito boa,” acrescentou Zane. “Ela sempre quis trabalhar neste salão de beleza na moda em Springfield, mas de acordo com ela, nenhum dos estilistas saía. Eles tinham uma vaga, e pediram-lhe para entrar e entrevistaram-na.” “Realmente,” disse Haven. Zane assentiu. “De qualquer forma, eles contrataram ela e ela começa na próxima semana.” Trevor sorriu. “Ela deve estar realmente animada. Eu vou ligar para felicitá-la.” “Meu pai comprou-lhe flores e doces e levou-a para jantar fora para comemorar,” acrescentou Zane. Rachel trouxe as bebidas, e Haven bebeu o que tinha que ser o melhor martini que ela já teve. Ela sentou-se e ouviu os irmãos colocarem o papo em dia pelo próximo par de horas. Trevor estava bem em deixar Zane conduzir. Era claro que ele estava interessado no que estava acontecendo na vida de Zane, tanto academicamente e socialmente. Como ela poderia não ter sabido sobre esta parte da vida de Trevor antes? É claro que ela não tinha estado envolvida em sua vida pessoal quando estavam na faculdade. Sua atração por ele tinha sido totalmente física. Ela nunca tinha tido tempo para conhecê-lo, para perguntar-lhe se ele tinha irmãos ou irmãs, ou para saber mais sobre a sua situação familiar. Eles não tinham sido próximos então. O pre-med normalmente é um curso oferecido pelas instituições americanas para ser cursado junto com a grade curricular da graduação escolhida, simultaneamente; desta forma, o estudante se forma com um bacharelado e o histórico acadêmico necessário para ser admitido em uma escola de medicina. Como o pre-med já inclui todas as disciplinas relacionadas à medicina, o estudante tem liberdade de optar por qualquer graduação, mesmo que não tenham relação nenhuma com a área médica. 20

~ 65 ~


Eles não eram agora, tampouco, mas ela gostava de passar o tempo com ele, gostava de ver o quão engraçado ele era com seu irmão, como eles brincavam um com o outro. Era óbvio que Zane adorava Trevor, o que falou muito do caráter de Trevor. “Então, você está indo para crivá-lo de perguntas sem piedade, Haven, e perguntar-lhe por que ele acha que tem que trabalhar o tempo todo e acha que tem que ser o melhor em tudo o que faz?” Perguntou Zane. “Eu pretendo.” “Bom.” Zane terminou sua cerveja. “Ele acha que é um superstar.” “Não. Eu sou um superstar. Nos esportes. Assim como você está indo para ser um superstar na medicina. E você não deveria estar de volta ao seu apartamento estudando?” Zane revirou os olhos, em seguida, voltou sua atenção para Haven. “É como ter outro pai por perto. Sempre verificando sobre mim. Ele nem sequer me comprava cerveja antes de eu completar vinte e um anos. Que tipo de irmão mais velho não iria viciá-lo assim?” “Estou chocada,” disse Haven. “Pelo quê? Eu sendo cumpridor da lei e certificando-me de que meu irmão mais novo não entrasse em apuros?” “Sim. Isso definitivamente não se encaixa com suas façanhas na faculdade.” Zane recostou-se na cadeira. “Ora, estes eu quero ouvir falar. Tudo que Ele disse para nós é que ele estudou muito e foi para a cama cedo.” Haven riu. “Ele disse isso?” Trevor ficou de pé. “Hora de ir.” Zane se inclinou para trás e cruzou os braços. “Eu não preciso ir embora.” “Mas nós precisamos.” Trevor tirou algum dinheiro e colocou-o sobre a mesa. “E você definitivamente precisa. Volte para casa e ataque os livros.” Zane revirou os olhos. “Como quiser, papai.” Mas ele sorriu, depois se levantou e segurou seu irmão perto para um abraço. “Obrigado por ter vindo, Zane,” disse Haven. “Foi um prazer conhecê-lo.” “Prazer em conhecê-la, também.” “Tome cuidado, irmão mais novo. E ataque os livros.” “Sim, sim. Eu te amo.”

~ 66 ~


“Também te amo.” Haven se sentiu envolvida em todo o carinho entre Trevor e Zane. Enquanto caminhavam para o carro, ela olhou para ele. Ele tinha um pequeno sorriso em seu rosto. Eles entraram no carro e foram embora, e ela fez várias observações mentais. “Então, o que você acha?” Ele perguntou quando seguiu para a estrada. “Eu acho que você realmente ama seu irmão.” Ele arqueou uma sobrancelha. “E isso te surpreende?” “Eu não sei. Não deveria, eu suponho, mas eu nunca imaginei você com a família antes. E então você estava tão inflexível sobre eles não sendo mencionado, então eu não esperava esse carinho aberto entre você e Zane.” “Meu problema não é com Zane. Ou com a minha mãe.” Ele estava em um bom humor, ela não queria se aprofundar sobre o pai dele— um tema que, obviamente, iria arruinar o humor. “Zane é um grande cara. Muito inteligente.” Trevor visivelmente relaxou. “Sim, ele é. Muito mais inteligente do que eu.” “Por que você diz isso? Só porque ele escolheu a faculdade de medicina e você escolheu esportes? Isso não faz de alguém mais esperto. Isso é apenas uma escolha de carreira diferente.” “Confie em mim, ele é muito mais inteligente.” Ela decidiu não debater a questão com ele. “Mas eu posso chutar a bunda dele no esporte.” Ela riu. “Já o competidor, não é?” Ele deslizou um sorriso em sua direção. “Sempre e para sempre.”

Capítulo Sete DEPOIS DO JOGO DOMINGO— O QUAL OS RIVERS VENCERAM, felizmente, depois de perder esse difícil, jogo acirrado no sábado—Haven e Trevor voltaram para a casa para mudar de roupa e se preparar para a festa de Alicia.

~ 67 ~


“Será que precisamos levar um presente?” Ela perguntou depois que tinha tomado banho e encontrou Trevor esperando por ela lá embaixo na sala de estar. Ela optou por um vestido, algo casual, junto com saltos, já que ia ser um evento à noite. Ele não respondeu de imediato, e ela levou um momento para admirá-lo. Até agora, ele tinha se vestido muito casualmente em casa, usando ou calças ou shorts de treino, dependendo do clima. Hoje à noite ele optou por jeans escuro e uma camisa Henley. Seu cabelo escuro estava ficando um pouco longo, e as pontar roçavam o colarinho. Seus dedos coçaram para se enroscar pela espessura do seu cabelo, escovar o cabelo para trás da testa. Ela evitou intensamente aquela vontade e trouxe foco de volta para o seu rosto, notando que ele estava olhando para ela. “O que foi? Há algo de errado com o que estou vestindo? Muito casual?” “Uh, não. Esse vestido é perfeito. E, caramba, Haven, você tem pernas espetaculares.” Ela sorriu pelo elogio. Não era como se ela nunca tivesse ouvido isso antes. Teve encontros — casualmente — desde a faculdade. Teve alguns namorados, um relacionamento sério que ela e o cara tinham terminado mutuamente quando ele tinha ido em uma direção e ela em outra, e ela não tinha sido machucada por isso. Isso tinha sido há um tempo — antes que as coisas com o pai dela tivessem ficado ruim e ela colocou toda a sua energia e tempo para ver o seu bem-estar. Ela não tinha pensado muito sobre homens no último ano e meio. Agora? Bem, agora havia Trevor, e ela com certeza não ia ter um relacionamento com ele, mas ela definitivamente gostava da maneira como ele olhou para ela. Provavelmente porque ele nunca tinha notado ela na faculdade. Ele estava observando-a agora, e ela gostou. Não havia nada de errado com isso, certo? “Obrigado.” “E, não. Alicia disse sem presentes. É só uma festa, uma pequena reunião para cada um deles e seus amigos. Eles têm uma nova casa que eles compraram e querem mostrá-la, apenas relaxar um pouco antes do grande dia. Pelo menos essa é a maneira que Alicia descreveu.” Haven assentiu. “Parece divertido.” “Ótimo. Vamos.”

~ 68 ~


Eles entraram no carro e Trevor dirigiu para outro belo bairro, localizado a apenas cerca de 20 minutos do seu lugar. A casa de Alicia e Garrett era uma linda marrom-e-branco de dois andares em uma nova área, com um grande jardim na frente contendo uma paisagem incrível. Eles subiram na ampla, acolhedora varanda da frente e tocaram a campainha. Era exatamente Alicia a abrir a porta. Ela parecia tão bonita vestindo um vestido branco sem mangas que se agarrava a suas curvas. Ela sorriu quando os viu. “Estou tão feliz por vocês estarem aqui. Venham e sintam-se em casa.” Eles entraram, e Haven ficou maravilhada com o amplo hall de entrada, os tetos altos, e a decoração incrível. Tinha um toque moderno e contemporâneo, mas muito aconchegante e confortável. “Sua casa é bonita.” Alicia sorriu enquanto guiava-os. “Obrigada. Passamos algum tempo construindo o lugar. Eu tenho que admitir, eu tive um monte de diversão escolhendo tudo. É como se o sonho de toda mulher se tornasse realidade para escolher as cores dos pisos e paredes e móveis.” “Eu posso imaginar o divertimento que era,” disse Haven. Ela levou-os para a sala de estar. “As bebidas estão na cozinha. Sirvam-se. Há também muita comida lá dentro, bem como na sala de jantar. Sintam-se livre para passear e verificar a casa. Garrett está... em algum lugar por aqui. Eu não tenho nenhuma ideia de onde.” “Nós vamos encontrá-lo,” disse Trevor. “Não se preocupe com a gente. E obrigado pelo convite.” “De nada. E se você precisar de alguma coisa venha me encontrar.” “Vamos,” disse Haven. Depois que Alicia se afastou para verificar seus outros convidados — e havia um monte deles — Haven virou-se para Trevor. “Casa bonita.” “Sim. Os Rileys sempre têm que ter um lugar grande.” “Realmente. Por que isso?” “Família grande. Há Alicia e seu irmão Cole, e, em seguida, os primos — Gavin, seu irmão Mick, e sua irmã Jenna e todos os seus cônjuges e os pais e as crianças.” “Realmente. Isso soa como uma família grande.”

~ 69 ~


“Todos os caras praticam esportes, também,” ele disse quando levou-a para a cozinha. Alguém estava preparando as bebidas, então Trevor virou-se para Haven. “O que você gostaria?” “Eu só vou tomar um club soda com limão.” “Cerveja para mim,” disse Trevor com o cara no bar, que preparou suas bebidas e as entregou. “Todos os caras da família Riley praticam esportes?” “Sim. Gavin e Garrett, é claro, jogam beisebol. Mick e Cole jogam futebol. O marido de Jenna, Tyler, joga hóquei.” Haven tentou compreender isso tudo. “Hum, wow. Isso é uma grande, família com almaesportista.” “É. E a família Riley tem um bar de esportes, também.” Ela riu. “É claro que eles têm.” “Jenna antes gerenciava o bar de esportes, mas ela é uma cantora e tem um clube de férias para os músicos.” “Oh, verdade? Eu adoraria ouvi-la cantar algum dia.” Ele a levou para um local aberto na sala de estar onde eles poderiam sentar. “Talvez eu vá levá-la em algum momento.” Ela sentou-se, ponderando uma família como os Rileys. “Agora há uma família em extrema necessidade de ter uma reportagem especial. Uma família inteira de atletas. Que história isso poderia ser.” “E você é a pessoa a fazê-lo.” “Eu posso. Seria uma reportagem incrível. Todos esses esportes? Como deve ter sido crescer naquela família, e ter todos os caras jogando profissionalmente. Mesmo Jenna acabou se casando com um jogador de hóquei profissional. E Alicia está noiva de um jogador de beisebol. Quais são as chances de isso acontecer?” Trevor tomou um longo gole de sua cerveja, então balançou a cabeça. “Não tenho ideia. Mas ei, você tem que trabalhar em mim em primeiro lugar.” Ela bateu em seu joelho. “Acredite em mim, você vai pegar o suficiente do meu tempo. Mas eu estou arquivando os Rileys para mais tarde. Eu estarei definitivamente retornando ao tema.”

~ 70 ~


“Os Rileys são um tema interessante para qualquer dia. Nunca somos maçante, isso é certo.” Gavin se sentou ao lado deles. “Hei, Gavin,” disse Trevor. “Oi, Gavin. Trevor estava me contando sobre a sua família — todos que jogam esportes. É incrível ter uma família como a sua.” Gavin abriu um sorriso. “Na maioria dos dias é. Mas há um monte de ego, também.” “Você não está falando de mim, não é?” A bela ruiva sentou ao lado de Gavin. “Esta é a minha esposa, Elizabeth. Liz, este é Haven Briscoe. Ela está com Trevor hoje à noite.” Liz estendeu a mão. “Prazer em conhecê-la, Haven.” “Você, também, Liz.” “Liz está no negócio, também,” disse Gavin. “Ela é uma agente desportivo.” E as rodas na cabeça de Haven continuaram a girar. “Sério?” Liz sorriu. “Sério. Por quê?” “Eu estava dizendo a ela sobre os laços que todos os Rileys têm com esportes,” explicou Trevor. Liz assentiu. “Ah... Inacreditável, não é?” “Só um pouco.” “Eu costumava representar tanto Mick quanto Gavin. Mas, claro, eu não faço agora que Gavin e eu estamos casados. Eu ainda represento Tyler e Cole, no entanto. E eu gostaria de conseguir Trevor também.” Gavin colocou um braço ao redor dela. “Você ainda está em licença maternidade. Não fale em trabalho.” Haven sorriu. “Ouvi dizer que você teve um bebê. Parabéns.” Liz sorriu. “Obrigado, sim, em agosto. Uma menina chamada Genevieve. Ela está lá em cima dormindo agora. Eu não estou no ponto ainda onde eu estou pronta para deixá-la com uma babá. Além disso, eu ainda estou amamentando.”

~ 71 ~


“Sim, nessa nota, eu estou saindo para pegar outra cerveja,” disse Trevor, fazendo uma saída rápida. “Eu vou com você.” “Por alguma razão um monte de homens não consegue lidar com a conversa da amamentação,” disse Liz, com um sorriso irônico. Haven riu. “Eu adoraria ver Genevieve quando ela acordar. Eu meio que tenho uma coisa por bebês.” “O engraçado é que eu nunca fiz. Eu estava totalmente focada na carreira. Eu tinha planejado ficar sozinha, para dedicar a minha vida à minha carreira. Então Gavin aconteceu, e todo o meu mundo foi a merda. Eu me apaixonei, nós nos casamos, e de repente eu sou uma mãe. E o bebê chora constantemente, parece vomitar sem parar, e não tem dormido uma noite inteira ainda. Eu sou um desastre absoluto e, Deus, eu a amo loucamente. Devo estar louca.” Haven riu. “O amor, casamento e a coisa toda da maternidade deve servir para você, embora, porque você parece absolutamente linda.” “Bem, obrigado. Eu tenho que admitir que eu nunca estive mais feliz fazendo algo que eu nunca pensei que eu seria feliz fazendo.” Haven admirava a honestidade de Liz sobre a maternidade. Muitas mulheres tentaram retratar-se como mães perfeitas, enquanto Liz mostrava a terrível realidade daqueles primeiros meses de insônia e bebês chorando. “Eu conheço algumas amigas que já tiveram bebês. É esse tipo de amor que tudo consome, não é?” “Como nada que eu já senti antes. E Gavin é da mesma forma. Mesmo quando Genevieve está acordada a noite toda, ele vai ficar comigo para trocá-la e ele vai abraçá-la e andar com ela quando ela está chorando. Ambos aprendemos um novo tipo de paciência que nunca pensei que teríamos.” Haven sorriu. “Estou muito feliz por vocês dois.” “Obrigada. Agora me diga o que você faz.” “Eu estou trabalhando para The Network, fazendo uma extensa entrevista e biografia de Trevor.” “Ele é ótimo,” disse Liz, pegando o copo de água. “Oh, tão talentoso. Não há muitos atletas que têm sido capazes de fazer o que ele fez.”

~ 72 ~


Haven avistou Trevor em um grupo de seus companheiros de equipe, rindo de algo que um deles disse. Ela sentiu um pequeno formigamento, quando ele olhou para ela e sorriu. “Eu sei. Ele definitivamente tem 'esse' fator.” “Ele também é muito sexy, e nenhuma mulher conseguiu agarrá-lo ainda. Você estará se aprofundando em sua vida pessoal em tudo durante a sua reportagem?” “Mmmm, um pouco. Pelo menos até onde ele me deixar. Eu sei um pouco sobre ele porque nós fomos para a faculdade juntos. Meus pais eram os pais do dormitório.” “Oh, eu gosto dessa conexão. Dá-lhe um pouco de vantagem no lado pessoal.” “Eu não sei nada sobre isso. Mas ele disse que só concordou em fazer isso se eu fosse a única a entrevistá-lo.” Liz estudou-a, seu olhar de olhos azuis atento sobre ela. “Hmm. Talvez ele goste de você.” “Eu não penso assim. Eu acho que ele confia em mim para não sacaneá-lo mais e fazê-lo ficar mal.” Liz olhou através da sala para Trevor, em seguida, voltou para ela. “Oh, eu não sei nada sobre isso, Haven. Eu o vi lançando olhares em sua direção. É mais do que apenas ele confiar em você. Há algum tipo de química acontecendo entre vocês.” A sala de repente se sentiu mais quente. “Você acha?” “Acredite em mim, uma mulher conhece essas coisas. Estou surpresa que você não pegou esses olhares aquecidos que ele está jogando em sua direção.” “Quem está lançando olhares aquecidos em sua direção?” Alicia, que tinha feito a pergunta, sentou-se ao lado delas. “Trevor. Para Haven. Ela parece alheia,” disse Liz. “Realmente.” Haven estava mortificada e queria ir se esconder no banheiro. “Ele não está olhando para mim de qualquer forma. Nós nunca tivemos... esse tipo de relacionamento.” “Bem, talvez seja a hora que você faça. Afinal de contas, vocês dois se conhecem desde sempre. Talvez ele tenha uma queda por você há anos. Como, desde a faculdade.”

~ 73 ~


Haven lançou a Liz uma olhada. “Posso assegurar-lhe que ele nunca sequer me notou na faculdade. Eu lhe ensinava na época, e ele estava muito mais interessado em ficar longe de mim para que pudesse ir à festa ou jogar futebol do que ele estava em entrar em minhas calças.” “Considerando o quão quente e linda você é, eu apostaria que ele quer entrar em suas calças agora,” disse Alicia com um sorriso. Haven não podia ajudar, mas deixou escapar uma risada com o comentário. “Bem, obrigada. Eu acho. Mas esse navio já partiu. Nós temos uma relação de trabalho profissional, de modo que simplesmente não pode acontecer.” Liz olhou para Alicia, e as duas riram. “Gavin e eu também tivemos um relacionamento de trabalho profissional,” disse Liz. “E agora a nossa filha está dormindo pacificamente no andar de cima.” “Assim fizemos Garrett e eu,” acrescentou Alicia. “E nós vamos nos casar em poucos meses.” “Isso é ótimo para vocês duas. Mas eu não tenho nenhuma intenção de casar com Trevor.” “Ninguém disse que é preciso,” disse Liz. “Mas, pelo amor de Deus, não deixe o trabalho ficar no caminho de ter um pouco de diversão com um homem quente.” Ela nunca tinha pensado dessa forma, tinha evitado propositadamente sentir qualquer coisa no passado, por Deus, durante o ano passado. Suas emoções, seus sentimentos-tudo-tinha estado fechado após a morte de seu pai. Agora, porém, parecia que ela estava lentamente despertando novamente. Sentindo-se novamente. Querendo novamente. No pior momento possível. “Não é um bom momento para mim. Meu pai faleceu no ano passado, e só agora estou conseguindo meus pés molhados21 nesse novo trabalho. Tenho que me concentrar.” Alicia agarrou a mão dela. “Eu sinto muito,” disse Liz. “Isso deve ter sido tão difícil para você.”

21

Experimentar algo pela primeira vez, especialmente algo que envolve tomar um risco.

~ 74 ~


“Foi. Isso está me mantendo mal. Ele e eu éramos muito próximos. Fico feliz de ter esta nova missão, porque eu só comecei a trabalhar para The Network e é uma grande oportunidade. Eu não quero fazer nada para estragar tudo.” “E você acha que sair com Trevor comprometeria seu trabalho?” Perguntou Alicia. “Eu não posso ver como isso não poderia.” Liz recostou-se no sofá. “Bem, eu pensei a mesma coisa sobre o meu trabalho quando eu estava representando Gavin como sua agente, e ele e eu nos envolvemos. Imagine um grande conflito de interesses. Mas, quando a química está envolvida, não há muito que vai conter duas pessoas que realmente querem estar com o outro, sabe?” Ela podia ver como Gavin e Liz se encaixavam. Liz era definitivamente um dínamo que dizia o que estava em sua mente. E Gavin, ele era quente. “Sim, eu posso ver isso.” “Assim como você realmente se sente sobre Trevor? Quaisquer sentimentos... aí por ele?” Perguntou Alicia. Ela respirou fundo e arriscou um olhar para ele do outro lado da sala. Era como se ele pudesse senti-la, porque o seu olhar se afastou de seus amigos e caiu sobre ela, e, novamente, houve aquele sorriso perversamente sexy dele que nunca deixou de fazê-la acelerar. Ela sorriu de volta, apenas um pouco, e voltou sua atenção para Alicia e Liz. “Há algo. Eu só não sei como classificá-lo. Ele meio que me ignorou na faculdade, então eu nunca pensei que ele estava interessado.” “Mas você estava interessada nele?” Perguntou Liz. “Sim. Eu tive uma queda épica por ele, mas nada nunca chegou a acontecer, pois ele praticamente me ignorou.” “O pessoal da faculdade pode ser mudo e alheio às vezes,” disse Alicia. “Todos os caras em quem eu estava interessada na faculdade nunca souberam que eu existia.” Liz assentiu. “Mas parece que ele está interessado agora. A questão é, o que você deve fazer sobre isso?” Ela gostava de ter essas mulheres para conversar. Seus amigos antigos estavam todos espalhados após a faculdade, e enquanto eles trocavam e-mails, ela não tinha um monte de mulheres com quem conversar, especialmente depois que seu pai morreu. Suas emoções tinham

~ 75 ~


estado em fluxo, e ela tinha sido uma bola de confusão. “Eu não sei. Eu não tenho certeza se eu confio em meus sentimentos no momento.” “Talvez você devesse simplesmente fazer o que se sente bem— o que te faz feliz,” disse Liz. Ela olhou para Trevor novamente. “Talvez eu devesse.”

~ 76 ~


Capítulo Oito TREVOR MANTEVE UM OLHO EM HAVEN enquanto falava com os caras. Ela parecia absorta na conversa com Alicia e Liz, e, eventualmente, desapareceu no andar de cima com Liz depois de um tempo. Ele soube por que, quando Liz desceu um pouco mais tarde com Genevieve. Muitas das mulheres cercaram ela e o bebê. E realmente, Genevieve era meio difícil de resistir. Em quase dois meses de idade, o bebê era bonito como o inferno com a cabeça cheia de cabelo vermelho assim como o de sua mãe, e suas bonitas bochechas rechonchudas. Ela com certeza estava berrando, embora, chorando quando alguém, além de Gavin ou Liz tentou abraçá-la. Liz pediu desculpas, mas deu de ombros e pegou o bebê e segurou-a. O bebê eventualmente se acalmou, e eles saíram mais cedo. Devia ser duro ter um filho. Algo que ele nunca teve a intenção de fazer, de qualquer maneira, então nunca teria que se preocupar com essas noites sem dormir sobre as quais Gavin estava sempre dizendo a ele. Haven veio. “Será que você teve a chance de ver o bebê?” “Sim. Ela é bonita.” “Ela é adorável. Liz disse que ela vai odiar quando tiver que voltar a trabalhar em breve.” “Sim, eu aposto. Embora talvez ela vá descansar um pouco depois,” ele brincou. Haven riu. “Eu duvido que ela vai descansar. Ela provavelmente vai se preocupar com o bebê o tempo todo. E eu não posso imaginar, com todas as viagens que ela tem que fazer, como ela vai lidar ao deixar Genevieve. Embora ela disse que sua sogra ofereceu-se para repará-la, então eu tenho certeza que vai dar-lhe um pouco de paz de espírito.” “Isso é bom.” “Você está se divertindo?” “Eu estou. E quanto a você? Eu vi você passar muito tempo com Alicia e Liz.” Seus lábios se curvaram em um sorriso. “Eu fiz. Tivemos uma boa conversa.” “Sobre o que?”

~ 77 ~


“Trabalho. E... coisas.” Ele arqueou uma sobrancelha. “Que tipo de coisa?” “Oh, apenas algumas coisas sobre você. E eu. E você e eu.” “Realmente. Evitando compartilhar?” “Talvez mais tarde. Eu estou com um pouco de fome agora. Que tal comer alguma coisa?” “Soa como uma boa ideia.” Ele a levou para a sala de jantar, onde a comida estava servida sobre a mesa. Pegaram pratos e serviram-se, em seguida, encontraram um local do lado de fora. Era uma noite agradável, mas havia uma fogueira e aquecedores organizados. Eles se sentaram ao lado de Garrett, que estava sentado com Alicia e um par de outros caras da equipe. “Como vai, Haven?” Perguntou Garrett. “Ótima. Você e Alicia tem uma bela casa. Obrigada por nos convidar aqui esta noite”. “Estamos tão feliz que você veio,” disse Alicia. “Liz e eu nos divertimos em falar com você. Nós esperamos que você ouça o nosso conselho.” Haven inclinou a cabeça e sorriu. “Eu definitivamente vou dar-lhe algum pensamento.” “Que conselho é esse?” Perguntou Trevor. “Eu vou te dizer mais tarde.” “Conversa de mulheres,” disse Garrett. “É sempre um mistério. Sempre que Alicia se reúne com as mulheres Riley, é como um bate-papo de horas de duração. Elas passam um dia inteiro juntas, preparando as coisas do almoço ou jantar. É como se eu perdesse minha mulher.” Alicia deu um tapinha na lateral do seu rosto. “Awww, pobre bebê. Você sabe que eu gosto do meu momento das meninas. Além disso, todas nós temos que ficar juntas para reclamar sobre vocês. É como uma terapia gratuita.” “Ora! Nós não somos tão ruins,” disse Garrett. “É claro que você não é.” Alicia sorriu para Haven. Trevor riu. “Eu estou feliz que eu não sou um Riley. Isso soa como tortura.” “Oh, mas Haven não lhe disse? Nós a adotamos oficialmente no clã das mulheres. Ela vai às compras com todas nós na próxima semana. E, em seguida, sair para jantar. Assim, podemos doutriná-la em nosso culto.” Trevor lançou um olhar sobre Haven. “Você vai?”

~ 78 ~


Haven parecia tão surpresa. “Eu vou.” “Você vai. Eu decidi. Você está dizendo que sim, não é?” “Eu... sim.” “Bom,” disse Alicia. “Eu vou ligar para você com os detalhes.” Trevor gostou do sorriso no rosto de Haven. Seria bom para ela fazer alguns amigos aqui fora, ao invés de sair com ele o tempo todo. E gostava de Alicia e Liz. Depois que eles ficaram mais algum tempo, eles disseram suas despedidas e saíram. “Você tem um jogo amanhã?” Haven perguntou quando eles entraram no carro. “Não. É um dia de folga.” “Eu vejo.” “Por quê?” “Só perguntando.” “Você quer passar algum tempo com a entrevista?” “Sim.” Ele teve a impressão que havia algo mais em sua mente, além de apenas agendar tempo para entrevista amanhã. “O que mais, Haven?” Ela meio que se virou para encará-lo. “Não há mais nada. Apenas trabalho.” De alguma forma, ele sabia que havia mais. Ela tinha estado calma, como se ela estivesse pensando muito sobre algo. Ambos estavam em silêncio pelo resto do caminho. Uma vez que eles estavam lá dentro, Haven foi em direção a sua ala da casa. “Eu estou indo para a cama,” disse ela, mal olhando para ele. “Vejo você na parte da manhã, Trevor.” “Haven.” Ela parou. Olhou para ele. “Sim?” “Existe algo que você quer falar?” Ela fez uma pausa por alguns segundos antes de responder. “Não esta noite. Vejo você na parte da manhã, Trevor.” Ele ficou na porta de entrada, observando-a. “Ok.”

~ 79 ~


Ele poderia tê-la pressionado, poderia ter servido uma bebida para ela e eles poderiam ter ido para fora. Talvez ele pudesse ter tirado dela sobre o que ela estava tão pensativa. Mas ele não queria empurrar, e não tinham tempo. Então ele deixou-a ir. Mas ele com certeza queria saber o que estava em sua mente.

Capítulo Nove HAVEN SUBIU E FECHOU A PORTA, então se preparou para dormir. Embora ela não soubesse por quê. Ela estava inquieta e não totalmente cansada, ainda tensa, depois da festa, depois da conversa que tivera com Alicia e Liz sobre Trevor. Ela se sentou na cama e ligou a televisão, logo em seguida desligou-a. Ela caminhou até a janela, olhando para fora sobre o céu. Seu olhar foi atraído para a área da piscina. Ela poderia dar um mergulho. A piscina era aquecida. Havia uma banheira de água quente lá em baixo, também. Talvez ela servisse um copo de vinho e sentasse na banheira de hidromassagem. Isso iria relaxá-la um pouco e, em seguida, ela poderia ser capaz de dormir. Mas, em seguida, ela avistou Trevor, cerveja na mão, saindo para tomar um assento em uma das cadeiras. Ele sentou-se longe do convés, perto da área de armazenamento da casa da piscina. Ela mal podia vê-lo, de modo que ela deslocou-se para longe da janela para obter uma visão melhor. Ela deveria cuidar da própria vida maldita e para de vigiar pela janela como um perseguidor maldito. Ele provavelmente só queria um tempo sozinho para pensar.

~ 80 ~


Mas por alguma razão, ela não conseguia andar longe da janela. Ela poderia ir lá e tomar uma bebida com ele, mas estar perto dele era desconcertante, e seus pensamentos sobre ele eram bastante confusos no momento. Era melhor apenas — Apenas o que? Divertir-se aqui e observar a partir da janela? Ela era uma idiota. Uma idiota que não estava se movendo para longe da janela. Durante muito tempo, ele não se mexeu em tudo. Ele colocou sua cerveja sobre a mesa ao lado dele. Talvez ele estivesse dormindo. E ela não deveria estar olhando para ele. Ela começou a se afastar, mas exatamente aí ele moveu a mão entre as pernas. Congelada no lugar, ela não conseguia se mover quando ele pegou o que tinha que ser seu pênis. Mesmo que ele se tocasse sobre seus shorts, o corpo dela apertou instantaneamente. Seus mamilos endureceram contra sua blusa fina e ela estendeu a mão para seu seio, usando os dedos para tocar em seus mamilos. Quando Trevor deslizou a mão dentro da cueca, sua respiração acelerou. Ele realmente iria fazer isso lá fora? Onde alguém pudesse vê-lo? Onde ela poderia vêlo? Embora além dela supostamente ninguém mais pudesse assistir. Ele estava isolado, a cadeira escondida contra a parede do deck. A única observando era ela, e nada poderia afastá-la longe da visão gloriosa da sua mão se movendo dentro da cueca. Ela puxou a parte superior da blusa para baixo, expondo seus seios, esfregando sobre os mamilos com abandono, desejando que ela pudesse sentir grandes mãos de Trevor, áspero em sua pele. Sua vagina tremeu, e ela deslizou as mãos sobre seu sexo, massageando a dor, sentindo a umidade que havia vazado. Ela precisava de sexo. Fazia muito tempo, e a visão de um homem quente, supermasculino como Trevor acariciando-se mudou-a da pior maneira. Ou talvez a melhor maneira, porque ela tremia toda parte. Ela enfiou a mão dentro de sua calcinha, deleitando-se com a umidade de seu sexo. Ela se sentiu inchada, dolorida, e então pronta para um orgasmo alucinante que ela estava prestes a ir no andar de baixo e subir em cima do pau de Trevor, exigindo que ele fosse o único a dar a ela. Mas isso seria imprudente, e se havia uma coisa que Haven não era, era imprudente. O que era muito ruim, porque Trevor tinha puxado o calção para baixo, tirando o que parecia ser um

~ 81 ~


pau magnífico. Se ela fosse corajosa o suficiente — o que ela não era — ela teria descido furtivamente ao térreo e iria espioná-lo pela porta de trás, onde ela poderia dar uma olhada melhor. Dessa forma, ela teria que se contentar daqui de cima, onde a luz da lua lhe dava apenas lampejos da forma que ele magistralmente acariciava seu pênis com movimentos rítmicos para cima e para baixo, fazendo com que ela esfregasse sua boceta para trás e para frente, colocando dois dedos dentro e usando o calcanhar de sua mão contra seu clitóris até que ela estava pronta para estourar e ela teve que recuar. Ela gozaria quando ele gozasse. E ela ia tentar não gritar quando o fizesse, porque ela já podia sentir sua parede vaginal apertando em torno de seus dedos. Quando os golpes dele tornaram-se mais rápido, o mesmo fizeram os dela. E quando ele inclinou a cabeça para trás, ela podia jurar que ele estava olhando diretamente para o quarto dela. Ela quase se esquivou de volta para as sombras, mas ela estava muito longe, e no momento ela não se importava. Deixe que ele veja. Deixe-o vir até aqui e terminar o trabalho, mergulhando seu pau dentro dela. Mas então ela notou que seus olhos estavam fechados, seus quadris bombeamento até que a sua mão trabalhou seu pênis em um belo movimento de torção, ao mesmo tempo os dedos dela mergulharam em sua boceta. “Leve-me lá, Trevor,” ela sussurrou, suando enquanto ela trabalhava febrilmente seu clitóris e vagina. “Faça-me gozar — duro.” Ele levantou a camisa — oh, Deus, aquele abdômen era uma obra de arte. Ele dirigiu seu pênis em direção ao seu baixo ventre, e cordas brancas de sêmen jorrou em seu estômago enquanto ele empurrou seus quadris para a frente. “Ohhh, sim,” ela sussurrou, tremendo quando ela gozava, enquanto observa o orgasmo de Trevor. Foi a coisa mais erótica que já tinha visto, e ela gozou duro enquanto imaginava os quadris dele bombeamento duro para ela, enquanto ambos gozavam juntos. Depois, as pernas ainda trêmulas, ela deitou sua cabeça contra a vidraça fria. Trevor ficou imóvel por alguns minutos, em seguida, pegou uma toalha por perto, limpou o abdômen, e puxou o calção, em seguida, acabou com sua cerveja e se levantou. Ele agarrou a toalha e sua cerveja e desapareceu dentro da casa. Respirando fundo, Haven entrou no banheiro para se limpar, em seguida, subiu na cama.

~ 82 ~


Ela tinha planejado fazer algum trabalho, mas estava deitada no escuro olhando para o teto, sua mente repassando as imagens do pau de Trevor, de seu abdômen duro, e desejando que ela tivesse a coragem de ir lá e interrompê-lo. Ela sabia que ele teria sido receptivo. Ele não a evitaria como um tipo tímido em tudo. Considerando que ela não tinha um pingo de coragem em seu corpo. Razão pela qual ela estava pensando sobre sexo com Trevor toda a noite, e ainda não tinha feito nada sobre isso. Algum dia, talvez, ela mudasse isso. Por enquanto, ela estava deitada em sua cama, estranhamente insatisfeita apesar do orgasmo incrível. E ela ainda se sentia tão sozinha como sempre.

~ 83 ~


Capítulo Dez TREVOR TOMOU CAFÉ FORA NA VARANDA. Ele disse a Hammond para que segurasse o café da manhã até depois que Haven levantasse, o que ela fez cerca de uma hora depois dele. Com um copo na mão, ela se juntou a ele. “Bom dia,” disse ela, sentando-se em uma das cadeiras, tão longe dele quanto ela podia. “Bom dia. Dormiu bem?” “Sim. Só... bem.” Ela tomou um gole de café e olhou para fora das janelas. Ela parecia atraente esta manhã em sua calça capri e camisa de mangas compridas de botão. “Então, o que está na agenda da entrevista de hoje?” “Mmm, eu não sei ao certo ainda. Eu fiz algumas notas, mas eu preciso de uma xícara cheia de café em mim antes que eu possa pensar de forma coerente.” “Entendido.” Ele decidiu ficar quieto até que ela decidisse falar com ele. Ele levantou-se e disse a Hammond para ir em frente e começar o café da manhã, vendo com seu amigo sobre um par de jogos de beisebol que tinha sido jogado no dia anterior. Até o momento que ele voltou para a varanda, Haven estava derramando outra xícara de café. Ele veio ao seu lado, tocando a base de suas costas quando ele moveu-se em torno dela para o açúcar. “Hammond está fazendo o café da manhã.” Ela mudou de direção com pressa. “Ótimo. Obrigado.” Trevor sentiu o corpo de Haven endurecer quando ele colocou a mão sobre ela. Ele não sabia o que fazer com isso. Será que ele a deixava desconfortável? Ou era outra coisa? Ele pensou sobre ela ontem à noite, quando estava sentado na cadeira bebendo sua cerveja. Ele não tinha a intenção, mas visões dela tinham estalado em sua cabeça, e de repente seu pau tinha ficado duro. Desde que ele estava sozinho lá, e que tinha sido um tempo desde que ele tinha saído, ele começou a esfregar seu pênis através de suas calças, pensando no corpo macio de Haven, a maneira doce que ela cheirava, e o jeito que ela olhou para ele, especialmente na noite passada.

~ 84 ~


Um homem conhecia a intenção sexual deliberada em um olhar, e Haven tinha-a quando ela olhou para ele. Ele queria explorá-lo com ela, mas ela colocou uma parada rápida em qualquer conversa quando eles retornaram para casa na noite passada. Tudo o que ele queria fazer era ir bater à sua porta e puxá-la contra ele, colocar sua boca na dela e saboreá-la. Não levou muito para ele tirar seu pênis e masturbar-se pensando em consegui-la nua, pondo a boca em seus mamilos e sugando-os até que ela estivesse se contorcendo e implorando-lhe para fodê-la. Seu pênis se contorceu e ele teve que reorientar a sua atenção no aqui e agora. Não iria ajudar se tivesse uma ereção na frente dela. Ela era arisca o suficiente em torno dele sem isso. Ele não queria assustá-la. “Então, hoje nós vamos começar com o básico,” disse ela, puxando-o para fora de suas fantasias sobre ela. “Vamos começar com esportes no ensino médio e trabalhar o nosso caminho.” “Claro. Nós podemos fazer até cerca de uma hora depois do café, então eu gostaria de fazer uma pausa para fazer exercício, se estiver tudo bem.” “Isso funciona bem para mim.” “Você pode fazer uso da instalação de treino você mesma, se você desejar. Posso mostrar-lhe todo o meu equipamento.” Seu olhar saltou de onde tinha vindo a analisar a xícara de café. “Uh... talvez.” “Vamos! Você não pode apenas sentar-se aqui o tempo todo. Seus músculos vão gritar por um treino. Além disso, eu odeio fazer exercício sozinho.” Ela lançou a ele um olhar. “E ainda há uma academia em sua casa, em vez de você ir para a academia.” “Às vezes isso é mais por necessidade do que por escolha. Exercite-se comigo hoje.” “Eu não acho que eu vou ser capaz de acompanhar você. Você está muito mais em forma do que eu.” “Eu não me importo se você apenas andar na esteira. Vai ser bom ter a sua companhia.” Parecia que ela estava fazendo a dolorosa decisão de ter a cirurgia de canal, mas finalmente ela concordou. “Eu preciso fazer algum exercício. Eu vou me exercitar com você.”

~ 85 ~


Nossa, era assim terrível estar em torno da mesma sala com ele? Ele não sabia o que estava acontecendo com Haven hoje. Eles tomaram café da manhã, em seguida, Haven agarrou o laptop e se instalaram no escritório. “Vamos falar sobre o ensino médio. Será que você jogava vários esportes, então, também?” perguntou ela. “Sim. Até então eu tinha resolvido em futebol e baseball. Os treinadores queriam que eu escolhesse um ou o outro, então eu era olhado com mais seriedade pelos batedores da faculdade.” “E você, é claro, não quis.” “Sim. Eu estava jogando bem por ambas as equipes. Por que eu iria querer sair de qualquer um?” Ela balançou a cabeça. “Você sempre foi teimoso.” “Eu prefiro pensar nisso como determinado. Eu tinha objetivos.” “Realmente. Diga-me.” “Eu sabia desde o início que eu queria jogar esportes profissionais. No colegial, eu ainda não tinha decidido que um, porque eu gostava de jogar futebol e beisebol.” “No entanto, você foi para Oklahoma com uma bolsa de futebol.” “Eu fiz, mas eu jogava beisebol na faculdade, também.” “Então você tem feito este tipo de malabarismo há um longo tempo.” “Parece que toda a minha vida às vezes.” Ela digitou notas em seu computador. “E você foi convocado por Tampa para o futebol e Detroit para o beisebol, todos no mesmo ano.” “Sim.” Ele sorriu. “Esse foi um ano muito bom.” “Isso não o assustou, ou fez você sentir qualquer pressão por ser convocado por ambas as equipes, de futebol e beisebol profissional?” “Não. Era como um sonho tornado realidade.” “Então, você diria que você prospera em pressão?” Ele gostou do jeito que ela alterou suas palavras. “Você poderia dizer isso.” Ela ergueu o olhar a partir do laptop. “Posso dizer isso?” “Claro.”

~ 86 ~


“Como foi na escola?” “De que maneira?” “Com seus amigos — seus parceiros esportistas. Qualquer ciúme?” Ele riu. “Nah. Tive bons amigos. Todos nós trabalhamos duro, e fomos atrás da mesma coisa — vencer. Não havia nada para sentir ciúmes.” Ela bateu levemente no laptop. “Eu fiz uma pequena pesquisa sobre a sua carreira colegial. Diz aqui que você teve alguns desentendimentos com um cara chamado Jerome Kayman.” “Isso foi mais um mal-entendido. E sobre uma menina. Não tinha nada a ver com o esporte.” Ela arqueou uma sobrancelha. “Briga pela mesma garota?” “Uh, não. Foi mais como Heather Whitfield colocando Jerome e eu um contra o outro. Nenhum de nós sabia que nós dois estávamos namorando-a.” “Oh. Oops.” “Sim. Heather era um inferno de uma provocadora. Ela era chefe de torcida, muito competitiva. Ela disse a Jerome que gostava dele, e eles começaram a sair. Eles namoraram por algumas semanas, embora ela não contasse a ninguém que ela estava saindo com ele. Essa era a época do baile, nosso último ano. Heather realmente queria ser rainha do baile, e Jerome era um cara popular — quarterback do time de futebol. Parecia que Jerome tinha uma boa chance de ser rei do baile.” “O que aumentava suas chances se ela fosse sua namorada,” disse Haven. “Exatamente. Exceto que em seguida, eu peguei um monte de passes, foi escrito nos jornais, e de repente minha popularidade aumentou.” “Então ela cobriu a aposta puxando você em sua teia também.” “Sim. Eu não sei o que ela estava pensando. Jerome e eu éramos amigos. E não era como se ela pudesse ir ao baile com nós dois.” Nada que Haven não tinha visto antes, especialmente no ensino médio. “Ela estava pensando que poderia enrolar vocês dois até logo antes do baile e, em seguida, assim que ela descobrisse qual de vocês era o mais popular, ela dispensaria o outro.”

~ 87 ~


“Isso é exatamente o que ela tentou fazer. Exceto que Jerome foi para a casa dela um sábado à noite e descobriu pela mãe de Heather que ela saiu comigo.” “E isso foi quando vocês dois descobriram,” disse Haven. Trevor assentiu. “Certo. Ele pensou que eu estava dando em cima de sua menina, então ele seguiu para o cinema e esperou nós sairmos. Nós discutimos depois. Talvez um par de socos foi lançados.” “Eu aposto que Heather estava emocionada por ter dois caras brigando por ela.” “Ela pensou que iria aumentar o seu estoque na votação, que ocorreu na semana seguinte. Não deu certo, embora, porque depois que eu levei Heather para casa, fui até a casa de Jerome. Nós conversamos, e descobri o jogo de Heather. Eu larguei ela, e assim o fez ele.” Haven riu. “Então, ela acabou com nenhum acompanhante para o baile?” “Não havia nenhuma maneira no inferno de que Heather ficasse de fora do baile. Ela seduziu um cara do time de basquete para levá-la. Mas ela não ganhou como rainha do baile. E ela estava chateada.” “Então, quem ganhou?” “Jerome fez. Eu estava na quadra, e uma das rivais de Heather da torcida ganhou como rainha.” Haven sorriu. “Você tem um karma amoroso.” “E o ensino médio.” “E você e Jerome ficaram amigos.” “O inferno, sim. Nunca deixe uma menina ficar entre você e um amigo. Ou um companheiro de equipe.” “Eu suponho que você não vai me deixar colocar nada disso em sua biografia.” “Uh, não. Não, a menos que você consiga que Jerome ou Heather concordem com isso. Embora Jerome provavelmente não se importaria. Heather, no entanto...” Haven riu. “Certo. Sem chance.” “Eu não acho que ela é o tipo de mulher que suaviza sobre algo assim ao longo dos anos. A última vez que ouvi, ela era casada com Owen Lange e eles têm três filhos e administram uma agência de seguros na cidade. Lembro-me dele como um garoto muito tranquilo. Ele competiu em

~ 88 ~


corridas e era bastante popular. Cara inteligente, presidente do conselho estudantil, mas um pouco tímido. Ela provavelmente o governa com mão de ferro. Pobre rapaz.” “Eles seriam uma história fascinante, também.” Ele riu. “Parece que a sua mente está se enchendo de ideias.” “Eu acho que a minha mente está bastante ocupada com você no momento.” Ele ficou de pé. “Eu não sou quase tão excitante como se poderia pensar. Vamos fazer exercícios.” “Justamente quando as coisas estavam começando a ficar interessante.” “Certo. Vou encontrá-la na academia.” Trevor entrou no ginásio para se aquecer enquanto Haven foi para seu quarto para trocar de roupa. Ele ficou na esteira e começou lento, em seguida, trabalhou seu caminho para uma corrida. As coisas estavam indo bem com Haven. Ela parecia focada em seu trabalho e otimista. Gostava que ela tivesse se aproximado de Alicia e Liz, e estava tendo um bom tempo enquanto ela estava aqui com ele. Quando ela chegou, estava usando calças de treino apertadas que terminava logo abaixo dos joelhos, e um top esportivo colado em seu corpo, dando-lhe uma excelente vista sobre o quão em forma ela estava. Até então, ele tinha acelerado e correndo duro, enquanto ela sorriu para ele, deslizou seus fones em seus ouvidos e ficou no elíptico 22 na frente dele. Ela não disse nada a ele, sem dúvida, não querendo distraí-lo, então ele a deixou sozinha e tentou se concentrar em seu treino. Ele manteve o ritmo em sua corrida enquanto Haven começou em seu instrumento. Mas ele estava distraído, porque ela tinha uma bunda grande, e quanto mais rápido ela se movia, mais ele prestava atenção para o movimento de suas pernas e bumbum. Ele estava concluindo, de qualquer maneira, então ele desacelerou para uma corrida fácil, deixando sua frequência cardíaca desacelerar, em seguida, caminhou por dez minutos para terminar de acalmar-se e saiu da esteira.

22

~ 89 ~


Haven era uma distração. Uma boa. Mas ele pegou a toalha, enxugou o suor, e aproximou-se dos pesos. Haven seguiu em seu equipamento por um curto período de tempo depois que ele começou a levantar. Ele parou e empilhou seus pesos. “Você quer que eu lhe mostre como tudo funciona?” Ela balançou a cabeça. “Eu estou muito familiarizada com estas máquinas. Você vai em frente e fazer a sua coisa. Eu posso encontrar meu caminho por aqui.” “Ok. Se você precisar de alguma ajuda, apenas grite.” “Eu vou.” Ele fez o seu treino, mas também assistiu Haven. Ela era forte e capaz nas polias, bem como os pesos livres, e como ela disse, ela não precisava de qualquer ajuda. Ainda assim, ele gostava de assisti-la se exercitar, gostava de ver seus músculos em movimento quando ela fez agachamento. Ela tinha coxas poderosas, mas você nunca saberia isso olhando para ela. Ela não levantaria muito peso, mas com certeza ela poderia fazer um monte de repetições. Impressionado, Trevor foi e ficou ao lado dela quando ela terminava uma sequência. “Posso exercitar com você?” Ela saiu do aparelho. “Você só quer me fazer sentir mal, redefinindo os pesos.” Ele riu. “Eu sou um cara. E minhas coxas são muito maiores do que as suas.” “Graças a Deus por isso. E eu justamente terminei a minha última sequência.” Ela começou a se afastar, mas ele agarrou seu pulso. “Você está me evitando, Haven?” Ela olhou para baixo, onde a mão dele estava enrolada em seu pulso. Desta vez, ele não a soltou. “Eu não estou evitando você.” “Parece que sim. Se eu fizer você se sentir desconfortável, podemos organizar outras acomodações para você, enquanto nós estamos trabalhando juntos.” Haven tomou uma respiração. Ok, isso tinha sido uma mentira. Sim, ela estava desconfortável. Quem não estaria, estar tão perto de alguém como Trevor, especialmente depois de vê-lo em um momento tão íntimo como na noite passada? O problema era que isso não a tinha feito sentir-se desconfortável na maneira como ele pensava. Isso tinha dado a seus poderosos

~ 90 ~


desejos que ela sabia que não poderia — não deveria — deixar-se influenciar. E talvez fosse o momento de ela ter uma conversa verdadeira com ele sobre como se sentia e o que ela queria dele. Mas não agora. Havia ainda perguntas que ela tinha a fazer, e uma vez que hoje era um dia de folga, ela pretendia enchê-lo de perguntas, enquanto eles ainda tinham um tempo a sós juntos. Você está evitando como você se sente, Haven, como sempre. Ela ouviu a sua voz interior, e concordou, mas decidiu ignorá-la. Por enquanto, pelo menos. “Eu estou totalmente bem com as nossas acomodações. E se parece que eu estou evitando você, eu sinto muito. Eu sei o quão importante são seus treinos. Eu só estava tentando ficar fora do seu caminho.” Ele relaxou, e deixou ir seu pulso. “E se eu gostar de você no meu caminho?” Ele não estava fazendo isso mais fácil para ela. “Eu estou indo tomar um banho. Que tal encontrar-nos para o resto da nossa Q-e-A 23 depois de terminar com o seu treino?” Ele fez uma pausa, seu corpo ainda tão perto que ela podia sentir as ondas de tensão que saiam dele. Se ela se inclinasse, ela tocaria ele. E oh, ela realmente gostaria de tocá-lo. Mas, em seguida, ele deu um passo para trás. “Claro. Eu devo estar concluindo aqui em cerca de uma hora, e então eu vou tomar um banho rápido e vamos terminar o que começamos.” “Ótimo.” Ela se virou e saiu rapidamente de lá, sentindo-se muito como uma covarde por não aceitar o que Trevor estava tão obviamente oferecendo. Ela não estava pronta. Ainda não. Quando ela fez seu caminho para sua ala e seu quarto, ela pensou sobre o que ele tinha dito. Sim, ela gostaria de terminar o que começaram. Embora eles ainda não tivessem ainda começado, tinham? Então, realmente, o que ela gostaria seria de começar algo com Trevor. 23

Question and Answer – perguntas e respostas, entrevista.

