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PARA

TRADUÇÃO E REVISÃO INICIAL:

Drika Santos REVISÃO E LEITURA FINAL:

Jennie Britto


Para grandes sonhos e as pessoas ainda maiores para persegui-los.


“Street Lights” by Kanye West “Unbreakable Smile” by Tori Kelly “Rollercoaster” by Bleachers “Resistance” by Muse “Feels Like Tonight” by Daughtry “Geronimo” by Sheppard “Favorite Record” by Fall Out Boy “Beautiful Life” by Nick Fradiani “I Won’t Give Up” by Jason Mraz “Madness” by Muse “Beautiful Now” by Zedd “Fight Song” by Rachel Platten


UM SEATTLE Reese Minha mãe me deixa no aeroporto. Estou usando meu jeans e top favoritos. Para ter sorte, eu acho. — Tem certeza de que vai ficar bem? — Tenho certeza. — Reese — ela me para antes que eu possa sair do carro, pegando a minha mão. — Eu te amo... — Eu te amo também — Sorrio para ela. Ela se inclina para me abraçar, e eu fecho meus olhos e me agarro por uma batida extra. Ela cheira a limão. Como casa, como tudo o que eu sei. — Você tem o seu passaporte, a confirmação do bilhete...? Aceno, salto para fora e pego a minha mala. Viro-me e digo adeus a ela, uma pontada de saudade já me atingindo enquanto a vejo se afastar. Inalando, passo para o aeroporto sozinha pela primeira vez na minha vida. Entre o embarque e os horários de voo, demora mais de quatro horas para eu chegar em Seattle. O avião circula por mais meia hora até que a chuva passe e estivéssemos autorizados a pousar. Está tudo molhado e verde. Minha prima Brooke me encontra fora do terminal. — Reese! — Com um rabo-de-cavalo alto, calças de corrida colada de elastano e um corpo assassino por baixo, ela parece que poderia ter saído da Sports Illustrated1. — Estou tão feliz em ver você. — Ela me abraça apertado antes de me Sports Illustrated, também conhecida como SI, é uma das principais revistas esportivas dos Estados Unidos, publicada semanalmente desde 16 de Agosto de 1954. 1


apresentar a um homem alto, de cabelo encaracolado, de pé ao lado dela. — Este é Pete. — Prazer em conhecê-la, Reese — ele diz, enquanto pega a minha mala. — Bem-vinda à equipe. — Obrigado por me receber. Se Brooke tem alguma reserva sobre me ter ao redor durante todo o verão, ela não mostra isso. Ela está animada e falante durante a nossa viagem, respondendo a todas as minhas perguntas sobre como eu posso ajudá-la com seu filho de três anos de idade, Racer. Na ponta do beco sem saída, chegamos à sua casa de frente para o mar em Lakehaven, com sua fachada de estuque, telhado varrido e gramado bem cuidado. Estou sem palavras, tomando o interior da casa com os olhos arregalados, ela me dá um breve passeio. Tecnologia inteligente em todos os lugares, cinco quartos, uma cozinha adequada para um restaurante. Tem janelas altas e muita luz natural, com vistas do Monte Rainier através de um trecho de água cintilante. Brooke me leva pelo corredor até o quarto de hóspedes. A sala tem fotos emolduradas

de

atletas

famosos,

e

entre

eles,

uma

foto

rotulada

ARREBENTADOR e eu tento não bocejar sobre isso, porque eu sei que Arrebentador é seu marido, amplamente conhecido, ex-boxeador e agora lutador de MMA. Mesmo as pessoas que nunca ouviram falar de luta de MMA parecem saber quem ele é. Mamãe diz que o chamam de RIP também, porque ele mata seus oponentes. Não mata literalmente. Bem, espero que não. Mas ele os enterra no chão. Online, os artigos dizem que ele é uma máquina de luta, e o melhor que já houve. Finalmente chegamos ao meu quarto e estou tentada a perguntar a Brooke se ela já se perdeu em sua própria casa. O quarto tem o dobro do tamanho do meu quarto na minha casa, requintadamente decorado em tons claros, com um tom de azul pastel nas cortinas e na colcha. — Aqui está um cartão de sócio do ginásio; nós os compramos em dúzia para a equipe. Você é parte da família agora. — Ela pisca. — Comida no frigobar, impecáveis toalhas de banheiro, a cama tem lençóis novos. Celular?


— Sim. — OK. Sua mãe lhe deu meu número, certo? Confirmamos os números uma da outra. Faz um tempo desde que falei com ela. Sou normalmente tímida e não muito falante. Acho que Brooke sabe. Tenho certeza que minha mãe a preencheu com tudo o que aconteceu na minha vida, desde o nascimento até agora, assim como ela me deixou saber que Brooke se casou com Remington “Arrebentador” Tate. Eles são um casal poderoso no bem-estar e no mundo atlético, um casal poderoso em seu próprio direito. Minha mãe pensou que eu estaria revigorada passando um tempo com eles e sua equipe enquanto trabalham no circuito de luta Underground neste verão. Ela sugeriu que eu viesse quando pedi a ela para me deixar descobrir o que eu queria fazer com a minha vida. E agora estou aqui, tentando descobrir quem eu sou. Começo a desempacotar, colocando minhas coisas em uma gaveta, e depois de pendurar algumas das minhas roupas no armário, passo pela janela e olho para a água enquanto Brooke se aproxima de um homem alto, de cabelos escuros, com uma pequena criança em seus ombros. Sei que é o marido e o filho. Eu não via o pequeno Racer desde o Natal, e eu nunca conheci o marido de Brooke, mas ele tem uma presença tão grande quanto sua reputação, mesmo daqui. Remy Tate é tão grande como uma montanha, e sentado em seus ombros, seu filho parece estar no topo do mundo. Muitas coisas foram ditas sobre o famoso Arrebentador, quente e masculino prevalecem entre elas. Racer bate no topo da cabeça do seu pai, e Remy está segurando-o por seus pés pequenos, olhando para o longo deck e caminha em direção à água quando Brooke se levanta e coloca seus braços em volta da cintura de Remy. Sorrio enquanto olho para eles. Eles viajam tanto devido à sua agenda de luta, eu não a veja muitas vezes, mas somos família. Eles parecem em paz, e felizes. Racer começa a se contorcer em cima do seu pai e apontada para a água como se ele quiser entrar em um barco.


Racer é meu bilhete para fora da cidade. Alguém com quem me preocupar, além de mim. Penso em Miles e um golpe de dor bate em mim. Talvez ficar longe fará com que ele sinta minha falta. Estar longe fará com que ele perceba que sente algo além da amizade para mim. Nós nos comunicamos, mas não tanto quanto eu gostaria.

Ei, eu cheguei aqui em segurança. Bom. Divirta-se, Reesey. Obrigado, vai ser bom.

Espero para ver se ele me pergunta qualquer coisa. Ele não pergunta. Enrolome na cama, olhando para o meu telefone, em seguida, mando uma mensagem para a minha mãe para deixá-la saber que estou em Seattle.


DOIS SEATTLE Maverick Nem em um milhão de anos, criança. Não. NÃO ESTOU INTERESSADO. Sai da minha cara! Quatro cidades em dois dias, e as portas batem na minha cara mais do que posso contar. Lanço minha mochila sobre meu ombro, pego meu caderno, e arranho outro nome da minha lista. Salto em um ônibus e salto fora trinta minutos depois, visualizo a mistura de edifícios comerciais e de apartamentos no bloco, em seguida, bato na minha última porta. — Treinador Hennesy? Ele é um homem alto, cabelo como sal e pimenta, vestido de suor, com um temporizador amarelo pendurado no pescoço. Ele me dá um olhar interrogativo. — Eu sou seu próximo campeão. Ele ri, mas então ele deve ver algo no meu rosto. Na minha postura. Sede, determinação, coragem. Talvez eu esteja usando minhas bolas em meus olhos. Ele fica sóbrio e balança a porta bem aberta. — Entre. Ele não pede meu nome. Acho que com um olhar, ele sabe que vai encontrar o meu nome no dicionário, ao lado de “determinado”. Ele me leva até a sua garagem. — Onde você treinou antes? — Ele pergunta. — Autodidata. Eu assisto vídeos.


Ele zomba, depois dá de ombros. — Ok, vamos ver o que você tem. Olho o equipamento em torno do lugar. O saco pesado pendurado no teto, o couro usado por outros lutadores antes de mim. Há um boneco de boxe no canto. Saco de velocidade. Pesos. Um ginásio privado conjunto aqui. Solto minhas duas malas, depois abro a minha mochila e começo a colocar as luvas sem se preocupar em remover meu capuz. — Tire isso; eu preciso saber o que você tem. Preciso ver sua forma — Hennesy diz. Aperto a minha mandíbula. Deslizo lentamente o meu agasalho. Tiro isso e olho para trás do meu ombro, mudando de posição mantendo as minhas costas longe da vista do treinador. O cara está limpando a área de combate. Bom. Podemos começar a trabalhar. Ele caminha até mim quando eu o enfrento. — Entregue — Entrego meu agasalho e ele o joga de lado, então cruza seus braços e olha para mim. — Saco de velocidade primeiro. Aspiro, me posicionando diante do saco de velocidade, e bato. Wham. Continuo batendo, com o um relâmpago rápido, meus punhos fazendo o saco voar. Eu teria me aquecido primeiro, mas tenho feito isso por dias, e não vou parar até que eu tenha um treinador — e nem depois. Tenho impulso agora, e pego velocidade, meus braços se movendo para frente e para trás, trabalhando o saco de velocidade até que ele esteja se movendo tão rápido que não se pode nem vê-lo. Estou começando a suar; está abafado aqui, mas não consigo parar. Preciso que ele me abrace. Preciso de um sim para me colocar no ringue. Apenas um sim e eu farei o resto. Hennesy me impede. Ele sinaliza para o boneco de boxe e o saco pesado. — Vamos ver você batendo no saco. Balanço para fora e bato com os nós dos meus dedos no saco, colocando tudo em meus punhos. Golpe, batida, pancada.


A compostura de Hennesy começa a desmoronar em excitação. — Puta merda, rapaz! Estou me metendo. Estou na zona, onde é só eu, o saco de couro marrom, meus punhos, e nada mais, mas bater o ponto que estou olhando. — Eu já vi o suficiente — ele para o saco balançando. Seus olhos estão vidrados. — Preencha isso. Pego a minha luva direita e pego uma caneta enquanto ele bate um pedaço de papel em uma mesa na esquina. Curvo-me para preencher o meu nome e as informações de contato e noto, muito tarde, que expus a tatuagem nas minhas costas. — Você é o menino dele. Congelo a minha assinatura. Um segundo passar rápido. Então dois. Lentamente coloco a caneta para baixo e dou uma última olhada no papel. Posso não conseguir preenchê-lo depois de tudo. Me viro. Seu rosto empalideceu. Espero por alguns batimentos. Talvez ele seja diferente. Talvez ele possa lidar com isso. Ele joga meu agasalho em mim. — Saia. Ninguém quer vê-lo lutar. Franzo o cenho ferozmente quando pego meu casaco em meu punho e ando para frente, igualmente furioso agora. — Isso é muito ruim. Porque eu estou lutando de qualquer maneira. Mantenho meus olhos nisto enquanto retiro minha luva esquerda, empurro meus braços em meu agasalho, e fecho. Saio e a porta bate atrás de mim. Aperto a minha mandíbula, empurro minhas luvas em minha bolsa e jogo as luvas velhas e pretas dentro também. Empurro-as para dentro, na parte inferior da mochila e a fecho. A temporada começa em uma semana e meia. Nenhum treinador? Sem lutas. Nem consigo entrar num ginásio. Mas eu não vou deixar ninguém ou qualquer coisa me afastar do ringue.


Pego um centavo do chรฃo. E encontro uma garota com roupas de treino do outro lado da rua, amarrando os cadarรงos. Ela estรก a um passo da porta do ginรกsio. Endireito-me, puxo meu capuz sobre a minha cabeรงa, e atravesso a rua, seguindo-a como eu quero.


TRÊS “ELE ESTÁ COMIGO” Reese Hoje é o primeiro dia no meu próprio campo de treinamento pessoal. Um dia passado com os Tate's e a boa notícia é, não há uma tentadora barra de Snickers à vista. Apenas comida verde com rótulos orgânicos. Tudo fresco. Frutas, carnes magras, tudo o que preciso para finalmente — finalmente — perder os dez quilos irritantes que tenho carregado comigo nos últimos anos. Eles vieram com os sentimentos de insegurança, insatisfação e frustração. Eles são a prova de que eu tinha, absolutamente, nenhuma força de vontade contra as minhas dores de fome ou meus desejos. Um lembrete do por que eu não fui dançar, ou — apesar do meu amor a praia — sair em um maiô para tomar sol em algum lugar. Pretendo trabalhar como um demônio. Quando eu voltar para casa, vou entrar em uma sala cheia de gente com um grande sorriso e sem a minha bunda do tamanho do Himalaia, parecendo tão bonita que Miles Morris vai babar em sua boca ao me ver. Ele vai admitir que sempre fui eu e só eu para ele, e ele estava muito cego pela nossa amizade para notar. E vou dormir com ele — a primeira vez que vou dormir com um cara — e eu vou fazer isso sem inseguranças sobre ele me ver nua, porque vou estar bonita e magra e, o melhor de tudo, aceitando-me. Tão feliz comigo que eu faria isso em plena luz do dia para ele, se ele me pedisse. Puxando a minha camiseta um pouco mais para baixo quando ela rola pelos meus quadris, começo a ofegar e aumento a velocidade da esteira um pouco. Se eu não fizer isso, terei que me arrastar pelo caminho para a creche para pegar meu pequeno pacote e, ao levá-lo de volta para casa, estarei arrastando minha língua na calçada. Não, obrigado. Estou em um acampamento de vida saudável.


Brooke diz que eu pareço com Jennifer Lawrence e que inveja a minha forma de ampulheta. É como se meu torso estivesse preso a um espartilho desde que nasci. Sinuosa. Mas pegarei o físico atlético de Brooke a qualquer dia. A genética fez a minha forma de ampulheta, mas os físicos atléticos tomam mais do que a genética; eles levam muito trabalho e admiro isso. Pressiono a velocidade da esteira um pouco mais rápida e busco todos dentro do ginásio movimentado. Mas, meus olhos se voltam para o cara que entrou na academia atrás de mim. Ele está na extremidade da sala, batendo em um saco pesado. Ele parece totalmente concentrado. Ele é o único lutador aqui que não está falando com ninguém e nem com um treinador. Eu diria que ele parece não ter amigos, mas é mais como se não quisesse ser incomodado e não precisasse de amigos: ele tem seus punhos. O garoto bonito está recebendo, até agora, atenção de todos no ginásio. Talvez porque ele realmente esteja trabalhando o saco pesado, fazendo com que a corrente que segurava chacoalhasse. Mas eu acho que, na maior parte, é porque ele crepita paixão pelo que ele está fazendo. E parece muuuito bom fazendo-o também. À minha direita, espiono uma das atendentes da recepção caminhar pelos pesos e pela área de cardio. Um segundo se junta a ela, especulando. — Sem adesão — ouço. Uma volta para a mesa, o conceito de área aberta faz a área de recepção visível da minha esteira, ela pega o telefone e desliga tão rapidamente. — Eles estão vindo — ela diz quando a segunda assistente se junta a ela atrás da mesa. Continuo andando, agora focando no cara. Ele é um fodão. Eu nunca vi alguém bater em um saco tão duro, e ele não está incomodando ninguém. Nada parece existir para ele exceto aquele saco que ele está batendo. Estou observando-o quando dois de guardas de segurança uniformizados aparecem dentro do ginásio.


A senhora na entrada aponta para o jovem. Ele parece senti-los, e levanta a cabeça, franzindo a testa. E então, lentamente começa a caminhar para a frente. Ele para a alguns metros deles e fica lá da maneira mais arrogante, mais desafiadora que eu já vi. Quase como se estivesse à espera de ser expulso. — Precisamos que você venha conosco e confirme sua adesão na recepção — um dos caras diz ameaçadoramente. Paro a esteira e de repente digo: — Ele está comigo. O cara e os guardas de segurança vêm na minha direção, e aceno rapidamente. — Ele veio comigo — retiro meu cartão do ginásio. Os guardas vêm olhar para ele. Um deles traz uma senhora da recepção. — Faça-o entrar na próxima vez como hóspede — a senhora me diz com uma careta. Concordo. Os guardas aliviam, e percebo que o cara está olhando para mim. Tipo, realmente olhando para mim. Ele usa calças de moletom, um agasalho e uma atitude. Ele permanece imóvel, os cordões pendurados em baixo, nos quadris estreitos, revelando um pouco de pele em seu abdômen e nos lados de seus quadris, o início de um músculo V. Ele tem uma cabeça cheia de cabelos pretos e olhos da cor de aço, que poderia derreter o mesmo metal que parecem ser. Ele tem o olhar mais silencioso e intenso que já vi. E está preso a mim. Estou desconfortável. E autoconsciente. Estou vestindo um top fúcsia e calças apertadas de exercício, meu cabelo melado amarrado em um rabo de cavalo. Eu não sou nada especial, não entre as garotas no ginásio, e não entre as garotas do mundo. Enquanto ele olha para mim, sinto os cabelos na ponta do meu rabo de cavalo escovarem nas minhas costas e tremo como nunca fiz antes. Acho seu olhar realmente irritante, então eu o afugento.


— Volte para o que você estava fazendo — digo. Ele não se move. Seu rosto é jovem e bronzeado, todos os planos e ângulos acinzentados, com sobrancelhas lustrosas e baixas, como dois raios irritados, um nariz perfeito demais para pertencer a um lutador e uma mandíbula que parece inquebrável. Perplexa com a sua atenção, volto para a minha esteira. As sobrancelhas do sujeito abaixam um pouco mais em perplexidade óbvia. Ergo minha própria para ele em desafio, meu olhar dizendo: você vai continuar olhando? Ele sorri um pouco, inesperadamente lindo a meio caminho de um sorriso. — Vá treinar — digo. Ele me dá este assentimento arrogante de uma maneira que faz parecer que ele está dizendo obrigado, então volta para os sacos de ginástica, levantando suas luvas. Ele hesita por alguns segundos, franzindo a testa, pensativo, enquanto olha para a bolsa, como se estivesse perplexo com alguma coisa. Ele balança a cabeça para limpála, olha para o saco, e em um flash — pow, pow, boom! — sacode o saco três vezes e fazendo-o balançar em sua corrente. Percebo que as pessoas estão olhando especulativamente, na minha direção. Alguns parecem preocupados, outros parecem estar se perguntando se ele está realmente comigo. Eles me fazem lembrar da minha mãe um pouco. Reese, prometa que vai cuidar de si mesma. Mãe, vou ter cuidado. Me deixe ir. Dê-me as asas! Eu ganhei, não ganhei? Implorei por um tempo sozinha. Hoje é o primeiro dia do novo e eu gostei. Então obtenho a minha meia hora restante, então vou recolher minhas coisas e me apressar para a ir para a creche buscar o meu pequeno pacote. Todo esse tempo, nenhuma vez, o cara olhou para longe de suas malas novamente.


— Como foi seu dia? — Brooke pergunta mais tarde naquela noite. — Bom. — Apenas bom? Aceno, sorrindo. Eu não sou muito detalhista, sou naturalmente tímida e desconfortável em torno de outras pessoas. Acho que isso é genético porque, embora minha mãe seja falante, meu pai é um eremita e principalmente se mantém com a ocasional pergunta paternal, como “está tudo bem com dinheiro?” Ou “sua mãe falou sobre o toque de recolher?” Gosto mais de estar com meu pai. Ele não me faz falar, como a minha mãe. Nós somos o tipo de pessoas que apreciam o silêncio. Sinto esse tipo de vínculo com o marido de Brooke também. Eu o conheci na noite passada — lindo, de olhos azuis, forte e quieto, ele é um animal gentil — e depois do nosso sorriso e um sorriso breve, ele está confortável o suficiente com a minha presença que ele me ignorou esta manhã enquanto eu tomava meu café da manhã e ele tinha o dele. Eu falei antes de terminar. — Por que você não treina no ginásio com alguns dos outros? — Exclamei, pensando no cara que conheci. — Eu me concentro melhor no meu próprio. — Ele abaixou seu iPad, onde ele estava lendo algo. — Você pode vir treinar com Brooke e comigo se você quiser. — Não! — Rapidamente protesto, por uma razão que ainda não consigo entender, e quando ele olha para mim de uma maneira bastante paternal, curiosa, eu acrescento: — Eu amo o ginásio. Obrigado. Terça-feira, estou tão dolorida que eu preciso rastejar para a cama. Quarta-feira não está melhor. Mas, me sinto energizada, dormindo divinamente.


Na quinta-feira, estou perfeitamente confortável vivendo com o Tate’s, e super confortável com a minha rotina diária. Racer toma café da manhã cedo com a sua mãe e o seu pai, enquanto eu tomo banho e me preparo para a manhã. O Tate’s nos deixam na creche, e eu sigo para a academia a poucas quadras de distância. Mais tarde, pego Racer, brinco com ele na parte da tarde, nado, ligo para a minha mãe e alguns amigos, ou passo a noite com Pete ou Riley. Eu aprendi que Pete, o cara que nos levou do aeroporto, é o assistente pessoal de Remy. Então há o preguiçoso, amigável Riley, o seu segundo treinador. O treinador de Remy se chama Lupe; ele é careca e tem uma coisa pelo último membro da equipe dos Tate’s, a maternal Diane, nutricionista e chef de Remington. Contudo, estou me sentindo muito mais resolvida do que eu esperava estar neste momento. Há uma grande vibração familiar com os Tate’s e sua equipe. Eu sinto que me encaixo, eles me tratam como um dos seus próprios. Está fresco esta manhã, então me cubro com uma camada extra e me pergunto se vou ver o Sr. Misterioso do ginásio. Chove às vezes, mesmo durante o verão. Uma chuva macia e silenciosa que eu posso dormir toda a noite. Algumas noites, Brooke escapa para longe de Remy quando ele está ocupado conversando com os caras e nós passamos uma noite de meninas falando sobre diversas coisas. Estou muito interessada em aprender a cuidar do meu corpo agora. É algo que nunca me interessou até agora. Brooke me disse o que comer depois de um treino, dependendo do que eu quero cumprir. Gorduras e proteínas para perda de peso ou construção muscular. Carboidratos para a energia. Eu também tenho recebido chamadas frequentes de mamãe e papai. Meus pais são amorosos, e sou sua única filha. Nunca faltou amor ou qualquer coisa que eu quisesse. Eu nunca quis sair de casa; eu estava muito confortável lá. Sentia-me segura. Mas então eu percebo: eu contei tanto com a minha mãe e meu pai, que eu comecei a deixá-los tomar decisões por mim. Que faculdade? Que carreira? Eu sei que minha mãe e meu pai têm uma razão válida para se preocupar comigo e uma razão válida para querer fazer essas escolhas para mim,


mas eu queria o controle da minha vida, então, finalmente, pedi que me deixassem escolher sozinha. Eles disseram que tudo bem. E fiquei chocado ao descobrir, o que eu não sabia. E, como a última decisão que deixei minha mãe fazer por mim, ela ligou para Brooke e perguntou se eu poderia vir. Minha mãe tem um viveiro de plantas. Uma vez ela me disse que sempre que uma planta é transferida para uma nova casa, não pode ser regada imediatamente ou morre. Durante duas semanas precisa ser salientada, a sua sobrevivência testada, e só depois de ter passado as duas semanas, vai estar pronta para a água que precisa para crescer. Eu não esperava vir aqui para ser fácil. Mas, estou pronta para crescer. Eu precisava de uma mudança. Tenho quase vinte anos. — Você realmente está bem? — Perguntou mamãe. — Sim — eu disse ontem à noite, quando ela ligou. E pela primeira vez em muito tempo, eu quis dizer isso. Eu também aprendi sobre o Underground. No ano passado, a luta final foi entre Remington “Arrebentador” Tate e Parker “O Terror”, que era um verdadeiro pesadelo de perto. Foi um combate acirrado, mas o Terror perdeu e mais tarde foi hospitalizado e mantido afastado da luta devido estar em terapia intensiva. Um inimigo mais velho e adversário, Benny, o Black Scorpion, aparentemente desapareceu este ano e ninguém sabe onde ele está ou se ele está voltando. Algumas pessoas pensam que o Twister é um concorrente. E, aparentemente, Spidermann — que deixou Oz Molino, seu antigo treinador, e foi para um novo — há rumores de estar em boa forma também. Parker e Scorpion costumavam dar a Remy uma corrida por seu dinheiro, mas eles se desgastavam. É preciso disciplina para a longevidade, diz Pete. Não apenas a luta em si, mas o estilo de vida que você constrói para apoiar a si mesmo de uma forma positiva. Estou abraçando o estilo de vida com entusiasmo. O cara — Olhos de Aço — esteve no ginásio todos os dias. Ele não fala com ninguém. Você pensaria que era muito esforço falar com alguém, esforço que ele


parece preferir colocar no saco de pancadas. Direto daqueles oito pacotes de músculos abdominais e para o saco de perfuração com um baque surdo. Ele é novo na cidade, eu acho. Ninguém sabe. Ele mantém fones de ouvido para se fechar do resto do mundo. Eu recentemente dei uma espiada na página de registro onde assinamos; ele assina o seu nome como Cage. Presa é o jeito que me senti quando ele olhou diretamente para mim no nosso segundo dia. Reconhecimento brilhou em seus olhos quando ele me viu em minha roupa de exercício, e algo como excitação acendeu em seus olhos também. Naquele momento estúpido, sinto como se fosse emoção por me ver. Ele tem os olhos da cor mais estranha que eu já vi — metálico, realmente, um aço cintilante — e ele estava parado em frente à porta do ginásio como se estivesse esperando por alguém. Eu o vi, senti um estranho pingo de nervosismo, então puxei meu cartão para entrar. Ele começou a vim atrás de mim, puxou o capuz um pouco mais alto para cobrir seu rosto, e entrou no ginásio quando eu fiz. Eu parei antes que chegássemos mais longe do que a mesa. — Ele está comigo — eu disse às senhoras, e ele agarrou a caneta para registro e assinou seu nome. — Obrigado — ele disse baixinho enquanto nos dirigíamos para o ginásio. Eu assenti, e de repente senti como se eu tivesse borboletas para o café da manhã por algum motivo. Foi assim todos os dias até agora. E todos os dias, eu o peguei olhando para mim enquanto ele treina. Todo dia um pouco mais. O cara soca forte. Ele não para. Outros membros do ginásio, especialmente alguns dos que treinam perto dos sacos, parecem ameaçados e continuam falando sobre ele. Ele tem um chip no ombro, esse. Quem diabos ele acha que é o saco? Quem irritou o garoto?


Ele não é um garoto. Ele tem uns 88 quilos, cerca de 1,82 de homem. Pelo menos alguns anos mais velho do que os meus vinte. Talvez... vinte e três? Ele brinca muito com os sacos. Ele brinca e salta em torno deles, e bate como se vivesse para socá-los. Mas quando alguém fala com ele, a brincadeira se vai e ele põe uma parede que praticamente mantem todos afastados nos últimos dias. O ar que ele exala é implacável. Determinado. E muito intimidante para alguém perder. Muito intimidante para qualquer um chamá-lo para fora por me usar para entrar no ginásio. Ninguém o questiona. Deixaram-no ser e continuaram treinando, tudo o que faziam era disparar olhares secretos da sua maneira. Estou me preparando para sair para continuar o dia, quando ele para de socar e se aproxima. — Ei. Meus olhos se arregalam quando ouço sua voz claramente. Uma voz profunda, masculina, de trovão escuro. Ah, não, amigo, você não está quebrando o nosso código tácito de silêncio, penso em alarme. — Qual é o seu nome? — Ele me pergunta, as sobrancelhas baixas enquanto me estuda. — Reese. Ele balança a cabeça, e felizmente se afasta. Eu estou me sentindo um pouco engraçada, desconfortável. Eu nunca me senti tão desconfortável por um cara. Exalo, me viro, e saio para fora, percebendo brevemente que Cage está tirando suas luvas como se ele estivesse se preparando para sair também.

Racer me chama de Ree. Apenas Ree. Embora ele realmente não possa pronunciar R’s bem ainda, por isso soa como Wee. O que é adorável. E embaraçoso.


Ele pode falar melhor do que isso, mas acho que é o nome dele para mim. O pequeno idiota me ama. A única covinha em sua bochecha aparece sempre que eu apareço. Eu o coloco no meu quadril quando eu o busco depois do ginásio. — Você se divertiu hoje, Racer? Ele apenas acena com a cabeça e olha para mim, com a covinha. — O quê? — Finjo que eu não sei o que ele está esperando, então eu vou. — Ooooh! Isso? — Eu tiro um picolé. Ele estende a mão gordinha. — Dê-me um beijo ou você não o terá. — Seu beijo está molhado e desleixado, mas ele me encanta sem fim. Quase como os beijos do meu cão Fluff. Brooke quer engravidar novamente. Eu sei que com o estilo de vida das lutas, vai se tornar difícil para ela ter mais do que dois bebês. Mas Racer é o mais velho agora, e inteligente. E muito, muito malicioso. Nós paramos no parque, onde eu sempre me sento para dar-lhe algum almoço. Riley, um da equipe, me encontra com o carrinho. — Ei, estranha — diz ele. — Ei. — Você empresta bebês para pegar os caras? — Está certo. Mas não há ninguém para pegar por aqui. Não há bons. Como Miles, eu acho. — Aqui está, homenzinho. — Riley senta Racer no carrinho e eles batem os punhos. — Eu não posso acreditar que ele faz isso. — Sim, você pode. Seu pai destruiria um navio se ele não soubesse como bater os punhos até agora. — O que ele tem na loja para ele em seguida? Shadowboxing 2 na idade de quatro? Ele ri e vai embora. Shadowboxing é um exercício usado no treinamento para esportes de combate, especialmente, como seu nome indica, no boxe. 2


— Obrigado, Riley. Eu sinto uma picada na parte de trás do meu pescoço e viro para ver o “Olho de Aço” olhando para mim. Ele está fazendo flexões no chão, em estilo do exército, rápido e elegante, sua cabeça levantada para olhar diretamente para mim. Em linha reta para mim com tanta intensidade e confusão, eu recupero o fôlego. Ele para as flexões e facilita a seus pés. Ele olha para Racer, depois para mim. Ele parece confuso. — Wee, minha comida! — Comida. Certo. Você quer chegar aos ursos de frutas, não é? — Eu viro para abrir o recipiente de comida, bem como um saco de frutas saudáveis picadas, e quando eu olho para o local que Cage ocupava, ele se foi. Procuro no parque e o vejo acertar o caminho de corrida. As pessoas passam em patins. Outros jogam bolas. Há pessoas andando e correndo, e casais em cobertores preparando ou comendo o almoço. E Cage trotando e perfurando o ar como se sua vida dependesse disso. Estreito os meus olhos e olho para seu perfil um pouco mais de perto. Ele me dá essa vibração rebelde. Como se ele preferisse dizer sinto muito do que eu posso, e talvez nem mesmo o “desculpe” em tudo. Há uma paixão feroz em seus traços e um fogo aceso em seus olhos. Eu admiro pessoas apaixonadas. Pessoas que queimam todo mundo ao seu redor, eles são tão apaixonados, querem tanto, eles anseiam tanto. Gotas de umidade se agarram à sua testa, e não pela primeira vez, eu me pergunto sobre ele, coisas que eu não deveria admitir perguntar. Até para mim mesma. Olho-o até ele desaparecer nas árvores ao redor da trilha, e então eu percebo que Racer havia facilmente escalado para fora de seu carrinho. A pequena sacola de frutas secas está bem ali, onde ele costumava estar comendo. Meu coração se transforma em chumbo no meu peito ao ver o carrinho de Racer vazio. E então o pavor bate em meu peito.


Ficando de pé, eu varro o parque. Racer já está correndo a mil milhas por hora atrás de um Labrador que está perseguindo sua própria cauda e, em seguida, perseguindo alguma sombra fantasma, correndo de uma extremidade do campo para o outro como nunca fez em toda a sua vida. — Racer! Eu não posso colocar o cobertor e tudo de volta para a minha bolsa rápido o suficiente. Na verdade, eu não coloco. Só deixar tudo lá e corro atrás dele no momento em que o cão vê Racer e ataca atrás dele. O cão está fora de uma coleira e é três vezes o tamanho de Racer. Eu vejo uma figura familiar saltar até um galho de uma árvore próxima e agarrar o que parece ser uma bola de tênis presa entre as folhas. Ele a joga no chão. O cão a agarra e saí correndo, rápido como uma bala. Racer começa a ir atrás dele com uma risadinha de prazer. Ele não vai muito longe. Cage o pega em seus braços e o traz. — Você perdeu alguma coisa? — Ele pergunta enquanto coloca Racer de pé diante de mim. Perdi alguma coisa? Penso atordoada. Minha respiração. Minha cabeça. Parte da minha alma agora, para ser honesta. Meu coração é um tambor, ainda. Eu poderia ter perdido Racer no parque! O cão poderia tê-lo machucado! Brooke me disse que estava inquieta e irreverente sobre os perigos, mas eu nunca pensei que cuidar de um garoto adorável como ele realmente pode ser difícil. Mas, não teria sido difícil se eu estivesse prestando atenção em Racer, em vez do cara que estava a dois pés de mim, e muito perto para ser confortável, agora. Cage me observa lutando para me recompor.


— Obrigado — eu digo a ele, então ajoelho-me na frente da minha carga. — Racer — olho para seus olhos azuis felizes e sinto meu corpo tremer. — Não faça isso de novo. Se você quer acariciar o cachorro, eu irei com você. — Por quê? — Ele desafia, seus olhos brilhantes e iluminados. — Eu não podia te ver, e eu estava com medo de você se machucar. Ele inclina a cabeça para cima e olha para o sujeito, apertando os olhos sob a luz do sol. Cage está olhando para ele também, e depois para mim. Ele parece fascinado de repente. E esse rosto dele é tão perturbador que eu tenho que me forçar a olhar para outra coisa, então eu olho para um ponto além de seu ombro. — Wee é minha amiga! — Racer diz orgulhosamente, estendendo seu braço para Cage. Eu rapidamente percebo que Racer está lhe dando o punho. — Ele quer dar um soquinho — explico às pressas para Cage. Cage toma Racer em sua camisa do Superman e em suas calças de brim pequenas perfeitas. — Você é um cara legal. Ele dá um soquinho — o seu punho é enorme e bronzeado e o do Racer é branco e gordo — e seus punhos colidem. Cage ergue os olhos e olha para mim. E eu cometo o erro de ser pega em flagrante olhando para ele quando ele encontra meu olhar. Seu olhar escuro, intencional é um pouco quente e confuso. Obviamente, ele e eu não estamos indo para o soquinho, e em toda a minha vida, eu não posso desenhar nada, mas um espaço em branco no meu cérebro. Parece que eu esqueci como falar. Os feromônios estão no ar e meu corpo está agindo de forma engraçada. Por que meu corpo está agindo de forma engraçada? Eu não sou muito falante, mas esse cara é pior. — Você se cansou do ginásio hoje? — Pergunto a ele. Nossa. Você poderia ter uma pergunta mais maçante, Reese?


Ele ainda parece um pouco fascinado, mas há uma sutil diferença em sua expressão quando eu menciono o ginásio. Cresce um pouco mais escura por algum motivo. — Não tenho parceiros para disputar. Muito cheio. Eu concordo. — Eu posso ser sua parceira — eu exclamo. — Amanhã. Suas sobrancelhas escuras sobem — Você quer disputar? Levanto o queixo um pouco provocante e aceno com a cabeça. — Vou aprender. De repente eu me sinto realmente enérgica. Tomo Racer em meus braços. — Vejo você amanhã — eu digo, e volto para o carrinho e para as nossas coisas, caminhando calmamente. Acho que sinto seu olhar nas minhas costas, então me distraio com Racer e pesco as frutas secas do assento do carrinho. — Você quer mais destes? — Pergunto a Racer, mostrando-lhe a bolsa. Ele empurra a minha mão e tenta fugir novamente. — Quero encontrar o cachorro. Pego-o com esforço. — Ok, mas sente aqui e eu vou te empurrar muito rápido. Ele para de se contorcer para libertar-se, obedece e me deixa sentá-lo, sorrindo sobre meus ombros para algo. Ou alguém. Volto-me para Cage, que está nos observando com um meio sorriso no rosto que faz mais por mim do que qualquer coisa a meio caminho deve fazer, sorrio vagamente e sinto os seus olhos em minhas costas quando empurro Racer pelo caminho. — Isso não é rápido, Wee! Rápido! — Diz Racer. Merda. Sério? Minha bunda vai saltar como uma louca. Inclino-me para ele.


— Quando chegarmos na esquina, por favor, é bastante embaraçoso para Reese na frente de um menino em um dia — Bagunço os seus cabelos e depois olho para frente em busca do Labrador.


QUATRO BATENDO Maverick O centro de negócios do hotel tem uma dúzia de computadores potentes para salvar o que eu estou fazendo. Surfar na net por treinadores na área de Seattle. Escrevendo uma nova lista. Comecei no topo e agora estou nas camadas mais baixas quando escrevo o segundo nome, em seguida, procuro por outra meia hora. Porra, estou ficando sem opções. Saio, rasgo a página fora do bloco de notas do hotel, e olho para os dois nomes que eu tenho na lista. Esfrego a minha mandíbula, releio os endereços e locais. Dobro a página, a empurro no bolso do meu jeans, pego a minha garrafa de água, e saio para a parada de ônibus. Faço duas paradas. Mais duas portas fechadas na minha cara. Planto minha mão plana sobre a última, rangendo meus dentes e batendo minha palma nela. — Venha, porra! — Grito. Nenhuma resposta. Jesus. Filhos da puta. Caio na calçada e inclino minha cabeça contra a parede, franzindo o cenho. Tenho três dias para encontrar um treinador. Três dias para fazer a luta possível. Cavo no bolso dianteiro da minha calça jeans e pego a moeda que encontrei fora da casa de Hennesy. Enrolo a palma da mão em volta, desejando uma mudança de sorte ou algo ainda melhor — uma maldita chance.


Cresci com a minha mãe em Pensacola. Perto da praia. Ela queria que eu me alistasse no exército. Acontece que eu nunca fui bom em ser disciplinado. — Quando eu o nomeei de Maverick, eu não sabia que você iria levá-lo tão a sério — minha mãe me castiga de brincadeira quando eu deixei a corporação. Tínhamos concordado que quando eu fizesse vinte e um anos, eu podia vê-lo. Meu pai. — Ele viaja devido ao seu trabalho, Mav. Não sei se você deveria vê-lo. — Vou viajar com ele. Eu quero aprender. Eu sou seu filho, não é? — Acho que imaginei uma conexão entre nós. Eu mal podia esperar para sair da Flórida. Meu pai costumava me mandar um par de luvas de boxe a cada aniversário. — Ele era um homem bom — minha mãe dizia quando eu perguntava sobre ele. — Eu quero vê-lo. — Ele era. Um bom homem — Ela enfatizou o “era”. Eu não entendi. Você não era bom, e então mal, isso não podia acontecer. Poderia? Eu era muito jovem e muito fodidamente estúpido. No meu aniversário de 21 anos, ela me deu suas informações de contato, e quando ele nunca atendeu o telefone, fui encontrá-lo sozinho. Meu pai — o que eu imaginava como grande, poderoso e que tinha nobres razões para deixar minha mãe e eu — estava desamparado em uma cama de hospital muito pequena para seu corpo. Não houve aviso. Nada para dizer a minha mãe e a mim que sua vida ia mudar a nossa para sempre. Era um dia puro, um dia como qualquer outro. Mas eu estava em uma cidade em que nunca tinha estado. Sozinho. Então eu sentei lá sem lágrimas para chorar. Apenas ele e eu. Um estranho cujo sangue eu compartilho.


Os médicos disseram que estavam tentando recuperar o seu cérebro depois do acidente. Eles o induziram a um coma. Ele não quis acordar. Seu coma é real agora. Tudo depende da sua vontade de viver, dizem eles. — Meu pai luta; isso é o que ele faz — eu disse aos médicos. É tudo o que eu sei sobre ele. — Ele pode não ter qualquer luta deixada nele. Olhei para meu pai; ele estava com cicatrizes, espancado, acabado. Não era o cara que a minha mãe tem uma foto. Não pare de lutar, eu queria dizer. Mas eu não disse isso. Ele nunca ouviu minha voz. Eu ainda não sei se devo chamá-lo de pai, papai, ou o apelido que eles lhe deram como lutador. Em vez disso, eu disse: — Vou fazer você ficar orgulhoso. Voei para casa, tomei banho e mudei, lembrando-me dos médicos quando eles me disseram que não ficaria bom como eu tirei as minhas luvas de boxe. Encontrei minha mãe na cozinha. — Não vou voltar para casa. Ela chorou suavemente. Eu coloquei meus braços em volta dela e a segurei. Seis anos antes, eu a superava em altura e ela se sentia pequena e frágil em meus braços. — Eu te amo, Mav — Ela agarrou minha mandíbula e beijou a minha bochecha. — Deixe-me saber onde você vai. Mantenha contato. — Eu vou. — Maverick. Você não é o seu pai. Você não precisa fazer isso. — Não. Mas, eu sou metade dele. E a metade de você — eu olhei para ela. — Eu quero mais do que o que tenho aqui. — Eu abri a porta com nada além de uma mochila, meu dinheiro guardado, e minha bolsa. — Vou provar que ele está errado em acreditar que nunca vale um momento. No ônibus, tirei as últimas luvas que meu pai me enviou há um aniversário. Ele não me enviou novas, ele me enviou antigas com uma mensagem: Uma vez que


você nunca usa as que eu envio e claramente não planeja usá-las, estou enviando usadas por um verdadeiro lutador. As luvas são tão velhas, que estão gravadas no pulso com fita adesiva prata. Deslizei minha mão em uma luva, depois a outra, e percebi que eles se encaixam. Elas me encaixam.


CINCO TREINANDO COMIGO Reese Como está a alta vida? Miles finalmente enviou mensagens de texto ontem à noite. Eu já estava na cama quando meu telefone zumbiu. Olhei para a tela e me ergui. Eu deveria ter esperado um minuto para responder. Não é bom parecer ansiosa ou qualquer coisa, e para ser honesta, eu não estava. Mas, ele é um dos meus amigos mais próximos e uma das poucas pessoas que sabem tudo sobre mim e gostam de mim de qualquer maneira.

Boa!

Mando uma mensagem de volta.

Pensando em te visitar e conhecer seus novos amigos.

Ele estava usando isso como desculpa? Faço uma careta e me pergunto. Mas, somos amigos. Ele não precisa de uma desculpa; ele poderia dizer que sente a minha falta e é isso. Talvez? Hesitante, eu digito, com certeza.

Quando você quer vim visitar? Ainda não está certo, talvez para as semifinais? Você pode me apresentar para os caras e para o RIP então?


Li a mensagem, depois relaxei na cama e me olhei no espelho. Até o momento que ele vier eu vou estar incrível, ser exuberante com tanta autoconfiança, e ter uma direção clara na minha vida. Então, eu escrevi:

Eu vou ver o que posso fazer, mas eu tenho certeza que ele ficaria bem.

Eu não tenho muitos amigos; eu valorizo aqueles que eu tenho porque sempre foi uma luta para fazê-los e mantê-los. Mostro a Brooke a mensagem na parte da manhã. — Hmm. Eu não sei — ela diz pensativamente. Ela mostra meu telefone para Pete, desde que todos nós tomamos café da manhã na grande mesa da cozinha dos Tate's. — Não. Riley olha para a próxima. — Definitivamente friend-zoned. Remy olha para o telefone antes de passar para mim. Ele levanta o olhar e mirame com os seus belos olhos azuis, como os de Racer, e balança a cabeça sombriamente. — Pegue um homem com bolas, Reese. Eu guardo meu telefone. — Homens com bolas me assustam. — Não um homem de verdade. Um homem de verdade as entrega — ele se inclina para o lado da mesa com um sorriso mostrando a covinha, segurando o queixo de Brooke e beija-a na boca. Meus olhos arregalam, mas eu não consigo parar de olhar para aquele beijo seco, mas duro, possessivo nos lábios que eles dão um no outro.


Uma vez que Diane entrega o saco de piquenique de Racer, vamos para a creche em um dos SUV’s. Começo a ficar nervosa quando deixamos Racer e eu ando até o ginásio. O que me possuía para dizer a Cage que eu iria treinar com ele? Eu mal posso trotar na esteira com a cabeça erguida por uma hora. Mas é um campo de treino, um físico, espiritual e mental um — um monte de novo para a nova Reese descobrir e nutrir — assim, eu estou dando-me um treino. Ou deixando Cage fazê-lo. Decepção bate-me quando eu não o vejo fora do ginásio. Faço uma varredura pelo bloco para ver se ele está atrasado, mas não há sinal dele. As portas se abrem no meio do caminho e uma das senhoras da admissão me chama para dentro. — Reese? — Ela acena para a frente. — Deixamos o seu amigo entrar; nós sabemos que ele está com você. — Ela sorri para mim, timidamente e com conhecimento de causa. Quero explicar que não é o que parece. Que somos apenas amigos. Mas, eu vejo Cage através das portas de vidro do ginásio e sinto-me impotente. Mantenho os meus olhos no cabelo preto como um jato na parte de trás da sua cabeça enquanto vagueio pela área movimentada do ginásio, com o som de pesos batendo, passos preenchendo o ar e música de fundo ao redor. Meus olhos percorrem a pele bronzeada da sua nuca. Adicione aquelas calças de moletom que penduram baixo em seus quadris estreitos e dão novo significado para sexy. Por que ele é tão extremamente intrigante? Ele é mais alto do que eu. Ao nível dos seus olhos, eu estou olhando para o meio do seu peito; seu peitoral definido, para ser exata. Seus mamilos que às vezes são abraçados por sua camisa úmida com suor. Seus impressionantes músculos. Seu corpo é magro e estreito, mas musculoso, como os corpos dos lutadores são geralmente, e um vibe rebelde perigosa irradia fora dele. Ele está pulando corda, com seus fones de ouvido. — Ei.


Estou prestes a bater em seu ombro quando ele para de pular e se vira. Olhos que são quietos e remotos fixam em mim. Meu olhar cai, só um pouco, admirando seus belos lábios e o ângulo de sua mandíbula.... Vislumbro o seu pescoço, o ajuste de sua camisa em seu torso afilado, e pelo tempo que eu faço um passeio visual impulsivo, imprudente, pelo resto dele e de volta para o seu rosto lindo, suas sobrancelhas levantadas. Aqueles olhos de aço elétrico me perfuram, enviando um estranho zumbido pelo meu corpo. Toda a sua atenção e foco está em mim agora, não no ginásio. Seus olhos não estão se movendo, e meu coração se esforça quando ele dá um passo adiante com graça predatória, fechando a distância entre nós. Esse cara seria uma pantera no ringue de combate.... Meus olhos se arregalam de surpresa quando eu, de repente, percebo que ele me ouviu cumprimentá-lo. Ele está usando seus fones de ouvido, mas eu disse “ei” e ele girou, e agora ele continua olhando fixo descaradamente em mim. Ele definitivamente me ouviu. Eu percebo que ele não está ouvindo música. Que ele usa os fones de ouvido para manter as pessoas afastadas. Tenho um estranho entendimento disso também. Ele puxa os fones de ouvido e os empurra para dentro do bolso de suas calças de moletom — e sim, ele não parou a música. Porque ele não estava ouvindo música. Ele era, como um predador, prestando atenção ao seu entorno sem alertar a presa. — Ei — ele diz, os músculos ondulando sob sua camisa aceleram meu pulso quando ele começa a enrolar a corda em torno de seu pulso. — Você não está ouvindo música — eu digo. — Você está usando esses fones de ouvido para que as pessoas não falem com você. Ele me lança um olhar cético, junto com uma divertida contração de seus lábios, enquanto ambos começamos a colocar as luvas. — Eu não estou aqui para fazer amigos. — Ele varre a multidão desdenhosamente. — Como eu vejo, um dia eu vou enfrentá-los no ringue. Mais fácil esmagar seus rostos se eu não os conheço.


Deus santo, o olhar em seus olhos. Eu li romances com vampiros, onde os termos “sanguinário” e “sede de sangue” são usados. Eu nunca, nunca vi “sede de sangue” nos olhos de ninguém. Até este batimento cardíaco, este segundo, este ginásio lotado. Quando os olhos deste indivíduo brilham vermelho nele. — Você não pode esmagar meu rosto, eu vou usar capacete — digo a ele enquanto pego o capacete. Ele franze as sobrancelhas, então há um aperto exasperado de sua mandíbula. — Veja. Você disse treinar, não conversar. — Eu não gosto de falar ou me ouvir falar, mas você me faz querer falar — Eu olho para ele. — Eu nem sei por que eu me ofereci para praticar quando eu não sei nada sobre você. Ele suspira e se inclina sobre as cordas enquanto nós dois escalamos o ringue. Enviando-lhe um olhar cauteloso, caio na borda do ringue e deslizo as minhas pernas sob as cordas para deixá-las pendurar para o lado. Eu não vou ganhar muito, praticando boxe com esse cara. Eu sei pelo fato que ele vai treinar como um profissional. Eu ganharei mais em falar — eu adquiriria informação. E estou intensamente curiosa. Ele se senta ao meu lado relutantemente. Ele é alto, forte e de ombros largos. Uma pessoa não deve ocupar mais espaço do que o seu corpo realmente ocupa, mas esta pessoa faz. Eu nunca senti uma presença tão forte quanto a dele. Estou desconfortável, muito consciente de que este homem, uma extremamente atraente calorosamente sentada ao meu lado, seu corpo tão quente do exercício e exalando calor tão poderoso e energia, sinto o desejo mais estranho de me afastar. Embora eu não faça. Eu mantenho-me no chão, ou melhor, estaciono minha bunda nele, e tento agir friamente. — Qual o seu nome? É Cage? — Pergunto a ele.


Ele parece considerar a pergunta enquanto olha para mim, quase como se estivesse decidindo se me contaria. — Maverick — ele finalmente diz, franzindo a testa um pouco e olhando para a sala como se parecesse montar algum quebra-cabeça complicado. — Maverick? Como Top Gun3? — Minus a Goose — ele sorri e é irresistível. Eu não posso permitir que uma sensação de perder o controle me tome. — Então, qual é a sua história? Ele fica quieto. Como se não houvesse uma história para contar, e não há nenhuma maneira de não haver nenhuma história por atrás daqueles olhos de aço. — Você é daqui? — Ele me pergunta, inclinando-se para olhar para mim. Sinto um aperto em algum lugar. Eu nem sei onde é, isso é tão estranho. Limpo minha garganta e tento usar o mesmo tom que eu usava quando conversava com minhas amigas. — Estou viajando durante o verão. Para a temporada. Com minha prima. — Eu não digo a ele que eu estou tentando me empurrar, tentando melhorar a mim mesma, tentando me encontrar. — Você está lutando? — Pergunto a ele. — Ainda não. — Mas você irá? — Sim, eu irei. — Você é bom? — Nós vamos ver. — Ele morde o velcro da luva que envolve em torno do seu pulso e, em seguida, puxa-o com o cotovelo oposto, e quando ele faz o mesmo com a outra luva, eu observo suas mãos, dedos longos e fortes. Seus nódulos estão impossivelmente contundidos. — Preciso de um treinador para o Underground me aceitar — diz ele. — Então pegue um.

Top Gun é um filme norte-americano de 1986, do gênero ação, dirigido por Tony Scott. O roteiro de Jim Cash e Jack Epps Jr. é baseado num artigo do jornalista israelense Ehud Yonay chamado "Top Guns" publicado na revista California Magazine. 3


— Eles estão reservados. Eles suspeitam que eu não sou bom em ser disciplinado. — Você é um pouco rebelde, Maverick? Quem teria imaginado? — Sorrio. Ele quase sorri para mim. Seus braços musculosos estão nus e flexíveis novamente quando ele coloca suas luvas de lado e estende a mão para remover a minha. — Então pegue um treinador que não treine. Ele ri. Uma risada agradável que me surpreende. Quando ele tira cada uma das luvas, eu envolvo meus braços em torno de minha garganta. — Estou falando sério. — Alguém para sentar no meu canto? — Ele pergunta. — Eu acho. — Você está disponível? Oh. Ele está falando sério? Eu não sei muito sobre ele— Maverick, deus, eu amo o seu nome — mas, mesmo quando Maverick está perto, eu quero ele mais perto. Há um baixo zumbido no meu corpo agora e é impossível me livrar. Balanço a cabeça tristemente. — Não, eu não posso ir para as lutas. — Você viaja para a temporada, mas não vai para as lutas. Agora ele está me provocando. E isso está me fazendo sorrir. — Porque eu estou trabalhando. Eu não estou indo para férias para busca de alma sem ganhar meu sustento por ela também. — Se eu entrar no circuito, você vai me ver lutando? — Não posso, estou trabalhando. Algo como a esperança morre em seus olhos. Ele aperta a mandíbula. — Sim. — Você pode tentar Oz. — O quê?


— Não o quê. Quem — eu especifico. — Oz Molino. Ele está aposentado. Eu ouvi... Ninguém queria usá-lo porque ele simplesmente senta lá, bebendo ou ressacado. Sua esposa o deixou. Ele então acena. — Vou procurá-lo. Nós ficamos sem coisas para dizer. Estou relutante em sair, porque, com ele, sinto como se tivesse conhecido a sua voz e ele por mais de alguns dias do que realmente é. Eu gosto muito desse sentimento, mas não consigo determinar sua fonte. Seu olhar fica sondando de repente; ele olha para mim como se estivesse esperando por mim por um longo tempo. Eu sinto que também estive esperando por ele por um longo tempo. Isso não faz sentido. É apenas um olhar, e apenas um sentimento. Você nunca sabe o que realmente está sob um olhar e você não pode aplicar a razão a cada sentimento. Mas está tudo lá. Tangível, palpável. Como se houvesse uma corda entre nós, uma extremidade nele, e a outra em mim. Enquanto nos instalamos em um longo silêncio, há um baralhar atrás de nós. Nós olhamos simultaneamente sobre nossos ombros para perceber que o ringue está sendo tomado. — Oh, droga — eu digo, zombando dele. — Eu vou ter que mostrar minhas terríveis habilidades de treinar boxe alguma outra hora. Eu não tenho certeza, mas acho que detectei um lampejo de decepção nos olhos de Maverick. Calor inesperado me inunda até a medula dos meus ossos. — Eu vou buscar o Racer mais cedo, eu acho. Deslizo sob as cordas e desço para o chão, ele desliza por debaixo das cordas e parando suavemente quando lhe dou um sorriso e começo a sair. — Ei, obrigado — ele me responde. Nossos olhos seguram pelos dois segundos mais íntimos que eu já vivi. Dentro dos meus sapatos, eu juro que meus dedos estão ondulando. — Tchau, Maverick — afasto-me apressada.


Então eu junto-me à linha de recolhimento da creche e tento me reagrupar, mas meu cérebro não está no jogo. Continua a repetir nossa conversa. Ele no parque. Ele entrando no ginásio comigo. Estou tão aliviada quando Racer é trazido para fora da creche, fazendo-me poder parar de pensar em Maverick agora, caio de joelhos e o engulo em um abraço de urso, batendo um beijo em sua covinha. — Como está o meu cara favorito em todo o mundo?! — Com fome — ele diz humilde, franzindo o cenho. Eu rio e pego sua mão na minha. — Eu estou com fome também.


SEIS O GRANDE OZ Maverick É de noite. No segundo andar de um antigo hotel de estada prolongada, eu me dirijo pelo corredor para 2F e bato na porta. A porta abre por uma polegada, um olho injetado de sangue me olha através da leve fenda que a porta encadeada permite. Bem, aí está ele. O grande Oz. — Uma palavra — digo. — Ocupado — ele responde. Ele tenta fechar a porta no meu rosto, mas tenho alguma experiência agora, e rapidamente paro a porta com o meu pé. — Uma palavra? Por favor. Ele estreita o olho. — Alivie tirando o pé, garoto, e talvez conversemos. Aperto a minha mandíbula, debatendo comigo mesmo em silêncio, depois relaxo o pé. — Quem é você e por que você está aqui? — Ele exige. Atrás dele, o lugar está uma bagunça de garrafas vazias e caixas de pizza. — Eu preciso de um treinador. — Eu preciso de mais vodka. — Ele bate à porta no meu rosto. Eu moo meus molares e levanto meu braço, preparando-me para bater, mas a porta chata me encarando no rosto realmente me irrita fodidamente. Estou tão enjoado de olhar para as portas, eu bateria o meu punho direto através dela se eu pensasse que iria me levar a qualquer lugar. Dirijo-me para a escada de saída e desço as escadas em vez disso, tomando algumas de cada vez.


Trinta minutos mais tarde, eu bato novamente. Ele abre a porta, com o mesmo olho injetado em fenda. — Você — ele diz com desgosto. — Está certo. Eu. Viro e empurro o moletom fora pela minha cabeça. Ele poderia muito bem saber agora antes de pedir um show privado. Espero, deixando ele olhar a minha tatuagem, então eu me viro para encontrar o olho injetado de sangue aberto, olhando para mim. — Eu preciso de um treinador — repito, e levanto a garrafa de vodka que comprei. A porta se fecha. Então ouço o som de correntes. E, pela primeira vez — de verdade — a porta da oportunidade se abre para mim.

