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Disponibilizado: Tradução: Revisão Inicial: Revisão Final: Leitura Final e Formatação:


DEDICATÓRIA

Para meu padrasto, Gordon. Você é um homem gentil, amoroso, que entrou em nossa família com o coração aberto, e nós te amamos por isso. Obrigado por ler as minhas palavras e por sua honestidade e abertura. Suas idéias ajudaram muito, especialmente com este livro. Podemos estar a centenas de milhas de distância, mas você está aqui com a gente todos os dias. Eu te amo.


ELENCO DE PERSONAGENS

Keith: Membro do grupo secreto Blackstone. “Irmão mais velho” de Savannah. Lexi: Ex-namorada de Keith. Savannah: Resgatada em Tijuana, México, depois de sete meses. Salva pela Blackstone, apaixonou-se por Cole Logan. Agora vive com Os Sombras. Cole: Proprietário da casa segura em Montana, chamada de Os Sombras. Apaixonou-se por uma imagem de uma vítima. Encontrou, a salvou, e se casou com ela. Líder da Blackstone, equipe de operações especiais. Olivia: Filha de Cole e Savannah. Mark: Melhor amigo de Cole Logan, membro do Blackstone. Usa o bom humor para escapar da dor de seu passado. Mia: Namorada de Mark, enfermeira, e a filha de Frank. Paul: Ex membro da Blackstone, faleceu em uma operação no México. John: Membro da Blackstone. Abigail: Mãe adotiva de Mark, babá de infância de Cole, e agora, assessora da casa. Namora o médico. Dr. Roberts: Médico da casa, considerado a alma e o amor de Abigail. Mike: Agente dos sombras. Assustador, parece um urso de pelucia, coberto da cabeça aos pés com tatuagens. Dell: Agente dos Sombras. Davie: Agente dos Sombras.


Molly: Enfermeira no Hospital North Dakota. Assinou a NDA 1 para trabalhar com os homens Blackstone quando entrou. Scoot: Gato folgado da casa. Não tem vergonha.

1

NDA – Nada A Declarar. Acordo feito entre as partes para manter o sigilo, quer seja da localização ou para quem trabalha.


Sinopse Uma decisão vai assombrar o soldado da Blackstone, Keith, por toda a vida... Keith deixou para trás o amor resoluto de sua vida, Lexi Klein, dez anos atrás, quando escolheu se tornar um soldado e ir para o Iraque, mas depois de uma trágedia atingir a família de Lexi e Keith não poder voltar para casa, ela se sentiu abandonada. Quando Keith finalmente conseguiu voltar para Boston, Lexi tinha excluido completamente a todos, incluindo ele. Ela decide terminar seu relacionamento e seguir em frente. Lexi sempre foi proprietária do coração de Keith. Ele só não sabia o quanto... Keith volta para Boston anos mais tarde para um casamento e descobre que Lexi está namorando o líder da gangue infame Almas Perdidas. Lexi está em seu pensamento, e Keith não irá parar de tentar mantê-la segura. Sem nunca ter recuperado seu coração partido, Lexi não quer fazer parte de sua rotina de grande salvador. Ela fez sua escolha, e tem suas próprias razões para furar suas armas sobre ele. Keith luta para recuperar a confiança de Lexi, mas velhas feridas demoram a cicatrizar... Depois de Lexi ser espancada por não seguir as regras da gangue, Keith decidirá levá-la em uma viagem para convencê-la de uma vez por todas, a deixá-los para trás. Mas Lexi está segurando um último segredo, e ele mudará tudo. A felicidade tem um preço, e uma vez que Lexi colocá-la na frente, desmoronará, o preço será pago em sangue. Keith deve tomar uma decisão. Será que a sua lealdade mentirá para os militares? Ou para a mulher que ele ama? Ou tem muito tempo de sua história perdida para eles terem uma... Última... Escapada.


Prólogo Local: México Coordenadas: Classificada

Keith Poeira agarrava nos meus olhos enquanto eu corria atrás do Land Rover. Dois membros do cartel estavam se afastando com alguns suprimentos médicos de nosso acampamento. O que fazia a perseguição divertida, era que eles não esperavam isso de nós. Minhas botas mal tocavam o chão e os meus braços batiam contra o vento. Olhando sobre o meu ombro, Mark encontrava-se atrás do volante, chegando rápido. Cole subiu na janela do Hummer, sentando-se na borda. Descansando a arma no teto do carro, ele pegou o rádio e ouvi sua voz pelo meu fone de ouvido. —Mova-se para nove horas. Eu fiz, e dei dois tiros, fazendo com que o condutor abrandasse momentaneamente. Ganhando terreno, tentei agarrar a barra do teto, mas não consegui. —Droga!


Meus olhos estavam cheios de lágrimas enquanto tentava concentrarme no Land Rover. Com todas as minhas forças, eu saltei para frente e tranquei-me na barra. Meus joelhos batem no pára-choque e meus quadris levaram uma surra do estepe. Rapidamente, eu balancei minha perna para cima e me levantei para o teto. Espalhando os meus joelhos, encontrei o meu equilíbrio e dei a Cole um sinal positivo. Quatro balas passaram por minha orelha esquerda. Arrastando-me para frente, eu arranquei a faca do coldre na minha coxa. Colocando abaixo da minha barriga, agachei e enfiei a faca na mão do cara e no batente da porta. O motorista começou a entrar em pânico, desviando o veículo e o passageiro lutando para conseguir tirar a faca. Dei uma cotovelada rápida na sua cabeça, fazendo-a pular e cair para o lado. Enganchando minhas botas através do rack de teto para apoio, meu corpo pendia para o lado. Apontei minha arma pela janela direcionando no motorista, que estava tentando desesperadamente controlar o veículo. Suor escorria de seu rosto, deixando trilhas por suas bochechas sujas. —Pare o caminhão! Suas mãos voaram para fora do volante, seus olhos selvagens. O caminhão resistiu a partir da perda repentina de energia, uma vez que diminuiu a velocidade. Nós dois olhamos para a metralhadora ao lado dele. —Não faça isso—, eu avisei, mas como previsto, o cara foi para ele. Pop! A cabeça do homem balançou para frente e para trás, enquanto olhava o buraco no volante. Ele estava entrando em choque, não era difícil adivinhar isso. —Faça-o novamente, e a próxima vez, será entre seus olhos. Ele falava inglês. Eu poderia dizer pela maneira como ele balançou a cabeça, colocando as duas mãos no volante e as mantendo lá depois que


paramos. Cole deu a volta, parando na porta do motorista e apontou o rifle para o rosto do homem. Então ele olhou para mim, sua expressão calma e amigável como se estivesse simplesmente levantando-se da mesa de jantar. —Você está bem, Keith? —Não poderia estar melhor!— Eu agarrei a borda da porta, lançado os meus pés, virando-me, e caindo no chao. —Meu palpite é que ele é novo. —Sim, se entregou muito rápido—, Mike entrou na conversa, agarrando o motorista pelos ombros e dizendo-lhe para se sentar. —Sim. Tirei os óculos de sol. —Nós provavelmente, não éramos o seu alvo, mas eles nos configuraram como um alvo fácil. Abrindo a porta e deixando cair o passageiro desmaiado no chão, eu parei em torno de seu lixo. Cristo, eles eram desleixados. Embalagens de alimentos, latas de Coca-cola, pontas de cigarro e garrafas de cerveja alinhadas no chão. De qualquer modo, eu ri, pensando nos dois tendo um ataque cardíaco, pela forma como eles viviam. —Lopez,— Cole chamou. —Venha aqui. Temos dois reféns. —Copiado. —Coronel.— Eu balancei a cabeça em direção a um pacote no banco de trás. Chegando perto, e cuidadosamente tirando o cobertor sujo, revela uma grande bomba. —Para trás!— Cole chama, e os caras se movem rápido. —Vá devagar, Keith—, alertou. Eu cuidadosamente a avalio. Não foi ativada, e eu dei um aceno para abaixar. —Filho da puta. Eu rapidamente desenrolo um conjunto de projetos sobre o capô do Land Rover, digitalizando-os, observando o local circulado.


—Puta merda. Cole terminou a verificação da bomba e se juntou a mim. Eu lutei contra a brisa, mantendo o papel com o plano sobre o capô, e apontei para o alvo pretendido. Minha mão flexionou quando me aproximei de Mike, que tinha o motorista preso com laços zip2. Meu rosto apertou com raiva e não dando a mínima, eu virei e dei um soco no rosto do preso. —Seu filho da puta!— Eu assobiei enquanto rolava no chão. —Não, por favor!—, ele gritou, com as mãos para cima como se quisesse me afastar. —Eu tenho regras. Eu não machuco ninguém. —Elas são crianças, você, assassino bastardo! Crianças inocentes! Você ia matá-los! Eu olhei para Mark, que estava sendo retido por Cole. Eu conheci um monte de homens que juntavam-se aos cartéis porque não tinham outro lugar para ir. Eles viravam para o tráfico de drogas por desespero. Mas este tipo de coisa, bombardear uma escola e matar crianças inocentes, só poderia ser realizado por alguém sem uma alma. Demorou um inferno para me controlar e não pegar minha arma, apontar para sua garganta e descarregar. Cole ordenou a Mike que vigiasse os homens na parte de trás do Hummer, e Mark e eu removemos a bomba, desativando-a antes de colocá-la na picape. —Boa chamada.— Cole bateu seu punho no meu, enquanto subia na parte de trás. —Obrigado.

2

Utilizado pelas forças armadas para prender suspeitos criminosos.


Mark enxugou sua testa com um pano. Eu sabia que ele estava se esforçando mais do que o habitual, agora que Mia estava grávida. Ele mudou sua perspectiva. Correndo meus dedos sobre meu antebraço, enquanto eu deixava minha mente escapar por alguns momentos, quando uma memória vinha à tona. Sua mão suave passando pelo meu peito nu, acordando-me de um sono profundo. Cabelo sedoso fazendo cócegas no meu rosto, e meus quadris movimentando-se com seu riso, querendo contato. —Dia. Sua voz rouca tinha-me preparado. Seus grandes olhos seguraram os meus, enquanto ela balançava seus quadris. —Eu estou com fome. Seus lábios rosados abriram, e pude vê-la engolindo tudo. —Santo...!— Eu cobri meu rosto, me perguntando quanto tempo eu poderia durar. —Isso, bem ali—, Mark entrou na conversa e grotescamente me arrastou para fora da minha memória, deixando-me com um nó apertado na virilha. —O que você está pensando? —Nada,— eu rosnei, irritado. —Sempre tão temperamental.— Eu suspirei e olhei para ele. —Só pensando em casa. Ele balançou a cabeça enquanto tirava o chapéu e sacudia seu cabelo, retirando a areia. —Eu só tenho esse olhar quando estou pensando em Mia. Ele sorriu, então piscou. —Alguém especial em sua mente? Balançando a cabeça, olhei para trás para fora da janela.


Eu me pergunto o que ela estรก fazendo agora.


Capítulo Um Boston Ensino médio

—Passe isso! Clark bateu sua bengala para me deixar saber onde ele estava. Corri para baixo do gelo, e o disco bateu contra o meu taco. Fiz contato visual rápido e passei-a, apenas para obtê-la de volta em dois passos. Este era um dos nossos movimentos. Eu fingi ir para a esquerda, mas virei para a direita. Uma vez na frente da rede, vi uma abertura e, sem pensar duas vezes, batiaa na rede, passando entre as pernas do goleiro. Eu sorri quando o sinal gritou junto com os espectadores. Clark agarrou o meu capacete e bateu nossas cabeças juntas, enquanto comemorávamos. O árbitro apitou enquanto a multidão se acomodava em seus assentos. Eu fui para o centro do gelo, patinando em ambos os lados da


linha, e esperando o disco cair. Eu amava essa parte, onde nada poderia ser ouvido, apenas seu batimento cardíaco, descontroladamente, antecipando o momento do árbitro tomar uma respiração profunda e, em seguida, lançar o pedaço duro de borracha. O disco caiu, os dois tacos tentando reinvidicá-lo, em seguida, meu oponente veio e tentou enganchar o meu pescoço. Ergui meu ombro e me choquei com ele, irritado. Aos dezessete anos, eu pesava noventa quilos e tinha um metro e noventa. Eu era um grande cara, e muitos não poderiam levar-me facilmente. Inútil dizer que fiquei muito feliz quando momentos como este surgiam. Ele saltou e caiu de bunda no chão na entrada. O árbitro parou o jogo imediatamente e marcou um penalte para o outro cara, agora descascando-se do lado de fora do gelo. —Você está brincando comigo?—, gritou ele, atirando sua luva. —Você não viu o que ele fez para mim? —Penalte, dois minutos, conduta anti-esportiva. O juiz agarrou sua camisa e puxou-o para a saída. Eu patinei de volta e tomei o meu lugar no centro do gelo novamente. O disco caiu, e tudo o que estava na minha cabeça, concentrou-se em obter. Segurando o meu taco e os meus patins, mudei-me em torno da rede e bati em cima do tornozelo do goleiro. Com um sorriso pequeno, acenei para o taco na caixa e bati meu punho com o de Clark, em mais uma vitória nesta temporada. Éramos três para três, atualmente, detendo o primeiro lugar no Hóquei no ensino médio. —Festa na minha casa!—, ele gritou por cima do barulho.


*** Os números da minha fechadura fizeram a minha cabeça girar. Eu tinha uma ressaca da noite anterior. Tudo o que eu conseguia lembrar era que eu tinha bebido meu peso corporal em cerveja, e de alguma forma acabei na cadeira do pátio de Clark na parte da manhã. Três, seis, nove... Meus dedos giraram a maçaneta e finalmente abri o meu armário. Com três Advil na mão, eu os engoli seguidos por uma generosa dose de Gatorade. Troquei meu livro de matemática pelo de ciências e fechei a porta com cuidado. —Cara,— Clark sorriu para mim. —Ouvi algumas histórias sobre as irmãs novatas que chegaram hoje.— Ele olhou por cima do ombro. —Irmãs.E você sabe disso, como?— Eu comecei a andar com ele para a minha próxima aula. Clark era um homem prostituto conhecido. Ele estava entediado com todas as meninas em nossa escola, por isso, quando alguma novata aparecia, ele sabia primeiro. —El e Alexi.— Suas sobrancelhas se mexeram quando ele se sentou ao meu lado. —Ouvi dizer que elas foram transferidas do Canadá.— Ele esfregou as mãos em excitação. —Canadenses! Não poderia ficar melhor do que isso. —Sim.— Eu abri meu fichário e esperei a professora iniciar a sua aula. Seria apenas uma questão de tempo antes que Clark tivesse uma, ou talvez até mesmo ambas, no banheiro do vestiário. Outra das suas muitas realizações. A aula foi chata, como de costume. Sorte para mim, que eu era inteligente, mas isso era uma maldição, bem como uma bênção.


Isso mantinha o meu lugar como co-capitão da equipe, mas também fazia o meu dia ser maçante devido a não ser desafiado o suficiente. A pista de gelo era o lugar que eu mais amava, os sons, o cheiro, tudo sobre ela. Era o lugar onde eu poderia simplesmente me desligar e usar o meu peso corporal, sem me meter em encrencas. Eu fui feito para o contato físico. Larguei minha bolsa aos meus pés e me sentei na arquibancada ao lado do campo de futebol, onde a equipe estava para o nosso treinamento em terra seca. Minha cabeça finalmente parou de me torturar, que era um timing perfeito, uma vez que o treinador nos queria correndo em volta do campo. A maioria do nosso financiamento da escola era para a nossa equipe de hóquei, já que a nossa equipe de futebol era uma piada. No entanto, eles ainda eram uma equipe que traria a nossa escola um troféu pelo terceiro lugar todos os anos. —Vamos senhoras!— O técnico Grant chamou através de um megafone. Ele tinha uma maneira distorcida de nos fazer trabalhar mais, quando ele nos chamava assim. —A nossa vitória imbátivel em São Pat não adiantará nada, se vocês não podem nem executar algumas voltas pelo campo. Agora movam-se! Depois que eu amarrei meu Adidas, me espreguicei e bebi alguns Gatorades, me juntei a Clark enquanto corríamos. Quando estávamos ao redor da quarta volta, notei um cara se aproximando do treinador. —Quem é esse?— Clark balançou a cabeça em sua direção. —Não sei. —Oh, melhor ainda, quem é aquela?— Clark quase tropeçou quando seu pescoço se curvou sem jeito, olhando em outra direção. —Não sei quem é qualquer um deles,— eu murmurei e peguei o ritmo.


Não foi até que eu dei a volta em torno que eu vi a quem ele se referia. Ela tinha cabelo castanho escuro até a cintura, um pequeno traseiro, e pernas longas e finas. Eu não podia ver seu rosto, mas pela forma como ela se mantinha, eu poderia dizer que tinha confiança. Ela se sentou e abriu um livro, nem mesmo olhando para ninguém. —Senhoras!— o técnico nos acenou e esperou até que todos nós nos aproximamos antes de falar. —Temos um novo jogador, e desde que Jordon ficou ferido, podemos com certeza usá-lo.— Clark me deu a mesma expressão preocupada que eu tinha certeza que estava no meu próprio rosto. —Conheçam Elliot Klein. Ele foi transferido de Toronto, que fica no Canadá, no caso de algumas das senhoras não terem prestado atenção nas suas aulas de geografia. Ele jogava na esquerda em sua casa, mas estará jogando na defesa para nós. Eu não conseguia esconder o sorriso que apareceu no meu rosto enquanto olhava Clark, e ele então me deu o dedo. Deduzi que El era o diminutivo de Elliot. Impressionante. —Ei, pessoal.— Ele deu um aceno amigável. —Obrigado por me permitir juntar à equipe. Não tenho nenhum interesse na equipe de futebol, e eu não jogo baseball. —É bom ouvir isso—, Greyson, o nosso goleiro, gritou atrás de nós. —Ok, pague dez.— O treinador tirou um bloco de notas e começou a rabiscar algo sobre ele. —Keith.— Eu estendi minha mão para o novato. Eu tinha jogado esportes toda a minha vida e nunca usei o meu primeiro nome, Brandon. —Elliot Klein.— Ele devolveu o comprimento. —Você joga no centro, certo?


—Sim, eu faço. Eu fiz a minha pesquisa, e vocês são difíceis de perder. Seu rosto está pregado em toda a parede de troféus pelo escritório. Ele olhou por cima do ombro para a morena. Ela ainda estava com a cabeça baixa lendo um livro. —Sua amiga?— Inclinei a garrafa de água e deixei o fluxo de líquido na minha garganta. Sem ar, sem cãibras. Funcionava bem para os atletas. —Você poderia dizer isso.— Ele riu, em seguida, olhou por cima do ombro para Clark quando ele se juntou a nós. Eles fizeram uma rápida apresentação antes do treinador nos chamar para o centro do campo para fazermos flexões. Uma centena de flexões, cem flexões e cem agachamentos mais tarde, a minha bunda estava queimando o que sempre acontecia depois de um bom treino. Enquanto o resto dos caras se dirigia para o chuveiro, Clark e eu fizemos uma última corrida fácil ao redor da pista para ajudar a reduzir o ácido láctico nos nossos músculos. Paramos pela arquibancada para pegar nossas coisas e encontramos Elliot falando com a morena. Ele se virou quando nos ouviu. —Ei, pessoal, vocês podem me dizer a direção do refeitório? —Nós poderíamos, mas ele está fechado.— Joguei minha bolsa sobre meu ombro, ainda tentando dar uma espiada na menina. —Nós estamos indo para uma lanchonete na estrada. Está com fome?— Seus olhos se iluminaram e ele se virou para a menina. —Ei, você quer ir?— Ela se virou e tirou o cabelo do rosto. Jesus. Suas sobrancelhas perfeitas levantaram quando ela me olhou. Ela era sexy e muito bonita, ela nos estudou, mas sua expressão irritada não foi perdida por nenhum de nós. —Claro.— Ela olhou em direção ao campo. —Por que não?— Ela pegou sua bolsa estilo alforje que tinha uma longa franja presa na parte inferior e desceu com cuidado em suas botas de cano baixo e salto alto. Fui para oferecer minha mão, mas Clark, sendo Clark, chegou antes de mim. Ela


parou na última arquibancada, olhou para nós dois, em seguida, tomou a sua oferta e o deixou ajudá-la a descer. Uma vez no chão, eu secretamente dei uma boa olhada nela. Suas pernas pareciam magras sob o jeans apertado, seu top preto parando cerca de uma polegada acima de sua cintura, e sua pele parecia que tinha passado algum tempo no sol. Sua jaqueta de couro cobriu os ombros magros, e ela usava um colar com uma letra A nele. —Oi,— ela disse em um tom cortante, e depois olhou para Elliot, que lhe lançou um olhar. Ela fechou os olhos, em seguida, virou-se para nós. —Então, hambúrgueres? —Cristo.— Elliot balançou a cabeça, claramente irritado com sua frieza. —Clark, Keith, esta é minha irmã gêmea, Alexi. —Lexi—, ela o corrigiu, em seguida, começou a caminhar em direção ao estacionamento. Seguimos, e Clark me bateu no braço. —Foda quente.— Revirei os olhos. Ele tinha um ponto, mas ela claramente tinha alguns problemas para trabalhar. Clark jogou a bolsa na parte de trás da minha picape e pulou na traseira com facilidade, em direção ao seu lugar habitual. —Fica na frente, Lexi. Eu vou sentar na parte de trás. Elliot pulou para se juntar com Clark e Lexi olhou para mim. Abri a porta do passageiro para ela e acenei para ela entrar. —Obrigada. Ela então percebeu o quão alto o meu caminhão realmente era. O floorboard3 estava quase no seu peito. Eu cheguei e parei na frente dela e a levantei, o seu cabelo escovando pelo meu rosto. Era tão suave e tinha um 3

Apoio de pé


cheiro muito bom. Demorei um pouco mais do que era certo, antes de me afastar. Ela deu um passo instável e içou-se para dentro. Eu não poderia ajudar, mas verifiquei seu corpo em fascínio. Ela era incrivelmente proporcional. Clark bateu no telhado para me deixar saber que eles estavam prontos para ir. Comecei a acelerar e me dirigi para a rua. Abri a janela e deixei a brisa me resfriar. Eu precisava de um chuveiro e esperava que meu desodorante trabalhasse dois turnos. De todos os dias para não tomar banho... Eu ia mudar a estação do rádio, mas sua mão chegou antes da minha. —Oh.— Sua mão disparou de volta, mas ainda pairava sobre a minha. —Eu simplesmente amo essa música.— Eu sorri. Ela mordeu o lábio, e o rosa suave ao redor de seus dentes brancos e retos. —O quê? —Eu estou surpreso que você é uma fã de Pearl Jam.— Ela revirou os olhos. —Sério?— Eu só dei de ombros para ver se isso iria fazê-la continuar falando. Ela me estudou claramente incomodada. —Então, o que eu pareço gostar de ouvir? Infelizmente, eu era um especialista na música do sexo feminino, por isso, tomei um momento para apreciar a sua curiosidade. Passei a mão ao longo do volante antes de eu pendurá-la para fora da janela. —Boyz II Men.— Eu sorri quando vi sua expressão assassina. —Sério?— Eu comecei a gostar da brincadeira. —Eu não acho que quero ouvir como você sabe a letra dessa música.


Eu ri, olhando-a de lado, e em seguida, fiz uma careta para ela. Eu gostava dela. Ela tinha uma vantagem interessante de sua personalidade. Ela se virou para olhar para fora da janela e parecia perdida em pensamentos. Estava quieta, e havia uma vibração quase irritada pairando ao seu redor. Eu me perguntava se poderia ser o fato de que ela não queria se mudar para cá. Eu com certeza não gostaria de mudar de escola no meu último ano. Eu não tentei qualquer conversa no resto da viagem. Olhando à frente, eu verifiquei os espelhos e estacionei em meu local regular e sai do caminhão. Lexi se esforçou para abrir a porta, e assim que eu cheguei ao lado da porta do carona, ela pulou, não pensando direito, e caiu duro e sem equilíbrio. Eu consegui alcançá-la e agarrá-la pela cintura. Seu corpo surpreendentemente leve caiu no meu, e ela me agarrou para firmar-se com o rosto enterrado no meu ombro. —Uau.— Seu suspiro enviou alguns fios de seu cabelo para frente. —Seu caminhão é muito alto.— Ela riu de suas próprias palavras. — Eu estou bem agora. Suas mãos se moveram para os meus ombros, e ela empurrou-se na posição vertical. —Você está bem?— Eu gostei das suas delicadas mãos em mim. Sua mão direita tinha um anel de pedra roxa que combinava bem com os seus olhos cor de café, ela escovou o cabelo do rosto assentindo com a cabeça, e deu um pequeno passo para o lado, longe de mim. —Você está bem, Lexi? As sobrancelhas de Elliot juntas quando ele olhou para o relógio. —Sim, só que Keith tentou me matar com a sua Toyota.


Eu podia ver que ela estava bem. O jantar correu bem. Todos nós estávamos com fome e ninguém disse muito. Eu notei Lexi nos ver comer com fascinação. Elliot foi direto para o seu novo trabalho, e Clark vivia abaixo da estrada, por isso ele não precisava de uma carona de volta. Lexi e eu começamos a caminhar de volta para o caminhão. O ar da noite estava frio depois de se sentar no restaurante abafado. Sua jaqueta de couro rangeu quando ela cruzou os braços. Ela lutou com suas botas de salto alto sobre o cascalho. —Aqui.— Eu segurei o braço dela para mantê-la estável. —Eu normalmente não preciso tanto de ajuda.— Ela riu. Hã. Ela parecia engraçada. Uma vez no caminhão, ela suspirou e girou ao redor com uma expressão irritada. Oh o que era agora? —Correndo o risco de ser-— ela levantou as mãos para fazer aspas no ar, —“uma menininha”, eu posso pedir um pouco de ajuda?— Ela apontou para o caminhão. —Claro.— Eu sorri. Ela era engraçada. Pegou minha mão, mas eu agarrei seus quadris e a levantei no assento. —Jesus!— Ela colocou o cabelo atrás da orelha. —Eu não estava esperando isso. Eu a coloquei no lugar e entreguei o cinto de segurança. Com a porta fechada, eu andei em torno da frente do caminhão e sentei atrás do volante. —Escola? Ou para casa? Algo mudou sobre ela, mas ela rapidamente escondeu o rosto. —Escola.— Ela não falou muito no caminho de volta, mas eu notei seu dedo tocando o joelho mais e mais. —Então, Elliot gosta de hóquei. O que é a sua coisa?


Ela manteve o olhar para fora da janela. —Eu realmente não tenho uma coisa. —Oh, isso é muito ruim.— Eu combinava com seu tom. Ela olhou por cima, parecendo quase assustada com o meu comentário. —Por quê? —É apenas algo que eu queria saber sobre você. Olhei para ela por um longo momento antes de mudar a minha atenção de volta para a estrada. Ela levou uma batida antes de se voltar para a janela. Eu entrei no estacionamento da escola, e depois que ela apontou o seu carro, eu estacionei o caminhão próximo a ele. —Onde você mora? —Brick Street. —Oh, meu amigo vive naquela rua.— Saí e encontrei-a em sua porta. Eu levantei meus braços para ela e esperei por sua expressão para mostrar que ela estava bem com isso, e em seguida, levantei-a em minhas mãos e a coloquei no chão. —Obrigada.— Ela deu um passo para trás e se virou para sair, mas ela olhou para trás. —Keith? —Sim.— Sua língua percorria o lábio antes que ela me chamasse novamente. —Não importa.— Ela deu a volta e abriu a porta. —Te vejo por aí.— Ela saiu, e eu a segui. Eu parei no semáforo ao lado dela e percebi que ela estava indo na direção errada. Hmmm. Debrucei-me sobre o banco e abri a janela. —Lexi!— Ela rolou sua janela até a metade. —Qual é o seu endereço de novo?


—Cinquenta e 2-20 Brick Street. —Você está indo pelo caminho errado. Venha comigo, e eu vou te levar. Ela hesitou, mas deslizou a janela para cima e parou atrás de mim. Havia três sinais fechados da escola para a sua casa, e em cada um deles eu me vi olhando para ela no espelho. Ela tinha maneirismos interessantes. Ela brincava com seu brinco esquerdo, virava um monte de vezes verificando o seu banco de trás como se alguém estivesse lá, e ela fechava os olhos e esfregava a testa algumas vezes. Eu me perguntava por que ela parecia tão estressada e o que estava passando pela sua cabeça. Eu estacionei e saí. Ela me deu um sorriso quando me aproximei. —Então, aqui estou eu.— Ela trocou seu peso e olhou por cima do ombro para a casa como se procurasse seus pais. —Você está bem? —Sim, por quê? —Nenhuma razão. Bem, acho que meu trabalho aqui está feito. Boa noite, Lexi. —Boa noite, Keith.


Capítulo Dois Lexi —Lexi Klein,— alguém me chamou. Eu empurrei o meu livro na minha bolsa e virei-me para encontrar três meninas vestidas com uniformes da escola preto e branco. A loira com cachos que eu imaginei era a líder de torcida deu um passo adiante. —Eu sou Mimi, e estas são as minhas meninas, Trish e Nicole.


Eu dei um sorriso de boca fechada, não sabendo o que estava prestes a acontecer. —Nós ouvimos que você estava na ginástica antes de se mudar. Nós queriamos ver o que você pode fazer. Estamos sempre precisando de meninas pequenas para a nossa equipe de acrobacias, e nós realmente poderíamos usá-la. Alguma vez você já tentou fazê-lo? Oh, isso é uma piada, certo? Tenho certeza de que Elliot está aqui em algum lugar, apreciando o show. —Umm, eu realmente nunca pensei em mim como uma pessoa vivaz. —Não é sobre a vitalidade, Lexi, é sobre o fato de podermos dançar nossas bundas e fazer a equipe parecer boa.— Ela sorriu de volta para as outras meninas. —Olha—. Ela deu um passo mais perto. —Eu entendo, você é a nova garota do último ano, e nós queremos ser suas amigas. Eu hesitei, mas o pensamento passou pela minha cabeça que este tipo de coisa iria fazer minha mãe feliz. Ela estava tão preocupada comigo ultimamente, e eu sabia que ela tinha suas esperanças fixadas em coisas melhores desde que comecei a escola. Os olhos de Mimi brilharam quando eu não recusei de imediato. —O campo, depois da escola? —Sim, tudo bem. A aula voou, como se dificilmente, eu não tivesse que realmente pensar sobre isso. Nós tínhamos feito este projeto no ano passado na minha antiga escola, então eu sabia tudo muito bem. Eu me senti desconfortável com o treino. Não era realmente algo que eu queria fazer. Deixei minha bolsa no banco, feliz que eu estava usando o meu tênis hoje. Assim que terminei meus alongamentos, eu ouvi as meninas chamando meu nome. —Ei, menina!— Mimi caminhou à frente das duas outras e soprou-me dois beijos no ar, e falou de forma dramática. —Vamos ver seus movimentos.


Ela ligou um aparelho de som, e Wanna Be das Spice Girls tocou pelos alto-falantes em torno de mim. Corri para baixo para o campo, em seguida, enfrentei as meninas enquanto observavam com entusiasmo. Saltei para frente e corri o mais rápido que pude. Com minhas mãos em linha reta, eu torci em uma estrela, duas frontais arredondadas nos cantos, dois flips completos, e no final, eu fiz uma torção. Pousei sobre dois pés na frente delas. Eu nem estava respirando com dificuldade. Parecia que eu tinha acabado de andar até elas. —Droga, garota!— Mimi bateu palmas, e as meninas seguiram. Ela estalou os dedos, e Trish abriu uma bolsa e entregou a Mimi um uniforme. —Você agora é oficialmente um membro do West Boston Capitals! Ficaram ali, esperando. Olhando em volta, perguntei se isso era o movimento certo para mim. Eu nunca fui muito para reuniões de vitalidade ou gritaria, mas havia algo atraente sobre a idéia de graduar-me com alguns amigos ao meu redor. Eu notei que Nicole não parecia muito satisfeita. Eu poderia me juntar a elas só para ver qual era o seu problema. Eu estendi minha mão, e Mimi me entregou a roupa e todas elas gritaram com entusiasmo. Bom! —Vamos com você no vestiário para experimentar. Ok... Eu estava morrendo de fome pelo tempo que demorei a chegar em casa. Abrindo a porta da frente, encontrei meus pais lendo na sala de estar. —Oh meu Deus!— Minha mãe saiu de sua cadeira, radiante.


—Oh, Rick, olhe para a nossa menina! Ela me virou no meu novo uniforme para ele ver. —É um pouco curto.— Ele olhou para a minha minissaia. —Você não pode usar shorts ou algo assim? —Os shorts estão por baixo, pai.— Eu inclinei e beijei a sua cabeça calva. —Oh, de jeito nenhum! Elliot surgiu do nada, na sua maneira assustadoramente normal. Ele tinha orgulho de suas habilidades furtivas. —Acho que está faltando alguma parte da camisa, lá, Lex.— Ele apontou para o decote. —Sempre em volta, não é?— Revirei os olhos e olhei para os meus pais sorridentes. Caso fosse outro momento, este foi a melhor parte para ver o olhar em seus rostos. Eles pareciam felizes em vez de preocupados. Ok, eu posso fazer isso.

*** Antes do sol até mesmo nascer, o meu telefone tocou. Um estrondo e Elliot jogando o seu sapato na minha parede. Assim como voltar para casa! —Olá?— Minha voz soou rouca. —Dia, raio de sol. Você precisa usar o seu uniforme hoje. Temos um jogo esta tarde.— Isso me acordou. —Mimi, eu só entrei há dois dias. Eu não sei se estou pronta.


—Você está. Eu acho que você já sabe disso melhor do que Trish e Nicole. Você ficará bem. Cabelo preso em um rabo de cavalo, e batom vermelho. —Eu vou fazer tudo, mas o batom. —Tudo bem, apenas esteja no jogo. A linha ficou muda. No que diabos eu fui me meter? A aula voou, provavelmente porque eu estava nervosa sobre o jogo. Eu encontrei Mimi em seu carro com Trish e Nicole. Foi-me dito para tomar o assento da frente, e não foi perdido por mim que Nicole não estava satisfeita. Eu fiz uma nota mental de procurar ela quando estivéssemos sozinhas e virarmos amigas. Eu não precisava de sangue ruim4 com ninguém. Nós estacionamos a poucas ruas de distância da escola, e eu carreguei meus pompons e meu saco novo para a pista de gelo. Imediatamente, me senti em casa com o cheiro do ar fresco. Depois que deixamos as nossas coisas em uma sala ao lado, nós mudamos as nossas blusas, que eram exatamente as mesmas, mas com mangas. —Prontas, meninas? Toda a equipe colocou as mãos no meio e fizeram alguns cantos estranhos, me fazendo querer me encolher. Meu estômago afundou quando vi a plataforma que era apenas para nós. Devia estar a uns 2 metros fora do chão, e nós estávamos protegidas pelo vidro e esteiras extras. Eu não tenho um problema com multidões, mas esta era um pouco diferente, porque 4

Quando ela se refere a ‘sangue ruim’, quer dizer que não tem intenção de prejudicar ninguém.


estávamos em exibição. Nós caminhamos pelos fãs esperando com entusiasmo para o jogo começar. Subimos as escadas e entramos em formação. Pelo menos três centenas de pessoas estavam lá, com chifres, luzes e sirenes. Assim, quando os caras começaram a deslizar pelo gelo, cantamos o nosso primeiro canto e dançamos em uníssono. Eu fiquei em posição e esperei a minha patrocinadora segurar a minha cintura enquanto eu segurava os ombros da minha coletora. Em poucos segundos eu fui cuidadosamente levantada em uma pequena pirâmide. Com minhas mãos sobre meus quadris, eu estava caindo aos meus pés com três conjuntos de mãos, tendo a certeza de que meu pouso fosse perfeito. A multidão foi à loucura quando fomos para o nosso próximo salto. Eu não podia mentir; essas meninas eram muito, muito boas. Mimi me deu um olhar quando me pegou, fazendo uma sincronização labial com as palavras. Estremeci com um sorriso e tentei o meu melhor para gritar. Um jogador patinou por nós lentamente, em seguida, correu para o outro. Ele disse alguma coisa, então os dois olharam para mim. Elliot patinou por mim, dando-me uma bomba do punho tolo. Eu fiz uma careta, e nós dois começamos a rir. Eu amava o meu irmão gêmeo. —Você está muito bem, Lexi! Virei-me para encontrar Keith. Sua gaiola estava virada para cima, e seu protetor de boca azul estava pendurado para o lado. —O mesmo para você.— Eu sorri e pensei como verdadeira essa afirmação era. Nada como um homem em um uniforme de hóquei. —Você vai marcar um ponto para mim?


Eu brinquei e esperava que minha voz não correspondesse à emoção vibrando dentro de mim. Ele me deu uma piscadela antes dele bater sua gaiola para baixo e tomar o seu lugar quando a campainha tocou. —Alexi.— Mimi roubou minha atenção de Keith. —Nós não falamos com os jogadores quando eles estão no gelo. Eles precisam se concentrar. Eu ri. Tanto faz. Após o segundo período, estávamos empatados trêstrês. A música se tornou mais alta, e começamos a dançar com os nossos pompons. Na verdade, tornou-se uma espécie de diversão conforme nos mexíamos agitando nossos quadris, saltando e fazendo acrobacias. A música mudou para techno e músicas mescladas entre uma e outra, cada batida trazendo uma dança diferente. Houve alguns movimentos de dança que foram um pouco sexual para o meu gosto, mas os fãs não pareciam se importar. Então eu continuei dançando. Quando terminamos, os caras voltaram para o gelo e ficaram em posição. Nós ficamos em linha e sacudíamos os nossos pompons e esperamos pelo apito para dar início ao jogo. O número dezenove, que era o número de Keith, era tudo que eu poderia focar. Ele era enorme em comparação com alguns dos outros caras. Eu teria medo de ir contra alguém como ele. Todos nós prendemos a respiração quando o jogo continuou. Dez segundos se passaram, e Keith tinha o disco. Ele evadiu do gelo e jogou o disco com facilidade sobre o ombro do goleiro. Ele fez uma comemoração modesta de punhos com Clark, e em seguida, virou-se e patinou para nós. Ele apontou diretamente para mim como se dissesse que o ponto era para mim. Eu não poderia deixar de sorrir, mas foi de curta duração quando vi as expressões das outras meninas. Caramba. O resto do jogo, eu mantive minha atenção sobre as meninas, e não no número dezenove. Por alguma razão, nós não trocamos os nossos uniformes antes de


corrermos para o carro de Mimi e irmos para a festa da vitória na casa de Clark. —Esta é a sua casa?—, Perguntei quando grandes portões se abriram e nós dirigimos em uma calçada envolvente. —Sim, louco, não é? Seu pai é dono de uma companhia de plásticos no Japão—, Trish me informou. —Seus pais nunca estão em casa, por isso a maioria das nossas festas são aqui. —Wow.— Eu abri a porta e admirei a enorme casa de tijolos que se elevava sobre mim. Uma vez lá dentro, eu estava cercada por um mar de corpos pulsando. A música soou, e o cheiro de licor permeava o ar. —Bem, se não é o nosso pelotão do elogio!— Clark gritou do outro lado da cozinha. Mimi pegou meu braço e correu para ele. —Você já conheceu a Lexi? Ela é do Canadá. —Nós já nos conhecemos, não é mesmo, Lexi?— Ele sorriu enquanto bebia cerveja de uma taça alemã antiga. —Nós nos conhecemos.— Eu dei um pequeno sorriso de volta, me sentindo desconfortável, me perguntando onde o resto das meninas tinham ido. —Seja um cavalheiro e nos sirva uma bebida, Clark,— Mimi ordenou, o que me fez sentir desconfortável. Eu não gostei do jeito que ela falou com ele. —É pra já. Um cara que eu reconheci da equipe passou o braço em volta dos meus ombros.


—Os Novatos precisam tomar o especial da casa. —É mesmo?—, eu o desafiei, puxando para trás e fora do seu alcance, o meu corpo rígido. —Mmhmm.— Ele acenou para Clark, que derramou um pouco de uma mistura aleatória em um copo de plástico. —Você tem que colocar tudo para dentro, novata. Eu decidi enfrentá-lo e jogar este jogo, então eu tomei o cálice dele, mas parei. —O seu nome em primeiro lugar. —Steven. —Ok.— Eu dei de ombros e virei o copo, engolindo toda a bebida desagradável. Eu não era muito de beber, mas eu sabia quando precisava fazer uma declaração. —Impressionante.— Steven se inclinou e me deu um beijo na bochecha. Mimi riu, e em seguida, me entregou um copo cheio de cerveja. —Issoo!— Steven gritou enquanto me esmagou contra o peito. Minha cerveja espirrou sobre a borda, e eu balancei a mão para secar. —Está é toda minha. —É mesmo?—, alguém disse atrás de nós. Keith estava com o maxilar trincado e ostentava uma camisa azul escuro apertada e jeans, e ele chegou ao nosso redor derramando um pouco de cerveja. —É isso mesmo, meu amigo. Steven beijou minha cabeça, brincando, enquanto eu me encolhia com o olhar que Keith lhe deu. Eu dei a Mimi um olhar que pedia ajuda, mas ela apenas revirou os olhos. Imaginei que isso era um comportamento normal para ele. Eu mordi o meu lábio inferior. Eu estava com medo de dizer algo


que me colocasse em apuros. Eu peguei o olhar de Keith debaixo de seu boné e queria correr para ele. —Tire as mãos da minha irmã. Elliot parecia menos do que impressionado. Steven me soltou rapidamente e enviou-me navegando para Keith, que me pegou pela cintura. —Eu estava apenas me certificando se ela estava bem e não sentia frio.— Steven riu. —Você sabe, uniforme curto, gelo; Outubro, em Boston é um pouco frio. —Eu estou bem, El.— Eu dei ao seu braço um pequeno aperto para que ele soubesse que eu realmente estava bem. Eu nunca iria culpar o meu irmão por cuidar de mim. Ele tinha todo o direito disso. Afinal de contas, o que aconteceu comigo voltando para casa foi um dos motivos que nos fez mudar para Boston em primeiro lugar. Elliot só estava preocupado. Ele deu um pequeno aceno de cabeça conforme se acalmava e olhou para as pessoas ao nosso redor. —El, você já conheceu a Mimi? Ele

balançou

a

cabeça,

fazendo

isso

quando

precisava

seus

pensamentos em linha reta. —Não, desculpe, eu não conheci.— Ele ofereceu uma mão. —Você é uma das líderes de torcida ou algo assim, certo? —Eu sou. Vamos conversar.— Ela tomou sua mão e levou-o para fora. —Keith.— Nicole acenou para ele enquanto ela girava o seu cabelo vermelho longo em torno de seu dedo. —É a nossa música.— Ela estendeu as mãos. —Dança comigo? Eu não perdi que ela estava mostrando sua reivindicação, portanto, em vez de reagir à picada que eu senti por dentro, peguei a mão de Steven e


joguei junto. —Agora, isso parece divertido.— Eu o levei para a sala de estar onde This Is How We Do It de Montell Jordan pulsava através de todos. Com minhas mãos em seus ombros, comecei a balançar meus quadris. Ele seguiu, e em nenhum momento tivemos um bom ritmo. Eu ignorei o meu instinto natural e a necessidade de permanecer nas sombras e decidiu deixar correr solto. A música mudou para Livin 'La Vida Loca de Ricky Martin. Steven segurou minhas mãos e fez alguns movimentos de quadris estranhos comigo. Ah, não, não é assim que se dança essa música. No entanto, o olhar brincalhão em seu rosto me fez desistir. Eu queria que minha mãe pudesse me ver agora. Eu estava relaxando e me divertindo, pela primeira vez no que parecia ser um longo tempo. Steven levantou os braços e rolou seus quadris na minha direção, e logo antes de eu pisar nele, notei que Keith estava em um canto falando com Nicole, mas seus olhos estavam em mim. —Eu preciso de um pouco de ar. Eu me abanei e apontei para a porta. —Já volto, ok?— Ele pegou minha mão e me levou para a porta. Eu não quis dizer para ele vir, mas tudo bem... Eu parei no pátio, não querendo me afastar muito da casa com ele. — Aqui é lindo, um ótimo local. Ele suspirou e encostou-se no trilho, olhando para mim. Quando eu só assenti com a cabeça, ele enfiou as mãos nos bolsos. —Você tem alguém em casa?— Eu levantei uma sobrancelha, relutante em responder a sua pergunta. Então, dei-lhe o meu comentário normal. —Todo mundo quer saber a história da nova garota. —Não, eu só quero saber se vou ter uma chance aqui ou não.


O esforço que levei para não rolar meus olhos era outra coisa. Será que ele sequer teve o cuidado de me conhecer primeiro? Tudo o que Steven viu foi um par de pernas a se espalhar. De repente, minha consciência me beliscou. Eu não era uma menina de corações e flores mais, embora eu não achasse que eu já tivesse sido algum dia. Infelizmente, eu nunca tive a chance de conhecer o meu verdadeiro eu. Eu poderia ser um pouco autodestrutiva. Ele me deu uma saída para a escuridão que vivia dentro de mim. Elliot, em sua maior parte, sabia o que eu estava passando, e uma parte de mim odiava, mas a outra estava grata que ele podia ver através das minhas besteiras. Meus pais, por outro lado, ainda lutavam. Eles constantemente se preocupavam sobre como eu estava lidando. Eu me encontrei tentando provar que eu estava bem, como me juntar à equipe. Se meus amigos pudessem me ver agora, eles morreriam. Mas não conseguiriam, e eu tive que construir outra vida em torno de falsas ilusões. —Você quer uma bebida ou algo assim?— Eu poderia dizer que o meu silêncio estava incomodando. Eu passei meus braços em volta da minha cintura, de repente sentindo muito frio em torno de mim. —Está com frio?— Eu balancei a cabeça, assim quando ele colocou a mão fria na pele exposta na parte inferior das minhas costas. Eu agarrei a sacudida desconfortável que pulou na minha espinha. À medida que estávamos entrando, Keith estava descendo as escadas. Nicole seguia atrás, fixando o seu ponto. Ela me deu um pequeno aceno com um sorriso. Merda. Uma bola de chumbo bateu no meu estômago. Eu precisava encontrar Elliot e sair daqui. Corri para Clark, deixando Steven falando com um de seus amigos. —Ei, você viu meu irmão?


—Ha! Sim, a última vez que os vi, eles estavam indo para o andar de cima, eu acho que a única razão para você ir até lá agora é se for um caso de... —Obrigada.— Eu o cortei. Eu não precisava dessa imagem. Eu fui para fora procurar Trish. Eu testei a janela, esperando que o carro estivesse aberto. —Merda.— Claro que não. A estrada estava cheia de gente, mas nenhum sinal de meus novos amigos. Bom. Eu deixei minha teimosia interior se mostrar. Quinze minutos depois caminhando, eu me perguntava se Clark tinha uma autorização para frequentar a nossa escola, porque a casa dele era muito mais longe do que eu me lembrava. Eu estava grata por meus tênis, mas fazia frio e o meu corpo começou a tremer. Eu tinha certeza de que devia haver um telefone público à frente onde eu poderia ligar para os meus pais. A regra número um em nossa casa era de que sempre que estivéssemos em apuros, poderíamos chamar, com poucas perguntas, mas se não o fizéssemos, entraríamos em apuros. Meus pais eram muito malditamente incríveis. Faróis inundaram a minha frente e lançaram uma sombra crescente à medida que o carro se aproximava. Ele diminuiu a velocidade e a janela desceu, e Keith apareceu, olhando todo poderoso e chateado. —O que você está fazendo? —Ei, o que foi?— eu tentei agir normal, mas saiu forçado. —O que você está fazendo? —Caminhando. —Por quê?


—Eu não conseguia encontrar Elliot, então estou caminhando.— Ele balançou a cabeça. —Onde está o seu casaco? —No carro de Mimi. Ele correu em frente e estacionou o caminhão. A porta se abriu, e ele correu para mim. Ele parou quando eu estava a apenas um pé de distância. —Você tem alguma ideia de como é perigoso aqui fora? Droga, Lexi! Olha o que você está vestindo. Qualquer cara iria parar para mais uma olhadinha.— Sacudi a imagem do rosto de Nicole quando ela descobrisse que Keith tinha vindo atrás de mim. —Eu estou bem, Keith. —Hey.— Ele pegou meu braço e me puxou para uma parada. —O que está errado? Será que Steven fez alguma coisa?— Antes que eu pudesse responder, ele olhou bem nos meus olhos. —Ele tocou em você? —Não! Deus, não! Ele não fez nada, a não ser, ser simpático. —Vamos lá, eu vou te levar para casa.— Eu inclinei meus ombros em seu tom. Perdão? Ele virou-se quando eu não o segui. Seus olhos se estreitaram em mim enquanto seus dedos se fechavam com frustração. Em dois passos largos ele estava na minha frente. Ele colocou as mãos nos meus ombros e olhou para mim. —Você está bem? —Sim.— Eu pisquei em confusão. —Eu realmente gostaria de levá-la para casa novamente. Prometi a Elliot que prestaria atenção em você. Meu estômago afundou. Oh, ótimo, eu sou o seu animal de estimação que ele tinha que tomar conta. Minha língua empurrou na parte de trás dos


meus dentes, minha raiva crescendo. Meu pai estava certo. Eu era muito teimosa para o meu próprio bem, mas eu não poderia me ajudar. Eu me acalmei, me fazendo sentir como se eu estivesse no controle. Verdade seja dita, eu odiava controle, mas eu nunca me senti segura o suficiente para baixar a guarda. —Prefiro andar.— Oh, a cara que ele fez era bastante atraente. —Entre no maldito caminhão, Lexi.— Eu andei em torno dele e do seu caminhão. — Você é tão sortuda que você é você. Ele riu quando voltou para o seu caminhão. Fiquei imaginando o que ele

queria

dizer,

mas

antes

que

pudesse

tirar

esse

pensamento

completamente, eu senti o motor, o motor agora estrondoso logo atrás de mim com todos os seus faróis ligados. Ele só podia estar brincando comigo. Ok, aqui vamos nós. De vez em quando, um carro passava. Eu estava mortificada, embora eu nunca fosse demonstrar. Eu segurei minha raiva e vergonha. Eu tinha andado quase sete quarteirões antes de sentir a primeira gota de chuva. Claro. Segundo a segundo, caíram mais e mais rápido. —Você está pronta para entrar ?—, ele chamou da janela. —Não—, eu assobiei sem olhar para trás. Um caminhão passou, e eles abrandaram e começaram a gritar comigo. —Whooooo! Droga, uma líder de torcida molhada. Minhas preces foram atendidas! Eu o reconheci. Ele era um dos jogadores de futebol terríveis. —Danny, encosta! Merda. Parei quando eles fizeram. Ouvi uma porta e passos pesados, e Keith apareceu ao meu lado. Então ele deu um passo para frente, quase como se fosse para me proteger. —Entra no caminhão, Lexi—, ele gritou por


cima do ombro. —Troy, feche a porta antes de eu quebrar as suas duas pernas. —Ah, vamos lá, Keith, estamos apenas brincando com ela. —Eu vi você jogar, e eu sei que se seu pai visse você agora, ele me bateria com o primeiro soco. Keith pegou minha mão e me puxou para o seu lado do caminhão. Ele abriu a porta e me levantou. Eu rapidamente me arrastei para o outro lado, sentindo mais frio quando relaxei. —Você é uma menina teimosa.— Ele chegou por trás do banco, puxou um cobertor de flanela, e entregou-o para mim. —Obrigada.— E de bom grado levantei-o e cobri meus ombros. Ele suspirou pesadamente antes de suas mãos saírem do volante. Ele coçou o queixo enquanto pensava sobre algo. Se inclinou para frente e tirou a camisa, lançando-a atrás de mim. Eu não podia deixar de olhar para a sua figura. Droga, ele tinha dezessete anos, mas tinha um corpo de um treinador. Ele puxou uma camisa de manga longa seca sobre sua cabeça e puxou-a no lugar. A chuva batia no pára-brisa, e abrindo momentaneamente enquanto os limpadores passavam por ela. O caminhão bombeando para fora o calor, mas a fina camada de frio que corria ao longo da minha pele me impediu de me aquecer. —Eu deveria te levar para casa. Nós não falamos o caminho todo. Eu gostaria de saber o que dizer, mas não o fiz. Ele puxou em minha calçada e olhou para a minha casa escura. —Adivinha Elliot ainda não está em casa.


—Não.— Eu tirei o meu cinto de segurança. —Era para eu passar a noite na casa de Mimi, e ele estava indo para outro lugar. —Onde estão seus pais? —Eles tiveram que voltar para nossa antiga casa e lidar com o resto da nossa mudança.— Ele olhou para mim estranhamente quando eu lhe entreguei o seu cobertor. —Você ainda tem a chave? —Há uma reposição no galpão.— Eu odiava a idéia de voltar lá no escuro, mas que outra escolha eu tinha? Eu abri a porta, e a chuva batia em meus ombros. Eu desajeitadamente me deixei cair o longo caminho até o chão, me preparando para descer desta vez. —Obrigado por...-— Eu o vi saltar e começar a caminhar em direção a minha casa. —O que você está fazendo?— Eu corri para acompanhá-lo. Meu tênis rangeu sob as minhas meias, e perdi o equilíbrio, caindo na minha bunda. Maravilhoso, Lexi. Ele se virou, e sua expressão mudou em um sorriso. —Sério? Você está gostando disso um pouco demais. Ele me ofereceu uma mão e me trouxe para os meus pés. —É engraçado quando você não está com os seus muros levantados! —Eu não tenho um muro.— A água salpicava dos meus lábios. —Você é tipo bonitinha quando realmente se mostra. Vamos. Ele me puxou para trás para o galpão, e depois de um momento ou dois de busca, encontramos o conjunto de reposição das chaves. Uma vez


dentro da minha casa, ele me entregou as chaves. Um trovão explodiu acima de nós e a chuva começou realmente a cair. —Bem, você fez o seu dever.— Tirei meu tênis e comecei a torcer o meu cabelo encharcado. —Vá se aquecer. Vou ficar até que você esteja pronta. —Você não precisa. —Eu sei que não. Ele passou a mão pelo cabelo escuro, e seus olhos me pediram para desafiá-lo. —Ok,— eu sussurrei quando dei o primeiro passo para o andar de cima. Depois de um banho quente, os meus ossos finalmente se sentiram quentes e meus lábios tinham parado de tremer. Vesti minhas calças xadrez vermelho e preto e uma blusa branca apertada com uma camisa preta que estava aberta na frente. Dando dois passos de cada vez, corri até a sala de estar para encontrar Keith assistindo TV. Ele me olhou e seu olhar caiu na minha blusa. —Eu estou bem, você sabe. Você não precisa cuidar de mim.— Ele balançou a cabeça enquanto se levantava. —Você acha que isso é o que eu estou fazendo? —É o que você disse. —Você já pensou que talvez eu goste de você?— Eu cruzei os braços, sentindo a minha ascensão a raiva. —O quão estúpida você acha que eu sou? —Perdão?


—Olha, eu não sou a segunda opção de merda de alguém.— Ele combinava minha posição. —Do que estamos falando aqui, exatamente? De queixo erguido eu me dirigia para a porta. —Eu acho que você deve ir. —Você sempre foi assim tão simpática? Ou isso só é algo que eu tiro de você?— Ele tirou as chaves do bolso do seu jeans. —Que bom que você está em casa e segura, Lexi. Seu sarcasmo não foi perdido por mim. Ele foi direto até mim, seu grande corpo quase tocando o meu. O topo da minha cabeça veio até os seus ombros largos, fazendo-me inclinar a cabeça para trás. —O que quer que seja a sua razão para você ser tão desconfiada, você pode me dizer agora. —Desculpe-me? —Você me ouviu. —Você está enlouquecendo! —Então você também está. —Keith-— Ele agarrou meus ombros e mergulhou para baixo, pressionando seus lábios nos meus. Eu ainda fiquei parada no meu lugar, não tendo certeza do que fazer com ele. Eu estava chateada, mas estranhamente ligada. Sua língua se moveu dentro da minha boca e seu braço enganchou nas minhas costas. Meu corpo começou a assumir e eu passei meus braços em volta do seu pescoço para aprofundar o beijo. Ele deu um passo para frente e pressionou-me contra a parede.


Uma mão se moveu ao longo da minha pele nua entre as minhas calças e a blusa, e a outra se enfiou no meu cabelo. Oh meu Deus, ele era um bom beijador. Enérgico, mas suave. Combinação perfeita. Ele se afastou e deixou escapar um longo suspiro antes dele levantar a minha perna e me colocar em seu quadril. Seus lábios encontraram os meus novamente e consumiu a minha mente. Corri minhas mãos sobre seus braços sólidos e ombros; eu precisava de mais. O telefone tocou e nos puxou de volta para a realidade. Ele não parou imediatamente, e eu não queria que ele parasse também. No quarto toque, ele finalmente se afastou. Minhas mãos caíram e eu andei em torno do seu corpo para o telefone na mesa de entrada. —Olá? —Droga, Lexi, você me matou de susto!— Elliot gritou por cima da linha. —Mimi tem as suas chaves e todas as suas coisas. Eu pensei que você estava indo para a casa dela esta noite. Keith estava brincando com suas chaves, então ele olhou e encontroume a observá-lo. —Eu não poderia encontrá-la, mas eu estou bem, El. Keith me trouxe para casa e me ajudou a encontrar as chaves sobressalentes. —Bem, diga-lhe que Nicole está em pé de guerra e procurando por ele. Essa menina tem uma raia assustadora.— Meu estômago revirou. —Acho que ele levou você para casa em primeiro lugar. Vou deixá-la saber que ele está com você. —Não, não.— Eu fechei os olhos como se isso me permitisse evitar o drama. —Deixe-o dizer a ela. —Ok, eu vou vê-la amanhã.


—Sim.— Eu desliguei o telefone com o coração pesado. —Tudo bem?— ele perguntou com uma voz profunda. Deixando escapar um pequeno suspiro, virei-me e encontrei a minha voz. —Você pode querer voltar para a festa. Nicole está procurando por você. O rosto dele disse tudo o que eu precisava saber. —Obrigado pela carona, mas você tem que ir agora.— Ele tinha uma expressão estranha em seu rosto quando ele desapareceu na chuva.


Capítulo Três Keith Lexi tinha me evitado por duas semanas, depois disso, e até mesmo ignorado um dos nossos jogos. Eu gostaria de saber o que estava acontecendo com ela. Eu peguei Elliot em seu caminho para a aula. —Hey, onde está sua irmã?