~ 91 ~


Ela respirou fundo, fechou a porta de seu quarto, e se dirigiu ao banheiro para tomar um banho, decidindo que não era apenas homens que precisavam tomar banho frio para manter a frustração sexual na baía.

~ 92 ~


Capítulo Onze APÓS TOMAR UMA DUCHA, HAVEN TELEFONOU PARA SEU PRODUTOR, enchendoo sobre o que ela estava fazendo. As equipes de filmagem estariam no próximo jogo dos Rivers, onde ela faria algumas atualizações sobre Trevor e daria um resumo sobre o seu passado, durante o jogo. Eles tentaram fazer uma entrevista antes do jogo. Haven havia conversado com alguns de seus companheiros de equipe, que tinham concordado em dar algumas frases de efeito também. Seu produtor parecia satisfeito com o arranjo, o que aliviou. Ela estava nervosa sobre a direção que estava tendo com essa matéria, já que ela nunca tinha feito uma tão detalhada quanto a de Trevor ia ser. Ela tinha entrevistado atletas antes, mas aqueles foram curtos um-oudois minutos, e não toda uma biografia. Ela estava fora de seu elemento aqui, mas grata por ter Trevor como seu assunto. Ele relaxava-a. Bem, mais ou menos. Pelo menos profissionalmente, ele estava fazendo isso fácil para ela. Pessoalmente? Ele a deixava tensa. Nervosa. Um pouco sem fôlego quando chegava perto dele. Ela ia ter que aprender a conseguir controlar seus sentimentos por ele, ou descobrir uma maneira de ter essa conversa. Encontrou-o no piso térreo do escritório, de modo que ela posicionou seu laptop e organizou suas anotações. “Pronto para começar de novo?” Ele assentiu com a cabeça. “Claro.” “Eu gostaria de saber sobre qualquer um que você sinta que foi um mentor para você em seu caminho até a escada para o sucesso. Treinadores do ensino médio, qualquer um na faculdade.” “Seu pai.” Ela parou e olhou para ele. “Você não tem que dizer isso só porque sou eu.”

~ 93 ~


“Eu não estou dizendo isso só porque é você, Haven. Bill Briscoe salvou a minha bunda, mais do que uma vez, e tornou possível eu ter uma carreira no esporte profissional.” Ela sentiu uma pontada nas imediações do seu coração, mas empurrou-a de lado e digitou a citação em seu laptop. “Ok. Conte-me sobre... Bill.” “Ele pegou todos sob sua asa. Ele era mais do que apenas o nosso pai dormitório. Ele realmente se preocupava com todos nós rapazes. Fazia diferença para ele que nós estivéssemos estudando e também se destacando nos esportes que nós jogávamos. Você sabe como a faculdade era difícil para mim. Eu não estava muito na parte acadêmica dela. Mas Bill empurroume para sempre fazer melhor. Ele disse que eu não iria praticar esportes o resto da minha vida, por isso importava que me formasse.” Ela olhou para cima de seu laptop. “E você fez.” Ele riu. “Sim. Malmente. Graças a você. E ao seu — ao Bill. Educação sempre foi importante para ele. Ele sempre quis que os caras vissem um futuro para além de apenas uma carreira desportiva. Conversamos muito sobre o que eu me via fazendo depois que tivesse terminado com o futebol e beisebol” “Realmente. E o que você vê no seu futuro?” “Nada. Esportes sempre foi para mim. Eu não quero ser dono de uma concessionária de carros ou ser comentarista esportivo. Sempre foi e sempre será esportes para mim. Bill sugeriu ser treinador.” “No nível profissional?” “Eu não penso assim. Talvez trabalhar com crianças em algum lugar abaixo da estrada. Quero moldá-los quando eles são mais jovens.” Ela inclinou-se para trás na cadeira e estudou-o. “Eu consigo ver isso. As crianças que olham para você. Você pode se tornar um professor, em seguida, ser treinador.” Ele riu. “Sim, isso não vai acontecer.” “Por que não?” “Isso apenas não vai acontecer. Eu não tenho qualificação de professor.” “Por que você ainda acha isso? Você totalmente poderia ser. Tudo que você tem a fazer é voltar para a escola e obter a graduação certo, então você pode ensinar e treinar.” “Não.” Ele se levantou e saiu da sala.

~ 94 ~


Haven olhou para a porta vazia, sentindo que ela apenas tivesse dito algo terrivelmente errado. Trevor tinha ficado chateado. Ou com raiva. Ou algo assim. Mas ela nĂŁo tinha ideia do que ela disse. Ela colocou o laptop de lado e foi procurĂĄ-lo.

~ 95 ~


Capítulo Doze TREVOR OLHOU PARA A PISCINA, tentando conseguir suas emoções sob controle. Tinha sido estúpido abandonar Haven assim. Ela fez uma sugestão simples. Ela não sabia sobre ele, então ele poderia ter apenas balançado a cabeça e dito que talvez e deixado por isso mesmo. Em vez disso, as antigas inseguranças apressaram-se para a superfície. A impaciência, a frustração por todas as coisas que ele não poderia fazer—nunca seria capaz de fazer—conseguiu um domínio sobre ele e tinha assumido, apagando todo o seu bom senso. Ele fechou os olhos e se concentrou nas coisas que poderia fazer bem. Como jogar beisebol e futebol. Ele ia ter que ter muito cuidado nesta entrevista. Haven tinha um talento especial para fazê-lo se abrir, trazendo o passado, fazendo-o responder perguntas sobre coisas que ele não tinha pensado em um longo tempo. Como esperanças e ambições, que ele pensou que tinha enterrado profundamente. Ela era boa em seu trabalho, provavelmente melhor do que ela se dava crédito. Ou talvez tenha sido porque os dois tinham uma habilidade natural para entrar na cabeça um do outro. Ele gostava de conversar com ela sobre qualquer coisa, e não apenas sobre si mesmo e sua carreira. Ele queria saber o que ela pensava sobre um monte de coisas. Ele queria conhecê-la melhor. Ela era tão inteligente. Exatamente o oposto dele. Ele balançou a cabeça e olhou para a água da piscina, sugando uma respiração profunda. Esqueça. Deixe isso pra lá. Ele ouviu a porta dos fundos aberta e endireitou-se, forçando esses pensamentos longe da cabeça. Era hora de colocar a máscara novamente, assim Haven não iria ver, não saberia o que ele estava pensando. Ela aproximou-se dele e colocou a mão em seu braço. “Algo que eu disse que te chateou.”

~ 96 ~


Ele virou-se para encará-la, plantando um sorriso no rosto. “Não, você não fez. Desculpeme, eu me levantei e saí. Eu só precisava de uma pausa.” Ele sabia a partir do olhar em seu rosto que ela não acreditava nele, mas ela balançou a cabeça. “Ok.” “Eu não sei quanto a você, mas eu estou me sentindo sufocado em passar o dia em casa. Vamos fazer um passeio para fora.” “Claro. Onde você gostaria de ir?” “Vou levá-lo em torno de St. Louis. Mostrar-lhe alguns dos meus lugares favoritos.” “Isso soa como um plano. Eu vou trazer a minha câmera e nós podemos tirar algumas fotos.” “Ok.” Sua primeira parada foi no zoológico. Quando eles entraram, Haven sorriu. “Eu não fui a um zoológico nos últimos anos.” “Você está perdendo. Eu amo o jardim zoológico. Embora eu não goste que os animais estejam enjaulados.” Enquanto caminhavam, ele disse: “Eu fiz uma viagem à África, há alguns anos, fui em um safari. Vendo animais livres assim, vivendo em seu habitat natural, foi incrível.” “Eu só posso imaginar o quão espetacular que deve ter sido,” disse ela quando pararam na área do elefante. “O zoológico aqui tem excelentes programas de conservação, no entanto. Mas não há nada como ver uma manada de elefantes na selva.” Ela adorava ouvi-lo falar, e desejou que a equipe de filmagem estivesse a bordo hoje para filmar a emoção em seu rosto. Ela tirou algumas fotos ainda, e faria algumas notas mais tarde sobre a sua discussão, mas a alegria em seu rosto quando ele discutiu sua viagem à África era algo que não poderia ser repetido. Ela fez uma nota mental para retomá-la novamente durante a entrevista na câmera. “Eu não tinha ideia que você tinha tanto interesse na conservação da vida selvagem.” “Sim, é um grande negócio para mim. Então, muitas espécies estão ameaçadas de extinção. Rinocerontes estão à beira da extinção por causa de caçadores matá-los por seus chifres. Elefantes são o mesmo. Os seres humanos precisam fazer um trabalho melhor de

~ 97 ~


proteger os animais em estado selvagem. Pensamos que zoológicos são cruéis, mas, em muitos casos, estamos protegendo um monte de espécies ameaçadas de extinção que estão sendo ameaçadas. Seria ótimo se todos os animais pudessem viver livre. Infelizmente, esse não é o caso.” Seu conhecimento de muitas espécies de animais era fascinante. Enquanto caminhavam, ele conversou com ela sobre répteis e anfíbios. Ela não achava que já tinha desfrutado de uma visita ao zoológico, tanto quanto ela fez hoje. Após o zoológico, eles foram para o Centro de Ciência. Ela realmente se entusiasmou ali, uma vez que tinha tudo que um louco por ciência adoraria, desde exposições em matemática para o corpo humano, fósseis e múmias. Ela adorou as exposições de ciências da vida, examinando todos os ecossistemas que se possa imaginar. Adorava que Trevor tomou seu tempo explorando e parecia se divertir tanto quanto ela. Ele se debruçou sobre todas as exposições, os dois, como as crianças, que paravam e jogavam com tudo o que era possível praticar. Foi maravilhoso. “Obrigado por me trazer aqui,” disse ela quando, depois de várias horas, eles finalmente saíram e foram em direção ao carro. “Estou feliz que você se divertiu. Faz um tempo desde que eu visitei, então foi como um curso de reciclagem. Zane e eu viemos aqui antes, também. Ele fica entusiasmado sobre isso mais do que eu.” Ela riu. “Eu posso imaginar. Estou feliz que você tenha gostado tanto quanto eu fiz. Eu me senti como uma criança novamente.” Ele deu-lhe um olhar e sorriu um daqueles tortos, sorrisos devastadores. “Ótimo. Agora, está com fome?” “Morrendo de fome.” Eles tiveram um cachorro quente como almoço no zoológico, mas estava pronta para algo mais substancial agora. “Eu conheço um fantástico restaurante de frutos do mar.” Eles entraram em seu carro e ele dirigiu apenas a alguns quilômetros abaixo da estrada. Quando ele parou na frente, o manobrista abriu a porta. “Trevor,” disse o jovem. “Prazer em vê-lo novamente.”

~ 98 ~


“Hey, Chad.” Trevor deu-lhe as chaves e levou Haven para dentro, onde, mais uma vez, toda a gente parecia conhecê-lo bem. Eles estavam sentados à direita, em uma mesa perto da parte de trás do restaurante. Muito escuro, muito particular. “Obrigado, Shelly,” disse Trevor. “Sem problemas.” Ela colocou seus menus sobre a mesa. “Lauren começou o turno e ela vai estar com você em breve.” “Você conhece todo mundo que trabalha aqui?” perguntou a ele. Ele se virou para ela e lançou-lhe um sorriso. “Praticamente. Venho aqui bastante. Eu te disse, eles têm excelentes frutos do mar. Oh, e massas incríveis, também.” Uma jovem baixinha com cabelo loiro curto fez seu caminho até a mesa deles. “Oi, Trevor. Ótimo ver você.” Ela se virou para Haven. “Oi, eu sou Lauren, e eu servirei você esta noite.” “Oi, Lauren. Eu sou Haven.” “Prazer em conhecê-la. O que posso trazer para você beber?” “Eu vou querer chá gelado,” disse Trevor. “Mesmo por mim.” “Ótimo. Vou trazer esses imediatamente.” Ela disse-lhes também os especiais da noite antes que corresse para levá-los suas bebidas. Haven abriu o menu, mas Trevor colocou o dele de lado. “Eu acho que você tem o menu memorizado.” Ele riu. “Quase.” Ela examinou o menu. Havia vários itens que despertou o seu interesse. “Alguma recomendação?” “O salmão é bom. Assim como o risoto de lagosta. E você nunca pode errar, indo com as vieiras24“. “Ok. Obrigada.” Quando Lauren voltou com o chá de ambos, Haven pediu o salmão, e Trevor pediu vieiras. “Precisamos de ostras, também,” disse Trevor. 24

Frutos do mar parecido com a ostra.

~ 99 ~


“Claro que sim. Eu já pedi-las,” disse Lauren com um sorriso. “Obrigado.” “Eles conhecem bem você aqui, não é?” Haven perguntou depois que Lauren saiu. “Eles trazem as ostras frescas do Noroeste do Pacífico. Confie em mim, você vai amálas.” “Eu confio em você. Se importa se eu lhe fizer algumas perguntas enquanto estamos esperando?” Ele tomou um gole de seu chá. “Não. Continue.” Ela pegou seu caderno de sua bolsa. “O que acontece quando uma equipe ou a outra diz que você tem que escolher?” “Isso ainda não aconteceu.” “E se isso acontecer?” “Eu vou lidar com isso, se e quando esse dia chegar. Mas não há nenhum ponto em pensar ou se preocupar com algo que ainda não aconteceu, ou algo que pode não acontecer. Estou em boa forma e até agora tenho sido capaz de ajudar ambas as equipes durante os tempos que eu joguei com eles. Ele está funcionando.” “Está? Você não sente um puxão para um esporte ou outro?” “Não.” “Você não tem um favorito.” “Não.” Ela fez anotações enquanto ele falava, mas ela colocou seu notebook sobre a mesa e olhou para ele. “Mas, certamente, essas equipes sofrem por ter um jogador em tempo parcial.” “Eles sofrem? Tampa fez os playoffs do ano passado. St. Louis ganhou sua divisão. Eu não chamo isso de sofrimento.” “Mas o que poderiam fazer essas equipes — que tipo de jogador você poderia ser — se escolher apenas um esporte para jogar? Quero dizer, vamos lá, Trevor. Considerando o quão bom você está jogando a tempo parcial por ambas, se você escolher apenas uma, você poderia potencialmente ser um superstar em um esporte. Certamente deve ter passado por sua mente em algum momento de sua carreira.”

~ 100 ~


Ela teve que esperar por sua resposta, porque Lauren trouxe suas ostras logo em seguida. Mas ela podia dizer pelo sorriso no seu rosto que ele não tinha levado a sério a sua pergunta. Ela se perguntou se Trevor levava algo a sério. Incluindo sua carreira. Ele estava tão... tranquilo, tão descontraído, aparentemente desfrutando tudo sobre sua vida e seus empregos. Mas a sua pergunta tinha sido séria. E tinha a intenção de fazê-la novamente, porque ela iria empurrá-lo até que ela tivesse uma resposta. TREVOR GOSTOU DE VER ESTE LADO DE HAVEN, quando ela pôs o chapéu de seu jornalista e cavou fundo em sua caixa de perguntas, perfurando-o com perguntas minuciosas. Claro, ele tinha evitado sua última pergunta. Não era como se isso não tivesse sido perguntado a ele antes, e ele deu a sua perfeita resposta padrão. Mas com Haven, ele queria pensar em como responder, porque ele queria ser honesto com ela. Não com seu Network, mas com ela. E ele ainda não estava pronto para responder. Ele não se importava com ela crivando-o de perguntas, no entanto. A paixão ardente em seus olhos era boa de ver. Isso soprava vida em seu rosto, em cada fibra do seu corpo. Sua mãe tinha razão. Ele já podia ver uma diferença nela. Quando ela tinha um foco, quando ela estava entusiasmada com alguma coisa, ela era muito mais feliz. Ele precisava manter esse nível de unidade dentro dela, manter sua mente ocupada, para que ela não insistisse em coisas que não podia mudar. “Como está o seu salmão?” Ele perguntou quando eles comeram. “Está fantástico. Obrigada por recomendá-lo. Eu posso ver porque você come aqui com tanta frequência. Como estão as vieiras?” “Maravilhosas. Gostaria de uma mordida?” Ela olhou para seu prato. “Eu poderia, na verdade.” Ele pegou uma garfada e segurou-a sobre o prato. Ela inclinou-se e tomou o garfo entre os lábios. Ele viu o movimento de sua língua debaixo de seu garfo. Apenas uma pequena coisa, realmente, mas fez seu pênis apertar saber que sua boca e sua língua estavam com o garfo. Seus lábios eram cheios e rosa e ele realmente queria ver a língua em volta do seu pau.

~ 101 ~


Resistindo ao impulso de gemer, ele perguntou: “Como é que está?” Em vez disso, ela soltou um gemido suave, seus olhos flutuaram parcialmente fechados. “É delicioso.” O som de seus gemidos, a forma como os olhos fecharam em êxtase, só fez seu pau se contorcer e endurecer mais. “Ótimo. Isso é ótimo.” Ele pegou o copo e tomou um par de goles de chá gelado, na esperança de apagar as chamas que o queimavam de dentro para fora. “Você gostaria de uma mordida do meu salmão?” Ela segurava uma garfada para ele. Ele balançou a cabeça. “Não, obrigado. Eu tive isso antes. Eu sei o quão bom ele é.” E se ela continuasse apoiando-se nele assim, deixando-o respirar seu perfume cítrico, ele iria arrastála para fora de sua cadeira e enterrar a língua em sua boca ali mesmo, no meio do restaurante. E agora ele estava duro e desconfortável e pensando sobre transar com Haven. Enquanto ela estava completamente alheia ao seu desconforto enquanto ela apreciava seu jantar. É evidente que esta coisa toda de atração era unilateral, e ele era um idiota. HAVEN SE SURPREENDEU COM A FORMA NÃO-TÃO-SUTIL QUE TREVOR tinha estado olhando para ela durante o jantar. Uma mulher teria que ser cega e estúpida para não perceber quando um homem estava atraído por ela, e Haven era nenhum dos dois. Na faculdade, ela teria estado tonta sobre a perspectiva de um cara como Trevor desejála. Agora, isso parecia um problema. Um problema enorme, complicado. Por um lado, ela adoraria explorar uma relação sexual com ele. Ou, o inferno, mesmo uma noite de sexo incrível. Mas isso seria simplesmente acabar com sua objetividade neste projeto, e isso era com o que ela estava lutando. Então, novamente, ela estava ridiculamente sexualmente atraída por ele agora. E ela ainda poderia ser objetiva sobre esse trabalho, não poderia? Assim, mesmo se eles fizessem isso, eles ainda poderiam trabalhar juntos. Ou talvez ela estivesse racionalizando o inferno de querer dormir com ele. Ela poderia apenas fazer isto de uma forma adulta e ter uma conversa com ele sobre os prós e contras deles pulando na cama juntos. Então, novamente, Trevor era um homem com um pênis, e ela estava certa de que ele gostaria de ir para isso, danem-se as consequências. Pênis tendiam a tomar conta quando se trata de sexo, e todos sabiam que um pênis tinha uma mente

~ 102 ~


estreita. É claro que sua vagina estava fazendo atualmente todo o pensamento nesta situação, e isso não estava sendo muito racional no momento, tampouco. Ela estava pensando demais nisso. Tão típico para ela. Por que não podia simplesmente desligar seu cérebro e deixar-se sentir, então seguir seus sentimentos? Porque ela tinha fechado seus sentimentos, para a sua própria auto-preservação. Abrindo essa parede que tinha tão firmemente desligado era impensável. Ainda não. Ela não poderia. Sexo não tem que ser emocional, no entanto. Poderia ser apenas físico. Divertido e sujo e uma liberação que ela tanto precisava. “Você estava tranquila aí,” disse Trevor depois que Lauren removeu seus pratos de jantar. Ela terminou seu chá e acenou com a cabeça. “Eu estive pensando.” Ele sorriu. “Mais perguntas minuciosas?” Era hora de colocar todas as suas cartas na mesa. Ela estava cansada de pensar e não fazer nada sobre isso. “Não. Na verdade, eu estava pensando em sexo.” Ela poderia ter rido de sua expressão atordoada. Ele olhou em volta. “Eu não acho que nós vamos entrar em minha vida sexual nesta entrevista.” Agora, ela riu. “Uh, não. Isso não era exatamente o que eu estava pensando. Era mais sobre —” Agora, ela olhou ao redor, então se inclinou ao lado dele. “Você e eu fazendo sexo.” Trevor sinalizou para Lauren. Quando ela apressou-se, ele disse: “Precisamos da conta. Agora.”

~ 103 ~


Capítulo Treze “VOCÊ ESCOLHEU UM INFERNO DE UM MOMENTO PARA FALAR SOBRE FAZER SEXO, Haven,” disse Trevor, seus dedos em um aperto de morte no volante enquanto dirigia pela rodovia em direção a sua casa. “Eu poderia bater o maldito carro.” Ela riu. “Você não vai. E eu não quis dizer que precisamos fazer sexo agora. Eu só estava pensando...” Ele atirou-lhe uma rápida olhada antes de virar seu olhar firmemente de volta para a ponte. “Bem, agora a ideia está na minha cabeça. Então, você precisa decidir se é isso que você quer.” “É claro que é o que eu quero. É por isso que eu estava pensando sobre isso. Mas podemos falar sobre isso, se você quiser.” “Este vai ser o caminho mais longo que eu já fiz. E eu não quero falar sobre isso. Eu definitivamente quero fazer sexo com você. A menos que você tenha dúvidas.” “Eu tenho dúvidas. Estamos trabalhando juntos. Se nós tivermos sexo, poderia comprometer a nossa relação de trabalho.” “Você acha que eu não vou te levar a sério como jornalista, se eu te foder.” Ela apreciava quão franco ele era. Além disso, apenas ele dizendo as palavras em voz alta fez seu corpo em chamas. “Sim.” “Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Estamos fazendo uma entrevista juntos. O que fazemos durante o nosso tempo de folga é irrelevante. Você ainda está contratada para me fazer perguntas, seguir-me ao redor, e fazer a biografia.” “Isso é verdade.” “E eu estou contratado para responder às suas perguntas, pelo menos as que eu sinto como responder.” Ela riu. “Então, eu tenho notado.”

~ 104 ~


Ele estendeu a mão sobre o console central e colocou a mão na perna dela. O calor de seu toque enviou uma onda de choque de sensações através de seu corpo. “Não faça nada que você não se sinta confortável fazendo, Haven.” Ela colocou a mão sobre a dele. “Se eu não estivesse confortável, Trevor, eu não teria tocado no assunto. Eu quero isso. Eu quero você.” Ela ouviu sua profunda ingestão de ar. “Eu quero você, também.” “Então vamos fazer isso.” Ele pressionou o pedal do acelerador e seus lábios se curvaram em um sorriso. “Tente não tomar uma multa, ok?” “Vou tentar.” Em 20 minutos, eles estacionaram em sua garagem. Haven soltou o cinto de segurança e alcançou a maçaneta da porta. “Só... espere,” disse Trevor. Ela o fez, surpreendeu-se quando ele veio para o seu lado do carro. Ele abriu a porta, pegou a mão dela e puxou-a para fora do carro. Quando ele fechou a porta, ela só teve um segundo para respirar antes que ele segurasse o lado de seu pescoço, passasse o braço em volta de sua cintura, e puxasse-a para perto. “Eu estive pensando sobre como fazer isso, desde que você chegou aqui.” Seus lábios cobriram os dela em um beijo que devastou seus sentidos, tornando seu mundo irregular. Foi um beijo suave, exploratório, desequilibrando-a. Trevor roçou os lábios de lá para cá através dos dela, e quando a ponta de sua língua sacudiu contra sua boca, ela abriu, dando-lhe a entrada. Ele tinha gosto de hortelã após o jantar e deliciosa, promessa quente. Sua boca era suave e ainda dura, masculina. Excitação inflamava à vida e pulsava num ritmo constante através de todo o seu corpo, fazendo-a consciente de cada parte do seu corpo e de Trevor também. Ele apoiou-a contra o carro, seu corpo pressionando o dela. Ela sentiu cada centímetro de músculo duro quando ele moveu-se contra ela, segurando seu bumbum para puxá-la para mais

~ 105 ~


perto do calor intenso que parecia fluir dele até que ela não tinha certeza se era ela, ele, ou o carro. Mas a julgar por seus gemidos e os gemidos dele, ela tinha certeza de que os dois geravam muito mais calor do que o veículo. E quando ele afastou os lábios dos dela e murmurou algo sobre movendo isto lá para dentro, ela não tinha nenhuma objeção, apenas seguiu em silêncio ao longo como se ela estivesse vivendo em algum tipo de sonho. Talvez isso fosse um sonho, porque ela definitivamente fantasiava sobre como fazer isso com ele por um longo tempo. Trevor certamente não tinha decepcionado. Esse primeiro beijo, se ela estivesse usando meias, poderia tê-los derrubado. Isso era tudo o que ela já pensou que seria, e muito mais. Ele abriu a porta da frente e ela entrou. Ela não conseguiu ir muito longe, tampouco, porque depois que ele fechou a porta — sem acender as luzes, ele estendeu a mão para ela, empurrando-a contra a parede no corredor. E então seus dedos seguraram em seu cabelo, seu corpo pressionou contra o dela. Esse beijo foi mais apaixonado, mais oh-meu-Deus, por que ela não havia pedido por isso mais cedo? Ela colocou as palmas das mãos contra o peito dele, sentindo a rápida batida de seu coração, o plano duro de músculo, e não queria nada mais do que sentir sua pele nua contra a dele. Apenas o pensamento disso enfraqueceu suas pernas. Ela tinha uma imaginação muito boa, e ela já podia imaginar seus braços e pernas entrelaçados. E, quando ele avançou contra ela, sua vagina umedeceu com antecipação. Ela gemeu, e ele passou a língua contra a dela, o gemido dele respondendo a sua impaciência crescente. Ele moveu suas mãos sobre o corpo dela, levantando a parte de trás de seu vestido para passar os dedos sobre seu bumbum. Em todos os lugares que ele tocou, ela vibrou, e quando ele deslizou a mão dentro de sua calcinha, ela puxou os lábios dos dele e seu olhar bloqueou com o dele. Seus olhos estavam escuros, o desejo que ela sentiu espelhado na intensidade de seu olhar. Ela traçou os dedos sobre seu lábio inferior, ofegante ainda mais agora que ele mergulhou os dedos mais abaixo, segurando os globos de seu traseiro, puxando-a em direção ao calor, a deliciosa dureza de sua ereção. Ele pressionou contra ela, esfregando-se contra seu clitóris, e ela

~ 106 ~


podia jurar que, se ele fizesse isso apenas algumas vezes, ela gozaria. Fazia muito tempo para ela, e estava reprimida, carente, e pronta para explodir. Isso era tudo o que ela precisava dele. Exatamente a liberação da tensão que vinha crescendo dentro dela pelo que pareceu uma eternidade. Esta não era uma conexão emocional. Ela se recusou a deixá-la ser. Mas ela conhecia Trevor, tinha o conhecido há muito tempo. E talvez isso fosse o que estava fazendo tudo muito mais fácil... Pelo menos esta noite. E hoje à noite era tudo que ela precisava dele. Apenas esta noite. Quando ele mergulhou-a em seus braços e levou-a para sua ala, ela se recusou a se sentir... arrastada, se recusou a deixar o romantismo do gesto influenciá-la. Em vez disso, ela se concentrou em sua força, imaginando toda essa força movendo-se sobre ela, imaginou como seria a sensação quando ele estivesse dentro dela. Ela sabia que ele iria levá-la lá, e ela precisava disso urgente. Então, quando ele parou em seu quarto, ela sabia que estava pronta para ele. Ele abriu a porta e colocou-a ao lado da cama, imediatamente tomando sua boca em um beijo que foi exigente em sua urgência. Ela encontrou-o mais do que na metade do caminho, enrolando os dedos ao redor da nuca para segurá-lo lá, como se ela estivesse com medo de que tudo isso fosse um sonho, e ela de repente acordasse para descobrir que estava imaginando tudo. Mas, então, ele passou um braço em volta de sua cintura e puxou-a para mais perto, e ele gemeu quando seus corpos se encontraram. Ela percebeu que era tudo oh, tão deliciosamente real e que ela precisava que isso acontecesse agora. Ela estava com pressa, e quando ela deslizou sua mão entre eles para agarrar sua ereção, ela ouviu sua resposta rude, deleitou-se com isso, e roçou sua mão dentro de sua bermuda e roupa de baixo para agarrar a preensão de seu membro mais do que considerável. Ele a ajudou a empurrar seus shorts e roupas íntimas para o chão, saindo deles, dandolhe a liberdade para envolver a mão totalmente em torno da espessura dele, para olhar descaradamente para baixo em seu pênis. “Uh, wow, Trevor,” disse ela. Ele sorriu. Tão másculo. Completamente orgulhoso do que ele tinha. Ele tinha o direito de estar. Ela não podia esperar para senti-lo dentro dela, levando-a a liberação que ela desejava.

~ 107 ~


Inclinou-se contra ela, dando-lhe a rédea livre para tocar e acariciá-lo enquanto ele beijava o lado do seu pescoço e provocava sua orelha com a língua. E quando ele puxou a alça do vestido e beijou aquele ponto entre o pescoço e o ombro, ela estremeceu, tão sensível lá que um arrepio estourou em sua pele. Ele leu as respostas do seu corpo bem, porque ele permaneceu lá, lambendo sobre esse ponto, puxando a pele em sua boca, provocando-a com os dentes até que ela inclinou a cabeça para trás, momentaneamente distraída com o que ele estava fazendo. O que lhe deu a abertura para deslizar a outra alça de seu vestido para baixo, puxando o material sobre seus seios. Ele teve seu sutiã solto e teve isso removido muito antes que ela sequer percebesse o que estava fazendo. Era como se ela estivesse em um estado de sonho, não como se isso estivesse realmente acontecendo. Mas estava, e quando ele virou seu rosto para ele, e disse: “Olhe para você, Haven. Então sexy. Tão bonita,” ela achou meio difícil de acreditar que aquelas palavras estavam sendo ditas por Trevor. Mas a maneira como ele olhou para ela, do jeito que ele deslizou os polegares sobre seus mamilos e cobriu seus seios, a fez ofegar. Ele a fez se sentir bonita e desejada. E Deus, ela realmente precisava disso hoje à noite. Ela realmente precisava dele hoje à noite. Ninguém mais, apenas ele. Ele empurrou seu vestido fora e reunido em uma poça a seus pés. Ela saiu dele, deixando-a vestindo apenas sua calcinha-string 25 rosa. Ela deu um passo atrás para que ela pudesse retirá-los. “Não,” disse ele, e fechou a distância entre eles. “Deixe-me fazer isso.” “Você sabe que eu não preciso de romance.” Ele arqueou uma sobrancelha para ela, então sorriu. “Toda mulher precisa de romance. Ou, pelo menos, um pouco de sedução.” “Eu não. Eu só preciso de sexo.” Ela não tinha certeza se ela estava tentando convencêlo, ou ela mesma. Ela só queria um orgasmo maldito, enquanto tentava manter suas emoções fechadas. 25

Calcinha com fios nas laterais.

~ 108 ~


Ele soltou uma risada suave. “Nós estamos indo definitivamente fazer sexo. Mas quanto a você, deixe-me exercitar meus movimentos sedutores em você em primeiro lugar?” “Por quê. Você está fora de prática?” Ele arqueou um sorriso para ela. “Pode Ser. Você deixe-me saber como eu faço, ok?” Ela estava prestes a fazer objeção, para que ele soubesse que estava tudo bem se eles apenas transassem, mas o olhar que ele deu a ela foi tão sincero, que ela não podia deixar de estar entusiasmada. “Ok.” “Ótimo. Você parecia como se estivesse com pressa. Sexo nunca deve ser apressado.” “Às vezes uma rapidinha é bom.” Ele veio em direção a ela, e ela não podia deixar de lamber os lábios em antecipação. Ele tinha um corpo que qualquer mulher gostaria. Alto, ombros largos, peito largo, quadris estreitos, e um pau que só queria dar horas de prazer, desde que um homem soubesse o que fazer com ele. Ela esperava que ele soubesse o que fazer com ele. “Sim, uma rapidinha pode ser bom. Mas não na primeira vez, Haven.” Ele inclinou-se e agarrou os fios de sua calcinha, lentamente arrastando-os sobre seus quadris e para baixo de suas pernas. Ela prendeu a respiração enquanto observava, especialmente quando ele permaneceu lá, respirando sua entrada. Então ele se levantou, passou os braços em volta dela, e levantou-a, depositando-a em sua cama, seguindo-a para baixo. Ele pairava sobre ela, colocando a palma da mão em sua caixa torácica. “A primeira vez que um casal faz sexo, deve durar horas. Há exploração a ser feita.” Oh, Deus... Talvez isso não tivesse sido uma boa ideia.

~ 109 ~


Capítulo Quatorze UMA RAPIDINHA? QUE DIABOS. DE JEITO NENHUM TREVOR daria a Haven uma transa rápida. Não em sua primeira vez. Ele não tinha ideia do que estava acontecendo em sua cabeça, mas quando ela sugeriu pela primeira vez sexo no restaurante, a ideia de batê-la no carro, no estacionamento, havia ocorrido em sua cabeça, então sim, talvez uma rapidinha tinha estado em sua mente. Pelo menos inicialmente. Mas esta era Haven, e ela merecia coisa melhor, especialmente porque ter sexo com ela tinha estado muito em sua mente. O pensamento dele transando com ela a noite toda? Agora que estava mais a seu gosto. Especialmente agora que ele a tinha nua e se esticou na cama dela. Ela cheirava bem, seu corpo estava fumando quente e curvada em todos os lugares certos, e seu pau era uma pedra dura e pronto para dar a ela tudo o que ela pedisse. Agora, porém, era a vez de explorar. Ele descansou a cabeça em uma das mãos, e usou a outra mão para vaguear através de sua caixa torácica, em direção ao norte para começar, sobre seus seios exuberantes, perfeito. Seus mamilos enrugaram de imediato, apertando em escuros picos virados para cima enquanto rolava as palmas das mãos sobre eles. Seu olhar se desviou para o rosto dela. Ela estava olhando para ele. Ele sorriu. “Está tudo bem para você para me dizer o que você gosta.” “Eu gosto de suas mãos em mim.” “Você gosta de um toque macio, como este?” Rolou o polegar sobre seus mamilos, dolorosamente lento e fácil. Seus seios subia e descia com sua respiração difícil. “Sim...?” “Ou talvez algo com um pouco mais... intensidade semelhante a este.” Ele pegou um mamilo entre os dedos e puxou, e acrescentou um pouco de pressão. “Ah Merda. Oh, sim. Eu gosto disso, também.”

~ 110 ~


Sua resposta corajosa fez suas bolas tremerem. Ele se inclinou sobre ela e pegou um mamilo entre os lábios e chupou, recompensado com seu suspiro, então um gemido muito alto quando ele desenhou o mamilo mais duro em sua boca, aumentando a sucção. Quando ela se agarrou a sua cabeça, arqueando as costas e exigindo mais, ele descobriu exatamente o que Haven gostava, então ele deu outro mamilo o mesmo tratamento. Ele amava uma mulher que era vocal, que lhe disse o que funcionou para ela e que não funcionou. A mulher silenciosa foi muito raramente satisfeito, porque os homens não eram psíquicos. Ele estava olhando para a frente a esta exploração, porque cada som que ela fez, todos os “mais duro,” “oh, sim, ah,” e “oh, meu Deus, sim” estava deixando-o para a beira e fazendo seu pau inchar com antecipação. Ele esperava que ele seria capaz de dar Haven exatamente o que queria esta noite. Ele não queria nada mais do que para agradá-la. Haven balançou os quadris ao mesmo tempo que Trevor sugava seus mamilos. Seu clitóris formigava, seu sexo úmido com a necessidade. E quando ele se afastou e tomou sua boca em um beijo que abalou seus sentidos, ele moveu a mão sobre seu estômago e abaixo, colocando-a em seu sexo. Ele levantou a cabeça. “Você está molhada. Você está pronta para mim?” “Sim,” ela disse em uma voz ofegante. Ele manteve seu olhar sobre ela como ele mergulhou os dedos mais baixo, provocando seu clitóris. “Eu vou fazer você gozar tantas vezes esta noite, Haven, que você vai me pedir para parar.” Ela engoliu em seco, a garganta já seca. “Tente-me.” Seus lábios se curvaram em um sorriso sexy, arrogante, sou-um-confiante-homem-e-eusou-a-rocha-do-seu-fodido-mundo. Ela não se importava com todos. Na verdade, ela achou incrivelmente excitante no momento. E quando ele mergulhou dois dedos dentro dela e começou a bombear, ao mesmo tempo movendo a palma de sua mão contra o ponto mais sensível sobre ela, ela se arqueou, ajudando-o a encontrar o ritmo. Ele era tão cooperativo que quase a deixava louca. “Lá?” ele perguntou.

~ 111 ~


“Sim...?” Ele não precisa de um monte de treino, tampouco. Ele era gentil quando ele precisava ser, e, em seguida, instintivamente parecia saber quando ela precisava de mais pressão, levandoa direto até a borda em tempo recorde. Ajudou-a que ela confiava nele, que se tratava de um homem que ela tinha conhecido por tanto tempo. Ele não era novo. Mas ele era, não era? Eles tinham sido conhecidos cordiais antes. Discutiam na melhor das hipóteses. Hoje à noite, ele estava indo para tornar-se seu amante, algo sobre o que ela fantasiava um monte, imaginando como seria ter as mãos de Trevor em vagando por seu corpo, sentir suas bocas se conectando, sua língua enroscando com a dela. Tinham sido fantasias inebriantes com as quais ela febrilmente se masturbava quando estava na faculdade. A realidade era muito melhor. Surpreendentemente, não houve constrangimento entre eles. Eles se obtiveram nus, ele tinha tomado o controle, e agora ela estava pendurada em um nuvem de deliciosa tensão, tão perto de vir ela poderia voar agora. Mas ela amava a maestria de Trevor em seu corpo, o êxtase absoluto que sentia enquanto ele tinha o seu caminho com ela. Ela queria mais alguns segundos desse sentimento de euforia absoluta antes de deixar ir. E quando o fez, ela disse a ele. “Trevor, você vai me fazer gozar tão duro.” “Goze para mim, Haven. Deixe-me senti-lo. Eu quero sentir sua boceta apertar meus dedos.” Ela respirou fundo, prolongando a agonia doce por mais alguns segundos com o prazer apertado dentro dela, em seguida, liberado em ondas de prazer, agarrando seu pulso enquanto ela se contorcia contra ele, chorando porque tinha sido um maldito tempo desde que ela tinha estado com alguém que a tinha feito sentir-se tão bem. Seu orgasmo rasgou cada uma de suas fibras. E Trevor segurou-a até mesmo enquanto ela se contraiu contra ele, suas unhas cavando em seus braços. Foi como uma experiência forado-corpo, como se estivesse voando e ela nunca queria que parasse. Demorou um pouco para ela se recuperar. Quando o fez, Trevor estava bem ali, olhando para ela, sorrindo para ela, seu desejo não diminuiu, no mínimo. Na verdade, a fúria passional em seus olhos era ainda mais profunda do que tinha sido antes.

~ 112 ~


Um orgasmo, ela pensava. Tudo o que ela pensou que ela precisava era um deles. Mas descobriu-se, apenas vendo a necessidade em seus olhos reabasteceu seu próprio. E quando ele tirou os dedos dela e lambeu-os, ficou com os lábios entreabertos de surpresa, seu corpo apertando de desejo ansioso. Ela sentou-se e passou a mão em torno de sua nuca, puxando a boca na dela para um quente e demorado beijo que quase invadiu seus sentidos. Trevor respondeu com um gemido e do jeito que varreu-a com as mãos e sua boca a fez perceber que ela teria que reforçar suas defesas. Ficar emocionalmente distante dele ia ser difícil. Ele tinha um jeito de levá-la, de fazê-la quer algo além de apenas o físico. Ele era atencioso e generoso, e quando ele abriu suas pernas e se moveu para baixo para colocar a boca em seu sexo, ela jogou as mãos sobre os olhos, tentando calar seu pensamento, mas a forma como a sua boca estava em sua vagina, e do jeito que ele levou-a direto até a borda, novamente, com os lábios, seus dentes e sua língua, possuindo seu corpo instantaneamente de uma maneira que nenhum homem jamais conseguiu. Ele foi implacável em sua busca do prazer dela, consumindo-a. Ela estava se afogando em cada movimento de sua língua, cada chupar de seus lábios sobre seu clitóris. E, como ela veio de novo, desta vez gritando de surpresa porque aconteceu tão rápido, ela agarrou seu cabelo, quase com raiva dele porque ele possuía tão completamente. Ela não esperava sentir essa sobrecarga. Ela amava e odiava ele e não sabia o que fazer com todos esses sentimentos malditos. Ele aproximou-se e beijou-a de novo, e ela provou a si mesma em seus lábios. E, desta vez, ela não podia lutar contra a resposta emocional, ela empurrou de volta o soluço e as lágrimas quando ele passou os braços em torno dela e gemeu. Porque ela percebeu que ele precisava dela esta noite, tanto quanto ela precisava dele. Não. Não é emocional. Isso foi apenas físico. Apenas uma deliciosa resposta pura, física para duas pessoas que gostavam de estar juntas. E foi assim que ela estava indo para racionalizar obter através desta noite. Porque senão ela nunca poderia que fazer isso. Não com Trevor. “Você está bem até agora?” Perguntou ele, beijando o pescoço dela, fazendo com que esses arrepios malditos percorriam por sua pele novamente.

~ 113 ~


Ela queria pensar que tinha terminado com ele, que estava saciada e ela ia passar a movimentos para obter mais dele. Mas ela não estava. Seu pênis estava duro e pesado contra sua coxa, e tudo o que podia pensar era em tê-lo em seu interior, de vir novamente. E novamente. Correndo o risco, ela encontrou seu olhar, perdendo-se nas profundezas verdes de seus olhos. “Mais do que tudo bem. Eu preciso de você dentro de mim.” “Eu já volto.” Ele se foi por apenas alguns segundos. Ela esperou por maior clareza, por algum tipo de lógica razoável para entrar em sua cabeça. Ela não encontrou nada, apenas um sentimento ridículo de perda, agora que ele se foi. Ela negou-o quando ele voltou com uma caixa de preservativos e um olhar bobo de menino em seu rosto. “Não tenho certeza quantos destes precisaríamos de hoje à noite.” Ela se inclinou para trás e abriu as pernas. “Talvez toda maldita caixa. Vamos começar.”

~ 114 ~


Capítulo Quinze TREVOR NUNCA TINHA ESTADO COM UMA MULHER TÃO SENSÍVEL COMO HAVEN. Seu gosto, seu cheiro, o jeito que ela se movia e se revelava para ele, era diferente de tudo que ele já tinha experimentado. As mulheres com quem estivera antes eram experientes. Quase demasiado maldito perfeito. Não era algo que ele poderia colocar um dedo, mas era como se elas estavam tentando atender suas expectativas. Onde estava a diversão nisso? Haven estendeu a mão para seu próprio prazer, e Deus, ele não poderia obter o suficiente disso, dela. E agora que ela abriu a caixa de preservativos e pegou um entre seus dedos enquanto fugia em cima da cama e abria as pernas. Um convite. Ela estava linda sentada ali, esperando por ele, esperando por ele. Ele não estava a ponto de ignorar sua convocação. Ele estava duro, doendo e suas bolas pesadas. Ele subiu na cama e pegou o pacote da mão dela. Ele aplicou o preservativo, consciente da forma como ela observava cada movimento seu. Ele ajoelhou-se entre suas pernas e deslizou os dedos em seus cabelos, capturando seus lábios para um beijo. Ela agarrou seus braços e segurou-o lá, e quando ele deslizou a língua em sua boca, ela chupou. Suas bolas apertadas, seu pênis cambaleando em direção a ela como uma espécie de varinha de condão maldito. Ele sabia onde era suposto ser. O ar do quarto estava grosso com o cheiro de sexo – o doce e almiscarado perfume o fizeram ansioso para enterrar-se dentro dela e ver se ela era tão doce e tão quente como ele tinha imaginado. Mudou-se para trás e agarrou seus tornozelos, em seguida, puxou-a para baixo na cama, esfregando seus tornozelos, deslizando as mãos sobre a suavidade de sua carne como ele mapeou os dedos sobre as pernas.

~ 115 ~


E ainda assim, ela o observava. Ele não se importava, adorava olhar para a cor de seus olhos escurecendo, vendo a paixão aprofundando lá. Ele passou a mão sobre seu sexo. Ela estava molhada, tremendo, pronta para ele. Sim, ele estava pronto, também. Ele colocou a ponta do seu pênis na entrada de sua vagina, aliviou os primeiros centímetros, olhando para ela como ele levantou uma das pernas e inclinou seu joelho para alargá-la para sua entrada. Sua respiração acelerou quando ele empurrou. Ela estava escorregadia e quente quando ele deslizou para casa. “Sim, Trevor,” ela sussurrou, em seguida, enrolou as pernas em volta dele e levou-o em todo o caminho. Ele olhou para ela, o êxtase em seu rosto, e depois se acalmou para experimentar a maneira como ela o rodeava. Apertado, quente, apertando seu pênis e pulsando em torno dele. Ele teve que parar alguns segundos para respirar para dentro e para fora, para centralizar a si mesmo, porque tudo o que ele queria fazer era deixar ir, para liberar tudo o que ele tinha segurado o interior para as últimas horas. Mas então ela estendeu a mão para seu rosto, traçando as pontas dos dedos sobre a cicatriz acima da sobrancelha direita. Parecia tão incongruente ao calor e à sexualidade que venceu entre eles. Ele acalmou, respirou fundo, e moveu-se dentro dela. “Porra, Trevor, você é grande,” disse ela. Não é a primeira vez que ele ouviu isso. Ele segurou seu torso dela com as palmas das suas mãos e olhou para ela. “Você precisa de mim para parar?” “Não. Não pare. Se você parar, eu juro por Deus que eu vou te matar.” Ele sorriu. “Ok. Você deixe-me saber o que funciona para você.” “Não há problema. Você me fodendo está funcionando para mim no momento. Basta continuar fazendo o que está fazendo.” Mais uma vez, ela deu ordens, e ele estava feliz em obedecer. “Eu gosto de estar dentro de você, Haven. Eu gosto muito.” Ele segurou sua bunda e ergueu os quadris, em seguida, dirigiu-se mais profundo. Ela engasgou, e passou as unhas ao longo de seus antebraços. “Sim, eu gosto disso também. Faça isso de novo.”

~ 116 ~


Ele fez, deslizando em, em seguida, puxando para fora, só para aliviar de volta, desta vez com um pouco mais de força. E quando o fez, ele moeu contra ela, certificando-se de dar ao seu clitóris a devida atenção. Haven arqueou as costas e ampliou suas pernas. “Oh, sim. Assim. Muito mais assim. É tão bom.” Ele amava o som de sua voz quando ela se perdeu no auge da paixão. Ela deixou cair uma oitava e acrescentou um pouco de cascalho para sua voz. E desde que ela inclinou a cabeça para trás, ela deu-lhe uma oportunidade para lamber seu pescoço. “Oh, meu Deus, Trevor. Você continua fazendo isso, enquanto você está me fodendo, você vai me fazer gozar outra vez.” Desta vez, a voz dela pediu, e ele sabia que não era uma reclamação. “Eu gosto desse jeito, Haven,” ele sussurrou contra seu pescoço. “Por toda parte. Eu gosto de sua pele, a forma como você respira, e eu particularmente gosto da maneira como você se move quando estou dentro de você. Você me faz querer gozar duro.” Ela levantou a cabeça e encontrou seu olhar, com os olhos vidrados com paixão. “Sim...? Eu quero isso. Eu preciso que você goze. Eu preciso de você para sentir o que eu senti. É tão bom.” E então não havia palavras, porque ele estava perdido em suas profundezas, e agora era a sua vez de fazer nada, mas experimentar. Ele sabia que poderia levá-la lá, mas quando ele entrou dentro dela com um impulso, ela apertou em torno dele e, oh, o homem, os sons de seus gemidos e soluços como ela veio apenas destruindo ele. Esse foi o fim para ele, porque tudo o que ele queria era deixar ir. Quando ele gozou, era como se tivesse sido catapultado de sua própria pele. Ele agarrou Haven e empurrou profundamente nela quando ele gozou. Ela colocou os braços e as pernas em torno dele enquanto ele estremeceu através de um clímax épico que o deixou suando e tremendo, feliz que ele tinha Haven para segurar como uma tábua de salvação. Sua respiração entrecortada para dentro e para fora. Ele tomou um pouco mais, recuperando o fôlego, passando as mãos sobre o rosto. Ela olhou para ele, seus olhos claros quando sorriu para ele. Ele se inclinou e roçou os lábios nos dela, se perdeu no caminho com ela

~ 117 ~


experimentando um capotamento e trazendo-a com ele, gostou que eles ainda estavam tão intimamente ligados. Ele não tinha certeza se queria deixá-la ir. Mas ele fez, puxando-a para fora da cama com ele para que eles pudessem entrar em seu banheiro para se limparem um pouco. Ele olhou para ela no espelho. Ela parecia cansada, então ele subiu na cama com ela e ela deitou a cabeça no ombro dele. Ela fechou os olhos e apagou em poucos minutos. Ele ficou ali ouvindo-a respirar, apreciando a sensação de seu corpo aconchegou-se ao seu lado. Eventualmente, ele fechou os olhos e adormeceu.

