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FESTIVAIS DA TERRA Candidatura PRODER| 2009

Ludovina Maria Costa Lopes Margarido MUNICIPIO DA GUARDA MESTRE EM SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO (AMBIENTE, QUALIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL)


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Capítulo I 1. Preâmbulo

As nossas gentes merecem-no. Hospitaleiras e cordiais, oferecem a quantos nos visitam, o que têm de melhor. O queijo, o pão, as compotas, os licores, os doces dos dias de festa. Os produtos que a terra dá transformam-se em iguarias e aos sabores mais tradicionais podemos juntar outros, mais ou menos elaborados… Mas é o gosto da terra e pela terra que se saboreia. São os vales férteis de águas cristalinas que se entregam em mil sabores. Preservar essa riqueza de sabores e de saberes, dar a conhecer as tradições do mundo rural que é preciso transmitir às gerações vindouras, sob pena de se perderem para sempre, é o principal objectivo deste projecto.

2. Fundamentação No momento especialmente difícil que todo o país atravessa, a crise agrava-se e aprofundam-se desigualdades entre classes. A conjuntura económica do país, já fragilizada, agrava-se também, mostrando um país profundamente dependente do comércio externo, em muitas áreas da economia mas, especialmente, no respeitante aos bens de consumo de primeira necessidade: os cereais, o azeite, a horto - fruticultura. Os campos estão abandonados, fruto de políticas agrícolas pouco eficazes e motivadoras, que desenraizaram a população dos espaços rurais, levando-as a migrar para junto das grandes urbes, vivendo ilusoriamente uma vida, porventura, menos trabalhosa mas, também, menos desafogada: é notoriamente sabido que nos espaços rurais não se passa fome, não há privações de bens de primeira necessidade pois a terra retribui de forma generosa quem a trata com dedicação. 1 Ludovina Margarido


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É em grandes coisas que se registam as grandes viragens, é tempo de procurar outro rumo, de encontrar soluções para tornar o país mais produtivo, mais rico… Não há riqueza num país que depende do mercado exterior. A sustentabilidade tem de começar no sector primário, urge privilegiar e promover os nossos produtos, e incentivar a produção mas, também, criar brechas de mercado com produtos de qualidade, produtos certificados que marquem a diferença, que espelhem a qualidade da produção nacional, com mérito reconhecido nos mercados internacionais.

3. Justificação do pedido de apoio

O pedido de apoio justifica-se na medida em que a Autarquia, conhecedora do vasto património cultural do concelho da Guarda e tendo consciência que esse património, muito dele verbal, se vai perdendo devido, principalmente, ao despovoamento dos espaços rurais, pretende inventariar e valorizar esse património. Muitas vezes ligado às lides do campo e às tarefas sazonais, este deixou de ser transmitido pelos mais idosos às gerações mais jovens, o que acarreta perdas patrimoniais irrecuperáveis. Pretendese pois, que este apoio possa traduzir-se, não só na recuperação desse património mas, também, na valorização da ruralidade do nosso conselho, tão rico em produtos da terra, apresentados de forma simples tal qual a natureza no-los oferece (como os frutos frescos, secos, hortícolas, cogumelos, etc.) ou transformado, segundo processos ancestrais e artesanais, como sendo a cestaria, os cobertores de papa ou tapeçaria, etc. ou os deliciosos pães, marmeladas, licores ou infusões, que outrora providenciavam a subsistência familiar de toda a região e que hoje se resumem a actos isolados.

4. Objectivos Gerais

- Valorizar o património cultural do concelho da Guarda; - Divulgar os produtos tradicionais, valorizando, simultaneamente os métodos de cultivo, colheita e transformação artesanais; 2 Ludovina Margarido


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- Promover um conjunto de actividades que dinamizem e envolvam as colectividades de forma a divulgar e valorizar o património natural e cultural e gastronómico do concelho.

5. Objectivos Específicos

- Inventariar o património natural, cultural e gastronómico do concelho da Guarda, nomeadamente no respeitante às Juntas de Freguesia que compõem a ADEFES (Associação de Desenvolvimento das Freguesias da Encosta da Serra) - Elaborar um plano anual de actividades culturais, recreativas e de sensibilização, envolvendo diversos públicos-alvo. - Organizar uma série de eventos promotores dos produtos da terra; - Proporcionar às colectividades, artesãos, o envolvimento na dinamização e realização de actividades diversas. - Elaborar, um conjunto de materiais promocionais (folhetos, vídeos, cartazes, pequenas publicações) que promovam e valorizem o património natural, cultural e gastronómico do concelho; - Divulgar os eventos de forma a dar-lhes visibilidade e notoriedade de forma a que possam ser perpetuados no tempo.

