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THE ROSE TRADUÇÕES Disponibilização: Liz Revisão: Iluska Revisão Final: Mamis Formatação: Regina


Para quem nunca se sentiu perdido e lutava para encontrar seu caminho de volta.


PrÓlogo NOVA Às vezes eu me pergunto se há algumas memórias que a mente não consegue lidar e que se ela realmente quiser, ela pode bloquear essas imagens, desligar, atenuar a dor ligada ao que vimos e que nós não quereríamos ver. Se nós permitirmos que essa dormência possa abafar tudo, até mesmo a centelha de vida que há dentro de nós.

E,

eventualmente, a pessoa que já fomos nada mais é uma memória dessa fuga. Nem sempre eu pensei desta forma. Eu costumava ter esperança. Eu costumava acreditar nas coisas. Como quando meu pai me disse que se eu quisesse muito alguma coisa, o suficiente, eu poderia fazer isso acontecer. "Ninguém mais no mundo pode fazer as coisas acontecerem por você, Nova." ele disse enquanto nós estávamos deitados de costas para a colina em nosso quintal, olhando para as estrelas. Eu tinha seis anos, feliz e um pouco ingênua, comendo suas palavras como se fosse um punhado de açúcar. “Mas se você realmente quiser muito mesmo alguma coisa e estiver disposta a trabalhar duro para isso, então tudo é possível”. "Qualquer coisa”? Eu disse, virando a cabeça em direção a ele. “Mesmo se eu quiser ser uma princesa”? Ele sorriu, parecendo genuinamente feliz. "Mesmo uma princesa”. Eu sorri, olhando para o céu, pensando em como seria maravilhoso usar uma tiara de diamantes em minha cabeça e um vestido rosa brilhante e saltos combinando. Eu giraria em círculos e riria de como o meu vestido


iria girar comigo. Nenhuma vez eu pensei sobre realmente como difícil era pretender ser uma princesa e como era impossível para mim realmente me tornar uma. “Terra para Nova”. Meu namorado, Landon Evans, acena com a mão na frente do meu rosto. Eu pisco meu olhar longe das estrelas e viro minha cabeça para os lados ao longo da parte inferior do gramado da colina em seu quintal, olhando-o nos olhos. "E aí?" Ele ri de mim, mas seu sorriso não parece natural, como se ele não pertencesse lá. Mas isso é normal para Landon. Ele é um artista, e ele me diz que, a fim de retratar a dor em suas pinturas ele tem que carregá-la dentro de si o tempo todo. "Você estava totalmente voando para bem longe de mim”. A luz da varanda da frente está ligada, e o brilho fluorescente faz seus olhos cor de mel ficarem parecidos com o carvão que ele usa para seus esboços. Eu rolo no meu lado e dobro minhas mãos debaixo da minha cabeça, para que eu possa realmente olhar para ele. "Desculpe, eu estava só pensando." "Você tem esse olhar no seu rosto, como se estivesse pensando profundamente”. Ele gira em seu quadril e coloca seu cotovelo no chão, descansando a cabeça contra a palma da mão. Tufos de cabelo manchados de tinta preta caem em sua testa e ao redor de seus olhos. “Quer falar sobre isso?” Eu balancei minha cabeça. "Não, eu realmente não sinto vontade de falar.” Ele me oferece um sorriso trivial, mas genuíno, e a tristeza em minha mente fugazmente se dissolve. É uma das coisas que eu amo sobre Landon. Ele é a única pessoa neste planeta que pode me fazer sorrir exceto pelo meu pai, mas ele não está mais vivo então sorrisos são raros


no meu livro. Landon e eu éramos melhores amigos até cerca de seis meses atrás, e talvez seja por isso que ele pode me fazer feliz. Temos nos relacionado em um nível mais profundo e compreendemos um ao outro antes de todos os beijos e hormônios caíssem sobre nós. Eu sei que estamos apenas com dezoito anos e ainda nem terminei o ensino médio, mas às vezes, quando estou sozinha no meu quarto, posso imaginar-nos juntos, nos amando, talvez até casar. É surpreendente, porque durante muito tempo depois que meu pai morreu, eu não poderia imaginar meu futuro, eu não queria. Mas as coisas mudam. As pessoas evoluem. Seguem em frente. Crescem. Novas pessoas entram em suas vidas. "Eu vi o desenho que você fez para o projeto de arte.” Eu digo, escovando o cabelo de seus olhos. "Estava pendurado na parede do Sr. Felmon.” Ele franze a testa, o que ele sempre faz quando estamos falando de sua arte. "Sim, ele não ficou como eu planejei.” "Parecia que você estava triste quando o estava fazendo.” Eu digo a ele, abaixando minha mão para meu quadril. "Mas todos os seus desenhos são assim.” Qualquer felicidade em sua expressão murcha quando ele rola de costas e aponta sua atenção para um pedaço de estrelas no céu. Ele fica em silêncio por um tempo e eu me deito de costas, deixando-o, sabendo que ele está preso em sua própria cabeça. Landon é uma das pessoas mais tristes que eu conheci, e é parte do que me atraiu para ele. Eu tinha treze anos, e ele tinha acabado de se mudar para a casa na frente a minha. Ele estava sentado contra a árvore na frente de seu quintal, escrevendo em um caderno, quando eu o vi pela primeira vez e decidi ir lá e me apresentar. Foi logo depois que meu pai tinha morrido, e eu tinha


mantido, praticamente, distância de todas as pessoas. Mas com Landon, eu não sei, havia apenas algo sobre ele. Eu atravessei a rua, muito curiosa sobre o que ele estava desenhando. Quando eu parei na frente dele, ele olhou para mim, e eu estava surpresa com o quanto de angústia estava em seus olhos cor de mel – a tortura e o sofrimento interno. Eu nunca tinha visto tanto em qualquer pessoa da minha idade antes, e embora eu não soubesse o que estava causando isso, imaginei que íamos ser amigos. Ele me olhou como se soubesse o que eu sentia por dentro, como se tivesse

sido

quebrada

e

as

peças

não

tivessem

sido

curadas

corretamente. Assim como eu imaginei, ele se tornou meu melhor amigo, mais do que melhores amigos, na verdade. Somos quase inseparáveis, viciados um no outro, e eu absolutamente odeio estar longe dele porque me sinto perdida e deslocada no mundo sempre que ele está longe. "Você já teve a sensação de que todos nós estamos apenas perdidos?" Landon diz, me empurrando para longe dos meus pensamentos novamente. "Só perambulando a esmo, em torno da terra, esperando para morrer”. Eu mordo meu lábio, considerando o que ele disse, eu encontro Cassiopeia1 no céu. "É isso que você realmente pensa?" "Eu não tenho certeza." ele responde e eu viro minha cabeça, analisando o seu perfil perfeito. "Eu às vezes pergunto, porém, qual é o sentido da vida." Ele para, e parece que está esperando que eu diga alguma coisa. "Eu não tenho certeza." Eu reviro meu cérebro para acrescentar algo a mais. Mas eu não consigo pensar em uma única e coerente resposta

1

Constelação ao mito de Cassiopeia.


razoável nesses pensamentos sombrios sobre o sentido da vida, então eu acrescento. "Eu te amo." "Eu também te amo, Nova." ele diz sem olhar para mim, então ele estende o braço através da grama e agarra minha mão, entrelaçando seus dedos nos meus. "E eu quero dizer isso Nova, não importa o que. Eu amo você." Nós nos perdemos no silêncio da noite, enquanto vemos as estrelas brilharem e desaparecerem. É pacífico, mas inquietante ao mesmo tempo, porque eu não posso desligar meus pensamentos. Eu me preocupo quando ele fica deprimido como agora. É como se ele entrasse em seu pequeno mundo que é cheio de pensamentos sombrios e um futuro negro, e eu não posso alcançá-lo, não importa o quanto eu tente. Deitamos em silêncio, olhando as estrelas e segurando um ao outro. Eventualmente, eu caio no sono com meu rosto pressionado na grama fria, a brisa da primavera fria contra a minha pele e os dedos de Landon suavemente acariciando o interior do meu pulso. Quando eu acordo de novo, todas as estrelas estão misturadas com o cinzento da manhã, a lua está escondida no brilho do amanhecer, e a grama está úmida de orvalho. A primeira coisa que noto é que a mão de Landon não está mais na minha, e isso me faz sentir vazia, como um dos meus braços estivesse separado do meu corpo. Sento-me, esfregando os olhos, em seguida, estico meus braços acima da minha cabeça enquanto eu olho em volta do quintal à procura de Landon. A única coisa que posso pensar é que ele se levantou para ir ao banheiro, porque ele nunca me deixa dormir na colina sozinha em seu quintal. Eu me levando e limpo a grama na parte de trás das minhas pernas antes de caminhar até a colina em direção a sua casa de dois andares no topo do quintal. Parece realmente uma longa caminhada, porque eu estou cansada – até porque é muito no início da manhã. Quando eu chego à varanda de trás, eu tiro


meu telefone do meu bolso para enviar um texto para Landon e ver o que ele está fazendo. Mas noto que a porta traseira está aberta, e eu me vejo andando no interior, que é um pouco fora da zona de conforto para mim. Não é como se eu estivesse acostumada a andar em sua casa sem ele me chamar para entrar. Eu sempre bato, mesmo quando ele me manda textos e me diz para vir direto para o seu quarto. Mas desta vez, algo implora que meus pés passem por cima do limite. Está frio dentro da cozinha, e eu queria saber quanto tempo à porta dos fundos esteve aberta. Tremendo, eu envolvo meus braços em volta de mim e cruzo a porta de entrada para a cozinha. Os pais de Landon estão dormindo no andar de cima, então eu me certifico de caminhar calmamente, me dirigindo para as escadas do quarto de Landon, que fica no porão. As escadas rangem debaixo dos meus sapatos, e eu prendo a respiração todo o caminho para baixo, não sei o que vai acontecer se os seus pais acordarem e me pegarem me esgueirando para o seu quarto. "Landon", eu sussurro quando eu ando em direção ao seu quarto. Está escuro, exceto pela centelha da luz solar que entra através das janelas. "Você está aqui?” O silêncio é a única resposta, e eu quase me viro de volta. Mas então eu ouvi a letra de uma canção desconhecida tocando suavemente a partir de algum lugar da casa. Eu vou para a porta do quarto, e a música fica mais alta. “Landon”, eu digo quando me aproximo de sua porta fechada, meus nervos borbulhando dentro de mim.

Eu não sei por que eu me sinto

nervosa. Ou talvez eu... Talvez eu saiba há muito tempo, mas eu nunca quis aceitá-lo. Minha mão treme conforme eu giro a maçaneta. Quando eu empurro a porta aberta, cada palavra que Landon me disse, de repente faz sentido


para mim. Como as letras poderosas que jogam a partir do envoltório estéreo em torno mim, por isso, sinto um frio eterno. Minha mão cai sem vida ao meu lado e eu fico na porta, sem piscar. Eu continuo desejando que eu tivesse ido embora, que desaparecesse da minha mente, que apagassem as memórias. Eu desejo e desejo, que se isso aconteça me diga que se eu quiser algo forte o suficiente, isso vai acontecer. Eu começo a andar para trás, me concentrando no padrão e ritmo dos números, e depois de alguns minutos, dormência engole meu coração. Assim como eu queria, meu redor desaparece e eu não posso sentir nada. Eu caio no chão, batendo com força, mas não posso sentir a dor...

QUINTON Eu estou dirigindo muito rápido. Eu sei, e eu sei que devo desacelerar, mas todo mundo está reclamando para eu me apressar e levá-los para casa. Eles estão preocupados se vamos perder o nosso toque de recolher.

Às vezes eu sei como me meter nesses tipos de

problemas. Não é como se fosse um grande negócio, mas eu provavelmente

estaria

me

divertindo

muito

mais

sozinho

que

desperdiçando meu tempo com o resto deles, porque são as férias de primavera e eu deveria estar me divertindo. Eu não sou um fã de ser o condutor designado, mas eu geralmente acabo me oferecendo para isso, e agora eu estou preso dirigindo cercado de um bando de idiotas bêbados. "Pare de fumar aqui dentro." Eu abro a janela quando a fumaça começa a encher o carro. "Minha mãe vai sentir o cheiro há uma milha de distância, e então ela não vai me deixar mais dirigir seu carro."


"Oh, vamos lá, Quinton,” minha namorada, Lexi, faz beicinho quando ela dá uma tragada profunda em seu cigarro, em seguida, estende o braço para fora da janela aberta. "Nós vamos ventilar a fumaça para fora." Balançando a cabeça, eu levando a minha mão livre e tiro o cigarro dela. "Sem mais cigarro." Eu seguro o cigarro e jogo pela janela aberta, em seguida, solto o resto para a noite. É tarde, a estrada que nós estamos dirigindo é tempestuosa e cheia de curvas em torno de um lago, e nós não vimos um carro em tempos. É bom, porém, desde que todo o resto dentro do carro é menor de idade e embriagado. Lexi faz beicinho e cruza os braços sobre o peito, caindo para trás em seu assento. "Você é tão chato quando está sóbrio.” Eu aperto um sorriso. Estamos namorando por um par de anos agora, e ela é a única garota que eu já estive e com quem sempre me vejo estando junto. Eu sei que soa super coxo e brega porque temos apenas dezoito anos, mas, seriamente vou acabar me casando com ela. Ainda fazendo beicinho, ela desliza a mão pela minha coxa até que ela atinja o meu pau, então ela me dá uma boa esfregada. "Isso é bom? Porque eu vou continuar fazendo isso, se você me deixar fumar.” Eu tento não rir dela, porque ela está perdida o que provavelmente vai irritá-la, mas é engraçado, ela está ficando irritada com a minha sobriedade. "E você é mal-humorada e rabugenta quando você está bêbada." Eu me contorço quando ela atinge o ponto certo e luto para não fechar as pálpebras. "Mas eu ainda não vou deixar você fumar no carro." Ela revira os olhos, tira a mão para longe de mim e olha para o banco de trás, onde minha prima Ryder está se pegando com algum cara que ela conheceu na festa. Suas mãos estão todas sobre o outro. Eu não sou um fã de sair com ela, mas ela vai para Seattle, por vezes, e fica com a minha


avó. Lexi e Ryder se tornaram melhores amigas durante uma de suas visitas quando tinham uns doze anos, e têm sido inseparáveis desde então, que é praticamente, como eu conheci Lexi. Quando Lexi olha para longe, seu nariz está franzido. "Isso é nojento.” Eu desacelero o carro para uma curva fechada na estrada. "Oh, não finja que você não gostaria que fosse você e eu lá atrás." Eu pisco para ela e ela revira os olhos. "Você sabe que você gostaria”. Ela suspira e deixa os braços cair em seu colo. "Okay, certo. Se estivéssemos lá atrás, eu estaria tentando enfiar a língua para baixo de sua garganta, você estaria totalmente assim "- ela faz as citações do ar – “‘Lexi, por favor, há pessoas no banco da frente que podem nos ver. ’”. "Você está me fazendo soar como um velho”. Eu pisco com um sorriso brincalhão para ela enquanto reduzo a marcha o carro e o rugido do motor. A estrada está ficando mais difícil, e eu tenho que abrandar. “Você meio que é”. "Besteira. Eu sou divertido pra caralho, como o inferno”. “Não, você é legal como o inferno, Quinton Carter. Você é seriamente o cara mais bonito que eu conheço, mas o mais divertido? Eu não tenho certeza..”.. Um olhar conivente cruza seu rosto quando ela bate seu dedo contra o lábio. "Como nós descobrimos isso?” Sem tirar os olhos de mim, ela abre a janela toda. O vento uiva dentro e sopra o cabelo em seu rosto.


"Que diabos?" Ryder diz do banco de trás, empurrando os lábios para longe do cara, e arranca mechas de seu cabelo para fora de sua boca. "Lexi, feche a maldita janela. Estou comendo meu próprio cabelo aqui”. "Então senhor divertido pra caralho, como o inferno," Lexi diz, com os olhos em mim enquanto arqueia as costas e move a cabeça na direção da janela. "Vamos descobrir o quão divertido você é”. Eu não gosto de onde ela está indo com isso. Ela está muito bêbada, e até mesmo sóbria ela sempre foi audaciosa, impulsiva e um pouco imprudente. "Lexi, o que está fazendo? Entre aqui. Eu não quero que você se machuque”. Um sorriso preguiçoso se espalha por seus lábios enquanto ela coloca a cabeça mais para fora da janela. O brilho pálido da lua bate em seu peito e faz com que sua pele pareça fantasmagórica contra a escuridão. “Eu quero ver apenas ver o quanto divertido você é Quinton”. Ela estende os braços acima da cabeça quando ela desliza para cima do parapeito da janela. "Quero ver o quanto você me ama”. “Quinton, a faça parar", diz Ryder, fugindo para frente no banco. "Ela vai se machucar”. "Lexi, pare com isso," advirto, agarrando o volante com uma mão e estendendo a mão para ela com a outra. “Eu te amo e é por isso que eu preciso que você entre no carro. Agora mesmo”. Ela balança a cabeça. Eu não posso ver seu rosto ou se ela não está segurando alguma coisa. Não tenho a menor idéia do que diabos ela está


fazendo ou pensando, e eu tenho certeza que ela não tem também e é porra aterrorizante. "Se você é tão divertido, então é só me deixa ser livre", ela grita. Seu vestido está agitando sobre suas pernas e seus pés estão dobrados para baixo entre o assento e a porta. Ryder levanta a perna para subir mais no banco da frente, mas sua cabeça bate no teto e cai para trás. Balançando a cabeça, eu piso suavemente nos freios, e me inclino para cima no assento para agarrar Lexi. Meus dedos prendem a parte inferior do vestido de Lexi e isso é quando eu ouço o grito. Segundos depois, o carro está girando fora de controle, e eu não sei o que está acontecendo ou o que está para baixo. Cacos de vidro voam por toda parte e cortam o meus braços e rosto enquanto eu tento agarrar o vestido de Lexi. Mas eu sinto o tecido deixar meus dedos enquanto eu sou deslocado para o lado. Todo mundo está gritando e chorando com as viradas e curvas do metal. Eu vejo as luzes brilhantes, sinto o calor do sangue como algo nas barras através do meu peito. “Quinton...”, eu ouço alguém sussurrar, mas eu não posso ver quem é. Tento abrir os olhos, mas eles parecem como eles já estivessem abertos, mas tudo que eu vejo é a escuridão. Mas talvez seja melhor do que ver o que está realmente lá...


Capítulo 1 Quinze meses depois... 19 de maio, Dia 1 das férias de verão.

NOVA Eu tenho a câmera web configurada perfeitamente em ângulo para a minha cara. A luz verde na tela está piscando insanamente, como se ela não pudesse esperar por mim para iniciar a gravação. Mas eu não tenho certeza do que eu vou dizer ou qual era o ponto de tudo isto, que não seja o filme que meu professor sugeriu. Ele tinha realmente sugerido a toda a classe e provavelmente em todas as suas aulas - nos dizendo que, se realmente queríamos filmar, devemos praticar durante o verão, mesmo que não fossemos inscritos em quaisquer classes de verão. Ele disse: "Um verdadeiro cinegrafista adora olhar para o mundo através de uma alternativa, e ele gosta de gravar como ele vê as coisas sob uma luz diferente”. Ele estava citando algo tirado de um livro, como a maioria dos meus professores faz, mas por alguma razão algo sobre o que ele disse atingiu um nervo. Talvez tenha sido por causa do vídeo que Landon fez antes dos últimos segundos de sua vida. Eu realmente nunca vi seu vídeo, apesar de tudo. Eu nunca realmente quis e eu não posso, de qualquer maneira. Estou muito assustada com o que eu vou ver ou o que eu não


quero ver. Ou talvez seja porque vê-lo assim pode significar finalmente aceitar que ele se foi. Para sempre. Eu originalmente me inscrevi para as aulas de filmagem, porque eu esperei muito tempo para me inscrever para as aulas e era necessário ter mais eletivas. Eu estou fazendo Interesse Geral e realmente não tenho um caminho de interesse determinado, e as únicas classes que não estavam cheias foram Introdução ao Design de Vídeo ou Introdução ao Teatro. Pelo menos com a classe de vídeo eu estaria atrás de uma lente em vez de ficar de pé na frente de todos onde eles poderiam me colocar para baixo e me avaliar. Com o vídeo, eu tenho que fazer a avaliação. Acontece, no entanto, que eu gostei da classe, e eu descobri que há algo fascinante sobre ver o mundo através de uma lente, como se eu pudesse olhar para ele do ponto de vista de alguém e talvez ver as coisas em um ângulo diferente, como Landon fez durante seus últimos momentos de vida. Então eu decidi que eu iria tentar fazer alguns vídeos neste verão, para obter alguma dica sobre mim mesma, Landon, e talvez, a vida. Eu ligo "Jesus Cristo", de Brand New e deixo tocar ao fundo. Enfio a pilha de livros de psicologia fora da cadeira do computador e no chão, limpando um lugar para me sentar. Eu fui recolhendo livros no último ano, tentando aprender sobre a psique do ser humano - psique de Landon – Mas os livros são apenas palavras sobre paginas, não pensamentos em sua cabeça. Sento-me na cadeira giratória e limpo minha garganta. Eu não uso nenhuma maquiagem. O sol está se pondo atrás das montanhas, mas eu me recuso a ligar a luz do quarto. Sem a luz, a tela é escura, e eu pareço uma sombra no contexto. Mas é perfeito. Apenas como eu quero. Eu aperto o cursor e a luz verde passa para vermelho. Abro a boca, pronta para falar, mas então eu congelo. Eu não estou acostumada a estar em frente à câmera ou em fotos. Eu gostava de estar por trás, nos bastidores, e agora eu estou propositadamente jogando-me no centro das atenções.


"As pessoas dizem que o tempo cura todas as feridas, e talvez eles estejam certos”. Eu mantenho meus olhos na tela do computador, assistindo meus lábios se mexer. "Mas e se as feridas não se curarem corretamente,

como

quando

cortes

deixam

para

trás

cicatrizes

desagradáveis, ou quando os ossos quebrados se reparam, mas não são mais tão suaves?" Eu olho para meu braço, minhas sobrancelhas franzidas como se eu tocasse a cicatriz ao longo da seção desigual da pele com a ponta do dedo. "Será que isso significa que eles estão realmente curados? Ou isso é o que o corpo fez de possível para consertar o que quebrou..." Eu paro, contando para trás a partir de dez, arrumando meus pensamentos. "Mas o que exatamente quebrou... comigo... com ele... Eu não tenho certeza, mas parece que eu preciso descobrir... de alguma forma... sobre ele... sobre mim... mas como diabos faço para saber mais sobre ele, quando a única pessoa que realmente sabia o que era real... se foi?" Eu pisco e, em seguida, clico na tela, e fica tudo preto.

27 de maio, Dia 7 das férias de verão. Comecei este ritual quando cheguei à faculdade. Eu acordo e conto os segundos que levam para o sol nascer sobre a colina. É a minha maneira de me preparar para mais um dia que eu não quero me preparar, sabendo que é outro dia para adicionar à minha lista de dias que tenho vivido sem Landon. Esta manhã, porém, foi um pouco diferente. Estou em casa para o meu primeiro intervalo de verão da faculdade, e em vez das colinas que circundam Idaho, o sol avança sobre as imensas


montanhas de Wyoming que delimitam Maple Grove, a pequena cidade que eu cresci. A mudança faz com que seja difícil sair da cama, porque é desconhecido e quebra a rotina que eu montei ao longo dos últimos oito meses. E essa rotina é o que me manteve intacta. Antes disso, eu estava uma bagunça, instável, fora de controle. Eu não tinha controle algum. E eu preciso de controle, caso contrário eu acabo no chão do banheiro com uma navalha na mão e a necessidade de entender porque ele fez isso, o que o levou a esse ponto. Mas a única maneira de fazer isso é garantir que as minhas veias funcionem a seco, e acabou que eu não tinha nada em mim. Eu estava muito fraca, ou talvez fosse muito forte. Eu honestamente não sei mais o que é considerado fraco e que é considerado forte. O que é certo e o que é errado. Quem eu era e que eu deveria ser. Eu estive em casa por uma semana, e minha mãe e padrasto estão me observando como falcões, como se esperassem que eu quebrasse de novo, depois de quase um ano. Mas eu estou no controle agora. No controle. Depois que eu sair da cama e tomar um banho, eu sento por exatamente cinco minutos na frente do meu computador, olhando para a pasta de arquivos que contém o clipe de vídeo que Landon fez antes de morrer. Eu sempre me dou cinco minutos para olhar para ele, não porque eu estou pensando em abri-lo, mas porque ele gravou seus últimos poucos minutos capturando seus pensamentos, suas palavras, seu rosto. Parece que é o último pedaço dele que eu tenho. Pergunto-me se um dia, de alguma forma, eu vou finalmente ser capaz de abri-lo. Mas, neste momento, no estado da minha mente que eu estou presa, isso simplesmente não parece possível. Não há muito que faz. Uma vez que os cinco minutos acabam, eu coloco minha roupa de banho, em seguida, coloco um vestido floral por cima e amarro algumas faixas de couro nos meus pulsos. Então eu fecho as cortinas, dessa forma a casa de Landon estará fora da vista e fora da mente, antes de voltar para a minha mesa


do computador para gravar um clipe curto. Eu clico em Gravar e olho para a tela enquanto faço algumas respirações profundas. "Então, eu estava pensando sobre a minha última gravação, alias, foi a minha primeira, e eu estava tentando descobrir qual o ponto disso, ou se há mesmo que ter um ponto”. Eu descanso meus braços sobre a mesa e me inclino mais perto da tela, avaliando meus olhos azuis. "Eu acho que se há um ponto, seria para mim, para descobrir algo. Sobre mim mesmo ou talvez sobre... ele, porque parece que ainda há tanta coisa que estou em falta... tantas perguntas sem resposta e toda a falta de respostas me faz sentir perdida, não apenas sobre por que diabos ele fez isso, mas sobre o tipo de pessoa que eu sou e o que o fez saber que poderia sair tão facilmente... Quem era eu, então? Quem sou eu agora? Eu realmente não sei... Mas talvez quando eu olhar para trás e prestar atenção a este dia muito, muito distante, eu vou perceber o que eu realmente pensava sobre a vida e eu vou finalmente obter algumas respostas para o que me deixa confusa a cada dia, porque agora eu estou tão perdida como uma maldita garrafa flutuando na água bruta, escura”. Faço uma pausa, contemplando quando eu toco meus dedos sobre a mesa. "Ou talvez eu vá ser capaz de recuar através de meus pensamentos e descobrir por que ele fez isso”. Eu inspiro e expiro alto quanto meu pulso começa a bater. "E se você não for eu e você está assistindo a isto, então você provavelmente está se perguntando quem é ele, mas eu não tenho certeza se estou pronta para dizer o nome dele ainda. Esperemos que eu vá chegar lá. Um dia, mas quem sabe... talvez eu sempre fique tão ignorante e tão perdida quanto eu estou agora”. Eu deixo por isso mesmo e desligo o computador, imaginando quanto tempo vou continuar esta farsa sem sentido, este passatempo, porque agora é assim que sinto. Empurro a cadeira e vou para fora do meu


quarto. Demora quinze passos para chegar ao final do corredor, em seguida, outro dez para me levar a mesa. Eles estão a cada tomada em um ritmo consistente e com comprimentos iguais. Se eu estivesse filmando agora, meus passos seriam lisos e perfeitos, firme como uma rocha. "Bom dia, minha linda menina," minha mãe canta enquanto anda em torno da cozinha, movendo-se do fogão para a geladeira, em seguida, para o armário. Ela está fazendo cookies, e o ar cheira com canela e nozmoscada, e isso me lembra da minha infância quando meu pai e eu gostávamos de sentar a mesa, esperando para encher a boca com açúcar. Mas ele não está mais aqui e em vez disso, Daniel, o meu padrasto, está sentado à mesa. Ele não está à espera dos cookies. Na verdade, ele odeia açúcar e ama alimentos saudáveis, come coisas que se parecem com comida de coelho. "Bom dia, Nova. É tão bom ter você de volta”. Ele está em um terno e gravata, e ele está bebendo suco de toranja e comendo torradas. Eles estão casados há três anos, e ele não é um cara mau. Ele está sempre cuidando da minha mãe e de mim, mas ele é muito simples, ordenado, e um pouco chato. Ele nunca poderia substituir a espontânea, aventureira personalidade do meu pai. Eu me jogo na cadeira e descanso os braços sobre a mesa da cozinha. "Bom Dia”. Minha mãe pega uma caneca no armário e se vira para mim com um olhar preocupado no rosto. "Nova, querida, eu quero ter certeza de que você está bem... por estar em casa. Nós podemos te colocar na terapia aqui, se você precisar, e você ainda está tomando sua medicação, certo?”


"Sim mãe, eu ainda estou tomando a minha medicação”. - eu respondo com um suspiro e abaixo minha cabeça para os meus braços e fecho os olhos. Estive em uso de medicação ansiolítica por um tempo. Eu não tenho certeza se realmente faz alguma coisa ou não, mas o terapeuta prescreve para que eu tome. "Eu a tomo todos os dias, mas eu parei de ir à terapia em dezembro, porque não faz nada, além de perder tempo”. Porque não importa o que, eles sempre querem falar sobre o que eu vi naquela manhã, o que fiz e por que fiz isso - e eu não posso sequer pensar nisso, falar apenas sobre ele. "Sim, eu sei, querida, mas as coisas são diferentes quando você está aqui", diz ela calmamente. Lembro-me do inferno que eu causei antes de eu sair. A falta de sono, o choro... Cortar meu pulso. Mas isso está no passado agora. Eu não choro tanto, e meu pulso está curado. "Eu estou bem, mãe." Eu abro meus olhos, sento, e meus dedos se sobrepõem

na

minha

frente.

"Então,

por

favor,

me

satisfaça

consideravelmente, com uma cereja em cima e crosta de açúcar e milho doces, você poderia, por favor, parar de perguntar?” "Você soa apenas como seu pai... tudo tinha que ser referenciado para o açúcar", ela comenta com um franzir na testa quando ela coloca a tigela no balcão. Em uma série de coisas ela se parece comigo: longos cabelos castanhos, um rosto fino, e uma pitada de sardas no nariz. Mas seus olhos azuis são muito mais brilhantes do que os meus, o ponto de eles estarem quase sem brilho. "Querida, eu sei que você continua dizendo que está tudo bem, mas você parece tão triste... e eu sei que você estava indo bem na escola, mas você está de volta aqui agora, e tudo o que aconteceu está do outro lado da


rua." Ela abre uma gaveta e seleciona uma colher grande de madeira, antes de fechar a gaveta com seu quadril. "Eu só não quero que as memórias cheguem a você agora que você está em casa e tão perto de tudo”. Olho para o meu reflexo no microondas de aço inoxidável. Não é muito nítido. Na verdade, meu rosto parece um pouco distorcido e deformado, como se eu estivesse olhando para um espelho de parque de diversões, meu próprio rosto quase um estranho. Mas se eu inclinar para o lado um pouco, eu quase pareço normal, como o meu velho eu. "Eu estou bem", eu repito, observando como em branco minha expressão parece quando eu digo isso. “Memórias são apenas memórias”. Realmente, não importa o que são, porque eu não posso ver as partes que eu sei que vai rasgar meu coração, a porta traseira aberta, os últimos passos que antecederam o final de Landon e os momentos silenciosos depois, antes de me quebrar. Eu trabalhei duro para costurar o meu coração de volta depois de ter sido rasgado, mesmo se eu não tivesse feito isso ordenadamente. “Nova”. Ela suspira quando ela começa a misturar a massa do bolinho. “Você não pode simplesmente tentar esquecer, sem lidar com isso em primeiro lugar. Não é saudável”. “Esquecer é lidar com isso”. Eu pego uma maçã de uma cesta sobre a mesa, não querendo falar sobre isso porque está no passado, onde ele pertence. “Nova, querida", ela diz com tristeza. Ela sempre tentou falar sobre esse dia. Mas o que ela não entende é que eu não me lembro, mesmo se eu realmente tente o que eu nunca consigo. É como se meu cérebro tivesse desenvolvido o seu próprio cérebro e não vai permitir que esses


pensamentos venham para fora, porque uma vez que eles saiam, eles serão reais. E eu não quero que eles sejam reais, eu não quero lembrar ele assim. Ou de mim. Eu empurro-me da cadeira, cortando-a. "Eu acho que eu vou ficar na piscina hoje, e Delilah provavelmente irá aparecer um pouco”. "Se é isso que você quer”. Minha mãe sorri sem entusiasmo para mim, querendo dizer mais, mas temendo o que isso vai fazer para mim. Eu não a culpo também. Ela é a única que me encontrou no chão do banheiro, mas ela acha que é mais do que eu digo. Eu só estava tentando descobrir o que ele sentiu o que estava acontecendo dentro dele, quando ele decidiu ir até o fim. Eu aceno, pego uma lata de refrigerante da geladeira e dou um abraço nela antes de ir para o vidro deslizante da porta. "Isso é o que eu quero”. Ela engole em seco, parecendo que ela pode chorar, porque ela acha que perdeu a filha. "Bem, se você precisar de mim estarei aqui”. Ela se volta para a tigela. Ela está dizendo isso para mim desde que eu tinha treze anos, desde que eu vi meu pai morrer. Eu nunca peguei a oferta, apesar de sempre termos tido um bom relacionamento. Falando de morte com ela não irá funcionar para mim. Neste ponto da minha vida, eu não podia falar com ela sobre isso mesmo que eu quisesse. Eu tenho o meu silêncio agora, que é a minha cura, minha fuga, meu santuário. Sem ele, eu ouvia os ruídos daquela manhã, veria as imagens do sangue, e sentiria a dor esmagadora ligada a eles. Se eu os visse, então eu finalmente tenho que aceitar que Landon se foi.


Eu não gosto de lugares desconhecidos. Fazem-me ansiosa e com dificuldade para respirar. Um dos terapeutas que vi me diagnosticou com transtorno obsessivo-compulsivo. Eu não tenho certeza se ele estava certo, porém, porque ele se mudou para fora da cidade não muito tempo depois. Fiquei com um terapeuta em treinamento, por assim dizer, e ele decidiu que eu estava apenas deprimida e tinha ansiedade, portanto, a medicação antiansiedade pelo último ano e três meses. As mudanças do quintal perturbam a minha contagem, e isso me leva uma eternidade para chegar à piscina. Até o momento que eu chego à cadeira no gramado, eu sei quantos passos eu dei para chegar até aqui, quantos segundos me levou até sentar-me, e quantos segundos que levou para Delilah chegar e, em seguida, ter um assento ao meu lado. Eu sei quantas rochas estão no caminho que leva para a varanda são vinte e dois e quantos ramos está na árvore protegendo a luz solar de nós, setenta e oito. A única coisa que eu não sei é quantos segundos, horas, anos, décadas, vai demorar antes que eu possa deixar ir a maldita dormência auto induzida. Até então eu vou contar, me concentrar em números em vez dos sentimentos sempre flutuantes dentro de mim, os ligados às imagens imersas logo abaixo da superfície. Delilah e eu deitamos em cadeiras no gramado no meio do meu quintal com a piscina atrás de nós e o sol caindo em cima de nós nos bronzeando em nossas roupas de banho. Ela tem sido minha melhor amiga durante o ano passado ou algo assim. Nossa repentina amizade era estranha, porque tínhamos ido para a escola juntas, mas nunca realmente nos falamos. Ela e eu estávamos em diferentes círculos sociais e eu tinha Landon. Mas depois do que aconteceu.... Depois que ele morreu.... Eu não tinha ninguém, e as últimas semanas na escola era tortura. Então a conheci e ela foi boa e não olhou para mim como se eu estivesse prestes


a quebrar. Nós nos demos bem, e honestamente, eu não tenho idéia do que eu faria sem ela agora. Ela esteve lá para mim, ela me mostrou como me divertir, e me lembrou de que a vida ainda existe no mundo, mesmo que seja breve. “Meu Deus, tem sido sempre assim tão quente aqui?” Delilah leva a mão ao rosto enquanto boceja. "Eu lembrava que era mais frio”. "Eu acho que sim”. Eu pego um copo de chá gelado sobre a mesa entre nós e escoro meu cotovelo... "Nós poderíamos entrar", eu sugiro, colocando meu copo. Eu o giro até formar um círculo perfeito no lugar do anel de condensação que deixou para trás, e então eu limpo a umidade dos meus lábios com as costas da minha mão e descanso minha cabeça contra a cadeira. "Nós temos ar condicionado”. Delilah ri sarcasticamente como ela chega para o frasco rosa brilhante em sua bolsa. "Okay, certo. Você está brincando comigo”? Ela faz uma pausa, examinando as unhas vermelhas cor de fogo, em seguida, desenrosca a tampa do frasco. "Não se ofenda. Eu não quero parecer rude, mas sua mãe e pai são um pouco esmagadores”. Ela toma um gole da garrafa e o vira em minha direção. “Padrasto”, eu corrijo distraidamente. Eu envolvo meus lábios em volta do topo do frasco e tomo um pequeno gole, em seguida, entrego de volta para ela e fecho os olhos. "E eles são apenas solitários, eu sou filha única e eu estive fora por quase um ano”. Ela ri de novo, mas é mais alegre que antes. "Eles são seriamente os pais mais autoritários que eu conheço. Chamam todos os dias na escola e mandam mensagens mil vezes”. Ela coloca o frasco de volta para a bolsa dela.


"Eles só se preocupam comigo”. Eles não costumavam, minha mãe era muito despreocupada antes de meu pai morrer, e depois ela ficou preocupada vendo como sua morte me afetou. Então Landon morreu e agora tudo o que ela faz constantemente é se preocupar. “Eu me preocupo com você, também”, murmura Delilah. Ela espera por mim para dizer algo, mas eu não posso. Delilah sabe sobre o que aconteceu com Landon, mas nós nunca realmente falamos sobre o que eu vi. E isso é uma das coisas que eu gosto sobre ela, que ela não fazer perguntas.

Um... Dois... Três... Quatro... Cinco... Respirar... Seis...

Sete... Oito... Respirar... Aperto minhas mãos em punhos, eu luto para me acalmar, mas a escuridão aumenta dentro de mim, e ela vai assumir se eu deixá-la e irá me arrastar para baixo para a memória que não me lembro; minha última memória de Landon. "Eu tenho uma idéia brilhante”, ela interrompe a minha contagem. "Nós poderíamos ir verificar Dylan e Tristan no novo lugar." Meus olhos abrem e eu inclino minha cabeça para o lado. Minhas mãos estão no meu estômago, e eu posso sentir minha pulsação através de meus dedos, inconsistente. Acompanhar as batidas é difícil, mas eu tento de qualquer maneira. “Você quer ir ver o lugar de seu ex-namorado. Sério?" Balançando as pernas sobre a borda da cadeira, Delilah se senta e desliza seus óculos de sol até o topo de sua cabeça. "O que? Estou totalmente curiosa sobre como ele está." Ela aperta a ponta dos dedos no canto dos olhos, tirando camadas do delineador. "Sim, mas não é meio estranho aparecer aleatoriamente depois de não falar com ele em uma eternidade, especialmente depois do quão ruim o


rompimento de vocês foi?”, eu digo. "Quero dizer, se Tristan não tivesse entrado você provavelmente teria atingido Dylan." “Sim, provavelmente, mas isso está tudo no passado”. Ela mastiga a unha do polegar e me dá um olhar com sentimento de culpa enquanto ela espalha óleo de bronzear em seu estômago nu. "Além disso, essa informação não é tecnicamente precisa. Nós meio que falamos ontem”. Franzindo a testa eu sento e aperto o elástico em volta do meu longo cabelo castanho ondulado, prendendo-o em um rabo de cavalo. “Você está falando sério?", pergunto e quando ela não responder eu adiciono. “Nove meses atrás, quando ele te traiu, você jurou por tudo que era sagrado que nunca mais falaria com ele, e aqui cito você literalmente: porra, mentiroso, enganador bastardo novamente - na verdade, se bem me lembro, foi a principal razão que você decidiu ir para a faculdade comigo, porque você precisava de uma pausa.” “Eu disse isso mesmo?” Ela finge esquecimento enquanto ela bate seu dedo no queixo. “Bem, como tudo na minha vida, eu decidi ter uma mudança de coração.” Ela pega o spray de bronzeamento sobre a mesa entre nós. “E, além disso, eu precisava de uma pausa, não só dele, mas da minha mãe e desta cidade, mas agora que estamos de volta eu acho que eu poderia muito bem me divertir um pouco enquanto eu estou aqui. Faculdade me deixou exausta.” Delilah é a pessoa mais indecisa que eu já conheci. Durante nosso primeiro ano, ela mudou de tutor três vezes, tingiu o cabelo de vermelho, de preto, em seguida, volta para o vermelho novamente, e passou por cerca de meia dúzia de namorados. Eu secretamente a amo, apesar de eu fingir que não. Era por ser diferente o que me chamou atenção para ela; sua atitude indiferente, e a forma como ela poderia esquecer as coisas em um estalar de dedo. Eu gostaria de poder ser da mesma


maneira, por vezes se eu ficar por muito tempo com ela há alguns momentos em que eu posso levar a minha mente ao mesmo nível de despreocupação dela. "O que vocês dois andaram falando?”, pergunto arrancando um pedaço de grama da minha perna. "E, por favor, não me diga que é sobre voltar a ficar juntos, porque eu não quero ver você ficar esmagada por ele mais uma vez." Seu sorriso brilha quando ela enfia fios de seu cabelo vermelho atrás das orelhas com grampos, então ela remove a tampa do spray de bronzeamento. “O que há com você e Dylan? Ele está sempre lhe deixando na borda”. “Porque ele é superficial. E ele te traiu”. "Ele não é superficial... ele é misterioso. E ele estava bêbado quando ele traiu.” “Delilah você merece algo melhor que isso.” Ela estreita os olhos para mim enquanto espalha em suas pernas spray de bronzeamento. "Eu não sou melhor que ele, Nova. Eu fiz grandes merdas também, feri pessoas. Eu cometi erros, todos nós o fazemos". Eu aperto minhas unhas nas palmas das minhas mãos, pensando em todos os erros que cometi e suas consequências. "Sim, você é melhor. Tudo o que ele já fez é te trair e lidar com drogas”. Ela dá uma tapa com sua mão em seu joelho. “Hey, ele não lida mais com drogas. Ele parou um ano atrás.” Ela clica a tampa de volta no spray de bronzeamento e joga-o em sua bolsa. Eu suspiro empurro meus óculos de sol por cima da minha cabeça, e massageio as têmporas.


"Então, o que o tem sido até um ano?” eu abaixo minhas mãos e pisco contra a luz solar. Ela encolhe os ombros, e depois seus lábios se expandem em um sorriso quando ela pega a minha mão e pé me puxando para os meus pés. “Que tal irmos mudar nossas roupas de banho e ir para o seu lugar e descobrir?" Quando eu abro a boca para protestar, ela acrescenta "Seria uma boa distração para o dia”. "Eu realmente não estou procurando uma distração, no entanto." "Bem, então você pode ir lá e ver Tristan." Ela morde de volta um sorriso divertido. "Talvez reaquecer coisas." Eu olho para ela. "Nós ficamos uma vez e isso foi porque eu estava bêbada e..." Vulnerável. Eu realmente estava bêbada os meus pensamentos tinham ido para todos os lados por causa de uma visita inesperada dos pais de Landon naquela manhã. Eles queriam me dar alguns de seus esboços que eles tinham encontrado em um tronco no andar de cima, eram esboços de mim. Eu mal tinha sido capaz de levá-los sem chorar, e então eu tinha fugido indo ficar bêbada e esquecer os desenhos, Landon, e a dor dele me deixando. Tristan, melhor amigo e companheiro de quarto de Dylan, foi o primeiro cara que me deparei após muitas Coronas e tiros. Comecei a ficar com ele, mesmo sem dizer olá. Ele foi o primeiro cara que eu tinha ficado desde Landon, e eu passei a noite inteira chorando depois e balançando no chão do banheiro, contando as rachaduras na telha e tentando me acalmar e parar de me sentir culpada por beijar alguém, porque Landon tinha ido embora e ele levou uma parte de mim com ele, pelo menos era o que eu sentia. O que restava de mim era uma concha vazia cheia de negação e se enroscando com confusão. Eu não tenho nenhuma idéia de quem eu sou. Eu realmente não sei. E eu não tenho certeza se eu quero saber ou não.


"Oh, vamos lá, Nova." Ela solta a mão e bate palmas na frente dela. "Por favor, podemos somente ir e tentar nos divertir um pouco?” Eu suspiro, derrotada, e aceno, sabendo que os verdadeiros sentimentos de por que eu não quero ir lá é mais o fato de que eu odeio novos lugares do que qualquer outra coisa. Situações desconhecidas me colocam na borda, porque eu odeio o desconhecido. Faz-me lembrar do quanto o desconhecido controla tudo, e meus sentimentos podem às vezes ficar um pouco fora de mão. Mas eu não quero discutir mais com Delilah também, porque então a minha ansiedade vai aumentar e minha contagem também. De qualquer maneira, eu sei, eu vou ter uma cabeça cheia de números. Pelo menos se eu for com Delilah, então eu posso ficar de olho nela e talvez ela vá acabar feliz. E realmente, isso é tudo o que posso pedir. Para que todos possam ser felizes. Mas como eu dolorosamente aprendi você não pode forçar alguém a ser feliz, não importa o quanto você gostaria de poder.


Capítulo 2

QUINTON Pergunto-me a mesma coisa todos os dias: Por que eu? Por que eu sobrevivi? E todos os dias recebo a mesma resposta: Eu não sei. No fundo, eu sei que não há realmente uma resposta, mas continuo a perguntar a mesma coisa, esperando que talvez um dia alguém vá me dar uma mão e me dar uma resposta clara. Mas minha cabeça está sempre nebulosa, e as respostas vêm sempre para mim de forma cruel e irregular: independentemente do porque eu sobrevivi, a culpa foi minha, e eu deveria ser o único enterrado sob a terra, trancado em uma caixa, debaixo de uma pedra marcada. Duas pessoas morreram por minha causa naquele dia. Duas pessoas que me preocupava. E até mesmo, embora o cara que eu mal conheço milagrosamente está vivo, ele poderia ter muito facilmente morrido, e sua morte ter sido minha culpa, também. Tudo minha culpa. "Obrigado por me deixar ficar aqui, cara", eu digo, pela milésima vez. Eu posso dizer que meu primo Tristan está ficando um pouco irritado pela quantidade de vezes que eu já disse isso, mas eu não consigo parar. Tenho certeza de que não era fácil para ele ajudar o membro mais odiado da nossa família. Quem destruiu vidas e dividiu toda uma família. Mas eu precisava sair, apesar do quanto eu não queria; algo que ficou claro quando meu pai finalmente falou comigo depois de mais de um ano de silêncio.


"Eu acho que é hora de você sair", ele disse, olhando minha bunda preguiçosa esparramada na cama, com música tocando ao fundo. Eu estava desenhando algo que parecia uma coruja em uma árvore, mas a minha visão estava um pouco turva, então eu não podia dizer com certeza. "Você já tem dezenove anos de idade e muito velho para viver em casa." Eu saio um pouco da minha mente, e eu tive um tempo difícil concentrando-me em qualquer coisa, exceto como lento os meus lábios estavam se movendo. "OK." Ele me estudou da porta e eu poderia dizer que ele estava decepcionado com o que viu. Eu não era mais seu filho, mas sim um fracassado, um drogado que ficava deitado o dia todo desperdiçando sua vida, arruinando tudo que ele tinha trabalhado tão duro para conseguir. Todo o tempo gasto na escola, tirar boas notas, a arte vencedora nas feiras, trabalhando duro para conseguir bolsas de estudo, foi trocada por uma nova meta: ficar alto. Ele não tentava entender porque eu precisava de drogas e que, sem elas, eu estaria em uma situação pior, e eu nunca quis isto. Não era como se tivéssemos um bom relacionamento antes do acidente. Minha mãe tinha morrido no parto, e embora ele nunca dissesse isso, eu às vezes me pergunto se ele me culpou por matá-la quando ela me trouxe a este mundo. Finalmente, ele tinha ido, e a conversa tinha acabado. Na manhã seguinte, quando minha cabeça tinha clareado um pouco, eu percebi que eu realmente tinha que encontrar um lugar para viver, a fim de me mover para fora. Eu não tinha um emprego no momento, devido ao fato de que fracassei em um teste de drogas aleatório no último trabalho, e eu tinha um histórico ruim de ser despedido. Não sabendo mais o que fazer, eu tinha chamado Tristan. Nós costumávamos ser amigos quando éramos mais jovens... Antes de tudo acontecesse... Antes que eu matasse Ryder, sua irmã. Eu me senti como um pau por chama-


lo, mas eu me lembrava dele ser bom, e ele mesmo falou comigo depois do funeral, embora seus pais já não o fizessem. Ele parecia relutante, mas ele concordou, e um par de dias depois eu embalei minha merda, comprei um bilhete, e me dirigi para o meu novo lar temporário. "Cara, pela milionésima vez, você é bom, então pare de me agradecer." Tristan pega a última caixa para fora do seu carro. "Você tem certeza, embora?" Eu pergunto novamente, porque nunca realmente parece que posso me desculpar o suficiente. "Eu quero dizer, comigo ficando aqui, especialmente depois... de tudo”. "Eu lhe disse no telefone que eu estava bem." Ele muda o seu peso, movendo a caixa para o braço livre, e em seguida coçando na parte de trás do seu pescoço desconfortavelmente. "Olha, eu estou bem, ok? Você pode ficar aqui até que possa ficar em seus pés no chão ou qualquer outra coisa... Eu não vou deixá-lo viver nas ruas. Ryder não iria querer isso também." Ele quase se engasgou com seu nome e, em seguida, limpa a garganta umas mil vezes. Eu não sei se concordo com ele. Ryder e eu nunca fomos tão próximos, mas eu não vou trazer isso à tona, as coisas realmente já eram estranhas e eu estive aqui apenas por cinco minutos. "Sim, mas o que acontece com seus pais?" Pergunto. Seus pais insistem em que o acidente foi culpa minha e que eu deveria ter feito uma condução mais segura. Eles me disseram que eu arruinei sua família, matei sua filha. "O que têm eles?" Sua voz é um pouco apertada. "Eles não vão ficar putos quando descobrirem que estou vivendo com você?" Ele coloca a mala para baixo. “Como é que eles vão descobrir? Eles


nunca falam comigo. Na verdade, eles têm praticamente renegado a mim e meu estilo de vida”. “Eu começo a protestar, mas ele me corta. "Olha, você é bom. Eles nunca veem aqui. Eu mal falo com eles. Então, por favor, você pode apenas relaxar e desfrutar da sua nova casa?” Ele se dirige para a porta, e eu o sigo. "Eu tenho que dizer, porém, que provavelmente teria sido melhor se o expulsasse daqui. Agora você está encalhado se quiser ir a qualquer lugar." "É melhor assim." Eu ajusto a alça da bolsa sobre meu ombro e caminhamos em direção a um trailer simples. O tapume está caído, uma das janelas está coberta com um pedaço de madeira, e o gramado é inexistente; em vez disso, há uma camada de cascalho, em seguida, uma cerca, seguida por mais cascalho. É uma casa de crack total, mas tudo bem. Este é o tipo de lugar onde eu pertenço, em um lugar que ninguém quer admitir existir, assim como eles não querem admitir que eu existisse. "Você sabe que não há ônibus aqui, certo?" Ele dá um passo para a escada, que oscila debaixo de seus pés. "É uma estranha pequena cidade de merda." "Tudo bem." Eu o segui com o polegar engatado sob a alça da minha bolsa. "Eu só vou andar por aí." Ele ri, mudando a caixa para um braço para que ele possa abrir a porta de tela. "Ok, se você diz isso." Ele entrou na casa, e seguro a porta de tela com o meu pé, pego a alça e seguro a porta aberta para eu manobrar meu caminho para dentro. A primeira coisa que noto é o cheiro; o cheiro de fumaça, mas como um pontapé temperado que queima no fundo da minha garganta. É familiar, e de repente eu me sinto em casa. Meus olhos


varrem o quarto e eu reconheço o cinzeiro cheio de partes queimadas em uma mesa de café rachado. Tristan deixa cair à caixa no chão, passa sobre ela e avança até o cinzeiro. "Você está bem com isso?" Ele pega o cinzeiro e aperta entre os dedos. "Eu não me lembro de se você está bem ou não com isso." Não é realmente uma questão. É mais de um aviso de que eu tenho que ser legal com ele se eu vou viver aqui. Eu deixei a alça da bolsa escorregar pelo meu braço e cai no chão. "Eu não costumava estar." Eu costumava me preocupar com essas coisas, eu costumava pensar que fazendo a coisa certa me faria uma boa pessoa. "Mas agora estou bem." Suas sobrancelhas se elevam em minha resposta vaga e eu chego a ele. Assim como a minha mão e a venenosa fumaça ainda intoxicante começa a serpentear para o meu rosto, eu imediatamente me sinto à vontade novamente. A calma só aumenta quando eu coloco em meus lábios e dou uma tragada profunda. Eu prendo no meu peito, permitindo que a fumaça queime na parte de trás da minha garganta, sature meus pulmões, e chamusque meu coração. É o que eu quero o que eu preciso, porque eu não mereço nada mais. Eu abro meus lábios e libero a fumaça para o já contaminado ar, sentindo-me mais leve do que eu tenho me sentido, desde que eu cheguei ao maldito plano que Deus tem para mim. "Merda Santa, olha o que a droga do cão trouxe." Dylan, colega de quarto de Tristan, sai de trás de uma cortina na parte de trás da sala, rindo, e uma menina loira anda em seus calcanhares. Eu só o vi um par de vezes durante as poucas visitas que meu pai e eu fizemos a Maple Grove para visitar os pais de Tristan. Ele parece diferente, mais áspero, cabeça raspada, várias tatuagens em seus braços, e ele costumava ser gordinho, mas eu estou supondo que a perda de peso é por causa das drogas.


"Oi, Quinton." A loura ondeia sua mão, em seguida, gira em torno de Dylan e se move em direção a mim. Ela mantém os braços apertados, pressionando-o contra o peito, de modo que seus seios quase estalam para fora de seu topo. Ela parece-me conhecida, mas eu não tenho ideia do caralho quem ela é. "Faz muito tempo." Eu estou quebrando a cabeça para lembrar se tenho algum tipo de memória dela, mas a erva totalmente colocou a neblina na minha cabeça, pondo-me exatamente onde eu queria estar, dormente e estupidamente indiferente. Quando ela me encontra, desliza sua palma acima do meu peito e se inclina, pressionando as mamas dela contra mim. "A última vez que te vi, você era um magro garoto de 12 anos de idade, com aparelho e óculos, mas bom Deus você mudou." Ela traça um caminho do meu peito para o meu estômago. "Você está totalmente quente agora." "Oh, é Nikki, certo?" Eu estou lembrando algo sobre ela... Um tempo em que éramos crianças e toda a vizinhança decidiu jogar beisebol. Mas não é nada mais do que uma memória distante que eu preferiria esquecer. Ela me lembra de muito do que foi e que nunca será novamente. "Você..." Eu rolo até o seu corpo, onde posso muito bem ver tudo. "Mudou." Ela toma isso como um elogio, mesmo que eu não quis dizer isso dessa forma. "Obrigado." Ela sorri e balança seus quadris. "Eu sempre tento parecer melhor." Eu ainda tenho a droga em minha mão e eu dou outro hit, prendendo-o até meus pulmões sentirem como se estivessem explodindo, então eu libero a fumaça da minha boca e cinzas a caem no já chamuscado tapete. Eu entrego para Tristan, permitindo que a dormência domine meu corpo.


"Onde devo colocar minhas coisas?" eu pergunto a ele. Dylan aponta um dedo para o corredor. "Há um quarto na parte de trás do corredor. É um pouco pequeno, mas tem uma cama e lençóis”. Eu pego minha bolsa e me movimento ao redor de Nikki, dirigindo-me para o corredor. "Vou deixar tudo fácil para todos." Dylan acena com a cabeça no corredor e depois diz a Nikki, "Nikki, por que não mostra a Quinton onde o quarto é?” "Absolutamente." Ela pisca um sorriso exagerado para mim e tira a droga da mão de Tristan. Ela envolve os lábios em torno do fim, inala, e depois deixa-o. Ela devolve para ele e, em seguida, vagueia na minha frente para que eu possa olhar a bunda dela enquanto ela pavoneia pelo corredor. "Vocês dois estão namorando?", pergunto olhando para trás e para frente entre Nikki e Dylan. Nikki revira os olhos. "Hum, não." Dylan parte para a pequena cozinha, desordenada no canto da casa. "Eu realmente não namoro.", ele assinala com um encolher de ombros indiferentes, quando ele enfia as mãos nos bolsos da calça jeans. "Além disso, tenho uma velha amiga minha vindo esta noite." "Delilah?" Tristan pergunta enquanto se joga no sofá e Dylan assente. "Nova está de volta? Ela está vindo com ela?" “Nova? ”, eu questiono. "Isso é como seu carro?" Tristan balança a cabeça e ri. "Não, é uma menina, seu merda." "Nome interessante", eu digo, curioso de como se pareceria uma menina que tem o nome do meu carro favorito, mas isso realmente não importa.


Nada disso faz. Eu nunca vou a encontros, nunca mais sentir nada por ninguém. "Quer ficar com ela?" Dylan apanha um copo de plástico da pia da cozinha e joga-o em Tristan acertando uma cadeira em vez da sua cabeça. "Você fez com ela uma vez, e ela ficou fodidamente mal.”. "E daí?" Tristan retruca quando ele se inclina sobre o braço da cadeira para pegar o copo. Quando ele se senta, ele lança de volta para Dylan, mas ele cai no chão algumas polegadas longe dele. "Você ainda está ligado na Delilah após oito meses dela ter ido, eu ainda posso ter uma coisa por Nova se eu quiser. E realmente não é mesmo uma coisa, tanto quanto eu estou curioso sobre como ela está agora, depois de um ano." "Você é um baita mentiroso." Dylan chuta o copo no chão e empurra a porta da geladeira aberta. "E, além disso, Nova tem mais bagagem do que você pode manipular." "Você não sabe o quanto eu posso lidar", resmunga, olhando para o tapete laranja acastanhado. Ele esfrega a mão em seu rosto e, em seguida, sopra uma respiração, o olhar passando rapidamente por mim. Há uma dica de raiva transparecendo em seus olhos, voltada para mim e o que eu represento, mas abaixo da raiva há também a dor. Lotes e lotes de dor mascarada ao longo de uma grande quantidade de erva. É a minha deixa para sair. Coloquei um pouco da bagagem de Tristan lá, desde que eu sou o único responsável pela morte de sua irmã. Eu sigo Nikki pelo corredor, sentindo-me como merda novamente, como meu passado me alcança. Mas eu me concentro em dar os poucos passos à frente de mim, sabendo o que vai acontecer quando eu chegar ao quarto. É óbvio que Nikki quer, e honestamente, eu preciso da distração. Hoje tem sido um dia difícil, especialmente depois que meu pai me deixou no


aeroporto. Eu poderia dizer que ele não queria estar lá, mas eu acho que ele se sentiu obrigado porque eu sou seu filho. "Até mais", foi tudo o que ele disse, e então ele me deixou nas portas de entrada. Eu não deveria ter me importado que ele não me desse um abraço ou qualquer coisa, mas eu não tinha sido abraçado em um ano e às vezes eu sinto falta disso, a conexão, o contato, sabendo que alguém te ama. "Então essa cama é super macia." Nikki estatela-se na cama de solteiro e dá um pequeno salto, cruzando as pernas. Eu deixo cair à bolsa no chão do quarto do tamanho de um armário e fico na frente dela, olhando para o colchão imundo. "Oh sim?" Ela sedutoramente sorri para mim. "Definitivamente." Então ela chega e arrebata a frente da minha camisa, puxando-me para a sua boca. Seus lábios estão secos e com gosto de erva, mas eu fecho meus olhos e a beijo de volta , indo para baixo quando eu me inclino sobre ela e nós caímos contra a cama. Eu sei que é errado. Nenhum de nós realmente dá uma merda sobre o outro. Não há nenhum significado. É tão inútil como inexistente e igualmente insignificante. Mas isso é exatamente o que eu mereço, e no momento em que eu sinta que há significado, o momento que eu sinta a menor faísca de contentamento e felicidade com outra mulher — é o momento em que eu quebrarei minha promessa com Lexi.


Capítulo 3

NOVA Há uma estranha espécie de serenidade que vem com o silêncio, mas talvez seja porque é quase impossível de alcançar. Não só eu tenho fechado o barulho do lado de fora, mas eu também tenho que ajustar o ruído dentro de mim, os pensamentos que querem sussurrar quem eu sou, o que eu deveria ou não estar sentindo, o que eu fiz ou não fiz que desse errado. Às vezes, quando estou acordada tarde da noite, eu tento alcançar a serenidade do êxtase do silêncio, mas é sempre a parte do que eu não fiz que arruína tudo para mim, o murmúrio constante na minha cabeça. Você deveria tê-lo salvo. Pergunto-me se Landon jamais alcançou o silêncio e se é por isso que ele fez isso. Talvez ele não ouviu nada em tudo, e ele tomou isso como um sinal de que era hora de terminar as coisas. "Como estou?" Delilah corrige o batom no espelho retrovisor da velha caminhonete que ela usava antes de sairmos para a faculdade. Ela aperta os lábios e, em seguida, olha para mim com um sorriso deslumbrante. "Você está perfeita." Eu, por outro lado, nem sequer me preocupei em escovar meu cabelo, porque eu não estou aqui para impressionar. Eu estou aqui porque ela quer que eu esteja aqui. Nada mais. Nada menos. Ela chega até a frente de seu top vermelho decotado e reorganiza os peitos dela, para que ela mostre mais decote. Esse gesto tira um pequeno sorriso de mim, mas a faísca momentânea de vida é rapidamente enterrada quando eu começo a contar às escadas que conduzem ao trailer


na frente de nós, e a quantidade de pneus empilhados no gramado da frente. Quatro e oito. Seu olhar desliza lentamente pelo meu vestido floral curto e meus brincos de penas. "Você está bonita", diz ela em acusação. "Tem certeza de que não estamos querendo ficar com certo alguém de novo?" Balanço a cabeça e aponto o dedo para ela. "Eu já lhe disse que me juntar com Tristan era uma coisa de única vez." Delilah levanta as sobrancelhas em dúvida. "Qualquer coisa que você diga." Eu suspiro e começo a sair do caminhão, mas ela captura meu braço, me impedindo de ir mais longe. "Espera. Você deve adicionar isso a coisa do filme." Eu olho em volta para o parque de caravanas, os cães latindo atrás da cerca do vizinho, e o carro ao lado que está enferrujado, incansável, e equilibrado em blocos de concreto. "Esse lugar?" Ela empurra meu braço, rindo. "Não, o agora. Poderia dizer o que está sentindo agora ou algo assim. Quer dizer, não é esse o ponto do que você está fazendo? Para descobrir como as pessoas se sentem e ver a vida?” Eu dou de ombros, as pernas penduradas para fora do carro, enquanto me preparo para saltar para fora. "Eu não sei. Eu estava meio que pensando que poderia ser como um diário em vídeo ou algo sobre a minha vida... meus pensamentos... a maneira como vejo as coisas”. "Ei, eu sou grande parte da sua vida, Nova Reed. É melhor você me incluir nisso.” “Você seriamente acabou de falar meu último nome, Delilah Peirce?" Ela sorri, pegando as chaves da ignição.


"Oh sim. Agora retire essa câmera maldita para que eu possa dizer ao mundo meu ponto de vista interessante sobre a vida." Eu reajusto as minhas pernas de volta para o carro e recupero o meu telefone do meu bolso, lamentando ter lhe dito sobre o meu plano de filmagens de verão. "Ok." Eu bato meu dedo na tela e clico no ícone de vídeo. "Nós estamos indo para que você obtenha uma câmera real." Ela se vira de lado no assento e mexe seu cabelo castanho com os dedos. "Essa coisa vai me fazer parecer toda manchada." Eu seguro o telefone, posicionando para que eu possa vê-la na tela. "Você sabe que elas custam uma porrada de dinheiro, certo? "Eu clico em Record. "Ok vá." "Espere, o que devo dizer?" Ela pergunta ainda agitando seu cabelo. O sol brilha atrás dela e tudo o que está realmente aparecendo no ecrã é a sua silhueta. "Eu estou totalmente em branco." Pressionando meus lábios, eu tente conter a risada borbulhando na minha garganta. "Eu não sei. Você é a única que queria fazer isso.” Ela estreita os olhos para mim. "Bem, você é a diretora." "Eu não sou", eu protesto. "Eu sou apenas uma menina com uma câmera tentando ver a vida através de um olho diferente." Ela aponta um dedo para mim e me dá um olhar inteligente. "Esse deve ser o seu título." Eu suspiro de frustração. "É apenas registros por alguns minutos, então se você está indo para dizer alguma coisa, é melhor você se apressar e fazê-lo." Ela oscila durante alguns segundos a mais, e então sorri para a câmera, lançando seu cabelo fora de seu ombro.


"Ok, então aqui está o negócio. Sei o que todos estão pensando. Que eu sou apenas uma ruiva boba vestindo roupas sacanas que está prestes a entrar e parafusar seu ex-namorado que a traiu." Ela acena seu dedo para a câmera e estala a língua. "Mas não se engane, meu amigo. O que você vê no lado de fora pode não ser quem eu sou por dentro, e eu sempre tenho minhas razões para as loucuras impulsivas que eu faço." Ela faz uma pose, soprando um beijo para a câmera e, em seguida, revira os olhos e seus ombros caem. "Ok, Nova, eu terminei." Eu continuo gravando por alguns segundos a mais. Ela nunca disse nada parecido com isso antes, e

eu acho

fascinante

ela

dizer

isso

para

uma câmera,

especialmente comigo atrás da lente. Eu pressiono Parar, e a tela muda de volta para o ícone. Enfio meu celular de volta no bolso, e Delilah agarra a maçaneta da porta. "Vamos?", Ela pergunta. Eu concordo. "Nós devemos." Nós saímos do caminhão e vamos para frente. Eu começo a contar os meus passos no momento em que chego ao outro lado do cascalho. Um dois três… "Então, eu estava pensando que você deve relaxar hoje à noite," Delilah diz, ligando os braços comigo à medida que caminhamos em direção ao portão alinhado com baldes enferrujados de tinta de cinco galões. Quatro cinco seis… "E evitar qualquer tipo de drama", acrescenta ela, enquanto ela abre o portão de arame. Sete... Oito... Nove... "Como entrar em brigas?", Eu tranco a porta fechada. Dez... Onze... Doze... Quando nós chegamos na porta da frente, ela desliza seu braço do meu.


