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Loving Lauren

Lauren tinha sido criada para não ter medo de nada, e ela viveu por esse código até que seu pai morreu e deixou tudo em suas mãos. Agora ela não só está a cargo de suas duas irmãs mais novas, como está administrando um rancho no Texas. Cuidar de uma fazenda de mil hectares

tem

seus

altos

e

baixos,

fisicamente,

mentalmente

e

financeiramente. Tudo o que ela está procurando é uma pequena pausa. O que ela não tem tempo é para alguém que só vai complicar ainda mais sua vida.

Chase está de volta em sua cidade natal. Ajudar seu pai com a sua clínica veterinária está no alto de sua lista. Assim como estar perto da bela Lauren West. Anos atrás, ele encontrou uma maneira única de unilos. Agora tudo o que ele tem que fazer é provar a ela que ele é o homem certo para passar o resto de sua vida.


Prólogo O vento quente rodopiou a saia de Lauren, fazendo-a voar para cima. Ela riu enquanto girava ao redor. Parando por um segundo para recuperar o fôlego, ela olhou para suas irmãs, Alex e Haley. A cabeça loira brilhante de Alex estava para baixo enquanto ela estava sentada no chão, alegremente fazendo uma pilha de lama. O cabelo encaracolado escuro de Haley estava na grama, enquanto observava as nuvens correrem. Lauren olhou para o céu e percebeu que as nuvens estavam passando muito rápido. Franzindo a testa um pouco, ela decidiu que dançar um pouco mais mantendo seus olhos colados ao céu poderia ser divertido. Ela girou enquanto assistia tudo passar apressada por ela, quase a fazendo cair e cair. Dançar nos campos era uma de suas maiores alegrias. Mesmo que ela tivesse que tomar conta de suas irmãs mais novas, hoje ela não se importava. Na maior parte do tempo, suas irmãs podiam se entreter. Lauren ainda tinha que carregar Haley às vezes, quando as pernas curtas se cansavam. Ela supôs que ter quatro anos era cansativo, embora ela não conseguisse se lembrar de alguma vez ter quatro. Ela achava que deve ter dormido na sua vida até que completasse cinco anos, quando suas primeiras memórias apareceram. Haley estava sempre dormindo, ou deitada, como agora. Mas Lauren tinha oito anos e ela tinha energia suficiente para abalar o telhado para fora do celeiro, era o que seu pai sempre dizia.


A brisa moveu a grama alta em torno delas, fazendo parecer com que o campo estivesse dançando com ela. Ela parou para se curvar ao seu parceiro de dança de faz de conta, um movimento que tinha visto, tarde da noite, quando tinha furtivamente ido até a beira da escada. Seus pais estavam assistindo a um velho filme em preto-e-branco e ela conseguia ver a tela se inclinasse a cabeça só um pouco para a direita. A mulher de vestido longo e branco tinha inclinado lentamente enquanto sorria para um senhor alto, de terno preto e gravata. Eles pareciam tão maravilhosos. A partir desse momento, Lauren queria dançar. Cada chance que ela tinha, ela se movia como tinha visto o casal fazer, desejando que seu vestido fosse mais longo, assim fluiria como o da senhora tinha feito. Fazendo uma pausa, ela olhou em direção a casa. O grande lugar de três andares de pedra estava acomodado como um farol nos campos amarelos. Suas colunas brancas brilhantes brilhavam a luz do sol, pelo menos quando as nuvens não faziam sombras na terra. Era o único lugar que ela já tinha conhecido como casa. O pai de seu pai tinha construído o lugar há muito, muito tempo atrás. Provavelmente um zilhão de anos atrás. O exterior parecia novo, e seu pai fez tudo que podia para manter a aparência de novo por dentro, também. Mas Lauren sabia que algumas das tábuas rangiam quando andava nelas. E a água só ficava quente o suficiente para que ela e suas irmãs compartilhassem um banho à noite. Mas o pior de tudo, o tapete azul em seu quarto. Lauren odiava azul. Ela implorou para que seu pai lhe desse um tapete novo, de preferência amarelo. Seu pai lhe disse que era azul porque costumava ser o quarto dele, e que teria que ficar azul até que pudessem pagar por um tapete novo. Seu quarto era perfeito, exceto pelo tapete azul. Era como uma grande verruga no seu quarto. Não que ela já tenha tido verrugas. Jenny Steven teve uma verruga uma vez em seu dedo e ela teve que usar um Band-Aid do My Little Pony sobre ele. Mas durante o recreio, Jenny tinha puxado o Band-Aid e mostrado para Lauren sua verruga. Era nojenta, toda molhada e inchada. Então, Lauren pensou em seu tapete azul como uma verruga no rosto de seu quarto.


Olhando para a casa, ela sabia que sua mãe estava na cozinha fazendo um banquete para a festa na igreja amanhã. Todo mundo estaria lá, até mesmo Dale Bennett. Ela não gostava de Dale; ele sempre puxava seu cabelo e a empurrava para a terra, mesmo quando ela estava usando seu vestido novo da igreja. Ela sabia que sua mãe era a melhor cozinheira do país. Ou pelo menos era o que seu pai sempre dizia. Ao ouvir um barulho, olhou em direção as nuvens escuras que se formavam sobre as colinas. O pai dela estava em algum lugar nas montanhas, reunindo as vacas. Ela não sabia por que tinha que mover as vacas o tempo todo. Ainda era um mistério para ela por que elas não poderiam ficar aqui no campo. Havia muita grama alta para comer aqui mesmo, perto de casa. Outro som alto veio dos morros. No início, Lauren pensou que era um tiro. Ela tinha muito daquilo crescendo no enorme rancho, mas depois ela virou a cabeça um pouco e ouviu sua mãe gritar para elas. — Meninas! Corram, venham rápido! — A mãe dela estava na porta da frente, seu avental fluindo no vento enquanto as mãos faziam um gesto para que eles viessem a ela. — Vamos. Mamãe quer que a gente corra, — disse Lauren à suas irmãs. Alex levantou-se e tirou o pó de suas mãos e começou a pular em direção a casa. Haley, por outro lado não se moveu. — Vamos, Haley, mamãe quer que corramos para casa. — Outro barulho alto veio por trás dela e quando ela olhou, o céu tinha se tornado negro. Medo disparou através dela como um relâmpago. Sem dizer uma palavra, Lauren pegou sua irmã menor e começou a correr. Já que suas pernas eram mais longas do que as de Alexis, ela alcançou sua irmã e gritou para ela correr mais rápido. No meio do caminho para a casa, Lauren teve que baixar Haley no chão. Sua irmã tinha ganhado alguns quilos e era muito pesada para ela transportar por todo o caminho. Sua


mãe não estava na porta quando elas chegaram lá; em vez disso, ela estava de pé no corredor. — Rápido, temos que chegar ao abrigo. — Sua mãe pegou Haley e começou a correr em direção à porta dos fundos. — Mama, Bear! — Haley gritou. — Eu quero Bear! Seu cão surdo e velho estava deitado ao lado da lareira, onde ele sempre ficava tirando um cochilo. — Tudo bem. — Mamãe colocou Haley no chão ao lado dela e olhou para Lauren nos olhos. Neste momento, Lauren pode ouvir o vento correndo pela casa. O som era tão alto que Haley tapou os ouvidos e começou a chorar. — Lauren, eu quero que você se certifique de que você leve suas irmãs para o abrigo, como eu te ensinei. Você pode fazer isso? Lauren se lembrou dos treinos que mamãe e papai a tinham feito fazer. Balançando a cabeça, ela agarrou as mãos de suas irmãs. — Sim, mamãe. — Bom. Agora corra, — sua mãe gritou acima do barulho, então ela foi para o corredor para pegar o cão quando Lauren se virou e começou a correr, arrastando suas irmãs atrás dela. Quando chegaram à cozinha, Alex parou. Ela puxou a mão de Lauren e começou a pegar os cookies que a sua mãe tinha assado. — Não, Alex, nós temos que ir agora. — Lauren largou a mão de Haley e agarrou Alex pelos ombros, fazendo-a soltar todos os cookies. — Não, eu vou contar para a mamãe. — Alex começou a chorar. Aqui na parte de trás da casa o barulho era ainda mais alto. Ela conseguia ver a grama e folhas voando pelas janelas quando ela olhou para fora. — Nós temos que chegar ao abrigo, ou Mamãe vai contar ao papai. — Isso parou sua irmã de pegar os biscoitos caídos. Lauren agarrou sua mão e virou-se para pegar as de Haley, mas Haley tinha ido embora. Só então a sua mãe entrou na cozinha levando o cachorro velho.


— Onde está Haley? — Ela gritou, enquanto ela segurava o velho cão em seus braços. — Eu não sei. Ela estava aqui. Então Alex... — Aqui, não temos tempo para histórias agora. Pegue Bear e Alex e vá para o abrigo. Corram meninas, corram! — Sua mãe empurrou Bear em seus braços. O cão parecia pequeno nos braços de sua mãe, mas nos dela, ele era pesado. Ela teve que mover seu corpo gordo para se certificar de que ela não o deixaria cair. Alex correu para a porta de trás e abriua. Ouvindo o tom de urgência de sua mãe, ela deve ter entendido que algo ruim estava acontecendo. As meninas correram por todo o quintal através do vento e da chuva forte que caía. Quando chegaram ao abrigo da tempestade, Lauren teve que baixar Bear para abrir a porta grande. Alex agarrou a coleira de Bear, certificando-se de que ele não fugisse enquanto Lauren abria a porta. Em seguida, Alex puxou Bear descendo as escadas enquanto Lauren olhava para trás em direção à casa. Ela podia ver a luz no quarto de sua irmã, então a sombra de sua mãe atravessou a janela. Sua mãe se abaixou, e quando ela se levantou podia ver que Haley estava em seus braços. Ela se sentiu aliviada, até que ela olhou para cima. — Corra, Mama! — Lauren gritou. As nuvens escuras estavam em círculos por cima da casa, e o corpo de Lauren congelou no local fora do abrigo. Pareceu horas mais tarde quando a mãe finalmente apareceu na porta de trás segurando Haley. A cabeça de sua irmã enterrada no avental da mãe. — Fique dentro! — Sua mãe gritou do outro lado do quintal. Os pés de Lauren começaram a descolar e ela correu para o fundo das escadas. Virando-se, ela esperou sua mãe alcançar a porta do abrigo. Ela observou como o vestido da mãe voou para o lado com os ventos fortes. Haley estava segurando seu avental com força. Então, tudo abrandou na mente de Lauren. Sua mãe, a poucos passos da porta, olhou para cima rapidamente, em seguida, virou a


cabeça e olhou diretamente para ela. Levantando Haley no alto, atirou-a para a porta aberta. Haley caiu da escada, e seu pequeno corpo bateu em Lauren com força suficiente para que elas tombassem para baixo. O corpo de Haley balançou enquanto ela chorava, ainda segurando um pedaço do avental de sua mãe, que tinha sido arrancado de seus ombros. Lauren rapidamente levantou-se e parou no chão do abrigo, olhando para a porta. Ela observou em terror como os ventos ferozes puxavam sua mãe da porta e a levavam para a escuridão.


Um Dez anos depois... Lauren olhou para o túmulo quando uma lágrima escorreu pelo seu nariz. Era uma semana antes de seu aniversário de dezenove anos, e ela observava enquanto os amigos mais íntimos de seu pai baixavam o caixão no chão. Ela ouviu suas irmãs chorando ao lado dela e cegamente se aproximou e pegou ambas as mãos. Fazia dois dias que ela tinha encontrado o pai deitado no chão de seu quarto. Ela tinha feito tudo o que sabia para tentar salvá-lo, mas tinha sido tarde demais. Ela faria qualquer coisa para voltar no tempo e de alguma forma chegar em casa mais cedo naquele dia ensolarado. Fechando os olhos, ela conseguia se lembrar do rosto de seu pai, a sua bondade, a maneira como ele se movia e cheirava, e do jeito que ele falava. Tudo sobre o homem havia dito a sua filha de que ele as amava, que ele faria qualquer coisa por elas. Elas haviam perdido a mãe há dez anos; seu pai tinha pego os pedaços e cuidado das três meninas por contra própria. Todas tinham perdido a sua mãe, mas graças ao seu pai tinham crescido sabendo que elas eram amadas. Elas nunca tinham ido para a cama com fome, sujas, ou sem uma história para dormir. Se a comida tivesse sido um pouco queimada ou um pouco estranha no sabor, as meninas nunca se queixavam. Mesmo quando o traje de Alex para uma peça da escola tinha acabado parecendo mais com


uma folha verde de uma árvore, ela não reclamou. Quando Lauren tinha finalmente atingido a idade para dirigir legalmente, ela tinha tomado para si a tarefa de conduzir suas irmãs para a escola e qualquer outra função depois da escola das quais elas se envolviam, mesmo que isso significasse abrir mão de sua própria vida social. A culpa sempre tinha brincado no fundo de sua mente. Se eu tivesse apenas vigiado Haley melhor. Se eu tivesse segurado a mão dela, mamãe estaria aqui hoje. A escola tinha oferecido o aconselhamento para as meninas, mas Lauren tinha apenas sentado e dito a mulher mais velha que tinha sido designada para aconselhar-lhe o que ela queria ouvir. Nem uma vez ela insinuou que era culpa dela que sua mãe tinha ido embora. Nem uma vez ela confessou para alguém que ela era a culpada. Quando seu pai estava no chão, ela fechou os olhos e ergueu o rosto para o céu. O ar da primavera do Texas estava maravilhoso. Ela sabia que, em pouco mais de um mês, a brisa seria quente o suficiente para cozinhar as lágrimas que caíam pelo rosto. O vento fresco pararia e seria substituído por silêncio e calor. Mas, por enquanto, ela gostava do cheiro do crescimento da grama, as flores desabrochando, e a vista das cerejeiras que foram plantadas ao redor do pequeno cemitério. Seu pai sempre tinha amado a primavera. Ele estava ansioso para ajudá-la a plantar um novo jardim de flores perto da parte de trás da casa. Agora com quem ela estaria plantando flores? Ela abriu os olhos e olhou para Alexis. Seu cabelo loiro estava preso em um coque simples, na base de seu pescoço. A saia preta e camisa cinza estavam em completo contraste com os trajes normais de sua irmã. Mesmo que Alex tivesse acabado de completar dezesseis anos, seu lado selvagem havia sido solto durante os últimos dois anos. Tanto que isso tinha começado a consumir tempo de Lauren e seu pai.


“— Sua irmã será a minha morte. Marque minhas palavras, Lauren. Algum dia você vai entrar e ela vai estar de pé sobre o meu corpo frio, reclamando do fato de que ela não pode ter um par de jeans de cem dólares."

Na verdade, Alex não estava em casa naquele dia. Ela passou a noite na casa de uma amiga por todo o fim de semana. Lauren olhou para Haley. Ela era jovem demais para se lembrar de sua mãe. E mesmo que elas nunca falassem sobre isso, ela sabia que sua irmã tinha um pouco de inveja do fato de que Lauren e Alex conseguiam se lembrar dela. Conforme o ministro, um amigo da família de longa data, foi falando seu discurso, Lauren olhou para o lugar de descanso final de seu pai. O que ela vai fazer agora? Como elas viveriam sem ele? Seus ombros se afundaram um pouco enquanto andava para frente e jogava uma rosa branca para o buraco, para o caixão de seu pai. Quando ela se virou e se afastou, ela olhou para longe. A oeste daqui ficava Saddleback Ranch, sua casa durante toda sua vida. Tinha sido transmitida por três gerações agora. Endireitando os ombros e olhando para longe, ela sabia em seu coração que faria qualquer coisa, qualquer coisa, para mantê-la. Para manter suas irmãs e ela juntas. Em suas terras. Como seu pai e sua mãe gostariam que ela fizesse. Depois de agitar as mãos e abraçar quase todo mundo na pequena comunidade de três mil pessoas, ela ficou ao lado de sua caminhonete conversando brevemente com o Sr. Grant Holton, o advogado de seu pai e um de seus melhores amigos. Sr. Holton era alto e com o peito muito amplo. Ela tinha ouvido uma vez que ele e seu pai tinham jogado futebol juntos. Ela olhou quando Dr. Graham e seu filho, Chase, andaram até eles. Dr. Graham tinha sido veterinário da fazenda. Cada animal em sua


terra era saudável graças ao homem mais velho que andava na sua frente e apertava a mão dela com um aperto firme. Chase tinha estado um ano à frente dela na escola. Eles cresceram juntos e tinham até mesmo ido como um casal em um baile no colégio e compartilhado alguns beijos roubados por trás das arquibancadas. Mas então ele se formou e ela tinha o visto cada vez menos. Chase era alto como o pai. Parecia que ele tinha tentado domar sua massa espessa de cabelo preto para a cerimônia. Ela sempre amou empurrar as mãos em seu cabelo grosso. Seus olhos castanhos escuros olhavam para ela com sincera preocupação e tristeza, bem como seu pai fazia agora. — Lauren. — Dr. Graham apertou a mão dela, então o Sr. Holton. Sr. Holton balançou a cabeça, em seguida, virou-se para ela. — Eu sei que este não é o momento para pensar sobre o seu futuro ou o futuro do rancho, mas talvez possamos nos encontrar amanhã. Só nós três. Existem alguns detalhes que eu preciso passar por cima com você. Naquele momento, a percepção bateu nela, ela era o chefe da casa.

Ela

agora

estava

a

cargo

de

um

rancho

de

mil

hectares. Encarregada de suas irmãs. Encarregada do gado, dos cavalos, tudo. Ela deve ter empalidecido um pouco, porque Chase se adiantou e tomou seu cotovelo. — Você está bem? — Ele sussurrou. Ela queria puxar o braço e gritar. “Não! Eu não estou bem, seu idiota. Tudo está em ruínas! Eu não tenho nenhuma família.” Mas em vez disso, ela assentiu e balançou um pouco, fazendo-o passar o outro braço em volta da cintura. — Pai, — disse Chase, olhando para o pai. — Muito bem, pedimos desculpas. — O homem mais velho pigarreou, olhando para o amigo. — Não, — Lauren piscou. Se ela queria manter as três na terra de sua família, ela só teria que acelerar um pouco mais. Lembre-se, dissese, mantenha suas irmãs juntas e faça o que for preciso para ficar nas terras de sua família. — Se você quiser, eu estou voltando para casa


agora. Podemos nos encontrar em... — ela olhou para o relógio quando Chase soltou seu braço. — Uma hora? Dr. Graham e Sr. Holton balançaram a cabeça em uníssono. Ela podia ver as perguntas em seus olhos. Lauren virou quando viu suas irmãs andando em sua direção. Ela caminhou com dificuldade para o lado do motorista da sua caminhonete, os ombros caídos. Enquanto se afastavam em silêncio, ela olhou para trás e viu os três homens de pé ali. Um arrepio a tomou conta e ela sabia que, naquele momento, tudo mudaria. O caminho para a fazenda não era longo. Estava há quase dezesseis quilômetros para fora da cidade, mas as estradas estavam sempre vazias e a rodovia se estendia em linha reta. Quando passaram o velho portão de ferro com Saddleback Ranch em cima, ela sentiu um pouco de paz em seus ossos. Lá, ao longe, ficava a casa de três andares que ela sempre conheceu e amou. Tinha levado alguns golpes durante o tempo. O tornado que tinha reivindicado sua mãe havia arrancado o telhado para fora do lugar enorme. O antigo celeiro vermelho havia sido arrancado na época também. Eles haviam perdido uma dúzia de cavalos e dois dos armazéns. Graças a Deus seu pai e os homens haviam estado nas colinas naquele dia, ou eles poderiam ter sido apanhados na tempestade também. Mas o celeiro e as casas dos colonos foram reconstruídos. A casa tinha ganhado um novo telhado brilhante, juntamente com uma nova pintura e alguns novos painéis de janelas para substituir as que tinham soprado para fora. Depois que seu pai substituiu a porta do abrigo de tempestade, ninguém mais falou sobre esse dia. Lauren parou a caminhonete na frente do celeiro, e Haley saltou e correu pelas portas maciças. Alex virou-se e olhou para Lauren. — Não se preocupe. Eu vou falar com ela. — Lauren deu um tapinha na coxa de sua irmã e saiu da caminhonete. Dingo, o cão da família, uma mistura de pastor australiano, correu para Lauren e pulou


em seu vestido. — Não, para baixo. — Ela empurrou o cão fora, mas ela seguiu para o celeiro escuro. Lá fora, o sol a esquentava, mas aqui na escuridão do celeiro, a frieza infiltrou em seus ossos. Ela esfregou os braços com as mãos enquanto caminhava para frente, para subir as escadas velhas que levavam ao segundo andar, onde ela sabia que sua irmã estaria. O sobrado era enorme, ocupando três quartos do celeiro, mas Lauren sabia os esconderijos de Haley e caminhou para a irmã. Haley estava estendida no feno macio, o seu melhor vestido de domingo se espalhando ao redor dela. Ela estava de bruços e chorando como se não houvesse amanhã. Lauren se aproximou e sentou ao seu lado. Ela puxoua em seus braços e chorou com ela. Menos de uma hora depois, Lauren tinha se trocado para suas roupas de trabalho e parou à porta para cumprimentar o Sr. Holton, Dr. Graham, e, para sua surpresa, Chase. Os quatro entraram no grande escritório de seu pai e ela fechou as portas de vidro atrás dela. Tomando um grande fôlego, ela virou-se para a sala. — Por favor, sentem-se. — Ela fez um gesto para os três homens, para se sentarem enquanto ela caminhava em volta da enorme escrivaninha de seu pai e se sentava em sua cadeira de couro macio. Ela tinha feito isso uma centena de vezes, mas desta vez era diferente. — Seu pai foi um grande homem, — começou o Sr. Holton. — Ele era o nosso melhor amigo. — Ele olhou para o Dr. Graham, e o outro homem acenou com a cabeça em concordância. — Nós poderíamos adiar este encontro para... — Não, por favor. — Lauren endireitou os ombros. — Muito bem. — Sr. Holton tirou um arquivo de sua pasta. — Como vocês sabem, eu sou o advogado de seu pai. John, aqui, — ele acenou para Dr. Graham... — bem, ele tem uma participação no que precisamos discutir. É por isso que eu o convidei.


— Continue, — Lauren disse quando pensou que o Sr. Holton tinha perdido a coragem. Ela sabia que era uma má notícia; ela podia ver isso claramente nos rostos dos dois homens. — Bem, depois daquele dia... — Sr. Holton pigarreou e se mexeu no assento — Depois que perdeu sua mãe, Richard fez alguns empréstimos. — Sr. Holton, o quanto meu pai deve ao banco? — Ela queria a linha de fundo. Prendendo a respiração, ela esperou. — Bem, essa é a parte complicada. Veja, Richard não confiava em bancos tanto assim. — Os dois homens mais velhos olharam entre si. — Talvez isso explique isso melhor. — Ele colocou o arquivo sobre a mesa à sua frente. Ela abriu o arquivo com os dedos trêmulos. Lá, com a letra de seu pai, estava o seu futuro.

Eu, Richard Winter, estando de corpo e mentes sãos, prometo solenemente pagar a soma total de US $ 100.000,00 para Sr. Johnathan Graham e Grant Holton II. Se alguma coisa me acontecer, o produto da minha fazenda, Saddleback Ranch, irá para os dois homens em quantidades iguais até o montante ser pago na íntegra. Eles teriam uma palavra a dizer na gestão da fazenda até que o referido montante fosse integralmente pago.

Isso tinha sido datado e assinado pelo seu pai, John Graham, e Grant Holton há mais de dez anos atrás. — Eu entendo as suas preocupações. — Ela olhou por cima do papel. — Como chefe da casa agora, vou cumprir as obrigações do meu pai. — Bem, isso está tudo bem. — Dr. Graham sorriu. — Mas, bem, tivemos um entendimento entre nós três. Se alguma coisa acontecesse


com ele e virmos que o rancho estivesse em qualquer perigo, nós interviríamos e comandaríamos este lugar até que estivesse bem. Lauren escutou quando o homem lhe disse o esquema que os três, seu pai, o Sr. Holton e Dr. Graham firmaram há 10 anos, no caso de algo como isso acontecer. Com eles poderiam assumir a gestão da terra, o manejo das finanças, até mesmo decidir como lidar com ela e suas irmãs. Ela estava sendo empurrada para fora antes mesmo que tivesse a oportunidade de experimentar e executar as coisas a sua maneira. Ela praticamente criou suas irmãs, e agora esses dois homens queriam assumir o controle de tudo, até mesmo dela. Seu coração se afundou ao ouvir esta notícia. Ela pediu um tempo para pensar sobre isso, e os homens se desculparam e rapidamente se dispensaram. Depois que os homens mais velhos tinham saído, Chase ficou para trás e lhe ofereceu outra opção. No dia seguinte, Lauren estava na frente do Palácio da Justiça, em Tyler, vestindo seu melhor vestido de domingo. Ela sabia que sua vida nunca mais seria a mesma depois desse dia.

Sete anos depois ... Chase parou no meio da rua e respirou fundo. Ele finalmente estava em casa. Não era que ele estivesse evitando o lugar, ou que não tenha tido a vontade de voltar, mas a vida o levou por um caminho torcido. Ele estava feliz que finalmente acabou de volta aqui, pelo menos por agora. Um carro buzinou para ele, e ele acenou e moveu-se do centro da estrada. Subindo os degraus de pedra para a construção do seu pai, ele percebeu que o velho lugar verde nunca esteve melhor. Ele sabia que o dinheiro que ele tinha enviado para casa ao longo dos últimos nove anos tinha ajudado a arrumar a clínica. Quando ele abriu a porta da frente, o sino em cima da porta soou e ele sorriu.


— Bom dia, como posso... — Cheryl, recepcionista de seu pai, levantou-se lentamente. — Filho da... — Agora, Cheryl, você sabe que não se deve dizer isso por aqui. — Ele andou para frente e recebeu o abraço de boas-vindas. A mulher quase o engoliu, mas ele sorriu e aceitou um tapinha forte nas costas. Seus braços eram como correntes, mas a sua frente era suave e ela cheirava como ele se lembrava, como chocolate e cachorros molhados. A estranha mistura de aromas sempre tinha aquecido os seus espíritos. — O que você está fazendo de volta à cidade? — Perguntou ela. Ela engasgou. — Seu pai sabe? — Ela olhou para a sala de volta. Ele balançou a cabeça. — Eu queria surpreendê-lo. — Ele sorriu. Seu sorriso caiu um pouco. — Bem, fique a vontade. — Então ela mordeu o lábio inferior e ele sabia que algo estava acontecendo. — Fale logo. — Ele pegou seus ombros antes que ela pudesse se virar. — O quê? — Ela tentou parecer inocente. — Cheryl, há quanto tempo eu conheço você? Ela sorriu. — Indo para 28 anos em junho. — Ele sorriu. Cheryl sempre se lembrou de seu aniversário. — E em todo esse tempo, eu sei que quando você morde seu lábio inferior, você tem algo que está tentando esconder. Então... — ele fez sinal com a mão — Fale logo. Ela cruzou os braços sobre o peito. — Bem. É só a saúde do seu pai. Eu sei que ele não mencionou isso por telefone com você. — O que sobre isso? — Chase começou a ficar preocupado e sentiu vontade de correr para a sala de trás para checar seu pai. Cheryl nunca tinha mencionado nada pessoal sobre a saúde de seu pai, em suas conversas. Nem teve seu pai. — Bem, ele machucou a perna um tempo atrás. — Ela virou a frente da camisa.


— E? — Ele esperou. — E, bem, ele está andando com uma bengala agora, — ela deixou escapar, assim quando seu pai entrou pela porta de trás. — Obrigado, Cheryl. Isso será suficiente. — Seu pai sorriu. Com certeza, seu pai estava apoiado em uma bengala preta. — Bem, rapaz? — Ele estendeu o braço. — Não me faça mancar até você para um abraço. Chase correu pela sala e deu ao seu velho um abraço de urso como ele sempre fez, notando que seu pai não estava apenas mais magro, mas mais frágil. Ele tinha um milhão de perguntas que queria fazer, mas sabia que seu pai não responderia até que estivesse bem e pronto. — Vamos para lá, menino. Diga-me o que você andou fazendo. — Seu pai começou a andar para trás e Chase observou-o mancar. Em seguida, seu pai virou. — Você está de volta para ficar? — Sim, — disse Chase distraidamente. Ele não tinha a intenção de ficar, tinha? — Bom. — Seu pai deu a volta em seu escritório e sentou-se, colocando a bengala ao lado dele. Chase sentou na cadeira em frente a ele, esperando. — Bem, suponho que devo dizer-lhe, você não poderia ter voltado para casa em um momento melhor. Eu estou me aposentando. — O quê? — Chase sentou-se. Seu pai levantou as mãos, adiando o milhão de perguntas que ele tinha. — Sim, no final do ano. Eu fui chutado muitas vezes. — Seu pai sorriu. — Este velho corpo não quer trabalhar como antes. Eu iria ligar para você no fim do mês. — Pai? — Ele olhou para ele. — Eu sei, eu sei. Eu disse que nunca me aposentaria, mas... — ele olhou para a perna. — Os médicos estão me dizendo que eu tenho que tirar o peso desta maldita perna durante seis horas por dia. Seis! Você e


eu sabemos que nesta linha de trabalho você estaria com sorte de se sentar durante cinco minutos por dia. Chase sorriu. — Eu acho que é uma coisa boa que eu estou em casa, então. Seu pai sorriu e acenou com a cabeça. — O que você acha de irmos almoçar? Eu estou pagando. Fairplay, Texas, tinha um lugar para sentar e comer. Mama Diner, um enorme celeiro marrom que tinha sido transformado em um restaurante, tinha sido o melhor lugar para comer em dois municípios desde que Chase podia se lembrar. Mesmo agora, o lugar parecia novo e cheirava como hambúrgueres gordurosos. Seu pai se dirigiu ao seu lugar de costume. Ele quase fez Chase rir,

sabendo

que

o

homem

nunca

se

sentava

em

um

local

diferente. Mesmo se alguém estivesse ocupando-o, ele ficava e esperava até que a mesa estivesse livre. Havia novos menus e ele levou o seu tempo olhando para a lista de novos itens. — Como você está hoje, linda? — O pai perguntou a garçonete quando ela parou. Chase virou o olhar e olhou para os mais belos olhos verdes que ele já tinha visto. Seu cabelo estava mais longo do que antes, e seus cachos escuros caiam pendurados logo abaixo dos seios mais perfeitos que ele já tinha tido o prazer de encontrar. Ela era alta e ágil e ele conseguia lembrar a suavidade de cada curva que ele tinha sido autorizado a sentir. Ela olhou para ele como se ele estivesse em seu caminho, e ele começou a tossir. Ele não conseguia explicar como isso aconteceu, mas ele estava sufocando com o ar. Nada estava conseguindo passar para seus pulmões ou o cérebro. Finalmente, ela bateu forte nas costas, e ele respirou fundo. Ele levantou-se e agarrou o braço de Lauren e exigiu em voz baixa: — O que diabos você está fazendo trabalhando aqui?


Dois Lauren puxou seu braço e olhou para Chase. Dois minutos antes, ela tinha conseguido levar o choque de sua vida quando viu ele e seu pai atravessarem a rua da clínica. Ela quase deixou cair a bandeja levando o spaghetti do Srs. Jenkins. Felizmente, ela tinha aprendido a lidar com circunstâncias inesperadas e se recuperou muito rapidamente. Talvez ele esteja apenas visitando, ela não parava de dizer isso mais e mais em sua cabeça. Ele estava muito mais alto do que ela se lembrava, e ela teve que levantar seu pescoço para olhar em seus olhos cor de chocolate. Ela lentamente cruzou os braços sobre o peito e disse: — Eu não vejo como isso seja da sua conta, onde eu trabalho. — Ela o dispensou e virou-se para seu pai e deu-lhe um sorriso enorme. — Como você está indo hoje, Doc? — Oh, muito bem, muito bem. Meu menino voltou para cidade para ficar, e eu estou com um desejo forte por um de seus especiais de Joe e um pouco de chá doce, por favor. — O homem mais velho sorriu, em seguida, virou-se para franzir a testa para seu filho, que ainda estava de pé ao lado dela, olhando para ela. — Sente-se, rapaz. Você está fazendo um espetáculo de si mesmo. Chase sentou sem tirar os olhos de cima dela. Ela anotou o pedido de Doc, em seguida, virou-se e deu a Chase um grande sorriso. — O que você quer?


— Uma resposta à minha pergunta. — Ele cruzou os braços e sorriu um pouco. Uma covinha no canto da boca piscou por um segundo, e ela se esqueceu de respirar. Como ele tinha ficado tão bonito? Claro, ele tinha sido bem abençoado na escola, mas nada como ele era agora. Seu cabelo estava muito mais curto, e parecia que ele tinha emagrecido. Ele estava muito magro e tinha vários novos músculos. Ela ficou impressionada com o que podia ver em seus braços quando ele cruzou-os sobre o peito, o que a levou a olhar para o seu peito. Estava mais largo do que antes. Ela conseguia ver a tensão em seus músculos do

ombro

e

perguntou

como

eles

se

pareceriam,

como

se

sentiriam. Balançando a cabeça, ela foi embora sem dizer uma palavra. Quando ela o deixou para trás, ela encostou-se à parede e respirou fundo várias vezes. O que Chase estava fazendo de volta à cidade? Por que não podia deixá-la sozinha? Ela sentiu-se ofegante. Em seguida, as palavras, “Meu menino voltou para cidade para ficar", bateram nela e suas mãos começaram a tremer. O que seu retorno significava para ela e para a fazenda? — Voc�� está bem, querida? — Perguntou Jamella. Sua chefe era 50 anos mais velha e cerca de cem quilos mais pesada do que ela. Ela era Mama em todos os sentidos. Sua família era proprietária do Mama Diner desde que chegou ao Fairplay da Louisiana quando Jamella tinha dez anos. Agora, depois de criar

seus próprios filhos, que tinham tudo

rapidamente saído da pequena cidade, ela era Mama de todos sob a idade de trinta anos. Ela sabia do interesse de todos, e mais importante, sabia manter um segredo. — Chase está de volta. — Isso saiu como um sussurro. — O quê? Por que esse menino está de volta? — Ela enfiou a cabeça pela janela. — Hmm hmph. — Jamella cruzou os braços sobre o peito e balançou a cabeça uma vez. — Já era tempo. Jamella! Ele está de voltaaaa! — Lauren alongou a última palavra parar provar seu argumento.


— Bem, você sabia que esse dia estava chegando, filha. Eu acho que é hora de parar de se acovardar e ir lá e ver o que ele quer. — Ela balançou a cabeça e empurrou Lauren em direção à porta. — Obrigada, — ela murmurou enquanto ela meio andou, meio caiu pelas portas de vaivém. Lauren virou-se para a janela para ver Jamella e Willard, o cozinheiro, olhando pela janela. Jamella acenou com a mão em direção a Chase e murmurou, — Vá em frente, filha. Lauren endireitou os ombros e se virou. Andou até a sua mesa, olhou para baixo de seu nariz, para Chase e perguntou em voz clara: — O que você vai querer? Ele olhou para ela e um sorriso lentamente se formou em seus lábios. Ela sentiu o calor correndo para seu rosto. Ele se inclinou para trás e cruzou os braços. — Papai me disse que você cobre para a sua irmã aqui de vez em quando. Ela moveu o queixo uma fração. Realmente não era da sua conta o que ela fazia com seu tempo ou dinheiro. Ela olhou para ele, esperando. — Ele também me disse que as coisas estão funcionando sem problemas no rancho. — Seus olhos se estreitaram e ela podia sentir seu sangue começar a ferver. — Acho que vou ir lá, ainda esta semana, apenas para verificar... a pecuária. — Ela lentamente cruzou os braços e sentiu seu rosto ficar vermelho de raiva. — Já que eu vou tomar posse da clínica do pai no final do ano. — Seu sorriso ficou maior. Ela olhou para o pai dele e fez uma careta. — Você vai ser aposentar? — Ele acenou com a cabeça e ela sentiu seu coração bater forte. Isso significava que... ela olhou para Chase rapidamente e seu sorriso caiu um pouco. Isso significava que Chase estava aqui para ficar. Seus ombros caíram um pouco. Sentindo-se derrotada, ela disse. — Sim, eu suponho que você vai querer passar no rancho. Eu estarei lá a semana toda. — Ela sabia que soava um pouco vazia, mas ela não podia evitar. Ela se sentia assim.


Após seu turno terminar, ela voltou para casa e tentou o seu melhor para esconder o medo que sentia por dentro, de modo que suas irmãs não veriam. Antes de ir para dentro, entrou no celeiro e ficou lá até que ela sentiu como se pudesse controlar seu medo. Ela caminhou até barraca de Tanner e inclinou a cabeça contra seu bronzeado único enquanto acariciava sua juba loira. — Por que tudo tem que ser tão complicado? — Perguntou ao cavalo. Ela ouviu um barulho atrás dela e quando ela sacudiu e virou, ela viu Hewitt, o sobrinho de seu capataz, a quem ela havia contratado algumas semanas atrás. — Perdão, senhorita. Eu não sabia que você estava aqui. — Ele arrastou suas botas e acenou com a cabeça. Ainda assim, seus olhos perfuraram os dela, fazendo-a se sentir um pouco desconfortável. Hewitt era uns bons quinze anos mais jovem e duas vezes maior do que Jimmy, o homem que tinha sido seu capataz desde que seu pai tinha comandado o rancho. Ela só tinha visto Hewitt algumas vezes e toda vez sua camisa estava suja e para fora da calça, e sua calça jeans tinha furos e parecia que poderia usar uma boa lavagem. Seu cabelo parecia que tinha sido untado com algo escuro, fazendo-o parecer constantemente molhado. Ela sabia que ele e alguns outros, fumavam, e ela não se importava, desde que não fizessem em qualquer lugar perto do celeiro ou casa, mas ele fedia cigarros. Mas Jimmy tinha aval para isso, ela contratou ele e outros onze homens este ano para ajudar na fazenda. Ela só empregou seis homens durante todo o ano. Outros vinham e iam, dependendo das necessidades da fazenda. — Eu estava apenas verificando os cavalos. Boa noite. — Ela assentiu com a cabeça enquanto caminhava por ele. Quando chegou à porta do celeiro, ela tomou uma respiração profunda de ar fresco e se dirigiu para a porta dos fundos da casa. Haley estava sentada na mesa da cozinha assistindo ao noticiário na TV antiga, quando ela entrou.


— Onde está Alex? — Lauren deixou cair o saco sobre o balcão e encostou-se nela, em seguida, observou Haley levantar os ombros e baixa-los mais uma vez, sem retirar os olhos da tela. Lauren levou apenas um segundo para ver as notícias, então se virou e começou a puxar os itens para fazer o jantar. Ela sabia que se ela não cozinhasse, suas irmãs pegariam qualquer coisa, normalmente cereal ou sobra de pizza que alguém tinha encomendado para o almoço. Haley, ocasionalmente, tinha a ideia de cozinhar, mas Alex evitava a cozinha completamente. Jantares de família eram um ritual que ela tentou manter para suas irmãs. Mesmo que ela não pudesse cozinhar todas as noites, ela pelo menos tentava por algumas noites por semana. Além disso, cozinhar sempre lhe deu tempo para pensar. Em mais de uma ocasião, esta noite, a imagem de Chase Graham surgiu em sua mente. Ela estava preocupada com o que sua mudança de volta para a cidade significava, e sabendo que ele estava pensando em parar na fazenda ainda esta semana deixou seus nervos em alerta máximo. — Hey. — Alex entrou pela porta dos fundos, poucos minutos depois. Sua camisa estava para fora da calça e ela tinha feno em seu cabelo. A irmã dela encostou-se ao balcão, pegou uma maçã, e mordeua. Lauren olhou pela janela e viu uma caminhonete cuspindo poeira enquanto voava baixo seu carro, voltando para a cidade. — É a caminhonete de Travis Nolan que vejo indo embora? — Ela se virou e olhou para a irmã. Ela não gostava dele vindo para sua terra, e ela tinha certeza que ele estava em alta velocidade já que vira a caminhonete estacionada em frente. Alex apenas deu de ombros. — Ele estava apenas devolvendo as minhas coisas e ele queria falar comigo. Você sabe que nós terminamos semanas atrás. Lauren se aproximou e arrancou um pedaço de feno de cabelo loiro de sua irmã, em seguida, ergueu-a para ela ver. — Vocês dois fazem muito de “conversar” no palheiro?


Haley riu atrás delas, fazendo com que ambas as suas irmãs a encarassem. — Desculpe. — Haley rapidamente desviou o olhar. Lauren se aproximou e pegou a faca e começou a cortar itens para sua salada. Alex cruzou os braços sobre o peito e olhou. — Não era Chase Graham que vi na cidade hoje cedo? — Lauren parou de cortar os legumes e olhou para a irmã. — Doc vai se aposentar. — O quê? — Haley saltou de seu assento. — Doc não pode se aposentar! — Ela se aproximou e pegou uma cenoura e mordeu-a. — Ele vai, e Chase vai tomar seu lugar. — Lauren voltou a fazer a salada quando Haley tirou os pratos do armário e colocou-os sobre a mesa. Alex estava lá e olhou suas irmãs. — Chase vai parar por aqui ainda esta semana. — Eu não gosto de alguém olhando o rebanho, exceto Doc. — Haley despejou os talheres sobre a mesa e sentou-se. Na medida em que colocava a mesa, Lauren sabia que era tão bom ficar por aqui, pelo menos com suas irmãs ajudando. — Acho que devemos dar uma chance a Chase, — Alex colocou. Ela tinha um sorriso malicioso no rosto e Lauren soube imediatamente o que estava por vir. — Afinal, ele ainda é solteiro. De acordo com Mary Beth, ele está morando em Nova York nos últimos quatro anos. Antes ele estava em Dallas. E de acordo com Mary Beth, que ouviu de Cheryl Lynn, que ouviu diretamente do pai do Chase, ele não foi visto com qualquer pessoa. Então... — Lauren revirou os olhos, desejando que o discurso de sua irmã já houvesse acabado. — Agora que Travis e eu acertamos as coisas, talvez eu coloque a minha melhor roupa e faça uma visita a Chase. — Alex puxou o cabelo para trás em um rabo e caminhou até se sentar à mesa. Alex com certeza sabia como apertar os botões de Lauren, mas ela não ia deixá-la ter isso neste momento. Lauren já tinha sido atingida uma vez hoje; não havia como deixar sua irmã irritá-la. De costas em direção


a suas irmãs, ela sorriu. — Vá em frente. Acho que vocês dois fariam um casal muito bonito. Pelo menos não estaríamos vendo tanto de Travis. Ela ouviu Haley rir e tentar encobrir isso com uma tosse. Na manhã seguinte, Lauren montou Tanner, com seus três anos de idade, castrado, fora do celeiro, suas ferramentas para o dia cheio em seu alforje. Ela sabia que seria um longo dia, quando começou a andar para a cerca e viu que um grande ramo de um carvalho, tinha tirado um pedaço do muro da frente. Puxou Tanner para uma parada e amarrou-o em outro ramo debaixo do carvalho, ela caminhou pela cerca e avaliou o dano. Felizmente, não foi tão ruim assim. Ela decidiu que poderia fazer a maioria dos reparos sem voltar para casa para pegar a motosserra ou necessitar de algum dos homens para ajudá-la. Ela vestiu as luvas de couro de sua bolsa, pegou o alicate e começou a trabalhar. Dingo correu até ela e se colocou a seus pés e Lauren começou a falar com ele. Ela estava gostando do fato de que não era verão ainda. A brisa fresca ajudou um pouco, enquanto trabalhava sob o sol quente. Ela tinha acabado de reparar a maior parte, quando uma sombra caiu sobre ela. Girando, ela quase gritou quando deu um passo para trás e caiu logo no arame farpado, de bunda.

Chase puxou a boca da velha égua aberta e olhou para seus dentes. Ele balançou a cabeça e depois arranhou entre as orelhas do cavalo, fazendo-a empurrar a cabeça mais longe em suas mãos. Ele riu e continuou esfregando o cabelo grosseiro da égua. Quando ele saiu do celeiro, ele atravessou o pátio em direção a Edward. — Bem?