6. Actividades a desenvolver

- Organizar um conjunto de eventos que permita a concretização dos objectivos propostos:

7. Festivais da Terra | Actividades

- Festa da abóbora, castanha e cogumelo; - Feira Transfronteiriça de Artesanato; - Feira de S. João; 3 Ludovina Margarido


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- Encontro de Confrarias; - Constituição da Confraria do Cogumelo; - Passeios micológicos -Oficinas de aprendizagem sobre temas variados: compotas, e conservas, agricultura biológica, bio-jardinagem, apicultura, micologia, cestaria e artesanato, doces tradicionais, etc. - Marcação de trilhos e percursos pedestres que permitam um melhor conhecimento das freguesias da encosta da serra; - Compilação de receitas tradicionais numa publicação única “Receitas da terra” - Inventariação e divulgação de um conjunto de doces tradicionais do concelho (bola da Guarda, bola parda, cavacas, etc.) - Inventariação de um conjunto de actividades do mundo rural, tradicionais no concelho: ceifa, malha, vindima, elaboração do queijo, dos enchidos, os lagares de azeite. - Elaboração de material para divulgação dessas actividades e dos produtos, exposições fotográficas, vídeos, etc. - Organizar exposições temáticas no espaço “Terra com arte”.

8. Caracterização do mercado para produtos ou serviços

O projecto tem por objectivo último promover a criação de micro-empresas do género familiar, promotoras de economia local e criadoras de emprego. Uma observação atenta do mercado indicia a inexistência quase total de produtos/antigos elaborados no concelho. Nas lojas de artesanato e de venda de “souvenirs”, os produtos elaborados no concelho são quase inexistentes, mesmo no que diz respeito a produtos como o mel, os doces, os enchidos, etc. sendo muitos destes provenientes de outros produtos do distrito como Seia, Trancoso, etc.

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Assim, facilmente se detecta que existe aqui um nicho de mercado que pode e deve ser explorado de forma a desenvolver o Concelho da Guarda. Urge, também, articular com os estabelecimentos de hotelaria e restauração da cidade de forma a que os produtos endógenos sejam divulgados e utilizados: os cogumelos silvestres, as bagas do bosque, os frutos secos como nozes, amêndoas e castanhas, bem como os queijos e os enchidos, os cogumelos, etc. podem e devem fazer parte integrante das ementas e menus deste estabelecimento (estatísticas, levantamentos feitos na festa da abóbora) em anexo.

- Uma breve visita às pastelarias da cidade permite-nos, igualmente, verificar a inexistência de doces tradicionais à venda. Receitas como a bola parda, a bola à moda da Guarda, os biscoitos da lata e as cavacas não fazem parte das montras das pastelarias não sendo, algumas delas, conhecidas, sequer dos mestres pasteleiros. O mesmo deverá ser feito em relação aos doces tradicionais, pretendendo-se a divulgação destas receitas antigas tão deliciosas: o doce de abóbora, a castanhada, a mostajada, etc. Desta forma, não só se promoverão os produtos regionais potenciando a sua produção e transformação, como também se criará uma identidade colectiva de memórias e de sabores.

9. Impacto da operação no território

Sendo que as principais valências do nosso território se prendem com o turismo natureza e consequente valorização dos recursos endógenos como a água límpida que alimenta grande parte da população do país; o ar puro e saudável indicado para a cura de determinadas patologias respiratórias; as belíssimas paisagens naturais, o artesanato e a restauração, pretendendo que este projecto se traduza, no terreno,

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com a recuperação de recursos hídricos e florestais, com a revitalização da actividade agrícola muito votada ao abandono. Este último ponto reveste-se de uma enorme importância se tivermos em conta que o concelho integra em si, vales do rio Zêzere e Mondego, detentores de solos ricos e bem irrigados, com microclimas que propiciam a agricultura, inclusivamente de produtos hortícolas e frutícolas mais exigentes em termos endafoclimáticos (como sendo a Oliveira, a figueira, amendoeira, laranjeira, pessegueiro, etc.) Por outro lado, as freguesias da encosta da serra, devido às extensões de manchas florestais, permitem actividades como a silvicultura e o aproveitamento das diferentes valências da floresta (micologia, frutos secos, etc.)

10. Aspectos inovadores da operação

A inovação do projecto prende-se, principalmente, com a visão global que proporciona, em termos de estudo, uma perspectiva histórica de usos e costumes do mundo rural, projectando o futuro socio-económico do concelho numa perspectiva de desenvolvimento sustentável, integrante de uma série de parcerias públicas (DRABI, ADSI, Pró-Raia, APGUR, etc.) e privadas (empresas, restaurantes, pastelarias, etc). O papel da Autarquia, naturalmente agregador de vontade e interesses, regulará de forma articulada, o desenvolvimento de todo o projecto, visto possuir os recursos humanos e técnicos para liderar este projecto de forma a poder executá-lo com sucesso. A organização de exposições temáticas e oficinas práticas de formação, disponibilizadas aos milhares de visitantes da Quinta da Maúnça, bem como a organização de feiras para venda e mostra e divulgação destes produtos locais é, também, um aspecto inovador que pretendemos pôr em prática.