"Hey, eu só fiz isso uma vez," ela diz, enquadrando os ombros e estufando seu peito. "E a cadela mereceu." "Você quebrou o braço", eu a lembro quando ela bate o punho na porta. "Ela tentou beijar Dylan", ela sussurra com um sorriso conivente, então ela mostra os nós dos dedos. "Ela totalmente merecia mais. Ela tem sorte que você estava lá para me parar.” Eu balancei minha cabeça e um pequeno sorriso escapa. De vez em quando, em raríssimos momentos, eu consigo obter um sorriso sem me sentir culpada por isso. Mas tão rápido quanto acontece, estou franzindo a testa novamente derivando de volta para a dormência. "Entre!" Alguém grita do outro lado da porta depois de Delilah bate nela novamente. Ela coloca a cara de flertar dela, arruma sua saia jeans um pouco, antes de empurrar a porta aberta e entrar. Eu a sigo, andando em uma sala cheia de fumaça, úmida e saturada com o cheiro de erva, sofás xadrez, e uma mesa de café rachado. As paredes de painéis de madeira têm manchas de água sobre eles, e o teto, uma vez branco é descolorido. A cozinha ao meu lado transborda com garrafas vazias de álcool, pontas de cigarro, pratos sujos e lixo. Na parede do fundo é o que eu estou supondo que seja um corredor, mas uma cortina laranja podre paira sobre a entrada. Um pouco mais de um ano atrás, eu nunca seria pega em um lugar como este, que não era quem eu era ou quem Landon me deixaria ser. Mas eu não sei mais quem eu sou, e que o torna mais difícil de encontrar razões para não estar aqui, exceto talvez o fato de que o desconhecimento levanta a necessidade obsessiva de contar todas as fotos malditas penduradas nos painéis de madeira.


"Santo inferno. Você parece ainda mais bonita do que eu me lembro." Dylan se levanta da cadeira que ele está descansando e coloca o cigarro que ele está segurando no cinzeiro. Ele é alto, magro, e sua cabeça é raspada. Há tatuagens intrincadas cobrindo seus braços, a maioria em preto, mas alguns são preenchidos com tons de vermelho e índigo. Delilah solta um grito quando ela salta para cima e para baixo, em seguida, corre para os braços de Dylan. Eles se abraçam apaixonadamente e imediatamente selam seus lábios em um beijo ardente. Tristan, que está jogando dardos em um canto sozinho, olha para mim, em seguida, revira os olhos para Delilah e Dylan, dando-me um encolher de ombros indiferente. Eu não conheço Tristan muito bem, mas ele sempre me pareceu um cara muito legal. Em circunstâncias normais, beija-lo provavelmente teria sido agradável. Ele tinha lábios legais, e mesmo que seu cabelo loiro seja um pouco desgrenhado, é muito macio. Ele tem braços magros, é alto, com ombros largos, e tem olhos azuis escuros. Na realidade, quando eu olho para ele, ele parece fora de lugar em uma casa como esta, cheio de bongos de vidro e clipes baratos e tubos de cerâmica, semelhantes aos que Landon mantinha escondido em seu quarto. Minutos depois, Dylan e os lábios de Delilah que ainda estão presos, e suas mãos vagueiam um sobre o outro quando eles vão através da cortina, deixando-me na sala com Tristan e seus dardos. Ele me olha por um momento, e então pega um copo de plástico vermelho da mesa de café. "Então o que você tem feito?", Ele pergunta, colocando o copo para baixo depois que ele toma um gole. Ele se volta para o alvo, visando um ponto, enquanto fecha um olho. "Faculdade." Eu dou a volta em torno do sofá, reduzindo a distância entre nós. Há música tocando a partir de um aparelho de som velho no canto-


Emily de From First to Last. "Fora isso, não muito." Eu passo ao lado dele e olho para o alvo, enquanto ele atira o dardo, batendo apenas fora do centro. "Você?" Ele dá de ombros e estende a mão para o copo novamente. "O trabalho, vida, honestamente nada tão grande." Ele coloca a borda do copo até seus lábios e vira a cabeça para trás, ficando com a boca cheia antes de esmagar o copo e jogando-o em um transbordante lixo no canto perto de uma lâmpada sem um abajur. "Você precisa de uma bebida ou algo assim?" Eu debato minhas opções. O zumbido dos poucos goles que eu tomei do frasco tem sumido, por isso ou eu posso ficar aqui e contar toda a noite até Delilah termina com Dylan ou eu posso aceitar a oferta de Tristan e tentar encontrar algum tipo de silêncio no álcool. "O que você tem?" Pergunto. Ele sorri e me chama para segui-lo quando ele pula sobre as costas do sofá e prossegue para a cozinha. Eu opto por caminhar ao redor do sofá, fazendo o meu próprio caminho, notando que me leva doze controlados passos firmes para segui-lo para a geladeira. Ele abre a porta, põe a cabeça dentro, e começa a remexer através das diversas marcas de cerveja. Ele acaba selecionando uma Corona, e eu não posso ajudar, mas brevemente sorrio, porque depois de oito meses, ele ainda se lembra de minha bebida. Ele chuta a porta da geladeira a fechando com o pé, caminha até o balcão, e coloca o topo da garrafa na borda da bancada, batendo a tampa. O líquido dourado borbulha quando ele me dá a garrafa aberta. "Aqui vamos nós." Deixei escapar um suspiro que eu não sabia que eu estava segurando e movo a boca da garrafa até minha boca. "Obrigado."


Ele aperta entre mim e o balcão e se move de volta para a sala de estar, arregaçando as mangas de sua camisa preta de mangas compridas. "Não há problema" diz ele. "Você parece um pouco tensa de qualquer maneira. Talvez isso vá lhe relaxar." Nada vai me relaxar. Nunca. Nada vai afogar as memórias daquele dia, não importa o quanto eu lute contra isso, tudo que eu perdi. Por que você fez isso, Landon? Por quê? Assim que minha mente relembra o brilho fraco de seu triste riso, o sentimento do início da noite maldita começa a ruir a parede que eu coloquei em torno dele. Eu pisco e pisco novamente quando as lágrimas começam a picar meus olhos. Cala a boca. Cala a boca. Agora não é o momento. Espere até que você esteja em casa, sozinha. Mas lágrimas se juntam nos cantos dos meus olhos, o líquido quente a ponto de queimar meu rosto e manchar minha pele. Em pânico, eu começo a contar as linhas dos painéis que compõem a parede. Eu chego a quinze, e então eu inclino minha cabeça para trás, e engulo metade da Corona antes que eu possa respirar novamente. "Você está bem?" Tristan pergunta, observando-me devorar a cerveja enquanto ele segura uma variedade de dardos em sua mão. Eu lambo a cerveja restante fora dos meus lábios e caminho até o alvo. "Sim, estou ótima, eu posso jogar? Eu preciso de uma distração”. A curva de um sorriso surge em seus lábios quando eu começo a retirar os dardos vermelhos do tabuleiro. "Absolutamente, mas como nós vamos torná-lo divertido enquanto jogamos?" Seu olhar vão até minhas pernas nuas, para a barra do meu vestido, e em seguida, até meus olhos.


Eu acho que ele vai propor algo sexual, pelo olhar de fogo em seus olhos, mas tudo o que ele diz é "O vencedor deve ao perdedor vinte dólares?" Eu controlo as lágrimas restantes ainda querendo derrama-las e estendo a minha mão. "Você tem um negócio." Nós apertamos as mãos e ele dá um aperto antes de se afastar. "Damas primeiro" diz ele e em seguida dá um passo para trás em direção ao sofá abrindo espaço para eu me afastar. Eu passo em torno dele e me posiciono na frente da placa. Eu conto para trás antes de inspirar e segurar minha respiração quando eu lanço o dardo. Ele atinge o centro do alvo. Eu me forço a respirar através da memória da última vez que Landon e eu jogamos dardos e ele me deixou ganhar, embora ele negasse. "Uau, eu acho que poderia ter apenas jogado fora vinte dólares." Tristan esfrega o queixo desalinhado e vai até o alvo, tomando seu tempo mirando o dardo. Quando ele o atira ele começa a amaldiçoar quando o dardo faz um arco para o lado. Ele acaba de bater a borda externa da placa e ele se vira para mim, balançando a cabeça. "Ok, eu acho que eu poderia ter tido bebidas demais para jogar dardos apostando dinheiro", diz ele, sentando-se no braço da cadeira. Ele me olha quando a luz acima de minha cabeça treme. "Onde você aprendeu a jogar assim? Ou era sorte de principiante?” Sem olhar para o alvo, eu atiro o dardo e quase atinjo o centro. "Aprendi com o melhor." "Quem?" Ele inclina a cabeça erguendo os cantos de seus lábios. "Foi Dell no bar?", brinca ele, porque Dell o bêbado da cidade acha que é o campeão de tudo. "Porque ele está sempre se gabando de ser um supercampeão do dardo". Eu engulo em seco com memórias vivas


perfurando meu cérebro. "Esse cara que eu namorava me ensinou, na verdade." Eu tomo outro longo gole, dizendo a minha cabeça para calar a boca. Não vá lá. Por favor, não vá lá. Não agora. Eu ouço sua respiração presa enquanto ele provavelmente se lembra do que aconteceu. Todos nesta cidade ouviram falar sobre isso poucas horas após o ocorrido, e tem sido um pouco difícil para que todos possam esquecer. Não foi muito tempo depois da irmã de Tristan morrer, mas a morte dela foi um acidente, lugar errado na hora errada. Depois que o silêncio se arrasta Tristan sopra um suspiro e se levanta do apoio de braços. "Você quer um tiro ou algo assim?" "Sim, por favor", eu digo de maneira muito rápida e enrolo a garrafa de Corona quase a terminado, canalizando minha tensão. Ele caminha até a cozinha e escava em torno dos armários, à procura de copos para tiros. Sento-me no sofá, inclino a cabeça para trás e sugo até a última gota de Corona, lamentando a minha decisão de voltar aqui. Não para a casa de Dylan, mas voltar para casa. Eu tinha estado bem na faculdade, não grande, mas bem, ou pelo menos focada em algo além das minhas compulsões obsessivas e a morte de Landon. Um riso flutua a partir do corredor e eu com gratidão expiro pensando que é Delilah. Eu começo a me levantar, mas quando a cortina é puxada para trás, eu afundo de volta para baixo quando uma loira sai, ajustando seu top para trás sobre suas curvas exuberantes. Ela dá uma olhada em mim e em seguida, cola um sorriso de plástico. "Hey... é Nova, certo?" Eu não tenho ideia de quem ela é, mas ela parece ter a minha idade. "Sim…"


"Como o carro". O som de sua voz é familiar, suas maneiras muito familiares, como se o mundo decidisse fazer uma brincadeira cruel comigo. Quando um cara sai do corredor, eu apenas caio no chão com a semelhança intensificada e envia minha mente girando. Tudo sobre ele grita Landon, e por um segundo eu realmente acredito que é ele. Não são realmente as semelhanças nas características tanto como algo menos visível. Ele é mais alto do que Landon, com o cabelo castanho escuro perto do preto, e é raspado curto, em vez de ficar pendurado em seus olhos. Ele também tem um pouco mais de tônus muscular, e não há uma cicatriz indistinta sobre o lábio superior. Todas estas coisas não combinam, mas são os pequenos detalhes que empurram o botão da loucura na minha cabeça. Como o carvão em suas mãos, ou o fato de que os cadarços de suas botas estão soltos, algo que Landon usava o tempo todo. O som de sua voz parecendo manteiga derretida, profunda e suave. E seus olhos. Aqueles olhos cor de mel malditos com tanta tristeza neles quase engole qualquer felicidade na sala. Eu só vi tanta tristeza nos olhos de uma pessoa. Sempre. E quando eles travam em mim, é como se eu estivesse me afogando em sua dor, na tristeza de Landon. Eu continuo a olhar para ele, e posso dizer que está fazendo-o desconfortável, mas eu não consigo desviar o olhar. É como se eu estivesse acordando um ano atrás e ele não tinha me deixado na encosta só, não apenas sobre a grama, mas no mundo. "Você está bem?" O som da voz de Tristan me tira do meu torpor. Eu desvio os olhos do cara e olho para Tristan. "Hã?" Ele tem um copo pequeno na mão que está cheio com um líquido cristalino. "Você está chateada." Ele olha para o cara e depois de volta para mim. "Você está bem, Nova?"


Eu aceno pego o copo fora de sua mão, e o viro, aquecendo-me com a queimadura. Então eu coloco o copo vazio na mesa e pressiono a minha mão na minha garganta que queima. "Estou bem. Eu só estou cansada." Tristan não compra minha desculpa, mas ele não pressiona. Nós não somos bons amigos o suficiente para ele pressionar. Ele se senta na cadeira de couro esfarrapada e em pedaços. Eu tento manter o meu olhar fixo sobre as costuras, o apoio de braço, mas eu não posso ajudar, eu olho para o cara com os olhos cor de mel, mesmo que eu não queira. Ele senta-se no sofá ao meu lado e a loira estrategicamente coloca o rabo no seu colo. Ela ri quando ela passa os dedos sobre sua cabeça, mas ele só parece ligeiramente interessado quando ele recupera um maço de cigarros da mesa de café e coloca um em sua boca. "Então Dylan está lá trás?" Tristan pergunta, saboreando a sua cerveja. O cara dá de ombros com a mão em torno do fim do cigarro, estala um isqueiro. "Eu acho que eles entraram em seu quarto, mas eu não tenho certeza." Fala saindo fumaça de seus lábios. "Com essa cadela Delilah", a loira diz, atirando-me um olhar malicioso. Ok, então ela sabe sobre Delilah e, obviamente a odeia, o que não me surpreende a maioria das meninas o faz. Mas por que ela parece me odiar? "Oh merda," Tristan diz, batendo a cabeça com a palma de sua mão. "Eu totalmente porra esqueci as apresentações." "Nós já sabemos quem ela é" a loira fala com escarnio olhando para mim. "Essa é Nova Reed." Eu não tenho ideia qual é seu nome e eu acho que Tristan pode dizer. "Nikki, deixar de ser uma cadela", diz ele. Nikki. Então tudo encaixa. Ela costumava ir para a escola comigo antes dela desistir. Ela também


costumava ter um rolo com Landon antes de ele começar a sair comigo no início do último ano. Ela mudou muito, um pouco de peso na região do peito, e seu cabelo costumava ser castanho claro não loiro esbranquiçado. Nikki bufa, cutucando seu peito enquanto ela cruza os braços, então ela reclina contra o peito do rapaz. "Pare de ser um idiota." ela pula em Tristan, e, em seguida, bate suas pestanas para o cara. O cara muda seu peso, jogando-a fora de equilíbrio, e ela desliza para fora de seu colo e cai no sofá. "Desculpe, mas ele é meu primo e esta é a sua casa. Se ele diz que você deve deixar de ser uma cadela para Nova”. Ele olha para mim com uma peculiaridade em seus lábios e um sulco em suas sobrancelhas. ”Então deixe de ser uma cadela”. Eu não gosto da maneira como o meu coração salta no meu peito quando ele diz meu nome ou que ele se lembre de meu nome quando ele só o ouviu um minuto atrás. Eu odeio como eu não consigo desviar o olhar dele e encontrar algo para contar, porque se eu pudesse então eu poderia apagar a tempestade em meu peito. Nikki parece chateada, mas ela mantém os lábios selados. O cara da uma inspiração profunda em seu cigarro quando ele chega para o controle remoto na mesa de café. Tristan se levanta da cadeira e vai para o corredor. Ela fica quieta e o cara cujo nome eu ainda não sei pega o controle remoto e passa pelas músicas no aparelho de som. Nikki torna sua missão olhar para mim, mas eu quase não presto atenção. Todo o meu foco é sobre o fantasma de uma memória sentado ao meu lado. Eu sei que ele não é realmente Landon, mas ele é assustadoramente semelhante, mesmo na forma como ele se move. Eventualmente, olhando para ele torna-se muito, e eu levanto e caminho para fora da casa. Eu saio para a noite fria, coloco as mãos no corrimão, e me debruço sobre ele, lutando contra as memórias que tentam fazer


seu caminho à superfície, contando sob a minha respiração, fazendo tudo o que posso para focar os números em vez das imagens, mas as imagens lutam de forma conclusiva para ganhar. "Então se você só pudesse pintar uma coisa uma e outra vez para o resto da sua vida, qual seria?" Eu seguro o corrimão da escada e assisto Landon sentar no degrau inferior e esboçar o velho carvalho no monte do quintal. "Aquela árvore?" "Eu não iria pintar qualquer coisa", diz ele. Sua mão se move perfeitamente ao longo da folha de papel branco, manchando-a com tons de cinza e preto. Ele faz uma pausa, olhando por cima do ombro para mim, com um sorriso fantasma tocando seus lábios. "Você sabe o quanto eu odeio pintura." Eu enrugo meu nariz e me sento no degrau ao lado dele. "Ok, então, o que você iria esboçar?” "Se eu pudesse esboçar somente uma coisa?", Ele pergunta, e eu aceno. Ele bate o final de seu lápis em seu queixo, deixando manchas negras. "Provavelmente você." Eu mostro a língua para ele, mas meu coração dança. Eu sempre quis saber como seria se ele realmente gostasse de mim, se ele me beijasse, se ele fosse meu namorado em vez de apenas meu amigo. "Você não o faria. Se você fosse realmente escolher uma pessoa, o que eu duvido que você faça você provavelmente escolheria alguém como Karisa Harris”. Ele oscila. "Eu tenho que admitir, ela tem uma comissão de frente agradável." Eu dou um tapa em seu braço, fingindo estar ofendida mesmo que eu esteja acostumada a isso. Nós somos amigos há quatro anos, e ele é um cara de dezessete anos de idade. Ser um pervertido é algo garantido. "Isso é tão nojento," eu digo. Quando ele rola a língua para segurar sua risada, eu bato em seu braço de novo, e sua risada sai. Landon raramente ri, por isso mesmo que ele esteja me irritando, eu deixo ir e rio com ele, porque o som dele rindo faz


com que seja difícil ficar com raiva. Eventualmente, ele se acalma e lambe os lábios, quase lambendo o carvão fora. Balançando a cabeça, eu chego à frente, coloco o polegar em uma das manchas em seus lábios, e esfrego para longe, tentando ignorar a intensidade em seu olhar enquanto me observa. "Você sempre tem essas coisas em você, mesmo quando você não está desenhando," comento quando eu puxo minha mão. Mas ele me interrompe com um toque de seus dedos. Eu congelo quando ele envolve sua mão sobre a minha e meu coração começa a se agitar dentro do meu peito. "Eu estive pensando." Ele traz a minha mão de volta para sua boca. "Sobre tentar uma coisa", ele sussurra contra a palma da minha mão. "Oh, sim." Minha voz falha e eu não consigo parar de olhar para os seus lábios. Ele balança a cabeça, sem tirar os olhos de mim. "Eu estive pensando sobre isso por um tempo..." Ele toma uma respiração profunda e em seguida, deixa-a sair parecendo desconfortável. "Sobre beijar você." Meu pulso acelera quando ele faz uma pausa, como se ele estivesse esperando por mim para dizer algo, mas minha garganta fecha com os meus nervos e eu não posso forçar meus lábios em formar palavras. Eu nunca beijei um cara antes, e Landon não é apenas um cara. Ele é meu melhor amigo. Mesmo que eu tenha pensado nisso muitas vezes, eu também pensei sobre o que seria perdê-lo como amigo. Ele é o único que me mantém ligada ao mundo desde que meu pai morreu. Sem ele, eu não sei o que eu seria, ou se eu seria algo. Eu começo a protestar, mas então ele fecha os olhos, e minhas dúvidas temporariamente vão para longe com a sensação de seus lábios contra a palma da minha mão. Ele me beija gradualmente, como se ele estivesse saboreando o momento, e conhecendo Landon, ele provavelmente está. Ele move os lábios para baixo para o meu pulso e ele faz a mesma coisa lá, só que desta vez ele usa sua língua e eu mordo meus lábios enquanto eu me arrepio. Meus olhos se fecham concordando e eu prendo a


respiração na expectativa, esperando que ele me beijasse. Eu espero. E espero, mas nada acontece. "Nova", diz ele em voz baixa e rouca. "Abra seus olhos." Eu obedeço, desapontada porque eu realmente pensei que ele ia me beijar. Seus olhos cor de mel tem um tom cinza com a luz do sol ardente. Seus lábios abrem parcialmente e em seguida, ele fecha-os novamente, olhando para a minha boca antes de suspirar. "Eu não estava mentindo", diz ele, olhando para a árvore quando ele coloca a ponta do seu lápis de volta no papel. "Eu poderia passar horas, até mesmo dias esboçando você. Seria perfeito." Ele delicadamente toca o canto do olho com as pontas dos dedos, antes de se afastar, o mal-estar em seus olhos aumenta. "Especialmente aqueles." Eu não sei o que dizer a ele, assim eu mantenho meus lábios apertados, observando-o enquanto ele baixa a cabeça e mechas de seu cabelo caem em seus olhos. Sua mão começa a se mover novamente, traçando as linhas da árvore sem folhas na distância. O malestar passa rapidamente a partir de sua expressão quando ele cai na paz com a sua arte, e eu me perco em meus pensamentos de por que ele não me beija e por que ele parecia tão triste quando ele estava prestes a fazêlo. Eu começo a engasgar com a queima do álcool quando ele força o seu caminho de volta até minha garganta. Inclinando-me sobre os trilhos, eu vomito até que meu estômago esteja vazio, meus músculos abdominais latejam e o cascalho abaixo está encharcado com meu vômito. Limpando a boca com as costas da minha mão, eu me viro e afundo-me no chão. Abraçando meus joelhos no meu peito, eu me reclino contra a grade e coloco minha cabeça para trás, olhando para as estrelas brilhando vibrantemente contra o céu escuro. Eu começo a contá-las, uma por uma, e minha mente e corpo começam a relaxar. Eu permaneço assim até que a porta da frente oscila e abre e, em seguida, bate fechada.


Rasgando o meu olhar para longe da noite, eu olho para a porta, esperando que vá ser Delilah para que eu possa obter o inferno fora daqui. Mas é apenas Nikki. Ela esta lívida com o rosto vermelho quando ela pisa nos degraus descendo as escadas em direção ao caminho de cascalho. "Foda-se... e foda-se a sua arte estúpida." A porta se abre novamente e o cara com os olhos castanho-mel sai com um cigarro apagado preso entre os lábios. Em pé no topo da escada, as mãos em torno do fim do cigarro, acendendo-o, enquanto Nikki escorrega em um de seus estiletes rosa fluorescente. "Você é um idiota, você sabe disso?", ela chora e, em seguida, atira o sapato nele. Ele sopra a fumaça do cigarro quando o sapato voa para sua cabeça, mas ele nem sequer pestaneja. Nikki pisa o pé descalço no chão, o cara dá um passo atrás e se abaixa para recolher seu sapato. Ele caminha para o topo das escadas e estende o estilete para ela e ela o tira dele. "Eu nunca vou ficar com você de novo", ela cospe, balançando o pé em seu sapato quando ela tropeça para o lado no cascalho solto. "Você é ridículo... você é como um..." Ela coloca seu pé no estilete e ela fica na posição vertical. "Você ainda sente alguma coisa?" Ela cruza os braços e bate o pé enquanto espera pela resposta dele. Ele dá uma longa tragada, seu peito subindo e descendo enquanto ele libera a fumaça para fora na frente de seu rosto. "Não realmente" diz ele com uma careta, esfregando o polegar ao longo do fundo do cigarro. Cinza se espalha por todo o chão. Ela

cerra

os

punhos,

solta

um

grito

frustrado,

e

então

ela

tempestuosamente vai para seu carro, seu cabelo chicoteando através de seu ombro enquanto ela gira. Ele observa seu carro se afastar, então ele descansa os braços no parapeito e olha para a escuridão do parque de trailer. Quanto mais tempo ele fica ali, mais eu me pergunto se ele mesmo percebe que eu estou sentada aqui. Devo apenas me levantar e sair? Ficar


parada até que ele vá para dentro? Estou começando a ficar nervosa, as palmas das mãos começam a suar, porque eu não posso tomar uma decisão. "Portanto seus pais realmente lhe chamaram assim por causa do carro?" Ele inesperadamente diz sem olhar para mim. Leva-me um momento para responder. "Meu pai tinha um quando eu nasci. Ele o adorou e ele me amava, então ele achou que o nome era apropriado." Ele balança a cabeça, então se vira e se reclina contra a grade, inclinando a cabeça para olhar para mim. "Ele ainda tem o carro?" Eu começo a abanar a cabeça, mas, em seguida, paro, contemplando como responder. "Bem, está estacionado na garagem da casa da minha mãe, mas não é mais seu." Eu puxo um fôlego enquanto ele me dá um olhar confuso e mesmo que eu não queira, eu adiciono, "Ele morreu há seis anos. Ele deixou o carro para mim, mas eu não sei... eu me sentiria estranha ao conduzi-lo." Eu não tenho ideia por que estou dizendo isso. Eu nunca falo com as pessoas sobre o meu pai, com exceção de Landon e às vezes a câmera. "Eu entendo", ele afirma. Este olhar cruza seu rosto; tristeza, misturada com raiva, matizado com vergonha. "Desculpe por Nikki. Ela só está chateada comigo sobre... bem, eu honestamente não posso porra lembrar." Ele olha para fora o olhar perdido e eu noto como vermelhos e irritados seus olhos estão. Ele provavelmente está chapado e pela manhã, ele provavelmente não vai lembrar-se de nada disso. Ou de mim. Estranhamente, esse pensamento me deixa um pouco deprimida. "Você não precisa pedir desculpas por ela." Eu coloco meus pés debaixo de mim e levanto-me limpando a sujeira na parte de trás das minhas pernas. "Não é sua culpa. Nikki sempre foi algo como mal-intencionada, se eu me lembro direito”.


Um sorriso começa a se formar em seus lábios, mas se dissolve com o tempo que eu dou a minha próxima respiração. "Bem, isso é bom saber. Que não é só eu que desencadeio isso nela." Eu relaxo e volto a me encostar contra a grade e coloco meus cotovelos contra a madeira. Existem apenas poucos passos entre nós, mas ele parece realmente muito longe de mim. "Como você a conheceu? Você não vive aqui, certo?” Ele balança a cabeça quando ele coloca o cigarro na boca e dá uma tragada. "Eu só estou aqui para o verão. Tristan é meu primo, e eu preciso de um lugar para dormir. Ele está me ajudando." O cigarro balança em seus lábios enquanto ele encolhe os ombros com um olhar triste no rosto. "Tristan é bom" eu digo, arrastando os dedos dos pés para trás na minha frente. "Eu o conheço desde que eu era uma criança." "Sim, ele é um cara bom." Ele franze a testa para o chão, com a testa franzida. "Ele pode parecer totalmente material passado, você sabe." Ele solta um suspiro vacilante, e quando ele olha para mim eu quase caio. É muito. Ele se parece muito com ele, e eu não sei o que fazer. Meu coração parece que está rompendo novamente. Eu quero correr, me esconder, e não passar por isso novamente, mas eu também quero levar a dor longe dele, como eu não pude fazer da primeira vez. "Qual é seu nome?", pergunto, dando um passo hesitante em direção a ele, fazendo isso estou empurrando a porta para abrir um pouco. "Oh, desculpe", ele pede desculpas, estendendo a mão. Sua palma está coberta com manchas de carvão. "É Quinton".


Eu meio que esperava que ele dissesse Landon. Meus dedos tremem enquanto eu coloco minha mão na sua, mas uma vez que eu entro em contato com ele, encontro-me sentindo-me calma pela primeira vez em um ano. "É bom conhecê-lo, Quinton". "E é bom conhecê-la, Nova-como-o-carro." Um pequeno vestígio de sorriso aparece em seus lábios de novo enquanto ele envolve seus longos dedos ao redor do meu e sua pele é quente. Eu não gosto, porque a última vez que toquei a pele de Landon ela estava gelada, e dolorosamente me lembra de que Quinton não é ele, que ele é apenas alguém que se parece com ele, e nem isso. Ele é apenas alguém que carrega angústia e tortura no interior, como Landon fez. "Então você vai estar aqui pelo verão inteiro?", pergunto incapaz de deixar ir a sua mão, ciente de que a calma vai me deixar no momento em que deixar ir, soltar Landon novamente. Ele balança a cabeça, ajustando a sua mão, e eu acho que ele vai se afastar. Mas ele continua a segurar a minha. "Sim, pelo menos até que eu possa descobrir um plano." "Um plano?" "Sim, um plano de vida, ou o de que inferno as pessoas o chamam." "Eu não o chamo de qualquer coisa", eu digo com toda a honestidade. "Eu realmente não tenho um." Ele me avalia em estreita colaboração com uma expressão confusa. "Sim, eu também." Vincos na testa se formam e ele morde o lábio, fugazmente olhando para os meus. "Você quer..." A porta de tela se abre e bate contra a lateral da casa. Nós rapidamente puxamos nossas mãos longe quando Delilah e Dylan passeiam com sorrisos em seus rostos e contentamento em seus olhos.


Delilah percebe Quinton e nos viu puxando para longe um do outro e ela me lança um olhar discreto, interrogativo, mas estou muito distraída com a calma evaporando do meu corpo para dar uma resposta. "Bem, eu vejo que vocês dois já pularam para as apresentações", comenta Dylan como se ele tivesse algum tipo de visão sobre o que estava acontecendo. Mas nada estava acontecendo, pelo menos é o que eu estou dizendo a mim mesma. Ele pega um maço de cigarros do bolso de sua camisa xadrez desabotoada e começa a bate-lo em seu pulso enquanto Delilah coloca a cerveja que ela está segurando na guia e suaviza os cabelos ruivos. Quinton joga seu cigarro sobre os trilhos. "Eu vou para dentro", ele murmura, em seguida, corre para a porta. Meus dedos balançam com a vontade de agarrar a parte de trás de sua camisa para que eu possa arrastá-lo para trás e pedir-lhe que me diga por que ele parece tão deprimido, mas tudo que faço é vê-lo ir embora. Quando a porta bate fechada atrás dele, eu me sinto mais culpada do que nunca em toda a minha vida. "Eu estou pronta para ir", digo para Delilah, envolvendo o meu braço em torno de meu estômago com náuseas novamente. Normalmente Delilah argumenta quando quero sair cedo, mas ela da uma olhada em mim e assente. "Ok, me encontre no caminhão." Concordo com a cabeça e caminho rapidamente em direção ao portão, levando meus passos mais rápidos, lembrando-me de contar e respirar. Subo no carro e toco no bloqueio, enquanto eu mentalmente reprimo os meus sentimentos. Delilah da um beijo de adeus em Dylan no topo das escadas. No momento em que ela sobe no caminhão, estou um pouco mais calma. "Jesus Nova você está bem?" Ela pergunta quando ela desliza para o assento do motorista e bate a porta do carro. "Você parecia como se estivesse prestes a vomitar ou algo assim."


"Eu tomei um tiro." Eu escorrego para baixo no banco e sobreponho meus braços em cima do meu estômago. "Ele me fez um pouco doente." Ela coloca as chaves na ignição e o motor ruge para a vida. "Eu já vi você derrubar cinco tiros em uma fileira antes. Diga-me o que realmente está acontecendo. Foi... aconteceu alguma coisa com aquele cara Quinton? Porque Dylan diz que ele tem grandes problemas, e eu acho que é provavelmente a última coisa que você precisa." Ela faz uma pausa, considerando algo pela forma como ela brinca com a estação de rádio. "Apesar de que seria bom ver você ter um encontro com alguém. Tudo o que eu já vi você fazer é beijar alguns caras aleatórios quando você ocasionalmente fica muito bêbada". Eu fico olhando para a porta frontal do trailer. "Porque isso é tudo que eu quero fazer", eu digo. "E nada aconteceu entre Quinton e eu." A frase parece como a maior mentira que eu já disse, porque algo aconteceu. Senti algo pela primeira vez em mais de um ano, mas o que era eu não tenho certeza.

QUINTON Eu só fui para fora para certificar-me que Nikki não iria dizer mais nada para Nova, e agora estou segurando a maldita mão dela. Eu sei que o que estou fazendo é errado, mas eu não consigo deixar a mão dela ir e eu preciso deixa-la e ir. Agora. Deixe a pobre menina sozinha. Você evita meninas como esta por uma razão. Você não precisa arruinar mais vidas ou se apegar. Não importa o quanto eu tente, porém, eu não consigo me convencer a fazer a coisa certa e ir embora. Nova parece tão solitária, triste e assustadoramente instável, e eu só quero fazê-la se sentir melhor.


De alguma forma. Não é como se nós estivéssemos falando sobre qualquer coisa importante, mas eu não gosto de como eu estou percebendo como ela é bonita ou como eu começo a me perguntar como seria esboçar ela. Ela tem esses olhos surpreendentemente marcantes que provavelmente parecem azuis para um monte de gente, mas quando eu vejo mais de perto, noto pequenos pontos verdes neles. Seus lábios tem uma aparência suave como o inferno e há sardas no nariz, e eu posso me imaginar tomando horas desenhando cada uma. Eu amo como seu cabelo cai sobre seus ombros nus e o ligeiro desvio do seu nariz. São as pequenas imperfeições sobre ela que a torna ideal para o desenho, e eu quero levá-la de volta no meu quarto e olhar para ela por horas. Ela também me fez sorrir duas vezes, e tem sido um longo tempo desde que alguém me fez sorrir. Quando eu percebo que tipo de emoções está surgindo dentro de mim, eu entro em pânico e os meus pensamentos ficam confusos. Eu quase peço para ela vir para dentro comigo e isso é a última coisa que eu quero fazer com uma menina como ela, uma que vai realmente falar comigo em vez de apenas me foder. As que não têm substância e gostam de transar são as que nunca se preocupam, e isso é o que eu preciso e mereço. Além disso, ficou muito claro que Tristan tem uma coisa por ela, e ele é a última pessoa que eu sequer quero pensar em roubar uma garota. Felizmente Dylan sai quando eu estou prestes a pedir a Nova para entrar na casa, e eu aproveito a oportunidade para fazer uma saída rápida e fazer um caminho mais curto direto para a geladeira para pegar uma cerveja. Tristan me examina do sofá com os pés para cima na mesa de café, enquanto ele limpar a resina fora de um cachimbo de vidro com uma pequena faca de bolso. "O que você estava fazendo lá fora?" Eu pego uma cerveja e bato com a porta da geladeira fechada.


"Basta falar." "Com Nova". Ele franze a testa, obviamente, não entusiasmado com a ideia. Eu tiro a tampa da cerveja e a jogo no lixo. "Sim, mas você não precisa se preocupar." Ele define o tubo em cima da mesa. "Quem disse que eu estava preocupado?" Eu dou de ombros e atravesso a sala de estar, pronto para me trancar no meu quarto, para que eu possa chamuscar as minhas células cerebrais a distância e desenhar por horas. "Eu tive a impressão de que você tinha uma queda por ela." Ele não diz nada e a tensão entre nós constrói. Eu passo debaixo da cortina, desejando que eu não estivesse aqui, desejando voltar um ano atrás e que eu teria conseguido parar o carro a tempo. Depois que eu vou para o meu quarto e fecho a porta, eu vou para as duas coisas que me fazem sentir conteúdo. Eu pegar o tubo e um saco de erva, que Tristan me emprestou, de sobre a cômoda e meu bloco de notas de fora da minha mochila, então eu me afundo na cama. Eu defino o bloco de notas de lado, tiro o isqueiro do bolso, e embalo o tubo antes de colocar o bocal em meus lábios. Passando rapidamente o mais leve, eu chupo uma respiração profunda e inalo a dormência em grandes respirações acolhedora. Uma vez que meus pulmões estão carbonizados e a inquietação no meu corpo se acalmou, eu me inclino para trás contra a cama, sustento o caderno de esboços em meus joelhos, e começo a traçar linhas sobre um desenho que eu tenho vindo a trabalhar há um ano, mas nunca fui capaz de completar. Porque uma vez que eu terminar, vou finalmente ter que aceitar que Lexi realmente se foi. E que eu a matei. Eu continuo a


desenhar e desenhar, fumando bowl2 após bowl, até que eu estou tão perdido na minha própria cabeça que tudo o que resta a fazer é sair. Eu lanço o meu bloco de notas de lado e me deito no colchão imundo, fechando meus olhos, esperando que eu esteja alto o suficiente para que os pesadelos não assumam o meu sono. Mas, geralmente, eu não tenho essa sorte. O sangue jorra na minha testa, pelo meu rosto, tão espesso que mal consigo ver. Meu peito está doendo, a dor mais insuportável do que quando eu acidentalmente bati meu polegar com um martelo e quebrei todos os ossos nele. Eu sinto que não posso me mover, e eu tenho que trabalhar para manter meus pulmões funcionando. Eu estou de cabeça para baixo, o sangue está correndo para a minha cabeça, e o céu é agora o chão do carro. Há pedras, sujeira e vidro por toda parte, e eu posso ver uma luz piscando continuamente para fora da minha visão periférica. Eu tusso, e o sangue flui de meus lábios. Pesquisando em torno do escuro, procuro até que eu encontro a fivela do cinto de segurança. Eu aperto o botão, a fivela desliza para fora, e a correia sobre os meus ombros se solta. Eu caio, bato a cabeça no teto mutilado do carro. Eu tusso um pouco mais de sangue quando caio de lado e fico em minhas mãos e joelhos, piscando com a dor através do meu crânio, e rastejo para fora do carro. Eu olho para dentro, observando que ninguém está no carro. Para onde eles foram? Será que eles saíram para obter ajuda? Será que eles... Eles foram jogados para fora? Eu tenho certeza que eu sou o único que tinha um cinto de segurança. Por que não os fiz colocar o deles também? É difícil ver qualquer coisa, mas os faróis piscando por entre as árvores ao redor do lago e tudo que eu posso ouvir são as ondas correndo em minha direção.

2

Giria ara cigarro de maconha ou marijuana.


Sugando uma respiração, eu cambaleio para os meus pés e tropeço em todo o cascalho, vidro quebrado e metal triturado, grunhindo com a dor que irrompe através de meu peito, minha camisa está rasgada e por isso percebo que em meu peito também sangue derrama fora da minha pele, encharcando o tecido. Dói mais do que meu cérebro pode registar, mas a dor não importa. Eu preciso encontrar Lexi. Curvado cambaleio à beira da estrada. "Lexi..." eu tusso, tropeçando em meus próprios pés. Eu caio no cascalho e as palmas das minhas mãos se abrem "Lexi..." Minha voz é fraca, quase inaudível, mas eu empurro de volta para os meus pés e continuo caminhando até a estrada. Mas alguns passos até a estrada e meus joelhos falham e eu caio no asfalto. Puta que pariu isso é tudo minha culpa. Pego meu telefone, mas não está no meu bolso de trás. Minha mão treme enquanto eu tento lembrar o que aconteceu. Nós batemos em outro carro e, em seguida, capotamos algumas vezes, antes de pararmos perto do lago. "Merda..." Eu me esforço para respirar, minhas pálpebras caindo pesadas quando eu rolo em minhas costas e olho para o céu. Estou prestes a ceder à exaustão quando ouço sua voz. "Quinton..." É quase inaudível, mas dá-me esperança. Não sei como, mas de alguma forma eu consigo ficar em meus pés e correr em direção ao som de sua voz, assim eu perco mais sangue e eu fico mais tonto. Nada disso importa, no entanto. A dor. As lesões. Como eu me sinto por dentro e por fora. Eu só preciso chegar até ela. Quando eu tropeço em torno de uma das árvores e viajo através da grama, eu ouço sua voz novamente. Eu sigo o som, retardando quando o contorno de seu corpo vem à vista, e de repente tudo o que eu quero fazer é me deitar e morrer ao seu lado.


Capítulo 4

NOVA "Então, quanto tempo eu tenho que ficar deitada assim?" Pergunto a Landon pela milésima vez. Estou deitada na cama com a minhas mãos soltas ao meu lado e minha cabeça inclinada para trás. O vestido que estou usando tem subido até o topo das minhas pernas e eu estou praticamente mostrando muita pele para ele. Eu fui reorganizar meu vestido, mas ele me disse para não me mover, que eu estava perfeita do jeito que eu estava. Na verdade, estou um pouco desconfortável, mas eu fiz o que ele pediu, porque é muito difícil dizer não quando ele olha para mim com seus olhos de cachorrinho. Ele me ganha todas às vezes com eles, não importa o quê. Mas, novamente, eu iria fazer muita coisa por ele. "Você seriamente é a pessoa mais impaciente que eu conheço." Sua mão varre o papel, e há um vestígio de um sorriso em seus lábios. Ele não está vestindo uma camisa e eu não tenho ideia do por que, ele estava com o peito nu quando eu cheguei hoje cedo. Ele esta usando jeans, e seu cabelo cai em sua testa no estilo tradicional Landon. O quarto cheira a maconha, provavelmente porque ele estava fumando antes de eu chegar. Ele odeia fumar em torno de mim e diz que eu sou boa demais para fazer o mesmo. Mas não faz sentido para mim, porque se eu sou boa demais para ele? "E você é a pessoa mais lenta que eu conheço", eu respondo, sorrindo enquanto eu olho para o teto. Suas paredes são pintadas de preto, o que


torna o quarto sempre escuro, mesmo quando é meio-dia. Há esboços e imagens de pessoas por toda a sua parede e todos eles significam algo para ele ou o inspiraram, de uma forma ou de outra. Mas não há um de mim. O que ele está desenhando agora é o primeiro que ele já fez de mim. Por que, eu não tenho ideia. Eu o conheço há alguns anos, mas ele nunca pediu antes. Até esta manhã. "Por que você está me desenhando agora?", pergunto, enrugando meu nariz, tentando fazer com que a coceira vá embora. Ele dá de ombros. "Parecia que era a hora." A música está tocando ao fundo e eu começo a cantar, desistindo de tentar descobrir o que ele está realmente pensando. "Você sabe quando você tem uma canção presa na sua cabeça?", diz ele, deixando escapar uma respiração tranquila. "E não importa o quão duro você tente, ela simplesmente continua jogando uma e outra vez até que finalmente você só tem que começar a cantar em voz alta." Eu sorrio quando eu termino o conjunto de letras. "Sim." "Bem, é por isso que eu estou desenhando você." "Porque eu estava presa na sua cabeça?" "Porque eu não conseguia parar de pensar em você", diz ele, e eu paro de respirar direito. "E realmente tem sido assim por um tempo agora." Estou receosa em perguntar, mas eu tenho que saber. "Isso é uma coisa boa ou uma coisa ruim? Porque às vezes quando uma música fica presa na minha cabeça ela pode ficar meio chata." Ele faz uma pausa e eu espero que ele vá começar a me provocar e fazer uma piada sobre eu ser uma dor no rabo dele. Mas ele não disse nada, e só escuto


o som do lápis arranhando contra o papel. Levo meu queixo para baixo para que eu possa ver o que ele está fazendo, mas estou muito nervosa, então eu fico ali, cantando sob a minha respiração. Segundos depois, ele está subindo em cima de mim com um sorriso pequeno, mas tímido no rosto. "Não é irritante em tudo." Ele leva os braços de cada lado da minha cabeça e posiciona seu corpo sobre mim. Eu não me movo, não respiro, e eu tenho certeza que o meu coração para de bater. "Você é como minha música favorita, Nova. A única que eu nunca quero esquecer. Que eu quero cantar uma e outra vez." Eu tento não sorrir porque soa como uma cantada. Mas Landon nunca tinha sido o tipo de cara que alimenta as meninas com cantadas falsas. Na verdade, ele quase não fala com as meninas, exceto eu, e o fato de que ele está usando uma analogia sobre música diz o quanto ele me conhece. "Você poderia me colocar no repetir?" Pergunto como uma idiota, porque ele esta muito próximo e isso está me deixando nervosa e estúpida, aparentemente. Ele morde o lábio inferior dele, prendendo um sorriso. "Eu faço... você está sempre na minha cabeça..." Ele se inclina para mim, e me pergunto se este é o momento em que ele finalmente vai me beijar, em vez de quase me beijar. "Sempre..." Logo que nossos lábios quase se tocam eu detecto um brilho de tristeza em seus olhos, mais pesado do que normalmente esta lá, mas ele desaparece no instante em que nossos lábios entram em contato. Eu chupo em uma respiração lenta, instável quando o calor se espalha por todo o meu corpo e sua língua desliza sobre a minha. Ele tem gosto de especiarias. Eu nunca imaginei provar antes. Eu sei que não é o seu primeiro beijo, mas ele sabe que é o meu. Eu me pergunto o que ele pensa sobre mim. Por que ele está me beijando e eu estou pensando um monte de coisas. "Nova", ele sussurra, e eu percebo que os lábios não estão mais se tocando, mas pairando sobre os meus, seu hálito quente contra a minha


pele. "Você quer que eu pare?", Ele pergunta. Meu peito acelera e cada vez que se levanta ele escova contra o dele. "Não." Ele molha os lábios com a língua e em seguida baixa seus olhos sobre mim, deslocando seu peso para o lado para que ele possa tirar meu cabelo dos meus olhos. "Relaxe", diz ele, e quando eu aceno, ele reconecta a boca na minha. Eu tento fazer o que ele diz e relaxar, mas quando a língua entra na minha boca novamente, eu começo a entrar em pânico, imaginando se eu estou fazendo tudo certo. Mas quanto mais tempo sinto a sua língua, mais meus músculos começam a relaxar. Torno-me um pouco ousada e mordo seus lábios, que ele parece gostar, porque ele estremece. Minhas mãos ainda estão imóveis ao meu lado, mas a sua esta em cima de mim, sentindo meu lado, minha cintura, meus quadris. Seus dedos começam a esgueirar-se por baixo do fundo do meu vestido e eu fico tensa me pergunto se eu deveria dizer-lhe para parar. Mas quando eu procuro uma razão eu percebo que não há uma e eu quero que ele me toque. Eu me solto e movo minhas mãos até o seu peito, tendo a oportunidade de sentir as linhas de seus músculos magros. Seus dedos passam no fundo da minha calcinha, e por um segundo o peso dele cai contra mim. Eu arqueio o meu corpo contra o dele, sabendo que a nossa amizade como existia não existe mais, mas eu não me importo. Quero isto agora. Nosso beijo lento começa a aquecer quando sua língua explora o interior da minha boca, e então eu solto um suspiro quando ele lentamente desliza um dedo dentro de mim. "Eu deveria parar, certo?" Ele fala puxando para trás por um minuto para me olhar nos olhos. Eu pisco através dos sentimentos surpreendentes em desenvolvimento dentro do meu corpo, tentando me concentrar em seu belo rosto e a intensidade em seus olhos, mas eu estou perdendo contato


com a realidade. "Não...", eu conseguir dizer elevando meu pescoço e jogando minha cabeça para trás. Ele me ouve, me tocando mais e me fazendo sentir coisas que eu só tinha imaginado. Ele beija todo o caminho através dele até que meu corpo já não pode aguentar e ele tem que parar caso contrário eu irei desmaiar por falta de oxigênio. Seus olhos são brilhantes quando ele circunda o braço em volta da minha cintura, e ele me puxa para ele quando ele rola em suas costas. Eu descanso minha cabeça no peito dele, meus olhos arregalados não acreditando no que aconteceu. Eu amo seu braço sobre o meu estômago e como ele joga com o meu cabelo. "Então, eu ainda estou presa na sua cabeça?" Eu digo e depois rolo os olhos para mim mesma. Seus dedos param de mexer no meu cabelo e ele risca uma linha para baixo entre a minha bochecha e o meu queixo, onde ele conecta um dedo embaixo do meu queixo e o eleva para que eu encontre seus olhos. "Sim. Na verdade, eu acho que é pior." Ele diz como se ele estivesse decepcionado, quase como se ele estivesse esperando que não fosse e isso me deixa triste. Estou prestes a perguntar por que ele parece tão chateado, mas então ele mergulha sua boca sobre a minha e começa a me beijar de novo, e foi assim que eu me esqueci de tudo.


Capítulo 5

NOVA 5 de junho, Dia 17 de ruptura de verão. A música agressiva de "Last Resort" do Papa Roach toca ao fundo, mas eu diminuo o volume para que não vá afogar as minhas palavras. As cortinas estão fechadas, bloqueando a luz solar da manhã meus cabelos estão pendurados nos meus ombros, ainda úmido do chuveiro que eu tomei. O computador está gravando por cerca de cinco minutos, mas eu não disse uma palavra. Eu tentei algumas vezes e ando pelo meu quarto, tentando fazer com que os pensamentos em minha cabeça se conectem e formem frases coerentes. Pergunto-me se isso é o que Landon fez antes dele fazer o seu vídeo... Eu me pergunto se ele planejou isso. Finalmente, eu decido que não deve haver qualquer planejamento prévio e me estatelo na cadeira. Estou um pouco inquieta quando eu inclino a tela e, em seguida, dobro minha perna debaixo da minha bunda para impulsionar-me para cima e deixo a primeira frase que vem à minha cabeça sair da minha boca, apesar do meu instinto inicial em censurar. "Ok, então tem sido um pouco mais de duas semanas desde que eu cheguei a casa da faculdade e os sonhos e memórias de..." tento, mas depois paro, sabendo que eu vou ter que dizer seu nome, mesmo se eu não quero. É estranho, porém, falar sobre ele, enquanto olho para mim mesma na tela do computador. Eu posso ver como apenas o pensamento de pronunciar seu nome em voz alta faz meus olhos apertarem e meus


ombros encolherem, como se de repente eu estivesse possuída por uma memória distante. Eu respiro fundo, depois de novo, correndo os dedos pelo meu cabelo, e varrendo-o para fora do meu rosto. "Landon..." Meus olhos ampliam. O que as pessoas vão pensar se eles virem isto? O que eles vão querer saber sobre mim e como eu me vi? "Os sonhos sobre ele são mais intensos do que já tive", eu digo. "Parte de mim quer encontrar uma maneira de desligá-los, mas parte de mim quer segurá-los, seguralo... para sempre." Eu cruzo meus braços sobre a mesa, inclino-me mais perto da tela, e examino meus olhos, observando a vastidão em minhas pupilas circundada por um anel azul delgado. "Quando eu olho para mim mesma, tudo dentro de mim praticamente grita para parar de pensar sobre ele e para desligar as memórias... e eu tento fazer como eles dizem... como é simples... mas não é." Eu suspiro e recolho meu cabelo atrás da minha cabeça. "Eu só desejo que eu pudesse descobrir uma maneira de saber o que ele estava pensando... de alguma forma trazer tudo de volta e descobrir a razão pela qual ele desistiu tão facilmente... por que ele me deixou... por que eu não podia ver para onde ele estava indo." Eu mordo a minha unha. "Ou talvez eu pudesse e eu estava em negação... Era esse o tipo de pessoa que eu era? Aquela que nega o que está na sua frente?” Minha voz cai no final com a honestidade sem cortes saindo da minha boca. Eu não quero ouvir ou pensar sobre isso, então eu desligo o computador, não querendo olhar para mim mesma.


Mais tarde naquele dia, Delilah e eu estamos no meu quarto. As cortinas estão abertas e a luz do sol flui para dentro, tornando o ar sufocante, apesar de eu ter um ventilador em plena explosão. Eu estou passando por alguns dos meus clipes de vídeo, tentando descobrir qual diabo é o objetivo, além de assistir eu balbuciando sobre o absurdo sem sentido, que não faz muito sentido. Estou tentando me entender? Quem eu sou? Ou eu estou tentando entender Landon? Vida? Morte? O que ele estava pensando em seus momentos finais, e por que ele decidiu sentar e gravá-lo? Por que eu sempre tenho tantas perguntas porra na minha cabeça? "Devemos ir a esse show em Fairfield no final de julho. Isso não seria divertido? Para alimentar o seu vício em música." Delilah diz enquanto ela passa através de uma pilha de CDs na minha prateleira e puxa um para fora. Ela está usando um vestido vermelho curto que coincide com os lábios pintados de vermelho que é apenas um tom mais escuro do que o seu cabelo. "E por que você tem estes ainda? Ninguém ouve CDs mais." Eu os tiro de sua mão e colocou-os na minha mesa do computador em uma pilha ordenada, em ordem alfabética: Blink-182 para Taking Back Sunday. "Landon deu para mim" eu digo e em seguida continuo a falar para evitar ir por esse caminho com ela. Eu fecho um dos meus arquivos de vídeo e tento ignorar o arquivo marcado como "Landon" eu abro outro clipe de vídeo meu. "E o concerto? Não me lembro de ouvir sobre um." "Isso é porque você vive em seu próprio mundo louco terra Nova." Ela cruza os olhos e faz círculos com seu dedo em torno de sua têmpora e então ela se joga na minha cama e enfia as mãos debaixo de suas pernas. "Tem sido anunciado por toda a cidade e eu já mencionei isso algumas vezes. É apenas um monte de Bandas Indie. Vai ser como um evento de


uma semana ou algo assim." Eu medito sobre a ideia de ir a um concerto. Tanto quanto eu amo música e adorava ir a concertos, eu não sinto mais vontade de ir a mais deles. Há muitas lembranças de Landon e haveria um monte de ruído e um monte de gente e um monte de coisas desconhecidas, o que tornaria difícil manter o controle de tudo ao meu redor. Além disso, se é um concerto de uma semana, minha rotina matinal seria destruída e minha ansiedade provavelmente atravessaria o telhado, instável, fora de controle. "Eu não tenho certeza que estou pronta para um concerto, Delilah, ou se eu vou ter tempo." Eu movo o cursor na tela para clicar em outro arquivo de vídeo. "Eu acho que posso me inscrever em alguns cursos de verão... talvez um de filmes ou algo assim." Ela balança a cabeça enquanto ela empurra seus pés, então ela vai até o computador e martela o polegar contra o botão de desligar na torre. "De jeito nenhum. Fizemos um pacto para não fazer aulas neste verão. Além do mais..." ela bate seu dedo na tela do computador "você já tem a sua própria lição como pequeno filme acontecendo aqui. Embora eu não entenda por que. Você nunca realmente esteve em filmagens antes, pelo menos não se fosse por diversão”. "Eu ainda estou tentando descobrir qual o ponto dos vídeos também." Suspirando, eu giro a cadeira para encará-la e mudar de assunto. "Eu sei que dissemos não para as aulas, mas eu preciso de uma distração." Ela planta as mãos nos quadris e estreita os olhos para mim. "De que?" Eu dou de ombros e coloco minha mão sobre a cicatriz no meu pulso. "Esta cidade... minha própria cabeça. Vida." "Não pode ser tão difícil, já que estamos aqui?" Ela aponta para a janela para as subdimensionadas casas, quase idêntica na rua. "E eu não sei o que dizer sobre o que se passa na sua própria cabeça ou a vida além de que você poderia ficar alta."


"Você está falando sério agora?", pergunto, eu nunca fumei maconha. Embora Landon o fizesse... Sempre fumava o tempo todo... E ficava me dizendo que eu não deveria. Eu sempre apenas deixei pra lá, porque eu nunca fui realmente o tipo de pessoa que queria fumar. Agora, porém.... Eu não estou realmente certa de quem eu sou. E eu quero saber apenas que tipo de pessoa que eu sou. Eu realmente gosto de música ainda ou o meu amor por ela se foi? Eu realmente gosto de fazer vídeos? Será que eu gostaria de ficar drogada? Ela encolhe os ombros, sua expressão ilegível. "Eu não estou dizendo para fazê-lo, só que você poderia fazê-lo." "Você ainda faz? Fuma erva, quero dizer." Ela balança a cabeça. "Eu disse que eu parei quando fui para a faculdade." Eu não tenho certeza se eu acredito nela. Morávamos no mesmo dormitório e tudo, e eu a vi praticamente todos os dias, mas ela também saiu muito mais do que eu fiz, principalmente porque eu odeio ir para novos lugares e os que ela gostava de ir eram imprevisíveis, turbulentos, altos, pessoas girando cabeça. Ela cai na minha cama, que está transbordando com travesseiros roxos e pretos, e o colchão salta abaixo dela. "Nova, eu te amo até a morte, eu realmente faço, mas você é a pessoa mais triste que eu já conheci e às vezes... às vezes eu acho que você é assim de propósito." "Eu não estou triste o tempo todo, estou?" Pergunto. Ela não responde apenas me oferece um olhar simpático. Eu estico as pernas para fora e olho para os meus pés. Eu estou usando chinelos, e a cicatriz onde eu cortei o meu pé no dia em que descobri Landon aparece. Aconteceu quando eu caí no chão. Meu pé


ficou preso no fundo de sua estante, e raspou toda a camada de pele fora. Ele provavelmente ficou bem ferido, mas o choque o anestesiou. Eu nem sequer gritei. Eu só estava lá... Olhando para ele... Assim até... Minha cabeça pesou e o rugido de sangue em meus tímpanos bate no interior do meu crânio. Escuridão, o som suave da música... O tom pálido de sua pele aparecia ainda na madrugada... Um dois três… Eu começo a contar os fios escuros de tecido sobre o tapete, forçando o pensamento da minha cabeça. Quatro cinco seis… "Nova, o que no inferno." Delilah balança a mão na frente do meu rosto e eu vacilo, quebrando o padrão constante de números na minha cabeça. "Você

está

totalmente

fora

daqui."

Aspiro,

em

seguida,

libero

progressivamente o ar dos meus pulmões e minha franja deriva para o lado do meu rosto. "Desculpa." Ela vacila, balançando a cabeça de um lado para o outro, e então ela agarra minha mão e me puxa para os meus pés. "Estamos saindo daqui." Ela me leva em direção à porta do meu quarto, e eu corro para acompanhá-la. "Para onde estamos indo?" Ela puxa a porta aberta e me puxa para o corredor em direção à porta da frente. "Qualquer lugar exceto aqui." Eu não gosto que ela não tenha um destino, e meu pulso acelera à medida que saímos de casa e vamos em direção a caminhonete, de repente, eu gostaria de ter uma câmera na minha mão, porque parece que seria muito mais calmante me assistir vagar no desconhecido, através da lente porque não iria parecer tão real. Está quente e estou vestindo bermudas e uma blusa fina preta. Meu cabelo esta um pouco confuso, e eu só estou usando delineador e rímel, que está derretendo com o calor. "Eu não estou vestida para ir a qualquer lugar" eu protesto, quando ela abre o portão da frente. Ela olha por cima do ombro e fiscaliza a minha roupa e cabelo. "Você parece ótima. Você


sempre está." Ela para quando chegamos a seu caminhão cabine simples estacionado na frente da garagem. Ela solta minha mão e se posiciona na minha frente. "Olha, quando eu te conheci, você estava tão seriamente triste e eu tinha uma espécie de medo de você. Mas então eu te conheci, e você sabe o quê? Minha opinião mudou." "Só porque Ms. Kenzingly nos obrigou a trabalhar nesse projeto final juntas." Eu sorrio ao lembrar de nossa introdução estranha. Ela era a menina bonita, extrovertida, que começou a ter problemas, e eu era a garota deprimida, estranha que costumava namorar Landon. Fazia quatro semanas desde que eu tinha encontrado ele em seu quarto, e eu era a única que todo mundo tinha medo, porque vi coisas que ninguém quer admitir que existe. "Deus, eu só posso imaginar quão difícil foi para você tentar até mesmo que eu simplesmente falasse com você." Ela sorri também, mas isso é sombreado por um olhar severo. "Sim, e até hoje eu estou tão feliz que eu consegui levá-la a dizer alguma coisa, mesmo que fosse -Sim, acho que sim- porque abriu a porta para a nossa amizade." Ela faz uma pausa, esfregando os lábios enquanto protege seus olhos da luz solar com a mão. "Mas era difícil, você sabe, ser sua amiga porque você nunca me contou a verdade sobre o que estava acontecendo na tua cabeça, mas na faculdade você parecia um pouco melhor. Não excelente, mas melhor." Ela acena sua mão na minha frente e sopra um suspiro exasperado. "Mas nós só iremos voltar para lá daqui a um par de semanas e agora você está ficando triste, se isso é mesmo possível". "É possível" eu digo recostando-me contra a porta do caminhão. "Realmente é." Ela fica quieta por um tempo e, em seguida, ela toma minhas mãos nas dela. "Podemos ir a algum lugar por enquanto? Fugir ou algo assim. Fazer algo louco e inesperado. Nós poderíamos sair à noite e ir ao Dylan e apenas relaxar”. Louco e inesperado? Eu começo a contar


as pedras debaixo dos meus pés, mas há muitas. "Estamos apenas escapando de minha tristeza? Ou de sua mãe também?" "Ambos", diz ela simplesmente, dando a minha mão uma tapinha. Eu continuo tentando contar as rochas, mas cada vez mais aparecem na minha visão, e, finalmente, torna-se impossível e eu desisto. Jogando minhas mãos ao ar, eu decido tentar e não ficar triste durante o dia. Tentar sobreviver. "OK". Ela salta para cima e para baixo, batendo palmas. "Obrigado, Nova". "Você é bem-vinda." Eu abro a porta do caminhão e subo no assento, sentindo como se eu houvesse falhado, porque as pedras permanecem sem ser contadas. "Mas você realmente não precisa me agradecer. Eu não fiz nada, você é louca." Eu fechei a porta e ela salta ao redor indo ao outro lado. "Sim, você fez." Ela sorri enquanto ela sobe para o banco do motorista, em seguida, liga a ignição. "Você decidiu ser feliz." Eu fico quieta e afogome em meus pensamentos, sabendo que não é o que eu estou fazendo. Eu provavelmente nunca realmente serei feliz novamente, não importa o quanto eu queira porque não importa o quê, Landon tenha ido para sempre e eu ainda estarei aqui. Sozinha.


Nós acabamos parando na sorveteria local, porque Delilah diz que um pouco de açúcar no meu sistema vai me animar. Era o que meu pai costumava dizer o tempo todo ─Coma alguns doces e você vai se sentir melhor─. Minha mãe odiava e sempre colocava algo saudável na minha mão, como uma maçã ou uma cenoura, em seguida, quando ela virava, meu pai iria dar uma piscadela para mim quando ele me entregava uma barra de chocolate ou qualquer outro doce. Sinto tanta falta dele. Sua vida terminou cedo demais, mas ao contrário de Landon, eu não poderia ter evitado isso. Ele tinha um problema no coração que ele não sabia até que fosse tarde demais, e não havia nada que eu pudesse ter feito para ajudá-lo. Ainda assim, tinha sido horrível assistir... Ele deitado no chão impotente e com medo, e não havia nada que eu pudesse fazer somente assistir a sua vida deixá-lo. Eu nunca pensei que eu veria o mesmo novamente, e, em seguida, Landon veio e parecia que ele me entendia e ele me deu uma razão para sorrir novamente. Mas então ele me deixou, também, sem escolha, algo que eu ainda não consigo entender, mesmo depois de um ano maldito. E agora eu estou aqui, andando por aí, metade do tempo sentindo-me como um zumbi, sem direção real, perdida e solitária, e tudo o que eu senti quando meu pai morreu se multiplicou. Deus, o que diabos? Por que você fez isso? Por que você me deixou aqui? Você não podia me deixar aqui. Estou sentada em uma das cabines, assistindo a um carrilhão de vento girar na brisa leve do verão enquanto eu agito a taça de sorvete de cookie na minha frente. O sinal sonoro feito nas cordas claras finas e peças cintilantes de conchas e de vidro que refletem a luz do sol magicamente cada vez que batem. Há um pouco de música dos anos 90 tocando e eu estou totalmente perdida em meus pensamentos, enquanto Delilah tenta fazer com que o cara do caixa lhe de as cerejas com mais marasquino.


Ouço a campainha da porta quando alguém entra e meu olhar instintivamente deriva do carrilhão para minha tigela mal tocada de sorvete que agora está derretido e liquido. Então eu ouço Delilah dizer algo realmente alto, e olho em torno da cabine e olho para o balcão da frente. Dylan, Tristan e Quinton estão em pé ao lado dela, e ela já tem seus braços e lábios apertados sobre Dylan, que está pegando seu traseiro enquanto ele a levanta. O cara do caixa parece realmente desconfortável por sua demonstração pública de afeto e caminha de volta para a sala dos funcionários. Tristan começa a rir de alguma coisa na placa de pedidos e, em seguida, ele dá uma tapa de brincadeira em Quinton no estômago. Quinton dá-lhe um empurrão, um sorriso se formando em seus lábios, mas seus olhos ainda têm tons de tristeza. Tristan tropeça para o lado, quase colidindo com um Dylan alheio e Delilah, em seguida, ele recupera o equilíbrio e se inclina para dizer algo para Quinton. Quando ele pega uma visão de mim, ele me dá um pequeno sorriso e um aceno. Eu devolvo o aceno e em seguida, minha mão cai para a mesa quando Quinton olha para mim. Mordendo o lábio inferior, ele parece inquieto quando ele levanta a mão e acena para mim. Eu devolvo o aceno com um sorriso apertado, então suspirando eu volto para a minha triste pequena tigela derretida de sorvete. Quinton balança a cabeça, embora pareça que é a última coisa que ele quer fazer. Suas mãos estão nos bolsos da calça jeans desbotada, e há um pequeno orifício na parte inferior de sua camiseta preta. Parece que há sujeira ou algum tipo de aparas em seu cabelo, e ele tem manchas negras em seus braços. Quanto mais perto ele fica, mais rápido eu conto, até que os números na minha cabeça são misturados juntos e de repente eu não consigo ver um caminho. Minha adrenalina sobe e eu me sinto oprimida. Eu preciso encontrar um caminho novo, algo para me concentrar, algo que eu possa controlar e acompanhar.


"Hey", diz ele quando ele chega à minha mesa, e o som de sua voz imediatamente começa a desacelerar meu pulso. "Hey," eu respondo, mexendo meu sorvete derretido quando eu levanto meu queixo para cumprimenta-lo, o meu olhar rola gradualmente pelo seu corpo. O silêncio aumenta entre nós, um verdadeiro silêncio, confortável, assim como quando eu passava um tempo com Landon. Mas ele não é Landon. "Então, ouvi rumores de que você é uma viciada em música," ele finalmente diz, indo para o banco em frente ao meu. "E que você toca piano e bateria." Concordo com a cabeça, encolhendo-me internamente com a menção de bateria, o instrumento que eu mais amava, mas já nem sequer suporto contemplar, muito menos tocar sem ferir cada polegada de minha mente e alma. "Quem te contou isso? Tristan?" Seus olhos vão para Tristan, que está no balcão fazendo um pedido para o cara do caixa. "Sim, ele fez no outro dia, depois que você saiu da nossa casa." Eu sinto o cheiro de sua colônia, atado com uma pitada de fumo, e eu odeio admitir isso, mas eu meio que gosto dele, mesmo que ele não me fizesse lembrar Landon. Seus olhos são brilhantes como caramelo, e ele se mantém olhando para a minha tigela derretida de sorvete pegajosa como se fosse à coisa mais fascinante do mundo. "Tudo bem... Por que vocês caras estavam falando de mim?" Ele olha para cima do sorvete, piscando os olhos injetados de sangue. "Porque eu perguntei a ele sobre você." Ele morde o lábio, depois que ele diz isso, como se ele quisesse retirar a sua declaração. "Bem, isso não parece justo", eu digo, tentando manter a conversa sem esforço. "Eu não sei nada sobre você." Ele se remexe em seu assento,


colocando as mãos atrás da cabeça com os cotovelos saindo enquanto olha através da janela. "Não há muito para saber." Fecho os olhos, dizendo a mim mesma para me levantar e ir embora, porque ele se sente mal. Mas quando eu os abro de novo, ele está olhando diretamente para mim, e eu não posso me ajudar. Eu preciso compreendê-lo, porque de uma maneira estranha, distorcida eu sinto como se compreendê-lo possa me ajudar a entender Landon um pouco melhor, se eu conseguir me aprofundar suficiente. "Você é um artista", eu digo francamente quando eu coloco a colher em cima da mesa. Seus braços derivam para o seu colo e ele parece tão mistificado que momentaneamente elimina a dor em seus olhos. "Como você sabia?" Eu movo minha mão sobre a mesa, tentando manter meus dedos firmes quando eu toco uma mancha de carvão vegetal em seu antebraço. "Devido a estes." Ele olha para os meus dedos sobre o braço nervoso. "Sim, mas a maioria das pessoas pensaria que era graxa ou algo assim." Eu me pergunto se ele sabe se Tristan disse a ele sobre Landon. "Eu sou apenas assim tão boa." Eu mergulho de volta na cabine, cruzo os braços e mastigo meu lábio inferior, lutando contra um sorriso. Curiosidade cruza seu rosto. "Bem, eu acho que sim." Ele espera por mim para elaborar, mas eu não o faço. Eu meio que estou desfrutando do espanto dele. Eu remexo nas pulseiras de couro em meus pulsos. "De onde você se mudou?" Sua expressão afunda quando ele olha para a janela.