Na manhã seguinte, eu descobri o amor da vida de Oz — antes que a bebida substituísse todos os seus outros amores — tinha o nome de Wendy. Quando ele chama as pessoas de covardes, ele os chama de Wendys. — Eles são fodidas Wendys, em sua totalidade. Wendy é minha ex-mulher. Ela não podia me aguentar. — Talvez ela tenha suas razões — eu disse. — Sim. Eu trabalhei muito duro, e agora eu não trabalho de qualquer modo! Eu estava preparando as minhas luvas, mas ele veio e as arrancou longe de mim.


— Nós estamos escrevendo você para o Underground hoje. Não está chovendo. Ele entrou em seu banheiro para se trocar, e agora ele está tomando um gole de vodka, em linha reta, e coloca o frasco no bolso interior do seu blazer quando ele se prepara para sair. Exasperado, jogo a minha cabeça na parte de trás do sofá em que estive sentado enquanto a dama se prepara. — Oz, são sete da manhã — gemo. Ele caça através da bagunça atrás do seu cartão-chave até que o encontra e a sua bolsa também. — Eu sou um tipo de homem todo-em-torno do relógio. A manhã é apenas uma extensão da noite. Oz consome álcool como uma pessoa normal respira. — Como é que você estava na cidade? — Eu pergunto a ele quando nós embarcamos no elevador raquítico. — O hábito são difíceis de morrer. Eu sempre estive na cidade para as inaugurais do Underground; eu queria ir assistir e sentir pena de mim mesmo. Imagino que Oz é tão indesejável quanto eu. Quando chegamos ao local de inscrição do Underground — um antigo prédio de armazéns construído com um par de mesas — ele percebe o silêncio. Ele se espalha como um incêndio no momento em que entramos no quarto. Arranco em direção as filas das mesas de inscrição quando a voz de Oz me para. — Espere. Não sabemos se existem armas nucleares escondidas em qualquer lugar. Dando a todos da fila um olhar letal, eu me inclino contra a parede e assisto quando Oz obedientemente fica na parte de trás. Eu vi a maioria desses lutadores em vídeos, embora os grandes — como o Tate — se inscrevem mais tarde no dia. Seus pontos são garantidos de qualquer maneira.


Nós somos os pássaros adiantados, assim que conseguimos nos inscrever em meia hora. — Se não é o Mágico de Oz, o bilhete para casa desta criança — um grupo de três lutadores mais velhos cacareja. Caminho ao lado de Oz, na direção da saída, ignorando-os. — Eles não estão zombando de você, estão zombando de mim. — Oh, eles estão se divertindo comigo. — Ele me olha de lado. — Eu sei quem você é. Alguns dos meus concorrentes podem estar procurando seu garoto dourado. Mas o meu menino de ouro me encontrou porque esses idiotas estavam com muito medo de levá-lo. — Por que você? — Ele estava bêbado e eu podia ver isso. Mas ainda. Eu deixei ele chegar a porra de uma olhada na minha tatuagem. — Nada a perder. Não há nada a perder — ele bate as minhas costas e me dá o meu horário. — Essa é a sua primeira noite. Como você se sente sobre isso? Verifico o papel, verificando com quem eu luto na inauguração. E eu vejo como ele me chamou. Eu rio. — Você é tão fodidamente dramático — digo, batendo na parte de trás da cabeça dele. Ele me dá uma tapinha. — Sério. Agora viva até o nome. Vamos trazer alguma excitação por aqui. Mostre-lhes o que acontece quando dois ninguém se unem, dois ninguém contra o mundo. — Ei — rosno, tomando a exceção — nós não somos ninguém. Nós somos alguém. Todo mundo é alguém. Ele toma um gole longo de seu frasco quando nós damos um passo para fora no sol. — Alguém não é suficiente. Vamos ser os campeões.


SETE PARQUE Reese É meio da semana já, e estou a meio caminho do meu treino quando recebo um texto de Brooke: Ei! Uma grande fila para registro no Underground, pode pegar almoço no nosso caminho de volta para casa. Não espere por nós — almoço em casa c/ Diane Entendi  Vou levar Racer para o parque e te encontrarei em casa ltr4

Coloco o meu telefone de lado e examino o ginásio novamente. Algum impulso de outro mundo me faz caminhar pela seção de pesos. Atravesso as esteiras, bicicletas, em direção aos tapetes no final e os sacos de boxe. Verifico a área onde Maverick sempre trabalha. Existem vários caras nos sacos agora. Nenhum deles é tão grande, ou misterioso. Ou quente. Ele se foi. Decepção lava sobre mim. Espero um pouco, verificando a hora. Cinco minutos para sair para pegar Racer. Reese, você está agindo estupidamente. — Você está procurando seu amigo? O que vem com você? — Eu... Ah... sim. — Ele não entrou. — Certo. Obrigado.

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Long Term Relationsthit, alguma coisa que demora mais de 10 minutos.


Eu tinha que buscar Racer na creche, encontro com Pete lá com o carrinho e nossos lanches, então sento Racer dentro e empurro-o para o parque. Há um lugar que eu gosto sob a sombra de uma árvore. Vou para lá. — Como foi a creche, Racer? — OK. Ele está escaneando o parque por cachorros, eu sei. — Isso é bom, não é? Pego seus ursos de frutas e os abro. Ele mergulha. — Racer, eu corri mais duro hoje e estou com fome de repente. Se eu lhe contar uma história extra esta noite, você me daria um de seus ursos de frutas? — Duas histówias — ele negocia. — Ok, duas histórias, por dois ursos? — Atiro de volta. Ele hesita, então acena com a cabeça e me deixa puxar dois ursos, examinando minha mão completamente. Deixo-o abrir a palma da mão. — Está vendo? Dois? Ele sorri um sorriso com covinha que eu poderia comer, e depois continua comendo. Empurro-os em minha boca, começo a arrumar o meu cobertor e paro no meu caminho quando eu percebo a figura fazendo pull-ups5 na árvore. Sua t-shirt está amontoada para cima devido à posição levantada de seus braços, e eu posso ver os quadrados como concreto de seu abdome perfeito. Seus extraordinários olhos incandescem e brilham quando ele me vê a poucos metros de distância, não muito longe da árvore. Ele se deixa cair no chão, flexível como um gato e surpreendentemente tranquilo, e, enquanto ele fica de pé da posição agachada que ele aterrissou, seus olhos são diretos, interessados e quentes. Não, não quente. Mais.

Suspendendo. Um exercício que consiste em levantar-se com os próprios braços, puxandose contra uma barra horizontal fixada acima da cabeça. 5


Há um giro no meu estômago quando seus lábios se curvam um pouco. Ele cambaleia e eu tenho a sensação mais estranha de que ele estava esperando por mim. Mas... ele estava? — Maverick — digo suavemente para mim mesma. — Mavewick! — Racer repete, embaraçosamente alto, e coloca para fora seu punho. Ele aperta os punhos com os de Racer. — Cara. Boné legal. Ele bate no boné de beisebol dos Yankees de Racer. Então seus olhos levantam para encontrar os meus. Meu estômago se sente desconfortável, mas não é de fome, mais como de nervos ou algo parecido com... antecipação. — Não vi você no ginásio hoje — eu digo. Ele sacode a cabeça. — Eu conversei com Oz. — Você fez? Ele me dá esse sorriso tranquilo e perfeito e simplesmente acena com a cabeça. — Isso é ótimo. — Sim. Sorrimos pelos mais deliciosos segundos. — Então você está lutando durante a inaugural? — Pergunto animadamente. Ele puxa uma página do bolso traseiro de sua calça jeans. — Este sou eu. Pego e verifico a página. Indica que ele aceita os termos Underground e regras de engajamento, afirma o nome do seu treinador e, em seguida, seu nome. Um friozinho perigoso percorre minha coluna quando leio: Maverick “O Vingador” Cage


E Maverick “O Vingador” Cage está me observando ler este artigo, estudando minha reação. Minhas palmas ficam suadas de repente. — Bem... Uau. Meu estômago está tremendo ao ver seu nome; e não sei o porquê. Maverick Cage. Seu nome é um enigma. Maverick significa “rebelde”, e gaiola6... Mas parece que esse rebelde está saindo de sua jaula. Ele enfia a página em sua calça jeans. — Eu tinha que dizer a alguém. — E você veio me dizer? — Se eu soo confusa, é porque eu estou. Ele olha para mim, um olhar líquido vindo aos seus olhos. — Isso não estaria acontecendo se não fosse por você. — Isso não é totalmente verdade. Ele olha para o carrinho. — Eu não me perdoaria se eu não contasse para o meu amigo aqui. — Ele dá soquinhos com Racer de novo e Racer dá risadinhas ao receber a atenção. — Mamãe e papai estão ocupados, então eu vou ficar com ele por um tempo extra — digo a Maverick. Ele olha para mim. Ele tem um rosto muito teimoso e arrogante, mas quando sorri, o prazer amacia seus traços graníticos. E ele está sorrindo agora. Meu Deus. — Então ele não é seu — diz ele. — Deus, não. Eu desejo! Eu não consigo pensar direito quando ele olha para mim. Sinto-me nua. Como se soubesse que senti falta dele. Como se ele soubesse que apenas olhar para ele me fazia sentir estranha. Estranha e estranhamente sensual por dentro. Respondendo a ele.

6

Referente ao sobrenome dele, Cage, que significa gaiola, jaula.


Abro meu cobertor e dobro para alisá-lo no chão. Então eu percebo que minha bunda está saindo, a do tamanho do Himalaia saltando para ele ver. Na roupa apertada de exercício. Porra. Ele se senta em seu traseiro na borda do cobertor e abre a mão. — Compartilha o cobertor comigo? Seus nódulos ainda estão marcados. Eu não consigo decidir por que eu continuo olhando para eles. Eu tenho um aperto no estômago de empatia cada vez que eu vejo as contusões. Suas mãos são enormes. Ele as planta no cobertor, depois se inclina para se inclinar para trás em seus braços, esticando suas pernas diante dele. Outros casais estão por perto em cobertores. Parece íntimo quando eu coloco as minhas coisas pra baixo, e eu me sinto quente quando sinto ele me observando sentar-se ao lado dele. Ele se espalha um pouco mais e olha para a árvore, então olha para mim em silêncio. Procuro o saco de piquenique. — Quer um pouco... de comida para crianças? Ou eu tenho... — Retiro a minha barra de Snickers de emergência, que estou orgulhosa por não tê-la tocado ainda, e eu entrego isto. — Além de uma água e um copo com tampa. Passo o copo com tampa para Racer e seguro a água para Maverick. Ele aceita. — Eu estou bem — ele abre a garrafa de água e entrega-a para mim. Balanço a cabeça. Eu não estou com fome, realmente. Ou com sede. Meu estômago se sente cheio de borboletas de novo e não faz sentido, já que eu nem sequer o conheço. Ele se move mais para cima em seus braços, a flexão de seus músculos do tronco visíveis através do algodão de sua camisa. — Eu quase pensei que você tinha chegado ao ginásio e foi expulso — tento. — Ainda não. Ainda há amanhã — ele sorri. E há um tom de alegria em seus olhos. — Wee, e os patos? Puxo a minha atenção de volta para Racer e meu negócio pendente com ele.


— Certo. Eu prometi que iríamos alimentar os patos hoje — rapidamente embalo as nossas coisas e, em seguida, empurro o carrinho para o lago. Maverick caminha ao meu lado. Sinto ele me observando enquanto eu paro no dispenser para encher uma xícara de comida de pato. — Mavewick, me tire daqui — ordena Racer. Maverick o pega e o põe de pé. — Não vá para a água, Racer, apenas fique na borda, e não deixe que eles mordam o seu dedo. Faça isso deste modo.... — Eu mostro-lhe como cobrir a sua mão. — Ou jogue-o na água e veja-o catar. Ele acena com a cabeça e começa a jogar tudo, enviando aos patos os petiscos depois. Sento-me no chão, o cheiro de grama úmida que nos rodeia quando Maverick se senta ao meu lado. — Ei, eu quero fazer algo por você. — O que? Não consigo me lembrar de como respirar. Dou-lhe um momento para explicar, mas ele não está me ajudando, apenas sorrindo. Seu rosto está aberto, amigável, seu sorriso cativante. Mas, seus olhos estão guardados, atentos. Tento manter minha voz indiferente. — Você quer dizer pelo ginásio? — Pergunto, franzindo o meu rosto de surpresa. Ele balança a cabeça. — Por isso. E Oz. — Oh. — Balanço a minha cabeça, rindo suavemente. — Não é nada, realmente. Quando olha para mim, ele parece curioso e insatisfeito de alguma forma. Mas um sorriso genuinamente apreciativo toca os seus olhos. — Confie em mim. Não é nada. É algo, e eu agradeço. Sua gratidão aberta me faz tão quente. Ele me faz sentir impulsiva.


— Estou em um acampamento de treinamento saudável neste verão. Você está encontrando uma nova Reese — ouço-me deixar escapar. Wow. Eu acabei de vomitar para ele isso? Eu estou tão desesperada por ele que compartilhar partes de mim mesma que estou apenas descobrindo totalmente sem que ele perguntasse. Graças a Deus que ele pega isso com uma pequena atração dança em seus olhos. — Como era a velha? — Pergunta ele facilmente. Encolho os ombros e balanço a cabeça, realmente não querendo entrar nisso. Quando ele não faz nada para preencher o silêncio que se estabelece entre nós, não me resta nada a fazer além de olhar para ele. Levanto os meus cílios, e ele está olhando para mim com um olhar totalmente intrigado em seus olhos. Mechas de cabelo provocam meu rosto, e empurro-as para longe, sentindo-me realmente inquieta sob aquele olhar. — Ajude-me a chutar o meu próprio rabo, e vamos chamá-lo assim — sugiro de repente. Ele balança a cabeça com uma teimosia lúdica. — Nós estamos chamando assim. Eu ainda te devo. — Seus olhos ficam pensativos, e ele enfia a mão no bolso e tira alguma coisa. — Abra a palma da mão. Ele parece tão intenso que eu abro a palma da mão e vejo cair algo nele. — O que é isso? — Meu IOU7. Olho para a moeda na palma da minha mão e depois olho para ele, confusa. Sua voz soa um pouco mais áspera e texturizada de repente. — Eu não tenho muito agora, mas eu tenho isso. — Por um dia chuvoso? — Eu pergunto. — Por qualquer dia.

7I

owe you, garantia que se dá depois de pedir dinheiro emprestado para garantir o reembolso. Vale, recibo de adiantamento.


Ele soa sombrio e parece ainda mais sombrio, se é mesmo possível. Seus olhos estão gloriosamente intensos, estou absolutamente deslumbrada e confusa por este sentimento de ser absolutamente deslumbrada. Eu não entendo por que ele está me dando isso. Minhas orelhas aquecem, eu olho para o centavo, então para ele. O que eu fiz por ele não era nada, realmente. Parecia que ele realmente gostava de trabalhar fora, e eu poderia dizer que ele tinha talento. Mas seus olhos estão mexendo com algo proibido, quase suplicante.... Ele precisa que eu pegue esta moeda. Ele precisa saber que ele pode me pagar de alguma forma. Eu sei que ele tem um orgulho tão grande quanto ele. Meu peito dói um pouco. Assentindo com a cabeça, enrolo os meus dedos em torno da moeda de um centavo, porque algo me diz que Maverick “O Vingador” Cage nunca leva de volta o que ele dá. Ele parece um cara que não se move, que não cede fácil. — Eu posso entrar no ginásio a qualquer hora com a minha adesão — eu me ouço dizer, surpresa por quão impulsiva ele me faz. — Você quer vir? Quando eu voltar para casa, eu quero comprar um vestido novo, um tamanho menor do que o que eu uso. Ele olha para mim, fica em silêncio, aperta a mandíbula, depois olha para a água. — Eu estou no jogo. E nós sentamo-nos lá, observando Racer rir e tentar acariciar os patos quando ele os alimenta. E eu gosto de estar aqui. Eu realmente gosto de estar aqui.


Encontramo-nos no ginásio às nove horas da noite. Eu tinha jantado com Racer, deixando-o com os seus pais, e falei a Brooke que estaria de volta às onze. Naquela noite, o ginásio estava completamente vazio. Uma coisa estranha está no ar. Ela crepita entre nós. Em volta de nós. O silêncio só parece ampliá-lo. Maverick desabotoa o seu moletom com capuz e então, inesperadamente, tira sua camisa. Ele espera um momento, depois caminha colocando a sua camiseta para o lado. Olho para a arte do corpo em suas costas, petrificada por isso. As luzes são fracas, mas posso distinguir a forma de um pássaro de asas abertas. Um pássaro com um outro símbolo, uma letra ou um número que eu não posso distinguir em sua parte traseira. Há algo sobre tatuagens, arte corporal, que é mágico e íntimo. Uma obra de arte em seu corpo que identifica quem você é, no que você acredita, mesmo o que você zomba. Ele se vira e olha para mim. Ele parece estar esperando que eu diga alguma coisa. Mas eu não posso. Ele é bonito de uma forma que bonito nunca tinha tido uma imagem visível para mim, exceto por coisas que se sentiam surreal e perfeito. Ele é a perfeição de uma maneira totalmente masculina. Ele é surreal, como de uma espécie diferente, exalando um ar de rebelde e de alguém implacável que não será parado. Ele ergue as sobrancelhas, como se estivesse genuinamente surpreso por eu não ter dito nada. — Essa é uma bela arte corporal. Ele franze o cenho um pouco, pensativo. Então ele sorri para si mesmo e se vira. O que? Estou perdendo alguma coisa aqui? Ele me joga umas luvas. Coloco uma, e depois luto com a outra. — Aqui. Eu vou colocar a sua — diz ele.


Fico nervosa quando estamos tão perto. Eu poderia tocá-lo daqui. Suas mãos envolvem a luva em torno de meu pulso, estou vulnerável e sinto-me divagar, mesmo que eu não gosto de falar muito. Ele está me observando. Ele se vira, exala suavemente, depois se aproxima dos sacos. Eu vejo sua tatuagem novamente, espantada com o quanto de suas costas ela cobre. Um pássaro maciço com as asas estendidas que se espalham em direção a suas omoplatas, a cauda pendendo pela espinha dorsal de Maverick. Algum tipo de forma preta sinistra senta-se nas partes traseiras do pássaro, quando o fogo consome as pontas das penas do pássaro. Sinto como se ele estivesse me dando algo. Um vislumbre de algo que ninguém no ginásio já viu. Olho fixamente nele, sedento por isso, meus olhos recebem cada centímetro dessa tatuagem enquanto os músculos das costas de Maverick trabalham embaixo dele. Ele está socando. Ele fervilha com energia, montada com cada energia. Sou só eu no ginásio. E Maverick. E meus pensamentos sujos sobre Maverick. Eu odeio o pensamento e obscurece para mim. Mas não há mais espaço extra em toda a academia. Parece que ele ocupa mais do que o seu corpo ocupa — um mundo mais. Quando ele se desloca para bater no saco do outro lado, as asas do pássaro incendiam com cada ondulação de seus músculos das costas quando ele bate no saco de pancadas. Pow, zás, pow. Decido tentar contra um saco de velocidade, o tempo todo me perguntando onde ele recebe a força que o impulsiona. Eu trabalho no saco por cerca de meia hora, então vou me sentar no banco mais próximo a ele, deito-me do meu lado e suspiro, fecho os olhos em exaustão e ouço em silêncio.


Abro os olhos, e ele está me encarando com a expressão mais intrigada. Ele olha para longe e exala. Quando ele começa de novo, seus golpes se tornam mais ferozes. Estou me sentindo agitada. Meu cérebro se fixa no jeito que ele se move. A mecha de cabelo que cai em sua testa quando ele bate. A forma como ele apoia seus pés e balança. O olhar em seu rosto que me faz imaginar que ele está concentrado fazendo outra coisa. Fazendo algo para mim. Oh deus, este não é o que eu quis dizer quando me inscrevi para um verão por uma Reese melhor. Levanto-me de pé, surpresa que meu corpo se sente tão substancial como líquido. — Eu vou sair, eu tenho um lugar que eu preciso estar. Seus olhos deslizam para mim com surpresa, e de repente, descaradamente, seu olhar mergulha para baixo e ele olha para um ponto de suor sob minha garganta, acima e centrado entre os meus seios. Ele examina meu peito e depois empurra os olhos para cima, com um flash de frustração acendendo em suas profundezas. — Eu vou ficar aqui até que eu esteja gasto. Ele acabou de verificar os meus seios? Bem na minha frente? — OK. Eu vou... Até logo. Eu acho. Ensine-me a remover a primeira luva usando as duas? Ando mais para fazer com que ele me mostre, mas oh. Errado. Ele cheira delicioso. De suor e cara. Como ele acabou de tomar um banho e agora, com o calor do seu corpo, seu sabonete e xampu exalam mais fortes. Inspiro profundamente, olhando para seu rosto para vê-lo olhando para mim. Deus, ele notou? Por um momento, acho que vejo o calor em seus olhos. Ele fala então, sua voz baixa. — Use os dentes no velcro. Prenda a luva sob seu outro braço e puxe sua mão livre.


Eu tento, apertando a luva sob meu braço enquanto puxo, e obtenho. — Oh. Truque perfeito. Eu vou pendurar as luvas e ouço-o começar a socar novamente quando eu me afasto. Saio do ginásio e olho para dentro, mas as janelas são foscas, bloqueando-o de vista.


OITO COMPULSÕES Reese Certa vez li que inconsistências externas criam ações compulsivas. Executar a mesma ação e obter resultados diferentes, um positivo e um nulo ou negativo, leva as pessoas a realizar mais compulsivamente os atos em busca de outro positivo. Deve ser por isso que eu estou gastando tempo compulsivamente no ginásio. Em casa, os Tate’s tem uma piscina, quadra de tênis, quadra de esportes e ginástica em casa. Mas eu usei alguma dessas coisas? Não. Eu continuo dizendo a Brooke que é por causa do sol, mas a verdade é que tenho uma estranha compulsão todas as manhãs para ir ao ginásio. E encontrar com ele. Na porta, esperando por mim. Dentro no saco de velocidade, no saco pesado, no ringue. Mas nada. Hoje, eu corri cinco milhas. Suando baldes e preciso sair para pegar Racer em dez minutos, mas eu compulsivamente espero em um banco lateral, bebendo uma bebida esportiva, me perguntando se eu nunca vou vê-lo novamente. Perguntando-me por que o pensamento me deixa tão triste. Como se eu tivesse perdido algo. Estou terminando a minha bebida quando um lutador alto com uma cabeça raspada brilhante e um peito de músculos inchados vem até mim. — Ei. Sorrio e pego meu telefone na esperança de que ele vá embora. — Eu sou Trenton. Ele parece esperar por uma reação. — Twister — ele adiciona finalmente. Mais uma vez, eu sorrio desdenhosamente, mas me preocupo em estar sendo rude, então eu acabo oferecendo:


— Reese. — Reese, eu gosto. Como é que eu nunca te vi antes? — Ele pergunta, dando um passo à frente. Ele começa a me dizer que acha que eu pareço do Sul, que ele vive aqui e luta no Underground, estou acenando com a cabeça, o que parece encorajá-lo, e ele me enche com quantos anos ele está treinando quando eu sinto uma picada na parte de trás do meu pescoço, e então eu sinto algo — alguém — sentando-se ao meu lado. Um par de jeans, uma camiseta preta de gola redonda, e um monte de Maverick Cage. Tento ignorar a sensação de sua coxa contra a minha. Seu ombro contra o meu. É impossível me concentrar na conversa agora. Como pode esse cara sentar aqui, sem dizer nada, e pegar minha atenção mais do que todo o barulho? Sua calma, sua presença, e a maneira como ele está olhando com uma caranca para Trenton faz uma bolha estourar no meu estômago. A voz de Trenton sai, seus olhos se enchem um pouco com aborrecimento quando vê Maverick, que é mais alto, com um corpo mais compacto, mas mais intimidador do que você imagina. — Não nos conhecemos — diz Trenton. — Não — Maverick diz, tão plano. — Eu sou Trenton — o cara diz orgulhosamente. Eu não ouço uma resposta. Roubo um olhar para o perfil de Maverick e ele apenas se senta lá, com um olhar que emite claramente a mensagem para dá o fora. Ele está olhando descaradamente para o cara. O cara estreita os olhos, mas Maverick continua olhando para ele, mesmo quando ele está sentado e o outro cara está de pé. — Okay, certo. Bem, prazer em conhecê-lo — ele me diz em um tom que ele não está realmente tão feliz em nos conhecemos, ele se vira e carrega seus músculos em forma de balão para a outra extremidade do ginásio.


Maverick está olhando para mim, e eu sou um covarde, eu não consigo encontrar a coragem de olhar para ele ainda. Eu ainda estou... processando ele. Tão perto. Ele não me diz uma palavra, mas eu posso senti-lo. Ele é tudo o que eu sinto. Em todos os lugares. E eu me pergunto se ele pode me sentir. Se ele está ciente de mim, mesmo que apenas uma fração do que eu estou ciente dele. Giro e pego ele me olhando fixamente, e o impulso de afastar o olhar e fingir que eu apenas não o tinha verificado é agudo. Mas não, então eu teimosamente mantenho seu olhar. Para sempre passa, e nenhum de nós olha para longe. O que ele está pensando? E é verdade que aquele que afasta o olha para longe se submete? — Onde você está ficando? — Indago em um esforço extremo para soar casual. — Do outro lado da rua. — Ele gesticula para o hotel na esquina, e eu aceno. Ele se inclina para mais perto, então parece que estamos sozinhos em uma bolha, ele e eu. — Você? — Na casa da minha prima. Por que queremos saber onde o outro está hospedado? Vivendo? Dormindo? Perguntei porque eu egoisticamente queria imaginá-lo, porque me perguntar onde ele está e o que ele está fazendo está me deixando louca. Talvez, uma vez que eu saiba, minha mente vai parar com esses pensamentos constantes sobre ele já. Ficamos olhando um para o outro um pouco mais, quase como se nunca tivéssemos nos vistos antes. Seus olhos parecem famintos pelo meu rosto. Eu me sinto faminta, mas não por comida, ou qualquer outra coisa. Por algo que eu não posso nomear. E eu nunca quis antes. Ele aproxima a sua cabeça mais perto de mim, sua voz caindo uma oitava. — Durante uma briga... Você pode avaliar o próximo passo de alguém olhando seus olhos — ele diz suavemente. — Nós não estamos lutando. — Não. Nós não estamos. — Ele olha para mim, tão profundo que me sinto descoberta.


Mas eu não estou descoberta. Porque seus olhos estão me observando como se ele estivesse tentasse me descobrir. — Talvez o movimento do seu oponente dependa do seu movimento — digo, a voz ficando crua. Me convide pra sair. Ou para o parque. Ou apenas me diga talvez, durante a temporada, vou vê-lo outra vez. Partimos em três dias e tenho a sensação de que talvez eu nunca mais o veja. — Apenas algum movimento? — Ele pergunta com uma nota provocante em sua voz. — Não qualquer movimento. — Você sabe, Reese — ele se inclina para a frente em seus cotovelos, seus ombros esticando a camisa cobrindo aqueles ombros musculosos enquanto olha de lado para mim — Eu tenho movimentos — ele me informa corajosamente. — Você tem movimentos limitados e todos eles se relacionam com socos. Então eu não acredito em você. — Acredite em mim. — Ele acena com um significado exagerado. — Me mostre — ouso, sorrindo. Ele sorri também e se endireita em seu assento, mas seus olhos escurecem um pouco enquanto sacode a cabeça. — Não aqui. Há um olhar estranho em seus olhos enquanto olha para os meus lábios por uma batida. Meus ouvidos ficam um pouco quentes, e eu abaixo o meu olhar para seu peito. Estou com medo. Estou exaltada. Eu preciso mudar o tópico, rápido. Agito os meus olhos de volta para cima para encontrar aqueles olhos metálicos me observando. — Como vai Oz? — Esperando por mim. — Ele permanece perto de mim. Não sai. Em vez disso, ele começa a franzir o cenho e então está sacode sua mandíbula dura na direção de Twister. — Eu vou fodê-lo na inauguração deste fim de semana, então não se apegue muito. Eu rio e bufo sob minha respiração.


— Você está cheio de si mesmo. Ele sorri mais largo, mas estreita seus olhos advertindo, sua voz escura e rouca. — Ria tudo que você puder. Mas, eu vou estourar o nariz, a mandíbula e o resto do rosto. Não se apegue a nenhum desses idiotas. Eu não quero quebrar seu coração. — De jeito nenhum! E meu coração está atrás de paredes de aço, prometo. — Levanto meus dedos, cruzando. — Sim, certo. — Ele zomba, e então ele apenas franze o cenho. — Sério. Não se apegue a nenhum desses caras. Eu acharia que ele estava com ciúmes se ele não estivesse tão obcecado com a luta, mais eu tenho certeza que seu ciúme é puramente profissional. Ele quer que eu enraiveça com ele, e uma pequena parte de mim fica, o suficiente para que eu não queira dizer a ele que eu posso apegar por ninguém além de Remy. Ele faz parte da minha família. Assim, ao invés de prometer, franzo o cenho e empurro-o para longe quando nós dois caminhamos para a saída. — Vá embora, seu valentão. Vá destruir as suas malas. Com uma ondulação em seus lábios, ele mantém a porta aberta para mim, e uma vez fora, ele se vira para sair. Sinto-me perplexa e desconfortável na minha pele enquanto eu vejo suas costas se retirando e percebo que é porque eu não quero que ele vá. Eu o vejo atravessar a rua até seu hotel, lutando contra o desejo de chamar seu nome. Maverick olha brevemente para mim enquanto bate no lado oposto da rua. Ele levanta o dedo indicador no ar e circula, e eu percebo o que isso significa — amanhã. Sentindo um pontapé no meu coração, levanto o meu e faço o mesmo movimento, de repente animada. Amanhã.


NOVE UM CENTAVO PELOS SEUS PENSAMENTOS Reese Embora eu tenha passado outra noite sem dormir, sonhando com aves e carne masculina suada com ondulantes como penas de aves, estou super motivada no dia seguinte. Como se eu estivesse sendo alimentada por algo diferente do sono. Algo como... antecipação? Excitação? Seja o que for, vai, Reese. Toda a minha vida eu tenho querido mudar, mas eu resistir ao esforço de fazê-lo, talvez. Ou talvez temendo quem posso me tornar. Estou mudando agora. Sempre esteve ao meu alcance, mas eu nunca quis tomá-la até agora. Talvez seja o centavo. Encontrar um centavo suspostamente dar sorte. Mas, se há qualquer coisa que faça sentir mais sortuda, está sendo dado como um centavo como um cheque em branco. Olho para a pequena moeda de cobre na palma da minha mão com uma picada feliz no meu peito. — O que é isso? — Brooke pergunta. — Eu encontrei — minto. Estou envergonhada em lhe dizer que conheci um cara. Ela vai perguntar sobre ele, quem ele é, e eu não sei nada, e não é assim. Não assim em tudo.


Nós nos encontramos fora da entrada do ginásio. Meu coração se acelera quando o vejo encostado nas janelas do ginásio, de calça preta escura e um capuz azul elétrico, esperando. Ele levanta a cabeça e, debaixo do seu capuz, vejo seus olhos se iluminarem um pouco quando me veem. Nós sorrimos. E eu juro que esse meu sorriso vem direto do meu coração. — Pronta? Isso é tudo o que ele diz. É só uma palavra. Uma palavra naquela voz profunda, escura, profunda, estridente, que ativa todos os meus receptores cerebrais e outros, mais embaraçosos. Aceno, e quando entramos no ginásio, nossos ombros escovam um pouco e meus receptores inundam com algo ardente, quente e incontrolável. O ringue de treinar boxe está ocupado, então eu vou para as esteiras e ele vai para os tapetes. Determinada a suar, eu caminho e corro em intervalos, e olho para ele — a única pessoa em dezenas de pessoas suadas aqui que eu realmente vejo — e eu não consigo superar o fato de que ele continua olhando a cada poucos minutos para mim. Quando eu termino e vou recolher minhas coisas, ele se aproxima. — Minha primeira luta é domingo — ele olha para mim com um sorriso irônico e um brilho feliz em seus olhos. — Eu tenho dois dias para treinar, vou treinar com Oz. — OK. Ele olha para minha boca e começa a atravessar o ginásio. — Ei, eu acho que não vou te ver novamente — eu chamo, detendo-o. É decepcionante, mas eu não sei por quê. — Boa sorte, Maverick. Boa sorte, Vingador.... Nossos olhos seguram durante muito tempo. Então Maverick me dá aquele lento aceno, arrogante dele, semelhante ao que ele fez no primeiro dia que eu o conheci, um aceno de cabeça que parece querer dizer obrigado, e quando ele sorri para


mim com aqueles olhos metálicas iluminados, eu sorrio e afasto a minha cabeça quando meus ouvidos ficam um pouco quentes. Viro-me e vou embora, me sentindo feliz por ele e inesperadamente triste por mim.

Há mudanças acontecendo na minha vida. Boas. Miles mandou mensagens recentemente. Ele quer vim visitar. Talvez tenha sentido a minha falta. Tomando-me como garantida e agora sente a minha falta. Meu corpo está absolutamente dolorido de todo o exercício que eu tenho feito. Tenho mais energia, estou perdendo um pouco de bunda e estou feliz. Mas é ele que vagueia em meus pensamentos hoje à noite, quando a casa está tão quieta que posso ouvir o tamborilar suave da chuva no telhado quando eu deito na cama e me pergunto se eu vou vê-lo novamente. Eu estudei em uma escola particular. Havia um total de 460 alunos matriculados, do ensino fundamental ao ensino médio. Todos os anos estavam cheios de círculos, círculos que eu nunca me encaixava muito bem. Eu queria conexão, mas ser tímida não ajudou. Ser quieta não ajudou. Eles confundiam tímida com desinteressada ou chata. Silenciosa com não ter nada a dizer, e equiparando isso com não ter nada a sentir. Eles me viam, quieta como uma lâmpada, então eu era uma lâmpada para eles. Eu nunca pensei em mim como uma lâmpada, talvez a lâmpada. Mas eu nunca consegui encontrar o interruptor até agora. Nunca pensei que houvesse outro humano que pudesse ficar quieto o suficiente para que eu pudesse me ouvir. Eu nunca pensei que mais alguém poderia me ajudar a encontrar o interruptor, mas apenas eu. É por isso que ele é tão intrigante para mim? Por que ele é um estranho e me sente tão familiar também? Por que ele me faz tão consciente? Dele? E eu, do meu corpo? Meu coração, meu fôlego, meu... sexo! Ele sequestra tudo.


É como se meu corpo não fosse meu; ele foge de mim. É reativado a cada olhar, sorriso ou o som da sua voz. O que há de errado comigo? Miles e eu trabalhamos. Mas, Maverick é tão viril, e isso é o que acontece quando você não dá o seu cartão V no último ano, Reese. É como estar em uma dieta e desejando o que você não pode ter. Exatamente. É por isso que eu estou assim... quente ultimamente. Maverick Cage transborda sexo, e eu vivi uma vida sem sexo. Ele é como a barra Snickers que eu não tive em semanas. E houve muitas oportunidades de sexo antes. No primeiro ano. Segundo ano. Mesmo no primeiro ano, e definitivamente no último ano. Alguns caras quiseram dormir comigo, Lex Kent e Julian Parrish no baile de formatura. Eles queriam dormir comigo, em diferentes ocasiões, é claro, mas eu não queria dormir com eles. Eles me beijaram, me tocaram e eu me senti um pouco usada por eles, e eu não queria ser usada. Eu queria ser entendida, queria ser conhecida. E eu queria ser amada.

Pelos os próximos dois dias, a equipe está embalando e se preparando para a primeira luta. Remy não está em casa. Brooke fica mandando mensagem o durante o dia:

Como está Racer?

Ele está bem! ;D Estamos brincando com os trens Oh ele e seus trens. Abrace-o por mim. Vou tentar estar em casa antes da hora de dormir.


Quando Diane começa a fazer o jantar, Racer, ela e eu somos os únicos em casa. Aprendi que ela tem estado com a equipe por mais de uma década, e ela tem uma vibração tão quente e terrena; ela é como a mãe de todos. — Você é uma pessoa tranquila, não é? — Diane diz enquanto caminha pela cozinha e eu a ajudo a cortar os legumes. Eu sorrio. — Eu acho. — Reservada com estranhos ou apenas tranquila? — Quieta. — Por favor, me pare se eu estiver incomodando você. — Você não está. Fale-me sobre tudo isso. — Eu sinalizo para o balcão da cozinha cheio de comida e legumes de cores brilhantes e mais de meia dúzia de costela de primeira classe que ela está marinando dentro de sacos com zíper. — Remy têm mais proteína em um dia do que uma pessoa normal recebe em uma semana. Ele treina durante todo o dia e sua nutrição é tão importante quanto o treinamento — diz ela enquanto tira uma bandeja e coloca fatias de batata-doce em duas linhas perfeitas, em seguida, as unta com azeite e uma pitada de ervas recémesmagadas. A cozinha inteira cheira como uma mistura de alecrim e pimentas, e eu gosto da maneira que faz meus pulmões se sentirem limpos quando tomo um fôlego. — Todos são tão próximos — eu digo enquanto a vejo deslizar a bandeja para dentro do forno, e então vou esmagar o manjericão para o molho de abobrinha que ela está fazendo. — Somos como uma família. Com todos os seus altos e baixos, eu acho. — Que baixos? — Remy é temperamental, mas nunca machucaria ninguém. Ele só tem o seu humor. Brooke pode lidar bem com ele, embora. Ele faria qualquer coisa por ela. — Posso ver — admito. — E você? Há um garoto para voltar em casa? — Pergunta ela, com os olhos brilhantes enquanto me envia um sorriso de mulher para mulher.


Miles. — Talvez — eu digo. Terminado de esmagar o manjericão, então vou lavar as mãos e enxuga-las com a toalha. — O que “talvez” significa? — Ele é um amigo, mas acho que quero mais. É difícil estar na friend-zoned e então fazer uma mudança. Não consigo fazer com que ele me veja de uma forma diferente. — Você é uma menina bonita. Apenas não se ajuste até que você encontre a coisa real. A coisa real. Todo mundo fala sobre isso como se fosse preto e branco, mas como você sabe quando é real? Eu acredito em tornar as coisas reais. Fazendo um esforço consciente para fazer as coisas acontecerem. O que significa que talvez, agora, eu devesse estar escrevendo mensagens para Miles e descobrindo por que ele realmente quer vir. Mas só talvez, ele devia estar sentindo um pouco da minha falta. Talvez ele devesse ser o único a me enviar uma mensagem. Eu sou tudo sobre lutar pelo que você quer, mas eu não me sinto como um jogo de ping-pong enviando mensagens sem sentido que não dizem nada com nada. Em vez disso, retiro o centavo de Maverick e o reviro em minha mão, me perguntando o que ele está fazendo, disposta a dar um centavo por seus pensamentos agora.


DEZ TREINAMENTO COM O OZ Maverick Estamos treinando em uma garagem, caixas para um lado, os sacos no meio da sala. Ninguém assistindo. Nenhuma interrupção. Ninguém me distraindo. Primeiro, saltando corda, para a frente, para trás, para os lados. — Tempo. Eu paro, pingando de suor, e vou pegar a bolsa de velocidade. Flashes do meu pai. Eu o vejo na cama do hospital. Flashes da minha mãe. Ela, na porta quando eu saí de casa. Flashes dos treinadores antes de fechar suas portas para mim; você nunca vai ser bom o suficiente. Eu estou fazendo shadowboxing. Treinando boxe. Correndo. Pesos. Pranchas, flexões, levantar na barra, trabalhar o abdômen. E flashes dela. Essa é uma linda arte corporal... Flashes dela. Boa sorte, Maverick... Flashes dela. A luz de seus olhos azuis olhando para mim, lábios rosados dizendo ele está comigo. — Torne pessoal se algum dos lutadores ficar sensível — diz Oz. Estou fazendo abdominais, exalando através da minha boca. — E se você chegar a Tate, não deixe que ele o use. Ele tem mais resistência do que qualquer um já viu. Logo depois ele balança, ele está invisível; mm segundo lá, o próximo ele não está. Você nunca tira os olhos dele, está me ouvindo?


Fazemos uma pausa para almoço de quarenta minutos e Oz reproduz algumas fitas em uma velha TV portátil. Tate com o manto vermelho, descendo o passeio de concreto que levava à arena e ao ringue. Vestido de amarelo, Apocalipse segue. Eles tocam as luvas. O sino toca Apocalipse golpeia. Tate move seu ombro, desviando. Apocalipse golpeia novamente, alto. Tate balança a sua cabeça, franzindo a testa. Tate lança uma esquerda, um golpe de direto, em seguida, um direito que racha a mandíbula. Os golpes atordoam o Apocalipse. Ele começa a bloquear, recuando. Tate claramente é o agressor. Ele vai atrás do Apocalipse até que ele esteja contra as cordas, distribuindo vários golpes em seu corpo. Costelas, intestino. — Alguém precisa ensinar a Tate a como cair na merda e ficar embaixo — Oz resmunga, avançando para outro ponto quando Tate tem Apocalipse contra as cordas. O punho de Tate sai. Um último golpe. Apocalipse está prestes a cair. É o fim do round. Tate recua, senta em seu banquinho e recebe um esguicho de água. Apocalipse volta para seu banquinho também, ensanguentado, balançando a cabeça para o seu treinador. Ele não está se levantando e cospe o protetor da boca. O locutor começa a gritar o vencedor. — Arreben... Oz desliga o vídeo, e eu começo a adequar as minhas luvas outra vez. — Muitas vezes, quando Arrebentador luta, ele deixa sem marcas no rosto. Ele é o maior já visto. — Vou ser maior. — Você é arrogante — ele se aproxima para apertar as minhas luvas em meus pulsos, então ele me dá uma palmada na parte de trás da cabeça, sóbrio o suficiente para brilhar. — Guarde o seu pau para as garotas.


— Porra, eu estou. — Realmente? — Ele diz, de repente interessado. — Que meninas? — Uma garota. Apenas um. — Qual é o nome dela? Balanço a cabeça e aponto para o saco pesado. Desculpe, Oz, mas ela é toda minha.


ONZE O UNDERGROUND DE LONGE Reese Eu estou querendo saber muito sobre o Underground do meu quarto esta noite. Os Tate’s queriam acesso fácil à luta inaugural, então eles nos reservaram um hotel cinco estrelas no centro da cidade. Aparentemente há muitos circuitos de luta. Neste, é lutado por estações, dois por ano, inverno e verão. Primavera e outono são para treinamento. As lutas acontecem em diferentes locais — começando com a inaugural, acontecendo esta noite em Seattle, até a luta final, que será em Nova York este ano. Durante a temporada, os lutadores caem devido a lesões ou perdas. Toda noite, se um lutador ganha, ele tem a oportunidade de lutar contra outro adversário, e depois outro, até que ele caía ou perca. Isso significa que os melhores lutadores lutam por último; caso contrário, outros não terão a oportunidade de chegar muito longe. Os bons lutadores novatos podem subir seu caminho até lutar contra os cães do topo. Pelo que eu ouvi, há apenas um invicto nos últimos três anos. Remy Tate. A suíte está estranhamente silenciosa, pois toda a equipe, exceto Diane, Racer e eu, foram para a luta inaugural. Eu quase desmaiei quando Remy saiu com sua mochila e seu equipamento esportivo. Ele passou como uma besta e eu estou estressada sobre Maverick lutando contra ele e outros lutadores mais experientes como ele. Estou nervosa por Maverick. Coloquei Racer na cama. Eu li um livro sobre trens e, em seguida, eu mesma sair e procurei por algumas guloseimas açucaradas — o tipo que não estava disponível na cozinha da suíte dos Tate’s. Eu tento assistir TV. Eu afastei o controle e olhei para a janela quando, horas depois, ouvi a equipe embaralhar de volta para a suíte.


Normalmente eu não sei do que estão falando, prefiro brincar com os trens e rir do sorriso de Racer, seus olhos brilhando. Eu quero comer sua covinha e tomar sua bochecha gordinha dele junto também. Mas, esta noite, Racer já está dormindo, e eu estou muito curiosa para ir ao meu quarto ainda. Remington está encharcado quando ele espreita direto para a cozinha para comer e se hidratar. Ele está calmo e satisfeito, e Brooke não parecia muito esfarrapada. Então, tenho certeza que as coisas correram bem esta noite. Quando ela vai verificar Racer, eu fico ao redor dos homens, me perguntando se eu deveria perguntar. — Muitos caras novos. Com Scorpion fora e Parker Terror ainda no hospital, eles estão todos pensando que eles têm uma chance na luta final este ano. — Eles são um bando de merdas — diz o treinador Lupe. — O que você achou da nova estrela, Treinador? — Pete pergunta curiosamente. — Posso dizer que ele foi provocado em seu coração e seu espírito. Ele tem raiva tão apertada, seus músculos praticamente se aproveitam disso. Maverick? — Tem um pouco de fogo. Você acha que ele acha que vai lutar contra o Arrebentador? — Riley pergunta. Treinador arranha sua cabeça calva. — Ele vai ter que passar por dezenas para ter uma chance. Os novatos não lutam com o campeão a menos que estejam chutando algum traseiro sério. — Oz estava apenas dormindo atrás das cordas. — Pete balança a cabeça em desaprovação. Oh Meu Deus. Eles estão falando sobre ele. Eles estão falando sobre o meu Maverick. Meu Maverick? Não, não meu. Em tudo. Mas, meu amigo. Talvez meu amigo.


— O que sabemos sobre esse cara? — Pete pergunta, tirando o telefone como se estivesse fazendo anotações. — Confirmado? — Pergunta o treinador. — Nada. Você viu a marca dele? — Não poderia significar o que nós pensamos que significa. Rem não está preocupado — conta Pete. — Porque é o meu trabalho se preocupar por nós — Rosna o treinador. Toco a moeda no bolso. Tenho um desejo horrível por chocolate e sorvete de baunilha. Dirijo-me à cozinha em busca de algo para cumprir o meu anseio. — Você precisa de alguma coisa, Reese? — Diane pergunta. — Eu estou procurando algo para lanche. Dietético! — Especifico para Diane. — Definitivamente não chocolate ou sorvete. — Eu tenho sorvete de baunilha com leite de amêndoa. É muito bom, menos calorias do que o tipo normal. Uma colher? Ou duas? Oh Deus. — Uma — digo, mas levanto dois dedos. Ela ri. Eu o levo para o meu quarto e depois basta olhar para o sorvete e penso nele. Maverick. Cage. Maverick está fora da caixa, mas gaiola que está aprisionado. Eu penso em sua tatuagem de pássaro e os dedos da imagem que o traçam, e adivinha de quem são esses dedos? Meus. E então lábios estão pressionando contra ela, e adivinhem de quem são esses lábios? Meus. E ele tem um gosto melhor do que este sorvete de baunilha, e de repente, sinto como se a única coisa que satisfará esse desejo sem fim que ele iniciou em mim é ele, e eu tenho certeza que eu não posso tê-lo assim como eu não posso ter sorvete normal. Seguro a taça em minhas mãos, mas realmente apuro os meus ouvidos para ouvir mais da conversa na sala de estar. Remington Tate é o rei do circuito. Invicto há anos. Ele treina como se sua vida dependesse disso, e ele luta como se vivesse por isso. Ele é um ícone do Underground e um lutador mestre. Primeiro um boxeador, chutado por causa de seu


temperamento indisciplinado, ele agora fez um nome por si mesmo no Underground para rivalizar com qualquer peso-pesado, welterweight8, ou campeão dos médios. Ele luta mega brigas, que atraem mega multidões; e entre seus sorrisos arrogantes, com covinhas e a maneira como bate seus oponentes até a polpa, as lutas sensacionais que ele cria são motivo para muito dinheiro e muitos fãs. Maverick, no entanto, nunca lutou em sua vida até esta noite. Vaguei de volta e fico junto às franjas enquanto os quatro homens — Treinador, Riley, Pete e Remington — sentados em um sofá, inclinando-se sobre alguma coisa. Brooke está perto porque o braço de Remy está em volta da sua cintura e ela parece não ter outra escolha. Eles estão assistindo as lutas no telefone do Treinador. Avaliando todos os lutadores. Maverick? Meus olhos doem com a necessidade de vê-lo. — Primeira luta. Não é suficiente para ver a verdadeira fraqueza, exceto que ele não tem paciência — diz o treinador. — Passe de volta — diz Remington. Ele assiste. — Huh — ele diz, impressionado. — Sim. Você pode apenas ter um desafio. Remy murmura algo, fica de pé, e se afasta, acariciando a bunda de Brooke até o quarto. — O que ele disse? — Perguntou o treinador aos outros dois. — Ele disse: “Sobre maldito tempo” — Pete troca olha com Riley. — Se Oz tentar costurar o corte aberto do pobre garoto, o garoto vai perder um globo ocular — Treinador declara enquanto se levanta e agarra seu casaco. Meu coração gira em meu peito. — Ele tem um pouco de chip no ombro dele. Treinador dispara-lhes um olhar grave. Um peso no boxe e outros esportes intermediários entre peso leve e médio. Na escala de boxe amador varia de 140 a 147 libras (63.5-67 kg). 8


— Se o seu velho é quem pensamos que é, é claro que ele tem um chip — ele me identifica e por um momento parece confuso quanto ao por que estou aqui. — Reese, certo? — Sim. — Eu sorrio para os três. — Parabéns. — Venha conosco da próxima vez — diz Riley. — Eu prometo a você que é sobre a experiência. — Não posso. Aparentemente, Racer está numa fase de eu-preciso-de-Reesepara-dormir. Eu sou seu novo vazio. Eu rapidamente escapo de volta para a cozinha, pedindo a Diane um saco térmico para caber um pouco de sorvete, em seguida, bato na porta do quarto principal. Ouço a água do chuveiro ao fundo quando Brooke abre a porta com uma toalha agarrada a seu peito. Forço-me a não olhar para dentro, porque quando estou perto deles, quase sinto que estou me intrometendo na incrível química que eles compartilham. — Posso sair para passear? Racer está dormindo na cama. Quero queimar algumas calorias. — Claro, mas... — ela olha para o quarto como se verificasse o tempo. — Eu vou ficar bem — asseguro, mergulhando minha mão em minha bolsa. Pego o spray de pimenta que ela me deu. Ela sorri. — Ok, então. Você está pronta. Tenha cuidado, Reese. Uma hora aqui ou eu vou encher o seu telefone. — Sim! — Atravesso a sala de estar e avanço para fora.


DOZE PRIMEIROS SOCORROS Reese Vinte minutos mais tarde, estou no lobby do hotel dele. Eu finjo ser sua garota, a idiota que esqueceu o número do seu quarto, acabou de chegar na cidade, e quer surpreendê-lo. Porque eu sou jovem e pareço doce, a equipe cai e parto para encontrar o número do quarto, e três minutos mais tarde, eu sou uma massa de nervos batendo à sua porta. — Apenas faça — ouço, um rosnado baixo. Mesmo através de uma porta, a voz do sujeito me faz tremer. Por que está aqui, Reese? — Maverick — eu bato novamente, então digo: — Maverick, sou eu. Há um total silêncio a medida em que me pergunto se eu fiz os sons que acabo de ouvir vindo de dentro da sala. Ele pragueja e três batidas do coração mais tarde, a porta se abre. Maverick Cage está diante de mim, completamente imóvel. Alto. Suado. E intimidante. Aspiro, porque, olá? Intimidante. Um olho está fechado, a sobrancelha sangrando. O olho embaixo dela está inchado e machucado, e o poder no olhar de seu outro olho é tão absoluto, que me empurraria para trás se eu não estivesse tão determinada a entrar e ajudar. Levo um momento para perceber que, enquanto eu estou aqui boquiaberta, ele estar me verificando, da cabeça aos pés. Um calor aparece por todo o meu corpo, rapidamente seguindo seu olhar. — O que você está fazendo aqui? — Sua voz é tão áspera como uma lixa. Há um mundo de frustração em sua expressão, e sua garganta é tão bronzeada e grossa, ele está sangrando e sem camisa, ele está tão rasgado. E glorioso. Cada músculo do


seu peito é esculpido e duro como rocha, coberto pela pele mais suave e dourada que eu já vi. Seus mamilos... Você não está olhando para seus pequenos e pontudos mamilos marrons, Reese! — Eu posso costurar — eu digo. — Quero dizer, camisas e outras coisas... Minha prima insistiu que eu aprendesse primeiros socorros e outras coisas quando eu viesse ajudar durante o verão. Seu olho mais uma vez corre sobre mim e ele espera uma batida. É uma batida tão longa, na minha mente que eu tenho uma chance de sair do prédio antes que ele abra mais a porta. — Entre. Ele está relutante em me deixar entrar em seu espaço, e de repente estou tão relutante quando eu entro. Se eu pensasse em vim ao seu quarto, eu teria uma pista de quem ele é, eu estava em outro nível de fantasia. O lugar é tão nu quando um quarto de hotel limpo parece — exceto este quarto está cheio de artes de combate. Uma mochila em uma cadeira no canto. Garrafas de água e bebidas eletrolíticas. Além de um kit de primeiros socorros aberto e cheio de material que parece ter sido embaralhado em torno de algo que foi tirado. Vendo a cama que ele dorme faz meu peito se sentir tão estranha. Como se alguém me desse um soco lá. Há um par de luvas de boxe pretas na mesa de cabeceira ao lado de um par semelhante de luvas mais velhas. Essas segundas luvas parecem velhas; elas estão gastas e rasgadas ao redor dos pulsos, gravadas ao acaso com uma fita de prata. Elas são o tipo de luvas que não se mantêm para fins de combate. Elas parecem mais velhos do que Maverick. No centro da sala espartana, um homem de meia-idade está de pé segurando uma pequena agulha brilhante com uma fina linha azul passando por ela. O homem tem uma barriga, tem estado claramente passando as mãos através de seus cabelos brancos em frustração, e seus olhos estão injetados de sangue e confusos quando ele me examina como se não tivesse certeza se estou realmente na sala ou talvez em sua cabeça. — Oi, Oz — eu digo.


Ele aperta os olhos. — E você é? — Você não me conhece, mas todo mundo conhece você. Ele xinga. — Isso está certo? Como uma coisa velha, está bem? Estou fazendo um retorno, só você esperar e ver. — Ele bebe de seu frasco prata. Maverick sorri para mim e vai arrancar a agulha do aperto de Oz. Quando ele caminha até mim com a agulha, de repente eu não sei o que me possuiu para ajudá-lo. Costuro travesseiros, não quente, carne viva. — Faça o seu pior — ele diz, levantando sua sobrancelha boa, desafiando-me. — Foi esterilizado...? — Pergunto, tentando me concentrar na agulha que ele me entrega. Não no fato de que Maverick está muito perto. Não no fato de que Maverick está me assistindo com mais interesse do que ele já me assistiu. Puxando a gaveta da mesa de cabeceira, pega um isqueiro, acende-o, pisca-o sobre a agulha, esteriliza-o com a chama, depois caminha até um saco de gelo e a prendo dentro para esfriá-la imediatamente. — Estou impressionada. Nossos dedos roçam quando ele me passa a agulha novamente, e então ele se senta na cadeira perto da janela. Tento manter meu pulso firme enquanto limpo a ferida. — Nenhum hospital para você, hein. — Não quero ir lá para curar e eu não quero ir lá para morrer. — Sua voz é baixa, mas inflexível, e tão perto que sua respiração sopra em meu rosto, e ele parece tão quente. Paro de sorrir quando eu o vejo olhando para mim e sinto aquele estranho giro na minha barriga. Seja forte, Reese. Se ele pode aguentar o corte, você pode fazer alguma costura.


Você pode até mesmo olhar para ele. Fico entre suas pernas separadas. Ele está de calções e... Oh. Deus. Suas coxas são maciças e protuberantes como pedras. Ele está sentado, seu cabelo brilha sob as luzes amarelas do quarto, seus joelhos raspados. Suas pernas são depiladas e bronzeadas. Seu peito está encharcado de suor. Eu estou de pé, por que tudo o que ele está olhando agora é meu pescoço. Cada centímetro mais perto, fico nervosa. Minha mão treme um pouco. Eu sei que vai doer, mas não há preocupação em seu olhar. Quase como se ele fosse imune à dor. — Abaixe seu olhar — digo. Ele deixa cair seu olhar. E isso não ajuda. Não consigo me concentrar, porque que ele me encarando agora, meus lábios estão formigando. Formigando. Ele está olhando para os meus lábios? Eu posso sentir seus olhos em mim — em mim — como se ele tivesse visão de raio-X. Fixo os meus dedos na testa de Maverick. Ele não reage ao toque, mas tocando-o está me fazendo sentir engraçada. Mas, este não é um momento engraçado, então você deve apenas começar a trabalhar, garota! Inalando e prendendo minha respiração, eu perfuro sua pele com a ponta da agulha, estremecendo por dentro. Ele não se move. Ele me observa em silêncio enquanto alivio a agulha. E então furo sua pele novamente. — Você vai ter uma cicatriz — sussurro tristemente. Ele estende a mão e enrola a mão ferida em volta da minha cintura, como se para me firmar, e eu não consigo parar os tremores instantâneas do meu corpo em reação. Corpo, comporte-se! Minha mão para de costurar quando eu avalio o que quer que seja que está me perturbando até o núcleo. Seu dedo mindinho de alguma maneira rouba sob minha camisa, os outros sobre ele. A ponta do seu dedo está um pouco áspera. Seus dedos apertam-me um


pouco mais apertado enquanto me aproxima. Recupero meu fôlego, então percebo que ele está me estabilizando para que eu possa terminar. E eu não vou ser capaz de terminar se eu manter o foco no fato de que meus peitos estão bem na sua cara! Perfuro sua pele novamente, desta vez rapidamente, tentando costurar o mais firmemente possível para que ele cure melhor. E o mais rápido possível, para que eu possa sair daqui. Inalo profundamente. Faço uma pausa. — Estou machucando você. Sua cabeça se inclina e seus olhos se movem para os meus e há tanto calor lá, o tipo que eu nunca vi nos olhos de ninguém quando eles olharam para mim. Não eu. — Você terminou? — Ele pergunta, voz texturizada, seus olhos rolando em frustração de repente, como se ele não pudesse esperar por mim para ter acabado. Mas seus dedos estão apertando-me mais perto, até que meu joelho está contra... sua virilha. Eu escovo meus lábios e foco em perfurar sua pele novamente. Faço um total de doze pontos. Mesmo enquanto meu coração está correndo como um biscoito duro no meu peito e rezo para que ele não perceba o quão rápido o meu peito sobe e desce. — Aqui. Você viverá para lutar outro dia. Afasto-me e, em seguida, coloco quase metade do quarto entre nós enquanto eu procuro algo para dizer. — Eu trouxe sorvete para comemorar. É a sua primeira luta no Underground. Conte-me! Voltando para o negócio de celebrar, trago o meu pacote de sorvete. Inclina-se para a frente, de joelhos, olhando-me com curiosidade. — Não foi nada de especial. — Ele enrola os dedos em suas palmas e observa meu perfil intensamente. Então Oz diz: — Foi espetacular! Ele teve três!