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11. Contributos para valorização ambiental

11.1. Impacto da operação Nesse sentido, a realização de oficinas de sensibilização junto dos “chefes” dos principais restaurantes do concelho poderá promover o conhecimento e potenciar a utilização dos produtos regionais. - As oficinas de formação funcionarão como acções de sensibilização para os diversos públicos alvo (produtores, agricultores, empresários das várias áreas, como hotelaria, comércio, etc) - Os materiais elaborados serão utilizados em acções de sensibilização realizadas pela Autarquia e/ou outras instituições, com a comunidade escolar do concelho, promovendo o conhecimento e respeito pelo mundo rural e poderão ilustrar numerosos eventos como feiras, exposições, workshops, etc. - A crescente procura destes produtos permitirá a revitalização do mundo rural que se traduzirá numa valorização dos recursos naturais:

O respeito pelo solo através de modos mais amigos do ambiente;

A rentabilização dos recursos hídricos.

A limpeza e valorização dos recursos florestais através da silvicultura (os cogumelos, as plantas aromáticas e medicinais, os frutos silvestres e secos, etc.

Maior aproveitamento dos recursos endógenos, o que se traduz numa diminuição de emissão de gazes com efeito de estufa, subsequentes do transporte dos mesmos no caso de virem de outros pontos do país ou do mundo, ou seja, um desenvolvimento mais sustentável da região.

As dinâmicas criadas pela Autarquia nomeadamente no apoio no apoio às colectividades e às freguesias está na base do sucesso que se pretende atingir com 7 Ludovina Margarido


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este projecto: os contactos estão estabelecidos, as relações foram estreitadas havendo uma proximidade muito grande com artesãos, grupos de cantores, etc. Por outro lado, realizaram-se já diversos eventos em que estas colectividades foram convidadas a colaborar, nomeadamente em feiras, mostras, etc. Neste sentido falta apenas dar um salto qualitativo de valorização destas gentes, dos seus produtos e dos seus saberes através de uma divulgação forte e impactante. Estão já criadas as sinergias necessárias para que se possa, também, realizar eventos onde a cooperação transfronteiriça seja uma realidade. As parcerias da Autarquia no projecto Interreg como “Red Pandora” com Santa Marta de Tormes ou Binsal com a Deputacion de Salamanca serão uma valiosa colaboração para criar uma rede de eventos e contactos onde os produtos do concelho poderão e deverão estar representados. Por outro lado e também no âmbito do projecto Interreg “Red Pandora”, foi criado, na Quinta da Maúnça, Espaço Saber+, com o objectivo de dinamizar uma série de actividades de sensibilização e formação em áreas como a agricultura biológica, apicultura, micologia, conservação de produtos hortícolas, etc. Tendo em conta o sucesso obtido do público em geral, deverá a Autarquia, neste espaço, dar todo o apoio logístico e técnico para formar e informar, tirar dúvidas, divulgar eventos, criar redes de contactos e parcerias, etc. - A criação de postos de trabalho (não se aplica) - Informação complementar

12. Enquadramento e complementaridade com outros programas ou planos integrados

Este plano de Acção complementa-se com o Provere concorrendo para a concretização dos seus objectivos: a valorização dos recursos endógenos, a dinamização das actividades ligadas ao mundo rural, a promoção dos produtos da terra e do nosso património cultural. 8 Ludovina Margarido


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Câmara Municipal da Guarda – Promotor ADEFES APGUR ADSI Pró-Raia Associação de Jogos Tradicionais Associação Comercial …

Privados: Restaurantes Pastelarias Empresas Etc.

Promotor – responsável pela Gestão e calendarização do projecto, organizado os eventos, disponibilizando os recursos técnicos e humanos para a concretização das acções, proporcionando todo o apoio logístico necessário, promovendo a qualificação dos recursos humanos.

ADEFES – criar e estreitar as relações entre o poder local (Autarquia) e a população local das respectivas freguesias, incentivando a participação de artesãos, fornecendo contactos e divulgando as acções de sensibilização e os eventos junto da população local.

Associação Comercial – Divulgar junto dos seus associados as actividades e acções a realizar.

ADSI – Divulgar a nível nacional os eventos a realizar.

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APGUR – divulgar os eventos culturais e recreativos junto dos promotores locais e agências nacionais de forma a dinamizar o turismo junto das populações rurais.

Privados – participar em acções de sensibilização e formação

13. Plano de utilização e funcionamento após a conclusão da operação

Pretende-se que, após a conclusão da operação, fique enraizada um espírito de equipa e de unidade cultural entre os diversos intervenientes, criando o hábito e algum grau de autonomia no respeitante à participação em feiras, em mostras de gastronomia ou de representação de produtos locais. Estes eventos deverão adquirir reconhecimento e notoriedade de modo a que continuem a repetir-se após a conclusão do projecto.