"Seattle". "Seattle... é muito distante daqui?" "A viagem de avião levou um pouco mais de uma hora." Ele bate os dedos sobre a mesa, os ombros endurecendo à medida que fica mais desconfortável. "Então, Dylan disse que Delilah mencionou um concerto, e eu acho que eles querem ir." Ele muda de assunto, assim como Landon costumava fazer quando ele ficava desconfortável com um tópico. "Sim, ela estava dizendo algo para mim sobre isso mais cedo", eu digo, pegando a colher. Quero pedir-lhe para ele falar mais sobre o porquê ele veio para cá, mas eu não consigo trabalhar os nervos para pressionar e obter informações. Eu não o conheço, e geralmente quando as pessoas não querem falar sobre algo é difícil tirar deles. Esse sempre foi o problema com Landon. Ele nunca quis falar. E eu sempre o deixei fugir do assunto. "Eu não sou uma fã de concertos, porém." Sua cabeça se inclina para o lado enquanto ele me estuda. "Você é uma fã de música, você toca bateria e piano, mas você não gosta de concertos?" "Eu costumava gostar" Esclareço e começo a agitar o sorvete novamente. "Mas agora... Eu não sei, eles são muito barulhentos." Caóticos, desorganizados, esporádicos. "A música em geral, é barulhenta." Ele está divertido com o que eu falei e por um momento a loucura dentro da minha cabeça vale a pena. "Sim, mas em concertos a multidão também é." Eu sei que soa louco, mas eu não posso explicar melhor sem explicar tudo de mim. Eu trago a colher na minha boca e tomo o sorvete fazendo uma careta quando eu


percebo quão quente ele está. Ele ri de mim quando faço a careta, e isso me faz sorrir um pouco porque a felicidade parece tão bonita em seu rosto. "Tão ruim assim?", Ele pergunta, e eu aceno. Deslizando as mãos sobre a mesa, os dedos buscam a taça. "Se importa se eu tentar?" Eu aponto a tigela com a gosma derretida. "Seja meu convidado." Ele parece demasiado feliz por estar recebendo meu sorvete derretido, meu sorvete de segunda mão quando ele agarra a taça, e relaxa de volta na cabine, pegando uma colher. "Torça por mim.” ele diz e eleva a colher aos lábios. Eu estou fascinada pela maneira como ele suga a colher de plástico, deliberadamente, como se ele estivesse saboreando cada gosto. Um pouco pinga de sua boca e escorre do lábio, e sua língua desliza para fora de sua boca para lamber, e por um segundo eu me imagino atrás de uma câmera, registrando os movimentos de seus lábios e garganta. Em seguida, ele leva outra grande colherada, e a devora e eu franzo meu nariz. Eu nunca fui uma fã de sorvete derretido, mas ele pode ser porque ele está chapado. Landon, às vezes, tinha esses desejos estranhos quando ele estava alto, como tomar sorvete com cobertura de caramelo direto da jarra ou cerejas em um sanduíche de manteiga de amendoim. "Então, como é?" Ele olha para o teto, pensativo, em seguida, leva outra colherada. "Delicioso, mas eu sempre meio que tive uma coisa por tomar sorvete derretido." "Eu acho que é nojento," Eu digo, cruzando os braços sobre a mesa. "Eu gosto direto do congelador quando está tão congelado que você tem que esfaquear a colher para ter um pouco dele." Ele põe outra colher em sua


boca e, em seguida, olha para mim com uma expressão confusa, divertida quando ele aponta a colher de plástico para mim. “Você é uma pessoa interessante, Nova, nomeada assim como o meu carro favorito." Seu sorriso é adorável, mas ele está batendo em um assunto delicado. Não apenas com a menção do carro, mas comigo. Landon costumava me chamar de interessante, ou peculiar… em vez de estranho como todos os outros. "Você não é estranha", Landon tinha dito uma vez, quando eu cheguei da escola chateada após Nina Ramaldy me dizer que eu era uma aberração que ninguém jamais iria querer ou compreender. "Você é interessante e..." Ele bateu o final de seu lápis em seu queixo. "Divertida." "Isso é uma coisa boa?" Eu tinha questionado em dúvida. "É uma coisa bonita, Nova", ele respondeu com um de seus raros sorrisos. "Eu iria ficar muito chateado se você fosse normal. Você não seria nada divertida." Eu mandei a memória para distância e me concentrei nos olhos cor de mel Quinton. "Você está seriamente indo comer todo o sorvete derretido?" Ele põe outra colher cheia em sua boca e um pouco escorre na parte de trás da sua mão. "Você sabe, derretido ou não, o sorvete é apenas sorvete." Ele lambe as costas da mão, e isso me faz rir. "De jeito nenhum", eu discordo. "Sorvete não é para ser quente." Ele olha hesitante para baixo dentro da tigela enquanto ele raspa a colher em torno da borda, então espia para mim.


"Aqui." Ele move a colher na minha direção, e há um grande pedaço de massa de biscoito nela com muito pouco de sorvete. "Tente esta parte. Não é tão ruim." Balanço a cabeça e enrugo meu nariz. "Não, obrigado. Você pode comê-lo." Ele tenta olhar irritado, dando-me um olhar frio e duro, mas é mais bem-humorado do que qualquer coisa. "Nova, você tem que ter um pouco dele, caso contrário, eu estou indo para casa me sentindo culpado por comer todo o seu sorvete." Eu me pergunto se ele é divertido quando ele não está alto, me pergunto se eu chegarei a descobrir. Eu dramaticamente suspiro, fingindo que é um fardo, reúno o meu cabelo atrás da minha cabeça e inclino-me sobre a mesa. Ele me encontra no meio do caminho e coloca a colher na minha boca, lambendo os lábios para reprimir um sorriso quando eu chupo o pedaço de massa em minha boca. Volto novamente para o meu lugar e mastigo. "Então", diz ele quando ele leva outra mordida para si mesmo, seus olhos demorando em minha boca. "Não é tão ruim, sem o sorvete derretido sobre ele, certo?" Eu engulo a massa e deixo o meu cabelo ir. "Não, é pior" eu minto, mordendo meu lábio inferior para não rir. Ele lambe um pouco de sorvete fora da parte inferior do lábio e eu o observo olhando para a minha boca novamente. Por um segundo eu me pergunto como seus lábios seriam, qual gosto teria depois que ele comeu todo o sorvete, mas, em seguida, a culpa se arrasta sobre mim enquanto eu imagino Landon e seus lábios e como ele foi o único cara que eu realmente quis beijar. A bolha calma que discretamente se formou em torno de nós desaparece, e eu começo a contar o ladrilho no chão ao redor de nossa mesa, à procura de uma desculpa para me levantar. Em seguida, uma sombra se lança sobre a mesa. Eu olho para cima e eu estou aliviada por


encontrar Delilah de pé ao lado da mesa. Ela tem um cone na mão, juntamente com um guardanapo. "Hey," eu digo a ela. "Hey", ela responde, dando-me um olhar interrogativo, em seguida, seus olhos vagueiam para Quinton enquanto ela estende a mão. "Olá, nós realmente não fomos apresentados ainda. Eu sou Delilah". Quinton coloca a taça de sorvete em cima da mesa, limpa suas mãos na frente de sua camisa, e balança a mão. "Quinton". "Sim, eu sei", diz ela, soltando a mão dele. Há algo em seu tom com um toque de insinuação, talvez, que me faz pensar se ela sabe algo sobre ele. "Você é de Seattle, certo?" Suas mãos se contorcem em bolas e ele cruza os braços sobre a mesa. "Sim." Seus punhos estão tão apertados que os nós dos dedos estão ficando brancos e eu gostaria de saber o que ele deixou para trás em Seattle. Ou talvez quem. Ele limpa a garganta e depois foge para a borda da cabine. "Eu tenho que ir." Ele se levanta e passa oscilando em torno de Delilah, e depois corre para a porta. Delilah e eu vemos quando ele empurra a porta aberta, caminha para fora, e depois corre pela calçada com sua cabeça dobrada para baixo. Vê-lo assim, tão chateado e desanimado, traz uma memória que eu tinha quase esquecido. "Eu não quero falar agora", Landon tinha me dito uma vez, e então ele se afastou, deixando-me em pé no meio do quintal, totalmente confusa, porque eu só lhe perguntei onde ele queria ir para a faculdade e se ele ainda iria querer ficar comigo. Depois eu pensei sobre isso por alguns minutos, porém, percebi o quão grande era a pergunta e quão tola eu era por colocar essa questão em


cima dele, então eu não fui atrás dele. Eu gostaria de ter ido, apesar de tudo. Eu gostaria mais do que qualquer coisa. Talvez se eu o tivesse perseguido e o obrigado a falar, as coisas teriam terminado de forma diferente, talvez as coisas nunca tivessem terminado em tudo. Eu começo a deslizar para a borda da cabine, pensando seriamente em perseguir Quinton, mesmo que eu não o conheça. "O que você está fazendo?" Delilah pergunta quando ela se senta na cabine, me impedindo de correr para fora, e lambe o topo de seu cone gelado de baunilha. "Não vá atrás dele." Eu vou de volta para dentro da cabine, escorrego meu chinelo fora, e dobro meu pé debaixo da minha perna. "Por quê?" "Nova você mal o conhece", diz ela. "Quero dizer, é ótimo ver você sorrindo assim, mas você provavelmente deve saber mais sobre ele antes de ir perseguindo-o." Meus ombros caem quando eu chego do outro lado da mesa para a taça de sorvete. "Ele parece tão triste." Eu franzo a testa para a tigela vazia. "Como muito triste. Eu me pergunto por quê." "Assim como você", ela observa, lambendo a parte superior de seu cone. Ela continua lambendo e chupando ele e isso começa a me enlouquecer. "Ok, eu vou lhe dizer algo sobre ele, e então eu vou deixar você decidir se você quer ir para lá ou não, porque você já passou por muita coisa, e você merece saber onde você está se metendo antes de mergulhar." Mereço? Quem vai decidir o que eu mereço? Empurro a taça para o lado e para frente, cruzando os braços.


“Você está me deixando preocupada, existe”... Tem algo de errado com ele? Quinton, eu quero dizer? “Ela tamborila os dedos na mesa”. "Como o que?" Eu engulo o caroço na minha garganta, fugazmente olhando para Tristan e Dylan no balcão, conversando com o cara do caixa. Eles parecem tão felizes e eles fazem tudo parecer tão fácil. Eu fixo o meu olhar para trás em Delilah. "Por favor, diga-me." Ela enxuga um pouco de sorvete fora de seus lábios com um guardanapo e começa a abrir a boca, quando Dylan chega à nossa mesa. "Hey, baby," Dylan diz alegremente quando ele coloca os braços em volta de Delilah. Ele tem sujeira em seu rosto, e ele tem cheiro de cerveja e cigarros. Ele beija o topo de sua cabeça e olha para mim. "Ei, Nova." Seus olhos viajam para o assento vazio na minha frente. "Onde Quinton foi?" Eu aponto por cima do meu ombro para a janela. "Ele foi embora." Eu olho para Delilah, querendo ouvir o que ela tem a dizer sobre Quinton, mas ela dá de ombros, obviamente não querendo falar sobre isso na frente de Dylan. "Para onde ele foi?" Dylan pergunta enquanto toma uma colherada da ridiculamente grande taça de sorvete que ele está segurando. "Ele provavelmente só precisava de um pouco de ar." Tristan junta-se à mesa carregando uma tigela de sorvete que está transbordando com marshmallows. "Ele faz isso às vezes." Percebo uma ligeira irritação no tom de Tristan. "Ele está bem?", Pergunto. "Talvez alguém devesse ir ver como ele está." Tristan olha para o seu sorvete, em seguida, eleva as sobrancelhas.


"Ele está bem." Algo está acontecendo e quanto mais ninguém diz nada, mais estranhas as coisas ficam. Finalmente Dylan e Tristan se sentam no banco da frente e começam a conversar sobre o show. Delilah continua dizendo que estamos indo para o show, mesmo que eu não concordei ainda. Estou muito distraída para argumentar, no entanto. Eu não posso parar de pensar sobre o quão semelhantes Landon e Quinton são, e quanto mais eu os comparo, mais eu percebo que eu deveria ter perseguido Quinton, assim como eu deveria ter feito com Landon tantas vezes, e eu faço um voto silencioso para fazer melhor desta vez, não importa o que seja preciso.


Capítulo 6

QUINTON Eu não tenho certeza se eu estou fugindo de meus sentimentos passado, ou Nova. Provavelmente, a combinação de todos os três. Eu estava sentado lá em um lugar que parece que saiu direto da fábrica de chocolate de Willy Wonka3, falando com Nova sobre um fodido sorvete, e eu tenho esse tom na minha voz, o que eu usei com Lexi, quando eu estava tentando encantá-la. E Nova está sorrindo para mim e eu posso dizer que ela não sorri muitas vezes por que é difícil para ela. É como se ela quisesse ser triste, que me faz querer fazê-la feliz, talvez então eu possa compensar parte da tristeza que eu coloquei no mundo. Em seguida, a amiga Delilah vem até a cabine e começa a me perguntar sobre Seattle. Ao contrário de Nova, ela parece determinada a conseguir o meu passado fora de mim. Na verdade, acho que ela já sabe sobre ele, mas ela quer realmente me ouvir dizer isso. Mesmo que eu esteja praticamente perdendo a minha mente, o pânico e a culpa me atravessam quando eu penso em Lexi e a promessa que fiz a ela. A necessidade de escapar chega a mim, e eu vou para cima e para fora da porta, fugindo de meus problemas. Eu ando por todo o caminho de volta para o parque de trailers, que fica a cerca de três milhas, e eu estou enlouquecendo de sede e cansado como o inferno. Depois que eu bebo uma cerveja e fumo

Willy Wonka é um dos personagens principais do filme (1971 e 2005) e do livro do escritor galês Roald Dahl, ambos chamados no Brasil de A Fantástica Fábrica de Chocolate. Ele é o dono da Fábrica de chocolates Wonka, e distribuiu tíquetes dourados, para que crianças entrassem na fábrica para dentre elas ser escolhido um novo dono. Willy Wonka é uma pessoa estranha, excêntrica. O passado lhe condena. 3


um bowl, eu desmaio na cama e praticamente fico assim durante as próximas horas, à deriva dentro e fora da realidade. De alguma forma, no meio do meu atordoamento Nikki acaba no meu quarto, nos enroscando várias vezes, embora eu mal me lembre dela entrando no quarto. Em seguida, ela se deita na minha cama e começa a tagarelar sobre o que cor ela deveria tingir o cabelo. Eu continuo a piscar para ela, desejando que ela desapareça, e, finalmente, Tristan vem, chuta-a para fora, e depois rouba seu cachimbo de volta. Em algum lugar ao longo da linha, eu começo a perder o meu zumbido, finalmente mergulhando para o fundo do poço. Estou exausto, e até mesmo pensar parece com um grande projeto de merda, mas eu preciso encontrar um emprego porque eu estou ficando sem dinheiro e maconha e eu preciso começar a pagar o aluguel. Não foi sempre assim. Eu costumava ser responsável. Na verdade, era algo que minha mãe sempre tinha orgulho de quando ela estava se vangloriando dos seus amigos. Era para eu ir para uma boa faculdade, provavelmente com Lexi, onde iriamos namorar até nos formar, então nós iriamos casar e começar nossas vidas juntos. Pelo menos esse era o plano. Mas esse plano não é mais possível, e até mesmo um plano para um dia parece praticamente fora do meu alcance.

28 de junho de dia 40, se a ruptura de verão. Sento-me na cama e balanço minhas pernas sobre a borda, esticando os braços acima da minha cabeça quando alguém bate na porta.


"Entre", eu digo pensando que provavelmente era Tristan vindo para me repreender novamente para sair da cama. Mas quando a porta se abre, Nova está do outro lado. Seu cabelo esta puxado para cima e mechas enquadra o seu rosto. Ela está usando um vestido preto curto com listras vermelhas e tiras finas que mostram os ombros nus e clavícula. Há maquiagem preta emoldurando seus olhos azuis, e seus lábios carnudos estão brilhantes. Mas apesar disso eu não acho que ela está usando nenhuma maquiagem, porque eu ainda posso ver as sardas no nariz. Ela olha para o meu peito nu enquanto ela agarra seu telefone em sua mão, e eu estou de repente muito consciente que eu estou apenas nas minhas boxers. Ela pode ver a cicatriz feia no meu peito, resquício do acidente que quase me rasgou ao meio, tanto mentalmente quanto fisicamente, e as tatuagens no meu bíceps de todos que eu matei naquele dia. Suas bochechas coram, mas surpreendentemente ela não sai do quarto. Ela aponta por cima do ombro para o corredor. "Eu vim aqui com Delilah e Dylan disse que você estava dormindo por um bom tempo e que eu precisava vir acordá-lo." "Ele fez?" Eu balancei minha cabeça. Eu não sei muito sobre Dylan, mas quanto mais tempo eu fico aqui, mais eu percebo que ele parece gostar de começar problemas. Eu me levanto e vou ao meu armário, trabalhando para colocar um sorriso no meu rosto. "Tudo bem, você fez o seu trabalho. Estou de pé." Ela balança a cabeça e eu esperava que ela fosse sair, mas ela hesita na porta. Então, olhando nervosa como merda, ela toma uma respiração profunda, e entra no meu quarto. Há roupas e esboços por todo o chão, a cômoda, e a cama. Ela avalia cada um de perto, e eu me contorço


desconfortavelmente enquanto eu tiro uma camisa para fora da minha cômoda. Ela para na minha cama e para os olhos no desenho que eu fiz na escola de Lexi vestindo apenas a calcinha e sutiã. Eu me pergunto o que ela está pensando. Se ela está ofendida? Será que me importa se ela está? Sua cabeça vira para o lado enquanto ela estende a mão para pegálo, e eu abro minha boca para dizer a ela para não tocá-lo, porque eu me sentiria mal de alguma forma, vendo a foto de Lexi na mão de outra menina. Mas então ela decide contra, puxando a mão. Ela olha por cima do ombro para mim. "Ela é linda." Eu aceno, engolindo o nó na minha garganta, e depois deslizo minha camisa sobre a minha cabeça. "Sim, ela era." Seus lábios se separam um pouco quando eu digo era, o que eu não queria dizer. Na verdade, eu gostaria de poder levar de volta. Felizmente, Nova parece entender e ela observa a minha parede e começa a estudar um desenho que eu fiz de uma videira tecendo em torno de um saco de Skittles4. Eu fiz isso quando eu decidi tomar uma batida de ácido, porque a maconha não estava fazendo nada para diminuir a agonia interna. Acabou por ser uma ideia muito ruim e não fez nada para entorpecer minhas emoções, pelo contrário trouxe um lado muito escuro, quase insano de mim. "Essa é interessante", ela reflete, olhando para mim. "O que você estava pensando quando você desenhou?" Eu visto um par de jeans que pego na primeira gaveta da cômoda. "Honestamente, eu não me lembro." Eu desdobrei o jeans e transfiro meu peso de uma perna para outra para que eu pudesse o vestir. "Eu acho que tinha algo a ver com o fato de que eu tinha fumado um monte de 4

Skittles é uma marca de doces com sabor de frutas, atualmente produzido e comercializado pela Wm. Wrigley Jr. Company, uma divisão da Mars, Inc.. Eles têm cascas duras de açúcar que carregam a letra S.


erva e feito... outras coisas, e depois cai em uma roseira naquele dia e fui para casa e comi alguns Skittles." Ela ri, parecendo confusa, e eu encontro-me sorrindo, também. "Você faz muito isso?" "O quê? Cair em roseiras? Ou comer Skittles?" Eu pergunto fechando o zíper da minha calça jeans. Ela suga o lábio inferior entre os dentes, e eu pego o seu olhar passando rapidamente para as minhas mãos quando eu fecho o botão do meu jeans, o que me faz pensar no que ela está pensando. "Não, você fuma muita maconha? Eu só estou curiosa." O humor leve que ela criou despenca, e eu me sinto esvaziado. "Sim", eu digo com sinceridade, sabendo que provavelmente isso vai assustá-la. Ela olha em volta para alguns dos desenhos, em seguida, segurando o vestido no lugar, ela se abaixa para obter um olhar mais atento a um. "Sim, assim como Dylan e Tristan, mas você provavelmente já sabe uma vez que você vive com eles." Eu pego minha carteira no armário. "Sim, eu acho." Eu não tenho certeza quais as razões de Dylan e Tristan tem para fumar maconha em abundância, se Tristan o faz apenas porque quer ou se é como ele lida com a morte de sua irmã, Ryder. Tudo o que sei é que eu faço isso para amortecer a dor dentro de mim. Era algo que eu descobri depois de sessões de terapia incontáveis, prescrições, e tentando seguir o meu caminho através da minha agitação interna. Nada estava funcionando, e um dia, quando eu estava saindo com o único amigo que eu tinha deixado próximo, ele tirou um cigarro de maconha. Eu nunca tinha tentado antes, nunca me importei com isso.


Mas então eu percebi que eu realmente não tinha mais nada com o que me preocupar, então eu tentei, e quando aliviou o peso no meu corpo e nublaram os pensamentos escuros dentro da minha cabeça, eu sabia que era a única maneira que eu tinha para sobreviver. Eu venho fazendo isso praticamente todos os dias durante nove meses agora, e isso é parte da vida para mim. Sem ela, a aceitação de que a minha vida realmente é -o que me tornei- seria insuportável. Nova olha em volta, alisando as rugas fora de seu vestido. Quando ela olha para mim, seus olhos estão enormes e cheios de preocupação. A aspereza de sua mudança de atitude me joga fora de equilíbrio. "Então todo mundo está muito determinado a ir a esse show em Fairfield", diz ela, deslizando seus dedos abaixo das pulseiras no seu pulso. Ela coça a pele, parecendo ansiosa e fora de seu elemento. "E é um evento de uma semana ou algo assim." "Pode ser divertido." Eu coloco minha carteira no bolso de trás da minha calça jeans. "Você deve ir." "Sim... Delilah continua empurrando, mas como eu disse, eu não sou realmente uma fã de concertos mais." "Porque eles são muito barulhentos?" Ela balança a cabeça enquanto ela enrola uma mecha de seu cabelo em torno de seu dedo. "Além disso, eu estaria lá com Dylan e Delilah e compartilhando uma tenda com eles e eles provavelmente gostariam de fazer coisas... Eles não se importam que possa ouvi-los." "Tristan não está indo?" Eu pergunto, agarrando o meu relógio. "Você poderia compartilhar uma tenda com ele."


"Sim, mas... Eu não sei. Seria estranho apenas nós dois." Pela maneira que ela diz isso, eu suspeito que ela sabe que Tristan tem uma coisa por ela e ela não gosta. Ela solta seu cabelo de seu dedo e, em seguida, levanta-se em linha reta. "Você poderia ir também, e então eu não teria que compartilhar uma tenda sozinha com Tristan." Eu aperto fecho meu relógio. "Mas por que você gostaria de compartilhar uma barraca comigo, também? Você mal me conhece." Ela passa por mim e, em seguida, de forma constante mantém o meu olhar, mesmo que suas mãos estão tremendo a seu lado. Eu me sinto muito vulnerável, como se ela pudesse me ler como um livro aberto. É como se ela estivesse escondendo essa personalidade impetuosa de mim, e ela está começando a mostrar. Eu não tenho certeza se eu gosto ou odeio ou se eu deveria mesmo analisálo. "Está bem. Então eu posso te conhecer" diz ela. "Você não quer fazer isso," eu asseguro a ela, lhe fazendo um favor enorme. Eu começo a passar em torno dela, mas ela combina com o meu movimento, me cortando. "Por favor." Seu tom carrega um apelo silencioso. Eu não tenho nenhuma ideia de onde deriva, mas tenho a sensação de que não tem nada a ver comigo. Mas eu sei que eu deveria dizer não, porque prometi a Lexi que não importa o quê, eu nunca iria esquecê-la, e Nova parece ser o tipo de garota que um monte de caras poderia querer ser pego: triste, vulnerável, determinada. E aqueles malditos grandes olhos azuis dela... Eles estão ficando sérios olhando para mim. Eu esfrego a mão no meu rosto, preparando-me para leva-la para baixo, mas quando eu abro minha boca minha resposta contradiz completamente meus pensamentos.


"Ok", eu digo a ela e minha mão cai para o meu lado. Estou atordoado e completamente chateado comigo mesmo. Estou prestes a dizer-lhe que eu não quis dizer isso, mas seus olhos se iluminam. "Bom" diz ela e então ela dá um passo para frente, levantando as mãos para cima. Não tenho a menor ideia do que diabos ela está fazendo e ela parece tão perplexa quanto eu. E aterrorizada. Então, de repente, ela está envolvendo os braços em volta de mim e me da um abraço. Seu coração está batendo em seu peito, indo tão rápido quanto o meu. Eu fico tenso sem saber o que fazer. Então eu começo a puxar para trás, mas como um idiota, a gravidade puxa-me para frente e cruzo os braços ao redor da cintura dela, dando-lhe um abraço de volta, sentindo-me culpado do contato gratificante, mas completamente consumido por ele ao mesmo tempo. Eu culpo a erva ainda persistente no meu sistema, porque eu sou normalmente mais cuidadoso do que isso. Eu me tornei um profissional em afastar as pessoas, e agora de repente eu sou descuidado como porra, tem que ser a maconha. "Olha... Nova..." Meus olhos fechados enquanto eu inalo o doce aroma dela. "Não acho..." Ela rapidamente se afasta. "Então eu acho que Dylan ou Delilah irá conduzir. Ou talvez Tristan, eu acho que todo mundo ainda está decidindo quem está dirigindo." Será que ela sabe o que ela está fazendo? Ela sabe que eu não quero ir, então ela continua a falar, então não posso escapar dela? "Eu não sou um fã de viagens rodoviárias," eu minto em uma tentativa idiota para sair sem fazer um grande negócio. Um sorriso acentua os lábios, e aumenta as manchas verdes em seus olhos.


"Nem eu, mas é apenas uma viagem de quatro horas." Ela brinca e aperta meu braço, impressionante, e eu recuo. "Você pode sentar-se comigo." Antes que eu possa sequer começar a responder a sua extrema atitude, ela se vira para a porta e a abre. "Todo mundo está na sala de estar. Você deve ir lá" Então ela sai e fecha a porta. Eu estou no meio do meu pequeno merda de quarto, atordoado e sem palavras. Isto não é como eu trabalho. Eu não vou a viagens de carro, não vou a concertos com uma menina que, obviamente, quer sair e me conhecer. Eu me levanto, junto a minha a merda sem sentido, e me sinto foda. É isso aí. Porque se eu fizer qualquer outra coisa, minha vida terá fim, e mereço ser miserável até que minha vida chegue ao fim, o que é esperançosamente em breve.

NOVA Eu corro em linha reta para o banheiro para vomitar, movendo-me tão rapidamente que eu não tenho tempo para contar os meus passos. Eu nem tenho certeza por que eu fiquei enjoada, se é devido ao fato de que eu praticamente assumi o compromisso de ir ao concerto ou porque eu estou nervosa por estar flertando com alguém ou que me sinto culpada por flertar. Eu nunca fui boa em paquera, sempre me faz sentir como uma pessoa estranha. É por isso que tive sorte com Landon. Ele fez toda a coisa da paquera, caso contrário, nunca teríamos chegado a lugar nenhum e passado o resto da vida apenas sendo amigos. Eu entro no banheiro e mal faço isso quando o vômito queima na parte de trás da minha garganta. Depois de eu vomitar o sanduíche de frango que eu tive


para o almoço, eu espalho uma toalha no chão sujo e sentar-me sobre ela. Há pouco espaço entre o lavabo e a banheira, e eu tenho que manter meus cotovelos dobrados para não tocar em qualquer um, porque ambos parecem igualmente nojento. Eu bato o dedo sobre o ícone de vídeo na tela do meu telefone e, em seguida aperto gravar. Eu pareço pálida na tela e meus olhos estão vermelhos e lacrimejantes. “Tem sido algumas semanas desde que eu vi Quinton na sorveteria e eu tenho passado muito tempo me sentindo a deriva, um par de noites atrás, eu acordei deste sonho, onde Landon ainda estava vivo e que éramos casados e felizes”. Grogue de exaustão, eu acabo de sair da cama e ando na rua no meio da noite para a colina onde vi pela última vez Landon vivo. Por um momento, eu juro que eu poderia imaginar nós dois ali deitados na grama em conjunto, mas, em seguida, Landon

desapareceu

lentamente e, eventualmente, totalmente. Eu nem tenho certeza do que me obrigou a ir para lá, mas eu não conseguia encontrar uma razão para sair até de manhã, quando os novos proprietários da casa saíram e gritaram comigo por invasão. Eu acho que eles pensaram que eu estava alta ou bêbada ou algo, e essa era a forma de como eu me sentia tão distante. Eu tenho analisado por que fiz isso... Porque eu só andei até ali no meio da noite, será que eu estava sonâmbula ou algo assim e honestamente não tenho idéia... “Eu luto para manter minha voz assim como eu coloco meu cabelo atrás das orelhas. “De qualquer forma, eu acordei esta manhã e me forcei a me sentir diferente, menos ponderada”. Eu decidi aleatoriamente que eu precisava de uma mudança a partir da falta de propósito e que eu precisava fazer algo mágico." Eu faço uma careta com minha escolha alegre da palavra. "Bem, talvez mágica não seja a palavra correta, seria mais como fora do comum, pelo menos para mim, o que é realmente um grande negócio,


porque eu não faço a coisa ordinária muito bem." Eu coloco a câmera para o lado enquanto eu puxo meus joelhos para cima e envolvo um braço em torno deles. "Então eu fiz algo completamente e totalmente difícil para mim, eu fiz a primeira coisa que me veio à cabeça e vim aqui para pedir a Quinton para ir para o concerto conosco, embora a ideia de ir me dê vontade de vomitar. Eu acho que poderia ser a minha consciência interior me dizendo o que eu preciso para começar a conhecê-lo. Delilah diz que ele passou por muita coisa, mas Dylan e Tristan não iriam dar-lhe os detalhes. Eles só vão dizer que ele teve um monte de morte em sua vida ultimamente e que ele está confuso da cabeça." Faço uma pausa, imaginando o sofrimento intenso em seus olhos cor de mel, e então eu imagino Landon. Eles se parecem, pelo menos na minha cabeça eles fazem. "Eu quero ajudá-lo, no entanto." Eu mordo meu lábio. "Eu culpo o sonho que tive sobre Quinton na noite passada, o que é uma mudança completa daqueles que tenho tido sobre Landon. Quinton estava se afogando no oceano, o que é estranho, porque eu nunca fui para o oceano, mas de qualquer maneira, ele estava se afogando e eu estava olhando para ele se afogar e ele estava me pedindo para ajudá-lo, mas tudo que eu queria fazer era ficar na costa e vê-lo se afogar." A culpa encobre meus olhos e eles parecem estranhos na tela escura, de baixa resolução. "Deus, isso me faz parecer meio louca!" Ouço alguém batendo na porta. "Nova, você está aí?" Eu recuo enquanto a voz de Delilah aumenta do outro lado. "Você está falando sozinha?", ela pergunta. "Ou você está fazendo um filme no banheiro, porque isso seria estranho." Eu rapidamente fecho a câmera, levanto-me e penduro a toalha de volta na prateleira antes de abrir a porta. "Eu estava realmente indo ao


banheiro." Eu aponto por cima do meu ombro para o vaso sanitário. "Isso é para o que essas coisas são conhecidas." Ela me mostra sua língua, então está na ponta dos pés para espiar por cima do meu ombro. "Tem certeza de que não estava fazendo nada de estranho ai dentro? Eu estou pegando uma vibração." Balanço a cabeça e gesticulo para ela sair da porta quando eu passo. "Você está cruzando as linhas de nossa amizade, Delilah. Sério." "Acho que sim", ela diz, soando desconfiada, mas ela dá de ombros e vai até a sala, passando o dedo ao longo da parede. "Então o que você disse a ele?" "Quem?" Eu conto as rachaduras na parede quando a sigo. Ela inclina a cabeça para o lado e olha por cima do ombro para mim. "Quinton. Dylan diz que ele está em seu quarto por três dias e ele só saiu. Além disso, de repente, ele decidiu que ele estava indo para o concerto." "Eu só perguntei a ele", eu digo, com um encolher de ombros casualmente, meu coração aperta no meu peito um pouco. Ele tem estado em seu quarto por três dias. "E ele disse que tudo bem." Ela me olha com ceticismo quando ela para no fim do corredor e dobra o joelho, levantando seu pé para reapertar sua sandália. "Basta ter cuidado." Ela volta o pé no chão, puxa para baixo a parte inferior da saia de couro, e depois se inclina para mim. "Caras como Dylan e Quinton não são fáceis de namorar, se é isso mesmo o que eles vão chamá-lo." "Você deveria seguir o seu próprio conselho," eu digo a ela, em voz baixa, sacudindo um pedaço de cinzas de seu cabelo que caem em seu braço.


"Eu sou muito diferente de você, Nova", diz ela, limpando as cinzas de sua pele. "Além disso, minha mãe me criou para ser uma vadia, de modo que é o que eu sou." "Delilah..." eu começo, mas ela fecha a cara para mim, então eu jogo o meu braço em volta dos seus ombros e a puxo para um abraço no final do corredor. Quinton e Tristan não estão na sala de estar, mas Dylan está sentado na poltrona rasgada perto da televisão. A música flui do som, Blue de A Perfect Circle– dois restos de cigarro acessos se equilibram em um cinzeiro na mesa de café. Há cobertores pendurados nas janelas, bloqueando a luz do sol e reduzindo a circulação, e isso faz com que a neblina no ar intensifique a fumaça. "Merda o que eu perdi?" Pergunta Dylan. Ele se aproxima de Delilah e de mim, seus olhos nos observando. Ele tem suas botas em cima da mesa e um jornal com flocos verdes em seu colo. "E por que não voltamos lá para eu vê-lo?" Delilah pega um copo em uma mesa próxima e atira na cabeça de Dylan. "Não seja um pervertido. Se você quiser um show, assista a alguma pornografia." Ele não se move com rapidez suficiente. O copo bate-lhe na testa, e um pouco do líquido dele derrama sobre a maconha. “Foda-se sobre isso, Delilah, eu vou chutar o seu maldito traseiro para fora." Há uma dureza em sua voz; ele já não está brincando quando ele muda seu peso para frente e cuidadosamente levanta o jornal longe de seu colo. Delilah estreita os olhos enquanto ela caminha até a mesa de café na frente de Dylan com as mãos nos quadris. "Não fale assim comigo. Eu não sou uma de suas pequenas vagabundas. Você não pode apenas fazer e dizer o que quiser de mim."


Seus olhos escurecem quando ele coloca o jornal em cima da mesa e se levanta. Um vergão vermelho brilhante está se formando na sua testa de onde o copo bateu nele. "Isso não é o que você disse ontem à noite", diz ele sombriamente quando ele lentamente espreita em torno da mesa para chegar nela. Uma veia em seu pescoço incha. "Na verdade, se eu estou lembrando corretamente você estava praticamente me implorando para fazer o que eu quisesse com você." "Eu estava..." Ela espia de volta para mim e sua expressão fica tensa antes que ela olhe para Dylan. "Eu estava alta, ok? Eu teria dito qualquer coisa." Eu pressiono as costas contra a parede, brincando com meu vestido. Eu me pergunto se ela mentiu para mim quando ela disse que não tinha fumado maconha desde a faculdade e se ela fez, por quê? Porque todo mundo está sempre tentando me proteger disso? Eu não estou a ponto de perguntar a ela na frente de Dylan, que está praticamente assustando o inferno fora de mim no momento. Os olhos de Dylan ficam presos em Delilah quando se fixa em seu rosto com as mãos fechadas ao seu lado. "É essa a verdadeira razão que você está comigo? Por causa da porra da minha bowl?" Ela balança a cabeça e solta um suspiro inquieto enquanto ela cautelosamente coloca a mão em seu peito. "Você sabe que não é verdade." "Então prove", diz ele e, em seguida, suas mãos vão para frente, dedos enrolados, boca rígida. Eu acho que ele vai bater nela, mas em vez disso ele mais ou menos a agarra pela cintura e a levanta do chão. Ela vai um pouco rígida quando ele agarra sua bunda e a obriga a passar as pernas em torno dele. Em seguida, ele caminha, quase correndo por mim, e se dirige para o corredor, levando-a com ele. Dou-lhe um olhar que diz que-


inferno quando nossos olhos se bloqueiam por cima de seu ombro. "Delilah ..." Ela balança a cabeça e diz com a boca: eu estou bem. Basta esperar aqui fora. Eu não quero esperar aqui fora. Eu quero que ela faça o que ela quer fazer, e pelo olhar em seu rosto, ela não quer voltar com Dylan, mas ela se afasta e beija-o profundamente quando eles passam através da cortina e desaparecem pelo corredor. Ela me deixa tão nervosa às vezes. Dylan sempre foi um idiota, mas isso foi um pouco intenso, mesmo para ele. Gostaria de saber se ele estava realmente pensando em bater nela e, em seguida, desistiu no último segundo. Se ele tivesse tentado, eu teria realmente tentado pará-lo? Eu não tenho certeza, porque a partir de experiências passadas, eu nunca fui de intervir em assuntos pessoais das pessoas. Talvez seja o momento, no entanto. Hora de começar a viver a vida de forma diferente. Mas qual é o caminho certo a seguir? E quais são as minhas escolhas, mesmo? Ir à escola, escolher um cara e esperar que ele vá me fazer feliz? Eu me deixo cair no sofá e olho para a pilha de maconha e as articulações queimando no cinzeiro, perguntando se eu deveria joga-los fora porque há uma grande quantidade de fumaça forte inundando a sala. Mas minhas mãos permanecem no meu colo enquanto eu reflito sobre o que o mundo deve parecer depois que alguém fuma. O que ele mudava no mundo para Landon? Por que Delilah o faz? Ou Quinton? Ou até mesmo Dylan e Tristan? O que é tão atraente sobre isso? Ou atraente Não é a palavra certa? Viciante? Meus pensamentos se dirigem para quando eu descobri que Landon fumava maconha. Nós tínhamos dezesseis anos, e eu era tão ingênua, eu


pensava que seu bong5 era alguma peça de arte louca, ele sempre estava criando esculturas estranhas o tempo todo. "Não toque nisso", ele avisou quando eu tinha pegado em sua cômoda. "Oh, desculpe," eu disse, afastando-me, deixando minhas mãos caírem aos meus lados. "É quebrável ou algo assim?" Ele soltou essa risada baixa, a que ele usava comigo sempre que ele se divertia com a minha ingenuidade. "Sim, mas não é por isso que você não pode tocá-lo." Meu olhar varreu em torno de seu quarto e notei que havia fumaça no ar. "Espere um minuto... é..." Meus olhos se arregalaram quando meu olhar pousou de volta no armário. "Isso é um bong?" Ele deu sua risada novamente e me deixou perturbada. Ele balançou a cabeça, e depois deu a volta em torno do pé de sua cama desfeita, parando na minha frente. Eu levantei meu queixo para encontrar seus olhos tristes, e ele segurou minhas bochechas com as mãos. "Eu amo que você não tenha ideia do que é Nova", disse ele, passando a ponta do polegar pela minha bochecha, quase parecendo que ia chorar. "Você é muito boa para saber o que é." "Eu sei o que é" eu protestei. "Mas por que você está fazendo essas coisas e como eu não sabia sobre isso? Eu pensei que sabíamos tudo sobre o

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Bong, bongo ou water pipe, também conhecido como purificador, é um aparelho utilizado para fumar qualquer tipo de erva, normalmente cannabis, tabaco e derivados[1] [2] . Seu design faz com que a fumaça entre em contato com a água e se concentre antes de ser inalada, O método da bongada é considerado pelos usuários como um modo mais saudável de fumar a cannabis, um meio "redutor de danos", pois resfria a fumaça e a purifica com a água, ao invés de outros métodos como utilização de pipe ou cigarro que deixam a brasa muito próximas à face e fazem a fumaça esquentar a garganta, causando posteriores danos de faringe.


outro." Ele sorriu tristemente enquanto ele traçou o caminho com o dedo pelo meu lábio inferior. "Confie em mim, Nova. É melhor você não saber metade da merda que se passa dentro da minha cabeça. Você é muito bonita e boa demais para isso." Ele acenou com a cabeça para o bong em sua cômoda. "Sobre nada disso." Mas eu não sou. Bastava falar comigo, era o que eu pensava. Mas o que eu disse, nada. Nada. Eu pisco o pensamento da minha cabeça, esfregando os olhos lacrimejantes, e arranco um cigarro de maconha da pilha e o seguro entre o polegar e meu indicador. "Quem era você para decidir o que eu devia saber?" Eu murmuro, com dor no peito junto ao meu coração. "Por que você simplesmente não poderia dizer-me as coisas, em vez de decidir por mim o que eu era muito bom para eu saber? Por que você não pode apenas dizer-me e deixar-me decidir? Por que você apenas não falou comigo, em vez de tomar a decisão de me deixar? Aqui. Sozinha. Com a cabeça cheia de números malditos. Eu me sinto tão perdida o tempo todo...” De repente, o potencial para um novo dia mágico está desaparecido. Quanto mais tempo eu sento lá, mais puta eu vou ficando, o que só me faz sentir culpada, mas, em seguida, a culpa me faz sentir raiva, e de repente minha cabeça está girando e eu nem me lembro de estar sentada. Em algum lugar através dos meus pensamentos loucos eu ouço a porta ranger quando abre e Quinton vem andando para dentro. Eu rapidamente jogo o cigarro para baixo na pilha, mas é tarde demais; ele já me viu segurando-o. Quando ele empurra a porta aberta mais amplamente, ele arqueia a sobrancelha para mim com curiosidade estampada em seu rosto.


"O que você está fazendo, sentada aqui sozinha?" Ele pergunta quando Tristan entra carregando uma grande caixa de papelão, com o rosto vermelho e gotas de suor revestindo sua pele. "Nada." Eu caio de volta na cadeira, tentando ignorar o ardor nos olhos. "Eu estou apenas sentada aqui." Ele olha para mim com desconfiança, quando ele fecha a porta, então ele vai para a parte de trás do sofá e se lança sobre ele, pousando sobre a almofada com um salto duro. "Para onde você correu quando você saiu do meu quarto?" Pergunta ele, levantando as botas desamarradas sobre a mesa. Ele tem três furos na bainha de sua camisa e um na gola, juntamente com algumas manchas de tinta e carvão vegetal. Eu dou de ombros, dobro os braços em volta de mim, e seguro meu telefone firmemente na minha mão. "Eu estive aqui o tempo todo. Eu prometo." "Puta merda." Os músculos dos braços de Tristan estão flexionados, quando ele deixa cair a caixa para baixo na bancada. Ele enxuga o suor da testa com as costas da mão. "Esta coisa é uma porra pesada." "Bem, você não tinha que pegar todos os cachimbos." Quinton diz. Seus olhos vidrados ainda estão fixos em mim. "Você poderia ter pegado apenas um ou dois." Tristan começa a procurar em torno da caixa, tirando cachimbo após cachimbo e alinhando-os na bancada. "E o que? Não pegar cachimbos de graça? Isso seria estúpido da minha parte." Quinton parece querer discutir com ele, mas ele aperta a mandíbula fechada e dirige sua atenção para mim. "Mas você desapareceu por um tempo, certo? Porque quando eu andei por aqui procurando você, você não estava aqui." Isso é porque eu estava no banheiro, vomitando minhas tripas para fora porque eu acho que você é quente, mas eu me sinto culpada por isso. E então eu decidi fazer um vídeo sobre os meus


pensamentos confusos sobre você. Estou começando a ficar nervosa, então eu tento mudar de assunto. "Vocês têm alguma coisa para beber?" Eu pisco os olhos contra a fumaça e, em seguida, pressiono meus dedos contra meus olhos. Minha cabeça está um pouco pesada e desequilibrada. Tristan nos espreita da caixa, e mechas de seu cabelo loiro cai em seus olhos, com os cantos de seus lábios puxando para cima. "Como uma Corona ou duas ou três?" Olhando fixamente para ele, eu seguro meu dedo, não o do meio, mesmo que eu quisesse o que é um pouco fora do comum para mim, mas no momento parece ser incrivelmente brusco. "Um tempo." "Um maldito tempo memorável." Tristan brinca, segurando um cachimbo na mão. Quando eu estreito os olhos para ele, ele começa a rir, e acidentalmente deixa cair o cachimbo do chão. Ele se inclina para pegálo, tropeça um pouco, e bate com a cabeça no lado do balcão. "Merda." Ele se levanta, esfregando a cabeça. Eu fico olhando para os restos no cinzeiro, uma fina corrente de fumaça acinzentada sobe deles, borradas, assim como os pensamentos desconexos em um fluxo desigual dentro da minha cabeça. "Por que vocês fazem isso?" Eu pergunto, porque eu realmente quero saber, entender o fascínio de Landon que estava com ele o tempo todo. Por que ele fumava? Como fazia ele se sentir por dentro? Por que ele estava tão certo em pensar que eu era demasiado boa para fumá-lo e sentir o que é ficar alto, mas ele não achava que ele era bom o suficiente? Por quê? Puta que pariu. Há sempre muitas perguntas sobre ele, sobre como ele me via, e eu nunca vou obter uma resposta, porque ele não está mais aqui.


A única maneira de eu saber é possivelmente tentando descobrir por mim mesma. Quinton segue o meu olhar e, em seguida, seu rosto cai, quando ele só percebe os restos que estavam lá. "Porra, você deixou estes queimar aqui?" "Eles estavam assim quando eu entrei", eu digo, olhando as minhas unhas. "Por que não os colocou para fora?" Quinton me pergunta, permitindo que seus pés vão para o chão. "Eu não sei." Eu busco em meu cérebro a minha resposta real e aquela que vem a mim é de assustador. Porque eu estava pensando em fumar. Porque eu queria ver como era, o que era para Landon. Por que ele pensou que eu era demasiadamente boa para ver como era. Ele se inclina para frente, os pegou e raspou as pontas suavemente ao longo da borda da mesa, colocando-os fora. "Você não quer essa merda, Nova. Confie em mim. Você é muito boa para isso." Suas palavras rasgam meu coração, porque elas são tão semelhantes as que Landon costumava dizer-me o tempo todo. Mas elas também me incomodam. Quero que as pessoas parem de dizer-me que eu sou boa quando eu nem sei se eu sou. Não tenho certeza se a minha irritação é dirigida a ele, embora se eu estou apenas descontando nele, porque eu estou frustrada com Landon por me deixar. Ou talvez todo o fumo passivo no quarto esteja trazendo um lado feio de mim. "Como você sabe o que eu quero? Você não me conhece." "E você não me conhece", diz ele calmamente, quando ele coloca os cigarros apagados sobre a mesa. Ele olha por cima do ombro para Tristan,


que está distraído pelos cachimbos na cozinha, e então ele se inclina para mim e abaixa a voz. "Então me deixe dar-lhe um pouco da visão do que é. Você não quer estar aqui, sentada comigo, falando comigo, ou me pedindo para ir a concertos. Você não quer me conhecer, ou essa porra de mundo fodido em que vivo, Nova. Confie em mim." Com uma expressão neutra, eu me inclino para frente e arrebato um isqueiro e um dos cigarros apagados de fora da mesa. "Você não me conhece e você não sabe o que eu quero, então não tente dizer o que fazer e me diga o que você faz." Eu sei que o que estou fazendo é provavelmente errado, ou pelo menos é isso que eu costumava acreditar. Neste momento, sinto-me diferente. Eu não me importo sobre o certo ou errado. Eu não me importo com nada. Com a mão trêmula, eu coloco o cigarro na minha boca, e ignorando seu olhar protestando, eu fecho minha mão em torno do fim, e acendo o isqueiro, imaginando se eu posso lidar com isso. Nada pode me preparar para a queimadura, apesar de tudo. Assim que a fumaça atinge o fundo da minha garganta, eu tusso e ofego por ar. Eu me inclino para frente, levando minha mão distante, com o cigarro beliscado entre os dedos, querendo o tirar longe do meu rosto tanto quanto possível. "Merda, Nova, você está bem?" Tristan se apressa ao redor do sofá, remove o cigarro da minha mão, e estende a mão para o lado dele, com o cigarro entre os dedos, para obter o fumo o mais longe da mim possível. "O que você está fazendo? Você não faz essa merda." "Você não me conhece, nenhum de vocês o fazem." Eu sento-me, ainda tossindo, enquanto meus olhos lacrimejam. Quinton franze a testa enquanto ele recupera o cigarro da mão de Tristan, e Tristan me dá uma tapinha nas costas, embora eu possa dizer que ele está se esforçando para não rir de mim. Quinton posiciona o cigarro entre os dedos, em


seguida, ele coloca o fim entre os lábios, e seu peito sobe quando ele da uma inspiração profunda e prende a fumaça. Ele equilibra o cigarro no cinzeiro e relaxa na cadeira, deixando cair a cabeça para trás enquanto ele joga para fora uma nuvem de fumaça em direção ao teto. "Nova, você deve ir para casa", diz ele com uma voz lenta, esfregando a mão sobre o rosto, quando Tristan cai no sofá ao lado dele, as pálpebras ficando pesadas. Parece que eu ainda deveria estar irritada com ele, mas eu realmente não posso sentir nada. Minha mente e corpo estão dormentes e a contagem e necessidade de controle estão silenciosas. Silêncio. Mesmo sem saber o que estou fazendo, ou se eu estou fazendo isso porque eu quero entender, porque o fumo passivo turvou meu juízo, ou porque eu realmente quero fazer isso, eu deslizo meu braço sobre a mesa do café e pego o cigarro. Quinton vira a cabeça e me olha quando eu o coloco em minha boca. Copio seus movimentos exatos, eu deixo meu peito expandir quando eu chupo uma respiração, então eu prendo a fumaça em meus pulmões, de pé na beira do desconhecido, esperando e esperando, então, finalmente, eu deixo sair, caio da borda completamente, imaginando o quão difícil vai ser para subir de volta. Ou se eu vou querer. Talvez isso fosse o que eu estive procurando durante o último ano. Talvez eu tenha estado esperando para cair. Talvez eu não saiba o que eu quero ou quem eu sou sem Landon, e talvez isso seja tudo desespero para descobrir coisas. Ou talvez eu só esteja perdida e eu não tenho ideia do que diabos eu estou fazendo.


Capítulo 7

QUINTON Este é o primeiro momento honesto com Deus para mim. Eu estou saindo da minha mente, quase flutuando até o teto, ou caindo no chão, dependendo de como você olha para ele, e eu não posso relaxar com o sentimento. A mudança em Nova tem me preocupado. Seus olhos azuis estão vermelhos como o inferno, suas pupilas brilhantes, e eu posso dizer que ela está lutando para manter as pálpebras abertas. Eu não gosto de quão preocupado estou, tão preocupado que eu estou sobre ela. Eu me levanto, então eu não preciso me preocupar ou pensar, mas de alguma forma ela é mais poderosa do que as drogas, mas o que eu gostaria de entender é o porquê. O que a torna tão diferente? O que a torna tão especial? Tentei convencê-la a fumar o cigarro. O velho Quinton - o bom e sóbrio - teria arrancado direto da mão dela, porque é óbvio que ela nunca fumou maconha antes e ela está fazendo isso para encobrir algo. Mas eu estou muito longe, e antes que eu perceba Tristan, Nova, e eu estamos espremidos no sofá, compartilhando um saco gigante de Doritos6, olhando para os movimentos na tela do computador rachado do protetor de tela dançando com a batida da música. "Você acha que ele está tentando nos dizer alguma coisa?" Nova pergunta com um olhar confuso em seu rosto enquanto ela analisa os fluxos de rosa e verde na tela. Tristan bufa uma risada enquanto ele pega um

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Doritos (literalmente, a partir de espanhol mexicano Doradito ou Doritos) é um biscoitinho de tortilla que foi lançado em 1964 no mercado norte-americano pela Alex Foods, somente na costa oeste, com formato triangular e crocante, no sabor original de milho torrado.


punhado de Doritos e deixa-os em sua boca; metade deles cai em seu colo. "Sim, que devemos parar de avaliar as luzes na tela." Eu tenho o meu braço envolto na parte de trás do sofá e o cabelo de Nova está espalhado na minha pele. "Eu acho que ele está tentando coexistir com as letras." Ela traz o lábio entre os dentes enquanto ela olha para mim. "Isso é perspicaz." Normalmente, quando uma menina olha para mim do jeito que ela está olhando para mim, eu a levo para o meu quarto e me anestesio perdendo a noção do tempo. Mas o bom dentro de mim está em conflito com o mau, e eu não consigo pôr-me a dizer qualquer coisa para ela. "Não perspicaz." eu digo. "Apenas pensamentos." Ela balança a cabeça, como se ela entendesse o que estou dizendo, mas como poderia ela, porque eu não estou sequer fazendo sentido para mim. "Será que os seus pensamentos nunca se misturam em sua cabeça?" Ela pergunta, esfregando os olhos com as pontas dos dedos. Posso dizer que estamos prestes a ir por esse caminho, pavimentado de maconha em um disparate sem sentido que só pode ser encontrada quando a mente atinge um estado idílico de estupidez, e eu não quero fazer isso. Eu não quero conhecê-la, porque isso vai dizer muito e eu não quero que ela signifique em nada na minha vida. É o ponto de existir no estado em que estou; aquele onde nada importa a não ser ficar alto e a sensação de dormência, porque uma vez que as coisas começam a significar alguma coisa, tornase mais difícil de seguir o caminho errado. "Eu acho que devemos encontrar uma maneira de levá-la para casa", eu digo, abaixando meus pés no chão. Quero dizer. Eu realmente quero que ela saia, não apenas para que ela pare de brincar com minhas emoções,


mas porque ela não pertence aqui nesta casa, neste estilo de vida. Ela franze a testa, parecendo magoada. "Por quê?" Eu olho para Tristan, esperando que ele vá falar e ajudar, mas ele tem a cabeça inclinada para trás contra o sofá e os olhos fixos no teto. "Porque ... Eu não acho que você deve estar em um lugar como este." Ela olha como se ela estivesse lutando para ficar brava, suas bochechas ficam rosa, como se ela quisesse ficar com raiva de mim. "Delilah ainda está lá atrás com Dylan, e eu não posso deixá-la aqui. Além disso, ela é minha carona para casa." "Podemos encontrar outra carona" eu digo. Tristan levanta a cabeça e olha para mim com curiosidade. "Talvez possamos pedir Frankie." "Quem é Frankie?" Pergunta ela, a cabeça caindo para trás enquanto ela tenta me olhar nos olhos. Meu braço ainda está na parte de trás do sofá, e sua cabeça está descansando na curva do mesmo. Seu pescoço curvado para trás e seu peito está saindo um pouco do decote, dando-me a menor visão das curvas de seus seios. Em circunstâncias normais, com uma menina diferente, eu estaria a levando para o meu quarto e transando com ela, em seguida, dizendo-lhe para sair. Mas ela continua piscando para mim, parecendo impotente, e tudo que faz é me fazer querer abraçála. Ele está dirigindo o meu maldito corpo e mente louca. É definitivamente hora de ela ir. "Ele é o nosso vizinho." Tristan se levanta, recolhe o saco de batatas fritas fora da mesa. "E Nova pode ficar aqui se quiser." "Eu quero" diz Nova, lentamente, jogando a cabeça para trás e para cima. Ela pisca e reúne os fios caídos de seu cabelo atrás das orelhas.


"Eu não acho que é uma boa ideia." Eu objeto, apesar da reação contrária do meu corpo. Estou prestes a adicionar uma lista de razões pelas quais uma pessoa como ela não deveria estar sentada aqui com a gente, quando a porta da frente se abre e dois caras entram como se fosse o lugar deles. Um deles tem uma mochila e o outro tem o que parece ser uma faca de bolso fechada na mão. Ele provavelmente está levando em caso de Dylan ou Tristan tentar engana-los com o que estão lidando. É apenas uma ameaça, alertando a todos para não mexer com eles, mas quando você tem uma sala cheia de substâncias ilegais e um grupo de pessoas paranoicas, altas e fora de suas mentes, as coisas podem ficar feias rápido. "O que está acontecendo?" Tristan diz ao menor dos dois quando ele da à volta em torno do sofá, bocejando. Eles batem as mãos e os punhos, e depois o mais alto se fixa em Nova e como ela se senta no sofá. Ele tem feridas por todo seu rosto, seus dentes estão amarelos, e seu olhar bebe Nova como se ela fosse uma dose de heroína quando uma de suas alças caem de seu ombro. Ela se mexe desconfortavelmente, inclinando-se para mim. Eu posiciono a alça de volta em seu ombro, em seguida, deslizo os seus dedos pelos meus enquanto eu fico de pé, puxando-a comigo, apesar de minha reação inicial era para ir até lá e ver o que eles estão lidando ver se eu queria. "Divirta-se, homem," Eu digo a Tristan, levando Nova em direção da cortina. Tristan acena para mim, totalmente distraído com a ideia de obter drogas, e eu não estou surpreso. Sim, ele pode ter um pouco de uma coisa por Nova, mas quando você provou o vício das drogas, nada mais importa quando ela está na sua frente. Nova mais do que de bom grado me segue em direção ao corredor, segurando a minha mão, e um dos craqueiros diz algo sobre ter um passeio com ela quando eu tiver acabado. Ele acha que eu vou transar com ela, mas não há nenhuma maneira que eu vá tentar, especialmente quando ela está tão


longe de sua mente. Ela está muito triste e perdida e a última coisa que eu quero fazer é estraga-la mais. Mas o processo de pensamento de bom garoto do velho Quinton escorre completamente, e no momento em que chego ao meu quarto, eu estou entrando em pânico, tentando decidir se a corro de volta para sala e a deixo aqui sozinha, ou se a pego, deitou-a sobre a cama, e rasgo a roupa dela. Nova instantaneamente faz-se em casa, vai até o encaixe para iPod e pega o meu iPod. Ela morde o lábio inferior enquanto ela rola através das canções, a cabeça balançando de um lado para o outro enquanto ela contempla a lista de músicas. "Você tem bom gosto para música", observa ela, olhando para mim através dos seus cílios. Corro os dedos pelo meu cabelo quando eu fico perto da porta, com a mão na maçaneta, pronto para fugir. "Sim, eu acho." Ela bate na tela, coloca o iPod no encaixe e segundos depois letras enchem o quarto. Ela afunda-se na beira da minha cama, colocando um dos pés por baixo de sua bunda, e então seus olhos se trancam em mim. "Quinton, por que mudar para cá?" Cada um de meus músculos se tenciona em nós excessivamente apertados. "Eu realmente não quero falar sobre isso." "Ok", ela diz simplesmente, e depois olha em volta para os desenhos que estão pregados na parede. Quando ela vê o de Lexi, ela o olha por um tempo muito longo, e seus olhos começam a encher com lágrimas. "Eu costumava ter um namorado que esboçava como você." Ela angula a cabeça para o lado e uma lágrima desliza para fora e cai pelo seu rosto. "Mas ele está morto, então ele não faz mais." Piscando freneticamente, ela força os olhos do desenho, e olha desesperadamente para mim, como se ela quisesse me dizer alguma coisa para fazê-la parar de falar. Tristan


me disse que seu namorado morreu, embora ele nunca explicasse como. A morte é um assunto delicado para tantos de nós e nós sempre tentamos nos esquivar do assunto, mesmo que ele está sempre lá, já existente, uma parede invisível entre nós. "Nova, não temos que falar" eu digo finalmente ousando dar um passo para longe da porta. "Nós podemos apenas ir para a cama ou algo assim." Ela olha para a cama atrás dela e, em seguida, seu rosto fica um pouco vermelho. "Como fazer sexo?" A atmosfera deprimente clareia um pouco, e eu esfrego minha mão no meu rosto, tentando não rir dela. "Não, como se deitar, fechar os olhos e ir dormir." "Mas eu não estou cansada." "Sério?" "Sim, realmente." Contradizendo-se, ela boceja e estica os braços acima da cabeça. "Bem, talvez nós pudéssemos deitar um pouco, eu acho." Concordo com a cabeça e ela instantaneamente cai sobre a cama. Seu cabelo castanho está esparramado sobre o travesseiro e seus olhos com um olhar perdido, como se ela estivesse flutuando para longe da realidade. Meus dedos logo vão para pegar um lápis e papel da cômoda para capturar a perfeição em seu rosto, seus olhos, e seu corpo, mas eu prometi que nunca de novo e eu preciso manter a promessa. Desenhar alguém, nestas circunstâncias, é muito pessoal. Quebrando o momento, ela se vira para o lado dela e enfrenta a parede, de costas para mim. Suas roupas mal cobrem sua bunda e uma das alças está caindo novamente. Alguns caras teriam se aproveitando completamente e tirado vantagem dela neste momento, mas tanto quanto eu dormi ao redor, aproveitar-se é algo que não posso fazer. Mesmo tão profundo como eu estou na porra


da escuridão, o Quinton bom ainda tem uma quantidade vaga de controle sobre certas coisas. Deito-me na cama ao lado dela, tendo cuidado para não tocá-la, mantendo um braço sob a cabeça e outro ao meu lado, tanto esforço para não ser mal na cama. Ela se volta, de frente para mim, e depois olha para mim por tanto tempo, que quase me deixa louco. "Você a ama?", Ela finalmente pergunta. "Quem?" "A menina na parede." Meu coração bate dentro do meu peito, quase rachando meus pulmões. "Sim... mas eu não quero falar sobre ela." Ela olha perplexa, caindo em seus pensamentos. "Tudo bem... Eu entendo." Ela libera uma respiração irregular antes de balançar a cabeça. "Qual é a tua cor favorita?" Eu arqueio minhas sobrancelhas, perguntando-me aonde a mudança de assunto abrupta vai. "Huh?" "Qual é a sua cor favorita?" Ela repete sem uma explicação. Eu procuro os olhos por uma razão pela qual ela está perguntando, mas eu não a encontro, então não posso entendê-la. "Eu não sei... ônix preto." Seus lábios se curvam para cima. "Essa é uma resposta de artista. A maioria das pessoas diria, como roxo ou azul, mas você... ônix preto." Ela ri baixinho, e parece um pouco mais natural do que o outro par de vezes que eu ouvi rir. Mas é alto, o que significa que não é real. Nada disto é, o que torna mais fácil. "E você?", Pergunto. "Qual é sua?" Ela pondera sobre isso, pressionando um sorriso de volta.


"Índigo." "Essa é realmente a sua cor favorita?" Eu vou uma polegada para frente na cama para não cair fora da borda. "Ou você está apenas tentando me impressionar?" Ela encolhe os ombros, rolando sua língua em sua boca, divertida. "Qual sua comida favorita?" "Frango Teriyaki7", eu respondo, pensando se estamos entrando em um jogo de vinte perguntas ou algo assim. "Nova, onde você está indo com isso?" Ela encolhe os ombros novamente. "Eu só estou tentando te conhecer." "Você não quer fazer isso." Eu rolo para o meu lado e estico o braço para que eu possa alcançar meus cigarros sobre a cômoda. Eu puxo um para fora, pego meu isqueiro, e, em seguida digo. "Na verdade, eu nunca deveria ter te trazido de volta aqui." "Então por que você fez?", ela pergunta olhando-me atentamente, quando eu acendo o cigarro e jogo o isqueiro para o pé da cama. Eu inclino minha cabeça para o lado para evitar soprar a fumaça na cara dela. "Para te afastar desses caras." Ela me avalia de perto, como se ela estivesse tentando desvendar o que estou pensando. "Qual o seu..." Eu cubro sua boca com a mão e agito minha cabeça.

7

Teriyaki (照り焼き Teriyaki. ) é um método japonês de cozinhar. O peixe ou a carne são marinados em molho de soja e saquê. Depois, são grelhados na brasa.


"De jeito nenhum. Eu começo a perguntar agora." Seus lábios se curvam para cima contra a minha mão. "OK." Eu abaixo a minha mão ao meu lado. "Primeiro carro?" "Nunca tive um", ela responde, com a voz trêmula. "Bem, além do o que meu pai me deu." Quero perguntar-lhe como ele morreu, mas estaria trazendo à tona o tema da morte. "Banda favorita?" Ela revira os olhos. "Você não pode ter uma banda favorita. Não é possível." "Mentira", eu argumento, jogando as cinzas do cigarro no chão. "Há sempre uma que supera os outros um pouco." Ela aponta o dedo para mim. "Então você não é um verdadeiro amante da música, meu amigo." "Eu sou!" eu digo ligeiramente ofendido, mas entretido ao mesmo tempo. "Eu juro. Mas eu tenho uma banda favorita." "Quem?" "Pink Floyd." "Essa resposta é totalmente uma desculpa." Ela sorri e eu adoro a vista. Isso me faz querer continuar neste pequeno estado de glamour que chegamos a e continuamos indo, avançando, pelo menos até eu ficar sóbrio e a vida e realidade voltarem para mim. "Eu posso provar isso", eu insisto e dou uma tragada do cigarro. Ela me olha com curiosidade. "Como?"