— Eu não gosto da aparência dos dentes de Betty. Ela tem um padrão de desgaste anormal. Eu gostaria de voltar e trazer meu kit de odontologia. — É por isso que ela está sangrando pela boca? — Perguntou Edward, ansioso pela resposta. — Ao que parece. Um dos seus dentes está raspando a lateral de seu rosto cada vez que ela morde. Eu posso corrigir amanhã por volta das oito, se estiver tudo bem com você? — Sim, com certeza. Ela tem sido uma boa menina por anos. Tenha certeza que odeio vê-la com dor. — Edward olhou em direção ao celeiro. — Eu sei que eu só tenho cerca de um ano com ela, mas ela merece envelhecer sem o incômodo de perder todos os seus dentes, ao contrário de mim. — O velho sorriu, mostrando uma enorme lacuna. Chase riu. Enquanto dirigia para longe do rancho de Edward, ele imaginou que estava tão perto de Saddleback Ranch que pararia por ali. Ele não esperava ver Lauren em campo, colocando uma cerca de arame farpado. Ele estacionou sua caminhonete à beira da unidade e começou a subir a colina gramada em direção a ela. Seu cavalo, um lindo cavalo castrado de cor de areia, estava na sombra de um carvalho velho a poucos metros de distância. O chapéu de Lauren a protegia do sol, mas ele podia ver que a camisa estava encharcada de suor, avisando-o que ela estava lá fora trabalhando já há algum tempo. Ele viu um cachorro preto e marrom deitado a seus pés e quando ele se aproximou, o cão olhou para ele, em seguida, colocou a cabeça para trás e para baixo, fechando os olhos. Lauren estava conversando com o cão, como se fosse um ser humano. — Você acredita que ela disse isso? Como se eu fosse me importar se ela teve alguma coisa a ver com ele. Por mim, Alex pode levar Chase Graham e ... — Sua sombra caiu sobre ela e ela virou-se rapidamente. O esticador de arame nas mãos girou para fora em direção a ele, e então ela


caiu de costas em cima da cerca gritando. Ele pulou para ela, mas ainda estava longe demais para salvá-la de cair direito em cima da cerca. — Não se mexa! — Ele exigiu e correu, tentou segurar o fio para que não se envolvesse em volta de suas pernas. Ela já estava tentando ficar de pé, empurrando o fio com as mãos enluvadas. — Eu disse para ficar parada. Você está só se amarrando mais. — Seu chapéu tinha caído e agora o cachorro estava latindo e perseguindo-o como se fosse tudo um grande jogo. — Deixe-me em paz. Eu consigo sair daqui sozinha, — ela assobiou quando ele colocou sua bota em um dos fios e segurou-a para longe dela. Ele podia ver um grande rasgo na parte de trás de sua calça jeans. Ele parou por apenas um flash para admirar a pele macia antes de pisar no outro fio, colocando as mãos sob os braços e puxando-a com um movimento rápido. Ela soltou um suspiro quando seus pés voaram fora do chão, então ele a colocou no chão e puxou-a alguns passos de distância da cerca. Ela ficou ali, inclinando-se para ele, sua respiração irregular, enquanto olhava para os olhos dele. Por um segundo, seus olhos verdes caíram e focaram em seus lábios, em seguida, eles se mudaram novamente até seus olhos. Ele podia ver o momento em que ela recuperou a sua inteligência, depois de piscar algumas vezes. — O que você está fazendo andando assim e me assustando? — Ela empurrou para longe dele e tentou olhar para o traseiro, quase andando em círculos para ver o rasgo em seus jeans. Ele quase riu da imagem que ela fez, mas depois viu o corte na parte de trás da sua coxa. Ele caiu de joelhos na frente dela e pegou seus quadris em suas mãos para impedi-la de girar. Então ele a virou. — Aqui, deixe-me olhar isso. — Ele puxou-a um passo para trás de modo que ela estava mais próxima e, em seguida, abriu o rasgo na sua calça jeans um pouco mais com as pontas dos dedos. Havia um corte feio que atravessava a parte traseira de sua coxa esquerda, fazendo com que sua pele pálida se transformasse em uma cor desagradável de vermelho.


— O que você está fazendo... — Ela começou a se afastar, mas ele segurou seus quadris no lugar e moveu-a de volta mais um passo, em direção a ele e à luz. — Shhh. — Ele se inclinou mais perto e abriu mais um pouco o rasgo na sua calça jeans, tentando olhar melhor o corte. Ele soltou uma lufada

de

ar

quando

percebeu

que

ela

não

iria

precisar

de

pontos. Olhando por cima, ele se certificou de que sua perna direita saiu ilesa. Seus jeans estavam sem cortes e, tanto quanto ele poderia dizer, o dano havia sido limitado a apenas uma perna. — Se você acha que pode caminhar para a minha caminhonete, eu vou cuidar disso. Limpá-lo. — Ele se levantou e olhou para ela quando ela olhou por cima do ombro dele. Ele acenou com a cabeça para onde ele tinha estacionado sua caminhonete ao longo da calçada. Ela retirou-se de seu aperto e deu alguns passos. Ele podia ver que doía ao fazê-lo, mas ela manteve a cabeça erguida e olhou para ele. — Eu certamente não preciso da sua ajuda. Eu posso cuidar de mim mesma. Ele lentamente cruzou os braços sobre o peito. Ela estava sendo ridícula. — Sério? Eu suponho que você vai montar de volta para casa assim, e cuidar desse corte sozinha. — Ele sorriu e esperou enquanto ela olhava na direção de seu cavalo, em seguida, para a casa ao longe. — Eu vou a pé. — Ela elevou o queixo e cruzou os braços sobre o peito, imitando sua postura. — Então, é assim? Você não vai sequer me deixar ajudar? Mesmo quando eu tenho parcialmente a culpa? — Parcialmente? — Ela descruzou os braços e deu um passo em direção a ele e seus olhos se estreitaram. — Bem, se você tivesse ouvindo, em vez de falar com o cachorro sobre a minha vida amorosa, você teria ouvido minha caminhonete e saberia que eu estava vindo atrás de você. Levei pelo menos um minuto para subir o morro. — Ele apontou atrás dele.


Seu queixo caiu. — Eu não estava... eu não... — Ela ficou lá e olhou para ele. — Eu não estava falando sobre sua vida amorosa. Suas sobrancelhas se ergueram. — Sério? Eu me lembro de você dizendo, e cito, “Por mim, Alex pode levar Chase Graham." Eu gostaria de saber exatamente o que você pretende que eu faça com sua irmã mais nova? — Ele sorriu para ela, sabendo que atingiu um ponto sensível. Ela elevou o queixo e olhou para ele. — Por mim, você pode ir ao inferno e voltar com ela. — Ela começou a marchar em direção a seu cavalo, e a aba em seu jeans mostrou-lhe a pele exposta e o corte feio. Culpa o acertou. — Lauren! — Ele gritou, correndo atrás dela. — Espere. Sinto muito. Realmente, me deixe fazer o curativo. É o mínimo que posso fazer. — Ele puxou-a para uma parada sob a sombra do carvalho. — Porque é parcialmente sua culpa? — Ela cruzou os braços novamente e tentou se libertar de seu aperto. — Sim. — Seu sorriso era rápido. Ele queria dizer a ela que ele só queria dar outra olhada na pele branca leitosa na parte de trás da coxa, mas sabia melhor do que forçar sua sorte. Ela mordeu o lábio inferior e ele olhava o movimento como se estivesse hipnotizado. — Tudo bem, — ela finalmente disse e começou a andar mais lentamente em direção a sua caminhonete. Ele podia ver que a adrenalina tinha finalmente desaparecido e ela estava experimentando a dor total. Ele a ajudou até sua caminhonete, pegou sua maleta de médico, e depois puxou a porta da bagageira. — Seria melhor se simplesmente você se inclinasse. — Ele acenou para ela. Ela olhou para ele, em seguida, olhou para cima e para baixo da estrada de terra, certificando-se que o caminho estava livre.


— Tudo bem, mas faça isso rápido. — Ela mordeu o lábio quando ela se inclinou um pouco. — Você vai ter que se curvar muito mais. Vamos, Lauren, incline essa linda bunda no ar. — Ele riu quando ela olhou por cima do ombro para ele. — Vou me comportar. — Ele segurou uma risada. Ela fechou os olhos, virou a cabeça, em seguida, abaixou-se. Ele puxou uma mecha de algodão de sua bolsa e começou a limpar o corte. — Você tem sorte. Não parece que você vai precisar de pontos. — Ela assobiou quando o anti-séptico tocou a pele aberta. Ele rapidamente inclinou e soprou sobre o corte, tentando aliviar a dor. Ela congelou. Ele congelou. Então ele disse, — Desculpe, — sob sua respiração. Era como se alguém tivesse chutado-o no peito, estar perto dela, vendo a pele perfeita que ele tinha exposto através do buraco na calça jeans. Logo então, um carro buzinou, fazendo-os saltar. Ele estava tão concentrado que não tinha ouvido alguém chegando atrás deles. Lauren rapidamente endireitou-se e virou-se, colocando as mãos atrás das costas. Seu rosto estava vermelho brilhante. Seu cabelo estava em um emaranhado, e tufos de cachos escuros foram puxados para fora de sua longa trança, caindo ao redor do rosto. Ela parecia como se tivesse acabado de ser pega com as calças para baixo. Ele riu. De certa forma, ele supôs, ela tinha. Ele se virou e viu Alexis sair de um pequeno sedan vermelho. — Bem, bem. — Ela fechou a porta com força e começou caminhando lentamente em direção a eles. — Olha o que o gato trouxe. A irmã mais nova de Lauren não era nada como ela; na verdade, elas eram completamente opostos. O cabelo loiro brilhante de Alex brilhava na luz do dia, mas ele preferia ver os destaques mais escuros no cabelo de Lauren quando o sol batia. Alex também era a única irmã com olhos castanhos escuros e uma estatura muito menor. Não que Lauren e


Haley

fossem

grandes,

apenas

melhor

construídas

em

sua

opinião. Lauren tinha curvas que ele admirava mais. Alex estava usando seu uniforme da lanchonete. A blusa estava aberta perigosamente baixa, e a saia estava alguns centímetros mais alta do que Lauren tinha usado no outro dia. Alex também usava botas de salto alto em vez de tênis preto. — Tarde. — Ele balançou a cabeça, em seguida, olhou para Lauren. Ele observou enquanto seus olhos corriam ao redor, evitando os seus. — Chase estava apenas me ajudando. Eu caí em cima da cerca. — Ela se virou e mostrou a sua irmã o rasgo na sua calça jeans. — Oh! — Alex correu para frente, mostrando verdadeira preocupação fraternal. — Você está muito ferida? — Não, ela vai viver. — ele pulou, grato que Lauren não tinha mencionado que ele tinha sido o culpado. — Isso é bom. — Alex relaxou um pouco. Só então o cachorro veio correndo até Lauren, seu chapéu em sua boca, e sua cauda abanando um milhão de quilômetros por hora. — Obrigado, Dingo. Isso foi muito gentil da sua parte. — Ele achou engraçado que ela conversava com o cão como um ser humano. Ele observou-a estremecer de dor quando ela se agachou e tirou o chapéu da boca do cão. Em seguida, o cão se aproximou e sentou-se aos pés de Chase. Ele abaixou-se e o acariciou. — Bem, Olá, Dingo. É muito bom conhecer um ajudante tão maravilhoso. — O cachorro virou e ele começou a esfregar sua barriga. — Ela não é uma ajudante tão ótima já que não latiu quando você estava esgueirando-se atrás de mim. — disse Lauren. — Eu não estava me esgueirando. — Ele se afastou e cruzou os braços sobre o peito, sorrindo para ela.


— Você certamente estava. — Lauren colocou as mãos nos quadris. — Bem. — Alex recuou um pouco. — Eu vejo que vocês dois têm tudo sobre controle aqui. Vejo você em casa. — Alex caminhou de volta para seu carro rapidamente e foi embora. Chase não lhe deu outro olhar, mas caminhou até Lauren. — Você sabe que você é absolutamente linda quando está brava? — Ele tirou uma mecha de seu longo cabelo de seu rosto. Ele tinha a intenção de desequilibrá-la, mas não contava com o desejo que tinha borbulhado dentro dele.


Três Lauren não conseguia respirar. Ela não podia se mover também. Ela ouviu o carro de sua irmã se movimentar para longe e seu coração

se

recusou

a

abrandar.

Como

ela

deixou

chegar

tão

longe? Finalmente, ela piscou algumas vezes, em seguida, virou-se e começou a marchar até a colina em direção a Tanner sem olhar para trás. Ouviu-o logo atrás dela, mas não parou para virar já que ela não tinha vontade de discutir. Tudo o que ela queria era ser deixada sozinha. Quando chegou à sombra da árvore, ela se virou para ele e apontou para o seu peito. — Por que você está aqui? — Eu lhe disse que eu passaria para conferir como as coisas estão. Já que eu estou assumindo para meu... — Não, por que está aqui? — Ela deu um passo para mais perto dele e olhou em seus olhos. — Eu venho pagando você... — Não tem nada a ver com isso. — Ele pegou seus ombros em suas mãos, agarrando-a com força. Ela viu um flash de raiva em seu rosto por um segundo, em seguida, ele se foi. — Eu não quero o seu dinheiro. — Então o que? Por quê? Você está pensando em se mudar? — Mudar? — Ele olhou para ela como se ela fosse louca. — Por que eu iria mudar?


— Porque nós somos... — Ela simplesmente não podia dizer. Fechando os olhos, ela prendeu a respiração. — Casados — Sugeriu ele, e seus olhos se abriram. — Tecnicamente, sim. — Ela tentou se afastar. Ele sorriu. — Acho que eu poderia cobrar o empréstimo, por assim dizer. Mudar para sua casa e ter você na minha cama à noite, mas isso seria ir contra a minha palavra. Ela soltou um suspiro de alívio. — Mas tem sido um pouco apertado na casa do meu pai. Já que você mencionou, eu suponho que eu poderia mudar para uma das casas dos funcionários temporários. Ela sentiu todo o sangue sair de sua cabeça. Ela, na verdade, estendeu a mão para firmar-se sustentando na juba de Tanner. O cavalo esfregou seu rosto em seu peito, quase a derrubando. Chase se aproximou e pegou os ombros para estabilizá-la. — A possibilidade de eu estar morando em sua terra te assusta? — Ele olhou para baixo em seus olhos, à espera de uma resposta. Pelo menos ele tinha dito a sua terra. Ela balançou a cabeça. Como ela poderia dizer-lhe que não queria que ninguém, principalmente as irmãs, descobrissem o que ela tinha feito há sete anos? O que ela tinha feito, a fim de salvar a sua terra, suas irmãs, tudo. Não era como se a sua decisão tivesse sido um fardo enorme sobre ela. Pelo menos não tinha sido até agora. Sete anos atrás, tinha sido uma história diferente. Chase tinha acabado de receber uma bolsa de estudos para a faculdade em Dallas e estava deixando Fairplay. Havia uma enorme possibilidade de que ele não voltaria por anos, e naquele momento, ela realmente acreditava que poderia lidar com ele quando voltasse para casa. Ao invés, ela passou os últimos seis anos fazendo tudo o que podia para pagar-lhe de volta, incluindo trabalhar em tempo parcial no restaurante quando conseguia


pegar um turno. Agora ela só tinha mais alguns pagamentos antes que tivesse pagado totalmente. Em seguida, ela poderia discretamente pedir o divórcio e resolver a questão uma vez por todas. Ela não tinha planejado que ele voltasse para casa e se mudasse para a casa de um funcionário. Em sua terra. Bem, pensou ela, mordendo o lábio, tecnicamente um terço era dele ainda. Foi assim já que ele tinha usado a herança que tinha recebido de sua avó para salvá-la da dívida de seu pai. Ela só concordou porque ele encurralou-a depois que os homens mais velhos tinham ido embora. Sua proposta parecia boa demais para deixar passar. Ele prometeu nenhuma interferência com os seus métodos de conduzir o rancho, uma promessa que ela não teve com o pai dele e o Sr. Holton. Ele também prometeu nenhuma interferência em sua vida pessoal. Chase tinha feito tudo parecer tão fácil. Ele disse que não havia necessidade de pagá-lo de volta, e ela aproveitou a chance de ser livre para comandar o rancho por si mesma. Mas um ano depois, ela mudou de ideia e começou a enviar dinheiro para pagar-lhe de volta. Ele não tinha descontado os cheques, então ela começou a enviar-lhe ordens de pagamento, que tinham rapidamente sido devolvidas. Então, ela marchou até o banco local e havia aberto uma conta corrente conjunta e poupança. Ela só lidou com o gerente do banco, o Sr. Billings, que prometeu nunca mencionar a palavra a ninguém sobre a conta que estava sob os nomes de Lauren A. e Jonathan Chase Graham II. Ela começou a fazer depósitos mensais que enviava a Chase a cada mês. Ela estava satisfeita que tinha ganhado a pequena batalha quando ela marcava em seu livro de contabilidade o quanto ainda havia para pagar de volta. Mas agora, ela olhava nos olhos chocolates de Chase e queria saber se ele também tinha mudado de ideia. Talvez ele quisesse voltar e assumir o comando do rancho? Ela piscou algumas vezes e decidiu que isso só aconteceria por cima de seu corpo frio. Endireitou-se e tentou escovar seus braços para longe, mas ele continuou segurando-a e, na verdade, começou a puxá-la para mais perto.


— Eu não tenho medo de você, — disse ela para reiterar seu ponto. Não ajudou que isso saiu como um sussurro. Ele sorriu um pouco, mostrando-lhe a covinha no canto da boca, em seguida, sua mão se aproximou e afastou uma mecha de cabelo que tinha soprado em seu rosto. Ela sentiu-se começar a tremer e deu um passo para trás. Ela não tinha sido tocada assim desde... bem, desde que ele a beijou no dia em que tinham assinado a licença de casamento no tribunal há mais de sete anos atrás. — Não. — disse ela. — Por quê? Eu a deixo nervosa? — Ele estava tão perto, ela podia ver cada cílio longo. Ela balançou a cabeça. Ela estava muito fora do ar para dizer qualquer outra coisa. Sentindo seu coração batendo rápido, pensou por um momento que iria saltar direto para fora de seu peito. — Bom. — Ele se inclinou para baixo, lentamente. Se ela quisesse, ela poderia ter se afastado ou o detido com uma palavra, mas ela não o fez. Em vez disso, seus olhos se fecharam enquanto sua boca se estabeleceu na dela. Ela havia esquecido a sensação de ser tocada, de ser beijada. Por que ela tinha esperado tanto tempo entre os dois? Então seus braços deslizaram ao redor dela e ela esqueceu tudo. Todo o tempo e o espaço pararam quando ele pressionou seu corpo duro ao lado dela. Sua mão estava em seu cabelo enquanto suas unhas cravaram em seus ombros largos. Então, sua mão se moveu para seu quadril e pressionou-a para mais perto dele e ela soltou um suspiro quando sentiu seu desejo pressionado perto contra seu estômago. Puxando para trás rapidamente, ela deu um passo para trás. — Sinto muito. Eu preciso... — Ela olhou ao redor procurando por qualquer desculpa, qualquer razão para fugir. — Lauren? — Ele olhou para ela, as perguntas em seus olhos escuros.


— Não. — Ela balançou a cabeça. — Não. Eu não... não posso fazer isso. Eu tenho muito em minha mente agora. — Ela começou a andar enquanto assinalava coisas em seus dedos. — Em primeiro lugar é o rancho, será sempre o rancho. Tenho cercas para consertar, um celeiro que precisa de reparos, para não mencionar a casa. — Ela suspirou e olhou para o velho edifício. — Tanta coisa precisa ser feita lá. Os vazamentos do telhado! — Ela deixou escapar e voltou para ele, sentindo sua cabeça começar a bater. — Depois, tem os carros. Nem me fale sobre os carros. — Ela baixou os braços e balançou a cabeça, sentindo-se derrotada. — Eu sinto muito. — Ela caminhou para o outro lado de Tanner e pulou para a sela em um movimento rápido. Ela havia se esquecido do incidente com o arame farpado e quando seu traseiro bateu na sela, dor subiu pela perna dela e ela fez uma careta. — Faça o que quiser. Se você quer morar na casa de um funcionário, se mude. Você não conseguir uma briga comigo. O mais próximo do riacho está livre. Mas eu espero que você honre nosso acordo original. Nenhuma interferência no rancho, ou com a minha vida. — Ela virou Tanner e começou a voltar para a casa, depois olhou por cima do ombro. — Oh, e Chase, se você mencionar o nosso acordo a alguém, você vai encontrarse flutuando de bruços no riacho. — Ela se virou e chutou levemente os lados de Tanner, fazendo o cavalo trotar em direção a casa. Ela pensou ter ouvido Chase rir, mas não parou para olhar para trás. Quando ela chegou ao celeiro, ela deslizou suavemente fora do cavalo. A parte de trás de sua perna estava pegando fogo, mas ela caminhou com Tanner para sua baia e tomou seu tempo escovandoo. Em seguida, ela garantiu que ele e os outros cavalos tinham muita água e feno fresco. Deveria ser o trabalho dos peões, mas ela gostava de fazer a tarefa simples na maioria dos dias. Haley caminhou para o celeiro logo quando Lauren tinha acabado com a tarefa. Sua irmã mais nova sempre sabia quando o trabalho estava terminado. — O que aconteceu com as calças? — Perguntou Haley.


— Eu tive uma briga com a cerca, — Lauren murmurou. — A cerca ganhou. Eu vou indo para o chuveiro para me limpar. — Ela virou-se para sair do celeiro. — Eu ouvi que Chase Graham estava aqui, — Haley falou depois dela. Lauren parou e olhou por cima do ombro para a irmã. Haley tinha um sorriso no rosto, mas ao ver o olhar de Lauren, ela rapidamente se virou e seguiu seu caminho, rindo. A ducha fria fez maravilhas para limpar sua mente. Ela sabia que as coisas estavam mudando ao redor da fazenda. Você não pode ser um fazendeiro, se você não espera mudanças, mas o fato de que Chase era parte dessas mudanças a deixou louca. Por que tinha que ser ele?

Lembrou-se de que ele sempre esteve nos eventos da igreja e da escola quando criança. Nos meses de verão, ele andava junto com seu pai para ajudar com os animais. Ela cresceu observando-o e sempre o teve em sua vida. Não foi até o verão que ela tinha onze anos e ele tinha doze que ela sentiu seu coração pular ao vê-lo. Ele estava ajudando o pai a vacinar todos os novos bezerros. Tinha sido um dia muito quente e ele tirou a camisa, algo que ela tinha o visto fazer uma centena de vezes. Desta vez foi diferente. Desta vez, ele tinha músculos de homem. Sua pele era bronzeada e quando ele levantou um bezerro até segurá-lo firme, com os braços flexionados, ela perdeu o fôlego. Perguntou-se como seu peitoral estava agora, então decidiu mergulhar a cabeça debaixo da água fria para limpar a imagem que sua mente tinha evocado. Por que não podia ter ficado afastado por mais alguns anos? Só até que ela pudesse saldar sua dívida? Mais tarde naquela noite, ela e suas irmãs estavam fora no deck grelhando alguns bifes para o jantar quando sua amiga estacionou seu jipe ao lado da caminhonete de Lauren. Savannah tinha sido uma das suas melhores amigas durante a escola primária, mas tinham se afastado quando Savannah tinha começado a usar maquiagem e correr atrás dos


meninos. Por sua parte, Lauren estava muito ocupada ajudando a criar suas irmãs e trabalhando no rancho na época para correr atrás de meninos. Savannah também havia se tornado uma das maiores fofoqueiras da cidade e, logo depois que seus pais haviam vendido os direitos do petróleo de sua terra no ensino médio, ela se tornou mimada. Ela ainda morava na mansão que sua família havia construído em suas terras, tinha os carros mais novos, namorava apenas meninos ricos, e só usava as melhores roupas. Lauren tinha caído muito baixo em sua lista de amigos, mas ela não se importava. Ela simplesmente não tinha tempo para ser o tipo de amiga que Savannah exigia. Savannah saiu do carro e acenou para elas enquanto caminhava até o caminho de pedra em seus saltos de três polegadas. Sua bolsa provavelmente custava tanto quanto a caminhonete de Lauren. Os diamantes em suas orelhas brilhavam quando ela jogou seu longo cabelo loiro por cima do ombro. — Oh, justo o que nós precisamos agora. — disse Alex em voz baixa. — Silêncio! Seja agradável com nossas visitas, — Lauren sussurrou para a irmã. Alex mostrou a língua e cruzou os braços sobre o peito, justo quando Savannah caminhou para o deck. — Bem, meu Deus que belo assado. — Ela se aproximou e abraçou Lauren, certificando-se de beijar cada uma de suas bochechas. — Você quer um pouco de chá gelado? — Lauren abraçou de volta, segurando as pinças longe da blusa branca brilhante de Savannah. — Oh, seria ótimo. — Savannah olhou para Alex, esperando. — Alex, por que você não corre para dentro e traz para nossa visita um copo com gelo. — Lauren olhou para Alex até que sua irmã se levantou e caminhou lentamente para dentro de casa sem dizer uma palavra.


— Sente-se, Savannah. — Ela fez um gesto em direção à mesa, onde havia um jarro grande de chá e um prato de salada. — Gostaria de ficar para o jantar? — Oh, céus, não. Eu não como mais carne, lembra? — Savannah se sentou na cadeira e cruzou os tornozelos. Lauren observou a pequena corrente de ouro ao redor do tornozelo de sua amiga, para não mencionar que a saia de sua amiga estava mostrando mais perna do que a maioria das saídas de banho de Lauren, mas ela manteve suas opiniões para si mesma. — Está certo. Eu devo ter esquecido. Como estão os seus pais? Savannah parecia entediada. — Oh, eles são os mesmos. Eu estava fora, fazendo visitas tentando deixar todo mundo saber sobre o baile de caridade que estaremos tendo no final do próximo mês no teatro do Pine. É para o abrigo de animais, fora da cidade. Eu sempre amei trabalhar com essas pobres criaturas. — Uau, isso é maravilhoso de vocês. — Lauren se virou e sorriu para a amiga. Desde que a família de Savannah havia ganhado tanto dinheiro, eles tinham começado a fazer bailes anualmente para uma instituição de caridade. Lauren pensou que era um jeito para a sua família esfregar na cara de todo mundo que duvidou ou criticou por se venderem para as grandes companhias de petróleo. O baile era menos sobre a captação de recursos para qualquer causa que eles estavam tentando ajudar e mais sobre ostentar sua riqueza. Mas eles faziam isso já a um bom tempo e a cidade normalmente conversava sobre isso durante meses antes e depois do evento. Lauren lembrou que Savannah tinha tentado trabalhar no abrigo uma vez na escola. Ela tinha ficado por dois dias antes de ser demitida. Ela não conseguia manter um emprego por mais de duas semanas. Ou um namorado, para constar. É claro, ela disse a todos que não conseguiu lidar com o cheiro do lugar. — Eu tenho certeza que sertá tão maravilhoso como do ano passado. — Lauren se aproximou e sentouse à mesa em frente a ela e tomou um gole de chá doce.


Só então, Alex saiu carregando um copo grande. Quando Lauren olhou, sua irmã cruzou os olhos nas costas de Savannah. Savannah e Alex nunca haviam se dado bem. Ela supôs que tudo começou na escola quando Lauren e Savannah tinham entrado em uma pequena discussão. No dia seguinte, Lauren tinha escolhido a irmã para brincar em vez de Savannah. Quando Savannah tinha marchado até Lauren e disse que era melhor brincar com ela, Alex se levantou e disse a ela que o sangue era mais importante do que amizade e que Lauren ia sempre preferi-la sobre seus amigos. Desde aquele dia, as duas sempre mantiveram suas garras no limite, mas deixavam suas línguas fazerem toda a amarração. Lauren tinha sido apanhada no meio de uma guerra de gato e, até agora, ela conseguiu manter a paz. — Sim, bem. Estou determinada a torná-lo ainda melhor este ano. — O sorriso de sua amiga ficou muito grande. — Eu estou tentando trazer o Roy Carson Band. Eles estarão em Tyler no próximo mês, e eu tenho certeza que ficarão felizes em tocar depois de saberem que é por uma boa causa. — Uau, outro baile, — Alex disse ganhando um olhar severo de Lauren e Haley, que até agora se manteve em silêncio. — Eu simplesmente mal posso esperar. — O sorriso de Alex ficou muito grande, mas seu sarcasmo não passou despercebido. Lauren chutou sua irmã debaixo da mesa. O sorriso de Savannah não vacilou. — Falando de animais, eu ouvi que Chase Graham está de volta na cidade. Vocês dois não costumavam namorar? — Ela olhou para Lauren que de repente começou a se afogar em seu chá. Finalmente, depois que ela conseguiu respirar de novo, ela balançou a cabeça. — Namorar? Não, Chase e eu nunca realmente namoramos. Nós saímos algumas vezes, mas você não pode realmente chamar de namorar.


— Oh, bem. — Savannah franziu a testa um pouco. — Eu encontrei com ele no mercado esta manhã. É por isso que eu decidi passar por aqui e vê-la. Eu pensei que você deveria saber. — Em seguida, seu sorriso estava de volta. — Ele com certeza sabe como elogiar uma mulher, não é? — Ela ajeitou o cabelo loiro. Savannah não acreditava em fazer qualquer coisa pequena. Seu cabelo era o que Alex sempre chamou de status de Texas. Sua camisa tinha tanto brilho sobre ela, que o sol brilhava cada vez que ela se movia. Sem mencionar os enormes brincos, colar e anéis de diamante que usava. Diziam que ela aumentou os seus seios no colégio, embora ela já tivesse sido abençoada com grandes antes. Agora, eles eram a primeira coisa que a maioria das pessoas percebia nela. — Bem, você está muito bonita hoje nessa roupa. — Lauren escondeu o ciúme que tinha começado a crescer. Se este era o tipo de mulher que Chase gostava, por que ele a beijou no campo? — Obrigada. Eu apenas joguei por cima. Tentando angariar doações para o baile, eu percebi que eu poderia muito bem ficar bonita. Ah, eu quase esqueci. — Savannah olhou para suas unhas bem cuidadas. — Eu estava esperando que você se voluntariasse para me ajudar. Eu preciso de alguém para ajudar a vender bilhetes e eu estava esperando que você falasse com Jamella para colocar um panfleto e vender alguns no restaurante. — Savannah abanou-se. — Eu vou perguntar. Você... — ela começou. — Maravilhoso! — Savannah enfiou a mão na bolsa e tirou uma pilha de pequenos folhetos dobrados. — Eu estava esperando que você dissesse 'sim'. Agora, se você precisar de mais, eu ficaria feliz em pegar um pouco mais. Lauren olhou para os folhetos. Havia uma foto de Savannah e seu cachorro

pequinês

branco

na

parte

da

frente

usando

tiaras

combinando. Savannah se orgulhava de ser a rainha da beleza da cidade. Ela sempre andava no centro do palco em desfiles da cidade e por várias vezes foi chamada Princesa do Fairplay.


— De qualquer forma, é melhor eu voltar. — Ela suspirou e então se levantou. Lauren seguiu-a até a borda do deck. — Estou tão feliz que você passou por aqui. — Lauren estava nos degraus acima dela. Savannah virou-se e abraçou-a. — Oh, eu também. Nós simplesmente devemos almoçar em algum momento. — Parece bom. Dirija em segurança. — Lauren observou Savannah entrar em seu jipe branco, o carro indo lentamente ao longo dos mergulhos e rebites pela terra longa. — Graças a Deus. Você consegue acreditar o quanto de maquiagem que ela tinha? — Alex se inclinou para trás e suspirou. Lauren se virou e olhou para a irmã. — Não mais do que você usa em qualquer encontro com Travis, — disse Haley. Alex olhou para sua irmã mais nova. Lauren começou a rir e Haley seguiu. Logo depois, Alex também.

Chase estava no mercado e olhou para as flores. Quais seriam melhores para Lauren? Ele sabia que não tinha lidado com o último encontro da melhor maneira possível. Ele precisava mostrar a ela que ele não queria entrar e tomar conta de tudo. Tinha sido um momento de loucura, há sete anos, quando ele tinha proposto o esquema louco do casamento por dinheiro. Ok, ele teve suas razões antes. Seu coração o levou a amarrar seu futuro em um pequeno nó apertado. Ele queria sair da pequena cidade por um tempo e estava indo para a faculdade em Dallas. Mas ele também sabia que ele queria Lauren. Ele só não sabia como conseguir tudo. Quando ele se sentou de frente para ela naquele dia há sete anos atrás, ouvindo seu pai e o Sr. Holton falar com ela sobre


todo o dinheiro que agora lhes devia, ele viu o desespero em seus olhos e ele sentiu algo dentro dele mudar. Ele honestamente só queria ver aquele olhar ir embora. Depois que os homens mais velhos se foram, ele sentou-se no balanço da varanda da frente e falou com ela. Ele apenas sugeriu, não realmente dizendo isso, mas ela olhou para ele com tal entusiasmo que ele não tinha sido capaz de voltar atrás. No dia seguinte, desconhecido para todos na pequena cidade, eles se dirigiram até Tyler e assinaram a papelada no tribunal. Então, ele tinha parado pelo banco que mantinha a herança que havia sido deixada para ele por sua avó. Ele entregou-lhe o dinheiro para pagar a dívida de seu pai para seus dois melhores amigos, e muito para ela viver pelos os próximos anos. Um ano depois, enquanto ele estava cursando a faculdade em Dallas tinha recebido uma carta dela com um cheque. Ele pensou sobre a sua mensagem de querer pagar-lhe de volta, de querer sair de seu acordo, dois dias depois ele enviou o cheque de volta para ela com uma nota dizendo que não queria o dinheiro dela. Mesmo assim, ele sabia que não queria sair de seu acordo. Ele conversou com Cheryl ao telefone e perguntou se Lauren estava saindo com alguém. Quando a assistente de seu pai o ligou de volta alguns dias mais tarde, com a confirmação, ele estava aliviado ao descobrir que Lauren ainda era solteira. Se ela não queria estar livre de seu contrato por motivos pessoais, ele sabia que ela só queria estar livre dele. Ela tentou novamente algumas semanas mais tarde, desta vez enviou ordens de pagamento em seu nome. Ele retornou aqueles a ela também. Em seguida, seis meses depois, ela começou a enviar-lhe recibos do banco local. Os recibos mostraram os nomes de ambos em uma conta e o dinheiro equivalente que ela estava depositando. Uma coisa que você tem a dizer sobre ela, uma vez que tenha algo em mente, ela nunca desistia. Bem, você poderia dizer isso sobre ele também. Ele estava determinado a mostrar a Lauren que ele era


exatamente o que ela precisava. Depois de vê-la pela primeira vez em sete anos, ele percebeu o quanto ele ainda a queria. Ela tinha crescido bastante desde que ele tinha a visto pela última vez; ele supôs que cresceu um tanto também. Ele gostou de explorar as novas curvas que ela tinha desenvolvido desde a última vez em que ele a beijou. Beijá-la era como respirar novamente pela primeira vez em sete anos. Agora, ele olhou para as flores. Ele colocou as brancas de volta e pegou as amarelas. Estas lhe lembraram mais dela, então ele se aproximou e pagou por elas, sem notar os olhares que o caixa lhe deu. Enquanto dirigia para a fazenda, ele pensou sobre sua reunião dois dias antes. Sua mochila e uma pequena caixa cheia de suas outras coisas foram depositadas no assento. Quando disse a seu pai que ele estava saindo para a casa dela, seu pai tinha apenas sorrido. — Já não era tempo, — ele disse. — Eu estou me mudando para uma das casas da fazenda, não a casa principal. — Dê um tempo, meu filho. — O pai riu e deu um tapa nas costas dele. Ele dirigiu para a fazenda e parou na unidade principal, em direção a casa mais distante na estrada de terra. O pequeno lugar de tijolo parecia que tinha visto melhores dias, mas ainda estava em muito boa forma. Largou suas coisas fora, usando a chave escondida sob o último degrau da varanda. O interior do lugar parecia novo. Todos os aparelhos foram bem cuidados, e o piso de madeira brilhava a luz. A mobília era simples, mas confortável. Um pequeno quarto e um banheiro eram todos seus por tanto tempo quanto ele quisesse. Ele sabia que Lauren tinha dito a verdade, que ela não iria discutir ou pedir para ele sair. Depois de deixar as coisas dele, ele pulou de volta para sua caminhonete e olhou para as flores próximas a ele. Ele não tinha


planejado cortejar Lauren quando voltasse, mas vê-la no restaurante e estar com ela o fez perceber que ele ainda a queria. Depois sete anos, ele ainda sentia uma coisa por ela e agora que ele sabia que estaria por perto, ele poderia perseguir mais seus sentimentos. Quando ele dirigiu-se para sua casa, a primeira coisa que olhou foi o telhado velho. Ela mencionou que tinha vazamentos e ele se perguntou por que ela não o tinha substituído. Ele viu os pontos onde alguém tinha tentado fazer alguns retalhos, mas em sua opinião, toda a coisa tinha necessariamente que ser substituída. A casa em si poderia usar uma nova camada de tinta e alguns pedaços precisavam ser substituídos.

Então

ele

percebeu

que

havia

algumas

outras

caminhonetes e carros estacionados ao longo da garagem. Quantos veículos ela tinha que comandar no rancho? Ele estacionou ao lado da caminhonete de Lauren, saiu, e levou as flores com ele. No meio do caminho para a parte de trás da casa, ouviu a risada vinda do celeiro e começou a caminhar nessa direção. Quando ele entrou no celeiro, ele piscou algumas vezes para deixar seus olhos se ajustarem. Então ele viu Lauren na parte de trás, nos braços de outro homem, sua silhueta destacada pelo brilho dos campos atrás da porta aberta. Seus dedos apertaram ao redor das hastes de flores e antes que ele percebesse, ele estava do outro lado do celeiro. Ele limpou a garganta quando se aproximou do casal. — Oh. — Lauren se afastou e olhou para ele, e seu sorriso desapareceu de seus lábios. — Olá, Chase. — Seus olhos foram para as flores que ele estava segurando para baixo. O homem deixou cair a mão de Lauren e deu um passo para trás. Seu rosto estava sombreado por seu chapéu Stetson, mas quando ele se moveu, a luz da porta atingiu seu rosto. Chase parou. — Grant? É você?


Grant deu um passo à frente e estendeu a mão. — Bem, isso não é demais. Ouvi dizer que estava de volta à cidade. Chase estava chocado. Grant Holton era alguns anos mais jovem do que ele, e havia deixado a cidade logo depois dele. Grant tinha sido aceito em Harvard, o que na época tinha feito seu nome entrar na lista de maior celebridade de Fairplay. A última vez que ele tinha visto Grant, ele tinha sido um menino acima do peso, cujo rosto estava escondido atrás de grandes óculos. Agora, um homem alto e musculoso, sem óculos na frente dele. Ele pegou sua mão e apertou-a rapidamente. — Estou surpreso. — Ele olhou para Lauren. — Perdão, — ele murmurou, e viu o seu sorriso. Voltou-se para Grant. — Eu não tinha ouvido falar que você estava de volta. — Acabei de voltar ontem. Eu estava dando uma boa olhada em um dos eunucos de Lauren aqui. — Ele acenou para o cavalo que estava na tenda ao lado deles. — Acabei de comprar o lugar do Wilkinson e eu estou no mercado para comprar um cavalo. — Grant sorriu. Chase não sabia se seu amigo estava procurando qualquer outra coisa, por isso ele deu um passo mais perto de Lauren, colocando a questão nos olhos de seu amigo. Grant olhou para as flores e sorriu. Em seguida, ele deu um passo em direção ao cavalo, acariciando sua juba quando ele enfiou a cabeça para fora da porta. Ele e Grant tinham sido amigos desde o berço; suas mães tinham sido melhores amigas. A mãe de Chase tinha morrido quando ele era mais jovem. A mãe de Grant ainda estava viva e tinha tomado para si ajudar a criar Chase após a morte de sua melhor amiga. Chase e Grant começaram a falar sobre Grant se mudar de volta à cidade, a compra de um lugar e um cavalo. Ambos os homens tinham esquecido que Lauren estava em pé ao lado deles, até que ela limpou sua garganta.


— São para mim? — Ela assentiu com a cabeça em direção às flores que ele tinha esquecido que estava segurando. Ele olhou para elas, sorriu, em seguida entregou-as para ela. — Só uma coisinha para dizer que sinto muito sobre a cerca mordedora. Ele observou quando a compreensão acendeu em seus olhos, em seguida, o som quando ela riu. Seus olhos brilhavam sob a luz fraca do celeiro, e seu sorriso iluminou a escuridão. — Cerca mordedora? — Perguntou Grant, as sobrancelhas atirando para cima. Chase riu. — Piada particular. — Bem, se vocês dois querem terminar de recuperar o atraso, por que você não fica para o jantar? — Perguntou Lauren. Grant balançou a cabeça. — Eu não posso. Eu prometi a minha mãe que eu estaria em casa para o jantar. Ela vai usar a louça chique esta noite. Você pode querer parar e visitar algum dia. Ela ficaria feliz em vê-lo. — Ele olhou para Chase. — Tenho certeza que iria. — Eles apertaram as mãos novamente. — Bem, eu voltarei no fim da semana com o trailer. Ele é justo o que eu tinha em mente. — Ele apertou a mão de Lauren e depois se abaixou e deu um beijo amigável em sua bochecha. — Eu sei que você vai ser feliz com ele. — Ela se aproximou e começou a esfregar a cabeça do cavalo castrado. — Certifique-se de dizer oi para seus pais para mim. — Vou fazer. — Grant assentiu então se virou e começou a caminhar para fora do celeiro. Quando eles finalmente estavam sozinhos, Chase caminhou ao lado de Lauren e começou a acariciar o cavalo castrado.


— Vendendo esse cara, hein? — O cavalo estava tentando comer as flores que tinha acabado de dar a Lauren. Ela riu e puxou-as para fora do seu alcance. — Sim, nós conseguimos alguns jovens no outono passado. Bob aqui é muito velho para manter-se com os jovens que temos aqui agora. — Bob? — Ele olhou para ela e riu. — Ainda deixando Alex nomear os animais, não é? — De vez em quando. — Ela sorriu, em seguida, puxou as flores até seu nariz e inalou. — Ainda pensando que pode me comprar com flores, eu vejo. — Nunca subestime o poder de um bom buquê. — Ele andou até ela. — Além disso, eu vi isso e pensei em você. — Isso é porque você sabe que as margaridas são as minhas favoritas. — Ela sorriu para ele. — Lembra-se do tempo quando íamos buscá-las nos campos? — Ela suspirou e olhou para fora da porta, em seguida, fez uma careta. Seu olhar varreu na mesma direção e viu Grant falando com Alexis. Alex parecia que estava prestes a comer o garoto vivo. — É melhor eu ir interromper isso, — disse Lauren e começou a andar em direção à porta. Ele parou-a, colocando a mão em seu braço. — Eu acho que Alex pode cuidar de si mesma. Ela olhou para ele com algo perto de humor em seus olhos. — Não é com a minha irmã que eu estou preocupada. — Ela virou-se e acenou com a mão para Alex e Grant. Agora ele podia ver o que ela queria dizer. Alexis tinha um par dos mais curtos shorts que ele já tinha visto. Sua parte superior da blusa estava apertada e seu sutiã vermelho brilhante estava mostrando um pouco ao redor do topo. Seu cabelo estava puxado para cima e ela estava vestindo o que só poderia ser descrito como pintura de guerra total. Seus olhos foram pintados em um marrom escuro e seus lábios estavam vermelho escuro. Ele olhou para Grant e


percebeu que o homem precisava de ajuda. O rosto de Grant era apenas um tom mais claro do que os lábios de Alex. Chase podia ouvi-lo gaguejando enquanto falava com Alex. — Sim, é melhor ir salvá-lo. — Ele riu e seguiu Lauren para fora do celeiro.