14. Plano de Intervenção da Câmara Municipal da Guarda no âmbito da Educação Ambiental e Valorização dos produtos locais

Sendo que a valorização dos produtos endógenos é, segundo o executivo em exercício para os próximos quatro anos, uma prioridade que se irá reflectir positivamente no desenvolvimento económico das populações e, simultaneamente, no turismo ambiental e de natureza que se pretende potenciar no concelho, valorizando e divulgando os nossos recursos naturais. Tendo em conta que está já implementado no concelho um espaço onde se promove a educação ambiental e para a sustentabilidade, visitado por milhares de pessoas, principalmente crianças, é intenção do Municipio aproveitar a dinâmica já criada e estruturada na Quinta da Maúnça da Câmara Municipal da Guarda, para levar a cabo este projecto que funcionará como complemento dos projectos educativos das centenas de turmas que aí fazem as suas visitas.

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Capítulo II 1. Plano Anual de Actividades para o espaço “Terra feita com arte” – ano 2011

Intimamente ligado ao plano anual de actividades da Quinta da Maúnça, este espaço albergará exposições quadrimestrais relacionados com temas ligados à valorização do espaço rural e dos seus produtos que verão a sua componente mais prática trabalhada em oficinas de “saber fazer”: 1.º Trimestre – “De fio a pavio” – a pastorícia, a fiação: registos de uma região outrora rica em industrias de fiação e tecelagem. 2.º Trimestre – “Do grão se faz o pão” – Artefactos manuais e artesanais usados na ceifa, na malha, na elaboração do pão. 3.º Trimestre – “Árvores nossas de cada dia” – Como a floresta e os recursos naturais a ela adstritos contribuem para a riqueza das nossas populações: os frutos secos, os cogumelos, as plantas aromáticas e medicinais. Conhecer melhor a nossa floresta autóctone, as árvores que a constituem, os diferentes estratos que a compõem são alguns dos temas a abordar. Para além de algum espólio patrimonial (objectos como o mangual, a foice, a cesta dos cogumelos ou para pilar as castanhas, um pequeno tear, roca, tapetes e mantas, as exposições serão acompanhadas de expositores temáticos com fotos de artesãos, ambientes, etc.

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Esxposição - tema

Oficinas de “saber fazer” a realizar mensalmente - Oficina de tecelagem - Visita ao Museu de Tecelagem dos Meios

“De fio a pavio”

- Oficina de pintura de tecido - A tosquia – uma arte em vias de extinção - Oficina de elaboração de pão caseiro – forno da Quinta da Maúnça - “A ceifa – os participantes poderão colaborar na ceifa e na malha dos cereais (Junta de Freguesia de……)” - Concurso Bola Parda, Bola à moda da

“Do grão se faz pão”

Guarda, Biscoitos da lata, etc. (com oficina de doçaria na Quinta da Maúnça) - “Os cereais – todos diferentes, todos iguais” – saber distinguir as diferentes plantas, os diferentes grãos e os diferentes benefícios de cada um deles. (Quinta da Maúnça) “A nossa Floresta” – caminhada/saída da Setembro

Visita aos viveiros, recolha e sementeira de árvores

“As árvores nossas de cada dia”

Quinta da Maúnça

Outubro

Setembro a Dezembro Novembro

Dezembro

“É Outono na Floresta” – oficina de arte – Quinta da Maúnça “Passeio Micológico” – caminhada/saída de campo – Fernão Joanes “O pinheirinho que não queria ser árvore de Natal” – oficina de arte – Quinta da Maúnça

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2. Plano de Intervenção

A Câmara Municipal da Guarda, tendo já uma grande experiência na promoção e divulgação da cultura local e tendo conhecimento da riqueza cultural de algumas das suas freguesias, nomeadamente das que se localizam na encosta da serra da Estrela, integradas no Parque Natural da Serra da Estrela, tem, também, consciência de que muita dessa cultura, poderá perder-se para sempre, fruto do afastamento dos mais novos do mundo rural e da consequente ruptura com a transmissão geracional das mesmas. Assim, urge recuperar estas tradições ligadas ao mundo rural, (a ceifa, a malha, a elaboração do pão, doces, queijos, enchidos de forma tradicional, etc.) e perpetuá-la no tempo. Paralelamente, é objectivo da Câmara Municipal da Guarda divulgar e promover estes produtos regionais de forma a revitalizar a agricultura, a silvicultura, a pecuária, tão importantes à sustentabilidade do mundo rural e à economia local. Para que isso aconteça, no entanto, a Autarquia pretende organizar uma série de eventos, colaborar com as freguesias na divulgação de boas práticas na colheita (dos cogumelos, por exemplo, uma das riquezas destas freguesias), acondicionamento, certificação e escoamento destes produtos. Detentora da visão estratégica e do “saber fazer” para o qual muito contribuem os seus recursos técnicos e humanos, a Autarquia assume a responsabilidade da articulação do projecto nas suas diferentes vertentes. Este projecto desenvolver-se-á em duas vertentes diferentes que se completam no tempo e no espaço físico. O projecto global “Festivais d’aqui” englobará:

1- A recuperação de um espaço físico (refuncionalização de um edifício de traça tradicional localizado na Quinta da Maúnça, espaço onde a Autarquia dinamiza actividades ligadas ao mundo rural e à sua sustentabilidade, vocacionado, tanto para o público escolar como para o público em geral). Neste espaço, o qual se identificará pelo nome “Artes d’aqui”, organizará uma série de actividades de periodicidade quadrimestral, entre elas exposições temáticas 13 Ludovina Margarido


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com componentes práticas como workshops, oficinas de formação artísticas, etc. 2- Um projecto imaterial cujo objectivo é extrapolar o espaço físico da Quinta da Maúnça e divulgar a riqueza das nossas tradições e do mundo rural em diversos locais, nomeadamente na zona urbana da cidade, noutros concelhos, em Espanha, etc., através da realização de diversos eventos: feiras, mostras de produtos, exposições, etc., utilizado, para o efeito um conjunto de materiais promocionais como filmes, stands, livros e brochuras, etc.

