Issuu on Google+


Envio: Soryu Tradução: R. Onuma; Lili B. Liah Vett Revisão Inicial: Clau Santos; N. Aguiar; Black Rose Revisão Final: Anna Azulzinha Leitura Final: Paixão Formatação: Lola


Alex Sheppard gosta de algumas coisas: sexo, festas, e uma briga de vez em quando para desestressar. Mas seu modo selvagem o afeta quando ele fica na reversa no futebol por causa de suas notas abaixo da média. Quando Mary Trellis se oferece para dar aulas particulares em troca de acompanhá-la ao casamento de sua irmã, Alex vê isso como se fosse um passeio no parque. Ela é inteligente, quente, e tudo que quer em troca é um fim de semana em sua companhia. Claro, nada é tão fácil como parece. Quando Mary fez a proposta ao bad boy tatuado e cheio de piercing, Alex, ela não percebeu no que estava se metendo. Ele tem por hábito ser vulgar e obsceno, mas ela ainda o quer. Não é até que eles estejam sozinhos que Mary percebe que, negar a Alex o que ele quer, é mais fácil dizer do que fazer.


O idiota acertou a mandíbula de Alex, na hora ele sentiu um gosto de ferro na boca. Virou a cabeça, cuspiu sangue, e virou para Karson. Alex não queria beber tanto e certamente não queria flertar com a namorada do lutador musculoso, especialmente quando ele sabia que Karson tinha

um

temperamento ruim, mas porra, ela era gostosa e foi olho-noolho a noite inteira. Como alguém poderia esperar que um cara não notasse uma menina vestindo roupas tão apertadas que dava para ver seus mamilos através da sua maldita camisa, ou podia praticamente fazer o contorno de sua vagina quando ela se inclinava? Ele era apenas humano pelo amor de Deus. — Você é um babaca do caralho, e vou gostar de meter o pé na sua bunda. — Alex não queria transar com ela, mas merda, flertar um pouco nunca fez mal.... não até agora. Karson girou a cabeça sobre seus ombros e estalou os dedos. Alex tinha ombros largos e peito tonificado que estavam


em perfeita proporção com sua altura de um metro e oitenta e físico atlético, mas Karson era um idiota corpulento devido aos quatro anos de luta livre na faculdade. Cristo, o cara não tinha sequer um pescoço. A festa da fraternidade ainda estava no auge, um bando de pessoas se reuniram em torno deles. A excitação para ver mais derramamento de sangue era palpável, no som tocava um rap, os espectadores gritavam para deferirem outro soco, e a adrenalina batia nas veias de Alex. O álcool se tornou parte dele, e ele endireitou sua altura completamente, rolou seus ombros, e estava pronto para se sujar. Sim, ele começou essa merda, mas ele estava prestes a acabar com ela. — Bem, vamos lá então. — O rosto de Karson se transformou numa profunda máscara de fúria, e não era algo que parecia particularmente bom com seu cabelo vermelho. O filho da puta corpulento investiu contra ele e começou a balançar, sua raiva fazendo com que seus movimentos ficassem desleixados e descoordenados. Alex poderia até ter gostado do que estava acontecendo, mas ele teve brigas suficientes para fazer essa merda de olhos fechados. Um punho veio para ele, e ele bloqueou. Trazendo o braço para trás e depois para frente, ele socou a mandíbula de Karson. Dividiu o lábio do babaca ao meio, e o sangue escorreu lentamente por seu queixo. A multidão foi à loucura, e Alex estaria mentindo se dissesse que não gostava disso. Suas vaias pedindo mais se tornaram um movimento rítmico dentro dele, e ele foi atrás do lutador. Um gancho de direita no


queixo, e depois um soco no estômago fez Karson se curvar e grunhir de dor. — Você, seu filho da puta. — Alex sorriu quando o lutador levantou novamente e mostrou os dentes tingidos de vermelho. — Você anda por aí como se possuísse a porra do lugar. Ele girou, e Alex desviou um milésimo de segundo antes dele acertar um soco ao lado de sua cabeça. Eles fizeram isso diversas vezes até que a multidão ficou inquieta e Alex teve o bastante dessa maldita dança. Foi para a direita e bloqueou o golpe de Karson, e depois deferiu dois golpes contra seus rins. Karson caiu como um grande saco de batatas e Alex sabia que ele iria urinar sangue por uma semana. Ele gemeu e grunhiu, tentando levantar, mas ao invés disso passou os braços ao redor da cintura e ficou na posição fetal. A namorada de Karson veio correndo até ele, caiu de joelhos e começou a acariciar seu queixo sangrando. Alex não ficou para ver e ao invés de cuspir sangue de novo, abriu caminho através da multidão. Vários de seus companheiros de time deram tapinhas em suas costas e começaram a fazer movimentos de luta, como se ele não tivesse acabado de sair de uma. Ele continuou andando. A casa estava repleta de estudantes da OSU 1, bem como outras faculdades menores em Columbus. Uma garota colocou os braços ao redor de seu pescoço e apertou seus seios contra a lateral de seu corpo. 1

A Universidade Estadual de Ohio, conhecida como OSU, é uma universidade norte-americana do estado de Ohio, fundada em 1870.


— Alex — Sua chorosa e arrastada voz, e o fedor de Buttery Nipples2 que ela bebeu disseram que ela estava mais bêbada que um gambá, o que matou o tesão.

Tirando os

braços dela, ele a empurrou para longe. Ela fez beicinho com seus lábios pintados de vermelho e deu um passo para mais perto dele. Ele balançou sua cabeça. — Mas por quê? Você dormiu com metade das meninas aqui. Eu não sou quente o suficiente? E daí se ele gostava de transar com garotas? Era um desejo natural dos seres humanos, mas as vadias com quem dormiu nunca estiveram bêbadas.

Era um limite que ele

impôs. Seu pau brochava quando estavam de porre, e ele já ouviu falar de vários caras acusados de estupro durante festas como esta. Ele não queria ser associado a qualquer uma dessas merdas. — Não gosto de transar com garotas que não podem ficar em pé, sem cair. — Ela levou alguns segundos para entender o que ele estava dizendo. — Eu não estou bêbada. — Ela disse isso ao mesmo tempo em que se inclinava para o lado. — Kait. — Uma garota loira veio andando até a vadia bêbada, sussurrou algo em seu ouvido, e fez uma careta para ele. Ele ergueu as mãos, não ia ser acusado de tirar vantagem de ninguém, e virou para voltar para a cozinha.

2

Buttery nipple é um drink feito com schnapps de butterscotch (licor de manteiga com açúcar mascavo) Irish Cream (uísque com creme, chocolate e café)


A cozinha estava lotada, e uma pequena fila foi formada em direção ao barril. Ele não queria nenhuma cerveja, mas uma dose talvez o fizesse se sentir melhor, desde que ele acabou de terminar essa luta e seu sangue ainda estava fervendo. Ele provavelmente poderia ter encontrado uma vadia sóbria para foder, mas uma dose de uísque parecia mais atraente no momento. Ele realmente deveria ir dormir em um dos quartos já que ele precisava acordar cedo para o treino de futebol, mas que se foda. — Alex, meu homem. — Kash Lennon bateu em suas costas e levantou a garrafa de Corona. Ele ergueu as sobrancelhas, Alex sorriu e inclinou a cabeça acenando em reconhecimento. Ele conheceu Kash durante os últimos quatro anos, desde que começou seu primeiro ano na OSU. Eles se deram bem imediatamente quando compartilharam uma aula de economia. Kash pode ser quieto e reservado, mas as pessoas tendem a ficar longe dele, sendo o filho da puta que é, com um e oitenta de altura, coberto de tatuagens e com um piercing no lábio inferior. Ele parecia um filho da puta fodão, mas era muito leal e Alex tinha a honra de chamá-lo de amigo. — Porra, cara, olhe pra você, parece que teve a bunda chutada. — Kash serviu um scott para cada. Eles beberam ao mesmo tempo, e Alex chiou quando o licor ardeu seu lábio cortado. Ele fez um gesto para Kash derramar mais uma rodada. — Sim, você deveria ver como o outro ficou.


Kash riu, e então eles repetiram a dose e se serviram mais. Alex sentiu o álcool começar a queimar através de suas veias, e o zumbido que desapareceu durante a briga começou a

se formar

novamente.

Enquanto

lutava

com

Karson

diminuiu, e agora ele estava ansioso para voltar lá atrás, menos flertar com vadias acompanhadas de seus namorados. —Você não tem que levar sua bunda para o treino amanhã? — Kash encostou no balcão e cruzou os grandes braços sobre o peito. Alex jurou que o cara estava maior a cada vez que se encontravam. — Sim, mas não é como se eu nunca tivesse treinado de ressaca antes. — Ambos riram, mas, em seguida, seus olhos estavam fixos em uma loira quente que passou por eles. Alex se concentrou em seu traseiro, nesta parte gostosa de seu corpo e assistiu o balanço quase hipnótico de seus quadris. Ele já estava duro, mas ela tinha um traseiro grande que ele coçava para colocar as mãos. Os saltos que ela estava usando e aquela bunda o deixaram ainda mais excitado. Ele também era um cara que apreciava tetas, e estas eram perfeitas. — Porra, cara, ela é gostosa! — Você vai pegá-la esta noite? — Alex perguntou quando notou Kash olhando para a loira que parou agora ao lado do barril. Suas calças eram tão apertadas que não tinha como ela estar usando calcinhas. Calcinhas. Outro fetiche de Alex, que ele não se envergonhava.


— Nah, cara. Eu fodi essa garota na noite passada e ainda estou andando engraçado. — Alex olhou para Kash e levantou uma sobrancelha. — Cara, ela me montou tão duro que eu pensei que meu pau partiria ao meio. — Alex explodiu em gargalhadas. — Você acha que estou mentindo, mas eu não estou. Ah! Alex não duvidou, mas ainda assim era muito engraçado. —Você sempre consegue as selvagens. Kash deu de ombros, mas o canto da boca inclinou para cima. Ele olhou para a loira, que agora estava curvada. Seu pau quase explodiu, e Alex se imaginou fazendo todos os tipos de coisas com ela nessa posição. — Nah, cara, elas parecem me encontrar. Embora eu não esteja reclamando —, disse Kash. — Eu não penso assim.— Alex rolou a cabeça sobre os ombros para trás e para frente. — Talvez eu deva ir para casa. Se eu me atrasar novamente o treinador chutará minha bunda. Treinador Marx era um excelente instrutor, mas Alex sabia que sua paciência estava se esgotando, inclusive alguns dos outros jogadores também. Alex estava grato por sua posição na equipe, mas ele gostava de festas e quando ia a uma, ele aproveitava. — Sim, quero dizer que eu odiaria ver você sentado no banco durante um jogo. — Kash sorriu para ele.


— Você precisa de uma carona ou vai andando? — Eu vou a pé. — Eles bateram as mãos entre si se despedindo, e Alex começou a andar em direção à casa de dois andares que dividia com outros três rapazes. Ele conheceu Jordyn, Racer, e Klein quando ele era um calouro, e todos viviam no mesmo andar nos dormitórios. Até o início deste ano quando todos eles decidiram alugar uma casa fora do campus. Era muito mais barato do que os dormitórios, especialmente com quatro caras morando juntos, e ele não precisava seguir as regras da universidade. O uísque começou a fazer efeito e ele tropeçou em seus pés. Ele não deveria ter bebido tanto, porque sabia muito bem que teria uma ressaca do cão no dia seguinte. A pequena casa que ele alugou apareceu, e ele subiu os degraus da varanda da frente de dois em dois, o que foi uma má ideia já que ele tropeçou no último e quase caiu de cara. Depois de se endireitar,

empurrou

a

porta,

abrindo.

Devia

estar

acontecendo alguma coisa, já que passava da meia-noite, e a metade das lâmpadas, na parte inferior da casa estavam acesas, mas quando ele cruzou a porta de entrada e caminhou para a sala, viu o porquê. Racer estava sentado no sofá, e uma bonita morena no chão do outro lado da mesa de centro. Livros e papéis estavam espalhados sobre a mesa na frente deles, e ela estava no momento esfregando os olhos. — Adam, você sabe essas coisas. É tarde, e ambos estamos exaustos, eu não acho que qualquer informação vá ficar em seu cérebro. — Ela olhou para cima, e Alex foi atingido pela intensidade de seus olhos azuis. Adam “Racer”


McNamara estava em seu quinto ano na OSU, porque ele não podia decidir o que queria ser quando crescer. Ele tinha uma porrada de créditos, mas eles eram tão aleatórios e dispersos que Alex nem mesmo achava que conseguiria se formar. Por que alguém daria a ele aulas particulares, estava além do seu entendimento, mas quando ele olhou para aquela morena linda ele pôde ver seu encanto. —Tudo bem, já é tarde. Tem certeza de que não está cansada demais para dirigir? Se quiser eu posso levar você pra casa. Levantou e Racer acompanhou. Era muito engraçado ver seu companheiro de quarto ficar todo atrapalhado com uma garota, mas Alex não negou que ela era muito quente. Ela usava um par de shorts curtos, e suas longas pernas eram da cor de pêssegos e creme. Sua camiseta não era apertada o suficiente para que ele pudesse ver tudo, o que foi um pouco decepcionante, ele também gostou do fato de que ela não era como metade das meninas em volta do campus, que parecia estar em competição de quem pode vestir a camiseta mais apertada. Ela pegou sua mochila e virou para Racer. Alex realmente deveria ir embora, mas por alguma razão ele ficou ali parado como uma espécie de lunático, observando uma garota que ele nem conhecia. Ele poderia muito bem culpar o álcool, porque ele já estava bêbado o suficiente e ela estava começando a se tornar um pouco embaçada, mas na verdade ele simplesmente gostou de olhar para ela, e não só de uma maneira sexual. Sim, ela tinha um corpo assassino com uma porra de curvas


bem quentes, e ele gostou do fato de ela não ser magrela. Ela realmente parecia uma mulher, e não uma adolescente anoréxica, comportamento que parecia estar crescendo em popularidade com um monte de meninas que pairavam em torno dele. Alguns pensamentos sujos estavam passando por sua mente a respeito desta morena, mas não foi só isso. Ele observou a maneira como ela tirou seu longo cabelo de seu ombro, e ficou paralisado pela forma como sua garganta arqueou delicadamente. Ele também gostou da visão de sua clavícula, que ele só pode assistir por causa do decote V de sua camiseta. Cara, se controle. Você tem que estar muito bêbado para ter pensamentos sujos assim. —Talvez você possa vir novamente amanhã? —, Alex teria rido com o tom esperançoso na voz de Racer, mas ele estava muito focado na morena. Ela ajustou a bolsa em seu ombro. — Na verdade, tenho que ensinar alguém amanhã, e depois disso eu tenho planos, mas eu posso te ligar depois que olhar minha agenda e ver quando terei uma vaga. O que provavelmente será na próxima semana. Ah, então foi assim que esse imbecil conseguiu uma menina tão quente como ela essa tarde. Ela foi ensinar o idiota. Ela acenou e começou a andar em direção à porta da frente, mas seus olhos estavam no chão e não onde estava indo. Alex poderia ter facilmente saído do caminho, mas então ele não teria uma desculpa para se apresentar, ou para sentir


como seu corpo encaixaria ao dele. Sim, ele era um grande filho da puta. Ela correu para a direita em direção a ele, e ele não se preocupou em esconder seu sorriso. Agarrando seus braços, ele a segurou e respirou profundamente. Porra, ela cheirava a algo doce e cítrico. Seu pênis endureceu instantaneamente e ele desejou que o idiota estivesse mole. Que tipo de apresentação seria se sua ereção estivesse bem no meio deles? Ele ficaria como se fosse um pau idiota, sem trocadilhos. — Deus, eu sinto muito. — Ela olhou para ele, e o efeito do álcool em seu sistema enfraqueceu o suficiente para enxergá-la claramente em sua frente. Seus olhos eram enormes, mas em um bom sentido, porra. Ela tinha essa expressão quase inocente em seu rosto, o que só fez o seu pulso bater mais rápido, diretamente na ponta do seu pênis. Tinha olhos de um azul que o lembrava das ilhas do Caribe e também eram mais azuis do que qualquer coisa que ele já viu. Deus, como é que aconteceu essa merda onde ele estava comparando partes de seu corpo com lugares no mundo? Ele estava agindo como um idiota. — Totalmente minha culpa. — Sua voz era profunda e rouca, e ele a limpou. Porra, ele provavelmente soou como algum tipo pervertido. Ela saiu de seu alcance, e ele se amaldiçoou. Também não houve dúvida de que ele cheirava a uma loja de fábrica de cerveja e bebidas alcoólicas combinadas em uma. Ela sorriu e continuou se afastando, então ele falou rapidamente.


— Eu sou Alex Sheppard. Ele estendeu a mão, e ela olhou para ele. Se sentia como um maldito adolescente na época da escola incapaz de dizer qualquer merda. Ele estava prestes a baixar mão, porque quem apertava as mãos à meia-noite, se eles não estavam indo para uma entrevista? Antes que ele pudesse abaixar, já se sentindo muito estúpido ela estendeu a mão e pegou a dele. — Mary Trellis. — Ela respirou profundamente, e Alex não podia deixar de olhar para baixo. O decote V de sua camisa e o fato de que ele era cerca de um pé mais alto do que ela, deu o necessário para ver as leves ondulações de seus seios. E puta merda que tetas incríveis. Grandes e redondas, e ele sabia que eram naturais. Ele podia dizer pela inclinação natural delas. Seu pau empurrou contra a braguilha. — Sim, eu acho que já ouvi o seu nome pelo campus algumas vezes. — Ela sorriu brilhantemente, todos os dentes brancos retos e uma covinha na bochecha direita. Ela também tinha um rubor começando ao longo de sua garganta esbelta e subindo rapidamente para suas bochechas. Ele achou a visão muito quente. Droga, ele só podia imaginar a merda obscena que ela ouviu falar sobre ele. — O grande quarterback do momento, certo? — Ele deu um suspiro de alívio que ela estava se referindo ao futebol e não porque ela soube que ele bateu cada uma das líderes de torcida na escada Norte. E então, enquanto esperava pela


resposta dele, ele sentiu um maldito rubor nas bochechas. Puta merda, ela o fez corar só de olhar para ele. Você é um maricas de merda, cara. Alex soltou sua mão e deu um passo atrás. Ele não gostava de como ela o fazia sentir: um adolescente bobo, desligado, e com um tesão do caralho. Um momento de silêncio constrangedor se passou antes que ela levantasse sua mão e acenasse. — Tudo bem então. Eu vou te ver por aí. —Ela virou e acenou para Racer, que estava encostado no corrimão, e pelo sorriso no rosto de Racer o filho da puta viu a reação dele a Mary. — Aqui, me deixe levá-la para o seu carro. — Está tudo bem. Eu estacionei aqui em frente — Ele já estava abrindo a porta da frente e apontando para ela ir primeiro. — Há um monte de idiotas bêbados lá fora esta noite, bem, na maioria das noites também. Ela sorriu para ele, deu de ombros, e saiu. Alex era muito bom em ler as pessoas, e ele não perdeu o movimento das mãos ligeiramente trêmulas quando ela fuçou em sua bolsa para alcançar as chaves. Quando encontrou, ela abriu as portas com um clique. Um sinal sonoro soou, e as luzes acenderam para a vida. Alex se arrastou atrás dela, seus olhos diretamente na bunda dela, que era do tamanho perfeito para suas mãos. As bochechas de seu traseiro balançavam com cada passo que dava, e de maneira nenhuma que ele poderia parar a ereção, que aumentava a cada segundo. Ele nem


tentou. Ela foi até um BMW esportivo estacionado no meio-fio. Ele assobiou baixo. — Belo carro. — Ele não estava apenas pensando sobre o carro. Ele tinha uma imagem dela o montando em sentido inverso, as mãos sobre sua bunda e as bochechas bem abertas. Porra, ele estava muito excitado. Depois que disse algo sobre seu carro, ele imediatamente notou uma carranca em seu rosto, mas ela murmurou um agradecimento. Ok, bem claramente o seu meio de transporte era um ponto sensível. — Obrigada por me acompanhar até o meu carro. — Ela deu um sorriso genuíno, e Alex percebeu que ele realmente gostou. Não era falso ou forçado. Ela não era falsa. Havia muitas meninas que pairavam em torno das festas em que ele foi e que eram falsas como a merda e só estavam tentando entrar em suas calças porque ele era o quarterback. Ele bufou em seus pensamentos, porque parecia muito idiota uma menina entrar nas calças de um cara. Não era geralmente o contrário? — Não tem problema. — Empurrando as mãos nos bolsos da frente da calça jeans, ele se perguntou o que essa menina tinha de diferente. Sim, ele ficou ligado por outras meninas no passado, mas esta atração que sentiu por Mary estava beirando a insanidade, porra. Ele gostava da conveniência de um caso de uma noite, e ele com certeza não pensou sobre filhos depois que eles transaram. Mas olhando para Mary, ele sabia que ela não era como qualquer uma das garotas que ele normalmente fodia, o que também significava que ela não era fácil. Não era como se ela tivesse alguma maldita tatuagem em


sua testa afirmando que ela era o tipo “difícil de conseguir”, mas tinha essa aura em torno dela que gritava que era muito boa para ele. Alex podia admitir que neste momento da vida, ele gostava apenas de algumas coisas. Quando ele não estava passando tempo com seus pais e sua irmã mais nova Kiera, ele estava jogando futebol, festas ou fodendo. Claro que existiam sempre aquelas brigas ocasionais nas quais ele entrava, mas tudo isso fazia com que ele se livrasse um pouco de toda agressividade e energia que tinha dentro dele. Ele ficou ali parado como um idiota quando ela subiu em seu carro e foi embora. Ele só podia imaginar o que ela pensava sobre ele, porque ele estava provavelmente pensando exatamente a mesma coisa: que idiota mais estranho. Quando ele estava em casa com a porta fechada atrás dele, viu Racer ainda encostado no corrimão. — O quê? — Alex rosnou irritado consigo mesmo e agora com Racer e seu sorriso presunçoso. Racer sacudiu a cabeça e se afastou das escadas. — Nada. Eu só quero dizer que se você acha que vai foder o traseiro de Mary facilmente, você deve simplesmente desistir agora. — Porra, Racer. — Alex balançou a cabeça, sabendo que seu companheiro de quarto estava certo, mas não querendo ouvi-lo assim mesmo.


— Eu não estou tentando impedir nada, mas Mary é uma boa menina, e ela realmente não precisa de gente como você ou eu. Embora considerasse Racer um bom amigo, Alex não perdeu

a

sutil

advertência

em

suas

palavras.

Ele

se

preocupava com a garota, estava claro e ele também conhecia a reputação de Alex. Ele não podia ficar chateado com ele por estar interessado nela. — Eu posso reconhecer quando uma garota é boa demais para mim, e ela é boa demais para mim. — Dito isso, Alex passou por Racer e até seu quarto, onde ele desmaiou.


Alex estava certo. Havia um monte de bêbados, mas Mary realmente não esperava nada menos. Esse era um território OSU, e era meia noite de um sábado. Ela teve que realmente ficar alerta ou não haveria nenhuma dúvida de que ela acabaria atropelando um pedestre embriagado. Quem teria pensado que ela ia literalmente esbarrar em Alex Sheppard? Eles frequentavam círculos totalmente diferentes, eram polos opostos em todos os sentidos, mas ela esteve tão perto dele que respiravam o mesmo ar, e ela podia sentir o calor do corpo que escoava direto para ela. Oh, ela sabia quem ele era assim que ela olhou em seus olhos cor de avelã, viu que eles eram mais verdes do que marrom, e se obrigou a não agir como uma adolescente hormonal. Ok, então ela pode ter apenas vinte e um anos, mas estando tão perto dele, cheirando aquela colônia cara e excitante que ele usava, e pensando em todas as vezes em que o viu, mas ele claramente não a viu, a fez perceber que ela


precisava se controlar. Ele era lindo, tinha um corpo tonificado e musculoso, que fez com que se sentisse totalmente feminina, mas ele não era o tipo dela. Por um lado ele dormiu com uma infinidade de meninas, provavelmente não sabia metade de seus nomes, e ela o considerava um bad boy da pior espécie. Só de pensar sobre quando ela o viu, vindo do treino de futebol em nada além de um par de shorts largos teve seu corpo todo quente mais uma vez. Ele estava suado e um pouco vermelho de correr ou se exercitar, talvez, mas seu corpo estava duro e definido, e a tatuagem que começava em seu bíceps esquerdo e cobria

toda

a

volta

com

padrões

escuros

a

deixou

instantaneamente molhada. Em seguida, uma loura peituda saltou para ele, seus peitos mal contidos em suas roupas de ginástica, rindo e murmurando coisas que Mary não poderia ouvir, aquilo foi o fim. Alex abraçou a cintura dela, e os dois desapareceram no vestiário. É claro que ele não notou Mary ali em pé o observando como uma aberração, mas ela não se importava, porque ela não precisa de um cara como Alex Sheppard em sua vida. Ele era muito perigoso e experiente para ela, e, além disso, não havia nenhuma dúvida de que ele machucaria seu coração, intencionalmente ou não. Mary podia se apaixonar por ele facilmente. Dar aulas particulares, deu a Mary uma oportunidade de ganhar seu próprio dinheiro e conhecer uma infinidade de pessoas interessantes. Apesar de sua família ser rica, Mary queria ser independente, e se sustentar sozinha. Ela pegou empréstimos de estudante para pagar seus estudos, e


comprou sua própria comida e outros suprimentos que ela precisava para sobreviver. Quando não estava tutoreando ela trabalhava algumas horas nos fins de semana em um café fora do campus. Ela estava exausta a maior parte do tempo, mas era muito melhor do que depender de seus pais para financiar sua vida. Sua família vinha de heranças, ou assim que sua mãe gostava de chamar, e por isso sempre havia um clima antiquado, aristocrático na forma como eles viviam. Mas, Mary foi adotada, ela vivia com a família Trellis desde dois anos, mas nunca sentiu que realmente se encaixava entre eles. Seus pais Stephen e Marsha Trellis, mostraram sua afeição quando a situação exigia, mas Mary nunca sentiu o amor que uma filha sente quando está em torno de seus pais. Sua mãe e seu pai sempre a trataram como se ela fosse parte de sua família, mas não havia como negar, Mary não era nada parecida com eles. Ela se sentiu assim desde que conseguia se lembrar. E depois, havia a irmã mais velha, Margo, que era a pessoa mais egocêntrica com que Mary já se deparou. Quando eram mais jovens Margo gostava de esnobar Mary, a fazendo se sentir mais como um incômodo do que uma irmã. Talvez isto tenha sido pelo fato de Mary não se parecer em nada com sua família. Onde ela possuía cabelos escuros e olhos azuis, todos os Trelliss possuíam cabelos loiros e olhos verdes. Se olhar no espelho todos os dias não ajudou em nada o fato de que ela não pertencia àquela família, e aos doze anos ouvir a voz de Margo dizer que ela claramente não era um “Golden Trellis” deixou bem claro que ela nunca se


encaixaria. É claro que sua mãe disse a ela todas as noites que a amava, e que ela era parte de sua família sempre que Mary falava no assunto. Talvez fossem apenas as palavras dolorosas de Margo e os cochichos que sempre ouvia quando ia para um evento social que a fez se sentir assim? Os anos se passaram. Embora Margo não falasse mais essas coisas para ela, sempre haveria uma parte da Mary que nunca sentiria que fazia parte daquela família. Ela virou a esquerda e depois à direita até que a pequena casa no fim da rua, que dividia com uma companheira de quarto, apareceu. Ela parou na calçada ao lado do Corolla azul desbotado de Darcy. Desligou o carro e ficou sentada lá por um momento. Mary deixou o som do arrefecimento do motor preencher o interior. A BMW foi um presente de formatura do ensino médio de seus pais, e embora ela não quisesse, ela sabia que o presente servia para manter a boa aparência, Mary também sabia que ela precisava de transporte. Então, ela sorriu e agradeceu, mas odiava cada minuto quando estava conduzindo aquela coisa. Isso a fez sentir como uma fraude, como se não fosse ela mesma. Então, Mary fez questão de enviar os pagamentos para o carro e seguro, e ignorou suas queixas quando receberam seu cheque. Isso a fez se sentir melhor sabendo que ela poderia estar em seus próprios pés, porque haveria um momento em que seus pais não estariam aqui, e se ela fosse dependente deles, o que ela faria então? Margo recebeu tudo que seus pais deram e Mary sabia que quando Margo estivesse por conta própria ela iria se afogar.


Mary pegou sua bolsa do banco do passageiro, saiu do carro e foi para a porta da frente. Não havia nenhuma luz acesa, mas era meia-noite. Ela normalmente não dava aulas até tão tarde, mas Adam estava tendo um momento difícil em compreender a dinâmica da economia. Mary tinha a sensação de que ele não estava prestando muita atenção, não quando seus olhos estavam em seus seios ao invés do livro. Oh bem, se ele não queria se concentrar no que ele estava pagando, isso não era o seu problema. Ela destrancou a porta e a abriu, e imediatamente foi atingida pelos sons altos dos gemidos de Darcy tendo relações sexuais. Mary revirou os olhos e foi direto para a cozinha pegar água. Encostada ao balcão e trazendo o copo aos lábios, ela virou a cabeça para o lado e ouviu com espanto o som de uma cabeceira batendo contra a parede ressoar no silêncio. Depois de apenas alguns segundos

de

gemidos

e

algazarras

tudo

estava

quieto

novamente. Mary terminou a água, e quando ela estava prestes a ir para o quarto dela uma Darcy muito nua e seu atual convidado para a noite, Dane, ela achava que esse era o nome, vieram andando até a cozinha. As luzes ainda estavam apagadas, somente um fio de luz vinha do quarto de Darcy, mas foi o suficiente para que Mary visse tudo. Darcy parou quando viu Mary ali, que por sua vez teve o cara trombando em suas costas. — Merda, Mary. — Darcy colocou a mão sobre o coração. — Você me assustou pra caralho. O que está fazendo andando por aí no escuro? Você acabou de entrar? — O casal


nu não parecia estar nem um pouco autoconsciente, com a nudez, relaxadamente se deslocaram para a cozinha. Dane abriu a geladeira se inclinando sobre ela. Era uma imagem pouco atraente, mesmo que ele tivesse um corpo bonito. Ela rapidamente desviou os olhos e olhou para Darcy. Sua colega de quarto começou a andar em direção a geladeira, e Mary decidiu que era uma boa hora para dar o fora de lá. — Acabei de chegar da tutoria e estou cansada. Vejo você de manhã. — Sim, tudo bem. Ela rapidamente foi até o quarto dela, e quando a porta estava firmemente fechada respirou fundo. Deus, ela precisava ter seu próprio lugar, mas é claro que ela não poderia pagar isso por conta própria, e mesmo Darcy tendo um monte de sexo, ela era uma boa companhia. Houve muitas vezes em que ela, ou viu uma série de corpos nus enquanto Darcy fodia seu namorado da semana, ou escutou o som de seu, quase selvagem, sexo, ou viu pintos o suficiente por sua casa para ter pesadelos. Ela supôs que esse era apenas um dos perigos de ter uma companheira de quarto que gostava de muito de sexo. Se despindo e vestindo outra camiseta, Mary subiu na cama e fechou os olhos. Ela estava cansada, mas infelizmente o sono tranquilo não veio imediatamente. Ao invés disso a imagem de Alex Sheppard bateu em seu cérebro. Mesmo agora, ela poderia jurar que ela cheirava Alex. Era um aroma enigmático, intenso que fez seu coração acelerar e os dedos


dos pés enrolar. Ela era louca, comprovadamente insana, porque de maneira nenhuma aconteceria qualquer coisa entre eles. Bem, talvez um caso de uma noite, mas isso não era o estilo de Mary, e qualquer coisa a longo prazo certamente não era o cartão de chamada de Alex. Oh, quem estava enganando para até mesmo ter uma ideia como essa? Forçando Alex para fora de sua cabeça, se obrigou a relaxar e finalmente se sentiu cair no sono.

— Sheppard, eu quero falar com você. — Treinador Marx chamou do outro lado do campo. Alex levantou o queixo em reconhecimento e foi até o banco para pegar uma das toalhas que estavam em uma pilha no banco de metal. Ele tirou sua camisa e equipamentos e limpou o suor do rosto e no peito. Então ele jogou a pequena tira de pano por cima do ombro e foi para onde o técnico ficou falando com alguns de seus companheiros de equipe. — Droga, Sheppard, seu filho da puta, mesmo de ressaca você jogou como um animal. — Harley, um dos linebackers, e um grande idiota no campo, bateu nas costas de Alex e foi com os outros jogadores para o vestiário.


— Você queria falar comigo? — Ele parou na frente do treinador Marx e respirou bruscamente, tentando acalmar suas respirações dos exercícios extenuantes. — Você veio para o treino de ressaca novamente. — Não era uma pergunta. O treinador não queria que nenhum dos jogadores bebesse, porque ele disse que poluir seus corpos os deixava lentos no campo no dia seguinte, mas não conseguia impedi-los de se divertirem, e eles só precisavam lidar com a sensação de merda no dia seguinte. Alex sabia que para ter sucesso neste esporte, nesta carreira, ele precisava manter um regime rigoroso e dieta, mas a verdade é que, tanto quanto Alex gostava de jogar futebol, obviamente, não era tão excitante parar a porra das festas e se concentrar. — Sim, sinto muito por isso. — Alex não deu qualquer outra explicação. Ele respeitava o treinador Marx, mas mesmo enjoado depois de beber durante toda a noite, ele arrebentou no campo. — Quero dizer, nós, ainda assim, jogamos bem hoje. — Não era apenas Alex que estava de ressaca. Havia um punhado de outros jogadores que arrastaram suas bundas da cama e arrebentaram suas bolas no treino. O treinador passou a mão sobre seu cabelo escuro. Alex sabia que algo estava errado para que olhasse quase hesitante. — Escute, eu vi que você está descuidando de seus estudos, e ficou abaixo da média que é necessária para jogar com a equipe. Merda.


Alex sabia que ele estava se acomodado em algumas de suas matérias, mas a última vez que ele verificou passou em todas elas, pelo menos achava que sim. É evidente que ele estava errado. Embora este fosse o seu quarto e último ano na OSU antes que pudesse se formar com um grau de Bacharel em Terapia de esportes, ele só estava pensando exatamente isso: este era o seu último ano. Ele nem percebeu que estava tão relaxado que estava em risco de ser expulso da equipe. — Merda. — Escute, isso está totalmente fora das minhas mãos. Você conhece as regras que a universidade exige para todos os jogadores, e o fato é que você precisa manter sua média de pontos em um nível ideal para permanecer na equipe. — O treinador começou a andar na frente dele. — Alex, eu tenho que colocá-lo no banco até que suas notas fiquem acima da média novamente. A raiva tomou conta de Alex, embora fosse totalmente culpa dele. — Você está falando sério? — Sua voz se levantou, mas o treinador nem piscou com sua explosão. — Você quer me colocar no banco? — Alex disse ironicamente. Futebol foi sua vida durante o tempo que podia se lembrar, e em um semestre ele ferrou tudo. Sim, ele leu as regras que precisava seguir se quisesse ficar no time, mas porra, ele não imaginou realmente que isso aconteceria.


— Como isso aconteceu? — Era uma pergunta retórica, mais para si mesmo do que qualquer outra coisa, mas ele disse independentemente. — Alex, você foi o único a fazer isso, mais ninguém. Você sabe quão rigorosa a Universidade é sobre isso, e me dói ter de suspender você vendo quão bom jogador você é, mas minhas mãos estão atadas sobre este assunto. Tudo o que posso dizer é para conseguir uma média maior nos exames semestrais, e quando isso acontecer eu vou colocá-lo de volta nos jogos. Vá falar com o orientador acadêmico e veja o que você precisa fazer, e talvez arranje alguém para tutorear seu traseiro para ficar acima média. — O treinador deu um tapa nas costas e se afastou, cortando qualquer conversa, e não se preocupou em esconder sua decepção. Porra, ele ficou desapontado consigo mesmo. Bem, puta merda.

— Que horas você vai chegar? — Mary segurou seu telefone celular entre o ombro e a orelha e ajeitou a bolsa no ombro. Ela manteve seu suspiro irritado, para si mesma quando ouviu as palavras cortadas de Margo. A atitude normalmente arrogante de sua irmã foi à enésima potência com a proximidade de seu casamento.


— Margo, isso está, tipo, a um mês de distância. — Sua irmã não se incomodou em esconder o suspiro de frustração. — Escute, estou tentando planejar quando as damas de honra chegarão, e eu preciso que você me diga se vai estar aqui mais cedo. Não é como se você tivesse algo para fazer nesse fim de semana, ou em qualquer outro fim de semana, diga-se de passagem. — Cadela. — Jantar sexta-feira à noite na casa da mamãe, então eu sei que você vai estar lá, mas você vai chegar mais cedo? Mary apertou os dentes, mordendo de volta uma resposta sarcástica. Só mais um mês de Bridezilla 3 e tudo isto estará terminado. — Por que você não me diz quando me quer lá e eu vou organizar a minha agenda de acordo você. — Mary fez questão frisar a última parte, porque, francamente, ela estava cansada deste ato de rica e poderosa que Margo se colocava. Era como se o mundo parasse de girar, se as coisas não estivessem a sua maneira, e aos vinte e três a irmã mais velha deveria ter amadurecido um pouco. — Eu preciso que você esteja na mamãe no máximo às nove horas da manhã no dia dezesseis, tudo bem? — Sim. — Margo desfiou mais algumas coisas, mas Mary já não estava prestando atenção.

3

O termo bridezilla é uma combinação entre a palavra bride (noiva em inglês) e zilla, de Godzilla. Em uma definição simplificada, poderia se equiparar a uma noiva neurótica.


— Estou no trabalho, então tenho que ir. — Ela desligou antes que Margo pudesse acrescentar mais dez coisas que ela queria que Mary fizesse antes do casamento e apertou o passo. Com sua casa a poucos quarteirões da cafeteria, ela foi trabalhar. Mary normalmente optava por apenas caminhar, mas somente quando tinha tempo. Assim que ela entrou na Just One More Cup, a cafeteria da moda, contudo com estilo retro, o aroma de café em grão e recentemente torrado encheu seu nariz. A loja já estava lotada e eram apenas oito da manhã,

e

o

seu

interior

estava

cheio

de

estudantes

universitários. As poucas mesas que tinham já estavam cheias de gente, seus livros espalhados na frente deles, e o mais provável era que já estivessem com a segunda xícara de café na frente deles. Polly, a mais nova barrista que só começou há cerca de duas semanas, parecia estar esgotada enquanto anotava o pedido dos clientes. Mary sorriu e foi para o balcão. Polly deixou escapar um suspiro de alívio e deu um passo para o lado para Mary poder tomar o lugar dela. — Graças a Deus você está aqui. Estou prestes a arrancar meus cabelos. — Mary pegou um avental e o amarrou em volta da cintura. — Kristen está de licença médica, estou aqui por apenas meia hora e já estou prestes a sair. — Você deveria ter me chamado. Teria vindo mais cedo. Polly torcia o avental em suas mãos.


— De qualquer forma, estou aqui agora, então não se preocupe. Mark vem ao meio dia, e ele é o barrista mais rápido daqui. — Ela deu um sorriso tranquilizador à Polly e se virou para a menina que esperava com impaciência do outro lado do balcão. — Peço desculpas por isso. O que posso fazer por você? —Caramel latte4, espuma extra, e eu gostaria de canela no topo. — A garota fez seu pedido, bateu uma nota de cinco dólares no balcão, e imediatamente voltou para as mensagens de texto em seu telefone. Polly não era muito boa para anotar os pedidos, mas ela era muito eficiente em fazer as bebidas. Elas fizeram isso durante as próximas horas, e quando a correria da manhã diminuiu um pouco o movimento, Mary foi capaz ir para a parte de trás para uma curta pausa. Ela sentou sobre uma caixa e soprou. Ela estava cansada, seus pés doendo, e tudo o que ela queria fazer era ir para casa e dormir o resto do dia. Claro que isso não iria acontecer. Ela precisava ajudar um calouro a entender cálculo, e Deus sabe como ela odiava matemática. Era uma maldição e uma bênção que ela se destacou na matéria, embora, porque pelo menos ela poderia usá-la para se sustentar. Mary nem bebia café, e na verdade detestava até mesmo o cheiro dele, mas as dicas eram decentes, e o dinheiro extra, era uma maneira adicional para ajudá-la.

4

Café com leite e caramelo


Ela terminou o resto do seu turno, e foi para os fundos da loja para se trocar por algo que não estivesse manchado com cappuccinos e lattes. Acenando se despediu de Mark e Polly, voltou para sua casa. Ela só tinha uma hora para descansar antes de sair novamente, mas era uma hora que ela ansiava. O único problema foi que durante toda a manhã, ela teve uma única imagem entranhada em sua cabeça, e esta imagem era de um certo bad boy chamado Alex Sheppard. Era como se esbarrar nele tivesse feito tudo, muito pior, e mesmo que tivesse sido apenas na noite passada ela já estava ficando doente de tanto desejá-lo. Ela precisava continuar lembrando a si mesma de que, tudo o que tinha a ver com ele só ia acabar custando muitas dores no futuro quando tudo chegasse ao fim para ele, era um pensamento ridículo uma vez que não havia nada acontecendo entre eles. Ugh, ela deveria apenas se internar em um sanatório, ou talvez se juntar ao clube de fãs de Alex Sheppard, porque essa merda estava ficando ridícula.


— Droga, que porra! É uma merda, cara. — Alex sentou na frente de Racer em sua mesa de cozinha. Ele olhou para seu companheiro de quarto, mas manteve a boca fechada. Sim, ele fez merda, e não precisava de ninguém o criticando. — O que você vai fazer? Você detona no campo, e colocálo no banco é o mesmo que esmagar a equipe. Alex passou a mão pelo cabelo e expirou. — Eu não sei o que fazer. O treinador disse que eu tenho que conseguir minha média se quiser jogar de novo, e quando falei com a orientadora acadêmica ela disse a mesma maldita coisa. Estou seriamente ferrado, mas é tudo culpa minha. Jordyn entrou na cozinha e foi para a geladeira. Sem olhar para eles Jordyn disse: — Que porra vocês bichinhas estão fazendo?


— Alex está bolado, porque ele foi reprovado em uma matéria, o que baixou sua média. — Jordyn olhou por cima do ombro. —Sim, e? Por que você se importa com isso? Eu sei que de fato você tem créditos suficientes para se formar. — Estou suspenso da equipe. — Alex recostou na cadeira e cruzou as mãos atrás da cabeça. No rosto branco de Jordyn ele disse, — Eu sei que você não poderia dar a mínima para futebol ou qualquer coisa relacionada a esportes, mas eu realmente gosto dele, e ser colocado no banco é uma merda. Jordyn fechou a geladeira e foi até o armário para pegar um saco de batatas fritas. — Então, em que matéria você foi reprovado? Talvez eu possa ajudar? Alex riu sem graça, e Racer e Jordyn olharam com curiosidade. — Sexualidade Humana. — Por um momento, nenhum dos dois disse nada, mas então os dois explodiram em gargalhadas. — Não me diga? — Racer tomou um gole de sua soda e sorriu para Alex. — Você deveria receber um A nessa matéria. Quer dizer, é tudo sobre sexo e essas coisas, certo? Alex passou a mão pelo cabelo e sabia que os fios estavam todos bagunçados.