—Prática em campo.— Ele parou. —Você está namorando Nicole? — O quê? Não, por quê? —Bem, Nicole deixou muito claro para Lexi que você estava. Lexi viu vocês dois juntos na festa do Clark. Quando Nicole descobriu que você a levou para casa, ela fez Mimi suspender Lexi do último jogo. —Sério?— Eu não podia acreditar no que estava ouvindo. —Olha, minha irmã passou por uma merda muito difícil, mas posso dizer que ela gosta de você. Se você gosta dela, então diga a ela, mas se você estiver indo para brincar com a minha irmã, não. Ela teve o suficiente de coisas ruins acontecendo em sua vida. —Como o quê?— Ele balançou a cabeça. —Não é a minha história para compartilhar, homem. —Sim, eu entendo. Obrigado. Corri para o campo para encontrá-la. As meninas estavam em uma pirâmide humana. Lexi e Mimi estavam no topo. Com uma queda sem esforço, caíram uma por uma para os braços das outras meninas. —Nicole!—, eu gritei por cima da música. Ela sorriu para mim e se aproximou. Notei Lexi olhando na minha direção também. —Ei, sexy.— Ela foi me abraçar, mas eu recuei. —O que você pensa que está fazendo ao dizer às pessoas que estamos namorando?— Seu rosto se contorceu quando ela olhou para Lexi. —Oh, vamos, Keith. Você sabe que nós seríamos perfeitos juntos. Temos uma história.


—Certo.— Eu me virei para enfrentar a sua loucura. —Tivemos uma história?! Nós namoramos no primeiro ano, durante uma semana, até que encontrei você beijando toda a equipe de futebol de merda. Eu ignorei isso e você e segui em frente. —As pessoas cometem erros, Keith. —Sim, mas eu não cometerei o erro número dois. Eu olhei para frente para encontrar Lexi, mas ela tinha sumido. Amaldiçoei sob a minha respiração e comecei a sair do campo quando vi o treinador vindo em minha direção. —Keith, bom, estou feliz por você estar aqui. Vamos falar sobre o jogo desta noite.— Merda. —Certo.

*** O gelo deslizou sob as lâminas conforme eu patinava ao redor da pista para aquecer. Clark chicoteando por mim, se mostrando para a multidão. O apito soou e tomamos nossos lugares. Eu usei toda a minha frustração reprimida contra Nicole para me concentrar. Esquerda, direita, esquerda, direita, o disco voou de volta e para trás enquanto eu planejei a minha jogada. Seis segundos de jogo, eu marquei o primeiro gol. Virei-me e apontei para Lexi para mostrar a ela que era para ela. Ela olhou para longe, mas eu estava determinado a mostrá-la que não se preocupasse com qualquer outra pessoa. Meu segundo objetivo, apontei meu bastão para ela e voltei para o jogo. Clark balançou a cabeça, mas eu podia ouvi-lo rindo. O capitão da outra equipe não gostou, por isso, quando o disco caiu, ele me cobrou, ignorando o disco. Eu atirei para trás enquanto ele bateu no meu peito. Eu agarrei seu ombro e o derrubei no chão.


—Sério?— Eu patinei por ele quando o árbitro soprou o apito. Como previsto, o cara tinha dois minutos para se recuperar. Terceiro período, estávamos por um gol. Concordei com Clark para que ele soubesse que estávamos indo correr pelo lado esquerdo e transferi-lo para o canto. Nós puxamos o movimento. O disco ia e voltava entre nós dois e com facilidade o jogamos na rede, enviando a multidão em um frenesi. A campainha soou, e a equipe veio correndo para comemorar. Uma vez que eu estava livre das fricções de cabeça e solavancos de punho, acenei para Lexi. Ela olhou para longe, mas eu sabia que ela tinha visto.

*** É assim que ficamos por cerca de três meses. Cada jogo ou prática que Lexi participava eu lhe dedicaria cada gol. Ela diria olá, de passagem, mas ela principalmente se manteve para si mesma. Foi difícil, mas eu furei cada bloqueio. Eu poderia dizer que ela estava suavizando um pouco, e eu mantive minhas esperanças. Nicole era uma dor constante na minha bunda, mas eu a mantinha no comprimento do braço. Eu tinha certeza que ela alimentava a resistência de Lexi. —Ei, cara.— Clark bateu no meu ombro enquanto caminhávamos pelo corredor do conselho estudantil excessivamente decorado para o Natal. — Quem você está levando para o baile?— Eu dei a ele um olhar de lado, mas ele sacudiu a cabeça para parar o meu comentário. —Eu ouvi o Linebacker 5 Troy, convidando-a.— Eu parei no meio do caminho. —E?— Ele deu de ombros. —É preciso intensificar o seu jogo, meu amigo.— Em vez de segui-lo na aula de matemática, eu corri para o seu armário. 5

Linebackers são membros do time de defesa e se posicionam pelo menos 4 metros atrás da linha de scrimmage, atrás dos homens da linha defensiva. Linebackers normalmente se alinham antes do snap da bola, atacando os lados da linha ofensiva adversária. O objetivo do Linebacker é defender contra passes curtos, fazer tackles e atacar o quarterback adversário.


—Estamos deixando de lado as aulas desta tarde para ir às compras de vestidos—, Mimi sussurrou ao meu lado. Seu rosto parecia tipo. Ela deve ter descoberto por que eu estava lá. —Troy a convidou, e ela aceitou. —Então eu já ouvi. —Ela não está interessada nele, Keith. Ela puxou seus livros aleatoriamente e enfiou-os em sua mochila. —E quando ele perguntou, ela disse que sim. Afinal, o baile é amanhã à noite, e você nunca perguntou a ela. Ela olhou para mim acusadoramente. —Ela parecia estar um pouco triste ultimamente. Ela deu sua palavra de que irá com ele agora, então... —Alguma idéia do que está incomodando ela? —Lexi compartilhando algo pessoal? Você tem que estar brincando comigo. Ela começou a se virar, mas parou. —Seja o que for, é grande, porque Elliot está em causa também. —Obrigado, Mimi.— Eu sabia o principal, tinha um plano de ação e fiz um caminho rápido de volta para minha classe. Depois da escola, eu estacionei na minha calçada e fui atingido com o cheiro doce de jantar no fogão. —Ei, mãe.— Eu beijei seu rosto quando fiz meu caminho até a geladeira e tirei as sobras de ontem à noite. Com um salto para cima do balcão, eu mergulhei na lasanha. —Como foi seu dia? —O mesmo de sempre.


—Oh?— Ela olhou por cima do ombro enquanto mexia a sopa. Dei-lhe um encolher de ombros. —Nada de novo com a Lexi. —Você já tentou falar com ela? —Não, eu pensei que esperar três meses em constante sofrimento seria mais divertido. Ela bateu na minha perna, mas riu. —Você poderia ser mais como o seu pai? —Eu poderia tentar.— O telefone tocou e eu estendi a mão para responder. —Olá? —Keith?— —Sim.— Eu sabia de quem era a voz imediatamente. —O que há Mimi? —Cinema, oito horas, os bilhetes estarão à sua espera.— Antes que eu pudesse perguntar mais, ela desligou. Pressionei meu dedo desligando a chamada, então eu chamei Clark. —Quer ir ao cinema?— Ele limpou a voz. —Como em um encontro? —Sim—, eu respondi, sabendo que se eu não jogar junto, ele me daria mais merda. —Você vai pagar? —Sim. —Quando? —Nós temos que chegar lá em uma hora.


—Merda, cara, isso não me deixa muito tempo para descobrir algo para vestir. Bem, eu preciso fazer meu cabelo e encontrar os sapatos certos... —Que seja. Eu estarei lá em uma hora.— Eu desliguei, balançando a cabeça. —Cinema ?— Mamãe me deu um sorriso desconfiado. —Quando foi a última vez que você foi ao cinema com Clark? —Nunca, mas Lexi vai estar lá. —Oh?— Eu deslizei para fora do balcão, lavei os pratos, e a beijei na bochecha. —Amo você, mãe. —Eu também te amo, querido. —Hey,— eu ouvi da parte inferior da escada. Nan enrolado em sua cadeira e me entregando um saquinho azul. —Vi isso e pensei em você. —Sério? Obrigado, Nan.— Eu puxei o tecido para fora e cavei a mão dentro para sentir três pequenos objetos. Largando a bolsa aos meus pés, eu levantei o chaveiro com uma corda preta segurando pequenos tesouros. Havia um Carregador de prata do Exército, uma bala, e a bandeira dos Estados Unidos. —Mantenha-se focado no seu objetivo. Eu beijei sua bochecha. —Obrigado, Nan. Isso é muito legal.— Tão triste como era de admitir, eu mudei de roupa duas vezes. Eu decidi por jeans e uma camisa preta de manga comprida. Eu gostava das cores mais escuras e sabia que Lexi também o fazia. Quando eu estava amarrando meu tênis, eu ouvi a minha irmã limpar a garganta enquanto se jogava na minha cama atrás de mim. Minha irmã gostava de saber o que estava acontecendo o tempo todo.


—Você está bonito. —Obrigado. —Você tem um encontro? —Mais ou menos.— Ela mudou-se para se apoiar em seu cotovelo. —O que

significa

isso?—

Ela

fez

um

barulho

familiar

quando

fez

a conexão. —Ah, você esta perseguindo Lexi de novo?— Eu olhei por cima do ombro, em seguida, de volta para o meu tênis. —Eu não acho que eu já vi você correr atrás de uma garota como esta correndo atrás dessa. O que há de tão especial sobre ela? Levantei e me e olhei no espelho. —Realmente eu não posso explicar, Two.— Eu a ouvi resmungar em seu apelido. Não era minha culpa que meus pais tinham tido quatro meninas depois de mim. A coisa toda apelido começou como uma brincadeira,

mas

pegou.

Eu

sabia

que

elas

secretamente

gostavam. Estávamos todos muito perto e sempre olhamos um para o outro. —Quer um conselho?—, ela perguntou enquanto esfregava o músculo da panturrilha. Two era viciada em ballet, mas ela já estava tendo problemas musculares. —Por favor.— Eu cruzei os braços sobre o peito e esperei para ouvir o que ela tinha a dizer. —Lexi não é romântica. Eu não acho que você deve ir por esse caminho. Eu acho que você vai precisar ficar sozinho com ela e lembrar o que ela está perdendo.— Dei de ombros. Ela estava certa. Lexi precisava ser pressionada ao invés de ser tratada com calma. —Faz sentido. —Oh, eu sei.— Ela sorriu puxando o cabelo castanho curto em um rabo de cavalo. —Agora, você pode me fazer um favor? —Depende.


—Fale bem de mim para Clark e me ajude a ficar com ele?— Meu rosto caiu e minhas mãos flexionaram juntas. —Oh, valeu a pena.— Ela riu, apontando para o meu rosto. —Você faz isso ser tão fácil.— Minha pressão arterial caiu de volta quando eu joguei um travesseiro nela. —Jantar!—

Minha

mãe

gritou.

Corri

pelas

escadas

para

encontrar todos reunidos em torno da mesa. Eu odiava perder os jantares de sexta-feira à noite, mas isso era bom demais para deixar passar. Three e Four já estavam cavando, e meu pai ainda estava ajudando One com seu dever de casa. —Desculpem-me todos, mas terei que passar esta noite.— Todos olharam para cima, mas Three estava sorrindo como uma tola. —Ele está sabotando uma noite só de meninas. —Como você...?— Eu fechei os olhos. —Pare de ouvir os meus telefonemas, Three. —Agora, por que eu faria isso quando sua vida é muito mais interessante do que a minha? —Bem, isso é verdade.— Eu ri e arrepiei o seu cabelo curto estilo pixie. —Boa sorte.— Meu pai me deu o meu sinal de positivo. Com um tchau, eu fui para o meu caminhão e desci a rua para a casa de Clark. Dentro de vinte minutos, estávamos na fila da bilheteria. —Os bilhetes em nome de Keith—, eu disse no pequeno microfone. — Aqui está.— Eu encontrei Clark na fila da pipoca. Puxei os bilhetes grátis e sorri para a escolha do filme. Claro. —Sério?— Clark olhou os bilhetes, impressionado. Então lá estava eu no cinema, com o meu amigo, e o garoto que me entregou os meus bilhetes não para de nos encarar. Ele não podia deixar de


olhar nós dois, e, claro, Clark passou o braço em volta dos meus ombros, só para ser o pau que ele era. —Terceira porta à sua esquerda. Eu dei uma cotovelada em Clark, que só riu mais ainda quando entramos na enorme sala escura. Levou apenas um momento para eu detectar Lexi três linhas da parte traseira. Eu fiz meu caminho para cima, certificando-me de que ela não iria me reconhecer. Clark e eu fizemos o nosso caminho para os bancos diretamente atrás dela. Eu deveria ter sabido melhor do que pensar que ela estaria sozinha. Eu presumi que ela estava aqui com as meninas. Jackson, um centro de nosso time de hóquei rival, sorriu quando subiu as escadas. Clark e eu viramos o rosto para que ele não nos visse. Odiavamos este saco de merda. Como diabos ele conseguiu um encontro com Lexi? —A água para o meu bem.— Ele entregou-lhe uma garrafa, e ela deulhe um pequeno aceno de cabeça. —Esta com frio? Calor? O quê? —Eu estou bem, Jackson. —Tem certeza? Ela suspirou. —Tenho certeza. Clark me deu uma cotovelada para falar, mas eu estava duvidando se esta era uma idéia inteligente. Talvez ele tivesse dupla personalidade. Antes que eu pudesse pensar, Clark pigarreou. Jackson percebeu a gente, mas não se virou. Em vez disso, ele se aproximou e colocou a mão sobre a dela. Qualquer um teria que ser cego para não vê-la endurecer o corpo. Isso era tudo que eu precisava. —Eu estava louco para ver este filme!— Clark deixou escapar como se ele estivesse em um jogo de bola, fazendo Jackson saltar. —Essa Robin Tunney me deixa animado.— Eu tive que desviar o olhar ou eu iria rir.


Clark nunca deixou de me surpreender com sua curiosidade sobre filmes. —Ela estava sexy no episódio Mayhem de Lei e Ordem no ano passado—, acrescentou. —Oh.— Jackson se contorceu mais em seu assento. —E aí, pessoal? —Jackson— Clark se dirigiu a ele. —Lexi.— Ele tirou seu nome. Ela virou-se lentamente, e seu rosto se iluminou, em seguida, rapidamente caiu quando ela me reconheceu. —Você precisa explicar melhor essa expressão.— Clark apontou para Lexi. Ela tirou seu longo cabelo castanho do rosto. —Só um pouco chocada ao ver vocês aqui. —Vocês não são os únicos que gostam de um bom filme para mulheres. —Certo—, ela murmurou quando se virou. Jackson olhou para Lexi antes de falar novamente. —Oh, isso é certo, vocês dois tinham uma coisa ou algo assim.— Meus punhos flexionaram quando Lexi engoliu em seco. —Quando você estava com Nicole, certo? —Nunca estive com Nicole,— eu o corrigi. Os olhos de Jackson se iluminaram. —Isso não é o que parecia na outra noite na lanchonete. Oh, vá se ferrar, imbecil. A louca psicótica me seguiu até lá! Lexi sacudiu a cabeça enquanto as luzes se apagaram. Jackson sorriu e se acomodou ao lado dela. Empire Records começou, e tudo que eu poderia focar era no fato de que ele sempre encontrava alguma maneira de tocá-la. Não foi até no meio do filme, quando Jackson colocou o braço em volta dos ombros dela e ela sussurrou algo para ele. Ela estava com a bolsa na mão e desceu correndo os degraus. Clark se moveu para que eu pudesse segui-la.


Vi Jackson se preparando para levantar-se, mas a mão de Clark pressionou duramente em seu ombro, o mantendo em seu assento. —Ei!—, Gritei atrás dela, mas ela manteve o ritmo acelerado em direção à porta da frente. —Lex!— Comecei a correr até que eu estava bem atrás dela. Ela levantou a mão para chamar um táxi, mas a agarrei pelo braço e a obriguei a olhar para mim. —Pare de me ignorar. —Eu não estou!— ela gritou na minha cara. Meu estômago revirou quando eu olhei para aqueles olhos castanhos dela. Eu não tinha estado tão perto dela desde a última vez que nos beijamos. Suas longas pestanas tremeram como se estivesse lutando contra as lágrimas. —Pare de mentir para mim. —Eu não sou mentirosa. —Você é!— Ela fechou os olhos, e quando os abriu eles estavam vermelhos. —Keith, por favor. —Por favor, o quê?— Eu dei um passo para trás, mas ainda perto o suficiente para agarrá-la se ela corresse novamente. —Deixar você sozinha? Não. —Por que não? Liguei meu braço em volta da cintura dela e puxei-a para mim. No momento em que ela estava encostada no meu peito, eu escorreguei minha mão ao longo da sua bochecha.


—Porque eu não consigo parar de pensar sobre o nosso beijo. —Isso é o que você precisa?— O tom dela me confundiu. No momento que eu ia questioná-la, ela se aproximou e bateu a boca na minha. Ela passou as mãos ao longo dos meus ombros, até meu pescoço e no meu cabelo. Senti que algo estava errado, mas, ao mesmo tempo, tê-la de volta em meus braços valeu a pena. Mergulhei no beijo, saboreando cada polegada de sua boca doce. Sua língua dançava com a minha, mas mais uma vez algo estava me incomodando. Enfiei minha mão para baixo na curva de sua coluna vertebral e na parte superior da sua calça. Eu não me importava que estávamos em público. Eu perdi muito dela. De repente, ela se afastou e começou a andar na rua. Que diabos? Corri para alcançá-la, parando-a. —Que diabos foi isso? —Um beijo. —Sim, eu sei. Eu estava lá.— Seus ombros caíram e ela estava irritada comigo. —Agora você pode me tirar do seu sistema. Agora você pode seguir em frente. —Seguir em frente?— Virei-me enquanto ela passava em torno de mim. —Pare, agora.— Eu peguei a mão dela. —Pare de correr. —Eu não estou correndo. —Sim, você está.— Ahhh, ela estava me deixando louco. —Jesus Cristo, Keith, o que diabos você quer?—, ela gritou, e algumas pessoas do estacionamento olharam para nós. Eu dei um pequeno aceno para mostrar-lhes que nós estávamos bem. —Você, Lexi! Eu quero você. Ninguém mais, só você.— Ela me estudou por um momento, em seguida, uma lágrima escorreu pelo seu rosto.


—Não, você não quer. —Quem é você para dizer isso?— Eu não gosto que me digam como me sentir. —Eu não sou o tipo de garota que você acha que eu sou. Não estou nada feliz por dentro. Realmente? —Essa é uma boa maneira de pensar em si mesma.— Ela inclinou a cabeça para trás e olhou para o céu. —Não é algo que eu acho, é algo que eu sei.— Com um passo em frente, eu agarrei a mão dela e a fiz seguir-me para o meu caminhão. Abrindo a porta, levantei-a, a coloquei dentro e fechei a porta. Uma vez dentro, liguei o aquecedor e me virei para olhar para ela. —Se você pensa que eu quero você pelo seu corpo, você é apenas uma entre muitas.— Seus olhos se estreitaram em mim, e eu escondi o sorriso. — Eu nunca menti para você, Lexi. Você é linda. A mulher mais bonita que eu já vi. Mas é a sua personalidade que me atrai. A teimosia e tudo. Então, vamos sentar aqui até que você decida me dizer o que está enfiado em sua bunda para não me deixar entrar. —Minha bunda?— Ela cruzou os braços e encostou-se no assento. —Eu tenho toda a noite toda, querida.— Pingos de chuva começaram a saltar

sobre

o

pára-brisa,

e

pessoas

estavam

saindo

do

cinema,

provavelmente o filme tinha acabado, então eu liguei a caminhonete e desci a estrada. Ela não questionou o que estava fazendo, de modo que era um bom sinal. Eu decidi ir para o meu lugar favorito. Eu estacionei no lago e apaguei as luzes para que apenas as lâmpadas do parque brilhassem ao longo da costa. O rádio estava baixo, e eu estava quieto de modo que apenas a chuva podia ser ouvida. —Você sabe, sequestro dará a você alguns anos na cadeia.— Ela olhou para mim, mas ela não estava protestando tanto. —Não é possível sequestrar


quem vem de livre vontade, Lexi.— Sua boca se abriu, mas ela não disse nada. Por mais de meia hora ela se sentou em silêncio no canto. Eu mexia para encontrar uma posição mais confortável. Ela tinha força de vontade, isso era certo. Mal ela sabia que o silêncio era o meu forte. Eu poderia durar mais que ela durante qualquer dia. Sua pequena fungada me chamou a atenção, mas em vez de olhar para ela, olhei para seu reflexo na janela. —Tudo bem—, ela sussurrou e passou o dedo ao longo da sua bochecha. —Mas se eu lhe disser, você tem que prometer que não vai contar a ninguém. Sabendo que, se ela estava em perigo nada me impediria de obter ajuda para ela, eu concordei. O olhar no rosto dela me disse que ela estava prestes a me dizer algo ruim. Ela pediu novamente para me manter em silêncio. —Ok.— Eu olhei diretamente nos seus olhos. —Eu prometo ficar quieto.— Ela segurou meus olhos por um minuto, em seguida, olhou para fora da janela. Ela começou a correr os dedos finos pelo cabelo brilhante. —Eu sou de uma pequena área fora de Toronto...


Capítulo Quatro Richmond, Canadá

Lexi El jogou uma bola de tênis contra a parede enquanto eu puxei meu chiclete da minha boca para ver até onde ele iria alongar antes dele quebrar. —Crianças?— Mamãe chamou do corredor.


—Nós não estamos aqui—, eu murmurei.

—Crianças?— El gemeu. —Fugimos porque você está fazendo-me vestir este casaco.

Meu pai veio em busca de algo, e então a minha mãe se aproximou, então El afundou ainda mais no meu armário. —Aí está você.— Ela estava deslumbrante em uma blusa de seda branca e saia de babados pretos. — Deveríamos ter saído dez minutos atrás.— Quando não se moveu, ela suspirou e se sentou na cama. —Olha, eu sei que estas festas sugam.— Nós rimos do comentário dela. —É tão importante manter um visual para essas coisas. O chefe do seu pai é um...

— Idiota —. Meu pai deu de ombros quando saiu atrás dela.

—Bem, eu ia dizer babaca, mas idiota funciona também.

Ela tomou sua mão e beijou-a, enquanto nós ríamos mais difícil. —Não importa, no entanto. É importante que nós vamos.— Ela levantou-se e fixou seu cabelo. —Mesmo contando os minutos para saírmos.

—Droga em linha reta.— El esquivou o

golpe do pai no seu braço

quando ele saiu do meu quarto. —Droga, você quer dizer danado.— Eu rolei


para fora da cama e peguei minha bolsa. —Não, pai, neste caso, é droga.— Depois de nos esmagarmos em um carro minúsculo, seguido da reunião de um milhão de pessoas que não dão a mínima para quem eu era, fui finalmente deixada sozinha no andar de baixo com o resto do filhos de empregados.

Duas horas, e eu não podia levar a luta ao longo do monopólio, eu precisava sair. Liguei para minha amiga Darcy, e ela disse que sua mãe iria passar e me pegar. Eu passo através do mar de cabelos grandes e fumaça, determinada a encontrar os meus pais para que eles saibam que eu estava saindo. A assistente do meu pai apareceu, e eu entrei em seu caminho.

—Você viu meus pais?

—Oh, bem, olá, querida.— Ela estudou o meu rosto. —Tem sido um longo tempo, não é? Agora, quanto tempo tem sido?— Realmente, velha fofoqueira, você quer fazer uma viagem pela estrada da memória agora? Eu só vi você há dois dias! —Senhora Hazel, eu realmente preciso saber se você sabe onde meus pais estão.

—Umm, eu acho que eu vi sua mãe no andar de cima, ou foi no jardim?

—Vamos,— Eu assobiei, subindo as escadas. Eu seria mais agradável, mas ela aparentemente não iria se lembrar dessa conversa em um dia. Eu vi uma sala aberta no final do corredor e fiz o meu caminho até lá.


—Uau.— Eu entrei no quarto e olhei a vista. Uma parede sólida estava coberta de diferentes garrafas de vinho. Muito bem arrumada para refletir a luz. A outra estava cheia de fotografias, na sua maioria em preto e branco, mas uma no centro, era de uma mulher que parecia muito familiar. Fui até lá, deixando a minha curiosidade obter o melhor de mim. Lá estava Maci, esposa do patrão do meu pai, em uma blusa vermelha brilhante, com os lábios vermelhos brilhantes que combinavam com as unhas debaixo do queixo. Ela estava olhando para a câmera e o flash fez seus olhos brilhar. Era bonito.

Minha espinha arrepiou ao som de passos atrás de mim. Eu rapidamente procurei outra porta e atravessei a sala. Um puxão forte me disse que estava trancada. Ah não! Eu ouvi uma voz, e ela ia ficando mais alta, e com isso também o meu batimento cardíaco. Se fosse encontrada aqui, eu estaria em tantos problemas, para não mencionar o meu pai seria demitido.

Avistei um armário e entrei, em pânico perto antes de duas pessoas entrarem na sala. —Oh Deus, oh Deus, oh Deus!— Eu tentei fechar a porta, mas uma cinta de um saco de golfe ficou presa na dobradiça do meio. Eu tive que deixar a porta do jeito que estava, com medo de que eles pudessem ouvir-me tentado fechá-la. Meu coração estava batendo, e quando ouvi uma voz que eu reconheci, eu queria chorar. Eu realmente desejei que eu não tivesse percebido quem era. Eu pensei que deve ser uma forma de Deus estar punindo eu e minha família por não querer estar aqui em primeiro lugar.

—Tudo bem—, eu olho para o teto —, você ganha! Irei à igreja uma vez por semana!


Seu terno preto apareceu na porta, e eu congelei. Havia ripas de madeira na porta, para que eu pudesse ver, mas eles não podiam ver. Quando eu tive certeza que não iria ser notada facilmente, inclinei-me contra a parede e assisti e ouvi quando Padre Kai falou com Maci. Mudei para que eu pudesse ver melhor fora da porta.

—Por favor, Pai—, ela começou a chorar —, não aqui.

Ele se moveu para ficar na frente dela. Padre Kai era alto e magro, mas ele era forte em outras maneiras. Ele tinha poder sobre algumas das pessoas da cidade. Eu tinha ouvido meus pais falarem sobre isso. Meu pai não era muito religioso, mas freqüentava a igreja em feriados pela minha mãe, porque ela gostava.

—Agora, Maci, você sabe sempre quando o Senhor sente que é o momento certo. Estou aqui para servir as suas necessidades.

Ela apertou os lábios, mas um soluço conseguiu escapar. —E se alguém vier? E se alguém ouvir?

Seus ombros puxaram para trás quando ele limpou a garganta. —Em seus joelhos, agora!


Meu estômago afundou. Que diabos estava acontecendo aqui? Minhas mãos começaram a suar e meu batimento cardíaco trovejou nos meus ouvidos. Eu assisti em terror quando ela baixou lentamente para o chão e com as mãos trêmulas tirou os sapatos um de cada vez. Então, para minha surpresa, ela cuidadosamente tirou a blusa e pendurou-a no banco ao lado dela. O desejo de desviar o olhar era forte, mas por alguma razão eu não podia.

Padre Kai enfiou a mão no bolso e tirou uma tira de couro longa. A parte que fez meus joelhos ficarem fracos era a bola que estava na extremidade, com o que parecia ser espigões sobre todo ele. Ele deixou cair a seus pés e esperou. Maci deixou escapar um longo suspiro antes de seus dedos com pontas rosas baterem em direção ao chão, pegando a alça. Ela segurou o punho e esperou.

—Diga.— Sua voz era baixa e assustadora. O tom dela ficaria comigo por um longo tempo. —Perdoe-me, Pai, porque pequei.— Ele acenou com a cabeça uma vez.

—Faça.

Ela fechou os olhos e virou a mão para cima e atrás dela, chicoteando sua própria costas com a coisa. Puta merda! Mordi o lábio para parar o grito que agora estava preso na minha garganta. —Mais uma vez,— ele ordenou.

O som do corte de couro através do ar e o som da bola batendo na sua pele estava me deixando tonta. Eu tinha muito medo de tentar pará-lo. Eu


permaneci congelada, escondida no armário. Nada disso fazia sentido. Ele era Padre Kai, padre amado de nossa igreja há muitos anos e a única pessoa na cidade que tinha o respeito de todos. As pessoas iam a ele para tudo.

—Mais uma vez—. Sua voz me trouxe de volta para o evento horrível que estava ocorrendo, a tortura de Maci. —Eu... Eu não posso.— Ela caiu para a frente, e eu dei uma boa olhada em sua pele. Eu quase vomitei. Eu não podia aguentar. Comecei a chorar silenciosamente.

Sua pele estava vermelha beterraba com orifícios minúsculos que sangravam pelas costas. —Mais uma vez—, ele repetiu, e desta vez ela se sentou e continuou a sua punição. Padre Kai rolou seu pescoço, depois se inclinou para trás. Suas mãos se moveram para os lados, palmas para o céu, quase como se estivesse sentindo a presença de Deus. Tudo o que eu podia sentir era o diabo.

Depois de mais três amarrações, disse-lhe para parar. Ele estendeu a mão para ela colocar a arma nele. —Até amanhã—. Ele colocou a cruz no ar acima dela, em seguida, viu quando ela subiu para o banheiro, ainda chorando. O rosto dela estava todo manchado, e seu rímel escorria de seus olhos. Ele escovou o casaco com a mão, como se algo estivesse sobre ele, então fixou seu cabelo. Quem era essa pessoa?

No momento em que ele saiu da sala, eu levantei e estava prestes a correr para fora do armário, mas, em seguida, congelei. Será que eu deveria parar e ver se Maci estava bem? Ou devo apenas sair? A torneira se liga e era tudo que eu precisava ouvir antes que eu saísse. Eu saí correndo através das portas do escritório e dei de cara com a empregada da casa.


—Senhorita Klein, o que está errado? Eu descontroladamente olho para o corredor e vejo a minha mãe lá em baixo. Antes da empregada pudesse dizer qualquer coisa, eu já tinha ido embora.

Parei minha história e olhei para ele. Meu rosto mostrou tanto medo, sentindo como se estivesse lá novamente. Sua mão se contraiu; eu poderia dizer que ele queria me tocar. Fiz uma pausa, e ele apenas cobriu a mão com a minha e se manteve em silêncio. Apreciei o gesto. —Então o que aconteceu? Lambi meus lábios e continuei, vendo tudo de novo em minha mente.

Corri direto para os braços de minha mãe, e ela envolveu-os em torno de mim, sem dúvida. —Querida, qual é o problema? Eu não podia colocar minha cabeça em torno do que eu testemunhei. Será que eu realmente quero dizer uma coisa tão negativa sobre um homem tão altamente respeitado? E se ninguém acreditar em mim? —Nada, mãe, eu só quero ir para casa. —Querida, você está obviamente chateada. Diga-me o que está errado.— Eu sabia que tinha que dizer alguma coisa. —Eu entrei em uma briga enorme com uma das meninas sobre algumas coisas, e eu sei que ela me odeia agora, e eu quero ir. —Oh, querida, você sabe que eu não posso só...


Eu me afastei enquanto as lágrimas queimavam um caminho pelo meu rosto inchado. —A mãe de Tracy está a caminho. Ela disse que eu poderia ficar lá esta noite. Por favor, mamãe. Sua mão macia escovava ao longo do meu rosto. —Tudo bem então. Eu sei o quanto você e El odeiam essas coisas. Não se atrase para chegar em casa de manhã. Com um abraço, eu saí. Eu disse a eles no dia seguinte que a luta foi com um menino. Os meus pais me deixaram sozinha, mas El sabia que algo mais estava acontecendo. Depois disso, eu parecia fugir do Padre Kai mais do que antes. Posto de gasolina, shopping, ele mesmo apareceu na minha escola para fazer uma visita. —Adorável ver você, Alexi,— ele me cumprimentou fora do ginásio, um olhar afiado em um terno de três peças, azul. Minha pele tremeu em torno de meus ossos, com ele olhando para mim. Ele esperou o salão limpar antes de inclinar a cabeça e me dar um sorriso. —Sempre bom ver você.— Seu dedo enrolou em volta do meu rabo de cavalo lateral, e seu toque fez minha pele arrepiar. Eu queria dar um passo atrás, mas eu não podia. Eu estava enraizada no lugar. —Você está se transformando em uma pequena senhora. Logo você vai estar namorando rapazes e cometendo todos os tipos de pecados. —Eu preciso ir.— Bastardo doente. —Sim, você faz.— Os olhos dele falaram mais do que suas palavras fizeram. —Diga olá para a sua mãe por mim.— Se eu descobrisse que ele já tocou minha mãe, eu o mataria e levaria o pecado direto para o Diabo. Um domingo houve um churrasco na cidade. Eu não queria ir, mas meus pais disseram que Padre Kai tinha nos convidado pessoalmente, portanto, era necessário ir.


Eu balancei o caminho todo. El ficava olhando para mim. Tinha sido um mês desde que eu testemunhei a escuridão que era o padre Kai, e eu não estava lidando muito bem. —Pai.— El bateu com o ombro, quando nós estavamos puxando para dentro do parque de estacionamento. —Podemos falar por um momento?

—Claro, meu filho.— Ambos os nossos pais se viraram em seus assentos para nos enfrentar. O que ele estava fazendo? —Você dois sempre disseram que somos nós quatro, não importa o quê, e se um de nós tem um problema, nós tentamos resolver.— Ele olhou para mim. —Lex, eu nunca te vi assim. Por favor, diga-nos o que aconteceu na festa. Eu tirei meu lábio inferior entre os dentes para impedi-los de tremer. Aqui? Agora? Quando o Padre Kai estava a quinze pés de distância? — Querida, por favor, há algo que você precisa nos dizer?— Minha mãe me implorou. Meu pai parecia preocupado. Estávamos tão perto como uma família poderia ser, então talvez seria melhor se eu compartilhasse com eles. Em seguida, o sentimento de solidão que eu estava carregando me deixaria. Com uma respiração profunda, eu descarreguei o que eu tinha testemunhado a minha família. O tempo todo, eu mantive meus olhos no rosto de meu pai, que endureceu em choque com as minhas palavras. A boca de minha mãe caiu aberta, e El só ficava balançando a cabeça. Quando terminei, eu esperei para ver quem iria falar primeiro. Eu estava apavorada. E se eles não acreditaram em mim? —Oh, meu pobre, pobre bebê,— minha mãe respirava.


—Aquele desgraçado doente!— O meu pai começou a se mover, mas minha mãe colocou a mão em seu braço. —Temos que pensar sobre isso. Nós não podemos ser demasiado apressados. Ele tem um monte de poder nesta cidade. —Oh meu Deus.— Mãe encostou-se à janela. —Eu me perguntava por que Maci não estava usando esse vestido decotado nas costas que ela adora.— Ela fez uma pausa, pensando. —Além disso, no outro dia Simon Waters bateu nela, atingindo-a nas costas, e ela tinha se exaltado totalmente com ele. El olhou por cima do meu ombro, em seguida, de volta para o papai. —O que vamos fazer? —Se ele está usando seu poder para punir as pessoas assim, temos que denunciá-lo.

Limpei a garganta enquanto inclinava minha cabeça para trás para descansar no banco. A chuva caía mais forte agora, e ajudou a quebrar a tensão. —Ele sabia que eu disse a eles. —Como? —Acontece que, a empregada se aproximou dele, pensando que ele tinha me machucado. Isso foi quando as coisas pioraram. A minha família foi basicamente empurrada para fora de tudo depois que minha mãe se aproximou de Maci, apenas para obter seus gritos. Ela negou tudo. Descobrimos, a partir de um dos poucos amigos que tínhamos deixado que o Padre Kai sabia algo sobre ela. —O que ele sabia?— Ele perguntou rápido.


—Maci planejava matar o marido, mas no último minuto, ela não poderia fazer isso com ele. Ela foi para a confissão para se livrar da culpa. Eu acho que Padre Kai tomou sobre si mesmo para limpar os seus pecados. O homem é louco.— Seu rosto caiu e eu podia ver que ele ficou chocado. —Meu pai foi à polícia e entrou com um processo contra ele. Isso foi quando as coisas ficaram muito pior. Em vez da cidade ficar com a gente, eles se voltaram contra, e começamos a ficar incomodados. Eu até comecei a receber ameaças de morte. El não iria sair do meu lado porque eu pulei no caminho da escola para casa uma vez. Erámos a ovelha negra de Richmond, e Padre Kai fez tudo em seu poder para garantir que todos pensassem que nós erámos mentirosos. Pior de tudo, o meu pai foi despedido do trabalho que ele amava. Foi quando minha família decidiu que era hora de mudar. Não valia a pena o medo que vivia. Então, aqui estamos em Boston. —E o Padre Kai? Revirei minha cabeça pesada para olhar para ele. Este era um tema emocional. —Ele ainda é o líder da igreja, ainda limpando as pessoas dos seus pecados, e tenho certeza que ele ainda tem o seu olho em mim.— Seu rosto caiu novamente. —Quer dizer que eles nunca investigaram ele? —Eles fizeram, mas sem o testemunho de Maci, eles não têm nada, além de acusações de uma menina de quatorze anos de idade. Ele lhes disse que eu estava à procura de atenção e que me perdoou.— Minha voz caiu enquanto eu puxava minha jaqueta em volta do meu corpo. Um frio estabeleceu-se em torno de mim. —Logo antes de sairmos, ele se aproximou de mim no supermercado, me dizendo que ele estaria me vendo novamente em breve. Ele me apavora, mesmo agora. —Você realmente acha que ele vai vir e te encontrar?— Eu nem sequer pisquei.


Eu o vi comandar uma mulher adulta para chicotear suas próprias costas, durante uma festa, nada menos, até que ela sangrou. Ele veio me ver na minha escola. Eu acho que vou vê-lo novamente? Não, eu não. Honestamente, eu acho que ele mudou-se para outra pessoa. Isso não é correto, mas eu aprendi que tenho que me preocupar sobre mim em primeiro lugar. Meus olhos turvaram, mas eu mantive minhas lágrimas na baía. Keith passou a mão sobre a boca com um acesso de raiva. Eu sabia que era uma responsabilidade muito grande. Ele se inclinou, passou um braço em volta da

minha

cintura

e

puxou

meu

pequeno

corpo

contra

o

dele.

Surpreendentemente, eu deixei. Eu até descansei minha cabeça em seu ombro. Às vezes as coisas eram agradáveis e o melhor era não cismar. —Obrigada— eu sussurrei. —Por quê? —Por escutar. —Obrigado por compartilhar.— Ele esperou uma batida. —Você quer sair daqui? —Claro. O lago estava calmo, sem vento para perturbar a imagem perfeita refletida nas lâmpadas da rua. Estava calmo e tranquilo sem ninguém por perto, só nós. Eu me estabeleci ao seu lado na parte de trás do caminhão. Ele tinha cobertores para nos embrulhar e aquecer sob o céu estrelado. Senti uma luz entre nós, uma faísca. Algo sobre contar o meu mais profundo segredo para alguém poderia mudar a forma como você se sentiria, e isso mudou como me via. Me virei para vê-lo, as sobrancelhas franzidas. Ele parecia confuso até que estudou a minha expressão com vontade.


—O que você está pensando?— Tirei meu casaco e desabotoei minhas calças. —Tem certeza? —Eu quero sentir algo que não seja o que eu acabei de dizer. Ele me puxou em seu colo e pegou a minha mão na sua, segurandome assim para que eu pudesse olhar para ele. —Eu não quero te machucar. —Então, não me machuque. Ele me colocou para baixo, em cima do cobertor, e fez com que eu estivesse fora de vista. Tirou as minhas calças, e depois fez a mesma coisa com a sua. Com seu corpo quente contra o meu, suas mãos se arrastaram ao longo de minhas coxas sob o cobertor. —Eu estou pronta, Keith— eu murmurei, mas ele ignorou meus apelos ansiosos. Seus lábios pegaram os meus, lento no início, mas depois mais apaixonado. Eu poderia dizer que ele estava lutando contra seu próprio controle. Tivemos que quebrar o contato enquanto ele deslizava uma camisinha, meu nariz franzido com o cheiro. Eca, látex. Seus lábios encontraram os meus novamente quando ele se encaixou nos meus quadris. Colocou o cobertor para certificar que eu não ficasse com frio, e permaneceu na minha abertura. Senhor, isso é enlouquecedor! Minhas costas arqueadas e uma bufada de ar passou por meus lábios enquanto ele empurrou lentamente dentro de mim. Tudo o que ele fez foi pensado e suave. Ele parou quando eu vacilei, e tocou meu rosto quando eu fiz uma careta. Eu estava lutando contra a minha própria dor, e ele estava lá para me ajudar. —Keith,— engoli em seco quando ele pegou o ritmo. Ele manteve seu corpo próximo a mim através de cada impulso. —Estou perto.


—Bom.— Ele me beijou quando eu deixei ir e me entreguei a ele. Sentime como se estivesse sem ar, e então lentamente flutuei de volta para baixo para o som dele encontrando sua própria libertação. Ambos cansados e lutando para recuperar o fôlego, enquanto olhavamos para o céu, sua mão avançou mais e encontrou as minhas. O resto do ano, éramos inseparáveis.

***

Keith Nan tinha entrado no meu quarto quando eu estava colocando a gravata. Esta noite era a formatura. Ela esperou até os dois saírem e olhou para ver se o caminho estava livre. —Então?— Eu não pude deixar de sorrir para ela através do espelho. —“Olhando” bem, meu filho. Eu dei-lhe um olhar. Ela estava cheia de si. —Derrame, Nan. —Uma delas tem um encontro hoje à noite.— Aí está. Nan tinha toda a família achando que ela estava com dificuldade de audição, mas realmente a minha avó podia ouvir muito bem e isso é usado para sua vantagem total. Ela sabia de tudo. Eu era o único que sabia a verdade, e, bem, eu era o seu favorito. —Eu deveria estar preocupado? —Não.— Ela acenou com a mão. —É apenas o jovem amigo Edward Silver da rua de baixo. Ele não saberia onde colocá-lo, mesmo que lhe desse o mapa.


—Impressionante, Nan.— Revirei os olhos. —Não é uma imagem que eu preciso na minha cabeça. Eu ouvi o zíper retrair na parte de trás do urso de pelúcia marrom gigante que ficava no canto do meu quarto. Ele era originalmente um presente do meu avô, mas tinha-se tornado esconderijo de bebidas secreto de Nan. Serviu-se de um tiro generoso de scotch. Ela com certeza amava scotch. —E sobre Four? Ela ainda está vendo aquele cara estranho? —Tuna Fish Breath?— Ela murmurou, e isso me fez rir. Ele tinha cheiro de uma fábrica de peixe. —Não, graças a Deus, esse cara é história. Você já notou que ele tinha um olho errante? Eu juro que me seguia para onde eu fosse. Como se ele estivesse em mim e minhas habilidades.— Dei de ombros no meu paletó e encarei-a. —Bem? —Robusto!— Ela sorriu para mim. —Lexi não será capaz de manter suas mãos fora de você. —Mãe!— Minha mãe estalou a partir do corredor. —O que você está fazendo? Você está bebendo? Você sabe que não pode beber.— Sua voz foi levantada porque a mãe não sabia que Nan podia ouvir muito bem, se não melhor do que o resto de nós. —Eu estou com setenta, querida. Se eu quiser uma bebida, eu vou ter uma. Ela inclinou o copo e bebeu o resto. Minha mãe olhou para mim. — Você está lindo, querido, mas se você pudesse cuidar a sua Nan, as vezes, seria útil. Nan revirou os olhos. —O que seria útil, querida, é se você pudesse obter um mini-bar no andar de cima. Essa rampa é uma cadela real.


Eu mordi de volta um sorriso. Tal perturbador de merda. Uma vez que a mãe saiu, a expressão de Nan tornou-se mais grave. —Você vai dizer a Lexi hoje à noite? —Eu nem sequer disse a eles ainda.— Eu balancei a cabeça fora da minha porta. —Talvez começar com o que vai emocionalmente afetar a maioria. Olhei, sentindo-me desconfortável. —Talvez você tenha razão. Beijei-a na cabeça e desci correndo as escadas. Eu sabia que isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde.

*** Sua cabeça descansava no meu ombro enquanto nós assistíamos a um filme no drive-in. Clark e Elliot estavam fora atras das meninas, e eu estava satisfeito que estávamos sozinhos. A formatura foi incrível, e agora que o verão tinha chegado, era hora de fazer o nosso verão ter um pontapé de saída no lago. —Hey.— Eu beijei sua bochecha. —Posso falar com você sobre algo? —Claro.— Ela se sentou e virou na cadeira do meu caminhão para me ver melhor. Minhas mãos estavam torcendo o cobertor. Eu precisava fazer isso agora ou nunca. —Então, você está indo para a Universidade de Boston, e eu...— O sorriso dela bate nos cantos de seus olhos enquanto ela espera por mim para continuar. —Eu me inscrevi para o Exército. Seu sorriso desapareceu. —Você fez o quê? —Me alistei para o Exército.


Seu olhar caiu a seus pés e sua mandíbula ficou travada no lugar. Isso não ia ser bom. —Espere.— Ela levantou a mão, e seu anel de humor brilhou na luz. —Mas isso significa que eles podem enviar-lhe ao exterior. Merda. —Sim, mas, Lexi, eles não vão. —Não minta para mim, Keith. Meus olhos se fecharam, tentando encontrar as palavras certas. —As chances são pequenas. Sua mão esfregou seu estômago, então ela pegou sua bolsa. —Bem. —Onde você está indo? Ela desceu com cuidado, afundando na grama. —Eu preciso ficar longe de você agora. —Espere!— Eu segui atrás dela. —Lexi, pare! —Por quê?— Ela virou-se e apontou um dedo na minha cara. Seus olhos estavam brilhantes. —Jesus Cristo, Keith! Que maneira de fazer a maior decisão de nossas vidas sem mim. —Eu não tive a intenção de não incluí-la. É algo que eu estive pensando por um tempo, e quando chegaram à escola, me senti bem. A forma como o seu rosto estava torcido significava que isso estava longe de terminar. —Certo.— Ela enfiou a bolsa por cima do ombro. —Mais alguma coisa?


Eu balancei a cabeça, enfiando as mãos nos bolsos. Ela inclinou a cabeça para trás e deixou algumas lágrimas deslizarem sobre seu rosto corado. —Como você pôde fazer isso? Eles vão levá-lo para longe de mim! —Não, não, Lexi.— Estendi a mão para ela, mas ela recuou. Com a cabeça inclinada para baixo, e os ombros caídos. —Eu...— Sua mão cobriu seu rosto enquanto ela pegou e gritou. —De todas as coisas que você poderia ter feito! —Isso faz sentido para mim. —Eu pensei que nós faziamos sentido! —Nós fazemos! Lexi, por favor.— Sua cabeça disparou e sua raiva queimando. —Por favor, entenda?— ela gritou, sua explosão chamando a atenção de algumas pessoas nas proximidades. —Talvez eu teria se você me contasse seus planos em vez de me dizer após o fato! —Podemos falar sobre isso em outro lugar? —Por quê?— Ela cruzou os braços. —Você escolheu me trazer até aqui. —Por favor, Lexi. Ela deixou cair a cabeça para trás enquanto deixava escapar um longo suspiro. Então se virou e saiu correndo. Eu queria correr atrás dela, mas eu sabia melhor. Lexi me congelou por seis semanas. Depois disso, eu não tinha permissão para trazer qualquer coisa a ver com o Exército. Se era isso que


era necessário para mostrar que ela significava mais para mim e que tudo ficaria bem, eu estava bem com isso.

Capítulo Cinco Vários anos depois

Keith —Você tem que fazer o que tem que fazer, filho.— Meu pai sentou perto de mim no meu quarto. —No entanto, se é importante por qualquer coisa, sua mãe e eu estamos muito orgulhosos de você.


Meu uniforme pendurado perfeitamente no armário ao lado da minha mochila. A passagem aérea presa fora do zipper onde somente o meu nome poderia ser lido. Embora eu soubesse que este momento poderia vir, eu não percebi o quão rápido ele chegaria quando entrei para o Exército. Eu ainda conseguia me lembrar da emoção que senti quando o recrutador explicou os benefícios e estilo de vida que vinham com o trabalho. Ainda me surpreendeu como certo me senti, como se algo apenas clicasse. Lexi tinha saido em férias de verão com a família para a Europa e voltaria amanhã. Ela iria começar mais um ano na Universidade de Boston na próxima semana. —Estou nervoso, Lexi vai surtar. Papai colocou a mão no meu ombro. —Ela vai ficar com medo, mas ela vai vir ao redor. Ela ama você. Além disso, mais um tempo separados podem fazer a vocês dois algo de bom. —Porque só vê-la nos fins de semana não é tempo suficiente? —Oh, ela vai surtar.— Two encolheu os ombros da porta. —Você sabe que eu te avisei sobre isso. Lexi vai ficar chateada porque você sabia que estava indo para ser implantado agora, desde antes dela sair. —Eu sei, mas eu sabia que ela não iria em sua viagem, e eu não queria estragar isso pra ela. —Isso não deveria ter sido a sua escolha a fazer. —Não está ajudando, Danielle,— meu pai repreendeu as duas. —A verdade dói, irmão mais velho.— Com isso, ela saiu, deixando-me com um nó enorme no meu estômago. Ela estava certa. Eu guardei isso de Lexi, porque esta foi uma viagem de uma vida que ela e sua família vinham planejando há anos. Eu não estava prestes a tirar isso dela. O problema era, a oportunidade veio com um prazo, e eu não tinha escolha.


Isso vai ser difícil. No dia seguinte, eu esperei ansiosamente por Lexi ter terminado seu encontro com seu professor. Pobre menina teve que mergulhar se preparando para suas aulas. Felizmente, ela estava ligada a trabalhar com números, por isso o seu major6 em contabilidade veio naturalmente. Ela só tinha seus livros comprados, e algumas outras coisas alinhadas. Eu puxo para o estacionamento do seu dormitório para esperar por ela. Eu sabia que ela iria voltar lá depois de sair da classe. Eu corri para as escadas para encontrá-la quando ela apareceu em torno do edifício. —Ei, você.— Ela pulou em meus braços e me beijou, fazendo isso muitas vezes seguidas. Deus, eu senti falta dela! —Precisamos estar sozinho, porque eu tenho todos os tipos de pensamentos sujos e acho que devemos entrar.— E a minha notícia pode esperar... Setenta minutos mais tarde, e eu senti que não podia mover-me para salvar a minha vida. Lexi era o sonho de todo homem, selvagem na cama, sexy como o inferno, e ela tinha um sorriso assassino que poderia me fazer mais forte só de pensar nisso. O que só fez dessa conversa mais difícil. —Lexi.— Puxei-a de seu sono. —Eu preciso falar com você sobre algo. Ela se virou e começou a beijar meu peito. Os lábios dela fazem coisas incríveis para o meu corpo. Corri meus dedos pelos cabelos e levei um momento para saborear isto. Mantenha o foco. Inclinei a cabeça e fiz ela olhar para mim. —Eu realmente preciso te dizer uma coisa. —Ok.— Ela sentou-se quando ela percebeu que eu estava falando sério. —O que você tem para mim?

6

Escolha de um grau na Universidade. Curso prioritário.


Seus olhos escuros procuraram meu rosto. Era agora ou nunca. —Não se desespere. —Não faça isso!— Ela balançou a cabeça. —Dizer “não se desespere” só faz ficar mais difícil. Basta dizer, Keith. — Eu fui chamado para fazer uma turnê no Iraque. Seu corpo congelou, em seguida, ela foi para o final da cama. Ela rapidamente puxou minha camisa sobre a cabeça e mordeu o dedo quando absorveu minhas notícias. —Isso não é engraçado. —Não é uma piada. Seus belos olhos encontraram os meus, e a expressão neles me disseram que eu estava na merda. Lexi e eu tinhamos uma relação única. Quanto mais lutamos, mais nos apaixonamos. Eu estava esperando que fosse o caso desta vez. —Então, o que isso significa, exatamente?— Ela mudou-se para a janela quando sua voz caiu. Eu puxei minha cueca e a calça jeans no caso da sua companheira de quarto voltar. Fechei o espaço entre nós. —Lexi.— Eu beijei seu ombro, mas ela me sacudiu. Liguei meu braço em volta da cintura dela e segurei-a firmemente ao meu peito. —Isso significa que eu vou ser enviado para o Iraque em dois dias. —Dois dias! Você está brincando comigo? Há quanto tempo você sabe sobre isso? Eu deixei cair meu olhar para o chão. —Três meses.— Eu segurei minha mão para impedi-la.—Entenda que eu não lhe disse porque eu sabia o quão importante essa viagem era para você, para toda a sua familia.


Com suas mãos atadas a bainha de sua camisa. —Por quanto tempo? Ela sabia a resposta, porque isso era sempre uma possibilidade quando entrei para o exército. Eu sabia que ela só precisava que eu disesse isso, porque então seria real. —Um ano. Eu senti sua respiração engatar, mas em vez de nossa luta normal, ela permaneceu em silêncio. Isso era novo. —Eu sei que é súbito. Eu sei que eu deveria ter dito antes, mas isso não teria mudado o resultado. Ela saiu de dentro de meus braços e esfregou a cabeça com uma fungada. —Nós poderíamos ter tido os dois últimos meses juntos! Nós não somos algum caso de verão. Estamos juntos há anos, e você não me deu a chance de fazer a minha própria escolha de ficar aqui ou ir em minha viagem. Você decidiu por mim de novo! Não nós. Sua mão cobriu sua boca antes que ela se encolhesse para parar um soluço. —Você sempre disse que nós éramos uma equipe, e que nós falariamos sobre tudo, especialmente depois do que aconteceu da última vez. Mas ainda... — o queixo tremia, —-aqui estamos nós. Ela virou-se. —Lexi.— Meu estômago doía. Sua expressão era de dor. —Se você realmente me amasse, você teria me contado o que estava acontecendo. Não é como se nós não nos falássemos enquanto eu estive fora. —Não era algo que eu queria fazer por telefone.— Suas mãos atiraram no ar.


—Então você pensou que esperar até dois dias antes de sua partida para a guerra era uma melhor opção? —Eu sei que parece que foi da pior maneira, mas eu realmente pensei na época que era a decisão certa.— Um longo tempo de silêncio se passou antes que ela finalmente falasse. Os olhos dela se mudaram para os meus. —Você está quebrando meu coração de maneiras que não pode ser reparado, Keith. —Eu sinto muito, Lexi, eu sei. —Sente muito por decidir não me dizer? Ou porque você queria passar o verão com seus amigos em vez de mim? Eu morri um pouco todos os dias na Europa querendo estar de volta em seus braços, apenas para chegar em casa e descobrir que você está saindo para um dos países mais perigosos do mundo! —Ela enxugou as lágrimas livres, então retirou a minha camiseta e jogou-a para mim. —Saia! —Le... —Obviamente, eu não sou a sua primeira prioridade. —Isso não é justo! —Seus meninos estão esperando. —Você não está sendo injusta. —Eu estou sendo verdadeira, Keith. Eu estou fazendo esta decisão. Agora, saia! Então enquanto eu fechei a porta, ouvi seu sussurro... — Eu sabia que eles iriam levá-lo para longe de mim.


*** Lexi Sete chamadas não atendidas, treze textos, e três tentativas de me ver tinha minha teimosia em plena aceleração. Eu não tinha deixado o meu quarto desde que eu chutei Keith fora dois dias antes. Minha companheira de quarto Jaci estava agora de pé em cima de mim com uma cara de preocupada. —Lexi, ele sai em uma hora. Você precisa vê-lo. —Não— e quase não saiu. A menção dele fez meu coração quebrar mais e mais. Ela suspirou e pegou meu telefone e virou-se para me mostrar. —Ele está implorando para que você vá vê-lo. Ela se sentou ao meu lado e esfregou minhas costas enquanto eu enterrei minha cabeça em meu travesseiro. —Eu estou indo lá. E se esta for a última vez que você pode vê-lo? Você seria capaz de viver sabendo que o afastou antes que você tivesse uma última chance de dizer a ele que você o ama? Eu soluçava no meu travesseiro úmido. Ela estava certa, mas ele tomou uma decisão de vida enorme sem mim. Nós deveríamos ser uma equipe. —Então...— Ela arrancou os cobertores do meu pijama de dois dias e bateu na minha bunda. —Traga sua bunda para ir dizer ao homem que você o ama que você vai esperar por ele. Porque é isso que você vai fazer de qualquer maneira. Bem.


Uma meia hora mais tarde, eu pulei para evitar uma poça e corri através das portas automáticas do aeroporto. Meu coração batia como um tambor na minha garganta. Onde está você? Onde está você? De repente, vi uma roupa do exército. —Keith!— Eu gritei e corri atrás dele. Eu agarrei o braço dele e virei-o. Oh! Meu estômago afundou quando um cara de cabelos escuros olhou para mim de forma estranha. Meu olhar caiu para seu nome tag. Lopez. —Eu-Eu sinto muito. —Não tem problema.— Ele sorriu com um maço de goma rosa entre os dentes. —Espero que você encontre quem você está procurando.— Ele trocou sua bolsa e seguiu em frente. Minha mente girava enquanto eu corria para o agente de bilhete. Felizmente, ele estava voando para fora de um aeroporto menor, então deve ser mais fácil de encontrar. —Desculpe-me, mas onde está o vôo UA765? Ela me deu um sorriso quando ela clicou afastado no teclado. —Deixe-me ver.— Clique, clique, clique, clique. Sério, quando tempo demorou para procurar um vôo? —Vôo UA765 está táxiando prestes a embarcar.— Ela apontou para um avião azul e branco se movendo em direção a pista. Não! Corri para a janela e senti a queda de temperatura. —Querida.— Seu tom de voz suave me mandou correndo para os seus braços. Eu adorava o pai de Keith. Era como se ele fosse meu próprio. No meu coração.


—Eu não consegui dizer adeus— eu chorei, pensando que pessoa egoísta eu era. —Eu estava tão zangada, então é tarde demais.— Eu não estava fazendo sentido. Eu só sabia que eu o deixei sair sem saber o quanto eu o amava. Senti sua mãe esfregar minhas costas, e todos nós encarando uns aos outros enquanto absorviamos o que tinha acontecido. Keith tinha ido embora. —É apenas um ano, Lexi. Nós podemos fazer isso.—O seu pai beijou minha cabeça enquanto Nan esfregou as costas da minha mão. —Nós temos um ao outro. O problema é que não podemos prever o nosso futuro. Nós só podemos tentar conduzi-lo o melhor que pudermos.

*** Nada parecia certo após Keith ir, a comida parecia serragem, minhas notas caíram, mesmo meu amado trabalho na galeria de arte não tinha mais qualquer apelo. Seis meses era muito tempo para não aproveitar a vida e muito tempo para não falar com ele. As duas vezes que ele chamou, algo surgiu por lá, e nós só tinhamos falado um olá rápido e adeus. Doeu, mas o que eu podia fazer? O telefone tocou e tocou corri para agarrá-lo ao lado da minha cama. —Hey.— Sua voz viajou direto ao meu coração. Oh, eu precisava ouvílo. —Oi, como vai você? Houve um longo momento de silêncio. —Ainda com raiva de mim? Eu olhei para o teto enquanto minhas emoções vieram correndo para a superfície.