Quatro Lauren empurrou seus pés e a velha cadeira de balanço começou a balançar. Chase tinha ido embora cerca de uma hora atrás, depois de jantar com eles no deck traseiro. Ela tinha estado tão nervosa, ela realmente não tinha conseguido relaxar até agora. Ela adorava as noites como esta. As estrelas iluminaram o céu da noite e a luz da lua bateu nos campos, tornando-os quase brilhante. Ela podia ouvir as rãs e grilos cantando seus corações para fora. Soou como se sentia em casa. Fazia quase uma semana desde que Chase tinha se mudado para a casa mais distante na fila de casas. Quatro dos lugares pequenos estavam ao longo da borda da propriedade desde antes de ela ter nascido. Após o tornado que reivindicou a vida de sua mãe, dois deles foram reformados. Jimmy, seu capataz, vivia na maior casa, que era uma das mais remodeladas. Larry, um rancheiro experiente que já havia trabalhado na fazenda desde que seu pai estava vivo, morava em um dos lugares menores. Vários homens temporários de Arizona estavam dividindo o terceiro lugar. Vários homens adicionais tinham trailers estacionados perto das casas e vêm e vão a cada temporada. Ao todo, os homens ajudavam a manter a fazenda funcionando sem problemas. Levara quase um ano depois que seu pai havia falecido para entrar no balanço do comando do enorme lugar. Alex e Haley ajudaram com os cavalos e algumas das tarefas em todo o lugar, mas nenhuma delas sabia a extensão do problema. Ela não queria que soubessem. Ela esperava que elas fossem para a faculdade, mas nenhuma delas mostrou qualquer interesse, embora Haley estivesse tendo aulas on-line. Lauren


sabia que nenhuma delas queria ser um fardo financeiro. Alex tinha realmente começado a dar metade de seu salário da lanchonete para Lauren para ajudar a pagar as contas. Na primeira vez, Lauren tinha declinado para mantê-lo, mas depois de uma semana de discussão, ela finalmente cedeu. Em vez de usá-lo na fazenda como Alex tinha sugerido, ela abriu uma conta poupança e tinha colocado o dinheiro nela para suas irmãs usarem um dia. Talvez Alex precisasse para o seu casamento, algo que ela tinha pensado mais vezes já que Alex estava namorando Travis nos últimos anos. Lauren soltou um suspiro. Não era que ela se opunha a Travis Nolan... bem, tudo bem que ela fazia uma objeção a Alex. Ela sempre esperou que sua irmã conseguisse algo muito melhor. Travis era conhecido como o bad boy na cidade. Não o tipo que era legal ou ruim, mas o tipo que se metia em problemas o tempo todo. Seu pai era o prefeito de Fairplay e, por isso, ninguém se metia com Travis. Se ele fosse parado por beber e dirigir, seu pai estaria lá para tirá-lo. Na manhã seguinte, o registro de condução de Travis estaria impecável. Lauren não sabia o que Alex viu no cara, mas ela sabia que sua irmã faria o que quisesse. Haley teve um namorado há um tempo atrás, mas depois que Wes tinha se formado no colegial, ele tinha saído da cidade para se formar no exército. Ela não sabia se Haley tinha saído com alguém desde então, e para ser honesta, sua irmã não teria dito a ela se tivesse, já que Haley era introvertida. Ela não tinha sido sempre assim. Antes daquele dia fatídico, quando sua mãe foi tirada delas, Lauren lembrava de Haley como sendo um tagarela, alguém que falava como ninguém. Claro, ela era tão pequena na época, e ela supôs que a maioria das crianças agia dessa forma. Sua irmã era mais confortável perto de animais. Pelo menos é assim que Lauren pensava dela agora. Ela olhou para o céu à noite e pensou em tudo o que tinha mudado ao longo dos últimos sete anos. Ela era livre e devia tudo a Chase. Por que então era tão difícil ficar com ele por perto? Sempre houve um puxão de atração entre eles. Ela estaria mentindo se dissesse que


não. Mas algo estava diferente desta vez. Era quase como se ela não tivesse escolha. Se empurrando novamente, colocou a velha cadeira de balanço em movimento e decidiu que ela ainda estava no comando de sua vida. Não importa quem ou quais decisões fez no passado, ela ainda era Lauren West, filha de Richard e Laura West. Seu pai e seu avô tinham construído este lugar para ser o que é, e ela estava ainda mais determinada do que nunca para mantê-lo funcionando e mantê-lo na família. O dia seguinte começou como o resto. Ela acordou pouco antes do nascer do sol. Mas quando entrou no banheiro e ligou o chuveiro, nada aconteceu. Então, para seu horror, os tubos se abalaram e barulhos vieram de dentro da casa velha, sacudindo os pisos e paredes, logo que lama preta começou a pingar da cabeça do chuveiro. Imediatamente, ela virou a maçaneta, desligando. Os tubos gemeram e então tudo ficou quieto novamente. Andando até a pia, ela tentou acioná-la, com os mesmos resultados. Fechando os olhos, ela respirou fundo algumas vezes. Nos últimos sete anos, ela teve que interpretar muitos papéis naquele grande lugar: fazendeira, cozinheira, empregada doméstica, até mesmo a mãe de suas irmãs. Mas reparadora era o pior deles. Há apenas dois anos, ela teve que substituir algumas das telhas do telhado depois de uma grande tempestade de vento. Ela pintou, lixou, substituiu luminárias, e até mesmo substituiu a tubulação de água quebrada depois de um inverno particularmente frio. Mas ela nem sequer começava a entender porque a água estava fazendo o que estava fazendo agora. Envolvendo o roupão ao redor dela com força, ela caminhou para o banheiro no térreo e verificou. Quando os canos gemeram, ela tentou a cozinha. Fechando o punho para baixo em sua coxa, ela puxou as velhas botas de borracha de seu pai, que sempre estava perto da porta traseira. Marchando na chuva leve, ela fez seu caminho para a casa de


bomba. Não que isso ia fazer-lhe qualquer bem; ela não tinha ideia do que estava procurando. Ela sabia que a contratação do encanador local não estava em seu orçamento deste mês. Na verdade, não estava em seu orçamento para os próximos três meses, não até que eles vendessem o próximo lote de gado em agosto. Abrindo a porta velha cinza, ela estendeu a mão para o interruptor de luz e parou congelada. Ela tinha sido criada no Texas e conhecia o som de uma cascavel. Lentamente, ela começou a se mover para trás, quando esbarrou em algo sólido. Mãos se aproximaram e agarraram os ombros dela para impedi-la de cair para trás. — Pare! — Ela tentou se afastar, quando Chase a puxou de volta em seus pés. — Que diabos você está fazendo? Você não conhece uma cascavel quando ouve uma? Você está tentando se matar? — Ele a puxou para longe do edifício mais alguns passos, enquanto a longa serpente entrava em visão, ao lado da porta aberta. — O que você pensa que está fazendo? — Ela colocou as mãos nos quadris e olhou para ele. O que ele estava fazendo aqui tão cedo? Ele a puxou de volta mais alguns passos ao longe da serpente, que tinha decidido que a segurança da casa de bomba já não era para ela. Ambos pararam e a assistiram deslizar para fora. Quando a cobra estava fora de vista, ela se voltou para Chase e encontrou-o sorrindo para ela. — O quê? — Ela percebeu que seu braço ainda estava sobre a dela e que eles ainda estavam de pé uma respiração longe um do outro. — Eu gosto da maneira como você se parece na parte da manhã. — Seu sorriso ficou maior. — Você até mesmo cheira agradável. Ela tentou se afastar. — Eu duvido, vendo como eu não tomei banho já que a minha água não está funcionando.


— O que há de errado? — Ele começou a caminhar em direção ao pequeno prédio. Ela começou a se mover com ele. — Eu tenho certeza que não é nada. — Ela não podia explicar seu desejo de tê-lo longe, mas ela não queria ajuda dele nisso. Era a casa dela, a bagunça dela. — Eu só vou dar uma olhada. — Ele entrou no pequeno edifício, acendendo a luz e certificando-se de que não havia mais cobras ao redor. Em seguida, ele caminhou atrás da grande bomba de água quando ela estava na porta. Ela sabia qual bomba era. Ela estava dentro da casa, bombeando e filtrando sua água, enviando-a para a casa. Ela sabia que era velha. Ela teve que substituir os filtros duas vezes por ano, e já que era tão velha, ela teve que encomendar os filtros da loja de ferragem local. — Aqui está o seu problema. — Ele caminhou de volta ao redor da bomba e fez sinal para que ela o seguisse. Ela caminhou lentamente ao redor da grande máquina. Algo preto estava lentamente vazando de um cano quebrado. — Eu não sou um encanador, mas parece que a sua bomba está morta. — Não! Não pode ser. — Ela olhou para a gosma negra em completa negação. — Por que não substituiu essa coisa anos atrás? — Ele desligou o botão que conduz a casa e se virou para olhar para ela. — Porque eu não sabia que precisava substituir. — Ela ficou lá e sentiu como se fosse chutar o grande pedaço de metal. — Olhe aqui, quase todo mundo saberia que precisava de substituição. A coisa é mais velha do que as colinas. — Ele balançou a cabeça. Ela colocou as mãos nos quadris e olhou para ele. — Não é como se eu tivesse uma pilha de dinheiro. Eu não posso simplesmente sair e substituir as coisas que não estão quebradas.


— Bem, — ele andou para trás — Está quebrado agora. Vou falar com o Billy quando eu for para a cidade, ver se ele pode trazer uma nova aqui ainda esta semana. — Billy era o encanador local, o único encanador dentro de 50 quilômetros de cidade. Ela sentiu o calor inundar seu rosto e soube o momento em que viu

seu

temperamento

subindo.

Mas

também

sabia

que

ele

provavelmente estava fazendo tudo de propósito. — Como você se atreve! Quem você pensa que é? Eu posso cuidar deste lugar. É meu, afinal de contas. Se eu precisar de uma nova bomba, eu vou arranjar uma nova bomba. — Ela deu um passo para frente e apontou o dedo em seu peito, satisfeita consigo mesma quando ele deu um passo para trás e veio de encontro à parede. — Eu não quero ou preciso de alguma ajuda sua. Eu não pedi para vir aqui. — Seu corpo inteiro estava aquecido e vibrando com raiva enquanto ela continuava a repreendê-lo.

Chase ficou ali, de costas contra a parede enquanto ouvia Lauren. Seu rosto estava corado, seu longo cabelo estava puxado para cima em uma trança frouxa, e ela usava um casaco azul velho de flanela sobre uma túnica fina, grandes botas de borracha preta e calças de pijama rosa quente. Ele nunca tinha a visto parecer melhor. Ele tentou se concentrar em suas palavras, mas ele simplesmente não conseguia tirar os olhos de seus lábios enquanto se moviam. Antes que percebesse, ele puxou-a em seus braços e cobriu a boca doce dela com a sua. Ele teve alguns segundos antes dela começar a empurrá-lo. Usando suas mãos, ele segurou delicadamente o seu rosto e manteve sua boca na sua até que ela parou de lutar. Os lábios dela tinham gosto de céu; eles eram tão suaves como ele se lembrava.


Ela se inclinou para mais perto dele, colocando as mãos sobre o peito, quando um leve gemido começou no peito, combinando com o estrondo em seu próprio. Sentiu-a inclinar a cabeça e, em seguida, suas mãos estavam em seu cabelo, segurando-o mais perto. Só então, a porta para o pequeno edifício se abriu e Lauren saltou longe dele tão rapidamente que quase caiu para trás. Ele estendeu a mão e firmou-a segurando em seus quadris. Suas mãos foram para o seu peito e os dois olharam para a porta aberta, onde Alex estava de pé, sorrindo. — Bem, bem, bem. — Ela se inclinou contra a porta. — Eu vim aqui para ver o que havia de errado com a água. Parece que tudo evaporou em vapor com vocês dois se aquecendo aqui. — A irmã de Lauren sorriu para eles. Chase não conseguiu evitar e sorriu de volta, rindo. Lauren olhou para ele, empurrou-o, em seguida, ajeitou as roupas dela. — A bomba está quebrada. Vou entrar e chamar Billy agora e ver se ele pode vir repará-la. — Ela se virou para ir embora, mas Chase estendeu a mão e pegou o braço dela. — Isso precisa ser substituído. — Ele olhou para o calor dos olhos dela. — Será consertado. — Ele não soltou o braço dela. — Ele precisa ser rebocado para a sucata. Lauren, você precisa de uma bomba nova. Não há como negar isso. Ela deixou escapar um grande suspiro e olhou para a irmã. — O quê? — Perguntou Alex. — Vá em frente até a casa. Eu estarei lá em um minuto. Os olhos de sua irmã se abriram e ela lentamente cruzou os braços sobre o peito. — Eu não sou uma criança de quem você pode esconder as coisas. — Por favor, Alexis.


Alex olhou entre Chase e Lauren, em seguida deixou escapar um grande suspiro teatral. — Tudo bem. — Ela se virou e foi embora, deixando a porta aberta. Lauren voltou-se para Chase e por um segundo ele pensou que ela ia começar a gritar com ele. Então, ela respirou fundo. — Escute, Chase. Eu aprecio tudo o que você fez por nós no passado, mas eu tenho comandado Saddleback Ranch durante os últimos sete anos. Eu sei o que precisa ser feito por aqui. Se eu disser que a bomba da água precisa de conserto, então é isso que vai acontecer. Eu não posso me dar ao luxo de substituí-la ainda e o reparo terá que segurar até que eu possa. — Lauren, você tem uma pilha de dinheiro reservado no banco nos últimos seis anos. E eu sei que você não tocou em um centavo dele para arrumar este lugar. — Ele levantou o dedo quando ela começou a interrompê-lo. — Este lugar está com extrema necessidade de algumas grandes reparações. Então você pode confessar o fato de que essa coisa — ele apontou para a grande bomba — precisa ser substituída ou pode ligar para Billy vir todo o caminho só para te dizer que ela está além de reparo. Ela cruzou os braços sobre o peito e olhou para a velha bomba. Ela ficou em silêncio por um longo tempo e ele pensou que poderia ver lágrimas em seus olhos. — Bem. Eu vou ligar para ele agora. — Ela se virou e começou a caminhar para fora do prédio, mas, em seguida, parou na porta e olhou para ele. A luz atrás dela causou um halo em torno de seu cabelo escuro, realçando a cor de mel escondida dentro das mechas mais escuras. — Eu não aprecio você interferindo no rancho. Nós tínhamos um acordo, e a menos que você esteja voltando atrás, você vai ficar fora do meu caminho. — Ela se virou e foi embora antes que ele pudesse pensar em uma resposta.


Ela estava certa, afinal de contas. Aos vinte anos de idade, Chase tinha feito um acordo tolo. Ele era jovem e tinha desesperadamente querido algo. Agora, depois de sete anos, ele sabia que não queria... não... ele não conseguiria manter o acordo original. Ele só tinha que alterar alguns dos pontos menores. Ele caminhou até a porta e observou-a fazer o seu caminho através da chuva leve até a porta de trás da casa velha. Era verdade o que ele tinha dito. O lugar precisava de vários reparos. Ao longo dos últimos seis anos, ela tinha escolhido colocar dinheiro em sua conta corrente conjunta em vez de fazer o que precisava ser feito para reparar o antigo lugar. A tinta branca precisava ser repintada. Todo o telhado necessitava ser consertado. Mesmo o deck traseiro estava inclinando para um lado. Ele só tinha visto a cozinha e salas de jantar rapidamente ontem à noite no jantar, mas poderia dizer que o velho fogão era um risco de incêndio e a geladeira parecia que era dos anos sessenta. Ele duvidava que o andar de cima tinha se saído melhor. Ela o havia chateado vendo como ela forçou sua família a viver, escolhendo ser teimosa sobre devolver o pagamento em vez de usar seu dinheiro para viver mais confortavelmente. Inferno, a pequena casa onde morava na beira de sua propriedade parecia melhor cuidada do que aquele lugar. Pelo menos ela sabia que não devia deixar que seus funcionários vivessem em frangalhos. Ele se empurrou para fora da moldura da porta e caminhou alguns metros na direção em que a cobra tinha ido. Normalmente não era sua política matar um animal, mas ele sabia que a danada encontraria o seu caminho de volta para o prédio, e, provavelmente, da próxima vez ele não estaria lá para puxar Lauren para a segurança. Levou menos de dois minutos antes de ouvir o chocalho e cortar a cabeça fora da grande serpente com a pá que tinha pego da construção da bomba. Cavando um pequeno buraco, jogou o corpo dentro e cobriuo. Quando ele se virou para colocar a pá de volta, ele notou Lauren de pé no convés de volta, franzindo o cenho para ele. Ele estendeu a mão e


inclinou seu chapéu de cowboy e sorriu o maior sorriso que podia. Ela olhou para ele e, em seguida, virou-se para voltar a casa. Durante toda a sua curta viagem de carro para a cidade, ele pensou sobre o beijo. Ele sabia que ele queria beijá-la novamente. Ele realmente queria fazer mais do que apenas beijá-la, mas pensou que seria necessário muito mais beijos para suavizá-la antes que pudesse desfrutar da sensação de seu corpo próximo ao dele. Ela com certeza era teimosa. Ele riu e se lembrou de como ela olhou para ele. Ele nunca tinha tido uma mulher olhando para ele assim antes. Mesmo quando sua mãe estava viva e ele estava em apuros, ela nunca olhou para ele assim. Lauren faria uma mãe maravilhosa. Sua mente parou e por um momento, todo o seu corpo ficou rígido. Pela primeira vez em sua vida, ele estava realmente pensando em ter filhos. Com Lauren. Quando ele parou no semáforo uma parada no meio da cidade, ele olhou para o banco e percebeu qual era seu próximo passo. Ele só pediu a Deus que isso não fosse sua morte. Ele sorriu quando estacionou sua caminhonete em frente ao banco e assobiou quando ele atravessou a rua.


Cinco Lauren atravessou a rua e tentou não se sentir decepcionada. O sol estava nascendo e ela tinha muito em sua mente, ela não podia apreciar as cores brilhantes inundando o céu. Ela teve que pegar mais algumas horas no restaurante apenas para cobrir o custo de Billy vir até o rancho para lhe dizer que a velha bomba tinha de ser substituída. Agora ela estava pensando em ter que usar os lucros da venda de seu velho cavalo castrado para Grant para ajudar a pagar por isso. Ela sabia que nas próximas semanas ela teria que pegar qualquer turno que pudesse no restaurante para terminar de pagar pela nova bomba. Quando ela entrou pela porta da frente, ela gemeu em silêncio quando viu Chase e Grant sentados no balcão. Justo o que ela precisava, ela pensou. Andando atrás do balcão e pela porta de vaivém para a parte traseira, ela deixou cair sua bolsa sob o balcão, pegou o pote de café, e serviu-se de um copo. — Bom dia, como vai? — Sua chefe, Jamella, estava na esquina com uma bandeja cheia de comida. Ela parou por um segundo e olhou para ela. — Você se parece como se o gato tivesse drogado você nesta manhã. Lauren soltou uma risada rápida, querendo quebrar em lágrimas. — A bomba de água está quebrada. Não pergunte, agora. Eu


vou ficar bem. Eu só preciso das horas extras. Obrigada por me deixar pegar o turno de hoje. — Ela falou baixinho, esperando que ninguém na frente ouvisse. — Bem, você pode ter quantos você desejar, já que Barbara está fora nas próximas semanas após sua cirurgia. — Jamella se virou e saiu pela porta de vaivém para entregar uma bandeja de comida. Lauren

tentou

adiar

a

saída

por

alguns

minutos.

Ela

simplesmente não podia ver Chase e estava esperando que ele fosse embora antes que ela andasse por aí. Claro, ela não teria a mesma sorte. — Ei você aí, Lauren. — Grant sorriu para ela quando ela foi para trás do balcão. Ela evitou olhar para Chase e sorriu para Grant. — Olá. Como Bob está indo? — Ela começou a limpar o balcão, sem realmente pensar sobre o movimento quando ela puxou pratos sujos para fora e enxugou um pouco de café derramado. — Ele está indo muito bem. Levou alguns dias para se acostumar com o Sr. Tomas, meu novo Appalachian, mas ele está apenas bem. — O sorriso de Grant ficou maior. Ela sorriu de volta. — Chase estava me contando que ele está morando no seu rancho agora. — Seu sorriso desapareceu e ela sentiu seu batimento cardíaco em cada veia em seu corpo. Os olhos dela se moveram para Chase e ela percebeu que ele estava olhando para ela muito de perto, um leve sorriso nos lábios. — O pequeno lugar perto do córrego precisa de algum concerto. Eu só estava recrutando Grant aqui para me ajudar. Ela sentiu seu coração lento e a neblina vermelha atrás de seus olhos lentamente desapareceu. — Se há uma coisa importante, é só me avisar. Vou pedir para Jimmy dar uma olhada. — Ela viu a Sra. Roberts, uma das frequentadoras da lanchonete, acenando do outro lado da sala. — Desculpe-me. — Ela deixou os dois homens e caminhou até a mulher mais velha. — Como está hoje, Sra. Roberts? — Lauren foi feliz para o indulto.


— Oh, bem hoje, Lauren. Ouvi dizer que você estava tendo algum trabalho hoje. Eu espero que você não esteja tendo muitos problemas com a antiga casa. Lauren sorriu, sabendo o quão rápido a notícia se espalhava em cidades pequenas. Ela imaginou que teria de se explicar uma dúzia de vezes até o final do dia. — Não, apenas alguns pequenos problemas com o encanamento. Billy me garantiu que tudo estaria concertado até o final do dia. — Oh, isso é bom. Eu estava preocupada quando vi todos os caminhões que dirigiam para seu lugar. Bem, você vai me avisar se precisar de alguma coisa, não vai? — Sra. Roberts sorriu para Lauren. Só então o sino soou pela porta da frente e Lauren olhou para ver o Sr. Graham e Sr. Holton entrar. Os dois tinham sido melhores amigos de seu pai, e desde a morte de seu pai, a sua amizade tinha ficado ainda mais forte. — Lauren, querida. — Os homens se aproximaram e sentaram-se em sua mesa favorita ao lado da Sra. Roberts. — Nós vamos ter o nosso habitual, — disse Graham enquanto ela caminhava com um pote de café quente. Derramando em um copo para cada um dos homens, ela caminhou de volta para fazer seus pedidos. As palavras da Sra. Robert rodavam em sua mente como um disco quebrado. Caminhões? Que caminhões? Quatro horas mais tarde, sua mente estava frita. Ela não sabia como Alex trabalhava aqui 30 horas por semana. Ela olhou para sua irmã e percebeu que, desde que ela tinha chegado há três horas, o sorriso de Alex não tinha vacilado uma vez. Sua maquiagem ainda estava fresca, nenhum cabelo fora do lugar em sua cabeça, e ela usava saltos acima de tudo isso. Lauren olhou para seus tênis pretos. Seus pés estavam matando-a e ela desesperadamente queria coloca-los de molho em uma banheira de água quente, que só a lembrou de que isso não seria possível. Um pouco mais do seu espírito escorregou para o chão.


Mais três horas. Você só tem mais três horas, ela disse a si mesma. Então você pode ir para casa e dormir na sua cama macia. Ela sentiu uma gota de suor escorrer e se encolheu novamente com o pensamento de não tomar banho quando seu turno terminasse. Em vez disso, ela sabia que teria que se contentar com um jarro de água e uma toalha, como teria que usar nos últimos dias. Crescendo no leste do Texas, ela sabia que tudo o que tinha no verão era um passeio para o seu carro para estar encharcada em seu próprio suor, mas passar sete horas em seus pés, correndo em volta com pratos quentes e estar perto da cozinha quente, realmente a encharcava. Ela cheirava a graxa e café no segundo que entrou no lugar. Se houvesse qualquer outro lugar para fazer um salário de um dia digno, ela teria saltado para ele anos atrás. No final de seu turno, ela estava completamente desgastada. Bastou olhar para a irmã e perceber o quão alegre Alex ainda estava no banco ao lado dela e ela se sentiu ainda mais para baixo. Como ela podia ter tanta energia? Alex sempre tinha sido assim. Talvez fosse o fato de sua irmã não ter o ônus da fazenda em seus ombros. Pelo menos ela tinha dado isso a suas irmãs. Quando elas dirigiram-se a longa entrada, sua irmã feliz conversando sobre o dia, Lauren olhou para a casa e bateu os freios, o que enviou sua irmã sacudindo para frente. — O quê? — Alex suspirou, — Você está bem? Você não está tendo um ataque cardíaco está? — A irmã dela rapidamente soltou o cinto de segurança e estendeu a mão para ela. — O quê? Não! — Ela teria rido, mas seus olhos estavam fixos na casa. — Olha! — Ela apontou para o grande lugar. Havia todo o campo, com o sol por trás dele, sua casa estava com um novo telhado de metal brilhante sobre ele. As novas folhas verdes quase brilhavam a luz do sol morrendo. Todo o telhado estava feito. Como alguém fez isso tudo em um dia? E sem avisá-la? E quem tinha feito isso?


Então seus olhos focaram e em vez de ver verde, ela viu vermelho. — Alex, você tem que andar o resto do caminho. Eu tenho que matar alguém. — Alex olhou para ela, seus olhos ainda enormes de ver o novo telhado na casa. — Lauren, eu tenho certeza que ele não quis... — Fora! Agora. — Ela empurrou a irmã de brincadeira. — Eu vou lidar com ele e o que ele fez ou deixou de me dizer. Alex rapidamente levantou a bolsa e saiu do carro. — Lauren, eu tenho certeza que ele só estava tentando ajudar. Seu pai e nosso pai eram melhores amigos. Realmente não o mate, ok? — Sua irmã mordeu o lábio, mas sorriu para ela. Lauren colocou o carro em sentido inverso, sem outra palavra. Ela não confiava em si mesma para falar naquele momento. Ela olhou para sua irmã no espelho retrovisor, em seguida, dirigiu tão rapidamente quanto o pequeno carro faria na estrada de terra cheia de buracos. Quando chegou à casa da fazenda, viu Chase na varanda da frente encostado no poste com um sorriso no rosto. Parecia que ele estava esperando ela. Ele usava uma camisa branca enfiada nas calças de cores claras, e botas marrons escuros. Seu chapéu cobria os olhos, mas ela tinha certeza que ele estava rindo dela. Ela puxou o carro para uma parada rápida, cuspindo poeira quando os pneus derraparam na terra seca. No momento em que ela pulou para fora, ela tinha construído tudo em sua cabeça e sabia que não havia como não matá-lo. — Como você se atreve! — Ela bateu a porta do carro e caminhou até ele, parando a menos de um metro de distância dele. Quando ela olhou para o pequeno espaço em direção a ele, seu sorriso ficou ainda maior. — Olá, Lauren. Oh, você está parecendo poderosamente linda hoje à noite. — Ele tirou o chapéu para cima um pouco e ela deu uma boa


olhada em seus olhos escuros. Ela estava certa, ele estava rindo dela. Puxando o braço para trás, ela deixou-o voar.

Chase não estava rindo de Lauren, e sim do fato de que ele tinha conseguido. Precisou de uma tripulação de dez homens, incluindo ele mesmo, para colocar o novo telhado de metal. Tinham terminado a limpeza e a tripulação tinha saído uma hora antes de Lauren acabar seu turno. Ele teve tempo de chegar em casa, tomar banho, e se vestir, e tinha acabado de sair na varanda da frente, quando ele a viu parar o carro na garagem. Agora, ele facilmente capturou seu punho e puxou seu corpo perto. Sorrindo para ela, ele deu uma boa olhada nela. Seu cabelo estava uma bagunça, tinha manchas de ketchup em seu uniforme azul, e ela cheirava como um jantar gorduroso. Seus olhos eram selvagens e ele podia sentir seu temperamento vibrando por ela. Mergulhando a cabeça, ele deu um beijo suave em seus lábios e ficou chocado quando ela mordeu seu lábio inferior. Se afastando, ele riu. — Lauren, você é uma megera. — Ele riu quando estendeu os braços para baixo quando ela tentou lutar com ele. Então, quando ele tinha os braços dobrados com segurança para que pudesse evitar ser atropelado, ele foi recompensado com um pé em sua canela. Ele usava botas e ela estava com um par de tênis, então ela realmente não fez qualquer dano, mas ele empurrou-a um passo para trás e ergueu as mãos. — Ok, ok. Dê-me um minuto para explicar. — Ela soprou um pedaço de seu cabelo fora de seu rosto e olhou para ele. — Explicar? Explicar como você passou dos limites? Como você foi contra o nosso acordo? — Ela cruzou os braços sobre o peito e ele viu sua camisa apertar com o movimento. Inferno, ele sabia que estava em


apuros quando ela parecia e cheirava como ela estava e tudo o que podia pensar era em levá-la para dentro e tê-la em sua cama. — Escute... — ele começou, só para ser interrompido. — Você não tinha o direito. Você quebrou sua promessa. — Na verdade, se você pensar sobre isso, foi você quem quebrou nosso acordo. Seis anos atrás, para ser exata. — Ele cruzou os braços sobre o peito, combinando com sua postura. Os braços dela se afastaram lentamente e seu queixo caiu. — O quê? O que você está falando? Ele sorriu e caminhou até inclinar-se sobre a grade, em seguida, apontou para o pequeno balanço da varanda. Ela olhou para ele, mas ele só se manteve firme. Finalmente, ela levantou as mãos e caminhou até sentar. — O nosso acordo original não mencionou nada sobre você me pagar de volta. — Ele cruzou os braços. Ela se levantou rapidamente. — Espere. — Ele interrompeu-a antes que ela pudesse gritar mais. — Se você se lembrar, eu disse que eu iria dar-lhe o dinheiro, então você não teria que pagar o meu pai e o Sr. Holton de volta. Em troca, eu não iria interferir com o funcionamento da fazenda. Nunca houve qualquer menção de me pagar de volta. Então, quando você começou a tentar me enviar cheques, em seguida, abriu a conta corrente e começou a fazer depósitos, você quebrou o nosso acordo. — Ela começou a andar pela pequena varanda. — Você quebrou nosso acordo original. Então eu parei no banco no outro dia e tirei um pouco desse dinheiro que tenho guardado sob os nossos nomes e fiz o que deveria ter feito anos atrás, comecei a consertar o lugar, de cima para baixo. — Você usou o meu dinheiro. — Ela parou, balançando a cabeça. — Você usou o dinheiro em sua conta para pagar o meu telhado? Por quê?


Ele se levantou e pegou os ombros e olhou para baixo em seus olhos. — Lauren, você deveria ter usado esse dinheiro para consertar o lugar durante os últimos seis anos. Ela precisa de muito trabalho, está quase desabando. — Eu não vou fazer isso, Chase. Eu não vou ser grata a você ou a sua família. — Ela saiu de seu controle. — Eu cuidei da minha família, de minha propriedade muito bem até agora. Eu não vou deixar você interferir novamente. — Seus olhos ardiam nos seus. — Eu não posso fazer nenhuma promessa. — Ele encostou-se ao corrimão e cruzou os braços sobre o peito. Ele observou os olhos piscarem para os braços expostos e viajar sobre o peito. — Chase, fique fora do meu caminho. — Ela olhou em seus olhos e ele viu-a amolecer um pouco. Talvez ela estava tentando uma nova tática, porque ele viu seus ombros caírem um pouco. — Nós não precisamos de sua ajuda. Eu aprecio o que você fez hoje, mas por favor, mantenha o seu dinheiro. — Ela se virou para ir embora. Quando ela chegou ao seu carro, ela olhou de volta para ele. — Eu vou pagar de volta o custo do telhado, logo que eu puder. Antes que as palavras houvessem deixado sua boca, ele estava fora da varanda, prendendo-a ao lado de seu carro. — Não se atreva. Você não entendeu? Eu não quero o seu maldito dinheiro. Eu nunca quis e nunca quererei. Você trabalha muito por esse lugar, por suas irmãs. Deixar cair em torno de você não fará bem a ninguém. Use o maldito dinheiro para consertá-la. Se você não fizer isso, então eu vou. — Ele segurou-a ainda e sentiu-se rosnando de raiva. Será que ela não entendeu? Talvez ele não tenha mostrado a ela como ele sempre se sentia por ela. Talvez fosse a hora. Alimentado com raiva, ele empurrou seu corpo contra sua suavidade e tomou seus lábios em um beijo ardente que espalhou calor para cada músculo, cada poro de seu corpo. Suas mãos tentaram empurrá-lo por apenas um momento, então ela estava puxando-o mais perto, seus dedos entrelaçados em seu cabelo. Quando ela gemeu, toda


a sua raiva desapareceu, substituída pelo desejo tão quente e poderoso que ele quase perdeu o controle. Quando todos os músculos do seu corpo tinham relaxado contra o dele, ele se afastou e viu como seus olhos se abriram lentamente. Seus lábios estavam inchados, suas bochechas estavam vermelhas, e seu cabelo ainda estava uma bagunça. Ele sorriu. — Não me peça para parar de me preocupar com o que acontece por aqui. Eu sou parte deste lugar, parte de você, você querendo ou não. Eu posso ajudar, eu quero ajudar. — Por quê? — Ele era um sussurro. — Você sabe por quê. Você sempre soube o porquê. Ela balançou a cabeça, mas ele podia ver a compreensão em seus olhos. — Vá. — Ele deu um passo para trás. — Billy instalou sua bomba de água hoje. Vá para casa, tome um banho quente, pense nisso. — Ele virou-se e caminhou até a varanda, enquanto ela entrou no carro rapidamente. Antes que fechasse porta, ele olhou para ela e disse: — Pense em mim. — Então, ele a observou dirigir de volta pela estrada de terra, lentamente desta vez. Ele ficou na varanda da frente até os grilos e sapos cantarem, então entrou e comeu um sanduíche frio e teve uma das piores noites de sono que podia se lembrar. Na manhã seguinte, ele estava com um humor azedo, por isso, quando seu pai ligou e lhe pediu para ajudar com seus turnos, ele aproveitou a chance para lidar com os animais, em vez de seres humanos por um dia. Sua primeira parada foi em uma pequena fazenda a cerca de uma hora fora da cidade. Ele sabia que o velho casal morava lá por tanto tempo quanto ele podia se lembrar. Lembrou-se também de pensar que eles eram velhos quando ele estava na escola. Quando se dirigiu até lá, ele teve a feliz surpresa de ver que ambos ainda pareciam muito ágeis. Martle ficou na varanda, mas acenou quando John saiu para cumprimentá-lo.


— Olá, menino! — Disse John, tirando o chapéu e limpando um pouco o suor da testa. — Olhe para você, todo crescido. Parece que foi ontem que você estava vindo junto com seu pai, apenas dessa altura. — Ele apontou para um pouco acima de seus quadris. Chase andou para frente e apertou sua mão. — Você está parecendo tão jovem como nunca. — Ele sorriu quando o velho xingou, então rapidamente olhou para a varanda como se estivesse em apuros. — Coisa boa que a audição de Marty não é o que costumava ser. — Ele sorriu e colocou o chapéu na cabeça. — Bem, vamos lá para cá. É a velha Bessy que está tendo problemas. — Ele apontou para o velho celeiro. Quando

eles

entraram

no

frescor

do

celeiro,

Chase

suspirou. Tinha sido muito calor no telhado ontem. Hoje estava ainda mais quente e o resto da semana prometia esquentar ainda mais. Ele tinha sido criado aqui e sabia que os verões poderiam facilmente chegar a 40 graus uma dúzia de vezes por ano. A maior parte do tempo ele gostava. Hoje, porém, com apenas algumas horas de sono agitado, era apenas mais um aborrecimento. Na hora em que a velha Bessy já tinha tomado suas pílulas de antibiótico e pomada para alguns cortes que ela conseguiu tentando romper uma cerca, era hora do almoço. Ele fez mais três paradas depois de um sanduíche rápido do refrigerador na parte traseira de sua caminhonete, r no momento em que ele estacionou na frente de sua pequena casa, ele estava coberto de placenta de algumas cabeças de gado que tinha sido chamado para ajudar, e sangue de um cão abandonado que tinha encontrado no lado da estrada. Ele havia perdido parte de uma perna e agora estava descansando confortavelmente ao lado dele na cabine de sua caminhonete. Ele cuidadosamente levou a pequena coisa para a varanda da frente e colocou-o sobre um tapete velho. O terrier não se moveu, sem dúvida devido aos remédios que ele tinha dado para a dor. Olhando para si mesmo, ele decidiu contra deixar um rastro da bagunça na casa e tirou suas roupas ali na varanda da frente, em


seguida, caminhou os poucos metros em direção ao riacho. A água não estava muito alta agora devido ao calor, mas ele achou que serviria para tirar a maior parte do logo de cima dele antes de tomar um banho adequado. Ele mergulhou a cabeça debaixo e contou com a frieza do riacho, decidindo flutuar e se divertir enquanto podia. Ele estava observando as nuvens lentamente derivar e agitar as folhas em cima e deve ter adormecido, porque ele sacudiu para fora da água quando uma pedra salpicou ao lado de sua cabeça. — Mas o que...? — Ele olhou através da água e olhou para Lauren. Ela estava parada com um vestido branco de verão mais bonito que ele já tinha visto. Talvez fosse porque o sol estava atrás dela, o que lhe permitiu ver cada curva por baixo, ou talvez fosse porque ela tinha um sorriso no rosto. — Desculpe. — Ela sorriu ainda mais. — Eu gritei para você por um tempo, mas você estar com muito sono e não ouviu. — Meus olhos percorreram seu peito nu. Parecia que a última gota de água tinha acabado de chiar para fora de seu corpo e se virou sob seu olhar.


Seis — Meu Deus, oh meu, — Lauren pensou enquanto olhava através da água rasa para um Chase quase nu. Fazia anos desde que ela tinha o visto sem camisa. Ele ganhou um pouco mais de músculos desde então, e sua pele era de um tom maravilhoso de bronze escuro no momento. Ele deve ter trabalhado em seu telhado sem camisa. A irritação nos olhos dele mudou para humor quando notou sua avaliação dele. Ela veio aqui hoje para pedir desculpas, já que o banho frio na noite passada tinha feito maravilhas para clarear sua cabeça. Ela tinha sido uma idiota com ele. Ele trabalhou duro, junto com metade dos homens da cidade, para terminar o trabalho em um dia. Ou então era o que sua irmã, Haley, havia dito a ela quando finalmente chegou em casa. No início, ela tinha ficado brava que sua irmã não tinha ligado e lhe contado o que estava acontecendo na casa, mas depois ela explicou que Chase a fez prometer não contar, então ela desistiu e entendeu que ela tinha sido atropelada por um mestre. Ele caminhou lentamente para fora da água como se fosse o dono do lugar. Lauren percebeu que ele sempre andava como se estivesse no comando. Era algo que achava muito divertido e irritante ao mesmo tempo. Só então Dingo soltou um latido rápido. Ela não queria levar o cachorro junto, mas quando ela abriu a porta do carro, o cão pulou e se recusou a sair. Era quase como se soubesse que ela estava vindo para visitar Chase. Talvez fosse o frango frito no cesto que o cão queria?


Virando-se, ela avistou um pequeno pacote em sua varanda. — Dingo, não. — Ela colocou a cesta no chão e começou a correr em direção a seu cão. — Deixe-o. Chase, algo se arrastou até sua varanda para morrer. — Ela se aproximou do deck com cautela. — É um vira lata que eu salvei. Encontrei-o ao longo da estrada 69. Perdeu parte de sua perna. — Oh, coitadinho. — Ela correu para a varanda e pegou a pequena criatura que estava saindo do estado drogado. — Eu não faria... — Era tarde demais. Quando ela pegou o pequeno pacote, ele rapidamente abriu os olhos e vomitou um pouco sobre seu vestido branco. Chase gemeu. — Ele tem um pouco de drogas muito fortes em seu sistema agora. Ele provavelmente passará mal nas próximas horas. Ela cuidadosamente colocou o cão de volta no tapete e viu quando ele gemia. — Pobrezinho. — Ela começou a limpar a frente de seu vestido com uma toalha que estava pendurada sobre o corrimão. Ela parou quando o viu caminhando pela grama em direção a ela, a cueca molhada contra seu corpo. Suas pernas eram tão impressionantes como a parte de cima dele. Ele sorria enquanto caminhava em direção a ela, a água pingando cada centímetro de seu corpo quase nu. — Aqui, deixe-me ajudá-la. — Ele pegou a toalha de suas mãos e começou a limpar a frente de seu vestido. Ela tinha perdido sua capacidade de pensar, muito menos estar chocada com o fato de que ele estava, basicamente, tocando seu peito. — Isso é frango frito caseiro que eu cheiro? — Huh? — Ela não conseguia tirar os olhos longe dos seus. Na verdade, quanto mais ela olhava para eles, mais percebia que eles eram de um tom muito quente de marrom. Ela podia ver manchas de poeira estelar neles. Ele lembrou-se de uma noite clara, vendo as estrelas cutucando através da escuridão da noite. — Frango caseiro? Na cesta? — Ele parou de limpar seu vestido.


— Oh, sim. Eu fiz o jantar. — Ela correu para onde tinha colocado a cesta cheia de comida no chão. Dingo tinha sentado ao lado do cesto de grandes dimensões, sem dúvida à espera de seu pedaço da refeição. Quando ela voltou para a varanda, ele estava caminhando pela porta da frente com um par de botas desbotadas. Ele ainda vestiria a camiseta branca que ele estava carregando, e ela desesperadamente desejava que ele não o fizesse. Seus pés ainda estavam nus e parecia que ele tinha acabado de sair da capa de uma revista que tinha visto no consultório do dentista uma vez. Ele esticou-se e deslizou a camisa e sua boca ficou seca. — Você pode ficar? — Ele perguntou quando sua cabeça apareceu da camisa. — O quê? — Ela balançou a cabeça para limpá-la. — Oh, com certeza. Eu suponho. Eu só queria te agradecer por ontem. Me desculpar por meu comportamento. Eu tive um longo dia. — Não há necessidade de se desculpar. Eu tive um dia daqueles hoje. Eu sei como eles são. Você gostaria de se sentar aqui ou ir para dentro? Ela olhou em volta. O sol estava se pondo mais baixo e a brisa começava a trazer um ar mais fresco. Havia um grande carvalho que abrigava metade da casa. Uma mesa de piquenique velho estava no meio caminho entre o riacho e a casa, sob outro carvalho. — Que tal nos sentarmos debaixo daquela árvore e fazer um piquenique? — Parece ótimo. Você quer uma cerveja? — Ele caminhou de volta para a porta de tela, à espera de sua resposta. — Claro, eu vou arrumar tudo. — Ela caminhou até a mesa e se ocupou. Ela adorava cozinhar e fazer piqueniques. Suas irmãs nunca realmente comiam fora além de seu deck. Alguns dias ela levava uma cesta pequena ao redor do rancho. Ela encontrava uma árvore legal para sentar-se e comer seu almoço com Dingo e Tanner como companhia. Ela


não se importava, mas era bom ter amigos para compartilhar as refeições agora e então. Ela levou o seu tempo para colocar para fora a toalha xadrez vermelha e branca, em seguida, arrumou os pratos de plástico branco e garfos. Tirando cada pote cheio de comida, ela organizou tudo bem. Quando ela se virou, Chase estava lá com um punhado de margaridas brancas que ele tinha colhido do lado de sua casa. Seu sorriso lhe disse que ele estava olhando ela pôr a mesa. Olhando para baixo, ela percebeu que ele colocou um par de botas e um pequeno cooler debaixo do braço, sem dúvida cheia de gelo e Shiner. — Você está linda. — Ele entregou-lhe as flores e ela riu. — Bem, você não é encantador. — Ela sorriu e levou as flores até seu rosto. — Você é a pessoa que me trouxe frango frito. — Ele colocou o cooler na mesa e tirou duas cervejas, abrindo uma e entregando a ela. Ela tomou um gole e deixou o líquido frio molhar a garganta seca. Ele abriu outra e tomou um gole. — Eu precisava disso. — Cerveja? — Ela sentou-se e sorriu quando ele fez o mesmo e sentou-se em frente a ela. — Não, ainda que não faça mal. — Ele sorriu e colocou para baixo e olhou para ela. — Eu precisava de uma boa companhia. Eu precisava saber que estávamos bem. Ela encolheu os ombros. — É claro que estamos bem. Por que não estaríamos? Ele imitou seu movimento encolhendo os ombros. — Eu sei que você acha que eu ultrapassei meus limites. — Não. Não vamos falar sobre isso. Vamos apenas comer e eu vou ser grata que eu tenho um telhado novo e uma nova bomba de água. — Ela sorriu.


— É justo. — Ele sorriu para ela. Eles ficaram em silêncio por alguns minutos, cada um preenchendo um prato cheio de guloseimas que ela passou algumas horas fazendo na cozinha. Ela teve muito tempo ontem à noite, já que não conseguia dormir muito bem. Sua mente continuava funcionando sobre suas palavras, suas ações de ontem.