"Diga o nome de uma banda aleatória que você acha que eu nunca vou saber quem é veja se eu conheço." Seus olhos vagueiam brevemente para o teto enquanto considera o meu desafio. "Ok, mas se você perder, então você me deve alguma coisa." Eu sorrio divertido. "Devo-lhe o quê?" "Alguma coisa", diz ela, e o azul em seus olhos brilham. "Tudo bem." Eu sento-me e coloco o cigarro em um refrigerante velho sobre a cômoda. "Mas se eu ganhar, então você me deve alguma coisa." Ela estende a mão. "Você tem um negócio, Quinton ..." Ela fica perdida. "Qual é o seu último nome, afinal?" Eu nunca fui um fã de dizer o meu sobrenome para ninguém. Dessa forma, se eu decidir sair de suas vidas, isso torna as coisas mais fáceis, porque torna mais difícil para eles me rastrearem. Eu tenho ido através do último ano me apresentando para as pessoas como Quinton, dando-lhes tão poucos detalhes sobre mim quanto posso. E ninguém nunca me pediu para oferecer mais. "Carter," eu digo. "Meu nome é Quinton Carter." "Tudo bem, Quinton Carter." Ela empurra sua mão para mim. "Você tem um acordo." Eu coloco minha mão na dela, notando o quão quente a pele dela é, e como longo e fino seus dedos são. "Ok, você tem um negócio, Nova Reed. Agora me diga uma banda." Ainda estamos de mãos dadas, mas eu tento não deixar ir. Vou dar-nos este pequeno momento até que esteja terminado e então eu vou andar para longe dele para sempre, porque é o que eu preciso fazer, pelo menos é o que o lado bom de mim – o lado antigo de mim está me dizendo para


fazer. Ou talvez seja o novo lado ... Eu estou tendo um momento difícil distinguir entre os dois no momento. Bom. Mau. Certo. Errado. "Brand New", ela finalmente diz. Olho para ela estoicamente, então ela não pode ler minha expressão. Eu conheço a banda, mas eu quero fazêla pensar que não. "Brand quem?" "New" ela enuncia, e eu posso dizer pelo olhar satisfeito em seu rosto que ela acha que ganhou. Eu deixo a incerteza falsa por longos momentos e depois deixo surgir um sorriso em meus lábios. "Oh, Brand New." "Eu sei que você não os conhece." Ela se sustenta em seu cotovelo e repousa a cabeça contra sua mão. "Eu verifiquei o seu iPod e eles não estavam lá." "Isso é porque você não verificou as listas de reprodução." Eu deslizo os dedos de sua mão, e sua boca cai aberta enquanto eu vou para fora da cama e caminho até a cômoda. Eu pego o iPod, navego até a lista oculta, compilado de canções que eu costumava ouvir quando eu estava com Lexi. Hesito, sabendo que há uma boa chance de que toca-la vai me arremessar para baixo na linha das memórias. Mas eu quero ganhar, para provar que eu conheço música, para provar a ela que eu escuto a mesma música que ela, e honestamente, porque eu amo a ideia de que ela vai me dever alguma coisa, mesmo que eu provavelmente nunca vá usar essa vantagem. Com um dedo instável, eu bato meu dedo na seção e coloco para tocar "Me vs. Maradona vs. Elvis." A canção clica, e eu fecho os olhos com a minhas costas viradas para Nova, quando as letras suaves e quase sem som sintonizam e me levam


à última vez que a ouvi: um ano e meio atrás, quando minha vida tinha sentido e propósito. "O que aconteceria se eu fugisse?" Lexi tinha perguntado quando nós nos sentamos no meu carro, olhando para a cidade abaixo dos penhascos. Tinha dirigido até o topo, um lugar aonde os adolescentes iam para uns amasso, o que tínhamos feito muito, mas, em seguida, Lexi entrou em modo pensar, e de repente nós estávamos falando sobre a vida. "Bem, eu espero que você não vá fugir de mim." Eu ato meus dedos com os dela enquanto eu puxo o quebra sol para baixo para bloquear o brilho rosa do sol poente. A música estava tocando ao fundo, tocando baixa e tranquila o suficiente para que pudéssemos conversar sem gritar, mas alto o suficiente para que eu soubesse quem estava tocando nesse momento. Ela olhou para mim por um momento, e então olhou para as nossas mãos entrelaçadas junto. "Mas e se eu quiser fugir da minha vida? Você é uma parte enorme dela Quinton, por isso, se você vier comigo eu realmente não estaria fugindo." Tinha havido algo sobre ela, talvez o olhar em seus olhos ou o tom de sua voz, mas parecia que ela realmente pensou sobre isso antes. Eu levo sua mão aos meus lábios e roço seus dedos. "Lexi Davis, se você fugir, então eu fujo, porque mesmo que você não queira admitir isso, você e eu pertencemos um ao outro." A maioria das meninas teria derretido, mas Lexi tinha sido sempre difícil de conquistar e de ler. Tinha levado uma eternidade para chegar a ela e para convencê-la a ter um encontro comigo e ainda mais tempo para fazê-la ter o compromisso de ser minha namorada. Após um minuto ou dois de fingir estar afetada ela finalmente cede e se inclina sobre o console para me beijar. Naquela noite, nós tivemos relações sexuais pela primeira vez. Foi um dos nossos melhores


momentos, cheio de significado e propósito, algo que eu sei que nunca vou ter novamente. Forçando-me para longe do realismo da memória, eu volto para a falsidade do meu quarto, eu me viro de volta para Nova, surpreso ao descobrir que ela parecia que esteve chorando. "Eu disse que eu os conhecia", eu digo chutando uma camisa para fora do caminho enquanto eu faço o meu caminho de volta para a cama. Ela sorri, mas parece forçado. "Sim, você ganha." Em vez de ficar na cama, eu me agacho ao lado dela por isso estou ao nível dos olhos dela. "Você está bem?" Eu pergunto procurando os olhos dela, que ainda estão vermelhos, mas um pouco mais alertas. Ela balança a cabeça lentamente. "Sim, eu estou me sentindo um pouco menos nebulosa... mas eu estou ficando cansada." "Você quer que eu vá encontrar Delilah?" Eu pergunto, mas ela imediatamente balança a cabeça, e depois joga o braço por cima dela de modo que a cabeça cai no travesseiro. "Eu só vou fechar meus olhos por alguns segundos." Seus olhos começam a reunir lágrimas e eu não tenho a porra da ideia do que fazer ou dizer para acalmá-la. Ela aperta os lábios tremendo, segurando as lágrimas. "Você pode colocar a canção na repetição e depois só deitar comigo?" Há algo em sua expressão que faz com que seja impossível dizer não, como se ela fosse quebrar se eu não fizesse. Assim, embora eu realmente não queira eu recuo para a cômoda, aperto o botão de repetição, em seguida, vou para a cama ao lado dela, certificando-me de deixar algum espaço entre os nossos corpos. Ela endireita os braços acima da cabeça, ainda


olhando para mim como se eu fosse um fantasma, como eu não fosse real. Ela começa a coçar abaixo das pulseiras no seu pulso, e eu noto uma fina cicatriz branca que corre horizontalmente ao longo de sua pele. Poderia ser apenas uma coincidência, um acidente de loucura que a deixou com isso, mas também poderia ser algo mais. É na área do pulso direito, logo acima da veia, abaixo da parte inferior de sua mão. Eu poderia perguntar a ela sobre isso, mas em seguida, ela poderia me perguntar coisas como onde consegui a cicatriz no meu peito ou o que as minhas tatuagens significam. E eu não posso lhe dar essas respostas. Então eu continuo com meus lábios apertados, deixando as coisas permanecerem descomplicadas entre nós, simples, como a minha cor favorita, comida e banda. Dessa forma, quando tudo for embora, não vai doer tão mal. Mas ela continua a manter os olhos em mim, com as mãos sob a cabeça, e quanto mais tempo passa mais difícil se torna para manter as minhas mãos e pensamentos para mim mesmo. Parece que ela vai começar a chorar de novo, e eu sinto que estou prestes a me juntar a ela. "Quinton", ela sussurra quando algumas lágrimas perdidas escapam de seus olhos. "Você pode fazer algo para mim?" A tristeza de cortar o coração em sua voz me faz querer fazer qualquer coisa por ela no momento se isso vai levá-la a sorrir novamente. "Certo. O que?" "Você..." Ela suga o lábio em seus dentes enquanto mais lágrimas escorrem pelo seu rosto. "Você poderia me beijar?" Isso não era o que eu estava esperando que ela fosse dizer. Minha mente começa a corrida, inundada de perturbadores pensamentos.


"Eu não acho que seja uma boa ideia... não isso." Nunca mais. Lágrimas caem em cascata fora de seus olhos enquanto ela acena com a cabeça e solta o lábio de seus dentes. "OK." Meu coração está batendo e cada um de seus soluços os faz bater mais rápido. Eu trago a minha mão para frente e limpo algumas de suas lágrimas de sua bochecha com o polegar. "Não é que eu não queira." É uma mentira parcial, porque eu faço e eu não faço ao mesmo tempo. "Eu só não acho que é uma boa ideia, considerando que ambos estamos um pouco fora de si." Ela balança a cabeça novamente e não diz nenhuma palavra, os cílios vibram contra as lágrimas quando ela se esforça para que não caiam mais. O olhar em seu rosto está rompendo meu coração, e enquanto ela rola para se afastar de mim, quebra a minha força de vontade. Eu agarro o braço dela e, sem dizer uma palavra, eu a trago de volta para mim. Eu posso sentir minhas próprias lágrimas forçando seu caminho em meus olhos quando eu percebo que eu vou beijá-la e vai realmente significar alguma coisa, não apenas para Nova, mas para mim também. Lutando para respirar, eu passo um dedo debaixo de seu queixo o levando para cima, e pressiono os meus lábios nos dela. Ela suga uma respiração afiada, falhando, então me beija de volta como se ela estivesse prendendo a respiração por muito tempo e de repente eu estou fornecendo-lhe oxigênio. Eu sei que deveria puxar para trás, mas tem sido um longo tempo desde que o vazio dentro de mim não estava mais vazio, e eu encontro-me deslizando minha língua em sua boca e beijo-a de volta com demasiada paixão por trás do beijo. As coisas só ficam mais intensas quando ela traça a mão na minha nuca, em seguida passa os dedos pelo meu cabelo, me aproximando, e a voz que assombra minha cabeça, dizendo-me para parar abruptamente se cala. Eu rolo para o meu lado, posicionando o meu corpo sobre o dela,


alinhando-nos juntos, quando eu exploro sua boca com a minha língua. Algumas lágrimas escorrem dos meus olhos e caem sobre suas bochechas, que estão molhadas com suas próprias lágrimas. Ela se mantém ofegante, me puxando para mais perto, pressionando seu corpo contra o meu, como se ela precisasse de mim perto dela ou ela vai morrer. Suas pernas se cruzam em minha cintura, e o vestido que ela está usando desliza para cima e suas pernas nuas roçam o lado de fora do meu jeans. Minhas mãos começam a vagar para baixo em direção à parte inferior do seu vestido, querendo sentir a suavidade de sua pele. Mas quando eu chego ao fundo do tecido, não posso passar por ele, e, ao mesmo tempo suas mãos deixam meu cabelo. Tão rapidamente como começamos, nós paramos. Juntos. Nós nos afastamos ofegantes, os olhos brilhantes de lágrimas e lamentamos quando nós rolamos sobre nossas costas. Ela chora silenciosamente, com o seu braço sobre sua cabeça, e seu peito balançando enquanto ela chora. Mas eu paro de chorar, olhando para as rachaduras no teto, deixando-me morrer mais uma vez. Deixando o vazio me levar de volta mais uma vez.

NOVA Meus olhos gritam e eu não consigo parar. Beijei Quinton e o toquei enquanto ele tocou em mim. Ele é tão parecido com Landon, e beijar e estar com Quinton momentaneamente me deu uma torcida sensação de paz. Quase senti como eu estivesse com Landon novamente, e por um momento eu penso sobre apenas me deixar ir, permitindo que as coisas esquentem tanto quanto eles iriam, sem reservas. Eu nunca tinha transado com Landon. Toda vez que íamos chegar ao ponto de ter


relações sexuais, eu sempre desistia. Eu deixei meu medo possui-me e tirar-me a chance de ter estado com Landon completamente. Eu nunca vou ter essa chance mais uma vez. E eu não quero sentir esse tipo de pesar novamente. Nunca. Mas, eventualmente, eu tenho que aceitar a realidade extremamente dolorosa que Quinton não é Landon. Eles têm cheiros e sabores muito diferentes, porque eles são diferentes. Beijei Quinton. Eu beijei alguém além de Landon. Oh meu Deus... E por um momento eu realmente gostei. Na verdade, eu queria estar na cama com ele, deixando sua língua correr na minha boca enquanto eu corria os dedos pelos seus cabelos. Culpa e confusão leva-me. Sinto-me mal do meu estômago, como se eu fosse vomitar e lágrimas continuam a derramar dos meus olhos. Eu choro pelo o que parece uma eternidade, enquanto Quinton olha em silêncio o teto do meu lado. De alguma forma eu adormeço e, em seguida a próxima coisa que eu sei é que estou sendo sacudida acordada. Passando a sonolência, a dor de cabeça, a fome ronca no meu estômago, eu abro meus olhos para ver Delilah ajoelhada na cama ao meu lado. Quinton se foi e a porta do quarto está aberta. Sento-me e ela vai para o lado para me dar espaço. Eu esfrego os olhos e bocejo. A música ainda está tocando e estou muito instável no interior, cada um dos meus nervos está supersensível. "O que aconteceu?" Minha voz é rouca e minha garganta está seca, como se eu tivesse bebido areia. Ela inspeciona-me de perto, inclinando-se para examinar meus olhos, o cabelo caindo no rosto dela, e noto o chupão arroxeado gigante em seu pescoço. "Você me diz." Não há especulação em seu tom. "Nova, você... você fumou maconha? Ou você esteve chorando?” Puxo o elástico do meu cabelo e prendendo-o em volta do meu rabo de cavalo. "Ambos."


"Por que você está chorando?" "Por que..." Ela espera por mais detalhes que eu nunca vou dar para ela. "Por que você fumou maconha, então?" "Eu não sei", eu respondo com sinceridade. "Eu ainda estou tentando descobrir isso." Eu espero por ela para me repreender, xingar-me por ser tão

estúpida,

então

eu

posso

chamá-la

de

hipócrita,

mas

ela

simplesmente suspira e depois sai da cama. "Vamos", diz ela, apontando para eu ficar em pé. "Dylan quer nos tirar daqui, por alguma razão, e honestamente, eu não quero ficar por aqui e descobrir." Meus joelhos oscilam um pouco quando eu me levanto e puxo para baixo o meu vestido. "Por que você parece brava com ele? O que ele fez com você?” "Ele não fez nada para mim, então deixe isso para lá." Os olhos dela se transformam em gelo enquanto ela abre a porta do quarto. Eu levanto minhas mãos na minha frente quando eu passo pela porta. "Desculpe, só parece apenas que você está realmente chateada sobre alguma coisa." "Assim como você", diz ela, olhando por cima do ombro para mim, avaliando os meus olhos manchados de lágrimas. "O que você estava fazendo de volta aqui de qualquer maneira?” Eu dou de ombros. "Eu voltei aqui com Quinton". "Para fazer o que?" "Nada", eu digo, mas a mentira é amarga em minha boca. "Nós simplesmente ficamos ao redor e falamos... escutamos música." Beijamos.


"Dormiram juntos." "Sim, mas no sentido de realmente dormir", eu respondo em tom insolente, apoiando a mão contra a parede quando o quarto começa a girar. "Eu não tive relações sexuais com ele." Nós só nos beijamos. E não era ele comigo. Na verdade, não. Pelo menos é isso o que estou tentando dizer a mim mesmo. Ela para no final do corredor e eu colido com a parte de trás dela. Ele só me parece mais chateada e eu considero seriamente em empurra-la sobre isso. Ela se vira e suspira, colocando uma mão em cada um dos meus ombros. "Eu sei que você não fez sexo com ele. Relaxe. Você está descendo, e isso só vai piorar antes que fique melhor." Estou cansada demais para dizer qualquer outra coisa, então eu aceno de cabeça, e nós passamos através da cortina e saímos do corredor juntas. Há um monte de caras na sala de estar e algumas meninas em vestidos provocativos que mal cobrem suas coxas e peitos. Tudo é muito alto e muito brilhante e isso está me deixando nervosa. Nikki é uma das meninas lá. Ela está sentada com Quinton no sofá maior, rindo de alguma coisa enquanto ele sorve uma cerveja. Ele está sorrindo e isso me irrita, mas tudo está me irritando, no momento, até mesmo a maneira que minhas pernas se sentem como duas faixas de borracha amarradas com tijolos. Delilah se inclina por cima do ombro e sussurra algo para Dylan em seu ouvido. Ele atira-lhe um olhar severo e em seguida chega à parte de trás do pescoço dela o segurando e a puxa para um beijo violento. Primeiramente Delilah tenta puxar para trás, mas então ela desiste e beija-o de volta. Eu finjo estar envolvida em meus pensamentos, pressionando meus dedos na borda do meu nariz, mas minha cabeça está oca, e eu estou muito ciente de todos os sons e ruídos acontecendo ao meu redor.


Eu quero contar para recuperar algum controle sobre a situação, mas parece muito para executar, então eu fico perto da parede, enquanto Dylan e Delilah se despedem, querendo gritar com todos para calarem a boca. Enquanto eu estou arranhando meu pulso, tentando me manter junta, Quinton olha para mim, eu posso dizer pela sua expressão que ele não está feliz que eu estou olhando para ele. Eu não estou feliz, também. Eu lutar para minha expressão permanecer neutra e digo as minhas pernas para se moverem lentamente com a minha cabeça para ir em frente para a porta. Seus olhos me seguem, porém, é difícil não correr quando o passado morde os calcanhares e cruas emoções queimam até no meu coração. Uma vez que eu estou fora, no ar do verão, eu posso respirar de novo, e minha cabeça começa a limpar. Quando eu me inclino sobre os trilhos, querendo descansar minha cabeça e ir dormir, eu penso em tudo o que fiz. Digo a mim mesma que nunca mais. Nunca. Mas, no fundo, eu já estou desesperadamente ansiando pelo breve silêncio que a maconha me deu e o segundo de conforto que beijando Quinton trouxe.


Capítulo 8 12 de julho de dia 54 de ruptura de verão

QUINTON

Eu me senti como uma merda pelas as últimas duas semanas, embora eu esteja fumando mais maconha do que o habitual. Dylan comprou um monte de maconha de vários negociantes e ele tem a nós três as testando, para ver que tipo é a melhor. Por que, eu não tenho certeza. Ou ele apenas realmente quer alguma boa erva, ou ele está pensando em vender por conta própria e quer verificar a concorrência. Eu estou supondo que é a última opção, uma vez que Tristan mencionou que ele já fez isso antes. Depois de provar o quinto bowl, eu arrasto o meu rabo para o meu quarto, pego meu caderno de esboços, e me jogo na cama, pensando em deixar a minha mão enlouquecer e deixá-la ter algumas imagens. Mas enquanto eu me sento lá, com as pernas cruzadas e o cobertor amontoado em meus pés, tudo que eu posso imaginar é a maneira como Nova me olhou a última vez que pus os olhos nela e quão suaves seus lábios estavam, a maneira como ela se sentia debaixo de mim, o cheiro do seu cabelo, e o som de pesar enquanto soluçava. Eu acordei na cama com ela, sentindo-me culpado, não apenas por beijá-la, mas porque eu a deixei ficar alta. Eu percebi que eu deveria ter tirado o cigarro da mão dela, mas em vez disso eu fui junto e a vi basicamente pular de uma porra de um penhasco. Algumas pessoas podem lidar com a queda muito bem, e elas sobem de volta por cima, mas há outros, como eu, que não se importam o suficiente para descobrir como, e eu gostaria


de saber qual é a de Nova. Então eu acabei estragando ainda mais por beijá-la, porque não era a mesma coisa de quando eu beijava alguém como Nikki. Com Nova tínhamos falado antes de nos beijar, ela me fez sorrir, e eu a tinha feito sorrir. E por um segundo, mesmo através da névoa das drogas, no momento em que passei em sua boca com a minha tinha alterado minha realidade. Eu a deixei dormir na minha cama, na esperança de fugir dos sentimentos intensificados dentro de mim; aquele me dizendo que eu preciso corrigir a bagunça. Eu acabei fazendo o pior quando Nova me viu falando com Nikki. Eu podia ver o ódio em seus olhos, e eu sabia que ela ficaria longe depois disso, e eu não a vi desde então. É uma coisa boa, pelo menos é o que digo a mim mesmo. "Ei, cara," Dylan disse, interrompendo meus pensamentos. Eu pisco para meu desenho, percebendo que através do meu torpor, eu desenhei os olhos da Nova. "Você vai para o concerto em algumas semanas, porque nós estamos tentando fazer planos e decidir qual carro levar?" Eu coloco o lápis e bloco de desenho em cima da cama, balançando a cabeça. "Não, eu acho que estou ficando... talvez..." Eu paro lembrando como Nova pediu-me para ir e como eu lhe disse que iria, de forma não intencional. Parte de mim quer fazer o que eu disse que faria, enquanto a outra parte está me implorando para ficar longe de Nova, como deveria ser. "Eu não sei ainda se vou, honestamente. Eu ainda estou decidindo." Ele sai da porta com as mãos nos bolsos da calça jeans. "Tristan provavelmente ficará a porra aliviado se você decidir não ir." "Por quê?" Eu sento e estico meus braços acima da minha cabeça. Ele faz uma pausa apenas fora da porta, apoiando as mãos no batente da porta. "Porque ele pensa que você tem uma coisa por Nova."


"Como se eu não indo iria provar que eu não tenho uma coisa por ela?" Ele dá de ombros. "Não, mais iria dar-lhe tempo a sós com ela." Ele arregaça as mangas de sua camisa xadrez, estende a mão para o maço de cigarros no bolso, e coloca um em sua boca. "Eu realmente não entendo por que, apesar de tudo. Essa garota tem algumas coisas seriamente loucas acontecendo." "Louca?" Eu empurro para cima da cama e vou até a cômoda. "Ela parece normal para mim." Ele acende a ponta do cigarro e coloca o isqueiro no bolso de trás. "Sim, mas ela não é. Delilah disse que ela foi ao fundo do poço quando seu namorado se matou e ela ainda tentou cortar seus pulsos." Ele faz um barulho clicando com sua língua quando ele traça o dedo sobre seus pulsos. "Mas quem pode culpá-la? Quer dizer, ela foi a pessoa que o encontrou morto. Sério tem que mexer com cabeça de alguém..." Seus olhos se arregalam quando ele percebe o que falou e fica com cara de merda. "Porra, eu esqueci completamente... Merda, cara..." Ele esfrega sua cabeça calva com a mão que está segurando o cigarro. "Olha, eu não quis dizer isso." "Sim, você quis." eu digo com a voz tensa, não apenas chateado com ele por trazer o meu passado doloroso à tona, mas porque ele insultou Nova e está falando como se ela fosse algum tipo de aberração. Eu, eu mereço isso, porque eu causei a agonia no meu passado, mas Nova, ela não fez nada. Algo aconteceu com ela e porra isso me faz doer, como se tivesse me ferido fisicamente de dentro para fora. "Agora você pode dar o fora assim eu posso me trocar?" Seus olhos se voltam frios. "É melhor você ver como você fala comigo. Você é um convidado em minha casa, e eu não vou deixar você ficar aqui por muito mais tempo se


você não começar a pagar o aluguel." Eu vou para a porta, com as mãos fechadas em punhos, querendo tanto socá-lo no rosto. "Estou trabalhando para conseguir um emprego." Ele bate a mão contra a porta enquanto eu começo a fechar. "Se você precisa de um emprego, posso lhe arranjar um." Eu olho-o com ceticismo. "Fazendo o que?" Ele dá uma tragada no final do cigarro e fumaça sai de sua boca e envolve seu rosto. "Eu acho que você sabe." Eu sei, mas o que eu não tenho certeza se eu estou tão desesperado ainda. Sim, eu uso drogas, mas negociar é outro nível de merda. "Vou pensar sobre isso." Ele abaixa a mão da porta e recua. "Bem, não pense por muito tempo, caso contrário você irá perder a sua chance." Eu aceno, e ele recua para o corredor para que eu possa fechar a porta. Me viro em um círculo, olhando para o quarto patético que se tornou minha casa, tentando lembrar como cheguei aqui, mas o caminho que conduz da morte de Lexi até esse momento exato é nada além de um borrão. Pergunto-me se é assim que se sente Nova. Eu me pergunto se é por isso que ela parece tão triste o tempo todo. Por ver algo assim, por ver a morte. É o tipo de coisa que marca as pessoas no interior. E não apenas pequenas cicatrizes, mas, grandes, longas e irregulares que nunca vão embora. O tipo de cicatrizes que alteram a aparência das coisas e mudam as pessoas. As arruína. A única diferença é que eu coloquei as cicatrizes em mim mesmo por bater o carro maldito, enquanto as de Nova foram forçados sobre ela por decisão de outra pessoa. Olho para o desenho dos olhos de Nova e, em seguida, para o desenho de Lexi na minha parede.


Imagens devoram os meus pensamentos, me puxando de volta para o momento sombrio que me mudou para sempre. "Quinton," sussurros de Lexi, e mesmo que seus olhos estejam abertos, eles estão vidrados e eu posso dizer que ela não pode me ver. "Só me prometa que..." Lágrimas escorrem dos meus olhos quando eu levanto a cabeça dela acima da terra e a movo para o meu colo. O sangue empapa imediatamente o meu jeans, e no brilho da lua, eu posso ver sangue por toda ela, em mim, no chão abaixo de nós. "Está tudo bem, baby..." Eu luto contra as lágrimas, sabendo que tenho que ser forte, porque eu não sou o único ferido. Na verdade, eu me sinto entorpecido. "Eu não vou deixar nada acontecer com você. Eu prometo." Ela balança a cabeça de um lado para o outro enquanto sua respiração se torna irregular, e ela agarra meus braços. "Só me prometa que você nunca vai me esquecer, não importa o que. Que você sempre irá me amar mais do que ninguém." "Claro" eu digo, com os meus dedos pressionando seu pulso. Eu posso sentir seu pulso letárgico, e quanto mais o tempo passa, mais tempo passa entre cada batida. ”Lexi, isso é uma coisa estúpida de dizer, no entanto, porque você vai ficar bem." Eu estou mentindo. Ela sabe disso. Eu sei isso. O sangue está jorrando de seu corpo e seus membros estão em ângulos estranhos, não naturais. Mas eu achei o telefone dela, e a parte inocente de mim pensa que se a ambulância puder simplesmente chegar aqui a tempo, tudo ficará bem, eles poderão corrigir ela, emenda-la, colocá-la novamente junta, e apagar toda essa noite. Concentro-me no ritmo desigual da sua respiração, sabendo que está desaparecendo, mas orando a Deus que ela possa segurar. Se eu puder simplesmente continuar concentrando-me nela, ela vai continuar respirando. Ela tem que continuar.


"Quinton", diz ela em voz fraca, e eu já não posso sufocar as lágrimas. Lágrimas quentes derramam pelo meu rosto, e eu as limpo antes que ela possa vê-las. "Sinto muito por colocar a cabeça para fora da janela." Eu começo a chorar, meu corpo treme quando eu sinto seu coração abrandar. "Não é culpa sua." Eu consigo dizer. "Eu deveria ter puxado o maldito carro. Lexi, eu estou tão arrependido. Eu prometo que vou fazer isso melhor de alguma forma. Eu nunca vou deixar você ir. Eu prometo." "Sempre tentando fazer as coisas melhores." Ela tenta sorrir, e parece torto e errado. "Um dia você vai fazer alguém muito feliz...” "Sim, você..." Eu paro quando ela fecha os olhos. É a última coisa que eu digo a ela, e eu gostaria que fosse a última coisa que eu sempre diga. Talvez se eu me deitar com ela e tentar duro o suficiente, eu posso conseguir fazer o meu coração parar de bater. Eu estremeço, arrancando-me para fora da memória. Lágrimas escorrem dos meus olhos. Eu gradualmente tiro o desenho de Lexi da parede ao lado da janela, estudo as linhas escuras que eu coloquei no papel quando eu queria capturar a perfeição do seu corpo. "Trata-se de quebrar a promessa se eu for amigo dela? Porque eu quero ser amigo dela, apesar do quanto eu não mereço isso. Eu costumava pensar que estaria quebrando a minha promessa a você, mas eu não sei mais... Eu culpo o fato do meu velho eu está tentando empurrar o seu caminho através de mim e me faz ser um cara bom de novo, porque ela parece tão triste e solitária." Faço uma pausa, esperando por algum tipo de sinal ou resposta. A sala fica em silêncio e eu suspiro, esfregando a mão no meu rosto, sabendo que eu deveria apenas acabar com isso. Acabar com a minha vida. Dizer adeus. Deixar os pensamentos e memórias e o auto ódio para trás como eu quis fazer há um ano ao invés de desperdiçar espaço e respirações. Mas eu não pareço ter isso em mim.


É como se eu estivesse esperando que algo aconteça, mesmo que nada aconteça. Eu vou para longe do desenho, em direção à porta, tomando mais passos para o futuro, mesmo que eu queira permanecer preso no passado.


Capítulo 9 10 de julho de dia 56 de ruptura de verão

NOVA

Dei uma pequena pausa do parque de trailer e dos caras pelo último par de dias. Não tem sido nem uma pausa boa nem ruim, o que está se tornando a história da minha vida. Nada é bom. Nada é ruim. Tudo apenas existe, como eu flutuando pela vida sem sentido ou significado. Apesar da minha pausa do parque de trailers e dos caras, eu não consigo tirar Quinton ou a tristeza da minha cabeça. Quero aprender mais sobre ele, talvez descobrir mais sobre a menina na foto, mas ele parecia tão chateado que eu sequer falasse sobre ela. Tentei procurar ele na Internet, mesmo que ele pudesse achar que era errado e intrometido da minha parte. Mas eu estava tentando encontrar algo mais sobre ele, diferente de saber que ele gosta de arte, viveu em Seattle, e ele fuma maconha. Mas existem muitos Quinton Carter, e eu não poderia encontrar o que eu estava procurando, nem mesmo no Facebook ou qualquer outra rede de mídia social. Quanto mais eu pesquisava e ficava de mãos vazias, mais frustração eu recebia, mas eu acho que há uma razão subjacente à minha frustração, decorrente da forma como eu ligo Landon a Quinton. Isso se sente como se eu tivesse dado um passo para trás para o passado novamente, encontrando o cara triste, assombrado que carrega o peso do mundo sobre seus ombros, e eu não consigo descobrir o motivo. Eu acordei um par de manhãs depois de ter acontecido, sentindo-me mais


confusa do que eu costumo estar. Eu conto os segundos que leva o sol mover-se sobre a linha de colina, assim como eu sempre faço, mas não há nenhuma sensação de ordem e conforto, esta manhã. Eu saio da cama e tomo um banho, então vou para a minha mesa do computador e abro o arquivo de vídeo de Landon. Quanto mais eu olho para ele, mais eu começo a me perguntar o que exatamente ele disse nele. Há respostas para

as

minhas

perguntas?

Sobre

ele?

Sobre

sua

vida?

Seus

pensamentos? Coisas sobre nós? Merda e se tiver? E se todo esse tempo às respostas tem estado bem aqui, mas o meu medo e ansiedade foram ficando no caminho? Eu coloco meu dedo no mouse pad e deixo o cursor sobre o arquivo, algo que eu nunca tinha feito antes. Meu dedo treme quando eu considero tocando o mouse, clicar no arquivo, deixando-se abrir. Eu iria ver os seus olhos de novo, ver seus lábios se moverem enquanto falava e respirava. Seu coração estaria batendo e ele não ficaria em silêncio em uma caixa de madeira, pelo menos no momento do clipe. Meu coração acelera no meu peito. O que ele diz sobre isso? Como é que ele está? O que ele sente? Como eu posso vê-lo novamente? Eu imediatamente puxo a minha mão para trás, tremendo da cabeça aos pés, meus nervos altamente estressados e confundidos. Eu mal posso respirar. Eu quase cliquei o que significa exatamente? Que eu estou começando a seguir em frente sem ele? Que eu estou começando a seguir em frente na minha vida? "Não... não... não..." Eu balanço minha cabeça e empurro para fora do computador, o desligo e conto quando eu corro para o banheiro. Fugindo do problema, como sempre faço.


É o fim da tarde, e o episódio desta manhã é uma sombra de uma memória em minha mente. Depois de muita contagem, eu fui capaz de me acalmar. Eu estou sentada na minha cama com cada foto de Landon, minha própria imagem espalhada em volta de mim, juntamente com alguns livros de psicologia. Embaixo da cama tenho uma caixa trancada com os desenhos de Landon. Eles estiveram lá desde que seus pais deram para mim. A janela está aberta, o ventilador ligado, e eu puxei meu cabelo em um rabo de cavalo, tentando reduzir o suor se formando na parte de trás do meu pescoço. Mas mesmo em meus shorts jeans e blusa cinza, minha pele está ficando um pouco salgada. Eu tenho o computador aberto e a web câmara destina-se a mim quando eu pesquiso foto após foto, à procura de algo em seus olhos ou expressão que vai me dar uma pista de por que ele fez isso, eu posso ver tristeza em quase todas as fotos, mas tem que ser mais do que isso. Ele não poderia ter apenas decidido desistir só porque ele estava triste. "Eu sei que há mais fotos do que isso," murmuro para mim mesma. Eu descruzo as pernas e saio da cama, indo para a garagem. Minha mãe embalou um monte de coisas quando eu fui para a faculdade e empilhou as caixas nas prateleiras da garagem. Assim que eu entro na garagem, eu imediatamente me arrependo. Muitas memórias tomam conta de mim quando vejo a bateria no canto, coberta por um lençol. Eu não toquei desde que Landon morreu; minha paixão em tocar morreu junto com ele. Ele foi quem me incentivou a tocar, me comprou a bateria e compartilhou o meu amor pela música. Mas agora tudo parece inútil, e eu nem sequer consegui pegar um conjunto de baquetas. Eu escorrego em torno do conjunto de tambores e sigo em direção ao carro Nova 1967 lustroso, vermelho-cereja estacionado no meio da pista e a moto inclinando-se contra ele, a última coisa que meu pai tocou antes de sua morte,


memórias dolorosas de todo mundo que eu perdi me bateu de todas as direções, e eu começo a contar os passos enquanto eu mantenho um passo firme em torno do carro, arrastando minha mão ao longo da capa brilhante. Eu nunca fui de carros, mas meu pai sempre foi, e ele sempre tentou me levar para eles, então eu não fiquei surpresa quando ele deixou o Nova para mim em seu testamento. O que me surpreendeu foi que ele tinha um testamento, como se soubesse que ia morrer jovem e queria tudo planejado antes de ele ir. Suspirando, eu passo ao lado do carro e pego a caixa "Fotos de Nova" na prateleira de baixo perto da parte traseira. Então eu volto para o meu quarto e despejo as fotos, tentando não me assustar com a bagunça que eu fiz ou o fato de que existem muitas fotos para acompanhar. Landon e eu nunca fomos a qualquer lugar importante, mas eu amava tirar fotos dele. Ele era tão bonito, e sua beleza só foi aumentada nas imagens como uma peça de arte que parece simples e comum a distância, mas de perto os ângulos, formas e cores se encaixam perfeitamente juntos e criam algo tão incrível que não poderia possivelmente existir. "Toc, Toc." Delilah diz quando ela entra no meu quarto. Eu não a vi desde que cheguei alta da casa de Dylan, mas isso é porque eu tenho evitado a casa de Dylan e ela tem passado a maior parte de seu tempo livre lá. Ela tem um café gelado em sua mão, e seu cabelo está dividido em duas tranças. Ela está usando uma camisa rosa e shorts, ela não tem nenhuma maquiagem, e ela está usando uma mochila por algum motivo. "Pensando em fazer uma viagem de volta para a escola?" Eu provoco enquanto ela fecha a porta. "Huh?" Seu rosto se contorce em perplexidade. Eu aponto para a mochila. "O que há com isso?" Ela olha para a mochila em suas costas.


"Ah, isso." Ela pula na cama, caindo de joelhos, e o colchão salta debaixo de seu peso. O gelo balança em seu copo, as fotos começam a deslizar para o lado, e eu trabalho para mantê-las juntas na cama. "Eu trouxe guloseimas." "Guloseimas?", pergunto, pegando uma pilha de fotos e colocando-as no meu colo. Seus olhos brilham quando ela remove a mochila de suas costas e deixa-a na cama. Ela a abre e eu estou começando a ficar realmente curiosa sobre o que diabos ela está fazendo quando ela pega um tubo de vidro e um pequeno saco plástico cheio de maconha. "Onde você conseguiu isso? E por que você trouxe aqui?” Ela abre a bolsa e pega uma pitada de maconha. "Com Dylan, duh?" Eu arrumo a pilha de fotos que estão no meu colo. "Ok, então por que você trouxe para cá?" "Porque eu pensei que nós poderíamos ter um bom dia relaxando juntas agora que eu sei que você é legal." Ela enche o cachimbo com maconha e pega um isqueiro na mochila. "Você sabe, eu tentei manter tão longe de você quanto possível, mas após o outro dia..." Ela fala enquanto ela olha para cima em minha expressão chocada. "Ok, bem, talvez eu totalmente apenas interpretei mal você. Foi como uma coisa de única vez ou algo assim?" "Eu não sei o que era." Eu tento não olhar para o cachimbo e lembrar como me senti quando a fumaça atingiu meus pulmões, mas é difícil não olhar para algo tão maravilhoso e ainda potente. "Delilah, por que você mentiu para mim quando eu lhe perguntei se você estava fumando maconha de novo?"


"Eu só não achei que você estaria bem com isso. Sempre me pareceu que você não estava, ou pelo menos você agiu como se não quisesse experimentá-lo”, diz ela, dando de ombros. "Além disso, eu tecnicamente não menti. Eu não tinha usado desde que fui para a faculdade... Eu só comecei a usar de novo.” "Porquê?" "Por que você fez isso no outro dia?" Não há acusação em seus olhos, como se eu tivesse o direito de estar falando sobre isso com ela. E ela está certa. Eu realmente não sei. A verdade da questão é que eu fumei maconha no outro dia, e por alguns momentos eu realmente me senti tranquila e sem som no interior, algo que eu não sentia há muito tempo. "Então você quer fumar ou não?" Pergunta ela com uma ligeira impaciência em seu tom. Eu me pergunto o que ela faria se eu dissesse que não. "E a minha mãe? Ela está em casa... e se ela vem aqui?” "Na verdade, ela acabou de sair", diz ela, colocando o cano para baixo em seu colo. "Mas se você não quer que eu fume, então eu não vou." "Ela não vai sentir o cheiro? Quando ela voltar?" Eu pergunto, olhando para o cachimbo. Eu posso quase sentir a queimadura da erva só de olhar para ele, juntamente com o breve contentamento que se seguiu depois, e estou surpresa com o quanto minha mente anseia por ela. "Vamos lá, deixe o ventilador ligado e espirramos algum purificador de ar em torno ou algo assim", ela responde. "Além disso, você tem dezenove anos. Que diabo é que ela vai fazer se ela te pega? Manda-la para o seu quarto?" Eu honestamente podia imaginar a minha mãe tentando racionalizar como eu estou de luto e deixando para lá, porque ela faz isso


muito, como quando fiquei muito bêbada e vomitei no chão da cozinha, e ela me encontrou na manhã seguinte me tirando para fora do meu vômito. "Esta tudo bem, Nova", ela disse, ajudando-me a ficar em meus pés. "Nós... todos nós cometemos erros quando estamos feridos, mas temos de encontrar uma maneira para você lidar." Ela continuou dizendo que gostaria que ela e eu pudéssemos passar por isso juntas, como fizemos com o meu pai. Mas não desta vez. Desta vez, era só eu. "Se você quiser fumar, você pode", digo a Delilah, indo para a seleção de uma imagem de Landon e me deitando sobre minhas costas olhando para a pilha aparentemente interminável. Eu estava segurando a câmera e a segurei acima de nós para tirar a foto. Estou rindo nela e Landon parece que ele quer estar em qualquer outro lugar, mas tendo sua foto tirada. Se bem me lembro, porém, ele estava particularmente irritado naquele dia com tudo. Eu continuo a triagem através das imagens, enquanto Delilah liga o ventilador de teto, relaxa contra a cabeceira da minha cama de solteiro, e começa a fumar a erva. Fumaça enche a sala rapidamente, movendo-se preguiçosamente em volta do meu rosto, e o ar cheira como uma espécie de queima de ervas pungente em um campo. "Vocês dois parecem muito bonitos juntos", diz ela, inclinando-se e examinando as fotos de perto. "Sim, eu acho", murmuro, porque honestamente eu sempre acreditei que Landon estava fora do meu alcance no departamento beleza. "Você parece feliz", ela comenta. "Eu nunca vi você tão feliz." "Você precisa de algo para comer ou algo assim?" Eu tento mudar de assunto. Ela balança a cabeça e dá mais um hit, e seus lábios franzem enquanto ela sopra uma nuvem de fumaça.


"Você acha que você vai amar alguém de novo?", ela pergunta, e eu franzo a testa para ela. "O que? Eu só estou curiosa." "Você nunca teve curiosidade antes." E é por isso que eu amo sair com você. "Eu sei, mas isso não significa que eu não queira saber." Ela suspira e suga o tubo novamente. Eu tento manter o foco nas fotos, mas o quarto está ficando nublado, juntamente com a minha cabeça. Eventualmente, ela coloca o tubo bem mais leve na minha mesa de cabeceira e deita-se, olhando para o teto. "Então minha mãe tinha esse cara no outro dia", ela fala. "E ele agarrou minha bunda." Minha cabeça chicoteia acima da foto. "O que?" Ela balança a cabeça, sem olhar para mim. "Sim, mas é como sempre tem sido, desde então, você sabe..." ela aponta para o peito dela "desde que esses entraram em cena.” Delilah raramente fala sobre sua mãe, mas pelo que eu peguei, ela trabalha para um "serviço" que ajuda os homens com seus problemas. Eu não tenho certeza se é um serviço de acompanhante ou um serviço de bate-papo por telefone ou o quê, e eu nunca conheci sua mãe, porque Delilah nunca me levou até a casa dela antes. "Você está bem?", Pergunto. "Tão bem como eu sempre estive" ela responde sem emoção. Ela pega o tubo e o coloca à boca, segurando o isqueiro acima dela enquanto seus olhos permanecem no teto. Eu olho para a grande quantidade de fotos na minha cama, em seguida, pressiono os dedos no fundo dos meus olhos,


minha cabeça batendo com a fumaça e as emoções que fluem através do meu corpo. Do lado de fora, estas imagens criam uma vida que passamos juntos, e eu me pergunto o que eu estaria fazendo se Landon ainda estivesse por perto. Se eu ficaria em outro lugar, com um futuro à minha frente, com ele. Ou eu teria terminado neste exato lugar, ficando alta e tentando descobrir quem diabos eu era sem Landon? Talvez a gente não tivesse durado e eu acabaria sendo esmagada por um rompimento, em vez de sua morte. Talvez eu estivesse destinada a chegar ao momento exato. Talvez este seja o lugar onde eu realmente pertenço. Talvez ele realmente soubesse que isso era como eu iria ser e por isso que foi tão fácil para ele me deixar para trás. Delilah começa a tossir anéis de fumaça em torno de seu rosto. "Tem certeza que você não quer?" Ela me oferece o tubo. Eu tento pensar em uma razão pela qual eu não deveria fazer isso, mas novamente não consigo encontrar uma. Então eu tomo uma tragada, tão apavorada quanto aliviada que eu faça isso porque ainda é tão desconhecido, mas ainda vagamente familiar e me faz muito tranquila. Eu não poderia mesmo contar até dez, se eu quisesse, e os meus pensamentos são apenas uma névoa na minha cabeça. Ficamos na minha cama, falando de música, aulas e o tempo que eu vomitava minhas tripas para fora nas latas de lixo do campus depois que bebia meia garrafa de tequila. Minha mãe finalmente chega a casa e colocamos spray de perfume em todos os lugares e abrimos todas as janelas. Ela coloca a cabeça dentro para me verificar e pergunta se não queremos nada para comer. Ela não percebe o cheiro ou não quer admitir que ela faz. Ou ela só está me deixando fora do gancho novamente. "Eu tenho massa de biscoito", ela diz a Delilah quando Delilah pede sorvete de massa de biscoito. Seu tom é curto e ela parece muito desconfortável. Minha mãe nunca foi uma fã de Delilah ou sua reputação


em torno da cidade, mas ela nunca disse nada grosseiro diretamente a Delilah. Não é o tipo de pessoa que ela é. "Isso funciona", diz Delilah, girando na cadeira do computador enquanto ela finge que ela está olhando através da minha coleção de CDs. "E quanto a você Nova?", minha mãe me pergunta, parecendo um pouco chateada. Pergunto-me se ela pode sentir o cheiro da maconha ou vê-lo nos meus olhos. Será que ela sabe o que eu estava fazendo? "Você quer alguma coisa para fazer um lanche? Você pode vir me ajudar a cozinhar o jantar, se quiser. Eu estou fazendo o seu favorito." "O que é o meu favorito?", pergunto. Delilah ri, mas eu não estava tentando ser engraçada. Eu realmente não sei mais qual é a minha comida favorita ou cor ou mesmo qual canção é. "Fettucine Alfredo 8 ," minha mãe diz, e seus olhos azuis parecem lacrimejar. Sentindo uma pontada de culpa, eu aponto para as fotos na minha cama. "Eu estou passando por estas agora. Desculpa." Ela suspira desolada, e eu sinto meu coração rachar, mas a dormência do fumo imediatamente veda a rachadura e então eu não posso sentir nada.

8

Fettuccine Alfredo é um prato italianíssimo, tipicamente romano que foi inventado

em 1914 em um restaurante de Roma pelo seu proprietário que se chamava Alfredo. É preparado com manteiga e queijo parmesão, misturado com um pouco da “água do cozimento” que torna o molho homogêneo e saboroso que faz com que a massa fique irresistível!


Ela vai para fora do quarto e nos deixa sozinhas na nossa estupidez tonta e tudo o que posso pensar é: Para onde eu vou daqui? A única resposta que recebo é silêncio.


Capítulo 10 27 de julho de dia 69 de ruptura de verão

NOVA

Estive me perdendo muito ultimamente. Não só da minha contagem e pensamentos sobre Landon, mas também porque eu tenho passado muito tempo com Delilah e fazendo coisas e fumando como não deveria, e eu continuo a fazê-lo porque honestamente me faz sentir melhor, pelo menos por um momento, até que saia do meu sistema, e, em seguida, parece que eu estou esperando impacientemente pelo o próximo melhor momento chegar ao redor novamente. Eu ainda mantenho a minha rotina matinal, no entanto, contar os segundos que leva para o sol se levantar sobre o monte, então eu saio da cama e tomo banho. Eu sempre passo meus cinco minutos na frente do computador olhando para arquivo de vídeo de Landon. Eu não estive perto de clicar nele novamente, e eu sou grata por isso. Eu não acho que minha mente poderia lidar com outro ataque de pânico sobre ele ou realmente lidar com o que veria se clicasse sobre ele e o visse. Eu só preciso olhar para ele, deixando minha mente saber que está ali, deixando-me saber que ele está lá. Delilah estava aqui cerca de uma hora atrás, falando sem parar sobre o show, enquanto nós compartilhamos um cachimbo de maconha, algo que temos vindo a fazer bastante. Ela está me empurrando para ir pelas duas últimas semanas e eu continuo não aceitando por que: (a) Eu tenho medo de que as memórias virão à tona, porque Landon e eu costumávamos ir a concertos todo o tempo; e (b) Eu estou com medo de estar em torno de Quinton.


Evitei ele desde o nosso beijo desajeitado, e eu estou nervosa sobre o que ele vai dizer quando eu vê-lo novamente e que eu vá dizer muito, porque no fundo eu sei que não estou cem por cento para vê-lo como ele é. É sufocante hoje, mas estou fora de qualquer maneira, em meus shorts e um top roxo realmente fino com o meu cabelo puxado para cima. Eu cheiro um pouco a fumaça misturada com o cheiro do perfume que eu usei para tentar encobrir o mau cheiro da erva preso no tecido da minha roupa e no meu cabelo. Eu estou sentada no balanço que temos na varanda da frente da minha pequena casa de um andar, contando cada vez que se move para trás e para frente, tentando arejar meu cabelo e roupas. Na lateral tem um grande carvalho que detém uma das minhas mais genuínas memórias de mudança de vida. Fica no meio da grama na frente da casa de dois andares que Dylan vivia. Eu tenho o meu pé debaixo de mim e o outro nas rochas balançando para trás e para frente. "Tudo bem, Nova, nós estamos saindo", minha mãe diz quando ela sai pela porta da frente. Ela tem uma bolsa em seu ombro, as chaves do carro na mão. Ela está usando calça e um top de cetim, e seu cabelo está em um coque. Lembro-me de quando estava com meu pai, e seu cabelo era longo, com ondas emaranhadas e pequenas tranças nele. Ela estaria usando longo vestido fluido, e ela me lembrava tanto uma hippie, todo amor, paz e felicidade. Eu sinto a falta desses dias, aqueles onde ela ria livremente e seu sorriso iluminaria seu rosto. Ela é uma pessoa diferente agora, e embora eu não tenha dúvida de que ela é realmente feliz, gostaria de saber sobre a diferença entre a felicidade dela quando ela estava com meu pai contra sua felicidade com Daniel. Ela é mais uma espécie de feliz controlada agora. Ela encontra coisas diferentes engraçadas, e em certo sentido ela é uma pessoa diferente, uma que é mais difícil de falar. Eu aceno para ela quando Daniel sai pela porta


vestindo uma camisa polo e calças pretas. Ele está puxando uma mala atrás de si e tem uma barra de granola em sua mão. "Se você precisar de alguma coisa, ligue para nós", diz ele, descendo as escadas, arrastando a mala junto com ele. Eles estão indo para um resort para o fim de semana para celebrar seu aniversário de quatro anos, mas posso dizer que a minha mãe está hesitante para ir e me deixar para trás. Ela esteve falando em cancelá-lo pela a última semana, fingindo que ela está muito ocupada. "Ok." Eu me levanto para dar na minha mãe um abraço de despedida. Ela envolve seus braços em volta de mim, me apertando com muita força, e me pergunto se ela pode sentir o cheiro da maconha em mim ou se eu arejei o suficiente. "Se você precisar de alguma coisa, qualquer coisa ligue para nós." Ela balança cabeça dela. "Deus, eu me sinto culpada por sequer sair." "Eu tenho dezenove anos de idade," eu digo a ela. "E eu tenho vivido sozinha por quase um ano agora. Eu estou bem." Eu digo de volta. "Agora vá se divertir em sua viagem." Ela aperta os lábios e me olha diretamente através dos meus óculos de sol, e me pergunto o que ela vê. Será que ela sabe o que eu tenho feito? Ela pode dizer o quão perdida eu estou? Que eu não sei o que estou fazendo? Que eu não tenho certeza de quem eu sou? Ela pode ainda ver a filha brilhando dentro a Nova que ela deu à luz, levantou, tentou moldar em uma boa pessoa com valores? Ela suspira engatando seu polegar sob a alça de sua bolsa e se dirige para as escadas. "Eu te amo, Nova". "Eu também te amo." Eu sento-me no balanço de novo, me sentindo culpada

por todas as minhas decisões erradas, mas rapidamente

desaparece através da persistente alta dentro da minha cabeça. Eles


carregam o carro e vai para fora da garagem, ela me observa o tempo todo, desviando o olhar apenas quando eles atingem a esquina. Então, tudo fica quieto; até mesmo o bairro decidiu ficar em silêncio. Eu fico no balanço por um tempo, e mesmo que meus olhos não estejam focados em sua casa, minha mente ainda está. Eu tiro o meu telefone do meu bolso, desbloqueio rapidamente a tela para ligar o vídeo, e aponto na velha casa de Landon. "Ele não vive mais lá ou qualquer coisa, mas eu meio que me sinto vinculada a ela. Talvez seja porque eu passei tanto tempo lá, envolvida em tudo o que ele fez." Eu mexo o pé para fora de debaixo de mim e o coloco no chão no pátio de concreto. "Não muito tempo depois que ele morreu, seus pais se mudaram, e agora a varanda está cheia de bicicletas e brinquedos, e no quintal na colina onde uma vez eu estava ao lado dele, há agora um conjunto de balanço." Eu me inclino para o lado, para que eu possa obter um olhar do quintal e do monte que aparece abaixo da linha da cerca. "É como se ele nem sequer existisse mais... como se ele nunca houvesse... mas ele ainda está comigo, dentro do meu coração. Na verdade, ele ainda me possui.” A porta range aberta, e meu coração acelera dentro do meu peito... Ele corresponde ao ritmo da música sem vida de uma corda. ... Sua pele é tão pálida, como a neve, e seus olhos ainda estão abertos, como se ele ainda estivesse lá, mantendo-os abertos... Eu dou uma tapa no meu rosto de forma dura, querendo dar o fora da minha própria cabeça. Meus óculos de sol caem da minha cabeça, e a dor irrompe em minha bochecha enquanto meus ouvidos retumbam e os meus olhos enchem de água. Minha pele é macia, aperto meu rosto, lágrimas picando meus olhos, castigo por não pensar antes de agir. Isso dói. Muito. Mas o mesmo acontece com a memória. Eu espero até o meu coração acalmar e minha adrenalina diminuir. Eu respiro fundo e em seguida, sentar-me em linha reta e giro a câmera ao redor, então eu apareço na tela. Há uma marca


vermelha brilhante na minha bochecha, e me pergunto se isso vai deixar um hematoma. "Às vezes me pergunto quão pouco saudável é meu apego a ele. Quer dizer, é normal se sentir assim depois de mais de um ano ter passado? Mas quem pode dizer o que é normal e o que não é. Quem vai dizer alguma coisa, na verdade, porque sempre parece que todo mundo está dizendo um monte de coisas diferentes e que não fazem sentido para os outros. Pelo menos é assim que é para mim. Nada mais faz sentido...” Eu paro, olhando para cima quando o caminhão de Delilah para na calçada. Estou surpresa, porque eu pensei que ela estava indo para o concerto. Ela estaciona o caminhão e pula para fora, acenando para mim, e eu noto que existem duas outras pessoas no caminhão. A porta do passageiro se abre e Quinton salta para fora, seguido por Dylan. "Ei, Nova Dova", ela fala, energeticamente pula em torno da frente do caminhão. Ela mudou de roupa desde esta manhã em um par de calças curtas de veludo marrom e uma blusa branca. Seu cabelo marrom toca os ombros, e ela tem uma variedade de pulseiras coloridas em seus pulsos. "Você está fazendo um de seus vídeos?" Seu queixo cai quando ela se aproxima os olhos fixos na minha bochecha inchada. "Será que você entrou em uma briga enquanto eu estive fora?" Eu deixo cair o telefone para meu colo e clico fora do gravador. "Não", eu minto. "Eu caí fora do balanço e bati o meu rosto no chão." "Você está bem?" Ela corre subindo os degraus. Eu concordo. "Sim eu estou bem." Quinton e Dylan estão conversando entre si em voz baixa, na parte inferior da escada, e Quinton parece que está ficando irritado. Dylan tem um capuz puxado sobre a cabeça, o que não faz qualquer sentido, uma vez que está avassaladoramente quente. Quinton tem uma camisa preta e um par de jeans desbotados. Sua mandíbula está


desalinhada e há um pouco de preto manchando a parte superior da maçã do rosto. "O que você está fazendo aqui?", pergunto quando ela para em frente ao balanço. "Eu pensei que você estava indo para o concerto." "Nós estamos, mas nós viemos aqui para buscá-la", diz ela cruzando os braços. Dylan dá alguns passos até a varanda e coloca um braço em volta dos ombros dela seu olhar focado em mim. "Whoa, o que aconteceu com seu rosto?" Ele desliza o capuz da cabeça e esfrega a mão sobre a cabeça careca. "Eu caí", eu respondo roboticamente, cobrindo meu rosto com a mão. Seu rosto se contorce quando ele observa o vergão inchado. "Você parece uma merda." "Obrigada," eu respondo secamente. Delilah bate o cotovelo no intestino dele. "Não seja um pau." Ele faz furos nela com o dedo, e Delilah se encolhe para trás com sua mandíbula apertada. "Então você está indo Nova?" Pergunta ele ainda franzindo o cenho para Delilah. "Indo para onde" Eu pergunto nervosamente me balançando. "Para o concerto." Ele desvia a sua atenção para o relógio, e Delilah libera uma respiração irregular. "Nós temos que ir comprar alguma merda de acampamento da loja, voltar para minha casa e obter a porra do carro de Tristan embalado e, em seguida, pegar a estrada em breve, se nós estamos indo para dar tempo de ouvir a banda de abertura." Quinton caminha para o lado deles e se inclina para trás contra uma das colunas


da varanda. Eu finjo que ele não está lá, olhando para mim com aqueles olhos cor de mel que eu estive me escondendo. Eu escorrego minhas sandálias de volta e deixo meus pés arrastarem contra o chão quando eu balanço para trás e para frente. "Eu já disse a Delilah que eu mudei de ideia sobre ir." Eu não posso fazêlo. Eu não sou tão forte. É muito. Delilah balança a cabeça e acena um dedo para mim. "De jeito nenhum. Você disse que iria e você está indo. Eu não vou deixar você sentar aqui e lamentar toda a semana." Eu peneiro meus pensamentos, tentando focar nos números flutuantes na minha cabeça. Um, dois, três, quatro, tomo uma respiração profunda. "Minha mãe precisa de mim em casa este fim de semana," eu minto, franzindo o cenho para ela, porque eu sei o que ela está fazendo. Ela acha que, porque ela apareceu aqui com Quinton, ela pode me fazer ir. "Sua mãe partiu para suas férias." Ela eleva as sobrancelhas acusadoras. "Eu estava aqui esta manhã enquanto ela estava fazendo as malas, lembra?" "Você sabe, você é a única razão de porque eu vou." Quinton estica a perna do outro lado da varanda e cutuca meu pé com o seu. Seus olhos estão vermelhos, como eles quase sempre estão, e eu posso sentir o cheiro de maconha que flui de cima dele. "É muito fodido você não ir agora e me deixar pendurado." Ele me dá um sorriso e eu fico presa nele por um minuto, até que eu me lembro de tudo que aconteceu entre nós e como ele só saiu e começou a conversar com Nikki, esquecendo-se tudo no tempo que levou para eu recuperar o fôlego. "Tenho certeza que você vai viver," eu digo. "E eu tenho certeza que você vai encontrar alguém para lhe ajudar." Sua língua desliza para fora de


sua boca e ele lambe os lábios e, em seguida, pressiona-os juntos, olhando com remorso. "Não, eu não posso. E eu não... e eu não quero.” Delilah bate em meu braço provocando. "Vamos Nova, somente vá e se divirta." Ela pula para a porta e golpeia antes de abrir a tela. "Eu estou indo arrumar suas coisas acima, e então nós faremos uma parada na loja de artigos esportivos." Ela anda em minha casa e Dylan vai junto atrás dela, a porta fechando atrás deles. Levanto-me do balanço e marcho em direção à porta da frente, me preparando para lutar com ela sobre ir quando os dedos de Quinton envolvem meu braço e ele me puxa de volta para ele. "Ei... o que aconteceu? Eu não quis fazer nada disso.” Eu olho por cima do ombro para ele, a luz do sol ofuscante e refletindo em seus olhos. "Você não precisa se desculpar. Eu sei que não sou tão divertida para sair quanto Nikki é. E eu realmente sinto muito que eu chorei quando você me beijou..." Eu engulo em seco. "Isso não era realmente sobre você." "Então sobre o que era?", pergunta ele, parecendo genuinamente interessado. "O passado..." Meu olhar sem rumo vagueia para a casa do outro lado da rua. "E o fato de que tudo isso me apanhou." Suas sobrancelhas franzem e em seguida, ele balança a cabeça. "Eu não queria deixá-la na cama assim. Eu meio que acordei e fiquei em pânico, você sabe, porque você estava lá na minha cama." Eu não entendo o que ele está dizendo e pela maneira que ele continua a piscar, eu duvido que ele mesmo o faça. "Quinton... o que você quer de mim?" É uma pergunta estranha e um vislumbre do constrangimento que uma vez tive irradia de mim. "Sinto


muito", eu peço desculpas e viro para a porta. "Isso saiu mais estranho do que eu planejei." Ele me puxa de volta antes de eu ir longe demais, me gira em torno dele, e me dirige de volta contra a grade, até que a madeira está raspando na minha pele através do tecido da minha camisa. Ele varre o meu rosto mais e seus lábios mergulham para baixo com a visão de minha bochecha, então ele rapidamente arranca seu olhar para longe, como se doesse olhar para isso, ou para mim. Ele se inclina um pouco para me olhar nos olhos e a proximidade dele é avassaladora a ponto que eu realmente quero tocá-lo. "Eu sei que não a conheço muito bem e eu não sou tão bom com as pessoas, mas eu gostaria que a gente fosse amigos." Amigos. É isso que eu quero dele? Cruzo os braços atrás das costas, então eu irei manter as minhas mãos para mim. "Você quer que sejamos amigos? Sério?" Ele balança a cabeça, delicadamente colocando a mão no meu rosto ferido, com cuidado para não pressionar com força. "Sim, eu gosto de você Nova. Você é muito...” Ele busca em seu cérebro a palavra certa. "Divertida" ele termina, e os cantos de seus lábios tremem, mas ele luta contra o sorriso até ele passar. "O que você diz? você vai ser minha amiga Nova Reed?" Sinto como se eu fosse uma criança novamente e o rapaz do outro lado da rua está me perguntando se eu quero sair. Eu quero dizer que eu estou ficando em cima da minha cabeça. Que eu sou muito desequilibrada e confusa para estar perto dele, mas como ele continua a olhar para mim com seus olhos cor de mel, com listras vermelha e cheio de desespero, eu sinto minhas dúvidas derretendo e encontro-me acenando.


"Tudo bem" eu digo a ele. "Nós podemos ser amigos, se é isso que você quer." Ele faz uma pausa com um lampejo de miséria aparecendo em seus olhos, mas rapidamente desaparece. "Isso é o que eu quero." Um sorriso se expande em seus lábios, mas eu me pergunto o quão real ele é. Como posso saber? "Agora, você pode me fazer um grande favor?" "Um... certo. O que?" "Você pode, por favor, muito, por favor, ir para o show comigo? Eu não quero ficar sozinho com aqueles dois." Ele acena com a cabeça para porta da frente. "Você não estará sozinho, porém," eu digo. "Tristan não vai?" "Ele vai" diz ele com um sorriso provocante. "Mas seria estranho só nós dois." Reviro os olhos, fingindo estar irritada, mas a leveza em sua voz está trabalhando o seu caminho para o meu coração. "Eu acho que você roubou essa linha de mim, mas realmente não faz sentido quando você diz isso." Seu sorriso amplia e novamente, gostaria de saber o quanto dele é real. "Eu sei, mas ele trabalhou para você, então eu percebi que poderia trabalhar para mim." "Quinton, eu realmente não..." Eu começo, mas ele coloca a outra mão sobre meus lábios, silenciando-me. "Por favor, Nova... Eu não quero ficar sozinho." Sua pele é quente, e há súplica em seu tom que abafa o conflito dentro de mim. Estou apavorada até a morte por ir e seu pedido me perturbando tanto, mas a maneira


como ele diz que não quer ficar sozinho, com tanta angústia, mata temporariamente a ansiedade dentro de mim. "Ok, eu vou" eu digo, contando mentalmente o tempo que Landon e eu fomos para concertos, foram oito, enquanto eu me movo em direção ao futuro. Na verdade, estou realmente fazendo isso? Meu Deus. O que vai acontecer? Será que vou perder o controle? Vou desmoronar? Ele sorri, puxando as duas mãos para longe, e dando um passo para trás, colocando um pouco de espaço entre nós. "Agora você quer me dizer por que você tem uma marca de mão em seu rosto?" Selando meus lábios, eu balanço a cabeça, sabendo que eu não posso dizer que cai porque ele percebeu que era uma marca de mão. "Não" eu digo, esfregando o dedo ao longo da mancha de carvão vegetal em seu rosto, algo que eu costumava fazer com Landon o tempo todo. "Ok." Ele flexiona seus dedos ao seu lado e eu puxo a minha mão. "Você poderia, pelo menos, deixar-me colocar um pouco de gelo sobre isso?" Eu aceno, e ele me oferece a mão. Eu a pego, sabendo que eu estou escolhendo me colocar em uma corda bamba, e tudo o que posso fazer é cruzar os dedos que eu vá passar por isso e que há algo do outro lado.


Capítulo 11

QUINTON Eu sou a porra de uma pessoa terrível. Conheço-o há um ano e três meses agora. O outrora bom rapaz que queria ser um artista e começar uma família morreu no acidente e nunca voltou. Agora só o perdedor, maconheiro, indeciso Quinton. Eu costumava ser o tipo de cara que gostava de ajudar a todos, mesmo quando isso significava ajudar Lexi chorando sobre seu cão morto. Eu era o tipo de cara na escola que era amigo de praticamente todos. Ofereci-me para ensinar as crianças que tiveram mais dificuldade na escola, e todos os anos eu ajudava no abrigo durante o Natal e Ação de Graças, assim como minha mãe fazia, embora eu nunca conseguisse vê-la em ação. Acabei sabendo por ouvir histórias, nas raras ocasiões em que meu pai iria falar sobre ela, e vi algumas fotos. Eu acho que eu acreditava estupidamente que ser bom como ela me traria mais perto dela, mas a única vez que eu realmente tenho estado mais perto dela foi quando eu estava deitado no chão após o acidente com o peito sangrando enquanto meu coração voluntariamente parou de bater. Eu tinha feito as pazes com a morte, e agora eu fiz as pazes com a estrada escura que eu estou tropeçando para baixo. Mas há sempre alguns raros casos em que o bem e o mal coexistem, e às vezes eu não consigo descobrir se estou fazendo uma boa decisão ou uma ruim. Como quando eu perguntei a Nova se poderia ser minha amiga. Eu não tive nenhum amigo de verdade por um tempo muito longo e por um monte de boas razões. Mas mesmo que eu esteja fodido, por alguma razão maldita eu ainda acho que posso ajudá-la não parecer tão triste.