—Lexi— sua voz era baixa, mas de comando —você pode me odiar por minha escolha, mas eu ainda te amo. Sempre irei. As lágrimas nublaram minha visão, mas eu consegui segurá-las juntas. —Então, mais seis meses para voltar? —Sim.— Ele limpou o tópico, mas eu ouvi alguém falar sobre um bombardeio que aconteceu ontem à noite. —Como está indo a escola?— Jesus, nossos mundos eram tão diferentes agora. Foi difícil para mim processar isso, por algum motivo. —Ok— ele acrescentou quando eu não respondi. —Eu estou indo mostar para você de um ângulo diferente. —Deixe-me dizer-lhe sobre a minha vida agora. Engoli em seco e tentei me concentrar. —Eu durmo. Eu tenho outros nove companheiros de beliche. Levanto-me quando o sol nasce, faço exercícios, então nós fazemos nossa corrida pelas ruas da cidade. Principalmente, eu vi um monte de cabras.— Eu sorri com o seu comentário. —Quando estamos de volta na base, nós jogamos um monte de cartas, basquete e futebol para fazer os dias passarem mais rápido. O que ajuda o melhor é... Um som estranho fez o telefone soar engraçado. —Isso.— Eu gostaria de poder vê-lo agora. —Eu estou segurando sua foto na minha frente. Eu sinto falta de você, oh, eu sinto sua falta pra caramba, Lex. Eu odeio que eu não consegui dizer adeus a você, mas eu entendo. Se isso conta para alguma coisa, eu gosto daqui. Por qualquer motivo, o Exército faz me sentir bem. Eu encontrei minhas paredes começando a construir novamente. Era egoísta, mas eu esperava que ele iria odiar e querer voltar para casa. —Eu fui para o aeroporto, Keith. Fui te ver. —Você fez?


Seu pai não deve ter dito a ele. Eu realmente deveria agradecê-lo por isso. Ele limpou a garganta. —Keith, quando estiver pronto...— disse uma voz no fundo, soando perto. Meu estômago afundou. De novo não! —Sim, senhor— reconheceu, antes de voltar a falar comigo. —Desculpe. —Uau.— Eu me senti estranha. —Acho que você nunca será Brandon. Ele soltou uma pequena risada e, novamente, eu podia ouvir que algo estava lá. Ele gostava desta vida. —Não há nomes no Exército; não que Brandon não está preso, de qualquer maneira. A propagação de um pequeno sorriso fraco. Eu desejei que pudesse parar de me deter sobre tudo. Isto não iria ajudá-lo a voltar para casa com segurança. Eu realmente precisava puxar minha merda junta. —Então— sua voz era baixa, —O que você tinha para me dizer no aeroporto? Lambi meus lábios e falei a verdade. —Que eu fiquei louca em ver você sair, que eu nunca chorei tanto sobre alguém até então.— Ele fez um barulho, mas eu continuei. —Mas mesmo que eu não entenda, se isso é algo que você precisa fazer, então... Vou tentar.— Eu me inclinei contra a parede e me lembrei do que ele me disse mais cedo. —Porque eu te amo, Keith, sempre, sempre amarei. —Droga.— Ele murmurou algo que eu não conseguia entender. —Eu tenho que ir. Meu coração caiu. —Sim, tudo bem. —Lexi, eu preciso que você me ouça.— Foi mais um adeus, apenas o que eu precisava. —Eu te amo, então não há mais adeus, apenas até mais ver. Eu rolei minha cabeça para cima para tentar parar as lágrimas. —Eu também te amo. Te vejo mais tarde.


A linha ficou em silêncio. Ele se foi. Ele estava no meio do nada cercado por pessoas que provavelmente queriam vê-lo morto. Eu levei algum tempo para lidar com meus sentimentos. Acontece que eu precisava de mais tempo que eu pensava.

*** El: Hey! El: Você vem para o jantar na quinta-feira? Quinta-feira... El: Olá? Mais tarde naquela noite… El: Eu não posso acreditar que você perdeu o jantar! Eu tive que cobrir para você. Me fez me sentir bem. Obrigado. Três dias depois… El: Ok, Lexi, o que se passa? Onde está você? El: Abra sua porta! Vou voltar com minha chave! Cinco dias mais tarde... El: Você nunca foi tão distante de mim. Isso dói. Aquilo ainda doía. Era verdade que nunca tinha ido mais de um dia sem um texto ou uma chamada. Portanto, agora tinha passado seis semanas, eu era considerada a pior irmã do mundo.


El: Eu não quero te mandar embora, então eu vou dar-lhe o seu espaço. Mas nós somos gêmeos, eu sinto o que você sente. Você está machucanda, portanto, eu estou sofrendo. Honestamente, Lex, é solitário. Chutei meus cobertores no chão, querendo bater em alguma coisa. Eu odiava que eu o estava evitando. Eu não faço isso. Texto para grupo Lexi: Encontre-me no The Burrell às 19:00? Quase instantaneamente... El: Eu vou estar lá às 07:01. Eu sorri. Como uma idiota. Mãe: Sim! Eu estarei lá. Pai: Ok. Mãe: Yay!

Com uma respiração profunda, eu deixei sair algum stress, em seguida, corri para o banheiro para ficar pronta. Eu precisava estar fora da porta em trinta minutos. El já estava lá quando eu cheguei, e ele acenou para mim de uma cabine. Uma vez que o abracei, eu não podia soltar. —Eu precisava disso.— Ele me abraçou com mais força. Eu beijei sua bochecha. —Eu também.


—Oh meu,— Mamãe gritou atrás de mim. —Eu perdi você, Alexi!— Ela quase quebrou minhas costas antes do meu pai me sufocar com um abraço. Depois de alguns momentos, ele se afastou e estudou o meu rosto. —Lembre-se, se você precisar de um urso de pelúcia...? Eu ri e deixe o seu calor me descongelar. —Eu sempre terei você, papai. Quando ele sorriu, todo o seu rosto se iluminou, e vendo aquele sorriso me fez sentir que eu realizei algo importante. —Você sempre tem a mim. Nos sentamos ao redor da mesa, ás vezes me perguntando o que eu estava fazendo, que acabamos afastados. Apanhamos corretamente onde paramos há sete semanas. Por que alguém iria se afastar de um amor como esse? Este foi um grande toque de despertar. Era hora de seguir em frente, e se eu o amava, então rolaria com ele, e eu fiz. Assim…

*** Zumbido. Zumbido. Zumbido. Minha mão bateu levemente em volta da minha mesa de cabeceira. Quem diabos mandou uma mensagem às 03:00? Pela primeira vez, minha cabeça não bateu. O jantar com minha família ontem à noite foi exatamente o que eu precisava. El: 911 El: Acorde! El: Por favor, Lexi! Atende. El: ATENDE O TELEFONE.


O que? Eu rapidamente respondi a chamada persistente. —É melhor que seja importante. —Lexi? Foda-se, finalmente! —El?— Eu sentei com seu tom. —O que está acontecendo? Houve um silêncio, então ouvi o pager de um médico. —Por que você está no hospital? Um soluço atravessou a linha e quase levou meu coração a uma parada completa. —Mamãe, papai.— Seu grito sinistro congelou meu sangue. —Eles pararam no caminho para colocar gás indo para casa depois do jantar, e alguém... Atirou neles. Uma dor profunda se espalhou ao longo da minha pele e espetou bem no centro do coração. Tudo ao meu redor derreteu. Eu estava na minha cama, no escuro, sem palavras. —Alexi, eu preciso que você venha para o hospital me ajudar. —Onde?— As palavras mal saíram. —Boston Memorial. Eu deixei cair o telefone e corri para ficar pronta. Minhas mãos estavam dormentes enquanto eu arranhava o topo da minha legging. —O que está acontecendo?— Jaci olhou para a luz. Peguei minhas chaves e sai.


*** Keith —Johnson! Pegue a sua merda! Eu lati para um dos meus companheiros de beliche. Eu estava cansado de tropeçar em seu material. Ele deu um breve aceno de cabeça antes de começar a dobrar suas roupas. Quando cheguei aqui, logo de cara, tive problemas. Por alguma razão, Snider teve um problema comigo. Não demorou muito tempo para ver que eu precisava cuidar de mim mesmo. Então, da próxima vez que ele veio até mim para mostrar, eu cortei sua traquéia e dei uma cotovelada em sua caixa toráxica. Não o suficiente para matá-lo, apenas o suficiente quebrá-lo. Acabou que eu era um áprendiz rápido em combate corpo a corpo. Agora, os homens tinham respeito por mim, e isso era tudo o que eu pedi, de qualquer maneira. Corri para o caminhão para começar meu turno. —Keith— A voz de Green torcida pelo rádio. —A sua esquerda. Eu levantei meus binóculos e olhei ao longo do pico da montanha. Henderson gemeu quando perdeu seu almoço em uma pequena canoa que ele fez. Felizmente, nós tínhamos parado para uma pausa antes que ele ficasse doente. Nós tínhamos estado na estrada por duas horas, e minha boca estava seca e meus lábios estavam rachados. Até meus dentes sentiam arenosos. Eu sabia que seria ainda pior. Era mais seguro ser um alvo em movimento. Nós realmente tínhamos que nos mover.


Com o meu estômago no chão e os cotovelos apoiados no teto do caminhão, eu estava coberto bem o suficiente para não ser visto. Usando meu ombro para apertar o botão, eu murmurei —Até agora, tudo está claro. —Henderson, esta há três horas,— Green encomendou a partir de cerca de 20 pés 7 para a minha esquerda. Ele e Henderson estavam escondidos em algum pincel seco. Henderson riu no rádio em seu estado tonto. —Ahh. —Desculpe, não copiei isso. Existe ou não existe um inimigo apontando uma arma para nós?— Green brincou. Mic e Joe, dois outros homens da nossa unidade, correram para encontrá-los e se prepararam para cobrir enquanto eu observava seu caminho. Eles se mudaram para um lugar mais alto para ver o que estava à frente. —Tudo claro— Mic saltou no rádio. —Keith, estamos chegando ao seu... BOOM! O estrondo foi tão forte, que explodiu a minha realidade. Minhas mãos, braços, pernas, pés, tudo parecia independente do meu corpo. Me senti como líquido, já que as ondas de choque ondulavam sobre mim. Meus olhos bem fechados para me manter fora da poeira. Encravei minha língua entre os dentes para algum amortecimento, eu esperei a dor horrível. Eu não tinha certeza quanto tempo passou antes de eu começar a me virar. Meus pulmões queimavam, e algo cheirava terrível. —Yalla! A gritaria me deu uma sacudida e fez meu corpo endurecer quando ouvi o idioma. Era árabe, e eles estavam dizendo “rápido”. Foi quando um par de botas desceu de um Hummer e correu em direção à estrada. Eu ainda

7

Medida de distância, no Brasil seria de 6 metros.


estava armado? Meu braço esquerdo moveu ao redor da minha perna e senti a minha faca. Bem, isso era algo em caso deles voltarem. Eu não tinha certeza do que aconteceu, mas eu com certeza não estava prestes a fazer nenhum movimento brusco. Assim, pelos próximos dez minutos, me concentrei em garantir que tudo estava funcionando no meu corpo. Diferente do meu ombro, eu estava bem o suficiente. Raspando meus braços ao longo da sujeira, eu avancei para fora sob o caminhão e fiquei com as pernas agitadas. Meu equilíbrio estava fora, e minha cabeça batia como um tambor. O que diabos aconteceu? Confusão pode ser uma coisa complicada. Como você pode se mexer? Ou ficar parado? Você ainda estava em perigo? Ou você deve se mover e ajudar seus amigos que não estavam em movimento? Tanta coisa tinha acontecido. —Keith!— Virei para voz de Green e o vi cambaleando em minha direção. Puta merda, ele só tinha metade de um braço. Seu corpo estava coberto de sangue, e seu músculo exposto estava se contraindo. —Onde estão todos? Minhas mãos bateram em seu peito quando ele se encostou em mim. Seu rosto estava branco como papel, e gotas de suor agarravam a sua testa. Tudo correu para mim de uma só vez. Sentei Green no chão e com as pernas pesadas, me forcei a encontrar os outros. Ouvi lâminas de helicóptero ao longe e olhei para cima, mas no momento que eu fiz, eu tropecei em alguma coisa. —Merda!— Eu gritei e rapidamente me joguei para trás, ao longe o torso de Henderson. Sua cabeça estava a poucos quilômetros de distância. —Mic!— Joe pegou a mão de seu amigo e rolou para o lado. —Mic, acorde. No meu estado atordoado, eu caí de joelhos e avaliei os dois. Mic se foi, e Joe estava faltando um de seus pés. Algo brilhou a minha esquerda, e libertei a arma de Mic e segurei em meu rosto. Meu batimento cardíaco


igualou, os gritos dos meus homens desapareceram, e a dor na minha cabeça desapareceu. Eu escorreguei em modo de sobrevivência. Movendo-me para equilibrar no meu joelho, eu fiz a varredura da área e esperei. Eu senti o início da pontada na parte inferior da minha espinha, e se espalhou como leite revestindo as curvas dos meus músculos. Meu cérebro ficou super alerta e tudo bloqueou no local. Zip! Zip! Duas balas chicoteado pela minha orelha, e eu saltei sobre Mic para proteger Joe. —04:30!— Green gritou na direção de sua posição e caiu. Fui procurando ao redor e vi o bastardo, e sem um pensamento, eu puxei o gatilho e as balas pulverizadas, enviando-o para trás. Mais dois homens mostraram-se, e eu os aniquilei. —Keith!— Joe gritou com um cara virando para mim. Virei-me e atirei duas vezes no rosto. —Ahhh! Mais alguém?— eu gritei mais como uma versão do que qualquer outra coisa. Voltei para Joe, que ainda estava tentando acordar Mic. —Encoste-se,— eu pedi. Quando ele não ouviu, eu puxei as mãos à parte. —Joe, ele se foi. Se você não me deixar cuidar de seu ferimento, você também irá. Ele finalmente concordou com a cabeça e desviou os olhos, os fechando. Eu fiz um rápido trabalho, mantendo minha mente focada no que eu tinha que fazer e quais recursos nós tinhamos para sair de lá. —Uau,— o rosto de Joe iluminou, —está tão perto. Eu não quero saber o que ele estava vendo. Se ele murmurar sobre uma luz branca, eu vou ter que bater nele. Sujeira voou para o meu rosto, me cegando, e um momento depois as mãos me levantaram e me ajudaram a


levantar. A única razão para eu não colocar uma luta era a bandeira americana em seu ombro. Os outros foram içados para dentro, e nós estávamos no ar. Eu vi quando o caminhão ficou menor e menor. Joe olhou para o céu e Green estava frio. Henderson e Mic estavam do lado com um cobertor sobre eles. —Como?— Eu olhei a boca de um dos homens. Como eles chegaram aqui tão rápido? —Delta Três viu o ataque, e nos chamou. Eu afundei no canto e tentei entender por que fui poupado. Imaginei se poderia segurar o tempo. Imaginei um lençol colocado perfeitamente esticado. A vida passando suavemente com apenas algumas rugas aqui e ali. Em seguida, alguém vem e liga o interruptor, fazendo com que a vida se acelere passando rapidamente ao seu redor. Apressando eventos, ataques, perda, tudo sem aviso. Então, tão rápido quanto a aceleração veio, ela diminui e as coisas continuam na velocidade normal. O único problema, a sua cabeça ainda estava tentando processar o que diabos aconteceu. Como em um momento você estava lutando por sua vida, e no próximo estava tudo acabado? Nós fomos criados para ter falhas não fixadas? Meu cérebro estava doendo. A vibração do helicóptero fez o rosto de Mic aparecer por trás do cobertor pesado. Eu olhei por um momento, então fechei os olhos e deixei minha mente tentar resolver através de tudo o melhor que podia. Depois de alguns dias no hospital e alguns testes psicológicos, eu tive ordens para ficar na base pelos próximos dias. Eu realmente não tinha certeza do porquê, porque tão confuso como minha mente estava agora era perfeitamente clara. A neblina de confusão tinha levantado, e eu me senti bem. Eu estava bem.


Peguei uma caixa de cerveja e me dirigi para os tanques e me arrastei em um deles. Era um bom lugar para ver as estrelas e deu toda uma vista panorâmica sobre a base cercada. Green e Joe iriam ficar bem, mas eles tinham um longo caminho pela frente. Henderson e Mic estavam a caminho de casa em caixões. Casa. Com o lado da tampa descansando à beira do caminhão, bati suavemente e levei meu primeiro gole de cerveja desde que eu tinha chegado aqui. Oh, foi bom. —Eu só venho aqui para pensar. Um homem que eu tinha visto em torno algumas vezes estava na roda da frente. Ele não era um de nós; ele era um general. Sentei-me um pouco mais reto para mostrar respeito. —Parece que você pode precisar disso mais do que eu.— Ele sorriu. Havia algo genuíno sobre ele. Eu bati em cima da outra cerveja e ergui como uma oferta. —Obrigado.— Ele acenou com a cabeça antes e saltou do pneu para o meu pneu e subiu sem esforço. Ele tomou a cerveja gelada e bateu na minha. —General Logan. —Soldado Keith. —Eu sei quem você é, soldado.— Ele apertou os olhos quando olhou para o céu claro. —Eu tive meu olho em você desde que você chegou. O que aconteceu no outro dia foi difícil, mas a forma como você executou foi impressionante. —Com todo o respeito, General, eu matei quatro homens e vi dois do meu próprio pelotão mortos, e os outros nuncam mais irão servir novamente.

Não

estou

certo

como

isso

poderia

ser

considerado

impressionante. Ele arranhou o canto do rótulo. Ele não removeu, dedilhando o polegar como se ele tocasse uma guitarra. —Você foi o único que foi deixado e capaz


de lutar, e você fez. Eles podem não ser capazes de servir, mas podem ir para casa para suas famílias, e foi por causa de você.— Ele olhou para mim, e seu rosto mudou. —Eu sinto muito sobre Henderson e Mic. Gostei que ele sabia seus nomes e assenti, tomando outro gole em memória deles. Eles eram bons homens e bons amigos. —É difícil perder alguém. Às vezes isso bate em você muito mais duro quando está aqui. Você não tem tempo para se lamentar, e se o fizer, não é a maneira que está acostumado. Se você está lutando com isso, é normal. Por que não se junta com alguns de nós no cume sexta à noite? Nós temos nossa própria maneira de dizer adeus. O general colocou sua garrafa vazia para baixo antes de esfregar as mãos, e eu senti a mudança de humor. —Alguma vez você já pensou sobre Operações especiais? —Esse é o plano de um dia. —Por que não nos encontramos amanhã, na minha base e discutimos algumas coisas? Você está fora esta semana. Não importa se você esta na sua ou na minha base. Pelo menos era algo para ocupar minha cabeça. —Claro. —Chopper estará aqui as... ah-oito.


Capítulo Seis Eu saltei e corri longe das hélices para dar ao piloto os polegares para cima que ele poderia sair. Levei apenas um momento para perceber que a vibração da base estava desligado. —Hey.— Eu dei um passo no caminho de um soldado. —O que aconteceu? —IED matou mais três— ele murmurou antes de sair apressado. Merda. —Keith!— Meu sargento acenou. Corri para onde ele estava olhando


para três telas de computador, onde apresentadores estavam relatando os acontecimentos de hoje. —Jesus. —Eu preciso de você amanhã. Estamos com poucos até a próxima ronda. Ele me olhou por cima do ombro. —Você provou aos homens que é inteligente em campo. Precisamos mais disso. Com um aceno rápido, eu esperei para ver se havia qualquer outra coisa. —Keith— disse alguém atrás de mim. —Isso veio para você.— Inclinando-me para frente, eu peguei o papel de rascunho dele.

Me chame o mais rápido possível, Lexi Chamada da casa do Pai

Meu estômago se retorceu quando eu pedi permissão para usar o telefone via satélite. Entrei em uma sala adjacente e disquei o número dela. —Olá?— Sua voz era calma. —Lexi, o que está errado? Um estranho ruído roçou contra o telefone antes que eu ouvi seus gritos. —Eles estão mortos, Keith, eles estão mortos.— Eu olhei para o teto. —Quem? Quem está morto, Lex? —Meus pais. Eles foram fuzilados.


Uma bola de massa se formou na minha garganta enquanto eu lutava para manter as coisas calmas. —Oh meu Deus, querida. Eu... Eu não sei o que dizer. Quando? —Dois dias atrás. —O que em nome de Deus aconteceu? Soluços mais tranquilos encontraram meus ouvidos batendo. Eu pressionei minha mão contra o meu peito para tentar acalmar meu coração que batia descontroladamente. Eu estava trabalhando desesperadamente duro para processar tudo. —Keith.— Houve uma pausa. —Eu preciso que você volte para casa.— Foda-se. —Elliot se fechou e continua desaparecido. Temos alguma família aqui, mas não será o mesmo. Tocar tudo, é apenas uma bagunça.— Ela soluçou e mais soluços vieram. —Eu me sinto como se estivesse girando cada vez mais rápido, e quando isso parar, eu não sei o que será deixado. Eu realmente preciso de você aqui, Keith. Merda, merda, merda! Mudei-me mais longe para que os outros não escutassem. —Lexi, não há outro lugar no mundo que eu preferiria estar do que aí com você.— Eu respirei fundo, sabendo que isso ia matá-la ainda mais. —Mas, tem havido... Problemas, e estamos com poucos homens. Estamos puxando turnos dobrados até que os novos caras cheguem. Eu não posso voltar para casa agora. Eu realmente quero, e eu vou trabalhar nisso, mas eu simplesmente não posso. —Lexi?— Uma voz familiar podia ser ouvida no fundo, e minha mente ficou pensando. —Podemos conversar? Ela soltou um suspiro profundo. —Por favor, Keith, tente. Eu realmente preciso de você.— Eu queria perguntar quem estava lá com ela, mas eu decidi não jogar a carta de namorado ciumento. Lexi nunca tinha me


dado uma razão para desconfiar dela. —Você tem minha palavra. Eu te amo, Lexi. Te vejo mais tarde. —Eu também te amo. A linha ficou muda, e eu fiquei em estado de choque e confusão. Eu levei um momento para dizer algo agradável sobre seus pais na minha forma de uma oração. Eles eram pessoas maravilhosas que amaram os seus filhos incondicionalmente. Eu fiz uma chamada rápida para meus pais para lhes pedir para estarem lá tanto quanto possível. Acabou que mãe já estava em seu caminho até lá com uma garrafa de vinho e comida. —Você mantenha a cabeça focada em sua própria segurança, filho.— Meu pai limpou a garganta. Eu sabia que ele estava assistindo ao noticiário. —Nós vamos cuidar de Lexi. Você apenas certifique-se de chegar em casa inteiro. —Te amo, pai. —Eu também te amo, filho, e estou muito orgulhoso de você.— Eu empurrei a culpa de lado e escutei a voz do meu pai. Ele era a minha rocha, e eu não podia imaginá-lo não estar em minha vida. Oh, Lexi, eu gostaria de poder te abraçar.

*** Alguns dos meus amigos que estavam lutando contra os mais recentes ataques começaram a se reunir fora do refeitório. De repente me lembrei que era sexta à noite, por isso, tomei uma garrafa de água e me dirigi para me juntar a eles. O sargento parou em um caminhão verde, e todos nós pulamos na parte de trás. Ninguém disse muito no caminho. A maioria apenas olhou para seus pés. Estávamos com os


espiritos tristes, e eu me perguntei se era assim que ia ser para o resto do meu tempo aqui. Eu não tinha idéia de onde estávamos indo, mas o fato de que estávamos nos movendo ao longo sem medo de um IED8 explodindo me fez relaxar um pouco, e eu era capaz de sacudir um pouco da tristeza. Uma vez que nós fizemos isso para o lado mais à direita da base, até que parou ao pé de uma montanha alta. Você podia ver o pico ao longe. Saltei, vi que quatro homens já estavam lá com uma fogueira crepitante e banheiras de cerveja. —Você veio.— General Logan me deu um aceno amigável e se juntou a meu lado. —Eu fiz.— Ele me entregou uma cerveja. —Obrigado, senhor. —Eu ouvi que você recebeu um telefonema ontem.— Como ele sabia? —Eu fiz.— Eu empurrei a dor para baixo. —Os pais da minha namorada foram assassinados em um posto de gasolina. —Eu realmente sinto muito sobre isso, filho. Seu tom era sincero, e eu sabia que ele realmente quis dizer isso. Quanto mais eu conhecia o general, mais eu gostava dele. —Como ela está lidando com isso? —Não muito bem. —Eu imagino. —Como irônico é que os nossos entes queridos voltem para casa e estão sendo mortos sem sentido? É suposto que seja aqui neste lugar esquecido por Deus que essas coisas devem acontecer. —Eu te escuto. Às vezes não faz sentido, não há sentido em tudo.

8

Artefato explosivo.


Um soldado subiu na borda do penhasco e esperou nós nos acalmarmos. —Olá.— Sua voz era grossa com sotaque. —Eu sou do Alaska, e meu nome de soldado é Tikaani, o que significa lobo.— Ele limpou a garganta. —Obrigado por terem vindo esta noite. Eu sei que muitos de nós perdemos alguns amigos íntimos, e até mesmo da família. Não temos os nossos entes queridos com a gente para chorar, então eu pensei que seria bom dizer adeus de uma maneira diferente. Cheguei mais perto para que eu pudesse ouvir melhor. —Na minha família, nos reuníamos assim, em torno dos elementos da vida. Ele reuniu um pouco de terra na mão e deixou cair no chão. —Nós temos terra, ar, fogo e água.— Ele apontou para sua cerveja com um sorriso, e alguns riram. —Neste momento, estamos unidos com o universo. Agora é hora de deixar a mágoa e deixe a sua energia livre. Ele, então, apontou para o céu. —Nós temos as almas dos nossos antepassados para ajudar a orientar os nossos entes queridos para sua próxima viagem. Normalmente, nos sentávamos e compartilhamos histórias, mas às vezes não é suficiente, às vezes precisamos de um choque para o sistema. Ele sorriu novamente à direita antes de um grande estrondo sair atrás de nós. Todos nós saltamos da nossa pele, só para rir quando uma faísca verde brilhante de fogo disparou para o ar e explodiu em um trilhão de brilhos. General Logan bateu no meu ombro com uma risada, então nós assistimos à medida que mais e mais fogos de artifício foram acionados para o céu noturno. Tikaani estava certo. Tinhamos a necessidade de uma sacudida no sistema para deixar ir e seguir em frente.


Mais tarde, encontrei-me pensando. Gostei da maneira que Tikaani olhou para a vida. Isso foi refrescante e fez sentido. Ele me deu esperança em uma situação desesperada. Eu compartilhei minha situação com Lexi, e ele parecia ser um grande ombro para se apoiar.

*** Os próximos meses foram de perto, explosivos. Eu pedi muitas vezes para ir para casa, mas desde que Lexi não era a minha esposa ou família imediata, e devido à escassez de homens, eles nem sequer consideraram eu ir. Independentemente, foi uma coisa difícil de ouvir. Houve prós e contras de ser um bom soldado. Você estava no radar de todos, e por isso, era puxado em várias tarefas. Mal tive um momento para parar e muitas vezes me encotrei como um zumbi ambulante. A cama era minha salvadora. Tentei ligar para Lexi, mas honestamente, eu não tinha certeza do que dizer. Eu sabia que sempre que desligava ficava cada vez mais difícil para ela. Então, eu me esforcei para saber o que fazer, pensando que quando eu chegasse em casa e ela estivesse em meus braços, ela saberia que estaria segura e que eu poderia explicar as coisas. General Logan parecia estar sempre ao redor. Ele nunca dizia muito; ele apenas assistiu. Nós tivemos várias discussões, e eu sabia que ele queria me recrutar para seu programa de operações especiais eventualmente. Eu sabia que ele tinha algum tipo de base

de

meio-campo

privado

em

algum

lugar.

Os

detalhes

foram

“necessidade de saber” e só se eu estivesse interessado e pronto para isso. Eu sabia que não estava pronto, e eu precisava fazer alguns anos em Washington pela primeira vez.


Eu tinha muito mais a aprender. Além disso, me juntar a ele significaria que eu tinha que mudar para lá, e isso não estava nos meus planos. Eu queria pedir Lexi em casamento, e eu sabia que teria de falar sobre isso com ela. Eu não ia cair nessa armadilha novamente. Abri a pequena caixa de madeira e coloquei uma pedra verde brilhante que Tikaani tinha dado para mim. Ele tinha explicado que significava a esperança de seu povo, e havia uma pequena nota dentro. Flores foram esculpidas em torno da tampa curva, e pequenos círculos corria em torno da borda. Trancando-a com seu pequeno gancho, envolvi em plástico bolha e coloquei no envelope. Entreguei-a ao meu amigo que iria adicioná-lo ao correio de saída. Eu posso estar a milhas de distância, mas ela, pelo menos, saberia que eu estava pensando nela. —Keith.— Meu sargento estava na porta do meu corredor. —Eu preciso falar com você.

*** Lexi Eu não sinto nada mais. Me levantava para ir à escola, onde eu não retinha muito, e voltava para casa. Eu, então, dormia e fazia tudo de novo. Eu mal via Elliot. Ele estava saindo com Antônio e sua turma. Imaginei que o ajudava a lidar. Francamente, os Almas Perdidas me assustavam. Eles eram uma gangue de rua desagradável com laços com os Crips de LA. Antônio tinha sido até preso por homicídio duas vezes, mas de alguma forma ele sempre tinha alguém fazendo isso.


Embora fizesse como seu irmão, Juan. Ele tinha estado em torno de um lote, para garantir que estivesse tudo bem, e por isso eu era muito grata. Escavei meus dedos sob a guia e corri pelo papel colante para libertar a carta. Ela estava sobre o meu balcão por três dias. Era da minha escola, e eu tinha uma boa ideia do que se tratava. Nós lamentamos informá-la que você reprovou em quatro de suas classes. Portanto, você precisa refazer no próximo ano. Naturalmente, mais nada para adicionar à pilha. Eu esfreguei minha cabeça e tentei não deixar a solidão me afundar novamente. Foi uma batalha constante desde que me mudei de volta para casa dos meus pais. Era a escolha certa, eu tinha pedido a um primo distante para ver os registros financeiros do meu pai uma tarde. Não demorou muito tempo para perceber que eu não tinha ninguém mais, apenas Elliot. O último aviso para pagar a hipoteca me assombrando, e eu sabia que era apenas uma questão de tempo antes que eu tivesse que vender a casa. As coisas estavam caindo aos pedaços, não apenas no interior, mas agora do lado de fora. Meu celular vibrou e meu estômago revirou enquanto eu peguei.

Jessica: Oi querida, apenas para ter certeza que você está indo bem desde que falou com Keith. Eu sei que é difícil, mas isso não foi uma escolha para ele. Pode chamar sempre. Nós amamos você, Lexi. Xo.

Meu coração torcia e a dor entrou em pleno vigor. Eu odiava tudo sobre o Exército. Eu odiava que Keith estava lá, e o fato de que ele escolheu


colocar-se em perigo constante inflamava dentro de mim. E agora ele disse que tinha que ficar um extra de dois meses! Eu pulei fora do balcão e descansei a cabeça no mármore frio. Eu queria chorar e bater em alguma coisa, tudo ao mesmo tempo. A vida não era justa. Olhando a fundo, essa confusão era toda minha. Se eu não tivesse naquele escritório e testemunhado aquela cena horrível, merda sádica, minha família ainda estaria segura e feliz no Canadá. Mas você não teria Keith, minha mente me lembrou. O inferno com isso. Eu não tenho ele agora, de qualquer maneira. Meu olhar virou para cima para a pequena caixa de madeira que eu recebi ontem do correio. Eu não conseguia ler a nota ainda, mas a pedra era linda, e eu esperava um dia tornar ela um colar. Eu fiquei pensando sobre ele, e eu iria adorar para sempre. Keith foi sempre tão atencioso, eu pensei para mim mesma, então um flash de raiva afastou a boa sensação e assumiu. Todos pareciam estar se movendo para a frente, e eu estava presa aqui com as minhas memórias de morte e sem ninguém que se importasse o suficiente para me ajudar. Mesmo Elliot estava sempre fora com seus novos amigos e aquela garota. Nada disso era justo! Chutei a cômoda atrás de mim. Uma gaveta voou para a frente e caiu no chão. Eu caí de joelhos e comecei pegando as coisas que tinha caído para fora e parei quando eu encontrei um saquinho preto. Curiosa, abri e caiu três cigarros juntos na minha mão. Oh, papai. Com um copo de vinho e um cigarro entre os meus dedos, eu saí para a varanda dos fundos e me enrolei em uma cadeira estofada. O quintal parecia mais um pequeno lago que nós compartilhamos com outras três casas.


Ele era tranqüilo e exatamente o que eu precisava no momento. Iluminando a ponta, eu assisti quando a chama laranja beliscou acendendo o amigo verde9. Com uma respiração profunda, puxei a fumaça em meus pulmões e esperei a viagem que viria. Qualquer coisa era melhor do que o sentimento de raiva que tinha vindo a construir desde o mês passado e meio. Meu celular vibrou, então eu puxei-o da minha camisola.

Ken: Estou um pouco preocupado com você, querida. Já se passaram três semanas desde que te vi.

Fechei os olhos. Eu sabia que eles estavam preocupados; eles tinham sido maravilhosos através de tudo o que tinha acontecido. No entanto, a última vez que eu tinha saido, eles eram tão amáveis e acolhedores para as quatro irmãs, e ainda dando suporte a Keith, que me senti ainda mais vazia e mais como uma estranha. Tudo o que eu trouxe para quem estava perto de mim era uma nuvem escura que eu não conseguia deixar. Ninguém queria estar em torno de alguém que estava com raiva e deprimida. Eu apenas puxo o humor para baixo em qualquer sala que eu estivesse. Lexi: Eu estou bem, só preciso de algum tempo para pensar. Xo. Ken: A nossa porta está sempre aberta e estamos sempre a apenas um telefonema de distância. Lágrimas quentes picavam meus olhos enquanto eu afastava outra pessoa. Como eu poderia explicar o nível de escuridão crescendo dentro de mim? Isso quase me assustou. Estava começando a me consumir a um ponto aonde a felicidade nem sequer parecia atraente mais.

9

Cigarro de maconha, erva. Chamado Tb de verde companheiro.


Meu telefone tocou novamente, e eu quase amaldiçoou a família de Keith, mas quando eu virei não era ninguém deles na verdade. Juan: Esteja pronta em dez minutos. Estou à caminho. Juan era a única pessoa que não queria saber o que eu estava fazendo. Ele apenas estava entediado e queria sair. Ele não era nada parecido com seu irmão Antônio. Lexi: estou na varanda, pronta quando você estiver. Aqui vamos nós.

*** Eu deveria estar chateada. Eu deveria ter ficado nervosa com o resultado. Eu deveria ter me importado, mas não o fiz. O policial me deu uma bronca por estar pendurada dentro da piscina da universidade tão tarde. Juan e eu tinhamos trazido uma caixa de cerveja para a piscina só para sair em algum lugar quente. Trinta minutos depois, estávamos sentados dentro de uma viatura recebendo uma palestra de um velho amigo de escola, Clark, agora Oficial Clark Adams. Tirou Juan depois de ler os seus direitos e alguém tinha que levá-lo para a estação, já que ele tinha algumas condenações anteriores. —Que diabos, Lex?— Clark virou em seu assento para falar comigo, parecendo confuso. Dei de ombros. Seus olhos se suavizaram quando ele olhou pela janela para o seu parceiro. Clark estava sempre lá para mim, mesmo quando meus pais... Eu esfreguei meu pescoço, desconfortável, mesmo pensando nas palavras. Eu sabia que Keith disse a ele para cuidar de mim, e foi bom, mas eu não quero isso agora.


—Nós falamos sobre isso antes, Lexi. Juan não é alguém para estar pendurado ao redor com você. Nada mais que má notícia segue o cara. Olha, eu vou lhe dar um aviso, mas você tem que pegar suas coisas juntas. Ele e Antônio estão no topo do Almas Perdidas, e eles são homens perigosos. Aí vem o discurso. —Eles matam as pessoas sem motivo. Eles só bateu no funcionário do lava a jato porque ele chamou a polícia quando descobriu evidências de sangue em seu porta malas. Ele não será capaz de andar novamente por um bom tempo. Ele olhou para o relógio em seu telefone, então pensou por um momento. —Isso é por causa de Elliot, você sabe, sair com eles?— Isso doeu um pouco. Elliot estava passando muito tempo com Antônio e sua irmã. Imaginei que havia uma parte de mim que só queria ver o que ele viu neles. Além disso, eu queria o meu irmão de volta. Ele esperou por mim para responder, mas eu só desviei o olhar. Ele suspirou e voltou-se, então para deixarmos o campus. A viagem foi tranquila, e Clark ficou me olhando no espelho retrovisor. Eu sabia que ele queria conversar, mas eu não tinha nada a dizer. —Mais dois meses até Keith chegar em casa. Deve ser emocionante para você. Meus olhos se encontraram no espelho e prendeu-os ali por um momento antes de voltar para a janela. Ele deveria ter voltado agora. Quando nós paramos na minha garagem, eu não esperei por ele para abrir minha porta desde que estava desbloqueada. No momento em que ele fez, eu saí e coloquei minha bolsa sobre meu ombro. —Hey.— Ele agarrou meu braço, virando-me para olhar para ele. — Lexi.


—Eu não estou bem, Clark.— A minha honestidade me chocou, mas eu fui com ele, com os braços no ar. —Não tenho certeza se algum dia vou estar. —Keith vai estar em casa em breve. As coisas vão ficar bem. Estudei seu comentário antes de lhe dar um forte aperto no braço. —Obrigada pela carona, e o passe livre. Com isso, voltei para a minha casa escura, vazia, sem vida. Eu acabei de desligar meu telefone com vários números e textos e chamadas que vieram dos pais de Keith. Clark não poderia ficar de boca fechada.

*** Foi assim que eu passei as próximas duas semanas, vendo tão pouco da luz do dia quanto possível. Vá embora, mundo. —Hey!— Sua voz falhou ecoando pela sala escura. —Abra! Levantando a mim mesma para fora do sofá, eu marchei para a porta, abrindo e dei de cara com Juan e uma garrafa de vodka. —Pensei que você poderia ter um pouco de diversão. Ele entrou e olhou em volta. —Hum, amo o que você fez com o lugar.— Ele chutou uma caixa de pizza antes de me entregar a minha jaqueta. —Eu não sabia que você estava fora da cadeia.— Meu braço ficou preso na manga, e eu tirei um lenço, jogando-o na parte de trás do sofá. —Nunca fico por lá por muito tempo.— Ele piscou. —Agora, vamos ter algum divertimento.


Claro, porque não?

*** Keith O segundo que meus pés tocaram o asfalto, deixei escapar um suspiro longo e pesado. Eu estava em casa. Quarenta minutos depois, fui interrogado, tinha devolvido a minha M-16, e foi emitido meu passe de licença. Liberdade! Mudando minha mochila, eu fui para a minha mãe. Ela já estava chorando, e meu pai estava sorrindo como se ele acabasse de ganhar na loteria. Minhas irmãs estavam segurando um cartaz brilhante que dizia: “Bem vindo a casa, grande irmão!” Olhei para a multidão, mas não a vi. Eu empurrei a decepção para baixo e corri para os braços da minha mãe. Eu era um garoto da mamãe, e eu não me importava. —Oh, meu rapaz!— Ela chorou no meu ombro. —Eu mal reconheci você. —Eu senti tanto sua falta.— Eu apertei-a com força antes que meu pai me puxasse para o seu abraço. —Você está inteiro, e isso é tudo o que eu queria ver.— Eu sabia que ele estava orgulhoso, mas ele se preocupava com o que se passava lá. Minhas irmãs tomaram a minha volta. Eu dividi um momento com cada até que eu cheguei a Two, que me deu um olhar preocupado. —Onde ela está?— Perguntei.


—Ela queria que nós tivéssemos o nosso tempo em primeiro lugar.— Eu quase rolei meus olhos para uma noção tão ridícula. Como se ela não fosse parte da família. —Olha, ela não é realmente a mesma desde que você saiu, e quando seus pais morreram, algo mudou. Ela agarrou meu braço. —Sério, eu estou preocupada com ela. —Ok.— Eu dei o melhor sorriso que pude antes de dar um beijo na bochecha. —Então, meu filho.— Meu pai veio para o meu lado. —O que você gostaria de fazer em primeiro lugar?— Olhei para o resto dos soldados, alguns que se tornaram como família e que foram saudados por seus entes queridos, alguns encontrando seus filhos recém-nascidos pela primeira vez com tal felicidade. Voltei-me para os meus pais e irmãs. —Eu quero ir para casa! —Eu gosto dessa idéia.— Ele sorriu e se ofereceu para levar o meu saco. Eu deixei porque ele precisava fazer alguma coisa. Eu entendi isso. —Espere!— Tikaani chamou atrás de mim. —Aqui.— Ele me entregou um chaveiro com um pequeno lobo esculpido em arenito. —Algo para se lembrar o caído e como deixar ir, estilo do Alasca. Eu o puxei para um abraço e dei um tapinha no ombro. —Obrigado, Tikaani. Mantenha contato, ouviu? —Igual a você, irmão. Uma vez que chegamos em casa, eu corri para o meu quarto e tomei um longo banho. Limpando o espelho, eu me olhei e percebi que o Iraque me mudou, mas em um bom caminho. Embora tivéssemos perdido um monte de


grandes homens, eu sabia que o Exército foi feito para mim. Meu polegar pairava sobre a tela do meu telefone. Keith: Eu estou em casa, você vai vir? Ou você gostaria que eu fosse te buscar? Lexi: Feliz em ouvir isso. Você precisa estar com sua família no momento. Sério? Keith: Você é a minha família também. Nada. Eu me vesti e encontrei minha mãe na cozinha. —Você se importa se eu sair bem rápido antes do churrasco? Eu prometo que não será mais do que uma hora.— Seu rosto se suavizou, ela sabia o que eu estava fazendo. —Claro que não, querido.— Eu beijei sua bochecha e acenei para Nan, que sorriu de volta para mim. Eu sabia que ela tinha uma tonelada para compartilhar comigo, mas agora eu precisava encontrar Lexi. Keith: Ei, cara, alguma ideia de onde Lexi pode estar? Clark: Se ela não está se escondendo na casa dela, ela estaria na sede do clube dos Almas Perdidas. Que porra é essa? Keith: Engraçado. Onde ela está? Clark: Você tem um monte para recuperar e ver o que fazer, meu amigo. Clube AP.


Com certeza, ela não estava em casa, então eu puxei para dentro do parque de estacionamento do clube. Eu nunca tive um problema com esta gangue, mas tenho certeza como a merda que não queria ter nada com eles. De repente algo clica na minha cabeça cuja voz estava no telefone quando Lexi me chamou sobre seus pais. Juan Garcia era um punk que tinha visto o interior de uma cela de prisão mais do que Clark teve como um policial. Com um empurrão, eu abri a porta pesada e entro no escuro clube desagradável, uma mesa de bilhar para a esquerda e um bar superior ao longo das costas. Lexi estava em um jeans rasgado e uma camiseta, segurando uma cerveja na mão. Ela era exatamente como eu me lembrava. Bonita. Juan estava com o braço em torno das costas de seu banco de bar. Meus punhos cerrados ao meu lado, como a necessidade de manter a calma correu através de mim. —Hey.— Minha voz era baixa e rouca. Ela se virou, enviando seu cabelo longo, brilhante por cima do ombro. A expressão dela ficou chocada quando ela me viu entrar. —Oi.— Um sorriso forçado corria ao longo de seus lábios, e dor mostrou-se por um momento antes que ela saísse do banco e colocasse os braços ao redor da minha cintura. Ela se encolheu quando eu apertei ela um pouco demais. Ela se inclinou para trás para olhar para mim. —Você ficou muito maior. —E você está em um bar bebendo às dez da manhã. Você se lembrou que eu estava voltando para casa hoje, certo? —Eu pensei que você gostaria de algum tempo com a sua família em primeiro lugar.— Ela olhou para Juan. Ele estava nos observando com cuidado. Eu odiava isso. Algo estava definitivamente errado. Minha mão escorregou na dela. —Podemos ir falar em algum lugar?


Ela pegou sua bolsa e seguiu-me para o meu caminhão. Nosso passeio até o lago foi calmo. Eu segurei sua mão um pouco, mas ela se afastou e apenas olhou para fora da janela, os ombros tensos e sua boca em uma linha apertada. Não era assim que eu imaginei meu regresso a casa. Estacionei o caminhão em nosso lugar, e me virei para olhar para ela. Tudo sobre a sua linguagem corporal mostrou que ela estava totalmente fechada. —Eu não posso acreditar o quanto eu senti sua falta.— Seu olhar caiu para seu colo com uma fungada. —Sim— ela disse em uma expiração. Realmente, era isso? Minha dor subiu para a superfície. —Então, você está saindo com Juan Garcia agora? Os Almas Perdidas são insanos, Lex. Sua sobrancelha se levantou quando ela olhou para mim. —Ele é meu amigo.— Eu não pude deixar de rir. —Ele não é seu amigo, Lexi. Esses caras não tem amigos. Eles têm pessoas que eles usam quando a merda vai para baixo. —Bem, pelo menos ele estava lá para mim quando meus pais... Morreram. Ouch. Seu rosto se encolheu. Eu tinha certeza que ela não quis dizer isso, mas ainda doía. —Lexi.— Eu apertei sua mão. —Você sabe que eu teria feito qualquer coisa para ter voltado para cá depois que aconteceu. —Mas você não fez. —Eu não podia!— Eu bati de volta. —Eu não acho que você entende o dano que você fez aqui, Keith. Você tomou duas decisões de mudança de vida sem mim. Para se juntar ao exército e não me disse que estava me deixando. Por mais de um ano.


Ela tirou a mão da minha e correu ao longo de sua cabeça. —Você escolheu sair, não eu. Muita coisa aconteceu desde então, e eu não sei se eu posso ou mesmo quero mais fazer isso. —O quê?— Não! —Lexi, por favor, não me corte porque eu fiz algo para nós!— Sua cabeça disparou em torno de mim, as lágrimas ameaçando cair. —Nós? Nunca houve um “nós” quando você escolheu me deixar com um aviso de dois dias! Eu balancei a cabeça, sem saber o que fazer. Ela estava certa. Foi asneira que eu deixei tão rapidamente, mas era algo que eu pensei que iria tornar nossa vida melhor. —Então, o que, você tem sentimentos por Juan agora?— Ela não me respondeu, e meu estômago torceu em uma bola dolorosa. —Você dormiu com ele? —Você está brincando comigo?— Ela soltou seu cinto de segurança e saltou para fora. —Lexi!— Eu fiz o mesmo, passando para a parte de trás do caminhão. —Foda-se, Keith! —Hey!— Corri atrás dela, puxando-a pelo braço e segurando-a no lugar. —Você pode me dizer honestamente que você não sente nada por mim?— Ela fechou os olhos como se para se controlar. Minha voz baixa como minha esperança flutuou para longe. —Que diabos aconteceu com a mulher que eu me apaixonei? —Eu gostaria de saber.— Ela quebrou em um soluço. —Nada tem sido bom desde que você partiu. Estou perdida e não tenho idéia se eu ainda quero voltar! Foi como um chute no estômago quando eu percebi o que ela estava realmente dizendo.


—E você— eu mal podia dizer as palavras. Por 425 dias, ela foi o que me manteve indo, o que me manteve seguro, e o que manteve minha mente afiada. Sem Lexi, quem estaria lá? —Você está terminando comigo?— Seus olhos vermelhos, brilhantes subiram lentamente para encontrar os meus. Ela não tem que dizer mais nada antes de eu dar um passo para trás, sentindo como se toda a solidão que eu me afastei enquanto eu estava lá tinha voltado em uma lufada e me envolveu agora. Eu estava sozinho. —Por favor, Lexi, não faça isso. —Nós somos duas pessoas diferentes agora. Eu mal me lembro o que eu era quando eu estava com você.— Ela me deu uma raiva com o seu “qualquer” tipo de olhar e se virou. Peguei seu rosto para que ela olhasse para mim, ferindo e queimando dentro de mim, agarrando meu estômago. —Me dê tempo para lembrá-la. —Não, eu não sou aquela garota mais. Eu lhe disse isso!— Ela cuspiu as palavras enquanto pegou o telefone celular e fez uma chamada para um serviço de táxi. Nós ficamos cinco pés afastados, mas parecia milhas. Nenhum de nós disse uma palavra, meu coração estava quebrando... E ela estava com outra pessoa. Quando o táxi apareceu, ela olhou para mim por um segundo, como se quisesse dizer algo, mas se conteve. Com isso, ela se foi. Meu mundo inteiro desmoronou em torno de mim enquanto ela subia em um táxi e me deixou no dia em que voltei para casa da guerra. Eu soquei o lado do meu caminhão antes de voltar para casa. Como chegamos aqui?

*** —Aqui.


Clark entregou-me uma cerveja quando sentou ao meu lado na varanda. Fazia dois meses que eu cheguei em casa, uma vez que Lexi terminou comigo. Eu tentei muitas vezes recuperá-la, mas ela não estava querendo nada disso. —Você está bem, cara? —Não— eu suspirei em minha cerveja. Clark era o único amigo que eu poderia ser honesto e aberto. —Lexi ainda está calada? —Sim. —Dê-lhe tempo. —Eu tenho, mas ela me odeia. Ela não me quer mais. Clark afundou em uma cadeira. —Ela não quer ser feliz. Ela está com raiva de você por sair, e ela se culpa pela morte de seus pais. É mais fácil odiar agora, porque torna a culpa um pouco mais tolerável. —Isso é ridículo. a morte de seus pais não tinha nada a ver com ela. —Assim como o bombardeio que matou alguns de seus homens não foi culpa sua.— ele respondeu. Ele tinha um ponto. Eu lutava com a minha própria culpa sobre a perda dos homens na minha unidade, mas eu sabia que não era minha culpa. Eu só não entendo por que fui poupado e eles não. Mas eu não deixei isso me consumir ou arruinar a minha vida. —Ela está com Juan?— Eu precisava saber a verdade. Ele me deu um olhar que eu conhecia muito bem. —Eu honestamente não sei, mas se eu fosse tentar adivinhar, eu diria que sim. —Querido?— Minha mãe estava na porta segurando o telefone sem fio.


—Telefone.— Eu sabia quem era. Eu tive que chamar um monte de gente na cadeia de comando para chegar até ele. Antes de eu sair, eu me virei. —Clark, me promete uma coisa? —Claro. —Se eu não estiver por perto, por favor, cuida dela.— Seus olhos se estreitaram, mas ele me deu um pequeno aceno de cabeça. —Você sabe que eu vou. Coloquei a minha cerveja para baixo, e fui atender a chamada. —Olá. —Soldado Keith, é o general Logan, retornando sua chamada. —Bom ouvir você, senhor.— Eu olhei para o meu pai, que estava lendo no quarto em frente de mim. —Se a oferta ainda está de pé, eu vou levá-la.


CapĂ­tulo Sete Dias de hoje

Keith


Estudei ela, observei seus maneirismos, tentei aprender qual seria seu próximo passo e assim poderia vencê-la em seu próprio jogo. Eu abaixei para a esquerda antes dela mergulhar à direita. Seus olhos se apertaram, e pensei que a tivesse pego, mas antes que eu percebesse, dedos verdes cutucaram meu nariz. —Oh, você me pegou!— Caí da minha cadeira e dramaticamente rolei pelo chão. Ela riu e gritou para que eu fizesse isso novamente. — Envenenado por algo tão bonito. Quando vou aprender?— Uma língua estalando atrás de mim me congelou. Inclinei minha cabeça para o lado e esperei. —Sério, Keith?— Savannah estava de pé na minha frente, claramente impressionada. —Mais pintura a dedo? Sabe que ela faz uma sujeira enorme, depois tenta comê-la.— Olívia estendeu a mão e passou no braço de sua mãe, cobrindo seu suéter com gosma verde. Eu não poderia conter um sorriso com sua expressão. Savannah não ficava brava. Ela fingia, mas não ficava. Não que nós nunca lhe dissemos isso. Ela gostava de pensar que estava em vantagem, quando na verdade ela era apenas adorável. Ela me lembrava muito da minha irmã, Two. Savannah me dava força, especialmente quando eu estava com saudades de casa. Nós estivemos próximos por um longo tempo. Sempre me senti protetor em relação a ela desde que chegou aqui. Assisti seu relacionamento com Cole crescer e se desenvolver para o vínculo profundo que tinham agora. Ela deixou-me ser o irmão mais velho que eu precisava ser, e eu a deixei ser a minha irmãzinha. Tudo funcionou, e esta pequena diabinha coberta de tinta era um produto delicioso de tudo isso. —Você acha que é engraçado, Keith?— Ela desatarraxou uma garrafa de tinta azul e segurou-a sobre a minha cabeça. —Você não faria isso.


Os olhos dela moveram-se para as duas rotas de fuga disponíveis. Oh, merda, ela estava realmente pensando nisso. —É melhor você correr como o vento se você... A gosma fria bateu no meu pescoço, e em uma fração de segundo, ela deixou cair o recipiente e voou para fora da cozinha, pelo corredor. É claro que ela correu na direção de Cole para obter ajuda. Peguei Olívia e a enfiei debaixo do braço, no estilo de jogador de futebol, e persegui Savannah, seus gritos de prazer adicionados ao pandemônio. —Cole!— Ela riu enquanto corria, abaixando-se em torno de Mark, que tentou intervir. Enfiei Olívia em seus braços enquanto corria, passando por ele. Savannah explodiu no escritório de Cole, apenas para encontrá-lo no telefone. Nós ambos fizemos uma parada abrupta quando ele nos deu um olhar estranho. —Desculpe, querido— ela sussurrou e começou a voltar. Abaixei-me e com um código 45, carreguei-a para fora do escritório, enquanto ela batia inutilmente nas minhas costas de sua posição invertida sobre o meu ombro. Cole me deu um sorriso antes de voltar ao telefone. Ele amava que nós nos divertíssemos. Nosso trabalho poderia ser sério na maioria das vezes, e Savannah era uma válvula de escape muito necessária para todos nós aqui nos Sombras. —Agora você vai ver, Savi. —Mark!— ela gritou, mas Mark apenas acenou enquanto enfiava um biscoito na boca e um pedacinho na de Olivia também. —Está perto de sair os biscoitos de manteiga de amendoim, Savi. Farelos pulverizados quando ele riu para o dedo médio dela. —Sempre uma dama. Não aprenda coisas ruins da mamãe, querida. Ele fingiu cobrir os olhos de Liv antes que ela se mexesse para se libertar e correr. —Você não sabe— ela disse pirando sobre o meu ombro,


ainda batendo em minhas costas para que eu colocasse para baixo. Meu celular vibrou no meu bolso. Eu levantei a mão para ela enquanto puxava-o com a livre. Merda. Outro toque no meu ombro me trouxe de volta momentaneamente. — Segundos pensamentos em troca?— Baixei Savannah para o chão, e quando o fiz, meu telefone caiu. Antes que eu pudesse agarrá-lo, Savannah pegou-o e olhou para a tela. Suas sobrancelhas ficaram juntas e como a mulher corajosa que era, começou a percorrer os meus textos. —Ah, meu telefone, por favor.— Ela levantou um dedo para eu esperar. Revirei os olhos e sentei-me na cadeira. —Então.— Sua boca torceu. —Todo esse tempo, todos esses textos que estavam recebendo, e era isso? —Às vezes, sim. —Às vezes? —Nada que seja de sua conta, muito obrigado. —Hum.— Ela olhou de volta para a tela. —Então, quando você vai? —Amanhã. O voo é uma hora. Ela veio e sentou-se ao meu lado. —Quem é Clark?— Eu me inclinei para a frente e tentei agarrar o meu telefone, mas ela colocou-o fora do meu alcance. —Ele é um amigo de casa. Nós crescemos juntos. —Oh.— Seus olhos se iluminaram. —Vou encontrá-lo no casamento? —Talvez, se você me devolver o meu telefone. —Será que me contará histórias sobre você?


—Eu tenho certeza que Clark virá com todos os tipos de mentiras para você ouvir. O rosto dela caiu, e eu estava curioso com o que ela encontrou agora. —Quem é esta? Todo o sofrimento que veio com essa imagem voltou com força total. —Você tem um monte dela. Droga, Keith, ela é linda. Eu sei. —Alguém que eu conheci uma vez. —Alguém, como uma ex?— Seus olhos se arregalaram. —Puta merda, olha como você estava jovem aqui. Oh, vocês dois parecem tão bonitos. Você deve gostar dela, porque você teria que enviá-las para o seu telefone. Elas são mais velhas. Revirei os olhos e peguei o telefone dela. Eu não quero falar sobre Lexi. Não há razão para esfregar sal em uma ferida antiga. —Ela deve ser importante para você ainda manter suas fotos. —Savi — Mark gritou, segurando Olívia como se ela pudesse mordê-lo. —Sua filha tem cheiro de feijão velho, e, francamente, eu não posso lidar com isso. Cole e eu votamos, e você ganhou. Aqui. Ele trouxe a pequena senhora para a sua mamãe, que a pegou e beijou suas bochechas rechonchudas. —Quando ela vai ser treinada no penico? —Ela está apenas começando a andar, Mark. Que tal não apressar a minha filha através de sua infância?— Ele riu. —Apenas me dê uma data, e eu vou marcar no calendário. —Papai deve a Mamãe um grande momento.— O rosto de Savannah franziu com o cheiro. —Eu sei, por que não deixamos sua fralda em seu


escritório para que ele possa ter uma pequena amostra do que você faz depois que ele a alimenta de seu prato? —Oh, por favor, deixe-me gravar isso.— Mark sorriu. —Se você se fizer de bobo quando isso acontecer, eu vou deixar você mostrar ao mundo. Mark deu um ‘toca aqui’10 nela , e, em seguida, esparramou-se no sofá em frente a mim. Havia uma pequena parte minha que invejava Mark. Ele não tinha nenhum problema em mostrar ao mundo como ele se sentia, e estava com a garota de seus sonhos. Ele teve tempos difíceis quando criança, pelo menos, com a sua família, mas ele com certeza teve mais sorte depois de conhecer os Logans. —Como Mia está se sentindo, Mark? Ele esfregou o rosto, mas ele não pudesse esconder o fato de que ele estava extremamente animado. —Como se estivesse tendo gêmeos. —Quanto tempo até vocês descobrirem o sexo? Mais algumas semanas, certo? —No próximo mês.— Ele bocejou. —Você está ansioso para ir para casa? Calor me cobria como um cobertor. —Sim, eu estou. —Quanto tempo que você não vai? —Quatro anos. Quatro anos desde que eu tinha estado em casa, mas apenas um ano desde que eu tinha visto os meus pais e minha irmã, Two. Eles vieram e me visitaram na Flórida há treze meses. Foram umas pequenas férias, mas umas muito necessárias. Felizmente, meus amigos dos Sombras haviam se tornado minha família. Eu amava isso aqui. Ele assobiou com um aceno de cabeça. —Savi me disse que você tem uma família grande. —Eu tenho. Quatro irmãs, dois pais e uma avó que tem enganado a todos. 10

Cumprimento.