— Você sabe por quê. Você sempre soube o porquê. Ela sabia mesmo o por quê? E, mais importante, o que é que ela vai fazer sobre isso? Ela não queria que Chase tivesse uma impressão errada com a oferta de alimentos hoje. Ela não estava tolerando suas ações, apenas tentando suavizar as coisas entre eles. Ela ainda não queria sua ajuda. Ele era dela, e de suas irmãs. Ela ainda se sentia como se pudesse tomar conta de tudo sozinha, dado um pouco mais de tempo e um pouco mais de dinheiro. O dinheiro que ela vinha colocando em sua conta conjunta era dele, mesmo que ela estivesse que se esgueirar por trás e depositar isso para ele. Os dois podiam jogar este jogo e agora que ele tinha estabelecido que não ia jogar justo, suas opções eram ilimitadas. Ela sorriu para ele e viu quando ele deu uma mordida nos biscoitos de mel que ela assou antes. — Grant estava me dizendo que levaria apenas algumas semanas para ter o nosso casamento anulado. Ela viu seu rosto ficar branco, em seguida, ficar de um vermelho brilhante

quando

ele

começou

a

engasgar

com

o

pedaço

de

biscoito. Quando seu rosto ficou de um roxo profundo, ela correu e começou a bater em suas costas enquanto ele tossia. Finalmente, ela entregou-lhe a cerveja e tomou um grande gole seguido por algumas respirações profundas. Ele a surpreendeu por se levantar e agarrar seus ombros.


— Nós não faremos uma anulação, — ele rosnou. Seu rosto ainda tinha que voltar à sua cor normal, fazendo com que seus olhos se destacassem ainda mais. — Por que não? Nós não dormimos juntos. Além disso, não é como se estivéssemos apaixonados. Suas mãos caíram para os lados e ele olhou para ela sem entender. Aos poucos, sua coloração normal escoou de volta em seu rosto. Então ele se virou e sentou-se novamente. — Nós simplesmente não vamos. E isso é o princípio de tudo. — O princípio? — Ela marchou e estava do outro lado da mesa. — O princípio? Você está me dizendo que não há como terminarmos com essa brincadeira? Foi longe demais, você não acha? — Brincadeira? — Ele tomou outro gole de sua cerveja e olhou para ela, humor inundando sua expressão e os olhos. Ela começou a andar, agitando as mãos enquanto ela balbuciava e explicava o que ela tinha praticado a dizer a ele toda a noite passada e esta manhã quando ela tinha cozinhado. — Claro, isso é uma piada. Quero dizer, quem se casa por causa de um empréstimo entre dois amigos. Quero dizer, isso é tão século XVII. Não é como se tivéssemos um casamento arranjado. — Ela se virou e olhou para ele quando ele riu. — Está além da minha compreensão por que você insistiu nisso em primeiro lugar. — Ela começou a andar abaixo dos ramos baixos da árvore de novo, e para trás. — Eu estava muito emocional depois de perder meu pai para pensar com clareza. Lá estava eu, meu pai se foi, o peso do rancho sobre os meus ombros, junto com a minha responsabilidade por minhas irmãs, e em seguida a nova dívida que devia ao seu pai e ao Sr. Holton. Você apareceu com uma oferta para remover tudo isso. Tudo o que eu tinha a fazer era assinar na linha pontilhada. De uma licença de casamento. — Ela se virou para ele novamente. — Você se aproveitou de mim. — Ele continuou comendo enquanto ela esbravejava, mas ao ouvir suas últimas palavras, ele


lentamente colocou as mãos sobre a mesa e se levantou. Seus olhos aquecidos. — Lauren, você está brincando com fogo. Ela olhou para ele e sabia que ela cruzou a linha. Ele não havia se aproveitado dela. Havia tantas outras coisas que ele poderia ter feito, mas ele não tinha. Ele tinha sido um total cavalheiro sobre a coisa toda. Um amigo. Isso é tudo o que ele tinha sido. Ela tinha presumido de que uma vez que ela o tivesse pagado de volta na íntegra, ela conseguiria um divorcio tranquilamente. Mas no outro dia, quando Grant tinha passado, ela mencionou que uma amiga dela tinha se casado e queria se separar. Ele contou a ela tudo sobre anulações e me disse o que seria necessário para conseguir fazer uma. Ela tinha uma nova meta em vez de divórcio agora. — Você está me dizendo que eu estou presa a você? — Ela colocou as mãos na cintura, esperando por sua resposta. Ele só olhou para ela com um rosto em branco, em seguida, lentamente um sorriso cruzou os lábios. — Sim, eu acho que estou. — Ele virou-se e sentou-se, pegou uma coxa de frango e mordeu-o. Ela não podia acreditar no que ouvia. Ele realmente achava que ela ia continuar casada com ele? Ela não tinha planos imediatos de se casar com outra pessoa, mas ela sempre pensou que iria acontecer no futuro. Um dia ela encontraria alguém com quem gostaria de se estabelecer. Ele teria que querer viver e trabalhar no rancho, ser apreciado por suas irmãs, e mais importante ainda, não ser Chase Graham. Ela virou-se e, sem dizer uma palavra, deixou-o sentado debaixo do velho carvalho, comendo sua comida. Quando ela abriu a porta do carro, Dingo pulou. — Sim, eu acabei aqui também. — Ela bateu a porta um pouco mais alto do que o normal. Chase olhou para cima e acenou quando ela partiu, um enorme sorriso no rosto.


— Você acredita que ele não vai me dar um divórcio? — Ela olhou para Dingo. O cão baixou a cabeça para fora da janela e contou com a brisa. — É o que veremos.

O

riso

de

Chase

desapareceu

assim

que

Lauren

foi

embora. Ótimo! Exatamente sobre o que ele não queria conversar hoje. Ele tinha ficado alegremente surpreso que ela lhe trouxe comida. Ela conseguiu-o tirar do de espírito triste de mais cedo. Agora, enquanto ele olhava para o prato intocado dela, ele se perguntou por que estava sendo tão difícil? Ela não podia ver que a melhor solução para ambos era esse casamento? Ele olhou para cima e viu o pequeno terrier mancando em direção a ele. O cão estava se movendo lentamente, mas parecia que estava pegando o jeito de andar em três pernas em vez de quatro. Quando ele chegou à mesa, sentou-se. — Você vai pegar o jeito da coisa, amigo. — Chase atirou-lhe um biscoito inteiro, sabendo que o pão iria ajudar a absorver um pouco do ácido em seu estômago pequeno. Até o momento que ele estava cheio e havia limpado seu pequeno piquenique, Chase estava se sentindo culpado. Ele supôs que deveria ter falado com ela há muito tempo sobre os seus planos, mas ele tinha suas razões para não ter feito. Enchendo toda a comida de volta para o grande cesto, levou-o e o pequeno cão de volta para a varanda da frente. O cão se enrolou no tapete de novo, enquanto ele carregava o cesto para dentro de casa. Colocando os restos de comida no lixo, ele decidiu fazer uma viagem até o pai, para animá-lo. Quando ele e Buddy chegaram lá meia hora depois, sua camisa estava suja, graças ao amigo decidir vomitar o biscoito em cima dele. Ele


não se importava; na verdade, era acostumado a suportar fluidos animais nele. Era melhor do que levar uma mordida ou ser chutado, o que ele tinha levado algumas vezes. Quando ele caminhou até a varanda levando o pequeno cão, seu pai abriu a porta antes que ele pudesse bater. — O que você tem aí? — Seu pai estendeu a mão e pegou a pequena coisa dele. — Pobre rapaz. Venha para dentro. Você também, filho. Duas horas mais tarde, ele e Buddy deixaram o lugar de seu pai, ambos com sorrisos em seus rostos. Buddy, por sua parte, tinha começado a sentir-se bem o suficiente para brincar com o velho setter irlandês de seu pai. O par tinha rapidamente se tornado melhores amigos, e Chase tinha decidido manter o cão de três pernas. Já era hora de ele se estabelecer com um cão dele mesmo. Afinal, as pessoas tendem a confiar em um veterinário que tem seus próprios animais. Pelo menos era o que seu pai lhe tinha dito várias vezes durante a sua visita. No momento em que ele dirigiu até a casa da fazenda, estava exausto. A última coisa que precisava era ver a irmã de Lauren em pé na varanda com os braços cruzados sobre o peito como se tivesse esperando por ele. Ele saiu do carro, levando Buddy em seus braços. — O que você tem aí? — Alex estava no deck e abriu os braços. — Oh, coitadinho. — Ela se aconchegou com o pequeno cão, então olhou para ele. — E pensar que eu vim até aqui para dizer que homem sem coração que você é. Ele riu um pouco. — O que eu fiz agora? Alex se aproximou e sentou-se na cadeira para que ela pudesse desfrutar do pequeno cão. — Eu não sei. Mas seja o que for, com certeza você deixou Lauren mal humorada. Ela está, na verdade, limpando a casa.


Ele se sentou ao lado dela. — Isso não pode ser um choque. Eu vi o seu lugar, e é muito limpo. — Alex era o oposto de Lauren. Onde Lauren tinha um rico cabelo castanho e olhos verdes sensuais, Alexis tinha cabelo loiro e olhos castanhos profundos. Ele havia dito que ela se parecia muito com a sua mãe, enquanto Lauren e Haley assumiram o lado de seu pai da família. — Ela não está apenas limpando as escadas, mas toda a casa. O sótão, também. Nós não pisamos lá desde que o papai morreu. — Ela colocou o cachorro para baixo quando ele começou a choramingar. Buddy foi e pulou da varanda e caminhou até a árvore mais próxima e levantou a perna para se aliviar. Alex olhou para Chase. Ele não podia ver o que estava acontecendo em seus olhos escuros, mas ele podia dizer que ela estava tentando descobrir sua próxima jogada. — Eu gosto de você, Chase. Eu sempre gostei de sua família, mas se você atravessar a minha irmã de qualquer forma, eu vou ter que te matar. — Ela disse com tanto entusiasmo que ele teve que rir. — Eu gosto de você também. E sua família. O que está acontecendo entre eu e sua irmã é particular, mas eu aprecio você vir aqui e ter essa conversa comigo. Eu faria o mesmo para quem brincasse com alguém da minha família. — Justo. Você foi avisado. Eu também vim para dizer obrigado pelo telhado. Eu sei que foi você quem pagou por ele, não me pergunte como. Então, eu tenho algo para você. — Ela caminhou até seu carro e se inclinou na janela aberta e tirou um prato de torta. — Era a receita da nossa mãe. — Ela entregou a ele. Ele puxou para trás o papel cobrindo e o cheiro de maçãs e canela o acertou. — Yum, o meu favorito. — Quem não ama torta de maçã? — Ela sorriu para ele, em seguida, seu sorriso desapareceu. — Obrigado mais uma vez. Eu não sei o que você ganha com isso, mas Haley e eu queríamos dizer obrigado. Ok, Haley cozinhou a torta, mas eu estou entregando. — Ela sorriu


novamente. Ela voltou para seu carro, mas parou antes de entrar. — Chase, eu não me importo que você meta seu nariz, em alguns lugares, mas Lauren, bem... Ela é diferente. Ela gosta de controlar as coisas. Nós meio que deixamos, mas é bom saber que alguém está lá fora, se preocupando com ela. Afinal, ela vai estar arrumando as cercas novamente neste fim de semana. Ela planeja dirigir até as colinas, acampar sozinha com apenas seu cavalo e o cachorro para lhe fazer companhia. Haley e eu odiamos quando ela faz isso. — Alex franziu o cenho. — Por outro lado, se você quiser ir apenas para um passeio, Buster está disponível para você. Ele é um cara grande, mas suave o suficiente. Você é bem-vindo para montá-lo quando quiser. — Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios e Chase riu. — Sua mensagem foi recebida alta e clara. Pergunte se Haley pode cuidar de Buddy, aqui, — ele acenou com a cabeça em direção ao pequeno cão que estava deitado a seus pés agora. — Neste fim de semana, eu apreciaria isso. Ele não está indo em passeios, curtos ou longos, ainda. Ela assentiu com a cabeça e sorriu. — Obrigada. Vejo você por aí.


Sete Lauren acordou cedo na sexta-feira. Ela vivia para os fins de semana, onde ela poderia pegar Tanner e Dingo e ir para as colinas e desaparecer por um tempo. Ela fez algumas paradas ao redor no campo, mas por volta das dez, eles estavam em seu caminho até as colinas. Dingo correu

ao

longo

de

um

tempo,

em

seguida,

começou

a

choramingar. Lauren parou Tanner e Dingo pulou em seu colo, usando a bota como um degrau. Era um truque que ela tinha ensinado ao cão quando era mais jovem, e que tinha aprendido. Sua propriedade era rica em colinas verdejantes. Quanto mais ela foi para eles, mais grosso o mar de pinheiros ficava. Havia cerca de quinhentos hectares que ficava entre a casa e a propriedade seguinte. Se você escolher os caminhos certos, você pode passar semanas sem atravessar estradas ou passar por outra casa de fazenda. Lauren conhecia todos os caminhos a se tomar para a sua viagem de fim de semana. Seu alforje estava lotado com tudo que ela precisava. Seu celular estava desligado e escondido em um bolso em sua bolsa, apenas no caso de ser necessário. Ela tinha sua espingarda, sua pistola e uma caixa de balas para cada em fácil acesso, algo que seu pai havia lhe ensinado a fazer. Você nunca sabia quando um javali pularia em você ou uma cobra cruzaria seu caminho.


Pensando em cobras, lembrou-se de manhã na casa da bomba com Chase, o que a fez pensar em vê-lo nu com água brilhando em seu peito e braços. Ela balançou a cabeça para clarear as afastar de Chase. Isto era o seu tempo longe dele, longe de tudo. Não havia por que ela pensar em Chase ou o que ele fez com ela neste fim de semana. Este fim de semana ela queria ser egoísta. Ela virou-se para o caminho que a levaria até uma cabana velha que seu pai tinha construído antes de ela nascer. Ela gostava de ficar lá durante suas viagens de fim de semana. Ela teve de se abaixar para passar por um grande ramo com Tanner e ficou surpresa ao ouvir um cavalo e cavaleiro atrás dela. Pensando que era uma de suas irmãs, ela olhou por cima do ombro e puxou Tanner para parar, a espera. Às vezes Haley gostava de andar pelas trilhas. Esperemos que quem quer que fosse não estava vindo junto para o fim de semana. Quando ela viu a cabeça de Buster perto de um dos galhos da árvore, ela sorriu e chamou sua irmã Alex. — Alex, você está... — Suas palavras caíram quando o cavalheiro entrou em vista. Chase sorriu para ela montado em Buster. Suas pernas longas pairavam sobre o grande perímetro do cavalo. Suas botas estavam nos estribos e ele parecia muito confortável na sela. Ele usava um casaco castanho claro e um Stetson que combinava. — Oh. — Ela tentou pensar em algo para dizer. Só então, Dingo soltou um latido feliz. O cão parecia estar sempre atrasado em alertá-la quando se tratava de Chase. — Eu espero que você não se importe. Estávamos apenas dando um passeio. Alex disse que estaria tudo bem se eu levasse o velho para fora por um tempo. — Ele inclinou-se à frente e afagou a cabeça de Buster. Tanner deu um suspiro de boas-vindas a seu velho amigo que retornou a saudação. Em seguida, os dois cavalos se acalmaram novamente e Lauren ficou sem saber o que dizer. Ela viu que a sela estava


lotada com um grande saco, provavelmente cheia de itens para uma viagem mais longa. — Você está acampando? — Ela apertou os olhos e olhou para ele com cautela quando Dingo tentou pular nos braços de Chase. Ele bateu em sua bolsa e seu sorriso aumentou, em seguida, pegou Dingo quando ela pousou suavemente em seu colo. — Eu estava pensando sobre isso. Eu não tomei qualquer momento para mim desde que voltei para a cidade. Se está tudo bem, eu vou junto com você. — Alexis colocou você nisso? Eu sei que elas não gostam que eu saia sozinha, mas pedir a você... Ele

ergueu

a

mão.

Uau,

ninguém

me

obrigou

a

vir. Honestamente, eu só precisava ficar longe por um tempo. Eu vi você na trilha e pensei em segui-la, já que você conhece a área muito melhor do que eu. Isto é, se você acha que consegue ficar em minha companhia. Ela sabia que ele estava provocando-a, mas ela endireitou as costas e jogou um pouco o queixo para cima, aceitando o desafio. — É claro que consigo. Se você conseguir me acompanhar, você é bem-vindo para ficar. — Ela virou-se em cima de Tanner e começou a subir a trilha, tentando não deixar o riso mexer em seus nervos demais. Cavalgaram em silêncio por quase uma hora, apreciando a brisa fresca soprando entre as árvores. Lauren sempre adorou essa parte do ano. Mesmo que ela tivesse que manter um frasco de repelente, ela não se importava com o calor e a umidade. Claro, isso significava que ela tinha que parar e molhar o cavalo com mais frequência. Quando ela viu uma clareira que tinha um pequeno riacho correndo através de um campo verde, ela parou e olhou para trás de Tanner para ver Buster e Chase logo atrás dela. Dingo estava confortavelmente em seu colo, como se pertencesse ali. Ela esperava que ele tivesse ficado para trás um pouco, ou tinha decidido usar um caminho diferente, mas lá estava ele, parecendo como se estivesse apreciando o passeio.


— Vamos parar para dar água aos cavalos e comer um lanche. Você trouxe comida? Porque eu só trouxe o suficiente para um. Ele sorriu e acenou com a cabeça. — Tenho tudo pronto. Ela sentiu um pouco esvaziada, esperando que ele teria uma razão para voltar. Ela viu quando ele jogou uma perna por cima do cavalo e deslizou para fora em um movimento rápido. Ele colocou Dingo para baixo e ela rapidamente correu para a beira da água e começou a lamber. Então Chase se aproximou e tomou seus quadris e a puxou para fora de Tanner. — Eu posso sair do meu... — Antes que ela pudesse terminar, ele estava beijando-a. Sua boca estava quente na dela, tomando o que ele queria. Ela estava de costas contra o lado de Tanner e as mãos de Chase estavam segurando seus quadris, puxando-a para mais perto dele até que ela sentiu todo ar sair dela. Então tão rapidamente quanto ele começou, ele se afastou, deixando-a encostada ao seu cavalo e tentando recuperar o fôlego quando ele se virou para pegar as rédeas de Buster. Demorou quase um minuto para sua mente entrar em foco novamente. Em seguida, ela pegou as rédeas de Tanner e caminhou até onde Chase tinha amarrado o outro cavalo a um ramo baixo para que ele pudesse beber do pequeno riacho. Ela jogou as rédeas de Tanner sobre o ramo e viu como seu cavalo começou a desfrutar da água fria, então ela virou para Chase. — Que diabos foi isso? Você acha que pode simplesmente vir aqui e me maltratar? — Ela apontou o dedo em seu peito e olhou para ele. — Eu tenho notícias para você amigo, eu não sou... Mais uma vez, ele a impediu, puxando-a para perto. Ela viu o sorriso em seu rosto antes que seus lábios tomassem posse dos dela novamente. Desta vez, ela estava preparada. Sua bota subiu e conectou com sua canela. Suas botas o protegeram da maior parte do impacto, mas ele ainda grunhiu e se afastou.


— Droga, Lauren. — Ela viu quando ele pulou para cima e para baixo em uma perna só. O chapéu tinha caído e havia pousado no chão. Ele parecia tão engraçado desse jeito, ela não podia evitar e começou a rir. Quando ele olhou para ela, uma carranca em seu rosto, ela riu mais ainda. Os cavalos até pararam de beber água e olharam para ela. Poderia ter sido que todo o estresse, finalmente, chegou a ela, mas ela simplesmente não podia parar de rir. Finalmente, ela se sentou no banco do riacho ao lado de onde tinha deixado cair sua bolsa e segurou seus lados. Chase mancou e agarrou sua bolsa para fora da sela de Buster, em seguida, sentou-se ao lado dela na grama curta, esfregando a canela. Dingo correu ao redor do campo por trás deles, desfrutando da liberdade. — Sente-se melhor? — Seu sorriso era um pouco torto. Seus olhos estavam digitalizando-a, como se ele estivesse tentando avaliar suas emoções. Sorrindo para ele, ela balançou a cabeça. — Eu acho que eu precisava disso. Obrigada. — Sempre. — Ele esfregou a perna, mantendo seus olhos sobre ela. Então ele riu e ela sentiu o calor se espalhar por todo o corpo. Tirando os olhos dele, ela abriu a bolsa e tirou um sanduíche e uma garrafa de água e focou em seu almoço. Depois de algumas mordidas, ela começou a falar sobre tudo e qualquer coisa. Ela não se sentia nervosa perto dele desde... bem... sempre, mas agora, por alguma razão ela não podia se impedir de falar. — Eu estava indo para a cabana do meu pai. — Ela esperou por sua aprovação. Ele acenou com a cabeça e ela continuou. — Se você quer ir junto, devemos estar lá por volta do anoitecer. Eu sempre gostei de ficar lá no verão. O lugar só se parece bem quando eu preciso de um tempo longe. Viver com minhas duas irmãs tem seus altos e baixos. — Ela sorriu para ele. — Você tem sorte que você nunca teve quaisquer


irmãos. — Então, seu sorriso desapareceu quando se lembrou que sua mãe tinha morrido ao dar à luz a sua irmã natimorta. — Eu sinto muito. — Ela deu outra mordida de seu sanduíche para calar-se. — Está tudo bem. — Ele tomou um gole de sua própria água. — Eu teria adorado ter uma irmã mais nova. Eu posso apenas vagamente me lembrar da minha mãe. Lembro-me da minha cabeça em sua barriga grande, ouvir os batimentos cardíacos de Jessie. Esse é o nome que ela daria a minha irmã. Na verdade, eles não sabiam que era uma menina naquele ponto. — Ele riu um pouco. — Meu pai disse à minha mãe que era uma menina e que ele não iria ouvir mais nada, então minha mãe disse que Jessie poderia ser o nome de um menino, também. — Ele suspirou e olhou fora através do pequeno riacho e no campo. — Eu invejo a sua família. Eu sei que nós dois perdemos nossa mãe mesma época em circunstâncias diferentes, mas você tem suas irmãs. Ser criado sozinho tem seus momentos, mas eu sempre sonhei em ter irmãos como você. — Ele olhou para ela, seus olhos procurando os dela. — Eu acho que eu nunca pensei em não ter as minhas irmãs ao redor. Elas tornam a vida... interessante. — Ela sorriu enquanto olhava para o lado mais distante do campo. Ela ficou surpresa ao ver uma corça mordiscando a grama perto da borda das árvores. Balançando a cabeça, ela sorriu. — Olhe. — Ela apontou para o veado e viu quando ele olhou e sorriu quando viu isso. — Em mais alguns meses ela estará se escondendo dos caçadores. Mas, por enquanto, ela está curtindo o sol e a grama alta. — Lauren respirou fundo e se deitou na grama, cruzando os braços atrás da cabeça, enquanto observava as nuvens lentamente derivando pelo céu azul. Chase terminou seu sanduíche e depois se deitou ao lado dela. — Por que é tão importante para você fazer tudo por conta própria? — Ela virou a cabeça um pouco e olhou para ele. Ele se virou para o lado, com o braço esquerdo apoiando sua cabeça enquanto ele apoiava o cotovelo e olhava para ela.


— Eu não gosto de ser dependente dos outros. Meu pai era e ele trabalhou até a morte tentando pagar de volta o empréstimo que ele fez. — Ela olhou para o céu novamente. — Eu não quero ser assim. Não quero responder a alguém. Se alguma coisa precisa de conserto no rancho, eu quero ser capaz de ter o dinheiro para fazê-lo. Eu só preciso de mais um ano e eu vou estar naquele lugar. A fazenda se paga. Na verdade, com a venda de gado, eu poderei pagá-lo completamente. Então eu posso fazer o que quiser. — Ela sorriu e fechou os olhos por um momento.

Chase olhou para seus cílios escuros. Seu cabelo estava espalhado sobre a grama verde na margem do córrego, soprando suavemente com a brisa. Suas bochechas estavam vermelhas do passeio e o calor do dia. Sua camisa estava um pouco empoeirada da trilha. Ela desabotoou os três primeiros botões para que ele pudesse ver o mergulho em sua garganta e imediatamente pensou como seria o gosto. — Você não tem que me pagar de volta. Eu não quero ou preciso do seu dinheiro. — Era um velho argumento, que ele sabia que provavelmente nunca ganharia. — Eu sei. Eu preciso fazer isso por mim mesma. Eu preciso saber que eu posso. — Ela abriu os olhos e olhou para ele. Ele aproximou-se dela, de modo que ele estava pairando acima dela. Viu seus olhos arregalados, em seguida, ela se recuperou e colocou a mão em seu ombro. — Chase, por favor não. — Foi apenas um sussurro. — Por quê? Por que você não pode ter um momento para desfrutar das coisas? Por que não podemos apenas desfrutar do que há entre nós? — Ele se inclinou mais perto. — Você não tem medo de mim, não é? — Ele sorriu levemente, apreciando o desafio que ele viu nos olhos dela


pouco antes de ela estender a mão, tomar o seu cabelo, e puxá-lo para baixo para os lábios. Ele não conseguia explicar o zumbido que sentiu quando ela o tocou, quando seus lábios macios tocaram os dele. Ela soltou um gemido baixo, e ele rolou até que ela estava deitada ao lado dele e suas pernas estavam emaranhadas. Suas mãos estavam em punhos em seu cabelo enquanto seus dedos percorriam seus quadris, puxando-a para mais perto, explorando cada centímetro que podia. Quando ele estendeu a mão e colocou as mãos no rosto, ele gentilmente puxou a cabeça para trás para que ele pudesse deleitar-se em seu pescoço. Ele mordiscou a coluna doce até que chegou ao topo de sua blusa, em seguida, com os dedos trêmulos, ele desabotoou os próximos pequenos botões até que ele pudesse ver uma regata de seda branca. Uma vez que ele tinha a blusa aberta, inclinou-se para trás e olhou para ela. A seda estava amontoada, de modo que sua barriga plana estava exposta. Ele lentamente passou um dedo pelo pescoço, por cima do ombro, mais baixo, até que chegou a pele exposta. Ele observou-a arquear as costas e percebeu que ela queria mais. Inclinando-se, ele colocou um beijo suave em seu umbigo e ouviu-a respirar. — Mais? — Ele arrastou seu dedo sobre a borda de sua calça jeans e observou seus quadris sacudirem. Seus olhos voaram para os dela. Ela estava olhando para ele, seus olhos verdes da cor da grama abaixo dela. Ele perdeu o fôlego em ver como ela era bonita. Sua mão parou quando a mão dela estendeu e tocou seu rosto, em seguida, ela estava puxando-o de volta para baixo, e ele era um escravo seu a cada comando. Ela revirou-o até que ela montou sobre ele, em seguida, em um movimento rápido, ela descartou sua camisa, deixando-a apenas com a branca de seda. Sua pele parecia tão suave, ele só tinha que alcançar e tocar seus quadris enquanto ela começou a desabotoar sua camisa. Um riso nervoso escapou de seus lábios quando ela se atrapalhou com o último botão. Finalmente, ela tentou puxar a camisa de seus ombros. Ele tinha que sentar-se um pouco para que ela pudesse finalmente puxá-lo


para fora. Ele tinha uma blusa branca por baixo, mas estava satisfeito com os dedos correndo timidamente sobre os antebraços. Ele se inclinou e começou a beijar seus ombros; a forma como o sol estava batendo neles, ele tinha que provar. Ela provou ser tão boa quanto ele imaginava. Ela cheirava a algo doce e sabor ainda melhor. Ele moveu lentamente as mãos até os quadris até que ele correu os dedos debaixo da seda e tocou-lhe a pele sensível. Sua cabeça caiu para trás, e seu cabelo escuro fluiu sobre os ombros e brilhava a luz do sol. Usando a língua, ele molhou a seda sobre os círculos que ele tinha visto, usando a seda molhada para agradála até que seus mamilos enrugaram pela sua exploração. Seus punhos se agarraram a seu cabelo e seus quadris começaram a se mover contra o seu. Ele jurou que, se ele conseguisse sair vivo, ele faria tudo o que pudesse para ter certeza de que ela sabia o quanto ele queria isso, queria ela. Só então um tiro ecoou uma dúzia de metros deles. Os cavalos pularam, puxando as rédeas até que o pequeno ramo onde estavam amarrados ameaçou quebrar. Chase pulou e agarrou as rédeas antes que pudessem fugir. Dingo soltou alguns grunhidos baixos e começou a latir em direção às árvores. Quando Chase olhou, Lauren tinha sua camisa em uma mão e uma pistola na outra. — Onde você estava escondendo isso? — Perguntou ele, enquanto tentava acalmar os cavalos. — Alguém está atirando na minha terra. Provavelmente atrás daquele cervo que acabamos de ver. — Ela estava procurando pela linha das árvores, enquanto puxava sua camisa, colocando-a com rápidos solavancos. — Fique, — ela disse a Dingo, que parecia que queria fugir para as árvores. Lauren se aproximou, colocou a arma de volta em sua bota, e agarrou as rédeas de Tanner. — Oh, não, você não. — Ele segurou-as longe dela. — Se você acha que vai sair correndo atrás de alguns caçadores ilegais, é melhor pensar

de

novo.

Além

disso,

era,

provavelmente

vaqueiros. Geralmente eles não ficam por perto?

um

dos


Ela balançou a cabeça. — Jimmy está fixando cercas no cume leste. Eles vão estar por todo o fim de semana. Isso é alguém caçando na minha terra, de forma ilegal, e eu tenho o direito de certificar-me se eles... — Lauren. — Ele parou. — Deixe-me deixar isso bem claro. Caçadores ilegais não pensam duas vezes antes de dobrar a lei. Eles não se importam cujas terras estão invadindo ou que estação é. E, — ele enfatizou suas próximas palavras: — eles não hesitam em remover qualquer obstáculo. Não importa o quão bonita ela possa ser. Você não vai sair neste cavalo para caçar alguns caçadores. Ela ficou ali, com os braços cruzados sobre o peito bonito, seus olhos queimando de raiva. — Tudo bem. — Ela caminhou para recuperar sua bolsa e o casaco da beira da água. — Eles provavelmente estão muito longe agora, de qualquer jeito. — Ela sacudiu sua jaqueta e colocou. — É melhor irmos andando, se vamos chegar à cabana ao cair da noite. Quando ele tinha reunido as coisas dele, ela habilmente montou seu cavalo, em seguida, assistiu-o saltar nas costas de Buster. No início do anoitecer tinham chegado à pequena clareira e a cabana ficou à vista. Seu telhado de zinco brilhava na luz fraca. — Não parece muito, mas é um lar longe de casa. — Lauren estava sorrindo quando eles se moviam para mais perto do antigo edifício. Então, ela franziu a testa e olhou para a cabana. — O quê? — Ele olhou para o prédio e pode ver que a porta estava aberta. — Fique aqui. — Ele virou o cavalo e parou de avançar. Dingo começou a rosnar, e o cabelo na parte de trás do pescoço de Lauren se levantou. Lauren disse ao cão para ficar quando Chase removeu lentamente a espingarda do suporte. Ele sempre trazia com ele quando ia para a floresta. Ele tinha sido criado no país e sabia que era de valor inestimável para garantir a sua segurança, especialmente porque havia um monte de javalis na área. — Falo sério, Lauren. Fique aí. Prometa. Ela assentiu com a cabeça. Ele virou o cavalo e passou mais alguns metros. Em seguida, ele amarrou Buster a uma árvore e começou


a caminhar em direção ao prédio, lentamente. Ele não viu nenhum veículo ou cavalos e duvidava que quem quer que tivesse invadido ainda estava por perto. Quando chegou mais perto, viu algumas faixas de quatro rodas. Parecia ser que quem quer que tivesse estado aqui tinha se divertido nos campos enlameados. Eles provavelmente estiveram lá no início da primavera, pois a lama estava agora seca e escamosa do calor do verão. Ainda assim, ele se aproximou da cabana com cuidado. Quando chegou à varanda, percebeu que a fechadura estava arrebentada. Havia um buraco na porta, onde o cadeado utilizado estaria. Ele utilizou o cano da espingarda para abrir a porta pelo resto do caminho. Estava escuro na cabana e demorou um minuto para os olhos se ajustarem. Retirando a lanterna que ele tinha trazido, virou-a e quase atirou em um par de guaxinins que saltaram de uma mesa cheia de latas de comida vazias. Moveu-se de lado para que eles pudessem correr para fora da porta tão rápido quanto seus corpos gordos conseguiam. Dingo latiu para Chase. Rindo, Chase se virou e viu que Lauren não havia obedecido a ele. Ela estava a dois passos, sorrindo para os guaxinins. — Bem, que captura dos bandidos. — Ela riu. — Eu pensei que eu tinha dito para você... — Isso saiu. Por que desperdiçar o fôlego? Ele sabia que ela não iria ouvi-lo. Balançando a cabeça, ele caminhou de volta para o seu cavalo. — Parece que vamos ter que limpar o lugar um pouco. Posseiros nunca limpam depois de irem. — Oh! — Ela engasgou e ele virou-se, sua arma pronta. — Você acredita que eles roubaram o gerador? Eu estava ansiosa para ler esta noite. — Ela andou. Ele podia ver a mancha na varanda da frente, onde uma vez o grande gerador esteve. Os cabos elétricos para a casa haviam sido cortados. — Parece que você vai ter uma vida difícil. — Ele se virou para os cavalos e recolheu ambas as bolsas.


— Espero que eles não tenham roubado todas as velas, — disse ela, enquanto caminhava para o pequeno edifício. Quando ele voltou, ela tinha algumas velas colocadas de modo que tinha suficiente luz para ver que a cabana tinha um cômodo. Quatro pequenas camas foram alinhadas contra a parede de trás, perto de um antigo fogão de ferro. Olhando em volta do espaço, ele começou a questionar sua decisão de vir. Seria pura tortura dormir no pequeno espaço com Lauren ao seu lado.


Oito Lauren virou pela centésima vez. Como ela esperava dormir com Chase a apenas alguns metros de distância? Especialmente depois do que eles fizeram no almoço. Sua mente tinha circulado tanto que ela não conseguia sequer lembrar o resto da viagem para a cabana. Eles sentaram em frente um ao outro na pequena mesa na noite passada jantando e ela não sabia o que dizer. Então, ela falou sobre a cabana e sobre alguns dos grandes momentos que ela, suas irmãs e seu pai tiveram lá. Ele riu quando ela lhe contou sobre Alex quase caindo na casinha de banheiro e como ela nunca havia retornado à cabana, desde aquele dia, mais de dez anos atrás. Depois que eles comeram, Lauren bocejou, o que levou a uma tentativa desajeitada para trocar de roupa. Chase acabou desculpandose e tinha ido lá fora enquanto ela rapidamente trocou de roupa e se arrastou em seu saco de dormir. Ela fingiu estar dormindo quando ele voltou meia hora depois. Ela não sabia por que estava tão covarde ao seu redor. Talvez fosse porque ela não tinha experiência nestes assuntos? Será que ele sabia que ela nunca tinha estado com alguém assim antes? Ele poderia dizer? Não era como se ela tivesse propositadamente evitado estar com alguém. Ela simplesmente nunca encontrou alguém que queria estar. Ela teve alguns encontros na escola, mas na maior parte, ela tinha estado muito ocupada


com o rancho, quando ela não estava na escola para lidar com namorados. Então, depois que seu pai tinha morrido, ela se sentiu obrigada pela honra a não se envolver com alguém. Ela não via o casamento com Chase como real, mas ainda sim levou seus votos de casamento muito a sério. Ela não era trapaceira. Não era como se tivesse tido dificuldade. Ela tinha pouco interesse em qualquer um na cidade e ainda menos tempo para buscar um relacionamento, mesmo que ela quisesse. A manhã chegou mais cedo do que ela esperava. Levara metade da noite para finalmente se sentir confortável o suficiente para cair em um sono leve. Ela tinha planejado acordar antes de Chase, mas quando ela abriu os olhos, sua cama já estava vazia. Rapidamente se vestindo, ela enxaguou a boca com uma garrafa de água e um pouco de pasta de dente. Ela estava trançando o cabelo quando Chase e Dingo entraram. Chase tinha um punhado de flores silvestres na mão. — Pensei que você iria querer dormir um pouco depois da noite difícil de dormir. — Ele sorriu rapidamente. Ela olhou para as flores. — Para que é isso? — Ela pegou as flores, quando ele entregou a ela e cheirou os aromas doces. — Um homem precisa de um motivo para dar flores a sua esposa? Ele se inclinou para trás em seus calcanhares, olhando para ela. Seus olhos perfuraram os dele. — Eu não sou sua esposa. — Ele sorriu rapidamente e inclinou a cabeça. — Bem, tecnicamente... Você sabe o que quero dizer. — Ela caminhou até a porta e abriu-a, precisando de ar fresco. — Eu comecei o café da manhã. — Ele veio por trás dela e colocou a mão na cintura dela, virando-a para si. — Lauren. — Ele colocou um dedo sob seu queixo e virou a cabeça até que ela olhasse em seus olhos profundos. — Eu gosto do jeito que soa, chamar-lhe de esposa. — Ele sorriu um pouco e ela se afastou.


— Não comece. — Ela tentou se afastar, mas ele apenas seguroua para mais perto. — Eu não consegui dormir a noite toda por querer você. — Seu dedo passou de seu queixo, lentamente para baixo na coluna de seu pescoço e ela sentiu-se tremer no calor da manhã de verão. Ela tinha muito a dizer sobre o assunto; ela não podia dar ao luxo de se distrair. — Chase, eu não posso. — Sim, você pode. — Ele sorriu pouco antes de se inclinar e colocar sua boca na dela. Calor se espalhou por todo seu corpo, fazendo com que sua pele parecesse que estava cozinhando. Como ele faz isso com ela toda vez? Ela simplesmente não conseguia pensar claramente quando ele a tocava, com ele beijando-a como agora, usando a língua e os dentes para enviar ondas de desejo tão forte por cada nervo de seu corpo. Seus braços em volta dele em seu próprio acordo e os dedos entrelaçados em seu cabelo espesso, segurando a boca na dela. Ela estava sem fôlego quando ele se afastou e colocou a mão sobre seu ombro, segurando-se na estrutura da porta. Ele descansou sua testa contra a dela e fechou os olhos. — Há algo aqui que eu nunca tive antes, e eu serei amaldiçoado se eu só andar para longe disso. — Ele abriu os olhos e olhou profundamente nos dela. — Você sente isso também. Eu vejo. — Ele esperou até que ela finalmente concordasse com a cabeça. Ele estava certo. Ela não podia negar o que estava tão obviamente escrito em seu rosto. — Pare de lutar contra e depois vamos ver onde isso nos leva. — Ele se afastou e tirou uma mecha de cabelo solta para longe de seus olhos. Ele estava certo. Não havia nenhuma razão, a não ser o medo, para manter a recusa. — Chase? — Ela estendeu a mão e tomou seu rosto em suas mãos. — Sim? — Ele sorriu para ela. — Você está queimando o nosso café da manhã. — Ela sorriu para ele, então se abaixou debaixo do braço e caminhou até a fogueira. Ele


correu e, usando uma toalha pequena, empurrou a panela do fogo enquanto ela ria. Depois de comer o mingau de aveia ligeiramente queimado, eles partiram para o outro lado da fazenda onde sua propriedade terminava. Eles montaram a linha de vedação, consertando qualquer fio quebrado. Uma pequena árvore tinha caído e levado para fora uma grande parte da cerca, e eles passaram uma hora e meia reparandoa. Chase trouxera algumas luvas de couro, que serviram bem já que ela só trouxe a dela e ela realmente precisava de ajuda para consertar a lacuna. Se ele não tivesse se juntado a ela, ela não teria nenhuma dúvida de que teria que pedir reforços para reparar o trecho. Na hora do almoço, eles pararam e comeram sanduíches sob uma grande árvore de magnólia. Chase a ouvia falar sobre o comando do rancho, em seguida, ele falou sobre o seu tempo longe de Fairplay, quando ele esteve na faculdade e tinha trabalhado em uma clínica veterinária no interior de Nova York. Ela estava morrendo de vontade de perguntar se ele saiu com alguém, mas sabia que não era da sua conta. Mesmo que tecnicamente tinham estado casados por pouco mais de sete anos, ela ainda não achava que era o seu direito perguntar. Ele continuou falando e perguntou-lhe sobre a fazenda. Ele parecia muito interessado no processo de venda de seu gado no outono. — Se você quiser, pode vir comigo quando os levarmos para Tyler para vender no leilão no próximo mês. — Sério? — Suas sobrancelhas se ergueram. — Eu nunca fui a um leilão de gado antes. Uma vez, em Boston, fui com um amigo para um leilão de antiguidades. Foi tão divertido que eu acabei comprando uma estátua de madeira de um cachorro segurando um pato na boca para o meu pai. — Ele riu. Isso a consumiu por todo o dia, se perguntando se ele tinha ido para o leilão com uma namorada. Estava na ponta da língua perguntar-


lhe, mas ela mordeu os lábios e continuou lembrando-se que só porque ela honrou seus votos, isso não queria dizer que ele tinha feito o mesmo. Uma hora antes do pôr do sol, tinham escolhido um ponto ao longo da linha da cerca por onde um pequeno riacho corria através das colinas para armar suas tendas e montar acampamento. Depois de levantar sua pequena barraca, Lauren reuniu um punhado de lenha para uma fogueira, em seguida, caminhou até o riacho, tirou as botas e colocou os pés na água para se refrescar. Dingo brincava alegremente na margem lamacenta do outro lado. Lauren estava muito preocupada com seus pensamentos para ouvir Chase deslocar-se sobre ela, mas antes que ela percebesse, ele puxou-a para a água na altura da cintura com roupas e tudo. Sua respiração foi nocauteada dela e quando ela saiu da água, ela estava molhada e puxando seu cabelo molhado dos olhos. — O que você está fazendo? — Ela tentou não gritar. Dingo queria entrar na brincadeira e perseguiu ao redor dela, latindo alegremente. — Nós estamos fedendo. — ele sorriu: — Então, eu pensei em limpar um pouco. — Agora minhas roupas estão molhadas. — Ela ficou no meio da água, seus jeans abraçando cada curva. Ela olhou para si mesma e percebeu que sua blusa branca e regata estavam completamente transparentes e tentou puxá-las para longe de seu corpo um pouco. — Elas fedem, também. — Ele sorriu e tirou sua própria camiseta e começou a lavá-la com uma barra de sabão que ele tinha em suas mãos. Ela prendeu a respiração com a vista de seus músculos enquanto ele trabalhava para limpar suas roupas. Quando ele tinha acabado, ele passou o sabão para ela. — Podemos pendurá-los em um ramo e estará seco pela manhã. Ela olhou para o sabão e percebeu que ela provavelmente fedia e, além disso, a água fria era boa. — Tudo bem. — Ela sentou-se na água, esperando que ela fosse cobrir a maior parte dela, em seguida, tirou a


camisa superior e pegou o sabão dele. Depois de esfregar sua camisa limpa, ela tocou-a e jogou-a sobre a grama para pendurar depois. Quando ela olhou para cima, Chase estava em pé de costas para ela enquanto torcia seu jeans. Sua respiração foi batida para fora de seus pulmões, pela segunda vez em cinco minutos. Como ele conseguiu músculos de suas costas e ombros tão tonificados? Sua mente vagou por um momento, imaginando correr os dedos sobre cada cume. Ele estava bronzeado e seu cabelo parecia mais escuro agora que estava ensopado. Quando ele se virou, ela levou um segundo para arrancar os olhos de seu peito. Ela o viu sorrir rapidamente, antes que ele começasse a caminhar lentamente em direção a ela. — Venha. É sua vez. — O quê? — Ela recuou um pouco. — Essas calças cheiram cavalo e sujeira. É hora de tirar e eu conseguir uma olhada no que você tem por baixo. — Ela levantou as mãos quando ela recuou. — Eu posso tirar minhas próprias calças, obrigado. — Ele riu dela. — Confie em mim, você vai precisar de ajuda. Minhas calças jeans eram soltas e eu tive problemas. E já que eu estive olhando essa bunda sua o dia todo, eu sei que seus jeans são muito mais apertados do que os meus eram. Já que a água diminuiu a sujeira, vamos ter sorte se conseguirmos tirá-las se trabalharmos juntos. Ela ergueu as mãos e ele parou de andar. — Tudo bem, eu vou testar antes. — Ele fez um gesto para que ela fosse em frente. Ela foi. Quando ela sentou-se na altura da cintura de água, ela tentou com todas as suas forças fazer o jeans escorregar para baixo de seus quadris. Chase estava a poucos metros de distância dela e riu. Então ele se aproximou e colocou as mãos sob os braços e arrastoua para cima.