E quando o momento passa, e eu percebo que eu mal consigo me manter junto, muito menos posso ajuda alguém a lidar com seus próprios problemas, mas é tarde demais e eu já estou em uma loja de artigos esportivos fazendo compras com ela. Dylan e Dalilah saíram com um dos caixas para fazer um acordo e eu e Nova fomos obter tudo na lista. Estamos vagando ao redor, olhando para barracas e refrigeradores. "Cachorro quente em espetos" diz Nova quando pega os espetos. "Cachorro quente no espeto?" Eu questiono com uma elevação da minha sobrancelha quando eu levo o carrinho na esquina e leio o que está na lista. "Sim, você sabe." Ela faz esse movimento de esfaqueamento estranho com sua mão como se ela estivesse tentando reviver a cena do chuveiro em Psicose. "Essas coisas de metal que você usa para assar cachorrosquentes em fogueiras." Eu contenho um sorriso. Ela está sendo muito foda bonita para seu próprio bem. "Eu acho que eles são chamados apenas garfos de cachorro-quente." "Realmente?" Sua expressão torce com a decepção quando ela agarra seu telefone em sua mão. Ela está segurando a coisa desde que saímos da casa, como ela estivesse preocupada se ela o colocasse longe ela iria perdê-la ou algo assim. "Isso carece totalmente de criatividade." Eu lanço um saco de dormir no carrinho. "Sim eu gosto mais do seu nome para eles, é muito melhor." "Eu também acho" diz ela, indo para um dos corredores. Ela faz uma pausa inclina-se sobre meu ombro e lê a lista. Seu cabelo faz cócegas em minha bochecha, e o contato quase leva meu corpo à loucura. "Poxa,


concertos ao ar livre deve ser um grande negócio ou algo assim... há tanta coisa que temos de pegar." "Você nunca foi a um?" Eu paro o carro quando ela para na frente da seção de lanternas, examinando-as com as mãos nos quadris. Ela balança a cabeça, inclinando-se para longe de mim. "Não, vocês começaram a estourar essa cereja." Seu rosto instantaneamente fica vermelho, logo que ela diz. Milhões de comentários correm em volta da minha cabeça, mas eu decido deixá-la fora do seu constrangimento. "Bem, a lista diz que vamos precisar de sacos de dormir, barracas, lanternas, enchimento de espuma e uma caixa de almoço." Ainda olhando envergonhada, ela pega uma lanterna amarela da prateleira. "E quanto a fogueiras ao invés de lanternas? Elas são mais baratas." Eu dou de ombros e coloco a lista em meu bolso de trás. "Toda essa merda é para Dylan. Eu já tenho tudo isso." Ela faz uma cara de nojo e coloca a lanterna de volta na prateleira. "Então é melhor pegarmos tudo da lista”, diz ela com uma careta. "Não é uma fã dele, hein?" Pergunto, empurrando o carrinho para frente novamente. Ela da uma cara de desculpas. "Desculpe, eu não queria que isso saísse de forma tão rude. Ele só me faz desconfortável.” "A mim também." "Sério?" Eu concordo. "Sim, realmente." Isso parece fazê-la feliz, e seus passos ficam leves quando ela caminha para o próximo corredor. Ela tem uma maneira


engraçada de caminhar, como se ela estivesse tentando fazer com que todos os seus passos fossem o mesmo, eu não tenho certeza se ela está fazendo isso de propósito, mas ela continua passando por cima das rachaduras no piso. Eu pensei que eu cheirei uma pitada de maconha sob seu perfume quando estávamos em sua casa, e me pergunto se ela estava fumando ou algo assim. Talvez ela esteja alta, e é por isso que ela está agindo um pouco fora do padrão. Eu não tenho certeza, entretanto. Desde que ela não parece muito chapada. E eu não entendo por que ela estaria fumando. Não parecia como se ela fosse um especialista quando ela fumou na minha casa. "Nova, você está bem?" Pergunto quando ela continua a caminhar pelo corredor, olhando para os sinais acima de nossas cabeças. Há uma canção escolar realmente velha tocando nos alto-falantes da loja, e seus lábios estão se movendo com as letras. Ela espia por cima do ombro para mim, sua pele parece macia sob a luz, os olhos de um azul escuro, e seus lábios brilhantes com brilho labial. "Sim, por quê?" Olho para seus pés. "Porque parece que você está andando engraçado." Ela para de andar e olha para seus chinelos. Há essa cicatriz rugosa na parte superior do seu pé. "Sim, meus pés doem um pouco." Eu empurro o carrinho até ela. "Suba e eu vou lhe dar uma carona." "Sério?", diz ela olhando alarmada.


"Hum... sim." Eu estou realmente confuso. Ela olha para o carro e, em seguida, ela sobe, situando-se em torno das caixas e do saco de dormir. Ela parece desconfortável com os joelhos puxados para cima e seu queixo repousando sobre eles enquanto ela agarra seu telefone em sua mão. "Não bata, por favor,", ela diz. Suas palavras me esfaqueiam como um pedaço de metal, e meu coração pulsa debaixo da minha cicatriz, lembrando-me como cheguei aqui e quem eu sou e como de nenhuma maneira eu mereço estar aqui, neste mundo, nesta vida. Com ela.

NOVA Quando ele me diz para entrar no carrinho, eu seriamente achei que ia ter um ataque cardíaco. Porque eu estou andando ao redor, contando cada passo, certificando-me de passar por cima das rachaduras no chão, enquanto eu seguro o meu telefone como se fosse para salvar minha vida. Quando eu fui para o meu quarto para embalar, eu percebi quão mal a minha rotina ia ser alterada. Não só eu estaria cercada por minha loucura e desordem, mas a minha rotina matinal estaria arruinada. Claro que eu poderia contar os segundos que levava para o sol nascer, mas eu não poderia olhar para arquivo de Landon pelos os habituais cinco minutos, e a ideia de não ser capaz de fazer isso quase me levaram a loucura. Eu tentei levar meu computador, mas Delilah deu-me esta grande conferência sobre computadores não combinarem com concertos. Em pânico, eu tinha enviado o arquivo para o meu telefone, e agora eu não conseguia soltar o meu telefone com medo de que eu vá perder o arquivo


ou algo assim. E eu nunca fui a esta loja antes e eu não sei onde tudo está. Além disso, há estas cabeças de animais gigantes montadas na parede em filas caóticas, desigual e isso está me deixando ansiosa. Então ele me deixa fora da minha rotina ao caminhar com os passos controlados e eu quero fazer isso, mas ao mesmo tempo não quero. Eu acabo subindo no carrinho, agarrando meu telefone e pedindo-lhe para não o bater. Por alguma razão isso o torna tenso. Então, ele empurra o carrinho para frente, sem dizer nada, e eu posso dizer que ele está chateado e eu não quero que ele esteja. Meu pai costumava dizer que quando alguém está chateado e você não sabe por que, diga algo aleatório porque isso vai fazê-los sorrir. Eu nunca fiz isso com Landon, porque eu estava com muito medo que ele pensasse que eu era louca, e eu particularmente não gostava de aleatoriedade. Eu não sei se Quinton vai sorrir, mas vale a pena se isso significa fazer com que ele a sorria novamente. "Você sabia que os ursos estão raquíticos", eu digo e tento não rir quando ele fica boquiaberto. Eu aponto para um dos ursos na parede. "Você não pode dizer, porque apenas metade do corpo está lá em cima, mas é totalmente verdade." Ele olha para mim sem expressão e, em seguida, com a testa franzida, ele começa a rir. "Por favor, me diga por que você escolheu compartilhar esse fato pouco comigo." Eu dou de ombros. "Eu não tenho ideia, mas lhe fez sorrir." Balançando a cabeça, ele tenta ganhar o controle sobre o seu sorriso, mas, finalmente, ele desiste e sorrir, ele empurra o carrinho para frente. Nós começamos a falar sobre música enquanto carregamos o carrinho em torno de mim com todo o material na lista de Dylan. Quando chegamos à


área de tenda Quinton insiste que precisamos experimentar as que estão em exposição a fim de saber qual é o melhor para comprar. Então eu me levanto e finalmente coloco meu telefone em meu bolso para que eu possa balançar a perna por cima do carrinho. Ele pega a minha mão e me ajuda a ir para o chão com segurança. Em seguida, ainda de mãos dadas, nós rastejamos em uma das tendas menores e nos deitamos sobre as nossas costas. "O que você acha?" Pergunta ele, as nossas mãos entrelaçadas entre nós. "Será que é digna o suficiente para estourar minha cereja pela primeira vez?" Eu mordo meu lábio. Eu não podia acreditar quando isso saiu da minha boca, e eu estou culpando minha incapacidade atual para fazer coisas boas e frases coerentes antes de eu falar. "Talvez, mas eu pensei que esta era a tenda de Dylan." "E é." ele diz. "Eu estava apenas curioso." "Sobre que tipos de tendas eu gosto?" "Sobre as coisas que você gosta." Ele espera que eu diga o que eu gosto, mas eu não posso, porque eu realmente não sei mais o que eu gosto e o que eu quero. Saímos da tenda e começamos vagando ao redor da loja de novo, tentando decidir qual tenda levar, ainda de mãos dadas por nenhuma outra razão que não fosse conseguir encontrar uma razão para deixar ir. "Eu gosto da tenda roxa" eu digo quando estamos na seção onde as caixas de tendas estão empilhadas. Eu tenho a minha mão livre no meu bolso, lembrando-me que o meu telefone está lá, o vídeo está lá. Ele passa os dedos pelos cabelos castanhos os penteando usando a mão que está segurando a minha mão, então eu começo a sentir quão suave seu cabelo é.


"Sim, mas eu não tenho certeza se Dylan vai estar muito feliz por ter uma tenda roxa". "Sim, você está certo", eu digo. Ele inclina a cabeça para o lado enquanto ele estuda a seleção e, em seguida, fixa os olhos em mim. "Você sabe o que, ele vai ter que ficar com a tenda que pegarmos já que ele é o único que nos fez fazer suas compras para ele." Eu rio quando ele pega a tenda roxa e ela cai no carrinho. Ele sorri para o som do meu riso, e eu sorrio também, nos dirigimos até o caixa. De dedos juntos ainda, usamos nossas mãos livres para transportar as sacolas. É extremamente difícil, manobrando em torno do carrinho juntos, mas eu estou achando divertido e é o tipo de diversão que torna difícil deixar sua mão ir. "Você sabe, devemos fazer disso um jogo", diz ele, colocando um saco de dormir para baixo. Eu tiro uma lanterna fora do carrinho. "Que jogo?" Ele olha para baixo em nossas mãos juntas. "Ver quanto tempo nós podemos fazer isso." Eu me sinto um pouco culpada que ainda estamos segurando um ao outro, mas é confortável, familiar e confortável, e eu não quero parar. "O que o vencedor ganha?" "Bem, tecnicamente ambos seríamos vencedores, uma vez que ambos deixaríamos ir, ao mesmo tempo." "Bom ponto." Sorrindo para si mesmo, ele retorna a empilhar as coisas e eu também. Mas quanto mais tempo nossas mãos ficam juntas, mais suada a minha mão fica, e, finalmente, a sensação reconfortante deixa meu corpo e eu me afasto, notando que foi a minha mão que deixou a sua em primeiro lugar.


Capítulo 12 28 de julho de dia 70 de ruptura de verão

QUINTON

Nova e eu terminamos na loja, mantendo nossas mãos para nós mesmos, tendo conversas leves que de modo algum me dá alguma ideia de quem ela realmente é por dentro. Às vezes, ela parece feliz por estar comigo e às vezes triste, e no momento em que chegamos ao parque de trailers parece que ela vai chorar. Ela vagueia no quarto de Dylan com Delilah, e eu tenho uma suspeita de que elas estão ficando altas. Parte de mim quer ir para lá e impedi-la, mas a parte de mim que é o drogado, sabe que eu seria um maldito hipócrita se eu desse sermão por fazer algo que eu faço todos os dias, por isso, em vez disso, fico do lado de fora carregando o carro. Eventualmente Nova e Delilah vão para fora e começam a cozinhar cachorros quentes sobre uma churrasqueira enferrujada na varanda. Todos nós comemos e em seguida nos preparamos para pegar a estrada. Nós saímos mais tarde do que o planejado. É pouco depois da meia-noite quando nós acabamos de carregar o Cadillac de Tristan, com nossas malas, barracas, sacos de dormir, e todas as outras merdas que eu e Nova pegamos na loja. As estrelas estão lá fora, mas está um pouco nublado, então eles se parecem com pontos distantes escondidos por um véu fino. Eu as esboço porque é um daqueles momentos raros que devem ser gravados, mas estou esmagado entre a porta e Nova, que está à procura através de vídeos em seu telefone.


Tristan está dirigindo, e Dylan fez Delilah sentar-se no banco de trás, embora ela dissesse que a fazia passar mal. Ele disse a ela que ele não dava à mínima, e eu realmente não acho que ele faz. Ele quer sentar na frente onde é mais espaçoso e ele pode descansar se esticando e dormir um pouco. Nova escolhe se sentar perto de mim, e eu amo e odeio que ela faça isso. E isso realmente me faz querer ficar alto, mas eu não vou fumar no carro. Eu nunca iria colocar suas vidas em risco por fumar no carro e fazer com que todos fumem, incluindo o condutor. "Está fedendo a meias sujas aqui" comenta Nova, enrugando o nariz enquanto percorre os videoclipes gravados no seu telefone. Delilah ri ao lado dela. "É provavelmente os pés de Dylan. Eles cheiram mal.”. "Cale a boca," Dylan queixa-se do banco da frente, chutando suas botas para cima do painel. "Eu ainda tenho meus sapatos." Os olhos de Nova se elevam de seu telefone e se voltam para mim. "É você?" Eu balanço minha cabeça, segurando um sorriso. "Eu ainda tenho meus sapatos, também." "Mas você sempre tem seus laços desfeitos." Ela diz isso mais como uma pergunta do que uma declaração. Seus dedos se enrolam firmemente em torno de seu telefone e ela abraça-o contra o peito. "Porque isso faz com que seja mais fácil eu os tirar" eu digo, tentando não cavar muito profundamente no fato de que ela tenha percebido este pequeno detalhe sobre mim. "E mais fácil de colocar." "Oh." Ela olha para trás em seu telefone, mas não faz nada, mas apenas olha para a tela preta.


"São os meus pés" Tristan admite descaradamente quando ele vira o carro para a estrada deserta. "Mas se estou preso dirigindo, todos vocês apenas vão ter que lidar com isso, porque eu vou ficar confortável." "Ninguém fez você dirigir" Dylan disse, abrindo a janela para que ele possa fumar. "Você acabou de fazer." "Porque ninguém ofereceu", ele retruca, acendendo os faróis altos. A estrada em frente de nós se ilumina, cada torção e volta, e cada árvore. Não há ninguém na estrada, e isso me deixa apreensivo. Não é como se eu não estivesse em um carro desde o acidente, mas eu também estou geralmente alto sempre que eu entro em um veículo. Eu não tive tempo para acender um antes de partimos, e não há nenhuma maneira que eu esteja fumando-o no carro quando tenho outras pessoas ao redor. Estar sóbrio em um carro dolorosamente me obriga a pensar sobre o acidente e como em um piscar de olhos tudo o que poderia ter sido foi embora. Nova solta um suspiro exausto quando ela deixa cair o seu telefone no assento entre Delilah e ela. "Devemos jogar um jogo", diz ela. "Como girar a garrafa" Tristan sugere, sorrindo para ela no espelho retrovisor. Ela franze a testa quando ela inclina a cabeça para baixo, pedaços de seu cabelo cobrindo seu rosto. "Não, algo como eu vejo... ou algo assim." "Esse é o jogo mais estúpido de sempre" Dylan se encaixa no banco da frente. Sua cabeça bate de volta contra o encosto e sua mão repousa


sobre o parapeito da janela para que as cinzas do cigarro possam sair livremente. Ele tem estado muito mal-humorado ultimamente, bem mais sombrio do que o normal, o que significa que ele provavelmente está usando algo muito mais áspero e forte. Delilah desata o cinto de segurança, e isso faz meu estomago dar cambalhotas quando ela desliza para frente no banco para massagear a parte de trás do pescoço de Dylan. "Relaxa baby" diz ela, movendo os dedos em círculos ao longo de seu pescoço. "Tente dormir um pouco." Dylan murmura algo quando ele da uma tragada em seu cigarro. "Isso é besteira." Eu mudo a minha atenção deles para Nova, porque olhando para ela faz meu coração acalmar um pouco, especialmente porque ela tem o seu cinto de segurança. Isso me dá uma sensação de paz, embora eu não tenha o meu próprio. "Como está o seu rosto?" Eu pergunto a ela, observando seu rosto inflamado. Ela faz beicinho para fora com o lábio inferior enquanto ela cobre o rosto com a mão. "Eu acho que vai ficar machucado, mesmo depois de colocar gelo sobre ele." "O gelo foi para o inchaço." Eu resisto ao impulso de colocar uma mão em seu rosto, porque eu preciso parar de tocá-la tanto. "E provavelmente você vai ter uma contusão, mas vai desaparecer eventualmente." "Eu sei" ela responde, desanimada. "Mas dói e eu preciso de uma distração. É por isso que eu queria jogar. Bem, isso era o que meu pai e eu costumávamos jogar o tempo todo quando nós íamos a viagens de carro." Ela suga o lábio entre os dentes, parecendo mais triste do que alguém cujo cão acabou de morrer. "Desculpe, isso provavelmente me faz soar como uma criança, não é?"


"Não, isso faz você soar como alguém que perdeu o pai." Eu olho para fora da janela para as altas árvores e cercas que se alinham na estrada, pensando no meu pai de volta em casa, sozinho, vivendo em uma casa repleta de memórias da minha mãe. "Eu vejo algo verde" eu digo. Eu espero Nova dizer alguma coisa, mas quando ela não faz, eu viro a cabeça em direção a ela. "O que? Agora você não quer jogar?" Sua expressão é ilegível. "Não, eu só não acho que alguém iria querer jogar um jogo comigo." Eu dou de ombros. "O que posso dizer? Eu acho que eu sou um otário para aqueles seus olhos tristes de cachorro..." Assim que digo isso me arrependo e queria não ter falado. Não é uma coisa que um amigo iria dizer. É um flerte, um do tipo eu-vou-tentar-foder-você. E eu não deveria estar flertando com ela ou pensando em transar com ela. Além disso, Tristan está no carro e a última coisa que eu quero fazer é irritá-lo, especialmente depois do quão bom ele tem sido para mim, considerando todas as coisas. Pelo olhar no rosto de Nova, eu acho que ela sabe que eu estou flertando com ela, e eu mordo minha língua, me perguntando o que diabo está acontecendo para sair essas coisas da minha boca. "A grama", ela adivinha deixando-me fora do gancho. Eu franzo a testa, decepcionado com a resposta dela. "Esse é seriamente o seu palpite?" "O quê". Ela bate suas pestanas inocentemente para mim. "É verde." "Nova."

Eu

descontente

balanço com

minha

sua

cabeça,

resposta.

alarmantemente decepcionante."

fingindo

"Sua

falta

estar de

severamente criatividade

é


"Bem, nem todos nós somos artistas" ela retruca. "Mas se você acha que é tão criativo, então vamos ver o quão bom você é." Ela bate seu dedo em seu queixo enquanto ela olha em volta para a floresta de cada lado da estrada. "Eu vejo algo... verde." Ela sorri para mim, divertindo a si mesma, o que faz dela, no momento, absolutamente a pessoa mais maravilhosa que alguma vez existiu, pelo menos no meu livro. "Você acabou de me copiar?" Eu questiono elevando minha testa. Ela exageradamente pressiona a mão ao coração. "De jeito nenhum. Como eu poderia quando eu nem sei qual era a resposta?” "Sim... eu acho..." Concentro-me nela, fingindo que eu estou tentando ler seus pensamentos, e isso faz com que ela se contorça. Mantendo uma expressão imparcial, eu dou-lhe uma resposta que ela nunca vai esperar. "Seus olhos." Ela aponta o dedo para mim, sorrindo. "Meus olhos são azuis." Mesmo que minha mente resista eu levanto minha mão e toco meus dedos em sua testa. "Na verdade, eles são azuis com pequenas manchas de verde neles. É uma das primeiras coisas que eu observei sobre você.” Ela aperta os lábios com tanta força que a pele em torno deles fica roxo. "Você fez?" Eu aceno, a minha culpa me consumindo, e eu quero retirar tudo o que eu já disse para ela. Mas como eu sei demasiado bem, você não pode simplesmente pegar as coisas de volta. As decisões que tomamos a partir do momento em que a tomamos irão ficar conosco para sempre. Como quando decidi tomar a responsabilidade de ser o motorista para a noite,


o que pode não parecer grande coisa, mas no meu caso, alterou drasticamente a minha vida para sempre. "Oh inferno!" Delilah declara, ainda massageando o pescoço de Dylan. "Vocês dois são porra adorável." A cor drena do rosto de Nova e ela gira no assento, olhando para longe de mim, e caindo para trás no assento. Se eu não soubesse sobre seu passado, eu questionaria por que ela fez isso, mas agora que eu sei, eu entendo, pelo menos até certo ponto. Virome na minha cadeira, cruzando os braços sobre o peito, e o carro continua tranquilamente. Nova começa a mexer com as pulseiras em seu pulso, que ela usa para cobrir a cicatriz. Eu abaixo minhas mãos para o meu colo e bato meus dedos no meu joelho, lembrando como me senti depois do funeral de Lexi, mesmo que eu nunca tenha feito isso. Mas a ideia de que ela se foi, enterrada no chão, me fez sentir impotente, e eu tinha a intensa necessidade de desligar tudo. Foi assim que Nova se sentiu depois que seu namorado morreu? Mesmo sem saber o que estou fazendo, eu deslizo minha mão sobre o banco e para o colo de Nova. Ela recua com o contato inicial e eu quase esperava que ela se afastasse. Mas ela permanece imóvel e eu envolvo meus dedos em torno de seu pulso, pressionando-os contra a linha pequena, acidentada em sua pele, logo abaixo das pulseiras. Ela repousa a cabeça para trás contra o assento, seu ritmo cardíaco acelerado, antes de retornar a um ritmo constante e consistente. A sensação me acalma, porque me lembra que há vida no mundo, e que os corações se mantem batendo mesmo depois de quebrarem.

NOVA “Eu não posso acreditar que você me comprou estes" eu digo, olhando incrédula a bateria rosa na minha frente. Landon e eu estamos


na minha garagem, e a porta está fechada para bloquear o ar gelado, neve, e o mundo exterior. É meu aniversário e eu vim aqui com ele, pensando que ele ia me levar a algum lugar, mas em vez disso, ele me deu esses maravilhosos, tambores femininos. "Você gosta deles?" Pergunta ele, com os braços cruzados sobre o peito. Ele parece realmente preocupado, como se eu pudesse realmente odiar ficar com os tambores cor de rosa. Eu abro meus braços para o lado. "Claro. Eles são tambores cor de rosa”. Um sorriso fugaz aparece completamente, e por um segundo o marrom em seus olhos quase parece ouro. "Bom, porque eu estava preocupado que você não gostasse." Eu pressiono minhas mãos, circulando em torno dos tambores, saltando de excitação. "Por quê? Você sabe que eu sempre quis o meu próprio conjunto. É tão chato ficar usando o da escola, especialmente porque todos os caras pensam que é instrumento de um cara e que eu não deveria estar tocando com eles." "Eles só estão com ciúmes." Ele cai em uma cadeira de acampamento. Seu cabelo está úmido de andar até a minha casa durante a tempestade de neve, e as bochechas estão um pouco coradas do frio. Ele tem uma jaqueta com capuz preto com as mangas arregaçadas, e há um anel de água escura em torno do fundo da calça jeans. "Vá em frente, Nova Reed, me mostre o que você tem." Sento-me no banco e pego as baquetas. "Mas você já sabe o que eu tenho. Você me ouviu tocar milhares de vezes”.


"Sim, para uma sala lotada." Ele relaxa de volta na cadeira. "Mas eu quero que você toque apenas para mim." O ar me falha por um momento. "O que você quer que eu toque?" Ele dá de ombros. "O que você quiser. Faça isso significar alguma coisa, no entanto." Eu odeio quando ele diz, porque ele é o tipo de pessoa que está sempre olhando mais profundamente as coisas que uma pessoa normal, como eu. Eu procuro em meu cérebro pela a canção perfeita, mas cada uma tem uma falha, ou é muito rápida ou muito lenta, ou eu não posso toca-la tão bem quanto eu quero ainda. Finalmente eu decido apenas tocar uma de minha própria autoria, que não tenho sido capaz de tirar da minha cabeça desde o primeiro dia em que me beijou. "Ok, eu tenho uma, mas você tem que prometer que não vai rir de mim." "Por que eu iria rir?" "Porque eu a fiz" eu digo. "E provavelmente não é muito boa." "Eu tenho certeza que ela é" ele me assegura. "Além disso, eu nunca iria rir de você." Ele não está mais de brincadeira, e eu o amo muito por isso. Eu quero dizer a ele ali mesmo que eu o amo, embora eu tenha o conhecido durante algum tempo, mas, como sempre, eu me acovardo. Suspirando para mim mesma, eu elevo as baquetas acima da minha cabeça, fingindo que eu vou batê-las e fazer um monte de barulho, mas quando eu vou para a bateria, eu bato de forma macia, mas com significado e propósito. Eu começo a tocar a música, ficando cada vez mais perdida nela quanto mais eu toco. Em um momento eu fecho os olhos e deixo minhas mãos liderarem o caminho, sem perder uma batida, sendo arrastada para outro mundo, enquanto eu penso em letras em minha cabeça e as sussurro sob a minha respiração. Se eu não soubesse melhor, eu juraria que eu tinha morrido durante um momento e deixado


meu corpo pacificamente. Mas, em seguida, a música termina, e o momento de paz flutua para longe e é substituído pelo nervosismo. Abro os olhos e percebo que a cadeira de acampamento está vazia. Eu olho para a esquerda e, em seguida, direita, entrando em pânico quando eu não o vejo em qualquer lugar. "Eu estava tão ruim assim?" Eu me pergunto em voz alta, franzindo a testa para as baquetas em minha mão. "Não, foi perfeito." O som de sua voz por cima do meu ombro me faz saltar. Eu giro na cadeira, deixando cair às baquetas, e pressionando minha mão sobre o coração disparado. "Merda, você me assustou." Ele não ri de mim, nem sorri. Ele simplesmente me estuda com um olhar perplexo, um pouco espantado. "Isso foi lindo", ele diz conclusivamente e traça os dedos pela minha bochecha. "Feliz aniversário, Nova", ele sussurra. Minhas pálpebras vibram fechadas enquanto sua mão viaja para baixo do meu queixo, o pescoço, a gola da minha camisa. Ele puxa para baixo um pouco e desliza os dedos dentro do meu sutiã quando ele me coloca de volta contra os tambores. Minha cabeça bate contra o prato, mas eu estou muito consumida por seu polegar passando por meu mamilo para me preocupar com o zumbido nos meus ouvidos. Ele move a boca para a minha. "Nova... eu..." Ele se esforça para dizer algo e eu forço minhas pálpebras abertas, apesar do protesto do meu corpo. Nossos olhares travam, e por um segundo eu acho que ele vai terminar comigo, porque ele parece aterrorizado e conflituoso e completamente dilacerado por dentro. "Eu te amo", ele sussurra. Deus eu queria que o tempo parasse. "Eu também te amo", eu digo com hesitação zero. Ele começa a sorrir, mas rapidamente desaparece, e, em seguida, seus lábios se conectam


com o meu. Ele me beija, acaricia meu corpo, bebe-me até que minha cabeça se torna tão nebulosa que eu mal consigo lembrar meu nome. É o aniversário perfeito. “Um que eu sei que vou recordar para sempre, porque o cara que eu quero estar para sempre finalmente disse que me ama.” Quando abro os olhos, o carro parou de se mover, e eu estou no banco de trás com um pedaço de papel na minha testa. Piscando fora a desorientação, eu sento e pego a nota da minha cabeça.

Cara Dorminhoca, Uma vez que você acordar sua bunda preguiçosa, venha nos encontrar na área das tendas. Delilah

Balançando a cabeça, eu dobro a nota e a coloco no meu bolso. O carro está estacionado na periferia de um campo de terra batida que está repleto de pessoas, reunidas em direção a um enorme palco configurado perto da linha da floresta. Há baterias e amplificadores e qualquer outro instrumento musical que meu coração secretamente deseja tocar, juntamente com luzes amarradas ao longo da frente. O sol é intoxicante e quente e isso faz com que os assentos de couro esquentem minhas costas e pernas os deixando pegajoso. Não há mais ninguém dentro do carro comigo e as portas estão trancadas. Já existem tantas coisas erradas em eu estar aqui, como à visão dos tambores no palco, o fato de que eu perdi a hora que o sol apareceu, e o fato de que eu estou acordando no banco de trás de um carro que eu andei uma única vez.


Muitas coisas estranhas fazem meu coração já acelerado, bater contra o meu peito com enervantes batidas, e eu começo a respirar mais fundo para eu evitar hiperventilar. Eu não sei o que vai acontecer em seguida, se eu vou perder o controle, pensar demais em Landon me faz ficar em pânico e podendo fazer algo irracional. Só há uma coisa que talvez possa me levar de volta aos trilhos. Eu tiro meu celular e abro o arquivo, ao vêlo ligeiramente acalma o meu ritmo cardíaco e, gradualmente, minha respiração volta ao normal. Quanto mais eu olho para ele, mais em paz eu fico, e novamente eu tenho o desejo de abri-lo, a minha mente sussurrando para mim que se eu fizer eu posso vê-lo novamente. Obter um entendimento. Eu não o faço, no entanto, e uma vez que os cinco minutos se passaram eu desligo o meu telefone, pois a bateria está quase acabando. Indo para a borda do assento, eu guardo o telefone em meu bolso, abro a trava do carro e saio do carro. Eu estico as pernas e depois puxo o elástico do meu cabelo, penteando com os dedos através dos emaranhados, eu começo a caminhada através do campo. A atmosfera é animada e cheia de emoção, e eu começo a contar os meus passos quando eu viro para o lado e faço o meu caminho em torno de grupos de pessoas fumando cigarros e bebendo cerveja. Eu não tenho nenhuma ideia de onde fica a área onde a barraca está ou se há mesmo uma coisa como uma área de barracas. Quarenta e oito... Quarenta e nove... Cinquenta... Minha cabeça está doendo. O ar é picante, pegajoso e cheira a suor, cigarros e maconha. Faço uma pausa em um pequeno espaço no meio da multidão, girando em círculos, tentando me orientar. Cinquenta e sete... Cinquenta e oito... Cinquenta e nove... Meu coração palpita, e coloco minha mão na minha testa, tentando detectar algo familiar. A atmosfera já está começando a ser demais, e eu saí do carro por um total de três minutos. Isso é exatamente o que eu temia. Eu sabia que eu ia ficar assim, ser subjugada pela multidão de


pessoas e o fato que eu não tenho nenhuma ideia do que está prestes a acontecer no próximo segundo. Minha mente começa a correr e correr em várias direções, os pensamentos em Landon e eu em concertos, ouvir música, cantar, beijar... "Hey." O som da voz de Quinton enrola em torno de mim e coloca um fim a minha insana contagem mental. É a coisa mais incrível que já experimentei, e eu quero me agarrar a ele com tudo o que tenho em mim. Quando as mãos passam em meus quadris, meu corpo se acalma ainda mais e uma quietude estranha cai em mim, que eu só fui capaz de obter através da maconha. Minha mão cai da minha cabeça enquanto eu me viro e ângulo meu pescoço para olhar para ele. Há anéis vermelhos ao redor dos seus olhos, não de estar drogado, mas de exaustão, e alguns fios de seu cabelo castanho estão saindo do lado da cabeça. Ele tem uma cerveja meio-terminada em sua mão, e um maço de cigarros esta saindo do bolso da frente de sua camiseta. "Você parece cansado" Eu digo sobre as vozes das pessoas ao nosso redor. "Eu estou fodidamente esgotado" ele admite inclinando-se em direção ao meu ouvido. Seu hálito cheira a cerveja. Ele enfia uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. "Eu não gosto de passeios de carro... E eu não posso dormir quando eu estou em um carro." Eu coloco meus lábios ao lado de sua orelha, tentando não respirar o cheiro dele, mas é impossível. "Você deveria ir tirar uma soneca ou algo assim, então." Balançando a cabeça, ele recua e gira em torno de nós. "E perder toda essa diversão?" Eu franzo a testa para a multidão enquanto eu refaço o meu cabelo em


um rabo de cavalo seguro, deixando alguns fios soltos para emoldurar o rosto. Eu alcanço o brilho de cereja que eu carrego no meu bolso de trás. "É realmente barulhento," eu comento e movo o bastão de brilho sobre meus lábios. Ele me observa através de olhos encapuzados, mas eu vou culpar o sol. "É um concerto, Nova." Sua língua desliza para fora de sua boca para molhar os lábios, e então ele inclina a cabeça para trás e toma um gole da cerveja, os músculos do pescoço se movendo quando ele engole. "É suposto estar cheio de barulho e caos." Eu coloco o brilho de volta no bolso e envolvo meus braços em volta de mim, dobrando os cotovelos e observo um grupo de rapazes a pé. "Então quando é que a música começar? Porque eu acho que uma vez que começar eu não vou ser capaz de lidar com isso melhor." "Isso não faz qualquer sentido. A música é mais ruidosa" Ele arranha sua testa. Observando seus dedos se moverem me lembra de como ele tocou minha cicatriz, ou meu pulso no carro. Eu ainda não descobri o que ele tocava e eu não tenho certeza qual é o melhor. Ou ele estava tocando a cicatriz que diz claramente quão longe eu fui naquele dia no chão do banheiro ou ele estava sentindo meu pulso, o que parece íntimo e, mesmo que eu odeie admitir isso, é lindo, porque, sério, quem faz isso? Quem sente a pulsação do coração de outra pessoa como se ela fosse importante? "A música está chegando até mim, especialmente as canções que eu conheço," eu digo a ele, de pé na ponta dos pés e me inclino em direção a ele, então eu não tenho que gritar sobre a agitação da multidão. "E isso vai me contentar." Talvez. Enquanto eu não puder conectar a música a Landon.

Os

vincos

da

testa

aumentam

como

se

ele

estivesse


profundamente concentrado em alguma coisa, mas tudo o que ele diz é: "Vamos lá." Então ele balança o braço em volta do meu ombro e me aproxima enquanto ele atravessa a multidão, me guiando com ele. Eu envolvo meus braços em torno de sua barriga com espirais de fumaça em torno de nós. "Ah, e por falar nisso", diz ele, voltando-nos para o lado para desviar de dois caminhões estacionados em conjunto. "Dylan está super puto sobre a tenda roxa." Ele sorri, satisfeito. Eu sorrio muito, combinando meus passos ao dele, e em algum lugar ao longo do caminho eu perco o controle de quantos eu tenho dado. Eu não percebi até nós chegarmos à área de barracas, que é basicamente um conjunto de tendas montadas em lugares aleatórios que têm cadeiras e coolers perto deles, totalmente desorganizado e um completo pesadelo para mim. Eu o seguro mais apertado, respirando o cheiro dele quando nós saímos para o mar de tendas, de repente ciente de como limpar a minha cabeça e quanto eu não quero deixá-lo ir. Eu não tenho certeza do que fazer com essa revelação. Correr? Abraçá-lo? Chorar? Eu ainda estou agarrando Quinton quando Delilah e Dylan saem de sua tenda roxa para duas pessoas. Outra tenda ligeiramente maior está ao lado, e Tristan está trabalhando para obter as conexões corretamente para a barraca ficar em pé. Os três nos notam simultaneamente, todos eles parecem que querem fazer uma observação sobre nós estarmos abraçados. A de Delilah será provavelmente petulante, a de Dylan bruta e Tristan, pelo olhar em seu rosto, pode tirar algo implacável. Mas de alguma forma, eles conseguem se controlar. Eu penso sobre me afastar de Quinton, mas eu não consigo colocar meus pés para cooperar. "Então, quem está a fim de um pouco de negócio?" Dylan pergunta, deslizando sua jaqueta xadrez fora. Ele a enrola e a atira para dentro da


tenda, enquanto Delilah vai até um refrigerador vermelho que está entre as duas tendas. "Eu pensei que nós estávamos indo para manter isto estritamente divertido", Tristan diz apertando os olhos enquanto ele enfia um cabo através do tecido da tenda. "Não era esse o acordo?" Delilah volta até Dylan e entrega uma cerveja para ele. "Sim, você disse que isso era apenas diversão." "Eu disse que poderia ser divertido para você." Ele aperta sua bunda e desenrosca a tampa da garrafa. "Tenho que trabalhar." Eu não sou ingênua o suficiente para não saber que tipo de trabalho eles estão fazendo essa é a mesma coisa que eu sabia que estavam fazendo na parte de trás da loja de artigos esportivos, embora ninguém me disse nada. Faz-me muito consciente do ambiente em que estou, mas eu não pareço me importar. Eu normalmente me preocupo com as coisas o tempo todo, então eu acabo perdendo a coisa que me preocupava mais, e parecia que tudo significava nada ou era insignificante. Meu rosto é pressionado contra o peito de Quinton, e seu coração está golpeando rapidamente dentro do seu peito, como se ele estivesse desconfortável também. "Eu acho que estou indo só relaxar" diz ele, movendo-se da cadeira e indo em direção ao refrigerador com seu braço ainda em torno de mim. Eu embaralho os meus pés com os seus. "Tem sido uma porra de longa viagem." "Foram quatro horas apenas", Tristan faz caretas, curvando-se em direção ao chão. Ele tirou sua camisa. Seu peito brilha com o suor, e seus jeans pendura baixo em seus quadris. "Além disso, tudo o que você imbecil tinha que fazer era sentar-se no banco de trás." A voz dele cai para um murmúrio enquanto ele esfaqueia o chão. "Mas, novamente,


sabemos o quão grande ele é quando colocado atrás do volante." Eu sinto a onda de pânico através do corpo de Quinton, e cada um de seus músculos apertam e ele rapidamente empurra o braço para longe de mim. Não há palavras proferidas, não há olhares trocados. Ele só se apressa para sair, sua expressão em branco, e segundos depois ele desaparece na multidão. Eu fico chocada com a boca aberta e o impulso de correr atrás dele, querendo saber para onde ele está correndo. Eu deveria ir atrás dele. Não deixá-lo ir. Mas mais uma vez, eu só fico ali, sem fazer nada. Viro-me para Tristan e sem pensar duas vezes pergunto: "Por que você disse isso?" Tristan evita fazer contato visual comigo, mantendo a cabeça baixa. "Se você quer saber, vá atrás de Quinton. Vocês dois parecem estar se dando tão bem." Olho para ele, incrédula, tentando descobrir o que diabos está acontecendo. Por que Tristan fez um comentário como esse? Esteve Quinton em um acidente ou algo assim? Delilah passa ao meu lado e engancha seu braço no meu, empurrando meu braço e me puxando para longe da minha troca de palavras com Tristan. Ela tem um top branco e o fundo está dobrado para que seu estômago esteja à mostra. Seus shorts são rasgados na frente, e seu cabelo castanho está em um coque bagunçado em cima de sua cabeça. "Vou andar com Nova e eu vou tentar arrumar algumas garrafas de água com alguém, desde que vocês dois idiotas pensaram que não era necessário trazer qualquer uma", diz ela. Dylan senta-se sobre o cooler e cruza as pernas na frente dele enquanto ele bebe sua cerveja. "Isso é para o que a cerveja serve." "E é isso que provoca desidratação" Delilah diz e se despede com um aceno de cabeça. "Idiotas do caralho", ela murmura, me puxando com ela


enquanto ela pisa em direção à multidão. Mas eu não quero ir com ela. Eu quero ir encontrar Quinton e descobrir o que está errado. Isso é o que eu quero, necessito fazer, como eu não fiz várias vezes com Landon. Meus pensamentos estão correndo um milhão de milhas por minuto enquanto nos aproximamos da beira onde a multidão engrossa, e eu estou indo em direção a ter um ataque de pânico. Porque eu não posso ver Quinton em qualquer lugar. Eu não consigo ver nada no momento, e isso está assustando a merda fora de mim. Eu deslizo meu braço fora de Delilah eu não o quero depois de Quinton. "Eu vou pegar com você mais tarde", eu digo acenando. "Hey, onde diabos você está indo?" O som da voz de Delilah bate em minhas costas e eu corro antes de minha mente decidir voltar atrás. Eu empurro as pessoas para fora do meu caminho quando eu me apresso entre a multidão, sabendo que a probabilidade de encontrar Quinton é muito baixa. Mas eu tenho que tentar, caso contrário, eu poderia acabar lamentando. Para sempre.

QUINTON Eu me perco no meio da multidão, minha mente correndo um milhão de milhas por minuto enquanto eu dolorosamente me lembro de quem eu sou e o que eu fiz. Eu preciso sair daqui, longe de Nova. Longe de todos. Eu não mereço nada disso. Eu não mereço nada. Por um momento está tudo bem, e depois de algumas palavras honestas murmuradas e de repente eu me lembro de quem eu sou. Tristan tinha todo o direito de dizer o que ele disse. Eu matei sua irmã, é minha culpa que ele não pode


mais vê-la. É tudo culpa minha. Mas isso me irrita um pouco que ele disse isso só porque eu tinha meu braço em torno de Nova. Ele tem uma coisa por ela, e eu sei que eu deveria dar um passo para trás e deixá-lo tentar algo com ela, ela estará melhor com ele de qualquer maneira. Honestamente, ela estaria melhor com a versão antiga de mim, aquele que estava indo para a faculdade, abrindo o seu próprio estúdio de arte, e pintar e tirar fotos, e começar uma família, eventualmente. Era um plano chato, mas era o que eu queria, mas tudo foi apagado naquele dia e agora estou aqui, vagando em torno do mundo, sem qualquer direção, esperando para chegar a um fim novamente. Eu passo a multidão pelo o que parece uma eternidade, absorto em meus pensamentos, a ponto de chorar com os últimos golpes no meu interior e me faz sentir como se eu estivesse sangrando, assim como eu fiz ao lado da estrada após o acidente. Se ele tivesse sido um pouco mais fundo, se a ambulância tivesse ido um pouco mais lenta, então talvez eles não tivessem sido capazes de me reviver. Então eu não teria que estar aqui neste mundo, vivendo uma vida de merda que eu não quero. Eu teria ficado em a paz naquela noite ao lado de Lexi, mas, em seguida, a minha paz foi tirada de mim quando me trouxeram de volta à vida. E agora eu estou vivendo com a culpa de suas mortes apodrecendo em mim, como se eu estivesse enterrado no chão com eles, mas eu não estou. Porém talvez seja isso o que eu mereço. Enquanto as lágrimas começam a derramar, eu tomo uma profunda tragada do cigarro que tem um floco de maconha na ponta, tentando parar de chorar. É uma maneira discreta de fumar na frente das pessoas, embora eu tenha certeza que ninguém por aqui dá a mínima para quem está fumando o que. Então eu me deparo com Delilah e Dylan, e Delilah me mastiga dizendo que eu preciso ter cuidado em torno Nova, porque ela é quebrável.


"Não a machuque" diz ela, empurrando um dedo no meu peito tão duro que dói. "Quero dizer isso. Ela passou por muita coisa, você sabe. Quero dizer seu namorado se matou pelo amor de Cristo”. Seus olhos estão esbugalhados, e estou bastante certo de que ela poderia estar fora de sua mente. Eu não vi isso realmente ir com ela, mas houve algumas vezes em que eu observei Dylan quase tão alto como alguém pode ir e, em seguida, de repente, ele está no fundo, furioso com o mundo. Na verdade, eu conheci um cara uma vez que teve muita meth9 e isso era muito bonito por ele estar alto o tempo todo. Mas ele também vivia em um galpão no quintal de seus pais e ele não tinha emprego e estava sem dentes, e ele gostava de falar muito sobre conspirações. Eu não entendo por que uma menina como Delilah iria fazê-lo. Ela é linda e parece levemente inteligente. O que ela está escondendo? Ou é apenas a influência de Dylan? Mas eu não pergunto e não digo a ela o que ela precisa ouvir. "Eu vou cuidar dela. Eu prometo." Promessas. Promessa. Prometa-me. Lágrimas se formam em meus olhos novamente. Eu estou fazendo promessas sobre Nova e quebrando minha promessa para Lexi, e metade de mim quer quebrar essa promessa. Dylan me dá um abraço, porque ele está alto e fora de sua mente e, provavelmente, não tem ideia do que está fazendo ou onde ele está, e eu me abstenho da vontade de socá-lo no rosto. Em seguida, eles me deixam e saem de mãos dadas, e falando cerca de um milhão de coisas por minuto. E eu estou ali, no meio da multidão, com os meus pensamentos e minha culpa, cercado por pessoas, mas de alguma forma me sentindo completamente sozinho.

9

A droga metanfetamina.


NOVA Eu não posso encontrá-lo em qualquer lugar e isso está me empurrando em direção a um ataque de pânico. Fico pensando sobre como ele parecia triste e chateado quando saiu. Eu continuo correndo e correndo entrando cada vez mais no meio da multidão, mesmo quando uma voz flui através dos alto-falantes e ecoa o som de um dedilhar de guitarras. Em seguida, a banda de abertura começa a tocar, música, suor e entusiasmo fluem pelo campo, juntamente com o aroma fascinante de fumaça. Eu paro no meio com a mão na minha cabeça, tentando segurar a realidade e descobrir uma maneira de sair, procurando no chão e no céu por algo para contar, mas eu não consigo encontrar nada. "Segure-se ao meu lado," Landon grita sobre a música quando ele segura a minha mão na dele. Mas eu hesito, olhando em volta para as pessoas saindo de suas mentes, com a música alta. "Nova". Sua voz me traz de volta para ele. "Eu não vou deixar nada acontecer com você." Eu coloco meus dedos nos seus e ele puxa meu braço, me guiando na frente dele, então ele pode andar atrás de mim com as mãos protetoramente em meus quadris. A banda que está tocando é uma banda áspera, nervosa, mas está tocando uma de suas músicas mais suaves, abafada. Estamos em um edifício cúpula, mas eu fico no meio da multidão, ouvindo suas letras e os vendo derramar seus corações para fora no palco, eu não posso ajudar, mas desejava que estivéssemos do lado de fora, sob as estrelas cintilantes, porque iria adicionar à magia ao edifício e aos sentimentos em mim.


"Está se divertindo?" Landon sussurra em meu ouvido, sua respiração úmida contra a minha pele. Eu aceno, em seguida, percebendo que eu fechei meus olhos, eu os abro. "Eu estou" eu digo, inclinando a cabeça para trás para que eu possa olhar em seus olhos. "Você está?" Ele acena com uma sugestão de um sorriso em seus lábios. "Eu estou. Você é como a única pessoa que eu me divirto ao redor quando estou sóbrio." Ele diz isso como uma piada, mas o vazio assombrando seus olhos me faz pensar se ele está mentindo. Eu me viro e jogo meus braços em volta do pescoço. "Por quê? O que há de tão especial em mim?" "Eu ainda estou tentando descobrir isso" diz ele com a mão contra a parte inferior das minhas costas e na testa enrugada. Faz-me sentir pequena e feia e sem importância para ele. Eu solto um suspiro, movendo os braços para longe, porque estou prestes a chorar. Mas ele me pressiona mais perto, balançando a cabeça. "Não, eu não quis dizer isso assim, Nova", ele insiste. "Na verdade saiu muito errado." Eu forço para baixo o nó na minha garganta. "Então o que você quer dizer?" Olhando para mim, ele acaricia minha bochecha com os dedos. "Eu não tenho certeza." Ele olha nos meus olhos, como se ele estivesse tentando ler seus pensamentos através do reflexo em minhas pupilas. Então ele agarra meu braço, me gira ao redor, e me puxa de volta contra ele, envolvendo os braços em volta da minha cintura. "Vamos apenas nos divertir." "Ok..." Minha voz se perde na música quando ele beija meu pescoço, sugando a pele, mesmo mordendo-a.


"Eu te amo Nova... Eu sempre vou... não importa o quê." Eu saio do pensamento quando um cotovelo bate com força no meu lado. Estou sendo empurrada pelas pessoas que exigem mais espaço, agitando os braços e balançando suas cabeças. E em todo lugar que olho eu vejo os olhos cor de mel e os cabelos pretos de Landon, de repente muda para os cabelos curto e castanho e de repente Quinton está em toda parte, um mar de repetições que precisa ser ajudado. E então eu vejo a imagem que eu detesto mais do que qualquer coisa. A corda está um pouco desgastada, como se ela estivesse prestes a quebrar, e tudo que eu conseguia pensar quando eu caí no chão foi: Por que não poderia apenas ter quebrado? "Puta que pariu." Eu aperto a minha cabeça e meus joelhos se dobram quando eu entro em colapso no chão, sabendo que há uma boa chance de que eu vou ser atropelada, especialmente se eu estiver perto do fosso do mosh.10 Mas eu não me importo. Estou perdida em minhas lembranças de Landon. Ele sempre dizia isso, que ele me amava, não importava o quê. No momento, eu pensei que era apenas algo que ele gostava de dizer, mas agora eu me pergunto se ele estava sempre dizendo isso porque ele queria que eu soubesse que ele me amava, mesmo que ele houvesse tirado a própria vida. O pensamento de que isso pode ser verdade não me traz nenhuma sensação de alívio, porque isso significaria que praticamente o tempo todo que nós namoramos, ele estava pensando em me deixar. Então ele fez isso, e agora ele se foi, e eu estou sozinha sentada no chão de um concerto que eu realmente não queria estar. Minhas mãos estão sendo pisoteadas e eu fui chutada, mas eu não posso me levantar. Eu estou começando a ter um ataque de pânico, o que já 10

dançar a música rock de forma violenta envolvendo pulando para cima e para baixo e deliberadamente colidindo com outros dançarinos. "É um prazer raro ver uma multidão que não está moshing ou pogoing, mas na verdade a dançar."


aconteceu algumas vezes. Minha terapeuta sempre me disse para respirar profundamente para atravessar ele e que iria passar, mas como o inferno eu posso fazer isso quando meus pulmões estão encolhendo e o oxigênio está ficando restrito? "Nova, que porra?" Uma voz se levanta sobre os gritos e música. Uma mão agarra meu ombro e alguém me levanta do chão. Não é a voz que eu quero ouvir, não é Landon e nem Quinton de. Em vez disso, Tristan está na minha frente, segurando meu braço, e ele parece chateado por algum motivo. "O que você está fazendo?" Ele agarra meu cotovelo e me puxa para direita, empurrando sua mão na frente dele para criar uma trilha estreita para nós passarmos. "Você não pode apenas sentar-se no meio dessa merda." Eu tropeço sobre meus próprios pés enquanto ele me leva através das pessoas. Em última análise, libertar-se do caos e sair para a área das tendas é o melhor. Minha cabeça esvazia um pouco, mas não muito. Na verdade, o barulho e sonoridade estão diminuindo em torno de mim e é substituído pelo ruído e intensidade gritando dentro da minha cabeça. Você não o encontrou... Não o ajudou. "Por que você disse isso a ele?" Eu mexo meu braço no aperto de Tristan quando chegamos a nossas barracas. "Essa coisa de ser o motorista?" "Por que..." Ele arrasta as mãos pelos cabelos, tirando fora de seus olhos, e ele deixa a mão no topo de sua cabeça, o cotovelo dobrado para o lado. "Olha, eu fodi tudo, ok? Eu não deveria ter dito isso. Isso não irá trazer ninguém de volta." Ele se vira, agarrando a parte de trás do seu pescoço, e caminha até a tenda. Eu sei muito pouco sobre Tristan, q que eu sei é que ele tem a minha idade, ele usa drogas, mas ele é realmente muito inteligente.


Mesmo que ele não fosse a maioria de suas aulas, ele sempre foi bem em testes, mas ele nunca fez lição de cada. Eu não sei quais os seus gostos e desgostos são, ou o que ele faz, além de fumar um monte de maconha e beber. Eu nunca conheci seus pais. Eu não sei se ele tem algum irmão ou irmã. Mas ele sempre me pareceu um cara legal, e por isso não faz sentido para mim que ele teria intencionalmente dito algo para Quinton que iria machucá-lo. Ele entra na tenda e fecha o zíper. Segundos depois, o fumo escoa para fora das telas ao lado. Eu vou até ao cooler, abro a tampa, e tomo uma cerveja. Eu tiro os fragmentos de gelo fora do vidro, limpo a condensação no meu short, em seguida, sento-me no cooler e bebo a cerveja enquanto eu examino a multidão a uma distância segura. A tenda de Delilah e Dylan, ocasionalmente, treme, e eu tenho certeza que eles estão fazendo sexo dentro dela. Como eu cheguei aqui? Por que este lugar? Este momento? Essa vida? Sento-me no refrigerador por um tempo, bebendo a cerveja, observando o palco, ouvindo o ritmo e a poesia musical que flui a partir do palco. Quanto mais álcool entra no meu sistema, mais calma eu me sinto. O céu escurece e Delilah e Dylan saem e vão passear em algum lugar, enquanto Tristan permanece na tenda. Estou cheia de cerveja quando Quinton emerge da multidão. Ele tem um cigarro na mão, seu cabelo castanho está molhado, juntamente com a parte superior de sua camisa, e parece que ele está chorando. Eu abaixo a garrafa de meus lábios e limpo a boca com as costas da minha mão. "Por que sua camisa está molhada?" Ele aponta por cima do ombro, sem fazer contato visual comigo.


"Um idiota despejou um balde de água em mim quando eu passava." "Você está bem?", Pergunto, não realmente referindo-me à água. Ele dá de ombros, chegando por trás de sua cabeça e puxando a camisa dele. "É apenas um pouco de água." Ele joga a camisa para a tenda e, em seguida, pede para eu me levantar. Eu obedeço, ficando de pé e olho as linhas de músculos esculturais de seu peito e estômago, juntamente com a cicatriz de aparência grosseira que corre verticalmente pelo meio, à direita sobre o coração. Ele abre a tampa do cooler e pega uma cerveja, os músculos de seus braços flexionando com seus movimentos, e os nomes tatuados em seu braço ondulam. Ryder e Lexi. Há também uma palavra escrita abaixo dos nomes: Ninguém. Quem são Ryder e Lexi? Por que eles significam tanto para ele que ele iria tatuar permanentemente um lembrete em seu corpo? E quem é ninguém? Quando ele se levanta em linha reta com uma cerveja na mão, ele percebe meu olhar. Eu começo a perguntar o que eles querem dizer, mas ele cobre as tatuagens com a mão, e o olhar duro em seus olhos me faz manter a minha boca fechada. Ele desenrosca a tampa da cerveja, e então ele deixa cair à cabeça para trás enquanto ele toma quase metade em um grande gole. Baixando a garrafa de sua boca, ele lambe o álcool restante de seus lábios. "Onde está Tristan?" Pergunta ele, olhando para o palco. "Na tenda." "Fazendo o que?" "Eu não sei. Fumando maconha, eu acho." Ele vira a cabeça em minha direção com a sobrancelha elevada. "Como você sabe disso?" Eu dou de ombros.


"Eu senti o cheiro e vi a fumaça saindo da tenda." Ele coloca o final de seu cigarro em sua boca e, gradualmente, traga. "Sim, provavelmente você está certa." Ele segura a respiração por mais tempo do que parece necessário, e os seus lábios se separam quando uma corrente de fumaça sai de sua boca e envolve seu rosto. Estou confusa porque cheira a maconha, mas ele está fumando um cigarro comum. Seus olhos estão vítreos, porém, suas pupilas estão imensas. Ele continua a tragar o cigarro, parecendo cada vez mais fora dele a cada respiração. Finalmente, ele agarra uma das cadeiras dobráveis na frente da tenda e se senta. Eu estou tentando descobrir o que diabos fazer ou dizer a ele quando Tristan sai da tenda, a camisa ainda fora e seu cabelo loiro despenteado. Eu fico lá sem jeito com os dois fingindo que o outro não está lá. Tristan vai até o cooler e pega uma cerveja, e então ele olha para o chão na frente de seus pés enquanto ele gira a garrafa em torno de sua mão. "Desculpe, cara" ele murmura, liberando uma respiração de seu peito. "Eu realmente não queria dizer isso." "Não importa," Quinton responde sem olhar para ele. "Eu mereci, mereço mais." "Não, você não merece." "Sim." "Eu não acho que foi culpa sua." "Mas foi." "Não, não foi. A merda apenas acontece e eu estava apenas sendo um saco de merda por causa... de coisas.”


"Porque eu merecia." Tristan arrasta uma cadeira para o lado de Quinton e se senta. "Que tal concordar em discordar?" Ele inclina o topo da sua garrafa de cerveja na direção de Quinton. Quinton suspira e bate a garrafa contra Tristan. "Você realmente deveria começar a agir mais como seus pais em relação a mim. E o meu pai.” "Meus pais são malditos idiotas", diz ele. "E seu pai sempre foi um pau, mesmo antes." Quinton não responde e o silêncio se instala quando ele entrega a Tristan o cigarro. Eu estou apenas atrás deles segurando minha garrafa de cerveja, me perguntando se eu deveria sair porque eles parecem estar tendo um pequeno momento de ligação. Sinto-me estranha, porque eu não tenho ideia do que está acontecendo e o momento parece muito pessoal. "Nova, você está viva aí atrás?" Tristan pergunta sem olhar para mim. "Sim", eu respondo e, em seguida, acabo com o resto da minha cerveja antes de jogar a garrafa no saco de lixo do lado de fora da tenda. "Você quer se sentar?" Tristan olha por cima do ombro para mim. Está ficando escuro e os seus olhos azuis parecem safiras. "Ou você prefere ficar sentada no chão no meio da multidão?" Os cantos de sua boca puxam para cima, e é como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse havido luta entre os dois. Meus olhos derivam em torno da nossa pequena área. "Estou bem. Não há cadeiras de qualquer maneira." "Por que você estava sentada no chão?" Quinton olha para mim pela primeira vez desde que ele voltou, e eu tenho esse impulso louco de


abraçá-lo e dizer que sinto muito por não ser capaz de encontrá-lo, mas eu não faço. "Eu fui procurar de você" eu digo com um encolher de ombros. "E então todo mundo ficou louco quando a banda começou a tocar." "Então você apenas sentou-se?", pergunta ele, de boca aberta olhando para mim incrédulo. "No meio da porra de um concerto?" Dou de ombros novamente. "Só outra coisa para me fazer divertida, eu acho." Os dois engasgam olham para mim e caem na risada. Sinto-me estúpida e todos os problemas e preocupações que eu tinha mudaram para o fato de que eles pensam que eu sou louca. Eu debato se devo fingir que eu tenho que ir ao banheiro ou simplesmente entrar na tenda. O riso diminui e Quinton enxuga uma lágrima de seus olhos quando ele acena para mim. "Venha aqui", diz ele. Eu brevemente hesito e vacilo até ele. "Eu disse que os concertos são muito barulhentos. Está mexendo com a minha cabeça." Ele coloca sua garrafa de cerveja vazia no suporte de copo no braço da cadeira e estende o braço para o lado, mantendo a fumaça o mais longe possível de mim. "Você realmente estava me procurando?" Eu concordo. "Sim, você parecia triste." Eu posso sentir os olhos de Tristan em mim, mesmo que pareça que ele está olhando para a multidão. Quinton examina meu rosto e, em seguida, se aproxima e espalha os dedos em torno de meus quadris me puxando para baixo me colocado em seu colo, então ele varre meu cabelo para o lado, e coloca seus lábios junto ao meu ouvido. Sua respiração está quente contra a minha pele e tem um cheiro pungente de maconha.


"Estou muito bem. Você não precisa se preocupar comigo." Ele se afasta e libera meus quadris. Estou incerta se ele quer que eu fique em seu colo ou me levante, ou se eu quero ficar parada ou correr como o inferno. "Sim, eu me preocupo" eu digo, e nós trocamos um olhar que nenhum de nós realmente entende. Tudo o que sei é que algo está mudando dentro de mim. Eu não sei o que é ou se é bom ou mau, porque é desconhecido e não planejado e surpreendente e novo. Estou apavorada, porque parece que eu estou caindo de um penhasco e eu não tenho ideia de quando vou bater no fundo. Ou se eu vou.


Capítulo 13

QUINTON Ela está sentada no meu colo e ela não deveria estar. Por muitas razões diferentes, sendo, uma delas, que Tristan está sentado ao nosso lado. Mas ele está muito alto e não parece se importar. Ele mesmo diz algo para algumas meninas que vagueiam sem camisetas, sorrindo quando uma delas sopra um beijo para ele. Ainda assim, eu não mereço nada disso. Nova. O perdão e compreensão de Tristan. O que eu merecia era estar porra morto em vez de Ryder e Lexi. Mas Nova disse que foi à minha procura. Ninguém nunca foi me procurar ou se importou o suficiente para se preocupar comigo. Quando ela diz que foi estou certo que meu coração inútil quebra dentro do meu peito, e ela rouba uma das peças. Se ele já não pertencesse a alguém, eu provavelmente teria entregado todas as peças ali mesmo para ela. Ela se senta no meu colo por uma eternidade, conversando sobre música, enquanto Tristan e eu revezamos passando o cigarro. Ela parece mais feliz do que ela estava há pouco tempo, e isso me faz feliz observando seus olhos brilharem quando ela fala sobre letras e suas bandas favoritas, sempre colocando ênfase no “s.”. "De jeito nenhum", ela não concorda com algo que Tristan disse, e ele sorri porque ele tem sua atenção. "Eles não são melhores e seu baterista é totalmente uma merda." Inclinando-se, Tristan agarra a alça do cooler para movê-lo e coloca-lo na frente de sua cadeira e usa-o para descanso dos pés.


"O que faz de você uma especialista?" Ele pergunta à Nova. "Porque eu sou uma baterista e, portanto, eu sei essas coisas." Nova empurra seus pés fora do refrigerador e se dobrando para frente, ela levanta a tampa do cooler. Seu short escorrega um pouco quando ela procura uma cerveja no gelo, e eu tenho que lutar contra um sorriso, porque a calcinha dela é preta e rendada. Honestamente, eu teria identificado ela mais como uma menina de algodão branco, considerando como embaraçada, ela ficou quando ela fez uma piada sobre o estalo de sua cereja de concertos ao ar livre. "Só porque você pode tocar bateria" Tristan roça o polegar na parte inferior do cigarro, espalhando as cinzas no chão "não significa que você pode decidir quem toca bateria melhor e quem é uma porcaria.”. "Sim, eu posso." Nova está ficando mais audaciosa com as cervejas que bebeu. Ela estende o braço para fora em direção ao cigarro, como se ela fosse agarrá-lo e tomar uma batida. Desta vez eu opto por fazer as coisas de forma diferente e ter um momento de bom garoto no mundo, apesar do fato de que eu tenho que ser um hipócrita para fazê-lo. Eu tiro sua mão do caminho e balanço a cabeça. "De jeito nenhum." "Hey," ela protesta com uma careta. "Que diabos foi isso?" Eu mudo meu braço assim minha mão cai no meu colo, ao lado de seu quadril. "Então eu nunca vou vê-la tocar?" Eu mudo o assunto para manter a mente dela desviada de querer ficar alta. "Bateria?" Ela pergunta, ainda franzindo a testa, e quando eu aceno, ela parece relutante em responder. Ela inclina a cabeça para trás e coloca a boca da garrafa nos lábios e bebe a cerveja. Seu cabelo cai pelas costas


e suavemente escovas meu braço, e ele envia um tremor silencioso através do meu corpo. Ela abaixa a garrafa e lambe os lábios. "Eu não sei..." Ela inquisitivamente me olha nos olhos. "Você quer me ver tocar?" "Claro", eu digo, me lembrando de que nós somos apenas amigos. Apenas Amigos. "É por isso que eu perguntei." Ela molha os lábios com a língua, deliberadamente desta vez, e me pergunto se ela está fazendo isso de propósito para eu focar em seus lábios. "Quando voltarmos para a cidade... se você quiser... você pode vir e me assistir tocando." Sua voz treme quando ela diz isso como se as palavras estivessem presas em sua garganta e ela está lutando para enunciar cada letra. "Ei, e eu?" Tristan pergunta ofendido, ele joga rapidamente o cigarro no chão e pisa sobre ele com os pés descalços. Então ele começa a amaldiçoar quando sua pele começa a queimar. "Merda, isso é quente." Ela o ignora com os olhos fixos em mim enquanto ela toma uma respiração vacilante, cerrando os punhos. "Mas eu escolho qual música." Eu aceno nervoso sobre quão pessoal isso está ficando. "Ok, soa como um plano, Nova Reed." Tristan bufa um suspiro frustrado, em seguida, pega o celular do bolso e começa a mandar mensagens de texto. Nova se vira de modo que suas costas estão escoradas em mim e ela está de frente para o palco. Ela relaxa contra o meu peito com as pernas penduradas sobre os meus joelhos. Eu fico tenso, mas ela não parece notar. Na verdade, eu acho que ela está extremamente confortável, e quanto mais ela fica lá, mais confortável eu fico. "Meu pai me ensinou a tocar", diz ela dando outro gole na cerveja. "Quando eu tinha seis anos."


"Ele ensinou-lhe a tocar bateria?" Eu mantenho o meu tom leve, lembrando-me de quando a conheci e ela me disse que seu pai morreu. Ela balança a cabeça, girando a garrafa nas palmas das suas mãos. "Ele também tocava guitarra, mas por algum motivo eu nunca pude aprender bem esse instrumento." Ela soa como se estivesse sufocando, e eu quero consolá-la. Eu abro e fecho as mãos, em seguida, coloco as palmas das mãos no topo de suas coxas, então ela está presa entre meus braços. Os músculos de sua perna têm um espasmo debaixo do meu toque, mas ela não se afasta. "Quantos anos você tinha quando ele morreu?" Eu pergunto, amassando sua pele macia com os meus dedos. Que porra estou fazendo? "Doze". Sua respiração engata na garganta. Do palco, o cantor grita algo e faz cada menina tirar a parte superior fora. Ela limpa a garganta várias vezes. "Posso te fazer uma pergunta?" Mesmo que eu estou certo de que eu não vou gostar da questão considerando o tema que estamos eu aceno. "Certo." Ela oscila, olhando para as estrelas no céu cinza-preto. "Alguma vez você já perdeu alguém próximo a você?" Eu escuto Tristan tossir várias vezes ao meu lado e, em seguida, ele se vira para o lado em sua cadeira, como se quisesse escapar desta conversa. A banda começa a tocar novamente, martelando na bateria e gritando no microfone e Nova começa a bater os dedos em cima de suas pernas no ritmo. Isso me leva um tempo para responder. "Sim eu perdi." Ela balança a cabeça e não disse mais nada. A maioria das pessoas teria perguntado quem foi e como foi. Lembro-me logo após o acidente todo mundo queria saber o que aconteceu, não apenas a Lexi


e Ryder, mas a mim também. Eu estive no hospital por um bom tempo. Milagrosamente o cara que eu mal sabia quem era e que estava beijando Ryder no banco de trás mal teve qualquer hematoma e arranhões, e o motorista do outro carro quebrou a perna. Era isso. Dois com ferimentos leves e três mortes, se eu me incluo que é o que eu faço. Mesmo que eu tenha sido ressuscitado naquele dia, eu ainda penso em mim como morto. "Você está bem?" Nova vira a cabeça para olhar para mim. "Você parece tenso." "Eu estou bem", eu asseguro-a. "Tem certeza?" Ela olha duvidosa procurando algo em meus olhos. Tem sido um tempo desde que alguém tem estado tão preocupado comigo. Nem mesmo Lexi se preocupou comigo tanto assim, mesmo quando eu ficava para baixo com as táticas de distanciamento do meu pai. "Eu tenho certeza" digo a Nova. "Agora, pare de se preocupar comigo." "Ok", diz ela, tentando sorrir, como se ela não acreditasse em mim. Ela enrola uma mecha de seu cabelo castanho em torno de seu dedo. "Você acha que em algum lugar no mundo, neste exato momento, alguém está fazendo exatamente a mesma coisa?" "O que? Sentados fazendo nada e ficando altos?" Tristan brinca, olhando para cima da tela do telefone celular. "Não, sentado sob as estrelas, ouvindo música." Ela desenrola seu cabelo em torno de seu dedo. Tristan encolhe os ombros, deslizando o dedo na tela do telefone quando ele chega a seus pés. "Você é uma menina muito estranha." ele diz e se dirige para a tenda, em seguida, no último segundo vira em direção onde as garotas de topless foram.