—Eu já gosto dela. —Oh, sim, vocês dois poderiam se dar muito bem.— Mark se sentou e sua expressão mudou. —Como temos trabalhado juntos todo esse tempo e eu realmente não sei nada sobre você? Eu me inclinei para trás com um encolher de ombros evasivo. Ele estava certo. Eu mantive minha vida privada no privado. —Eu não sou como você, Mark. Eu não me expresso muito bem. —Você faz com a Savi. —Sim, eu faço. Eu acho que é porque ela me lembra de Two11. —Two?— Ele riu. —Viver com quatro irmãs, bem, nomes não funcionam, então todos nós usamos números. Nada sério, começou como uma brincadeira, mas pegou. —Então é Two a segunda irmã mais velha? —Yep. Depois que todas as quatro meninas nasceram, começamos a chamá-las por números. A primogênita é um, então nós contamos a partir daí. Não me pergunte por que, mas minha família é grande em apelidos. Mark riu. Eu poderia dizer que ele estava feliz por eu estar compartilhando isso com ele. Eu realmente precisava fazer isso mais. — Então, o que é isso sobre Savi lembrá-la? Eu levei um momento para pensar sobre isso. —Eu acho que elas são ambas do tipo um dos caras, e elas vão chamá-lo em sua besteira quando precisar ser dito. Elas levam tudo fácil, mas são atrevidas, ao mesmo tempo. Ambas estão cheias disso. —Agora eu preciso conhecer a Two.— Mark acena para Cole, que estava atrás de mim. —Tenha uma boa viagem, cara.— Ele estendeu a mão. —Vejo você no casamento. 11

Two – número dois, ele chama sua irmã assim para não confundir.


—Keith.— Cole acenou para que eu o seguisse. —Eu acho que encontrei o lugar perfeito. —Ah, ótimo.— Eu o segui até as escadas, mas algo chamou minha atenção. Eu levantei uma sobrancelha para Abigail e Dr. Roberts desfrutando um beijo na cozinha. —Hey, Mark?— Não pude me conter. Ele olhou por cima de seu telefone. —Savannah fez biscoitos. —O quê?— Ele ficou de pé e se dirigiu para onde indiquei e esperou. — A mulher nunca me disse. Vou ter que... Ele dobrou a esquina e se encolheu, virando a cabeça dramaticamente. —Realmente, Abby? Este é um lugar para comida! —Oh, cresça, querido.— Abigail fez uma careta para Mark, e então sorriu para Dr. Roberts, que estava ajeitando sua gravata. —Será que Mia engravidou por uma cegonha? —Você não foi feito assim?— Mark assobiou para mim quando ele pisou em direção às escadas. —Que aconteceu, Markie Mark? Mike subiu dois degraus de cada vez e bateu no ombro de Mark. Ele parou para pegar uma pequena caixa marrom da mesa e colocou-o debaixo do braço. O que diabos ele continua encomendando? —Alguém tem uma visita da tia Flo? —E é hora de seguir em frente.— Cole balançou a cabeça e desapareceu lá embaixo. Assim, quando eu estava prestes a seguir, eu peguei Savannah indo ao escritório de Cole com uma bela fralda pesada. — Eu estou indo para ligar o aquecedor.— Ela piscou e saiu correndo. Oh, Cristo!


Mais tarde naquela noite, eu estava deitado na cama e me perguntando o que Lexi estava fazendo. Eu sabia que ela não estava com Juan, porque Clark me mantinha no circuito de tempos em tempos. Eu nunca tinha sido capaz de sair com qualquer pessoa, sem compará-la com ela. Eu mantive meus olhos fechados e esperei que a manhã viesse mais cedo ou mais tarde.

*** —Toc, toc. Savannah estava na minha porta com uma Olívia sonolenta, que bocejou enquanto me via. —Nós queríamos te ver. Estendi a mão para a minha pequena companheira, mas parei quando ela fez uma cara feia. Meus braços caíram, e eu dei um passo para trás. — Tchau. —Realmente, tio Keith.— Os olhos de Savannah marejaram quando ela segurou-a para frente. —Dê-lhe um beijo.— Apesar do cheiro que fluía da criança, eu decidi fazer isso, inclinei-me e toquei o nariz dela. —Seja ruim e cause todos os tipos de problemas para sua mãe enquanto eu estiver fora. Eu pisquei para Savannah, e ela revirou os olhos. Mark colocou a cabeça na porta. —Tenha uma boa... Seu rosto enrugou-se, então ele tapou sua boca. —Nossa! Eu acho que os meus ovos estão voltando. —Tão dramático.— Savannah empurrou Olívia nos braços dele, murmurando sobre a vez de Cole trocá-la. —Falando nisso, o show deve começar em dez minutos. Deixe o cheiro misterioso começar. —Deixe a câmera pronta.


—Está ligada. Uma vez que a pequena fedorenta tinha ido embora, Savi se virou para mim com uma expressão curiosa. —Isso tem algo a ver com o por que você ter ido para casa há quatro anos? Eu sabia que ela me viu recuar. Eu não estava ciente que ela sabia disso. —Antes de você vir todo Keith em mim, eu ouvi Sue e Cole conversar. Eles não sabiam que eu estava lá alimentando Olívia. Eu não sei o que aconteceu, eu só sei que alguma coisa aconteceu. Caminhando para a cama, não querendo falar sobre isso, coloquei minha mochila sobre o meu ombro. Eu sabia que Savannah não teria trazido isso se ela não estivesse preocupada comigo. Eu sabia que tinha estado fora durante o ano passado. Eu estava apenas tentando entrar em acordo com a minha vida. Ela entrou no meu caminho e ergueu as mãos. —Olha, eu sei que estou me intrometendo, mas eu estou preocupada com você. Ela mordeu o lábio inferior. Ela estava nervosa por ter se excedido comigo. Eu envolvi meu braço em volta dos seus ombros, puxei-a, deu-lhe um beijo no topo de sua cabeça e sussurrei: —Eu estarei em contato, e vou ver vocês no casamento.

*** Boston A esteira deu voltas e voltas, e sua superfície metálica refletia em meus olhos a luz do sol que entrava pelas portas do aeroporto. Meu voo chegou quinze minutos mais cedo, assim eu me adiantei ao papai no captador de bagagem. Inclinando-me para baixo, icei minha mochila sobre meu ombro. Eu estava feliz por estar em casa. Percebi que estava com mais saudades do que pensava.


—Keith!— Papai acenou para mim de seu carro do outro lado da rua. Com uma mão, evitei que um taxista me transformasse em matança de estrada e corri pela rua movimentada. Ele abriu o porta mala para que eu pudesse atirar a minha mochila, então me deu um grande abraço. —Eu juro que você ficar maior a cada vez que te vejo, meu filho. —Desde que entrei para a nova unidade, eu tenho trabalhado mais. Papai sabia muito sobre o que eu fazia, mas eu ainda tinha um contrato para proteger. Ele entendeu isso e nunca pressionou mais do que podia fazer. Me ajeitando no banco do passageiro, rolei a minha janela para baixo e chupei o ar fresco, deixando-o encher meus pulmões. —Como foi o seu vôo? —Tranquilo.— Sorri quando passamos pelos lugares familiares que eu costumava amar. —Você está pensando em ficar um tempo? Eu sabia que ele estava esperando que não fosse como da última vez. Eu só fiquei quatro dias naquela visita. —Eu estou aqui até depois do casamento. Papai deu um pequeno aceno de cabeça antes de um sorriso irromper em seu rosto. —Isso é realmente ótimo ouvir. Uma das melhores partes sobre voltar para casa era o cheiro familiar. Algumas coisas poderiam ter mudado, mas a maior parte da casa estava do jeito que sempre foi. Nós paramos atrás do carro da mamãe. Ela ainda tinha o adesivo 'Meu filho luta por nossa liberdade’ em seu pára-choque. Eu ri com isso, ela era uma grande defensora de qualquer coisa que nós fizemos. Papai pegou minha mochila e nos encaminhamos para a porta da frente. Ele abriu e Two quase me atacou. —Oh meu Deus, eu senti sua falta!— Ela murmurou em meu ombro. —Ei, você!— Eu apertei-a com força, até que ouvi seu suspiro.


—Deixa disso!— Three gritou enquanto ela e Four fizeram seu caminho passando por mamãe e me abraçaram por ambos os lados. —Uau, que saudação. Eu dei um tapinha nas costas e esperei por One, que sempre foi muito reservada para mostrar suas emoções, quando ela me cumprimentou. Seu abraço foi pequeno, até que eu a envolvi e beijei sua bochecha. —Eu sei que você sentiu minha falta, One, você não pode negar isso.— Ela riu e esfregou minhas costas. —Eu senti. Depois de um longo abraço em mamãe, eu estava finalmente autorizado a entrar. O aroma maravilhoso do churrasco tinha batido em minhas narinas e me fez ficar com água na boca. Eu sabia que esta noite ia ser a minha favorita. —Lá está ele.— Vovó desceu a rampa e veio até mim. —Dê-me algo mais sobre o Exército, querido.— Eu inclinei-me e beijei sua bochecha e dando-lhe um abraço. Ela pegou minha mão e apertou e eu me endireitei. — Desculpe eu não estar no aeroporto. O carro incomoda meu quadril. —Não há necessidade de explicar. Às vezes, ela esquecia que não tinha mais vinte anos. —Por que você não se engancha na Vovó, hein? —Posso entrar pela porta em primeiro lugar?— Eu brinquei e agradeci Two pela cerveja que ela me entregou. Vovó estava um pouco embriagada. Oh, era tão bom estar em casa! Olhando ao redor, rapidamente derramei um pouco de cerveja em sua caneca de café. Eu não acho que Vovó já teve um verdadeiro café naquela coisa. —Vi isso.— Papai riu, mas dirigiu um olhar para mamãe.


—Você não viu nada, além de seu filho doce ajudando sua sogra favorita em seu tempo de necessidade. Ela pegou a caneca da minha mão e tomou um longo gole. —É tão bom ter você de volta. —Sim, eu posso ver isso.— Balancei a cabeça, e meu pai riu. —Você e eu temos muito para por em dia.— Ela me deu uma piscadela antes de se dirigir para pegar alguma comida. Segui ela de volta para onde meus pais estavam fazendo o churrasco. Luzes laranjas e verdes estavam amarradas em torno da cerca de madeira alta, e as plantas florescendo me fizeram sentir como se eu estivesse no campo, em vez de um bairro. Minha mãe tinha um grande jeito para decorar. —Bem, ao vivo e a cores,— Clark falou ao chegar às portas do pátio. — Olha quem está de volta à cidade! —Hey.— Eu apertei sua mão, em seguida, dei um tapa em seu ombro. —Você parece bem. —Sim, eu pareço melhor quando não tenho que usar o uniforme.— Two juntou-se ao meu lado, segurando uma cerveja. —Uniforme sexy. Eu olhei para ela. —Você não vai encontrar nada sexy. —Eu já fiz sexo. Quer falar sobre isso? —Oh, Senhor. Clark tossiu e bebeu mais cerveja. Clark era como um irmão para as meninas, e nós dois sempre mantivemos os olhos sobre elas. Two não era para ter relações sexuais nunca... Essa era a minha regra, e era de se supor que ela deveria cumprí-la. Empurrei-a, mas ela estava pronta para isso e retornou com força. —Quer saber com quem?


—Quer me ver enfiar uma faca no meu ouvido? Não, de modo que essa conversa nunca aconteceu. —Você é bonito quando você está bravo, irmão mais velho. — Seu rosto tornou-se sério. —Brincadeiras à parte, eu preciso falar com você.— Eu poderia dizer pelas rugas entre seus olhos que algo a estava incomodando, então eu a segui para dentro da sala de estar. Clark veio junto com a gente. —Ok, você tem a minha atenção. Ela olhou para Clark, e ele deu um leve aceno de cabeça. O que estava acontecendo? —Topei com Lexi no outro dia. Meu coração pulou mas permaneci calmo. O Exército tinha me ensinado muito, uma coisa era ouvir todos os fatos antes de dizer qualquer coisa. —Ela não está indo muito bem. —Como assim? Two olhou novamente nos olhos de Clark, que limpou a garganta. —Eu recebi uma ligação semana passada de que alguém estava bêbado no beco atrás do Bar McCullan. Quando cheguei lá para verificar, achei Lexi enrolada entre as latas de lixo, e ela estava coberta de hematomas. Quando ela viu que era eu, me deixou ajudá-la. Eu, ah...— Ele esfregou as costas de seu pescoço. —Eu deixei escapar que temos razões para acreditar que o bando de Antônio teve um papel no assassinato de seus pais. —Com base em quê? —Nós tínhamos uma testemunha que se apresentou descrevendo a tatuagem no antebraço do atirador. —A cobra em espiral? —Sim.


Ele segurou contato com os olhos por um momento, em silêncio, transmitindo que tinha noventa por cento de certeza que eram eles.

—O

olhar no rosto dela dizia tudo. Ela vai ficar no clube deles até que consiga alguma evidência real. Eu me senti doente. —Olhe, todos nós sabemos que ela é uma mulher teimosa, mas, Keith, ela estava numa forma muito grosseira, tremendo toda e chateada, mas não quis me dizer o que aconteceu. Eu ia levá-la ao hospital, mas, em seguida, Antônio apareceu com alguns de seus caras. Ele olhou para sua cerveja. —Algo está acontecendo e é ruim, Keith. Ele olhou para mim, sua expressão preocupada. —As coisas estão diferentes desde que você esteve por aqui da última vez. A cidade é... Bem, os Almas Perdidas estão se tornando mais ousados em seus assassinatos, e honestamente, não podemos continuar com isso. Merda. Eu não podia suportar a imagem de Lexi ferida dessa maneira, e a fúria construindo dentro de mim. Eu tinha que me controlar. —Olha, gente, todos nós sabemos que Lexi não quer ter nada a ver comigo. Eu não tenho certeza do que posso fazer, mas eu tenho que fazer alguma coisa! —Ela o afastou, porque se sente indigna,— Two deixou escapar. Seus olhos se arregalaram quando ela percebeu o que acabou de dizer. Tomando um assento no sofá, eu tentei repelir a minha raiva por alguém ferir Lexi, para que eu pudesse pensar direito. —O quê?— O comentário dela me desconcertou. —Isso é baseado em quê, exatamente? —Baseado no fato de que a vi no mês passado no mercado quando ela estava comprando flores para o túmulo de seus pais. Ela parecia ainda mais magra e desgastada. Pedi-lhe para vir comigo tomar um café.


Two puxou a pulseira do jeito que ela sempre fazia quando estava triste ou nervosa. —Ela perguntou como você estava. Ela queria saber por que você foi embora tão rapidamente quando esteve aqui da última vez.— Seu rosto mudou. —Que, por sinal, sinta-se livre para compartilhar o que realmente aconteceu. —Então... Lexi?— Eu esperava que ela iria deixar este assunto para lá. —Ela sente falta de você, Keith. Quando eu disse a ela que você estava feliz, ela não pode esconder suas emoções. Começou a chorar. Em seguida, um cara de péssima aparência... —Will Shonner— acrescentou Clark. —Como, o Will do colegial? —Sim, ele é parte do grupo agora. Balançando a cabeça, esperei Two ir adiante. Eu odiava aquele cara. —De qualquer forma, ele basicamente a puxou para fora da cadeira, e seus pais não receberam as flores porque ele arrancou-as de suas mãos e jogou-as no chão antes dele a empurrar para dentro do carro. Eu queria rasgar a garganta de Will com as minhas próprias mãos, mas tinha que manter a calma. Eu sabia o suficiente sobre esse bando para saber que agir muito rapidamente só iria piorar as coisas. Eu apertei meus punhos em meus lados, tentando pensar. Two sentou perto de mim. —Acho que ela quer sair, mas pode estar muito afundada. Bem, agora, sabendo o que ela faz, eu aposto que ela vai manter isso por seus pais. Mas a que custo? Eu balancei a cabeça lentamente, ainda, tentando colocar tudo isso junto. Eu sabia como era difícil sair de uma gangue quando se está nela. —Brandon.


Ela me chamou a atenção, usando o meu primeiro nome. Ninguém nunca o usa. —Eu sei que você a ama, então vá salvá-la. Isso é o que você faz, certo? Clark concordou. —Eu vou ajudar de qualquer maneira que eu puder. Eu, ahh... Ele fez uma pausa antes de olhar de volta para o churrasco. —Temos um cara lá dentro, de nome Gordon. Se juntou a eles no ano passado. Ele nos tem vazado informações. —Deixe-me colocar minha cabeça em torno disto, está bem? Chamei a atenção de Clark quando Two não estava olhando, para ele saber que teríamos que falar. —Ok, obrigado, Two. Eu amo você por se importar com Lexi. Agora, vamos lá, eu preciso de uma bebida, e eu aposto que vocês também. Eu estava de pé e dirigi-me para o deck. O resto do dia eu tentei desfrutar estar em casa com a minha família, mas meu coração não estava ali, e meu cérebro estava trabalhando horas extras. Memórias da última vez que eu estive em casa estavam me assombrando. Eu não conseguia dormir a noite toda também. Eu ficava imaginando Lexi chorando e ferida naquele beco. Então gostaria de mudar para a conversa com Two. Será que ela realmente sente falta de mim? E estão os Almas Perdidas realmente por trás da morte de seus pais? Finalmente, antes das 5:00, coloquei meu shorts e camiseta e desci as escadas para uma corrida. O pavimento vencia sob as solas dos meus tênis. A manhã estava fria, e pelo brilho na grama havia evidência de uma precipitação anterior. Eu adorava corridas matinais. Era o momento perfeito para deixar minha mente vagar e colocar-me em cheque para o dia seguinte.


—Keith?— Ouvi alguém gritar. Virei-me e examinei as casas. —Uau, é realmente você! Então eu localizei a voz. —Mimi? —Não me diga que você esqueceu meu rosto depois de todos esses anos? Rindo, corri e dei-lhe um abraço. —Desculpe, eu estava focado. —Não se desculpe. Entendo. Eu acabei de alimentar meu filho. Acho que estou cheia de molho de maçã.— Ela olhou para baixo para seu top, enquanto fez sinal para eu sentar em um banco sob uma árvore. —Você tem um segundo? Eu sei como é difícil parar quando se está em uma corrida. Mas eu estou morrendo de vontade de saber como você está e o que você andou fazendo. Eu me juntei a ela, sabendo que, como amiga de Lexi na escola, ela poderia ter mais a dizer. —Ainda estou no Exército. Vim para casa para o casamento de Three. Isso é tudo, realmente. E você? —Ainda com Robert. Temos duas crianças e não deixamos esta cidade. Ela deixou escapar um pequeno suspiro. —Às vezes me pergunto o que eu estou perdendo lá fora.— Ela me deu um pequeno sorriso, e eu poderia dizer que isso era um assunto delicado para ela. —É incrível, mas nada bate a nossa casa. —Então...— Ela olhou para mim, claramente querendo mudar de assunto. —Você encontrou alguém?— E lá estava ela. Eu fingi não pegar isso imediatamente. —Só Clark, mas eu só o encontrei ontem. —Ah, sim, o Oficial Clark.— Ela riu. —O melhor do Departamento de Polícia de Boston. Pena que eles não podem fazer mais sobre os Almas Perdidas. Essa quadrilha está pior do que jamais foi, e crescendo também. Todo mundo está com medo deles.


—Sim, eu ouvi que eles estão causando problemas. —O que é louco é que fui para a escola com um monte desses caras. Meu marido diz que tudo o que vêem é sangue e dinheiro. Eu balancei a cabeça e olhei para o sol, que aquecia o solo, secando o orvalho da grama. As coisas na cidade em que cresci não estavam tão felizes e em paz, como costumava ser. Essa quadrilha era, obviamente, uma ferida que precisava ser abordada de mais maneiras do que uma. Mimi interrompeu meus pensamentos. —Eu só vim assim de repente para dizer isso, Keith. Aqui vamos nós. —Nicole vai fica tão animada para vê-lo! Espere, o quê? Fazia anos desde que ouvi o nome dela. —Eu juro que a mulher está esperando você voltar por anos. Ela colocou silicone nos peitos, operou as pálpebras e esticou o pescoço quando ouviu que você estava voltando para casa há alguns anos atrás. Espere, você está solteiro? Oh, merda. Forcei um sorriso. Sabendo que ela também era amiga de Nicole, fez isto um pouco mais difícil. —Sou solteiro, mas a minha vida não é feita para uma mulher. —Você está me dizendo que o grande, intenso Keith balançou para o outro lado agora? Eu balancei minha cabeça, Mimi não tinha nenhum filtro. —Não!— Eu balancei minha cabeça. Esta questão sempre estava lá. — Quero dizer que o meu trabalho me leva a lugares que eu não posso nem falar, e uma namorada caber nisso é quase impossível.


—Oh, bem, ela ficaria feliz mesmo por uma rapidinha com você. Ela segurou sua boca. —Não diga a ela que eu disse isso. —Seu segredo está seguro comigo. Eu ficaria em um cofre maldito se isso mantivesse Nicole à distância. —Mamãe!— O marido de Mimi chamou da porta. —Nós precisamos de você. Mimi saltou e levantou um dedo. —Certifique-se de parar novamente por aqui pelo menos uma vez antes de voltar para onde quer que seja que você está se escondendo. Foi muito bom vê-lo novamente. —Você também. Acenei para Robert na porta e continuei a minha corrida. Bem, tanto pela amizade dela com Lexi.

*** Depois de um banho quente e uma nova mudança de roupa, eu liguei meu velho caminhão, graças à manutenção que meu pai mantinha. Ele usou-o para transportar plantas e sacos de terra para o jardim da minha mãe. Decidi ir até a cidade. Eu sabia que a estufa da mamãe ficou detonada após o último furacão, e eu queria ter certeza de que estaria em pé durante o próximo inverno. O chaveiro que Vovó me deu batia contra meu joelho quando o caminhão chacoalhava pela estrada velha. Sintonizei o rádio na estação local, me inclinei para trás e ouvi

Gooey de Glass Animals. Peguei meu

reflexo no espelho e sorri. Parecia que estava em casa novamente. Camiseta branca, jeans, chapéu Bruins desbotado, e botas de trabalho. Chegando na casa de ferragens, estacionei e me dirigi para dentro. Meia hora mais tarde, eu tinha tudo da minha lista.


—Então, duas folhas de madeira compensada, seis por dois por quatro, um galão de tinta verde, e uma caixa de pregos? O balconista levantou o papel amarelo, e eu saí para os caras que tinham carregado o meu caminhão. —Isso é tudo, obrigado.— Alguém familiar chamou minha atenção enquanto atravessava a rua. Apertei os olhos para obter uma melhor visão. Puta merda. Joguei a papelada em um dos caras, agradecendo-lhes. Fechei meu caminhão e corri pela rua para o mercado local. Peguei uma cesta e ziguezagueei pelo corredor até que a vi. Seu jeans rasgados e saltos altos fizeram meu estômago torcer. Seu top preto e cabelo escuro faziam seus olhos parecer como piscinas castanhas profundas. Ela usava uma pilha de pulseiras em um pulso e brincos longos que brilhavam quando ela se mexia. Santo inferno, ela estava tão perfeita quanto eu me lembrava. Um pouco antes dela me ver, peguei uma garrafa de vinho, fingindo não vê-la. —Keith?— Sua voz era baixa e rouca e bateu em todos os lugares certos. Com um olhar para o meu lado concedi-lhe um grande sorriso torto, o que não era difícil, considerando que ela fez cada parte do meu corpo vivo. —Lexi?— Parei para soar mais surpreendido. —Hey. Ela olhou ao redor antes de se mover para fechar o espaço entre nós. —Uau, você está...— Ela deu um pequeno sorriso, —...Realmente bem. —Você também. Ela olhou para mim por alguns momentos. Oh, o que eu não faria para saber o que ela estava sentindo.


Ela olhou para a garrafa de vinho. —Grandes planos? —Bem, se beber com Vovó quando a mãe não está olhando é considerado grandes planos, então sim, eu tenho.—

Ela riu levemente, e

minhas mãos coçaram para chegar e tocá-la. —Quanto tempo você ficará na cidade? Dei de ombros. —Honestamente, eu não tenho certeza. Three vai se casar em poucas semanas... —Eu ouvi dizer. Namorados de escola.— Eu engoli o nó que veio com essas palavras. —É, portanto não tenho certeza quanto tempo depois disso. —Você ainda está no exército?— ... E o nó cresceu. —Sim, operações especiais agora. Seus olhos não poderiam esconder o fato de que ela estava desconfortável com isso. —Uau, soa assustador. —Não é tão ruim assim.— Ela deu um rápido olhar por cima do ombro como se estivesse esperando por alguém, e eu peguei um vislumbre de uma coloração escura em seu ombro enquanto sua camisa moveu-se. —O que aconteceu com o seu ombro?— Ela olhou assustada quando me viu apontando para a marca. Ela rapidamente cobriu-a. —Uma caixa caiu sobre ele. Parece pior do que realmente é. —Certo. Eu deixei meu aborrecimento aparecer, mas ela parecia preocupada demais para notar. Ela colocou a mão no meu braço, e eu imediatamente relaxei ao seu toque frio. —Foi muito bom ver você de novo. —Você também, Lex.— Ela começou a morder o lábio antes de dar um passo atrás. Parecia que ela queria dizer alguma coisa, mas não o fez.


—Lexi!— Alguém gritou, e sua cabeça virou nessa direção. —Umm.— Ela enfiou uma mecha do cabelo atrás da orelha. —Eu deveria ir. Antônio Garcia, líder da gangue Almas Perdidas, agarrou-a por trás, puxando-a de volta para ele. Minhas mãos fecharam em punhos ao meu lado, e minha boca tinha gosto de estanho conforme meus dentes mordiam as minhas bochechas. Tive que usar cada milímetro do treinamento para não reagir. Conheço Antônio desde que eu tinha vinte e três anos. Nós saímos com os mesmos caras por um tempo, até que eu percebi que eram problema. Foi quando eu aprendi que Juan era seu pequeno meio-irmão. Nós nos encontramos logo após Lexi e eu terminamos, depois da minha primeira turnê. —Keith?— Ele relaxou quando percebeu com quem era que ela estava falando. —Uau, faz alguns anos. —Faz.— Meu tom era difícil de conter. Meu ódio por aquele homem tinha meus dedos se contraindo. Ele olhou de Lexi para mim e vice-versa. — Oh, sim, vocês dois costumavam se encontrar na escola, certo? —Não

muito—

ela

disse

rapidamente.

Olhei

para

ela

que

imediatamente minimizou o quão próximos nós tínhamos sido. Eu esperava que fosse apenas porque ela não queria que ele soubesse, e não porque ela realmente queria descartar nosso passado tão facilmente. Eu decidi jogar seu jogo. —Sim, brevemente.— Eu olhei para ela. —Eu estou com outra pessoa agora. A emoção que corria em seu rosto me deu esperança, esperança de que talvez ainda houvesse algum sentimento lá por mim. Tão rapidamente como veio, porém, o rosto endureceu e ela se virou para Antônio.


—Bom.— Ele a puxou para mais perto. —Não preciso de ninguém enchendo a cabeça dela com merda. Ruim o suficiente que ela possui uma boca. Eu amava aquela boca. Antônio olhou para a cesta de Lexi, que estava cheia de bife. —Por que você não vem à noite no clube? Nós vamos fazer um churrasco, e entornar algumas cervejas. Estamos celebrando. Ele sorriu, e seus dentes encapados brilhavam sob as luzes. Tudo o que ele precisava era de um relógio de parede pendurado e ele estaria como Flavor Flav12. —Celebrando o que, exatamente? Sua boca se curvou. —Venha e veja por si mesmo. Além disso, já que você está na cidade, quero falar com você sobre algo.— Eu não podia deixar de estar interessado. Além disso, eu poderia ver Lexi novamente, o que por si só era suficiente para me fazer concordar em ir em seu clube. —Sim, tudo bem. A que horas? —Sete. Você deve trazer sua cadela. Dispensando seu comentário, dei de ombros. —Eu poderia dar um tempo. —Pfft, eu entendo.— Ele balançou Lexi, e ela fez uma careta. —Se eu não achasse que isso seria entrar em apuros, eu faria o mesmo.— Retirando meu telefone, eu disse adeus e me dirigi para fora. Keith: Acabei de receber um convite para o clube AP. Clark: Encontre-me no lago. Nós temos que conversar.

***

12


As janelas do clube foram pintadas de preto, mas algumas áreas, propositadamente, foram deixadas manchadas para que eles pudessem ver o lado de fora. Isso agora era diferente. Alguns anos atrás, elas eram todas claras. Não era exatamente uma mudança sutil. De acordo com a minha conversa com Clark, Antônio sempre tinha um observador no telhado, e pelo menos quatro homens ficavam de vigia, um em cada janela, e dois fora de cada porta. O informante da polícia de Boston chamado Gordon, e de acordo com Clark, eu não seria capaz de perdê-lo. Chegando em um local aberto, eu estacionei em frente e travei as minhas portas. Com as mãos nos bolsos, eu encontrei um cara feio na entrada. Ele estudou o meu rosto, e a pegada em sua arma ficou tensa. —Nome? —Keith. —Eu te conheço? Levei um momento, mas eu me lembrei ele. Ele era um daqueles perdedores que costumavam cheirar latas de spray descendo pelas trilhas. —Nós fomos para a escola juntos. —Ah, você está no Exército, certo? Amo cidades pequenas. —Sim. —Você está armado? Meu rosto franziu. —Não, eles não permitem que você leve para casa os M-16. Ele olhou para mim, obviamente, não gostando do meu sarcasmo. — Indivíduo esperto, não é?— Ele olhou para mim. —Vá em frente.— Ele


balançou sua cabeça com seu piercing cravejado no pescoço em direção da porta. Empurrando a porta de madeira, entrei no clube escuro, enfumaçado. Ele não tinha mudado muito. Meus olhos levaram um momento para se ajustar antes de eu ver Antônio no canto com uma garrafa de uísque entre as pernas. Tanto por uma cerveja. Assim como o idiota na porta, Antônio era um merda, uma daquelas crianças solitárias na escola que você poderia tentar fazer amizade porque sentia pena dele, mas mais tarde você provavelmente iria encontrá-lo roubando seu armário. Ele era o tipo que aparece no jornal e que as pessoas se lembram de ouvir murmurar comentários sobre como todos devem morrer. Sua cabeça não estava limpa de drogas, e era por isso que tinha estado dentro e fora da cadeia muitas vezes ao longo dos últimos dez anos. Seu tio costumava liderar esse bando e estava mais do que feliz em ensinar Antônio tudo o que ele precisava saber para assumir. Clark me disse que a única coisa que Antonio era bom era em recrutar novos membros. Aparentemente, ele sabia o que os idiotas sem alma queriam, e eles se juntavam a ele. Uma vez que você estava dentro, não havia como sair facilmente; bem, pelo menos, não vivo. —Puta merda, você veio. Olha quem acabou de entrar, rapazes!— Antônio jogou a cabeça para trás e deu uma risada parecida com um cavalo. —Se não é o Soldado Keith. —Primeiro Sargento— eu o corrigi. Ele pode não ter entendido, mas eu estava orgulhoso do meu feito. —Primeiro Sargento.— Ele sorriu enquanto descansava seu sapato sujo na borda da mesa.


—Ei, onde está Spit13?—, Ele gritou para Will Shonna que estava atrás do bar. O outro vencedor que eu desprezava. De repente, Elliot apareceu, alto e magro. Ele tinha mangas com personagens de quadrinhos pretos, e, claro, a cobra enrolada em seu antebraço. A tatuagem assinatura dos Almas Perdidas. Escamas corriam pelo seu pescoço e se curvavam ao redor das orelhas e ao longo do osso da mandíbula. Não era uma aparência que eu gostaria de ter. Minhas próprias tatuagens eram extremamente pessoais. —Jesus Cristo! Keith?— Ele veio para a frente e me abraçou. —Ei, cara, como você está? O que aconteceu com o pulso? — Eu apontei para o gesso sujo cobrindo um pouco da cobra. Seu rosto se encolheu e ele deu um passo para trás e olhou para Antônio, mas não respondeu. —Spit, vá buscar para o Primeiro Sargento uma cerveja.— Elliot balançou a cabeça e correu para o bar. Antônio empurrou uma cadeira com o pé como uma oferta para me sentar. —Spit?— Eu perguntei ao tomar a sua oferta. Antônio esperou até Elliot voltar com a cerveja. —Obrigado, El... Antônio cuspiu no sapato de Elliot e riu. —Eu mastigo tabaco e Elliot é minha cuspideira. Antes ele do que o piso. — Ou um vaso? Elliot manteve a cabeça baixa de vergonha enquanto tomava uma respiração profunda. — Mais alguma coisa? —Vai fazer-me algo para comer. —Ok.— Ele correu em direção ao que eu assumi que era a cozinha. Antônio jogou a garrafa de uísque atrás do balcão e pegou as cervejas, abrindo uma para si próprio e me jogando a outra. —Eu aprendi realmente

13

Cuspir.


rápido que algumas pessoas foram feitas para andar comigo, e outros foram feitos para ser minhas putas. Minha mão fechou ao redor do gargalo da cerveja enquanto falava. — Spit iniciou seu caminho aqui pela porta de trás. Ele faz o que lhe mandam, mas ele se levanta por sua irmã, tentando protegê-la e outras merdas. Ele bateu a mão na mesa e seu rosto mudou. —Se eu quero bater em uma puta, eu vou. Todas as mulheres são boas por um buraco apertado, de qualquer maneira. O sangue bombeou, quando meu aperto ficou mais forte ao redor da garrafa. O cara podia piscar e estaria morto. Apenas um soco no pescoço e ele estaria para baixo. Tentador. —Não é verdade, Lexi?— Ele a chamou por cima do meu ombro. — Venha aqui. Ela colocou a bandeja e se aproximou, e seus olhos se arregalaram quando ela viu que era eu sentado à mesa com Antônio. Ela parecia incrivelmente sexy em seu pequeno vestido preto. Suas mãos deslizaram sobre os ombros de Antônio e ela beijou sua bochecha. Movendo-a para seu lado, ele passou um braço em volta da cintura. —Esta aqui tem o buraco mais apertado que eu já senti. Eu preciso colocar manteiga para chegar lá dentro. Lexi deu um pequeno sorriso, mas eu poderia dizer que ela estava envergonhada pela forma como suas bochechas ficaram rosadas. Fingi não perceber quando Antonio deslizou sua mão embaixo de sua saia e ela tentou se mover de lado. O tempo todo ele nos observava atentamente. Eu sabia que este era um teste. Então eu fingi desinteresse e me virei para pedir a Will por outra cerveja. Quando me virei, ele estava fazendo um show de lamber os dedos. A postura de Lexi me disse que ela estava mortificada, mas ela se inclinou e beijou-o, puxando-o por mais tempo para provar um ponto para si mesma. O


rosto dele virou-se para uma carranca e ele a empurrou, mas eu notei que ela ficou dentro da distância de audição. Os dedos de Antônio dedilharam a mesa, e ele me observou enquanto eu o assisti, cada um querendo saber quais eram os motivos do outro para estar aqui. —Eu sei o que você fez para a minha irmã.— Antônio esfregou o queixo com os nós dos dedos. Ele se inclinou para trás, puxou um cigarro de maconha e brincou com ele, correndo para trás e para frente através de seus dedos ossudos. —Eu tenho que perguntar, por quê? —Você está se referindo a Selena?— Ele balançou a cabeça lentamente. Pisquei, lembrando-me. Eu estava de volta à festa de final de ano na Universidade de Boston com Lexi. —É um amor/ódio com cerveja.— Clark ergueu a Heineken e olhou através do vidro verde. —Eu amo a cerveja, mas por outro lado, ela me faz ter que mijar a cada sete minutos. E isso não é pouco. Você está garantido um minuto por cerveja. Assim quantas vezes por três? —Ele fechou um olho e riu, porque estava muito tonto para fazer o cálculo. —Tudo o que estou dizendo é que eu gostaria de poder enfiar uma vazia na minha cueca e fazer sempre que o sentimento aparecer. —Ah, com certeza.— Lexi riu, entregando-me uma cerveja antes de subir no meu colo. Com um braço em volta de sua cintura, equilibrei minha garrafa em seu joelho. —Queixar-se sobre como você tem que ficar em uma árvore e fazer xixi. Considerando que, por outro lado... —Yeah!— Mimi estava enrolada em volta do pescoço de um cara e gritou no momento errado e fez Lexi rir. —Ter que se agachar de forma nem sempre tão sexy e esperar não fazer xixi em nossos pés. Ela inclinou a garrafa em sua direção. —Pelo menos você está trabalhando com um pouco de distância, meu amigo. Temos uma postura


vacilante para trabalhar com menos de uma polegada, e que, se nós realmente queremos fazer. Pense no fator respingo! Clark balançou a cabeça, tentando manter-se. —Seja como for, agora eu preciso fazer xixi. —Sorte!— Mimi entrou na conversa novamente, fazendo com que nós todos ríssemos. Beijei Lexi na bochecha antes de me levantar, colocando-a em seus pés. —Eu tenho que ir também. —Claro, esfregue-o.— Ela sorriu, fingindo estar chateada. —Eu poderia te dar um funil.— Ela encolheu os ombros. —Não é uma má ideia. Talvez pudéssemos patenteá-lo. 'Melhor amigo de uma mulher na floresta.' ou, 'Nós também podemos’ ou,— Use-o e deixe-o. —Você acabou?— Eu estava pronto para transbordar. —Não, eu tenho mais. Virando para trás, percorri o lugar com pente fino, à procura de um bom lugar. Eu tremi quando passei por dois caras que estavam tendo uma longa conversa enquanto mijavam. Não, obrigado. Não é um momento de partilha. Era a única vez que eu podia simplesmente desligar e deixar a minha mente vagar, sozinho, muito obrigado. Vários metros à frente na floresta vi uma clareira, cruzei rapidamente os trilhos e encontrei um ponto. Abrindo meu ziper, deixei escapar um suspiro relaxado e curti a libertação das últimas quatro cervejas da minha apertada bexiga. Virei a cabeça quando ouvi um barulho soprar distante. Dei um passo para trás rapidamente, fechando o ziper e puxando a minha camisa de volta para baixo. Ainda escondido no mato, ouvi um grito vindo da direção oposta. Meu Deus!


Uma menina pequena, talvez catorze anos, eu não podia ver bem no escuro, estava subindo pelos trilhos, soluçando em suas mãos. Bem, merda! A luz do trem logo acendeu-se. Ela não se moveu para fora dos trilhos; ela simplesmente continuou indo. Corri em direção a ela. —Hey!— Eu coloquei minhas mãos em concha na boca e forcei os pés a bater com mais força. —Saia dos trilhos!— Eu sabia que era estúpido dizer isso, mas foi tudo o que saiu. —Hey! Talvez ela não pudesse me ouvir. O trem soou um longo e arrastado apito, mas ela continuou andando direto para a luz. Quase lá, senti uma mola sacudir através de mim, pulei para a frente e abordei-a, levando-a comigo para a vala abaixo. Arqueando meu peso no ar, eu de alguma forma consegui não matá-la e só cair sobre seu ombro. Um momento depois, o trem veio em excesso de velocidade, uma vez mais tocando sua louca buzina, quase como se estivesse dizendo puta merda de volta. O coração de alguém estava, provavelmente, batendo a bordo! Os trilhos gritaram quando o metal contra metal zumbiram por nós. Assim que tomei a minha respiração, olhei para baixo e fiquei chocado ao ver quem estava abaixo de mim. —Selena?— Fiquei de joelhos e ajudei-a a sentar-se. Seu cabelo selvagem, olhos vermelhos, e respiração ofegante tinham me atordoado. —Por que você fez isso?— ela sussurrou através de um grito. Selena tinha apenas quatorze anos, e eu sabia que ela tinha acabado de lidar com um duro golpe, seus pais e seu primo bebê foram mortos recentemente. Dizia-se que era por uma gangue rival que odiava seu irmão. De acordo com Four, todos nos contaram tudo sobre isso, uma vez que estavam na mesma classe, Selena estava bem deprimida e precisava de alguma ajuda séria. —Eu quase tive você morto!


—Sim, quase.— Eu a ajudei a se levantar, não sabendo muito se o que dissesse neste momento iria chegar até ela. Então, eu mudei minha abordagem e joguei para o seu próprio bem. —E, em troca, você irá obter alguma ajuda. Ok? Eu dei-lhe um olhar. —Sim.— Ela cruzou os braços em volta de seu corpo e sacudiu. Eu sabia que todo o incidente a assustou pra caramba. Eu só esperava que isso fosse o que ela precisava para sacudi-la de volta para talvez querer viver. —OK. Minha mente empurrou de volta para encontrar Antônio estudando minha expressão. —Por quê? Eu acho que qualquer um faria o que eu fiz. — Dei de ombros. Antônio sacudiu a cabeça e olhou para o relógio em seu telefone. — Bem, ela tem uma família agora, três filhos e um marido. Não quer ter nada a ver com a turma, nunca quis. Minha irmã nunca foi como o resto de nós.— Seu rosto pareceu suavizar apenas uma fração, em seguida, rapidamente endureceu mais. —Seja qual for, é menos uma pessoa para cuidar. Um cara chamou a minha atenção quando ele tomou um assento com uma cerveja e abriu um jornal. Quando eu estava prestes a desviar o olhar, ele me deu um rápido olhar. Foi quando notei a cicatriz que corria direto na testa. Era Gordon, o informante disfarçado. —Diga-me uma coisa, Keith.— Antônio bebeu um pouco mais de sua cerveja. —Por que você e Lexi terminaram?— Eu vi sua mão parada meio que batendo sobre uma mesa. Seus ombros rígidos, e ela fez um barulho alto quando jogou um copo em sua bandeja. —Foi apenas uma aventura de colegial. Nós crescemos. Entrei para o exército e segui em frente.— Eu não estava prestes a compartilhar meus momentos íntimos com este idiota. Ele estava claramente tentando ver se ele poderia obter alguma coisa de mim. Ele sorriu enquanto acendia seu cigarro


de maconha, e as armas tatuadas no lado do seu pescoço se contrairam enquanto ele sugava a fumaça. Cada membro dos Almas Perdidas tinha a cobra enrolada em torno de seu braço esquerdo, mas eles também usavam uma bandana vermelha bem enrolada, em torno do pulso direito. Seus dedos ociosamente pegavam nela enquanto ele estava sentado ali permitindo que o cigarro fizesse seu trabalho. —Ei! Antônio!— Algum idiota entrou com um cara caído sobre o ombro. Ele jogou-o no chão como uma pilha de lenha. —Trouxe-te um presente.— Suor escorreu ao longo dos meus ombros quando vi a cabeça do cara. Ele tinha uma cicatriz profunda em linha reta através de seu pescoço. Ele parecia ter apanhado muito e estava definitivamente morto. Olhei para cima para encontrar Antônio me observando de perto antes de dirigir-se ao rapaz. —Quem fez isso?— O idiota sorriu. —Ele estava correndo porta afora, e eu passei um tubo em seu pescoço. Nunca vi isso acontecer.— Eu já tinha visto essas cores antes, e esse patch. Foi gravado na minha memória por algum tempo agora. —Esse é...?— Eu tropecei com o medo real sobre minhas palavras. —Sim.— Antonio soprou a fumaça na minha cara. Lexi apareceu ao seu lado, com o rosto pálido e segurando o seu estômago. —Ele acabou de matar um membro do Devil’s Reach? Antônio chutou o homem morto em seu rosto espancado. —Eu estou pensando que eu deveria meter a cabeça dele ai na frente como um símbolo para não foder com os Almas Perdidas. Eu ainda estava tentando controlar a minha cabeça girando. —Por que você gostaria de ter uma chance como essa? Por cutucar o diabo por trás? —Trigger não é o diabo.— Ele agarrou Lexi e bateu-a no colo. —Eu sou!— Ele beijou-a nos lábios, mas seu olhar permaneceu fixo em mim.


—Eu discordo.— Segurando seu olhar perturbador, eu continuei. —Eu vi em primeira mão a sua obra, Antonio. Espero que você saiba o que você fez. Eles são a gangue de motocicleta mais cruel lá fora. Ele empurrou Lexi longe e se inclinou para trás. —Tenho que fazer a minha marca de alguma forma. —Bem, você fez isso.— Eu terminei a minha cerveja, balançando a cabeça. —Eu posso confiar em você para manter isso entre nós e não dizer ao seu amigo o Oficial Clark? Ele olhou incisivamente para Lexi quando falou, e eu não era estúpido. —Eu não quero ter nada a ver com isso.— Eu não queria. Eu tinha a minha própria merda para lidar com eles. —Ótimo, então você não viu nada.— Antônio acenou o homem para mover o corpo para outro lugar, em seguida, acendeu um cigarro. —Quanto tempo você estará na cidade? Me inclinei para trás e passei o lábio na minha garrafa. —Poucas semanas. —Algum plano? —Na verdade não. Só preciso de uma pausa para limpar a cabeça. Ele me encarou mais um momento, então seus olhos se moviam sobre a Lexi, que estava nos observando. Uma vez que eles fizeram contato com os olhos, ela virou-se lentamente e voltou a trabalhar. —Sinta-se livre para parar e sair — de repente, ele deixou escapar, e o rosto de Lexi estalou em nossa direção. —Eu não lido com gangues, Antônio. —Não lhe pedi para se juntar a nós, apenas estou dizendo que se você estiver entediado, você tem um lugar para ir. Você ajudou minha irmã e tudo.


Eu queria dizer “inferno, porra nenhuma”, porque eu ainda estava sob as leis militares, assim como as civis. Além disso, eu não era estúpido o suficiente para ficar agradável em uma gangue como esta. No entanto, eu levei um momento e pensei que poderia usar isso para minha vantagem. Eu precisava manter um olho em Lexi. Lexi estava segurando-se muito rígida, os dedos brancos de apertar a bandeja. Eu poderia dizer que ela estava irritada, o que só fez a minha decisão de voltar aqui para “sair”, como Antonio colocou, ainda mais atraente. —Sim, talvez eu venha.— Ele sorriu e deu um tapa na mesa, e o policial disfarçado olhou. —Perfeito.— Ele se levantou. —Vamos comer um pouco de carne! —Ótimo, mas em primeiro lugar, onde é o banheiro? Ele apontou reunindo suas coisas. —No final do corredor, segunda porta à esquerda. Uma vez que as portas foram fechadas, eu puxei para fora o meu telefone.

Keith: Um dos idiotas de Antonio acaba de matar um membro do DR. Cuidado, a retaliação pode estar a caminho. Eu rapidamente apaguei a mensagem e lavei as mãos, no caso de alguém estar ouvindo. Abrindo a porta, ouvi um barulho estranho, olhei e vi Lexi me acenando de um armário de armazenamento. Ela fechou a porta atrás de mim. Estávamos em um quarto grande com pilhas altas de caixas que pareciam que tinham sido roubadas de um caminhão da Best Buy. Cruzando os braços, eu vi o fogo que uma vez eu amei, retornando nessa mulher, e eu estava satisfeito ao saber que ela ainda o tinha. —Por que você ainda está aqui?


Eu lutei contra o sorriso. —Engraçado, eu poderia lhe perguntar a mesma coisa. Sua mandíbula marcada, e eu podia vê-la deslizar em nossa velha canção e dança. Deus, eu sentia falta disso, sentia falta dela. —Você tem um desejo de morrer? Porque está garantido você ficando por aqui. Estendendo a mão, eu a passei pelo seu braço, mas ela empurrou-a de volta. —Eu fiz três turnos no Iraque e um no Afeganistão. Eu luto com cartéis todo mês.— Seu rosto ficou pálido. —Eu posso me cuidar contra Antonio Garcia. Seus olhos se fecharam e ela murmurou, —Antônio está testando você para ver... Segurei seu rosto e sua pele corada e quente contra a minha mão enquanto suas palavras se apagaram. —Eu sei que ele está.— Seu olhar agarrou ao meu. Dei um passo mais perto, então meu peito tocou o seu, e ela não se afastou. Segurá-la colocou tudo instantaneamente de volta no lugar. No momento que a toquei, me senti completo, como um quebracabeça quando montado com sua última parte. —Jesus, Lexi, eu não posso acreditar como é bom estar de pé aqui com você. Seu queixo levantou-se. —Você teve sua chance comigo, Keith, mas esse navio navegou. Eu estou com Antonio agora, e eu estou feliz. —Você está? —Meu polegar puxou seu lábio inferior para baixo, e eu senti toda a paixão que eu tinha escondido durante tantos anos vir correndo de volta. —Estou.— Ela se segurou comigo. —Eu senti sua falta— sussurrei, mas arrependi-me no momento em que as palavras saíram da minha boca. Ela saiu do meu feitiço e deu um passo para trás, o rosto endurecido.


—Maneira interessante de mostrar isso.— Ela virou-se e bateu a porta na minha cara. Eu fui longe demais, rápido demais, mas... Ela não me disse para parar.

Capítulo Oito Lexi Minhas mãos tremiam enquanto eu limpava

a mesa. Os copos

bateram e sacudiram quando fiz meu caminho de volta para o bar. Os sócios do clube começaram a derramar quando a festa pegou e comeram todo o churrasco. Elliot não esteve por perto todo o dia, e eu estava preocupada com ele.


Depois do que aconteceu entre ele e Antonio, eu estava realmente preocupada que ele poderia tentar fazer algo estúpido. Pobre Elliot, não sabia que a garota que ele tinha batido era prima de Antônio, e ele não tinha sido capaz de defender-se contra o espancamento. Ele estava, obviamente, certificando-se de manter sua cabeça para baixo por um tempo. Eu estava completamente abalada por Keith estar aqui. Embora tenham passado apenas dois dias desde que eu o vi pela última vez, a coisa toda estava fodendo com a minha cabeça. Um sopro do passado de quem só passou a ser o único que eu sempre amei. Eu pensei que tinha ódio o suficiente dentro de mim para empurrar de lado os sentimentos indesejados por ele, mas provou-se ser difícil, especialmente quando ele me tocou. —Ei, você.— Will segurou meus quadris e esfregou sua ereção contra a minha bunda quando ele passou. É claro que Antônio estava olhando em outra direção. Eu odiava trabalhar no bar por este motivo. Normalmente, eu teria só que fazer a contabilidade, mas desde que Elliot tinha causado alguns problemas, Antonio estava observando nós dois mais de perto. —Lexi! Cervejas, agora!— Antônio ordenou do outro lado da sala. Ele podia agir como um idiota às vezes. Eu equilibrei seis cervejas em uma pequena bandeja e segui para lá. Eu odiava os homens com quem Antônio estava sentado. Eles eram de algum interior do país e me deixavam muito desconfortável. Eles amavam colocar suas mãos em mim sempre que Antônio desviava o olhar. Eu sabia que isso viria um pouco com o território quando você anda com um grupo como este, mas até este ponto Antônio estava me mantendo para si mesmo. Geralmente, os homens pegavam o que queriam, quando queriam. Algumas meninas foram compartilhadas e passadas ao redor. Eu tinha tido muita sorte até agora. Eu odiava isso, principalmente porque eu nunca quis estar com Antônio em primeiro lugar. Eu meio que gostei quando estive com Juan. Ele me tratou muito bem, e nos divertimos. Mas Antônio mudou tudo isso. As coisas aconteceram, e ele não se importava com quem tomava a queda.


Inclinei-me e agarrei a primeira garrafa. Minha bandeja mexeu e estava prestes a cair quando alguém agarrou. —Obrig...— Meu coração disparou até à minha garganta enquanto Elliot olhou para mim. Eu sabia que ele queria falar. —Entendeu? —Sim— eu sussurrei e terminei de entregar as bebidas. De volta ao bar, eu fingi deixar cair o abridor de garrafa e vi Elliot acenar para mim para acompanhá-lo até seu quarto, mas eu senti Antônio me olhando, então eu olhei para baixo e balancei a cabeça para que ele soubesse que agora não era uma boa hora. Mais tarde naquela noite, enquanto os caras se tornavam mais bêbados, eu decidi fazer uma limpeza. Pegando algumas caixas vazias, eu saí para jogar nas latas de lixo. A temperatura caiu, e com os braços nus, eu estava rapidamente sentindo o frio. Ouvi passos e suspirei interiormente. —Não é realmente uma idéia inteligente...— Um braço atingiu em torno de minha cintura e mergulhou para baixo, agarrando minha virilha. — Pare com isso!— Eu tentei dar uma cotovelada em quem quer que fosse, mas só bateu em frente na caixa de lixo. Ouch! —Ei, sexy.— A respiração de Antônio cheirava a álcool e fumaça velha. Eu o desprezava quando ele bebia, ele sempre era tão mau. —Você me dizendo não?— Com um movimento rápido da minha cabeça, dei-lhe o meu sorriso normal. —Claro que não.— Eu escolhi minhas palavras com cuidado. —Você só me assustou, isso é tudo. Ele agarrou meus pulsos e segurou-os para baixo quando ele se moveu para beijar meu pescoço. Minha pele se arrepiou e pediu para ser removida de meus ossos. A maneira como ele me beijou fez o meu estômago embrulhar. Era mais uma mordida do que um arranhão sensual sobre a pele. Eu mantive meus olhos no céu e esperei ele acabar.


—Antônio!— alguém gritou, fazendo seu manuseio em minhas calças travar. —Cara! Há uma briga de bar!— Ele xingou, antes de me deixar em pé com as pernas trêmulas. Nem “Volto já”, nada. Oh, certo, eu era apenas um buraco com pernas de qualquer maneira. Por que eu deveria merecer uma explicação? Ouvi um barulho estranho e girei em direção ao beco. Algo escuro chamou minha atenção. —Olá?— Às vezes, Elliot esperava por mim nas sombras para que pudéssemos conversar sozinhos. Por suposto nós jamais deveríamos estar sozinhos. —Elliot?— Dei um passo para a escuridão e deixei-a me engolir toda. Uma enorme mão enrolou no meu pulso e me puxou para o lado. Tropeçando, eu estendi a mão para o alambrado para me estabilizar. Com um toque, eu fui virada e pressionada com as minhas costas contra o aço frio. Um conjunto de olhos escuros elevou-se acima de mim, e um corpo maciço bloqueou minha visão da saída. Ele estava tão perto que eu podia sentir seu corpo limpo. Seu calor era muito reconfortante, e a maneira como ele olhou para mim fez cada único nervo no meu corpo subir a atenção. Pare. —Diga-me que você o ama, e eu vou embora, e você nunca vai me ver de novo.— Sua voz era baixa e rouca, o que só fez meu coração bater mais alto. —Eu amo ele. —Besteira.— Ele andou um pouco mais perto, e aí nos tocamos. Eu não podia negar a atração que ele tinha sobre mim. Era diferente de qualquer outro sentimento que eu já tinha experimentado. Então eu levantei a minha mão para sinalizar para ele se afastar. Tentei conter a raiva que correu através de mim e construi minhas paredes rapidamente.


—Estivemos juntos só por seis meses, Keith.— Dei de ombros, irritada, ele imediatamente viu a minha mentira. Então, eu tentei um ângulo diferente. —Você não pode se apaixonar tão rápido. —Besteira— ele retrucou enquanto seu peito empurrou com mais força para o meu. —Eu me apaixonei por você no momento em que vi sua bunda teimosa. —Que bem que fez. Seu rosto caiu, mas eu não me importava. Droga! —Olha.— Eu tentei manter a calma. —Você foi meu primeiro amor, primeiro em tudo. Sonhos morrem, Keith. Eu sei que os meus morreram quando você foi embora. Muita coisa aconteceu desde então, demais para voltar. —Isso é uma desculpa. Ok, isso era mais do que um pouco irritante. Ele está tentando me irritar? —Não, você é uma desculpa, por não me dizer que estaria fora por um ano inteiro! Ele se aproximou. Eu não tinha espaço para voltar atrás, então eu inclinei todo o meu peso na cerca. Uma de suas mãos correu ao longo do meu quadril e ali descansou, enquanto a outra alcançou minha cabeça e entrelaçou-se através das grades da cerca. Sua cabeça abaixou ao procurar meus olhos por alguma coisa. —Bom saber que após todos estes anos eu ainda posso te chatear. —Foda-se. Sua boca inclinou para cima em um lado. —Senti falta do seu lado resolvido.


Revirei os olhos. Ele começou o fogo dentro de mim, mas eu não tinha tempo para isso. Eu tinha problemas muito maiores para lidar agora, do que me preocupar com o meu antigo amor que voltou para a cidade. —Antônio estará procurando por mim.— Isso era uma desculpa esfarrapada. Antônio iria querer apenas algum oral, e se eu não estivesse lá, alguém iria intervir. —Eu vi o jeito que você olhou quando ele estava beijando seu pescoço.— Ele se inclinou e seus lábios pairavam acima da minha clavícula. Seu hálito quente fez meus olhos lacrimejarem. Tudo era muito. —Você teria tocado nele se ele tivesse soltado seus pulsos? As palavras falharam, então, dei um pequeno aceno de cabeça. Minha mente estava nublada, e eu não conseguia pensar direito. Eu odiava que ele fazia isso para mim. Eram apenas sentimentos antigos filtrados. Era tudo falso, e nada disto era baseado em algo real. —Então por que você está me tocando?— Ele se inclinou para trás e olhou para o meu domínio sobre os seus antebraços. Eu imediatamente deixei minhas mãos cairem como se tivessem sido queimadas e empurreio-o para o lado. —Nós tívemos uma história, Keith, mas não confunda com qualquer outra coisa. Esta é a minha vida agora, e eu sugiro que você vá embora. Você deve perceber que eu não sou a garota que você conheceu. —Você está ficando para encontrar a prova que eles mataram seus pais? Meu sangue gelou. Como é que ele...? Eu não sabia se eu queria rir com alívio que eu tinha alguém para dividir isso, ou chorar com a dor me enchendo. Fui com o velho fiel. Raiva. —Eu estou ficando porque esta é a minha casa, e eu sugiro que você vá embora, no que nós dois sabemos que você é bom, e volte para onde quer que seja o inferno de onde veio.