— Você não pode fazer isso enquanto está sentada. — Ele olhou para sua blusa e ela percebeu que ele podia ver tudo. Seus olhos aqueceram e por um momento ela esqueceu completamente onde estavam e o que era que eles estavam tentando fazer. Então ele piscou e focou em ajudar a deslizar o jeans molhado para fora de seus quadris e pernas. Levou quase dez minutos e um monte de risadas, mas eles finalmente libertaram as pernas do material apertado. Ela estava contente que ela estava usando um par de calcinhas de algodão escuro, assim pelo menos ela tinha algo a esconder de sua visão. Eles riam e conversavam enquanto flutuando no pequeno riacho. Pouco antes de o sol finalmente afundar abaixo as árvores, ela foi até a beira do córrego e recolheu suas roupas. — Indo tão cedo? — Ele olhou para ela sem se levantar. — Eu vou começar a fazer o jantar. — Ela tentou não olhar para trás. Tinha sido bastante difícil estar tão perto dele. Ela realmente não tinha se descontraído com a água. Ela tinha certeza de que a água estava realmente vaporizando para fora de seu corpo, e ela sabia que seu rosto estava aquecido e provavelmente vermelho do que ela estava pensando. Agitando suas roupas para fora, ela colocou-as ordenadamente em um galho baixo. Ele estava certo. Já estavam quase completamente secas e cheiravam bem melhor do que antes. Ela sabia que fez bem. Ela reuniu suas botas e cuidadosamente caminhou de volta para sua tenda e colocou seu par de jeans, em seguida, deslizou em uma camisa sobre sua parte superior da camiseta quase seca. Seu cabelo estava embaraçado e um pouco depois de iniciar o fogo e colocar uma lata de sopa na panela para o jantar, sentou-se em uma tora de árvore. Dingo estava deitada no chão ao lado dela quando Lauren começou a pentear seu cabelo. Minutos depois, ela viu Chase em pé em direção a sua bolsa com nada além de suas botas e um par de boxers molhadas. Ele parou em um


local e equilibrou enquanto puxava cada pé para fora de suas botas e puxava seu par de jeans. Então ele se colocou em outra camisa, e começou a entrar em sua tenda. — Você sabe, provavelmente poderia dormir três de você lá dentro. — Ela colocou outro pedaço de madeira grande no fogo e agitou a lata de sopa de tomate que estava esquentando. Ele olhou para ela e sorriu por cima do ombro. — Você é bemvinda para se juntar a mim. Ela era muito grata que provavelmente estava muito escuro para ele ver seu rosto, porque ali sentada observando enquanto ele terminava de colocar as estacas na tenda, sua mente continuava brincando com uma cena deles presos em um grande saco de dormir. — Isso cheira bem. — Ele terminou a sua tenda, em seguida, aproximou-se e sentou-se em outra tora em frente ao fogo e olhou para ela. — Não é engraçado como quando você está exposto aos elementos, tudo cheira e tem gosto melhor? — Ela serviu-lhe uma tigela de sopa, em seguida, serviu-se de um pouco. — Quero dizer, com uma lata de sopa de tomate em casa, feito no fogão, isso só não tem um gosto tão bom. — Ela pegou uma colher e fechou os olhos ao sentir o gosto encorpado. — Eu sei o que você quer dizer. Pode ser por que nós trabalhamos duro hoje. — Hmmm. — Ela balançou a cabeça. — Eu acho que é porque o homem foi feito para estar fora. — Caçando? — Ele pegou uma colher de sopa e sorriu. — Exatamente. — Ela apontou a colher em sua direção. — Eu quero dizer, a comida é boa dentro, mas aqui fora, — ela fez um gesto em torno eles. — Você tem os cheiros e sons da natureza ao seu redor. — Nossos instintos animais aparecem. — Seus olhos aquecidos.


Ela assentiu com a cabeça e deu uma mordida no pão que tinha trazido, rasgando-o com os dentes como um animal, em seguida, sorrindo para ele. — Exatamente, — disse ela, e ele riu. Até o momento em que ela se estabeleceu em seu saco de dormir com Dingo para lhe fazer companhia, ela estava exausta. Cada músculo em seu corpo doía. A água fria tinha feito pouco para aliviar a tensão que havia sentido por estar tão perto de Chase o dia todo. Ela adorava andar a cavalo, mas depois de seis horas, qualquer um teria sentido os efeitos. Para não falar de todo o trabalho feito quando tinha movido as árvores caídas e consertado um arame farpado. Quando sua cabeça bateu em seu travesseiro, ela estava fora. Em seus sonhos, ela brincava sobre a imagem de um Chase quase nu e molhado. Estava escuro quando ela abriu os olhos. Ela ficou lá por alguns segundos, tentando descobrir o que a tinha acordado. Dingo vibrou ao lado dela. Os rosnados do cachorro mal faziam qualquer ruído. Então, ela sentiu calafrios percorrerem seu corpo quando ela percebeu que não havia nenhum som fora de sua tenda. Os grilos que tinha estado um ritmo constante em seus ouvidos durante toda a noite, o coaxar dos sapos, a coruja que tinha ocasionalmente piado agora estavam todos em silêncio. Tudo estava quieto. Muito tranquilo. Agarrando sua pistola, ela segurava a coleira do Dingo e lentamente abriu o zíper de sua tenda. Antes que ela pudesse alcançá-lo, ele começou a abrir. Ela puxou a pistola e apontou-a para a abertura. Lançando para fora da segurança, ela respirou fundo.

Chase residia em sua grande tenda, ouvindo os sons da noite. Ele simplesmente não conseguia tirar Lauren de sua cabeça. Ficou ali pensando em um milhão de desculpas para se esgueirar em sua pequena barraca. Para sentir seu corpo próximo a sua pele macia. Para correr


suas

mãos,

sua

boca,

sobre

cada

centímetro

de

seu

corpo

maravilhoso. Tinha sido tortura pura o banho com ela na água, e ele se afastou com imagens que para sempre estariam incorporados em sua mente. Ele ficou lá imaginando um milhão de cenários diferentes, em seguida, percebeu que todo o som do lado de fora tinha parado. Ele se arrastou para a abertura de sua tenda e olhou para fora, logo quando ele viu um vulto escuro inclinar-se para a tenda de Lauren. Ele estava fora da tenda e do outro lado da clareira em dez segundos. Paus e pedras machucavam as solas dos seus pés quando ele se aproximou da figura por trás. O homem estava agachado, abrindo a tenda de Lauren quando Chase voou para ele de lado. — Mas o que...? — Ele ouviu antes que ele caísse com um grunhido em suas costas. Uma grande rocha que se projetava da terra atingiu-o nas costelas e roubou sua respiração por um momento. O homem lutava para sair do aperto de Chase e balançou o cotovelo para fora, pegando Chase na mandíbula. Chase perdeu sua firmeza por apenas um segundo, e nesse segundo, o homem ficou em pé e começou a recuar rapidamente. Chase estendeu a mão e agarrou as pernas da calça. — Pare! — Ouviu Lauren gritando. Mas ele não parou, já que poderia muito bem estar lutando por sua vida e, mais importante, a dela. — Chase, pare! Por fim, sua voz quebrou através da névoa que tinha embaçado seu cérebro. Quando ele lançou o homem, ele correu para as árvores em velocidade recorde. Chase observou a escuridão consumir a figura. Ele ainda não tinha dado uma boa olhada no rosto do homem. Droga! — Você assustou-o. — Ela ficou mais perto de Chase, ela apontava a pistola na direção do vulto escuro que tinha simplesmente desaparecido. A outra mão estava segurando uma muita chateada e latindo Dingo.


— Que diabos? — Ele se sentou no chão, limpando o nariz. O sangue estava fluindo do canto de sua boca. — Pegue uma luz, por favor? — Ele perguntou, sentando-se no chão. Ela disse para o cão ficar, então remexeu em sua tenda procurando a pequena lanterna que tinha. Dingo caminhou até Chase e deitou a cabeça em seu colo, enquanto ele acariciava entre suas orelhas. Quando a luz bateu nele, ele ouviu seu suspiro. — Oh! Você está sangrando. — Ela correu para ele e colocou a luz sobre a rocha que lhe tinha espetado nas costelas alguns segundos atrás. Tomando-lhe a camisa exterior fora, ela usou a borda para limpar a boca. Ele a olhou sentar-se perto dele em nada, exceto um top branco, a luz da lanterna fazendo sua pele brilhar, e sua boca estava completamente seca. Ela se inclinou sobre ele, com o rosto um sopro de distância dele. Suas mãos tremiam quando ela molhou o pano e usou para limpar a boca. — Eu estou bem, Lauren, — ele disse a ela, realmente não querendo que ela se afastasse. Ela simplesmente continuou falando sobre o quão estúpido ele era por saltar sobre o cara e que ela tinha tudo sobre controle. Ele olhou para a arma carregada e o cão que dormia. — E se tivesse sido eu? — O quê? — Ela parou o que estava fazendo, inclinou a cabeça e olhou para ele. — E se tivesse sido eu tentando me esgueirar para a sua tenda? — Não foi. — Ela levantou a mão para continuar a limpar meu lábio, que neste momento estava completamente limpo. — Mas poderia ter sido. Ela olhou para ele. — Eu não teria atirado em você. Duvido que eu teria atirado em quem quer que fosse. — Ela encolheu os ombros. Ele duvidou seriamente disso. Ele a tinha visto praticar tiro no lugar improvisado que seu pai tinha construído ao lado do celeiro. Ela


havia sido criada em volta de gado e ele sabia de fato que ela teve que atirar várias vezes. Mas ele deixou passar. — Quem você acha que foi? — Ela sentou-se e cruzou os braços sobre o peito, em seguida, começou a esfregar com as mãos. — Não sei. — Mesmo que o ar da noite ainda estivesse pegajoso com o calor, ele viu pequenos arrepios em sua pele. Inclinando-se, ele pegou um tronco e jogou-o sobre as brasas em sua fogueira. Então ele colocou algumas varas menores e algumas folhas sobre e tinham fogo novamente. — Venha aqui. — Ele bateu no chão ao lado dele. Quando ela foi para ele, ele colocou seu braço ao redor dela e se inclinou de volta para seu tronco. — Você acha que era a mesma pessoa que estava caçando ontem? — Eu duvido. Talvez fosse apenas alguém que estava perdido, e acho que eles iam roubar alguma coisa. — Ele duvidou, mas ela pareceu relaxar ao lado dele. — Obrigado por ter vindo em meu socorro. — Ela descansou a cabeça em seu ombro enquanto ele riu. — Senhora, você estava carregando uma arma. Se qualquer coisa, você que viria ao meu socorro. — Ele sentiu sua risada e puxou-a para mais perto. — Eu não acho que consigo dormir mais esta noite, — ela murmurou. — Se quiser, você é bem-vinda para se juntar a mim na minha tenda. — Quando ela se afastou e olhou para ele, sorriu. — Eu vou ficar bem. Promessa de Escoteiro. — Ele ergueu a mão e fez juramento secreto de Escoteiro. — Isso seria bom. Mas eu quero ficar aqui por mais algum tempo. Por alguma razão, eu estou fria.


— Choque, — disse ele e puxou-a para mais perto. — Estou um pouco com frio também, apesar de estar provavelmente ainda nos 40º hoje à noite. Ela suspirou e descansou a cabeça contra seu peito. Ele começou a correr a mão sobre seu cabelo, apreciando a sensação. — Fale comigo. Para esquecer o que aconteceu. — Hmm, ok. Eu decidi manter Buddy, o cão de três pernas. Meu pai me diz que é hora de eu ter um cachorro próprio. Ele diz que mostra a todos na cidade que eu estou de volta para ficar e que estou pronto para me estabelecer. — Ele riu disso. — Engraçado, essa é a principal razão pelo qual eu vim para a cidade, de qualquer forma. — Sério? Quer dizer, eu já ouvi pessoas falando no restaurante e todos eles dizem a mesma coisa sobre você e Grant. Todo mundo acha que vocês dois vão estar fora daqui dentro de um ano. Ele sorriu. Ele tinha ouvido os rumores por aí também. Ele pensou que era o principal motivo para sua hesitação em construir um relacionamento com ele. — Sim, engraçado. Eu conversei com ele no café da manhã, e ambos concordamos que nem cavalos selvagens não poderão nos arrastar para fora da cidade de novo. Não me interprete mal, a vida na cidade era boa por um tempo. Mas depois de me sentar no trânsito todas as manhãs, ficar de pé na fila por 30 minutos para ter uma xícara de café, ou apenas ter que lidar com o estresse de encontrar uma vaga de estacionamento no supermercado, você meio que se cansa de tudo isso. — Ele olhou para dentro o fogo e acariciou seus cabelos enquanto ele falava. — Eu gosto de ir ao Mama’s e ter uma xícara quente em minhas mãos em menos de um minuto. Ou do estacionamento na frente à parada de supermercado. — Ele riu. — E a última vez que se viu em Fairplay um engarrafamento foi quando um rebanho de gado correu pela rua principal há 15 anos atrás. — Ela riu. — Não, eu gosto de onde estou. — Ele passou os braços em volta dela.


— Eu também. — Ela suspirou e se aconchegou melhor em seus braços.


Nove Lauren acordou com a sensação de Chase beijando seu pescoço. Ela se aconchegou contra ele e colocou os braços ao redor de seus ombros nus enquanto sua boca se movia lentamente sobre cada centímetro de seus ombros. Suas mãos estavam em seus quadris e quando ele começou a movê-los mais, ela prendeu a respiração. Ele puxou sua camisa para cima um pouco, expondo a barriga para o ar fresco da manhã. Seus dedos brincavam sobre a linha do jeans, puxando até que eles estavam baixos em seus quadris para que ele pudesse passar um dedo levemente sobre sua pele exposta. — Diga-me para parar, — ele murmurou contra sua pele. Ela balançou a cabeça. — Não, não. — Ela enterrou os dedos em seu cabelo e puxou sua boca para a dela. O beijo foi quente e ela sentiu seus dedos ondularem quando ele aprofundou, puxando-a para mais perto enquanto suas mãos puxavam a calça jeans. Ele deslizou-os lentamente para baixo de seus quadris e suas pernas. Sua calcinha de algodão ainda estava no local e ele se afastou e olhou para ela. Sua parte superior da blusa subiu, mostrando mais de seu estômago. Ela tinha certeza de que seu cabelo estava em uma bola de nós. — Tão linda. — Seus olhos percorriam cada centímetro dela. Sua respiração travou quando ele passou um dedo levemente sobre suas costelas. Ele olhou em seus olhos enquanto seus dedos viajaram para


baixo, puxando a borda da calcinha. Ela gemeu e fechou os olhos, inclinando a cabeça para trás enquanto ele lentamente expos mais de sua pele. Ela nunca tinha sido tão exposta antes. O sol da manhã entrava no telhado compensado de sua tenda. As cores brilhantes inundavam seus sentidos enquanto ele gentilmente puxava de lado o algodão e a tocava com as pontas dos dedos. Seus ombros saltaram do saco de dormir e ela deixou escapar um gemido baixo de seus lábios enquanto mais cores explodiam atrás de suas pálpebras fechadas. Ele colocou uma mão em seu estômago para mantê-la imóvel. — Meu Deus, — ela pensou que ele tinha dito, mas ela estava muito ocupada para perguntar quando ela sentiu que ele a tocava onde ninguém tinha tocado antes.

Ela era um circuito elétrico. Ele não conseguia o suficiente dela. As cores vivas do nascer do sol corriam para a pequena barraca e ele queria mais do que tudo congelar esse momento em seu cérebro para sempre. Seu cabelo escuro estava reunido sobre o saco de dormir, e seus lábios estavam rosa e inchados por seus beijos enquanto ela mordia levemente o lábio inferior para impedir-se de gritar. Sua pele brilhava a luz do dia e ele desejou que tivessem horas para que ele pudesse explorar cada centímetro, e saboreá-la. Quando ele puxou a calcinha de algodão e expos sua pele cor de rosa, em seguida, correu um dedo suavemente sobre ela, ele ficou surpreso quando ela explodiu e derreteu em suas mãos. Ela era ainda mais bonita durante o orgasmo do que ele jamais imaginou. Se ele fez isso com ela com apenas um simples toque, o que ela faria quando ele finalmente fizesse amor com ela?


Precisou de toda sua força de vontade para puxar suas roupas de volta enquanto ela se recuperava. Ele sabia que havia tempo e lugar para tudo e ter Lauren na cama era algo que ele queria guardar para a hora certa, no lugar certo. — Chase? Você não está... — Shhh, há muito tempo mais tarde. — Ele a puxou para perto e beijou-lhe os olhos e face. — Você é tão bonita. Seu cabelo brilha na luz da manhã. Ela riu. — O quê? — Ele se inclinou e olhou para o rosto dela. — Eu disse algo engraçado? Seus olhos se abriram lentamente e ela sorriu para ele. — É tudo muito engraçado. Você. Eu. Aqui. Assim. — O que há de tão engraçado sobre isso? — Ele se inclinou e deu um beijo suave em seu nariz. — Bem, há um momento em que, na verdade, parecia que ia começar a jorrar poesia. Ele sorriu. — Então, talvez eu sinta que quero dar-lhe poesia. — Ele se inclinou mais para trás enquanto ela se puxou para cima dos cotovelos. — Johnathan Chase Graham II. — Ele bufou ao ouvir seu nome completo. — Eu duvido que você conseguiria reconhecer uma linha de poesia mesmo se ela brotasse dentes e mordesse em sua bunda. — Ela sorriu para ele. — Eu acho que eu nunca verei, — começou ele, com um sorriso, — um poema tão lindo como uma árvore. Ela riu e ouviu pacientemente a todo o poema, em seguida, bateu palmas quando ele tinha terminado. Ele amava seus olhos quando ela sorria. Eles completaram seu dia e ele não pôde deixar de sorrir de volta para ela.


— Muito bem, eu continuo correta. — Ela se sentou em frente a ele, com os joelhos dobrados sob ela enquanto ela puxava sua camiseta. Na hora do almoço, ele estava desejando outro mergulho no córrego. Não só estava mais quente do que ontem, mas tinham encontrado e reparado três grandes buracos na cerca. Eles tiveram que transportar uma dúzia de grandes ramos para fora dos fios e ela mesma produziu um machado para que ele pudesse cortar algumas das peças maiores até que eles pudessem movê-los para longe da linha da cerca. Sentaram-se à sombra de um grupo de árvores e ele engoliu tanta água quanto pôde para esfriar seu corpo. Finalmente, ele pegou um punhado e jogou sobre a cabeça e rosto. Mesmo Dingo tinha desistido e estava na sombra, optando por não correr e perseguir esquilos. — Eu não posso acreditar que você pensou que poderia fazer isso sozinha. — Ele olhou para ela. O suor escorria pelo seu rosto, fazendo com que seu cabelo grudasse aos lados de seu pescoço e rosto. — Bem, geralmente não há esta quantidade de árvores caídas. — Ela olhou para cima e para baixo da linha da cerca e franziu a testa. — Tivemos besouros passando por aqui no ano passado e uma grande quantidade de pinheiros foram mortos. — Ela apontou para uma dúzia ou mais de pinheiros mortos ao longe. — Acho que vou ter que pagar alguém para voltar e limpar alguns dos maiores. Caso contrário, vamos fazer isso tudo de novo em alguns meses. Ele sorriu. Ele não sabia se ela percebeu, mas ela o incluiu em seus planos futuros. Após o almoço, eles seguiram em todo o campo e começaram a fazer o caminho de volta para a casa. No momento em que eles fizeram isso, descendo as colinas, o sol já estava se pondo e eles tiveram que deixar os cavalos levá-los através do campo para o celeiro. Quando ele desceu do Buster, ele percebeu que sua bunda não era a única coisa a dormir nele. Suas pernas pareciam gelatina e ele tinha certeza de que havia bolhas na parte interior das coxas causadas pela sela.


Ele havia sido criado com cavalos de montaria, mas nunca tinha andado tanto em um trecho de dois dias antes. Ele se aproximou e ajudou Lauren a descer de seu cavalo, sabendo que se ele se sentia mal, ela provavelmente também. Ela colocou os braços em volta de seu pescoço e sorriu para ele. — Eu sempre gosto de voltar para casa depois de uma longa viagem tranquila. — Ela estendeu a mão na ponta dos pés e beijouo. Perdeu-se no momento, suas dores e sofrimentos totalmente esquecidos quando a boca viajou sobre a dele. Ele se inclinou para mais perto dela e bateu-lhe de volta para o cavalo quando ele aprofundou o beijo. O cavalo bufou e empurrou-os para trás, até que ele tinha que segurar ele e ela para evitar que caíssem. Eles riram, então começou a trabalhar colocando os cavalos para fora para a noite. Ele levou quase duas horas para ele voltar ao seu lugar. Quando ele entrou, caiu sobre o sofá e estava inconsciente em menos de um minuto. Na manhã seguinte, ele acordou com uma batida em sua porta. Ele abriu a porta, preparando-se para gritar com quem estava do outro lado, mas se conteve quando viu Haley pé na varanda, um Buddy se contorcendo em suas mãos. — Bom dia. Nós achamos que você estaria de volta. — Ela entregou-lhe Buddy e olhou por cima do ombro para a pequena casa. — Obrigado por cuidar dele, — disse ele entre beijos do cão. — Oh, ele não foi um problema. Eu até lhe ensinei alguns truques enquanto você estava fora. — Ela sorriu e ele percebeu o quanto ela se parecia com Lauren. Elas tinham o mesmo cabelo, olhos e sorriso. Ele não podia deixar de sorrir de volta para ela. — Sim? Que tipo de truques? — Ele colocou o cãozinho para baixo quando Haley passou por ele, para a sala. — Eu nunca estive em um das casas do rancho antes. — Ela ficou no meio do chão e fez um círculo rápido. — Legal. — Em seguida, ela chamou Buddy e ele rapidamente correu para o lado dela. — Sente, —


disse ela em uma voz suave, e para sua surpresa, o pequeno cão sentouse em sua parte inferior, a sua cauda abanando um milhão de milhas por hora. — Deite. — O cão rapidamente deitou-se e olhou para ela. — Bom garoto, agora fique. — Ela apontou para o chão, em seguida, virou-se e caminhou pelo pequeno corredor para a porta do quarto. Buddy observava, sua cauda ainda batendo no chão. Quando ela desapareceu, ele soltou um gemido baixo. Então, do outro quarto, ela chamou: — Vem. — Buddy saltou e correu tão rápido quanto suas três pernas podiam levalo para a próxima sala. Haley entrou, segurando Buddy em seus braços, sorrindo. — Nós ainda precisamos trabalhar em alguns outros, mas ele é uma forma de vida inteligente. Você não acha? — O pequeno cão lambeu seu rosto, ela riu. — Eu não posso agradecer o suficiente por cuidar dele. — Oh, sem problemas. — Ela entregou-lhe de volta o cão. — Além disso, Lauren nos contou o que aconteceu na outra noite. Por um momento, sua mente ficou em branco e tudo o que podia pensar era Lauren deitada nua em seu saco de dormir. Em seguida, ela continuou. — Sobre alguém tentando invadir sua tenda. — Oh, — ele se recuperou. — Sim. Bem, ela lidou com isso muito bem sozinha. — Sim, bem. Alex e eu não gostamos quando ela desaparece nas colinas sozinha assim. Temos dito há anos que existem vagabundos que vivem lá em cima. Você sabe que eu ouvi seu pai dizendo ao Sr. Holton que havia moonshiners1 de verdade naquelas colinas? Então, apenas alguns anos atrás, eu acho, o xerife pegou um grupo de homens que plantavam maconha. — Ela balançou a cabeça e cruzou os braços sobre o peito. Ele notou que Haley era um pouco mais alta do que Lauren e

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Produtores ilegais de bebidas.


cerca de 9 Kg mais magra. Ele sorriu um pouco e percebeu que ele gostava das curvas extras de Lauren. — Bem, é uma coisa boa que você foi junto, de qualquer forma. Ela estava muito chateada com o estado da cerca e só esta manhã ela contratou os irmãos Johnston para limpar a cerca de todos os pinheiros que os besouros mataram na última temporada. — Ela começou a caminhar em direção a porta. — Obrigado novamente por cuidar da minha irmã. — Sempre. — Ele sorriu. — Obrigado por olhar Buddy. — A qualquer hora. — Ela sorriu e fechou a porta atrás dela. Ele se virou e olhou para o cão de pequeno porte. — Buddy, é possível se apaixonar por alguém da família, também? — O pequeno cão inclinou a cabeça, como se estivesse tentando entender o que Chase estava dizendo. Então ele percebeu que tinha dito isso em voz alta. Ele sabia há anos como se sentia sobre Lauren. Inferno, quando ele propôs casamento, há sete anos, ele sabia que a amava. Mas era um tipo diferente de amor do que o que ele estava sentindo agora. Agora ele a queria completamente e ele sabia que precisava mostrar a ela o quanto ela precisava dele. Ele sabia que precisava de um plano, e ele decidiu que não havia melhor hora do que o agora. Andando para trás, ele decidiu que um banho e fazer a barba eram os primeiros em sua lista.

Ela estava atrasada. Odiava estar atrasada. Pelo menos quando se tratava de seu tempo fora. Não era muito frequente que ela tirava uma noite de folga para se divertir.


— Essa coisa não pode ir mais rápido? — Alex sentou ao lado dela, verificando o espelho na parte de trás da viseira da caminhonete. Lauren sabia que a maquiagem de sua irmã estava perfeita. Afinal de contas, ela passou as últimas duas horas se preparando. Lauren tinha gastado um quarto desse tempo e achou que ela parecia tão agradável. Ela rapidamente verificou-se no espelho retrovisor e sorriu para seu reflexo. — Sente-se. Nós vamos chegar lá a tempo para você subir no palco. — Quinta-feira à noite no The Rusty Rail era noite de karaokê, e Alex gostava de subir no palco e cantar. E, na maior parte, todos na cidade gostavam de ouvi-la cantar. Alex era a única das irmãs que tinha ganhado a doce voz de sua mãe. Lauren podia lembrar sua mãe cantando na cozinha enquanto ela cozinhava ou tentava fazer Haley dormir. A voz suave de Alex lembrava tanto de sua mãe, às vezes doía ouvi-la cantar na casa. Ela olhou para suas irmãs. Haley estava no meio, em silêncio olhando à frente. Ela usava um lindo vestido verde e botas. Lauren sabia que sua irmã gostava de dançar tanto quanto ela e ela realmente estava ansiosa para se divertir hoje. O casaco de Alex cobria tudo o que ela usava por baixo. Lauren sabia que era provavelmente algo que ela não aprovaria, mas anos atrás, ela tinha parado de tentar lutar contra sua irmã em suas escolhas de guarda-roupa. Alex vestiria o que ela queria, e tudo que Lauren podia fazer era tentar impedi-la de ir longe demais. A saia jeans curta que ela usava era provavelmente a coisa mais modesta que ela estava usando naquela noite. Ela também usava botas de cowgirl brancas brilhantes. Lauren pensou em sua própria saia branca longa e simples blusinha azul. Ela nunca foi de vestir fantasia, mas ela gostava de vestir-se um pouco de vez em quando. Suas botas marrons eram suas melhores e ela só as usava para ocasiões especiais, como esta noite.


Ela sabia que Chase iria para Rusty Rail e queria mais do que tudo dançar com ele novamente. Finalmente, eles chegaram dentro do estacionamento lotado do antigo celeiro. O Rusty Rail ficava ao lado dos velhos trilhos da ferrovia. Em seus primeiros dias, tinha sido uma sala de estoque para descarga de animais fora das vias férreas. No início dos anos sessenta, BJ, o pai do atual proprietário, tinha comprado o antigo lugar e tinha transformado-o em um bar. Uma vez que o pai dela tinha morrido, BJ tinha transformado-o no que era hoje, um local de encontro da cidade, onde a música tocava e famílias reuniam-se, onde você pode pegar uma cerveja gelada. Quando elas pararam, Travis Nolan, o namorado de longa data de Alex estava em pé na frente, fumando. Ao vê-las, ele jogou o cigarro do outro lado da calçada e, lentamente, começou a caminhar em direção a elas. Alex o reconheceu no meio do caminho e pulou em seus braços e lhe deu um longo beijo. — Parece que eles estão de volta de novo. Eu não gosto dele, — disse Haley, sentada ao seu lado ainda. — Eu também não, mas se dissermos qualquer coisa, só vai fazer com que ela o queira mais. — Lauren e Haley suspiraram e saíram da caminhonete juntas. Dentro, a música era alta e o lugar estava lotado. A primeira quinta-feira de cada mês sempre era assim, especialmente nos meses de verão e outono. As pessoas queriam relaxar depois de um dia longo e quente. — Eu te vejo mais tarde. — Haley acenou em direção a alguns de seus amigos e rapidamente desapareceu, deixando Lauren de pé na porta sozinha. — Bem, Olá, linda. — Sua voz enviou calor para baixo de seu corpo inteiro. Como poderia um homem ter tanto poder sobre ela?


Ela se virou e sorriu para ele. Ele usava jeans escuros e uma camisa branca justa que mostrava o quão bronzeado ele era. Quando ele sorriu, seus dentes brilharam na penumbra. Até mesmo a fivela do cinto parecia que brilhava. Ele puxou seu Stetson preto, em um gesto de respeito e agarrou seu braço levemente. A covinha perto de sua boca parecia muito convidativa. — Eu esperava trombar em você. — Ela sorriu para ele enquanto caminhavam em direção à pista de dança. A pequena pista já estava lotada. Todo mundo estava dançando com a música alta que bombeava para fora das grandes caixas. Quando chegaram à pista de dança, Chase a puxou para mais perto e começou a se mover suavemente através do chão de madeira velha. Era uma dança simples que eles dançaram muitas vezes antes. Ela adorava dançar, mas ela amava especialmente com Chase. Enquanto sua mão repousava em sua parte inferior das costas, a outra segurando a dela delicadamente, ela lembrou-se da primeira vez que ele a puxou para a pista de dança. Tinha sido na sexta série. Ela tinha sido mais alta do que ele, então, o que era um fato do qual ela se lembrava bem, porque ela teve que olhar para baixo em seus olhos quando eles aprenderam os movimentos na aula de ginástica. Ela também se lembrou de segurar sua mão suada e querendo nada mais do que soltar e limpar a umidade em sua calça jeans. Agora, ela olhou em seus olhos sorridentes e ficou maravilhada com o calor de sua mão seca e como seu toque a fez sentir. Tanta coisa havia mudado desde a primeira dança. Ambos haviam mudado. Ela sorriu para ele e deixou-se levar pelo chão sem problemas. Menos de uma hora depois, ela fez seu caminho para o banheiro feminino lotado e ficou surpresa ao ver Alex lá, rodeada por várias de suas amigas. Ela tinha um grande sorriso em seu rosto e ela estava mostrando um anel.


— O quê? — Lauren abriu caminho através da multidão. — O que é isso? — Ela agarrou a mão de sua irmã e mal notou como todos rapidamente saíram da sala pequena. — Travis me pediu em casamento. Não é maravilhoso? — A irmã sorriu para o pequeno anel. — Não. — Ela balançou a cabeça e pegou a mão da irmã e olhou em seus olhos. — Não, não é. Alex puxou a mão dela e franziu a testa. — Por que você não pode simplesmente ficar feliz por mim? — Porque você não pertence a alguém como Travis. Todo mundo na cidade sabe que ele não é bom. Que vocês não são bons juntos. — Ela queria pegar nos ombros de sua irmã e sacudi-la para fazê-la entender que ela estava cometendo um grande erro. — Eu não me importo com o que você pensa. Você só está com ciúmes. — Sua irmã cruzou os braços sobre o peito e olhou para ela, assim quando Haley entrou no pequeno banheiro. — Eu ouvi... — ela começou a dizer, mas parou quando viu o que estava acontecendo. — Diga a ela, Haley. Diga-lhe que é um erro o que ela está fazendo. — Lauren apontou para Alex. — Lauren, não é realmente o meu dever. — Haley começou a recuar para fora da porta aberta. — Ah, não, você não. — Lauren puxou Haley. — Eu escutei suas opiniões de Travis por anos agora. É hora de você dizer a sua irmã mais velha quais seus pensamentos de Travis Nolan. Por que você não conta a Alexis quando Travis encurralava você no celeiro? Ou quando... — Cale a boca! — Alex gritou, e Lauren se virou e olhou para ela. — Eu não posso acreditar que você vai ficar aqui e estragar a noite mais feliz da minha vida. — Alex se aproximou e enfiou a cara na frente de Lauren. Lauren podia ver que sua irmã estava brava. Alex tinha a pele


tão pálida que quando ela estava chateada virava um vermelho escuro, o que fazia com que seus olhos castanhos parecessem que tinham uma pitada de vermelho neles. — Eu vou sair daqui e esta será a última vez que eu espero ouvir uma palavra negativa sobre eu estar casando com Travis. Está claro? — Alex olhou entre Lauren e Haley. Haley rapidamente concordou e Alex se virou para ela. — Eu não posso fazer essa promessa, — ela disse e cruzou os braços sobre o peito. — Eu sou responsável por você e eu não aprovo. Eu farei o que for preciso para provar que tudo isso é um grande erro. — Você não é responsável por mim ou por Haley. Eu não sei por que você acha que tem que tomar conta de tudo, a fazenda, a casa, nós. Você não tem. Nós não queremos você se intrometendo em nossas vidas. Estamos realmente muito cansadas de você comandando tudo. Apenas dê um passo para trás e desça do salto ao menos uma vez. — Alex saiu do banheiro, deixando Lauren olhando para o local onde sua irmã tinha estado. Ela não percebeu que ela estava chorando até que Haley se aproximou e puxou-a para um abraço. — Lamento que ela disse isso. — É verdade? — Ela se afastou um pouco e olhou para a irmã mais nova. Haley era mais alto do que ela e que ela tinha que olhar para cima um pouco. — Não. — Sua irmã balançou a cabeça. — Lauren, você fez muito desde que a mãe morreu. Em seguida, após o pai... — Ela balançou mais a cabeça e fechou os olhos. — Eu sei que Alex e eu não temos sido de muito ajuda, mas nós tentamos. Nós amamos a fazenda tanto quanto você. Eu acho que se você tivesse nos dado uma chance, você veria que podemos ajudar mais. Queremos ajudar mais. Alex vai ver a verdade de Travis, mais cedo ou mais tarde. Não se preocupe. — Eu só espero que seja mais cedo ou mais tarde. Eu não posso deixá-la se casar com ele. — Ela se virou e olhou para a porta, tentando


descobrir como provar para sua irmã que o bad boy da cidade não era material para ser marido de ninguém. Quando Haley e Lauren saíram do banheiro, as duas pararam e ouviram. Alex estava no palco cantando Patsy Cline, “Always", enquanto Travis estava por perto, sorrindo. A multidão estava comendo-o, com a exceção de Haley e Lauren. Antes da música acabar, Lauren virou-se e saiu do prédio lotado, batendo a porta atrás dela. O ar frio da noite bateu nela e ela colocou os braços em volta de si. Havia menos de um mês antes das folhas mudarem de cor e caírem. Olhando para o céu do sul escuro, ela podia dizer que aconteceria uma tempestade em breve. Ela caminhou alguns metros até a antiga cerca que separava a passarela e os trilhos do trem. Inclinando-se contra ela, ela fechou os olhos e respirou fundo. Ela estava de pé lá fora por alguns minutos, antes de perceber que o som tinha mudado. Ela olhou em volta e não viu ninguém, mas o sentimento fora diferente. Como se ela estivesse sendo vigiada. Ela se virou para ir e viu Chase sair pela porta da frente. Ele parou e olhou em volta e quando ele a viu, ele começou a caminhar em direção a ela. — Ei? — Disse ele, logo que chegou perto o suficiente. — Você está bem? Ela piscou algumas lágrimas, depois assentiu. — Eu ouvi sobre Alex e Travis, — disse ele. — E? — Ela suspirou. Ele deu de ombros e colocou as mãos nos bolsos jeans. Ela se virou, desgostosa. Travis Nolan não era bom. Só porque seu pai era prefeito da cidade e tinha sido durante o tempo que ela conseguia se lembrar não significava que ele era como seu pai. Na verdade, Travis era a coisa mais distante dele. Ele tinha sido preso duas vezes por beber e dirigir, nos últimos dois anos. Ambas as vezes, ele afastou-se na manhã seguinte depois que seu pai tinha aparecido e o socorrido. Ela tinha


certeza de que ele tinha sido preso mais algumas vezes, mas não sabia todos os detalhes. Mas o que realmente definiu sua opinião sobre Travis foi quando ela encontrou-o encurralando Haley em seu celeiro. Ele estava com a mão sobre o peito de sua irmã, apertando-o. Ela agarrou um forcado e lhe ameaçou com castração se ela o encontrasse em sua terra novamente. Desde então, ele tinha dado desculpas a Alex sobre o porquê de ele não vir para a casa. — Ele não é bom para ela, — disse Lauren sob sua respiração. — Eu sei e você sabe disso. Inferno, a cidade inteira sabe disso, mas isso não vai impedi-los de fazer suas próprias escolhas. — Ele colocou uma mão em seu ombro, esfregando suavemente a tensão em seus músculos. Ela gostou por apenas um segundo antes que ela se virasse para ele. — Eu sou responsável por elas. Deve haver algo que eu possa fazer para impedir isso. Ele balançou a cabeça e abaixou-se, colocando a testa na dela. — Eles precisam traçar seu próprio caminho. Esperamos que eles acordem antes que seja tarde demais. Quero dizer, não é como se eles estivessem indo até o tribunal para tirar a licença e casar amanhã. Ela estremeceu, sabendo que foi exatamente o que eles tinham feito há sete anos. — A mãe de Travis vai querer o maior casamento que o município já viu, o que vai levar um tempo para planejar. — Ele a puxou de volta para seus braços. Era bom demais para sair de seu calor, de modo que ela ficou lá com seus braços em volta dela, olhando para o céu cheio de estrelas, ouvindo a música do prédio atrás deles.


Dez Chase sentiu Lauren relaxar contra seu peito e desejou que a noite durasse para sempre. Sentia-se tão bem ao lado dele, e ela cheirava doce quando ele colocou beijos suaves ao longo de seu rosto. Era tudo o que podia fazer para não puxá-la para um canto escuro e tomar o que ele queria dela. Ela suspirou e virou-se lentamente em direção a ele, envolvendo os braços ao redor de seus ombros. Então ela deslizou para cima, nos dedos dos pés e começou a colocar beijos suaves ao longo de sua linha da mandíbula. Seus olhos se fecharam enquanto puxava seus lábios até o seu. Ele apoiou-a um passo até que ela estava presa entre ele e a cerca. Suas mãos percorriam sobre ela até que ele não aguentava mais. O material leve de sua saia e top fez pouco para esconder suas curvas. Ele desejou que eles não estivessem apenas alguns passos da maior multidão em Fairplay. — Lauren. — Ele se afastou e segurou o rosto dela para que ela pudesse olhar para ele. — Venha para minha casa comigo esta noite. — Ele prendeu a respiração, esperando por sua resposta. Seus olhos se abriram e por apenas um momento, ele pensou que ela diria que sim. Então ela fechou os olhos e balançou a cabeça. — Eu não posso. — Ela soltou um profundo suspiro e descansou a cabeça em seu ombro. — Eu queria que fosse assim tão fácil, mas eu simplesmente não posso agora.


Ele se afastou um pouco mais quando ela se aconchegou em seu peito. Olhando em direção à cidade, ele desejava que tivesse alguém para culpar, mas sabia que a bagunça onde ela estava era mais culpa dele do que de qualquer outra pessoa. — Que tal voltarmos e pegar mais algumas danças? — Ele fechou sua mente para as possibilidades da noite e colocou em sua mente apenas curtir cada momento que podia com ela. Ela olhou para ele e sorriu. — Eu gostaria disso. Duas horas mais tarde, Chase dirigia sozinho até a casinha. Fazia anos desde que tinha estado com alguém. Para ser honesto, aparecia mais quando ele estava com Lauren. Ele não conseguia controlar seus desejos e se sentia como se fosse um garoto do ensino médio, em vez de um homem quase na casa dos trinta. Quando ele saiu da caminhonete, ele ouviu um barulho na direção da próxima casinha na fileira de casas de fazenda. Vozes se erguiam altas em todo o espaço vazio e ele escutou por um tempo enquanto dois homens argumentavam. Quando ouviu punho bater em osso, ele correu em direção aos ruídos para separar a briga. Ele não esperava ver Jimmy, capataz de Lauren, encontrando-se na luz da varanda no chão com um homem mais jovem, mas muito maior, sentado em cima dele, esmurrando-o o homem mais velho que estava, sem dúvida, inconsciente. — Hey. — Ele correu para o lado da casa e começou a puxar o homem maior para longe do capataz de Lauren. — Pare com isso. — Demorou um pouco, mas, finalmente, ele puxou o homem para fora. Quando o homem corpulento começou a balançar em sua direção, Chase plantou dois socos rápidos em suas costelas e mandou o homem para o chão. Jimmy gemia e Chase olhou para o homem por uma fração de segundo. Ele não viu o golpe que o levou para baixo, mas acordou alguns


minutos depois com Jimmy sacudindo-o. — Você está bem, Chase? — Chase balançou a cabeça e tentou focar os olhos. — Filho da... — Ei, agora, não é culpa de sua mãe. — Jimmy sentou no chão ao lado dele. — Esse menino é a semente de seu pai. Minha irmã tentou o melhor que podia. Nada teria virado esse menino para o bem. — Jimmy sacudiu a cabeça e se apoiou com as mãos sobre os joelhos. — Sinto muito, Jimmy. O capataz olhou para ele. — Não se preocupe com isso. — Ele começou a se levantar e Chase correu para ajudá-lo a ficar de pé. Ele tinha sido nocauteado, mas o outro homem tinha sido agredido. — Bem, venha e se limpe. Eu poderia ter uma cerveja na geladeira para você. — Obrigado. — Chase seguiu Jimmy e passou pelas outras casas até que eles alcançaram a primeira e maior das casas. Ele sabia que Jimmy tinha sido capataz da fazenda desde que o pai de Lauren tinha comandado o lugar. Fora isso, ele não sabia muito sobre o homem. Ele seguiu Jimmy pela porta e notou o quão limpo o lugar estava. Parecia que uma mulher vivia lá. Havia pequenas almofadas amarelas sobre os sofás azuis brilhantes, um vaso de flores na mesa de café, e havia até um pequeno guardanapo de laço branco debaixo do vaso. Ele não achava que Jimmy era casado. Talvez ele estivesse saindo com alguém? — BJ gosta de passar por aqui em alguns dias durante a semana, — disse Jimmy, quando notou a atenção de Chase aos detalhes femininos. — Estamos saindo a alguns anos agora. — Ele sorriu e testou sua mandíbula algumas vezes. — Droga, o garoto quase levou meu queixo fora. — Seu sorriso desapareceu. — Por que vocês dois estavam brigando? — Chase aceitou a cerveja gelada que Jimmy lhe entregou e tomou um gole. O líquido frio era maravilhoso em seus dentes de trás, que ainda pareciam doer.