Estes materiais serão elaborados no âmbito do projecto, fruto de um trabalho de inventariação do património rural junto das freguesias do concelho (modos tradicionais de cultura, de elaboração de artesanato local, de jogos tradicionais, da gastronomia regional, etc.) Após este levantamento ou inventariação, serão elaborados os materiais a utilizar, em actividades promotoras da valorização e divulgação do nosso património cultural, nos eventos atrás referidos, dos quais se pretende destacar a “Festa da Abóbora, Castanha e Cogumelo” e a Feira de S. João, onde as tradições e os produtos regionais são mais valorizados. Paralelamente, serão utilizados nas actividades (educação para a sustentabilidade no espaço Artes d’Aqui, da Quinta da Maúnça), junto dos milhares de visitantes que aí se deslocam anualmente. (ver anexo1) Para que estes eventos possam realizar-se noutros locais, abrangendo, desta forma, um maior número de público, torna-se necessária a aquisição e/ou aluguer de equipamentos complementares como sendo stands, tendas ou outros que possibilitem a exposição dos produtos, artigos, artefactos, alfaias, peças de artesanato, etc., de forma a que permitam, também, a visualização de filmes, audiovisuais, etc.

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3. Plano de Inventariação

De forma a seleccionar as práticas culturais mais emblemáticas do Concelho, será feita uma inventariação rigorosa dos usos, costumes, práticas agrícolas ancestrais, produtos típicos, alfaias, etc., de cada uma das freguesias. Para o efeito serão utilizadas diversas metodologias: - Preenchimento de questionários (junto das pessoas mais idosas das populações, dos presidentes das Juntas, associações, etc. - Tratamento dos dados recolhidos; - Registo fotográfico do património considerado pertinente para registo posterior; - Recolha e identificação de objectos, alfaias, etc., considerados pertinentes para a exposição no espaço “Artes d’Aqui”; - Distribuição, divulgação dos materiais elaborados e/ou recolhidos.

4. Plano de Acção

Plano de Actividades do espaço “Artes d’Aqui” 2011

Exposição - tema

Oficinas de “saber fazer” a realizar mensalmente - Oficina de tecelagem – espaço Artes d’Aqui

“De fio a pavio”

- Visita ao Museu de Tecelagem dos Meios - Oficina de pintura de tecido - A tosquia – uma arte em vias de extinção - Oficina de elaboração de pão caseiro – forno da Quinta da Maúnça

“Do grão se faz pão”

- “A ceifa – os participantes poderão colaborar na ceifa e na malha dos cereais (Junta de Freguesia de……)”

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- Concurso Bola Parda, Bola à moda da Guarda, Biscoitos da lata, etc. (com oficina de doçaria no espaço Artes d’Aqui) - “Os cereais – todos diferentes, todos iguais” – saber distinguir as

diferentes

plantas, os

diferentes grãos e os diferentes benefícios de cada um deles. (Artes d’Aqui) “A nossa Floresta” – caminhada/saída da Quinta Setembro

Visita aos viveiros, recolha e sementeira de árvores

“As árvores nossas de cada Outubro

dia”

da Maúnça

Setembro a Dezembro Novembro

Dezembro

“É Outono na Floresta” – oficina de arte – Artes d’Aqui “Passeio Micológico” – caminhada/saída de campo – Fernão Joanes “O pinheirinho que não queria ser árvore de Natal” – oficina de arte – Artes d’Aqui

Obs: Cada tema será trabalhado em diversas vertentes sendo que, no espaço. Artes d’Aqui, ficará, em permanência, uma exposição temática a ser explorada, pelos técnicos, com os visitantes da Quinta da Maúnça.

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Plano de Actividades do espaço “Artes d’Aqui” 2012

Exposição - tema

Oficinas de “saber fazer” a realizar mensalmente As plantas silvestres comestíveis e da nossa região

1.º Quadrimestre – “Saladas Selvagens”

– usos, costumes e tradições. Do jardim à Floresta, as flores que fazem parte da

2.º Quadrimestre – “Flores de mil cores”

3.º Quadrimestre – “O Reino dos Cogumelos”

biodiversidade florística da região

As espécies mais conhecidas nas nossas florestas. Conhecer, preparar, conservar.