Os olhos de Maverick piscam em Oz, uma faísca suficientemente quente para derreter o aço. Ele rosna com raiva, balançando a cabeça. — Insuficiente. — Melhor do que qualquer lutador inicial que eu tenha visto em muito tempo. Você quebrou Twister em uma rodada. — Ele olha para Maverick, que está olhando para mim. — Twister? — Pergunto, impressionada. — Vou pegar um táxi para que você possa ir para casa, Oz — Maverick diz a ele. Percebo como os olhos de Maverick deslizam para a porta. As sobrancelhas de Oz sobem. Assim como as minhas. Maverick parece imperturbável. Tenho a estranha sensação de que ele quer ficar a sós comigo. Um grão de pânico se instala no meu intestino. E dois de emoção. Três de luxúria. — Garoto, eu tenho cuidado de mim mesmo antes de você aparecer, então foda-se. Posso pegar o meu próprio táxi — Oz bate o estojo de primeiros socorros fechado e carrega-o sob a axila enquanto sorve do frasco e agarra o casaco. — Adeus, Oz — diz Maverick, e quando a porta se fecha enquanto Oz resmunga, Maverick olha para mim e sorri. Eu tiro o sorvete. Por favor, Deus, não o deixe parar de sorrir assim para mim nunca mais. Estamos tão sozinhos, e está tão quieto, e ele está tão... com o peito nu. — O que você está fazendo aqui? — Ele pergunta, ainda sorrindo. — Colheres de plástico — digo, como se fossem a melhor invenção de sempre. Eu propositadamente ignoro a sua pergunta e faço uma grande cerimônia ao estudar as colheres, como se houvesse uma diferença entre ela, e, finalmente, eu lhe entregar uma.


Ele me observa e leva-a entre o polegar e o indicador. Eu quase me sinto conectada quando ambos estamos segurando a colher ao mesmo tempo. O que é ridículo. — É dietético — digo enquanto deslizo a colher para o balde de sorvete. Ele o coloca dentro da boca. Eu o observo, incerta. — É bom? Ele toma outra colher e franze a testa, como se estivesse considerando. — Fale-me sobre a luta. — Por quê? — Sua voz está áspera e seca, ao contrário do sorvete gelado que ele está comendo. — Eu quero saber. Como você se sentiu? — Pergunto. — Por que você não está comendo? — Eu... — olho para o sorvete. Ele levanta a colher para mim. Meus olhos se arregalam. Meus lábios se separam. E quando ele move a colher para a frente, eu deixo o sorvete trilhar na minha língua. Sugo-o de volta e pego a minha própria colher e nervosamente devoro outra mordida. — Conte-me sobre a luta — eu digo de novo. — Eu aposto que você já tem fãs. — Desculpe decepcioná-la. — Oh vamos lá. Você deve notar as meninas. — Oh, eu percebo. — Ele sorri, seus olhos piscando. — Uma distração que eu não preciso. Eu não esperava essa admissão de um cara tão jovem e descaradamente quente como ele. Mas, então, Maverick é tão focado em sua carreira que eu posso acreditar que ficando colocado não é uma prioridade. Ficando colocado, para ele, deve ser algo fácil e acessível a qualquer momento que ele queira. Mas, lutar no Underground no nível que ele quer lutar, não é. Por alguma razão, eu sinto uma nova conexão com ele e ouço-me admitir algo que eu nunca tinha contado a Miles. — Eu sou virgem — sussurro.


Suas sobrancelhas se erguem e a surpresa misturada com respeito misturada com algo inominável que não consigo decifrar em seu rosto faz as pontas das minhas orelhas ficarem quentes. Ele abre a boca como se procurasse por palavras, um franzido perplexo enruga a testa enquanto finalmente diz: — Por quê? — Insegurança sobre meu corpo, eu acho. Querendo que isso signifique algo, não apenas... se sentir bem. — Por que haveria insegurança? Encolho os ombros. — Sério, Reese? — Ele pergunta suavemente, descrente. Rio nervosamente, balançando a cabeça com um sorriso. — Sério, Maverick. Estou falando mais com esse cara do que jamais conversei com alguém. Porque eu quero ouvir e fazer ele falar comigo também. Ouvir assume um novo significado com ele. Falar também. Palavras. Olhar. Tons de voz. Um novo significado. Ele segura o meu olhar com o dele, e então ele diz muito calmamente, um pouco rouco: — Eu acho que isso é legal, Reese. Nós seguramos os olhares por um tempo. A sala encolhe em tamanho, e suas mãos estendidas sobre seus joelhos e ele tamborila seus polegares inquietos em ambos. Eu só não sei o que fazer com minhas mãos, com meus olhos, comigo mesma. Pela primeira vez na minha vida, estou ciente de que a parte mais profunda de mim, está dolorida. Então, Maverick olha ao redor do quarto com a testa franzida e esfrega uma mão inquieto sobre a parte traseira de seu pescoço.


— Desculpe por este lugar. — Oh não, é bom. Acolhedor. — Eu usei todas as minhas economias para ajudar o meu pai. — Eu... eu sinto muito. O que aconteceu? — Merda, eu acho. — Desculpe, Maverick. Seus olhos se encontram com os meus, e eu detecto um olhar estranho em seu rosto quando eu o chamo de Maverick. É um olhar tão intrigado que me detenho e imediatamente quero me retrair. — Você preferiria que eu o chame de Cage? Você... endureceu quando eu disse seu nome. — Eu prefiro que você me fale sobre você — ele diz, se movendo para frente em seu assento. — O que você está procurando? — O que você quer dizer? — Você está aqui essa noite. O que é que você está procurando? — Um amigo. — Eu não sou um cara amigável. — Mas, o que você vê é o que você recebe de você, e eu gosto. — Você não recebe nada de mim, é isso que você recebe. — Isso é bom. Tenho um centavo. E pelo menos eu posso comer sorvete sem você contar para minha mãe. Nós comemos um pouco mais. Vejo as velhas, luvas gastas na mesa de cabeceira e levanto para tocá-las. — Esses não são minhas. Estes são. — Ele se inclina para pegar outras, me entrega o par de luvas novas, e coloca as velhas de lado. — As velhas eram do meu pai. Olho para as luvas. Bem, ele deve ter dado a algumas pessoas uma boa surra com essas. — Ele deve ter sido bom.


Quando ele fala sobre seu pai, há nuvens em seus olhos, e algo dentro de mim me faz doer para removê-las. — Eu nunca vi ele lutar, mas eu vi alguns vídeos on-line. Nos primeiros dias, ele era bom. Mas não o melhor. — E você quer ser o melhor. — Quero ser uma lenda. — Ambicioso, estamos? Ele ri baixinho. Meu telefone está tocando. — Eu preciso ir. Eu só tinha uma hora. — Eu atendo a chamada. — Ei, estou a caminho, estou bem — desligo, então roubo um último vislumbre dele. — Desculpa. É irritante; minha mãe pediu para minha prima que ficasse de olho em mim. — Não se desculpe, é legal que eles se importem. A honestidade de repente me faz perceber que quando eu sair, ele estará sozinho nesta sala. Eu a comparo com a agitação das pessoas nos Tate’s e sacudo minha cabeça, atordoada. — Você não tem ninguém? Ele encolhe os ombros e desliza em uma camisa. — Vou levá-la para casa. É a corrida de táxi mais tensa da minha vida. Maverick e eu estamos em silêncio enquanto o táxi se dirige para o hotel dos Tate’s, mas olhamos um para o outro a cada dois minutos. Cada vez que nossos olhos se encontram, sorrimos. Mas dentro de mim, outras coisas acontecem. Meu corpo aperta em lugares e doe entre minhas pernas. Olho para a pele que eu costurei acima de seu olho e me sinto de alguma forma realmente possessiva com ele. Eu percebo, enquanto ele sai do táxi para me levar pelo hall em direção aos elevadores, que as pessoas olham para ele enquanto ele caminha ao meu lado. Há algo nele que chama a sua atenção. Mesmo de longe. A confiança, o tranco, sua presença, seu corpo, seu rosto, e seus olhos.


Eu não quero que a equipe o veja embora. Assim, no momento em que atingimos o banco do elevador, giro para enfrentá-lo mesmo antes de pressionar a seta para cima. — Está bem. Vou subir. Nesse momento, meu telefone zumbi novamente. Estou, de repente, preocupada. E se Brooke já enviou a cavalaria, também conhecida como Pete e Riley, para me procurar? Olho para ele com medo. Em vez disso, eu leio o nome de Miles na tela do meu telefone. Eu afasto o telefone rapidamente. Maverick levanta a sobrancelha, seus olhos sorrindo para mim. — Sua prima? — Não. Um menino da minha cidade. E Miles parece um tal menino em comparação com Maverick. Maverick é um pouco juvenil às vezes, mas tão viril, tão adulto e maduro. Eu me pergunto o que o fez amadurecer tão rápido. O tipo de tragédia que lhe dá aquele olhar em seus olhos, aquele que adverte as pessoas a não chegar perto. Isso lhes diz que eles nunca serão capazes de chegar perto. Como se profundamente em seus próprios pensamentos, Maverick olha para cima especulativamente e depois de volta para mim. — Da próxima vez, eu vou ter um lugar agradável como este. — Próxima vez? — Da próxima vez que você vier — seus olhos deslizam para baixo para onde eu escondi meu telefone, e então para mim. Isso era... ciúmes? — Estamos saindo para o próximo local amanhã. Ele balança a cabeça. Eu não sei onde ele planeja trabalhar, mas é o único lugar que eu posso vê-lo. Eu explico: — Eu estarei no Ginásio Body Factory em Denver. Posso levá-lo até lá também. Seus olhos inundam ternamente. — Algumas pessoas podem facilmente se aproveitar do quão bom você é. — Eu não sou agradável por dentro.


Seus olhos correm sobre mim, e meus dedos se curvam quando seus olhos alcançam os meus pés, e então ele se detém, aperta a mandíbula, e olha para mim, sincero e estranhamente perplexo. — Eu não quero ser legal — eu solto. — Eu quero ser desagradável. Fodona, especial e inesquecível. Pessoas confundem agradável com fraco, e eu não sou fraca. — Um homem tão duro como Maverick deve desprezar a fraqueza. — Eu não acho que você é fraca. É preciso força para ser gentil — diz ele em um tom assombrado. Mas seus olhos brilham em aprovação por mim. Eu quero que ele diga o que ele pensa de mim, mas talvez eu não esteja pronta para saber. Se for ruim, isso vai me irritar, e se for bom, eu vou embora. Eu vou embora. — Eu não vou fazer isso até pelo menos três dias desde agora. Eu vou te ver lá. — Ele se afasta. Não olhe ele se afastar, Reese. Não olhe para seu triângulo invertido e seu traseiro fino, Reese. Eu estou olhando para ambos quando ele balança a porta aberta, e meu coração faz um pouco estranho giro quando um grupo de caras entra e ele olha por cima do ombro dele para mim. Ele permanece lá, me observando até que eu embarque. Assim que as portas começam a fechar, eu o vejo se virar e levantar a mão para tocar sua ferida. Um momento roubado. Isso é o que aconteceu conosco. Mas eu quero mais do que um momento. E não quero roubá-lo. Quero que seja nosso. Vejo o texto de Miles novamente e guardo meu telefone sem responder.

Naquela noite, eu tenho um sonho de nós comendo sorvete. — Você quer saber alguma coisa? — Maverick bate a colher no balde e então usa essa mão para tocar minha boca. — Quero te beijar aqui mesmo. — Porque aqui?


— Parece um bom lugar para começar. E quando ele coloca seus lábios nos meus, eu acordo, como se fosse uma realidade muito incrível, que não pode nem acontecer em meus sonhos.


TREZE PRIMEIRO PAGAMENTO Maverick Eu não liguei para minha mãe. Não queria que ela pensasse que eu não podia fazê-lo. Agora estamos no quarto de hotel bagunçado de Oz depois de pegar o nosso pagamento e olho para o meu primeiro cheque de 18.005 dólares. Coloco-o num envelope e escrevo uma nota.

Meu primeiro cheque. É todo seu. Maverick

— Você tem certeza que não quer manter um pouco disso? — Oz pergunta duvidosamente. — Não, ela precisa mais do que eu. — Planeja enviar todos os seus cheques? — Tanto quanto eu posso, sim. — Olho-o estreitamente enquanto Oz descansa sua cabeça na parte de trás do sofá e os olhos no teto. — Quando você conseguir lutar com o Tate durante a temporada, estamos dizendo que o cheque terá seis, possivelmente sete dígitos, não cinco. — O próximo é para mim. Eu estou estabelecendo-nos em um hotel agradável como os grandes lutadores fazem. — Então você pode convidá-la para ir? — Sim, então eu posso convidá-la. Ele suspira. — Boas meninas não namoram lutadores. — Lutadores têm boas esposas.


— Um. Um faz: Arrebentador. — Ele ergue as sobrancelhas desafiadoramente. — Todos os outros são divorciados como eu. — Ele balança a cabeça, então acrescenta: — Quando você luta para ganhar a vida, é como se sua vida inteira estivesse em guerra; ela sangra em sua vida pessoal. — Como a do meu pai. Ele fica em silêncio, então estala aberto o seu frasco e toma um longo gole. — O que você sabe sobre meu pai? — Oh não, você não. — Oz cacareja e se levanta para sair, o covarde. Mas antes que ele saia, ele bate em minhas costas. — Você não me paga para isso. — Ele me olha. — E você não quer saber. — Na verdade, eu quero. Ele suspira e o considera por um momento. — Ficou todo fodido depois de estar no mundo da luta por muito tempo. Ele se tornou um... — Ele procura por palavras. — Terror. — Drogas? Ele bufa, toma outro gole, balançando e franzindo o cenho para o frasco e o vira totalmente para baixo para perceber que está vazio. — Ele lutou sujo; eu vi as fitas — digo a ele. — Você não luta como ele. Você tem mais bom em você do que nunca. Você luta melhor do que ele. Isso é tudo o que você precisa saber. — Ele encontra uma garrafa meio drenada por perto e enche seu frasco. — Oz, porra, cara — digo. Ele levanta seu frasco em um brinde. — Vou levar meu bebê para a cama, deixe que ele me dê um bom humor. Suspiro, então eu viro o envelope e adiciono o endereço da minha mãe.


CATORZE GREYHOUND9 PARA DENVER Maverick Dois dias depois estamos na parte de trás de um ônibus, a caminho de Denver. Oz está dormindo. Eu tenho meus fones de ouvido, assistindo meu pai lutar contra Tate no ringue. Eu assisti os vídeos tantas vezes. Estudando por fraquezas. Ele não tem nenhum. Ele é rápido; meu pai tem problemas para se manter equilibrado quando ele pega um golpe. Se eu suportar dez lutadores na próxima luta, posso chegar até ele. Cara a cara. Eu vou lutar com ele. Eu consigo ver exatamente do que ele é feito. Inferno, começo a ver do que eu sou feito. Suspiro e desligo meu telefone, então coloco minha testa na janela e olho para fora, não vendo nada além dela. Ela está na minha cabeça. Ela disse que ele está comigo e agora, de alguma forma, ela é a pessoa que está comigo. Ela está lá quando vou para a cama, lá quando acordo. Esfrego meu polegar sobre meu corte. Seus olhos enquanto me costurava. Seus lábios fechando em volta da colher e lambendo o sorvete de baunilha. Minha mente vai em todas as direções, mas acaba no mesmo lugar: ela. Ela me olhando lutar. Ela está em um belo quarto comigo. Em uma cama agradável. E eu, beijando-a de uma maneira muito desagradável. Ouvindo-a fazer barulhos que são o oposto de agradável.

Greyhound é a raça mais rápida entre os cães e é o segundo animal mais veloz, perdendo apenas para o guepardo. A velocidade do Greyhound chega a ser a metade da velocidade do Guepardo. 9


Ela arfa quando se exercita e faz um certo barulho quando ela faz esforço, quase um gemido, e então ela suspira quando pega a respiração, e ela é a coisa mais sexy que eu já vi dentro de um ginásio ou fora dele. Ela tem uma pequena cintura que eu poderia cercar com as minhas mãos e a bunda mais deliciosa. Ela salta quando ela corre, e assim fazem seus seios deliciosamente deliciosos. Ela é um sexpot10, feita para foder. Não consigo olhar para ela sem imaginar como ela ficaria debaixo de mim. Arrastando minha mão sobre o meu rosto, puxo o meu telefone de volta e tento focar no homem que eu preciso bater. E ainda penso nessa garota legal que não quer ser legal. Uma garota que quer ser inesquecível, e não percebe que ela já é.

10

Mulher que tem grande apelo sexual.


QUINZE NOS ENCONTRAMOS DE NOVO Reese Os próximos dias passamos em Denver. O tempo é fabuloso durante o verão. Tudo é verde e a brisa é fresca e limpa. Já faz cinco dias que não vejo Maverick Cage, mas menos de um segundo desde a última vez que pensei nele. Cada momento do dia ele está na minha mente. Estou confusa sobre a minha fixação por ele, porque eu estou tão consciente de que ele não está perto. Eu vivo com a curiosidade de querer saber o que está fazendo e uma dor de corpo feroz que tem crescido exponencialmente quando os meus dias sem vê-lo continuam a somar. Levo um dia cheio para levar Racer para a creche em Denver perfeita, principalmente porque Brooke quer que ele interaja com outras crianças e quer algo perto dela, da área de treinamento de Remy e do ginásio da equipe. Estou no Ginásio Body Factory agora quando eu vejo-o entrar. Ele entrega um cartão na entrada e eu percebo que ele tem uma adesão. Estou quase desapontada por ele não precisar mais de mim. Olho para longe da entrada, arrasto uma respiração, e volto para ele novamente, esperando que ele olhe na minha direção. Ele tira o cartão dele, assina o seu nome, e eu vejo a senhora tentando flertar com ele, e Maverick... Oh deus, Maverick sorri para ela. Então ele entra. Ele não me viu, mas está verificando as esteiras — onde eu costumava estar. Mas hoje estou em um tapete de Pilates. Sento-me e fico de pé, inquieta. E então seus olhos me encontram. E eu sou... Encontrada. E viva. E nervosa. Tem sido uma eternidade. Muito tempo desde que você olhou para mim.


E quando ele olha para mim, ele parece parar de respirar. Ele me leva para o segundo mais tenso, e então ele me bebe com um passeio dos seus olhos sobre o meu corpo. Meus seios sentem seu olhar. O meu sexo também. E minha barriga. E meu coração. Seus dedos parecem flexionar em seus lados e ele os enrola em nos cordões dos bolsos de sua calça de moletom. Eu quero agir legal, mas eu não posso. Estou possuída pela minha felicidade. Estou possuída por ele. Dirijo-me até ele, meu sorriso dolorido em minha cara. — Maverick Cage — respiro animadamente. — Senti sua falta. Jesus, Reese, você não disse isso! Meus olhos se arregalam instantaneamente quando nos seus olhos também surgem surpresa. Abro o olhar e procuro algo para dizer quando percebo... Você está olhando para sua virilha, Reese! — Droga — eu digo. — O quê? — Ele pergunta. Empurro meu rosto para ele, queimando em vergonha, para encontrá-lo vestindo este sorriso realmente masculino, viro-me e começo a ir para as esteiras. — Ei — ele diz, pegando meu pulso. Deslizo minha mão no bolso dianteiro de seu moletom em buscar seu iPod embaralhado e os fones de ouvido. — Eu realmente preciso destes mais do que você agora — digo me desculpando, e então eu coloco o fone de ouvido em minhas orelhas ardentes e pulo em uma esteira. Minha esteira enfrenta-o. Ele está parado lá, olhando para mim divertido. Eu não sei que tipo de atração ele tem, ou que tipo de poder sobre mim. Eu quero ele para o meu aniversário e para o Natal e é sempre as melhores coisas no Natal. Oh meu Deus, o que está acontecendo comigo?


Ele é como a visão mais perfeita do mundo, sente, cheira e eu posso quase prová-lo no ar. Eu não quero gostar de você, Maverick. Eu não quero que você dê a volta, Maverick. Ele se vira, eu gosto dele, e eu não sei o que fazer para que ele goste de mim. Ele é duro para a minha suavidade. Eu me sinto extra voluptuoso porque ele é tão duro. Quando ele se move em torno da área de treinamento, ele sacode o seu moletom e sua camiseta debaixo subindo um pouco quando ele faz, revelando cada quadrado de concreto do seu abdômen. E sim, eu me sinto tão voluptuosa agora — eu só não sei porque eu não posso parecer mais como Brooke. Parei de comer um pouco quando Miles puxou um Mr. Darcy em mim. Reese é boa, mas eu gosto dela no lado mais magro, embora ela é totalmente fodível Agradável. Suspiro. Embora eu tenha perdido alguns quilos desde o dia em seu quarto de hotel, eu não estou com fome. Perdi o apetite. Eu cresci um novo vício e obsessão, e é mais perigoso do que a comida poderia ser para mim. Mais perigoso do que qualquer vício que eu já tive. E eu olho para este meu vício, sentindo coisas que são definitivamente muito desagradáveis, e eu percebo que ele bebe seu drinque e vê os outros lutadores baterem no saco pesado enquanto espera sua vez. Ele está distraidamente acariciando seu polegar através do corte que eu costurei. Ele coloca a bebida de lado e depois agarra seu moletom novamente, como se ele só tivesse tomado alguma decisão. Ele vem. — Vamos sair daqui — diz ele. — Há uma trilha para caminhadas nas proximidades. — Mas... — estou chocada. — Seus sacos de pancadas? — Eu luto amanhã. Hoje é o meu dia de recuperação. Desligo a esteira e salto fora.


— Nesse caso, como estão as pernas? Você vai precisar se recuperar. Nós nos dirigimos para fora e eu o observo do canto do meu olho enquanto nós examinamos a trilha, o sol do meio-dia brilhando durante os minutos que nos leva para vaguear para o abrigo das árvores. — Eu gosto de passar um tempo com você — murmuro. — Eu também. — Ele sorri para mim de lado, e eu sinto aquele sorriso em cada lugar sexual do meu corpo. — Uau, olhe para esta visão — paro e tomo em todas as encostas verdes no horizonte. Nós estamos caminhando pela trilha por vinte minutos, e vai demorar a maior parte desse tempo para caminhar de volta para baixo. — Eu só tenho mais vinte minutos ou Racer ficará inquieto. — Como ele está lidando com Denver? — Bem. Ele está obcecado com as montanhas. Então você caminha quando não está socando? — Na verdade, não... — Ele misteriosamente sai, então me lança um olhar estudioso antes que ele adicione, sua voz suave como a brisa: — Eu queria você toda para mim. Eu paro. — O que? Por quê? — Engasgo com uma risada. Ele não está sorrindo, olhando apenas divertido e honesto e tão parecido com um cara, os olhos um pouco escuros. — Você sabe por que. — Eu? — Balanço a cabeça em consternação. — Talvez eu só queira ouvir você dizer isso. — Por quê? — Seus lábios se contraem por uma fração. — Porque... — procuro por uma razão, tentando recuperar o fôlego. — Talvez eu goste da sua voz? De repente, ele está no meu espaço, me apoiando, seu olhar fixo. Minha bunda do tamanho do Himalaia atinge uma árvore e eu suspiro quando apoia seu braço contra ela. Ele aperta o meu corpo entre ele e a casca. Todo o meu fôlego se vai


quando a frente do seu corpo entra em contato com a minha frente. Meus mamilos reagem tão fortemente que machucam. Estou de repente cheirando floresta, terra e Maverick Cage. Maverick olha para mim por um momento, seu rosto áspero em concentração, as folhas dos arredores exuberantes farfalhando com uma brisa, felizmente escondendo minha respiração rapidamente acelerada. Maverick abaixa os olhos para que eles estejam ao nível dos meus, não me toca com as suas mãos, apenas seu corpo mantendo-me no lugar. — Eu quero passar os vinte minutos restam beijando você, Reese — ele diz, sua voz, tão profunda, tão texturizada, e tão irresistível, correndo espessa e embriagante através das minhas veias. Mas é o olhar em seus olhos, pedindo permissão, que me mata. — Você está atraído por mim? — Pergunto, incrédula. Ele diz, como se fosse óbvio e não fácil para ele ficar de pé: — Muito atraído por você, Reese. — Eu... — olho para longe, agudamente consciente de quão duro cada centímetro de seu corpo é, tocando o meu. Eu não vi isso acontecer. Estou impressionada. Em cinzas, aqui mesmo, nesta trilha, estou deixando uma parte de mim aqui. Ele inclina a cabeça para a frente lentamente, e eu viro a cabeça instintivamente para longe, apenas uma polegada, com medo de sentir seus lábios nos meus. Medo do que ele vai fazer comigo. Ele escova os lábios em minha mandíbula. Ouço um gemido arrancar da minha garganta. Ele exala e relaxa, olhando para mim por um momento. O peso de seu olhar parece sexo no meu rosto, então ele mergulha sua cabeça e sinuosamente, acaloradamente, arrasta seus lábios ao longo de minha têmpora, até a minha testa, onde ele coloca um beijo lá, seus lábios macios e firmes apertando minha pele em um beijo que dura cerca de dez segundos perfeitos, assustadores e emocionantes.


Minha garganta está apertada, e eu quero implorar para que não pare quando ele se afasta alguns centímetros de distância e me estuda com os olhos que brilham com ciúme e possessividade. — É ele? Não. É você. Você me faz imprudente. Eu gosto disso. Mas estou com medo. — Talvez — eu digo em vez disso, engolindo. Estou encostado na árvore, lutando para que meus joelhos funcionem. — Como ele é? Eu nem consigo me lembrar de Miles, e isso me salienta. Coloquei ainda mais distância entre nós quando começamos a andar novamente. — Ele é... — Procuro por palavras. Miles. — Esse cara da sua cidade — ele diz com um brilho de repente vicioso, feliz em seus olhos. — Eu sei de quem estamos falando, Mav — rolo os meus olhos, e ele ri baixinho, feliz que eu não me lembro? — Ele é... não como você. Quando eu conheci Miles, eu estava sozinha no refeitório da faculdade e vi esse cara, limpo e saudável, chamar dois caras e uma menina, seus amigos, para ele. Eles o seguiram até minha mesa. — Se importa se nos sentarmos? — Ele perguntou. E eu acenei com a cabeça, e quando ele disse: — Eu sou Miles — eu pensei que finalmente alguém me pegou. De alguma forma alguém se perguntou se havia mais para mim. Tenho vergonha de lhe dizer que sou assim tão fácil. Esse encantamento por algo tão simples. Um nome ou um centavo, ou um olhar de olhos prateados e um cara que tão antecipadamente diz que queria você sozinha para que ele pudesse te beijar. Ele puxa uma folha de uma árvore que passamos, corta-o pensativamente, e a joga de lado com uma carranca.


— Significado. — Ele é mais polido. — Você quer dizer que ele tem dinheiro. — Sua mandíbula visivelmente aperta agora, ele pega outra folha e apenas atira completamente de lado. — Não. Ele é... Não primal. Ele não seria pego nem morto em uma briga. — Porque ele perderia. Sorrio e observo meus pés enquanto tomamos a trilha de volta para baixo. — Você confia nele? Ele se importa com você como você faz? — Ele percebe. Olho para ele, de olhos arregalados. — O que é isso? — Apenas avaliando a concorrência — diz ele simplesmente. — Não há competição — eu minto. — Eu o conheço desde sempre e eu apenas conheci você. Não posso gostar mais de você. Eu não o amo, se é isso que você quer dizer. Mas eu sempre pensei que poderíamos ter mais e isso funcionaria. — Quantas vezes ele chama? — Ele está franzindo a testa desde que eu disse que não havia competição e eu não posso acreditar o quão fácil a mentira escorregou desde que estou tão desconfortável comigo mesma agora. Paro na minha trilha e o enfrento enquanto ele — quente e grande — gira e faz o mesmo. — Ele não liga... Muitas vezes — admito. Nunca. Apenas mensagens, agora que eu penso sobre isso. Maverick exala, seus olhos escurecem ainda mais, e então ele começa a avançar, em três passos fechando a distância entre nós. Deus. Sua caminhada. Sua conversa. Seu olhar. — Eu penso em você. — Ele estende a mão direita quebrada e toca meu rosto. Todos os dedos de Maverick Cage estão no meu rosto. — Eu penso em você muito. — Ele busca o meu rosto e seu polegar acaricia meu queixo brevemente assim, mas de


forma tão poderosa, meus joelhos se sentem como o bolo cozido demais. — Penso em beijar você — diz ele. Sinto que ele está me beijando agora, com seus olhos de metal. Beijando-me e fazendo-me voar. Seus lábios são tão bonitos, eu não posso tirar meus olhos deles de repente. Tremo, e quando ele percebe e seus olhos piscam um pouco predadores, caio meu olhar e então começo a tomar a trilha para baixo como uma vingança. Estamos em silêncio quando chegamos ao final da trilha. Todo esse tempo, Maverick tem sorrido para si mesmo. Ele considerou Miles como um competidor? Por que ele está tão orgulhoso? Porque ele me viu tremer? — Maverick? — Reese? — Seus lábios se curvam. Quero apagar seu sorriso de superioridade contra Miles. Inclino-me, apoiando meus braços em seus ombros — duro como pedras — e beijo a sua mandíbula. — Isso são todos os beijos que você vai conseguir. — Eu pontuo minhas próximas palavras com mais alguns beijos. — Nesta... muito dura... mandíbula. Eu nunca fui tão ousada antes. Levou tudo de mim para seguir o impulso de fazer isso, e eu não tenho nada para olhar para trás com ele enquanto eu me afasto, mas paro e fecho meus olhos quando ele chama o meu nome. — Reese? Recomponho-me antes de me virar, e quando eu faço, Maverick fode meus lábios. Seus olhos os acariciam tão vagarosamente, o tempo para. Minha respiração pega. Os olhos de Maverick vagando por minha boca, meus lábios, de cima para baixo, canto a canto. Meus joelhos ficam trêmulos quando ele olha de volta para os meus olhos. Segurando meu olhar com uma intensidade que faz todo o meu corpo estremecer, ele retrai o espaço entre nós em três longos passos e aproxima a sua cabeça de mim. — Dê-me um beijo de verdade, para sorte. — O que?


Ele está olhando para os meus lábios novamente, ferozmente. E ele só falou comigo na voz mais quente que alguém usou comigo. Ele agarra meus quadris e me puxa para perto. — Beije-me para sorte, Reese. — Eu vejo seus lábios moverem, quase grunhido, as palavras, seus lábios de arco lindos e perfeitos que algum idiota pode abrir amanhã. Sentindo uma enorme ansiedade se assentar no meu intestino, olho para sua boca com um impulso imprudente para beijá-lo lá. Como ele vai gostar? Como ele gosta? Ele tem tanta fogueira que eu estarei em cinzas só no contato. Inclino-me um pouco mais perto, meu coração batendo, o medo me sufocando. Suas mãos estão em meus quadris. Rodeando a minha cintura. Basta um fósforo para acender um fogo, e ele. É. O jogo. Maverick espera, olhando para mim com impaciência, seu peito arfando com suas respirações. Tão bonito e masculino como sempre e olhando para a minha boca. E eu não posso. Não posso. Eu simplesmente não posso. Um cara como ele poderia destruir uma garota como eu. Pego sua mão enorme, desenrolo os seus dedos firmemente enrolados e coloco um beijo rápido, quase desordenado no mesmo lugar onde ele segurava a moeda. — Boa sorte. Ele enrola a mão e sorri para mim, viro-me e vou embora, sorrindo também.


DEZESSEIS A ABORDAGEM DE LUTA EM DENVER Reese A manhã seguinte no ginásio, ele já estava dentro. Pego uma escada rolante enquanto o vejo vestir as luvas, e vejo as garotas olhando para ele e indo conversar com ele. Eu não posso acreditar que ele realmente remove seus fones de ouvido e fala com elas. Ele continua olhando para mim, curioso sobre alguma coisa. E eu não sei por que não consigo segurar seu olhar. Sonhei com ele ontem de novo. Em meus sonhos as coisas ficaram aquecidas rapidamente, e eu realmente tinha as bolas para beijá-lo. Nesses lábios perfeitos. Estou com medo de quando ele olha para mim que ele vai ver o que estou sentindo. Que ele vai ver o que ele me faz sentir. Olho para longe quando sinto seus olhos em mim, mas quando ele realmente começa a treinar, eu o vejo, o saco pesado balançando de lado a lado. Ele empurra os punhos para a frente. Eu sei que ele usa os fones de ouvido para bloquear as distrações, e ele parece estar escutando o som dos seus punhos. Eles fazem sons diferentes dependendo de como frente e centro ele bate o saco. Ele está testando os golpes. Ele muda as posições para assumir a parte de trás do saco, de frente para a sala, e os nossos olhos se pegam quando o saco balança para o lado e seu rosto é revelado. Ele está usando a expressão mais sanguinária que eu já vi. Ele está ali, com uma cabeça mais alta, duas vezes o meu peso — pelo menos. E cheio de músculos. Meu coração bate uma dúzia de vezes. O saco é atingido uma dúzia de vezes. E ele ainda não desviara o olhar. Há algo perigoso em seu olhar. Fazendo meu coração acelerar e meu corpo se sentir fora de controle. Quero saber


mais sobre ele — tudo o que há para saber. Mas ele é mais impenetrável do que o saco que seus punhos estão batendo. Ele é como uma parede de aço, com olhos de aço. Olhos que perfuram. Como facas. Eu me pergunto como ele se move na cama. Tudo duro, mas fluido. Se ele perder o controle. Eu me pergunto o que é preciso para fazê-lo sorrir. Não sorriso, não um breve sorriso, um sorriso real. Depois que acabou o meu tempo, eu saio para buscar Racer e levá-lo para um parque nas proximidades. Eu trouxe lanches para nós, para Maverick e para mim, pensando em convidá-lo conosco, mas descobri que sou uma covarde e não consigo. E, agora eu os guardo de volta na minha mochila. Estou tão estranhamente apaixonada por uma luxúria que estou exausta e sem sono, para descansar.

Maverick Sempre sei quando eu bato direito dependendo do som que recebo. Começo a com os sons longos, duros, profundos, um após o outro, e eu sei que eu estou batendo direito. Eu não fui para a marca hoje porque eu a peguei me olhando e ficou difícil. Algo sobre sentir aqueles olhos azuis claros, puro como um céu limpo, me faz reagir. Tenho dificuldade em afastar os olhos dela. Eu gosto de olhar para o seu rosto. Gosto de traçar a forma oval com meus olhos, pegar seus lábios cor de rosa, franzindo os seus lábios rosas, e o seu nariz pouco elegante com um total de três sardas na ponta. Eu até gosto de saber quantas sardas mais ela vai ter se ela continua levando Racer para o parque. Forço-me a me concentrar, sinto o suor na minha testa enquanto continuo batendo. O saco pesado oscila de lado a lado. Empurro os punhos para a frente.


Mantenho meus fones de ouvido para bloquear as distrações, mas ela ainda está na minha cabeça. Aperto os meus dentes e testo os meus golpes, franzo o cenho quando o saco não faz o barulho que eu quero. Mudo meu braço, puxo do meu abdômen, e ali. WHAM. Mudo de posição, de frente para a sala. A esteira que ela acabou de esvaziar. Mas, eu me lembro dela andando lá. Seus olhos pegando os meus. Meu pau se tornando selvagem. Sou duas vezes mais pesado e uma cabeça cheia mais alta, cheia de músculos. Ela é toda menina e mulher e leva toda a minha força de vontade para se concentrar no treinamento e desviar o olhar. Sinto-me perigoso quando a olho. Meu coração bomba mais rápido e eu quero saber mais sobre ela, tudo o que há para saber. Eu sou tão impenetrável como o saco que estou batendo, mas ela é tão esquiva como o ar. Eu poderia ser uma parede de aço com olhos de aço, mas a verdade é, o que eu sinto, eu sinto isso também. E eu quero beijar Reese como eu quero ganhar esta noite. Eu paro de bater, e digo a Oz que estou voltando em uma hora. Vou para a recepção. — Há um parque por perto? — Certo. Dois, três blocos nesse caminho. — A atendente aponta com seu dedo, e eu lhe agradeço e puxo o meu capuz, me dirigindo para o parque. Encontro o carrinho em um campo, onde Reese está sentada com um livro e Racer suga em um pirulito carmesim. — Mavewick! Nós damos um soquinho. — Ei amigo. Reese larga o seu livro e olha para mim, seus olhos azuis arregalados de surpresa. Em seguida, suas bochechas ficam cor de rosa, e eu empurro minhas mãos incansavelmente em meus bolsos do moletom. Inferno, eu quero me inclinar sobre


ela, tomar seu rosto em minhas mãos, e beijar a sua boca e prová-la até que ela não possa recordar o seu nome, muito menos o cara da sua cidade. Ela se afasta e bate no local próximo a ela, e eu me aproximo e a olho. Reese é uma virgem. Preciso cuidar dessa garota. Ser paciente com ela. Paciência não é meu forte, mas paciência ganha essa luta, e eu não estou perdendo, assim como eu não estou perdendo no Underground. — Ei. — Eu me inclino e escovo meus lábios na sua bochecha, então sorrio para ela quando ela olha preocupada para ver se Racer viu. Ele ri, nos observando. Então eu pego a mão dela na minha e fico sentada ali por alguns minutos; dez minutos depois eu estou deitado e puxando-a para meus braços para que ela possa ler seu livro com a cabeça no meu peito. Ela põe o livro de lado e fecha os olhos, inalando como se eu a relaxasse. — Olhe Racer para mim? Eu não dormi bem. — Sim — murmuro em seus cabelos, levanto e acaricio a parte de trás de sua cabeça com a mão, mantendo ela contra mim porque ela parece muito bem aqui. Esfrego o meu polegar sobre a parte de trás de sua cabeça e cheiro seu cabelo. E eu permaneço uma hora com eles como se eu pertencesse. Eu — um cara cujo pai não o queria — confiado a este garotinho. Racer mostrando-me todos os brinquedos que ele trouxe consigo. E Reese em meus braços, onde eu a quero.


DEZESSETE TATE Maverick Esfrego velhas luvas do meu pai antes da luta, eu coloco-as para baixo, tanto quanto os seus anos de luta. Todo mundo sabe quem eu sou agora. Nos bastidores, estou em um quarto meu. Todos os outros lutadores estão com medo de mim. Se eu ver um lutador no corredor, eu posso olhar para ele em um segundo. E eu faço. Eu estou olhando fixamente as coisas de baixo. Eu gosto que eles estão com medo. Eles deveriam estar. Eu sou jovem, mas sou rápido, sou forte, e tenho mais a provar do que esses idiotas. — Ela pode estar vindo para a sua luta. Parece bom. Os pintinhos não gostam de perdedores — diz Oz enquanto esperamos para sermos chamados. — Isso é tudo que você tem para mim? — Levanto as sobrancelhas, incrédulo. — Sim. É o mais eficaz que eu tenho. Aperto meus dentes. Ela está vindo para a luta? Ela não pode vir à minha luta. Eu não sei o que faria comigo se ela nunca viesse. Quando ela entra em um quarto eu estou sem palavras — irrefletido. Alto. Ela é diferente para mim. Ela não tem medo de mim. No momento em que o locutor grita o meu nome: Maverick “O Vingador” Cage! A multidão lá fora cai mortalmente silenciosa. Termino de enfaixar as minhas botas e chuto os tornozelos de Oz para acordá-lo de onde ele estava sonolento durante um tempo grande em um banco.


— O qu... — Acorde. Deslizo os meus dedos nas luvas e a antecipação para o ringue começa a ferver dentro de mim. Uma capa preta encapuzada cobre-me enquanto eu ando para fora e pego o corredor, batendo minhas luvas quando eu aqueço até a ideia de chutar alguma merda. Dentro do ringue, meu oponente me espera. Hector “Hellman”. O fato de que ele está contra mim faz dele um favorito imediato. Há sinais flutuando com seu nome neles. Sem sinais para mim. Em cada vídeo que eu vejo do meu pai, ele deu a multidão o pássaro quando ele vinha para o ringue. Meu pai era o lutador mais aborrecido da história. Mas, também o mais temido. Eu posso sentir o medo no ar, espesso como óleo. Oz se dirige para seu canto enquanto eu pego o anel, tomando meu tempo para escalar as cordas. Juro por Deus, essas pessoas nem parecem estar respirando. Eu fico no centro e olho em volta. Eles querem ver se eu vou amaldiçoá-los, cuspir no chão, ou dar-lhes o pássaro. Sorrio privadamente quando eles continuam esperando — e eu não faço nada disso. Eu estou aqui para lutar. Estou aqui para ganhar. — Booo! — A multidão começa. — Boooooo! — Eles odeiam seu traseiro, Maverick — diz Oz, coçando a cabeça como se estivesse tentando descobrir como conquistá-los. O sino toca, toque de luvas. Ele atira um soco. Eu o evito e atiro meu punho, ouvindo-o rachar em seu intestino. A multidão ofega. O boo silencia. Hellman está surpreso. Faço um loop para a esquerda e aperto novamente. A multidão está silenciosa como um necrotério. Eu posso ouvir o som de carne batendo


contra carne quando eu desfiro nele. Eles não têm mais aplausos. Espero que estejam guardando-os para o seu garoto dourado. Porque eu quero uma chance de conseguir um sucesso nesse garoto. Eu quero uma chance de provar a mim mesmo que eu tenho fodidamente conseguido. Fazer mais do que meu pai já fez. Eu bato Hellman fora. Eu não pego meu banquinho enquanto espero pela próxima luta. No momento em que soar a campainha, eu vou direto para o matar — golpe, soco direto, gancho. Ele envolve um braço em volta de mim e depois foge. Eu o apoio contra as cordas, cutucando, agachando, puxando, então eu me agacho. O gancho atordoa-o. E ele está para baixo. Começo a bater todos eles, um terceiro, um quarto, um quinto. Meu corpo está produzindo calor que ninguém produz. Estou pegando fogo e os meus punhos também. Eu tenho braços longos, um alcance distante. Meus oponentes pensam que estão na zona segura longe de mim, mas não estão. Mais e mais, eu bato. Carne. Osso. Carne. Osso. Mas, estou me desgastando. Eu sei que é porque eu não tenho treinado como eu deveria. Eu estava no parque, com uma criança e uma menina que está dirigindo a minha cabeça em todos os sentidos, todos eles levando ao mesmo fim: ela. Ela está em uma cama comigo. Seus lábios sob os meus. Sua bunda doce e redonda sob minhas mãos. Cada segundo passado com eles, eu me lembro da família que eu não tenho e desesperadamente anseio. Pego o banquinho no meu canto e deixo meu corpo se recarregar quando a voz do locutor dispara através dos alto-falantes, introduzindo meu próximo oponente. — Ok, senhoras e senhores... — Ele sai misteriosamente e abaixa a voz. — Eu sei que todos vocês estão esperando por isso — ele começa.


A multidão se move inquieta, e como um coro de suspiros e risos varre a multidão, eu cansadamente reviro os meus ombros. Torço o meu pescoço dolorido para um lado, depois para o outro. Filho da puta, preciso de gás agora. — Isso mesmo, senhoras e senhores! — O locutor começa a gritar. — SENHORAS E SENHORES, nosso campeão registrado, Remington “Arrebentador” Tate! Eu não posso mesmo apreciar este momento; eu estou pegando minha respiração. Esgotado. Eu tomei alguns golpes, meu olho inchou, e meu corte está prestes a abrir e sangrar novamente. Minha mandíbula dói como uma cadela. Abro a mandíbula e flexiono, esfregando meu braço através da picada quando Tate entra no ringue. A multidão enlouquece. Olho para Oz enquanto espero. Oz parece tão fodida quanto eu, dormindo no meu canto. Ele realmente precisa diminuir a bebida. — Ei. Pelo menos finja que você dá uma merda. — Eu o empurro. — Coloque um pouco de vaselina no meu rosto ou algo assim. Ele levanta a cabeça e faz o que eu digo, então ele olha para Tate enquanto ele sobe no ringue e seus olhos se arregalam. — O QUE DE VIDA FODIDA?! Quantos você bateu para fora? Encolho os ombros, olhando o tamanho de Tate de perto. Ele é um centímetro mais alto, dois ou três mais largo. E ele parece fresco como a primavera em comparação comigo suado, ensanguentado, batido. Eu não sou tão grande quanto ele, mas aposto que vou olhar muito grande do chão. Vamos para o centro. Tocamos as luvas. O sino toca. Os gritos assumem a arena. — REMY... REMY... REMY... Dou um golpe: um golpe direto nas minhas costelas. Eu alivio, balançando a cabeça. Ele entra com um gancho que me bate fora do equilíbrio. Eu bato no chão.


A contagem começa. — Fique para baixo — diz Oz. Mas eu não posso ficar para baixo, estou pulando em meus pés. Estou lutando com esse cara. Estou batendo nesse cara. Tonto. Eu deveria ter ficado para baixo. Pego outro golpe, depois três. Esse cara vem até mim como um buldogue, de todas as direções. Meu cérebro já está nadando em meu crânio. Temos uma pausa. Pego meu banquinho. — Cara, você está ficando como creme lá — diz Oz. — Verdade? Que você está acordado para ver? Tem algo para a minha mandíbula? — Acho que não. Talvez. — Ele verifica seus materiais e bate em alguma coisa. — Aqui. Desta vez, bloqueio melhor. Estou preparado com a sua força e pego alguns hits, em seguida, começo a balançar. Eu abro o meu lado quando engancho, e ele pega. Eu caio no chão, sem fôlego. As garotas da arena gritam seu nome. Eles se acalmam quando eu fico de pé. O suor escorre pela minha testa com o sangue e uma merda de frustração. Tate se inclina para mim. — Seu gancho está fora — então ele bate, engancha e me derruba no chão. A voz do locutor atravessa os alto-falantes enquanto o mestre levanta o seu braço. — Senhoras e senhores. De novo... Arrebentador! Arrebentador! INVICTO POR TRÊS ANOS CONSECUTIVOS. A besta mais imparável que este circuito já viu. ARREBENTADOR!


O súbito e selvagem rugido da multidão pulsa em meus tímpanos. Planto a minha luva no chão e fico de pé. A multidão acalma. Arrebentador abaixa o braço, seu sorriso desaparecendo. Nenhum de nós olha longe do outro quando nós escalamos as cordas para sair do ringue. Nós encabeçamos abaixo a passagem, lado a lado, silenciosos. Oz está bem acordada agora — e está chateado. — Por que diabos você está dando-lhe os dicas para o lutador? Você quer que ele vença você? — Ele exige. Tate me lança um olhar quando ele fala. — Quero que ele tente. — Você pode fodidamente contar com isso! — Oz responde. Tate para na sua porta e se vira para mim, esperando que eu diga algo. Eu não digo. Eu apenas o olho diretamente nos olhos enquanto nossas equipes tentam nos embaralhar em nossos quartos. — Você tem algo a me dizer? — Tate pergunta. — Ainda não — digo. Sua equipe empilha-se sobre ele para levá-lo para dentro. É preciso muito mais esforço para me mover. — Você é o único lutador que eu já conheci que não fica intimidado pelo atual campeão, Maverick, eu juro... — Ele sacode a cabeça em consternação enquanto tira as minhas luvas. Olho para os meus punhos, enrolo os dedos lentamente, depois aperto e solto. É a minha primeira vez no ringue com a Tate, mas não vai ser a minha última.


Estou de volta ao meu quarto de hotel uma hora mais tarde, o meu corpo em uma banheira de gelo. Tenho um bloco de gelo na minha têmpora. Oz costurou meu corte e simplesmente caiu morto no meu sofá. Estou brincando com uma bola de tênis contra a parede do banheiro, pegando e jogando de volta. Eu a uso para arrumar as minhas costas e liberar quaisquer nós, mas eu gosto apenas do som rítmico agora. Me ajuda a pensar como um replay o que Tate disse. Estou ficando mais louco e furioso, jogando a bola mais rápido e mais forte. Algo para lhe dizer? Talvez eu tenha algo a dizer ao idiota. Inferno, eu tenho muito a dizer. Eu preferiria que meus punhos falassem, mas esses terão que esperar por outro dia. Pegando a bola, eu jogo-a em minha mochila, em seguida, balanço em meus pés. — Oz — eu chamo para a sala, apertando uma toalha em torno de meus quadris quando saio como uma tempestade para fora do banheiro. — Oz — cutuco a sua forma prostrada. — Onde ele vai ficar? — Hã? — O filho da puta do Arrebentador. Onde ele vai ficar? Ele resmunga um hotel, e eu empurro as minhas pernas em minha calça jeans, visto uma camiseta e vou para lá.

Há uma multidão fora do hotel dos Tate’s. Faço o meu caminho passado e atravesso das portas giratórias apenas quando Tate e sua esposa pisam fora do elevador. Rangendo os meus dentes, persigo-o através do lobby do hotel. — Por que você está me dando dicas? Suas sobrancelhas arqueiam.


— Porque você precisa delas. Eu rio zombeteiramente. — Eu não preciso de sua ajuda. Lute comigo. Em privado, você e eu. — Eu não luto com filhotes. Ele estreita os olhos quando eu permaneço no lugar e corto-lhe um olhar escuro, implacável. — A academia de Armour amanhã. Cinco da manhã. Estarei lá — diz ele. Ele pega a sua esposa pelo cotovelo e a leva através do lobby quando o elevador abre e pés embaralham fora. — Mavewick! — Eu ouço. Meus olhos caem para um pequeno sorriso familiar e é Racer, olhando para mim. Ele está vestido com shorts minúsculos e uma camiseta do Batman e alguém está segurando sua mão. Uma mão feminina perfeitamente aparada, unhas cor-derosa suaves. Meu peito está apertado, e eu levanto meu olhar. Reese. E isso me apavora. Ela está com eles. Olho para ela e busco em seu rosto para ver se ela sabe quem eu sou. Ela sabe. Lutei com Tate esta noite e ela não pode não saber. Todo mundo já sabe. Posso ver cautela e preocupação em seus olhos, preocupação com o quê, eu não sei. Não é preocupação comigo. Não pode ser. Ela olha além de meu ombro para Tate e sua esposa, e eu percebo, é preocupação sobre eles saberem que ela me conhece. Perda. Você não pode perder merda que você não tem. Mas na minha mente eu tinha algum tipo de... apego a procurá-la todos os dias. Sinto que acabei de perder uma briga, eu nem sabia que estava lutando. E eu perdi para a Tate.


— Mavewick! — Ouço de novo, e sinto uma batida na minha coxa. Olho para baixo novamente. — Ei, pequeno amigo. — Dou lhe um soquinho o antes que eu possa me pegar. Olho para Reese, e ela está divertida e surpresa ao ver isso. Inclino a minha mão de volta. Uma parte superior preta apertada cobre sua parte superior do corpo, e jeans de lavagem escura cobri as suas pernas. É difícil respirar direito. Há algo sobre essa garota. Que porra é essa garota? Eu posso cheirá-la, um cheiro de flor doce, e senti-la. Ela está debaixo da minha pele. Estou fervendo de ciúmes que ela está com Tate. Com ciúmes que ela está vivendo com ele, segurando a mão de seu filho. Enraizada nele. Jesus, como é que o meu corpo sempre sabe quando ela está no meu espaço? Sua bolsa desliza por seu ombro e eu impulsivamente agarro-a. — Oh, está tudo bem — diz ela. Lanço sobre o meu ombro relutantemente e sinal para ela passar por mim. — Depois de você. — Mavewick, venha conhecer. — Não posso, amigo. Eu a vejo enquanto eles andam ao meu lado. Cada centímetro do meu corpo está batido, mas a dor já se foi. A dor desapareceu, exceto a nova em minha virilha. Sinto-me atraída por seu rostinho redondo, sua boca em forma de coração, suas pernas firmes, a suavidade que ela tem em todos os lugares certos. A sombra de azul em seus olhos. Ela me chama no nível mais primitivo. Ela está nas minhas veias. Esta menina. Agarro a sua cintura e mantenho-a perto de mim quando nos arrastarmos para fora na multidão. Seus seios pressionam em meu peito. Inspiro por controle, mas minha mente está fodida correndo mil milhas por hora. O sangue corre para o sul. Impossível para obter suprimento de sangue suficiente para o meu cérebro. Seus pequenos mamilos duros pressionam contra o aperto em meu peito. É impossível parar de pensar


naqueles peitos firmes, redondos e em como eles se sentem. Eu estou ficando todo espumado apenas em pensando em colocar minhas mãos sobre eles, apertando e provocando-os com os meus dedos, provando-os. Aposto que os mamilos dela são tão cor-de-rosa quanto os lábios, e quero sufocá-los suavemente com a minha boca e chupar as pontas até que minha mandíbula esteja doendo. Meu pau está dolorido e minhas bolas doem muito. O fato de que ela cheira muito bem e que eu pareço ultimamente estar repassando nossas conversas na minha cabeça não ajuda. A multidão limpa e Racer corre para seu pai, que está nos observando estreitamente. Reese começa a ir depois de Racer, mas eu pego seu pulso. — Espere — mando suavemente. Ela olha para a minha mão, e forço os meus dedos desenrolarem e deixo-a fodidamente ir. Minha mandíbula dói quando eu aperto, mas eu não posso soltá-la, não a minha mandíbula, não meus punhos em meus lados, pronto para esmagar algo. Eu não sei o que me frustra mais. Quem Reese é, ou quem eu sou. Eu quero dizer algo, mas eu não consigo saber o que. É Reese quem fala primeiro. — Você não é o filho do Parker, o Terror. Nossos olhos se encontram e aguentam. — Não. — Seu pai é Scorpion. — Sim. Ela não diz nada depois disso. Como se não houvesse mais nada a dizer.


DEZOITO QUEM EU SOU Reese — Por que você deixou ele te atrair? — Brooke pergunta a Remy. Estamos no SUV no nosso caminho de volta para o hotel e a tensão após encontrar Maverick não dissipou. Pete, Riley e Brooke estão enviando a Remy olhares secretos, confusos, e eu não consegui superar o momento em que Maverick pegou meu pulso e olhou nos meus olhos, parecendo franzida e frustrado. Racer está dormindo em seu assento de carro. Parece que ela finalmente perguntou o que a equipe tem se perguntado. Todos, exceto eu, porque estou me afogando — afogando — em meus próprios pensamentos tanto que não consigo respirar. Estou apenas olhando pela janela para as ruas de Denver, perguntando-me quem costurou o corte acima do olho, que parecia recém-aberto e inchado novamente. E lembrando o que senti como ter seu braço forte ao meu redor no parque e deitar minha cabeça em seu peito e cheirar o sabão em sua camisa. Oh deus. Remy apenas atira um sorriso com a mesma covinha de Racer, exceto que ele tem duas. — Ele é o filho do Scorpion! Ele ri baixinho e aperta a mão em volta da nuca. — Ele é um cachorrinho, Brooke. Oz não é o que ele precisa, e ninguém mais vai lhe dar uma hora do dia. Ela suspira. — O que seu pai fez? — Solto. Estou acabada com o que eu tenho ouvido. Tudo o que sei é que ele ser filho de Scorpion não é bom. Pete e Riley jogaram fora palavras como “corrupto” e “veneno” como eu nunca ouvi.