— Isso e aquilo. — Jimmy encolheu os ombros. — Eu descobri que ele estava roubando dos outros trabalhadores e atirei nele. Eu acho que ele ficou chateado. Jimmy se aproximou e pegou um pano de fora do balcão, em seguida, sentou-se no sofá. Colocou a cerveja sobre a mesa de café, e começou a limpar o sangue de sua boca, em seguida, colocou um saco de ervilhas congeladas em seu rosto. — Não há motivo para bater em alguém. Aqui... — Chase colocou sua cerveja para baixo e caminhou até o outro homem. — É melhor eu dar uma olhada. Você poderia ter uma concussão. — Não, eu estive no lado perdedor de muitas lutas. Tive muitas concussões antes, também. Eu só estou um pouco abalado. Eu acho que dói mais quando é a família fazendo isso. — Ele balançou a cabeça e Chase sentou ao lado dele no sofá. — Sim, eu me lembro de entrar em uma briga com os meus primos uma vez. Eles vivem ao leste daqui. Eu não consigo vê-los com frequência, mas uma dúzia de anos atrás, um deles começou a falar mal de alguém que eu conhecia e a próxima coisa que eu sabia era que eu estava em cima dele. Ele era duas vezes o meu tamanho na época, e alguns anos mais velho, então naturalmente eu não fiquei por cima por muito tempo. — Chase sorriu um pouco. — Mas alguns dias depois, nós fizemos e tudo caiu de volta no lugar. Jimmy sacudiu a cabeça. — Eu não acho que Hewitt é um tipo que esquece facilmente. Além disso, eu soube quando o contratei que o menino era um problema puro. Eu deveria tê-lo enviado embora quando ele desapareceu na semana passada. A mente de Chase começou a trabalhar. — Último fim de semana? O fim de semana que Lauren subiu para a cabana? —

Sim,

eu

acabei

precisando

de

todas

as

mãos

para

trabalhar. Nós tínhamos perdido uma grande quantidade de pinheiros para besouros no ano passado. — Ele balançou a cabeça. — Foi uma


bagunça. Tive que reconstruir praticamente toda a maldita cerca. Enfim, sábado de manhã eu fui checar Hewitt e ele se foi. Ficou desaparecido até que voltamos para a fazenda e encontrei-o sentado no sótão, bêbado como um gambá. Chase pensou em voltar para o homem que tinha tentado invadir a tenda de Lauren. Poderia ter sido Hewitt, mas estava muito escuro naquela noite para saber. Enquanto caminhava de volta para o seu lugar, Chase não podia parar de comparar o homem do último fim de semana com Hewitt. Se tivesse sido o mesmo homem? Jimmy mencionou que ele havia demitido Hewitt, que era uma coisa boa. Ele apenas teria que certificar-se de que o homem estava desaparecido a primeira coisa amanhã. Ele não gostou de saber que poderia ter sido muito pior se ele não tivesse ido junto com Lauren. Ele caminhou ao redor de suas pequenas salas por um tempo. Buddy estava enrolado na cama de cão que Chase tinha comprado para ele. A tigela de comida e água ao lado dele. O pequeno cão tinha ganhado alguns quilos desde que ele o salvou. Ele sabia que ele teria que acompanhar seu peso já que ele só tinha três pernas, mas ele ainda poderia ganhar mais alguns quilos para chegar a um tamanho saudável. Chase ligou o aparelho de TV, mas sua mente não desligava, então ele decidiu que fazer uma caminhada longa e agradável lhe faria algum bem. Agarrando seu casaco leve, dirigiu-se para fora, sem saber que ele estava caminhando para a casa principal.

Lauren sentou-se no balanço da varanda da frente, à espera de Alex chegar em casa. Ela não gostou da forma como ela lidou com as coisas e queria falar com sua irmã e tentar suavizar tudo. Ela tinha tomado banho e trocado a saia e blusa e colocado seu algodão confortável


do Dallas Cowboys e uma camiseta. Ela agarrou o pulôver de algodão de seu pai quando ela saiu pela porta da frente para afastar o frio no ar. Ela podia ver as nuvens no céu à noite e sabia que até amanhã à noite eles teriam chuva pesada. Os campos poderiam usar a pausa e então ela também. Chuvas de final de verão eram as melhores. Mesmo que a temperatura quase nunca caísse abaixo de trinta, mesmo depois de uma tempestade, ainda era uma mudança agradável do calor que vinha todos os dias. Sua mente afiada quando os faróis apareceram na garagem. Ela franziu a testa um pouco quando ela viu que era a caminhonete de Travis. Ele parou a alguns metros atrás da casa, e ela podia ver sua irmã agitando as mãos ao redor, em seguida, ela saiu do lado do passageiro da caminhonete e bateu a porta. A caminhonete girou no cascalho e decolou de volta em alta velocidade. — Ele odeia que você espere por mim, sabe. Lauren sorriu um pouco quando sua irmã saiu para a varanda. — Eu sei. Sua irmã se apoiou no corrimão e cruzou os braços, então inclinou a cabeça. — Você não é minha mãe, sabe. — Eu nunca aleguei ser. Eu só quero o que é melhor para todos. — E você acha que Travis não é o que é melhor para mim? — Pela primeira vez em meses, ela podia ver sua irmã pensar sobre as coisas. Lauren respirou fundo e soltou. — Eu acho que você ainda é jovem o suficiente para encontrar alguém com quem você se encaixe perfeitamente. Como o que a mãe e o pai tinham. — Eu mal posso me lembrar deles juntos. — Alex olhou em direção ao celeiro. Lauren se levantou e caminhou até a irmã, colocando os braços em volta dela. — Eles costumavam dançar na cozinha. Ela cantarolava uma melodia e ele a puxava nos braços para um beijo.


Alex riu. — Me lembro de chegar uma vez e vê-la bater nas mãos do papai para fora da massa de biscoito. — Lauren sorriu. — Eles nunca brigavam. Meu pai nunca levantou a voz para ela. — Lauren virou a irmã até que ela olhou diretamente em seus olhos. — E meu pai nunca traiu a mamãe. Alex se afastou um pouco. — Travis nunca me enganou. A única vez que esteve com alguém, nós tínhamos terminado. Mas agora que estamos de volta juntos... Lauren sacudiu a cabeça. — Eu não vou ficar aqui e dizer o que é certo para você. Eu percebo que não é o meu lugar. Só sei que eu te amo, irmã. Você tem que encontrar o homem certo para você. O que vai fazer com que seus joelhos tremam e transforme o seu interior em geleia. — Elas sorriram uma para a outra. — Mamãe sempre dizia isso sobre o pai. — Lauren concordou com a cabeça. — Isso é o que ela queria para nós. Todas nós. Alex ficou lá por um momento, e depois a abraçou e beijou-a na bochecha. — Obrigada. Boa noite. — Alex caminhou até a porta e puxou para abrir a porta de tela, em seguida, parou e olhou para ela. — Lauren? — Sim? — Eu vejo o que Chase faz com você. Não se deixe enganar. Esse homem é louco por você e eu acho que... Eu sei que você sente o mesmo por ele. — Ela sorriu e puxou para fechar a porta atrás dela. Lauren inclinou-se contra a grade e colocou os braços em volta de si, pensando em Chase. — Ela está certa? — Veio uma voz profunda atrás dela. Lauren gritou, e girou. Todo o ar em seus pulmões foi nocauteado dela. Dingo soltou um latido feliz e correu para o seu lado. O cão sempre o deixava deslocar-se sorrateiramente em volta dela.


— O que você está fazendo aqui? — Ela perguntou quando ele entrou na luz da varanda. Então ela notou o grande hematoma escorrendo pelo lado esquerdo de sua mandíbula. — Oh! — Ela correu para ele. — Como isso aconteceu? Ele deixou-a virar a cabeça para que ela pudesse ter uma visão melhor da contusão. — Você está tentando evitar responder a minha pergunta? — Ele sorriu para ela. — Não seja bobo. Quem fez isso com você? — Não importa. Responda a pergunta, Lauren. — Ele puxou para mais perto, e ela podia sentir seu corpo vibrando. — Você é louca por mim? Ela se afastou um pouco. — Depende. Acho que há alguns momentos que você me deixa um pouco louca. — Ela sorriu. — Eu sou louco por você. — Ele sorriu um pouco e puxou-a para mais perto, passando as mãos em seu cabelo. — Eu amo a sensação de seu cabelo. — Ele se inclinou mais perto. — O seu cheiro. A sensação de você ao meu lado. — Ele deu um beijo na testa, e ela fechou os olhos com um gemido. — Eu não conseguia dormir, não conseguia parar de pensar em você. — Então, ele arrastou sua boca para a dela. Sua mente desligou, seu corpo ligou, e ela estava vibrando em seus braços. Ele sempre tinha feito isso com ela, desde o primeiro beijo, há tantos anos no dia do casamento. Ele recuou até os joelhos baterem no corrimão, então ele a puxou para cima, para que ela sentasse no largo corrimão. Seus pés pendiam de cada lado de suas pernas quando ele ficou entre elas. Por conta própria, as pernas foram ao redor de seus quadris, puxando-o para mais perto dela enquanto suas mãos percorriam sobre os ombros e cabelos. — Você tem um gosto tão bom, — ele gemeu quando choveu beijos em seu pescoço. — Eu não consigo ter o suficiente. — Ela inclinou a cabeça para trás, expondo mais a pele para ele explorar.


Sua mente tinha girado tantos contos de fadas ao longo dos anos, mas nada comparado a como Chase a fez se sentir quando ele sussurrou em seu ouvido sobre o quanto ele gostava dela. O quanto ele a queria. — Venha comigo. — Ele se afastou de repente. Ele estendeu a mão e olhou para ela. — Onde? — Ela colocou as mãos atrás das costas e ele sorriu ainda mais. — Você não confia em mim? Ela balançou a cabeça e riu. — É justo. — Ele pegou as botas de borracha que estavam ao lado da porta e colocou-as na frente dela. — Eu quero caminhar com você por um tempo. — Caminhar? — Ela franziu a testa um pouco. Ela estava gostando demais de fazer aquilo com ele para pensar em ir para um passeio agora. Ele inclinou-se e sussurrou um pouco. — Lauren, suas irmãs provavelmente estão assistindo daquelas janelas escuras. Vamos dar uma caminhada para que possamos ter um pouco mais de privacidade. Sua mente limpou. Ela percebeu que ele provavelmente estava certo. Ela olhou para a grande janela escura da sala de estar e podia imaginar suas irmãs sentadas na parte de trás do sofá, assistindo todos os seus movimentos. Colocando rapidamente as botas, ela aceitou a mão que ele oferecia e começou a caminhar para a noite escura. As nuvens tinham feito o seu caminho sobre a lua, de modo que os pés estavam indo devagar. Quando tinha feito metade do caminho para o celeiro, Lauren virou-o na direção oposta. — Confie em mim, — disse ela e puxou-o para o quintal. Quando ela parou em frente das portas do abrigo de tempestade, ele riu e se inclinou para abrir a grande porta.


Lauren facilmente chegou ao pé da escada e esperou até que ela o ouviu fechar a porta antes que ela se aproximasse e acendesse a luz fraca. Ele olhou ao redor da sala pequena e sorriu. Ele foi reformado há alguns anos atrás. Alex tinha colocado em sua cabeça que ela ia viver aqui, em vez de na casa principal. Ela passou alguns dias movendo as coisas e puxando uma cama velha aqui, e ela ainda encheu-o com velas perfumadas. Chase se aproximou e puxou algumas velas de uma prateleira e acendeu-as. Em seguida, ele desligou a luz fraca quando perfume de lavanda e luz de velas suave encheram o pequeno espaço. — Eu gosto disso. — Ele sorriu, em seguida caminhou de volta para onde estava, nervosa, torcendo os dedos na barra de sua camisa.


Onze Chase olhou através do pequeno espaço entre ele e Lauren e prendeu a respiração. Seu cabelo escuro estava fluindo nas ondas de luz em volta dos ombros, e até mesmo em seus pijamas do Dallas Cowboys, ela era algo para se olhar. O algodão leve agarrava-se a ela a cada curva. Ele se aproximou e começou a puxar sua jaqueta. Ela moveu-se para ajudá-lo, mas ele empurrou as mãos de lado. — Deixe-me. — Ele usou as pontas dos dedos para descompactar lentamente o zíper por todo o caminho, então pegou a bainha do casaco e puxou-o sobre sua cabeça. Ela usava uma camiseta branca de algodão com Cowboys escrito sobre os seios. O material era tão leve, ele podia ver através dele. Mais uma vez, ela tinha roubado o fôlego com sua simplicidade. — Você é tão linda. — Ele puxou-a em seus braços enquanto ela ria. — Eu deveria estar vestindo algo de seda. — Ela franziu a testa um pouco. — Isso é perfeito. Eu sou um grande fã do Dallas Cowboy. — Ele sorriu quando ela riu. — Bem, — ela mordeu o lábio. — Pelo menos temos luz de velas.


— Eu não iria querer isso de outra maneira. — Ele se inclinou e tomou sua boca, aprofundando o beijo lentamente até que seus joelhos estavam fracos. Então ele começou a apoiá-la até a pequena cama que ficava ao longo da parede traseira. Era uma cama de solteiro, apenas construída para um, mas eles vão ter que se virar. Quando a parte de trás de seus joelhos atingiu-a, ele a puxou para baixo com ele. Ela riu um pouco quando ele teve que ajustar a sua posição até que, finalmente havia espaço suficiente para ele puxá-la para mais perto. Ela estava de costas contra a parede, e sua perna esquerda pendia sobre seu quadril. Justo onde ele a queria. Beijou-a até que ambos estavam sem ar, usando a língua para mostrar-lhe o que ele queria fazer com o seu corpo macio. Suas mãos percorriam lentamente sobre sua camisa até que ela gemeu e se inclinou para trás, dando-lhe permissão para explorar a pele sensível abaixo. Lentamente, ele tirou sua camisa, expondo centímetro após centímetro de pele macia, leitosa. Parando logo abaixo dos seios perfeitos, ele baixou a cabeça e provou o quão perfeito ela era. Ele passou a língua sobre cada centímetro que ele tinha acabado de expor enquanto ela se torcia e gemia sob ele. Quando chegou à parte inferior da camisa, ele usou a boca para puxá-lo ainda mais, expondo o par mais perfeito de seios que ele já tinha visto. Inclinando-se para trás, ele olhou para ela e perdeu seu coração. Seu cabelo estava espalhado sobre a fronha branca. Seus olhos verdes estavam nublados e suas bochechas estavam vermelhas, fazendo seus lábios parecerem um tom mais profundo de rosa. — Por favor. — Ela colocou as mãos em seu cabelo e puxou-o de volta para ela. Ele correu sua boca sobre a pele enrugada, mergulhando a língua para fora para lamber seus mamilos perfeitos, finalmente tomando um e sugando. Seus ombros saíram da cama enquanto ela gritava seu nome.


Ele perdeu um pouco o controle e rapidamente moveu suas mãos para baixo, puxando para baixo seus pijamas até que a encontrou molhada e inchada por ele. Seus dedos brincavam sobre cada centímetro quando ela gritou para ele mais e mais. Então sua boca arrastou para baixo, seguindo o mesmo caminho, até que, finalmente, ele passou a língua sobre a pele sensível, fazendo-a agarrar seu cabelo com força. Ele rodou os lábios perfeitos até que ela gritou e ele não aguentava mais. Então, ela estava puxando sua jaqueta de seus ombros. Ele rapidamente sentou-se e jogou-a e sua camisa no chão. Ela sorriu e puxou-o de volta para ela. Ele se inclinou e sorriu enquanto puxava sua camisa para cima e sobre a cabeça. Seu sorriso vacilou um pouco, mas ele se inclinou e acariciou seu pescoço e sentiu arrepios levantando sobre sua pele. Seus dedos estavam explorando seus músculos, viajando mais baixo em seu estômago até que ela chegou aos seus jeans. Ela rapidamente correu a palma da mão sobre seu desejo, sobre o material jeans, e encontrou seus olhos. Puxando um pouco para trás, tomou-lhe as mãos e puxou para cima e para fora. — Chase, eu quero... — Shhh, eu sei. Estou tentando ir devagar aqui. — Ele sorriu para ela. — Se você continuar fazendo isso, eu não posso prometer-lhe que eu posso. — Eu não me importo. Eu estou queimando. Por favor. — Ela torceu um pouco sob seu domínio. Então sua língua saiu e ela lentamente correu sobre seu lábio inferior, seus olhos verdes profundos observandoo enquanto ela brincava com ele. — Megera. — Ele sorriu rapidamente, em seguida, tomou a boca dela com a sua novamente. Ela puxou as mãos até que ele deixou seus pulsos ir, então ela estava puxando o zíper para baixo e puxando sua calça jeans fora de seus quadris. Isso teria funcionado muito bem, mas ela atingiu um problema quando seu jeans bateu nas botas. Ele riu e


sentou-se para tirá-los, jogá-los em toda a sala. Então ele se levantou e puxou as calças para baixo, certificando-se de colocar sua carteira na mesinha ao lado da cama. Ele precisaria dos preservativos que ele sempre carregava, para mais tarde. Seu sorriso vacilou quando o viu. Na verdade, ele a viu se afastar, mais perto da parede. Olhando para ela, ele sorriu. — Eu não vou te machucar. — Ele se ajoelhou ao lado dela na cama e puxou-a para se ajoelhar na frente dele. Seus olhos focaram em sua ereção. — Isso não me machucará sendo tão... grande? — Ela piscou, então olhou para ele rapidamente. Ele riu um pouco e balançou a cabeça. — Eu sofro por você. Acho que é doloroso querer. — Ele pegou a mão dela na sua, em seguida, colocou a mão em seu comprimento. Ela se encolheu um pouco, mas quando ele moveu a mão, ela sorriu um pouco. — Sua pele é tão macia. No entanto, você é tão duro por baixo. — Seus dedos deslizaram sobre sua pele, explorando. Ele inclinou a cabeça para trás e gemeu. — Você está me matando. — Sua exploração parou e olhou para ela. Ela tinha uma carranca no rosto e havia uma ruga entre as sobrancelhas. — De um jeito bom, — completou. — Deixe-me mostrar o que você faz comigo. Os olhos de Lauren fecharam quando dedos traçaram uma linha para baixo em sua pele, girando em torno de cada mamilo até que franziram para ele. Ela oscilou um pouco e sua outra mão se moveu para o ombro dela para firmá-la. Seus dedos se moviam para baixo sobre a barriga, mergulhando rapidamente em seu umbigo, em seguida, novamente. Então ele puxou levemente suas pernas e as separou, ela prendeu a respiração quando os dedos mergulharam, correndo sobre sua pele sensível. Podia sentir a umidade entre suas pernas e por um momento se perguntou se ele sabia que ela estava quente para ele.


— Você está tão quente e úmida. Apenas esperando por mim. — Ele se inclinou e beijou o lado do pescoço, enviando ondas para baixo pela sua pele. Com as pontas dos dedos, tocou com os lábios, usando a umidade para mergulhar o dedo lentamente para dentro e para fora dela. Ela gemeu e agarrou seus ombros, tentando firmar a sensação que sentia. Sua cabeça pendeu para trás e os olhos fecharam quando ela gemeu. — Sim, eu amo ouvir você fazer esses sons. Eu mal posso esperar até estar enterrado profundamente em você. — Ele passou a boca sobre sua pele e chupou seu mamilo levemente, levando-o profundamente em sua boca enquanto o dedo fazia coisas más a seu interior. — Goze para mim, Lauren. Eu quero sentir você se soltar, — ele sussurrou contra sua pele aquecida. Seu dedo bombeando para dentro e para fora, lentamente ganhando velocidade até que suas unhas se cravaram em seus ombros e ela gritou seu nome. Ela se sentiu como se estivesse caindo para trás. Abrindo os olhos, ela percebeu que Chase estava deitando-se na cama de sua posição ajoelhada. Ele rapidamente puxou as pernas todo o caminho para fora, em seguida, veio sobre ela enquanto suas coxas abriram suas pernas mais amplamente. Ela viu quando ele se inclinou e pegou uma camisinha da mesa e rasgou a embalagem aberta. Ela nunca tinha visto um antes e ela não podia evitar, mas me perguntou como que pequeno disco ia caber sobre o comprimento dele. Então ele rolou sobre o comprimento como um perito, e ela sorriu quando ele puxou as pernas para cima para mais perto dele. — Segurese em mim —disse ele, em seguida, inclinou-se e começou a beijá-la novamente. Ela estava tão perdida em sua boca o que estava fazendo com ela que, quando ele deslizou dentro, ela se esqueceu de que era para doer em primeiro lugar. Tudo parecia tão bom e quando ele rapidamente rompeu sua virgindade, ela mal sentiu algo, exceto prazer.


Suas mãos agarraram seus quadris, ajudando-o a mover-se mais rapidamente. Com cada impulso, sua respiração engatou. Seus olhos se abriram, enquanto observava seu rosto pairando sobre a dela. Seus olhos castanhos pareciam brilhar a luz das velas, e ele tinha um leve sorriso nos lábios até que ela agarrou sua cabeça e puxou-o de volta para seus lábios. — Você é tão bom, — ela gemeu em seu ouvido. — Oh, Deus, — disse ele, em seguida, seus movimentos alteraram. Ele pegou sua perna esquerda e elevou. Suas estocadas ficaram mais fortes e mais até que ela também fechou os olhos e se perdeu no movimento. Quando ele se abaixou e colocou um dedo sobre a pele sensível entre eles, luzes explodiram atrás de seus olhos e ela gritou seu nome, assim quando ele acalmou acima dela. Ele se inclinou e deu um beijo suave em seus lábios e disse seu nome antes de esmagá-la com todo o seu peso.

Lauren acordou várias horas depois. Chase havia se movido para o lado e tinha colocado-a sobre seu corpo. Havia um cobertor grosso sobre eles e ela percebeu que estava coçando como uma louca. Jogando fora o cobertor, ela desejou uma luz para ver por que ela não conseguia parar de coçar. — Oh, Deus, — disse ela, provocando Chase sacudindo-o da cama. — O quê? — Estava escuro, mas ela o ouviu bater em alguma coisa. — Filho da... — Em seguida, ouviu-o caminhando lentamente em direção ao interruptor de luz. A fraca luz inundou o quarto e ela gritou. Grandes marcas vermelhas cobriam seu corpo e ela não conseguia parar de coçar. — Que diabos? — Ele correu para ela.


— Lã. — Ela apontou para o cobertor. — Eu sou alérgica a essa coisa. É por isso que estava aqui em primeiro lugar. — Ela continuou a coçar. — Não. Coçar só piora as coisas. — Ele tomou-lhe os pulsos e puxou-os para longe de seu corpo. — Me ajude. Coça muito. Preciso de um banho. Eu preciso da minha loção. — Ela usou o queixo para coçar o ombro. — Eu preciso coçar. — Ela tentou puxar as mãos livres quando ele riu dela. — Não é tão ruim assim. — Quando ela olhou para ele, ele riu mais. — Bem, não é. Eu já vi pior. Eu acho que você não pode ir assim. Se eu deixar suas mãos livres, você vai me prometer que não vai arranhar? — Eu não faço promessas. — Ela olhou para ele e puxou-lhe os pulsos. — Tudo bem. — Ele se inclinou, pegou-a e começou a andar em direção à porta, seus pulsos ainda preso em seu outro lado. — Espere, Chase. O que você está fazendo? — Ela gritou, tentando se libertar de sua espera. — Bem, já que você não vai parar de coçar, eu acho que eu vou ter que levá-la para a casa como está. — Ela se acalmou e olhou para eles. Ambos estavam como eles vieram ao mundo, completamente nus. Ela pensou no que suas irmãs pensariam se ele entrasse na casa. Nu. Carregando-a. Nua. — Tudo bem, eu prometo, — disse ela entre os dentes cerrados. Ele balançou a cabeça e colocou no chão, ainda segurando-lhe os pulsos. Erguendo o queixo para cima, ela esperou até que ele a soltasse. Suas mãos foram para os lados e levou todo o seu controle para não começar a coçar. Ela fechou os olhos e pensou sobre a noite passada e o que eles tinham feito, para manter sua mente fora da coceira. Podia ouvi-lo remexendo e, finalmente, a camisa foi depositada sobre a cabeça.


— Aqui, passo para eles. — Ela abriu os olhos e segurou em seus ombros enquanto ela entrava em suas partes inferiores do pijama. Ele estava completamente vestido, até as botas. Quando ela conseguiu, ele pegou-a de volta para cima. — Vamos nos preocupar com o resto depois. Vamos colocá-la em uma banheira com alguns sais em primeiro lugar. — Ele bateu o interruptor de luz com o cotovelo e fechou a porta com o pé, quando eles deixaram o abrigo. O sol estava nascendo quando marchou para a cozinha, carregando-a. Felizmente, ninguém estava acordado ainda. — Onde fica o seu quarto? — Ele tomou as escadas de dois em dois. — Última porta à esquerda, — ela sussurrou. — Depressa. Seu quarto era o maior na casa e tinha sido o quarto dos pais. Levara quase cinco anos para finalmente passar para ele. Cada vez que pensava em se mudar, ela recuava. Não foi até Alex começar a mover suas coisas no quarto que ela estava que finalmente moveu suas coisas. Alex tinha rapidamente e silenciosamente se mudado para o antigo quarto de Lauren sem reclamar. Haley ainda estava em seu quarto de infância e, para conhecimento de Lauren, estava contente. Chase a colocou no chão e quando ela abriu os olhos, percebendo que estava no banheiro. Ele estava inclinado sobre a banheira, colocando a tampa. Em seguida, ele ligou a água, testando o calor. — Leva alguns minutos para aquecer, — disse ela. — Não, NÃO, — disse ele, olhando para ela. Ela não tinha percebido que ela tinha começado a coçar novamente. Suas mãos caíram para os lados e ela tentou pensar em algo que tiraria sua mente para fora da coceira. — Você tem algum sal Epsom?


Ela assentiu com a cabeça e apontou para a pia, em seguida, tentou se concentrar em outra coisa. Olhando ao redor do grande banheiro, ela pensou em todas as coisas que gostaria de arrumar quando pudesse pagar. A banheira velha ainda estava em ótimo estado. O chuveiro autônomo parecia novo com telha fresco e torneiras. Mas a pia e privada tinham que ir. Ela odiava o verde. Talvez alguma nova pintura em todo o lugar? — Aqui. — Ele pegou suas mãos e puxou-a para seus pés. — Vamos levá-la para dentro da banheira. — Ele puxou sua camisa sobre a cabeça e suspirou quando viu os grandes vergões brancos e vermelhos que cobriam sua pele. — Eu sei. É uma merda, né? — Ela olhou para si mesma e franziu a testa. Os vergões estavam muito maiores agora. — Está tudo bem, nós vamos consertar isso. — Ele a ajudou a retirar as calças e, em seguida, caminhou com ela até a banheira. A

água

quente

quase

tinha

cozinhado

o

quarto

completamente. Ela sabia que suas irmãs não teriam água quente por pelo menos algumas horas. Mas, novamente, elas provavelmente não estariam acordadas até o aquecedor de água estar cheio novamente. Ela sabia que Alex não funcionava às sextas-feiras e Haley quase nunca acordava tão cedo, mas ainda assim ela tentou não fazer muito barulho enquanto deslizava para o banho quente. Demorou alguns segundos para que os sais começassem a acalmar a coceira que cobria cada centímetro de seu corpo. Finalmente se sentindo melhor, ela descansou a cabeça contra a borda e suspirou de alívio. Chase sentou ao lado dela, olhando. Ele se inclinou e pegou uma toalha da prateleira de baixo e mergulhou na água morna, em seguida, começou a correr suavemente sobre a pele. — Isso deve começar a fazer seus vergões desaparecerem. — Ele franziu a testa enquanto olhava para sua pele. Não era a primeira vez que o cobertor ou outro como esse tinha lhe causado dor. A primeira vez que


ela se lembrava de ver sua pele assim foi quando tinha cinco anos. Seu pai a tinha encontrado dormindo no celeiro, aninhou-se ao novo potro que tinha visto nascer mais cedo naquele dia. Seu pai tinha agarrado um cobertor de cavalo e tentou mantê-la aquecida enquanto ela dormia no feno macio. Ela tinha acordado algumas horas mais tarde, com as mãos e os braços cobertos com os vergões. Ela chorou tanto e tinha associado a dor com dormindo no feno. Levara anos para ter contato com feno depois disso. Por fim, eles tinham descoberto o que causou os vergões quando ela tinha ido a um piquenique com suas irmãs. Alex havia espalhado um grande cobertor de cavalo e elas deitaram sobre vestindo nada

além

do

que

seus

trajes

de

banho

no

sol

quente

de

primavera. Lauren começou a coceira cinco minutos depois e tinha corrido para casa completamente coberta de feridas. Olhando para baixo em seu corpo, ela percebeu que era o pior que já tinha tido. Ela deve ter ficado sob esse cobertor, dormindo na gloriosa bem-aventurança, por horas. Olhando para suas mãos, ela percebeu que era duas vezes o seu tamanho normal. — Ok, eu não quero te assustar, — disse ele, ainda movimentando o pano sobre seus braços. — Mas eu acho que nós precisamos ir até a clínica. — Ele se levantou e pegou seu grande roupão branco. — O inchaço está ficando pior. Ela balançou a cabeça. — Eu tenho algumas pílulas. No armário de remédios. — Ela inclinou a cabeça para trás e falou para ele vasculhando ao redor de seu armário de remédios. — Aqui. — Quando ela abriu os olhos, ele estava inclinado para baixo, uma pequena pílula rosa e um copo de água em suas mãos. Depois que ela engoliu a pílula, houve uma batida na porta do banheiro. Lauren rapidamente colocou seus dedos sobre os lábios, sinalizando para Chase ficar quieto. — O quê? — Ela gritou.


— Você usou toda a água quente, — reclamou Alex do outro lado da porta trancada. — Sinto muito. Eu precisava de um banho. — Ela fechou os olhos e gemeu quando sua irmã começou uma longa linha de reclamações. Era uma velha rotina que tinha passado por centenas de vezes. Ela ficou chocada quando ouviu a porta abrir, e as queixas de sua irmã pararam. — É minha culpa, — disse Chase, rapidamente. — Eu a cobri com o cobertor do qual ela é alérgica no abrigo. — Ele fez um gesto em direção a ela. — Ela está coberta de vergões. — Oh! — Alex correu e olhou para a pele vermelha e inchada de sua irmã. — Lauren! Eu sinto muito. A culpa é minha, na verdade. — Ela se virou para Chase. — Fui eu quem não quis jogar aquele cobertor fora. Razões sentimentais. Você está bem? Lauren assentiu com a cabeça e desejou que ela estivesse em qualquer lugar, e não deitada nua na frente de Chase e sua irmã no momento. — Estou marchando para lá agora mesmo para me livrar daquela coisa velha. — Sua irmã saiu rapidamente do banheiro. Chase trancou a porta atrás dela e encostou-se à porta. — Por quê? — Ela olhou para ele. — Por que você fez isso? Ele sorriu um pouco. — Foi melhor do que ouvi-la reclamar por algumas horas. — Ele começou a andar em direção a ela, tirando a camisa enquanto ia. Ela não pôde deixar de apreciar o strip-tease lento que ele fez enquanto caminhava em sua direção. Até o momento que chegou à beira da banheira, ele estava em pé na frente dela completamente e gloriosamente nu. — Mexa-se. — Ele apontou para a cabeça da banheira. Ela riu. — Não há espaço suficiente nesta coisa para dois. — Quer apostar? — Ele sorriu e sua boca ficou seca.


Ela moveu para cima e viu-o agarrar a borda da banheira e, lentamente, abaixar-se na água. — Aqui, coloque as pernas sobre a minha. — Ele levou alguns minutos para se acomodar, durante o qual Lauren riu mais do que nos últimos anos. Por fim, estabeleceram-se com as pernas emaranhadas enquanto eles se enfrentavam cara a cara. Ele pegou a toalha novamente e jogou um pouco de seu xampu para ele e suas mãos, em seguida, começaram a esfregar lentamente sua pele. O Benadryl extra forte tinha começado a trabalhar e sua cabeça estava pouco confusa. Ela se inclinou para trás enquanto ele lavava o prurido cutâneo. — Sente-se melhor? — Sua voz era baixa. — Mmmm. — Ela balançou a cabeça, em seguida, deixou cair a cabeça para trás contra a borda alta. Ele tomou seu tempo, correndo o pano lentamente sobre cada centímetro dela. Ela sabia que ele estava gostando tanto quanto ela e pelo tempo que ele ficou de pé, ele podia ver que sua pele estava começando a voltar ao seu tamanho normal e cor novamente. — Aqui. — Ele entregou-lhe uma toalha após envolver um ao redor de seus quadris. — Eu vou fazer algum café da manhã. Você precisa descansar um pouco. — Ele a pegou depois que ela ficou de pé, em seguida, levou-a para a cama e deitou-a delicadamente. — Você não precisa. — Ela se inclinou para trás contra os travesseiros macios e bocejou. — Você realmente precisava de um pouco de comida em seu estômago antes que você tomasse a pílula. Eu só vou te fazer algumas torradas e ovos. — Hmm, tudo bem. — Ela se virou e se aconchegou em seu edredom macio quando ele saiu de sua porta envolto em nada, exceto em um roupão de algodão branco.


Doze Chase colocou os ovos no Fogão, Dingo a seus pés, enquanto ele observava o nascer do sol na grande janela. Ele estava começando a se sentir mais frustrado com Lauren, especialmente depois de olhar ao redor de seu quarto, banheiro e cozinha. Ele queria sacudi-la por não fazer algumas pequenas correções básicas no local ao longo dos anos. No topo da sua lista estava um novo aquecedor de água, uma nova geladeira e um novo fogão. Ele queria chutar a velha coisa onde ele estava tentando cozinhar agora. Metade dos queimadores não funcionava e quando o fazia, se ele não prestasse atenção, ele queimava os ovos. Até a torradeira precisava ser substituída. Ele não queria marchar aqui e começar a reclamar sobre como ela tinha vivido, mas havia algumas coisas que simplesmente não poderiam ser evitadas. O fogão era um perigo de incêndio. Ele se encolheu de pensar no que o aquecedor de água ou a fornalha eram. Quando ele carregava os ovos e torradas até ela, ele fez uma pausa logo dentro de sua porta. Sua pele estava de volta à sua cor creme macia normal. As equimoses se foram todas, quando ele olhou para o resto dela. Colocando o prato para baixo, ele se arrastou para a cama atrás dela e decidiu dormir por um tempo. Quando ele acordou algumas horas mais tarde, ele olhou para o rosto sorridente de Haley enquanto ela se sentava na ponta da cama olhando entre ele e Lauren.


— Hey. — Ele estendeu a mão e esfregou os olhos e esticou os braços sobre a cabeça. Lauren deslocou ao lado dele e se aconchegou em seu peito enquanto o sorriso de Haley ficou maior. — Ei, você mesmo, — ela disse alto o suficiente para que Lauren se sacudisse para cima. Ele assistiu com humor quando Lauren gemeu e fechou os olhos e inclinou a cabeça para trás contra a cabeceira. — Alguém nesta casa sabe como bater? — Lauren gemeu e tentou se cobrir com o cobertor. — Bati, — disse Haley como ela chegou mais perto de sua irmã. — Então, você e Chase, né? Chase riu com a resposta de Lauren. Ela puxou os cobertores para trás e olhou para a irmã. — Vá embora agora e eu posso deixá-la viva. — Tudo bem, tudo bem. Vamos conversar mais tarde, — disse ela enquanto ela começou a andar em direção à porta. — Tudo bem, — disse Lauren e deitou-se. — Oh, eu não estava falando com você. Eu estava conversando com Chase. — Haley sorriu e fechou a porta atrás de si quando Chase riu. Ele se inclinou e puxou Lauren para mais perto dele. O toque suave dela, o cheiro de seu xampu, enviaram pequenas ondas de consciência ao longo de todo o seu sistema. — Hmm, isso parece bom. — Ela se aconchegou com as costas contra ele e ele estava muito consciente de que, sob os cobertores, ela estava completamente nua. — Eu sinto muito por minhas irmãs intrometidas. Ele riu. — Eu vou perdoá-las, especialmente porque Haley fez questão de trancar a porta quando ela saiu. Lauren riu e então gemeu quando ele começou a correr os lábios sobre a pele macia logo abaixo das orelhas. — Você tem um gosto tão maravilhoso. — Ele ouviu a sua respiração. Então ela o chocou


completamente se virando e puxando os cobertores fora de ambos. Ele literalmente perdeu cada pensamento em sua cabeça enquanto olhava para sua pele perfeita e macia.

Ela não podia evitar, ela queria mais dele, e ela não se opôs a tomar o que ela queria. Puxando-se para cima, ela montou seus quadris estreitos e felizmente foi surpreendida quando sentiu sua dureza contra o interior de suas coxas. Seus olhos foram diretamente para o peito dela e ela passou as mãos sobre sua pele, enquanto observava os olhos aquecer com o desejo. Em seguida, ela inclinou-se e passou as mãos lentamente sobre o peito, certificando-se de passar tempo em cada um de seus mamilos planos. Seus olhos observavam os dela e ela podia sentir seus músculos mexerem sob sua exploração. Ela fugiu ainda mais para baixo em seus quadris enquanto ela correu os dedos sobre seu abdômen inferior, finalmente envolvendo sua mão ao redor de sua ereção. Ele gemeu e fechou os olhos quando ela começou a explorar o comprimento e a grossura dele. Impressionou-lhe que poderia ser tão duro, enquanto sua pele era suave. Ela se inclinou e beijou seus quadris enquanto ela continuava a deixar seus dedos explorá-lo. Suas mãos foram para seu cabelo, segurando-a, empurrando-a para longe, ela não sabia. O sabor salgado dele causou arrepios na espinha dela, até que finalmente ela se inclinou e tomou o seu comprimento em sua boca. Apreciando os sons que ele fez e a maneira que seus quadris sacudiram quando ela acariciou com a boca para cima e para baixo dele, ela decidiu que esta forma de prazer poderia facilmente entreter os dois. — Chega, — ele gemeu e colocou as mãos sob os braços, arrastando-a

até

que

ela

estava

escancarando

seus

quadris

novamente. — Você vai pagar por isso. — Ele sorriu, então se inclinou e


tomou o mamilo em sua boca. Suas mãos corriam sobre cada centímetro dela, espalhando arrepios em sua pele exposta. Ela não percebeu que tinha começado a mover os quadris, moendo-o, até que suas mãos começaram a ajudar seu movimento sobre ele, seus dedos mordendo sua pele macia ligeiramente. Quanto mais ele a empurrava, mais ela queria se mover mais rápido. — Lauren, um segundo. — Ele sentou-se um pouco e pegou a calça jeans. Ela viu quando ele puxou um preservativo do bolso. Ela sentiu uma onda de excitação percorrê-la quando ela estendeu a mão e pegou o pequeno pacote dele. Seus olhos estavam grudados nos seus quando ela abriu e tirou o preservativo na ponta dos dedos. Ela olhou para ele por um segundo, e depois, lentamente, deslizou-a para ele. Seus dedos flexionados em seus quadris. — Eu machuquei você? Ele sorriu e balançou a cabeça. — Não, mas você está me deixando louco. Ela sorriu um pouco. — Eu gosto de saber que posso fazer isso com você. Que eu faço isso para você. — Ela tomou em sua mão e moveu para cima e para baixo lentamente, como os olhos fechados e sua cabeça descansava sobre a cama. Então, ela ficou de joelhos e ficou um pouco acima dele, parando quando ela ajustou as suas posições. Lentamente, ela começou a se mover para baixo para ele com seus dedos cavados em seus quadris macios. Quando ela estava totalmente preenchida, ela começou a se mover.

O

prazer

estava

construindo

e

ele

aumentou

sua

velocidade. Inclinando-se, ela começou a colocar beijos ao longo de sua clavícula, enquanto suas mãos corriam por seu cabelo suavemente. Com cada movimento, com o coração batendo mais forte em seu peito, sua respiração travou e, lentamente, todo o resto desapareceu de sua mente, exceto o sentimento dele profundamente dentro dela. Seus gemidos de prazer combinavam com seu próprio. O suor fez suas peles


brilharem

na

luz

do

sol

nascente

a

partir

de

suas

cortinas

rendilhadas. Finalmente, ele se inclinou e tomou sua boca com a sua e abafou seus gritos de prazer como seu corpo ficou tenso com a sua própria versão. Demorou um pouco para Lauren começar a sentir seu corpo novamente. Quando ela finalmente o fez, ela percebeu que estava espalhada em cima de Chase e que ela precisava de outro banho. — O que você diria de um banho de água fria e um café da manhã? — Ela inclinou-se e olhou para o rosto dele. Por alguma razão, ela estava totalmente renovada e sentindo muito enérgica. Ele sorriu para ela. — Eu fiz café da manhã para você. — Ele acenou com a cabeça para o prato em sua mesa de cabeceira. Em seguida, ele franziu a testa.— Você precisa de um fogão novo. Levantou-se e deu uma mordida da torrada fria. — Eu sei. Está na minha lista. — Ela levou a torrada para o banheiro com ela e ligou a água. Ela não sabia por que se incomodava, mas ela virou a maçaneta de água quente, apenas no caso de suas irmãs terem deixado algo no tanque de água. Chase entrou e encostou-se à porta. — Todo este lugar precisa de uma reforma. Ela não queria estragar seu bom humor, então ao invés de responder, ela entrou no chuveiro e engasgou com a frieza. Mesmo que lá fora, provavelmente, estaria por volta de quarenta graus, não significava que ela queria um banho frio de manhã. Ensaboando o cabelo, ela viu quando Chase abriu as portas do chuveiro e entrou. — Pelo menos o chuveiro é maior do que a banheira. — Ele pegou um punhado de shampoo e começou a ajudá-la a lavar os cabelos. — Sim, eu sempre gostei deste chuveiro. — Ela olhou para a grande caixa de vidro. Suas duas grandes paredes de vidro faziam parecer realmente aberto. A telha estava nova, de alguns anos antes de seu pai haver falecido e ainda brilhava.


— No geral, o lugar tem bons ossos. Não estou dizendo que ele precisa de uma reconstrução total, apenas algumas coisas aqui e ali. Esse fogão é uma armadilha mortal. Sabe, eu estava em Tyler alguns dias atrás. Notei uma loja de eletrodomésticos... — Não. — Ela se virou e olhou para ele. — Nós não teremos essa discussão. — Ela tentou lavar rapidamente o cabelo dela, mas ele a puxou para seus braços. — Olha, é natural que eu queira garantir que você e suas irmãs estão seguras. Eu não estou me intrometendo. Além disso, é o seu dinheiro. Ela teria se arrancado de seus braços, mas o piso estava muito escorregadio e ela não queria pousar de bunda no chão. — Não. — Ela olhou para ele e piscou a água de seus olhos. — Não é. O dinheiro é seu. — Ela teria cruzado os braços sobre o peito, mas não achava que iria dar a mesma sensação que tinha quando ela estava completamente vestida. Ele beijou-a na testa e riu. — Ok, pelo menos nós concordamos com isso. Então, você concorda que o dinheiro que você colocar na nossa conta conjunta é meu. — Sim, — ela suspirou de alívio, — totalmente seu. — Bom. — Ele começou a correr as mãos para cima e para baixo de sua pele molhada e ela esqueceu tudo sobre sua pequena discussão. Após seu banho e um almoço de sanduíche na varanda da frente, selou os cavalos e montou para ajudar os peões com a marca do novo estoque de gado que haviam sido trazidos dos morros. O leilão estava chegando e Jimmy e os outros estavam ocupados separando os animais que iriam a leilão e quais iriam permanecer no local. Foi um trabalho quente e confuso repleto de horas no sol, e quando enfim voltaram ao celeiro,

ambos

estavam

cobertos

de

poeira

e

precisavam

desesperadamente de outro banho. Lauren e Dingo entraram na cozinha juntos. Sentou-se na cadeira, descansando a cabeça sobre a mesa fria enquanto Dingo deitou-


se na cama perto da porta dos fundos. Haley estava se movendo pela cozinha, preparando o jantar. Todos os músculos do corpo de Lauren estavam doendo, ela cheirava a vaca, e, provavelmente, se parecia como se sentia. Chase entrou pela porta dos fundos, poucos minutos depois, sorrindo. — Cheira bem aqui. — Ele se aproximou e deu um beijo leve na bochecha de Haley. Haley golpeou sua mão longe da taça de frutas que ela estava misturando na salada de frutas. — Se você tomar banho, está convidado a experimentar. Eu fiz o suficiente. — Bem que eu queria, mas eu tenho que ir para a cidade, — disse ele quando ele se inclinou sobre o balcão. Lauren sentiu o coração apertar um pouco. Ela esperava que ele ficasse por perto, e tinha esperança de que ela não estivesse mostrando seu desapontamento em seu rosto. Ela não sabia o que esperar, e quanto mais pensava nisso, mais ela percebeu que não sabia o que ele esperava. Será que ele achava que ele ia se mudar para a casa principal? Em seu quarto? Será que ela queria isso? — Encontro quente? — Haley olhou para ele quando ele riu e balançou a cabeça. — Jantar com meu pai. É uma coisa de noite de sexta-feira. — Ele olhou para ela. — Eu pensei que você poderia querer se juntar a mim? O queixo dela caiu um pouco, e ela rapidamente fechou. — Não, eu vou passar esta noite. Ele encolheu os ombros. — Sem problemas. Eu vou sair e me limpar. — Ele caminhou até ela e se inclinou. — A oferta continua. Apenas me avise e meu pai irá colocar outro prato na mesa. — Ele a beijou

rapidamente,

demorando-se

em

seus

lábios

por

alguns

segundos. — Eu te vejo mais tarde. — Ele se levantou e acenou para Haley, depois saiu.