Plano de Actividades do espaço “Artes d’Aqui” 2013

Exposição - tema

Oficinas de “saber fazer” a realizar mensalmente A importância da etnobotânica – as diferentes

1.º Quadrimestre – “Mézinhas da Avó”

plantas aromáticas e medicinais da região. Práticas ancestrais da agricultura da região.

2.º Quadrimestre – “Agricultura Biológica”

3.º Quadrimestre – “Tempo de colheitas”

Aprender a conhecer as árvores do pomar e distinguir os seus frutos (espécies autóctones).

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5. Justificação do pedido de apoio

O pedido de apoio justifica-se na medida em que a Autarquia, conhecedora do vasto património cultural do concelho da Guarda e tendo consciência que muito desse património, muito dele verbal, se vai perdendo devido, principalmente, ao despovoamento dos espaços rurais, pretende inventariar e valorizar esse património, muitas vezes ligado às lides do campo e às tarefas sazonais, deixou de ser transmitido pelos mais idosos às gerações mais jovens, o que acarreta perdas patrimoniais irrecuperáveis. Pretende-se pois, que este apoio possa traduzir-se, não só na recuperação desse património mas, também, na valorização da ruralidade do nosso conselho, tão rico em produtos da terra, apresentados de forma simples tal qual a natureza no-los oferece ou transformados, segundo processos ancestrais e artesanais, como sendo a cestaria, os cobertores de papa ou os deliciosos pães, marmelada, licores ou infusões, que outrora providenciavam a subsistência familiar de toda a região e que hoje se resumem a actos isolados e a técnicas em desuso.

5.1.

Objectivos Gerais

- Valorizar o património cultural do conselho da Guarda; - Divulgar os produtos tradicionais, valorizando, simultaneamente os métodos de cultivo, colheita e transformação artesanais; - Promover conjunto de actividades que dinamizem e envolvam as colectividades de forma a divulgar e valorizar o património natural e cultural, gastronómico do concelho.

5.2.

Objectivos Específicos

- Inventariar o património natural, cultural e gastronómico do concelho da Guarda; - Elaborar um plano anual de actividades culturais, recreativas e de sensibilização, envolvendo diversos públicos-alvo.

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- Proporcionar às colectividades, artesãos, etc, o envolvimento na dinamização e realização de actividades diversas. - Elaborar, rentabilizando os meios humanos e técnicos da autarquia um conjunto de materiais promocionais (folhetos, vídeos, cartazes, pequenas publicações) que promovam e valorizem o património natural, cultural e gastronómico do concelho; - Operacionalizar o processo de certificação da “mostajada” e da “castanhada” doces tradicionais confeccionados na Quinta da Maúnça.

5.3.

Actividades a desenvolver

1- Organizar um conjunto de eventos que permita a concretização dos objectivos propostos: - Festa da abóbora, castanha e cogumelo. - Feira de S. João - Encontro de Confrarias - Passeios micológicos - Oficinas de aprendizagem sobre temas variados: compotas, e conservas, agricultura biológica, bio-jardinagem, apicultura, micologia, cestaria e artesanato, doces tradicionais, etc. - Marcação de trilhos e percursos pedestres de vários pontos do concelho - Compilação de receitas tradicionais - Certificar o modo de produção dos doces, conservas e infusões “Miminhos da Maúnça” - Certificar a “mostajada” e a “castanhada” como produtos regionais de excelência produzidos na Quinta da Maúnça, contribuindo desta forma, para valorizar e dar a conhecer na espécie da flora autóctone em perigo de extinção: o mostajeiro (sorbus latifolia) que é, simultaneamente um endemismo ibérico. - Certificar a infusão de “Bela Luz”, produzida na Quinta da Maúnça, em modo de produção biológica, valorizando esta espécie que é uma planta aromática e medicinal pouco conhecida (Thymus mastichina) que é um endemismo ibérico. - Inventariar um conjunto de doces tradicionais do concelho 19 Ludovina Margarido


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- Inventariar um conjunto de actividades do mundo rural, tradicionais no concelho: ceifa, malha, vindima, elaboração do queijo, dos enchidos, os lagares de azeite. - Elaborar material para divulgação dessas actividades e dos produtos, fotos, vídeos, etc.

5.4.

Caracterização do mercado para produtos ou serviços

O projecto tem por objectivo último promover a criação de micro-empresas do género familiar promotoras de economia local e criadoras de emprego. Uma observação atenta do mercado indicia a inexistência quase total de produtos antigos elaborados no concelho. Nas lojas de artesanato e de venda de “souvenirs”, os produtos elaborados no concelho são quase inexistentes, mesmo no que diz respeito a produtos como o mel, os doces, os enchidos, etc. sendo muitos destes provenientes de outros produtos do distrito como Seia, Trancoso, etc. Assim, facilmente se detecta que existem aqui um nicho de mercado que pode e deve ser explorado de forma a desenvolver a região da Guarda. Urge, também, articular com os estabelecimentos de hotelaria e restauração da cidade de forma a que os produtos endógenos sejam divulgados e utilizados: os cogumelos silvestres, as bagas do bosque, os frutos secos como nozes, amêndoas e castanhas, bem como os queijos e os enchidos, pode e deve fazer parte integrante das ementas e menus deste estabelecimento (estatísticas, levantamentos feitos na festa da abóbora) - Uma breve visita às pastelarias da cidade permite-nos, igualmente, verificar a inexistência de doces tradicionais à venda. Receitas como a bola parda, a bola à moda da Guarda, os biscoitos da lata, e as cavacas não fazem parte das montras das pastelarias não tendo, algumas delas, conhecidas, sequer dos mestres pasteleiros. O mesmo deverá ser feito a relação aos doces tradicionais, pretendendo-se a divulgação destas receitas antigas tão deliciosas.