E então eu o vi no saguão, o seu rosto um pouco roxo e um corte acima do olho, e tudo o que sei é que ele é o mesmo Maverick do parque. Estou triste. Estou triste com desesperança e desamparo, me perguntando se isso significa o fim das coisas profundas até os ossos e profundas até a alma que o Maverick me faz sentir. Remington olha para mim com interesse depois da minha pergunta. Tenho certeza que ele sabe que conheço Maverick, além desta noite. Esse Maverick e eu temos... Bem, eu não sei o que temos. Mas isso significa algo para mim. Maverick significa algo para mim. — Na lista do pai dele — diz Pete — há chantagem, extorsão, sequestro... — Drogando a minha irmã, assediando nossa equipe — acrescenta Brooke com ferocidade. — Seu pai é o lutador mais desprezível na história. Sem escrúpulos, ele é o puro mal encarnado que faria qualquer coisa para vencer, não importa quem ele estivesse corrido, drogado, enganado, chantageado ou... — Brooke — Remy corta-a suavemente. Ela está parecendo emocional. Ela baixa a cabeça para trás e agora está olhando para o teto do carro e piscando os olhos. Remy toma seu queixo e força seu olhar para o dele. — Ei. Ele é uma criança — afirma. — O filho do Scorpion. — Quando você está no ringue — ele diz com firmeza, — você não é garoto de ninguém. Você é você, sua equipe, e é isso. Com Oz no estado em que ele está, esse garoto está lá sozinho. Brooke pega sua mão, beija nós dos seus dedos. — Eu confio em você, Remy — ela diz pesadamente, e quando o carro para, ela tira o Racer e olha para o interior do carro quando eu tento me manobrar para a porta. — Você não teve tempo para se divertir aqui, Reese — ela diz, impedindo-me de sair.


Mas eu balanço a cabeça. — Oh, não, eu tenho uma explosão com Racer. — Saia com os adultos esta noite. Há esta festa hospedada por um amante de luta enorme. Diane está se hospedando e ela se ofereceu para dormir com o garotinho. — Ela sorri para me convencer e vai embora, e, relutantemente, eu me sento atrás da minha janela. Olho para Remy e ele está me observando especulativamente. Eu digo: — Obrigado. Por ajudá-lo. Ele ergue as sobrancelhas, ri de novo suavemente e diz: — Eu não estou fazendo isso por ele, estou fazendo isso por mim. — E ele — eu conto. Ele não diz nada, simplesmente levanta as sobrancelhas como se estivesse surpreso por mim, então sai do carro para andar com o filho lá em cima com Brooke. Riley quebra o silêncio no carro. — Uma parte dele sente falta do Scorpion. Ninguém lhe deu uma corrida para seu dinheiro como esse homem fez. Ele não gosta de suas vitórias fáceis e isso é tudo o que eles têm tido ultimamente. É por isso que ele está deixando o Underground. — O que? Pete acena com a cabeça. — Esta é sua última temporada. A última luta da temporada será a última do Rem.


DEZENOVE FESTA DO CIRCUITO Maverick A casa de dois andares em Denver está pulsando com música dentro. Lutadores que eu conheço e lutadores que eu não conheço, se movimentam ao redor com suas equipes, groupies, e a multidão high-end11 de Denver. Eu não estou falando com ninguém. Todo mundo faz algo melhor do que se aproximar de mim. Suspeito que eu estou colocando para fora algumas grandes ondas para recuar, e há um largo raio em torno de mim que as pessoas estão dirigindo claro. Eu a vejo em uma sala de estar. Ela está com um par de outras mulheres que ela só parece conhecer. O grupo está falando, mas Reese não está. Eu a vejo enfiar o cabelo atrás da orelha dela, e não por um segundo sinto falta do jeito que seus olhos se deslizam para encontrar os meus. Seus seios subindo e descendo com cada respiração. Seus olhos escapam de mim novamente. Então voltam. Encontro-me ainda olhando para ela. Cada vez que fazem isso... seus olhos, voltam e seguram... Eu fico cada vez mais duro. Eu estou duro como pedra e ainda esperando para fazer um movimento até que ela não consiga aguentar mais o meu olhar. Ela se desloca no lugar, depois mexe com o cabelo. Eu quero mexer com esse cabelo também. Eu estava indo devagar. Mas agora ela sabe quem eu sou. E eu sei quem ela é. Se eu não agarrá-la agora, eu a perderei do meu alcance. Eu não quero mais distância entre nós quando já há muita, tanto quanto eu estou preocupado.

11

Alta-qualidade.


Eu a queria mais perto. A cada segundo desde que ela disse que eu estava com ela. Ela está bebendo uma garrafa de água, encontrando meus olhos através da borda enquanto ela bebe um gole. Ela coloca-o para baixo e olha para mim. Meu sangue está indo para o sul mais rápido do que uma queda de mil toneladas. Estou batido. Provavelmente pareço uma merda. Oz costurou meu corte, e com certeza vai ficar cicatriz desta vez em torno de suas mãos. Essa cicatriz traz à mente a garota que disse: ele está comigo. Estou com ela. E esta noite, ela está comigo. Ela quebra o olhar, finalmente se põe em pé, e começa a descer o corredor. Empurro para longe da parede e começo a segui-la. Ela olha para mim, e seus olhos se arregalam e seus lábios se separam, eu gosto que eles se separem. Eu gosto que ela saiba, que com cada passo que eu dou, o que isso significa.

Reese Eu não podia ficar mais lá. Evitando o bar, bebendo minha água enquanto todos falavam sobre O Vingador. E eu senti seus olhos em mim, me dando mil nós no estômago. Olho para trás e ele está me seguindo. Ele já é uma lenda. O fato de que ele é filho do Scorpion está ameaçando o suficiente, mas o fato de que ele tem talento incrível e chamou a atenção de Remy é apenas motivo para mais fofocas. Eu não sei muito sobre seu pai. Só o que eu ouvi da equipe, e antes desta noite, eu realmente não tinha prestado muita atenção. Tudo o que sei é que ele era um homem mau, e que o que eu sinto quando olho para Maverick agora deve ser ruim. Mau. Vou para o banheiro feminino, seguro. Longe de seus olhos. Mas não longe deste dor, latejante de querer dentro de mim.


Assim que entro, Maverick entra atrás de mim. Ouço um par de suspiros das duas senhoras na pia. Maverick abre a porta e os nivela com um olhar. — Fora — ele diz, firme e, oh, tão quieto. Meus olhos se arregalam e um fio de medo e antecipação se desdobra dentro de mim. Ele estreita os olhos enquanto as garotas se movem rapidamente para fora, então ele chuta a porta fechada. Estamos sozinhos. Tão sozinha que não poderia haver mais ninguém no mundo. Ele tem uma presença maciça. Ele é magro e jovem, mas age como velho e sábio, como se ele viajou para o futuro e sabe exatamente o que ele supostamente é para se tornar. O que mais ele sabe? Será que ele sabe que um dia me beijará? Será que ele ainda quer um dia me beijar? Provar-me? — Estou chateado, e eu estou alto da luta, e você não está fazendo isso fácil, descer daquela altura — sua voz quebra com a rouquidão. — Não? — Pergunto com uma voz sedosa. Não sei de onde vem esta voz; eu nunca soube que tinha em mim para falar assim com um homem. Ele exala. Ele soa frustrado. Ele está frustrado? Ele puxa uma mão sobre seu cabelo e depois dá um passo, inclinando-se para frente — nossos olhos nivelam. — Não. — Talvez seja o açúcar das bebidas esportivas. — Não é o açúcar — ele rejeita. Ele permanece sem me tocar por um momento. Estou triste e frustrada com o que eu aprendi, e eu estou frustrada e desesperada, sentindo-me imprudente e eu não sei. É uma agitação inexplicável de sentimentos enquanto olho para ele.


Eu quero ele mais do que eu queria qualquer coisa, e eu queria coisas que eram ruins para mim antes. Mas, eu quero Maverick Cage agora como uma doença. Eu não me movo quando ele estende a mão. Sua mão se move da parte de trás da minha cabeça até o meu pescoço, onde ele aperta um pouco, fazendo com que seu toque me faça tremer por toda parte. Sua mão é morna e gentil, familiar e nova. Eu reajo tão fortemente em meus lábios e ele percebe. Ele inala lentamente, e seus olhos começam a escurecer e escurecer quando ele estende seus dedos na parte de trás do meu pescoço e desliza sua mão em meu cabelo. Quando ele me puxa alguns centímetros mais perto, eu pego minha própria respiração. E o hálito cheira ao dele, quente e picante. Ele exala pelas narinas e estreita os olhos. É como se ele estivesse perdendo alguma forma de batalha interior. Ele abaixa a cabeça e cada centímetro do meu corpo — da cabeça aos dedos dos pés — aperta e aperta em antecipação. Oh Deus. Nem sei o que fazer com os meus dedos. Aperto-os ao meu lado, exalando um suspiro nervoso. Estou impressionado com o quão bom meu corpo se sente quando ele me puxa para mais perto. Se sente bem quando seus dedos o tocam. Eu me sinto bem quando ele me toca. Eu não sei o meu nome. O que está acontecendo entre nós. Tudo o que sei é Maverick. Maverick olhando para os meus lábios. Maverick abrindo a mão na parte de trás das minhas costas possessivamente. Maverick inclinando a cabeça para baixo. Maverick... Está prestes a me beijar. E eu quero beijar Maverick. Eu sei que quero os lábios de Maverick em mim. Então, quando eles tocam nos meus — os lábios de Maverick em mim se sentem como a coisa mais incrível e fantástica que já aconteceu na minha vida. Ele está me beijando...


Sua língua, mergulhando dentro de minha boca. Sua boca é possessiva; o aperto é possessivo, ele está agindo tão possessivo. Minha língua nunca me deu tanto prazer do que quando a sua língua lhe acariciou, lenta e segura. Ele me desloca para mais perto, sua mão estendida na minha cintura. E ele... geme. Ele geme em minha boca e esmaga meu corpo contra o dele. E eu gosto do Maverick possessivo tanto que eu não consigo pensar ou respirar, só amolecar meus lábios para que ele tome tudo. Há uma mudança na pressão em seu aperto que me fala em um nível tão primitivo, eu estou torcida por dentro. Ele toma uma respiração irregular. Suas narinas alargam um pouco quando ele parece lutar por controle. Ele envolve seus dedos feridos em torno de meus quadris e me puxam mais. Minha língua escorrega em sua boca, e ele a puxa para mais fundo. É como se ele estivesse despejando toda sua frustração nesse beijo. Eu não quero que ele fique desligado por minha inexperiência, então tento esfregar sua língua de volta. Ele geme. Ele desliza suas mãos sobre mim como se ele gostasse da curva da minha bunda, e meus seios esmagando contra seu peito agradavelmente. Ele se inclina para trás, respira fundo. Tantas palavras que já ouvi antes. Constrangedor. Meia-calça. Coração batendo. De tirar o fôlego. Posso aplicá-los agora mesmo. Para esse cara. Este momento. Seus músculos apertam, e o calor do contato pessoal, de nossas bocas, de nossos corpos mais perto do que próximo, as batidas do seu coração é o bater do meu, sua respiração é minha respiração, nosso espaço são o mesmo... Colocando os dedos longos e calejadas ao longo da minha costa — um toque áspero não é deveria ser delicioso, como penas, isso é bom.


Luxúria. Não é suave como o toque de uma gota de chuva. Não é fácil como flutuar sem rumo na água. É pesado, e forte, uma faísca que pega na floresta do seu corpo. Um incêndio. Eu nunca fui marcada pela luxúria como isso. Eu não posso falar. Até mesmo a voz de Maverick é extremamente grossa agora. — Tate e sua esposa saíram mais cedo. — Sim. Prometi que teria cuidado. Tenho spray de pimenta. Ele sorri, então examina meu rosto, seus olhos tão escuros quanto eu já os vi. — Você disse a eles que iria encontrá-los mais tarde no seu hotel? Concordo. — Você quer isso como eu? — Ele olha meus lábios, e então em meus olhos quando ele enrola os dedos em volta da minha nuca e me dá um suave aperto. — Você? Diga não, Reese. Isso não pode ir a lugar algum. Abro a boca e digo: — Mais. Quero mais do que você. Ele exala, então ele inclina sua testa contra a minha e olha profundamente nos meus olhos. — Isso é impossível em todos os níveis, estou quebrando todos os recordes existentes. Ele afasta-se e parece genuinamente atormentado por essa mesma luxúria que sinto, e eu digo: — Maverick, eu não fiz isso antes. — Eu sei, Reese, mas deus, eu preciso que seja eu. — Ele pressiona sua boca na minha e geme em vez de me beijar, geme e abraça-me contra ele e sussurra em meu ouvido: — Por favor, deixe ser eu.


Começamos a nos beijar febrilmente novamente. Empurro minha língua em sua boca e agarro seu cabelo, de repente precisando dele mais do que ele precisa de mim. Ele rasga seus lábios livres, olha para mim com um metal líquido em seus olhos, pega minha mão, destranca o banheiro, e nos leva para fora de lá.

Maverick se senta ao meu lado na parte de trás de um táxi. Me devorando com os olhos. E eu sento aqui. Devorando-o com os meus. Meu diafragma dói quando tento respirar. Ele está coberto de sombras, mas algumas das luzes do lado de fora caem em seu pescoço, sua mandíbula quadrada. Seus lábios. Enquanto me acostumo à escuridão, estudo lentamente as linhas nítidas de seus traços. Ele é tão bonito com aqueles olhos de platina e uma expressão secreta, escura e meditativa. Parece que acabou de cometer um assassinato e está desafiando o mundo a prendê-lo. Na verdade, não... Ele parece que está pronto para levar uma garota para a cama e foder as luzes vivas fora dela. Deus, e essa menina é eu. Para me levar para fora do táxi, ele pega minha mão. Minha mão, em sua mão. Eu gosto do seu toque tanto que eu sinto uma combustão interna sozinha. Amanhã, não serei mais virgem. Eu queria esperar que isso significasse algo. Eu queria me sentir bonita e dar a Miles. E ao invés... Eu preciso disso quanto eu preciso de oxigênio agora. Seu aperto é forte e áspero, como Maverick Cage. Eu o sigo pelo outro lado do saguão, e seu aperto é firme, firme como o seu passo, e meu coração está batendo como um tambor vivo dentro do meu peito, e onde quer que ele esteja me levando, eu não posso acreditar o quanto eu quero ir.


Pegamos os elevadores e ele me leva para um quarto no segundo andar. Entro quando ele fecha e tranca a porta atrás de mim. É um belo quarto que tenho certeza que ele está conseguindo facilmente agora, graças ao dinheiro da luta. Sua mochila fica em um canto. É enganoso pensar que é tudo o que ele possui. Que tudo o que ele é e quer é dobrado dentro do saco. Porque quando eu me viro para olhar para ele, eu sei que ele é muito mais. Eu sei que ele quer muito mais. E eu quero ele mais do que eu queria qualquer coisa. Ele começa a avançar. Meus joelhos ficam fracos. Eu quero dar um passo atrás, mas eu me seguro no chão, porque eu quero seu toque mais do que eu quero dar um passo para trás. Eu o odeio por me fazer sentir assim, e eu o amo por me fazer sentir tão viva também. O ar estala entre nós enquanto ele para a poucos metros de distância. A antecipação pura inunda-me. Elevo o queixo um pouco mais alto, encontrando seu olhar, segurando-o. Ele estende a mão para pegar a parte de trás do meu pescoço. Ele acende minhas terminações nervosas sob as pontas dos dedos. Ele nunca tira os olhos dos meus enquanto me atrai o resto do caminho para ele. Eu não perco o significado. Ele me leva a ele — ele não vem a mim. Excita-me e não sei porquê. Ele se curva e mordisca o meu lábio, mal começando, com a cabeça inclinada para a minha. A razão restringi enquanto ondas de sentimentos correm através de mim, e eu sinto minhas mãos se encherem com o seu cabelo, minha garganta fechada com coisas que eu quero dizer que eu nunca disse — coisas sujas, coisas sexies e coisas íntimas, e apenas... coisas. Não posso. Sinto-me mais raivosa com este homem do que com qualquer um. Ele me leva até a cama, e quando ele me senta na beira, o tecido áspero de seu jeans roça nas minhas coxas vestidas de jeans; eu posso sentir seus quadris duros embaixo. O fogo líquido aquece meu corpo, consumindo. Meu coração pulando, pulando, tremulando. Seus dedos roçam as pontas dos meus mamilos e atiram uma deliciosa onda de choque através de mim. Um sorriso sedutor toca sua boca. Sua boca perfeita. Eu não deveria estar aqui.


Eu não deveria querer ele assim. Mas nenhuma parte de mim — dos que estão trabalhando agora — se importa. Eu o agarro, e os músculos em seus ombros ficam tensos sob meus dedos, e o ar está queimando, primordial. Quando nos beijamos, não há hesitação ou incerteza. Nossos lábios se encaixam perfeitamente, seu corpo me esmaga na cama, sua ereção contra o meu estômago, e quando ele está me beijando, ele não brinca, ou joga, ele só leva. Meus dedos deslizam por trás do seu pescoço, e está quente sob meus dedos, e eu quero que ele toque mais, toque em tudo ao mesmo tempo. Ele alivia a mão na parte de trás das minhas costas, e eu me sinto viva, o toque firme, mas dolorosamente gentil, íntimo, possessivo, e nosso controle começa a escorregar quando ele se desloca e encaixa a sua ereção entre as minhas pernas. Eu posso sentir ele através do meu jeans. Seus dedos roçam o meu top, então ele o puxa. Desato meu sutiã, descartando-o. Não há mais ninguém aqui, só nós, e eu sou refém a isso, a essa luxúria, enquanto ele enche sua boca com um peito e se desloca novamente, o movimento aproximando seus quadris, aninhando sua ereção mais fundo. Minhas pálpebras se fecham. Ele segura meu peito um pouco rudemente, chupando o mamilo. Estrelas piscam em minhas pálpebras e eu convulso de prazer. Ele afasta-se, sacode sua camiseta e chuta seus jeans de lado, e eu não posso acreditar o quão incrível sua pele é sob meus dedos. Deus, ele é tão lindo, meus olhos doem quando olho para ele. Seus músculos duros como granito, quentes como fogo, suaves como veludo. Ele está chupando meus seios novamente, ambos. Faminto quando ele se espalha acima de mim. Logo estamos todos carne quente, mãos e bocas na cama. E ele está me preparando com os dedos. Eu não preciso de preparação; estou tão pronta que não consigo ver, minha visão é nebulosa, e tudo o que sei é quão quente e masculino ele cheira, o quanto eu amo a maneira como ele está respirando rápido, quão totalmente ele me derrete em cada lugar que ele coloca na boca.


Então Maverick estende a mão e coloca um preservativo. E eu o devoro com meus olhos, a primeira vez que vejo um cara. Nunca vou ser capaz de amar olhar para um como eu amo olhar para Maverick, nu e duro. — Eu vou fazer isso ser bom para você, Reese — ele promete enquanto estende seus músculos longos acima de mim, aceno sem fôlego e toco a cicatriz em seu rosto. Ele geme e fecha os olhos, e então Maverick Cage está me beijando. Dizendo Reese em minha boca. Maverick Cage empurrando-me aberta com os dedos novamente. Maverick Cage apenas rosnando. Ele parte minhas pernas mais largas com a mão. Sinto os seus dedos deslizarem, primeiro um, depois dois. Então ele está mergulhando cada vez mais fundo. Esfregando meu clitóris com o polegar. Estou tão molhada que ouço seus dedos se movendo dentro de mim enquanto seus lábios roçam a minha orelha. Ele aperta um beijo lá e então ele olha para mim, pesado. — Deus, Reese. — Ele geme lambendo os meus seios com a língua quando os seus dedos mergulham mais profundo. Maverick volta a me assistir enquanto ele me toca. — Olhe para você. Ele é tão quente acima de mim. Ele é tão terno quando me toca. Ele parece tão desfeito quanto eu. Venho rapidamente, e enquanto eu estou chegando, ele se instala entre minhas pernas e eu não consigo respirar. Eu o sinto lá. Tão quente, tão grande e tão duro. Eu tensa em antecipação, esperando. Ele hesita por alguns segundos dolorosos, então ele examina meu rosto e aperta sua mandíbula. — Esta é sua primeira vez. Você deve ser tratada direito, em uma cama agradável com lençóis agradáveis... Cubro sua boca com a minha mão. — Não — imploro ansiosamente, procurando seus escurecidos olhos prateados com uma dor no meu peito e entre minhas coxas.


Eu deveria ter medo. Eu sempre tive medo, querendo o momento certo, o cara certo. Este é o momento, este é o cara e eu não estou com medo. Tudo o que eu tenho medo é que isso nunca aconteça entre nós. Ele agarra meu rosto em uma mão e usa para abrir a boca, e ele me beija, sua língua empurrando molhada em minha boca. Agarro sua pele, descendo por suas costas, deslocando-se sob ele enquanto deslizo minhas mãos para baixo das costas dele para agarrar sua bunda musculosa e encorajá-lo mais perto. Ele aperta meus lábios em uma perda de controle e me observa quando ele começa a entrar. Minha visão fica borrada. Meu corpo queima, de onde ele entra e para o meu coração. É tudo o que ele está me dando e tudo o que ele está tendo. Cada vez que eu disse que não era para ele, toda vez que eu me perguntava sobre isso era por isso. — Oh — sussurro em seu ouvido, surpresa com a sensação dele. Ele para, toma meu rosto em uma mão, e olha para mim, um pouco cru e muito quente. — Você está bem? — Mais do que bem — aceno com a cabeça tão rápido que estou tonta. Nós dois estamos respirando com dificuldade. Estou tremendo de necessidade e seu corpo vibra com autocontrole. Os olhos de Maverick ardem, mas eu sou o que está em chamas. Ele chupa um dos meus seios, e eu me divirto com o prazer. Há uma pressão quando ele avança, calor, comprimento e ele, pulsante, vivo, perfeito, masculino e agora meu. Tão meu. Tão errado. E assim, tão certo. Ele aperta os braços dos dois lados da minha cabeça enquanto ele se retira. Sinto meu corpo engatar em torno dele da maneira mais requintada quando ele lentamente se dirige de volta. Ele se sente ainda melhor desta vez, e ele vai um centímetro mais profundo. — Oh Deus — ofego quando eu me levanto, mordendo seu ombro, apertando um dos meus braços em volta da nuca.


— Diga-me — ele grunhe no meu ouvido, acariciando meu peito em sua uma palma, me olhando como se ele precisa disso para ser bom. — Você quer mais? Eu não posso falar; estou muito ocupada tentando segurar outro orgasmo, esperando que ele vá lá comigo. Mas, aceno com a cabeça descontroladamente. Ele move seus quadris e entra em mim um pouco mais, sua mandíbula apertada, narinas queimando, olhos pesados. Posso dizer que ele está tentando tomar devagar para mim e que está levando cada grama de sua força de vontade para fazêlo. — Como é isso? — Tomando meu rosto de volta em sua mão, ele me beija selvagemente. — Você doce, coisinha linda. — Oh Deus. Você me faz senti tão bem, Maverick. Ele é grande e largo, me engolindo, respiração por respiração, polegada por polegada. Eu estou morrendo uma morte requintada. Minha respiração ronca na minha garganta. — Mais. Não pare. Ele aperta os dentes, os olhos cheios de paixão enquanto empurra o último do caminho, com a mandíbula mais escura do que nunca, o pescoço tenso com seu esforço, cada músculo em seu torso tenso enquanto ele me leva. — Oh Deus — digo com admiração quando o meu orgasmo começa a construir rapidamente. Agarro seus ombros e pressiono meu rosto em seu pescoço. Quando ele vai todo o caminho, eu paro de respirar. Ele está dentro de mim e posso senti-lo dentro de mim, espesso e pulsante, esticando. Ele geme e agarra-me a ele. — Deus, segure-se em mim — ele diz, começando a se mover lentamente para dentro e fora de mim. — Maverick — eu gemo, e balanço os meus quadris. Ele está quase me esmagando contra o seu corpo, movendo seus quadris mais rápido. Ele observa meu rosto para qualquer sinal de dor enquanto ele se retira e empurra todo o caminho... mais uma vez... e de novo... e de novo.


— Maverick — suspiro, e arqueio e contorço-me, esfregando os dedos em todos os seus músculos. Nós nos movemos juntos, e sua respiração é minha respiração, seu corpo é meu corpo, e nós somos todos instintos. Estou apenas sentindo, obscuro, cru e vivo. Não consigo encontrar palavras para dizer como me sinto, como preciso, quão glorioso me faz senti, cheirando, olhando agora. Ele agarra um punhado de cabelos e mantém minha cabeça no lugar enquanto seus lábios descem para me prender. Eu esperava que estariam me esmagando, mas quando eles tocam nos meus, eles estão dolorosamente famintos e gentis enquanto ele se move dentro do meu corpo. Sinto-me cheio quando ele está dentro, tão cheio que não consigo respirar. Exalo quando ele me deixa. Então, prendo a minha respiração e balanço os meus quadris ansiosamente porque eu o quero em mim outra vez. Ele avança, sem hesitação agora. Ele está acelerando instantaneamente, seus olhos piscam de fogo líquido, seus olhos de aço, e eu estou voando. Meu corpo suado, tingido de rosa; esse homem, que me beija como ele precisa de mim, olhando para mim. Olhos metálicos que me cortam e me perfuram. — Ainda está bem? — Ele pergunta. Sua voz, tão rude e baixa, faz um número em mim. Me empurra para a borda. Estou me contorcendo por ele, morrendo por ele. — Oh Deus, mais do que tudo bem. Ele está me pegando agora, profundo e poderoso. — Estou machucando você? Maverick Cage. O Vingador. Somos uma parte um do outro. Sem equipes, sem passado, sem futuro. Eu solto fora: — Somente das melhores maneiras.


Ele aumenta a velocidade, acariciando sua mão sobre meus seios avidamente. Eu sinto suas coxas flexionando enquanto ele se move, seus bíceps, abrandando em um ritmo poderoso que me empurra para a borda. Eu gozo. É violento e rápido, tomando conta de mim. Fazendo-me fazer um som — um suspiro — e torcer sob ele, apertar e relaxar, e perder a minha visão quando estrelas cintilam atrás de meus olhos. E eu percebo que ele desacelera para me observar, então ele me beija vorazmente a orelha, pressiona seu nariz para a parte de trás dele, e vem com um grunhido suave, seu corpo sacudindo sobre mim. Ele exala e pressiona um beijo para o lado do meu pescoço, então o topo da minha cabeça, e quando ele recua polegadas para trás, nós olhamos um para o outro. Não sei quem olha mais intensamente para o outro. E ele sorri para mim. Seu beijo está molhado, com fome, como se eu não tivesse acabado de chegar em seus braços. Como se ele quisesse abarcar o máximo de minha boca possível. Ele levanta a cabeça e olha para mim. — Quanto tempo você tem até que você precise voltar? — Mais algumas horas. Ele desenrola um músculo de cada vez do meu corpo deliciosamente relaxado, rola para suas costas, e então olha para o teto. — Você sabia quem eu era? — Ele está olhando para o teto, um músculo em sua mandíbula trabalhando rápido. — Não. Você sabia? — Não — ele diz. Engulo. — Mas você sabe agora — sussurro. — Uma parte de mim deseja que não. Rolo de lado para olhar para ele e então levanto a minha perna, e a entrelaço sobre a dele. Ele vira o rosto para se afastar, como se para obter alguma aparência de controle para trás, expira, e então puxa-me para o seu lado e esfrega sua mandíbula contra a parte superior da minha cabeça.


— Reese — ele sussurra em meu ouvido. — Você não deveria estar aqui comigo agora. — E então ele me aperta, como se ele quisesse que eu seja dele e está frustrado que eu não sou. — Eu gosto daqui. Está chovendo lá fora, o som calmante nas janelas, batendo a rua e os telhados. Eu quero dizer alguma coisa. O que estamos fazendo? Nós sabemos? Acho que não. Acho que estamos aqui porque parece certo. Porque somos impossíveis, irremediavelmente atraídos um pelo outro. Acho que não vai durar. Então eu apenas deito aqui e farei esse último momento. Por impulso, abro as minhas calças jeans no chão e pego o centavo, mostrando para ele. Ele olha para ele na minha palma. Por que você não o descontou? Seus olhos de prata parecem perguntar quando ele o leva entre o polegar e o indicador. Porque parece que isso é tudo o que eu vou pegar de você, essa promessa não dita, esse cheque em branco, e eu não quero desistir de tudo que eu vou conseguir de você, eu acho. Eu só levá-la de sua mão e colocá-la no bolso, dizendo em silêncio: eu não vou dar isso de volta para você. Estou mantendo isso.

Maverick se parece com uma refeição gourmet na cama, todo masculino, carregado com testosterona, moreno e tatuado. E adormecido. Eu o observo, tentando não fazer barulho enquanto eu me visto em silêncio — e tento não me lembrar de como era bom. Como fodidamente grande foi. Estou simplesmente


fazendo o meu melhor para me vestir, sair do seu espaço pessoal e de volta para a segurança do meu. Onde eu não sou a namorada de um lutador, dormindo com um lutador, perigosamente perto de estar apaixonado por um lutador. O único lutador que eu não posso ter. Estou agindo imprudentemente. As outras vezes em minha vida eu fui imprudente, eu paguei um preço tão grande, eu ainda estou me recuperando. Eu não devia ter admitido que eu queria isso. Eu não deveria ter seguido ele. Eu não deveria estar aqui. Mas, ao mesmo tempo, não consigo pensar em outro lugar que eu preferiria estar, mas aqui. Olho para a tatuagem em suas costas enquanto ele dorme prostrado na cama, um braço preso sob o travesseiro, seu traseiro duro e musculoso, as costas de suas pernas polvilhadas com pelos. E meus olhos voltam para a tatuagem, a tatuagem mais linda que já vi. É uma fênix ardente, agora percebo, com um Black Scorpion andando de costas. Quase como se sente como se o peso do Scorpion está arrastando a fênix para as chamas, ou talvez a fênix é a que está levantando o Scorpion do fogo. Revivendoo. Vejo a tatuagem e o jeito como ela se move, como as penas da fênix, ondulando enquanto ele parece sentir meu olhar e se apoia em um braço e vira. Ando para trás nas sombras e vejo-o grogue cair com a cabeça para baixo, e calmamente vou nas pontas dos pés para a porta, certificando-me de que tenho a minha moeda no bolso.

Meia hora depois, na ponta dos pés na suíte de três quartos dos Tate’s e faço o meu caminho através da escuridão para o meu quarto. Fecho a porta para impedir que Racer chegue sem aviso prévio, tiro a minha calcinha e escorrego na cama,


suspirando enquanto abraço meu travesseiro. Enfiei-o debaixo da cabeça e olho para o teto, revivendo cada momento, cada beijo e a maneira como seu corpo se movia acima de mim. Simplesmente fizemos isso? Será que ele o ama tanto quanto eu acho que ele fez? Olho para o teto, sorrindo como uma droga. Sonho com a fênix em chamas, queimando-me, e eu acordo, suando, para o zumbido do meu telefone. Maverick não tem o meu número, mas eu ainda estou sem fôlego quando eu o pego porque ele é a primeira coisa que eu penso. — Olá? — Pergunto esperançosamente. — Pensei em enviar mensagens de texto, mas eu realmente queria ouvir a sua voz — ouço do outro lado. — Oh, oi — eu digo, recostando-me no travesseiro enquanto a realidade do sexo quente imprudente que tive na noite passada cai quando reconheço a voz. — Bem, você não parece muito animado, Reesey — ele brinca, fingindo estar triste. — Já se esqueceu de mim? É Miles.


VINTE TREINANDO COM O ARREBENTADOR Maverick Acordo e faço uma verificação do corpo o que dói. Cabeça. Peito. Braços. Ombros. Costas. Quadril. Divido. Inalando, viro minha cabeça em meu travesseiro. Meu travesseiro cheira bem. Meu pau acorda. Chego ao lado da cama para ela, cheirando mais o jasmim no meu travesseiro. É o cheiro dela. A cama está vazia sob a minha mão, e eu abro meus olhos e examino o meu quarto de hotel. Reese se foi. Olho para a hora, em seguida, sento e amaldiçoo sob a minha respiração. Dirijo-me para tomar banho e puxo o meu equipamento de treinamento. Se Tate está pronto para me ensinar algumas lições, vou me preparar para distribuir a dele. No ringue. Ele está esperando impacientemente quando eu chegar. Tate é um lutador agressivo; ele não espera. Eu também. Eu vi suas fitas. Conheço seus movimentos. Ele começou o boxe em seus primeiros anos e sua resistência tem sido incomparável no Underground. Sem fraqueza. Nenhuma misericórdia. Rápido, forte e preciso. Ele não perde ondas. Mais da metade de seus balanços sempre pousam. Meu pai balançava muito mais, mas eram esforços desperdiçados. Se desgastava e deixava Tate fresco como a chuva de primavera, batendo-o em uma polpa. Não estou cometendo os mesmos erros do meu pai. A academia está vaga, exceto pelos três membros de sua equipe. Seu treinador, o segundo treinador, e seu PA. Aceno com a cabeça para os três e encontro Tate nos sacos. Eu sei quando um cara está marcado, e ele está marcado agora. Socando a bolsa de velocidade como se estivesse fora por assassinato. Aperto meus braços e ombros depois solto-os, puxo o meu capuz sobre minha cabeça. — Estou aqui.


— Fodidamente tarde. Eu iria chutar sua bunda por me deixar aqui sozinho se eu não estivesse chutando-a de qualquer maneira. Aperto os meus dentes e franzo as sobrancelhas. Ele se vira para pegar algo da parede e olha para mim, franzindo o cenho também, e me joga um capacete. Eu o pego e jogo-o de lado. — Não vou precisar disso. — Tudo bem por mim. Eu não me importo de estourar seu nariz. — Ele sobe para o ringue por um lado, e eu subo no outro. — Seu pai e eu vamos muito atrás — diz ele. — É por causa do que você fez que ele está numa cama de hospital. — Foi isso que aconteceu? — Seus olhos brilham ameaçadoramente. — Ele mesmo fez isso. Um dos seus membros da equipe vem pôr a fita acima das minhas mãos e, em seguida, empurra as luvas em mim. No canto de Tate, fora das cordas, seu treinador assobia. — Vocês dois coloquem algum capacete. Estatísticas. Os lábios de Tate se curvam rebeldes, e ele olha para mim com desafio em seus olhos. Sorrio de volta, uma onda feroz de meus lábios. Nós batemos as luvas. Nenhum capacete. Eu golpeio. Ele balança o braço, bloqueia o golpe, pula para trás, e eu golpeio novamente, bloqueado novamente. Nós espaçamos separados e saltamos no lugar, agitando os ombros, afrouxando-se. Puxo as minhas luvas para cima, estreito os olhos, e ele pergunta: — Você acha que você é a merda, porque você é rápido e forte? Tenho notícias para você. Sou mais rápido, sou mais forte e sou disciplinado. Seu treinador não está lhe fazendo nenhum favor. — Ele está no meu canto, e isso é suficiente para mim.


Ele balança, eu jogo rápido e vou atrás dele. Ele se endireita e enfrenta-me novamente. — Se você se contentar com isso, então você deve se contentar com o segundo lugar. — Que porra é essa. Você quer que eu ganhe? — Eu quero uma boa luta. Eu gosto de manter as coisas reais. Lembra-me que sou um homem. Mortal. — Eu quero ser uma lenda. Lendas nunca morrem. Mesmo que morram sozinhos. Ele balança de novo, e eu me lanço, subo e golpeio três vezes. Bloqueia-me repetidamente, depois solta ganchos com a direita; desvio. Ele sorri e golpeia novamente. Bloqueio, então eu fujo antes que ele me ponha contra as cordas, e eu volto para o centro. Ele me segue. — Para ser uma lenda você precisa cair sete vezes, levantar oito — diz ele. Lembro-me de uma final de alguns anos atrás, quando meu pai chutou Tate a uma polpa. — Ou não cair de todo. Ele apoia seu braço e então abri um sorriso de mim. — Antes que você pare de cair, você precisa abraçar o fato de que você está indo bater para o chão. Limpo o sangue da minha boca, olhando furiosamente. Nós tomamos posições novamente, e ele me observa como se estivesse esperando meu próximo movimento enquanto começamos a dançar ao redor, pulando, esperando o outro bater. — Você quer o capacete agora? Arrasto e começo a bater, e ele bloqueia, reflexiona, bloqueia. — Foda-se — eu grito. — Começar irritado não ajuda. Você controla a raiva, não deixe que ela controle você.


Eu quero provar que ele está errado, curvo para fora o meu braço e aponto para sua cabeça. Ele joga e engancha, os nós dos seus dedos rachando em minha mandíbula. Jorro sangue e salto contra as cordas. Sacudo a cabeça, limpo o sangue, aperto os dentes e endireito, estreitando os olhos. — Minha vez — rosno, e balanço. Meu punho conecta: um soco no rim. Ele bloqueia meu próximo golpe, franzindo o cenho em pensamentos. — Você está arrogante para alguém que perdeu ontem. Ele bate. Mergulho minha parte superior do corpo para o lado, fugindo. — Você tem que jogar para se tornar. — Eu sou o campeão, não você. — Você não vai viver para sempre, campeão. Ele bate três vezes, depois salta para trás, flexiona o braço e olha para ele. — Memória muscular. Você bate muitas vezes, você luta no instinto; parte de seu cérebro funciona em seu assalto, o outro é focado no assalto do outro. Deixe sua memória muscular trabalhar para você e conscientemente fique focado nos olhos do seu adversário. Eu rio zombeteiramente. — Eu não preciso de seus ponteiros. — Volte para casa do papai, então. — Quando eu terminar com você. — Eu o soco, em seguida, levanto meu gancho de esquerda que se conectar forte o suficiente para atordoá-lo. Ele levanta a cabeça, a sacode para limpá-la, e limpa o sangue do nariz. Pego meu fôlego, satisfeito, tenho sangue. Pelo menos eu não serei o único com um pacote de gelo esta noite. Ele vê o sangue em seu braço e olha para mim, impressionado. — TEMPO — grita o treinador do canto. — Vocês dois não terão merda para a luta se você manter este absurdo.


Tate sorri para ele, depois se vira e olha para mim. — Você teve o suficiente? — Mal me aquecendo aqui — Estanco o sangue de um olho e levanto minhas luvas. — Venha obtê-lo, Arrebentador — rosno. Ficamos lá por três horas. Sua equipe está chateada com ele. Nós acabamos ensanguentados e perdendo libras de água no suor. Sua equipe vem com bebidas eletrolíticas, e ele atira um na minha direção com a curva de seu braço. — Mesmo tempo, um dia antes da luta de Atlanta. Você tem muito a aprender. — Ele tira suas luvas. Não digo nada. Por orgulho, atiro nele um olhar para ir se foder. Mas eu sei que estarei lá.

Estou prostrado na cama, compressas de gelo envolto em todo do meu corpo. Eu não entendo esse cara. Eu não o pego de jeito nenhum. Estou sendo configurado. Eu tenho que estar. Pergunto-me se Reese está nisso. Se ela deve ser minha distração. Porra, ela é. Gemo e pego meu telefone. Quero mandar um texto para ela, mas eu não tenho o seu número. Quero escrever para alguém que se importa. Minha mãe? De jeito nenhum. Mando uma mensagem para Oz. Você está vivo? Eu estou. Onde diabos você está? Eu quero que ela venha.


Não é possível obter o que deseja, idiota, essa pequena voz me diz. Olho para o balde de água gelada no chão junto à cama, atiro meu telefone de lado, e empurro meus nódulos de volta no gelo. Então levanto meus olhos para as luvas do meu pai, deixando minha raiva me alimentar.


VINTE E UM O VINGADOR ESTÁ PERTO Reese Eu não o vi desde aquela noite. Eu não fui ao ginásio em Denver novamente, que eu sou covarde. Estou estressada sobre a possibilidade de Remy descobrir e decidir não treinar com Maverick nunca mais. Eu estive lutando contra o desejo de buscar Maverick contra sentimentos de traição à Tates, de Miles, a verdade lógica, mas meticulosa que a nossa amizade é mais do que uma amizade, mas provavelmente não vai a lugar nenhum. Agora estamos em Dallas, cinco dias depois de eu lhe dar o meu cartão V. Estou tentando me concentrar no fato de que Miles me mandou um e-mail dizendo que ele, Gabe e Avery estão chegando para as semifinais. Mas, o Vingador está causando agitação. Eu ouvi a equipe discutindo como ele nocauteou alguns adversários difíceis e acabou em lutar Remy novamente na última luta. É como se ele fosse uma lenda simplesmente tentando vingar o Scorpion sozinho. Ele é um concorrente. Ele está recebendo respeito, admiração e muito medo. Eu não podia suportar ouvir. O pensamento de Maverick lutando com Remy, faz parte da minha família, está começando a ser doloroso. Então, como a equipe falou, eu me concentrei nos trens de Racer, a terapia perfeita se você me perguntar. Estou numa academia de Dallas. Hoje, a minha conversa comigo tem se concentrado em quão grande é que ele não está aqui para que eu possa realmente me sentir calma quando me exercito e também fico focada em apoiar a equipe de Remy. Fico contente quando vou para a creche, pronta para limpar a minha mente com algum bom divertimento com o velho Racer, quando chega uma mensagem de Brooke.


Tome o dia 

R e eu estamos levando Racer para o zoológico Tem certeza? Sim, pegá-lo agora CERTO. DIVIRTA-SE!

Terminando de pé no meio da calçada a meio caminho para a creche, de repente, eu não sei o que fazer com o resto do meu dia. Por alguma razão, eu me encontro viajando exatamente o mesmo caminho que eu vim. Empurro as portas do ginásio, saúdo a recepcionista, e estou ciente de meu coração começar a bater no meu peito quando eu escorrego para dentro. Passo as esteiras, bicicletas, a seção de peso, dirigindo-se para os tapetes no final e os sacos de boxe. Verifico a área onde eu o encontraria. Existem vários caras nos sacos agora. Nenhum deles é tão grande, ou misterioso. Ou quente. Ele saiu da minha vida. Talvez ele não queira me ver novamente. Eu sou uma Dumas, depois de tudo. Provavelmente está treinando em algum lugar com Oz. Espero alguns minutos mais antes de perceber que eu estou agindo como estúpida, segurando para ele assim quando ele claramente não está mostrando. Passo para fora, então fito os edifícios do outro lado da rua. O calor tem sido doloroso nos últimos dias, mas há uma brisa hoje, um céu parcialmente nublado. Não estou pronta para voltar para o hotel ainda, vagueio para o parque até que eu vejo uma grande sombra de grama debaixo de uma árvore. Em cada parque que vamos, acho a árvore perfeita e isso se torna o meu lugar perfeito, meu e de Racer. Dirijo-me para lá com o meu livro e os lanches de Racer e espalho o cobertor, sento e pego onde deixei de ler pela última vez. — Ei.


Ouço a voz dele claramente, esquisitamente clara, e levanto o meu olhar para cima, por um jeans escuro rasgado e uma T-shirt cinza esticada nos ombros com os músculos magros embaixo. Nossos olhos se conectam e meu cérebro passam flashes com ele me segurando. Eu estou ferindo você...? Sua tatuagem ondulando... Seus olhos piscando de paixão... Ele enfia as mãos nos bolsos e olha para mim. E esses olhos estão olhando para mim com cuidado e cautela agora. Maverick está me avaliando. — Quanto tempo você tem até que você precise voltar? — Ele pergunta, verificando meu rosto como por uma resposta. Eu nem sei se minha voz vai funciona quando eu abro a boca. — Algumas horas. A mãe e pai de Racer o levaram ao zoológico. Ele se desenrola e cai ao meu lado, deita-se de costas, e então olha para os galhos de árvores e um pedaço do céu. — Eu tenho te procurado em um parque todos os dias. Não sabia em qual eu te encontraria. — Você tem? Ele está olhando para o céu, a mandíbula apertada. — Sim. Eu não queria perguntar à Tate. — Ele não teria lhe dito se tivesse perguntado. E eu poderia estar escondida enquanto eu... processava. — Processava o quê? Coloco o meu livro de lado, meus olhos engolindo ele como o café da manhã, almoço e jantar. Então olho para o cobertor. — Como foi intenso. Ele fecha os olhos, exalando e apertando os dedos. — Você quer o meu número? Ele se senta e apoia os cotovelos nos joelhos. Ele balança a cabeça.


— Eu não tenho meu telefone comigo. Busco o saco de Racer por um de meus batons e então eu olho a Maverick por permissão. Ele olha para mim, observando enquanto enrolo a minha mão em torno do seu pulso. É espesso e forte. Pressiono a ponta do batom em seu braço e escrevo meu número. Um batom coral, em seu antebraço. E é a coisa mais erótica que eu já fiz. Ele me observa enfiar o batom de volta no saco, depois permanece sem me tocar por um momento. Ele olha para seu braço. Então ele vira o rosto para longe, exala, e volta para mim. — Reese — ele sussurra tristemente. — Eu perdi o controle naquela noite. — Ele olha para minha boca, como se ele os quisesse. E eu quero que ele pegue. Eu não deveria querer que ele pegasse, mas eu quero. — Eu gostei — digo. E eu gostei de dormir em seus braços, mesmo que apenas por um segundo. Prendo a respiração, percebendo o que eu só admiti — não, Reese, pegue-a de volta! E eu não me movo quando ele se aproxima. — Eu também — diz ele. E Deus, quero os lábios de Maverick novamente. Quente e forte, me acordando de qualquer feitiço de sono em que estive. Não vai a lugar nenhum, Reese! Ele desliza a mão sob o meu cabelo e as pontas dos dedos acariciam meu couro cabeludo. — Você me deixou em paz. — Você sabia que eu tinha que sair. — Sim, eu sabia, mas você tem um efeito em branco na minha cabeça. Tenho certeza que você sabe disso porque está sorrindo aquele sorriso torto agora. — Torto?! Ele sorri um pouco, toma a parte de trás do meu pescoço e me aproxima mais quando ele se deita sobre o cobertor.


— Maverick... o que aconteceu... — Começo. Ele me puxa um pouco mais perto. Coloco as minhas mãos em seu peito para me empurrar para trás, mas acabo deixando-as lá, sentindo os planos de seu peito debaixo deles enquanto ele murmura: — O que aconteceu o quê? — O que? — Você vai me dizer como foi uma brincadeira ou vai me deixar te beijar? Mais um beijo... Deus, vou para o inferno. Eu sou a pior pessoa que eu conheço. A mais imprudente. A mais intoxicada por Maverick Cage. É puro impulso. Estou queimando e doendo, quero estar perto. Mais perto do que perto. Eu quero ser sua tatuagem, a mulher em sua cama e a coisa em seus pensamentos que ele não pode, nem com bastante força, empurrá-la e esta menina, com ele, beijando no parque. — O que aconteceu... — começo, foi maravilhoso, impulsivo, assustador e imprudente, e inclino-me, e pressiono meus lábios nos dele, hesitante. Ele toma as costas da minha cabeça, sua língua deslizando em minha boca. Ele geme suavemente e puxa-me acima dele, agarra minha bunda. E eu amo suas mãos, apertando, enquanto nossas línguas começam a brigar, e eu sei que não posso continuar fazendo isso, que isso não vai a lugar nenhum, e isso só me faz sentir mais faminta, meus dedos agarrando a sua camisa, minha língua empurrando a sua, um gemido me deixando. Sua língua, lenta e vagarosa, me prova. Há um cachorro latindo perto, e as pessoas passando pela passarela, e quando eu faço um esforço para me afastar, Maverick apenas prende minha cabeça e angula a dele, devorando-me mais duramente. Sua mão desliza sob a parte de trás da minha camiseta. Seus dedos roçam minha pele, eles são quentes, calosos, e tão perfeitos, e eu me arrepio inteira. Ele nos rola e me coloca na grama, me beijando um pouco mais e deslizando a mão para baixo para segurar a minha cintura, seu polegar acariciando meu abdômen. — Reese — ele respira contra a minha pele.


Pisco para cima no céu, então deixo as minhas pálpebras vibrarem fechadas quando a sensação de seus lábios se arrastando meu pescoço supera a razão. — Eu não pego o que você me deu de leve. Eu não quero que você pense que eu fiz. — Eu queria. — E eu quero você. — A voz de Maverick está extremamente grossa agora. — O cara da sua cidade. Ele te beija assim? — Não. E ele apenas sorri. Ele olha para mim. — Mas... — Sento-me então. Reese, pare com isso. — Mas nós não podemos... você sabe. Faça isso de novo. Seus olhos escurecem. — Eu acho que devemos fazer isso mais vezes. — Ele olha para mim, esperando que eu diga algo, e eu só posso engolir nervosamente. Ele sinaliza para o meu livro. — O que você está lendo? — Ele coloca seu braço em torno de meus ombros. Endureço, mas de alguma forma derreto. — Um livro. — Realmente? — Ele ergue as sobrancelhas, eu rio e tento dobra uma mecha solto que se desfez de meu rabo de cavalo atrás de minha orelha. — Eu tenho ouvido muito sobre você — eu digo. — Tudo mentira. — Ele racha um sorriso. — Você está chutando traseiros. Sua expressão perde seu humor, e ele olha para frente, pensativo. — Eu vou chutar o traseiro do Tate, Reese. Eu me sento, olhando para longe. — Não gosto de pensar nisso. — Você se prende a ele por princípio, eu não espero que você se prenda a mim. Fico em silêncio.


— Eu preciso fazer isso por mim — ele explica com um brilho feroz e determinado em seus olhos. — Maverick... — Envolvo os meus braços em torno de mim. Não é fácil para mim encontrar alguém para me conectar. Eu nunca senti o tipo de conexão com um estranho como a que eu senti quando comecei a interagir com Maverick “Vingador” Cage. — Aquela noite com você significou mais para mim do que você jamais saberá — sussurro. — Eu não deveria ter te beijado agora. Estou tentando me encontrar, e não posso fazer isso se estou perdida em você. Ele pega meu queixo e o seu toque dispara o calor em mim. — Eu não vou deixar você se perder — ele promete. — Os Tate’s são minha família. Eu não acho que devemos fazer o que fizemos novamente. E Miles está vindo para a cidade no mês que vem. — Miles, esse é o nome dele? Aceno com a cabeça e olho para ele desamparada. O olhar líquido em seu rosto começa a endurecer bem diante de meus olhos. — Sim, eu entendi. Ele não é filho do meu pai. — Ele range a mandíbula, seus olhos escuros, então nós olhamos um para o outro. Ele começa a ficar de pé, mas então, como por impulso, sua mão engole minha bochecha enquanto agarra meu rosto e me beija, quente e quase me punindo. Fico lá, derretida, quando ele se levanta e se afasta. Exalo, fecho meus olhos e toco meus lábios. Acabou. Não vamos fazê-lo novamente. Certo? Ele concordou ou não? Sim, porque ele estava com raiva. Tenho certeza que vamos ser civis, mas... separados. E eu não aguento mais. E, de repente, eu não consigo me lembrar por que não podemos, por que está errado. Ou por que eu escrevi meu número de telefone em seu braço.


VINTE E DOIS NÃO MAIS Maverick Corri oito milhas12, e é meia-noite agora. Miles. Miles. Miles. Olho para mim no espelho do banheiro do hotel, olhando profundamente em meus olhos. E esmago meu punho no vidro.

12

Em referência ao nome de Miles, que em português, se traduz Milhas.


VINTE E TRÊS NÓDULOS QUEBRADOS Maverick No dia seguinte estamos treinando, Oz e eu. Estamos treinando em uma unidade de armazenamento que ele nos levou para o dia. A porta estava bem aberta e ele pendurou os sacos nas vigas de ferro no teto. Estou usando a minha esquerda, mais e mais. Batendo. Ouvindo os sons. Golpe, batida, batida, golpe, puf. — Uou, pare, pare. Onde está o seu direito? — Oz exige quando ele sacode de seu cochilo. O cara trouxe uma cadeira dobrável e tem apenas sentado lá por horas depois de nós termos engolido duas pizzas, um cada. Eu poderia ter tido algumas fatias extras dele. — Estou tentando fortalecer minha esquerda — minto. Ele franze o cenho para mim. — Você tem uma ótima esquerda. Sua esquerda é quase tão boa quanto a sua direita. — Palavra-chave “quase” — eu assinalo. Aponto para o saco. — Você machucou a sua direita? — Ele vem, agarra meu punho direito e eu puxo antes que ele possa tirar a minha luva. — Eu fodi, tudo bem — rosno. — Vai voltar ao normal em algum momento. — Você fodeu seu direito. Durante a temporada. Quando? — Não importa. — Quando? — Noite passada. Eu quebrei alguma coisa. — Você quebrou SEUS NÓS, ISSO É O QUE! Você fode o seu direito em uma birra? Que porra é essa? Eu vou ter outro Scoripon nas minhas mãos? Huh? — Ele me empurra, e eu deixo, apenas fico lá, deixando-o ter a sua birra. Ele desiste e volta para sua cadeira.


— Você pode muito bem não ir para a luta sem a sua direita — ele rosna. — Eu não estou perdendo uma luta. — Você deveria ter pensado nisso antes de estourar os nós dos dedos. Isto por causa do Tate? Uma menina? Bato na bolsa, abaixo os braços e olho para o chão, inalando profundamente. — O nome dela é Reese — digo, sob minha respiração, franzindo a testa para o saco pesado. — Reese Dumas. Ele xinga em voz baixa. Então ele puxa o frasco para fora. — Fique longe, Maverick. — Que tal você ficar longe daquele frasco, Oz? — Eu não posso. — Então, nos entendemos. — Posiciono-me e começo a bater. — Eu não vou desistir dela. — Então, testo o meu direito e golpeio a bolsa, e dor dispara pelo meu braço. Arranco a minha luva. Olho fixamente para a minha mão, testando meus dedos e curvando-os. — Membros da equipe da Tate — diz Oz, inclinando-se para a frente em seu assento — mesmo que eles não estejam relacionados pelo sangue, eles estão mais próximos do que se fossem. Ela não vai querer nem olhar para você, Maverick. Lanço minha luva direita de lado e mantenho batendo com a esquerda. Eu não acho que devemos fazer o que fizemos novamente... Os Tates são minha família... Miles está chegando... — Eu não quero ver você fazer um tolo de si mesmo por uma maldita Wendy! Paro. Depois deslizo meu olhar para Oz e estreito meus olhos. — Ela não é Wendy. Frustração aumenta. Volto a bater e estou batendo forte no saco. — Ouvi que você treinou com ele — diz Oz. — Sim. Te diria se você estivesse meio acordado — eu não paro de bater. — Isso significa que você não vai precisar de mim agora, hein. — Não. Apenas significa que tenho mais chances de descobrir como vencê-lo.


— Ele está recebendo a mesma chance de ter certeza de como vencê-lo — ele rosna. Ele balança e olha melancolicamente para fora da porta da unidade de armazenamento e eu olho para o saco pesado, continuo a bater até que meus músculos queimam, e então eu continuo.


VINTE E QUATRO REMENDANDO MAVERICK Reese Minha mãe está ligando, mas eu não peguei o telefone. Eu tenho medo, ela vai ouvir a minha voz e ela me conhece muito bem, ela vai saber que há algo assombrando meus pensamentos. Eu finalmente saio quando Brooke bate na minha porta. — Sua mãe me ligou. Ela está preocupada. Eu estava arrumando as coisas na minha mala, uma vez que vamos para o próximo local amanhã — Atlanta. Racer está em um sono profundo em seu quarto, todo embalado e pronto, com exceção de um trem vermelho pequeno que ele gosta de dobrar sob seu travesseiro a noite. — O que você disse a ela? — Que está tudo bem. Não é? Concordo. Brooke hesita por um momento, então me dá um sorriso muito quente. — Reese, estou aqui se você quiser falar. Toda a minha vida eu queria ter alguém para conversar com outros que não os meus pais e agora que eu tenho ela, eu não tenho certeza se posso falar com ela sobre o que eu mais preciso. — Estou bem — asseguro-lhe. Ela sorri novamente. — Vou ligar para ela — acrescento. — Ótimo — ela diz, aliviada, e me dá um sinal positivo antes de sair. Decido ligar e acalmar os medos de minha mãe. — Mamãe, como você está? — Preocupada. Eu suspiro.


— Não fique; estou bem. — Você promete? Diga que está fazendo boas escolhas, Reese. E que você está ficando forte? Podemos ir buscá-la. — NÃO! MÃE! — Eu não quero sair, não quero voltar para casa, onde eu sou sempre a velha Reese, onde eu não posso crescer e aprender, descobrir e experimentar. — Mãe, eu SOU GRANDE AQUI. Eu estou... apenas em um processo de florescimento e eu preciso de tempo sozinha, ok. — Borboleta? — Ela pergunta esperançosa. — Não — digo com um sorriso pálido, — ainda uma lagarta. — Diga-me o que você tem feito. Digo a ela sobre Racer, minha dieta e os Tates, como eles são grandes, e a equipe, e que Miles está chegando. — Oh, isso me faz feliz! Não se esqueça de ligar todas as noites ou duas, três no máximo. Certo, lagarta? — Ok, mãe. Eu sei que ela se importa, mas quando ela duvida de mim, eu me sinto desesperada, como se eu nunca fosse capaz de conquistar sua confiança novamente, embora eu estivesse lentamente ganhando a minha. Quando desligo, eu faço uma anotação no meu telefone — CHAMAR MÃE. Brooke olha para o meu quarto. — Sua mãe está feliz agora? Ela estava muito preocupada. Eu concordo. — Eu acho que é a sua coisa favorita de fazer. — Bem, você é sua única filha. É por isso que eu quero absolutamente que o Racer tenha um irmão. É saudável ter a obsessão de uma mãe distribuída. Eu rio, então olho melancolicamente para ela. Perguntando-me se posso perguntar-lhe mais sobre Maverick. Eu sei que Remy tem treinado com ele. E todos os dias é uma tortura não perguntar. — É o menino da sua cidade? — Ela me pergunta, como se estivesse lendo minha mente.


Abro a boca, querendo um amigo, uma amiga, mas o que eu digo? Maverick Cage? Estou obcecada. Nós fizemos sexo. Penso nele, muitas vezes. E eu penso nele como meu amigo mesmo quando eu não falo com ele por dias. Eu não entendo isso sozinha. Tenho medo de dizer isso em voz alta. Tenho medo de cometer outro grande erro, algo que pode machucar minha família novamente. Então, apenas sorrio para Brooke e deixo-a pensar que é o menino da minha cidade. Quando na verdade é o filho do Black Scorpion.