"Eu só estou curiosa" ela murmura para si mesma. "Sobre o que as outras pessoas fazem com seu tempo... com suas vidas." Sento-me lá por um tempo, bebendo suas palavras. Em algum lugar entre fumar maconha, observar o movimento de seus lábios e suas estranhas palavras, mas mesmo assim perspicaz, eu sou pego no momento e de repente eu estou pressionando meus lábios contra os dela. Eu tenho feito isso muito antes, como uma maneira de me distrair da minha vida. Mas isto não é o mesmo. Isso significa alguma coisa, mas eu ainda estou tentando descobrir o que e se eu quero ou mesmo mereço isso. No início, ela endurece, mas então ela engancha seus braços ao redor da parte de trás do meu pescoço e chega mais perto, abrindo a boca para mim enquanto ela abre as pernas, e minhas mãos viajam para a parte superior de seu short. Ela tem gosto de cerveja e cheira a erva. Tristan se foi, mas ele poderia voltar a qualquer momento. Eu deveria parar com isso. Eu deveria me importar o suficiente para Tristan não ver isso, mas a minha vontade de me preocupar em fazer a coisa certa neste momento morreu. Meus pensamentos estão confusos por estar alto, pelo cheiro e a sensação de Nova. Tudo o que parece me preocupar é estar acariciando sua língua com a minha e sentir sua pele, porque é suave e calmante, e em outra vida eu a tocaria o tempo todo. Estou prestes a afastar-me, porque as emoções são fortes dentro de mim, quando ela balança a perna sobre mim, então ela está montando meu colo, então ela agarra os lados do meu pescoço e me puxa para mais perto. Ela me beija com força, até o ponto onde ela pode dar uma contusão aos meus lábios, então ela está esmagando seu peito contra o meu enquanto gentilmente balança seus quadris. Eu cavo meus dedos em sua cintura, trazendo-a ainda mais perto, antes de empurrá-la para trás, quebrando a conexão. Ela está ofegante, de olhos arregalados, os cabelos caindo fora da trança. Ela olha para a cadeira vazia de Tristan e, em seguida, olha para mim.


"Devemos parar", eu digo, mas soa como uma tentativa idiota, minha voz caindo no final. "Por... por quê?" Ela gagueja um protesto e eu tenho que admitir que seja bom que não haja lágrimas nos seus olhos. "Eu não quero." Eu escovo o cabelo para trás de seus olhos, e deixo meus dedos permanecem na equimose no seu rosto. "Você nem mesmo me conhece, Nova. Eu não sou bom para você... você merece algo muito melhor." Por favor, fuja. Porque eu não consigo fazer isso sozinho. Sua mandíbula fica tensa, como se eu houvesse atingindo um nervo. “Eu acho que eu deveria decidir isso." "Se eu sou bom o suficiente para você?", Pergunto. "Sim, o que só posso decidir se eu conhecê-lo" ela diz. Eu movimento minha mão na frente de mim, pressionando o ponto. "Isso é muito bonito, mas o que você vê, é o que você consegue." "Esse não é o caso", ela discorda, achatando as palmas das mãos no meu peito nu para a direita sobre a cicatriz e meu corpo fica rígido. "Na verdade, a maioria das vezes as pessoas escondem quem realmente são." Sua garganta balança para cima e para baixo enquanto ela engole em seco. "Na maioria das vezes você acha que conhece alguém, mas você realmente não tem ideia." Eu penso sobre o namorado dela e como ele tirou a própria vida, e eu não posso nem começar a imaginar o que isso fez com ela. Eu envolvo meus dedos ao redor do seu pulso marcado, ainda escondido pelas pulseiras e passo minha palma ao longo dela quando a verdade derrama para fora de mim.


"Mas às vezes as pessoas são exatamente quem eles são. E o que você vê é o que você consegue." Eu pressiono meus dedos para baixo, sentindo a batida de seu pulso irregular. "Eu sou exatamente quem pareço. Não tenho trabalho, fico alto e bêbado o tempo todo, não tenho nenhum propósito. Mesmo a porra da minha arte não tem qualquer significado mais." "Mas ele teve uma vez." Ela desliza a mão livre por cima do meu ombro e o agarra, sua pele queimando quente contra a minha. "E todas essas coisas são o que fazem você, não quem você é." Sua mão está tremendo e seu pulso palpita com a batida dos graves vindo do palco. "Por favor, deixe-me conhecê-lo, Quinton." Ela implora com sua voz e seus grandes olhos azuis esverdeados e me pergunto se é somente comigo, ou qualquer outra pessoa, e eu deveria me levantar e ir embora, porque ela é muito boa para eu estar beijando, mas ela também é triste e o pequeno pedaço do meu velho eu, que gostava de ajudar a todos, quer fazê-la feliz, fazêla sorrir, fazê-la rir, ajudá-la. Mesmo que seja completamente irrealista. Então, ela está me beijando novamente e levemente puxando meu ombro e eu ainda tenho meus dedos sobre seu pulso e minha mão está segurando sua cintura. Paixão e calor consomem nossos corpos quando ela traça o dedo até a volta do meu pescoço. Eu puxo seu pulso, puxandoa ainda mais perto, até que não há mais espaço entre nossos corpos, então eu escorrego minha mão em torno de suas costas e por baixo de sua camisa para que eu possa sentir o calor exalando de sua pele. Ela solta um suspiro porque eu movo minha boca de volta, gentilmente mordendo o lábio inferior. Então eu vou para mais baixo, até seu queixo, sugando beijos suaves em seu pescoço, e ela arqueia de volta. Quando me aproximo do topo do seu peito, posso dizer que ela fica nervosa pela aceleração em seu pulso. Ela geme quando eu começo a deslizar as tiras de sua camisa para baixo, e o som quase me deixa louco, meu corpo


responde de maneira que não respondia há muito tempo quando a minha boca atinge a curva de seu seio. Eu me imagino em pé, levando-a para a tenda, e tirando as roupas dela, sabendo que se eu escorregar dentro dela a sensação seria diferente do que eu fiz com as outras mulheres com quem estive durante o ano passado. Eu estou tentando decidir se eu quero a conexão, quando alguém na multidão grita algo profano para nós e é seguido por assobios e o momento se perde e nós nos separamos. Nós vamos para longe um do outro, e eu estou aliviado ao descobrir que ela não está chorando desta vez e nem eu. Mas desta vez é diferente, e talvez seja porque não é o nosso primeiro beijo. Ou talvez seja porque eu a entendo um pouco melhor, e que ela não é apenas uma garota que ri o que significa que ela fica magoada. Ela passou por coisas, e por alguma razão, eu estou atraído por ela. Por que ela não está chorando, porém, é um mistério. Seus lábios estão um pouco inchados e seu peito está arfante. "Talvez a gente não devesse estar fazendo isso em campo aberto", ela respira, traçando círculos na parte de trás do meu pescoço, enquanto ela olhos as tendas atrás de nós. "Você quer tentar chegar perto da frente do palco?" Eu pergunto, tentando evitar ir para a tenda com ela, porque se eu for eu sei o que vai acontecer. "Eu acho que a banda que você disse que você ama está quase pronta para começar a tocar." Ela estica o pescoço e olha por cima do ombro com incerteza em seus olhos. "Eu não tenho certeza se vale a pena." As pessoas ao redor do palco são turbulentas, e um monte de meninas que atenderam as demandas do cantor ainda está andando de topless.


É uma cena muito ruim, e um ano e meio atrás, eu nunca teria sonhado chegar perto de um lugar como este. Mas às vezes as coisas acontecem e nós nos encontramos perdidos, e de repente nós estamos de pé em um lugar que não reconhecemos e não conseguimos lembrar se estamos caindo e não, não temos certeza de como voltar a ser o que éramos ou se mesmo queremos. Eu coloco a mão em seu rosto e ela rapidamente olha para mim, segurando meu olhar. "Eu não vou deixar nada acontecer com você. Eu prometo." Eu prometo. Eu prometo. Eu sinto muito, Lexi. Ela balança a cabeça, como se ela completamente confiasse em mim. Levanto-me, apertando as costas de suas coxas. Ela começa a sair de cima de mim, mas eu mergulho meus dedos em sua pele nua e a seguro de volta. Ela ofega em choque quando eu a pressiono contra mim e firmemente seguro suas pernas, fazendo ficar presa a mim como um macaco. "Então você não entre em pânico e sente-se no chão" eu digo e caminho no meio da multidão, levando-a comigo. No início, ela parece relutante, mas depois ela bloqueia seus tornozelos atrás das costas e se agarra aos meus ombros. Ela vira sua face para frente e escovas seu nariz contra o meu, fechando os olhos. "Você me faz lembrar alguém que eu conhecia", ela sussurra, enquanto faço nosso caminho através da multidão em direção ao palco. "Oh, sim." Eu a coloco de lado e passo entre dois caras com suas namoradas de topless em seus ombros, o que parece ser um tema a ser seguido neste concerto. "Quem?" Seus olhos se abrem e a luz do palco reflete neles. "Só alguém."


"Cuidadosa em compartilhar quem é esse alguém?" Tropeço em meus cadarços desamarrados, mas rapidamente recupero o meu equilíbrio. O ar cheira mal, com cheiro de cerveja velha, sal, fumaça, e praticamente todos os outros perfumes possíveis. Ela balança a cabeça. "Ainda não." "Mas você vai algum dia?" Será que haverá algum dia para nós? "Talvez... um dia... quando eu puder." Nós permanecemos em silêncio durante o resto da nossa viagem em direção ao palco. Esta escuro, as estrelas estão brilhantes, e as luzes do palco vibram iluminando os rostos na multidão. O ar ainda está quente, mas há uma brisa suave, e arrepios começar a passar pelos braços de Nova. A aperto tão perto quanto eu posso, em seguida, a coloco no chão. Ela enfrenta o palco, envolvendo os braços em torno de si mesma, e eu mantenho minhas mãos em meus lados. Em seguida, a banda vai para o palco e começa a tocar uma música que é deprimente e genuinamente honesta de uma forma que fica sob a minha pele. Ele fala sobre a vida e a morte e como estamos todos conectados a ambos. Que mesmo depois que alguém se foi, a vida continua, não importa o que fizermos. No meio dela, Nova fecha os olhos e começa a balançar os quadris no ritmo, os lábios dela acompanham o cantor. "Eu amo essa música", diz ela, com os olhos fechados e as mãos na parte de trás do pescoço. Meus olhos percorrem as curvas de seu corpo e a forma apaixonante que ela se move. "Adoro ver você", eu sussurro tão baixinho que eu sei que ela não pode ouvir. Eu cavo meus dedos em minhas mãos, tentando resistir a compulsão de colocar minhas mãos nos quadris e mover-me com ela. Enquanto a música continua tocando, porém, eu torno-me mais e mais


hipnotizado por ela e a forma como ela se deixa ir, quando normalmente ela é tão contida. Por um breve segundo eu estou feliz que eu estou lá com ela, o que faz sentir-me confuso e culpado, porque eu deveria querer ficar com Lexi. Pensamentos estão passando por minha cabeça, em longas sequências que não combinam, mas eles fazem quando estão juntos em uma ordem diferente e, de repente, o momento fugaz de culpa retrocede e estou feliz por meu coração decidir bater novamente. Dou um passo para frente, não sei o que estou fazendo e sentindo, mas eu dou a ela independentemente de tudo. Eu envolvo meus braços em torno dela e a puxo para mais perto, fechando os olhos quando o som de sua voz acaricia meus ouvidos. Ela se inclina para trás contra mim, e nós balançamos juntos, com a música nos prendendo. Eu gostaria de poder manter os olhos fechados para sempre, porque então eu nunca teria que voltar à realidade. Eu não tento beijá-la ou senti-la. Eu só a seguro e deixo nossos corpos ficarem ligados, querendo conhecê-la e compreendêla mais do que eu tenho com ninguém desde Lexi. Por um instante, eu tenho algo para segurar mais uma vez, uma razão para manter a respiração, para viver.


Capítulo 14

NOVA De alguma forma, a noite começa surpreendentemente leve e eu perco a noção do tempo e direção e a necessidade de contar tudo o que existe em torno de mim. Não tenho certeza como isso acontece. Talvez seja porque estamos os dois um pouco bêbados e altos e as substâncias estão nos fazendo agir como duas pessoas completamente diferentes no momento e mais tarde a realidade vá pegar a gente. Ou talvez seja o simples fato de que estamos pegos pela música entre outras coisas e o fato de que a noite parece irreal, como se ela pertencesse às páginas de um livro onde todos recebem sua noite mágica, sem ter que enfrentar as consequências mais tarde. Depois de dançar e cantar por horas, gotas de suor escorrem por nosso corpo, e os meus braços e pernas se cansam, Quinton me guia de volta no meio da multidão, seus dedos enredados com os meus. Eu continuo recebendo esbarrões das pessoas quando uma das bandas mais energéticas tocam violentamente seus instrumentos no palco e todo mundo começa a ficar louco, gritando, gritando e se batendo suas cabeças em torno. Finalmente, Quinton me orienta na frente dele e depois estende seus braços para o lado, criando um caminho mais amplo, batendo em qualquer um que ficasse em seu caminho. Fez muita gente ficar com raiva e no momento em que chegamos à área das tendas temos sido muito xingados. Acho engraçado por algum motivo e ele também, e pelo tempo que nós tropeçamos para dentro da tenda, nós estamos rindo em nossas bundas.


"Estou surpresa de você não ter levado um soco", eu digo, caindo sobre os sacos de dormir enquanto ele fecha a tenda. Tristan não está aqui, e eu não o vi desde que Quinton me beijou na cadeira de acampamento. Eu realmente não sei para onde ele fugiu, porque eu mal posso me concentrar para onde eu estou me dirigindo. Para onde vou? O que eu estou fazendo? Eu quero isso? Quinton se vira, curvado para evitar bater a cabeça no teto baixo da tenda. Ele vai para o seu saco de dormir e ele ainda não tem a sua camisa, e um fio de luz da lua brilha através do fino tecido da tenda, dando destaque para sua cicatriz e fazendo seus olhos parecerem com carvão vegetal. Estou decidindo o que sinto neste momento, se me assusta ou o quê, quando ele fica para baixo em suas mãos e joelhos e começa a rastejar até mim. "Você é linda." Ele diz com tanta simplicidade, como se fosse um fato que ele precisasse dizer. Ele para seu corpo sobre o meu, e, em seguida, apoiando-se nos cotovelos, ele percorre a aba do meu nariz com o dedo. "Você tem essas sardas... Eu sou realmente muito fascinado por elas." "Pelas minhas sardas?" Eu pergunto, porque é a primeira vez que alguém já disse alguma coisa sobre elas. Ele balança a cabeça, pressionando os lábios enquanto ele me estuda através da escuridão. "Eu... eu penso sobre desenhá-las o tempo todo." Minhas mãos estão ao meu lado e meu cabelo caiu fora da trança há muito tempo e é um emaranhado em volta da minha cabeça. Eu não tenho certeza se eu posso deixa-lo me desenhar, se eu posso passar tanto tempo com ele. Só de pensar nisso é assustador, especialmente desde que eu disse a ele que iria tocar bateria para ele, e eu acho que eu realmente quis dizer isso. "Você tem lábios tão suaves também." Ele roça a ponta do polegar ao longo do meu lábio inferior, suspirando, e então ele move a mão para o meu cabelo que se emaranha nos dedos dele, puxando as raízes um


pouco. É tão bom, e minhas pálpebras começam a ficar pesadas. "Devemos tentar dormir um pouco" ele sussurra, e eu aceno, sabendo que eu não vou dormir logo, afastar-me dele vai ser mais difícil. Ele muda o seu corpo de cima de mim e eu giro para o meu lado, jogando meu braço e me mexendo em torno de meu saco de dormir, pronta para tentar dormir. "Merda", ele murmura, levantando o saco de dormir fora da terra, e olhando para baixo. "Eu acho que Tristan deixou um dos sacos de dormir no carro. Eu vou buscá-lo." Eu viro pra trás e agarro o seu braço, seus músculos contraindo debaixo dos meus dedos. A música ainda está tocando lá fora, e há um monte de gente gritando perto da tenda. "Espere, não me deixe." "Nova, eu volto logo" ele promete. "Ou você pode vir comigo." "Eu estou muito cansada." Eu bocejo, cobrindo minha boca com a mão livre. "E eu não quero ficar aqui... e se algo de ruim acontecer?" Devo ter pressionado o botão certo dele porque ele cede facilmente depois disso, recostando-se no chão no lado dele. "Você pode usar meu saco de dormir", diz ele, pegando um travesseiro. "E eu vou usar o de Tristan até ele voltar." "Então o que?" "Então eu vou para o chão." "Você não vai ficar frio?" Ele prende o riso enquanto ele sacode o travesseiro e o enfia debaixo de sua cabeça. "Nova, é como setenta graus aqui. Eu vou ficar bastante suado."


"Mas o chão é duro." Eu giro para o lado no saco de dormir. "Você pode apenas... você pode simplesmente compartilhar comigo." Ele leva um segundo para responder. "Você está bem com isso?" Eu aceno e, em seguida, percebo que está muito escuro para ele vê-lo. "Sim, eu estou perfeitamente bem." Porém minha voz não está firme, mostrando os meus nervos. Eu abro o saco de dormir e entro nele, balançando para trás até que eu estou na borda, quase caindo para fora do outro lado. Ele permanece imóvel, parecendo uma estátua no escuro. Uma estátua perfeita, uma talhada em mármore, mas que tem pequenos entalhes e cortes nele, e eu quero descobrir o que os colocou lá. Eu não posso ouvi-lo respirar, e quando ele solta um suspiro alto, eu percebo que ele não estava respirando em tudo. Ele vai para o lado e, em seguida, com uma pequena quantidade de relutância, deita-se ao meu lado trazendo o travesseiro com ele. Há um pouco de espaço entre nossos corpos, pelo menos, tanto quanto é possível com a gente dividindo o saco de dormir. Eu debato comigo se devo deixar o espaço lá ou reduzi-lo e irrevogavelmente chego à conclusão de que eu vou me arrepender mais tarde se eu não chegar perto dele. Ou pelo menos eu acho que eu vou, de qualquer maneira. Eu movo uma polegada do meu corpo para frente, até que eu sinta o calor que emite de sua pele. Ele fica perfeitamente quieto quando eu descanso minha testa contra o seu peito, direto contra seu coração, que está batendo como uma rocha sólida e zelosa. Eu não posso dizer se ele está com medo ou animado ou o quê. Então ele leva um dedo debaixo do meu queixo e leva minha cabeça para trás. Eu olho em seus olhos, que eu mal posso ver, mas sinto que eles estão em mim. "Nova", ele diz com uma voz tensa. "Posso... estaria tudo bem se eu te beijar?" Eu não tenho certeza se ele está no mesmo lugar que eu estava


a última vez que eu perguntei isso a ele. De qualquer maneira, eu estico meu corpo e arqueio as costas, para que eu possa chegar a seus lábios com os meus. Eu quero isso? Eu toco suavemente em seus lábios, fechando os olhos quando a respiração sai dele e começa a me beijar novamente com tanto fervor que eu quase derreto. Seu corpo acaba em cima do meu e minhas mãos estão em seu peito, sentindo os contornos de seus músculos e eu me afogo no calor do seu corpo. Está ficando quente e eu estou ofegando precisando de ar e tudo parece estar se movendo rápido e meus pensamentos estão tendo um momento difícil para manter-se com o que está acontecendo. Então, de repente ele me senta e tira minha camisa sobre a minha cabeça, e eu paro de respirar completamente. Seus olhos escuros me observam com intensidade e meu corpo treme quando ele atinge minhas costas para o fecho do meu sutiã. Tenho um momento fugaz em que eu penso sobre pedir para ele parar e que eu não posso ir mais longe esta noite, mas em um piscar de olhos ele solta meu sutiã. Ele cai do meu peito, e eu sento lá exposta a ele no calor e à luz do luar. Minha cabeça está correndo, procurando por números ou estruturas, mas não consigo encontrar uma forma de fazer isso. "Você é tão bonita" ele repete, e ele respira profundamente quando ele abaixa seu peso sobre mim, me colocando de volta para baixo. Ele apoiase em seus braços, colocando um de cada lado da minha cabeça, e eu abro minhas pernas para que ele possa ficar entre elas, e os meus pensamentos aceleram como a adrenalina através do meu corpo. Tornase muito, até o ponto onde nada faz sentido e eu realmente não posso dizer se quero ou não. O que eu quero? Landon? Ele? Algo completamente diferente. Eu não sei mais.


Eu estou tentando descobrir se eu quero pará-lo, mas então eu percebo quão instável sua mão está quando ele toca meu peito, acariciando meu mamilo, e beijando meu pescoço, como ele mói seu corpo contra o meu. Ele me acalma mesmo que ele esteja nervoso, que é uma espécie de coisa torcida, mas faz sentido quando eu realmente raciocino sobre isso. "Quinton" eu gemo quando os meus mamilos endurecem sob seu toque. Eu começo a contorcer meus quadris contra ele e sua dureza, e isso faz meu corpo despertar de um sono muito profundo. Sinto-me subir para o alto, eu juro por Deus que vou cair para as estrelas. Eu me mantenho em movimento e ele se move comigo completamente em sincronia. A música ainda está tocando lá fora, uma que eu nunca ouvi falar antes, mas sei que nunca vou esquecer, porque eu nunca vou esquecer este momento. É um daqueles. O tipo que fica marcado em sua mente e você não pode se livrar dele, mesmo quando você quiser. Depois nós nos beijamos por uma eternidade e nossos corpos estão tremendo com a adrenalina e estamos suando com a paixão, necessidade imperiosa e exaustão, que nos separa. Eu coloco minha camisa de volta e, em seguida, nós nos deitamos em nossas costas, nem um de nós fala e ficamos olhando para o teto da barraca suavemente batendo com a brisa. Eu deveria me sentir culpada, mas por algum motivo eu me sinto dormente, e através da nebulosidade dos meus pensamentos, eu me pergunto como vou me sentir na parte da manhã. Landon foi o único cara que eu já tinha feito alguma coisa. E agora eu estou aqui com Quinton, e ele está vivo e nada mais faz sentido. Foi. E simples assim minha cabeça está se enchendo com números, só que eles não têm nenhum ritmo e eu não posso levá-los a se conectar. Aperto na minha cabeça, tentando respirar o mais silenciosamente possível.


"Então o que você pensa sobre a banda que está tocando?" Pergunta Quinton. "Eles são bons.", eu respondo os números flutuantes na minha cabeça enquanto eu escuto a versão sedutora de uma das canções mais delicadas da banda, e meu coração começa a bater ritmicamente novamente. "Mas eu gosto da versão mais suave da mesma." "Eu nunca ouvi falar deles" ele confessa virando a cabeça para mim. "Uau, eu não posso acreditar que você acabou de admitir isso para mim", eu digo. "Você sabe que não podemos mais ser amigos agora." "É isso que ainda somos?" Ele pergunta. "Amigos?" "Eu não tenho certeza", eu admito, deslizando minha mão pelo meu rosto, o pescoço e, finalmente, descansando-o em cima do meu peito. Eu conto as batidas do meu coração cada vez que bate na palma da minha mão. Eu penso sobre Landon e nossa amizade e o quanto nós sabíamos sobre o outro, mas ainda havia tanta coisa que não sabia. "Parece que mal conhecemos um ao outro... mas eu quero conhecê-lo." A batida entusiástica do meu coração enche minha mente quando ele fica em silêncio. "Que tal jogarmos o seu pequeno jogo de vinte perguntas de novo?" "Quando é que jogamos isso?" "No meu quarto... de volta quando... quando estávamos altos." Eu passo meus dedos contra as minhas costelas. "Esse não é um jogo perigoso? Um onde nós dois... onde ambos vamos acabar chorando.” Ele se estica e enfia os dedos nos meus para que nossas mãos estejam entrelaçadas em cima do meu coração.


"Vamos mantê-lo leve." Ele acaricia o topo da minha mão. "Além disso, elas realmente não eram perguntas, não é?" Não, era sobre seus olhos e a maldita música. "Ok", eu digo em voz baixa. "Você vai primeiro, no entanto." "Qual foi o seu lugar favorito de férias?", Pergunta ele, sem perder uma batida como se ele tivesse planejado isso o tempo todo. Não é um assunto leve para mim em tudo, mas eu respondo de qualquer maneira, porque minha mente está cansada demais para evocar uma mentira ou me esquivar dele. “Foi realmente uma viagem. Quando meu pai estava vivo, nós íamos em todos os verões. Embora a minha favorita foi quando eu tinha onze anos... antes dele morrer. Ele me levou para todos os festivais que pudesse encontrar. Foi muito divertido." O riso escapa da minha garganta. "Eu comi algodão doce demais em um deles e acabei vomitando no gira-gira." Ele esboça um coração na palma da minha mão. "Nova... como é que ele... como ele morreu?" Eu bocejo, entrando e saindo da realidade. “Ele tinha esse problema de coração”. Ele não sabia que tinha. Nós estávamos andando de bicicleta fazendo trilha na montanha e em seguida, de repente, ele tombou e não se levantou. No começo eu pensei que ele havia se machucado... Mas, em seguida, o olhar em seus olhos... Ele sabia que ia morrer e ele estava com medo. Corri de volta para ajudar, mas já era tarde demais. “No momento em que eu voltei, ele tinha ido embora.” Eu estou começando a sufocar porque eu só falei sobre o que aconteceu a Landon a minha mãe, e terapeutas. Eu puxo uma respiração tão alta que sinto a cerveja voltar na


minha garganta. "Eu sinto muito. Aqui estamos nós supostamente para jogar vinte perguntas, e de repente eu estou tagarelando sobre a morte." Ele desliza a mão da minha, passando pelo o meu peito e o meu pescoço. Pressionando os dedos no meu queixo, ele me obriga a olhar para ele através da escuridão. "Eu lhe fiz a pergunta depois que eu lhe disse que poderia ser leve. Eu sinto muito. Eu deveria ter mantido minha boca fechada." "Está tudo bem", eu asseguro-o, mas parece ser a maior mentira. "Minha mãe morreu" ele revela em uma voz suave. "Quando eu nasci." "Eu sinto muito." Eu digitalizo o seu rosto, mas está escuro demais para dizer o que ele está pensando, mas eu gostaria de poder dizer o que está acontecendo dentro dele. Será que se parece com o que eu sinto? "Você não tem que se desculpar" ele responde com as pontas dos dedos ainda pressionadas ao meu queixo. "Eu só queria responder a sua pergunta de mais cedo, quando você perguntou se eu já tinha perdido alguém próximo de mim." Meu coração está pulsando em meu peito enquanto eu me pergunto se talvez um dos nomes tatuados sobre ele pertença a ela. "Qual era o seu nome?" "Anna" ele respira tão baixo que mal consigo ouvi-lo. Seus dedos empurram com mais força contra a minha pele. Mas é o suficiente para saber que não é um dos nomes em seu braço. Eu deixei um suspiro sair dos meus lábios. "Seu pai o criou então?"


"Sim" ele responde, num tom firme, puxando a mão dele do meu rosto. "Mas, honestamente, eu praticamente me criei." Eu quero dizer algo reconfortante, mas eu não consigo pensar em nada, por isso eu digo a primeira coisa aleatória que aparece na minha cabeça. "Se você pudesse ter um desejo, qual seria?" Ele faz uma pausa e quando ele fala de novo, sua voz soa mais leve. "Será que é uma de suas vinte perguntas?" "É." Eu me viro para o meu lado e nossos dedos se soltam um do outro. "E você praticamente já fez dezoito." Ele capta meu rosto entre as mãos, trazendo-me de volta para ele, e mesmo que eu esteja bêbada, eu posso sentir a intimidade no toque. "Eu não posso dizer um desejo que gostaria de fazer agora, mas eu posso dizer que você é a única coisa que eu quero neste exato momento." Ele esboça o dedo nos lábios e escova o polegar para trás no inferior. "Eu... eu gostaria de te abraçar." Eu não o conheço bem o suficiente para saber se ele está me alimentando com uma linha, mas o conflito em sua voz, como se ele estivesse com medo de dizer isso, me fez acreditar que ele não está. Eu vou uma polegada para frente assim nós estamos perfeitamente alinhados da cabeça aos pés, e então ele leva seus dedos longe do meu rosto, criando um caminho pelo meu lado. Quando ele atinge o meu quadril, ele desliza o dedo por baixo do fundo da minha camisa, ternamente roçando minha pele e provocando calor entre as minhas coxas, e meu corpo incontrolável enrola nele. Mas ele só faz isso por um segundo, então ele cava os dedos na minha coxa e puxa minha perna, engatando-a sobre seu quadril. Cada parte do nosso corpo está ligada perfeitamente junta, e se sente incrível no sentido de que ele realmente é só ele e eu deitados aqui juntos. Não há memórias de


fantasmas, não há necessidade de descobrir porque Landon fez isso e quem eu sou sem ele. Não há nada além do silêncio. "Se você pudesse ter um superpoder, qual seria?" Eu pego exatamente de onde paramos, porque eu quero continuar com este momento perfeito de simplicidade. Ele alisa a mão para baixo na parte de trás da minha cabeça. "O poder de esquecer. E você?" "O poder de entender", eu digo, esfregando minha cabeça contra seu peito enquanto eu bocejo. "Ou o poder de salvar." Ele se mantém alisando meu cabelo para baixo enquanto ele descansa o queixo na minha cabeça. Eu esperava que ele me perguntasse sobre a minha resposta, mas ele não o faz e eu não o questiono sobre a sua. "Qual é uma coisa que você tem medo?" Ele pergunta. "Lugares desconhecidos" eu digo sem pensar duas vezes. "Eu sou desconhecido", ressalta. "Isso significa que eu te assusto?" Eu balanço minha cabeça. "Eu já lhe disse que você me lembra de alguém que eu costumava conhecer." "Então isso me faz familiar?" "Eu acho que... Deus, você provavelmente vai achar que eu sou louca." "Eu acho que você é a pessoa mais interessante que eu já conheci em um longo, longo tempo." Seus dedos envolvem a parte de trás da minha cabeça, ele desliza seu queixo em cima da minha cabeça, e leva seu queixo para baixo, enquanto eu ângulo o meu para cima. Nós nos


encontramos no meio, olhando um para o outro no momento preciso em que meu coração salta uma batida. "E se eu te beijasse agora?" Pergunta ele, seus lábios a meras polegadas de distância dos meu e seu hálito quente e leve fazem cócegas na minha pele. "Seria familiar?" "Eu não sei" eu respondo. "Não era no início, mas agora...” Ele levemente roça o lábio nos meus, gentil e quase inexistente. “E agora?" Meus pensamentos estão confusos, e é difícil imaginar qualquer coisa além de Quinton. Eu seguro a frente da sua camisa e bato meus lábios contra os dele. É a quarta vez que o beijei, e cada vez fica mais fácil. Eu ainda não tenho certeza de em quem eu estou pensando quando eu o beijo. Tudo o que sei é que no momento a minha cabeça está clara e em paz. E talvez essa seja a minha resposta. Ou talvez isso seja o que digo a mim mesma para torná-lo mais fácil beijá-lo.


Capitulo 15 29 de julho de dia 71 de ruptura de verão

QUINTON

Eu acordei na manhã seguinte me sentindo muito mais pesado do que eu estava na noite anterior. Meu primeiro instinto é dar um tapa, ver se Tristan está acordado e perguntar-lhe onde é o esconderijo. Mas então eu olho para Nova, em meus braços, e eu fico em conflito, e não tenho ideia do por que. O mau em mim quer dar um tapa e desaparecer, mas o bom quer ficar aqui, segurá-la e fazê-la feliz. É estranho, porque há dois meses eu não tinha nada e agora de repente eu tenho algo, mas eu não sei se eu quero. Eu sei que eu não mereço isso, mas ainda assim, querer e merecer são duas coisas diferentes. Fico deitado na tenda por um tempo, discutindo comigo mesmo dentro da minha cabeça, e, finalmente, Tristan entra. Ele começa a remexer através de seu saco, cantarolando para si mesmo, então ele percebe que estou acordado e ele franze a testa. "Divertiram-se ontem à noite?" Pergunta ele, dando um olhar acusador para Nova aninhada contra o meu lado. "Não é o que você pensa" eu digo meu músculo do braço apertando enquanto eu decido se eu deveria afastar-me. Ele abre o pequeno saco de plástico e começa a encher o cachimbo. "O que eu estou pensando?" Eu olho para Nova. Ela parece contente, imóvel, sua respiração suave, e eu espero que ela esteja dormindo.


"Você acha que eu dormi com ela." Ele ri amargamente enquanto ele fecha o saco plástico e acena com a cabeça para Nova, que está dormindo tranquilamente com a cabeça apoiada no meu peito. "Bem, você fez." "Sim, mas nós apenas dormimos. Nós não...” eu abaixo a minha voz. "Nós não tivemos relações sexuais." "Mas você a beijou?" Ele pergunta, e quando eu não respondo ele acrescenta "Você sabia que eu gostava dela.”. "Eu sei" eu digo, deixando escapar um suspiro alto e digo a única coisa que eu posso pensar. "Eu sinto muito. Foda-se, eu realmente fiz asneira... Eu sempre faço...” Balançando a cabeça, ele coloca a boca no tubo o leva até os lábios e posiciona o isqueiro sobre o bowl. "Desculpe não ter de volta o fato de que você a beijou." Ele traga rapidamente de leve várias vezes antes que ele recebe uma chama constante para queimar. "Quero dizer, isso é mesmo sobre ela ou isso é apenas mais uma das suas coisas como Nikki?" "Não é como Nikki" eu digo a ele na defensiva, quando o fumo enche a tenda e minha boca começa a salivar. Ele suga uma respiração profunda, prende-o em seus pulmões até que seus olhos começam a lacrimejar e em seguida, libera-o. "Então o que, você gosta dela?" Diz ele e tosse, soprando fumaça de seus lábios. "Eu ainda não tenho certeza", eu digo meus olhos fixos no tubo, porque cada parte de mim anseia por ele pra caralho. Eu sei que logo que eu tomar o primeiro hit, a maioria dos meus problemas serão esquecidos por um momento e minha vida vai voltar a ser como era, onde eu estou


contente e alto e minhas emoções sejam desligadas. Mas eu quero voltar a isso? "Eu ainda estou descobrindo isso." Ele me avalia quando o fumo enche a tenda. "E se eu disser para recuar? Você irá?" Sinto-me tonto com a fumaça e o calor que circula na tenda. "Sim, mas só porque eu lhe devo." Dói dizer isso, mas é a verdade. "Basta dizer que quer que acabe com isso e eu vou.” Eu sinto como se uma parte invisível de metal afiado fizesse cortes virtuais na minha cicatriz deixando o meu peito aberto, porque eu sei que se eu fizer isso, recuar se ele me pedir, não vai apagar os sentimentos que estou desenvolvendo por Nova, sentimentos que eu pensei que havia morrido há mais de um ano atrás. Ele mantém os olhos em mim com o tubo mais leve em suas mãos. Ele olha para Nova, depois para mim, e pega uma camisa limpa fora de seu saco. Quando me mudei para a casa dele ele falou bastante sobre ela. Eu não percebi o quanto porque ele mal a conhecia, mas ele parecia obcecado por ela. Mas estou percebendo como é fácil ser pego por ela e sua tristeza e a forma como ela fica nervosa e envergonhada e como ela parece ver o mundo sob uma luz diferente. Deus, como é que eu deixei-me chegar a este ponto? "Eu vou recuar." Ele puxa a camisa, vai para a porta, e sai, levando o cachimbo com ele e deixa o ar fresco entrar. Então ele se inclina para trás. "Eu só espero que você saiba o que está fazendo, porque pelo que eu vi você gosta de brincar ao redor e ela não parece ser desse tipo." Ele está golpeando um nervo. Lembro-me da primeira vez que eu dormi com alguém depois que Lexi tinha ido embora. Eu estava alto e havia uma


garota, e até agora eu não consigo me lembrar do nome dela. Ela agiu como se estivesse dentro de mim, e minha cabeça estava muito entorpecida pelo álcool e maconha para fazer qualquer outra coisa, que não fosse ficar com ela. Depois que terminei eu estava dormente, e sensação de dormência era melhor do que sentir agonia, solidão e culpa. Então eu continuei trepando e usando drogas, e depois de um tempo, tornou-se uma parte da vida para mim, um hábito. "Tem certeza?" Eu digo e parece que minha cicatriz se abre ainda mais. "Sim, eu tenho certeza", ele responde e me sinto aliviado e aterrorizado, porque ele já não é um obstáculo, o que significa que posso realmente estar com Nova. Merda. Culpa, vergonha, e desejo me sufocam. “De qualquer maneira eu tenho um tipo de coisa acontecendo com uma das garotas de ontem à noite." "Você vai fumar o cachimbo lá fora?" Eu pergunto quando ele começa a fechar a tenda de volta. "Sim... Eu tenho algumas coisas para cuidar" diz ele, e então ele solta a porta que se fecha completamente, deixando-me na tenda com o cheiro persistente de minha fraqueza. Alguns momentos depois, eu saio do saco de dormir, deixando Nova sozinha, enquanto eu vou perseguir o meu vício.

Depois que eu encontro Tristan e dou uma tapa muito necessária, eu não volto direto para a tenda. Eu não estou me sentindo melhor, por algum motivo, e isso está me deixando em pânico por dentro. Maconha normalmente me acalma e limpa os pensamentos escuros na minha


cabeça, mas agora eu me sinto culpado por fumá-la, mas eu me sinto culpado quando eu não faço e a quantidade de culpa que colidi dentro de mim me leva ao chão. Felizmente eu estava no carro no momento em que meus joelhos falham. Ergo meus joelhos para cima em direção ao meu peito e descanso os braços em cima deles, baixando a cabeça. Eu continuo respirando profundamente, dizendo a mim mesmo para me acalmar e respirar, mas a porra do problema é que eu realmente não quero respirar no momento. Eu quero que meus pulmões parem de trabalhar, juntamente com o meu coração, e os meus pensamentos, e minha culpa, porque eu não posso porra aguentar mais. Quero terminar minha vida e deixar tudo para trás, mas por alguma razão maldita meu corpo não vai responder ao que a cabeça quer, como se ele estivesse esperando por mim para mudar minha mente. Lágrimas começam a cair dos meus olhos e eu mantenho a minha testa pressionada nos meus joelhos, implorando para que tudo vá embora. Implorando por silêncio. E tudo o que posso fazer é voltar atrás e fumar mais um pouco de erva e esperar que ele dê o silêncio para mim.

NOVA Abro os olhos para a luz do sol eu e descanso minha bochecha contra o peito firme de alguém. No começo eu começo a surtar quando eu procuro o sol, estourando com a necessidade de contar os segundos que levam para ele se mover ao longo do horizonte. Mas eu logo percebo que eu estou em uma tenda, e eu não posso ver o nascer do sol, porque ele já está muito quente e brilhante para que ele mal tenha se levantado. Já está irradiando para dentro da tenda e aquece o ar aqui, e há um monte


de vozes e ruídos externos que eu não reconheço. Eu não tenho certeza o que fazer com a mudança abrupta na minha rotina. Por um lado, estou feliz do intervalo em que fico deitada na cama, esperando o momento certo quando eu possa me levantar. Mas, por outro lado, traz uma sensação desconfortável para o meu peito, porque eu estou acordando para o inesperado. O ar está um pouco cheio de vapor dentro da tenda e o corpo quente encolhido contra mim torna ainda mais quente. Quinton e eu estamos em uma posição muito íntima; o braço dele dobrado debaixo do meu pescoço e eu tenho a minha mão em seu peito, nossos corpos dobrados para dentro em conjunto, como duas peças de um quebra cabeça. Eu tinha acordado no meio da noite, depois de todos os beijos e conversas, entrando em pânico e sentindo como se eu tivesse uma ressaca. Ao observá-lo respirando suavemente em seu sono, fiquei perdida em tudo o que ele era, e uma parte de mim admitiu que estivesse feliz por eu estar deitada aqui com ele. Mas agora que eu estou acordada, e meu sangue está bombeando livremente de novo junto com meus pensamentos, eu não estou tão certa onde eu quero estar ou o que eu quero fazer. Estou confusa. Estou sempre confusa. Eu suspiro, pensando se algum dia haverá um momento em que as coisas vão ser fáceis e cristalinas novamente. "Bom dia" diz Quinton em um tom preguiçoso, e eu salto a partir do som de sua voz. "Jesus, você me assustou" eu digo ofegante, apertando a minha mão ao meu peito enquanto eu me sento. Suas pálpebras levantam e ele fica comigo o tempo todo; à sombra cor de mel agrupado com ainda mais tristeza. "Eu posso dizer." Tomo nota da sua camisa xadrez e bermuda cargo preto, que é uma roupa diferente da que ele estava usando na noite passada.


Seus olhos estão vermelhos e inchados, mas não posso dizer se ele está alto ou se ele esteve chorando. "Você foi até lá fora já?" "Sim, eu tive que... Eu fui falar com Tristan." Ele faz uma pausa. "Você sabe que você se mexe muito em seu sono." "Bem e você fala em seu sono." Eu digo, esfregando o cansaço dos meus olhos. "Oh, sim." Ele arqueia a sobrancelha. "O que eu disse?" "Que a Nova é a pessoa mais incrível no mundo" Eu brinco com uma voz cansada, descansando meu braço no meu estômago. Ele ri baixinho. "Sim, isso parece ser algo que eu diria." "Você não acha que eu sou impressionante?" Eu finjo um cenho franzido. Ele roça o polegar sobre meu lábio. "Eu acho você bonita." Eu empurro para baixo o impulso de correr para fora da tenda, porque na luz do dia e com minha mente limpa a palavra é mais difícil de ouvir. "Você fica dizendo isso." Ele me dá um grande sorriso pateta que parece tão fora de lugar em seu rosto que provavelmente pode significar apenas uma coisa. Ele está drogado. "Isso é porque você é." Ele explora meu corpo com seus olhos penetrantes, certificando-se de cobrir cada polegada, e mesmo que ele não esteja me tocando, parece que ele está me tocando por todo lugar. Quando seus olhos descansam sobre os meus novamente, ele parece incerto. "Eu acho..." Ele fecha os olhos, sua expressão se contorce de dor. "Eu realmente quero desenhar você Nova".


"Eu não tenho certeza se eu consigo deixar você fazer isso" eu digo em voz baixa. Seus olhos se arregalam e a dor escondida em suas pupilas é ampliada. "Eu não tenho certeza se eu posso." Ele massageia a testa com a palma da mão, como se ele estivesse tentando esfregar fora o stress. Sua camisa desliza um pouco para baixo, revelando os nomes tatuados em seu braço. "Quem são Ryder e Lexi?" Pergunto, estendendo os dedos para tocar os nomes tatuados em sua pele. Ele endurece e depois desliza o braço para fora de debaixo de mim. "Que tal eu ir encontrar para nós algum café da manhã ou algo assim?" A voz dele é alta quase um grito quando ele arruma seu cabelo no lugar com sua mão. Sem esperar eu responder, ele abre a tenda e me deixa só com a minha pergunta ecoando na minha cabeça. Eu começo a levantar para ver se ele está bem, mas meu estômago revira com náuseas de toda a cerveja que bebi ontem à noite, e eu deito novamente com meu braço sobre a minha cabeça. Eu fico olhando para o teto, recordando cada vez que Landon tinha fugido de mim quando eu fiz a pergunta errada. Então, uma noite, ele tinha ido e nunca mais voltado apenas como agora. Assim como Quinton. Sem tirar os olhos do teto, eu estico meu braço para fora e procuro por toda a tenda até que eu encontre meu telefone. Eu abro o arquivo de Landon, olhando para ele, contando os segundos. Mas quando eu chego a dois minutos, eu me sinto muito cansada para continuar, sobrecarregada pela preocupação, ansiedade, minhas más decisões, e minha rotina desgastante. Pela primeira vez em mais de um ano, eu pulo os últimos três minutos da minha rotina. Meus membros e dedos se sentem pesados quando eu clico a câmara, notando a palidez da minha pele e vermelhidão nos meus olhos inchados quando eu limpo minha garganta antes de falar.


"Lembro-me da noite que eu fui visitar o túmulo de Landon. Não foi muito tempo depois de eles colocarem a lápide em seu túmulo." Minha voz soa rouca. "Foi minha mãe que sugeriu eu ir visitar -'Talvez pudéssemos ir com os Evan'- como se fosse uma grande ideia ou algo assim." Olho para os meus olhos, pedindo-lhes para me mostrar o que estou sentindo por dentro. "Tinha ido um par de meses desde que ele foi enterrado, e eu mal tinha conseguido passar pelo seu funeral... bem, mal pode ser exagero. Eu vomitei minhas tripas para fora no banheiro depois. Eu acho que, no fundo, eu sabia que não estava pronta para ir ao seu túmulo, mas eu não podia admitir isso para minha mãe... ou talvez a mim mesma. Indo e olhando para uma pedra que marcava a data em que ele nasceu e o dia que ele decidiu ir...”. Eu chupo uma respiração. "No entanto, eu tinha concordado, porque é o que eu sempre fazia, eu concordo e vou junto com as coisas porque eu nunca poderia pensar em uma desculpa." Minha mão treme enquanto uma lágrima rola no meu rosto. "Então nós fomos com os Evans, e sua mãe chorou o tempo todo, e assim o fez a minha mãe. Eu provavelmente deveria ter dito algo, ou feito algo para torná-lo mais fácil para todos, mas tudo que eu podia fazer era ficar lá." Mais lágrimas inundam meus olhos, mas eu não as movo capturando o realismo do momento. "Eu me senti desconectada, como se não fosse real, como se alguém tivesse cometido um erro e colocado o nome errado na lápide e que realmente Landon estava em casa desenhando as montanhas ou talvez as árvores do lado de fora enquanto ele fumava maconha e perdia a noção do tempo porque isso parecia mais plausível do que ele decidir que ele preferia estar debaixo da terra do que aqui comigo” Faço uma pausa quando minhas emoções ficam demasiado incontroláveis e eu começo a tagarelar. "Após a visita terminar fui para casa e... eu não sei..." Minhas sobrancelhas se unem. "Eu só queria entender o que ele sentiu como exatamente no final... o que diabos ele estava pensando que o fez fazer isso com ele. Então eu fui para o banheiro


e comecei a cortar meu pulso aberto. Não é como se eu quisesse morrer... pelo menos eu não pensava assim. Honestamente, eu não tenho ideia do que eu queria ou procurava. Uma explicação? Uma maneira de viajar de volta no tempo? Uma maneira de fazer tudo diferente? Ou talvez eu apenas me perdesse como Landon”. O som do zíper faz com que eu largue o meu telefone. Eu rapidamente sentar-me enxugando os olhos com as costas da minha mão direita quando Quinton enfia a cabeça para dentro. Meus dentes ainda estão fazendo barulho juntos e há algumas lágrimas perdidas no meu rosto. "Eu acho que..." Sua voz diminui quando ele vira seus olhos para mim. "Nova, você está bem? O que diabos aconteceu?" Balanço a cabeça e pego a barra da minha regata e levo até meu rosto para limpa-lo. "Não é nada." Ele rasteja para dentro da tenda, fecha a porta, e se ajoelha na minha frente, parecendo arrependido. "Me desculpe, eu tipo meio que gritei com você... Eu só... Eu nem sei por que fiz isso." "Está tudo bem" asseguro-lhe, puxando a parte inferior da minha camisa para baixo sobre o meu estômago. "Não é por isso que eu estou chorando." "Eu sei", ele responde, soltando uma respiração irregular. "Mas eu precisava dizer isso... eu me sinto mal com gritos. Eu nunca deveria ter levantado a minha voz para você." Parece que eu preciso dizer um monte de coisas, porque eu não disse muito quando eu estava com Landon. "Está tudo bem. Eu prometo... Mas...” Eu me esforço para achar as palavras certas que possam talvez levá-lo a se abrir comigo, mas minha mente está esgotada pelo álcool da noite passada e os pensamentos sobre Landon de agora, as palavras nunca vem.


"Nada. Deixa pra lá." "Tem certeza?" Ele pergunta. "Você pode... você pode falar-me se você quiser Nova." Eu forço um sorriso. "Estou bem. Eu prometo." Ele sorri de volta, mas é um sorriso triste. Ele começa a ir de volta para a porta, traçando meus dedos e as costas da minha mão, e as palmas das suas mãos se sentem um pouco suadas. "Agora, vamos lá. Eu só descobri que há esse pequeno lugar onde temos que caminhar apenas três milhas até a estrada, para que possamos realmente ter comida de verdade em vez de barras de granola ou a merda que comemos ontem à noite." "Eu acho que foi cachorros-quentes. É por isso que os colocamos sobre os garfos de cachorro-quente.” “Eles podem ter sido cachorros-quentes, mas com certeza eu não gosto de como eles estavam." “Eu acho que Delilah os queimou", eu digo. "Ela é péssima na cozinha." "Eu também." Ele afirma. "Uma vez eu queimei um Hot Pocket no microondas." "Como você queimou um Hot Pocket no micro-ondas?" "Ao deixá-lo lá por mais de dez minutos" diz ele com um sorriso divertido. "Eu estava alto e em vez de tentar definir o tempo, eu só empurrei um monte de botões imaginando que iria funcionar. Eu ainda o comi, no entanto." Sorrimos um para o outro, a ponto de rir, mas eu não tenho certeza se é real ou se é apenas algo que sabemos que é suposto fazer e tão rapidamente quanto chega estamos afundando de volta para a desolação mais uma vez. Ele para em frente a porta e agarra meus dedos.


"Nova, eu realmente gosto de você... mas há coisas... coisas que eu não posso falar. Eu não tenho certeza se eu posso estar com você como eu estava na noite passada.” Uma longa pausa passa entre nós. Ele continua a traçar as dobras em meus dedos com sua cabeça dobrada para baixo, e eu analiso seu comportamento, triste e quebrado, e Deus, eu odeio pensar se ele é um suicida? E se abaixo da superfície, há ainda mais dor corroendo-o, e eu sou a única que o vê porque eu já vi isso antes, mas não reconheci até que fosse tarde demais? Estou prestes a perguntar por que ele é tão triste, mesmo que isso signifique ele gritando comigo ou me odiando ou eu completamente saindo da minha zona de conforto. "Eu tenho que te perguntar uma coisa" diz ele, antes que eu tenha uma chance. "E tanto quanto eu odeio perguntar isso, porque eu odeio ser intrometido, isso vai me enlouquecer se eu não fizer." Ele olha para mim. Meu peito aperta em antecipação. "OK…" "Você... você estava apenas falando consigo mesma a pouco?" Ele pergunta e então rapidamente acrescenta: "Quero dizer, é legal e tudo... tudo o que fazemos... mas você estava chorando tanto..." Então ele pensa que eu sou louca. "Sim e não.” "Poderia elaborar?" Ele pergunta com um oh-merda-favor-não-deixe-elaseja-louca-olhar. Na verdade, não. "Eu só..." Eu tento pensar em uma mentira, porque dizendo a ele sobre o meu esforço de fazer o vídeo parece muito privado. Mas ele tem a minha


mão na sua e é reconfortante e familiar e tudo que eu quero fazer é dizerlhe a verdade, como eu costumava fazer com Landon. "Eu estou fazendo este vídeo..." Eu paro quando sua expressão se altera abruptamente de confusa para divertida. Ele junta sua mão em um punho e cobre a boca com a mão, escondendo um sorriso. "Como um vídeo de sexo?" "O que... não!" Eu esmago seu braço, balançando a cabeça. "Por que diabos você iria pensar isso? Eu estava apenas falando comigo mesma." Ele abaixa a mão de sua boca, humor em sua voz. "Oh, você pode fazer um vídeo de sexo sozinha." Minhas bochechas queimam e eu pego o travesseiro ao meu lado, abraçando-o com um braço, enquanto eu enterro meu rosto nele para esconder a minha mortificação. "Bem, isso não é o que eu estava fazendo." "Que tipo de vídeo era então?", Ele pergunta, com interesse, e eu olho para ele. Sua mão está em seu colo e seus dedos estão suavemente acariciando meu pulso. "É apenas um vídeo sobre mim", eu digo, tremendo quando o dedo roça uma área sensível no meu braço. "Ou os meus pensamentos. Eu acho que é como uma espécie de documentário.” "Ou como um Novamentário", diz ele. O momento é tão real, tão cru e fresco, que eu não posso ajudar, mas quero encontrar uma maneira de capturá-lo e mantê-lo para sempre, porque em breve será substituído por álcool e maconha ou os números e a ordem. Jogando o travesseiro de lado, eu pego meu telefone.


"Que tal você dizer alguma coisa para o meu Novamentário?" "Você quer me gravar?", Ele questiona com cautela, e eu aceno. "Bem, eu não sou tão grande em vídeo." "Nem eu" Eu aponto a câmera do telefone para ele, e eu tenho que admitir que ele parecesse belíssimo nele; olhos claros de mel marrom, cílios longos, cabelo curto, macio e lábios muito adoráveis. "Delilah fez isso, mas você não tem que fazer se você não quiser." Eu mantenho a câmera apontada para ele por mais tempo e, em seguida, começo a baixá-lo quando ele não diz nada. "Espere." Ele aperta meu pulso entre os dedos. "Eu vou dizer uma coisa." Ele faz uma pausa. "Você quer honestidade?" Eu penso sobre a sua pergunta, mas aceno. "Se você estiver confortável com isso." Ele libera meu pulso entre seus dedos e vai para longe de mim. Eu acho que ele vai sair, mas então ele cruza as pernas e apoia os cotovelos sobre os joelhos. "Era uma vez um cara." "Eu pensei que você estava indo para dizer algo honesto", eu interrompo. "Não é um conto de fadas." Ele levanta um dedo. "Dê-me um minuto... Eu prometo que não é um conto de fadas." Eu relaxo observando-o através da tela quando ele estala seus dedos e aperta o pescoço, em seguida, se move em seu próprio silêncio. Seus músculos do pescoço estão rígidos e sua pele tem um tom pálido. "Era uma vez esse cara", ele começa de novo. "E ele era um bom rapaz. O tipo que as meninas poderiam levar para seus pais conhecerem e que caiu de amor com a garota que ele sabia que ele iria se casar." Os sulcos na sua testa aumentam e ele olha por cima do ombro. "Ou pelo menos é


o que ele acreditava... mas merda aconteceu e o cara acabou morrendo, apenas de alguma forma ele conseguiu voltar, mas o bom nele permaneceu morto e tudo o que restou foi este cara realmente ruim que fode merda e que realmente, realmente deseja que ele tivesse ficado morto” Ele para e pisca, e por um momento parece que ele esqueceu onde ele está, e quem eu sou, e quem diabos ele é. Nós olhamos um para o outro, e eu estou tentando descobrir o que dizer a ele, porque ele está falando abertamente para mim, ou a câmera, de qualquer maneira a dor que eu vi dentro dele está deslizando para fora através de suas palavras. Quero perguntar-lhe como o cara morreu o que aconteceu com a menina, e por que o cara acha que ele é uma pessoa tão ruim. Eu abaixo a câmera. "Por que você acha que você é um cara mau?" "Porque eu sou", diz ele tão simplesmente como se fosse um fato, mas pelo que eu vi dele e o que estou vendo agora, ele não é. "Não, você não é," eu digo. "Nem mesmo perto." Ele balança a cabeça. "Você não me conhece mesmo Nova, então você não pode dizer isso mesmo sobre mim." "Eu sei algumas coisas sobre você", digo a ele. "Você me faz sorrir, e ninguém fez isso em um tempo muito longo." Ele me oferece um sorriso indiferente. "Só porque eu posso te fazer sorrir não significa que eu mereça sorrir." "Por quê? Porque você usa drogas? Ou... ou é por causa de outra coisa?” "É tudo." Ele quase soa frustrado, como se ele quisesse que eu parasse de dizer que ele é bom. "Tudo o que faço, fiz é ruim."


"Isso não é verdade," eu digo a ele e coloco a câmera para baixo no chão. "O que fazemos não nos define, embora eu ache que algumas pessoas provavelmente discordem de mim." Eu vou para frente só para me mover para perto dele e nossos joelhos se tocam e eu faço uma conexão com ele. "Eu acho que às vezes as coisas só ficam confusas e nos perdemos, e às vezes você não consegue descobrir qual o é o caminho certo... qual é a decisão certa." Sair ou avançar. Curar ou quebrar. Lutar ou morrer. Eu ainda estou tentando descobrir isso. Seus olhos enrugam em torno dos cantos e sua expressão suaviza. "Você está confusa e perdida Nova?" Eu aceno e eu sinto alguma coisa quebrar dentro de mim com a minha confissão pairando entre nós. “Todo o maldito tempo." Ele engole em seco. "Eu entendo completamente onde você está." Ele suga a respiração e, em seguida, o humor muda quando ele esfrega as mãos. "Assim, sobre o café da manhã?" "Café da manhã soa bem," eu digo a ele, o que parece extremamente comum, após a conversa que havíamos acabado de ter. Mas, às vezes o comum é uma boa pausa da complexidade, eu acho. Ou talvez apenas nada a dizer. Ele descruza as pernas, ajoelha-se e abre a porta da tenda. "Agora, há algo que você não gosta de comer, além de sorvete derretido?" Ele se arrasta para fora da tenda para o sol. "Cachorro quente queimado." Eu brinco quando eu rastejo para fora da tenda atrás dele. "Ou talvez algo como Hot Pockets queimados?" "Sim, não mais cachorros quentes queimados. Ou Hot Pockets." diz ele, oferecendo-me uma mão enquanto escova a sujeira fora dos joelhos com


a outra. Eu coloco minha mão na sua, e ele entrelaça nossos dedos, em seguida, levanta-me. Eu respiro o ar fresco e elevo o meu rosto para o sol. É um bom dia, com apenas algumas nuvens manchando o céu. O palco está vazio e o campo está bastante vazio. "Onde está todo mundo?" Pergunto me espreguiçando como um gato na luz do sol. Ele sorri, divertido com alguma coisa. "Eu acho que eles foram para o lago." "O lago?", Eu puxo na parte inferior da minha blusa, cobrindo meu estômago. Ele balança a cabeça e, em seguida, caminha ao redor da tenda, me levando junto com ele. "Sim, eles foram lá para ficarem limpos, eu acho." "Tomando banho em um lago?" Pergunto, manobrando em torno dos coolers e cadeiras dobráveis. Ele dá de ombros, chutando uma garrafa fora do nosso caminho. "Sim, não é assim um negócio tão grande. Eu acho que eles tomam banho com suas roupas." "Você acha?" Eu pergunto e depois percebo o quão imatura eu pareço. Ele balança a cabeça, envolvendo o braço em volta do meu ombro, e então ele me surpreende ao beijar minha testa. "Na verdade, eu não acho. Eu fui lá um pouco mais cedo, e por alguma razão todo mundo parece pensar que está em uma colônia nudista. Ou todos eles parecem pensar que estão em algo que lhes dá toda essa vibe de liberdade." "Por que você estava lá?" Eu desvio do caminho de uma tenda. Ele olha para mim com curiosidade e seus olhos ficam mais claros à luz do sol.


"É essa a sua maneira de perguntar se eu estava lá me juntando à nudez também?" "Algo assim." Eu admito, embora minhas bochechas esquentem. Eu mastigo minhas unhas, deixando meu cabelo cair para o lado do meu rosto. "Eu não sei muito sobre você, e seria bom saber se você está nessa de se despir na frente de um monte de gente." "Por quê? Você me odiaria se eu dissesse que sim?” ele pergunta sério. Eu balanço minha cabeça. "Não, eu só quero saber mais sobre você." Ele me olha com curiosidade quando se vira em torno de uma porta traseira que está repleta de caixas de cerveja e pontas de cigarro. "Bem, a resposta é não. Na verdade, eu odeio ficar nu na frente das pessoas.” Enfio o meu cabelo atrás da minha orelha e olho para o céu claro. Quando eu olho para trás, ele está olhando para mim. "O quê?" Pergunto. "Eu estou esperando por sua resposta", diz ele nos atrasando para chegar ao Cadillac velho enferrujado de Tristan. "Minha resposta para..." Ele pega as chaves no bolso. "Sobre se ou não você é o tipo de pessoa que gosta de ficar nua na frente de outras pessoas." Eu mordo meus lábios e sacudo a cabeça. "Não, não realmente." Ele sorri enquanto ele abre a porta do carro. "Bom, agora temos algo em comum." "Essa é a única coisa que temos em comum?" Eu pego as chaves que ele joga para mim. Ele me olha nos meus olhos, e me pergunto o que diabos ele pode ver neles.


"Não, eu acho que temos muito mais em comum." Ele coça a cabeça dele enquanto ele considera algo. "Você pode dirigir? Eu não acho que eu deveria." Gostaria de saber se isso tem a ver com estar sob a influência de drogas ou se é relacionado com o que Tristan disse. Pergunto-me um monte de coisas sobre ele, sobre mim, sobre ele e eu juntos, e por isso eu pareço ser uma pessoa diferente em torno dele, como se eu me perdesse nele em vez dos números, controle e ordem. Meus pensamentos derivam para o largo quando algo me atinge no interior como um relâmpago. É assim que eu era com Landon? Perdida? Diferente? Eu estava tão consumida por ele quando ele estava vivo. Será que eu sabia realmente quem eu era? Subo e ligo o motor enquanto Quinton passa pela frente do carro e entra. Eu começo a observa-lo quando ele diz. "Pare." Eu bato o pé no freio em pânico pensando que eu estou a ponto de atropelar alguém ou algo. "O que há de errado?" Eu pergunto olhando o retrovisor, mas a estrada de terra atrás de mim está vazia. Seus olhos estão ligeiramente arregalados quando ele se inclina sobre o console, esticando o braço na frente do meu peito. Então ele pega o cinto de segurança, puxa-o sobre o meu peito e o afivela. Eu espero ele colocar o dele próprio, mas ele relaxa em seu assento, e permanece assim. "Você não vai colocar o seu também?" Eu pergunto, deixando o carro rolar lentamente para trás. Ele balança a cabeça teimosamente. "Eu estou bem." "Quinton, eu..." Eu tento falar quando ele vira sua cabeça em direção à janela e cruza os braços. "Eu disse que eu estou bem" diz ele com uma voz firme, apontando para a estrada. "Agora vamos obter algum café da manhã." Eu quero discutir


com ele, mas como diabos eu deveria forçar alguém a fazer algo que, obviamente, está determinado a não fazer. Suspirando, eu pressiono o acelerador, manobrando o carro em torno dos buracos. Quanto mais perto eu chego da estrada principal mais irritada fico, porque ele não vai colocar o cinto de segurança, e eu sei que ele provavelmente fez uma tonelada de outras coisas que colocam sua vida em risco, isso faz parecer que ele não valoriza sua vida em tudo, o que me deixa ainda mais agitada. Finalmente, eu piso no freio com um pouco de força demais o que nos envia para frente. Meu cinto de segurança trava, mas porque ele não tem um ele acaba batendo com a cabeça no painel. "Merda", ele amaldiçoa, esfregando a cabeça, e depois me encara friamente. "Por que diabos você fez isso?" Meu pé que está mantendo o freio está tremendo quando eu olho para frente. "Porque eu quero que você coloque o cinto de segurança.” Ele faz uma pausa. "Nova, é realmente minha decisão se eu quero usar um ou não." Eu balanço minha cabeça, meu queixo apertado. "Não, não é. Independentemente da sua porra de razão para não colocar um, se alguma coisa acontecer, então todos os que já se preocupava com você vão ficar sofrendo e sentindo falta de você e provavelmente chateados porque você optou por não colocar o cinto de segurança." Há uma longa pausa, enquanto minhas palavras e tom agudo assustam a nós dois. "Ninguém se preocupa comigo, por isso está tudo bem." diz ele com indiferença. "E eu nunca uso um." "Eu me importo com você", eu insisto, e meu peito comprime quando eu percebo que é a verdade. A dolorosa, inconcebível, a verdade não


planejada. Eu me preocupo com ele. Minha respiração falha com o que eu digo: "Então, se não pode colocar por você, por favor, coloque por mim?”. Ele fica quieto por um tempo, e acho que ele vai recusar. Eu fico pronta para dirigir de volta para o campo, e desistir do café da manhã, quando ele suspira e coloca seu cinto. "Você está feliz agora?" Ele murmura, caindo para trás no banco. "Sim." Eu levo o carro par a estrada novamente sentindo-me um pouco mais leve, como se eu pudesse ter acabado de fazer algo certo.

QUINTON Ela ainda está chateada sobre o cinto de segurança, mesmo quando chegamos ao restaurante. Eu realmente não acho que isso tem a ver comigo não colocar o cinto de segurança e muito mais com o fato de que eu não estou cuidando bem da minha vida. Eu ainda estou tentando processar o fato de que ela se preocupa o suficiente para querer que eu coloque o cinto de segurança. Parte de mim está com raiva de mim mesmo por permitir que as coisas fiquem tão complicadas entre nós, por deixá-la se aproximar o suficiente para que ela realmente se preocupe com a minha vida. Ela não deve ser preocupar com isso. É inútil. Eu sou inútil. Eu posso estar andando, respirando, coração batendo, o sangue correndo pelas minhas veias, mas a minha existência, minha alma, tudo o que me fazia ser quem eu era está morto. Pelo menos eu pensava que estava. Mas há outra parte de mim, uma que foi reprimida por um tempo muito longo, que aprecia o fato que ela se preocupa com minha vida, comigo. Eu estava dividido sobre a colocação do cinto de segurança,


porque eu realmente não me importo com o que acontece comigo, e eu às vezes tenho a secreta esperança de que algo ruim vai acontecer e eu vou finalmente poder ser enterrado com todos os outros, sob a terra, exatamente onde eu deveria estar. Mas no final eu cedo à Nova, porque eu me lembro o que aconteceu com seu namorado e como isso provavelmente tem algo a ver com isso. Mas eu sei que, cedendo a ela, eu estou admitindo que eu esteja desenvolvendo

sentimentos

por

ela,

então

eu

tento

imaginar

mentalmente Lexi durante a viagem. Torna-se mais difícil com cada movimento que Nova faz, no entanto, quando ela brinca com as chaves e ajusta o espelho, porque faz com que ela seja real, e as imagens de Lexi sejam apenas lembranças. Ela não fala comigo por todo o caminho, só balança a cabeça quando eu lhe dou as indicações. Demora alguns minutos para chegar até o restaurante porque a estrada é cheia de pedras e acidentada e foi feita mais pra veículos com tração nas quatro rodas. Finalmente, ela para em uma pequena cabana de madeira no centro das árvores. Há um sinal de néon piscando nas janelas e luzes brilhantes no telhado, juntamente com algumas em torno da porta. Plantas, flores e árvores cercam o caminho que leva à entrada, e o sol brilha através dos ramos acima, tornando tudo divertido e alegre na parte externa. Ela desliga o motor, remove as chaves, e abre a porta para sair. "Nova, espere", eu digo, soltando o cinto de segurança, e mentalmente gritando para eu manter minha boca fechada e deixar que ela fique com raiva de mim. Ela faz uma pausa com as pernas para fora do carro e se volta para mim quando ela ajusta uma das as alças caídas de sua camisa vermelha por cima do ombro. "Sim." Basta deixá-la ir.