— Ok, então sim, eu pensei que eram créditos fáceis. Pensei que seria apenas falar sobre sexo e tudo mais, mas é claro não era isso. —

Cara,

você

realmente

pensou

que

Sexualidade

Humana era sobre as pessoas fazerem sexo, você imaginava aulas visuais e toda essa merda? O que você fazia na sala de aula? — Jordyn perguntou quase incrédulo, mas não havia uma pitada de humor em sua voz. — Quero dizer, sim, tem a ver com sexo, mas merda, cara, eu não pegaria essa matéria. Quem precisa aprender sobre sexo na sociedade e toda essa merda? Ele deveria saber que seria enganado, mas ele caminhou para isso. — Então vocês não podem me ajudar? Racer bufou e Jordyn fez algum tipo de ruído. — Desculpe, não podemos ajudá-lo.— Ficaram sentados ali por mais alguns minutos antes de Racer falar. — E quanto a Mary? — Com apenas a menção do nome da pequena morena o pulso de Alex disparou. — O que tem ela? — Sim, cara, ela seria totalmente capaz de ajudá-lo. Ela é uma tutora excelente em tudo, e muito inteligente. — Bem, as coisas estavam melhorando se ele pudesse convencê-la a ajudá-lo.


— Mas eu não sei se ela tem algum tempo livre. Ela está muito ocupada, e sei, pois tento fazê-la ajudar na minha burrice o tempo todo. Alex sabia que Racer não era idiota, mas ele não era muito bom quando queria ficar com uma menina. — Me deixe dar seu número. — Você está simplesmente dando o número da garota sem ao menos perguntar a ela? — Jordyn pode dormir com um monte e garotas, mas ele era um cara decente. Racer deu um olhar. — Ela postou seu número na sala dos estudantes. Quero dizer como você acha que eu tenho isso? — Racer disse o número, e Alex programou em seu telefone. Ele com certeza ligaria mais tarde. Não só poderia obter ajuda para passar, mas também teria um pouco de colírio para os olhos.

Mary contou a última fatura e sorriu. Ela fez uma centena de dólares apenas nos últimos dois dias, e sua pequena reserva de dinheiro precisasse, estava aumentando bem. Ela empurrou o dinheiro em sua bolsa e fez uma nota mental para ir ao banco depois das aulas amanhã. Já passava


das cinco, e como amanhã era segunda-feira e sua primeira aula era às oito da manhã, ela planejava ir para a cama ainda antes do sol se por. Ela se levantou e foi até sua cama, que ainda não foi feita, e os lençóis e edredons se amontoavam em uma bola no centro do colchão. Sem se importar, porque ela estava extremamente exausta, ela pulou de barriga direto em sua cama. Um suspiro de satisfação a deixou, e ela fechou os olhos. Talvez ela devesse apenas tirar um cochilo? Isso soou como um bom plano para ela, mas é claro que seu telefone escolheu aquele momento para tocar. Ela cegamente estendeu a mão para sua mesa de cabeceira e sentiu a beira do seu telefone roçar as pontas dos dedos. Abrindo apenas um olho e olhando para a tela, ela viu o rosto largo e sorridente de sua mãe. — Olá? — Mary rolou de costas e fez uma careta quando o edredom amontoou direto em sua espinha. — Você está dormindo às cinco da tarde, Mary? — A voz de sua mãe estava cheia de autoridade, Mary suspirou, não se importando se pareceu grosseira. — Sim mãe. Eu trabalhei muito nestas últimas semanas e estou cansada. — Hmm. — Mary sabia o que estava por vir e não se incomodou em parar sua mãe. Seria uma conversa repetitiva, e que não acabaria tão cedo. — Mary Sandra Trellis, se você deixasse seu pai e eu pagar por tudo, você não teria que viver nessa casa um tanto horrível, e batalhando para sobreviver. Quero dizer, não é


saudável para você, e também nos faz ficar mal com isso. — Stephen e Marsha Trellis não gostavam que ninguém em sua família parecesse menos aceitável socialmente do que eram. E para eles o caminho que Mary estava seguindo era semelhante a um morador de rua debaixo de uma ponte. — Por favor, eu não quero ouvir o que você está prestes a dizer. — Sua mãe fez um som, e Mary sabia que se ela não dissesse algo, Marsha faria um discurso retórico sobre parecer da realeza e não como uma espécie de camponês. Houve muitas vezes em que Mary chegou a uma discussão bem acalorada com sua mãe sobre o fato do dinheiro não ser tudo, e que estar em seus próprios pés e conseguir se manter por conta própria. Sem mencionar que a fez se sentir humana. Ela gostava de trabalhar para ter as coisas que tinha, e tudo o que tinha, ela conseguiu pagar sozinha. — Tudo bem, eu não vou ficar falando disto com você por telefone. Não é por isso que te liguei de qualquer maneira. — Mary não duvidava que o telefonema de hoje tinha a ver com o casamento de Margo, porque apesar de sua mãe ligar várias vezes durante a semana, ou era para falar sobre o casamento, ou sobre a falta de dinheiro de Mary, ou sobre algo escandaloso que aconteceu no clube de campo. Sua mãe continuou falando sobre o casamento, que Mary já estava tão farta de ouvir. Ela, então, começou a falar sobre um brunch que as amigas de Margo estavam planejando para ela. Isso tinha que ser o quarto encontro de pré-casamento desde que sua irmã anunciou o noivado no ano passado. Era uma reunião sem sentido, e apenas uma desculpa para marcarem


outro brunch. Chanel e Heather, damas de honra de Margo, foram amigas íntimas de sua irmã durante anos, e foram claramente mantidas no maior respeito uma vez que Mary estava no fundo da lista de damas de honra. Não importava, e Mary ainda desejava que ela fosse apenas uma convidada qualquer. — Mary, querida, você está me ouvindo? — Sim, mãe. — Mary pegou um travesseiro e o colocou sob sua cabeça, porque ela sabia muito bem que esta conversa estava apenas começando. — Você falou com Margo sobre tudo? — Sim mãe. —

Ok,

muito

bem.

Agora,

você

encontrou

um

acompanhante para o casamento? — Mary fechou os olhos, um pouco surpresa que sua mãe levou todo esse tempo para levantar a questão do acompanhante. —

Na

minha

opinião,

eu

não

preciso

levar

um

acompanhante. Aparecer deve ser bom o suficiente. Além disso, vou estar muito ocupada fazendo coisas de casamento para prestar atenção em outra pessoa. — Normalmente na festa de casamento estariam presos um ao outro: as damas de honra com os padrinhos. Mas Marsha queria que Mary levasse um acompanhante. Sua mãe suspirou alto, e Mary revirou os olhos. Marsha Trellis era muito dramática sobre tudo. Ela supôs que era de onde Margo puxou.


— Mary, você quer ser a única mulher lá sem um acompanhante? Ficará patético. — Eu não preciso de um acompanhante, mãe. Vou ter Chad,

ou

Thad,

seja

qual

for

o

seu

nome

me

acompanhando. — Mary esfregou os olhos e imaginou o padrinho de casamento que estaria ao lado dela na cerimônia. Ele era perfeito em seus cabelos loiros e olhos azuis. Droga, Mary até pensou que fosse um atleta, jogador de lacrosse, ou polo, algo nesse sentido. Mary ouviu a voz grave e profunda de seu pai atrás, através do receptor. Seja lá com quem ele estivesse falando era óbvio que ele não estava satisfeito. — Escuta, vamos falar sobre isso mais tarde, mas você precisa de um acompanhante. Thad não é um acompanhante. Ir sozinha para o casamento de sua irmã é simplesmente inaceitável. Eu tenho certeza que há um garoto bom e respeitável na sua faculdade que possa te acompanhar. — Aha! Seu nome era Thad. Pelo menos ela quase acertou. Em outras palavras Mary é melhor você trazer um menino rico e lindo, de preferência um que dirija um carro de luxo. Talvez Mary devesse apenas encontrar um cara que tivesse dinheiro para levá-la? Ou talvez ela devesse encontrar um cara que frequentasse o mesmo círculo dos seus pais e assim ninguém a olharia por baixo? A imagem de Alex veio à mente, mas não porque Mary pensou que era menos do que ela ou qualquer outra pessoa. Seus pais cagariam tijolos, se ela o levasse para o casamento de Margo. Ele era um Hulk,


com tatuagens e um temperamento ruim, um bad boy. Sim, ele então não se encaixaria no ambiente com os amigos de seus pais, mas levá-lo estava fora de questão. Por um lado ela não tinha coragem de pedir para ir com ela, e por outro, mesmo que ela arranjasse coragem para convidá-lo, ele sem dúvida não aceitaria. Certamente ele teria uma festa ou algo para ir durante esse fim de semana. Ele não a conhecia, e provavelmente só pensava que ela era uma garota certinha, em outras palavras, o tipo de garota que ele tendia a ficar longe. Sua mãe acertou mais alguns detalhes do casamento antes que de finalmente desligar o telefone. Mary jogou o celular de volta na sua mesa de cabeceira e olhou para o teto. Era uma casa antiga que estava com o forro caindo e precisava de um novo telhado. O interior não estava muito melhor, com os tacos manchados, o tapete felpudo marrom que parecia ser dos anos setenta, e banheiro com azulejos amarelo com um sanitário de cor correspondente. Mas era tudo o que podia pagar,

e

Mary

chamava

de

casa.

Embora

sua

mente

continuasse voltando a conversa que teve com sua mãe, seus olhos foram ficando pesados, e antes que ela percebesse, não conseguia mantê-los abertos por mais tempo. O som de algo vibrando perto de sua orelha, fez Mary acordar. Ela abriu os olhos, piscou algumas vezes e virou a cabeça para o lado. Estremeceu quando seu pescoço protestou com o movimento súbito, e ela tentou esfregar a torção. Seu celular vibrava sobre sua mesa de cabeceira, a tela azul iluminada com uma chamada recebida. A tentação de deixá-la ir para a caixa postal era grande, porque se fosse sua mãe


novamente, ou Deus me livre, Margo, ela não queria lidar com o incômodo. Mas no final, ela pegou o telefone, pois poderia ser um dos alunos que ela ajudava. — Alô? — Se empurrando para levantar, ela olhou para o relógio e viu que eram oito horas. Seu rápido cochilo se transformou em três horas. — Mary? — A voz que veio através do receptor instantaneamente fez seu pulso acelerar. Sentando, ela de repente estava muito nervosa. — Sim? — Ela sabia quem estava do outro lado, porque ela lembrava muito bem daquela voz. Na verdade, ele acabou de estar em sua mente enquanto ela sonhava com um jogador de futebol muito musculoso. — Hum, hey. Quem está falando é Alex. — Ela não disse nada de imediato, e ele limpou a garganta, como se estivesse nervoso. — Alex Sheppard. — Oh Deus, ele pensava que ela não sabia quem ele era. A hesitação em sua voz era quase engraçada se ela não estivesse sentindo isso também. — Eu sei quem você é.— Ela sorriu, embora ele não pudesse vê-la. — Racer me passou o seu número. — Racer? — Ela quebrou a cabeça tentando lembrar quem era. — Quero dizer Adam. Desculpe, é um apelido estúpido para ele.


— Oh, ok. — Oh meu Deus, ele realmente pediu meu número? Uma espécie de vertigem feminina veio sobre ela com esse pensamento. —

Sim,

bem,

ele

disse

que

você

oferece

aulas

particulares, e eu queria saber se você talvez tivesse algum horário. Sua vertigem caiu, e seus ombros caíram para frente. É claro que foi por isso que ele ligou. Será que ela realmente achou que ele a chamaria para outra coisa? Sim, ela estupidamente achou. — Oh, bem, sim, eu ofereço aulas particulares. — Esfregando os olhos com a mão, ela estava tentando deitar, mas estava cansada do dia e sentiu a sujeira sob sua pele e a ideia de um chuveiro parecia celestial. — Embora eu precise olhar a minha agenda e ver quando tenho um horário. Qual é a matéria que você precisa de ajuda? — Droga, Mary sabia que arrumaria um horário para ele, porque tudo o que ela queria era ajudá-lo. Além disso, ele era realmente bom de olhar. Ela tinha que ser muito insana para querer gastar tempo com ele, mesmo que fosse para tutorá-lo. Não ela decidiu que ele não era para ela, mas isso era uma má notícia? — Isso é legal. — Um longo silêncio estabeleceu entre eles. — É sexualidade humana. Mary revirou os olhos. É claro que era essa a matéria. Ela ajudou alguns outros caras com esse assunto no passado. Por


alguma razão, eles automaticamente pensavam que tinha a ver com como chegar lá, uma vez que a palavra sexo era citada. Sim, tinha a ver muito com isso, mas ela tinha a sensação de que eles achavam que estavam recebendo créditos fáceis para uma aula onde assistiriam filmes pornô. Mary não se preocupou em observar seus sentimentos sobre todo típico o aspecto masculino da sua decisão de pegar essa matéria. — Talvez possamos nos encontrar amanhã e eu posso informá-lo sobre os horários que tenho, e alguns outros detalhes

sobre

a

aula?

Poderíamos

estabelecer

um

cronograma, também. — Isso soa bem. — Um momento de silêncio se passou, e ela podia ouvir o som de papel sendo amassado através do receptor, e depois o som de algo pesado caindo. — Porra. — Sua maldição foi suave, mas cortada. —Desculpa. Eu não quis dizer isso em voz alta. — Mary se encontrou sorrindo. — Talvez possamos nos encontrar na hora do almoço, como meio-dia ou uma hora? Há uma lanchonete na esquina da rua principal talvez possamos nos encontrar lá. Se chama Rocko. — Sim, eu sei onde é. Eu tenho um intervalo entre Cálculo e Sociologia entre onze e meio-dia, se você quiser me encontrar, ok?


— Sim, tudo bem. — Ele limpou a garganta novamente, e Mary se viu puxando um fio de linha na bainha de sua camisa. — Tudo bem. Acho que vou te ver, então. E obrigado novamente pelo tempo e tudo isso. Eles desligaram, e Mary caiu de volta na cama. Um pensamento ocorreu, e mesmo que devesse deixar de lado, ela brincou com ele. Ela cobrava uma taxa de vinte dólares por hora para aulas particulares, mas talvez Alex não queira se comprometer em tudo, porque o que ela queria dele não tinha nada a ver com valor monetário.


Alex sentou em uma das mesas no pátio do lado de fora do Rocko’s. Embora o clima de setembro fosse mais frio, a temperatura estava alta, o clima ainda estava quente. Sentou na mesa em frente a seu chá gelado, e a condensação deixou um anel de umidade sobre a toalha de papel branco. Seu coração disparou, e ele se sentia como um maricas de merda pela excitação dentro dele por ver Mary. Droga, ela seria a tutora dele, assim ele esperava, mas ele estaria mentindo se dissesse que não adoraria passar algum tempo com ela. Ele absolutamente não conseguia saber o porquê teve esta súbita, quase instantânea, paixão por ela, mas porra se ele pudesse simplesmente desligar isso. Normalmente, quando ele se sentia atraído por uma mulher acontecia apenas por algumas horas, tempo suficiente para tirá-la e disparar sua carga. Mas ele nunca teve esse desejo, não esta necessidade de querer ver uma mulher. Se sentia irracional, como algum tipo de adolescente que não podia controlar suas emoções. Além


disso, Mary Trellis não era o tipo de garota com quem ele ficava, e ele tinha a sensação de que ela não ficava com caras como ele: aqueles que festejavam, obviamente faltavam às aulas, e trepavam com uma grande quantidade de meninas. Definitivamente afastando de sua cabeça o desejo que sentia por Mary e tudo o que tinha a ver com desejá-la, se inclinou para trás na cadeira de plástico branco. A garçonete passou pela segunda vez por sua mesa e sorriu para ele. Alex conhecia aquele olhar. Era um olhar de interesse, e qual era a melhor forma de colocar Mary e seu pequeno corpo quente fora de sua cabeça do que ficar com uma garota aleatória? Merda, às vezes ele sentia nojo de si mesmo. — Hey, você não é Alex Sheppard? — Ele se inclinou para frente e apoiou os antebraços sobre a mesa de ferro forjado. Ela usava uma apertada camiseta branca que era sexy como o pecado, e o sutiã branco que ela usava por baixo se destacavam em contraste. Seus mamilos estavam duros, também, e Alex não escondeu sobre onde ele estava olhando quando baixou o olhar para os seios dela. — Sim. Qual é o seu nome? — Suas bochechas ruborizaram e ele sabia que ela certamente ficaria se ele fosse efusivamente um pouco mais intenso. Ela era tímida, mas não tímida o suficiente para que não tivesse a coragem de falar com ele. Ela abaixou a cabeça e levantou a mão para colocar um fio de cabelo avermelhado atrás da orelha.


— Jessica Locker. — Ela parecia jovem, mas dentro da lei. — Eu acabei de entrar na OSU, mas todo mundo fala de você. — Suas bochechas ficaram ainda mais vermelhas, e ele sabia que ela estava envergonhada com o que acabou de dizer. — Quero dizer, não que eu sente lá e fale sobre você, mas bem, você sabe, todo mundo sabe que você é um jogador muito bom, e bem, toda a conversa. Ela divagava, e ele não podia deixar de sorrir. Ele amava as inocentes, e talvez isso fizesse dele o maior idiota vivo, mas ele a trataria bem, e então ela teria uma memória agradável de ser fodida em seu primeiro ano. E é isso que Alex faz. Ele fode, nada mais, nada menos. As meninas que queriam mais não voltavam procurando por ele, e era apenas como ele gostava. — Então, Jessica, você já foi a alguma festa da fraternidade? — Ela abriu a boca para responder, mas o som de alguém limpando a garganta bem atrás dele fez Alex olhar por cima do ombro. Mary estava lá, o pequeno vestido de verão que ela usava ondulou em torno de suas coxas quando o vento aumentou. Porra, ela estava gostosa. O cheiro do sabonete que ela usou encheu seu nariz, e isso foi tudo que precisou para seu pau ficar duro. Você não deveria empurrar a ideia de desejá-la para a parte de trás de sua maldita mente? Ele não podia ver seus olhos azuis porque os óculos escuros estilo Jackie-O5 os

5

Óculos estilo Jackie Kennedy Onassis


escondia completamente, mas ele praticamente podia ouvir os pensamentos condescendentes vindo dela. Quanto ela ouviu ou viu? Por alguma razão, ele não queria que ela ficasse pensando nele como um grande festeiro, lutador, galinha, apesar de ser honestamente a verdade sobre ele. —

Eu

não

estou

interrompendo,

estou?

Mary

perguntou, mas novamente ele não poderia avaliar sua reação com aqueles óculos de sol enorme em seu rosto, e sua voz era neutra, entediada mesmo. Por alguma razão isto o irritava. Será que ele queria que ela ficasse com ciúmes? Deus, ele precisava crescer. — Não, eu estava apenas conversando com Jessica. — A garçonete murmurou alguma coisa ininteligível antes de virar e deixá-los sozinhos. — Aqui, sente. — Ele correu para ajudá-la com a bolsa pesada pendurada em seu ombro, mas ela a colocou no chão e foi puxando sua cadeira. Alex voltou a se sentar, e um desconfortável silêncio passou entre eles. — Então, uh, sobre a tutoria —, disse ele para quebrar o constrangimento. Ela tirou os óculos de sol, e seus olhos pareciam incrivelmente vibrantes na luz da tarde. — Me deixe pegar minha agenda, e direi os dias que tenho em aberto. — Ela se inclinou para o lado e começou a brincar com a bolsa. A frente de seu vestido estava aberta, e ele podia ver a borda rendada do sutiã e de seus seios ligeiramente expostos. Seu pau ficou ainda mais duro, e ele se


mexeu na cadeira. Ele limpou a garganta quando ela se endireitou, e deu um olhar estranho. —Você está bem? —Sim. Estou bem. Então, quais são esses dias? — Ele falou muito rapidamente, e sua voz falhou no final, como se estivesse atravessando a puberdade, ou alguma merda. Suas sobrancelhas levantaram com a urgência em sua voz, mas ele precisava de uma distração. Quanto mais tempo ela ficasse quieta e apenas olhando para ele, mais seu pau endurecia com o pensamento dela e em seus seios fartos e perfeitos que enchiam uma mão, e a forma como o vento soprava as mechas de seu cabelo escuro em volta do rosto. A longa trança que ela usava pendurada sobre um ombro, Deus fez com que ela se parecesse bem, bonita mesmo. Ela colocou o tablet sobre a mesa e começou a digitar. — Eu não tenho certeza de qual é o seu horário de aula, ou quanto tempo você precisa para ser tutelado, por isso, provavelmente devemos descobrir isso primeiro. Alex sabia que ele poderia muito bem jogar limpo sobre a coisa toda da suspensão, porque sinceramente não sabia quanto tempo ia demorar até conseguir ser aprovado. Ele foi reprovado nessa matéria e, a menos que ela pudesse fazer um milagre, ou fizesse o teste para ele, ele estava muito ferrado. — Ok, o negócio é o seguinte. — Ele passou a mão sobre a cabeça, e então se inclinou para frente, trazendo o rosto um centímetro mais perto dela.


— Eu preciso ficar craque nesta matéria, para sair da suspensão. Minha média está abaixo das restrições para eu jogar. — Ela olhou para ele durante vários segundos antes de falar. — Eu imaginei que deveria ser muito ruim já que você não disse nada quando eu te vi na casa do Adam. — Ela sorriu, e ele devolveu o gesto. — Então, quais dias você está livre, e vamos começar por aí. Ele falou os dias que ele não tinha nenhuma aula, e as horas em que estava nesses dias. Ela escreveu tudo, e quando ele terminou, ela levantou os olhos para encontrar os dele. — Ok, então eu acho que você quer muito passar? — Ele levantou uma sobrancelha em resposta. — Ok, eu entendo. — Ela olhou para o seu tablet e digitou algo no calendário. — Eu posso te atender na sexta-feira, e podemos criar uma rotina. Talvez três dias por semana, e pelo menos uma hora cada sessão? Elas podem ser à noite, uma vez que parece ser quando nós dois temos um tempo extra. — Ela continuou olhando para seu tablet e mordeu o lábio inferior. Alex ficou paralisado com a visão de seus dentes retos e brancos. Bem, porra. Ele teria que encontrar uma garota para foder, ou se masturbar por um longo momento depois disso. Ele estava duro e dolorido, e quanto mais tempo ele ficasse sentado aqui com ela, mais ele a queria. Seu pau também não


deu a mínima que ele estava tentando ficar longe dela. A maldita coisa a queria como um demônio. — Sim, isso parece bom. Tudo o que você acha que vai ajudar, e qualquer que seja o tempo extra que você tenha será muito bem-vindo. — Alex estava orgulhoso de si mesmo por realmente formar frases coerentes, Jessica a garçonete voltou e perguntou a Mary se ela queria alguma coisa, mas ela disse que não, Jessica vagou de volta para dentro, mas não antes de olhar para Alex e sorrir fazendo beicinho. Alex manteve os olhos em Mary, embora ele devesse ter verificado Jessica e descobrir como ele a levaria para cama esta noite. — Então, qual é o dano? Mary afastou tablet e olhou para ele com uma expressão adoravelmente confusa. — O dano? Ele sorriu. — Quanto você cobra? O que te devo, Mary? — Ela olhou para longe rapidamente, e ele não deixou de notar como suas bochechas ficaram cor de rosa. Ele estava curioso para saber por que sua pergunta fez de repente ela se sentir tão desconfortável, ou por que ela ficou se contorcendo em seu assento e se recusando a encontrar seus olhos. — Tudo bem? — Ele devolveu a pergunta que ela fez quando chegou mais cedo.


Ela limpou a garganta e, finalmente, virou para ele. Ela ainda estava corada, e ele tentou não sorrir, porque não queria envergonhá-la, ele não conseguiu. —Uh. — De repente, o guardanapo na frente dela estava muito

interessante,

pois

ela

se

manteve

dobrando

e

desdobrando. — Na verdade, eu tenho outra ideia para o pagamento. — Sua declaração fez seu pau empurrar violentamente contra a braguilha, e ir de semiduro a rocha sólida. Tudo o que podia pensar era ela pedindo para ter sexo como o pagamento por suas aulas, mas é claro que era o sonho molhado do menino com tesão ali. Merda, ele podia imaginar seus lábios vermelhos e carnudos se separando quando ela dissesse que seu pênis valia mais do que qualquer dólar que ela já recebeu. Deus, ele estava como um maldito idiota pensando assim. Ela era boa e pura, e ele era um bastardo obsceno com uma mente suja. Ele lambeu os lábios, limpou a rouquidão de sua garganta, e tentou forçar sua voz e soar meio normal. — Você tem outra coisa em mente? Ela assentiu com a cabeça e começou a brincar com o fim de sua trança. Deus, ele daria a ela todo o pau que ela conseguisse

suportar,

e

ela

nem

precisava

dar

aulas

particulares a ele. E não era só porque ele era um galinha, mas porque ele estava extremamente desesperado por ela, e de uma maneira muito ruim. Pareceu ter levado uma eternidade para que ela respondesse, mas realmente foram segundos.


— Eu tenho um pequeno problema, e acho que você pode ser o cara perfeito para me ajudar com isso. Puta merda. As coisas imundas que vieram à sua mente o fizeram se sentir um merda, mas é claro que não o impediu de pensar nelas. Ele não sabia se ela era virgem, mas ela certamente parecia virginal. Ele também não poderia imaginála dizendo que ela só queria uma noite de felicidade, mas queria que ele fosse o seu primeiro. Alex não estava no negócio de virgens, mas porra que ele teria quebrado suas regras por ela. — Então, eu tenho um casamento no próximo mês, a minha irmã, na verdade, e eu sou o tipo de dama obrigada a levar um acompanhante. — Ela olhou para ele, mas não deu a chance de responder. — Não seria como um encontro, mas você me ajudaria e pagaria as aulas. — Alex estava atordoado sem palavras. — Você quer que eu seja seu acompanhante para o casamento de sua irmã? — Esse não era o encontro que ele estava imaginando. — Bem, é um pouco mais do que isso. Eu...— Ela olhou ao redor antes de virar para ele. Se inclinando mais perto e abaixando a voz, ela disse, — Eu realmente preciso de um bad boy para levar para casa dos meus pais. — Seus lábios tremeram, e ele observou a sua irritação com o fato de que ele achava que isso era engraçado.


— Eu preciso que você finja estar apaixonado por mim na frente dos meus pais e seus amigos ricos e esnobes. Eu quero que eles vejam suas tatuagens, quero que eles levantem as sobrancelhas e fiquem escandalizados. Eu não quero ser sua filha doce, e eu quero que você me ajude a provar que eu não tenho que estar com um graduado de Harvard para ser feliz. — Ela respirou fundo quando terminou, e ele poderia dizer que ela estava esperando sua resposta. — Estou cansada de me sentir fora de lugar com eles, e desde que eu sou obrigada a ir e tudo, e estou sendo, forçada a levar um acompanhante, eu pensei que você poderia me ajudar já que estou te ajudando. Seria apenas para a primeira semana de outubro. — Tudo bem. — Ele não tinha a intenção de interrompêla, mas ela realmente não precisava se vender para passar o fim de semana na companhia dele. Não era sobre não ter que dar dinheiro para ensiná-lo, porque isso não teria sido um problema e ele ficaria mais do que feliz em compensá-la pelo seu tempo. Alex antecipou o tempo que iria começar a passar com ela agora e depois. Sim, seria daqui um mês, mas porra seria um bom fim de semana. Ficar longe dela de repente acabou de sair pela janela, porque havia uma porrada de imagens que colidiram com a mente de Alex, que não eram inocentes, e que dizia respeito a eles fazendo coisas que exigiam muito menos roupa. Talvez querer ela de maneira suja fizesse dele um bastardo, mas ele nunca disse que não era nada disso. Ele seria bom para ela, a faria sorrir e ruborizar, mas no final ele queria mais. Uma


noite pode não ser suficiente, mas teria que ser, porque era tudo que Alex poderia garantir a alguém. —Sério? Eu pensei que teria que ser mais convincente, você sabe, realmente convencê-lo a ir. — Seu rosto estava vermelho, e ele sorriu. —Nah, eu quero ir. Estou sendo orientado por uma mulher linda e inteligente, e tenho que ir a uma festa chique. Fingir ser louco por ela não deve ser difícil. — Ele deu uma piscadela,

e

ela

desviou

o

olhar

rapidamente,

seu

constrangimento era tangível. — Eu vou. — Ela olhou para cima e sorriu, e uma covinha bonitinha apareceu. — Ok, ótimo. — Ela começou a mexer com o guardanapo novamente. — Isso está resolvido. Então, de volta à tutoria real. Eu posso te encontrar aqui na sexta-feira para nossa primeira sessão, se quiser, ou há algum outro lugar que você se sentiria mais confortável? Sua ereção foi a meio mastro durante a conversa, mas agora a maldita coisa estava completamente dura e ameaçava explodir através da porra do zíper de sua calça jeans. Tudo o que precisou foi ela pedir para ir a outro lugar, e ele só foi capaz de pensar em uma coisa. — Poderíamos, eventualmente, fazer isso na minha casa? — Uma onda de testosterona atravessou suas veias quando viu a cor rosa que cobria seu peito e pescoço transformar em


um profundo vermelho. Ah, então ele não era o único com a mente suja. — Tanto faz, onde você se sentir mais confortável, — disse ela, mas não encontrou o seu olhar. Ela ficou de pé, e ele fez o mesmo. — Você já tem que ir? — Deus, ele soou desesperado. — Quero dizer, você acabou de chegar aqui. Talvez você queira se juntar a mim para o almoço? Ela começou a brincar com o fim de sua trança e olhou para ele. — Na verdade, eu tenho que voltar, mas obrigada pelo convite. — Antes que ele pudesse se sentir como um idiota, ela sorriu para ele. — Ouça. — Ela se abaixou, pegou sua bolsa e pendurou no ombro. — Que tal eu ligar até sexta-feira apenas para me certificar que ainda está tudo bem para começarmos? — Sim, tudo bem. — Eu salvei o seu número no meu telefone, e sei que você tem o meu. — Ela sorriu novamente, e ele não podia deixar de notar a maneira como seu gloss labial brilhava sob o sol, e imaginar como seus lábios se pareceriam em volta do seu pau. Ela levantou a mão acenando e virou para sair. E como uma maldita trepadeira, Alex ficou ali e a observou sair. Foi errado da parte dele esperar que uma grande rajada de vento soprasse o seu vestido pra cima?


—Merda. — Esfregou uma mão sobre sua boca e sentiu alguém andar até ele. Jessica ficou ali parada, os dentes dela puxando o lábio, e seus olhos diminuíram um pouco. Sim, ela estava tentando parecer sexy. Ele viu essa exata expressão, mil vezes diferentes, e embora ele tivesse achado atraente a cada vez, não fez nada para ele agora. — Então, uh, sobre a nossa conversa anterior. — Ele enfiou a mão no bolso de trás pegando sua carteira e tirou algum dinheiro, entregando a ela. — Obrigada, Jessica, mas talvez uma outra hora? — Foi apenas por dizer, porque, na verdade ele só estava pensando em uma garota, e até que ele a tivesse ninguém mais iria saciar esse apetite ridículo que ele tinha.


Puta

Merda.

Mary

caminhou

rapidamente

para

a

biblioteca OSU na 18th Avenue, tentando manter sua cabeça em outras coisas, mas só conseguia pensar em seu pequeno encontro com Alex. Exigiu uma força infernal da parte dela não olhar por cima do ombro. Ela sentiu seus olhos sobre ela de modo palpável, era como se ele realmente a estivesse tocando. Ela estava bastante orgulhosa de si mesma por, pelo menos, agir quase normal, mas no final, foi muito difícil quando sentiu a maneira como ele a olhou, como se quisesse fazer coisas muito malvadas ao seu corpo. Também foi um pouco enervante e perturbador quando notou sua ereção, o que ele, ou não se importava que ela visse, ou pensava que era algo que passaria despercebido. Mesmo agora, só de pensar sobre a maneira como seus bíceps incharam debaixo de sua camiseta e o modo como os músculos do seu abdômen eram claros como o dia através do material fino, provocou arrepios ao longo do seu corpo. Ela


devia ser masoquista, porque a única coisa certa era Alex a deixaria com um coração partido. Havia muita conversa das garotas ao redor do campus, e ela teria que ser surda para não ouvir todos os detalhes horríveis dos corações que ele deixou em farrapos. Mary achou um pouco ridículo que as meninas em torno do campus soubessem como Alex Sheppard era, e ainda assim corriam para ele como se fosse alguma estrela de rock. A entrada arqueada de pedra vermelha do edifício apareceu em sua visão. Quando ela chegou à entrada, ela abriu a porta e entrou. Sentando em um computador disponível, ela começou a procurar títulos para os seus cursos, mas se concentrar em qualquer coisa era inútil, especialmente quando tudo o que podia pensar era como seus pais reagiriam quando levasse Alex para o casamento de Margo. Várias sobrancelhas se ergueriam,

uma

grande quantidade de suspiros seriam

ouvidos, e bocas ligeiramente cobertas seriam óbvias à medida que sussurrariam o quão escandaloso era ela levar aquele “lixo” para sua pequena reunião arrogante. Talvez fosse um pouco infantil querer chocá-los, mas sua vida inteira ela se sentiu como uma estranha, como um quadrado sendo empurrado para dentro da ranhura de um círculo. Uma pequena parte dela também ficou quente com a ideia de que Alex concordou em ir com ela. Para uma comunidade rica a qual sua família pertencia, eles eram piores do que aqueles a quem desprezavam. Eles levantavam o nariz para

a

classe

mais

baixa,

tinham

os

segredos

mais

escandalosos e esfaqueavam uns aos outros pelas costas. Mas


frente a frente eram sorridentes e com humor malicioso. Mary queria mostrar que não importava quanto dinheiro a pessoa tinha ou qual era sua aparência. Eles ainda eram seres humanos e merecedores de respeito. Ouvindo sua mãe constantemente perguntando sobre trazer seu encontro, sua irmã a irritando sobre o que ela deveria ou não fazer, e a ansiedade em geral que parecia atormentá-la diariamente, ela se sentia instável e fora de lugar, e convidar Alex para se juntar a ela parecia a libertação perfeita. Liberdade. Uma palavra tão simples, mas com tantos significados diferentes. O único significado que ela estava atualmente pensando era a doce libertação que ela sabia que certamente teria por estar com Alex. Mary não era virgem, mas ela certamente não era um especialista em sexo. Alex, por outro lado era, o que poderia ser muito intimidador. Mas não, Mary não poderia, não o faria. Ela não tinha o hábito de deixar seu coração se quebrar, e ela também não era o tipo de ter sexo aleatório. Emoções sempre estavam envolvidas, pelo menos, para ela. A vibração em sua bolsa a tirou de seus pensamentos. Ela pegou o telefone, e o número que brilhou ao longo da tela fez com que ela parasse no meio caminho. Por que ele estava ligando? A única explicação plausível era que algo estava errado. Ansiedade imediatamente se formou no fundo de sua barriga, e ela passou seu dedo sobre a tela para atender a chamada.


— Oi? — Ela pegou suas coisas, enquanto equilibrava o telefone entre o ombro e a orelha, e começou a sair da biblioteca em passos rápidos. — Hey. — A voz de Lance estava calma e sem pressa, então toda a sua ansiedade desapareceu. Se algo estivesse errado, com certeza ele não estaria tão calmo. Mas então o pensamento passou a ser sobre a razão de seu ex-namorado estar ligando, em primeiro lugar. Ela deve ter feito uma pausa um pouco longa demais para responder, porque ele limpou a garganta e começou a falar novamente. — Eu sei, você provavelmente está se perguntando por que estou te ligando. Sim, ela estava. Ela encontrou um banco vazio e sentou, esperando que ele chegasse ao motivo da ligação. — Eu só gostaria de saber como você está. Mary sentiu as sobrancelhas se unirem. Havia alguns alunos abaixo rindo um pouco alto, um cachorro latindo em algum lugar distante, e o barulho de alguém em uma batida em um ritmo grave e com raiva, mas nenhuma dessas coisas era alta o suficiente para o volume do seu coração batendo em seus ouvidos. — Você ligou para ver como estou? — Agora, quem ficou em silêncio por um momento foi ele, mas isso pode ter sido porque seu tom foi um pouco grosseiro. Mary pressionou, porque esta conversa foi um pouco longe demais. — Por que exatamente você me ligou, Lance? Eu sei que não era apenas para ver como estou.


Fazia mais de dois verões desde que ela falou pela última vez com Lance, e as memórias eram as menos favoráveis. Ódio, mágoa e traição misturados dentro dela, e ela sentia raiva de si mesma por ainda se sentir desta forma. Aquelas emoções indesejáveis foram enterradas profundamente dentro dela, e ela achou que tivesse superado tudo isso, mas ouvir a voz dele fez ressurgir as lembranças de como ele a descartou tão

facilmente,

e

a

fez

sentir

como

se

o

que

eles

compartilharam fosse absolutamente nada. Ele suspirou dramaticamente, e ela ouviu o som de lençóis farfalhando no fundo. Estaria ele ligando logo depois de transar com alguém, ou talvez ela ainda estivesse deitada ao lado dele em sua cama? Não seria surpresa alguma. Ela devia desligar, mas não fez. — Eu liguei para ver como você está. Se passaram anos Mary. Eu ainda me importo com você. — Mary não se preocupou em esconder seu bufar. Ela deveria ter superado isto, de fato tinha, mas então tudo o que bastou foi um telefonema para a arrastar de volta. — Somos adultos, amadurecemos e tudo o mais. Ar morto encheu o espaço entre eles, e ela olhou para o chão. Um pombo pousou há alguns centímetros dela, bicou o cimento e depois agitou suas asas para as afofar. — Você está aí, Mary? — Ela apertou os dentes, não para deixá-lo encobrir as coisas. Ela antes poderia ter sido influenciável,

deixá-lo

escapar

com

coisas

que

eram

imperdoáveis em todos os níveis, mas não mais. Ela não


precisava provar nada a ele, à sua família, ou mesmo à dele. Mary agora estava de pé por si mesma, e vivendo sua vida, e por causa disso, cresceu de muitas maneiras. — Sim, estou aqui. — Ela não se incomodou em esconder a frieza em sua voz. — Para ser honesta, Lance, eu não tenho muito a dizer a você. Acho que suas palavras de despedida naquela época foram adequadas. Ele suspirou de novo, o que a irritou ainda mais. Ele deixou seu coração magoado e a humilhou na frente de todas as pessoas que ela achava que eram seus amigos, e agora estava tentando agir como se isso tivesse sido há muito tempo e que não era grande coisa. — Escute, eu já pedi desculpas pela forma como agi na época e realmente não sei por que você não superou isso. Isso foi há muito tempo. Não há nenhuma razão pela qual não podemos ser civilizados um com o outro. Nossos pais são melhores amigos. Mary apertou a ponte de seu nariz. Por que ela ainda estava no telefone com ele, estava além de sua compreensão. Ela já deveria ter desligado. — Lance, eu não vou falar disso com você, especialmente por telefone. Você me ligar não muda nada, além de me irritar para caralho. — Ela sentiu seu rosto se aquecer com a raiva que estava sentindo.


— Deus, Mary, ir para uma universidade pública mudou você. Você está falando como um marinheiro. — Ela revirou os olhos, embora ele não pudesse vê-la. Ele possuía muita audácia ao pensar que poderia falar assim com ela. Estaria ele pensando que ela esqueceu como ele costumava tratá-la? O tempo que passou não mudou nada no grande esquema das coisas. Quando ela estava prestes a dizer que terminou de falar, ele começou a falar novamente. —Sua

mãe me disse que você

chegará antes do

casamento. Estava pensando que poderíamos ficar juntos, talvez antes do almoço no sábado? Eu sei que você tem o ensaio e tudo, mas em nome dos velhos tempos? Ela não estava surpresa que ele soubesse quando seria o ensaio, não quando ele provavelmente conhecia todos os aspectos do que estava acontecendo na vida de sua família. — Não. — A palavra saiu tão rapidamente e dura que ela ficou surpresa consigo mesma, mas, mais uma vez, ela ficou furiosa que ela ainda estivesse falando com Lance e que ela se permitiu continuar a fazê-lo depois de tudo o que aconteceu entre eles. — As coisas estão acabadas entre nós. Eu não preciso ou quero ser sua amiga, mesmo que nossos pais sejam próximos. Eu segui em frente, comecei minha vida, e não estou pensando sobre a relação que tínhamos. Você decidiu sobre o que queria fazer naquela época, e eu também. Ela praticamente podia ouvi-lo cerrando os dentes do outro lado da linha. Lance pode parecer calmo e socialmente


perfeito quando os outros estavam vendo, mas ela conhecia o seu verdadeiro “eu”. Bastava algumas bebidas e era como assistir a um projeto de ciências grotesco. A transformação era rápida. É claro que não foi por isso que a relação deles terminou tão mal, embora ela devesse ter chutado sua bunda só por isso. Ela deveria tê-lo deixado na primeira vez que ele gritou com ela enquanto estava bêbado e disse algumas coisas muito dolorosas, mas naquela época ele era tudo o que ela conhecia, e ela era uma adolescente ingênua e suas desculpas aliviaram as coisas que não foram solucionadas. Desde que começou em OSU ela aprendeu um monte de coisas, principalmente que ela não precisava de um homem em sua vida para se sentir completa. Esta era a única coisa que precisava agradecer a Lance, porque se eles não tivessem terminado daquela forma, as coisas seriam muito diferentes na vida dela, disso ela tinha a certeza. — Eu não estou pedindo nada demais. Eu só quero ser seu amigo novamente, como éramos antes de tudo acontecer. O que a irritou mais foi o fato de Lance nunca ter dito que cometeu um erro. Já foi ruim o suficiente pegá-lo se enroscando com sua melhor amiga, mas foi ainda pior quando ela descobriu que todos os seus “amigos” sabiam o que estava acontecendo. Então, lá estava ela, observando com desgosto como o cara que ela pensava que amava estava transando com alguém que ela pensava ser sua melhor amiga. Droga, ela pensou que um monte de gente se preocupava com ela, mas era

engraçado

e

completamente errada.

deprimente

perceber

que

estava


Ele pediu desculpas, implorou e prometeu que nunca faria novamente. No final, ela se afastou, e ela ficaria eternamente grata por ter sido forte o suficiente para fazer isso naquela época. Ela não voltaria a ser o saco de pancadas verbal de todos. Nem voltaria a permitir que um homem passasse por cima dela, e deixar tudo ficar bem com um simples, sinto muito. A única coisa pela qual ele se arrependeu foi o fato de ter sido apanhado. Aquela foi a última vez que ela viu qualquer um dos chamados “amigos”. Mary voltou para casa algumas vezes desde então, mas ela fazia questão de ficar longe das pessoas com quem costumava estar. Estes anos a ensinaram muito, e a lição era que ela só podia confiar em si mesma e que as pessoas usavam muitas máscaras. — Lance, eu realmente tenho que ir. Eu diria que foi bom falar com você, mas eu estaria mentindo. — Ele gaguejou alguma coisa, mas ela desligou e jogou o telefone de volta na bolsa. A única coisa sobre a qual ela conseguia pensar sobre o porquê de ele ter ligado, era que ele provavelmente já não estava mais com Brittany. Todo o seu corpo se apertou quando ela pensou sobre aquela que foi sua melhor amiga. A última vez que ouviu algo a respeito, foi de Margo, porque sua irmã não conseguia parar de fofocar quando ela voltava para a cidade, e era que Lance e Brittany ainda estavam juntos. Ambos a enganaram e se mereciam.