Estamos em ATLANTA, ficando em um bom hotel no coração da cidade. Brooke e eu estamos jantando. Eu não vi Maverick desde o parque. Oito dias mais um monte de longos minutos e segundos. Ele está treinando com Remy, e Brooke também não viu Remy. Nós dois escovamos os dentes e vestimos nosso pijama. Brooke usa camisetas com shorts pequenos para dormir, e eu estou vestindo minhas calças macias para dormir de algodão em azul claro, como meus olhos, e um top correspondente. Nós nos reunimos na sala de estar para ler e conversar quando ouvimos vozes masculinas baixas — e que soam muito com xingados – do lado de fora. A porta se abre e os rapazes aparecem: Pete, Riley, Treinador e dois altos lutadores de cabelos escuros, batidos e sangrentos, suas camisetas emboladas no peito. A boca de Brooke abre, depois fecha, depois se abre de novo enquanto olha para o marido. — Vocês brigaram? — Sim. — Pensei que você estava treinando? Estou olhando sem fôlego para Maverick. Maverick em nosso quarto de hotel. Maverick na roupa do exercício, suado, e... Maverick.


— Mudança de planos. — Remy atravessa a sala e diz: — Ajude-me a arrumálo. — Deixe ele sangrar, isso vai cuidar disso — diz o treinador. Pete e Riley embarcam na cobertura atrás dele. — Remende-o para que eu possa chutar sua bunda novamente — Remy repete. Ele atira um olhar significativo para Maverick e Maverick diz: — O recesso acabou para você. Brooke olha para mim e me dirijo para Maverick. — Ele pode usar o meu chuveiro. Brooke acena com a cabeça, e eu não sei o que me levou a falar, porque Maverick olha para mim. E eu tenho certeza que pelo jeito que nós dois estamos olhando um para o outro, todos eles sabem que nós fizemos sexo, que tivemos sexo e todos os dias eu me lembro dele. — Venha comigo — eu digo, minha voz estranha. Ele me segue até o quarto. Fecho a porta, depois vou abrir o chuveiro e pergunto: — O que aconteceu? — Nada grande. — Remington Tate nunca treina com ninguém. Maverick... é grande. Ele sacode sua t-shirt úmida, e enquanto ele atravessa o quarto em direção ao banheiro, ele segura o meu queixo e olha para mim com um meio sorriso, seus olhos absorvendo-me com intensidade tranquila. — Não é grande coisa — ele me assegura, entra no banheiro e a porta se fecha. Suspiro e pego sua camisa. Maverick é o único cara que eu não conheço pelo campeão. A única pessoa que eu conheço. Estou andando alguns minutos depois, quando Brooke entra no meu quarto no momento em que eu vejo o sangue em sua camiseta. — Eles são loucos? — Eu pergunto a Brooke, carrancuda quando eu mostro a ela o sangue na camisa descartada de Maverick.


— Loucos — ela confirma. — Aqui está um par de roupas frescas. Eles podem ficar um pouco frouxos nele. — Maverick sai, com o peito nu, os quadris cobertos com uma toalha branca, e os olhos de Brooke se arregalam. — Então, novamente, talvez não. — Brooke olha para ele estreitamente. — Sim, não tanto. Ela deixa as roupas de lado, dá um passo à frente e golpeia no peito. — Meu marido tem isso em sua cabeça para te ajudar. Ele raramente confia em alguém e não é fácil ganhar o seu respeito. — Maverick está quieto. — Seja lá o que for, ele acha que você é um cara legal. Maverick fala calmamente para Brooke, mas só olha para mim. — Sim, eu sou um cara legal. — Bom — Brooke faz uma pausa até que Maverick parece forçar seu olhar longe de mim e de volta para ela. — Se meu marido trouxe você aqui, com a sua família, você é seu amigo — ela diz, e sua voz suaviza quando ela acrescenta: — então eu acho que é um prazer conhecê-lo, Maverick. Ela me entrega algumas garrafas de óleos que ela colocou debaixo do braço. — Óleo de mostarda, arnica, pegue a sua escolha, todos anti-inflamatórios, coloque isso sobre ele. Racer, o que você está fazendo acordado? — Ela planta suas mãos em seus quadris em uma pose de mãe desapontada quando todos nós manchamos pela porta. — Eu quero Weese! — Ele diz desafiadoramente, correndo para dentro. — Reese está ocupada agora. Vamos voltar para a cama. Ela pega Racer em seus braços antes que ele possa me alcançar, e Racer diz: — Mavewick, venha ver meus twens! — Mais tarde, amigo — Maverick diz, erguendo o braço para bater com o dele. Brooke olha com curiosidade para Maverick, depois fecha a porta atrás deles. — Ele não é o único que quer Reese. A voz de trovão escuro que fala corre sobre minha pele, e eu encontro Maverick me observando com um sorriso melancólico em seu rosto. Meus olhos se arregalam.


E meu cérebro pula para me jogar em seus braços, com seus lábios nos meus, suas mãos em mim. É preciso todo o esforço em mim para não deixar meus olhos se moverem pelo seu peito, braços, cada parte dele. — Eu quero você também. Eu disse isso? Oh Deus, seu rosto. Ele parece pronto para me atacar. Agarra-me. Me segurar. Foder-me. — O que vamos fazer sobre isso então? — Ele pergunta. — Eu não sei. Talvez — sussurro, então abano a minha cabeça. — Eu não sei. Mas eu penso em você. — Eu também penso em você, Reese. Olho para ele quando um formigamento corre pelo meu corpo, e nós dois sorrimos. Como se isso fosse o suficiente por agora. Mas é realmente? Eu adoro quando penso nele. Eu não gosto de pensar que eu não posso estar com ele. — Então você e Remy estão se dando bem, hein? — Pergunto. Ele aperta a mandíbula e franze o cenho. — Nós somos concorrentes, não camaradas — ele se abaixa na borda da minha cama e se inclina para a frente, seus cotovelos nos joelhos, as peças da toalha revelam as suas coxas. — Mas aqui está você — eu digo. — Remy trouxe você aqui e você se deixou ser levado. Ele se vira para olhar para mim com um novo brilho em seus olhos, e então olha para baixo significativamente na cama que estamos, a partir deste segundo, agora ambos sentados. — Aqui estou. Em. Meu. Quarto. — Os meninos dizem que o Arrebentador quer que a sua última luta valha a pena — digo, fingindo estar ocupado agora estudando os rótulos dos óleos de massagem.


Ele franze as sobrancelhas pensativamente, e eu levanto minhas sobrancelhas. — Você não sabia que era sua última temporada? — Pergunto. — Não. — Ele flexiona os dedos, franzindo o cenho. — Mais uma razão para eu ser o adversário na final deste ano. Rolo os meus olhos, mas Deus, ele é divertido às vezes. Eu amo que ele fala sem uma pitada de alarde, apenas os fatos. Há uma leve carranca em seu rosto, e eu quase posso ouvir seu cérebro trabalhando pensativamente no silêncio. — Então, escolha um — mostro-lhe os dois óleos. — Eu não preciso disso. — Sim, você precisa — constato. — Eu não. — Ele fica de pé, mantém suas costas para mim quando ele abre a toalha e deixa cair. Meus olhos se arregalam com o vislumbre de sua bunda perfeitamente musculosa, pernas longas e musculosas quando ele pula em um par de jeans. Então ele pega a camiseta e desliza os braços para dentro e a sacode sobre a cabeça, sua tatuagem ondulando com o movimento. A camiseta cinzenta cai para cobrir seu abdômen enquanto gira. E levanto meus olhos para os dele. — Você não quer que eu te toque — murmuro, de coração partido. — É por isso que você não quer isso. Não é? — Eu só quero seu toque se eu puder te tocar de volta. Nós olhamos um para o outro, seus olhos desafiando-me. Inspiro profundamente, depois solto: — Se você me der um minuto para conseguir isso em seus ombros e torso, eu vou te dar um minuto também, se você manter a classificação G 13. Ele ri baixinho. — Classificação G não é metade do que você vai fazer para mim; você estará tocando meu peito. — Assim?

13

G (General Audiences) — público geral, indicado a qualquer um, classificação livre.


Ele levanta as sobrancelhas. — Vou deixar você ir primeiro. Venha, deixe-me consertá-lo — continuo. Ele de repente acena com a cabeça. — Eu vou primeiro? Aperto os óleos convulsivamente em meus punhos enquanto meu mundo começa a girar. Maverick se aproxima. Oh Deus. Estou segurando a respiração quando Maverick levanta a mão para o meu cabelo. É apenas cabelo, digo a mim mesma, mas a forma como ele esfrega alguns fios do meu cabelo entre dois dedos, olhando para eles como se fossem fios de ouro, faz meus joelhos fraquejarem. E eu percebo que nunca o uso solto, exceto para raras ocasiões. Ou na hora de dormir. Como agora. Ele acaricia os fios, das raízes às pontas, deslizando seus dois dedos para baixo, e eu sinto o seu toque na medula dos meus ossos. Seus olhos pincelam para cima, e ele olha nos meus, tão penetrante, quando ele levanta a mão para acariciar seus dedos suavemente em meu rosto. Enquanto seus três dedos mais longos descem pela minha bochecha, seu dedo mindinho e enrolado traça a concha da minha orelha. Meu corpo se torna lava. Ele toma minhas bochechas suavemente em suas palmas, e seus polegares escovam minhas maçãs do rosto e pálpebras. Necessidade crua. Isso é o que eu vejo em seus olhos. Isso é o que eu sinto. E eu vejo algo macio e quente. Naqueles olhos de platina. Por mim? — Você tem o rosto mais bonito do mundo — diz ele. — No corpo mais bonito. Com o sorriso mais bonito. E uma voz em que eu penso quando tudo está quieto. Ele flexiona a mandíbula e volta, então rasga sua camiseta e senta-se na borda da cama, inalando profundamente. Quando Maverick sussurra, como ele fez, com a


voz de trovão escura, ondulações me atravessam, como se ele falasse com algum lugar dentro de mim. Deus. Estou remendando-o, e ele está me destruindo. Tremendo, solto meus dedos das garrafas de óleo. O que eu parecia estar agarrado como se minha vida dependesse disso. Tento manter as coisas profissionais quando eu despejo um pouco de óleo de mostarda na minha palma e então coloco os meus dedos em seus ombros. Sua tatuagem olha para mim. A fênix está tão perto que quase posso respirá-la. Estou respirando. Porque a fênix é ele. E ele cheira como o xampu no meu banheiro e o próprio sabão na minha pele, mas mais quente e mais terroso. Acaricio a ponta do dedo sobre a cabeça da fênix. Quero beijá-lo. Eu beijo isso. Inclino-me, meus lábios roçando a cabeça tão amorosamente que quase não toco sua pele. Ele solta um suspiro, se vira, agarra minha cabeça como se para me aproximar para um beijo, então me deixa ir e fica exalando. — Você está brincando comigo. — Não! Não. Sinto muito. — Estou tão envergonhada, agarro meu estômago e tiro o óleo na minha camisa, então puxo meus braços para longe e enrolo meus dedos em minhas palmas, lutando para não enterrar meu rosto em minhas mãos. — Eu não sei porque eu me sinto do jeito que eu sinto quando estou com você. Ele estreita os olhos. — Você não tem ideia do que você faz comigo. O silêncio está em toda parte. Ele exala e volta a se sentar de novo, de costas para mim. Ele enrola as mãos sobre os joelhos e se vira para me olhar, os ombros tensos. Olho para ele e, embora meu cérebro compreenda o porquê, meu corpo não consegue entender por que ele não está mais perto de mim. Maverick, beije-me.


Diga-me para não ter medo e apenas me beije. Mas eu tenho medo. E se ele me beijar, eu tenho que afastá-lo porque isso não pode ser. Exalando, derramo mais óleo e me forço o aliso por toda a costa. Sua carne ondula e aperta sob meus dedos, e posso senti-lo em cada poro do meu corpo. Eu ainda olho a tatuagem da fênix e de Scorpion. — Essa tatuagem... — saio, arrastando minhas mãos sobre suas costas. — Consegui no dia em que fiz vinte e um anos. Seu pescoço é grosso; ele está olhando para o tapete agora, descansando em seus cotovelos enquanto eu esfrego. — Quando eu parei de esperar que ele viesse me pegar. Dizer que ele estava fodido, que ele escolheria a minha mãe e eu. Quando eu descobri o que as pessoas viam, eu fiz um novo eu. Não com sua ajuda, mas apesar dele. Levantando-me agora. Ele é uma parte de mim que eu não vou negar, mas há outras partes de mim também. Melhores. Ele me olha com as pálpebras entreabertas, e sua voz cai. — Eu não sou ele, Reese. Ele olha para a parede, então chega para parar a minha mão, e um pequeno choque elétrico corre pelo o meu braço enquanto ele se vira para me olhar novamente. — Você está tremendo. Você está com medo de mim Balanço a cabeça. — Tenho medo de mim mesma. Quando estou com você. Seus olhos brilham um pouco, e seu sorriso cai. — Eu gosto do jeito que você é quando está comigo. — Porque é a única Reese que você conhece, eu sou geralmente mais calma e menos impulsiva. Seus olhos brilham de prazer com a minha confissão, e ele se inclina para frente quando tomaria os meus lábios. Coloco uma mão em seu torso, balanço a cabeça. — Maverick... Você me faz muito imprudente.


— Eu sei — ele diz, e então mergulha sua cabeça e pressiona seus lábios em meu pescoço. Coloco as minhas mãos em seus ombros para detê-lo, mas quando sua mão vaga íntima sobre minhas costas quando ele me chama para perto dele tão gentilmente, gemo suavemente e afundo as unhas em sua pele. Ele move sua boca pela minha garganta, testando-me primeiro, e quando eu abro meus lábios imprudentemente, ele começa a devorar com suavidade. Seu beijo envia espirais de calor através de mim. É um beijo rápido. Um beijo roubado. Nenhum lugar perto do que eu quero. Nenhum lugar tão profundo como eu quero. Ou tão infinitas quanto eu preciso. E ainda me sacode até o meu âmago. Sou infeliz, vazia e solitária quando ele volta. Ele olha nos meus olhos por um longo minuto. — Gosto do seu pijama. Minhas orelhas ficam quentes. Seu sorriso começa a desaparecer. Ele toma as costas da minha cabeça. Meu coração salta novamente e soca como um louco. Ele vai me beijar. E vou deixá-lo. Minhas usuais palpitações com Maverick estão por cima agora. Coloquei as minhas mãos em seus ombros, e desta vez, começo a puxá-lo um pouco mais perto. Enrijeço quando há uma batida na porta e começo a relaxar para trás na cama. Mas, Maverick usa calmamente sua mão para me puxar de volta para onde ele me quer, ele aproxima a sua cabeça, esmaga minha boca com seus lábios quentes, famintos, fortes, e sua língua pisca no interior, roubando minha alma quando ele pega esse beijo mais roubado... Então ele fica de pé, enfiando as mãos nos bolsos enquanto está de frente para a porta. Bloqueando-me da vista quando ele abre um vão na porta. Brooke olha para dentro. — A comida está em cima da mesa.


Ela sai tão rapidamente quanto ela espiou dentro. Maverick arrasta sua mão sobre a parte de trás da sua cabeça em inquietação, então ele me corta um olhar que é escuro e frustrado, como se ele está arrependido da interrupção. Eu não deveria estar, embora eu também estou. Minha boca. Minha boca está formigando. Mantendo uma distância saudável entre nós, eu o sigo para a sala de estar e sala de jantar. Brooke e eu já jantamos, mas os caras estão obviamente famintos e eu noto que há um lugar definido para Maverick também. Maverick espera por mim para sentar, então ele se senta na frente de Remy e eles silenciosamente comem sua refeição. — Eles são como um casal. Não posso acreditar o quão sério eles são — diz Pete. Riley olha para mim e sorri. — Não me admira que eles gostem um do outro. Eles se comunicam em não se comunicar. E enquanto os homens desfrutam do jantar, olho para todos na mesa, exceto Maverick. Mesmo que eu possa sentir Maverick olhando apenas para mim.


VINTE E CINCO LIMPANDO O OZ Maverick Depois da última noite com os Tate, com boa comida e boa companhia, eu não conseguia dormir. Por ver o que Reese está acostumada. Como os grandes lutadores fazem isso. Hoje eu fui na mercearia, uma vez que eu definir as malas com Oz e a minha pequena cozinha, eu vou para o sofá com um saco de lixo. Oz está assistindo TV, garrafas espalhadas por toda parte, sacos de batatas chips abertos espalhados na mesa de café diante dele. Passo um braço sobre a mesa e envio tudo batendo no saco de lixo. — O que você está fazendo? — Ele abaixa a garrafa que estava prestes a tomar um gole. Arranco-a de seus dedos e jogo-a no lixo, cortando-o com um olhar. — Acabou, Oz. — O que aconteceu? — Sua porra de festa. Acabou. Queremos ser profissionais? Agimos como eles. — Tiro as garrafas de água do saco de mantimentos que eu trouxe. — Você está puxando a minha perna. Ele ri, pisa no frigobar e pega uma pequena garrafa. Ele toma um forte gole e se joga na frente da TV novamente. — Vamos para o AA. — Eu não estou indo a lugar nenhum. Ele toma outro gole selvagem. Disco para a equipe do hotel e, minutos depois, eles estão recuperando as chaves do minibar. — Seu pequeno idiota! Você é apenas uma criança! Você acha que pode vir aqui... Só porque você está com Tate agora, você acha que é um merda?


— Eu sei que eu sou melhor do que o que você tem me dado. E você é melhor do que o que você está dando a si mesmo. Inferno, eu sou melhor do que o que eu tenho dado a mim mesmo. Está mudando, Oz. Nós não vamos ser os oprimidos por muito tempo. Estamos comendo como campeões e estamos agindo como eles. — Você não vai durar três minutos no ringue com Tate na final. Ninguém faz. — Eu não sou ninguém. — Atiro sua nova garrafa no saco também. — Vá se limpar, entrar no chuveiro, sóbrio. Vamos para AA ou eu vou levar você lá. Isso demorou muito.

Nós chegamos atrasados para a reunião. As filas de cadeiras ocupadas enfrentam um pódio pequeno onde um cara está dizendo sua história ao descanso daqueles que atendem. Paro para pegar um livreto intitulado 12 passos e sentar com Oz na fileira de trás. Quando o cara sai do pódio, eu digo: — Suba, Oz. Tome uma página do livro e vá lá em cima, faça uma promessa para si mesmo. Oz já está inquieto sem a bebida. — Você é um maldito idiota, Maverick. — Mas eu sou tudo o que você tem. Aqui — eu lhe passo o livreto, e ele agarrao e parece pronto para queimá-lo. E é quando eu ouço uma voz familiar através dos alto-falantes, e eu levanto a cabeça. — Sou Reese e estou sóbria há um ano. Todos concordam com respeito. E eu sento aqui, como um idiota, olhando para ela como nunca a vi na minha vida.


— Sou tímida por natureza. Não muito detalhada e... — Ela para de falar quando me vê, seus olhos se alargando em uma mistura de surpresa, preocupação e alívio. E eu sento aqui, ainda um idiota, pronto para me pendurar em cada palavra que sai daquela boca enquanto algo como o escorpião nas minhas costas me pica no coração. — Eu... — Ela luta para continuar, rasgando seus olhos livres — ... não tinha muitos amigos. Meu pai ensinava na escola do exército, então viajamos muito. Novas escolas a cada quatro anos. Isso tornava difíceis ter relacionamentos duradouros; impossível para mim, realmente — ela faz uma pausa e engole. Reese Dumas. Intocável, não importa quantas vezes eu a tenha tocado. Um corpo perfeito que faz com que minhas mãos cocem com o desejo de deslizarem sobre essa figura, uma figura como uma garrafa velha de refrigerante, cintura minúscula, seios perfeitos, bunda perfeita. Eu não posso tirar meus olhos dela. — Quando cheguei na minha última casa aos quinze anos, senti que não tinha ninguém no planeta. Eu era muito tímida para conseguir, mesmo com aqueles que eram bons para mim. Ouvi falar das festas da escola, mas passava as minhas noites em casa. Uma véspera de Ano Novo, eu tinha uma taça de champanhe e me senti um pouco grogue. Acabei indo para a minha primeira festa, e fui convidada para a próxima. Eu gostava de como eu me sentia livre, sem medo. Me deu coragem para sair. Fazer amigos. Fiquei bêbada no próximo fim de semana também. Eu falei mais; eu era divertida; eu queria ser aceita, me conectar. Eu estava muito fechada por conta própria. Com álcool, fiz novos amigos, fui convidada para sair. Pensei que fosse aceita, mas quando estava sóbria, podia ver que eu era apenas uma diversão. E pensar que meus amigos realmente não gostavam ou me conheciam me fez querer beber mais para fazer isso desaparecer. — Ela exala. — Meus pais perceberam o que estava acontecendo há cerca de dois anos. Eles poderiam ter suspeitado por um tempo, mas eu acho que eles achavam que eu era


jovem. Dois anos do meu vício era permanente, e eles finalmente me ajudaram. Foi difícil no início. Comecei a comer um pouco mais no início, para ajudar a conter a minha ansiedade. Ganhei um pouco de peso, que eu fui perdendo o vício lentamente, finalmente. Eu tenho — ela olha para mim — alguns amigos agora. Mas, também sou minha amiga. Quero o que é melhor para mim. Eu quero ser conhecida por quem eu sou, que eu conscientemente escolhi ser, trabalhar duro para ser. Eu tenho estado sóbria por um ano, e todos os dias eu acredito que esta é uma vitória para mim. Obrigada — ela acena, e antes de sair do pódio, ela está olhando para mim. Apenas eu. Olhos esperançosos e brilhantes, e um pouco de desculpas também. Ela sacode a cabeça e deixa o stand, e então ela senta na cadeira. Muito longe de mim. Muito fodidamente longe de mim, um mundo de distância, quando eu quero esmagá-la em meus braços e dizer-lhe que ela é incrível. Todo esse tempo. Reese calmamente lutando a sua luta. Sento-me aqui, ainda um idiota, olhando para a parte de trás da sua cabeça, cambaleando e sabendo por um maldito fato de que eu estou apaixonado por essa garota. Quero arranjar uma casa. Estalar para fora um par de bebês com esta menina. Quero protegê-la de uma garrafa, de um homem, de uma palavra, de um pingo de chuva ou de me foder. Isso é o quanto eu me importo com essa garota. Acho que não estou emocionalmente atrofiado afinal. Acho que só leva um segundo para perceber o que te olha no rosto, batendolhe como um soco no intestino. Ela queria um amigo em mim. Eu serei seu amigo, mas eu quero muito mais. — Você a vê — sussurro para Oz, e ele franze o cenho e acena com a cabeça. — É ela. Essa é a minha menina.


VINTE E SEIS LANÇADO Reese A sala começa a esvaziar quando a sessão termina, e eu me encontro de pé, imóvel, quando a parede de massa muscular magra no meu nível dos meus olhos começa a chegar em mim. Conheço esse peito. Eu o toquei. Eu arranquei-lhe um orgasmo. Conheço o seu dono, e por alguma razão eu ainda não consigo encontrar a coragem de olhar em seus olhos. Até Maverick parar diante de mim. Alto, aquele peito largo, grande e me implorando para chegar perto dele, apenas para pedir a sua força. Inspiro e forço os olhos para cima. Algo acontece quando nossos olhos se encontram. O ar muda e gira entre nós. Tudo cai até que seja apenas eu, crua, sem disfarces, nua e sem quaisquer segredos reais deixados, e ele. Eu não esperava pelo o que ele faz em seguida. Ele envolve seus braços em volta de mim e me dá um enorme abraço, me pressionando até que estamos como uma grande árvore entrelaçada, o tipo de abraço que meu pai ou minha mãe me dariam quando eu era “corajosa”, e quando ele beija minha testa com tanta paixão, sinto sua boca quente, molhada em minha pele, quero beijá-lo tão forte que estou doendo por dentro. — Você é incrível — ele sussurra em meu ouvido. Oh Deus. Por alguma razão, eu quero saber por que eu não tinha dito a ele. Por que eu nunca disse a ninguém. Mesmo os Tate’s só sabem porque minha mãe queria ter certeza de que eu ia a pelo menos uma reunião do AA por cidade, e eu me ressentia


que eles tinham que saber. Só porque eu não queria parecer fraca aos olhos de pessoas que são fortes e quase perfeitas para mim. Mas eles não me julgaram. Eles não olharam para mim com piedade. Eles me receberam em sua equipe, sua casa, suas vidas, e me deixaram chegar perto da coisa mais preciosa que eles têm: Racer. — Eu não queria... ser alguém que estava se recuperando para você. Eu queria ser eu. A nova e melhorada que estou trabalhando para ser. — Você é você — diz ele ferozmente. A maneira como ele diz isso empurra um botão emocional, e eu engulo. — Eu queria ser especial por conta própria, sem uma garrafa ou uma história sobre mim, só eu. Esta viagem... é sobre isso para mim. Até que ele se tornou tudo sobre você. — Eu tinha dezesseis anos. Quando eu comecei, e então eu... parei completamente aos dezenove anos. Eu nem estou com idade legal para beber e já jurei não fazer isso de novo — digo, sorrindo vagamente para seu rosto. — Eu nem estou tentado. Eu quero o que me dava, talvez, para me sentir livre e... mas, eu não quero. Olho para a porta onde Oz saiu. — Ele não queria falar? — Ainda não. — Ele precisa de um padrinho? — Talvez. — Se ele seguir esses doze passos, eles serão os primeiros passos para um novo ele. Maverick não tira os olhos de mim. Seu braço é possessivo em volta da minha cintura. E então, Maverick desliza sua mão sob o meu cabelo, seus olhos escuros e silenciosamente amorosos. — Estou pegando fogo quando olho para você — diz ele, sua voz reverente e seu olhar elétrico em mim. — Você me dizimou a pouco.


Exalo e pisco para longe a emoção em meus olhos. Nem todo mundo vê isso quando vê alguém se recuperando. Eles veem alguém que pode cair novamente. Que poderia ser fraco novamente. Que já caiu. Eles não veem a força necessária para superá-la e empurrar, às vezes eles não veem a humanidade, e, muitas vezes, eles não sabem que para alguém que está se recuperando é difícil ficar em um mundo e em uma realidade onde as reflexões de si mesmos se veem espelhadas nos olhos dos outros são tão carentes. — Você precisa voltar? Aceno, com pesar. — Eu disse que eu tinha acabado de chegar à reunião. — Eu te pego. Sorrio e balanço a cabeça. — Estou feliz que você trouxe Oz. — Adiciono. — Estou feliz que você sabe. Há algo sobre dizer a alguém um segredo que os liga e os bloqueiam juntos. E há algo sobre alguém saber tudo sobre você que faz você ciente de quanto trabalho você ainda tem para se tornar um melhor você.

Nossa corrida na traseira do táxi seguia está ordem: eu, Maverick e Oz. Estou me sentindo crua. Muito atraída por ele. Mais do que nunca. Maverick senta ao meu lado. Quieto. E eu sento aqui. Calma também. Ele me observa na escuridão e quando nossos olhos se encontram, ele sorri. Ele estende a mão e pega a minha. Sua mão é áspera, quente e seca, e minha mão se encaixa exatamente na dele. Minha mente, meu coração e minha alma parecem flutuar.


Gostaria de saber como seria passar a noite toda com ele, não apenas uma hora, nada entre nós. Colocar os meus lábios em cada centímetro da sua pele. Descansar a cabeça no peito dele. E apenas ficar lá, falando. Ou em silêncio. Ou nos beijando. Colocar minha cabeça em seu ombro. Ele inala lentamente. Preciso estar mais perto, não posso controlar isso. É como uma necessidade de respirar, um impulso para ele, o meu corpo reagindo fortemente ao que ele precisa para sobreviver. Não podemos tirar nossas mãos um do outro. Puxo minha mão livre para tocar sua coxa, e ele coloca a mão na minha coxa, esfregando lentamente para cima e para baixo. Há outras pessoas aqui. Então, realmente, nossas mãos provavelmente precisavam ficar onde estão. Aqui estão o taxista e o Oz. Mas, eu sou apenas consciente de UMA. Um Maverick andando ao meu lado. Seu ombro duro contra o meu. Suas pernas se abriram para que tocasse as minhas. Aperto-o mais perto e viro minha cabeça apenas quando ele pega meu queixo, se aproxima e nossos lábios se encontram. Sua língua, molhada, desliza dentro da minha boca. Impulsivamente, deslizo minha mão sobre a sua camiseta. Só porque preciso sentir sua pele. Ele é quente como uma fornalha, sua pele suave sob meus dedos. Empurro a minha mão para cima, para sentir o seu batimento cardíaco em minha palma. Esfrego um pouco quando ele suga com fome a minha língua, movendo seus ombros como se para me cobrir. Abro a boca mais largamente e deixo sua língua levar a minha. Oz limpa a garganta. Maverick rasga seus lábios livres. Ele olha em sua direção e geme irritado. — Vamos, Oz, você foi jovem uma vez. — Não — Oz diz. Maverick escava em seu bolso e puxa para fora seu telefone, e então seus fones de ouvido. — Coloque isso e alguma música, desvio o olhar até chegarmos lá — ele diz a Oz.


Ele olha para mim enquanto Oz resmunga e faz o que ele disse. — Como mexer nisso? — Oz exige. Maverick se vira para ele, agarra o telefone e pressiona play na música. Então, Oz desliza os fones de ouvido e olha pela janela com um sorriso. Maverick olha para mim de novo, então ele enrola os dedos em torno do meu crânio, e meus olhos estão com as pálpebras pesadas, seus olhos estão como fendas quando ele abaixa a cabeça e pega a minha boca. Deslizo ambas as mãos sob sua camisa e o beijo com tudo o que tenho. Esfrego seus músculos com a ponta dos dedos, percebendo que eu perdi a sensação do seu peito, embora eu tenha sentido isso debaixo dos meus dedos apenas uma vez antes.... Você está me transformando em uma ninfomaníaca, Maverick... E Maverick está me beijando como se ele tivesse todo o tempo do mundo e como se ele nunca fosse deixar minha boca se afastar. Sinto-me tão imprudente, quero fazer mais, quero senti-lo em todos os lugares, tocá-lo em todos os lugares, ser tocada em todos os lugares.... Impulsivamente, deixo os meus dedos vagarem pelos músculos do seu peito e sobre seu estômago, mas Maverick pega meu rosto com uma mão e quando ele me obriga a olhá-lo, ele desliza uma mão no cabelo em minha nuca. — Olhe para mim. Meu Deus, ele é tão bonito. Nunca me senti tão nua como com ele. — Como você faz isso? — Ele pergunta calmamente. — Como você me tem pendurado em cada palavra que você diz? Cada expressão em seu rosto? — Ele olha atentamente para mim e então passa a língua sobre o meu lábio inferior. — Cada olhar que você me dá — diz ele. Ele me segura mais perto e muda seus ombros para me impedir de ser vista e suavemente, com ternura, ele me beija de novo, passando a mão pela parte de trás da minha cabeça com a mais terna carícia. Quando deslizo minhas mãos ao redor de seu pescoço, eu quase cravo minhas unhas em sua carne. Eu o quero tanto que estou com uma dor física.


Seus lábios se mantem me degustando, quente, explorando, amigável, e também íntimos. Ele puxa seus lábios para baixo até meu pescoço, e puxa minha camisa um pouco, para beijar a crista superior de um dos meus seios. Ele então me beija da sua maneira a minha orelha, e quando viro a cabeça para morder a sua, ele geme em meu ouvido — ele soa atormentado — e ele facilmente volta para trás apenas para sorrir para mim. Sorri para mim como se ele estivesse feliz em estar apenas me beijando esta noite. Nem posso sorrir de volta. O que há de errado comigo? Ele transformou meu corpo em uma tempestade de fogo. Agarro-o, minhas mãos sob suas costas, no local exato onde eu sei que está a sua tatuagem de fênix. Então, pego a parte de trás da sua cabeça e o atraio de volta para mim. Nossos beijos ficam mais selvagens, meu controle perigosamente perto de inexistente. Nós estamos queimando, febris e então não há mais conversa. Sem mais jogos. Sem mais treinamento. Nada mais que calor e a boca de Maverick Cage. Encaixando perfeitamente na minha. Suas mãos esfregando para cima e para baixo nas minhas costas, inquietas. Eu quero que elas vão para outros lugares. Eu quero aquelas grandes mãos calejadas em meus seios, entre minhas pernas, em minha pele nua. E essa boca, essa boca — eu a quero em cada centímetro de mim. Meu corpo está em chamas por Maverick. Eu o machuquei tanto que quero chorar. Quero todos os seus segredos, todos os seus sonhos, e eu quero estar em um desses sonhos; quero ser um desses segredos. Logo estarei no meu quarto, sozinha. Sozinha e com Maverick. Todas as noites que estive lembrando como era estar em sua cama... Todas as noites tentando fazer a coisa certa — a coisa certa para a minha cabeça e tão errada para o resto do meu corpo — estava chegando próxima a uma fervura. Ele para de me beijar e olha para o meu rosto. Os olhos de Maverick têm um brilho novo e possessivo. Ainda me protegendo com seu corpo, ele me dá uma bicada


firme nos lábios novamente. Minha língua explode com avidez, e ele sorri para mim, seus olhos ardendo de fome e felicidade. — É tão difícil manter minhas mãos longe de você como é me manter olhando para você — ele sussurra. Me toque, me veja.... Eu quero implorar, mas estou tão fora de controle que leva cada parte de mim para ficar quieta. Em vez disso, envolvo meus dois braços ao redor do seu pescoço e respiro o cheiro de sua pele quente. Eu quero você, Maverick Cage.... Enterro os meus lábios contra a sua garganta, e quando eu olho por seu ombro, reconheço a paisagem passando e percebo que estamos quase um bloco longe de meu hotel. Ele geme enquanto afasta sua boca vagar sobre minha têmpora. Deus. Eu penso sobre o fato de que nossos beijos quase empurraram ele sobre a borda. Quando estaremos sozinhos de novo? Será que nunca vamos ficar sozinhos de novo? — Maverick... Ele ri baixinho para si mesmo e repousa a cabeça contra a minha, o seu olhar íntimo somente me confirmando que ele sabe que eu, imprudentemente, queria fazer mais. Sinto que minhas orelhas começam a ficar vermelhas. Olho para Oz e, graças a Deus, ele está olhando para a janela, sonolento enquanto escuta a música. Maverick me observa correr os dedos pelo meu cabelo. Olho para ele. Seus olhos são chamas absolutas, eu quero rasgar suas roupas e memorizar cada polegada quente e dura dele. Ele me faz tão imprudente, eu não conheço essa garota. Eu gosto disso, mas também tenho medo dele. — Quero passar a noite inteira com você. Quero saber como é dormir no peito. E falar sobre coisas.


Deus. Eu não sei por que eu disse isso, mas eu falei. Forço-me a não tomá-la. Para possuí-lo. Nós olhamos um para o outro quando o táxi desliza para uma parada a caminho da entrada do hotel. Maverick me ajuda, então se inclina em direção ao taxista. — Vou levá-la lá para cima, fique aqui. — Mantendo o taxímetro rodando — diz o taxista. Maverick acena com a cabeça e fecha a porta atrás de nós. Seus dedos apertam a parte de trás das minhas costas enquanto ele me conduz através do lobby, empurra o botão acionando o elevador e esperamos por um. Quando ele chega e um casal avança para fora, ele passa para dentro comigo. E então nós subimos, sozinhos, para a cobertura. Ele pega minha mão em silêncio, mergulhando seu polegar em minha palma e olhando para mim em ardente satisfação masculina. — Eu deveria estar envergonhada. Eu nunca sou tão imprudente — admito. — Bom. Mas quero que você seja imprudente comigo. Rio e abaixo a cabeça, realmente envergonhada agora. Há luzes acima de nós, e sinto que elas brilham mais do que o habitual após as sombras do táxi, e estou absolutamente mortificada. — Você sabe quem eu sou. E eu sei quem você é, Reese. E nada disso tem a ver com o que você disse há pouco ou com quem são nossos pais. Ele me puxa tão perto que eu posso sentir o que nossos amassos no táxi fizeram com ele, e seus lábios cobrem os meus novamente, mais suave agora, dolorosamente macios. Uma pena de prazer ondula pelas minhas costas quando ele me desloca e nós terminamos de encontro à parede. Estou presa entre a parede do elevador e as toneladas de Maverick. Estamos tão famintos um do outro que não podemos tirar a boca do outro. — Você me deixa bêbada, Maverick — digo preocupada, enquanto nos beijamos.


— Eu aceito — ele franziu o cenho. — Isso é uma coisa ruim? Procuro seu rosto. — Eu não sei. — Você me faz querer colocar tudo para fora, Reese. Fazer tudo. Nós nos beijamos um pouco quente novamente. — Você faz uma eu diferente — confesso, segurando seu peito enquanto tento recuperar o fôlego. — Eu queria ser ela. Mas, não conheço essa nova eu. Sou uma estranha para ela. Esse sorriso lento e adorável retorna para ele. — Posso vê-la perfeitamente. Quando o elevador chega, ele me segue até as grandes portas da suíte de três quartos. Enquanto eu pego minha chave, ele diz: — Ei. Descubra onde você ficará no próximo local. — Por quê? — Quero ficar no mesmo hotel. Encaro-o. Ele acena com a cabeça, sério. — Eu quero descobrir como é ter você deitado no meu peito. Passe a noite inteira comigo. Fale sobre as coisas — sorri enquanto ele me cita. Acho que ficou um pouquinho mais profundo. Inalo. Para duas pessoas que não falam muito, isso é enorme. Para querer passar uma noite juntos. E falar. — Ei — ele diz calmamente, levantando meu olhar para o dele, — eu quero você na cama comigo. Eu rio. — Eu nunca passei uma noite inteira com uma mulher, não na minha vida. Paro de rir. Oh Deus. Ele é emocionalmente virgem também. O que estamos fazendo?


Sua expressão se intensifica, e ele pega minha mão e beija os nós dos meus dedos. Nós, que são a maneira que ele ganha a vida, provavelmente uma de suas partes que mais valorizadas do corpo obviamente. — Gostei do que aconteceu na traseira do táxi, Reese. — Eu também gostei. — Então não se arrependa — ele sussurra em meu ouvido. Ele vai até o elevador. — Maverick — eu o paro. Quero beijá-lo por sorte. Quero beijá-lo por mim. — Eu gostaria de estar na próxima luta — digo em vez disso. Ele para perto do elevador, quente e delicioso, rindo suavemente enquanto passa a mão pelo cabelo. — Estou feliz que você não esteja. — Por quê? Ele balança a cabeça, tristemente. — Eu preciso da minha cabeça nos meus adversários — ele me envia um olhar significativo, como se eu fodesse com a sua cabeça. — Arrebentador é invicto, Maverick. Ele é... Imparável. Não quero que nenhum de vocês se machuque. Ele volta e me diz gentilmente: — Um de nós vai. — Ele segura o meu queixo. — Não se preocupe comigo. Eu posso ser golpeado. Eu aprendo melhor quando estou no chão porque eu odeio fodidamente lá. Ele volta para o elevador, e inclino-me na porta enquanto ele desaparece dentro dele. Abro a porta do quarto do hotel, janto cereal, e vou para minha cama. Fico deitado, ainda sem fôlego, apertando os olhos para reviver o que aconteceu na cabine do táxi com ele. Eu nunca estive tão assustada. Reese, é realmente você? Você está pronta para ser ousada e corajosa?


VINTE E SETE NELA Maverick Quando chegamos ao hotel, eu tomo um banho, caio na cama, e estou inquieto. Repito o que aconteceu no táxi. Repito os seus beijos. Repito as suas palavras. Repito o que ela disse sobre si mesma. Você me faz bêbada, Maverick... Porra, eu não deveria tê-la levado para o seu hotel. Eu deveria tê-la trazido comigo. Deitar aqui, no meu peito. Como ela queria. E, conversar a noite inteira, com palavras ou com o silêncio. E eu iria beijá-la, por horas, sua língua saindo para brincar com a minha, e ter os seus seios em minhas mãos. Ela gemendo em minha boca. E eu vou tirar esses gemidos, porque quando estou com ela, estou intoxicado, enlouquecido e fora de controle. Reese na cama, parecendo agradável e doce, embrulhando seus braços suavemente em torno de mim quando eu me espalho sobre ela. Ela dizendo meu nome de uma maneira que eu sei que me quer, precisa de mim como eu preciso dela. — Maverick. Eu não posso falar, estou gemendo contra a sua boca, apertando o seu traseiro em minhas mãos enquanto provo o seu mamilo. Viro-a e beijo os montes de sua bunda também. Deslizo os meus dedos entre as pernas, e ela está toda molhada e suculenta. Estou memorizando-a. Vai levar uma eternidade, mas sou dedicado e quero memorizar cada pequena polegada e poro com meus olhos, meus dedos e minha língua. Sua respiração engata, ela rola e me agarra para ela e me leva para dentro. Ela é gostosa. Molhada. Não consigo o suficiente. Ela me aceita dentro dela. Ela me recebe dentro dela. Ela esfrega as mãos ao longo das minhas costas, sobre a minha


tatuagem. E ela sabe o que significa. Ela é a única que sabe o que significa. Não é sobre meu pai, é sobre mim. E eu sei quem ela é, sei que ela é forte e doce, sei que ela luta para equilibrar o que os outros precisam e o que ela precisa. Sei que ela está encontrando a Reese, e sei que eu sou o cara de sorte que tem o privilégio de vê-la se encontrar.


VINTE E OITO MAIS FORTE Maverick Um... Dois... Três... Cinquenta e sete... cinquenta e oito... cinquenta e nove... Cem... Cento e um... Cento e dois... Estou fazendo abdominais. Treinando em um quarto de hotel vazio que Oz e eu escolhemos para o dia. Estou pensando nas finais com seis semanas de antecedência. E nela. Sempre nela. Eu sei que perder pode chegar à sua cabeça. Eu sei que perder pode arruinar a vida de um lutador. Também sei que você nunca vai ganhar se você não acredita que merece. Porque quando seu corpo está prestes a desistir, e você está em seu último impulso, você nunca vai mais longe se apenas uma fração de você não acredita que você poderia ganhar isso. Talvez seja o rebelde dentro de mim. Eu sempre acreditei que eu poderia; principalmente, porque eu não acho que ninguém mais acredita. Eu acredito que consigo. Então eu irei. E ela é minha. Estou reivindicando-a como minha. Lento e fácil. É assim que faremos isso. Mas, no ringue, eu não vou ser fácil. Estou ficando mais forte, ficando mais rápido e estou fazendo merda. Estou chateado depois de ontem. Estou empolgado pensando em Reese, na parte de trás de um táxi, colocando a mão entre as suas pernas. Na minha mente, quanto melhor eu me torno, mais merecedor será ter Reese namorando formalmente comigo.


— Oz, você precisa ver Tate quando estamos lutando. Diga-me se você vê uma abertura. — Maverick, eu te digo o que fazer, e não o contrário. Primeiro chegue às semifinais. Paro com os abdominais e facilmente fico de pé, pulando corda agora — Ainda está louco por eu ter te levado para AA? Ele olha, tira uma garrafa de água, e a bebe avidamente. Atiro a corda de lado e vou bater em suas costas. — Ei. Você pode fazer isso — atiro-lhe a fita para que ele possa rodá-las em minhas mãos. — Oz, eu não posso estar em todo o ringue. Você precisa me dizer se você vê alguma fraqueza, porque seu treinador tem a certeza de que ele sabe a minha. — Não é seu treinador, VOCÊ É. Todas aquelas vezes treinando com ele? Esse cara tem estudado você como uma enciclopédia. — Ele franze o cenho. — Bom — murmuro, deixando-o enfitar as minhas mãos. — Eu conhecerei minhas próprias fraquezas antes das finais quando ele chegar até mim. Eu também o estudei. — Vá para a porra das finais primeiro. Twister está com tudo na classificação, escalando as fileiras. Há conversas de que ele está traindo o sistema, bombeado suas as bolas com esteroides. — Suas bolas não têm nada além de ar. — Inferno, estou insultado por ele pensar que estou perdendo para o Twister. Eu já o derrotei uma vez. Eu brilho. — Posso levá-lo. Oz consome mais água. Estreito meus olhos. — Você está desidratado? — O quê? Meus olhos se arregalam quando ele fecha a garrafa como se fosse água benta e a enfia no interior de sua jaqueta. Estendo a mão, mexendo os dedos. — Me dê aquela água. — Não. — Oz.


Ele me joga uma nova garrafa de água de um pequeno refrigerador. Pego, deixo de lado, e dou um passo a frente. — Você colocou vodka em sua garrafa de água, Oz? — Pergunto calmamente. Ele se levanta e incha o peito enquanto ele olha para mim, tentando me intimidar. — Largue, Cage. — Dê-me sua água, Oz. — Eu disse que é água — ele rosna. — Você está bebendo? — Pergunto. Ele olha, pisa e bate à porta. Ranjo os meus dentes e olho para minhas mãos desencapadas, curvando os meus dedos em minhas palmas. Depois corro atrás dele antes dele pegar um elevador. — Oz, venha. Vamos conversar a respeito disso. O elevador chega e ele entra desafiadoramente. — Não há nada para falar sobre isso. Você vai estar nas minhas costas, então eu desisto. — Oz. — Você ou desiste de mim, ou eu não vou passar algum tempo aqui para ser orientado. Eu tive o suficiente disso antes com Wendy. — Eu não sou Wendy, está bem? Apenas relaxe e nós vamos descobrir isso. Volte para este maldito andar, Oz — eu rosnei. Ele olha, mas se afasta. — Estou frio. Apenas de volta para a merda — ele tempesteia de volta para o quarto, e diz: — saco pesado. Sigo-o para dentro, fervendo em frustração quando estendo as mãos para fora, desamparado. — Não sei como te ajudar, Oz. — Eu posso cuidar de mim mesmo. Você se preocupa com você. Saco pesado.


Trituro os meus molares. Então, vou bater o saco, com as juntas nuas. E obter o som perfeito. E continuo. E indo e indo. Tirando tudo do meu sistema. Preparandome para uma luta.

A multidão ruge lá fora, e depois há o silêncio e o locutor fala. — Pela primeira vez em Chicago, senhoras e senhores, nós lhe damos o homem que está causando ondas... O homem que está causando sussurros... O homem que todos vocês temem... O primeiro novato a chegar até aqui no campeonato Underground... Nós damos a vocês, Maverick “Vingador” Cage! Volto-me para Oz. — Se ganharmos esta noite, prometa que você vai tentar novamente amanhã. Ele sorri. — Prometerei amanhã — Então, ele fica carrancudo e abre a porta, onde a multidão começa com uma combinação de nome e vaiando. — Vamos fazer isso, filho. Um jogo de cada vez. Aceno, passo para fora e ando em direção ao ringue.


VINTE E NOVE CORRA COMIGO Reese Ele ganhou. Eu ouvi isso da equipe. Dependendo da classificação dos lutadores, eles conseguem lutar em noites separadas em cada local agora que estamos indo para semifinais. Mesmo números de lutas em uma noite, diferentes na próxima. Maverick não conseguiu lutar contra Remy em Chicago. Mas ele batia cada homem colocado em seu caminho. Nós estamos em Chicago agora, e ele é atirado no ranking de 148 (onde ele começou, sem registro) para trigésimo-nono (depois de suas primeiras cinco noites de jogo) e agora para sétimo. Todo mundo está falando sobre a maneira como Cage “engaiola” os seus adversários contra as cordas, em seguida, bate-os com o que eles estão chamando o “Golpe Maverick” por causa de seus braços longos e alcance incrível. A questão na mente de todos é se ele tem algo nele para ficar lá, fazer semifinais e vencer os lutadores experientes que ele estará enfrentando. Mas a questão principal é se ele tem algo em si para vencer Arrebentador. — Eu estou dizendo, ele tem. Você precisa parar de treinar com ele — disse o treinador naquela noite depois da luta. — Quanto mais você dizer para ele para não treinar, mais ele vai fazer isso — Pete aconselha o treinador Lupe quando Remy ficou mudo. — Por que, Rem? — Perguntou o treinador. — Porque ele é imparável, e eu sou desafiando para ver se ele vai parar... ou não. Espero que não — ele ergueu o punho e olhou para seus nódulos machucados que me lembravam exatamente os nódulos machucados de Maverick. — Então você ajuda Scorpion a deixar um legado em vez de proteger o seu?


— Ele é menos filho do bastardo do que pensa que é — respondeu Remy. — Tudo que ele tem do seu pai é o escorpião em suas costas. Scorpion nunca foi tão bom assim desde cedo. Inferno, nunca. E ele nunca foi tão limpo. — Eu ainda não concordo com você sendo mentor dele — Lupe rosnou. — Você não tem que concordar, treinador. — FODA, ARREBENTADOR, OUÇA-ME! Esse garoto É UM VENENO! Ele é um SCORPION NA FABRICAÇÃO. — Treinador. — A voz de Remy tornou-se ameaçadora. O treinador se acalmou. E Remy apenas lhe enviou um olhar que disse para derrubá-lo. — Eu gosto de Cage. Ele tem fogo queimando na sua alma — disse Riley. — Dizer que estava pegando fogo no ringue esta noite é um eufemismo — disse Pete. O treinador Lupe sacode a cabeça. — Talento como esse, indomado, pode dar errado de tantas maneiras. Como aconteceu com o pai. Um gatilho, ela se encaixa e vai ser o pior pesadelo que você já encontrou lá em cima. Qualquer um já encontrou lá em cima — Treinador avisou. Eu estava tão enjoada de espiar os homens para ouvir sobre o Underground que eu fui até o quarto de Brooke, onde ela estava deitada de barriga na cama, revendo a programação de voo. — Brooke, há algum lugar on-line onde eu possa assistir as lutas? Ela se sentou e pegou a almofada e a caneta no criado-mudo do hotel. — Ah, claro. Às vezes, nem sempre, dependendo da localização. Aqui, vou listar alguns sites. — Ela arrancou uma página e rabiscou meia dúzia de links na web. — Experimente — disse ela, entregando a página. Eu fui para o meu quarto e fiz uma pesquisa no meu telefone, tentando ver se a última noite estava sendo repetida. Encontrei uma imagem de Maverick, sua costa larga e musculosa com sua tatuagem de fênix, e havia centenas de comentários sobre ele. Esta porra cara me assusta, mas não me canso de assistir!


Continuei escaneando a luta quando ele me mandou uma mensagem. Pela primeira vez na história.

Hey Reese Onde você está treinando amanhã?

E deixe-me apenas dizer que aquelas borboletas pouco indescritíveis, aquelas que eu sempre ouvi as meninas falarem, mas eu pessoalmente nunca conheci até Maverick, eles encontraram uma nova casa em mim. Não consigo domesticá-las quando penso nele. Ouvi seu nome mencionado. Elas se tornaram parte de cada pensamento dele. De lembrá-lo no meu quarto, de me inclinar para beijar o bico de sua fênix. Querendo mais. Muito mais. Tentando, sem sucesso, domá-las, envio uma mensagem para ele com o nome do ginásio em que planejei treinar, e ele respondeu: eu vou olhar para você. Passei a noite toda assistindo as lutas, estremecendo quando ele pegou alguns golpes. Na maioria das vezes, estremeci pelos outros. Maverick é uma força intimidante, lentamente e seguramente ultrapassando o Underground.

Agora, estou olhando para as portas do ginásio enquanto eu me empurro com força na bicicleta ergométrica. Chicago é ventosa, mas Brooke diz-me para apreciá-la porque Miami — nossa próxima parada — deve ser empolada. Estou empolando agora no ginásio lotado. Cresci viciado em exercício, as endorfinas, a maneira como meu corpo reage aos estímulos. Gotas de suor na minha testa. Meu corpo está quente e meus músculos queimam. Nunca me senti mais forte. Meus músculos estão ficando tão firmes e adoráveis. Mesmo a respiração é mais fácil agora: meus pulmões se tornando mais


eficientes nas últimas semanas. O mesmo vale para o meu coração. É preciso mais para agitar, muito mais. Continuo empurrando, respirando dentro e fora, dentro e fora, e então respiro e seguro, meu coração definitivamente recebe o pontapé que precisa quando Maverick “Vingador” Cage caminha para dentro. O ginásio se acalma. Realmente, quanto mais as pessoas ouvem sobre ele, mais assustado elas se tornam. Tenho medo dele também, mas de uma maneira completamente diferente. Estou com medo do poder que ele tem. Não em seus punhos. Mas em cima de mim. Paro de pedalar, as rodas continuam girando em impulso, e sinto como se meu mundo inteiro está girando também. Pulmões e coração, aqui está o seu treino favorito agora... Aproximando-se silenciosamente como uma pantera... E seus lábios estão formando o sorriso masculino mais sexy que já sorriu nesta terra. — Olhe para você — ele diz naquela voz de trovão. Oh Deus. Não posso parecer sexy, não quando Maverick parece sexy agora. Recém tomado banho, seu corpo magro, musculoso, bronzeado coberto com um par de calças de moletom e uma camiseta limpa, um pequeno corte sexy no canto de seus lábios. Estou preocupada com o corte. E estranhamente atraída por ele, pois está bem naquela linda boca sorridente. — Você se machucou ontem à noite? — Pergunto. Ele balança a cabeça como se o corte não fosse nada. Ele percebe que estou ofegante, eu acho. Ele levanta minha água quando tento alcança-la e estala aberta para mim. Ele me observa tomar um longo gole. Abaixo tudo, então suspiro por ar, sorrindo. — Desculpa.


Ele pisa diante de mim e monta na roda da bicicleta, então ele cruza os braços sobre as alças da minha bicicleta enquanto olha diretamente para mim. A camisa está esticando sobre seus músculos. Sua voz baixa e mal audível através da música de fundo do ginásio. — Ei. Quer ir para uma corrida comigo esta noite? Levanto meu dedo e toco distraidamente o corte em seu lábio. Então, percebo o que estou fazendo e afasto o meu dedo. — O que? Seus olhos cintilam alegremente. Assim... Ele gosta que eu o toque? — Vem correr comigo, Reese. Hesito. Mas, em algum lugar entre encontrá-lo e dar-lhe meu cartão V, eu venho sentido coisas por ele que eu nunca senti por ninguém em minha vida. Ele também é meu amigo e sinto falta dele. — Eu adoraria. — Vou buscá-la no hotel. Dez horas? Ele se aproxima e rolo os olhos para as pessoas no ginásio, olhando fixamente para nós. Ele é o Vingador. As pessoas têm falado dele sem parar. Ele olha para eles em silêncio, então todos se dispersam ou se afastam, e olha para mim. — Alguém está incomodando você? — Não. Ele balança a cabeça e se dirige para as máquinas de venda automática, trazendo-me uma nova água, coloca-a para baixo, então olhamos um para o outro. Ele olha para o meu rosto como se ele sentisse falta de olhá-lo. E eu olho para seu rosto, perdendo o seu olhar. Encontro-me encarando o seu retrocesso, na T-shirt preta que ironicamente se lê: “eu não sei o que estou fazendo” em letras brancas. Exalo, ciente de todos os olhares que vêm na minha direção. Puxo a minha música, reproduzo “Geronimo”, do Sheppard, penso em nós como se eu estivesse


estranhamente achando um pouco de nós cada música que ouço, e pedalo como se eu quisesse queimar a excitação que Maverick deixou em mim.

São 22:02 quando saio do elevador, vestida de cima abaixo com equipamentos de exercício, os cadarços dos meus tênis com nós duplos, as luzes incendeiam o lobby do hotel, ando para as ruas frias. Vejo sua figura encapuzada, esperando contra uma parede no começo da garagem do hotel. Começo a caminhar e depois trote, e ele, quieto, começa trotando ao meu lado. Silenciosamente. Sigo-o em direção ao parque. Luzes amarelas pontilham na passarela, mas quanto mais fundo entramos, mais escura ela fica. Posso sentir cheiro de capim recém-cortado. E ar fresco. E cara. Um cara que me faz feliz por dentro. E tremer. E doer. E ansiar. — Parece diferente à noite. Quase místico — digo quando estamos correndo por quinze minutos. O som de nossos pés batendo suavemente o pavimento facilita enquanto ele diminui seu ritmo, e diminuo o meu. Nós terminamos parando para olhar um para o outro. Ou melhor, Maverick parecia querer me olhar. Eu rio. — Eu sou boba. Mas quando ele inclina meu rosto para o luar, eu não rio. Não é bobagem. Isso é sério. Ele. E eu. Dei-lhe o meu cartão V. E ele é o Vingador.


E eu quero ele. Eu não sei se ser corajosa está parando agora ou indo por todo o caminho. Eu só sei que me sinto bem agora. Inclino-me nas sombras, afastando-me dele. Maverick me segue. Nós silenciosamente caímos na grama, em nossas costas, e nós olhamos para cima. — Me deixa triste quando olho para o céu e não consigo ver estrelas. É como se todo o barulho da cidade e as luzes impedissem de ver o que está bem na sua frente — admito. Ele pega minha mão. — Eu não quero que isso aconteça conosco. Viro a cabeça. — Todo o barulho — ele especifica, estudando-me. — Impedir você de me ver. E eu de ver você. Estamos nos beijando. Completamente. Inclino a cabeça para cima e ele se apoia em um cotovelo e se inclina para baixo, agarrando a parte de trás da minha cabeça para me puxar mais alto para os seus lábios — seus gloriosos lábios — possam encontrar com os meus. Firme, sem hesitação, como se sua boca fosse feita para mim e minha para ele. Nós paramos para respirar, e encontro-me levantando sua mão na minha e acariciando meus dedos através dos nós dos seus dedos. — Tate sabia que você estava vindo comigo? — Ele corre o dorso de um dedo pelo meu rosto enquanto ele pergunta. O toque é dolorosamente macio, muito diferente da necessidade apaixonada violenta em seus olhos. — Não, mas acho que eles suspeitam. Suas sobrancelhas sulcam pensativamente, e um músculo começa a flexionar na parte de trás de sua mandíbula. — Tate não vai deixar você passar tempo comigo?