~ 118 ~


Capítulo Dezesseis HAVEN ANDOU PELOS ESTÉREIS E BRANCOS CORREDORES, sabendo o que esperava por ela no mesmo quarto. Temia-o, mas sabia que tinha que ir lá, para ficar com o pai dela. Ele precisava dela, e ela suportaria qualquer coisa para estar lá para ele. Não havia muito tempo. Ela tomou uma respiração profunda, estabilizou-se e entrou no quarto. Estava vazia. Ela olhou ao redor, mas não conseguia encontrá-lo. “Pai?” Ela gritou, mas ele não respondeu. Ela correu para fora do quarto, correndo o mais rápido que podia, mas era como correr na lama. Suas pernas não estavam funcionando direito. “Pai? Onde você está? Eu não posso encontrá-lo.” Haven. Ela ouviu sua voz chamando seu nome e correu para o som. Mas, ainda assim, ela mal conseguia se mover, muito menos correr. Haven. Sua voz tornou-se mais fraca. Ela lutou, forçando as pernas e os pés para empurrar com mais força. Isso era tão maldito frustrante. Ela tinha que chegar até ele antes que fosse tarde demais. “Estou indo, pai. Eu estou tentando encontrá-lo. Onde você está?” Ela sentiu a umidade das lágrimas rolarem no seu rosto, sabia que ela não estava indo para alcançá-lo a tempo. De repente, lá estava ele, no final do corredor. Tão perto, e ainda assim a distância de um oceano de distância, porque, como ela olhou para ele, tão frágil, tão magro como ele esticou os braços para ela, ela já podia ver que ele estava desaparecendo. “Não, pai, não. Por favor, não vá.”

~ 119 ~


Ela deixou escapar um soluço ofegante, tentando alcançá-lo quando ele estendeu os braços. Haven. Eu tenho que ir. “Papai, não. Por favor, não me deixe.” Mas já era tarde demais. Ele se foi. Ela caiu no chão e lançou o muro de lágrimas. “Haven. Haven, acorde.” Ela atirou-se na cama, ainda chorando, e virou o rosto no ombro de Trevor, envolvendo os braços em torno de alguém sólido, alguém real. “Shh, está tudo bem, querida.” Ela não podia nem formar palavras, então porque o sonho tinha sido tão vívido para ela, a dor de perder seu pai mais uma vez machucando tanto que fez sua garganta fechar-se, fez seu coração doer. Trevor nem sequer pedir, apenas acariciava suas costas e murmurou palavras de conforto enquanto segurava firmemente a ela até que ela gritou a angústia da perda. Quando os soluços ofegantes diminuíram e ela não tinha mais nada, ele estendeu a mão na mesa de cabeceira e entregou-lhe uma caixa de lenços. Ela assoou o nariz e enxugou os olhos. E então ele a abraçou, não falou até que sua respiração voltou ao normal. Ela não podia falar sobre isso. Ela pediu a Deus que ele não pediria. Trevor puxado para trás, seu rosto gravado com preocupação. “Eu estou indo para obter uma bebida. Eu já volto. Você vai ficar bem?” Ela assentiu. Ele deslizou para fora da cama e saiu do quarto, dando-lhe alguns minutos para correr para o banheiro. Ela acendeu a luz, jogou água no rosto, assoou o nariz mais algumas vezes e, finalmente, olhou para cima. Deus, ela parecia que tinha bebido toda a noite. Seus olhos estavam inundados de lágrimas e inchado, o nariz todo vermelho, e ela parecia-terrível. Como era embaraçoso ter que pesadelo depois que ela e Trevor tinha acabado de ter uma noite de diversão em conjunto. Ela deveria ter pensado melhor antes de se envolver com alguém. Ela simplesmente não estava pronta ainda. Ela abriu as comportas emocionais e veja o que aconteceu.

~ 120 ~


Ela voltou para o quarto e jogou em um par de calças de moletom e uma camiseta regata, depois se arrastou em cima dos lençóis. Trevor voltou, ainda gloriosamente, lindamente nu. Por um segundo, ela pensou em mudar sua mente, mas se recusou a vacilar. Ela estava fazendo a escolha certa. A única escolha. “Aqui, beba isso.” “Obrigada.” Ela estava ridiculamente desidratada depois de ter chorado, então ela tomou alguns goles profundos, em seguida, colocou o copo de lado. “Eu estou bem agora. E, na verdade, realmente cansada.” Ele começou a subir na cama com ela, mas ela estava. “Eu acho que eu iria dormir melhor sozinha.” Ele arqueou uma sobrancelha. “Eu pensei que talvez você gostaria de falar sobre o seu pesadelo.” Ela soltou uma risada curta. “Essa é a última coisa que eu quero falar. Eu prefiro esquecêlo, e dormir um pouco. E você provavelmente deve, também. Como, em sua própria cama.” Ele não se moveu, apenas se sentou na beirada da cama. “O que há de errado, Haven?” “Nada há de errado. Eu só preciso ficar sozinha.” “Algo sobre esse sonho assustou-a. Você deve falar sobre isso.” “Eu não quero falar sobre isso. Eu só quero voltar a dormir. E honestamente, eu não sou muito de dormir junto. Não tome isso pessoalmente.” “Então, você está me chutando para fora.” “Hum... sim. Desculpe. Mas não é você, sou eu. Realmente. Eu só sei que não vamos obter qualquer descanso esta noite com vocês aqui. É apenas um capricho estranho meu. Espero que você entenda.” Sua desculpa soou incrivelmente coxa, mesmo para seus próprios ouvidos. “Não é um problema.” Ele pegou suas roupas e vestiu-se, em seguida, veio a ela, deslizando as mãos para cima e para baixo nos braços, gerando calor, apesar de seu desconforto. “Tem certeza de que você vai ficar bem?”

~ 121 ~


“Eu estou bem. Obrigado pela água e por... você sabe estar lá. Foi apenas um pesadelo bobo. Zumbis ou algo assim. Eu nem me lembro mais dele agora. Honestamente.” Ela terminou com um encolher de ombros. Ele não se parecia ter acreditado. “Se você está certa.” “Absolutamente.” “Ok. Vejo você na parte da manhã.” Ela já estava encaminhando-o para a porta de seu quarto. “Ok.” Assim que ele saiu do quarto, ela fechou a porta e encostou-se nela, lágrimas brotaram em seus olhos de novo. Por que ela jogou-o para fora? Por que ela não podia deixá-lo ficar e oferecer-lhe o conforto? E por que não seria ela a lhe contar sobre seu sonho com o pai dela? Porque isso teria exigido ela se abrir emocionalmente, e ela precisava manter sua distância. Ela já tinha feito um erro por ter relações sexuais com ele, e ela não podia dar ao luxo de ficar mais perto dele. Foi melhor assim. Ela tirou a roupa e voltou para a cama, que agora parecia mais fria, maior, e mais vazia sem o corpo de Trevor para aquecê-la, e as memórias de seu pai ainda persistia após seu sonho. Ela estava sozinha, que estava fazendo. Ele era o melhor, certo? Ela sabia que nunca iria voltar a dormir o resto da noite. TREVOR sentou-se em seu quarto, olhando pela janela. Parte dele queria ir para trás sobre a asa do Haven, bater à sua porta, e fazê-la falar com ele sobre esse pesadelo. Ela estava preocupada. Mais chateada do que apenas um sonho ruim correndo em círculos. Tinha que ser algo mais profundo, mas o inferno, ela lhe pediu para sair. O que diabos ele deveria fazer? Forçá-la a deixá-lo ficar? Ele teve que ir, tinha que lhe dar o espaço que ela pediu. Embora ele não achava que estar sozinha e chateada como estava, era o que ela realmente queria. Ele passou os dedos pelo cabelo e passeou por seu quarto, bem acordado agora e sabendo que não ia ser capaz de voltar a dormir. Ele pegou o controle remoto e ligou a TV,

~ 122 ~


consultando até encontrar o canal de esportes. Ele recostou-se na cama e tentou se concentrar na repetição de jogos de beisebol de ontem, mas ele não conseguia se concentrar. Seus pensamentos malditos voltavam para Haven, em como ela estava chorando em seu sono, como ele teve que acordá-la e como ela tinha se jogado contra ele, soluçando. Seu intestino apertou quando ele se lembrou de como era a sensação de sentir seu corpo envolto contra o seu enquanto ela chorava. Ele queria oferecer-lhe conforto, mas em vez disso, tudo o que ela queria era ser deixada sozinha. Isto não estava certo. Ninguém deve ficar sozinho quando estavam chateados assim. Ele não deveria tê-la deixado. Droga! Ele não sabia o que fazer com ela por ela. Mas ele estava determinado a entendê-la.

Capítulo Dezessete HAVEN MERGULHOU NO TRABALHO NO DIA SEGUINTE, DETERMINADA a se concentrar em seu trabalho e na equipe de filmagem que estava para chegar e esquecer tudo sobre o pesadelo que teve na noite anterior, bem como o fato de que ela tinha tido relações sexuais com Trevor. Se ela pudesse se concentrar no trabalho e nada mais que isso, ela ficaria bem. Ela espantou a exaustão pela falta de sono por beber várias xícaras de café e comer o maravilhoso café-da-manhã que Hammond tinha feito. Ela também evitou Trevor, pedindo a equipe para buscá-la na casa de manhã cedo, para que pudessem revisar o plano para as entrevistas e imagens no estádio para o jogo desta noite contra o Los Angeles. Ela tinha deixado para Trevor uma mensagem de texto dizendo-lhe que ela se encontraria com ele no estádio mais tarde naquele dia. Eles estavam se aproximando do final da temporada regular. O River estava indo bem, mas ainda a três jogos do primeiro lugar, e as equipes na outra divisão estavam em cima deles tentando conseguir um espaço no wild card. Não ia ser fácil para eles chegarem aos playoffs. Na

~ 123 ~


verdade, a menos que eles ganhassem cada um dos últimos sete jogos, isso ia ser quase impossível. Ela estava faria hoje o começo da entrevista filmada com Trevor, então eles teriam que enviar um trecho para o noticiário esportivo de hoje à noite como um teaser de sua matéria, uma das coisas que ela tinha discutido com seu produtor. Mesmo que sua designação não fosse estar concluída por um tempo, seu produtor queria estabelecer as bases, deixar o público sabendo com antecedência. Sem pressão nem nada, certo? Ela revisou suas notas e ela e a equipe analisaram ângulos de câmera e onde planejavam se estabelecer antes do jogo. Trevor concordou em se encontrar com ela mais cedo, antes do aquecimento, no campo. Eles fizeram acordos com a direção do time, bem como com alguns dos jogadores, para que eles pudessem realizar algumas entrevistas filmadas hoje. Seu prato estava cheio — exatamente o que ela precisava. Sem tempo para pensar sobre qualquer coisa pessoal, o que lhe convinha muito bem. Porque profissionalmente, as coisas estavam indo bem. Era o lado pessoal que ela tinha fodido regiamente por dormir com Trevor na noite passada. Isso não aconteceria novamente. Quando Trevor chegou, ele veio até ela, a expressão cheia de preocupação. O que era a última coisa que ela precisava. “Como você está?” ele perguntou, alisando a mão para cima e para baixo do braço dela. Era desse tipo de cuidado delicado que ela não precisava. Ela deu um passo para trás, dando-lhe um sorriso muito profissional, não-brilhante e impessoal. “Eu estou muito bem hoje. Como você está?” Ela poderia dizer que ele sabia que algo estava mal, mas pelo menos ele parecia normal sobre isso. “Ótimo. Você conseguiu dormir a noite passada?” Ciente da equipe de câmera à espreita nas proximidades, ela deu um aceno curto. “Dormi como os mortos. Eu sei que você vai precisar ir para o aquecimento e eu tenho vários de seus companheiros de equipe para entrevistar hoje, então vamos ligar o seu microfone para que possamos começar essa entrevista.” Ele deu-lhe um olhar de lado, mas, em seguida, ele assentiu. “Você é o chefe.”

~ 124 ~


Grata por ele não ter insistido sobre a noite passada, ela ligou o microfone, então sentouse ao lado dele e começou a entrevista. Ela começou com perguntas inócuas sobre a atual temporada, incluindo o que ele pensava quanto às chances do Rivers para a pós-temporada. Trevor, como sempre, estava cheio de confiança sobre as chances da equipe e disse que iriam jogar tão duro quanto eles sempre jogavam, mas era sempre uma situação de jogo-a-jogo. Resposta típica de jogador, mas ele deu uma ótima entrevista e ela estava grata por isso. Então, ela entrou em algumas das questões de fundo que tinham sido levantadas durante as entrevistas preliminares, sobre a infância e os esportes que ele tinha jogado, como uma reiteração do que eles já tinham falado, mas desta vez, diante das câmeras. Correu tudo bem, e rápido, então terminaram a tempo. “Obrigada,” disse ela quando eles acabaram. “Isso é tudo o que vamos fazer hoje. Nós vamos tirar algumas fotos de você jogando hoje à noite, e nós vamos usar isso como teaser para a matéria.” “Então o que você fazer em seguida?” ele perguntou, entregando o equipamento do microfone a um dos membros da equipe. “Arranjei para entrevistar alguns de seus companheiros de equipe. E o seu treinador concordou em me dar alguns minutos.” Trevor arqueou uma sobrancelha. “Você vai fazer uma entrevista filmada com Manny? Como você conseguiu?” “Perguntei. Eu sou muito legal, você sabe.” “Sim, eu sei.” Ele começou a ir em direção a ela novamente, mas ela deu um passo para trás. “Nós realmente deveríamos ir. Não há muito tempo e tenho muito que fazer.” Ele parecia desapontado. “Boa sorte com suas entrevistas.” “Obrigada. Boa sorte com o jogo desta noite.” Ela estava sendo fria e mecânica e ela sabia disso, mas ela tinha que manter um nível de profissionalismo em torno da equipe. E para se proteger. Ela estava sendo ridícula. Mas ela não se conteve. Essa era quem ela tinha que ser, como ela tinha que agir. Ela estava tomando a decisão certa. Certo?

~ 125 ~


As outras entrevistas correram bem. Ela conversou com Gavin e Garrett, e deram uma ótima entrevista sobre a equipe, e sobre o lugar de Trevor nela. Eles não eram amargos sobre ele jogar apenas a tempo parcial e ambos afirmaram que ele era um ativo valioso para a equipe. Eles entendem quando ele tinha que sair para lidar com as funções do futebol, e eles estavam acostumados a isso. A equipe o acolhia porque ele era bom no que fazia, e ele não agia como se ele fosse melhor do que o resto deles. Na verdade, nenhum dos caras que ela entrevistou demonstrou qualquer tipo inveja ou amargura para com Trevor. Eles brincaram com ele na câmera sobre ser um figurão, mas, como disse Gavin, se você tinha as habilidades para apoiar isso, então você deveria fazer o que te faz feliz. Eles eram bons entrevistadores. Talvez seus produtores quisessem alguma inveja profissional da parte de alguns jogadores, ou alguém chamando Trevor de idiota, mas é evidente que não ia acontecer. Pelo menos não com qualquer um dos jogadores com quem tinha falado até agora. E então ela chegou ao treinador. Manny Magee era conhecido por ser ranzinza, e ele odiava dar entrevistas. Ela estava realmente surpresa por ele ter concordado com esta, por isso, quando ele sentou-se com ela, ela sabia que teria uma quantidade limitada de tempo com a câmera ligada com ele. “Conte-me sobre Trevor Shay.” Manny deu de ombros. “Bom jogador. Aparece na hora, faz o trabalho dele.” “Como você se sente sobre ele jogar dois esportes?” “Eu odeio isso.” Ela sabia que ela ia receber honestidade sem corte de Manny. “Então você gostaria de têlo em tempo integral.” “É claro que eu gostaria. Mas eu não vou conseguir tê-lo jogando pelo Rivers por tempo integral. Então, eu vou pegar o que eu posso conseguir.” “Ele é tão bom assim?” “Ele é tão bom assim. Com alguém tão talentoso como Trevor Shay, o treinador não o faria isso? Estou feliz que ele está jogando para a nossa equipe e não para outra, você sabe o que quero dizer?”

~ 126 ~


Haven não comentou, mas sim, ela sabia. Eles falaram sobre o jogo desta noite e as chances do Rivers para os playoffs. Haven agradeceu Manny pelo tempo dele, e eles terminaram. A equipe de filmagem tirou algumas fotos dos jogadores aquecendo, incluindo alguns closes de Trevor praticando com a bola. E quando ele fez algumas oscilações no ponto de rebatidas, Haven ficou lá com a equipe e assistiu. Ela não pôde deixar de ficar impressionada. Ele era alto, atlético, uma presença forte quando ele batia a bola com força. E, conforme os músculos flexionados, ela lembrou-se dele movendo-se sobre ela na noite passada, o domínio puro que tinha sobre seu corpo. Estava fresco hoje, mas seu corpo aqueceu enquanto lembrava cada momento que passaram juntos, do jeito que ele a tinha tomado com a boca, com as mãos e com o pênis. Não. Isso definitivamente não ia acontecer de novo, e pensar nele dessa forma não estava ajudando a situação de jeito nenhum. “Eu acho que nós temos imagens suficientes,” disse ela para a cara da câmera. Assim que o jogo começou, a equipe de filmagem trabalhou de forma independente para tirar algumas fotos de Trevor em campo, enquanto ela fez algumas edições em seu laptop no camarote. Ela olhava para cima de vez em quando para ver o jogo. O Rivers caiu três corridas na quinta, quando Trevor veio para rebater. Ele pegou a primeira bola, alta, mal se movendo. Ele lia bem os arremessos. A segunda era baixa e na sujeira e Trevor não se mexeu, recusando-se a ser enganado. Ele errou em uma bola seu primeiro no bastão, e tinha ficado na base com um único em sua segunda, só para ficar encalhado. No terceiro passe — um decente — ele rebateu, lançando a bola no campo à direita. No quarto passe, ele conectou, enviando a bola pelos ares. Home run. Pena que não havia mais ninguém na base porque ele disparou nas arquibancadas. Haven jurou que ela podia ver o sorriso no rosto de Trevor desde o camarote onde ela estava sentada. Ela aplaudiu junto com todos os outros, e esperava que sua equipe de câmera tivesse conseguido uma imagem decente daquele home run. Ela mandou uma mensagem para Andy, o chefe dos câmeras, que mandou uma mensagem de volta dizendo que ele definitivamente tinha conseguido a imagem. Maravilhoso.

~ 127 ~


Infelizmente, apenas o home run de Trevor não ajudou o Rivers, que acabou por perder o jogo. Eles voltaram e marcaram mais três corridas na sexta, mas o Los Angeles marcou dois no oitavo, fechando a porta na tentativa do Rivers de ganhá-los, e como Atlanta havia vencido seu jogo de hoje à noite, parecia mais e mais que o Rivers não ia conseguir chegar a pós-temporada. Mas ainda não tinha acabado, e tudo podia acontecer. Ela estava desapontada por Trevor e pela equipe, mas ela ainda tinha seu trabalho a fazer. Ela se reuniu com sua equipe de câmera após o jogo, e eles apresentaram o seu trabalho para a emissora em tempo para a transmissão daquela noite. A equipe terminou o trabalho que precisavam fazer para aquele momento, e eles se encontrariam novamente quando Trevor começasse em Tampa. Depois do jogo, Trevor estava quieto. Ela deu um passo ao lado dele enquanto ele caminhava para o carro. “Dura derrota,” disse ela. “É” “Grande home run, porém.” “Obrigado. Não ajudou a equipe, porém.” Ela queria consolá-lo, colocar o braço em volta dele e fazê-lo sentir-se melhor, como ele tinha feito com ela na noite passada. Seus dedos coçaram para tocá-lo. Por que ela não poderia preencher essa lacuna de centímetros e apenas inclinar-se para ele para lhe oferecer conforto? Quanto custaria a ela para fazer isso? Nada. Então, por que ela não conseguia fazer o movimento? O que a segurava? Será que ela achava que se ela o tocasse, ele entenderia alguma coisa e quereria mais? Mais do que ela estava disposta a dar? No final, ela não poderia fazê-lo, apenas caminhou até o carro e subiu em seu assento, mantendo a distância, o que fazia tudo ficar estranho. “Ainda há esperança para a equipe, Trevor,” disse ela enquanto se dirigiam de volta para sua casa.

~ 128 ~


“Sim, há. Até o último jogo. Infelizmente, temos uma viagem para Atlanta logo em seguida, e se perder ainda um jogo para eles, estamos fora da pós-temporada.” “Quando é que o jogo contra Atlanta?” “Sexta-feira.” “Então você vai ter que arrasar contra o Los Angeles e fazer esses jogos valerem.” “Nós vamos fazer isso. Acredite em mim, vamos.” Ela acreditou nele. Ela ficou impressionada com o quão rápido ele ignorou a perda, porque saiu para comer, e ele estava feliz, animado novamente, dando autógrafos para os fãs e brincando com o garçom. Depois do jantar, eles voltaram para a casa dele, onde ela foi mais uma vez confrontada a ficar sozinha com ele. Talvez fosse hora de ela se mudar para um hotel, para dar a si mesma alguma distância. Em vez disso, quando eles chegaram lá dentro, ela se virou para ele. “Eu tenho um monte de edição para fazer. Se você não se importa, eu vou fechar-me no escritório e trabalhar.” “Isso é bom. Eu estou indo assistir TV.” Ele parecia bem com sua decisão, o que aliviou. “Ótimo.” Ela pegou seu laptop e as notas e se dirigiu para o escritório, fechando a porta atrás dela. Ela mergulhou no trabalho, repassando suas notas, fazendo o upload das fotos que ela tinha tirado, e depois de várias horas, ela tinha feito grandes progressos. Ela enviou o arquivo para seu produtor. Ela se levantou e se espreguiçou, recolheu seu laptop e notas, e apagou a luz no escritório. Ela estava prestes a ir para a cama, mas decidiu parar na cozinha para um copo de água antes. Já era tarde, então ela não esperava encontrar Trevor lá, preparando um sanduíche. “Oh. Ei. Você ainda está acordado?” Ele sorriu para ela. “É. Eu estava assistindo a um filme e eu fiquei com fome depois.” Ele apontou para o sanduíche no prato. “Quer um?” “Não, obrigada. Eu só estava indo para pegar um copo de água antes de ir para a cama.” “Eu vou pegar para você.” Ele colocou gelo em um copo e encheu-o com água, em seguida, entregou a ela.

~ 129 ~


“Obrigada. Boa noite, Trevor.” Ela se virou. “Haven?” Ela parou, fechando os olhos por uma fração de segundo antes de se virar para encará-lo. “Sim?” “O que está errado? Eu fiz alguma coisa que te chateou?” Colocando as coisas dela no balcão, junto com o copo, ela foi até ele, sabendo que ela não deveria ficar tão perto, mas incapaz de evitar. Ela colocou a mão no antebraço dele, sentindo a conexão instantânea, o chiado da química que ela não podia ignorar, não importa o quanto ela quisesse. “Não, não. Só estou... cansada hoje. Foi um longo dia, e eu dormi muito na noite passada. Eu só quero ir para a cama e desmaiar.” Ele varreu seu cabelo longe de seu rosto, e antes que ela pudesse dar um passo preventivo de distância, ele segurou seu rosto entre as mãos e roçou os lábios nos dela. Uma explosão de calor acendeu dentro dela. “Durma bem esta noite. Sem pesadelos.” Com esse breve beijo ele tinha despertado todo o desejo que ela tentou afastar, mas não conseguiu. Ela queria ficar, inclinar-se contra ele e absorver a força dele. Ela queria tomá-lo nu e devorar cada centímetro dele ali mesmo na cozinha, em seguida, levá-lo para a cama com ela de novo, para que ela não tivesse que ficar sozinha. Em vez disso, ela balançou a cabeça. “Certo. Sem pesadelos. Obrigada, Trevor.” Ela pegou as coisas dela e caminhou pelo longo corredor em direção a sua ala, sentindo a solidão de outra noite inteira envolvê-la como um calafrio que ela não seria capaz de espantar. Não precisava ser dessa maneira, mas ela não tinha ninguém para culpar além de si mesma por estar sozinha. Quando ela chegou ao seu quarto, ela se despiu e ficou pronta para a cama, em seguida, entrou, puxando o lençol sobre si mesma. Ela já tinha terminado o trabalho do dia, por isso não havia uso para seu laptop, embora pudesse navegar na net. Ela não queria, então ela decidiu ler um livro em vez disso, recostando-se contra os travesseiros, na esperança de que perder-se em uma de suas séries favoritas iria ajudá-la a relaxar e talvez ela se cansasse.

~ 130 ~


Uma hora depois ela ainda estava acordada, e ela continuou lendo a mesma página uma e outra vez. Não era culpa do livro, porque era um grande romance. O problema era que os personagens da história desejavam um ao outro — e eles estavam realmente fazendo algo sobre isso. Eles estavam se comunicando, e fazendo um maravilhoso sexo quente. Ela, por outro lado, continuava a fazer o seu melhor para evitar seus próprios sentimentos, e, como resultado, ela não estava fazendo um maravilhoso sexo quente com um homem com quem ela devia estar fazendo um maravilhoso sexo quente. Até mesmo personagens fictícios enfrentavam seus demônios melhor do que ela. Ela olhou para o livro, agora odiando aqueles personagens, e tirou as cobertas e saiu da cama. Ela foi até a janela e olhou para fora, desejando que estivesse em casa. Ela sentia falta de sua mãe. Ela realmente sentia falta do pai, sentia faltas de suas longas conversas. Ela poderia tirar proveito uma longa conversa com ele agora. Não que ela poderia ter tido uma conversa com seu pai sobre Trevor. Ela e seu pai poderiam falar sobre qualquer coisa, exceto homens e sexo. Essas conversas sempre foram reservadas para a mãe dela. Esportes e televisão, livros e qualquer outra coisa? O pai dela. Mas sempre que ela tinha tido problemas com meninos, ele ficava decididamente desconfortável e tinha sugerido que ela falasse com a mãe dela. Ela olhou para a mesa de cabeceira. Era tarde — tarde demais para ligar para a mãe, e, na verdade, o que ela diria? Que ela e Trevor tinham transado, e, em seguida, ela o afastou, porque — bem, ela nem sequer tinha uma razão válida. Isso não era mesmo o tipo de conversa que alguém tem com a mãe. Era uma espécie de conversa que se tem com amigas. Talvez ela pudesse discutir o assunto quando ela saísse com Alicia e Liz ainda esta semana. Ela definitivamente precisava de algum conselho. Ou talvez ela devesse seguir com a maneira com que se sentia. E agora ela se sentia sozinha, e solitária, e querendo passar um tempo com Trevor. Que pensaria que ela estava louca de cabeça se ela procurasse-o no meio da noite, depois de, basicamente, ignorá-lo fortemente, mas ela não parecia conseguir evitar Ela era uma idiota indecisa. E talvez ele dissesse a ela para se mandar, mas esse era um risco que ela estava disposta a assumir.

~ 131 ~


Determinada a finalmente se livrar do inferno que sentia dentro de si, ela colocou um shorts e abriu a porta. E quase pulou para fora de sua pele, porque Trevor estava bem ali, a mĂŁo levantada, como se estivesse prestes a bater.

CapĂ­tulo Dezoito ~ 132 ~


TREVOR ESTAVA CHOCADO DE HAVEN TER ATENDIDO a porta antes mesmo que ele batesse. Ele estava meio surpreso de ter ido até a ala dela, e não tinha exatamente preparado o que ia dizer a ela, uma vez que ele chegasse, mas agora ela abriu a porta, de modo que seria melhor começar a falar. “Ei,” foi tudo o que saiu de sua boca. Não é exatamente abalador nem reconfortante, mas era tudo que ele tinha. “O que você está fazendo aqui? Deixa pra lá. Entra.” Ok, correu tudo bem. Pelo menos ela não tinha batido a porta na cara dele. “Eu achei que você poderia estar dormindo,” disse ele. “Eu não estava. Na verdade, eu estava prestes a ir ao seu quarto para ver se você ainda estava acordado. Ou, eu acho que eu estava indo acordá-lo se você estivesse dormindo.” Ela parecia tão desconfortável e estranha quanto ele se sentia, mudando o peso de pé para pé e olhando ao redor do quarto. “Eu realmente não sei o que eu ia fazer quando chegasse ao seu quarto. Você meio que me salvou de ter que entender essa parte.” Ele relaxou um pouco quando ele percebeu que ela estava nervosa. “Entender que parte?” “Hum, que tal sentar-se?” Ela apontou para as duas cadeiras junto da janela. “Claro.” Ele sentou-se, e assim ela fez, então entrelaçou os dedos, ainda parecendo tão nervosa quanto se tivesse sido chamada para a sala do diretor. Ele apostaria que Haven nunca havia sido chamada para o escritório do diretor em todos os anos que ela tinha ido para a escola. Ele tinha sido. Uma abundância de vezes. Ela não disse nada, então ele achou que era ele quem deveria dizer alguma coisa. “Eu vim ao seu quarto para falar com você.” Ela olhou para ele. “Oh. Foi? Sobre?” “Sobre você estar me evitando.”

~ 133 ~


Ela olhou para suas mãos novamente. “É, isso.” E então ela levantou o olhar para ele. “Isso é parte da razão pela qual eu estava indo falar com você. Sinto muito. A outra noite quando nós...quando fizemos sexo, e eu tive nesse pesadelo, eu me afastei.” “Eu sei. Sobre o que foi o pesadelo realmente?” Ela respirou fundo. “Foi sobre o meu pai. Ele estava no hospital, e eu não podia ficar com ele. É uma variação sobre um tema. Eu tive sonhos semelhantes a esse antes, desde que ele morreu.” “Sinto muito.” Ela esfregou o dedo na testa. “Eu só estou tendo dificuldade de lidar com isso. Eu realmente sinto falta dele.” “Eu sei que você sente.” “Demais, talvez.” “Não existe isso de demais, Haven. Talvez o problema é que você esteja suprimindo suas emoções e você não se permite sentir toda a extensão do lamento pela perda de seu pai.” Ela inclinou a cabeça para o lado, dando-lhe um olhar de descrença. “Oh, acredite em mim, Trevor. Eu lamentei a perda de meu pai.” “Lamentou? Ou você achou que deveria superar isso em uma ou duas semanas e voltar ao trabalho?” Ele viu a verdade em seus olhos. “O que eu deveria fazer? Eu tinha um emprego em Dallas naquela época. Eu não podia simplesmente tirar um ano sabático para que eu pudesse ficar em casa com a minha mãe.” “Mas você queria, não é? Você se sentia responsável por ela, porque ela está sozinha agora.” “Sim.” “Ela não é sua a responsabilidade para ter que cuidar, Haven. Ela é uma mulher adulta, e se alguém sabe quão independente Ginger Briscoe é, sou eu. É hora de você se concentrar em suas próprias necessidades.” “Eu estou bem, Trevor. Realmente.” Ele se levantou, pegou a mão dela e puxou-a para fora da cadeira, em seguida, para a dele, colocando-a em seu colo. “Você não está bem. Você tem pesadelos. Com que frequência?”

~ 134 ~


Ele pensou por um segundo, que ela fosse fugir. Em vez disso, ela ficou. “Alguns meses.” “Sempre sobre o seu pai?” “Nem sempre.” Ele passou o polegar em sua bochecha. “Não é à toa que você está uma bagunça, Haven. Você sente falta de seu pai. Você não está dormindo bem. E você nunca se permitiu o tempo para lamentar sobre a perda ele.” Ela deixou escapar um suspiro. “Quer saber? Você está certo. Eu sinto falta dele. Um monte. Ele era mais do que apenas o meu pai. Ele era meu melhor amigo.” Ele viu o brilho lágrimas em seus olhos, vi o quanto ela tentou combatê-las de volta. “Deixe sair.” “Faz-me sentir fraca. Já se passou quase um ano. Eu já chorei baldes. Quanto ainda tem pra chorar? Isso não deveria...” Ela fez um punho e apertou-o contra o peito. “Esta dor não deveria ir embora?” “Eu não sei. Eventualmente, ela vai. Mas você tem que se sentir da maneira que você se sente. Tentar não sentir é o que mais está te prejudicando.” “Pode ser.” “Quando chorar pelo seu pai pense nisso como uma forma de honra prestada a ele. Você sabe que sempre vai sentir falta dele, e às vezes você só precisa deixar seus sentimentos te guiarem.” Haven sentiu um bem estar no momento. Não apenas pelo pai dela, mas por Trevor. A maioria dos homens escondiam suas emoções, e definitivamente não entendiam, ou mesmo estar em volta de mulheres chorosas. Ela sabia que muitos caras apenas diriam a ela para engolir aquilo e superar. Mas aqui Trevor estava, segurando-a no colo e esfregando suas costas enquanto fazia das tripas coração para segurar as comportas. E ele a incentivou a deixar sair. Ela estremeceu numa respiração, finalmente cansada da luta. Ela deixou as lágrimas caírem e pousarem no peito dele, liberando o que ela achava que era um ano cheio de dor. Ela agarrou a camisa dele e chorou. Não como ela chorou na outra noite depois de seu pesadelo, mas por cerca de cinco minutos, ela chorou forte. E o tempo todo, Trevor acariciou seus cabelos e as costas e não disse uma palavra. Foi reconfortante saber que ele estava lá para ela, e por aqueles poucos minutos, ela não estava sozinha.

~ 135 ~


Essa foi a primeira vez em todos esses meses desde que ela tinha perdido o pai que ela não se sentia sozinha nessa. Ela se afastou, usando a camisa para enxugar os olhos. “Eu te baguncei todo,” disse ela. “É para isso que eu estou aqui.” Ela abriu as mãos sobre o peito. “Você deveria tirar sua camisa.” “Por quê? Você precisa assuar o nariz nela?” Ela riu. Foi muito bom rir, para liberar a tensão depois de uma choradeira emocional. “Talvez.” E quando Trevor tirou a camisa e entregou a ela, ela estava muito mais interessada no peito nu dele do que na camisa. Parecia catártico, ela poder passar de luto para algo infinitamente mais atraente. Ela jogou a camisa no chão e serpenteou os dedos sobre o calor da pele nua dele. “Eu poderia precisar de um pouco mais de conforto.” “É mesmo?” “Sim.” Ela moveu-se, montando no colo dele agora. “Um tipo diferente de conforto.” Trevor agarrou seus quadris, seus dedos cavando em sua carne, causando um alvoroço em suas terminações nervosas. “Bem, você sabe que eu estou aqui por você, Haven. Pra qualquer coisa que você precisar.” Ela tirou a blusa, mostrando seus seios. “Qualquer coisa?” Os olhes dele brilhavam quentes e escuros quando o olhar se concentrou em seus mamilos que se contraíam rapidamente. “Qualquer coisa. Você precisa de mim para fazer você se sentir bem?” “Oh, sim.” Ele segurou seus seios, usando os polegares para desenhar círculos preguiçosos sobre os mamilos. Ela agarrou os ombros dele e segurou enquanto ele a puxou para frente, puxando um pico tenso entre os lábios. Ela engasgou quando ele chupou e rolou a língua sobre o broto até que ela sentiu entre suas pernas seu sexo pulsando com a necessidade. E quando ele liberou, ele deu prazer ao outro mamilo também, fazendo-a gemer de prazer. Haven enfiou os dedos nos cabelos de Trevor e puxou cabeça dele para frente, precisando da boca dele na sua. Ele passou a mão ao redor da nuca dela, fazendo

~ 136 ~


instantaneamente a conexão no momento em que seus lábios se tocaram, segurando-a lá enquanto ele explorava sua boca com um beijo profundo e procurando sua alma que levou o fogo dela a níveis escaldantes. Cada parte do seu corpo o sentiu, o provou, o respirou conforme ele assumiu o comando daquele beijo, deslizando a língua dele sobre a sua, beliscando seus lábios, sua mão segurando seu bumbum para ancorá-la enquanto ele estava levando-a para a cama. Ele se sentou na beira da cama, em seguida, tirou o shorts e a calcinha, as mãos fazendo um arrastando-se lentamente, vagarosamente ao longo de suas pernas antes de separar as coxas. Ele aninhou-se entre elas e colocou a boca em seu sexo. Sensações explodiram quando a boca encontrou seu clitóris, a língua deslizou ao longo de suas dobras, levando-a direto até o ápice do prazer enquanto ele implacavelmente cobria cada centímetro de sua boceta. Ela jogou os braços sobre a própria cabeça, abandonando-se aos extremos da indulgência, deixando-se levar pelo domínio de Trevor sobre seu corpo. Ela precisava dessa onda de felicidade, esta imprudência total de prazer inebriante, sua mente vazia de pensamentos pesados, seu corpo em sintonia com a língua e a boca de Trevor. Ela desejou cada golpe da língua dele, seus quadris subindo em direção a ele com todo o sugar da boca em torno de seu clitóris. Ela ia gozar. Tudo apertava dentro dela quando ele passou a língua sobre o apertado e pulsante nó, o atual centro de seu universo. E quando ele pegou a capa de seu clitóris e sugou, ela gozou, segurando a cabeça lá enquanto ela ondulava contra a boca perita, onda após onda de orgasmo fazendo-a ofegar, até que ela sentiu como se a respiração tivesse sido roubada dela. Despedaçada, ela finalmente descansou seus quadris contra o colchão, recuperando o fôlego daquele orgasmo fenomenal. Ela levantou a cabeça para ver Trevor tirar o short e subir na cama ao lado dela. “Eu não trouxe camisinha comigo. Eu não tinha intenção de vir aqui para fazer sexo com você hoje à noite.” Ela rolou para o lado dela, os dedos brincando com o peito muito lindo dele. “Não era a minha intenção também. Mas eu não quero que você saia para buscar.” Ela moveu a mão para cima, ao longo da mandíbula dele, então se inclinou para escovar os lábios contra os dele. A boca dele estava molhada — por causa dela — levando-a direito ao limite do desejo mais uma vez.

~ 137 ~


Ela empurrou-o de costas e subiu nele, aprofundando o beijo, enredando os dedos nos cabelos dele, puxando um pouco quando sentiu a necessidade assumir. Que droga essa falta de preservativo, porque agora ela não queria nada além do que ele deslizando o pau duro dentro dela. Mas ela poderia fazer algo para aplacar a necessidade, pelo menos para ele, assim como ele tinha feito por ela. Ela beijou ao longo da mandíbula e do pescoço dele, sacudindo a língua ao longo da coluna de sua orelha antes de serpentear a língua para baixo pela área bem musculosa do pescoço até o ombro, usando as duas mãos e a boca para mapear o corpo dele. E que corpo ele tinha. Ela usou seu próprio corpo para deslizar para baixo sobre o magnífico peito e abdômen duro como pedra, parando para provocar os mamilos com a língua, fazendo-o puxar uma respiração difícil, com o pau balançando entre eles. Ele, obviamente, gostava daquilo, o que a fez sorrir. E quando foi a sua vez de espalhar as pernas dele, quando ela chegou ao pênis e embalou o eixo entre as mãos, ele apoiou a cabeça nas mãos e olhou para ela, dando-lhe um sorriso muito quente, masculino e primitivo. Mas ela era a pessoa que detinha todo o poder no momento, um sentimento muito forte, especialmente quando ela sacudiu a língua em toda a largura da macia cabeça de seu pênis e viu a forma em que os lábios dele se separaram, fazendo-a ouvir a respiração rouca dele. Ela sabia que o tinha quando ela se levantou de quatro e virou de lado para Trevor poder vê-la tomando seu o entre dele nos lábios entreabertos e deslizando a boca para baixo sobre ele, centímetro a centímetro. “PORRA,” ELE SUSSURROU. “OH, PORRA, ASSIM mesmo, Haven.” Trevor engoliu, mas não havia nada para lubrificar a garganta. Ela tinha ficado ressecada ao assistir Haven tomar seu pênis entre seus belos lábios. Ele agarrou os lençóis e se segurou quando seu eixo desapareceu e ela parecia engoli-lo inteiro. Ver e sentir isso era nada menos do que uma mistura de puro céu e absoluto inferno doce, porque ele poderia entrar em erupção. Agora mesmo, neste instante, com a boca quente de Haven em torno de seu pau, apertando-o conforme ela intensificava o ritmo sobre ele, a língua passando rapidamente ao seu redor quando ela puxou para cima, seu pau molhado de sua boca, em seguida, desceu sobre ele novamente.

~ 138 ~


Suor brotou em sua testa quando ela embalou suas bolas em sua mão, dando-lhes um aperto leve e, ao mesmo tempo rolando a língua ao redor da crista. Ele nunca quis nada mais do que queria disparar sua carga na doce boca dela, e nunca quis nada mais do que segurar por mais tempo para que ele pudesse ver seu pênis desaparecer mais uma vez entre os lábios carnudos, para que pudesse sentir a incrível pressão de aperto para baixo que ela dava em torno do seu eixo e pressionando enquanto ela apertava a mão ao redor da base e bombeava seu pênis na boca. Cristo, ela era bonita quando o chupava, ocasionalmente olhando para ele, deixando-o saber que ela o tinha, que estava com ele, que ela daria a ele exatamente o que ele precisava. Ele estendeu a mão para varrer a mão sobre o cabelo macio dela. “Haven. Você vai me fazer gozar, querida. Tipo agora.” Era tudo que ele poderia dizer para lhe dar um aviso, porque ele começou a bombear com ela, a levantar os quadris e conduzir seu pênis mais profundamente nos recessos da boca dela. Ela ficou com ele, continuando a chupar seu eixo e forçá-lo a ir mais profundo em sua boca. Ele sentiu o despertar do orgasmo subir a partir da base de suas bolas. Ele arqueou, soltou um gemido áspero e entrou em erupção, o olhar colado a boca doce de Haven quando ele jateou o que parecia ser galões de porra na boca dela. Foi o clímax mais doce que havia tido, enquanto observava-a trabalhar a garganta enquanto engolia tudo o que ele tinha para dar, até ele ficar gasto, esvaziado, com as pernas tremendo pela potência de seu orgasmo. Ela lambeu a cabeça de seu pênis, levando cada gota que ele tinha. Era uma coisa muito boa que ele estivesse deitado na cama, porque ela tinha arrebatado a sua energia. Ele nem tinha certeza de que suas pernas pudessem funcionar. Ela moveu-se ao lado dele e ele passou um braço ao redor dela para puxá-la para perto, em seguida, colou os lábios nos dele para que a beijasse. “Obrigado,” ele disse. “Mmm, não há de quê. Apenas devolvendo o favor.” Ele segurou-a lá ao lado dele por alguns minutos, em seguida, disse: “Então, não vai me chutar para fora desta vez?” Ela inclinou a cabeça para trás e deu-lhe um sorriso sonolento. “Não. Não desta vez. Eu gostaria que você ficasse.”

~ 139 ~


Ele puxou as cobertas sobre os dois. “Eu não vou a lugar nenhum. Mas, Haven?” “Sim.” “Precisamos ter uma caixa de preservativos para o seu quarto.” Porque ele teria gostado de estar dentro dela esta noite. Não que ele estivesse reclamando sobre a maneira que ela lhe deu prazer. Porra, ela tinha sido doce. Ela tinha uma boca perfeita. Ela soltou uma risada curta. “Sim. Caixa de preservativos. Nós vamos cuidar disso amanhã.” Ele gostou do som disso. Instalou-se em contra os travesseiros e fechou os olhos.

Capítulo Dezenove HAVEN ESTAVA SOZINHA NA CASA DE TREVOR DEPOIS que ele viajou para Atlanta hoje. Ela ficou para terminar seu trabalho aqui com a equipe de filmagem. E hoje à noite ela sairia com Alicia e Liz e algumas das outras mulheres de Riley, então ela disse a Trevor que o

~ 140 ~


encontraria em Atlanta amanhã. Não era como se ela fosse perder alguma coisa hoje de qualquer maneira, uma vez que era apenas um dia de viagem para a equipe. Mas ela sentia falta de Trevor. Eles não tinham passado muito tempo juntos nos últimos dois dias. Ele teve jogos de retorno terminando a série com Los Angeles, onde eles tinham vencido os dois últimos jogos, dando-lhes esperança para enfrentar Atlanta, o que era um tipo de vai-ou-racha para eles. Apesar de não ter tido muito tempo sozinhos, e ela tivesse passado algumas noites finalizando suas edições para que pudesse enviar seu trabalho para o estúdio, ela tinha conseguido uma boa entrevista filmada com Trevor. Agora, ela teria a oportunidade de relaxar, para descontrair com as meninas hoje à noite antes de ir para Atlanta amanhã. Ela estava realmente ansiosa por isso depois de vários dias de trabalho duro. Ela tomou um banho e escolheu uma saia e um suéter preto-e-branco de botões sobre um top, então calçou sua plataforma. Ela fez o cabelo e a maquiagem e desceu as escadas, apenas a tempo de a campainha tocar. Alicia estava na porta, linda com jeans, botas pretas e uma jaqueta de couro. “Você está deslumbrante,” disse Haven. “Talvez eu devesse trocar de roupa.” Alicia riu. “Você está brincando, né? Você está fabulosa. Vamos.” Ela subiu no banco de trás do carro. Liz estava na frente, passando batom. “Ei,” Liz disse de trás do volante. “Você está pronta para esta noite?” “Com certeza. E quanto a você?” “Você não tem ideia. O bebê deu muito trabalho nos últimos dias. Ela teve cólicas.” “Aww, pobrezinha.” “Eu sei. Minha sogra está com ela hoje à noite e vai enchê-la de carinhos e não se importa que ela seja uma banshee26 gritando. Eu? Eu preciso de um tempo, especialmente com Gavin fora da cidade nos próximos dias em uma viagem.” “Você sabe o que eu amo em você, Liz?” Alicia perguntou quando elas passaram pelo portão em direção a rua. “O que é?” As Banshee provêm da família das fadas, e são a forma mais obscura delas. Quando alguém avistava uma Banshee sabia logo que seu fim estava próximo: os dias restantes de sua vida podiam ser contados pelos gritos da Banshee: cada grito era um dia de vida e, se apenas um grito fosse ouvido, naquela mesma noite estaria morto. 26

~ 141 ~


“Que você não é uma dessas mães 'Oooh, meu bebê é a coisa mais perfeita que eu já fiz, dorme a noite toda e nunca chora'.” Liz bufou. “Menina, por favor. Esse bebê tem um conjunto de pulmões nela. Ela faz cocô. Ela vomita. Ela não dorme. Às vezes eu acho que ela está possuída. O bom é que Gavin e eu a amamos loucamente. Caso contrário ela iria acabar em uma cesta na porta de alguém.” Haven riu. “Ela soa como um bebê normal para mim.” “Oh, ela é, totalmente,” disse Liz, pegando a estrada. “Mas ela está longe de ser o tipo de bebê que você vê na televisão. Ninguém fala sobre toda a gritaria. E sobre os vômitos.” “Eu me considero avisada,” disse Alicia. “E você, Haven?” “Totalmente.” Embora Haven duvidasse que ela teria que se preocupar em ter um bebê em algum momento próximo. Mas o pensamento entrou em sua cabeça. Ela estava se aproximando dos trinta anos, e não tinha tido um relacionamento sério o suficiente — falar sobre casamento e ter filhos — em toda a sua vida. Talvez fosse hora de ela começar a ficar sério assim com alguém, considerar se estabelecer e ter alguns bebês. Então, novamente, este não era realmente o momento certo. Ela estava embarcando na carreira que ela sempre quis. Ela não estava em um relacionamento sério. Inferno, ela nem estava namorando ninguém. Ela estava fazendo sexo com Trevor, e mesmo que ele tivesse desempenhado um papel em seus sonhos e fantasias durante tantos anos, ele não era o cara com que ela iria se casar e ter filhos. Ele estava muito ocupado com a carreira assim como ela, e, assim como ela, ele nunca tinha tido esse tipo de relacionamento, qualquer tipo. Além disso, ela ainda não estava pronta. Ela era uma mulher de carreira agora. Com uma vida na cidade grande, viajando por todo o país. Este era o sonho dela, e ela estava vivendo seu sonho. Certo? Elas começaram no centro da cidade, no Kemoll, um lugar que Liz assegurou-lhes que era um dos melhores restaurantes italianos da cidade. Parecia fabuloso para Haven. Um, porque ela estava morrendo de fome, e dois, porque adorava comida italiana.

~ 142 ~


Uma vez lá dentro, onde Liz tinha feito uma reserva, eles foram recebidos por Jenna, a irmã de Gavin, e Tara, cunhada de Liz. Tara era casada com o irmão de Gavin, Mick, que atualmente estava jogando futebol pelo San Francisco. O marido de Jenna, Tyler, jogava hóquei pelo St. Louis Ice. “Savannah não pôde vir esta noite. Ela está fora da cidade fazendo consultoria em um show algum figurão de Hollywood,” Liz explicou quando elas estavam indo para os seus lugares. “Savannah é casada com o irmão de Alicia, Cole, que joga pelo Traders.” Haven piscou. “Vocês todas fazem minha cabeça girar. E que pena que eu não vou encontrar Savannah hoje à noite.” “Alguma outra vez,” disse Jenna com um sorriso. “Eu acho que há gente suficiente aqui para fazermos uma festa.” “Quem está cuidando de seu clube esta noite, Jenna?” Perguntou Alicia. “Meu gerente assistente. Ela está fazendo um grande trabalho, para que eu possa tirar alguns dias de folga de vez em quando.” Jenna virou-se para Haven. “Eu tenho um clube de música que abri no ano passado. Ele está indo muito bem.” “Eu ouvi sobre isso,” disse Haven. “Parece incrível. E parabéns.” “Obrigada. Tem sido divertido. Não parece ser trabalho quando há música envolvida.” “Jenna canta lindamente,” disse Liz. “Eu continuo empurrando-a para gravar a música dela e procurar um contrato de gravação. Ela está resistindo a mim.” Jenna acenou com a mão. “Estou feliz onde estou, sendo amadora.” “Agora eu estou realmente curiosa,” disse Haven. “Eu vou ter que parar em seu clube e ouvi-la cantar.” “Você é bem-vinda a qualquer momento.” Sua garçonete veio e anotou os pedidos de bebida. “Apenas água com gás para mim,” disse Liz. “Eu sou a motorista da rodada.” Elas se decidiram por uma garrafa de cabernet para compartilhar e uns aperitivos também. “Ouvi dizer que você está traçando o perfil de Trevor Shay,” disse Tara. “Isso deve ser interessante. Eu sei que Mick falou sobre jogar contra ele no futebol. Ele é o atleta.”