Ele agarrou meu braço e me puxou de volta para ele. Seus lábios estavam tão perto dos meus. Seus olhos escuros brilharam quando ele rapidamente os passou em minha boca. —Apenas me dê uma chance, Lex. —Como você me deu? Nós podemos fazer isso durante toda a noite, mas o ponto principal é que você me quebrou. Eu queria tanto me render. Ele era como um vício me chupando de volta para um porto seguro. Um paraíso seguro que uma vez rasgou fora um pedaço de mim. Eu não era mais aquela pessoa! —Eu não sou o que você precisa, Keith. Óleo e água não se misturam. —Lexi!— Antônio gritou da soleira da porta, fazendo-me saltar. Keith me soltou e deu um passo atrás. —Onde diabos você foi?— Eu fiquei aliviada por ainda estar escondida de sua vista. Notei uma menina envolver os braços em torno dele, puxandoo de volta para o clube. Olhei por cima do meu ombro e Keith tinha desaparecido. Bom, deixe-me. Voltando para dentro, fui à procura de Antônio, apenas para descobrir que eu estava trancada para fora de nosso quarto. Os gritos da menina tinham que ser falsos. Ele não conseguia ter uma ereção, e suas habilidades orais eram menos do que boas. A maioria das mulheres fingia um orgasmo, inclusive eu, porque não era sobre o sexo, era sobre com quem você estava nua. Se você for mal com as habilidades orais dele e for uma gritadora, você ia ficar por algum tempo. Em vez disso, eu fui para o quarto de Elliot, mas estava trancado também. Droga, eu realmente poderia usar o meu irmão no momento. Eu finalmente resolvi ir para o armário de armazenamento. Pelo menos tinha uma trava nele. Removendo alguns panos de limpeza do bar, eu empilheio-os, fiz um travesseiro para mim e fechei os olhos. Não que eu tivesse muito sono de


qualquer maneira, mas Keith estar aqui estava realmente me tirando do meu jogo. Se eu não tivesse cuidado, ele ia estragar tudo. Na manhã seguinte, o lugar estava morto. Ninguém nunca levantavase antes de uma da tarde após esses tipos de festas. Limpei, removendo um monte de roupas sujas de um banco e um sutiã de debaixo da mesa. Estremeci com o pensamento de quanto sêmen provavelmente estava sobre estas superfícies. Esses caras eram desagradáveis em todos os sentidos da palavra. Por volta das dez eu estava entediada, assim como todas as minhas tarefas estavam concluídas. Hmm, talvez eu pudesse usar isso para minha vantagem. Peguei minhas chaves, caminhei

para o meu carro, e dirigi-me ao mercado da

esquina. —Vermelho ou amarelo hoje?— Connie perguntou acima da música que vinha de sua TV. Ela gostava de assistir reprises antigas de Lie to Me. Eu encontrei-me saindo para assistir com ela algumas vezes só para me sentir normal novamente. —Vermelho, por favor. Ela me entregou doze rosas de cabo longo. —Obrigada. Até a próxima semana. —Você sabe, se acabar presa em uma cor eu poderia sempre certificarme de tê-las no estoque. Eu sorri, encolhendo os ombros e entreguei-lhe o dinheiro. —Eu poderia, mas eu nunca sei quando vou precisar das rosas amarelas. Suas sobrancelhas ficaram juntas, confusas com o meu comentário. Isso não era muito longe da verdade, mas eu aprendi da maneira mais difícil não compartilhar nada com ninguém. —Obrigada, Connie.— Eu levantei as flores ao sair pela porta.


Estacionei alguns metros de distância, caminhando através das lápides e parei na frente da de meus pais. Minhas flores da semana passada tinham sido removidas por Elliot. Eu cuidadosamente coloquei seis para papai e seis para mamãe. —Ei, pessoal,— sussurrei, olhando ao redor. Falar com eles me fazia suportar essas visitas. —Eu não diria que estou mais perto de identificar exatamente quem fez isso com vocês, mas eu tenho algo para lhes dizer. Gordon, um dos membros, me pegou ouvindo fora do escritório de Antônio e nunca relatou isso. Eu estava tão assustada, mas ele nunca disse, ou eu teria sabido. Isso foi muito inesperado, e eu não sei por que, mas ele parece um pouco melhor do que o resto. Limpei as lágrimas que começaram a transbordar. —Eu ouvi que Antônio está armazenando o corpo de um cara que matou do Devil’s Reach, mas eu vou estar mantendo isso em silêncio por um tempo. Poderia ser informação realmente útil. Eu balancei minha cabeça como se pudesse ouvir a sua desaprovação. —Eu sei o que está pairando sobre as nossas cabeças. Eu não vou perder meu caminho.— Toquei a lápide da mamãe. —Eu só preciso de um pouco mais de tempo. Com as mãos trêmulas, eu peguei um cigarro de maconha e acendi a ponta. —Oh, Keith apareceu.— Soprei a fumaça para longe de nós. —Louco, certo?— Eu sorri ao ouvir a voz do meu pai na minha cabeça. —Deixe-o entrar. —Eu não posso, pai. É tão difícil. Ele me machucou de maneiras que não posso reparar.— Lágrimas doiam desfigurando minha visão, me forçando a ver seu rosto. —Eu gostaria que ele simplesmente voltasse para onde quer que estivesse.


Abaixando no chão e encostando na pedra fria, fechei os olhos, desejando contra todas as regras da vida que meus pais pudessem de alguma forma voltar para casa.

*** Keith Three tinha seu braço ligado ao meu enquanto passeávamos através do Boston Common. Ela estava me mostrando onde sua cerimônia de casamento ao ar livre seria. —Então... — Ela abriu os braços e me mostrou o pano de fundo. — Donny e eu vamos ficar aqui, e os pais e os convidados vão ficar ali. Seus olhos excitados olharam para mim, buscando a minha aprovação como sempre. Three me tinha como seu segundo pai. Talvez fosse porque eu era onze anos mais velho. Ela e Donny estavam juntos desde o décimo grau, e ninguém tinha que me dizer o quanto isso significava, amar uma pessoa tão forte por tanto tempo. —Parece perfeito.— Puxei-a no meu lado e beijei sua cabeça. Fomos para a ponte que parecia ter saído do filme Mary Poppins. Ao chegarmos no meio, ela parou e inclinou-se sobre a cerca, olhando para onde sua cerimônia seria realizada. —Nossas principais fotos serão aqui.— Ela sorriu e tirou o cabelo da frente dos olhos. —Olhe para essas cores. Você vê cores como estas onde você mora? Eu sorri para ela. Minha família nunca perguntou sobre a localização da casa segura. Eu sabia que eles tinham entendido, mas eu também sabia que era difícil para eles. Three estava tentando obter alguma pequena compreensão da maneira que eu vivia. Eu sabia que a família toda sentia falta por eu não estar em torno deles muito mais.


—Vejo. Ela assentiu com a cabeça e soltou um enorme suspiro. —Eu gostaria que você viesse para casa mais vezes. —Eu vou trabalhar nisso. Colocando suas mãos rosadas em seus bolsos, se virou para mim. — Olha.— Sua cabeça caiu. —Eu sei que eu não sou como Two. Nós não falamos sobre coisas como esta, mas... —Diga.— Eu incentivei-a a se abrir comigo. —Eu sei que todo mundo está preocupado com Lexi, e eu quero dizer uma coisa. Ela fez sinal para eu sentar em um banco. —Eu estava visitando o túmulo do Vovô alguns meses atrás. Vovó gosta que eu leve as tulipas para ele desde que o carro agora machuca suas costas. As mãos dela se contraíram em sua jaqueta. —De qualquer forma, quando eu estava saindo, vi Lexi em frente às sepulturas de seus pais com flores. Eu me senti tão mal por ela. Você sabe, isso é tão difícil de ver.— Seus olhos preocupados olharam para mim. —Eu observei ela, não querendo interromper algo tão pessoal. Ela colocou flores em cada cova e parecia ter um momento com eles. Então ela olhou em direção à estrada, e havia um carro lá. Eu estava indo para lá, para ver como ela estava, mas ela começou a caminhar rapidamente na direção do carro. —Ok — eu disse para deixá-la saber que eu estava acompanhando. — Eu a segui até que vi um homem sair do carro. Ela estava indo direto para ele. Quando eles começaram a falar, ele segurou seu braço. —Quem era ele? Ela deu de ombros, mas parecia preocupada. —Um homem com um longo casaco de lã. Eu nunca o vi antes, o que normalmente não teria me preocupado, mas quando ele olhou para mim, ele me lançou um olhar


realmente desagradável que me paralisou. Lexi puxou o braço que ele segurava, e foi isso que me assustou. Ela não estava confortável com ele, mas ela entrou em seu carro, e eles ficaram lá por um tempo. Eu não fiquei por ali por muito tempo. Recuei, e eu não conseguia ver nada de qualquer maneira uma vez que as janelas eram pretas com filme. Ela esfregou o lado de sua cabeça quando ela olhou para mim. —Ela nunca me viu, mas o cara me deu uma sensação muito ruim, e seja qual for o sentimento, ele não me deixou. Estou muito preocupada com ela, Keith. —Eu sei— admitiu. —Eu também. —Você vai mexer uns pauzinhos loucos do Exército e ver se pode descobrir quem ele era? —Será que você pegou a marca e o modelo do carro? Ou a placa de licença? —Não.— Ela balançou a cabeça. —Tudo o que eu sei é que ele dirigia um carro de quatro portas preto, vestido como um vendedor de carros usados desprezível, e tinha um brinco. Ela fez uma cara de nojo. —Você sabe como me sinto sobre os homens e jóias. Eu ri. —Sei. —Eu acho que não fui feita para ser um espião. —Isso é realmente muito bom, Three. Vou ver o que posso descobrir. Concordando, ela se inclinou para trás com um longo suspiro. —Você ainda a ama, não é? —Sim.— Eu dei-lhe um aperto. —Eu realmente a amo. —Você acha que há ainda algum sentimento nela?


Eu mantive o meu olhar para frente, lembrando como ela não disse não sobre eu tocá-la, e eu fui com meu instinto. —Acho.— Seria preciso muito para provar a ela que os sentimentos ainda estavam lá. Three fez um barulho engraçado, e eu percebi que ela estava feliz. — Isso seria o melhor presente de casamento, você sabe.— Eu envolvi meu braço em volta dos seus ombros e afastei as dificuldades de descobrir como Lexi e eu poderíamos estar juntos com o Exército nos mantendo afastados. Eu tinha um monte para pensar e muito a considerar. Pelo resto do dia, Three e eu refletimos sobre idéias em torno de seu casamento, velhos amigos e família. Eu esqueci o quanto eu precisava das minhas irmãs em minha vida. Fizeram-me sentir quase inteiro novamente. Mais tarde naquela noite eu pretendia provar às minhas irmãs exatamente o quanto eles me faziam falta.

*** —Mentira! One gritou para mim do outro lado da mesa, com as mãos no ar. — Não há nenhuma maneira maldita de você ter três pares! Mexi minhas sobrancelhas para minha irmã. Ela odiava que eu era um grande cara de pau. Todos os domingos, tínhamos a noite do jogo. Começávamos com o jogo de tabuleiro Sequência, em seguida, passávamos para Mentira. Papai era o campeão em Sequência, depois eu, e em seguida, a mamãe. As meninas odiavam isso porque você tinha que ter uma estratégia para vencer. Mentira era tudo sobre mentir sobre as cartas que você tinha. —Mostre-me— ela ordenou. Como sempre, eu provei que estava certo ao descer meus três pares.


—Eu não sei por que você o questiona, querida. Ele não mente.— Meu pai me deu uma piscada. —Só quando eu preciso.— Eu senti a necessidade de acrescentar isso. Ela bufou, recostando-se em seu assento. —Deve ser difícil sentar-se lá com uma aura fincada em seu... Um chiado nos fez parar quando Vovó rolou pela sala fazendo o olhar de bem feito como sempre. —Mãe!— Minha mãe gritou com uma voz exagerada para Vovó. —Olha quem está jogando com a gente hoje à noite!— Cada palavra era lenta e alta. Me esforcei

para não sorrir para Vovó. Eu jurava que ela parecia poder

desistir de seu ângulo a qualquer momento. Ela fez uma cara tão exasperada. —Eu aposto que você poderia tomar uma bebida.— Eu me permiti sorrir. Seus olhos se iluminaram quando ela me pediu para beber com ela. —Eu aposto que estou certo. —Ele diz que aposta estar certo!— Mamãe repetiu em voz alta depois de mim, o que só me fez morder mais duro a minha língua. —Sim, eu poderia, querida. Obrigada.— Ela olhou para a garrafa de uísque no bar. Eu levantei, servi uma dose e entreguei a ela. —É tão bom ter você de volta.— Ela repetiu o comentário habitual, o que significou muito mais do que apenas a bebida. Eu era o favorito de Vovó. —Vamos, irmão mais velho. Deixe de afogar-se... Meu telefone tocou e parou o comentário de One. Eu sorri até ler o identificador de chamadas. Com um dedo no ar, eu fui para longe da minha família. —O que está acontecendo, Antônio? —Você deve vir no clube hoje à noite. Nós vamos nos divertir um pouco. Isso não pode ser bom.


Peguei minhas chaves e fui para aquela direção.

*** Meu polegar passou

sobre a borda da cerveja enquanto eu estava

sentado no bar em frente a Will, a quem eu queria machucar tantas vezes, o sentimento apenas veio naturalmente agora. —Então...— Antônio veio para o meu lado, obviamente, chapado com alguma coisa. —Depois de pesquisar um pouco, não vejo por que você não pode se juntar a mim esta noite. Leis militares e merda, então eu tenho uma ideia diferente para você. Eu tomei um longo gole da minha cerveja, e esperei pelo seu plano genial. —Eu tenho meus caras principais, mas há alguns nos quais não confio totalmente, e quero que você mantenha um olho neles para mim.— Ele acenou para onde Elliot que estava empilhando caixas desajeitadamente com seu gesso. Ele me queria para

fazer o que? Ser babá? Você só pode estar

brincando! —O que Elliot fez, afinal?— Senti que tinha o direito de saber, se eu fosse observá-lo. Antônio me estudou, em seguida, fez sinal para Will dar-lhe uma cerveja. —Ele não é fiel. Isso despertou meu interesse. —Como assim? Ele sorriu ao redor da garrafa. —Isso é algo que você deve perguntar a ele. Certifique-se de deixar cair o nome de sua irmã na conversa. Ele pulou para fora do banco e estava saindo, mas virou-se lentamente, como se tivesse esquecido de me dizer algo.


—Se ele correr, mate-o. Na verdade, seu tempo já quase acabou de qualquer maneira.— Ele colocou uma arma em cima do bar. —Por via das dúvidas. Merda. Eu deixei a arma lá entre nós, não disposto a colocar minha mão em uma de suas armas. —Eu não preciso disso, Antônio, e eu não vou matar por você, mas vou manter um olho sobre o lugar se você quiser. Antônio olhou para mim, depois deu de ombros e saiu com alguns de seus caras, deixando a arma ali. Eu ainda não tinha visto Lexi, mas não queria que parecesse que estava curioso, e assim eu me sentei no canto do clube e pedi a Deus que o Devil’s Reach não decidissem atacar esta noite. Algumas vezes Gordon entrou na sala. Na terceira passagem, ele veio e me deu algum jantar. Eu não estava com fome, e a comida parecia uma merda, mas logo percebi que ele não estava esperando que eu comesse. Ele só precisava de um motivo para vir. —Eu estou aqui para observar você.— Sua voz era profunda quando ele me entregou um garfo. Esta foi a primeira vez que eu realmente o estudei. Ele era construído, e eu pude ver que ele passou algum tempo no sol pelas marcas de bronzeado que apareciam debaixo do bandana vermelha. Seus olhos azuis tinham pequenas rugas de expressão, e seu cabelo era prata. Meu palpite seria que ele estava, provavelmente, com cinquenta anos. Ele fazia o papel de um Alma Perdida, mas em seu sorriso torto eu podia ver que ele tinha uma alma gentil. —Antônio precisa saber se você está aqui por ele ou pela menina. —Ok, obrigado por isso.— Eu balancei a cabeça e empurrei a comida em torno do prato. Não conhecia Gordon, então eu não estava prestes a derramar meus sentimentos para ele. —O que está acontecendo hoje à noite?


—É noite de captação. Ele retornará com trezentos mil em vendas de narcóticos. Isso é quando a festa começará.— Ele fez uma cara me levando a acreditar no envolvimento de Lexi. —É foda. —Sim.— Ele olhou por cima do ombro. —Atenção, eles estão planejando atacar o clube Devil’s Reach em breve. Foda. Minha pele aquecia com esse pensamento. Suicídio. Gordon bateu no nariz antes de desaparecer nos fundos. Agradeci pela sua advertência. Chutando os pés para cima, eu tinha feito um show para a conversa com Gordon parecer normal. Eu observei Will cuidando do bar, o porteiro verificando as armas nas pessoas que entravam e saíam, e Elliot mantendo a cabeça baixa enquanto terminava seu trabalho. Por volta das onze, a música foi ligada e So hard done por Tragically Hip’s explodiu enquanto as luzes apagaram e as pessoas chegavam aos montes. A cerveja não estava adiantando, então eu mudei para rum e CocaCola. Assim que eu estava prestes a terminar o meu último gole, peguei a tentativa óbvia de Elliot em manter contato com os olhos através da sala. Ele acenou com a cabeça para o corredor, e depois desapareceu. Curioso, fiquei em pé e me empurrei através de uma parede de corpos e fumo pesado. Dei uma olhada em direção ao canto e vi duas sombras. —Pare.— O sussurro áspero levou-me a empurrar a porta da sala de estoque. Lá estava Will com as mãos em Lexi. Ela estava dizendo para ele parar, mas não estava fazendo qualquer tentativa real de afastá-lo. Estranho. —Will, por favor, não.— Sem pensar, eu o agarrei pelo colarinho e o arrastei para trás. Ele tropeçou para recuperar o apoio, mas caiu no chão. Lexi tinha uma expressão preocupada que não combinava com a situação.


—Você está bem? Ela passou a mão trêmula sobre seu ombro. —Eu estou bem. —Que porra é o seu problema, cara?— Will levantou-se e inclinou a cabeça para olhar para mim. O homem tinha cerca de 1,70, mas era encorpado. —Nós compartilhamos nesta casa. Ninguém é exclusiva. Não é mesmo, querida? —Você sabe que Antonio não me compartilha— ela sussurrou, fechando os olhos enquanto suas bochechas aprofundavam em um rosa quente. Fiquei aliviado ao ouvir isso, mas foi rapidamente substituído pela raiva pura, crua em direção a merda na minha frente. —Ela gosta áspero, Keith... —Eu não me importo se ela gosta de ser dobrada ao meio— eu o cortei, sentindo-me territorial. —Se eu ouvir você tocá-la, eu vou matar você. —Keith— Lexi sussurrou. —Ele não me machucou. —Porra, está certo, eu não fiz, cadela! Com uma torção do meu braço, eu o tinha preso e dobrado para trás. Tudo desapareceu em torno de mim, som, cor, tudo tinha ido. As unhas de Will cavaram enquanto tentava liberar a minha pegada. Seus olhos se arregalaram. —Você toca nela ou fala com ela assim de novo, e eu vou rasgar suas bolas fora e empurrá-las em sua boca pequena, porra.— Eu diminuí meu tom. —Você está me ouvindo? Sua língua corria ao longo de seus dentes, mas ele balançou a cabeça. Dei um passo para trás e deixei meu ambiente inundando-me novamente. Lexi tinha uma mão sobre a boca, e Will estava arrumando sua camisa tossindo.


—Parece que a menina do chefe tem um guarda-costas. Homem estúpido. —Pena que ele não vai ficar.— Ele inconscientemente tocou sua virilha enquanto se afastava. —Vejo você mais tarde, Lexi. Lentamente virei-me para encará-lo e ele andou um pouco mais rápido. Lexi se afundou em uma caixa e deixou seu cabelo cair ao redor. Seus ombros cairam, parecendo exausta. Cuidadosamente, eu me abaixei e descansei meu peso em meus calcanhares. Eu ainda não podia acreditar que poderia alcançar e tocar a uma mulher que roubou meu coração há muito tempo. Minha mão pairou sobre seu joelho. Eu não queria forçar, mas realmente queria senti-la. Havia algo tão certo quando estávamos juntos. Sua cabeça levantou quando sentiu-me tocá-la. Seus belos olhos estavam sombreados de lágrimas. —Vá embora, Keith. Você não deveria estar aqui. —Se eu não estivesse, você estaria sob Will agora. Seu pescoço flexionou, e eu vi seus muros crescerem. Clássico de Lexi. Ela sempre canalizou suas emoções em raiva. Felizmente, essa era uma das muitas coisas que eu amava nesta mulher. —Hey.— Minha mão correu até sua coxa. Eu não estava realmente tentando ser sexual; eu só queria ver se meu toque ainda a perturbava como ela fazia comigo. —Eu não sei o que está acontecendo aqui, mas este não é o lugar certo para você. Você não merece isso, Lexi. Você não é boneca inflável de alguém ou de uma noite só. Você é uma mulher bonita que merece ser amada da maneira certa. Ela ficou de pé, deu a volta, e eu me endireitei.


—Você não pode vir aqui depois de tantos anos e tentar me dizer como eu deveria estar vivendo minha vida. Muita coisa aconteceu desde que você me deixou pela segunda vez há quatro anos. —Você quer brigar, não é? Ela quer. —O que eu quero é que você saia!— Ela segurou o meu olhar quando as palavras saíram. Mentirosa. Eu cruzei os braços. —Tudo bem, vamos botar isso para fora. Ela balançou a cabeça e deixou escapar um longo e instável suspiro. —Não aqui. Antônio não sabe o quão profundo a nossa história corre. —Dane-se ele. Além disso, ele não está mesmo aqui.— Eu me aproximei e peguei a mão dela na minha. —Ninguém pode tocar na nossa história. Ela é nossa. O que nós escolhemos fazer com nosso futuro é o que pode ser afetado. Seu rosto se abriu em um sorriso sarcástico... Eu atingi um nervo. —Futuro?— Seu queixo inclinou para cima. —Que futuro? —Você não tem que estar aqui. Sua risada tinha uma borda dura para isso. —Isso é bonito, Keith. Ela tentou sair, mas eu agarrei o braço dela e me inclinei para que ela pudesse ver diretamente nos meus olhos. —Me atire qualquer merda que você tem, e eu vou continuar voltando para mais porque isso é o que as pessoas fazem quando amam alguém. Ela piscou algumas vezes antes de eu sentir seu braço relaxar no meu aperto.


—Você não me ama, Keith. Você ama a Lexi de dez anos atrás. Há uma enorme diferença. Não me importando, eu a puxei para mais perto, o meu corpo flutuava quase completamente em torno dela. Seu olhar caiu para a minha boca. Estávamos tão perto... —Você não pode chegar em minha vida como se você me possuísse — ela sussurou. —As coisas são diferentes agora. Eu estou com Antônio. Eu não pude conter minha frustração quando soltei uma risada profunda. —Certo, porque é isso que você precisa em sua vida. Alguém para fazer a ronda em você e seu irmão. —Você não entenderia.— Ela tentou se mover, mas eu a segurei no lugar por seus quadris. —Tente.— Eu a apoiei na parede. Ela mexeu e resistiu, mas ela não podia sair de meu aperto. —Você vai estragar tudo. —O que significa isso? —Isso significa que você não deveria estar aqui. Há mais nesta história fodida do que você sabe!— Sua cabeça caiu. Ela realmente parecia cansada. Tudo dentro de mim amorteceu quando relaxei, meu corpo moldado ao dela. Descansei minha testa no topo de sua cabeça, mas antes que eu ficasse muito confortável, ela me empurrou. —Tanta coisa aconteceu desde que você saiu pela primeira vez.— Ela fungou, virando as costas para mim. —Você era a outra metade da minha alma, Keith, e você me deixou, e então quando eu mais precisava de você...— Ela afastou uma lágrima. —Eu estava correndo no vazio até que Juan entrou na minha vida e me mostrou que eu ainda era digna de ser amada, talvez de uma maneira diferente, mas ainda amada. Eu odiei esse comentário.


—Eu nunca quis te machucar, Lex.— Ela se virou para olhar para mim, com os olhos crus com dor. —Muita coisa está acontecendo para pegarmos de onde paramos, Keith. Não é apenas sobre mim mais. Basta voltar para seu lugar e me deixar sozinha. A forma como a boca se moveu cativou minha atenção. Eu a empurrei contra a parede e levantei seu queixo. Antes que ela pudesse protestar, pressionei meus lábios nos dela e senti como se eu tivesse dezessete anos novamente. Meu polegar correu ao longo de sua mandíbula e puxei sua boca aberta para que minha língua pudesse se mover. Ela me deixou e eu cheguei mais perto para que ela pudesse sentir o quão excitado eu estava. De repente, suas mãos se moveram para o meu cabelo e puxou rudemente nas raízes. Eu mal pude me conter. Isso começou a infiltrar-se na medida em que o beijo dela esquentava. Fez-me lembrar de alguma coisa, mas eu não pude identificar. Movi minha mão sob sua camisa, até seu peito roliço. Eu o toquei e torci do jeito que ela amava. Ela gemeu e aprofundou o beijo. Nós éramos selvagens um para o outro, agarrando e puxando tudo o que podia chegar em nossas mãos. Movendo minha mão de sua camisa, eu corri para baixo na sua coxa, e depois em sua saia de couro onde eu a encontrei escorregadia. —Keith— ela murmurou em meus lábios, balançando para encontrar algum tipo de atrito. Foda-se. Meus dedos mergulharam profundamente dentro de suas paredes macias. Seus olhos rolaram para trás e fecharam quando sua cabeça bateu contra a parede com alívio. Sua respiração pegou, seu peito subia e descia, reorientando a minha atenção em seus seios sensuais. Mergulhei para baixo e corri minha língua entre eles, sugando para marcar sua pele. —Lex!— Will gritou do corredor. —Onde diabos você está?


Ela ficou tensa, e eu podia ver ela de volta à realidade. Ela lutou contra o desejo dela, e eu podia vê-la se contendo. —Pare!— Ela esfregou seus lábios vermelhos loucamente. —Não foda com a minha cabeça. Você já fez o suficiente nesta vida! —Eu não estou tentando confundi-la. Estou tentando lembrá-la de como poderia ser. —Eu não quero você!— Ela quase gritou através de um sussurro, me empurrando para longe para que pudesse arrumar suas roupas. —Lexi!— Will estava do outro lado da porta... Se ele soubesse que ainda estávamos lá. —Onde é que está aquela pequena boceta? A maçaneta da porta começou a tremer, e Lexi me empurrou para atrás de algumas caixas. —Keith, não diga uma porra de palavra. Ela torceu a saia no lugar antes que de abrir a porta. —Onde cacete você estava?— Will gritou para ela. —Trancada dentro daquela sala. Obrigado pelo carinho, imbecil. —Mova sua bunda para frente. Muitos clientes para eu segurar. —O que, você não pode lidar com alguns pedidos?— ela jogou para trás, deixando-me girando.


Capítulo Nove Uma vez que eu sabia que eles tinham ido embora, corri para o corredor e agi como se estivesse verificando os quartos. Elliot olhou para mim, enquanto jogava um pouco de água de gelo suja fora pela porta traseira. —Ela está bem? Eu balancei a cabeça, mas continuei me movendo, voltando para o bar, onde eu fiquei cara a cara com um sensacionalista Antônio e seus homens. —Como foi?— Lexi perguntou quando pegou um copo vazio. Suas bochechas ainda tinham um pouco de rosa nelas. Ela evitou todo contato visual comigo e agiu como se eu não estivesse lá em tudo.


Antonio agarrou seus quadris e apoiou-a para ele. Ela inclinou-se contra ele, movendo os quadris provocativa. —Vai ficar nua e espere por mim na posição. Ela se inclinou para trás e deu-lhe um beijo. Eu não podia mentir que me incomodou. —Na verdade, eu não terminei de ajudar Will. Eu estava trancada... —Eu te pedi?— Sua mão aproximou e agarrou-lhe o queixo para que ela pudesse olhar para ele. —Eu não gosto de repetir, Lexi.— Levou tudo em meu corpo para não agarrá-lo e quebrar seu pescoço em dois. Minhas mãos quase balançaram com a necessidade de matar. Estalando os dedos, um homem aproximou-se e colocou três comprimidos ovais sobre a mesa, esmagando-os com a coronha de sua arma. Aspergindo em uma bebida, ele entregou a ela e recuou. Gordon olhou para mim, depois de volta para Lexi. —Beba— Antônio ordenou, empurrando o rum misturado com a CocaCola na mão de Lexi antes dele deixá-la ir. —Agora.— Ela inclinou a taça de volta, derrubando a coisa toda. —Tempos de diversão, hey, meninos?— ela aplaudiu quando batia o copo vazio para baixo. Um flash de branco me chamou a atenção, e eu vi Elliot do outro lado da sala assistindo com uma expressão de horror. Esta foi a primeira vez que eu realmente odiava seu irmão. Ele era, afinal, o único que conseguiu entrar nesta fodida bagunça. Se ele tivesse sido apenas um homem e ajudado a sua irmã quando ela estava sofrendo, como a maioria dos irmãos que perderam seus pais fariam, eles não estariam aqui agora. Em vez disso, ele só pensava sobre si mesmo e agia como um idiota. Em seguida, perseguindo algum idiota na fossa dos Almas Perdidas, levando Lexi com ele. —Mova-se.— Antônio empurrou-a para a frente, usando o cotovelo. — Vá, antes que essa merda entre em ação. —Eu vou. Ela o beijou antes de sair novamente, evitando todo o contato visual comigo. No minuto que eu consegui, rapidamente disparei um texto para Clark. Dez dolorosos minutos depois, recebi a distração que eu esperava.


Duas fortemente constituídas prostitutas vieram passear, olhando para fazer alguns dólares. Isso chamou a atenção de Antônio. Esperei ele desaparecer em um quarto aleatório antes de fazer a minha jogada. Eu não podia deixar de me sentir feliz por eles. Eles com certeza não estavam indo para obter sexo esta noite. Eu achei Lexi em seu quarto, vestindo apenas sua calcinha e uma camiseta. Puxando a saia de volta, peguei um cobertor e envolvi em torno dela, em seguida, reuni ela em meus braços. Assim quando eu estava prestes a sair, avistei a pequena caixa de madeira

que enviei na minha

primeira turnê. Pode não ter significado muito para qualquer outra pessoa, mas isso me deu um vislumbre de esperança sabendo que ela manteve durante todos estes anos. Corri para a porta e para baixo para o último quarto perto da porta de saída. Eu achei Elliot ouvindo música com seus fones de ouvido deitado na cama. —Saia.— Ele pulou no meu tom cortante e abriu espaço para a irmã. —Eu preciso que você se certifique de que Antônio não venha procurá-la hoje à noite. —Antonio com certeza não me ouvirá. Estou no seu radar. —Por quê?— perguntei. Eu queria algumas respostas malditas. Eu cuidadosamente fixei o cobertor em torno de seu corpo mole. —Por que, Elliot? —Eu quebrei uma regra. Regras. Eu poderia entender isso. Uma das principais coisas que eu amava sobre a vida nos sombras eram as regras. Elas foram criadas no lugar por uma razão e feitas para serem seguidas. Elas são para a nossa segurança, para a proteção de todos e de tudo. Mantendo a localização da casa segura um segredo dependia que todos seguissem essas regras. Cole foi extremamente rigoroso com quem os seguiu, ou iria ter conseqüências imediatas. O pior castigo era o pico. Estar no pico não iria prejudicá-lo, mas era infernalmente frio e miserável. —O que foi?


Suas mãos foram para o topo da sua cabeça enquanto ele fechou os olhos. Eu poderia realmente ouvi-lo ranger os dentes. —Eu...— Ele tentou continuar, e eu podia ver a batalha que ele estava lutando. Saliva reunia nos cantos de sua boca enquanto suas mãos tremiam sob a pressão. —Foi ruim.— Seus olhos assombrados encontraram os meus. —Esses caras fazem a quadrilha Devil’s Reach parecer maricas. Eu quis corrigi-lo, não havia nada pior do que o DR, mas eu não estava prestes a interromper. Ele se levantou, puxou uma gaveta e tirou uma garrafa de vodca. —Quer um pouco? —Não.— Eu esperei. Derramando um triplo, ele segurou-o entre os dedos tatuados e olhou para a mistura de números coloridos em cada um deles, como se estivesse olhando para eles pela primeira vez. Uma vez que ele pareceu recuperar o controle, ele esfregou sua coxa e balançou a cabeça como se para fazer as pazes com seus medos. Eu respeitei isso. Isso significava que ele ainda tinha algum pensamento racional no seu interior. Eles não tinham completamente quebrado ele ainda. —Eu dormi com a prima de Antônio. Eu não sabia, e ela com certeza não me disse quem era. Mais tarde, ela queria mais de mim e eu disse não. Então, ela lhe disse. Disse-lhe uma versão completamente diferente, do que é. —Sim, isso iria irritá-lo. —Isso, e Lexi ficou ao meu lado.— Seus olhos se encolheram. —Apesar do que você pensa... Ele limpou a garganta e sua voz tornou-se mais forte. —Eu nunca quis ela aqui, você sabe. Eu estava perdido e fora de controle. Ela me pediu para voltar para casa, mas eu não sentia que era uma casa mais. Eu realmente não cabia em qualquer lugar. Eu não percebi o quão longe ela estava. Quer dizer, eu sabia que ela estava sofrendo muito, mas o que diabos eu poderia fazer? Eu era uma bagunça. Eu tive que cerrar os dentes

para não dar um soco na cara. Eu

precisava deixá-lo conversar. —Então, quando ela se envolveu com Juan, as


coisas eram diferentes.— Ele fez uma pausa para olhar para o rosto pálido de sua irmã. Seu peito mal se movia da forte dose de Vicodin. —Ele era bom para ela no início, mas depois ele começou a bater nela. Só um pouco, mas... Deve ser uma característica familiar. Tentei interferir na primeira vez, mas eles só batiam mais. Tentei tanto convencê-la a sair do clube. Em seguida, nós ainda tinhamos a casa dos nossos pais. Não completou dois anos quando tivemos que vendê-la. Ela estava muito triste quando nós a deixamos. Ela olhou um par de apartamentos, e eu pensei que ela tinha decidido por um, mas ela começou a ficar só com Juan. Agora, com Antônio, ela está aqui o tempo inteiro e as coisas estão piores. Ele esfregou seu lábio suado. —Juan nunca disse a Antônio que você e ela namoraram por tanto tempo. Aqueles dois estão sempre batendo de frente, e ele não quer Antônio determinando um golpe por ele sobre isso. Ele tomou um gole, e tomou cerca da metade. —Embora Antônio saiba de qualquer maneira, ele parece saber tudo. É uma cidade pequena.— Ele fez uma careta. —Lugar como este, é uma merda para todos, mas ela ficou. Sua decisão, certo? Então Lexi não tinha dito a ele sobre a possibilidade de que a quadrilha estava por trás do assassinato de seus pais. Isso era interessante. —Cara,

essa

menina

pôde

virar

da

antiga

Lexi

a

alguém

completamente diferente. Eu mal a conheço mais. Quando ele se inclinou para frente, ele disse: —Eles ameaçaram me matar se ela não fizer o que eles falam. Eles tem nós dois com um laço ao redor de nossos pescoços, e desde que ela se mudou em tempo integral, ele só fica mais apertado. Eles querem dizer, também, Keith. Uma vez que você está dentro, você está. Jesus Cristo, covarde de merda! —O que aconteceu com Juan?— Eu queria o máximo de informação possível para saber com o que eu estava lidando. Elliot se inclinou para trás e chutou os pés em cima da mesa, tomando um momento. —Antonio queria Lexi, e a única maneira que ele poderia fazer a sua jogada nela era se seu irmão tivesse ido embora. Assim, cerca de nove meses


atrás, ele plantou algumas evidências e até mesmo testemunhou contra ele em uma acusação de assassinato. Juan pegou quinze anos. No dia seguinte, Lexi foi transferida para o quarto de Antônio, e agora ela pertence a ele. Menos o compartilhamento. Antonio, por qualquer motivo, não irá partilhar ela. Isso só a torna mais um alvo para alguns caras. —Will? —Sim, aquele idiota! Ele empurrou a mão e espirrou um pouco de vodka em suas calças. Limpei a garganta, não querendo pensar em Will e Lexi. —Continue —Ela, umm...— Ele fez uma pausa e mudou como se estivesse desconfortável de repente. —Ela tinha esse plano uma vez. Antônio estava fora, e ela o chamou, dizendo-lhe que estava muito doente e queixando-se de dores horríveis no estômago, e Antônio disse a ela que eu poderia levá-la ao médico. Nós não deveríamos sair juntos, mas como eu disse, as coisas são diferentes agora, mas porque ele estaria fora, ele deu-lhe sua permissão. Foi quando ela colocou o DIU. Eu balancei a cabeça, sabendo o que isso significava. Quando Three colocou, eu tive que ouvir tudo sobre isso. As alegrias de viver com cinco mulheres. O controle de natalidade não era um assunto tabu na minha casa. —Antonio não sabe. Não que ele se importasse, mas Lexi fez. Ela realmente considerou amarrar seus tubos, você sabe, não poderia acontecer. O médico falou o contrário, dizendo que era arriscado se ela quisesse ter filhos mais tarde. Ele olhou para mim com os olhos vermelhos. —Eu ajudei a convencer o contrário. Eu não queria que minha irmã perdesse a chance se ela mudasse de idéia. Obviamente, ela não estava preocupada com Antônio, mas ele normalmente compartilha, então... Ele segurou o meu olhar, tentando me convencer de que ele tinha realmente feito alguma coisa para ajudá-la. Seus olhos se deslocaram de um dos meus para o outro, à procura de algo que eu não estava indo dar-lhe. —Boa sorte tentando chegar até ela, Keith. Parte dela morreu anos atrás, depois que você saiu. Não é brincadeira, ela não nos deixava falar o


seu nome na nossa casa depois disso. Ela ficou tão danificada pelo que você fez, fazendo essa parte dela sumir. A velha Lexi se foi, na maior parte, e ela não vai ouvir qualquer um de nós. Eu sabia que ele estava tentando desviar a sua falta de esforço em ajudar Lexi para mim, e, tanto quanto dói ouvir, eu não quero ir lá agora. —Elliot, eu tenho que te perguntar uma coisa. Eu precisava mantê-lo falando. Tinha alguma coisa que eu não estava recebendo aqui. Ele balançou a cabeça e fez uma tentativa de cobrir sua irmã um pouco melhor com o cobertor. —Antônio mencionou que vocês fizeram algo para levá-lo a acreditar que não são confiáveis. O que foi isso? Sua mandíbula apertou. Ele hesitou, então se virou e deu de ombros. —Além da confusão com sua prima, ele não gosta de me ver defender minha irmã. Eu acho que ele está com ciúmes do nosso relacionamento. Fora isso, eu não sei. A coisa sobre Elliot era que ele era muito fácil de ler. Eu tinha certeza que ele estava mentindo para mim, e ele definitivamente estava escondendo algo. Nós nos sentamos juntos em silêncio, eu estava absorvendo o que ouvi, e Elliot apreciando meu ombro para se apoiar. Houve um tempo em que Elliot e eu tinhamos estado perto. Havia algo sobre ele, no entanto, que eu nunca gostei. Mas ele era irmão de Lexi, e ela o adorava, então me esforcei. Ele sempre teve um lado um pouco imprudente. Desta vez, ele tinha entrado no tipo de problema que só ia ficar mais perigoso como o passar do tempo, e ele estava levando Lexi junto com ele. Elliot começou a falar novamente. —Quando Antônio percebeu que Lexi era ótima com números, ele começou a deixá-la trabalhar com os livros. Ela provou que é confiável e poderia ser útil para ele. Ele não gosta de mim, bem, porque, eu ahh... Passei por cima da linha dormindo com a sua prima. Lexi tentou defenderme, e ele não gostou nada disso. Agora ele está questionando sua lealdade. Ele está chateado com ela, e é por isso que está fazendo-a trabalhar no bar com Will. Ele fechou os olhos por um segundo.


—Agora, a única vez que ela está autorizada a sair por conta própria é toda quinta-feira, quando ela vai visitar o túmulo de nossos pais, ou quando é enviada com recados. No começo eles seguiam ela para se certificar de que não estava mentindo sobre onde ia, mas ela não estava. Lexi tem muito medo de fugir. —Como você entrou na gangue, Elliot? Seu rosto se encolheu, novamente indicando que ele estava prestes a mentir. —Eu caí neste lugar através da prima de Antônio. Ela é realmente bonita. Mais tarde, tornei-me íntimo com o seu tio, quando fiquei quatro meses na cadeia do condado, por carregar maconha. Eles descobriram em seu carro. Foi uma troca, e qualquer coisa, era melhor do que ter que fazer a iniciação. Ele colocou a mão sobre o coração. —Eu não teria sido capaz de matar alguém sem nenhuma razão. Ele parou como se quisesse dizer algo, mas parou. Muito parecido com o que sua irmã fez. O que realmente estava acontecendo aqui? —Onde você estava, Keith? O que você tem feito? Eu não pretendo respondê-lo. Ele não tinha o direito de perguntar, e vinha com muitas perguntas sem resposta. Felizmente, eu não tenho que responder. A porta abriu bem devagar, e uma menina com o cabelo verde enfiou a cabeça dentro do quarto. —Ela está fora? Sentindo-me como se estivesse faltando algo, eu olhei para Elliot. Ele balançou a cabeça para ela. —Não esta noite, Renny. Recusando seu comentário, ela entrou no quarto, fechando a porta atrás dela. Eu não podia acreditar quando ela começou a tirar a blusa. —Que diabos é isso? Minha expressão era assassina. Elliot ficou de pé, em seguida, estranhamente, ele hesitou. Eu não podia acreditar no que estava vendo quando essa garota com o cabelo verde arrancando a saia, saltando sobre a cama, começar a beijar os lábios flácidos de Lexi. Elliot ficou como uma


estátua, observando com uma expressão estranha em seu rosto como se estivesse gostando. —Que porra é essa? Eu fui pra cima na cama, parando ela e a arremessei contra a parede quando Elliot gritou. —Renny, saia! Elliot sacudido fora de seu transe. —Sai de cima dela! Ela parecia confusa enquanto descascou-se fora de Lexi. —Que merda, Elliot? Nunca ficou incomodado... — Saia! — Ele interrompeu-a, mas não antes do comentário doentio ser ouvido. Eu queria dar um soco em algo tanto que meu estômago rolou em uma torção violenta. —Se Antônio descobrir. —Ela é minha maldita gêmea, você prostituta drogada. Eu estou protegendo-a. Renny lhe deu um olhar sujo, mas confuso antes que ela pegasse suas roupas e se dirigisse para a porta. Oh meu Deus, isso já tinha acontecido antes. —Hey!— Ela apontou o queixo para mim. —Você quer BJ ou algo assim? Eu olhei para ela, com a cabeça completamente lançada por todo este grupo foda. Comecei a pegar Lexi para cima, envolvendo-a pateticamente em torno da pequena manta. —Vou levá-la para os meus pais.— Eu fiquei segurando-a em meus braços enquanto Elliot ficou na frente de mim. —Saia do meu caminho, Elliot. —Se você levá-la, eles vão matá-la quando ela voltar. Confie em mim. Ele mudou de marcha. —Ela vai ficar tão brava com você por tirar ela daqui como eles também vão.— Seu rosto ficou pálido. —Tudo aqui vem com uma conseqüência. Não arrisque sua vida com isso. Não é nada novo. Confie em mim. Porra! Porra! Porra!


Ele pode estar certo. Merda, eu precisava pensar. Dei um passo para trás e tentei sacudir a minha frustração. Coloquei ela lentamente de costas na cama, escovei o cabelo do rosto pálido. Oh, Lexi, o que eu vou fazer com você? Olhando o canto mais limpo, eu deixei cair a minha bunda no chão e fechei os olhos cansados. Ele ia ter uma longa noite, e ele não ia a lugar nenhum.

*** Lexi As nuvens rolavam em um ritmo lento, e os meus olhos sonolentos criando formas e rostos. Uma brisa quente se movia sobre a minha pele, enquanto o oceano batia no litoral. Um vestido creme macio de algodão colorido tremulava nas minhas pernas. Eu gostava da sensação de como flertava com as minhas coxas. Um dia perfeito. Minha pele, sob os raios quentes beijada pelo sol, lembrou-me que eu não estava em Boston, não mais. Um sorriso se arrastou ao longo de meus lábios quando eu o vi vadear na água. Seus ombros largos e barriga magra brilhava com água. Ele estava usando um chapéu de bola, e eu quase ri alto na felicidade que borbulhava de dentro. Eu estava deitada na minha rede e gostava de observá-lo. —Mais margarita, menina?— Eddie, meu bartender Bajan favorito, se inclinou e me ofereceu outra. —Obrigada, Eddie. Eu sempre derrubava bem. Ele era o melhor. Eu, felizmente, tinha sugado um pedaço de abacaxi, deixando os sucos se misturar com as minhas papilas gustativas. Keith e eu estávamos planejando ir em uma viagem por algum tempo, quando completássemos vinte e um, reunimos o nosso dinheiro, e lá estávamos em uma praia com desfiladeiros em Barbados. Amamos esta ilha. As pessoas são quentes e amigáveis, e a comida é fantástica. Ambos amamos o peixe-voador, uma especialidade aqui.


Tínhamos reservado um catamarã14 com nossos novos amigos, Clint e Laura. Eles possuíam uma empresa que entregava barcos ao redor do mundo. Clint nos entretia com muitas histórias de suas aventuras no mar. Um marinheiro experiente, ele também correu em barcos, e um de seus favoritos era o Clipper Round the World Race. Eles eram os moradores e levaram-nos sob a sua asa direita desde o início e nos mostraram nada além um grande momento. Fomos extremamente afortunados por tê-los conhecido. Eu rolei para desfrutar assistir Keith novamente, mas ele tinha desaparecido de vista. Droga. Eu me inclinei para trás e fechei os olhos. —Eu acho que você deve perder o vestido— disse ele de algum lugar atrás de mim. —Você deve perder o shorts. Ele parou na minha rede e cuidadosamente se arrastou ao meu lado. —Caramba! Eu pulei e quase nos derrubei na areia. Ele estava nadando, —Você está congelando! Ele rolou para mais perto de mim. —Aqueça-me, então.— Ele começou a beijar meu peito e suas mãos percorriam minha perna. —Deus, você tem um gosto incrível. —Keith— eu ri. —Nós estamos indo para Ponta! Ele passou a perna sobre a minha e nos virou então eu pousei em seu peito com um baque. Tudo o que eu podia fazer era rir mais difícil até que ele me virou novamente e ele estava em cima. Ele agarrou meus braços e segurou acima da minha cabeça enquanto esfregava o cabelo molhado por cima do meu estômago. Eu gritei e implorei por misericórdia. Puxando para trás, ele inclinou seu peso em seu antebraço. Escovando meu cabelo para fora do meu rosto, seus olhos escuros líquidos olhando nos meus. Eu jurei que eu podia ver o nosso futuro lá, todo mapeado com um lacinho arrumado. Keith foi o meu primeiro e meu último amor. Eu não ligo para o que ninguém disse caindo no amor jovem nem sempre tem que ser uma 14

Embarcação leve formada por dois cascos independentes e paralelos, ligados entre si por peças transversais, formando uma estrutura sobre a qual se monta uma plataforma que pode conter uma cabine, sendo a vela ou a motor, luxuosa ou não.


coisa má. Poderia apenas significar que nós tivemos sorte o suficiente para bater de cabeça em nosso única alma gêmea e viveríamos como um a partir de então. —Como algo tão bonito pode ser real? Ele sempre me fez sentir como se eu fosse a única para ele. Como se ninguém mais importasse. Mergulhando para baixo, ele pegou meus lábios e me deu um beijo suave. Era tudo que eu podia fazer para não rasgar seus shorts fora. Keith podia me violentar, quando estávamos sozinhos, mas ele era respeitoso quando os outros estavam em torno de nós. —Venha.— Ele se levantou e me trouxe para os meus pés. —Eu preciso de você sozinho agora.— Praticamente me arrastando atrás de si, nós fomos por um caminho através das palmeiras grossas. Uma vez que estávamos no meio, ele parou e me puxou para uma pequena clareira que só poderia ser visto a partir da água. —O que você está fazendo?— Eu olhei por cima do meu ombro, mas vi que estavamos completamente sozinhos. —Eu encontrei este lugar no outro dia, quando estávamos de caiaque.— Ele arrancou o calção, dando-me um sorriso bem antes de mergulhar na água cristalina. Sua cabeça apareceu, e ele sacudiu a água de seus olhos. —Vem, Lexi, tira o vestido. Como eu poderia dizer não a isso? Tirei minhas roupas, eu mergulhei nua na água morna. Quando eu voltei, Keith puxou-me em seus braços e me pegou com força. —Mmm, seu corpo se sente tão suave contra o meu,— ele murmurou em meus lábios. Eu apertei minhas pernas em volta de sua cintura e manobrei um pouco. Ele me concedeu um sorriso sexy antes de ficar em linha reta para cima, me tirou da água e me deitou em cima do meu vestido. Pingando, fizemos amor ali mesmo naquela pequena praia. Naquele momento, éramos os dois únicos que importava em todo o mundo, largamente. Eu sabia que estava acordada.


Eu só tinha que querer ficar com os olhos abertos. Fiquei imaginando quantas pílulas ele colocou na minha bebida neste momento. Oh! Esta era uma das vezes que estava feliz por não ter janelas. Sem luz para ferir os meus olhos doloridos. Levei um momento para perceber que eu estava no quarto de Elliot. Ele estava caído sobre sua cadeira ainda com suas botas de trabalho pretas. Ele sempre estava pronto para correr. Eu não podia culpá-lo. Você nunca sabe quando pode ter que encontrar uma fuga rápida. Eu fiz uma breve avaliação do meu corpo, e nada parecia doer. O alívio que se espalhou através de mim foi rapidamente substituído pelo medo. Onde estava Antônio? De repente, escuto um som de passos pesados, estrondos altos ao longo da parede do corredor, e depois um silêncio assustador que me tinha lutando para ficar de pé. Meu mundo estava inclinado; minhas mãos subindo à cabeça. Oh Senhor, a minha cabeça! Eu vi o movimento a partir do canto da sala. Ah não! Era Keith. Ele saltou em pé ao som também. Eu rapidamente congelei quando ele levantou a mão e colocou um dedo sobre os lábios. Merda! —Não— eu implorei em um sussurro. Oh meu Deus, estávamos todos indo para ser mortos! Pense rápido! —Se você sente alguma coisa por mim, por favor, vá para o armário e não venha para fora! Era uma coisa suja para usar para impedi-lo, eu sabia, mas eu não podia arrisca-lo ser morto por minha causa e da minha vida patética. Ele começou a discutir, mas meu rosto deve tê-lo convencido do contrário. Logo antes dele fechar a porta, Elliot abriu a porta do quarto para o rosto furioso de Antônio. Ele voou para dentro da sala, e me puxou para ele duro, seu aperto machucando meu braço. —Onde diabos você estava?


—Ela estava comigo.— Elliot mudou-se para mostrar-lhe sua cama. — Eu fui para o banheiro e sua porta estava aberta.— Sua voz começou a tremer enquanto eu lutava para respirar. —Eu sabia que era a nossa noite de pegar e ela parecia realmente alta ainda. Eu estava preocupado. Eu... Eu estava apenas cuidando dela... para você. Eu fui procurar, mas eu não poderia encontrá-lo. Me desculpe se eu pisei sobre uma linha, mas ela é a família. O peito de Antonio soltou, mas eu senti o aperto afrouxar um pouco. —Sozinho toda noite? —Não.— Ele balançou a cabeça, e eu olhei para ele. Ele não iria... — Renny veio, tentou jogar um pouco. Ela está me irritando ultimamente, e eu não queria ver seu rosto. Antônio me deixou ir, e eu cambaleei para trás. Orei para Keith não abrir a porta, sabendo que ele estava assistindo e que não demoraria muito. —Obtenha um banho e encontre-me no meu quarto— ele ordenou antes de sair. Ele bateu a porta com força atrás dele. Chorando de alívio, todos os pensamentos da sonolência que tinham me consumido até agora tinham ido, minhas mãos tremiam enquanto eu corri ao longo do meu braço. Manchas pretas pequenas já estavam aparecendo onde seus dedos tinha me segurado. —Hey.— Um par de mãos fortes em volta da minha cintura. —Deixeme olhar. Keith ficou na minha frente, seu olhar escuro irritado movendo-se lentamente dos meus olhos, os meus lábios, em seguida, meu braço dolorido. —Eu estou bem.— Eu empurrei para longe e tropeçei em torno de sua estrutura maciça. —Obrigada por me ouvir— eu disse —obrigada. —Não vai acontecer de novo, então é melhor não haver uma próxima vez. Eu não sou um cara de esconder em armários, Lexi. Elliot começou acariciando minhas costas, verificando para ver se eu estava bem. Eu sabia que tinha apenas um curto período de tempo antes que estivesse limpa e nua no quarto de Antônio.


Tropeçando em meus joelhos fracos, eu segurei a mesa como apoio enquanto tentava limpar a minha cabeça. Eu odiava quando minha mente estava assim, mas sabia que era a maldita droga que ele gostava de me alimentar quando ele precisava de mim fora do seu caminho. Deixava-me sentir como um submarino nadador durante a noite, incapaz de encontrar uma saída num mar sem fim, escuro. Em um breve momento, ele estava na minha frente de novo e abaixouse para obter um bom olhar para a minha cara. Eu sabia que ele estava lutando por controle. Ele fazia isso quando estava preocupado, e foi por isso que eu deixei ele falar assim comigo. Keith carregava um monte de amor. —Eu vou matá-lo, você sabe. É apenas uma questão tempo. —Não. Por favor.— Uma lágrima fresca deslizou pelo meu rosto. —Eu tenho isto. —Eu não posso deixá-lo mais te machucar, Lexi. Isso vai contra tudo o que acredito, e tudo o que sou. —Eu sei.— Eu cheirei, fechando meus olhos. —Eu sei o quanto você se importa, mas eu preciso disso, Keith. Eu preciso fazer isso. —Eu quero tanto interferir. Eu quero matar Antônio. Eu quero ver a vida sair dele enquanto eu sufocá-lo com minhas próprias mãos. Mas eu entendo, Lexi. Você vê como isso é difícil para mim? Mas eu entendo. Eu balancei a cabeça e meu olhar piscou para Elliot, que estava tentando seguir a nossa conversa. Keith me deu um aceno de cabeça em troca. Ele sabia que eu não queria que meu irmão soubesse ainda. Ele pode tentar fazer algo por conta própria, e eu precisava dele para ficar fora de problemas. Ele estava em cima de sua cabeça como era. —Ok...— ele resmungou enquanto examinava meu braço ferido para uma outra batida. —Eu acho que deveríamos... Meu estômago afundou, com velhas emoções que vieram dançar para trás. Eu deixei meu olhar cair para o seu peito, até aparecer a minha parede. —Com licença? Você acha? Nós? Eu deixei minha camada de gelo retornar. Este era o lugar onde eu me sentia segura; esta era a minha máscara. —Eu não penso assim. Cai fora, Keith!


Suas mãos levantaram no ar e ele deu um passo para trás, então ele fez deu a volta e saiu. Pare! Eu gritei com minhas emoções. Apenas não. —Ele ainda se preocupa com você, Lexi.— Elliot afundou na cama. — Ele não teria passado a noite aqui pronto para matar qualquer um que chegasse perto de você se não houvesse sentimentos lá. Eu peguei minhas roupas e fui para o banheiro, mas parei na porta. Mantendo meus olhos fixos em seu espelho redondo, falei com o meu reflexo. —É sua culpa, El. Não deixe que ele te engane e faça algo estúpido.

*** Eu suspeitava que Keith tinha de alguma forma, uma mão na tomada de Antônio sobre uma viagem inesperada por alguns dias, mas de qualquer forma, eu era mais do que grata. A única coisa foi que deu a Will luz verde para avançar. Meu estômago revirou enquanto esperava a linha telefônica conectar. Minhas mãos estavam suadas, e minha cabeça começou a doer. —O quê?— Seu tom era sempre o mesmo, irritado. —Hey, então, uma vez que você está fora, eu pensei que eu poderia ser capaz de ir visitar o túmulo dos meus pais e talvez conseguir alguma comida e outras coisas? Eu não vou demorar, e você sabe que eu estarei aqui quando você voltar. —Não. Meus olhos ardiam com a decepção. Eu precisava tanto sair daqui. Então, eu tentei um ângulo diferente. —Hum, é só que Will está sendo um pouco agressivo. Ele me deixa inquieta, Antônio. —Basta dar-lhe o que ele quer, e ele vai passar para a próxima prostituta. Eu tive que aliviar em um banco do bar e pegar um uísque duplo para segurar minha língua. Quando ele fazia comentários como esse, eu queria


cortar seu pau. Eu me imaginei jogando a coisa pequena, inútil desagradável em um liquidificador, em seguida, fazendo-o beber. —Bela maneira de olhar para a sua namorada. Meus lábios formaram em uma linha dura. —Eu pensei que você não gostasse de compartilhar. —Eu não, mas há sempre exceções à regra. —Hmm, é bom saber. —Não faça isso sendo alguma coisa, Lexi. —Ou eu poderia simplesmente ir visitar meus pais? Um longo silêncio se seguiu. Eu realmente não sabia o que estava prestes a acontecer. —Você acabou de me questionar? Minha boca ficou seca. —A resposta é não. Obtenha sua bunda por trás desse bar e faça o que eu disse. Eu te odeio. —Entendi. Eu não quero parecer sarcástica, mas meu lado mal-intencionado foi arranhando a superfície. —Eu acho que eu preciso lembrá-la quem está no comando aqui. —Eu acho que entre as drogas e bebida, deve ter escorregado da minha mente.— Meus olhos fecharam enquanto minha boca continuou. Isso com certeza me fez ganhar o espancamento de uma vida. —Quando você tratar alguém como uma boneca inflável, tudo que você recebe é o ar quente. —Com quem diabos você pensa que está falando, cadela? —Alguém que uma vez me disse que gostava de mim, que eu era especial e digna de algo melhor. Forma interessante de mostrar isso. Tudo o que eu queria, Antônio, era ir visitar meus pais, e porque eu estou realmente doente e cansada de ser perseguida pelo pau de Will. Desculpe por não querer dormir com os meninos enquanto você estiver fora. Que idiota eu devo ser. Antes que eu soubesse o que eu estava fazendo, eu desliguei e fui para o nosso quarto.


Respira, respira, respira. Eu empurrei o pânico de lado e tentei me concentrar. Meu telefone tocou, e cada toque se sentia como um soco no estômago. Rapidamente peguei minha bolsa, e me apressei de volta para o sol ofuscante até o meu carro. Eu parei em minhas trilhas quando vi Will sentado sobre o capô. —Sim, cara, ela está bem aqui, malas prontas, as chaves na mão.— Droga! Antônio! —O que você disser, chefe.— Ele sorriu enquanto desligava seu telefone. —Saia.— Eu assobiei, apavorada com o que poderia acontecer. —Desculpe, boneca, o chefe quer que você fique aí.— Ele olhou para a minha cabeça com um sorriso encantado. —Ele me deixou no comando.— Ele deu um passo para a frente, e eu recuei. Meu coração batia forte em meu peito enquanto Will se aproximou. —Não me toque. —Ou o quê?— Ele puxou a alça da minha bolsa que caiu no chão, e eu tropecei. Ele tomou esse momento para me agarrar pela cintura. Um momento eu estava em suas mãos, e no próximo eu estava em outra pessoa. A ternura de sua aperto me disse quem era, e alívio correu através de mim. Keith virou o corpo para me proteger quando ele gritou para Will. —Eu pensei que tinha sido claro. Se eu vir você tocá-la, eu vou matar você e seu irmão. Irmão? Oh, isso é certo. Ele era muito mais jovem do que Will e ainda estava na faculdade. Caramba, era assustador que Keith foi mesmo lá. —Eu não pertenço ao seu grupo, Will, o que significa que não tenho que jogar pelas suas regras. Eu avisei uma vez, e eu não tenho o hábito de repetir. Entra em seu carro, Lexi, e vai embora. Will se encolheu, mas quando seus olhos encontraram os meus, ele sorriu. —É melhor você se divertir, Lexi. Posso garantir que você vai se arrepender disso. Isso eu tinha certeza.