— Eu não sei, Maverick, mas eles não são críticos. E Remy parece gostar de treinar com você. — Nós nos respeitamos profissionalmente — diz ele. Mais uma vez, olho para as cicatrizes nos nós dos seus dedos. Levanto as sobrancelhas. — E você não gosta dele? — Não é se eu gosto dele ou não. É que ele está no meu caminho. Ele sai de suas costas e usa seu braço para me puxar para o seu lado, inalando meu cabelo por um segundo longo e delicioso, enquanto eu também discretamente inalo o sabão em sua camisa. — Vocês são perto? Você e os Tates? — Ele me pergunta. — Nós ficamos muito próximos nesses dias — hesito por um segundo. Quero perguntar a ele sobre o seu pai. Eu espreito para ele: — Você e seu pai? Sombras cruzam seu rosto. — Ainda não. — E você e eu? Estamos perto? Ele olha para mim com frustração. — Continuo pensando em como era estar dentro de você. Quero que você perto de novo. O tempo todo. Fico frustrado por não podermos passar um tempo juntos ao ar livre. — Foi por isso que me convidou para uma corrida noturna? — Você diria sim a uma de dia? — Ele olha para mim, seu rosto em sombras. — Não, mas porque Racer está acordado, não porque eu não quero ser visto com você. — Isso levanta questões. Você está com os Tates. — O que aconteceu entre Remy e seu pai? Você sabe? — Eles estão em desacordo há anos. Supostamente meu pai fez algo para impedir Tate. Ele estava obcecado por bater nele. — Ele raspa uma mão pelo seu rosto, suas sobrancelhas abaixam sobre seus olhos.


— Eu tenho que acreditar que há mais para ele do que o que eu ouvi. Eu tenho que acreditar nisso. Por mim. Estou sentindo tanto por ele, não consigo encontrar palavras. Ele olha o céu, profundamente pensado. — Ele esteve em um acidente recentemente. Ele estava dirigindo um carro roubado. Desceu um penhasco... — Ele balança a cabeça contra o chão, os lábios franzidos como se estivesse lutando para estar em paz com ele. — Ele estava até seus globos oculares com drogas. Não tinha nada com ele, nenhuma ID 14, nada além de uma foto do Tate com uma marca de alvo nele — ele exala através de suas narinas, e se desloca para seu ombro. Então ele suaviza sua expressão. Suaviza sua a voz. — E quanto a você, Reese? Fale-me sobre você. — Você ouviu minha história. — Sento-me e enrolo meus braços em torno de minhas pernas dobradas. Ele se senta e envolve seus braços ao redor dele, olhando para mim. — Sim, eu ouvi. Descanso o queixo no meu joelho e olho para ele. — Eu queria que você soubesse. — Estou feliz por saber. — Meu cartão V — digo, sorrindo vagarosamente quando deslizo meus olhos timidamente para longe e, em seguida, olhar para ele. — Era tudo o que eu tinha deixado que eu não dava para o álcool. Era algo que ninguém podia tirar de mim a não ser que eu o escolhesse. Sua mandíbula aperta visivelmente, seu rosto inteiro aperta. Ele segura meu olhar enquanto ele estende a mão e gentilmente corre seus nódulos pela minha bochecha. — Eu queria que fosse eu. Oh Deus. Esse cara. Isso. Cara.

14

Identidade.


Minha voz suave retorna. — Eu queria que fosse você também. Você liga todas as minhas luzes, Maverick. Seu sorriso pisca e prossegue para fazer exatamente isso, me aquecendo em cada sombra do meu coração, mente e corpo, em cada nuvem em minha alma. Como ele faz isso? Até Racer adora “Mavewick!” — Racer ficará com ciúmes, eu tenho que te visto e ele não — solto alegremente. Ele ri. — Esse carazinho? Ele fica mais tempo com você. Estou com ciúmes dele todos os dias. — Ahh! Mas ele não recebe os meus beijos. Meus olhos se arregalam quando eu percebo o que eu disse, mas os olhos de Maverick começam a arder tão brilhante que eu não me arrependo de disse isso um pouco. Ele planta uma mão na grama entre nós quando ele começa a se inclinar sobre mim, e eu lentamente começo a deitar em minhas costas. Meu coração bate. A noite nos envolve. E ele está tão perto, seus olhos são tudo que eu vejo. Eu quero ele dentro de mim. Nós sozinhos, com privacidade. Eu quero isso de novo tão duramente. Não. Quero mais do que isso. Eu quero que cada pequena camada da sua personalidade me veja, cada ambição, cada pensamento, cada memória... E eu quero, quero desesperadamente, ser vista por ele. Tudo de mim. Deitada aqui com meus hormônios todos enlouquecidos, estou dizendo a mim mesma que eu não vou fazer nada sexy até que ele faça isso para mim quando ele exala. Ele se desloca, suas mãos se curvando um pouco nos seus lados enquanto ele me olha por um longo tempo.


Olho para ele por mais tempo ainda. Estou olhando para o Vingador agora. Os olhos dele. Sentem-se como um sexo quente, que agarra as folhas em minha pele. Escovo meus quadris contra os dele. Ele geme. — Reese. Abro as pernas para encaixá-lo contra a parte de mim que dói e inclino a cabeça, deslizando minhas mãos em seu cabelo. Nós nos beijamos por um longo, longo tempo, e eu posso sentir o quanto ele me quer em cada beijo, na tensão saindo do seu corpo. Ele está se segurando, e sabendo que ele está fazendo isso por mim, me deixa fraca por dentro. — Sinto que estou no topo de uma montanha com você — sussurro, enquanto ele beija meu pescoço. — Nunca vamos descer. Olhando para mim, ele estende meus braços acima da minha cabeça. — Eu quero fazer você se sentir como se estivesse em outro nível, e eu vou fazer tudo o que puder para te colocar lá. — A determinação brilha em seus olhos enquanto ele sorri para mim. — Eu quero te mostrar como eu te vejo. Tudo em você me deixa louco. Você é irresistível em todos os níveis, Reese. A maneira como você fala, se move, a maneira que sinto seu gosto — ele pressiona seu rosto no meu, provando meus lábios brevemente, então ele me derrete com seus olhos metálicos novamente. — Você é incrível, Reese. — Ele envolve seus braços ao redor do meu tronco e me ergue para o seu beijo. E as nossas bocas se tocam de novo, e eu o sinto incrivelmente. Incrível.

Nós ficamos no escuro, na grama. Sem mais falar. Apenas sussurrando. Apenas conhecendo um ao outro. Tocando um ao outro. Beijando um ao outro.


Voltamos em direção do hotel duas horas mais tarde. Estou consertando minhas roupas e ele está fechando seu agasalho enquanto caminhamos para o hotel. Ele pega minha mão no nosso caminho até lá, e nós andamos em vez de correr. Prolongando o momento até que nos separarmos. — Eu lutarei amanhã, Reese — ele diz quando chegamos no canto de entrada do hotel. — Eu sei. — Meu beijo — ele exige. Pego sua mão e abro-a, então encontro seu olhar de prata ardente enquanto beijo a sua palma. Ele enrola a mão novamente, e sorri. — Reese. Diga-me como ajudar Oz — ele diz suavemente. Meus olhos se arregalam e meu coração começa a doer por ele e por Oz. — Ele quer ficar melhor? — Pergunto. — Eu não sei — ele balança a cabeça, arrasta sua mão sobre ela, sua expressão apertando com frustração. — Quer que eu fale com ele? — Não — ele diz com uma súbita proteção, mas um flash de determinação cruza seu rosto. — Você terminou com isso. Mas vou fazer tudo que puder para ajudá-lo. — Você não será capaz se ele não ajudar a si mesmo, embora. Oz precisa acreditar que está melhor sem ela. Ele precisa acreditar que pode superá-la. Ele balança a cabeça, sorri um de seus lentos sorrisos de agradecimento, e se afasta. — Maverick. Ele se vira. — A luta é amanhã à noite, certo?


Ele balança a cabeça. Eu ando até ele, levanto-me em meus dedos do pé, e rapidamente beijo seus lábios. — O outro beijo foi por diversão. Esse é para a sorte. Então ele agarra meus quadris, me puxa para ele e me beija um pouco mais. Profundo, possessivo e molhado. E ele diz: — Estou apaixonado por você, Reese. E ele se afasta, puxando o capuz sobre a cabeça.


TRINTA NÃO ENVIADA Reese Miles: Então nós temos os nossos bilhetes de avião para as semis em Boston. Gabe, Avery e eu

Eu: Isso é ótimo. Miles: Isso é tudo? Hmm. Eu vou precisar arrancar mais algumas palavras de você quando chegarmos lá. Miles: Você foi capaz de nos conseguir ingressos para a luta? Eu: Pete tem vocês três na segunda fila Miles: Quem é Pete? Eu: PA de Remy Miles: Legal. Mal posso esperar. Espere, você não está vindo para a luta conosco? Eu: Não. Mas vejo vocês em Boston

Mensagem de texto não enviada para Maverick Cage, 3:02 am: Eu estou apaixonada por você também


TRINTA E UM MAIS RÁPIDO Maverick Estou ficando mais rápido. Melhorando a previsão dos movimentos do meu adversário. Eu lutei com Tate novamente no ringue, e durei o dobro dos rounds. Ele me nocauteou, mas quase não me cortou desta vez. Ele foi até o corpo e me desgastou. Estamos treinando também. Ele é um fodido animal, mas estou determinado a colocá-lo no chão. Recebo uma chamada do seu povo durante a nossa estadia em Miami. — Maverick, Riley aqui. Você está treinando com Rem esta tarde? — Estou de pé. Eu tenho um pouco de energia para queimar — olho para a cadeira onde Oz está sonolento novamente. Eu tenho vigiado Oz nos últimos três dias, tentando mantê-lo sem beber. Ele ainda encontra uma maneira de beber às minhas costas: no banheiro, quando ele diz que está tirando uma soneca ou está nos arrumando uma refeição. Enfio as minhas luvas em minha mochila, troco por uma camiseta nova e saio para a academia. Tate gosta de trabalhar sozinho. Afastando os seus adversários de estudá-lo muito e também para mantê-lo focado. A maioria dos lutadores não gosta de permitir que o adversário tenha um vislumbre em sua rotina de treinamento. Mas, treinar com um oponente digno faz você melhorar, Tate e eu sabemos disso. Um dia, eu não só vou treinar com meus oponentes mais dignos. Eu vou treinar sozinho com um ginásio inteiro me cercando. Apenas eu, as malas, os ringues, o meu treinador, e os poucos adversários parceiros que atiram o meu caminho. Tate está se aquecendo com a corda. — Vingador — diz ele, deixando cair a corda a seus pés.


— Tate. Pete pega a corda de volta e pendura-a na parede. — Onde está Oz? — Tate exige, franzindo a testa. Solto a minha mochila em um banco e, em seguida, aceno com a cabeça para Riley para que ele possa enfita as minhas mãos. — Ajudando a planejar seu funeral. Pensei que sua equipe poderia usar a ajuda desde que você os mantem tão absortos. Ele me dá uma olhada enquanto seu treinador ri com a respiração e enfita as mãos de Tate. — Seu treinador é seu segundo par de olhos — Tate me diz, lançando-me um olhar significativo. Como se eu devesse saber melhor. — É um esporte de equipe. Seu treinador é sua equipe. Seus olhos extras. Se seu treinador não está ajudando, então você está lá sozinho. Você quer ficar sozinho? Enrolo meus dedos, testando as fitas, e aceno novamente para Riley antes de olhar para Tate. — Tanto quanto eu estou preocupado, é só eu e você lá em cima. — Errado. É você lá em cima, mais Lupe e eu aqui. — Ele dá uma bofetada nas costas do seu treinador. — Somos nós dois contra você. — Oz está bem — resmungo quando ambos enfiamos as nossas mãos em nossas luvas. Estamos prontos e vamos para isso. Eu posso dizer que ele gosta de treinar comigo. Nós não treinamos — nós lutamos. Nenhum capacete; é uma combinação. De novo e de novo. A adrenalina é super alta quando estamos ambos no ringue. Somos ambos competitivos, fortes, inteligentes. Nós dançamos, esquivamos, counterpunch 15 , socamos. Nós balançamos, dançamos, golpeamos, erramos, e acabamos sangrando e suados, como de costume. Tomamos uma pausa para o almoço e seu treinador prepara alguma bebida

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Um soco lançado em troca de um recebido.


energética para ele em seu lado da mesa da cafeteria. Pego algo das máquinas de venda automática e caio no assento do outro lado dele, sentando-me na cadeira. — Isso é o que você está comendo? — Ele sinaliza para as barras de granola e minha Coca-Cola. Olho para a minha comida. Carboidratos. Energia. Isso é tudo que eu vejo. Ele vê outra coisa. — Ouça. É bom para quebrar seu corpo, mas você precisa construí-lo, e não tão rápido quanto ele pode, MAIS RÁPIDO. Não coma sucata — ele agarra-o e joga em uma lata de lixo a poucos metros de distância, abrindo uma garrafa de leite muscular para mim. — Eu posso lutar de qualquer maneira. Meu corpo não precisa de seu alimento extravagante para correr. Ele desliza a bebida energética em cima da mesa para mim. — Eles são apenas lutadores lá fora. Não seja apenas um lutador, seja um atleta acima de tudo. Seu corpo precisa estar em condições de trabalho, você me ouve? Sem seu corpo na forma principal, com ingredientes principais para a energia, nenhuma luta. — Vou dizer ao meu cozinheiro — levanto meu Muscle Milk16 em brinde e bebo avidamente. Ele ri daquilo, então olha para mim por um momento. — Tome glutamina. E coma proteína como você respira oxigênio. Nós voltamos para o ringue e treinamos novamente. Discutimos poder, tática, velocidade, precisão. Não vejo nenhuma fraqueza nele. Mesmo depois de todas as nossas sessões. Até que sua esposa entra no ginásio. Ele para de socar e olha para ela. Inferno, ele sorri para ela. Eu balanço para fora e esmagar sua mandíbula. Então, eu rio.

Muscle Milk é um suplemento proteico utilizado para o ganho de massa muscular. A diferença deste suplemento para outros da mesma categoria é a vase para extração de proteína é o leite materno, o alimento mais completo que há no mundo. 16


Ele beija o meu riso. Limpo o sangue do lado do meu lábio, em seguida, balanço a cabeça quando Tate caminha para as cordas para falar com sua esposa. E é quando eu vejo Reese pela janela do ginásio. O vidro é matizado. Posso vê-la, mas ela não pode me ver. Ando para a frente e me inclino nas cordas, encantado. Ela está andando no lugar com Racer em seus braços, e ela está brincado com um dedo na covinha dele. Ela está sorrindo. Ela está feliz. Ela é vibrante. Ela é jovem. E ela é minha. Eu a vejo subir e descer a janela, acenando com a cabeça para algo que Racer diz. Pego a corda com a minha luva, preparando-me quando o meu coração pega um novo ritmo. O ritmo que Reese faz com que o sangue todo vá para todo lado exceto minha cabeça. Estou faminta por ela; nada me sacia mais. Não comida, não vencer, não lutar. Meus olhos estão engolindo a curva de seus quadris. A curva do seu traseiro. A curva dos seus seios. A curva do seu lábio inferior. A curva dos seus cílios. Quero levá-la para jantar. Quero saber se ela vai lamber os dedos, se ela vai lamber os meus dedos se eu alimentá-la com alguma coisa. Quero saber o que ela vai pedir, salada, ou bife e batatas, ou massas. Quero saber o que ela vai beber. Quero saber se ela se espreguiça de manhã. Se ela acorda com o cabelo emaranhado, e eu quero que ela seja confusa, e eu quero que ela seja confusa por causa de mim. Brooke a encontra fora e eles começam a sair. Meu intestino bobina com necessidade de correr atrás dela e pedir-lhe para me dar um beijo. Não por sorte. Não por nada, mas porque eu fico alto com ele. Mas, em vez disso estou neste ringue... Exalando enquanto vejo Reese se afastar, meu corpo enrola apertado como uma corda de arco. Ela é essa coisa deliciosa, doce, agradável, forte, feminina e estou louca por ela. Quero saber para onde ela está indo. Quero saber quando ela estará de volta em meus braços. Quero saber por que ela me deixou fazer amor com ela naquela noite. Por que ela me deixou fazer com ela no parque. Por que ela me quer, mas não quer me querer. Quero saber


como fodidamente bêbada eu a faço. E eu quero saber se o cara a sua cidade a fez sentir as coisas que eu faço. — Você fodidamente estar olhando fixamente em minha esposa? — Um rosnado vem atrás de mim. Viro-me e olho para o olhar assassino de Tate. Levanto as sobrancelhas. — Eu estava começando a pensar que você não tinha uma fraqueza. — Oh, eu sou mortal, tudo bem — ele as vê sair. — Toda vez que eu estou lutando, estou tentado a olhar para minha esposa. Ver se ela está olhando para mim. — Ela está? — Toda vez — ele sorri. — Por que olhar em tudo? — Não pode dominar esse impulso. — Eu vou usar isso contra você, você percebe? — Bom. Isso vai me ensinar a parar de olhar. Pelo menos durante uma luta. Falando em lutas, afasto as cordas e aperto minhas luvas. — Tenho que entregá-lo, Maverick, você é o melhor parceiro de treino que eu já tive. — Vamos para o centro, e ele estreita os olhos. — Você me lembra alguém. — Meu pai. O lutador mais aborrecido da história. Ele levanta as sobrancelhas, balança a cabeça e diz: — Eu. Exalo. Estou... aliviado. Então, franzo o cenho. — Eu não quero ser como você. Quero ser melhor do que você. — Vá em frente. Todos os dias eu quero ser melhor do que eu também. E nós vamos para isso. Voltamos a dançar, esquivando, contra-golpeando, golpeando. Voltamos a discutir poder, tática, velocidade, precisão. Nós avançamos, balançamos, golpeamos, erramos, suamos e sangramos como de costume.


Só que desta vez o meu jogo está fora. Está tão fora, eu não durar três rounds antes que eu estou sangrando pela minha boca e do mesmo corte no meu olho que se mantém aberto. — Onde está a sua cabeça? — Ele estala, louco. Nunca foi tão fodido antes. Olho para a janela como eu tenho olhado de volta para ver se ela está andando de novo. — Ah, eu vejo. Você gosta dela? — Você não vai me dizer para ficar longe? — Fecho o meu olho quando eu obtenho o corte temporariamente fechado. Quando me viro, carrancudo e preparado para lutar por ela, ele está com as sobrancelhas erguidas e ele diz: — Eu não sou o pai dela. Nem o seu. Nós batemos. — Não vá atrás dela, se você não acha que pode merecê-la. Ele bate em mim novamente e eu bloqueio, e depois me atiro nele. Ele afastase e roda. Eu também. — Merecê-la primeiro. Então vá atrás dela. — Estou tentando. — Todos os dias eu tento merecer a minha esposa. Reese é sua prima. Um dos meus. Você cuida dela, ou eu vou ter que cuidar de você, e você não terá nada mais para vingar. — Ele engancha e eu desvio. Vejo uma abertura e a pego. Eu soco o seu lado, três vezes, rápido, em seguida, facilmente de volta. — Entendido. Nós rondamos outra vez. — Você foi quem lhe deu esse centavo? O que ela está sempre olhando? — Ele pergunta, divertido. Corto-lhe um olhar de advertência. — Foda-se. Era tudo o que eu tinha. Ele balança a cabeça, um novo respeito visível em seus olhos.


— Continue lutando como você faz e logo você será capaz de lhe dar o mundo. Eu ranjo os meus dentes em determinação e simplesmente aceno, porque se eu ganhar, vou ter respeito. Vou provar que sou melhor que o meu pai. Tate não pensará que eu não a mereço, ninguém o fará. E eu não digo a Tate que em mais de um sentido, Reese já é minha. Que eu ainda estou tentando merecê-la e vou morrer tentando merecê-la. Mas, ela já é minha. Eu sei, e para ela saber disso também, só preciso de tempo. Nós lutamos por mais três minutos, então tomamos nossos cantos para recuperar o fôlego. — Quem é a minha luta mais difícil? Nas semis? — Pergunto a ele. Ele se inclina para a frente em sua cadeira. — Você mesmo. É sempre você mesmo. Não pode ganhar se você não acha que você merece. Além disso? — Ele pensa um pouco mais na questão. — Taz é rápido. Toro é uma porcaria de uma almôndega. Você começa com um punho em sua cara e você está feito para a noite. Eu sempre dançar ao redor do fodido até que ele é tonto, então vá para a cabeça. A parte menos carnuda do babaca. — Ele encolhe os ombros. — Você pode ir para o corpo também, mas leva mais oscilações e se você se desgasta antes que ele faça... Aceno e penso nisso, então começo a perguntar a ele sobre todos os outros. Twister, Spidermann, Hot Shot e Libertine. E pela primeira vez, de bom grado, escuto o que Tate tem a dizer.


TRINTA E DOIS VENHA COMIGO Reese — Ele estava treinando com Maverick — Brooke diz bruscamente quando nós avançamos três blocos para baixo para o lugar de festa infantil inflável. Meu coração faz um duplo mergulho e uma pirueta e outras coisas que eu nem sei os nomes. Quase paro de andar. — Oh — é tudo o que eu digo embora. Tão legal, eu soo. Mas wow. Isso é tudo o que você pode dizer, Reese? Porque eu quero dizer muito mais. Perguntar muito mais. — Mavewick é meu amigo — Racer diz, soprando para fora seu pequeno peito. — Como você conhece Maverick? Você já o viu duas vezes — Brooke provoca Racer, desarrumando o seu cabelo. — Uh-uh — Racer nega, balançando a cabeça. — Nós tínhamos encontrado com ele no parque antes — eu apressadamente digo. Por favor, por favor, Racer, não diga nada sobre Maverick beijando Reese na bochecha no parque. Por favor, não mencione Reese dormindo nos braços de Maverick enquanto ele cuidava de você... Eu serei seu narrador-escrava PARA SEMPRE! E empurrá-lo duro no carrinho, não importa o quanto a minha bunda salte e MESMO que Maverick esteja assistindo. Racer está felizmente muito ocupado mantendo seu olho fora do nosso destino para dizer qualquer outra coisa.


— No Parque? Realmente? — Brooke pergunta a ele. Então ela me olha e sinto um calor revelador dentro que sobe todo o caminho até minhas orelhas, que estão, felizmente, cobertas pelo meu cabelo hoje. — Ele é absolutamente tão lindo quanto eles veem — ela diz com um suspiro feminino. E eu acho que o gemido pequeno e doloroso que acabei de ouvir era meu. — Deus, eu sei. Suas sobrancelhas se elevam até a linha do cabelo em alarme. E com cautela, acrescenta: — Ele também é perigoso. Nós realmente não sabemos muito sobre ele. Suas intenções. — Eu sei, mas... — Tento encontrar palavras. — Às vezes você apenas saber. Alguém. Não acha? — Verdade — ela acena e franze os lábios pensativamente. — Eu, às vezes, desejo que Remington acabasse de terminar esta temporada em paz. Por que ele quer... — Ela sacode a cabeça, apertando os lábios ainda mais apertados e depois suspira. — O técnico Lupe diz que ele está ajudando o legado do Scorpion. Mas a verdade é, Reese — ela deixa cair sua voz — Remington acredita em Maverick. Remy quer ter certeza de que seu legado é Maverick. Estou queimando por dentro. Estou queimando com esperança por Maverick. Por mim. Por nós. Quero dizer a Brooke que nunca me senti assim antes. Quero dizer a ela que me sinto como uma luz quando estou com ele. Que eu não me sinto tímida. Ou julgada. Que eu me sinto viva, estourando, livre, aceita e entendida. E, assim, feminino. E muito bem. E tão bonita apenas por causa das maneiras Maverick Cage olha para mim. E... Acho que é amor.


Dizem que o amor é uma coisa química, uma coisa no cérebro, uma coisa do hormônio. Chame-o como quiser chamá-lo. Estou zumbindo e obcecada, sem dormir, sem apetite, sem querer nada além de estar com ele, falar com ele, pensar nele. Estou realmente, pela primeira vez na minha vida, apaixonada. Não amor calmo, como com Miles, onde fazia sentido tentar estar apaixonada. Esse amor não faz sentido. É complicado, confuso e assustador e eu ainda tenho isso fortemente por ele e eu ainda sinto isso. E eu sei que é apressado, sei que é perigoso e sei que é, talvez, um pouco condenado, mas também sei que é verdade. Quero dizer tudo isso, mas tenho medo de que ela não entenda. Este. Eu. Nós. Receio que ninguém entenda, mas Maverick. Fico quieta enquanto nos dirigimos para o playground indoor inflável. E em vez disso eu pergunto: — Quanto tempo eles vão treinar? — Todo o dia, com certeza. — Ela para, obter-nos bilhetes de entrada. — Embora Remington prometeu correr cedo comigo hoje. Deve estar em casa às sete. A academia é reservada para o dia inteiro, embora. Você quer usá-lo? — Ela leva Racer para dentro, olhando para mim por cima do ombro enquanto eu a sigo. — Eu posso levar Racer no carrinho com a gente. — Você tem certeza? — Tenho certeza. Faça uso disso. Então eu faço.

É 19:11 quando eu chego lá. As luzes do ginásio são baixas, e não há música de fundo. Em vez disso, sou cumprimentada pelos sons ritmados de sacos rápidos atingido o saco em velocidade de relâmpago. Uma parte de mim quer saber se Remy


decidiu ficar, mas quando passo pelos pesos e o ringue, no canto distante, não é Remy matando a bolsa de velocidade. Oh, ele é moreno e alto, tudo certo, e musculoso como se não houvesse amanhã, mas o cara no saco de velocidade é Maverick. Ele tem o peito nu, vestindo apenas calças de moletom baixas. Sua tatuagem está viva, ondulando em toda sua glória alada enquanto bate. Flexionando os bíceps. Ombros apertando. Abdômen se agarrando. Estou machucando você...? Flashes dele montando-me nadam em minha cabeça. Flashes de suas mãos sobre mim. Meu mamilo desaparecendo em sua boca. Eu, sendo preenchida. Sendo levado a ser imprudente. Sendo livre. Observo Maverick por um momento em silêncio. Com admiração. Todo esse poder masculino, perfeitamente controlado enquanto mede seus golpes. Cada pouso no local onde ele quer que ele desembarque, batendo precisamente, habilmente, um braço rolando após o outro. Eu não tenho muitas oportunidades de olhar para ele, não é verdade, porque quando eu faço, estou normalmente apreendida pelo fato de que Maverick está olhando para mim. Mas agora ele está se concentrando no saco de velocidade, o mesmo cara de agasalho que eu conheci há semanas atrás que me pegou naquele ginásio. Seus músculos cresceram um pouco. Ele parece um pouco bronzeado, talvez ele esteja correndo lá fora? Ele parece um pouco mais amarrado. Mais macho. Mais adulto. Mais perigoso do que qualquer lutador que eu já vi — porque não há ninguém que tenha tanto para provar a todos os seus inimigos como ele faz. E eu me inclino na parede e assisto o olhar de concentração em seu perfil. Tão letal, tão quieto. Cada segundo que eu assisto, eu sinto esta sensação cruelmente dolorosa de desejo mesclado com felicidade espreme meu peito. Ele para de bater. Exala. E lentamente franze o cenho, como se estivesse profundamente pensado. Ele me sentiu?


Ele está começando a se virar. Ele me sentiu. Porque enquanto ele se vira, seu olhar desliza, sem parar, e me põe no lugar. Seus olhos ardem no instante em que se conectam com os meus. E estou ardendo por dentro. — Estou no meu caminho de volta para o hotel, eu só queria dizer oi — digo nervosamente. Até minha voz soa suave quando falo com ele. Tudo de mim fica macio. Espero por uma batida, e enquanto espero, este sorriso maravilhoso começa a puxar nos cantos da sua boca. — Então, oi — termino, levantando a minha mão desajeitadamente. Ele tira as luvas com os braços opostos, sem tirar os olhos de mim, e abaixa lentamente a mão. Ele começa a se aproximar. — Oi — ele diz. Ele anda com aquela arrogância e aquele olhar em seus olhos que diz, sem desculpas, hesitações ou remorsos... Eu lembro de você em meus braços na noite passada, Reese. Inalando bruscamente pela lembrança, preciso inclinar a minha cabeça para trás para encontrar seu olhar, e quando eu faço, ele ainda está sorrindo com aquele poderoso sorriso para mim. Pensei que queria ser amada. Mas, agora eu percebo, eu não quero apenas ser amada. Quero ser amada por um homem. Este homem. Ele não parece totalmente ansioso ou preocupado. Ele parece satisfeito, como um cara que acabou de trabalhar como se ele nascesse para suar, e socar, e chutar outros homens idiotas. Como um cara que sabe que está recebendo a garota no final do dia — ou como um cara que sabe que já a tem. Mesmo que ela não tenha dito “eu te amo” ainda. Mesmo que ela esteja com os Tate’s. E Miles ainda está no mundo em algum lugar. — Quando você vai para Boston? — Ele me pergunta, tomando meu queixo — assim mesmo — e me beijando nos lábios — assim.


Engulo. — Amanhã. Meus joelhos. Meus pobres dedos formigando. — Você viria comigo? — Ele pergunta. — O que você quer dizer? — Venha comigo para Boston, Reese. Para semifinais. — Como... viajar com você? Ele balança a cabeça. Meus olhos se arregalam. — Eu.... SIM. — Me mande uma mensagem com as suas informações de viagem quando chegar ao hotel. Vamos pegar o voo juntos ao meio-dia. Ele e eu, juntos. Eu nem sei como vou fazer isso acontecer. Eu só sei que eu estou fazendo isso acontecer. Brooke é sempre tão compreensiva, e Racer sempre se prende em seu pai quando eles estão no avião. Eu nem consigo imaginar que os Tate’s me negando. Ele acaricia a parte de trás da minha cabeça, em seguida, empunha os meus cabelos em uma mão quando ele me leva um centímetro mais perto. — Vou levá-la para jantar, em algum lugar agradável. E eu a deixarei em seu hotel depois. Encontro-me acenando com a cabeça. — OK. — Vou enviar-lhe a confirmação. — Vou enviar-lhe minhas informações. Eu realmente deveria ficar longe, mas em vez disso inclino-me para frente e ele se aproxima, me levanta em seus braços para que minha boca esteja nivelada com a dele. E ele me beija, um beijo que me enrola a calcinha. Ele me põe no chão e bate na minha bunda. — Vá então. Envie-me uma mensagem.


— Eu vou. Vou para as portas. E roubo um último olhar para ele por cima do meu ombro. Maverick está de pé no mesmo lugar, e quando eu o pego olhando possessivamente para a minha bunda, isso me faz começar a amar o Himalaia como nunca antes. Quando eu chego ao hotel, espero na sala de estar os Tates voltarem de sua corrida. Ouço Racer bater do lado fora e balanço a porta aberta. — Ei, caras — digo com um largo sorriso. — Reese. — Remy passa por mim, carregando Racer sobre seus ombros. Brooke empurra o carrinho e eu a ajudo a dobrá-lo. — Ei, está tudo bem se eu for para Boston sozinha? Estou me encontrando com um amigo — digo a ela. Ela carrega o carrinho para apoiá-lo contra uma parede de canto. — Quando você chega lá? — No hotel? Às dez da noite. Talvez vamos jantar cedo também. — Está tudo bem para nós. Apenas diga a sua mãe e está absolutamente bem. — Não — ordena Racer da cozinha, onde ele e Remy estão procurando comida. — Racer, vamos lá, deixe Reese desfrutar do seu amigo — Brooke diz, então ela sorri e me olha de forma especulativa. — Um namorado? — Eu... não. Só um amigo. Ela sorri conscientemente. — O cara da sua cidade? — Wee vem comigo no avião de Wemy — Racer continua protestando. — Papai — especifica Brooke. Ela geme e me envia um olha que diz o-que-euvou-fazer-com-este-garoto?. — Ele nos ouve chamá-lo de Remy e ele está determinado a chamá-lo também. Eu vou ter que começar a chamar meu próprio marido de papai para ver se ele chama. Eu rio. — Certo, papai? — Ela chama enquanto Remy levanta a cabeça. — Isso mesmo — diz ele enquanto pesca um litro de leite e derrama em um copo pequeno e em um grande copo.


Sorrio quando Brooke se junta a eles, então pego a minha moeda de um centavo e vou para o meu quarto, beijando minha moeda de um centavo de sorte como uma droga antes de pegar meu celular e manda uma mensagem para Maverick com minhas informaçþes.


TRINTA E TRÊS PRIMEIRA CLASSE Maverick Estou por fio hoje. Não conseguia dormir. Passamos a noite toda fazendo nossas reservas, então escolhi o restaurante perfeito em Boston para levar Reese. Mandei uma mensagem para ela com o número de confirmação e horários de voos, e ela respondeu:

Eu vou ver você lá

Meu pau está em chamas hoje. Meu corpo inteiro está em chamas hoje. Meu cérebro está em chamas, meu corpo inteiro zumbindo em expectativa de segurá-la fodidamente, fodidamente olhando para ela, fodidamente tornando-a minha de novo. Eu li o texto novamente enquanto espero no aeroporto e me pergunto se ela ficou presa no posto de controle de segurança. — Você se masturba diariamente, Mav? — Oz pergunta à minha direita. — Sim. Estou duro. E daí. Ela faz isso comigo. — Faça isso com mais frequência. Aperto as minhas mãos em meus lados e exalo, tentando fazê-lo diminui. Estamos no terminal de embarque, Oz e eu. Quero ficar sozinho com o Reese, mas também fico de olho nele. Ele e sua “água”. Eu sei que é certo como inferno que não é água. Mas, pelo menos, ele cortou algumas doses, agora que eu estou vigiando-o tão de perto. Quero que ele esteja bem. Eu quero que ele queira estar bem.


— Você não será capaz de tirar suas mãos dela. Você precisa cortejar uma mulher com a sua cabeça, não com o seu pênis. — Estou trazendo o meu melhor jogo, Oz. Sério. Vou levar vocês dois para jantar. Algum lugar agradável. — Então. — Ele bate na garrafa de água que trouxe misteriosamente quando voltou do banheiro dos homens há um tempo atrás, como se eu não tivesse certeza de que estava no bolso do casaco. — Tate sabe que ela está vindo com você? Permaneço em silêncio. Tate é um assunto delicado agora. Oz odeia que eu treine com ele. Ele pode ir por horas dizendo que é uma ideia ruim entrar na cama com o inimigo, blá blá blá. — Sim, você está certo — ele responde. — Tate pode ir se foder. Ou sua esposa quente. — Oz... — Atirei-lhe um olhar de advertência. — Nós respeitamos Tate. E a esposa dele. Certo? — Eu? — Oz pergunta. — Vamos, Oz; nós somos profissionais. Ele franze o cenho. — Tate vai estourar seu rosto quando ele souber que você tem se envolvido com a prima da sua esposa — Tate fodidamente sabe, ok? E ele não está me parando. — Esfrego minhas palmas sobre as minhas calças jeans e eu olho para o relógio. Os alto-falantes acendem-se novamente pela segunda vez: — Agora embarque do voo... A linha está diminuindo pela segunda. Quero mandar uma mensagem para ela. Sou orgulhoso demais para enviar uma mensagem para ela. Estou ciente de Oz olhando para mim com um olhar que diz eu-te-disse Levanto-me e ando, em seguida, encosto-me contra um pilar, as mãos dentro do meu jeans quando faço uma varredura nos caminhantes vindo em nossa direção. Espero um pouco mais.


Mando uma mensagem para ela.

Você está bem?

Ligo para ela. O correio de voz pega. — Reese? Você está bem? Me ligue. Verifico meu telefone para mensagens, nada. Verificar meu bilhete e olho para fora na janela do avião. Oz olha para mim, o último homem a embarcar. Balanço a cabeça. Ele suspira e se dirige para dentro. E assisto o avião taxiar. Observe-o alinhar a cabeça, e depois vejo-o decolar. O avião desaparece no horizonte. Espero mais duas horas. Arrastando minha mão pelo meu cabelo, mais e mais. Depois, três horas. Quatro horas mais tarde, dirijo-me balcão de bilhetes e mudo meu bilhete para o treinador. Voar de primeira classe por conta própria não está na minha agenda.


TRINTA E QUATRO RACER Reese Eu já chorei tanto que agora estou soluçando, enrolada em uma cadeira azul na sala de espera do hospital. Soluço e então, suavemente, para mim mesma, choro de novo. Há outros casais na sala de espera. Todos muito mais compostos do que eu, lendo revistas e fingindo que não podem me ouvir. Eu estou esperando aqui por uma hora, ou talvez duas. Eu não sei. Tudo o que sei é que foi o dia de cão para mim nas últimas horas. Exceto que estou revivendo os mesmos dez minutos repetidamente na minha cabeça. Racer. Nós, brincando com os trens enquanto Brooke terminava de fazer as malas, viesse me substituir e eu poderia ir para o aeroporto. Mais trens. Eu, ficando inquieta, olhando para a hora, o centavo em meu bolso. Racer, ficando louco que um dos trens continuava a escorregar para fora da pista. Eu... fixada na pista. Racer... muito quieto atrás de mim. Muito quieto atrás de mim. Não respirando atrás de mim. — Ei. Ouço a voz de Remy e eu me ergo, enxugo as minhas lágrimas e coloco os meus pés no chão. Ele se aproxima. — Ele está bem — diz ele, baixo e calmo. Ele olha para o centavo na minha palma, a moeda que eu estava observando como uma alma perdida olhando para uma porta que leva de volta para casa.


Enrolo o meu centavo no bolso do jeans — ainda assombrada pela visão do trem com três rodas que estavam jogado ao lado de Racer quando ele sufocava com a quarta roda. Minha mão treme enquanto eu solto o meu centavo e pego a minha outra mão, sentindo meus olhos começarem a encher novamente. — Me desculpe, Remy — Forço-me a não chorar, mas as lágrimas estúpidas estão escorregando. Quando eu gritei por ajuda, Remy havia virado Racer, mas a roda do trem parecia estar presa em sua traqueia. O ER17 estava a três quarteirões de distância, e eu acho que eu não respirei até chegarmos aqui. — Ele está bem. Certo? — Ele bate no meu ombro de uma maneira paternal e se dirige de volta para verificar Racer e Brooke. Eles saem em seguida, os três, e Racer ao me vê, se vira e enterra seu rosto no pescoço do seu pai. Como se eu fosse algum Judas. Como se eu falhasse com ele. Porque eu fiz. Eu mal posso olhar Brooke nos olhos. — Brooke, me desculpe. Ela balança a cabeça, seu rosto vermelho de todas as lágrimas que ela chorou também. Limpo minhas lágrimas e sigo-os para fora, onde Pete está puxando o SUV para a entrada. Quando eles o trazem para dentro do carro, noto que Racer não está roxo, mas seu rosto está todo vermelho como o de Brooke e provavelmente o meu está. Quero espremer Racer em mim, mas ele ainda está enrolado contra o peito do seu pai e evitando os meus olhos. Penso no peito de Maverick por algum motivo estranho, num momento como este, e eu daria a sua moeda de um centavo — a que ele me deu que eu nunca quero deixá-la ir — para ter seu peito agora para eu me curvar contra ele também.

17

Emergency Room ou, em português, pronto-socorro.


— Sinto muito por ter perdido o voo — Brooke diz suavemente depois de um momento. Aceno com a cabeça calmamente. — Ligue para Miles e encontre com ele depois — diz ela. Percebo neste momento que Brooke pensa que eu estava viajando com Miles. — Eu não acho... — balanço a cabeça. — Eu só não sei. — Eu não sei sobre Miles e eu. Mas, o que sobre Maverick e eu? Estou decepcionando os Tates, que foram nada mais que bons para mim, mais e mais. Eu tenho mentido todo esse tempo, me escondido atrás de suas costas, porque eu tenho tanto medo de alguém ou qualquer coisa levar Maverick para longe de mim. Repentinamente tudo me faz sentir tão triste, sinto-me, de repente, desesperada, indigna, e tola por esperar que poderia haver algo surpreendente e inesperado para mim. — Ele tomou o voo para Boston? — Ela pergunta. — Eu... Eu não sei. Deixei meu telefone no hotel quando corremos para o hospital. — Olho para o meu telefone, agora que Pete e Riley trouxeram os nossos pertences do hotel, e eu, realmente, preciso vê-lo pessoalmente para dizer o que eu quero dizer. Mas vejo suas mensagens e meu coração dói. Mando-lhe uma mensagem:

Me desculpe, eu não consegui — Se ele não pegou o seu voo — Brooke acrescenta — eu vou conseguir dois pares de bilhetes de avião. Você pode convidá-lo quando formos para a final em Nova York. — Não — eu digo, minha voz crua. — Está tudo bem. Obrigado. — Reese, eu sei que você está com medo. Eu estava com medo também; eu perdi minha merda. Eu estava gritando por ajudar, mas não para você. Está bem.


— Obrigado. Acho que eu gritei também. Quero gritar agora. Por dentro, eu estou gritando agora. Maverick não respondeu a minha mensagem quando chegamos ao aeroporto, subimos no enorme jato privado e tomamos o voo para Boston. Sento-me no meu lugar habitual na parte de trás do avião com a família, enquanto a equipe se senta nos assentos do clube da frente. Exceto que Racer não quer estar no meu colo agora. Sinto-me desolada quando olho pela janela. Tudo que eu quero é o peito de Maverick para colocar minha cabeça. Eu não quero álcool, e eu não quero outro bilhete de avião. Eu não quero nada, mas seu peito agora. Eu quero estar sentada em um avião próximo a ele agora. Eu quero dizer a ele que eu estou apaixonado por você também, porque, quem sabe? Um segundo você está jogando, e no próximo, a vida joga ao redor e ameaça tirar tudo de você. Posso dizer que a equipe Tate está preocupada sobre como isso vai ser para mim. Sinto os seus olhares, e aposto que eles estão preocupados que eu vá e me embebede com uma garrafa de Johnnie Walker ou qualquer coisa à vista. E eu não vou. Vou respirar, respirar e respirar até que eu possa respirar sem conscientemente fazê-lo. Estou tendo problemas para acreditar que sou boa em qualquer coisa agora, mas ainda serei algo. Eu estava pensando em me tornar uma professora, porque eu gosto muito do meu tempo com Racer. Agora, eu me pergunto se eu serei capaz de vigiar um garoto, em um pequeno quarto. Mas eu quero ser capaz, muito. Quero acreditar que sou capaz. Olho para Remy e quero dizer-lhe que Maverick não é Scorpion. Maverick é focado, sem besteiras e único — ele é um cara que pode dizer obrigado tanto com as palavras e quanto com o valor inestimável de pequeno centavo simplesmente porque você o ajudou. Mas, como sempre, eu não falo porque eu não acho que vou ser ouvido.


Estou muda durante o voo. A meio caminho de nosso destino, Remy me chuta brincando com o meu tornozelo para chamar minha atenção. Levanto a minha cabeça, e ele me entrega seu iPod. Sorrio tremulamente e o pego, e começo a tocar no modo aleatório, fechando meus olhos enquanto a música começa. Exalo e escuto algumas canções, algumas novas para mim, outras familiares. Mas quando “Fight Song” de Rachel Platten começa a tocar, de repente, estou de volta com Maverick. E Maverick está comigo. Ele é justo.... comigo. E eu não estou mais sozinho.

Chegamos ao hotel e nos instalamos em nossos quartos. Estou decidida a compensar os Tates. Por Racer. Por Maverick. E por mim mesma. Racer está ficando longe de mim, mas quando eu bato à sua porta e perguntolhe se ele quer brincar, ele vem e abraça a minha perna. Meu coração treme quando eu caio de joelhos e o aperto. — Eu sinto muito. Eu te amo, Racer. Eu te amo tanto, tanto, você não faz ideia. Você é como meu trem favorito no mundo. — Aperto contra mim, e ele logo fica entediado e se contorce. Ele sorri maliciosamente e olha para baixo em minha moeda. Ele está intrigado pelo objeto e estende a mão para pegá-lo. Hesito em deixá-lo tê-la, mas eu deixo. Eu o vejo estudá-la. — É um centavo, para boa sorte — explico calmamente. — Mas você não comêla, você apenas a segura. E.... faça um desejo. — Ok — ele diz. Ele o segura por um tempo e aperta os olhos, como se estivesse desejando, então ele leva para sua caixa de trem enquanto tira os trens para brincar. Mantenho um olho no centavo quando o põe de lado e começa a tentar construir a sua trilha.


— Que imagem bonita. — Olho para a porta, e Brooke está sorrindo para nós. — Reese, você não teve tempo para se divertir aqui — diz ela, ajoelhada. — Saia com os meninos, Riley e Pete estão saindo para explorar a cidade. Balanço a cabeça. — Oh, não, eu tenho uma explosão com Racer. — Vamos lá, saia com os adultos hoje à noite. Há uma outra festa do circuito. Diane está se hospedando e ela se ofereceu para dormir com o garotinho. — Ela sorri para me convencer e se prepara para brincar com Racer, e, relutantemente, me sento nos meus calcanhares. — Eu vou encontrar os caras lá. Ela assente com a cabeça. Rapidamente, pego a minha moeda e a guardo de volta no meu bolso, e estou aliviada ao ver Pete com sua mega agenda de couro na cozinha. — Pete, posso te perguntar algo pessoal? — Digo. — Atire — ele está verificando algo na agenda, os horários de luta, eu acho. — Você geralmente sabe.... onde todos os lutadores estão ficando. Certo? Ele acena distraidamente. — Posso ver a lista de lutadores e seus hotéis? Ele estreita os olhos enquanto me olha com preocupação fraternal, então, relutantemente, ele vira as páginas, me mostra a lista e eu procuro por Maverick. Deslizo a agenda de volta para ele. — Obrigado. — Reese, eu não preciso dizer nada sobre isso — adverte. Eu sei que é errado, que não virará nada, que ele é o Vingador, que está acima da minha cabeça. Mas, eu preciso vê-lo. Eu preciso falar com ele. Preciso explicar por que eu não fiz isso e preciso dizer a ele o que eu decidi fazer. Só posso orar que ele me ouça. E que eu tenha as palavras para explicar. — Há algo que preciso fazer.


TRINTA E CINCO BOSTON Maverick No meu voo para Boston, eu google 18 ele. Meu pai. Cada rumor. Cada novidade. Drogas. Doping. Abuso de treinadores. Ações judiciais. Meninas alegando que ele as estuprou. Ele e seus bandidos assaltando. Desligo o meu telefone e o jogo na minha mochila. Este é o seu pai, Maverick. O homem que você quer orgulhar. Minha mãe disse que ele costumava ser bom. Ele costumava querer coisas, coisas boas. Mas, ele entrou no combate. Ele não gostava de perder. Ele se tornou amargo, obcecado, e ao invés de fazer as coisas do jeito certo, ele escolheu obtê-las de qualquer maneira. É por isso que eu sou veneno para todos. É por isso que Reese deve ficar longe. Ficar afastada. Tenho veneno no meu sangue. Mas, crescer sem ele me deu mais vontade do que qualquer pai me querendo ou me mimando poderia ter me dado. SOU filho de Scorpion. SOU o Vingador. SOU um lutador. SOU depois de Reese.

18

Pesquisar na internet.


Ela está mais debaixo da minha pele do que o meu pai. Do que Tate está. Do que qualquer um já esteve. Ela está debaixo da minha pele, nas minhas veias, nos meus pulmões, no meu coração e no meu cérebro. Vou comprar uma centena de ingressos se for preciso. Um dia ela estará voando de primeira classe comigo. Ter um jantar agradável comigo. Dormir em uma cama de hotel agradável, com lençóis escorregadios e travesseiros de nuvem comigo. Um dia ela vai se apaixonar por mim.

Encontro OZ me esperando no terminal. Eu recebi um dos meus cheques de seis dígitos, então eu arrumei com que Oz e eu ficássemos em um hotel agradável. Oz está deslumbrado quando nós vagueamos dentro. Dois quartos, uma enorme sala de estar, um bar e vista para o porto. — Isso é ótimo. Onde está a menina? Deixo a mala no quarto. — Vá se trocar. Vamos para a festa do circuito. — Quem disse? Não pense assim. — Eu digo isso, Oz. — Eu não me entrego. — Não se misture. Sente-se lá, por tudo o que me importa. — Por que diabos eu vou fazer isso? — Porque há uma chance de Reese estar lá. Ele olha para mim como se eu tivesse perdido. E sim, eu perdi. Estou fodido por cima dela e não estou negando isso. Eu preciso de um Reese-Alcoólicos Anônimos, mas eu não estou pronto para ficar sóbrio, tanto quanto eu estou preocupado. Estou pronto para me afogar nela. — Se ela quisesse você, ela teria conseguido — diz Oz. — Eu tive um fodido SUNDAE no avião. Você perdeu totalmente.


— Apenas vista-se — rosno, então espero e cruzo os braços, olhando pela janela. Eu sei o que ela sente por mim. Eu sei que ela me quer. Eu sei que não é fácil, mas tudo o que vale a pena nunca é. Oz sai em boxers e uma camiseta branca. — Não me importaria ficar por aqui enquanto você for embora. Divirta-se. Sacudo a cabeça para ele, então bato no chuveiro. Em dois dias começam as semifinais. Duas noites. Várias lutas. Preciso terminar em segundo ou estou acabado. Preciso treinar mais do que nunca. Me concentrar mais do que o meu cérebro pode possivelmente realizar. Mas, esta noite Reese está me assombrando.


TRINTA E SEIS MINHA PRIMEIRA GRANDE ESCOLHA Reese Ele está ficando no nosso hotel. No nosso mesmo hotel. Ele tornou mais fácil de consegui o número do seu quarto, desde que os Tate’s são conhecidos pela equipe do hotel. Mas isso me deixou ainda mais nervosa quando subi os elevadores até décimo sétimo andar, mantendo a cabeça baixa. Ting. Recuo, meu nervosismo e antecipação atingindo novos níveis quando eu começo a verificar os números da sala. No corredor, verifico o número e bato na porta. Oz abre a porta, apertando os olhos. Exalo. — Maverick está aqui? Ele se concentra em mim. — Um pouco tarde, não é, pequena senhora? Deus, não posso entrar numa batalha com Oz agora. — Então ele não está? — Ele não está. Foda-se. — Bem, você sabe onde eu poderia encontrá-lo? Ele está treinando? — Olha, menina, eu não sou um cara que se levanta no negócio de alguém, mas ele é meu campeão, e eu não vou ficar parado quando ele estar sendo jogado. Então, talvez, deixe o cara com tempo com uma missão para se concentrar nela.... — Oz — ouço uma voz irritada falar atrás dele. Sua porra de voz. Tão perto e tão terrivelmente real, estou tremendo quando meu coração se transforma em meu peito.


Oz suspira e abre a porta, e lá está o meu Maverick. Meu rebelde. Sozinho, exceto Oz. E agora eu. Ele está vestindo jeans e uma camisa preta com botões, e ele parece a morte por sexo, e eu sinto vontade de morrer hoje à noite mais ou menos uma dúzia de vezes. Eu fico aqui fora, olhando para onde ele está. A suíte é enorme, e ver Maverick entre tal luxo faz com que ele pareça um príncipe negro do submundo. — Eu vim procurar por você — sinceramente digo. — E eu esperei por você. Sua voz profunda e ressonante soa mais baixa, mais tonta do que nunca e meu estômago aperta em resposta. Eu espero que ele diga outra coisa — para me dizer o quanto eu chupar. — Desculpe, Maverick. Ele chega até a porta, e então abaixa a voz, uma mão no batente enquanto ele se inclina para a frente. — Eles a afastaram de mim? Ele está me avaliando e estou avaliando-o de volta, sem saber o que fazer para ser deixada entrar. — Não. — Você está aqui para me dizer que somos um erro — ele está procurando minha expressão com um novo cru em seus olhos. — Não. Nós olhamos um para o outro. Estou prestes a perguntar, implorar. — Posso entrar? — Quando ele pega a minha mão na dele e começa a se apoiar quando ele me leva para dentro. E quando ele faz, ele me observa com os olhos nus, sedentos, empalando, e meus joelhos se sentem como borracha quando eu o sigo, pronto para dizer-lhe o que eu vim aqui para dizer.


Parando, Maverick olhar para Oz. Um olhar que diz que ele quer ficar sozinho. Comigo. E Oz entra em um dos quartos. Ele sai um minuto depois, vestido, sapatos. — Você não precisa sair — diz Maverick. — Apenas nos dê um pouco de privacidade. — Nah, nah, vocês dois precisam disso — diz Oz, e diz que tem algo a fazer. E então ele sai, olhando para Maverick enquanto fecha a porta. Ele se importa com ele. E o mesmo acontece com Maverick com Oz. Meu coração não pode tomar o peso que eu sinto. Eu sei que Maverick está olhando para mim agora, esperando, esperando. Sua mão ainda está segurando a minha. Ligeiramente, quase como se ele esperasse que eu me afastasse. E então, sua outra mão levanta a minha bochecha e ele acaricia o meu rosto e corre o polegar sob o meu olho. — Você está chorando. Assim, com sua ternura — tão inesperada para um sujeito tão duro — ele faz meus olhos picarem um pouco mais. — Como você sabe? — Sussurro. — Eu só sei. — Ele seca o outro canto do meu olho, parecendo triste. — Você está bem? — Ele pergunta. — Eu estou agora — eu coaxo, e olho para o seu peito, e para cima para ele, e engolir. — Você está muito bonito de preto. Você vai sair? Seus lábios puxam um pouco, e seus olhos ainda estão cheios de perguntas — e ternura. Tanta ternura que sinto inundada com ela. Ele sacode a cabeça. — Não mais. Gosto de como ele é silencioso, como cada olhar dele diz algo. Nós dois estamos calados agora. E eu acho que ele sabe por que estou aqui. Ou será que ele sabe? Ele está me estudando muito profundamente. Quase torturado. E eu percebo que talvez ele não saiba. Pego sua mão e a abro, e então coloco a moeda dentro.


Seus olhos se levantam para mim, questionando. — Eu quero que você faça amor comigo. Inala profundamente e fecha os dedos ao redor do centavo, sua voz mais áspera. — Só isso? — Não. — Minha voz é baixa e muito suave, mas em chamas com significado. — Eu quero que você me ame muito. Porque tenho certeza de que nunca amei alguém tão duro quanto eu te amo, Maverick. Seus músculos se contraem quando eu falo, seus ombros, sua mandíbula, seus braços, suas pernas, e eu posso ver uma onda de flash em seus olhos como se ele mal pudesse se manter sob controle. Ele conhece a rejeição, e quase sinto que a aceitação é nova para ele. Como se ele não soubesse o que fazer com ela. — Eu sei que ainda temos muito a aprender uns sobre os outros. Mas eu também sei que nunca haverá outro Maverick em minha vida — continuo. — Vim aqui para me encontrar. E eu acho que me encontrei. E eu também encontrei.... você. — E eu encontrei você — ele contesta bruscamente, estando de repente mais perto, seus olhos devorando-me. — Então — limpo a minha garganta e continuo: — eu quero estar com você. Por quanto tempo nós temos. Uma hora, uma semana ou apenas durante o verão. Eu sinto coisas por você que eu não entendo e eu quero. Você não é seu pai, e eu não sou minha família. E por alguma razão, Maverick, eu acho que você está quieto o suficiente para me ouvir. E com você, eu não preciso me perguntar o que você quer dizer. Porque você diz o que quer dizer. — Eu quero você, Reese — ele rosna, impaciente. — Me pegue então. Agora mesmo. E amanhã. — Ambos. E depois. — Ele agarra a minha cintura e me levanta, e eu enrolo meus braços ao redor do seu pescoço. Vejo seu maxilar apertar quando ele olha para mim, estuda-me. Memoriza-me.