Apenas pare de pensar nisso. Você já passou todo este tempo sem que eles se intrometessem em sua vida, não os deixe começar agora. Ela se levantou, não estava mais com humor para a pesquisa na biblioteca, então foi para casa. Mary não era de beber, mas ela poderia realmente beber algo agora. Talvez um bom treino a fizesse ao invés de beber Dez minutos depois, ela estava fechando a porta de seu quarto e sentando na beira da cama. O telefone começou a vibrar, mas quando ela viu que era sua mãe, ela o jogou de volta na bolsa. Não foi nenhuma surpresa que ela estivesse ligando depois de Lance ter falado com ela. Na verdade, ela sabia que seu ex tentaria usar sua mãe para convencê-la a vêlo. Isso foi um grande problema com ele quando eles estavam namorando, bem, um dos problemas. Olhando para trás no relacionamento com ele, ela se deu conta de que havia muitas coisas que ela ignorou. Seu telefone tocou novamente, mas ela não se incomodou em olhar para ele. Quando sua mãe estava com raiva ou desesperada o suficiente, ela era persistente. Depois de colocar um par de calças stretch e sua camiseta de treino, Mary pegou sua mochila e empurrou uma muda de roupa na mesma. Ela saiu de seu quarto e foi para a cozinha, onde ela parou quando viu Darcy sentada à mesa olhando de forma dura. — Oi.


Darcy olhou para cima, com a máscara de cílios criando anéis escuros ao redor dos olhos e seus cachos loiros normalmente encaracolados parecendo especialmente crespos. Era final de tarde, e ela sabia que a sua companheira de quarto teria aula. — Você está bem? — Darcy se inclinou para trás e passou o dedo no olho direito, manchando o rímel ainda mais. — Ei, o que há de errado? — Sua amiga normalmente energética e sociável parecia pateticamente triste, e esta era a primeira vez que Mary a via assim. Darcy fungou, e um novo lote de lágrimas encheu seus olhos antes de transbordarem e deixarem faixas pretas nas bochechas. — Eu só tive uma briga com Dane. — Pelo tom de sua voz Mary sabia que havia mais, e só podia imaginar o que faria a sua normalmente animada amiga ficar tão chateada. Ela olhou para Mary, e a ponta do nariz ficou vermelho, ao mesmo tempo em que enrugou a testa, e ela chorou mais. — Eu ouvi de Meghan que ele transou com uma garota da fraternidade no último fim de semana. — Bem, Mary conseguia entender isso, mas não diria nada até que Darcy terminasse. — Eu confrontei o idiota, e ele nem tentou negar. Ele até teve a coragem de colocar a culpa em mim, porque eu não era ousada o suficiente para ele. — A voz de Darcy estava subindo agora, e Mary se inclinou para trás, dando espaço.


— Quero dizer, porra, quão ousada ele quer que eu seja? Deixei que ele...— Mary ergueu a mão e sacudiu a cabeça, impedindo Darcy de terminar a frase. — Uh, não, apenas não. Posso imaginar o que vocês dois fizeram quando ouvi a cabeceira batendo contra a parede. Isto fez Darcy sorrir, mas então imediatamente ela começou a chorar novamente. Merda, ela deveria apenas ter mantido a boca fechada. Mary se aproximou e colocou os braços em volta dos ombros de Darcy. — Eu realmente gostava dele, Mary, tipo realmente gostava dele. — Eu sei. — Mary realmente não sabia, mas estava tentando se identificar com sua amiga. Honestamente, ela viu muitos caras entrarem e saírem da vida de Darcy no curto tempo em que viviam juntas, mais do que ela pensou que seria possível. Ela não julgou, e sabia que a sua colega de quarto estava curtindo a vida, algo que Mary não fazia. Darcy furiosamente limpou suas bochechas. — Eu sei o que você está pensando. — Darcy se afastou de Mary e fungou. — Eu tive muitos namorados, mas eu pensei que ele era “O Cara”. Eles são todos iguais, Mary. Esses caras só querem uma coisa: boceta. — Mary estava acostumada ao modo rude de falar de Darcy, mas nunca ouviu tanta dor e angústia em sua voz. — Eu sinto muito. Se isso faz você se sentir melhor, eu posso entender o que você está passando.


— Sério? — Darcy fungou novamente e Mary alcançou sua mochila para pegar um lenço de papel e entregou. —Obrigada. — Darcy limpou o nariz e Mary não pôde deixar de sorrir de como pareceu masculino. — Sim, eu realmente sei como você se sente. — Ela não quis entrar em detalhes com Darcy, mas mais uma vez sua amiga não perguntou nada mais. — É uma merda, mas posso dizer que melhora com o tempo e que você encontrará alguém que vai te tratar do jeito que você merece. —Sim, eu sei. — Ela se inclinou para trás e olhou para Mary. — E pensar que estou chorando por um idiota pomposo. — Ela balançou a cabeça e soltou um grande suspiro. — Talvez você queira sair comigo este fim de semana para me ajudar a esquecer que grande merda que os homens são, ficando bêbadas e dançando como se ninguém estivesse olhando? — Uh. — Mary não estava realmente à vontade nesse tipo de situação, mas pela forma como Darcy bufou, dando um olhar arregalado e praticamente implorando para que fosse com ela, ela soube que não poderia dizer não. Mary não teve ninguém com quem falar ou para ajudá-la a esquecer o que Lance fez todos aqueles anos. Se ela poderia ajudar Darcy a esquecer o quão idiota Dane foi, então ela faria isso por ela.


— OK. Todo comportamento de Darcy mudou. Ela bateu palmas e se levantou. — Estou animada agora. Que se foda aquele imbecil, e que se foda o cara que quebrou seu coração. — Darcy não poderia ter dito melhor.


Alex bateu seu punho cheio de cicatrizes no saco de pancadas vermelho. Seus dedos estavam doloridos de bater contra a maldita coisa uma e outra vez, mas ele ficou feliz com a dor. O suor deixou seu cabelo curto encharcado, e as gotas caíram por seu peito nu. Ele balançou o punho direito e, em seguida, fez o mesmo com o esquerdo. Ele sentiu o aperto de seus músculos quando se esticou e colocou toda sua força, com o punho direito, contra o saco. Ficando sobre as pontas dos seus pés, ele fez alguns movimentos, se certificando de que seu corpo ficou aquecido. O som dos caras lutando ao seu redor e o cheiro de suor e testosterona preencheram seu nariz. Era por isso que Alex vinha sempre a esta academia, onde o mais duro dos duros treinava, e onde ele poderia deixar sair toda a sua agressividade. Os ginásios em torno do campus estavam geralmente cheios com os atletas que usavam esteroides, que possuíam cabeças grandes e paus pequenos. Quantas brigas ele teve com esses idiotas porque eles


começaram a merda com ele por não limpar a máquina rápido o suficiente? Frost6 era de propriedade de Dylan Frost, um ex-campeão de UFC que tinha se aposentado devido a uma lesão na perna, com a idade de trinta e cinco anos. Ele abriu este ginásio para ajudar a outros caras que eram como ele e só precisavam de um lugar para desabafar sem os regulamentos e regras dos ginásios ao redor da OSU. Era uma espécie de lugar underground, onde um monte de grandes nomes vinham quando eles não queriam a pressão de uma academia grande. — Sheppard? Alex parou de bater no saco e virou para ver Vincent, um dos lutadores em treinamento para o próximo torneio da Columbus MMA, caminhar até ele. Seus dedos já estavam enfaixados, e um sorriso em seu rosto. — Merda não, cara. — Alex enfrentou Vince e sacudiu a cabeça. Ele conhecia aquele olhar, e de jeito nenhum ele iria para o ringue lutar com ele. — O quê? — Os anéis do lábio e da sobrancelha de Vince brilhavam sob as luzes fluorescentes. — Não aja como uma criança. Você sabe por que você veio aqui. — Tudo bem, deixe de ser trouxa e lute comigo. — Vince já estava se movendo em direção ao ringue. Alex apertou os dentes. Ele estava aquecido, mas Vince era uma máquina, e

6

Nome da academia que Alex frequenta, que é o mesmo nome que o apelido do proprietário


conhecia um monte de infernais movimentos a mais que Alex. A última vez que lutaram, Alex ficou com um olho roxo e mancou por uma semana. De jeito nenhum Alex era um maricas, e poderia facilmente lidar consigo mesmo, mas merda, Vince era um animal na gaiola, estava treinando para estar na UFC, e poderia matar um homem com alguns movimentos estrategicamente colocados. —Eu juro, sem socos nos rins, e eu vou ficar longe do seu rosto, menino bonito. Eu não gostaria que você tentasse pegar uma garota parecendo que saiu merda de você. Vince era um idiota arrogante, e com razão, pois ele era o Rei da gaiola, mas se ele queria lutar, então foda-se. Alex tinha tanta adrenalina bombeando em suas veias que ele sentiu força fluindo através dele. Outro lutador veio até ele e começou a enfaixar as suas mãos. Vince saltou sobre as pontas de seus pés na gaiola, olhando para Alex com um olhar divertido no rosto. Depois que acabou de se preparar, ele subiu no ringue e enfrentou Vince. — Desta vez, você é o único que vai ter a porra do olho roxo. Vince jogou a cabeça para trás e começou a rir. —Bem, me mostre menino bonito. Alex não esperou, apenas se aproximou, seus punhos levantados e seu único foco em Vince. Eles ficaram ao redor um do outro, e em um movimento rápido, Vince e eles estavam abraçados no chão. Vince tentou utilizar uma chave de joelho para pegar Alex numa posição de submissão, mas ele se virou


rapidamente e prendeu Vince na barriga com o braço por trás em uma chave de braço. — Tá ferrado —, Vince disse com uma risada tensa. Alex poderia ter quebrado seu braço, ou, pelo menos, deslocá-lo, mas não era disso que se tratava. Vince girou e se moveu debaixo de Alex, e, em seguida, ele encontrou os braços de ambos num clinch7, um movimento que os deixou cara a cara, os braços interligados juntos, e suas respirações rápidas e idênticas. Alex começou a dar socos próximos ás costelas de Vince. Vince grunhiu de dor, e se encheu de satisfação. — Porra Alex, você esteve treinando. — Vince grunhiu novamente, mas em um movimento experiente, Vince estava agora atrás dele com o seu grosso antebraço em torno do pescoço de Alex. Não importa o quão bom Alex era em lutas sem luvas, Vince conhecia seus movimentos, e era um especialista em Sambo, uma arte marcial russa. Vince bateu com o punho livre na lateral de Alex, e ele grunhiu. — Eu vi você no Rocko’s. — Vince reforçou seu abraço sobre a garganta de Alex, cortando mais ar. — Ia chamar você para sair, mas então vi aquela morena quente com pernas assassinas. — Alex sentiu raiva subir pelo modo como Vince falou sobre Mary. — Você está interessado, cara? Porque se não estiver, eu estou, totalmente.

7

Clinch, no boxe, é uma forma de livrar-se de uma eventual sequência de ataques desferidos pelo oponente, imobilizando os braços do mesmo com um abraço.


Alex enxergou vermelho e ficou chocado com a força com que sua raiva cresceu. Ele era amigo de Vince, mas algo dentro dele explodiu quando Vince falou sobre Mary assim, como se ela fosse apenas só mais uma. Enrijecendo, ele usou toda sua força para se manobrar para fora do abraço de Vince, girou, e socou-o diretamente na porra do olho. Vince tropeçou para trás, e um olhar de surpresa cruzou o rosto do lutador logo antes de sua própria raiva mascarar suas feições. — Droga, acho que eu sei quais botões apertar. — Vince rolou seu pescoço sobre os ombros e começou a saltar em seus pés. — Então, falar sobre aquela boceta é proibido, certo? O idiota estava provocando, querendo uma briga valendo tudo, e Alex estava caindo direitinho. Ele não conseguia evitar sua reação. Ele não podia controlar a forma como seu sangue ferveu com a porra do pensamento de Vince em qualquer lugar perto de Mary. Na verdade, o chateava pensar em qualquer idiota colocando as mãos sobre ela. As suas emoções aumentaram como um monstro cheio de fogo, querendo derrubar tudo e qualquer coisa que se colocasse entre ele e ela, mas ele sabia como isso parecia ruim. Mary nunca seria dele, em qualquer sentido da palavra, mas ele se tornava violento com o pensamento de Vince ou qualquer idiota tentando chegar até ela. — Merda, Alex, você parece a porra de uma besta agora. Você só precisa de um pouco de fumaça saindo de suas


orelhas. — Vince ergueu os punhos e o chamou para mais perto.

Alex

não

quis

fazer

quaisquer

movimentos

extravagantes. Tudo o que ele queria naquele momento era chutar a bunda de Vince e deixar sair toda a raiva que de repente o preencheu. Ele carregou Vince e viu o filho da puta sorrindo. — É isso aí, amigo, não segure. Eles se uniram num emaranhado de punhos e pontapés, cada um batendo no outro em cada local disponível. Alex foi atingido no intestino mais vezes do que gostaria de admitir, mas ele conseguiu dar um bom uppercut 8 em Vince, fazendo com que o lábio do outro se abrisse. — Filho da puta. — Vince cambaleou para trás e passou o polegar pela boca, vendo a mancha carmesim em sua mão. Seu rosto ficou um tom irritado de vermelho, mas Alex não quis saber se tinha ou não chateado o lutador. Vince queria lutar, e quando ele começou a falar sobre Mary todo o merda se soltou. — O que está acontecendo? — O som da voz de Dylan cresceu em todo o ginásio, e Alex percebeu que tudo estava estranhamente silencioso. Olhando em volta, notou que todos os lutadores pararam o que estavam fazendo e olhavam para eles.

8

Uppercut é um soco utilizado em várias artes marciais como no boxe, kickboxing e muay thai. Este golpe é lançado para cima, com qualquer uma das mãos (apesar de ser mais frequentemente empregue um uppercut da mão de trás). O uppercut viaja no plano vertical, de baixo para cima, junto ao tórax do adversário e entra pela sua guarda em direção ao seu queixo.


— Eu perguntei o que está acontecendo! — Dylan estava do outro lado do ringue e olhou para os dois. Seu cabelo loiro curto se levantou na extremidade, e pelo suor escorrendo de seu corpo, ficou claro que o grande filho da puta estava treinando. — Este é um centro de treinamento, porra. Se vocês cuzões querem lutar sujo, façam em outro lugar, vocês me entenderam? Alex concordou e enviou um olhar para Vince que já estava olhando para ele. —Vá colocar gelo na sua cara de merda, Alex. Vince, limpe o sangue do tapete —Dylan rosnou e se virou, mas não antes que murmurasse algo sobre jovens idiotas. Alex virou, saiu da gaiola e foi para a sala médica. Ele pegou um gel-pack9 do congelador e bateu a porta com um pouco mais de força que o necessário. Deus, ele estava agindo de modo ridículo, ficando chateado com seus amigos, e sobre o que? Uma garota que ele acabou de conhecer? Ela ia ser a porra da sua tutora, e ainda assim lá estava ele, com um pau duro por ela. Ele sentou sua bunda em uma cadeira e bateu o pacote frio em seu rosto machucado. Tudo por causa disso: ficar entre as pernas dela. — Merda. — Ele passou a mão pelo cabelo úmido e baixou

9

a

cabeça

entre

os

ombros.

Ele

estava

se


descontrolando, e indo como um louco para cima de seus amigos. Tinha que ser o fato de Mary não ser como qualquer outra mulher com quem ele esteve antes. Ela era tão boa, pura e saudável. As garotas que ele ia atrás já estavam lá esperando por ele, com as calcinhas no chão e suas pernas abertas. Elas não usavam roupas que cobriam mais do que mostravam, e elas certamente não eram espertas o suficiente para domar idiotas como ele. O som da porta abrindo o preocupou por ter que falar com Dylan sobre qual era o seu problema, porque, honestamente, ele não tinha nenhuma ideia. —Dylan, cara, eu sinto muito por isso. Eu apenas explodi sobre alguma merda estúpida. — E foi estúpido, dado o fato de que não havia nada entre ele e Mary. Ele levantou a cabeça quando Dylan não respondeu e viu Vince encostado na parede em frente a ele. Merda, ele se sentia como um idiota, mas ele ainda estava chateado com Vince por ter dito aquelas merdas sobre Mary. — O que está acontecendo? — A saudação indiferente fez Alex se endireitar e olhar Vince com suspeita. Vince sorriu e se afastou da parede, indo em direção a ele. — Você estava muito louco lá atrás. — Ele abriu a geladeira e pegou um pacote de gel-pack do compartimento, pressionando no seu olho já inchado. — Nunca vi você ficar tão feroz. — Ele encostou na geladeira e olhou para Alex. — O quê cara?


— Quero dizer, aquela garota é sua ou algo assim? Foi por isso que ficou puto quando eu estava falando sobre ela? — Vince dizer qualquer coisa sobre Mary o fazia enrolar sua mão em punho e cerrar os dentes. Ele olhou para o chão e tentou ficar calmo. — Nah, ela não é minha. Ela na verdade é minha tutora. — Ele olhou para Vince que não disse nada e continuou olhando. —Sim? Alex assentiu, sabendo o que Vince ia dizer em seguida. O lutador de MMA era um grande filho da puta, e caiu na categoria peso pesado. Seu cabelo preto foi raspado perto de sua cabeça, e seus olhos igualmente escuros nunca revelavam nada. Ele era um bastardo assustador, e um lutador com quem ninguém mexia, mas algo estalou dentro de Alex quando ele estava trancado na jaula com ele, e o que começou como um treino e luta amigável, acabou com ele explodindo e levando a luta muito longe. Este era o cara que ele considerava um grande amigo há anos, mas tudo o que foi preciso, foi Vince dizendo algo sobre uma garota que ele conheceu há apenas alguns dias. — Eu nunca vi Dylan tão puto. — Gotas de suor desciam pela espinha de Alex. — Nah, ele fica bravo às vezes, mas não há nada como entrar na gaiola e colocar a raiva para fora que não possa consertar.


Sim, ele viu Dylan lutar algumas vezes, e o homem ficava insano na gaiola e era uma força a ser reconhecida, mas sua ira era sempre controlada. Ele se descontrolou quando os viu no ringue. — Escuta, cara, eu sinto muito sobre ter explodido lá fora. — Alex encostou na cadeira e descansou o gel-pack em sua coxa. Seu rosto latejava ferozmente, e ele sabia que Vince conseguiu dar alguns bons socos nele, mas olhando para o rosto do outro cara, viu que também teve sua cota de socos nele. — Só não diga nada como aquilo sobre Mary de novo, ok? Vince não disse nada por alguns segundos, mas depois ele deu um aceno apertado. — Claro cara. Eu não pretendia ofender, e eu não sabia que você era tão próximo dela. Da última vez que ouvi, você ainda estava deixando cair calcinhas. Alex estremeceu, realmente estremeceu com as palavras de Vince, e qual era o problema com isso? Ele realmente nunca se sentiu mal com a vida que vivia, mas agora ele estava se sentindo sujo. Ele voltou a pensar em todas as garotas com quem ele dormiu, e ele nunca sentiu o termo prostituto tão real como agora, ou quando estava na presença de Mary. — Merda, Alex, você parece que está prestes a vomitar. Tem certeza que está bem?


Droga, ele estava bem? Ele estava deixando alguma garota afetá-lo tanto que ele estava dando socos em seus amigos. — Porra. Sim. Não. Droga, eu não sei. — Ele se sentia como algum tipo de adolescente que só agora percebeu o quanto sabia se masturbar bem. Ele olhou para Vince, e o idiota estava sorrindo para ele. — O quê? — Então você não está com aquela garota? — Alex cerrou os dentes, quase no limite para o estourar. Vince levantou as mãos em sinal de rendição. — Eu não estou perguntando para que eu possa tentar algo com ela. —

Ele esperou que ele continuasse, mas

pareceu que Vince estava à espera de sua resposta. — Nah, como eu disse, ela só está me ensinando. — Ele apertou a mão em torno do gel-pack, e o gel dentro começou a ficar quente na sua mão. Mas o que ele não disse foi que ele a desejava muito. É claro que Alex não precisava falar para Vince ler suas malditas expressões que estavam claras em seu rosto. — Mas você tem o pau duro por ela. — Não foi uma pergunta. Vince jogou o gel-pack na pia. Nada foi dito por longos vários minutos com Vince alongando as costas e erguendo os braços acima da cabeça. — Bem, se você não está com ela, então você pode vir comigo ao Tainted esta noite. — Vince parecia entediado, mas Alex sabia que o cara estava ansioso para ir. Alex devia ter dito


não a ir para o novo e mais quente clube em Columbus, mas ele precisava relaxar e tirar de sua cabeça a ideia de fazer coisas sujas com Mary. Sim, ele iria com Vince, ele encontraria uma garota para foder, talvez a pegasse no corredor. Ou, se ele estava realmente se sentindo sujo, ele transaria com ela em uma das cabines do banheiro. Mas até pensar em colocar seu pau em outra garota tinha o maldito efeito da coisa murchando em seus calções. Merda, ele só precisava estar com Mary, mas primeiro ele precisava que ela o ajudasse a passar no curso, porque transar com ela antes deixaria as coisas como uma merda desconfortável. — Minha cabeça tá ferrada. Vince deu um tapa nas costas dele. — Alex, todos nós estamos com a cabeça ferrada. Mas não é nada que um pouco de álcool e uma boceta molhada não possam mudar. Então você está dentro, irmão? — Vince foi até a porta, mas parou antes de voltar para o ginásio. Ele olhou por cima do ombro e levantou uma sobrancelha escura. Eles seguraram o olhar um do outro e Alex sabia que ele estava esperando por sua afirmação de que eles estariam no clube hoje à noite. Vince abriu a porta, e o som de luta e grunhidos entraram para a sala médica. Vince esperou sua resposta e Alex sabia que ele não desistiria. — Sim, cara, estou dentro.


Mary estacionou a BMW na garagem compacta da casa de Alex. Ela desligou o motor, mas ficou lá por alguns momentos. Por que de repente ela estava tão nervosa? Uh, possivelmente porque você tem desejado esse cara a cada vez que o vê, e agora você vai vê-lo várias vezes, muito perto e intimamente. Depois de ir para a academia e exercitado de forma dura suas pernas até se sentir como pudim, ela provavelmente perdeu peso suficiente em água para encher sua pia da cozinha, e foi para casa e tomou um banho com água tão quente que poderia ter derretido sua pele. Um par de jeans e uma camiseta pareciam um traje fino para sair, mas quando Darcy viu suas roupas ela fez um barulho de escárnio e sacudiu a cabeça. Ela tinha tudo, mas arrastou Mary de volta para seu quarto e vasculhou seu armário até que encontrou um vestido na parte de trás de seu armário. Era escuro, uma coisa pequena e apertada que ela só usou uma vez, para um


jantar com Lance. Ela deveria ter queimado a maldita coisa, mas ela gastou muito dinheiro nele, e bem, era um belo vestido. Feito de seda francesa com as costas nuas e lhe caía bem o suficiente para que causasse boa impressão, e Mary trabalhou durante todo o verão só para comprá-lo. Talvez não tenha sido a melhor maneira de gastar seu dinheiro, já que ela só o usou uma vez e agora era associado ao seu ex, um cara que ela não queria ver novamente, mas disse a si mesma que o usaria novamente. Sim, isso nunca aconteceu, até hoje à noite ela supunha. Parecia muito extravagante para ir a uma boate, mas Darcy assegurou que nunca era demais estar arrumada, especialmente neste lugar, que era conhecido por todos, mas onde somente poucas pessoas podiam entrar. Mas para a sorte delas, Darcy conhecia o segurança. Yay para elas. Insira sarcasmo. Mary ainda estava um pouco hesitante em ir, mas o que bastou para a incerteza desaparecer, foi olhar para Darcy e ver a expressão triste que ela carregava quando pensava que ninguém estava olhando. Darcy iria encontrá-la no clube às oito, de modo que tinha um pouco mais de uma hora para a tutoria de Alex, e depois voltar para casa para se preparar antes de sair. Então agora aqui estava ela, olhando para a casa de Alex, sentindo todo tipo de ansiedade e expectativa, o que era estúpido porque ela já fez este tipo de coisa umas cem vezes. Isto não era diferente. Ele não era diferente, e ela precisava se lembrar disso. Ela pegou sua bolsa que estava cheia com vários livros que ela retirou na biblioteca

de Sexualidade Humana.


Imaginando que começariam do início, uma vez que ela não fazia ideia do que ele absorveu na classe, se é que absorveu, ela foi até a porta da frente. Ela bateu na porta três vezes, abaixou a mão, mas instantaneamente as apertou na frente dela. Vários momentos se passaram, e ela levantou a mão para bater na porta novamente. Ela sabia que alguém estava em casa porque o som do riso alto, e de um jogo de futebol na televisão ao fundo chegava até a porta. Ela enviou a Alex uma mensagem de texto logo cedo dizendo que ela estaria aqui às seis, então ele deveria estar esperando por ela. Segundos depois, a porta se abriu. — Que mer.... — Adam parou no meio da frase e olhou para ela. Ele ergueu a mão que não estava segurando a borda do batente da porta e passou por cima da sua cabeça, despenteando ainda mais os fios. — Oh, desculpe por isso Mary. — Ele olhou por cima do ombro em direção às escadas e, em seguida, virou para ela. — Eu pensei que você fosse outra pessoa. Entre. — Ele saiu da frente, e ela entrou. A casa cheirava mal, como suor, meias de ginástica velhas, e algo podre. — Estou aqui para ser a tutorara de Alex. — Ela virou para encará-lo. Adam fechou a porta e olhou para as escadas novamente. — Oh, ok. Ele está se enfeitando no andar de cima. Enfeitando?


— Oi? — Adam sorriu e balançou a cabeça. — Ele está ficando bonito para o seu encontro de hoje à noite. — Algo torceu em seu estômago com as palavras de Adam. — Oh, bem, eu não sabia nada sobre isso. Eu só estou aqui para ajudá-lo com suas aulas. Adam estava olhando para ela de forma estranha, e ela esperava que sua decepção súbita e irracional não estivesse escrita em seu rosto. Antes que qualquer outra coisa fosse dita, o som de passos pesados descendo as escadas encheram seus ouvidos. Adam resmungou algo baixinho e voltou para a sala. Mary virou e viu Alex vindo em sua direção. Ele usava um par de jeans rasgados e uma camisa. As mangas estavam enroladas nos antebraços, mostrando seus músculos e bronze, e os dois primeiros botões na gola da camisa estavam abertos. Seu cabelo estava molhado e os fios estavam espetados em torno de sua cabeça, mas não foi o que chamou sua atenção. Um hematoma desagradável marcava sua bochecha, e havia um corte logo acima do olho direito. —Você não está esperando por muito tempo, não é? Ela balançou a cabeça, suas palavras fugiram conforme ela olhou para suas feridas. — Deus, você está bem? — Por instinto, ela estendeu a mão para ele, mas ele deu um passo para trás. Mary ficou imediatamente envergonhada por fazer algo assim, então ela deu um passo para trás.


— Sim, estou bem. — Ela queria perguntar o que aconteceu, mas não era preciso ser cientista espacial para descobrir isso. Além disso, Alex tinha uma reputação de entrar em brigas. Mary olhou para ele novamente, e mesmo que alguém tivesse conseguido dar alguns socos, ela não duvidava de que o outro cara provavelmente estava pior. Ele estava tão perto que uma onda de calor a encheu. O aroma de sabão e um toque de colônia encheram seu nariz, e ela realmente se sentiu inclinando em direção a ele. — Uau, você está bem? — Foi só quando ele colocou a mão enorme em seu ombro para firmá-la, ou talvez para mantê-la longe, que ela percebeu o que estava fazendo. Oh meu Deus. O calor correu até seu pescoço e cobriu o rosto. Não havia nenhuma dúvida que ela parecia um tomate, mas se Alex viu ou não era um mistério já que sua expressão permaneceu impassível. — Hum. — Ela limpou a garganta e rapidamente olhou para a sala de estar. Adam e alguns outros caras estavam sentados ao redor da tela grande de TV assistindo a um jogo de futebol. — Não, estou bem. Quando ela olhou de volta para Alex, ele a estava olhando com uma expressão estranha, e um tique sob sua bochecha saltou. Ela olhou para a direita, para a cozinha, mas parecia que havia algum tipo de jogo de cartas acontecendo com vários


outros caras. Era assim o tempo todo? Ela só veio aqui algumas vezes no final da noite para ajudar Adam, mas nunca foi assim. Parecia caótico e lotado, e como que para provar seu ponto, os caras na sala começaram a reclamar de algo que aconteceu no jogo, e os da cozinha xingavam e falavam sobre “comer boceta” e “maldito pau na bunda”. —Talvez tutoria numa noite de sexta-feira não seja a melhor ideia. — Mary não era uma puritana, mesmo com sua educação. Ela quis dizer isso como uma piada, mas quando ela pegou seus olhos, viu alguma coisa brilhar por trás deles, e de repente, ela ficou muito tonta. O que acontecia com este cara que a fazia se sentir tão no limite? Passou tanto tempo desde que ela foi tocada por alguém, ou fez sexo? Senhor, se passou muito tempo desde que ela teve qualquer tipo de interação sexual com alguém, desde a última vez que ela dormiu com Lance. Pensar em seu ex a deixou com um humor ácido, mas isso era bem-vindo porque qualquer coisa era melhor do que esta excitação que ela tinha por um cara que ela nunca teria. — Desculpe sobre eles. — Ele não parecia constrangido, mas, então, ela supôs que provavelmente não haveria muito, se é que havia algo, que mexesse com Alex. — É na maioria dos dias. — Ele olhou ao redor e então de repente parecia desconfortável. Huh, eu acho que o Grande Alex Sheppard pode ser abalado.


— Eu odeio dizer isso, porque vai soar como uma espécie de cantada ruim, mas está muito lotado aqui. Podemos fazer isso no meu quarto? Seu rosto instantaneamente aqueceu com suas palavras, porque mesmo que ele não quisesse dizer da maneira que ela estava pensando, Mary não podia deixar de imaginar o que eles poderiam fazer em seu quarto ao invés de estudar. Seu silêncio deve tê-lo feito pensar que ela estava desconfortável com a ideia, quando, na verdade, ela estava imaginando todo tipo de coisas muito sujas. — Não há realmente qualquer outro lugar na casa, e eu não pensei que esses idiotas ocupariam os quartos onde poderíamos estudar. Ele olhou para baixo, e ela não pode deixar de sorrir. Ela deveria ter dito não para a sua sugestão, droga, porque o céu diria que seria uma má ideia entrar no quarto de Alex Sheppard, onde eles estariam sozinhos. — Nós podemos ir para outro lugar. Merda. — Ele olhou para cima e para ela, e fez uma expressão de dor. — Desculpe. — Alex, realmente está tudo bem. — Mary estava muito orgulhosa de si mesma por se manter composta quando estava se desfazendo por dentro. — Tem certeza? Eu não quero fazer você se sentir estranha ou qualquer coisa. — Não era como se ela nunca tivesse tutelado alguém em seu quarto antes, embora não fosse realmente norma, e os que ela ajudou em seus quartos


eram do sexo feminino. O problema é que ela nunca desejou qualquer uma das pessoas que ela tutelou. Mas aqui estava Alex, tão malditamente lindo que ela não conseguia suportar, e muito errado para ela em todos os níveis. Só passe pelas próximas semanas e vai estar tudo bem. Você pode voltar à sua vida, onde Alex Sheppard nem sabia que você existia. O problema era que ela odiava pensar, odiava saber que era verdade, e que seu encontro hoje à noite não era realmente um encontro, mas o próximo pedaço de bunda. Esse sentimento azedo dentro dela, causado por pensar em Lance, cresceu. Ela não seria um pedaço de bunda de ninguém, e se ela ficasse com Alex, seria exatamente o que ela seria para ele. — Sim, eu tenho certeza. — Sua voz era mais forte, mais direta. Sair hoje à noite estava soando cada vez melhor. Talvez se ela realmente se soltasse e tomasse algumas bebidas, ela pudesse relaxar e não pensar em coisas impossíveis. Coisas que só significariam problemas. — Mostre o caminho. Ele novamente olhou para ela de forma estranha pelos próximos segundos, mas, novamente seu tom foi afiado e direto. Ele acenou uma vez e subiu as escadas. Ela o seguiu pelo corredor curto e a primeira porta à direita. Seu coração estava batendo a mil por hora, quando ele abriu a porta e ela o seguiu para dentro. Quantas garotas ele trouxe até aqui? Ela deve ser masoquista por pensar essas coisas, porque de repente ela se


sentiu tão suja, mas ainda excitada com tudo isso. Seu quarto era pequeno, mas, Alex era um cara enorme, com ombros largos e um jeito tão masculino que a fez derreter. A cama grande ocupava boa parte do quarto. Uma TV de tela plana pendurada na parede em frente à cama e uma poltrona de couro. Além de algumas mulheres seminuas deitadas sobre motocicletas, ou em lingerie com futebol, o quarto era vazio. Sim, era tudo o que ela esperava encontrar em seu quarto. — Eu realmente não tenho outro lugar para estudarmos além do chão, da cadeira ou da cama. — Ela olhou para o enorme colchão e se forçou a não corar. — O chão é desconfortável demais. — Mary só podia imaginar como ele poderia saber disso, e as imagens desagradáveis dele e de uma garota nua rolando no chão apareceram em sua mente. — A cama está ótima. — Eles olharam um para o outro por um momento, e ela percebeu que o tempo estava sendo desperdiçado por algo tão estúpido. Ela fez o primeiro movimento, sentou na beira da cama e tirou os livros de sua bolsa. Os sons do andar de baixo eram fortes e desagradáveis, mas não tão estrondoso quanto seu coração batendo. Alex sentou ao lado dela e, felizmente, ele estava olhando para os livros grossos que ela colocou sobre a cama. Ele pegou um deles, folheou e olhou para ela com as sobrancelhas arqueadas.


— Bem, droga, estas coisas são grossas demais. — A tensão que Mary sentiu até agora desapareceu um pouco, e ela não pode deixar de rir. — Eu não acho que o sexo esteja todo aqui. — Ainda sorrindo, ela pegou o livro da mão dele e abriu no primeiro capítulo. — É por isso que você esta reprovando em Sexualidade Humana, não é apenas sobre sexo. — Levantando apenas os olhos, ela sorriu para ele, e uma enxurrada de borboletas começou a se mover em sua barriga com o sorriso torto que ele deu. — Bem, eu não posso discutir com você sobre isso. Durante a hora seguinte, ela explicou como o sexo tem desempenhado um papel na sociedade. Ela teve que dar algum crédito

a

Alex,

ele

realmente

agiu

como

se

estivesse

interessado no assunto, mas ela também lembrou que eles ainda estavam falando sobre sexo, e, portanto, era atraente para um cara. — Bem, nosso tempo acabou, e, além disso, eu não quero atrasá-lo para seu encontro. — Ela agarrou os livros e empurrou-os em sua bolsa. — Hã? Já eram sete, e ela ainda precisava ficar pronta e ir para o clube. O tráfego seria provavelmente horrível, uma vez que era uma noite de sexta-feira e o centro de Columbus também estava cheio. Ela olhou para Alex.


Mary não comentou sobre o fato de que ele parecia confuso com o que ela disse, então ela apenas continuou falando sobre tutoria. —Você quer se reunir amanhã, talvez às duas, se você estiver livre? Eu acho que podemos ter dois dias seguidos desde que eu esteja livre. — Sim, eu não tenho nada planejado, então está ótimo. — Eles ficaram ali por um minuto, e ela percebeu que foi um minuto muito longo, visto que o constrangimento voltou a incomodar. — Você se saiu muito bem com a matéria desta noite, Alex. Eu não tenho dúvidas de que vai pegar fácil a matéria. — Suas bochechas ficaram um tom claro de rosa, e seu sorriso cresceu. Bem, olhe para isso, ela envergonhou fortemente Alex Sheppard. — Ok, bem, eu falo com você mais tarde. Ela se virou para fazer uma saída rápida, sabendo que precisava de um pouco de ar fresco para ajudar a dissipar o cheiro inebriante de Alex, que parecia penetrar em seus poros. Ela alcançou a maçaneta da porta, ao mesmo tempo em que ele, e quando suas peles se tocaram, um choque de eletricidade subiu pelo braço dela. Seus olhos ficaram suspensos por um momento, e agora era a sua vez de corar. Alex, por outro lado parecia não ter sido afetado novamente, como se ele se corrigisse por agir como humano, o que a envergonhou ainda mais. Antes que qualquer coisa pudesse ser dita, ou que ela trocasse os pés pelas mãos e tropeçasse


em suas palavras, ela arrastou sua bunda de lรก para longe do cara que estava a fazendo se desfazer lentamente.


Alex seguiu Vince para baixo na escada em espiral que levou

à

Tainted,

o

mais

novo

clube

underground

em

Columbus. Era mais do que um clube sofisticado e exclusivo, com uma fila que enrolava em torno do enorme edifício de tijolo vermelho todos os dias da semana. O clube em si era debaixo do edifício antigo, no porão maciço que foi convertido para

este

propósito

específico.

A

batida

da

música

rapidamente o abordou enchendo seus ouvidos e atravessando seu corpo como uma marreta. A escada se abriu para o porão, e eles deram um passo para o patamar. O elevador que estava localizado no nível principal abriu, e um grupo de mulheres seminuas saiu. Seus vestidos mal cobriam suas bundas, e seus peitos estavam pendurados para fora mostrando um longo decote. Seus saltos poderiam ter sido fabricados como uma arma mortal. Uma das loiras parou e descaradamente olhou para Vince.


— Porra, cara. Estou levando essa para casa hoje à noite. Ou talvez eu só vá transar com ela no banheiro. — Alex não piscou duas vezes com as palavras de Vince. As garotas eram quentes, mas elas não eram nada para ele. O pequeno patamar abria para a parte principal do clube. As luzes eram baixas, o ar quase nebuloso, e as batidas foram colidindo. Lasers atravessavam o espaço, cortando os corpos que rodavam como se estivessem fazendo sexo na pista de dança. Era um clube novo, mas Alex veio aqui algumas outras vezes com Vince. Ele estava sempre cheio de mulheres prontas para o sexo, e ele tinha vergonha de pensar que aquilo sempre foi um tesão para ele. Então ele pensou em Mary e sobre a aparência dela esta noite. Ela não estava vestindo nada revelador, apenas jeans com buracos nos joelhos, e uma camiseta apropriada. Ela parecia maravilhosa com o cabelo escuro espalhado em seus ombros, e seus olhos azuis brilhando diretamente para ele. Ela tinha curvas prolongadas, e ele amava que ela não era tão magra como as garotas que ele normalmente via. Porra, ele estava caído por ela, mas o pior foi tê-la em seu quarto e na sua cama. Sim, eles falaram sobre trabalho de escola, mas para ele foi uma merda se concentrar desde o início, o cheiro dela era como uma droga. Ele conseguiu absorver pequenas partes do que ela dizia, o suficiente para que, quando ela perguntasse, conseguisse responder, sem revelar que ele não estava prestando muita atenção. Como ele passaria as próximas semanas com sua tutora, quando tudo o que ele podia pensar era em tirar suas roupas e explorar cada


polegada de seu corpo? Ele passou a mão pelo cabelo e puxou os fios curtos na base da sua cabeça. — Eu preciso de uma bebida. — Ele gritou para Vince, que levantou o queixo em reconhecimento. — Eu também. Eles abriram caminho através da multidão de pessoas e encostaram no bar quando chegaram. Esta noite estava muito cheio, o cheiro de suor e sexo pairava no ar. Havia dois bartenders posicionados atrás do bar com luzes de neon. Seus movimentos eram rápidos e precisos. Vince se inclinou para frente, pegou o couro que a bartender estava usando, chamando sua atenção, e disse algo que a fez parar e realmente corar. Alex não pôde ouvir o que Vince estava dizendo por sobre a batida alta e forte da música, mas tinha certeza de que era algo muito sujo, e que faria a garota punk deixar cair a calcinha e abrir as pernas para ele até o final da noite. Vince bateu no bar duas vezes, e Alex praticamente pôde ouvir o suspiro da garota. Um momento depois, havia duas garrafas de cerveja gelada na frente deles, e a bartender estava passando um pedaço de papel para Vince. Eles se viraram na direção do clube. Alex se inclinou para o lado, mas manteve os olhos em umas garotas simulando transar entre si alguns metros à frente. — Eu ainda quero saber o que você disse para aquela garota. — Ele ouviu Vince dar risada, mas não se virou para olhar para ele.


—Não, a não ser que você queira assistir o que eu disse que faria com minha língua, quando ela saísse do trabalho. — Alex levantou a mão que segurava a garrafa de cerveja e franziu os lábios em desgosto. Vince riu. — Acho que não. — Eles ficaram lá por mais alguns minutos até Vince bater a garrafa sobre o balcão. — Vou encontrar um pedaço de bunda para mim. — E quanto à garota punk? — Alex olhou para Vince, que estava examinando a multidão. — Vou ligar para ela mais tarde. — Ele olhou para Alex e deu um sorriso arrogante. O bastardo a manteria para dormir, mas Vince era tão culpado quanto o resto deles. Vince passeou no meio da multidão, e os corpos se separaram, com se ele fosse óleo e, eles água. Alex trouxe sua cerveja à boca e tomou um longo gole. Ele deixou seu olhar fazer uma varredura sobre os corpos, e quando ele fez uma segunda varredura seus olhos pousaram em uma ruiva que estava a alguns metros a sua frente. Ela estava sozinha, seu corpo de frente para o dele, com os olhos fixos nele. Os shorts que usava não poderiam ser chamados assim, mas de calcinhas, e seu top era apenas uma tira de elástico que mal cobria suas enormes, e muito provavelmente, falsas, tetas. Ela se movia com a música, e cada giro dos quadris era feito para seduzir. Ela passou as mãos para cima e para baixo de seu corpo, acariciando seus seios, e, em seguida, se movendo lentamente para baixo de sua barriga, sobre sua boceta, recomeçando todo o processo novamente. Normalmente, ele


estaria em cima de tudo isso, mas lá estava ele, ainda imaginando Mary sentada em sua cama, e não era capaz de tirar o aroma de sua cabeça. Isto era besteira, e ele estava agindo como um idiota. Ele terminou a cerveja e colocou a garrafa no bar antes de ir em direção à ruiva peituda. Ela continuou mexendo os quadris para trás e para frente enquanto ele se aproximava. Ele parou na frente dela, e ela imediatamente enganchou o dedo ao redor da gola da camisa e o puxou para mais perto. Seus corpos colados, e ele sentiu os firmes globos perfeitos de seus seios contra o peito, e a suavidade de suas coxas se encontraram. Ele envolveu sua mão ao redor da cintura muito fina, sentiu a borda das costelas dela saltarem, mas não se concentrou nisso. Seu perfume era forte e ligeiramente nauseante, mas ela era uma garota relativamente atraente, e o desejava. Ele não era exigente, especialmente quando estava tentando pegar um pedaço de bunda e esquecer uma certa morena sexy e inteligente. — Não te conheço? — Ela praticamente ronronou, e levantou os olhos pesadamente maquiados para ele. Ela piscou os cílios para ele, e ele tinha certeza de que, olhando dessa maneira para os outros caras, eles se tornavam massa de modelar em suas mãos. Mas só o deixou ainda mais indiferente. — Não.