~ 143 ~


“Ele é definitivamente interessante. Nós já capturamos muito dele em filme e eu ainda não perguntei todas as coisas relacionadas a entrevista.” “Haven na verdade o conhece há muitos anos. Eles foram para a mesma faculdade, e os pais dela eram pais de dormitório dele,” disse Alicia. “Oh, de verdade? Jenna disse. “Então você é amiga dele. Isso provavelmente ajuda.” “Tem ajudado.” A garçonete trouxe o vinho e serviu para todos. Foi incrível, e Haven sentiu-se imediatamente mais relaxada depois de alguns goles. “Ou você e Trevor já são mais do que amigos?” Liz perguntou levantando as sobrancelhas. “Oh, há algo acontecendo entre vocês dois?” Perguntou Tara. “Liz,” disse Alicia. “Você é uma intrometida.” “Essa sou eu, querida. Sempre me metendo nos assuntos de todos. Mas naquela noite que estávamos todos juntos na sua casa, Alicia, eu definitivamente vi algumas faíscas quando Trevor e Haven se entreolharam. Eu só estou me inteirando do que veio depois.” “Eu tenho... sem comentários,” disse Haven, devolvendo o sorriso de Liz sobre a borda de sua taça de vinho. “Eu acho que isso significa que sim,” disse Jenna. Haven deveria ter ficado desconfortável com a linha de questionamento. Mas, na verdade, ela gostou, gostou da facilidade e da camaradagem entre estas mulheres. Eles não eram mesquinhas, eram divertidas e realmente curiosas. E Deus, ela gostava de ter amigas para conversar. Elas pediram o jantar, e ela adorava que todas selecionaram algo diferente. Ela ia gostar de ver a comida delas. “Mick está com três jogos fora de casa direto,” disse Tara quando ela deu uma mordida em sua salada. “O que significa que eu vou ter que contar com a minha mãe para me ajudar com Sam. Graças a Deus eu a tenho. Se não tivéssemos voltado para cá, eu não sei o que eu teria feito. Eu tenho que lidar com o meu negócio, que é muita coisa, e eu adoro ter o rapazinho, mas agora que Nathan está fora na faculdade, eu estou meio que por conta própria quando Mick está fora da cidade.”

~ 144 ~


Tara deslocou-se para olhar para Haven. “Nathan é meu outro filho. Eu o tive quando eu era muito jovem, bem antes de eu conhecer Mick. Então, sim, eu tenho um garoto na faculdade, além de uma criança. Eu sei, parece uma loucura.” Haven sorriu. “Parece que uma bela família. Você tem muita sorte.” “Obrigado. Eu me sinto assim. Louca por vezes, mas ainda assim, tão feliz.” Tara voltou para Liz. “De qualquer maneira, eu meio que fico por conta própria quando Mick está fora da cidade.” “Eu sei o que você quer dizer,” disse Liz. “Desde que Genevieve chegou, tem sido ótimo, mas eu ainda estou em licença de maternidade. Assim que eu voltar a trabalhar, o que será muito em breve para o meu gosto, eu vou ter que pensar seriamente em contratar uma babá.” Ela terminou torcendo o nariz. “Você sabe que a mãe de Gavin vai ficar feliz em ajudar,” disse Tara. “Ela se ofereceu para cuidar das crianças.” “Eu sei que ela vai, mas ela já está olhando Sam, e eu não quero sobrecarregá-la com um bebê. Além disso, Genevieve dá um trabalhão. Sobrecarregá-la com um bebê quando ela já está cuidando de uma criança? Eu não sei.” “Tio Jimmy pode lidar com Sam enquanto tia Kathleen cuida do bebê,” disse Alicia. “Eu acho que eles poderiam fazê-lo.” “Eles poderiam, e não iriam hesitar. Eu vou ter que falar com Gavin sobre isso. Além disso, ele estará disponível para tomar conta do bebê quando a temporada de beisebol finalizar, mas isso é apenas daqui a alguns meses.” “E os bebês precisam de consistência,” disse Jenna. Então, ela deu de ombros. “Ou pelo menos é o que eu ouvi. Já que eu não sou uma mãe, eu só estou oferecendo conselhos inúteis.” Tara riu. “Seu conselho nunca é inútil. São bem vindos de qualquer pessoa.” Jenna acenou com as mãos. “Não, obrigada. Eu tenho problemas suficientes tentando decidir que tipo de vodca pedir para o meu bar. Vou deixar as coisas do bebê para você e Liz lidarem.” “Bem, agora que você e Tyler já estão casados há quase um ano, quando—”

~ 145 ~


“Ainda não,” disse Jenna, cortando Tara no meio da frase. “Nós não estamos prontos para bebês ainda. Eu quero um par de anos apenas com ele e eu juntos como um casal, antes de começar a trazer bebês pra fora.” “Ótimo.” Tara fez um bico. “Vou perguntar novamente, por esta época no próximo ano.” Jenna riu. “Faça isso.” “Viu com isso é divertido, Haven?” Liz disse. “Nós costumávamos falar sobre homens e sexo. Agora, sobre bebês.” “Nós ainda falamos sobre homens e sexo. Nós apenas não terminamos o vinho ainda, e Liz não está bebendo, porque ela está dirigindo — e amamentando.” Liz franziu a testa para Alicia. “Então você está dizendo que eu sou a instigadora bêbada de todas as conversas relacionadas a homens e sexo?” “Normalmente, sim.” Tara deu-lhe um olhar direto. “Eu vou te mostrar que eu não preciso estar bêbada para falar sobre sexo. Por uma questão de fato, Gavin e eu pulamos recentemente de volta ao trem do sexo, querida. E já estava na maldita hora.” Haven estava curtindo muito essa conversa. Ela conseguia entender por que eram tão próximas. “Realmente,” disse Tara. “E como foi isso?” “Eu estava um pouco alerta no início. Quero dizer, depois expulsar uma criança de três quilos para fora de sua vagina, as coisas ficam um pouco sensíveis lá em primeiro lugar. Quando eu tive Genevieve disse a Gavin que o pênis dele nunca mais chegaria perto de mim novamente” Tara riu. “Eu me lembro de ter uma conversa semelhante com Mick depois Sam nasceu.” “Isto não está me fazendo querer ter filhos tão cedo,” disse Jenna com uma careta para Haven e Alicia. “Ou, muito possivelmente, nunca,” Haven acrescentou. Alicia brindou com Haven. “Seriamente.” “Ah, mas fica melhor,” disse Liz. “Tudo cicatrizou-se e eu tenho tesão de novo.” “Claro que sim,” disse Alicia, rolando os olhos.

~ 146 ~


“E deixe-me dizer-lhe, fazer sexo pela primeira vez após oito semanas?” Liz balançou as sobrancelhas. “Foi como um show de fogos de artifício. Eu não nem contar quantos orgasmos eu tive.” Alicia inclinou-se para Haven. “Você vai se acostumar com Liz. Ela é muito descritiva sobre a vida sexual dela.” “E ela é nos força a falar sobre a nossa,” acrescentou Jenna. Liz bufou. “Oh. Certo. Eu forço. Você adora falar sobre todo o sexo quente que você e seu astro do hóquei fazem.” Jenna estudou as unhas. “Não é minha culpa. Você traz o pior em mim.” Haven riu. Ela não tinha ideia de que ia se divertir tanto ao ouvir as mulheres falarem sobre sexo e bebês. Comeram e beberam mais vinho. Cada prato estava foi incrível. Haven comeu a vitela, que estava suave e deliciosa. No momento em que ela terminou de comer, estava cheia e precisava desesperadamente se levantar e caminhar um pouco. Ela estava agradecida a próxima parada era um clube que Liz tinha escolhido para elas, e ainda mais grata quando Liz disse que planejava dançassem a noite toda, porque ela precisava queimar algumas calorias. Elas passaram várias horas bebendo vinho e falando sobre suas carreiras, seus homens, e vida em geral. “Não pense que nós não percebemos que você não se colocou na berlinda ainda, Haven,” disse Liz quando elas se estabeleceram na mesa na seção VIP do clube. “Só porque todos nós estamos acostumados a falar sem parar, não significa que não vamos interrogá-la sobre o seu relacionamento com Trevor.” Ela acabara de receber mais um copo de vinho da garçonete no clube, e elas estavam longe o suficiente da música e da dança para que pudessem manter uma conversa. “Eu tenho certeza que eu não tenho ideia do que você quer dizer. Eu não tenho um relacionamento com Trevor.” “Vocês dois estavam de olho um no outro naquela noite como duas crianças prestes a devorar o doce favorito,” disse Alicia. “Ele é um doce muito delicioso,” disse Tara com um brilho nos olhos. “Então, o que está acontecendo? Há algo acontecendo?”

~ 147 ~


Todos os conjuntos de olhos focados diretamente sobre ela. E Haven não tinha certeza de que ela estava pronta para falar sobre ela e Trevor ainda. Ou até mesmo se havia alguma coisa para falar. “Honestamente? Eu não sei.” “Querida, ou você entrou nas calças dele, ou não,” disse Jenna com um sorriso irônico. “Você já viu os bens?” Haven riu e colocou seu copo de vinho para baixo. “Eu não sabia que estávamos sendo diretas assim.” “Você esteve escutando nossas conversas?” Perguntou Liz. “É claro que estamos diretas. Falamos pau por aqui, Haven. E nós queremos todos os detalhes íntimos.” “Você realmente não tem que divulgar qualquer informação, se você não quiser,” disse Alicia. “Sim, ela precisa. Nós todas precisamos.,” disse Jenna. “Seria totalmente injusto se a Haven era permitido — eu não me lembro como chama — oh sim. Privacidade.” Jenna mostrou a língua para a Liz. Liz riu. “Oh, vamos lá. É mais divertido quando todas nós participamos.” “Eu acho que o meu marido discorda,” disse Tara. “Mick diz que todos sabem demais sobre a nossa vida sexual e o pênis dele.” Haven riu alto daquela. “Eu acho que eu definitivamente vou manter minha boca fechada, então. Eu não acho que nós queremos o pênis de Trevor como o tema de discussão hoje à noite.” “Então você não viu,” disse Jenna, um sorriso de satisfação no rosto. “Conte.��� Haven corou carmesim, e apesar do frio do ar condicionado no clube, ela se sentiu toda quente. “Eu não acho que você precisa dizer uma palavra, Haven. A partir de suas bochechas rosadas, você se entregou.” Tara balançou a cabeça. “É óbvio que você e Trevor já bagunçaram os lençóis.” Ela colocou o rosto entre as mãos. “Eu jurei que não ia dizer uma palavra.” “E você não disse, então não se preocupe. Toda a conversa sobre sexo na noite das senhoras é secretamente guardada entre nós,” disse Alicia. “É o nosso código de honra.”

~ 148 ~


“Verdade.” Liz afirmou. “E por que estamos falando sobre sexo, quando poderíamos estar lá na pista de dança?” Jenna ficou boquiaberta com ela. “Porque você tocou no assunto?” “Não toquei nada. Agora levantem esses traseiros e vamos sacudi-los como loucas e fazer todos os caras aqui ficarem com ciúmes.” Haven seguiu o resto delas para a pista de dança. A música era alta, o lugar estava lotado como o inferno, mas Liz fez as pessoas a saírem de seu caminho e elas formaram um círculo. Haven perdeu-se na batida da música e elas ficaram lá fora por cerca de quatro canções até que sua garganta estava seca e tinha dançado até suar. Ela e Jenna entraram e pegaram uma cadeira, em seguida, sinalizaram para a garçonete que queriam duas águas com gás. “Ei, não se sinta pressionada sobre Trevor,” disse Jenna depois que bebeu alguns goles de água. Haven franziu a testa. “De que maneira?” “Oh, você sabe. Nós gostamos de nos divertir, mas você não tem que responder todas as perguntas insistentes sobre ele. Simplesmente diga a todas para se foder e cuidar de seus próprios assuntos.” Haven riu. “Eu não me importo, realmente. Não há muito acontecendo de qualquer maneira. Estamos trabalhando juntos e tentando descobrir o que mais há. Eu não acho que há qualquer coisa. Talvez apenas o sexo.” “Bom sexo, eu espero.” Haven não poderia deixar de sorrir. “Nessa parte não precisa descobrir nada.” “Então deixe o resto correr e veja o que acontece. Não gaste muita energia tentando examinar isso uma centena de maneiras diferentes.” Haven deu de ombros. “Eu não estou. Eu só estou deixando rolar. Eu passei tempo demais me afastando disso. Agora eu estou mergulhando no fundo do poço e vendo onde ele vai dar. Mesmo que seja apenas pelo tempo que temos juntos, eu estou dentro.” “Bom para vocês. A vida é curta, querida. Viva-a plenamente e sem arrependimentos.” Ninguém sabia disso melhor do que Haven. Elas voltaram para a pista de dança, e apesar de alguns olhares muito atentos de vários caras com aparência incrivelmente boa, elas foram deixadas em paz na maior parte do tempo, o

~ 149 ~


que era muito bom para Haven. Era óbvio que as mulheres estavam ali para uma noite de diversão de garotas, e uau, Haven se divertir mesmo. Ela não chegou a ficar bêbada porque dançou muito a maior parte da noite, suando todo álcool que tinha consumido. Essas mulheres sabiam festejar. Ela nunca riu — nem dançou — tanto. No momento em que Liz a deixou um pouco depois da uma da manhã, ela estava alegre, e mais do que um pouco esgotada. Ela foi para o quarto e se preparou para dormir, em seguida, pegou seu telefone para verificar as mensagens. Havia uma proveniente de Trevor. Ele mandou uma mensagem para ela várias horas antes. Espero que você esteja se divertindo esta noite. Pensando em você. Seu coração apertou. Era muito tarde para enviar-lhe uma mensagem de volta, mas ela não podia resistir. Nos divertimos muito. Acabei de chegar em casa. Durma bem esta noite. Pensei muito sobre você, também. Seu dedo pairou sobre o botão de enviar. Ela não deveria, mas ela o fez, em seguida, colocou o telefone em sua mesa de cabeceira. Ela ficou surpresa quando chegou uma mensagem de volta. Você estava na rua até tarde. Ela sorriu e devolveu o texto. Essas mulheres festejam muito. Ela bateu enviar. Poucos segundos depois, o telefone tocou, assustando-a. “Ei,” Trevor disse quando ela pegou. “Oi.” Ela não podia acreditar na emoção que sentiu ao ouvir a voz dele. Ela não era mais uma adolescente, e já não era um por um longo tempo. Mas, ainda assim, ela admitiu que estava totalmente gamada neste homem. “Você está acordado até tarde.” “O telefone me acordou.” “Desculpe,” disse ela. “Eu sabia que não deveria ter enviado essa mensagem.” “Está tudo bem. Estou feliz que você enviou.” “Você não tem um companheiro de quarto quando você está na estrada?”

~ 150 ~


“Estou no corredor.” Ela riu. “Melhor não ficar em apuros por quebrar o toque de recolher.” “Eu não acho que andar pelo corredor seja considerado quebrar o toque de recolher. Você está a salvo na cama agora?” “Sim.” “Eu mal posso esperar para vê-la amanhã.” Ela respirou fundo. “Eu também. Pena que eu não posso ser sua companheira de quarto.” “É. Isso é uma droga. Também é uma droga eu ter um companheiro de quarto hoje à noite, ou poderíamos fazer um sexo intenso por telefone.” “Trevor.” Seu corpo inchou com necessidade imediata. “Algo para pensar para a próxima vez que estivermos sozinhos.” “Você é bom em me atormentar.” “Chame de preliminares.” “Aham.” “Ei, você sempre pode gozar e me contar sobre isso mais tarde.” “Eu podia, não é? Afinal de contas, eu não tenho um companheiro de quarto.” Sua voz baixou. “E agora, meu pau está duro.” Ela deslizou sob as cobertas. “E eu estou molhada, pensando em você que está duro.” “O que você vai fazer sobre isso?” ele perguntou. “Eu não sei.” Ela acariciou sua boceta, desejando que ele estivesse ali para cuidar das coisas. “Goze, Haven. Deixe-me ouvi-la.” Ela puxou uma respiração. “E então o que você vai fazer?” “Então, depois que desligar vou esgueirar-me para o banheiro e me masturbar. Muito silenciosamente.” Apenas o pensamento de ele fazer isso foi o suficiente para engrenar o seu desejo a níveis insuportáveis. “Espere um segundo.” Ela puxou as cobertas, e tirou a calcinha. “Ok.” “Você está nua?” “Da cintura para baixo. E você?”

~ 151 ~


Ele riu. “Uh, não. Mas eu estou duro. Realmente duro, e imaginando você em sua cama. Abra as pernas para mim, Haven.” Ela realmente desejava que ela pudesse vê-lo. Que ele pudesse vê-la. Mas isso seria imprudente, especialmente com ele andando no corredor. Com uma ereção. Ela abriu as pernas, sua mão imediatamente à deriva em direção à sua boceta, deslizando sobre sua carne. “Eu estou me tocando. Eu queria que fosse você a me tocar.” “Eu gostaria de poder colocar minhas mãos em você agora. Ou minha boca. Eu quero fazer você gozar.” E ele poderia fazê-lo tão facilmente, também. Ela fechou os olhos e imaginou-o entre suas pernas, dedos e boca fazendo coisas deliciosas para ela. Em vez disso, ela usou seus próprios dedos, esfregando sobre o clitóris. Ela conhecia seu próprio corpo, sabia o que era necessário para chegar a um orgasmo-relâmpago. “Haven, eu ouço sua respiração. Sabe o que isso faz para mim?” “Sim. Eu sei.” “Diga-me o que você está fazendo.” “Estou esfregando meu clitóris. Lento para iniciar, em seguida, dando um pouco de pressão. Indo um pouco mais rápido agora. Deus, Trevor, só de ouvir a sua voz — Eu preciso tanto gozar.” “Coloque seus dedos dentro de sua vagina para mim. Não goze ainda.” Ela mergulhou um dedo dentro. “Estou tão molhada. Eu quero o seu pau em mim.” Agora era a respiração de Trevor que ela ouviu. “Eu quero isso também. Em breve, querida. Foda-se para mim.” Ela o fez, a respiração presa, conforme ela imaginava o pau grosso de Trevor deslizando para dentro e para fora dela. “Trevor. Isso e tão bom. Foda-me, Trevor.” “Cristo, Haven. Meu pênis está muito duro. Você sabe o quanto eu quero estar ai? Quanto eu quero lamber e chupar sua boceta e fazer com que você goze? Leve os seus dedos para fora e lamba-os. Prove a si mesmo por mim.” Ela estremeceu com o tom abafado em sua voz, sabendo o que custou a ele estar lá fora, no corredor, duro e dolorido. Ela tirou os dedos, chupou os sucos de cada um, até que ela ouviu-o gemer.

~ 152 ~


“Tem gosto de boceta, Trevor. Da minha boceta. Por que você não está aqui para me fazer gozar?” “Eu gostaria de estar. Agora você tem que fazê-lo. Goze. Deixe-me ouvi-la.” Ela estava tão pronta, tão longe, ela mergulhou os dedos de volta em sua boceta e ergueu os quadris, moendo a palma da mão contra seu sexo. “Eu estou gozando para você. Você está pronto?” “Porra, sim. Goze.” Ela sentiu a boceta apertar em torno de seus dedos como os primeiros sinais de orgasmo em volta dela, resfriando a pele, cegando-a de tudo, mas os focos de intenso prazer iluminando-a. “Eu estou gozando, Trevor. Estou gozando.” Ela soltou um grito áspero quando o clímax explodiu através dela. Ela ouviu cada uma das palavras persuasivas de Trevor enquanto a embalava através de seu orgasmo, estremecendo até que ela caiu no colchão, gasta e transpirando. “Isso, Haven, foi incrível.” Ela sorriu. “Obrigada por me guiar.” “E agora, se eu não entrar no meu quarto e me masturbar, eu vou estourar aqui no corredor.” “Pense em mim quando sua mão estiver envolvida em torno de seu pênis, ok?” “Querida, você é tudo em que eu vou pensar. E eu provavelmente vou morder minha língua tentando não gritar quando eu descarregar.” Ela sorriu. “Ótimo. Mas não morda a língua. Vejo você amanhã, Trevor.” “Boa noite, Haven.” Ela desligou, e passou os próximos minutos lá deitada, imaginando Trevor acariciando o pau dele ao pensar sobre ela. Eram uns pensamentos muito divertidos, muito quentes. Ela finalmente se levantou, limpou-se, em seguida, voltou para a cama, muito mais relaxada e pronta para ir dormir. Ela mal podia esperar até amanhã.

~ 153 ~


Capítulo Vinte TREVOR — DIABOS, TODO O TIME — NUNCA TINHA DISPUTADO três jogos piores que esses. Nos três jogos que precisavam dar o seu melhor, e eles tinham ido muito mal. Eles não poderiam fabricar corridas quando mais precisavam delas, tinham cometido os erros mentais mais estúpidos na defesa que tinha os custado corridas, e que perderam jogos que não deveriam ter perdido.

~ 154 ~


Eles venceram apenas um jogo em Atlanta, e apenas por uma corrida, o que significava que tinham sido eliminados do jogo pós-temporada. E eles não tinham ninguém para culpar além de eles mesmos. O desempenho de Trevor tinha sido uma merda. Era como se seu bastão tivesse saído de férias. Ele deixou os corredores na base, não conseguia chegar à base quando estava mais crítico, e bateu para fora com as malditas bases carregadas. Deus, ele tinha sido terrível. Inferno, toda a equipe maldita tinha jogado mal. Ele nunca se sentiu tanto um merda, embora Manny tivesse dado um encorajamento a eles após o jogo de hoje à noite em Atlanta, dizendo-lhes que, por vezes, derrotas difíceis vêm no pior momento possível, e este ano, o pior momento possível tinha chegado agora, no final da temporada que eles precisavam vencer. Trevor tinha planejado para jogar na pós-temporada, já tinha feito planos para conversar com Tampa sobre atrasar seu início com eles. Agora, sua temporada de beisebol acabou, e ele não tinha certeza se estava preparado para lidar com isso. Pior ainda, Haven pairava no vestiário com a equipe de filmagem. E ao mesmo tempo em que ele estava feliz em vê-la, a última maldita coisa que ele queria agora era outra porra de câmera focada em seu rosto. Ele viu a simpatia no rosto dela, e ele sabia que ela queria abraçá-lo, mas ela tinha trabalho a cumprir, assim como ele tinha o dele a cumprir. Embora ele tivesse regiamente ferrado com ele. E, ainda assim, ela pairou, como se este fosse o último lugar em que ela quisesse estar agora, também. Bem, ele não iria convidá-la para falar com ele. Ele não estava se sentindo particularmente generoso no momento. Ela ia ter que fazer crescer algumas bolas, meter a câmera em seu rosto, e fazer o trabalho dela, ou esconder-se no canto durante toda a noite. De qualquer forma, em cerca de cinco minutos ele estava indo para o chuveiro, e sua oportunidade de fazer a entrevista estaria perdida. Ele desamarrou os sapatos e se curvou, mas não pôde resistir a espreitá-la de canto do olho. Ela ainda estava lá, evitando todos.

~ 155 ~


Afundar ou nadar, querida. Vamos, Haven, onde está sua coragem? Finalmente, ela se afastou da parede e veio em sua direção, o câmera diretamente atrás dela. “Trevor.” Ele ergueu o olhar para o dela. “Sim?” “Sinto muito sobre a perda, e eu não posso nem imaginar como você deve se sentir agora, mas eu gostaria de ter alguns minutos com você diante das câmeras.” “Claro.” Com um suspiro audível, ela fez sinal para o câmera, que começou as filmagens. Haven sentou ao lado dele. “Este foi o último jogo da temporada para você e para Rivers, Trevor. Como você se sente sobre a perda?” “Como eu me sinto? Agora eu me sinto um—” Ele estava prestes a dizer merda, mas ele sabia que não iria ser bom. “Eu me sinto mal. Eu me sinto mal pela equipe. Por como eu os decepcionei.” “Não era apenas você lá fora jogando, no entanto. Por que você se sente pessoalmente responsável?” “Eu não fiz a minha parte. Joguei como um merda.” Ela poderia editar isso mais tarde. Ou talvez ela editasse. A essa altura, ele não se importava. “Você leva o jogo a sério.” Ele lançou-lhe um olhar. “Claro que sim, eu levo. Esta é a minha carreira. Eu amo este esporte. Cada indivíduo na equipe também ama. Nós odiamos perder, especialmente quando entrar na pós-temporada estava a nosso alcance.” “Houve algumas decisões difíceis lá fora.” “E nós cometemos um monte de erros. Eu cometi um monte de erros. Eu bati para fora com as bases carregadas. Aquilo ali era o potencial de virar o jogo.” “Então você assume a responsabilidade pessoal por perder o jogo de hoje à noite.” “Eu assumo.” Ele olhou em volta. “Converse com qualquer cara da equipe hoje à noite e cada um deles vai dizer a mesma coisa.” Ele fez uma pausa para tomar fôlego. “Olha, eu sei que eu me coloco como uma espécie de superstar. Que eu jogo dois esportes e que eu gosto de pensar que jogo bem em ambos. Mas no final do dia, nós somos uma equipe. Nós ganhamos

~ 156 ~


como uma equipe e perdemos como uma equipe. E agora nós da equipe achamos isso uma merda. E vamos continuar a achar uma merda até o início da próxima temporada, quando chegarmos juntos novamente, unidos e determinados a levar a equipe por todo o caminho até a pós-temporada de novo.” Ela não disse mais nada, então ele se levantou. “Eu vou pro chuveiro.” HAVEN SENTIU-SE MUITO MAL POR TREVOR— pela equipe inteira do Rivers. Tinha sido uma exaustiva série com Atlanta. Ambas as equipas jogaram duro. Ambas tiveram emocionantes acertos e ambas cometeram erros. Ambas tinham chance de vencer. Infelizmente, este ano ele tinha sido Atlanta, e eles iriam para a pós-temporada, enquanto os jogadores do Rivers iriam para casa. A primeira coisa que ela queria fazer no vestiário era abraçar Trevor, dizer-lhe que ela sabia como era, e solidarizar com ele. Mas com o seu câmera a tiracolo, ela teve que manter o rosto profissional e perguntá-lo sobre o jogo, sobre como se sentia ao estar do lado perdedor este ano. Ela odiou cada minuto, mas era o trabalho dela e ela não tinha escolha. Ela disse para o câmera para enviar a filmagem que ela editaria mais tarde, em seguida, ela esperou por Trevor do lado de fora. Foi um pouco antes de ele sair — antes de todos eles saírem. Alicia e Liz estavam esperando lá fora com ela. Liz estava com a bebê, e oh, Deus, ela era tão preciosa, com cabelo vermelho e os maiores olhos verdes que Haven já tinha visto. Liz deixou Haven segurá-la, e Genevieve apenas olhou para ela com aqueles belos olhos. “Você não se importa se eu sequestrar sua filha e levá-la comigo, não é?” “De modo nenhum. Mas eu vou te matar,” disse Liz. “E Gavin também, que vai estar de mau humor por um mês, pelo menos, depois desta perda.” “Não, ele não vai,” disse Alicia. “Porque você tem Genevieve para distraí-lo depois de perder a pós-temporada.” Liz sorriu. “Isso é muito verdade. Vou lembrá-lo que ele tem mais tempo com a filha agora.” “Ela é um prêmio de consolação incrível,” disse Haven, entregando Genevieve volta para Liz.

~ 157 ~


“Obrigada. Estou feliz que ela esteja comigo nesta viagem. Hesitei trazê-la junto, mas ela realmente vai ser um grande conforto para o pai dela agora.” Os caras saíram. Era um grupo quieto, todos eles indo para suas famílias para receber conforto. Garrett atirou o braço em volta Alicia, que lhe deu um grande beijo. Gavin tomou Genevieve de Liz e aninhou-a perto de si, beijando o bebê na parte superior da cabeça e antes de escovar os lábios nos de Liz. Trevor finalmente saiu e encontrou Haven. Eles ficaram juntos por alguns minutos, em seguida, disse se despediram e se dirigiram para o ônibus da equipe. Trevor ficou do lado de fora com ela. “Sinto muito sobre a entrevista,” disse ela. Ele franziu a testa. “Nunca se desculpe por fazer o seu trabalho. Você fez o que tinha que fazer.” “Você poderia ter recusado. Mas foi uma entrevista esclarecedora em emoções sobre um jogador depois de uma perda particularmente difícil de fim de temporada. Eu sei que foi brutal, mas você foi muito honesto e eu aprecio que você por me dar esse tempo.” “De nada. E você precisa endurecer.” “Como é que é?” “Eu pensei que você fosse se esconder no canto do vestiário durante toda a noite. Era uma oportunidade perfeita para entrevistar alguns dos jogadores. Além de mim.” “Vocês estavam todos para baixo.” “E presa fácil para um repórter. Muitos de nós estávamos vulneráveis e prontos para derramar nossas entranhas sobre como nos sentimos naquele momento. Você poderia ter entrado no clima e conseguido umas grandes entrevistas. Você deu mole.” Ela suspirou com a realização. “Eu sei. Eu preciso trabalhar nisso.” “Sim, você precisa.” Ele olhou para a porta. “Eu preciso ir com a equipe.” “Sim, você precisa. E eu preciso pegar meu voo de volta para St. Louis. Vejo você lá.” “Ok.” Ela o viu entrar no ônibus, em seguida, entrou em seu carro alugado e se dirigiu para o aeroporto. Ela trabalhou durante o voo, escrevendo uma cópia de suas anotações. No momento em que eles desembarcaram, ela estava cansada. Ela tomou um táxi de volta para casa.

~ 158 ~


Trevor ainda não tinha voltado. Ela sabia que seu voo saiu após o dela, e que provavelmente tinha algumas coisas de equipe com as quais lidar, de modo que ela não esperava que ele voltasse tão cedo. Ela desfez a mala e foi para a cama, apagou a luz, e estava dormindo dentro de minutos. Ela acordou com a sensação de um corpo quente ao lado dela, um pau duro escovandose contra a sua bunda, e uma grande mão calejada massageando o peito e provocando seu mamilo. Ela se esticou, esfregando sua bunda contra o pau de Trevor, arqueando contra sua mão. Ele puxou a alça de sua blusa para baixo, expondo seu peito para que ele pudesse provocar e arranhar o mamilo. Ela ainda estava meio acordada, e essa era uma transição lânguida, sensual. Ela deixou Trevor assumir a liderança, enquanto ela andava ao longo do prazer nebuloso. Ele parecia não ter pressa, brincando com seus mamilos até que ela se contorcia contra ele na necessidade desesperada. Só então ele deslizou a mão dentro de sua calcinha, segurando seu sexo. Seu clitóris estava formigando, e o toque quente da mão dele fez cada fibra do seu corpo saltar. Ele não disse uma palavra a ela. Foi apenas tocando, e o som da respiração deles — a dela entrecortada e ofegante enquanto ele a levava direto à beira do orgasmo. E quando ela mergulhou nele agarrando o seu braço, segurando-o lá enquanto ela se desfazia em gemidos altos. Foi tão bom ele fazê-la gozar, sentir as mãos dele em seu corpo, enquanto ele estava estendido atrás dela. Enquanto ela se recuperava daquele orgasmo incrível, ouviu-o rasgar a embalagem do preservativo e tirar sua calcinha. Ele levantou a sua perna, apoiando-o em cima da dele, em seguida, entrou por trás dela, capturando seu peito mais uma vez na mão enquanto ele empurrava o pênis dentro dela. E ainda, nenhuma palavra havia sido dita entre eles. Ela não precisava que ele dissesse uma palavra, porque eles estavam se comunicando com seus corpos, com a forma como ele capturava o mamilo entre os dedos e puxava, enviando choques de prazer direto para seu núcleo e, ao mesmo tempo puxava o pênis parcialmente para fora e, em seguida, avançava lentamente para dentro dela novamente.

~ 159 ~


Era uma doce e lenta tortura. Ela sentiu cada centímetro dele quando ele entrava e saía dela, uma e outra vez. E quando ela se abaixou para tocar seu clitóris, tudo o que ela ouviu foram os satisfeitos “mmm” de aprovação dele. Isso era exatamente o que ela precisava, o que ela mais desejava. Não uma foda rápida e frenética, mas este ato de amor fácil, a forma como as mãos dele mapearam lentamente seu corpo como se ele tivesse toda a noite para tocá-la, para beijar sua nuca e dar mordidas que enviavam calafrios a cada centímetro de sua pele. Ela aumentou a pressão sobre o clitóris e seu corpo respondeu, apertando ao redor do pênis dele. Em resposta, ele grunhiu, segurando seu quadril e empurrando mais profundo dentro dela. Apenas agora, chegando final, é que se tornou algo mais duro, algo mais do que apenas duas pessoas preguiçosamente fodendo. Agora, eles foram chegando ao fim, ambos em busca de seu clímax. E enquanto ela pressionava contra ele e ele usava a mão para empurrá-la para a frente para que ele pudesse empurrar mais fundo dentro dela, ela desejava isso, precisava dele para impulsionar, para dar-lhe exatamente o que ela precisava para gozar. E quando o fez, ela inclinou a cabeça para trás, gritando enquanto seu clímax a agarrou em meio ao êxtase. E enquanto Trevor puxou-a com força para ele, o corpo dele tremendo com o seu, ela nunca tinha sentido nada parecido com esses pulsos de um relâmpago que a chocaram com prazer incrível. Depois, ele beijou-lhe o ombro, as costas, e eles voltaram a total preguiça. Parte disso era esgotamento de suas reservas de energia. A outra parte era uma verdadeira alegria em senti-lo segurando-a novamente. Ela sentia falta dele enquanto estavam separados. Ela não se atreveu a dizer-lhe isso, no entanto, porque ficava implícito que ela se preocupava com ele de maneiras que até mesmo ela não podia admitir —não admitiria. Isso era apenas diversão. Isso foi apenas por agora. Então ela deixaria por isso mesmo. Ela deu meia volta e passou o braço em volta do pescoço dele, oferecendo seus lábios para o beijo do qual precisava. Ele deu-lhe isso e muito mais, segurando seu rosto e beijando-a até seu mundo girar. “Seja bem vindo,” disse ela quando ele finalmente se afastou.

~ 160 ~


“Obrigado. Senti sua falta.” Ele retirou-se e deu-lhe um tapa brincalhão na bunda, então desapareceu no banheiro. As palavras saíram dos lábios dele tão facilmente. Por que era tão difícil para ela dizer?

Capítulo Vinte e Um HAVEN NÃO TINHA ESTADO EM CASA POR UM BOM TEMPO. Ela deixou Oklahoma quando ela tinha recebido a oferta de emprego da emissora, havia se estabelecido em seu apartamento em Nova York, e tinha ficado lá, determinada a fazer aquilo funcionar. Ela quase desistiu, quase arrumou suas coisas várias vezes, determinada a encontrar um emprego e voltar para casa. Tinha sido sua mãe que a tinha obrigado a ficar em Nova York, tinha dito que ela deveria pelo menos tentar antes de desistir.

~ 161 ~


E, em seguida, a atribuição de fazer a reportagem de Trevor tinha chegado. Agora, ela ainda não estava certa de que esse era o trabalho que queria fazer para o resto de sua vida, mas, pelo menos, ela estava trabalhando. “Animada para ver sua casa de novo?” Trevor perguntou quando eles saíram do pedágio. “Sim.” Ela estava ansiosa para ver sua mãe. E temendo a visita à sua casa, ao mesmo tempo. Por muitas razões, incluindo a de reviver os últimos dias de seu pai. Ela não podia deixar de sentir o peso da tristeza sobre ela, lembrando a última vez que ela esteve aqui. Ela partiu umas semanas depois que seu pai morreu. Ela teve que voltar para Dallas — voltar para o seu trabalho. Ela queria ficar mais tempo, mas a mãe dela tinha insistido que começasse a trabalhar novamente. E, em seguida, ela conseguiu o novo emprego em Nova York, e tinha sido um turbilhão com os empacotamentos e a viagem, forçando-a a pôr de lado a sua dor para lidar com ela mais tarde. A vida continuava, disse sua mãe. E o trabalho também. Mesmo sua mãe havia retornado ao trabalho. É o que fazemos, ela disse. Mas Haven não estava muito a fim de trabalhar. Tudo o que ela queria fazer era estar com sua mãe e tentar dar sentido a um mundo sem seu pai. Nada fez sentido na época. Ainda não fazia. Não sem seu pai. Ela ainda sentia falta de seu conselheiro, ainda não conseguia acreditar que ela não poderia pegar o telefone e enviar-lhe uma mensagem de texto ou ligar e falar com ele sempre que ela sentisse vontade. Ele teria ficado devastado com a derrota do Rivers. Ela teria lamentado com ele. Eles falariam sobre o que deu errado, o que o Rivers poderia ter feito melhor e como eles voltariam mais fortes na próxima temporada. Seu pai provavelmente teria ligado para Trevor também, daria a ele uma força e diria-lhe quão bem ele tinha jogado nesta temporada. Ela se perguntou se Trevor estava sentindo falta do pai dela. Ela não iria perguntar a ele. Ela respirou fundo. “Você está bem aí?” Perguntou Trevor. “Eu estou bem. Apenas cansada.” “Oh, vamos lá. Você não pode estar cansada. Vamos nos animar. Estou ansioso para ver sua mãe.”

~ 162 ~


Ela gostava do entusiasmo dele, mas ela sabia o porquê. “Você está ansioso para comer a comida da minha mãe.” Trevor sorriu. “Sim, tem isso também.” A equipe de filmagem iria ao encontro deles amanhã. Hoje, eles teriam uma folga, e ela poderia se concentrar em ver sua mãe. Quando chegaram ao campus e ela viu os prédios familiares e as ruas onde tinha crescido, ela teve um sentimento de calma e uma melancolia que ela não poderia afastar. Tudo era igual, e ainda assim nunca seria igual novamente. Ela costumava ansiar voltar para casa, principalmente porque ele estava em casa. Mamãe e papai estavam lá, e ela sempre se sentia segura e bem-vinda aqui. Aquilo com que ela sempre podia contar era a sensação de família, de rotina. Agora? Só parecia... solitário. Ela não sabia como sua mãe lidou com isso todos os dias. Mas quando entrou na garagem e viu a mãe dela saindo, seus lábios se curvaram. Sim, este ainda era o lar. Mamãe estava aqui. Assim que Trevor estacionou o carro, ela soltou o cinto de segurança e abriu a porta. Sua mãe veio até a calçada e Haven atirou-se nos braços dela. Um abraço nunca foi tão bom. “Oh, Haven, eu senti tanto sua falta.” Ela poderia nunca mover-se da aconchegante sensação reconfortante do abraço de sua mãe. “Eu senti sua falta, também.” A mãe dela pegou suas mãos e deu um passo para trás. “Você parece bem. Mas você perdeu peso.” “Eu não perdi, não.” “Sim, você perdeu. Mãe sabe dessas coisas.” A mãe — sua mãe— sempre pensa que você não está comendo o suficiente. Era apenas a maneira dela de querer alimentá-la constantemente. Não que Haven se incomodasse, uma vez que ela adorava cozinhar em casa. Quando ela se afastou, ela percebeu que sua mãe é que tinha perdido peso. Mas não de uma maneira ruim. “Você está incrível.”

~ 163 ~


A mãe sorriu. “Obrigada, querida.” “E você,” disse a mãe dela, voltando a atenção para Trevor, que estava pacientemente em pé ao lado de Haven. “Você venha aqui e me dê um abraço gigante.” Trevor pegou a mãe de Haven em um abraço de urso gigante. “Oi, senhorita Ginger. É bom vê-la.” “Oh, você, também. Você está maravilhoso como sempre.” “Assim como você,” disse ele depois que a colocou no chão. “Eu vou pegar nossas malas enquanto vocês duas entram.” Haven entrou com a mãe dela. “Eu fiz ensopado. Está um pouco frio aqui fora hoje. Definitivamente está começando a parecer outono — finalmente.” “Ensopado parece muito bom, mãe.” Ela deixou sua bolsa próxima à porta da frente e seguiu o cheiro incrível da cozinha. “Há uma jarra de chá doce sobre a mesa.” Sempre houve. A única coisa diferente era que o lugar de seu pai na cabeceira da mesa estava agora vazio. O coração de Haven apertou, mas ela empurrou aquele puxão de emoção dolorosa, puxou a cadeira e sentou-se. Ela encheu um copo com chá e tomou vários goles. Sua mãe parecia bem enquanto se movimentava pela cozinha. Muito bem. Fora isso, nada mais parecia ter mudado. Já havia se passado alguns meses desde que ela tinha estado em casa. Ela se sentia culpada por isso. Ela com a mãe frequentemente ao telefone, e ela queria voltar, mas entre deixar seu trabalho em Dallas e iniciar um novo em Nova York, ela tinha estado ocupada. E talvez evitando. “Eu coloquei as coisas no seu quarto, Haven,” disse Trevor quando entrou na cozinha. “Obrigada.” “Você colocou suas coisas no quarto de hóspedes, Trevor?” Perguntou a mãe de Haven. “Sim, senhora. Obrigado por me deixar ficar aqui.” “Não é nenhum problema. Não há nenhuma razão para você ficar em um hotel quando temos espaço suficiente aqui. Não é mesmo, Haven?” Haven lançou um rápido olhar para Trevor, que deu um meio sorriso para ela.

~ 164 ~


“Certo, mãe.” “Eu espero que vocês dois estejam com fome, porque o jantar está pronto.” “Estou morrendo de fome,” disse Trevor. “Ele estava ansioso pela sua comida durante toda a viagem.” Sua mãe abriu um sorriso largo. “Fico feliz em ouvir isso. Haven, por que você não põe a mesa? E Trevor, você pode trazer a panela de ensopado. Vou pegar o pão no forno.” Eles comeram, e Trevor atualizou a mãe dela sobre o beisebol. “Lamento muito ouvir sobre o final de sua temporada, Trevor. Eu sei o quão duro vocês todos trabalharam. Eu assisti a todos os jogos, e você deu o seu melhor. Não havia mais nada que você pudesse ter feito.” “Eu sei, mas com certeza é uma mer — Com certeza é muito ruim ter perdido bem na final.” “Eu sei que sim, querido. E eu também sei o quão competitivo você é. Se Bill estivesse aqui, ele teria ficado tão decepcionado quanto você. Mas ele teria ficado orgulhoso de vocês.” Trevor deu um sorriso gentil. “Obrigado, senhorita Ginger. Eu aprecio você dizer isso.” “Então agora você está pronto para jogar futebol em Tampa?” “Sim, senhora. Ansiando isso, também.” “Eu só não sei como você consegue mudar as estações assim. Do beisebol ao futebol em um instante.” “É muito fácil. Eu tenho acompanhado a equipe. Eles estão indo bem. Eles vão estar ainda melhor quando eu estiver lá.” Haven revirou os olhos. Sua mãe riu. “Eu sempre gostei de sua confiança, Trevor. É por isso que você é tão bom no que faz.” “E quanto a você, Senhorita Ginger? O que você tem feito esses dias?” “Oh, muita coisa, na verdade. Desde que Bill faleceu, eu não cuido mais do dormitório.” A cabeça de Haven disparou. “O quê? Por que não?” “Eles precisam de um homem e uma mulher para o cargo, e sem o seu pai, eu não poderia mais cumprir os requisitos.” Trevor franziu a testa. “Então o quê? Eles simplesmente demitiram você?”

~ 165 ~


“Agora, acalme-se. Eles não me demitiram simplesmente. Eu estive trabalhando por meio período nas admissões, mas voltei à escola para pegar minha credencial de ensino. Eu costumava ensinar muito tempo atrás. Talvez você não se lembre disso, Haven.” O estômago de Haven tinha dado um nó com a preocupação. “Eu me lembro de você me dizendo que, antes de você e meu pai começarem como pais de dormitório, você ensinava no ensino médio.” “Eu ensinei. Inglês do Ensino Médio. Já tem um tempo, então eu preciso me atualizar, mas eu decidi que quero ensinar de novo.” “Bom para você, Senhorita Ginger,” disse Trevor. “Eu acho que você daria uma excelente professora. Os jovens realmente se sentem bem com você, e você compreende muito as emoções deles.” “Obrigada, Trevor. Estou animada. Pela primeira vez desde que Bill morreu, algo acendeu um fogo dentro de mim.” Haven não tinha ideia alguma sobre isso. Sentia-se tão fora de contato com sua mãe e com o que vinha acontecendo. Ela estendeu a mão sobre a mesa e apertou a mão de sua mãe. “Você está certa de que isto é o que você quer fazer?” “Sim. Eu também renovei minha matrícula na academia. Eu vou quase todos os dias com Wanda Dixon e Cathlyn Simms. Nós começamos com exercícios aeróbicos e passamos para os pesos. Nós também temos aula de Zumba. Aquilo é divertido.” Haven piscou. A mãe dela na academia? Era como se ela nem a conhecesse mais. Não admira que ela parecesse tão diferente. Suas bochechas estavam rosadas e ela estava sorrindo muito. “Isso é incrível, senhorita Ginger. O exercício é ótimo para você. Você deve se sentir realmente bem.” Sua mãe concordou com Trevor. “Eu me sinto incrível. Eu perdi sete quilos e eu tenho dormido melhor do que dormi em anos.” “Isso é... ótimo.” Haven queria estar feliz pela mãe dela. Ela queria mesmo. Mas algo não parecia bem.

~ 166 ~


“E depois há este clube do livro no qual entrei também. Nós nos reunimos uma vez por semana nas noites de quinta. Estou lendo um monte de novo. É tão renovador. Faz abrir os olhos.” Haven recostou-se na cadeira, incapaz de lutar contra as lágrimas. Sua mãe franziu a testa. “Haven, o que há de errado?” “Uau! Que bom que meu pai morreu, para que você pudesse ter toda esta vida nova, não é, mamãe?” “Haven. Querida, não é nada disso.” “Não é? Sua vida melhorou depois que ele morreu, não foi? Olhe para toda a diversão que você está tendo agora.” Ela levantou-se da mesa. “Com licença. Eu preciso de um pouco de ar.” Ela fugiu da cozinha e pegou as chaves do carro que Trevor havia deixado sobre a mesa próxima à porta da frente. Sem pensar, ela entrou no carro e recuou até a calçada, sabendo apenas que ela tinha que sair de lá, tinha que ficar longe de sua casa e de sua mãe e de tudo o que não era mais o mesmo. Não só seu pai não estava lá, deixando um buraco em sua vida, mas agora a mãe dela era essa pessoa completamente diferente. Será que tudo tem que mudar? Todo mundo? Ela teve que ir ver o pai e tentar entender tudo isso. TREVOR NÃO PODIA ACREDITAR NAS PALAVRAS QUE saíram da boca de Haven. Ela sempre foi tão doce, tão sensível a todos ao seu redor, especialmente sua mãe. Mas ela tinha acabado de arrasar a mãe, e da forma mais cruel possível. “Senhorita Ginger. Sinto muito. Você sabe que ela não quis dizer isso.” Lágrimas brotaram nos olhos de Ginger. “Oh, querido. Eu sei que não. Esse ano passado foi tão difícil para ela. Ela era tão próxima de Bill e perdê-lo devastou-a. Deus, me devastou também. Eu mal podia funcionar nos primeiros meses depois que ele se foi. Eu não sei o que eu teria feito sem Haven, sem os meus amigos e familiares. Mas Haven, ela puxou tudo para dentro e queria que eu achasse que ela estava bem. Ela sentiu que tinha de ser forte por mim, quando eu sabia que lá no fundo ela não estava bem. É por isso que eu chamei você.”

~ 167 ~


“Estou feliz que você tenha feito isso. Mas eu pensei que ela estivesse saindo disso, que ela já tinha passado pelo pior.” Ginger assentiu. “Eu acho que ela queria entrar em sua casa e ver que nada havia mudado. É ruim o suficiente que o pai dela não esteja mais aqui. E agora tudo está diferente, inclusive eu.” Trevor sentiu a necessidade de defender Ginger. “Você tem o direito de seguir em frente com sua vida.” “Eu sei disso, e você sabe disso. Mas eu acho que ela apenas não entende ainda que Bill é, foi e sempre será o grande amor da minha vida. E se o meu peso ou minha profissão mudarem, o que sinto por ele nunca mudará.” Ela levantou-se da cadeira. “Eu preciso ir falar com ela.” Trevor também. “Eu vou com você.” Ela colocou a mão no peito dele. “Não, querido. Essa eu tenho que fazer sozinha. Vou trazê-la de volta comigo.” Trevor assistiu a Ginger pegar as chaves e sair pela porta, desejando que houvesse algo que ele pudesse fazer para ajudar. Mas Ginger provavelmente estava certa. Essa conversa tinha que ser entre mãe e filha. E ele não podia intervir. Ele nunca se sentiu tão impotente.

Capítulo Vinte e Dois HAVEN SENTOU-SE NO BANCO DE CIMENTO QUE TINHAM ERGUIDO em frente ao túmulo de seu pai, olhando para a lápide gravada com o nome dele, as datas de nascimento e morte, e as palavras Marido, Pai, Amigo de Tantos gravadas em sua lápide. Ela limpou as lágrimas, sabendo que seu pai diria a ela para não chorar por ele. “Sinto muito, papai. Eu sei que você ficaria com raiva de mim pelas coisas que eu disse para a mamãe. Mas é como se ela tivesse se esquecido de você. Ela tem toda essa vida nova

~ 168 ~


agora. É como se ela tivesse seguido em frente, e eu não consigo fazer isso. Eu acho que não sou tão forte. Eu preciso de sua ajuda.” Ela estremeceu quando inalou, desejando como nunca que pudesse sentir os grandes e fortes braços de seu pai ao seu redor agora. Só mais uma vez. “Lembra quando nós nos sentávamos na sala de estar e assistíamos ao futebol juntos? Lembre-se da luta de pipoca? Mamãe ficava tão brava conosco por isso.” “Isso é porque eu teria que aspirar tudo, e uma semana depois, eu ainda encontrava grãos de pipoca.” Ela meio que se virou e encontrou sua mãe em pé logo atrás dela. Ela veio e sentou-se no banco ao lado dela. “Eu sinto muito pelo que eu disse a você. Foi rude e imperdoável,” disse Haven. Sua mãe colocou o braço em volta dela. “Você não tem nenhuma necessidade de pedir desculpas. Você sempre foi ensinada a dizer o que estava em sua mente.” “Não assim. Foi desrespeitoso. Por favor, me perdoe.” “Você está perdoada. Eu sei que o que estou fazendo deve parecer pra você que superei a perda do seu pai, quando nada poderia estar mais longe da verdade, Haven.” Sua mãe olhou para a lápide, e Haven viu lágrimas brilharem nos olhos dela. “Deus, eu amava esse homem com todo o meu coração e alma. Nunca haverá um amor na minha vida como ele. Ele foi o primeiro, o último, e tudo para mim.” Haven fungou, e então ela percebeu que sua mãe tinha enterrado o amor da vida dela. Tinha sido totalmente e completamente cruel da parte dela lançar essas palavras contra a mãe. Haven havia perdido seu pai, mas a mãe tinha perdido o homem que ela havia amado por mais de 33 anos. Ela pegou a mão de sua mãe e apertou. “Mas seu pai me fez prometer que eu não iria parar de viver, que eu iria continuar a seguir os meus sonhos. E eu prometi-lhe isso. Quando a escola me contou sobre a situação do dormitório, eu percebi que deveria cumprir essa promessa da melhor forma e voltar para a escola — voltar a ensinar de novo. Eu tinha ficado um pouco complacente. E se eu me sentar naquela casa e ficar remoendo sobre a perda de seu pai, eu vou me perder também, Haven. Eu não posso fazer isso. Eu tenho que me manter viva. Não apenas por você, mas por mim mesma. E pelo seu pai.”