Seus olhos caem em meus seios. Suas mãos se deslocam para baixo, para minha bunda. E ele levanta os olhos para os meus. — Você não tem preço. Ouro. Não de ouro, você é a porra toda para mim. Você sabe disso? Deus, esses olhos. Tão atormentado agora. — Maverick, Racer engoliu e se sufocou com uma pequena roda de trem — explico. — Ele não estava respirando direito, ele estava roxo... — Ele está bem? — Ele soa duro e zangado, suas mãos apertando meus quadris convulsivamente. E eu sei que é porque ele se importa. — Sim. Ele está bem. Eu só... — Ele me abaixa para o chão. — Eu estava distraída. Pensando em... nossa viagem juntos. E a próxima coisa que vi foi ele sufocando. Eu nem sabia que era a roda do trem até perceber que o trem com o qual ele estava brincando tinha apenas três rodas. Remy o torceu de cabeça para baixo e tentou puxá-lo para fora, mas parecia presa.... Nós nos apressamos para o hospital. — Enxugo as minhas lágrimas. — É por isso que eu não poderia chegar ao aeroporto. Eu queria ir. Acabei no hospital, mas me agarrei ao seu centavo e aos pensamentos de você. E então eu vim aqui. Seus olhos se nublam com uma mistura de ternura triste. — Reese, o que você está me pedindo para fazer, eu não preciso que você me devolva o centavo. Era tudo o que eu tinha para te dar. Mas agora tenho mais. E eu vou ter ainda mais ainda. — Mas eu quero que você tenha o centavo por um tempo. Por sorte. Ele o enfia no bolso do jeans, depois levanta a mão e coloca os dedos no meu cabelo, passa-os pelos fios enquanto usa sua mão livre para me puxa gentilmente em seus braços. Estou atada, esperando por seus lábios, esperando que sua pele toque a minha. Mas ele está passando os dedos pelo meu cabelo como se fosse adorável. Como se fosse feito de raias de mel ou raios de sol ou diamantes amarelos. Quando inclino a


cabeça para cima, sinto-o colocar os lábios na ponte do meu nariz, cinco vezes. Nas minhas... Cinco sardas? Inclino minha cabeça para cima, e Maverick finalmente cede ao impulso e prova minha boca. Gosto dele também, macio, com fome. Agarro a sua camisa em meus punhos. Uma camisa que eu quero tirar tão loucamente. As coisas que este homem faz não tem precedentes, não terão predecessores; eles não podiam. Levanto-me com os meus punhos e enrolo minhas pernas ao redor de seus quadris, e seus músculos ondulam sob mim enquanto ele começa a caminhar até o quarto. Meus dedos traçam a tatuagem em suas costas, sobre sua camisa. Ele para de andar. Fecha os olhos. Ele me segura mais apertado, perto. — Reese — ele sussurra em meu ouvido. Ele inclina minha cabeça para trás e aperta os dentes, seus olhos crus e violentos. — O quê? — Arquejo, pressionando mais perto. Meus seios doem, meu sexo dói, meu corpo inteiro dói. — Quando você faz isso... — Ele começa, escuro e quente. Corro meus dedos sobre a sua tatuagem novamente, e ele me pressiona contra a parede mais próxima, e esmaga minha boca com a dele em um beijo que enrola meus dedos do pé e me faz apertar minhas pernas em torno de seus quadris mais apertado quando ele roça contra mim. Toco seu rosto. — Você é a primeira grande decisão que faço sozinha. A primeira boa decisão. Ele parece nublado de desejo quando ele olha quente para o meu sorriso, então franze o cenho para mim. — Como você sabe que eu sou uma boa decisão? — Ele pergunta, sua voz raspando em sua garganta. — Porque eu conheço você. Sua expressão pisca sombriamente de emoção. — Passe a noite — diz ele. Aconchegando-se em mim.


Concordo. — Mas eu preciso estar de volta quando Racer acordar. — Ok — concede, acariciando uma mão pelo meu braço nu, me saboreando. — Quanto tempo temos? — Eu diria que é longo. — Eu rio. Deus. Maverick é tão duro contra mim. Seus olhos dançam com a brincadeira. — Menina suja. — Eu diria que cinco da manhã iria funcionar? Ele toma meu rosto com ternura e me beija de novo. — Você quer se deitar comigo agora? — Minha cabeça em seu peito? Como isso? Ele me tira da parede com os dois braços. — Bem desse jeito. Estou flutuando e tudo é um borrão quando ele me leva para o quarto, chuta a porta fechada, e me coloca sobre a cama grande. Ele abre os botões de sua camisa e ouço-a pousar suavemente no tapete, retrocedo e o vejo rastejar sobre a cama, os músculos ondulando, como uma pantera, deitada ao meu lado e puxando-me para seu lado. Eu juro que Maverick está usando seu coração em seus olhos enquanto ele olha para mim e me segura contra seu peito. Coloco a minha bochecha em seu peito nu. — Oh — digo. Ele franze o cenho para mim. — Oh o que? Não é confortável? — MUITO. Duro. Tão quente. Eu posso cheirar seu creme pós-barba, seu sabão, seu desodorante e sua pele. Deslizo o meu braço em torno de sua cintura e me esgueiro


mais perto, e ele aperta seu braço ao redor dos meus ombros e olha para o teto, exalando lentamente, como se ele finalmente relaxasse. Estou tremendo com a sensação dos seus braços ao meu redor. E o sinto tenso com a sensação de mim. Cheirando meu cabelo, seu corpo tenso enquanto meus dedos viajavam distraidamente as curvas do seu abdômen. Eu quase posso ouvi-lo dizer a si mesmo: calma, Maverick.... Mas sua mão já está em movimento. Seus dedos — longos, bronzeados — sob a minha camisa e cobrindo o meu peito através do meu sutiã. Ele aperta um pouco, roçando seu polegar sobre meu mamilo. Já é difícil. Ofego quando ele acaricia, e ele leva o suspiro em sua boca. Caio de costas enquanto ele se inclina sobre mim, deslizando a outra mão debaixo da minha camisa para cobrir o meu outro peito enquanto ele beija minha boca, lento e fácil, mas com essa sua língua. Sua língua maravilhosa. Os ruídos que faço, macios, agitados, fazem ele gemer em seu peito. — Você gosta disso, Reese? Deus, eu gosto das minhas mãos em você. — Ele puxa minha camisa sobre minha cabeça e alcança atrás de mim para abrir meu sutiã. Ele se inclina para memorizar o contorno dos meus seios, o peso, a forma, o gosto, a aparecia dos meus mamilos, a textura. Ele me suga suavemente, murmura: — Eu quero você molhada. Eu quero você molhada quando eu mergulhar os meus dedos aqui — ele arrasta a sua mão entre minhas pernas. Arqueio os meus quadris por impulso, desejando o seu toque. — Estou molhada — suspiro. Ele desabotoa, abaixa o zíper do meu jeans e desliza seus dedos dentro, no interior da minha calcinha, e então ele geme quando ele escova os dedos entre as minhas dobras. E estou encharcada. Minha calcinha está encharcada, minhas dobras estão encharcadas, encharcadas por ele, e ele diz: — Eu poderia beber você, Reese, e nunca ter sede. Escovo a minha mão contra seu pênis e ele geme. — Isso dói?


— O melhor tipo de dor, aquela que você me faz. — Sua língua pisca para esfregar meu mamilo novamente e eu deixei meus dedos vagarem por seus ombros, seus braços flexíveis e sua perfeita volta. — Eu amo te tocar, Maverick — sussurro enquanto arqueio de novo e lambo minha língua em sua boca. Esta é apenas a minha segunda vez, e estou curiosa. Estou alerta para o modo como sua respiração muda. A maneira como meu corpo amacia, enfraquece e molha para ele. A sensação de meus mamilos pastando contra a parede lisa de seu peito. O jeito que meus quadris parecem se erguer, despreocupadamente e por conta própria, para cima. Pedindo por isso. Eu já estou alto e eu continuo erguendo-se e erguendo-se enquanto ele enfia o dedo dentro de mim. Enterro meu nariz em seu pescoço, e Maverick me pressiona mais perto dele. Estou ofegante, e ele está respirando mais profundo do que o habitual. Mordo a sua garganta explorativamente e arrasto meus dedos sobre sua tatuagem, traçando isto em minha mente. — Reese — grunhi ele. — Quando você faz isso... — O que? Olha-me com os olhos que parecem pesados e nebulosos com desejo. Desejo por mim. E eu penso... talvez. Amor. — Você é a única pessoa no mundo que toca essa tatuagem — ele raspa densamente, e então ele esmaga minha boca e me beija, voraz e profundo. Nós estávamos esperando por isso e nós dois estamos tão conectados, mal podemos falar. Maverick puxa meu jeans para baixo do meu corpo, se livra de cada sucata em mim. E então ele se livrar de suas roupas perfeitamente sexy e ele está assim.... Mesclando. Perfeito. Nu. Quente.


E na porra da cama. Comigo. Eu nem tenho tempo para estar autoconsciente. Ou tempo para me sentir um pouco voluptuoso demais. Estou um pouco mais firme e elegante agora, embora ainda curva. Mas, o modo como os olhos de prata metálicos do Maverick me foder com os olhos como ele vem para ficar em cima de mim me diz que este homem, este homem, pensa que eu sou linda, perfeita, surpreendente e feminino. A prova disto é, embora eu nunca tenha visto outra ereção em minha vida, tenho certeza que não poderia haver um tão grande, dura e gananciosa como a de Maverick. Ele se desloca em cima de mim para que nossos corpos estejam em contato máximo. Então eu posso sentir seu pau entre as pernas, e eu gosto tanto do contato máximo. Demais. Estremeço e aperto seus cabelos e respiro rapidamente dentro e fora, ansiosamente, através da minha boca. — Oh Deus, Maverick, eu quero isso demais. — Eu ainda quero isso demais, Reese — ele diz quando se põe de joelhos, e eu o observo, e sei que ele pode me ver olhando-o — seu peito, seus braços, seu abdômen, sua ereção. Assim como ele está me observando. Meu peito, meu abdômen, meus quadris.... minha buceta Estamos impacientes. Começo a agarrá-lo e ele está em cima de mim, posso senti-lo na força do seu beijo, seus braços quando ele agarra meus quadris e arrasta-me para baixo da cama em direção a sua ereção, dura e Maverick me observa quando ele mergulha. Suspiro, minhas bochechas quentes, meus cabelos ficando emaranhados atrás de mim enquanto eu atiro minha cabeça para um lado e depois para o outro. O prazer deste homem dentro de mim é absoluto. Ele é tudo o que eu quero. Ele pega meus joelhos e arrasta minhas pernas ao redor de seus quadris, dirigindo-se mais profundamente. Tão profundo que a minha visão fica embaçada, e seus olhos ficam escuros, quase engolfados por suas pupilas.


Levanto a minha cabeça e beijo a cicatriz acima de seu olho, onde eu o costurei uma vez. Ele geme, desfeito, e coloca sua testa na minha. Ele desliza uma mão entre nós, esfregando meu clitóris com seu polegar. — Você está se deixando gozar para mim? — Ele murmura. Ele se enterra mais fundo, agarra meus quadris e me segura para baixo, então eu não tenho escolha a não ser levá-lo, cada vez mais fundo, até onde ele quiser ir. Tanto quanto eu o quero. As mãos nos ossos do meu quadril, ele se move em mim, e eu me movo com ele. Como uma dança. Vamos mais e mais rápido. E eu nunca quero parar. Eu nunca quero parar de me mover, assistir, degustar, sendo fodida por Maverick Cage na cama Maverick Cage. Eu sempre quis ser amada, e acho que ele me ama porque estou pronta para ser amada, e ele está pronto também, e aqui estamos nós. Estamos tendo sexo quente, mas estamos fazendo amor, ele e eu, e eu quero dizer isso. Quero dizer o eu te amo porque quem sabe se não haverá amanhã, se eu nunca vou chegar a dizê-lo novamente, se eu vou vê-lo depois da temporada; quem sabe o que acontece amanhã e ainda agora eu sei que eu tenho que dizê-lo. Estou chegando e quero trazer o meu coração a um clímax emocional também, quando eu só posso respirar, ver as cores, as estrelas e o rosto masculino lindo do Maverick diante de mim, ouvindo-o. — Isso mesmo, Reese — ele diz, beijando meus lábios até que meu peito esteja pronto para explodir junto com o resto de mim. — Você está comigo agora.

É início da manhã. Três, talvez, ou quatro horas. E eu sou a Sexpot na Cama de Maverick Cage. A sexpot sortuda. Estou gostando de ver seus músculos enquanto ele se desloca e se move em cima de mim.


O aperto de sua mandíbula quando ele está se movendo dentro de mim. O camaleônico muda em seus olhos quando começamos a fazer amor.... E terminamos de fazer amor. Estou viciada e bêbada em todas as maneiras quando seus lábios começam a se mover, prazer, tortura e recompensa. Ele está me fodendo, ele fez amor comigo, ele está.... Bem, ele foi para baixo em mim. — Quantos, diga-me? — Eu coaxo agora enquanto me pergunto o que ele vai fazer comigo a seguir. Eu disse a ele que eu era virgem, e agora quero saber com quantas meninas ele esteve além de mim. — Não — ele não está olhando para o meu rosto; ele está muito ocupado com meu corpo. — Elas não contam. Ninguém conta até agora. Estou suada, glorificada pela intensidade do furacão que ele trouxe para a cama com ele. A visão do seu pênis, cheio e duro por mim, me faz ofegar. Você não pode acreditar que alguém tão poderoso poderia manter toda essa energia sob controle, mas Maverick faz isso tão bem, é emocionante estar sob a atenção de tal força e estar recebendo uma dose controlada, deliciosa e calculada de cada vez. Ele me dá apenas o que ele pode medir. — Mav, eu quero te beijar aqui — digo, arrastando minha mão sobre sua ereção. — Quando eu terminar com você primeiro, talvez. — Seu polegar circula o meu umbigo, então ele provoca sua língua dentro dele um pouco. — Só um de nós pode ser devidamente desfeito nesta cama, você faz isso muito melhor. Você gosta disso? — Seus cílios se elevam enquanto ele fala com a sua voz rouca e me observa, mergulhando sua língua em meu umbigo novamente. Ele move sua boca mais baixa, em direção ao meu sexo, e estou tensa na preparação do que está por vir. Tento me sentar quando ele cutuca minhas coxas, mas ele me pressiona de volta, acariciando meus seios. Então ele insiste em abri as minhas coxas, meu sexo encharcado diante de seus olhos. Ele olha para mim, esfrega um dedo sobre as dobras, verificando se estou molhada e pronta. — Maverick — protesto fracamente, totalmente envergonhada.


Eu nunca posso deixar de me sentir vulnerável quando temos relações sexuais, e eu me sinto tão crua e necessitada. — Você é tão bonita aqui quanto você está em qualquer outro lugar — ele se inclina e sua boca desliza sobre a minha, então ele está me beijando entre minhas pernas novamente, suavemente, e empurrando sua língua com ritmo suave, dirigindo para dentro, fazendo-me se queixar quando estou vazia. Estou sobrecarregada com Maverick, seu cheiro, a sensação de seu beijo onde estou mais quente, mais molhada e em um lugar onde eu não posso nem ver. Estou ofegante enquanto ele trabalha seus lábios até o meu sexo, até meu abdômen liso, entre meus seios. Quando ele beija minha boca novamente, eu estou pronta, eu fui feita para recebê-lo, e seu corpo foi feito para tomar o meu, e nós encaixamos bem e sou vazia sem ele. Sou um nervo tremendo, tremendo, tremendo de necessidade. Quando estou implorando, ele se levanta de joelhos, alça um dos seus braços para evitar me esmagar. Ele parece extraordinário. Esta criatura absolutamente mística, ele é tão bonito, seu corpo em seu auge, seu rosto áspero com luxúria e seus olhos brilhando em todos aqueles tons de prata metálica que me fazem querer olhá-los por horas em um momento. Eu o olho agora. E eles olham para mim. Memorizando-me e fodendo-me visualmente antes que fisicamente faça o mesmo. Eu amo a maneira como meu corpo fica tenso em antecipação. E como meu abdômen se sente firme e assim como minhas coxas quando enrolo as minhas pernas em torno dos seus quadris. Curvando sua mão em meu quadril, ele me segura enquanto sua carne espessa, latejante me enche até o punho. A sensação dele entrando arcos meu corpo, tão deliciosamente que minhas coxas torcem aberto mais amplas, então ele sabe que é mais do que bem-vindo aqui. Ele é necessário. Eu gemo suavemente em prazer, e ele geme e fica lá, dentro de mim, como ele fez no momento em que eu lhe dei a meu cartão V. Deixando-me ajustar a ele.


— Reese.... Entregue-se a mim, Reese — ele persuade. Ele esmaga sua boca na minha, desliza um dos meus braços para cima e segura o meu pulso em uma mão enquanto me puxa para fora e empurra para dentro. A cabeceira da cama bate. Gemo. Seu corpo ondula contra o meu. Músculos flexionando poderosamente com cada movimento. Estou trancada embaixo dele, afogando-me no seu poder. Todo esse tempo com ele está apenas me fazendo cautelosa. Eu não quero me importar muito com isso.... Estou com medo de me importar muito com isso.... Quando o verão acabar, preciso ir. De volta à escola. E o ditado “lutar ou morrer” se aplica a esse cara como um T. Maverick iria morrer se ele não está lutando. E eu sinto como se a luz em minha lâmpada iria piscar fora quando eu voltasse para onde eu costumava viver. E talvez, quem eu costumava ser.... Não, eu não sou mais ela. Não depois desta viagem, este verão. Não depois deste homem. Ele move os braços, e com as nossas mãos ligadas acima da minha cabeça, ele continua dirigindo-se dentro de mim, sua habilidade deliciosa e suave, mas forte. Olhos nos meus, ele me provoca com seus lábios, e ele volta para se manter assistindo enquanto ele me leva às alturas do prazer, antes de chocar os seus lábios contra os meus novamente. — Deus, ter você assim todas as noites.... Suave, molhada e desfeita para mim, Reese... Seu ritmo se acelera, batendo com mais força, nossas mãos apertadas; gemo, me arqueando e me contorcendo, sentindo ele dentro de mim, cada golpe, cada mergulho me enlouquecendo. Minhas terminações nervosas estalam. Mais do que nunca. Precisando dele mais do que nunca. Mais perto e mais perto do meu clímax, seu gemido severo correndo sobre minha pele. Então nós tensos, juntos. Minha cabeça se joga de lado, o prazer se prolonga para sempre. Ele solta um rosnado, então ele bate os lábios nos meus quando nós dois estamos gozando.


Estou em seus braços, necessitando ir. Estou zumbindo. Meu corpo e eu estamos contentes uns com os outros. — Então por que você não ganhou o seu centavo antes? — Ele sorri para mim e ergue as sobrancelhas enquanto alisa os polegares pela ponte do meu nariz, uma após o outro. — Você poderia ter pedido qualquer coisa. Eu não disse que você poderia? — Eu não sei. Eu não podia deixá-lo ir. Eu o tinha comigo. — Eu o vejo em sua palma e tento segurá-lo de volta, e ele aperta sua palma fechada. — Uh-uh. — Ele sacode a cabeça. — Eu o ganhei. — Vamos. Seja gentil. — Eu o ganhei. Eu rio e dou um tapa brincalhão em seu ombro, e seus olhos dançam; posso dizer que ele ama os meus tapas provocantes e que isso não o machuca nenhum pouco. Ele fica sóbrio no momento seguinte. — Desculpe pelo Racer. Você ama o pequeno cara — ele diz, então, coloca a moeda de um centavo de lado. — Muito. Ele ficou bravo comigo depois de um tempo e não queria estar comigo. Eu me sentia uma merda. Tão rejeitada. Ele me beija. — Você perde alguns, você ganha alguns. Pego sua cabeça e beijo-o. — Eu preciso ir. Ele olha para o relógio. — Sim, eu preciso treinar — Ele cai em suas costas e exala alegremente. Eu faço o mesmo.


— As pessoas apaixonadas se imitam, sabia? Eu li isso em algum lugar. Um agarra seu cabelo e o outro inconscientemente faz isso. — Quando você pega seu cabelo, me faz querer pegar seu cabelo também, não pegar o meu. Eu rio e abraço um pouco. — Você é engraçado. — Não. — Ele parece mal-humorado agora. — Você tem um senso de humor. — Estou apenas feliz agora. — Realmente? — Pergunto, erguendo minhas sobrancelhas. Ele levanta o seu. — Sério. — Vejo! Você levantou suas sobrancelhas como eu. Ele geme e sacode a cabeça. — Nem sequer, Reese. Eu não sou um tipo de cara de casal-Y19. Eu não faço fantasias e eu, definitivamente, não vou usar fantasias correspondentes e eu não faço nada que outras pessoas fazem. — Isso é bom. Apenas me faça. Ele cheira minha bunda quando sai da cama, a aperta, me puxa para baixo e me beija. — Você está fora de controle, menina. Alguém precisa manter um olho em você durante 24/7. Eu sou voluntário. Eu o beijo de novo, então eu dou um tapa no seu peito, brincando. — Eu vou agora — aviso. Ele se senta também e acaricia meus cabelos, então me abaixa até seu joelho e olha para meus mamilos e brinca com eles. — Eu estou indo para uma corrida com Tate hoje. Vou contar-lhe sobre nós. Quero isso a céu aberto. As borboletas acordam vigorosamente em meu estômago. 19

Agir muito exagerado como namorado/namorada agem.


— OK. Ele olha para mim de maneira significativa. — Quero levá-la para jantar amanhã, depois das semifinais. — Ummm — merda. Torço a minha boca para o lado quando eu penso sobre formar uma frase. — Maverick, eu queria falar com você sobre isso. Entenda... Amanhã Miles estará na cidade, e meus outros amigos. Eu deveria me encontrar com eles quando Brooke voltasse da briga. Suas sobrancelhas se elevam, então ele estreita seus olhos. — Você quer que eu fique em volta enquanto você vai brincando com Miles? Dou um tapa na sua coxa, brincando. — Sim, porque ele é apenas um amigo. Ele sempre foi apenas um amigo. Eu pensei... — Balanço a cabeça. — Maverick, eu não sabia da coisa real. Ele estreita os olhos ainda mais. Mas, admito, o olhar possessivo que vejo me emociona um pouco. Não, muito. Maverick não só parece possessivo, mas também parece possessivo. — Você vai sair com eles depois da luta, mas você não virá para assistir a minha luta? Reese? — Ele diz, franzindo a testa e acariciando meu peito novamente, como se para me lembrar quem me faz gemer. Caio na cama, puxo o lençol para cima, e escondo de brincadeira os meus peitos dele. — Você disse que não me queria lá porque eu fodia com sua cabeça. Ele puxa o lençol de volta para baixo para olhar para mim, então ele esfrega as pontas do meu peito com as pontas dos seus polegares. — Eu disse isso antes. Antes de te querer tanto do meu lado. Meus olhos se fecham. — O que? Nenhuma bofetada? — Brinca. Bati no ombro dele, então coloco a minha mão lá, possessivamente também. Aperto seu braço duro, com significado, embora ele quase não se move.


— Eu vou encontrar meus amigos amanhã. E eu vou encontrar uma maneira de chegar ao campeonato. Para te ver — levanto-me e espero a sua resposta. Ele acena com a cabeça, lentamente, seu olhar um pouco ameaçador. — Apenas lembre-se. — Ele põe a mão em concha na minha bunda quando ele está e suavemente morde o topo da minha orelha. — Esse traseiro é meu.


TRINTA E SETE SEMIFINAIS Maverick Estou pronto. Estou tocando meu pé inquieto no chão de concreto do armazém de Boston. É a segunda noite das semifinais aqui. Tate lutou ontem e venceu. Ainda invicto, ainda classificado no início. Atualmente sou terceiro. Tenho treinado como uma besta e comendo como um homem das cavernas, e eu me sinto primitiva agora. Pronto para tomar o meu lugar no Underground esta noite. Oz diz que o lugar está cheio. Ele me disse uma dúzia de vezes que eu preciso tirar cada lutador lá fora. Alguns maiores, alguns mais rápidos, todos eles mais experientes, mas nenhum único fodido deles é tão determinado quanto eu. A maioria dos lutadores lá fora luta pelo o dinheiro. Sim. Cargas de verde estão bem, mas verde é a menor das minhas forças motrizes. Vejo Oz terminar de amarrar minhas luvas e pensar na corrida que tive com a Tate ontem. Nós não dissemos uma palavra por sete milhas. A conversa com ele começou e terminou quando terminamos e consumimos nossas bebidas eletrolíticas. A conversa foi assim: Eu: Reese e eu estamos namorando. E é sério. Tate: Bom. Estou falando sério sobre o que eu disse também. Eu: Bom. Tate: Você a ama? Eu: Adoro ela. Tate: Então não há mais nada a dizer, exceto que não trapaceie, não a machuque e não a faça se arrepender de escolher você.


E eu não vou. Eu não farei. Mesmo se esta noite eu esteja fervendo em frustração com o fato de que a minha menina vai estar em torno de toda a cidade com Miles. Quero-a aqui. Comigo. Ou em qualquer lugar seguro. Em qualquer lugar, mas com Miles. — Aquele filho da puta não vai tem nada para você. — Hmm? — Toro — Oz me assegura. Eu sei que estou brilhante, mas estou muito louco para fazer qualquer outra coisa. — Eu pensei que você quis dizer Miles. — Oh, droga, Maverick, você pensa que Miles detém uma vela para você? — Oz franze o cenho protetoramente. — Ninguém faz! — Oz — rio por último, então passo minha mão através do meu cabelo. — Nunca me senti assim antes. Você sabe? Eu não gosto de não saber contra quem estou lutando. Como ele é. O que ela viu nele. — Me dê essa maldita mão, eu não terminei. — Ele pega o meu pulso e começa a embrulhar minha mão com fita preta. Eu o observo de perto, com gotas de suor na testa. Sinto por Oz. Sei que a cada hora que gasta sem seu frasco está lhe custando a alma. — Você meio que cresceu em um cara, você sabe — digo. — Sim? Concordo. — Sim. — Sua namorada odeia minhas tripas? Eu não quero que nenhum de vocês pense que eu fui um idiota com ela no outro dia. Eu estava irritado. Por uma boa razão. Meu campeão se levantou no aeroporto depois de passar por todo o esforço da primeira classe...” — Ela tinha uma boa razão e ela não odeia você. Reese se ofereceu para ser seu padrinho, Oz. Ela é anti-Wendy, como você e eu. Ela é uma de nós.


Oz exala como se eu tivesse levantado toda a cidade de seus ombros. Testo a minha mão antes de empurrar os meus dedos para a luva de boxe preta que ele me estende. — Você não bebeu hoje. Certo? — Não por algumas horas — ele admite, abrindo a outra luva para mim. — Mas eu estou ansiando, filho. Vou precisar de uma correção em breve. — Se você for tentado mesmo, diga-me e nós encontraremos algo como um funil. — Sim. Vai quebrar alguns narizes para mim. — Ele sinaliza para a porta e dá um passo para trás para abrir espaço para mim. Fico de pé e estico o meu pescoço; a multidão está ficando mais barulhenta. O locutor chama meu oponente enquanto empurro meus braços para o manto preto que Oz segura. Aperto a faixa fechada, então solto meus ombros, continuo olhando para a porta. Meus músculos já estão aquecendo. A adrenalina bombeia nas minhas veias. Estou muito alto em testosterona e eu não tenho só a luta importante hoje à noite para agradecer por isso, mas Miles também. — Toro! Toro! Toro! — A multidão aclama. Pulo no lugar, solto meus pulsos, meus braços. Estou impaciente. Estou conectado para lutar no momento em que eu coloco minhas luvas. Estou pronto. Vamos, filho da puta, me chame já.... — E agora, senhoras e senhores. Ele é imprudente! Ele está determinado! Ele tem olhos de aço que vão cortar você rapidamente, e punhos com um alcance incomparável. Maverick. “O Vingador” Caaaaage! Dirijo-me com Oz pela passarela, as luzes brilhando sobre nós enquanto a multidão se mexe inquieta e até ofegante. Oz pega meu canto, e subo no ringue. Estou fodidamente preparado para lutar. Meus olhos pousam em Toro enquanto Oz retira minha túnica preta, e de repente eu posso ouvir o silêncio, como sempre, quando minha tatuagem é revelada. Ninguém vê a fênix realmente. Tudo que eles veem é o escorpião que me marca.


Eu propositadamente não me livro desse escorpião. Eu sou quem eu sou. Eu venho de onde eu venho. Isso não significa que eu sou uma merda. No fundo, eu ouvi algumas fêmeas gritarem: — VAI MAVERICK! — Bem, olhe isso! Eu gosto delas! — Oz grita alegremente. Ele olha para as luzes e levanta a mão para proteger seus olhos enquanto tenta localizar minhas fãs enquanto eu vou para o centro e foco no cara diante de mim. Joel “Toro” Waltzinger. Touro em tamanho, altura, e ele até respira como um também. O suor cintila por todo o seu corpo, como se o sujeito já estivesse sozinho escalando o ringue. Inferno, espero que ele esteja pronto para ter suas tripas esmagadas. Ting. Nós vamos de ponta-a-ponta, torneira luvas, e ele tenta um par de golpes. Eu bloqueio e eu avanço, fácil. Ele joga os braços para fora novamente, e quando me afasto, eu bato. Eu vou para o seu corpo em primeiro lugar, poom, poom, poooom. Ele grunhe. Sorrio e perambulo ao redor dele. — Não é tão ruim para um novato, hein? — Tento atraí-lo. Ele balança novamente, eu bloqueio e mantenho seu braço lá em cima com o meu, abrindo seu lado. E bato novamente, esmagando suas costelas. Ele está sem fôlego. E é aí que eu dirijo meu gancho para cima, direto para a cabeça. Primeiro o gancho esquerdo. Em seguida, o gancho direito. E então eu tiro meu braço para fora em linha reta e golpeio sua cara, seu nariz que cruza sob meus ´nódulos. Ele cai no chão. Em seguida, é Hot Shot. Mantenho minha guarda levantada, separo minhas pernas e mantenho meu equilíbrio. Tudo que eu aprendi com a Tate.


Vamos de ponta-a-ponta. Dou um soco, bato, impressionando ele. Eu protejo, então ataco. Proteger, atacar. Mantenha-me afastado das cordas, rastejo para trás, e então rastejo para a frente até que eu o tenha prendido. E então eu o golpeio. Intestino. Costelas. Intestino. Templo. Mandíbula. Ele está no chão. A adrenalina está correndo dentro de mim. Estou sanguinário e ansioso por isso. Eu estou tomando este ringue esta noite, não importa quem eles colocaram antes de mim. Com Taz, dançamos muito. Pulo, avançando, saltando ao redor. Ele é rápido, mas eu sou mais tão rápido, e sou mais forte. Pego alguns golpes. Eles dificilmente arranham. Os meus não arranham ele. Eles pousam e esmagam o osso sob meus nós dos dedos, batendo-lhe de joelhos. Ele tenta subir e sua perna treme, e ele cai. Levo Libertine para fora dentro de dois minutos que tomamos o ringue. Spidermann evita as cordas. Ele tem estudado comigo? Luto de forma diferente. Deixo ele entrar com alguns golpes para o meu corpo, deixe-o me levar para as cordas, e então eu viro-nos em torno, engaiolando-o, e fodidamente encerrando-o. Twister é o último. Oh, vou me divertir com ele. Flertando com Reese? Golpeando o seu nariz na última vez não foi suficiente para mim. Prolongo-o desta vez. Levanto meu punho e trituro seu nariz debaixo dos meus dedos — caso ele não se lembre de quem fodidamente o quebrou antes. Ele grita, e quando sua mão voa instintivamente para a fonte de dor, eu vou direto para seu fígado. Ele engasga em uma respiração e expira sangue por todo o meu peito quando ele tenta se apoiar em mim por equilíbrio. Empurro-o de volta (eu não sou seu burro de carga), então deixo-o se recuperar antes de se preparar para bater novamente. — Seu filho da puta — ele assobia, cobrando.


Eu esmago meu gancho em sua boca, então mantenha sua cabeça entre meu braço dobrado e bateu-o três vezes com meu punho. Então, deixo-o cair no chão. Há uma onda de suspiros chocados através da multidão. Olho ao redor da arena quando ela fica em silêncio, apertando meu queixo, estreitando os olhos, e então eu levanto os braços e deixo que meu punho dá um soco no ar, dizendo: Este é quem eu sou! — Absolutamente implacável! Nenhuma misericórdia do Maverick Cage, NENHUMA FODIDA MISERICÓRDIA ESSA NOITE! Senhoras e senhores, nós lhes damos...Maverick “ O Vingador” Cage! Estou pegando minha respiração enquanto meu braço está levantado, e então eu o puxo livre e salto para fora do ringue para onde Oz espera para me levar pelo caminho, para o quarto de trás. — Você acabou de entrar na maldita final, Mav. VOCÊ ESTÁ NA FODIDA FINAL! — Yeah — puxo as minhas luvas livres dentro da sala dos fundos e então sorrio para ele com admiração, descrença, e uma altura que você não podia acreditar. — Venha aqui, seu pequeno fodido — ele me aperta e eu o aperto para trás, nós dois rindo, então empurro as minhas mãos para fora. — Ajude-me a tirar isso. Quero contar a Reese. Oz trabalha uma mão livre e eu uso meus dentes para puxar minhas fitas da outra o mais rápido que posso. De repente, estou em chamas para dizer a ela. Eu não posso esperar mais um segundo para contar a ela. Só há uma coisa que quero agora. Uma coisa que vai tornar isso real. Dizer a Reese que ela estará me vendo lutar na final.


TRINTA E OITO MILES Reese Estou saindo do chuveiro quando Miles me envia uma mensagem com o endereço do clube onde eles estão esperando por mim. Respondo o texto dele:

Encontramo-nos lá.

E rapidamente me troco, deixo Brooke saber que eu estou saindo e que Racer está dormindo, e eu avanço para fora, assegurando-lhe que vou estar segura e em casa antes de Racer acordar. O clube está cheio, movimentado com corpos de dança e mal se tocando com música. Dentro do clube, vejo Miles, Avery e Gabe. Dirijo até eles. Avery está pressionada no lado de Gabe. Eles andam juntos e juntos há séculos. Miles está usando seus contatos, seus cabelos alisados para trás, usando um polo e calças pretas. Gabe está com jeans e uma polo pastel. Avery está vestida para matar em um top de lantejoulas. — Bem, bem, bem! — Gabe diz quando eu me dirijo para o estande no único espaço que sobra, ao lado de Miles. — Nossa pequena senhora do mundo está aqui. — Obrigada, Gabe. — Você não vai me dizer olá, Reesey? — Miles pergunta, esperando. — Olá, Miles — digo. Eu costumava saltar em qualquer oportunidade de beijar sua bochecha, mas está muito limpa, barbeada e branca, e eu hesito. Inclino-me e escovo rapidamente meus lábios para sua mandíbula. Miles se inclina para trás, franzindo a testa. — Você parece diferente. — Ele me olha.


— Ela parece radiante! Você parece tão... Fit! — Avery diz, descontente. — Eu posso ver isso — Miles diz, estudando-me com avaliação. Eu teria matado por este olhar antes. Mas é um olhar tão morno, depois dos queimando que eu tenho obtido ultimamente. Estou espantada como eu estou afetada. Estou espantada como a distância coloca as coisas em perspectiva. Os três parecem diferentes para mim. Miles está lá, o assistente de computador que ele é. Formal, confiante e apenas um pouco demasiadamente presunçoso. Gabe é franco e frio, mas metade das coisas que ele diz são besteiras. E Avery... Eu nunca conheci Avery. Ela está sempre com Gabe e Gabe está sempre com Miles, e Miles, por alguma razão, gostava de pairar ao meu redor. Gostaria de saber por que eu gostava de pairar em torno dele também, e depois me pergunto se talvez eu realmente me sentia tão solitária que preferia tê-los do que ninguém? Eu não sou real com eles, e eu acho, nem eles são comigo. Percebo agora que eles sempre parecem cuidadosos e desconfiados ao meu redor. Como se eles acreditassem que eu estou caindo do vagão a qualquer momento agora. Eles pedem drinques. — Ela vai ter água. — Miles sinaliza para mim. Sorrio. Eu costumava ser grata que ele olhava para mim. Agora, estou irritada que ele sente a necessidade de tomar a decisão por mim, o pedido de água por mim. — Vou ter uma água espumante com limão — digo. — Obrigado. — Derrame os feijões, Reese. O que você sente enquanto viaja pelo país e faz parte de toda a excitação? — Avery pergunta. — Eu gasto mais tempo com Racer do que qualquer outra pessoa, e ele é muito emocionante. Visitas à emergência incluídas. — Oh meu Deus, pobre você. Por que está até mesmo trabalhando durante o verão? — Avery pergunta, puxando o braço de Gabe mais apertado em torno dos


seus ombros. — Você deveria ter vindo para a luta conosco — diz ela. — O olho doce era ridículo! — Reese é imune a tudo isso, ela gosta de cérebros ao invés de músculos, certo, Reese? — Miles diz. — Eu gosto de ambos, na verdade — digo. Miles levanta as sobrancelhas. E eu levanto a minha de volta. — Arrebentador é esplêndido. Vingador é absolutamente perverso! Ele é assustador embora — Avery continua. — Cara, eu iria mijar nas minhas calças enfrentado eles — Gabe diz, rindo. — Falando disso — Miles estica seu braço para o assento atrás de mim. — Então, um-em-um com Arrebentador? Você acha que isso é possível? — Ele pergunta. — Seria incrivelmente legal — Gabe diz. Mudo para a frente. Não gostei do braço de Miles perto de mim. É novo para mim, e isso o faz mudar um pouco mais. Nossas bebidas chegam, e estou alcançando a minha água espumando quando o garçom ajusta um centavo no canto do meu guardanapo. Pisco e olho para ele, e meu estômago começa a girar. Levanto a minha cabeça e analiso ansiosamente a multidão. Eu não reparo que Miles, Avery e Gabe estão olhando atrás do meu ombro, em estado de choque. Não percebo como meu corpo está começando a crepitar. Eu não percebo como meu coração está acelerando. Não percebo nada, mas o fato de que eu estou digitalizando o clube lotado para um vislumbre de cabelos escuros, olhos de metal lindo, e meu Maverick rebelde. E com a deliciosa canção de “Madness” de Muse no fundo, começo quando vejo um flash de cabelo escuro em meus periféricos. Lábios contra meu ouvido sussurram: — Dance comigo.... Ele pega a minha mão sem esperar pela minha resposta, a mão segurando o centavo. Ele o tira dos meus dedos e, quando envolve o seu braço em volta de mim, coloca a moeda no pequeno bolso no quadril do meu vestido.


Estamos no centro da pista de dança. Nós estamos lá, entre os vestidos cintilantes, os corpos movimentados, o barulho. No estande, meus amigos estão boquiabertos. Avery está fazendo com Maverick com seus olhos e eu não quero que ela olhe para ele. Não quero que ninguém olhe para ele. Ele é meu. Ele está olhando para mim, a mandíbula apertada um pouco de frustração, os olhos ardendo de desejo. Verifico-o em seus jeans desgastados e a T-shirt macia que está desgastando. Ele parece que recentemente tomou banho e barbeado. Há uma sombra clara de púrpura, alta em uma maçã do rosto, e isso só acentua seu calor. Eu não consigo respirar, me concentrar ou pensar quando Maverick desliza seu braço em volta da minha cintura. Sinto-me bêbada. Sou uma poça em seus braços. Seus lábios curvam um pouco quando eu não posso mover, e ele pega meus pulsos para envolvê-los ao redor do seu pescoço. — Você não dança, Reese? — Ele brinca comigo. — Coloque uma mão aqui — ele instala este na parte de trás do seu pescoço — o outro aqui — ele instala o outro na parte de trás do seu pescoço também. — Você me deixa te puxar para perto. — Ele faz. Até que nossos corpos estejam em contato e eu possa senti-lo, eu estou viva. E ele sussurra em meu ouvido: — E você se move comigo. Suas mãos se abrem em meus quadris e deslocam para fora, para abranger minha bunda. Esse traseiro é meu.... Levanto a cabeça, e ele parece perverso. Sorrindo perversamente. Estou bêbada com a visão dele. Seu olhar chicoteiam a minha boca, e eu posso senti-lo me beijar. De repente, eu o pressiono um pouco mais, em seguida, ele sussurra em meu ouvido:


— É isso mesmo, Reese, dance comigo — e ele desliza as suas mãos pelos meus braços nus, sobre meus ombros, pelas minhas curvas à medida que começamos a dançar. Ele apenas lutou. Ele acabou de entrar na final, e eu sei disso porque eu estava me apegando às notícias da equipe como uma viciada. A testosterona pulsa através do corpo de Maverick na altura habitual do lutador, e eu agarro sua mandíbula e pressiono meus lábios contra os dele, então rapidamente o abraço e continuo me movendo com ele enquanto sussurro: — Você está indo para a final. Ele sussurra de volta para mim através da música: — Isso mesmo. E eu quero você lá comigo. Ainda estamos em movimento, mas ele volta para colocar alguns centímetros entre nós e estudar meu rosto. Seu rosto está cru. Seus olhos estão com fome. Há algo mais do que desejo em seus olhos. Há algo primordial. E eu acho que Maverick me quer para o Natal. E para o Dia de Ação de Graças. E Páscoa. E eu acho que Maverick me quer agora. Na pista de dança. Envolvo meus braços em torno de seus ombros, os músculos quadrados que estão esticando sua camisa. — Miles foi meu padrinho no AA — digo, perto de sua orelha para que ele possa me ouvir através de “Rollercoaster” por Bleachers. — O AA prefere que homens e mulheres heterossexuais não se apadrinhem, mas eu pensei que ele realmente queria ajudar. Ele continuou me dizendo que ele me salvou. E eu pensei que estava apaixonada por ele porque ele me deu uma chance de tentar me encontrar. Mas, um homem de verdade teria me dito a verdade. Que eu me salvei. — Isso só me faz querer tirar seus testículos e alimentá-los com eles o idiota. Ele me puxa um pouco mais perto, olhando para mim em frustração, muito cru, quando a música zumbe e bate em torno de nós. Corpos se movem, mas o fogo dentro deste edifício está vivo quando Maverick pressiona meu corpo para o dele.


Ele levanta a cabeça e varre a varanda do segundo andar do clube, depois para de dançar. Enfiando meus dedos nos dele, ele me leva até as escadas e caminha propositadamente pelo corredor, olhando para alguns quartos particulares com cortinas. Ele vê uma cortina de veludo azul aberta e puxa-a mais amplo para mim, me puxando para dentro, e eu espero. Antecipação, nervos, necessidade, amor rodopiam em torno de mim enquanto eu olho para suas costas como ele fecha o veludo para a pequena sala privada com seu banco almofadado a poucos metros de distância. — Hey — ele se aproxima e pega um dos meus quadris em sua mão, me pressionando contra a parede, olhando em meu rosto. — Eu não gosto do jeito que ele olha para você. Não gosto que ele olhe para você. — Eu não tinha percebido que ele estava olhando para mim, só sentia que você estava perto... Ele me interrompe, dizendo: Não perto o bastante. Seus lábios tomando os meus. Língua piscando em minha boca, suas mãos agarrando minha bunda, apertando minha bunda, me levantando pela bunda e me pressionando para sua ereção. — Ele está olhando para você como se fosse dele. E você não é. Você não é dele, Reese. — Ele suga a minha língua, comandando e sem restrições enquanto seus dedos voar até os botões da frente da minha saia rodada do vestido branco recatado. — Você vestiu isso para ele? — Ele toca a saia do meu vestido, levantando um pouco antes de deixá-la cair. — Não, eu usava isso para mim — minto. — Porque é macio e confortável e não ocupou muito espaço na minha mala. Ele range os dentes como se ele me quisesse dizer que eu usava este vestido para ele — meu Maverick rebelde — e sem fôlego admito: — Eu o comprei hoje pensando em você.” — Foda-se, eu queria que você dissesse isso. — Ele coloca sua testa na minha enquanto ele passa a mão pelo lado do meu vestido. — Você está certa, é suave, mas sua pele é mais macia e eu quero tirá-lo — ele abaixa a cabeça e morde a borda


superior do meu sutiã. Ele o puxa para baixo com os dentes, expondo-me. Então sua boca está no pico, puxando-o para dentro da boca. Sugando e sugando, lambendo e provando-me. Estou vendo estrelas. Estendo a mão para agarrar sua camisa — tocá-lo. Seu corpo está zumbindo da luta, e ele ainda quer lutar contra Miles e eu sei disso. Ele está rangendo os dentes em frustração quando me levanta e todos seus músculos estão ao meu redor. Respiro contra sua garganta e arrasto minha boca sobre qualquer parte dele que eu possa beijar, provar, morder. — Você está com ciúmes? — Sussurro. Ele olha para mim com um olhar sombrio. — Claro que estou com ciúmes; você queria um futuro com Miles. Mas agora eu quero um com você, eu quero dizer. Agora eu só quero você. Eu não posso falar, eu estou tão ligada. — Não — começo a morder — mais — estico. Mordo-lhe a mandíbula com fome, o queixo. Posso sentir a sua respiração, saindo rápida com a excitação. Mordo o seu lábio, ele me puxa de volta e suga o meu lábio inferior, então ele empurra seus dedos em minha calcinha. — Oh! — Digo. Ele usa os dentes e a língua para abrir a frente do meu sutiã. — Sou apenas eu, Reese. — Sim. Oh, meu fodido Deus! Seus dentes. Seus dedos. O calor puro arde em seus olhos. Ele está rangendo aqueles dentes, selvagem enquanto olha para mim. Serpenteio as minhas mãos até seus ombros, afundando as minhas unhas. Agarro-os abaixo da sua parte traseira, então enfio minhas mãos nos bolsos traseiros de sua calça jeans e afundo as minhas unhas em sua bunda para puxá-lo para mais perto. Ele moi para mim, me dedilhando e fixando um dos meus


braços na parede e prendendo os seus dedos através dos meus. Ele aperta minha mão e me dá um beijo de esmagamento de alma que aperta o meu coração. Eu queria vê-lo lutar. Eu queria estar no seu canto. Eu queria vê-lo hoje à noite e aqui está ele. Não só me deixando olhar para ele em seus momentos mais cheio de testosterona após uma luta, mas tê-lo me vendo. Como ele me segura aqui. Fixada. Desamparada. Uma desordem córnea. Apaixonada. Querendo. Dedicada, beijada, imprudente e palpitante para o meu Maverick ciumento. Estou começando a tremer e flutuar por incoerências. Ele diz: — Segure meu pescoço e não me solte. Ele tira o dedo, puxa minha calcinha, e quando eu agarro seu pescoço para escalá-lo freneticamente, ele rapidamente desbotoa, empurra e me leva. Nós gememos. Suas mãos apertam minha carne enquanto ele se move. Batendo em mim. Tão duro, como se ele precisasse de mim para viver. Pegando meus gemidos com sua boca. Espremendo minha bunda enquanto ele entra em mim. É puramente cru, necessidade pura, ele precisando estar dentro de mim e eu precisando dele lá. Aqui. Aqui. Frustrado. Desesperado. Mais rápido. Mais fundo. Nossas bocas se fundem, se movem, fora de controle até que meu corpo convulsa, e ele vem e me segura mais apertado. — Você está passando a noite comigo. — Ele aperta meu sutiã, então levanta o olhar. — A noite toda? — Eu vou ver o que eu posso fazer — digo, irreverente. Ele franze o cenho, mas seus lábios se curvam enquanto ele agarrava minha mão e me pegava. Eu não consigo respirar, me concentrar ou pensar quando Maverick me leva de volta para a mesa. Uma nova música começa assim que nos sentamos no estande. Ele se senta ao meu lado, e meus amigos ficam mudos quando ele olha para eles. Não, não eles. Ele olha para Miles, destacando-o imediatamente. Esforço-me para encontrar uma maneira de apresentá-lo. — Caras — digo, e coloco a mão em sua coxa enquanto ele estende o braço atrás de mim e enrola a mão na minha nuca. — Miles, Avery, Gabe, esse é... Maverick.


— Eu acho que eu só caguei nas minhas calças — diz Gabe. Miles franze os lábios, em desgostoso. Avery está prestes a explodir de emoção. — Você... vocês dois... Se conhecem, Reese? — Declara, os olhos arregalados. Maverick espera que eu fale. Eu não sei como explicar a eles. Como explicar o meu vingador a alguém? — Ei, Reese. Posso falar com você?” Maverick está apenas olhando para Miles. Especialmente depois que ele disse isso. Seu orgasmo o domou... um pouco. Mas ele ainda está colocando ar perigoso e observando Miles como se ele fosse o próximo homem a acertar a tela — e logo. — Alguma coisa está errada? — Pergunto a Miles. Miles parece torturado. — Eu gostaria de falar com você... sozinha. Sobre... — Ele olha para Maverick e depois para mim. — Eu andei pensando em você... — Ele começa. — Ei, cara. — Maverick se inclina para frente, seu rosto tão duro e violento quanto eu já vi. — Ela está comigo. — Ele toma a parte de trás do meu pescoço e me puxa de volta em seu braço, mantendo-o ao meu redor e silenciosamente olhando para Miles depois disso. Miles zomba. — Um cara como você? Por quanto tempo? Hã? Maverick lhe dá um sorriso arrogante. E ele mantém a simplicidade como sempre. — Para sempre.


Nós estamos no clube por umas meia hora Maverick e eu roubamos olhares aquecidos e toques um do outro, quando o olhar treinado de Maverick para em dois caras que vêm em nossa direção. Um parece um americano nativo, bonito e de pele cor azeitona, com dreads amarrados em um rabo de cavalo que pendura para baixo suas costas. O outro tem cabelo bem cortado, um grande brinco de diamante, mil anéis em suas mãos e braceletes em seu braço. Ambos estão vestindo camisetas onde se lia “estamos aqui para a luta”. — Porra, cara, os atrasos do voo só nos chatearam. Ouvi dizer que você assumiu o controle — o que tem a joia diz que Maverick estende a mão para dar um tapa nas costas dele. Aquele com os dreads se inclina para jogar uma azeitona da bebida de Gabe em sua boca. — Ei, gente, estou faminto — ele diz, e então ele se endireita e olha para Maverick. -Você é um fodido letal, você é um idiota, sabe? Você limpou esta noite e não esperou por nós? Maverick pega a minha mão e me puxa para os meus pés, olha para mim com orgulho. — Reese, esses são meus caras de casa, Ward e Seneca. Ward é aquele com a joia. — Ah, a menina que anda sobre a água, — ele diz de maneira engraçada. Sorrio enquanto ele beija meus nódulos em fingido galanteio. — Posso nadar também. Seneca agarra minha outra mão e beija a parte de trás. — Finalmente encontramos a Poção da sorte. — Ele olha para Maverick. — Esse rosto pode curar o câncer, cara — ele diz, então ele se vira para meus amigos, que parecem tão entretidos/chocados/descrentes como se estivessem assistindo a um suspense. — Podemos? — Seneca sinaliza para a mesa e os alimentos lá. Avery larga o braço de Gabe e se aproxima. — Por favor — ela ronrona, levantando o pequeno prato de azeitonas para que Seneca devore.


— Você está um pouco pálida, cara. Posso pegar uma bebida para você? — Ward pergunta a Miles. Maverick está sorrindo presunçosamente enquanto ele toma um assento e, já que estamos todos tão lotados, me atrai em seu colo. Seus amigos são claramente rebeldes no coração, como Maverick. E um monte de problemas em relação aos meus amigos. Mas acabamos tendo um bom tempo, até mesmo Miles, que logo é superado pelo fato de que ele está batendo com o Vingador e seus botões. — Ei — Ward me diz, empurrando seu cenho na direção de Maverick enquanto Seneca lhe diz sobre as ondas que os rumores de suas lutas estão rolando até em casa. — Este fodido saiu sem uma palavra. Sem um adeus. Obcecado por provar a si mesmo. Não o deixe esquecer que ele não está sozinho, hein? Sua mãe sente falta dele. Sentimos falta dele. Ele não está sozinho. — Eu sei — digo. — Você está com os Tates, não é? — Mas eu estou com Maverick também. Ele ainda está carrancudo. — Mas com quem você está na final? — Ele ergue as sobrancelhas, então levanta uma cerveja para seus lábios. — Você não pode estar com ambos. Aceno com a cabeça e olho maliciosamente para minha água mineral, com seu pequeno limão no topo. E eu me lembro da força e da determinação que eu preciso agora não virá de qualquer lugar, mas de mim.


TRINTA E NOVE ÍNTIMO Reese Amor é uma coisa engraçada. Eu nem sei se posso chamar isso de “coisa”, precisamente. É uma força. Uma energia. Um sentimento. Um momento. Um olhar, um beijo, um sorriso. Todas essas coisas em um. Ele esgueira-se em você; você nunca vê isso vindo. E quando ele finalmente bate em você, não é um pequeno puxãozinho. É como se um rinoceronte batesse contra o seu peito. Ou você como se você acabou de ser atropelado por um carro. Ele bate o vento fora de você. Bate contra a parede. Começa a dar pontapés em seu coração. Você perde o apetite. Você não consegue dormir. Alguns podem chamar o amor de doença. Sério, você está doente sobre outro ser humano. Você pertence a eles. Eles controlam seus sentimentos com um olhar em seus olhos. Eles mudam a maneira como você se vê, sente sobre si mesmo. Você sente como se seu mundo mudasse, e tudo é o mesmo, mas você não é. Digo que é engraçado porque parece dobrar e torcer cada conceito de realidade que você tem. Você pode sobreviver sem nada. A única coisa que o sustenta é esse sentimento, energia, força. Você pode ficar dias sem dormir decentemente. Você não está com fome para nada, exceto por uma pessoa que parece ocupar todos os seus pensamentos. O tempo diminui quando você está sem eles. Segundos parecem como horas, minutos como dias. E quando você está junto, o tempo se move à velocidade da luz. É tudo um borrão, e quando acaba, você não se lembra metade das coisas que você estava fazendo, mas você só se lembra deste sentimento. Essa felicidade. E tudo


acabou em um instante. E você está de volta a contar os longos e eternos minutos até você vê-lo novamente. Sinto falta do Maverick. Acabamos de chegar em Nova York. Ward e Seneca voltaram para Pensacola. Eles “tem merda para fazer”, mas eles “deixam o nosso Mav com você, Charme Sortudo e Andar sobre a água, então não falhe”. Eles me disseram no clube sobre Maverick sem medo, que quebrou cada único osso em seu corpo antes de completar dezesseis anos. Eles me contaram sobre o obstinado Maverick, que faria tudo o que lhe disseram que não podia fazer. Eles me contaram sobre a mãe de Maverick, que é professora — exatamente o que eu decidi que eu quero ser, agora estou certa — e que usou uma mão gentil quando levantou um rebelde como Maverick. — Ela nos prepararia as melhores refeições só para nos mantermos juntos em seu lugar, para que ela pudesse ficar de olho em nossas travessuras — acrescentou Ward. — Não posso acreditar que ele não tenha lhe contado tudo isso, mas, novamente, eu posso. Seneca e eu estamos contentes de ter sido testemunhas de seu mal, ou os atos rebeldes teriam ficado sem registro. Maverick acompanhou-os até o aeroporto e depois mergulhou diretamente no treinamento, já que aqueles dois o consumiram por quarenta e oito horas. Por quarenta e oito horas eu não o vi. Sinto falta do seu rosto, do seu sorriso, da sua voz. As mãos dele. Meu coração parece que está sendo explodido nesse grande balão; eu não tenho certeza se ele pode caber dentro do meu peito mais. Anseio por ele. Sinto que estou subindo. Encontro-me sozinha remexendo com Racer na cama e depois andando pela quadra, pelo o hotel. Com a chave que ele me enviou. É meia-noite, e eu posso sentir as luzes da rua sussurrando em meu rosto enquanto aponto para ele.


Eu não consigo pensar direito, mas tudo o que sei é que faltam seis dias para a final e eu preciso estar com ele agora. Meu estômago está em nós; meu coração está bombeando sangue, adrenalina, e um milhão de tipos de drogas. Minha mente está focada em uma coisa e uma só coisa: ele. O tempo desacelera, e cada passo mais perto dele diminui ainda mais. Eu estou tentando temperar meu pulso, mas eu não posso, porque eu sei o que está esperando por mim quando eu chegar lá. Entro em seu hotel e envio uma mensagem dizendo que eu estou no elevador. Um minuto e dez segundos eternos passam antes que eu veja uma porta se abrir e ele está no meu espaço. Antes de mim. Seu cheiro é intoxicante. Ele acabou de sair do chuveiro. Ele está de jeans e uma camiseta de pescoço em V da Marinha. Eu me obrigo a olhar para ele, e ele me dá esse olhar. Essa merda de olhar. Um sorriso arrogante, e ele pergunta: — Para onde vamos? Eu não digo nada. Apenas olho para o cesto que tenho e sorrio. Todo o caminho até o elevador, e os blocos para o Central Park, ele está me deixando louca. Estou surpresa que não cair contra uma árvore ou algo assim. Ele pega minha mão enquanto eu ando e lentamente traça seus dedos ao longo das veias em meu pulso. Ele esfrega minha palma suavemente com seu polegar. Então ele levanta meus dedos para os seus lábios e dá a cada um deles um beijo rápido e suave. Até então estou andando automaticamente. Como eu disse, estou surpresa que não cair em uma árvore ou tropeei em uma pedra. Então ele tem a mão no meu quadril. E quanto mais eu ando, mais alto sua mão vai, acima de minha caixa torácica. Eu não digo nada, mas posso sentir meu rosto preso em um sorriso enorme, animado, infantil. Sua mão é grande, quente, seus dedos calejados esfregando contra o pedaço de pele revelado sob o meu topo. Posso sentir ele olhando para mim durante toda a caminhada, mas eu não posso olhar para ele. Apenas o sinto. Sua presença intoxicante, viciante apenas alguns centímetros do meu.