Ela examinou seu rosto, e ele viu seus lábios pintados de vermelho

se

abrirem.

Aparentemente,

ela

não

estava

acostumada a ouvir essa palavra. — Sim, você não é um jogador de futebol da OSU? Eu acho que eu vi seu rosto no jornal. Era possível, mas ele não veio aqui para falar sobre seu status, e ele sabia que ela também não, não vestida assim. Ele não se incomodou em responder, mas levantou a cabeça e observou a multidão novamente. Talvez ele não fosse fodê-la. Talvez ele devesse apenas ir para casa e se masturbar pensando em Mary. Isso pareceu muito mais agradável do que o que estava fazendo agora. Ele estava prestes a ir embora e fazer isso, quando um flash de negrume chamou sua atenção. Os corpos se juntaram momentaneamente, e o flash foi embora. Como ele conseguiu ver algo conhecido com todas as sombras do clube o envolvendo estava além dele, mas foi algo que chamou sua atenção. — Ei, você está interessado em mim ou em outra coisa? — Eles continuaram dançando, mas sua mente não estava mais ali, e parecia que nem o seu corpo, já que os movimentos sensuais contra ele nem fizeram seu pau formigar. A música mudou para algo mais sensual, mais lenta, e mais baixa. A multidão se afastou de novo, e foi quando ele viu um pedaço de pele cor de pêssego num justo vestido escuro. Os flashes de luzes passavam através dela, destacando a pesada queda de cabelo escuro no alto da cabeça, e seu corpo


assassino. Mas quando ela virou um pouco para o lado e ele viu seu perfil, tudo dentro dele parou. Seu pau ficou duro instantaneamente quando viu que Mary estava a poucos passos dele, sua dança chamando a atenção de mais de um idiota no clube, inclusive a dele. O que é que ela estava fazendo aqui, e vestida como se quisesse ser fodida? Merda, tudo, a suave extensão de suas costas estava exposta, e os dois montes idênticos femininos individuais na base de sua espinha o chamavam. O vestido se moldava em sua bunda, e ele duvidava que ela estivesse usando calcinha. Alex levantou os olhos novamente para a parte inferior das costas, e adorou que ela realmente tinha quadris, onde ele poderia segurar enquanto batia contra sua bunda. Ele sempre teve uma queda pela parte de trás da mulher, especialmente aquelas pequenas ondulações. A ruiva apertou contra ele e gemeu, pensando que sua ereção era para ela. — Você é um menino grande, não é? — Ela passou as mãos para cima e para baixo de seus braços, e sua pele contraiu em desgosto. Ela começou a descer sua mão até seu estômago para sua completa ereção, mas antes que ela chegasse lá ele gentilmente agarrou seu pulso, a detendo. Seus olhos nunca deixaram o domínio quase hipnótico dos quadris de Mary. Se afastando da ruiva, ele começou a ir em direção a Mary através das pessoas que dançavam. Ele não deu a mínima quando a ruiva começou a chamá-lo de idiota, e ele certamente não deu a mínima se alguém ouviu. Todo o seu foco era em Mary. Havia outra garota dançando com ela, com


vários cachos loiros selvagens, mas nem ela, nem qualquer outra garota no clube o fascinava tanto como Mary Trellis. Os olhos da amiga de Mary estavam fechados, sua cabeça jogada para trás e os braços se moviam com a batida da música que os rodeava. Sua amiga parecia querer chamar a atenção dos outros pelo modo descaradamente sensual como dançava. Mary, por outro lado, fluía com a música, não tentando chamar a atenção de ninguém, e era óbvio que os caras estavam olhando para ela como se quisessem estar entre as suas coxas de qualquer jeito. Merda, ele era um desses caras, mas a diferença entre eles era que ele ia fazer isso acontecer. Mary estaria debaixo dele, e ele teria o seu pau dentro dela. A raiva ferveu dentro dele com o pensamento de qualquer um desses idiotas atrás dela, porque ela era boa demais para eles. Porra, ela era boa demais para ele, mas isso não o impedia de chegar mais perto, ou de estender a mão para ela e mal deixar o dedo correr para baixo no comprimento de sua coluna vertebral. Ela se virou, com os olhos arregalados e seus lábios rosa entreabrindo em surpresa. Se ele não a desejasse tanto, ele até poderia ter achado o seu choque divertido. Ela estava em um clube depois de tudo, um daqueles que não ignorava que havia pessoas se esfregando nos cantos escuros, ou dando boquetes debaixo das mesas. Alex deu um minuto para virar as costas e sair, porque isso teria sido a coisa inteligente a fazer, mas depois de um segundo olhando para ele, ela deu um passo mais perto até que seus peitos quase se tocaram. Suas pupilas dilataram


instantaneamente, e seu maldito pau cresceu ainda mais, o que mostrava, merda, que a maldita coisa não poderia ficar mais dura. Ele era um imundo, um que não tinha o direito de levantar sua mão e gentilmente tomar posse de seu braço, mas ele fez isso de qualquer maneira. Ele a puxou para frente, e ela caiu contra ele. Mesmo com todo barulho à sua volta, ele ouviu o seu suspiro de surpresa. O calor que vinha dela, e a maneira como suas pálpebras se agitaram disse que ela estava nisto tanto quanto ele. Se inclinando mais perto de modo que suas bocas estavam separadas apenas por uma polegada, Alex olhou nos olhos dela. — O que você está fazendo aqui, Mary? Ele não disse como uma acusação, mas o Tainted não era um lugar em que esperava vê-la. Talvez seja um lugar que ele veio antes para procurar um pedaço de bunda, mas também era cheio de um monte de idiotas e de sexo sujo. — O que você pensa que está fazendo? — Ela tentou parecer com raiva, mas ela não tinha calor em sua voz, e também não estava o empurrando para longe. Ele envolveu sua mão ao redor da cintura dela e começou a se mover com a batida agora mais lenta, mais erótica da música. — Dançando. É o que as pessoas fazem nestes lugares. Por um momento ela agiu como se quisesse dar um tapa nele, o que o faria sorrir. Ela estava resoluta, e isso o excitava. Os flashes de luz que antes estavam pela pista de dança, desapareceram conforme o DJ trouxe um tom abaixo. Casais


moviam juntos, começando a foder um ao outro com suas bocas e línguas, e movendo as suas pélvis juntos. Apesar de pensar que ela não deveria estar em um lugar como aquele, ele não podia negar que a atmosfera, o olhar e o cheiro dela, e o modo como ela derreteu contra ele, o deixou malditamente feliz por tê-la encontrado aqui. Seu pau era uma haste de aço entre eles, pressionado firmemente contra sua barriga, mas pulsando no mesmo ritmo que seu pulso. — Então, você não me respondeu. O que está fazendo aqui? — Não que seja da sua conta, mas eu vim com a minha colega de quarto. — Alex levantou os olhos sobre a cabeça de Mary e viu a loira se movendo lentamente com um cara com um piercing no lábio, um cara que ele viu treinando na Frost antes. Ele voltou sua atenção para Mary, a viu olhando para a sua boca, e quase gemeu em voz alta. — Eu pensei que você teria um encontro? — Suas palavras eram suaves, ofegantes, mas ele as ouviu, no entanto. Com sua outra mão, ele deslizou pela parte baixa de suas costas, e sua respiração acelerou quando ele tocou a pele nua. — Encontro? Ela lentamente ergueu seus grandes olhos azuis, as pupilas quase engolindo seus olhos. Ela piscou algumas vezes, e ele viu como sua garganta trabalhou quando ela engoliu. — Adam disse que tinha um encontro.


Droga Racer e sua maldita boca. Não houve um encontro, não do jeito que ela estava pensando. Ele saiu para uma foda, isso era tudo. Não houve jantar, nem segurar as mãos, e certamente não houve beijos no rosto quando ele deixou a garota em casa. Ele tinha alguns preservativos na carteira, e isso era a coisa mais romântica da noite. Olhando nos olhos de Mary, ele quis ser um bom rapaz e não apenas Alex Sheppard, o quarterback que fodeu muito e não deu a mínima para isso, era algo que de repente ele queria para si mesmo. Ele deixou seu olhar viajar pelo rosto, pelo suave e delicado arco de seu pescoço, e um pouco mais. A parte de trás do vestido era inexistente, mas a frente a cobria da metade da coxa até ás clavículas. Mas, mesmo assim não escondia suas curvas, ou os grandes montes suaves de seus seios, aqueles que ele tanto queria em suas mãos e boca. Seu pênis empurrou entre eles, e um pequeno ruído escapou dela. Alex se inclinou um pouco mais até que seus lábios mal se tocavam. Ele deveria parar, mas ele iria? Porra. Não. — Esta é uma ideia muito ruim. — Ela colocou as mãos em seu peito e o empurrou, mas não com muita força. — Eu não estou fazendo isso com você, o que quer que isso seja. — O cheiro de algo alcoólico e frutado saia de seus lábios, e isso o tirou de seu transe. Suas palavras deveriam têlo feito perceber que era uma má ideia, mas não fizeram. Se inclinando para trás apenas uma polegada, ele olhou para seu


rosto. Seus olhos estavam semicerrados, e suas bochechas vermelhas. — Está bêbada, Mary? — Ela balançou a cabeça uma vez, e depois lambeu os lábios. Ela piscou algumas vezes e tentou dar um passo atrás, mas ele manteve a mão na parte inferior das suas costas. —Por que você se importa? — Mary, pare de responder às minhas perguntas com perguntas —, disse em um rosnado. — Foram dois drinks. — Seus seios subiam e desciam, deixando o vestido ainda mais apertado. Ele a queria, e ele precisava ter certeza de que ela estava bem ali com ele, e não só agindo dessa forma por causa do álcool. Ele deu outro passo para trás, e eles se olharam. Foi um pouco surreal, tendo em vista que tudo ao redor deles ainda se movia, mas era como se estivessem em seu próprio mundo. Eles não se conheciam há muito tempo, e mesmo assim ele a estava tocando desse jeito e pressionando seu pau duro em sua barriga, isso era inadequado em todos os níveis. Quando é que você já se preocupou com o que era apropriado? Ela tinha a testa franzida e o olhar confuso por estar permitindo que ele a sentisse de uma forma tão íntima, mas ela não conseguia esconder a reação de seu corpo diante dele. Seus mamilos estavam duros como pedra, isso era evidente, porque ela não usava sutiã. Seu peito subia e descia com


força, como se ela não conseguisse recuperar o fôlego. E ele sabia, sem nenhuma de dúvida, que, se ele deslizasse seus dedos ao longo de sua coxa até sua vagina, ela estaria molhada para ele. Mas ela não fez nenhum outro movimento para deixá-lo saber que queria dar o próximo passo, e o fato de que ele podia sentir o cheiro do álcool nela, mesmo que ela não estivesse tropeçando bêbada, tinha bandeiras vermelhas subindo dentro dele como um enorme sinal de stop. — Você bebeu demais. Ela piscou, sacudiu a cabeça e olhou para o chão. Pelo que pareceu uma eternidade tudo o que ela fez foi olhar para seus pés, como se ela estivesse pensando sobre algo realmente difícil, e este momento pudesse definir tudo. Quando ela levantou a cabeça e olhou para sua amiga, ele percebeu que realmente estava nervoso sobre o que ela diria. Mary virou e quando seus olhos se encontraram, ela sorriu lentamente. Não era o sorriso que ele viu inúmeras vezes quando uma mulher pensava que poderia seduzi-lo, mas um sorriso de relaxamento e luxúria embriagadora. Porra, ele a desejava demais, mas ainda pensava logicamente o suficiente para saber e perceber que fazer isso aqui e agora seria uma grande merda. Porque ele a desejava, queria estar dentro dela e tocar cada polegada dela, mas mesmo isto estava caminhando rápido demais para ele...certo? Merda, ele não sabia. Ele estava num maldito conflito. Ele nunca deveria ter vindo até ela e começado tudo isso, e se Mary fosse tão inteligente como ele sabia que ela era, ela correria em outra direção.


O que ela estava fazendo? Mary olhou para Alex, e percebeu que tudo dentro dela se acalmaria assim que ele a tocasse. Ela tentou afastá-lo, mas em vão. Ela o queria, e pela ereção que sentiu segundos antes em sua barriga, ele também a queria. Ela tentou negar, mas realmente de nada serviria. Ela era tão fraca como qualquer outra garota que caía a seus pés, mas por que ela precisava dizer não a ele? Porque você é mais esperta do que metade da população feminina que saiu com Alex. Ele iria te machucar, e isto seria um fato porque o seu coração se envolveria. Ele se virou e começou a ir embora, e por que, por que ela disse que tinha duas bebidas? Foi depois que ela proferiu essa frase que ele se fechou para ela. Mary, porém, deveria estar agradecida, porque sua determinação lentamente foi a deixando e Alex já tinha as mãos em seu corpo. A neblina de desejo lentamente se dissipou, e Mary ficou ali de pé com um


pouco de frio e muito envergonhada. Não, ela não estava bêbada, mas naquele momento ela desejou estar. Os dois cocktails que Darcy empurrou quando chegou, pela primeira vez a ajudaram relaxar. A atmosfera de Tainted era diferente de qualquer coisa que ela já viu. Mary já esteve em alguns clubes e bares locais desde que se mudou para Columbus, mas isto era como um mundo totalmente diferente. A escuridão deixava ainda maior a atmosfera já sexualmente carregada, e a forma como as pessoas não se importavam se os outros os viam praticamente fazer sexo na pista de dança era inebriante e isto multiplicado ao ligeiro zumbido do álcool através de seu sistema. Ela estava com ele o suficiente para saber que foi Alex que a tocou, que quase a beijou, e saber disto a deixou mais molhada do que ela jamais se sentiu. Claro que o álcool diminuiu suas inibições e a ajudou a derrubar seus muros para permiti-lo fazer essas coisas. No fundo de sua mente, ela sabia que era uma má ideia, mas seu corpo estava gritando para sua mente calar a boca. Ele a soltou, e ela sofreu em agonia por querer suas mãos sobre ela de novo, para ter seus dedos roçando ao longo de suas costas. Pode não ter parecido excessivamente íntimo, mas foi como ter chamas em todo seu corpo. Foi uma má ideia, muito, muito má ideia, mas se sentia tão bem. A sensação de se sentir drogada, como a que Alex causou dentro dela quando tocou seu corpo voltou com força total com esse pensamento, e ela se viu se movendo em direção a ele quando ele se inclinou contra a barra, quase


parecendo irritado. Ele precisava saber que ela o desejava. Não era como se estivesse escondendo o fato demais, embora devesse. Como se fosse algum tipo de animal sentindo a presença dela, ele levantou a cabeça e olhou diretamente para ela. Sua expressão era ilegível, mas as sombras da escuridão do clube passaram em seu rosto. Suas maçãs do rosto pareciam mais pronunciadas, e seu queixo mais quadrado. Ela deu mais um passo, e outro, até que eles estavam de igual para igual, respirando o mesmo ar, e ela estava balançando na direção dele. Droga, ela não era assim. — O que está fazendo, Mary? — Sua voz profunda era baixa e a envolvia como seda. Ele sabia muito bem o que ela estava fazendo. Ele se envolveu com mulheres suficientes para saber quando alguém se aproximava dele. Esse pensamento veio em sua força total, mas ela o afastou. Ela não pensaria sobre isso, não iria deixálo fazer com que se sentisse mal. Ela queria isso, e pelo volume ainda pressionando a frente de seu jeans, Alex queria isso também. Por alguma razão ele estava se segurando para ir trás dela, e ela estaria mentindo se não estivesse um pouco magoada com isso. — Você está sendo modesto, Alex. — Levantando sua mão e a colocando em seu estômago duro, logo acima do botão da calça jeans, Mary sentiu toda sua potente excitação. Ela podia sentir os cumes duros de seus músculos abdominais bem debaixo do seu dedo, e quando ela começou a mover lentamente a palma da mão para cima sentiu os músculos se contraírem em resposta. Ela olhou em seus turbulentos olhos


castanhos e sabia que ela poderia facilmente se apaixonar por este cara, apenas pular de um penhasco de maldição e nunca olhar para trás, e quão louco era isso? Volte, Mary. Apenas volte antes que esse cara que você mal conhece arruíne tudo para você. — Você tem experiência com mulheres que esperam você, certo? Quer dizer, sabe quando alguém está dando em cima de você? Ela não fez a frase como uma pergunta, e não foi dito como um tapa na cara, mas quando viu o olhar sombrio que tomou conta de seu rosto, ela sabia que ela deveria ter mantido essa última parte para si mesma. Sua mandíbula se contraiu,

e

um

músculo

sob

sua

bochecha

pulsou

violentamente. — Sim, Mary? — Sua voz era baixa e profunda, e um pouco assustadora. Ela deu um passo para trás, mas ele seguiu seu movimento. De repente, o zumbido prazeroso desapareceu, e em seu lugar surgiu um momento de incerteza. Um olhar sobre o ombro mostrou Darcy se esfregando com um cara enorme tatuado e com muitos piercings. — Olhe para mim. — Disse Alex ao lado dela, com autoridade. Ela voltou sua atenção para ele, encontrou seu rosto bem perto, e separou os lábios de surpresa. Ele era tão grande, tão musculoso, como se pudesse esmagar qualquer um que estivesse em seu caminho. Ela deveria ter medo deste lado


bestial dele e do olhar selvagem em seus olhos, mas por alguma razão inexplicável ... ela não tinha. Em um movimento mais rápido do que ela antecipou Alex a pegou pela mão e a puxou através da multidão. Antes que ela pudesse perguntar o que ele estava fazendo entraram em um longo corredor, semiisolado, onde as sombras eram grossas para o desconforto dela. Ele a apertou contra a parede, e o frio penetrou através de sua pele. Ela estava respirando pesadamente, incapaz de recuperar o fôlego, e não sabia se deveria se render ao olhar carnal refletido no rosto de Alex ou correr na outra direção. Ele pressionou seu grande corpo contra o dela, e ela sentia cada duro comprimento do músculo. Ele ainda estava duro, e sua ereção pressionava sua barriga. Seu rosto era quase severo, como se ele estivesse com raiva, dela ou de si mesmo. A música foi desaparecendo até que a única coisa que ela podia ouvir era a combinação de suas respirações. — Olhe para mim, Mary. Porra olhe para mim. — Suas palavras eram frias, duras, como um corte profundo, mas não tiveram o efeito que ela esperava. Ao invés de se sentir intimidada ela derreteu como manteiga quente contra ele. Ele estava tão controlador, tão exigente, que tudo o que ela podia imaginar foi se entregar a ele. Quando ela não respondeu, ele chegou tão perto que ela tinha certeza que ele a beijaria, mas justamente no último momento, quando seus lábios se tocaram, ele virou a cabeça e sussurrou em seu ouvido.


— Diga o que você vê quando olha para mim. — Mary fechou os olhos ao sentir em sua bochecha seu hálito quente e o aroma adocicado com a cerveja que ele bebeu. —Eu ...— Sua boca de repente estava tão seca. — Eu não sei o quer que dizer. — Talvez se ela não estivesse sentindo seu cheiro e a sensação de Alex tão perto poderia ter mais consciência de onde ele estava tentando chegar, mas tal como ela estava era como massa de modelar em suas mãos. Sua risada profunda e baixa enviou todos os tipos de deliciosos arrepios por todo o corpo, ao mesmo tempo em que soava sem humor. — Você sabe o que quero dizer. — A maneira como ele falou, devagar, deliberadamente, com os lábios tocando levemente sua orelha. — Você acha que me quer, mas não é isso. Não realmente, Mary. Oh, ela realmente o queria, mas talvez ele não a desejasse. Mas, novamente, não fazia qualquer sentido, uma vez que ela viu o tamanho de seu desejo pressionado contra sua barriga. Mas ele era um homem, e ela era uma mulher, e talvez fosse simplesmente biológico seu corpo reagir por estar tão perto do sexo oposto. A negação foi infrutífera, e ela só queria fazer isso já, porque a expectativa do que aconteceria era demais. Por que ela acharia que um homem tão lindo, talentoso e forte como Alex gostaria de estar com uma mulher cheia de curvas, alguns centímetros mais cheinha como ela? Lance fez comentários sobre seu peso, e não havia nenhuma


quantidade de exercício, mesmo quando ela se obrigou a fazêlos, que atrairia seu olhar como as loiras esbeltas que viu penduradas nos braços de Alex. Derrota se instalou dentro dela, mas antes que ela se pudesse afastar, Alex estava inclinado para que pudesse olhar em seus olhos. — Você sente o quanto eu quero você, Mary? — A maneira como ele disse o seu nome era tão quente, que ela poderia ter tido um orgasmo somente por isso. —Responda. — A maneira como ele expressou essas duas palavras era tão dominante, e como ele esperava uma resposta imediatamente, se viu lambendo os lábios e balançando a cabeça. — Não, eu quero ouvir você dizer as palavras. Deus, o que estava errado com ele? Será que ele queria embaraçá-la ainda mais? — Sim, eu sinto, Alex. — Até mesmo sua voz soava fraca, mas ela assistiu com surpresa quando ele fechou brevemente os olhos, como se suas palavras doessem. — A maneira como você se enrijeceu em meus braços, eu sabia que você estava prestes a fugir, e eu deveria deixá-la, mas você precisa saber uma coisa. — Ele abriu os olhos, e eles pareciam mais verdes ainda. — Não pense que não quero você. — Ele enfatizou seu ponto esfregando sua ereção contra ela, o que fez com que um grito chocado escapasse.


Estava tão duro, tão grande, que ela não duvidava que ele sabia exatamente como usar todo o comprimento pesado entre suas coxas. Ele pegou sua mão e, lentamente, a moveu para descansar em seu quadril. —

Como

agora

eu

aposto

que

sua

vagina

está

encharcada. — Sua boca estava encostada em seu ouvido novamente, e a suave sensação, quase erótica de seus lábios contra essa zona erógena de repente a incendiou como fogo. Ela estava incrivelmente molhada, e sua maneira grosseira de apontar isso deveria tê-la ofendido, mas tudo o que fez foi fazêla querer mais. — Eu também sei que se eu escorregar minha mão entre as pernas você me deixará fazê-lo. Ele era tão arrogante, até mesmo em tudo o que disse. Mary não podia falar, não podia pensar claramente quando ele começou a mover seus dedos de modo lento sobre seu osso ilíaco. Moveu ao redor de seu corpo, de modo que ele estava tocando suas costas nuas, e uma onda de decepção passou por ela que ele não seguiu com o que ele disse. — Mas também não confunda quem eu sou. — As palavras dele a confundiram, mas também poderia ser o fato de que ele estava tão perto que, se ela se inclinasse para frente apenas uma polegada conseguiria beijá-lo. — Eu estava tentando ignorar a voz na minha cabeça me dizendo para deixá-la sozinha, porque eu também queria você, Mary. — Seus olhos estavam em seus lábios, e ela os lambeu,


não porque ela tentou atrair sua atenção, mas porque tudo dentro dela estava no piloto automático agora. — Você é muito melhor do que isso, que eu, e o fato de que você me quer como eu te quero torna isso ainda mais difícil. — Ele colocou as mãos em cada lado da cabeça, criando uma parede do músculo tensionado e denso. — Eu comi um monte de mulheres, Mary. Um monte. — Suas palavras eram como água e gelo jogados sobre ela. Ela piscou os olhos para ele e viu determinação férrea nas profundezas marrom esverdeadas. Ou ela era mais idiota do que imaginava, ou ele estava tentando afastá-la porque ele realmente achava que ela era boa demais para ele. — Isso é o que eu gosto de fazer, é nisso em que sou bom. Eu não faço flores e doces. Eu não vou para casa e conheço

seus

pais,

relacionamentos.

e

eu

Ela

com

certeza

vacilou,

mas

não ele

quero

ter

permaneceu

impassível. — Você me entende? Ela fez que sim, mas sua boca de repente estava tão seca que não conseguia formar uma palavra. O que ela estava pensando, indo atrás dele, e pensar que Alex-fodido-Sheppard passaria mais de uma noite com ela? — Sim, você entendeu agora. — Ele deu um pequeno passo para trás, mas ainda a mantinha enjaulada. — Agora, se você quer apenas uma noite de sexo duro, eu posso te dar. — Ele deixou seus olhos viajarem pelo seu corpo, e ela estremeceu pela frieza de tudo. Aquele na sua frente não


era o cara que ela acabou de se aproximar há poucas horas, ou o que ela conheceu na loja de sanduíche, ou mesmo o que ela queria conhecer desesperadamente. Esse cara era um Grau A de idiota, e olhou para ela como se fosse algum tipo de pedaço de carne. — Se você está procurando algo mais significativo, como você é especial ou algo assim, você está olhando na porra do lugar errado, baby. Suas mãos se fecharam em punhos ao lado do corpo, e sua raiva aumentou. Todo o seu corpo tremia com a força de suas palavras, da forma como ele a fazia se sentir como algo barato, sujo, e não digna. Ela não podia se controlar, nem tentar se impedir de levantar a mão e bater nele. A cabeça inclinada para a direita, e ela viu sua mandíbula apertar. Por vários momentos ela não fez nada, mas ficou ali, e quando ele se virou e olhou para ela, não havia pesar em seu olhar. De jeito nenhum ele sentiria pena. Ele já falou o que havia em sua mente, e não poderia voltar atrás. — Porra, Alex. — Ela empurrou seu peito, e, felizmente, ele se afastou dela. Sua mão se feriu e ela sentiu o sangue correndo para a superfície, mas suas lágrimas eram mais quentes à medida que caiam por sua bochecha. Ela era uma idiota, mas sabia quais as consequências de ir atrás de um bad boy como Alex. Ela apenas estava contente que ele tivesse mostrado suas cores verdadeiras agora. E agora todo seu corpo estava coberto de chamas, mas não foi culpa de ninguém, apenas dela, e ela mereceu cada momento doloroso, humilhante dele.


Alex foi longe demais, ele sabia disso com cada fibra do seu ser, mas as coisas entre ele e Mary foram de inexistentes a explosivas em questão de uma semana, porra, em questão de horas se ele fosse honesto. Ele a queria desde que a viu pela primeira vez, e vê-la na pista de dança destruiu todo o seu controle. Seu autocontrole foi para baixo depois disso, e uma vez que suas mãos a tocaram ele viu que estava perdido. Mas então tudo foi por água baixo porque ela o desafiou, tentou assumir o controle, e ele queria mostrar que ele era a pessoa que segurava as rédeas. Mesmo agora, ele se lembrou dela pressionada contra a parede, sua respiração curta e rápida, e seus seios prontos para serem tocados. Ela o teria deixado tocar nas tetas dela, ele não duvidava, mesmo estando embaixo dela naquela parede suja em Tainted. Ele também não queria que algum dos efeitos enjoativos do licor estivessem cegando seu julgamento. Então algo nele estalou quando ela fez uma referência a ele e as outras garotas, e ele sabia que precisava colocar um fim em tudo. Alex não precisava ir tão longe quanto fez, e certamente não tinha que dizer as coisas que disse, mas o fez, e ela reagiu exatamente como ele esperava. O tapa foi uma


surpresa, porque honestamente ele não pensou que ela o faria, mas ele merecia. Mesmo agora seu rosto ainda ardia. Alex virou e viu Mary à distância. Sua bunda parecia boa pra caralho quando ela empurrou as pessoas na pista de dança e parou na frente de sua amiga. O fato de que ela estava com raiva dele era como gás para o fogo que já o consumia. Ele se manteve nas sombras, e mesmo que ela soubesse onde ele estava, ele também sabia que ela não podia vê-lo. Mary e a loira olharam em sua direção, e ambas estavam com uma carranca desdenhosa. Ele se encostou na parede e manteve o olhar

exclusivamente

sobre

Mary.

Ele

a

ofendeu,

provavelmente a fez se sentir como uma prostituta. E, apesar desta ser a última coisa que pensava dela, era também a última coisa que ele queria fazê-la sentir, mas era a única coisa que ele pôde pensar para apagar a intensidade do que aconteceu entre eles. A loira olhou para Mary, mas ela manteve os olhos sobre ele, como se ela realmente pudesse vê-lo através das sombras. Ele era o pior tipo de bastardo, e ele a teria arruinado. Foi melhor assim. Ele poderia obter outro tutor, mas é claro que não seria como ela, e depois de apenas uma sessão, ele queria mais. Porra, ele era um idiota e precisava de outra bebida, de preferência o suficiente para ficar desmaiado até o final da noite.


Darcy estava chateada com Mary, por tê-la arrastado para fora do clube, mas essa era a menor das suas preocupações. Depois de chegarem em casa, ela se deitou na cama e passou uma boa parte da noite apenas olhando para o teto. Deus, ela foi um tola por querer Alex, e certamente pagou o preço por isso. Ele era um idiota e a fez se sentir tão extremamente barata. Ele era lindo e letal, e tudo dentro dela queria ele. Maldito seja ele por ser tão bom de se olhar, e ainda fazendo com que ela o quisesse. Por horas tudo o que ela fez era ficar deitada no escuro, amaldiçoando seu corpo por ainda estar tão molhada, tão carente dele. Ela finalmente caiu no sono às quatro da manhã, e ás oito ela estava bem acordada. Ela também não tinha ideia do que faria. Estava claro que ela não teria mais aulas com Alex, e depois de apenas uma sessão, ela deveria estar agradecida. Se aquele era seu verdadeiro eu no clube então ela não queria fazer parte disso, mas e se não fosse seu verdadeiro eu? Era


possível que ele disse aquelas coisas para afastá-la. Ela certamente pensou muito a respeito depois que ele as disse. Mary pensou no olhar que viu em seus olhos quando se sentaram lado a lado na cama dele, e quando estiveram tão perto um do outro, que não restou o espaço de uma polegada entre eles. Não foi apenas sua imaginação, não quando ele a fazia sentir coisas que nenhum outro cara fez. O som de seu celular tocando a fez fechar seus olhos. Ela sabia quem era, e era muito cedo para falar com sua mãe, mas se ela a ignorasse haveria outra chamada em dez minutos, e outra dez minutos depois. Ela estendeu a mão e atendeu sem olhar. — Oi, mãe. — Esfregando a mão em seu rosto ela ouviu pelos próximos cinco minutos como sua mãe falava sobre os planos de casamento novamente, e como faltavam apenas algumas semanas, e como ela mal podia esperar para conhecer o cara que Mary levaria. — Mary, você está me ouvindo? — Sua mãe parecia aborrecida. — Eu não gosto da maneira como você vem agindo ultimamente. Eu não sei se são as pessoas com quem você tem passado seu tempo, sua falta de respeito aumentou, e eu não irei tolerar isso, mocinha. Oh cara, ela usou “mocinha”, o que sempre significava que ela estava falando sério.


— Eu não quis desrespeitá-la, mãe. Só estou cansada. — Mary esfregou os olhos e levantou até que estivesse apoiando as costas na cabeceira da cama. Sua cabeça latejava, mas não tinha nada a ver com os dois cocktails da noite passada, e sim com o rosto que estava rodando em sua mente em poucas horas de sono e ainda não conseguiu tirar o idiota arrogante do Alex de sua cabeça. — Você está se sentindo bem, querida? — A irritação na voz de sua mãe mudou para preocupação. O som de xícaras chinesas tinindo indicava a Mary que sua mãe provavelmente estava se preparando para o chá da tarde com suas amigas socialites. — Sim estou bem. Satisfeita com esta resposta, sua mãe voltou mais uma vez ao modo casamento. — Eu só liguei para ter certeza que você e seu namorado estarão aqui na sexta-feira à noite depois que você terminar suas aulas. Nós teremos um jantar em família com Joe e Margo. — Ao ouvir o nome do noivo de Margo franziu o nariz. Joe Barton não só era advogado, mas era conhecido em sua comunidade como um tubarão no tribunal. Isso não foi uma surpresa para Mary, não quando todos nesse círculo estavam sempre em busca de sangue parecido. Ele tinha uma personalidade muito apática e sem graça, mas Mary supunha que ele precisava ter para lidar com as diversas saias justas de sua noiva.


— Mãe, eu não acho que meu namorado poderá ir. — Houve um momento de silêncio. Espere por isso. Espere por isso. — Mary Sandra Trellis, nós já acrescentamos uma pessoa a mais na lista para o casamento, e seu pai e eu estamos ansiosos para conhecer este rapaz. Eu já disse a Marlen para preparar uma refeição extra. Grande aflição. Sua mãe estava sempre usando seu nome completo quando ela tentava ser severa e condescendente tudo ao mesmo tempo. — Mãe, coisas acontecem. Eu não posso fazer nada se os planos mudam, ou se ele tem uma vida fora do casamento de Margo. — A mentira veio facilmente, embora Mary supôs que não fosse totalmente mentira. — Nós realmente gostaríamos que ele viesse, porque gostaríamos muito de conhecer o cara com quem você está saindo, querida. Além disso, você não quer ser a única sem acompanhante, certo? — Deus. Ela deveria apenas ter dito não, que não havia maneira de levar Alex ou qualquer outra pessoa, mas ela apertou os lábios e voltou a olhar para o teto. Além do fato de que ela estava muito chateada com Alex, realmente não queria vê-lo novamente, e esperava que seu pau caísse... ok, talvez não a última parte, mas ainda assim, Mary não poderia deixar de imaginar a reação deles se ela levasse o bad boy tatuado com ela. Chocaria um monte de gente, e traria um imenso prazer para ela.


— Eu não sei, mãe, mas verei se ele pode reorganizar sua agenda. — Ela deveria ter mantido a boca fechada, mas era tarde demais para isso. A emoção e esperança na voz de sua mãe eram evidentes, e mesmo depois que a desligou sabia que cometeu um erro enorme. Alex foi perfeitamente claro sobre o que pensava dela, e o que ele pensava que ela era apenas boa, e mesmo assim ela ainda estava pensando em levá-lo com ela. E tudo porque ela queria irritar algumas pessoas e dizer, sem realmente dizer, que ela não dava a mínima para o que eles pensavam? Bem, claramente, ela não se importava com o que pensava porque estava realmente pensando em voltar atrás e falar com ele. Sim, o que praticamente resumia tudo, mas na verdade levar o arrogante Alex com ela era muito melhor do que ir para a droga do casamento sozinha, ou tentar falar com outra pessoa para ir com ela. Não era como se ela tivesse um monte de amigos homens, nenhum realmente, e os que ela conhecia eram de tutoria, e eles estavam em relacionamentos. Droga, ela honestamente não sabia o que fazer, porque o seu orgulho exigia que ela nunca falasse ou olhasse para Alex Sheppard novamente, mas outra parte dela queria levá-lo, porque ele era tal como uma picada que chocaria todas as pessoas que já a fizeram se sentir como merda enquanto crescia. Ela

ainda

estava

mal

com

ele,

e,

especialmente,

machucada pelo jeito como ele a tratou no clube, como se ela fosse nada. Ela precisava da opinião de Darcy e talvez se exercitar até que não pudesse mais andar.


Depois de tomar um banho e se vestir, ela desceu as escadas. Darcy foi para cima, mas estava mal, o que ficou claro pela forma como ela ficou estendida sobre o sofá, um braço e perna pendurados, um cobertor jogado a esmo em seu corpo, e a televisão sem som, mas exibindo algum filme em preto e branco. — Está se sentindo bem? — Era uma pergunta estúpida, dadas as bolsas sob os olhos e o tom quase verde para seu rosto. Darcy bebeu mais do que Mary na noite passada, e claramente ela estava sentindo isso esta manhã. Darcy voltou os olhos para Mary, mas não se moveu ou falou por alguns longos segundos. — Eu me sinto uma merda. — Sua voz soava como uma merda, grave, e como se ela tivesse fumado durante os últimos vinte anos. Ela se moveu minimamente, mas se encolheu e caiu de volta no lugar. — Eu me sinto como se um elefante tivesse me mastigado e me cuspido. — Boa analogia. — Mary olhou para a TV por um momento, então virou para Darcy, que estava olhando para ela. — Por que você não volta para a cama? — Eu não posso. Minha cabeça está martelando. Eu sinto que vou vomitar, e cada parte de mim dói. — Ela gemeu e jogou um dos braços sobre seus olhos. — Por que você me deixou beber tanto? — Mary bufou, e Darcy levantou a mão e olhou para ela.


— Tudo bem, eu acho que provavelmente não ouviria, mas mesmo assim.— Isso era um eufemismo. — Minha mente está me perguntando por que nós tivemos que vir embora tão cedo? Além de você dizendo algo sobre um cara, eu não me lembro de merda nenhuma. — Você realmente não se lembra de nada que eu disse na noite

passada?

Mary

disse

a

ela

sobre

alguns

acontecimentos no clube, deixou mesmo escapar o nome de Alex, mas ficou surpresa por Darcy realmente não se lembrar de nada disso. — Tudo é um pouco confuso depois da terceira dose A Piece of Ass. — Piece of Ass? — Mary viu Darcy tomar algumas doses e negou quando sua amiga ofereceu um pouco, mas não sabia como eram chamados. O fato é que era um nome muito engraçado. — Ugh, eu não deveria estar falando sobre o álcool agora. — Desculpa. Darcy acenou para a desculpa, e elas sentaram em silêncio por um momento. Mary viu Darcy engolir várias vezes, e esperava que ela não vomitasse tão cedo. Darcy sabia que ela era tutora, mas não sabia que estava ajudando Alex, ou que o queria tanto que ela o deixaria transar com ela no clube para qualquer um ver. Essa percepção fez suas bochechas se aquecerem em humilhação. Talvez ela não fosse melhor que as garotas com quem ele


andava? Nunca houve um momento em que ela quis fazer algo tão ousado, mas parecia que estar com Alex trouxe um monte de emoções estranhas. Ela olhou para Darcy e sabia que ninguém poderia dar conselhos sobre caras melhor que sua amiga. Ela se esparramou na cadeira e respirou fundo. — Eu precisava sair de lá por causa de Alex Sheppard. — Darcy colocou o braço para baixo e se endireitou no sofá. — OK. E o que a estrela quarterback tem a ver com você? — Ela olhou para o teto, como num pensamento profundo, e então uma luz se acendeu em sua cabeça. — Espere, eu acho que me lembro de você mencionar um cara chamado Alex. Você estava falando sobre aquele Alex? — Lá se foi sua ressaca, e em seu lugar ficou uma curiosa companheira de quarto. — Sim. Concordei ser sua tutora, e tivemos nossa primeira sessão ontem à noite. Fizemos um acordo que, se eu ensinasse ele viria comigo ao casamento da minha irmã em algumas semanas. — Darcy olhou para ela como se estivesse perdida. —Estou confusa a respeito do porquê que nós tivemos que sair porque Alex estava lá se você era tutora dele. Você não viu o cara gostoso com quem eu estava me esfregando a noite passada? Ele com certeza é melhor que Dane. Mary respirou fundo outra vez. — Eu tive que sair porque eu senti algo importante por ele, e eu sei que ele, também. — Darcy ainda olhou para ela.


— OK, então? — Porque nós íamos fazer sexo contra a parede para todos verem, e então ele se transformou neste grande idiota, me fez sentir como uma espécie de garota barata, e é por isso que eu tive que sair de lá. — Darcy fez mudou a expressão imediatamente e depois falou. — Ele disse isso? Quero dizer te chamou de barata? — Darcy estava muito mais interessada na conversa agora. Quando Mary não falou rápido o suficiente Darcy disse: — Apenas cuspa, garota. — Darcy abriu um largo sorriso. — Ele não chegou a me chamar assim, mas ele fez eu me sentir assim. Quero dizer, ele falou sobre como ele dormiu com todas essas pessoas, e como ele não tem relacionamentos ou alguma coisa assim. Ele fez parecer como se eu estivesse tentando conseguir com ele, como me casar com ele ou algo assim. Os olhos de Darcy ficaram tão grandes como pires. Antes que Darcy pudesse começar a soltar mais perguntas Mary continuou a falar. — Tenho certeza que o álcool teve muito a ver com a diminuição das inibições, porque eu estava dando em cima dele tão forte quanto ele estava comigo, mas depois tudo se tornou uma merda desajeitada. — Bem, merda, Mary, quero dizer você sabe quem Alex Sheppard é, certo?


Mary apertou os dentes e deu a Darcy um olhar que ela esperava que significasse que era uma pergunta idiota. — Sim, eu sei quem ele é, mas o que isso tem a ver? Darcy suspirou dramaticamente e jogou as pernas para o lado do sofá. — Ele dorme com todas, Mary, e muitas. Quer dizer, nenhuma garota que vai atrás dele acha que ele vai dar mais do que isso. — Ela gemeu e apertou a cabeça. — Minha cabeça dói tanto. Bom. Satisfeito seu direito de apontar o que Mary já sabia. — Eu nunca disse que queria algo mais do que sexo com ele. Seu maldito ego é tão grande que ele claramente pensou que eu estava apaixonada por ele ou algo assim. Darcy deixou cair sua mão e olhou para Mary novamente. — Eu não estou dizendo isso para te chatear ou fazer você se sentir pior do que eu tenho certeza que você já se sente. Eu só posso imaginar todas as coisas que ele disse a e que você não está me contando. Eu só estou dizendo isso porque me preocupo com você, e sei que você é muito inteligente e boa demais para deixar que um cara como Alex Sheppard faça você se sentir assim. Não pense nele, não se preocupe com ele, e passe para a próxima. — Darcy caiu para trás no sofá e fechou os olhos. — Eu me sinto como uma pilha de coco. — Ela abriu um dos olhos.