"Eu... Eu sinto muito." Ela olha por cima do ombro para mim e mechas de seu cabelo caem sobre seus ombros nus. "Pelo o quê?" "Por ser um cuzão" eu digo a ela, deixando o cinto de segurança correr. "Está tudo bem." Ela sai do carro e enfia as chaves no bolso de seu short jeans curtos. Eu saio do carro e a encontro na parte da frente do carro. Ela não diz uma palavra quando entramos no restaurante, onde parece que todos que estavam no concerto estão reunidos aqui. Conseguimos encontrar um pequeno estande na parte de trás, espremida entre a porta de trás e a cozinha. É barulhento, mas a nossa mesa é agonizantemente tranquila, porque Nova não está falando comigo. A garçonete vem e pega nossos pedidos. Nova começa a mexer com o saleiro, girando-o em torno de sua mão. Estou procurando em minha mente algo para dizer, mas nada parece certo, e eu estou começando a pensar que eu deveria apenas deixá-la ficar com raiva de mim quando ela começa a falar. "Só parecia que você não queria usá-lo porque você estava..." Ela derrama um pouco de sal e varre-o da mesa e no chão com a mão. "Porque você estava triste." "Não foi por causa disso," eu minto, desenrolando os talheres do guardanapo. "Mas isso é o que parecia." Ela ainda está olhando para a mesa e parece que seus olhos estão ficando aguados. "E eu tinha alguém... próximo a mim... um amigo que parou... ele fazia coisas por causa da tristeza." Ela morde o lábio tremendo tão forte que tira sangue. "Nova, eu..." Eu não tenho uma ideia do caralho do que dizer a ela.


"Foi o meu namorado", ela sussurra, e as lágrimas escorrem pelo seu rosto. "E ele estava triste e então ele parou de fazer tudo." Sua voz está tremendo e ela está fungando enquanto ela enxuga as lágrimas de seus olhos. Mas mais lágrimas escapam de seus olhos e escorrem por todo o seu rosto e a mesa debaixo dela acaba encharcada com sua dor. Eu sou a última pessoa que ela deveria estar falando sobre isso, porque eu penso sobre isso o tempo todo. Eu penso em parar tudo por causa da tristeza. Mas ela está chorando, e isso dói assistir, assim eu acabo saindo do meu lado da cabine e deslizo no dela. Ela começa a chorar assim que o meu ombro toca o dela e depois ela esconde o rosto no meu peito, encharcando-o com suas lágrimas. Eu coloco minha mão sobre as suas costas e seguro sua mão, porque é tudo o que posso fazer, porque eu sei que a morte dói, a morte nos quebra, a morte consome, e não há nenhuma cura mágica para fazer ir embora. Eu a deixo chorar durante o tempo que ela precisa com meu braço em torno do seu ombro. Mesmo quando ela para os soluços, ela mantém o rosto pressionado contra o meu peito. A garçonete deixa nossa comida, dando-nos um olhar estranho, mas eu minimizo a situação e espero. Finalmente, quando a comida está esfriando, Nova puxa para trás. Suas bochechas estão manchadas de vermelho e seus olhos estão inchados. "Eu sinto muito... Eu não tenho ideia por que eu fiz isso." Eu escovo o meu dedo para cima em seu rosto para enxugar as lágrimas, mas sua pele está sensível e ela estremece então eu me inclino para frente e suavemente coloco um beijo em cada uma de suas bochechas. Fechando meus olhos, eu me permito um segundo para aproveitar o momento. Então eu vou para trás e olho nos olhos dela. "Você está bem?" Ela balança a cabeça e abre a boca, mas seu estômago decide para fazer muito barulho e alto e isso me faz sorrir e rir.


"Eu acho que talvez eu devesse comer, apesar de tudo." Ela começa a desenrolar os talheres, a boca virada para baixo. "Quinton?" Eu pego o meu garfo, pronto para devorar a comida. "Sim?" "Obrigado" ela diz baixinho com a voz rouca. É incrível como duas palavras podem significar tanto. Eu aceno com meus olhos em minha comida, e nós cavamos em nossos ovos, panquecas, e torradas, mantendo a conversa leve. No momento em que voltamos para o carro, temos as barrigas cheias e estamos satisfeitos. Quando subimos no carro, coloco o cinto de segurança sem ela pedir, mesmo que eu não queira, eu faço isso por ela. Ela não diz nada, mas da um grande sorriso, e por um breve momento eu sorrio, também.

NOVA Eu me sinto mal por chorar na frente dele, mas ao mesmo tempo eu não acho que eu possa ter ajudado ele. Eu estava muito sobrecarregada e honestamente, eu só estou exausta. De ser quem eu sou. De não saber quem eu sou. E de sempre estar confusa. Estou começando a me perguntar como seria seguir em frente sem os números e, finalmente, começar a respirar novamente. Embora não pareça inteiramente possível a ideia de fazê-lo parece ser menos cansativo. Talvez eu pudesse parar, mas e depois? O que seria de mim? Será que o passado iria me esmagar? Mais tarde naquela noite estamos sentados na frente de um fogo, e o céu da noite parece um cobertor polvilhado com as estrelas acima de nós. Dylan rodeou uma pequena área com pedras


para que pudéssemos cozinhar o jantar em uma fogueira mesmo que ele nunca tenha feito o jantar. Em seguida, todos nós nos sentamos ao redor do fogo, bebendo cerveja, rindo e bebendo mais. Uma das minhas bandas favoritas está tocando e eu estou sentada no colo de Quinton cantando junto com as letras. "Ei, eu tenho uma ideia." Delilah anuncia quando ela pega um marshmallow excessivamente cozido no final de sua vara. "Vamos jogar verdade ou desafio." Dylan atira-lhe um olhar sujo quando ele mexe com a fogueira, os troncos dentro dela sibilando e fumegando. "Eu já deixei bem claro que eu odeio jogos." Ela revira os olhos quando ela coloca uma gota de marshmallow em sua boca e, em seguida enxuga os dedos pegajosos na lateral de seu short. "Então você pode assistir." Balançando a cabeça, Dylan retorna para sua cadeira próxima ao cooler. "Faça o que diabos você quiser, desde que eu não seja uma parte dela." "Eu vou jogar", eu digo a ela enfiando o garfo de cachorro quente no fogo. Eu tenho três marshmallows sobre isso e eles imediatamente começar a borbulhar contra as chamas. "Eu gosto de jogos." Quinton sorri para mim apertando meus quadris. "Eu sei que você gosta." diz ele com honestidade e é estranho porque ele conhece uma parte de mim, o que significa que ele está interessado em conhecer-me. Ele olha para Delilah que está sentada em um tronco ao lado de Tristan. "Eu vou jogar." Três de nós olham para Tristan e ele parece hesitante, mas dá de ombros. "Tanto faz." Delilah dá uma tapa com sua mão contra seu joelho e empurra o resto de seu marshmallow queimado em sua boca.


"Ok, quem quer ser o primeiro?" Quando ninguém se oferece, acrescenta. "Ok, então vou." Ela equilibra a vara nas rochas na frente de seus pés e, em seguida, engole a boca cheia de marshmallows. "Ok, o meu é para Nova, e se você não responder a pergunta do desafio você tem que tomar um tiro." Balançando a cabeça, eu engulo o resto da minha cerveja. "Tudo bem, eu escolho a verdade." Ela põe sua língua para fora apontando para mim. "Eu sabia que você iria escolher isso." "O que diabos isso significa?" Eu pergunto ofendida. "Significa que você é previsível", diz ela sendo uma cadela. Eu diria mais para ela, mas todo mundo está assistindo, então tudo o que eu digo é: "Qual é a sua pergunta?" Ela oscila, olhando para o céu, pensativa. "Você já ficou com um cara só porque você estava bêbada?" "Você sabe que eu fiquei." eu respondo com uma voz firme, olhando para ela, perguntando qual diabos é o problema dela. Ela está apenas sendo uma cadela porque ela está com raiva de mim por alguma coisa, ou ela está em alguma coisa? Com o canto do meu olho eu pego Tristan olhando para mim, e isso me deixa extremamente desconfortável. "Então, eu não sei por que você está perguntando isso." "Porque verdade ou desafio é tudo sobre o que causa drama, e eu pensei que isso causaria" Delilah responde, em seguida, aguarda uma cena de novela a se desenrolar. Mas isso nunca acontece. Sim, há desconforto entre Tristan e eu e Quinton parece estar um pouco desconfortável também, mas felizmente ninguém diz qualquer coisa. Parecendo desapontada, Delilah se inclina para trás no tronco, apoiando seu peso sobre as palmas das mãos. "Quinton, verdade ou desafio?" Ele dá de


ombros e eu sinto seu peito subir e descer enquanto ele solta um suspiro cansado. “Desafio, eu acho." Um sorriso diabólico se arrasta pelo rosto de Delilah e ela parece má à luz do fogo. "Eu te desafio a me beijar." Eu fico tensa sabendo que eu não deveria, porque ele não é meu namorado ou qualquer coisa, e eu não estou mesmo certa o que eu quero dele. Tudo o que sei é que eu não quero compartilhálo. Olho para Dylan, que simplesmente dá de ombros e abre outra cerveja. "Não me importa o que ela faz porra" ele diz e joga a cabeça para trás, bebendo a cerveja. Todos olham ao redor desconfortáveis então Quinton muda seu peso. "Nova, você poderia levantar-se?" Eu aceno rapidamente me levanto e vou vacilante para o lado. Eu considero ir para o meio da multidão, em vez de assistir, mas não posso determinar qual é o mais doloroso de suportar. Então eu fico lá parada ao lado do fogo, tentando não chorar quando ele faz o seu caminho ao redor do fogo em direção a Delilah. Eu posso sentir Tristan me observando, e Delilah molha os lábios com a língua em antecipação. Eu não sei por que ela está fazendo isso. Este é apenas um lado dela que eu nunca vi, ou são as drogas, porque eu estou começando a entender que elas podem fazer uma pessoa cometer atos completamente diferentes do seu caráter ordinário. Mais feliz. Mais triste. Mais irritado. Cadela. Quinton chega a seus pés e caminha na direção de Delilah. Exatamente quando ele está prestes a alcançá-la, ele vira à esquerda em direção à caixa de garrafas de álcool situada ao lado da tenda. Ele seleciona uma garrafa de vodca barata e torce fora da tampa. Coloca a garrafa nos lábios, ele inclina a cabeça para trás e bate para trás um tiro. "Eu estou declinando esse desafio." diz ele, seus músculos se


contraindo quando a queima do álcool chega a ele. Delilah dá de ombros quando ele coloca a garrafa de volta na caixa. "Sua perda." Ela sorri para mim e eu não sei por que, porque eu realmente quero bater nela. E então eu percebo que o fato de eu querer atingi-la significa que posso estar sentindo algo por Quinton e eu não tenho certeza de como lidar com isso. Estou prestes a me levantar e bater meu próprio tiro, quando Quinton caminha até mim e estende a mão. "Que tal abandonar o jogo e ir para uma caminhada?" Quinton pede-me com a mão estendida para fora. Eu aceno e enrolo meus dedos nos seus, o contato instantaneamente me dando uma sensação de familiaridade. "OK." "Hey!" Delilah protesta sentando-se reta quando ela está prestes a se levantar. "Temos de terminar o jogo primeiro." "Eu acho que eu terminei com o jogo" eu digo, deixando Quinton puxarme para os meus pés. Nós caminhamos em direção ao campo, de mãos dadas, e por dentro me sinto momentaneamente pacífica. "Espere" Tristan chama, quando ele recupera o cachimbo do bolso. "Vocês não querem fumar um primeiro?" Eu começo a dizer sim, mas Quinton balança a cabeça. "Estamos bem." Eu fico um pouco irritada que ele diga estamos - como se ele fosse meu porta-voz. Mas ele está segurando a minha mão e se sente quente contra a minha, não fria, o que significa que ele está aqui. Comigo. Não está pronto para sair. Sem mim. Nós andamos para longe do fogo e do jogo bobo nos dirigindo para o campo tranquilo por trás das barracas, o mesmo que fica em frente da floresta. Ele encontra uma rocha


para nos sentarmos e depois de subirmos em cima dela sentamos um ao lado do outro, mas não nos tocamos. "Eu não sei o que pensar sobre ela" afirma olhando para o ardente brilho das luzes do palco brilhando a distância. Eu desenho um padrão em um pedaço de terra ao lado da minha perna sobre a rocha. "Quem, Delilah?" Ele balança a cabeça, seu olhar deslizando para mim, seus olhos cor de mel uma sombra contra a escuridão e um filete de luz da lua cheia. "Vocês duas são tão diferentes. Como você se tornou amiga dela?" "Eu passei por algumas coisas..." Eu paro e encolho os ombros. "Ela estava lá para mim quando não havia mais ninguém." "Isso é meio difícil de acreditar." "Bem é a verdade." Eu medito sobre uma questão na minha cabeça e, finalmente, apenas digo. "É por isso que não a beijou? Porque você não tem certeza sobre ela?” "Não. Eu não tenho certeza sobre um monte de coisas, e é por isso que eu não a beijei." Ele olha para baixo na parte da rocha entre nós, onde os nossos dedos estão a apenas algumas polegadas de distância um do outro. "Eu sei de uma coisa, no entanto." "Ah, sim, o que é isso?" Eu fico olhando para as nossas mãos, também, tão perto, mas elas ainda parecem tão distantes. Ele olha para mim ao mesmo tempo em que eu olho para ele e a intensidade em sua expressão empurra meu equilíbrio para fora e eu sinto tonturas. "Que eu realmente quero te beijar." ele profere suavemente.


"Ok." Eu culpo a minha resposta ansiosa ao álcool no meu sistema, ou talvez seja apenas realmente o que eu quero no momento. "Tem certeza?" Ele questiona, olhando para minha boca. "Porque eu não quero... a coisa do restaurante..." Eu bato meus lábios nos dele, porque eu estou presa no momento e eu quero prova-lo de novo e eu quero evitar tomar um desvio pela estrada da memória novamente. Eu realmente nunca instiguei um beijo antes e isso faz minha adrenalina subir e eu tremo da cabeça aos pés. Mas logo as minhas emoções acalmam quando nos aproximamos sobre a rocha com seu corpo posicionado sobre o meu. Sua língua se move lentamente, mas deliberadamente quando ele explora a minha boca, enquanto meus dedos deslizam debaixo de sua camisa. Ele tem o joelho entre as minhas pernas, e com cada movimento que nossas bocas fazem, seu joelho corresponde ao movimento suave, esfregando entre as minhas pernas. Quando ele atinge o ponto certo, uma sensação de formigamento entra em erupção por todo o meu corpo, e isso me faz gemer enquanto meus dedos pressionam para baixo contra o seu abdome. Eu sinto que estou voando e caindo, tudo ao mesmo tempo, perdendo todo o controle, como quando eu estou presa em um passeio em um brinquedo em um parque e eu não tenho certeza como o inferno irei sair dele. Então minha cabeça começa a girar quando seus dedos se deslocam para a parte inferior do meu short de forma gradual e suavemente encharcando minha pele no calor. Eu fico tensa, querendo dizer-lhe para parar, mas meus lábios ficam selados nos dele, porque eu não consigo encontrar a força de vontade ou o desejo de quebrar o beijo. Ele desliza um dedo dentro de mim, mas, em seguida, ele faz uma pausa, apoiando-se nos cotovelos para me olhar nos olhos. "Está tudo bem?"


Não. Eu concordo. "Sim." Ele expira, como se ele estivesse nervoso e estivesse esperando que eu dissesse que não. Então ele está me beijando e me sentindo por dentro, com os nossos corpos se movendo em harmonia com a música tocando no palco, e por um breve segundo, o mundo com sua escuridão assustadora que nos rodeia, há um momento de divisão da perfeição. O conjunto de emoções que pululam na minha cabeça e corpo me faz sentir como se eu fosse explodir, e eu agarro-me a seus braços enquanto eu movo minha boca longe da sua, inclinando a cabeça para trás, caindo mais profundamente na perfeição. Quando tudo acaba, ele nos coloca de volta na rocha e me segura, penteando os dedos pelo meu cabelo, enquanto eu lentamente retorno ao mundo marcado em torno de nós. Eu tenho uma estranha sensação de déjà vu quando nós olhamos as estrelas e a exaustão tenta nos levar, minha mente e corpo se tornando mais pesado e grogue com imagens da última vez que eu estava sob as estrelas à noite. Eu não quero ir dormir, porque eu tenho medo de quando eu vou acordar. Ou que eu não vá acordar. "Você sempre pensa sobre o futuro?" Pergunto-lhe, quebrando o silêncio. "Não na verdade", ele responde ficando rígido, seus dedos emaranhados no meu cabelo. "Você?" "Às vezes, mas eu nunca realmente vejo nada." "Nada mesmo?" Eu sigo uma linha longa para cima e para baixo em seu peito com o dedo, bem onde eu sei que a cicatriz fica escondida sob o tecido. "Eu costumava. Muito. Mas, no final é praticamente inútil, porque não importa o que você quer ou qual plano fez. Eles nunca acabam como você quer." No começo ele não responde, e eu acho que é porque ele concorda comigo. Em seguida, ele transfere o seu peso para o lado e vai para baixo


assim ele fica ao nível dos meus olhos. Ele coloca a mão em cada uma das minhas bochechas e me olha nos olhos. "Você sabe o que eu penso", diz ele, entrelaçando suas pernas ao redor das minhas. "Eu acho que você vai ter um futuro realmente incrível, cheio de baquetas, músicas e vídeos, e qualquer outra coisa que você quiser porque um dia você vai acordar de tudo isso e perceber que você está muito bem por estar aqui." Suas palavras batem contra o meu peito, porque não significa que sirvam para ele também. Não realmente. Ele nem sequer me conhece. Meus lábios se abrem para lhe dizer isso. “Eu penso que..." Seus lábios colidem com os meus e é a última coisa que dizemos um ao outro. Nós nos beijamos até que as estrelas começam a diminuir, e então nós seguramos um ao outro, agarrando-se a algo que eu não tenho certeza que realmente exista. Tudo poderia ser apenas uma ilusão. Como Landon e eu éramos. Talvez eu esteja sentindo coisas por ele e ele esteja sentindo coisas por mim, mas talvez não. Talvez o que está no exterior não é necessariamente o que está no interior.


Capitulo 16 30 de julho de dia 72 de ruptura de verão.

NOVA

"Que diabos é essa chuva?" Delilah franze a testa para a bagunça lamacenta que se tornou o campo. "Isso é péssimo." Ela e eu estamos sentadas na tenda com a porta aberta, observando a garoa caindo do céu contra o chão, enquanto ela fuma do tubo e eu, ocasionalmente dou alguns tapas. As pessoas estão no campo, embora, quando a banda toca sem seus amplificadores, a música é abafada pela vibração dos trovões, relâmpagos e as gotas de chuva em colisão com o solo. Quinton, Tristan, e Dylan saíram há pouco tempo atrás, sendo muito vagos sobre onde eles estavam indo. "Se essa continuar..." Delilah abraça os joelhos contra o peito, o cachimbo em seus joelhos junto com o isqueiro "então nós não vamos mesmo ser capazes de soltar fogos de artifício." Ela dá uma tragada com a boca envolta em torno do fim, então ela segura e deixa sair a fumaça envolvendo a tenda. "Nós iriamos de qualquer maneira?" Pergunto quando eu escovo o emaranhado do meu cabelo. Estou tentando o meu melhor para me limpar, já que eu não tive um chuveiro desde que chegamos aqui. Meu cabelo está sujo e confuso, minha pele se sente muito suja, como se cada um dos meus poros estivesse recheado com sujeira, e eu estou fedendo. Ela boceja para mim enquanto me entrega o cachimbo.


"Uh, sim." Ela deixa seu cabelo castanho para fora do clipe e seu cabelo cai sobre seus ombros. Ela agarra a escova da minha mão, sorrindo, e começa a escovar o próprio cabelo. "Hey!" eu protesto, pegando a escova dela. "Eu estava usando isso." "Sim, mas o que estávamos dizendo sempre na faculdade?" Ela pergunta e ergue as sobrancelhas para mim. "O que é teu é meu e o que é meu é meu." Eu dou a língua para ela quando eu roboticamente direciono o tubo para a minha boca. Está se tornando uma rotina que eu ainda estou tentando descobrir se eu preciso. "Só porque você é gananciosa”. Ela revira os olhos, rindo. "O que seja cadela. Eu sou tão boa e é por isso que você me ama." Eu não posso deixar de sorrir quando eu acendo a erva, e uma vez que ela está acesa eu dou uma tragada. Eu estremeço quando ela atinge a parte de trás da minha garganta e, em seguida, tusso deixando-a sair. Eu entrego-lhe o cachimbo e pego a minha mochila para pegar o meu desodorante. "Sim, você me pegou." Ela deixa cair a escova no meu colo, coloca o tubo para baixo em seus pés, e começa a fazer uma trança na parte de trás de sua cabeça. "Eu tenho que te dizer isto e eu não quero que você fique brava ou qualquer coisa, mas você... você está feliz." "Por que eu iria ficar brava com isso?" Eu pergunto colocando o desodorante no chão. "Não é como se você estivesse me chamando de uma cadela ou qualquer coisa... Bem, acho que você meio que fez, mas


e daí? Eu estou feliz. Isso não é ruim, é?” Ela balança a cabeça e desliza o elástico fora de seu pulso. "Não, é bom, mas como eu já disse algumas vezes, às vezes parece que você está tentando ficar triste." Eu penso sobre o que ela disse enquanto eu coloco a tampa de volta no desodorante. "Bem, eu não estou agora, então..." Ela enrola o elástico em torno do fim de sua trança. "Então, essa é a razão pela qual você não está tentando ser mais triste, por causa disso?" Ela aponta o dedo para o tubo. "Ou por causa de certo alguém que gosta de desenhar e que tem um corpo-como-inferno quente? Porque se for, eu tenho que dizer novamente que eu não acho que você deve agir sobre isso. Ele não é material para namorado." "Eu nunca disse que estava à procura de um namorado." Eu pego o meu perfume fora da minha bolsa e aperto a tampa. "E quando você viu seu corpo?" Ela ri sob a sua respiração. "Eu meio que acidentalmente entrei na tenda enquanto ele estava se trocando." "Por que você estava andando em sua tenda de qualquer forma?" "Hum..." Ela fica tensa. "Porque eu estava confusa." "Sobre o que?" "Eu não sei..." Ela fica pensativa deixando a trança cair pelas costas, então ela endireita as pernas e bate as mãos na parte superior das coxas. "Ei, você sabe o que eu devo fazer?" "Diga-me por que você estava na tenda de Quinton?" Eu digo, em tom sarcástico. "Foi para tentar levá-lo a beija-la de novo?"


"Não sua boba." Ela dá um tapa em cima da minha perna. "Isso não é mesmo importante. Eu só estava brincando quando eu fiz isso." Eu me pulverizo com perfume, tentando encobrir o mau cheiro, eu sei que tem que estar fluindo de mim. "Então o que você deve fazer?" Seus olhos vagueiam para ao véu da chuva lá fora e a lama espirrando no chão como tinta fresca. "Na verdade, é uma coisa que nós devemos fazer. Devemos sair e brincar." Um sorriso preguiçoso se espalha por seu rosto enquanto ela olha para mim. Eu deixo cair o vidro do meu perfume na minha bolsa. "Você está louca? Já estou suja." "Então, o que importa se você ficar um pouco mais suja?" Pergunta ela, recolhendo seu cachimbo do chão da tenda. Ela dá mais alguns tapas e em seguida empurra-o para mim. Eu o levo porque ele está lá e eu realmente não quero dizer não. Eu tomo mais algumas tragadas do mesmo, e quanto mais a fumaça entra em meus pulmões, mais aquecida fico com a ideia que ela deu. Meus olhos começam a lacrimejar quando eu penso sobre o que meu pai diria se ele estivesse aqui, além do fato de que ele provavelmente ficaria desapontado comigo. Ele sempre gostava de brincar na chuva. "É bom brincar na chuva", disse ele uma vez, quando eu era mais jovem. "Por que papai?" Eu perguntei, olhando para ele. "Nós não vamos ficar todo enlameados?" Ele balança a cabeça e pega minha mão enquanto se dirigia para a porta. Estava chovendo muito lá fora, fazendo uma bagunça enlameada da grama. "Esse é o ponto, Nova. Deixar ir e se divertir." Ele abriu a porta e pingos de chuva entram em casa. "Além disso, é mais pacífico quando está chovendo. Isso significa que todo mundo está dentro e você terá o mundo todo para si." Ele pisca para mim


e eu rio, então nós corremos para fora na chuva, dançando e pulando nas poças de água até que nossas roupas estavam encharcadas e as nossas bochechas doíam de tanto rir. Deus, quão simples a vida costumava ser. Eu queria que ela fosse simples novamente. "Ok" eu digo a Delilah. "Vamos brincar na chuva." Seu sorriso amplia. Tomamos mais algumas voltas com o tubo, porque está lá e faz a ideia de correr na chuva mais fácil. Até o momento que pega minha mão, meus pensamentos e pés estão se movendo muito lentamente. Ela ri quando ela salta e corre para fora da tenda, me arrastando com ela. O primeiro contato da chuva contra a minha pele envia um arrepio gelado pelo meu corpo, mas quando a lama espirra nas minhas pernas nuas eu aproveito o momento. Nós corremos para fora da área das tendas e mergulhamos na loucura acontecendo no campo, onde as pessoas estão cobertas de lama, sentadas nela, dançando nela, jogando um contra os outros. Quando eu afundo na lama até os tornozelos, eu deslizo os dedos da mão de Delilah e abraço meus lados. Rindo, eu inclino minha cabeça para trás e fecho os olhos, girando em círculo, fingindo que ninguém mais está aqui comigo, que eu estou completamente sóbria e calma, e que o mundo inteiro é meu. Por um momento, a vida parece perfeita. Chuva escorre pelo meu rosto e meu cabelo fica encharcado, juntamente com a minha camisa, mas vale a pena porque tem sido um longo tempo desde que eu senti esta liberdade, livre de preocupações, de contar, de tentar manter as coisas em conjunto e corrigir as coisas que eu sei que não posso corrigir. "Que diabos vocês duas estão fazendo?" Eu ouço a voz de Quinton e eu levanto os meus olhos os abrindo. Ele está de pé na beira do campo com Tristan e Dylan atrás dele, seus cabelos e roupas encharcados da chuva.


Dylan parece irritado, braços cruzados, mandíbula definida apertada, Tristan se distrai com o seu telefone e Quinton parece totalmente fascinado com a cena. Delilah tropeça ao meu lado e seus dedos se envolvem em torno de meu braço. "Brincando!", ela diz e em seguida empurra-me de volta. Eu tropeço sobre meus próprios pés e caio direto na lama com a minha bunda. Eles riem de mim e assim faz Delilah, então eu agarro sua perna e puxo-a, fazendoa cair para baixo, também. Ela cai em suas mãos e joelhos e ri tanto que ofega por ar. Eu rio também em seguida limpo um pouco de lama do lado do meu rosto. "Você é uma amiga terrível" eu digo quando deslizo na lama. Ela revira os olhos tentando limpar a lama do rosto dela, mas ela só faz uma confusão maior. "Ah, sim, a pior." Ela sorri para mim e eu sorrio de volta. Começamos a rir, então jogamos lama uma na outra. Depois que paramos, ela salta em seus pés, dando um giro antes de correr pelo campo. Ela corre para a direita passando por Dylan, que balança a cabeça, olhando para ela. "Você não ouse porra", ele adverte, recuando. Mas ela continua correndo para ele, e quando ela chega até ele, ela envolve seus braços em volta dele e ele acaba recebendo lama por toda sua camisa e jeans. "Que porra Delilah", ele amaldiçoa e a empurra de volta grosseiramente e foi assim que a chuva e o momento de magia que ela trouxe desaparecem quando ela cai no chão duro. Eu começo a caminhar pela lama em direção a ela quando Dylan corre xingando. Delilah salta para seus pés e ela está chorando enquanto ela sai em perseguição depois dele. Quero gritar com ela por ser uma idiota e deixá-lo sozinho, mas eu mal posso chegar em minhas pernas para me mover, então tudo o que


eu faço é ficar lá. Tristan anda em direção à área de estacionamento. Quinton espera por mim na borda do campo onde se desloca para a grama, tornando-o menos barrenta. Ele tem shorts e está sem camisa e sua pele está molhada e ele está lindo e tudo que eu quero fazer é tocálo. Quando eu chego à borda da lama, ele estende a mão para mim. "Deus, eu a deixo sozinha por dez minutos e todo o inferno quebra solto." "Você tem saído por mais de dez minutos" eu digo pegando sua mão. Ele me ajuda a sair da lama, tentando não rir da minha aparência. "Eu fiquei entediada." "Esse é um bom olhar em você" ele comenta, e posso dizer que ele está tentando muito difícil não rir de mim. A chuva está diminuindo e a lama na minha pele, roupas e cabelo estão começando a secar e ficar crocante. Ele corre os olhos em cima de mim, parando em meus olhos. "Você está alta?" Ele pergunta e quando eu não respondo ele franze a testa. "Nova, você é muito boa..." Eu cubro sua boca com a mão porque eu não quero ouvi-lo, assim como eu nunca quis ouvir isso de Landon. Não só por causa da semelhança entre suas palavras que faz meu coração se sentir como se estivesse se rompendo, mas porque agora eu não sou muito boa para nada, presa no estando subjugada por estar alta. Eu sou apenas eu. Nova. Boa e má. "Não diga isso." Ele continua franzindo a testa enquanto eu abaixo a minha mão e eu começo a correr os dedos pelo meu cabelo, arrancando os pedaços de lama. Quinton começa limpando minhas pernas, mas apenas faz com que a lama espalhe e manche todo o meu lado e pelo tempo que eu desisto eu devo parecer com o monstro do Monstro do Pântano. Finalmente ele puxa as mãos para longe e levanta-se em linha reta, deixando escapar um suspiro.


"Eu acho que você está sem sorte, Nova. Não está saindo." Eu franzo a testa quando eu tiro um grande pedaço de lama para fora das minhas pulseiras de couro. "Ela tem que sair." Ele bufa uma risada e eu mostro a minha língua, jogando o pedaço de lama nele. Ela bate nele acertando sua testa e ele a pega, franzindo a testa. Eu digo ops e começo a recuar, uma falsa careta séria cruza seu rosto. "Você vai totalmente pagar por isso", ele diz seguindo os meus passos quando eu acelero indo para o poço de lama, porque eu sei que estou segura lá. Eu cambaleio e tento correr, mas ele segura a parte de trás da minha camisa e me puxa para ele. Eu empurro minhas mãos para fora colocando todo o meu peso para frente, tentando fugir, quando minha camisa estica. Mas ele mantém seu domínio sobre mim até que eu chego perto o suficiente dele, então ele me envolve em seus braços, me pega, e se dirige em direção ao campo. "Quinton não!" eu meio que protesto porque eu já estou lamacenta e ele realmente não se importa se ele me joga em seu ombro. "De jeito nenhum" diz ele segurando seu aperto. "Você não pode acabar o jogo de lama em mim." Ele entra um pouco no campo enlameado e em seguida derruba-me no chão bem na minha bunda. Eu rolo em minhas costas, e lama escorre por toda a minha pele, cabelo e roupas quando eu afundo no chão. "Você é mau." Ele sorri para mim, colocando as mãos nos quadris enquanto olha fixamente para mim, parecendo satisfeito consigo mesmo. "E você é uma bagunça." Eu passo a língua nos lábios e depois cuspo quando eu encho a boca com lama. Ele ri se curvando e segurando sua


barriga, parecendo que ele me acha a pessoa mais engraçada do mundo e de repente encontrar-me na lama. Eu estendo a minha mão. "Isso está ficando bruto. Você pode me ajudar?" Balançando a cabeça, ele sorri e desliza seus dedos nos meus. Eu não lhe dou tempo de reagir quando eu o puxo com força pelo seu braço. Seus joelhos dobram e ele cai para a direita na lama em cima de mim. Suas mãos saltam para fora e ele gira antes que ele me esmague. Lama cobre-o enquanto ele paira sobre mim, apoiando seu peso com os braços. "Eu não posso acreditar que você caiu nessa" eu digo passando a minha mão enlameada pela testa só porque eu posso. Ele traz uma de suas mãos para cima e esfrega todo o meu rosto enquanto eu me contorço e rio. "Eu ponho a culpa em seus lindos olhos. Eles fazem você parecer como uma pessoa de confiança." Prendo a respiração dentro do meu peito, parte de mim quer ouvir totalmente tudo, ver e sentir o momento e lutar contra o efeito de estar alta, mas parte de mim quer abraçá-lo e não sentir nada. A chuva escorre suavemente sobre nós, e minha pele está molhada e lamacenta. À distância, a banda está tocando uma música acústica. Há pessoas em todos os lugares, e lama voa pelo ar. Meu coração bate no meu peito quando uma pequena bateria toca uma canção tão mal que dói, e talvez eu finalmente vá tocar. Talvez eu vá realmente cumprir a minha promessa e pegarei um conjunto de baquetas novamente e tocarei para Quinton como eu lhe disse que o faria. Os belos olhos cor de mel de Quinton estão em mim, o que primeiro me atraiu para ele, com a chuva deixando gotas em sua pele, lábios e queixo. Eu quero beijá-lo, e ele deve querer me beijar, também, porque ele começa a inclinar-se para baixo


quando eu sento e nos encontramos no meio do caminho, colidindo juntos no preciso momento em que estouram raios e trovões. A chuva aumenta novamente quando nossos corpos e línguas se fundem e água é absorvida através de nossas roupas. Tudo parece se mover em câmera lenta quando eu trilho os dedos em seu peito nu, magro, enquanto ele passa a mão pelo meu cabelo, puxando suavemente pelas raízes. Calor flui fora de nós e a lama está se espalhando em todos os lugares. Ele traça sua língua ao longo do céu da boca e quando ele desliza para fora eu mordo meu lábio. Ele deixa escapar um gemido quando o seu peso diminui e os meus braços ficam presos entre nossos peitos. Eu os mexo quando nossas bocas ficam ligadas, nossas respirações se misturando e eu jogo meus braços em torno de seu pescoço e o puxo ainda mais perto apesar do fato que estamos afundando na lama. Eu esboço linhas de cima para baixo em sua coluna, sentindo a suavidade de sua pele, e eu o seguro, porque eu não quero perder ele. Eu começo a beijá-lo freneticamente quanto mais o tempo passa, porque meus pensamentos estão ficando misturados e nada faz sentido no momento. Eu não posso ver qualquer tipo de futuro e não tenho ideia do que vai acontecer nos próximos trinta segundos. Eu tento contar para me acalmar, mas eu estou longe demais para fazê-lo após cinco e a ideia é assustadora para mim. O silêncio que a erva colocou em mim de repente se tornou muito silencioso. "Nova" ele geme contra a minha boca enquanto eu cavo meus dedos em suas costas. "Nova, mais devagar." Eu começo a ficar com falta de ar, minhas unhas mergulhando mais fundo em sua pele, e meus pulmões parecem que estão queimando. Então ele está se afastando e eu acho que ele vai sair, mas em vez disso ele pega a minha mão e me ajuda a levantar. Ele nos leva através do campo e através da área de tendas e eu acho que ele vai parar na nossa tenda, mas em vez disso ele vira para a direita e continua andando, indo em direção à linha das árvores.


"Para onde estamos indo?" Eu pergunto através da vibração dos meus dentes. Meu cabelo e roupas estão encharcados e minha pele está coberta com lama escamosa que faz minha pele se sentir apertada. Eu não tenho nenhuma ideia de onde ele está me levando e parece que eu deveria estar contando os meus passos e tentar voltar para a tenda, mas eu não consigo encontrar o padrão do caminho que eu estou tomando, ou a força de vontade para deixar ir sua mão, então eu continuo seguindo-o impotente através da grama alta. "Vou levá-la em algum lugar onde você pode se lavar" diz ele olhando para frente enquanto ele caminha com determinação através da grama alta. "E, para lhe dar uma pausa para que talvez você possa obter a sua mente no lugar certo." "Espere, você não está me levando para o local da colônia nudista, não é?" Eu começo a puxar para trás, mas então eu paro porque isso não parece mais tão assustador. Ele balança a cabeça. "Não, eu não estou." Os shorts estão cobertos de lama e seu cabelo tem manchas nele. Suas costas estão com marcas de mãos lamacentas e estrias de lama de onde eu o toquei juntamente com pequenos cortes crescentes em seu ombro. "Desculpe-me, eu o machuquei com minhas unhas" eu digo quando passamos em torno de uma rocha e atrás das árvores. Os ramos grossos acima de nossas cabeças bloqueiam a chuva restante e as nuvens cinzentas, mas ainda há um pouco caindo por isso ainda nos molha. "Não se preocupe com isso." Ele chega em torno de suas costas, tocando os arranhões. "Mas Nova... quanto você fumou?" Eu dou de ombros, porque eu surpreendentemente perdi a conta e ele suspira, deixando sua mão cair para o lado. Nós não disséssemos mais


nada até chegar a um rio que flui entre os altos pinheiros. Fazemos uma pausa na borda e Quinton olha em torno de um caminho através dele. "Que lugar é esse?" Eu pergunto olhando para o céu cinzento que espreita através dos ramos. "Eu achei enquanto eu estava vagando por aí tentando encontrar um lugar para me limpar sem dar a todos um show" ele diz passando em torno de mim e caminhando em direção a uma grande rocha perto da margem do rio. A água flui delicadamente sobre ela, mas ela age como um trampolim e sem aviso Quinton agarra minha cintura e me levanta para ele. Uma vez que meus pés estão plantados na rocha ele deixa-me ir e em seguida, salta para a própria pedra. Ele fica em pé e pega a minha mão, em seguida leva-me para o outro lado da rocha. Há um espaço entre a rocha e a margem e Quinton pula caindo no rio os sapatos se molham. Ele está na água e estende a mão para mim. Quando eu me agacho seus dedos se espalham em torno de meus quadris, e ele cuidadosamente me puxa para ele. Então ele vadeia ao longo da margem praticamente me carregando em seus braços assim meus pés não se molham. Uma vez que nós dois estamos na margem ele enfia seus dedos nos meus e eu o deixo me guiar mais profundamente para as árvores enquanto a chuva escorre na minha cabeça e meus braços. Mantemo-nos caminhando pela floresta e quanto mais entramos mais eu começo me acalmar. No momento em que chegamos a uma área onde as árvores se abrem eu estou com raiva de mim porque eu estou tão cansada de fazer coisas sem sentido e estar confusa o tempo todo. Eu só quero ser Nova, ou pelo menos saber quem a verdadeira Nova é. Quando paramos estamos em pé em uma costa rochosa que se estende para uma lagoa cintilante. O rio corre para ela sobre as rochas imponentes na frente de nós e toda a área é quase totalmente abrangida por enormes pedras irregulares e grandes árvores.


"Eu vou dar-lhe um lugar privado para se limpar." Ele sorri apontando para a água. Eu removo os dedos de sua mão e caminho até a água olhando para baixo. "Você simplesmente achou este lugar por acidente?" Ele balança a cabeça ficando ao meu lado com a cabeça inclinada para baixo para que ele possa examinar meus olhos. "Como você está se sentindo?" Eu esfrego meus olhos. "Muito melhor na verdade, mas um pouco cansada." "Você parece muito melhor" diz ele. "Eu achei que caminhar até aqui iria acalmá-la e em seguida você poderia se limpar. E quando acabarmos de fazer isso eu vou levá-la de volta e você pode dormir um pouco." Eu esfrego os olhos novamente. "Obrigada." Ele começa a desabotoar sua bermuda. "Seja bem-vinda." Eu não acho que ele pegou todo o significado do que falei. Eu não estou dizendo obrigada por ter me puxado para fora, eu estou dizendo obrigada por me deixar acalmar, por me deixar respirar, e por não ficar me dizendo o que eu deveria ou não estar fazendo as coisas que eu faço. Ele desliza seus shorts fora e meu olhar vai imediatamente para a sua cueca, meu coração batendo desenfreado dentro do meu peito. Mesmo que eu esteja um pouco fora de mim eu posso sentir meu rubor em minhas bochechas, porque eu estou olhando muito para suas partes masculinas. Mas ele não me dá tempo para ficar muito envergonhada quando ele vai em direção a uma seção de rochas escarpadas ao lado da lagoa e ele sobe até o topo da mais alta delas. "O que você acha?" Ele grita quando ele está na borda, olhando para a água. "Bomba de canhão ou mergulho de cisne?"


"Choque de barriga" eu digo e ele balança a cabeça. "De maneira nenhuma. Você sabe o quão ruim isso dói?” Ele se vira e faz um giro para direita fora da borda com a cabeça chegando tão perto de bater na borda da rocha que eu suspiro. Ele faz caindo na água, embora, lance respingos no ar. Segundos depois, ele estoura através da superfície novamente passando a mão sobre a cabeça, alisando o cabelo para trás. "Sua vez", diz ele remando com seus braços enquanto ele flutua mais longe na água. Olho para minhas roupas enlameadas, nervosa sobre me despir na frente dele. Quando eu olho para ele mais uma vez, porém ele está de costas para mim, olhando para os penhascos rochosos no outro lado da piscina. Eu aproveito a oportunidade para soltar meu short e puxar a minha camisa. Minha calcinha e sutiã estão cobertos com lama também, mas eu posso lavá-los fora na água. Eu ando até a costa e tateio com o meu dedo do pé, tremendo com a temperatura fria. "O que? Você não vai saltar?" Ele pergunta. Quando eu olho para ele, ele está olhando para mim e eu quero dizer realmente olhando para mim, seus olhos cor de mel roçando meu corpo. Eu penso sobre esconder-me atrás de um arbusto, mas em seguida qual seria o ponto? Ele já me viu, e eu não posso apagar isso da cabeça dele. Eu caminho até as rochas e iço-me para cima para um lugar mais alto. Eu estou na borda e em seguida fecho os olhos. Dando uma respiração profunda, eu salto para cima e faço bala de canhão, caindo e caindo e caindo. Quando eu paro na água um frio passa através do meu corpo e eu rapidamente remo meu caminho até o topo, rompendo a superfície. Eu tomo uma respiração profunda, enxugando os olhos e piscando contra a água, gotas escorrendo por minha testa.


"É muito foda frio, certo?" Quinton pergunta, flutuando para mim quando eu aliso meu cabelo dos meus olhos. Concordo com a cabeça inclinando a cabeça para trás na água. "Um pequeno aviso teria sido bom." "Sim, mas então você provavelmente voltaria e não saltaria." "Sim provavelmente você está certo. Foi provavelmente uma boa coisa que você não me disse." Nós ficamos tranquilamente flutuando na água com os braços para o lado, ouvindo a água do rio que cai das rochas. As nuvens começam a abrir no céu e eu detecto um pouco de luz solar que flui através delas. "Eu seriamente quero desenhar este lugar." Quinton fala olhando para as rochas e as árvores. "Você ainda pode." eu digo. "Nós ainda temos mais alguns dias aqui." "Sim... talvez." Ele tira seus olhos das rochas e se concentram em mim. "Nova... Eu tenho que saber que você realmente quer estar comigo, porque às vezes parece que você quer e às vezes parece que você não quer e eu não quero adicionar nada à sua confusão." Ele move seus braços em um movimento circular, nadando para trás e colocando espaço entre nós. "Na verdade, eu acho que provavelmente devo recuar... Eu gosto de você e tudo, mas eu acho que deveria recuar." Ele repete-se no final como se ele estivesse tentando convencer a si mesmo mais do que a mim. Eu uso meus braços para me girar em um círculo, olhando para o céu limpando. "Estou confusa..." murmuro. Eu não tenho certeza se ele me escuta, mas é a coisa mais real que eu já disse. Eu paro de girar e flutuo na frente dele. "Sobre tudo. Não apenas você, mas a vida. E eu quero que você


recue, mas ao mesmo tempo eu não quero." Sua respiração torna-se irregular quando ele olha para mim e suas pupilas encolhem quando eu inclino minha cabeça para trás e aliso meu cabelo para baixo com minhas mãos de novo, meu peito e sutiã levantando-se sobre a água. Quando eu afundo de volta sob a água ele começa a nadar para mim e segundos depois os lábios dele estão contra os meus enquanto seus braços cercam minha cintura. Meus braços se ligam em torno de seu pescoço em resposta e a minha boca abre-se para a sua língua quando ele desliza para dentro, me devora com um beijo molhado e profundo. Nossos corpos esmagam juntos e isso se sente estranho, a água fria com nosso calor do corpo, quase como se nenhum de nós realmente existisse e este momento não está acontecendo o que torna mais fácil de fazer as coisas. Como se minhas pernas tivessem uma mente própria eu as envolvo em torno de sua cintura e ele está apoiando nosso peso enquanto nada com uma mão, nos movendo em direção à margem até que minhas costas colidem com as bordas ásperas de uma pedra. Sinto um pouco a minha pele raspar, mas eu não me importo. Eu pressiono suas costas tentando puxá-lo mais perto mesmo que não aja mais espaço deixado entre nós. Sua boca consome a minha enquanto ele coloca uma mão sobre a rocha ao lado da minha cabeça e a outra nas minhas costas. Em seguida, com um toque de seus dedos ele abre meu sutiã. Eu não tenho tempo para reagir quando ele empurra-o e atira para as rochas acima de nossas cabeças. A sensação de meus mamilos contra o peito envia um tremor através do meu corpo e de repente eu estou tremendo com seu toque e a água fria procurando desesperadamente calor. Sua mão começa a viajar pelas minhas costas e eu arqueio com ele quando ele atinge o topo da minha calcinha, em seguida, ele faz uma pausa. Eu sei que deveria dizer-lhe para parar por que eu não estou no estado de espírito certo, mas não estar no estado de espírito certo torna mais difícil dizer não. E se eu faço e então ele me deixa e eu nunca o vejo novamente? E se eu perder o momento de novo?


Eu não disse nada e ele continua a deslizar minha calcinha pelas minhas pernas e trabalha para tirá-las de meus tornozelos debaixo da água. De alguma forma ele consegue fazê-lo sem perdê-la na corrente em torno de nós e, em seguida, ele está jogando aquele pedaço de tecido lá em cima também. Em segundos ele tira a cueca e não tenho tempo para reagir porque tudo está acontecendo tão rapidamente. De repente, estou nua pela primeira vez na frente de um cara. "Nova" ele respira contra a minha boca quando ele segura minhas bochechas com a testa descansando contra a minha. Seus olhos estão fechados com força e então ele os abre e por um breve momento parece que ele não quer isso, como se ele estivesse se rasgando sobre o que é certo e errado, verdadeiro e falso, e eu entendo completamente. Eu não disse nada enquanto ele aperta a boca contra a minha novamente, desliza sua língua para fora e gruda meus lábios com os dele. Ele geme, tremendo e eu tremo em resposta. Minhas pernas se abrem para ele e ele se posiciona entre elas enquanto ele acaricia um dos meus mamilos com o dedo. Quando os nossos corpos se conectam em qualquer lugar eu posso sentir a ponta dele se apertando entre as minhas pernas. Parte de mim quer que ele escorregue dentro de mim, que eu possa sentir o que é estar assim com alguém antes que eu perca a minha chance novamente. Mas a outra parte de mim acha que é errado, porque nós estamos no meio de uma lagoa, sem proteção, e eu não tenho nenhuma ideia do que eu quero ou do que eu sei. Eu deveria saber o que eu quero, eu não deveria? Eu preciso descobrir coisas. Mas eu não consigo obter as palavras para saírem porque o arrependimento e os – se’s - me possuem assim eu o deixo escorregar sua ponta dentro de mim. Eu imediatamente estremeço com a dor, sugando uma respiração afiada quando cada um dos meus músculos se aperta em nós. Eu me sinto mal, juntamente com um milhão de outras coisas porque eu não tenho certeza se quero isso. Na verdade,


eu não acho que eu queira. Não assim. A verdade em meus pensamentos se abre de repente para os meus olhos e eu tenho que descobrir o que fazer a seguir. O que devo fazer em seguida? Quinton congela, fica rígido como um cadáver ainda com a ponta dele mal dentro de mim. Meu peito está palpitante da dor e do medo e meus pensamentos são um fluxo borrado de números, emoções e pensamentos distorcidos quando eu tento descobrir o que fazer. Continue. Pare. "Nova" ele diz em voz tensa quase com dor. "É isso... Isto é..." Ele abre os olhos, que estão preenchidos com mais culpa do que eu já vi. Ele suga uma respiração profunda. "Você nunca fez isso antes?" Meu corpo está tremendo e meus dentes estão batendo e eu não consigo obter o controle dos meus nervos ou voz, então eu balanço a cabeça em seu lugar. Todo o seu corpo fica rígido, e eu posso sentir a batida de seu pulso batendo entre as minhas pernas. Ele começa a respirar tão alto que cobre o som da água que cai das rochas, mas eu não posso me ouvir respirando. "Eu não posso fazer isso" ele sussurra e parece que ele vai chorar enquanto ele puxa para fora de mim. Ele começa a nadar para longe, mas eu o agarro entrando em pânico temendo que eu vá perdê-lo. Ou talvez seja Landon. Estou tão confusa. Perdida. Sempre perdida. "Por

favor, não vá"

eu digo, mas soa

irreal, apenas palavras

desconectadas de minhas emoções. Ele balança a cabeça me olhando horrorizado. "Você não quer isso Nova... me quer. Você é melhor do que isso.” "Não, eu não sou!" Eu grito. Realmente grito. Meus olhos largos, chocada com a raiva na minha voz, tão real e crua. "Eu não sou melhor do que você. Ele. Qualquer um!" Minha voz ecoa por milhas e as ondulações da água em torno de mim quando eu tento me manter à tona. "Eu nem sei


quem eu sou..." Ele balança a cabeça novamente, movendo os braços na água, se afastando de mim. "Não, você é melhor. Você está apenas confusa agora por qualquer motivo. Mas logo você vai abrir os olhos e ver quem você realmente é e que você não pertence a uma porra de grupo de perdedores viciados em drogas." A dor presa em seus olhos e eu posso ver algo dentro dele, algo pesado que eu não possa nem sequer começar a entender. "Você não pertence em estar em uma lagoa quase pronta para se entregar a um cara enquanto você está viajando, dirigindo por uma estrada de autodestruição. Porque é onde você está indo se você continuar por este caminho. Confie em mim. Eu sei." Meus lábios tremem enquanto as lágrimas ameaçam derramar pelo meu rosto. Minha cabeça cai e eu olho para o meu reflexo distorcido. "Eu pertenço aqui." Mas minha voz é apenas um sussurro quando as memórias do meu passado me oprimem, aquelas de quem eu costumava ser com Landon. "Eu pertenço a algum lugar..." Ele chega à rocha acima de nós e agarra sua boxers antes de nadar para a costa e eu não tento impedi-lo. Eu não posso. Eu estou perdendo o foco no presente quando as memórias que eu tento bloquear tomam conta da minha mente. Ele se arruma e depois corre para as árvores, deixando-me sozinha na água, sozinha. Sozinha. Sozinha. Sozinha. Eu tento recuar para quando eu cheguei aqui, a este lugar solitário, mas eu mal me lembro da viagem e tudo o que eu quero fazer é voltar a um tempo em minha vida quando tudo parecia certo e fazia sentido. Quero fazer as coisas terem sentido novamente. Eu não quero me sentir tão errada por dentro. Eu cubro meu peito com os braços e começo a contar as batidas do meu coração, mas não faz nada para mim. Eu tento contar os galhos das árvores, as nuvens, as estrelas que espreitam para fora do


céu. Mas nada está ajudando, e quando minhas emoções começam a surgir e quebra a parede que eu construí em torno dessa noite - ao meu redor- Eu não posso mais desligá-lo. Isso é forçado no meu peito, como uma bola de demolição, e quase me arrasta para debaixo da água. Mas de alguma forma eu consigo levantar-me para cima das rochas. Olhando para as estrelas, eu agarro meu pulso, pressionando o dedo na cicatriz e sinto meu pulso irregular, sentindo-me cair para aquele lugar novamente. Aquele em que nada faz sentido e o passado me ultrapassa. Então eu quebro em pedaços, perdendo o controle sobre meus pensamentos e ações. Eu mal posso entender o que está acontecendo quando eu tento compreender a realidade. Mas o pânico, tristeza, raiva e remorso assumem e me puxam para baixo. Eu tento contar alguma coisa, as estrelas, as árvores, os meus batimentos cardíacos, mas nada está ajudando. E no final, o passado me alcança. E eu me lembro. Tudo. “Tem certeza de que não quer ficar de novo?”, Landon pergunta, quando eu coloco a minha camisa e sento-me em cima da cama. “Nós poderíamos simplesmente nos abraçar ou algo assim”? "Abraços?" Eu questiono olhando por cima do meu ombro para ele, fingindo que tudo está bem, quando na verdade eu estou uma bagunça por dentro. "Sério?" Ele dá de ombros inocentemente. "O que? Eu poderia ser um abraçador”. Eu rolo meus olhos e fico em pé, deslizo minhas sandálias nos meus pés. "Sim, sim." Eu começo a ir para a porta. "Além disso, o que diria a seus pais se nos pegam?" Esse não é realmente o motivo real pelo qual eu não vou ter sexo com ele. Eu estou secretamente com medo de que ele vá me machucar muito mal ou que ele não vá gostar de como eu pareço completamente nua. Ou que eu vou ser tão ruim que ele nunca mais vai querer me tocar novamente. Mas eu sei que em breve minhas desculpas vão esgotar-se e ou eu vou apenas


passar por isso com ele ou ele vai me deixar. E depois? O que será deixado de mim? Ele se levanta, deslizando sua camisa com um leve sorriso nos lábios. "Eles nunca vêm em meu quarto depois de eu vou para a cama, então podemos

nos

abraçar

o

tanto

que

quisermos."

Suspirando,

eu

calmamente abro a porta e abaixo minha voz. "Eu provavelmente deveria ir para casa." Balançando a cabeça, ele caminha até mim e me beija na cabeça. "Eu te amo, não importa o quê” ele sussurra. "Eu também te amo" eu digo a ponto de chorar porque eu realmente não sei se ele quis dizer isso. Às vezes parece que ele faz e às vezes parece que não acontece. "E eu sinto muito." Ele puxa um pouco para trás, parecendo confuso. "Pelo quê?" "Por não..." Eu paro, olhando para sua cama. "Por decepcionar você de novo." Balançando a cabeça, ele toma o meu rosto em suas mãos e se abaixa para me olhar nos olhos. "Nova, você nunca me decepcionou. Eu a amo não importa o que, mesmo que nunca tenhamos relações sexuais." Eu resisto à vontade de revirar os olhos para ele, porque mesmo que eu sei que ele pode fazer isso agora, haverá um ponto aonde ele vai se cansar. "Eu te amo", eu sussurro e escovo meus lábios nos seus suavemente, segurando a parte inferior da camisa dele, com medo de deixá-lo ir, com medo de admitir os meus medos. Sempre com medo. Quando eu o chamo de volta, ele me dá um pequeno sorriso e enrola seus dedos nos meus.


"Vamos lá" ele diz e vai para fora do quarto, me puxando junto com ele. "Para onde estamos indo?" Pergunto, apressando-me para manter-me com ele quando ele trota subindo os degraus. "É uma surpresa", diz ele indo mais devagar e suavemente passos quase silenciosos, quando nós chegarmos à sala principal seus pais não vão nos ouvir. Na ponta dos pés passamos pela cozinha, rindo sob a respiração quando ele corre para a mesa da cozinha. Por fim, chegamos até a porta e ele a abre, e quando estamos fora da cozinha e fora da varanda começamos a rir novamente. Mas nosso riso se acalma quando ele me leva até a colina em seu quintal. Quando estamos perto da base ele para e olha em volta para a grama úmida abaixo de nós e o céu estrelado acima de nossas cabeças. Em seguida ele senta no chão, ainda segurando a minha mão e eu sento ao lado dele. "O que estamos fazendo?" Pergunto quando ele se estabelece em suas costas. "Desta forma, podemos dormir juntos sem nos preocupar em ser pegos" diz ele soltando a minha mão para que ele possa dobrar seu braço embaixo de sua cabeça. "Você vai seriamente dormir no quintal comigo?" Eu pergunto deitada ao lado dele. "Por algum tempo" diz ele. "Mas, eventualmente eu vou ter que voltar para dentro."


Capítulo 17

QUINTON Eu a deixo na lagoa, nua e batendo os dentes e corro de volta através das árvores em direção à tenda. Estou atordoado. Horrorizado. Tenho um ataque de pânico completo. Ela estava prestes a me entregar à porra de sua virgindade. Para mim. A porra de um perdedor, que ela provavelmente vai se arrepender ao lembrar quando ela sair deste período perdido em sua vida. E para mim, provavelmente vai significar algo para mim, ela significa alguma coisa. Ela significa alguma coisa. A verdade apunhala no meu peito como um pedaço de estilhaço alojado em meu coração, exatamente onde está a cicatriz. As coisas supostamente não deveriam significar nada. Eu estou morto. Eu desisti. Eu não deveria estar aqui. Com Nova. Com qualquer um. Quanto mais me aproximo da tenda, pior eu me sinto. Eu sei que não deveria ter deixado ela assim e foi uma das coisas mais difíceis de merda que eu tive que fazer. Nova é bonita, interessante, uma boa pessoa, e ela me faz sentir coisas que eu pensei que eu nunca sentiria novamente. Em algum nível eu acho que ela me entende, mesmo que eu não tenha lhe dito nada sobre mim. Ela conhece a dor e a perda e isso é muito mais bonito do que existe dentro de mim. Eu acho que em uma vida diferente eu provavelmente poderia tê-la amado, estado com ela, a fazer feliz. Mas essa é a minha vida agora e eu não posso amar alguém ou ser amado. E essa é a maneira que vai ser e deverá sempre ser. Logo após o acidente, algumas pessoas tentaram me dizer que iria ficar mais fácil e que eu não iria sempre me sentir dessa maneira. Que o tempo iria curar a dor, a culpa, tudo o que


eu estava sentindo. Eles diziam que não era minha culpa. Que eu estava apenas no lugar errado na hora errada e passava a estar apenas atrás do volante. Algumas pessoas disseram o contrário, como os pais de Ryder, que insistiram que a culpa foi minha e que eu deveria ter dirigido com mais cuidado. Eles disseram que eu arruinei sua família, matei sua filha. Os pais de Lexi não iriam falar nada para mim ou mesmo olhar para mim. Algumas pessoas fingiam que eu não existia, como o meu pai. No final, tudo se resumia a uma coisa: eu estava dirigindo muito rápido. Eu sabia. E eu não estava observando a estrada quando eu deveria ter estado. Lexi viu primeiro. Ela era astuta e eu estava indo rápido demais. Ela gritou. Eu desviei. Houve o som de trituração quando nós colidimos com o outro carro. E em seguida, assim mesmo, tudo o que uma vez existiu, vidas, respirações, os batimentos cardíacos, tinham desaparecido. E eu fiquei com sangue em minhas mãos. Finalmente, após o que parece horas, chego de volta a tenda. O campo enlameado está secando ao sol, murcho e com rachaduras. Eu procuro Dylan, e quando eu não posso encontrá-lo, eu procuro Tristan. Eu o encontro fumando com um grupo de rapazes e moças que eu nunca vi, mas ele parecia conhecer. Quando ele me ver chegando pula fora da roda, a testa imediatamente franzida quando ele percebe o estado que estou meus olhos esbugalhados, minhas roupas e cabelos encharcados com água e suor, tremendo da cabeça aos pés, com medo, desejo e necessidade. "Que porra está errado?" Diz ele com um cigarro de maconha apertado nos dedos. "Eu preciso de algo difícil" eu digo. "Por quê?" Ele pergunta. "O que está errado? Por que você está tão chateado?"


"Não há nada errado, e eu não estarei chateado uma vez que receba algo forte." É tudo que eu preciso dizer. Só há uma coisa que importa para drogados e isso é ficar alto. Tristan parece hesitar conscientemente por um segundo, mas quando tudo se resume a isso, as drogas sempre ganham. Ele acena com a cabeça para uma das maiores barracas, perto da borda da área das tendas. "Vamos." Ele entrega o cigarro a alguma menina com cabelo preto ondulado longo e dentes tortos. Seus seios estão surgindo fora do vestido preto sem mangas e ela está me olhando, a boca salivando para obter um sabor. Eu acho que depois, quando estiver dormente. Mas os olhos azuis de Nova e seu rosto sardento se sobrepõem ao pensamento, e culpa se arrasta dentro de mim. Eu digo a minha culpa para calar a boca. Porque eu já sou culpado de um monte de outras coisas terríveis, pior do que me juntar com alguma garota aleatória. "Depressa" digo a Tristan, minha mente desejando, procurando, precisando de solidão. Agora. Ele balança a cabeça, e eu praticamente o faço correr em direção à tenda. Quando chegarmos lá nós entramos como se ambos pertencemos lá. E o fazemos. Eu faço. Há esses caras gordurosos, olhando para fora no interior e uma menina com a parte superior da roupa fora, fumando o que parece ser uma joint no canto. Mas eu sei que não é uma joint pelo olhar confuso em seu rosto. Ela se foi. Perfurada pela fumaça tóxica. Quem quer que fosse antes de tudo isso só existe em uma caixa trancada dentro de sua cabeça e ela provavelmente nem se lembrava de como obtê-la aberta novamente. Este lugar não existe mais para ela e eu quero estar onde ela está, porque eu não quero sentir mais isso, tudo o que vem com a vida depois que tudo está perdido. Eu quero sair. Eu quero escapar. Realmente, o que eu quero fazer é morrer.


"Precisamos de um hit." Tristan diz a um cara com um rabo de cavalo sentado no meio da tenda com a camisa desabotoada e sem sapatos. Ele entrega-lhe algum dinheiro e eu continuo olhando para a menina, olhando para ela enquanto deriva mais e mais longe da realidade, exatamente onde eu quero estar. Indo. Indo. Indo. Não existindo. Quando ela vira a cabeça em minha direção, ela sorri, mas não há nada por trás do seu sorriso e eu tenho inveja dela. Eu quero o que ela tem. Eu quero. Nada. O cara pega o dinheiro de Tristan e em seguida pega o conjunto da menina, que grogue rola para o lado dela, seus braços se jogam para fora na frente dela. Ela continua a piscar os olhos, até que não há mais nada, as pupilas grandes e maciças estão vidradas. Vazio. "É a melhor viagem" o cara diz, entregando-a a Tristan, como se importasse, como se não fosse nós levaríamos nosso dinheiro para outro lugar. Tristan balança a cabeça e coloca o joint nos lábios. Tomando um longo hit, suas pupilas dilatam instantaneamente, sua respiração acalma e equilibra e ele relaxa-se nos cotovelos entregando a articulação para mim. Eu não me dou tempo para pensar porque o pensamento me leva a lugares que não quero estar. E onde eu pertenço está aqui. Minhas mãos tremem incontrolavelmente enquanto eu coloco a ponta em meus lábios, chupo uma respiração como todos na tenda deito-me no chão, alguns movendo suas mãos e os outros não se movendo. Depois que o fumo bate em meus pulmões, ácidos gordos saturados, e completamente suga o bom em mim, e de repente tudo para. Morre.