Peguei minhas chaves, minha bolsa, e me dirigi para o meu carro enquanto Keith agia como meu escudo. Uma vez dentro da segurança do meu carro, virei a chave e o motor rugiu fui pelo beco em direção à estrada aberta. Eu me atrapalhei com o meu telefone quando enviei uma mensagem de voz rápida para Elliot explicando o que estava acontecendo. Joguei o telefone de lado, e deixei minha mente escorregar de volta para um tempo diferente. —Você está bem? Elliot sentou-se na beira da minha cama enquanto eu olhava para a neve caindo. Eu amava os invernos em Toronto. Você poderia quase garantir que não haveria escola no dia seguinte. Eu estava realmente apostando isso desta vez. —Ele machucou você? Eu

afastei minha manga e mostrei-lhe a contusão. Incrível que aos

quinze anos eu realmente tinha um namorado que me machucava fisicamente. Desnecessário era dizer, eu beliscada que era realmente rápido. —Eu vou matá-lo! —Não se preocupe com isso, Elliot. Eu dei um soco no nariz. Ele não podia deixar de sorrir, o que me fez fazer o mesmo. —O homem,

que sempre vier vai obter dois gêmeos.— Ele riu mais

ainda. —Eu não sou saco de pancadas de ninguém. —Droga em linha reta, você não é. Você é perfeita. Você tem que ser... Você é minha metade. Seus olhos se iluminaram quando um grande sorriso se espalhou por seu rosto, e ele me puxou para um abraço. —Eu amo você, Lexi. Qualquer um que machucar você dói, e eu não quero ser ferido. Você é muito melhor do que isso! Você se lembra disso, ok? Limpei uma lágrima e coloquei a memória em distância. Havia mais do que isso, desta vez, muito mais. Fumaça rodava em torno de meus dedos. Ela mergulhou e mergulhou entre meus dedos junto com a brisa a partir do ventilador. Com minha


unha, liguei o fim e deixei as cinzas desabar sobre o volante. A maconha acalmou os meus nervos, mas nada poderia remover o medo do meu peito. Eu sabia muito bem que isso iria dar certo. Verificando meu ponto cego, eu sai para a unidade do lago e sem pensar dirigia pelas ruas da superfície. Meu telefone iluminou, e eu olhei para ver quem era agora. Chamada: Yellow. Meu estômago afundou quando eu lançei ele de ponta cabeça. Agora não. Virei meu cérebro fora e tentei me lembrar de tempos melhores. O sol estava começando a definir, e eu não tinha para onde ir. Isso era parte do meu problema. Eu não tinha amigos, sem família e sem casa. Tivemos que vender a casa porque não poderia ter recursos para mantê-la. Isso foi quase tão doloroso quanto o funeral. Apenas mais um rasgo no tecido fino segurando o que restou de mim. Eu me encontrei puxando para o meu lugar favorito no lago. Foi o único lugar que me trouxe qualquer tipo de conforto. Alcançando atrás de mim, eu puxei meu cobertor e uma garrafa de vinho e me dirigi até o cais. Calor espalhou-se através de mim ao ouvir o som das minhas botas de combate sobre as pranchas de cedro vermelho. Esses sons tiveram um papel importante na minha memória, e este foi um deles. A lâmpada da doca estava baixa e apenas iluminou uma pequena área, mas foi o suficiente para me sentir segura. Removendo meu sapato, eu bati no fundo da garrafa de vinho, e depois de algum tempo, a rolha estava livre. Infelizmente, eu dominava esta técnica anos atrás, quando a vida era boa. Envolvi meu cobertor sobre meus ombros e me sentei com as pernas em torno de um grande poste, rodado alto o suficiente ele veio até meu peito. Em outros tempos, eu amava inclinar-me para frente e balançar as pernas e os braços acima da água, fingindo que eu estava voando. A água calma desnatando os pilares como ele cruzou um ritmo preguiçoso. Minha língua empurrou de volta no topo da minha boca. Vinho tinto frio não era um dos meu favoritos. Por que não peguei um branco? Tomei


um pouco mais, e logo senti os efeitos que eu estava esperando. Calor rodou em torno da minha barriga como um pequeno incêndio em uma noite de tempestade. Levantei-me e pulei de poste para poste como uma criança em um playground. Sim, era incrivelmente inseguro, mas era divertido e fez meu coração bater mais rápido quando eu quase perdi o equilíbrio. Os meus pés se mexeram, tentando uma curva com a forma do poste arredondada. Não foi fácil com as minhas botas. Tudo de repente, inclinou, e eu caí para o lado. Eu senti a água fria como um soco no estômago enquanto eu desembarcava. Meu casaco se agarrou a mim como um peso morto acoplado na parte inferior de uma bóia. Era quase como se meu cérebro estivesse preso poucos segundos atrás no tempo. Então isso me bateu. Movasse! Eu chutei em direção à superfície tão duro quanto eu podia, enquanto a água fria tentou o seu melhor me puxar de volta para baixo. Meus pulmões queimavam até minha cabeça romper a superfície e eu chupei uma respiração profunda, maravilhosa. Meus músculos picavam quando eu agarrei a escada com as mãos dormentes. Levou toda a força para puxar-me para cima da beira do cais, em seguida, passei por cima e na parte superior. Engoli em seco e soltei um grito alto agudo antes de pegar a minha respiração. O que diabos eu estava pensando? Eu sabia que precisava chegar rápido e seca. Esforcei-me a andar, agarrei meu cobertor e começei a subir a pequena colina em direção ao meu carro. Meus pés me fizeram sentir tão pesada, como blocos congelados de água. Isso fez as minhas meias chiar desconfortavelmente. Meus dedos estavam tão frios, eles pareciam estar bloqueados por todo o tecido macio do meu cobertor. Droga doloroso. Faróis me cegaram, em seguida, um caminhão parou um momento depois, e Keith saltou dele. Cristo! Será que ele tem um rastreador no meu maldito carro ou algo assim? —Que diabos aconteceu com você?— Ele parecia chateado, o que me deixou armada. —Fui para um mergulho.


Seu punho bateu sobre o capô, me fazendo pular. Eu podia ver que ele tinha passado sua tolerância normal. Então eu fui com a verdade. —Eu cai. —Caiu? Seus lábios pressionados em uma linha dura. Oh, esse olhar fez o meu sangue degelar um pouco, mas não em um bom caminho. —Sim, é quando você pisa em falso e seu corpo cai. Enfiei um pedaço frio de cabelo atrás da minha orelha, evitando seu olhar assassino. Levou tudo que eu tinha para não cair no chão em uma bagunça. —Entre. —Eu estou bem. Tenho roupas em meu carro. Eu estava apenas indo... Ele inclinou a cabeça para trás e olhou para o céu, segurando seus braços para os lados. —Me dê força! Entre você e Savannah, eu vou ter um acidente vascular cerebral com quarenta.— Quem era Savannah? Mudou-se a volta para abrir a porta do lado do passageiro. —Por favor, entra. Eu esperei algumas batidas para acalmar minha raiva e como combustível para sua. Com um suspiro que eu não tento esconder, me movi para a frente de seu caminhão e coloquei uma mão na porta e outra no assento. De repente, ele agarrou meus quadris e me colocou para dentro. —Jesus, eu deveria ter esperado isso. Ele ignorou o meu comentário e tirou minha bota para despejar a água. Ele fez o mesmo com a outra. —Chaves? Ele estendeu a mão com um olhar irritado. Mordendo a minha língua, eu removi da minha jaqueta, grata que elas não cairam quando eu levei o meu mergulho inesperado. Eu entreguei a ele, e ele fechou a porta. Ele voltou um momento depois com o meu saco e jogou aos meus pés. Uma vez que ele estava lá dentro, virou o ar para apontar diretamente para o meu rosto e soprar o calor.


Eu estava congelando, mas não queria agir como se estivesse. Senti como se eu tivesse dezessete anos novamente. Só que agora minha teimosia era muito pior. Finalmente, eu tirei minha jaqueta. Tudo estava começando a se fundir com a minha pele. Eca, senti minhas meias como sacos de plástico molhados grudados na minha pele quando eu tirei-as. Minhas mãos tremiam enquanto eu tentava arrancar os meus jeans, mas eles não se moviam. Pelo amor de Deus! Vamos! —Aqui. Keith fez sinal para eu olhar para ele. Eu quase disse não. Eu estava tão chateada com toda a situação. Se não fosse pelo fato de que eu estava prestes a perder minha merda com as calças, droga, eu teria deixado. Eu deveria ter apenas saltado no meu carro e ter saido. Mas não, eu torci meu corpo, e seus dedos enrolados em torno do topo do jeans lentamente puxou para baixo. Seus olhos arrastando com uma lentidão exagerada para o sul sobre a minha pele fria, e o tempo todo eu fiquei quieta. Foi primorosamente íntimo, e eu senti o meu ritmo cardíaco pegar. Se alguém me dissesse que eu estaria metade nua sozinha com Keith em seu caminhão neste momento, eu diria que eles estavam loucos. No entanto, aqui estávamos, e agora eu não tinha certeza do que fazer ou como me sentir sobre isso. Devo gritar e chutar ou tentar ser civilizada? Engraçado, eu não poderia decidir. Uma vez eu estava livre das minhas calças, me puxei para uma posição sentada, sem saber o que fazer com o momento. —Isto é tudo muito familiar.— Enfiei minha perna através das minhas calças sem jeito. Ele sorriu, em seguida, voltou a olhar pelo pára-brisa. —Ahh, sim, os bons velhos tempos, onde tudo fazia sentido e eu tinha você. —Culpa de quem era?— Eu bati. Sério? Eu odiava eu apenas dei um soco, mas foi o que eu fiz. A raiva antes de qualquer outro sentimento. Era o meu escudo. Sua mandíbula travou, em seguida, se contraiu como a mão em um punho.


—Nunca foi minha intenção ter você me cortando de sua vida. Ele então fechou os olhos e se acomodou no canto da porta. —Não— eu bufei calmamente. —Foi apenas a sua intenção de quebrar meu coração. —Você quebrou o meu também. Eu segurei o meu comentário por piedade. Afinal de contas, não eramos mais crianças. Nós eramos dois adultos crescidos com tanta bagagem que poderia girar em círculos toda a noite. Puro e simples, não eramos mais nada, apenas uma memória distante. —Você vai ficar aqui esta noite?— Eu precisava de algum espaço antes de dizer qualquer coisa que eu me arrependesse. —Se você estiver indo para fazê-lo, Lexi, então faça. Sua voz rouca parecia vir do fundo do peito. —Eu lutei suas batalhas durante todo o dia, e poderia ter um pouco de sono. —Batalhas?— Oh, o meu temperamento. —Eu nunca pedi para lutar nada por mim! Eu jurei que eu vi um sorriso. —Ok.— Sentei-me um pouco mais reta. —OK? É isso? —Sim. —Você está tentando me irritar? —Sim. Minha cabeça deu voltas. Que diabos? Torci no banco. —Por quê? Eu pisquei, e ele deslizou ao meu redor, com as mãos na frente em seu colo, mas eu poderia dizer que ele queria me tocar. Não nesta vida! —Porque só você sabe como lutar, e se essa é a única forma de maldição para você falar, então vamos fazer isso. Eu odiava que ele me conhecia tão bem. —Eu queria uma vida melhor para nós. É por isso que saí em primeiro lugar. —Não. Eu levantei a mão. Eu não podia voltar tão longe no tempo agora. —Eu não posso... Não vá lá.


Lutei para colocar meus sapatos, abri a porta, e então eu pulei e me segurei na porta. Eu estava congelando, e ele me deu uma enorme confrontação com a realidade que eu só tinha as leggins para colocar. —Não ir para onde?— Keith bateu a porta fechada. —Para a raiz dos nossos problemas?— Ele me seguiu. Senhor, estava frio. —Tudo bem, vamos mudar de direção. Então vamos falar sobre como a droga do seu namorado é uma porcaria. Sim, vamos começar por aí. —Foda-se. Foi um comentário baixo, sujo que me fez querer ficar o mais longe possível. —Pelo menos Juan estava lá para mim-— Eu parei. —Para quando?—, gritou ele, os ombros subindo junto com sua raiva. Não, eu disse a mim mesma. —Porque, quando, Lexi?— Ele levantou as mãos. —Quando você completou dezoito anos e quebrou seu tornozelo, e eu fiquei ao seu lado durante doze horas na sala de emergência? Quando o seu melhor amigo se afastou, e vocês dois perderam a maratona agitada, e eu era o seu substitudo? Ou quando você passou o seu primeiro teste na universidade, e fomos para fora e comemoramos? Ele balançou a cabeça. —Eu nunca me perdoei por não chegar em casa quando seus pais morreram. Eu queria, eu realmente fiz, mas eu simplesmente não podia, mas caramba, Lexi, eu estive lá para você muito mais. Uma gota de água viajou pelo meu cabelo e pousou no meu peito. Meus braços em volta de mim. Eu tentei clarear minha voz. Suas palavras foram lascando a minha armadura. —Deixa para lá, Keith. É passado. —Não— seu tom era estranho, —Eu esperei por você todos esses anos, apenas para descobrir que a minha menina reduziu-se a menos de u... Eu corro para a frente e dou um tapa no seu rosto. No momento em que eu fiz isso, minhas mãos cobrem minha boca. Nunca bati em alguém que eu amava antes, e as lágrimas encheram meus olhos. Eu queria chorar. —Faça novamente— ele sussurrou.


Eu balancei minha cabeça. —Faça agora.— Seus dentes cerrados, e uma veia no pescoço estalou. Fracamente, eu empurrei o braço dele, e seus olhos prenderam os meus. Ele parecia tão diferente. —Eu te deixei. Hey, esse comentário me feriu. Empurrei mais forte. —Com apenas um aviso de dois dias. Desta vez eu dei um soco no braço, mas ele nem sequer pestanejou. Minha raiva começou a queimar dentro de minha pele, deixando feridas a cada picada. Eu queria que ele ficasse ferido como eu tinha estado. —Eu deveria ter chamado mais, mas eu não fiz, porque eu não sabia o que dizer. Meus olhos estavam doloridos, e eu pisquei para umedecê-los quando eu empurrei ele ainda mais difícil. —Eu não vim para casa quando seus pais foram mortos. Meus punhos bateram no peito, e ele tomou. Toda emoção que eu já senti veio rugindo para fora. Lágrimas corriam pelo meu rosto, uma após outra. Eu poderia facilmente quebrar se eu não tivesse cuidado. Seu tom se tornou estranho, mas ele lutou com a emoção de volta. —E quando voltei, há quatro anos, eu não fiquei por aqui. —Não, você não fez isso!— Um soluço rasgou através de mim, sacudindo minha compostura. —Você continua enroscando minhas emoções entrando e saindo da minha vida. —Diga!— Ele ordenou mais de meus gritos. —Eu te odeio!— Voou para fora da minha boca. Eu não me importava, porque era tão bom para finalmente dizer as palavras. —Eu te odeio!— Meu cabelo estava em todo o lugar quando eu levei os últimos anos de dor para fora dele. —Eu te odeio, eu te odeio tanto! —Eu sei— ele sussurrou. Oh infernos não! Ele não me perdeu, deu à luz aos meus sentimentos, em seguida, dizer que ele sabe. Você não sabe de nada! Então você sabe que destruiu meu coração? Então, você sabe quantas noites eu chorei sem fim à vista apenas para ganhar o alívio mais íntimo? Você não sabe. Você não tem idéia do caralho!


—Faça alguma coisa! Minha raiva transbordou. Eu desprezava que ele apenas levou meu castigo. Isso não foi suficiente! —Cristo, Keith, faça alguma coisa! Eu mal estava fazendo sentido na minha cabeça. Eu queria que esses sentimentos tivessem passado eu lutei tanto tempo para enterrar tudo novamente. De repente, ele agarrou meus pulsos agitados e me bateu na porta do caminhão. Seus lábios estavam nos meus antes que eu pudesse pará-lo. Sua língua girava ao redor e me pediu para seguir. Bem! Ele queria meu corpo, em seguida, levá-lo! Eu empurrei minha moral para o vento. Você quer o fechamento, aqui estou. Segurei com a mesma força. Agarrei a aba do chapéu e joguei ao redor. Seus quadris pressionado em minha barriga, e eu senti como ele estava excitado. Eu bufei quando ele me levantou no ar, abriu a porta e me sentou. Ele chegou perto de mim e baixou a parte traseira do assento. Ele desdobrou-se em uma grande cama. Ele subiu mais em cima de mim e fechou a porta. Oh, o calor me fez sentir bem. Suas mãos torceram o tecido da minha camisa, e ele arrastou-a sobre minha cabeça. Fazendo o mesmo com a sua, eu só poderia chegar tão alto antes que ele fizesse o resto, jogando-a no painel de instrumentos. Com algum trabalho rápido, ele puxou minhas calças para baixo e a tirou até que eu estava na minha calcinha e sutiã. Ele empurrou meus joelhos afastados e se deslocou para dentro para que ele pairasse sobre mim. Calor seguiu as pontas dos dedos enquanto ele os arrastava para baixo no meu estômago e ao longo do meu osso pélvico. Desliguei todas as emoções, deixei-me sentir como era bom ser tocada por alguém que não fosse Antônio. Ele se inclinou e bateu a tela em seu aparelho de som. The Hills por The Weekend começou a tocar, e isso só fez a dor pior. Sua pele levemente bronzeada puxou e esticou sobre seus músculos, e a visão dele me fez apertar em torno de seus lados. Seus olhos castanhos escuros brilharam quando ele piscou para minha ânsia. Sim, estou com tesão! Você não?


Abaixei-me e aliviei o pulso entre as minhas pernas. Uma vez que o meu dedo encontrou o ponto, eu não podia parar. Keith observou com paixão misturada com diversão, seu olhar escurecendo com cada gemido que saltou de meus lábios. Eu não podia deixar de usar seu corpo para construir-me para cima, como cada parte de mim tensa para a liberação. Meus seios estavam pesados e duros. Segurei meu mamilo e puxei. Seus olhos se moveram, e ele lambeu os lábios no meu show. Minha pele tinha uma fina camada de suor, e minha respiração era superficial. Eu estava gostando da atenção que eu tinha dele. Eu tive que admitir que eu tinha sonhado com isto muitas vezes. Sua palma flexionada na minha barriga, enviando um choque duro para o centro do meu clímax construido. Sua boca puxou para cima, e eu arqueei minhas costas e me atirei para frente para o mar de cores, quando o meu orgasmo me levou para baixo no seu caminho louco de prazer. Sua mão pressionou mais no meu estômago enquanto eu sacudi debaixo dele. Ele pegou a mão que eu usei e colocou meus dois dedos em sua boca quente e chupou suavemente. Lentamente, seus olhos fecharam e sua língua pressionou as pontas dos meus dedos. Foi um momento tão íntimo que, em vez de desfrutar da alta, deixei meu mundo esgueirar-se para dentro. Eu pressionei em seu peito e empurrei para longe. —Isso não deveria ter acontecido. Eu capotei no meu estômago para me levantar, mas ele me agarrou por trás e me sentou no colo dele. —Besteira— ele sussurrou em meu ouvido. —Não aja como se você não me quer, Lexi. Eu posso ver isso. Direto quando você está no pico, você tem uma dança em seu olhar. É a sua conta. Ele correu suas unhas até minhas coxas, e eu quase gemi. —Eu sei que você me conhece melhor do que você conhece a si mesma.— Ele tirou o cabelo do meu ombro e começou a beijar a minha nuca. Me senti bem, não, incrível. Minha cabeça caiu para trás enquanto seus dedos começaram a massagear minhas partes sensíveis.


Espalhando meus joelhos, ele sussurrou. —Deixe-me lembrá-la como você gosta. Sim, faça isso, eu ri para mim. Ele alinhou e empurrou dentro de mim a um ritmo constante. Eu atirei para frente, mas ele agarrou meus quadris para me manter no lugar. Uma vez que ele foi plenamente, ele diminuiu o ritmo e começou a esfregar minhas coxas. —Mmm — eu gemi, esquecendo tudo. Eu apenas segui o clímax. Circulando meus quadris do jeito que eu sabia que ele gostava, me concedendo um pequeno gemido de sua autoria. Seus lábios roçaram meu ombro antes que ele me movesse para frente para que ele pudesse entrar em uma posição melhor. Minhas mãos pressionadas contra o vidro enquanto ele me pegava por trás. Seus dentes arrastando pela minha espinha, em seguida, mudou-se para morder suavemente, mas mais profundo do meu lado. Ele beliscou e torceu meu mamilo, e eu cedi. Fazia muito tempo desde que eu tive um orgasmo assim. Um que me fez gritar sem um cuidado, fez meus dedos curvarem, e me fez sentir cada polegada de minha pele queimando antes de estourar, para um redemoinho de algodão doce. Droga! Eu caí para o lado, o cabelo cobrindo meu rosto, minha respiração fora das cartas. Uau. Keith desabou ao meu lado, ofegante no lado oposto. Eu pensei que deveria descer de um orgasmo, mas continuei flutuante. Eu não me importava que ele me enfiou no seu lado, e eu caí para o melhor sono que tive em anos. Eu não me importava porque toda a agressão reprimida tinha ido embora nesse momento, e eu queria me divertir. Mmm, felicidade...

***


Zumbido! Zumbido! Zumbido! Que diabos era esse som? Eu abri os meus olhos e vejo o meu telefone iluminando como a Times Square entre os assentos. Tentei me mover, mas não podia. Que diabos? Levei um momento antes de me lembrar da noite passada. Oh merda... Ele nos cobriu com sua jaqueta, e nós estavamos emaranhados em torno um do outro. Cuidadosamente, eu deslizei o seu braço para longe do meu centro, peguei meu telefone e roupas, e pulei para fora. Felizmente, o estacionamento estava vazio, então ninguém viu minha bunda quando eu tropecei para colocar minhas calças de volta. Senhor, eu era elegante. —Merda. Seis chamadas não atendidas de Antônio e oito de Elliot. Nervosa, eu pressionei para a primeira mensagem de voz. Meus

olhos

estavam

bem

fechados

enquanto

suas

palavras

amarravam duras e profundas. Então ele puxou o cartão sujo, e eu sabia o que tinha que fazer. Tomando um fôlego, eu lutei contra o impulso de correr para Keith e contar-lhe tudo, deixar ele me salvar como queria, mas... Esta era a minha bagunça e eu precisava corrigir. Além disso, como eu sabia que ele não iria me fazer cair de amor por ele e me abandonar de novo? Minhas feridas podem ter sido velhas, mas elas ainda estavam em carne viva, e eu tinha passado muito tempo agarrada à dor para me ajudar a seguir em frente. Correr de volta para trás agora seria fraco. Eu não era fraca. Eu tive isso. Coloquei meus braços através da minha camisa, passando um dedo pelo meu cabelo penteando e vi meu reflexo estressado na janela. Embora eu ainda parecesse jovem, a minha alma se sentia velha e desgastada. Não há muito mais tempo, Lexi. Graças a Deus, Keith não sabia como eu deixei as coisas com Antônio. Tentando não fazer barulho, abri a porta e começei a procurar minhas chaves.


—Saindo?— Eu pulei ao som inesperado de sua voz. —Sair implicaria que eu pertencia aqui. —Você faz. Ignorando ele, eu joguei tudo fora de seu console central. —Onde estão minhas chaves? Eu preciso ir embora. —Para Antônio? Ele se apoiou em um cotovelo e esfregou os olhos sonolentos. —Sim. —Não.— Meu olhar estalou até o seu. Perdão? —De jeito nenhum! Ele é louco! Eu senti meu interruptor dar um clique, e eu estava de volta ao meu estado normal novamente. —Sim.— Eu ri um pouco. —Ele é.— Minha mão se moveu debaixo do assento e ao redor do tapete. —Eu não estou preocupada. —Eu estou!— Sua voz quase sacudiu as janelas. Fechei os olhos, implorando pelo meu lado resoluto se acalmar. —Eu sei que você está preocupado —Agora eu estou realmente puto! Eu balancei a cabeça, ignorando-o, e voltei para a minha pesquisa. —Diga-me uma coisa, Lexi.— Sua voz tinha um tom de aviso nela. — Você sentiu alguma coisa entre nós na noite passada? —O que eu sentia era minhas necessidades sendo cuidadas. —Não minta para mim, Lexi. Eu posso dizer quando você faz. Eu lambi meus lábios, o que fez cair o seu olhar para eles. O caminhão estava quente e pequeno enquanto ele olhava para mim, tentando me fazer parar de mentir. —As coisas são... Ele rapidamente mudou e me puxou para o assento. —Foda?— Ele rosnou, antes que ele agarrasse o meu rosto e me beijasse sem fôlego. Ele tinha gosto de hortelã, e eu não pude deixar de me perder, mas apenas por alguns minutos. Eu odiava que ele me fazia sentir em casa, o tipo de conforto que só ele podia me lembrar.


Ouvi Antônio na parte de trás da minha mente e eu bati para fora... E puxei rapidamente para longe. —Pare.— Eu mal podia formar um pensamento. —Lexi, o que está acontecendo com você?— Uma das mãos segurou meu rosto. —Diga-me você se sentiu alguma coisa. —Eu fiz— eu sussurrei antes de eu perceber que eu disse. Eu poderia mentir bem. Eu vi a ferida, mas ignorei. Como ele me ignorou quando eu implorei a ele para ficar. —Por que você está correndo de volta para ele? —Porque eu o amo. —Não, você está com medo, e você deixa ele ao redor... Minhas costas se endireitaram conforme eu voltava. —Eu não!— Minha cabeça estava nebulosa. Eu precisava ficar sozinha para obter os meus pensamentos em ordem. Eu coloquei algum espaço entre nós. Eu precisava de distância para fazer isso. Ele estava prestes a estragar tudo. —Keith, não estamos mais juntos. Isso foi apenas alguma paixão colegial idiota. — Uma vez, você me prometeu que não iria mentir, Lexi. —E você me prometeu que não ia sair. Então eu acho que nós dois estamos mentindo de novo! Peguei minha bolsa e peguei minhas chaves antes de eu pular para fora. —Vá para casa, Keith. Eu não quero ser salva. Eu bati a porta e apertei os olhos fechados. A última coisa que eu precisava era Antônio aparecendo aqui procurando por mim e descobrindo que eu não estava sozinha. Eu me senti mal por todo o caminho de volta para o clube. Eu não podia deixar Keith arruinar isso. Eu não queria ele envolvido e machucado. Eu não era estúpida o suficiente para pensar que ele iria deixá-lo ir também. Deus, que confusão. Passando a rodovia 106 fiz a minha contração na pele. E se eu apenas fosse embora? Será que ele realmente vai fazer o que ele disse que faria? Será que ele machucou...


Pare. Antonio não faria mal, não mataria. Será que alguém notou que eu tinha ido embora? Puxando para o meu lugar, notei Will. Ele sorriu enquanto tirava o celular do ouvido. —Ele está esperando por você.

*** Espera. O que? Ouch. Eu sentei

lentamente. Minha cabeça latejava e meus dentes se

sentiram vacilante. Cuidadosamente me movi

para o espelho, eu chupei

uma respiração afiada. Meu rosto era uma máscara profunda de azul e era três vezes maior do que deveria ser. Fechando os olhos, deixei a dor e empurrei a emoção para fora. Ele nunca tinha feito isso antes, mas não devia ter sido uma surpresa. A porta se abriu bem devagar, como fez meus olhos. Antônio ficou de pé, braços ao seu lado, seu ombro e pés afastados, contraindo o pescoço. Seus olhos tinham os meus quando eles fizeram o seu ponto. Não desobedecê-lo novamente. Ele se virou, saiu e fechou a porta Deslizando para o chão, encostei-me na cama e quebrei.


Capítulo Dez Keith —Bem, foda-me, ele está vivo! A voz de Mark surgiu no meio dos alto-falantes do caminhão. Houve prós e contras de meu pai ter atualizado meu caminhão. —Ótimo, que bom ouvir a sua voz, irmão. Olha, antes que o Cole tome o telefone de mim, eu tenho que perguntar. Você pode me pegar esses chips de ketchup que você continua mastigando, mas nunca compartilha? Sua mãe estava fora, e Three não iria passar a mensagem. O que há com essa garota? Eu pedi muito bem, mas...


—Você chamou a minha mãe?— Por que estou surpreso? Mark não conhece fronteiras. —Sim. Então, onde eu estava? Oh, bem, então... —Espere, espere, espere! —O quê? —Como você sabe quem é a minha mãe? —Bem, ela ligou para seu celular na noite antes de sair. Você estava fora com Cole, então eu respondi. Eu decidi fazer muito bem desde que você me fez assistir Abby e o Dr. Eu sorri para a sua escavação. —Ela queria saber se havia qualquer coisa necessária quando você chegasse em casa, e eu sugeri algumas roupas íntimas novas, você é bemvindo, por sinal. De qualquer maneira, nós nos falamos, e nos demos bem.— Eu ouço um barulho estranho. —Sim, Savi, apenas um segundo. Olha, Keith, sobre os chips. Eu esfrego minha cabeça quando paro em um semáforo, perguntando por que eu não vi isso chegando. Mark sempre ganhava as pessoas. Claro que minha mãe só iria comê-lo. —Sim, bem, eu vou lhe trazer algum quando eu vê-lo em seguida. —Dois sacos, por favor. Grandes.— Revirei os olhos. —Sim. —Sim, tudo bem!— Mark bufou. —Aqui, Savannah quer falar com você. Cole está esperando pacientemente... Não! Eu balancei minha cabeça enquanto eu estava esperando ela. Eu senti como se estivesse ligando para casa depois de algumas semanas de não falar com a minha família. Todos queriam sua vez. —Ei, Keith, como você está? Pegando alguém? Eu sorri para seu calor. Eu sentia falta dela.


—Não, ainda não, apesar de eu ter alguém em mente. Estou bem. Você? — Oh, você sabe, um pouco privada de sono, mas tudo bem. Assim, você não sentiu falta da montanha ainda? Meu pé empurrando para baixo sobre o pedal, e eu rastejei através do cruzamento para o clube. Tinha sido quatro dias desde que eu tinha visto Lexi pela última vez, e eu estava esperando que ela tivesse esfriado um pouco. —Sim, eu sinto falta disso. Como está a minha pequena ajudante? Causando problemas? —Sempre. Humm...— Ela limpou a garganta. —Eu quero te perguntar uma coisa, mas você tem que prometer que não vai matar Abigail. —Depende. Ela murmurou algo sobre o fato de que ela não deveria, mas eu sabia que ela ia perguntar isso de qualquer maneira. —Além do casamento de Three, você está em casa por causa de uma mulher? —Oh! Passo para trás!— Mark gritou do fundo. —Keith tem uma amiga? Viagem! Tacada no alvo! —Feito?— Savannah riu antes de limpar a garganta novamente. — Desculpa. Olha, Keith, se há alguém lá atrás, por favor, prometa que não vai voltar para casa até que esteja pronto. Eu olhei para a cadeira vazia ao meu lado, onde algumas noites atrás eu tinha o amor da minha vida ao meu redor. Sim, o sexo era incrível, mas não foi sobre isso com Lexi. Ela fazia a minha vida completa; ela me preenchia. Saltar de helicópteros, escalar montanhas, rastrear cartéis não tinha nada na pressa que eu tenho simplesmente por estar perto dela.


—Eu não estava planejando isso — era tudo que eu ofereceria, mas depois lembrei-me com quem eu estava falando. —Eu realmente gostaria que você pudesse encontrá-la, Savi. Ela é bastante surpreendente. —Qualquer uma por quem você lutar, Keith, tem de ser bastante surpreendente. Eu... Bem, eu ficaria honrada em conhecê-la, quando estiver pronto, é claro. Se você precisa falar, você sabe como se apossar de mim. —Saudades de você, Savi. —Eu também. Agora eu estou entregando-te para Cole, ok? —Claro.— Eu paro em um posto de gasolina e sento-me para que eu possa dar a Cole toda a minha atenção. —Keith, o que você está fazendo?— A voz de Cole era leve, mas eu poderia dizer que estava atado com o negócio. —Pendurado lá. —É bom ouvir. Ok, eu acho que encontrei o local perfeito para o que temos vindo a discutir. Eu realmente gostaria de ter a sua opinião sobre isso. Correndo o risco de excesso de pisar em sua família sobre as suas férias, você pode sair amanhã para uma viagem durante a noite? —Sim, claro, eu posso fazer isso.— Eu puxei meu laptop para fora da minha bolsa e liguei. —Eu estou voando para Charlotte, Carolina do Norte, amanhã de manhã. Vou enviar-lhe um bilhete, e nós podemos nos encontrar lá em cima. —Parece bom. Vejo você então. Revertendo o caminhão na estrada aberta, eu fui para o clube. Eu senti a vibração logo que eu cheguei. Além de verificar Lexi, eu queria falar com Elliot. Eu tinha uma linha em um trabalho possível para ele se ele quisesse. Eu sabia que em algum momento ele iria precisar dele. Eu ainda estava um pouco chateado com Lexi por apressar sua volta aqui. Eu sabia que ela sentiu algo, embora ela continuasse negando. Mas essa coisa tinha que ser visto antes ou eu nunca iria ter uma chance de


consertar as coisas com ela. Batendo na porta de Elliot, ele abriu lentamente sob a pressão do meu punho. —Elliot? Ele estava sentado em sua cama, olhando para a parede, de costas para mim. Algo estava definitivamente fora. —Ei, cara, o que você está fazendo?— Ele não respondeu, então eu fiz uma verificação rápida sobre meu ombro e entrei em seu quarto. Contornando a cama, meu estômago quase entrou na minha garganta. Um de seus olhos estava sangrando, e parecia como se alguém tivesse tentado removê-lo com uma faca de manteiga. Sua pele era cinza pálido. —Jesus, foda, cara.— Eu caí na frente dele, mas ele permaneceu congelado. —Ei, Elliot, você pode me ouvir? Sangue escorria pelo rosto e escorria do queixo ao peito. O olho bom se moveu lentamente para olhar para mim. —Ela... Ela não respondeu seu telefone— ele choramingou em uma voz que enviou um frio na espinha. —Ela não respondeu seu telefone— ele repetiu, e eu podia ver que ele estava em estado de choque. Ele precisava de um hospital. Agora. Puxei meu telefone e liguei para Clark. Cristo, ela tinha voltado a quatro dias. Por que eles fizeram isso com ele agora? —Ei, cara, tudo... —Encontre-me lá fora por trás no corredor! —Entendido. Clark sabia que não devia fazer perguntas. Pegando o braço de Elliot, eu praticamente o levei para fora, parando algumas vezes quando ouvi vozes. Felizmente, eles estavam tendo uma


reunião no bar. Uma vez fora, Elliot começou a choramingar novamente a luz do sol. —Por que eles fizeram isso com você, Elliot? O que diabos aconteceu? Sua cabeça caiu ao redor. —Eles arrastaram o meu castigo. Este foi o... O...— Ele encontrou a palavra. —Final. Sacudi a raiva e empurrei. —Vamos, cara, mantenha-se em movimento. Estamos quase lá. A viatura de Clark virou no beco e parou na nossa frente. —O que diabos aconteceu?— Clark agarrou Elliot e tirou o seu peso de cima de mim. —Punição. Ele precisa de um médico agora. Você vai ter que levá-lo. Eu preciso ver se Lexi está bem. —Eu cuido disso. Vá. Eu dei um aceno rápido antes de correr de volta para dentro, onde eu tomei um par de respirações para me acalmar. Eu precisava agir normal, não como se eu tivesse ajudado Elliot a escapar desse buraco de merda. Levei um momento para encontrá-la no canto. Seu cabelo estava protegendo seu rosto. A iluminação estava baixa, então eu não podia ver muito bem. Fiquei tão aliviado ao vê-la que meu corpo relaxou um pouco. Minha mão estava pegajosa. Eu não precisava olhar para baixo para saber que era sangue. Com um arrastar pelos meus jeans, limpei os dedos sujos de Elliot e sentei-me perto do bar. Eu esperei, vigiando minha oportunidade de ficar sozinho com ela. Antônio estava falando com os seus homens, e depois que ele terminou seu resumo do que eles estavam indo fazer mais tarde, disse-lhes para voltar ao


trabalho. Ele estalou os dedos para Lexi, e ela levantou e se dirigiu para o bar. Eu decidi ficar parado até que Antônio me viu. Ele levantou um dedo antes dele se inclinar e fez uma linha de golpe. Com um salto em sua etapa, ele bateu palmas. Eu não pude deixar que os meus olhos seguissem Lexi. —Nós estamos indo bater o clube do DR. O que você acha disso, senhor soldado? Agora, isso chamou a minha atenção. —Como em ‘Trigger’s Crew? —Trigger é na costa oeste. Esta é a sua tripulação na costa leste. —Não foi suficiente matar um de seus membros? A menos que você esteja pedindo para ser pregado numa cruz e deixado a escorrer para fora, então eu não iria concordar que era uma boa ideia. O sorriso de Antônio me disse que ele estava animado, e medo não estava presente no momento. Ele deve ter feito um monte de coca para estar compartilhando tudo isso comigo. Merda. —Eu acho que você está louco.— Eu fui honesto, porque tudo o que eu podia ver era Lexi ser pega no fogo cruzado. —Trigger vai retaliar, e você pode beijar tudo isso e dar adeus. Antônio esfregou seu cavanhaque enquanto pensava. —A retaliação será suicídio. Sua boca virou para cima, e eu podia ver sua obsessão com deixar sua marca com a equipe mais temida. Parecia ser tudo o que importava. —Eu vou me arriscar. Eu precisava tirar Lexi daqui.


Eu verifiquei o horário no meu telefone e me perguntei como Elliot estava. Um som de fora chamou a atenção de Antônio, e ele saiu para lidar com ele. Eu esperei por um momento, em seguida, dirigi-me para trás para procurar Lexi. Eu peguei um vislumbre de sua caminhada como um zumbi para as latas de lixo. Eu sabia que ela deve estar realmente chateada com o que aconteceu com Elliot, e eu queria deixá-la saber que Clark tinha o levado para o hospital. Corri para fora e a encontrei tentando levantar um saco de lixo, e ela estava lutando com ele, tendo um grande momento. Passando atrás dela, peguei o lado do saco e joguei-o na caçamba. Ela não disse uma palavra e rapidamente se afastou de mim e se dirigiu de volta para o clube. —Hey!— Eu peguei o braço dela, mas ela manteve a cabeça baixa, os cabelos em seu rosto. —O que, agora você não vai olhar para mim? Ela limpou a garganta, levantou a cabeça e segurou o meu olhar, e então eu vi seu rosto machucado e inchado. Minha mão voou para o rosto dela e a segurei suavemente. Ela não conseguia esconder seu medo, mas ela rapidamente o mascarou com raiva. Eu falei primeiro. —Eu vou matá-lo. —Não!— Ela cuspiu, dando um passo para trás. —Jesus Cristo, Keith! Que parte de “ir embora” você não entende? —Ele bateu em você! Ele fisicamente bateu-lhe no rosto, Lexi. E você está bem com isso? —Não!— Sua voz ficou presa, mas ela pressionou. —Eu não sou saco de pancadas de ninguém. Merda, Keith, por vezes, as coisas não são o que parecem. Eu queria gritar com ela por ser tão malditamente ingênua, que ele estava fazendo lavagem cerebral em permanecer, qualquer coisa, mas por alguma razão, eu sabia que ela estava tentando me dizer algo.


—Eu lhe disse para atirar merda para mim. Eu me aproximei dela, mas mantive minhas mãos em meus lados. —Bata fora de sua dura atitude de merda, e deixe-me cuidar do inferno! —Isso é tudo o que tenho! Tudo isso sou eu! Eu poderia lidar com tudo isso antes. Eu poderia fazê-lo até que você chegou, e agora estou sendo puxada em muitas direções. Eu... — Sua cabeça se voltou, e eu podia ver que ela disse algo que não deveria. —Quais são as coisas que você fez? —Eu...— Ela esfregou a cabeça. —Eu preciso ir e ver Elliot. Eu não o vi esta manhã, e eu tenho medo que eles possam machucá-lo.— Ela começou a girar, mas olhou a expressão no meu rosto. —O quê?— Seu pobre rosto tinha medo escrito tudo sobre ele. —O que eles fizeram com ele? —Eles tentaram arrancar o seu olho.— Eu levantei minhas mãos para impedi-la de pânico. —Ele está bem. Eu o levei a Clark, e ele o levou para o hospital. Ele estava falando, Lex. Ele estava bem. —Oh meu Deus.— Sua mão cobriu a boca, mas os soluços borbulharam através de seus dedos. Realmente não me importei neste momento, mas com uma rápida olhada em volta, vi que estavámos escondidos da porta. Dei um passo para cima e a envolvi em meus braços. Surpreendentemente, ela me deixou, embora ela não me abraçou de volta, mas com Lexi, eram pequenos passos. Eu aprendi muito na minha vida com os Sombras, quando empurrar e quando não, bem, na maioria das vezes, de qualquer maneira. —Hey.— Eu gentilmente movi seus ombros para que ela pudesse olhar para mim. —Elliot está seguro no hospital. Clark terá alguns homens assistindo a cada movimento. Você quer vir em uma viagem comigo?


Ela piscou algumas vezes, e eu não tinha certeza do que estava passando por sua cabeça. —Isto não é suficiente para provar a você que eu não posso sair de novo? — Ela balançou a cabeça. Eu pensei que ela ia virar e sair. —Merda, eles vão matar Elliot e me decapitar na frente de todos, assim como fizeram com o membro do Devil’s Reach. Eu abaixei minha voz. —Eu vou deixar Clark conhecer o seu plano. O rosto dela caiu e seus olhos se arregalaram. —Se eles descobrirem... —Eles não vão. Eles vão bater o clube esta noite, e Antônio e o resto serão presos, e você terá alguns dias livres. Eu estudei o rosto mais difícil. —Você vem comigo? Eu podia ver que ela queria ficar mal-humorada de novo, mas se conteve. —Eu não tenho muito dinheiro, Keith. Antônio garante que eu tenha gasolina suficiente para andar na cidade. Eu deslizo por fora de seus livros, mas eu preciso deles mais tarde. —Lexi, pare. Eu estou pedindo para vir comigo. Eu não me importo sobre o seu maldito dinheiro. Ela fechou os olhos por um instante, e eu podia ver que ela estava interessada. Ela também deve perceber que uma vez que descobrirem sobre o sumisso de Elliot, ela seria a primeira suspeita, e nada estaria bem para ela. —Você vai me levar para ver Elliot? —Claro que sim, logo que eu puder. Ela agitou as mãos como se para parar seu pânico.


—Sim, tudo bem, eu poderia mudar de cenário. Ela fez uma tentativa de um sorriso. Essa era a minha menina valente. Depois de fazer algumas chamadas para Clark e o Departamento de Polícia de Boston, tudo foi colocado no lugar. Eles esperariam acontecer algo, e então, se moveriam e prenderiam os caras. Eu acho que eles estavam tão animados quanto eu sobre esse ataque. Clark estava ansioso para seguir em frente do lugar. Eu disse a Lexi para ficar fora do caminho de Antônio e preparar uma mala suficiente para dois dias. Nós concordamos que eu estaria de volta o mais rápido que pudesse, e nós iríamos embora juntos.

Eu só esperava que os planos de

Antônio, o mantivesse ocupado demais para perceber que Elliot estava fora. Afinal de contas, ‘Spit’ estava ferido, e eles provavelmente esperariam que ficasse quieto por um tempo. Eu deixei minha bolsa cair aos meus pés na varanda, onde Nan estava balançando em sua cadeira favorita. Ela deu um tapinha no assento ao lado dela e sorriu. Facilitando, eu gentilmente apertei a sua mão, para que ela saiba o quanto eu a amava. Eu estava tão grato pela relação que tínhamos. Não há uma má memória presa sobre minha infância. Diferente de esconder sua bebida do armário de bebidas do papai. Eu sorri com o pensamento. Eu pensei que era muito sorrateiro. —Como nossa Lexi está segurando? Eu esfreguei os olhos e tomei um momento antes de responder. —Eu sei que há mais para ela estar lá do que eu posso dizer. Ela não compartilha muito, e hoje ela está ostentando um grande hematoma em sua bochecha. —Oh, realmente? Isso é terrível. Como isso aconteceu? Antônio? —Sim. Mas foi porque ela estava comigo. Passamos a noite juntos.— Ela manteve o olhar para a rua, mas eu a vi contração em sua boca. —Você sempre foi tão apaixonado por aquela mulher.


—Sim.— Eu me inclinei para trás e soltei um longo suspiro. —Eu já namorei duas mulheres desde Lexi, Nan. Tentei chegar perto delas, mas sempre havia algo faltando. Não era elas. Era eu. Nenhuma delas jamais poderia se equiparar a ela. Ela sorriu para mim com tal brilho nos olhos que me fez curioso para ouvir o que ela tinha a dizer. —Você tem a maldição Keith, querido. Não fomos feitos para vários amantes. Nossos corações são feitos para o único. Uma vez que atribuímos e nos apaixonamos, é isso. Nós apenas esperamos o céu para podermos pendurar sobre o passeio. Pode ser uma bênção, mas também pode ser uma maldição. Seus olhos vidrados, e eu sabia que ela estava pensando em Poppy. Câncer o levou de nós quando eu tinha dez anos de idade. Eu sabia que parte de Nan nos deixou com ele. Agora eu estava grato que ela ainda estava aqui para nos lembrar dele. Tomando sua mão na minha, eu beijei as costas dela e peguei minha bolsa. —Keith— ela gritou atrás de mim. Virei-me para encontrá-la em pé no trilho. —Lexi é amaldiçoada com a mesma coisa. Ajude-a a encontrar seu caminho de volta para casa. Eu mudei meu saco mais solidamente por cima do meu ombro. —Esse é o plano, Nan. — eu disse e mostrei o meu sorriso travesso.

Lexi Eu vi quando Antônio carregou seu revólver e espingarda, e enfiou uma faca de caça em seu cinto. Deus, ele poderia ser um homem feio-burro.


Nunca pensei que ele fosse atraente, mas uma vez que eu descobri o seu pequeno segredo sujo, eu decidi que provavelmente não era um mau plano rolar com ele. Ele havia me “reivindicado” depois disso, e nunca falou sobre seus problemas na cama. Sua visão distorcida de sexo desde que ele não poderia obtê-lo era o nosso segredo. Quando ele usava cocaína, ele me assustava. Ele era capaz de uma força enorme. O primeiro amigo que fiz quando vim para este grupo, era uma menina chamada Kara, e quando Will tinha terminado com ela e entregou-a para Hank, ela protestou. Eu nunca mais a vi. Elliot disse que ela foi espancada e deixada na porta de um rival, mas não tenho certeza se isso era verdade. Pelo menos, eu esperava que não fosse. Antônio ocasionalmente gostava de agarrar uma garota de outra pessoa, demonstrando “a sua vez” com ela. Muitas vezes me perguntei o que ele fazia com elas no quarto. Ele provavelmente batia-lhes e as culpava por serem inadequadas. Eu realmente não me importava muito, pois me dava uma pausa. —Você vai se sentar lá, vadia? Ou você vai me pegar uma bebida?— Antonio latiu, em seguida, deu um tapa na bunda de uma loira que estava debruçada sobre uma mesa. —Pedaço preguiçoso-burro de merda. Deslizando atrás do bar, lhe servi um uísque e coloquei uma dose dupla de laxante em pó apenas por diversão. Não havia nada mais cômico do que assistir seus olhos ficarem grandes quando ele corria para o banheiro, e com o que estava sendo planejado para esta tarde, seria duplamente engraçado. Eu realmente não deveria brincar com o destino, mas não pude resistir. O coloquei na frente dele e desejei-lhe boa sorte.


—Onde diabos está Spit?— Will veio correndo para o quarto. —Eu não vi a pequena cadela durante todo o dia.— Ele olhou diretamente para mim. —Provavelmente em seu quarto lambendo suas feridas como um cão. Merdinha não puxa o seu peso por aqui, de qualquer maneira. Desperdício de espaço. Umm. —Não é dia de Elliot visitar o cemitério? Não era, mas eu estava apostando que ele não se lembraria. Virei-me para Antônio. —Seu olho está realmente ferido, Antônio, e ele é meu irmão. Eu gostaria que você fosse um pouco mais fácil sobre ele. Ele pode ter necessidade de visitar nossos pais. Ele olhou para Will, cujo olhar arrogante concentrava-se em mim, e eu sabia que ele estava prestes a ser um pau. —Você sabe que eles estão mortos, certo? Ele se aproximou, enquanto eu me segurava. Notei Gordon levantar de seu assento, mas ele ficou onde estava. —Alimentos de minhoca, fertilizantes, a caixa de ossos. Eu não podia ajudar a minha reação, quando puxei o meu braço para trás e dei um soco forte no seu olho esquerdo. Droga! Isso foi incrível! Lutei contra a vontade de fazê-lo novamente, mas não precisava me preocupar, a realidade retornou com resultados repugnantes quando Antônio cobrou de mim como um touro. Gordon começou a vir para mim, mas parou subitamente. De repente, eu estava girando ao redor como um peão, e tudo ficou embaçado. —Antônio! O que você está fazendo?— Keith gritou, mantendo-me atrás dele. —Você vai matá-la se der um soco no rosto de novo.


Eu olhei por trás de seu braço. Isso não era bom. Antônio e o resto do clube pareciam que estavam prestes a puxar suas armas para Keith. —Saia— Antônio urrou, suas narinas dilatando. —A cadela atingiu um dos meus homens e, ela precisa ser colocada em seu lugar por isso. —Ele desrespeitou seus pais.— Keith baixou a voz, mas ainda estava atado com autoridade. —Você bateu, por que ela não pode? —Você está fora da linha, Keith. —Preciso lembrá-lo que eu não corro com a sua tripulação? Eu estou fazendo um favor de babá no seu clube enquanto você estiver fora. Eu estou arriscando meu futuro por você. —Ela não pertence a você. A forma como as costas de Keith se enrijeceram me deixou nervosa com o que viria a seguir. —Não, ela não faz, mas ela é linda, e seria uma vergonha alterar isso. Você fez o seu ponto antes, quando ela quebrou uma regra e saiu. Isso é claro. Will é um pau, e você não pode negar isso. Deixe ir e se concentre no fato de que você em breve começará a bater a merda fora do clube Devil’s Reach. Alguém gritou do bar, e o humor mudou instantaneamente. Mesmo que Antônio tenha me dado um olhar assustador, ele recuou e pegou sua dose de uísque, engolindo-a. Eu quase sorri. Beba. —Vamos!— Ele se virou e olhou para mim. —Você sai, e eu vou ter certeza de que você pareça pior do que o seu irmão agora. —Eu ouvi você na outra noite. Eu cuidadosamente me adiantei e deixei que ele me beijasse. Ele segurou meu braço apertado por um segundo, pressionando os dedos na minha pele para fazer seu ponto. Ouch. Cerca de cinquenta membros


correram para fora da porta traseira, deixando-me com as pernas trêmulas e uma mão direita latejante. Gordon olhou para Keith, e algo foi trocado entre eles. Eu queria perguntar, mas agora não era o momento. —Você tem um desejo de morte, querida— Keith murmurou para mim, referindo-se a Will. —Valeu a pena.— Ele balançou a cabeça, mas eu vi um pequeno sorriso. —Vamos. Vamos sair daqui. Não foi até a rodovia que Keith pareceu relaxar novamente. Eu, por outro lado, estava uma pilha de nervos. Eu não podia deixar de olhar para o espelho do lado para ver se alguém estava nos seguindo. A mão de Keith caiu para minha coxa, puxando o meu foco em outro lugar. Eu me mudei de volta para a alavanca de câmbio, não querendo sentir a emoção no momento. —Eu rastreio as pessoas por uma vida, Lexi. Eu prometo a você, ninguém está nos seguindo.— Eu dei-lhe um pequeno aceno de cabeça, mas meus olhos ficaram colados ao espelho. —Você quer saber para onde estamos indo?— Ah, sim, isso pode ser bom para saber. —Claro. —Charlotte, Carolina do Norte. —Por quê? Eu desloco-me para olhar por cima do meu ombro. Eu tinha certeza de que o carro movia para nossa pista, ao mesmo tempo, que fizemos. —Vou encontrar com o meu chefe e alguns dos meus amigos da casa segura onde eu trabalho.— Isso chamou a minha atenção. Eu olhei para seu rosto, que estava iluminado pelo carro na frente de nós. —Oh.


Eu odiava quando ele mencionou a sua vida com o Exército. Voltei a ver o carro. —Cole é meu chefe, e sua esposa Savannah também vai estará lá. — Oh, essa é Savannah. —Mark, um outro cara da nossa equipe, também está chegando com sua namorada grávida, Mia. Eu tenho que fazer algumas coisas com os caras, e eu vou deixá-la com as meninas. Está tudo bem com você? Eles são realmente bons. Tenho certeza que você vai gostar deles. —Claro. Eu dei de ombros, sentindo-me desconfortável. Esposas do exército. Ótimo. Eu provavelmente começaria a ouvir todas as merdas más que gostaria de compartilhar sobre suas vidas e odiá-lo ainda mais agora. Keith rolou a cabeça para trás e soltou um longo suspiro. Eu sabia que ele estava tentando, mas eu estava acostumada a congelar quaisquer sentimentos quando vinha para ele. Subi as minhas emoções, para derreter o gelo e tentar igualar o seu esforço. —Que tipo de coisas você faz lá na casa? —Nosso objetivo é encontrar reféns e resgatá-los, ao mesmo tempo tentando não ser mortos no pro... — De repente, ele parou quando percebeu como isso soou. —Nós usamos a analogia de ser como uma sombra. Você sabe. Nós entramos e saimos sem sermos vistos. Nem sempre é fácil, mas é assim que vale a pena quando reunimos as pessoas com seus entes queridos. —Onde é a casa segura? —Eu não posso dizer. Oh. —Quem você salvou? Qualquer um gostaria de saber quem é famoso? —Eu não posso responder a isso também.


Okay. —Savannah e Mia vivem na casa? —Sim e não. Peguei em um pedaço de fio no meu bracelete. —Tudo muito vago. —Sim, é, mas por uma boa razão. —Se você diz. O resto do caminho para o aeroporto, ficamos em silêncio enquanto meu estômago torcia em nós infinitos. Keith arrastava minha mala em uma mão, enquanto a outra mantinha um controle apertado sobre a minha mão conforme nós passavamos através do mar de pessoas. Eu estabeleci-me no assento e olhei para fora da janela enquanto a tagarelice sem sentido zumbia ao redor de mim. Se Antônio ficasse sabendo o que eu estava fazendo, eu estaria morta. Gostaria de saber como o ataque estava indo. Rezei para que tudo corresse como planejado, e os caras fossem pegos pela polícia. E se alguma coisa desse errado? Toda esta viagem dependia do fato de que Antônio iria ficar preso. Minhas mãos ficaram frias e arrepios me deixaram inquieta. Elliot melhoraria e ficaria bem. Eu estava nervosa por ele. Nervosa que ele iria chegar em casa do hospital antes de mim e começar a fazer perguntas. Ele chamaria a atenção para o fato de que eu não estava lá. —Bebida?— Keith interrompeu meus pensamentos e me entregou um copo de vinho tinto. —Sim. Eu abati toda a coisa em questão de segundos. Ele substituiu o meu vazio com o seu copo cheio e pediu outro. Meu estômago tremulou quando as rodas levantaram do chão e fomos oficialmente para o ar. Uma vez que estabilizou e o capitão anunciou que poderiamos mover-nos, entreguei


minhas garrafas vazias para a aeromoça quando ela fez uma varredura rápida das linhas. Eu olhei para Keith enquanto abria uma revista. Ele estava tão calmo que me incomodou. —Você está com fome?— perguntei. —Não. —Você quer um pouco de água? —Não. Eu olhei para fora da janela, observando a nuvens e a brisa pela janela. Eu me perguntava quão longe os outros aviões estavam de nós. Era tudo um pouco louco se você pensasse em como muitos tubos de aço estavam no céu neste exato momento. Como muitas pessoas estavam olhando na mesma direção que eu estava. Keith colocou a revista à distância e tirou o chapéu, passando as mãos pelo cabelo. —Que tal agora? Eu vou responder suas perguntas se você responder as minhas. Hmm, que era meio atraente. —Nós temos dois passes. —Temos um acordo. —Ok, eu vou começar.— Eu fui primeiro em pequena escala. —Você já teve algum sentimento por Savannah? Ele jogou a cabeça para trás e soltou uma risadinha. —Não, ela me lembra de Two demais para ir por esse caminho. Ela é bonita, e eu a amo, mas como uma irmã. Além disso, ela é casada com meu melhor amigo, e eles têm uma menina. —Tive de perguntar. —É justo.— Seu sorriso mudou. —É a minha vez. Oh, não.


—Quando eu estava fora na minha primeira turnê, você dormiu com Juan? —Não— eu soltei, sem sequer pensar. —Bom— ele estufou. —Por que não? —Eu esperei por você, Keith. Eu queria desligar e fechar esses sentimentos, mas eu lutei contra a vontade. —Eu estava ferida, mas eu nunca faria isso com você. Eu ainda esperava que você mudasse de idéia e voltasse para mim. Ele concordou, e eu podia imaginar que eu vi uma pequena quantidade de stress antigo cair longe dele. —Quantas garotas você tem ficado desde que nós terminamos?— Ele segurou o meu olhar. —Duas. —Será que você amou qualquer uma delas? —Eu queria, mas não. Meu peito ficou apertado. —Por que a gangue? Você sempre teve tanto medo deles. Eu olhei para fora da janela, em seguida, para as minhas mãos. Eu não gosto de falar sobre isso, era difícil. —Eu me senti tão perdida depois que meus pais morreram. Você se foi, e seus pais foram maravilhosos, mas eles tinham a sua própria família.— Eu limpei minha garganta. —Tudo o que eu trouxe para eles era tristeza. Elliot se apegou a uma garota que acabou por ser uma parte da gangue, prima de Antônio. No início, eles eram grandes para ele. O tio de Antônio o


tomou para si. Em um momento ele estava lá, e no próximo ele se foi. Eu não tinha ninguém. Fiz uma pausa para controlar a raiva que começou a infiltrar-se, então eu continuei. —Foi quando Juan teve pena de mim. Começamos como amigos, e ele me mostrou que poderia me divertir fazendo coisas que eu não teria sequer sonhado. Curiosamente, eu comecei a gostar de não me preocupar com as consequências. Nós nos divertimos.— Eu entrelacei meus dedos. —Então, como todos os outros membros Almas Perdidas, ele fez meia-volta, e um dia eu recebi o punho em meu estômago. Eu suprimi um arrepio ao lembrar. —Eu deveria ter esperado o mesmo de Antônio, mas ele era bom em fazer-me sentir como se eu fosse algo especial. A única coisa que me manteve foi o seu segredo. Fiz uma pausa, querendo compartilhar isso, mas ainda me sentia estranha. —O fato de que ele não pode ter uma ereção? —Sim. Eu acho que ele foi estuprado várias vezes na prisão, e agora ele não pode ficar... Você sabe... Ter uma ereção. Não que não há outras maneiras dele ficar satisfeito, mas pelo menos eu não tenho que, bem, você sabe. Os irmãos Garcia tem alguns problemas. Sorte minha. Eu escovei por seu desconforto e deixe que o tópico caísse. Eu disse isso, e isso era tudo que importava. —Pobre Clark. Tenho certeza que, eventualmente, eu vou dar-lhe um acidente vascular cerebral. Ele me socorreu tantas vezes, mais do que devia. —Humm, eu ouvi. —Então, como você perguntou-lhe sobre esta viagem para casa, ou você tem Clark cuidando de mim todo esse tempo?