— Você não me acha louca porque eu disse isso, certo? — Não—. Mary encostou na cadeira e suspirou. — Não é como se eu já não tenha pensado em tudo o que disse, mas eu senti algo diferente com ele, você sabe. — Ela colocou os olhos sobre Darcy. — Quero dizer, no curto espaço de tempo extremamente ridículo que passamos juntos, e o modo como ele olhou para mim, eu senti que não era apenas mais um pedaço de bunda para ele. — Sim, querida, eu sei. Eu acho que a população feminina sabe o que você quer dizer. Ele é lindo, músculos definidos, talentoso, e pode ter garotas deixando cair sua calcinha num raio de cinco milhas com apenas um sorriso. Mas a menos que o seu coração seja feito de pedra e você esteja preparada para ter apenas uma noite, ou droga, algumas horas com ele, seria suicídio pensar que você conseguirá algo mais dele. Ele não é diferente de um monte de idiotas que andam por aí pensando que são os donos do mundo, e como eles são um presente de Deus para as mulheres. Caras como Alex Sheppard existem apenas para uma coisa, e isso é enfiar seus paus em um buraco quente. — Você é bruta. — Mas honesta, — Darcy atirou de volta e deu um sorriso fraco. — Eu posso gostar de fazer sexo, Mary, mas eu sei que se eu quisesse alguma coisa com Alex, ou caras como ele, ele


apenas me mastigaria e cuspiria. — Elas ficaram sentadas em silêncio antes que Darcy começasse a falar novamente. — Por que você se ofereceu para ser sua tutora? — Eu não fiz. Na verdade, ele conseguiu o meu número com outro cara de quem eu fui tutora, que é seu colega de quarto. — Darcy assentiu. — Eu só pensei que eu poderia usá-lo para causar um pequeno choque de valores no casamento de Margo. —Então, você estava usando Alex? — Darcy começou a rir e imediatamente fechou os olhos e apertou a cabeça. —Eu não mantive isso em segredo. Eu disse a ele exatamente por que queria que ele fosse comigo. Não menti. — Você vai mesmo para o casamento da VacaTron? — Darcy bocejou e estendeu os braços ao mesmo tempo. Ela ouviu o suficiente sobre Margo quando Mary reclamou sobre ela para saber que sua irmã era um pé no saco. — Eu meio que tenho que ir ao casamento da minha irmã. —Eu posso ir junto, você sabe, fazer uma cena, talvez usar minhas camisetas transparentes e Daisy Dukes. — Darcy balançou as sobrancelhas, e Mary começou a rir. Foi bom se sentir feliz, ao invés daquela temida tristeza que a persistiu a noite toda. —Isso é tentador, mas eu não gostaria de sujeitá-la a essa multidão. — Foi a vez de Darcy começar a rir.


— Obrigada, não sei se poderia me conter para não estapear uma cadela qualquer. Mas o que você vai fazer sobre a coisa toda de Alex? — O que você quer dizer? Darcy jogou o cobertor de seu colo. — Quero dizer, você ainda vai ser sua tutora e levá-lo, ou esse navio já zarpou? Ontem à noite Mary teria dito droga não, mas depois de falar com sua mãe e realmente pensar sobre isso, ela não estava mais tão certa. Ela poderia manter sua parte no acordo e ajudá-lo a passar no seu curso, e ele por sua vez poderia ir com ela ao casamento. Eles não teriam que pensar ou até mesmo falar sobre a noite no clube, e Mary certamente poderia manter a distância necessária. Ele era um idiota, só pensava em sexo, e não se importava com quem ele machucava no processo. Mas ele também era o cara que ela não conseguia parar de pensar, e isso desde a primeira vez que o viu. Sim, ela realmente era uma masoquista. Será que ela realmente ainda poderia passar por isso, fingir que o que eles tiveram era absolutamente nada, e ainda manter seu coração intacto? Ugh, ela era uma idiota mesmo por ainda pensar em querer ajudá-lo, mas em troca ele também a ajudaria. Ela poderia fazê-lo, poderia passar o próximo par de semanas e, em seguida, apenas alguns dias para o casamento. Depois disso ela não precisaria vê-lo novamente. Se sentindo decidida de que esqueceria a raiva e faria sua tutoria. Mary esperava que a merda não batesse no ventilador por causa disso.


Alguém devia estar batendo uma marreta dentro do seu crânio. Alex abriu um olho e imediatamente o fechou quando de repente a luz brilhante que veio da janela atingiu seu piercing e o agrediu. Ele procurou identificar onde estava, e o que aconteceu. Sua cabeça doía muito, isso era certo, mas nada mais parecia particularmente dolorido. Tentando ir para a coisa de abrir os olhos de novo, ele se protegeu do brilho horrendo e intenso. Ok, então ele estava no quarto de sua casa uma vez que tudo o que podia ver era o desagradável e velho papel de parede floral. Este era o quarto que ele sempre levava as garotas que pegava, e isso o trouxe de volta para tudo neste lugar. Mas como ele voltou aqui? Tudo o que se lembrava era de estar numa pegada real com Mary, encontrar Vince, e os dois bebendo como se fosse água.


— Porra. — Ele sentiu seu estômago, então se apoiou nos antebraços e baixou a cabeça por um momento, desejando que o maldito quarto parasse de girar. Ele também estava com a bunda nua, o que ele não se lembrava de ter feito quando foi para a cama. Merda, como ele estava nu? Ouviu um gemido baixo. Olhando para a esquerda, viu pela primeira vez uma bunda coberta por um lençol fino, e seguindo a parte nua das costas com um par de asas de anjo tatuado entre as omoplatas. Ele continuou levantando os olhos até que ele finalmente parou no tufo de cabelo vermelho selvagem espalhado por todo o travesseiro. Levou um momento, mas depois tudo voltou rápido como num maldito pesadelo. Ele conseguiu enfrentar a merda com Vince, aquela ruiva dançou com ele antes que Mary o encontrasse novamente, e então ele a levaria para casa e foderia com ela. Merda, ele sabia que fizeram sexo, mas ele não se lembrava. Medo e horror se estabeleceram nele, porque ele não conseguia lembrar se colocou a camisinha. Oh merda não. Ele saiu da cama o que só aumentou a batida maciça em seu crânio. Olhando para seu pênis, ele deu um suspiro de alívio quando viu que o preservativo ainda estava lá. Com uma onda de seu lábio ele puxou a coisa, jogou no lixo pela cabeceira, e olhou por cima do ombro. — Hey. — Houve um momento em que ele achava que ela não ouviu, mas, finalmente, ela gemeu e rolou de costas. Os


seios dela balançavam pelos movimentos, e ele se virou, se sentindo enojado consigo mesmo. —Você precisa sair. — Ele se sentiu imundo, e precisava de um chuveiro quente. Esfregando a mão sobre o rosto sentiu o resto de algo que cobria sua pele. Sua boca tinha gosto azedo, e ele tentou lembrar se vomitou. Ele certamente bebeu o suficiente para que fosse possível. Quando a garota ao seu lado não se moveu ele disse novamente: — Ei, você precisa sair. Eu tenho coisas a fazer. — Ela olhou para ele por entre seu ninho de seu rato cheio de cabelo e estreitou os olhos. — Seu imbecil. Você está mesmo me chutando agora? Acabei de acordar. Não era seu problema. Estalando as costas e sentindo seus músculos protestar contra o movimento, ele procurou por suas roupas. Sua cueca boxer e o jeans estavam em uma pilha no chão no final da cama, e ele os apanhou e rapidamente os vestiu. Quando ele estava meio vestido, ele se virou e olhou para ela. Ela estava espalhada sobre a cama, o rosto completamente desaparecido, e suas pernas se espalharam. —Vamos lá, que tal um pouco de diversão matinal? — Ela moveu a mão para baixo de sua barriga côncava e começou a brincar consigo mesma. Alex fez um grunhido de impaciência e apontou para a porta. — Não. Eu disse que tenho coisas a fazer.


Seus lábios se achataram, e ela levantou, completamente despreocupada com sua nudez. — Que tipo de cara recusa sexo? — O mesmo tipo de cara que traz vadias aleatórias para casa para foder. — Ele estava sendo um idiota, mas ele estava de ressaca, com raiva de si mesmo pelo que fez com esta garota, e ainda mais chateado por que desrespeitou Mary da maneira como fez. Nada que pensasse poderia fazê-lo se sentir de forma diferente sobre isso. Ele a ofendeu para fazê-la ver que idiota ele era, mas ele ainda se sentia mal por isso. — Que tipo de garota você pensa que eu sou? — A voz dela estava indignada. — O tipo que vai para casa com um cara aleatório para foder. — Ele usou a mesma frase para ela que usou para si mesmo. Eles eram iguais, não importa o jeito que olhassem isto. Ele sentiu como se fosse vomitar, e a queria fora de sua casa para que pudesse fazer isso em paz. Ele realmente não tinha nada para fazer hoje, bem, não mais. Depois de afastar Mary ele não tinha aulas hoje, e além de talvez ir ao ginásio para jogar fora as toxinas do seu corpo, ele sentaria no sofá e não faria absolutamente nada. Sem estudar. Sem futebol. Sem Mary. Ele precisava praticar ás segundas-feiras, e, embora ele não pudesse jogar até que suas notas subissem, ele ainda treinava com seus colegas. — Você é um bastardo. — Sua raiva era palpável, mas ele não estava com disposição para isso. Ele esfregou a mão sobre


o rosto novamente, precisando fazer a barba tanto quanto precisava de um banho. Deus, que de dor de cabeça. Ele esfregou as têmporas, precisado apenas que ela saísse. Ele

a

ouviu

resmungar

palavrões

sobre

sua

masculinidade, mas não disse nada, porque ela estava certa. — Vá se foder, Alex. Ele levantou suas mãos, e agradeceu a quem quer que o tenha ajudado para que ela finalmente saísse. O som dela arrancando a porta do quarto, e então sua irritação, passos barulhentos procederam ao bater da porta da frente. Segundos depois, pneus cantando de sua garagem o fizeram respirar de alívio. Ele sentou na beirada da cama e apoiou a testa na mão. Ele precisava de um galão de água e alguns ibuprofenos. Houve uma batida na porta, mas ele não se incomodou em olhar para cima. — Sim? — Sua voz era abafada, mas quem estava do outro lado ouviu, porque a porta se abriu. —Você parece gostar de correr para a merda duas vezes. — A voz de Racer era divertida, o que o chateou ainda mais. Ele levantou a mão e virou para fora. Racer riu. O cheiro de carne embrulhou o estômago de Alex. — Vá se foder, Adam. — A boca de Alex se encheu de água ameaçando expelir o que foi deixado em seu estômago, mas ele engoliu grosseiramente e se forçou a mantê-lo dentro. — Que horas são, afinal?


— Já passa da uma, fodedor. Fiz alguns hambúrgueres, se quiser. Alex

apertou

os

dentes

para

os

palavrões.

o

pensamento de comida o deixou pronto para vomitar. Porra, ele dormiu metade do dia, embora não fizesse ideia de que horas chegou em casa. — Cara, por favor. Cale a boca sobre a comida. Racer riu novamente. — Bem, eu posso fazer alguns ovos, você sabe com os centros realmente escorrendo. Ou eu posso conseguir um pouco de salsicha ligeiramente mal cozida para você, você sabe, para ajudar a melhorar seu estômago. Alex pegou um travesseiro e jogou em Racer. — Porra, Adam. Ele sentiu a náusea voltar, e Racer riu alto antes de precipitadamente

sair

do

quarto.

Alex

levantou

e

foi

rapidamente para o banheiro, abriu a tampa e vomitou até que não restou mais nada. Bem, merda, ele não conseguia se lembrar da última vez que vomitou. Ele acionou a descarga e levantou se apoiando na beirada da pia. Quando olhou para si mesmo no espelho, estremeceu com o quão horrível estava. Círculos escuros sob seus olhos, cabelo despenteado, e a sombra de cinco horas do inferno. Sua boca tinha gosto de coisa velha, e cada parte de seu corpo doía. Ele realmente ferrou as coisas com ela, mas foi o melhor, porque ela querendo ele não era só como um sonho tornado


realidade, mas também uma má notícia. No final, ele a machucaria, porque ele era bom nisso. Merda, ele já a machucou.

Mary sabia que era uma má ideia assim que surgiu pensou, e esse sentimento de medo continuou crescendo quando ela entrou em seu carro, dirigiu até a casa de Alex, e agora estava em frente à sua porta à espera de alguém para responder. Seu coração pulava em seu peito, e sua boca ficou seca. Sua raiva ainda fervia sob a superfície, e sua droga de excitação estava correndo através de seu corpo. A porta da frente se abriu, e ela estava sem palavras. Quando ela viu que era Alex em nada mais que um folgado moletom, pendendo abaixo da cintura e uma toalha pendurada sobre seus ombros largos. Havia aquela escura e deliciosa tinta que começava em seu braço direito e passava por cima do ombro e desaparecia em suas costas. Ela sabia que a vasta extensão de suas costas mantinham essas linhas intricadas escuras que rodavam e torciam, e estavam em contraste com sua pele dourada, sem pelos. — Mary? O que você está fazendo aqui? — Ela piscou e sentiu o rosto aquecer.


Sem dúvida, ele percebeu que ela o encarava. A forma como sua mandíbula se apertou, e o olhar sombrio que atravessou

seu

rosto

deixou

o

nervosismo

sair

e

se

transformar em raiva. Esta foi uma má ideia, mas ela estava aqui agora, e ela deixaria suas intenções perfeitamente claras. Ele encostou na moldura da porta e cruzou os braços sobre o peito. Não havia um pingo de gordura nele, e o modo como seu abdômen contraiu, mostrando seus six-pack10, e a maneira como seus bíceps incharam teve o efeito de calor instantâneo entre as pernas. Não se deixe levar por coisas bonitas e brilhantes, Mary. — Eu vou ser totalmente honesta. Estou aqui apenas porque preciso que você vá comigo ao casamento da minha irmã. Se você não fosse meu último recurso eu estaria feliz em nunca mais vê-lo novamente. A verdade é que eu não conheço qualquer outro homem que não tenha namorada, ou que eu acho que aceitaria a ideia de ir comigo. — Algumas coisas do que ela disse eram mentira, mas não completamente, e é claro que ela não diria isso a ele. Ele apertou os dentes, mas não demonstrou. — Você é um idiota, pura e simples, e eu não quero nada de você além de ser meu acompanhante. Eu ainda serei sua tutora, desde que você concorde em ir comigo. Um momento de silêncio se passou antes que ele respondesse.

10


— Você está falando sério? —Eu garanto que não estaria aqui se não fosse. — Ela se lembrou da noite passada, a forma dolorosa que ele a fez se sentir, e a maneira como ele olhou para ela de modo tão superficial que seu coração torceu. — Eu não quero mais nada de você. Isto é apenas um acordo de negócios. Eu o ajudarei a passar no curso, e você vai comigo no fim de semana. Quando tudo estiver resolvido, podemos seguir nossos próprios caminhos, sem ter que pensar um no outro outra vez. Ele não disse nada por um longo tempo e, a cada segundo que passava, ela ficava mais desconfortável. Depois de pensar sobre tudo isso antes de ela sair da casa, ela honestamente não pensou sobre o que ela faria se ele voltasse atrás. Ela supôs que poderia apenas ir sem acompanhante e lidar com Margo e sua mãe, o que era muito pior do que parecia. Ele podia apreciar um acordo de negócios simples, que beneficiaria a ambos, com certeza. — Eu posso perguntar a Adam se ele quer ir com você. — Ele levantou a sobrancelha, e ela enrolou suas mãos em punhos. Oh, ela pensou em Adam, ainda que apenas por um momento. Ele podia ser grande e musculoso, mas ele era muito charmoso e agradável, e sem dúvida seria um perfeito cavalheiro. Mary queria o completo oposto quando estivesse ao redor desses esnobes. — Adam é muito legal. Eu preciso de um cara que seja um idiota, sabe disso, e não se importa. — O olhar sombrio


que cobriu seu rosto a encheu de prazer. Boa. Ela estava feliz que conseguiu uma pequena reação dele. — Eu não estou apontando uma arma na sua cabeça. Você vai ou não, porque eu não vou ficar aqui o dia todo e esperar que você pense. — Mary estava muito orgulhosa de si mesma por ter uma voz firme e não vacilar sob seu olhar firme. — Sendo inteligente como sei que é, estou surpreso de ver você na minha porta. Por que ele estava agindo assim? Não, ela sabia, porque ele era um filho da puta pomposo. Ela apenas o conheceu na semana passada, o cara legal que sorriu genuinamente, e falou baixinho com ela, não era o cara de pé na frente dela. — Você está dentro ou não? Eu não tenho todo o tempo para esta merda. Ele levantou uma sobrancelha escura para ela, e o canto de sua boca se contorceu. Maldito seja, ele ainda a fazia desejá-lo depois da maneira como agiu, e droga ele estava achando engraçado. Não era, e ela marcaria um ponto porque nem todas as mulheres eram estúpidas quando chegavam até ele. Ele se afastou da porta, a segurou ainda mais aberta para ela, e fez um gesto para que entrasse. Mary não olhou para ele quando entrou na casa e parou uma vez que ela estava na frente da escada. — Nós podemos fazer isso na cozinha. — Ela se virou, olhou para ele e estreitou os olhos quando o canto de sua boca se contraiu novamente.


— Você precisa levar isso a sério. Não sou eu que posso falhar no curso e ter a minha temporada de futebol ameaçada. — Isso fez seu sorriso desaparecer e apertar a mandíbula. —Você veio aqui, não se esqueça disso. Você precisa de mim tanto quanto eu preciso de você. — Eles estavam se olhando fixamente por um longo tempo, e foi só quando Adam entrou na porta de entrada que ela desviou o olhar. — Hey, Mary. — Adam sorria quando olhou para ela. Sim, ele descaradamente a encarava de vez em quando, mas ele era um cara genuíno, ao contrário de alguns caras que ela conhecia. — Você está bonita hoje. — Mary pensaria que era algum tipo de comentário sarcástico sobre sua roupa, mas não havia nenhum tom idiota vindo dele. — Obrigada. Ela propositadamente fez questão de vestir suas calças jeans e camiseta mais destruídas, aquelas reservadas para a limpeza da casa. Adam voltou sua atenção para Alex. — Cara, você vai quebrar seus dentes se você apertá-los tanto. — Com isso Adam saiu pela porta da frente, deixando os dois sozinhos mais uma vez. — Tudo bem, vamos acabar com isso. — Ela foi para a cozinha e começou a retirar os livros e notebook da mochila. Alex chegou alguns segundos mais tarde e foi até a geladeira. — Você quer algo para beber? Sem olhar para ele, ela disse,


— Não, estou bem. Isto foi estranho, mas ela poderia lidar com uma hora por vez em sua presença. Ela se sentou e focou nas coisas na frente dele. Se ela não sentisse o cheiro de banho tomado dele, e a visão de seu peito definido naquele corte V ridiculamente rasgado e o músculo que conduz abaixo de suas calças, a perturbava até que ela não pudesse formar uma frase coerente. Ela levantou apenas seus olhos quando ele se inclinou e estendeu a mão para algo na geladeira. A visão de seu

tônus

musculoso

voltando

foi

impressionante,

especialmente os músculos embaixo de seus braços, mas aquilo não era o que chamou atenção ao passar por ela. Três marcas de arranhões longos na parte inferior das costas, marcas de arranhões que uma mulher fez quando ele a fodeu. Ele voltou, puxou a cadeira em frente a ela, e sentou-se. Mary baixou o olhar antes que ele soubesse que ela estava olhando, e empurrou imagens sobre exatamente o que ele fez na noite passada para fora de sua cabeça. Ela não tinha nada a ver com isso, e o que Alex fez, e com quem ele fez, não era preocupação dela. — Escute, sobre ontem à noite... Oh, Droga não. De jeito nenhum ele pediria desculpas pela merda que fez e o que, logo depois de foder uma garota qualquer. Honestamente, ela estava feliz que ele disse as coisas ontem à noite. Lembrou que Alex não era para ela, e nunca seria. Ela levantou a mão, o impedindo de continuar com aquilo. Buscando toda a sua força, não ao ponto de deixar


as coisas tão suaves e fáceis quanto ele provavelmente fez com um monte de coisas, Mary o olhou nos olhos. — Não há necessidade de desculpas, Alex. — Seu peito grande

e

largo

subia

e

descia

quando

ele

inalou

profundamente. — Estou aqui para ajudá-lo, e porque eu preciso de sua ajuda em troca. Além disso, parece que você tinha muito para ocupar o seu tempo na noite passada depois que eu saí. Por que você disse isso? Deus, ela precisava aprender a manter a boca fechada. Ela levantou os olhos para ele, viu a expressão confusa em seu rosto se transformar em embaraço, raiva e o quê? Era arrependimento? Ele estava encurralado, no sentido literal e figurado. Conforme crescia ela conheceu um monte de pessoas como ele, que pensavam apenas em si mesmos, não importava o que os outros sentiam. Bem, não mais. Eles fizeram um acordo, chegaram a um acordo, e era isto. — Estamos usando o outro, e isso é tudo. — Ela era mais forte do que ele e ele pensava. — Agora, podemos apenas deixar a noite passada para trás, acabar com isso, e então nós dois podemos esquecer que o outro existiu? Ele apertou a mandíbula novamente e colocou as mãos em punhos sobre a mesa. Seu corpo inteiro ficou tenso, e seus músculos flexionaram e incharam debaixo de sua pele. Ótimo, ela estava feliz que ele estava irritado, porque ele merecia estar tanto quanto ela.


— Não achei que você tinha uma boca como essa, Mary. — A maneira como ele disse o seu nome deu arrepios. Ele parecia prestes a explodir, como se mal conseguisse se controlar. Talvez devesse ter ficado com medo, mas tudo que ela fez foi empurrar um livro para ele e dizer que página deveria ler. Mary esqueceu tudo e se concentrou na matéria. Durante a hora seguinte Mary não fez contato visual com ele, mas sentia seu olhar sobre ela, e por causa disso estava ainda mais decidida a manter a distância. Isso ficava mais fácil a cada vez que pensava sobre os arranhões que ele tinha.

Alex olhou para Mary sentada no chão de sua sala. Passou uma semana desde que ela chegou a sua casa, o surpreendendo, considerando a forma filha da puta como ele agiu com ela no Tainted. Sua boca estava se movendo, mas tudo o que conseguia pensar era em quão gostosa ela era. Ele ainda sentia vergonha por ela ter visto as marcas de arranhões nas costas da noite de sexo que ele nem se lembrava, e embora se passassem sete dias desde que aconteceu, ele ainda se sentia um bruto por isso, e envergonhado. Então, seus pensamentos voltaram à noite em que ele a empurrou contra a parede no Tainted. Ele ainda podia sentir o cheiro dela, aquele


cheiro de suor misturado com o brilhante perfume floral que ela usava. Ele estava tão duro, e só de pensar nisso agora o deixou mais duro ainda. Mesmo agora, quando ela apenas usava shorts e uma camiseta folgada ele se mexeu em sua cadeira, tentando aliviar sua ereção. — Alex, você está me ouvindo? — Ele tirou os olhos de seus seios perfeitamente arredondados. Sua atitude durante a última semana foi gelada, mas ela foi lentamente começando a falar com ele em uma voz que não era monótona e cheia de desgosto. — O quê? — Porra, sua maldita voz rachando como se fosse algum tipo de adolescente atravessando a puberdade. Ele limpou a garganta e se inclinou para frente e então ele estava descansando seus antebraços nas coxas. — Estou ouvindo. Não, ele não estava, mas ela não precisava saber disso. Ao longo da última semana, ele aprendeu o básico sobre o que realmente era esta aula, e percebeu que estava tão fora do assunto que ficou envergonhado. —Sim? — Ela cruzou os braços e arqueou uma perfeita sobrancelha escura. Merda, ele realmente gostaria que ela não fizesse isso porque tudo o que conseguiu foi empinar os seios, e mostrar uma parte agradável do decote. Quando ele não respondeu e foi finalmente capaz de desviar o olhar fixo de seu peito, era para ver seus olhos azuis num desafio. Quando ela não disse para se foder e manter os olhos para si mesmo, ele se sentiu


um pouco alto, e decidiu ver o quão longe ele poderia pressioná-la. Foi uma jogada idiota da sua parte, já que ela estava apenas começando a falar com ele de uma forma não tutorial. Ele deixou seus olhos viajarem para baixo de suas pernas, e parou quando viu o volume de tecido de seus calções na jun��ão de suas coxas. Porra. Passando a mão sobre sua mandíbula,

ele desviou

os

olhos,

sabendo se

ele não

conseguisse controlar sua excitação, ela, sem dúvida, o veria brincar com seu pau. — Sim. — Ele olhou para ela novamente e sorriu. — Você estava falando sobre o aumento da proximidade em países subdesenvolvidos. — Ela não mostrou qualquer reação, e ele estava muito orgulhoso de si mesmo por ser capaz de responder quando seus pensamentos estavam em coisas muito mais agradáveis. Ele a viu nos últimos três dias numa linha, e só tinha mais uma semana de aulas antes que fosse com ela ao casamento de sua irmã. A cada vez que a via, a desejava muito mais, e a cada vez que ela o olhava nos olhos, ele queria dizer a ela que sentia muito pela forma como a tratou no clube, que agiu como um idiota, mas que ele tentou fazer o certo, que ele não valia nada e que não era o tipo de cara que uma menina como ela merecia. Ele quis dizer a ela que sentia muito, mas a cada vez que as palavras vinham, ela olhava para ele, balançava a cabeça como se soubesse o que ia dizer, e acabavam falando sobre um assunto menos importante. Ele só queria saber mais sobre ela,


e se viu dolorido para perguntar de onde ela veio, se ela tinha irmãos, e outras coisas que ele nunca se preocupou quando se encontrava com o sexo oposto. Ele estava em território desconhecido agora, e não fazia ideia de como navegar quando se tratava de tentar ser um cara decente, e não aquele que estava apenas procurando por outro caso de uma noite. Ele ferrou tudo, e o que doía ainda mais era saber que, se ela não tivesse ido à sua casa, e fosse uma pessoa maior, ela não estaria sentada na frente dele agora, porque ele era um idiota muito teimoso. Ele a esqueceria, seguido em frente com sua vida, e sempre desejando ter feito diferente. Ele só tinha um curto período de tempo, porque ele sabia que depois do fim do acordo, ela não iria querer mais nada com ele e saber disso o machucava demais.


— Eu não sei sobre isso, Darcy. — Mary segurou a bolsa de ginástica mais apertado enquanto andava pelo beco escuro que, aparentemente, era o caminho para chegar a esta incrível, mas secreta academia de propriedade de um ex-lutador de MMA. Darcy olhou por cima do ombro e sorriu. — Claro. Mica me disse como chegar aqui. — Mary engoliu em seco e olhou em volta. Ainda era dia, mas isso não significava que a segurança estava garantida, especialmente no centro. Aparentemente Darcy e o cara com piercing, Mica, dançaram no Tainted e se acertaram. Eles se falaram na última semana, até várias vezes por dia. Foi enjoativo de assistir, mas Mary também viu o quão feliz Darcy estava. Sim, pode ter sido apenas uma semana, mas Darcy passou por homens tão rápido quanto ela trocava de roupas íntimas. Isso não quer dizer que ela julga sua amiga, porque mesmo que ela pudesse ter o equivalente a Alex em relação a experiência em


sexo, ela não tinha um ar arrogante como ele. A calçada sob seus pés estava rachada e estava faltando algumas partes. Algumas lixeiras estavam alinhadas à sua esquerda e uma porta aberta à direita bateu enquanto caminhavam. Um homem pesado vestindo um avental gorduroso carregava um saco de lixo preto grande sobre o ombro. Seu ventre se projetava sob o material sujo. Ele as olhou sugestivamente por um momento antes de ir para uma das lixeiras e atirar os sacos nelas. Toda esta situação deu calafrios em Mary. Ela deveria ter ficado em casa, ou pelo menos ido apenas para a academia que ela normalmente utilizava no campus, mas é claro que Darcy a convenceu a vir a esta grande academia que apenas os treinadores sérios iam. Mary não era um deles, apesar de tudo. — Eu posso ver o lugar. — Darcy apontou para um edifício a uma curta distância. Mary olhou por cima do ombro, viu seu carro cada vez mais distante, e sacudiu a cabeça. — Por que não pudemos apenas dirigir até a entrada da frente? — Porque Mica disse que é muito difícil entrar na estrada principal, sendo que é uma rua de mão única e estava em obras. Ele disse que passando por aqui é o caminho certo para a instalação. Além disso, — Darcy olhou por cima do ombro e sorriu de novo, — este caminho é usado apenas para o restaurante, e algumas boutiques. Ele me disse para chamá-lo


quando chegarmos aqui, mas eu não quero que ele pense que eu preciso dele para tudo. — Mary revirou os olhos. — Eu não sei o porquê já que vocês falam no telefone dez vezes por dia. — Você está sendo dramática. Vamos. Ugh, ela estava perdendo o ponto. — Somente as meninas pedindo para ter problemas descem becos porque um cara disse que estava tudo bem. Darcy bufou, mas não virou. — Se você apertar o passo chegaremos lá mais rápido. — Elas atravessaram o beco e pararam do outro lado da rua das portas da frente do que não se parecia com um centro de treinamento. — Tem certeza que é o ginásio? Darcy olhou para os lados, em seguida, chegou para trás e pegou a mão dela novamente, e a arrastou para o outro lado da rua. — Sim, eu disse a você, a menos que você conheça este lugar você nunca saberia que estava aqui. — E por que você sente a necessidade de vir aqui porque um cara que você conheceu na semana passada disse que era o lugar para ir? — Mary também sabia que Darcy não gostava de exercícios, e os comparou a ser chutado entre as pernas. — Porque eu preciso me livrar da parte de cima do muffin. — Ela parou e olhou Mary direto nos olhos, que também parou.


— Eu realmente gosto dele. Ele não é como os outros caras. — Antes que Mary pudesse responder Darcy continuou falando. — Eu sei o que disse isso sobre os outros, mas Mica me faz sentir coisas que eu nunca senti. Ele me faz rir, segura minha mão ao invés de tentar enfiá-las em minhas calças, e não quer mesmo ter sexo comigo até que conheçamos melhor um ao outro. — Isso fez Mary levantar as sobrancelhas. — Eu sei, louco, né? — Darcy abriu um largo sorriso. —Eu realmente gosto dele, Mary. — Elas olharam uma para a outra por um momento, e Mary sorriu de volta. — Além disso, você está sempre reclamando da academia que vai, como é sempre lotada e os caras lá são inflados ao máximo. Sim, Darcy estava certa. Mary não incomodou Darcy em lembrá-la, novamente, que ela conhecia Mica há apenas uma semana, porque sua amiga estava eufórica, e quem era Mary para estragar sua felicidade? Ela olhou para o edifício de novo. Parecia áspero. Um olhar à sua direita mostrou a construção, e à sua esquerda mostrou a movimentada rua principal. Ok, então Mica estava certo sobre, provavelmente, ser difícil dirigir até a porta, mas ainda assim, isso não a fazia se sentir melhor sobre andar pelo beco assustador, ou entrar num prédio que parecia sombrio. Darcy estava certo sobre a academia. Estava superlotada, repleta de caras que pareciam que seus músculos estavam prestes a sair de suas peles, e atitudes que combinavam com


uma nova pilha de cocô de cachorro. Ela inclinou a cabeça para trás e olhou para o alto edifício de tijolo vermelho. Era semelhante a outros edifícios antigos em Columbus, com o seu olhar envelhecido e estrutura do tipo caixa padrão. —Tudo bem, então, vamos lá. — Darcy a puxou para frente e para dentro do prédio. O ar-condicionado bateu no rosto de Mary imediatamente, mas foram os sons de homens grunhindo, maldições soando, e a batida baixa e constante de música tocando que chamou sua atenção. Ela se inclinou para perto e sussurrou no ouvido de Darcy. —Tem certeza que mulheres vêm mesmo aqui? — Ela não podia ver a sala principal de exercícios, já que havia uma parede separando a frente do escritório pequeno, mas as fotos penduradas atrás da recepção mostravam um monte de homens posando como se estivessem em algum tipo de jogos UFC. Um homem corpulento vestindo um top olhou por cima de sua tela de computador e olhou para as duas. Darcy deu um passo à frente e encostou no balcão. — Mica recomendou este lugar. — Do ponto de vista de Mary, ela podia ver o olhar cético no rosto do cara. Ele era bronzeado, mas, naturalmente, não o look falso e tostado. Seu cabelo escuro estava em picos em torno de sua cabeça, e ele tinha o que parecia ser um padrão de tatuagens tribal em torno de ambos os seus bíceps musculosos. — Mica disse para vir aqui? Darcy balançou a cabeça e se afastou do balcão.


— Espere. — Ele pegou o telefone e esperou antes de começar a falar nele. — Eu, eu tenho dois pássaros aqui dizendo que Mica contou sobre Frost. Pássaros? Ele realmente as chamavam assim? Depois de ouvir tudo o que a pessoa do outro lado disse, ele desligou e gesticulou para elas com a curva de seu dedo. — O chefe diz que vocês podem ir, mas vocês precisam preencher as renúncias. Cada uma pegou um formulário, entregaram suas identidades para fazer cópias, e se sentaram nas cadeiras desdobráveis ao lado. A renúncia era semelhante ao que ela era obrigada a preencher no ginásio que normalmente ia, e dizia que se ela se machucasse no Frost eles não eram responsáveis

por

quaisquer

lesões.

Depois

que

elas

terminaram de preencher os formulários ele as levou para uma pequena porta. Dentro havia uma linha de armários azuis de cada lado, onde elas poderiam colocar as suas coisas. Ele as deixou depois de explicar que saindo pela porta direto e a frente chegariam na principal sala de exercícios. — Deus, qual o problema com aquele cara? — Mary disse, com Darcy rindo. —Eu não sei, mas você o ouviu nos chamar de pássaros? — Isso também fez Mary rir, e sua irritação sumir. — Quero dizer, que porco. — Elas pegaram suas toalhas, reforçaram seus rabos de cavalo, e saíram. Assim que Mary


saiu para o piso principal, ela parou, o que causou uma colisão de Darcy contra suas costas. Ela

tropeçou

para

frente

e

olhou

em

volta.

Isso

certamente não era como qualquer academia que ela já esteve. No centro da sala havia um ringue de boxe. À direita havia vários sacos de pancada que pendiam do teto, e para a esquerda era uma linha do equipamento de treino padrão: esteiras, pesos, elípticos e esteiras azuis que cobriam o chão. Mas não eram essas coisas que fizeram Mary perceber que ela estava totalmente fora de lugar. Ela viu apenas uma mulher se exercitando, mas ela perdeu sua crença, e ela poderia facilmente segurá-la contra os músculos que preenchiam a sala. Os homens estavam na sua maioria sem camisa, com o suor escorrendo de seus corpos rígidos, e possuíam um olhar de determinação de aço em seus rostos. Este não era um ginásio onde os caras vinham para exercitar e pegar as mulheres. Não, este lugar era para lutadores sérios, aqueles que eram dedicados à arte do esporte e não estavam se enroscando com qualquer outra coisa. — Darcy, acho que estamos totalmente fora de lugar aqui. — Ela inclinou a cabeça para trás e viu que o lugar devia ser uma enorme sala com algumas paredes divisórias. — Você já viu tantos caras quentes em um só lugar? E não estou falando sobre esteroides injetados que vemos nos clubes. Estou falando sobre os verdadeiros. — Darcy tinha um ponto. Esses caras não tinham músculos que pareciam grosseiramente fora de proporções. Eles tinham corpos tão tonificados e definidos que você poderia dizer que eles


exercitavam suas bundas, e da forma como eles pareciam, como se alguém fodesse com eles e isso a fez se sentir totalmente feminina. — Vamos, vamos para as esteiras. Elas passaram pelo ringue onde dois caras lutavam boxe. Suas camisas estavam para fora, suor revestia seus corpos, e sua concentração estava apenas um no outro. Eles se moviam com movimentos sincronizados, parecendo saber a posição do outro antes mesmo de ser revelada. Eles perfuravam, usavam jabs11, e bloqueavam com sucesso um ao outro, e a testosterona e a masculinidade enchiam o ar. — Deus, eu tenho uma série de orgasmos só de observálos se batendo. — Sim, Mary poderia se relacionar. — Mica disse que estaria aqui, mas eu não o vejo. — Elas pararam na frente das esteiras, e Darcy olhou ao redor. —Talvez ele esteja em uma dessas salas? Havia algumas portas fechadas que revestiam uma das paredes, mas Mary não veio aqui para procurar um homem, embora ela estivesse seriamente reconsiderando isso. Ela precisava de uma boa sessão de exercícios, que a esgotaria e não a faria pensar sobre o cara que consumiu seus pensamentos pelas duas últimas semanas.

11


Mary pegou uma esteira, sem se incomodar em tirar Darcy do transe qualquer em que ela estava, e iniciou a máquina. Programou para um treino que começasse devagar e aumentasse o ritmo e a inclinação. Depois de alguns minutos Darcy subiu na esteira ao lado dela e começou seu próprio treino. Pelos próximos cinco minutos, elas ficaram em silêncio, e todos os outros sons, exceto os pés de Mary batendo na máquina, foram bloqueados. Durante os últimos quatorze dias ela deu o seu melhor para mostrar claramente a Alex que era apenas sua tutora. Na maior parte, ela conseguiu. Revivendo aquela noite no clube, e quando viu a marca na manhã seguinte refrescou sua raiva novamente. Era infantil mantê-la, mas ela temia que seria muito fácil cair na armadilha de esquecer tudo o que aconteceu, e se entregar a Alex. Em seguida, houve vezes em que ela passou pelo campo de futebol, ouviu os caras treinando, e se pegou o assistindo. Ele era uma máquina no campo, derrubando seus companheiros como se fossem moscas irritantes. Manter suas emoções controladas não foi tão fácil como pensou, especialmente quando ela o ensinou nos últimos três dias. O casamento de Margo era no próximo fim de semana, e o fim do acordo logo em seguida. Ela estava determinada a se certificar de que Alex passaria nesta aula nem que tivesse que matá-lo. Nada o seguraria se ele falhasse. Ele era inteligente, mais do que ele próprio percebia. Ele só não tentava, e este era o seu problema. Se ao menos ele parasse de olhar para ela, parasse de deixar suas emoções transparecerem em seu rosto


de forma tão forte como se ele estivesse realmente dizendo a ela que a queria ali. Sua esteira mudou para a próxima marcha, e ela correu mais rápido. O suor começou a brotar em suas têmporas, e ela estendeu a mão para seus fones de ouvido e colocou um em cada orelha. Darcy já estava murmurando as palavras para qualquer canção que estivesse ouvindo, então Mary focou à sua frente, que eram todos os homens se exercitando. Ela aumentou o volume em seu iPod, e como sempre fazia, deixou a música levá-la. Fechando os olhos, ela foi arrastada pelas letras tristes e de corações quebrados da canção Wrecking Ball de Miley Cyrus. Ela odiava e amava a música. Ela manteve seus olhos fechados, ouvindo quão profundamente a música era cantada, e como uma parte dela poderia estar relacionada a ela. Ela queria entrar, e nunca quis descer para isso. Ela se afastou, mas ele a afastou mais. Ela abriu seus olhos e vacilou ligeiramente ao se deparar com o homem que estava no meio dos outros, a pouca distância dela. Tudo o que podia ver eram suas costas, mas ela conhecia aquelas costas, conhecia aquelas afiadas e escuras linhas que cobriam toda a extensão muscular. A canção estava repetindo, e ela não parou de correr ao assisti-lo lutar com outro cara. Seus movimentos eram poderosos, exatos, e aqueceram todo o seu corpo. Num movimento que fez seus joelhos fracos, ele se levantou, pegou o cara ao redor da cintura e ao redor de uma de suas pernas e o levantou acima de sua cabeça. Ela não piscou, nem respirou enquanto o observava trazer o outro cara para baixo em suas costas, com


força. Foi como uma demonstração de força, do poder masculino, e ela jurava que o chão tremeu sob seus pés. Eles lutaram mais e mais, com Alex sempre conseguindo segurar sua mão. Embora os movimentos parecessem dolorosos e perigosos, os homens sabiam o que estavam fazendo, e esperavam toda e cada ação e reação. Os homens se separaram quando um homem mais velho, talvez em seus trinta ou quarenta anos, pisou os tapetes azuis. Seu cabelo loiro estava em um estilo falcão, e não havia como negar o poder bruto que ele exercia. Ela poderia dizer que ele tinha autoridade, e pela forma como seus músculos estavam claramente visíveis através da sua camiseta e shorts brancos, ela sabia que ele também era mortal. Um movimento ao lado chamou sua atenção, e ela se forçou a desviar o olhar de Alex. Mica caminhava para elas, seu corpo suado, seu cabelo escuro grudado em sua testa, e seu piercing labial brilhando sob as luzes fluorescentes. Seus lábios se moviam, mas é claro que ela não podia ouvir o que ele disse com a música explodindo em seus ouvidos. Ela olhou para Darcy, que tinha um sorriso largo. Darcy pulou da esteira e correu para ele, como se ela não o tivesse visto na noite passada, ou falado com ele há uma hora. Mica a ergueu como se ela não pesasse nada, mas, novamente, ele era um cara grande, não tão alto ou musculoso como Alex, mas mesmo assim, grande. Alex.


Ela olhou para ele novamente e prendeu a respiração quando ela o viu olhando diretamente para ela. O suor escorria de seu cabelo escuro pelo rosto, sobre os ombros largos, e para baixo no abdome ridiculamente definido. Ele nem se preocupou em limpar a umidade de seus olhos, apenas continuou olhando diretamente para ela. Ele parecia sujo da luta, estava ofegante pelo esforço, mas a maneira como ele a olhou, fez parecer como se ele estivesse no controle de tudo. Ele deixou seus olhos viajarem pelo seu corpo, bem, tanto quanto ele podia ver, e ela poderia jurar que viu suas pupilas dilatarem. Ela usava roupas de ginástica, mas as calças eram apertadas, e seu top abraçava seus seios confortavelmente. Ela deveria ter usado algo desleixado que escondia suas banhas, ou sua barriga arredondada. Não caia nessa. Se lembre quem e o que ele é. Esses pensamentos desapareciam tão rapidamente como chegavam quanto mais ela olhava para ele, e maldição ela não conseguia

desviar

o

olhar.

Seu

pulso

chutou

na

ultrapassagem, as palmas das mãos começaram a suar como o resto do seu corpo, e tudo o que ela podia fazer era pensar sobre o quanto ela o desejava. A esteira parou, e ela ficou parada ali ofegante, mas seu aumento de respiração tinha mais a ver com o fato de que Alex olhando para ela a fazia se sentir nua. Ela tirou seus fones de ouvido e agarrou seu iPod firmemente em sua mão. Isso foi ridículo, e sua reação ao vê-lo, quando ela o viu ontem, quando ela estava tentando praticar o autocontrole em todas as coisas que diziam respeito, beirava a insanidade. Ela


só precisava ir, antes que fizesse algo que se arrependesse como ir até ele, tomando seu rosto entre as mãos, subindo na ponta dos pés, e o beijando muito. Sim, isso seria algo que ela nunca poderia fazer, e que colocaria em movimento uma série de coisas que poderiam e sairiam pela culatra.