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Desta forma, não só se promoverão os produtos regionais potenciando a sua produção e transformação, como também se criará na identidade colectiva de memórias e de sabores.

5.5.

Impacto da operação no território

Sendo que os principais valências do nosso território se prende com o turismo natureza consequente e valorização dos recursos endógenos como a agua límpida que alimenta grande parte da população do pais, o ar puro e saudável próprio para uma determinada patologias respiratórias, as belíssimas paisagens naturais, o artesanato e a restauração, prende-se que este projecto se traduz no terreno com a recuperação de recursos hídricos e florestais, com a revitalização da actividade agrícolas abandonadas. Este último ponto reveste-se de uma enorme importância se tivermos em conta que o concelho integra em si, vales do rio Zêzere e Mondego, detentores de solos ricos e bem irrigados com microclimas que propiciam a agricultura, inclusivamente de produtos hortícolas e frutícolas mais exigentes em termos endafoclimáticos como sendo a Oliveira, a figueira, amendoeira, laranjeira, pessegueiro, etc

5.6.

Aspectos inovadores da operação

A inovação do projecto prende-se, principalmente, com a visão global que proporciona, em termos de estudo, uma perspectiva histórica de usos e costumes do modo rural, projectando o futuro socio-económico do concelho numa perspectiva de desenvolvimento sustentável, integrante na série de parceiras publicas e privados. O papel da Autarquia naturalmente agregador de vontade e interesses, regulará de forma articulada, o desenvolvimento de todo o projecto, visto possuir os recursos humanos e técnicos para liderar este projecto de forma a poder executa-lo com sucesso.

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5.7.

Contributos para valorização ambiental

Impacto da operação Nesse sentido, a realização dos Workshops ou oficinas de sensibilização junto dos “chefes” dos principais restaurantes do concelho poderá promover o conhecimento e potenciar a utilização destes produtos. - Os Workshops e oficinas de formação funcionarão como acções de sensibilização para os diversos públicos alvo (produtores, agricultores, empresários das varias áreas, como hotelaria, comercio, etc) - Os materiais elaborados serão utilizados nas acções de sensibilização realizadas na Quinta da Maunça, com a comunidade escolar do concelho, promovendo o conhecimento e respeito pelo mundo rural e poderão ilustrar numerosos eventos como feiras, exposições, workshops, etc. - A revitalização do mundo rural traduzir-se-á numa valorização dos recursos naturais. - O respeito pelo solo através da produção em modo biológico. - A rentabilização dos recursos hídricos. - A limpeza e valorização dos recursos florestais através da silvicultura (os cogumelos, as plantas aromáticas e medicinais, os frutos silvestres, etc) O projecto aqui apresentado enquadra-se na medida 3.1 “Diversificação da economia e criação de emprego” pois promove o desenvolvimento das actividades económicas criadoras de riqueza e de emprego, permitindo fixar a população e aproveitar recursos endógenos, transformando-os em factores de competitividade. Neste sentido, a acção em que se integra, nomeadamente a 3.1.3 “Desenvolvimento de actividades turísticas e de lazer”, visa promover a Natureza multifuncional do território rural, reconhecendo as potencialidades da freguesia de Fernão Joanes em todas as suas componentes, um património físico, cultural e ambiental, com base nos quais se pode estruturar uma base de desenvolvimento local, contribuindo para impulsionar o seu desenvolvimento económico e promover a criação de emprego, factores essenciais para a fixação das populações e melhoria da sua qualidade de vida.

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Capítulo III 1. Projecto Festivais D’Aqui 1.1.