Sua expressão culpada deu-lhe distância. Ele estava olhando por mim esse tempo todo. Uau. OK. Eu decidi continuar assim e ele entendeu. —Antônio e Juan eram como óleo e água, e quando Antônio queria algo, nada iria ficar em seu caminho. Ele matou algum viciado e prendeu-o em Juan. No dia seguinte, fui obrigada a mover minhas coisas para seu quarto e estão lá desde então. — Tirei meu cabelo do meu rosto, com necessidade de me mexer. —Não é exatamente um conto de fadas, mas é o que é. Seu rosto enrugou. —Então por que você está lá? O que você espera conseguir? —Passo.— Corri com a palavra. —Então você não vai me dizer por que você não vai sair? —Não, eu não posso ir lá. Desculpe. Meu coração batia contra o meu peito em um ritmo rápido. Eu odiava isso. —É a minha vez.— Eu queria sair deste assunto. —Por que você saiu tão rapidamente quando voltou quatro anos atrás? Soube que estava na cidade. Eu pensei, bem, esperava... Ele tomou um momento e olhou para a frente do avião. Apenas quando eu pensei que não ia responder, ele limpou a garganta. —Eu voltei por você. Eu precisava saber se havia a menor chance de que houvesse algo. Eu não era capaz de seguir em frente com ninguém, porque tudo o que fazia, era compará-las com você. Foi uma sensação horrível afastar pessoas boas. Então, eu voltei, e naquela manhã, corri para Elliot no café. —Você fez?— Por que ele não nunca me disse isso? —Sim. Eu disse a ele por que eu estava de volta, e ele me disse que tinha passado por um momento tão difícil, e você estava finalmente feliz com


Juan. Ele me implorou para não estragar tudo. Para deixá-la ir e seguir em frente. —O quê?— Ele deve ter entendido mal Elliot. —Esse foi o ponto mais baixo para mim. Tem certeza que ele disse isso? —Foi a coisa mais difícil que eu já fiz. Eu não queria acreditar nele, mas mais tarde naquela noite eu vi você com Juan fora de Mavis Place. Você estendeu a mão e tocou seu ombro, você sorriu e disse algo a ele. Você... Você parecia tão feliz. Eu sabia que tinha de deixá-la sozinha. Fiz as malas e sai naquela noite. Mal disse adeus à minha família. Eu estava tão esmagado que eu precisava estar de volta em casa. Eu mergulhei no meu trabalho e tentei empurrá-la para fora da minha cabeça. —E conseguiu?— Sua mão se moveu para minha e apertou-a firmemente, em seguida, levantou-a à boca e beijou as costas. —Nunca. Eu cai em meu assento sentindo todos os tipos de emoções misturadas. Por que Elliot fez isso? Então, algo me atingiu. —Se eu tivesse decidido ficar com você há quatro anos, como poderíamos estar juntos? Você não pode me dizer muito sobre sua vida, e não parece que há espaço para mim e para o Exército. Um pequeno sorriso apareceu, era um que eu não tinha visto antes. —Eu teria deixado a minha montanha e trabalhado como um civil. Eu amo meu trabalho, Lexi, muito, mas eu...— Ele parou. —Eu não teria voltado. —Uau— eu sussurrei, não tendo certeza do que fazer com isso. Eu nunca iria pedir-lhe para escolher-me sobre algo que o fazia tão feliz. Mas ele voltou, e eu tinha seguido em frente. —Montanha?


Ele fechou os olhos por alguns instantes. Eu podia ver que ele não sabia que ele tinha dito. —Nós gostamos de estar no alto para ver quando as coisas estão chegando. Com um leve sorriso para que ele soubesse que eu estava feliz que ele compartilhou algo comigo, eu voltei a olhar para fora da janela. Me mexi e soltei um gemido inesperado. Meu ombro estava dolorido. —O que há de errado com seu ombro? —Caí sobre ele de mau jeito. Eu o vi colocar dois e dois juntos, mas em vez de me confrontar, ele abriu sua bolsa e tirou duas pequenas pílulas ovais brancas. —Aqui. Ele me entregou a sua água, e eu levei-os, não me importando com o que eram. Logo depois, senti sonolência e meus olhos ficaram pesados. Keith levantou o braço e me apoiou contra seu peito. —Eu estou bem— eu protestei. —Eu sei.— Ele me inclinou para o seu enorme peito. —Deixe as pílulas aliviar a dor. Ele colocou o casaco em volta de mim e beijou meu cabelo. —Apenas durma agora. Eu tenho você. —Sim... Bem. Muito cansada para lutar, eu cedi. Grata que tivemos a linha para nós mesmos, chutei meus pés para cima e deixar meus problemas flutuarem por um tempo.


Capítulo Onze Algo quente passou sobre o meu rosto. —Lexi, estamos aqui. Meus olhos se abriram lentamente, e eu olhei para cima e vi Keith me olhando com um sorriso suave. Eu sacudi para cima, mas me encolhi com o meu torcicolo. —Você fala em seu sono, você sabe. —Então, eu sei — eu murmurei, pensando sobre o tempo que falei com Keith quando eu estava dormindo. Antônio foi menos do que impressionado. —O que eu disse? Ele não respondeu, apenas me entregou minha bolsa e me moveu na frente dele quando nós cambalheamos para fora do avião. Nós pegamos nossas coisas e nos dirigimos para o local de aluguel de automóveis. Uma hora mais tarde, estávamos na estrada indo para Ashville. Charlotte era linda. Tudo era verde e exuberante. Tecendo através das altas montanhas em estradas de uma pista incrivelmente calma, era apenas o que eu precisava para deixar ir uma tonelada de estresse reprimido. De vez em quando, Keith tomava minha mão


e a colocava sobre a alavanca de câmbio por baixo da dele. Toda vez que eu me sentia estranha eu puxava de volta para o meu colo. Eu estava tão confusa agora. Eu não podia deixar este homem dentro da minha cabeça. Ele trouxe tanto com ele. Eu estava longe demais com a minha nova vida para lidar com mais dor e confusão. Eu realmente senti um puxão estranho com a vida que estava levando com Antônio, e era difícil obter minha cabeça em torno disso. Uau, eu estava tão fodida. —O que você está pensando?— Ele me puxou do meu devaneio. —Nas coisas. —Como? Eu olhei e encolhi os ombros. —Coisas. —Acredite ou não, Lex, você pode deixar sua guarda para baixo comigo. —Eu fiz— foi tudo o que eu disse. Eu sabia que ele ia ficar com o resto. Ele soltou a minha mão. Eu me senti um pouco mal. Aqui estava ele me levando em uma viagem, e eu agia como um cubo de gelo. Eu estava tão torcida, eu mal sabia onde eu começava e onde eu terminava. —Tem sido um longo tempo desde que eu estive em uma viagem.— Não, isso deve ser suficiente. —Espero que se divirta. Você poderia usar um pouco disso. Sim, isso é verdade. Seu

telefone

tocou

e

alguém

chamado

Carlos

apareceu

no

identificador de chamada. Olhando isso, Keith virou-o. Em vez de parar no hotel, fomos direto para o restaurante onde estávamos nos reunindo com seus amigos. Dizer que eu estava nervosa era um eufemismo. Eu quase desejei ter declinado a oferta. Eu era, afinal, “a garota que partiu o coração de Keith e deixou-o por uma gangue”. Oh meu Deus, eu era a porra de um naufrágio! —Pare de pensar demais nas coisas, querida. Eles vão te amar. Keith pegou minha mão e abriu a porta. Nos seguimos como se fôssemos um casal.


—Bem, maldição quente!— Um cara gritou. Eu achava que era Mark. —Cole, você me deve vinte. Ela é morena!— Eu tive que sorrir para sua explosão. —Não tente bater Mark. Ele sempre vai ganhar. Eu assenti. Eu pensei que Mark seria muito divertido. Eu reconheci Savannah a partir da imagem que Keith me mostrou. Ela veio para frente e me ofereceu uma mão. Senhor, ela era impressionante. —Você deve ser Lexi. É um prazer conhecê-la.— Eu peguei a mão dela e voltei sua bondade com um sorriso. Mia estava próxima. Ela ficou sem jeito. —Oh, por favor, não.— Eu levantei minhas mãos e ajudei-a de volta para baixo. —É bom conhecer você, Mia, mas por favor, sente-se. —Obrigada.— Ela sorriu. Antes que eu pudesse sentar, Mark pegoume para um abraço. Keith saltou e disse algo em francês. Eu não entendi tudo, mas eu pensei que era ao longo das linhas de ser cuidadoso em torno do meu ombro. Mark se afastou e me deu um pequeno abraço e um beijo na minha bochecha boa. —Oh, Lexi, temos tantas perguntas para você. —Não— Keith rosnou. —Quantos anos você tinha quando você o conheceu?— Mark contornou o olhar de Keith. —Dezessete. —Huh. Ele sempre foi tão secreto?— Dei de ombros. —Não a princípio.— Foda-se, meus golpes eram incontroláveis. —Não, ele era sempre aberto comigo. —Sério?— Ele parecia confuso. —Ok, ele costumava cantar? Porque o homem tem uma voz como um anjo. Savannah riu alto e bateu o punho com Mark. Olhei para Keith, e ele balançou a cabeça para mim. —Ele costumava cantar para Four. Eu quebrei o barulho na mesa, e todos pararam e olharam para mim. —Hum, sua irmãzinha é treze anos mais jovem que ele e iria levá-lo a cantar.


—Que tipo de músicas?— Perguntou Savannah. —Isto não é da sua conta.— Keith tentou intervir, mas Savannah e Mark tentaram calá-lo. —Ah, tudo, desde o 'Puff the Magic Dragon' até 'Def Leppard'. Mark balançou a cabeça. —O que eu não faria para ter sido uma mosca na parede naquela época. —Cole, eu desisto— disse Keith com uma voz grave. Cole apontou a cerveja para ele. —Não me deixe com eles. Mark tocou minha mão sobre a mesa. —Precisamos trocar números. — A qualquer momento. —Lexi. Cole levantou-se e se elevou sobre mim como Keith fez. —É um prazer conhecê-la. Obrigado por junta-se a nós aqui. Eu não poderia deixar de me juntar as gargalhadas. Cole era muito engraçado com o seu jeito. —Obrigada por me receber. Eu encontrei-me começando a desfrutar do calor que estes quatro tinham para oferecer. A comida era boa, e a conversa era melhor. Na verdade, eu encontrei-me rindo e querendo continuar. Era isso o que a vida poderia ser? Eu adorava que Cole sempre encontrava alguma razão para tocar Savannah, e como Mark se manteve sorrindo para Mia cada vez que ela falava. Sua mão esfregou sua barriga, e ele se iluminou quando ela falou sobre a gravidez. Eles eram a família um do outro, e eu estava com inveja, mas, ao mesmo tempo, eu estava feliz que tinha Keith. —Senhoras.— Cole entregou a Savannah um envelope. —Há um carro esperando para levá-las ao SPA local para um pouco de coisas de menina. Eu não sabia como reagir. Tinha sido anos desde que eu tinha ido a um spa, e eu senti um pouco engraçada que ele pagou para nós irmos, mas eu segui as outras meninas enquanto se dirigiam para a porta.


—Eu liguei com antecedência e me certifiquei que Gus cuidasse muito bem de nós. O sorriso perverso de Savannah me fez olhar para Cole, que a agarrou pela cintura e beijou-a sem fôlego. Ninguém estava por perto, e nós estávamos longe das mesas, mas alguém piou. Eu pensei que poderia ter sido Mark. —Bem-vindo ao seu relacionamento.— Keith riu quando ele me alcançou. —Você vai ficar bem com elas? —Eu posso me cuidar. —Eu gostaria que você baixasse a guarda um pouco mais comigo. Eu não vou te machucar, Lexi. Eu tive que desviar o olhar enquanto meus olhos ficaram brilhantes. Eu estava muito confusa para pensar que poderia simplesmente deslizar neste mundo, e não havia muito mais na minha vida do que eu poderia compartilhar agora. —Hey. Ele virou-me para que eu olhasse para ele, enquanto o resto deles se dirigiram para fora. —Você e eu, poderíamos descobrir isso. —Keith... Eu balancei a cabeça. Este tópico teve de ser fechado. —Eu não vou voltar para casa sem você, Lex. Estou cansado de te ver machucada. Você merece mais. Eu suspirei novamente. Isso torceu-me por dentro. —Ok, ok, vamos deixá-lo por agora. Se perca e se divirta um pouco. Ele virou-se e dirigiu-se para o grande SUV que os caras tinham empilhado. Soltando uma respiração profunda, eu fui para Savannah, que me esperava a um distância. Ela sorriu e fez sinal para eu seguir.

*** —Ahhh— Mia murmurou quando Robert aplicou pressão no seu antebraço esquerdo. —Eu acho que posso ter de dizer a Mark que ele foi substituído.


O cabelo de Savannah estava molhado do nosso banho de vapor. Ela concordou e tomou um gole de água de pepino. Nós tínhamos estado no spa por duas horas recebendo tudo que você pudesse pensar de encerado, polido e pintado. Acabou que eles fizeram muito isso. Eu não pretendia entender esta vida; eu só tomei isso quando eu fui. Gus não fez perguntas, mas falamos em particular sobre onde ele poderia fazer a massagem e onde não. Meu rosto ainda estava coberto, então ele me deitou de lado para que meu rosto não pressionasse o travesseiro. Ele trabalhou maravilhas no meu ombro dolorido. —Eu acho que preciso ficar sozinha com meus pensamentos. Eu ri enquanto Gus trabalhava a parte inferior dos meus pés. —Bem, Gus, você é bem-vindo para se juntar a mim. As garotas começaram a rir, e parecia quebrar algumas paredes que eu estava construindo. Depois que nossos pés estavam pintados, nós nos sentamos na varanda com vestes azuis esbafuridas e nos deram margaritas –sem álcool para Mia, enquanto eles se preparavam para cortar o nosso cabelo. Porra, me sentia muito bem neste momento da vida. —Ok, não ria, mas Mark me comprou isso, e eu quero usá-lo. Mia puxou um pau de selfie e Savannah apertou os lábios para não rir. Nós nos inclinamos e tiramos uma foto de nós com nossas bebidas. —Qual é o seu número, Lexi? Vou enviá-lo para você. Eu fechei meus olhos e tagarelei para fora o número. Eu ia esconder a foto mais tarde. Esta seria uma que eu gostaria de manter. Seria definitivamente uma memória feliz para mim. —Estou muito feliz que você veio. Mia tocou meu braço com um sorriso caloroso. Fiquei satisfeita que eu estava usando óculos escuros, quando eu senti meus olhos com névoas. Eu realmente sentia falta de ter amigas. Savannah colocou sua bebida para baixo e se virou, colocando as pernas para cima.


—Será que Keith nunca compartilhou com você alguma coisa sobre mim ou o meu passado? —Não. —Eu posso dividir isso com você? —Claro. Passei a próxima hora ouvindo suas histórias. Era exatamente o que eu precisava. Eu não estava sozinha, e isso me deu esperança de que eu poderia até mesmo sair dessa bem algum dia. Descobri ainda que Mia tinha uma história. Elas respeitavam a minha privacidade e não me empurraram para quaisquer detalhes da minha própria vida. Elas só falaram.

*** —O que você acha? Felicia sorriu para mim através do espelho. —Você está maravilhosa! Uau, meu cabelo parecia saudável e brilhante com luzes minúsculas marrons que passavam por ele. Eu teria que contar alguma mentira louca quando visse os caras no clube. Embora Antônio provavelmente, não percebesse, Will teria certeza de trazê-lo a tona. Ele era um babaca, e eu esperava que ele estivesse com alguma puta nesse momento. Perguntei-me novamente como tudo estava indo em sua extremidade. Não! Não vá até lá! —Vem—. Savannah ligou seu braço comigo. —Temos tempo para visitar o pub em frente. Por minha conta. Mia veio para o meu outro lado e sorriu. —Estou muito feliz que você decidiu vir. —Eu também. O que os caras estão fazendo aqui, exatamente?


Savannah olhou para Mia, em seguida, de volta para mim. —Você tem que perguntar ao Keith. Tem a coisa toda de nãodivulgação. —Entendi. Eu deixei ir, mas ainda estava curiosa. Eu deveria saber que os caras estavam de volta pelo caminho quando os olhos de Savannah brilharam em alguém atrás de mim. —Uau.— Keith mexeu com o meu cabelo no meu ombro. —Você está bonita. —Obrigada. Ele me ajudou a sair da cadeira e me deu um giro rápido. Mark assobiou, e Keith lhe lançou um olhar. Eu aprendi rapidamente que Mark gostava de lhe dar uma merda. Pessoalmente, eu achei muito divertido. —Ora, muito obrigada, Mark. Eu sorri para Keith, que sacudiu a cabeça. Fiquei surpresa do quanto eu perdi o seu comportamento territorial. —Podemos voltar para o hotel agora? Sua mão deslizou em volta da minha cintura, me puxando para ele. Foi a primeira vez que eu não senti vontade de me afastar. —Não!— Savannah saltou antes que eu pudesse. —Temos planos para o jantar. —Planos— repeti e dei um pequeno passo para trás. Keith combinou meu movimento então ele estava de volta para mim segurando novamente. Keith riu, mas olhou para Savannah. —Vou me lembrar disso. —Não, não, meu amigo, vá para o código-45 no mês passado.


Huh? Oh, isso é certo. Ela me disse que significava que ele levou-os ao redor sobre seu ombro. —Será que estamos mesmo? —Por agora. Ela encolheu os ombros. —Mmm. Ele pegou seu celular e fez a mesma cara de antes. Notei que era Carlos novamente. O jantar foi divertido. Eu não tinha rido tanto em um longo tempo. Eu peguei o rosto de Keith algumas vezes, e eu poderia dizer que ele sabia que isso era o que eu precisava. Tanto quanto eu odiava admitir, ele estava certo. Eu esqueci o quão grande normal poderia ser. Alcancei a sua mão debaixo da mesa, e dei-lhe um pequeno aperto. Sua atenção bruscamente voltou para mim, mas depois ele retornou a sua conversa com Cole. Seus dedos traçaram sobre o meu. O que eu estava fazendo? Os outros pediram café, mas Keith disse que estávamos saindo. Peguei meu casaco, e ele me ajudou com ele. —Obrigada por hoje, pessoal. Os vejo na parte da manhã no café da manhã. Eu acenei e abracei Savannah, que se levantou e me embrulhou em um abraço de pura amizade. A caminhada de volta foi fria. Apenas o que eu precisava para pensar. Keith passou o braço em volta da minha cintura, e eu inclinei-me para ele. Eu odiava que eu caí em velhos hábitos, mas me sentia tão caseira. —O que eu disse no meu sono?— eu tinha que saber. Ele falou quando nós paramos em um sinal. —Sempre foi, sempre será. Grata pela escuridão, eu senti minhas bochechas esquentarem.


—Interessante. —Eu também pensei assim— disse ele, pegando a minha mão e me puxando para frente. O hotel era a apenas duas quadras de distância, e nós fomos para dentro e até o belo quarto onde um carrinho nos cumprimentou ostentando champanhe em um balde de gelo. —Sério?— Eu ri nervosamente, mas era muito romântico. —Você provavelmente pode agradecer a Savi. Isso é tão ela. Ele abriu a porta do pátio e apontou. —Este sou eu. Espreitei ao virar da esquina, vi que tínhamos a nossa própria fogueira com gravetos e outras coisas para sanduíches. —Você se lembrou.— De repente, senti lágrimas. —No verão de 99, estávamos sentados no convés de Clark, e você disse segure o romance, sanduíches, e...— Ele abriu um refrigerador. —Um pacote com seis cervejas geladas. Ele me puxou para ele. —Isto é o que nossa vida poderia ter sido, Lex. Só me deixe entrar. Minhas paredes subiram. Claro que sim; elas sempre faziam. —Não— ele advertiu. —Não o quê? —Não coloque as paredes de volta no momento em que eu menciono um futuro. Voltei dentro do quarto do hotel e comecei a remover meus brincos. O que eu estava fazendo aqui? Era um erro? Tentando manter-me sob controle, tirei meu vestido e pendurei-o cuidadosamente no armário.


—Por que você não vai me dizer o que mais está acontecendo? É chato, você me manter no escuro. Ele bloqueou o caminho para a minha bolsa. Minhas mãos voaram para os meus quadris. —Você se foi por dez anos, Keith, e muita coisa aconteceu. Você pode questionar as pessoas em torno de sua vida, mas você não pode comigo. —Eu não estou tentando questionar ao redor. Eu só queria que você compartilhasse isso comigo! —Compartilhar?— Eu me virei e agarrei seu telefone fora do armário. —Então compartilhe comigo quem é esse Carlos que continua chamando, mas você evita os seus telefonemas. Seu rosto caiu. —Você vê meu telefone agora?— Oh, isso irritava o inferno fora de mim. Eu nunca tinha sido, nem iria ser, esse tipo de mulher. —Obrigada por pensar tão bem de mim. Ele ou ela só chama o tempo todo. Difícil não notar que você está evitando responder. Ele olhou para o relógio. —Eu acho que nós iremos para uma luta. Foram vinte e seis horas. Eu fechei meus olhos e odiava que ele estava certo. Eu precisava trabalhar nisso. —Pare de me irritar, então! —Pare de ser tão fechada! Puta merda, nós não ganhávamos nada com estas lutas. —Posso pegar minhas roupas, por favor? —Por quê? Eu sei que você gosta de estar assim. Revirei os olhos, mas um pequeno pedaço do velho eu tinha aparecido.


—Será que eu...?— Ele parou e estreitou os olhos em mim. —Acabei de receber um sorriso? —Não.— Eu lutei para controlar a minha boca. —Você quer as suas roupas?— Ele me deu um sorriso torto. —Beije-me em primeiro lugar. Deixando escapar um suspiro pesado, eu empurrei para baixo a frustração, me aproximei e lhe dei um beijinho na bochecha. —Não, meus lábios. —Keith. Minhas mãos pousaram em meus quadris. —Lábios— repetiu ele. Ambas as minhas mãos, pressionaram em seus ombros, quando me inclinei e gentilmente pressionei os meus lábios nos dele. De repente, as mãos viraram conchas na minha bunda e ele me levantou no ar, gentilmente me colocando em cima da cômoda. —Keith! —Sem mais brigas hoje à noite. Ele arqueou minhas costas para que meus seios subissem. Um braço enganchado debaixo da minha perna e descansando ao redor de seu quadril, enquanto o outro segurava minha parte inferior da coluna no lugar. Ele arrastou sua língua do meu queixo até a minha clavícula, fazendo minha respiração vibrar. Mergulhando e rodando-o na minha clavícula, ele roçou os dentes contra a minha pele e beliscou meu ombro. Era tão bom. Soltando minha cabeça para trás, para que ele pudesse ter melhor acesso, deixei escapar um gemido descontrolado. As habilidades orais de Keith sempre tinham sido o meu ponto fraco. Ele se afastou, cuidando para não me deixar cair, e me manteve no lugar com seus quadris. Sua camisa


caiu no chão enquanto eu arracava seu cinto. Ele deu um passo para fora da calça e chutou para o lado. Para minha surpresa, ele estava pronto. Meu olhar caiu para seu quadril enorme. Ele estava tão em forma quanto com os seus dezessete anos, apenas um inferno de um homem muito maior agora. Eu peguei sua ereção grossa, e ele contraiu-se em minha mão. Estendi a mão e senti a pele aveludada, e o calor flutuando fora do eixo. Seu peito estufando na conexão. Ele fechou os olhos e passou a mão pelo meu cabelo. Assim quando eu fui cair nos meus joelhos, ele sacudiu a cabeça. —Não agora. Seus olhos se abriram com uma expressão diferente. —Estamos fazendo isso certo. Eu estava confusa. Eu pensei que quando estávamos em seu caminhão foi incrível. Movendo-me para o chão, ele tirou meu sutiã, tomando seu tempo. Suas mãos constantemente moviam-se sobre a minha pele para que ele não perdesse a conexão. Ajoelhou-se no chão e levantou cada pé, jogando minha calcinha na cadeira. Olhando para cima, com olhos escuros e líquidos, estudou meu estômago. Suas mãos moveram pelo meu quadril, e ele tocou os lábios na minha pele. —Como é que alguém pode ferir uma mulher tão bonita?— ele sussurrou através de seus beijos. Eu me tornei emocional sobre este ato. Tinha sido um longo tempo desde que alguém tinha sido tão íntimo comigo. Eu esqueci o quão incrível era. —Está tudo bem, Lex— ele murmurou sobre o beijo, fazendo-me aquecer novamente. —Eu vou te proteger. Ele começou a se mover para cima do lado do meu peito. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto, mas eu consegui controlá-la.


Por favor, não se apaixone de novo, Lexi! Apenas desfrute do prazer e mantenha seus sentimentos escondidos. Eu precisava dizer-lhe tudo. Meu coração disparou como um cavalo selvagem. Eu não podia. E se Antonio... —Hey. Ele mergulhou para baixo e bloqueou seus lábios nos meus, lembrando-me onde minha cabeça deveria estar. Ele me inclinou de modo que a língua podia dançar mais profundo. Movendo-nos momentaneamente, ele cuidadosamente aliviou-nos para baixo, então eu estava no topo. Eu fui surpreendida quando a TV ligou. Devemos ter atingido o controle remoto. Sorri, beijando-o quando ouvi a voz de Channing Tatum em Magic Mike. —Você planejou isso também?— Eu brinquei, empurrando minhas emoções de lado. Ele agarrou minha bunda e fez um ruído muito sexy na parte de trás da garganta. Meus dedos curvaram com o som. Sua sobrancelha se levantaram com a minha reação antes de sorrir. Ele gostava disso. Com os meus olhos nos seus, eu mergulhei, deixando meu cabelo cair em torno de mim. Ele adorava a sensação de deslizar através de sua pele sensível. Suave como um gato, eu me afastei até que senti sua ereção tocar minha barriga. Ele pegou minhas mãos quando eu fui para a posição. Era como esperar pela corrida de uma droga que estava prestes a aquecer seu sangue para o núcleo. Dei-lhe um aceno para mostrar que eu estava pronta, e muito lentamente, ele empurrou na minha abertura, estendendo-me a um tamanho que só ele poderia alcançar. No meio do caminho, seus olhos apertaram fechados e seu aperto ficou mais firme. Era tão sexy, eu não podia ajudar, mas escorregar em velhos hábitos. Uma vez que ele estava completamente dentro, eu puxei quase todo o caminho para cima. Seus olhos se abriram, e vi que ele sabia o que eu estava fazendo. Eu costumava lutar com ele pelo controle só para mexer com


o seu macho alfa interior. Era um jogo divertido e fez o sexo ainda mais emocionante. —Lex— ele rosnou, mas parou quando eu afundei lentamente, mas em um ritmo bom. 'Pony' por Ginuwine circulou pela sala quando eu levei cada polegada dele. Sua mão pousou no meu quadril para me manter no lugar. Em vez disso, eu comecei a dobrar minhas costas e o montei, e sua mão livre deslizou ao longo da minha barriga com um olhar faminto. Sintonizei-me com a batida da música, definindo o ritmo lento e vi quando ele se esforçou para segurar. O suor na testa e sua mandíbula flexionados. Eu sabia que ele queria mais duro. Peguei meus seios e espalmei os mamilos, precisando de algum atrito. Inclinando para trás, eu deixei cair a minha cabeça e deixei que o acúmulo durasse o maior tempo possível. Como subir a pista, em uma montanha-russa, cada clique do trilho feria meu estômago apertado. Eu estava apenas circulando no topo quando eu caí para o lado errado. Abrindo os olhos e caindo no meu clímax, eu vi as feridas em seus olhos, desafiando-me a empurrar para trás. Escovando o meu cabelo para fora do meu rosto, ele subiu uma perna e depois a outra. Sem aviso, ele deslizou para dentro e soltou um suspiro. —Eu precisava disso— disse ele, mais para si mesmo. —Dez malditos anos. Eu ia dizer algo, mas ele começou a se mover, com seu braço flexionado acima de mim e agarrou a cabeceira. Eu não podia parar a corrida que aconteceu. Ele me deixou sobre a borda e passou a rugir sem fim. Keith não parou, ele apenas aumentou o meu clímax e estendeu-o por tanto tempo quanto possível. Assim quando eu caí, ele fez um barulho. Cada músculo bloqueou no local como se fosse de pedra. Eu esqueci o quanto perdi a cara que ele fazia quando perdia o controle. Ele quase me fez querer um terceiro round.


Meu corpo estava gasto, eu não achava que seria capaz de me mover. Virei para o lado, ele passou o braço em volta do meu corpo flácido e enterrou o nariz no meu cabelo. —Dez malditos anos. Nós ficamos juntos por um tempo até que minha boca seca me implorou por água.

*** Marrom estava espalhada por toda a crosta crocante, mudando a forma. —Vai queimar.— Keith balançou a cabeça. Nós tínhamos estado em volta de uma fogueira durante uma hora, e eu vi uma vista sem fim, quando ele parou na minha frente com o meu lanche da meia-noite. —Você ousa questionar meus sanduíches? Suas mãos se levantaram. —Eu só estou dizendo que eu vivo na floresta, e eu sei como cozinhar um marshmallow. Você irá queimá-lo. Eu sorri. — A floresta, heim?— Seu rosto se contorceu; ele tinha deslizado novamente. —Eu nunca escorreguei antes.— Ele balançou a cabeça. Eu levantei o marshmallow perfeitamente marrom. —Sim, isso não parece perfeito em tudo.— Eu os inspecionei ainda mais. —No entanto, a sua... —Merda— ele gritou quando pegou fogo. —Quem é o escoteiro agora? Ele riu e abandonou a vara, pegando a sua cerveja.


Nós nos sentamos por mais algum tempo olhando para o fogo em silêncio. Eu estava sempre confortável com ele assim. Isso era apenas fácil. —O que significam esses números?— Eu apontei para o seu antebraço esquerdo onde estava escrito 13-10-98 com tinta preta. —Apenas uma data que eu queria lembrar. —Noventa e oito.— Eu rapidamente fiz as contas. —Noventa e oito foi o ano em que nos conhecemos. —Sim.— Ele balançou a cabeça e tomou um gole de cerveja. Comecei a meditar sobre o que aconteceu com Keith naquele ano. Eu não tinha certeza por que outubro era tão importante. —No primeiro ano, eu estava só no Iraque.— Sua voz era baixa. — Passamos

a

maior

parte

do

mês

de

Setembro

em

bloqueio.

Era

enlouquecedor. Eu queria estar lá fora, mas as tropas inimigas foram vistas em toda a área. Acabei fazendo um bom amigo chamado Tikaani. Ele era do Alaska. Sua família possuía uma loja de jóias caseira especializada em cortes de diamante únicos. Seu olhar se encontrou com o meu. —Ele sabia que eu estava procurando um anel. Meu estômago caiu. —Eu elaborei o que eu queria, e ele estava pronto para mim na hora que eu cheguei em casa. É impressionante, realmente, e é exatamente o que eu queria, ainda teve a data 13-10-98 gravada nele. O primeiro dia em que você entrou na minha vida, e a primeira e única vez que eu me apaixonei. Meu nariz arrepiou quando meus olhos começaram a encher de água. Como eu pude ser tão estupida? Eu senti como se tivesse falhado. Algo, no entanto, chamou a minha atenção. —E?— Eu precisava saber por que ele disse isso no tempo presente. Balançando a cabeça, ele inclinou seus antebraços sobre os joelhos e estendeu a cerveja entre os dedos.


—Depois que você saiu, eu disse a mim mesmo que eu tinha dez anos para segurá-lo. Se nessa época nós não estivéssemos juntos, eu ia vendê-lo, e deixaria ir. Eu senti a picada de suas palavras, e eu congratulei-me com a dor. Esse tempo todo, eu nunca uma vez coloquei-me no lugar dele, quanto a minha saída fez com ele. Minha esperança era que ele fosse encontrar alguém mais adequado para ele. Eu tinha me tornado tão escura por dentro, não era algo que eu quero espalhar para os outros, especialmente ele. —Carlos—. Ele quebrou meus pensamentos em espiral. —Ele é meu vendedor de diamantes. Ele me encontrou um comprador, mas eu simplesmente não posso continuar com a venda. —Keith— eu sussurrei, mas minha voz quebrou. —Por favor, não. Ele se inclinou para trás e balançou a cabeça. —Eu não tive a intenção de te machucar. Eu só queria que você soubesse quem Carlos é, isso é tudo. Eu engoli o caroço enorme na minha garganta e voltei a olhar para o fogo. Minhas emoções tinham sido como um ioiô desde que Keith voltou para a minha vida. Era doloroso, mas, por outro lado, com ele tinha ressurgido tantas boas memórias. Aquelas que me fizeram lembrar de uma época em que me senti amada, protegida e feliz. Keith colocou sua cerveja para baixo e se dirigiu para o quarto. Quando ele fechou a porta, eu quebrei e deixei tudo para fora no travesseiro. Deus, me senti muito bem por soltar alguns dos laços em torno de meu peito. Como a vida poderia ser tão complicada em um momento, e no próximo fazer sentido? Será que eu mudei muito para ser a mulher que ele pensou que eu era? Às vezes eu não tinha certeza de quem eu mesmo era. —Lexi.— Keith veio até a porta em sua calça jeans e um chapéu bola. —Venha para a cama comigo. Eu balancei a cabeça, limpando os meus olhos, e me juntei a ele.


Capítulo Doze Keith Lexi parecia estar tranquila esta manhã. Eu fingi não perceber no café da manhã. Mark estava em pleno andamento, com suas piadas e ajudou a manter o ambiente leve. Savannah, por outro lado, parecia que tinha bebido um pouco demais e usava óculos escuros e continuou balançando a cabeça para Mia, que parecia estar na mesma forma, mas por um motivo diferente. —Noite difícil, senhoras?— Eu sorri e bati nos tons de Savannah. —Mark teve a ideia brilhante de jogar um jogo de beber, e desnecessário dizer, que eu perdi. —Ou você ganhou?— Mark saltou. —Você conseguiu ganhar uma dança sexy sinceramente. Cole olhou para mim, e eu levantei minhas mãos.


—Não é da minha conta o que você faz por trás das portas fechadas. —Mark perdeu seus direitos de viagem,— Cole sussurrou, em seguida, completamente inexpressivo, disse: —Mas o homem pode dançar. Savannah começou a rir, batendo na mesa, em seguida, na cabeça. — Ohh, eu odeio todos vocês. Mark riu, então olhou para Lexi. —Não se preocupe, querida, eu tenho guardado os melhores movimentos para você no casamento. Ela esfregou os braços desconfortavelmente. —Eu não tenho certeza se eu posso fazer isso. —Você vai.— Eu envolvi meu braço em torno das costas de sua cadeira. —Eu vou?— Inclinando-me, eu beijei sua clavícula. —Eu vou explicar mais tarde. Na viagem de volta, no avião, Lexi olhou pela janela, falando somente quando eu lhe perguntava alguma coisa. Sem dúvida, ela estava fechando e se preparando para o que estava por vir. Depois que voltamos para Boston, paramos para uma refeição rápida. Notei que Lexi mal tocou seu sanduíche. Eu queria que ela se abrisse, mas agora não era o momento. Meu telefone soou, e eu pedi a ela para lê-lo. Clark: 1-10. —Escreva de volta os mesmos números.— Ela o fez e colocou novamente no console central. —Obrigado. —O que significa isso?— eu verifiquei meu ponto cego e aliviei mais. — Isso significa que temos uma reportagem de capa pronta para você, sobre o por que você se foi. —O quê? Realmente?


—Você foi visitar seu velho amigo da família. Você contratou-o como o fiador para Antônio e sua tripulação. Eles não vão estar saindo por mais três dias. — Olhei por cima. —Então, eu quero que você venha para o casamento de Three comigo. Isto é, se você quiser. —Eu, ah...— Ela fez uma pausa, então me surpreendeu quando ela se aproximou e pegou minha mão. —Eu adoraria. Um sorriso apareceu no meu rosto, e eu lhe beijei a mão. —Ok, então você contratou um fiador, que era um amigo da família. Você saiu porque precisava de ajuda para salvá-los, e... —Sem ofensa, Keith, mas eles não vão comprar isso. Eu puxei meus óculos de sol para baixo e dei-lhe um olhar. —Portaluvas. Dentro havia uma pasta de arquivo com os recibos de um hotel, comida, serviço de carro, e a conta de títulos. Passando os papéis em descrença, ela olhou para mim. —Então você os socorreu? —Bem, eu os coloquei lá dentro. Ela encolheu os ombros. —Ok, wow. Oh! E sobre Elliot? Quando eu vou chegar a vê-lo? —Ele chegou esta manhã. —Porra, você pensou em tudo. —Nem tudo— eu murmurei. Lexi olhou para suas mãos, em seguida, pegou o telefone e enviou um texto, e alguns segundos depois, ela olhou para cima, sorrindo. —Você se importaria de me deixar nos meus pais? Elliot quer me encontrar lá. Precisamos conversar sobre algumas coisas. —Claro, é só me chamar quando você quiser ir. —Obrigada.


Eu a deixei e a vi desaparecer no cemitério. Eu desejei saber como ela estava se sentindo.

*** —O rosa ou amarelo?— Three ergueu um par de fotos de margaridas Gerber. Two foi atrás dela e levantou um dedo. —Rosa— eu disse enquanto lutava desesperadamente contra um bocejo. —Eu também penso assim.— Ela colocou no topo da sua pilha “sim”. —Ok, carta tabela ou gráfico de cor? Two novamente levantou um dedo. —Carta tabela. —Ha, isso é o que eu penso também.— Ela sorriu para mim. —Veja, você precisa estar mais em casa para me ajudar com essas coisas. Toque de um macho é sempre apreciado. Quando ela se virou para o lado, Two e eu batemos o punho no ar. Ela sempre teve as costas para o material de menina. Nan colocou uma bebida na minha frente e fez sinal para que eu a seguisse. —Não, Nan, eu preciso dele — Three fez beicinho. —Eu posso não estar aqui dez minutos a partir de agora, querida. Eu veto você. —Legal, Nan.— Eu ri, pegando a bebida muito necessária, grato pela saida. —Three, eu acho que você tem isto coberto. Você sabe que está fazendo um trabalho incrível, independentemente do que qualquer um de nós pensamos.


—É verdade.— Ela suspirou, em seguida, tirou outra pasta e gritou um deles, que correu para cima. Uma vez fora, Nan estacionou sua cadeira de rodas ao lado da porta e se mudou para sua cadeira de balanço. Ela esperou por mim para me juntar a ela. —Você descobriu quem Two tem visto?— Eu sentei, e quando Nan não respondeu, eu olhei e vi seu rosto. —Eu fiz. —E? —E eu não estou realmente certa de como você está indo para levá-lo. —Bem, isso é uma grande abertura. Ela tomou um gole de uísque e

esperou um momento.

Normalmente, eu iria esperar e deixar que ela te dissesse, mas eu não acho que ela vai. Ela está com muito medo, e honestamente, eu não a culpo. —Eu vou ficar bem, desde que ele não seja qualquer um associado com a gangue Almas Perdidas. Ela limpou a garganta. —Não exatamente. —Vamos, Nan, cospe logo. —É Clark. Clark! Eu concordei e deixei que isso afundasse. Eu queria estar louco que meu melhor amigo não disse uma palavra sobre ver minha irmã bebê. Por outro lado, eu não acho que poderia ter encontrado um par melhor. Uau, eu realmente me surpreendi em como aceitei fácil. O que diabos está errado comigo? —Eu realmente preciso que você me diga algo agora, porque o seu pai tem uma arma tranquilizante que eu poderei usar se estiver indo atacá-los. —Não, eu estou feliz por eles.


—Você está?— Two gritou da soleira da porta. Virei-me para encontrála de olhos arregalados pela sua explosão. —Ah, então agora você está pegando Nan para fazer seu trabalho sujo? —Eu não queria que você viesse todo irmão mais velho para mim, e Nan e você tem este vínculo estranho, então sim, eu usei-a como escudo para suavizar o golpe. —Ela tem isso, garoto.— Nan abandonou seu copo vazio e mudou-se para

o

seu

balão

reserva.

Two

mudou-se

para

encostar

o

trilho

diagonalmente através de mim. —Quanto tempo? Ela coçou o queixo. —Seis meses. —Ele é bom para você? —Muito.— Ela assentiu com a cabeça sem perder uma batida. —Por que Clark?— Eu tinha que saber. Ele tinha sido como seu irmão mais velho desde que éramos crianças. —Por que vocês são melhores amigos? Porque ele é uma grande pessoa com um coração enorme. Ele me faz feliz, e nós temos um monte de diversão em conjunto. Não tenho certeza se isso vai durar, mas espero que sim. Eu sorri para Nan. —Onde está o meu rabo-de-cavalo, nariz ranhento, pequena sombra? Two enfiou as mãos nos bolsos. —Eu cresci, mas não ache nem por um segundo que eu ainda não preciso de você. —Merda, trabalhe esses pães, Patrick!— Nan de repente gritou para o nosso novo vizinho que estava se exercitando... Embora eu não tenha certeza


por quanto tempo, agora que ele estava sendo verbalmente assediado por Nan. A boca de Patrick caiu aberta enquanto olhava por cima do ombro. —Sim, eu estou falando com você, docinho. —Oh. Meu. Deus.— Eu cobri minha boca com horror enquanto Two apenas balançou a cabeça. —Veja no que ela se transformou? Ela sacudiu como “Betty White”. Nan bateu seu quadril e o moveu. —Olhe para essa bunda. Eu poderia apenas mordê-la. —Na mesma nota. — Levantei-me e corri para dentro.

*** Lexi O cemitério estava vazio, como era normalmente nestes dias. Elliot estava no banco olhando para a frente. Eu vi o curativo sobre o olho e eu queria correr para ele. Meu pobre irmão. —Oi.— Eu dei um pequeno aceno. —Você está bem? —Não. Seu tom era plano, mas ele pegou minha mão e me puxou para que pudesse me abraçar com ele no banco. A última vez que fez isso foi quando eu estava chorando no meu quarto logo após os nossos pais morrerem. —Perdi o olho, não tenho como usá-lo. Certeza que fez o seu ponto. Antes que eu pudesse ficar chateada, ele seguiu em frente. —Onde você estava? —Trabalhando com fiadores e outras coisas.— Ignorando a parte sobre o meu fim de semana, que era, obviamente, melhor do que tinha sido.


—Você é uma mau mentirosa.— Ele riu sombriamente. —Estou feliz que você está de volta.— Eu não estava. —El, posso perguntar uma coisa?— Ele mudou de posição para que ele pudesse me ver melhor. —Sim.— Eu realmente não gostava da sensação de juntar essa questão. —Por que você disse a Keith quatro anos atrás que eu estava feliz e com Juan quando você sabia que eu certamente não estava? Juan e eu estávamos nos tornando amigos, mas você sabia quão infeliz eu estava sem Keith.— Seu rosto caiu, mas manteve seu bom olho em mim. —Você o fez sair. Por quê? —Você teria ido embora? —Talvez não imediatamente, mas sim, nós poderíamos ter deixado este inferno e termos uma vida melhor. Quem sabe onde estaríamos agora. Eu estou apenas confusa, El. Por que você faria isso comigo? Ele soltou um longo suspiro e descansou a mão em cima da minha. —Eu pensei que você queria estar aqui nesse momento, e Juan estava por perto. Eu pensei que você gostava dele. Eu endireitei-me. O que ele estava falando? —Isso não é verdade. Eu nunca quis estar aqui, Elliot. Você fez, não eu. Por que você iria dizer a uma pessoa que sabia que me amava e me queria para sair e esquecer de mim? —Não coloque isso em mim. Você fez um trabalho estelar anos atrás, Lexi. —Ouch— eu sussurrei e passei meus braços para baixo. —Sim, isso foi baixo. Eu sinto muito.— Ele ficou com uma bufada e parou por um momento, depois seu rosto ficou ansioso e pálido. —Olha, Lexi, a verdade era que eu estava com medo de perder você. Eu sei que estava sendo egoísta, mas eu não queria que você saisse.


Eu queria estar furiosa com ele por suas palavras, mas eu empurrei-o de lado porque eu entendia esse sentimento. —Eu nunca teria deixado você aqui, El, nunca. Eu realmente gostaria que você não tivesse feito isso, mas eu acho que te entendo. De repente, senti a necessidade de fazer algo que eu estava pensando. Puxei meu telefone pré-pago e comecei a digitar. O suspiro de Elliot quando ele olhou por cima do ombro para o que escrevi me dizendo que não estava de acordo, mas eu não me importei. Lexi: É Lexi. Verifique a porta do sul, quarto recipiente. Membro do DR está esperando por você. Antes de guardá-lo, tive uma resposta. Clark: Você só fez o meu ano. Fique segura. Exclua essas mensagens. Se alguma coisa me acontecesse, eu precisava saber que deixei este mundo fazendo algo certo. Eu rapidamente apaguei os textos. —Vamos. Fiz um gesto para ele se juntar a mim mais perto de nossos pais. Nós nos sentamos juntos e acendemos um baseado, passando-o entre nós, enquanto observamos suas lápides. Elliot puxou as mangas para baixo quando uma rajada de vento veio, levantando folhas e rodando-as em miniciclones. —Você está feliz que Keith está de volta? Eu balancei a cabeça e peguei um pedaço de grama livre de sujeira. — Sim, acho que sim, mas tem sido difícil deixar aqueles sentimentos voltar. —Temos de sair daqui, Lexi. Eu não posso continuar fazendo isso.


—Eu sei.— Eu mudei, inclinando-me de encontro à pedra de nossa mãe, fingindo que ela estava aqui com a gente. —Eu só preciso de um pouco mais de tempo, então nós vamos. —Tem sido um ano desde... —Eu sei.— Eu o interrompi. Não valia a pena o risco, mesmo dizendo isso em voz alta. —Tem certeza que isso vai funcionar? —Cristo, eu espero que sim. Elliot coçou a cabeça como se algo estivesse incomodando. —O que é isso? Basta dizer o que é , El.— Ele cobriu a boca inchando suas bochechas. Ele estava realmente lutando. Que, por sua vez, fez-me nervosa. —Eu preciso te dizer uma coisa sem você pirando comigo. —Essa não é a melhor linha para começar. —Foda-me, eu vou ficar doente.— Seu rosto ficou pálido. O que diabos ele estava escondendo de mim? —Eu sei que você pensa que Juan foi o único que trouxe você ao grupo, mas não foi. Meu estômago revirou. Desculpe? —Antônio me disse que eu poderia ignorar a iniciação se eu...— Ele fez uma pausa para tentar ler minha expressão, mas eu só olhava para ele. —Se eu te trouxesse à gangue. Eu tinha mostrado a Juan sua foto, e ele... Ele realmente queria você. O quê? Fiquei com as pernas trêmulas, meu mundo girou. Eu não podia acreditar no que estava ouvindo.


—Você me vendeu, sua própria irmã, para que pudesse escapar de matar alguém? Dizendo isso assim não estava ajudando o meu caso, mas ele sabia o que eu queria dizer. —Porque no mundo você ainda quer ficar com esses idiotas? —A menina... Ela era o que eu precisava na época... —O que, você não poderia obter qualquer outra garota em outro lugar?— Eu podia sentir meu coração quebrar. —Então, você disse a Juan que ele poderia me “ter” depois de nós perdemos os nossos pais! Eu estava perdida e sozinha, então você apenas imaginou que ele faria, o que? Levariame fora de suas mãos para que você pudesse ter alguma garota? Você se sentiu culpado me deixando para trás, para que tivesse uma foda? Oh meu Deus, o meu irmão, meu próprio gêmeo!— Eu queria chorar e bater em alguma coisa, tudo ao mesmo tempo. Ele se ergueu em seus pés, mas eu levantei minhas mãos para que ele não me tocasse. —Você é meu irmão, lembra?— Eu chorei. —Nós sempre viemos em primeiro lugar antes de qualquer outra pessoa. Eu não posso acreditar que você faria isso comigo. Você é nojento. Fique longe de mim!— Eu segurei minha cabeça girando enquanto o mundo se movia na direção oposta. —Lex. —Não— eu furei meu dedo na cara dele. —Você nunca gostou que eu estivesse com Keith, nem mesmo na escola. Eu entendi, eu encontrei minha alma gêmea cedo, o que levou muito do meu tempo, mas caramba, Elliot! Ele me fez feliz, e você não tornou nada claro no momento em que ele se foi, dirigindo agradável e profundo. Se Juan não tivesse me levado para o clube e em uma direção diferente, talvez eu teria sido capaz de esperar a turnê de Keith. Eu não estaria com Antônio agora! Eu estava com as minhas emoções dispersas por todo lugar.


—Dez anos, Elliot! Dez anos tenho lutado internamente sobre não ter estado lá quando ele chegou em casa da guerra. Em vez disso, eu estava naquela queda horrível, bebendo uma cerveja em um bar com Juan no período da manhã. Eu literalmente vi quando eu quebrei o coração da única pessoa que amei em um bilhão de pedaços! Tudo porque eu te amei tanto que não vi a verdade! —Lexi, por favor! Baixei a voz, quando decepção e descrença drenou minha energia.—E olha onde isso me levou, Elliot. Espero que esteja feliz. Sua irmã gêmea que você amava mais do que tudo, que teria feito qualquer coisa por você, está tendo sua bunda batida cada vez que ela faz a coisa errada. Presa com um verme como Antônio que me degrada a cada dia. Muito obrigado. Mamãe e papai estariam tão orgulhosos de você. Olhos vermelhos de Elliot estavam molhados, mas ele lutou contra as lágrimas. Ele apenas ficou lá e levou tudo o que eu tinha a dizer. Fui sair, mas voltei-me para lembrá-lo mais uma vez, de quem éramos. —Nós somos gêmeos. Você se machuca, eu me machuco, lembra? Onde estava essa promessa quando você me deu? —Eu sinto muito —ele sussurrou, com a cabeça para baixo. —Eu também. Era apenas uma caminhada de vinte minutos para a casa de Keith, e eu sabia que seria a melhor coisa para mim naquele momento. Eu precisava de tempo para lidar com tudo o que tinha acontecido. A dor do que Elliott tinha feito era tão crua que eu estava sangrando por dentro. Um passo em frente, três passos para trás no departamento de merda. Quinze minutos de caminhada, meu celular vibrou. Elliot: Eu sinto muito, Lexi. Fiz escolhas estúpidas e agora estamos ambos presos nesta bagunça. Eu nunca quis mentir para você.


Eu só estava tão perdido. Eu odeio esta vida e só quero a mãe e o pai de volta. Eu comecei a chorar. Eu odiava estar brava com ele. Nós tínhamos estado tão perto por toda a nossa vida, e era o que mais doía. Lexi: Apenas me dê alguns dias. Elliot: Okay. Enquanto eu estava na frente da porta de Keith, eu decidi manter isso para mim. Eu não precisava de Keith odiando Elliot. Ele tinha o suficiente em sua vida agora, e isso certamente não era algo que eu queria compartilhar.


Capítulo Treze Keith O dia seguinte —Você parece muito bem, Sargento.— Nan rolou pelo meu quarto, parando ao lado da minha cama. Abotoando o paletó, eu sorri para ela no espelho. —Assim como você.— Seu vestido laranja brilhante, fez sua face cintilar. —Espere até você ver Lexi.— Ela sorriu, descobrindo sua bebida da barriga do meu urso. —Ela poderia usar um vestido de papel e seria a capa da Vogue no dia seguinte. Eu ri. Nan estava certa. Lexi era absolutamente impressionante, especialmente quando ela sorria.


Nan bloqueou sua cadeira no lugar e se levantou, pegando o meu telefone. —Vocês dois me dão esperança de que o amor ainda pode estar presente mesmo depois de todos esses anos. —Poppy nunca vai esquecer você, Nan. —Eu sei.— Ela sorriu para si mesma. —Nós vamos pegar exatamente de onde paramos.— Ela apertou um botão na tela. —É por isso que eu escolhi algo brincalhão para o meu funeral. Nós vamos ter que recuperar um monte de atraso. —Oh, Senhor, Nan. Eu ri, fechei meus olhos quando a música começou. Artie Shaw Begin the Beguine, fluiu a partir dos alto falantes nítidamente, e ela começou a mover os ombros, balançando lado a lado. —Lembro-me da primeira vez que vi seu avô. Ocorria a feira na cidade, e todas

as

pessoas

tinham

saído

para

aproveitar

o

passeio.

Luzes

atravessavam em torno de Ballfield, e o cheiro de algodão doce estava em toda parte. Eu estava ao lado da roda gigante com as minhas amigas, rindo e vendo ir tão alto.— Suas mãos foram para o peito. —Quando esta canção começou, senti alguém me observando, então eu olhei e vi um jovem em calças bem passadas, cinto e um sobretudo de lã sorrindo para mim. Ele deu um pequeno toque em seu chapéu, antes de começar a andar em minha direção. Oh, Senhor, o meu coração batia tão rápido, e minhas bochechas queimavam. As outras meninas tentaram chamar a sua atenção, mas ele nem sequer vacilou em seu passo. Ele estava fixo em mim.— Ela aumentou um pouco mais a música, em seguida, empurrou para fora da mesa e inclinou-se. —Ele me pediu para dançar e ofereceu sua mão. Sem pensar, eu peguei e deixei ele me levar para onde algumas pessoas estavam girando e dançando. —

Suas

mãos se levantaram enquanto ela balançava. —Naquele momento, eu sabia que ele tinha algo especial. Eu tinha dezesseis anos quando o conheci. Quem


era eu para saber o que era amor? Mas isso não importa, e nunca olhei para trás. Eu estava na frente de Nan e ela segurou a minha mão. Sorriu, ao tomá-la. Com a minha mão na dela e a outra nas costas, eu dancei ao redor da sala, com cuidado girando-a um pouco. Sua risada fez meu coração inchar. Eu levantei meu queixo e joguei minha parte também. Não havia nada que eu não faria para a minha Nan. Eu sabia que isso estaria para sempre gravado na minha memória, eu dançando ao redor do meu quarto com uma das minhas pessoas favoritas, seus olhos fechados e os lábios em um sorriso. Eu sabia que ela estava lá no passando, dançando com Poppy. Quando a música terminou, eu inclinei-me e dei um pequeno arco. Isso aconteceu quando peguei Lexi nos observando do outro lado do corredor. —Vá em frente, querido — Nan sussurrou. —Só porque meu amor é colocado em espera no momento não significa que o seu tem que ser. —Eu te amo, Nan. —Claro que sim.— Ela sentou-se na cadeira. —O que não é amor? —Verdade. Entrando no corredor, vi Lexi mudando seu peso de pé para pé. Sua cabeça baixou quando ela me deu um pequeno sorriso. Ela parecia... Perfeita em um vestido roxo escuro que se agarrava a suas curvas e batia acima do joelho. Seu cabelo tinha uma pequena onda e brilhava sob a luz. —Isso é realmente muito sexy.— Ela apontou para o meu uniforme. Minha mão alisou o lado da jaqueta, feliz que ela gostou. —Obrigado. Você está maravilhosa. Ela assentiu com a cabeça antes que pegasse seu longo casaco e bolsa. —Nós provavelmente devemos ir. Não quero perturbar a noiva.


Uma hora mais tarde e eu estava grato que eu estava de pé no casamento em um ângulo. Meu queixo estava travado no lugar enquanto eu observava minha irmãzinha ser entregue para outra pessoa. Danny era ótimo, e ele estava ciente do que eu fazia para viver, e que fez deste dia um pouco mais fácil. Lexi enxugava o rosto com um lenço de papel. Ela era tanto uma parte desta família, ela acreditando ou não. A multidão rugiu e me puxou do meu transe. Three jogou as mãos para cima e aplaudiu com todos os outros. Ela me mandou um beijo enquanto caminhava pelo corredor. —Um para baixo, três para ir.— Papai bateu no meu ombro.—Quem sabe, talvez Two seja a próxima.— Ele apontou para Clark, que tinha tomado sua mão enquanto caminhavam juntos. Fiquei satisfeito que eu tinha limpado o ar com o meu melhor amigo antes do casamento. Eu queria Two se soltando e se divertindo, e com toda a honestidade, eu estava feliz por eles. Eu sabia que Clark iria chutar o traseiro de alguém, se eles a tocassem. —Talvez. Na recepção, as cadeiras foram deixadas de lado, e a música tocada por Coleman, “2 Heads”, giravam em torno da pista de dança. Mark não tinha parado de tremer com Savannah, e fez um bom uso do fato do restante de nós não termos tido tempo para obter o nosso zumbido ainda. Os dois estavam pulando como se estivessem em delírio e gritavam as palavras. Three não poderia obter o suficiente deles e se mantinha entrando em seus movimentos loucos. Mia e Lexi obtiveram uma bebida e me deixaram com Cole. Ele se inclinou para trás e jogou um par de chaves para mim do outro lado da mesa. —O que é isso?— eu peguei e conferi o chaveiro, lendo “Crepúsculo”. —Chaves.— Eu atirei-lhe um olhar e vi sua boca curvar para cima. —Você precisa estar mais perto de sua família e...— Ele acenou com a cabeça na direção de Lexi. —Eu quero que você execute a nova casa segura.