— Acho que terminei por aqui, Darcy. — Mary desviou os olhos de Alex, passou por Darcy que ainda estava nos braços de Mica, e foi rapidamente para o vestiário. Ela estava deixando ele se aproximar, e para ser honesta isso era tudo o que ela pensava. Tudo o que ele fez foi olhar para ela e ela foi destruída, e foi como se tudo tivesse corrido bem... O que nunca aconteceu. Ela abriu a porta e se apoiou contra os armários. O metal era frio contra sua pele superaquecida, mas isso não ajudava a resfriar. Suor escorria entre seus seios e para baixo no meio de suas costas. O que ela estava fazendo? Brincando com fogo, é o que era. Desde a primeira vez que o viu, ela sentiu algo profundo, o que era absurdo e ainda parecia impossível agora. O som da porta sendo aberta perfurou suas reflexões internas, mas ela não se incomodou em olhar para cima. — Confio em você, Darcy. Eu só preciso ficar longe dele.— Ela não ia dizer a sua companheira de quarto sobre o


que estava acontecendo dentro dela, pelo menos não até que elas estivessem na segurança de sua casa, e longe do objeto de sua frustração e excitação. Quando Darcy não respondeu, ela levantou a cabeça, mas não era Darcy quem estava na frente dela, mas Alex, e ele parecia frustrado. Lentamente, ela levantou e o encarou. — O que você está fazendo, Mary? Raiva cravou dentro dela por causa do seu tom frio. — Eu acho que é óbvio. — Ela moveu as mãos para cima e para baixo no seu corpo para mostrar sua transpiração. Ele enfureceu. Primeiro, ela estava com tesão por ele, nem mesmo era capaz de pensar claramente, e então ele abriu a boca maldita e a irritou. Nunca houve uma pessoa que poderia fazê-la se sentir tão confusa e irritada, tudo isso ao mesmo tempo, mas Alex estava fazendo um trabalho muito bom. — Acho que eu estava me exercitando na academia. — Seu sarcasmo era palpável. Ele não se moveu, não piscou, e maldito seja, não demonstrou nenhuma emoção. —Você sabe o que quero dizer. — Ele estava sem camisa, suado, e ainda parecia extremamente delicioso. Ele cruzou os braços sobre o peito e olhou para ela. — Por que você está aqui, e por que você está chateada agora? — Porra, Alex. Ele sorriu, mas não tinha nenhum divertimento.


— Eu posso fazer essa porra acontecer, Mary, se você apenas escolher se você vai me perdoar, ou se você ainda quer ficar com raiva de mim. Eles se olharam por um longo tempo, e quando ele percebeu que ela não estava prestes a responder ao que ele disse, ele falou novamente. — Como você descobriu sobre esse lugar? Esta parte da cidade não é realmente segura para você estar, especialmente sozinha. Mary se sentia como uma criança sendo repreendida. Ela cruzou os braços sob os seios e olhou para ele. — Eu não estou sozinha. Eu vim com Darcy. E o que eu faço não é da sua maldita conta. — Ela ergueu o queixo, irritada, pois ele estava agindo como seu pai, como se realmente se importasse com ela e o que acontece em sua vida. Ele deu um passo mais perto, e ela deu uma volta. — Você quer me dizer sobre a coisa toda lá fora com Mica? — Ele deu mais um passo para frente, e ela estendeu a mão para detê-lo. —O que você pensa que está fazendo? Ele deu mais um passo em direção a ela até que ela teve que colocar as palmas das mãos contra o peito úmido para impedi-lo de chegar mais perto. — O que você quer dizer? — Ele está falando mais rouco e suave de propósito? Ela engoliu em seco e ergueu os olhos de onde suas mãos estavam em seu corpo para o seu rosto.


— Se eu não o conhecesse melhor diria que você está me perseguindo. — Ele sorriu, e ela olhou com raiva. Mary deixou cair às mãos, mas ele pegou seus pulsos e colocou as mãos para trás em seu peito. — Eu vi você me encarando atentamente. — Ele ficou em silêncio

por

um

momento,

como

se

quisesse

que

ela

absorvesse um pouco mais as informações. — Vi você na minha casa, e agora eu te encontro no lugar onde trabalho. — Havia uma nota de brincadeira em sua voz, aquele idiota. Suas bochechas aqueceram com o fato de que ele sabia sobre seus olhares de quando estava praticando futebol, e que ele pensou que ela estava o seguindo. — Você é um maldito arrogante. — Ela não escondeu o grunhido em sua voz. — E se você voltar a me tocar. Eu vou bater em você novamente. — Foi uma ameaça vazia, porque ela não bateria nele de novo, a não ser que a sua arrogância fosse longe demais. Agora ela só esperava que suas palavras não tirassem seu fôlego, porque ela não poderia ficar sem ar em seus pulmões. Ele se inclinou para frente, com aquele sorriso ainda no rosto. — Eu mereci aquele tapa, e muitos mais, mas você e eu sabemos que você não quer me afastar mais do que eu quero estar perto de você. — Mary engoliu em seco, tentando


empurrar o repentino nó que se formou em sua garganta para baixo. — Eu sou um bastardo arrogante. Eu não vou nem mentir sobre isso, mas você e eu sabemos que sou honesto. Eu não tenho nenhuma razão para mentir, Mary. Ele estava perto dela, e os armários bem atrás dela, não permitindo que ela escapasse. Ele estava muito perto para o seu conforto. Ela queria ficar brava com ele, mas sentir seu cheiro suado e sentir o calor do seu corpo envolver o dela, estava fazendo coisas engraçadas para seu cérebro. Seus olhos mergulharam para olhar para sua boca. — Você não quis me ouvir no clube quando disse que tipo de cara eu sou, e ao invés disso você continuou me empurrando. Eu não sei o que você está tentando provar, Mary. — Sua voz era baixa, e seu olhar ainda estava em sua boca. — Eu não sou um cavalheiro, Mary, nunca fui. — Ele lentamente olhou em seus olhos. — Eu nunca tratei as mulheres com o respeito que elas merecem, mas eu também nunca estive com uma mulher que valia a pena, e que me fez querer colocar todas as minhas merdas de lado e realmente tentar. Ser um puro idiota foi à minha maneira de tentar te mostrar o quão errado eu sou para você em todos os níveis. Suas palavras diminuíram sua raiva, parando sua frustração, e fez algo em seu coração pesar. Após as horas ao lado dele, em sua tutoria, e lutando com o que ela sentia, ela


estava cansada, muito cansada, e não queria lutar. Mas ela poderia simplesmente esquecer tudo? Sua intenção de tentar afastá-la poderia ter sido para o bem, mas a maneira como ele agiu foi errada. — Sinto muito, Mary. Eu realmente sinto muito. Ela estava balançando a cabeça antes mesmo de terminar. Fechando os olhos, ela sabia que a última de suas paredes desmoronou, e se ele continuasse, ela estaria perdida. — Olhe para mim. — Quando ela não obedeceu disse novamente. — Olhe para mim. — Sua voz era mais dura, mais exigente, e ela percebeu que não havia como parar o que sentia. Ela abriu os olhos e olhou para a direita ao seu redor. Seus olhares se chocaram, castanhos e azuis, e ela foi incapaz de afastar do transe que entrou. — Eu vejo o jeito que você me olha quando acha que não estou olhando. — Ele baixou a voz uma oitava. — Eu deveria estar prestando atenção no que você está me ensinando, mas é difícil se concentrar quando quero você. — Hoje os seus olhos estavam mais verdes do que marrom. —Tanto quanto eu sei que não sou bom o suficiente para você, como sou propenso a arruinar as coisas do pior jeito possível, eu não posso ficar longe. Porra, eu quero você, mais do que alguma vez quis algo na minha vida, o que me assusta muito e também me irrita. Eu não gosto de me sentir inseguro quando você está por perto, como eu não posso nem pensar direito.


Ela separou os lábios para dizer alguma coisa, qualquer coisa, mas antes de uma única palavra deixasse sua boca ele já estava nela, assumindo em todos os sentidos da palavra. Mary deveria ter o empurrado, batido como ela disse que faria, ou o chutá-lo nas bolas. Sentia um ódio dele por pensar que poderia apenas beijá-la, sem mesmo perguntar. Ela deveria ter feito um monte de coisas, mas ela não fez nada, ao invés disso se derreteu contra ele. Sua língua passou ao longo de seus lábios, exigindo entrada, e não esperou sua aceitação antes de tomar sua boca. O sabor dele era como nada que ela já experimentou, ligeiramente salgado como o seu suor, mas doce e intoxicante. Havia um tom picante, e Mary gemeu em sua boca. Ele quebrou o beijo, mas seus lábios ainda estavam pressionados contra os dela quando ele disse, — É tão bom, Mary. Deus, é bom pra caralho. Suas mãos caíram nos armários em cima de sua cabeça, fazendo com que o metal vibrasse atrás dela e ecoasse por todo o vestiário. Se sentia cercada, como ele fez no clube, mas ela não deixaria aquela noite interferir com o que estava acontecendo agora. Ela precisava disso. Deus, ela realmente, realmente precisava disso. Esta excitação perto dele, vinha crescendo desde que ela o viu pela primeira vez. Ele nem sabia que ela existia, mas ela sabia exatamente quem ele era. Em seguida, eles passaram um tempo juntos, e a queimação a consumiu. Estar com ele neste momento apreciando as


deliciosas sensações que ele causava dentro dela não poderia machucar, certo? — Você gosta disso Mary? Você gosta de minhas mãos em você, minha boca em você, e você realmente se sente bem assim? Ele apertou sua ereção em sua barriga, e um suspiro deixou sua boca. Ele era tão obsceno às vezes, mas ela sabia que não era porque ele estava tentando chocá-la, mas porque esse era apenas quem ele era. Ele arrastou a boca para o lado de seu rosto, passou a língua por sua orelha, e parou no lado do pescoço, onde sua pulsação batia freneticamente. Ele moveu suas mãos para os ombros e apertou os dedos em torno deles, mas não dolorosamente. — Eu sinto muito, baby. As coisas que eu disse, do jeito que eu te fiz sentir... foi errado. — Ele se aproximou ainda mais, ela pensou que não seria possível, mesmo com ela sentindo cada parte deles se tocando. — Você aceita o meu pedido de desculpas, Mary? — Ele se inclinou para trás e olhou para baixo e em seus olhos. Ela não podia falar, muito menos formar a palavra “Sim” Então, ao invés disso, ela apenas balançou a cabeça. Deus, como ela poderia ficar brava quando ele parecia tão sincero e genuíno? —Diga isso, não acene apenas. — Ele baixou a cabeça para a curva de seu pescoço novamente e continuou lambendo. A movimento que ele fazia enviou um arrepio direto para os seus mamilos, os fazendo duros.


— Não — ela sussurrou. Ele não se afastou dela, mas ele ficou tenso contra ela, e ela jurou que ele prendeu a respiração. Um momento de silêncio se passou entre eles antes de falar novamente. — Não é só você Alex. — Ela lambeu os lábios, sabendo que proferir essas palavras mudaria tudo. — Eu também quero Alex. Eu quero tanto isso, mesmo que eu não deva. — Este último deveria ter sido mantido para si mesma. Ele gemeu profundamente antes de se virar de volta para a boca e beijá-la brutalmente. Por vários longos momentos, tudo que ele fez foi foder sua boca com a dele. Lembrou tanto do sexo pela maneira como ele enfiou a língua entre os lábios, e depois se afastou tão de repente. Então como se quisesse deixá-la ainda mais enlouquecida, e ele sabia que ele podia, ele começou a moer sua enorme ereção em seu estômago. Quanto mais ele fazia isso, mais úmida ele ficava e ruídos de choramingos saiam de sua garganta. Isso está errado. Isto é certo. Ela deve impedi-lo. Não, ela deve trazê-lo mais perto. Ele quebrou o beijo, a apertou em seus braços, e girou em torno dela até que suas costas bateram contra a parede fria e lisa outro lado da sala. A parede de armários agora obstruiu a visão da porta, e não havia nenhuma dúvida em sua mente que ele planejou isso. Alex pressionou sua ereção contra sua barriga, esfregando o espesso comprimento sólido


em sua pele macia, e não desistiu até que ela percebeu que era tudo que ela queria. — Eu sinto tanto por fazer você se sentir menos do que o que você é, Mary. — Ele olhou nos olhos dela, e ela prendeu a respiração, sentindo exatamente o quanto ele queria dizer. —Eu disse essas coisas, fiz essas coisas, porque pensei que te afastar era o melhor. Eu não presto, já fiz uma porrada de coisas que eu não me orgulho, e você poderia ter algo muito melhor. — Ele já disse isso a ela antes, mas ela não o parou, porque ela podia ver uma angústia em sua expressão, e sabia que ele precisava repetir isso várias vezes, até que fizesse sentido para ele. Ele tinha esse exterior duro, esta cara de menino mau, e falava e agia como tal, mas agora ele estava mostrando a ela que embaixo de tudo isso, ele era apenas um menino. Ele se escondeu atrás do muro que ele ergueu, assim como ela fez, mas agora, quando era apenas a dois, ele baixou a guarda. Ele pode ter bagagem, e uma reputação que rivalizaria com uma estrela pornô, mas ele era um cara bom, não importando o que ele dissesse ao contrário. Ela o julgou muito rapidamente, e sim, ele fez ela se sentir como merda, mas nem mesmo ele tendo dito a ela o porquê de ter feito as coisas que fez, ela pensou que esta era sua verdadeira intenção. — Eu quero isso, agora, Mary. Eu preciso que você se entregue para mim. A respiração combinada deles era irregular e difícil. Será que ela poderia realmente, fazer isso com ele, neste instante


com ele, aqui e agora? Merda, ela realmente queria. O aceno que ela deu foi curto e rápido, mas ele viu, no entanto. Arrastou os dentes para cima e para baixo na sua garganta, e uma picada de dor explodiu dentro dela, mas, em seguida, ele a

alisou

com

sua

língua

ao

longo

da

sua

garganta

sensualmente até que o prazer tomou conta dela. Ele continuou empurrando seu pau contra seu ventre, e ela deixou cair a cabeça para trás até que o som de sua cabeça batendo no armário foi ouvido. Suas respirações eram idênticas, erráticas, e novas gotas de suor cobriam seus corpos, misturando tudo, porque eles estavam incrivelmente perto. — Deus, eu preciso disso, Mary. Desde o momento que eu vi você na minha casa naquela noite eu não tenho sido capaz de tirar você da minha cabeça. — Ele apertou seu pênis em sua barriga mais uma vez, e um pequeno suspiro saiu de seus lábios. Estava tão inchada, que seus mamilos se apertaram ainda mais, pressionando contra o elástico apertado de seu sutiã, e ameaçando rasgar através do material. Mary não iria se preocupar, transaria com ele e depois pensaria em ter seu coração partido. Porque na verdade ela estava cansada de se segurar, sempre seguindo certos padrões, e queria isso mais do que jamais quis qualquer outra coisa. — Eu quero isso também.


Ele gemeu contra sua garganta e mudou as mãos entre seus corpos para seus seios. Seu sutiã não mostrava muito, e seus seios ficaram um pouco espremidos pelo tecido. Ele apertou seus seios, deu um rosnado baixo, e colocou os dedos sob a bainha confortável dele. Seus dedos nus descobrindo sua pele úmida, superaquecida, e um segundo depois ele estava

arrancando

o

material.

Eles

saltaram

livres

e

sacudiram com a força dele rasgando o tecido e o jogando longe, mas essa era a última coisa em sua mente, porque de repente suas mãos seguraram seu peito nu e apertou até o ponto da dor. Não havia nervosismo de sua parte, sobre o fato dela ser ligeiramente arredondada na barriga e ter quadris largos e eles estarem em plena exibição. Ao contrário, isso ajudou a se sentir confiante sobre seu corpo tamanho quarenta quatro quando Alex a tocou da maneira que ele fez, como se não pudesse ter o suficiente dela. Ela não queria preliminares, não, ela queria toques, não queria falar. Tudo o que ela queria era senti-lo dentro dela, usando toda a força bruta que ele exalava, empurrando repetidamente dentro dela. Sem pensar, sem questionar suas ações ou como se sentia, Mary só decidiu ir para ele e orou para que ela tivesse tomado a decisão certa. Enfiando as mãos entre eles, ela começou a abaixar seus shorts, precisava sentir cada parte dele. Ele descansou a cabeça na curva de seu pescoço, sua respiração frenética movendo sobre os seios expostos. Antes que ela efetivamente tirasse seu short e passasse para parte dele que ela realmente


precisava, ele colocou a mão sobre a dela, acalmando seus movimentos. — Por que você está me parando? — Ela podia ouvir o pulso acelerado em seus ouvidos, e senti-lo em sua garganta. — Você tem certeza sobre isso baby, porque quando fizer, não poderá ser desfeito. Sem essa merda. Ela desejou que ele não questionasse. Ele não era o único que estava apenas dizendo a ela que precisava que isso acontecesse? — Pare de falar e apenas me foda. Whoa, de onde veio isso? Ele meio que riu, meio que gemeu, e de repente suas mãos estavam fora dela. Ela rapidamente abaixou seu short e ele chutou para o lado. Um pequeno grito saiu dela quando o comprimento escaldante do seu pau tocou a sua barriga, mas essa não foi a única razão do barulho. Algo frio tocou sua pele, e quando ela olhou para baixo, viu o porquê. Alex tinha um piercing na ponta do seu pau. Ela sabia como eles chamavam isso, um Prince Albert, e até este momento ela não sabia o quão excitada ela poderia estar com a visão. A crescente barra em forma tinha que ter machucado quando ele fez, mas ela também quis saber como ele se sentia empurrando para dentro dela, e movendo ao longo de suas paredes internas. — Espere, baby. — Ele se afastou dela rapidamente, e ela apoiou as mãos na parede. Tudo parecia nebuloso, mas logo sua mente e visão clarearam o suficiente para assistir Alex pegar sua carteira e tirar um preservativo. A visão dele em


nada era como um chute em seu estômago. Esfregava as coxas, porque a imagem dele a deixava mais úmida, e mentalmente dizia para ele se apressar. Ela nunca foi uma garota de bundas, mas porra, ele tinha uma bela bunda. Na verdade, tudo sobre ele era bom, e não havia um grama de gordura em seu corpo todo dourado. Ele virou e seu olhar imediatamente fixou em seu pau enorme, que se projetava, e o metal prata adornando sua cabeça que brilhava sob a iluminação fluorescente. Bem merda, ela não se surpreendeu ao ver que tudo nele era tão grande e impressionante. Ele deu um passo à frente, e realmente não havia outra palavra que descrevesse o que ele estava fazendo. Por um momento, tudo o que ele fez foi vê-la, mas ela ficou paralisada pela maneira como ele a olhou, como se ela fosse a única mulher que ele viu parcialmente nua. Naquele momento Alex a fez sentir como se não houvesse mais ninguém para ele. Sem quebrar o contato visual colocou o preservativo e deu um passo a frente até que seus peitos encostassem. Ele não tentou remover seu top, apenas a certeza que ele tinha uma visão desobstruída de seus seios. Como se lesse sua mente, ele baixou os olhos para essa parte da sua anatomia. — Você é tão gostosa, Mary. — Ele cobriu o peito com as mãos grandes e esfregou seus polegares ao longo dos picos doloridos. Ele fez isso por muito tempo, minutos agonizantes, e apenas quando ela abriu a boca para dizer que não podia segurar mais, ele a soltou. Mas ele não parou, e não tinha intenção de parar, porque ele pegou o cós da calça e o


empurrou juntamente com a calcinha para baixo em um movimento rápido. Ela puxou uma de suas pernas, mas antes que pudesse tirar as calças da outra e chutá-las para o lado, ele estava segurando sua bunda e levantando na parede. Mary não tinha escolha, envolveu os braços em volta do pescoço e as pernas em torno de seus quadris estreitos. Seu pênis era de aço contra sua vagina, o comprimento de espessura deslizando em seus lábios e os separando. Mesmo através da fina camada de látex ela sentiu o piercing provocando cada parte dela. Um grunhido saiu e ela estava surpresa pela forma que estava necessitada. — Você me quer, Mary? Você quer isso? — Ele pressionou mais firmemente contra ela, e sua boca se abriu em um grito silencioso. — Você sabe que eu quero isso, pare de ser um idiota e me coma agora. Sua risada era profunda, e ela não conseguia entender como ele poderia ser tão controlado em uma situação como esta. Mary sentiu como se pudesse voar, se ela não estivesse segurando ele. Ele não respondeu, e ao invés disso continuou a segurando com uma mão forte, e usou a outra para chegar entre seus corpos e alinhar a ponta do seu eixo com a abertura de seu corpo. Ela não era virgem, mas ela também não foi íntima com ninguém em mais de dois anos, e Alex era muito maior que a média em tamanho. Seus olhares se encontraram, e ela quis saber exatamente o quanto ele podia


ver. E se alguém entrasse agora? Levaria apenas poucos passos de alguém, para vê-los pressionados contra a parede. Surpreendentemente o conhecimento a excitava ainda mais. Ele fechou os olhos, apertou a mandíbula, e disse: — Você está tão molhada para mim, Mary. Ele empurrou apenas a ponta dentro dela, e ela fechou os olhos sentindo a maneira deliciosa esticá-la. A sensação do piercing na ponta de sua ereção esfregando contra ela, só que escondido pelo preservativo fino, a inflamava. Uma queimação dolorosa bateu nela enquanto ele continuava empurrava todas aquelas longas polegadas de espessura dentro dela. Deus, ele tinha que ter pelo menos 23 centímetros de comprimento. Ele também

era

muito

mais

grosso

do

que

ela

poderia

confortavelmente aguentar, mas isso não era suficiente para parar. Tão rapidamente como o desconforto começou, veio um prazer intenso direto em suas partes. Ele cavou os dedos de uma das mãos em sua bunda marcando com hematomas devido à força, mas ela gostava, daquela centelha adicional de dor, amando quando ele disse que estava mal se controlando. — Você é tão apertada. — Seus olhos ainda estavam fechados, e sua voz rouca. Alex baixou a cabeça para a curva de seu pescoço e usou a mão livre para agarrar sua coxa, a estabilizando e a mantendo os estacionando no mesmo fôlego. Com cada impulso dentro dela, ela finalmente descobriu o que era ser reclamada, e percebeu que ela já estava perdida para Alex.


— É tão gostoso. Você é tão gostosa. — Ele curvou seus quadris contra ela e enterrado o resto do seu pau na sua boceta. Ambos soltaram grunhidos duros de prazer, e Mary enrolou as unhas nas costas dele, amando como ele encheu cada parte dela. — É bom, Alex. Deus que delícia. Sua respiração ficou mais rápida quando ele começou a empurrar dentro e fora dela, o pesado saco sob seu pau batendo contra a bunda dela. Era uma agonia e êxtase, tudo em um. A parede era áspera em suas costas, raspando de cima para baixo com seu bombeamento de alta intensidade. Ele apenas a segurou mais apertado, apenas sua extensão de um braço para segurá-la e foder com ela ao mesmo tempo. — Mais, Alex. Sim, mais. — Ali estava ela, pedindo para que ele fosse mais duro, mais rápido e com apenas uma parede os separando e mais de vinte pessoas à direita do outro lado. Ela queria ser a única a deixar marcas nas costas da ferocidade do que eles estavam fazendo. Uma parte dela sabia que uma vez que este momento acabasse as chances de Alex desejá-la novamente seriam escassas. — Eu gosto quando você implora por isso, baby. Ele nunca parou de empurrar firmemente. Dentro e fora, mais e mais rápido, e Mary estava de volta lá com ele. — Só sinta Mary. — Sua voz era um sussurro áspero, e quando ele arrastou a língua para cima e para baixo em sua garganta, ela rosnou em resposta ao seu tremor por causa de


suas carícias, ela sabia que não o faria, e não podia parar de gozar rápido e duro. A raiz de seu pênis esfregou ao longo de seu clitóris, e para trás, de novo e de novo, e o aperto em seu corpo, sinalizando seu clímax apressado para a superfície e roubando toda sanidade. — Estou perto, Alex. — O nome dele saiu em um suspiro quando

ele

empurrou

duramente

dentro

atingindo

tão

profundo que teve seus músculos internos apertando ao redor dele involuntariamente. — Sim, faça isso. Me aperte, me faça gozar junto com você, baby. — Ele era tão forte, tão potente, que se sentia bêbada em sua presença, embriagada com seu pênis dentro dela. — A sua boceta é tão gostosa, e você é deliciosa. Eu nunca

senti

nada

melhor,

Mary.

Ele

bateu

nela,

pressionando seu corpo totalmente contra o dela enquanto ele continuava bombeando em seus quadris, a deixando mais perto de gozar. Sua pele estava irritada por causa da parede, e suas coxas doíam de como elas estavam espalhadas. Ele ia fundo, enfiava seu pau quase todo até que apenas a ponta encaixava dentro dela, e repetia a ação uma e outra vez. Ele era um animal, rosnando e mordendo seu pescoço, esfregando a nuca contra sua pele já sensível, e nunca se cansava. Ele moveu a mão entre seus corpos, encontrou seu inchado, clitóris sensível, e esfregou a pequena saliência para trás até


seu orgasmo chegar na superfície, onde estrelas dançaram em sua visão. Sua boca abriu e um grito borbulhante saiu de sua garganta, ela sabia que seria muito alto, mas Alex antecipou e bateu a mão sobre sua boca e pressionou para baixo. Deus, ele era tão dominante, tão controlado, que seu prazer só continuou crescendo. Espetando as mãos em seu cabelo, ela puxou os fios. Ele moveu a mão de sua boca e inclinou seus lábios nos dela, engolindo os últimos remanescentes de ruído que vinha dela. Com um empurrão brutal Alex enterrou o comprimento inteiro na boceta dela e gemeu seu orgasmo contra sua boca. O sentiu inchar ainda mais, sentiu o pulso pesado quando ele se esvaziou, e encontrou a sensação emocionante. Alex caiu contra ela, seu peito subindo e descendo, comprimindo dela e fazendo com que fosse difícil para ela respirar. Suas mãos apertaram contra seu corpo. — Isso foi... — A abertura porta do vestiário assustou os dois. — Mary, você está aqui? — O som de Darcy chamando os fez enrijecer. Merda, oh merda. Eles se olharam por um instante, e então ela gritou: — Uh, sim, espere. Estou me preparando...— Merda, o que ela estava fazendo? — Eu tenho que pegar minhas coisas. — Alex se inclinou para trás e sorriu para ela, e ela bateu seu peito, irritada.


— Foi o melhor que eu pude inventar agora, — ela sussurrou e deu de ombros. — O que, vergonha de mim? —, Ele disse tão baixo. Ele estava brincando com ela, e ela não podia deixar de sorrir, mesmo que estivesse pirando. — Shh. — Ela o empurrou e engasgou quando ele saiu dela. Um gemido suave a deixou, e Mary mordeu o lábio, esperando que Darcy não pudesse ouvir. — Não, eu não tenho vergonha, mas não quero ser pega fazendo sexo com um cara no vestiário. — Ela começou a ajustar suas roupas tão rápido quanto possível. — Você está bem? Vi Alex e quis saber como as coisas estão entre vocês, mas então você saiu correndo de lá e eu já tenho a minha resposta. — A voz de Darcy ainda estava longe. Quando estava completamente vestida, ela olhou para si mesma e viu que tudo estava onde deveria estar, e então olhou para Alex. Ele ainda estava nu e agora se inclinava contra os armários em toda a sua glória. Ele se livrou do preservativo, mas seu pau ainda estava semiduro, e uma onda de calor moveu através dela. Por que não podia ser superior ao seu olhar penetrante? Porque você nunca viu nada parecido com isso em qualquer pessoa. Ela falou para Alex: — Por que você não está se vestindo? — Seu sorriso se alargou, e ele levou o dedo à boca para gesto para que ela ficasse quieta.


— Mary? — Estou quase pronta. — O que você está fazendo? Merda. — Pegando minhas coisas, mas eu tive que mudar minha.... Roupa de baixo. — Ela fechou os olhos e fez uma careta. Roupa de baixo? Quando ela olhou para Alex foi para ver seu sorriso de lobo. — Uh, roupa de baixo? O que, você está toda suada de meia hora na esteira? — Darcy começou a rir. Mary pegou sua bolsa que estava jogada no chão e a atirou por cima do ombro. — Algo assim.— Ela passou por ele, mas ele agarrou a mão dela antes de virar a esquina. Ele a puxou para perto, e antes que ela soubesse o que estava fazendo, sua boca estava sobre a dela e ele passou a língua em sua boca. E assim ela estava molhada de novo, e realmente precisava mudar sua calcinha. Ele quebrou o beijo, e Mary se inclinou para frente, em busca de mais. Ele deu um sorriso torto, e suas bochechas esquentaram. Maldito. Mary não podia deixar de sorrir de volta. Ele se inclinou perto de sua orelha. — Eu te ligo mais tarde, ok? — Seu coração gaguejou, e ela se viu assentindo. — Bom. — Ele a beijou novamente, mas não havia nenhuma língua, apenas um selinho de seus lábios contra os dela.


— Agora, é melhor você ir ou ela vai vir até aqui e ver os meus bens. — Ele bateu em seu beijo, e ela fez um pouco de barulho. Antes de Darcy entrar a sua procura ela deixou Alex parado lá, pelado, com suas bochechas ainda quentes do que fizeram. — Desculpa. — Garota, o que você estava fazendo lá? — Darcy olhou curiosa, espiando por cima dos ombros de Mary. Mary agarrou o braço de Darcy e tentou conduzi-la para longe, mas Darcy cravou os calcanhares no chão. — Espere um minuto. Por que você saiu correndo de lá? Foi por causa do Alex? Eu pensei que você estava apenas exercitando com ele, para o casamento de sua irmã. Vocês brigaram de novo? Será que aquele babaca fez algum outro comentário cretino? — Rapidamente as perguntas de Darcy deixaram Mary tonta. — Podemos falar sobre isso em casa? — A expressão de Darcy não alterou, mas ela passou os olhos para cima e para baixo em Mary, e a confusão desapareceu lentamente, e em seu lugar surgiu um sorriso de comedor de merda. — Oh. Minha Porra. — Vamos — Mary usou toda a sua força e puxou Darcy do vestiário, porque de maneira nenhuma ela queria que Alex ouvisse o que estava prestes a sair da boca de sua companheira de quarto.


O

que

você

estava

fazendo?

Darcy

estava

gargalhando quando Mary atravessou o ginásio tão rápido que ela sentiu os lutadores pararem o que estavam fazendo para ver. — Eu te ligo mais tarde, Mica. — Darcy falou atrás dela. Uma vez que elas estavam fora Mary soltou Darcy e olhou para ela. — Alex estava no vestiário com você, não estava? — Pelo calor que cobria toda a parte de Mary, e o sorriso de cem watts no rosto de Darcy, Mary sabia que sua amiga estava ciente do que ela não disse em voz alta. Darcy se inclinou para frente, em uma silenciosa mas animada voz disse: — Oh. Meu Deus. Você transou com ele, sua puta. — Ela olhou em volta, mas Mary sabia que ela perguntando

não estava


— Ele é grande? Oh, Deus, eu aposto que ele é. Eu sabia que era, só de olhar — Eu sou bom e fodo duro escrito em seu rosto. — Darcy continuou falando, e Mary olhou em volta, se sentindo ainda mais humilhada. — Shh, Darcy. Você está falando alto. — Esfregando uma mão sobre o rosto e, em seguida, até seu cabelo, Mary sabia que seu rosto estava vermelho, quando sentiu seu rabo de cavalo pendurado torto. — Bem, sim, eu fiz sexo com ele. — Darcy pegou a mão dela, e elas começaram a caminhar para a calçada, mas antes que elas chegassem no beco e para o carro de Darcy, a porta do ginásio abriu. — Posso dar as meninas uma carona? — Elas se viraram, e Alex andou até elas. O coração de Mary imediatamente começou a bater. Ele tinha um par diferente de shorts e uma camiseta preta, mas tudo o que ela podia imaginar era ele nu e empurrando dentro dela. — Não é realmente seguro andar sozinhas no centro. Mica não deveria ter deixado vocês virem aqui sozinhas. Ele deveria ganhar uns socos por causa disso. — Seu rosto era uma máscara dura, e ele inclinou a cabeça para o lado e fez um gesto para elas seguirem. Elas olharam uma para a outra, e depois para Alex quando ele se aproximou de uma caminhonete estacionada ao lado do meio-fio. — Você vai me dar detalhes mais tarde, menina, — Darcy sussurrou, e Mary não poderia deixar de rir. É claro que Alex


não teve nenhum problema para sair através do tráfego e dar a volta ao redor para que ele pudesse estacionar ao lado do carro de Darcy. Houve um momento de silêncio constrangedor. Mary abriu a porta, mas a voz profunda de Alex a parou. — Mary, eu posso falar com você por um momento? Darcy limpou a garganta. — Eu vou, uh, deixar vocês dois sozinhos por um momento. — Mary não estava olhando para Darcy, mas ela podia ouvir o sorriso na voz da amiga. Por que a caminhonete ficou estupidamente quente de repente? Darcy deu a Mary dois polegares para cima uma vez que ela estava fora do carro. Ela orou para que Alex não tivesse visto isso, mas quando ela olhou para ele, viu seu sorriso, ela sabia muito bem que ele viu. — Sua amiga parece legal, mas se está vendo Mica ela deve ser um pouco rebelde. — Ela era. Mary colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha, que caiu de seu rabo de cavalo. Ela não sabia o que dizer, mas com certeza não o deixaria ver como ela estava nervosa. Quando ele não começou a falar, ela decidiu apenas acabar com isso. — O que você quer falar? — Sua diversão de apenas alguns segundos foi embora, e o coração de Mary bateu ainda mais rápido. Ele olhou pela janela, e em seguida, depois de um longo par de segundos virou para ela.


— Eu quero levá-la em um encontro. — Por um momento, tudo o que ela podia fazer era olhar para ele, porque tão tolo quanto parecia, mesmo depois de terem acabado de fazer sexo, isso não era o que ela pensou que ele diria. — Quero dizer, merda. — Ele esfregou as costas de seu pescoço e olhou para fora do para-brisa. Sem olhar para ela de novo ele disse: — Eu queria fazer isso direito, mas então, bem, a coisa toda do vestiário. — Seu sorriso estava de volta, e ela sentiu suas bochechas queimarem como fogo quente. — Eu vou ser honesto. Eu nunca fiz isso antes. Você sabe, perguntar a uma menina se queria ir num encontro, nem mesmo na escola. Oh. Wow.

Isso era um pouco estranho e bizarro, mas

uma vez que as meninas queriam de Alex o que ele queria delas, e isso não se tratava de uma fantasia com copos de vinho ou uma conversa fácil. — Um encontro? — Se sentia como uma vadia parecendo incrédula. — Sim. Uma loucura, eu sei. — Sua voz era desprovida de emoção, e ela sabia que o ofendeu. Antes que ela pensasse em outra coisa ela disse: — Eu realmente gostaria de ir, Alex. — Um lampejo de surpresa atravessou seu rosto, e então ele estava sorrindo.


—Quero dizer, nós dormimos juntos e tudo, e eu ficaria tipo me fazendo de difícil se eu não aceitar. — Quando ele riu, ela se sentiu bem e grata, o clima ficou um pouco mais leve. Ele se inclinou e a beijou, ali mesmo, sem dúvida, na frente de Darcy. — Eu acho que eu te amo. — Ele estava sorrindo quando ele se afastou e ela sabia que suas palavras não eram no sentido literal, mas isso não impediu seu coração de pular uma batida. — Você está livre amanhã? Eu quero fazer planos antes de você perceber que concordou em sair comigo e mudar de ideia. Era a sua vez de rir, mas era um riso de nervoso. Ela não saiu com um cara em anos, mas ele não era um cara qualquer. — Sim, eu realmente gostaria de sair com você, Alex. — A tensão e constrangimento no veículo foi dissipada, e a tontura resolvida dentro dela. Mary poderia lidar com a verdade, poderia ser uma das meninas que experimentou uma noite na cama do quarterback estrela, por assim dizer, mas o que ela não esperava era o pedido de desculpas sincero que Alex deu a ela, ou a explicação dele agindo da maneira que agiu no Tainted, ou ainda ele pedindo para ir em um encontro depois que eles já transaram. Ela se preparou para o pior, se satisfez com o melhor, mas agora ela não tinha certeza do que estava por vir.


Isso a assustou muito. Ela só teria que seguir o fluxo, e esperar que ela não se afogasse no processo.

Alex estava nervoso com uma garota, e isso era algo que ele nunca experimentou antes. Ele sentou na frente de Mary no The Refectory, um restaurante especializado em cozinha americana e francesa. Era um que ele passou em frente várias vezes, mas nunca em sua vida ele pensou que estaria sentado dentro dele em um encontro. Ele não tinha trajes formais para vestir, não vivendo em Columbus. Então, ele foi para a Brooks Brothers e comprou um par de calças e uma camisa para que ele parecesse um pouco mais apresentável. Ele já usou um traje como este antes, anos atrás, mas estar na presença de Mary em um cenário tão incomum, para ele de qualquer maneira, tinha as palmas das mãos suadas e seu coração acelerado. Se sentia como um maldito adolescente de novo. — Este lugar é incrível. — Mary ergueu sua taça de vinho e tomou um gole. Ele seguiu o olhar para o teto alto com as grossas vigas de madeira, e para baixo para as paredes de tijolos que os rodeavam. — Eu sempre quis vir aqui, mas nunca tinha alguém para vir comigo e não queria vir sozinha. — Suas bochechas ficaram rosa, e ele não podia deixar de sorrir. Realmente não demorava muito para envergonhá-la, mesmo que ela fosse a única fazendo isso para si mesma. — Sim, eu também. — Não era realmente uma mentira, porque até que ele a conhecesse ele não se preocupou com


lugares como este. Mas uma vez que ela disse sim para ir a um encontro, ele sabia que queria levá-la ali. Eles acabaram a sua refeição, e agora um silêncio confortável pairava entre eles. — Você gostou do jantar? — Ela pediu algum tipo de macarrão e frango, e em diversas ocasiões, ele se viu a observando comer. Às vezes ela agia de modo sensual sobre comer, e tinha mesmo gemido levemente com cada mordida. Se isso acontecia seu rosto ficava em um estado constante de vermelhidão. — Estava delicioso. — Seu sorriso era um branco brilhante, e satisfação masculina o encheu. — E você está apreciando a noite? — Deus, por que ele estava agindo como um maricas de repente? Ele nunca se sentiu tão inseguro sobre suas ações até este momento. — Claro, Alex. — Droga, o jeito que ela disse seu nome era como se os seus dedos viajassem ao longo de seu corpo. Agora era sua vez de corar. Ele se inclinou para trás em sua cadeira e levou a caneca de cerveja à boca. Ele ainda podia imaginá-la abrindo a porta quando ele a pegou antes. Ela estava impressionante, e ele não achava que já usou essa palavra para descrever uma mulher, mas ele com certeza fazia com ela. Ele estava fazendo um monte de coisas que normalmente não fazia. Ela estava usando um vestido branco sem alças, com flores rendadas espalhadas em torno dele, e as leves ondulações de seus seios suavemente subiam do decote. Ele ostentou um pau duro no instante em que a vira pela


primeira vez. Não foi apenas sobre o quão gostosa ela era, ou que se sentia tão nervoso ao redor dela, foi também sobre a forma como o seu sorriso parecia iluminar a sala inteira, e como cada vez que ela sorria, ele se sentia perdido. — Alex? — Ele piscou algumas vezes e percebeu que ele estava olhando para seu peito enquanto seus pensamentos vagaram. — Você está bem? Você não me respondeu. — Eu sinto muito, eu só estava pensando. — Perdido em pensamentos, huh? Ou você quer dizer olhando para meus peitos? — Ele riu dela chamando sua atenção. Alex sorriu. — O que posso fazer? Você é linda, e quando estou perto de você eu não consigo pensar com clareza. — Ele não disse isso para envergonhá-la ainda mais, mas mais uma vez o rosto virou uma máscara bonita de rosa. — Você cora muito. — Ele tomou um gole de sua cerveja e olhou para ela. Ela olhou para baixo e começou a brincar com o guardanapo. — Sim, é uma maldição. Eu não posso esconder o que estou pensando ou sentindo, porque fico mais vermelha que um tomate. — Ele não disse nada, porque queria que ela olhasse para ele. Quando ela o fez, ele se inclinou para frente, pegou a mão dela, e a levou à boca para dar um beijo sobre os nós dos dedos.


— Eu gosto de te fazer corar. — Sua voz era baixa, e a fez manter o seu olhar com o seu próprio. Ele estava perdido por ela, mas parecia muito bom. — Me diga algo sobre si mesma que ninguém mais sabe. — Ele manteve a mão na sua e olhou nos olhos dela. Eles eram uma máscara tão bonita do azul, e em contraste com a escuridão de seu cabelo. — Não há realmente nada a dizer. Eu sou uma pessoa muita chata. — Ele não acreditava nisso nem por um minuto, não com o fogo que ela tinha atrás de seus olhos, ou a forma como ela poderia dar tão bem quanto poderia tomar. —Eu não acredito nisso. — Ela baixou os olhos, e ele desejou que pudesse ouvir o que ela estava pensando. — Que tal eu começar primeiro, sim? — Ela olhou para ele. — Tudo certo. — Eu tenho uma irmã da sua idade, três anos mais nova que eu. Ela começou a namorar esse cara que eu odiava. Eu pensei que ele era um idiota e usava as meninas. — De repente, ficou envergonhado, por toda a briga com Reese, e o fato de que avisou Kiera sobre ele, Alex não fez diferente. Ali estava ele, dizendo algo que nunca disse a ninguém, porque ele nem teve noção ou percebeu que idiota ele realmente era. — Honestamente, eu não sei por que sou do jeito que sou. — Merda, ele era louco de dizer essas coisas em voz alta, especialmente para alguém que ele se preocupava.