Menos de dois segundos depois, Haley virou sobre ela, pinças para salada na mão. — Ok, fale. — Ela encostou-se ao balcão. — O quê? — Ela tentou parecer inocente. — Lauren Marie West, você estava na cama com Chase e você vai me contar tudo. Suas sobrancelhas se ergueram. Ninguém tinha usado esse tom com ela desde que sua mãe estava viva. Haley estava junto ao fogão, avental, o cheiro de comida enchendo o ar, e tudo que Lauren podia pensar era o quanto Haley lembrava sua mãe. Lágrimas começaram a encher os olhos e no segundo seguinte, Haley estava ao seu lado. — Foi tão ruim assim? Ela balançou a cabeça. — Você me fez lembrar de mamãe por um segundo. — Sério? — Haley era a única irmã que não tinha nenhuma lembrança de sua mãe. Lauren assentiu com a cabeça e abraçou a irmã. — Você me faz lembrar mais dela. Ela tinha o cabelo mais claro, mas você se move muito como ela. Haley sorriu. — Então, você e Chase, né? Lauren suspirou. — Sim, acho que sim. — O quê? — Haley se levantou e voltou ao trabalho. — Você não quer Chase para passar um tempo? — Eu não sei. Eu não tenho tempo para ter um relacionamento. Haley se voltou para ela, um olhar assustado no rosto. — Isso não foi uma noite só né? Lauren riu. — Com Chase? Chase não faz nada uma vez só. — Quando ela percebeu o que ela disse, ela corou um pouco. Haley riu e se virou. — Boa. Eu odiaria ter a Psico Alex sobre ele.


Uma hora mais tarde, Chase entrou na casa de seu pai com Buddy em seus braços e parou em seco quando viu os braços de seu pai envoltos em uma mulher loira. — Oh, desculpe-me. — Ele se virou para ir embora, mas seu pai se virou. — Não seja bobo, menino. Venha aqui e conheça a minha nova garota. Charlotte, este é o meu menino do qual eu venho lhe falando sobre. Chase baixou Buddy e ele rapidamente desapareceu, sem dúvida, procurando pelo cão de seu pai para brincar. Chase apertou a mão de Charlotte e avaliou a aparência da mulher. Ela estava em torno da idade de seu pai, mas um pouco mais baixa e muito magra. Suas roupas estavam cuidadosamente passadas e ela parecia que tinha tomado um grande cuidado na sua aparência. Seu pai tinha saído no passado, mas nunca ninguém tinha ficado ao redor por muito tempo. De alguma forma, ele achava que desta vez seria diferente. Ele podia ver nos olhos de seu pai. — Como vai? — Oh, muito bem. Eu disse que Johnathan deveria avisá-lo que eu estaria hoje à noite. — Ela apertou sua mão em um aperto de mão firme, mas amigável. Sua opinião dela triplicou com o calor que sentia em suas mãos e o humor que ele viu em seus olhos. Chase sempre detestava mulheres que apertavam as mãos como se fossem tão frágeis que não conseguiam reunir energia suficiente para segurar a mão de alguém. — Não se preocupe com isso. Eu gosto de surpresas. — Ele a pegou pelo braço e conduziu-a para a sala de jantar. — Bem, já que meu


pai deixou de mencionar você, — ele olhou por cima do ombro para o seu pai, que imediatamente olhou para outro lugar — Eu adoraria que você me preenchesse com todos os detalhes de como e quando vocês dois se conheceram. — Charlotte sorriu e riu um pouco. Uma hora mais tarde, Chase estava rindo tanto que mal conseguiu se conter. Charlotte lhe contou a história de como ela o conheceu na clínica médica. Ela era a fisioterapeuta atribuída a seu pai. Escusado será dizer que seu pai não queria ouvi-la, mas, no final, ela o chicotou para a boa forma. — Dane-se se eu não gosto desta aqui, papai. — Ele bateu seu pai no ombro. — Se você não ficar com ela, eu acho que vou tomar seu lugar. — Ele assistiu um lento sorriso cruzar o rosto de seu pai. — Você chegou muito tarde, meu filho. Cheguei primeiro. Charlotte sorriu e estendeu a mão sobre a mesa e pegou a mão de seu pai. — Então, me conte tudo sobre essa garota com quem você está vivendo. Lauren era o nome dela, certo Johnathan? — Chase começou a tossir sobre a boca cheia de água que ele tinha acabado de beber. Quando ele finalmente limpou a garganta, disse ele. — Eu não estou vivendo com ela, por si só. Eu estou ficando em uma das casas de trabalhadores do rancho. — Claro que está. — Ele observou os olhos do pai encher de humor. — Oh, — ela riu, — Eu fui levada a acreditar... — Sim, — ele interrompeu: — Eu posso adivinhar o que lhe foi dito. — Ele olhou para seu pai, que tinha rapidamente desviado o olhar, um leve sorriso no rosto. Na volta para casa, ele pensou sobre a sua situação. Por que ele estava hospedado em uma pequena casa solitária quando o que ele queria estava a menos de um quilômetro de distância? No momento em


que ele dirigiu-se para a fazenda, ele não conseguia afastar a questão de sua mente. Ele tinha visto o olhar de decepção nos olhos de Lauren quando ele disse que não poderia ficar para o jantar. O fato de que ela queria que ele ficasse lhe tinha dado esperança. Isso significava que ela queria que ele ficasse a noite, também? Agora que as duas irmãs sabiam que eles passaram a noite juntos, por que eles esconderiam a sua relação? Ele chegou a ir em direção ao seu lugar, mas, no último momento decidiu ir direto para a casa grande. Estacionando em frente da garagem, ele pegou Buddy e colocou o cão dormindo debaixo do braço. Olhando para a casa, viu a luz de Lauren e decidiu evitar a possibilidade de correr de suas irmãs na cozinha. Havia um pequeno deck no segundo andar. As escadas eram um pouco frágeis, mas ele fez o seu caminho até as escadas e bateu de leve em sua janela trancada. Demorou algumas vezes, mas finalmente as cortinas foram jogadas para trás e ela olhou para ele do outro lado do vidro. Ela se abaixou e começou a abrir a janela, mas não se moveu. Ele colocou Buddy para baixo em uma cadeira almofadada a poucos metros de distância, em seguida, se aproximou e começou a ajudá-la a levantar a janela. No final, demorou um pouco mais de tentativas de ambos para fazer a janela velha abrir o suficiente para que ele pudesse entrar. Ele se aproximou e recolheu o cão dormindo e entrou. — Isso é um perigo, — disse ele, colocando Buddy em uma poltrona que estava em frente a ela em outra janela. — E se houvesse um incêndio? Você não teria conseguido sair sozinha. — Ele se virou e começou a olhar para a madeira velha do peitoril. Havia uma polegada de tinta endurecida em volta do vidro. Isso precisava ser raspado. Melhor ainda, todas as janelas devem ser totalmente substituídas. — Eu teria quebrado o vidro, — disse ela por trás dele. Ele olhou por cima do ombro para ela. Ela ficou de pé com os braços cruzados sobre o peito. Pequenos shorts pretos abraçando seus quadris e uma pequena blusa preta lhe mostrando todas as curvas. Ele esqueceu-se da janela e caminhou lentamente em direção a ela, sua mente apagada de tudo,


exceto ela. Tudo o que ele conseguia pensar era colocar suas mãos em sua pele macia. — O que você está fazendo aqui? — Ela estava alheia ao seu estado de espírito. Bem, ele apenas teria que mostrar a ela que ele pretendia passar o resto de suas noites em sua cama.


Treze Chase ficou na frente dela, um olhar engraçado no rosto. Quando ele começou a vir na direção dela, o calor inundou seu corpo. Pode ter tomado a seu cérebro mais alguns segundos para entender quais eram suas intenções, mas seu corpo tinha pegado isso antes que sua mente. No momento em que ele recolheu-a em seus braços, ela estava de volta em sincronia e colocou os braços e as pernas em volta dele enquanto ele a levava alguns passos para sua cama. Quando ela bateu no colchão com um ligeiro salto, ela não teve tempo para se recuperar antes dele cobri-la, sua boca na dela, espalhando calor e calor para cada centímetro dela. Quando ela tinha perdido o controle? Seus dedos cravaram em seu cabelo enquanto ela tentou puxá-lo para mais perto. Ela não se lembrava dele removendo sua roupa ou as suas sendo puxadas para fora. Ele fez uma breve pausa para colocar a camisinha, mas continuou beijando-a e construindo algo profundo dentro dela. Tudo o que ela podia focar era a sensação de sua pele ao lado dela, a sensação de suas mãos sobre ela, agradável e empurrando-a para a borda. Suas mãos calejadas agarrando seus quadris enquanto ele abriu as pernas mais largas com os joelhos. Quando ele deslizou para dentro dela, ela se sentiu como se algo tivesse estado ausente durante todo o dia, e percebeu que tinha estado.


Cada movimento seu fez o tempo parar, fez cada respiração que ela tomava parecer que era para ele. Como ele poderia ter mudado tanto dela com apenas um beijo? Ele arrastou sua boca quente para baixo na coluna de seu pescoço e causou arrepios por todo seu corpo. Ela sentia como se não pudesse chegar perto o suficiente, puxando seus braços em volta dele e envolvendo suas pernas ao redor de seus quadris estreitos enquanto se movia em cima dela. — Mais rápido, Chase. Eu não posso... — Ela terminou com um gemido quando os lábios se fecharam ao redor de seu mamilo e ele chupou suavemente sobre a pele. Sua língua girava na sua pele quente, torturando-a com a sua paciência. Como ele poderia estar em tal controle? Sentindo-se um pouco frustrada que seu desejo não era correspondido, ela o empurrou de cima e foi sobre ele até que, finalmente, ela estava olhando para seu rosto sorridente. — Minha vez. — Ela abaixou a cabeça e começou a correr a língua sobre seu peito e mamilos planos. Suas mãos foram para seu cabelo, segurando-o para que ela pudesse explorar cada músculo, cada centímetro de seu peito glorioso enquanto ela movia seus quadris e mandava-o mais profundo. Apressou o movimento e ficou contente quando ele gemeu e agarrou seus quadris, ajudando-a no movimento. Então, quando ela pensou que não aguentava mais, ela se inclinou para trás e olhou para ele. Seus olhos profundos estavam presos nos seus, um leve sorriso nos lábios, enquanto observava o movimento dela sobre ele. Fechando os olhos, ela segurou a imagem quando seu corpo se convulsionou em torno dele. Então, ela estava sendo gentilmente movida quando ele inverteu as posições novamente. Ele pegou sua perna e puxou-a perto de seu lado, puxando a perna por cima do braço. Quando ela olhou para cima, seu sorriso tinha-se aprofundado, e havia um olhar feroz de determinação e desejo inconfundível em seus olhos. — Agora, é minha vez. — Seus quadris começaram a se mover mais rápido, suas estocadas mais longas e profundas até que ela estava


perdida no movimento. Ele beliscou seu mamilo entre dois dedos suavemente e ela gemeu novamente. — Eu amo os sons que você faz quando eu estou agradando você, — ele disse contra sua pele. Ela estendeu a mão e segurou seus braços enquanto ele assumia o controle completo. Ela viu seu rosto e podia dizer que ele estava construindo a sua libertação. Puxando-o para baixo em direção a ela, ela deu um beijo suave em seus lábios enquanto cada músculo em seu corpo ficou tenso com prazer. Lauren

estava

e

escutou

os

batimentos

cardíacos

abrandarem. Sua respiração se estabilizou e ela podia sentir o leve brilho de suor em sua pele. Ela nunca se sentiu tão viva, e mesmo que ele estava esmagando-a com seu peso, ela não queria que este momento acabasse. — Eu espero que você não se importe de passarmos aqui, — disse ele, em seguida, deu um beijo suave em seu ombro. — Hmm, a qualquer hora. — Ela sorriu para o teto. — Bom, porque eu não acho que eu poderia me mover mesmo se a casa estivesse pegando fogo. — Ela riu. — Não. Eu gosto de você exatamente onde está. — Hmm, você cheira maravilhoso. — Ele começou a colocar beijos suaves no pescoço dela e ela ficou espantada que ela podia senti-lo crescendo dentro dela novamente. — Pensando bem, talvez eu possa me mover. — Ela riu e ficou feliz que podia. Na manhã seguinte, ela acordou uma hora antes do nascer do sol. Ela tinha um dia cheio pela frente. Ela tinha que trabalhar no turno da manhã na lanchonete e depois ela precisava ajudar seus homens a vacinar o gado que estaria indo para o leilão. Olhando para baixo, ela percebeu Buddy aconchegado com Dingo na cama do cão e suspirou. Eles pareciam tão fofos juntos. Meia hora mais tarde, quando ela saiu do banheiro totalmente vestida, ela viu Chase voltar pela janela com Buddy em seus braços. Dingo saltou pela abertura, parecendo totalmente satisfeita que


havia um outro caminho para a casa. — Ele tem que sair. Você sabe, você provavelmente poderia transformar essa janela em uma porta de pátio. — Ele colocou Buddy para baixo e ficou olhando para sua janela. — Eu pensei sobre isso. — Ela se abaixou e pegou Buddy e coçou entre suas orelhas. — Eu tenho que ir. Eu tenho o primeiro turno no Mama’s. — Ela abraçou o pequeno cão e colocou-o de volta para baixo ao lado de Dingo, em seguida, deu-lhe ao fiel cachorro alguns tapinhas na cabeça. — Ok. — Ele virou-se e beijou-a, em seguida, voltou para olhá-la. — Chase? — Hmmm? — Ele não se virou. — Quais são os seus planos para o dia? — Oh, eu tenho algumas coisas pessoais para cuidar. — Ele virouse e deu-lhe toda a sua atenção. — Por quê? — Bem, eu estava pensando que talvez pudéssemos almoçar antes de eu ir para o campo e ajudar com o gado. — Parece ótimo. O que você diz de comer na minha casa? Preciso pegar algumas coisas lá. Então eu tenho algum trabalho que precisa ser feito. Ela pensou sobre isso e assentiu. — Soa bem. Vejo você lá. Quando ela chegou ao Mama’s um pouco antes das seis, o restaurante já estava lotado. Ela gostava de trabalhar algumas horas aqui e ali, porque isso lhe proporcionava tempo para conversar com algumas das pessoas na cidade. O dinheiro extra no bolso não fazia mal. Claro, ela estava depositando o dinheiro em sua conta conjunta para pagar Chase de volta na esperança de ter sua liberdade algum dia. Ela rapidamente guardou sua bolsa e começou a trabalhar. Se movendo para reabastecer as xícaras de café, fornecer alimentos, e receber ordens, ela não conseguia parar de pensar no relacionamento com Chase. Será que ela ainda queria a liberdade? Claro, ela agora via


como era estar em um relacionamento, mas não significava que ela queria ficar casada com ele? Perto das onze horas ela estava pronta para sair, e sua cabeça doía de repassar a pergunta mais e mais em sua mente. Ela sabia que não tinha que tomar quaisquer decisões importantes ainda, mas ainda assim, ela levou seu tempo e depositou o seu salário da lanchonete no banco. Ela ficou chocada quando descobriu que Chase retirou um bom pedaço. Ela sabia que lhe disse que poderia fazer o que quisesse com o dinheiro. Afinal, era seu. Mas, ainda assim, havia uma parte dela que estava triste por ver o grande equilíbrio abalado. Ele também a fez pensar sobre as mudanças em seu relacionamento, a incerteza do que estava por vir. Quando ela dirigiu-se para o seu lugar, ele estava montando uma grande tigela de salada na mesa de piquenique. Quando ele olhou para cima e sorriu, sua mente apagou. No momento que ela desligou a caminhonete, ele estava lá abrindo a porta para ela. Ele a puxou para um abraço e beijou-a levemente. — Olá. — Ela não conseguia explicar, mas seu corpo derretia quando ele olhava para ela assim. — Oi. Você teve um bom dia no restaurante? — Sim, bastante monótono. Como foi o seu dia? Ele sorriu e puxou-a para a mesa. — Muito produtivo. Estou morrendo de fome. Eu espero que você não se importe, mas eu pensei em fazer uma salada e sanduíches. — Parece maravilhoso. Eu tenho que sair cedo para ajudar os homens — Ela abanou-se quando se sentou na sombra; até aqui estava quase demasiado quente para ser confortável. Ela tinha trocado de seu uniforme para sua calça jeans, camisa e botas no restaurante. Mesmo que a roupa fosse mais quente do que a saia e blusa, se sentia mais confortável.


— Aqui, tem um pouco de chá. — Ele serviu-lhe um copo. Era bom apenas sentar na sombra e desfrutar de uma refeição simples. No momento em que seu sanduíche tinha ido embora, o calor já não a incomodava. Ela estava rindo tanto e desfrutando de seu tempo com Chase tanto que quando ela olhou para o relógio, ela ficou chocada com o quão rápido a hora havia se passado. Enquanto dirigia para o grande celeiro na parte de trás do campo norte, ela já estava ansiosa para vê-lo no jantar.

Dirigindo, estacionou ao lado da velha caminhonete de Jimmy. Os homens estavam em seus cavalos, separando o gado. Jimmy e Larry, outro trabalhador de longa data, estavam trabalhando nas pequenas barracas, dando vacinas para o gado. Era um trabalho de duas pessoas e ela sabia o quão dolorido uma pessoa estaria no final do dia de fazer qualquer parte disso. Saindo da caminhonete, não ficou surpresa ao ver Dingo correr até ela. Tomando um momento, ela se curvou e brincou com o cachorro fiel. Quando ela se aproximou de Jimmy, ele parecia um pouco aliviado. — Bom, nós poderíamos usar a mão extra. — Ele se levantou e limpou o suor do rosto com um lenço branco. — Estamos com pouco pessoal? — Ela olhou ao redor e contou cabeças. Para sua contagem, três homens estavam faltando. Ela viu Haley na mistura de homens e se sentiu um pouco orgulhosa de que sua irmã poderia acompanhar os homens mais duros. — Sim, bem, — Jimmy se aproximou da cerca e descansou a bota no primeiro degrau. — Eu tive que deixar meu sobrinho ir. — Ele tirou o chapéu para trás e ela deu um olhar para o rosto dele. Grandes hematomas negros corriam para o lado esquerdo de seu rosto. Seu olho esquerdo estava inchado e preto. — O que aconteceu? — Ela parou bem na frente dele, agarrando o rosto com as mãos. — Jimmy?


— Vamos apenas dizer que alguns homens não estarão mais na folha de pagamento. Vou levar algum tempo na próxima semana para substituí-los, mas até então, — ele apontou para o grande rebanho de gado — Nós temos nossas mãos cheias. Pode levar mais alguns dias para fazer tudo, mas nós terminaremos. — Ele tirou seu chapéu de volta na cabeça. — Se você está pronta para ajudar... Ela se arrastou para cima e sobre a cerca e começou a trabalhar.

Chase limpou o suor da testa e ficou para trás. — Não é um trabalho ruim. — Ele olhou para Buddy e Dingo que estavam sentados aos seus pés, com seus rabos abanando, pois olhava para eles. A cabeça de Buddy estava inclinada, como se estivesse tentando entender. — Eu só espero que ela não me esfole vivo quando ver isso. Só então ele ouviu um barulho atrás dele. Quando ele se virou, ele viu Lauren de pé dentro da porta. Havia uma espessa camada de poeira cobrindo cada centímetro dela. Seu cabelo tinha palha e feno saindo dela. O suor tinha raiado para baixo de sua testa, limpando a poeira em longas filas para baixo de seu rosto. Seus jeans e camisa estavam marrons de sujeira e ela cheirava a vaca. Ela tirou as botas e pôs-se na frente dele em suas meias. — O que é isso? — Ela apontou atrás dele. — Bem, é o que temos trabalhado o dia todo. Você gostou? — Ele se virou e olhou para as grandes portas francesas que levavam ao deck traseiro. Ela deu de ombros e começou a passar por ele em direção ao banheiro. Ele encontrou-se com ela quando ela puxou a camisa suja fora


e jogou-a no cesto de roupa suja. Ele esperava alguma coisa, algum tipo de resposta, mas sua falta de carinho afetou-o. — Você não está brava? — Ele encostou-se à porta e observou-a despir as suas calças, expondo um pequeno par de calcinha vermelha que deram água na boca. — Não é como se eu pudesse fazer você colocar de volta minha parede. — Ela se aproximou e ligou a água, verificando a temperatura antes de despir o resto de suas roupas, entrando e fechando as portas de vidro. Ele se aproximou e ficou do lado de fora do vidro úmido, observando a imagem nebulosa enquanto ela lavava o corpo. Ele não podia evitar seu corpo de reagir ao dela enquanto ela fazia seu show erótico não intencional. Removendo rapidamente suas roupas, ele deu um passo atrás dela. Ela nem sequer abriu os olhos quando ele a puxou para mais perto e passou as mãos sobre seu corpo liso. — Dia difícil? — Ele se inclinou e deu um beijo em sua testa. — Hmmm. Estamos com poucas pessoas. — Ela inclinou a cabeça em seu ombro. — Por que você não me ligou? Eu poderia ter ajudado. — Ele se afastou e olhou para ela. Doeu um pouco, sabendo que ela não tinha pensado em pedir-lhe ajuda. — Você disse que tinha coisas para fazer. Eu não tinha ideia que uma dessas coisas era cortar um enorme buraco ao lado da minha casa. — Ele podia sentir a tensão deixando seu corpo enquanto ela falava. Seus braços pendurados em seus ombros e seu corpo pressionado firmemente contra o dele. Ele a tinha levado a acreditar que ele estaria ocupado o dia todo. Se ele soubesse que eles precisavam de ajuda nos campos, ele teria prazer em adiar sua surpresa. Sentia-se como um tolo por passar seu tempo trabalhando em algo tão sem importância, havendo real trabalho que precisava ser feito. Bem, a única coisa boa sobre isso é que ele era


um aprendiz rápido. Primeira coisa, ele estava indo ter uma conversa com Jimmy para dar-lhe uma chamada quando precisasse de ajuda. Por enquanto, tudo o que ele podia fazer era certificar-se que Lauren se sentisse melhor. Ele passou as mãos pelo corpo dela, virou-a de frente para longe dele, em seguida, pegou um punhado de sabão e esfregou seu cabelo limpo de poeira e sujeira. Ela gemeu e colocou as mãos contra as paredes de azulejos, tentando se firmar. Uma vez que ele tinha lavado o cabelo, ele ensaboou as mãos e correu-as sobre cada centímetro de seu corpo enquanto ela segurava em seus ombros. Ele fez com que ela fosse lavada, então ele fechou a água fria e envolveu-a em uma toalha grande, pegando-a e levando-a para a cama. Ela suspirou e olhou para ele, envolvendo os braços em volta dele. — Não vá a qualquer lugar. — Nunca, — ele sussurrou, em seguida, seguiu-a até a cama macia, puxando-a mais perto até que ela se aconchegou ao lado dele.

Lauren acordou várias horas depois e percebeu que estava sozinha, exceto por Buddy, que estava profundamente aconchegado ao seu lado. O cãozinho com certeza dormia muito. Ela tentou se mover para o lado, só para tê-lo aconchegado melhor. Ela riu quando se sentou e olhou em volta. As cores brilhantes do sol estavam chegando em suas novas portas francesas. Puxando um par de shorts e uma camiseta regata, ela se aproximou e olhou para as portas. Ela sempre quis colocar portas lá. É o que seu pai tinha a intenção de fazer anos atrás, quando ele tinha construído a casa, mas ele nunca teve a chance. Descendo, ela abriu e ficou surpresa quão facilmente a porta deslizou aberta. Andando no deck, ela sorriu quando Buddy a seguiu para fora. O sol estava se pondo, fazendo com que o céu fosse preenchido com um milhão de


cores. Sentando em uma cadeira estofada, ela suspirou e gostou do momento de silêncio sozinha. Assim quando as últimas luzes do sol tocaram os campos, ouviu Chase atrás dela. — Bonito, não é? Ela virou-se e viu-o encostado na porta, Dingo aos seus pés. — Sim. Obrigada pelas portas. — Ela se levantou e caminhou até ele. — Elas são apenas o que eu precisava hoje. — Sério? — Ele passou os braços em volta dela. — Buddy e Dingo pensaram que você estaria rasgando um buraco em mim por colocá-las sem permissão. — Bem, em qualquer outro dia, eles teriam estado certos. Mas depois de hoje, — ela suspirou e olhou em direção dos campos. — Eu não me importo. — Sua irmã nos fez o jantar. Gostaria de ir lá embaixo? — Depende. — Ela se inclinou para trás e sorriu para ele. — De? — Ele tirou uma mecha de seu cabelo longe de seu rosto. — Qual irmã cozinhou. — Os dois riram.


Quatorze Até o meio-dia do dia seguinte, Lauren queria matar Chase. Ele tinha decidido vir e dar uma mãozinha com a separação e vacinação do gado. Não era que ele fosse chato, era só que com ele por perto, ela achou difícil se concentrar em seu trabalho. Já que ele era um veterinário, ele e Jimmy vacinaram o gado. Ela teve que admitir, com ele ajudando, eles estavam voando através do rebanho a uma taxa elevada. Ela estava nas costas de Tanner, ajudando a levar o rebanho de gado para a abertura onde eles iriam vacinar. Haley estava em seu cavalo, Olivia, e havia outros quatro peões ajudando com o rebanho do gado. Toda vez que ela olhava para Chase, ela perdia o controle da vaca que tinha sido pastoreada. Isso já havia acontecido quatro vezes e agora ela estava ficando muito frustrada. Chase, por sua vez, não tinha feito outra coisa senão trabalhar em apenas uma blusa branca, jeans desbotado, botas marrons empoeiradas, e seu favorito Stetson. Parecia que ele tinha vindo direito da capa de uma revista. Como é que alguém deveria se concentrar com ele parecendo desse jeito? Finalmente, ela desistiu e seguiu até onde ele e Jimmy estavam lutando com um bezerro, ambos rindo de como a pequena coisa tentava chutar.


Deslizando nas costas de Tanner, ela se aproximou e se inclinou em cima do muro. — Precisam de alguma ajuda, rapazes? Só então, Chase olhou para ela e foi recompensado com um chute forte na coxa. Ele perdeu o controle do bezerro e caiu de joelho só para ser chutado novamente no ombro. — Maldição. — Jimmy puxou o bezerro para longe e golpeou sua parte traseira, fazendo-a correr para a mãe. — Você está bem? — Jimmy estava sobre Chase. Lauren tinha saltado o muro e estava ajoelhada ao lado dele, fazendo a mesma coisa. — Tudo bem, eu estou bem. — Chase esfregou os dois pontos, com os olhos fechados por um momento. — Esse rapaz conseguiu um par de bons golpes. Ela já podia ver o grande hematoma se formando em seu ombro. Atingindo mais, ela tomou-lhe o braço e moveu-se lentamente. — Dói? Ele sorriu. — Não, doutora. Eu vou viver. Ela olhou para ele. — Seja sério por apenas um momento, por favor? Ele poderia ter feito algum dano irreversível. Ele sorriu ainda mais. — Eu já fui chutado por animais antes. Eu vou ficar bem. — Ele começou a levantar só para tê-la colocando suas mãos em seu ombro. — Deixe-me ver sua coxa. — Ela começou a puxar as calças. — O inferno que eu vou. Não agora, pelo menos. — Chase puxou suas mãos longe de sua virilha. Jimmy riu e tirou o chapéu e foi embora. — Chase, eu preciso saber se ele quebrou algo. — Só o meu orgulho. — Chase se levantou e riu um pouco. — É realmente tudo culpa sua, sabe. — O quê? — Ela se levantou e cruzou os braços sobre o peito. — Por que é minha culpa?


Ele puxou a trança. — Você tem-me distraído durante todo o dia. — Ele puxou a trança um pouco mais, trazendo-a para mais perto dele. — Você sabe quão sexy você está, pastoreando o gado? — Inclinando-se, ele deu um beijo em seus lábios, provocando arrepios na espinha. — Não. — Ela fechou os olhos por um momento. — Na verdade, eu estava pensando a mesma coisa. Eu deixei quatro vacas fugir por causa de você. Eu nunca perdi uma vaca antes. — Ela se afastou e passou as mãos sobre seus ombros, sentindo a batida do casco do bezerro. — Eu acho que nós dois temos o mesmo problema, então. — Seu sorriso era contagiante. — Parece. — Ela estava prestes a se inclinar e beijá-lo quando ouviram um gemido. Olhando por cima, ela viu sua irmã inclinando-se sobre o chifre de sela. — Vocês dois não terminaram ainda? Temos algum trabalho de verdade para fazer e esse gado não vai se vacinar sozinho. — Rindo, Lauren voltou para Tanner, em seguida, olhou por cima do ombro. — Coloque sua camisa, você é muito perturbador. — Ela sorriu. No momento que tinha se acomodado em Tanner, ela olhou para Chase que tirou a camisa por completo, com um sorriso malicioso no rosto. — Se eu disser para você colocar um casaco, você vai prometer tirar... — Ugh! — Haley girou em torno de cavalo e saiu correndo para o campo distante. Lauren e Chase riram. — Voltem ao trabalho. Eu não estou pagando para você ficar por aí parecendo um dançarino Chip e Dale. Ele franziu o cenho para ela. — Você não está me pagando.


Ela sorriu. — Então eu vou ter que recompensá-lo de alguma outra forma. — Ela cutucou Tanner e decolou, seguindo Haley para o campo para reunir o grupo seguinte de gado. No final, levou um dia e meio para concluir a separação e vacinação do gado. Agora eram três dias antes de começarem a mover o rebanho para Tyler para o leilão. Levaria cerca de vinte viagens para deixar todos eles seguros nos celeiros para o leilão. Era a noite antes do baile de caridade de Savannah no teatro do Pine. Lauren e Alex tinham dirigido para Tyler para escolher novos vestidos para o evento. Mesmo que ela deixasse sua irmã convencê-la a comprar um vestido que estava fora de sua faixa de preço, ela ainda estava animada sobre participar do evento. Chase tinha ficado com ela todas as noites, mas esta noite ele tinha algumas coisas para fazer e disse-lhe que não estaria de volta até tarde. Ela ansiava acordar em seus braços todas as manhãs. Ele se manteve gastando seu dinheiro em pequenas coisas ao redor da casa. No outro dia ele comprou-lhe uma nova torradeira e máquina de café. Ele disse a ela que era porque ele estava hospedado lá e queria uma xícara decente de café e torradas que não fossem queimadas, mas ela sabia que ele estava devagar gastando seu dinheiro em coisas que tornariam sua vida mais fácil. Ela tentou esconder seu aborrecimento, mas gostava demais de um café para discutir com ele sobre isso.

Ela esteve ocupada no celeiro até depois do sol e, armada com os livros financeiros que estavam enfiados debaixo do braço, ela ficou dentro do celeiro até a noite. Haley tinha acabado de voltar de um passeio com Olivia, e Alex estava trabalhando até tarde no restaurante. Desde a sua pequena conversa, ela quase não viu a irmã na casa. Felizmente, Alex estava pensando em algo. O que lembrou que ela mesma tinha algo a pensar. Ela gostava de ter Chase por redor, mas ainda se sentia como se


ele estivesse tentando atravessar muitas linhas. Todos os dias ela o repreendia por tentar se meter nos negócios da fazenda ou da casa. Ele pediu um novo aquecedor de água sem tanque para a casa, afirmando que ele não podia suportar a ideia de tomar banho frio no inverno. Ela o pegou olhando novas janelas em seu laptop e tinha, felizmente, o convencido a não mexer na casa. Tinha sido uma grande luta, mas isso tinha acabado com eles envolvidos em torno um do outro, algumas horas depois. Sabia mais sobre a fazenda que ele e, na maior parte, ele manteve o nariz fora. Ela não se importava com sua ajuda nos campos, mas ele sabia que deveria manter-se fora de seus livros. Nos últimos sete anos, ela aprendeu a apertar cada centavo dos livros, fazendo seu dinheiro ir mais longe do que até mesmo o seu pai tinha sido capaz de fazer. Olhando ao redor do celeiro, mesmo com a luz se esvaindo, ela sentiu uma sensação de orgulho esmagadora sabendo que o lugar estava prosperando, mesmo nos tempos de baixo dinheiro. Se tudo corresse bem no leilão, ela poderia pagar Chase completamente e ainda poder se dar ao luxo de fazer alguns reparos na casa. Ela sabia que estava chateando Chase que ela não tinha usado seu dinheiro para fazer os reparos, mas suas prioridades foram ficando debaixo de sua dívida. Ela

ouviu

um

som

baixo

vindo

da

parte

de

trás

do

celeiro. Colocando a papelada para baixo, ela começou a caminhar em direção a parte de trás, pensando que um dos cavalos poderia estar doente. Quando ela chegou lá, ela ficou chocada ao ver Hewitt encostado na grade de uma barraca vazia, olhando para ela. — O que você está fazendo aqui? — Bem, você parece bem hoje à noite. — Ele descruzou as pernas e começou a andar em direção a ela. — Hewitt, Jimmy dispensou você dias atrás. Eu espero que você saia fora da minha propriedade. — Ela se virou e começou a caminhar


até a porta do celeiro. Ele estendeu a mão e tomou-lhe o braço, segurando-a no lugar. — Agora, agora. Não tenha tanta pressa. — Ele se inclinou mais perto e ela podia sentir o cheiro do álcool sobre ele. — Me solte. — Sua voz era baixa e cheia de determinação. Ela sabia como lidar com os avanços indesejados. Ela trabalhou com muitos homens ao longo dos anos e Hewitt não era diferente. Sua mão caiu, mas ele se aproximou. — Você é uma provocação. Eu vi isso desde a primeira vez que te vi. — Seu corpo balançou um pouco. — Hewitt, eu vou chamar seu tio. Ele irá.... — Pro inferno com Jimmy. Ele não é nada para mim. — O homem cuspiu no chão. Só então, Larry entrou pela porta dos fundos. Larry era alguns anos mais velho que ela, e estava trabalhando na fazenda desde antes da morte de seu pai. O homem magro parecia que tinha saído de um anúncio de Marlboro. Em vez de um cigarro, ele sempre tinha um palito pendurado em seus lábios. — Você está bem, Lauren? — Ele olhou entre os dois. Hewitt deixou cair sua mão e, em seguida, deu-lhe as costas, batendo a porta quando ele saiu. Lauren olhou para Larry. — Sim, muito. — Ela começou a andar em direção à porta do celeiro da frente, em seguida, virou-se para ele. — Diga a Jimmy para se certificar que Hewitt saiba que eu não o quero na minha propriedade. — Larry balançou a cabeça e saiu pela porta da frente. Na manhã seguinte, ela estava na fila do banco, e ela se encolheu interiormente quando viu Savannah andar atrás dela. — Oh, Lauren. Você não está tão animada sobre esta noite? — Savannah estava vestindo uma blusinha rosa cintilante que mostrava um monte de suas curvas de seios grandes. Até Lauren teve dificuldade de


desviar os olhos do decote da amiga enquanto ela conversava sobre os detalhes sobre o banquete. A fila do caixa se movia lentamente, tão lentamente que era quase como se Lauren tivesse sido empurrada em um episódio

de

The

Twilight

Zone,

onde

o

tempo

de

repente

parou. Finalmente, ela foi até o caixa e fez seu depósito, em seguida, virou-se, na esperança de evitar falar mais com Savannah, mas a amiga pisou fora da fila e impediu-a de sair do prédio. Só quando ela sentiu como se sua cabeça fosse explodir, Chase entrou, e um sorriso espalhou em seu rosto quando ele a notou. — Bem, maravilhoso encontrar você aqui. — Ele andou até elas e sorriu para ela, em seguida, para Savannah. Savannah rapidamente enfiou o braço no dele, empurrando os seios em seu caminho. Por sua parte, Chase parecia que estava gostando da atenção extra. Ele não se afastou de Savannah e parecia que estava gostando da sensação de seu peito contra seu braço. Um ataque de ciúmes bateu nela tão rápido que ela cerrou os punhos. — Eu estava dizendo para Lauren sobre o vestido que eu vou vestir esta noite. Você sabia que o Roy Carson Band vai estar lá? Roy Carson vai me levar para o baile. — Ela afastou uma mecha de cabelo do rosto e olhou para Chase. — É claro que não é o mesmo que ter você me acompanhando, Chase. Como você mudou desde a última vez que te vi. — Ela colocou a mão nos bíceps dele. — Você sabe que eu adoraria acompanhar você, Savannah, mas Lauren e eu estamos juntos e eu estava ansioso para dançar com a minha garota de novo. — Ele suavemente puxou-se para fora do aperto de Savannah e passou os braços em torno de Lauren, colocando um beijo leve em seus lábios. O Ciúmes desapareceu, ela se perdeu no calor do seu abraço e beijo. Quando ela viu a cara de Savannah, ela estava muito grata que Chase tinha passado pelo banco.


— Bem, eu não sabia que vocês estavam juntos. Vocês dois não parecem tão fofos juntos. — O sarcasmo estava escondido, mas Lauren ouviu a mesma coisa. — Sim, nós estamos juntos já há algum tempo. — Chase olhou para Lauren e ela poderia dizer que ele estava tentando não rir da piada interna. — Bem, eu mal posso esperar para ver todos juntos de novo. Oh, há Jenny. — Savannah acenou para alguém na parte de trás da fila de caixa. — Eu simplesmente devo falar com ela antes de hoje à noite. — Quando ela se virou e foi embora, Chase pegou a mão de Lauren e saiu do banco com ela. — Você não precisava estar no banco por algum motivo? — Eu não vou voltar lá com ela ainda solta no prédio. — Ele riu. Ele parou do lado de fora de sua caminhonete e virou-a para si. — Então, diga-me, realmente, o quão ciumenta você estava? — Eu não tenho ideia do que você está falando. — Ela sorriu e virou-se para entrar em sua caminhonete, mas foi interrompida quando ele a virou. Suas mãos estavam em seus ombros, quando ele olhou para ela. — Lauren. — Seus olhos chocolate brilhavam com humor. Ela revirou os olhos. — Oh, tudo bem. Não era ciúme, era um incômodo por ela estar esfregando seu peito extremamente grande em cima de você, e você parecia que estava curtindo cada momento disso. Ele riu. — Extremamente grande? Bem, eu estava. Eu sou um cara afinal de contas, mas... — Ele a puxou para mais perto e passou os braços em volta dela. — Eu posso te dizer que eles não fizeram nada para mim. Apenas o pensamento de ter seu corpo macio ao meu lado faz tanto por mim. — Ele pressionou seus quadris contra os dela e ela podia sentir o seu desejo. — Apenas o pensamento de beijar você dá água na boca, me faz querer... — Ele se inclinou e tomou seus lábios com os dele. —


Lauren, me diga que você tem algum tempo antes de nós termos que ir para o baile. — Ele gemeu contra sua pele. Ela riu um pouco e balançou a cabeça. — Eu tenho alguns recados para dar antes, e preciso começar a me arrumar. Se você for bom, podemos tomar banho juntos. — Ela olhou para ele através de seus cílios. — É um encontro. — Ele a beijou e se afastou para acenar para seu pai, o Sr. Holton, e Grant, que estavam andando em direção a eles. — Eu tenho algumas coisas para pegar, então estarei em casa por volta das cinco. — Ele virou-se e cumprimentou os homens, enquanto ela rapidamente se escondeu em sua caminhonete e foi embora. Ela estava tão ferida, ela dirigiu 20km abaixo do limite de velocidade, só porque sua imaginação não parava. No momento em que ela acabou seus recados, ela pensou que tudo que era necessário era ele olhar para ela para ela explodir. Quando ela chegou em casa, ela correu pela porta da frente para o som do telefone tocando e chegou bem a tempo. Uma hora mais tarde, quando Chase entrou pela porta da frente, ela estava no corredor esperando por ele. Ele sorriu para ela e começou a puxá-la para perto. Ela se arrancou de seus braços. — Você se importaria de me dizer por que, exatamente, você precisaria de uma cópia da escritura da minha fazenda?

Chase puxou para trás e olhou para ela. Ele poderia dizer que ela estava chateada. Ele podia sentir a sua vibração de onde ele estava. Ele riu, o que, aparentemente, foi a coisa errada a fazer, já que ela pegou a


foto dela e suas irmãs da pequena mesa e atirou na cabeça dele. Ele facilmente se esquivou e deu um passo para trás. — Porque você quer ter uma cópia da escritura do meu rancho? — Ela pegou outro item pequeno e começou a jogar esse. — Lauren, eu não... — Ele não podia dizer mais nada antes de evitar outro projétil. Finalmente, ele correu e agarrou seus braços, impedindo-a de pegar qualquer outra coisa. — Não é para mim, — ele deixou escapar. — Oh? Então, para quem é? Eu confiei em você. Achei que você ia manter nosso acordo, mas desde que você chegou de volta à cidade, você já fez tudo o que pode para me manipular. — Ela tentou empurrar para fora de seu domínio. — Como foi que você descobriu que solicitei uma cópia? — Cyndi do gabinete do secretário da Prefeitura ligou. Ela estava realmente preocupada que você não iria receber a cópia em tempo e só queria se certificar de que tinha chegado. — Ele podia imaginar o que mais Cyndi tinha dito. Ele saiu com ela por um tempo na escola e quando ele parou pelo escritório, ela tinha estado muito ansiosa para ajudálo. Ela até escreveu seu número de telefone no recibo. Ele revirou os olhos e tentou não gemer. — Escute, vamos subir para cima e eu vou explicar tudo. — Ele pegou sua mão e tentou puxá-la até as escadas, mas ela puxou a mão. — Eu quero que você saia. — Ela cruzou os braços sobre o peito. — Você quebrou o nosso acordo e eu acho que é hora de eu pedir o divórcio. — Ela ouviu um suspiro e olhou para as escadas. Ambas as irmãs estavam ali, no meio do caminho, vestidas para a noite, a boca escancarada quando elas olhavam para eles.


As mãos de Lauren caíram para o seu lado e ele podia ver todo o sangue escorrer de seu rosto. Ele correu até ela e segurou o braço dela enquanto ela olhava para suas irmãs. Alex e Haley correram escada abaixo. Alex tinha grandes bobes no cabelo. Metade do cabelo de Haley estava enrolado, a outra metade pendurado em linha reta. — Nós ouvimos a briga, — Haley explicou quando ela veio para ficar ao lado dele. — Está tudo bem. É hora que vocês duas saibam de qualquer maneira. — Lauren só olhou para ele, implorando para ele ficar quieto, mas era tarde demais. — Estamos casados há sete anos, um dia após o funeral de seu pai. — Ele caminhou sobre Lauren e sentou no sofá. Ela foi de bom grado, quase como se ela estivesse em transe. Suas irmãs seguiram e sentaram-se em frente a eles. Ele continuou a segurar a mão de Lauren quando ele explicou o que tinha acontecido, por que sua irmã tinha escondido o maior segredo de sua vida delas por sete anos. — Como você pôde? — Haley se levantou. — Estamos juntos nessa. Nós a deixamos assumir o controle sobre algumas coisas, mas você achou que tinha que carregar o fardo sozinha? Alex estava ao lado de Haley, olhando para eles. — Eu não sei com quem eu estou mais decepcionada, com você ou ela. — Ela olhou para Chase. — Por que você iria querer controlá-la assim? — Ele olhou para suas mãos unidas e sabia que ele não conseguia explicar o que tinha feito há sete anos, mesmo se quisesse. — E você. — Ela se virou e olhou para Lauren. — Aqui está você falando sobre eu cometer um grande erro ao me casar com Travis, quando se casou com alguém que você não ama, há sete anos. — Sua voz levantou um pouco. — Não só isso, você manteve escondido de suas irmãs. Sua única família! — Alex se virou e saiu da sala. Ele olhou para Haley e podia ver a dor em seus olhos. — Você não tem que tomar tudo sozinha, você sabe. Nós estivemos aqui o tempo todo esperando você nos pedir ajuda. Mas você nunca pediu. — Haley se virou e saiu lentamente.