~ 169 ~


Haven assentiu. “Eu sei que sim.” Sua mãe se virou para ela. “E você também. Seu pai ficaria tão decepcionado com você, se você permitisse que o seu mundo parasse por causa da morte dele.” Haven inalou em um soluço. “Eu sei que ele ficaria. Mas eu sinto muita falta dele.” “Nós ainda temos uma a outra. Enquanto eu estiver viva, ainda teremos uma a outra. Mas você tem que sair e encontrar a sua vida, meu doce bebê. Prometa-me que vai fazer isso.” Sua mãe envolveu-a em seus braços. E assim, ela sentiu o calor do amor em torno dela. Era como se naquele momento, ela sentisse a presença de seu pai lá, também. Talvez fosse apenas sua imaginação ou pensamento positivo, mas uma sensação de bem-estar a envolveu. “Eu vou. Eu prometo, mãe. As coisas vão ficar melhores agora. Para nós duas.” Ela olhou para a lápide de seu pai, e pela primeira vez desde que ele morreu, ela foi capaz de pensar no futuro sem que o futuro parecesse vazio. Tudo bem, papai. Por você. Pela mãe. É hora de todos nós seguirmos em frente. TREVOR RECOLHEU O ENSOPADO QUE SOBROU E LAVOU os pratos, e até fez mais uma jarra de chá, precisando manter as mãos e mente ocupadas, enquanto esperava por Haven e a mãe dela voltarem. Quando ouviu a porta do carro, ele limpou as mãos no pano de prato e tirou copos limpos, caso elas quisessem uma bebida. Haven foi a primeiro a entrar na cozinha. Ela arqueou uma sobrancelha. “Você lavou os pratos?” “Sim. Você ainda está com fome?” “Não, eu estou bem.” “Que tal um chá? Eu fiz mais dele.” “Você está todo doméstico. Eu adoraria um copo de chá.” Serviu-lhe um copo e entregou a ela. “Onde está sua mãe?” “Ela foi lá em cima.” “Você está bem? Vocês duas estão bem?” “Nós estamos bem agora. Obrigada.” Ele sentou-se ao lado dela. “Você quer falar sobre isso?” Ela tomou uns goles de chá. “Não particularmente, além de pedir desculpas a você também. Eu não estava no meu melhor hoje, mas as coisas vão melhorar agora.”

~ 170 ~


Ela não lhe devia nenhuma explicação. Isso era entre ela e a mãe dela. “Você não tem que pedir desculpas para mim, Haven. Eu lhe disse antes que você está autorizada a se sentir como quer que esteja se sentindo.” “Obrigada por isso. Mas eu fui rude, especialmente com a minha mãe.” “Vocês resolveram isso, no entanto, não foi?” “Sim.” “Ok, então. Nada mais a falar.” Ela respirou fundo. “Eu pensei que poderia sair para uma caminhada, se estiver tudo bem por você.” Ele assentiu com a cabeça. “Claro.” Ela agarrou o casaco com capuz e ele vestiu o moletom antes de sair. Trevor sentiu o frio no ar, mesmo através de sua roupa. Isso o fez pensar em futebol. Ansiar por ele. Ele queria estar em Tampa, com a sua equipe. Por mais que ele tivesse odiado perder para Atlanta, ficar de fora da pós-temporada de beisebol, ele tinha que mudar sua mentalidade. Tampa já tinha jogado três jogos sem ele. Ele tinha que se ajeitar e colocar seu corpo pronto para o futebol. Ele já estava em forma, mas o futebol era um jogo diferente. “Você está quieto,” disse Haven. “Pensando sobre futebol.” Seus lábios se curvaram. “Já fazendo aquela mudança mental?” “Sim.” “E você está pronto para jogar.” Ele mudou seu foco para ela. Seus olhos eram aros vermelhos e inchados. Hora de desligar os pensamentos de si mesmo e seu jogo. “Estou pronto para jogar. E você?” “O que tem eu?” “Como você está se sentindo?” Eles chegaram a um parque público fora do campus, então ele pegou a mão dela e levoua a um dos bancos de piquenique. Eles se sentaram no encosto do banco. “Eu me sinto bem agora. Eu fui para o cemitério. Eu conversei com a minha mãe, e sei que isso soa bobo, mas também falei com o meu pai. Tudo parece mais claro para mim.”

~ 171 ~


“Bom.” “Eu acho que eu estava presa no passado e eu não queria que nada mudasse. Eu não queria que meu pai tivesse morrido.” Ela olhou para ele. “Eu estive em negação, recusando-me a encarar a vida sem ele.” Ele varreu o cabelo dela para longe do rosto. “Tem sido difícil para você.” “Sim, tem sido. E eu posso enfrentar isso agora. Tem sido difícil. Provavelmente sempre será. Eu acho que isso é que fez ser tão difícil ver a minha mãe esta noite. Ela estava prosseguindo, e isso parecia ser tão fácil para ela.” “Não é fácil para ela, Haven. Você tem que perceber isso.” “Eu percebo agora. Foi mesquinho e infantil da minha parte dizer essas coisas para ela, acusá-la de não estar lamentando a perda do meu pai. Ela o amava. Com tudo o que ela tinha, ela o amava todos os dias que eles estiveram juntos. Ela ainda ama.” Ele balançou a cabeça e se aproximou dela. “Vocês duas o amaram. Ele era um homem de muita sorte de ter vocês duas.” “Ele tinha tantas pessoas que o amavam. Você, todos os caras.” “Sim, nós o amávamos. Foi difícil perder a pós-temporada e não receber o telefonema dele me dizendo que tudo ia ficar bem. Sinto falta dele, também.” “Eu sei que você sente. Ele deixou um legado, Trevor. As pessoas vão se lembrar dele.” A voz dela estava mais forte agora, com os olhos mais claros. “É claro que vamos. Eu não poderia ter sobrevivido à faculdade sem ele. Ele era mais como um pai para mim do que meu pai jamais foi.” “Obrigada. Significa muito para mim ouvir isso.” “É a verdade.” “Eu acho que foi difícil para eu deixar a memória dele ir.” Ele virou o rosto dela para ele. “Você nunca terá que fazer isso. Nem tente. Você apenas tem que deixar a dor ir.” Ela assentiu. “Você está certo.” Ela encostou a cabeça em seu ombro. Por um tempo, eles apenas ficaram lá, lado a lado, ele com o braço em torno dela no escuro. Alguns alunos passaram, sem dúvida indo e voltando da biblioteca próxima, que ficava aberta a noite toda.

~ 172 ~


Deus, ele com certeza não sentia falta da faculdade, pelo menos não da parte acadêmica. Aquilo tinha sido um inferno para ele. Ele sentia falta de jogar, no entanto. Haven estremeceu ao lado dele. “Pronta para voltar? Está ficando frio aqui fora,” disse ele. “Ok.” Ele deslizou para fora do banco, em seguida, agarrou Haven em torno da cintura, puxando-a em seus braços. Ela aninhou-se contra ele, em seguida, colocou os braços ao redor dele e deitou a cabeça no peito dele. Ela inclinou a cabeça para trás e olhou para ele. “Obrigada por estar aqui comigo e por não pensar que sou tipo uma vadia louca delirante.” Ele riu. “Eu não acho que isso de você.” “Oh, por favor. Até eu acho isso sobre mim.” “Bem, você está errada.” Ele inclinou o queixo dela com os dedos, depois roçou os lábios nos dela. “Eu acho que você é honesta com suas emoções.” “Eu não estava sendo. Eu estava oscilando, não estava enfrentando-as.” “Você é mais honesta do que a maioria das mulheres que conheço, Haven.” “Eu vou tentar ser mais honesta no futuro. Eu tenho que ser. Fugir de como eu me sinto estava acabando comigo.” Agora ele segurou o rosto dela com as mãos. “Você nunca deveria fugir de como você se sente.” Ela inclinou-se ainda mais para ele, colocando as mãos sobre o peito dele. “É muito bom sentir você. E eu definitivamente não estou correndo agora.” Ele riu, em seguida, puxou-a para perto e beijou-a, gostando do jeito que o corpo dela se moldava ao dele. Se eles estivessem sozinhos — e eles estavam tudo menos sozinhos agora — ele a faria sentir todos os tipos de coisas. Porque ela com certeza estava fazendo-o sentir coisas, especialmente esfregando seu corpo contra o dele como ela estava. “Você precisa parar,” ele finalmente disse, encostando a testa na dela. A respiração dela saiu rápida. “Eu quero você. Podemos fazer isso acontecer?”

~ 173 ~


Ele olhou em volta. Eles não estavam sozinhos e ele não achava que ser preso por atentado ao pudor seria uma boa ideia. “Não aqui. Você acha que conseguiríamos fazer sexo silencioso em casa com sua mãe por perto?” Ela soltou uma risada curta. “Provavelmente não, mas podemos tentar.” Eles correram de volta para a casa. Haven olhou para a janela do andar superior. “O quarto dela está escuro. Ou ela está aqui embaixo esperando por nós, ou ela já foi para a cama.” Eles abriram a porta, e a única luz era a de uma pequena lâmpada na sala de estar. “Ela costumava deixar aquela lâmpada para mim quando eu estava fora durante a noite. Ela foi para a cama,” Haven disse em uma voz sussurrante. “Vá na frente e vá para o seu quarto. É o mais distante do dela. Eu vou me preparar para dormir, então te encontro na sua cama.” Ele balançou a cabeça, na ponta dos pés nas escadas, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Ele entrou em seu quarto, escovou os dentes, e tirou a calça e a camisa. Quinze minutos depois, Haven abriu a porta e fechou-a suavemente. Ela usava um pijama muito curto e um top reduzido. “Ela tem um sono muito pesado. Eu acho que nós vamos ficar bem.” Ela veio em sua direção e subiu na cama, montando nele. “Eu preciso ficar com você.” Ela manteve a voz baixa, e ele sabia que ficar quieto ia ser a coisa mais difícil. Com ela plantada diretamente sobre seu pênis que endurecia rapidamente, foi preciso todo autocontrole que ele tinha para não gemer. Ele ajustou as mãos nos quadris dela e absorveu a visão que estava tendo dela, as bochechas rosadas da caminhada deles. Ela lavou o rosto, então estava sem maquiagem. Gostou de ela ter vindo a ele dessa forma, que ela não achasse necessário estar toda montada como muitas das mulheres com quem ele tinha saído. Haven era confiante em sua aparência, em seu corpo, e enquanto ele passava a mão sobre a nuca dela e puxava-a para um beijo, ele sentiu o gosto de menta da pasta de dentes dela, sua língua deslizando na dela. Ela gemeu, o som capturado em um sussurro ofegante enquanto rolava com ela, colocando-a debaixo dele para que ele pudesse esticar o corpo dela, sentir as pernas dela contra as dele, os seios esfregando seu peito. Ela o provocava passando a perna na dele. Era como seda esfregando contra ele, e fez seu pau pesar. Ele levantou a cabeça. “Você está tornando isso mais duro.”

~ 174 ~


Ela colocou a mão entre eles, segurando sua ereção. “Você quer dizer que eu estou tornando isso mais duro.” Ele respirou fundo. “Sim. Isso. Definitivamente isso.” “Eu tenho um pequeno segredo para confessar,” disse ela. Ele fez uma pausa, olhou para ela. “Ah, é? Qual é?” “Eu nunca fiz sexo nesta casa antes.” Ele sorriu. “Bem, já está na maldita hora de você fazer. Quer que eu me esgueire para dentro do seu quarto para que possa cumprir todas as suas fantasias de menina adolescente?” Ela deixou escapar um suspiro. “Não. Definitivamente, não. Além disso, eu não tinha fantasias de menina adolescente de fazer sexo no meu quarto.” Ele arrastou os dedos ao longo da lateral do seio dela. “Então, você esperou até a faculdade, ahn?” O olhar dela permaneceu em seu rosto, mas a respiração acelerou quando ele roçou a palma de sua mão para trás e para frente sobre o peito dela. O mamilo endurecido embaixo do material do top. “Talvez.” “Alguma dessas fantasias de menina de faculdade foi sobre mim?” “Não.” Ela respondeu de maneira muito rápida. “Você está mentindo. Você me queria.” Ele rolou para o lado dela, em seguida, arrastou as alças do top para baixo, expondo os seios. Ele se curvou e pegou um mamilo duro na boca, sacudindo a língua para trás e para a frente até que ela se arqueou contra ele. “Eu definitivamente não queria você.” Ele sorriu contra a suavidade da pele dela, usando os dentes para provocá-la. “Sim, você queria. Não há problema em admitir isso.” “Você era irritante.” “Eu era encantador e irresistível.” Ela franziu a testa. “Talvez para a maior parte da população feminina no campus. Definitivamente não para mim. Para mim, você era irritante.”

~ 175 ~


Ele deslizou a mão sobre a caixa torácica em direção ao estômago dela, amando a sensação sedosa da pele sob suas mãos. Quando ele mergulhou os dedos dentro da calcinha e encontrou-a quente e úmida, um gemido escapou dos lábios dela. “Eu estou irritando você agora?” “Sim. Mas de uma forma muito mais agradável.” Ele tirou o short dela e abriu as pernas dela, deslizando pelo corpo para colocar a boca nela. Tudo o que ele podia ouvir era a respiração dela enquanto lhe dava prazer, e os suspiros e gemidos ocasionais que ele sabia que ela estava se esforçando para reprimir. Ele amava o gosto dela, a forma que os quadris se moviam como que o direcionando exatamente para onde ela o queria. “Oh, Trevor, você vai me fazer gozar. Eu preciso gozar. Por favor.” Ele colocou sua língua no clitóris e levou-a ao limite, o corpo dela tremendo com o orgasmo. Ele não lhe deu tempo para se recuperar, apenas tirou a cueca e colocou o preservativo, em seguida entrou nela com o corpo dela ainda vibrando. A vagina dela contraída em torno de seu pênis, agarrando-o em um aperto de morte que abalou a sua determinação conforme ele empurrava profundamente dentro dela. Ele acalmou, levantando-se para olhar para ela. Seus olhos eram poços profundos de azul tempestuoso, com as mãos puxando-o para baixo, envolvendo as pernas em volta dele. “Mais forte,” ela sussurrou. “Eu quero te sentir profundo.” “Você quer profundo?” “Sim.” Ele retirou-se e virou-a, empurrou um travesseiro sob o estômago dela e abriu-lhe as pernas e entrou nela. Ela engasgou, e levantou a bunda, empurrando de volta contra ele. “Mais,” ela sussurrou. Ele queria dar-lhe mais, queria fazer duro, rápido e tão profundo quanto ele pudesse, mas a maldita cama rangia. Então, em vez disso, ele fez lenta e profundamente, sentindo cada pedacinho dela cada vez que ele avançava no corpo dela. O calor dela o cercou, cada músculo tremendo em torno de seu pênis até que o suor correu pelas costas dela. E ainda assim, ele agarrou os quadris dela, observando a bunda dela se movimentar enquanto ele bombeava muito

~ 176 ~


lentamente dentro, então aliviava para fora, até que ela gemeu e jogou a cabeça para trás, balançando aquela bunda doce contra ele. Ele se inclinou sobre ela. “Você sabe o quanto eu quero enfiar meu pau dentro de você? Você sabe o quanto eu quero fazer duro e rápido até que você gritar?” “Sim,” disse ela. “Tanto quanto eu quero.” “Maldita cama,” ele murmurou, em seguida, chegou debaixo dela, encontrando o clitóris. “Mas eu vou fazer você gozar, Haven. E então eu vou gozar muito dentro de você.” Ela se apertou ao redor dele enquanto ele acariciava o clitóris, a vagina agarrando-se tanto em um torno dele que o fez cerrar os dentes e lutar para não gozar. Ainda não. Não até que Haven gozasse. “Trevor. Trevor, sim. Faça-me gozar.” Ele passou os dedos para frente e para trás sobre o clitóris dela, sentiu a contratação da boceta dela em torno de seu pênis. “Estou gozando. Oh, eu estou gozando, Trevor.” Claro que sim, ela estava. E ele sentiu o orgasmo atravessando-o na mesma hora. Ele passou um braço ao redor dela, segurando-se a ela quando ele estremeceu na sua própria liberação, empurrando profundamente nela uma e outra vez, sem se importar se a cama rangia, ele gemeu, ela soltou um grito suave quando eles gozaram juntos. Porra, foi bom, tão bom que ele perdeu todo o senso de consciência, exceto quanto à sensação de Haven estremecendo contra ele, o corpo dela sugando cada gota de gozo dele até que ela desabou. Rolou para o lado dele, puxando-a contra ele, ambos úmidos com o suor do esforço. Trevor afastou a franja de Haven para longe da testa dela e ela estendeu a mão para esfregar os dedos sobre os lábios dele. Ele segurou o pulso dela e beijou cada ponta dos dedos, em seguida, tomou a boca dela em um beijo profundo que fez seu pau vir à vida novamente. Sim, seu pênis podia querer a segunda rodada, mas precisava de alguns minutos. “Eu com certeza espero que a minha mãe não venha correndo pelo corredor para ver o que era todo aquele barulho,” Haven finalmente disse.

~ 177 ~


“Eu também. Mas, se ela vier, eu prometo jogá-la no chão do outro lado da cama, atirar um cobertor em cima de você, em seguida, dizer-lhe que estava me debatendo porque estava tendo um pesadelo.” Seus lábios se curvaram. “Quão cavalheiresco da sua parte em proteger minha virtude desse jeito.” “É apenas o tipo de cara que eu sou, querida.” “Falando da minha virtude, ou da falta dela, eu deveria voltar para o meu quarto. Caso contrário, eu vou ser tentada a me aconchegar ao seu lado e adormecer. E então haveria definitivamente algumas explicações para dar na parte da manhã.” Trevor respirou fundo. “Eu gostaria que você dormisse aqui comigo esta noite. Mas sim, você provavelmente deveria ir.” Haven saiu da cama e inclinou-se para encontrar as roupas dela. Ele tomou alguns minutos para apreciar as linhas femininas das costas dela e, claro, da maravilhosa bunda e pernas. Após descartar o preservativo, ele vestiu a cueca e levou-a até a porta do quarto, puxou-a em seus braços e lhe deu um beijo longo e profundo que fez seu pênis endurecer como aço. Quando ele se afastou, Haven lambeu os lábios. “Obrigada por isso. Agora eu nunca vou conseguir dormir esta noite. Mas,” disse ela, segurando a ereção dele, “parece que você não vai conseguir, também.” Ele respirou fundo. “Sim, mas eu vou ter sonhos maravilhosos.” Ela arqueou um sorriso sexy e estendeu a mão para a maçaneta da porta. “Bons sonhos, Trevor.”

~ 178 ~


Capítulo Vinte e Três NO CAFÉ DA MANHÃ NA MANHÃ SEGUINTE, HAVEN agiu muito naturalmente. Ela foi educada e tentou agir normal. Sua mãe perguntou se ela dormiu bem, sem dúvida referindo-se ao colapso dela da noite anterior. Ela tinha dormido bem, graças a Trevor, e ela disse a sua mãe que ela não teve problemas para dormir. Trevor era todo sorrisos e, como sempre, foi charmoso com sua mãe. Ele até ajudou a fazer o café-da-manhã enquanto Haven tomava café na mesa da cozinha. Haven contou para a mãe sobre a casa de Trevor em St. Louis, e sobre Hammond. Sua mãe ficou fascinada sobre a casa, e Haven mostrou suas fotos. Trevor a convidou para uma visita. A coisa toda era estranhamente... confortável, e desconfortável, ao mesmo tempo. Era como se ela estivesse apresentando seu namorado à sua mãe. O que ela não estava fazendo, uma vez que Trevor não era seu namorado. Mas ela gostava de vê-lo trabalhando lado a lado com a mãe dela, cozinhando o bacon enquanto a mãe dela fazia ovos e biscoitos. Ela quase podia imaginar os dois juntos. Trevor tinha sempre estado perto de sua mãe e seu pai. Ele não estava mentindo para ela quando ele lhe disse que eles eram como pais para ele quando tinha estado na faculdade. Ele ficava muito tempo por perto, mas

~ 179 ~


naquela época ela tinha estado inteiramente distraída por ele, porque ela tinha aquela paixão por ele e não sabia como agir ao redor dele. Não que ela tivesse um melhor controle sobre isso agora. Mas talvez ela estivesse, pelo menos, começando a descobrir como separar o profissional do pessoal. Hoje — ontem à noite — tinha sido pessoal. Quando eles começassem a trabalhar na entrevista de novo, seria profissional. Parecia que ambos conseguiam lidar com isso, o que era uma coisa boa. Sua mente mudou para o profissional. Ela desejou que ele se abrisse para ela sobre a família dele. Ela queria saber mais sobre a infância. Agora que ela tinha conhecido Zane, ela estava curiosa quanto aos pais dele. Por que ele não queria falar sobre eles? Por que ele não a deixava entrevistá-los? Parte do interesse humano de uma história de um atleta era a vida na infância. Ela ajudou a formar o atleta que ele era hoje. Trevor não falar sobre seus pais ia deixar uma lacuna gigante na história, e aquilo não parecia certo para Haven. Como alguém que se importava com ele, ela recuou. Como repórter profissional, ela teria de pressioná-lo sobre este assunto. Ela ponderou sobre isso no café-da-manhã, durante o qual ela e Trevor trocaram olhares. Ela também notou que sua mãe direcionava olhares muito discernidores entre ela e Trevor, então talvez o encontro deles ontem à noite não tinha sido tão secreto quanto ela pensou. Pelo menos sua mãe estava sorrindo toda vez que olhava para ela. Mas a última coisa que ela queria que sua mãe pensasse era que ela tinha algum relacionamento pessoal acontecendo com Trevor, porque não era um relacionamento. Era apenas sexo. Ela estava fazendo um bom trabalho compartimentando isso assim. Ok, talvez estivesse se tornando mais do que apenas sexo, pelo menos para Haven. Mas ela não ia permitir que isso se tornasse mais do que uma aventura para ela, um interlúdio, algo divertido para fazer enquanto ela estava nesta designação. Ela tinha o suficiente para lidar cuidando em colocar sua carreira nos trilhos e colocando todo esse pesadelo do luto para descansar. Qualquer outra coisa seria demais. Trevor era demais, e ele não fez nenhuma indicação de que estivesse interessado em um relacionamento. A última coisa que ela queria era se machucar e ter mais agitação emocional com que lidar.

~ 180 ~


Não, era melhor que ela colocasse Trevor firmemente na caixa de “diversão para ter relações sexuais” e deixá-lo lá. Então, quando ele virou o sorriso sexy dele em sua direção, os olhos dele capturando-a com aquela intensidade, ela trancou seu coração. Ela poderia facilmente se perder nele. Ela poderia facilmente amá-lo. ADMITIDAMENTE, TREVOR SE DIVERTIU REVISITANDO O CAMPUS DA SUA FACULDADE para o dia com Haven e a equipe de filmagem. Eles se encontraram com ambos os treinadores, de futebol e de beisebol, e Haven realizou entrevistas curtas enquanto eles relembravam. Era ótimo botar o papo em dia com os treinadores. Eles também falaram com alguns de seus professores, que tiveram a amabilidade de dizer coisas boas sobre ele, mesmo que ele soubesse que tinha dado a eles várias dores de cabeça. Ele levou-os pelo campus e mostrou alguns de seus locais favoritos, e eles foram para campo de futebol. Ele até recebeu alguns passes de alguns membros da atual equipe de futebol em campo. Isso foi divertido, e Haven disse que fizeram umas boas imagens. Agora eles queriam fazer algumas entrevistas na cidade em alguns dos seus lugares favoritos. “Vamos parar ali,” disse Haven, apontando uma lanchonete local. “Este é um ponto de encontro familiar para um monte de equipes esportivas. Liguei com antecedência, e Ralph disse que poderíamos filmar lá dentro.” Trevor sorriu. “Eu não como um cheeseburger aqui há muito tempo.” “E estamos bem na hora do almoço.” Ele lhe deu um olhar de esguelha. “Está parecendo que você planejou isso.” “É, não é?,” disse ela com um meneio de suas sobrancelhas. Ralph era o proprietário e gerente da lanchonete desde sempre — pelo menos de acordo com Ralph. Ele tinha quase setenta anos agora, e abriu um sorriso para eles quando entraram. Ralph parecia ter comido pelo menos dois cheeseburgers por dia, mas ele ainda tinha muita energia enquanto se apressava de trás do balcão, com os braços estendidos para puxar Trevor em um grande abraço de urso. “Trevor Shay. Já era hora de você dar as caras aqui novamente.” “É bom estar aqui. Estou com fome.”

~ 181 ~


“Haven ligou e disse que vocês viriam. Vou fazer esses hambúrgueres agora. Ainda com cebolas grelhadas e picles, sem mostarda?” Uma coisa que todos gostaram em Ralph era que uma vez que você se tornasse um cliente regular, ele nunca se esquecia de seus gostos e desgostos. “Ainda o mesmo.” Trevor e Haven se encaminharam para a mesa do canto. A multidão do horário de pico do almoço tinha saído há pouco tempo, por isso o lugar não estava tão cheio quanto normalmente estaria, já que a maioria dos alunos estava em classe por agora. Mesmo Andy, o cara da câmera, pediu um cheeseburger e abaixou a câmera, enquanto comiam. “Ralph faz as melhores batatas fritas que você jamais vai comer,” disse Trevor a Andy. “Isso é verdade,” disse Haven, empurrando duas em sua boca. Andy concordou, e eles desfrutaram de um almoço livre de entrevista. Até Ralph veio e sentou-se com eles, revivendo os velhos tempos, incluindo o primeiro ano de Trevor, quando a equipe venceu o campeonato nacional. Ele apontou para um quadro da equipe na parede. Trevor sorriu, lembrando-se quando eles todos vieram e assinaram aquela foto para Ralph. “É um dos meus bens valiosos,” disse Ralph. Após o almoço, Andy pegou a câmera, e Haven fez perguntas sobre a lanchonete. “O que o Ralph’s traz de memórias para você?” “Meus companheiros de quarto — Garrett Scott, Gray Preston, e Drew Hogan — ficávamos todos aqui quando não tínhamos aula ou treino. Os hambúrgueres são ótimos, e todos os nossos amigos ficavam aqui. Era um bom lugar.” “Para conhecer meninas?” Trevor sorriu. “Bem, isso também, mas ele está fora do campus, e todos da faculdade vêm aqui. É uma tradição. Eu e os caras criamos o hábito de nos encontrar aqui todas as tardes de segunda-feira após o treino. A menos que um de nós tivesse um jogo, nós estávamos aqui.” Ele olhou ao redor, as lembranças tão densas quanto mosquitos invadindo o campo em uma noite quente de verão. Ele ainda podia vê-los todos sentados nesta mesma cabine — versões mais jovens de todos eles — rindo como loucos, as meninas em torno deles. Deus, a vida tinha sido maravilhosa naquela época. “Nós sentávamos aqui e planejávamos nosso futuro, falávamos sobre onde estaríamos em dez anos”

~ 182 ~


“E aconteceu do jeito que você pensou que seria?” Ele olhou para Haven. “Melhor em uma série de maneiras. Tenho sorte de estar vivendo o meu sonho, jogando dois esportes. E eu sou grato a seu pai — Bill Briscoe — por muito disso.” Haven parou por um segundo, dando-lhe um vislumbre tanto de sua dor quanto de sua gratidão pela declaração. “E por que isso?” “Bill e Ginger Briscoe eram os supervisores do dormitório de esportes. Mas eles eram muito mais do que isso para todos nós. Para mim. Lutei academicamente e emocionalmente. Bill foi duro quando eu precisava de alguém para ser duro comigo, e ouviu quando eu precisava de um adulto com quem conversar. Eu não era o garoto mais fácil naquela época, mas ele realmente me entendia. Ele me deu espaço quando eu precisava, e ele com certeza sabia quando me controlar. Eu não estou mentindo quando eu digo que eu não seria quem eu sou hoje sem ele.” “Ok, vamos cortar aqui,” disse Haven, em seguida, virou-se para Trevor. “Obrigada.” “Apenas dizendo a verdade.” Depois de agradecer a Ralph pelo almoço e despedir-se, eles se dirigiram até um dos bares. Não estava aberto ainda, então eles fizeram uma entrevista do lado de fora, onde Trevor relatou alguns contos sobre palhaçadas bizarras em que ele e os rapazes tinham se enfiado em algumas noites de fim de semana depois dos jogos. Ele fez Haven e Andy rir quando ele contoulhes a história sobre ter tirado de fininho um Drew muito bêbado, mas a apenas um mês de completar vinte e um anos, do bar uma noite, quando os policiais entraram porque o bar estava acima da capacidade. Tinha sido uma grande vitória para a equipe de futebol, por isso, parecia que todos no campus lotaram o bar naquela noite para comemorar. “Nós o jogamos pela janela do banheiro.” Os olhos de Haven cresceram. “Será que ele se machucou?” “Nah. Ele caiu em cima da lixeira, depois rolou para o chão no beco. Em seguida, nos apressamos pra sair de lá e o arrastamos de volta para o carro.” Ele poderia dizer que Haven estava lutando para manter uma cara séria. “Pobre Drew.” “Ele estava bem. Bêbados são muito resistentes.” Eles fecharam ali e Andy deixou-os de volta à casa. Era difícil dizer adeus a Ginger, mas Trevor tinha que pegar um avião e ir para Tampa. Ele tinha prazos para cumprir e ele precisava para ficar pronto para jogar.

~ 183 ~


Ele e Haven entraram no carro e fizeram a viagem de volta para St. Louis. “Como você acha que foi?” Ela perguntou enquanto eles passavam pelo pedágio. Ele se virou para ela. “Como eu acho que foi — ah, o material da entrevista? Ficou bom, eu acho. Como você acha que foi?” “Ficou bom. Realmente bom, Trevor.” Gostava de ouvir a confiança na voz dela, estava feliz em vê-la focada no trabalho. “Trevor, esta entrevista ficaria tão mais rica se pudéssemos tocar em sua vida familiar da infância, se pudéssemos conversar com seus pais.” Ele agarrou o volante. Havia tanta coisa que ela não sabia, tanto sobre ele— sobre seu passado e, inferno, até mesmo sua vida atual — que ela desconhecia. Mergulhar no passado só abriria velhas feridas e, possivelmente, exporia o seu segredo. O que ele nunca faria. Era arriscado demais. “Não.” “Eu não entendi. Existe algo que envergonha você? Um monte de jogadores têm infâncias tristes, você sabe. Você cresceu acima dela, se tornou um sucesso. Poderíamos —” “Eu não quero falar sobre isso, Haven.” “Você não confia em mim.” Ele balançou a cabeça, tentando manter o foco na estrada. “Não vamos falar sobre isso enquanto eu estou tentando dirigir. Preciso me concentrar.” “Ok.” Ele afastou-a, por enquanto. Mas ele sabia que ela estava tocaria no assunto novamente. E ele a afastaria novamente. E ele continuaria fazendo isso. Por sua própria preservação, e para a segurança do segredo que ele tinha guardado todos estes anos.

~ 184 ~


Capítulo Vinte e Quatro A BOLA CRUZOU O AR EM UM ARCO PERFEITO. Trevor não tirou os olhos dela, embora parte dele tenha visto uma grade de segurança ali perto. Ele cavou e empurrou, correndo para bater o canto para a primeira linha para baixo. Ele pegou a bola e ela caiu bem no seu peito. A ele bateu na grade e ela empurrou-o para fora dos limites. Segurando firme a bola, Trevor rolou para o chão. O apito soou, e Barrett Cassidy estendeu a mão. Trevor segurou-a e Barrett o levantou. “Mais alguns passos, eu teria te alcançado,” disse Barrett. Trevor riu. “Você gostaria de pensar assim, não é?” Trevor deu um tapa no capacete de Barrett e os dois trotaram de volta para a linha de scrimmage27. “Boa pegada,” o treinador disse enquanto a ofensiva se reagrupava. Era um treino cansativo. Poderiam estar no início de outubro, mas, em Tampa, ainda estava quente. O suor escorria pelo pescoço de Trevor, mas ele tinha que se concentrar. Ele estava tentando alcançar a equipe que já havia jogado três jogos. Eles ganharam dois, perderam o último. Ele teve que conhecer os novatos e se readaptar a seus companheiros de equipe novamente. Uma linha imaginária transversal que corta o campo e se posiciona entre a linha defensiva e a linha ofensiva, e os times não podem ultrapassar essa linha antes do começo da jogada. Sua localização é exatamente no local onde a bola ficou depois da jogada mais recente, sendo que ela pode avançar ou recuar por faltas. 27

~ 185 ~


Nada que ele não estivesse acostumado, mas ele sempre levava um tempo para mudar as marchas de beisebol para o futebol. Avistou Haven caminhando ao lado do campo. Andy o câmera estava lá também, tirando fotos dele em ação. Ele não a tinha visto muito desde que tinham chegado de volta a St. Louis. Ele fez as malas e pegou um voo imediatamente, enquanto ela ficou para trás para terminar as filmagens para enviar para o estúdio. Fazia três dias. Ele sentiu saudades dela. Ele a convidou para ficar em sua casa, mas ela não tinha respondido a ele. Ela disse a ele que estava chegando hoje, então ela deve ter vindo direto para o jogo. Ele queria algum tempo a sós com ela, mas que inferno, ele não sabia quando conseguiria. Era por isso que ele estava esperando que ela ficasse com ele na casa. Após o término do treino, ele parou e conversou com seu treinador, George, por alguns minutos. “Há um tight end28 novato que quer a sua vaga este ano,” George disse a ele. “Warrell Timmons,” disse Trevor. “Um figurão punk.” George riu. “Ele é bom.” “Não é tão bom como eu.” George deu um tapa nas costas dele. “Isso é o que eu gosto em você, Trevor. Você é sempre tão modesto.” “Você não gosta de mim porque eu sou modesto, George. Você gosta de mim porque eu sou um dos melhores tight ends que você já teve.” “Verdade. Então, por que você não desiste do beisebol e joga para nós em tempo integral? Você não está ficando mais jovem e estou cansado de ter que esperar por você.” “Hey. Eu tenho muito que jogar nos anos à frente.” “Você é quem diz. Mas o futebol é um jogo difícil.” “Não, para mim não é.” “Esses garotos jovens como Timmons estão chegando o tempo todo. Um destes dias, um deles vai te colocar para fora.” 28

Espécie de atacante no futebol americano. Ele é, às vezes, o último homem na linha ofensiva.

~ 186 ~


Qualquer outro cara ficaria ofendido, ou talvez paranoico. Mas Trevor conhecia o seu treinador. Havia um lugar para ele nesta equipe, desde que ele estivesse saudável, mantivesse suas estatísticas e quisesse jogar aqui. E a cada ano um novo figurão como Warrell Timmons tentava empurrar Trevor para fora do caminho. Ele sabia que não poderia dedicar toda a temporada a jogar pelo Tampa, então eles tinham que treinar novos jogadores na posição de tight end. E talvez Trevor não pudesse passar toda a temporada jogando, mas ele era bom em ajudar os novos caras. “Então você quer que eu passe algum tempo com esse garoto?” “Se você não se importasse. Tire aquela pose dele e mostre como se deve jogar nesta posição. Agora ele tem um complexo de Deus. Ele podia não ter erros na fase universitária. Mas você sabe como é quando você passa para os profissionais.” Trevor abriu um sorriso. “Eu sei. Considere-o feito.” Isso deve ser divertido. “Mas Trevor?” “Sim? “Não seja muito duro com o garoto. Ele teve uma vida difícil, então ele está compensando por bancar o estreante durão e arrogante, sabe?” Trevor coçou a lateral do nariz, lembrando-se exatamente como era isso. “Sim, treinador, eu sei.” “Imagino que saiba. Este é o sonho dele e eu sei disso. Eu tentei falar com ele, mas ele não deixa essa atitude de lado.” Trevor assentiu. “Saquei, treinador. Eu vou lidar com ele.” Em vez de caminhar para fora do campo, Trevor foi até onde Warrell estava recolhendo as coisas dele. “Bom treino, o de hoje.” O garoto levantou-se, endireitando-se, tentando ficar mais alto que Trevor, o que era difícil de fazer, considerando a altura de Trevor. “Uh, obrigado. O seu também. Você sabe, para um cara mais velho.” Trevor riu. Sim, ele tinha essa postura, tudo bem. “Você que pode ser melhor que eu?”

~ 187 ~


Warrell estufou o peito para fora. “Sei que posso.” “Ótimo. Vamos colocá-lo à prova. Se você tem alguma energia sobrando depois do treino.” “Eu tenho muito para gastar, meu velho. Você tem?” “Mais do que você. Vamos fazer isso.” Trevor chamou os receptores para perto, e eles passaram por uma série de exercícios. Warrell tinha ótimos reflexos, mas ele ainda era jovem e não conhecia a cartilha tão bem quanto Trevor, então em um wideout29, um dos quarterbacks jogou para os dois um seis-nove-seis 30, e Trevor atravessou o campo, fazendo uma doce pegada e uma corrida para a end zone 31, deixando Warrell na poeira. Eles passaram por várias formações, e apesar de ele ser bom e ter o potencial para ser ótimo, era óbvio que Warrell ainda não estava no nível de habilidade de Trevor. Ele tinha o vigor da juventude, mas não a experiência. E Trevor não tinha a intenção de dar nenhuma folga a ele hoje. A melhor maneira para Warrell aprender era jogar com os melhores. E Trevor sabia que ele era um dos melhores. Quando o treinador assobiou para finalizar, eles se dirigiram à mesa de água. “Você é bom,” disse Trevor. “Não tão bom quanto eu, mas você ainda é bom.” Obviamente não estando pronto para desistir ainda, Warrell ergueu o queixo. “Eu vou chegar lá. Quando eu aprender todas as jogadas, eu vou te dar uma corrida.” Trevor sorriu. “Bem, você pode tentar.” “Ei, você estará fora jogando beisebol, e eu vou estar aqui recebendo todos os holofotes e vou roubar o tight end de você.” “Claro, garoto. Continue pensando assim.” Sim, ele tinha uma pose e tanto. Trevor iria continuar trabalhando nele. Ele cairia em si.

Tipo de jogada feita pelos quarterbacks. Formação de jogada. 31 Área entre a end line e a goal line delimitada pela linha lateral. Lugar onde se marca o touchdown. 29 30

~ 188 ~


Capítulo Vinte e Cinco HAVEN DEVERIA TER SABIDO QUE TREVOR teria duas casas. Por que ela esperava que ele tivesse algum apartamento aqui em Tampa ela não sabia, mas era o que ela tinha antecipado quando digitou o endereço dele no GPS do seu carro alugado. Em vez disso, ela acabou na beira da água, do outro lado de Tampa, em Clearwater. A vista da água enquanto ela dirigia pela orla era exuberante. O sol batia na baía, brilhando como diamantes azuis. O que ela não daria para viver em um lugar como este. Ela cresceu em Oklahoma, onde havia abundância de lagos para brincar no verão, mas nada como

~ 189 ~


este tipo de água com vistas intermináveis. Ela desejou que não estivesse dirigindo, então ela poderia ter apreciado mais. Ela sempre amou a água. Seu pai também. Ela e seus pais saíam com o barco para o lago no verão. Deus, aquilo era divertido quando ela era criança. Ela parou em frente à casa. Ficava próxima a água, então o local era perfeito, mas ainda assim, ela esperava algo totalmente diferente para Trevor. Este lugar não era nada como a grande e antiga casa tipo mansão que ele possuía em St. Louis, também. Esta era uma casa de madeira azul bebê com venezianas brancas. Uma casa antiga, parecia um pouco acabada, mas uau, a vista da água era espetacular. E ela só tinha visto a frente. Trevor tinha lhe dado um conjunto de chaves no treino e disse-lhe para entrar e se sentir em casa. Na verdade, ela tinha planejado para ficar em um hotel, mas inferno, ela sentia falta dele, e ele disse que havia uma casa de hóspedes se ela realmente quisesse ficar nela, mas havia também dois quartos de hóspedes em um andar separado do quarto principal também. O que ela realmente queria era ficar no quarto dele. Na cama dele. Ela pensaria nisso tudo mais tarde. Ela enfiou a chave na porta e abriu-a. Uh, uau. O interior era totalmente diferente do lado de fora. Como... a diferença entre a noite e o dia. Havia pisos de madeira escura por toda a casa, e quando ela caminhou através do foyer, ela parou para admirar aquele conceito de espaço aberto, que abrangia todo o andar de baixo, da cozinha até a espaçosa sala de jantar e a enorme sala de estar. Havia janelas que iam do chão ao teto, que davam para o deck e para a água. Ela foi até a porta e viu uma piscina e uma doca para barcos. “Incrível,” disse ela para si mesma, em seguida, virou-se e foi até a cozinha, que ela estava certa de que era maior do que seu antigo apartamento em Dallas. Aparelhos de aço inoxidável enchiam o espaço, juntamente com belos armários de bordo 32, e, enquanto ela passava as pontas dos dedos sobre as bancadas de granito, ela se perguntava se ela poderia 32

Tipo de madeira.

~ 190 ~


simplesmente ficar na cozinha todo o tempo em que ela estivesse aqui. Era o paraíso de um cozinheiro, e ela gostaria de cozinhar naquele fogão incrível. Ela continuou o tour na próxima sala, que era uma sala de trabalho, com um balcão de parede interna que corria ao longo de todas as quatro paredes. Ela foi para fora, pegou uma mala, e levou-a para o segundo andar. Uh, uau. Cada quarto era enorme, mas ela pegou o que tinha vista para a água. Ela não queria fazer suposições. Talvez Trevor não a quisesse no quarto dele, e ela não estava prestes a tomar essa decisão sem a opinião dele. Além disso, este quarto era incrível. Ela saiu do quarto e viu escadas que conduziam a um terceiro andar, de modo que ela subiu. A porta estava fechada e ela achava que era o quarto de Trevor. Ela sentia-se estranha por estar invadindo a privacidade dele sem que ele estivesse lá, então ela voltou para o outro andar. Não que ela tivesse alguma reclamação, já que o quarto que ela tinha escolhido era grande o suficiente para ela, e também tinha uma varanda com vista para a água, e um banheiro de grandes dimensões. Ela definitivamente desfrutaria desse ambiente. Ela arrastou a outra mala para o andar de cima e tirou as coisas de dentro. Como ela não tinha ideia de que horas Trevor estaria de volta, decidiu que poderia muito bem se sentir em casa. Ela mudou para seu traje de banho, vestiu uma saída de praia e calçou as sandálias, então pegou seu caderno e desceu para ver a cozinha. Ela abriu a geladeira e seus olhos se arregalaram. Não só estava completamente abastecida, estava... ridiculamente organizada. As bebidas estavam alinhadas lado a lado na prateleira de cima, sucos de um lado, leite, cerveja e refrigerante, do outro. Os condimentos estavam na porta, ordenados por cor ou algo assim. Carnes estavam em recipientes com código de cores. Parecia um paraíso do TOC na geladeira. Mas estava bem abastecida com alimentos de todos os tipos, muitas bebidas e um monte de frutas e vegetais frescos. Depois de familiarizarse com o que estava em todos os armários, fez um copo de chá gelado, então foi para o deck. Estava quente, mas havia uma brisa vinda da água. Ela puxou uma das cadeiras e esticou a toalha que tinha encontrado no armário no deck. Obviamente, Trevor pensou em tudo. Ou ele tinha alguém para pensar em tudo. Ela tinha colocado protetor solar antes de vestir seu biquíni, então ela colocou seus óculos de sol e começou a fazer algumas anotações.

~ 191 ~


Não demorou muito para que o belo dia a distraísse. Ela abaixou o notebook e olhou para a piscina, o calor do lado de fora a fazendo suar. Mas quando seu olhar se desviou, ela avistou um barco e sua mente inundou-se de memórias dela, sua mãe e seu pai saindo com o barco no verão. O pai dela conduzia o barco enquanto ela e sua mãe brincavam na água. Às vezes, eles iam pescar. Ela sentiu uma pequena pontada no peito, mas desta vez, as lembranças eram doces em vez de dolorosas. Ela exalou em alívio. Talvez as coisas estivessem melhorando. O sol aqueceu sua pele, por isso ela colocou o notebook em cima da mesa e tirou os óculos de sol, em seguida, mergulhou na piscina. A água estava fria, refrescante e ela fez algumas voltas antes de subir pelos degraus. Este lugar era idílico. Ela viu vários barcos passarem. A localização desta casa era ideal. Trevor tinha realmente feito bem para si mesmo. Ela estava feliz por ele. Ela saiu da piscina e sentou-se, deixando o sol secá-la. Ela ia pegar suas notas novamente, mas ela bocejou, colocou os óculos de sol, e inclinou a cadeira para baixo, virando de barriga para baixo. Ela tinha se levantado antes de o sol nascer esta manhã para pegar um voo mais cedo, e ela estava exausta. Talvez ela tirasse um cochilo. Ela fechou os olhos, o som da água e os barcos passando embalando-a para dormir. TREVOR ESTACIONOU NA GARAGEM E PEGOU SUA bolsa de treino do banco de trás, em seguida, entrou, jogando sua bolsa sobre a mesa próxima à porta. Ele viu uma bolsa sobre o balcão. Haven estava aqui. Bom. “Haven?” Ele foi direto para a geladeira pegar uma bebida energética. Estava quente na área da equipe hoje, e ele estava seco. Ele abriu a tampa e tomou um longo gole enquanto se dirigia para o escritório. Ela não estava lá, então ele foi lá em cima. Ela chegou, porque ele viu as coisas dela no quarto. O quarto de hóspedes. Hm. Ele se perguntou por quê. Ele teria que corrigir isso. Ele desceu.

~ 192 ~


“Haven?” Ainda assim, não houve resposta. Ele foi até a porta de trás e olhou para fora, sorrindo ao vê-la deitada de bruços em um dos lounges. Obviamente, sentindo-se em casa, do jeito que ele queria que ela se sentisse. Ele correu para cima, colocou sua sunga, e voltou para baixo, tranquilamente abrindo as portas francesas que conduzem para o deck. Era óbvio que Haven estava dormindo. Estava com o braço pendurado na borda da chaise, e ela estava de frente para ele, mas não se moveu quando ele saiu. E, caramba, ela parecia boa com toda aquela pele disponível para olhar, seu biquíni de bolinha vermelho e branco mal cobrindo seu corpo lindo. Ela estava bem bronzeada, e ela tinha uma linda bunda e pernas longas. Ela tinha desfeito o nó do top, por isso suas suaves costas estavam expostas. Ele sentiu saudades dela. Tinham sido apenas uns dias, mas caramba, ele tinha sentido saudades de vê-la, de tocá-la, de beijá-la, e de sentir o corpo dela contra o seu quando ele ia dormir à noite. Ele não gostava de estar separado dela. E ele não gostou do que isso significava. Ele gostava de ser solteiro. E ele tinha um segredo que precisava manter, o que significava que não podia estar ligado a uma mulher. Porque se envolver significava confiar a alguém esse segredo. Ele nunca deixou ninguém se aproximar — pelo menos não uma mulher com quem ele se preocupava. Apenas umas duas pessoas de fora da família sabiam, e eram colegas de trabalho. Eles eram muito bem pagos para manter sua confiança. Ele não achava que uma mulher com quem tivesse um relacionamento fosse entender o segredo bem guardado que ele tinha retido por tantos anos. Talvez Haven entendesse, mas ele não estava pronto para se arriscar ainda. Mas Haven havia compartilhado a dor dela com ele. Ela permitiu que ele a visse em dor e vulnerável. Talvez... Não. Além disso, o que ela tinha compartilhado tinha sido diferente. Ele não queria nem pensar em todas as ramificações de compartilhar seu segredo.

~ 193 ~


Respirando fundo, ele correu e pulou na piscina, deliberadamente fazendo um splash alto antes de mergulhar e chegar ao fundo. Quando ele subiu, Haven estava sentada à beira da piscina, sorrindo para ele. “Foi uma entrada e tanto. Desculpe, eu caí no sono.” Ele se levantou em seus cotovelos, encostou-se à borda da piscina ao lado dela. “Dia longo?” “Levantei-me cedo. Como foi seu dia?” “Ótimo. Treino duro, e estava quente lá fora. Eu estou acostumado a isso, no entanto.” Ela inclinou a cabeça para olhar para ele. “Tenho certeza que você está, sendo um superstar e tudo.” Ele sorriu. “Sim, esse sou eu.” “Lugar legal, por sinal.” “Você já fez o tour?” “Eu fiz. É uma casa muito impressionante. Fiquei surpresa com o exterior. Não parecia coisa sua.” Ele arqueou uma sobrancelha. “É? O que você esperava?” “Eu não sei. Algo... tipo uma mansão. Tal como o seu outro lugar.” Ele deu-lhe um olhar e ela riu. “Sério, eu estou surpresa que você tenha duas casas. Eu pensei que talvez você tivesse um apartamento aqui.” “Eu só queria um lugar próximo à água. Esta casa era um lixão quando eu comprei. Eu refiz o interior. Ainda é um trabalho em andamento.” “É lindo. E posso dizer que combina com você.” Ele não podia deixar de apreciar o elogio, especialmente a partir dela. “O seu quarto está bom?” “Meu quarto é fantástico. O deck é incrível, e o banheiro é maravilhoso. Sua cozinha também. Eu odeio o meu apartamento em Nova York. A cozinha é horrível lá. É um aperto, com uma geladeira anã e sem balcão, o que sempre me deixa triste, porque eu adoro cozinhar. Eu fico tão cansada de comidas de rua.” “E eu adoro comer. Você está convidada a usar qualquer parte da casa que você quiser. Especialmente a cozinha.”