— Eu tenho usado meninas, sem dúvida, as fiz sentir como merda, mas nunca pensei duas vezes sobre ele. Minha irmã e seu namorado são muito sérios. Eu o odiava por pensar que ele poderia machucá-la, e deixei a sua reputação e os rumores sobre a forma como ele fodeu um monte de meninas, fazer esta piscina tóxica dentro de mim. Mas o tempo passou, e eles se acertaram, e agora estão vivendo juntos. Mesmo com toda desconfiança, ele acabou sendo realmente um cara muito bom e muito melhor do que eu. — Ela não respondeu, mas não havia nenhum julgamento em seu rosto. — Eu fui um idiota, chutei a bunda dele, porque ele machucou a minha irmã, mas tudo acabou por ser um enorme mal-entendido. Merda, por que ele disse isso a ela? Por que ela não estava dizendo nada? Sim, ela sabia de sua reputação, mas, na verdade, dizer em voz alta fez parecer... real. Quando o silêncio pairou entre eles e começou a ficar desconfortável,

ele

pensou

que

realmente

ferrou

tudo,

confirmando o que ela provavelmente sabia dos rumores. — Embora eu tenha ouvido tudo sobre suas façanhas, eu acho que você é um grande cara, reputação de menino mal e tudo. Sua palavra significava mais para ele do que ela jamais saberia. Alex baixou a cabeça e realmente sentiu um calor em suas bochechas pelo elogio. Limpando a garganta, se forçando a olhar para ela de novo, ele foi atingido pela milionésima vez


por como ela era bonita. A luz a cima direto nela lançava um brilho quente sobre ela, como se fosse um anjo. — O suficiente sobre mim. Quem é você realmente, Mary? Qual é a sua cor favorita? Você tem um animal favorito, comida ou perfume? Eu só quero saber alguma coisa, qualquer coisa sobre você, Mary. — Eu odeio a cor vermelha; minha comida favorita é lasanha, e eu amo o cheiro de árvores de Natal. Eu armazeno as latas de aerossol quando elas estão à venda durante as férias para que eu possa sentir o cheiro durante todo o ano. Ele não podia conter a risada que o deixou, e ficou satisfeito quando ela sorriu. Ele estendeu a mão sobre a mesa e deu um aperto de mão para ela continuar. Ele queria saber tudo sobre ela. — Você realmente quer saber as coisas chatas? — Elas não são coisas chatas para mim, Mary. Ela torceu os dedos, e antes que pudesse perguntar se ele estava a deixando nervosa e desconfortável ela começou a falar. — Eu não como frutos do mar a menos que seja um sanduíche de atum. Eu também como todas as coberturas de minha pizza em primeiro lugar. Ele sentiu o estiramento da pele quando o seu sorriso aumentou. Isso era o que ele queria saber, as pequenas peculiaridades que a fazia. As pequenas coisas que ninguém


mais conhecia a menos que eles estivessem realmente prestando atenção a Mary Trellis. Ela respirou fundo. — Me sinto deslocada. — Isso o pegou desprevenido. — Sério? Por quê? Eu a deixo nervosa? —Ela balançou a cabeça lentamente. — Bem, isso é um alívio porque me sinto da mesma maneira aqui. — Ela começou a rir, e o som foi direto através de seu peito. — É só, eu não saio com alguém em mais de dois anos, desde que saí de casa. — Ele levantou uma sobrancelha, porque ele se surpreendeu como que ela foi capaz de manter os caras fora. — Meu ex, Lance, me traiu, na verdade, e por um longo tempo eu não me vi como nada de especial. Ele era tudo que eu conhecia, e eu o deixei me fazer sentir como se eu não fosse ninguém sem ele. —Ele não falou, apenas a deixou continuar, embora ele se sentisse querendo rasgar as bolas de seu exnamorado. — O encontrei na cama com uma das minhas melhores amigas em uma festa. Ela tirou a mão, e ele deixou ir. Ela precisava de seu espaço, ele daria a ela, contanto que ela não se escondesse dele. Alex percebeu que ele não queria isso, nem agora nem nunca.


— Ela não estava chateada com o fato, e embora ele tenha se desculpado por isso e agir como se estivesse errado, eu o conhecia bem o suficiente para ver que ele não achava que me traíram. — Ela levantou os olhos para ele. — Eu não disse a ninguém como eu me sentia sobre isso, apenas bloqueei e fingi apenas que fui embora depois que comecei a faculdade. Mas eu vou ser honesta, eu mereci o que ele fez para mim em um sentido. Como ela achava que merecia ser traída? — Eu deixei ele pisar em mim, falar comigo da maneira com que ele achava que devia, e o que ele fez foi uma espécie de karma, de tapa na cara, para me acordar, e me mostrar que deixar alguém fazer o que ele fez comigo faria só me arruinar no final. Então, embora estivesse acabada, agora eu posso olhar para trás e perceber que as coisas aconteceram da maneira que eram para acontecer. — Sinto muito que ele te machucou, Mary. Isso é horrível para fazer a alguém. — Sua raiva fervia dentro dele, crescendo cada vez mais até que ele pensou que queimaria vivo. Deus, o que ele não daria por esse idiota estar na frente dele agora. — Todo mundo sabia o que ele estava fazendo naquela festa com Brittany, mas ninguém disse absolutamente nada para mim. Todos eles sabiam que estavam trepando pelas minhas costas, e nem uma maldita pessoa me impediu de ir naquela sala e encontrá-los, porra. Foi o que realmente me mostrou que tipos de pessoas eram, e como eu não podia


confiar em ninguém além de mim. Eles não eram realmente meus amigos, e fiquei feliz que descobri isso. Ele viu seu rosto quando ela falou, viu a dor que sentia, mas não sabia como consolá-la. Droga, ele nem sabia o que dizer para fazê-la sorrir novamente. Alex queria machucar as pessoas por ela, bater neles até que eles estivessem chorando, gritando suas desculpas, e rastejando aos seus pés. Ele começou a tremer com a força da sua ira, e sua mandíbula doía de como ele estava rangendo os dentes. — Você quer saber realmente quem sou, Alex? — Sim, Mary, eu realmente quero. Ela segurou os olhos por um momento antes de falar. —Eu sou o tipo de garota que deixou o namorado bêbado abusar verbalmente dela por muito tempo, foi tudo porque eu estava com muito medo do que seria, e como me sentiria quando estivesse sozinha. — Ele abriu a boca, mas ela sorriu tristemente e balançou a cabeça, o parando. — Eu não estou dizendo isso para fazer você se sentir mal, ou para ganhar alguma coisa. Você queria saber algo sobre mim que ninguém mais sabe, e eu disse meu segredo mais profundo, porque eu quero que você saiba quem é a verdadeira Mary Trellis, Alex. Eu costumava ser muito fraca, não

tinha

certeza

de

mim

mesma,

e

com

medo

do

desconhecido. Eu deixava as pessoas pisarem em mim e nunca mantinha a cabeça erguida, porque achava que não valia nada. — Mary—. Alex mais uma vez não sabia o que falar.


— Eu já passei por tudo isso, agora estou mais forte. Mesmo envolvendo um monte de lágrimas, eu fiz isso por minha conta. — O garçom veio para consultá-los, quebrando a melancolia que encheu o espaço entre eles. Quando ele os deixou a sós, mais uma vez ela disse: — Então, eu o assustei? — Ele a amava sorrindo em uma situação que claramente a machucava profundamente. — Não. — Ele balançou a cabeça e estendeu a mão novamente. — Você nunca poderia me assustar. — Estar com Mary era tão diferente de tudo que ele já fez, e o que ele sentia por ela era como nada que ele comparado ao que ele sentiu antes. Não duvidava de que ele não seria o mesmo com ela em sua vida, não mais. O pulso dele acelerou, e gotas de suor pontilhavam sua têmpora, e ele sabia que não queria nenhuma distância. Ele a queria agora, e ele sempre iria querer, não importava o quê. Ele estava se apaixonado por esta menina, e não impediria isso de acontecer. Por um momento, uma emoção passou rapidamente em seu rosto, e ele se perguntou se ela viu o quanto ele a queria, mas foi embora tão rapidamente como se tornou visível. — Eu sou adotada e crescer com Margo era uma droga. —

Margo?

Ele

gostava

que

ela

estivesse

compartilhando tudo isso com ele, e gostava que ela confiasse nele. — Minha irmã. A que vai casar na próxima semana. Ela é dois anos mais velha. Nós crescemos juntas mas nunca me


encaixei. Eu não sou o tipo rica como a minha família e as pessoas que eles convivem. — Alex nunca teve a vontade de bater em uma menina, mas ouvir o que a irmã de Mary fez ela sentir, fez crescer dentro dele um novo tipo raiva. Em sua mente, ele acabou de espancar seu ex duas vezes. Ela colocou a mão sobre o peito e olhou diretamente nos olhos. — Eu não quero despejar tantas informações em você, ou fazer você olhar para mim de forma diferente, porque eu gosto da maneira como você olha para mim, como se eu fosse a única garota que você já viu. Deus, ela estava o rasgando por dentro, e ele não sabia o que dizer para lavar essa expressão sem esperança fora de seu rosto, que ela levava quando dividiu um pedaço de si mesma com ele. — Mary —. Ela mais uma vez desviou o olhar do dele, mas ele queria aqueles belos olhos azuis olhando diretamente para ele. Quando ela fez exatamente isso, ele disse: — Quando se trata de você, não há qualquer outra mulher que eu queira. — Sua expressão era dura, séria. —Você é para mim, Mary.


Alex não conseguia manter suas mãos longe dela, mas estava tudo bem, porque ela não conseguia manter suas mãos longe dele também. Depois que saíram do restaurante, Mary só podia pensar em estar com ele no mais elementar dos sentidos. Para ouvir Alex Sheppard dizer que não havia outra para ele. Só existia ela. Seu coração estava batendo como um tambor dentro do peito, e tinha a sensação de euforia lavando seu corpo ao mesmo tempo. Ele deve ter visto o que ela queria em seus olhos, porque toda conversa cessou, ele pagou a conta, pegou a mão dela, e voltou ao seu lugar mais rápido do que o legalmente permitido. Ela disse tanto sobre si mesma, coisas que nunca proferiu a outra pessoa. Seus medos quando era mais jovem, o que Lance fez, a droga que ele fez, tudo isso era algo que ela mantinha no fundo, dentro dela, com medo de se revelar a outra pessoa. Ele a deixou falar, não a julgou com olhares ou


palavras, e nunca deixando ela se sentir envergonhada ou arrependida por ter compartilhado com ele. — Você cheira tão bem, Mary. Um gosto bom pra caralho. — Ele tomou posse de sua boca de novo, arrastando sua língua ao longo dela, e causando tantas sensações pelo seu corpo, que a deixou confusa. Aqui eram só eles, na cabine da sua

caminhonete

em

sua

garagem

como

faziam

os

adolescentes do ensino médio. Foi emocionante. As luzes estavam apagadas em sua casa, e o fato de que ele disse que ninguém estaria em casa por horas, queria sair do carro e ir para sua cama agora. — Alex. Ele continuou a beijando, e, em seguida, moveu sua boca pelo pescoço para lamber seu pulso que bateu freneticamente logo abaixo da orelha. — Poderíamos eventualmente terminar isso na sua cama? — Ele gemeu, e ela sorriu. Ela já enviou para Darcy um texto dizendo que não estaria em casa hoje à noite, e a resposta que voltou para ela era dois desenhos rústicos feitos com números e símbolos de um pênis e vagina. — Diga isso de novo. — Ele segurou seu peito, e ela deixou a cabeça cair para trás contra o encosto. — Dizer o quê? — Suas palavras eram curtas e ofegantes, porque o que ele estava fazendo ao seu corpo era ilegal. Ele estava fazendo maldades com o seu mamilo com o dedo indicador e o polegar. Ele beliscou a ponta, esfregou entre os dedos, e tinha o sangue correndo para a superfície.


— Diga que quer estar na

minha

cama. — Ele

gentilmente mordeu o pescoço, e um suspiro de prazer a deixou. Foi tão bom, ele era tão bom, e ele sabia apenas o lugar certo para tocá-la e incendiá-la mais rápido do que jogar gasolina no fogo. — Quero ir lá em cima, em seu quarto, onde eu possa deitar em sua cama ... nua. — Ela acrescentou a última parte como uma pequena provocadora, porque se ele poderia torturá-la com as mãos e boca, então ela faria com palavras. — O que você faz para mim. — Ele não fez uma pergunta, mas pelo menos ele se afastou dela para que ela pudesse puxar uma parte muito necessária de ar. Em movimentos rápidos ele estava fora da caminhonete, passou pela frente do carro e a tirou nos braços um segundo depois. Depois de um prolongado beijo, em que ele a pressionou contra o caminhão, colocou os dedos em sua vagina, estava tão molhada que ela tinha que realmente se moer em sua mão para aliviar a dor, eles rapidamente foram para dentro da casa, até seu quarto. A luz em frente veio através da única janela em seu quarto e lavou o quarto em um brilho amarelado. Eles se olharam por um momento antes que eles se olhassem e juntos tinham as mãos rasgando as roupas uns dos outros, bocas pressionadas em marcante vigor, e os sons sexuais emitidos por ambos. Uma vez que ambos estavam nus, Alex deu um passo totalmente contra ela, sua dureza contra a sua suavidade. Não existia uma parte dele que não fosse tão trabalhada e definida. Ele era totalmente masculino, e ela nunca sentiu mais controlada do que ela fez quando ele a tocou. Um ruído baixo a


deixou, e ele colou sua língua na base do pescoço e a arrastou lentamente. Ela deixou a cabeça cair para trás, fechou os olhos, e não se concentrou em qualquer coisa, exceto como ele a fazia sentir. — Eu vou tomar meu tempo com você, Mary. Esta não é uma transa rápida contra os armários. — Sua voz estava rouca e vibrava contra seu pescoço. Ele segurou um dos seios à mostra, rolou o mamilo entre o polegar e o dedo indicador, e foi para a próximo. Ele fez isso várias vezes enquanto continuava arrastando sua língua para cima e para baixo em sua garganta, como se fosse algum tipo de animal e a marcando. Era uma sensação inebriante, que a fazia se sentir propriedade dele. Ele passou os enormes braços em torno dela, empurrou sua ereção em sua barriga, e então virou para a cama. Ele usou sua parte superior do corpo para empurrá-la para trás, e quando caíram no colchão ele reivindicou sua boca mais uma vez. Abrindo as pernas para que ele pudesse colocar seus quadris estreitos entre eles, ela sentiu o ar sair dela quando todo seu peso a pressionou. Depois que ele a beijou como louco ele colocou as mãos em cada lado da cabeça e empurrou, para que suas partes superiores do corpo não se tocassem. Mary se sentiu presa por ele, pela sua força e músculos, e pela pura determinação que viu em seu rosto. Ele a lembrou de algum animal selvagem, a ponto de reivindicar a sua presa e ela era a sua presa. Ele olhou para ela, e com um toque mais suave que ela pensou o que ele poderia dar a ela neste momento, passou o


dedo entre os seios. Para cima e para baixo, fazendo com que sua pele arrepiasse com a sensação. Ele não tirava os olhos dela, nem mesmo quando seus peitos subiam com tanta força que ela ficou quase tonta com falta de ar. Ele arrastou seu dedo menor, e enquanto segurava seu olhar, tudo o que podia fazer era esperar com a respiração suspensa até que ele tocou a parte de seu corpo que doía demais por ele. Quando ele alcançou seu umbigo Alex mudou o movimento em torno dele para um círculo lento, e depois continuou mais para baixo, até que ele chegou ao topo do seu monte. — Eu quero provar você aqui, Mary. — Ele torceu a mão para que ele pudesse sentir sua vagina, e uma exclamação de surpresa a deixou quando ele empurrou seu dedo médio em seu corpo. —Você vai deixar? — Baixando a cabeça para que seus rostos estivessem quase tocando, ele disse, — Eu preciso lamber a sua boceta Mary. Eu quero arrastar minha língua pela sua boceta até gozar em todo o meu rosto. — Alex era vulgar na sua descrição, mas ao invés de assustá-la ele a fez desejar mais. Ele lentamente começou a bombear seu dedo dentro e fora, e pressionou a palma da mão em seu clitóris ao mesmo tempo. As sensações eram explosivas, e ela agarrou seus bíceps protuberantes e cravou as unhas em seus braços. Ele vaiou, — É isso aí, baby. Porra cave suas unhas em mim, me faça perceber que não estou sonhando isso.


— Deus, Alex. — Ninguém nunca transou com ela assim antes, e o pensamento de Alex chupando e a lambendo fez a umidade escorrer, fazendo com que o dedo de Alex entrasse liso com a sua necessidade. Ela estava queimando viva, e não havia como escapar. — Eu quero você. Ele não respondeu, apenas arrastou seus lábios pelo seu corpo e parou quando chegou entre as coxas. Seu hálito quente ao longo de sua fenda, e mesmo que seu rosto estivesse tão perto das partes dela, a única coisa que a consumia era o desejo desenfreado. — Ohhh. — grunhiu arqueando, cavando as unhas ainda mais fundo em seus braços fortes, e sua respiração ofegante, Mary olhou para o teto, quando Alex passou a ponta da língua ao longo da abertura de seu corpo. Ele então mudou para sua fenda, circulou seu clitóris até que ela debatia a cabeça para trás e para frente, e arrastou de volta à sua abertura onde ele lentamente a penetrou. — Porra, eu sabia que você teria um gosto assim.— Ele tirou os polegares, separou os lábios e começou a devorar a sua boceta com rápidas e longas lambidas e poderosa aspiração de seu clitóris. Seus grunhidos alimentavam o desejo e enviava choques de vibrações ao seu núcleo. Estava tão perto de gozar, e ele ainda nem não a penetrou, não realmente,

não

com

a

parte

de

seu

corpo

que

absolutamente ansiava. — Não lute contra isso, Mary. Eu quero que você goze.

ela


Essas

palavras

eróticas,

sujas

foram

sua

ruína.

Agarrando um punhado de seu cabelo, ela puxou os fios sedosos quando seu clímax rasgou através dela. Alex nunca em nenhuma vez parou de lambê-la, e de fato acrescentou outro dedo grosso dentro do seu buraco no pico de seu prazer. Foi intenso, com a mente entorpecida de algo que para ela foi certamente superior. Quando os tremores pararam, ela ficou ali respirando. Alex continuou enfiando seus dedos, apertando sua boceta e movendo para cima de seu corpo e então a beijou. Sua língua se enroscou com a dela, e o sabor dela, misturado com tudo o que era Alex invadiu seu paladar. — Você vai me deixar fazer isso de novo algum dia, baby? — Deus, sim. — Ele riu e a beijou profundamente, e ela não era tão tímida na verdade, ela tinha tudo, mas ronronou essas duas palavras. Sua ereção era uma entidade viva entre as coxas dela, quente e dura. Eles se olharam por um momento

antes

que

ele

se

afastasse

dela,

pegou

um

preservativo de sua mesa de cabeceira, e rolou em seu eixo. Ela olhou para a mesa de cabeceira, odiando o fato do que estava pensando naquele momento. Dedos firmes seguraram seu queixo, e Alex virou a cabeça para que ela estivesse olhando para ele. — Eu nunca tive outra menina no meu quarto. Você é a primeira e única mulher na minha cama, e eu penso em manter dessa forma. — É claro que ele saberia no que ela estava pensando, porque Mary rapidamente percebeu que ela


não poderia esconder nada de Alex. Se isso era uma coisa boa ou ruim ela ainda decidiria. — Ok, Mary? — Ela confiava nele mais do que em qualquer outra pessoa, foi o que a confortou, mas a assustava ao mesmo tempo. — Sim. — Ele parecia satisfeito, e ela também viu um toque de alívio. Ele passou os dedos sobre sua bochecha, como se estivesse memorizando ela. Ele pegou a outra mão e mudou entre seus corpos, se posicionando em sua entrada. Com a sensação da cabeça grossa em sua abertura, ela não conteve o gemido de satisfação. — Enrole suas pernas em volta de mim, Mary. — Ela fez o que ele quis e cruzou os pés contra a sua parte inferior das costas. Um grunhido deixou quando seu movimento ao redor, tentando entrar em posição, teve outra polegada sendo empurrado dentro dela. Ele não provocou desta vez, apenas empurrou lentamente seu pênis dentro dela. Uma máscara de êxtase tomou conta de seu rosto quando ele foi fundo dentro dela. — É tão bom, Mary. Você nunca vai saber como é bom para mim. — Ele pressionou o rosto na curva do pescoço e inalou profundamente. Alex começou lentamente empurrando dentro e fora dela. Ele puxava para fora apenas o suficiente para que a coroa de seu pau fosse a única coisa alojada em sua vagina, e então ele empurrava de volta para ela. Seus movimentos eram sem pressa, devagar. Seus olhos estavam fechados, os tendões em


seu pescoço tenso, e sua mandíbula apertada. Ele parecia tão bom, tão masculino. Ele estava indo lentamente para ela, e ela percebia pela maneira como ele se segurava, acima dela, que ele queria ir mais rápido, mais forte, como a forma como ele a levara no vestiário. — Você não tem que se segurar para mim, Alex. Eu só quero que você me leve. — Ele abriu os olhos lentamente, mas apenas metade. O olhar que ele a deu enquanto sua boceta apertava em torno de seu comprimento, fez com que saísse um gemido do fundo da garganta. — Mary, eu realmente tenho que me segurar. Você não tem ideia do que eu quero fazer com você, como quero te tocar, te beijar, e quão duro quero foder você. — Ele empurrou profundamente dentro dela, e ela subiu na cama uma polegada. Suas mãos estavam na cama ao lado de sua cabeça, e ela podia ver pelo canto dos olhos a maneira como ele puxou os lençóis, apertando o material em seus grandes punhos. Quando ele abaixou a cabeça e passou ponta do seu nariz ao longo da orelha dela, Mary estremeceu em resposta. — Você correria gritando, se soubesse o quanto eu quero ser dono de seu corpo, e marcá-la para que os caras saibam que você é minha. Ele puxou e empurrou duro dentro dela novamente. Ela subiu na cama mais uma polegada e um grito de prazer a deixou. Ele agarrou um pedaço de seu cabelo, inclinou a


cabeça dela para trás e suavemente mordeu o lado de seu pescoço. — Isso assusta você, Mary? — Ele bombeou novamente, superficialmente, para que ela ansiasse por mais. — Será que te assusta saber que eu quero cada parte de você, e que se outro cara olhar para você da maneira errada, falar com você, ou Deus que o ajude, tocar em você, eu vou ter que bater tão forte nele, que ele será incapaz de andar direito outra vez? —Suas palavras eram baixas e perigosas. —Responda baby — Outro empurrão dentro dela e ela foi forçada a apertar os dedos em seu bíceps enormes e se segurar. — N-não, não me assusta, Alex. — Pelo contrário. Ele a virou, caramba! Ela já não tinha as pernas ao redor de sua cintura e sim teve seus pés apoiados no colchão e foi levantada pelos quadris no tempo com o seu bombeamento poderoso. — Cristo, Mary. — Ele começou a se mover mais rápido, e quando ela ia gozar, ele parou. Por um momento, Mary estava atordoada sem palavras. Ele realmente parou quando ela estava tão perto? Ela levantou a cabeça para olhar para ele por entre as pernas. Alex estava de joelhos, sua ereção se projetando para frente, e o recuo do piercing na ponta do seu eixo visível através do preservativo. Ele agarrou a raiz de seu eixo, respirou pesadamente, e olhou para sua vagina. — Eu quero levá-la por trás, Mary. — Ele levantou apenas os olhos para ela, e ela lambeu os lábios e assentiu.


Ele não sorriu, não se moveu, e apenas continuou olhando para ela. Mary mudou para que ela estivesse de joelhos, e olhou para Alex de cima do ombro. — Se espalhe para mim, Mary. Me deixe ver o que é meu. Seu coração estava batendo em dobro, e o fato de que ele falou tão exigente a teve fazendo exatamente o que ele disse. Ele chegou por trás dela, agarrou a bunda e espalhou. Ele gemeu profundamente. Ele chegou tão perto que o calor do corpo o fazia sentir como se um fogo a cercasse. Colocando a ponta de sua ereção, na abertura de sua vagina, mais uma vez, ela esperava que fosse bater dentro dela, mas ele não o fez, e ao invés disso ele segurou sua cintura, grunhiu, e entrou nela com uma ternura que a surpreendeu. Mais e mais, ele puxou

e

empurrou

de

volta,

não

aumentando

a

sua

velocidade, mas se certificando de preenchê-la completamente. Ela doía, precisava dele tão feroz como ele poderia ser. As roupas de cama estavam enroladas em suas mãos, e ela olhou por cima do ombro, mais uma vez, não tendo medo de perguntar o que ele realmente queria. —Alex — Sua voz era suave, mas tensa a partir da necessidade desesperada de gozar. — Eu preciso que você se dê para mim. Você está segurando. — Ele olhou para ela, e ela viu a forma como a garganta levantou quando ele engoliu. Ele estava quase fora de seu corpo, mas depois que ela disse o que queria, ele fechou os dedos em sua cintura e empurrou de volta para ela, duro.


—Oh, Deus. — Ela fechou os olhos enquanto uma onda passou por ela. Ele fez isso de novo e de novo, mantendo um aperto e batendo em seu clitóris já deliciosamente dolorido. Ela estava tão perto de gozar, mas antes que pudesse resolver o assunto em suas próprias mãos e se tocar, Alex colocou o dedo entre as coxas e esfregou seu clitóris. Ele beliscou o tecido

inchado

com

força

suficiente

que

seus

olhos

lacrimejaram e seu orgasmo se chocou contra ela. Era uma agonia e êxtase, tudo junto. Ela mordeu o lábio, o sentindo tocar o escondido e inchado nervo dela, e dando a ela o prazer em um nível vulcânico. O sabor picante, metálico de sangue encheu sua boca, mas ela não se importava que tivesse rompido a pele, porque o que Alex estava fazendo com ela, neste momento, não poderia ser chamado de qualquer coisa, mas ele estava transando com ela de forma crua. Seus seios balançavam com a força de seus golpes, e o som de seus tapas na pele úmida em conjunto, encheu seus ouvidos. Ele resmungou e rosnou atrás dela como uma espécie de animal feroz, mas tudo isso só fazia com que ela tivesse outra série de contrações menores saindo dentro dela. Com um gemido ensurdecedor ele enterrou todo o comprimento do seu pau dentro dela e gozou. Ela sentiu quão tenso ele estava e quão difícil e molhados seus músculos estavam enquanto se esforçava por trás dela. Quando seu corpo não estava mais tenso ele a cobriu de volta com seu peito, seu hálito quente e úmido soprando em sua nuca. Eles caíram para o lado ao mesmo tempo, e Alex enrolando logo os seus braços em volta dela a trouxe de volta


ao seu peito sólido. Seu eixo suavizou em seu interior, mas não estava totalmente flácido, e ela balançou contra ele. Ele beliscou o lóbulo da orelha e gemeu. — É melhor você parar de fazer isso, ou vamos para a segunda rodada. — Ele beijou sua orelha e saiu dela, para sua decepção. Ele saiu do quarto, presumivelmente para ir ao banheiro, mas ela estava cansada demais para abrir os olhos e checar. Poucos minutos depois, ele estava de volta e deitou na cama ao lado dela, ficando de conchinha. Ficaram em silêncio por alguns instantes, e assim como ela estava prestes a falar algo, sua voz profunda perfurou a quietude. — Obrigada por compartilhar uma parte de si mesma comigo esta noite. Significa muito que você confiou em mim. — Ele enterrou o rosto em seu cabelo e inalou. —Estou feliz por ter dito a você, também. — E ela estava. O silêncio mais uma vez pairou sobre eles, Mary deixou seus pensamentos assumirem por um momento, e teve a ideia de que poderia facilmente se apaixonar por Alex Sheppard.


Suor escorria pelos olhos de Alex assim que ele deu outra volta no campo. Ele não poderia participar de nenhum jogo até que toda a sua merda fosse resolvida, mas ele ainda treinava com o resto do time. Alex estava realmente se perguntando porquê Mary estava o ensinando, o que o deixou surpreso desde que se concentrar perto dela era muito difícil. O que ele sabia com certeza, é que ele não tinha nenhuma ideia do porquê ele decidiu se inscrever na aula de Sexualidade Humana. Ela estava sendo paciente com ele, desde que seu relacionamento se tornou físico ele ainda não foi capaz de manter suas mãos fora dela. Mas os pequenos avisos dela para ele prestar atenção e parar de se aproveitar da tutora foi incentivo suficiente para ele realmente se focar. Era sexta-feira, e era para ele supostamente a levar no restaurante com sua família para jantar. Toda a situação era louca, imprevisível, e ele amou cada minuto.


Ele deu mais uma volta e parou quando alcançou seus companheiros de time. Todos estavam respirando cansados, mas correr em volta do campo foi a punição por alguns caras terem chegado tarde e de ressaca ou até meio bêbados ainda. —Eu deveria fazer vocês correrem mais vinte voltas só porque eu apreciaria muito isso — O treinador parou na frente deles e fez uma careta. Sim, ele estava puto, e sempre que o Treinador estava bravo era muito assustador de ver. — Não sei quantas vezes eu avisei sobre vir para o treino de ressaca, mas estou cansado disso. Não me importo se não foi você, porque nós somos um time, e quando um de vocês faz merda, todos vocês fazem também. — Ele passou os olhos por todos os jogadores e parou seu olhar em Alex por mais tempo. — Estou surpreso que você não esteja falhando em suas aulas e na sua posição, Sheppard. De fato, eu pensei que fosse mais esperto e tomasse seu erro como uma lição de vida. Alex ficou e com raiva por ter sido chamado atenção na frente de todos, mas ele manteve sua boca fechada. Alguns de seus

companheiros

lançaram

olhares

cautelosos,

mas

rapidamente desviaram quando ele estreitou seus olhos para eles. — Ninguém está liberado do treino até que cada um de vocês tenha suado todo o álcool, e a única coisa que vocês irão querer na sexta-feira à noite é gelo nos seus músculos; Houve um gemido coletivo. Alex olhou para o relógio. Era para ele chegar em casa, arrumar uma bolsa para o fim de semana, e pegar Mary na casa dela em uma hora. E aí eles


encontrariam seus pais. Ele reservou um quarto de hotel, e o pensamento de tê-la só para si, embaixo dele, e gritando seu nome, o deixou duro como uma pedra. Ele se ajustou através de sua roupa e andou para onde o treinador falava com alguns de seus colegas de time. — Agora movam seus traseiros de volta para o campo e executem a jogada 3 de novo até que esteja correta — O treinador virou para Alex. —Treinador, era para eu estar passando esse fim de semana com a minha garota. Eu realmente não posso me atrasar essa noite. — Houve um momento de silêncio. — Você é uns do que precisam ficar Sheppard. — Eu cheguei sempre na hora desde que você me disse sobre aumentar minha média, e não vim para o treino de ressaca.

Eu

também

estou

me

esforçando

muito para

aumentar minhas notas. — Você quer um prêmio, Sheppard? — Alex cerrou seus dentes e apertou suas mãos em punho. O treinador tinha que ser respeitado, mas isso não significava que ele gostava da forma que ele falava. — Não, mas estou dizendo a você que preciso ir. Eu tenho planos. O treinador não esboçou nenhuma reação. — Parece que você vai se atrasar, Sheppard. Agora se junte ao time e treine. — Ele não deu tempo para Alex falar, porque ele já estava voltando para o campo. Alex olhou em


volta e viu seus colegas de time entrando em formação para praticar a jogada. Merda. Ele poderia sair, mas ele não duvidava que haveriam sérias repercussões envolvidas, e ele já estava em observação. —Porra. — Ele rapidamente andou até sua bolsa e pegou seu telefone. Ele discou o número de Mary, saiu do campo e apoiou na parede de concreto. — Oi. — O sorriso em sua voz era contagiante, e ele se viu sorrindo de volta. — Oi, baby. — Você já está vindo? — Sua voz era macia, melodiosa, e fez com que ele fechasse seus olhos para apreciá-la. Porra, ele estava tão na dela, e ele não se importava com que alguém dissesse sobre isso. — Aww, baby, eu tenho que ficar até tarde no treino hoje. O treinador está sendo realmente duro com todos, porque os caras vieram treinar de ressaca. — Ele ouviu o som de um zíper sendo fechado e soube que ela estava se arrumando. —Sério? — Seu desapontamento estava claro. — Você não consegue sair antes? Talvez se você dissesse ao treinador seus planos? — Desculpe baby, mas eu já estou em estágio probatório por causa das minhas notas, e realmente não quero irritar mais ninguém. — Então, mas você ainda vai vir, certo?


As coisas entre eles eram tão diferentes agora, que ele não poderia explicar isso racionalmente. Há algumas semanas atrás ele não acreditaria que sentiria dor só de ver o rosto de Mary, só ouvir sua voz, e somente tocar sua pele. Mas tudo terminou quando ela se entregou a ele na Frost’s e continuava mudando para melhor toda vez que ele a via, droga, toda vez que

ele

falava

com

ela.

Eles

ainda

não

sentaram

e

conversaram sobre o tipo de relacionamento que tinham, mas não existia ninguém mais para ele. Além disso, a forma que ela o olhava, dizia a Alex que ela se sentia do mesmo jeito que ele. Ele não olhava para outras garotas, ele não pensava em outras garotas, e ele não ficou duro quando uma garota se esfregou nele. Tudo que ele queria era uma certa garota de cabelos escuros e brilhantes olhos azuis, e que a paixão que havia dentro dela, poderia deixa-lo de joelhos em mais de uma maneira. Ele olhou para a parede cinza porosa em sua frente e passou sua mão pela superfície áspera. Poderia ele realmente amar alguém em tão pouco tempo? Ele nunca esteve apaixonado, ele não sabia como era se sentir apaixonado, mas as emoções dentro dele todas as vezes que ele olhou para Mary, disse que o que ele estava sentindo não era apenas desejo por ela. Ele se importava com ela, muito. E se isso era como o amor se parecia, essa necessidade profunda de protegê-la, e o sentimento de posse que o consumia quando ele estava perto dela, então sim, ele a amava, muito. — Eu não sei que horas chegarei, mas sim baby, eu não perderia isso por nada no mundo. — E ele não o faria, porque ele iria a qualquer lugar com ela, faria qualquer coisa por ela,


e não haveria nada no planeta que o pararia. Seus amigos poderiam chamá-lo de submisso a namorado, mas era muito mais do que isso. Ele estava apaixonado pela primeira vez em sua vida, e não haveria nada que poderia tirar essa alegria dele.

Mary temia em ir nesse casamento. Não somente porque Alex estava no treino e chegaria atrasado, mas ela também estaria presa na sala de jantar abafada com seus pais tendo que ouvir Margo falar e falar o quão infeliz ela estava sobre cada minúsculo detalhe da decoração do casamento, dos vestidos, até mesmo sobre a música. É claro que Margo tinha classe, mas ela também era uma mega-megera nos seus melhores dias. Então aqui estava ela sentada na mesa com sua família, ouvindo Margo reclamar sobre quão seco estava o vinho tinto para o seu gosto. Joe sentou do lado de Margo como um cavalheiro, concordando com tudo que ela falava. — Mary, você ouviu o que sua irmã te perguntou? — Mary olhou para sua mãe, percebendo que ela estava divagando. —

Não,

me desculpem.

Estava

perdida

em

meus

pensamentos. — Quando ela estava com sua família precisava ser a filha adequada dos Trellis. Suas costas tinham que estar


eretas e suas mãos tinham que estar cuidadosamente dobradas sobre seu colo, ela se sentia como uma total impostora. Era tudo robótico. — Eu perguntei o que aconteceu com o seu encontro? Ele furou com você? Ela olhou para Margo. — Ele estará aqui mais tarde. Ele tinha treino, e ficará até mais tarde. — Antes que Margo pudesse fazer um comentário sarcástico, o qual Mary imaginava que estava na ponta da sua língua, a campainha da porta da frente tocou e sua mãe exclamou. — Oh Mary, eu esqueci de dizer que encontrei um velho amigo seu algumas semanas atrás. — O coração de Mary acelerou

imaginando

qual

“amigo”

sua

mãe

encontrou,

especialmente desde que Lance falou que eles eram um casal semanas atrás. Sua mãe estava de pé e indo em direção a porta da frente antes que a empregada pudesse chegar lá antes. Deus, minha mãe está muito ansiosa. Ela ouviu uma tagarelice e depois a voz profunda e esnobe de Lance. Momentos depois seu ex-namorado entrou na sala de jantar, mas Mary se recusou a manter um contato visual com ele. Essa situação toda era uma merda. Ela estava irritada que sua mãe o convidou, mas em sua defesa Mary não disse a ninguém o porquê de eles terem terminado, ou todas as coisas horríveis que ele fez com ela. Após a conversa deles no telefone várias semanas atrás, ela pensou que Lance pegou a dica de que ela


não queria mais nada com ele. Claramente esse não era o caso. — Mary, será que você pelo menos irá dizer oi ao Lance? Apertando as mãos em torno do guardanapo de linho em seu colo, ela levantou sua cabeça e olhou para o cara que a fez sentir como se ela não fosse nada, em todos os sentidos da palavra. Lance Marten, com o seu perfeito cabelo loiro curto e seus olhos claros, parecia exatamente como ela se lembrava quando ela o deixou há dois anos naquela festa. Com apenas um piscar de olhos ele parecia o menino perfeito da porta ao lado, mas no seu interior não valia nada. Seu suéter estampado argila estava sem uma ruga e liso sobre sua camisa branca de botões engomada, e seus Dockers foram amarrados com perfeição. Ele sorriu para ela, mas ela conhecia Lance o bastante para saber que ele não passava de um monte de merda quando ficou na sua frente. — É tão bom vê-la novamente, Mary. Tem sido um longo tempo. — Ele se moveu em volta da mesa, e ela ficou tensa. Seu sorriso era branco e perfeito. Sem dúvida que ele teria comprado para si mesmo facetas de porcelana. Antes que ela pudesse se mover ele a agarrou por baixo dos seus braços e a puxou suavemente. Quando ela chegou perto dele, ela quase engasgou com o cheiro forte do seu perfume Polo. Era o mesmo cheiro que ele usava quando eles namoravam, perfume que ela não podia tolerar por mais tempo, porque ela sempre atribuiu ele as suas explosões bêbadas, e a forma como ela se sentia com ele... Dependente e carente.


Sussurrando para que só ela fosse capaz de ouvir Lance disse: — Já que você não quis me ver por conta própria, eu tive sorte de encontrar sua mãe no clube de campo. Estranho como as coisas se encaixaram, não é? Sim, muito conveniente. — É tão bom ver você. — Ele se afastou e sorriu para ela. — Eu não posso acreditar nisso. Você não mudou nada. Ela tentou afastá-lo, e dizer a ele que só se passaram dois anos, e não décadas, desde a última vez que eles se viram. Estar diante dele novamente mostrou duas coisas a ela: ela ainda o odiava, e não importava o tanto que ela amadureceu enquanto eles estiveram afastados, e se tornaram estranhos, ainda havia uma parte dela que se sentia diminuída com sua presença. Agora ela estava pensando o quanto ela cresceu desde que deixou Brentsville, Lance, e o controle rígido da sua família. Ela fez algo errado, ou ela estava deixando Lance controlar uma parte dela que ele não poderia reivindicar. O que ela queria era Alex, para sentir suas mãos fortes a segurando, seu cheiro para limpar o perfume doce e doentio de Lance. Alex não se importava com títulos, ou status sociais. Sua mãe estava feliz com a reunião e seu pai os encarava imperturbavelmente. Pela próxima hora e meia sua mãe incluía Lance em todos os assuntos que ela começava. A raiva de Mary crescia lentamente com o passar do tempo.


— Então, Lance, como estão às coisas com seu pai? Ouvi dizer que você começa seu estágio na companhia dele logo? Lance passou a próxima hora falando sobre ele mesmo. Mary não podia aguentar mais. — Lance. — Todo mundo olhou para ela. — E como esta Brittany? — Houve um silêncio e ele a encarou. Não teve como disfarçar o modo que ele rangeu os dentes. Aww, um assunto delicado. Bom. Ele limpou a garganta, e olhando entre seus pais, deu a ela um sorriso sarcástico. — Na verdade, Brittany e eu nos separamos. — A maneira como ele disse, com um leve tom de desgosto, Mary ficou se perguntando o que a “amiga” fez para ele. Ficou claro que ele estava chateado sobre como as coisas terminaram entre eles. Talvez Brittany conseguiu uma amostra do que Lance Marten realmente era capaz. Não que ela desejasse mal a ninguém, mas existia o karma e tudo mais. Lance, com sua fala mansa, passou por cima do assunto Brittany. —Mary, eu estava pensando que talvez nós pudéssemos nos encontrar depois do casamento? Talvez sua família estivesse tão absorta por não reparar nos tiques raivosos de Lance, ou eles não se importavam em manter o mesmo assunto.


— Oh, Mary, isso não é agradável? — Sua mãe derramou sobre o que ele falou. — Eu nunca entendi porque vocês se separaram, mas dois anos é tempo bastante para as coisas se ajeitarem. Além do mais, você está solteira e ele também. Mary não corrigiu sua mãe sobre o fato de que ela não se considerava solteira. Ela e Alex podiam não ter conversado sobre o que o relacionamento deles era, mas ela se importava com ele, e não conseguia se ver com qualquer outra pessoa. Ela só queria Alex. Ela encarou sua mãe, mas essa estava praticamente bajulando Lance do seu lugar. — Vocês dois deveriam ir ao casamento juntos. — Sua mãe olhou para Mary. —Desde que seu encontro obviamente não virá, penso que seria perfeito desde que esbarrei com Lance no clube. Sim, momento perfeito. Escreva sarcasmo. — Eu não penso assim, desde que meu encontro, Alex, estará me acompanhando. Ele teve coisas para fazer, como eu disse mais cedo. — Ela manteve seu olhar sério enquanto encarava sua mãe. Ela não mudaria de ideia. Isso já estava indo longe demais e ela estava colocando ponto final nessa conversa. — Desculpe, Lance, mas tenho certeza que encontrará alguém para ir com você. — Satisfação a encheu quando ela


percebeu uma faísca em seu olhar, e ela sabia que atingiu um nervo. — Bem, isso é uma pena, mas você guardará uma dança pra mim no casamento, certo? — Deus, ela só queria sair desse horrível pesadelo. Ela nem se importou em responder sua pergunta. —Ouçam, eu tenho que ir. — Mary teve o suficiente, e agora tudo o que ela queria era voltar para seu quarto de hotel e esperar por Alex. Ela olhou para seu telefone, imaginando onde ele estava. Ela não queria que ele aparecesse agora, porque sujeitá-lo a isso, seria crueldade. Margo estava dando a ela um olhar de desdenho, e seus pais a olhando com desaprovação, provavelmente por causa de sua atitude. Logo depois desses dois anos em que ela realmente sentiu que amadureceu como pessoa e como uma adulta. Ela supôs que quando coisas ruins acontecem na vida de uma pessoa isso a faz mais forte. Ela sabia que se não fosse por tudo que ela passou com Lance, e o jeito que ela deixava as pessoas fazerem ela se sentir, como um nada enquanto crescia, Mary talvez nunca tivesse a coragem necessária para dizer as coisas que ela disse a eles agora. Antes que eles pudessem detê-la ela se levantou e pegou sua bolsa. —Mary, você está indo embora sem terminar de jantar? — Sua mãe se levantou, com surpresa evidente em sua voz. Mary se virou para sair. — Eu tive um longo dia, então eu só gostaria de ir para o hotel.