—O quê? Realmente?— Eu quase precisei dele para repetir. —Sim, sob duas condições. Você precisará voltar e visitar os Sombras a cada um mês ou dois, e você permanecerá com a Blackstone. Não vou perder mais membros. Puta merda. Inclinei-me e ofereci a mão. —Obrigado. —Não há ninguém que possa fazer o seu trabalho melhor. Savannah não estava muito satisfeita, mas ela vai superar isso.— O rosto de Cole se iluminou quando ele olhou por cima do ombro. —Uau. “Beware the dog” por Be Impressive, fez o seu caminho para os meus ouvidos, quando me virei para ver Lexi divindi-o com Mark, que estava balançando o peito como se estivesse em uma cabana. —É errado que eu estou com ciúmes de seus movimentos?— Mia afundou na cadeira ao meu lado. —Eu não tenho certeza se você devia estar — Cole murmurou, mas deu-lhe uma piscadela. Eu ri antes de estar, bati a minha bebida, e fiz meu caminho até eles. Peguei Three e girei-a para o grupo. Mark abaixou-se para o chão e voltou-se novamente, gritando o refrão. Lexi estava rindo tanto que ela teve que segurar Savannah para se apoiar. Three ergueu a câmera e começou a tirar algumas fotos. Eu girei Lexi ao redor, tomando sua cabeça entre as mãos e beijando-a, esperando Three receber a dica. Quando eu a deixei ir, esperei por sua hesitação, mas ela só me deu um sorriso tímido. Peguei suas mãos e comecei a dançar com ela enquanto Mark jogava cocos no ar em torno de nós. Onde ele conseguiu esses movimentos?


Nan, em sua cadeira, os ombros balançando, juntou-se a loucura. Mark veio por trás dela e agarrou as alças e começou a fazer o trem, mas em vez disso, Nan chegou por trás dele e agarrou seu rabo. —Oh, Nan, eu não estava pronto!— Mark deu um passo à frente dela. —Ok, vamos fazê-lo novamente! Eu estou flexionando agora. Eu balancei a cabeça para o meu pai, que só cobriu os olhos. Aqueles dois eram perigosos juntos. Enquanto Mark ensinava Nan o movimento Cabbage Patch, eu absorvia cada momento que eu pudesse tocar Lexi. Foi ótimo vê-la se soltar e se divertir um pouco. Eu peguei Three enquanto passava. —Canção lenta. Ela me deu um polegar para cima e fingiu enxugar uma lágrima em como estava feliz por nós. Um momento depois, o DJ começou a tocar. —É hora de desacelerar isso um pouco. Cole estava de repente ao meu lado, chegando perto de Savannah, que chamou a atenção do irmão de Danny. Lexi moveu seus braços em volta da minha cintura e descansou a cabeça no meu peito enquanto a voz poderosa de Adele cantou “Someone Like You”. Colocando meu queixo em sua cabeça, deixei escapar um longo suspiro, amando que ela me queria, neste momento, não o contrário. Nossos corpos formando um só, balançando em um círculo. Savannah murmurou —Seus olhos estão fechados— então ela sorriu com tanta felicidade que eu poderia ter derramado uma lágrima. Eu queria tanto isso fisicamente. Eu sabia que tinha um monte ainda para passar, antes que pudéssemos ser nós novamente, mas caramba, eu venderia minha alma para manter esta mulher. Ela era minha.


—Keith?— Ela olhou para mim com os olhos brilhantes. —Sim.— Seus olhos brilharam e ela escolhia cuidadosamente as palavras certas. —Não importa. —O que é isso?— Eu lhe pedi para me dizer. —Obrigada por isso. Eu sorri e mergulhei para pegar seus lábios. Ela me deixou, e eu me perdi, não me importando que não estávamos sozinhos. Não foi um beijo apaixonado. Era lento e significativo e realizava tanta promessa.

*** Lexi Meu polegar escovava para trás sobre a alça da minha caneca, sem cuidado, enquanto observava o vapor flutuar. Isso me fez invejar, e eu desejei que pudesse me levantar e juntar-me onde ele estava indo. Estes últimos três dias tinham sido bem relaxantes, mesmo. Ja fazia um tempo desde que me senti como se fosse vista por mais do que apenas um corpo. Uma brisa forte soprava meu cabelo ao redor, ocasionalmente, interrompendo a minha vista para a rua tranquila. Eu estava descansando no amplo parapeito da varanda da frente. Uma perna esticada na minha frente, a outra dobrada para que eu pudesse descansar meu queixo sobre ela, eu precisava deste momento para me reunir. Eu sabia que tinha que voltar para o clube, e eu estava estranhamente, rasgando-me sobre isso. Minhas emoções estavam uma bagunça. Eu sabia que não amava Antônio. Inferno, eu nem gostava do bastardo, mas eu tinha passado muito tempo em sua vida, e ele trazia um certo nível de conforto que eu tinha me acostumado. Eu sabia que tinha um trabalho a fazer, e que era hora disto chegar ao fim.


—Hey. Keith saiu segurando as chaves. Ele se inclinou e beijou minha cabeça. —Tem certeza de que você está pronta? —Eu tenho certeza. Vamos. Meu celular vibrou no meu bolso, e eu rapidamente puxei-o livre, pensando que era Elliot. Yellow: Onde nos encontramos? Keith me deu um olhar estranho. —Quem é ele? Lexi: Não. —Ninguém. Meu estômago estava em um toque desagradável, crescendo mais apertado à medida que nos aproximavamos do clube. Cada sinal de trânsito, eu lutava contra a vontade de saltar para fora e correr. Keith manteve a mão sobre a minha, dando-lhe um aperto aqui e ali. Ocasionalmente, ele iria perguntar se eu queria mudar de ideia. Eu sabia que ele iria girar ao redor deste carro, em um centavo, sem eu sequer hesitar. Eu tinha me convencido de que não poderia permitir-me cair sob o feitiço de Keith novamente. Algumas feridas ainda estava muito profundas para passar completamente. Embora eu tivesse começado a pensar que, ao longo do tempo, algumas poderiam curar, eu não iria lá agora, não com o que eu tinha que fazer. O suor eclodiu entre os meus ombros, quando alcancei a maçaneta e abri a porta de metal pesado. Keith tinha me deixado há uma quadra, esperando ter certeza de que não parecia que chegamos juntos. O cheiro me bateu com um onda de náusea, e eu estava fraca nos joelhos, mas eu levantei meu queixo e entrei no quarto.


—Onde diabos você estava?— Will grunhiu quando o empurrei, na esperança de encontrar Elliot. —Ei!— Ele agarrou meu braço. —Eu estou falando com você. —Me solta!— Eu assobiei, não estava no humor para sua merda hoje, e usando-o como um catalisador para obter minha raiva fluindo. Girando rapidamente, eu consegui quebrar meu domínio e me dirigi para o bar, onde Antônio cobrava como um touro. Merda. —Eu não tenho certeza se deveria batê-la em uma cova ou fodê-la amanhã!— Eu me preparei para o golpe, mas me surpreendeu com o beijo áspero em seu lugar. —Ei, rapazes! Vamos aplaudir a minha menina, que nos tirou daquele buraco de merda! O bar entrou em erupção, e eu consegui produzir um sorriso tenso, com eles drenando suas bebidas. —Ok, rapazes, dê o fora daqui e façam o que eu pedi. Ele esperou eles saírem, então ele empurrou uma bebida na minha mão e me deu um olhar engraçado, mas um que eu conhecia muito bem. Esta bebida estava batizada. —Beba — ele ordenou. Eu a defini no balcão. —Eu quero ver Elliot em primeiro lugar. Sua postura endireitou e seus olhos ardiam nos meus.—O quê? —Antônio, você não tem ideia do que eu tive percorrendo por fora para chegar a vocês. Dê-me alguns minutos para deixar meu irmão saber que eu estou de volta em segurança.


Ele empurrou a bebida na minha mão novamente, sua expressão feia, e isso foi quando eu o ouvi. O som que me assombraria durante o tempo em que eu estivesse nesta terra. Pop! Pop! Antônio me empurrou para longe dele e se abaixou atrás do bar, como o covarde que ele era. Uma mulher começou a gritar do outro quarto. Meu instinto me disse para me mover, e eu corri em direção a porta, abrindo-a e aos gritos. Tornei-me sem peso. Minha pele se arrepiou quando o sangue correu para os dedos do meu pé, e meus pulmões congelaram. O mundo simultaneamente parou de girar e girou fora de controle com a visão de meu irmão, meu gêmeo, deitado no chão, com o sangue bombeando a partir de um buraco enorme do lado da cabeça. —Não! Eu gritei e caí de joelhos quando a minha cabeça ficou leve. Minhas mãos tremiam enquanto eu tentava desesperadamente colocar as coisas de volta do jeito que era suposto ser. Seu cérebro escorria de minhas mãos. —O que você fez? O que você fez?— eu gritei na cara dele. —Você não pode me deixar aqui! Você não pode! Soluços dolorosos arrancados do meu peito sacudiam a minha garganta. —Elliot, acorde!— Isto era uma piada! A fodida brincadeira de Will. Will! Ele estava debruçado estranhamente em uma cadeira, e o sangue tinha embebido através de sua camisa e agrupado no chão, abaixo dele. Mais sangue escorria de seus lábios, e eu percebi que não tinha havido dois tiros. Essa percepção era estranhamente reconfortante. Quando o quarto entrou em foco, eu vi as fotos espalhadas por todo o chão. Sobre os joelhos vacilantes, peguei a mais próxima e tentei absorver o que eu estava olhando. Mesmo no meu estado atordoado, a verdade feia conseguiu passar.


—Puta merda!— Antônio quase riu atrás de mim. —Que porra de bagunça. Eu não poderia lidar com isso. Deixando cair a cabeça para trás, eu soltei um grito terrivelmente desagradável. Minha boca tinha um gosto de estanho enquanto eu soluçava, segurando a foto. Tudo doía. Era como se alguém realizasse um jogo na minha pele e o fogo arrastasse queimando até o meu coração. —Levante-se, Lexi!— Antônio ordenou, frustrado com o meu luto. —Foda-se — eu assobiei, não me importando. Nada mais importava. Meu irmão, que tinha sido nada, mas o seu saco de pancadas, tinha sido levado a se matar por causa da imagem. A arma de sua mão fez o impacto ínfimo. Ele atirou em Will. —O que você disse? Ele estendeu a mão para me pegar, mas eu me enrolei voltada para fora de seu alcance, e eu senti algo duro bater no meu pé. —Eu disse foda-se, Antônio. Minha voz era baixa e estranhamente constante. Inclinando-me para a perna da cadeira quebrada, eu a bati em sua cabeça, esmagando sua têmpora com força total. Sua mão cobriu o lado da cabeça por um segundo e seus olhos se arregalaram de raiva pura. —Sim, isso mesmo, idiota! Eu sei que Will matou meus pais! Ele deve ter ficado em choque ou algo assim, porque ele ficou sem registrar qualquer dor e torcendo seu pescoço como se eu não tivesse acabado de bater em seu crânio com um pedaço pesado de madeira. Ele estava sangrando, mas não parecia se importar. Meu coração batia rapidamente, e as coisas estavam ficando embaçadas. Minhas emoções queriam assumir, e eu lutei para mantê-las de volta. Meu irmão estava morto. Meu irmão estava morto.


Puta merda, eu não poderia parar as engrenagens que rodavam e rodavam a cabeça. —Fomos apenas um jogo para você? Será que você me conheceu antes de matá-los? Eu não tinha certeza se eu queria saber neste momento. —Tudo bem, você quer fazer isso?— ele gritou, fazendo com que a minha respiração pegasse. —Bem! Sua mãe estava tão assustada.— Ele sorriu para o meu vacilo. Ele estava lá? É claro que ele estava. Hunters viajava com as embalagens. —Seu pai tolo pensou que poderia salvá-la. Ele implorou ao Will, para poupá-lo de sua miserável vida, mas isso não é as regras, não é, Lexi?— Sua cabeça inclinou para o lado enquanto ele falava. —Seu pai foi o primeiro. Um tiro na cabeça levou-o para baixo. O grito de sua mãe foi apenas a cereja no topo do bolo antes —Ahhh! Corri com todas as minhas forças, mas ele estava esperando por isso, me agarrando e me batendo no chão. Assim, quando me puxou de volta e preparou para chutar meu estômago com o seu pé, Keith veio voando para o quarto. Ele agarrou Antônio e jogou seu corpo sangrento na parede. Afastei-me dos sons de Keith batendo nele. Seria apenas segundos antes que o resto da tripulação se juntasse. —Elliot— eu gritei e corri para o seu corpo sem vida. Eu balancei a minha mão encontrando a sua. Ele estava mole, e eu queria tanto senti-lo de volta. —Por que você não poderia ter esperado?— Como ele pôde fazer isso? —Oh Deus, eu devia ter lhe contado sobre os nossos pais, mas eu precisava de mais tempo. Eu sinto muito! —Lexi! Keith rompeu os meus soluços. —Temos que ir agora! —Ele se foi!


—Agora, Lexi! Ele me puxou para os meus pés e corremos pelo corredor. Minhas pernas estavam como chumbo; eu não tinha certeza de como os meus joelhos dobraram. Um dos homens parou em nosso caminho, parecendo confuso, mas apontava a arma para nós. De repente, Gordon passou o braço em volta do pescoço do homem, batendo a arma no chão e puxando-o para fora do caminho. Que diabos? Eu mal conseguia manter-me enquanto Keith me arrastava. Tudo aconteceu tão rápido. Eu fui empurrada em seu caminhão, acelerando pelo beco para a estrada principal e ganhando ainda mais velocidade. Nós estavámos indo obter um bilhete, pensei. Minhas unhas escavaram na maçaneta da porta e os meus pés pressionaram com força no chão. Eu precisava me manter calma, mas por alguma razão, eu queria rir. Esta tinha sido a primeira vez que eu testemunhava Keith em seus instintos do Exército. Ele não disse nada, enquanto observava a estrada e seus espelhos, correndo através de luzes vermelhas e mudando de faixa sem qualquer aviso. Eu estava muito longe, perdida, lembrando do que aconteceu. Pensamentos tolos vieram à tona,

como se estivessem caindo, e eu me

perguntava se o meu material cerebral poderia respingar para fora com os de El. Oh merda, eu estava perdendo. Ele

fez

uma

curva

fechada

e

levou-nos

para

baixo

para

o

estacionamento do lago. Vi Clark em pé, e a viatura com o motor ligado. Keith parou o caminhão no estacionamento e correu ao redor para a minha porta, puxando-a aberta. Ele me pegou e me colocou de pé e pegou a minha cabeça entre as mãos. —Vá com Clark. Ele vai mantê-la segura até eu voltar.— A realidade da situação me atingiu.


—Keith, o que você está fazendo? —Eu preciso verificar a minha família, certificar-me que alguém estará lá para vê-los no caso de Antônio revidar. Por favor, vá com Clark. Eu ligo para você no meu caminho de volta. —Eu não gosto disso, Keith. Eu queria entrar em pânico, mas agora não era o momento. —Eu sei. Ele me beijou rapidamente e me entregou para Clark, que me sentou na parte de trás do carro. —Elliot está morto, Clark. Tiro. Lexi está em choque. Vou explicar tudo mais tarde. Mantenha-na segura! —Você sabe que eu irei. O rosto de Clark estava cheio de perguntas, mas ele deu um aceno de cabeça, e Keith saiu em disparada em direção à rodovia.

*** O sol estava se pondo, e eu estava presa andando no chão do motel de merda. Clark queria que nos escondêssemos e escolhemos este lugar. Eu tinha quebrado oficialmente sete vezes. Sete vezes disse a mim mesma que Elliot estava em um lugar melhor. Sete vezes amaldiçoei seu nome e deixei a dor me consumir até que não havia mais nada a fazer, senão, andar pelo feio tapete felpudo verde ervilha. Eu não tinha certeza de como iria lamentar, uma vez que Keith voltasse, mas agora, eu só conhecia esta situação mais fodida do que poderia saber, e eu não podia fazer nada sobre isso.


Olhei para fora, as cortinas marrons sujas e vi Clark no telefone. Deslizando até a janela abri um pouco, e eu ouvi. —Sim, ela está aqui, cara, não se preocupe.— Ele parou e tirou o boné, esfregando os dedos pelo cabelo. —Não é bom. Ela parece estar passando por isso em ondas. Não tocou em uma coisa para comer, mas era esperado. Sua mão bateu sobre sua boca. —Gordon deveria estar lá em cerca de dez minutos. Ele foi pego em meio ao caos. O quê? Gordon estava trabalhando com a polícia? Sacudi a neblina e tentei me lembrar. Ele estava sempre por perto, nunca dizia muito, principalmente, apenas observava. Espere, foi por isso que ele se levantou quando Antônio ia me bater naquela vez? Inclinei-me mais perto da janela. —Olha, cara, se você estiver indo fazer isso, é melhor estar preparado caso seja pego. Não importa em que costa você esteja. A gangue não irá piscar um olho antes de tirar seu pescoço. Eles vão entregar pessoalmente o seu corpo para os seus pais. Não! Sentindo minha luz verde na cabeça, eu estava sentada no colchão e tentei colocar os pedaços juntos. Essa conversa explodiu o pouco de névoa deixada na minha cabeça para fora. Então, eu senti a queimadura. Tudo começou em meus dedos e correu até os meus braços. Isso encheu meu coração e alimentou a minha raiva. Ninguém ia matar o Antônio, apenas eu. Manuseando o telefone do meu bolso, eu rapidamente pesquisei o lugar mais próximo e ordenei seis grandes pizzas e três garrafas de soda no Visa15 de Clark. Como ele era um policial? Quem deixa a carteira sobre a mesa, de qualquer maneira? Depois disso, passei por sua bolsa. Felizmente, ele estava no fundo das escadas, e eu queria ouvi-lo subir.

15

Cartão de crédito VISA.


Sim! Eu senti a arma de reposição instalada em seu bolso. Eu amava Clark, mas ele era tão previsível. Torcendo os números sobre o bloqueio, coloquei o nome da rua em seu número, o mesmo que ele usou em seu telefone, e tentei um par de números de senhas. Ha! Era os seus números do hóquei no ensino médio. 1119. Previsível. Então, eu esperei. Um Honda, com Tony Pizza no topo se aproximou, e eu levantei as mãos, dizendo ao filho para voltar. Agarrando a minha bolsa, feliz que Keith pensou em arrebatá-la da cadeira quando saiu do clube, eu saí pela porta. Me mantendo baixa, corri pela varanda, descendo as escadas e saindo do outro lado da rua de trás. Vendo um ônibus, eu corri em frente, para o ponto de ônibus. Escavando no meu bolso, eu mexi antes do motorista fechar as portas. —Obrigada— eu bufei. Eu sabia que meu rosto dizia tudo; eu estava emocionalmente esgotada. Deixando-me cair, tomei um assento e olhei por cima do ombro para o hotel, desaparecendo. Não havia nenhum sinal de Clark. Bom. Continue Falando.

*** Keith Eu estava olhando para outra pessoa, alguém que iria me assombrar para o resto da minha vida se eu não tivesse cuidado. Os Blackstone não estavam comigo. Eu não tinha meus homens. Eu não tinha reforço. Um movimento errado e eu poderia estar olhando para o cano de uma arma, sem saída. Tive a certeza de que a minha camisa estivesse puxada bem abaixo dos meus braços para esconder o fato de eu não ter a cobra envolta no meu antebraço.


Eu torci e atei a bandana vermelha em torno do meu pulso, verificando a minha roupa. Camisa vermelha de grandes dimensões, calças largas, e Vans. Olhei a direita. —Pronto?— Gordon olhou para o relógio. —Eles vão estar chegando em vinte. —Sim. Eu verifiquei meu clipe na arma e segui até um Mustang azul 1975. Gordon ligou o carro, e nós puxamos para fora, e dirigimos para a antiga encruzilhada localizada fora da cidade. Nós escolhemos este lugar por uma razão. Estacionamos na sombra do muro, e esperamos. —Então, as forças especiais?— perguntou Gordon. Imaginei que o silêncio incomodava. Eu verifiquei meu telefone mais uma vez para me certificar de que tudo estava bem. Nada de novo a partir de Clark. —Sim. —Um pouco mais do que trabalhar uma batida. —Tem seus momentos. — Luzes gêmeas apareceram. —Aqui vêm eles. Os faróis puxaram para dentro da clareira. Uma vez que eles estacionaram, ambos correram para a floresta para ter um vazamento. —Funciona para mim.— Gordon riu. —Não estava ansioso para bater em algumas cabeças hoje de qualquer maneira. Vamos passar. Eu mal pude ouví-lo, eu só queria que essa merda terminasse. Nós corremos, mais uma vez

ao longo da borda das sombras, rumo a janela

lateral do caminhão. Gordon era o vigia. —Vá— ele sussurrou. Usando um pé de cabra, eu tinha entalado-a na porta de trás e gentilmente, bati na janela. Entre a pressão e a força, a janela quebrou


calmamente. Corremos para reunir os tijolos de cocaína, colocando-as em uma mochila. —Bom?— perguntei, nós dois olhamos na direção do bosque. —Ah Merda! Não. Gordon puxou sua arma livremente. Nós pressionamos contra a lateral do caminhão. —Vamos, cara, eu estou com fome, e eles não pegarão por mais trinta. Vamos pegar alguma coisa— um rapaz reclamou. Estalando os dedos, eu mentalmente me preparei para uma luta. —Agora vá. Gordon mergulhou baixo e começou a correr de volta para o Mustang. Agora era a minha vez de fazer o meu papel. Corri atrás dele e deixei cair o saco, pisando corajosamente para fora das sombras. Agindo como se eu tivesse machucado meu joelho, tive a certeza de mostrar a minha bandana vermelha para eles verem. —Hey! Um dos homens gritou e deu um tiro na minha direção. Deixando-me cair mais baixo, esperei até que os pneus do Mustang estivessem ao meu lado. Eu deixei cair o saco com as drogas no chão e mergulhei para dentro, e nós descascamos para fora no lote aberto. Mais tiros atingiram o carro, e um pegou meu espelho lateral. —Quantos tijolos? Minhas palavras foram apressadas, assim como o tempo passava. — Seis, eu acho. Gordon entrou no tráfego, fazendo o carro do nosso lado, desviar. Ele buzinou para nós. —Vá!


Eu bati no painel. Da mesma forma que soprava através dos dois principais cruzamentos, um semi-caminhão saiu do nada, e nós tivemos que fazer uma curva à direita, cortando uma faixa inteira. Tudo no carro saiu voando, incluindo o meu telefone. Ele desapareceu no fundo em algum lugar. —Merda!— Tentei detectar, mas era inútil. Estava muito escuro, e eu tive que aguentar. —Espere! Gordon gritou enquanto puxava em um U-ey e mergulhou para baixo em uma pista tão estreita. Pensei que não iríamos caber. Crack! O outro espelho lateral foi arrancado da porta, deixando-nos apenas com o retrovisor. Meu coração batia forte. Normalmente, eu amava uma corrida, mas isso era diferente. Isso era muito pessoal para eu obter a minha emoção habitual. —Claro porra bom que este é o carro do Antônio!— Gordon vaiou quando chegamos a um ponto muito apertado. —Você não vai fazer isso!— Eu gritei. —Sim, eu vou! Ele pisou no freio, mas estávamos indo tão rápido, que encravamos entre uma lata de lixo e uma parede. Atirei para a frente, batendo a cabeça no painel. —Agarre-o — eu gritei, enquanto chutava o pára-brisa com a minha bota e me arrastava. —Aqui!— Ele jogou o saco para mim e saiu. Estávamos apenas a um quarteirão da boate de Antônio. —Vá, e em seguida, saia— eu pedi. Gordon atirou o saco nas costas e correu na direção do clube. Ele precisava plantar as drogas e sair antes que o Devil’s Reach alcançasse e chegasse lá. Pressionando as minhas mãos contra o capô amassado, eu levei


um momento, odiando não saber como tudo estava indo com Clark. Eu gostava da constante comunicação que tínhamos com a minha própria equipe em momentos como este. Era difícil trabalhar às cegas com alguém que eu não conhecia. Passando através do vidro quebrado, eu pesquei em torno de meu telefone, e sob o assento, nos escombros, eu o achei, mas porra, ele estava esmagado. Com uma maldição, eu o afastei. Porra! Eu tirei a roupa que tinha usado. Puxando um chapéu bola na minha cabeça e voltei para a rua principal, em seguida, apenas para o jantar na boate. Abri a porta, e a anfitriã olhou para a minha cabeça. —Você precisa de um pouco de gelo? —Eu preciso usar o telefone, por favor. Ela assentiu com a cabeça e apontou para um telefone na parede. —Obrigado.— Ele tocou e tocou. Este é o Clark. Deixe uma mensagem. Eu esfreguei minha cabeça e tentei limpar o sangue o melhor que pude. —Clark. Está feito. Estamos no lugar, meu telefone quebrou, estou em um restaurante do outro lado da rua. Eu bati o telefone, frustrado. Este é a melhor porra de trabalho. Pegando a cabine na parte de trás, para que eu pudesse ter uma boa visão do clube, deixei escapar um longo suspiro. Eu pedi um café e esperei. Vinte minutos mais tarde, assim quando eu pensei que poderia ficar louco, ouvi o estrondo assombroso no fundo, de motor. Não um, não dois, mas toda a equipe correu e parou na frente da sede do clube. Eu pulei para os meus pés.


—Abaixem-se!— Eu gritei para os funcionários. Gritos e gritos desapareciam, quando a equipe saiu correndo de volta à segurança. As luzes piscaram, e eu fiquei olhando pela janela em uma das batalhas

mais

épicas

que

nesta

cidade

jamais

testemunharia.

Foi

hipnotizante ver quando o grupo dos Devil’s entraram em formação e levantaram suas armas em uníssono. Eu teria entregado-o para acionar; o homem correu em um grupo apertado. Me preparando para isso, eu entrei e vi um aceno rápido de seu presidente, trazendo um spray de milhares de balas na frente do clube Almas Perdidas. Era como um milhão de fogos de artifício saindo de uma só vez. Madeira voava pelo menos a 50 pés, e as vibrações sopravam das janelas ao meu redor. —Keith!— alguém gritou por cima da loucura. —Keith! Eu me virei e encontrei Clark gritando para mim do outro lado do restaurante. Ele murmurou alguma coisa, mas eu tinha de evitar os adversários, então, eu mal podia ler os seus lábios. As balas pararam tão rapidamente como tinham começado, e o rugido dos motores, enquanto corriam era ensurdecedor. Uma vez que eles passaram, eu estava de pé e olhando para o que restava da sede do clube. Uma nuvem de poeira gigante envolveu o edifício, e os gritos de pessoas próximas na casa, trouxeram a realidade para mim. —Lexi!— Clark agarrou meus ombros e me sacudiu. —Ela fugiu! Eu balancei minha cabeça enquanto absorvia as suas palavras. —Lexi deixou há um tempo atrás. Tentei ligar para você, mas você não...— Balançando a porta aberta, eu corri o mais rápido que pude para o clube, que agora estava em chamas, para o outro lado da rua. Forcei o meu cérebro em modo de treinamento. Era a única maneira que eu poderia manter a calma. Ainda assim, uma coisinha resfriando, lentamente, escorregou por entre as fendas, fazendo meu sangue correr frio.


O lugar era como o rescaldo de uma batalha do cartel no México. Cadáveres

ensanguentados

foram

tombando

tudo.

Braços

e

pernas

mutilados em posições retorcidas. Eu comecei a vasculhar a confusão, mas eu não sabia por onde começar. Obriguei-me a pensar. Eu ouvi uma risada estrangulada. Virei-me e vi Lexi balançando para frente e para trás lentamente sobre os calcanhares. Ela segurava uma arma em um Antônio sorrindo. Ele estava apoiado contra a perna da mesa de bilhar. Um braço tinha sangue escorrendo, e sua outra mão tentava parar o sangramento. —Você acha que eu tenho medo de você, vad... Bang! Bang! Enquanto eu corria para Lexi, ela se virou, o rosto pálido. Então eu vi seu lado esquerdo embebido em sangue. Ela escovou meus dedos quando caiu no chão. Lexi!

*** Lexi Abri os olhos e apertei-os por causa da luz brilhante. As pessoas estavam correndo em volta de mim. —Ela perdeu muito sangue. —Quantos anos? —Trinta e um.— A voz de Keith. Eu não podia vê-lo. —Ok, senhor, eu preciso de você e sua família nos dando algum espaço. —Vamos, rapazes.— A voz de Clark estava baixa.


—Lexi, nós amamos você!— A mãe de Keith? Eu estou chorando? —Posso ficar com ela?— perguntou Keith, e o médico olhou para mim. Eu lentamente balancei a cabeça. —Lexi!— Keith chamou, confuso. —Senhor, por favor, você só irá atrasar o processo.— O médico pairava sobre mim, olhando preocupado. —Ahh, senhorita Kline, nós temos um problema. Oh merda, agora o quê?

*** —Bom dia.— A enfermeira Robim abriu as minhas cortinas, para deixar entrar a luz da manhã. —Você vai comer para mim hoje? Empurrando o botão na minha cama, eu subi para uma posição sentada. Eu estava no segundo dia no hospital e estava me sentindo um pouco melhor do que ontem. Felizmente, a bala foi direto dentro e fora do meu ombro esquerdo. Nada principal foi danificado. A única coisa que fiz, foi uma chamada gigante para despertar. —Sim, eu vou tentar.— Eu limpei minha garganta. —Você poderia me passar meu telefone? —Claro. Ele estava tocando um monte ontem. Ela entregou-me e disse que estaria de volta com o meu café da manhã. Cinco chamadas não atendidas de Yellow. Merda. Passando-a aberta, eu o chamei de volta. —O que diabos aconteceu?— Eu desejava que ele fosse um pouco mais agradável. —Eu estou feita.— Houve uma pequena pausa.


—Lexi, tínhamos um acordo. Se você quiser as acusações de homicídio do seu irmão limpas, você precisa ficar fora mais quatro meses. —Elliot está morto. Minha garganta ardia quando eu forcei as palavras. —Eu cumpri a minha parte do acordo. Eu te dei toda a informação que eu poderia sobre os Almas Perdidas, e agora, em troca, eu não quero nada, mas quero ser deixada sozinha. Suas armas e gangues teram que fazer sem mim agora.— Eu desliguei. —Isso é...?— Virei a cabeça bruscamente para ver um Keith pálidoolhando em pé na porta. —Você estava trabalhando com armas e gangues? Minha cabeça caiu pesadamente de volta para o travesseiro, fechei os olhos e deixei algumas lágrimas caírem. —Jesus, Lexi, foi um negócio incrivelmente perigoso fazer. —Eu fiz isso por Elliot.— Secando minhas bochechas, me encolhi com a dor do meu ombro. —Elliot pulou uma noite e se defendeu no clube de golfe. Acabou matando uma menina, pensando que era outra pessoa. Ele estava indo obter a vida até que fechou um acordo com um agente do DEA.16 —Yellow— Keith de repente percebeu quem era Yellow. —Sempre que eu tinha algumas informações para eles, colocava uma rosa amarela com vermelhas sobre o túmulo dos meus pais. Ele sabia o dia em que ia visitar, então aguardava o sinal. Keith afundou na cadeira ao meu lado. —Há quanto tempo você vem fazendo isso? —Oito meses. —Por que você não me contou? Eu teria entendido. 16

A Drug Enforcement Administration (DEA; em tradução livre Órgão para o Controle/Combate das Drogas) é um órgão de polícia federal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos encarregado da repressão e controle de narcóticos. O órgão foi criado em 1973.[1] Seu mandato inclui a repressão doméstica ao narcotráfico e crimes relacionados às drogas em geral, dividindo responsabilidades com o FBI, além de ser o único órgão dos Estados Unidos encarregado de investigações do narcotráfico no exterior.


Eu quase sorri, e eu sabia que ele pegou. —Keith, você voltou para minha vida como a força de cem homens. —Eu acho, mas ainda assim... Lexi. Eu me virei para encará-lo. —Onde é a localização da casa segura? Ele fechou os olhos, recebendo o meu ponto. —Nós todos temos segredos, Keith. Alguns podemos compartilhar, e alguns não podemos. Keith jogou seu chapéu de bola em cima da cama e esfregou sua cabeça. —Olha, nós podemos passar por tudo isso depois que chegarmos em casa. Casa... Minha boca estava seca e eu precisava de água. Como eu ia explicar? —Hum, eu acho que eu vou tomar um fôlego um pouco. Tudo isso tem sido um pouco demais. Sua expressão tornou-se preocupada. —Fôlego? —Eu preciso de algum tempo para pensar. Meu irmão, que era o meu melhor amigo, se matou. Will, alguém que eu conhecia e vivia comigo sob o mesmo teto, matou os meus pais. Eu preciso de algum tempo para processar isso antes que eu possa olhar para o futuro. Ele se levantou, olhando irritado. —Eu sei, e nós podemos fazer isso juntos. Eu balancei a cabeça lentamente. —Eu preciso de algum tempo sozinha, Keith.


—Tempo? Eu podia ver que palavra picou. —Dez anos não foi o suficiente? Mordi minha boca, tentando não atacar. —Não coloque essa década toda em mim! Você me deixou, lembra? —Porra, Lexi, perdemos metade de nossas vidas perseguindo um ao outro. Aqui estamos, com uma chance de sermos nós outra vez, e você quer dar mais um tempo. Suas mãos cobriram o rosto. —Aqui vamos nós novamente. A história se repetindo. Bem, agora eu sei como Cole se sentiu. Huh? —Isto...— Fiz uma pausa, vendo tudo tão malditamente claro agora, — ...é por isso que não funciona. Eu não tenho certeza de quanto tempo se passou enquanto olhávamos em direções opostas. Estávamos tão diferentes; era evidente agora. Um de nós só tinha de puxar o gatilho. —Venda o anel.— Sua cabeça se levantou. —Venda o anel. Meus olhos se suavizaram para que ele soubesse que eu não estava tentando lutar. Eu estava tão cansada de combater. —Eu não sou boa para você. Minhas palavras arrancadas de mim, e ácido encheu as feridas abertas. Por que isso era tão difícil? Porque eu realmente estava dizendo adeus, mas da maneira certa desta vez. Nenhuma escavação ofensiva, apenas “eu te amo tanto, e é por isso que eu estou deixando você ir”. Isto nunca poderia funcionar.


—Nós temos tanta bagagem que só irá afundar-nos. Você precisa ser amado, Keith, de uma forma que eu nunca poderei. Ele se inclinou e agarrou a minha mão. —Você não consegue fazer isso, Lexi. —Sim, eu faço.— Eu beijei seus dedos. —Não, Lexi, não. Seus olhos se encheram e as lágrimas desceram. Eu nunca tinha visto Keith chorar daquele jeito, e isso simplesmente quase me matou. —Eu amo você, Keith. Tenho amado sempre, e sempre amarei. Mas às vezes isso não é suficiente. —Lexi, você só precisa de algum tempo para curar. —Hey. Eu o puxei para perto e beijei a sua bochecha como um adeus. —Você não está entendendo. Eu não quero ser salva. De repente, ele se levantou, como se finalmente, ele tivesse percebido, e, em seguida, virou-se. Eu não podia assistir, então eu fechei os olhos antes de ouvir a porta se fechar atrás dele. —Adeus, Keith. Não. Eu fiz isso. Eu fiz isso por ele. Meu braço bom voou no meu rosto enquanto eu gritei. Diziam que ele vinha todos os dias, mas tinha a certeza de que ele não poderia me ver. Fui embora um dia mais cedo para que ele não pudesse me interceptar. Foi duro, mas Keith tinha que ver que eu quis dizer o que eu disse ou ele nunca iria desistir.


Capítulo Quatorze Oito meses mais tarde

Lexi Empurrar o carrinho pelo corredor era muito mais fácil do que antes. Eu realmente tinha certeza. Meu carrinho estava transbordando com comida sem qualidade, mas eu não me importava. Mergulhar meu chip simples na manteiga de amendoim, fazia meus olhos rolarem para trás na minha cabeça. Eu estava com tanta fome. Meu telefone tocou, e eu respondi. —Oi, Emma, onde está você? —Estou na farmácia. Eu vou levar pelo menos mais vinte minutos. Ainda no mercado? Deixando cair um pacote de gummy worms17 no carrinho, eu suspirei.

17

Bala estilo jujuba.


—Sim, a compra está sendo muito maneira, mas que seja. —Quem se importa?— Ela riu. —Cadela sortuda. Vou encontrá-la quando eu terminar. —Ok. Parando no departamento de doces, meus olhos arderam quando vi a fita Hubba Bubba

18

. Eu realmente

perdi todos

os

seus amigos,

especialmente Mark. Fiquei imaginando o que Keith estava fazendo, mas na verdade, não era da minha conta mais. Minha vida era aqui agora. Eu levei o pouco dinheiro que tinha roubado do clube de Antônio e fui para Nova Scotia, onde minha prima Emma tinha me oferecido um lugar para ficar. Ela tinha feito a mesma oferta depois que os meus pais morreram, mas naquele momento eu não poderia deixar Boston. Era onde meus pais estavam. Eu percebi que tinha perdido o Canadá, e isso me ajudou a reunir-me com as minhas raízes. Eu ouvi que Padre Kai foi para a cadeia. Eu não me importava de saber o porquê. Eu estava muito feliz com a notícia e esperava que ele estivesse sendo agora a cadela de alguém. Clark tentou se aproximar. Eu respondi uma vez e ouvi que o Devil’s Reach nunca foram acusados dos assassinatos dos membros do Almas Perdidas. Algo sobre um deles testemunhando sobre outra equipe da Carolina do Norte. É claro que o departamento de polícia manteve o silêncio. Estavam apenas felizes por conseguir a sua cidade de volta. Ele mencinou sobre um dos tripulantes de Trigger entrar e falar com ele e queria dizer que não tinham me machucado, e eu estava devendo a eles.

18

Hubba Bubba é uma marca de chiclete. O chiclete tem o seu nome da frase "Hubba Hubba" que o pessoal militar na Segunda Guerra Mundial usado para expressar aprovação.


Clark disse que eles lhes disseram quem eu era, lhes deu a localização de onde o corpo de seu membro estava. Ele me disse que seu lema era “Nunca esqueça”. Eu perguntei a Clark o que isso significava, e ele disse que eu deveria perguntar a Keith. Eu não disse nada sobre isso. O que havia para dizer? Depois disso, eu mudei meu número e sai. Eu precisava recomeçar.

*** Keith —Ei, Keith?— Mike enfiou a cabeça na porta. —Frank chamou, e Caden acabou de enviar sua papelada completa. Ele é oficialmente parte da casa. Removendo os meus óculos, eu recostei-me na cadeira de couro que Savannah tinha me dado como um presente de boas vindas. Deixei escapar uma respiração profunda. —Isso é um alívio. Mike balançou a cabeça, entrando em meu escritório, quando eu tirei duas taças de cristal e uma garrafa de conhaque. Brindamos a nós, e eu coloquei a sua frente quando ele afundou na cadeira, olhando tão cansado, assim como eu estava. Levantando-a no ar, eu inclinei-me para tocar a sua. —Crepúsculo é finalmente totalmente pessoal. Eu fechei os olhos e deixei que o âmbar deslizasse quente na minha garganta. Esta tinha sido uma experiência alucinante. Eu tinha muito mais respeito pelos Logans. Encher uma casa cheia de pessoas que você necessitasse e ser capaz de confiar era incrivelmente difícil. —Oh — eu me inclinei para trás e apontei para a mesa ao lado, —um pacote chegou para você hoje.


Mike olhou rapidamente por cima. —Obrigado. —Olha, eu tenho que saber o que tem nessas caixas? Seus olhos se fecharam antes dele começar a abrir a caixa. —Eu era sempre a criança grande, alto, grosso, vista assustadora. Eu não tinha amigos, e os que eu fiz só me usaram como seu escudo. Um dia minha mãe chegou em casa com um desses. Ele ergueu um olhar do boneco Troll estranho com cabelo azul. —As coisas mais feias que eu já vi, mas eles se tornaram meus amigos. Eles nunca zombavam de mim, nunca me machucaram, nunca olharam para mim engraçado. Eles estavam apenas sempre lá. Ele sorriu, colocando-o de volta na caixa. —Minha mãe envia-os para mim a cada mês. Tentei dizer a ela que eu não os quero mais, mas a verdade é que eles carregam algum tipo de conforto.— Ele começou a rir. —Agora você sabe por que eu nunca compartilhei com vocês. —Sim, Mark teria um dia de campo com você. —Sim. —Seu segredo está seguro comigo —Eu sei que está. Deixei por isso mesmo; não há necessidade de ir em frente. Mike seria o meu braço direito na casa crepusculo. Cole, é claro, tinha as mesmas regras para ele. Ele deve visitar Os Sombras, e ele deve continuar um Blackstone. Eu não estava muito surpreso quando Mike pediu para ser transferido para cá. Nós sempre nos demos bem, e nossas personalidades combinavam.


—Eu acho que posso recrutar Davie. Mike sorriu, deslizando o copo para mim e descansando o tornozelo sobre o joelho. —Savannah quase arrancou as minhas bolas quando ela me ouviu falando com o Dell. Agora era a piada de Savannah nos irritar sobre roubar seus funcionários. —É melhor assistir a sua volta.— Eu ri. —Ela está ficando cada vez melhor com seus reembolsos. Eu encontrei uma das fraldas de Liv atoladas na minha mala. Felizmente, Mark cheirou-o antes de eu sair. —Graças a cabeça de cima. Ele se levantou. —Tudo bem, chefe, eu preciso ver como Abby está lidando com o pessoal da cozinha. Graças a Deus ela se ofereceu para ajudar. —Sim, soa bem. Depois que ele saiu, eu peguei alguns papéis e saí para o meu pátio. Não demorou muito antes de desmaiar.

*** —Sim, eu recebi o memorando, obrigado. Eu equilibrava o telefone entre o ombro e a orelha amarrando o meu tênis. —Oh, Cole, eu contratei o jovem rapaz que queria. Hum, Oficial Caden. Ele se move oficialmente nesta sexta-feira. —Uau, isso é ótimo. Então você está totalmente com o pessoal?


—Eu estou. Eu olhei para o tempo e vi que eu estava atrasado. —Merda, Cole, eu tenho que ir. Posso te ligar mais tarde? —Claro que sim. Correndo nas escadas até o meu carro, eu me apressei através dos três postos de controle e para a estrada aberta de Ashville. As coisas eram diferentes agora. Eu era o operador principal da nova casa segura na Carolina do Norte. Ainda um membro do time Blackstone, eu iria muito lá. Eu sentia falta de Montanha, mas eu estaria lá tanto como se eu nunca tivesse saído. Além disso, os meninos gêmeos de Mark eram um punhado e gostavam de morder. Eu amei estar tão perto de minha família e comecei a gastar muito mais tempo com eles. Three gostava de estar casada, e o relacionamento de Two com Clark estava andando muito rápido. Nan estava particularmente feliz por me ter por perto para manter o bar abastecido. Assim como Lexi, ela decidiu cair fora do radar. Nós dois passamos a vida perseguindo algo que simplesmente não estava lá. Doeu demais, e eu sempre a amaria. Eu conheci alguém. Ela trabalhava na loja de bicicletas da cidade. Ela era boa. Ela só tinha um monte de energia que descobri não poder realmente me conectar, mas eu tinha certeza de que com o tempo iria ficar mais fácil. Você não deveria ter que tentar gostar da personalidade de alguém. Você quer ou não. Tentei empurrar as palavras de Savannah fora da minha cabeça. —Oi. Os olhos de Amélia se iluminaram quando eu vim para frente e beijeilhe os lábios. —Ei, como você está?


—Melhor agora. Ela sorriu e segurou minha mão quando eu olhei para o menu. —Ah, então...— Ela puxou um catálogo. —O que você pensa sobre Barbados? Meu estômago revirou. Ela queria fazer uma viagem com a irmã e sabia que eu tinha feito muitas viagens. Então, ela estava pegando meu cérebro. No entanto, eu não quero pensar em Barbados... —Sobre Cuba?— Eu ofereci vez. —Ohh... Ela folheou as páginas e apontou para a praia branca. —Sim, eu poderia passar as férias lá, não há problema. Meu telefone vibrou duas vezes no meu bolso. Puxei-o e vi que era um texto desconhecido. Isso é estranho. Eu rapidamente pesquisei o código de área. Canadá? Abrindo a mensagem, levou um momento para a imagem baixar. Número desconhecido: Pensei que você deveria saber... 234 Ocean View Rd, Queensland NS Canadá. A imagem apareceu, e eu quase engasguei com a minha água. —Você está bem, querido? —Não.

Fim...


Epílogo Aeroporto Internacional de Halifax era pequeno o suficiente para que eu encontrasse um lugar para alugar um carro com facilidade. —Sério.— Eu balancei a cabeça para a menina atrás do balcão. —Desculpe, senhor, mas isso é tudo o que temos agora. —Certo. Peguei minha bolsa e fiz meu caminho para o Prius. Depois de pegar um café de um Tim Horton, eu abri meu telefone e digitei o endereço da mensagem de texto. Sua imagem me encarou. Eu a tinha impresso. Era bonita. Ela estava em um pátio, em um vestido amarelo longo, olhando em direção ao oceano, segurando a barriga muito grávida e olhando tão feliz. Puxando para a estrada, eu fui em direção a Queensland Beach. Eu desejava não ter tomado o café, com as estradas sinuosas fazendo a minha bexiga doer. Felizmente, havia um pequeno restaurante chamado Trellis que teve a gentileza de me deixar usar seu banheiro. Eu decidi comer alguma coisa, desde que não tinha certeza de como esta visita estaria indo. Sentado em


uma mesa no canto, eu mandei uma mensagem para Cole saber que tinha chegado e, em seguida, chamado Mike para ver como iam as coisas na casa. —O que eu posso fazer por você?— Perguntou a senhora, segurando um bloco de notas. —Ah, peixe e batatas fritas, por favor. —Água?— Ela olhou para o meu copo vazio.—Por favor. Ela foi sair, e eu a parei. —Posso lhe fazer uma pergunta? Ela se virou e olhou interessada. Inclinei-me e tirei a foto do meu saco. —Você a conhece?— Ela olhou a foto e riu antes de devolvê-la para mim. —Lexi? Sim, ela realmente trabalha aqui. —Sério? A cabeça inclinada, e ela me olhou duro. —Oh meu Deus—, ela sussurrou antes que abrisse um sorriso. —Você é Keith, não é? Eu tentei não ficar animado com o fato de que Lexi tinha falado sobre mim. —Você sabe sobre mim? Ela olhou por cima do ombro antes dela descansar o pote de café sobre a mesa. —Ela carrega sua imagem com ela. Ela nos disse que você estava no Iraque em turnê. Ela encolheu os ombros. —Eu sempre achei que ela fazia isso para que as pessoas soubessem que ela estava fora do mercado.


Eu não podia deixar de sorrir. Isso era Lexi. —Debbie?— O gerente chamou seu nome. Ela levantou um dedo. —Olha, ela está trabalhando amanhã de manhã. Tenho certeza que ela está animada para vê-lo. Ela está convencida de que o seu filho vai ter os seus olhos. Filho? Eu senti como se estivesse levando um soco no estômago, não tenho certeza se eu poderia rir ou chorar ou talvez as duas coisas ao mesmo tempo. Eu acabei não comendo o meu jantar. Eu só olhei a foto dela, e a palavra filho rodando em minha cabeça. Era o meu garoto lá. Minha mão cobriu o meu sorriso, e meu coração saltou de excitação. Um menino. Finalmente, depois de Debbie embalar a minha comida, ela me ajudou a conseguir um quarto no Sea Breeze Inn para a noite. Meu quarto era pequeno, mas tinha uma cama, um chuveiro e um frigobar, então eu estava feliz. Abrindo as portas do pátio, eu me inclinei com o meu peso sobre o trilho e vi a constelação de Capricórnio à luz do luar. O litoral aqui era espetacular. O oceano não era azul, mas um cinza claro, a praia de um castanho suave, mas era o cheiro das algas que eu realmente gostei. Isso me lembrava tanto de casa. Eu amava o Atlântico. Eu segurei o telefone na minha orelha, chamando. —Olá?— Mark sussurrou. —Hey. Eu me perguntava por que eu não estava ligando para Savannah, mas por alguma razão, Mark parecia ser o ajuste certo para isso. —Tem um minuto?


—Sim, espere.— Eu o ouvi sussurrar algo para Mia, que cantarolava de acordo, em seguida, uma porta sendo fechada. Ele bocejou, então limpou a garganta. —O que posso fazer por você? —Bem, eu descobri onde ela está trabalhando, e que ela está grávida do meu filho. —Cala a boca! Um menino! Oh, cara, isso é incrível. Eu podia ouvir sua excitação. Os rapazes estariam governando os Sombras novamente. Bem, talvez... —Obrigado, cara. Eu, ah, eu ouvi que ela estava falando de mim. Uma menina nem sabia quem eu era. Acho que ela está dizendo que eu estou longe em turnê agora. Estou acreditando que foi sua prima me enviando o texto, e que ela está vivendo aqui. —Sério? Huh. Eu me inclinei para a frente e esfreguei a minha cabeça e suspirei profundamente. —Eu não sei o que estou fazendo aqui, Mark. Quer dizer, eu estou tão chateado que ela não me disse, mas, por outro lado, eu acho que ela é feliz aqui. Eu-eu não sei o que fazer. —Honestamente, Keith, não posso responder a isso, mas o que eu vou dizer é que você está perseguindo esta menina desde a década passada. Vocês são como ímãs. Há sempre algo que acontece, assim vocês dois colidem novamente. Talvez este seja um sinal. Acho que você precisa dizer a ela de uma vez por todas o que você está realmente sentindo. O ponto de partida é que ela está tendo seu bebê, assim, vocês estarão ligados para sempre. —Sim, isso é verdade. Chutei meus pés para cima e mudei de assunto. Ele estava certo. Eu só precisava ser honesto e ver onde isso ia. Independentemente disso, eu


ainda teria um pedaço de Lexi, nem mesmo apenas um pedaço dela, mas um pedaço de nós dois. Nosso filho. —Como é que estão os meninos? —Cara, eles mordem! Sua voz estava alta e me fez rir. Bem ali, era por isso que eu chamei Mark. —Eu acho que eles obtiveram de Mia. —É claro. —Felizmente, eles terão os movimentos de dança de seu pai. Isso seria um desperdício de um talento para tê-lo parado comigo. —Se você pode ensinar a Nan o Cabbage Patch, não há dúvida de que os seus filhos serão capazes de se mover. —Mmm, é verdade.— Nós dois ficamos em silêncio, e eu fechei meus olhos, vendo o sorriso de Lexi. —Você está bem? —Sim, eu estou. Obrigado, Mark. —Agradeça-me quando você pegá-la de volta. Na manhã seguinte, eu arrumei minha mala no carro no caso de uma saída rápida ser necessária. Entrando no restaurante, eu acenei para Debbie, cujo rosto brilhava quando ela me viu. Ela apontou para uma mesa vazia que eu estava adivinhando estar na seção de Lexi. Então eu a vi equilibrando

uma

bandeja

na

mão

e

no

ombro,

movendo-se

desajeitadamente através das pessoas. Abaixando a bandeja, ela começou a passar os pratos para uma família. Ela sorria e ria quando apontava para o seu estômago. Ela deve ter


me sentido, porque de repente ela olhou, e seu rosto caiu e suas mãos voaram para sua barriga. Felizmente, o lugar não estava ocupado ainda, porque isso ia acontecer agora. Corri e bloqueei o seu caminho no caso dela entrar em modo de fuga. —Eu não posso acreditar que você não me disse— correu da minha boca um pouco mais acentuado do que eu pretendia, em seguida, ela começou a dizer algo, mas balançou a cabeça, tentando controlar suas emoções. —Como? Quero dizer, você tinha um... Eu fiz um gesto vago na direção de sua barriga, pensando no DIU que ela tinha colocado enquanto vivia na sede do clube. Ela encolheu os ombros. —Devo ter perdido. Havia um monte de... Dias borrados na minha vida naquela época. —Um menino, hein? Ela assentiu. —Você já sabe o nome dele?— Ela assentiu com a cabeça novamente. —Brandon— ela sussurrou. Meu primeiro nome, e foi o meu bilhete para avançar. Enfiei a mão no bolso e tirei a caixa abrindo e colocando-a sobre a mesa vazia ao lado dela. Seus olhos foram do anel de noivado para mim. Ela começou a chorar. —Eu vou dizer isso uma última vez. Inclinei-me e mostrei-lhe que eu estava acabando com este jogo. —Atire qualquer merda que você tem em mim, Lexi, e eu vou continuar a toma-la porque é isso que as pessoas fazem quando amam alguém.


—Keith— seu queixo tremia —Eu...— Eu peguei a mão dela e dei um passo mais perto, a respiração acelerada. Minhas lágrimas tiveram o melhor de mim, mas eu não me importei. Fui com a verdade. —Você acha que todos esses anos eu estava tentando salvá-la, mas na verdade, você foi a única valiosa para mim. Ela lentamente se inclinou, pegou a caixa e tirou o anel, colocando-a na minha mão. Eu estava esperando por paredes de gelo subir. Um soluço seguido de uma risada quebrou o silêncio. Passando pela bochecha vermelha. —Você guardou isto por onze anos. Como posso dizer não a alguém que me amou por tanto tempo? Ela levantou a mão, e eu coloquei o anel no dedo da mão esquerda do meu primeiro e único amor. O lugar rompeu em aplausos, beijei-a sem fôlego. —Não me importa onde vivemos, aqui ou ali. Não há mais tempo separados. Promete? —Prometo. Ela olhou para mim como se ela tivesse dezessete anos novamente. — Me leve pra casa? —Qual casa? —Sua casa. Eu enterrei minha cabeça em seu pescoço, e parei. Minha mão encontrou sua barriga e eu esfreguei um primeiro “olá” para o meu filho. —Eu amo você, Lexi. —Eu também te amo, Keith. Sempre amei, sempre amarei.


Capítulo Bônus Keith Mark estava falando no meu ouvido nos últimos dez minutos sobre os seus gêmeos mordedores de tornozelo. Eu sentia por ele, embora me divertisse muito que ele estava sendo torturado pelos dois pequenos diabinhos que ele criou. Meu foco foi redirecionado quando avistei Lexi alimentando o nosso filho. Seu belo sorriso iluminando o seu rosto enquanto ela o observava engolir sua mamadeira. Ela fazia essa coisa especial que ele gostava, correndo o exterior do seu dedo para o lado de seu rosto pequeno macio. Ele se transformava em seu toque toda a vez. Por mais que eu quisesse casar com ela quando voltássemos aqui, ela insistiu em esperar até depois que o bebê nascesse. Eu não gostei disso, mas eu respeitei seus desejos e recuei. Ela virou e me pegou olhando para ela, o que acontecia o tempo todo. Eu ainda tinha


necessidade de me lembrar, de vez em quando, que ela era realmente a minha noiva e não iria sair. Nós dois lutamos com os nossos problemas de confiança, mas sabíamos que iríamos trabalhar através disso no momento certo, enquanto continuássemos a nos comunicar. —Hey! Eu pulei quando algo afiado roçou minha pele. Inclinei-me e peguei o pequeno roedor pelas alças de seu macacão. O rapaz riu muito, em seguida, tentou bater em mim. Segurei-o longe, na minha frente, em direção ao seu pai. —Eu acredito que isto é seu. —Nunca o vi antes.— Mark balançou a cabeça com uma risada, mas depois pegou seu filho e jogou-o no ar. —O jantar estará pronto em dez minutos— Abigail gritou. —Lembre-se novamente quando ele marcou Abby por alguns meses?— Mark bufou como seu filho tentando agarrar o seu chapéu. —Não, cara, isso é meu. —Vamos apenas dizer que nosso cozinheiro necessitava de algumas lições. Mike foi útil, mas eu precisava dele comigo, não atrás de um fogão. —Quem teria pensado que o assustador grande Mikey poderia fazer uma lasanha assassina. —Eu tenho muitos talentos, meninos.— Mike se juntou a meu lado. — Vocês simplesmente nunca tiveram tempo para vê-los. Mark revirou os olhos e foi entregar seu outro filho quando Mia passava por nós. —Realmente, ambos-— Ela virou-se com uma sobrancelha levantada, e sua mão rodeou seu estômago.


—Nove meses, baby, nove agitados. Mark sussurrou algo, mas sorriu quando ela olhou para trás. —Onde está Olivia?— Mark perguntou a Savannah do outro lado da sala. —Ela iria manter esses dois em cheque. Com isso, ele saiu. Mike virou e sorriu. —A casa com certeza mudou desde aquela noite chuvosa no México. Olhei para Cole, que estava assistindo Savannah enquanto contava uma história para as crianças. Foi surpreendente ver sua expressão e tudo o que veio com ela. —Você é o próximo, meu amigo.— Eu sorri para Mike. —Ninguém está a salvo.— Seu rosto mudou ligeiramente. —Não tenho certeza. Mesmo que eu encontrasse o caminho certo, não tenho certeza que eu poderia segurar. Ele parou quando ele percebeu que tinha compartilhado algo profundo. —Eu dormi com Christina.— Isso me fez engasgar com minha cerveja. —Christina UPS? A perseguidora louca de Cole? A pessoa que tentou atacar Savi em Zack, Christina? —Sim,— ele fechou os olhos com uma expressão vergonhosa. — Acontece que quando se mistura oito cervejas com dois uísques e três tiros de Fireball pode fazer o diabo parecer sexy. —Oh, cara, isso explica por que você quis vir pra cá. —Bem, com certeza tomei a decisão mais fácil. —Você disse a Cole? —Infelizmente, eu disse.


—E? —E ele riu por cerca de dez minutos. Eu tive que ir embora porque ele não poderia parar. Mais tarde, ele me disse para colocar baixo por um tempo até que encontrasse alguém para torturar. —Sim, isso é uma merda. —Eu preciso de uma bebida. Ele coçou a cabeça enquanto ele se afastava. Mike era como eu. Nós normalmente não tínhamos muito, e eu respeito isso. Meu olhar faminto foi procurá-la, mas ela não estava em seu assento. Talvez ela levou Brandon para a cama? Uma mão familiar deslizou pelas minhas costas debaixo da minha camisa, e as unhas arrastando lentamente de volta para baixo. —Hey. Ela se inclinou para o meu lado e olhou para mim. —Você procurou por mim?— Ela empurrou-se na ponta dos pés e me beijou suavemente. —Eu conheço esse olhar. Você estava pensando em todos os tipos de coisas desagradáveis. —Eu estava procurando Mark,— eu brinquei enrolando o meu braço em volta de sua cintura e puxando-a mais perto. —Onde está o meu menino? —Dormindo. —Sim?— Eu me afastei para olhar para ela. —Sim, e eu preciso de um banho. —Não diga mais nada. Virando-a na direção da escada, empurrei-a para a frente. —O jantar está quase pronto, Keith.


—E?— Levantei-a sobre meus ombros e dei um tapa na bunda dela. — Menos pessoas ao redor para ouvi-la. Ela mexeu, e eu sabia que ela estava ligada. —Keith, me coloque para baixo! —Quer se casar comigo amanhã? —Eu vou me casar com você agora se você me colocar para baixo. Coloquei-a para baixo na minha frente e segurei a sua cabeça em minhas mãos. Pesquisando os olhos, vi que ela não estava mais duvidosa. Seu olhar segurou o meu, sem vacilar. Ela estava pronta. Não pude conter o sorriso que tomou conta do meu rosto. Eu a peguei e corri com ela até as escadas, sabendo que o chuveiro teria que esperar.


Escape vol. 2 (revisado) - J. L. Drake