~ 194 ~


“Maravilha. Eu suponho que você não tenha um chef aqui como você tem em St. Louis?” “Não. Hammond fica lá e não viaja comigo.” “Muito ruim. Eu estava ficando mimada pela culinária dele. Mas vai me dar uma chance de brincar em sua cozinha.” “Estou ansioso por isso.” “Então você me convidou para vir aqui para cozinhar para você.” Ele riu. “Sim, essa foi a única razão.” Ela tirou os óculos escuros. “Estou vendo que eu vou ter que ficar de olho em você.” Ele adorava olhar para os olhos dela. Sem os óculos, com o cabelo molhado da piscina, ela estava sem maquiagem e estava linda. “Eu senti sua falta,” disse ele, traçando o seu dedo sobre o joelho dela. Respirou fundo. “E você?” “Sim.” Território perigoso, no qual ele não deveria se aventurar. Se envolver emocionalmente com Haven só iria causar problemas, porque uma vez que ela terminasse com esta designação, ele ia ter que deixá-la ir. E ele a deixaria ir. Ele teria que deixá-la ir. Mas agora ele não podia evitar, especialmente porque ela estava olhando para ele, fazendo-o querer sair da água, passar as mãos pelo corpo dela, e beijá-la até esse fogo que mal tinha abrandado com o seu mergulho na a piscina consumisse os dois. “Bem.” Ela colocou as mãos no topo das coxas. “Por falar em comida, eu estou meio que faminta aqui. E quanto a você?” Ele estava faminto por ela, mas ele podia esperar. “Sim. Estou com fome. Eu posso te levar para comer.” Ela balançou a cabeça. “Se você não se importa, eu prefiro comer aqui. Você tem abundância de alimentos em sua geladeira, e como eu disse, eu fiquei meio que pesquisando muito na sua cozinha.” “Eu não vou me opor se você quiser cozinhar.” “Ótimo. Eu vou correr lá em cima, tomar um banho rápido e trocar de roupa, então eu vou estar de volta para começar a fazer o jantar.”

~ 195 ~


“Eu vou fazer o mesmo.” Ele saiu da piscina, em seguida, puxou-a para ficar de pé. Eles se secaram, depois foram para dentro. “Nos encontramos na cozinha,” disse ela. Haven desapareceu no andar de cima. Trevor olhou em volta, imaginando se ter chamado Haven para ficar aqui tinha sido uma boa ideia. Ele queria ter suas mãos sobre ela. Ele a queria em sua cama todas as noites. Mas logo, ele ia precisar que ela estivesse fora de sua vida. Merda! Ele estava começando a se perguntar se ele realmente sabia o que ele queria. Ele passou os dedos pelos cabelos e começou a subir as escadas para tomar um banho.

Capítulo Vinte e Seis HAVEN FEZ FRANGO EM TIRINHAS para o jantar, junto com arroz. Eles estavam comendo na sala de jantar em uma bela mesa que Trevor disse a ela que tinha encontrado em uma venda de garagem na rua da sua casa e a reformou ele mesmo. Isso tinha sido uma surpresa de ouvir. Ela estava aprendendo todos os tipos de coisas sobre Trevor que ela não tinha conhecido antes. Ela adorava a mesa. Trazia cicatrizes de anos de uso, mas ele obviamente a tinha lixado e passado uma linda cor escura. O homem tinha muitos talentos. “Você não colocou suas coisas no meu quarto hoje,” disse ele.

~ 196 ~


Ela olhou para ele. “A porta estava fechada, e os outros quartos estavam abertos. Eu só achei que você não quisesse que eu invadisse o seu quarto.” Ele deu-lhe um olhar direto. “Haven. Em primeiro lugar, se há algo que eu quero ou não quero, eu não tenho nenhuma dificuldade de lhe dizer. E em segundo lugar, acredite em mim, eu quero você na minha cama.” Seu corpo ferveu com o calor. “Ok, então.” Ele tomou um gole de água, em seguida, acrescentou: “Desde que seja onde você quer estar.” “Oh, eu quero estar lá.” Seus olhos brilhavam escuros, uma promessa do que estava por vir. “Está resolvido, então.” “Eu poderia deixar minhas coisas no quarto de hóspedes, no entanto. Eu meio que gostei daquele chuveiro.” “Você não viu o do meu quarto ainda.” Ela arqueou uma sobrancelha. “Realmente. Não poderia ser melhor.” “Ah, mas podia.” “Agora você está me provocando.” Ela pegou uma garfada de frango e legumes e acenou na direção dele. “É como se você estivesse tentando me seduzir a entrar em seu quarto.” “Eu preciso de um chuveiro chique para seduzi-la para o meu quarto?” Seus lábios se curvaram. “Na verdade, não. Eu sou muito fácil.” Ele riu. “Você é, né?” “No que diz respeito a você, eu sou.” “Anotado. Eu vou ter a certeza de ver o quão fácil você é depois do jantar.” “Faça isso.” Eles terminaram de comer, e Trevor a ajudou com a louça. Na verdade, ele empurrou-a para o lado e esfregou o wok 33, em seguida, colocou os pratos na máquina de lavar louça, enquanto ela limpava a mesa e arrumava as sobras. Talvez ele estivesse com pressa para dar-lhe esse tour em seu chuveiro. Ela sorriu com o pensamento. 33

Tipo de panela.

~ 197 ~


Mas, depois do jantar, ele serviu-lhe um copo de vinho, pegou uma garrafa de água para si mesmo, e levou-a para fora. Estava muito mais quente aqui embaixo do que estava quando deixou St. Louis. Ela não nem precisava vestir um casaco para sair. Ela enrolou-se em uma das espreguiçadeiras e eles assistiram o sol se pôr sobre a água. “Há um ótimo lugar em Tampa para ver o pôr-do-sol. Vou levá-la lá uma noite.” Ela tomou um gole de vinho, um delicioso chardonnay com apenas um toque de acidez. “Eu gostaria muito. Obrigada. Mas eu não preciso que você me entretenha, Trevor. Eu sei que nós dois estamos aqui para trabalhar.” “Mas eu gosto de Tampa. E você precisa ver a praia daqui.” “Ok. E quando você acha que nós vamos ter todo esse tempo para fazer todas essas coisas?” “Eu não jogo o tempo todo, senhorita Briscoe. Eu vou ter tempo de sobra para jantar e beber vinho com você e bancar o guia turístico.” Ela girou o vinho em seu copo e lançou-lhe um meio sorriso. “Você quer dizer quando você não estiver tentando me seduzir para o seu chuveiro?” “Haverá tempo de sobra para isso, também.” “Você não deve trabalhar muito nessa coisa de futebol.” Ele riu. “Eu acho que você vai ter que mirar sua câmera em mim e ver.” “Eu definitivamente vou fazer isso no domingo.” “Bom. Você vai ver um inferno de um show.” Ela gostava da confiança dele, via a emoção no rosto. “Você está ansioso para jogar, não é?” Seus lábios se curvaram. “Sim. Eu gostaria de estar jogando a pós-temporada do beisebol agora, mas eu tenho que lidar com a realidade, por isso sintonizei no futebol e estou pronto para ir.” “Estou ansiosa para vê-lo em uma situação de jogo. De perto.” Ele virou-se para encará-la. “Você nunca me viu jogar em um jogo, não é?” “Não. Eu vi você na faculdade, mas era diferente. E, claro, eu vi você na TV, mas não é a mesma coisa. Estou animada por estar no jogo de domingo.”

~ 198 ~


Ele colocou a água sobre a mesa. “Venha aqui, Haven. Tem mais uma coisa que vai te animar.” Sorrindo, ela colocou sua taça de vinho para baixo e foi até onde ele estava sentado na chaise, montando no colo dele. Ela tinha vestido uma saia curta depois do banho, juntamente com uma T-shirt. Ele pressionou os dedos nos quadris dela e ergueu o olhar para o dela. “Agora, isso me anima.” Ela se inclinou para frente e apoiou os braços sobre o peito dele. “Não é?” “Sim. Já faz muito tempo desde que você esteve perto de mim assim. E eu gosto de ver as suas pernas.” Ele era todo feito de músculos duros, o coração dele batendo em um ritmo rápido contra o peito dela enquanto ela passou os braços em volta do pescoço dele. “Assim?” “Sim. Mas com menos roupas.” Ele segurou a bunda dela e puxou-a de encontro ao que rapidamente estava se tornando uma deliciosa ereção. Ela adorava que ele ficasse duro tão rápido para ela, que ele parecia querê-la com uma necessidade que igualava ao seu próprio desejo furioso por ele. E quando ele agarrou-a pela cintura e puxou-a para cima para que eles pudessem se beijar, aquelas borboletas familiares dançaram em seu estômago. Ela aninhou os joelhos contra os quadris dele, esfregando sua boceta contra o aço doce de seu pênis, usando a fricção para dar-lhe o pulso de prazer que ela precisava para dizer a ele exatamente o quanto ela tinha sentido falta de estar tão perto dele assim. E quando ele se abaixou e deslizou as mãos debaixo de sua saia, puxando-a para que ele pudesse deslizar os dedos dentro da calcinha dela, ela engasgou. “Você percebe que estamos do lado de fora.” “Ninguém vai ver.” “Certo. Exceto pessoas andando com seus barcos.” Ele levantou a cabeça. “Eu não vejo ninguém passando de barco.” Ele mergulhou a mão dentro de sua calcinha, alisando os dedos sobre a curva de suas nádegas. “Eu gosto quando você usa saias. Fácil acesso.” “Poderia ter sido a razão pela qual eu escolhi a saia.” “Eu gosto da maneira que você pensa, Haven.” Ele provocou com os dedos abaixo da divisão de suas nádegas, fazendo-a ofegar enquanto ele mapeava seu corpo de maneiras que se

~ 199 ~


tornaram tão fáceis e familiares, e ainda assim tão incrivelmente quente. Ele a conhecia tão bem, sabia elevar sua temperatura a níveis insuportáveis. E quando ele avançou, colocando um dedo dentro de sua boceta, ela levantou, dando-lhe acesso. Ela daria qualquer coisa a ele, até assim, do lado de fora, só para essas sensações incríveis continuarem. “Você está molhada. Quente,” disse ele, sustentando o olhar no dela enquanto movia o dedo dentro e fora dela. “E apertada. Pronta para o meu pau. Você precisa gozar, Haven?” “Oh, sim. Por favor.” “Encoste-se e deixe-me fazer você gozar. Depois eu vou transar com você aqui fora.” Só de pensar nisso ela ficou mais apertada. Ela não costumava fazer sexo em locais públicos, mas ela definitivamente faria com Trevor. Ele a fazia sentir-se segura. Ele ocasionalmente dava uma olhada em volta para se certificar de que ninguém estava passando em um barco, mas tinha a sensação de privacidade que a propriedade fornecia a eles. E ela estava dolorida e mais do que pronta para um orgasmo. Ela se inclinou para trás, apoiando uma mão em cada lado dos joelhos de Trevor. Ele levantou a saia, alisando os dedos sobre a calcinha de cetim. “Isso vai ter que sair,” disse ele, esticando-se para pegar o material nos quadris dela. Com um aperto forte, ele rasgou a calcinha, dando-lhe um sorriso diabólico quando ele puxou o material e atirou-o para o deck. “Eu não posso acreditar que você fez isso.” “Você vai agradecer quando eu fizer isso.” Ele gentilmente dedilhou o polegar sobre o clitóris, então deslizou um dedo dentro dela com a outra mão, fodendo-a enquanto a esfregava, evocando sensações deliciosas. Ele estava certo. Ela não se importava com a calcinha rasgada, apenas que ele continuasse tocando-a, que ele acariciasse-a até ela ficar sem sentidos, até que ela se arqueasse contra ele, sem palavras implorando por mais do doce esfregar dos dedos dele sobre a sua carne dolorida. Haven empurrou contra a mão dele, deixando as pernas penderem na borda do chaise para dar melhor acesso a Trevor. Seus dedos realizavam uma magia sobre ela, levando-a direto para o limite em tempo recorde. A coisa mais erótica era o olhar dele focado no dela, o contato

~ 200 ~


visual fez com que a ligação deles se tornasse quase dolorosamente íntima, especialmente aqui, onde se sentia mais exposta do que nunca. E ainda assim ela não conseguia desviar o olhar para longe do dele enquanto ela gozava, soltando um longo gemido quando ele enfiou o dedo dentro dela e ela apertou-o em meio a um orgasmo incrível. Quando ela deixou de estremecer, Trevor levantou e passou as mãos em volta de seu pescoço, puxando-a para frente para um beijo arrasador que a fez estremecer toda. Ela juntou as mãos nos pulsos dela. “Você me dá arrepios.” “Arrepios bons, eu espero.” Ela passou a mão sobre a ereção dele. “Do melhor tipo. O tipo que me faz querer você dentro de mim para que você possa me dar ainda mais.” Ele prendeu a respiração afiada, em seguida, mudou de posição, puxando um preservativo do bolso. “Vamos colocar você sobre mim.” Ela sorriu, pegou a camisinha, e abriu o invólucro enquanto Trevor desfez o zíper e colocou seu pênis para fora. Agora foi a vez de Haven de tomar um fôlego. Ela colocou a mão em torno do eixo dele. “Não só senti falta de você, eu senti falta disso.” “Eu me sinto tão usado.” Ela riu. “Se sente?” “Não. Vá em frente e me use. Suba no meu pau e me fode todo, o quanto você quiser.” Ela vestiu o preservativo nele, em seguida, levantou-se de joelhos, encaixando seu pênis na entrada de sua vagina. “É isso aí,” disse Trevor, segurando a base de seu pênis para que ela pudesse se equilibrar. “Deslize em mim.” Ela avançou lentamente para baixo, sentindo cada centímetro delicioso dele se encaixar dentro dela. Ela levantou a saia para que ele pudesse assisti-la, o olhar dele cheio com tanto calor que fez suas terminações nervosas formigarem. “Toda vez é como a primeira vez,” disse ela, impressionada de sentir tal magia com ele. Mais do que físico, ela compartilhava uma conexão com ele que ela não ousava tentar entender. Agora ela só queria aproveitar este momento, este prazer sensual que a envolvia e fazia seu sexo apertar em torno do pênis dele.

~ 201 ~


Trevor deslizou as mãos debaixo da saia, encontrando o clitóris e esfregando os dedos de leve sobre ele enquanto ela começou a mover-se para trás e para frente. Era como uma dança entre os dois, com os corpos tão em sintonia que ela sabia exatamente como roçar contra ele, para dar-lhes o tipo de prazer que seria bom para eles. “Sim, querida, assim mesmo,” disse ele, segurando um dos lados do quadril dela enquanto continuava a dominar o clitóris de uma forma que a enviou espiralando para um orgasmo. Ela segurou os braços dele e passou pelo clímax que a surpreendeu, estremecendo com as sequelas. Ela subiu cada vez mais alto conforme intensificava os movimentos, querendo que ele gozasse com ela na próxima vez. E quando ele levantou a camiseta dela, puxando a taça do sutiã para baixo para capturar o mamilo entre os lábios para sugar, ela percebeu que nunca tinha sentido tais sensações extraordinárias antes. Ela agarrou os cabelos dele e puxou, segurando como se sua preciosa vida dependesse daquilo e apertou o pênis com os músculos da boceta e balançou contra ele. “Você vai me fazer gozar, Haven. Eu vou gozar forte em você.” Ela o beijou, tomando posse, sua língua passando rapidamente para provocar e emaranhando com a dele. “Sim. Eu preciso que você goze comigo.” Ele segurou a bunda dela e empurrou para dentro, fazendo-a explodir e, desta vez, ele enterrou o rosto no pescoço dela e gozou junto, ambos estremecendo. Ela estava enrolada em volta dele, segurando-o com força quando ela se sacudiu em mais um orgasmo pulsante, desta vez sentindo o corpo dele sacudir com o dela. O depois foi tão doce, com Trevor alisando a saia dela e passando as mãos sobre suas costas, beijando seu pescoço e lábios. Eles estavam emaranhados, aparentemente em todos os lugares, mas Haven gostava assim. E quando ele se levantou, levou-a para dentro, levando-os para cima, para o quarto dele desta vez. Ela mal notou a impressionante cama king-size enquanto ele fazia caminho para o banheiro. Ele estava certo. Era um inferno de um chuveiro. Todo em mármore e tantas saídas de água que seis pessoas poderiam tomar banho lá. Ele virou-a e puxou-a para dentro. “Quantas pessoas já tomaram banho aqui de uma vez só?” Ela perguntou quando ela andou debaixo de um dos jatos para molhar o cabelo.

~ 202 ~


Ele riu. “Apenas eu.” Ela não ia procurar saber mais, porque não se importava com quem ele tinha estado aqui antes dela. Especialmente quando ele lavou o cabelo e ensaboou o corpo dela, demorando-se naqueles pontos bons. E quando ele caiu de joelhos, abriu-lhe as pernas, e usou a boca para darlhe mais um orgasmo alucinante, ela tinha certeza de que ela tinha estragado cada célula cerebral que lhe restava. Depois, ele usou uma toalha de grandes dimensões para secá-la, em seguida, guiou-a para a cama, e puxou-a ao lado dele. Exausta e gasta, ela estava dormindo logo que ele jogou as cobertas sobre os dois.

Capítulo Vinte e Sete NÃO HAVIA NADA MELHOR DO QUE ESTAR DENTRO DE UM UNIFORME COMPLETO, com o som de um estádio cheio torcendo por você, para fazer a adrenalina subir. Trevor não tinha jogado com os Hawks, mas ele estava feliz por estar aqui hoje. O ruído da multidão era ensurdecedor, e o colocava pra cima ouvir os gritos quando ele foi apresentado conforme corria para fora do túnel. Trevor estava mais do que pronto para jogar este jogo contra o New Orleans. Ele ia ser um jogo difícil, mas a sua equipe tinha praticado muito, e eles estavam preparados para um adversário difícil. Ele estaria de olho em JW Zeman, quarterback do Tampa. JW havia sido trazido de Notre Dame, há dois anos no primeiro turno, um atleta promissor, com um braço incrível. Ele havia mostrado grande potencial de liderança imediatamente, e ele tinha se saído bem em seu primeiro ano. A equipe esperava grandes coisas dele, especialmente este ano, agora que eles haviam incrementado a linha ofensiva e melhorado outras áreas. JW e Trevor se deram bem de imediato no ataque. O garoto arremessava a bola forte e longe, e tinha uma confiança que um monte de jovens quarterbacks não mostravam quando eram novatos. Melhor ainda, JW gostava de jogar no tight end, o que beneficiou Trevor.

~ 203 ~


“Você está pronto para isso?” JW perguntou quando eles ficaram nas linhas laterais, observando Tampa preparar-se para começar contra o New Orleans. “Estou sempre pronto. Como está o braço?” “Louco para jogar.” Trevor sorriu. “Vamos chutar a bundas deles, então.” Tampa deu o início e a defesa entrou em campo após o retorno. Ele gostou da defesa deste ano. Com liberdade de escolha e os novatos que eles tinham contratado, eles preencheram alguns buracos. Eles dificultaram, e New Orleans fez apenas um first down34 antes de eles serem forçados a devolver a bola de volta para Tampa. Trevor entrou na primeira série, embora a primeira tentativa tenha sido uma corrida que lhes rendeu apenas quatro jardas. Na segunda, JW atirou-a para Brady McCall, o wide receiver35, para um first down. Trevor veio depois disso, e eles puxaram dois ataques seguidos, trazendo um terceiro e curto. Trevor voltou e JW lançou um passe lateral que Trevor pegou criando um first down. Porra, era muito bom pegar a bola, ouvir o envolvimento da multidão. Ele correu para as linhas laterais e esperou sua próxima chance de ir enquanto eles continuavam a mover a bola pelo campo. Ele entrou e saiu durante as jogadas, pegando a bola sempre que era jogada para ele. A única coisa da qual ele sempre se orgulhava era sua capacidade de colocar as mãos na bola. Ele raramente a deixava cair. Inferno, ele não deixava cair. Ele estava em segunda, a bola na linha de nove jardas. Ele forçou em sua rota, bem aberta na end zone. JW olhou para a esquerda para o wide receiver, em seguida, jogou a bola nas mãos de Trevor. Touchdown, baby. Todos eles fizeram uma celebração rápida na endzone, mas estavam de volta ao trabalho.

Down é o nome dado a cada tentativa de avanço de um time durante seu ataque. Na NFL um time tem quatro tentativas para conseguir pelo menos 10 jardas, se quiser manter a posse de bola. O time vai conquistando os downs tentando se aproximar da endzone adversária. Um down é determinado entre a linha de scrimmage e o total de jardas (normalmente 10 jardas) que ele precisa para conquistar uma descida. Cada nova descida é chamada de first down. 35 Wide receivers são jogadores rápidos que se deslocam em rotas curtas e longas para receber passes. 34

~ 204 ~


New Orleans conseguiu um field goal36 no final do terceiro, mas os running backs37 de Tampa rasgaram o relógio e JW fez um bem no fim do tempo, colocando-os à frente por onze pontos. Bom, até agora, e defesa estava funcionando no New Orleans. No segundo tempo eles abriram, marcando três touchdowns. A defesa deles anulou os passes do New Orleans. Mesmo os novatos deram um pouco de trabalho, mas Trevor poderia dizer que o receptor novato Warrell Timmons não estava feliz por Trevor ter marcado dois touchdowns, enquanto ele só tinha entrado no final. A única coisa que importava era que a equipe havia vencido. Ainda assim, ele tinha prometido ao treinador que ele iria trabalhar na atitude do moleque, então depois que eles deram as entrevistas, Trevor foi até ele. “Você jogou bem hoje.” “Um pouco.” “Você foi bom lá fora. E você vai ter mais.” Warrell deu de ombros. A tensão saiu do moleque em ondas. Trevor poderia dizer que ele estava chateado. “Ei, eu vou receber alguns membros da equipe para um churrasco na minha casa esta semana, já que não vamos jogar. Interessado?” Warrell olhou para ele como se ele não acreditasse que ele tinha sido incluído. “Eu... não sei. Pode ser. Onde?” “Eu tenho uma casa no lago. Me passa o seu número e eu vou te enviar as direções por mensagem.” “Eu estou atrás da sua posição, você sabe.” “Você fica me dizendo isso. Mas você ainda tem que comer, certo?” Pela primeira vez, Warrell mostrou uma sugestão de um sorriso. “É.” “Ok, então.”

Ponto feito com um chute que faz a bola passar entre os postes de gol (por vezes conhecido com uprights). O acerto vale três pontos no placar. 37 Posição do futebol americano que normalmente se alinha no backfield. O principal papel é correr com a bola que pode ser passada para ele pelo quarterback ou em um snap direto do center, sendo que ele também pode receber e também ajudar no bloqueio. 36

~ 205 ~


Trocaram números, e Trevor disse a ele que enviaria uma mensagem com a informação. Ele não tinha planejado um churrasco, mas era uma boa ideia, e daria a Haven acesso a alguns dos jogadores, o que seria bom para o trabalho dela. Agora, ele só tinha que chamar alguns dos rapazes, que ele sabia que iriam aparecer mesmo sendo em cima da hora. O treinador iria cuidar de convidar os novatos. Isso ia ser divertido.

Capítulo Vinte e Oito ~ 206 ~


“VOCÊ SEMPRE DÁ FESTAS IMPROVISADAS ASSIM?” Haven perguntou quando ela sentou-se à mesa da sala de jantar de Trevor para tomando notas. Eles tinham estado ocupados desde o jogo de domingo. Ela fez entrevistas e eles tinham feito umas imagens antes, durante e depois do jogo. Deus, ele parecia delicioso com esse uniforme. E ele jogou incrivelmente. Ele era muito rápido e tão preciso. Ela foi uma fã absolutamente gritona durante o jogo, incapaz de desviar sua atenção para longe de Trevor. Ser uma repórter objetiva já era. “Às vezes. Eu não tinha planejado isso para esta semana. Apenas... surgiu, e sendo esta uma semana livre, pareceu conveniente.” “Eu entendo.” Tipo apenas surgiu? Como se esse tipo de coisa acontecesse o tempo todo. Talvez no mundo dele acontecesse. “Ok, então o que você vai fazer? Precisamos ir até a loja e comprar alguma comida?” “Nah. Eu pedi pra providenciarem. Eu já liguei.” “É mesmo?” É claro que ele ligou. Porque pessoas como Trevor poderiam fazer isso acontecer em curto prazo. “E o que causou isso?” perguntou ela. “Warrell Timmons.” Ele estava navegando no telefone, mal prestando atenção a ela. “O tight end novato?” “É.” “Você está dando um churrasco por causa de Warrell Timmons? Por quê?” Ele olhou para ela. “O que foi?” “O que Warrell Timmons tem a ver com você oferecer um churrasco?” “Oh. Ele tem alguns problemas de grandeza e eles precisam sumir.” “Ao convidá-lo para um churrasco.” “Bem... é.” Ela piscou, não sendo capaz de fazer a conexão. Deve ser uma coisa de homens. “Ok. Então, nós não precisamos ir comprar comida.”

~ 207 ~


“Não. Mas eu preciso descobrir uma maneira para me certificar de que ele e eu passemos algum tempo juntos. Eu sei como esses eventos são. Todos os novatos vão se unir em um rebanho.” Haven recostou-se na cadeira, pensando como fazer isso não acontecer. “E quanto a jogos?” Ele olhou para cima a partir de seu telefone. “Huh?” “Você sabe. Jogos. Organize as pessoas em grupos e joguem. Proximidade e união forçada e tudo isso.” Em seguida, ela pensou. “Oh, como uma caça ao tesouro.” Os lábios dele se curvaram. “Isso pode ser divertido.” “Pode. Você tem espaço aqui. E você pode estender para além de apenas dentro de casa e de sua propriedade. Há a marina próxima a uma curta distância caminhando. Daria algum tempo para você se entrosar com Timmons, também. Coloque as pessoas em grupos de dois ou três.” “Sim, eu e Timmons, mais os wideouts. Grupos de quatro.” “Eu posso dividir os grupos e gerenciar a caça.” “Você faria isso?” “Claro. Vai ser divertido.” Agora era Trevor que usava o olhar pensativo por alguns minutos. “Ok, isso é possível. Vamos precisar de prêmios. Vou oferecer uma expedição de pesca para os vencedores.” “Tenho certeza de que eles adorariam.” “Eu vou fazer uma chamada e arranjar as coisas com o prêmio.” “E eu vou montar as equipes. Sabe quem está vindo?” “Ainda não, mas vou descobrir. Você pode precisar ser a jurada.” “Isso não é um problema.” Agora ela estava animada. Ela organizou eventos como este para a sua irmandade na faculdade, mas ela não fazia isso há muito tempo. Ela não tinha ideia do quão receptivo um grupo de jogadores de futebol seria, mas ela achou que era uma ótima ideia. E se a união da equipe era o objetivo, ela não conseguia pensar em uma maneira melhor de fazer isso. Ela estava feliz por Trevor ter concordado com a ideia.

~ 208 ~


Ela passou o resto do dia compondo sua lista de itens para a caça, tentando manter tudo relacionado com o futebol, uma vez que seria mais divertido para a equipe. Ela teve que deixar Trevor fora da montagem, uma vez que ele estaria participando, então ela foi fazer compras, em seguida juntou a lista e as pistas, e correu para a cidade para fazer cópias. “Eu trouxe hambúrgueres e batatas fritas.” Ela olhou para cima, percebendo que horas deviam ter-se passado. Trevor estava na cozinha e ela inalou o cheiro da comida. “Oh, isso cheira muito bem.” Ela colocou as folhas na pasta e entrou na cozinha. “Que horas são?” “Oito e trinta. Você esteve nisso por um longo tempo.” “Está tudo organizado agora, no entanto.” “Obrigado por fazer isso. Eu não tinha percebido que ia demorar tanto. Desculpe colocar tudo isso em cima você.” “Você está brincando, né? Eu estou me divertindo muito. Isso vai ser divertido.” Ela pegou o prato que ele ofereceu. “Pelo menos vai ser divertido para mim. Espero que seja para seus companheiros de equipe.” “Confie em mim. Nós somos um bando de crianças. E nós somos competitivos. Todo mundo vai adorar isso.” “Você conseguiu organizar o prêmio?” “Eu consegui vários, na verdade. Eu coloquei a expedição de pesca em alto-mar para os vencedores de primeiro lugar, e cartões de presente para jantar fora em alguns dos bons restaurantes para segundo e terceiro lugar.” “Maravilha.” Ele entregou-lhe o certificado de presente para a expedição de pesca, bem como os cartões de presente. “Eu vou deixar você lidar com isso.” “Ok.” Eles jantaram. Haven não percebeu como ela estava com fome até que ela comeu o seu jantar. Ela tinha perdido a noção do tempo ao comprar os itens para esconder, bem como juntando as pistas e as listas.

~ 209 ~


“Você tem tudo que você precisa?” Perguntou Trevor. “E você tinha dinheiro suficiente para as coisas?” “O bastante. Você me deu várias centenas de dólares. O que me lembra que eu coloquei o seu troco no balcão.” “Isso é bom. Eu não suponho que você queira me mostrar a lista com antecedência.” “Não, eu não quero. Certamente você não quer uma vantagem no início do jogo.” Ele pegou o prato dela e levantou-se da mesa, um sorriso sutil no rosto. “Será que eu faria isso?” “Para ganhar uma vantagem sobre seus concorrentes? Tenho certeza que você faria. Na verdade, eu acho que eu vou levar todas as minhas notas para o andar de cima e escondê-las no meu quarto.” Ela deslizou para fora de sua cadeira e pegou sua pasta, correu até o quarto e escondeu a pasta no armário, junto com o saco de itens para a caçada do dia seguinte. Quando ela desceu as escadas, Trevor estava encostado no balcão. “Então, eu deveria esgueirar-me em seu quarto esta noite e procurar pelas suas coisas?” Ela cruzou os braços. “Eu realmente preciso trancar a minha porta?” Ele riu. “Não. Você está segura, e também a legitimidade de sua caça ao tesouro.” “Bom saber. Você está pronto para voltar ao trabalho?” “Ah, por favor! Vamos para o deck. Tomar uma cerveja e relaxar. Você já fez bastante trabalho hoje.” “Eu ainda tenho um pouco de energia sobrando.” “E vai ser um longo dia de amanhã. Desligue-se por esta noite.” “Tudo bem.” Ele pegou duas cervejas da geladeira e eles caminharam para fora. A noite estava quente, mas havia uma brisa vinda da água. A lua estava quase cheia, lançando uma luz brilhante no convés. Eles puxaram as cadeiras e Haven tomou um assento, em seguida, deu um longo gole na cerveja que Trevor entregou-lhe. Era bom relaxar e apreciar a vista da água. Trevor parecia à vontade. Mas, novamente, quando ele não estava? Por mais que ele estivesse atarefado, ele nunca parecia nervoso ou ansioso.

~ 210 ~


“Eu gosto da sua vida,” disse ela. Ele virou a cabeça para olhar para ela. “É? De qual parte?” “Eu não sei. É tão... relaxante. Você sempre parece tão calmo.” Ele riu. “Nem sempre. Hoje à noite sim. Eu acho que eu apenas não deixo que as coisas me atinjam.” Ela se inclinou para trás e tomou outro gole de sua cerveja, estudando-o. “Mas como você administra isso? Eu não sei se eu conseguiria fazer malabarismos em duas carreiras diferentes, como você faz e não ficar estressada com isso.” Ele deu de ombros. “Eu estou acostumado com isso. Eu venho fazendo isso há anos. Fica um pouco agitado, às vezes, como agora, quando estou fazendo a transição, e às vezes eu sinto que eu preciso sair do beisebol mais cedo e pegar a temporada de futebol no início. É sempre um ato de malabarismo. Eu sinto aquele puxão, sabe?” Ela armazenou aquele comentário para anotar. “Então por que fazer as duas coisas, Trevor? Você já está nesta há sete anos. Não é hora de dar desistir de um?” “Por que eu faria isso, quando eu ainda gosto de jogar ambos os esportes? E como eu poderia escolher qual deles para jogar?” “Você percebe que em algum momento você vai ter que fazer uma escolha.” “Por quê?” Ela poderia dizer pelo olhar rosto no rosto dele e a sinceridade na voz que ele realmente acreditava que ele pudesse continuar a desempenhar ambos os esportes. “Eu não sei. Porque a prática de esportes é difícil para um corpo. E você está avançando na idade.” Ele riu. “Agora você está falando como o meu adversário.” “Você vai fazer... o quê? Trinta este ano?” Ela tomou um gole de cerveja e colocou a garrafa sobre a mesa. “Eu vou. Parece que eu estou desacelerando?” “Na verdade, não.” “Eu poderia fazer supino com você, senhorita Briscoe.” Ele apertou os olhos, como se tentasse adivinhar o peso dela. “Nem sequer pense nisso.”

~ 211 ~


Ele se levantou e se aproximou, puxando-a para fora da cadeira antes que ela pudesse protestar. “Deus, você é leve.” “Trevor, sério. Ponha-me no chão.” “Quanto você pesa? Uns cinquenta quilos?” “Uh, mais do que isso.” “Eu provavelmente poderia elevar você sobre a minha cabeça.” Ele começou a levantá-la mais alto. “Não vai.” Ela colocou a mão sobre o peito dele. “Por favor, me coloque para baixo. Eu já entendi seu ponto. Você é forte. É óbvio só de olhar para os seus músculos que você cuida bem do seu corpo.” Ele colocou os pés dela no chão, mas não a soltou. “Então, você esteve olhando para o meu corpo, hein?” Ela revirou os olhos e o empurrou. “Você sabe que sim. Mas puramente a partir de... uma perspectiva de pesquisa.” “Uh-huh. Eu estive olhando o seu corpo, também. E não com uma perspectiva de pesquisa.” “E aqui estamos trabalhando juntos. Você está sendo muito não-profissional.” “Isso não deve surpreendê-la.” Levou-a através das portas e subiu as escadas. “Você poderia me colocar no chão,” disse ela. Ele olhou para ela. “Por que eu faria isso?” “Porque eu sou pesada?” Ele riu e continuou a subir, ultrapassando o quarto dela. “Agora você está me insultando.” Ele abriu a porta de seu quarto, em seguida, colocou-a na cama, subindo em cima dela. “Você acha que é muito pesada para que eu te carregue pelas escadas?” “Eu não disse exatamente isso.” “Deixou implícito. Devemos entrar nessa discussão de supino e da minha idade de novo?” “Tudo bem... Embora eu ache que você tenha feito isso para mudar de assunto.”

~ 212 ~


Ele tirou a calça capri dela, em seguida, a calcinha, acariciando a coxa dela com os lábios. “Falando de mudar de assunto...” Ele era muito distrativo, e quando ele colocou a boca sobre o sexo dela, o que quer que eles tinham discutido, dissolveu-se em uma poça de desejo. Ela levantou, pegando a cabeça dele, enredando os dedos no cabelo dele enquanto ele a enchia incrivelmente com a língua maravilhosa e a boca. Ela estava à beira do orgasmo, quando de repente ele parou. Ela levantou-se nos cotovelos, atordoada com o desejo, sua boceta latejante ao vê-lo tirar os shorts e subir de joelhos. “Agora me chupe.” Tremendo, ela colocou a boca em torno dele enquanto ele a alimentou com seu pênis entre os lábios. “Adoro ver o seu boquete, Haven, do jeito que você enrola a língua em torno da cabeça do meu pau e me chupa com força.” Ela amava o jeito que a voz dele ficava grave quando ela lhe dava prazer. E quando ele mergulhava os dedos onde a boca dele tinha estado, esfregando seu clitóris enquanto ela chupava ele, ela não tinha certeza de qual deles gozaria primeiro. Mas então ele tirou o pênis, deixando-a querer mais do sabor salgado dele em sua boca. Até que ele desceu entre as suas pernas de novo, pegando de onde ele havia parado antes, desta vez enfiando dois dedos dentro dela para acompanhar as deliciosas sensações da língua e lábios sobre o clitóris. O atraso só tinha aumentado seu desejo. Ela ia gozar neste momento, e nada iria impedila. Ela podia sentir cada fibra, cada nervo pulsando e formigando enquanto o orgasmo se apressava através de seu corpo. Ela levantou os quadris contra o rosto dele e soltou um grito de prazer que fez até mesmo as pernas tremerem quando ela gozou numa explosão selvagem, sentindo onda após onda daquela sensação. E enquanto isso, Trevor continuou a bombear seus dedos dentro e fora dela, fazendo aquela sensação ainda maior, prolongando o clímax até que ela baixou os quadris para a cama, completamente saciada. Só então ele puxou os dedos de dentro dela, lambeu-os, e mais uma vez se direcionou para a cabeça dela, segurando-a na mão enquanto a alimentava com seu pênis.

~ 213 ~


Ela queria dar a ele o mesmo prazer que ele lhe dera. Apesar de seu corpo ainda estar tremendo com as sequelas daquele orgasmo incrível, ela segurou o pênis nas mãos e acariciou-o enquanto ela lambeu e chupou a cabeça larga, macia, em seguida, levou-o inteiramente à boca. “Ah, porra,” disse ele, dirigindo o pênis mais profundo na boca dela. Ela segurou-o, apertando a base, embalando as bolas dele e dando-lhes uma massagem suave antes de se afastar, rolando a língua no eixo dele. Ela adorava o olhar no rosto dele, a forma como a respiração dele acelerou, deixando-a saber que ela estava lhe dando o máximo de prazer. Ela queria fazer com que fosse bom para ele, tão bom quanto o que ele tinha dado a ela. Ela achatou sua língua contra a cabeça de seu pênis, em seguida, girou em torno da crista antes de cobrir a cabeça do pau com os lábios e sugou-o, centímetro por centímetro, lentamente, dando-lhe uma pressão mais forte agora. “Isso vai me fazer gozar, querida,” disse ele, puxando para fora, em seguida, empurrando o pênis mais e mais rápido na boca dela. Ela queria isso, queria que ele explodisse assim como ela tinha explodido. Ela sacudiu sua língua em toda a cabeça, em seguida, apertou o cerco contra seu pau e deu-lhe a sucção que ele precisava. Ele gemeu e disse a palavra mais doce com a voz mais suave, tão incongruente com este momento estilhaçador. “Haven.” Ele segurou a parte de trás da cabeça, liberando um jorro quente na língua dela. Ela engoliu enquanto ele esvaziava em sua boca. Ela sentiu todo o corpo dele tremer com o orgasmo. Ela sabia como era a sensação, aquela incrível enxurrada de liberação que te catapultava para outro lugar. Ela segurou-se firme nele, deixando-o estremecer, lambendo o pau até que ele ficou mole antes de ela o soltar. Ele caiu ao seu lado, segurando seu rosto entre as mãos para beijá-la. Eles rolaram de costas e olharam para o teto. “Ok, agora eu poderia estar um pouco sem fôlego. Mas eu acho que meu cérebro também pode estar vazando dos meus ouvidos.” Ela riu. “Bom assim, hein?” “É. Bom assim.”

~ 214 ~


Ela virou de lado e apoiou a cabeça na mão, satisfeita em apenas olhar para ele. Ele realmente era um homem incrivelmente bonito. Se pudesse voltar no tempo e dizer ao seu eu mais jovem que ela estaria aqui na cama nua com Trevor Shay, seu eu mais jovem iria rir dela e dizer que não havia nenhuma maneira no inferno de aquilo acontecer, porque Trevor estava fora de seu alcance. No entanto, lá estava ela. E Trevor parecia... satisfeito. Feliz. Nenhuma menção de outras meninas ou um desejo de estar com mais ninguém. O que isso significa? Provavelmente nada. Mas ele tinha sido tão doce com ela o tempo todo, como se ela fosse a única que importava para ele. Deus sabia que ele importava para ela. Ela era dele enquanto durasse essa matéria. Depois disso, ele seguiria em frente. Ela sabia que ele seguiria. Eles não haviam dito palavra alguma de compromisso um para o outro. Ele iria fazer as coisas dele, e assim ela também faria. Ela faria bem em lembrar que ele não era um tipo de cara para relacionamento. E ela tinha uma carreira em que pensar. Mas, por agora, com certeza ela estava se divertindo.

Capítulo Vinte e Nove TINHA SIDO UM DIA AGITADO, E MESMO QUE HAVEN não tivesse ido para o treino com Trevor, ela tinha estado ocupada se preparando para a caçada esta noite. Todos os itens foram suficientemente escondidos. Ela observou tudo em seus lugares e atualizou sua lista principal. Agora, só faltava a festa hoje à noite, que ela esperava que fosse tão divertida quanto ela achava que ia ser.

~ 215 ~


Era quase uma tristeza ela estar no comando da caçada e não poder participar, porque ela teria adorado jogar lado a lado com Trevor. Mas ela ainda pretendia se divertir bastante coordenando as festividades. Os fornecedores estavam arrumando a ampla sala de jantar, bem como a bancada de café-da-manhã na cozinha. Uma equipe extremamente competente de quatro pessoas, que claramente sabia o que estava fazendo, armou mesas e cobriu a mesa de jantar de Trevor para servir a comida. Trevor também lhe informou que eles teriam serviço de bar. Serviço de bar. Claro... por que não? Isto estava totalmente fora do âmbito da sua vida, mas ei, pelo menos servia para observações interessantes sobre a dele. Ele dava festas improvisadas para seus companheiros de equipe. E, ele explicou a ela, porque o tight end novato tinha algum tipo de problema de atitude. Ela não conseguia fazer a ligação entre o problema do novato e convidá-lo para uma festa. Talvez isso fosse uma coisa de homens. Se fosse ela e um de seus colegas de trabalho com esse problema, ela o ignoraria. Ou mandaria ele se foder. Mas isso era ela, e em seu mundo, as coisas eram, obviamente, diferentes. Os homens eram certamente diferentes. Ela tomou banho depois de seu dia de correira, feito um penteado e fez a maquiagem, em seguida, colocou em um vestido de verão e sandálias. Apesar de não ter ideia do por que ela estava se ajeitando. Especialmente quando ela desceu as escadas e viu Trevor em um par de shorts e uma camisa sem mangas, que mostrava seus braços impressionantes. Mais uma vez, o corpo dele era o atrativo principal. O cara era rasgado. Ela ia ter que parar de babar nas fotos que tinha feito dele. Era uma espécie de obsessão, num estranho jeito de namorada-perseguidora. Ela riu de si mesma. “Você está toda arrumada,” ele disse quando olhou para cima e sorriu para ela. “Você está linda.” Ok, rendeu um elogio, embora não devesse importar para ela. “Obrigada. Obviamente, considerando como você está vestido, isso é muito discreto.”

~ 216 ~


“Muito. Os caras não sabem andar bem arrumados, mas você vai ver algumas das mulheres vestidas como você.” “É?” “É,” “E haverá mulheres mesmo aqui?” Ela tinha olhado a lista de participantes com ele, e ele deu-lhe nomes de casais, para que ela esperava que ele não estivesse errado sobre isso. “Prometo. A maioria dos caras vão trazer esposas ou namoradas. A não ser que eles não estejam saindo com ninguém.” “Ok”. Não que ela se importasse. No mundo dos esportes, ela teve que se acostumar a estar perto de atletas, e muitos desses atletas eram homens. “O que, eu acho, que faz de você a minha acompanhante para a noite.” Ela sentiu um pouco de vibração nas imediações do seu estômago. “Eu não sou a sua acompanhante. Eu sou uma repórter esportiva, lembra?” Ele se inclinou, e ela pegou seu cheiro de banho recém tomado. Resistindo ao impulso de respirar profundamente, ela deu um passo para trás. Ela tinha que agir como uma profissional esta noite. Não namorada de Trevor. “Você não pode ser os dois?” Ela queria ser. “Eu não sei, Trevor. Eu acho que temos que manter uma separação.” “Nós vamos ser co-anfitriões da festa de hoje à noite. Vou apresentá-lo para os caras do time. Eu já disse a eles sobre a história que você está fazendo. Você pode interrogá-los sobre mim.” Ela realmente não podia opor-se a isso. “Isso funciona.” Quando os convidados começaram a chegar, Trevor estava certo. Os caras trouxeram mulheres com eles. E o treinador ofensivo veio, também — um cara na casa dos quarenta anos chamado George, se Haven se lembrava corretamente de sua pesquisa. Ele trouxe sua esposa, Amanda, uma morena magra com um grande sorriso. “E quem é esta, Trevor?” Amanda perguntou, sorrindo para Haven. “Este é Haven Briscoe. Ela é uma repórter esportiva, e ela está fazendo um trabalho comigo.”

~ 217 ~


Amanda virou-se para Haven e apertou a mão dela. “É muito bom conhecer você, Haven. Exatamente o que o nosso Trevor aqui precisa — mais atenção.” Haven riu. “Bem, você pode estar certa sobre isso, mas eu faço o que meus chefes me dizem para fazer.” “E eu aqui pensando que você poderia ser a namorada de Trevor, que alguém finalmente tivesse domesticado o animal selvagem.” “Desculpe. Essa não seria eu.” Ela se perguntou por que Amanda se referiu a Trevor como um animal selvagem. E lá se foram mais uma vez seus pensamentos, visualizando os quadris dele se movendo para cima e para baixo, enquanto ele acariciava seu pênis. A maneira como ele empurrava quando ele estava dentro dela. A sala ficou mais quente. Concentre-se, Haven. E não em sua imaginação muito viva. “Ah bem. Certamente alguma mulher um dia vai chegar e te fazer sossegar e decidir que o futebol é o esporte que você deve estar jogando.” Trevor riu e colocou seu braço ao redor Amanda. “Será que George foi quem te passou essas falas, Amanda?” “De modo nenhum. Eu tenho uma mente perfeitamente boa por méritos próprios. E você deve saber agora que todos nós aqui em Tampa queremos você aqui permanentemente.” Trevor beijou a bochecha dela. “Obrigado por isso. Isso significa muito para mim.” Haven estava ao lado de Trevor quando alguns outros treinadores e vários jogadores começaram a chegar. Trevor apresentou-a a Warrell Timmons, o tight end novato. Ele sozinho e parecia um pouco desconfortável. Ele era um jovem muito atraente. Super alto, como Trevor, mas um pouco mais magro, sem tantos músculos. Ele tinha uma bonita pele escura, lindos olhos castanhos claros, e um sorriso agradável que ele usou apenas uma vez, e foi quando ele educadamente o abriu depois de ele ter sido apresentado a ela. Depois disso ele foi para a sala de estar, onde Trevor disse a ela que um monte de novatos estavam amontoados. “Eu quero acabar com isso,” disse Trevor, apontando para os novatos. “É bom que eles estejam se dando bem, mas eu quero que Warrell fique confortável comigo, e fazer com que os outros novatos se misturem com os veteranos. “

~ 218 ~


“Nós vamos dar conta disso com a caçada depois do jantar.” “Você está certa,” disse Trevor, descansando a mão na parte baixa das costas dela. “Vamos! Vamos pegar algo para beber.” Ela pediu um copo de vinho ao bartender, e Trevor pegou uma cerveja. Eles fizeram o seu caminho ao redor da sala, e Trevor conversou com alguns dos caras enquanto Haven desviou para conversar com alguns dos outros jogadores. Trevor gostava que Haven fosse independente, de ela não ter ficado parada ao seu lado, como um monte de mulheres com que tinha saído sempre pareciam fazer. Quando o gerente do bufê encontrou-o e disse-lhe que a comida estava pronta, ele anunciou para a multidão, e todos eles fizeram o seu caminho para as mesas. Havia carne assada e frango, juntamente com salada de batata e salada de repolho, salada de frutas e feijão. Todo mundo encheu seus pratos. Ele encontrou Haven conversando com Barrett Cassidy, o segurança na equipe, e irmão de Barrett Grant, que era quarterback para St. Louis. “Você está em uma semana de descanso, também?” ele perguntou a Grant enquanto se sentava ao lado deles. “Sim. Pensei em fazer uma viagem até aqui e desfrutar do clima quente, ver um dos meus irmãos.” “Você veio aqui para ver as garotas de biquini, não eu,” disse Barrett. Grant sorriu. “Pode ser.” “Eu descobri que Grant Barrett e seu irmão são parte de uma dinastia familiar de jogadores de futebol,” disse Haven. “Eles têm mais dois irmãos.” “Tucker não conta. Ele joga beisebol,” disse Barrett. Grant se inclinou para trás e atirou um olhar a seu irmão. “Eu vou dizer a ele que você disse isso.” Barrett deu de ombros. “Como se ele já não tivesse ouvido isso antes.” Ele tomou um longo gole de cerveja. Trevor riu. Ele conhecia todos os irmãos Cassidy. Eles eram um grupo muito unido, e eles eram todos atletas durões.

~ 219 ~


“Haven e eu estávamos jogando um pouco de conversa fora sobre a Universidade de Oklahoma contra o Texas, onde eu fiz faculdade,” disse Grant. “É uma grande rivalidade, como você sabe.” Trevor olhou para Haven, que lançou um sorriso para ele. “Eu devo defender a alma mater.38“ Ele riu. “Eu acho que você deve.” “Ouvi dizer que há jogos a nossa espera esta noite, Trevor,” disse Barrett. “É mesmo?” “Pense nisso como um exercício de construção de equipe.” Grant assentiu. “Parece divertido, vendo como seu time precisa dessa construção.” Barrett deu uma cotovelada em costelas de seu irmão. “Hey,” disse Grant. “Isso dói.” “Vocês quarterbacks,” disse Barrett. “Um viadinhos.” “Eu estou totalmente dentro,” disse Grant. “E se você e eu não estivermos no mesmo time, Trevor, prepare-se para ter seu traseiro chutado.” Trevor sabia que esses caras seriam competitivos. “Vamos ver isso, não é?” “Você vai jogar, Haven?” Perguntou Barrett. “Porque os irmãos Cassidy vão chutar o seu traseiro, também.” Haven riu. “Infelizmente, não. Eu vou estar liderando este circo hoje à noite.” Barrett lançou um olhar sobre a Trevor. “Quanto você teve que pagar a ela para levá-la a concordar com isso?” Depois de tomar um gole de cerveja, Trevor disse: “Surpreendentemente, ela se ofereceu.” “Coitadinha,” disse Barrett. “Você não tem ideia de em que você se meteu.” Haven riu. “Eu acho que posso lidar com este bando bagunceiro. Além disso, vocês vão estar muito ocupados para me darem trabalho.” Haven pediu licença após o jantar, e eles deixam todos socializar um pouco enquanto o bufê limpava o que havia sobrado do jantar. Trevor notou que Haven estava tomando nota dos nomes de todos, e ela se afastou para o escritório. Quando ela voltou, ela chamou a atenção de todos e ajuntou-os na sala. 38

Adjetivação que se dá à universidade ou instituição de ensino superior em que uma pessoa fez seu curso de graduação.