— Hotel? — Sua mãe gritou em choque. Mary voltou para mesa, e fechou seus olhos. Sim, ela não se importou em dizer a ninguém que ficaria em um hotel com Alex. Quando virou todos estavam a encarando e esperando uma resposta. Existia um pingo de dor no rosto de sua mãe, o que fez Mary se sentir ainda pior. — Sim, eu pensei que a casa estaria lotada com Margo e Joe ficando aqui, além do mais, seria desconfortável para Alex ficar em um lugar que ele não está familiarizado. — Alex? Você quer dizer o namorado que não está aqui? — Estava claro na voz de Margo que ela acreditava que não havia nenhum Alex. Mary estava exausta mentalmente e fisicamente, e ela já estava pronta para ir. — Sim. — Ela cerrou os dentes, sentindo toda a fraqueza que ela sempre sentiu evaporando. — De fato, ir embora é melhor a opção no momento. — Mary, não sei que bicho te mordeu, mas o seu comportamento é rude e inaceitável. — Seu pai pegou o guardanapo e limpou o canto da boca. — Eu concordo Mary. Você nunca agiu dessa forma. Tem alguma coisa te incomodando? — Sua mãe apertou o guardanapo de linho no seu colo. — A deixe ir, mãe. Ela está estragando o jantar de qualquer forma. Ela provavelmente vai fazer uma cena no meu casamento também. — Margo sentou e jogou o cabelo para trás.


Era isso. Algo dentro de Mary estalou. E toda a fraqueza que eles a fizeram sentir e o jeito que ela permitiu que todos passassem por cima de suas vontades e dissessem como a vida dela seria, foi longe demais. Ela era uma adulta, ela sobreviveu por dois anos sem a ajuda deles, e ela era mais forte do que eles poderiam imaginar. A lutadora dentro da sua rosa. Encarando Margo com raiva ela viu sua irmã arregalando os olhos. Ah sim, nada mais de ficar para trás e deixar os outros pisarem nela. — Você é uma grande puta, Margo. — A sala ficou mortalmente silenciosa assim que Mary falou. Todos a olhavam escandalizados pelo que ela acabou de dizer. Pareceu muito chocante. — Mary...— A voz estridente da sua mãe não a impediria de continuar. Não, isso vinha acontecendo há muito tempo. — Não, mãe. Eu tive muito dessa merda, e vocês dois me olhando como se nada que eu fizesse se encaixasse na pequena vida perfeita dessa comunidade. — Ela encarou seus pais. — Estou cansada de me sentir como se não valesse nada para ninguém. — Mary, querida, eu não sabia que você se sentia desse jeito. — Os olhos de sua mãe estavam arregalados e sua voz era sincera. — Isso é porque você nunca se importou Mãe. — Foram diversas vezes na sua vida em que seus pais e sua irmã mostraram o que eles esperavam dela, o que ela deveria vestir,


a forma como ela deveria falar, ou agir do jeito que eles queriam. Ela sempre seguia as ordens e sentia que ela nunca fazia nada certo. E isso custou a ela se sentir confortável consigo mesma. Foi preciso dois anos para ela compreender que valia alguma coisa. Alex a fazia se sentir especial, ele não esperava que ela fosse outra pessoa, ele se importava com o que ela tinha para dizer. Ele a fez sentir como um ser humano. Ele podia não saber, mas ele a ajudou a perceber várias coisas no pequeno espaço de tempo em que estavam juntos. Ela sentia que podia ser ela mesma com ele, e isso era libertador. A sala ainda estava em silêncio, e ela não quebrou o contato visual com Margo. — Estou cansada de você me tratar como se eu não fosse boa o suficiente. Estou cansada de você agindo como se fosse melhor do que eu. E estou cansada de você ser uma vadia o tempo todo. Sua mãe engasgou, e Margo abriu sua boca em choque, mas nada saiu dela. Todo o resto continuou em silêncio. Pelo menos eles eram espertos nesse sentido, porque ela estava se sentido como se houvesse um fogo queimando dentro dela e poderia explodir a qualquer momento. — Você não é melhor que ninguém, Margo. — Ela abaixou a voz. — Você é minha irmã, você querendo ou não corre o mesmo sangue em nossas veias. E não importa de onde você


veio, quanto dinheiro você possui, ou amiga de quem você é.— Ela se virou para sua mãe então. — Eu não sou uma boneca mãe, você não pode me fazer agir da forma que você quer, ou fazer o que você quer. Eu sou humana, sua filha, e estou cansada de nunca poder me sentir como eu mesma quando venho para casa. — Elas se encararam por um instante. — E eu nunca voltarei com Lance. — Mary levantou sua mão quando sua mãe ameaçou falar. — Me deixe terminar. — Pela primeira vez na vida Marsha Trellis realmente olhou para ela. — Você quer saber porquê de eu nunca mais vou voltar com Lance? — Ela olhou para seu ex, ela viu como suas narinas se abriram e seus olhos se estreitaram. — Ele me traiu com a Brittany, você sabe, a garota que costumava ser minha amiga. Sim, eu os peguei transando em uma daquelas elegantes festas de vinho que eles gostavam de fazer. — Mary, acho que isso é o bastante. — Lance falou entre seus dentes, mas ela não podia parar. Não agora, e com certeza nunca mais. — Não é o bastante Lance, porque eu quero que eles saibam exatamente o tipo de pessoa que você é. — Seu rosto ficou vermelho de raiva. — Você está cometendo um erro, Mar.... — A deixe terminar garoto.


Mary arregalou seus olhos para o pai, surpresa com o baixo tom de advertência em sua voz. Seu pai olhou para ela e balançou a cabeça para ela continuar. — Você me machucou Lance. — Sua voz era macia, mas ela sabia que fazia sentido o que ela estava dizendo. — Todo o tempo em que nós estivemos juntos eu aguentava as suas agressões verbais bêbadas, porque estava com medo de ficar sozinha. Ela não iria chorar, mas as lágrimas começaram a surgir por trás dos seus olhos. Não era lágrima de tristeza, surpreendentemente, eram lágrimas que a faziam se sentir limpa e feliz, porque finalmente estava tirando essa opressão do seu peito e sentiu como se o peso do mundo fosse retirado dos seus ombros. — A única coisa boa do nosso relacionamento foi o fato de que eu aprendi muito sobre mim mesma, e sobre o meu valor estando com você. Eu sou diferente agora, como você pode ver, e isso é uma coisa boa. — Ela deu um passo para trás e saiu da sala. — Estar por minha conta, andar com as minhas próprias pernas e lidar com tudo sozinha fez eu não me sentir dependente dos outros, ou a me importar sobre a que eles pensam sobre mim. Eu posso viver em uma casa velha, com uma colega de quarto, que não pode comprar roupa de grife ou sempre tem coisas novas, mas eu não trocaria isso por nada no mundo. — As lágrimas que ela lutou arduamente para


segurar rolaram pelo seu rosto, mas ela não se importava. Ela se sentia bem em chorar, porque pela primeira vez na sua vida as lágrimas não eram de tristeza. O único som que se ouvia quando ela terminou de falar era o relógio do seu avô no hall de entrada marcando as horas. — Mary, querida. — Mary balançou a cabeça e sorriu para sua mãe. — Eu não quero um pedido de desculpas, porque o que passou, passou. Eu estava cansada de manter tudo isso dentro de mim, mas coloquei tudo para fora, e só sei que nunca vou manter nada para mim novamente. Devo uma parte dessa mudança a Alex, porque ele nunca me fez sentir estranha, e sempre me diz que eu sou valiosa. Eu tenho que ir, mas eu irei amanhã ao salão de beleza, Margo. — Ela não esperou ninguém responder, apenas foi para a porta da frente, mas parou quando ouviu a voz profunda do seu pai. — Você fez aquilo para minha filha? — Mary ficou surpresa ao ouvir a raiva borbulhando quando seu pai falou. Houve apenas algumas vezes que ela viu ou ouvido seu pai chateado, e todas às vezes foi por causa do trabalho. Ele era imperturbável, apático no melhor dos dias, e como todos os outros, pouco mostrava afeto. Era quem ele era, mas agora ele estava falando com Lance com raiva crescente em sua voz. Lance limpou sua garganta. —Senhor... — Você não é mais bem-vindo em minha casa, ou na companhia da minha família. Eu quero você fora daqui.


Ela ouviu sua mãe começar a chorar. Mary abriu a porta e saiu, mas parou quando viu a chuva. Claro. Pegando as chaves na sua bolsa, ela pegou o telefone, e viu algumas chamadas perdidas de Alex e textos dizendo que estava arrependido porque estava chegando tarde e que já estava no caminho. Ela enviou uma mensagem para ele dizendo apenas para encontrá-la no hotel. Ela estava feliz que ele não foi esta noite, porque de maneira nenhuma ela queria que ele tivesse assistido aquele espetáculo. Destravando o alarme do carro ela começou a caminhar rapidamente até o carro. A chuva continuava e ela ficou encharcada, mas antes de entrar no carro, ela ouviu a porta da frente abrir e fechar e se virou para ver Lance andando rapidamente em sua direção. Ele parou bem na sua frente, com seu cabelo perfeitamente penteado pingando água, e seus olhos transformados em fendas. — Você me fez parecer um idiota lá dentro. — Ela percebeu o jeito que ele abria e fechava suas mãos do lado do corpo. Ela segurou ainda mais forte suas chaves, se recusando a ser intimidada. Ele não se atreveria a bater nela, mas o que ela via em seus olhos é que ele desejava isso. — Eu só disse a verdade. Mas se a verdade o faz parecer um idiota talvez você devesse dar uma boa olhada no espelho, Lance. — Não era uma pergunta, mas suas palavras com certeza o irritaram ainda mais porque ele mostrou seus dentes para ela. Ele levantou sua mão, e ela estava entre ele e seu punho.


— Se você quer fazer isso, então faça. — Não existia medo em suas palavras. Segurando seu olhar, ela o desafiou a bater nela e provar exatamente o quão fraco ele era. Suas narinas expandiram, e por alguns segundos, ele não fez nada, apenas olhou para ela. Ele baixou a mão e sorriu para ela. Não era doce e genuíno, mas como um predador que está para atacar sua presa. — Você vai se arrepender disso, Mary. Parece que você se esqueceu qual é o seu lugar. — Com isso, ele foi até seu Porsche, subiu e saiu em disparada, com pneus cantando e jogando água para os lados. Havia o Lance que ela se lembrava, aquele com o pavio curto, mas que poderia enganar o Papa. Seu celular vibrou e ela viu que era uma mensagem de Alex. Alex: Ok, mas está tudo bem? Mary suspirou, se sentido sobrecarregada. Sim, apenas dramas de família. Eu o verei no hotel. Jogando seu telefone no banco do passageiro ela foi para o hotel, se sentindo bem por ter colocado tudo para fora, mas também estava se sentindo exausta ao fazer isso. Pelo menos sua família não tentou impedi-la de ir embora. Apesar de dizer a si mesma que não choraria, as lágrimas que ela estava segurando escorreram pelo seu rosto.


Alex ficou esperando embaixo da entrada do pequeno hotel no subúrbio elegante de Brentsville. Eles ficaram várias horas a mais no treino. Seu corpo estava dolorido, e depois de correr para casa, tomar um banho rápido e pegar sua bolsa, ele veio direto para cá. Ele ligou para Mary para dizer que já estava vindo, mas ela não atendeu. Ele se sentiu como um merda por não poder estar com ela, e se sentiu ainda mais idiota quando ela enviou um texto quando ele estava indo encontrá-la, dizendo para que se encontrassem no hotel. Ele viu sua BMW parar na entrada, e viu o vallet indo ao seu encontro. Ela entregou as chaves, e ele dirigiu o carro para estacioná-lo, e em seguida, ela estava apenas a poucos metros dele, toda molhada, e seus olhos vermelhos de tanto chorar. Seu coração perdeu uma batida e ele se moveu em direção a ela. Esses babacas a machucaram? Se fosse isso ele chutaria algumas bundas.


Ela o encontrou no meio do caminho, e parou quando estava bem na sua frente, e antes que ele pudesse perguntar o que estava acontecendo ela passou os braços em seu pescoço e o beijou. Ele foi surpreendido por sua atitude. Ele entendeu errado

pensando

que

ela

estava

chateada?

Ele

ficou

instantaneamente duro quando ela passou a língua sobre seus lábios. Alex não perguntaria o que ela estava fazendo, passou as mãos por sua cintura e a puxou mais para perto de modo que ele estava sustentando seu peso e seus pés estavam fora do chão, e tomou sua boca em um beijo rápido, cheio de paixão. Por vários longos segundos ficaram ali, se beijando como se ninguém estivesse olhando, e isso era muito quente. Ela quebrou o beijo, trilhou seus lábios pelo queixo, e sussurrou em seu ouvido: — Me leve para o quarto, Alex. Eu quero você agora. Ela se inclinou para trás e olhou em seus olhos, e de jeito nenhum ele perguntaria o que estava acontecendo. Alex a colocou no chão e pegou sua mão, a levou através da recepção do hotel e entrou no elevador. A pressionando contra a parede espelhada, ele tomou sua boca de novo sentindo o elevador subir, adorando saber que se ele quisesse, ele poderia tê-la aqui e agora. Ela apertou contra ele, esfregou seu corpo ao longo do dele, parecendo quase desesperada pelo seu toque. Seu pau estava pulsando, e ele sabia que precisava parar ou puxaria sua saia para cima e a tomaria ali mesmo no elevador. Ela estava molhada, como se ela tivesse ficado na chuva, ele quebrou o beijo e olhou para ela. Seu cabelo escuro parecia ainda mais escuro agora que ela estava molhada, e um olhar


para baixo mostrou a ele o fino tecido colado em seus seios, e os mamilos duros através do sutiã. — Você está encharcada. — Ele lentamente ergueu seus olhos para ela, e parou de respirar com o olhar selvagem que ela tinha em seu rosto. — Você não imagina, Alex. — A forma que ela disse deixou claro que ela não estava falando sobre suas roupas e cabelo molhados. Santa Merda. Sua garota estava quente. Felizmente o elevador apitou quando atingiu o seu andar, porque ele estava a segundos de tomá-la. Ele pegou sua mão novamente e os arrastou rapidamente para o quarto. Uma vez que a porta foi aberta e fechada atrás deles, eles ficaram ali encarando um ao outro. A excitação que pairava sobre eles fez seu pau latejar. Ele foi até ela e, ao mesmo tempo, eles começaram a rasgar suas roupas até que eles estavam nus uns contra os outros. Esta não seria uma noite de fazer amor lentamente, seria rápido e duro. Ele a levou para a cama, correu seu dedo por suas coxas, e gemeu profundamente quando ele sentiu o quão excitada ela estava. — Baby, eu tenho que pegar a camisinha. — Ele a beijou e começou a se mover, mas ela apertou as mãos em volta do seu pescoço. Ele olhou para ela, um pouco confuso. — O que está errado? — Estou tomando pílula. — Ele piscou uma vez com as palavras dela, não entendendo exatamente onde ela queria


chegar. Ele ficou feliz que ela estava tomando precauções extras. Quando ele não respondeu de imediato, ela continuou. — Você sempre usou preservativo com as meninas que você esteve? — Ele engoliu em seco, percebendo exatamente o que ela queria chegar. — Sim, querida. — Sua voz estava rouca, e seu pau saltou entre eles. — Eu não quero nada entre nós. Eu só quero sentir você. — Mary levantou e apertou seus lábios contra os dele. Um som estrangulado saiu dele quando ela acabou com a distância entre eles, tomou conta de seu pênis, e o colocou em sua boceta. Ela levantou os quadris, fazendo com que a cabeça do seu pau entrasse nela. — Cristo. — Ele fechou os olhos e continuou empurrando para dentro dela. Sua respiração era difícil e rápida, e quando ele estava totalmente dentro dela sentiu seus músculos internos se apertarem em torno dele como uma luva. — Porra, Mary. — Cada músculo em seu corpo estava tenso, e tudo que ele queria era foder com ela até que ela soubesse que ela era sua. — Me tome, Alex, completamente. Isso era tudo o que ele precisava ouvir. Colocando seus braços em torno dela, Alex a fodeu como se ele a amasse, e merda, ele a amava. Mary estava quente e úmida, tão gostosa, que ele começou a suar.


— Deus, Mary — Ele continuou entrando e saindo dela, e antes que pudesse dizer quão boa ela era, ele a ouviu dizer. — Eu te amo. Eu te amo tanto. — Eles olharam um para o outro, e os sentimentos que borbulharam dentro dele o fizeram se sentir nas nuvens. —Baby...— Sua voz falhou, mas ele nunca quebrou o contato visual. — Eu também te amo. — Deus foi rápido, muito rápido, mas ele nunca se sentiu tão bem como quando ela disse que o amava, ou dizer essas três palavras em troca. Eles se chocaram, peito a peito, boca a boca, e ele deixou tudo o que ele sentia por ela transparecer. Não existia nada melhor no mundo do que estar com ela, ter o cheiro dela enchendo os pulmões, e ouvi-la gemer seu nome uma e outra vez. Ele gozou rápido e duro dentro dela, seguido pelo orgasmo de Mary. Foi a sensação mais intensa no mundo, e ele nunca mais iria querer uma barreira entre eles novamente. Quando ambos estavam saciados ele caiu em cima dela e tentou recuperar o fôlego. — Alex? — Sua voz era suave. — Sim, baby? — Eu não posso respirar. — Ele riu e saiu de cima dela. —Desculpa. — Alex empurrou uma mecha de cabelo fora de sua testa úmida e se inclinou para beijá-la. — Isso foi ...— Merda, ele não podia nem descrever.


— Sim, eu sei. — Ela sorriu para ele, e tudo que eles fizeram foi olhar um para o outro. — Eu amo você, Mary. E para ser honesto, isso me assusta um pouco pela intensidade do que eu sinto. — Sim, ele disse isso, e foi uma das coisas mais honestas que ele já disse a outra pessoa. Ela sorriu e ergueu a mão e acariciou seu rosto. — Eu me sinto da mesma maneira, Alex. Ele passou os braços em volta dela e a trouxe para perto. — Você quer falar sobre isso? — Ela não disse o que havia de errado, mas ele sabia lá no fundo que algo aconteceu no jantar esta noite. Uma pausa grave encheu o ar. — Não há realmente muito a dizer. Me posicionei diante deles. Eu disse a Margo a cadela egoísta que ela era, disse a minha mãe que eu não sou sua boneca, e disse a eles sobre Lance e como eu nunca vou voltar para ele. — Essa última parte o fez pular. — Lance, seu ex? — Cada parte sua estava tensa, ao ouvi-la dizer o nome de seu ex-namorado mais uma vez. — Ele estava no jantar? — Ele se afastou para poder olhar para seu rosto. Ela assentiu parecendo desconfortável. — Sim, aparentemente minha mãe esbarrou com ele no clube de campo, mas eu sei que Lance planejou isso, porque ele me ligou no prédio azul do campus algumas semanas atrás


dizendo que queria me ver.— Essa informação fez seu sangue ferver. — Espere, ele te ligou? — Sim, antes de você e eu começarmos a fazer qualquer coisa. — Ela enfatizou a última palavra, e ele sabia que precisava se acalmar. — Minha mãe tinha essa fantasia de que poderíamos voltar a ficar juntos, mas eu esclareci isso no jantar. Eu disse a eles que ele me agredia verbalmente quando bebia e que ele me traiu com a minha amiga, tudo isso. Bem, merda. — O que eles disseram? — Nada, exceto meu pai que normalmente é calmo ficou bastante puto com Lance e disse que não o queria mais perto da nossa família novamente. Bom. — Mas Lance me alcançou quando eu estava saindo, e parecia pronto para me matar. — Ele tocou em você? — Alex não conteve a raiva em sua voz. Ela se levantou e assentiu com a cabeça. Droga, tudo o que ele imaginava era o canalha se aproximando de Mary, e ele estava a ponto de perder a cabeça. Sua pressão arterial subiu, seus músculos contraíram, e droga, ele se forçou a se acalmar, porque ele estava assustando a mulher que amava. Fechando os olhos e respirando fundo, ele disse:


— Sinto muito querida, mas basta saber que ele esteve perto de você e te ameaçou para me deixar maluco. — Ela sorriu e se aconchegou contra seu peito, e isso o fez se sentir maravilhosamente bem. Ele não conhecia o cara, mas sabia o que ele a fez sentir em todos estes anos, e isso foi o suficiente para ele saber que chutaria sua bunda se ele um dia cruzasse seu caminho. — Está bem. Está tudo bem agora. Eu vou para o casamento, mas irei como eu. Eu vou ter você ao meu lado, e não me importo o que alguém pensa ou diz. — Ela inclinou a cabeça para trás e sorriu para ele. —

Se

eu

soubesse

o

quão

libertador

seria

dizer

exatamente como eu me sentia, e não me sentir presa pelos meus próprios medos, eu já teria feito isso há muito tempo. Alex segurou seu rosto. Sua mão rodeou um lado inteiro de seu rosto. Ela era tão pequena em comparação a ele, mas tudo nela, juntamente com tantas outras coisas, o fez querer envolvê-la em seus braços e nunca a deixar ir. Mas ele não poderia sufocá-la, não podia deixar a sua necessidade de se tornar seu protetor a afastar dele. — E eu estarei ao seu lado, deixando você mostrar o caminho... às vezes. — Ele piscou, e sua risada encheu toda a sala e foi direto para o seu coração. Eles tomaram banho juntos, e ele a tomou lentamente contra a parede. E então eles estavam de volta na cama, nus, sem nada entre eles, e o som de sua profunda respiração o embalou para dormir.


O casamento foi lindo, não havia dúvidas sobre isso. Mary estava parada na entrada onde a recepção estava acontecendo, pensando. Stay da Rihanna estava tocando, assustadoramente alto. Ela virou e viu Alex pegando suas bebidas no bar. Por alguma inexplicável e estranha razão, seu pai e Alex se deram bem instantaneamente. Mas, novamente, algo mudou em seu pai desde ontem. Ele ainda parecia duro e inabalável, mas havia essa suavidade em seus olhos quando ele olhou para ela. Poderia aquele incidente ter quebrado uma parte da sua casca dura? Ela o viu na igreja, e pela primeira vez em mais do que poderia se lembrar, ele a abraçou, disse que estava orgulhoso dela, e que a amava, e que também estava arrependido pela forma com que a fez sentir todos esses anos. Isso a fez chorar, porque até aquele momento ela não fazia ideia de quanto ela sentiu falta daquelas palavras. Stephen Trellis sempre foi um homem de poucas palavras e ainda menos emoções, e foi assim que ela o viu enquanto crescia, mas quando ele olhou para ela, tudo o que ela viu era um pai que amava a filha. Ela se virou e olhou para os jardins perfeitamente cuidados com as pequenas luzes que marcavam as trilhas dentro dos bosques que rodeavam a propriedade. A noite estava clara, e o brilho da lua deixou tudo em um tom prateado. Mary deixou seus pensamentos a levarem para a mãe e Margo. Quando ela as encontrou no salão esta manhã, ela ficou surpresa ao vê-las do lado de fora, esperando por ela. Ela ficou apreensiva, sabia que o que estava prestes a ser dito


não poderia ser bom, não depois de tudo que ela falou na noite passada. Mas não foi o confronto que ela esperava. Ao invés disso, sua mãe pediu desculpas, e Margo, bem Margo pediu desculpas de uma forma que não parecia sincera, se você não a conhecesse. Ambas disseram que nunca tiveram a intenção de fazê-la se sentir como se ela não pertencesse a família. Não foi uma demonstração de encher o coração, mas foi o suficiente para Mary perceber que suas palavras na noite passada chegaram até elas. Não havia desculpas ou palavras suficientes no mundo que fariam Mary esquecer tudo o que aconteceu e como todo mundo a fez se sentir, mas ela queria olhar para o futuro, e isso significava dar o primeiro passo. O casamento terminou. Margo era agora uma Barton, e todos pareciam estar no caminho para um novo começo. Mary se afastou do corrimão de pedra e alisou o vestido de chiffon lilás. O vestido de dama de honra era elegante e sofisticado, com delicadas rendas em torno do busto, e o comprimento caindo aos pés. Ela sorriu e voltou para a recepção, mas uma voz profunda vinda das sombras a deteve. — Não achei que seria tão fácil. — As palavras claramente arrastadas vieram do canto, onde o paredão de pedra fazia sombra e sem visibilidade nenhuma. Mary tentou ver, mas era impossível. Ainda assim, ela sabia que a voz estava

claramente

bêbada.

Um

segundo

depois

Lance

apareceu na luz, o brilho silencioso da decoração do salão fluiu através de sua aparência desgrenhada. Ele estava bêbado, isso estava claro. O cheiro de uma cervejaria inteira


vindo dele era suficiente para ter bile subindo pela sua garganta. — Você tem muita coragem de aparecer aqui depois que eu disse que não queria ter nada mais a ver com você, e meu pai disse que você não era bem-vindo. Ele sorriu, mas foi superficial, assim como sua aparência. Suas calças estavam enrugadas, e sua camisa de oxford estava pendurada por fora da calça. Ele parecia uma merda. Onde ele estava o mantinha fora da visão de qualquer um que olhasse do salão, e ela teria de ficar bem perto dele para poder passar. — Basta ir para casa e dormir Lance. — Ela nem perguntou como ele entrou, apesar de ser uma festa privada. Lembrou das vezes que ele tentou convencê-la a se esconder no clube de campo à noite para ir mergulhar com seus amigos. Ele foi inteligente o suficiente para não aparecer no casamento de Margo, mas certamente passou esse tempo ficando bêbado. — Você sabe, eu pensei que teria que entrar em algum tipo de luta com o seu guarda-costas antes que eu pudesse chegar perto de você. — Ele não se moveu, e foi inteligente o suficiente para ficar longe da visão de todos. — Eu refleti bastante hoje. E você me deve muito, Mary. — Sim. É evidente que ele fez essa reflexão com a garrafa de bebida. Incredulidade passou através dela. — Oi? — Ele deu um riso distorcido e sem humor.


— Sim, eu inseri você no meu círculo, fiz todo mundo perceber que você ainda estava viva. Se não fosse por mim, você ainda seria o caso de caridade dos Trellis. — Eu não posso acreditar que vi algo atraente em você. Você é um idiota, e imaturo. Vá para casa dormir antes de pareça um idiota maior do que já é. Ela foi em direção as portas da varanda, com as costas retas e a cabeça erguida, mas antes que ela pudesse entrar, ele a agarrou pela mão a levando para as sombras. Seu aperto estava machucando e dor se espalhou por seu braço. Ele girou em torno dela e a apertou contra a parede, no canto escuro onde não havia iluminação. Antes que ela pudesse gritar por socorro, ele tampou com a mão livre sua boca. Seu hálito quente e bêbado soprava em seu rosto, e ela engasgou. — Você me fez parecer um idiota na frente de todos. — Seu antebraço pressionado em sua garganta, cortava seu ar e a mantinha pressionada contra a parede. Ele diminuiu o espaço entre eles e começou a desafivelar o cinto se atrapalhando no processo. Oh, o merda que não. Ela lutou, mas em um movimento rápido ele tinha a mão envolvida em torno de sua garganta. — Eu acho que irei descarregar a minha raiva em seu maldito corpo. — Ele apertou a mão em sua garganta, e ela arranhava sua mão. Ele era vil e repugnante, e se ela não lutasse arduamente ficaria muito pior. O som do zíper deslizando para baixo


parecia gritar contra o súbito silêncio que a rodeava. Ele resmungou quando ela tentou sair de seu controle, mas ela continuava tentando arrancar as mãos da sua garganta, tentando aliviar a pressão sufocante ele que estava a submetendo. — Eu meio que gosto quando você luta, Mary. — Ele se inclinou e passou a língua em sua bochecha. —Faz eu realmente querer trabalhar por isso. Eu deveria ter feito isso com você quando estávamos namorando. Isso teria feito às coisas muito melhores entre nós. — Ele agarrou na parte inferior de seu vestido, levantando até que estava enrolado em torno de sua cintura, e entrou entre suas pernas. Ela tentou sair de seu alcance, mantendo as pernas fechadas, tanto quanto possível, mas mesmo bêbado ele era mais forte do que ela. Sua respiração era difícil, mas ela sabia que era porque isso o excitava. A ereção pressionada contra ela era prova disso. Mary tentou gritar, mas seu grito era abafado. Sua visão começou a escurecer por causa da falta de oxigênio, e por um momento ela pensou que ele a mataria. Não sabendo mais o que fazer, ela relaxou, na esperança de afastá-lo o suficiente para que ela pudesse sair do seu agarre. — Oh, você quer ser uma boa menina agora, Mary? — Ele afrouxou seu aperto um pouco, e ela respirou profundamente, a dor queimou o suficiente para mais lágrimas correrem por suas bochechas. Quando ele a tocou entre as pernas, era a sensação mais desprezível que ela já sentiu. Seu olhar estava vidrado, sua boca entreaberta, e ele olhou para o que ele estava fazendo com ela. Era isso, a chance de se defender


enquanto ele estava distraído. Ela conseguiu levantar seu joelho e bateu em sua virilha, e ela amou quando ele uivou de dor. Ele soltou sua garganta quando caiu, e ela não perdeu um minuto para correr, mas ele a alcançou, agarrou seu tornozelo, e a puxou de volta. Mary caiu para frente e apoiou as mãos no chão quando estava caindo. A dor bateu nela quando ela caiu de mal jeito sobre seu pulso, mas ela não podia deixar a dor a impedir. O som de aplausos veio de dentro, e ela tentou chegar e chamar a atenção de alguém. Lance não baixaria sua guarda novamente. Ele a puxou de volta, murmurando palavras incoerentes entre os dentes e entre os grunhidos de dor. E quando ele a puxou novamente para as sombras as portas das sacadas foram abertas, e Alex apareceu. — Mary? Eles estão se preparando para cortar o bolo. — Ele estendeu dois copos e olhou em volta procurando por ela. Quando Mary abriu a boca por socorro os olhos de Alex pousaram sobre ela, e foi quando a merda bateu no ventilador. Ele deixou os copos caírem e estes se partiram em um milhão de pedaços. A escuridão que atravessou seu rosto não era como nada que ela já viu antes, e pela forma como Lance parou de arrastá-la, ela assumiu que ele viu isso também. Alex avançou tão rapidamente e, a próxima coisa que ela sabia era que estava sendo levantada do chão e colocada em uma das cadeiras ao lado. Sua cabeça estava confusa, o pulso dela latejando de dor, e sua visão turva pelas lágrimas, mas ela ainda podia ver o que estava acontecendo bem na frente dela. Alex pegou Lance pelo pescoço e o levantou no ar.


Oh Deus. Ele parecia tão poderoso e feroz, como uma espécie de guerreiro, ela ousaria dizer, um deus mítico. — Você mexeu com a garota errada, idiota. — Ele empurrou Lance contra a parede e começou a bater no rosto uma vez e de novo. O som de ossos quebrando, Lance grunhindo de dor e Alex respirando com raiva, encheram seus ouvidos. — Você está morto. — Alex soou loucamente enfurecido, mesmo possuído. — Alex—. Sua garganta estava seca e Mary sentiu como se tivesse engolido fogo. — Por favor, pare. Alex parou e virou para ela ainda segurando a garganta de Lance. Ele olhou para ela, e a raiva em seu rosto se intensificou. — Você quer que eu pare depois do que este filho da puta fez com você, Mary? Ela queria? Lance merecia tudo o que ele estava recebendo, mas ela não queria ser a causa disso, e ela certamente não queria que Alex fosse culpado por isso. Ele a encarou por um momento, e depois deixou Lance cair sem cerimônia no chão. Lance engasgou e respirou fundo, mas Alex não acabou. Ele o socou mais uma vez, a cabeça de Lance caiu para trás, o sangue jorrava de seu nariz, e ele desmaiou. —Você tem sorte que minha menina pediu para parar.


Tudo parecia acontecer lentamente, mas Mary sabia que foi apenas uma questão de minutos. A confusão atraiu as pessoas para fora do salão de baile, e todos pararam quando viram o massacre diante deles. A luz passou através de Alex, e quando ele se virou para olhar para ela, ela podia ver sangue espalhado em toda sua camisa branca, e que os nós dos dedos estavam machucados. Alguns homens correram para Lance, alguém

gritou

para

chamar

uma

ambulância,

e

Mary

continuava focada em Alex. Ele estava na sua frente segundos depois, tomando seu rosto entre as mãos, e perguntando algo para ela. Ela não podia ouvi-lo, só via seus lábios se movendo. Nem todo o movimento à sua volta poderia tirá-la do transe em que estava. —Mary. — Sua voz soou distante, como se estivesse em um túnel. Ele chamou o nome dela de novo, e a preocupação em seu rosto a fez piscar afastando o nevoeiro que ela estava. — Mary, baby, por favor me responda. — Ela olhou para os lábios, viu um pouco de sangue, mas ela não conseguia sentir nada a não ser alívio que Alex apareceu. Ela começou a chorar incapaz de controlar a correnteza de emoções que de repente tomou conta dela. —

Ele

não...—

Alex

não

terminou

a

frase,

mas,

novamente ele não precisava, porque ela sabia o que ele estava tentando dizer. Negando com a cabeça porque ela não confiava em sua voz, ela caiu em seus braços e se deixou consolar.


— Oh meu Deus. — Primeiro foi a voz de sua mãe, em seguida Margo, e, depois, seu pai estava bem na frente dela, fazendo a mesma pergunta que Alex. Tudo parecia passar como um borrão de sons e movimentos. Sua mãe, seu pai e Margo vieram para se certificar de que ela estava bem, e depois que ela foi capaz de convencê-los de que ela estava, deram espaço suficiente para respirar. Uma vez que a ambulância levou Lance, e a polícia os interrogou, ela olhou para o gramado tão bem cuidado novamente. Ela não se mexeu, mas Alex colocou um cobertor sobre os ombros. O choque estava sumindo, e tudo que ela sentia agora era exaustão e frio. Uma cama quentinha, onde ela poderia dormir até poder esquecer o que aconteceu hoje parecia celestial. — Baby, você está bem? —, Alex sentou ao lado dela e passou o braço em torno do ombro, a trazendo para perto dele. Ela assentiu com a cabeça. Ela estaria. — Eu sinto muito por não aparecer antes. Ela empurrou o cobertor de cima de seus ombros e virou para que ela pudesse ver em seus olhos. — Isso não é culpa de ninguém, a não ser do Lance. — Ela ouviu a polícia dizendo algo sobre uma mandíbula quebrada e nariz, mas depois disso, ela se desligou de todo o resto. Alex assentiu uma vez e a ajudou a ficar de pé. Ele imediatamente a abraçou. — Deus, Mary, eu te amo tanto. — Ela agarrou sua camisa em suas mãos e descansou a cabeça em seu peito.


Fechando os olhos e inalando seu aroma profundamente, ela sentiu todo o resto desaparecer. — Eu também te amo. Eles mandaram todos para fora, quando a polícia e ambulância chegaram, mas em seguida, Margo a surpreendeu, dizendo a todos que a recepção acabou. Agora, aqui estava ela, com os grandes braços de Alex envolvidos em torno dela, palavras suaves de afeto sendo sussurradas em seu ouvido, e sua família assistindo a tudo. Ela tentou ligeiramente sair de seus braços, e não pode deixar de sorrir quando ele se recusou a deixá-la ir. Seus pais, Margo, e Joe estavam dentro do salão. Sua mãe ainda estava chorando; seu pai parecia louco, tão louco como Alex estava, e Joe estava consolando sua esposa inquieta. — Eu só quero ir para a cama. — Eles todos pararam de falar e olharam para ela. — Querida, você tem certeza que não quer ir para o hospital? — Sua mãe choramingou, e seu pai deu a ela um lenço de papel. Sua garganta estava seca e sensível, e quando ela levantou a mão e esfregou o pescoço sua mãe chorou mais. Mary sabia que Lance deixou uma marca no formato da sua mão em seu pescoço. — Estou bem, realmente. — Acusações foram lançadas, Lance estava no hospital, mas estaria enfrentando a pena de prisão por agressão e tentativa de estupro, e ela teve Alex e sua família ao seu lado para dar apoio. — Eu realmente só quero ir dormir.


Alex a levou para fora da sala de recepção para sua caminhonete. Depois que deixaram o clube e voltaram para o quarto de hotel, Mary sentou na beira da cama. Alex ajoelhou na frente dela e colocou a cabeça em seu colo. Ela passou os dedos pelo cabelo, e ficou chocada pela forma como os fios escuros pareciam seda. Nesta posição, ele parecia um homem derrotado. — Eu não posso nem te dizer a raiva que senti quando vi você no chão com ele bem atrás de você. — Ela não respondeu, apenas continuou passando os dedos pelos cabelos. — Eu queria matá-lo, Mary. — Sua voz era suave, mas mortal. — Eu o mataria também. — Ele levantou a cabeça, e a angústia em seu rosto era clara. — Eu também me senti sem esperança. — Alex —. Ela não sabia o que dizer. A situação era uma merda. Lance se foi, e ela queria seguir em frente. Ela não queria que Lance interferisse mais na sua vida como ele fez, e ela não queria que ele ficasse entre ela e Alex. Ele engoliu em seco. Não existia necessidade de sentar e conversar sobre o relacionamento deles. Ela o queria. Ele a queria. Nada mais importava. Ele se levantou e passou os braços em volta dela e a empurrou suavemente para a cama. Ela sabia que ele queria confortá-la com a sua presença, mas ela queria que a ajudasse a apagar o toque de Lance.


—Me ajude a esquecer, Alex. — Ele levantou a cabeça e olhou para ela. Ele ia dizer não, porque ela sabia que qualquer homem decente acharia que ele estava se aproveitando da situação, mas ela precisava dele para tocá-la, precisava de seu cheiro todo sobre ela, e sua voz enchendo seus ouvidos. — Eu preciso de você, só você. Por favor, me ajude a me livrar do jeito que ele fez eu me sentir. — Baby. — Ele não se moveu por alguns segundos, mas depois baixou o rosto para o dela e a beijou suavemente. O resto como se diz, se encaixou no lugar.


Dois anos depois — Baby, onde você quer que eu coloque isso? — Alex parou na entrada da nova casa deles, com uma grande caixa em seus braços, suor e sujeira cobrindo o rosto e os braços descobertos. Ele tirou a camisa uma hora atrás, e o modo como seus músculos brilhavam, mostrava o quão duro ele estava trabalhando, e o fato de seus bíceps parecerem montanhas de músculos, fez cada parte dela se aquecer. Nunca se cansava de vê-lo. Na verdade, ela sentia as mesmas borboletas em sua barriga em torno dele como ela teve quando ela o viu pela primeira vez. Ela estava tão suada e suja como ele, mas decidiu fazer uma pequena pausa no sofá e olhar da janela para a baía. A visão não era tão maravilhosa, apenas uma fileira de pequenas casas do outro lado da rua e algumas árvores, mas era deles. E isso nunca ficava velho. — Você quer dizer aquela que diz “cozinha”? Eu vou tomar um palpite e dizer na cozinha. — Ela sorriu quando ele olhou com raiva.


— Quero dizer, eu escrevi para onde queria que as caixas fossem quando embalei. — Ela começou a rir ao ver a expressão que ele fez. — Você é uma espertinha, e não é tão engraçada eu diria. Eu pensei que fossem caixas velhas com coisas aleatórias escritas nelas. Merda. — Ele finalmente perdeu o olhar azedo e riu. Ele

virou

e

desapareceu,

presumivelmente

para

a

cozinha. Ela descansou a cabeça para trás no sofá e assistiu um esquilo correr através dos fios de telefone em toda a rua. Sua pequena casa de dois quartos não era nada espetacular, mas perfeita para eles. Depois de toda a situação com Lance, Alex ficou tão protetor, que Mary teve que sentar e conversar com ele explicando à ele, que não tinha como estar em todos os momentos, e que sim, ela ficaria bem. Levou um longo tempo para convencê-lo disso, e ela só conseguiu um acordo depois que prometeu fazer aulas de autodefesa, e então ele passou a ir com ela nessas aulas. Como ela podia ficar chateada com o fato de que ele só queria ter certeza de que ela estava bem? Ela se formou no ano passado no grau de bacharelado, mas decidiu voltar para conseguir um mestrado. Depois que Alex passou no curso Sexualidade

Humana

e,

dois

anos

e

terminou

as

temporadas de futebol, ele se formou em medicina desportiva. Agora, ele trabalha em uma clínica de reabilitação como um terapeuta de lesões esportivas.

Ela

ficou extremamente

orgulhosa dele, e tão orgulhosa de si mesma por ter passado por cima de tudo e seguido em frente com sua vida.


Depois do incidente com Lance, os olhos dos seus pais foram abertos. Eles mudaram muito ao longo dos últimos dois anos, e ela nunca pensou que isso poderia acontecer, mas eles realmente começaram a agir como seres humanos. Eles perceberam que tudo não tinha que girar em torno de status e dinheiro. Margo ainda era Margo, mas sua irmã ligava diversas vezes apenas para conversarem. Mary pensou que tinha a ver com o fato de Margo ver que nem todos eram quem eles pareciam ser, e a vida era realmente muito curta para se preocupar com as mesquinharias. Ela não falou com Lance desde o incidente, mas ela ouviu que ele passou algum tempo na prisão, e que isso causou uma série de problemas com a universidade, ele merecia, e este era um problema que seu pai simplesmente não poderia fazer desaparecer como ela tinha certeza que ele fez por Lance no passado. Além de quê, ela não tinha notícias dele, e não se importava com isso. Alex voltou para a sala e sentou ao lado dela no sofá. Ela torceu o nariz. — Você fede. — Ele cutucou seu ombro com o seu. — E você acha que cheira a rosas, né, botão de ouro? — Ele descansou a cabeça no encosto do sofá e se virou para ela, sorrindo. — Mas eu pegaria você. — Ele deixou seus olhos mergulharem em seus seios, aqueles mal cabiam em seu top. Ele fez uma careta quando ela o vestiu em primeiro lugar, mas estava quente como no inferno, e ela não faria a mudança para


sua casa vestida da cabeça aos pés, o que ele provavelmente preferia. —Eu disse como você está gostosa? — Ela bateu no peito dele, mas sorriu. — Você é, mesmo toda suada. Eu tenho uma grande ereção para provar isso. — Você é um porco. — Ele riu e se inclinou, mas ela escapou antes que ele pudesse tocá-la. — De jeito nenhum, você fede. — Ahhh, venha aqui, baby. Podemos feder juntos. — Ele fez um movimento para agarrá-la, mas ela pulou do sofá e correu para o outro lado. — Nós dois estamos suados, então vamos ficar sujos juntos, Mary. — Ela gritou quando ele pulou sobre o encosto do sofá em um movimento e ele a tinha em seus braços antes que ela pudesse fazer uma fuga. — Peguei você. — Ele começou a beijar seu pescoço, e ela riu mais ainda. — Mmm, salgado, mas ainda estranhamente doce. — Ela virou para ele, colocou os braços em volta do pescoço, e o beijou. — Eu te amo. — Ela o sentiu sorrir contra sua boca. — Eu sei. — Ela quebrou o beijo e deu um tapa no seu peito novamente. — Estou apenas brincando. — Ele beijou sua testa, a ponta do nariz, e finalmente chegou a sua boca.


— Eu também te amo, Mary. — Ele a levantou do chão e começou a carregá-la pela casa. — É hora de batizar o quarto. — Ele entrou no quarto e fechou a porta, e isso foi exatamente o que eles fizeram, uma e outra vez.



Denying the Bad Boy vol. 2 (revisado) - Jenika Snow