Capítulo 18

NOVA Eu choro até que meus olhos estão inchados, permanecendo lá por horas e em seguida, de alguma forma eu consigo pegar minhas roupas e desço das rochas. A noite chegou o céu está escuro e a única coisa que eu tenho para orientar o caminho é o som da música os gritos e a pequena quantidade de luz do palco aparecendo através das árvores. Eu tento não pensar sobre como ele me deixou assim, mas é tudo o que posso pensar. Ele me deixou. Landon me deixou. Quinton me deixou. Meu pai me deixou. Até eu me deixei de certa forma. Parece que eu nunca vou conseguir passar pelas árvores e eu nem tenho certeza se eu quero. Talvez

eu

simplesmente

devesse

deitar-me

no

escuro

e

ficar

perfeitamente imóvel. Quando eu tropeço em uma pedra e caio no chão, eu não consigo levantar. Eu deito no chão olhando para o céu à noite contando as estrelas que formam a constelação de Cassiopeia tentando contentar-me com isso. Mas nada está ajudando. Nada. E eu sinto a memória formigando contra a minha mente, como oxidados e dobrados pregos tortos. Sua pele parece com neve e os olhos estão abertos, como se ele estivesse olhando para algo, como se ele ainda estivesse lá, mas as luzes haviam sido desligadas dentro de seus olhos. Eu caio no chão querendo esquecer tudo, querendo esquecer que Landon está pendurado no teto e que ele escreveu a palavra adeus na parede e que eu nem sei quando ele escreveu isso. Quero esquecer este momento, mas como eu posso esquecer? Não é real. Como isso poderia ser? Porque ele não pode estar


morto. É impossível. Ele não iria me deixar. Ele me ama. Sabendo que o que estou vendo tem que estar errado eu obrigo meus pés a se moverem e meu pé está sangrando e meu coração está se debatendo no meu peito. Eu estou perdendo o controle e os meus pensamentos se acumulam na minha cabeça como tijolos sobre tijolos sobre tijolos como quando eles estão construindo um muro ao redor da minha mente, apenas a parede é torta e dividida... Levanto-me do chão e corro, tentando fugir da memória, os arbustos e galhos cortando as palmas das minhas mãos abertas e eu tento manter o controle dos meus passos, quantos eu estou tendo, para onde estou indo, mas a memória alcança-me de qualquer maneira... Eu escalo em sua cama, minhas mãos trêmulas enquanto eu chego para a corda, porque eu sei que se eu puder levá-lo para baixo, ele vai ficar bem. Ele tem que estar bem. Porque eu não posso imaginar minha vida sem ele. Sem ele, eu não sou nada. Não tenho ninguém. Nada. Tudo o que me faz pertence a Landon e sem ele eu não sou nada, sou apenas a sombra de uma pessoa com nenhuma substância. E eu não posso ser uma sombra. Eu me inclino para o lado, estendendo o braço, tanto quanto possível, até que meus dedos tocam a corda grossa e cavo minhas unhas para o nó tentando soltá-lo. Meus dedos estão tremendo e meu coração está tão instável como os meus pensamentos como se nada dentro de mim fosse se conectar. Meu braço continua escovando sua pele e ele se sente tão frio e irreal e isso não faz qualquer sentido, porque é Landon Eu sei que ele é quente e respira, tem um pulso. Este não é ele. Não pode ser. Eu perco todo o controle e eu mal posso reconhecer o que estou fazendo. O que eu estou vendo. E essa música estúpida está tocando no fundo uma e outra vez e as letras e o som estão incorporados na minha


cabeça. Eu quero-a fora. Porque eu não preciso lembrar isso. Não é real. Não pode ser. Não pode ser. O nó é muito apertado e os meus dedos se ferem e sangram por todo o fio da corda, minhas mãos, algum ainda escorre pelo meu braço. Mas eu continuo tentando, recusando-me a desistir, porque ele não se foi. Ele só precisa de ajuda. Ele não iria me deixar. Ele me ama… Eu tropeço no campo e corro através disso e o assobio da grama orvalhada para as minhas pernas e meus pés descalços raspam a sujeira. Eu me esqueci de colocar meus sapatos. Eu preciso voltar. Não eu preciso me manter indo em frente. Eu preciso continuar correndo, movendo-me, respirando. Eu preciso me manter segurando Landon. Eu continuo trabalhando na corda até que meus braços se cansam e não posso sentir meus dedos ou meu coração, ou nada. Eu perco a noção do tempo e onde eu estou e de repente o sol está me cegando e eu percebo que o tempo ainda está em movimento, aproximando-se de mim quando a mãe de Landon entra e começa a chorar e gritar histericamente. Momentos depois, seu corpo cai, e mais histeria se constrói. Ela consegue chamar uma ambulância e eventualmente, os paramédicos e a polícia aparecem. Eles começam a perguntar-me todas estas perguntas e todos estão chorando e vendo como eles me examinam e dopam com sedativos. Mas eu não posso dizer nada, porque eu não consigo lembrar, não quero lembrar. Como poderia, quando eu nem sei mais quem eu sou? A Nova se foi, está morta. Eu tropeço para a área das tendas, esquivando-me em torno das pessoas, e empurrando o meu caminho através da multidão. Todo mundo está


olhando para mim e há muitas pessoas. Alguns riem de mim, outros se afastam, há alguns caras me agarrando quando eu passo me dizendo coisas profanas, enquanto eles me apalpavam pegando uma sensação. Eu bati neles, gritei, mas isso só parecia incentivá-los e por um segundo eu posso senti-los me arrastando para baixo e eu percebo quão sozinha eu realmente estou. Que ninguém por aqui se importa. Que eu sou apenas outra alma perdida que perdeu seu caminho, só que eu estou de repente querendo encontrar o meu caminho de volta. "Nova, aconteça o que acontecer, você nunca vai estar sozinha neste mundo," meu pai disse-me uma vez. Eu tinha passado por uma fase estranha onde eu usava meias de cores diferentes e me recusava a pentear o cabelo e ninguém queria ser meu amigo. "Você sempre terá a sua mãe e a mim." Mas eu estou sozinha agora. Por escolha. Um cara agarra minha bunda e aperta os dedos no meu braço, dizendo: "Ei, querida vá devagar e tente relaxar. Não tenha tanta pressa. Se divirta. Posso mostrar-lhe um pouco de diversão." Ele começa a me empurrar para frente em direção às pessoas reunidas próximas ao palco e por isso para muitas pessoas que olhassem de for a eu duvido que alguém fosse prestar atenção ou me ouvir se eu gritar. Ele continua me arrastando ainda mais na escuridão e eu sei que se eu continuar as coisas vai acabar mal. Eu dou uma joelhada na coxa dele e depois apunhalo minhas unhas em sua pele. "Deixe-me ir!" Eu grito. Ele cambaleia para trás e os pés arranham a sujeira quando ele volta para mim, parecendo irritado, e ele me dá uma tapa no rosto com dureza. Eu engasgo sobre o impacto e a dor cegante irradiando pela minha bochecha quando eu seguro o meu rosto com a mão. O cara balança o


braço ao redor para me bater de novo, mas eu corro. Eu corro, corro e corro, mesmo quando as minhas pernas se sentem como se estivessem desconectadas do meu corpo. Então eu acho a tenda roxa. Delilah e Dylan estão na frente dela e eles dizem algo para mim, mas não tenho ideia do que é e eu não me importo. Eu corro em linha reta para a minha tenda e colapso para o saco de dormir, segurando minha cabeça enquanto as lágrimas queimam meus olhos e deixam rastros pelo meu rosto. Eu queroo fora da minha cabeça. Este momento. Todos os momentos. Eu quero que isso se vá. Queria ter ido. Estava cansada da vida. Desse lugar. Mas como diabos eu podia fugir dela quando eu não posso e nem me lembro de estar aqui? É como se eu tivesse perdido a noção do último ano ou talvez de todos os anos. Eu quero voltar a pular na chuva quando era divertido e tudo o que precisava era sorvete para me fazer feliz. Eu só queria simplicidade. Direção. Compreensão. Eu quero... Eu nem mesmo sei o que eu quero. Minha cabeça começa a correr quando eu percebo a dolorosa verdade da revelação. Eu estou perdida. Partida. Procurando por algo que não existe. O que Landon fez pode não fazer sentido, porque ele é o único que realmente entende por que ele fez isso. E ele se foi. Ele realmente, realmente se foi. A corda estava em torno de seu pescoço e ele a colocou lá e eu não poderia salvá-lo. Não importa o que eu faço nada vai mudar isso. Não fazer contagem. Não fazer vídeos. Não ficar alta. Não vagar sem sentido pela a vida. Ele se foi. Minha mente continua a correr até que a raiva, raiva, dor, confusão, amor, desgosto, cada pedaço de mim e isso se acumulam dentro do meu peito, como cacos de vidro irregular, me cortando por dentro. Quando eu não aguento mais a dor, eu abro minha boca e solto um grito incontrolável quando eu chego para o meu telefone e o pego. Meus dedos tremem enquanto eu o ligo e desbloqueio a tela. Vozes retumbam do lado de fora junto com o som insuportavelmente ensurdecedor da música. Meu coração está batendo


dentro do meu peito enquanto minha mente procura por números e controle, mas há muito barulho e eu não consigo pensar direito. Tudo ao meu redor e dentro de mim está uma bagunça, instável, errático como o meu pulso e minha respiração. Eu não consigo pensar direito. Então eu clico e abro o arquivo e com uma respiração vacilante eu bato em reproduzir. Segundos depois, o vídeo abre e então tudo se torna silencioso.


Capítulo 19

NOVA A música toca ao fundo a que tocava quando o encontrei naquele dia. A câmera está em um ângulo torto, por isso, seus olhos cor de mel estão com sombras, seu cabelo preto manchado de tinta paira sobre a testa e só esconde ainda mais seus olhos. Eu mal posso notar a dor em si, mas está lá e está irradiando em sua voz, mais do que eu jamais ouvi. O luar escorre pela janela em segundo plano, sua pele assustadoramente branca, mas de maneira mais surpreendente. Ele está lindo sentado na frente da tela, como quando ele esboçou a ele mesmo, seu retrato final. As letras de cortar o coração tocando nos altofalantes só amplificam a finalidade na cena. Eu prendo minha respiração enquanto eu o espero para dizer ou fazer algo, falar ou se mover, mas ele ainda está como uma estátua, olhando para a tela, como se ele estivesse tentando me decifrar, em vez de decifrar ele. Ele está estranhamente calmo, como se ele estivesse sedado e talvez ele estivesse. Está escuro para eu ver se seus olhos estão vermelhos, e eu não estou lá para sentir o cheiro dele. Eu queria estar, apesar de tudo. Deus, eu desejava que eu estivesse. Finalmente ele toma folego e fala. "Eu não tenho certeza de quem vai assistir a isso... se alguém vai ou se ele vai ser posto de lado com o resto das minhas coisas... encaixotado para cima... embaralhadas... esquecidas." Ele muda o seu peso na cadeira cruzando os braços sobre a escrivaninha. "Eu não tenho certeza se eu realmente quero que alguém o veja também. Estou em conflito, como eu estou com tudo na minha vida." Ele faz uma pausa e eu posso ouvi-lo


respirar. Eu quase esperava que ele fosse chorar com a forma que sua grande tristeza reprimida estava fluindo para fora dele, mas seus olhos parecem que vão ficar seco. “Eu realmente tentei”. Eu prometo que eu fiz... Mas eu simplesmente não podia mais fazer isso. Os dias... Eles só se tornaram muito difíceis... Acordar tornou-se muito difícil... Eu não poderia mesmo me conseguir dormente e o peso é demais em mim... “Nem mesmo com as drogas...”. Ele passa os dedos pelo cabelo, sua respiração treme. "A vida é demasiada pesada. Andar, respirar, funcionar quando não posso mesmo encontrar um ponto para fazê-lo." Ele deixa cair à mão sobre a mesa. "Apenas não a nenhum ponto." Ele arrasta a mão pelo rosto, olhando em volta para seu quarto, então ele se estica e abaixa a música, mas ainda posso ouvi-la baixinho, assombrando o fundo. "Parece que eu estou vivendo neste buraco... este buraco escuro no chão e tudo o que posso fazer é olhar para as mesmas malditas paredes sujas todos os dias. E não há nenhum ponto em continuar, mas eu tenho que fazê-lo porque não há mais nada que eu possa fazer." Ele inspira e expira em seguida de forma estridente. "E depois há toda essa dor dentro de mim e eu não posso descobrir como desligá-la. Eu continuo esperando que ela desligue, mas está ficando cada vez pior... Tudo faz... Deus, eu não consigo nem me lembrar da porra da última vez que eu sorri de verdade." Ele balança a cabeça, murmurando baixinho. "E mãe, se você assistir isso, eu sei o que você está pensando. Você está culpando a si mesma porque esse é o tipo de pessoa que você é, mas não é culpa sua. Minha cabeça está apenas seriamente fodida." Ele bate os dedos nervosamente na mesa, estudando a tela. "Eu realmente não quero estar aqui. Eu penso nisso todos os dias, a ideia de que talvez algo vá acontecer e eu não vou acordar e ter que lidar com a mesma rotina pesada da minha maldita vida, mas apenas nunca acontece e eu continuo andando por aí, perdido. Toda a porra do


tempo. Não há nada lá dentro de mim. E eu sinto que estou arrastando tudo-todos-para baixo em torno de mim, porque eu não posso passar por isso. Não consigo encontrar a vontade de sorrir e caminhar pela vida, fingindo estar contente com o peso no meu ombro, vivendo na mesma escuridão, buraco maldito para sempre." Ele dá uma respiração profunda e sua voz cai para um suave sussurro, quase inaudível. "Nova... linda, incrível... maravilhosa... Nova. A única coisa que foi boa na minha vida... Eu sei que você vai assistir a este, eventualmente, porque esse é o tipo de pessoa que você é. Você é forte... o seu pai morreu e você seguiu em frente e eu... eu ainda não passei por qualquer coisa trágica e eu mal passo pelos anos." Ele faz uma pausa sua voz caindo ainda mais suave. "Eu te amo. Eu realmente fodidamente te amo, mesmo que eu não quisesse. Eu não queria arrastá-la para esta confusão, mas eu não era forte o suficiente para ficar longe de você... Eu fiquei totalmente preso em seu sorriso, sua bondade, o som de sua voz e sua paixão sobre a vida. Tudo o que você faz..." Um pequeno sorriso torto fugazmente se revela em seus lábios. "Desde tocar bateria para saber quem você é... saber o que você quer... Foi incrível ver tudo o que você faz com um pouco de liberdade... Você faz suas coisas sem nunca dar um pensamento sobre isso. Há tanta coisa boa em você... e essa era a única coisa que fez mais fácil viver a vida um pouco...” Ele parece abalado e olha para a câmera por mais tempo. A canção termina e em seguida começa de novo, tocando na repetição sem parar e eu posso sentir isso no meu coração, o momento em que ele vai dizer suas últimas palavras e clicar em desligar a câmera. Deixando-me. Indo. Morrendo. Desistindo. Ele respira fundo e de novo, em seguida se aproxima da tela. "Por favor, me perdoe" diz ele. "Eu sei que você pode... seja forte... siga em frente... Por favor, por favor, me perdoe." Em seguida, a tela fica preta.


Capítulo 20 31 de julho de dia 73 de ruptura de verão

NOVA

Eu nem tenho certeza de por quanto tempo eu choro. Eu sinto como se fosse para sempre, mas quando eu finalmente fecho os olhos, ainda está escuro lá fora. Eu surpreendentemente não sonho, pelo menos nada que eu me lembre e eu acordo de manhã com uma dor de cabeça, olhos inchados, e as bochechas inchadas. Mas estranhamente o peso no meu peito, o que eu tenho vindo a ter desde que Landon deixou-me, sentindome um pouco mais leve. Suas últimas palavras ecoam na minha cabeça. - Por favor, me perdoe -. Eu ainda não tinha pensado nisso antes. Não nesses termos. Perdoá-lo. Será que eu posso? Como posso perdoá-lo por me deixar? Eu não tenho certeza, mas a Nova que ele descreveu no vídeo parecia que faria. A boa, a que sorriu e foi capaz de me segurar mesmo depois que meu pai morreu. Mas esta, a Nova que sou agora não pode se agarrar a nada. Uma saudade esmagadora brota na boca do estômago, não apenas pela minha mãe, mas também pelo o meu pai. Ele ficaria muito desapontado se ele me visse agora, e honestamente, eu me sinto envergonhada comigo mesma também. E assim estaria Landon também. Nada sobre este lugar me faz feliz, nem mesmo a música tocando no exterior ou as pessoas com quem eu vim até aqui. Dormi sozinha na tenda na noite passada e eu estava com raiva, porque Quinton só me deixou e eu não o vi desde então. Mas também estou aliviada, porque me permitiu tempo para chorar sozinha. Não apenas sobre Landon ou o vídeo, mas


pelo o que eu me tornei. Eu estive com tanto medo de tudo. Com medo de viver a vida sem Landon. Medo de seguir em frente. Com medo de perder o controle, desde aquela noite tudo o que eu fiz sobre a minha vida e as coisas era tentar controlar e contar, mas eu nunca tive o controle, apenas uma ilusão dele. Eu tinha usado números para encobrir tudo na vida, me dar um sentido falso de estabilidade e não totalmente aceitar que Landon se foi e eu vou ter que seguir em frente sem ele. E não admitir os problemas reais em voz alta tem quebrado em fragmentos a pessoa que uma vez fui, uma boa pessoa, mas agora ela está espalhada por todo o lugar. Estou sentada em um lugar que eu não entendo e eu não acho que eu realmente queria estar aqui. Eu só fui indo por isso e só me levou 73 dias, 1.752 horas, 105,120 minutos para chegar aqui. Eu cheiro como um contêiner de lixo, minhas roupas ainda estão barrentas e rígidas e deixo um monte de sujeira seca no chão cada vez que eu me movo. Eu preciso de um banho. Eu preciso de uma boa refeição. Preciso de tudo que este lugar não pode oferecer. Eu saio do saco de dormir, coloco um top vermelho limpo, um par de shorts e puxo para cima o meu cabelo em um coque bagunçado. Eu esfrego algumas coisas negras fora do meu braço, e depois coloco perfume antes de eu sair da tenda. O sol me parece realmente brilhante hoje e picam os meus olhos e os meus pensamentos. Tem um cara que toca seu solo de guitarra, a voz melodiosa sendo carregada do outro lado do campo e o som dele me traz um pouco de paz. Mas as pessoas que me rodeiam parecem cansadas e quebradas, enlameadas, vestindo poucas roupas, alguns têm cortes e contusões sobre eles como se eles tivessem entrado em uma luta. Isso não é onde eu quero estar. Eu abro o cooler e tiro uma garrafa de água. Eu torço a tampa e tomo metade de um gole, deixando escapar um suspiro quando coloco a tampa. As cadeiras em frente da tenda estão vazias e quando eu bato na tenda de Dylan e Delilah ninguém responde. Eu não estou realmente certa quais são os meus planos. Quem eu deveria


ser. Como devo seguir em frente. Onde eu devo ir. Mas parece que eu deveria estar fazendo outra coisa, mas estou de pé nesse ponto exato. Com a garrafa de água na minha mão eu começo a vaguear em torno da periferia do campo ziguezagueando ao redor das barracas procurando um rosto familiar, mas querendo saber se é mesmo possível encontrar um. Eu continuo repetindo o que aconteceu na lagoa e a memória que se restaurou dentro de mim, mesmo que eu tenha lutado tanto para mantêla escondida pelo último ano. Eu sempre tive muito medo da memória, temendo a minha reação quando eu finalmente me lembrasse daquela noite terrível. Eu temia quase tudo sobre aquela noite, porque eu perdi tanto e eu não queria aceitar. Mas depois de assistir o vídeo, ouvir suas últimas palavras, a verdade nua e crua é que vou ter que finalmente aceitar que Landon está morto. Ele deixou este mundo para sempre. E agora eu preciso encontrar uma forma para perdoá-lo e descobrir o meu lugar neste mundo. De alguma forma. Eu quero o que tenho hoje em torno de mim? O falso silêncio? Eu quero me manter sem rumo à procura de aonde ir ou finalmente, descobrir isso? As pessoas ao meu redor estão fumando e bebendo, rindo e conversando. Eles fazem parecer tão fácil. Como apenas uma bebida ou hit fosse levar tudo embora. E ele faz. Por um momento. Mas e depois? Então o que? Estou pensando em voltar para a tenda quando eu chego à parte traseira de um caminhão e todos eles estão lá. Quinton, Dylan, e Tristan estão de costas para mim e do outro lado deles estão três caras; dois são realmente altos e um que parece ser mais baixo do que eu e tem uma cabeça careca como Dylan, parece ter apenas tatuagens sobre ele. Delilah está no meio deles e ela tem a sua blusa atada, a parte inferior do seu estômago está aparecendo e seus shorts estão enrolados tão alto que a bunda dela está praticamente para fora. Ela está conversando com um dos caros mais altos Que tem cabelo


castanho escuro, pele oleosa e os dentes manchados de amarelo e um cavanhaque que se estendia até o peito. Ela continua rindo e sorrindo, jogando a cabeça para trás flertando e eu continuo esperando que Dylan vá ficar chateado e intervir, mas ele nunca o faz. Então ela lhe entrega uma coisa, um saco plástico e os pontos se conectam dentro da minha cabeça. Eles estão traficando. Estou prestes a me afastar quando o mais baixo e mais gordo dos três caras me nota. Seu olhar me varre e uma máscara de raiva cobre o seu rosto. "Quem fodidamente é ela?" Ele pergunta com um aceno de seu queixo enquanto ele estala os seus dedos. De repente eles estão todos olhando para mim e eu começo a dar um passo atrás me perguntando se eu deveria caminhar ou correr quando os olhos cor de mel de Quinton bloqueiam em mim e eu penso no que ele me disse na lagoa. É quase como se ele possa ver o meu antigo eu, a parte de mim que eu perdi. Pergunto-me como embora? Como ele pode ver o bem? Eu estou recuando, fugindo, quando eu paro no meu caminho de volta as tendas. Eu fico olhando para a dor em seus olhos, o olhar confuso que me permite saber que ele não é ele mesmo e a tortura pura e absoluta que eu ainda não compreendo verdadeiramente e eu me pergunto se eu vou algum dia. Eu realmente o conhecia? Alguma vez ele realmente me conheceu? Será que algum dia realmente nos conhecemos? Eu não tenho certeza, mas eu acho que eu preciso saber para me encontrar pela primeira vez. Meus passos me levam até ele, mas minha mente está no comando neste momento, porque é tão claro como o céu e de repente eu entendo. Neste momento da minha vida eu não posso ajudá-lo, mesmo que eu queira tão mal que consome meu corpo e mente. Eu quero levar sua dor embora, salvá-lo como eu não pude salvar Landon, mas eu não sou forte o suficiente no momento. Eu não sou a menina forte que Landon falou no vídeo. Eu gostaria de ser, mas eu mal posso segurar a mim mesma e


muito menos segurar alguém comigo. Eu estou entendendo isso agora. De repente estou entendendo um monte de coisas. Dói saber disso e torna mais difícil de respirar, como se meus pulmões estivessem diminuindo ou talvez eles estejam em expansão e não há mais espaço na minha caixa torácica. De qualquer maneira, estou ofegante. Eu massageio meu peito com a mão, meu coração dolorido quando ele olha para mim, perplexo. Eu olho para o céu azul acima de nós, a sujeira abaixo de nossos pés e um mar de gente andando por aí, um mar que poderíamos facilmente nos varrer fora. “Eu sinto muito”, eu murmuro. Ele olha para mim por um longo momento e eu não posso dizer se ele recebe o que quero dizer ou não, mas ele balança a cabeça uma vez antes de se virar e eu acho que talvez, apenas talvez ele saiba o que quero dizer. "Ei Nova." Tristan diz, dando um passo em direção a mim. Ele acena com a cabeça para o lado, indicando para eu ir embora. "Você deveria ir." De bom grado viro-me e caminho em direção à tenda. Um dois três… "Nova espere." Tristan diz e momentos depois ele agarra meu braço, me segurando até eu parar. Eu lentamente viro-me para encará-lo. Ele parece um pouco diferente, suas pupilas estão maiores, o cabelo despenteado e há bolsas debaixo de seus olhos. "Sinto muito" eu digo, balançando meu braço fora de seu aperto. "Eu não sabia que vocês estavam ocupados." Ele balança a cabeça e em seguida passa os dedos pelos seus cabelos loiros. "Você não precisa se desculpar... é só... é apenas melhor se você não estiver por perto... disso." Sua voz soa suave e parece que ele está realmente lutando para mover seus lábios.


"Está tudo bem" eu digo. Mas não está. Nada está bem. Eu não quero mais ficar aqui. "Sim..." Ele morde o lábio olhando por cima do ombro e então ele me leva para frente, fazendo sinal com as mãos para mim. "Olha eu me lembro de você na escola e você não era... você não era como nós...” Nós. Como se fossemos duas raças diferentes. Mas não somos. Estamos todos apenas vivendo um caminho diferente e vemos a vida de forma diferente, estou vendo a vida de forma diferente. "Eu sei, mas isso não significa que eu estava protegida. Eu vi coisas." Eu viro meu ombro para me espremer através de um caminhão e uma tenda. "Eu vi coisas o tempo todo." Para onde eu vou daqui? "Sim, eu sei" diz ele chutando um cooler fora de seu caminho e derrama uma cerveja que estava em cima dele. "Você estava sempre saindo com aquele cara que... morreu." Ele morreu. Um tempo atrás. Mas ele se foi agora. "Seu nome era Landon," eu digo, pressionando minha mão ao meu peito. "Landon Evans." O mundo começa a girar, mas é uma boa rodada. Uma rotação natural e eu me deixo tê-la. Por favor, me perdoe. Quando chegarmos a tenda sento-me em uma das cadeiras vendo as multidões escuto a música que flui sobre o campo. Em um momento eu fecho os olhos e relaxo sob a franqueza dos vocais batendo o pé ao ritmo da bateria lembrando-me de como era tocar, quando Landon me assistia com quase um sorriso no rosto e me sentia feliz dentro. Eu deixo o som me possuir, tomar-me mais e me puxar de volta em uma direção que eu estava fugindo. Tristan se senta ao meu lado e ele imediatamente começa a fumar algo que cheira estranho e faz o ar um pouco mais quente. Quanto mais tempo passa mais caídos seus olhos ficam e mais ele parece


que vai afundar no chão e desaparecer do mundo. Eu não quero vê-lo. Eu não quero estar aqui. Eu quero ir para casa. Sento-me lá ouvindo a música lembrando-se de como era quando eu ia sentar e ouvir música com Landon e nós falávamos sobre a vida e o que faríamos quando ficássemos mais velhos, aonde iriamos, quem nós nos tornaríamos. Mas isso acabou e eu preciso aceitar isso. Por favor, me perdoe. "Se você pudesse ser qualquer coisa no mundo" Landon uma vez me perguntou "o que você seria?” "Uma baterista" Eu tinha respondido com facilidade. "E você?" Eu pensei que eu soubesse a resposta. Um artista. Como ele poderia dizer mais alguma coisa? Ele tinha pensado sobre isso por um longo tempo e finalmente suspirou. "Eu não faço ideia. Talvez eu não fosse nada. Talvez eu apenas a siga ao redor nos concertos e transporte suas baquetas." Eu tinha rido no momento porque parecia tão bobo, mas ao pensar nisso agora eu começo a chorar. Poderíamos ter sido muito bons juntos. Perfeito. Poderíamos ter sido um monte de coisas, mas agora não podemos ser outra coisa senão memórias. "Aqui" Tristan diz me dando o cigarro aceso para mim quando vê as lágrimas rolando livremente pelo meu rosto. "Você quer um hit? Ele vai acalmá-la." Eu fico olhando para a articulação e em seguida a devolvo. Eu quero um hit? Eu quero esta vida? É este o caminho que eu estou escolhendo seguir? Eu balanço minha cabeça e em seguida fico em pé. "Não, obrigado." Eu sigo para a tenda. "Onde você está indo?" Ele pergunta com a articulação posicionada entre os lábios e fumaça borrando seu rosto. Balanço a cabeça indo para a tenda.


"Eu não tenho certeza." Eu entro na tenda, pego meu telefone e depois volto a sair. Tristan se encaminha para a multidão e eu penso em persegui-lo e dizer adeus. Eu penso sobre dizer a Delilah que eu vou embora. Eu penso sobre ter dito sinto muito a Quinto. Mas em vez disso, sigo em direção à estrada, o sol escaldante em minhas costas, o céu claro acima de mim, incidindo apenas sobre mim e o caminho à frente. Eu indo passo a passo, deixando-me contar porque é o que eu preciso fazer no momento, mas dizendo a mim mesma que eu vou trabalhar em quebrar esse hábito quando eu puder. É a primeira vez que eu admito em voz alta que é um hábito e é libertador e me dá uma sensação de paz, e no final, eu corro. Eu faço todo o caminho para o restaurante onde Quinton e eu tomamos café da manhã e ele deixou-me chorar em seu peito. Até o momento que eu chego à porta da frente eu estou pingando de suor e não tenho ideia de quanto tempo me levou para chegar aqui. Mas eu ainda estou respirando e meu coração ainda está batendo. Quando entro está praticamente vazio. Eu sento e peço um café e a garçonete olha para mim como se eu tivesse acabado de sair de uma lixeira. Mas ela é educada e me traz um café junto com um pedaço de torta e diz que é por conta da casa, e me pergunto se ela acha que eu sou uma pessoa sem-teto. Como a torta, pego meu telefone e chamo uma pessoa que eu sei que estará sempre lá para mim. Ele toca três vezes e em seguida, ela responde. "Nova o que está errado?" Ela diz preocupada e eu posso dizer que ela está chorando. "Eu tenho tentado chamá-la pelos os últimos dias e você não respondia a seu telefone." Ela começa a dizer um discurso retórico, mas eu a paro no meio dele. "Mãe, eu sinto muito" eu digo limpando as lágrimas dos meus olhos. "E eu quero voltar para casa." Ela me faz um bilhão de perguntas quando eu


digo a ela onde estou, mas no final ela me diz que está indo agora e que ela me ama. Nós desligamos e eu sento na cabine olhando para as árvores lá fora e bebo o café. Eventualmente, eu pego o meu telefone para fora outra vez. No começo eu só olho para o meu reflexo na tela. Eu pareço terrível. Claro e simples. Pele pálida. Grandes olhos injetados de sangue. Meu cabelo castanho está emaranhado e há arranhões na minha testa de quando eu caí nas árvores e um hematoma na minha bochecha. É como se eu tivesse me transformado neste monstro ao longo dos últimos meses e só agora estou percebendo a mudança. Eu viro a câmera e limpo à garganta, me preparando para fazer meu vídeo final. “Eu realmente não estou certa” que quando eu olhar para trás esses clipes irão significar algo para mim ou se eu vou mesmo me lembrar do que aconteceu, assim como eu provavelmente vou olhar para trás para este dia e me perguntar por que eu decidi sair, que seja porque eu finalmente assisti ao vídeo e as palavras que Landon deixou para mim. Eu acordei e finalmente vi o que as coisas realmente são. Eu poderia fechar tudo que eu queria bloquear tudo do lado de fora, encerrar todas as coisas que aconteceram com Landon... o bom e o mau... mas no final elas aconteceram. Assim como neste momento. Assim como esta respiração que eu estou tendo. Coisas acontecem. Nós nos perdemos. Tentamos controlar o que vai acontecer. Nós desistimos. Nós fazemos coisas que não fazem sentido. Nós procuramos por coisas da mais errada das maneiras. Nós perdemos o nosso caminho, mas às vezes, se somos muito, muito forte, conseguimos encontrar o nosso caminho de volta. “Puxo uma respiração profunda e coloco o telefone longe”. Então eu descanso minha cabeça em cima da mesa e rapidamente adormeço quando os últimos dois meses pesam em mim.


Capítulo 21 20 de agosto, Dia 103 da ruptura de verão.

NOVA

Ouvi falar de revelações antes, quando os olhos das pessoas se abrem e de repente tudo se torna claro. Eu não chamaria o que tive necessariamente como uma revelação, porque nem tudo está claro como cristal, mas eu vejo as coisas sob uma luz diferente, ou talvez apenas eu veja a luz, com a escuridão que eu tenho mantido dentro de mim se dissolvendo. Olhando para trás, foi o vídeo de Landon que finalmente abriu meus olhos. Foi doloroso e devastador para assistir, mas isso me fez perceber muitas coisas, como a forma como ele me viu e como ele queria o meu perdão. Eu nunca tinha pensado sobre perdoá-lo eu não tinha percebido que eu estava zangada com ele, não realmente, de qualquer maneira. Eu ficava segurando-o não aceitando a verdade de todo o coração sabendo que ele tinha ido embora, mas eu tinha que deixalo ir e seguir em frente. Eu estava tão perdida e sem ter certeza de quem eu era, porque eu não queria ser nada sem ele. Mas olhando ele falar assim comigo, dizendo que eu era forte, me fez querer ser forte, ser a pessoa de quem ele estava falando. A primeira semana em casa foi puro e absoluto inferno. Tudo o que todos diziam irritavam a merda fora de mim e eu sentia como se estivessem espetando os meus olhos. Eu gritei com minha mãe. Eu gritei com Daniel. Eu gritei com o carteiro porque ele tocou a campainha e ele me acordou do meu cochilo. Depois vieram as lágrimas. Havia um monte. Na verdade, eu tinha certeza de que elas


nunca iriam parar. Eu nem tenho certeza por que, mas me senti diferente do que me sentia, como um vampiro entrando na luz pela primeira vez e minha pele e cérebro estava em chamas e nada parecia tirar a dor. Mas, então minha mãe e eu começamos a conversar. Nós conversamos sobre o meu pai. Falamos sobre Landon. Falamos sobre mim. Falamos sobre o que eu fiz. Nós falamos e falamos e falamos. Ela ficou com raiva e eu chorei. Ela chorou e eu chorei. "Nova" ela disse em meio a lágrimas. "Eu sinto que isto é tudo minha culpa. Eu sabia que quando seu pai morreu... como ele morreu... que você o viu que tinha de ser difícil para você, mas eu nunca te forcei a falar sobre isso comigo. Eu só sugeri isso." "Mas eu não podia falar sobre isso com você" eu respondi abraçando um travesseiro contra o meu peito, enrolado na cama. "Você também estava triste." "Eu sou sua mãe" disse ela alisando meu cabelo para longe da minha testa como se eu ainda fosse uma criança e talvez no momento para ela fosse o que eu era. Talvez nós estivéssemos indo de volta no tempo e estávamos fazendo o que deveria ter sido feito para começar. "É o meu trabalho me certificar de que está tudo bem mesmo se eu estiver sofrendo." "Eu não queria fazer você sofrer mais." "Não é assim que funciona. Se existe alguma coisa que deveríamos ter feito era ter sofrido juntas." Nós começamos a chorar novamente e parece que nunca íamos parar, mas finalmente como quase tudo que acontece eventualmente nossas lágrimas desaparecem. Já faz mais de um mês desde que fugi do concerto


e minha cabeça está muito mais clara do que tem estado por um tempo muito longo, talvez até mesmo desde que meu pai morreu. É estranho, mas demorou todo esse tempo para eu perceber quando as coisas nebulosas tinham começado. De alguma forma, através da morte de Landon, através do luto, através da vida, perdi meu caminho. Eu ainda estou trabalhando meu caminho de volta, um pequeno passo de cada vez, tentando me curar corretamente neste momento. Eu olhei para os esboços que os pais de Landon deram para mim e deixe-me chorar sem fugir deles. Eles realmente eram bonitos e doía pensar que seu talento não existia mais, mas eu tenho um pedaço de seu talento comigo ainda, um pedaço dele e eu sempre vou segurá-lo. Eu finalmente aceitei sua morte e é bom recordá-lo em doses saudáveis. Estou aprendendo que não há problema. Não há problema em sofrer. Não há problema em chorar. Não há problema em admitir quando precisamos de ajuda. Não há problema em deixar ir. Nem tudo é fácil e perfeito apesar de tudo. Eu ainda preciso de minha medicação para ansiedade. Eu ainda me encontro contando às vezes. Eu ainda fico perdida nas memórias de Landon. A chave é deixá-las passar em vez de procurar um interruptor para desligar rápido. Eu sinto isso, eu passo por isso, e então eu supero. E eu não tenho que superá-lo sozinha. Estive frequentando um grupo onde as pessoas podem falar sobre a perda, especificamente relacionadas ao suicídio. Ajuda ouvir as histórias, saber que eu não sou a única a me perguntar tanto o que causou a ruptura. Estou pensando em frequentar um quando eu estou voltar para faculdade. Eu também finalmente escolhi ser uma adulta. O filme. Eu ainda não estou cem por cento certa se eu quero ficar com ele, mas é um começo para trabalhar em alguns dos meus objetivos ou pelo menos tê-los. Eu também poderia fazer um pouco de música, mas estou dando um passo de cada vez agora. Estou focando em avançar e lentamente, aceitando o passado ficando cada vez melhor e


tentando criar um futuro. E eu sei que vou ser capaz, porque eu quero. E assim como meu pai me disse uma vez- se você quiser algo demasiado o suficiente, tudo é possível. Eu não falei com Quinton desde que saí. Delilah passou por minha casa algumas vezes, mas não estamos mais na mesma página e eu não estou forte o suficiente para trazê-la comigo e nem eu posso cair com ela. Ela não vai voltar para a escola, algo que ela disse durante sua terceira visita. "Estou feliz aqui" ela disse, enquanto nós nos sentamos no sofá da sala. Minha mãe não iria nos deixar ir para o meu quarto com medo do que nós faríamos a portas fechadas e eu estava bem com isso. Tenho medo de portas fechadas também. "Eu não acho que você deve ficar" eu disse, notando o quão magra ela estava começando a parecer. "Não há nada aqui, realmente." "Há Dylan. E a minha vida", ela respondeu fungando. "E é o que importa para mim." Suas pupilas estavam arregaladas e brilhantes e ela tinha esse cheiro estranho sobre ela. Ela também está com seu cabelo desarrumado e sua pele estava um pouco pálida. Eu poderia dizer que ela estava em alguma coisa e que a pessoa que se sentava na minha frente não era a Delilah que eu conheci no colegial. Esta era o seu alter-ego. Um lado mais sombrio dela. Um reflexo em um espelho rachado. "Ok" eu disse, sabendo que eu tinha que deixá-la ir, mas era difícil. "Mas se você mudar de ideia, eu vou na sexta-feira e você pode vir comigo." "Eu não vou." Ela levantou-se do sofá, deixou a minha casa e eu não a vi desde então. "Tem certeza de que você simplesmente não quer ficar em casa por um semestre?" Minha mãe pergunta acabando de arrumar a última das caixas, a que tem minhas baquetas. Vou levar a bateria cor de rosa de


volta para a escola comigo, embora eu não tenha a tocado novamente ainda. Eu estou planejando isso, quando me sentir melhor. "Você está seriamente tentando me convencer a abandonar a faculdade?" Eu brinco, jogando uma parte de minha bateria no banco de trás do Nova vermelho-cereja. Estou dirigindo-o de volta à escola, o que é assustador, mas é um dos meus objetivos. Além disso, é o que meu pai queria. Ela suspira, empurrando a porta fechada. "Não, mas eu me preocupo." Ela caminha até mim com os braços cruzados, como se ela estivesse resistindo à vontade de me agarrar e me puxar para dentro de casa. "Eu sinto como se eu só tivesse você de volta e agora você está me deixando novamente." Eu a abraço e eu quero dizer realmente a abraço, sem medo ou restrição. "Eu sei, mas é uma coisa boa, mãe. É... é a minha maneira de seguir em frente.” "Eu sei Nova" ela me abraça com força, a ponto de eu mal poder respirar. "E eu estou orgulhosa de você por admitir tudo para mim. Se você pensa assim ou não, você é uma pessoa corajosa." Ela me leva para trás e me olha nos olhos. "Muitas pessoas não podem admitir que estejam indo para o caminho errado." "Mas não é mesmo a coisa que me faz fraca por ter ido por esse caminho?" Pergunto, piscando contra a luz do sol brilhante, recusando-me a proteger os olhos dele. Ela balança a cabeça. "Todos nós fazemos coisas que não são grandes. Você já passou por muita coisa... muito mais do que a maioria. E o importante é que você puxouse para fora delas." As lágrimas começam a borbulhar nos cantos dos seus olhos azuis. "Estou feliz de ter a minha filha de volta."


Não completamente, mas eu estou trabalhando nisso, e essa é a parte importante. "Eu também te amo, mãe." Ela me abraça de novo e é difícil fazer com que ela deixe-me ir, mas no final ela faz e eu entro no carro e ela entra em casa. Eu tomo uma respiração profunda, afivelo meu cinto de segurança e, em seguida, pego o meu telefone no meu bolso. Eu seguro o telefone ao nível dos meus olhos e depois bato em gravar. "De certa forma tudo parece que está começando de novo, como se fosse o primeiro ano de novo." Eu reviro os olhos, mas, em seguida, sorrio e é um verdadeiro sorriso, não o falso, os de plástico que eu tenho usado por todo o ano passado. "Porque eu estava tão fora de mim no ano passado, eu mal consigo compreender o que estava acontecendo. Mas agora eu estou pronta para abraçar o que está à frente de mim, em vez de somente ficar a deriva através dele. Eu não quero à deriva. Ficar quebrada, perdida, vagando, procurando por algo que não vai existir de novo, essa Nova não é quem eu quero ser. E enquanto eu não sei exatamente quem eu sou, a parte mais importante é que estou focada em descobrir isso de uma maneira saudável." Eu sorrio e esse sorriso ilumina toda a tela. "Espero que o próximo vídeo que eu faça eu vou ter mais a dizer." Faço uma pausa respirando fundo. "Agora eu só preciso fazer mais uma parada, porque se eu aprendi alguma coisa, despedidas são importantes, mesmo se elas são assustadoras e estranhas. Sempre, sempre devemos dizer adeus." Eu desligo a câmera e guardo o celular, vou para a calçada com um pensamento em minha mente. Hora de deixar ir e seguir em frente.


Quando eu chego ao parque de trailers, leva-me um momento para reunir-me e encontrar forças para sair do carro. Meu primeiro instinto é começar a contar todas as rachaduras na casa, os buracos na frente da cerca, as janelas quebradas. Mas eu me acalmo e me lembro de que eu preciso fazer isso; senão eu vou me arrepender. Eu saio e caminho através da porta e subo os degraus até a porta da frente. Eu aliso meu cabelo, puxo a parte inferior do meu short para baixo e ajusto uma das alças caídas sobre minha camisa. Então eu levanto minha mão e bato na porta. Há um monte de barulho acontecendo ao lado da casa, junto com riso e eu também posso ouvir música. Eu bato de novo, mais alto, e poucos momentos depois, a porta se abre. "Que porra você está fazendo aqui?", Pergunta Dylan. Ele parece diferente, mais magro, mais pálido, sujo, com olhos encovados e feridas por todo o rosto e a cabeça raspada quase parece enrugada. "Você quer falar com Delilah ou algo assim?" Balanço a cabeça, cruzando os braços sobre o peito, dizendo-me que eu estou bem. Está tudo bem. "Não, eu quero falar com Quinton". Ele revira os olhos, irritado, e depois abre a porta amplamente. Fumaça sai como um vapor de veneno e eu não tenho certeza se eu odeio o cheiro ou sinto falta. "Ele está em seu quarto." Dou um passo para trás em direção as escadas, sabendo que até que eu possa odiar o cheiro eu preciso ficar longe. "Você pode ir chama-lo?" Pergunto o mais educadamente que eu posso. Ele fala uma maldição sob sua respiração, seu rosto ficando vermelho e eu acho que ele vai bater a porta na minha cara. Mas então ele diz. "Espere um pouco." Ele deixa a porta aberta e eu pego um vislumbre das pessoas lá dentro, fazendo coisas que me tentam. Eu dou mais um passo


para trás, continuando até eu chegar ao fundo das escadas. Então eu me sento no degrau e espero por ele. A música continua batendo, vibrando contra o chão e eu escuto alguém gritar algo sobre todos tirando as roupas e todos gritam concordando e torcendo. Eu quero sair, mas eu preciso fazer isso. Espere por ele. Segundos depois, eu ouço a sua voz e isso faz meu coração saltar dentro do meu peito. "Nova, o que você está fazendo aqui?" Eu me viro me preparando para vê-lo novamente, mas o impacto é ainda maior do que eu esperava. Ele parece diferente, também, mais magro, mais pálido e seu queixo está desalinhado e a barba por fazer. Seu cabelo cresceu um pouco e está todo grudado sobre a sua cabeça. Mas seus olhos ainda são os mesmos castanhos mel tingidos de vermelho e cheios de tristeza. Eu fico em pé e escovo a sujeira das costas das minhas pernas. "Eu vim para dizer adeus." Ele esmaga os lábios quando ele hesita no topo dos degraus. Ele não tem uma camisa e a calça jeans cai em sua cintura. Eu posso ver que seus músculos estão menores e não estão tão firmes como a última vez que o vi, e as tatuagens em seus braços: Lexi, Ryder, e ninguém, juntamente com a cicatriz que ele nunca me falou, também. Um dia, se eu o ver novamente, eu vou ter que levá-lo a me dizer o que elas significam e de onde a cicatriz veio, quando nós dois estivermos em um lugar diferente e puder lidar com isso. Eu quero estar lá para ele e ajudá-lo com o que ele está passando, mas eu tenho que me curar primeiro antes que eu possa ser um bom sistema de apoio.


"Veja", ele começa, dando um passo para as escadas. "Sobre o que aconteceu..." Eu balanço minha cabeça, levantando a minha mão, e cortando-o. "Nós não precisamos falar sobre isso agora. Eu só estou voltando para a faculdade e eu queria dizer adeus e ter certeza de que você entendeu algumas coisas." Sua testa vinca quando desce outro degrau. "OK…" Venho preparando o que eu ia dizer a ele por um par de semanas, quando eu percebi que eu precisava e queria falar com ele. Mas aqui de pé na frente dele, é difícil. Mas eu vou fazê-lo. "Eu sei que eu tenho alguns problemas” digo, inclinando meu queixo para cima para encontrar seus olhos. "E eu ainda estou com problemas e estou tentando descobrir tudo o que aconteceu durante o verão... Eu sinto como em uma espécie de torpor, você sabe." Faço uma pausa. "Mas estou feliz que te conheci... você meio que me fez perceber um monte de coisas." Ele coça a cabeça, olhando em volta como se ele não tivesse ideia do que diabo está acontecendo. "Nova, eu não entendo o que você está dizendo." "Eu realmente não estou dizendo nada" eu explico da melhor da maneira que eu consigo. Mas no final, eu não sei se faz sentido, porque nada sobre nós fazia sentido, exceto pelo fato de que estávamos caindo juntos. "Uma espécie diferente de adeus." Sua expressão suaviza e ele pisa na minha frente. Ele me olha da cabeça aos pés, como se ele estivesse tentando decifrar quem eu sou. "Você parece bem," ele finalmente diz. "Diferente, mas bem." "Eu me sinto bem" eu digo, e pela primeira vez parece que é verdade. "E diferente." Ele suspira e eu libero uma respiração e de repente estamos abraçando um ao outro. Ele resiste um pouco, seus músculos duros, mas


eu o ajudo, passando os braços firmemente em torno dele. Fechando os olhos, eu respiro seu cheiro, sem saber se eu nunca mais iria vê-lo novamente, mas com esperança que o visse novamente. Talvez. Um dia. Quando eu estivesse em um lugar diferente. "Sinto muito" ele sussurra em meu ouvido. "Por tudo." Balanço a cabeça com o meu rosto pressionado contra seu peito. "Você não precisa se desculpar. Tudo o que fiz foi por minha escolha." "Ainda assim..." "Ainda nada" eu digo. "Nada foi culpa sua." Ele acalma seu pulso batendo em seu peito. Nós seguramos um ao outro, até que meus braços caem pesados e em seguida eu sei que é hora de ir caso contrário eu não poderia. Eu saio do abraço em primeiro lugar e ofereço um sorriso quando eu recuo para o carro. "Se você passar por Idaho procure-me" eu digo, acenando quando eu chego ao portão. Ele balança a cabeça, mas não parece que ele acha que vá me ver novamente. "Tudo bem, eu vou." "E cuide de si mesmo" eu digo a ele, o que parece ser uma coisa muito boba, clichê para dizer, mas é tudo o que posso dizer agora. Se eu disser coisas significativas, como a que eu queria cuidar dele, adorava beijá-lo, que meu coração dói porque eu vou deixá-lo, que eu gostaria que fosse outro momento em nossas vidas quando nos encontramos para que pudéssemos estar juntos, então seria muito difícil sair. Porque mesmo que seja difícil, eu preciso ir e me curar. Ele sorri, mas é forçado, irreal, triste, e eu quero chorar por ele.


“Sim, você também." Ele me assiste todo o caminho até o carro e quando estou prestes a subir, ele grita: "Então você finalmente decidiu dirigir o carro." Eu engulo em seco quando eu abro o portão. "Sim, parece que era hora." Balançando a cabeça ele deixa escapar um suspiro, e começa a ir em direção da porta. "Cuide de si mesma, Nova, como o carro." Um toque de um sorriso aparece em seu rosto. "Eu vou," eu devolvo o seu sorriso e então eu subo no carro e me afasto segurando o volante quando eu o vejo deslizar mais longe. Ele me observa até que eu estou quase fora de vista, então ele se vira e vai para a casa. E eu continuo dirigindo. Estou pronta. Seguindo em frente, eu estou pronta para começar a seguir em frente.

QUINTON Estou feliz por ela. Ela parece bem. Mais do que bem. Ela parece feliz. É incrível de ver e isso me faz pensar como ela chegou a esse lugar depois de tudo, mas eu não quero perguntar a ela, temendo que eu vá estragar tudo para ela. Depois que ela saiu do show, eu sabia que nunca seria nada. Foi bom que ela fugiu e tenho a certeza de manter distância, mesmo que me fere não vê-la. Eu sinto falta do som de sua rara risada, seu sorriso, seus pensamentos aleatórios, seu amor pela música, seu cheiro, a forma como ela se sente. Mas ela está melhor sem mim. Eu a vejo ir embora no carro, sabendo que eu nunca vou vê-la novamente. Eu gostaria de poder tê-la beijado uma última vez, um beijo de verdade, que não fosse diluído por drogas e culpa. Mas eu sei que não é possível e


quando ela dirige para fora da minha vista, eu volto para a realidade da minha vida. Dylan tem um monte de clientes, embora apenas metade deles acabe por pagar, os outros ficam apenas fingindo que eles estão apenas provando seu material. É parte da minha vida agora. Ele faz os arranjos, Tristan e eu entregamos para ele e então nós ficamos altos, acaba e começa todo o circulo vicioso mais uma vez. O círculo viscoso, repetitivo da minha vida. Mas eu não mereço nada mais. "Você vai fodidamente com a gente?" Dylan pergunta quando eu entro. Ele está sentado no sofá com Delilah, mas ela desmaiou no colo dele e ele está flertando com outra garota. Concordo com a cabeça, puxando a cortina. "Sim, eu só tenho que colocar uma camisa." "Você deve manter-se sem" uma garota grita da cozinha. Ela está fumando em uma articulação e eu acho que o nome dela é Candy ou Kitty ou algo assim. Honestamente poderia ser Brenda. Eu realmente não me lembro dela, eu dormi com ela algumas vezes e nós compartilhamos algumas linhas, em seguida, falamos sobre merda que não importa, mesmo que fingisse que sim. Eu a ignoro e volto para o meu quarto patético que me lembra no que eu me tornei. Eu coloco uma camisa e coloco sapatos. Então eu pego meu caderno, olhando para a última imagem que eu nunca terminei de desenhar. Foram criadas a partir das minhas memórias, as imagens que eu odeio, mas precisavam sair. Cada linha é pesada, como se estivesse tentando cortar o papel com meu lápis. É de Lexi e eu deitados lado a lado no campo ao lado do acidente. Estamos de mãos dadas e sangrando juntos, morrendo juntos. Está perfeito. É real. E é aonde eu vou sempre pertencer. Deixo escapar uma respiração profunda, fecho o caderno de esboços e guardo em uma caixa ao lado da penteadeira.


Estou prestes a sair do meu quarto quando Tristan entra carregando um espelho com uma linha branca de pó sobre ele e uma navalha na mão. Minhas mãos coçam instantaneamente, minha boca salivando para provar. "Você vai precisar disso" diz ele incitando-me. Seus olhos estão praticamente pulando para fora de sua cabeça e seu nariz está um pouco vermelho e escorrendo. "Temos uma longa noite pela frente." Eu pego o espelho e tomo imediatamente o que ele me oferece não porque eu preciso para ficar acordado, mas porque eu quero. Preciso disso. Está incorporado

em

minha

pele,

meu

sangue,

minhas

veias,

meus

pensamentos, meus sonhos. Essa é a minha vida. Ela é dona de mim agora. Uma vez que bate no fundo da minha garganta, todas as portas na minha cabeça se fecham e qualquer coisa boa em mim está bloqueada por trás delas.


Epílogo Nove meses depois... 09 de maio, 7 dias antes da ruptura de verão.

NOVA

Eu deveria estar embalando as minhas coisas no meu apartamento, preparando-me para ir para casa para o verão, enquanto eu trabalho no último dos meus finais, mas eu faço uma pausa para tocar minha bateria. Eu faço isso quase todos os dias agora, e eu estou achando terapêutico. "Você se importa! Os vizinhos estão indo chamar o proprietário novamente se você continuar!" A minha amiga e companheira de quarto, Lea, chama. Eu bato nos cilindros com um pouco mais de força, provocando-a e ela revira os olhos e ri. "Tudo bem, seja uma cadela." Eu rio, batendo mais uma nota e em seguida coloco as baquetas para baixo. Estou suada e ofegante, mas me sinto completamente viva por dentro. Recuperando o fôlego eu saio do banco e olho para minha caixa embalada pela metade na minha cama. É estranho estar indo de volta para casa desde a última vez que eu estive lá, eu estava em um lugar tão diferente do que eu estou agora. Mas vai ser bom ver minha mãe novamente e até mesmo Daniel com suas barras de granola e tudo. "Tem certeza de que não quer levar isso com você?" Minha amiga Lea pergunta quando ela segura um cartaz antigo da banda Chevelle.


Concordo com a cabeça colocando o último dos meus CDs separados em uma caixa na minha cama. "Sim ele está todo rasgado e despedaçado." Ela revira os olhos fortemente e o deixa na lata de lixo ao lado da prateleira. "Tudo bem se é isso o que você quer." "É o que eu quero" eu digo a ela, clicando em meu computador quando me sento no chão em frente a ela. Eu conheci Lea em uma das reuniões que eu tinha estado presente para as pessoas que perderam seus entes queridos pelo suicídio. Lea perdeu seu pai quando ela tinha uns doze anos, estranhamente em torno da mesma época que eu perdi o meu pai. Esse foi o tema inicial quando conversamos, mas nós nos demos bem muito rapidamente e é bom ter alguém que eu possa falar abertamente sobre os meus sentimentos sobre o suicídio de Landon; a dor, a raiva, a culpa, a sensação de estar perdida e confusa. Ela sentiu as mesmas coisas também, só que ela lidou com isso de uma maneira diferente, mais saudável. Nos estágios iniciais de nossa amizade ela me deu esperança de que eu poderia seguir em frente, e agora ela apenas está lá para mim. Nós somos amigas há cerca de seis meses e é uma boa amizade, não com base

em

passeios

bêbados,

drogas

pesadas,

sofrimento.

Nós

compartilhamos um monte de coisas em comum, como o gosto pela música e um bom documentário. Ela toca guitarra e canta com seu namorado. Eles são divertidos para sair e todos nós somos voluntários para ajudar pessoas com pensamentos suicidas na hotline local. É bom fazer algo de bom. Ajudar as pessoas. Nós também rimos. Muito. Eu até mesmo estive em alguns encontros, mas realmente não senti nenhuma faísca ou conexão com ninguém. Tudo bem, apesar de tudo. Eu tenho tempo. E é bom saber que eu tenho. Porém nem tudo é sempre fácil. Há momentos sombrios, quando eu fico sobrecarregada e eu começo a contar


e ansiar pela solidão silenciosa que eu experimentei no verão passado. Mas isso sempre passa. E isso está acontecendo com menos frequência. Eu sei o que eu quero na vida. Eu quero felicidade. Quero esperança. Quero uma vida. E isso é importante. Eu me considero sortuda por ter sido capaz de chegar onde estou. Não é fácil e nem todo mundo faz isso. Algumas pessoas ficam no escuro e algumas pessoas lidam de maneira diferente, mais permanente, enquanto eu consegui entrar na luz novamente. "Você ainda está trabalhando sobre isso?" Ela pergunta, reunindo seu longo cabelo preto em um rabo de cavalo lateral. Ela está usando uma velha camiseta com a inscrição - Música balança meu mundo - escrito na parte de trás e um par de shorts jeans. Ela é alta e tem algumas tatuagens. Cada uma significa alguma coisa para ela, e cada vez que vejo uma de suas tatuagens me lembro de Quinton e sobre as suas tatuagens. "Você sabe que tem que entregar em quatro dias." "Eu sei." Eu movo o cursor para a pasta de vídeos na tela inicial. Eu assisti aos vídeos várias vezes e é assustador observar o quanto eu mudei ao longo de dois meses e meio. No final eu mal parecia comigo e eu nunca quero voltar para aquele lugar novamente. "Eu acho que posso acabar tirando um zero, no entanto." Eu realmente quero usar os clipes para o final mesmo que isso signifique mostrar ao mundo o que eu fui uma vez, porque eu sinto que é importante as pessoas verem. E há um vídeo que eu realmente quero usar, o que eu fiz de Quinton. Eu o assisto o tempo todo, querendo saber o que ele está fazendo, pensando. Parece que eu estou finalmente em um ponto em minha vida onde eu possa falar com ele novamente. Lea se senta no chão ao meu lado cruzando as pernas e descansa em suas palmas para trás.


"Se você levar zero você vai falhar nessa classe." Eu suspiro, clicando na pasta. "Eu sei, mas eu não posso usar o vídeo sem um formulário assinado, regras do professor." "Então obtenha a sua permissão" ela responde pegando sua bolsa. Ela pega um pacote de chicletes e coloca um pedaço em sua boca. "Eu tentei." Eu chego ao botão de off do computador. Eu tentei. Muito. Mas eu nunca consegui o número dele e eu ainda tenho que ser capaz de rastrear o seu número de telefone. Eu tentei chamar Delilah algumas vezes, mas era sempre mandada direto para o correio de voz. Até mandei minha mãe no trailer, mas ela disse que estava vazio, por isso, aparentemente, eles se mudaram para outro lugar. É como se toda essa parte da minha vida nem sequer existisse como se nunca realmente houvesse acontecido. Mas aconteceu e eu me lembro de todos os dias o que me fez, porque é importante lembrar como é fácil perder o controle de mim mesma e apenas como tenho sorte que eu tomei o controle novamente. “Mas eu não posso encontrá-lo em qualquer lugar. É como se ele tivesse desaparecido da face da terra”. "Ele não desapareceu da face da terra" diz ela. "Você poderia tentar chamar sua... velha amiga novamente." Lea sabe tudo sobre Delilah e ela não é uma fã. Eu acho que ela a culpa por algumas das coisas que eu passei, mas eu não culpo Delilah por qualquer coisa. Tudo o que fiz foi por minha própria escolha. Ninguém me obrigou. Suspirando eu pego o meu telefone fora da minha cama. "Sim eu acho que eu posso, embora eu tenha deixado uma tonelada de mensagens de voz já." Ela encolhe os ombros. "Não vai custar nada tentar."


"Não, não vai." Eu pressiono o número de Delilah no meu telefone e depois o levo até minha orelha. Eu espero e espero e estou prestes a desligar, quando de repente há um clique. "Olá," Delilah diz do outro lado. Há música alta tocando no fundo e um monte de golpes e gritos. "Ei sou eu" eu digo a ela. "Nova." "Quem?!" Ela grita. "Aguente! Deixe-me ir a algum lugar tranquilo." Há uma pausa e então eu tento esperar pacientemente. O ruído desaparece gradualmente e finalmente fica tranquilo. "Lá vamos nós" diz ela e eu posso dizer pelo insulto em seu discurso que ela está alta ou bêbada. "Agora quem diabos está ligando?" “É Nova" eu digo a ela, balançando a cabeça. Lea está me observando com preocupação e eu levanto meu dedo saindo da sala. Vou para a porta de vidro deslizante e saio para o terraço na parte de trás e para a luz do sol. "Nova a garota que você costumava ser amiga." "Oh." Ela solta uma risada. "Desculpe-me eu estou um pouco fora de mim, mas agora eu me lembro." Eu tomo uma respiração profunda, lembrandome de que eu estive no lugar onde nada importa. "Ei, eu só queria ver se você sabia onde Quinton está" eu digo a ela, inclinando os cotovelos no corrimão rezando para que ela possa lembrar quem ele é. "Sim ele está comigo" ela responde e eu escuto o estalido de um isqueiro. Eu me pergunto o que ela está fumando ou onde ela está. "Bem ele está, na verdade, na casa no momento. Não aqui fora comigo." "Mas ele vive com você." Estou chocada. "Vocês... vocês estão namorando?"


"Não... nós apenas dividimos um apartamento... com Dylan. Você se lembra dele certo?” Ela inala e em seguida libera uma expiração forte, tosse no final. "Sim, eu me lembro" eu digo lamentando que ela ainda esteja com ele. Eu mudo meu peso, girando de costas para o parapeito e me inclino contra ele. "Olha você pode colocá-lo no telefone. Eu realmente preciso falar com ele.” "Eu não posso agora" diz ela, tossindo novamente. "Ele está desmaiado em seu quarto. Ele está totalmente quebrado agora." Pressiono minha mão contra o meu peito me dizendo para tomar respirações profundas. Nada mudou. Oh meu Deus, meu coração dói tanto. "Você pode, por favor, só ir tentar acordá-lo? É importante." "Ele não vai acordar" ela me assegura. "Não depois de estar alto por uns três dias." "Por quê? O que ele teve?” Eu prendo a respiração com medo, nervosa e eu nem sei o que mais. Tantas emoções estão correndo através de mim, simultaneamente no momento e eu preciso obter o controle novamente, mas não com números. Eu respiro profundamente e depois de novo. "Algum fodidamente bom cristal do caralho" diz ela com inveja em seu tom deixando escapar um grunhido eufórico no final. "Crystal Meth." Estou atordoada. Horrorizada. Eu luto por ar. "Por que ele faria isso?" "Por que todos nós fazemos isso?" Ela pergunta e em seguida ela começa a tagarelar a velocidade em sua voz aumentando com cada palavra. "Porque nós estamos fugindo de coisas. Eu, minha mãe... e Dylan, bem há muito com ele. Embora Quinton tenha o pior você sabe. Matando sua


namorada e prima naquele acidente de carro, porra." Ela suga uma respiração afiada, falando tão rápido que eu mal posso entender o que ela está dizendo. "Além disso, ele queria mesmo morrer e chegou a isso. Jesus, morrer e depois reviver depois, com todas essas mortes em suas mãos... Crystal é o seu santuário.” Sinto um caroço do tamanho de uma bola de beisebol dentro da minha garganta enquanto eu me lembro das tatuagens de Quinton. Lexi e Ryder. Ninguém. É isso o que queria dizer? Ninguém é Quinton? Eu estou sufocando. Eu paro de respirar. Não me lembro de como obter o ar em meus pulmões. Eu aperto o corrimão sentindo como se eu fosse cair. "Oh meu Deus" eu digo, sem fôlego, quando memórias de Quinton veem rapidamente pela minha cabeça. "Todo esse tempo que passei com ele e eu não sabia." Tudo está começando a fazer sentido. Toda a angústia e culpa em seus olhos... Como ele sempre parecia tão deprimido. A cicatriz em seu peito e como Tristan jogou a coisa sobre dirigindo em seu rosto. Ele estava carregando tudo isso dentro dele, a morte, a sua própria morte. Mesmo com tudo o que eu passei, eu não podia sequer imaginar. "Isso é porque você não se importava o suficiente para saber," Delilah diz venenosamente. "Você sabe que ele ficou mais quebrado ainda quando você nos deixou." "Saí por uma razão." Por um momento eu me sinto culpada, mas então eu me lembro de que não havia nada que eu pudesse ter feito no momento. Eu estava no meu próprio lugar escuro, eu mesma estava caindo e tentando me impedir de cair e eu não tinha como ajudar que outra pessoa caísse junto, era impossível. É preciso ter força para subir de volta, força em si mesmo e daqueles que o rodeiam. Eu não tinha naquele momento. Mas agora eu faço. Agora parece que eu poderia tentar


ajudá-lo a subir de volta, em vez de cair com ele. Mas eu sei melhor do que tentar fazê-lo sozinho. "Delilah onde está você?" Pergunto. "Você não está mais vivendo em Maple Grove está?" "Não, nós mudamos... tivemos que fugir daquela estúpida, cidade julgadora, você sabe" ela diz simplesmente e então eu ouço a voz de alguém no fundo. "Olha eu tenho que ir. Foi legal conversar com você." "Delilah, por favor, não desligue", eu digo, mas é tarde demais. A linha cai. Tento ligar para ela várias vezes, mas cada vez vai para o correio de voz. "Merda." Eu deslizo a porta de vidro aberta e corro de volta para o meu quarto. "Eu preciso de sua ajuda" digo a Lea quando entro correndo, tentando não entrar em pânico, mas é difícil. "Com alguma coisa muito importante.” Ela balança a cabeça, sem pestanejar. "Você sabe que eu estou sempre aqui para você." "Obrigada." Eu respiro fundo sabendo que ela quis dizer isso. E eu estou feliz. Vai me ajudar com isso porque eu vou encontrar Quinton e ajudálo, como eu gostaria de ter sido capaz um ano atrás. Eu só espero que não seja demasiado tarde. Que os pequenos vislumbres do carinhoso, bom, florescente Quinton que eu vi ainda exista. O único que me fez sorrir quando eu pensava que era impossível. O único que tentou me dissuadir de usar drogas porque ele pensou que eu era muito boa. Espero que a tristeza em seus olhos não tenha inteiramente tomado tudo. Espero que ele não tenha se perdido completamente.


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QUINTON Eu acordo todas as manhãs com um sentimento de satisfação. Alegremente entorpecido sem me preocupar ou ser assombrado por meu passado fodido. Pelo menos depois que eu tomo o meu primeiro hit. Uma vez que eu obtenho o sabor amargamente doce, o pó tóxico, branco, eu fico bem para seguir por dias. A culpa que carrego dentro de mim morre brevemente com cada gotejamento do pó branco, venenoso, juntamente com uma parte de mim. E eu estou feliz. Eu quero estar morto. E eu estou trabalhando para conseguir chegar lá, uma pequena, maravilhosa, linha de entorpecimento mental de cada vez. Depois de uma noite de luta para fechar os olhos, procurando o sono, mas nunca chegando lá, eu finalmente saio da cama. Eu tenho ido por dias, viciado em linha após linha, meus olhos saltados para fora da minha cabeça, meu corpo e mente tão tensos e desgastados da sobrecarga de energia. Eu pego um par de jeans rasgado e desbotado de cima do piso de linóleo lascado do meu quarto que é do tamanho de um armário. Nada no apartamento tem carpete ou paredes pintadas ou um teto, sem manchas sobre ela. Meu quarto é composto por um colchão de merda no chão, uma caixa com coisas do meu passado que eu nunca olho, uma lâmpada, um espelho e uma lâmina que está sempre ao meu alcance. Eu pego o espelho do chão e em seguida o saco de plástico vazio ao lado dele, eu devo ter terminado ontem à noite... Embora eu mal consigo lembrar de fazê-lo.


"Merda" murmuro limpando meu dedo ao longo dos espelhos de superfície quase seco, e depois lambo meu dedo limpo. Ele não faz nada para o monstro com fome para acordar dentro de mim e eu jogo o espelho do outro lado do quarto assistindo ele quebrar. "Droga." Pego uma camisa no chão e puxo-a sobre mim e me apresso para o corredor, tropeçando em algumas pessoas dormindo no chão, nenhum dos quais conheço, mas elas sempre parecem estar ao redor. Eu alcanço a porta no final do corredor e tento abri-la, mas ela está bloqueada, então eu bato meu punho contra ela. "Tristan, abra a maldita porta... Eu preciso de algum agora." Não há nenhuma resposta, e eu bato na porta com mais força até que a madeira fraca começa a dobrar debaixo do meu punho. Finalmente eu não aguento mais. A necessidade de alimentar o monstro com fome, irracional, monstro instável torna-se muito e eu empurro meu ombro na porta. Com força, vejo as imagens das pessoas que perdi Lexi, Ryder, minha mãe que nunca conheci. E em seguida, no fim de tudo, eu sempre vejo os olhos de Nova aquele olhar que parece azul primeiramente a menos que você olhe perto o suficiente para ver o verde escondido neles. Eu não sei por que, mas eu vejo-a. Não é como se eu a tivesse perdido. Ela ainda está viva e lá fora em algum lugar do mundo, espero que feliz. Mas por alguma razão eu não posso parar de pensar nela. Bem pelo menos até eu chegar a minha dose de falsa felicidade, então tudo o que eu estarei pensando é onde canalizar a explosão de energia. Finalmente, a porta abre e eu tropeço no quarto. Tristan está desmaiado no colchão, uma menina deitada ao lado dele com seu braço sobre o peito. Ao lado do colchão tem uma colher e uma agulha, mas eu não vou para isso. Não é coisa minha não é o que eu quero. Não, o que eu quero está em sua gaveta superior. Corro até lá os rostos de todos que eu perdi ao meu redor, as memórias deles batendo na minha cabeça. Vejo Lexi morrendo na beira da estrada,


embebida em seu próprio sangue, por minha causa. Eu vejo a vida que nunca tive com minha mãe, o olhar nos olhos de Tristan sempre que ele menciona Ryder. Então eu vejo Nova naquela maldita lagoa, onde eu finalmente a deixei. Eu vejo seu rosto no concerto quando ela me vê traficar e então quando ela está em seu carro, pronta para conduzir para ir embora e me deixar para sempre. A última vez que a vi. E é assim que deve ser. Ela deve ser afastada de mim e essa bagunça que é suposto ser minha vida, quando na verdade é apenas eu sendo demasiado totalmente covarde para tentar sair da escuridão. Eu abro a gaveta e tiro o saco plástico, minhas mãos tremendo quando eu o abro. Eu sequer me preocupo em buscar um espelho. Eu preciso disso agora e então eu despejo uma linha fina em cima da cômoda. Meu coração bate no meu peito, barulhento e desagradável e eu desejo que ele cale a boca, porque eu não quero que ele faça qualquer barulho. Tomando uma respiração profunda e instável eu me inclino para baixo e aspiro o pó e permito que o pó branco encha o meu nariz e vá para a minha garganta. Meu coração acelera, mas de alguma forma tornase mais calmo, tudo fica quando ele cobre meu corpo com seu veneno e mata instantaneamente todos os pensamentos sobre Lexi, Ryder, minha mãe e Nova. Ele mata tudo.


Breaking Nova vol. 1 (revisado) - Jessica Sorensen