~ 220 ~


“Trevor e eu preparamos algo muito especial — e espero que divertido para vocês para esta noite. Trevor, quer contar a todos sobre isso?” Ele não queria. Muitos detalhes, e ele não queria estragar tudo e fazer alguma coisa errada. “Vá em frente, Haven. Você está fazendo um bom trabalho.” “Ok. Nós vamos ter uma caçada. E a melhor parte é, há prêmios no final. Vocês vão ser divididos em equipes. Há quarenta itens no total, que foram escondidos. Esses itens podem estar em algum lugar da propriedade aqui, na rua, ou na cidade. Vocês vão receber uma lista desses itens, bem como pistas de onde encontrá-los. Você tem uma hora e uma hora apenas. Ao final de uma hora vocês devem se apresentar aqui. A equipe que encontrou a maior parte dos itens será declarada vencedora.” “Quais são os prêmios?” um dos rapazes perguntou. “O prêmio para a equipe de primeiro lugar é uma expedição de pesca de alto mar.” Uma onda de oohs, aahs e aplausos por isso. Trevor gostava de pesca, e ele sabia que vários dos caras gostavam, também. “Há também prêmios para as equipes de segundo e de terceiro lugar, que é um jantar em alguns dos melhores restaurantes de Tampa. Então vamos começar.” “Vou anunciar os nomes em cada equipe,” disse Haven. “Uma vez que todos estão juntos com as suas equipas, eu vou entregar suas sacolas que vocês vão usar para acumular os itens, e lista de itens e pistas.” Ela começou a chamar os nomes. Fiel ao que eles discutiram, Trevor e Warrell estavam na mesma equipe, junto com wide receiver Elvin Detteridge e a namorada de Elvin, Allison. Um novato era emparelhado com pelo menos um veterano. Trevor fez questão de que Haven misturasse dessa forma, assim os novatos não ficariam juntos. Haven tinha trabalhado bem naquilo. Uma vez que todas as equipes foram formadas, Haven entregou-lhes o seu saco com as pistas e a lista. “Boa sorte,” disse ela, oferecendo-lhe um sorriso. “Obrigado.” Ele se virou para Warrell, Elvin, e Allison e mostrou as pistas e a lista de itens. “Vocês estão prontos para chutar uns traseiros?” Allison assentiu. “Com certeza. Vamos ver o que temos aqui.” Ela pegou a lista. “Oh, são todos itens de futebol americano. Impressionante.”

~ 221 ~


“Que tal deixar Allison no comando de ler as pistas?” Trevor sugeriu. “E quem tem um bom senso de direção?” “Bem, esta é sua casa,” disse Elvin. “Você deve ser capaz de dizer a partir das pistas onde estas coisas podem estar.” “Isso é verdade,” disse Allison. “Eu acho que nós acabamos com a melhor equipe, tendo Trevor com a gente.” Warrell ainda tinha que dizer alguma coisa. “Eu não sei nada sobre isso,” disse Trevor. “Conhecendo Haven, ela não daria uma vantagem deliberadamente a ninguém. Além disso, ela não mora aqui, então ela não saberia para usar os pontos que estou familiarizado.” “Oh,” disse Allison. “Bom ponto.” “Prontos, vocês todos?” Haven estava com seu telefone. “Estou começando a contagem regressiva. Dez... nove... oito...” Trevor virou-se para Warrell. “Vamos ganhar isso, ok?” Warrell deu um aceno curto. “Claro.” Quando Haven deu o sinal para irem, todos se mexeram. Alguns pela porta dos fundos, alguns pela da frente. “Não vamos começar com a primeira pista,” disse Allison. “Todo mundo vai começar com isso. Vamos trabalhar a partir do fundo.” “Isso soa como um bom plano,” disse Elvin, em seguida, olhou para Trevor e Warrell. “Funciona para mim,” disse Warrell. Eles se encaminharam até a marina com base em uma das pistas, e encontraram um chaveiro da equipe pendurado na campainha da entrada do porto. “Um ponto para a nossa equipe,” disse Allison dando um triunfante soco no ar. Ela colocou o chaveiro na sacola. “Ok. Próxima pista.” Trinta minutos mais tarde, tinham três dos itens, mas estavam empacados em uma das pistas. “'Se ele grasna como um pato... '? Que diabos isso quer dizer?” Perguntou Warrell. “Não existem lagos com patos por aqui,” disse Trevor, tentando pensar. “Como você sabe com certeza? Você vai em todos os lagos?” Perguntou Warrell.

~ 222 ~


“Bem... não.” “Vamos descer até o lago. Talvez nós vejamos alguns patos,” Allison sugeriu. “Ok.” Mas ele não achava que eles fossem achar qualquer coisa lá. Eles esbarraram algumas das outras equipes, mas ninguém os seguiu. Todos eles pareciam que estavam a trabalhar arduamente fazendo suas próprias coisas. Ele não queria ser distraído, no entanto. Eles tinham trabalhado nas pistas, mas aquela Haven, estas eram difíceis. Quando chegaram até o lago, todos olharam ao redor, dividindo-se a vagar pela região. Voltaram com nada. “Não está aqui,” disse Elvin. Em seguida, ele se deu conta. “Bar do Pato. Bem no começo da rua, ao virar da esquina.” Tomara que ninguém mais descoberto aquela pista. Eles correram, e Warrell perguntou pro barman, que puxou a equipe de futebol de trás do bar. “Maravilha,” disse Elvin. “Esse é o quarto item para nós.” “Como estamos no tempo?” Perguntou Allison. Warrell pegou seu telefone. “Quinze minutos sobrando.” “Vamos verificar a próxima pista.” Allison percorreu a lista. “Ou talvez nós devemos nos separar. Elvin e desvendamos um, e você e Warrell pode desvendar outro. Vai dobrar as nossas chances de obter mais itens.” Trevor assentiu. “Isso funciona.” Allison leu para eles a dica. “Encontre-me no fundo do barril.” “Nós nos encontramos em casa, faltando cinco minutos para o fim,” disse Allison. Em seguida, eles saíram correndo em outra direção. “Ok, o que você acha que isso significa,” perguntou Trevor. “Você me pegou.” Warrell olhou em volta. “Eu não vejo nenhum barril por aqui.” Eles começaram a caminhar ao longo da marina, ambos procurando em lados opostos da estrada. “Mantenha os olhos abertos para o barril. Tem de haver um —” Claro. Ele não sabia por que ele não lhe tinha ocorrido imediatamente. “Nós temos que voltar para a casa. Há um barril no final da minha doca.”

~ 223 ~


Eles correram para lá. Quando voltaram para casa, Trevor parou Warrell. “Disfarce. Nós não queremos que ninguém perceba para onde estamos indo.” Warrell assentiu. Eles pegaram uma cerveja, depois foram para o deck. Trevor fez um sinal com a cabeça na direção do barril, e Warrell foi lá, enfiou a mão dentro, e, sorrindo para Trevor, pescou um bobblehead39 da equipe. Isso. Nesse momento, Allison e Elvin já tinham voltado. “Encontraram alguma coisa?” Trevor levantou o bobblehead. “Maravilha,” disse Allison. “Nós não tivemos sorte com a nossa pista.” “Mas nós temos cinco,” disse Trevor. “Isso é muito bom.” “Mas é bom o suficiente? Existem itens quarenta no total.” “E um monte de equipes,” acrescentou Trevor. “Então, vamos ver.” Eles ficaram ali e esperaram, observando enquanto o resto das equipes aparecia. Trevor não tinha ideia do quem iria ganhar. “O que você acha?” Ele perguntou enquanto ele e Warrell esperavam, bebendo cervejas. “Eu não sei. Ninguém parece ter um saco recheado. Acho que temos uma chance.” “Eu também.” “Ok, todo mundo,” disse Haven. “Acabou o tempo. Tragam suas bolsas.” Allison abriu a sacola deles. Trevor observou enquanto Haven reunia todas as sacolas e começou a contar os itens. Ele teve que admitir, ele se divertiu. Ele voltou para o seu grupo e terminou sua cerveja. “Nós fomos bem. Não importa o que aconteça, nós fomos bem. Nós somos uma grande equipe.” “Você está certo,” disse Elvin. “Nós arrasamos. E a partir de como alguns desses sacos que a Haven está esvaziando estão parecendo, fizemos melhor do que um monte de outras equipes.” Trevor bateu sua cerveja contra a deles, em seguida, olhou para Warrell, que finalmente parecia relaxado. Ele até sorriu.

39

Tipo de boneco em miniatura com uma cabeça balançante desproporcionalmente grande para o corpo,

~ 224 ~


Todo mundo se misturou e fez lanches e tomou bebidas, enquanto Haven computava para achar os vencedores. Quando ela anunciou que estava pronto, as pessoas começaram a se reunir em torno dela. “O terceiro lugar ganhador de cartões de presente para um dos melhores restaurantes de Tampa são Vivian e Louis Trammell, e Sue e JW.” Aplausos explodiram. “O segundo lugar ganhador de cartões de presente são Trevor, Elvin e Allison, e Warrell.” “Ei, somos nós,” disse Trevor. “Droga, eu queria vencer,” disse Elvin. Warrell riu. “Todos nós queríamos.” Mas eles pegaram seus cartões de presente. “Obrigado,” disse Trevor quando Haven entregou-lhe o cartão de presente. “De nada. Todos vocês foram muito bem.” “E a equipe vencedora, com dez itens achados, é treinador George e sua esposa, Amanda, juntamente com Barrett e Grant Cassidy”. “Eu não sabia que os Cassidy conseguiam correr tão rápido,” alguém gritou em meio aos aplausos. “Eu vou chutar o seu traseiro no treino da próxima semana,” disse Barrett, apontando um dedo e olhando para um dos rapazes. Trevor riu. Todo mundo aplaudiu as equipes vencedoras. E treinador estava sorrindo. Foi uma boa vitória, porque Trevor sabia o quanto o treinador pesca em alto mar. Os irmãos Cassidy também. “Obrigado por isso, Trevor,” George disse, acenando com o certificado de presente. “Eu vou aproveitar isso.” “Eu também,” disse Amanda, guardando o certificado em sua bolsa. “Enquanto ele estiver fora na pesca durante o dia, eu vou estar no spa.” Haven havia se mudado para o lado de Trevor. “Parece que todos saem ganhando, então.” “Eu ainda mais, eu acho,” disse Amanda, com um largo sorriso. “Eu amo os meus dias de spa.”

~ 225 ~


“Eu não sei. Eu amo minha pesca.” George colocou o braço em torno de Amanda. “Mas sim, um dia de spa para você, querida.” A festa começou a desacelerar. Trevor viu todo mundo ir para fora, surpreendeu-se quando Warrell veio até ele. “Na verdade, eu me diverti. Obrigado por me convidar.” “Obrigado por ter vindo. Acho que a nossa equipe foi bem.” Warrell assentiu. “Fomos, sim. E eu ainda estou planejando te dar uma surra em campo.” “Eu vou estar ansioso por isso.” Warrell sorriu. “Vejo você na segunda-feira no treino.” Após garçons e bartenders terem limpado e ido embora, Trevor trancou a porta e pegou uma garrafa de água. Haven estava ocupada guardando todo o material de caça ao tesouro. “Minha equipe de limpeza vem amanhã. Eles podem cuidar disso.” Ela olhou para ele. “Eu também. Isso só vai levar alguns minutos para arrumar.” Ele andou até ela e pegou sua mão. “Você já trabalhou o bastante hoje à noite. Vamos lá para fora. Você deve colocar os pés para cima e relaxar. Eu sinto que tudo o que você fez foi trabalhar durante a festa.” Ela riu. “Isso não foi trabalho. Eu me sentei e bebi vinho, na maior parte do tempo, enquanto o resto de vocês correu e fez a caçada. E fiquei com Luisa Wilson.” “Oh, a mulher de Mowery?” “É. Ela está grávida de oito meses. Ela disse que seus tornozelos estavam inchados e ela não saiu por aí correndo fazendo a caçada, então ela ficou para trás, enquanto o marido saiu e fez a caça. Nós conversamos. Ela é muito legal.” “Sim, ela é. Você quer mais vinho?” “Claro.” “Qual você quer?” “Eu posso pegar.” Ele deu-lhe um olhar. “Qual você quer?” “O sauvignon blanc40.”

Casta de uva branca originária da região de Bordeaux, na França. Produz vinhos secos e refrescantes que possuem como principais seus aromas minerais, vegetais e toques frutados. 40

~ 226 ~


Ele foi até a geladeira, estudou as garrafas por um minuto, em seguida, puxou uma para fora. “Este?” “Sim.” Ele destampou-a e serviu-lhe um copo, em seguida, fez sinal para que ela se juntasse a ele quando saiu pela porta dos fundos. Ela tinha tirado as sandálias há muito tempo, então ela andou pelo deck com os pés descalços. Ele gostava dos pés dela, gostava das unhas dos pés pintadas de rosa. E quando ela entrou e sentou-se à beira da piscina e deslizou as pernas na água, ele tirou os sapatos, tirou as meias e sentou-se ao lado dela, entregando-lhe o copo de vinho. Ela tomou um gole, então suspirou. “Mmm. Isso é bom.” Ela virou a cabeça para olhar para ele. “Como foi com Warrell?” “Bom. Ele afrouxou um pouco.” “Fico feliz.” “Eu também. Eu acho que poderia ajudá-lo no treino e em situações de jogo para perceber que nós não somos inimigos.” “Acredito que sim.” “Obrigado mais uma vez por organizar tudo isso hoje à noite.” “De nada. Foi divertido para mim.” “Foi um trabalho.” “O trabalho às vezes pode ser divertido.” Ele gostava de ouvi-la dizer isso. Era a atitude que ele estava tentando cultivar. Apesar de hoje à noite não ter sido parte do trabalho dela.” Você chegou a conversar com qualquer um dos jogadores — uma conversa de trabalho, na verdade?” “Não. Eu não queria terminar o que foi uma noite relaxante e de diversão com perguntas de repórter. Vou deixar isso para outra hora, quando eu estiver trabalhando no meu papel oficial.” Ele mudou de posição para que ele pudesse olhar diretamente para ela. “Ninguém teria se importado, sabe.” “Pode ser que sim. Pode ser que não. Mas você pode perder a confiança se você começar a esmurrar as pessoas com perguntas enquanto eles estão tentando relaxar e se divertir.

~ 227 ~


Esse apenas não era o local certo para eu ir atrás de pessoas com perguntas sobre você ou a equipe.” “Ok. Você sabe o que é melhor.” Ele parou por um minuto, depois sorriu. “Então, isso significa que se eu estiver relaxando e me divertindo, você não vai me fazer perguntas?” Ela riu. “Boa tentativa. E não. Não é assim que funciona, uma vez que você é a razão pela qual eu estou aqui.” “Bem, é tudo sobre mim.” Agora, ela revirou os olhos. “Modesto como sempre.” “Você me conhece tão bem.” “Na verdade, há muito mais do que eu preciso saber sobre você.” “Para a história.” Ela queria saber mais sobre o passado dele. Sim, para a entrevista, mas também porque ela estava curiosa sobre ele — sobre o passado dele e como ele chegou até aqui. “E se eu disser que meus motivos são pessoais?” Ele riu. “Eu não acredito em você.” Ela inclinou a cabeça para o lado. “Por que não? Será que é tão difícil de acreditar que eu quero saber mais sobre você porque eu me preocupo com você?” Ele não a respondeu por alguns segundos, em seguida, virou-se para olhar para ela. “Nós estamos apenas nos divertindo aqui, Haven, certo?” Ela franziu a testa. “O que você quer dizer com isso?” “Você e eu. Nada sério, né?” Suas palavras a atingiram. Eles não deveriam ter se envolvido, mas se envolveram. Ela deveria ter pensado melhor antes de abrir-se até se machucar. Mas uma simples pergunta e ela tinha feito isso. Ela escondeu que tinha sido afetada atrás de um sorriso casual. “Claro. Você tem duas carreiras que o mantêm mais do que ocupado. Tenho uma nova carreira que me fará viajar em todos os lugares. Nenhum de nós está à procura de um relacionamento romântico. Como você disse, nós estamos apenas nos divertindo aqui, Trevor. E quando esta entrevista terminar, eu estou indo embora.”

~ 228 ~


Ele olhou para ela, e para a vida dela, ela não conseguia entender o que ela viu por trás de seus olhos. Ela desejava que não fosse tão escuro lá fora. “Certo. Isso é exatamente o que eu quero também.” Ela se levantou e pegou uma toalha para secar os pés e pernas. “Estou feliz que nós dois queremos a mesma coisa. Eu odiaria que ficasse algo de estranho — você sabe — quando isto acabar.” Ele olhou por cima do ombro. “Onde você vai?” “Foi um dia super ocupado e eu estou meio cansada hoje à noite. Eu estou indo para a cama.” Seus lábios se curvaram. “A minha cama, eu espero.” Ela fez uma pausa. “Na verdade, eu preciso escrever por algumas horas para a entrevista. Eu poderia usar algum tempo de silêncio, para que eu possa passar por isso o mais rápido possível. Eu acho que eu vou para o quarto de hóspedes esta noite. Eu espero que você não se importe.” Ele deu-lhe um olhar curioso. “Claro. Vejo você amanhã.” “Ok.” Em sua melhor voz de é-tudo-apenas-casual-entre-nós, ela disse: “Vejo você amanhã, Trevor.” Apressou-se para o andar de cima, fechou a porta, e inclinou-se contra ela, tentando acalmar o pulso rápido. Estúpida. Ela era tão estúpida. Ela havia se apaixonado por ele. De novo... E era totalmente, absolutamente unilateral. De novo... Quando você vai ficar esperta, Haven? Ele nunca vai te amar. TREVOR NÃO TINHA IDEIA DE PORQUE ELE TINHA DITO aquilo para Haven. Correção. Ele sabia exatamente por que ele a havia afastado. Ela disse que se importava.

~ 229 ~


Ele não podia se dar ao luxo de deixar uma mulher — de deixar Haven — se aproximar o suficiente para se preocupar com ele. Ela queria saber mais sobre ele, o que significava explorar seu passado. E isso significava expor os segredos — segredos os quais ele não estava pronto para confiar a ninguém. Ou estava pronto? Não. Ele não podia. Apenas pensar nisso... o que ela poderia pensar se ele dissesse a ela... Ela não entenderia. Ela pensaria menos dele. Ou, pior ainda, ela tentaria ajudar, e ninguém poderia ajudá-lo, porque ninguém podia saber. Ele tomou um longo gole de cerveja e rolou a garrafa em suas mãos. O problema era que ela não era a única pessoa que se importava. Ele havia se acostumado a tê-la em sua vida. Em sua casa. Ele sentia falta dela quando ela não estava por perto. Ele adorava ter o corpo dela ao lado do seu à noite. Ele gostava da risada dela, do senso de humor dela, dos conselhos dela. Ele havia se aproximado de Haven do que qualquer outra mulher em sua vida antes. Aquilo era amor? Ele não sabia. Talvez fosse, porque quando ele pensava nela, tudo dentro dele apertava com luxúria, com emoção, com a sensação de que se ele não a tivesse ao seu lado o tempo todo, algo estava faltando. Mas, ainda assim, ele manteve uma parte de si afastada dela. Ele não podia dizer a ela sobre essa parte. Isso mudaria os sentimentos dela por ele. E isso significava que não poderia haver nenhuma relação, que era por isso que ele tinha passado todos esses anos sozinho. Sem respostas para seu dilema em vista, ele olhou para a escuridão.

~ 230 ~


Capítulo Trinta HAVEN NÃO SABIA BEM O QUE FAZER COM ALGUNS dos outros jogadores oferecendo-se para dar entrevistas sobre Trevor. Mas quando ela se sentou lá e assistiu o treino da equipe, ela notou que Trevor ia falar com um dos jogadores, que balançava a cabeça e, em seguida, mais tarde, se dirigiam até ela. Ela revirou os olhos, sentindo-se manipulada e irritada. Quem estava no comando desta entrevista, afinal? Assim, sempre que um dos rapazes se aproximava e oferecia-se, ela educadamente recusava, dizendo-lhe que ela o procuraria mais tarde, se ela tivesse dúvidas sobre Trevor. Que homem maldito, sempre querendo controlar as coisas. Talvez ela colocasse isso na biografia sobre ele. Deus o livrasse de entregar as rédeas para uma mulher, deixando-a no comando. Embora ele não tivesse contestado quando ela queria subir nele durante o sexo. Ela tinha ficado no comando lá, não tinha?

~ 231 ~


Enquanto ela o viu correr pelo campo, a bola navegando no ar e pousando nos braços de Trevor, arrepios atravessaram sua pele. Ela lembrou-se vividamente dela nua, montando nos quadris estreitos de Trevor enquanto ele enfiava os dedos em sua carne, orientando-a a levá-los ao limite e além. Seus mamilos apertados, sua buceta tremendo com a necessidade de — Droga! Agitando-se para fora de seu sonho auto-induzido de sexo, ela forçou sua atenção para o passo confiante de Trevor que voltava para o amontoado. Ela o pegou dando um rápido olhar para ela sentada nas arquibancadas. Ele deu-lhe um sorriso, quase como se ele estivesse ciente do que ela estava pensando. Não creio! Não era como se seu corpo estivesse emitindo feromônios sexuais ou ela estava segurando um sinal de Eu Preciso Transar ou qualquer coisa. Ele apenas sorriu para ela. Isso era tudo o que tinha sido. Tipo um Oi, como vai? Certo? Tinha sido apenas uma noite separados. E talvez ela não tenha dormido muito e ela olhou para a água escura do lado de fora de sua janela em vez de dormir, perdida em seus próprios pensamentos. Ela poderia ter estado aninhada junto ao corpo quente de Trevor, ou misturada em um emaranhado de braços e pernas, seu corpo em movimento sob — ou sobre — o dele, chorando descontroladamente em orgasmo, em vez de dormir em uma cama fria sozinha. Ela poderia muito bem se acostumar com isso, porque assim que a matéria acabasse, seria o que ela estaria fazendo todas as noites. Forçando seus pensamentos de volta ao seu trabalho, ela fixou sua atenção sobre as notas que passara as últimas horas fazendo, em seguida, colocou seu laptop de lado e pegou a câmera. Andy estava fazendo vídeos, mas ela queria algumas imagens paradas. Ela andou pelas linhas laterais, enquadrando Trevor enquanto ele estava na aproximação. Sendo tão alto quanto ele era, era fácil captá-lo no meio de todos aqueles jogadores incrivelmente atléticos. Ou talvez fosse apenas porque ela poderia facilmente notá-lo. De qualquer maneira, ela fez uma foto dele curvando-se na aproximação, e em seguida, ficando na posição em que o ataque se preparava para o próximo jogo. Ele avançou pela lateral e ela tirou várias fotos, conseguiu uma dele fazendo uma recepção de bola espetacular, com o corpo estendido, os pés saindo do chão quando ele estendeu a mão para a bola.

~ 232 ~


Essa ia ser uma ótima foto. Ela tirou várias outras, apenas dele e dele com a equipe, antes de voltar ao seu lugar. Após o treino, ela esperou ele passar para tomar banho, em seguida, encontrou-o na entrada. “Bom treino?” perguntou ela. “É. Eu acho que estamos prontos para Dallas neste fim de semana.” “Bom.” “Eu vou tomar banho. Ah, e Larry, o treinador receptores, convidou um grupo de receptores para jantar na casa dele esta noite. Vai ser pra relaxar, conversar sobre estratégias. Os caras vão levar esposas e namoradas.” “Eu não sou uma namorada. E, obviamente, nem uma esposa.” “Não, mas você tem que comer, certo?” Após a conversa ontem à noite, ela não sabia como ela se sentia quanto a ir com ele. Mas declinar seria mesquinho, e ela não era mesquinha. Além disso, ele lhe daria a oportunidade de vê-lo em ação, ao menos socialmente com os outros receptores, e o trabalho veio primeiro. “Sim, eu tenho que comer.” “Então, isso é um sim?” “Claro. “Ótimo. Vou encontrá-la em casa. O jantar é às sete.” Ela saiu e voltou para a casa. Ela tinha algumas coisas para conversar com ele. Ela teve uma grande ideia que veio a ela durante suas horas de insônia ontem à noite, quando ela tinha revisado a biografia e revisto o trabalho de caridade dele. Ela pensou que seria uma ótima parte para a entrevista e ela sabia que ele iria adorar a ideia, porque isso divulgaria uma das obras de caridade dele. Ela não podia esperar para passar isso para ele. Ela se encontrou com Andy para fazer arranjos para ele enviar-lhe o filme que tinha feito. Eles estavam indo para encontrar-se novamente em Dallas neste fim de semana para o jogo. Ela dirigiu de volta para a casa e trabalhou mais em suas notas para que pudesse enviálas para a sua equipe de produção. Ela estava na sala de jantar, trabalhando em seu laptop, quando Trevor chegou em casa. “Ei,” ele disse, colocando a bolsa para baixo na cozinha.

~ 233 ~


“Ei, você.” “Você está trabalhando?” “É. Terminando algumas notas e fazendo upload de algumas fotos que tirei de você e da equipe hoje. Gostaria de vê-las?” “Sim.” Ele se inclinou sobre ela, enquanto ela mostrava as fotos. Esta foi realmente a primeira vez que ele tinha revisado o trabalho dela. “Elas são boas. Você é uma grande fotógrafa, Haven.” Ela inclinou a cabeça para trás e sorriu para ele. “Obrigada.” “Você poderia me enviar algumas das fotos que você não for usar?” “Claro. Você vai emoldurá-las e pendurá-las na parede?” Ele riu. “Não. Mas eu vou enviá-las para a minha RP 41 e ela pode usá-las.” “Entendo.” A campainha tocou, e Trevor foi até a porta. Ele voltou com um homem que parecia estar em seus tinta anos, vestido com um terno escuro. Ele era bem bonito de uma maneira GQ, com o cabelo curto cor de areia, olhos azuis profundos e óculos pretos de Clark Kent. “Haven, este é o meu advogado, Bradley Rayburn.” Ela levantou-se da mesa e estendeu a mão. “Prazer em conhecê-lo, Bradley.” “Me chame de Brad. Prazer em conhecê-la, também, Haven. Você deve ser a pessoa entrevistando Trevor para a matéria da emissora.” “Sou eu.” “Como é que vai?” “Está indo muito bem. Como você sabe, Trevor é o assunto.” Ela lançou sorriso na direção de Trevor. Brad sorriu. “Sim, ele é.” Brad colocou a pasta sobre a mesa, abriu-a e tirou uma pasta de arquivo. Abriu-a e tirou o que pareciam ser contratos. “Estes estão prontos para assinar.” Trevor sentou-se à mesa e pegou a caneta que Brad lhe entregou. “Onde está marcado?” “É.” Brad virou-se para Haven. “Então, há quanto tempo você trabalha na cobertura de esportes?” Relações Públicas – pessoa que promove a marca da empresa junto aos funcionários e clientes. No caso de atletas, promovem a imagem deles. 41

~ 234 ~


Haven tinha sua atenção em Trevor, mas a afastou brevemente para dar uma rápida olhada para Brad. “Oh, não por muito tempo.” Trevor assinou os contratos, em seguida, entregou os papéis de volta para Brad. “Aqui está.” “Ótimo. Eu vou pegar a assinatura deles e uma cópia autenticada deve estar pronta para você dentro de uma semana.” “Ok.” Brad fechou a pasta, em seguida, virou-se para Haven. “Foi muito bom conhecer você, Haven.” “Você, também, Brad.” Trevor caminhou até a porta, depois voltou. Haven encostou-se à mesa e cruzou os braços. “O que foi?” ele perguntou. “Você nem sequer ler o que quer que ele lhe pediu para assinar.” Trevor esperou algumas batidas antes de responder a ela. “Oh. Eu já tinha ido ao longo desses contratos no escritório de Brad. Eu sabia o que eram.” “Ainda assim. Você não acha que você deveria ter lido para se certificar de que nenhuma alteração foi feita?” “Nah. Confio em Brad. Estamos juntos desde que eu comecei a minha carreira. Se houvesse mudanças, ele teria me dito.” “Eu sei que não é da minha conta, Trevor, mas na verdade, isso não é uma boa ideia. Você deve sempre ler qualquer coisa antes de assinar.” Ele aproximou-se e passou a mão pelo braço dela, então entrelaçou os dedos nos dela. “Obrigada por cuidar de mim, Haven, mas na verdade, o contrato estava bom. E o Brad também.” Ela encolheu os ombros. “Se você diz.” Ela desembaraçou a mão da dele e pegou o telefone. “Eu preciso ir me trocar para o jantar.” “Sim, eu também.” Ela subiu as escadas e tomou um banho, fez o cabelo e a maquiagem e colocou uma capri e um top, em seguida, escolheu uma blusa de botão simples de manga comprida para colocar sobre ele. Ela colocou seus sapatos e desceu.

~ 235 ~


Trevor já estava lá, vestindo calças cargo e uma camisa de manga curta que abraçava seu peito musculoso. Ela suspirou em apreciação. “Você parece bem.” Ele sorriu e aproximou-se dela, pegou-a e beijou as costas das mãos dela. “E você está linda.” Ele puxou-a para perto e beijou-a, envolvendo um braço em volta da cintura para puxá-la contra ele, fazendo-a desejar que eles estivessem ficando em casa esta noite em vez de ir para a rua. Apenas a sensação de seu corpo pressionado firmemente contra o dela e o gosto de seus lábios e língua enquanto movia a boca habilmente sobre a dela, acendeu um fogo em seu interior que pediu para ser extinto. Mas ela sabia que eles tinham outro lugar para estar, então ela colocou as mãos sobre o peito dele e quebrou o beijo. “Se você continuar assim, nós não vamos conseguir chegar no jantar na casa do seu treinador hoje à noite.” Os olhos dele brilhavam quentes de desejo, a evidência na ereção que roçou contra ela. “Isso é uma coisa ruim?” Ela estremeceu contra ele. “Para mim? Não. Para você? Provavelmente.” Ele suspirou. “Ok. Eu só vou dirigir com um pau duro.” “Você não é o único excitado aqui, você sabe.” Ele pescou um preservativo de um dos muitos bolsos em sua calça. “Nós poderíamos fazer uma rapidinha. Eu poderia fazer você gozar depressa.” Ela arqueou uma sobrancelha. “Você acha que é bom assim?” Levantou-a sobre o balcão da cozinha. “Eu sei que eu sou.” Em segundos, seus sapatos estavam no chão e ele a puxou fora da capris e da calcinha. Ela pensou em se opor, mas ela se excitou tão rápido com a maneira que ele a beijou e abraçou, e ela queria isso tanto quanto ele. Ela sentiu falta dele ontem à noite, e seria ridículo negar a si mesma um ótimo sexo. Enquanto ela soubesse onde daria isto entre eles — que era a lugar nenhum — ela poderia colocar esse bloqueio firmemente de volta em seu coração e, pelo menos, apreciar a química entre eles.

~ 236 ~


Então, quando ele abriu as pernas dela e colocou a boca em seu sexo, ela estava mais do que pronta. Ela recostou-se nos cotovelos e colocou as pernas sobre os ombros dele, dando-lhe acesso e deixando-se cair sob o feitiço dele. Ele estava certo de ser tão confiante. Seus lábios e língua faziam mágica, e ela estava lá em segundos, com um prazer delicioso crescendo rapidamente. Seu orgasmo foi uma corrida rápida de intensidade, um comunicado de boas-vindas que a fez se arrepiar e gemer, seu corpo tremendo conforme cada parte do seu corpo se iluminou quando ela gozou. Trevor puxou-a para fora do balcão, em seguida, virou-a e inclinou-a sobre ele. Ele abriu o zíper de suas calças e colocou o preservativo, em seguida, entrou nela com um impulso rápido. Ela estava molhada, latejante, esperando por ele, acolhendo-o com um gemido enquanto ele dirigia para dentro dela. Ele agarrou os quadris dela e empurrou para dentro, em seguida, retirou-se, e o fez novamente e novamente até que tudo o que ela podia sentir era ele, cada centímetro de espessura e o inchaço dele dentro dela enquanto ele corria para sua própria libertação. Ela se abaixou para esfregar seu clitóris, querendo gozar novamente, sabendo que ela poderia porque a maneira como ele bombeava nela a levou a um frenesi de necessidade. “Você vai gozar para mim, Haven?” “Sim. Eu preciso disso.” Ela estava lá — bem lá, e ele aliviou para fora, diminuindo o ritmo, dando-lhe os poucos minutos que ela precisava para atingir o orgasmo. Ela empurrou de volta contra ele e gritou quando ela teve sua liberação, desta vez muito melhor porque ele estava dentro dela. Sentiu-o, apertou-o, seu corpo pulsando ao redor dele quando ela gozou. E quando ele gozou, ele gemeu e colocou o corpo sobre o dela, o corpo estremecendo contra a dela. Ele segurou-se firmemente contra ela e beijou-a de volta enquanto ele liberava o seu orgasmo. Tremendo e engasgando para respirar, ela segurou o balcão, Trevor segurando firme contra ela. Ele a soltou e virou-a, segurando seu rosto enquanto lhe dava um beijo. “Isso pode ter sido um pouco mais do que uma rapidinha.” Ela passou os dedos pelo lábio inferior dele. “Você não vai receber uma queixa de mim.”

~ 237 ~


Ele sorriu, então pegaram as roupas enquanto corriam para o andar de cima. Haven fez uma limpeza rápida e consertou seu cabelo e maquiagem, em seguida, vestiu-se e encontrou Trevor de volta lá embaixo. Ela mais uma vez encontrou-o encostado no balcão da cozinha, só que desta vez com um sorriso de satisfação no rosto. “Isso é como déjà vu,” disse ele. “Não é?” Quando ela veio a ele, ele a puxou para seus braços e mais uma vez lhe deu um beijo devastador. Faíscas de desejo reacenderam. “Você começa isto novamente, e nós realmente não vamos chegar lá,” disse ela, esfregando os lábios contra os dele. Ele passou os dedos por seu braço, incitando deliciosos arrepios. “Eu não posso evitar. Você me tenta.” Antes que eles acabassem passando a noite na casa, ela pegou as chaves e foi até a garagem. “Vamos lá, vamos lá.” A casa do treinador era em Tampa, por isso demorou cerca de meia hora para chegar lá. Havia vários carros na garagem e na rua. “Estamos atrasados,” disse ela enquanto estacionado. “Tudo bem. Eu vou dizer a Larry que estávamos transando. Ele vai entender.” Ela lançou-lhe um olhar horrorizado. “Você não vai.” Ele riu. “Venha.” Eles tocaram a campainha e uma mulher abriu a porta. Ela era cheia de curvas e tinha lindos olhos verdes, cabelo marrom com um corte chanel. Ela parecia estar em seus quarenta e poucos anos e era absolutamente linda. Ela sorriu para Trevor. “Oi, Trevor.” “Ei, Sally. Esta é a Haven. Ela está trabalhando em uma entrevista sobre mim.” “Eu ouvi sobre a entrevista. Larry me falou. Prazer em conhecê-la, Haven. Venham, você dois. Todo mundo já está aqui.” “Sim, sinto muito por isso. Estávamos... atrasados,” disse Trevor. Haven sentiu-se corar.

~ 238 ~


“Não é nenhum problema. Nós ainda não começamos o jantar ainda. Sintam-se em casa. Larry está na sala de estar com os caras. Haven, você pode vir na cozinha comigo, se você quiser. Todas as mulheres estão lá. Ou se você se sentir mais confortável em estar com Trevor...” “Não, eu adoraria ir com você, Sally.” Um sorriso insistia no rosto de Trevor, e Haven seguiu Sally pelo longo corredor para uma bela cozinha, que era toda turquesa e creme. Tinha um enorme balcão onde várias mulheres estavam sentadas, e uma mesa ao lado, onde várias outras estavam sentadas. “Todo mundo, esta é Haven. Ela está aqui com Trevor.” “Bem, sorte sua,” disse uma delas, que então se levantou. “Sou Felicia, a namorada de Brady McCall.” Ela reconheceu algumas das outras mulheres da caça ao tesouro, também. Ela viu Allison, a namorada de Elvin, e conheceu Tania Ford, esposa de Rodney. Rodney era um dos caras da linha ofensiva, e ela já o havia entrevistado. Ela foi introduzida para o resto deles, e apenas esperava que ela se lembrar de todos os nomes. “O que você gostaria de beber?” Perguntou Sally. “Temos vinho, margueritas, chá gelado e água.” “Eu adoraria um pouco de vinho.” “Vamos escolher qual deles,” disse Sally, e Haven escolheu um sauvignon blanc. Sally serviu-lhe um copo. A cozinha também cheirava bem. Ela não sabia o que Sally estava cozinhando, mas ela não podia imaginar ter que preparar um jantar para todas essas pessoas. “Existe algo que eu possa fazer para ajudar com o jantar?” “Não, obrigado, Haven. Temos tudo sob controle. Bifes e frango já prontos e aquecendo, e as senhoras aqui trouxeram acompanhamento. É uma refeição simples hoje à noite.” “Oh, Trevor não me disse para trazer um acompanhamento. Eu sinto muito.” Sally colocou a mão no braço de Haven. “Não pedi pra vocês trazerem coisa alguma. Basta sentar e desfrutar do seu vinho.” Haven se sentou à mesa.

~ 239 ~


Por um tempo, ela se sentou e ouviu as mulheres batendo papo. Sendo uma pessoa de fora, ela queria ter uma ideia do grupo. Muitas destas mulheres estavam juntas há muitos anos. Ficou claro, também, quando eles falaram de filhos e maridos e namorados e as vitórias e derrotas do time. Elas falaram sobre os jogos e as viagens dos caras e contra quem estariam jogando nas próximas rodadas. Essas mulheres conheciam o futebol deles — e os jogadores — de um ângulo que Haven não tinha considerado antes. Mas estava em sua cabeça agora, e isso era algo que ela queria explorar. “Você não falou muito, Haven,” disse Felicia. “Espero que não estejamos te entediando.” “Muito pelo contrário, na verdade. Eu estava ouvindo todos vocês falar sobre futebol. Não sei quantos de vocês sabem isso sobre mim, mas eu na verdade sou uma repórter esportiva de uma emissora. Eu estou trabalhando com Trevor fazendo uma extensa entrevista sobre a vida e carreira dele.” Tania levantou uma sobrancelha. “Mesmo? Isso deve ser interessante. E informativo. E muito divertido.” Haven riu. “Tem sido — todas essas coisas. Enfim, como eu tenho escutado todas vocês, ocorreu-me que há tanto sobre as esposas e namoradas dos jogadores que não se sabe — ou, eventualmente, mal representado. Você realmente conhecem futebol. Todas as equipes e todos os jogadores. Eu adoraria fazer uma história sobre todas vocês.” Sally franziu a testa. “Uma história sobre nós? Por quê?” “Eu acho vocês são fascinantes. Tipo um por-trás-do-jogador — ou tipo uma matéria sobre a mulher-por-trás-do-jogador. As esposas dos treinadores também. Eu realmente não tenho tudo planejado ainda, mas vocês sabem tanto sobre futebol. Não apenas o que o seu parceiro faz, mas vocês têm um conhecimento profundo sobre os outros jogadores na equipe, e as outras equipes contra quem Tampa joga. É impressionante.” Amanda riu. “Se você for namorar ou casar com um jogador de futebol — ou no meu caso, um treinador — seria melhor conhecer futebol. Nós não vamos apenas ao shopping, quando os nossos rapazes estão jogando futebol. Eu amo o futebol. Eu amei o esporte antes de conhecer George. Ter alguém envolvido no futebol foi apenas um bônus.”

~ 240 ~


“Isso é verdade,” disse Tania. “Eu amo que Rodney jogue futebol, mas eu era uma rata dos esportes antes de nos conhecermos. Meu pai jogou futebol americano universitário, também. Foi enraizado em mim desde a infância.” E era esse tipo de histórias de interesse humano que construiria uma grande matéria. “Se vocês estiverem interessadas, quando eu terminar com a história de Trevor, eu vou anotar seus números e ligar para vocês.” Todos se entreolharam, e ela teve uma resposta imediata positiva. Ela pensou na equipe do Rivers também. Liz, que era uma agente desportiva. Alicia, que também trabalhou para o Rivers. Tara, que era dona de sua própria empresa. Assim, muitas mulheres ricas de experiências próprias, mas que também conheciam os seus jogadores e a equipe tão bem. Esta poderia ser uma grande entrevista. TREVOR ESTAVA EM PROFUNDA CONVERSA COM LARRY, George, e os outros receptores, falando de estratégia e potenciais planos de ataque, quando Sally entrou com as mulheres. “Tudo bem, senhores. O jantar está pronto, então é hora de fazer uma pausa. Queremos comer antes do jogo de quinta-feira à noite começar, não é?” Larry levantou a cabeça. “Sim, com certeza queremos, querida. Vamos, rapazes.” Trevor encontrou Haven na cozinha. Ela entregou-lhe um prato. “Como tá indo?” ele perguntou. Os lábios dela se inclinaram. “Muito bem, na verdade. E quanto a você?” “Ótimo. Nós não temos oportunidade de ter intensas reuniões como esta durante os treinos. Ajuda a ficar longe do campo e apenas falar sobre como vamos abordar.” “Bom saber.” Eles encontraram um lugar na mesa da sala de jantar. Trevor comeu bife, batatas e brócolis. E, em seguida, voltou para mais. “Com fome?” Perguntou Haven. “Um pouco. O treino de hoje abriu meu apetite.” “E é uma coisa boa você queimar tudo isso no treino, também.” “É como eu mantenho meu corpo.”

~ 241 ~


Ela riu. “Isso tudo é tão delicioso,” Haven disse a Sally, que estava sentada do outro lado dela. “Obrigada.” Nós tentamos fazer isso algumas vezes por temporada. É bom para George para ter uma conversa com seus receptores. E, claro, para todas nós mulheres nos reunirmos em algum lugar além do estádio.” “Eu disse a Sally que eu queria fazer uma matéria sobre as mulheres do futebol,” Haven disse Trevor. “As mulheres do futebol? Você quer dizer que não há caras o suficiente?” Rodney perguntou a ela. “Oh, há uma abundância de vocês. Mas suas mulheres têm histórias interessantes para contar.” “´Nós temos mesmo,” disse Tania com um sorriso. “Isso pode ser um grande ângulo,” disse Trevor. “Eu acho que sim,” disse Haven. “E por falar em histórias interessantes, quando eu estava revendo sua bio eu notei que o projeto de alfabetização Greater Tampa é uma de suas obras de caridade.” “Sim, é.” “Eu fiz arranjos para você fazer uma leitura com algumas das crianças na próxima semana, como parte da entrevista. Você vai entrar e ler para algumas das crianças. Eu acho que vai criar um grande interesse humano...” O garfo de Trevor acalmou a caminho de sua boca. “O que?” “Oh, é uma ideia maravilhosa, Haven,” disse Allison. “Vários de nossos rapazes estão envolvidos neste projeto.” “É mesmo? Talvez alguns deles pudessem ir e ler também. Se você puder me dizer quem são, eu vou entrar em contato com eles e ver se estão interessados.” “Tenho certeza de que vão estar. Todos os caras envolvidos com a caridade adorariam direcionar o foco para ela. Não é mesmo, Trevor?” Trevor mal conseguia se concentrar no que Allison e Haven estavam dizendo. Tudo o que ele ouviu foi Haven dizendo que iria filmá-lo a ler para as crianças. Ele não podia fazê-lo.

~ 242 ~


“Uh, sim.” Claro. Sua garganta estava seca, o seu jantar agora um tijolo sentado em seu estômago. Ele teve que encontrar uma maneira de sair dessa. O resto da noite passou em um borrão até que era hora de dizer se despedir. Eles entraram no carro e Trevor ficou em silêncio durante toda a viagem de volta. “Foi divertida esta noite, não foi?” Perguntou finalmente Haven. “É.” “Eu gostei mesmo de todas as mulheres. E eu tenho uma ideia tão fantástica para uma nova história para apresentar ao meu produtor.” “Isso é bom.” Ele agarrou o volante, com foco na estrada, os carros à sua frente, tentando manter sua atenção na condução, enquanto, ao mesmo tempo, sua mente girava com maneiras de sair do que Haven tinha planejado para ele. Felizmente, ela tinha se ocupado fazendo anotações no telefone, então ela parou de falar com ele. Ele precisava de um tempo sozinho. Ele tinha que pensar, descobrir uma maneira de sair disso. Mas como ele faria isso sem parecer um idiota? Maldita Haven por colocá-lo nessa posição. Por que não podia ter pedido a ele em primeiro lugar? No momento que ele estacionou na garagem de casa, ele estava com raiva e no limite. Ele jogou as chaves no balcão e foi até a geladeira para pegar uma cerveja. Haven pegou um copo de água gelada, em seguida, sentou-se no sofá da sala de estar. “Você esteve muito silencioso na volta para cá.” Ele tomou vários goles de cerveja, sem dizer nada a ela. Ele precisava de um ou dois minutos para se acalmar, esperava que a cerveja ajudasse. Ele parou na porta que dava para o deck e olhou para a escuridão, tomando outro gole de cerveja. “Trevor. Há algo de errado?” A raiva fervia dentro dele, procurando uma saída. Ele tentou contê-la, mas ele se virou para ela. “Você tomou uma decisão sem me consultar.” Ela piscou. “Como? Que decisão?”

~ 243 ~


“O evento de leitura.” “O que tem? Eu pensei que você ficaria feliz.” Ele respirou fundo. “Você não deveria ter agendado isso sem me consultar.” “Por que não? Existe algum problema com a organização?” “Não. Eles são uma ótima organização. É por isso que eles são uma das instituições de caridade que eu apoio.” “Então eu não entendo o problema.” Viu-a franzir a testa, e ele sabia que não estava captando a razão dele. E ele sabia o porquê. Porque havia algo que ele não estava dizendo a ela, algo que ele não podia dizer a ela sem divulgar o seu segredo. Ele passou os dedos pelo cabelo. “Eu não posso fazer isso.” “Ok. Importa-se de explicar por quê?” “Não. Apenas cancele.” Ele terminou sua cerveja e jogou a garrafa na lixeira. Ele não tinha ajudado, então ele pegou outra fora da geladeira. Haven levantou-se e aproximou-se dele. “Trevor, eu posso dizer que você está chateado com isso. Fale comigo.” Ele passou por ela e abriu a porta que dava para o deck, precisando do ar fresco da noite para limpar a cabeça. Ele percorreu todo o caminho até o ancoradouro e sentou. Haven o seguiu, parando ao lado dele. “Eu nunca vi você tão chateado. Por favor, me diga o que está errado.” Em vez disso, ele bebeu metade do conteúdo de sua garrafa de cerveja, à procura de uma solução no esquecimento. Talvez se ele ficasse bêbado, seu problema fosse embora. “Eu não quero falar sobre isso.” “Eu acho que você deveria. Diga-me por que você não quer ler a história. Se isso é algo sobre a instalação...” “Não é a instalação. Eles são ótimos.” “Então o que é?”

~ 244 ~


A última coisa que ele queria agora era a calma e preocupada a voz dela. Ele se afastou da doca, precisando ficar longe de Haven. Ele entrou na casa, mas ele a ouviu bem perto, em seus calcanhares, silenciosamente fechando a porta atrás dela. “Agora não, Haven,” disse ele, nem mesmo olhando para ela. “Eu não estou indo embora, Trevor.” Seu sangue ferveu, ele se virou para encará-la. “Talvez você devesse.” A dor e confusão no rosto dela era evidente. “O quê?” “Eu acho que já acabamos aqui.” Ela parou por um segundo, então balançou a cabeça. “Oh, não. Você não vai conseguir me afastar tão facilmente. Alguma coisa está te incomodando, e não tem nada a ver com você e eu. Então me diga o que está acontecendo.” Ele balançou a cabeça. “Eu estou indo para a cama.” Ele jogou a garrafa de cerveja vazia no lixo e subiu as escadas, com a intenção de se trancar em seu quarto, covardemente evitando um confronto com Haven. Mas ela correu na frente dele na escada, bloqueando-o. “Eu não vou deixar você fazer isso, Trevor. Fale comigo.” “Eu não tenho nada a dizer.” “Não me evite. Não evite isso.” “Não há nada para evitar. Eu estou chateado que você programou pelas minhas costas algo que você não deveria ter programado. É simples assim.” “Não, não é assim tão simples. Você está com medo. Isso está praticamente escrito no seu rosto. Agora me diga o que está acontecendo, porque eu não vou deixar isso passar.” Eles ficaram no corredor, bem na frente do quarto dela. Ele poderia empurrá-la para fora de seu caminho e com certeza poderia fugir dela. E sim, ele poderia se esconder em seu quarto, mas ela ainda estaria lá na parte da manhã, fazendo as mesmas malditas perguntas. “Deixa isso quieto, Haven.” Ela segurou a mão dele. “Eu estou preocupado com você, Trevor. Eu nunca vi você tão chateado. Por favor, fale comigo. Venha para o meu quarto e fale comigo.” Ela puxou sua mão, mas ele se recusou a ceder. Se ele dissesse a ela, mudaria tudo.

~ 245 ~


Ninguém sabia. Brad sabia, mas ele tinha que saber. Seu agente sabia também. Eles eram os únicos. Além de seus pais, é claro. E Zane. Mas ele nunca tinha dito a ninguém. Deliberadamente, ele nunca tinha dito a ninguém. Sua garganta parecia que estava fechando. Era difícil engolir. Seu coração batia contra a sua caixa torácica. Ele não podia fazer isso. “Trevor. Por que você não pode fazer o evento de alfabetização?” Ele mal conseguia senti-la apertando a mão dele quando ele finalmente deixou escapar as palavras que ele tinha jurado que nunca diria a ninguém. “Porque eu não consigo fazer uma maldita leitura.”