— Sinto muito, — disse Lauren, finalmente. Ela balançou a cabeça e sentiu uma lágrima cair de seus olhos em sua mão. — Lauren. — Ele virou-a para si. — Sinto muito. Isto é tudo culpa minha. — Ele não podia explicar isso, mas havia uma enorme pressão sobre o peito. — Eu não queria a escritura para mim. Honestamente. Ela balançou a cabeça. — Eu não posso fazer isso agora. — Ela levantou-se e, em seguida, virou-se para ele. — Sinto muito, Chase. Eu apenas não posso fazer isso agora. — Em seguida, ela se virou e saiu correndo da sala. Ele sentou-se na sala de estar, Dingo enrolada por seus pés, sentindo como se seu mundo estivesse chegando ao fim. Lentamente, ele fez o seu caminho de volta para o seu lugar, tomou banho e se vestiu para a noite. Ele sabia que Lauren e suas irmãs estariam no baile. Mesmo que elas estivessem tristes, elas iriam mostrar uma frente unida e ele queria fazer parte dessa frente, mesmo se ele continuasse a fazer parte de sua família ou não. Quando ele entrou no Teatro do Pine, o lugar estava lotado. O antigo teatro ficava à direita da rua principal e foi reformado há vários anos atrás. O antigo cinema ainda hospedava filmes em ocasiões especiais, mas a maior parte era um local de encontro para eventos como casamentos, festas de aniversário e eventos especiais da cidade. Ele foi saudado por um garçom e pegou a taça oferecida de vinho. Levou um tempo para localizar Lauren, mas finalmente ele a viu em direção ao canto de trás. Ela estava de costas para ele, enquanto ela ouvia Savannah, que estava usando um vestido vermelho perigosamente decotado. Quando Savannah o viu, ela parou de falar e acenou para ele. Lauren se virou e ele prendeu a respiração. O vestido verde claro combinava com seus olhos perfeitamente. A seda abraçou cada curva que ela tinha, e ele tinha certeza que ela não usava nada por baixo. Ela tinha turquesa em torno de seu pescoço e pendurado em seu pulso e orelhas, acentuando a cor de seus olhos ainda mais. Seus olhos viajaram para


baixo, para sua saia esvoaçante aos brancos saltos finos amarrados ao redor de seus tornozelos, acrescentando dois centímetros à sua altura. Ele se aproximou, sem prestar nenhuma atenção a Savannah enquanto ela emocionou-se sobre quão bonito ele parecia em seu smoking. Os olhos de Lauren se concentraram em seu rosto e ele podia ver miséria escrito no fundo de seus olhos. — Posso ter um momento? — Ele a pegou pelo braço e conduziua levemente em direção ao corredor de volta. — Chase, eu não posso lidar com... — Ele parou, puxando o pacote que tinha estado enfiado debaixo do braço. — Para você. — Ele esperou até que ela tomou dele. Ela olhou entre ele e o pacote de prata envolvida. — O que é isso? — Abra-o. Eu sei que não é seu aniversário, mas as circunstâncias são o que são... — Ele olhou para o pacote e esperou. Ela levou o seu tempo abrindo. Ele não sabia se ela estava com medo que isso iria arruiná-la ou se ela estava apenas insegura sobre o que ela acharia. Finalmente, quando o quadro foi exposto, ela olhou para o vidro. Seu cabelo escuro caia levemente sobre os olhos para que ele não conseguisse ler o que estava lá. Estendendo a mão, ele puxou o cabelo para trás da orelha. Ela olhou para ele, com lágrimas nos olhos. — É por isso que você solicitou uma cópia? — Ela perguntou quando uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Ele acenou com a cabeça, incapaz de dizer qualquer coisa. Ele olhou para o seu trabalho prático. Uma velha imagem em preto e branco de seus pais sentados na parte superior ao lado de uma imagem de seus avós que Haley tinha encontrado para ele. Uma imagem dela e suas irmãs abaixo da outra e a cópia da escritura estavam atrás de todos eles,


gravado no quadro prata da foto o logotipo da Saddleback Ranch acima de todos eles. — É lindo. — Ela segurou o quadro perto de seu peito quando ela olhou para ele. — Eu sinto muito. — Ela estendeu a mão e enxugou uma lágrima de seus olhos. — Não sinta. Ouça, eu não me orgulho das decisões que eu fiz, de como eu lidei com as coisas, há sete anos. — Ele pegou o quadro dela e colocou sobre a mesa ao lado dele. Tomando-lhe as mãos, ele a puxou para mais perto. — Eu nunca pensei sobre você, sobre o que você queria. Só o que eu queria. — Eu não entendo. — Ela balançou a cabeça, enviando seus brincos balançando. — Lauren, eu queria você de volta, tanto quanto eu quero você agora. Eu era jovem e pensei que a melhor maneira de garantir que você não iria fugir e se casar com o primeiro homem que você conhecesse era amarrar você comigo. Eu sabia que tinha que sair, ir para a faculdade, mas eu queria ficar aqui em vez disso. Eu queria estar com você e eu nem sequer tive a coragem de dizer-lhe. — Ele suspirou. — A parte triste é que me levou tanto tempo para dizer-lhe. Eu quero estar com você. Quero ficar casado com você. Ser o seu marido de verdade, dormir segurando você, acordar com você em meus braços. Eu quero passar todos os dias fazendo você sorrir. — Ele sorriu um pouco enquanto ela olhava para ele como se ele fosse louco. — Ajudar, tirar um pouco da carga do rancho. Eu não queria que você me pagasse de volta, porque eu estava com medo de que se você fizesse, você quebraria seus laços comigo. Agora eu não quero nada mais do que passar o resto da minha vida com você. — Chase... — Ela se afastou um pouco. — Eu não sei o que dizer. Só então a música ficou mais alta, e Savannah veio e puxou a mão de Lauren. — Lauren, é Roy. Vamos lá. — Sua amiga a puxou de volta para o auditório.


Ele ficou ali, olhando para ela quando ela recuou. Em seguida, ele seguiu e observou da porta enquanto ela estava lรก com sua amiga enquanto Roy cantava seu mais recente hit. Ele nunca tirou os olhos dela, mesmo quando Grant se aproximou e comeรงou a conversar com ele.


Quinze Lauren estava morrendo de vontade de sair do teatro. Savannah manteve

seu

braço

apertado

em

suas

mãos,

mantendo-a

no

lugar. Finalmente, depois de algumas canções de Roy, a música desacelerou e Savannah foi convidada para dançar por Grant. Lauren se virou para sair, mas quando ela se virou, ela bateu no peito de Chase. Olhando para cima, ela viu a determinação em seus olhos. Sem dizer uma palavra, ele colocou a mão em suas costas, puxando-a mais perto, ele pegou a mão dela na sua. Eles começaram a se mover pelo chão lentamente, enquanto outros casais giravam em torno deles mais rápidos. Seus olhos nunca deixaram os dela enquanto deslizava pelo chão. Ela não tinha percebido que ele tinha dançado em direção as portas laterais, mas quando o ar frio bateu em seus ombros, ela sacudiu acordada e foi libertada do transe de seus olhos. Soltando a mão dela, ela deu um passo para trás e olhou em volta. Havia um pequeno pátio fechado por cercas de ferro. Luzes brancas penduradas em uma corda por cima, que passou de uma árvore para outra ao longo do pátio. Ninguém mais estava do lado de fora enquanto ela caminhava e inclinar-se sobre a cerca de ferro. Sua mão quente chegou ao seu ombro, virando-a para si.


— Fale comigo. Diga-me que não estou sozinho no modo como me sinto. Ela balançou a cabeça. — Não, você não está sozinho. Eu só não... eu não posso... — Ela suspirou. — Você pode. Você ouviu o que suas irmãs disseram. Você carregou nos ombros o fardo por tempo suficiente. Deixe alguém ajudála. Estou aqui. Elas estão aqui para você também. — Ele puxou- apara mais perto e quando ele se inclinou e deu um beijo em seus lábios, ela sentiu algo dentro de seu turno. Como ela havia negado a si mesma por tanto tempo? Por que ela não tinha visto isso antes? Ela estava apaixonada e era a coisa mais distante do que ela queria. Ela precisava de tempo para pensar. Tempo para resolver o que isso significava para ela e mais importante, o rancho. — Chase... — Ela olhou em seus olhos. — Eu preciso de algum tempo. Eu preciso entender tudo. Ele manteve o olhar por um momento, então suspirou e descansou sua testa na dela. — Entendo. Só não demore muito, Lauren. — Ele se afastou e sorriu para ela. — Vamos voltar e desfrutar do resto da noite, não é? Quando ela acenou com a cabeça, seu sorriso cresceu. — Eu já te disse o quão bonita você parece hoje à noite? Ela balançou a cabeça e sorriu um pouco. Quando eles caminhavam de volta, o chão estava cheio de pessoas pulando e dançando a música alta. Lauren se perdeu na batida e deixou suas preocupações flutuar com cada música suave. Até o final da noite, seus pés doíam, sua cabeça estava nublada com o vinho e champanhe, e ela ainda estava menos perto de entender se ela queria sair de um relacionamento com Chase. Na manhã seguinte, ela decidiu que uma viagem durante a noite para a cabana ajudaria a limpar sua mente. Ela não queria enfrentar


suas irmãs ainda, então ela decidiu fugir por suas novas portas francesas. Ela sabia que estava sendo uma covarde, mas ela precisava desse tempo para fazer uma reflexão séria. Desde que ela tinha uma nova tranca que ela queria colocar na porta e alguns outros itens que precisavam de substituição na cabana desde a invasão, ela arrumou um saco maior do que o normal, o que significava que Dingo teria que ficar para trás desde que ela não poderia ser capaz de andar com ela nas costas de Tanner. — Desculpe, garota. É só desta vez. Eu prometo a você um grande bife suculento quando eu voltar. — Dingo sentou e baixou a cabeça, parecendo entender a situação quando Lauren fechou as portas de vidro atrás dela, deixando sua melhor amiga para trás. A longa viagem até as montanhas ajudou a limpar sua mente e ela alcançou o meio ponto ao meio-dia. Sentando sob a árvore que ela e Chase tinham sentado algumas semanas atrás, ela encostou-se no tronco e pensou em seu futuro. Não era que ela se opunha a se casar, ela só não sabia se Chase era a pessoa certa. Ela sempre sonhou em ter um relacionamento como seus pais tinham. Eles eram uma equipe. Seu pai tinha tomado conta de tudo ao redor da casa, tudo, exceto a cozinha. Esse tinha sido o domínio de sua mãe. Eles sempre tinham rido e gostavam muito um do outro e ela sabia que, quando sua mãe morreu, seu pai nunca se recuperou da perda. Ela sempre gostava de listar os prós e os contras de cada decisão importante que tinha à sua frente, um pequeno truque que aprendeu logo após assinar a certidão de casamento, há sete anos. Ela começou com os contras. Ficar casada com Chase significaria abrir mão de algumas de suas liberdades e de suas responsabilidades em todo o rancho. Viver em uma casa com duas irmãs e um marido iria ficar cansativo. O local antigo era grande, mas não grande o suficiente para os quatro deles por muito tempo.


Ela não conseguia pensar em quaisquer outros, então ela começou a listar os pontos positivos. Chase sempre esteve lá em sua vida. Ela não conseguia se lembrar de uma época em que ele ou seu pai não tinham estado ao redor da fazenda. Ela cresceu com ele sendo um melhor amigo na escola. Será que ele faria um grande marido? Ele parecia querer cuidar dela e do rancho. Sem mencionar que ele tem uma ótima relação com suas irmãs. Ela sabia que o relacionamento físico com ele era grande, mas ela realmente não tem muito a compará-lo. Era um pensamento bom, ter alguém lá para assumir alguns dos encargos com o rancho, alguém para ajudar a tomar decisões importantes, para estar lá para falar quando as coisas ficassem difíceis. Ela suspirou e se levantou, tirando a poeira de suas calças. Ela foi pegar sua garrafa de água quando ouviu o tiro. Ela sacudiu-se e alcançou automaticamente sua arma. Olhando em volta, ela aferiu que o tiro foi menos de uma milha a leste da sua posição. Duvidava que fosse algum de seus homens até este momento, já que a maioria do gado estava no vale. Correndo para Tanner, ela decidiu que dar uma olhada rápida em torno não poderia machucar. Tanner mexeu-se um pouco quando ela colocou o pé no estribo; ela não ouviu um som até que ela estava voando pelo ar. Lauren ouviu um tiro alto enquanto uma bala passou direto pelos ouvidos de Tanner e pousou na árvore que Lauren estava antes. Ela tentou segurar as rédeas de Tanner, mas o cavalo subiu sobre as patas traseiras, fazendo com que seu tornozelo torcesse no estribo. Por um momento ela pensou que poderia levá-lo sob controle, mas ele impinou quando outro tiro caiu bem aos seus pés. Seu pé bateu para fora do estribo e ela perdeu as rédeas quando foi jogada para trás vários metros. Ela caiu de costas como a cabeça batendo a uma grande rocha e então tudo ficou escuro.


Alex estava cansada de ser tratada como se fosse um troféu. Talvez Lauren estivesse certa sobre Travis. Depois da briga na noite passada no baile, ela só não queria que mais ninguém lhe dissesse o que fazer ou como agir novamente. Além de tudo isso, ela estava tendo sérias dúvidas de que seu relacionamento com Savannah tinha sido uma coisa de uma só vez. Alex e Travis tinham se separado várias vezes no passado, mas nada como o mês que tinham estado separados no inverno passado. Ele disse-lhe imediatamente quando tinham voltado sobre a noite em que ele tinha ficado bêbado e ficou com Savannah. Mas, depois da forma como ele se pendurou em volta dela na última noite no baile, ela temia que ele fosse além de uma coisa de uma só vez. Já era ruim o suficiente para Alex não suportar a mulher, mas era um tapa na cara saber que seu noivo tinha dormido com a víbora, era quase demais para suportar. Em seguida, sua mente voltou-se para Lauren e a mágoa triplicou. Como sua irmã poderia ter mantido um enorme segredo delas? Descobrir que sua irmã tinha se casado sem lhe contar era difícil, e o fato de que ela manteve o segredo guardado por sete anos tornou mais difícil. Não era como se ela e Haley não fizessem a sua parte na fazenda. Alex só trabalhava três ou quatro dias por semana no jantar, e mesmo assim ela desistiu de metade de seu salário para sua irmã, para ajudar a pagar as contas. Ela ajudou muito com os animais e estava sempre lá para reunir o gado no momento do leilão. Haley fazia sua parte, também. A menina tinha perdido uma grande oportunidade de ir para a faculdade no sul. Em vez disso, ela tinha escolhido ficar aqui e ajudar com o rancho, desistindo de seu sonho de se tornar uma veterinária para que o encargo financeiro não fosse demais para suas irmãs.


Talvez ela devesse sair da cidade? Agora que ela sabia que Lauren e Chase estavam casados, ela poderia romper seu noivado com Travis, cair fora da cidade e... o quê? Ela recostou-se na varanda da frente e suspirou enquanto observava o pôr do sol. Só então ela viu a caminhonete de Chase. Ela sorriu e acenou quando ele puxou a uma parada na frente da casa. — Ei, sua irmã está por perto? — Ele deu um passo para a varanda. — Você quer dizer a sua esposa? — Ela cruzou os braços e fez o seu melhor beicinho. — Sim, bem... — Ele esfregou a parte de trás do seu pescoço e olhou para suas botas. — Eu não estou brava com você. Afinal de contas, você se foi pelos últimos sete anos. É minha irmã quem deve arcar com a maior parte da culpa, não você. — Sim, bem, eu ainda deveria ter dito quando eu voltei para a cidade. — Chase... — Ela esperou até que ele olhou para ela. — Não era o seu lugar. — Ela suspirou e balançou a cabeça. — Lauren decidiu ir para a cabana para o resto do fim de semana. Eu acho que ela ainda está tendo um momento difícil diante de nós depois do que ela fez. — Ela balançou a cabeça. — Não é como se esperar mais dois dias vai mudar a forma como Haley e eu nos me sentimos. — Ela foi lá sozinha de novo? — Alex viu o olhar preocupado em seu rosto. — Sim, por quê? O que é que você não está me dizendo? — Ela levantou-se lentamente, vendo seu medo intensificar. — Maldição. — Ele caminhou para fora da varanda e começou a caminhar em direção ao celeiro.


Ela encontrou-se com ele quando ele abriu as portas. — O quê? — Ela puxou em seus ombros e virou-o para ela. — Da última vez que estivemos lá, alguém tinha quebrado e bagunçado o local. Caçadores furtivos, o mais provável, mas tem havido rumores sobre imigrantes ilegais se escondendo e algumas drogas que passam pela floresta. Eu lhe disse que não queria que ela fosse lá em cima sozinha até que pudéssemos fazer uma varredura. — Ele se virou e começou a deixar Buster pronto. — Eu vou com você. — Ela caminhou até a sela de Haley e comelou a deixar Olivia pronta. — Ela pelo menos levou o celular dela? Alex balançou a cabeça. — Ela deixou ele e Dingo também. — Droga. Você fica aqui. Eu estou meu celular e eu te ligo quando eu souber que ela está segura. Não adianta nós dois tentarmos ir até as montanhas no escuro. Só então eles ouviram um barulho e viraram-se para assistir Tanner galopar para o celeiro. Chase estendeu a mão e recolheu as rédeas do cavalo. — Onde está Lauren? — Alex não quis que isso saísse como um grito, mas o medo a percorreu tão rapidamente. — Eu não sei. — Chase estendeu a mão e tocou uma mancha escura na crina do cavalo. Sua mão ficou coberta de sangue. — É o seu sangue ou de Lauren? — Alex agarrou as rédeas de Tanner, tentando dar uma olhada melhor. — Seu, parece. — Ele se virou e começou a sobrecarregar Buster mais rápido. — Espere. Não vá ainda. — Ela caminhou de Tanner para sua tenda, em seguida, correu para dentro da casa. Reunindo rapidamente o que ele precisasse, ela correu de volta com os braços cheios. — Aqui. — Ela entregou-lhe a caixa pequena.


— O que é isso? — Ele olhou para a caixa. — Eles são óculos de visão noturna. — Ela sorriu um pouco. — Haley tem faz um ano. Ela teve a ideia estranha de... Bem, não importa. Eles podem vir a calhar. Isso também. — Ela entregou-lhe uma arma. — Eu peguei a arma de fogo no caso. — Ele acenou com a cabeça em direção a caixa trancada que abrigava mais duas espingardas. — Desculpe. — Esta é uma arma de fogo. — Abriu-a e mostrou-lhe o cartucho maior. — Basta apontar e disparar. Você sabe, no caso de você ter problemas. Eu vou estar sentada na varanda, esperando. — Obrigado. — Ele se inclinou e deu um beijo rápido em sua testa. — Ela vai ficar bem. Talvez ela só soltou Tanner. — Em seguida, ele pulou nas costas de Buster e foi embora. Ela observou-o andar para a escuridão e, em seguida, a preocupação começou a tomar conta. Correndo para a casa, ela gritou para Haley. Quando sua irmã saiu para a varanda, ela colocou sua irmã a par do que estava acontecendo. Elas decidiram que dar uma ligada para o escritório do xerife não faria mal, e meia hora depois teve que explicar tudo novamente para o xerife e dois de seus policiais. Como não havia estradas até a cabana, tudo o que eles podiam prometer era mandar alguém amanhã durante o dia em um cavalo ou moto. Isso era, se tivessem provas de um crime. Alex e Haley assistiram o xerife Stephen Miller e os seus policiais saírem e se sentiram enojadas com a falta de esforço. Se tivesse sido Travis, o filho do prefeito lá em cima, eles teriam, sem dúvida, chamado a cavalaria para garantir sua segurança. Bem, Lauren era mais importante para Alex do que Travis era. Ela ficou ali, olhando para a escuridão e rezando para que não fosse tarde demais para contar a sua irmã como ela se sentia.


Chase sabia que ele estava pressionando Buster muito forte. O cavalo não era tão velho, mas qualquer cavalo teria dificuldade em plena velocidade através das montanhas. Ele levaria três horas para chegar ao ponto onde eles almoçaram e outras quatro para chegar à cabana. Ele estava determinado a fazê-lo em menos de metade do tempo. Ele chegou à compensação pela corrente em menos de uma hora e meia. Ele parou rapidamente e notou a lancheira térmica de Lauren. Desmontando, ele correu e agarrou-a, em seguida, examinou a escuridão. Droga, estava muito escuro. Agarrando a caixa, abriu-a e colocou os óculos de visão noturna e olhou em volta de uma pista. Ele estava em seu segundo exame quando notou o grande pedaço arrancado da árvore logo acima de sua cabeça. Ele olhou para o chão, mas não podia ver se havia algum sangue. Ajoelhado, ele verificou o chão, mas sua mão ficou seca. Então ele viu algo brilhando fora de uma rocha a poucos metros de distância. Andando mais, ele tocou a umidade e verificou. Sua mão voltou com listras vermelho. Levantando-se, ele gritou seu nome repetidas vezes. Parecia mais e mais como se tivesse sido jogada de Tanner e batido a cabeça na rocha. Onde ela estaria? Para onde iria se estivesse desorientada? A cabana. Ela poderia ter ido tão longe tão rapidamente? Ele pulou nas costas de Buster e ligou para Alex enquanto cavalgava, falando sobre o que ele tinha encontrado. Cerca de uma hora e meia depois, ele sentiu o cheiro do fogo. Ele sabia que Buster estava em seu limite, mas ele empurrou o cavalo um pouco mais forte e fez o resto do caminho em menos de dez minutos.


Quando ele parou atĂŠ a cabana, todo o lugar estava em chamas. Ele sabia que, de alguma forma, Lauren estava lĂĄ dentro.


Dezesseis Lauren se esforçou para abrir os olhos. Ela ouviu vozes familiares e não podia compreender porque era importante para ela acordar. Seu estômago estava se recusando a se acalmar e ela sabia que, se o movimento não parasse ela ia passar mal. Quando o cavalo chegou a parar com um puxão, ela levantou a cabeça e abriu os olhos. Estava escuro e ela não sabia por que parecia errado. Ela não conseguia se lembrar de onde estava ou o que estava acontecendo. Ela tentou desesperadamente lembrar o que ela estava fazendo. Por fim, isso voltou a ela em um flash. Ela havia sido baleada por caçadores furtivos. Olhando para cima e ao redor, viu que ela estava na parte de trás de um cavalo marrom escuro. Ela não achava que ele era um dos dela, mas ela não podia ter certeza. O homem que estava sentado em frente a ela estava vestindo uma jaqueta escura e um chapéu, cobrindo-o quase que totalmente de sua visão. Ela podia ouvir outros dois homens conversando na frente deles, mas não podia olhar ao redor e ver quem ou onde eles estavam. — Você não pode simplesmente deixá-la aqui, — disse alguém. — Por que não? Ela vai pensar que o cavalo ficou assustado e fugiu. — Isto só não está certo. — Ela não podia ver quem estava falando, mas sabia que as vozes soavam familiares.


— Calem-se, os dois, — disse o piloto à sua frente. — Ajude-me a levá-la para baixo. Eu tenho um plano melhor. Ela conseguiu compreender melhor essa voz. — Larry? — Ela olhou para o homem que havia trabalhado para ela e seu pai há anos quando ele se virou e olhou para ela. — Caramba. Teria sido melhor se você ficasse apagada. — Ele se inclinou e usou seu punho contra o rosto, um espiral a levou para a escuridão novamente. Quando ela acordou, ela tossiu e engasgou com a fumaça. Suas mãos estavam amarradas e quando ela tentou chutar seus pés, ela descobriu que eles estavam amarrados também. Estava escuro demais para ver onde ela estava. Fumaça enchia o lugar, mas até agora ela não podia ver as chamas. Ela torceu os pulsos em torno, rasgando a pele, enquanto tentava se libertar. Quando ela não podia partir a corda, ela tentou fazer com que seus pés ficassem soltos. As cordas não se moveram. Ela fechou os olhos e se forçou a pensar. Uma imagem de Chase surgiu em sua cabeça. Ela ia morrer e ela nunca iria dizer-lhe como se sentia. Ela nunca teve a oportunidade de se desculpar com suas irmãs sobre enganá-las por tanto tempo. Lágrimas corriam pelo seu rosto enquanto ela começou a hiperventilar. No momento em que as chamas acenderam no quarto, ela estava à beira de desmaiar por causa da fumaça. Quando ela abriu os olhos, ela percebeu que estava na cabana de seu pai. O lugar inteiro estava em chamas e não havia nada que pudesse fazer sobre isso. Ela estaria morrendo aqui, sozinha. — Levante-se! — Ela disse a si mesma. Ela piscou algumas vezes, tentando firmar a cabeça.


Lauren, levante-se! Era a voz de seu pai. A memória da primeira vez que ela tinha caído de seu pônei, quando tinha sete anos brilhou vividamente em sua mente. Se você não se levantar e limpar-se, o cavalo ganha. E você é muito mais forte e mais esperta do que esse cavalo velho e idiota, não é? — O pai dela estava sobre ela, sua mão estendida em direção dela. Ela assentiu com a cabeça e deixou as lágrimas escorrem pelo seu rosto. Sua pequena mão se estendeu em direção a sua maior, mais forte. Essa é minha garota. Agora, vá direito até ele e diga-lhe como você se sente. Em seguida, volte direto para ele e o monte. Mas ... Não, sem mas. Você é uma fazendeira. Uma raça em extinção. Você é feita de um material forte, mais forte, então você nunca vai saber. Você tem o poder para fazer o que quiser na vida. Nunca deixe ninguém lhe dizer diferente. Agora, pé direito, olhe esse cavalo nos olhos, e diga-lhe o que quiser. — Seu pai sorriu para ela, o sol fluiu através de seu cabelo escuro para seu rosto que estava na sombra. Lauren sentou-se na cabana. Balançando seus pés, ela olhou para baixo e percebeu que suas botas poderiam ser facilmente removidas se ela tivesse algo para ajudar. Vendo o beliche ao lado dela, ela se esticou mais até que ela estava puxando sua bota, então ela puxou as pernas para trás, deslocando-a. Fazendo o mesmo para o próximo, ela libertou as pernas das cordas. Rastejando nos cotovelos e joelhos, ela fez seu caminho até a porta da frente. Quando ela chegou lá, ela notou que a porta estava trancada por fora. Olhando em volta, ela sabia que tinha que sair rápido. Pegando o banquinho, ela se arrastou até a janela da frente e atirou-o

para

o

vidro.

Não

quebrou.

Ela

o

pegou

e

tentou

novamente. Desta vez ele bateu, e o vidro estilhaçou tudo sobre sua cabeça e ao redor dela. Quando ela se arrastou até a abertura, cacos de vidro entraram em suas mãos e braços, mas ela não podia sentir a dor.


Tudo o que corria através de sua mente era que ficasse viva para que ela pudesse dizer a sua família como ela se sentia. Usando seus pulsos amarrados, ela se puxou até a janela e olhou para fora, engolindo uma grande lufada de ar fresco que entrava. A fumaça girava em torno dela e ela sentiu o calor das chamas na parte de trás da cabana. Só então, duas grandes mãos estenderam e a agarraram debaixo dos braços, levantando-a sobre o parapeito da janela. A fumaça causou tanta irritação nos olhos que ela não conseguia distinguir quem estava a atacando. Ela chutou para fora cegamente, na esperança de escapar dos braços fortes. — Calma, Lauren. Sou eu. — Ouvindo a voz de Chase, ela jogou os braços ao redor de seu pescoço e ajudou a puxar as pernas para fora da janela. Levantou-a e levou-a a poucos metros de distância, onde Buster estava amarrado a um galho baixo. — Você está bem? — Ele correu as mãos sobre ela, verificando cada centímetro dela. — Eu acho que sim. — Seus olhos estavam fixos na cabana. Só então a metade do telhado desabou. Chase pulou um pouco, em seguida, olhou para ela. — Meu Deus. Eu pensei que tinha perdido você. — Ele a puxou para perto e beijou sua testa. Ela não conseguia parar de tremer. Mesmo que o ar da noite estava quente e o calor do fogo havia causado sua pele a chamuscar, suas mãos tremiam e seus dentes batiam. Ela se afastou e olhou para ele. — Foi Larry e Hewitt. Eu não sei quem é o terceiro homem, mas eles atiraram em mim. — Ela franziu a testa e pegou a cabeça. — Por que eles estavam atirando em mim? — Eu não sei, mas vamos levá-la de volta para casa para que possamos te verificar. — Ele tirou o canivete e começou cortar as cordas


em torno de seus pulsos com um movimento rápido. — Eu vou matá-los por isso, — ele murmurou enquanto cortou as cordas grossas. — Se eu não chegar neles antes. — Ela empurrou suas mãos livres e ficou em pé quando ele a ajudou. Sua cabeça girou rapidamente e ela estendeu a mão para pegar a de Chase, mas foi tarde demais, a escuridão tinha a tomado novamente. A próxima vez que ela acordou, luz entrava pela janela. Quando ela abriu os olhos, viu que Haley e Alex estavam olhando para ela, sorrindo. — Você nos matou de susto. — Ambas pareciam ter chorado. Ela sentou-se e abriu os braços para que elas pudessem engoli-la juntas. — Eu sinto muito, — ela gritou enquanto as segurava. — Eu deveria ter dito a vocês sobre o casamento com Chase. — Ela chorou enquanto segurou-as firmemente. — Eu deveria ter deixado vocês ajudarem mais. Eu não tive a intenção de ser uma... como uma... — Louca controladora? — Alex se afastou e sorriu para ela enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto. — Bem, sim. — Ela riu. — Sinto muito. — Lamentamos, — disse Haley enquanto ela se sentava ao lado dela na cama. — Deveríamos ter feito mais peso por aqui. Nós não sabíamos

que

você

tinha

uma

grande

dívida

para

pagar

e

tal. Gostaríamos de ter... — Não. — Ela balançou a cabeça. — Não vamos lamentar nada. — Ela estendeu a mão e enxugou lágrimas de sua irmã de sua bochecha. — Eu amo tanto vocês duas, e eu ficaria feliz em fazer tudo de novo para proteger este lugar e vocês. — Ela piscou algumas vezes e olhou em volta. — Onde está Chase? Suas irmãs se acalmaram e se entreolharam. — Alex?


— Ele desapareceu logo após o médico vir e nos dizer que você estava bem. O xerife e os policiais foram com ele. Eles levaram um par de cavalos e homens. — Jimmy ficou para trás, — disse Haley, olhando para suas mãos. Ela fechou os olhos e quando ela respirou fundo, ela começou a tossir. — O médico diz que é normal depois de inalar toda aquela fumaça. A cabana se foi, mas o fogo foi contido. Aqui. — Alex ergueu um copo de água. Lauren deu um grande gole e sentiu a frieza gélida acalmando a dor de garganta. — Tem chance de que eu possa tomar um banho? — Ela olhou para si mesma. Elas tiraram suas roupas em ruínas, mas a sujeira e fumaça ainda estavam embutidas em sua pele e cabelo. — Claro, mas eu acho que a banheira seria melhor. Você torceu o tornozelo. — Haley puxou as cobertas para revelar um grande envoltório branco em seu tornozelo esquerdo. Uma hora mais tarde, ela se sentiu mais viva. Suas irmãs a haviam ajudado ir para a varanda da frente, com um copo de limonada e seu telefone celular. Ela tentou ligar para Chase cinco vezes e deixou uma mensagem para ele várias vezes. Até agora, ela não tinha ouvido nada de volta. Mesmo o escritório do xerife não tinha ouvido nada ainda. Alex sentou-se com ela enquanto Haley preparava o jantar. — Sabe, eu tenho dado muita atenção ao que você disse sobre Travis. Eu não sei se ele é o certo para mim, mas eu sei que quero tentar e fazer o nosso relacionamento funcionar. É a única coisa que eu tenho para mim no momento. — Alex... — Ela não sabia o que dizer. Em seguida, a memória voltou para ela. — Alex, você é uma fazendeira. Nós somos uma raça em extinção. Nós somos feitas de material forte, muito forte, então você


nunca vai saber. Você tem o poder para fazer o que você quer na vida e nunca deixar ninguém lhe dizer diferente. — Ela pegou a mão de sua irmã e viu uma lágrima escapar de seus olhos. — Tudo o que eu sempre quis, tudo que os nossos pais sempre quiseram para nós era a mesma felicidade que sentiam. Se Travis dá-lhe a felicidade, então eu vou recebêlo para esta família de braços abertos. Mas não se contente com nada ou ninguém menos do que você merece. Apenas lembre-se disso. — Chase faz você se sentir assim? — Sim, — disse ela, sem hesitação. — Não há dúvida em minha mente que eu me casei com o homem certo, há sete anos. E assim que ele voltar aqui, eu pretendo dizer e mostrar-lhe isso para o resto de nossas vidas. — Ela sorriu para a irmã, em seguida, puxou-a para um abraço.

Era logo após o meio-dia do dia seguinte, quando o grupo chegou em cima do acampamento. Eles haviam deixado os cavalos a poucos metros, sabendo que precisavam ser tão silenciosos quanto podiam. Quando o xerife fez sinal para Chase e Grant ficar para trás, Chase seguiu de qualquer maneira. Ele pensou ter ouvido Grant alguns metros atrás dele, mas ele estava muito focado em pegar Larry e os demais para se importar. Ele finalmente chegou à clareira e ele podia ver Larry, Hewitt, e um homem mexicano baixo em seus quarenta e poucos anos. Os três estavam discutindo sobre uma grande caixa que estava no chão. Todos os três detinham rifles. — Porra, você devia ter ficado com apenas o contrabando de carga. Ninguém teria adivinhado. Mas você tinha que começar a atirar em qualquer coisa que se movesse. — Larry virou-se para Hewitt. — Eu


o trouxe para esta operação por uma razão. — Ele olhou entre os homens. — Eu tenho o controle do fluxo por quase dez anos agora e você tinha que entrar e estragar tudo. Quase perdemos nosso disfarce em Saddleback Ranch. Larry virou e começou a andar. Chase olhou para o xerife Miller, que estava olhando para ele ferozmente. — Não se mova, — o homem mais velho moveu a boca para ele. Chase concordou com a cabeça. Afinal, o xerife e seus homens estavam armados. Eles tinham certeza que ele não estava quando eles concordaram em deixar que ele e Grant fossem juntos. Ele não era estúpido. Ele não iria correr para um grupo de contrabandistas que estavam armados até os dentes. Mas ele não ia se esconder debaixo de uma pedra, também. Ele queria ter certeza que os homens que quase mataram Lauren fossem capturados. — Caramba! Eu sabia que não deveria ter confiado em alguém como você. — A raiva de Larry estava focada em Hewitt. — Miguel e eu temos feito muito bem até agora. — Ele apontou para o outro homem. — Talvez devêssemos cortar as nossas perdas. — Larry apontou a pistola para o peito de Hewitt. — Afinal, quando eles encontrarem tudo isso com você, eles estarão propensos a pensar que você estava por trás de sua morte e o contrabando. — Miguel sorriu e puxou a arma também. Só então o xerife e policiais saltaram dos arbustos, gritando, — Policia. Não se mexa! Miguel largou a arma rapidamente. Hewitt deu um passo para trás e tropeçou na caixa, parecendo muito atordoado. Larry, por outro lado começou a mirar e disparar em qualquer direção. A árvore ao lado de Chase explodiu e ele sentiu uma dor aguda no braço esquerdo. — Maldição. — Ele caiu atrás de um grande toco, tentando obter uma melhor cobertura. Mais três tiros foram disparados, então o xerife chamou. — Está todo mundo bem?


— Sim. — Chase levantou-se devagar e viu Larry de bruços no chão, com os braços atrás das costas enquanto um dos policiais o algemavam. Os outros dois estavam algemando os seguintes. Caminhando Chase viu quando o xerife se inclinou e arrombou a caixa. Pequenos pacotes de pílulas e pó branco enchiam a pequena caixa. — O contrabando. Nós estamos vendo mais e mais dele por aqui. Eles trazem drogas do México e levam para o norte, tão distante quanto podem. Esses montes são perfeitos para se esconder. — O xerife olhou em volta e tirou o chapéu e limpou o suor da testa. — Bem, esses meninos vão ter o direito de responder no momento certo. Bom trabalho, Chase. — O homem se afastou depois de dar tapinhas nas costas dele. Só então Grant veio por trás dele. — Maldição, Chase. Você foi baleado. — Seu amigo olhou para o sangue escorrendo de seu ombro. Ele olhou para baixo e, ao ver o sangue, teve vontade de rir. Levou um dia inteiro para arrastar os homens de volta para a cidade. Até o momento que ele conseguiu voltar para a pequena casa da fazenda, Chase estava quente, cansado e cheirava mal. Levou toda a sua energia para remover suas roupas e puxar-se na banheira para a água tirar a dor e desconforto. Ele inclinou a cabeça para trás e fechou os olhos quando sentiu todos os músculos do seu corpo começar a relaxar. Ele deve ter dormido, porque um pequeno som o acordou com um sobressalto. Olhando para cima, ele sorriu para Lauren enquanto ela pairava sobre ele, um fôlego de seus lábios. — Olá. — Isso saiu como um sussurro. — Olá, como você está se sentindo? — Ele começou a sentar-se, mas ela colocou as mãos em seus ombros, mantendo-o onde ele estava. — Eu estou bem. Como você está? — Ela estendeu a mão e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha.


— Bem. Melhor agora que você está aqui. — Ele estendeu a mão para o rosto dela e puxou-a para baixo, para um beijo leve. Em seguida, ela inclinou a cabeça contra a dele. — Ouvi dizer que você estava morto. — Ela se afastou e olhou para o seu ombro. Ele olhou e viu o arranhão desagradável que passou de seu esterno para baixo, para a parte superior do braço. — Eu não estava realmente morto. Aconteceu de eu estar de pé muito perto de uma árvore que foi baleada. — Ele sorriu. — Vai demorar para ficar nua e entrar aqui comigo? — Hmm... — Ela ergueu o queixo como se estivesse pensando. — Eu diria que você já ganhou tudo o que poderia suportar. — Ela levantouse devagar e começou a puxar sua camisa sobre a cabeça. Sua boca ficou seca enquanto a olhava descolar cada centímetro de sua roupa. Então ela ficou ali por um momento, como se estivesse tentando decidir como faria isso. — Eu não tenho certeza que esta é uma decisão sábia. — Ela se preparou na borda e colocou um pé. — Eu tenho um tornozelo torcido. Oh, mas isso parecia tão bom. — Ela sorriu e entrou em cena com o outro pé, abrangendo seus quadris quando ela deslizou para baixo e sentou-se em seu peito. Inclinando-se, ela o beijou, enquanto suas mãos percorriam seu traseiro. Sentando-se um pouco, ele agarrou seus quadris e forçou-a toda a maneira para baixo em seu desejo enquanto ela gemia de prazer. — Não há barreiras, desta vez, esposa, — ele gemeu. — Não, nunca mais. — Ela sorriu enquanto seus quadris começaram a se mover. A água espirrou sobre a borda da banheira, enviando água correndo pelo chão e sua roupa. Nenhum deles percebeu como rodavam ritmicamente enquanto eles lentamente ganharam velocidade até que ambos estavam ofegantes e sem fôlego. — Mais, — ele disse enquanto seus dedos cravaram em seus quadris. Suas mãos puxaram sua cabeça para a dela quando ela tomou o beijo mais profundo. Ele não conseguia o suficiente. Ela estava indo


muito lento. Ele a puxou para cima e para baixo, em seguida, levantouse e saiu da banheira, em seguida, virou-se, pegou-a e levou-a para a cama. Deitou-a suavemente, ele a cobriu com seu corpo e entrou no seu rapidamente quanto suas pernas foram em volta dele. — Mais. — Desta vez foi ela quem exigiu isso. Seus impulsos cresceram mais profundos enquanto ele acariciava seus músculos internos. Sua boca brincava com seus mamilos, causando prazer fluindo por todos os poros. Quando ela inclinou a cabeça para trás e gritou o nome dele, ele gozou dois segundos atrás dela. Eles ali, respirando pesadamente até que o ar gelou sua pele. Ele estendeu a mão e puxou o edredom sobre os dois, desfrutando da sensação de se aconchegar ao peito. — Chase. — Ela passou a mão levemente sobre seu peito. — Quando eu estava trancada na cabana, eu pensei que não iria ter a chance de dizer a você como me sinto. — Ela inclinou-se e olhou em seus olhos. — Eu acho que você fez, querida. — Ele sorriu e gentilmente colocou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha, para que ele pudesse ver seu rosto claramente. Ela sorriu para ele. — Sim, mas acho que você e eu precisamos ouvir as palavras. — Ela suspirou enquanto a outra mão deslizou sobre seu quadril. — Eu amo o jeito como você me faz sentir. O que você faz quando você olha para mim. — Seu sorriso desapareceu. — O pensamento de não estar com você me assusta agora. Eu quero estar realmente casada com você. Envelhecer com você e ter filhos com você. Ele sentou-se, puxando-a com ele. — Lauren, eu sei que isto é um pouco tarde, mas você quer se casar comigo? — Ela riu e acenou com a cabeça. Ele sorriu e pegou o rosto dela entre as mãos. — Eu te amo. Eu te amei por mais de sete anos. — Ela sorriu quando disse isso. — Eu quero continuar te amando.


— Sim, eu também te amo. — Ela se inclinou e beijou-o. — Mudese para casa e me ajude a torná-la um lar. Ele sorriu e tomou seus lábios novamente, puxando-a de volta para a cama quando o pôr do sol apareceu atrás das colinas.


Epílogo — Você me arruinou. — Lauren se recostou na cadeira e olhou através da mesa para Chase. — Como você sabe? — Ele sorriu para ela e tomou um gole de sua cerveja. — Eu vou esperar presentes como este a cada ano a partir de agora. — Ela acenou para o seu novo anel de casamento de diamante. Foi seu presente para ela em seu aniversário de oito anos. Eles estavam sentados lá atrás no deck da casa logo após o jantar. Suas irmãs tinham desaparecido rapidamente depois de comer, levando os pratos sujos com elas. — Bom. — Ele se levantou e estendeu a mão. — Dê um passeio comigo. Fazia seis meses desde que a cabana tinha queimado. A mancha escura onde ela costumava estar ainda estava vazia. Eles conversaram sobre a reconstrução, mas queria se concentrar em consertar a casa primeiro. Eles haviam sido mais bem sucedidos no leilão do ano passado do que o esperado e tiveram tanta diversão em Tyler juntos, que eles se hospedaram uns dias extras como uma mini férias, quase como uma lua de mel.


Quando ela voltou para casa, ela ficou chocada ao ver uma nova camada de tinta sobre a casa, todas as novas janelas, e um novo aquecedor de água, algo que ela já não podia viver sem. Ao longo dos próximos meses, Chase tinha colocado tanto esforço para consertar a casa que, neste momento, quase parecia nova. Estendendo a mão, ela pegou sua mão e sorriu quando ele a puxou para os seus braços para um beijo rápido. Então ele se virou e, com a mão na sua, começou a andar nos campos. Quando eles chegaram a uma pequena colina, ele a virou e eles ficaram de mãos dadas olhando para a casa com o sol por trás deles. As novas janelas brilhavam à luz do sol morrendo. A pintura fresca e nova do telhado fez a casa parecer um novo lugar. — É um ótimo lugar, — disse ele e puxou-a em seus braços. — Sim, é. — Ela suspirou e virou-se em seus braços, envolvendo seus braços o redor dele. Quando ele começou a se mover para trás e para a frente, ela encostou a cabeça em seu peito. — O que você está fazendo? — Dançando. — Ele riu. — Não há nenhuma música. — Ela olhou para cima e sorriu para ele. — Não é preciso ter alguma para dançar em nossos campos. — Ele pegou a mão dela, colocando a outra em sua cintura e girando-a em um círculo. Então ele se abaixou e beijou-a até que sua cabeça girava. Quando ele ficou de costas para cima, ela olhou em seus olhos e sabia que ela estava certa de onde ela queria estar, nos braços do marido perfeito.


02 - Taming Alex

Alexis tem sido sempre a criança selvagem. Ela é a garota que todos sempre fofocaram atrás das costas. Agora que ela está noiva do bad boy da cidade, Travis, ela finalmente acha que está indo na direção certa. Então a vida joga um homem alto, moreno bem no seu caminho e faz com que todo o seu mundo balance. Grant está de volta na cidade. Ajudar seu pai com a sua clínica nunca tinha estado em seu plano, mas depois de tentar viver na cidade e decidir que não era para ele, ele não quer nada mais do que se estabelecer em sua cidade natal. Ele até mesmo comprou uma pequena fazenda para provar a si mesmo que ele está de volta para ficar. Então, depois de entrar e ajudar a menina má da cidade uma noite, ele começa a ver abaixo das camadas de Alexis. Agora, tudo o que ele precisa fazer é convencê-la de que escolher um bom sujeito não é sempre uma coisa ruim.


Loving Lauren vol. 1 (revisado) - Jill Sanders