Plano de Intervenção

A Câmara Municipal da Guarda, tendo já uma grande experiência na promoção e divulgação da cultura local e tendo conhecimento da riqueza cultural de algumas das suas freguesias, nomeadamente das que se localizam na encosta da serra da Estrela, integradas no Parque Natural da Serra da Estrela, tem, também, consciência de que muita dessa cultura, poderá perder-se para sempre, fruto do afastamento dos mais novos do mundo rural e da consequente ruptura com a transmissão geracional das mesmas. Assim, urge recuperar estas tradições ligadas ao mundo rural, (a ceifa, a malha, a elaboração do pão, doces, queijos, enchidos de forma tradicional, etc.) e perpetuá-la no tempo. Paralelamente, é objectivo da Câmara Municipal da Guarda divulgar e promover estes produtos regionais de forma a revitalizar a agricultura, a silvicultura, a pecuária, tão importantes à sustentabilidade do mundo rural e à economia local. Para que isso aconteça, no entanto, a Autarquia pretende organizar uma série de eventos, colaborar com as freguesias na divulgação de boas práticas na colheita (dos cogumelos, por exemplo, uma das riquezas destas freguesias), acondicionamento, certificação e escoamento destes produtos. Detentora da visão estratégica e do “saber fazer” para o qual muito contribuem os seus recursos técnicos e humanos, a Autarquia assume a responsabilidade da articulação do projecto nas suas diferentes vertentes. Este projecto desenvolver-se-á em duas vertentes diferentes que se completam no tempo e no espaço físico. O projecto global “Festivais d’aqui” englobará: 3- A recuperação de um espaço físico (refuncionalização de um edifício de traça tradicional localizado na Quinta da Maúnça, espaço onde a Autarquia dinamiza actividades ligadas ao mundo rural e à sua sustentabilidade, vocacionado, tanto para o público escolar como para o público em geral). Neste espaço, o qual se identificará pelo nome “Artes d’aqui”, organizará uma série de 23 Ludovina Margarido


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actividades de periodicidade quadrimestral, entre elas exposições temáticas com componentes práticas como workshops, oficinas de formação artísticas, etc. 4- Um projecto imaterial cujo objectivo é extrapolar o espaço físico da Quinta da Maúnça e divulgar a riqueza das nossas tradições e do mundo rural em diversos locais, nomeadamente na zona urbana da cidade, noutros concelhos, em Espanha, etc., através da realização de diversos eventos: feiras, mostras de produtos, exposições, etc., utilizado, para o efeito um conjunto de materiais promocionais como filmes, stands, livros e brochuras, etc.

Estes materiais serão elaborados no âmbito do projecto, fruto de um trabalho de inventariação do património rural junto das freguesias do concelho (modos tradicionais de cultura, de elaboração de artesanato local, de jogos tradicionais, da gastronomia regional, etc.) Após este levantamento ou inventariação, serão elaborados os materiais a utilizar, em actividades promotoras da valorização e divulgação do nosso património cultural, nos eventos atrás referidos, dos quais se pretende destacar a “Festa da Abóbora, Castanha e Cogumelo” e a Feira de S. João, onde as tradições e os produtos regionais são mais valorizados. Paralelamente, serão utilizados nas actividades (educação para a sustentabilidade no espaço Artes d’Aqui, da Quinta da Maúnça), junto dos milhares de visitantes que aí se deslocam anualmente. (ver anexo1) Para que estes eventos possam realizar-se noutros locais, abrangendo, desta forma, um maior número de público, torna-se necessária a aquisição e/ou aluguer de equipamentos complementares como sendo stands, tendas ou outros que possibilitem a exposição dos produtos, artigos, artefactos, alfaias, peças de artesanato, etc., de forma a que permitam, também, a visualização de filmes, audiovisuais, etc.

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2. Plano de Inventariação

De forma a seleccionar as práticas culturais mais emblemáticas do Concelho, será feita uma inventariação rigorosa dos usos, costumes, práticas agrícolas ancestrais, produtos típicos, alfaias, etc., de cada uma das freguesias. Para o efeito serão utilizadas diversas metodologias: - Preenchimento de questionários (junto das pessoas mais idosas das populações, dos presidentes das Juntas, associações, etc. - Tratamento dos dados recolhidos; - Registo fotográfico do património considerado pertinente para registo posterior; - Recolha e identificação de objectos, alfaias, etc., considerados pertinentes para a exposição no espaço “Artes d’Aqui”; - Distribuição, divulgação dos materiais elaborados e/ou recolhidos.

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3. Plano de Acção Mês Novembro 2009

Janeiro a Dezembro 2010

Junho 2010

Novembro 2010

Janeiro 2011

Janeiro a Dezembro 2011

Junho 2011

Novembro 2011

Junho 2012

Novembro 2012

Junho 2013

Novembro 2013

Actividades - Festivais d’Aqui: Festa da Abóbora, Castanha e Cogumelo Obras de recuperação do edifício Artes d’Aqui

Festivais d’Aqui: Feira S. João Festivais d’Aqui: 4.ª Festa da Abóbora, Castanha e Cogumelo Inauguração do edifício Artes d’Aqui

Dinamização do espaço “Artes d’Aqui” (ver plano de actividades para 2011, 2012 e 2013) Festivais d’Aqui: Feira S. João Festivais d’Aqui: 4.ª Festa da Abóbora, Castanha e Cogumelo Festivais d’Aqui: Feira S. João Festivais d’Aqui: 4.ª Festa da Abóbora, Castanha e Cogumelo Festivais d’Aqui: Feira S. João Festivais d’Aqui: 4.ª Festa da Abóbora, Castanha e Cogumelo

A coordenadora do EEF: Ludovina Maria Costa Lopes Margarido 26 Ludovina Margarido

Festivais da Terra  

A Promoção do Património Cultural e Natural | Proposta de atuação para Autarquias

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