~ 246 ~


Capítulo Trinta e Um A RESPIRAÇÃO HAVEN FICOU PRESA. Era como se o tempo tivesse parado naqueles poucos segundos depois de Trevor ter dito a ela que ele não sabia ler. “O quê?” Seus ombros caíram, as palavras quase inaudíveis. “Não me faça dizer isso de novo.” Ela viu a dor gravada nas feições dele, a agonia que deve sido admitir isso. “Você não consegue ler? Isso é impossível. Eu ensinava você na faculdade.” Ele finalmente sentou na escada. Desabado pela derrota definia melhor, como se um balão tinha estourado. Ele não tinha nenhuma força sobrando. E ela o fez admitir isso. Ela se sentiu péssima. Ela ajoelhou-se diante dele e disse-o novamente. “Eu ensinava você. Inglês. História. Matemática.” “Fácil o suficiente para fingir. Você fazia todo o trabalho. E eu posso ler um pouco. Apenas não bem. Eu fico confuso. Então, eu só... não.” Oh, Deus... Lágrimas inundaram seus olhos. Ela ainda não tinha notado. Ela tinha estado tão focada em sua paixão por ele, em sua irritação por ele ser o atleta figurão que queria negociar com ela para ajudá-lo a passar suas aulas que ela não tinha prestado atenção em por que ele vinha tendo tanta dificuldade em aprender. Ela pensou que ele fosse preguiçoso. Seu estômago se apertou quando a culpa caiu sobre ela. Ela colocou as mãos sobre os joelhos. “Quão ruim é isso?” “Ruim.” Então ela se deu conta. A organização ridícula na geladeira dele, o fato de ele não ter lido o contrato que seu advogado tinha lhe trazido. Realmente, ela nunca o tinha visto ler qualquer coisa. Ele jogava alguns jogos no telefone dele, mas naquele dia ele a tinha feito discar um número de telefone no dela. Estava começando a entender.

~ 247 ~


“E quanto à cartilha do futebol americano? Eu sei que os jogadores de futebol têm que aprender a cartilha.” “Meu agente e meu advogado sabem. Eles me ajudaram com isso, ensinaram-me passo a passo. Além disso, há imagens na cartilha. Menos palavras. É mais fácil de entender.” Por um breve momento, ela fechou os olhos, em seguida, abriu-os. “É por isso que você escolheu o grupo de alfabetização como uma das suas instituições de caridade.” “É. Mas eu não posso ler para aquelas crianças. Eu não posso deixar que as pessoas descubram sobre isso.” “Você pode ser ensinado a ler, Trevor. Posso te ajudar.” Ele se levantou e começou a recuar até as escadas. “Não. Oh, merda nenhuma. É muito tarde para mim.” Ela levantou-se, também, olhou para ele. “Não é tarde demais para você. Nunca é tarde demais. Você não pode desistir de si mesmo.” “Olhe. É ruim o suficiente que você saiba. Eu não quero que ninguém mais saiba, e eu espero que você saiba que isso está fora dos registros da entrevista. Se você tentar colocar isso em sua entrevista, eu vou processar tanto você quanto a emissora.” Ela engasgou, horrorizada que ele pensasse isso dela. “Você realmente acha que eu usaria algo tão pessoal quanto isto para avançar no meu trabalho?” Ele deu de ombros. “Eu não sei, Haven. Você usaria?” Ela queria dar um tapa nele, mas ela sabia que estava ferido e na defensiva fazendo com que ele a atacasse dessa maneira. “Eu não usaria, e você me conhece. Eu nunca iria machucá-lo dessa forma. Estou tentando ajudá-lo.” “Você pode me ajudar por cancelar o evento no centro de alfabetização. Diga-lhes que houve um conflito de horários.” Ela balançou a cabeça. “Eu acho que isso apenas o ajudaria a—” “Você já ajudou bastante. Terminamos aqui.” Ele se virou e começou a subir as escadas. Haven leu o encerramento em caráter definitivo na declaração dele. Ela correu para cima e ficou em frente a ele, colocando a mão no peito dele, obrigando-o a parar e encará-la. “Terminamos aqui? O que você quer dizer?”

~ 248 ~


A severidade na expressão dele cortou-a profundamente. Não havia calor, nem carinho lá. Ela viu... nada. “Quero dizer que terminamos. Tenho que me concentrar no futebol e você tem filmagem o suficiente para terminar a sua entrevista. Por que você não faz suas malas e vai?” E desse jeito, ele estava empurrando-a para fora da vida dele. Ela sabia por que, mas ainda dói ouvi-lo dizer as palavras. “Trevor. Não faça isso.” “Você pode ficar esta noite, mas amanhã eu quero você fora daqui.” “Não. Por favor, não faça. Nós podemos consertar isso juntos. Eu vou ajudá-lo.” Ele não se moveu. Ela viu nenhuma emoção. Era como se ele tivesse completamente se afastado dela, de sentir alguma coisa. “Haven. Você precisa ir.” Ela nunca tinha visto aquele olhar no rosto dele, o jeito que ele tinha acabado de desligar completamente. Parte dela queria pressionar, se recusar a sair até que ele caísse em si. A outra parte dela estava tão magoada porque ele não confiava nela, não se importava o suficiente com ela, com ambos para sequer tentar. Queria pedir-lhe para deixá-la ficar, para que ela pudesse ajudá-lo com isso. Mas por quê? Era claro que ele não queria mais nada com ela. Ele tinha passado por quase trinta anos sem ela, e ele pretendia continuar ela. Ele não precisava nem queria sua ajuda. Ele não a queria. E ela com certeza não ia implorar para deixá-la ficar. “Ok. Eu vou embora de manhã.” Ele fez um breve aceno de cabeça. “Eu acho que é melhor “ “Eu também.” Ela virou-se e foi para seu quarto e fechou a porta, em seguida, entrou no banheiro e ligou a água na pia. Ela olhou para o espelho, vendo as lágrimas não derramadas brilharem em seus olhos. Foda-se Trevor. Ela não ia chorar por ele. Ela se inclinou sobre a pia para lavar o rosto quando grandes e gordas lágrimas deslizaram por suas bochechas. Oh, maldito. Talvez ela fosse chorar por ele depois de tudo.

~ 249 ~


Capítulo Trinta e Dois HAVEN FICOU ATÉ TARDE PARA REGISTRAR SUAS RECENTES NOTAS DE PRODUÇÃO e fotos e para fazer as reservas de avião. Não que ela iria conseguir dormir de qualquer maneira. Ela chorou por uma hora, miserável e infeliz e desejando como um louco que Trevor fosse bater à sua porta e dizer-lhe que ele era um idiota e implorar o seu perdão. Ha. Isso não tinha acontecido. Ela tinha feito reservas de avião, mas não voltaria para Nova York. Ela pegou um voo para Oklahoma, e chegou à casa de sua mãe na noite seguinte. Sua mãe ficou surpresa ao vê-la, e assim que ela viu sua mãe, as lágrimas vieram novamente. Ela não queria chorar na frente de sua mãe. Sua intenção era passar um par de dias lá, reagrupar-se emocionalmente, então estar a caminho.

~ 250 ~


“Oh, querida, o que aconteceu?” Sua mãe perguntou depois que ela soltou uma enxurrada de soluços e sua mãe se sentou com ela no sofá e confortou-a com abraços e lenços de papel. Quando terminou de chorar, ela disse à sua mãe sobre Trevor, sobre deixar sua guarda baixar e acabar se apaixonando por ele, sobre como ele se manteve longe dela emocionalmente e, em seguida, por ela confiar em sua mãe implicitamente, ela contou o segredo de Trevor . “Uau,” disse sua mãe. “Isso é um segredo doloroso para segurar firme por todos esses anos. E como aquele pobre menino deve estar machucado por ‘dentro’.” Haven balançou a cabeça. “Como eu não poderia ter visto? Eu lhe ensinei, mãe.” “Querida, você não via, porque ele era inteligente em escondê-lo. De você, e, obviamente, de todos.” “Como ele conseguiu através da escola ser incapaz de ler? Através da faculdade?” “Ele disse que lê alguma coisa, certo?” “Sim...?” “E você já trabalhou com crianças com problemas de alfabetização antes. Você sabe como facilmente se pode deslizar através do sistema. Trevor não é burro. Ele é muito inteligente.” Haven assentiu. “Inteligente o suficiente para me jogar, e provavelmente seus professores ao longo dos anos.” “Sim...?” Ela ainda estava tentando absorver tudo. Não apenas a questões de alfabetização de Trevor, mas ele sumariamente jogando-a para fora de sua casa, fora de sua vida. Ela pegou suas coisas lá de cima para o quarto dela e passou o primeiro dia de mau humor e se sentindo completamente esgotada. Ela dormiu até tarde, então se levantou e tomou café da manhã na cidade, foi para uma caminhada para limpar a cabeça, e fez alguns trabalhos na casa durante o dia. Quando a mãe chegou do trabalho naquele dia, Haven ajudou a fatiar cenouras e batatas para o jantar. Ela não tinha mais respostas hoje do que ela teve ontem, quando ela chegou. Ela ainda estava sofrendo com Trevor pedindo a ela para sair e não sabia o que fazer sobre isso. Seu coração estava ferido, e foi uma sensação horrível que ela simplesmente não queria ter. Ela queria que tudo isso fosse embora.

~ 251 ~


Ela tinha que voltar ao trabalho. Ela já tinha passado por isso há muito tempo lamentando pela morte do pai. Ela não ia deixar-se viver neste estado de dor novamente. Enterrar-se no trabalho seria a solução para todos os seus problemas. “Portanto, agora que você sabe o segredo de Trevor, o que você vai fazer sobre isso?” sua mãe perguntou quando elas ficaram lado a lado no balcão da cozinha. Haven fez uma pausa, com a faca na mão. “O que vou fazer sobre isso? Nada.” Sua mãe deslizou-lhe um olhar. “O que foi? Ele me jogou para fora de sua casa. Pedi-lhe uma e outra vez para falar comigo. Eu me ofereci para ajudar uma e outra vez, também. E ainda, ele me disse para sair. Ele me jogou para fora.” “Haven. Ele está machucado. E, obviamente, com medo.” Ela não estava comprando. Ela ficou ferida também. “Ele teve ampla oportunidade de falar comigo, mãe. O ponto é, ele não confia em mim.” Sua mãe abaixou a faca que ela estava usando e inclinou seu quadril contra o balcão. “Eu sei que você está machucada. Você se preocupa com ele, então você está deixando suas emoções nublar seu julgamento. Você trabalhou com gente como Trevor quando você estava na escola. Você sabe como eles ficam na defensiva quando são forçados a enfrentar o que acham ser inadequados. Você não acha que isso é exatamente o que Trevor fez quando apoiou-o contra a parede e obrigou-o a enfrentar a verdade sobre si mesmo?” “Eu não –” Mas ela tinha. Ela o empurrou e empurrou-o até que ela o fez admitir um segredo que ele manteve em toda a sua vida. Ele tinha ficado irritado e chateado e ele a atacou. Tinha-o visto uma e outra vez durante seus estudos de graduação, quando ela trabalhou com pessoas que tinham problemas de alfabetização. Eles ficavam furiosos e defensivos, muitas vezes com as pessoas que se preocupavam principalmente aqueles que só estavam tentando ajudá-los. Haven suspirou. “Isso é difícil. Eu me preocupo com ele. Mas eu não posso ajudá-lo se ele não vai me deixar em sua vida.” “Você quer ajudá-lo?” “É claro que eu quero.”

~ 252 ~


A mãe dela pegou a faca e retomou a cortar as cenouras. “Então você vai descobrir uma maneira. Se alguém puder, Haven, é você. Eu nunca conheci ninguém mais tenaz.” Ela pensou sobre isso enquanto elas preparavam e depois comeram o jantar, e por muito tempo depois que sua mãe tinha ido para a cama. Ela deixou sua própria dor e suas próprias necessidades ficar no caminho. Ela o amava, e ela não tinha dito isso a ele. Teria feito alguma diferença? Ela não sabia, mas ela deveria ter tentado. Ela afastou-se quando ela deveria ter se manteve firme e ficado. Ela deveria ter sido um sistema de apoio a ele, e não um obstáculo. Mas talvez esta pausa foi boa para ambos. Não por muito tempo, no entanto. Ela teve que ir para trás, tinha que fazê-lo entender que ela estaria lá para ele, se e quando ele decidisse que queria ajuda. Porque ela poderia ajudá-lo. Se alguém pudesse, ela poderia. Ela não ia desistir dele. E, desta vez, ela não ia deixá-lo afastá-la.

~ 253 ~


Capítulo Trinta e Três O JOGO EM DALLAS TINHA IDO BEM. ELES HAVIAM VENCIDO, MAS APENAS POR UM GOL DE DIFERENÇA. E ELES NÃO vencia por causa de qualquer coisa que Trevor tinha feito. Na verdade, ele tinha absolutamente sugado suas bolas neste jogo. Ele caiu dois passes, pegou um para curta metragem, e de outra forma teria feito melhor atuação como o menino da água, à margem de todas as contribuições que ele tinha feito para a equipe. Felizmente, seus companheiros tinham mais do que compensado suas deficiências, permitindo-lhes, pelo menos, permanecer no jogo. Ele sentia-se uma merda. Ele se sentiu como merda antes do jogo começar, e os dois dias antes, quando ele saiu do seu quarto para descobrir que tinha deixado Haven ir. Não que ele devesse se surpreender por ela ter ido embora. Ele era o único que tinha pedido a ela para sair. Não. Ele não tinha sequer perguntado. Ele disse a ela para sair. Inferno, ele jogou-a para fora, então o que ele tinha esperado que ela fizesse? E então, como um garotinho, ele correu para o quarto e se trancou dentro, assustado e com medo de que o mundo estava indo para descobrir seu segredo. Ele era um idiota. Para alguém que sempre afirmou ser grande e mau e sem medo, ele não tinha mostrado nada disso quando ele disse a Haven seu segredo. Em vez disso, ele tinha arremessado acusações para ela e a machucado. Ele culpou a ela, como se o seu problema tinha sido culpa dela. E então ele tinha se escondido como uma criança maldita. Algo muito grande e mau que ele era. Ele sentia falta dela. Assim como acontecia desde que ela tinha mostrado pela primeira vez em sua vida para fazer a entrevista, sempre que ela se foi, ele sentiu a sua ausência. Era como se houvesse uma parte de si mesmo em falta quando ela não estava por perto. Ele nunca deixou nada afetar seu jogo. Mas perder Haven teve um efeito sobre sua concentração. Tudo o que ele tinha pensado durante o jogo era ela. Ele tinha mostrado em seu

~ 254 ~


desempenho hoje, também. Mesmo agora, após o jogo, ele se perguntou onde ela estava, como estava se sentindo. Ele queria chamá-la, conversar com ela, mas não podia. Não depois de tudo o que ele tinha dito. Não depois que ele a chutou para fora de sua vida. E ele tinha seus amigos aqui hoje. Garrett e Alicia tinha descido para Dallas para ver o jogo, e seu amigo Gray Preston estava aqui, uma vez que ele tinha tido uma corrida de automóveis em Dallas ontem. Drew Hogan estava aqui também, já que ele tinha voado para ver a corrida de Gray. Eles estavam reunidos para o jantar hoje à noite. Agora ele não queria ver ninguém, mas estes eram seus colegas da faculdade, seus melhores amigos. Ele teve de honrar seus compromissos. Além disso, eles ajudariam a tomar sua mente fora de Haven. Garrett e Alicia estavam esperando por ele do lado de fora do estádio. Ele sorriu quando os viu. “Foi um jogo decente,” disse Garrett. Trevor riu. “Essa é uma boa maneira de dizer que nós fomos sugados.” “Pelo menos você ganhou. “Alicia deu-lhe um abraço. “Nós vencemos. Mal, mas vencemos.” “Um na coluna W. Isso é tudo o que importa ,” disse Garrett. “Considerando o quão mal eu joguei, eu vou tomar o W.” “Você não pode ser sempre a estrela, garanhão.” Trevor parou e olhou para Garrett. “É claro que posso. É minha marca registrada.” Garrett balançou a cabeça, em seguida, levou-os para o seu carro de aluguel. “Então, onde será o jantar hoje à noite?” “Del Frisco. Para um filé.” “Parece bom para mim.” “Gray e Drew nos estão aguardando lá.” A churrascaria parecia fantástico no lado de fora, e cheirava ainda melhor dentro. Trevor estava com fome, e ele sorriu quando viu Drew e sua noiva, Carolina, e Gray e sua esposa, Evelyn, esperando por eles. Ele apertou a mão dos homens e abraçou as mulheres. “É bom ver você. Obrigado por ter vindo para o jogo.”

~ 255 ~


“Foi um bom jogo,” disse Evelyn depois que eles tomaram seus assentos. A anfitriã colocou-os em uma sala privada. Obviamente Gray tinha conexões. Gray sempre teve ligações. Em todos os lugares. “Foi um jogo de merda, mas obrigado por ser agradável sobre ele, Evelyn. E eu estou surpreso que você viajou sem o Lucas.” Ela suspirou. “É difícil deixar um novo bebê, mas ele tem uma grande babá, e eu queria ver a corrida. Acredite em mim, eu estou no jato de Preston hoje à noite de volta para casa com ele.” “Tem sido um ano agitado para você, os dois, não é?” Gray colocou o braço em torno de Evelyn. “Tem sido assim desde que eu conheci essa mulher. Como se eu não fosse louco ocupado o tempo todo, quando eram as corridas em uma cidade diferente a cada fim de semana durante a temporada. Então eu conheci Evelyn, e nós nos apaixonamos, casamos, e agora temos um filho juntos. Ela me mantém no meu pé.” Evelyn bateu os dedos sobre o queixo de Gray e sorriu para ele. “Como deve ser. E não se esqueça de que pouca coisa sobre o seu pai tornando-se o vice-presidente dos Estados Unidos. Esse tipo de ocupado, também.” Gray sorriu. “Certo. Isso também.” “Mas o suficiente sobre nós. Vamos falar sobre o seu jogo. Obrigada pelos bilhetes ,” disse Evelyn. “De nada. Me desculpe, eu não poderia fazer um show melhor para você.” “Oh, vamos lá, Trevor. Você jogou bem. Você só caiu duas passagens,” Carolina disse com uma piscadela. “Eu vi você jogar pior.” Trevor riu. “Obrigado. “Você parecia distraído. E você já jogou melhor,” disse Gray. “Alguma coisa em sua mente?” “Não. Só não no meu jogo hoje”. “Onde está Haven?” Perguntou Evelyn. “Ouvi dizer que ela estava fazendo uma grande entrevista e um perfil da sua história sobre você. Eu pensei que ela estaria aqui.” “Ela... partiu.” “Oh. Assim acabou entrevista?”

~ 256 ~


Ele olhou para o copo de água antes de levantar o olhar para Evelyn. “Sim? “Estou muito desapontada. Eu estava realmente esperando para vê-la novamente.” “Eu também,” disse Alicia. “Além disso, eu meio que pensei que vocês dois acabariam juntos.” Ele olhou para Alicia, então percebi que eles estavam todos olhando para ele. “Por que você acha isso?” Alicia deu-lhe um sorriso gentil. “Não é óbvio? Você eram perfeitos juntos. Eu vi. Liz viu. Você tinha que sentir isso.” Seu estômago se apertou e ele sentiu uma pontada de arrependimento. “Sim, bem, acho que não.” “Uh... oh. O que aconteceu?” “Alicia,” Garrett disse, colocando a mão sobre a dela. “Desculpe. Não é o meu negócio. Mas eu realmente gostava dela, Trevor.” Trevor assentiu. “Eu também.” “Ok, então o que aconteceu entre você e Haven?” Perguntou Evelyn. “Você sentiu algo?” Trevor sacudiu a cabeça. Deixe isso para as mulheres deixar escapar para fora. “Sim? Tivemos uma coisa.” “Interessante,” Drew disse, inclinando um sorriso. “Agora eu quero ouvir sobre isso. E por que ela não está aqui.” Poderia muito bem tirá-lo em campo aberto. “Pedi-lhe para sair quando ainda estávamos em Tampa.” “Por que?” Perguntou Carolina. “Vocês dois tiveram uma briga?” “Mais ou menos. Quero dizer, não realmente, mas mais ou menos.” Alicia revirou os olhos. “Esse é o homem-falante que agiu como um burro e fez algo errado.” “Hey,” disse Garrett, olhando para Alicia. Alicia franziu os lábios e soprou um beijo para Garrett. “Eu não estava falando de você. Desta vez.” “Então é verdade?” Perguntou Gray. “Você quis estragar tudo?” “Provavelmente. “Sim...? Definitivamente.”

~ 257 ~


“Então eu acho que a grande questão é, como é que vai corrigi-lo?” Perguntou Evelyn. “Você quer corrigi-lo?” Essa era a grande questão. Ele já sabia a resposta. “Sim...? Eu quero corrigi-lo. Mas eu a machuquei.” “Os caras fazem isso. Porque nós somos idiotas impensadas,” disse Drew. Carolina assentiu. “Isto é verdade.” Drew riu. “Nós pensamos com a cabeça errada o tempo todo, e nós machucamos as pessoas que mais amamos.” Ele pegou a mão de Carolina e deu um beijo nela. “Felizmente, as mulheres que amamos tendem a ser mais tolerantes.” Carolina sorriu para Drew, em seguida, virou-se para Trevor. “O que Drew está tentando lhe dizer, Trevor, indiferente o que você fez, peça perdão. Esse é o primeiro passo. E ser honesto e aberto sobre seus sentimentos.” Algo que ele nunca tinha feito antes. Ele não tinha sido honesto sobre qualquer coisa. “Você está certa. Eu tenho muito a falar com ela sobre. E ela tem muito a perdoar. Eu não sei se ela irá.” “Se ela te ama, ela vai,” disse Garrett. “E se ela vale a pena, ela vale a pena para ficar de joelhos e implorar.” “Awww, implorando?” Perguntou Alicia. “Sim?” Garrett olhou para ele. “O amor vale a pena homem. Eu nunca pensei que era, até que encontrei a mulher certa. Mas acredite em mim, realmente vale a pena.” Trevor olhou para Garrett. Para Drew. Para Gray. Seus amigos, que não há muito tempo lhe haviam jurado que ser solteiro e despreocupado eram as coisas mais importantes em suas vidas. Agora, eles se sentaram com os amores de suas vidas a seu lado. E eles são felizes. Ele poderia esperar por ter esse tipo de felicidade? Ele amava Haven. Ele estava quase com medo de ter esperança. Ele não merecia isso, não depois do que ele tinha feito. Ele tinha muito trabalho pela frente.

~ 258 ~


Capítulo Trinta e Quatro HAVEN SABIA QUE ELA ESTAVA ASSUMINDO UM RISCO SENTADA DENTRO DA CASA de Trevor em Tampa. Mas ela tinha esquecido de deixar a chave dela, e ela sabia que ele deveria estar em casa hoje. Então, aqui estava ela, com todos os seus livros e notas e as pesquisas que ela tinha feito espalhados sobre a mesa. Ele poderia tentar jogá-la para fora, mas, desta vez, ela estava indo para travar uma luta. E mesmo que ele insistisse para ela deixá-lo que ele certamente poderia, porque essa era a sua casa, ela estava indo para deixar o material para ele olhar. Poderia ajudá-lo, e que era a única coisa que ela queria. Não, isso não era verdade. Ela queria que ele, sentia falta dele, o amava. Mas se ele a rejeitasse, em seguida, ela queria que ele fosse feliz. Ela ouviu a porta da garagem abrir e seu peito apertou. Ele saberia que alguém estava na casa, porque seu carro alugado estava estacionado na garagem. “Olá!” Ele disse quando ele abriu a porta da garagem. Ela ficou de pé. “Sou eu, Trevor.” Ele entrou e colocou sua mochila para baixo. “Haven.” Ela estava praticamente tremendo, seus nervos tinham o melhor dela quando ela fez seu caminho em direção a ele. “Eu ainda tenho a chave.” Ela estendeu-a para ele. Ele ignorou sua mão estendida. “O que você está fazendo aqui?” “Eu gostaria de falar com você.” Ele inclinou a cabeça para o lado. “Eu queria falar com você, também. Na verdade, eu lhe enviei uma mensagem de texto hoje perguntando onde você estava.”

~ 259 ~


“É mesmo?” Ela havia estado ocupada durante todo o dia fazendo anotações e escrevendo os planos e não tinha verificado seu telefone. “Sim? Eu ia perguntar se você viria aqui e me encontrar.” Encorajada, ela curvou seus lábios em um meio sorriso. “Bem, é uma sorte que eu esteja aqui.” “Você não me disse por que você veio.” “Oh, isso.” Ela arranhou a lateral de seu nariz, nervoso agora que a bola estava em sua mão. “Eu trouxe algumas coisas comigo. Eu não quero que você fique com raiva.” “Eu não sou louco, Haven. Mostra-me o que você trouxe.” Ela o levou até a mesa da sala de jantar. “Como você sabe, eu tenho duas graduações. Uma delas é em jornalismo, o outra em educação especial. Passei algum tempo a trabalhar com os alunos com dificuldades de aprendizagem.” Ele olhou para a mesa. “Então, o que é tudo isso... coisas?” Ela levantou o olhar para ele. “É uma avaliação. E com a sua permissão, eu gostaria de fazer uma avaliação sobre você. Eu não sou um profissional, Trevor. Nem perto disso. Mas eu fiz muitos destes durante o meu estágio, e eu sei como avaliar dificuldades de aprendizagem, como a dislexia. Eu sei que você pode ler.” Trevor respirou. “Eu posso ler, Haven. Mais ou menos. Eu não posso ler bem. Eu misturo tudo. Isso me frustra.” “Ok. Então deixe-me fazer esta avaliação e vamos ver onde você está. Eu realmente acho que posso ajudá-lo, ou pelo menos orientá-lo para os recursos adequados e as pessoas que podem ajudá-lo.” Sentou-se à mesa. Ela se sentou na cadeira ao lado dele e esperou por ele para reunir seus pensamentos. A única coisa que ela aprendeu foi a paciência. Isso tinha que vir quando ele estivesse pronto. Por fim, ele começou. “Meu pai era analfabeto. Ele não podia ler. Ele trabalhou como operário. Minha mãe tentou ajudá-lo, mas ela não sabia sobre isso até muito mais tarde, em seu casamento, porque ele escondeu isso dela. Quando ela tentou ajudá-lo, ou encorajá-lo a terminar a escola, ele ficou com raiva.” Ele olhou para fora da porta em direção ao deck. “Ele estava sempre com raiva. Para ela, e para mim. Ele lançava-se para nós o tempo todo.”

~ 260 ~


“Ele bateu em você?” “Não. Era sempre verbal. Mas era alto e todo o maldito tempo.” “Você não tinha escapatória.” Trevor sacudiu a cabeça. “Eu saia, lá na sala assistindo TV com a minha mãe, ouvindo o velho discurso retórico e delirante. E com cada cerveja, ele ficava cada vez mais alto. Ele era apenas um filho infeliz de uma cadela, e levou-o para fora de nós. Ela finalmente não poderia tomar suas explosões e ela o deixou. Foi duro por um tempo. Ela teve que trabalhar em dois empregos para sobreviver até que ela conheceu meu padrasto. Então, as coisas melhoraram.” “Você já viu ele depois disso?” “Não. Ele não queria ficar perto de mim, eu acho. Ou sei lá. Não tenho a menor ideia do que aconteceu com ele. Eu não posso dizer que eu sentia falta dele tanto assim, e quando minha mãe se casou de novo, meu padrasto era um cara muito mais agradável. Mas então eu percebi que eu não sabia ler, e eu senti como se estivesse seguindo os passos do meu pai.” Haven sentiu muito pelo que Trevor tinha atravessado. “Porque você ficou frustrado e com raiva, também.” “Sim? Então eu escondi isso de todos. Eu estava determinado a não ficar como o meu velho. Eu nunca quis que ninguém soubesse. Eu poderia fingir isso muito facilmente. E eu tinha essa coisa de charme indo, você sabe? Eu era bom o suficiente e eu podia ler apenas o suficiente para sobreviver.” “Deve ter sido tão assustador para você tentar esconder esse segredo por todos esses anos. Ninguém sabia?” “Meu irmão sabia. Ele me ajudou com a lição de casa. Deus, ele é tão fodidamente inteligente. Eu nunca teria feito isso sem ele. E a minha mãe iria tentar ajudar, mas ela não sabia a extensão do que havia de errado comigo. Ela já passou por tantas coisas com o meu pai. Eu não queria que ela tivesse que lidar com a minha merda, também.” Ela colocou a mão sobre a dele. “Trevor. Nada há de errado com você. Se meu palpite estiver correto, seu cérebro está apenas ligado de forma diferente e você tem que aprender a usar essa diferença na forma como você lê e compreende. Não há nada de errado com você. Entendeu?” Ele deu de ombros. “Então, quais são esses testes?”

~ 261 ~


“Há várias avaliações de compreensão, juntamente com a história da família, que vai me ajudar a determinar o que pode possivelmente estar prejudicando sua capacidade de ler em um nível adequado.” Ele se levantou, foi até a cozinha e pegou uma garrafa de água da geladeira. “Você quer uma?” “Claro. Ele entregou uma a ela, em seguida, abriu a sua e tomou um longo gole. “Ok. Vamos começar.” Trevor não se lembrava de nunca tomar mais testes do que estes que Haven lhe dera. Primeiro eles tinham ido sobre sua história, incluindo história familiar, história clínica e histórico escolar. Ele tinha sido honesto com ela, inferno, mais honesto com ela do que ele já tinha sido com ninguém antes. Então tinha havido o teste. Compreensão de leitura, vocabulário, raciocínio verbal e escrita, matemática, e vários outros testes. Ele tinha certeza que ele tinha falhado em todos eles, porque era isso que os testes trouxeram à mente. Suor. Medo. Erro. Testes sempre tinha igualado ao fracasso. Mas desta vez, ele não ia ser capaz de encantar ou qualquer besteira para distrair seu caminho para fora deles. Ele era tão honesto como ele poderia estar com suas respostas. E havia um monte de coisas que ele simplesmente não podia passar. Mas Haven foi paciente com ele, e sequer uma vez olhou para ele como se ele fosse estúpido. Depois que eles terminaram, ele tinha ido para fora e fez algo para comer enquanto Haven trabalhou na avaliação dos testes. Ela tinha tomado uma pausa para comer com ele, então voltou para a avaliação, enquanto ele assistia um pouco de televisão, mas ele realmente não estava se concentrando. Ele provavelmente não estaria até que ele tivesse conseguido o veredicto. Embora ele já sabia o veredicto, não? Ele foi um fracasso. Ele era estúpido. Nada do que ele já não soubesse, certo? E os dois ainda não tinha reconectado em um nível pessoal, então não havia um muro entre eles que precisava para ser escalado. Ele não tinha descoberto como ele estava indo para iniciar a conversa.

~ 262 ~


Uma coisa de cada vez, certo? “Trevor.” Ele desligou a TV e veio até a sala de jantar. “Sim? “Sente-se.” Ele engoliu em seco, duro, e sentou-se, sentindo-se tão nervoso toda a vez que ele tinha tomado um teste. “Eu tenho avaliado seus testes, e eu vou dizer a você mais uma vez que eu não faço isso diariamente, por isso não é uma avaliação profissional.” “Ok. Apenas me diga.” “Este vai ser um pouco detalhado, para ter comigo. É importante dar-lhe uma visão abrangente, para que você entenda com o que você está lidando.” “Ok.” Ela passou por todos os testes com ele, mostrando-lhe onde ele tinha feito bem e onde ele não tinha. Ela foi minuciosa e tomou seu tempo, certificando-se de que ele entendeu o que ela estava falando. Ela não acelerou com ele, e ele fez certo de que ele parou, se algo não fizesse sentido. Ela também foi muito honesta, assim ele apreciou. Isso era o que ele tinha temido por tantos anos, mas também o que ele precisava. Alguém para ajudá-lo. “Você tem muito boas habilidades verbais e uma boa compreensão do vocabulário. É por isso que você é tão bem falando, e provavelmente por isso que você conseguiu voar sob o radar tão bem todos esses anos.” Ela lhe deu um sorriso encorajador. “Onde você luta é com a compreensão de leitura e ortografia. Embora, honestamente, Trevor, não é tão terrível quanto se poderia pensar. Você tem boas habilidades de memória, e eu acho que com alguma ajuda profissional, você pode trabalhar as questões de compreensão de leitura.” Ele esperou, e quando ela não disse mais nada, ele perguntou: “Por que é isso?” “É muito mais complexo do que isso. Parece-me que seu pai era disléxico, uma característica que é conhecida por ser hereditária.” “Eu tenho dislexia.” Basta dizer a palavra que o seu estômago apertava.

~ 263 ~


“Tudo indica que sim. Novamente, eu não sou uma profissional, mas eu treinei para isso e fiz alguns trabalhos de diagnóstico com adultos com deficiência de aprendizagem. Mas sim, com base nesses resultados do teste, você é disléxico. Não é uma forma grave, mas porque você escondeu de todos estes anos e não buscou ajuda, apenas parece pior para você. É algo que você pode aprender a trabalhar com isso. O problema é que você tem sido tão frustrado com sua incapacidade de ler e escrever bem que você acabou de parar, não é?” “Sim...?” “E outras pessoas têm feito isso para você todos esses anos.” “Sim? O meu agente e meu advogado.” “Você precisa parar com isso. E você percebe o que é uma luz de esperança que você poderia estar lutando para jovens, especialmente aqueles que olham para você? Se você sair publicamente e dizer que você tem dislexia, que é algo que você lutou com toda a sua vida, e que você está trabalhando para conseguir ajuda, você poderia ajudar a tantos outros.” Ele balançou a cabeça. “Não é algo que eu quero discutir publicamente.” “Por que não? Não é algo para se envergonhar, Trevor. Esta não é a geração do seu pai por mais tempo. Inferno, não foi por algum tempo. Sabe quantas pessoas brilhantes são disléxicas? Albert Einstein tinha dislexia. E ele não era de forma estúpida. O mesmo fez Alexander Graham Bell. Thomas Edison. Nolan Ryan, famoso jogador de baseball. George Washington, pelo amor de Deus. E Steven Spielberg em pânico.” Ele recostou-se na cadeira. “Não merda.” “Sim...? E dezenas de outros. Dislexia desafia você, mas não vai derrotá-lo. Não, se você não deixá-la.” Ela segurou a mão dele. “Você é inteligente, Trevor. Você nunca foi estúpido. Nunca.” De repente, ele sentiu-se envergonhado por esconder isso por todos esses anos. “E eu posso ajudar as pessoas assim eu posso ajudar as crianças a falar sobre isso.” Ela pegou a mão dele. “Sim...? Definitivamente sim. Toda vez que alguém do seu calibre fala sobre isso, você ajuda alguém que – gosta de você - e se envergonha e não procura ajuda.” “Merda! Eu deveria ter feito algo sobre isso há muito tempo.” Ela apertou sua mão. “Eu entendo o seu medo. Sua vergonha. Seu pai não ajudou nessa situação. E você pensou que era como ele.”

~ 264 ~


“Tentar ler – de compreender – a cada vez que eu tentava me deixava louco. E ficar com raiva e frustrado me assustou, porque me fez lembrar de meu pai. Então, eu só voltei de lá. Corri para longe dele. Eu estive em negação em todos esses anos, fazendo de conta que não existia. Eu contratei pessoas em quem confiava que iria manter o meu segredo, recusando-se a falar. Se eu não falar sobre isso, eu não tenho que reconhecer que existia.” “Isso não existe. O que você faz sobre isso agora é com você. Eu nunca vou contar a ninguém sobre isso. Você pode confiar em mim.” Era hora de empurrar o medo e vergonha para o passado. Ele estava cansado de se esconder. “Como faço para obter ajuda? Você vai me ajudar?” “Eu vou ajudá-lo, mas eu sei que um grande número de profissionais que fazem um trabalho muito melhor. Deixe-me recomendar algumas pessoas para você, tanto aqui como em St. Louis. Eles são muito confiáveis, e vai levá-lo lento e trabalhar no seu próprio ritmo.” Ele tinha que confiar em Haven. Ele confiava em Haven. Ele precisava dela. “Sim? Recomendaria algumas pessoas para mim.” “Obrigada.” “Não. Obrigado. Por voltar aqui. Eu não merecia isso depois da maneira como eu te tratei. Sinto muito, Haven. Eu agi como um idiota e eu estou pedindo para você me perdoar por isso.” Ela veio e sentou em seu colo, e ele nunca havia sentido tanto calor, como o amor. Tal perdão e aceitação. “Não há nada a perdoar, Trevor. Agora eu entendo o que você estava passando. Eu pressionei-o em um canto e, por isso, me desculpe.” “Você me fez enfrentar algo que eu deveria ter enfrentado a muito tempo atrás. Sou grato. E eu nunca deveria ter lhe pedido para sair. Você não pode pedir para alguém que você ama para andar fora de sua vida.” Haven levantou a cabeça e olhou nos olhos de Trevor, não tinha certeza se ela ouviu o que ele disse corretamente. “O que você disse?” Seus lábios se curvaram. “Eu disse que eu te amo. Quer que eu diga isso de novo?” “Sim, por favor.” “Eu amo você, Haven.”

~ 265 ~


Ela sorriu, e seu coração se encheu de tanta emoção que ela sentiu como se fosse explodir. “Eu também te amo, Trevor.” Ele passou a mão para cima e para baixo de suas costas. “Eu gosto do som disso. Agora você diz isso de novo.” “Eu te amo, Trevor.” “Nós provavelmente devemos selar isso com algum tipo de beijo.” Ela assentiu. “Seguido por algum ato de amor igualmente quente, eu espero.” “Definitivamente.” Trevor levantou-se e puxou a contra ele, colocando a parte de trás do seu pescoço e arrastando seus lábios nos dele para um beijo que definitivamente deixou claro as suas intenções. Desde a primeira vez que seus lábios se encontraram, ela sabia que ele era para ela. Talvez ela não tinha percebido isso no começo, porque a centelha inicial de química tinha distraído, mas agora ela percebeu que era mais do que simplesmente química que tinha atraído para Trevor. Foi o amor de duas pessoas que deveriam estar juntas. Eles só... combinavam. Especialmente quando eles se beijaram, quando sua boca explorou a dela e explodiu suas células cerebrais direita e esquerda, fazendo a apertar contra ele até que tudo o que ela queria era rasgar cada centímetro de roupas fora para sentir a pele dele contra a dela. Havia algo sobre este homem que exigia ela estar perto dele, tocando-o. Ela nunca tinha sido uma defensora sobre esta coisa toda sobre destino, mas ele era para ela. Então, quando ele quebrou o beijo e pegou a mão dela para levá-la para o seu quarto no andar de cima, ela seguiu junto, tendo diante dos olhos sua muito fina bunda subindo as escadas. E quando eles chegaram lá, era ela que o empurrou para a cama. Ela subiu em cima dele e continuou de onde pararam. Ela não conseguia o suficiente de sua boca, a plenitude sexy de seu lábio inferior, o ligeiro comichão de sua mandíbula quando foi salpicado com o crescimento de um dia de barba. Ela endireitou-se apenas o tempo suficiente para tirar o top e desfazer o sutiã, então se inclinou para deslizar um de seus mamilos entre os ansiosos lábios. E quando ele chupou, ela estava no céu, uma delícia de sensações ao senti-lo puxar seu broto até que ela queria mais. Aparentemente, o mesmo fez a Trevor, porque ele rolou de cima dela e tirou sua calça e calcinha, em seguida, abriu as pernas e enterrou o rosto em seu sexo, sua língua e boca fazendo

~ 266 ~


decadências, coisas deliciosas para a sua boceta. Ela agarrou o cobertor e o segurou enquanto ele a levava para a borda. E acabou. Ela gritou com seu orgasmo, mas mal teve tempo para recuperar sua irregular respiração quando Trevor tirou a roupa e colocou um preservativo. Ela ainda estava pulsando, ainda se recuperando de seu clímax quando ele deslizou dentro dela, seu rosto sobre a dela. “Nós deveríamos estar juntos. Senti sua falta quando você se foi. Me desculpe, eu ter mandado você embora.” Ele disse isso quando ele puxou para fora, em seguida, voltou ao seu interior. Ela enrolou as pernas em volta dele. “Você está perdoado.” Ela passou os dedos sobre a testa, sua têmpora, em seguida, seus lábios. “Eu te amo.” “Eu também te amo. Sinta-se livre para dizer essas palavras quantas vezes você quiser.” Seus lábios se curvaram. “Sim, você também.” Então ele a beijou, e nada mais foi dito quando ele fez amor com ela com uma profundidade de paixão que foi preenchido com uma nova emoção. Era como se os dois tivessem derrubado as paredes que tinham erguido para proteger seus corações. E quando ele se moveu dentro dela, ela sabia, sem dúvida este era o homem que ela deveria ficar, ele protegê-la, e ela protegê-lo. Ele passou a mão sob as nádegas e levantou os quadris, moendo contra ela quando ele enterrava-se profundamente. “Trevor.” Ela sussurrou seu nome, e sua boceta tremia em torno dele, apertando quando ela veio perto do orgasmo. “Eu quero sentir sua boceta apertar meu pau. Faça-me gozar, Haven.” Ela adorava o som rouco de sua voz, quando ele estava em profunda agonia da paixão. E a maneira como ele deslizava contra ela, esfregando seu clitóris enquanto ele empurrava para dentro e para fora, era sua ruína. Ela quebrou, arrastando as unhas ao longo de seus ombros quando ela gozou. Trevor tomou sua boca arduamente, um beijo apaixonado, tomando seus gritos e misturando seus próprios gemidos lá quando ele lançou com um estremecimento. Eles estavam colados um ao outro pela transpiração e os braços e as pernas cruzadas. Haven não tinha pressa para mover. Trevor rolou para o lado, levando Haven com ele. Ficaram

~ 267 ~


assim, acariciando o corpo um do outro por um tempo até que ele a desengatou e a deixou por apenas alguns segundos. Quando ele voltou, ele a puxou contra ele e emarou os dedos em seus cabelos, beijou-a profundamente, e colocou-a perto. “Você vai ficar por um tempo?” ele perguntou. “Sim...?” “Quando você tem que estar de volta em New York?” “Depois que eu terminar a minha entrevista com você.” Ele olhou nos olhos dela. “Eu gostaria de incluir a coisa da dislexia em sua entrevista.” Ela recuou. “Você quer quebrar isso?” “Sim...” “Trevor. Você tem certeza?” “Tenho certeza. Eu confio em você para fazer isso direito.” Ela colocou a mão sobre o seu coração. “Eu vou fazer isso direito. E eu vou conseguir essas recomendações para você a partir de amanhã.” “Eu vou começar a fazer isso amanhã. E eu vou ir ao centro de alfabetização e falar com eles também.” Ela deitou a cabeça no peito dele. “Eu acredito em você, Trevor. Eu sempre te amei.” “Isso é o que vai me ajudar a passar por isso.” Ela fechou os olhos, ouvindo o som das batidas de seu coração. Juntos. Eles irão conseguir qualquer coisa juntos.

Capítulo Trinta e Cinco TREVOR SAÍA DO CAMPO, BAGUNÇADO E VITORIOSAMENTE LAMACENTO. Tinha chovido quase sem parar durante todo o jogo contra o Green Bay. Ele não sabia quando ele tinha se divertido tanto. Ele pegou dois passes para touchdowns, e teve mais de cem metros no jogo.

~ 268 ~


Mais importante, eles tinha ganhado, e é isso que mais contava, especialmente desde os Hawks foram no topo de sua divisão. Ele queria que eles ficassem lá, o que significava jogar bem a cada semana. Agora eles estavam disparando em todos os jogos. Profissionalmente, as coisas estavam indo bem. Pessoalmente, as coisas ainda melhor. Nos últimos dois meses, ele vinha trabalhando com um especialista em deficiência que tinha sido paciente no diagnóstico de sua dislexia e ensinando-o a ler, além de trabalhar em seus problemas de frustração quando as coisas não seguiam o seu caminho de aprendizagem. Denise Lancaster era formidável e nenhuma besteira, e ela não caiu para o seu charme. Ela o fez trabalhar e trabalhar duro. Para alguém com quase sessenta anos e apenas um metro e cinquenta e dois centímetros de altura, ela era uma mulher assustadora. Mas ela era a sua salvadora, e pela primeira vez em sua vida, ele estava começando a gostar de ler. E melhor ainda, ele estava aprendendo a compreender o que ele estava lendo. Era como se a lâmpada tinha finalmente saído de sua cabeça, e um novo mundo se abria para ele. Ele já podia imaginar mergulhar em livros Ele esperou a vida inteira para ler. Claro, ele tinha gostado de audiobooks, mas ele esperou a vida inteira para ler livros, realmente ler livros. Denise disse a ele que o colocou com alguém tão assustador como ela assim que voltasse para St. Louis. Ele não podia esperar. Ele tinha voado para casa para Springfield e teve uma longa conversa com a mãe, dizendo-lhe tudo o que ele deveria ter dito a ela anos atrás. Ela chorou. Inferno, ele chorou, também, e eles tinham falado um monte de merda sobre seu pai. Sua mãe pediu desculpas por não estar lá para ajudá-lo, e ele assumia a culpa por esconder tudo, explicando sobre como ele estava com medo que ele fosse acabar como seu pai. Ela tinha entendido, e ela lhe disse que estava tão grato que ele tinha tido Haven em sua vida. Sim, ele também estava. Ele prometeu trazer Haven lá assim para que sua mãe pudesse conhecê-la e a seu padrasto em breve. Hoje à noite, a rede da Haven estava transmitindo sua entrevista. Sua história de vida. O que significava que a revelação sobre sua dislexia ia ser notícia de primeira página. Ele já havia

~ 269 ~


dito a ambos os treinadores e todos os seus companheiros de equipe. Ninguém tinha pensado que era um grande negócio, e muitos tinham perguntado por que ele esperou tanto tempo para falar sobre isso. Mas ele estava falando sobre isso, e ele estava indo para continuar a falar sobre isso. Após o especial, a rede concordou em fazer um anúncio de serviço público sobre dislexia e outras dificuldades de aprendizagem, incluindo um número de 0800 para as pessoas a ligar para saber mais sobre os programas de assistência. Trevor tinha insistido, e o produtor de Haven tinham acordado que seria um grande serviço público. Trevor e Haven tinha convidado a equipe hoje à noite para assistir. Trevor estava tendo o evento abastecido, o que fez Haven revirar os olhos. “Eu posso cozinhar, você sabe,” disse ela no meio de tomar banho e arrumar o lugar. Ela estava envolvida na entrevista alguns meses atrás, então, prontamente deixou o emprego com a rede, que havia chocado a merda fora de Trevor. Eles argumentaram sobre isso, também. Trevor tinha dito a ela que ela tinha todas essas ideias para entrevistas. E ela disse-lhe que ela estava tentando encontrar seu lugar, e enquanto ela tinha gostado da entrevista, ela encontraria algo que ela amava mais. “Você não precisa cozinhar para muitas pessoas. E você tem certeza que quando você assistir esta noite você não vai se arrepender de desistir de seu emprego como repórter de esportes?” “Absolutamente não. Trabalhando com você, lembrei-me do meu primeiro amor – educação. Eu estou fazendo exatamente o que eu quero fazer – voltar para a escola para obter meu mestrado em educação especial, para que eu possa trabalhar com crianças e adultos com dificuldades de aprendizagem.” “Você gostava de jornalismo esportivo, mas eu vi um fogo real iluminado em você desde que você decidiu reacender sua carreira na educação.” Ela terminou de arrumar a mesa da sala de jantar, em seguida, virou-se para ele e sorriu. “Eu sei, certo? Antes do meu pai morrer, ele me disse para seguir meu sonho. Para fazer o que eu amo. Na época, eu pensei que era o jornalismo. E eu gostava muito. Mas quando comecei a trabalhar com você, eu percebi que isso é o que eu pretendia fazer. Isto é o que realmente me faz feliz, Trevor.”

~ 270 ~


Ele veio até ela e colocou os braços em volta dela. “Você é o que me faz feliz.” “O que foi? Não é uma carreira dupla de beisebol e futebol?” “Surpreendentemente, não. Você vem em primeiro lugar.” Ela colocou os braços em volta do pescoço. “Assim como você. Eu nunca estive mais feliz. E eu acho que isso, você e eu, teria feito o meu pai muito feliz”. Ele roçou os lábios nos dela. “Acredito que sim.” “É faz a minha mãe muito feliz.” Ele sorriu. “Eu sei. Eu sempre fui seu favorito.” Haven revirou os olhos. “Tanto Faz.” Ela começou a se afastar, mas ele segurou-a firmemente. “É verdade. Quando você estava triste e deprimida por causa do seu pai, ela me ligou e me pediu para ajudar.” Haven franziu a testa. “O que foi? Ela fez? Quando foi isso?” “Logo antes de você ter começado a entrevista.” Haven não podia acreditar que ele tinha feito isso para ela. “Você orquestrou essa entrevista para mim.” “Em parte. E, em parte, para ser o foco de uma reportagem especial.” “Você não estava de todo interessado nisso. Você fez isso por mim.” “Sim...” Haven tomou uma respiração profunda. Mesmo naquela época, ele se importava com ela. “Isso me faz amar ainda mais.” “Espere até você ver a entrevista. Eu sou bonito, eu estou encantador, tenho carisma.” “Não se ache.” “Eu tenho uma bela bunda...” Ela riu enquanto ele se afastava. Ela era... feliz. Satisfeita com sua vida, e estava ansiosa por um futuro incrível. E para um monte de que, ela tinha Trevor a agradecer. Se não fosse para ser designada para entrevistar Trevor, ela poderia não teria chegado a superar o falecimento de seu pai. E, sem a admissão de sua dificuldade de aprendizagem de Trevor, ela poderia não ter redescoberto o seu amor para o ensino. Ela tinha sido honesta com Trevor quando ela lhe disse que enquanto ela absolutamente dava seu tempo no jornalismo

~ 271 ~


esportivo, quando ela cavou e começou a trabalhar com ele novamente em sua dislexia, ela descobriu uma nova paixão. E ele tinha tomado esta viagem para ela perceber que era ali que estava destinada a ser. Engraçado como a vida tinha essas voltas e mais voltas, às vezes. E como uma pessoa poderia intervir e mudar toda a sua vida. Ela sorriu, pensando em seu pai. Por alguma razão, ela se perguntou se ele tinha algo a ver com essa união, se de alguma forma, ele talvez colocou um sussurro celeste no ouvido de sua mãe para enviar Trevor em sua direção. Sabendo que seu pai, ele teria encontrado um caminho. Porque Trevor havia entrado em sua vida quando ela mais precisava dele. Ele virou de cabeça para baixo e de dentro para fora, mas ela acabou mais feliz do que jamais imaginou ser possível. Ela sorriu para os céus. Obrigada, pai.

~ 272 ~


Ocupando a Linha vol. 8 (revisado) - Jaci Burton