— Estamos aqui — digo, mostrando-lhe o meu lugar perfeito. À direita em frente a um dos parques dos lagos reluzente. A lua está fora. O ar está quente. Eu tive que trazê-lo aqui a partir do momento em que descobri este lugar quando eu empurrei Racer para cima da ponte esta manhã, e agora eu fico aqui sem graça até Maverick pegar minha mão e me leva para uma pequena clareira onde a grama é cortada e a borda da água está apenas a poucos metros de distância. Sento-me na grama, e ele toma um assento atrás de mim. — Senti sua falta — diz ele. Ele se inclina e desliza os seus lábios ao longo do meu ombro. Fico completamente quieta. Ele empurra meu cabelo para o lado e começa a beijar ao longo do meu pescoço. Seu peito não está me tocando, mas eu posso sentir o calor de seu corpo completamente envolvendo o meu. Meu coração está espremendo e eu quero chorar de como isso é maravilhoso. Eu mal me ouço sussurrar “beije-me” para Maverick. Ele ainda está no meu pescoço e me pega nas mãos dele e me vira para encarálo. Ele embala minhas bochechas em suas palmas, seus olhos de aço penetrando a minha alma. Ele lentamente beija meu queixo. E então meu nariz, então esfrega seus lábios ao longo do meu. Posso sentir o meu autocontrole lentamente desaparecendo e eu sei que neste momento, estou completamente à sua mercê. Maverick Cage me possui. Cada parte de mim. Posso me ouvir respirar, sentir. Em cada poro do meu corpo. Cada parte de mim o queria, ansiava por ele. Ele está tão perto, mas eu preciso dele mais perto. Suas mãos pertencem a mim. Seus lábios foram feitos para me beijar. Eu fui feito para ele. Nunca em minha vida alguma coisa parece tão certa. E então, ele me beija. Macio, longo, quente, molhado. Requintado. Doloroso. Quente. Completamente, totalmente certo. — Você foi feita para ser minha — ele diz contra meus lábios, me beijando entre respirações.


— Você sabe disso? — Ele pergunta. — Você é minha. Minhas mãos foram feitas para te tocar; meus lábios foram feitos para te amar — ele diz enquanto suga ao longo do meu pescoço, sua língua escorrendo pela minha garganta. Ele vai mais baixo e morde minha camisa, puxando-a para baixo com os dentes, beijando meu peito. — Meus olhos foram feitos para vê-la — ele sussurra em sua voz de trovão enquanto ele lentamente desabotoando a minha camisa. — Minha língua foi feita para provar você — ele geme contra meus seios. Seus beijos chupando, lambendo, me marcando. Então, sinto que ele me deixa, e eu o vejo cair até que ele esteja deitado no chão. Encontro-me seguindo-o. Ele pega minha perna em sua mão e a engancha em seu quadril assim que eu estou montando-o. O vento escova meu cabelo contra minhas costas, e ele está deitado embaixo de mim, seu braço atrás da sua cabeça, sua outra mão escova o exterior da minha coxa, esfregando-me exatamente onde eu preciso dele. Mas, seus olhos. Foda-se, seus olhos. Estão perfurando dentro de mim. Olhando para mim. Procurando por mim. São cinza-aço, praticamente brilhando no escuro. O luar molda sombras em seu rosto e ele parece um lobo esperando a sua presa. Parece que ele quer me devorar. Parece que ele está me desafiando. Desafiando-me a perder-me nele, com ele. Me desafiando a deixá-lo me ter, cada parte de mim. Abro-me e beijo-o com tudo o que tenho. Derramo tudo que tenho nele. Tudo o que eu quero dizer, todo medo e ansiedade me rasgando porque eu descobri que uma parte de mim pertence a ele. Uma grande parte de mim pertence a ele. Uma parte que eu não posso suportar viver sem. Ele me beija de volta, suas mãos esfregando minhas costas, deslizando para baixo de minha bunda. Suas mãos envolvendo-a completamente, e eu gemo porque sua ereção está pressionada contra a uma parte de mim que eu preciso dele para tocar.


Ele beija minha clavícula, suas mãos em meus quadris me persuadindo em um ritmo delicioso, moendo, ritmo enlouquecedor. Um ritmo que me faz querer me separar dele. Ele toma os meus lábios e geme. — Dei-me a tua língua — diz contra a minha boca. Deslizo a língua tentativamente dentro da sua boca e ele começa a chupá-la suavemente. Sinto meu corpo ficar fraco. Ele se segura em mim como se eu fosse sua âncora, e ele beija a vida fora de mim. Nós dois estamos ofegantes, gemendo, triturando, morrendo com cada segundo que passa e estamos separados. — O que você quer? — Pergunto a ele. — O que eu quero? — Seus olhos se abrem e sua mão segura meu quadril. Seus olhos buscam os meus, puros, lindos, cintilantes. — Você sabe o que eu quero, Reese. Eu quero você agora. E eu quero você em meus braços esta noite. — O que você quiser, pegue — gemo. Ele me estuda, me devorando. — Por favor — sussurro. Eu não preciso dizer mais nada porque ele nos vira até que eu esteja de costas, e ele está do seu lado, olhando para mim. Acaricio seu rosto, corre meus dedos do pescoço até a sua mandíbula. Esfrego os meus polegares em suas bochechas. Traço os seus lábios. — Você me deixa louco — sussurro. E nos beijamos e beijamos junto ao lago no parque, minha cesta de piquenique esquecida porque não há outra fome para mim que a dele — e eu posso dizer, seus lábios me dizem, que não há outra fome para ele maior que eu.


Tarde da noite, ele me leva para seu quarto, me desnuda e me desliza nua em sua cama. E assim que ele se separa e se junta a mim, está quente sob os lençóis, seu corpo duro de aço, suave, musculoso e quente. E eu uno as minhas pernas com as dele e descanso a minha bochecha em seu peito. Traço o mamilo com o dedo. Sua respiração muda quando eu deslizo minha outra mão abaixo da sua cintura para acariciar seu abdômen. — Não é que seu peito seja musculoso, bonito, bronzeado e perfeito — sussurro, quase para mim mesma. — É por que ele é quente, amplo, forte e toda a sua força masculina apenas me rodeia quando estou sobre ele. Sua respiração para, e então ele solta um gemido mais delicioso. Ele me vira para lado, se cola em mim e fode a língua no meu ouvido enquanto ele começa a me foder lentamente no escuro, deslizando sua mão para baixo do meu abdômen para me acariciar entre minhas pernas enquanto ele se conduz para dentro de mim, uma e outra vez, E então ele raspa em meu ouvido: — Eu te amo tão duro. — Mmm. Quão duro? — Este. Duro. — Conduz-me mais fundo. Mais rápido. Um gemido baixo me deixa. Viro a cabeça para ele e começamos a nos beijar, e depois que nós fodemos tão duro como nos amamos, nós nos acalmaremos para adormecer, cuidando para o resto da noite.


QUARENTA A FÊNIX E O ESCORPIÃO Maverick Está escuro quando o meu celular me acorda. Reese se agita ao meu lado, e eu pisco para me concentrar. Sorrio quando a vejo encolhida até mim, morna e macia, seu cabelo emaranhado acima de algum modo em torno do meu braço. Deslizo de debaixo dela, ouvindo seu murmúrio: “não”, e sorrio. O hotel dos Tates foi totalmente reservado, mas estou hospedado a apenas a quadra. Quero estar perto dela. Deslizo para fora da cama, visto uma boxer, e dirija-me para a sala de estar para atender a chamada. — Maverick Cage? — Pergunta uma voz feminina. — Sim. Foda-se, são 3:00 da manhã Puxo o telefone para verificar o número. Estou franzindo as sobrancelhas quando coloco o telefone de volta ao meu ouvido e espio a enorme janela para as luzes piscando de Nova York e o longo e sombreado retângulo do parque. — É sobre o seu pai. Ouço a palavra “pai” e sou imediatamente transportado para o momento em que o vi pela primeira vez; o homem quebrado que eu vi pela última vez na cama de hospital. Meu corpo se envolve como ele faz antes de uma luta. — Ele está acordado? Há esperança, estúpida esperança, em minhas entranhas quando eu pergunto isso. Espero que, pela primeira vez na minha vida, meu pai olhe para o meu rosto.


Pela primeira vez na minha vida eu posso olhar para os olhos e dizer: eu estou lutando, pai. — Infelizmente, ele não conseguiu. Eles tentaram retirá-lo do coma induzido e... — Ela para quando eu inalo bruscamente. — Os médicos querem falar com você sobre o que está próximo. Descrença. Negação. Raiva. Aperto os meus dentes enquanto levanto a minha mão livre e olho para meus nódulos machucados na escuridão. — Senhor? Viro a minha mão e o brilho da minha palma. É maior do que a dele? Mais ampla que a dele? Ele tem todos os calos que eu tenho? Será que a minha força vem dele ou de sua negação de mim? — Senhor? Olho para Reese enquanto ela está na porta do quarto com o lençol nitidamente enrolado em torno de seus ombros, tão fodidamente adorável meus olhos doem, e digo impaciente para o celular. — Eu vou tomar o próximo voo. — Maverick? O que está errado? Raspo a minha mão pelo meu rosto e termino a chamada, então atiro meu celular de lado, levanto-a e levo-a de volta para a cama. Eu a coloco, olho para seu rosto, e só quero me enterrar dentro dela novamente, a noite toda. O resto da minha vida. — Meu pai morreu. Estou pegando um voo. Descanse um pouco — pego minha calça jeans e uma camiseta limpa. — Eu quero ir com você, Maverick. — Ela pega suas roupas. — Não. Eu não quero você perto dele. — Por quê? — Ela para, então deixa cair suas roupas e olha para mim, questionando.


Enfio as minhas pernas em minhas calças de brim, fecho-as e agarro-as, então fico olhando para ela por um momento, e abano a cabeça lentamente. — Eu simplesmente não quero. Tenho vergonha que Reese conheça o meu pai. Tenho vergonha que veja de onde eu vim. Você é o bom em minha vida, tudo isso. Meu Poção da sorte. Eu não quero você perto do mal. Nem mesmo minha própria mãe queria estar perto dele de novo, uma mulher que uma vez o amou. Eu não quero a minha menina perto dele também. — Eu estarei de volta para a luta — digo, empurrando-me em minha T-shirt e rapidamente pegando as minhas coisas. Reese agarra o lençol ao peito, seus olhos amorosos, ternos e cheios quando ela vem a mim. Vem a mim e amavelmente beija meus lábios. Sou assassinada por ela. Tudo o que ela faz me toca. Tudo o que ela faz me agrada. Tudo o que ela faz me corta. —

Por

sorte?

Pergunto,

mirando

os

seus

olhos,

procurando

desesperadamente a medida de paz que eu desejo encontrar. Ela me acalma; mas não há calma para mim agora. Ela sacode a cabeça, sorrindo com mais emoção líquida em seus olhos. — Por amor.

Eles precisavam de alguém para reclamar o corpo e ninguém tinha. Ele morreu sozinho. Em uma maldita cama de hospital. Nunca conheceu seu filho. Deixando... Nada além de suas velhas e malditas luvas. Em seguida foi um enterro, um serviço, e ninguém parecia querer um. Nem ele, e para ser honesto, nem eu.


Eu ainda o enterrei. Só eu, ali parado entre milhares de outras lápides, com um sacerdote que com certeza que ele teria discutido. Meus olhos estão secos. Eu tenho cortes e arranhões da luta, e minhas costelas ainda doem como uma cadela quando eu me movo para abrir minha mochila. Mudo e aperto meus dentes, forçando meu corpo a tomar a dor quando eu puxo as luvas velhas que meu pai me enviou e jogá-las na sepultura. Todas as minhas esperanças seguem aquelas luvas pretas e desgastadas. Nunca vou olhar em seus olhos. Nunca saberei se o que disseram sobre ele era verdade. Nunca saberei se havia algo de bom nele ou se tudo que eu estou gerado é puro, não diluído, imbecil. Não sinto dor. Apenas frustração. Frustração e raiva. Quando o padre sai, falo com ele apenas pela segunda, mas última vez na minha vida. Digo, áspero, baixo, zangado: — Adeus, pai.


QUARENTA E UM LENDA Maverick Sinto-me envenenado só de olhar para o meu pai em um caixão. Apenas estar perto dele e revivendo todos os anos de espera por ele, esperando para provar a mim mesmo para ele. Corro até que meus pulmões estão em chamas, presos, panturrilhas, músculos abdominais queimando como pedras de fogo, meu cérebro flamejante com flashes dele em um caixão. Flashes de Tate no ringue. Flashes de mim colocando minhas luvas de boxe. Flashes de Reese, dizer, Ame-me duro. Flashes de Oz, bebendo. Flashes da minha mãe, recebendo um cheque de mim. Bato no hotel e passo uma hora debaixo do chuveiro, fechando os olhos. Meu telefone estava zumbido, mas eu não presto atenção a ele. Oz está ligando. A final é em três dias. Volto a Nova York amanhã. Isso é tudo que eu sei. Lutarei a minha luta em três dias. E eu lutarei Tate, mais pai do que eu já tive. Não vai ser bom vencê-lo. Também não vai ser bom perder. Enquanto meu verdadeiro pai morreu, eu estava treinando com Tate. Seu maior inimigo. Quem me levou sob sua asa. Fiquei perto dele. Fiquei fraco, pensando que estava ficando mais forte. Eu tenho mais músculos, mas menos paredes ao meu redor. Eu não posso ser fraco, não posso rir com eles, falar com eles. Porra, eu não posso acreditar que eu estava tão descuidado.


Deixei minha guarda cair. Como se eles me aceitassem? Porra ninguém. Eles estão me observando, guardando o que eu aprendo. Como o ditado: “mantenha seus inimigos mais perto...” E eu caí como um filhote de cachorro com fome de amor implorando por um maldito osso. Por causa de Reese. E ele está comigo. E olhos azuis e seis sardas agora. E sorrisos que me incendeiam. Dedos que parecem suaves. Uma bochecha no meu peito. E segredos sobre seus dias escuros e seus novos. E minha bunda favorita no mundo. Eu não quero ter ninguém. Eu não quero precisar de ninguém. Eu não quero sentir nada. Eu não quero me sentir assim. Eu quero ficar sozinho. Eu, Tate, o ringue. Mas, mesmo com Reese a milhas de distância, ela está comigo mais do que nunca. Quando eu lutar a luta, ela estará na minha cabeça mais do que nunca. E as chances são, eu não vou ser o cara que ela está torcendo para ganhar. Desligo a água e enxugo-me com a toalha, puxo um par de calças de moletom, pegar uma corda para pular, e tomar com uma vingança.


É meia-noite e eu ansiava por sua voz como eu ansiava por nada mais. Ligo para o telefone dela, pego o correio de voz. E ouvi-la como um drogado: Olá, aqui é Reese. Eu não posso atender ao telefone, mas deixe uma mensagem... Não deixo mensagem. Mas eu escrevo:

Ele se foi.

Atiro o meu telefone de lado e empurro a corda de volta em minha mochila e caio na cama, em seguida, soco meu travesseiro e meu estômago cai subitamente, odiando que tudo o que restou dele está em mim.


QUARENTA E DOIS O VINGADOR ESCURO Maverick Nova York está chuvosa hoje. Voltei desde o meio-dia, e passei a tarde jogando a estúpida bola de tênis contra a parede do banheiro do meu quarto até eu pegá-la, esmagá-la até ficar plana e depois jogá-la fora. Avancei para o meu telefone, pesquisei online, e gastei umas meia hora nos sites de companhia aérea. Então, envio uma mensagem de texto para a minha mãe. A única mulher que eu tenho certeza que está enraizado em mim, uma vez que eu não tenho certeza de que lado a mulher que eu amo está.

Lutando contra o campeão amanhã Acabei de te enviar uma reserva da companhia aérea Se eu ganhar, sempre lamentarei que você não esteja lá para ver E eu vou ganhar, mãe Venha para a minha luta

Olho o número de Reese, e meu dedo pausa. O pensamento dela toma partes do meu cérebro. Estou cozinhando. Suspiro e arrasto uma mão pelo meu rosto. Eu não vou voltar para baixo. Eu não posso perder. Eu não vou perder. Eu tenho uma chance de ver se eu venço. Uma chance de trazê-lo para esta luta.


Mas e se ganhar significa machucá-la? Para quem a minha garota está torcendo? Os Tates são sua família. Eles a tratam bem — dão-lhe amor, apoio e aceitação. Meu pai não fez nada disso, e eu ainda estava com ele. Como posso esperar menos dela e dos Tates? Eu ainda vou provar que eu merecia o tempo do Black Socrpion, sua atenção, seu respeito. Eu ainda vou provar para mim mesmo que eu sou bom o suficiente porra. Eu vou ser aceito por todo o maldito mundo, mesmo se eu não fosse aceito pelo meu próprio pai. Vou ser uma lenda. E uma lenda jamais desaparecerá, mesmo quando estiver seis pés abaixo da terra. E uma lenda pega a garota. Uma lenda ganha a menina. Eu sou um lutador e estou lutando amanhã à noite. Mas, fodida minha vida, eu não sinto vontade de lutar quando penso em minha garota não me apoiando. Pego a bola de tênis novamente e tento dar-lhe forma, frustrado que eu não posso, quando há uma batida na porta. Coloco-a para baixo e abro a porta, Arrebentador se destaca no corredor. Caminho para trás no quarto e deixo a porta aberta atrás de mim, então vê-lo do outro lado da sala quando ele fecha a porta e me segue para dentro. — Sinto muito pelo seu pai. Encolho os ombros. — Sim, eu também. Ele parece sentir a necessidade de especificar: — Sinto muito por você. Inclino-me na parede e cruzo meus braços. — Estive sozinho por toda a minha vida. Não preciso de ninguém para ganhar.


— Sim, você tem, e você tem ela. Reese deixe-nos saber no dia que você a deixou cujo lado ela está. E é seguro como foda que não é o meu. Ela estará em seu assento na fila dianteira do caralho à sua esquerda. Bem ao lado da mulher que eu amo, que vai torcer por mim. Aperto a minha mandíbula, meu peito se expandindo dolorosamente enquanto processo isso. Ela disse isso? — Claro como cristal. E eu respeito isso. — Ele balança a cabeça, então me lança um olhar de advertência. — Não farei isso fácil amanhã, Maverick. Estou trazendo o meu O jogo. Meu instinto lutador engaja, e empurro longe da parede e separo meus pés. — Estou trazendo todo o jogo que tenho. Ele sorri então, e estamos de volta — nossos sucos competitivos fluindo. Ele levanta o punho, e eu instintivamente dou um passo em frente e aumentos a minha. Nós saltamos juntos. E está ligado. Está. Porra. Nisso. — Eu ainda estou trazendo para casa, Tate — eu aviso. — Traga para casa, Maverick. Eu ainda vou fazer mais difícil para você do que qualquer um. — Ele se aproxima e levanta as sobrancelhas me advertindo. — E só assim você sabe, tudo o que você pensa que está lutando. O Vingador é o meu legado. Não do seu pai. O meu. — Ele agarra-me pela parte de trás do pescoço e olha-me nos olhos, espremendo em algum tipo de ameaça combinada e encorajamento. — Você é uma boa criança, Maverick. Se você vai pegar o circuito, você vai precisar lutar até os dentes por isso. E se você der o seu melhor amanhã, justo e quadrado como seu pai nunca fez, eu vou ficar orgulhoso. Eu vou dar algo de volta a este circuito antes de ir. Eu vou deixá-lo com você. Ele caminha até a porta, e eu rosno: — Eu estou no jogo Agarra a maçaneta da porta, mas espera por um momento.


— Você está em uma crise de identidade. Quem você pensa que é e de onde vem, contra quem pode ser e para onde está indo. Eu posso relacionar. Eu rio. — Como você pode já relacionar com isso? — Eu sou bipolar. — Ele me olha nos olhos, inflexível. — Então, sim, eu posso me relacionar com os monstros aqui dentro. O meu está na minha cabeça. O seu está em seu sangue. Não deixe que vença. — Ele sacode a porta aberta, e acrescenta: — Essa é a nossa verdadeira luta. O que dura toda a vida. O mais difícil de vencer. Você ganha isso, uma luta como a de amanhã é um pedaço de bolo. “

Eu tive que chamá-la. Eu tinha que ver o seu rosto. Eu tinha que saber que o que Tate disse era verdade. Assim que ela diz que pode vir, abro a porta da minha suíte e espero por ela. Ouço o ting do elevador e vejo-a sair. Ela para quando me vê, e eu a vejo vir até mim, cada passo um pouco mais rápido, até que ela se lança em meus braços. — Você esteve em Nova York por um tempo e você não me ligou? — Ela pergunta, magoada, agarrando-me mais perto enquanto sussurra contra meu pescoço. Respiro em seus cabelos e falo contra a parte superior de sua cabeça, acariciando uma mão embaixo da parte traseira da sua cabeça. — Me desculpe, eu precisava ficar sozinho. Estou tão acostumado a ficar sozinho. — Mas eu estou do seu lado — ela protesta, me repreendendo com uma careta. Aceno e coloco-a no chão, puxando-a e fechando a porta. Ela está no meu canto. E tudo o que quero fazer é segurá-la no meu peito esta noite.


QUARENTA E TRÊS ESSA MANHÃ Reese Descasco os olhos abertos cedo, por volta das 04h30, quando eu ouço o chuveiro ligado. Abro a porta do banheiro um pouco e olho para a cabine. Ele está se ensaboando em toda a glória da própria glória. Estou muito viciada nesse homem. Minha boca bebe quando eu tomo seus músculos molhados, dourados. — Você vai me deixar ensaboar você? — Ouço-me perguntar, sexo turbulento que eu tive ao acorda hoje. — Porque eu nunca, nunca fiz isso em minha vida e eu só adicionei a minha lista de balde de coisas para fazer antes de morrer. Seus olhos ficam escuros e parecem um pouco possessivos quando ele estende a mão e pega minha mão, me pressionando para dentro. — O que mais há nessa lista? — Eu acabei de inventar — sorrio enquanto dou alguns passos na direção dele e do jato de água. Ele é tão bonito. Um toque de meus dedos em sua pele molhada e seu membro começa a endurecer completamente quando olho para ele. Começo a corar quando ele me vê nua. Eu já fiquei nua diante dele por tanto tempo, completamente nua, com tanta luz? — O que é isso? Você está corando? — Ele levanta meu rosto pelo queixo. — Eu aprecio olhar para você assim — ele me assegura com ternura, passando suas mãos molhadas sobre meu corpo. — Eu estou percebendo. — Eu rio um pouco. Estou quente com embaraço e tremendo em excitação enquanto ele estende a mão e corre um sabonete pelo meu braço. Ele me enche de sabão, cada ponto possível, exceto entre as minhas pernas, até que, um ponto em branco, fraco com


antecipação, agarro seus ombros e mordo o tendão úmido enquanto separo um pouco as pernas. Ele ri baixinho no meu ouvido. — Eu perdi aqui? — Ele brinca comigo, correndo a barra sobre o meu sexo. Coro e aceno, envolvendo meu braço mais apertado ao redor de seus ombros largos. — Eu sou tão imprudente com você — sussurro em seu ouvido. — Eu pensei que você não gostasse — ele diz, levantando uma sobrancelha enquanto ele me vira para o jato de água. — Eu sou o tipo de fazer — estendo a mão para acariciá-lo enquanto beijo seu pescoço e o saboreio em seguida. Nós terminamos passando o sabão em nós até que ambos estejamos ensaboados, até que eu não saiba quem está ensaboando quem, onde estão as minhas mãos, onde estão as suas mãos, mas as sensações vêm de todo o lugar enquanto nós nos ensaboamos no banho. Quando ele finalmente nos tira para fora do chuveiro, ele agarra uma toalha e envolve-a em torno de meus ombros, então ele agarra-me pelos quadris e me levanta. Ele fica no meio do banheiro, me abaixando sobre ele enquanto me beija. Pego o reflexo de nós no espelho do lado — inesperadamente. Cada músculo cortado e flexionado. Suas pernas poderosas, seu abdômen e bunda enquanto ele empurra, seus braços, peito e ombros enquanto ele me levanta e me abaixa. E eu, tão pálida, meu cabelo loiro molhado e riscando as minhas costas, a toalha escorregando pelo meu corpo — seu pênis submergindo nos lábios rosados, brilhantes e inchados entre minhas pernas. Estou erotizada pela visão de nós juntos porque eu vi filmes, vi pornografia, vi fotos e artes, mas eu nunca respondi à visão de um casal fazendo amor da maneira que eu respondo ao ver Maverick me abre quando ele me abaixar sobre ele. Vejo-me, e não me pareço com a garota que eu vi no espelho há vários meses. Eu não estou autoconsciente. Eu estou sexy. Sou mulher. Estou encontrada. Eu sou feita perfeitamente para ele.


Gemo o seu nome, ciente da intensidade dos meus sentimentos, sou a primeira a gozar, mas ele vem tão duro quanto sempre, as nádegas flexionando, o corpo bombeando enquanto ele mordisca meu pescoço. Estou tímida quando percebo que ele me olha no espelho e eu sussurro, sorrindo: — Além de ser para meus propósitos puramente egoístas... Isso foi por sorte. Ele zomba de mim, como se estivesse terrivelmente desapontado. — E por amor? Aceno, sorrindo feliz. Ele ainda me segura no ar com um braço e toma a parte de trás da minha cabeça com o outro, olhando para mim como se eu fosse a oitava maravilha do mundo. — Você é um tiro de puro céu fodido em minhas veias.


QUARENTA E QUATRO ESTÁ NA HORA Maverick Falta meia hora para a luta e Oz não vai abrir a porta do seu quarto. — Oz! — Bato na porta. Puxo na maçaneta da porta e bato mais forte, resistindo ao desejo de bater com o meu ombro. Três minutos mais tarde, volto com um membro da equipe do hotel, que abre a porta. Ele está na pequena área de estar do seu quarto, com garrafas por todo o lugar. — Oz, Jesus — pego as garrafas e começo a jogá-las fora, então eu vou e fico diante dele. Ele nem me olha nos olhos, seus olhos injetados no sangue passando pelo meu ombro. — Oz, nós temos um tiro esta noite — agarro um vidro da água e trago-o diante dele. Ele não aceita. Suspirando, deixo-o de lado, caio sentando e nivelo meu nariz com o dele. — Eu estou lutando esta noite, e eu preciso de você no meu canto. — Por que você precisa de mim? — Ele zomba. — Eu preciso de você no meu canto, Oz. — Saia. — Nós temos um tiro, Oz. — Nós? — Nós. Olhe, você quer provar algo? Aqui está a sua chance. Oz não se levanta. Ele se desloca para frente e olha para o chão. — Homens como nós, Maverick, não conseguimos coisas boas. — Como você sabe se você não faz uma luta por elas? — Porque eu vivi mais tempo, é por isso. Eu tentei atirar muitas vezes. — Oz. Veja...


— Não me dê sermões, Maverick! Você e o Tate. Você e sua garota. Você não é mais um indesejado. Como eu — ele rosna, franzindo a testa. — Oz. Foda-se, cara. Eu encontrei essa garota. E ela é adorável. E ela me pega. E eu pego ela. E eu quero estar com ela. Eu sou louco por ela de uma maneira que eu nunca pensei que seria. Eu tenho treinado como louco para esta noite. Só uma noite, Oz. — Você está me dando por certo, Maverick. Levanto e enrolo meus punhos em meus lados. Abaixo a minha voz. — Eu não tomo nada para concedido. Eu sei melhor. — Você não precisa mais de mim. Você me pegou porque ninguém bom o faria. Agora você tem algo melhor. Você tem Tate como mentor. — Exceto que nunca esquecerei que você era a da minha equipe quando ninguém mais queria. — Seu melhor amigo Tate tem um dentro agora — diz ele ressentido. — Você pode obter qualquer um que você quer neste momento. — Então, fodidamente perceba que sou eu quem está bem aqui pedindo-lhe para estar no meu canto. Ele balança a cabeça e enxuga o rosto, depois dobra os braços e começa a chorar. Eu gemo e caio de volta sentado. — Não faça isso comigo, Oz. — Apenas vá embora. — Não sem você. Agarra a garrafa mais próxima e tenta beber. Eu o paro no ar, arrancando-o dele e deixando-o de lado, minha voz baixa. — Então é assim que vai ser. Quer nos sabotar, Oz? Você quer? — Estou louco agora. Estou tão fodidamente louco que não consigo ver direito. Coloco a mão na parte de trás do assento e me inclino para a frente. — Seja o homem do caralho o suficiente para lutar a luta que nos preparamos para lutar.


Seus olhos atiram-me. — Vai, Cage. Esta não é mais minha luta — ele diz, olhando para mim. Enrolo minhas mãos em punhos, vou bater minha palma na parede, então eu volto e caio diante dele. — Por que você ainda está aqui? — Porque você ainda está aqui. Ele reluz. Olho para trás. Então inclino-me no meu assento e olho para o quarto. — Bons quartos em comparação com onde começamos, hein. — Muito bom — ele resmunga. Suspiro e arrasto minha mão pelo meu rosto. — Oz. Fale comigo. Ele olha para as mãos vazias. — Tento deixá-lo, mas não consigo... — Ele exala e olha para longe. — Setenta e oito lutadores que eu treinei na última década como treinador. Lutadores que eu nutrir com saúde. Lutadores que eu acordava às três da manhã para prepará-los para treinar. Lutadores que eu ajudei a cozinhar, ajudei a se vestir, inferno, até ajudei alguns a ficarem sóbrios. Todos eles saíram. Cada degrau acima da escada do sucesso, cada fósforo que eu ajudei a ganhar, era apenas um degrau mais acima de onde diriam adeus a mim. Eu dei tudo para tantos deles. Não tinha filhos, meus campeões eram meus filhos. Dei tempo com a esposa. Todos eles saem. E você também, Maverick. Inclino-me para a frente, olhando para ele. — Se este é o fim de algo grande ou o começo... Ganhar ou perder esta noite... Eu quero você no meu canto sempre, Oz. Sempre. Ele franze o cenho e aperta os lábios com os olhos vermelhos. — Mesmo assim? — Ele grita, descrente. — Ei — inclino-me ainda mais, balançando a cabeça sombriamente. — Eu vou te apoiar. Você pode passar por isso e você não precisa fazer isso sozinho. Só porque você perdeu essa luta antes não significa que você vai perdê-la para sempre. Eu não


vou deixar você. Vou apoiá-lo para ganhar o seu como se estivesse me apoiando para ganhar o meu. Se você precisar de mim agora, eu estou aqui. Ele exala através de suas narinas, então coloca a garrafa de lado. — Bem. Vou pegar os malditos doze passos. — Bom. Estou orgulhoso. Ele reluz. — Você realmente quer lutar esta noite ou você está se transformando em uma buceta? — Meu pau está bem esta noite, Oz, e assim são meus punhos, mas eu quero que você esteja lá. — Bem. Acho que só vai dar um passo em primeiro lugar. Porque se o meu campeão precisa de mim e não é por pena, então ele me pegou. — Bom. Porque se meu treinador me quer, ele me pegou. — Nós compartilhamos um olhar de compreensão enquanto nós dois estamos de pé, e eu olho para o relógio. Os segundos nunca foram mais rápidos. Temos sete minutos para chegar ao Underground. Uma vez lá fora, são cinco minutos e contando. Pego um olhar para a linha de táxi do hotel táxi e xingo. Meia dúzia de pessoas em linha e sem táxis puxando. — Muito bem, Oz. Vamos dar um treino tão necessário — troto para a calçada e verifico para ter certeza de que ele está me seguindo, ele geme e tenta recuperar o tempo enquanto começo a correr como o inferno para o Underground.


QUARENTA E CINCO ASSENTOS AO LADO DO RINGUE Reese — Reese? — Brooke chama meu nome da porta do quarto. — Você está pronta? Salto para fora do banheiro, onde eu estava amarrando meus cabelos para trás em uma trança, e aceno com a cabeça. — Estou tão nervosa. Ela ri e me abraça, felizmente. — Você não parece nervosa — digo a ela quando ela vai dar algumas instruções de última hora para Racer e dá-lhe o seu beijo de boa noite. Ela sorri em particular. — Aconteça o que acontecer, Remington vai comemorar esta noite. — Por que você diz isso? Ela se inclina para colocar Racer na cama. — Porque eu estou grávida — ela sorri tão largo como ela olha para mim. — Estou grávida e Remington vai ficar emocionado. Nada importa mais do que nós. Certo, Racer? Uma irmãzinha ou um irmãozinho? — Não, — ele diz franzindo a testa, sentando na cama. — Minha mãe é minha! — Ele a aperta. Ela ri e bate no traseiro dele e o coloca de volta na cama, e acena para Diane. Fomos para os elevadores para onde Pete espera com um SUV. E então nós duas saímos do hotel, passamos no Central Park e em direção ao East Side, para o armazém do Underground. Há facilmente quinze mil pessoas presentes, e Brooke me leva a uma fileira de assentos vazios no centro da frente. Posso sentir o cheiro metálico de sangue, suor, cerveja e calor de muitos humanos juntos. A visão do ringue tão perto faz minha respiração engatar.


— Como você faz isso, eu não sei — digo a ela enquanto esperamos. Ela acaricia minha coxa, tranquilizando-me. — Fica mais fácil. Nunca é divertido quando há sangue. — Vai haver sangue — Exalo, me preparando para isso. Ela assente com a cabeça. — É a final. Eles lutam por todos. — Ela franze o cenho e acena para Pete. — Por que o atraso? — Ela pergunta. — Eles estão dizendo que Maverick não está aqui. — O que você quer dizer? Pete aperta os lábios com preocupação. — Se ele não estiver aqui em um minuto, ele será desqualificado. Olho para o canto de Maverick com uma sensação de afundamento em meu estômago, então digo a Brooke: — Algo aconteceu. Não há nenhuma maneira de Maverick perder esta luta... — Reese... — Brooke tenta me acalmar quando o locutor fala. — Boa noite, senhoras e senhores... Pete olha para Riley, que acena como um sinal para ele, e Pete se vira para nós com um sorriso. — Está pronto — diz ele. E oh Deus. Está pronto.


QUARENTA E SEIS ÚLTIMA LUTA Maverick Oz está andando no quarto dos fundos do armazém como um anjo da morte, cabelo espetado, olhos injetados, mandíbula definida em determinação. — Ok, garoto, é melhor você não me despejar por nada novo e brilhante. Eu estou desanimando para ser real agora. Olho para Oz, sorrindo para mim mesmo. — É melhor que valha a pena. — Ele aponta um dedo para o meu peito nu. — Quando eu ficar sóbrio, quero perceber que tenho algo bom em minha vida. — Você tem, filho da puta. Você me pegou. Ele balança a cabeça. — Agora vá mostrar Arrebentador que ele te ensinou bem. — Eu vou — prometo discretamente, e deixo Oz colocar as fitas em minhas mãos. — Não, porra, precisa ser perfeito — ele resmunga. Ele desvenda um deles e aperta-o. Eu sou bombeado por cima e repreendido após querer saber por um segundo quente se eu mesmo faria à luta. Depois de Oz, depois da corrida, minhas veias estão crepitando com testosterona. Tate quer uma grande luta, sua última luta. E de repente eu só quero lutar. — Ele disse a Brooke que este é a melhor luta da sua vida, e Reese diz que ele quer dizer isso — diz Oz. — Inferno, é a minha melhor luta — olho para cima. — Reese lhe disse isso? — Eu converso com Reese às vezes — ele diz, sorrindo. Ele bate na parte de trás da minha cabeça. — Você estava certa. Acho que ela está conosco.


Exalo, arrastando minha mão gravada pelo meu rosto. Em seguida, enfio as minhas mãos em minhas luvas. Porque eu sou o desafiante, sou chamado primeiro. — ... Então por favor, deem as boas-vindas ao nosso desafiante da noite, o maldito oprimido da temporada. Vai ser um milagre se a partida durar após a primeira rodada. Nenhum novato NUNCA sobreviveu tanto tempo contra o nosso campeão. Mas este não é apenas qualquer novato, senhoras e senhores, oh não. Nós lhe damos, aqui no Underground, MAVERICK CAGE, O VINGAAAADOR! Oz abre a porta, empurro as minhas luvas e avanço para fora, os sucos competitivos fluindo através de minhas veias. Dezenas de luzes são treinadas no circuito. Todos os olhos na arena treinados em mim como eu salto dentro e sacudo o meu roupão, então espero discretamente no meu canto quando eles chamam Tate. — Senhoras e senhores, nosso atual campeão do Underground, o invicto REI DO CÍRCUITO, damos a vocês, REMINGTON TATE-ARREBENTAADOR! A multidão ganha vida, e Oz cacareja no meu canto, divertido. Examino a multidão atrás Reese — e meu olhar para em uma mulher com cabelos escuros curtos e olhos como os meus atrás de um par de óculos. Mamãe. Suas mãos estão tremendo em seu colo, e olho para ela em desculpas. É por isso que eu não queria que você viesse antes, mãe. Você não vai gostar disso um pouco. Mas ela dá um sorriso corajoso, e canto na minha cabeça para ela em gratidão por ter vindo. Atrás dela, Ward me dá o dedo e Seneca levanta os dedos num sinal de paz zombeteira. Olho para eles, mas estou feliz que eles estão perto da minha mãe. A última coisa que quero que ela sinta é que está sozinha aqui, entre milhares, sem ninguém torcendo por seu filho. Tate entra no ringue como o rei. Ele bate no chão silenciosamente.


Eu estou aqui. Pronto. Esperando. Ele se vira. Seus fãs enlouquecem. Eu perambulo para o outro lado do ringue quando a multidão o alegra. E ali, sentada ao lado de Brooke, é a garota mais linda que já vi. Ela está sorrindo trêmula, seus olhos fixos em nada — não no anel, não na multidão, não em Tate — nada além de mim. Minha mandíbula aperta quando tento domesticar a emoção selvagem de vêla aqui me dá. Coloco o meu punho no peito e seus seios levantarem um pouco, como se ela soubesse o que isso significa. É isso, entre mim e ela. Ela sabe. Que eu a amo. Adoro ela. E ela sabe que eu queria — precisava — que ela estivesse comigo. E ela está lá, em seu assento na fila dianteira fodendo em minha esquerda, direita onde Tate disse que estaria. O árbitro coloca Tate e eu juntos. — Quando eu começar, vocês dão um passo para trás e param de socar, eu quero uma luta limpa hoje à noite. Ambos concordamos em compreensão, com olhos um no outro. Há respeito entre nós agora. E eu sei que neste segundo que se eu perder esta noite, perco para o melhor. Isso começa. A conta... A testosterona é espessa no ar. Nenhum de nós gosta de ir para baixo. Nós dois somos teimosos demais para cair. Nós dois temos fome de vitória. Sobre o outro. Sobre nós mesmos. É a maior luta que o Underground já teve. A partida do meu pai fez as pessoas felizes, mas o fato de que a palavra se espalhou sobre Tate e eu desenvolvendo uma amizade criou controvérsia e curiosidade. Eles querem ver-nos — vê-lo para acreditar.


Nós dois somos lutadores agressivos. Embora eu aprendi a defender também, porque Tate também é grande na defesa. Enquanto me treinava, parecia que queria criar algo melhor do que ele. Ele me ensinou tudo, coisas que ninguém jamais viu, porque ele nunca as deixa fechar o suficiente. Coisas que ninguém mais pode encontrar além de mim. Nunca fui capaz de vencê-lo. Mas ele me deu todas as oportunidades para descobrir como. Nós batemos as luvas, ambos tentando avaliar a estratégia um do outro desta noite. Desgastar-me? Não. Ele não está brincando comigo, e eu estou feliz por ele não estar, porque nós dois estamos aqui para lutar. Ting ting. A multidão vai selvagem quando eu faço o primeiro balando. Ele bloqueia, sorrindo. Ele me segue, tentando aterrar um grande golpe. Seus nódulos aterram um golpe limpo na cabeça. Eu reajo quando ele abre e enterro a minha luva em seu intestino. É como bater no concreto. Mas eu sou forte e, a julgar pelo som que meu soco faz, foi profundo. Nós pulamos de volta, em seguida, em círculo. A multidão alterna entre silêncio e aplausos. Nós estamos dando-lhes um bom show. Um golpe que me atordoa. Ele tem o soco mais poderoso que já senti. Ele me tem contra as cordas. Ele não me diz onde eu fodi — inferno, eu sei que já. Coloco meus braços e bloqueio, então abaixo-os e estreito meus olhos. Ele sorri enquanto eles nos impedem e nos forçam nos separar. Posso ver isso em seus olhos — um desafio. Me perguntando: Você acha que você merece ser campeão do mundo? Campeões nunca fodem duas vezes. Tomo a posição. A multidão se levanta e começa a cantar: — Remy! Remy! Remy! Estou esperando que ele para olhar para a sua esposa e pegar um golpe. E de alguma forma eu me pergunto se ele está esperando por mim para olhar para Reese.


Aquiles é tão forte quanto seu calcanhar. E nós dois temos calcanhares. E nós dois sabemos onde eles estão sentados esta noite. Ele toma um soco embaixo do coração, então levo um gancho que atira minha cabeça ao redor. Afasto-me enquanto me recupero, Tate se tornando o agressor. Paro de me apoiar e tomo um golpe em linha reta. Ele move seu ombro, fugindo, mas eu vejo isso vindo e contra-ataco com outro direito. Nós dos meus dedos esmagam em sua têmpora. O atordoando-o com sucesso. O sínodo primeiro round toca. Continuamos lutando depois da campainha, de repente, nós dois, socos, alguns pousos, alguns perdidos, esquivando, socos. O árbitro grita e se desliza para dentro. — Pare! PAREM! — Ele exige. Descansamos e tomamos nossos banquinhos. Estamos de volta. O locutor: — Cage está rondando... O único lutador nesta temporada que não teme o campeão... E Tate está contra as cordas! Cage tem um golpe. Eles estão ficando sensíveis. O Árbitro não pode separá-los... — PAREM! — O árbitro chama novamente. — Fodido — Tate diz quando ele se afasta e nos deixa continuar. — Não vamos nos divertir — ele rosna. — Falando de diversão — digo, o peito arfando enquanto eu respiro. — Já verificou a sua mulher? Ela não está olhando para você, ela está olhando para mim. Ele cheira meu rosto com tanta força que salta sobre as cordas, então eu avanço, ele sente falta e balança ao redor, franzindo a testa e sorrindo. — Idiota. Reese acabou de sair. Disse para ligar para ela quando você tiver um jogo melhor, maricas. Balanço a minha esquerda, ele avança e atira a esquerda para fora. Minha testa pega o golpe e meu cérebro empurra dentro do meu crânio. Afasto-me, indiferente. As coisas ficam sangrentas depois disso.


Sinto a altura, uma onda completa de adrenalina. Boxeando, movendo, perfurando, contrariando, bloqueando. Round quatro, cinco e seis — ele quebra a minha costela e eu dou-lhe um olho inchado. Ele só pode ver através de um, olhando para mim enquanto lutamos. A multidão está sobrecarregada. OS assentos ao lado do ringue salpicados com sangue. Estamos batendo um ao outro. Jogando socos esquerda e direita. Nós dois temos feridas acima dos nossos olhos, Tate em sua têmpora, e meu mesmo corte acima do meu olho abriu novamente. Estamos respirando com dificuldade, ficando com Vaselina em nossos rostos quando pegamos nossos banquinhos, e somos remendados, e mais lutamos. Rodada sete, ele bate-me para a lona. Levanto-me, e a luta continua... Três dos ganchos da Tate na oitava rodada, e eu estou de novo. — Foda — rosno sob minha respiração, minha bochecha lisa no chão enquanto meu corpo se convulsiona dos golpes. A contagem regressiva começa. Reese está de pé, com as mãos na boca, chorando. Ela está comigo. Meu corpo treme quando exijo mais dele do que ele pode me dar. Tudo. Coloco a mão no chão, e depois a outra, levanto de joelhos e fico de pé. E olho para a Tate. Um olho está inchado. Seu treinador está cortando-o para que o sangue possa emergir, e ele está tampando-o de volta. Olho para as minhas luvas. Cada marca lá no couro é de mim. Lutado por mim. Penso na mensagem do meu pai e arrasto uma respiração profunda. Acho que sou um verdadeiro lutador agora. Tate se aproxima. Ele está com raiva agora. Ele está desapontado? Ele parece louco por não ter lhe dado mais. Será que ele pensou que ele desperdiçou seu tempo comigo? Ele está pensando que eu não valia a pena? Como o meu próprio pai? Não quero pensar que ele é maior. Mais experiente. Ele pensou que eu iria dar-lhe a melhor luta.


E eu vou. Não luto por meu pai. Luto por mim. Eu sou a Fênix subindo. Aperto as minhas pernas, levanto meus braços, e continuo lutando. Com fome de vitória. Seu nariz tritura. Ele engancha para trás e golpeia o meu rosto aberto. Bato no chão e imediatamente salto para cima. Minha visão está turva. Pernas, braços, nada responde. Pisco e sinto o gosto o sangue em minha boca. A dor lentamente se estende através de mim, me forço para frente. Imagino meu pai. A cara dele. Ele lutando comigo. Você não é bom o suficiente... Ele lutando sujo. Ele lutando com Tate. Ele me ensanguentando. Ele deixando minha mão raspar até que suas mãos estavam cansadas. E eu rugindo e balançando tão duro, Tate atinge a lona. Os próximos segundos são um borrão. O tempo escorre. A contagem decrescente para, e Tate ainda está se orientando. Meu olho está tão inchado que é tudo um borrão, mas eu vejo algo brilhante voando até mim e me concentro na moeda de um centavo pousando em meus pés. A moeda que dei a Reese quando era tudo o que eu tinha. Quando eu não tinha nada além de mim. Pego o centavo e levanto os olhos para Reese. As lágrimas escorrem por suas bochechas, eu inalo e dói respirar, dói levantar meu punho e colocar a moeda no meu peito, quando ela chora mais, e eu não consigo respirar mais, olho para longe para que ela não veja a queimadura em meus olhos quando o locutor agarra meu pulso e levanta meu braço.


— Seu VITORIOSO, SENHORAS E SENHORES! O primeiro novato a vencer o campeonato da temporada, atirando ao topo da porra estratosfera! E pela primeira vez na minha vida, ouço a multidão. Ouço a multidão. E a multidão está gritando no topo de seus pulmões: — MAVERICK! MAVERICK! MAVERICK! Tate se levanta e ele parece uma merda, e eu também, enquanto ele tranca as mãos atrás do meu pescoço, bate a testa na minha, aperta a parte de trás da minha cabeça, sorrindo até que suas covinhas ensanguentadas aparecem. — Como você se sente, filho da puta? Isso é bastante real para você? Hã? E a multidão diz: — REMY! REMY! REMY! O mestre do ringue está entre nós, levantando cada um dos nossos braços, e o fodido e louco Remington Tate está sorrindo por cima de sua cabeça para mim. A multidão está gritando atrás dele quando ele deixa o anel pela última vez, uma lenda. Eterno. Mas eu não posso me mover ainda. Nos últimos segundos, estou sozinho no ringue, ensanguentado e quebrado, um vencedor, o mundo se abrindo para mim. Mas eu ainda estou segurando a moeda de Reese no meu punho como a coisa mais preciosa que tenho.

Estou sozinho no quarto dos fundos. Ouvindo a multidão aplaudir lá fora. Oz está me remendando, tremendo de adrenalina, cheirando calmamente. Olho para a parede. Em processamento. Há uma batida, e Tate está na porta. Todo remendado também. Fitas ao longo do seu templo, sua mandíbula, muitos pontos inchados como o meu.


Oz olha para ele, reverentemente bate em suas costas, e sussurra algo como: “melhor luta que eu já vi na minha vida”, e sai do lado de fora. — Ei. — Tate cai no banco diante de mim. — A primeira vez que eu estava no ringue, fui batido tão forte, eu tive duas costelas quebradas e meu espírito. Ambos curaram embora. Se isso aconteceu, o seu também. Seguro minha mandíbula apertada quando eu aceno. Quero falar, mas não tenho palavras para esse cara. O maior inimigo do meu pai, que me deu mais atenção do que meu pai jamais fez. O maior inimigo de meu pai, que acreditava em mim mais do que o meu próprio pai, sempre fez. Mais pai para mim do que meu próprio sangue. Meu mentor. Meu irmão. — Quando comecei a treinar você — ele diz, sorrindo de orgulho, — eu pensei que você poderia ser ótimo. Diabos, eu sabia que você poderia ser ótimo. Eu sabia que você poderia ser melhor do que eu. E eu estava certo. — Ele empurra o queixo para a porta. — O circuito é todo seu. Possua-o e nunca o entregue a menos que você estiver pisando para baixo. — Eu não vou — prometo com convicção, minhas mãos em punhos instintivamente. — Bom. Ele põe o punho para fora, como o seu filho. — É uma honra ter lutado com você. Eu não sei como eu posso me levantar. Como posso falar. Eu faço ambos. Encontro o seu olhar com orgulho, gratidão, admiração e mais respeito do que jamais senti na minha vida. Aproximo os meus dedos dos dele, assim como eu faço com seu filho. E digo o que eu quero dizer. Sempre digo o que quero dizer. — A honra é minha.


EPÍLOGO ESTOU COM ELE Reese Essa foi a primeira de muitas finais para Maverick “o Vingador” Cage. Já faz dois anos, centenas de partidas, e eles o chamam de Rei do Circuito. As pessoas aplaudem quando ele está nele. Os anunciantes quase clímax quando eles o anunciam. — NOSSO MUITO PRÓPRIO, SENHORAS E SENHORES! O novato mais destemido de sempre que tomou esse ringue. O REI, o vingador, Maaaaverick Caaaaaage! Ele sobe no ringue sem olhar para ninguém. Então Mav me vê quando ele se despi e eu olho para a minha fênix levantar e sinto tanto orgulho que eu poderia explodir. Ele comprou uma casa em Seattle, perto da Tates. Eles tiveram uma menina e a chamaram de Iris. Maverick ainda treina com Arrebentador várias vezes por semana. E todas às noites, antes de irmos para a cama, vamos para uma corrida à meia-noite. Porque... não mencionei isso ainda? Estou com ele. Toda vez que ele pisa fora do ringue, vou ficar com Oz, e ele vem para o seu canto. Para Oz e para mim. Acordo todas as minhas manhãs com a bochecha no peito dele e quase não sei qual membro é meu ou qual é dele, exceto o dele é mais difícil e bronzeado. As manhãs, Oz é todo negócios, com uma tonelada de merdas de garrafas de água embaladas para seu exercício diário. (Oz tem uma nova namorada. Seu nome é Natasha e agora tudo que maravilhoso é a Natasha.)


— Se vamos ser campeões novamente — ele revira os olhos, como se há alguma dúvida — você vai precisa de um treinador, um sóbrio de preferência. Maverick sempre o põe no colo agora. — Esse é meu homem. E Oz sorri, envergonhado. Ele conheceu os meus pais. Eu conheci a sua mãe. Maverick e eu não queremos ficar separados. Ele está determinado. Ele me quer com ele. Então, eu estou com ele. É noite agora. A cidade de Seattle está calma. O som suave da chuva morreu há alguns minutos atrás, e eu estou pronta para correr quando ele terminar de amarrar seus cadarços. Ele se endireita e olha para mim. Ele olha... Como ele. O cara na escuridão vindo à luz. A fênix subindo. O cara segurando meu coração. Meu amor é como um peso de aço, mas não é nada comparado ao peso desse olhar de aço preso em meu rosto como se não houvesse nenhum poder na terra que puxasse aqueles olhos para longe. — Pronta, Reese? Um sorriso impotente puxa os meus lábios. Amor, luxúria e esperança para nós torce em torno do meu coração. — Sempre pronto para tentar bater em sua bunda. Alguém tem que fazer isso. Ele pisa para frente, franzindo a testa enquanto o faz, ainda intrigado por meu efeito sobre ele. — O que você me disse, Reese. Eu jogo de inocente. — Eu não disse nada.


— Você diz isso — Ele toca os meus olhos, e então beija as minhas pálpebras. — Ei, eu ainda te amo. — E eu ainda te amo. Ele ainda não sabe que ele me tinha no centavo. Ele me chama de perto agora e beija meu pescoço, e levanta a cabeça para me beijar na boca, e ele sabe tão certo, tão forte, tão forte e tão poderoso, meu mundo se reduz a todos os 1,82 m do meu vingador Em uma respiração trêmula, meus lábios se separam e meus olhos se fecham quando ele começa a beijar minha mandíbula, meus lábios novamente. Ele às vezes mancha meu batom em toda a minha boca, mas eu não me importo. Ele gosta de me devorar e eu o deixo. Selvagem, primitiva, a sua boca devastadora na minha, como na cama todas as noites. Ele inclina minha cabeça no melhor ângulo e às vezes ele diz que meus lábios têm sabor de cereja. As luvas de seu pai desapareceram. Ele tem uma sala cheia de equipamentos de combate, tudo novo, tudo seu. Ele ainda está descobrindo quem ele é, mas ele sabe quem ele não é. Eu ainda estou descobrindo quem eu sou, e quem quer que seja, eu sei que estou com ele. Ele tem um retrato daquele jogo final com Remy, daquele momento — o momento em que Remy abraça como um pai orgulhoso — e ele o tem no corredor para o nosso quarto. Ele diz que nunca quer esquecer o que se sente ao lutar contra alguém melhor do que ele. Ele diz que nunca quer esquecer que ele não é o legado do Scorpion. E nunca esquecerá essa noite, apesar de todas as outras que a seguiram. Ele ainda está lutando. E ainda estamos apaixonados.


Dirigindo-se para fora de nossa casa, Maverick puxa o seu agasalho e nós tomamos à rua úmida para correr no pavimento molhado, onde o trajeto parece interminável, onde nós temos o para sempre nos esperando. Mas ambos sabemos que nada é para sempre, exceto lendas. E exceto nós.


Caros Leitores, Obrigado tanto por fazerem essa viagem na série REAL comigo. Legend é o último dos livros da série real, e embora eu comecei a escrever sem saber qual dos homens ganharia a última luta, escrevi como verdadeiras as histórias que os personagens me deram e esta é o seu felizes para sempre. Eu não poderia incluir (porque não é relevante para esta história) que Melanie e Greyson estão casados, e que Pandora e Mackenna gostam das visitas de sua filha, Eve, durante verões inteiros. Como você sabe, Brooke está grávida e todos nós esperamos que seja uma menina (Iris!). Maverick finalmente superou a sombra do seu pai, e Remy oficialmente passou a tocha. Um empate para aquela última luta era impossível, não importa o quanto eu desejasse. Ambos os homens lutam para ganhar e Remy colocar todo o seu coração em sua orientação. Ele ensinou Maverick a ser melhor do que qualquer coisa que nunca viria e Maverick se entrega. Estou tão orgulhosa deles, tão grata por todo o seu amor por minhas histórias e esses personagens. Obrigado pelo apoio que nos deram ao longo dos anos. Estou ansiosa para compartilhar as minhas novos e futuros, surpreendentes personagens da série com vocês este ano e espero que todos vocês mantenham seus olhos em seus próprios sonhos e ambições pessoais. Torna-se, qualquer que seja a sua, uma lenda.

Amor,

Katy


AGRADECIMENTOS Obrigada ao... meu marido, aos meus filhos e aos meus pais; vocês são a luz da minha vida! Para Stacey Suarez, a melhor especialista em fitness e querida amiga que eu poderia ter esperado, que esteve comigo a cada passo da minha jornada de escrita. Para Monica Murphy, pela leitura o beta, as horas de e-mail, os risos e a amizade. Para Kelli C., minha editora externa “ninja”, por me ajudar a preparar este bebê e embelezar minhas palavras — você é incrível! A Anita S. pela excelente revisão e toque extra suave com meu manuscrito. Para todos os blogueiros que me apoiaram através do que é agora é o meu nono lançamento, aprecio cada um de vocês. Obrigado por tomar o tempo para ler, rever e promover os meus lançamentos. Sem você seria incrivelmente difícil encontrar meus livros. Para os meus leitores beta incríveis, por o seu feedback inicial e todos os chats e livro ao livro. Obrigado, Monica, Kim Jones, Kati D, CeCe, Angie, Lisa, e um enorme agradecimento especial com uma cereja de cima: Mara White e seu pequeno garoto, que foi a minha inspiração para Racer. Este livro não seria o que é hoje sem meu editor surpreendente. Meus grandes agradecimentos a todos na Gallery Books, incluindo o meu editor, Adam Wilson; meus editores, Jen Bergstrom e Louise Burke; O departamento de arte, editores de cópia, equipe de publicação e publicitários. Estou igualmente grata à todos os meus editores estrangeiros, que já traduziram a série REAL em quase uma dúzia de outros países até agora. Obrigado! Para todos na Agência Jane Rotrosen, vocês não são apenas pessoas incríveis, mas sempre conseguem nos fazer — seus autores — sentir que somos família. Obrigado! E agradecimentos especiais a Amy Tannenbaum, minha agente, que não é apenas minha agente, mas também assume um milhão de outros papéis como a melhor-conselheira-doadora, líder de torcida implacável e firme crente em Katy. Sem


Amy, eu poderia parar quando as coisas ficam difíceis, mas felizmente quando as coisas ficam difíceis, Amy fica mais difícil. Obrigado, Amy.  E mais, especialmente, obrigado, obrigado, obrigado aos meus leitores. Vocês que são tão apaixonados por meus personagens como eu sou, permitir-lhes fazer você perder o sono como eu, você pensa sobre eles no chuveiro e quando está dirigindo como eu, e então você vai tudo para fora e ama-os como eu faço. Obrigado por todas as horas que vocês gastam conosco. Espero que possam continuar a gastar muito mais.


SOBRE A AUTORA Katy Evans é casada e vive com o seu marido e seus dois filhos mais três cães preguiçosos no sul do Texas. Alguns de seus passatempos favoritos são caminhadas, leitura, cozinhar, e gastar o tempo com seus amigos e família. Para obter mais informações sobre Katy Evans e seus próximos lançamentos, confira-a nos sites abaixo. Ela gosta de ouvir de seus leitores.

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Legend vol. 6 (revisado) - Katy Evans